PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
CARDIOLOGIA (Ecocardiografia – Hemodinâmica - Intervencionista)
QUESTÃO 1
a) Clopidogrel 300mg, AAS 200mg, enoxaparina 60mg - 12/12 h, sinvastatina 40mg,
captopril 12,5mg - 8/8 h, atenolol 25mg - 12/12 h (ou outro betabloqueador).
b) A estratificação deve ser invasiva, uma vez que a paciente apresenta fração de
ejeção menor que 40% no ecocardiograma.
QUESTÃO 2
a) (Classe I): sintomático; assintomático com IM grave e disfunção de VE (FE: 3060% e DSVE: 45-55); (Classe IIA): assintomático com função normal e: fibrilação
atrial ou hipertensão arterial pulmonar; assintomático com FE: 50-60% ou DSVE: 4555; disfunção grave de VE (FE < 30% ou DSVE > 55), se o reparo for possível.
b) O diagnóstico de EI é feito pelos critérios de Duke. A presença de dois critérios
maiores ou um maior e três menores ou cinco menores fecha o diagnóstico. Os
critérios maiores são: 1) ecocardiograma: massa oscilante, abscesso ou deiscência
recente de prótese; 2) nova regurgitação valvar; 3) hemoculturas positivas:
microrganismo típico (duas amostras) ou culturas positivas com intervalo de 12 h ou
mínimo de três culturas (1 h). Os critérios menores são: 1) predisposição cardíaca;
2) febre acima de 38ºC; 3) fenômenos vasculares: embolia arterial, aneurisma
micótico, AVE hemorrágico, hemorragia conjuntival, infarto pulmonar séptico, lesões
de Janeway; 4) fenômenos imunológicos (nódulos de Osler, manchas de Roth, FR
positivo); 5) culturas positivas (diferente do critério maior); 6) ECO suspeito (diferente
do critério maior).
QUESTÃO 3
a) Síndrome de insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal. Este diagnóstico
é feito a partir dos critérios de Framingham: critérios maiores: dispneia paroxística
noturna, ortopneia, turgência jugular, edema agudo de pulmão ou estertores
pulmonares, cardiomegalia, refluxo hepatojugular e resposta a diurético; critérios
menores: edema de tornozelo, tosse noturna, dispneia de esforço, taquicardia,
derrame pleural e redução da capacidade vital. O diagnóstico de IC é feito na
presença de dois critérios maiores ou de um maior e dois menores. (Dados
demográficos (sexo, idade), ecocardiográficos (FE normal, AE aumentado, disfunção
diastólica grau três) e radiológicos (congestão pulmonar) são característicos de
síndrome de insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal).
b) Tratar hipertensão, interromper tabagismo, tratar dislipidemia, desencorajar uso
de álcool e controlar síndrome metabólica.
QUESTÃO 4
a) Cardioversão elétrica, pela presença de taquicardia ventricular associada a
hipotensão arterial.
b) (Classe I): 1) parada cardíaca causada por fibrilação ventricular (FV) ou
taquicardia ventricular (TV) de etiologia não reversível; 2) TV sustentada associada a
lesão cardíaca estrutural; 3) síncope de origem indeterminada, com TV sustentada
ou FV induzida em estudo eletrofisiológico (EEF), quando o tratamento
medicamentoso não é eficaz, ou não é tolerado, ou, ainda, não preferido; 4) TV não
sustentada em pacientes portadores de doença coronariana, infarto prévio,
disfunção ventricular com FV induzível no EEF ou TV sustentada em EEF não
suprimível por drogas antiarrítmicas classe I; 5) TV sustentada em pacientes sem
doença estrutural, que não podem ser submetidos a outros tipos de tratamento.
(Classe II): 1) pacientes com fração de ejeção igual ou menor que 30%, pelo menos
um mês após infarto ou três meses após cirurgia de revascularização miocárdica; 2)
parada cardíaca tendo FV como causa presumida; 3) síncope atribuída a TV
enquanto aguarda transplante cardíaco; 4) condições hereditárias ou familiares com
alto risco de arritmias, como síndrome do QT longo ou cardiomiopatia hipertrófica; 5)
TV não sustentada em pacientes portadores de doença coronariana, infarto prévio,
disfunção ventricular com FV induzível no EEF ou TV sustentada em EEF; 6)
síncope recorrente ou de causa indeterminada, na presença de disfunção ventricular
e arritmias ventriculares induzidas no EEF, quando outras causas de síncope
tiverem sido excluídas; 7) síncope de etiologia inexplicada ou história familiar de
morte súbita associada a bloqueio do ramo direito típico ao atípico (síndrome de
Brugada); 8) síncope em pacientes com cardiopatia grave na qual os estudos não
identificaram a causa.
QUESTÃO 5
a) Exames laboratoriais: hemograma completo (apresentando leucocitose, com
desvio para esquerda), VHS e PCR elevadas e marcadores de necrose miocárdica
elevados (troponinas, CK total e CK-massa); telerradiografia de tórax: aumento da
área cardíaca, sinais de congestão venosa pulmonar; ecocardiograma: disfunção
sistólica, com hipocinesia difusa ou alteração segmentar, aumento da espessura das
paredes; ressonância magnética: presença de realce tardio, de padrão salpicado,
acometendo principalmente parede lateral, acompanhado ou não de fibrose
miocárdica.
b) Cardiomiopatia rapidamente progressiva, refratária ao tratamento clínico
convencional, e presença de distúrbios do sistema de condução ou arritmias graves.
(Deve ser considerada quando sinais e/ou sintomas cardíacos se desenvolvem na
presença de doença sistêmica que pode levar a disfunção ventricular).
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
CIRURGIA DA MÃO
QUESTÃO 1
a)
Por cão e gato: flora multimicrobiana, como Staphylococcus aureus,
Streptococcus, Pasteurella multocida. Humana: Eikenella corrodens, Gramnegativos, Staphylococcus e Streptococcus.
b) Desbridamento, irrigação copiosa, deixando a ferida aberta por dois a três dias,
antes do fechamento ou procedimento reconstrutivo e reparo de estruturas internas.
QUESTÃO 2
a) Meia espessura ou pele parcial e pele total (pele e derma).
b) Os de meia espessura são utilizados para cobrir áreas superficiais mais extensas,
no dorso da mão, por exemplo; ou áreas com suspeita de infecção. São retirados
com lâmina de bisturi, dermátomo de faca ou com dermátomo elétrico. Os de pele
total são retirados sob a forma de uma elipse, na qual a pele e a derma são
dissecados e levantados do subcutâneo com auxílio de um bisturi. São usados nas
perdas de substância da palma da mão e ponta dos dedos que tenham bom leito
recipiente; nas lesões do dorso da mão que estejam em boas condições, não sendo
elas muito extensas; são utilizados para cobrir áreas menores, já que a área doadora
terá que ser fechada; são utilizados também em áreas de pregas e áreas que
necessitem de melhor estética.
QUESTÃO 3
a) Serve para possibilitar a flexão de articulações vizinhas em curto espaço; é
reforçado em determinadas áreas para que funcione como polia ou roldana; dá
melhor contenção do líquido sinovial.
b) Zona I: da inserção do tendão superficial à ponta do dedo; Zona II: da polia anular
de A1 até a inserção do tendão do superficial; Zona III: da saída do túnel carpiano
até a entrada da polia de A1; Zona IV: o próprio túnel carpiano; Zona V: proximal ao
túnel carpiano. Para o polegar: Zona P1: distal à interfalangeana (IF); Zona P2: zona
da polia anular até a IF; Zona P3: região da eminência tênar; Zona P4: o túnel
carpiano; Zona P5: proximal ao túnel carpiano.
QUESTÃO 4
a) Paralisia do flexor profundo do dedo mínimo e do anular e flexor ulnar do carpo.
Perda sensitiva volar do dedo mínimo e metade do dedo anular. Perda sensitiva da
borda dorsal ulnar da mão, incluindo o dedo mínimo e metade do anular na sua
borda ulnar.
b) Paralisia de todos os músculos da eminência hipotênar (flexor, abdutor e
oponente do mínimo), interósseos dorsais, palmares, lumbricais para os dedos
mínimo e anular, adutor do polegar e porção profunda do flexor curto do polegar.
Perda sensitiva do dedo mínimo e metade do anular na sua borda ulnar.
QUESTÃO 5
a) Anteroposterior (AP), perfil, AP com desvio ulnar e AP com flexão dos dedos.
Sinal de Terry-Thomas, sinal do anel e encurtamento do escafoide. No perfil, o
escafoide assume posição perpendicular em relação ao eixo do rádio, que costuma
ser entre 45 e 60. O ângulo escafossemilunar, que normalmente encontra-se entre
30 e 60 graus, está aumentado.
b) Rafia do ligamento, aberta, com o uso de âncoras ou perfurações ósseas, visando
a colocar o ligamento em posição anatômica, seguida de pinagem entre o escafoide
e o semilunar e entre o escafoide e o capitato, lembrando-se de reduzir o escafoide
e o semilunar antes das rafias e pinagens. Na fase crônica, cirurgias de salvação. Se
o escafoide estiver flexível e redutível, fazer operações tipo capsuloplastia de Blatt
ou mesmo Brunelli. Nos casos mais avançados, com artrose parcial, poderão ser
realizadas carpectomia proximal ou artrodese dos ossos capitato, hamato, semilunar
e piramidal. Nos casos de pan-artrose do carpo, poderá ser realizada ainda a
artrodese do punho.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
CIRURGIA PLÁSTICA
QUESTÃO 1
a) Temporal, zigomático, bucal, mandibular e cervical.
b) Ramo temporal. Sua lesão leva a queda das sobrancelhas e paralisia do músculo
frontal.
QUESTÃO 2
a) Qualquer ferida traumática que não pode ser fechada primariamente; defeitos
após ressecção oncológica; reconstrução em queimaduras; liberação de contratura
cicatricial; deficiências congênitas de pele, tais como sindactilia e atresia de vagina;
restauração capilar; vitiligo; reconstrução do complexo areolomamilar.
b) Enxerto colocado em leito avascular, infecção, hematoma, seroma, malnutrição,
mau estado geral do paciente, colocação do enxerto com a posição virada ao
contrário ou outros erros técnicos.
QUESTÃO 3
a) Em adultos jovens com mais de 20% de superfície corporal queimada, em
crianças e idosos com mais de 10% de superfície corporal queimada e em casos de
risco de lesão inalatória.
b) Diurese horária. Em adultos: 30 a 50 mL/hora e em criança 1 mL/kg/hora.
QUESTÃO 4
a) Síndrome de Apert.
b) Craniossinostose é uma alteração do crânio e da face decorrentes da fusão
prematura das suturas ósseas do crânio. São exemplos: escofocefalia,
trigonocefalia, braquicefalia, plagiocefalia, acrocefalia ou turricefalia, oxicefalia.
QUESTÃO 5
a) Assimetria de uma lesão que inicialmente era oval ou redonda, irregularidade das
bordas, mudanças na coloração e diâmetro da lesão tornado maior que 6 mm.
b) Superficial, lentigo maligno, nodular e acral lentiginoso.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
CIRURGIA VASCULAR
QUESTÃO 1
a) Quase sempre queixas de dor abdominal e lombar, que frequentemente resultam
em exploração urgente por suspeita de rotura do AAA. Pode haver febre e outros
sintomas sistêmicos, como emagrecimento, que confundem o diagnóstico.
b) A indicação do reparo dos AAA inflamatórios é a mesma das recomendadas para
as lesões não inflamatórias.
QUESTÃO 2
a) Cefaleia unilateral, na superfície anterior da cabeça ou nas regiões orbitárias e
periorbitárias. Pode ainda ser difusa, contínua e não pulsátil. Dor cervical associada
à cefaleia unilateral. Pode haver cefaleia unilateral seguida de sinais e sintomas de
isquemia cerebral tardia. Pode ocorrer paresia oculossimpática, minutos ou dias
depois do início da cefaleia - síndrome de Horner parcial. Também foram descritas
paralisias de outros nervos cranianos, como o VII, IX, X e o XII.
b) Anticoagulação sistêmica.
QUESTÃO 3
a) Fatores II, VII, IX e X, além das proteínas C e S. A introdução da warfarina induz
inicialmente um efeito pró-trombótico, decorrente da depleção mais rápida das
proteínas C e S do que dos fatores pró-coagulantes, podendo favorecer a trombose
e a necrose cutânea. A heparinização sistêmica mantém o status anticoagulante até
que os níveis terapêuticos da warfarina sejam atingidos.
b) Sangramento, trombocitopenia induzida por heparina e osteoporose.
QUESTÃO 4
a) Intervalo de tempo de perviedade do enxerto entre a sua realização e a sua
oclusão, incluindo o tempo posterior às intervenções realizadas no enxerto para
manutenção da patência (não houve trombose do enxerto).
b) Falência precoce: erro técnico - até 30 dias de pós-operatório; falência de médio
prazo: hiperplasia da íntima - entre 30 dias e 24 meses (alguns autores aceitam até
18 meses); falência tardia: recidiva da aterosclerose - acima de 24 meses. No caso
em questão, a falência é tardia.
QUESTÃO 5
a) Artérias esplênica e hepática.
b) Calcificação do aneurisma em anel de sinete (observada em cerca de 70% dos
casos no exame radiográfico do abdome).
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
CLÍNICA MÉDICA
QUESTÃO 1
a) Arritmias cardíacas/palpitações, fraqueza muscular, parestesias, insuficiência
ventilatória/respiratória, acidose metabólica.
b) Gluconato de cálcio, insulina (glicoinsulina), agonistas β2, bicarbonato de sódio,
diuréticos, resina de troca (poliestirenossulfonato de cálcio), diálise.
QUESTÃO 2
a) Mieloma múltiplo: desenvolvimento de insuficiência renal com proteinúria, anemia
e hipercalcemia, com aumento de globulinas, deve levar a esta hipótese.
b) Eletroforese de proteínas séricas e biópsia de medula óssea.
QUESTÃO 3
a) Hipoventilação alveolar
b) Nível de consciência.
QUESTÃO 4
a) Sintomas de hipoglicemia (tremores, confusão mental, taquicardia, diaforese,
palidez, convulsões, midríase, síncopes), documentação laboratorial de glicemia
baixa e resolução dos sintomas após administração de glicose.
b) Insulinoma: glicose baixa, insulina alta, pró-insulina alta, peptídeo C alto; uso de
insulina exógena: glicose baixa, insulina alta, pró-insulina baixa, peptídeo C baixo;
hipoglicemia não mediada por insulina: glicose, insulina, peptídeo C e pró-insulina
baixos.
QUESTÃO 5
a) Infecção gastrointestinal por Escherichia coli êntero-hemorrágica produtora de
toxina Shiga (STEC/EHEC), provavelmente da cepa O157:H7, evoluindo para
síndrome hemolítico-urêmica. O uso de antibióticos nas infecções por STEC/ETEC
aumenta o risco de síndrome hemolítico-urêmica por aumentar a liberação das
toxinas Shiga, que lesam o endotélio e provocam a microangiopatia.
b) Anemia, trombocitopenia, aumento de desidrogenase láctica, aumento de
bilirrubina indireta, hematoscopia com esquizócitos. Hemoculturas e coproculturas
podem ser positivas para E. coli O157:H7 e para toxinas Shiga.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA
QUESTÃO 1
a) Púrpura trombocitopênica trombótica e síndrome hemolítico-urêmica.
b) Plasmaférese (mais eficaz) ou transfusão de plasma fresco congelado, até
normalização da contagem plaquetária, da LDH e resolução dos sintomas.
Corticoides, imunossupressores, esplenectomia, rituximab, tratamento da doença de
base, se houver, e suporte.
QUESTÃO 2
a) Leucemia mieloide crônica, BCR-ABL positiva; leucemia neutrofílica crônica,
policitemia vera, mielofibrose primária, trombocitemia essencial, leucemia
eosinofílica crônica, mastocitose sistêmica e neoplasia mieloproliferativa não
classificada.
b) Major: 1) hemoglobina > 18,5 g/dL em homens, > 16,5 g/dL em mulheres, ou
outra evidência de aumento de volume de células eritroides; 2) presença de JAK2
V617F ou outra mutação com semelhança funcional. Minor: 1) biópsia de medula
óssea com hipercelularidade para a idade, com pan-mielose com proliferação
proeminente eritroide, mieloide e megacariocítica; 2) nível de eritropoetina sérica
normal ou baixo; 3) formação de colônia eritroide endógena in vitro.
QUESTÃO 3
a) Diagnóstico provável: hemoglobinúria paroxística noturna; diagnósticos
diferenciais: anemia hemolítica autoimune, hemoglobinopatias, membranopatias,
síndrome mielodisplásica e anemia aplásica.
b) Exames: biópsia de medula óssea, mielograma, quantificação em medula óssea
ou sangue periférico de CD55 e CD59; tratamentos: corticosteroides,
imunossupressão, transfusões, ácido fólico, sulfato ferroso, inibidores do
complemento (eculizumabe), transplante alogênico de medula óssea.
QUESTÃO 4
a) Os quatro critérios devem estar presentes: plaquetas ≥ 450.000/mm3, JAK2
positivo, exclusão de outras doenças mieloproliferativas e biópsia de MO com
hiperplasia megacariocítica, com megacariócitos normais e ausência de fibrose.
b) Risco alto, pois tem trombose nas extremidades dos quirodáctilos direitos com
mais de 1.000.000 plaquetas/mm3. Como tem distúrbio hemorrágico, o AAS está
contraindicado, mas o início de terapia citorredutora está indicado, com hidroxiureia.
Estudos randomizados mostraram superioridade da hidroxiureia sobre o anagrelide.
Outro mecanismo para tentar reduzir rapidamente as plaquetas, na impossibilidade
de usar AAS, é a plaquetaférese, sempre associada a hidroxiureia.
QUESTÃO 5
a) Na linhagem mieloide; hipolobulação nuclear (pseudo-Pelger-Hüet) e
hipogranularidade citoplasmática; na linhagem eritroide: multinuclearidade,
cariorréxis, megaloblastose, vacuolização, pontes internucleares e intercelulares e
sideroblastos em anel; no setor megacariocítico: micromegacariócitos com núcleo
hipolobulado, não lobulado em megacariócitos de todos os tamanhos e com núcleos
muito separados.
b) Anemia megaloblástica (por deficiência de ácido fólico ou vitamina B12 - anemia
perniciosa); hipotireoidismo (ou mixedema); anemia hemolítica; hipoplasia de medula
óssea; infecção por parvovírus B19.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
QUESTÃO 1
a) Primeiro componente: Explorando a enfermidade e a experiência com a doença:
a) trabalha os conceitos de illness e disease; b) história, exame físico, exames
complementares (foco disease); c) dimensão da enfermidade (illness): sentimentos,
ideias, efeito na função e expectativas.
Segundo componente: Entendendo a pessoa como um todo, inteira: a)
conhecer a pessoa inteira, e sua experiência com a doença no contexto de sua vida
e estágio de desenvolvimento pessoal, muitas vezes mesmo antes de adoecer; b)
conhecer as crenças culturais e atitudes da pessoa também influencia em seu
cuidado; o conhecimento da pessoa inclui: família, trabalho, crenças e lutas nas
várias crises do ciclo vital.
Terceiro componente: Elaborando um projeto comum ao médico e à pessoa
para manejar os problemas: a) compromisso mútuo de encontrar um projeto comum
para enfrentamento dos problemas; b) desenvolver um plano efetivo de manejo
requer do médico e da pessoa buscar concordância em três áreas principais: a
natureza dos problemas e prioridades, os objetivos do tratamento e os papéis do
médico e da pessoa.
Quarto componente: Incorporando promoção e prevenção: a) melhorias da
saúde; b) evitar riscos e reduzir de riscos; c) identificação precoce; d) redução de
complicações.
Quinto componente: Fortalecendo a relação médico-pessoa: a) compaixão;
b) poder (compartilhar); c) cuidado; d) autoconhecimento; e) transferência e
contratransferência (saber reconhecer e saber utilizar).
Sexto componente: Sendo realista: a) usar o tempo de forma eficiente: usar
tempo e energia eficientemente, não tendo expectativas além das possibilidades; b)
desenvolver habilidades para definir prioridades, alocação otimizada de recursos e
utilização e construção do trabalho em equipe; c) conhecer recursos da comunidade
e respeitar seus próprios limites de energia física e emocional e não esperar
excessivamente de si mesmo.
b) O conceito de “illness” refere-se aos significados que os pacientes dão ao seu
adoecimento, seja ele físico ou psicológico. É a resposta subjetiva, do paciente e
daqueles que o rodeiam, ao "não sentir-se bem": a sensação de que "há alguma
coisa errada na minha vida", quer seja uma dor, um acidente, um sentimento de
depressão ou uma onda de má sorte. Illness é também a maneira pela qual o
paciente e sua família percebem a origem e o significado deste evento, como ele
afeta seu comportamento ou as relações com outras pessoas, e os passos que ele
dá no sentido de remediar a situação.
O conceito de “disease” tem sua ênfase maior nos aspectos físicos do problema de
saúde - anormalidades da estrutura ou função de órgãos ou sistemas corporais -,
não em questões sociais, psicológicas ou culturais. Assim, o conceito de “disease”
percebe como real apenas aquelas anormalidades que podem ser identificadas
objetivamente pela tecnologia diagnóstica e que podem ser quantificadas. Diseases
são as várias entidades patológicas, com denominações próprias, que compõem o
modelo médico de saúde-doença, e que podem ser especificamente identificadas
por evidências biológicas, químicas ou de outra natureza. São consideradas
entidades com propriedades específicas e com uma identidade recorrente, isto é, a
afecção será a mesma em qualquer contexto social ou cultural em que apareça.
QUESTÃO 2
a) Dor irradiada para membro superior, ombro, pescoço ou mandíbula; sexo
masculino; diaforese (sudorese súbita e profusa); galope; hipotensão arterial.
b) Proporcionar cuidados de saúde na perspectiva da atenção primária, levando em
conta suas características, em particular no que diz respeito à importância da
continuidade, integralidade e coordenação do tratamento de um paciente com
doença arterial do coração. Aplicar o Método Clínico Centrado na Pessoa. Trabalhar
illness. Avaliar estilo e hábitos de vida, bem como fatores estressantes no ambiente
de trabalho; avaliar ambiente familiar. Identificar e promover fatores de resiliência;
manter bom controle dos parâmetros laboratoriais. Uso de medicamentos de
maneira adequada ao caso, considerando eficácia e efetividade. Estabelecer com o
paciente um plano terapêutico comum. Realizar abordagem familiar, visando a
avaliar riscos de adoecimento e fatores de proteção. Vale ressaltar que o grupo das
enfermidades cardiovasculares tem merecido destaque no rol de condições
sensíveis à Atenção Primária em Saúde.
QUESTÃO 3
a) Etapa do ciclo de vida: família com adolescentes. Principais desafios: modificar o
relacionamento com os filhos; procurar novo foco nas questões conjugais e
profissionais; começar a mudança no sentido de cuidar da geração mais velha. E
mais: o adolescente tem por tarefa principal encontrar a sua própria identidade; a
prevenção de disfunções é obtida trabalhando-se o difícil equilíbrio entre dar
liberdade e colocar limites.
b) Sim, há crise paranormativa, caracterizada por dois eventos: o acidente do filho e
a ameaça de saída da filha de casa para morar com o namorado. São eventos não
esperados na vida familiar e que se caracterizam como crises paranormativas,
exigindo reconhecimento por parte da família e o estabelecimento de novas regras e
modos de convivência.
QUESTÃO 4
a) Identificar diferentes grupos populacionais segundo critérios demográficos,
epidemiológicos, socioeconômicos, culturais e políticos; identificar e descrever os
problemas de saúde dos distintos grupos; analisar a situação de saúde; priorizar
problemas (visando à definição de intervenções); definir objetivos, formular planos e
metas objetivando a implementação de ações e estabelecer parâmetros para
avaliação.
b) O território corresponde à área de abrangência de uma unidade de saúde. É
entendido como um espaço em permanente construção e reconstrução, produto de
uma dinâmica social. O território-processo é território de vida pulsante, de conflitos,
de solidariedade e de busca de consensos.
QUESTÃO 5
a) Considerando a maior parte das necessidades de saúde das pessoas, na maior
parte das suas vidas, há um flagrante comprometimento da biomedicina no âmbito
dos cuidados de saúde primários. Nem saúde nem doença se limitam a uma ordem
exclusivamente biológica e os fatores a elas relacionados são multidimensionais e
interatuantes, compreendendo um fenômeno complexo e processual, de modo que a
ação focal e episódica, na grande maioria das vezes, não é eficaz, nem oportuna.
b) O domínio de competências centradas no paradigma biopsicossocial capacita o
especialista em medicina de família e comunidade para abordar com eficácia as
necessidades de saúde das populações no âmbito dos cuidados primários. A
abordagem diagnóstica e terapêutica da medicina da integralidade inclui uma
avaliação que considere as esferas orgânica/biológica, psicológica/espiritual,
social/cultural das pessoas, famílias e comunidades. Ao contrário da crença popular,
um médico com perfil humanista não necessariamente pratica medicina
biopsicossocial. O médico pode ser ético e cuidadoso, mas pode continuar
negligenciando o conhecimento oriundo das novas bases científicas nos campos da
biologia, da psicologia, das ciências sociais e da antropologia.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
MEDICINA INTENSIVA
QUESTÃO 1
a) Sepse grave, considerando os sinais de resposta inflamatória sistêmica em
vigência de sinais e sintomas sugestivos de infecção urinária (possível pielonefrite).
Os sinais de hipoperfusão (lactato elevado e bicarbonato baixo) e o
comprometimento respiratório caracterizam a gravidade do quadro.
b) Exames: EAS, urinocultura, hemoculturas, ultrassonografia de abdome (ou rins e
vias urinárias); cetonúria ou cetonemia; radiografia de tórax. Abordagem terapêutica:
oxigenioterapia sob máscara facial a 8 a 10 L/minuto, com titulação por oximetria de
pulso; reposição volêmica com solução cristaloide 1 a 2 L (cerca de 30 mL/kg de
peso) em uma a duas horas, podendo associar solução coloide (como
hidroxietilamido); progressão da reposição hídrica baseada em sinais clínicos
(redução da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial média, recuperação
da diurese), hemodinâmicos (pressão venosa central, saturação venosa central de
O2) e melhora dos níveis de lactato e bicarbonato; controle da glicemia, após a
hidratação venosa, através da administração de insulina regular por via subcutânea,
conforme glicemia capilar; opção de uso de insulina venosa contínua, especialmente
se identificada cetonemia ou cetonúria significativas; antibioticoterapia visando a
Gram-negativos e enterococo (poderá ser excluída a cobertura para enterococo se o
Gram da urina não identificar bactérias Gram-positivas); opções: cefalosporinas de
terceira geração, penicilinas de amplo espectro, fluoroquinolonas e associação com
ampicilina, se não for possível excluir enterococo.
QUESTÃO 2
a) Síndrome de angústia respiratória aguda secundária à sepse abdominal. Trata-se
de doença pulmonar aguda caracterizada por infiltrado pulmonar bilateral e difuso,
relação PaO2/FiO2 <200 e ausência de evidência de disfunção ventricular esquerda
ou de aumento de pressão de átrio esquerdo. Outras causas: politraumatismo,
pneumonia, politransfusões, aspiração de conteúdo gástrico, pancreatite, grande
queimadura.
b) Hemograma completo, hemoculturas, ultrassonografia de abdome, tomografia de
abdome. Antibioticoterapia: betalactâmico / inibidor de betalactamase; ou
fluoroquinolona (ou cefalosporina de terceira geração, ou aminoglicosídeo)
associada a cobertura para anaeróbios (com metronidazol). Exemplos:
piperacilina/tazobactam (ou ampicilina/sulbactam); ou ciprofloxacino (ou ceftriaxona,
ou amicacina) com metronidazol.
QUESTÃO 3
a) O diagnóstico clínico e eletrocardiográfico é de infarto agudo do miocárdio com
supradesnível de segmento ST. Como o paciente encontra-se com menos de seis
horas do início da dor, a terapêutica de reperfusão está indicada com trombolíticos
ou angioplastia primária. Considerando o “tempo porta-balão” (diferença de tempo
entre a entrada do paciente na Emergência e o tempo necessário para início da
angioplastia) ser menor que 90 minutos, está indicada a remoção para realização de
angioplastia. Deve-se administrar AAS na dose de 200mg, clopidogrel na dose de
300 a 600mg, analgesia e oxigênio, por cateter nasal, se a SO2 for menor que 90%.
b) AAS e clopidogrel como drogas antiplaquetárias e importantes para evitar
trombose pós-angioplastia; betabloqueador: associado à redução da mortalidade
pós-IAM; inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou bloqueadores do
receptor da angiotensina: associados à redução do remodelamento ventricular e,
portanto, redução da disfunção ventricular pós-IAM; estatinas, para redução do
colesterol aterogênico e prevenção secundária; bloqueadores da aldosterona:
associados à redução da fibrose miocárdica e redução do remodelamento
ventricular.
QUESTÃO 4
a) Crise tireotóxica, provavelmente por bócio difuso tóxico (doença de Graves).
b) Hidratação venosa, já que há perda volêmica importante por vômitos,
hipermetabolismo e febre; betabloqueador: bloqueio dos efeitos periféricos dos
hormônios da tireoide e conversão periférica de T4 em T3; propiltiouracil ou
metimazol para inibição da síntese de hormônios da tireoide; iodeto de potássio
solução: visando à inibição da liberação dos hormônios da tireoide; corticosteroides:
bloqueio da conversão periférica de T4 em T3 e tratamento de possível insuficiência
suprarrenal associada.
QUESTÃO 5
a) Deve-se deixar o paciente em dieta zero, realizar hidratação venosa com solução
fisiológica a 0,9%, controle da PA, se níveis superiores a 185x100mmHg, com
esmolol ou nitroprussiato de sódio, controle da glicemia com insulina subcutânea,
controle de febre com antitérmicos e uso de AAS em dose de antiagregação
plaquetária. Há indicação para trombolítico - rtPA, com infusão venosa em 1 h (tratase de um acidente vascular isquêmico na fase aguda, com janela de tempo (∆t)
adequada).
b) Sistema carotídeo: mono ou hemiparesia/plegia, hemiparestesia, paresia/plegia
facial ipsilateral e hemianopsia homônima (alteração do campo visual); sistema
vértebro-basilar: hemiparesias/plegias alternas (ex: facial de um lado e bráquio-crural
do outro), diplopia, ataxia, disartria, cegueira e vertigem e infarto lacunar:
hemiparesia/plegia pura, mãos descoordenadas.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
NEFROLOGIA
QUESTÃO 1
a) O pai. Embora o irmão 1 seja HLA-idêntico, ele é AB0-incompatível. O irmão 2
herdou dois haplótipos distintos da mãe. O pai é compatível em apenas um
haplótipo, mas tem grupo sanguíneo 0, sendo considerado “doador universal” em
termos de AB0. Na transplantação renal, a compatibilidade AB0 é mais importante
do que a HLA.
b) Rejeição aguda. Achados da biópsia incluem infiltração dos túbulos renais com
células mononucleares (tubulite), em caso de rejeição celular; e endotelite, infiltração
neutrofílica dos capilares tubulares, infiltração mononuclear da parede das artérias e
deposito de C4d em capilares peritubulares, em caso de rejeição humoral.
QUESTÃO 2
a) Nefrite lúpica proliferativa difusa, classe IV.
b) A principal discussão é se deve-se preferir o micofenolato ou a ciclofosfamida. A
faixa etária da paciente e a disfunção renal relativamente leve apontam preferência
para o micofenolato, que tem se mostrado no mínimo equivalente à ciclofosfamida,
mas com menos efeitos adversos, tanto na fase de indução quanto na de
manutenção.
QUESTÃO 3
a) O diagnóstico é injúria (insuficiência) renal aguda por mioglobinúria secundária a
rabdomiólise causada por trauma.
b) A medida clínica mais importante em pacientes com suspeita clínica de
mioglobinúria é a hidratação vigorosa com soro fisiológico, como profilaxia da injúria
aguda renal. A infusão inicial varia de 400 a 1000 mL na primeira hora, podendo ser
ajustada nas horas seguintes. Não há evidência consistente para recomendar o
emprego de manitol ou solução bicarbonatada. A hidratação adotada foi claramente
insuficiente.
QUESTÃO 4
a) O diagnóstico mais provável é uma glomerulonefrite pós-infecciosa, mais
especificamente uma glomerulonefrite difusa aguda, pós-estreptocócica.
b) Avaliação da disfunção renal, com ureia e creatinina elevadas, e do sedimento
urinário, com proteinúria, hematúria dismórfica e cilindros hemáticos. Determinação
de eventual depressão dos níveis de complemento (C3, C4, CH100 ou CH50).
Testes para diagnóstico de infecção estreptocócica recente, como elevação da
antiestreptolisina O.
QUESTÃO 5
Glomerulopatias primárias, predominantemente nefróticas; glomerulopatias
primárias, predominantemente nefríticas; glomerulopatias associadas a doenças
sistêmicas; glomerulopatias associadas a infecções.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA
QUESTÃO 1
a) Sete semanas, pois, com os ciclos de 45 dias, sendo a segunda fase do ciclo
mais fixa em relação ao tempo de duração, a ovulação ocorre ao redor do dia 31 do
ciclo.
b) Trata-se de um quadro de abortamento evitável, devendo-se fazer repouso.
QUESTÃO 2
a) O período expulsivo para uma tercigesta está prolongado e se faz necessária a
sua abreviação, o que poderá ser feito pela aplicação do fórcipe, caso todas as
condições de praticabilidade estejam presentes.
b) Não, a conduta seria a mesma.
QUESTÃO 3
a) Internar a paciente e administrar anti-hipertensivo, de preferência hidralazina
venosa. Se tratar-se de toxemia, devemos ainda aplicar sulfato de magnésio. Nos
casos de hipertensão crônica pura, não se faz necessária a aplicação do sulfato de
magnésio.
b) Na hipótese de eclâmpsia, a conduta anti-hipertensiva é a mesma e é mandatória
a aplicação do sulfato de magnésio.
QUESTÃO 4
a) Sim, a paciente cometeu crime segundo o art. 128 do Código Penal.
b) O médico deve relatar tais fatos na papeleta e deve prestar assistência, o que não
configura nenhum crime.
QUESTÃO 5
a) A conduta mais adequada será a cesariana, pois a idade da paciente é uma das
condições de praticabilidade. Identificação dos fatores de risco: peso fetal, volume
de líquido amniótico, bacia (proporção feto/pelve), cicatriz uterina, flexão da cabeça,
contração uterina, indução, evolução do parto, treinamento do obstetra e idade
materna.
b) Não, na apresentação cefálica o parto poderia se dar por via vaginal.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
PEDIATRIA
(Cardiologia Pediátrica – Medicina de Adolescente - Neonatologia)
QUESTÃO 1
a) Obstrução da via de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar); defeito do
septo interventricular (ou comunicação interventricular - CIV); dextroposição da
aorta; hipertrofia ventricular direita.
b) Crise hipercianótica paroxística (crise hipercianótica, crise cianótica). Colocar a
criança sobre o abdome, na posição genupeitoral, administrar oxigênio e administrar
morfina subcutânea, na dose de 0,1 a 0,2 mg/kg.
QUESTÃO 2
a) Linfoma/leucemia: radiografias de tórax em PA e perfil, ressonância magnética ou
tomografia computadorizada de tórax e abdome, função hepática, PCR, VHS,
hemograma, biópsia ou aspirado de linfonodo periférico, mielograma ou biópsia de
medula óssea.
Tuberculose: teste tuberculínico, escarro induzido para pesquisa de
tuberculose, com BAAR e cultura para BK, radiografias de tórax em PA e perfil,
ressonância magnética ou tomografia computadorizada de tórax e abdome, função
hepática, PCR, VHS, hemograma, hemoculturas, biópsia ou aspirado de linfonodo
periférico, biópsia da massa de mediastino e broncoscopia.
Teratoma: radiografias de tórax em PA e perfil, ressonância magnética ou
tomografia computadorizada de tórax e abdome, biópsia ou aspirado de linfonodo
periférico e biópsia da massa de mediastino.
Mononucleose: sorologias (HIV, VEB, HTLV, toxoplasmose, CMV),
radiografias de tórax em PA e perfil, ressonância magnética ou tomografia
computadorizada de tórax e abdome, função hepática, PCR, VHS, biópsia ou
aspirado de linfonodo periférico.
b) Desnutrição crônica (ou magreza e baixa estatura, pela classificação do MS).
Vacinas: hepatite B: em um, dois e seis meses (se não fez uso nos seis primeiros
meses de vida); dupla tipo adulto (difteria e tétano): aos 14 anos (dez anos após a
tríplice na infância); tríplice viral (sarampo, caxumba e rubeola): duas doses, com
intervalo de um mês; e febre amarela: uma dose a cada dez anos (área endêmica).
QUESTÃO 3
a) Alergia ao leite de vaca - enterocolite induzida pela proteína do leite de vaca
(reação de hipersensibilidade mediada por células).
b) Dieta de eliminação de leite de vaca e derivados e fórmula dietética à base de
leite de vaca extensamente hidrolisada ou fórmula derivada de aminoácidos
(Neocate®).
QUESTÃO 4
a) Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21). Cariótipo em sangue
periférico.
b) Ecocardiograma, pelo risco de cardiopatia congênita em 50% dos casos.
QUESTÃO 5
a) Fatores de risco: situação ABO, hematomas e bossa (devido a extração difícil tocotraumatismo), perda de peso acima da esperada para a idade, amamentação
pobre, pouca eliminação de mecônio e idade gestacional limítrofe. Exames:
bilirrubina total e frações e Coombs direto; hemograma e reticulócitos podem
também ser solicitados.
b) Kernicterus (encefalopatia bilirrubínica). Sucção pobre, hipotonia e convulsão.
PADRÃO DE RESPOSTA
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
UROLOGIA
QUESTÃO 1
a) Neoplasias malignas, exceto carcinoma basocelular e tumor cerebral primário;
bacteremia por germe resistente a vancomicina; sepse fúngica; varicela; sorologia
para HIV positiva e hipotermia prolongada.
b) Idade superior a 75 anos; clearance de creatinina < 60 mL/min; hipertensão
arterial grave; proteinúria > 1 g/dia; sorologia para HBV e/ou HCV reagente e diabete
mellitus.
QUESTÃO 2
a) Hipovolemia; linfocele; obstrução do trato urinário; extravasamento de urina
(fístula); oclusão vascular e infecção (qualquer sítio).
b) Rejeição aguda; necrose tubular aguda; toxicidade por ciclosporina ou tacrolimus;
uso de outras drogas nefrotóxicas (aminoglicosídeos, anfotericina B, ciprofloxacina,
etc); microangiopatia trombótica; recorrência da doença renal primária; embolização
por colesterol; nefrite intersticial aguda e pielonefrite aguda.
QUESTÃO 3
a) Cálculos renais não resolvidos por técnicas minimamente invasivas ou litotripsia;
tumores renais sólidos com ou sem doença cística renal adquirida; rins policísticos
sintomáticos, estendidos até abaixo da crista ilíaca, infectados ou com tumores
sólidos; níveis de anticorpos anti membrana basal glomeruar persistentes;
proteinúria significativa não controlada; pielonefrite recorrente; e hidronefrose grau 4
ou 5.
b) Uretrocistografia miccional com ou sem urodinâmica, nas disfunções miccionais,
história de pielonefrite ou refluxo e ultrassonografia inconclusiva; cistoscopia, por
suspeita de câncer do trato urinário inferior ou terapia invasiva programada da
próstata; pielografia retrógrada, para transplante renal ortotópico planejado ou
ultrassonografia inconclusiva; tomografia computadorizada renal, devido a
ultrassonografia inconclusiva para litíase ou massa, ou doença renal policística
autossômica dominante, para medição precisa das dimensões renais; citopatologia
urinária, por história prévia de terapia com ciclofosfamida ou sintomas miccionais
irritativos significativos; biópsia de bexiga, por suspeita de fibrose ou câncer de
bexiga; exame contrastado retrógrado de alça de Bricker e exame contrastado
retrógrado de neobexiga ortotópica.
QUESTÃO 4
a) Erro técnico vedando a anastomose ureterovesical, edema, um coágulo de
sangue, cálculo insuspeitado no doador e coleção líquida perienxerto.
b) Hiperparatireoidismo persistente, infecções recorrentes do trato urinário, presença
de corpo estranho, tal como uma sutura ou clip, obstrução por fibrose ou
compressão extrínseca causando estase urinária, ingestão líquida diminuída e
acidose tubular renal distal.
QUESTÃO 5
a) O líquido perienxerto deve ser aspirado por punção guiada por ultrassom. Se for
purulento, deve ser feita análise microscópica para piócitos, cultura, e iniciada a
antibioticoterapia. Dosagem de ureia e creatinina diferenciará urina de linfa e, assim,
fístula urinária por necrose ureteral de linfocele. Linfoceles devem ser drenadas e
necrose ureteral deve ser tratada com reimplante do ureter.
b) Correção clínica do hiperparatireoidismo; esterilização do trato urinário; retirada
cirúrgica ou endourológica do corpo estranho; litotomia por intervenção
endourológica percutânea ou por ureterorrenoscopia flexível a laser ou litotripsia
extracorpórea com ondas de choque; correção da hidratação e correção clínica da
acidose tubular renal distal.
GABARITO
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
Prova objetiva - Clínica Médica
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
1
C
41
C
2
D
42
C
3
A
43
D
4
B
44
C
5
C
45
A
6
B
46
D
7
A
47
B
8
B
48
D
9
D
49
C
10
D
50
B
11
A
51
A
12
C
52
D
13
B
53
B
14
D
54
A
15
C
55
D
16
C
56
A
17
B
57
B
18
D
58
A
19
A
59
B
20
B
60
C
21
D
61
D
22
B
62
A
23
C
63
C
24
A
64
A
25
C
65
C
26
A
66
D
27
D
67
A
28
B
68
C
29
A
69
B
30
B
70
C
31
A
71
B
32
C
72
D
33
D
73
B
34
B
74
A
35
A
75
D
36
C
76
A
37
A
77
D
38
D
78
C
39
B
79
D
40
A
80
B
GABARITO
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
Prova objetiva - Acesso Direto
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
1
A
51
D
2
C
52
A
3
D
53
D
4
A
54
B
5
D
55
A
6
C
56
D
7
A
57
D
8
C
58
A
9
A
59
D
10
B
60
B
11
C
61
D
12
B
62
D
13
C
63
A
14
A
64
C
15
C
65
D
16
B
66
C
17
C
67
C
18
A
68
B
19
B
69
D
20
C
70
A
21
C
71
D
22
A
72
D
23
A
73
C
24
C
74
B
25
B
75
B
26
D
76
C
27
B
77
D
28
D
78
A
29
C
79
D
30
C
80
D
31
B
81
A
32
A
82
B
33
B
83
C
34
D
84
A
35
B
85
D
36
C
86
B
37
D
87
D
38
C
88
A
39
C
89
C
40
B
90
A
41
D
91
B
42
A
92
A
43
D
93
B
44
A
94
C
45
C
95
B
46
A
96
B
47
B
97
C
48
D
98
B
49
B
99
A
50
A
100
D
GABARITO
Residência Médica 2013
NÍVEL SUPERIOR
Prova objetiva - Cirurgia Geral
QUESTÃO
GABARITO
QUESTÃO
GABARITO
1
D
41
C
2
B
42
A
3
A
43
C
4
B
44
B
5
C
45
B
6
D
46
A
7
B
47
D
8
D
48
B
9
B
49
A
10
C
50
D
11
C
51
D
12
D
52
C
13
A
53
A
14
A
54
A
15
C
55
D
16
D
56
B
17
D
57
A
18
C
58
A
19
D
59
C
20
C
60
D
21
B
61
C
22
A
62
B
23
C
63
D
24
B
64
B
25
C
65
A
26
A
66
D
27
C
67
D
28
B
68
C
29
A
69
D
30
D
70
B
31
B
71
B
32
A
72
C
33
B
73
D
34
A
74
A
35
D
75
B
36
C
76
C
37
D
77
B
38
A
78
B
39
D
79
C
40
B
80
A
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