Claudia Cappelli Aló Uma Abordagem para Transparência em Processos Organizacionais Utilizando Aspectos Tese de Doutorado Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Informática do Departamento de Informática da PUC-Rio como parte dos requisitos parciais para obtenção do título de Doutor em Ciências - Informática. Orientador: Julio Cesar Sampaio do Prado Leite Rio de Janeiro Agosto de 2009 Claudia Cappelli Aló Uma Abordagem para Transparência em Processos Organizacionais Utilizando Aspectos Tese apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Informática do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio. Aprovada pela Comissão Examinadora abaixo assinada. Julio Cesar Sampaio do Prado Leite Orientador Departamento de Informática – PUC-Rio Prof. Rubens Nascimento Melo Departamento de Informática – PUC-Rio Prof. Luis Carlos de Sá Carvalho Departamento de Administração – PUC-Rio Profa. Vera Maria Benjamim Werneck Departamento de Informática - UERJ Profa. Thais Vasconcelos Batista Departamento de Informática - UFRN Prof. José Eugenio Leal Coordenador Setorial do Centro Técnico Científico Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2009. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do trabalho sem autorização do autor, do orientador e da universidade. Claudia Cappelli Aló Graduou-se em Informática na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1985. Obteve o título de Mestre em Informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ) em 2000. É pesquisadora associada no Núcleo de Pesquisa e Prática de Tecnologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Integrou o quadro de pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Software (LES) da PUC-Rio, atuando na área de Engenharia de Requisitos. Ficha Catalográfica Aló, Claudia Cappelli Uma abordagem para transparência em processos organizacionais utilizando aspectos / Claudia Cappelli Aló; orientador: Julio Cesar Sampaio do Prado Leite. - 2009. 328 f. : il.; 30 cm Tese (Doutorado em Informática) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. Inclui bibliografia 1. Informática – Teses. 2. Transparência. 3. Transparência Organizacional. 4. Modelagem de Processos Orientada a Aspectos. 5. Aspectos de Transparência. 6. Transparência em Processos Organizacionais. Leite, Julio Cesar Sampaio do Prado. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Informática. III. Título. CDD: 004 Ao meu filho Ugo, minha mãe Maria e meu pai Antonio (em memória), por todo amor, ajuda e incentivo. Agradecimentos Florianópolis, 30/12/2004. Viagem de férias. Passagem de ano. Ligo para casa para saber como estão as coisas e para falar com minha mãe Maria, companheira e amiga de todas as horas. Recebo a notícia de que chegou uma correspondência da PUC-Rio. Peço que ela abra e que me diga o que está escrito. Fico nervosa. Afinal, estava esperando a resposta do processo de seleção para o Doutorado. Ela lê e me diz que fui aprovada. Estava no quarto do hotel. Olhei pela janela e vi um pôr do sol lindo. Agradeci a Deus que sempre guiou meus caminhos colocando neles oportunidades como esta. Chorei. Queria abraçar todo mundo. Compartilhar com todos a minha felicidade. Ao meu lado no quarto estava Agostinho, meu companheiro que certamente viria a me ajudar muito nesta nova jornada com sua compreensão e apoio. Abracei-o ainda chorando um pouco e contei o que havia acontecido. Ele ficou feliz. Logo depois, olhando pela sacada, avistei meu filho Ugo voltando da praia. Saí do quarto, desci as escadas. Queria abraçá-lo e contar a novidade. Ele, quando soube, me deu todo apoio e disse que poderia contar com ele em todas as horas. Eu certamente iria precisar. E durante todo o meu percurso foi o que aconteceu. Mas ainda precisava falar com mais uma pessoa. Renata, minha querida amiga e companheira que me incentivou muito a enfrentar este novo desafio na minha vida. Liguei. Ela atendeu. Contei a novidade e senti que ela ficou muito feliz. Certamente dali para frente nós estaríamos ainda mais próximas. Veio o dia seguinte. Ano Novo. E naquele ano realmente vida nova. Afinal só se inicia um Doutorado uma vez. Voltei ao Rio e não via a hora de fazer a matrícula e começar o curso. Finalmente o dia chegou. Novo curso, novos professores, novos amigos. Viterbo, Marcia, Luciana e Tanara, pessoas maravilhosas com quem pude conviver ao longo do curso e com quem, apesar de áreas e orientadores diferentes, criei uma grande amizade. Mas nem tudo são flores. Matérias difíceis, porém obrigatórias, tinham que ser cumpridas. O primeiro ano, um desafio conseguir permanecer no curso. Nestas horas a ajuda das amigas Flávia, Fernanda, Renata, Andrea, Vanessa, Hadeliane foi vital. Minhas queridas amigas que durante toda a jornada do curso me ajudaram muito, pois estávamos todas envolvidas em projetos de trabalho e eu precisaria me ausentar muitas vezes. A elas o meu muito obrigada. Sem elas certamente não teria sido possível. Mas isso era só o começo. Afinal ainda tinha alguns anos pela frente. Nos dois primeiros anos ainda trabalhei fortemente nos projetos em que eu estava envolvida. Estes me eram muito enriquecedores, pois me davam experiência e material que certamente seriam úteis no trabalho do Doutorado. Nestes também tive a oportunidade de contato com diversas pessoas em universidades distintas, uma delas a Profa. Thais Batista, que conheci em um destes projetos e hoje também está presente em minha banca. A ela o meu muito obrigada pelo incentivo e apoio. A partir do segundo ano passei a ter contato mais direto com meu orientador, pessoa que aprendi a admirar por seu conhecimento e novas ideias e que sempre apoiou as minhas escolhas, Prof. Julio Leite. Foi ele que me mostrou o caminho a ser seguido e, juntos, escolhemos o tema do meu trabalho. Durante o segundo ano continuei cursando algumas matérias, porém já me aprofundava no tema escolhido. Tive a oportunidade de estudar em outros Departamentos da Universidade e conheci outros professores, entre eles o Prof. Sá Carvalho, com quem discuti muito sobre organizações e processos e que hoje está presente na minha banca. Agradeço a ele pelos ensinamentos. Neste ano também foi reativado o Grupo de Engenharia de Requisitos. Nele conheci pessoas muito interessantes como Pádua, Eduardo, Filipe, Herbet e Elizabeth, que me ajudaram e com quem discuti muitas vezes sobre o tema escolhido. Agradeço a todos pela colaboração. Além deles a Profa. Vera Werneck, que faz parte do grupo e que hoje está presente na minha banca, também merece meu agradecimento . O trabalho começou a tomar corpo. Tivemos as primeiras publicações. Estava tudo indo bem e eu estava radiante. Acreditava no tema escolhido, na importância de meu estudo para a comunidade acadêmica e na sua aplicação no contexto das organizações. Precisava me dedicar mais ao Doutorado, mas neste período, meu pai, Antonio, adoeceu. Foi difícil, pois sabia que era uma doença terminal. Queria ficar com ele o máximo de tempo possível, mas isso me faria muitas vezes relegar o estudo ao segundo plano. O tempo passou muito rápido. O final do terceiro ano chegou e meu pai se foi. Sinto muito sua falta, mas tenho certeza de que está feliz por saber que consegui chegar ao fim deste trabalho. Ele sempre me apoiou muito. Finalmente o quarto ano. Precisava correr, pois os prazos finais começavam a dar sinais. Pesquisa para terminar, estudos de caso para fazer, artigos para publicar, projetos para participar.Faltava muito e o tempo era pouco. Esforcei-me. Aumentei muito minha dedicação. Trabalhei. Atrasei um pouquinho, mas finalmente, cheguei ao final do trabalho. Agora faltavam os preparativos para a defesa. Fechar o trabalho, revisar, escolher a banca. Nesta fase conheci o Prof. Rubens que hoje está fazendo parte da minha banca. A ele meus agradecimentos. Tudo pronto. Gostei muito do que fiz. Tenho planos para o futuro. Espero ter novas oportunidades. Mas por hora só tenho mesmo a agradecer a todos por tudo e esperar que tudo dê certo. Agradecimento especial ao CNPq pela bolsa concedida para apoio ao desenvolvimento deste trabalho. Resumo Aló, Claudia Cappelli; Leite, Julio Cesar Sampaio do Prado. Uma Abordagem para Transparência em Processos Organizacionais Utilizando Aspectos. Rio de Janeiro, 2009. 328 p. Tese de Doutorado – Departamento de Informática, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Transparência tem sido por tempos um anseio das sociedades democráticas. O direito de ser informado e de ter acesso à informação tem sido um problema importante nas sociedades modernas. A demanda por verdades baseadas na transparência tem aumentado no contexto das transformações globais. A importância da abertura do fluxo de informações está criando uma sociedade aberta na qual o objetivo é o estabelecimento de uma sociedade democrática com cidadãos engajados capazes de entender e acessar as informações disponíveis (Holzner, 2006). Entretanto, não é suficiente para uma organização desejar ser transparente. As organizações precisam saber o que é transparência e como elas podem inserir este conceito no seu negócio. Esta tese define transparência e a forma de aplicá-la aos processos de negócio utilizando-os como meio de explicitar a transparência dentro de organizações. Para isso, propõe uma abordagem orientada a aspectos que permita introduzir características de transparência nos processos organizacionais através da construção de políticas e padrões, e da inserção de elementos nos modelos de processos organizacionais com uso de um catálogo de transparência. Para validar a proposta da definição de transparência, foi conduzida uma análise de processos organizacionais através de dois levantamentos utilizando questionários. Para a validação da abordagem proposta, foi realizado um estudo de caso a partir de processos de negócio de uma organização real. Este estudo de caso permitiu a obtenção de alguns resultados preliminares sobre a aplicabilidade e viabilidade do uso desta abordagem. Palavras-chave Transparência, Transparência Organizacional, Modelagem de Processos Orientada a Aspectos, Aspectos de Transparência, Transparência em Processos Organizacionais. Abstract Aló, Claudia Cappelli; Leite, Julio Cesar Sampaio do Prado (Advisor). An approach for Business Processes Transparency Using Aspects. Rio de Janeiro, 2009. 328 p. Doctoral Thesis – Departamento de Informática, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Transparency has been a desire of democratic societies for a long time. The right to be informed and have access to information has been a major problem in modern societies. The demand for truth based on transparency has increased in the context of global change. The importance of openness in the flow of information is creating an open society in which the very idea is to establish a democratic society with engaged citizens able to understand and use the information that is accessible to them (Holzner, 2006). However, it is not sufficient for an organization to wish to be transparent. Organizations need to know what transparency is and how they can apply this concept to their business. This thesis defines transparency and a way of using it in business processes, using these processes as a means of making explicit the transparency within organizations. An aspect oriented approach is proposed in order to allow the introduction of transparency characteristics into business processes. Policies and standards are proposed as well as a technique for inserting new elements into the business processes using a transparency catalog. In order to validate the proposed definition of transparency, an analysis of organizational processes, using two surveys, was performed. A case study, using the business processes from of a real organization, was performed to validate the proposed approach. This case study produced some preliminary results on the applicability and feasibility of using this approach. Keywords Transparency, Organizational Transparency, Aspect Oriented Business Process Model, Transparency Aspects, Business Process Transparency. Sumário 1. Introdução 16 1.1 Motivação 16 1.2 Caracterização do Problema 19 1.3 Enfoque da Solução 20 1.4 Organização da Tese 21 2. 23 Transparência 2.1 Características Gerais de Transparência 23 2.2 Organização das características 24 2.3 Graus de Transparência 30 2.4 O levantamento realizado 33 2.5 A versão final do SIG 34 3. 37 Transparência Organizacional 3.1 Trabalhos Relacionados - Transparência no contexto das organizações 37 3.2 Definição de Transparência Organizacional 45 3.3 O Catálogo de Transparência 46 3.4 Classificando as operacionalizações 67 3.5 Aplicação das operacionalizações a processos na web 72 3.6 Análise das contribuições – Uso do PCT 74 4. 86 Inserção de práticas de transparência em processos organizacionais 4.1 Transparência - Uma Característica Transversal 86 4.2 O Paradigma de Aspectos 89 4.3 Trabalhos Relacionados 90 4.4 Processos Organizacionais Orientados a Aspectos 95 4.5 Aplicando o modelo apresentado para a inserção de características de transparência em modelos de processos organizacionais 112 5. 124 Estudo de Caso 5.1 Objetivos 124 5.2 Etapas do Estudo de Caso 124 5.3 Formulação do Problema 125 5.4 Definição da Unidade-Caso 125 5.5 Determinação do número de casos 126 5.6 Elaboração do Protocolo 126 5.7 Operacionalização das características de transparência nos modelos de processo (unidades-caso) 132 5.8 Respostas às questões elaboradas 152 6. 155 Conclusão 6.1 Contextualização 155 6.2 Resumo 155 6.3 Trabalhos relacionados em transparência 157 6.4 Estudos relacionados para a sistematização da definição de transparência 158 6.5 Trabalhos relacionados em aspectos 160 6.6 A avaliação da definição de transparência através de levantamentos 161 6.7 O Estudo de Caso – aplicação da abordagem de modelagem de processos orientada a aspectos 162 6.8 Contribuições 163 6.9 Limitações 164 6.10 Trabalhos Futuros 165 7. 168 Referências Apêndice A Levantamento Baseado em Revisão Sistemática 179 Apêndice B Revisão do SIG de transparência junto ao Grupo de Engenharia de Requisitos da PUC 189 Apêndice C Levantamento para validação do SIG e dos Graus de Transparência 193 Apêndice D Questionário para verificação da Transparência de Processos Organizacionais através de sites da Web 204 Apêndice E Questionário para verificação da Transparência em Processos Organizacionais 258 Apêndice F Símbolos do Léxico relacionados à transparência organizacional 303 Anexo I Modelos de Processos utilizados no Estudo de Caso 304 Lista de Figuras Figura 2.1 - Identificação de interdependências implícitas de softgoals (Chung, 2000) Figura 2.2 - O SIG de transparência – Versão 1 (Cappelli, 2007) Figura 2.3 – O SIG de transparência – Versão 2 Figura 2.4 - Degraus da Transparência (Cappelli, 2008; Leite, 2008) Figura 2.5 – O SIG de transparência – Versão 3 (Cappelli, 2008) Figura 2.6 - – O SIG de Transparência – Versão Final Figura 3.1 – Notícias de transparência coletadas na web entre 12/05 e 23/05/2009 Figura 3.2 - – Transparência Organizacional Figura 3.3 - – Acessibilidade Figura 3.4 – Acurácia Figura 3.5 – Adaptabilidade Figura 3.6 – Amigabilidade Figura 3.7 – Atualidade Figura 3.8 – Auditabilidade Figura 3.9 – Clareza Figura 3.10 – Comparabilidade Figura 3.11 – Completeza Figura 3.12 – Composição Figura 3.13 – Concisão Figura 3.14 – Consistência Figura 3.15 – Controle Figura 3.16 – Corretude Figura 3.17 – Dependência Figura 3.18 – Desempenho Figura 3.19 – Detalhamento Figura 3.20 – Disponibilidade Figura 3.21 – Divisibilidade Figura 3.22 – Entendimento Figura 3.23 – Explicação Figura 3.24 – Informativo Figura 3.25 – Integridade Figura 3.26 – Intuitividade Figura 3.27 – Operabilidade Figura 3.28 – Portabilidade Figura 3.29 – Publicidade Figura 3.30 – Rastreabilidade Figura 3.31 – Simplicidade Figura 3.32 – Uniformidade Figura 3.33 – Usabilidade Figura 3.34 – Validade Figura 3.35 – Verificabilidade Figura 3.36 – SIG de Transparência com contribuições em rede entre características Figura 3.37 - Fórmulas para comparar os construtos Figura 3.38 - SIG de Transparência (Final) com contribuições entre critérios Figura 3.39 – Léxico do relacionamento entre uniformidade e clareza 26 28 30 31 34 36 38 49 50 50 51 51 52 52 53 53 54 54 55 55 56 56 57 57 58 58 59 59 60 61 61 62 62 63 63 64 65 65 66 66 67 75 77 84 84 Figura 3.40 – Léxico do relacionamento entre simplicidade, completeza e concisão Figura 3.41 – Léxico do relacionamento entre concisão e completeza Figura 3.42 – Léxico do relacionamento entre corretude e integridade Figura 3.43 – Léxico do relacionamento entre dependência e rastreabilidade Figura 4.1 – Abordagem tradicional de modelagem Figura 4.2 - Metamodelo de integração de características transversais (Silva, 2006) Figura 4.3 – Componentes usados para integrar relacionamentos transversais em modelos de processos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Figura 4.4 – Sintaxe de LMPOA (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Figura 4.5 – Modelo conceitual da linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Figura 4.6 – Sintaxe do Relacionamento Transversal Figura 4.7 – Características transversais e seus relacionamentos com demais elementos Figura 4.8 – Exemplo de Aspecto – Obter Formulário Solicitação Mudança Figura 4.9 – Exemplo de Aspecto – Enviar Solicitação de Mudança Figura 4.10 – Exemplo de Aspecto – Formulário Solicitação Mudanças Figura 4.11 – Exemplo de Aspecto – Dados Requisição Figura 4.12 – Composição das características transversais (Cappelli, 2009b) Figura 4.13 – Composição das características transversais – Formato Texto (Cappelli, 2009b) Figura 4.14 – Visão de Documentos – As atividades que utilizam o documento Figura 4.15 – Visão de Dados – As atividades que utilizam um conjunto de informações Figura 4.16 – Visão de Atividades – Repetição Figura 4.17 – Visão de Atividades Principais Figura 4.18 – Processo “Inserir Aspectos de Transparência em Processos” Figura 4.19 – Componentes usados para integrar transparência em modelos de processos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Figura 4.20 – Processo Genérico de Contratação de Software (adaptado de (Magdaleno, 2006)) Figura 4.21 – Aspectos Transversais do Processo “Gerir Contratação de Software” Figura 4.22 – Processo Genérico de Gerir Contratação de Software com elementos de transparência Figura 4.23 – Controlabilidade - Visualização dos pontos de controle no processo Figura 4.24 – Integridade - Visualização dos pontos de uso das fontes de informação do processo Figura 4.25 – Explicação - Visualização dos pontos de tomada de decisão no processo e suas justificativas Figura 5.1 – Processo “Levantar Informações do Estudo de Caso” Figura 5.2 – Processo Preparar Intervenção de Manutenção com aspectos Figura 5.3 – Processo Preparar Intervenção de Investimento com aspectos Figura 5.4 – Processo Acompanhar Intervenção com aspectos 85 85 85 85 88 96 97 98 99 101 106 107 107 107 108 109 109 110 110 111 111 113 114 115 117 121 122 122 123 130 141 146 151 Lista de Tabelas e Quadros Tabela 2.1 - Características Transparência X Lista Características NFR 27 Tabela 2.2 - Definições das características do NFR Framework – Versão 1 27 Tabela 2.3 – Definições das características do NFR Framework – Versão 2 29 Tabela 2.4 – Definições das características do NFR Framework – Versão Final 35 Tabela 3.1 – Implementação das Operacionalizações – parte 1 69 Tabela 3.2 – Implementação das Operacionalizações – parte 2 70 Tabela 3.3 – Implementação das Operacionalizações – parte 3 71 Tabela 3.4 - Resultado da aplicação do questionário sobre sites na web – parte 1 72 Tabela 3.5 - Resultado da aplicação do questionário sobre sites na web – parte 2 73 Tabela 3.6 - Um exemplo de repertory grid (Ford, 1991) 76 Tabela 3.7 - Respostas do melhor caso em cada uma das características 78 Tabela 3.8 - Respostas do pior caso em cada uma das características 79 Tabela 3.9 - Respostas do melhor caso em cada uma das características – Binário 80 Tabela 3.10 - Respostas do pior caso em cada uma das características - Binário 80 Tabela 3.11 – Relacionamentos entre construtos do melhor caso 81 Tabela 3.12 – Relacionamentos entre construtos do pior caso 82 Tabela 4.1 – Regras de Composição do Relacionamento Transversal 104 Tabela 4.2 – Parâmetros de Visualização 104 Tabela 4.3 – Relacionamento entre os elementos do modelo 105 Tabela 5.1 – Perfil dos entrevistados no estudo de caso 128 Tabela 5.2 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 1 133 Tabela 5.3 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 2 134 Tabela 5.4 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 3 134 Tabela 5.5 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 1 135 Tabela 5.6 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 2 135 Tabela 5.7 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 3 136 Tabela 5.8 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 1 136 Tabela 5.9 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 2 137 Tabela 5.10 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 3 137 Tabela 5.11 – Mecanismos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Manutenção 139 Tabela 5.12 – Elementos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Manutenção 139 Tabela 5.13 – Mecanismos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Investimento 144 Tabela 5.14 – Elementos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Investimento 144 Tabela 5.15 – Mecanismos ausentes no Processo Acompanhar Intervenção 149 Tabela 5.16 – Elementos ausentes no Processo Acompanhar Intervenção 149 Lista de Abreviaturas e Siglas ADL – Arquitectural Description Language AO – Aspect Oriented AO-BPM – Aspect Oriented Business Process Model BASEL - Basel Committee on Banking Supervision BPM – Business Pross Management BPMN – Business Process Modeling Language CGU - Corregedoria Geral da União CMMI - Capability Maturity Model Integration DSOA - Desenvolvimento de Software Orientado a Aspectos EITI – Extractive Industries Transparency Initiative EPC – Event Process Chain EROA - Engenharia de Requisitos Orientada a Aspectos FoIA - Freedom of Information Act IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa LMPOA – Linguagem de Modelagem de Processos Orientada a Aspectos LMROA – Linguagem de Modelagem de Requisitos Orientada a Aspectos NFR – No Functional Requirement OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico PCT - Personal Construct Theory POA - Programação Orientada a Aspectos SOX - Sarbanes-Oxley TB – Transparência Brasil TCC – Transparência, Consciência e Cidadania TI - Transparency International Web – World Wide Web 1. Introdução Este trabalho apresenta uma definição de transparência no contexto social, a instanciação deste conceito para o domínio das organizações, uma proposta para avaliação de características de transparência em processos organizacionais, e uma abordagem para inserção destes aspectos em processos organizacionais. Neste capítulo, expõe-se a motivação deste trabalho, citam-se problemas relacionados à transparência e à sua identificação frente aos processos organizacionais, descreve-se genericamente a solução proposta, apresentam-se, de forma sucinta, suas contribuições para finalmente definir-se a organização da tese. 1.1 Motivação A crescente demanda por verdades baseadas na transparência tem aumentado no contexto das transformações globais. A importância da abertura do fluxo de informações está criando uma sociedade aberta na qual o objetivo é o estabelecimento de uma sociedade democrática com cidadãos engajados capazes de entender e acessar as informações disponíveis (Holzner, 2006). Muitos organismos ao longo do tempo têm aprovado leis e acordos em busca de garantir transparência através dos mais diversos tipos de organizações. Iniciativas como a Lei Sarbanes-Oxley (SOX, 2002), o acordo da Basiléia - Basel Committee on Banking Supervision (BASEL, 1988) e a iniciativa EITI – Extractive Industries Transparency Initiative (EITI, 2002) demonstram a intenção dos governos e das sociedades civis em obter esta transparência. A Lei Sarbanes-Oxley, conhecida também como SOX (SOX, 2002) é uma lei americana promulgada em 30/06/2002, de autoria dos senadores Paul Sarbanes e Michael Oxley. Ela afeta as empresas que possuem capital aberto e ações na Bolsa de Nova York e Nasdaq, pois para manterem suas ações nestas bolsas precisam cumprir esta lei. O motivo que a fez entrar em vigor foi a onda de escândalos corporativo-financeiros envolvendo principalmente as empresas Eron (do setor de energia) e Worldcom (do setor de telecomunicações), que provocaram prejuízos financeiros a milhares de investidores (Zhang, 2007b). O objetivo desta lei é 17 aperfeiçoar os controles financeiros das empresas e apresentar eficiência na governança corporativa através da transparência na gestão financeira das organizações, credibilidade na contabilidade, auditoria e segurança das informações para que sejam realmente confiáveis, evitando-se assim fraudes, fuga de investidores e novos escândalos e prejuízos. O Basel Committee on Banking Supervision (BASEL, 1988) é um acordo internacional firmado por 55 países, inclusive o Brasil, em 1988 que define princípios fundamentais de supervisão bancária, adicionados de diretrizes, padrões e recomendações. Atualmente é regido por 25 princípios essenciais que servem como referência básica para órgãos supervisores e outras autoridades públicas em todos os países. Os princípios que evidenciam a transparência foram definidos para serem aplicados por todos os países, na supervisão dos bancos de suas jurisdições. A EITI – “Extractive Industries Transparency Initiative” (EITI, 2002) busca resolver problemas entre mineradoras e empresas petrolíferas rivais que, apoiadas pelos seus governos, frequentemente estão dispostas a tratar com quem quer que lhes assegure uma concessão, criando governos corruptos e repressores, e conflitos armados. O movimento começou há poucos anos com a campanha "Publish What You Pay" (Divulguem o que Vocês Pagam), que exigiu que empresas petrolíferas e mineradoras revelassem pagamentos efetuados a governos. Em resposta, o governo britânico lançou a "Extractives Industries Transparency Initiative (EITI)" (Iniciativa para a Transparência das Indústrias de Extração). A maioria das empresas de extração mineral atualmente faz parte desta iniciativa e já reconhece o valor e a necessidade de maior transparência neste setor. Além disso, alguns outros organismos vêm se constituindo através de iniciativas independentes. O “Transparency International” (TI, 1993), que busca discutir o tema da transparência e criar redes de conhecimento neste assunto, é um exemplo. No Brasil, já existem afiliados a esta rede como o TCC – Transparência, Consciência e Cidadania (TCC, 1996) e o TB – Transparência Brasil (TB, 2000). O Transparência, Consciência e Cidadania tem como principal objetivo a ampliação do conhecimento científico e das medidas práticas utilizadas no combate à corrupção, a promoção da transparência e da probidade administrativa, a conscientização ética e democrática, assim comoa construção da cidadania no Brasil e em outros países. Além disso, realiza estudos das relações entre “accountability” e democracia. O Transparência Brasil atua basicamente em 18 levantamentos empíricos sobre a incidência do problema da corrupção em diferentes esferas no Brasil. Para isso criou alguns instrumentos na internet para propiciar o monitoramento do fenômeno da corrupção junto aos órgãos públicos. Podemos ainda citar a OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, 1961), agência internacional e intergovernamental, que congrega a maior parte dos países industrializados. Esta agência estabelece, entre outras coisas, que o governo e as empresas devem garantir a disseminação de informação oportuna, regular, confiável e de excelência sobre suas atividades, estrutura, situação financeira e desempenho, além de propiciar a auditoria. Organizações como a Transparency International (TI, 1993), a CGU Corregedoria Geral da União (CGU, 2001) e o Transparência Brasil (TB, 2000), entre outras, têm apresentado intenções para solucionar problemas da falta de transparência no setor público e, consequentemente,combater a corrupção. Outro órgão diretamente envolvido com o tema da transparência é o IBGC (IBGC, 1994). No código sobre governança corporativa deste instituto, transparência é citada como sendo “mais do que a obrigação de informar", neste é dito que a administração deve “cultivar o desejo de informar", sabendo que quando há boa comunicação interna e externa, particularmente espontânea, franca e rápida, o resultado é um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. No Brasil, já existem leis estabelecidas e projetos tramitando no Congresso Nacional que explicitam as intenções do governo quanto à questão de transparência das organizações públicas e privadas. O Código de Defesa do Consumidor (Collor, 1990) advoga normas de proteção e defesa do consumidor, entre eles o direito de obter informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, bem como a eficiente prestação dos serviços públicos em geral, obrigando organizações, governamentais ou privadas, a demonstrar aos seus clientes como os seus produtos e serviços são gerados e como funcionam. Mais recentemente, em 27/05/2009, foi aprovada também a Lei Complementar (Lei 131, 2009), que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações sobre as execuções orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Além disso, tramita no Congresso Nacional um projeto de Lei (Projeto 19 de Lei, 2009) que regula o acesso às informações e sua divulgação assim como define os procedimentos para acesso às mesmas e suas restrições. Observando os exemplos citados, é notório o crescimento de movimentos, fazendo com que cada vez mais organizações públicas e privadas necessitem demonstrar transparência, uma vez que a sociedade, apoiada por leis, acordos e iniciativas de vários grupos, dia a dia aumenta esta demanda. Esta realidade impõe às organizações a necessidade do estabelecimento de mecanismos que demonstrem transparência de suas informações e processos. Porém, para que estas organizações se tornem transparentes, é necessário um real entendimento por parte de todos do que é transparência e de como institucionalizá-la numa organização. 1.2 Caracterização do Problema Transparência, de acordo com as ciências físicas (Wikipedia (optics), 2009), é dita como algo através do qual se pode ver, ou seja, algo que pode permitir ou melhorar a visão sobre determinado objeto. No contexto das organizações, é algo que pode permitir ou melhorar a visão sobre os processos e as informações de uma organização ao dar oportunidade de conhecimento sobre a mesma, reduzir a possibilidade de omissão entre os dados dos processos, possibilitar o controle sobre os produtos e serviços prestados, facilitar a investigação, e aumentar a confiança entre as organizações e a sociedade. Porém, para que se tenha qualquer iniciativa no sentido de atender às necessidades de tornar informações e processos de uma organização transparentes, faz-se necessário a resposta a algumas perguntas como: • O que é informação transparente? • O que é processo organizacional transparente? • Como identificar se o processo e as informações são transparentes? • Como explicitar transparência através de processos e informações? Percebe-se então que para a institucionalização da transparência das informações e dos processos em uma organização, faz-se necessário o 20 entendimento comum sobre o conceito de transparência, a existência de uma abordagem que possa identificar a aderência deste conceito à organização e uma estratégia de implementação deste conceito nos processos organizacionais. 1.3 Enfoque da Solução Na intenção de se tornar uma organização transparente, algumas empresas têm realizado iniciativas de explicitação de seus processos recentemente, de forma a permitir um melhor entendimento e análise dos mesmos, através de uma atividade denominada Modelagem de Processos de Negócio (Kettinger, 1997). Algumas organizações também utilizam a modelagem dos processos para construção de aplicações aderentes ao negócio que forneçam aos interessados as informações adequadas sobre estes. Esta abordagem, orientada à modelagem de processos como potencial para provisionar transparência do processo e de informações, foi citada também recentemente por Klotz (Klotz, 2008). A modelagem de processos de negócio fornece à organização conhecimento sobre si mesma e sobre a forma como seus produtos e serviços são gerados. Além disso, permite a explicitação da tecnologia e das aplicações que apoiam a execução dos processos e dos dados que trafegam entre estes sistemas, dando visibilidade sobre as aplicações e sobre os controles exercidos por estes. No contexto da Engenharia de Software, a atividade de modelagem de processos de negócio também já figura como um importante ponto de partida para a identificação de requisitos de sistemas (Mac Knight, 2004; Santander, 2000), pois permite a rastreabilidade entre os processos e as aplicações que os apóiam, assim como as instâncias dos processos que geram as informações. Com base nestas abordagens, que indicam os modelos de processos de negócio como uma ferramenta para tornar as organizações mais transparentes e para rastrear os processos e as aplicações que os apoiam, dando transparência também às informações geradas, entende-se que esta é uma abordagem bastante adequada para auxiliar a institucionalização de transparência nas organizações. Sendo assim, nossa hipótese pode ser resumida na forma abaixo: 21 A construção de uma definição de transparência de processos organizacionais e o estabelecimento de uma abordagem para sua inserção nestes processos contribuem para a transparência organizacional. No intuito de apoiar a institucionalização da transparência em organizações, pretende-se tratar o problema com a construção de uma definição para transparência no contexto social, sua sistematização no domínio de processos organizacionais através da construção de um catálogo de transparência, e a definição de uma abordagem para estabelecimento da transparência nos processos organizacionais. Transparência, por se tratar de uma característica de qualidade, foi sistematizada através da utilização do formalismo do NFR Framework (Chung, 2000) da Área de Engenharia de Requisitos. O NFR Framework foi escolhido por permitir representar relacionamentos entre características, as contribuições negativas e positivas entre elas e o nível de satisfação destas características. Quanto à abordagem de implementação deste conceito no processo organizacional, decidiu-se utilizar o paradigma de orientação a aspectos (Kiczales, 1997). Este paradigma foi escolhido por entender a transparência como uma característica que pode estar entrelaçada e espalhada nos modelos de processo e também por não necessariamente fazer parte do processo fim da organização, assemelhando-se ao conceito de aspecto. 1.4 Organização da Tese O capítulo 2 apresenta a construção da definição de transparência no contexto social, os graus de transparência que uma organização pode alcançar e o levantamento realizado para confirmação da definição de transparência proposta. O objetivo do capítulo 3 é apresentar um levantamento de trabalhos relacionados à transparência, a definição da mesma no domínio de processos organizacionais, o Catálogo de Transparência contendo as operacionalizações de cada uma de suas subcaracterísticas, a definição de mecanismos para operacionalização das características de transparência em modelos de processos organizacionais, e a derivação de relacionamentos de contribuição positiva e negativa entre as 22 características e subcaracterísticas de transparência através do PCT (Personal Construct Theory). O capítulo 4 descreve a abordagem construída para inserção de características de transparência nos processos organizacionais, trabalhos relacionados e a demonstração desta abordagem através de um exemplo. No capítulo 5 é descrito o estudo de caso realizado a partir de um questionário aplicado aos modelos de processos de negócio de uma organização real, com o objetivo de avaliar a abordagem proposta. Por último, o capítulo 6 apresenta as conclusões obtidas com este trabalho, descreve os relacionamentos com trabalhos apresentados nos capítulos 3 e 4, enumera as contribuições obtidas e oferece perspectivas para pesquisas futuras. 23 2. Transparência Este capítulo descreve o processo de construção da definição de transparência no contexto social. Apresenta o SIG de transparência composto por suas características e subcaracterísiticas e identifica graus de transparência. Ao final, apresenta o levantamento realizado para confirmação da definição de transparência e dos graus identificados. 2.1 Características Gerais de Transparência Como dito no Capítulo 1 desta tese, torna-se fundamental a definição de transparência para que este termo possa ter entendimento comum no contexto social e, consequentemente, no contexto das organizações. Objetivando esta definição, foi realizado um levantamento bibliográfico baseado na técnica de Revisão Sistemática (Biolchini, 2005; Kitchenham, 2004; Mafra, 2006), cujo protocolo utilizado e resultados obtidos estão apresentados mais detalhadamente no Apêndice A desta tese. Como resultado deste levantamento identificou-se que o termo transparência pode ter diversos significados em domínios diferentes e até no mesmo domínio. No setor público, segundo a OCDE – Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OECD, 1961), transparência é um fator vital para o fortalecimento das relações entre o governo e o cidadão. Tal fator pode ser viabilizado através de informação completa, objetiva, confiável, relevante e de fácil acesso e compreensão. Outra definição encontrada e que muito se assemelha à nossa intenção foi encontrada na área de comunicação (Barbosa, 2002): “Condição de abertura total dos canais de comunicação de uma organização (empresa, instituição, governo) para o público, sem qualquer cerceamento de informações”. Encontrou-se ainda a definição feita nas áreas humanas e de negócios no contexto das ciências humanas (Wikipedia (humanities), 2009), em que transparência implica abertura, comunicação e prestação de contas, sendo assim uma metáfora do significado na física, em que um objeto transparente é aquele através do qual podemos ver. Na indústria de software o termo transparência qualifica o software 24 que trabalha muito bem e que, portanto, se torna transparente para o usuário (Microsoft, 2002) não havendo necessidade deste entender o que o software está fazendo durante sua execução. Neste caso, o termo transparência indica algo que não precisa ser visto ou entendido, o que é uma definição oposta ao que estamos buscando. Analisando estas definições, observamos em praticamente todas elas expressões como: informações completas, informações objetivas, informações confiáveis, informação de qualidade, acesso fácil à informação, compreensão da informação, canais totalmente abertos de comunicação, algo através do qual se permite ver. Todas se mostram com potencial em auxiliar a caracterização da definição de transparência. Assim, para cada uma destas características encontradas foi identificada uma definição como apresentado a seguir: a) Informação completa: Todas as informações estão disponíveis sem restrição; b) Informação objetiva: A informação responde diretamente às perguntas feitas; c) Informação confiável: A informação é correta, consistente e precisa; d) Informação de qualidade: A informação é correta, íntegra, consistente e precisa; e) Acesso fácil à informação: O mecanismo usado para acessar tem tempo de resposta e funcionalidades adequadas; f) Compreensão da informação: A informação não causa dúvidas. Todos podem compreender; g) Canais totalmente abertos de comunicação: Acesso livre e fácil às informações. 2.2 Organização das características Observando estas definições identificamos que em sua maioria referem-se a características de qualidade sobre as informações. A partir daí fomos buscar na literatura um aprofundamento sobre o tema qualidade de informação (Buckland, 1991; Casanova, 1990; Cole, 1994; Wormell, 1990) de forma a poder defini-la e estruturá-la. Além disso, buscamos também na área de Engenharia de Software, 25 mais especificamente na área de Bancos de Dados, trabalhos que tratassem do tema de organização de características de qualidade de informação (Jarke, 1997; Simmhan, 2007). A maioria destes trabalhos define características de qualidade para as informações mas não propõe uma estrutura formal de organização para estas características. Continuando a busca, encontramos na área de Engenharia de Requisitos um trabalho bastante apropriado para apoiar a construção da definição de transparência, pois este apresenta um método de estruturação de características de qualidade, além de formas de interpretação dos relacionamentos entre elas. Trata-se do NFR (Non-Funcional Requirements) Framework (Chung, 2000). O framework proposto por Chung define uma forma sistemática para decompor requisitos não funcionais (características de qualidade), priorizar, operacionalizar e tratar interdependências entre elas, independentemente de quais sejam. O NFR-Framework é composto basicamente por três elementos. São eles: o NFR-softgoal que representa o objetivo de qualidade que se quer atingir, a operacionalização que representa as ações a serem realizadas para institucionalização de determinado NFR-softgoal e as contribuições que mapeiam os relacionamentos entre os outros dois elementos. Estes conceitos são representados em uma estrutura denominada Softgoal Interdependency Graph (SIG). O SIG é a estrutura proposta no framework para representar e registrar as dependências entre as características de qualidade e suas operacionalizações através de um grafo, permitindo a identificação das relações de dependências entre seus elementos e suas contribuições. Um exemplo de SIG pode ser visto na Figura 2.1. Nesta estrutura também são representados os tipos de contribuição entre os elementos. Estes tipos de contribuição podem ser de “BREAK”, “HURT”, “UNKNOWN”, “HELP” e “MAKE”. Cada um destes tipos representa respectivamente: a) BREAK - Provê contribuição negativa suficiente para que a característica superior não seja atendida; b) HURT - Provê contribuição negativa parcial para não atendimento da característica superior; c) UNKNOWN - Provê contribuição porém não se sabe se negativa ou positiva; d) HELP - Provê contribuição positiva parcial para atendimento da característica superior; e) MAKE - Provê contribuição positiva suficiente para que a característica 26 superior seja atendida; Figura 2.1 - Identificação de interdependências implícitas de softgoals (Chung, 2000) No trabalho de Chung (Chung, 2000), além de uma organização para estruturação de características de qualidade, encontramos uma lista bastante vasta de termos que as representam e que continham a maioria das características encontradas nos demais trabalhos sobre qualidade de informação. Dentre estes, várias características identificam-se, ou através de sua definição ou de sua contribuição, com as encontradas na literatura de transparência, podendo se relacionar diretamente com elas. Com base nesta lista, realizou-se o relacionamento destes termos encontrados na literatura de qualidade da informação com as características encontradas no levantamento bibliográfico sobre o termo transparência. Na Tabela 2.1 apresentamos estes relacionamentos. 27 Tabela 2.1 - Características Transparência X Lista Características NFR Além dos relacionamentos, foram documentadas as definições para cada uma das características relacionadas. As características e suas definições podem ser vistas na Tabela 2.2. Tabela 2.2 - Definições das características do NFR Framework – Versão 1 28 A partir da definição das características o primeiro SIG de transparência, apresentado na Figura 2.2, foi construído . Para sua construção as características identificadas foram agrupadas através de afinidades entre seus significados. Por exemplo, verificar, validar, rastrear, controlar e explicar são capacidades que em princípio parecem contribuir para auditabilidade (ter capacidade de exame analítico). Ou seja, para se fazer um exame analítico de um elemento é necessário que se possa fazer validação e verificação, além de ter rastreabilidade, controle e explicações sobre o elemento. O mesmo foi feito, para as outras características, gerando o agrupamento apresentado na Figura 2.2 (Cappelli, 2007). Figura 2.2 - O SIG de transparência – Versão 1 (Cappelli, 2007) Para validar o agrupamento realizado e as características sugeridas, foi realizada uma reunião do Grupo de Engenharia de Requisitos da PUC-RJ e nesta reunião foi entregue aos participantes a lista de características apresentadas na Tabela 2.2. O levantamento realizado junto a este grupo para validação do SIG está detalhado no Apêndice B desta tese. O grupo, formado por sete pesquisadores da área de Engenharia de Requisitos, após a leitura do documento contendo as características de transparência e suas definições, indicaram individualmente se concordavam ou não com as características identificadas e sugeriam um agrupamento para as mesmas. As opiniões foram coletadas e analisadas. O critério utilizado foi o de maioria, ou seja, se a maioria concordava com a existência da característica ou se a maioria agrupava da mesma forma. Caso contrário, a característica ou o relacionamento seriam 29 retirados. Além disso, havia a possibilidade de inserção de novas características ou relacionamentos. No resultado deste trabalho cinco principais grupos de características foram obtidos: Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade, em contraponto aos quatro anteriormente propostos. Isso ocorreu pelo fato de o grupo sugerir a inserção da característica de entendimento e reorganizar algumas outras características para comporem-na. Além disso, a característica de divulgação veio substituir a de visibilidade por ser entendida pelo grupo como mais abrangente. Outro ponto importante na análise do grupo foi a discussão sobre uma mesma característica estar representada (duplicada) em dois agrupamentos. Foi consenso no grupo que cada característica deveria ser representada no SIG somente uma vez. Caso exista uma característica que possa contribuir com mais de outra característica, esta representação deve ser feita somente através de relacionamentos, sem necessidade de repetição do elemento. Este trabalho deu origem a uma nova tabela de definições (Tabela 2.3) e a um novo SIG de transparência (Figura 2.3). Tabela 2.3 – Definições das características do NFR Framework – Versão 2 30 Figura 2.3 – O SIG de transparência – Versão 2 2.3 Graus de Transparência Durante a construção do SIG, percebeu-se certo grau de dependência entre os grupos criados (acessibilidade, usabilidade, informativo, entendimento e auditabilidade). Isso significa que, para características de um determinado grupo serem institucionalizadas, há necessidade de que outras, de outros grupos já tenham sido antes, ficando muitas vezes como pré-condição. Exemplificando esta afirmação, o que se percebe é que para que se consiga verificar ou validar (tornar auditável) determinado processo organizacional é necessário primeiramente que possamos compreendê-lo (tornar entendível). Por sua vez, para que possamos ter entendimento sobre este processo precisamos que ele esteja correto, completo, seja consistente (informativo) e, para isso, sua representação precisa ser uniforme, simples, fácil (usável). Além disso, nada seria possível se estes processos organizacionais não estivessem disponíveis e fossem do conhecimento de todos (acessível). Em diferentes domínios, inclusive na área de Gestão de Processos (Fisher 2004; Rosemann, 2004; Rosemann, 2005), modelos de maturidade têm sido propostos como forma de institucionalizar práticas e avaliar as organizações. Um modelo bastante difundido na área de Engenharia de Software é o Capability Maturity Model Integration (CMMI), que foi desenvolvido para avaliar a maturidade ou capacidade dos processos de desenvolvimento de software das 31 organizações. O CMMI é um modelo que organiza conjuntos de práticas de engenharia de software por áreas de conhecimento, para melhoria de processos de desenvolvimento. Além disso, estabelece duas formas (continuada e por nível) para se atingir um determinado padrão de qualidade nos produtos e serviços gerados pelo processo de desenvolvimento (Paulk, 1993; CMU-SEI, 2001; Fiorini, 1998; Spanyi, 2004). A organização por níveis promove a ideia de uma sequência entre a institucionalização das práticas, de modo que a organização possa atingir o mais alto grau de maturidade através de institucionalizações gradativas. Estas relações de dependência entre os cinco grupos criados nos fizeram comparar esta estrutura aos níveis de modelos de maturidade. Porém, esta estrutura não preconiza a necessidade de alcance completo de todas as características de um determinado grau para que se possa passar para um próximo, como preconizam alguns modelos de maturidade. Explicita apenas que há forte dependência entre os grupos de características, indicando que algumas características podem impossibilitar o alcance de outras caso não sejam estabelecidas. Baseado na identificação destas dependências construiu-se o que chamamos de “Degraus da Transparência” (Cappelli, 2008), apresentados na Figura 2.4. Figura 2.4 - Degraus da Transparência (Cappelli, 2008; Leite, 2008) 32 Cada um dos graus de transparência pode então ser estabelecido através da institucionalização do conjunto de suas características. Assim, podemos definir os graus como: GRAU 1 – Acessibilidade A transparência é realizada através da capacidade de acesso. Esta capacidade é identificada através da aferição de práticas que implementam características de portabilidade, operabilidade, disponibilidade, divulgação e desempenho. GRAU 2 – Usabilidade A transparência é realizada através das facilidades de uso. Esta capacidade é identificada através da aferição de práticas que implementam características de uniformidade, intuitividade, simplicidade, amigabilidade e compreensibilidade. GRAU 3 – Informativo A transparência é realizada através da qualidade da informação. Esta capacidade é identificada através da aferição de práticas que implementam características de clareza, acurácia, completeza, corretude, consistência e integridade. GRAU 4 – Entendimento A transparência é realizada através do entendimento. Esta capacidade é identificada através da aferição de práticas que implementam características de composição, concisão, divisibilidade, dependência, adaptabilidade e extensibilidade. GRAU 5 - Auditabilidade A transparência é realizada através da auditabilidade. Esta capacidade é identificada através da aferição de práticas que implementam características de explicação, rastreabilidade, verificabilidade, validade e controlabilidade. Similar ao que é feito com os modelos de maturidade, uma possível aplicação para esta estrutura é seu uso para identificação da institucionalização das características apresentadas num determinado domínio. Para tal se faz necessária a 33 definição das práticas para cada uma das características de transparência. Tais práticas são sistematizadas dentro do contexto de processos organizacionais no Capítulo 3 desta tese. 2.4 O levantamento realizado Com o objetivo de validar o SIG de Transparência (Figura 2.3) e os Degraus de Transparência (Figura 4), foi realizado um levantamento apresentado em detalhes no Apêndice C desta tese. Este levantamento foi proposto através da resposta a questionários elaborados com perguntas diretas sobre as duas figuras e aplicados a dois grupos de profissionais (pesquisadores do IFIP W.G. 2.9 e do 3º Workshop Internacional de i* em 2008). As questões elaboradas intencionavam validar se havia concordância das duas comunidades sobre a relevância das características e seu agrupamento que constituíam a definição de transparência, e sobre a organização dos graus de transparência. O resultado obtido com esta pesquisa demonstrou que a maioria dos participantes concordou com os grupos criados e com os níveis estabelecidos e, sendo assim, quanto a estes itens o SIG e os graus não foram alterados. Porém, quanto às características, algumas proposições foram feitas. Em primeiro lugar, foi sugerido por vários participantes que as características de desempenho e operabilidade deixassem de compor acessibilidade para compor usabilidade. Em segundo lugar, foi proposta a retirada da característica de extensibilidade por se entender que seria sinônimo de adaptabilidade. Uma última sugestão foi que as contribuições do grafo não fossem de “AND” e sim de “HELP”, pois por serem características de qualidade, não podemos dizer que são somente estas as suficientes para compor a definição de transparência (AND). O que podemos afirmar é que cada uma delas ajuda a satisfazer a característica de transparência (HELP). Outras colocações também foram feitas, mas estas não diziam respeito às características ou aos níveis, como por exemplo, que os relacionamentos entre características de grupos diferentes também deveriam ser representados. Não houve sugestão de inserção de novas características no SIG. O resultado do SIG após a pesquisa está apresentado na Figura 2.5 (Cappelli, 2008). 34 Figura 2.5 – O SIG de transparência – Versão 3 (Cappelli, 2008) 2.5 A versão final do SIG Durante a construção desta tese, novas publicações sobre o tema foram feitas. Algumas delas continham definições para o termo transparência, vindo inclusive a confirmar muitas das características que definimos. Holzner (Holzner, 2006) afirma que a transparência é "o valor social aberto, público e / ou individual de acesso às informações detidas e divulgadas por centros de autoridade.", cita que "a ideia de uma sociedade aberta é de uma democracia com cidadãos alertas, engajados e capazes de entender e usar as informações que estão acessíveis para eles ". Lord (Lord, 2006) diz: "A transparência é uma condição na qual as informações sobre as prioridades, capacidades e comportamentos de poderosas organizações estão amplamente disponíveis para o público mundial". Além destas, outra publicação que nos chamou bastante atenção foi o Livro “Full Disclosure” de Fung (Fung, 2007). Neste livro, Fung analisa oito políticas elaboradas em diferentes domínios para garantir transparência, como políticas para finanças corporativas, higiene em restaurantes, seguros de vida, rótulos de alimentos, entre outras. Neste trabalho estas políticas são julgadas de acordo com critérios que ele acredita serem necessários para que as mesmas sejam implantadas e tenham a efetividade desejada. Dentre os critérios definidos por Fung estão características que buscam garantir padrões de formatação da informação, identificação da localização da informação, qualidades que permitam 35 compreender as informações e interpretá-las corretamente, formas de comparação com parâmetros previamente definidos e atualidade da informação. Comparando as características agrupadas para definição de transparência às apresentadas nestas novas referências, percebeu-se que apenas duas destas características não faziam parte do SIG (Versão 3) elaborado. São elas: Comparação e Atualidade. Submeteu-se a possibilidade de inclusão destas características à análise do Grupo de Engenharia de Requisitos da PUC-RJ, participante do primeiro levantamento deste trabalho, que julgou por unanimidade que as duas características eram de extrema relevância para o conceito e que deveriam ser incorporadas, pertencendo ao grupo informativo. Estas características foram incorporadas à tabela de definições resultando na Tabela 2.4 e ao SIG apresentado em sua nova versão na Figura 2.6. Tabela 2.4 – Definições das características do NFR Framework – Versão Final 36 Figura 2.6 - – O SIG de Transparência – Versão Final 37 3. Transparência Organizacional Este capítulo sistematiza a definição de transparência no contexto organizacional. Apresenta o Catálogo de Transparência através das operacionalizações das características que formam o SIG de transparência e da construção do Léxico de transparência. Define mecanismos para inserção das operacionalizações de transparência em processos organizacionais e relata a verificação destas operacionalizações em processos realizados através de sites na Web. Ao final constrói, a partir da técnica de PCT (Personal Construct Theory), os relacionamentos existentes entre as características do SIG, baseado nas respostas obtidas através dos questionamentos realizados nos sites. 3.1 Trabalhos Relacionados - Transparência no contexto das organizações A crescente demanda por verdades baseadas na transparência tem aumentado no contexto das transformações globais. A importância da abertura do fluxo de informações está criando uma sociedade aberta na qual o objetivo é o estabelecimento de uma sociedade democrática com cidadãos engajados com capacidade de entender e acessar esta informação disponível (Holzner, 2006). Transparência, ou a falta dela, tem estado no topo das agendas públicas em diversos aspectos. Simples notícias presentes nas mais diversas mídias, como as apresentadas na Figura 3.1, podem demonstrar isso. A fim de garantir transparência em diversos tipos de organizações, várias iniciativas e leis têm sido definidas e postas em prática. Um primeiro exemplo é a Lei Sarbanes-Oxley, conhecida também como SOX (SOX, 2002). É uma lei americana promulgada em 30/06/2002 de autoria dos senadores Paul Sarbanes e Michael Oxley. Esta lei afeta as empresas que possuem capital aberto e ações na Bolsa de NY e Nasdaq, pois para manterem-nas nestas bolsas precisam cumprir a lei. Várias empresas brasileiras estão se adequando à Lei por possuírem ações nestas bolsas também. O motivo que a fez entrar em vigor foi a onda de escândalos corporativo-financeiros envolvendo principalmente as empresas Eron (do setor de energia) e Worldcom (do setor de telecomunicações) que provocaram prejuízos 38 financeiros a milhares de investidores (Zhang, 2007b). Figura 3.1 – Notícias de transparência coletadas na web entre 12/05 e 23/05/2009 O objetivo desta lei é aperfeiçoar os controles financeiros das empresas e apresentar eficiência na governança corporativa, a fim de evitar, através da transparência na gestão financeira das organizações, outros escândalos e prejuízos como estes, dando credibilidade na contabilidade, auditoria e segurança nas informações para que tornando-as confiáveis, evite-se o esvaziamento dos investimentos financeiros e a fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito da governança adequada das empresas. Esta lei visa garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas, incluindo regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, de modo a mitigar riscos aos negócios, evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrerem. Uma de suas principais seções é a seção 404, que determina uma avaliação anual dos controles e procedimentos internos para emissão de relatórios financeiros. Além disso, o auditor independente da companhia deve emitir um relatório distinto, que ateste a asserção da administração sobre a eficácia dos controles internos e dos procedimentos executados para a emissão dos relatórios financeiros. Alguns de seus principais requisitos são: 39 • Controlar a criação, edição e versionamento dos documentos em um ambiente de acordo com os padrões ISO, para os documentos relativos à seção 404; • Cadastrar os riscos associados aos processos de negócios e armazenar os desenhos de processo; • Utilizar ferramentas como editor de texto e planilha eletrônica para criação e alteração dos documentos da seção 404; • Publicar em múltiplos websites os conteúdos previstos na seção 404; • Gerenciar todos os documentos, controlando seus períodos de retenção e distribuição; • Digitalizar e armazenar todos os documentos ligados à seção 404 que estejam em papel. Um segundo exemplo é o Basel Committee on Banking Supervision (BASEL, 1988). Trata-se de um acordo internacional firmado por 55 países em 1988, inclusive o Brasil, que define princípios fundamentais de supervisão bancária, adicionados de diretrizes, padrões e recomendações para aplicação na supervisão bancária dos bancos nos países signatários. Apesar de este acordo ter como objetivo a criação de exigências mínimas de capital, que devem ser respeitadas por bancos comerciais, como precaução contra o risco de crédito, ele não conseguiu evitar várias falências bancárias. Em detrimento deste fato, recentemente foi feito um novo acordo conhecido como Basileia II que determina as regras de gestão de risco que os bancos têm adotado de forma a conseguirem acompanhar as mudanças operadas pelas entidades reguladoras. Estas regras visam limitar a possibilidade de ocorrência de uma crise bancária internacional, assegurando para isso que cada banco disponha de níveis de capital suficientes para realizarem as atividades que compreendem algum risco. As empresas que fornecerem mais e melhor informação, demonstrarem capacidade adequada à satisfação dos seus compromissos e apresentarem garantias adequadas serão mais bem classificadas, resultando daí poupança de capital para o banco e spreads mais baixos para as empresas. Este novo acordo é baseado em 25 princípios essenciais apresentados como referência básica para órgãos supervisores e outras autoridades públicas em todos os países e internacionalmente. Os princípios foram definidos para serem aplicados 40 por todos os países, na supervisão dos bancos de suas jurisdições. O objetivo destes princípios é aprofundar e tornar mais transparente o seu relacionamento com as Instituições Financeiras. Dentre estes princípios, podemos citar: • Fornecer informação contábil e financeira de qualidade às Instituições Financeiras; • Divulgar e atualizar regularmente informação sobre a sua atividade; • Complementar a informação contábil com informação que permita a avaliação do potencial de desenvolvimento e de resultados futuros; • Introduzir mecanismos de controle interno e governança eficientes. Outra iniciativa que se apresenta para a promoção da transparência, esta entre governo e organizações extrativistas, é a EITI – “Extractive Industries Transparency Initiative” (EITI, 2002). Esta Iniciativa é uma iniciativa voluntária, apoiada por uma coligação de empresas, governos, investidores e organizações da sociedade civil. Apoia os esforços de países ricos em recursos, para uma melhor administração, através da publicação completa e da verificação dos pagamentos das empresas e dos rendimentos do governo nos setores do petróleo, gás e outros minerais. Muitos países são ricos em petróleo, gás e minerais, e estudos demonstram que quando a administração é adequada, tais recursos podem gerar grandes rendimentos que contribuem para o crescimento econômico e para a redução da pobreza no país detentor dos recursos. Porém, quando a administração é fraca, estes poderão contrariamente causar mais pobreza, corrupção e conflito – por isso também chamados “recursos da maldição”. A EITI tem como objetivo principal desafiar esta “maldição” melhorando a transparência e a responsabilização. Os principais beneficiários da EITI são os governos e os cidadãos de países ricos nestes recursos. Conhecer o que os governos recebem e o que as empresas pagam é um passo importante para responsabilizar os autores de políticas para o uso dos respectivos rendimentos. Os países ricos em recursos que implementam a EITI podem se beneficiar com um melhor clima de investimentos, fornecendo um sinal mais claro aos investidores e às instituições financeiras internacionais. Os benefícios para a sociedade civil derivam do maior volume de informação no domínio público sobre as receitas que os governos geram em nome dos cidadãos, colocando maior responsabilidade sobre os governos. Para quem 41 desejar implementá-la, foi elaborado um Livro de Referência com orientação aos países e empresas. Foi criado também um Grupo Internacional de Conselheiros para assegurar o futuro da EITI. O grupo é liderado por Peter Eigen, fundador e CEO da organização Transparency International, e consiste em um pequeno número de representantes de países, empresas, grupos da sociedade civil, investidores e doadores que implementam a EITI. Dentre os princípios básicos da EITI, estão alguns diretamente ligados à transparência. São estes: • Compreensão pública das questões das receitas e despesas do governo, de forma a ajudar no debate público e a informar a escolha de opções apropriadas e realistas para o desenvolvimento sustentável; • Importância da transparência por parte dos governos e das empresas nas indústrias extrativas; • Alcance de maior transparência através do respeito pelos contratos e pela legislação; • Transparência financeira, que proporciona um melhor ambiente interno e externo para o investimento direto; • Princípio e prática de responsabilidade governamental pela tutela dos fluxos de receitas e pelas despesas públicas perante todos os cidadãos; • Estímulo a elevados níveis de transparência e responsabilidade na vida pública, na administração e no comércio; • Necessidade de uma abordagem globalmente consistente e prática para a divulgação de pagamentos e receitas, que seja simples de executar e utilizar. Além destes, alguns outros organismos vêm se constituindo através de iniciativas independentes. O “Transparency International” (TI, 1993), que busca discutir o tema da transparência e criar redes de conhecimento neste assunto, é um exemplo. Este se apresenta como uma sociedade civil global na luta contra a corrupção cuja missão é criar um mundo livre de corrupção. Foi fundada em 1993 e desde então tem desempenhado um papel de liderança na busca da melhoria de vidas das pessoas em todo o mundo através da construção do movimento anticorrupção. É uma rede global, incluindo mais de 90 países. Estes organismos reúnem diversos atores, dentre eles governo, sociedade civil e empresas. É uma 42 organização não partidária que não se compromete com investigações de corrupção ou exposição individual de casos, mas às vezes trabalha em colaboração com organizações que as fazem. No Brasil, redes similares a esta como o TCC – Transparência, Consciência e Cidadania (TCC, 1996) e o TB – Transparência Brasil (TB, 2000) já começam a existir. O TCC é uma entidade não governamental, apartidária, independente, sem fins lucrativos, fundada em 1996 e sediada em Brasília. Seu objetivo central é realizar pesquisas, estudos e ações que contribuam para o combate à corrupção, promoção da transparência e da probidade administrativa, conscientização ética e democrática, e construção da cidadania no Brasil e em outros países. Para tanto, realiza e promove a pesquisa científica, dissemina conhecimentos através de publicações e estimula o intercâmbio entre pesquisadores. Procura também subsidiar a atuação de movimentos anticorrupção, a formulação de políticas públicas que privilegiem a responsabilidade com os gastos públicos e o apoio a todas as ações destinadas a fortalecer a conscientização da cidadania. O Transparência Brasil (TB, 2000) é uma organização independente e autônoma, fundada em abril de 2000 por um grupo de indivíduos e organizações não-governamentais comprometidos com o combate à corrupção. Suas ações se impõem através da realização de levantamentos empíricos sobre a incidência do problema da corrupção em diferentes esferas e da criação de instrumentos para propiciar o monitoramento do fenômeno da corrupção. Atualmente esta organização promove a publicação de diversas informações através dos seguintes mecanismos: • Excelências. Históricos da vida pública de todos os parlamentares federais e estaduais. Noticiário sobre corrupção que os envolve, processos a que respondem na Justiça, multas recebidas por Tribunais de Contas, declarações de bens, padrões de financiamento eleitoral, frequência ao trabalho, entre outros; • Às Claras. Banco de dados com informações e análises sobre o financiamento eleitoral; • Deu no Jornal. Banco de dados com noticiário sobre corrupção e controle, publicado em 63 jornais e revistas de todo o país, atualizado diariamente; 43 • Assistente Interativo de Licitações. Aplicativo que permite comparar um edital de licitação àquilo que é exigido nas leis, de forma a identificar desvios. Realizado em parceria com o Tribunal de Contas de Santa Catarina. • Desempenho em Licitações nos Municípios de Santa Catarina. Análise das aquisições realizadas por todos os 293 municípios de Santa Catarina desde 1997. Realizado em parceria com o Tribunal de Contas do estado. Podemos ainda citar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE (OECD, 1961), agência internacional e intergovernamental, que reúne a maior parte dos países industrializados. Esta agência estabelece, entre outras coisas, que o governo e as empresas devem garantir a disseminação de informação oportuna, regular, confiável e de excelência sobre suas atividades, estrutura, situação financeira e desempenho, além de propiciar a auditoria. A OCDE (OECD, 1961) influencia a política econômica e social de seus membros. Entre os objetivos está o de ajudar o desenvolvimento econômico e social no mundo inteiro, estimulando investimentos nos países em desenvolvimento. Foi criada em 1961, sucedendo a Organização para a Cooperação Econômica Europeia, criada em 1948. Outro órgão que, entre outras coisas, é diretamente envolvido com o tema da transparência é o IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC, 1994). No código sobre governança corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC, 1994), transparência é citada como sendo “mais do que a obrigação de informar", a administração deve “cultivar o desejo de informar", sabendo que quando há boa comunicação interna e externa, particularmente espontânea, franca e rápida, o resultado é um clima de confiança, tanto internamente, quanto nas relações da empresa com terceiros. A comunicação não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, mas deve contemplar também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação empresarial e que conduzem à criação de valor. O FoIA (Freedom of Information Act) (FoIA, 1974) é uma lei americana que prevê liberdade de informação, representando o direito de saber e indicando como os requerentes podem solicitar informações ao Governo. Mais de 85 países em todo o mundo já implementam esta legislação de alguma forma. Segundo disposto na Seção 552 desta lei, todos os cidadãos têm o direito de requerer acesso às 44 informações das agências federais. Todas as agências são obrigadas a apresentar as informações solicitadas desde que recebam por escrito esta solicitação. Isso só não é valido para informações sigilosas. O 22 Code of Federal Regulations (CFR) 171 (22 Code, 1974) define os procedimentos de acesso e diretrizes para disponibilidade dos registros das informações ao público. No Brasil, além do Código Civil (Civil, 2002), existe também o Código de Defesa do Consumidor estabelecido através da lei. n º 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Collor, 1990), que define normas de proteção e defesa do consumidor estabelecendo seus direitos fundamentais, entre eles o de obter informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, bem como a eficiente prestação dos serviços públicos em geral. Estas normas buscam fazer com que organizações, governamentais ou privadas, tenham que demonstrar aos seus clientes como os seus produtos e serviços são gerados e como funcionam, trazendo para estas organizações a obrigação de apresentar com extrema clareza, ou podemos dizer com "transparência", seus processos e informações, a fim de garantir lisura na produção de seus produtos e serviços. Recentemente duas notícias reforçaram ainda mais este cenário de interesse por transparência organizacional no Brasil e no mundo. A primeira delas aconteceu no Brasil em dois momentos. O primeiro em 13/05/2009, quando foi enviado ao Congresso Nacional um projeto de Lei (Projeto de Lei, 2009) que regula o acesso às informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do parágrafo 3º do art. 37 e no parágrafo 2º do art. 216 da Constituição. Este projeto regula o acesso às informações e sua divulgação, os procedimentos de acesso e as restrições de acesso. O projeto define a forma como o cidadão poderá exercer seu direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, desde que elas não sejam sigilosas. O segundo ocorreu em 27/05/2009, quando foi aprovada a Lei Complementar nº. 101 (Lei 131, 2009), que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras diretrizes, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A segunda notícia trata de uma iniciativa do Governo dos Estados Unidos que prevê que dados produzidos por agências governamentais sejam publicados em formatos abertos para utilidade pública. Para isso foi criada em 21/05/2009 uma 45 plataforma (Datagov, 2009) que fornece acesso a dados federais através de um catálogo de dados pesquisáveis, de modo que o cidadão comum possa ter acesso aos dados através de ferramentas em variados formatos. Além disso, algumas empresas estão promovendo, junto ao governo americano, um concurso onde os cidadãos serão capazes de criar novas aplicações (sistemas de informação) que possam ajudar os indivíduos, comunidades e empresas a acessar, classificar, visualizar e compreender os dados públicos. 3.2 Definição de Transparência Organizacional Observando as iniciativas apresentadas, é notório o crescimento de movimentos que fazem com que cada vez mais organizações públicas e privadas necessitem demonstrar transparência, uma vez que a sociedade, apoiada por leis, acordos e iniciativas de alguns grupos, dia a dia aumenta esta demanda. Esta realidade impõe às organizações a necessidade do estabelecimento de mecanismos que demonstrem transparência. Através de uma das metáforas de Morgan (Morgan, 1996), uma organização pode ser vista como uma máquina que se materializa em processos através de suas políticas, padrões e procedimentos. Podemos dizer que, para o estabelecimento da transparência organizacional, faz-se necessário estabelecermos a transparência das políticas, padrões e procedimentos que em geral se traduzem nos processos organizacionais e nas informações geradas através da execução e instanciação destes processos. Processos de negócio podem ser representados através de modelos. Estes modelos contêm informações que descrevem o funcionamento de uma organização (o que é feito, onde é feito, como é feito, quando é feito, por que é feito e quem faz). Tal descrição pode ser instrumento para o entendimento e aumento da visibilidade organizacional, sobretudo das necessidades de apoio ao fornecimento de informação. Além disso, a execução destes processos provoca a construção das informações pertinentes a suas instâncias. Neste cenário, utilizando as características de transparência apresentadas no Capítulo 2, e o fato de os processos organizacionais e suas execuções fornecerem conhecimento sobre a operação da organização e sobre suas informações, já que segundo Gonçalves (Gonçalves, 2000) empresas são grandes coleções de processos, 46 podemos sumarizar a definição de transparência organizacional como sendo “a existência de políticas, padrões e procedimentos que visam fornecer aos interessados informações sobre a organização segundo características gerais de acesso, uso, qualidade de conteúdo, entendimento e auditabilidade” adaptado de (Cappelli, 2008). Seguindo esta definição pode-se dizer que transparência do processo é “a característica que possibilita ao cidadão acesso, facilidade de uso, qualidade de conteúdo, entendimento e auditoria aos/dos processos que tratam de informações de seu interesse, sob a tutela de centros de autoridade”, e que transparência da informação é “a característica que possibilita ao cidadão acesso, facilidade de uso, qualidade de conteúdo, entendimento e auditoria às/das informações de seu interesse, sob a tutela de centros de autoridade”. 3.3 O Catálogo de Transparência Apenas a definição de transparência apresentada não é suficiente para auxiliar a organização na institucionalização da transparência. É necessário que as organizações saibam como inserir práticas em suas políticas, padrões e procedimentos que venham a permitir o estabelecimento das características de transparência durante a execução de seus processos e geração de informações. Neste ponto retornamos ao NFR Framework (Chung, 2000). Como já explicamos anteriormente, esta estrutura de organização de características de qualidade permite a definição das operacionalizações de cada um dos elementos do SIG. Uma operacionalização é uma ação a ser implementada para que o elemento do grafo seja institucionalizado de acordo com o nível de satisfação desejado. Este conjunto de operacionalizações gera como resultado um Catálogo de Transparência (Webster, 2005; Cysneiros, 2003; Cysneiros; 2005) que vem a fornecer às organizações formas de implementar transparência em seus processos, cabendo à organização escolher a mais apropriada. O NFR-framework organiza características de qualidade em catálogos, de forma hierárquica. Os catálogos são instrumentos de armazenamento de conhecimento disponíveis para reutilização e acréscimo de novos conhecimentos. Indicam alternativas de operacionalização e como muitas dessas alternativas impactam outras características (Webster; 2005; Cysneiros; 2003; Cysneiros, 2005). O 47 conhecimento representado em um catálogo pode ser inerente a um domínio específico, mas não impede sua adoção para análise de outros domínios. O objetivo do catálogo é auxiliar a avaliação das qualidades necessárias para o domínio em estudo. Foi usada para a elaboração desta documentação a ferramenta OME apresentada na tese de doutorado de Erik Yu (Yu; 1994). Os catálogos não são exaustivos. São estruturas para serem continuamente alimentadas de modo a conterem o maior número possível de operacionalizações para uma característica de qualidade. Além disso, cada operacionalização teve sua noção e impactos definidos através do Léxico. O Léxico auxilia a edição de elementos descritos em linguagem natural semi-estruturada (C&L – PUC-Rio). Os termos utilizados no Léxico são descritos de maneira a retratar dois aspectos: a noção, i.e., denotação e o impacto, i.e., conotação. A noção representa o significado do termo e o impacto representa como o termo exerce influência no contexto em que está inserido. O Léxico também permite que cada termo tenha um ou mais sinônimos. Cada sinônimo tem sua noção e seus impactos iguais, respectivamente, à noção e aos impactos de seu termo sinônimo, mas são nomeados diferentemente. Outro elemento importante do Léxico é o princípio da circularidade pois permite um total relacionamento entre as noções e impactos dos diversos termos. Para utilização deste princípio de forma plena todos os termos utilizados para descrição da noção e dos impactos devem ter suas definições também inseridas no Léxico. Nesta trabalho, a noção de cada elemento do Léxico não foi explorada quanto à circularidade, ou seja, cada um de seus termos não foi descrito no próprio Léxico. Nossa intenção com o uso desta ferramenta foi somente construir um repositório para complementação do SIG de transparência dado que neste não há como descrever a noção de cada termo e também como se perceber os relacionamentos entre cada um dos impactos. Para a elaboração desta documentação foi utilizada a ferramenta C&L (C&L – PUC-Rio). Além dos símbolos definidos no Léxico para descrever as características do SIG de transparência no contexto organizacional, suas operacionalizações e seus relacionamentos, foram definidos outros símbolos que fazem parte deste contexto e que têm relacionamento circular com as características e operacionalizações. Estes símbolos estão apresentados no Apêndice F desta tese. 48 Aqui apresentamos o SIG e as operacionalizações de cada uma das características que compõem o SIG de transparência aplicado ao contexto de transparência organizacional (Figura 3.3 até 3.35). Todas estão presentes na versão final do SIG de transparência (Figura 2.6). As características estão dispostas em ordem alfabética, e não na forma como aparecem organizadas no SIG de transparência de modo a facilitar a leitura. Para cada uma delas, além do SIG com as operacionalizações foi construído também o Léxico de forma a organizar de maneira estruturada todas as informações e relacionamentos entre as características e operacionalizações. No Léxico, o campo Noção contém a definição de cada uma das características que compõem o SIG de transparência e o campo Impacto contém as contribuições entre as características e operacionalizações de cada uma delas no contexto organizacional. Por estarmos tratando de transparência no contexto organizacional, foram também definidos os termos “transparência organizacional”, “transparência de processo” e “transparência da informação” (Figura 3.2). 49 Figura 3.2 - – Transparência Organizacional 50 Figura 3.3 - – Acessibilidade Figura 3.4 – Acurácia 51 Figura 3.5 – Adaptabilidade Figura 3.6 – Amigabilidade 52 Figura 3.7 – Atualidade Figura 3.8 – Auditabilidade 53 Figura 3.9 – Clareza Figura 3.10 – Comparabilidade 54 Figura 3.11 – Completeza Figura 3.12 – Composição 55 Figura 3.13 – Concisão Figura 3.14 – Consistência 56 Figura 3.15 – Controle Figura 3.16 – Corretude 57 Figura 3.17 – Dependência Figura 3.18 – Desempenho 58 Figura 3.19 – Detalhamento Figura 3.20 – Disponibilidade 59 Figura 3.21 – Divisibilidade Figura 3.22 – Entendimento 60 Figura 3.23 – Explicação 61 Figura 3.24 – Informativo Figura 3.25 – Integridade 62 Figura 3.26 – Intuitividade Figura 3.27 – Operabilidade 63 Figura 3.28 – Portabilidade Figura 3.29 – Publicidade 64 Figura 3.30 – Rastreabilidade 65 Figura 3.31 – Simplicidade Figura 3.32 – Uniformidade 66 Figura 3.33 – Usabilidade Figura 3.34 – Validade 67 Figura 3.35 – Verificabilidade 3.4 Classificando as operacionalizações Segundo a definição de transparência apresentada anteriormente neste Capítulo, transparência de processos organizacionais pode ser representada através de um conjunto de políticas, padrões e procedimentos definidos pela organização. Para tal é necessário que as operacionalizações sejam classificadas de modo que as organizações possam definir que mecanismos utilizar para sua implementação. Nesta tese chamamos de políticas um sistema de regras respeitantes à direção do negócio, ou seja, um conjunto de objetivos que conformam um determinado programa de ação e condicionam sua execução. Chamamos de padrões os modelos oficiais da organização, o que serve de norma para avaliação. E finalmente 68 chamamos de procedimentos as práticas estabelecidas e executadas ao longo dos processos organizacionais para atendimento aos padrões e políticas da organização. Entendemos que as políticas e os padrões são um conjunto de conceitos definidos pelas organizações e utilizados como regras para construção de seus processos, e que procedimentos são partes dos modelos de processos executados pelas organizações. A partir destas definições dividimos a implementação das operacionalizações em duas classes: (i) DPP – Definida através de políticas e padrões e (ii) IEP – Inserida na execução do processo. Na Tabela 3.1, 3.2 e 3.3 apresentamos para cada uma das operacionalizações definidas no Catálogo de Transparência as respectivas classificações. Para auxiliar ainda mais as organizações, dentro da categoria DPP dividimos políticas e padrões em alguns tipos , a saber: (i) Políticas e Padrões de Modelagem de Processos; (ii) Políticas e Padrões de Tecnologia; (iii) Políticas e Padrões de Comunicação; (iv) Políticas e Padrões de Gerência de Configuração; (v) Políticas e Padrões de Armazenamento e Disponibilização de Informação. Nos Capítulos a seguir, estas categorias serão utilizadas para definirmos a abordagem de inserção destas políticas, padrões e procedimentos na organização. 69 Tabela 3.1 – Implementação das Operacionalizações – parte 1 70 Tabela 3.2 – Implementação das Operacionalizações – parte 2 71 Tabela 3.3 – Implementação das Operacionalizações – parte 3 72 3.5 Aplicação das operacionalizações a processos na web Como citado anteriormente, o trabalho de definição das operacionalizações ocorreu em paralelo à construção do grafo e a cada alteração que o grafo sofria, as operacionalizações acompanhavam esta evolução. Porém, durante este trabalho, foi elaborado um questionário sobre uma versão intermediária do grafo e das operacionalizações (Transparência – PUC-Rio 08), para ser aplicado em processos organizacionais que estivessem disponíveis através de sites da web. A intenção era adequar as operacionalizações que estavam sendo definidas. Este trabalho foi fruto de um projeto elaborado junto ao grupo de Engenharia de Requisitos durante o curso da disciplina Transparência de Software. O processo de aplicação do questionário está descrito no Apêndice D. Este trabalho teve como resultado as Tabelas 3.4 e 3.5. Tabela 3.4 - Resultado da aplicação do questionário sobre sites na web – parte 1 73 Tabela 3.5 - Resultado da aplicação do questionário sobre sites na web – parte 2 As Tabelas 3.4 e 3.5 apresentam as respostas dadas por cada um dos participantes da pesquisa. Estão organizadas através da lista de subcritérios, que se agrupam dentro dos 5 principais critérios (acessibilidade, usabilidade, informativo, entendimento, auditabilidade). Para cada um dos subcritérios foi feito (no questionário apresentado no Apêndice D) um número de perguntas variável baseadas nas possíveis formas de operacionalização de cada um deles. A intenção deste questionário não foi atribuir ao site um grau de transparência, mas sim analisá-lo para identificar principais pontos em que a transparência não estivesse sendo atendida. Indícios dos pontos fracos quanto à transparência destes sites são as notas 4 e 5 dadas pelos participantes. Notas 1 e 2 em geral demonstram que os 74 observadores conseguiram com determinado grau de satisfação ter suas necessidades atendidas quanto à transparência. As respostas 3 (média) teriam que ser analisadas caso a caso, porém não houve possibilidade de contato com os entrevistados para isso, uma vez que a pesquisa foi aberta na web. As respostas 6 indicam desconhecimento por parte do entrevistado, e não podem ser vistas como indicativo de falta de transparência, devendo, portanto, ser ignoradas. 3.6 Análise das contribuições – Uso do PCT Além de ajudar a adequar as operacionalizações definidas, a elaboração deste questionário, apresentado no Apêndice D, nos permitiu uma análise através da qual pudemos identificar, além dos relacionamentos hierárquicos entre as características e subcaracterísticas, relacionamentos (positivos e negativos) em forma de rede entre os elementos do SIG de transparência. A realização desta análise surgiu por sugestões de alguns dos participantes do levantamento para validação do conceito de transparência (Apêndice C). Anteriormente à análise das respostas do questionário apresentado no Apêndice D, baseando-se nas definições dadas e nas perguntas elaboradas, percebeu-se algumas contribuições (positivas e negativas) em rede entre as características e subcaracterísticas de transparência. Por exemplo, a característica de Completeza é definida como a “capacidade de não faltar nada do que deve ter”. A característica de Concisão é definida como a “capacidade de ser resumido”. Analisando estas duas definições, podemos inferir que algo resumido tem chances de não ser completo, ou seja, que Concisão pode contribuir negativamente para a Completeza. Outro exemplo seria entre as características de Dependência e Rastreabilidade. Neste caso, observando suas definições que correspondem respectivamente à “capacidade de identificar a relação entre as partes de um todo” e “capacidade de seguir o desenvolvimento de um processo ou a construção de uma informação, suas mudanças e justificativas”, percebemos que a existência do conhecimento da dependência entre artefatos da organização pode ajudar na rastreabilidade dos mesmos. O mesmo raciocínio foi feito para todas as demais características dando origem a um novo SIG (Figura 3.36), agora representando também as possíveis contribuições negativas e positivas entre as características e 75 subcaracterísticas do SIG de Transparência. Figura 3.36 – SIG de Transparência com contribuições em rede entre características A partir desta identificação de possíveis contribuições em rede entre as características e subcaracterísticas, buscou-se uma técnica que pudesse ajudar na verificação da veracidade destes possíveis relacionamentos. Foi utilizada a técnica do PCT (Personal Construct Theory), já utilizada na área de Engenharia de Software por outros pesquisadores (Gonzalez-Baixauli, 2006), que tem como principal objetivo encontrar relacionamentos entre atributos dados a determinados elementos. O PCT é uma teoria da psicologia construtivista proposta por Kelly (Kelly, 1955) que tenta explicar a visão do mundo de uma pessoa através de construtos. Um construto é um elemento do conhecimento com dois pólos opostos. Para Kelly (Kelly, 1955), o conjunto de construtos de uma pessoa e os relacionamentos entre eles resultam nos pensamentos e comportamentos desta pessoa, já que eles oferecem a possibilidade de construir hipóteses e conclusões. O avanço mais importante desta teoria se comparada a outras é que esta permite obter parte do conhecimento construído na mente das pessoas através de uma teoria com algum rigor. Sendo assim, esta teoria pode ser vista como mais precisa e as conclusões obtidas não são afetadas por pessoas externas. Kelly desenvolveu uma técnica chamada Repertory Grid baseada nesta teoria. Esta técnica permite elicitar conhecimento através da explicitação da relação entre os construtos. A técnica do Repertory Grid consiste em uma entrevista em que o sujeito da entrevista avalia um 76 ou mais elementos, cada um tendo uma coleção de construtos atribuídos a eles. Estes elementos podem ser abstratos ou concretos e serão julgados sob os critérios. O resultado é dado através de uma matriz em que os construtos são as linhas e os elementos são as colunas, que permite que dois elementos sejam comparados por semelhança. A Tabela 3.6 (Ford, 1991) mostra um exemplo. Tabela 3.6 - Um exemplo de repertory grid (Ford, 1991) O Repertory Grid possibilita a manipulação do conhecimento através do uso de estatística. A técnica que vamos utilizar é a abordagem utilizada em Ford (Ford, 1991), a qual usa lógica de confirmação para prover relacionamentos assimétricos entre construtos da matriz de dados. O processo de análise é simples: primeiramente a matriz é separada em várias matrizes binárias de acordo com os possíveis valores atribuídos aos construtos. As células destas matrizes valem 1 se este for o seu valor na matriz inicial e 0 se a célula tiver qualquer outro valor. Segundo, a partir destas matrizes binárias, os construtos existentes nas mesmas são comparados através das fórmulas 1 a 3 (Figura 3.37), em que a variável x na fórmula 1 é o vetor do construto e o valor binário do elemento j. O ψ é o valor do construto como “extremely generous”. Note que ele inclui o construto (generous) e seu valor (extremely). A função (i(ψ)) (ocorrência) retorna o número de ocorrências de ψ no vetor i. 77 incidence of Ψ 1 i (Ψ ) j = 0 ocurrence of Ψ in i ( Ψ ) if x j is a Ψ otherwise occ (i ( Ψ )) de gree of Confirmation of " All Ψ' s are Π": occ(i ( Ψ) ∩ i ( Π )) P( Π Ψ ) = occ(i ( Ψ )) (1) (2) (3) Figura 3.37 - Fórmulas para comparar os construtos Com esta abordagem podemos relacionar construtos com valores diferentes usando regras como: (Valor do Construto 1) Construto 1 implica (Valor Construto 2) Construto 2 (grau de confirmação), em que o grau de confirmação é um valor de 0 a 1 usado como indicador de veracidade da regra. Este grau de confirmação indica quantos elementos atendem à regra contra o total geral. Então pode ser usado para avaliar a validade de uma regra e identificar se deve ser considerada ou não. Se o grau de confirmação for muito alto (perto de 100%) temos fortes evidências de que existe um relacionamento entre os construtos, mas se o grau de confirmação for muito baixo (perto de 0%), teremos fortes evidências de que não há relacionamento entre os construtos. Pode haver também uma comparação através de visualização direta. Caso duas linhas sejam exatamente iguais após a conversão para binário, sem a aplicação das fórmulas, podemos dizer que há um relacionamento direto entre os construtos. Como citado anteriormente, foi realizado um levantamento cujo elemento a ser julgado era um site com seus processos e informações. Utilizamos este trabalho com o objetivo de encontrar relações entre as características que compõem o conceito de transparência, já que neste tínhamos o elemento sendo julgado (site) e os construtos (características de transparência). Na técnica do PCT temos o julgamento de um ou mais elementos através de gradações para os construtos. Para cada construto há apenas uma nota a ser atribuída. No caso deste levantamento, foi construída mais de uma questão para uma mesma característica, o que resulta em mais de uma avaliação para cada construto. Aqui precisamos fazer uma adaptação. Poderíamos usar o valor médio entre as respostas dadas por cada entrevistado para as perguntas referentes a um 78 mesmo construto ou poderíamos trabalhar com os extremos. No caso do PCT, precisamos dos extremos, pois são eles que nos dão os indicativos de concordância e discordância. Sendo assim, extraímos das respostas dadas os dois extremos para cada construto: o melhor e o pior caso. A Tabela 3.7 apresenta as respostas dadas para o melhor caso em cada uma das características. A Tabela 3.8 apresenta as respostas dadas para o pior caso em cada uma das características. Ambas foram extraídas diretamente da Tabela 3.4 e 3.5, apresentadas anteriormente. Tabela 3.7 - Respostas do melhor caso em cada uma das características 79 Tabela 3.8 - Respostas do pior caso em cada uma das características Para cada uma destas tabelas (tabelas 3.7 e 3.8) foi aplicada a primeira etapa da técnica do PCT. Nesta, o resultado é transformado em uma tabela contendo apenas 0’s (zeros) e 1’s (uns). Isso é feito para que se possa fazer a segunda etapa, que é de comparação dos resultados e identificação das semelhanças e antagonismos, seja diretamente ou com a aplicação das fórmulas. Na tabela de melhor caso, as respostas “1” foram mantidas e as demais foram zeradas. Na tabela de pior caso, as respostas “5” foram transformadas em “1” e as demais foram zeradas. Os resultados da transformação das Tabelas 3.7 e 3.8 em binárias estão apresentados nas Tabelas 3.9 e 3.10. 80 Tabela 3.9 - Respostas do melhor caso em cada uma das características – Binário Tabela 3.10 - Respostas do pior caso em cada uma das características - Binário 81 Em seguida foram analisadas as duas tabelas, buscando-se identificar semelhanças e antagonismos entre construtos. O resultado desta identificação é apresentado nas Tabelas 3.11 e 3.12. Tabela 3.11 – Relacionamentos entre construtos do melhor caso Na Tabela 3.11, estão marcados com asteriscos os construtos que apresentaram relacionamento direto entre si. A partir das respostas do melhor caso, foi encontrada contribuição positiva entre: Simplicidade e Concisão (*), Corretude e Integridade (**), Dependência e Rastreabilidade (***), e Uniformidade e Clareza (****). Esta se identifica através das séries binárias iguais para cada um dos pares de construtos. Foi encontrada também uma contribuição negativa entre Simplicidade e Completeza, e Concisão e Completeza. Esta se identifica através de composições binárias opostas para cada um dos pares de construtos. Os construtos marcados com “X” significam que a resposta dada era de falta de conhecimento por parte do entrevistado, e, por isso, ficaram de fora da análise. Aplicando-se as fórmulas do PCT, foram encontrados relacionamentos próximos entre Verificabilidade, Validação e Amigabilidade, todos com somente um “1” na avaliação, e entre Divulgação, Disponibilidade e Intuitividade, todos com um único “0”. Estes poderiam ser indicadores de contribuições positivas entre eles. Por outro lado, estes dois grupos de construtos podem ser observados se analisarmos cada par 82 entre eles (Verificabilidade e Divulgação, Verificablidade e Disponibilidade, Verificabilidade e Intuitividade, Validação e Divulgação, Validação e Disponibilidade, Validação e Intuitividade, Amigabilidade e Divulgação, Amigabilidade e Disponibilidade, Validação e Amigabilidade) como contribuições negativas, já que o primeiro de cada par possui um único “1” na avaliação e o segundo de cada par possui um único “0” na avaliação. Tabela 3.12 – Relacionamentos entre construtos do pior caso Na Tabela 3.12 também estão marcados com asteriscos os construtos que apresentaram relacionamento direto entre si. A partir das respostas do pior caso, foi encontrada contribuição positiva entre: Simplicidade e Concisão (*), Corretude e Integridade (**), e Dependência e Rastreabilidade (***). Esta se identifica através das séries binárias iguais para cada um dos pares de construtos. Foi encontrada também uma contribuição negativa entre Simplicidade e Completeza, e Concisão e Completeza. Esta se identifica através de composições binárias opostas para cada um dos pares de construtos. Na análise do pior caso não foi identificada contribuição entre Uniformidade e Clareza. Os construtos marcados com “X” significam que a resposta dada era de falta de conhecimento por parte do 83 entrevistado, e, por isso, estes construtos foram excluídos da análise. Aplicando-se as fórmulas do PCT, foram encontrados relacionamentos próximos entre Divulgação, Disponibilidade, Desempenho, Uniformidade, Intuitividade, Compreensibilidade e Acurácia, todos com somente um “1”. Neste não foram encontrados construtos com um único “0”. Os encontrados poderiam ser indicadores de contribuições positivas entre eles. Comparando o que foi identificado através do uso da técnica do PCT ao que foi identificado anteriormente através de método de observação e comparação das descrições e perguntas feitas sobre cada construto, reparamos que algumas se confirmaram. São elas: a) Existe contribuição positiva entre Uniformidade e Clareza, porém esta contribuição é fraca, pois não se confirma na tabela do pior caso; b) Existe contribuição positiva entre Corretude e Integridade e esta é forte, pois acontece tanto no melhor caso como no pior caso; c) Existe contribuição positiva entre Dependência e Rastreabilidade e esta é forte, pois acontece tanto no melhor caso como no pior caso; d) Existe contribuição positiva entre Simplicidade e Concisão e esta é forte, pois acontece tanto no melhor caso como no pior caso; e) Existe contribuição negativa entre Simplicidade e Completeza e esta é forte, pois acontece tanto no melhor caso como no pior caso; f) Existe contribuição negativa entre Concisão e Completeza e esta é forte, pois acontece tanto no melhor caso como no pior caso. A afirmação de contribuição positiva entre Intuitividade e Clareza, e negativa entre Concisão e Clareza, não se confirmaram. Quanto às outras possíveis contribuições que se apresentaram através da aplicação das fórmulas, por se apresentarem como mais fracas (incidência de 75% ou 25%), não foram representadas no grafo. Representamos aqui apenas as características que se apresentaram como contribuições negativas e positivas diretas (100%), ou seja, através de séries binárias idênticas. Como resultado desta fase, foi obtido um SIG de Transparência com a representação das contribuições positivas e negativas entre subcritérios de diferentes grupos. 84 Figura 3.38 - SIG de Transparência (Final) com contribuições entre critérios Após a realização desta análise, incluímos as novas contribuições encontradas no Catálogo de Transparência. Como a implementação do Catálogo de Transparência foi feita com a utilização do Léxico (C&L – PUC-Rio), incluímos no Impacto de cada uma das características afetadas este novo tipo de relacionamento. Os itens alterados no Léxico são apresentados nas figuras 3.39 até 3.43. Figura 3.39 – Léxico do relacionamento entre uniformidade e clareza 85 Figura 3.40 – Léxico do relacionamento entre simplicidade, completeza e concisão Figura 3.41 – Léxico do relacionamento entre concisão e completeza Figura 3.42 – Léxico do relacionamento entre corretude e integridade Figura 3.43 – Léxico do relacionamento entre dependência e rastreabilidade 86 4. Inserção de práticas de transparência em processos organizacionais Este capítulo apresenta a transparência como uma característica transversal e como ela pode ser introduzida na organização através de políticas, padrões e procedimentos organizacionais. Introduz o conceito de aspectos e apresenta trabalhos relacionados ao paradigma de aspectos em áreas da Engenharia de Software e sua possível extensão para a área de processos de negócio. Ao final, sugere uma abordagem orientada a aspectos para modelagem de processos organizacionais que torna viável a inserção de características de transparência nos mesmos. 4.1 Transparência - Uma Característica Transversal Segundo Cruz (Cruz, 2000; Cruz, 2003), as organizações em geral possuem dois tipos de processos: os primários e os secundários. Processos primários são todos aqueles que estão diretamente ligados à fabricação do produto que a organização tem por objetivo disponibilizar para seus clientes. Processos secundários, também chamados de processos de suporte, são todos que, como o próprio nome diz, suportam os processos primários e os próprios secundários, dando-lhes apoio para que possam existir. Carvalho (Carvalho. 1989) aborda os processos organizacionais com outra visão. Classifica os processos segundo os tipos de atividades que executam, podendo estas ser de tratamento de informação ou substantivas. As atividades de tratamento de informação são aquelas em que há consumo e/ou geração de informação, e as atividades substantivas são aquelas que tem como objetivo principal a geração de produtos físicos e que, apesar de gerarem informação de controle, são executadas com fim produtivo. Apesar da existência de diversos tipos de classificação para processos organizacionais, todos podem ser representados através de modelos de processo construídos através de linguagens de modelagem que contêm elementos como atores, atividades, fluxos de informação, regras de negócio, eventos, documentos, entre outros. Os modelos de processo são constituídos por um conjunto de atividades ou tarefas essenciais que servem para atingir seus objetivos. Porém, 87 junto a estes processos podem estar entrelaçadas ou espalhadas atividades, informações, atores ou outros elementos do modelo que sejam pertencentes também a outros processos. Neste caso, estes elementos, apesar de participarem do processo, não necessariamente fazem parte de seus elementos essenciais. Estas atividades, informações, atores e outros elementos do processo poderiam ser vistos como ortogonais a estes processos e portanto ser isolados dos mesmos. Considere, como exemplo, um processo para realização de atividades de gestão de mudanças dentro do contexto do desenvolvimento de software. Neste processo existem elementos (atividades, dados, documentos) que se repetem. Na Figura 4.1, representamos este processo em BPMN, sem utilizar ainda a abordagem construída. Neste exemplo usamos BPMN (BPMN, 1997) como linguagem de modelagem. Os componentes da BPMN (BPMN, 1997) utilizados neste modelo são: eventos (representados por círculos), atividades e informações (representadas por retângulos diferenciados somente pelas cores), relacionamentos (representados por fluxos), conectores lógicos (representados por um losango), e raias (onde estão definidos os atores responsáveis pelas atividades). Neste modelo, podemos observar que as atividades “Obter Formulário de Solicitação de Mudança”, “Enviar Solicitação de Mudança”, o documento “Formulário de Solicitação de Mudanças” e os dados “Dados de Requisição” aparecem em vários momentos do processo. Estas redundâncias em geral poluem o modelo, dificultando seu entendimento e visualização, e têm que ser analisadas e mantidas quando o modelo sofre alterações. 88 Figura 4.1 – Abordagem tradicional de modelagem Transparência, como foi visto nos capítulos anteriores, é uma característica de qualidade que, através de diversas iniciativas se quer inserida no contexto das organizações através de suas operacionalizações. Na verdade, tais operacionalizações farão parte das políticas, padrões e procedimentos da organização, como dito na definição de transparência apresentada no Capítulo 2, e como apresentado na classificação das operacionalizações no Capítulo 3. As operacionalizações tratadas como DPP (Definição de Políticas e Padrões) podem ser inseridas nas organizações através de políticas e padrões, como o próprio nome diz, a serem elaboradas e seguidas pelas organizações. Já no caso de operacionalizações classificadas como IEP (Inserção Elementos no Processo), temos a necessidade de definir uma abordagem de como estas operacionalizações seriam inseridas nos modelos de processo de negócio. Ter ou não ter transparência não impacta a essência do que o processo organizacional executa, podendo a transparência ser dita como uma característica transversal. Chamamos em geral de característica transversal aquela que pode ser separada do modelo do processo, ser reutilizada em outros processos ou em outros pontos do mesmo processo. São características que estão espalhadas e entrelaçadas nos processos organizacionais. Esta característica de espalhamento e 89 entrelaçamento de um conceito em um determinado domínio foi estruturada na Engenharia de Software pelo Paradigma de Aspectos. 4.2 O Paradigma de Aspectos Nos últimos anos, o problema do entrelaçamento e do espalhamento de características tem sido tratado na comunidade de Engenharia de Software através do paradigma de Desenvolvimento de Software Orientado a Aspectos (DSOA) (Filman, 2005), que é baseado nos conceitos da Programação Orientada a Aspectos (POA) (Kiczales, 1997). O paradigma propõe um novo tipo de abstração – denominado aspecto – e novos mecanismos de composição que permitem a descrição modular e a composição de características que geralmente se encontram espalhadas e entrelaçadas (características transversais) em vários pontos de um sistema de software. Essas abordagens objetivam, sobretudo, a modularização de características transversais que dificultam as atividades de reuso e manutenção do software. Assim, DSOA (Desenvolvimento de Software Orientado a Aspectos) é uma área de pesquisa que tem como objetivo promover a separação destas características ao longo de todas as fases do desenvolvimento de software. A importância de DSOA no contexto da Engenharia de Software tem se mostrado evidente. DSOA vem obtendo atenção crescente da indústria (Sabbah, 2004; Zhang 2007a) e alcançando maior maturidade após cerca de uma década de pesquisas. Aspecto é a abstração utilizada nesta abordagem para centralizar uma determinada característica que em geral está dispersa em diversos processos. Aspectos, em geral, representam características específicas que se distinguem de funcionalidades essenciais. Nos processos que não exploram o conceito de aspectos, não há essa distinção e as características transversais definidas por Eaddy (Eaddy, 2008) ficam entrelaçadas às funcionalidades essenciais do processo. Isto torna o processo complexo, difícil de compreender e adaptar, e compromete o reuso das partes. Existem atualmente diversas abordagens orientadas a aspectos associadas a diferentes atividades do processo de desenvolvimento de software, como na área de engenharia de requisitos, arquitetura, desenho, implementação. Durante a construção desta tese foi elaborada uma proposta para uso desta abordagem em 90 processos de negócio (Cappelli, 2009), pois não foi encontrada qualquer proposição explícita e consolidada em termos da aplicação desta ideia de modularização de conceitos transversais no contexto de processos organizacionais. Essa proposta é uma necessidade iminente, uma vez que: (i) características necessitam ser inseridas nos processos organizacionais sem que venham a interferir no alcance do objetivo do processo, (ii) uma mesma característica pode ser aplicada a diferentes processos organizacionais (reuso), (iii) operacionalizações de características transversais podem ser pensadas independentemente dos processos organizacionais (modularidade), (iv) atualizações podem ser feitas em um único ponto do processo organizacional com reflexo nos demais, (v) a visualização de modelos de processos de forma parcial, ou seja, sob o ponto de vista de um determinado aspecto, pode auxiliar em muito as análises do processo, (vi) processos organizacionais são suportados por aplicações desenvolvidas para atender às características dos processos, e (vii) o desenvolvimento de software orientado a aspectos é uma realidade atual, indicando que os processos devem seguir o mesmo paradigma utilizado para o desenvolvimento de software. Portanto, partindo da premissa de que a separação de conceitos é um princípio de fundamental importância para tratar características transversais em processos de negócio, e que a idéia proposta pelo desenvolvimento orientado a aspectos provê separação de conceitos, promovendo reusabilidade, manutenibilidade e facilitando a compreensão e visualização, buscamos agregar o conceito de aspectos aos conceitos de processos de negócio. 4.3 Trabalhos Relacionados Na área de processos organizacionais, especificamente, não foram encontrados trabalhos associados ao paradigma de modelagem a aspectos, porém o trabalho de Charfi (Charfi, 2007), realizado no contexto de ferramentas de workflow, nos chamou a atenção. O trabalho apresenta um estudo de modularidade em workflows, mais especificamente sobre aspectos transversais e mudanças em fluxos de trabalho. O objetivo principal é a construção de uma linguagem de workflow que apóie a modularização dos aspectos transversais. O trabalho identifica limitações nas linguagens correntes de workflow para modularização de 91 aspectos transversais e propõe uma linguagem orientada a aspectos. Nesta proposta, outros elementos, além das atividades, como participantes, sistemas e dados de entrada e saída são considerados na separação de conceitos transversais, apesar de não serem tratados em separado na implementação da linguagem. Esta proposta reforça nosso trabalho, uma vez que ferramentas de workflow são construídas à imagem e semelhança dos processos organizacionais e para tanto necessitam que os elementos do modelo do processo em ferramentas de modelagem tenham um tratamento semelhante aos elementos do processo na ferramenta de workflow. Isso indica ainda que as atividades, os atores, os sistemas e os dados muito provavelmente serão tratados como aspectos na modelagem de processos. Na área de Engenharia de Requisitos e Arquitetura, encontramos trabalhos que, acreditamos, possam contribuir com nossa proposta. Em especial, a Engenharia de Requisitos pode nos ajudar na extensão dos conceitos de aspectos para a modelagem de processos por já citar a modelagem de processos como ferramenta fundamental para entendimento do domínio e conseqüente elicitação de requisitos (MacKnight, 2004; Fiorini, 1996). A Engenharia de Requisitos Orientada a Aspectos (EROA) representa a identificação, análise e tratamento de requisitos transversais durante a elicitação, modelagem e análise de requisitos. Nesta abordagem, o modelo de requisitos passa a ter um padrão modular adequado, evitando que características transversais fiquem espalhadas, o que facilitará a implementação em ambientes orientados a aspectos. A separação de conceitos transversais no levantamento de requisitos facilitará o rastreamento entre documentos de requisitos, arquitetura e o código, principalmente quando se utiliza orientação a aspectos em todas as fases do desenvolvimento de software. Para identificar as contribuições desta área e a forma como estas podem ser estendidas para a área de modelagem de processos, foi realizado um levantamento dos principais trabalhos já realizados. Nos trabalhos de Rashid (Rashid, 2002; Rashid, 2003) e de Sampaio (Sampaio, 2005), fala-se da importância de se identificar e tratar aspectos já na fase de análise de requisitos, separando requisitos aspectuais, requisitos não aspectuais e regras de composição. Os autores afirmam que essa modularização no início do processo de engenharia de software permite mudanças em aspectos mais cedo, facilitando a tomada de decisão pelos envolvidos durante o processo de negociação. A definição de requisitos transversais também facilita o mapeamento e a 92 determinação dos componentes aspectuais nos demais estágios do processo de desenvolvimento. Os trabalhos apresentam ainda um modelo genérico para identificação e especificação de requisitos aspectuais e seu mapeamento e influência nos demais estágios de desenvolvimento. Os mesmos autores apresentaram outro trabalho (Moreira, 2005), no qual comentam que as abordagens de desenvolvimento mais modernas estão propondo mecanismos de decomposição e composição, pois a maioria delas utiliza uma dimensão dominante como base para decomposição e outras como transversais. Neste trabalho, apresentam discussões sobre a característica de transversalidade e demonstram que ela não acontece somente para o caso dos requisitos não-funcionais como na maioria das abordagens. Requisitos funcionais também podem ser vistos como características transversais de partes dos sistemas. Porém, a natureza bi-dimensional das decomposições existentes não dá suporte suficiente para esta evolução. Para isso, os autores propõem um modelo de decomposição de requisitos de uma maneira uniforme, não levando em consideração sua natureza funcional ou não-funcional, podendo apoiar uma separação multidimensional. Esta abordagem trata de relacionamentos entre as características transversais. Ambas as propostas mostram-se importantes para nosso trabalho, uma vez que indicam que a descoberta e uso precoces de componentes aspectuais em requisitos facilita o uso nos demais estágios do desenvolvimento. Podemos, neste caso, instanciar para o nível de processos ao dizer que a descoberta e uso de componentes aspectuais em modelos de processos podem facilitar o uso em requisitos que, por sua vez, facilitam nos demais estágios do desenvolvimento. Sutton (Sutton, 2003) é um dos primeiros a tratar do que, na comunidade de orientação a aspectos, convencionou-se chamar de “early aspects” ou aspectos iniciais. Neste tipo de abordagem, o objetivo é identificar aspectos antes da programação do software. Outra proposta (Yu, 2004) apresenta um processo sistemático para descoberta de aspectos durante o refinamento de metas no contexto de engenharia de requisitos intencional. Alencar (Alencar, 2006) apresenta em seu trabalho uma série de regras para sistematizar a identificação de características transversais em modelos i* (Yu, 2004) e modularizá-las através de aspectos na intenção de reduzir complexidade. Porém, uma das propostas mais completas encontradas na literatura nesta área é o trabalho desenvolvido por Silva (Silva, 2006) em sua tese de doutorado. 93 Neste, a autora defende a importância de trabalhos que permitam a separação, a composição e a visualização de características durante a modelagem de requisitos. Estes mecanismos funcionam com base em uma linguagem de modelagem (LMROA) que permite a descrição antecipada de como as características estão entrelaçadas e espalhadas. Dessa forma, oferece um modelo conceitual que define um novo tipo de relacionamento, denominado relacionamento transversal, que poderá ser utilizado por diversas linguagens de modelagem de requisitos para resolver os problemas de espalhamento e entrelaçamento de características transversais. Esta abordagem apresenta um metamodelo para integração de características transversais que inclui as atividades de separação, composição e visualização como importantes para a abordagem dos problemas de espalhamento e entrelaçamento de características durante a modelagem de requisitos. Este metamodelo pode ser utilizado como base em outras fases do desenvolvimento, para definição de mecanismos práticos de redução dos danos causados pelos problemas de espalhamento e entrelaçamento. Esta proposta está diretamente ligada ao nosso trabalho, pois nossa intenção também é construir uma abordagem para integração de características transversais, só que no nível de modelos de processos organizacionais. Outra área que tem trazido contribuições para o paradigma de aspectos é a Arquitetura. Dentro desta área, pesquisadores têm estudado a integração de características transversais e linguagens de descrição arquitetural (ADL) com o objetivo de construir conhecimento sobre a modularização de aspectos arquiteturais através de extensões das ADL’s. Para identificar as contribuições desta área e como estas podem ser estendidas para a área de modelagem de processos, foi obtido um levantamento dos principais trabalhos já realizados. Dois destes com contribuições importantes que poderiam ser utilizadas na extensão do conceito de aspectos para processos organizacionais. Os trabalhos de Chavez (Chavez, 2009) e Garcia (Garcia, 2006a; Garcia, 2006b) propõem que linguagens de descrição de arquitetura orientadas a aspectos passem a utilizar uma descrição de conexão menos dependente de marcações nos componentes. Ou seja, ao invés de buscar padrões sintáticos baseados na descrição dos componentes, procuram-se padrões de nível mais alto sem dependência sintática. Estes trabalhos abordam um tema importante no contexto de orientação a aspectos por tratarem de como obter maior flexibilidade na identificação de onde os 94 aspectos devem incidir nos componentes. Esta abordagem se aplica ao nosso trabalho uma vez que estamos trabalhando com modelos de processos, conjunto de seqüências de atividades, nos quais teremos que identificar onde os componentes incidirão. Em outro trabalho, anterior a este, Batista (Batista, 2006) faz uma reflexão sobre sete questões importantes que surgem quando estudamos a integração de características transversais e linguagens de descrição arquitetural (ADL). O objetivo é apresentar o ponto de vista dos autores sobre a exigência de extensões das ADL’s existentes na modularização desses aspectos transversais. Para isso são levantadas sete questões sobre aspectos e ADL’s. São elas: (i) Quais elementos em ADL podem ter características transversais – em que discute quais elementos da descrição arquitetural (componentes, conectores, configurações e interfaces) podem ser afetados por características transversais; (ii) Como deve ser feita a composição – em que discute a conexão entre dois componentes básicos e a conexão entre um componente básico e um transversal e como esta segunda deve ser representada em uma especificação arquitetural; (iii) Quantos pontos de junção podem ser referenciados em uma declaração – em que discute quantos pontos de junção podem existir em uma declaração, sendo necessário um mecanismo de quantificação da ADL que possa unificar os pontos de junção afetados por um aspecto sem a necessidade de citar um a um; (iv) De que precisam as interfaces de aspectos – em que discute se as questões (ii) e (iii) são suficientes para representar os aspectos ou se as interfaces dos componentes aspectuais também precisam de informações extras para suportar essas conexões; (v) Como devem ser as interfaces dos pontos de junção – em que discute se as interfaces dos componentes afetados por aspectos necessitam ser estendidas para explicitar os “join points” que permitem a conexão com componentes aspectuais; (vi) Como são declaradas as mudança em interfaces – em que trata da adoção do conceito de “inter-type declarations” no nível da especificação arquitetural, e da necessidade de especificar, no nível de arquitetura, atributos e serviços que um aspecto pode introduzir nos elementos básicos do sistema, e (vii) Como representar aspectos – em que discute a questão da abstração de um aspecto, se uma nova abstração é necessária para representar um aspecto transversal ou se este aspecto pode ser representado pelas estruturas existentes para abstração dos componentes básicos na ADL em questão. Este trabalho também nos pareceu bastante importante, pois algumas destas 95 questões, como principalmente as (i), (ii), (iii) e (vii), deverão ser discutidas nesta tese. 4.4 Processos Organizacionais Orientados a Aspectos Processos de negócios (Ould, 2005) são constituídos a partir das políticas que definem diretrizes e objetivos da organização, padrões que definem as normas, e os conjuntos de procedimentos que definem os fluxos de trabalho existentes em uma organização e suas execuções, envolvendo as atividades realizadas, os atores que os executam, os sistemas computacionais que os apoiam e as informações que consomem e geram. Propomos o uso do paradigma de aspectos para tratarmos principalmente dos procedimentos que podem ser explicitados através de modelos de processo, ou seja, das operacionalizações classificadas no Capítulo 3 como IEP (Inseridas na Execução do Processo). As operacionalizações classificadas como DPP (Definição de Políticas e Padrões) em geral são apresentadas através de documentos que representam as políticas e padrões, e servem de apoio para definição ou execução do processo. Na literatura há várias linguagens propostas para modelagem de processos de negócio, como BPMN (BPMN, 1997), EPC (Scheer, 1990), e i* (Yu, 1994). Em geral, a maioria das notações utilizadas por estas linguagens segue alguns princípios básicos, como decomposição funcional e separação de conceitos. Segundo o princípio da decomposição funcional, a modelagem deve mapear as funções da empresa de forma hierárquica, partindo de funções macroscópicas e decompondo-as em subfunções. O princípio da separação de conceitos, por sua vez, enfatiza a necessidade de modelar o processo compondo-o a partir de elementos menores, em que cada elemento representa uma parte do domínio do problema. A fim de trazer o conceito da orientação a aspectos para processos de negócio, utilizaremos uma abordagem muito similar à que foi construída por Silva (Silva, 2006), pois entendemos que esta possui uma abordagem bastante genérica que poderia ser reutilizada em grande parte no contexto de processos. Esta abordagem consiste na construção de um metamodelo para integração das características transversais. Este metamodelo define um conjunto mínimo de atividades objetivando a inserção de características transversais e mecanismos para efetivá-las. A integração é centrada na definição de um elemento de modelagem que permite a 96 descrição explícita de como as características estão entrelaçadas e espalhadas. Este elemento é definido como parte de uma linguagem de modelagem, que pode ser instanciada para a utilização de diferentes métodos de modelagem. No caso de Silva (Silva, 2006), tanto a linguagem de modelagem quanto os métodos referem-se a requisitos. No nosso caso faremos referência a linguagens e métodos relacionados a processos organizacionais. O metamodelo proposto por Silva (Silva, 2006) para integração de características transversais é uma estratégia para modelagem de requisitos que provê elementos para registrar, controlar e analisar a interação transversal entre eles. A estratégia consiste em três atividades, respectivamente denominadas Separar, Compor e Visualizar, apresentadas na Figura 4.2. Estas três atividades são apresentadas como essenciais durante o processo de modelagem de requisitos porque possibilitam, respectivamente, a modularização, a junção das partes modularizadas para formar o modelo e a análise de visões (opiniões, serviços e modelos) dos módulos e do sistema inteiro. Nossa proposta é que esta mesma abordagem possa ser usada para aspectos em processos organizacionais. Na verdade, nesta outra área, o objetivo é que estes aspectos possam ser identificados e separados, depois combinados novamente aos processos e por fim visualizados da forma mais interessante para a organização. Figura 4.2 - Metamodelo de integração de características transversais (Silva, 2006) Para Separar, esta estratégia provê linguagem e diretrizes para que a modelagem dos elementos seja feita levando-se em consideração sua natureza transversal, ou seja, explicitando quais e de que forma alguns requisitos têm tendência a estar espalhados ou entrelaçados aos outros. Esta informação sobre transversalidade é registrada em um novo tipo de relacionamento, adicionado como 97 uma extensão ao modelo. Compor é um processo que combina os requisitos inicialmente modelados de maneira separada aos demais requisitos. Esta combinação é realizada pela interpretação da informação contida no relacionamento transversal e pela aplicação de regras de composição. As regras de composição definem como os elementos do relacionamento transversal são transformados, por exemplo, em sua semântica, propagando a informação nele contida. Vizualizar é uma atividade que provê alguns modelos parciais do modelo integrado, de maneira a facilitar o entendimento das características do sistema e da composição delas. De maneira semelhante à estratégia apresentada por Silva (Silva, 2006), nossa abordagem define: uma linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos (LMPOA), diretrizes de como utilizá-la, um mecanismo de composição e um mecanismo de visualização (Cappelli, 2009), apresentada na Figura 4.3. Os mecanismos utilizam regras de composição e de transformação que dependem dos construtos da linguagem. Desta forma, a separação, a composição e a visualização são centradas na linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos. Figura 4.3 – Componentes usados para integrar relacionamentos transversais em modelos de processos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) LMPOA é composta por qualquer linguagem de modelagem de processos (modelo de componentes), tais como BPMN (BPMN, 1997), EPC (Scheer, 1990) e i* (Yu, 1994), um relacionamento transversal (modelo núcleo), e um modelo de joinpoints que define como os modelos de componentes e núcleo estão 98 relacionados. LMPOA e as diretrizes para sua utilização constituem a infra-estrutura necessária para a atividade de separação, na qual as atividades de composição e visualização são baseadas. A seguir explicamos detalhadamente cada um dos elementos da estratégia. Linguagem de Modelagem de Processos Orientada a Aspectos A estratégia proposta por Silva (Silva, 2006) em muito se assemelha à abordagem desta tese. Na forma estrutural, a diferença se apresenta basicamente no fato de esta abordagem utilizar linguagens de modelagem de processos ao invés de linguagens de modelagem de requisitos, e no fato de os mecanismos de composição e visualização, suas respectivas regras e parâmetros, e o modelo de componentes serem diferentes. A linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos (LMPOA) consiste nas seguintes partes: 1) a definição dos elementos da linguagem de modelagem de processos, por exemplo, o modelo de componentes da linguagem de modelagem de processos; 2) a definição dos elementos do modelo núcleo, neste caso, retratados pelo relacionamento transversal; 3) o modelo de joinpoints, conjunto de elementos da linguagem de modelagem de processos que podem ser afetados por um relacionamento transversal. Na Figura 4.4 e Figura 4.5, ilustramos os detalhes da sintaxe da linguagem de modelagem de processos e do modelo conceitual desta linguagem. Os elementos em cinza representam os pontos fixos da linguagem, enquanto os elementos em branco representam pontos a serem instanciados. Figura 4.4 – Sintaxe de LMPOA (adaptado de Silva (Silva, 2006)) 99 Figura 4.5 – Modelo conceitual da linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Modelo de Componentes No modelo conceitual de LMPOA (Figura 4.3), o modelo de componentes representa uma linguagem de modelagem de processos descrita por componentes e relacionamentos (linhas 1 e 2 da Figura 4.3). Desta forma, relationship e component são elementos que devem ser instanciados (linhas 3 e 4 da Figura 4.3) de acordo com o modelo de processos a ser adotado, para dar origem a uma nova linguagem de modelagem de processos orientada a aspectos. Em modelagem de processos, os elementos que em geral compõem as linguagens são processos, atividades, eventos, atores, sistemas, regras de negócio ou informações. Modelo de Joinpoints Joinpoints são elementos do modelo de componentes que podem ser afetados por aspectos (Chavez, 2003; Chavez, 2004). Em linguagens de implementação, eles podem ser estáticos ou dinâmicos: um joinpoint estático é uma localização na estrutura de um elemento, enquanto um joinpoint dinâmico é uma localização na execução de um programa. Visto que na maioria das vezes linguagens de modelagem de processos são especificações não executáveis, i.e., estáticas, 100 utilizamos apenas joinpoints estáticos. Na Figura 4.3, o construto joinpoint (linha 5) não tem valor definido porque depende do modelo de componentes a ser utilizado. O modelo de joinpoints na abordagem proposta será composto pelos elementos da linguagem sobre os quais poderão incidir os aspectos, ou seja, processos, atividades, eventos, atores, sistemas, regras de negócio ou informações. Modelo Núcleo: Relacionamento Transversal O relacionamento transversal representa, na linguagem de Silva (Silva, 2006), o que o aspecto representa em AspectJ. É um novo tipo de relacionamento a ser adicionado ao modelo de componentes (linha 3 da Figura 4.3). Para ser usado junto a linguagens de modelagem de processos, outro modelo núcleo foi criado. Este relacionamento herda as informações de origem e destino (pointcuts) de relacionamento, assim como as informações de tipo e dono da origem. Dentro das linguagens de modelagem de processos, os elementos modelados têm um tipo (atividade, dado, documento, entre outros), e este é um conhecimento necessário no momento da composição dos elementos, pois indica a forma de ser inserido no processo. O mesmo acontece com o dono do elemento pois, em geral, nas linguagens de modelagem de processo os elementos são de responsabilidade de um determinado ator do processo, que deve ser representado. O label do relacionamento (cross) não deve ser fixo. O label deve ter um nome que o relacione à sua origem. Sendo assim este é colocado como uma variável a ser composta no momento da modelagem. Uma regra para nomeá-lo poderia ser sempre colocar os três primeiros caracteres da característica transversal, por exemplo. Como a intenção desta abordagem é somente separar características transversais e depois compô-las novamente com o modelo, sem que sejam feitas modificações, apenas a primitiva “include” faz parte do modelo núcleo. Na figura 4.6 apresentamos a sintaxe do relacionamento transversal de LMPOA. 101 Figura 4.6 – Sintaxe do Relacionamento Transversal Esta sintaxe, construída especificamente para linguagens de modelagem de processo, não foi adaptada de Silva (Silva, 2006), pois entendemos que por existirem muitas diferenças entre a representação dos elementos que compõem as linguagens de modelagem de processos dos elementos e os elementos que compõem as linguagens de requisitos, seria mais interessante definir uma nova sintaxe, obviamente utilizando os construtos do modelo núcleo. As linguagens de modelagem de requisitos são compostas por elementos que permitem construir um modelo de representação dos cenários de execução de uma aplicação de software, por exemplo, enquanto um modelo de processo permite representar a execução de um processo organizacional. A seguir detalhamos cada um dos construtos deste relacionamento. Os nomes pointcut e advice foram usados para ajudar o leitor a fazer uma associação direta a elementos conhecidos no nível de desenho e implementação. Entretanto, para esta abordagem, a semântica destes elementos foi adaptada para que eles representem a transversalidade de características no nível de modelos de processos. Pointcut Pointcuts indicam os elementos afetados por uma determinada característica. Cada pointcut é definido por um nome e uma expressão (linhas 6 e 7 da Figura 48). Expressões consistem em sentenças que usam operandos, operadores e primitivas (linhas 8 e 9). Os operandos são elementos cujos tipos estão associados aos joinpoints (linha 7). Os operadores são utilizados para agrupar um ou mais joinpoints, são eles OR, AND e NOT. As primitivas definem uma ação a ser realizada no pointcut (linha 9). No caso de modelagem de processos, definiu-se 102 somente a primitiva include que adiciona um ou mais elementos ao local especificado. Advice Um advice define quais elementos do modelo de origem espalham-se ou entrelaçam-se nos pointcuts. Ele registra o conjunto de elementos que representa um comportamento ou estrutura que se repete. Cada advice é formado por um tipo (after, before e around) que indica a maneira como ele afeta os pointcuts; uma expressão de pointcuts indica quais são os pointcuts em que o advice será aplicado; e o corpo define o conjunto de elementos que se espalha ou se entrelaça nos pointcuts. Diretrizes para Separação de Características Transversais A identificação de características transversais é, na maioria das vezes, realizada com base na experiência e intuição dos profissionais de modelagem da organização, tanto durante a definição de processos quanto nas atividades de desenho. Nesta tese, como em Silva (Silva, 2006), consideramos que qualquer característica pode ou não “estar” transversal. Não é necessário saber disto com antecedência porque elas são modeladas da mesma maneira, utilizando os elementos do modelo de componentes. O necessário é saber quando separá-las e quando utilizar o relacionamento transversal: • Quando separá-las? – qualquer característica que atenda a pelo menos uma das propriedades a seguir pode ser modelada separadamente: • Ela está repetida muitas vezes no modelo; • Ela pode ou não estar presente no processo, sem impedir a realização de seu objetivo global; • Ela não faz parte do contexto do processo, é apenas uma qualidade do modelo; • Ela pode ser reutilizada em outros domínios; 103 • Ela é muito complexa, estando associada a muitos elementos do processo; • Ela não se repete no modelo, mas se repete em outros modelos; • Ela é independente das demais, representando um conceito bem delimitado; • Quando utilizar o relacionamento transversal? – de maneira geral, nos casos apresentados é recomendado o uso de relacionamentos transversais. Contudo, nossa abordagem considera que estas situações surgem durante o processo de modelagem, conforme a informação sobre o domínio e os processos é adquirida. Composição de Características Transversais Segundo Silva (Silva, 2006), nos modelos de requisitos a utilização do relacionamento transversal reduz a quantidade de relacionamentos nos mesmos, porque “modulariza” muitas interações em poucos relacionamentos transversais. Esta modularização é possível porque muitas vezes um conjunto de relacionamentos é repetido para associar uma característica (origem) a muitos elementos (destino). Isto por si só diminui a complexidade do modelo ou, pelo menos, aumenta a visibilidade de seus elementos. No caso de modelos de processos, o que reduz é a quantidade de elementos representados nos modelos, facilitando a visualização dos elementos essenciais ao processo e permitindo a visualização de diversas dimensões. Visto que conseguimos extrair do modelo os elementos considerados características transversais, faz-se necessário um mecanismo de composição para inseri-los nos pontos necessários do modelo. Pointcuts representam os elementos atingidos pelo mesmo relacionamento transversal, enquanto advices são elementos que se repetem. Assim, esta abordagem permite representar novas maneiras de modularização de elementos espalhados e entrelaçados devido à decomposição dominante do modelo de componentes. Porém, para a realização da composição, faz-se necessária a definição de um conjunto de regras. As regras de composição indicam como transformar o modelo e as características transversais em um modelo integrado; elas representam a semântica dos construtos do relacionamento transversal e podem variar de acordo com o modelo de componentes utilizado. Na Tabela 4.1, apresentamos as regras gerais de composição. 104 Tabela 4.1 – Regras de Composição do Relacionamento Transversal Visualização de Características Transversais A atividade de visualização limita-se à escolha através de parâmetros aplicados aos modelos de processos, de modo que estes sejam capazes de apresentar o que for interessante para a organização. Para isso são necessárias informações sobre o que se quer visualizar, ou parâmetros de visualização. Em vários momentos da gestão de processos, como durante a análise e investigação de problemas, é importante que a organização possa ter diferentes visões dos modelos, analisando-se por diferentes ângulos a solução que será dada aos problemas. No caso da modelagem de processos, os parâmetros devem ser definidos de acordo com o interesse da organização no momento da construção ou análise do processo. Para que o mecanismo de visualização possa ser ativado, é necessário ter informado os parâmetros apresentados na tabela 4.2. A partir destas informações, é possível construir diversos tipos de modelos que atendam às necessidades da organização. Tabela 4.2 – Parâmetros de Visualização 105 A seguir apresentamos um exemplo para ilustrar as atividades de Separação, Composição e Visualização, e o uso das diretrizes para utilização da linguagem, regras de composição e parâmetros de visualização. Exemplo Aplicando a abordagem apresentada sobre o exemplo citado no início deste Capítulo (Figura 4.1), foi realizada a primeira atividade, que é de separação dos elementos. Nesta, o primeiro passo foi a identificação de que elementos se caracterizam como aqueles que poderiam ser “separados” do modelo básico. Nesta separação, utilizando os critérios definidos nas diretrizes para separação, identificamos como características transversais os seguintes elementos: (i) Atividade – “Obter Formulário de Solicitação de Mudança”; (ii) Atividade – “Enviar Solicitação de Mudança”; (iii) Documento – “Formulário de Solicitação de Mudanças”; (iv) Informação – “Dados de Requisição”. O segundo passo, ainda dentro da atividade de separação, foi identificar com que outro elemento do modelo cada uma destas características estava relacionada. Neste levantamento verificamos a existência das relações apresentadas na tabela 4.3. Tabela 4.3 – Relacionamento entre os elementos do modelo Ao final da atividade de separação, temos a identificação de todos os elementos aspectuais (a serem suprimidos do modelo) e a lista de com que outros elementos cada um se relaciona. Esta lista de características transversais e de seus relacionamentos com diversos outros elementos são apresentados graficamente na Figura 4.7. 106 Figura 4.7 – Características transversais e seus relacionamentos com demais elementos Iniciando a atividade de composição, foram construídos os relacionamentos transversais para cada uma das características transversais identificadas. Estes relacionamentos estão apresentados nas Figuras 4.8, 4.9, 4.10 e 4.11. Os relacionamentos criados apresentam o nome do aspecto a ser inserido, os tipos de elementos da linguagem de modelagem, o nome do relacionamento transversal a ser criado, o local em que este aspecto será inserido no modelo do processo (antes, depois ou entorno de que elemento), e a ação a ser realizada para que este faça parte do modelo do processo. Nestes relacionamentos também pode-se perceber que o construto Owner não aparece. O Owner, na verdade, é o responsável pela característica transversal que, nas linguagens de modelagem de processos, se materializa na figura de um ator. Este construto será utilizado para nomear a raia da característica transversal. No caso deste exemplo, mais de um ator será responsável por uma única característica transversal, fazendo com que seja necessária a criação de um novo papel para representar este grupo de atores. Este grupo, no exemplo composto pelo Engenheiro de Software e pelo Gerente de Configuração, é representado pelo Grupo de Configuração e Software. 107 Figura 4.8 – Exemplo de Aspecto – Obter Formulário Solicitação Mudança Figura 4.9 – Exemplo de Aspecto – Enviar Solicitação de Mudança Figura 4.10 – Exemplo de Aspecto – Formulário Solicitação Mudanças 108 Figura 4.11 – Exemplo de Aspecto – Dados Requisição Em seguida, as características transversais indicadas para serem retiradas do modelo são substituídas por uma única de cada tipo/elemento, e os relacionamentos com os demais elementos são substituídos pelos relacionamentos transversais definidos. Para a execução destas atividades, deve ser utilizada a semântica de cada um dos elementos descritos no relacionamento transversal apresentada na Tabela de Regras de Composição (Tabela 4.1) da abordagem construída. Este novo modelo é apresentado na figura 4.12. Para a representação do relacionamento transversal e consequente implementação da AO-BPMN, esta abordagem utiliza linhas pontilhadas. As características transversais são representadas com os mesmos elementos da linguagem de modelagem de processos escolhida, porém, estão presentes em raias ortogonais às raias do processo. 109 Figura 4.12 – Composição das características transversais (Cappelli, 2009b) Se substituirmos as características transversais e seus relacionamentos por suas definições, teremos o que se apresenta na Figura 4.13. Nesta, os aspectos são substituídos nas raias ortogonais pela descrição do relacionamento transversal, não havendo necessidade de sua representação gráfica através de linhas pontilhadas. Figura 4.13 – Composição das características transversais – Formato Texto (Cappelli, 2009b) A partir deste ponto, com características transversais e relacionamentos transversais definidos, podemos identificar várias formas de visualização dos modelos. Através da visualização, podem-se extrair visões parciais ou totais do modelo integrado, como visões de dados (como um determinado conjunto de informação se espalha ou se entrelaça às atividades), visões de documentos (em que 110 atividades os documentos são utilizados), visões de atividades que se repetem em um mesmo processo ou em processos diferentes, visão das atividades básicas do processo, dentre outras. Para isso, bastaria definir os parâmetros existentes na Tabela de Parâmetros de Visualização (Tabela 4.2). Algumas destas visões podem estão representadas nas Figuras 4.14, 4.15, 4.16, 4.17. Figura 4.14 – Visão de Documentos – As atividades que utilizam o documento Figura 4.15 – Visão de Dados – As atividades que utilizam um conjunto de informações 111 Figura 4.16 – Visão de Atividades – Repetição Figura 4.17 – Visão de Atividades Principais 112 4.5 Aplicando o modelo apresentado para a inserção de características de transparência em modelos de processos organizacionais No caso deste trabalho, trata-se da identificação e inserção de características de transparência em processos organizacionais. Como citado anteriormente neste Capítulo, transparência é apresentada como uma característica transversal. Nesta tese apresenta-se uma definição de transparência através da construção de um catálogo que nos indica as operacionalizações, ou seja, os procedimentos, padrões e políticas que, uma vez inseridas nos processos organizacionais, contribuem para a transparência do mesmo. Apresenta-se também o paradigma de aspectos aplicado a modelos de processos. A intenção é utilizar o paradigma de aspectos apresentado em modelos de processos para inserir as características de transparência nos processos organizacionais. Primeiramente, para definir como utilizar a abordagem proposta sobre o paradigma de aspectos em modelagem de processos para inserção de características de transparência, é preciso identificar como cada uma destas características é operacionalizada e através de que mecanismo pode ser implementada na organização. Para isso utilizam-se as Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3 apresentadas no Capítulo 3 desta tese. A partir das informações contidas nestas tabelas pode-se identificar através de que mecanismo organizacional a implementação da operacionalização da transparência deve ser feita. Entendemos que caso esta seja indicada para ser inserida como uma política ou padrão (DPP), bastaria que estas políticas ou padrões fossem definidos pela organização e que passassem a ser um elemento representável nos modelos de processo quando sua explicitação ligada especificamente a uma determinada parte do processo fosse necessária. Caso fosse definida como um procedimento/prática (IEP), se converteria em uma atividade ou em algum outro elemento pertencente à linguagem de modelagem a ser inserido no modelo do processo. Outro ponto a ser citado no caso do uso da abordagem orientada a aspectos para inserção de transparência em processos organizacionais, é o fato de neste caso específico de transparência, as características a serem trabalhadas não estarão somente espalhadas e entrelaçadas no processo, mas definidas no catálogo de transparência. Sendo assim, além de identificar e separar características que estão 113 entrelaçadas e espalhadas no modelo do processo, outras atividades devem ser feitas, como: (i) identificar no Catálogo de Transparência as características a serem inseridas no modelo; (ii) identificar no Catálogo de Transparência as possíveis operacionalizações de cada uma das características escolhidas; (iii) definir que elementos devem ser inseridos no processo para atender à implementação das operacionalizações selecionadas; (iv) identificar se não há qualquer contribuição negativa entre elas e, caso haja, definir qual delas será implementada; (v) definir que elementos do processo serão afetados por estes elementos transversais; (vi) definir os relacionamentos transversais. Este processo está representado na Figura 4.18. Figura 4.18 – Processo “Inserir Aspectos de Transparência em Processos” Outro ponto importante diz respeito à abordagem propriamente dita. No caso de seu uso para inserção de características de transparência, um novo elemento se apresenta: O Catálogo de Transparência. Este elemento deve ser representado como parte da atividade de separação. A representação deste elemento pode ser vista na Figura 4.19. 114 Figura 4.19 – Componentes usados para integrar transparência em modelos de processos (adaptado de Silva (Silva, 2006)) Exemplo de inserção de características de transparência em modelos de processo utilizando LMPOA Utilizou-se como exemplo um processo genérico de Gerir Contratação de Software. As atividades existentes neste modelo são apresentadas na Figura 4.20. Nesta, representou-se o processo modelado ainda sem as práticas que promovem transparência inseridas. Este processo foi modelado utilizando a notação BPMN (BPMN, 1997). Imagine que este processo seja pertencente a uma organização e esta deseja dar mais transparência ao mesmo. Neste caso, o primeiro passo da abordagem é a Separação das Características. O detalhamento de como realizar este primeiro passo está definido na Figura 4.18. Neste processo, a primeira atividade a ser realizada é a análise do processo quanto à transparência, identificando as características ausentes no mesmo e, em seguida, a definição de que características de transparência se deseja inserir no processo. Em seguida é necessário utilizarmos o Catálogo de Transparência, formado pelo SIG de Transparência (Figura 2.6 apresentada no Capítulo 2), suas operacionalizações e léxicos (Figuras 3.2 a 3.35 apresentadas no Capítulo 3), as contribuições positivas e negativas entre as características (Figura 3.39 apresentada no Capítulo 3) e os mecanismos de implementação das operacionalizações (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3 apresentadas no Capítulo 3) para identificar possíveis conflitos entre as características escolhidas a serem inseridas. Neste exemplo não há conflitos. As características escolhidas foram: 115 Controlabilidade, através das operacionalizações de: registrar início das atividades, registrar término das atividades e registrar responsável pela atividade; Explicação, através das operacionalizações de: registrar decisões tomadas e justificar decisões adotadas; e Integridade, através das operacionalização de: apresentar fontes das informações. Todas estas operacionalizações relacionadas às características escolhidas têm como forma de implementação a criação de elementos no modelo do processo, ou seja, a inserção de novas informações, atividades, atores, entre outros elementos (tipo IEP). Não foram escolhidas operacionalizações através de Definição de Políticas e Padrões (DPP) por se tratar de um exemplo genérico sobre o qual não se tem conhecimento do contexto organizacional. Figura 4.20 – Processo Genérico de Contratação de Software (adaptado de (Magdaleno, 2006)) Escolhidas as operacionalizações, é necessário definir, através de que elemento da linguagem de modelagem estas serão inseridas no modelo do processo. No caso da linguagem BPMN (BPMN, 1997), os elementos pertencentes à linguagem são: atividades, eventos, decisões, fluxos, artefatos (dados, anotações, grupos) e raias. Neste caso teremos que: oRegistrar início das atividades – Elemento Atividade por se tratar de uma ação; oRegistrar término das atividades – Elemento Atividade, por se tratar de uma ação; 116 oRegistrar responsável pela atividade – Elemento Atividade, por se tratar de uma ação; oRegistrar decisões tomadas – Elemento Atividade, por se tratar de uma ação; oJustificar decisões tomadas – Elemento Atividade, por se tratar de uma ação; oApresentar fontes das informações – Elemento Artefato (dado), por se tratar de uma informação. Em seguida, é necessário identificar quais as atividades do modelo serão afetadas por cada uma destas características. Neste caso teremos: A - Registrar início das atividades – Afeta todos os elementos Atividade (1 a 10) B - Registrar término das atividades – Afeta todos os elementos Atividade (1 a 10) C - Registrar responsável pela atividade – Afeta todos os elementos Atividade (1 a 10) D - Registrar decisões tomadas – Afeta os elementos Atividade 1, 2, 5 e 6, já que nestas atividades decisões são tomadas. E - Justificar decisões tomadas – Afeta os elementos Atividade 1, 2, 5 e 6, já que nestas atividades decisões são tomadas. F - Apresentar fontes das informações – Afeta os elementos Atividade 1, 2, 4, 5, 6, 8 e 9, já que nestas atividades são utilizados conjuntos de informações. Em seguida devem ser construídos os relacionamentos transversais que, juntamente com os novos elementos, serão inseridos no modelo do processo. Utilizando a abordagem orientada a aspectos para modelagem de processos, estas características transversais ficam representadas como apresentado na Figura 4.21. Como já explicado na construção de nossa abordagem de modelagem de processos orientada a aspectos no Capítulo 4 desta tese, elencamos todas as características de transparência nas raias ortogonais ao processo e para cada uma delas definimos um tipo de relacionamento transversal. 117 Figura 4.21 – Aspectos Transversais do Processo “Gerir Contratação de Software” 118 Os relacionamentos apresentados na Figura 4.21 estão descritos a seguir: Aspecto: Registrar Início Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegIniAti Onde: Before [[Elaborar Requisição de Software] AND [Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Enviar a Requisição de Software para os Candidatos] AND [Receber Propostas] AND [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato] AND [Comunicar o Resultado ao Vencedor] AND [Elaborar o Contrato] AND [Assinar o Contrato] AND [Dar início ao trabalho]] Ação: Include [Registrar (data e hora) início atividade] Aspecto: Registrar Fim Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegFimAti Onde: After [[Elaborar Requisição de Software] AND [Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Enviar a Requisição de Software para os Candidatos] AND [Receber Propostas] AND [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato] AND [Comunicar o Resultado ao Vencedor] AND [Elaborar o Contrato] AND [Assinar o Contrato] AND [Dar início ao trabalho]] Ação: Include [Registrar (data e hora) fim atividade] Aspecto: Registrar Executor Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegExeIdeAti Onde e: After [[Elaborar Requisição de Software] AND [Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Enviar a Requisição de Software para os Candidatos] AND [Receber Propostas] AND 119 [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato] AND [Comunicar o Resultado ao Vencedor] AND [Elaborar o Contrato] AND [Assinar o Contrato] AND [Dar início ao trabalho]] Ação: Include [Registrar executor identificação atividade] Aspecto: Registrar Decisões Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegDecTom Onde: After [[Elaborar Requisição de Software] AND [Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato]] Ação: Include [Registrar decisões tomadas] Aspecto: Justificar Decisões Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: JusDecTom Onde: After [[Elaborar Requisição de Software] AND [Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato]] Ação: Include [Justificar decisões tomadas] Aspecto: Requisição Software Tipo: Dado Declaração Transversalidade: Relacionamento: ReqSof Onde: Around [[Elaborar Requisição de Software] Ação: Include [Requisição de software] Aspecto: Critérios Avaliação Tipo: Dado Declaração Transversalidade: Relacionamento: CriAva Onde: Around [[Fazer Pré-Seleção dos Candidatos] AND [Avaliar Candidato] AND [Escolher Candidato]] Ação: Include [Critérios de Avaliação] Aspecto: Proposta Tipo: Dado 120 Declaração Transversalidade: Relacionamento: Pro Onde: Around [Receber Propostas] Ação: Include [Proposta] Aspecto: Contrato Tipo: Dado Declaração Transversalidade: Relacionamento: Con Onde: Around [[Elaborar o Contrato] AND [Assinar o Contrato]] Ação: Include [Contrato] Voltando à abordagem proposta no Capítulo 4 desta tese, o passo seguinte é a Composição, em que todas as características necessárias ao modelo são inseridas no mesmo. Esta atividade é realizada através da identificação do ponto de inserção de cada elemento no modelo descrito na linguagem do pointcut na definição de cada aspecto. Esta composição pode ser vista na Figura 4.21. Nossa intenção neste trabalho é justamente mostrar que a Composição, como apresentada na Figura 4.22, não é interessante, por dois principais motivos: (i) inclui no processo uma série de atividades repetidas que não fazem parte das atividades essenciais; (ii) não permite que as características transversais sejam observadas parcialmente por observadores e usuários com objetivos diferenciados. A terceira parte da abordagem nos apoia justamente no sentido de exercitar visões deste modelo. No caso desta tese o interesse é mostrar que estas são as visões dos aspectos. Nosso objetivo é que estes aspectos de transparência não venham a interferir no modelo do processo organizacional, principalmente na visão de sua operação. Exemplos destas visões são apresentados nas Figuras 4.23, 4.24 e 4.25. Na Figura 4.23, pode ser analisado como os aspectos de controlabilidade inseridos no modelo atuam nas atividades. Na Figura 4.24 pode ser visto onde ocorrem decisões no processo e o registro sobre estas decisões, assim como suas justificativas. Na Figura 4.25 podem ser observados itens de integridade do processo, através da apresentação das fontes de informação de cada atividade. Cada uma destas visões pode ser necessária para diferentes interessados e participantes do processo. 121 Figura 4.22 – Processo Genérico de Gerir Contratação de Software com elementos de transparência 122 Figura 4.23 – Controlabilidade - Visualização dos pontos de controle no processo Figura 4.24 – Integridade - Visualização dos pontos de uso das fontes de informação do processo 123 Figura 4.25 – Explicação - Visualização dos pontos de tomada de decisão no processo e suas justificativas 124 5. Estudo de Caso Esta tese propõe um estudo de caso exploratório como estratégia para investigar a potencialidade das questões elaboradas e da abordagem de implementação em fornecer respostas para o que se pretende pesquisar. Neste capítulo, a partir da hipótese, são definidos as questões que a pesquisa necessita avaliar, as variáveis e a coleta de informações para sua medição através de itens a serem observados e os questionários destinados aos participantes dos estudos de caso. É apresentado um planejamento do que se pretende executar, servindo como instrumento para a condução das constatações, interpretação dos resultados e conclusões. 5.1 Objetivos Esta pesquisa tem como meta propor uma definição de transparência organizacional através de características de qualidade, e sugerir uma abordagem de inserção destas características através de suas operacionalizações nos modelos de processo das organizações. Para a confirmação da definição elaborada, foram realizados dois levantamentos apresentados anteriormente nesta tese. Para a investigação da aplicabilidade e efetividade da abordagem proposta, utilizaremos um estudo de caso como estratégia. 5.2 Etapas do Estudo de Caso As etapas seguidas para construção deste estudo de caso exploratório foram baseadas nos trabalhos de Robert K. Yin (Yin, 1984) e Robert E. Stake (Stake, 2000). Segundo suas definições, um estudo de caso exploratório, em que se busca validar o que foi feito, pode ser conduzido através do seguimento dos passos abaixo: • formulação do problema Escolher um tema para se avançar na pesquisa; • definição da unidade-caso Indicar os critérios de seleção dos casos de acordo com o propósito da pesquisa; 125 • determinação do número de casos Definir e justificar se os estudos de caso serão constituídos de um único ou de múltiplos casos; • elaboração do protocolo Construir o documento que contém o instrumento de coleta de dados e que define a conduta a ser adotada para sua aplicação; • coleta de dados Obter dados mediante procedimentos para garantir a qualidade dos resultados obtidos de modo a tornar possível a conferência da validade ao estudo, evitando que ele fique subordinado à subjetividade do pesquisador; • avaliação e análise dos dados Analisar e interpretar os dados coletados; Apresentamos a seguir todas as etapas para os casos escolhidos. 5.3 Formulação do Problema Neste trabalho foi construído o conceito de Transparência do Processo Organizacional. Este conceito define um conjunto de características que permite identificar se um determinado processo organizacional está de acordo com as mesmas, podendo denominar-se transparente. Além disso, foi definida uma abordagem para implementação das operacionalizações através de políticas, padrões e procedimentos inseridos na organização por meio de definições e da inserção de elementos nos modelos de processos organizacionais. Baseados nestas definições, nossa intenção neste estudo de caso é investigar a aplicabilidade e a efetividade da abordagem apresentada para inserção de características de transparência em processos organizacionais. 5.4 Definição da Unidade-Caso As unidades-caso utilizadas neste trabalho são modelos de processo. Estes modelos referem-se a três processos (Preparar Intervenção de Manutenção, Preparar Intervenção de Investimento e Acompanhar Intervenção) executados atualmente em uma empresa petrolífera localizada no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil. Estes processos fazem parte de um processo maior chamado 126 “Intervir em Poços”, que visa prestar serviços integrados em perfuração, avaliação e restauração de poços de petróleo em produção. Estes modelos tiveram suas representações de processo construídas em uma ferramenta de modelagem de processos (ARIS Toolset), que utiliza como representação de modelos de processos o Diagrama EPC (Event Process Chain), e seguiram a metodologia de modelagem de processos da própria organização. Estas unidades-caso podem ser classificadas como instrumentais, pois serão desenvolvidas com o propósito de auxiliar no conhecimento ou redefinição do problema. Não há, por parte desta pesquisa, interesse específico no caso, mas o mesmo se mostra útil para alcançarmos os objetivos definidos. 5.5 Determinação do número de casos Os estudos de caso podem ser constituídos tanto por um único, quanto por múltiplos casos. Neste nosso estudo teremos três casos, pois por proporcionarem evidências em vários modelos, apesar de incluídos em um mesmo contexto, podem prover uma pesquisa de melhor qualidade. Iniciaremos o estudo com três casos, mas ao longo do trabalho, caso necessário, poderemos adicionar mais algum. A inserção de novos casos pode ser feita até que novas observações não conduzam a um aumento significativo de informações. 5.6 Elaboração do Protocolo O protocolo contém os procedimentos de coleta de dados e a definição da conduta a ser adotada para sua aplicação. De acordo com Yin (Yin, 1984), este deve incluir as seguintes seções: (i) visão geral do projeto do estudo de caso; (ii) procedimentos de campo; (iii) questões do estudo de caso e (iv) relato do estudo de caso. 127 Visão Geral do Projeto do Estudo de Caso Conforme citado no Capítulo 1, transparência, de acordo com as ciências físicas (Wikipédia (optics), 2008), é dita como algo através do qual se pode ver, ou seja, algo que pode permitir ou melhorar a visão sobre um determinado objeto, e no nosso contexto, algo que pode permitir ou melhorar a visão sobre os processos e as informações da organização, criando oportunidade de conhecimento sobre a organização, reduzindo a possibilidade de omissão entre os dados dos processos, possibilitando o controle sobre os produtos e serviços prestados, facilitando a investigação e aumentando a confiança entre as organizações e a sociedade. Na intenção de se tornarem uma organização transparente, algumas empresas têm realizado iniciativas de explicitação de seus processos, de forma a permitir um melhor entendimento e análise dos mesmos, através de uma atividade denominada Modelagem de Processos de Negócio (Kettinger, 1997). Além disso, apoiam a construção de aplicações aderentes ao negócio que forneçam aos interessados as informações adequadas sobre os processos. A abordagem de modelagem de processos já começa a ser citada como uma ferramenta potencial para prover transparência aos processos da organização (Klotz, 2008). A modelagem de processos de negócio fornece à organização conhecimento sobre si mesma e sobre a forma como seus produtos e serviços são gerados. Além disso, permite a explicitação da tecnologia e das aplicações que apóiam a execução dos processos e dos dados que trafegam entre estes sistemas, dando visibilidade sobre as aplicações e os controles exercidos por estes. No contexto da Engenharia de Software, a atividade de modelagem de processos de negócio já figura como um importante ponto de partida para a identificação de requisitos de sistemas (Mac Knight, 2004; Santander, 2000), pois permite a rastreabilidade entre os processos e as aplicações que os apoiam. Baseados nestas abordagens, que indicam os modelos de processos de negócio como uma importante ferramenta para tornar as organizações mais transparentes e para a rastreabilidade entre os processos e as aplicações que os apoiam, entendemos que esta também seria uma abordagem bastante adequada para auxiliar a implementação de transparência nas organizações, pois para termos transparência nos processos organizacionais, acreditamos que é necessária a 128 transparência dos modelos dos processos e das informações geradas pelas instâncias de execução destes modelos. O objetivo deste estudo de caso é investigar a aplicabilidade e a efetividade da abordagem para inserção de características de transparência apresentadas em processos organizacionais e, como conseqüência, identificar o aumento ou não da transparência do processo organizacional. Procedimentos de Campo Os processos utilizados como unidades-caso foram obtidos junto aos representantes legais da organização onde estes estão implementados. Estes processos foram cedidos em meio magnético no formato da ferramenta em que foram modelados e no formato impresso, não sendo permitida pelos responsáveis qualquer incursão na organização. Sendo assim, o estudo de caso foi realizado à distância. Para tanto, houve necessidade de que os envolvidos no estudo de caso tivessem acesso a um microcomputador para visualização dos processos e das questões a serem respondidas. Caso fosse necessária orientação para a realização do estudo de caso, os participantes poderiam enviar um e-mail para o responsável pela pesquisa. O perfil dos entrevistados se compõe como disposto na Tabela 5.1. Tabela 5.1 – Perfil dos entrevistados no estudo de caso Os participantes do estudo de caso exploratório receberam explicação sobre o conceito de transparência organizacional antes do início da pesquisa. Para isso, foi enviado a eles, juntamente com o questionário e os modelos de processo, material explicativo sobre o tema de transparência, basicamente os artigos já publicados no assunto (Cappelli, 2007; Cappelli, 2008; Leite; 2008). 129 Primeiramente, os representantes receberam um e-mail com um convite perguntando sobre a disponibilidade para participação na pesquisa. Foram enviados convites para 22 pessoas, das quais somente 12 responderam de forma afirmativa. Em seguida, para estes 12, foram enviados os modelos dos 3 processos (unidades-caso) e suas descrições, que podem ser vistos no Apêndice D desta tese. Juntamente com os modelos de processos, foi enviado o questionário a ser respondido sobre cada um deles. O questionário enviado pode ser visto no Apêndice E desta tese. Os participantes tinham como atividade analisar os processos recebidos de acordo com cada questão, e dar sua opinião em cada uma delas. Poderiam também fazer comentários livres sobre cada questão. Caso os participantes não tivessem conhecimento sobre o que lhes foi perguntado em alguma questão, estava prevista em todas as questões a resposta “Não tenho conhecimento sobre a questão”. Caso o entrevistado entendesse que a questão não se aplicava ao processo, também poderia responder “Não se aplica”. Ao final, as respostas às questões foram enviadas por e-mail ao responsável pela pesquisa. O grupo que responde ao questionário é composto por profissionais e pesquisadores nas áreas de Engenharia de Software, Administração de Empresas e Engenharia de Produção. Ao término da resposta aos questionários estes foram retornados e sobre estes foi aplicada a estratégia de inserção de aspectos de transparência apresentada no Capítulo 4 desta tese. Após a integração das características de transparência apontadas como inexistentes nos processos, estes foram reenviados aos entrevistados de modo que pudessem, comparando aos primeiros modelos analisados, identificar o aumento da transparência e fazer seus comentários sobre as questões do estudo de caso. Estas perguntas-alvo do estudo de caso foram envidas aos participantes por e-mail juntamente com os novos modelos de processo. Este processo está apresentado na Figura 5.1. 130 Figura 5.1 – Processo “Levantar Informações do Estudo de Caso” Questões do Estudo de Caso A partir do estudo de caso exploratório realizado, nossa intenção foi obter respostas que pudessem verificar nossa hipótese apresentada no Capítulo 1 desta tese e a aplicabilidade da abordagem apresentada: Questões sobre aplicabilidade: 1) A abordagem apresentada permite inserir aspectos de transparência nos processos sem muitas dificuldades? Objetivo: Identificar itens que dificultam a modelagem de processos com aspectos Dados a serem coletados: - Problemas apontados 2) A abordagem apresentada é viável de ser utilizada pelas organizações? Objetivo: Identificar itens que impediriam o uso desta abordagem pelas organizações Dados a serem coletados: - Itens apontados 3) A abordagem poderia ser implementada por ferramentas de BPM existentes atualmente? Objetivo: Identificar se a proposta contém elementos que poderiam ser implementados em ferramentas de BPM 131 Dados a serem coletados: - Número de respostas afirmativas 4) A abordagem apresentada contribui positivamente para a visualização e entendimento dos modelos de processo? Objetivo: Identificar itens que possam contribuir negativamente para a visualização/entendimento dos modelos de processo Dados a serem coletados: - Itens apontados Questões para verificação da hipótese: 5) Os processos ficaram mais transparentes de acordo com a definição de transparência? Objetivo: Identificar se os itens incluídos contribuíram para atingir a definição de transparência de processos organizacionais Dados a serem coletados: - Número de respostas afirmativas 6) A existência de uma definição de transparência contribui para a transparência organizacional? Objetivo: Identificar se a existência de uma definição de transparência de processos organizacionais contribui para o estabelecimento da transparência organizacional Dados a serem coletados: - Número de respostas afirmativas 7) A existência de uma abordagem para inserção de características de transparência em modelos de processos organizacionais contribui para a transparência organizacional? Objetivo: Identificar se a existência de uma abordagem para inserção de transparência em processos organizacionais contribui para o estabelecimento da transparência organizacional Dados a serem coletados: - Número de respostas afirmativas 132 Relato do estudo de caso O relato deste estudo de caso exploratório é composto pelos seguintes elementos: (i) Apresentação dos Processos (unidades-caso) – Anexo I; (ii) Apresentação do Questionário para verificação das características de transparência presentes/ausentes nos processos – Apêndice E; (iii) Respostas dadas ao questionário sobre transparência dos processos – Apêndice E; (iv) Identificação das operacionalizações a serem implementadas nos processos organizacionais para aumento da transparência dos processos (unidades-caso) – Apêndice E; (v) Modelos de processos contendo as operacionalizações implantadas – Capítulo 5; (vi) Respostas às questões do estudo de caso – Capítulo 5; (vii) Conclusões do estudo de caso – Capítulo 5. 5.7 Operacionalização das características de transparência nos modelos de processo (unidades-caso) Para a execução deste estudo de caso exploratório foi utilizado o Processo “Inserir Aspectos de Transparência em Processos”, que faz parte da abordagem definida no Capítulo 4 desta tese. O processo tem início com a necessidade de avaliação dos processos por parte dos entrevistados com vistas à transparência dos processos. Para isso, foram enviados os processos de negócio a serem avaliados e um questionário contendo perguntas sobre uma série de operacionalizações para transparência destes processos. Neste caso, os participantes não receberam o Catálogo de Transparência com as operacionalizações, suas contribuições positivas e negativas e classificações quanto a políticas padrões e procedimentos. As atividades de identificação das contribuições conflitantes e a definição sobre a prática ser inserida no processo através de uma DPP ou de uma IEP foram feitas pelo papel do pesquisador. Com as respostas recebidas a partir da aplicação do questionário aos processos, foram construídas as Tabelas 5.2, 5.3, 5.4, 5.5, 5.6, 5.7, 5.8, 5.9 e 5.10 compostas pelas seguintes informações: nome do processo avaliado; nome do subcritério avaliado; critério/subcritério/questão respondida; número correspondente à resposta dada pelo participante; indicação de se o participante conhece ou não a organização e a pior nota atribuída entre as respostas dadas pelos participantes a uma mesma questão. A coluna “subcritérios” elenca todas as folhas 133 ou características de segundo nível do SIG de Transparência. A coluna “critério/subcritério/questão” refere-se aos 5 critérios principais ou de primeiro nível do SIG de Transparência (Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade). Os subcritérios, como já dito, referem-se a todas as folhas ou características de segundo nível do SIG de Transparência que estão dispostas na primeira coluna da tabela. As questões referem-se às perguntas descritas no questionário enviado (Apêndice E). As demais colunas são as respostas dadas pelos entrevistados às questões do questionário. As 5 primeiras colunas (A, B, C, D e E) referem-se a entrevistados que conhecem a organização. As 7 outras colunas (F, G, H, I, J, K e L) referem-se a entrevistados que não conhecem a organização. A maioria das questões permitia 5 opções de resposta sobre o processo ou (resposta de número 6) que o entrevistado dissesse que não tinha conhecimento sobre aquela questão na organização ou que a questão não se aplicava àquele processo. Os processos julgados, “Preparar Intervenção de Manutenção”, “Preparar Intervenção de Investimento” e “Acompanhar Intervenção”, são apresentados no Anexo I desta tese. Tabela 5.2 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 1 134 Tabela 5.3 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 2 Tabela 5.4 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Manutenção – parte 3 135 Tabela 5.5 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 1 Tabela 5.6 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 2 136 Tabela 5.7 – Avaliação Processo Preparação Intervenção de Investimento – parte 3 Tabela 5.8 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 1 137 Tabela 5.9 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 2 Tabela 5.10 – Avaliação Processo Acompanhar Intervenção – parte 3 138 Em seguida foram utilizadas as Tabelas de Operacionalizações (Tabela 3.1, 3.2 e 3.3), construídas no Capítulo 3 desta tese, para identificar os mecanismos e as operacionalizações a serem implementados nos processos em cada uma das características, de modo a torná-los mais transparentes. Nesta tabela os mecanismos podem ser DPP – Definição de Políticas e Padrões e EIP – Elementos Inseridos no Processo. Isso significa que as operacionalizações podem ser definidas através da inserção de elementos nos modelos de processos organizacionais ou através de definição de políticas e padrões que, em alguns casos, podem também ser inseridos como elementos do modelo do processo. Em seguida foram definidos os elementos a serem inseridos de acordo com as operacionalizações, os elementos afetados de acordo com o que foi indicado pelos entrevistados, os relacionamentos transversais entre estes elementos foram construídos e, finalmente, foram inseridos os elementos nos modelos. A seguir demonstraremos como estas atividades foram realizadas para cada um dos casos estudados. Processo Preparar Intervenção de Manutenção Para o processo “Preparar Intervenção de Manutenção”, foi identificada ausência total ou parcial de características de Portabilidade (Tabela 5.2), Publicidade (Tabela 5.2), Uniformidade (Tabela 5.2), Intuitividade (Tabela 5.2), Simplicidade (Tabela 5.2), Desempenho (Tabela 5.3), Adaptabilidade (Tabela 5.3), Integridade (Tabela 5.3), Atualidade (Tabelas 5.3 e 5.4), Concisão (Tabela 5.4), Divisibilidade (Tabela 5.4), Dependência (Tabela 5.4), Rastreablidade (Tabela 5.4), Operabilidade (Tabela 5.2), Clareza (Tabela 5.2), Completeza (Tabela 5.2), Verificabilidade (Tabela 5.3) e Controlabilidade (Tabela 5.3). A partir desta identificação, buscou-se o mecanismo de operacionalização através das Tabelas de Operacionalizações (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) construídas no Capítulo 3 desta tese. Para algumas características, os mecanismos indicados são do tipo DPP e para outras, do tipo IEP. Para os mecanismos do tipo DPP foram indicados Políticas e Padrões a serem definidos. Para os mecanismos do tipo IEP foram identificadas as operacionalizações a serem inseridas no modelo do processo. As Tabelas 5.11 e 5.12 apresentam as operacionalizações para cada uma das características ausentes nos modelos. 139 Tabela 5.11 – Mecanismos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Manutenção Tabela 5.12 – Elementos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Manutenção Ao final desta etapa do trabalho identificamos as políticas e os padrões a serem definidos pela organização e as operacionalizações a serem inseridas nos modelos de processo. Quanto às políticas e padrões, a organização deverá definir como atuar para atendimento das mesmas. Nossa intenção neste trabalho foi somente identificá-las. Na parte de inserção de elementos nos modelos de processo, nossa proposta é que a mesma seja feita através da abordagem construída no Capítulo 4 desta tese, sendo variável apenas a escolha dos elementos a serem 140 inseridos em cada organização. Neste exemplo, é proposta a inserção dos seguintes elementos no modelo do processo: (i) Atividade registrar responsável data e hora; (ii) Software de acompanhamento do processo; (iii) Regras de priorização; (iv) Lista de condições de locação; (v) Padrão de Preenchimento da ordem de intervenção; (vi) Regras de avaliação; (v) Regras de empenho. Estes elementos foram definidos a partir das deficiências indicadas pelos entrevistados e das operacionalizações propostas (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) para cada uma das características. Além destes elementos, que cobrem as necessidades de Rastreabilidade, Verificabilidade e Controlabilidade, temos ainda a definição de objetivos, que abrange as necessidades de Operabilidade, Clareza e Completeza. Entendemos que estes, assim como os demais, são aspectos relacionados a cada uma das atividades, pois toda atividade tem um objetivo. Neste estudo de caso eles não serão representados, pois estamos trabalhando com a Ferramenta ARIS, que possui um tipo de diagrama diferente do diagrama de processos (EPC) para construção de modelos de objetivos. Estes modelos não nos foram fornecidos pela organização. Outros aspectos (regras, atividades, padrões) que já existem no processo se repetem em várias atividades, mas não foi foco deste trabalho remodelar o processo para retirar repetições ou explicitar todos os aspectos transversais. Nosso enfoque é usar a abordagem orientada a aspectos para inserir características de transparência sem que estas venham a interferir no modelo existente ou apareçam repetidas vezes neste modelo. Aplicando a abordagem definida no capítulo 4 desta tese ao modelo do processo de “Preparação Intervenção de Manutenção”, obtivemos então o modelo apresentado na Figura 5.2. Os relacionamentos transversais referentes à Figura estão definidos após a mesma. 141 Figura 5.2 – Processo Preparar Intervenção de Manutenção com aspectos 142 Aspecto: Regra Empenho Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegEmp Onde: Around [Empenhar material para intervenção] Ação: Include [Regra de Empenho] Aspecto: Regra Avaliação Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegAva Onde: Around [Avaliar condições de alocação para intervenção] Ação: Include [Regra de Avaliação] Aspecto: Padrão Ordem Tipo: Padrão de Preenchimento Declaração Transversalidade: Relacionamento: PadPreOrdInt Onde: Around [Abrir ordem de Intervenção de manutenção] AND [Editar ordem de Intervenção de manutenção] Ação: Include [Padrão Preenchimento Ordem Intervenção] Aspecto: Condições Locação Tipo: Informação Declaração Transversalidade: Relacionamento: LisConLoc Onde: Around [Verificar Condições da Locação] Ação: Include [Lista de Condições de Locação] Aspecto: Regras Priorização Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegPri Onde: Around [[Verificar urgência da intervenção] AND [ Priorizar Intervenção]] Ação: Include [Regras Priorização] Aspecto: Registrar Atividade Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegResDatHor Onde: After [[Abrir ordem de Intervenção de manutenção] AND [Editar ordem de Intervenção de manutenção] AND [Empenhar material para intervenção] AND [Solicitar verificação das condições de locação] AND 143 [Informar condições da locação] AND [Priorizar Intervenção] AND [Liberar instalação da sonda]] Ação: Include [Registrar responsável, data e hora] Aspecto: Software Workflow Tipo: Aplicação Declaração Transversalidade: Relacionamento: SofAcoPro Onde: Around [[Verificar urgência da intervenção] AND [Solicitar verificação das condições de locação] AND [Avaliar condições de locação para intervenção] AND [Informar condições da locação] AND [Priorizar Intervenção] AND [Liberar instalação da sonda]] Ação: Include [Software de Acompanhamento do Processo] Processo Preparar Intervenção de Investimento Para o processo “Preparar Intervenção de Investimento”, foi identificada ausência total ou parcial de características de Portabilidade (Tabela 5.5), Publicidade (Tabela 5.5), Uniformidade (Tabela 5.5), Intuitividade (Tabela 5.5), Simplicidade (Tabela 5.5), Desempenho (Tabela 5.6), Adaptabilidade (Tabela 5.6), Integridade (Tabela 5.6), Atualidade (Tabelas 5.6 e 5.7), Concisão (Tabela 5.7), Divisibilidade (Tabela 5.7), Dependência (Tabela 5.7), Rastreablidade (Tabela 5.7), Operabilidade (Tabela 5.5), Clareza (Tabela 5.5), Completeza (Tabela 5.5), Verificabilidade (Tabela 5.6) e Controlabilidade (Tabela 5.6). A partir desta identificação, buscou-se o mecanismo de operacionalização através das Tabelas de Operacionalizações (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) construídas no Capítulo 3 desta tese. Para algumas características, os mecanismos indicados são do tipo DPP e para outras, do tipo IEP. Para os mecanismos do tipo DPP foram indicados Políticas e Padrões a serem definidos. Para os mecanismos do tipo IEP foram identificadas as operacionalizações a serem inseridas no modelo do processo. As Tabelas 5.13 e 5.14 apresentam as operacionalizações para cada uma das características ausentes nos modelos. 144 Tabela 5.13 – Mecanismos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Investimento Tabela 5.14 – Elementos ausentes no Processo Preparar Intervenção de Investimento Ao final desta etapa do trabalho, temos identificados políticas e padrões a serem definidos pela organização e as operacionalizações a serem inseridas nos modelos de processo. Quanto às políticas e padrões, a organização deverá definir como atuar para atendimento das mesmas. Nossa intenção neste trabalho foi somente identificá-las. Na parte de inserção de elementos nos modelos de processo, nossa proposta é que a mesma seja feita através da abordagem construída no Capítulo 4 desta tese, sendo variável apenas a escolha dos elementos a serem inseridos em cada organização. Neste exemplo, é proposta a inserção dos seguintes elementos no modelo do processo: (i) Atividade registrar responsável data e hora; (ii) Software de acompanhamento do processo; (iii) Regras de priorização; (iv) Lista de condições de locação; (v) Regras de avaliação; (vi) Regras de empenho. Estes elementos foram definidos a partir das deficiências indicadas pelos entrevistados e das 145 operacionalizações propostas (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) para cada uma das características. Além destes elementos, que abrangem as necessidades de Rastreabilidade, Verificabilidade e Controlabilidade, temos ainda a definição de objetivos, que cobre as necessidades de Operabilidade, Clareza e Completeza. Entendemos que estes, assim como os demais, são aspectos relacionados a cada uma das atividades, pois toda atividade tem um objetivo. Neste estudo de caso eles não serão representados, pois estamos trabalhando com a Ferramenta ARIS, que possui um tipo de diagrama diferente do diagrama de processos (EPC) para construção de modelos de objetivos. Estes modelos não nos foram fornecidos pela organização. Outros aspectos (regras, atividades, padrões) que já existem no processo se repetem em várias atividades, mas não foi foco deste trabalho remodelar o processo para retirar repetições ou explicitar todos os aspectos transversais. Nosso enfoque é usar a abordagem orientada a aspectos para inserir características de transparência sem que estas venham a interferir no modelo existente ou apareçam repetidamente neste modelo. Aplicando a abordagem definida no capítulo 4 desta tese ao modelo do processo de “Preparação Intervenção de Investimento”, obtivemos o modelo apresentado na Figura 5.3. Os relacionamentos transversais referentes à Figura estão definidos após a mesma. 146 Figura 5.3 – Processo Preparar Intervenção de Investimento com aspectos 147 Aspecto: Regras Empenho Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegEmp Onde: Around [Empenhar material para intervenção] Ação: Include [Regra de Empenho] Aspecto: Regras Avaliação Tipo: Regra Declaração Transversalidade ration: Relacionamento: RegAva Onde: Around [Avaliar condições de alocação para intervenção] Ação: Include [Regra de Avaliação] Aspecto: Condições Locação Tipo: Informação Declaração Transversalidade: Relacionamento: LisConLoc Onde: Around [Verificar Condições da Locação] Ação: Include [Lista de Condições de Locação] Aspecto: Regras Priorização Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegPri Onde: Around [[Verificar urgência da intervenção] AND [ Priorizar Intervenção]] Ação: Include [Regras Priorização] Aspecto: Registrar Atividade Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegResDatHor Onde: After [[Informar período da intervenção] AND [Informar condições da locação] AND [Solicitar Limpeza da locação] AND [Solicitar recuperação da locação] AND [Solicitar verificação das condições da locação] AND [Informar equipamentos desejados no poço]] Ação: Include [Registrar responsável, data e hora] Aspecto: Software Workflow Tipo: Aplicação Declaração Transversalidade: Relacionamento: SofAcoPro Onde: Around [[Informar equipamentos desejados no poço] AND [Informar período da intervenção] AND [Avaliar condições de locação para intervenção] AND [Solicitar Limpeza da locação] AND 148 [Solicitar recuperação da locação] AND [Informar condições da locação] AND [Liberar instalação da sonda]] Ação: Include [Software de Acompanhamento do Processo] Processo Acompanhar Intervenção Para o processo “Acompanhar Intervenção” foi identificada ausência total ou parcial de características de Portabilidade (Tabela 5.8), Publicidade (Tabela 5.8), Uniformidade (Tabela 5.8), Intuitividade (Tabela 5.8), Simplicidade (Tabela 5.8), Desempenho (Tabela 5.9), Adaptabilidade (Tabela 5.9), Integridade (Tabela 5.9), Atualidade (Tabela 5.9 e 5.10), Concisão (Tabela 5.10), Divisibilidade (Tabela 5.10), Dependência (Tabela 5.10), Rastreablidade (Tabela 5.10), Operabilidade (Tabela 5.8), Clareza (Tabela 5.9), Completeza (Tabela 5.9), Verificabilidade (Tabela 5.9) e Controlabilidade (Tabela 5.9). A partir desta identificação buscou-se o mecanismo de operacionalização através das Tabelas de Operacionalizações (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) construídas no Capítulo 3 desta tese. Para algumas características, os mecanismos indicados são do tipo DPP e para outras, do tipo IEP. Para os mecanismos do tipo DPP foram indicados Políticas e Padrões a serem definidos. Para os mecanismos do tipo IEP foram identificadas as operacionalizações a serem inseridas no modelo do processo. As Tabelas 5.15 e 5.16 apresentam as operacionalizações para cada uma das características ausentes nos modelos. Ao final desta etapa do trabalho identificamos as políticas e os padrões a serem definidos pela organização e as operacionalizações a serem inseridas nos modelos de processo. Quanto às políticas e padrões, a organização deverá definir como atuar para atendimento das mesmas. Nossa intenção neste trabalho foi somente identificá-las. Na parte de inserção de elementos nos modelos de processo, nossa proposta é que a mesma seja feita através da abordagem construída no Capítulo 4 desta tese, sendo variável apenas a escolha dos elementos a serem inseridos em cada organização. 149 Tabela 5.15 – Mecanismos ausentes no Processo Acompanhar Intervenção Tabela 5.16 – Elementos ausentes no Processo Acompanhar Intervenção Neste exemplo é proposta a inserção dos seguintes elementos no modelo do processo: (i) Atividade registrar responsável data e hora; (ii) Software de acompanhamento do processo; (iii) Regras Tipos de Problemas x Soluções. Estes elementos foram definidos a partir das deficiências indicadas pelos entrevistados e das operacionalizações propostas (Tabelas 3.1, 3.2 e 3.3) para cada uma das características. Além destes elementos, que cobrem as necessidades de Rastreabilidade, Verificabilidade e Controlabilidade, temos a definição de objetivos, que abrange as necessidades de Operabilidade, Clareza e Completeza. Entendemos que estes, assim como os demais, são aspectos relacionados a cada uma das atividades, pois toda atividade tem um objetivo. Neste estudo de caso eles não serão representados, pois estamos trabalhando com a Ferramenta ARIS, que possui um tipo de diagrama diferente do diagrama de processos (EPC) para construção de modelos de objetivos. Estes modelos não nos foram fornecidos pela organização. 150 Outros aspectos (regras, atividades, padrões) que já existem no processo se repetem em várias atividades, mas não foi foco deste trabalho remodelar o processo para retirar repetições ou explicitar todos os aspectos transversais. Nosso enfoque é usar a abordagem orientada a aspectos para inserir características de transparência sem que estas venham a interferir no modelo existente ou apareçam repetidamente neste modelo. Aplicando a abordagem definida no capítulo 4 desta tese ao modelo do processo “Acompanhar Intervenção”, obtivemos o modelo apresentado na Figura 5.4. Os relacionamentos transversais referentes à Figura estão definidos após a mesma. 151 Figura 5.4 – Processo Acompanhar Intervenção com aspectos 152 Aspecto: Regra Problemas Soluções Tipo: Regra Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegTipProSol Onde: Around [Verificar necessidade de auxílio técnico] Ação: Include [Regra Tipos de Problemas X Soluções] Aspecto: Registrar Atividade Tipo: Atividade Declaração Transversalidade: Relacionamento: RegResDatHor Onde: After [[Elaborar planejamento diário] AND [Executar intervenção] AND [Prover auxílio ao grupo de execução da intervenção] AND [Gerar boletim diário da operação] AND [Solicitar auxílio à mesa de operações] AND [Verificar necessidade de auxílio técnico] AND [Avaliar boletim diário de operação] AND [Enviar boletim diário de operação]] Ação: Include [Registrar responsável, data e hora] Aspecto: Software Workflow Tipo: Aplicação Declaração Transversalidade: Relacionamento: SofAcoPro Onde: Around [[Elaborar planejamento diário] AND [Solicitar auxílio à mesa de operações] AND [Avaliar auxílio solicitado na intervenção] AND [Solicitar auxílio à Gerência de Engenharia de Poços] AND [Executar intervenção] AND [Enviar boletim diário de operação]] Ação: Include [Software de Acompanhamento do Processo] 5.8 Respostas às questões elaboradas Para que pudéssemos identificar se a abordagem definida nesta tese, aliada à definição de transparência, possui mecanismos capazes de permitir a inserção da transparência nos processos organizacionais e, por conseqüência, o aumento do grau de transparência organizacional, os modelos de processo, após a inserção de aspectos, foram enviados aos participantes da pesquisa. Foi pedido que os entrevistados comparassem os modelos de processos anteriormente recebidos a estes agora enviados. Juntamente com estes foram enviadas as questões do estudo 153 de caso. Para estas questões as respostas obtidas (de forma sumarizada) foram as seguintes: 1) A abordagem apresentada permitiu inserir aspectos de transparência nos processos com mais facilidade? • 50% dos participantes disseram considerar a abordagem simples para inserção de aspectos, apesar de não terem realizado esta atividade diretamente. 2) A abordagem apresentada é viável de ser utilizada pelas organizações? • 75% dos participantes disseram considerar a abordagem bastante viável de ser implementada pelas organizações, por parecer de fácil aplicação. 3) A abordagem poderia ser implementada por ferramentas de BPM existentes atualmente? • 40% dos participantes (todos da área de Engenharia de Software) disseram considerar a abordagem bastante simples e que certamente poderia ser implementada pelas ferramentas de BPM existentes atualmente no mercado. 4) A abordagem apresentada contribui positivamente para a visualização e entendimento dos modelos de processo? • 66% dos participantes comentaram que a existência do relacionamento transversal auxilia na não poluição do modelo do processo com elementos que se repetem. 5) Os processos ficaram mais transparentes de acordo com a definição de transparência? • 85% dos participantes concordam que os processos ficaram mais transparentes, pois passaram a possuir mais informações sobre regras de negócio, padrões de preenchimento de documentos e atividades de registro de informações de controle. 154 6) A existência de uma definição de transparência contribui para a transparência organizacional? • 90% dos participantes concordam que a existência de uma definição para transparência contribui para a transparência organizacional. 7) A existência de uma abordagem para inserção de características de transparência em modelos de processos organizacionais contribui para a transparência organizacional? • 80% dos participantes concordam que a existência de uma abordagem de inserção de transparência em processos organizacionais contribui para a transparência organizacional. Além das respostas dadas, algumas outras considerações e comentários feitos pelos participantes foram identificados: 1. 50% dos participantes comentaram que a inserção de um software para acompanhamento do processo melhora a transparência do mesmo. 2. 25% dos participantes comentaram que o desenho dos processos com os aspectos é um pouco confuso quando se apresentam os relacionamentos transversais. Estes mesmos participantes comentaram que acharam interessante a representação das raias ortogonais para os aspectos. 3. 33% dos participantes que já modelaram utilizando a ferramenta ARIS e se utilizam de outros diagramas para inserção de regras e sistemas acreditam que a maior vantagem está na não inserção de atividades transversais. 4. 33% dos participantes comentaram que o ARIS não possui features de visualização. Ele trabalha apenas com listas para indicar qual elemento aparece em cada processo e que, portanto, esta abordagem poderia ajudar na visualização. 155 6. Conclusão Este capítulo faz um resumo deste trabalho, compara trabalhos relacionados, descreve as contribuições obtidas, apresenta as limitações e sugere trabalhos futuros. 6.1 Contextualização De modo geral, as organizações vêm sendo obrigadas a dar transparência de seus negócios a fim de fornecer à sociedade conhecimento que possa apoiar os cidadãos em suas ações e decisões. Para isso, existem diversas iniciativas sendo colocadas em prática, como as citadas no Capítulo 3 desta tese, para garantir a transparência ao cidadão, Porém, percebe-se que ainda não há, seja por parte destas iniciativas, ou por parte de outros órgãos regulamentadores, uma definição do que é exatamente transparência organizacional. Tal fato aumenta a dificuldade das organizações em colocar em prática este conceito. Para tanto, se faz necessário o desenvolvimento de mecanismos que possam suportar sua institucionalização nas organizações. Além disso, também não existem normas ou modelos que definam práticas ou procedimentos de como estabelecer a transparência. 6.2 Resumo Ao longo do desenvolvimento desta tese percebeu-se uma forte expectativa da sociedade quanto às questões de transparência nas organizações. Por isso foi identificada a necessidade de uma definição sistematizada de transparência, de modo que as organizações pudessem identificar o quanto este conceito estava sendo aplicado em seus respectivos contextos. Apesar de transparência possuir diversas definições em diversos contextos, no contexto social, e mais especificamente no contexto organizacional, não foi encontrada uma definição que permitisse atender a todas as exigências atuais para o termo. Além disso, investigou-se a possibilidade de explicitar a transparência nas organizações, adotando uma abordagem orientada aos processos de negócio. 156 Apesar de ser uma área antiga, ainda há grande interesse das organizações pela modelagem e gestão de processos. Desta forma, sugerimos como enfoque de solução o uso da abordagem orientada a processos de negócio para introduzir transparência no contexto das organizações. O objetivo é usar a iniciativa das organizações em pensar em processos como uma oportunidade para introduzir nestes a transparência de forma explícita. Por ser a transparência uma característica ortogonal aos processos, nossa abordagem não interfere diretamente no processo organizacional, apenas permite sua inserção quando necessária. Este enfoque de solução deu origem a uma proposta composta por quatro partes: a construção de uma definição para transparência no contexto social, mais especificamente no contexto de processos organizacionais; a organização de práticas para sua implementação nas organizações; um modelo que define graus de transparência; e uma abordagem orientada a aspectos que promove a identificação da existência de características de transparência na organização e sua integração nos modelos de processos organizacionais. A definição de transparência foi construída de forma empírica, tendo como inspiração definições de outros domínios. O objetivo foi apresentar e organizar as principais características existentes na literatura e adotadas pelas demais definições que pudessem ser agrupadas, tornando a definição a mais completa possível. A definição de práticas teve como objetivo a construção de um Catálogo de Transparência contendo a organização e as dependências entre as características de transparência, as contribuições positivas e negativas entre as características, as práticas (operacionalizações) para implementação de transparência nas organizações e os mecanismos de implementação para cada uma das práticas. Os graus de transparência foram definidos a partir da organização e das dependências entre as características que compõem a definição de transparência, com a intenção de permitir que as organizações pudessem identificar de forma gradativa suas práticas. O uso do paradigma de orientação a aspectos para apoiar a inserção de transparência no contexto organizacional se deu devido à sua característica transversal. A partir de uma estratégia construída para modelagem de requisitos, foi elaborada a abordagem deste trabalho para o uso deste paradigma na modelagem de processos. A sistematização da definição de transparência construída nesta tese foi submetida à apreciação de diversos grupos para validação. Para a avaliação da 157 abordagem construída, foi realizado um estudo de caso no qual se obteve, como resposta, a verificação da hipótese apresentada dentro do enfoque de solução deste trabalho. Esta confirmação foi feita através da identificação das respostas dos participantes do estudo de caso que confirmaram que a existência de uma sistematização para a definição do que é transparência organizacional e a existência de uma abordagem para inserção desta definição nos processos organizacionais contribuem para a transparência organizacional. 6.3 Trabalhos relacionados em transparência Todos os trabalhos a que se teve acesso, relacionados ao tema de transparência, foram apresentados no início do Capítulo 3 desta tese. Grande parte destes trabalhos relacionavam o termo transparência a conjuntos de outras características ou a definiam como um conjunto de outras características. No setor público, segundo a OCDE – Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OECD, 1961), transparência significa um fator vital para o fortalecimento das relações entre o governo e o cidadão. Tal fator pode ser viabilizado através de informação completa, objetiva, confiável, relevante e de fácil acesso e compreensão. Na área de comunicação, Barbosa (Barbosa, 2002) cita transparência como: “Condição de abertura total dos canais de comunicação de uma organização (empresa, instituição, governo) para o público, sem qualquer cerceamento de informações”. Na área das ciências humanas (Wikipedia (humanities), 2009), transparência implica abertura, comunicação e prestação de contas, sendo assim uma metáfora de seu significado na física, em que um objeto transparente é aquele através do qual podemos ver. A partir destas definições, foram recolhidas características que nos auxiliaram na construção da definição de transparência apresentada nesta tese. Após a definição do SIG de transparência, com o acesso a referências bibliográficas mais recentes sobre o tema, algumas definições para o termo foram encontradas e vieram a confirmar as características que foram organizadas para compor a sistematização da definição de transparência. Holzner (Holzner, 2006) afirma que a transparência é "o valor social aberto, público e / ou individual de acesso às informações detidas e divulgadas por centros de autoridade", e que 158 “sociedade aberta é uma democracia com cidadãos alertas, engajados e capazes de entender e usar as informações que estão acessíveis para eles”. Lord (Lord, 2006) diz que "A transparência é uma condição na qual as informações sobre as prioridades, capacidades e comportamentos de poderosas organizações estão amplamente disponíveis para o público mundial". Nestes trabalhos, palavras como entendimento, uso e acesso são apresentadas como características do conceito de transparência e foram contempladas neste trabalho. Além destas, outra publicação que nos chamou bastante atenção foi o Livro “Full Disclosure”, de Fung (Fung, 2007). Neste livro, Fung analisa oito políticas elaboradas em diferentes domínios para garantir transparência. Neste trabalho julga-as de acordo com critérios que acredita serem necessários para que as mesmas sejam implantadas e tenham a efetividade desejada. Dentre os critérios definidos por Fung estão características que buscam garantir padrões de formatação da informação, identificação da localização da informação, qualidades que permitam compreender as informações e interpretá-las corretamente, formas de comparação com parâmetros previamente definidos, e atualidade da informação. Apesar do de este trabalho ter a intenção de estabelecer políticas para possibilitar a verificação da transparência, as características apresentadas pelo autor foram contempladas no conceito de transparência definido nesta tese. 6.4 Estudos relacionados para a sistematização da definição de transparência Nos Capítulos 2 e 3 desta tese, vários trabalhos relacionados com métodos e modelos para organização de características foram identificados. A intenção nestes estudos foi buscar uma forma de sistematização das características encontradas, a construção do SIG e dos graus de transparência. Na área de Engenharia de Requisitos, o NFR (Non-Funcional Requirements) Framework (Chung. 2000) se apresentou como um modelo para estruturação de características que possuem relacionamento entre si. O trabalho de Chung (Chung. 2000) define uma forma sistemática para decompor requisitos não funcionais (características de qualidade), priorizar, operacionalizar e tratar interdependências e contribuições entre elas. O autor trabalha com os conceitos de softgoal, que representa o objetivo de qualidade 159 que se deseja atingir e de softgoal de operacionalização, que representa as ações a serem realizadas para institucionalização de determinado softgoal. Estes conceitos são representados em uma estrutura denominada Softgoal Interdependency Graph (SIG). O SIG permite representar e registrar as dependências entre os softgoal’s através de um grafo, possibilitando a identificação das relações de dependência entre seus elementos. No trabalho de Chung (Chung, 2000) encontramos também uma vasta lista de termos que representam características de qualidade. Este método de estruturação foi utilizado neste trabalho para organização dos termos que compõem o conceito de transparência, assim como seus relacionamentos, operacionalizações e contribuições positivas e negativas. Ainda na área de Engenharia de Requisitos, foi estudado o Léxico da Linguagem. O léxico auxilia a edição de elementos descritos em linguagem natural semi-estruturada (C&L – PUC-Rio). Os termos utilizados no léxico são descritos de maneira a retratar dois aspectos: a noção, i.e., denotação e o impacto, i.e., conotação. A noção representa o significado do termo e o impacto representa como o termo exerce influência no contexto em que está inserido. Este trabalho foi usado como apoio para construção do Catálogo de Transparência de forma a organizar, de maneira estruturada, todas as informações e relacionamentos entre as características. Outro estudo importante realizado se insere na área de modelos de maturidade em Gestão de Processos (Fisher, 2004; Rosemann, 2004; Rosemann, 2005). Em diferentes domínios, modelos de maturidade têm sido propostos como forma de institucionalizar práticas e avaliar as organizações. Um modelo bastante difundido na área de Engenharia de Software é o Capability Maturity Model Integration (CMMI), que foi desenvolvido para avaliar a maturidade ou capacidade dos processos de desenvolvimento de software das organizações, estabelecendo duas formas (continuada e por nível) para se atingir um determinado padrão de qualidade nos produtos e serviços gerados pelo processo de desenvolvimento (Paulk, 1993; CMU-SEI, 2001; Fiorini, 1998; Spanyi, 2004). Estes estudos serviram de base para a construção dos Graus de Transparência que representam dependências existentes entre os grupos de características criados (acessibilidade, usabilidade, informativo, entendimento e auditabilidade), assim como uma estruturação referencial para indicação do grau de transparência. 160 6.5 Trabalhos relacionados em aspectos Todos os trabalhos a que se teve acesso, relacionados ao paradigma de orientação a aspectos, foram apresentados no início do Capítulo 4 desta tese. Na área de processos organizacionais, especificamente, não foram encontrados trabalhos associados ao paradigma de modelagem a aspectos. O trabalho mais próximo encontrado foi o de Charfi (Charfi, 2007), realizado no contexto de ferramentas de workflow. O trabalho apresenta um estudo de modularidade em workflows, mais especificamente, sobre aspectos transversais e mudanças em fluxos de trabalho. Esta proposta, apesar de reforçar nosso trabalho, já que ferramentas de workflow são construídas à imagem e semelhança dos processos organizacionais, não tem como foco a modelagem do workflow e sim a linguagem com que o mesmo é construído. A área de Engenharia de Requisitos já cita a modelagem de processos como ferramenta fundamental para entendimento do domínio e consequente elicitação de requisitos (Mac Knight, 2004; Fiorini, 1996). Os trabalhos de Rashid (Rashid, 2002; Rashid, 2003) e de Sampaio (Sampaio, 2005) falam da importância de se identificar e tratar aspectos já na fase de análise de requisitos, separando requisitos aspectuais, requisitos não-aspectuais e regras de composição. Moreira (Moreira, 2005) comenta que as abordagens de desenvolvimento mais modernas propõem mecanismos de decomposição e composição, apresentando discussões sobre a característica de transversalidade e demonstrando que ela não ocorre somente para o caso dos requisitos não-funcionais, ao contrário da maioria das abordagens. Sutton (Sutton, 2003) aborda o que, na comunidade de orientação a aspectos, convencionou-se chamar de “early aspects” ou aspectos iniciais, cujo objetivo é identificar aspectos antes da programação do software. A proposta de Alencar (Alencar, 2006) apresenta uma série de regras para sistematizar a identificação de características transversais em modelos i* e modularizá-los através de aspectos com o objetivo de reduzir sua complexidade. Estes trabalhos demonstram que cada vez mais cedo deve-se pensar de forma orientada a aspectos. Além disso, como o modelo de processo já é citado por estes como uma ferramenta essencial para elicitação de requisitos, a ideia de abordar aspectos no nível de modelagem se mostra promissora. 161 Na linha de como implementar aspectos em requisitos, Silva (Silva, 2006) define uma estratégia que permite a separação, a composição e a visualização de características durante a modelagem de requisitos. Estes mecanismos funcionam com base em uma linguagem de modelagem (LMROA) que permite a descrição antecipada de como as características estão entrelaçadas e espalhadas, e constrói um metamodelo para integração destas características transversais. Esta abordagem para implementação do conceito de aspectos em requisitos apresentou grande potencial para ser estendida ao domínio de processos de negócio. Outra área que nos trouxe contribuições foi o estudo de aspectos em Arquitetura de Software. Os trabalhos de Chavez (Chavez, 2009) e Garcia (Garcia 2006a; Garcia, 2006b) abordam um tema importante no contexto de orientação a aspectos por tratarem de como obter maior flexibilidade na identificação de onde os aspectos devem incidir nos componentes. Outro trabalho (Batista, 2006) anterior a este traz uma reflexão sobre questões importantes que surgem quando estudamos a integração de características transversais e linguagens de descrição arquitetural (ADL) como: (i) Quais elementos podem ter características transversais; (ii) Como deve ser feita a composição; (iii) Quantos pontos de junção podem ser referenciados em uma declaração; (iv) De que precisam as interfaces de aspectos; (v) Como devem ser as interfaces dos pontos de junção; (vi) Como são declaradas as mudança em interfaces e (vii) Como representar aspectos. Reflexões semelhantes a estas foram feitas neste trabalho para que pudéssemos definir os critérios de separação e mecanismos de composição e visualização. 6.6 A avaliação da definição de transparência através de levantamentos Para avaliação da definição de transparência construída e dos graus de transparência sugeridos, foram realizados dois levantamentos e um trabalho em grupo. Os resultados mostraram que existe uma concordância quanto à definição de transparência construída nesta tese e reforçaram sua maior abrangência se comparada às demais definições encontradas na literatura. Houve concordância também quanto aos graus de transparência sugeridos. A primeira avaliação foi realizada através de uma reunião do Grupo de 162 Engenharia de Requisitos da PUC-RJ. O grupo analisou as características e cada participante indicou se concordava ou não com as características identificadas, sugerindo um agrupamento para as mesmas. As opiniões foram coletadas e analisadas. Como resultado deste trabalho, foram obtidos cinco principais grupos de características: Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade. As proposições feitas foram incorporadas ao SIG de transparência construído. A segunda avaliação foi realizada com três grupos distintos através das respostas a questionários elaborados com perguntas diretas sobre as características do SIG de transparência. As questões elaboradas tinham como objetivo identificar se havia concordância com a existência e a ordem dos graus de transparência e com os agrupamentos e características que constituíam a definição de transparência. Nesta pesquisa, a maioria dos participantes concordou com os grupos criados e com os níveis estabelecidos, não havendo alteração dos grupos de características do SIG. Porém, quanto às características, algumas proposições foram feitas. Todas foram atendidas com a criação de um novo SIG de transparência. Outro trabalho foi realizado sobre o SIG de transparência. Este partiu da sugestão de alguns participantes às respostas dos questionários na segunda avaliação realizada. A sugestão tratava-se de indicar, também no SIG, relacionamentos de contribuição entre os elementos de cada agrupamento e investigar se além de contribuições positivas poderiam existir contribuições negativas entre eles. Este trabalho foi realizado através do uso do PCT e foram incorporados ao SIG os relacionamentos encontrados. 6.7 O Estudo de Caso – aplicação da abordagem de modelagem de processos orientada a aspectos Buscando validar a abordagem proposta para inserção de características de transparência definidas no SIG em processos organizacionais através de aspectos, foi desenvolvido um estudo de caso em ambiente real que permitiu avaliar a aplicabilidade e efetividade do uso da abordagem proposta. Os resultados do estudo de caso demonstraram que é possível aplicar a abordagem em cenários reais, obtendo um modelo de processos de negócio com características de transparência. A efetividade da abordagem pôde ser avaliada com a conclusão dos estudos e a 163 indicação por parte dos participantes de que os processos de negócio estudados ficaram mais transparentes depois da aplicação da abordagem. Este estudo de caso não previa a execução do trabalho de modelagem das características transversais por parte dos participantes, pois a intenção era avaliar somente se a inserção das características tornava o processo mais transparente e se a forma de realizar esta inserção era aplicável. Não foi finalidade deste trabalho definir métodos de modelagem orientada a aspectos. De fato, estes resultados são evidências iniciais positivas da melhoria da transparência dos modelos de processos organizacionais através da inserção dos mecanismos apresentados (DPP e IEP) nesta tese, mas ainda não garantem que a execução dos processos dará realmente mais transparência aos interessados no processo quanto as informações geradas durante a instanciação dos mesmos. Esta confirmação só poderá ser obtida em pesquisas posteriores com a implantação e execução real do processo. 6.8 Contribuições Do ponto de vista da pesquisa em transparência, este trabalho define, no Capítulo 2, um conceito de transparência no contexto social. Este conceito apresenta e organiza as principais características existentes na literatura, fornecendo a definição da forma mais completa possível, de modo a atender às exigências feitas ao termo no contexto atual. Além disso, estas características foram organizadas em grupos chamados de “graus de transparência”, que podem permitir à organização identificar e organizar melhor suas práticas quanto à transparência. Outra contribuição importante, apresentada no Capítulo 3, é a construção de um Catálogo de Transparência contendo as características que formam este conceito, um conjunto de práticas (operacionalizações) que podem guiar as organizações na implementação de transparência em seus processos, os relacionamentos entre estas características e as contribuições positivas e negativas entre elas. Este catálogo também possui associado a ele um Léxico do domínio, o que permite o conhecimento sobre a noção, tipo e impacto de cada uma das características utilizadas para compor a definição de transparência apresentada nesta tese. 164 Ao longo deste trabalho foi construído um site (Transparência – PUC-Rio 08), que está disponível e pode ser utilizado por organizações que tenham seus processos veiculados através da web para identificação de atendimento ou não às práticas de transparência propostas nesta tese. Para a pesquisa em processos de negócio, foi identificada a orientação a aspectos como uma maneira de prover transparência a processos de negócio. A abordagem apresentada promove a separação, composição e visualização de características transversais em processos organizacionais. Além disso, separa elementos que não fazem parte das atividades essenciais do processo e que se repetem, tratando-os de forma ortogonal ao processo, fazendo com que o processo possa ser entendido de maneira mais fácil e possa ser visto através de diversas “lentes”, dependendo da necessidade do interessado. Outro diferencial é o fato de este trabalho ser genérico o suficiente para ser implementado em qualquer linguagem de modelagem de processos com qualquer notação. Além das contribuições citadas, diversos artefatos foram construídos ao longo do desenvolvimento da tese, como o SIG de Transparência, o Catálogo de Transparência (características, operacionalizações e contribuições), o LEL Transparência (noção, impacto, relacionamentos), os Graus de Transparência e o Questionário para identificação de transparência em processos organizacionais, todos com potencial para serem utilizados em outros trabalhos. Todas as contribuições e os artefatos citados acima consolidam um referencial teórico na área de transparência, pois grande parte da literatura atual sobre transparência em processos organizacionais é fruto do relato das experiências de empresas e organizações. 6.9 Limitações Para utilização da abordagem apresentada, faz-se necessária a existência de ferramentas para apoio computacional, pois a etapa de inserção de características transversais em raias ortogonais, e principalmente de visualização, seriam muito difíceis de serem realizadas manualmente. Outra limitação encontrada foi quanto aos estudos de caso. A abordagem de identificação de critérios de transparência em processos organizacionais é bastante 165 extensa devido ao grande número de características que necessitam ser identificadas através das questões elaboradas. 6.10 Trabalhos Futuros Para a continuação dos estudos são apresentadas sugestões de temas para trabalhos futuros. A primeira possibilidade é o aprofundamento das avaliações dos modelos de processo através de novos estudos de caso que analisem outras variáveis consideradas relevantes, principalmente com a participação dos executores dos processos. Além disso, poderíamos investigar os efeitos colaterais da proposta na execução das instâncias dos novos processos no cotidiano de trabalho e observar se as informações geradas pelos mesmos também atendem às características de transparência. Outra possibilidade de trabalho futuro é a validação da dificuldade do uso da estratégia de orientação a aspectos. Para isso, no estudo de caso, deveria ser solicitado aos envolvidos que além de verificarem a aderência do processo aos conceitos de transparência também fizessem a modelagem dos mesmos inserindo os novos aspectos, permitindo análise completa do uso da abordagem . Em relação aos graus de transparência, pode-se investir na formalização das práticas da mesma forma que temos hoje em outros modelos de maturidade ou até mesmo no desenvolvimento de uma norma que pudesse ser um referencial para as organizações identificarem seu nível de transparência e se estão de acordo com os critérios estabelecidos pelo governo. Esta norma pode ser referencial também para avaliações de transparência nas organizações. Com relação ao Catálogo de Transparência, este poderia ser enriquecido com características antagônicas à transparência, como por exemplo, confidencialidade. Este tipo de característica sempre se apresenta nas discussões sobre transparência e muitas vezes é colocado como empecilho para o estabelecimento da transparência. Um estudo mais aprofundado entre os conflitos com este tipo de característica pode vir a mostrar exatamente o que uma contrapõe à outra. Além disso, ainda dentro do tema, no que se refere às contribuições positivas e negativas entre as características, o estudo de caso realizado poderia contribuir para a reavaliação das contribuições, 166 em uma forma de enriquecimento da mesma, confirmação dos resultados obtidos e até descoberta de possíveis contribuições entre as características. O Léxico de transparência nos deixa também oportunidades de aprofundamento e contribuições para construção de uma Ontologia de transparência que permita definir todos os relacionamentos entre todas as características pertencentes ao SIG de transparência. Outra possibilidade é o aprofundamento da pesquisa em modelagem de processos orientada a aspectos. Esta área é bastante nova e mostrou-se de muito interesse com as publicações realizadas ao longo deste trabalho. Nesta área ainda necessitam ser definidas heurísticas mais detalhadas para identificação de aspectos, assim como há lugar para a definição de métodos para utilização da abordagem proposta. O estudo de caso foi realizado utilizando a ferramenta ARIS. Desta, apenas foi utilizada a facilidade de uso de raias ortogonais em um EPC (Event Process Chain). Para representação de aspectos, outras funcionalidades se fazem necessárias, como a implementação do relacionamento transversal tanto semântica quanto sintaticamente. Além disso, poderiam existir funcionalidades mais avançadas para apoiar a visualização dos modelos criados para melhorar entendimento (ex: algoritmos que permitem focar em um ponto específico sem perder de vista o modelo global), tornando possível a visualização por tipo de aspecto, interesse, contexto, entre outros. Esta necessidade de implementação abre espaço também para a implementação dos mecanismos propostos na abordagem deste trabalho em ferramentas de código aberto, permitindo realizar estudos de caso com outras linguagens de modelagem. Relacionado à Área de Requisitos não funcionais, uma possível extensão deste trabalho poderia ser feita quanto à construção de métricas para verificação dos graus de atendimento de cada uma das características que compõem o SIG de transparência. Neste caso poderiam ser estabelecidas métricas para cada um dos cinco graus identificados ou ainda mais detalhadamente, para cada característica/operacionalização do SIG. Analisar o custo de implementação da característica de transparência nas organizações também é um trabalho futuro bastante relevante, de modo a se definir parâmetros que possam indicar até que ponto esta característica deve ser implementada sem pôr a organização em risco. 167 Por último, mas não menos importante, destacamos que os processos de negócio foram utilizados para potencializar a inserção do conceito de transparência nas organizações, mas que também é possível imaginar a adoção de outros recursos organizacionais para inserção de transparência. Software transparente é um exemplo. 168 7. Referências Code 22 - Code of Federal Regulations - United States Department of Justice http://www.state.gov/documents/organization/108115.pdf. Acessado em 21/06/2009. ALENCAR F. M. R, MOREIRA A., ARAÚJO J., CASTRO J., SILVA C. T. L. L., MYLOPOULOS, J. Using Aspects to Simplify iModels, 14th IEEE International Conference on Requirements Engineering (RE 2006), Sept. 2006, Minneapolis, Minnesota, USA. IEEE Computer Society, pp. 328-329 (extended version). BARBOSA, G., RABAÇA, A. Dicionário de Comunicação. – 2ª. Ed. – Rio de Janeiro. ISBN 85-352-0854-2. Editora Campus. 2002. BASEL - Basel Committee on Banking Supervision - http://www.bis.org/. Acessado em 21/06/2009. BATISTA, T., CHAVEZ, C., GARCIA, A., KULESZA, U., SANT’ANNA, C., LUCENA, C. Aspectual Connectors: Supporting the Seamless Integration of Aspects and ADLs, Anais do Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES’2006), Florianópolis, Brasil, Outubro 2006. BIOLCHINI, J., MIAN, P.G., NATALI, A.C. AND TRAVASSOS, G.H. Systematic Review in Software Engineering: Relevance and Utility, Technical Report ES67905, PESC – COPPE/UFRJ, 2005. http://cronos.cos.ufrj.br/publicacoes/reltec/es67905.pdf BPMN – Business Process Modeling Notation - http://www.bpmn.org/. Acessado em 21/06/2009. BUCKLAND, M. K. Information as thing. Journal of American Society for Information Science, v.42, n.5, p. 351-360, 1991. CAPPELLI, C.; OLIVEIRA, A. PADUA; LEITE, J. Exploring Business Process Transparency Concepts, RE’07, 15th IEEE Joint International Requirements Engineering Conference, Delhi, India, October. 2007. 169 CAPPELLI, C., LEITE, J. C. S. P. Transparência de Processos Organizacionais. Universidade Federal Fluminense, LATEC. II Simpósio Internacional de Transparência os Negócios. 2008. http://www.latec.uff.br/transparencia/documentos/anais_transparencia2/T6_0115_ 0129.pdf. Acessado em 21/06/2009. CAPPELLI, C., LEITE, J. C., BATISTA, T., SILVA, L. An aspect-oriented approach to business process modeling. InProceedings of the 15th Workshop on Early Aspects (Charlottesville, Virginia, USA, March 03 - 03, 2009). EA '09. ACM, New York. 2009. NY, 7-12. DOI= http://doi.acm.org/10.1145/1509825.1509828. CAPPELLI, C., SANTORO, F.M., LEITE, J. C., BATISTA, T. Applying the Aspect-Oriented Paradigm to Modularize Crosscutting Concerns in BPM. WBPM, Fortaleza, Brasil. 2009. CARVALHO L. C. S. ; FREIRE, A. C. . Restrições e Desdobramentos na Implantação de uma Metodologia Estruturada de Análise de Sistemas: Um Estudo de Caso. In: XIII Encontro Nacional da ANPAD, 1989, São Paulo. Anais do XIII Encontro Nacional da ANPAD. São Paulo : ANPAD, 1989. v. 2. p. 693-696. CASANOVA, M. B. Information: the major element for change. In: WORMELL, I. (Ed.). Information quality: definitions and dimentions, London: Taylor Graham, P. 42-53. 1990. CGU – Corregedoria Geral da União - http://www.cgu.gov.br/CGU/. Acessado em 21/06/2009. CHARFI, A. AND MEZINI, M. Aspect-Oriented Web Service Composition with AO4BPEL. World Wide Web, Vol. 10 , Issue 3, September 2007, pp. 309 – 344. CHAVEZ, C., GARCIA, A., BATISTA, T., OLIVEIRA, M., SANT'ANNA, C., AND RASHID, A. 2009. Composing architectural aspects based on style semantics. In Proceedings of the 8th ACM international Conference on Aspect-Oriented 170 Software Development(Charlottesville, Virginia, USA, March 02 - 06, 2009). AOSD '09. ACM, New York, NY, 111-122. DOI= http://doi.acm.org/10.1145/1509239.1509254 CHAVEZ, A Model-Driven approach to aspect-oriented design. Rio de Janeiro, 2004. 305 p. Tese de Doutorado em Engenharia de Software – PUC-Rio. CHAVEZ, C., LUCENA, C. A Theory of Aspects for Aspect-Oriented Software Development. In: Proc. OF THE XVII BRASILIAN SIMPOSIUM ON SOFTWARE ENGINEERING. 2003. P. 130-145. CHUNG, L.; NIXON, B.; YU, E.; MYLOPOULOS, J. Non-Functional Requirements in Software Engineering – Kluwer Academic Publishers – Massachusetts, USA, 2000. CCB - Código Civil Brasileiro - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm. 2002. Acessado em 21/06/2009. CMU-SEI. Capability Maturity Model Integration. Pittsburgh: Carnegie Mellon University, Software Engineering Institute. v. 1.1. 2001. Disponível em: http://www.sei.cmu.edu/cmmi. Acessado em 21/06/2009. COLE, C. Operacionalizating the notion of information as a subjective construct. Journal of American Society for Information Science, v.45, n.7, p. 465-476, 1994. COLLOR, F. Código de Defesa do Consumidor – Lei Nº 8.078. 1990 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L8078.htm. Acessado em 21/06/2009. CRUZ, T. Workflow: A Tecnologia que vai Revolucionar Processos. São Paulo: Atlas. 2000. 2ª ed. ISBN: 85-224-2618-0. 226 p. CRUZ, T. Sistemas, Metódos & Processos - Administrando Organizações por meio de Processos de Negócios. Atlas. 2003. 2ª Ed. ISBN: 85-224-3329-1. 274 p. CYSNEIROS, L.M; YU, E.; LEITE, J.C.S.P. Cataloguing Non Functional 171 requirements as Softgoal Networks, In: Proceedings of 11th International Requirements Engineering Conference, pp 13-20, Monterey, California, 2003. CYSNEIROS, L.M.; WERNECK, V.; KUSHNIRUCK, A. Reusable Knowledge fod Satisficing Usability Requirements, In: Proceedings of 13th IEEE International Requirements Engineering Conference, pp 463-464, Paris, France, 2005. Cenários e Léxicos – Puc-Rio – Disponível em: http://sl.les.inf.puc-rio.br/cel. Acessado em 21/06/2009. DATAGOV – Site que disponibiliza acesso à algumas bases de dados do governo dos EUA. http://www.data.gov/. Acessado em 21/06/2009. DIESTE, O., PADUA, A. G. 2007, Developing Search Strategies for Detecting Relevant Experiments for Systematic Reviews. In: Proceedings of the First International Symposium on Empirical Software Engineering and Measurement. EADDY M., ZIMMERMANN T. ,SHERWOOD K. D. , GARG V. , MURPHY G. C., NAGAPPAN N., ALFRED V. Do Crosscutting Concerns Cause Defects? IEEE Trans. Software Eng. 34(4): 497-515. 2008. EITI – Extractive Industries Transparency Initiative - http://eitransparency.org/. Acessado em 21/06/2009. FINK, A., KOSECOFF, J. How to Conduct Surveys: A Step-By-Step Guide. Beverly Hills, CA: SAGE, 1985. FIORINI, S.; LEITE, J. C. S. P.; SOARES, T. Integrating business processes with requirements elicitation. Wetice, pp.226, 5th International Workshops on Enabling Technologies: Infrastructure for Collaborative Enterprises (WETICE'96), 1996. FIORINI, S. T. ET AL. Engenharia de Software com CMM. Rio de Janeiro: Brasport.1998. ISBN: 85-85840-84-6. 346 p. 172 FISHER, D. M. The Business Process Maturity Model: A Practical Approach for Identifying Opportunities for Optimization. Business Process Trends Set. 2004. http://www.bptrends.com. Freedom of Information Act - United States Department of Justice http://www.usdoj.gov/oip/foia_guide07/text_foia.pdf. Acessado em 21/06/2009. FORD, K.M., PETRY, F.E., ADAMS-WEBBER, J.R., AND CHANG, P.J. An Approach to Knowledge Acquisition Based on the Structure of Personal Construct Systems. IEEE Trans. Knowledge and Data Eng., 3(1), pp. 78-88. 1991. FUNG A., GRAHAM M., WEIL D. Full Disclosure, the Perils and Promise of Transparency, Cambridge University Press, 2007. GARCIA, A.; BATISTA, T.; RASHID, A.; SANT´ANNA, C. Driving and Managing Architectural Decisions with Aspects Workshop on Sharing and Reusing Architectural Knowledge (SHARK), Torino, Italy, June 2006. GARCIA, A.; CHAVEZ, C.; BATISTA, T.; SANT´ANNA, C.; KULESZA, U.; RASHID, A.; LUCENA, C. On the Modular Representation of Architectural Aspects European Workshop on Software Architecture (EWSA 2006), Nantes, FR, September 2006, Lecture Notes in Computer Science 4344, Springer 2006, ISBN 3-540-69271-1, pp 82-97. GOMES, C. S. O revisionismo e a relação entre fato e interpretação. Dissertação de Mestrado. Departamento de História PUC-Rio. Rio de Janeiro. 1999. GONÇALVES, J. E. L. As Empresas são Grandes Coleções de Processos. Revista de Administração de Empresas (RAE), v. 40, no. 1, São Paulo, 2000. 14 p. http://www.abeprojovem.ufjf.br/dnloads/empresas.pdf. GONZALEZ-BAIXAULI, B.; LEITE, J.C.S.P.; LAGUNA, M.A. Eliciting Non-Functional Requirements Interactions Using the Personal Construct Theory. Requirements Engineering, 14th IEEE International Conference , vol., no., pp.347-348, 11-15 Sept. 2006. 173 GUSTAVO, B., ALBERTO, R. Communication Dictionary – 2ª. Ed. – Rio de Janeiro. Campus. 2002. HAMMER, M., CHAMPY, J. Reengineering the corporation. New York: HarperBusiness, 1994. HOLZNER B., HOLZNER L. Transparency in Global Change: The Vanguard of the Open Society. University of Pittsburgh Press; 1 edition, 2006. IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - http://www.ibgc.org.br/. Acessado em 21/06/2009. JARKE, M.; VASSILIOU, Y. Data Warehouse Quality: A Review of the DWQ Project. In: Proceedings of the 1997 Conference on Information Quality. Cambridge, MA, p. 229-313, 1997. KELLY, G.A. The Psychology of Personal Constructs. New York: Norton, 1955. KETTINGER W.J., TENG J.T.C. AND GUHA S. 1997, Business process change: a study of methodologies, techniques, and tools. MISQ Quarterly March pp. 55-80, 1997. KICZALES, G., LAMPING, J., MENDHEKAR, A., MAEDA, C., LOPES, C., LOINGTIER, J., IRWIN, I. Aspect-Oriented Programming. European Conference on Object-Oriented Programming (ECOOP), LNCS 1241, Springer, Finland, pp. 220-242. June 1997. KISH, L. Statistical design for research. New York: Wiley. 1987. KITCHENHAM, B. Procedures for Performing Systematic Reviews, Technical Report, Departament of Computer Science Keele University, Keele. 2004. KLOTZ L., HORMAN M., BI H. H., BECHTEL J. 2008, The impact of process mapping on transparency. International Journal of Productivity and performance Management, v. 57, n. 8, pp. 623-636, 2008. 174 LEI 131 – Disponibilização em tempo real de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp131.htm. informações Acessado em 21/06/2009. LEITE J.C.S.P. Transparência: Desafios para a Engenharia de Software, May 19th, 2006 http://jcspl.wordpress.com/2006/05/19/transparencia-desafios-para-aengenhariade-software/ LEITE, J.C.S.P, CAPPELLI, C. Exploring i* Characteristics that Support Software Transparency. In Proceedings of the 3rd International i* Workshop, CEUR Workshop Proceedings, Vol. 322, 2008, pp. 51-54 (http://CEUR-WS.org/Vol-322/). LORD K. M. The Perils and Promise of Global Transparency, State University of New York Press, 2006. MAC KNIGHT, D. 2004, Elicitação de Requisitos a partir do Modelo de Negócio. Dissertação (Mestrado em Informática) — Núcleo de Computação Eletrônica/Instituto de Matemática, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004. MAFRA, S., TRAVASSOS, G. H. Estudos Primários e Secundários apoiando a busca por Evidência em Engenharia de Software, Relatório Técnico RT-ES 687/06, Programa de Engenharia de Sistemas e Computação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2006. MAGDALENO, A. M. Explicitando a Colaboração em Organizações através da Modelagem de Processos de Negócio. Dissertação de Mestrado, NCE/UFRJ, Rio de Janeiro, 2006. Microsoft Computer Dictionary. 5th. Edition. ISBN 0-7356-1495-4. Microsoft Press. 2002 MONTONI, M. 2007. Uma Abordagem para Condução de Iniciativas de 175 Melhoria de Processos de Software, Exame de Qualificação, COPPE, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil. MOREIRA, A., ARAÚJO, J., RASHID, A. A Concern-Oriented Requirements Engineering Model. pp. 293 – 308. 2005. doi - 10.1007/11431855_21 Morgan, G. Imagens da Organização. Ed. Atlas, 1996. NEW CAXTON Encyclopedia. Volume Eighteen. 1969. OECD - Organization for Economic Co-operation and Development http://www.oecd.org. Acessado em 21/06/2009. OLIVEIRA S. T. Ferramentas para o Aprimoramento da Qualidade. São Paulo: Pioneira, 1995. PAULK, M. C. et al. Capability Maturity Model for Software. Pittsburgh: Carnegie Mellon University, Software Engineering Institute. v. 1.1. 1993. Disponível em: http://www.sei.cmu.edu/cmm/. Acessado em 21/06/2009. Projeto de Lei – Regula o acesso a informações - http://www.informacaopublica.org.br/files/PL-REG%20ACESSO%20INFORMA ÇÃO_L4_março2009.pdf. Acessado em 21/06/2009. RASHID, A. et al. Early aspects: a model for aspect-oriented requirements engineering. In: Proc. of IEEE Joint Conference on Requirements Engineering, Germany, 2002. p. 199-202. RASHID, A., MOREIRA, A., AND ARAÚJO, J. Modularisation and composition of aspectual requirements. In Proceedings of the 2nd international Conference on Aspect-Oriented Software Development. AOSD '03. Boston, Massachusetts. ACM, New York. 2003. NY, 11-20. DOI= http://doi.acm.org/10.1145/643603.643605 ROSEMANN, M. et al. A Model for Business Process Management Maturity. In: Australasian Conference in Information System (ACIS), 15, Hobart, 2004. 6 p. 176 ROSEMANN, M.; BRUIN, T. Application of a Holistic Model for Determining BPM Maturity. Business Process Trends. Fev 2005. http://www.bptrends.com. Acesso em: 15 fev. 2005. 20p. SABBAH, D. Aspects - from Promise to Reality, Keynote Speaker, International Conference on Aspect-Oriented Software Development (AOSD`2004), Lancaster, UK, March 2004. SAMPAIO, A., RASHID, A., RAYSON, P. Early-AIM: An Approach for Identifying Aspects in Requirements. RE 2005: 487-488 SANTANDER, V. F. A.; CASTRO, J. F. B. Desenvolvendo Use Cases a partir de Modelagem Organizacional, Universidade Federal de Pernambuco, Workshop em Engenharia de Requisitos, Rio de Janeiro, 2000. http://wer.inf.pucrio.br/WERpapers/artigos/artigos_WER00/santander.pdf. IDS SCHEER. ARIS Method. 2003. 2087 p. 1990. SEIICHI K. et al; Transparency and Public Sector Responsibility. Brasília. Ministério Público, SEGES. 2002. SILVA FILHO, R. C., 2006, Uma Abordagem para Avaliação de Propostas de Melhoria em Processos de Software, Dissertação de M.Sc., COPPE, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. SIMMHAN, Y. L. Provenance Framework in Support of Data Quality Estimation. Tese de Doutorado, Indiana University, dezembro, 2007. SILVA, L. Uma Estratégia Orientada a Aspectos para Modelagem de Requisitos. Rio de Janeiro, 2006. 220p. Tese de Doutorado em Engenharia de Software - PUC-Rio. SOX - Sarbanes-Oxley Act of 2002, Pub. L. No. 107-204, 116 Stat. 745 (codified as amended in scattered sections of 15 U.S.C.), 2002. SPANYI, A. Towards Process Competence. Business Process Management Group. Jul. 2004. Disponível em: http://www.bpmg.org. Acessado em 21/06/2009. 177 STAKE. R. E; DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (ed.) Handbook of qualitative research. London: Sage, 2000. p. 435-454. SUTTON JR, S. M. Concerns in a Requirements Model – A Small Case Study. In Proceedings of Early Aspects 2003: Aspect-Oriented Requirements Engineering and Architecture Design, Workshop, March 17, Boston, USA, 17 Mar. 2003. TB - Transparência Brasil - http://www.transparencia.org.br/index.html. 2000. Acessado em 21/06/2009. TCC – Transparência, Consciência e Cidadania - http://www.tcc-brasil.org.br/. 1996. Acessado em 21/06/2009. Prêmio Serzedello Corrêa 2001: Monografias Vencedoras: Perspectivas para o Controle Social e a Transparência da Administração Pública. Tribunal de Contas da União - TCU. Instituto Serzedello Corrêa. Pp. 211–308. Brasília. 2002. TI - Transparency International - http://www.transparency.org/. 1993. Acessado em 21/06/2009. Transparência de Software – Puc-Rio – Disponível em: http://transparencia.les.inf.puc-rio.br/. 2008. Acessado em 21/06/2009. XAVIER, I. The Cinematographic Discourse – The opacity and the transparency. Collection Cinema Volume 4. Paz e Terra. 1977. YAREMKO, R. M., HARARI H., HARRISON R. C., LYNN E. Handbook of Research and Quantitative Methods in Psychology: For Students and Professionals. Lawrence Erlbaum Associates. Hillsdale, NJ. 1986. YIN, R. K. Case study research: design and methods. London: Sage, 1984. YU, E. Modelling Strategic Relationships for Process Reengineering. PhD Thesis, Graduate Department of Computer Science, University of Toronto, Toronto, Canada, 1994, pp. 124. 178 YU, Y.; LEITE, J.; MYLOPOULOS, J. From goals to aspects: discovering aspects from requirements goal models. In: Proc. of IEEE Int. Symposium On Requirements Engineering (RE'04), Japan, 2004. pp. 38-47. WEBSTER, I.; AMARAL, J.; CYSNEIROS, L.M. Reusable Knowledge for Achieving Privacy: A Canadian Health Information Technologies Perspective, In: Proceedings of Workshop in Requirements Engineering, pp112-122, Porto, Portugal, 2005. Wikipedia: Transparency (humanities) http://en.wikipedia.org/wiki/Transparency_%28humanities%29. 2009. Acessado em 21/06/2009. Wikipedia: Transparency (optics) http://en.wikipedia.org/wiki/Transparency. 2009. Acessado em 21/06/2009. WORMELL, I. lnformation quality: definitions and dimentions, London: Taylor Graham, 1990. ZHANG, J., COTTENIER, T., BERG, A., GRAY, J. Aspect Composition in the Motorola Aspect-Oriented Modeling Weaver. Journal of Object Technology 6(7), August 2007. ZHANG, I. X. Economic consequences of the Sarbanes-Oxley Act of 2002. Journal of Accounting and Economics, 44 (1-2), pp. 74-115, 2007. 179 Apêndice A Levantamento Baseado em Revisão Sistemática Este apêndice apresenta os dados referentes ao planejamento e à execução de um levantamento bibliográfico baseado em revisão sistemática, visando identificar um conceito para Transparência. Parte do resultado obtido com este estudo pode ser visto no Capítulo 2 desta tese. Introdução Várias iniciativas têm abordado o conceito de transparência de modo a exigir que organizações se tornem transparentes. Esta tese teve como objetivo propor uma abordagem para inserção de características de transparência em processos organizacionais, de forma a contribuir para o estabelecimento da transparência organizacional. Devido a isso, foi necessária a identificação de um conceito que definisse transparência para ser tomado como base para o trabalho. Como ponto de partida para definição deste conceito, foi realizado um levantamento bibliográfico baseado em revisão sistemática. O uso dessa técnica se deu com a intenção de procurar reduzir os riscos de uma revisão informal. Segundo Mafra e Travassos (Mafra, 2006), uma revisão da literatura só pode dizer que seu resultado possuirá valor científico se conduzida de forma confiável e abrangente através de um planejamento prévio que contenha a seleção dos critérios a serem utilizados na busca.A revisão sistemática é um tipo de estudo secundário (Kitchenham, 2004), cujo processo de pesquisa segue um conjunto de passos metodologicamente bem definidos de acordo com um protocolo prévio (Biolchini, 2005) e cuja adoção procura reduzir o viés inerente a uma revisão informal (Silva Filho, 2006). Devem-se levar em consideração algumas possíveis limitações dos mecanismos de busca como: falta de recursos bibliográficos, problemas com as ferramentas de busca, falha em reconhecimento de plural e impossibilidade de acesso a conteúdos completos, tendo acesso somente aos resumos. Dieste (Dieste, 2007) recomenda, dentre outras coisas, que se a revisão sistemática deve ser exaustiva e encontrar todos os experimentos em um determinado domínio, não se deve limitar a busca apenas a publicações de renome; 180 dependendo do tópico ou tecnologia de interesse, publicações de outras áreas devem ser exploradas. Protocolo do Levantamento O protocolo utilizado para o estudo foi derivado dos trabalhos produzidos por Mafra (Mafra, 2006) e Silva Filho (Silva Filho, 2006). As subseções abaixo descrevem o conteúdo utilizado no levantamento. 1. Contexto Várias iniciativas têm abordado o conceito de transparência de modo a exigir que organizações se tornem transparentes. Por sua vez, estas organizações necessitam saber o que fazer para se tornarem transparentes e cumprirem as exigências da sociedade em geral. Portanto é de interesse que se identifique um conceito de transparência de modo que as organizações e a sociedade possam trabalhar na mesma direção. 2. Objetivo e Questões da Pesquisa • Objetivo: Analisar publicações científicas através de um levantamento bibliográfico com o propósito de identificar conceitos de transparência nos contextos acadêmico e industrial. • Questão de Pesquisa: Quais são os conceitos de transparência existentes na literatura? • Intervenção: Definições do conceito de transparência. • População: Livros e trabalhos publicados em conferências e periódicos com a definição do termo transparência. • Resultado: A partir da identificação dos diversos conceitos de transparência, realizar um levantamento de forma a identificar as características de qualidade que os compõem. 3. Escopo da Pesquisa Para delinear o escopo da pesquisa, foram estabelecidos critérios para garantir a viabilidade da execução (custo, esforço e tempo), acessibilidade aos dados e abrangência do estudo. A pesquisa dar-se-á a partir de bibliotecas digitais 181 através dos seus respectivos engenhos de busca e, quando os dados não estiverem disponíveis eletronicamente, através de consultas manuais. • Critérios adotados para seleção de fontes 1. Possuir engenho de busca que permita o uso de expressões lógicas ou mecanismo equivalente; 2. Incluir em sua base publicações que possuam relação direta com o tema a ser pesquisado; 3.Permitir, no caso dos engenhos de busca, acesso ao texto completo das publicações; 4. Ser uma biblioteca credenciada à PUC-RJ. • Restrições A pesquisa está restrita à análise de publicações obtidas, exclusivamente, a partir das fontes selecionadas a partir dos critérios supracitados. Não haverá restrições de datas. 4. Idiomas Para realização da pesquisa foram selecionados dois idiomas: inglês e português. A escolha do idioma inglês deve-se à sua adoção pela grande maioria das publicações de livros, conferências e periódicos. 5. Métodos de Busca de Publicações As fontes digitais serão acessadas via Web, através de expressões de busca pré-estabelecidas. Caso não seja possível obter o artigo completo através dos sites de busca, os autores dos artigos poderão ser contatados via e-mail. As publicações das fontes não-digitais serão analisadas manualmente, quando disponíveis, considerando a expressão de busca definida. • Expressão de Busca Para as publicações em inglês utilizar a expressão de busca abaixo: (transparency OR transparent OR transparentness OR transparence) AND (definition OR concept) Para as publicações em português utilizar a expressão de busca abaixo: 182 (transparência OR transparente) AND (definição OR conceito) • Busca Manual Quando a consulta for manual, deve-se procurar as palavras-chave presentes na expressão de busca nos títulos e resumos das publicações. No caso de livros, buscar na introdução e nos resumos de cada capítulo, além do índice remissivo. • Máquinas de Busca No caso das buscas na Web foram utilizadas as seguintes máquinas de busca: Citeseer - http://citeseer.ist.psu.edu/ Editora Springer - http://www.springer.com/ Scopus - http://www.scopus.com Google Scholar Portal da Association for Computing Machinery http://portal.acm.org/dl.cfm Portal da IEEE - http://www.ieee.org/portal/site 6. Procedimentos de seleção e critérios A estratégia de busca será aplicada por um pesquisador para identificar as publicações em potencial. As publicações identificadas serão selecionadas através da verificação dos critérios de inclusão e exclusão e de qualidade estabelecidos. • Seleção e catalogação preliminar dos dados coletados A seleção dos estudos dar-se-á em 2 etapas: a) Seleção e catalogação preliminar dos dados coletados: A seleção preliminar das publicações será feita a partir da aplicação da expressão de busca às fontes selecionadas. Cada publicação será catalogada em um banco de dados criado especificamente para este fim e armazenada em um repositório para análise posterior; b) Seleção dos dados relevantes (filtro): A seleção preliminar com o uso da expressão de busca não garante que todo o material coletado seja útil no contexto da pesquisa, pois a aplicação das expressões de busca é restrita ao aspecto sintático. Dessa forma, após a identificação das publicações através dos mecanismos de buscas, deve-se ler os resumos/abstracts e analisá-los seguindo os critérios de inclusão e exclusão identificados a 183 seguir. Na impossibilidade de classificar a publicação quanto a um dos critérios abaixo, o pesquisador deverá definir um novo critério de inclusão ou exclusão. Devem ser excluídas as publicações contidas no conjunto preliminar em que: CE-01 - As palavras-chave não estejam presentes na publicação e não haja variações destas palavras-chave (exceto plural). CE-02 - As palavras-chave da busca não apareçam no título, resumo e/ou texto da publicação (exclui-se daí o campo ‘palavras-chave’, as seções agradecimentos, biografia dos autores, referências bibliográficas e os anexos). CE-03 - Descrevam e/ou apresentem ‘keynote speeches’, tutoriais, cursos, workshops e similares. Podem ser incluídas apenas as publicações contidas no conjunto preliminar que: CI-01 – Sejam livros disponíveis nas bibliotecas da PUC-RJ. CI-02 – Apresentem uma definição ou explicação para o termo transparência. 7. Procedimentos para Extração dos Dados • Na seleção e catalogação preliminar dos dados coletados Armazenamento das referências completas selecionadas a partir da fonte consultada no repositório de dados do estudo. • Na seleção dos dados relevantes Cada referência catalogada deve ser examinada com o objetivo de ser submetida aos critérios de seleção dos filtros identificados. Os dados que atenderem aos critérios de seleção deverão ser marcados como “passou no filtro ”. Do contrário, o registro deverá ser marcado como “não passou no filtro - critério [número do critério]”. 184 • Extração de Dados Os dados extraídos das publicações selecionadas deverão ser armazenados em um banco de dados e devem conter: (i) o Título; (ii) o(s) Autor(es); (iii) a Data de publicação; (iv) o Veículo de publicação; (v) Indicação da existência da definição para o conceito de transparência; (vi) Lista de características de transparência. • Sumarização dos resultados Os resultados serão tabulados, devendo gerar uma lista completa de todas as características de transparência citadas no material levantado. 8. Procedimentos para Análise • Análise quantitativa A análise quantitativa dar-se-á pela extração direta dos dados a partir do banco de dados com os registros dos achados. A análise quantitativa consiste em fornecer o número de publicações selecionadas para fazerem parte do estudo; • Análise qualitativa A análise qualitativa deverá utilizar como base os dados quantitativos e realizar considerações com o intuito de discutir os achados com relação às questões de pesquisa declaradas. Execução O protocolo descrito na seção anterior foi a base para a execução do levantamento bibliográfico. Para a execução do planejamento realizado foram utilizadas algumas atividades propostas por Montoni (Montoni, 2007), que consistem nas seguintes atividades: Executar a Pesquisa e Analisar Resultados da Pesquisa. Os testes começaram com a expressão de busca: (transparency OR transparent OR transparentness OR transparence) e (transparência OR transparente). Em todos os instrumentos de busca foi possível rodar o protocolo definido não havendo necessidade de adaptação, e obtendo-se o resultado apresentado nas Tabelas A.1, A.2 e A.3. 185 Tabela A.1 – Resultado Buscas Revisão Bibliográfica – parte 1 186 Tabela A.2 – Resultado Buscas Revisão Bibliográfica – parte 2 187 Tabela A.3 – Resultado Buscas Revisão Bibliográfica – parte 3 188 Dos artigos selecionados, somente um continha efetivamente um conjunto de características que contribuem para a definição do termo transparência. O artigo citado é o “Technological Support for e-Democracy: History and Perspectives” (Gross, 2000). Além dos artigos encontrados, foram selecionados sites. Nesta busca foram encontrados três que contribuíram para uma definição do conceito de transparência. São eles: http://amazinnggg.blogspot.com/2006/05/what-is-5w1h-or-5w2h-framework.html (Leite, 2006), Wikipedia: Transparency (Optics) (Wikipedia (optics) 2009), Wikipedia: Transparency (humanities) (Wikipedia (humanities), 2009). Por último foi feito um levantamento presencial na Biblioteca Central da PUC-RJ. Nesta foram encontrados cinco livros que citavam o termo transparência e que de alguma forma o conceituavam. Os livros encontrados foram: 1) Dicionário de Computação da Microsoft (Microsoft, 2002); 2) Enciclopédia New Caxton (Caxton, 1969); 3) Dicionário de Comunicação (Barbosa, 2002); 4) O discurso cinematográfico – A opacidade e a transparência (Xavier, 1977); 5) Transparência e Responsabilização no Setor Público: Fazendo Acontecer (Kondo, 2002); 6) Perspectivas para o Controle Social e a Transparência da Administração Pública (TCU, 2002); 7) O revisionismo e a relação entre fato e interpretação (Gomes, 1999). Análise dos resultados O resultado sobre o levantamento feito para o conceito de transparência identificou que este termo pode ter diversos significados em domínios diferentes, e até no mesmo domínio. Outro ponto importante foi a identificação de que todas as definições encontradas eram sempre um conjunto de características que, juntas, contribuem para o alcance da transparência. Não foi encontrada qualquer definição para o termo Transparência Organizacional. 189 Apêndice B Revisão do SIG de transparência junto ao Grupo de Engenharia de Requisitos da PUC Este apêndice apresenta os dados referentes ao planejamento e à execução de uma revisão do SIG de transparência junto a um grupo de entrevistados com o objetivo de confirmar a organização das características de transparência elencadas e organizadas no SIG. Parte do resultado obtido com este estudo pode ser visto no Capítulo 2. Introdução São três os principais caminhos para compreender o comportamento humano no contexto das ciências sociais empíricas (Fink, 1985): Observação: observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito real; Experimento: criar situações artificiais e observar o comportamento das pessoas perante tarefas definidas para essas situações; Survey: perguntar às pessoas o que fazem (fizeram) e pensam (pensaram). Fink (Fink, 1985) define survey como “método para coletar informação de pessoas acerca de suas ideias, sentimentos, planos, crenças, bem como origem social, educacional e financeira”. O instrumento utilizado no survey, o questionário, pode ser definido como “um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação biográfica” (Yaremko, 1986). Este trabalho trata do desenvolvimento de um questionário para levantamento de informações. Estuda-se a ideia de transparência de processos. A abordagem é que transparência de processos é um requisito de qualidade (não funcional). Baseado nisso, este conceito foi sistematizado através de uma árvore de requisitos não funcionais e seus ramos foram organizados em conjuntos, estabelecendo níveis para eles. A seguir são definidos o problema e os objetivos desta pesquisa, a hipótese da pesquisa, a base populacional pesquisada, o contexto da pesquisa, a estrutura do questionário, o questionário aplicado, as respostas obtidas, as análises realizadas e as conclusões. 190 Objetivo da Pesquisa O objetivo desta pesquisa é coletar opiniões acerca dos requisitos não funcionais selecionados para compor o conceito de transparência de processos e sua organização em diferentes níveis. Hipótese A definição de transparência pode ser sistematizada através do conjunto de características apresentadas. Base Populacional A pesquisa foi aplicada ao grupo de Pesquisadores em Engenharia de Requisitos da PUC-RJ, que contém: • Grupo 1 - Professores Pesquisadores • Grupo 2 - Doutorandos • Grupo 3 - Mestrandos Cada uma das amostras tinha o seguinte tamanho: • Grupo 1 – 2 participantes – 2 questionários respondidos • Grupo 2 – 3 participantes – 3 questionários respondidos • Grupo 3 – 2 participantes – 2 questionários respondidos Total: 7 questionários respondidos Contexto da Pesquisa Foi realizada uma reunião na qual os três grupos receberam uma lista com as características. O propósito era que indicassem se estavam de acordo ou não com a existência de cada uma das características e que propusessem um agrupamento para 191 as mesmas. Por tratar-se de um trabalho presencial, todos os participantes foram identificados. Estrutura A lista elaborada continha: a) Nome da característica; b) Definição da característica; c) Espaço para indicação da concordância com a existência ou não da característica; d) Espaço para indicação do agrupamento da característica. Resultado da Votação A Tabela a seguir apresenta o resultado da votação. Para cada uma das características, há a indicação do agrupamento escolhido por cada pesquisador participante. Legenda: Indica o pesquisador que votou de forma diferenciada dos demais 192 Análise dos resultados Como resultado deste trabalho, obtivemos cinco grupos principais de características: Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade, em oposição aos quatro anteriormente propostos. Foi sugerida, pelo grupo, a inserção da característica de entendimento. A característica de divulgação veio a substituir a característica de visibilidade por ser entendida pelo grupo como mais abrangente. Houve discussão sobre uma mesma característica estar representada (duplicada) em dois agrupamentos. Houve consenso no grupo de que cada característica deveria ser representada no SIG somente uma vez. Caso exista uma característica que possa contribuir com mais de um grupo, esta representação deve ser feita somente através de relacionamentos, sem necessidade de repetição do elemento característica. Este trabalho permitiu verificar que a definição de transparência pode ser sistematizada através de um conjunto de características. Este trabalho deu origem a uma nova tabela de definições (Tabela 2.3) e a um novo SIG de transparência (Figura 2.3), apresentados no Capítulo 2 desta tese. 193 Apêndice C Levantamento para validação do SIG e dos Graus de Transparência Este apêndice apresenta os dados referentes ao planejamento e à execução da aplicação de um questionário sobre o SIG de transparência com o objetivo de confirmar as características definidas junto a dois grupos de entrevistados para compor o conceito de transparência e a organização destas em grupos, indicando a existência de graus de transparência. Parte do resultado obtido com este estudo pode ser visto no Capítulo 2. Introdução São três os principais caminhos para compreender o comportamento humano no contexto das ciências sociais empíricas (Fink, 1985): Observação: observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito real; Experimento: criar situações artificiais e observar o comportamento das pessoas ante tarefas definidas para essas situações; Survey: perguntar às pessoas o que fazem (fizeram) e pensam (pensaram). Fink (Fink, 1985) define survey como “método para coletar informação de pessoas acerca de suas ideias, sentimentos, planos, crenças, bem como origem social, educacional e financeira”. O instrumento utilizado no survey, o questionário, pode ser definido como “um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação biográfica” (Yaremko, 1986). Neste trabalho tratamos do desenvolvimento de um questionário para levantamento de informações. Estamos estudando a ideia de transparência de processos. Nossa abordagem é que transparência de processos é um requisito de qualidade (não funcional). Baseados nisso, mapeamos este conceito como uma árvore de requisitos não funcionais e organizamos seus ramos em conjuntos, estabelecendo níveis para eles. A seguir são definidos o problema e os objetivos desta pesquisa, a hipótese da pesquisa, a base populacional pesquisada, o contexto da pesquisa, a estrutura do questionário, o questionário aplicado, as respostas obtidas, as análises realizadas e as conclusões. 194 Objetivo da Pesquisa O objetivo desta pesquisa é coletar opiniões acerca das características selecionadas para compor o conceito de transparência de processos e sua organização em diferentes níveis. Hipótese O conceito de transparência de processos pode ser definido através do conjunto de características apresentadas. Há certo nível de dependência entre as características de qualidade que formam o conceito de transparência, podendo estas ser agrupadas em níveis. Base Populacional A pesquisa foi aplicada a grupos de Pesquisadores em Engenharia de Requisitos e Engenharia de Software, divididos em três grupos (tipo da amostra): • Grupo 1 – Pesquisadores em i* (istar) – presentes no 3º Workshop Internacional de i* • Grupo 2 – Pesquisadores em Engenharia de Requisitos – Membros do IFIP W 2.9 • Grupo 3 - Pesquisadores em Engenharia de Software Cada uma das amostras tinha o seguinte tamanho: •Grupo 1 – 30 participantes – 10 questionários respondidos •Grupo 2 – 8 participantes – 2 questionários respondidos •Grupo 3 – 6 participantes – 4 questionários respondidos Total: 16 questionários respondidos Cada uma das amostras teve respectivamente 10 (dez), 2 (dois) e 4 (quatro) questionários respondidos, com um total de 16 (dezesseis) respostas. 195 Contexto da Pesquisa A pesquisa foi realizada com dois grupos de pesquisadores em eventos acadêmicos, e um grupo de alunos de mestrado de universidades diversas. Os questionários foram distribuídos presencialmente e por e-mail. A identificação não foi colocada como obrigatória. Alguns pesquisadores que enviaram resposta por e-mail e, por consequência, foram identificados. O questionário foi aplicado em inglês, pois os dois primeiros grupos eram compostos por pesquisadores que fazem parte de grupos acadêmicos internacionais. Estrutura O questionário elaborado foi formado pelas seguintes partes: a) Introdução – Explanação sobre o estudo realizado; b) Objetivo – Intenção do questionário; c) Definição do conceito de transparência – Apresentação do conceito de transparência e sua composição; d) Definição dos níveis de transparência – Apresentação dos níveis de transparência e de sua formação; e) Questões – Perguntas objetivas e discursivas para validação do conceito e dos níveis de transparência definidos. O Questionário O questionário elaborado em inglês para atingir um número maior de pesquisadores continha o seguinte conteúdo: 1) Introduction: We have been studying the idea of software transparency. It posits that software transparency must be based on non functional requirements. As of now, we have mapped a network of non functional requirements and organized them into groups and established steps for them. 196 2) Objective: The objective of this questionnaire is to collect opinions about non functional requirements selected to compose software transparency concept and their presentation as different levels. 3) The Transparency Concept: Software is deemed transparent if it makes the information it deals with transparent (information transparency) and if it, itself, is transparent, that is, it informs about itself, how it works, what it does and why (process transparency). We tackle the problem of software transparency using the idea of requirements that are readable for both general stakeholders as developers’ stakeholders. Figure 1 depicts out transparency network. Fig. 1. Transparency Network From the transparency network we have posit an initial “transparency ladder”, which must be climbed as to achieve transparency. Figure 2 shows such ladder. This ladder is composed by 5 (five) steps: 1 - Accessibility, 2 - Usability, 3 Informativeness, 4 - Understandability, 5 - Auditability. 197 Fig. 2. Transparency Ladder We would appreciate your effort in answering this questionnaire, since we believe it will help the better understanding of software transparency. 4) Questionnaire: 198 199 200 Resultados Obtidos A seguir apresentamos a sumarização das respostas obtidas com os questionários entregues pelos grupos participantes da pesquisa: Questão 1 Questão 2 201 Questão 3 Questão 4 Questão 5 202 Questão 6 Questão 7 Questão 8 Questão 9 Questão 10 203 Análise dos Resultados O objetivo deste trabalho foi coletar opiniões acerca dos requisitos não funcionais selecionados para compor o conceito de transparência de processos, e sua organização em diferentes níveis, de modo a comprovar as duas hipóteses colocadas inicialmente. O quadro abaixo apresenta um resumo geral das respostas dadas pelos participantes. Baseados neste resumo, podemos concluir que o conceito de transparência pode ser definido através de características de qualidade. Além disso, verificamos que há concordância sobre a existência de dependência entre os conceitos utilizados para representar transparência de processos, gerando então agrupamentos e níveis entre eles. Isso nos leva a confirmar a hipótese apresentada. 204 Apêndice D Questionário para verificação da Transparência de Processos Organizacionais através de sites da Web Este apêndice apresenta os dados referentes ao planejamento e à execução da aplicação de um questionário sobre o SIG de transparência com o objetivo confirmar as operacionalizações definidas para implementar o conceito de transparência organizacional em sites da Web. Parte do resultado obtido com este estudo pode ser visto no Capítulo 3. Introdução São três os principais caminhos para compreender o comportamento humano no contexto das ciências sociais empíricas (Fink, 1985): Observação: observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito real; Experimento: criar situações artificiais e observar o comportamento das pessoas ante as tarefas definidas para essas situações; Survey: perguntar às pessoas o que fazem (fizeram) e pensam (pensaram). Fink (Fink, 1985) define survey como “método para coletar informação de pessoas acerca de suas ideias, sentimentos, planos, crenças, bem como origem social, educacional e financeira”. O instrumento utilizado no survey, o questionário, pode ser definido como “um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação biográfica” (Yaremko, 1986). Neste trabalho tratamos do desenvolvimento de um questionário para levantamento de informações. Estamos estudando a ideia de transparência de processos. Nossa abordagem é que transparência de processos é um requisito de qualidade (não funcional). Baseados nisso, mapeamos este conceito como uma árvore de requisitos não funcionais e organizamos seus ramos em conjuntos, estabelecendo níveis para eles. A seguir são definidos o problema e os objetivos desta pesquisa, a hipótese da pesquisa, a base populacional pesquisada, o contexto da pesquisa, a estrutura do questionário, o questionário aplicado, as respostas obtidas, as análises realizadas e as conclusões. 205 Objetivo da Pesquisa O objetivo desta pesquisa é coletar opiniões acerca da transparência das organizações que disponibilizam seus processos através de sites na Web. Hipótese A transparência de processos apresentados através de sites na Web pode ser analisada através da identificação das operacionalizações das características de transparência existentes nos seus processos organizacionais. Base Populacional A pesquisa foi aplicada a grupos de profissionais em Engenharia de Software, divididos em dois grupos (tipo da amostra): • Grupo 1 – profissionais que atuam no mercado de desenvolvimento de software • Grupo 2 - profissionais que atuam no mercado de desenvolvimento de software e são pesquisadores Cada uma das amostras tinha o seguinte tamanho: •Grupo 1 – 9 participantes – 6 questionários respondidos integralmente •Grupo 2 – 7 participantes – 4 questionários respondidos integralmente Total: 10 questionários respondidos Contexto da Pesquisa A pesquisa foi realizada com dois grupos de pesquisadores e profissionais à distância. Foi enviado um e-mail aos participantes solicitando sua resposta e informando o site em que estava disponível o questionário a ser respondido. A pesquisa não solicitava identificação. O questionário foi aplicado em português. Foi pedido que todos os participantes analisassem o mesmo site, apesar de ser possível a análise de vários. O convite para participação continha o seguinte texto: 206 Convite para participação em pesquisa: UMA ABORDAGEM PARA MODELAGEM DE ASPECTOS DE TRANSPARÊNCIA EM PROCESSOS ORGANIZACIONAIS O presente convite visa obter sua colaboração no estudo relacionado à Tese de Doutorado sendo realizada no Programa de Pós Graduação em Informática da PUC-RJ, da aluna Claudia Cappelli, orientada pelo professor Julio Cesar Sampaio do Prado Leite. Esta pesquisa visa construir uma abordagem para a modelagem de aspectos de transparência em processos organizacionais. Nosso objetivo neste questionário é obter uma compreensão mais ampla quanto à transparência dos processos realizados por organizações através de sites disponibilizados na web. Solicito também o seu auxílio na divulgação da pesquisa em sua rede de contatos. O tempo de resposta das questões é de aproximadamente 60 minutos. O questionário está disponível no seguinte endereço: http://pes.inf.puc-rio.br/questionario/ Ao entrar na pesquisa escolha o site “Mercado Livre” para analisar. Sua resposta será confidencial. Somente o sumário das informações de todos os respondentes será incluído no relatório final. Em caso de dúvida, estou disponível para contato através do seguinte e-mail: [email protected]. Agradeço antecipadamente a sua colaboração. Claudia Cappelli Estrutura O questionário elaborado é formado pelas seguintes partes: a) Introdução – Explanação sobre o conceito de transparência b) Informações complementares – Explanação sobre o conceito de processo e alguns exemplos c) Questões – Perguntas com respostas objetivas para verificação de transparência nos processos apresentados no site. Além das respostas objetivas, é permitida a inclusão de comentários em cada uma das respostas. 207 O Questionário O questionário elaborado contém o seguinte conteúdo: Questionário sobre Transparência de Software “Transparência tem sido, por muito tempo, um requisito geral para sociedades democráticas. O direito de ser informado e de ter acesso à informação tem sido uma consideração importante nas sociedades modernas. As pessoas querem ser informadas de maneira apropriada. Dessa forma, transparência é uma característica muito bem vista para organizações. Entretanto, como o software permeia vários aspectos da nossa sociedade, em algum ponto no futuro, engenheiros de software terão que dar conta de mais uma demanda: Transparência. Neste ambiente vislumbrado, engenheiros terão que possuir métodos, técnicas e ferramentas para ajudar a fazer software transparente”. LEITE, J. C. S. P. “Sistemas de Software Transparentes” Palestra convidada do 20º Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software, Outubro 2006. Disponível em: http://www.di.inf.puc-rio.br/~julio/Slct-pub/transp-sbes.pdf Esse questionário visa a análise da transparência de sites de acordo com critérios específicos: Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade. Para respondê-lo, basta escolher a alternativa desejada, dentre as especificadas para cada pergunta, marcando-a com um X. Caso as alternativas não contemplem o desejado, é possível escolher a opção “nda” (nenhuma das anteriores) e, se necessário, justificar essa escolha no campo “OBS”. Agradecemos muito a sua colaboração. Informações Complementares importantes Um processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes (Hammer, 1994). 208 No nosso contexto, o termo “Processo” é utilizado como sinônimo de simulação, cálculo ou qualquer sequência de ações que permita ao cidadão atingir seus objetivos. Um processo comumente é caracterizado por permitir interatividade com o usuário (ex. processo de busca por palavras-chave, em que o usuário precisa digitar a palavra desejada e clicar em “ok” ou “buscar”). Entretanto, um processo pode também ser entendido como uma informação. Nesse sentido, um site pode optar por apenas descrever a sequência de ações através de textos e imagens (ex. um passo-a-passo do processo) sem necessariamente implementar sua execução. Na análise do site em relação ao processo, verifique as sequências de ações interativas e se este oferece uma descrição das sequências, ilustrando o processo a ser seguido e orientando adequadamente o usuário na execução do mesmo. Seguem alguns exemplos de processos de acordo com ambas as conotações: (i) baseados em interações e (ii) vistos como informações. Exemplo 1. Transações bancárias: Processos Interativos Processos vistos como Informação − Permitir identificação do usuário; − Descrição passo-a-passo de − Consultar o saldo da conta; como proceder na − Realizar depósito bancário; identificação do usuário. − Realizar transferência de dinheiro; e Exemplo 2: Compra e venda de produtos: Processos Interativos − Cadastrar dados pessoais; Processos vistos como Informação − Procurar pelo produto a ser comprado; − Descrição passo-a-passo de como proceder na compra − Calcular preço do frete e total da compra; e e venda de produtos. − Acompanhar andamento da compra. Exemplo 3: Busca por arquivos de interesse: 209 Processos Interativos Processos vistos como Informação − Cadastrar os dados pessoais para acesso − Descrição passo-a-passo de aos arquivos; − Realizar Download de arquivos. como proceder na busca e no download de arquivos. Questões: 1 – Critério Acessibilidade: Capacidade de acesso. 1.1.Subcritério Portabilidade: Capacidade de ser usado em diferentes ambientes. Questão 1: O site pode ser acessado por diferentes browsers? Ex: O site das lojas Americanas pode ser acessado via Mozilla Firefox, Internet Explorer, dentre outros. Objetivo: Investigar se o site está preparado para ser acessado a partir de qualquer browser, seja através de plugins ou outras tecnologias apropriadas. Justificativa: Garantir a portabilidade em diferentes browsers para facilitar o acesso aos conteúdos oferecidos pelo site. ( ) POR TODOS OS BROWSERS QUE CONHEÇO ( ) PELA MAIORIA DOS BROWSERS QUE CONHEÇO ( ) PELA MINORIA DOS BROWSERS QUE CONHEÇO ( ) PELO PRINCIPAL BROWSER QUE CONHEÇO ( ) POR NENHUM DOS BROWSERS QUE CONHEÇO ( ) NDA Se possível, especifique quais browsers: ___________________________ Comentários: _____________________________________________ Questão 2: É possível salvar a informação usando diferentes formatos? Ex: No caso do download de um vídeo específico, posso salvar o mesmo em .avi, .mpeg e .mov. Objetivo: Investigar se o site possibilita salvar as informações em formatos que sejam compatíveis com as preferências de cada usuário. Justificativa: Garantir maior flexibilidade e portabilidade através do salvamento das informações em diferentes formatos, de acordo com as necessidades e preferências do usuário. 210 ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA NENHUMA DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) NDA Se possível, especifique quais formatos são suportados pelo site: __________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: É possível salvar a informação usando formatos abertos? Ex: Formatos abertos como .mp3 e .jpg. Objetivo: Investigar se o site oferece aos usuários opções para trabalhar com formatos abertos, não proprietários. Justificativa: Garantir compatibilidade com as tecnologias e softwares normalmente usados pelos usuários, salvando as informações em formatos abertos. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) PARA NENHUMA DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS PARA DOWNLOAD ( ) NDA Se possível, especifique quais formatos abertos são suportados pelo site: _____ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O site oferece diferentes plugins que podem ser usados por outros sites? Ex: A consulta de CEP, oferecida pelo site dos Correios, é usada em diferentes sites comerciais (ex. Americanas e Submarino) para facilitar a especificação do endereço para entrega de encomendas. Objetivo: Investigar se o site oferece serviços, através de plugins, que possam ser usados em outros sites. 211 Justificativa: Garantir que os serviços do site sejam oferecidos através de plugins, disponíveis em outros sites, facilitando o acesso aos serviços por parte dos usuários. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA ALGUNS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA POUCOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA NENHUM PROCESSO OFERECIDO PELO SITE ( ) NDA Se possível, especifique alguns desses plugins: _________________________ Comentários: ___________________________________________________ 1.2. Subcritério Operabilidade: Capacidade de ser executado. Questão 1: O site oferece um overview dos principais processos que se propõe a realizar? Ex: O site oferece um passo-a-passo de como proceder para realizar determinada seqüência de ações. Objetivo: Investigar se o site auxilia o usuário, oferecendo um guia ou pelo menos uma descrição clara de como realizar determinadas ações. Justificativa: Garantir que os processos oferecidos pelo site sejam descritos previamente e de forma apropriada, facilitando a operabilidade dos mesmos por parte dos usuários. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA ALGUNS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA POUCOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA NENHUM PROCESSO OFERECIDO PELO SITE ( ) NDA Se possível, especifique alguns desses processos: _______________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site oferece recursos para mudar as informações e/ou processos? Ex: O site permite que determinadas informações e/ou processos sejam modificados de acordo com as necessidades específicas do usuário. É possível acrescentar etapas a 212 um processo ou otimizá-lo pulando etapas que podem não ser relevantes para as necessidades do usuário. Objetivo: Investigar se o site oferece recursos para acrescentar, modificar ou excluir informações e processos. Justificativa: Garantir maior adaptabilidade e operabilidade do site, oferecendo ao usuário ajustes (e.g. recursos para manipulação de dados) que viabilizam ainda mais o uso das informações e processos disponíveis no site. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES E TODOS OS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES E DOS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES E ALGUNS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES E POUCOS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA NENHUMA INFORMAÇÃO E NENHUM PROCESSO OFERECIDO ( ) NDA Se possível, especifique alguns desses recursos: _________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: A navegabilidade proposta pelo site facilita a operação das informações e/ou processos? Ex: O site orienta o usuário, através dos seus links, em situações como cadastro de informações pessoais, acesso à determinada informação ou cálculo de frete. Objetivo: Investigar se o site facilita a operabilidade das informações e processos usando uma navegação intuitiva e lógica. Justificativa: Garantir uma navegabilidade adequada no site, ajudando o usuário no uso dos processos e no acesso às informações oferecidas no site. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? __________________________________ 213 Comentários: ___________________________________________________ 1.3. Subcritério Divulgação: Capacidade de ser conhecido. Questão 1: O endereço do site (URL) é direto, intuitivo e fácil de ser lembrado? Ex: O site das lojas Americanas pode ser acessado através da URL: www.americanas.com.br, que é intuitiva e direta. Objetivo: Investigar se a URL do site é fácil de ser lembrada e acessada. Justificativa: Garantir que o site seja acessado através de uma URL adequada, intuitiva e direta, facilitando o acesso às informações e processos, uma vez que o endereço pode ser facilmente lembrado pelos usuários. ( ) TOTALMENTE DIRETO E INTUITIVO ( ) MUITO DIRETO E INTUITIVO ( ) RAZOAVELMENTE DIRETO E INTUITIVO ( ) POUCO DIRETO E INTUITIVO ( ) NÃO É DIRETO E INTUITIVO ( ) NDA Se possível, sugira uma URL adequada para o site: ______________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Existem muitos sites que citam (referenciam) o site em questão, seja através de hiperlinks ou banners? Ex: O site da Receita Federal é citado por vários sites (ex. Folha Online, UOL e Yahoo) que informam detalhes específicos (ex. data limite para entrega do imposto de renda) sobre o imposto de renda de pessoa física ou jurídica. Objetivo: Investigar se o site é conhecido e referenciado. Justificativa: Garantir que o site analisado é conhecido e referenciado por outros sites. Sites conhecidos costumam ser mais acessados. Exemplos são os sites do YouTube e do Google. ( ) MUITOS ( ) A MAIORIA ( ) ALGUNS ( ) POUCOS ( ) NENHUM 214 ( ) NDA Se possível, cite alguns sites que referenciam o site analisado: ______________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: É comum encontrar plugins que usam esse site? Ex: O serviço de busca de CEP, oferecido pelo site dos Correios, é comumente usado em outros sites através de plugins. Objetivo: Investigar se outros sites usam plugins para os serviços oferecidos pelo site analisado. Justificativa: Garantir que as informações e processos do site sejam bem divulgados através de plugins encontrados em outros sites, facilitando o acesso por parte dos usuários no momento em que os mesmos necessitam dos serviços. ( ) MUITOS ( ) NA MAIORIA ( ) EM ALGUNS ( ) EM POUCOS ( ) EM NENHUM ( ) NDA Se possível, cite alguns sites que usam plugins oferecidos no site analisado: __ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O responsável pelo site investe em publicidade visando maior divulgação do mesmo? Ex: Sites de compra e venda (ex. Americanas e Submarino) investem em banners associados a diferentes sites de busca (ex. UOL e BuscaPé), motivando o usuário a clicar em promoções e estimulando o consumo. Objetivo: Investigar se o site busca o apoio da mídia, investe em publicidade e anuncia seus serviços e conteúdos. Justificativa: Garantir que o site investe em publicidade para divulgação dos seus serviços e conteúdos, pois, normalmente sites muito acessados são os mais conhecidos, mais divulgados pela mídia ou por anúncios em outros sites. ( ) INVESTE MUITO ( ) INVESTE RAZOAVELMENTE ( ) INVESTE POUCO ( ) NDA 215 Se possível, cite algum evento, propaganda, anúncio ou site que caracterize/evidencie o investimento desse site em publicidade: ____________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 5: Você já conhecia ou tinha ouvido falar do site que está sendo analisado? Objetivo: Investigar o quanto o site é realmente conhecido considerando os próprios voluntários que o estão analisando. Justificativa: Obter mais informações que reforçam ou refutam o fato de o site ser conhecido. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) NDA Se possível, cite uma referência: _____________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 1.4. Subcritério Disponibilidade: Capacidade de aceitar solicitações. Questão 1: O site está sempre no ar? Ex: O site das lojas Americanas pode ser considerado um site que está sempre disponível. Objetivo: Investigar se o site está sempre disponível para consulta e acesso online por parte dos usuários. Justificativa: Garantir que o site esteja sempre disponível, aumentando o acesso às suas informações e processos por parte dos usuários. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? __________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Os processos existentes no site estão disponíveis? Ex: Se o site solicita 216 que o usuário esteja cadastrado para acessar determinado conteúdo, o site deve deixar disponíveis os recursos que viabilizem a realização deste cadastro. Objetivo: Investigar com que frequência o site disponibiliza os processos por ele oferecidos. Justificativa: Garantir que os processos oferecidos no site estejam sempre disponíveis, permitindo maior acesso aos conteúdos do tipo processo e obtendo maior satisfação dos usuários. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? __________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: As informações que o site oferece estão disponíveis? Ex: O site do YouTube normalmente disponibiliza os arquivos (ex. diferentes vídeos) desejados para download. Objetivo: Investigar com que frequência o site disponibiliza as informações por ele oferecidas. Justificativa: Garantir que as informações oferecidas no site estejam sempre disponíveis, permitindo maior acesso aos conteúdos do tipo informação e obtendo maior satisfação dos usuários. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 217 1.5. Subcritério Desempenho: Capacidade de operar adequadamente. Questão 1: O tempo de resposta do site é adequado ao clicar em um link? Ex: O site do Google é comumente usado como “homepage” por ser um site leve e que rapidamente pode ser aberto, independentemente de a rede estar lenta ou não. Objetivo: Investigar se o site é rápido, de acordo com a noção de desempenho e tolerância de cada usuário. Justificativa: Garantir que o site tenha uma boa performance, agradando mais seus usuários e, consequentemente, aumentando o acesso às suas informações e processos. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O tempo de espera para realizar downloads de arquivos no site é adequado? Ex: Considerando que o arquivo desejado é pequeno, esse site demora muito para baixá-lo (em relação ao que você está acostumado e conhece)? O mesmo conteúdo, em outro site (ex. Site “x”), pode ser adquirido mais rapidamente? Objetivo: Investigar se o site é rápido quando o usuário deseja fazer downloads de diferentes conteúdos. Justificativa: Garantir a satisfação do usuário e a boa performance do site, disponibilizando downloads rápidos dos conteúdos consequentemente, motivando o acesso por parte dos usuários. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO oferecidos e, 218 ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: O tempo de feedback do processo é adequado? Ex: O site envia rapidamente um e-mail, torpedo ou ligação confirmando determinado procedimento? Objetivo: Investigar se o site envia uma resposta o mais rápido possível, informando: (i) como proceder nos próximos passos, (ii) dados cadastrais, (iii) senhas, (iv) disponibilidade de produtos; (v) status da encomenda; (vi) dentre outras informações. Justificativa: Garantir a satisfação do usuário e a boa performance através de feedbacks rápidos e do uso de diferentes formas de contato com os usuários (ex. correio eletrônico, telefone, torpedo, dentre outros). ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários:____________________________________________________ Questão 4: Caso o site ofereça atendimento online, o tempo de espera na “fila” é adequado? Ex: O site do Submarino tem atendimento online. Normalmente, o tempo de espera é apropriado, ou seja, não demora muito e eu sou atendido. Objetivo: Investigar se o tempo de espera do serviço de atendimento online é adequado (rápido) e agrada o usuário. Justificativa: Garantir o acesso ao site, evidenciando o bom desempenho do mesmo no atendimento ao usuário. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO 219 ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 2 - Critério Usabilidade: Capacidade de uso. 2.1. Subcritério Uniformidade: Capacidade de manter uma única forma. Questão 1: Todos os processos oferecidos pelo site são executados seguindo mais ou menos o mesmo padrão? Ex: Todos os menus sempre ficam numa mesma posição em todas as páginas do site, o carrinho de compras sempre pode ser encontrado no mesmo local em todas as páginas do site. Objetivo: Identificar se o site usa uma representação padronizada para oferecer adequadamente seus processos. Justificativa: A padronização de processos do site impacta diretamente a uniformidade do mesmo. ( ) TODOS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCOS ( ) NENHUM ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site fica trocando os principais frames de posição? Objetivo: Identificar se o site padroniza a disposição dos seus frames, facilitando o uso dos processos e informações oferecidas. Justificativa: Verificar a uniformidade da disposição das informações no site. ( ) NUNCA TROCA ( ) RARAMENTE TROCA ( ) REGULARMENTE TROCA ( ) QUASE SEMPRE TROCA 220 ( ) SEMPRE TROCA ( ) NDA Isso o desagrada?_______________________________________________ Comentários: __________________________________________________ Questão 3: Os processos oferecidos podem ser realizados integralmente online? Objetivo: Identificar se existem processos que não podem ser realizados em sua íntegra pelo site. Justificativa: A completude dos processos oferecidos no site interfere diretamente na uniformidade do mesmo. ( ) TODOS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCOS ( ) NENHUM ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: As informações são salvas sempre no mesmo formato/extensão? Ex: Se o site oferece vários vídeos, sempre os mesmos são baixados usando a mesma extensão (ex. avi)? Objetivo: Identificar se o site permite salvar suas informações usando formatos padronizados. Justificativa: Verificar a uniformidade dos formatos dos arquivos disponibilizados pelo site. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 221 2.2. Subcritério Intuitividade: Capacidade de ser utilizado sem aprendizado prévio. Questão 1: Existe uma sequência ou passos bem definidos (objetivos, lógicos) para a realização dos processos oferecidos pelo site? Objetivo: Identificar o uso intuitivo de processos do site. Justificativa: Processos realizados através de passos bem definidos contribuem para que os usuários usem adequadamente os processos oferecidos pelo site. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS ( ) PARA A MAIORIA DOS PROCESSOS ( ) PARA APROXIMADAMENTE METADE DOS PROCESSOS ( ) PARA POUCOS PROCESSOS ( ) PARA NENHUM PROCESSO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Os nomes dos processos indicam claramente o que será realizado? Ou seja, os nomes dos processos condizem com as ações que serão realizadas? Objetivo: Identificar o uso intuitivo de processos do site. Justificativa: Verificar a intuitividade com base nos nomes dos processos e nas respectivas ações realizadas pelos mesmos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: Os nomes utilizados fazem parte de um domínio cognitivo comum? Ou seja, o site usa um vocabulário adequado ao domínio? Objetivo: Identificar se o site usa um vocabulário intuitivo que condiz com o 222 seu domínio cognitivo. Justificativa: Verificar a intuitividade com base no uso de um vocabulário adequado ao domínio cognitivo do site. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: ________________________________________________________ Comentários: __________________________________________________ Questão 4: A forma de executar os processos virtualmente é similar à execução do processo no mundo real? Ex: É possível acompanhar o andamento de um processo pelo site ou pelo 0800 da empresa. Objetivo: Verificar junto ao mundo real o uso intuitivo de processos do site. Justificativa: Comparar a intuitividade no uso de processos disponíveis no mundo real e no site. ( ) É SEMPRE IDÊNTICA AO MUNDO REAL ( ) É MUITO SIMILAR AO MUNDO REAL ( ) É SIMILAR AO MUNDO REAL ( ) É POUCO SIMILAR AO MUNDO REAL ( ) NÃO, É TOTALMENTE DIFERENTE DO MUNDO REAL ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 5: O site oferece mecanismos tais como: página 1 de 10; produto 1 de 3, etc.? Objetivo: Identificar mecanismos no site que tornem os processos oferecidos pelo mesmo mais intuitivos. Justificativa: Informar ao usuário o total de opções disponíveis no site durante o processo. ( ) SEMPRE 223 ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 6: As principais informações podem ser acessadas logo na página principal do site? Objetivo: Identificar se o site disponibiliza as informações necessárias (principais) logo na primeira página, facilitando o acesso às mesmas por parte dos usuários. Justificativa: Disponibilizar as principais informações logo na primeira página contribui positivamente para o uso intuitivo do site por parte dos usuários. ( ) SIM. TODAS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCAS ( ) NENHUMA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 7: E os principais processos, podem ser acessados logo na página principal do site? Objetivo: Identificar se o site disponibiliza os processos necessários (principais) logo na primeira página, facilitando o acesso aos mesmos por parte dos usuários. Justificativa: Disponibilizar os principais processos logo na primeira página contribui positivamente para o uso intuitivo do site por parte dos usuários. ( ) SIM. TODOS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCOS 224 ( ) NENHUM ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 2.3. Subcritério Simplicidade: Capacidade de não apresentar dificuldades ou obstáculos. Questão 1: Qual foi a sua primeira impressão em relação ao site? Objetivo: Identificar se o site é simples de utilizar. Justificativa: Verificar a primeira impressão do usuário no que diz respeito à simplicidade do site. ( ) MUITO SIMPLES ( ) SIMPLES ( ) COMPLEXIDADE REGULAR ( ) UM POUCO COMPLEXO ( ) COMPLEXO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site possui propagandas (ex. banners e anúncios)? Objetivo: Identificar se o site é simples de utilizar. Justificativa: Sites com um número grande de propagandas são mais complexos e menos intuitivos de utilizar. ( ) NENHUMA PROPAGANDA ( ) POUCAS PROPAGANDAS ( ) QUANTIDADE RAZOÁVEL DE PROPAGANDAS ( ) MUITAS PROPAGANDAS ( ) QUANTIDADE EXCESSIVA DE PROPAGANDAS ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 225 Questão 3: O site está organizado de forma lógica e adequada? Ex: Funcionalidades similares ficam agrupadas e as mais importantes são colocadas no menu principal. Objetivo: Identificar se o site é simples de utilizar. Justificativa: Verificar se a organização lógica das informações do site influencia na simplicidade do mesmo. ( ) MUITO BEM ORGANIZADO ( ) BASTANTE ORGANIZADO ( ) RAZOAVELMENTE ORGANIZADO ( ) POUCO ORGANIZADO ( ) MUITO POUCO ORGANIZADO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O site usa cores ou símbolos para classificações? Ex: O uso de estrelas em sites de venda de produtos para classificar se o produto é bom ou não de acordo com a opinião de vários clientes que já adquiriram o produto. Objetivo: Identificar o site é simples de utilizar. Justificativa: O uso de símbolos, cores ou classificações auxilia o usuário e aumenta a usabilidade do site. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 5: O site faz uso de contraste de cores para facilitar a leitura? Ex: teclado virtual no site do Banco do Brasil Objetivo: Identificar se o site é simples de utilizar. Justificativa: Verificar se a otimização na visualização das informações do site 226 influencia na simplicidade do mesmo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA Essa prática o agrada?____________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 6: Usando poucas ações, é possível executar vários processos? Ex: No site da Ingresso.com, TAM e GOL bastam apenas três telas para adquirir um ingresso/passagem com lugar marcado e impressão. Objetivo: Identificar a simplicidade na execução de processos do site. Justificativa: Verificar se a execução de processos do site é realizada de forma simples e em poucos passos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 2.4. Subcritério Amigabilidade: Capacidade de uso fácil. Questão 1: O site oferece wizards para orientar os principais processos? Objetivo: Identificar se os processos presentes no site são intuitivos e amigáveis (user friendly). Justificativa: Verificar se o site dispõe de mecanismos amigáveis para ajudar a utilizar os processos disponíveis pelo mesmo. ( ) TODOS OS PROCESSOS POSSUEM WIZARD ( ) A MAIORIA DOS PROCESSOS POSSUI WIZARD ( ) APROXIMADAMENTE METADE DOS PROCESSOS POSSUI WIZARD 227 ( ) POUCOS PROCESSOS POSSUEM WIZARD ( ) NENHUM PROCESSO POSSUI WIZARD ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Quando você está realizando um determinado procedimento e encontra um problema (ex. falta de documento) que o impede de dar continuidade ao mesmo, o site permite que o procedimento seja realizado, em outro momento, a partir do ponto em que o mesmo foi interrompido? Objetivo: Identificar se os processos presentes no site são intuitivos e amigáveis (user friendly). Justificativa: Verificar se o site dispõe de mecanismos amigáveis para ajudar a solucionar problemas ocorridos durante a execução de processos disponíveis pelo mesmo. ( ) PERMITE PARA TODOS OS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITE PARA A MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITE PARA APROXIMADAMENTE METADE DOS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITE PARA POUCOS PROCEDIMENTOS ( ) NÃO PERMITE ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: O site oferece mecanismos básicos como: VOLTAR, PRÓXIMO, RETORNAR À PÁGINA PRINCIPAL? Objetivo: Identificar se o site é intuitivo e amigável . Justificativa: Verificar se o site dispõe de mecanismos básicos para tornar sua navegação mais amigável. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA 228 ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O site oferece opção de login por um tempo determinado? Ex: O site do Yahoo oferece uma opção que permite que o usuário acesse seu e-mail sem fazer login durante duas semanas. Objetivo: Identificar o site é intuitivo e amigável. Justificativa: O mecanismo de login por tempo determinado ajuda ao site a tornar seu acesso, uso e navegação mais amigáveis, contribuindo para a satisfação do usuário. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 5: O site oferece sugestões/recursos/informações para os próximos passos de um processo? Objetivo: Identificar se o site oferece recursos intuitivos e amigáveis. Justificativa: Verificar se o site dispõe de recursos, mecanismos e/ou sugestões para ajudar a tornar os processos disponíveis pelo mesmo mais amigáveis. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS ( ) PARA A MAIORIA DOS PROCESSOS ( ) PARA APROXIMADAMENTE METADE DOS PROCESSOS ( ) PARA POUCOS PROCESSOS ( ) PARA NENHUM PROCESSO ( ) NDA OBS: ________________________________________________________ Comentários: __________________________________________________ Questão 6: O site oferece a função de auto-completar informações enquanto o usuário digita? Objetivo: Identificar o site é intuitivo e amigável. 229 Justificativa: O mecanismo de auto-completar auxilia o usuário a navegar pelo site e contribui, positivamente, para sua satisfação. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 7: O site oferece a função de texto-preditivo enquanto o usuário digita? Ex: No site YouTube, durante a busca de um vídeo, o mesmo oferece sugestões de nomes para a busca enquanto o usuário digita. Objetivo: Identificar o site é intuitivo e amigável (user friendly). Justificativa: O mecanismo de texto-preditivo é eficiente para navegação em um site, mais amigável e intuitivo. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 2.5. Subcritério Compreensibilidade: Capacidade de ser entendido. Questão 1: Você teve dúvidas de como proceder, em um primeiro momento, para realizar o que desejava? Ou seja, você teve dúvidas de como começar um determinado processo? Objetivo: Identificar se os processos presentes no site são compreensíveis. Justificativa: Verificar se o usuário teve dúvidas ao utilizar os principais processos disponíveis no site ajuda a avaliar a compreensibilidade. ( ) NUNCA ( ) RARAMENTE ( ) REGULARMENTE ( ) QUASE SEMPRE ( ) SEMPRE ( ) NDA 230 OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: A linguagem e o vocabulário usados pelo site estão de acordo com o domínio do problema? Objetivo: Identificar se as informações disponíveis pelo site são compreensíveis. Justificativa: Verificar se a linguagem e o vocabulário disponíveis pelo site estão de acordo com o domínio do problema ajuda a avaliar a compreensibilidade. ( ) TOTALMENTE DE ACORDO ( ) PARCIALMENTE DE ACORDO ( ) RAZOAVELMENTE DE ACORDO ( ) POUCO ( ) MUITO POUCO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: A linguagem e o vocabulário usados pelo site estão de acordo com o público alvo do mesmo? Objetivo: Identificar se as informações disponíveis pelo site são compreensíveis. Justificativa: No que tange à compreensibilidade, é importante utilizar uma linguagem e um vocabulário de acordo com os usuários que terão acesso ao site. ( ) TOTALMENTE DE ACORDO ( ) PARCIALMENTE DE ACORDO ( ) RAZOAVELMENTE DE ACORDO ( ) POUCO ( ) MUITO POUCO ( ) NDA OBS: _________________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 231 3 – Critério Informativo: Capacidade de prover informações com qualidade. 3.1. Subcritério Clareza: Capacidade de prover informações com nitidez. Questão 1: O vocabulário do site é intuitivo, natural e adequado? Ex: Considerando um site tipicamente de transações bancárias, o site do Banco do Brasil oferece, na maioria das vezes, informações usando linguagem natural adequada que indicam de certa forma a operação que será realizada: (i) consulta de saldo, (ii) depósito bancário e (iii) pagamento de conta. Objetivo: Investigar se o site usa um vocabulário adequado ao seu público alvo e domínio. Justificativa: Garantir que o vocabulário usado no site esteja de acordo com o público alvo e o domínio, facilitando o entendimento e tornando mais clara a exposição das informações e dos processos. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Existem definições dos processos que podem ser realizados no site? Ex: O site da Sony oferece um passo-a-passo que guia o processo de configuração de produtos eletrônicos (ex. notebook Sony Vaio) utilizando menus, abas, descrições, imagens e simulações. Objetivo: Investigar se o site explique os processos que podem ser realizados. Justificativa: Garantir que o site explique adequadamente seus processos, descrevendo claramente suas sequências de ações e facilitando o uso por parte dos usuários. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA ALGUNS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE 232 ( ) PARA POUCOS PROCESSOS OFERECIDOS PELO SITE ( ) PARA NENHUM PROCESSO OFERECIDO PELO SITE ( ) NDA Se possível, especifique alguns desses processos: _______________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: O site oferece fontes alternativas (complementares) caso o usuário deseje saber mais detalhes sobre uma determinada informação ou processo? Ex: Notícias apresentadas na Folha Online usam links que referenciam (i) matérias anteriores e relacionadas; (ii) páginas pessoais das pessoas citadas no texto; e (iii) páginas das empresas que oferecem maiores detalhes sobre determinado produto anunciado. Objetivo: Investigar se o site oferece recursos (fontes alternativas e informações complementares) que ajudam a esclarecer dúvidas sobre determinadas informações ou processos disponíveis no site. Justificativa: Garantir que o site seja explicativo, intuitivo, verdadeiro e ético, permitindo ao usuário esclarecer suas dúvidas usando fontes alternativas e tornando mais claro como proceder para atingir determinados objetivos. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES E TODOS OS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES E DOS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES E ALGUNS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES E POUCOS PROCESSOS OFERECIDOS ( ) PARA NENHUMA INFORMAÇÃO E NENHUM PROCESSO OFERECIDO ( ) NDA Se possível, especifique um caso em que isso ocorre: _____________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O site é focado em temas bem definidos/relacionados? Ex: O site da Receita Federal é um exemplo de site focado em informações pertinentes para pessoas físicas e jurídicas no que diz respeito ao imposto de renda (ex. cálculo de 233 cotas, consulta a declarações entregues anteriormente, regularizações de débitos junto ao governo, dentre outros). Objetivo: Investigar se o site tem um propósito bem definido, sem gerar dúvidas sobre seus serviços e conteúdos. Justificativa: Garantir que o conteúdo do site esteja de acordo com o domínio, contemplando informações e processos que condizem com esse domínio. ( ) TOTALMENTE FOCADO ( ) MUITO FOCADO ( ) RAZOAVELMENTE FOCADO ( ) POUCO FOCADO ( ) NÃO É FOCADO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 5: Existe lógica na organização das informações? Ex: No site dos Correios, a organização das informações que orientam o processo de rastreamento de encomendas é adequada, permitindo que o processo seja realizado facilmente. O site oferece um passo-a-passo, explicando que o número do código a ser digitado no campo especificado deve conter 13 caracteres (ex: SS987654321BR). As informações surgem à medida que o usuário precisa delas, exatamente acima da combo a ser selecionada ou da caixa de edição em que o código da encomenda é solicitado. Objetivo: Investigar se o site oferece recursos (ex. abas, descrições, passo-a-passo, wizards) que facilitam o uso e o acesso às informações e processos. Justificativa: Garantir que o site seja auto-explicativo e fácil de ser usado por parte dos usuários. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO SITE ( ) PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO SITE ( ) PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO SITE ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO SITE ( ) PARA NENHUMA DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO SITE ( ) NDA 234 Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 6: O site oferece acesso às políticas usadas no mesmo? Ex. No site do Yahoo, para alguns processos (ex. armazenamento de fotos, e-mails e construção de páginas), o usuário tem acesso às políticas de privacidade e de acesso. Objetivo: Investigar se o site deixa explícito o acesso às normas, políticas de privacidade e de acesso. Justificativa: Garantir que o site seja ético, correto e digno de credibilidade por parte dos usuários, deixando seus usuários cientes das políticas usadas no site, evitando descontentamento de ambas as partes (usuários e responsáveis pelo site). ( ) PARA TODOS OS CASOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS CASOS ( ) PARA OS PRINCIPAIS CASOS ( ) PARA ALGUNS CASOS (NÃO PRINCIPAIS) ( ) PARA POUCOS CASOS ( ) PARA NENHUM DOS CASOS ( ) O SITE NÃO OFERECE ACESSO ÀS POLÍTICAS ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 7: Caso exista um fórum/lista de discussão/serviços específicos no site, há uma organização pré-definida da estrutura desses recursos? O site explica como o fórum/lista/serviço funciona; como está organizado(a); se existe uma forma de buscar informações aplicando filtros; como ser membro desse fórum (ou dessa lista, ou desse serviço); dentre outras informações? Ex: No site dos Correios, existe um serviço oferecido logo na página principal, denominado “Exporta Fácil”. O site dos Correios oferece um link “Conheça nosso serviço”. Através desse link o usuário obtém explicações de como o serviço funciona, como adquiri-lo, antes mesmo de propriamente usá-lo. Objetivo: Investigar se o site oferece adequadamente informações sobre como funcionam os seus serviços. Justificativa: Garantir que o site seja organizado, bem-estruturado, intuitivo e 235 claro quando o mesmo se propõe a expor suas informações e processos, permitindo ao usuário proceder mais adequadamente para atingir seus objetivos. ( ) PARA TODOS OS CASOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS CASOS ( ) PARA OS PRINCIPAIS CASOS ( ) PARA ALGUNS CASOS (NÃO PRINCIPAIS) ( ) PARA POUCOS CASOS ( ) PARA NENHUM DOS CASOS ( ) O SITE NÃO OFERECE FÓRUM/LISTA DE DISCUSSÃO/SERVIÇO ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 3.2. Subcritério Acurácia: Garantia da ausência de erros. Questão 1: Existem ambiguidades nas informações ou processos? Ex: Existem sites que usam o mesmo termo para descrever processos diferentes. Sensações típicas: dificuldade, confusão e dúvida (ex. Qual dos processos realiza o que eu realmente quero e preciso?). Objetivo: Investigar se o site não usa o mesmo termo para tratar diferentes processos. Justificativa: Garantir que o site não seja ambíguo, evitando confundir o usuário. ( ) O SITE NÃO É AMBÍGUO ( ) O SITE É POUCO AMBÍGUO ( ) O SITE É RAZOAVELMENTE AMBÍGUO ( ) O SITE É MUITO AMBÍGUO ( ) O SITE É TOTALMENTE AMBÍGUO ( ) NDA Se possível, cite um exemplo de ambiguidade encontrado no site: _________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Existe redundância nos processos? Ex: Existem sites em que dois processos, com nomes diferentes, realizam as mesmas sequencias de atividades. 236 Sensações típicas: dificuldade, confusão e dúvida (ex. Qual deles é o correto? Tenho de fazer os dois?). Objetivo: Investigar se o site usa nomes diferentes para tratar o mesmo processo. Justificativa: Garantir que o site não seja redundante, evitando confundir o usuário. ( ) O SITE NÃO É REDUNDANTE ( ) O SITE É POUCO REDUNDANTE ( ) O SITE É RAZOAVELMENTE REDUNDANTE ( ) O SITE É MUITO REDUNDANTE ( ) O SITE É TOTALMENTE REDUNDANTE ( ) NDA Se possível, cite um exemplo de redundância encontrado no site: _________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: Caso o site defina determinado processo, o mesmo é realizado de acordo com a sua definição? Ex: No site das lojas Americanas são descritos, previamente, os cartões aceitos no pagamento das compras. No ato da compra, os cartões são realmente aceitos. Objetivo: Investigar se o site informa adequadamente detalhes sobre os seus processos, como definições que condizem com as sequências de ações realizadas ao longo dos processos. Justificativa: Garantir que o site seja informativo, claro e de fácil uso por parte dos usuários. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Se possível, cite um exemplo: ______________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 3.3. Subcritério Completeza: Capacidade de não faltar nada do que pode ou deve ter. 237 Questão 1: Em relação aos outros sites de mesmo domínio, o site em questão possui as funcionalidades necessárias (principais)? Ex: No site do Banco do Brasil, na maioria dos casos, o usuário consegue realizar as operações esperadas para o domínio de transações bancárias, tais como: consulta de saldo, extrato bancário, pagamento de conta e transferência de dinheiro. Essas mesmas funcionalidades costumam ser encontradas em outros sites bancários. Objetivo: Investigar se o site oferece as funcionalidades necessárias e esperadas pelos usuários em comparação a outros sites do mesmo domínio. Justificativa: Garantir que o site ofereça as funcionalidades básicas e esperadas pelos usuários. ( ) TODAS AS FUNCIONALIDADES ( ) A MAIOR PARTE DAS FUNCIONALIDADES ( ) ALGUMAS FUNCIONALIDADES ( ) POUCAS FUNCIONALIDADES ( ) NENHUMA FUNCIONALIDADE ( ) NDA Se possível, cite uma funcionalidade que você acredita ser importante e que não foi tratada no site: _______________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: De acordo com o domínio, o site possui as informações necessárias? Ex: No caso da Livraria Saraiva, o site oferece consulta ao CEP de acordo com o nome da Rua/Avenida/Alameda/Outros, da cidade e do estado. Entretanto, os CEPs oferecidos como resposta não distinguem adequadamente os números pares e ímpares (lado esquerdo e direito da Rua/Avenida/Alameda/Outros), forçando o usuário a optar pelo mais próximo. Objetivo: Investigar se o site oferece as informações necessárias e esperadas pelos usuários de acordo com o seu domínio. Justificativa: Garantir que o site seja completo em termos de informações e, consequentemente, mais informativo. ( ) TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS INFORMAÇÕES 238 ( ) POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NENHUMA INFORMAÇÃO ( ) NDA Se possível, cite uma informação que você acredita ser importante e que não foi tratada no site: __________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: De acordo com o domínio, o site possui os processos necessários? Ex: Existem sites de compra e venda que oferecem formas de buscar um determinado produto. Essa funcionalidade é essencial, desejada e facilita muito a localização do produto desejado. Objetivo: Investigar se o site oferece os processos necessários e esperados pelos usuários de acordo com o domínio. Justificativa: Garantir que o site seja completo em termos de processos e, consequentemente, mais informativo. ( ) TODOS OS PROCESSOS ( ) A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS ( ) ALGUNS PROCESSOS ( ) POUCOS PROCESSOS ( ) NENHUM PROCESSO ( ) NDA Se possível, cite um processo que você acredita ser importante e que não foi tratado no site: ___________________________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 3.4. Subcritério Corretude: Capacidade de ser isento de erros. Questão 1: As informações oferecidas pelo site estão corretas? Isso pode ser verificado no próprio site ou a partir de outros. Ex: Sites de notícias (ex. UOL, Yahoo e Folha Online) costumam divulgar determinados acontecimentos fornecendo as fontes para maiores detalhes e que, de certa forma, dão credibilidade ao que está sendo anunciado. Objetivo: Investigar se o site disponibiliza informações condizentes com as fontes originais. 239 Justificativa: Garantir que o site seja ético e digno de credibilidade por parte dos usuários, através da disponibilização de informações condizentes com as fontes originais. ( ) TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES ( ) AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS INFORMAÇÕES (NÃO PRINCIPAIS) ( ) POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NENHUMA INFORMAÇÃO ( ) NÃO FOI POSSÍVEL ANALISAR ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Os processos oferecidos pelo site estão corretos? Isso pode ser verificado no próprio site ou a partir de outros. Ex: Quando um site simula o cálculo de uma taxa extra. Esse processo pode ser considerado correto? Ou seja, a cotação do dólar está correta, o imposto está correto, o cálculo está baseado em leis municipais, os valores usados respeitam o código do consumidor, dentre outros. Objetivo: Investigar se o site disponibiliza seus processos com base em leis, normas, direitos dos consumidores, direitos humanos, dentre outras boas condutas. Justificativa: Garantir que o site seja ético e digno de credibilidade por parte dos usuários, disponibilizando seus processos com base em leis, normas e outras boas condutas. ( ) TODOS OS PROCESSOS ( ) A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS ( ) OS PRINCIPAIS PROCESSOS ( ) ALGUNS PROCESSOS (NÃO PRINCIPAIS) ( ) POUCOS PROCESSOS ( ) NENHUM PROCESSO ( ) NÃO FOI POSSÍVEL ANALISAR ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 240 Questão 3: Os links, quando clicados, direcionam para as páginas corretas? Ex: No site dos Correios, todos os links da primeira página (ex. “busca CEP”, “rastreamento de objetos”, “envie seu telegrama” e “preços e tarifas”) permitem acessar corretamente as páginas desejadas com base nos nomes dados aos processos. Objetivo: Investigar se o site se preocupa com a satisfação do usuário, guiando-o através de links que condizem com os conteúdos apresentados nas páginas de origem. Justificativa: Garantir a satisfação do usuário e o acesso às informações e processos oferecidos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Se possível, cite um exemplo: ______________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 3.5. Subcritério Consistência: Capacidade de resultado aproximado de várias medições de um mesmo item. Questão 1: Tudo que o site se propõe a realizar, seja através de simulação, cálculo ou busca, oferece o mesmo resultado? Ex: O site dos Correios, quando a busca por um CEP é solicitada, passando as mesmas informações (UF, localidade, tipo e logradouro e nº), sempre oferece os mesmos resultados. Objetivo: Investigar se os processos oferecidos pelo site podem ser dignos de credibilidade por parte dos usuários. Justificativa: Garantir credibilidade ao site no diz respeito aos processos oferecidos pelo mesmo, seja através de simulações, cálculos ou buscas por informações. Ou seja, para os mesmos valores de entrada, esperam-se os mesmos resultados sempre. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES 241 ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Se possível, cite um exemplo: _____________________________________ Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Um determinado link, quando clicado, sempre direciona para a mesma página (mesmo que errada)? Ex: É comum encontrarmos sites na Internet nos quais determinados links direcionam sempre para uma página que não condiz com o que esperávamos. Entretanto, sempre acontece da mesma forma. Objetivo: Investigar se os links do site sempre direcionam para as mesmas páginas, mesmo que sejam páginas que não condizem com o esperado. Justificativa: Garantir que o site seja consistente. Um erro que sempre ocorre da mesma maneira caracteriza, mesmo que de forma não apropriada, um site consistente. ( ) SEMPRE ( ) ALGUMAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NDA Se possível, cite um exemplo: ______________________________________ Comentários: ___________________________________________________ 3.6. Subcritério Integridade: Capacidade de ser preciso e rigoroso. Questão 1: No caso de sites que manipulam informações públicas, estas são oferecidas de forma imparcial? Objetivo: Investigar se o site é ético, imparcial, íntegro e verdadeiro. Justificativa: Garantir que o site seja verdadeiro, informativo e transparente, pois o mesmo procura revelar a verdade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA 242 ( ) NDA Na sua opinião, esse site é imparcial? _______________________________ Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O site oferece mecanismos que garantem a integridade das informações armazenadas? Ex: O site oferece formas de visualização para confirmação das informações cadastradas pelo usuário. Ou seja, o site permite que o usuário visualize as informações que foram cadastradas e solicita uma confirmação dos dados. Objetivo: Investigar se o site oferece recursos que propiciam ao usuário a visualização e a confirmação dos dados que estão sendo armazenados. Justificativa: Garantir a integridade das informações armazenadas no site, tornando transparente o processo de cadastramento, armazenamento, gerenciamento e manipulação dos dados dos usuários. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS ( ) PARA A MAIORIA DAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS ( ) PARA ALGUMAS DAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS ( ) O SITE NÃO OFERECE MECANISMOS ( ) NDA Na sua opinião, poderia ser melhor? _________________________________ Comentários: __________________________________________________ 4 – Critério Entendimento: Capacidade de ter seus processos e informações entendidos. 4.1. Subcritério: Compositividade: Capacidade de construir ou formar a partir de diferentes partes. Questão 1: Quando é necessária uma determinada informação ou operação, o site oferece suporte para obtê-la sem ter de recorrer a outro site (ex. usando um plugin no mesmo site)? Ex: Na Americanas.com podemos consultar o valor do Sedex sem precisar entrar na página dos Correios. Objetivo: Investigar se o site possui alguma funcionalidade que permita acessar 243 informações de outra organização sem necessariamente ter que entrar em outro site. Justificativa: Garantir a possibilidade de acesso a informações de outros domínios a partir do próprio site. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ACESSAR INFORMAÇÕES EXTERNAS ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ACESSAR INFORMAÇÕES EXTERNAS ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ACESSAR INFORMAÇÕES EXTERNAS ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ACESSAR INFORMAÇÕES EXTERNAS ( ) NUNCA É POSSÍVEL ACESSAR INFORMAÇÕES EXTERNAS ( ) NDA Se possível, indique que informações externas podem ser acessadas: ________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site oferece mecanismos para compor uma nova informação a partir de outras? Ex: Acesso à base de dados. Objetivo: Investigar se o site possui alguma funcionalidade que permite compor informações a partir de outras existentes. Justificativa: Garantir a possibilidade de composição de informações a partir de outras existentes. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL AGRUPAR INFORMAÇÕES ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL AGRUPAR INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL AGRUPAR INFORMAÇÕES ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL AGRUPAR INFORMAÇÕES ( ) NUNCA É POSSÍVEL AGRUPAR INFORMAÇÕES ( ) NDA Se possível, indique que informações podem ser agrupadas: ______________ Comentários: __________________________________________________ Questão 3: O site oferece mecanismos para composição de um novo serviço a partir de outros serviços já existentes? Ex: Personalização, hiperlinks. Objetivo: Investigar se o site possui alguma funcionalidade que permita compor serviços partir de outros já existentes. Justificativa: Garantir a possibilidade de composição de serviços a partir de 244 outros já existentes. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL COMPOR SERVIÇOS ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL COMPOR SERVIÇOS ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL COMPOR SERVIÇOS ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL COMPOR SERVIÇOS ( ) NUNCA É POSSÍVEL COMPOR SERVIÇOS ( ) NDA Se possível, indique que serviços podem ser agrupados: __________________ Comentários: ___________________________________________________ 4.2. Subcritério: Concisão: Capacidade de ser resumido. Questão 1: O site oferece uma forma de ver apenas o que é desejado? Ex: Customização de página, customização de processos. Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que suporte resumir ou customizar as funcionalidades oferecidas, de modo que o usuário tenha apenas disponível o que é de seu interesse. Justificativa: Garantir a capacidade de resumir processos através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NDA Se possível indique o que foi possível customizar ______________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site permite resumir as informações apresentadas? Ex: Em um relatório ou documento apresentado, é possível ver somente a parte interessante para o usuário? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permita resumir ou customizar as informações oferecidas, de modo que o usuário tenha disponível apenas o que é de seu interesse. 245 Justificativa: Garantir a capacidade de resumir informações através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NDA Se possível, indique o que foi possível customizar: _____________________ Comentários: __________________________________________________ 4.3. Subcritério: Divisibilidade: Capacidade de ser particionado. Questão 1: É possível detalhar uma determinada informação? Ex: Em um relatório ou documento apresentado, é possível detalhar alguma informação que seja interessante para o usuário? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permita detalhar informações em unidades menores. Justificativa: Garantir a capacidade de detalhar informações em unidades menores através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NDA Se possível, indique o que foi possível detalhar: _________________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: É possível detalhar determinado processo? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permita detalhar processos em unidades menores. Justificativa: Garantir a capacidade de detalhar processos em unidades menores através de escolhas do usuário. 246 ( ) SEMPRE É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NDA Se possível, indique o que foi possível detalhar: _________________________ Comentários: ___________________________________________________ 4.4. Subcritério: Dependência: Capacidade de identificar a relação entre as partes de um todo. Questão 1: O site permite relacionar as informações e/ou processos? Ex: Referência circular através de hiperlinks. Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que apóie a indicação de relacionamentos entre informações e/ou processos. Justificativa: Garantir a capacidade de detalhar e relacionar informações e/ou processos através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ENCONTRAR OS RELACIONAMENTOS ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR OS RELACIONAMENTOS ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR OS RELACIONAMENTOS ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR OS RELACIONAMENTOS ( ) NUNCA É POSSÍVEL ENCONTRAR OS RELACIONAMENTOS ( ) NDA Se possível, indique o que foi possível verificar: ______________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Para a realização dos processos oferecidos pelo site ou para o entendimento das informações disponibilizadas, é necessário utilizar processos ou informações de outras fontes? Ex: No site, há algum tipo de cálculo com moeda estrangeira e este não apresenta a cotação atualizada destas moedas? Objetivo: Identificar se existe necessidade de buscar informações em outros 247 sites para realização dos processos propostos pelo site em análise. Justificativa: Garantir que não seja necessário buscar informações externas para a realização dos processos do site. ( ) NUNCA É NECESSÁRIO BUSCAR INFORMAÇÕES FORA DO SITE ( ) POUCAS VEZES É NECESSÁRIO BUSCAR INFORMAÇÕES FORA DO SITE ( ) ALGUMAS VEZES É NECESSÁRIO BUSCAR INFORMAÇÕES FORA DO SITE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É NECESSÁRIO BUSCAR INFORMAÇÕES FORA DO SITE ( ) SEMPRE É NECESSÁRIO BUSCAR INFORMAÇÕES FORA DO SITE ( ) NDA Se possível, indique o que foi necessário buscar fora do site: ______________ Comentários: ___________________________________________________ 4.5. Subcritério: Extensibilidade: Capacidade de utilização em mais de um caso. Questão 1: O site permite acrescentar novos plugins (desejados pelo usuário)? Ex: Widgets. Objetivo: Identificar se o site permite a inclusão de funções ou programas que sejam necessários ao usuário de forma a generalizar o uso. Justificativa: Garantir a capacidade de inclusão de funções ou programas através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL INCLUIR NOVOS PLUGINS ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR NOVOS PLUGINS ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR NOVOS PLUGINS ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR NOVOS PLUGINS ( ) NUNCA É POSSÍVEL INCLUIR NOVOS PLUGINS ( ) NDA Se possível, indique plugins que poderiam ser acrescentados: ______________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: O site permite a generalização de relatórios/telas através da mudança no formato de campos ou inclusão de informações existentes em outras fontes? Objetivo: Identificar se o site possui mecanismos que tornem seus processos 248 genéricos (usados em mais de um caso). Justificativa: Garantir a existência de mecanismos de generalização através de escolhas do usuário. ( ) OS PROCESSOS SEMPRE ATENDEM A TODOS OS CASOS ( ) OS PROCESSOS NA MAIORIA DAS VEZES ATENDEM A TODOS OS CASOS ( ) OS PROCESSOS ALGUMAS VEZES ATENDEM A TODOS OS CASOS ( ) OS PROCESSOS POUCAS VEZES ATENDEM A TODOS OS CASOS ( ) OS PROCESSOS NUNCA ATENDEM A TODOS OS CASOS ( ) NDA Comentários: ___________________________________________________ 4.6. Subcritério: Adaptabilidade: Capacidade de mudar de acordo com as circunstâncias e necessidades. Questão 1: É possível alterar ou incluir novos valores em pontos específicos do processo? Ex: No site do Currículo Lattes, quando a combo “Profissões” não oferece o cargo desejado, o usuário pode incluir um novo item no cadastro de profissões. Este novo item passa a fazer parte da base de dados, podendo ser utilizado por outro usuário. Objetivo: Identificar se o site permite a inclusão de informações que se tornem parte do processo. Justificativa: Garantir a capacidade de adaptação das informações. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL INCLUIR INFORMAÇÕES ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR INFORMAÇÕES ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL INCLUIR INFORMAÇÕES ( ) NUNCA É POSSÍVEL INCLUIR INFORMAÇÕES ( ) NDA Se possível, indique que informações puderam ser incluídas: ______________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: É possível personalizar o site para adaptá-lo às necessidades de entendimento dos processos e informações? Ex: Pedir para exibir uma lista de 249 atores do processo que se está executando, de modo que o usuário possa identificar em quantas partes está envolvido diretamente. Objetivo: Identificar se o site permite a inclusão de funcionalidades que o tornem personalizado para o usuário, de modo que este possa ter um melhor entendimento sobre os processos e informações disponíveis. Justificativa: Garantir a capacidade de adaptação do site para um melhor entendimento sobre os processos e informações disponibilizadas. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NDA Se possível, indique que informações puderam ser personalizadas: __________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: É possível personalizar o site para destacar as funções que você mais usa nesse site? Ex: No Wordpress, é possível acrescentar calendários e disponibilizar os arquivos mais recentes na página principal. Objetivo: Identificar se o site permite identificar as funcionalidades mais usadas pelo usuário, de modo que este possa ter conhecimento sobre o que mais utiliza. Justificativa: Garantir a capacidade de adaptação do site para um melhor entendimento sobre os processos e informações disponibilizadas. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL PERSONALIZAR ( ) NDA Se possível, indique que informações puderam ser personalizadas: __________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: O site permite realizar um determinado processo de forma diferente? Ex: O site solicita um documento de identificação fixo (ex. identidade) para acesso 250 a uma determinada informação. Suponhamos que o usuário não possua esse documento. Ele poderia informar o CPF ou outro documento que o identifique da mesma forma (ex. carteira de motorista). Objetivo: Identificar se o site permite adaptar um processo ou o fornecimento de uma informação em tempo real. Justificativa: Garantir a capacidade de adaptação do site para facilitação do uso. ( ) TODOS OS PROCESSOS PERMITEM ADAPTAÇÃO ( ) A MAIORIA DOS PROCESSOS PERMITE ADAPTAÇÃO ( ) ALGUNS PROCESSOS PERMITEM ADAPTAÇÃO ( ) POUCOS PROCESSOS PERMITEM ADAPTAÇÃO ( ) NENHUM PROCESSO PERMITE ADAPTAÇÃO ( ) NDA Se possível, indique que adaptações puderam ser feitas: __________________ Comentários: ___________________________________________________ 5 – Critério Auditabilidade: Capacidade de exame analítico. 5.1. Subcritério: Explicável: Capacidade de explicar as ações (processos) e informações. Questão 1: O site oferece help online ou manual? Objetivo: Identificar se o site fornece informações sobre suas funcionalidades, facilitando o uso das mesmas por parte dos usuários. Justificativa: Garantir a capacidade de explicação dos processos e informações existentes no site. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ENCONTRAR AS INFORMAÇÕES ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR AS INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR AS INFORMAÇÕES ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ENCONTRAR AS INFORMAÇÕES ( ) NUNCA É POSSÍVEL ENCONTRAR AS INFORMAÇÕES ( ) NDA Comentários: ___________________________________________________ 251 Questão 2: O site oferece dúvidas frequentes? O site da Receita Federal oferece esse recurso para esclarecer dúvidas sobre o imposto de renda de pessoa física e jurídica. Objetivo: Identificar se o site fornece informações sobre dúvidas já conhecidas. Justificativa: Garantir a capacidade de explicação dos processos e informações existentes no site. ( ) OFERECE RESPOSTAS A QUASE TODAS AS DÚVIDAS FREQUENTES ( ) OFERECE RESPOSTAS A MUITAS DÚVIDAS FREQUENTES ( ) OFERECE RESPOSTAS A ALGUMAS DÚVIDAS FREQUENTES ( ) OFERECE RESPOSTAS A POUCAS DÚVIDAS FREQUENTES ( ) NÃO OFERECE RESPOSTAS A DÚVIDAS FREQUENTES ( ) NDA Comentários: __________________________________________________ Questão 3: O site oferece fórum? Objetivo: Identificar se o site fornece espaço para discussão entre os usuários. Justificativa: Garantir a capacidade de discussão sobre os processos e informações existentes no site. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) NDA Comentários: __________________________________________________ 5.2. Subcritério: Rastreabilidade: Capacidade de seguir o desenvolvimento de um processo ou a construção de uma informação, suas mudanças e justificativas. Questão 1: O processo pode ser acompanhado e/ou monitorado? Ex: O site dos Correios oferece o rastreamento da encomenda através de um número. Objetivo: Identificar se o site permite rastrear as informações sobre um determinado processo. Justificativa: Garantir a capacidade de acompanhar o andamento de um processo. ( ) TODOS OS PROCESSOS PODEM SER ACOMPANHADOS ( ) A MAIORIA DOS PROCESSOS PODE SER ACOMPANHADA 252 ( ) ALGUNS PROCESSOS PODEM SER ACOMPANHADOS ( ) POUCOS PROCESSOS PODEM SER ACOMPANHADOS ( ) NENHUM PROCESSO PODE SER ACOMPANHADO ( ) NDA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O site explicita as fontes das informações apresentadas? Ex: No site da Receita Federal (em alguns itens), temos links para o Diário Oficial. Objetivo: Identificar se o site permite obter a origem dos processos e informações. Justificativa: Garantir a capacidade de conhecimento sobre a origem dos processos e informações. ( ) SEMPRE SÃO EXPLICITADAS AS FONTES ( ) A MAIORIA DAS FONTES SÃO EXPLICITADAS ( ) ALGUMAS FONTES SÃO EXPLICITADAS ( ) POUCAS FONTES SÃO EXPLICITADAS ( ) NENHUMA FONTE É EXPLICITADA ( ) NDA Se possível, indique que fontes foram explicitadas: _____________________ Comentários: __________________________________________________ 5.3. Subcritério: Verificabilidade: Capacidade de ser legitimado. Permite identificar se o que está sendo feito é o que deve ser feito. Questão 1: Existem formas de se legitimar a informação oferecida pelo site? Ex: Em vários sites é possível, através de comando, ver o código fonte da página. Objetivo: Identificar se o site oferece mecanismos que permitam legitimar as informações disponibilizadas pelo site. Justificativa: Garantir a capacidade de conhecimento sobre as informações oferecidas pelo site. ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR A MAIORIA DAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR ALGUMAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NÃO É POSSÍVEL LEGITIMAR INFORMAÇÃO ALGUMA 253 ( ) NDA Comentários: __________________________________________________ 5.4. Subcritério: Validação: Capacidade de ser testado por experimento ou observação. Permite identificar se o que está sendo feito é correto. Questão 1: Existem formas de se legitimar o processo oferecido pelo site? É possível verificar se o processo executado é realmente o que acontece no mundo real? Ex: É possível verificar se as etapas apresentadas no processo de encaminhamento e postagem da Amazon realmente acontecem na prática? Objetivo: Identificar se a organização faz na prática o que o processo explicitado no site diz que faz. Justificativa: Garantir que a prática do processo seja exatamente como está sendo informado para o usuário no site. ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR TODOS OS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR A MAIORIA DOS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR ALGUNS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL LEGITIMAR POUCOS PROCESSOS ( ) NÃO É POSSÍVEL LEGITIMAR PROCESSO ALGUM ( ) NDA Se possível, indique processos puderam ser legitimados: _________________ Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Existem formas de se garantir as informações oferecidas pelo site através de testes? Ex: Ferramentas, softwares, testes de caixa-preta. Objetivo: Identificar através de testes se as informações oferecidas são verdadeiras. Justificativa: Garantir que as informações apresentadas podem ser verificadas. ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR TODOS AS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR A MAIORIA DAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR ALGUMAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NÃO É POSSÍVEL VERIFICAR INFORMAÇÃO ALGUMA ( ) NDA 254 Se possível, indique informações que puderam ser verificadas: ____________ Comentários: __________________________________________________ Questão 3: Existem formas de se garantir o processo oferecido pelo site usando testes? Ex: Através de testes com o usuário. Objetivo: Identificar, através de testes, se os processos oferecidos são verdadeiros. Justificativa: Garantir que os processos apresentados possam ser verificados. ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR TODOS OS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR A MAIORIA DOS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR ALGUNS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR POUCOS PROCESSOS ( ) NÃO É POSSÍVEL VERIFICAR PROCESSO ALGUM ( ) NDA Se possível, indique processos que puderam ser verificados: _______________ Comentários: ___________________________________________________ 5.5. Subcritério: Controlabilidade: Capacidade de ser controlado. Questão 1: O site mantém log dos acessos? Ex: O site do CNPQ informa qual foi o seu último acesso a cada nova entrada. Objetivo: Identificar se todos os acessos ao site têm mecanismos para controle de forma a identificar quem acessou e quando. Justificativa: Garantir que todos os acessos ao site sejam identificados. ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR TODOS OS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR A MAIORIA DOS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR ALGUNS PROCESSOS ( ) É POSSÍVEL VERIFICAR POUCOS PROCESSOS ( ) NÃO É POSSÍVEL VERIFICAR PROCESSO ALGUM ( ) NDA Se possível, indique processos que puderam ser verificados: ______________ Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O site oferece mecanismos que garantem o controle sobre as 255 informações armazenadas? Ex: O site pode oferecer formas de visualização para confirmação de informações cadastradas pelo usuário. Objetivo: Identificar se todas as informações armazenadas foram verificadas e validadas pelo usuário. Justificativa: Garantir controle sobre as informações armazenadas. ( ) TODAS AS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS SÃO CONTROLADAS ( ) A MAIORIA DAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS É CONTROLADA ( ) ALGUMAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS SÃO CONTROLADAS ( ) POUCAS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS SÃO CONTROLADAS ( ) NÃO HÁ CONTROLE SOBRE AS INFORMAÇÕES ARMAZENADAS ( ) NDA Se possível, indique informações que não são controladas: _______________ Comentários: __________________________________________________ Questão 3: O site oferece mecanismos para conferências parciais dos processos? Ex: Suponhamos que você esteja se cadastrando através de um processo dividido em quatro partes. A cada parte desse processo poderia haver uma verificação dos dados já informados até aquele momento. Objetivo: Identificar se o site oferece mecanismos de conferência parcial de processos. Justificativa: Garantir controle sobre cada fase realizada do processo. ( ) TODOS OS PROCESSOS PODEM SER CONFERIDOS PARCIALMENTE ( ) A MAIORIA DOS PROCESSOS PODE SER CONFERIDA PARCIALMENTE ( ) ALGUNS PROCESSOS PODEM SER CONFERIDOS PARCIALMENTE ( ) POUCOS PROCESSOS PODEM SER CONFERIDOS PARCIALMENTE ( ) NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE CONFERÊNCIA PARCIAL DE PROCESSOS ( ) NDA Se possível, indique processos que não podem ser conferidos parcialmente: ___ Comentários: ___________________________________________________ Apresentação dos resultados obtidos 256 A seguir, apresentamos as respostas obtidas através dos questionários submetidos aos grupos participantes da pesquisa. A coluna “subcritérios” elenca todas as folhas ou características de segundo nível do SIG de Transparência. A coluna “critério/subcritério/questão” refere-se aos cinco critérios principais ou de primeiro nível do SIG de Transparência (Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade). Os subcritérios, como já dito referem-se a todas as folhas ou características de segundo nível do SIG de Transparência dispostas na primeira coluna da tabela. As questões referem-se às perguntas elaboradas descritas no questionário apresentado anteriormente neste apêndice. As demais colunas são as respostas dadas pelos entrevistados às questões do questionário. A maioria das questões permitia cinco opções de resposta ou NDA (Nenhuma das Anteriores). Para as que possuíam três opções (somente 2 questões) não houve possibilidade de resposta 2 e 4. Para as que tinham 7 opções (apenas uma questão), esta foi adaptada para uma escala de 1 a 5 por aproximação. Com este trabalho pode-se analisar, através da identificação das operacionalizações das características de transparência existentes nos seus processos organizacionais, a transparência dos processos apresentados através de sites na Web. 257 258 Apêndice E Questionário para verificação da Transparência em Processos Organizacionais Este apêndice apresenta os dados referentes ao planejamento e à execução da aplicação de um questionário sobre o SIG de transparência com o objetivo de confirmar as operacionalizações definidas para implementar o conceito de transparência organizacional em processos de produção de uma empresa real. Este estudo é parte do resultado do estudo de caso realizado que pode ser visto no Capítulo 5. Introdução São três os principais caminhos para compreender o comportamento humano no contexto das ciências sociais empíricas (Fink, 1985): Observação: observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito real; Experimento: criar situações artificiais e observar o comportamento das pessoas ante tarefas definidas para essas situações; Survey: perguntar às pessoas o que fazem (fizeram) e pensam (pensaram). Fink (Fink, 1985) define survey como “método para coletar informação de pessoas acerca de suas ideias, sentimentos, planos, crenças, bem como origem social, educacional e financeira”. O instrumento utilizado no survey, o questionário, pode ser definido como “um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, seus interesses, aspectos de personalidade e informação biográfica” (Yaremko, 1986). Neste trabalho tratamos do desenvolvimento de um questionário para levantamento de informações. Estamos estudando a ideia de transparência de processos. Nossa abordagem é que transparência de processos é um requisito de qualidade (não funcional) que pode ser inserido no contexto das organizações através de definições e inserção de novos elementos em seus processos. A seguir, são definidos o problema e os objetivos desta pesquisa, a hipótese da pesquisa, a base populacional pesquisada, o contexto da pesquisa, a estrutura do questionário, o questionário aplicado, as respostas obtidas, as análises realizadas e as conclusões. 259 As questões aqui apresentadas foram em boa parte adaptadas do primeiro questionário realizado para verificação de transparência em organizações que apresentam seus processos através de sites na Web, apresentado no Apêndice D. Objetivo da Pesquisa O objetivo desta pesquisa é coletar opiniões acerca da transparência de processos organizacionais cedidos para esta pesquisa por uma organização real. Hipótese Transparência pode ser analisada em processos através da identificação das operacionalizações das características de transparência existentes nos processos organizacionais. Base Populacional A pesquisa foi aplicada a grupos de profissionais em Engenharia de Software, divididos em dois grupos (tipo da amostra): • Grupo 1 – profissionais que atuam no mercado de desenvolvimento de software e que conhecem a organização detentora dos processos • Grupo 2 – profissionais que atuam no mercado de desenvolvimento de software e que não conhecem a organização detentora dos processos Cada uma das amostras tinha o seguinte tamanho: •Grupo 1 – 10 participantes – 5 questionários respondidos integralmente •Grupo 2 – 12 participantes – 7 questionários respondidos integralmente Total: 12 questionários respondidos Contexto da Pesquisa A pesquisa foi realizada com dois grupos de pesquisadores e profissionais à distância. Foi enviado um e-mail aos participantes solicitando sua resposta ao questionário sobre os processos apresentados enviado. A pesquisa não solicitava 260 identificação. O questionário foi aplicado em português. Foi pedido que todos os participantes analisassem os mesmos três processos. Os processos analisados, “Preparar Intervenção de Manutenção”, “Preparar Intervenção de Investimento” e “Acompanhar Intervenção”, fazem parte dos processos de Exploração e Produção de Petróleo de uma empresa brasileira localizada no estado do Rio Grande do Norte e estão descritos no Anexo I desta tese. O convite para participação continha o seguinte texto: Convite para participação em pesquisa: UMA ABORDAGEM PARA INSERÇÃO DE ASPECTOS DE TRANSPARÊNCIA EM PROCESSOS ORGANIZACIONAIS O presente convite visa obter sua colaboração no estudo relacionado à Tese de Doutorado sendo realizada no Programa de Pós Graduação em Informática da PUC-RJ, da aluna Claudia Cappelli, orientada pelo professor Julio Cesar Sampaio do Prado Leite. Esta pesquisa visa construir uma abordagem para a modelagem de aspectos de transparência em processos organizacionais. Nosso objetivo neste questionário é obter uma compreensão mais ampla quanto à transparência dos ?? enviados juntamente com este questionário. Solicito também o seu auxílio na divulgação da pesquisa em sua rede de contatos. O tempo de resposta das questões é de aproximadamente 60 minutos. O questionário está em anexo junto aos modelos de processos para serem avaliados. Sua resposta será confidencial. Somente o sumário das informações de todos os respondentes será incluído no relatório final. Em caso de dúvida, estou disponível para contato através do seguinte e-mail: [email protected]. Agradeço antecipadamente a sua colaboração. Claudia Cappelli Estrutura O questionário elaborado é formado pelas seguintes partes: a) Introdução – Explanação sobre o conceito de transparência e de processos b) Objetivo – Explanação sobre os objetivos da aplicação deste questionário 261 c) Questões – Perguntas objetivas para verificação de transparência nos processos apresentados no site. O Questionário O questionário elaborado contém o seguinte conteúdo: Introdução Um processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes (Hammer, 1994). O termo “Processo” pode ser usado como sinônimo de uma sequência de ações que permita aos participantes atingir seus objetivos. Atualmente muito se tem falado sobre o termo TRANSPARÊNCIA. Existem atualmente diversas leis e acordos criados com o intuito de aprimorar e garantir a TRANSPARÊNCIA ORGANIZACIONAL. A sociedade em geral, com seus cidadãos e organizações, também vem se mostrando muito interessada na possibilidade de possuir acesso às mais diversas informações. Entendemos que a TRANSPARÊNCIA ORGANIZACIONAL está em grande parte baseada na TRANSPARÊNCIA DOS PROCESSOS ORGANIZACIONAIS, que por sua vez pode ser estabelecida através da TRANSPARÊNCIA DOS MODELOS DE PROCESSOS ORGANIZACIONAIS, e das INFORMAÇÕES que estes geram através de suas instâncias de execução. Neste trabalho utilizamos o conceito de TRANSPARÊNCIA DO PROCESSO ORGANIZACIONAL como “a existência de políticas organizacionais que visam fornecer aos interessados informações sobre a 262 organização segundo características gerais de acesso, uso, apresentação, entendimento e auditabilidade” (Cappelli, 2008). Objetivo Este questionário visa verificar, em uma determinada organização, através de seus processos e informações, a presença de características de TRANSPARÊNCIA DE PROCESSOS ORGANIZACIONAIS. Esta verificação é feita através da análise de características específicas de: Acessibilidade, Usabilidade, Informação, Entendimento e Auditabilidade. Questões 1 – Característica Acessibilidade: Capacidade de obtenção. 1.1. Subcaracterística Portabilidade: Capacidade de ser usado em diferentes ambientes. Questão 1: Os processos podem ser acessados por diferentes meios de comunicação? Ex: Através de acesso a uma base de processos com uso de ferramenta de BPM, através de material impresso, através de uma base de documentos, através de publicações na Web, através de aplicações de software, entre outros. Objetivo: Investigar se os processos estão preparados para serem acessados usando diversos meios de comunicação da organização. Justificativa: Processos preparados para serem acessados usando diversos meios de comunicação da organização ajudam a garantir sua acessibilidade. ( ) PELOS PRINCIPAIS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ( ) POR ALGUNS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ( ) POR POUCOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ( ) POR UM ÚNICO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ( ) POR NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _______________________________________________________ 263 Questão 2: É possível obter informações sobre os processos em diferentes formatos? Ex: Posso obter as informações dos processos em diferentes formatos (através de modelos ou em formato descritivo)? Posso gerar um relatório a partir dos modelos de processos? Objetivo: Investigar se as formas de armazenamento das informações sobre os processos possibilitam obtê-las em formatos que sejam compatíveis com as preferências de cada usuário. Justificativa: Formas de armazenamento das informações sobre os processos que possibilitam obtê-las em formatos que sejam compatíveis com as preferências de cada usuário ajudam a garantir maior acessibilidade. ( ) É POSSÍVEL PARA TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL PARA POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NÃO É POSSÍVEL PARA INFORMAÇÃO ALGUMA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________________ Questão 3: É possível obter, em diferentes formatos, informações geradas durante a execução das instâncias dos processos? Ex: Posso exportar as informações das aplicações que apoiam o processo, caso existam? Posso exportar as informações da ferramenta de workflow que suporta o processo, caso exista? Posso disponibilizar em diferentes formatos os registros feitos sobre as informações geradas durante a execução do processo? Objetivo: Investigar se as formas de armazenamento das informações registradas durante a execução do processo possibilitam obtê-las em formatos que sejam compatíveis com as preferências/necessidades de cada usuário. Justificativa: Formas de armazenamento das informações registradas durante a execução do processo que possibilitam obtê-las em formatos compatíveis com as preferências/necessidades de cada usuário ajudam a garantir a acessibilidade do processo. ( ) É POSSÍVEL PARA TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL PARA A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES 264 ( ) É POSSÍVEL PARA ALGUMAS INFORMAÇÕES ( ) É POSSÍVEL PARA POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NÃO É POSSÍVEL PARA INFORMAÇÃO ALGUMA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ______________________________________________________ Questão 4: Caso os processos sejam apoiados por aplicações para sua execução, é possível executar estas aplicações em diferentes plataformas? Ex: É possível executar as aplicações que suportam o processo em Linux ou Windows? Caso seja uma aplicação Web, pode ser executada em diferentes browsers? Objetivo: Investigar se as formas de acesso às aplicações que apoiam a execução dos processos, caso existam, podem ser executadas em diferentes ambientes. Justificativa: Formas de acesso às aplicações que apoiam a execução dos processos em diferentes ambientes ajudam a garantir maior acessibilidade. ( ) É POSSÍVEL PARA TODAS AS APLICAÇÕES QUE OS APOIAM ( ) É POSSÍVEL PARA A MAIOR PARTE DAS APLICAÇÕES QUE OS APOIAM ( ) É POSSÍVEL PARA ALGUMAS APLICAÇÕES QUE OS APOIAM ( ) É POSSÍVEL PARA POUCAS APLICAÇÕES QUE OS APOIAM ( ) NÃO É POSSÍVEL PARA QUALQUER DAS APLICAÇÕES QUE OS APOIAM ( ) NÃO EXISTEM APLICAÇÕES PARA APOIO DO PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _______________________________________________________ 1.2. Subcaracterística Publicidade: Capacidade de se tornar público. Questão 1: O local em que os processos e as informações geradas por eles se encontram disponíveis é veiculado pela organização? Ex: São enviados e-mails publicando informações sobre a localização dos processos? Caso não esteja disponível em formato eletrônico, é divulgada sua localização física? Mudanças de localização para acesso aos processos são informadas? 265 Objetivo: Investigar se as informações sobre a localização dos processos são veiculadas. Justificativa: Localização dos processos e informações veiculadas na organização periodicamente ajudam a garantir maior acessibilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________________ Questão 2: Os Gestores dos processos divulgam os processos sob sua responsabilidade? Ex: Há comunicação periódica sobre a execução dos processos? Há comunicação sobre mudanças realizadas nos processos? Objetivo: Investigar se os gestores dos processos buscam divulgar os processos sob sua responsabilidade. Justificativa: Gestores de processos que buscam divulgar processos sob sua responsabilidade ajudam a garantir a acessibilidade dos mesmos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________________ 1.3. Subcaracterística Disponibilidade: Capacidade de ser utilizado no momento em que for necessário. Questão 1: Os processos estão sempre disponíveis para acesso e uso? Ex: Toda vez que se busca o acesso aos processos e às suas informações, é possível obtê-lo? Ex: É possível utilizar-se do processo toda vez que é necessário? Objetivo: Investigar se os processos estão sempre disponíveis para consulta e 266 acesso por parte dos usuários. Justificativa: Processos que estão sempre disponíveis para consulta e acesso por parte dos usuários ajudam a garantir maior acessibilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Caso existam aplicações que apóiem os processos, estas estão sempre disponíveis para execução? Ex: Os sistemas de informação que apoiam os processos estão sempre on-line? Objetivo: Investigar se as aplicações que viabilizam a execução dos processos estão disponíveis com a frequência necessária. Justificativa: Aplicações que viabilizam a execução dos processos e estão disponíveis com a frequência necessária ajudam a garantir acessibilidade dos mesmos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO EXISTEM APLICAÇÕES PARA APOIO DO PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 2 – Característica Usabilidade: Capacidade de uso. 2.1. Subcaracterística Uniformidade: Capacidade de manter uma única forma. Questão 1: Todos os processos e informações possuem um padrão quando 267 apresentados? Ex: Todos os modelos de processos sempre usam a mesma notação e os mesmos tipos de diagramas para representar os mesmos conceitos? Todos os documentos que por ventura descrevem processos utilizam um mesmo padrão para elaboração? Informações são apresentadas sempre no mesmo formato, por exemplo, datas são sempre apresentadas no formato dd/mm/aa? Objetivo: Identificar se os modelos dos processos e as informações usam representações padronizadas. Justificativa: Modelos de processo e informações que usam representações padronizadas ajudam a garantir a usabilidade dos mesmos. ( ) TODOS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCOS ( ) NENHUM ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O processo possui um glossário/léxico/ontologia com a definição de seus termos? Objetivo: Identificar se o processo padroniza os termos que referencia. Justificativa: Processos que padronizam os termos que referencia ajudam a garantir maior usabilidade. ( ) POSSUI PARA TODOS OS TERMOS ( ) POSSUI PARA A MAIORIA DOS TERMOS ( ) POSSUI PARA ALGUNS TERMOS ( ) POSSUI PARA POUCOS TERMOS ( ) NÃO POSSUI PARA TERMO ALGUM ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ Questão 3: Os processos utilizam um padrão de descrição? Ex: Existem padrões para elaboração da descrição dos processos? 268 Objetivo: Garantir uma forma única de descrição dos processos. Justificativa: A existência de um padrão de descrição ajuda a garantir a usabilidade do processo. ( ) TODOS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCOS ( ) NENHUM ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: Caso existam aplicações que apóiem os processos, estas possuem interface padrão? Ex: As aplicações têm o mesmo formato para suas telas? As aplicações têm os menus organizados de forma semelhante? Os relatórios gerados têm cabeçalho padronizado (sempre apresentam origem, data e hora da informação gerada)? Objetivo: Identificar se as aplicações fazem uso de interface padrão. Justificativa: A existência de um padrão de interfaces auxilia na usabilidade do processo. ( ) TODAS ( ) A MAIORIA ( ) APROXIMADAMENTE METADE ( ) POUCAS ( ) NENHUMA ( ) NÃO EXISTEM APLICAÇÕES PARA APOIO DO PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ 2.2. Subcaracterística Intuitividade: Capacidade de ser utilizado sem aprendizado prévio. Questão 1: A representação dos processos é feita através de uma sequência bem definida com conteúdo adequado? Ex: É possível identificar os passos anteriores e os posteriores ao que se está executando? É possível ter conhecimento das regras 269 que regem o processo? É possível saber os sistemas usados para execução do processo? Objetivo: Verificar se é possível identificar a sequência de passos e o conteúdo do processo. Justificativa: Poder identificar a sequência de passos e o conteúdo do processo ajuda a garantir a usabilidade do processo. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Os nomes e descrições dos processos permitem fácil entendimento do que será realizado? Ex: O usuário do processo tem capacidade de, através da leitura dos nomes das atividades e de suas descrições, executar os passos do processo? Objetivo: Verificar se os nomes e descrições dos processos permitem fácil entendimento do que será realizado. Justificativa: Nomes e descrições que permitem fácil entendimento do que será realizado ajudam a garantir a usabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 3: Os nomes utilizados fazem parte de um domínio cognitivo comum? Ex: Os processos usam um vocabulário adequado ao domínio? Os termos são de conhecimento dos usuários do processo? Objetivo: Identificar se os processos usam um vocabulário intuitivo que condiz com o seu domínio cognitivo. Justificativa: Um vocabulário comum adequado ao domínio cognitivo dos 270 processos contribui para a usabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: A notação utilizada para a representação dos processos traduz o significado do elemento representado? Ex: Cada figura que representa um elemento no processo tem um símbolo que o traduz visualmente? O elemento equipamento poderia ser representado pela figura de uma engrenagem, o elemento sistema poderia ser representado pela figura de um computador, o elemento informação poderia ser representado pela figura de um banco de dados, o elemento risco poderia ser representado pela figura de um raio, por exemplo. Objetivo: Garantir o fácil entendimento dos elementos dos processos. Justificativa: Elementos que representam graficamente seu significado contribuem para a usabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 5: Caso existam aplicações que apóiem os processos, a simbologia utilizada por elas traduz o significado das ações a serem executadas? Ex: Cada figura que representa uma funcionalidade do software tem um símbolo que a traduz visualmente? O carrinho de compras, por exemplo, executa a ação de aquisição de um bem ou serviço. Objetivo: Garantir o uso intuitivo das funcionalidades das aplicações que apoiam os processos. Justificativa: Simbologia aplicada às funcionalidades das aplicações que 271 apoiam os processos contribui para a sua usabilidade. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO EXISTEM APLICAÇÕES QUE APOIAM OS PROCESSOS ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 6: Os símbolos utilizados para representar os elementos contidos nos modelos de processo usam cores padrão legendadas para facilitar a identificação? Ex: Atividades sempre usam cor verde, eventos sempre cor branca, atores sempre amarelo. Objetivo: Facilitar a identificação dos elementos na leitura dos processos. Justificativa: O uso de cores aumenta a usabilidade dos modelos de processo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 2.3. Subcaracterística Simplicidade: Capacidade de não apresentar dificuldades ou obstáculos. Questão 1: Os processos possuem muitos handoff’s (passagens de bastão entre os atores)? Ex: Para aprovação de um documento o processo envolve os mesmos atores em vários estágios diferentes, quando estas atividades poderiam ser agrupadas e realizadas de uma só vez por cada um dos atores? Existe muita troca de informação entre os mesmos atores de forma sequencial? Objetivo: Identificar se o processo é simples de utilizar. Justificativa: Processos com pequeno número de handoff’s aumentam sua usabilidade. ( ) NUNCA 272 ( ) RARAMENTE ( ) REGULARMENTE ( ) QUASE SEMPRE ( ) SEMPRE ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: As atividades dos processos estão organizadas em uma sequência lógica? Ex: Todos os elementos necessários para a execução das atividades estão definidos e organizados de forma a estarem disponíveis no momento de sua execução? Atividades que dependam de recursos gerados por atividades anteriores só acontecem depois da finalização destas? Objetivo: Identificar se o processo é simples através de sua sequência lógica. Justificativa: A organização lógica das informações dos processos influencia na usabilidade do mesmo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________________ Questão 3: Os procedimentos utilizados para execução de processos com a mesma finalidade possuem um padrão? Ex: Todas as requisições de compras são elaboradas através de um mesmo procedimento independente do objeto da compra? Todas as solicitações de viagem utilizam o mesmo processo e formulários, independente do tipo e do motivo da viagem? Objetivo: Identificar se o processo é simples através da padronização de seus procedimentos. Justificativa: A padronização de procedimentos reduz a complexidade e aumenta a usabilidade do processo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE 273 ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ Questão 4: As informações utilizadas no processo têm uma única fonte para cada uma delas? Ex: A mesma informação utilizada em pontos diferentes do processo tem origem na mesma fonte? Objetivo: Identificar se o processo é simples através do uso de informações de fontes únicas. Justificativa: O armazenamento em fonte única para cada informação do processo reduz a complexidade e aumenta a usabilidade do mesmo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 5: Os processos possuem muitos níveis de subprocessos aninhados? Ex: Na sequência principal de um processo chama-se outro processo que por sua vez chama um próximo e assim sucessivamente, com muitos níveis de chamada? Objetivo: Identificar se o processo é simples através de um número reduzido de chamadas sucessivas a outros processos. Justificativa: Poucos processos aninhados aumentam sua usabilidade. ( ) NUNCA ( ) RARAMENTE ( ) REGULARMENTE ( ) QUASE SEMPRE ( ) SEMPRE ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ 2.4. Subcaracterística Amigabilidade: Capacidade de uso sem esforço. 274 Questão 1: Os processos são representados através de um diagrama? Ex: O processo é representado através de um EPC ou BPMN ou UML ou I*, ao invés de descrito através de texto? Objetivo: Identificar se os processos são representados através de diagramas. Justificativa: A forma gráfica para representação dos processos aumenta sua usabilidade. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Os processos permitem ser interrompidos durante sua execução e retomados no mesmo ponto em que se parou em um momento seguinte? Ex: Quando você está realizando um determinado procedimento e falta um determinado documento que o impede de dar continuidade à execução do processo, este processo permite que o procedimento seja realizado em outro momento, a partir do ponto que o mesmo foi interrompido sem que se tenha que retornar ao início do mesmo? Objetivo: Identificar se os processos permitem ser interrompidos durante sua execução e retomados no mesmo ponto em que se parou em um momento seguinte. Justificativa: Processos que permitem ser interrompidos durante sua execução e retomados no mesmo ponto em que se parou em um momento seguinte aumentam sua usabilidade. ( ) PERMITEM PARA TODOS OS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITEM PARA A MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITEM PARA QUASE METADE DOS PROCEDIMENTOS ( ) PERMITEM PARA POUCOS PROCEDIMENTOS ( ) NÃO PERMITEM ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 275 Questão 3: Os processos oferecem sugestões/recursos/informações para cada passo dos processos? Ex: Existem helps para apoio à execução dos processos? Existem documentos de apoio para execução dos processos? Os formulários eventualmente necessários ao processo possuem detalhamento e exemplos para seu preenchimento? Objetivo: Identificar se os processos oferecem sugestões/recursos/informações para cada passo dos processos. Justificativa: Os processos que dispõem de recursos, mecanismos e/ou sugestões de uso ajudam a aumentar sua usabilidade. ( ) PARA TODOS OS PASSOS DOS PROCESSOS ( ) PARA A MAIORIA DOS PASSOS DOS PROCESSOS ( ) PARA QUASE METADE DOS PASSOS DOS PROCESSOS ( ) PARA POUCOS PASSOS DOS PROCESSOS ( ) PARA NENHUM DOS PASSOS DOS PROCESSOS ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários:___________________________________________________ 2.5. Subcaracterística Operabilidade: Capacidade de estar operacional. Questão 1: O processo apresenta descrição de seus objetivos e dos produtos a serem gerados? Ex: O processo oferece uma descrição do que será gerado e do objetivo a que se propõe atender? Sabe-se exatamente o resultado que será obtido com a execução do processo? Objetivo: Investigar se o processo apresenta descrição de seus objetivos e das principais funções que se propõe a realizar. Justificativa: Processos sobre os quais se consegue identificar objetivos e produtos ajudam a garantir sua usabilidade. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 276 Questão 2: O processo possui definição dos elementos que manipula? Ex: O processo possui descrição para as informações, atores, documentos, produtos? Objetivo: Investigar se o processo possui informações sobre os elementos que estão associados a ele. Justificativa: Possuir definição dos elementos que estão associados a ele ajuda a garantir maior usabilidade do processo. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários:___________________________________________________ ______ Questão 3: Existem características de navegabilidade nos modelos de processo? Ex: Os processos orientam o usuário, através de suas interfaces ou através de suas decomposições? Objetivo: Investigar se o processo facilita a operabilidade das informações e processos usando uma navegação intuitiva e lógica. Justificativa: Uma navegabilidade adequada no processo ajuda o usuário no uso dos processos e no acesso às informações oferecidas. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _______________________________________________________ 2.6. Subcaracterística Desempenho: Capacidade de operar adequadamente. Questão 1: O tempo de resposta para o acesso aos modelos de processos é adequado? Ex: Caso se use uma ferramenta de BPM para armazenamento dos modelos de processo, uma base de documentos sobre o processo, o tempo de resposta no acesso a 277 estas é adequado? Objetivo: Investigar se existe infra-estrutura com desempenho adequado para acesso aos processos. Justificativa: Processos acessados em tempo adequado para o usuário ajudam a garantir sua usabilidade. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ______________________________________________________ Questão 2: O tempo de resposta para acessar informações sobre a execução do processo é adequado? Ex: Caso o processo seja apoiado por aplicações, o tempo de respostas destes softwares é adequado? Caso as informações sobre a execução do processo estejam em papel ou em poder de algum ator, o tempo de resposta é adequado? Objetivo: Investigar se o acesso às informações sobre o processo é rápido. Justificativa: Bom desempenho no acesso às informações do processo melhora a usabilidade do processo. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ______________________________________________________ Questão 3: O tempo de execução dos processo é adequado? Ex: Para se executar da primeira até a última atividade, o tempo necessário é razoável para o processo? Objetivo: Investigar se o tempo total de execução do processo é adequado. Justificativa: Bom desempenho na execução total do processo melhora sua usabilidade. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO 278 ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ______________________________________________________ 2.7. Subcaracterística Adaptabilidade: Capacidade de mudar de acordo com as circunstâncias e necessidades. Questão 1: Existem definições de como proceder caso seja necessário mudar o processo de acordo com necessidades específicas de um determinado contexto de execução do mesmo? Ex: Sabe-se como inserir uma nova atividade no processo no momento de sua execução? Sabe-se como mudar a ordem de execução das atividades? Sabe-se como mudar os atores do processo no momento de sua execução? Objetivo: Identificar se os processos possuem definição de como adaptá-los através da inclusão/alteração/exclusão de elementos/informações do processo. Justificativa: Identificar como adaptar para inclusão/alteração/exclusão de elementos/informações do processo ajuda a garantir a capacidade de usabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ Questão 2: Caso o processo seja apoiado por aplicações, é possível personalizar estas aplicações para adaptá-las às necessidades das diversas execuções dos processos? Ex: Nos sites bancários é possível indicar o que se quer ver na tela. No site do Google pode-se confeccionar uma página pessoal. 279 Objetivo: Identificar se as aplicações que apoiam os processos permitem a adaptação de funcionalidades que os tornem personalizados para o usuário, de modo que este possa ter melhor usabilidade sobre os processos e informações disponíveis. Justificativa: Processos que permitem a adaptação de funcionalidades ajudam a garantir a sua usabilidade. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO EXISTEM APLICAÇÕES QUE APOIAM OS PROCESSOS ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ___________________________________________________ 3 – Característica Informativo: Capacidade de prover informações. 3.1. Subcaracterística Clareza: Capacidade de nitidez e compreensão. Questão 1: O vocabulário dos processos é intuitivo, natural e adequado? Ex: Considerando um processo de transações bancárias, os bancos costumam oferecer, na maioria das vezes, informações usando linguagem natural adequada que indicam de certa forma a operação que será realizada: (i) consulta de saldo, (ii) depósito bancário e (iii) pagamento de conta. Objetivo: Investigar se os processos usam vocabulário adequado ao seu público alvo e domínio. Justificativa: Um vocabulário de acordo com o público alvo e o domínio facilita o entendimento e torna mais clara a exposição das informações e dos processos. ( ) TOTALMENTE ADEQUADO ( ) MUITO ADEQUADO ( ) RAZOAVELMENTE ADEQUADO ( ) POUCO ADEQUADO ( ) NÃO É ADEQUADO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA 280 Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O processo apresenta descrição de seus objetivos e das principais funções que se propõe a realizar? Ex: O processo oferece uma descrição para o que deve ser utilizado e do objetivo a que se propõe atender? Objetivo: Investigar se o processo auxilia o usuário, oferecendo uma descrição clara sobre suas ações. Justificativa: Processos descritos previamente e apropriadamente facilitam a clareza sobre os mesmos por parte dos usuários. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________ Questão 3: Existem fontes complementares caso o usuário deseje saber mais detalhes sobre uma determinada informação ou processo? Ex: Existe histórico de execução dos processos, documentos relacionados ao processo, informações sobre pessoas que participam do processo, empresas que também executam o mesmo processo? Objetivo: Investigar se os processos oferecem fontes alternativas e informações complementares que ajudam a esclarecer dúvidas sobre os processos. Justificativa: Processos que possuem fontes alternativas permitem ao usuário esclarecer suas dúvidas tornando mais claro como proceder para atingir seus objetivos. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 281 Questão 4: Os processos são bem focados, tratam de um tema bem definido? Ex: O processo trata somente de informações e atividades pertinentes ao processo? Em um processo de execução de um procedimento existem somente os passos para execução? As atividades de gestão deste processo estão definidas e organizadas em um processo separado, tendo apenas interfaces entre eles, por exemplo? Objetivo: Investigar se os processos têm um propósito bem definido, não gerando dúvidas sobre seus serviços e conteúdos. Justificativa: Processos com escopo bem definido tornam-se mais claros. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 5: O processo oferece acesso às políticas usadas para sua confecção? Ex. A política de organização que define a forma e o conteúdo do processo pode ser acessada facilmente? Objetivo: Investigar se os processos deixam explícito o acesso às normas e políticas sob as quais foram construídos. Justificativa: Políticas que podem ser conhecidas permitem que os processos sejam mais claros para os usuários. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 6: Existe um fórum/lista de discussão sobre os processos? Ex: A organização possui interface com o cliente e há espaço para tirar dúvidas sobre o processo? Existe serviço de helpdesk sobre o processo? 282 Objetivo: Investigar se as organizações oferecem informações sobre como funcionam os seus serviços. Justificativa: Possuir um fórum/lista e discussão sobre os processos auxilia a torná-los mais claro. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS ( ) PARA OS PRINCIPAIS PROCESSOS ( ) PARA ALGUNS PROCESSOS (NÃO PRINCIPAIS) ( ) PARA POUCOS PROCESSOS ( ) PARA NENHUM PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 7: Existem sistemas que geram histórico das informações sobre as execuções das instâncias dos processos? Ex: O processo é apoiado por um software de workflow? O processo é apoiado por vários sistemas integrados que possuem histórico de informações? Objetivo: Investigar se os processos oferecem informações sobre o que ocorreu em outras instâncias de sua execução. Justificativa: Fatos sobre a execução dos processos em outros momentos ajudam a tornar os processos mais claros para seus usuários. ( ) PARA TODOS OS PROCESSOS ( ) PARA A MAIOR PARTE DOS PROCESSOS ( ) PARA ALGUNS PROCESSOS ( ) PARA POUCOS PROCESSOS ( ) PARA NENHUM PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 8: Existem ambiguidades nos processos? Ex: Existem processos que têm descrições muito parecidas gerando confusão e dúvida do tipo: Qual dos processos realiza o que eu realmente quero e preciso? Objetivo: Investigar se os processos não usam a mesma descrição para definir atividades diferentes. 283 Justificativa: Processos sem ambiguidade são mais claros e informativos. ( ) NUNCA ( ) POUCAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) SEMPRE ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 9: Existe redundância nos processos? Ex: Existem dois processos, com nomes diferentes, realizando as mesmas sequências de atividades, gerando confusão e dúvidas como: Qual deles é o correto? Tenho de fazer os dois? Objetivo: Investigar se os processos usam nomes diferentes para tratar o mesmo processo. Justificativa: Processos sem redundância evitam confundir o usuário. ( ) NUNCA ( ) POUCAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) SEMPRE ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 3.2. Subcaracterística Acurácia: Capacidade de execução isenta de erros sistemáticos. Questão 1: Existe tratamento para todas as situações que possam acontecer durante a execução dos processos? Ex: Há indicação, no processo, de como atuar toda vez que uma situação de decisão aparece? Objetivo: Investigar se os processos possuem tratamento para as situações de decisão. Justificativa: Processos que possuem tratamento para as situações de decisão ajudam na exatidão de sua execução. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE 284 ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________ Questão 2: Existem mecanismos para verificação de erros ao longo do processo a fim de evitá-los? Ex: Existem atividades inseridas no processo para verificar se erros são possíveis de acontecer que possam atuar antes disso? Objetivo: Investigar se os processos possuem controles e correções para não comprometerem seus resultados. Justificativa: Garantir que os processos sejam exatos na sua execução. ( ) SEMPRE ( ) QUASE SEMPRE ( ) REGULARMENTE ( ) RARAMENTE ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 3.3. Subcaracterística Completeza: Capacidade de não faltar nada do que pode ou deve ter. Questão 1: Em relação a processos similares realizados em outras organizações/domínios com o mesmo objetivo, os processos em questão possuem as atividades necessárias (principais)? Ex: No caso de um processo de saque de dinheiro no banco todos os bancos praticamente fazem os processos da mesma forma, mudando apenas algumas características de qualidade que não interferem no objetivo principal de entregar o dinheiro ao cliente. Objetivo: Investigar se os processos oferecem as atividades necessárias e esperadas pelos usuários em comparação a outros processos do mesmo domínio. Justificativa: Oferecer as atividades necessárias e esperadas pelos usuários em comparação a outros processos do mesmo domínio ajuda a identificar a completeza do processo. ( ) TODAS AS ATIVIDADES ( ) A MAIOR PARTE DAS ATIVIDADES 285 ( ) ALGUMAS ATIVIDADES ( ) POUCAS ATIVIDADES ( ) NENHUMA ATIVIDADE ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O processo possui as informações necessárias para sua execução? Ex: Para a execução das atividades do processo, todas as informações necessárias estão disponíveis e fazem parte do processo? Objetivo: Investigar se os processos oferecem as informações necessárias e esperadas pelos usuários. Justificativa: Informações necessárias sobre o processo ajudam a garantir sua completeza. ( ) TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) A MAIOR PARTE DAS INFORMAÇÕES ( ) ALGUMAS INFORMAÇÕES ( ) POUCAS INFORMAÇÕES ( ) NENHUMA INFORMAÇÃO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 3: O processo possui as atividades necessárias para atingir seus objetivos? Ex: Para atingir seus objetivos os processos necessitam executar várias atividades. Todas fazem parte do processo. Objetivo: Investigar se os processos possuem todas as atividades necessárias para alcance de seus objetivos. Justificativa: Possuir todas as atividades necessárias para atingimento de seus objetivos ajuda a garantir a completeza dos processos em termos de atividades. ( ) POSSUI TODAS AS ATIVIDADES ( ) POSSUI A MAIOR PARTE DAS ATIVIDADES ( ) POSSUI ALGUMAS DAS ATIVIDADES ( ) POSSUI POUCAS DAS ATIVIDADES ( ) NÃO POSSUI QUALQUER DAS ATIVIDADES ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 286 3.4. Subcaracterística Corretude: Capacidade de ser isento de erros. Questão 1: As informações armazenadas sobre a execução dos processos refletem a realização dos mesmos? Ex: No acesso às aplicações que apoiam a execução das atividades, caso existam, pode ser verificado se os dados armazenados correspondem exatamente às instâncias de execução do processo? Objetivo: Investigar se os processos possuem informações condizentes com sua definição de execução. Justificativa: Processos com informações sobre suas instâncias condizentes com sua definição ajudam a garantir sua corretude. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Os processos cumprem as normas e leis que os suportam? Ex: O processo de cálculo do IR segue os procedimentos da Receita Federal? Objetivo: Investigar se os processos atendem às normas e leis que os regem. Justificativa: Processos que fazem cumprir as normas e leis que os regem ajudam a garantir sua corretude. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 3: A navegação através dos modelos/documentos de processos direciona para os locais/diagramas/funções/sistemas corretos? Ex: A ferramenta de BPM da organização permite acessar corretamente as páginas desejadas com base no nome dos processos? 287 Objetivo: Investigar se as indicações de sequência dos processos condizem com o caminho seguido por eles quando estas sequências são seguidas. Justificativa: Indicações de sequência dos processos condizendo corretamente com o caminho seguido por eles durante sua execução ajudam a garantir a corretude dos processos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 4: O processo possui controles estabelecidos ao longo de sua execução para evitar erros? Ex: Ao longo dos passos do processo, encontram-se atividades de controle para prevenção de erros? Objetivo: Investigar se os processos possuem atividades para redução de erros sobre o que está sendo realizado. Justificativa: A existência de atividades para redução de erros sobre o que está sendo realizado ajuda a garantir a corretude do processo. ( ) AO LONGO DE TODO O PROCESSO ( ) NA MAIOR PARTE DO PROCESSO ( ) EM ALGUMAS PARTES DO PROCESSO ( ) EM POUCAS PARTES DO PROCESSO ( ) EM NENHUMA PARTE DO PROCESSO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 3.5. Subcaracterística Consistência: Capacidade de resultado aproximado de várias medições de um mesmo item. Questão 1: Caso existam processos que apresentem os mesmos resultados de formas diferentes ou através de diferentes meios, estes resultados são os mesmos? Ex: Um processo realizado diretamente e sua simulação têm o mesmo resultado? Objetivo: Investigar se processos diferentes que têm o mesmo resultado são 288 consistentes entre si. Justificativa: Processos diferentes que têm o mesmo resultado ajudam a garantir a consistência das informações. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Um determinado processo, que executa uma mesma atividade em vários momentos, o faz da mesma forma? Ex: Os processos que executam uma mesma atividade ao longo de seu desenvolvimento usam os mesmos artefatos, geram os mesmos produtos? Objetivo: Investigar se os processos que executam uma mesma atividade em vários momentos o fazem da mesma forma. Justificativa: Processos que executam uma mesma atividade em vários momentos e o fazem da mesma forma ajudam a garantir a consistência de sua execução. ( ) SEMPRE ( ) ALGUMAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 3: As informações armazenadas correspondem às instâncias de execução do processo? Ex: Um processo realizado diretamente através de um workflow pode ter sua execução verificada através da leitura dos dados armazenados nas bases de dados desta aplicação? Objetivo: Investigar se as instâncias dos processos, quando executadas, geram as informações existentes na base de dados das aplicações que os apoiam. Justificativa: Processos que, quando executados, geram as informações existentes na base de dados das aplicações que os apoiam ajudam a garantir consistência dos processos com suas informações. 289 ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 3.6. Subcaracterística Integridade: Capacidade de ser correto e imparcial. Questão 1: As informações do processo são oferecidas para todos os participantes com o mesmo perfil, da mesma forma? Ex: Todos os envolvidos com o mesmo perfil no processo podem ter acesso às mesmas informações? Objetivo: Investigar se os processos oferecem as mesmas informações para todos os participantes com o mesmo perfil,. Justificativa: Processos que oferecem as mesmas informações para todos os participantes com o mesmo perfil ajudam a garantir a imparcialidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Os processos possuem mecanismos que garantem a imparcialidade nas informações obtidas? Ex: O processo tem mecanismos para que o usuário possa verificar se informações obtidas são as mesmas obtidas por outros usuários com o mesmo perfil? Objetivo: Investigar se os processos oferecem recursos que propiciam ao usuário a confirmação da imparcialidade nos dados manipulados. Justificativa: Processos que oferecem recursos que propiciam confirmação da imparcialidade nos dados manipulados ajudam a garantir a integridade. ( ) PARA TODAS AS INFORMAÇÕES ( ) PARA A MAIORIA DAS INFORMAÇÕES 290 ( ) PARA ALGUMAS DAS INFORMAÇÕES ( ) PARA POUCAS INFORMAÇÕES ( ) PARA NENHUMA INFORMAÇÃO ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 3.7. Subcaracterística Atualidade: Capacidade de estar no estado atual. Questão 1: Existem mecanismos que permitam verificar a atualização dos processos? Ex: existe controle de versão dos documentos pertencentes aos processos? Existe controle de versão dos modelos do processo? Existe controle de versão das aplicações que apoiam os processos? Objetivo: Investigar se o acesso está sendo feito na versão mais atualizada do processo. Justificativa: Acesso à versão mais atualizada do processo ajuda a garantir que se tem a informação mais atualizada. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 2: Existem mecanismos que permitem verificar a atualização das informações geradas pelas instâncias dos processos? Ex: Existe controle de versão das informações geradas na execução dos processos? Objetivo: Investigar se o acesso está sendo feito na versão mais atualizada das informações. Justificativa: Acesso à versão mais atualizada das informações ajuda a garantir que se tem o estado atual das informações. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA 291 ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 3.8 Subcaracterística Comparabilidade: Capacidade de ser comparado. Questão 1: É possível comparar uma determinada informação a um parâmetro padrão? Ex: Em uma informação sobre exames médicos em geral, se tem os limites para cada um dos resultados. Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permite comparar informações a padrões. Justificativa: Mecanismos que permitem comparar informações a padrões ajudam a garantir a capacidade de entendimento do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: É possível comparar processos a padrões de processos? Ex: Existe uma base de informações com padrões e indicadores sobre execução dos processos, de modo que se possa avaliar seu desempenho a cada instância de execução? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permite comparar processos a padrões de processo. Justificativa: Mecanismos que permitem comparar processos a padrões de processo ajudam a garantir a capacidade de entendimento. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL COMPARAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 292 4 – Característica Entendimento: Capacidade de alcançar o significado e o sentido. 4.1. Subcaracterística Compositividade: Capacidade de construir ou formar a partir de diferentes partes. Questão 1: É possível compor processos de maior nível de granularidade a partir de processos de menor granularidade? Ex: É possível identificar a cadeia de valor da organização a partir dos seus modelos de processos. Objetivo: Investigar se os processos possuem algum tipo de relacionamento que permite identificar de que parte da estrutura deriva o processo em questão. Justificativa: Processos que possuem algum tipo de relacionamento que permite identificar seus antecedentes ajudam a garantir a possibilidade de compor processos maiores a partir de suas partes. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ( ) NUNCA É POSSÍVEL ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 2: É possível compor novas informações a partir de outras? Ex: Pode-se ter acesso direto à base de dados das aplicações que apoiam os processos e identificar como cada informação é formada, e a partir destas produzir outras? Objetivo: Investigar se os processos permitem compor informações a partir de outras. Justificativa: Processos que permitem compor informações a partir de outras já existentes ajudam a garantir a possibilidade de compor informações a partir de outras. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ( ) NUNCA É POSSÍVEL 293 ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 4.2. Subcaracterística Concisão: Capacidade de ser resumido. Questão 1: Os processos podem ser customizados de modo que se extraia somente o que se tem interesse neles? Ex: Podem ser identificadas atividades que tenham risco financeiro associado e se resumir o processo somente a estas atividades? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que suporte resumir ou customizar as atividades, de modo que o usuário tenha apenas disponível o que é de seu interesse. Justificativa: Mecanismos que suportem resumir ou customizar as atividades de modo a deixar disponível o que é de interesse ajudam a garantir a capacidade de resumir processos através de escolhas do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 2: É possível resumir as informações existentes de modo que se possa extrair somente o que for de interesse? Ex: Em um relatório ou documento apresentado é possível ver somente a parte interessante para o usuário? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permite resumir ou customizar as informações oferecidas de modo que o usuário tenha apenas disponível o que é de seu interesse. Justificativa: Mecanismos que suportem resumir ou customizar as informações de modo a deixar disponível o que é de interesse ajudam a garantir a capacidade de resumir processos através de escolhas do processo. 294 ( ) SEMPRE É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL CUSTOMIZAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 4.3. Subcaracterística Divisibilidade: Capacidade de ser particionado. Questão 1: É possível dividir as informações em partes? Ex: Podem ser recuperadas as regras de formação das informações de modo que se possa dividi-la e reutilizá-la? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permita particionar informações em grupos menores. Justificativa: Mecanismos que permitem particionar informações em grupos menores ajudam a garantir a capacidade de entendimento do processo. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ( ) NUNCA É POSSÍVEL ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________ Questão 2: É possível dividir um determinado processo em partes menores? Ex: É possível separar o fluxo em partes menores? Objetivo: Identificar se é possível separar o processo em unidades menores. Justificativa: Separação do processo em unidades menores ajuda a garantir a capacidade de entendimento. 295 ( ) SEMPRE É POSSÍVEL ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL ( ) NUNCA É POSSÍVEL ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________ 4.4. Subcaracterística Dependência: Capacidade de identificar a relação entre as partes de um todo. Questão 1: Existem mecanismos que permitem identificar as relações entre os processos? Ex: Interfaces entre processos são representadas explicitamente? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que identifica os relacionamentos entre processos. Justificativa: Mecanismos que identificam os relacionamentos entre processos ajudam a garantir o entendimento do processo. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _______________________________________________ Questão 2: Existem mecanismos que permitem identificar as relações entre as informações dos processos? Ex: Existe uma ontologia ou modelos ER que reflitam as bases de dados das aplicações que apoiam os processos? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que apóie a identificação de relacionamentos entre informações. Justificativa: Mecanismos que apoiam a identificação de relacionamentos entre informações ajudam a garantir a capacidade de relacionar informações. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA 296 ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 4.5 Subcaracterística Detalhamento: Capacidade de descrever em minúcias. Questão 1: É possível detalhar uma determinada informação? Ex: Em um relatório ou documento apresentado, é possível detalhar alguma informação que venha a melhorar o entendimento do usuário? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permita detalhar informações em unidades menores. Justificativa: Mecanismos que permitem detalhar informações em unidades menores ajudam a garantir a capacidade de entendimento do usuário. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: É possível detalhar um determinado processo? Ex: Para cada macroprocesso existe seu detalhamento em fluxos de atividades, e para cada atividade existe seu detalhamento de execução? Para uma determinada atividade pode-se obter seu detalhamento (elementos e descrição)? Objetivo: Identificar se existe algum mecanismo que permite detalhar processos em unidades menores. Justificativa: Mecanismos que permitem detalhar processos em unidades menores ajudam a garantir a capacidade de entendimento. ( ) SEMPRE É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NA MAIORIA DAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) ALGUMAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) POUCAS VEZES É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NUNCA É POSSÍVEL DETALHAR ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ 5 – Característica Auditabilidade: Capacidade de exame analítico. 297 5.1. Subcaracterística Explicação: Capacidade de informar a razão de algo. Questão 1: O processo possui descrição sobre cada uma de suas atividades? Ex: Cada atividade possui uma descrição e identificação de todos os elementos que usa para sua execução? Objetivo: Identificar se os processos possuem descrição sobre todas as suas atividades e cada elemento que as compõe. Justificativa: Processos que possuem descrição sobre todas as suas atividades e cada elemento que as compõe ajudam a garantir a capacidade de auditabilidade destes processos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O processo armazena as principais dúvidas e respostas a estas dúvidas em uma base de conhecimento? Ex: Existe uma base de conhecimento sobre o processo? Existe uma comunidade de práticas sobre o processo? Objetivo: Identificar se o processo fornece informações sobre dúvidas já conhecidas. Justificativa: Processos que fornecem informações sobre dúvidas já conhecidas ajudam a garantir a capacidade de auditabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 298 5.2. Subcaracterística Rastreabilidade: Capacidade de seguir o desenvolvimento de um processo ou a construção de uma informação, suas mudanças e justificativas. Questão 1: É possível saber se as mudanças realizadas no processo, através do conhecimento de quem, quando, onde, por que e como estas mudanças ocorreram? Ex: Há registro das mudanças feitas ao longo do processo? Objetivo: Identificar se o processo permite rastrear as informações sobre suas atividades. Justificativa: Processos que permitem rastrear as informações sobre suas atividades ajudam a garantir sua auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 2: É possível ter conhecimento sobre as fontes das informações utilizadas no processo? Ex: Há referência sobre a origem de cada informação? Objetivo: Identificar se os processos possuem a origem das informações. Justificativa: Processos que possuem a origem das informações ajudam a garantir a sua auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ 5.3. Subcaracterística Verificabilidade: Capacidade de identificar se o que está sendo feito é o que deve ser feito. Questão 1: Existem formas de identificar se o que está sendo feito é o que deveria 299 ser feito no processo? Ex: Existe uma lista dos requisitos do software que apoiam o processo versus as atividades do processo? As regras e leis que apoiam os processos podem ser acessadas para identificação da aderência do processo a estas? Objetivo: Identificar se existem mecanismos que permitem identificar se o que está sendo feito é o que deveria ser feito no processo. Justificativa: Mecanismos que permitem identificar se o que está sendo feito é o que deveria ser feito no processo ajudam a garantir a sua auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: O processo ao ser executado faz efetivamente o que sua documentação diz que deve ser feito? Ex: Em um processo de compra pela internet, o site informa as formas de pagamento. No momento da compra, todas as formas devem estar disponíveis. Objetivo: Investigar se os processos fazem efetivamente o que sua documentação diz que deve ser feito. Justificativa: Processos que fazem efetivamente o que sua documentação diz que deve ser feito ajudam a garantir a auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: ________________________________________________ 5.4. Subcaracterística Validade: Capacidade de ser testado por experimento ou observação para identificar se o que está sendo feito é correto. 300 Questão 1: Existem formas de se legitimar o processo? Ex: É possível testar o processo? Objetivo: Identificar se o processo tem capacidade de ser executado e obter um resultado. Justificativa: Processos que têm capacidade de ser executados e obter um resultado ajudam a garantir a auditabilidade do processo. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 2: Existem formas de se garantir as informações oferecidas através de testes? Ex: Ferramentas, softwares, testes de caixa-preta. Objetivo: Identificar através de testes se as informações oferecidas são verdadeiras. Justificativa: Testes de informações para verificar sua veracidade ajudam a garantir a auditabilidade do processo. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO Comentários: _________________________________________________ 5.5. Subcaracterística Controlabilidade: Ato ou poder de domínio. . Questão 1: Os processos possuem sua execução acompanhada? Ex: Todas as informações trocadas entre os atores do processo têm registro de usuário, data e hora? Todos os atores são conhecidos? Todas as decisões tomadas e os recursos utilizados são identificados? Objetivo: Identificar se toda a execução é acompanhada. 301 Justificativa: A execução ser acompanhada ajuda a garantir a auditabilidade dos processos. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: _________________________________________________ Questão 2: Os processos possuem mecanismos de identificação de estimado X realizado? Ex: Os processos possuem atividades que comparam os valores realizados em uma determinada atividade aos previstos e indicam a diferença? Os processos podem ser simulados de forma a identificar como se comportariam com outras variáveis? Objetivo: Acompanhar o realizado versus estimado dos resultados do processo. Justificativa: O acompanhamento do realizado versus estimado dos resultados do processo ajuda a garantir sua auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Questão 3: Os processos possuem mecanismos para conferências parciais? Ex: Suponhamos que você tenha um processo de cadastramento dividido em quatro etapas. A cada etapa deste processo poderia haver uma verificação dos dados já informados até aquele momento. Objetivo: Identificar se o processo possui mecanismos de conferência parcial de processos. Justificativa: Processos com mecanismos de conferência parcial ajudam a garantir sua auditabilidade. ( ) SEMPRE ( ) NA MAIORIA DAS VEZES 302 ( ) ALGUMAS VEZES ( ) POUCAS VEZES ( ) NUNCA ( ) NÃO POSSUO ESTA INFORMAÇÃO / NÃO SE APLICA Comentários: __________________________________________________ Apresentação dos resultados obtidos As respostas obtidas foram reunidas e organizadas em uma tabela com o seguinte conteúdo: A coluna “subcritérios” elenca todas as folhas ou características de segundo nível do SIG de Transparência. A coluna “critério/subcritério/questão” refere-se aos cinco critérios principais ou de primeiro nível do SIG de Transparência (Acessibilidade, Usabilidade, Informativo, Entendimento e Auditabilidade). Os subcritérios, como já dito, referem-se a todas as folhas ou características de segundo nível do SIG de Transparência dispostas na primeira coluna da tabela. As questões referem-se às perguntas elaboradas descritas no questionário apresentado anteriormente neste apêndice. As demais colunas são as respostas dadas pelos entrevistados às questões do questionário. As cinco primeiras colunas (A, B, C, D e E) referem-se a entrevistados que conhecem a organização. As sete outras colunas (F, G, H, I, J, K e L) referem-se a entrevistados que não conhecem a organização. A maioria das questões permitia cinco opções de resposta sobre o processo ou então que o entrevistado dissesse que não tinha conhecimento sobre aquela questão na organização. As tabelas geradas são utilizadas no estudo de caso apresentado no Capítulo 5 desta tese. Através deste questionário, foi possível a análise da transparência de processos pela identificação das operacionalizações das características de transparência existentes nos processos organizacionais. 303 Apêndice F Símbolos do Léxico relacionados à transparência organizacional Este apêndice apresenta os demais elementos do léxico criados nesta tese para apoiar a construção do léxico de transparência organizacional . Este conteúdo é resultado da construção do Catálogo de Transparência que pode ser visto no Capítulo 3. 304 Anexo I Modelos de Processos utilizados no Estudo de Caso Este anexo apresenta os dados referentes aos processos enviados aos participantes para serem analisados no estudo de caso apresentado no Capítulo 5 desta tese. Introdução O objetivo deste documento é apresentar a modelagem de processos de Intervenção em Poços realizado por uma empresa de exploração de petróleo localizada no Estado do Rio Grande do Norte. Notação Esta seção apresenta a notação utilizada na modelagem dos processos de negócio nesta organização. O principal objetivo da tabela abaixo é auxiliar na leitura dos modelos representados. Nome Semântica (Link para outro modelo) Este símbolo está associado a qualquer elemento que possua um modelo associado a ele. Objetivo Objetivo associado ao processo ou à atividade. Unidade organizacional Representa uma área da organização. Posto de trabalho Representa o posto de trabalho responsável pela execução ou apoio a uma atividade. Posto de trabalho externo Representa um posto de trabalho (papel/função) de unidade organizacional externa. Grupo Grupo, comitê ou célula de pessoas e/ou unidades responsáveis pela execução de uma tarefa no processo. Localização Local ou ambiente onde está situada uma unidade organizacional. Sintaxe 305 Nome Processo Inicial Processo Semântica Representa um processo inicial de uma sequência da cadeia de valor. Pode representar também um processo superior, a partir do qual existe uma sequência de processos a ele subordinados. Representa um processo intermediário ou final de uma sequência da cadeia de valor. Atividade Constitui uma etapa de uma sequência que precisa ser executada para que um processo seja realizado. Interface de processo Representa uma ligação entre dois processos. Evento inicial Representa uma circunstância ou status que propicia o início do processo. Evento intermediário Representa uma circunstância ou status relevante para o entendimento do processo. Evento final Representa a circunstância ou status final do processo. Operador lógico que representa: E - quando dividir o fluxo: que todos os caminhos precisam ser percorridos, ou seja, todas as atividades destino devem ser executadas; - quando unir o fluxo: que todos os caminhos devem ser percorridos antes de iniciar a atividade seguinte, ou seja, todas as atividades origem devem ser executadas. Operador lógico que representa: Ou exclusivo - quando dividir o fluxo: que apenas um dos caminhos será percorrido, ou seja, apenas um dos eventos destino ocorrerá; - quando unir o fluxo: que apenas um dos caminhos percorridos é suficiente para iniciar a atividade seguinte, ou seja, apenas um dos eventos origem precisa ocorrer. Operador lógico que representa: Ou - quando dividir o fluxo: que pelo menos um dos caminhos precisa ser percorrido, ou seja, no mínimo um dos eventos destino deve ocorrer, porém podem ocorrer outros; - quando unir o fluxo: que pelo menos um dos caminhos percorridos é suficiente para iniciar a atividade seguinte, ou seja, no mínimo um dos eventos origem deve ocorrer. Informação Representa um conjunto de dados (digitais) consumidos ou gerados por uma atividade Documento Representa uma informação (documento, relatório, planilha, etc..) disponibilizada em arquivo físico ou impressa em papel, gerada ou utilizada em uma atividade. Sintaxe 306 Nome Documento eletrônico Semântica Representa uma informação (documento, relatório, planilha, etc..) disponibilizada em arquivos armazenados em meio eletrônico, gerada ou utilizada em uma atividade. Sistema Representa um sistema de informação que apoia a execução ou executa uma atividade. Termo Descreve uma expressão que necessita de explicação. Equipamento Representa um equipamento físico utilizado na execução de uma atividade. Indicador de desempenho Sintaxe General resource Representa um indicador de desempenho para avaliar a atividade. Regra de negócio Diretiva destinada a influenciar ou guiar o comportamento do negócio, como suporte à política de negócio que é formulada em resposta a uma oportunidade. Requisito de negócio Requerimentos provenientes do negócio que irão definir ou restringir aspectos dos sistemas de informação. Requisito de Negócio Processos Esta seção apresenta os processos enviados aos participantes para serem analisados de acordo com as questões apresentadas no Apêndice E desta tese. Os resultados desta análise estão presentes no Capítulo 5. Macroprocesso: Intervir em poços O macroprocesso “Intervir em poços” visa prestar serviços integrados em perfuração, avaliação, completação e restauração de poços em produção, agregando valor aos processos dos clientes e contribuindo para a maximização do resultado da área de Exploração e Produção. Seus principais subprocessos são: “Preparar Intervenção de Manutenção”, “Preparar Intervenção de Investimento” e “Acompanhar Intervenção”. Preparar Intervenção de Manutenção O objetivo desse processo é preparar o local para uma intervenção de manutenção. O processo tem início quando a área de operação identifica a necessidade de limpeza em um poço e faz uma solicitação de limpeza, ou quando a área de serviço faz uma solicitação de intervenção de restauração ou avaliação. A 307 partir daí, a área de intervenção em poços consulta o esquema mecânico do poço e os Boletins Diários de Produção das intervenções anteriores. Em seguida, verifica a disponibilidade de material para realizar a intervenção. Se o material necessário não estiver disponível em estoque, a área de Intervenção em poços tenta substituir o material em falta por outro disponível. Em ambos os casos, o técnico empenha o material necessário para a intervenção. No próximo passo, a área de intervenção em poços faz uma vistoria na locação, preenchendo um checklist com as condições da locação. Dependendo das condições, a área de operação responsável pelo poço solicita às gerências competentes a adequação da locação. Se houver necessidade de limpeza nas proximidades da locação, a área de serviços gerais deve ser informada. No caso de recuperação da locação, será solicitado serviço da área de construção e montagem. Em seguida, a área de intervenção em poços prioriza a intervenção, definindo quando a mesma será realizada. Ao final da execução do processo, a instalação da sonda no local da intervenção é liberada. 308 309 Consultar disponibilidade de material para intervenção A área de intervenção em poços consulta a disponibilidade do material necessário para realizar a intervenção no poço. A informação necessária é a quantidade de itens necessários para realizar a intervenção que está disponível no estoque. O sistema A fornece a quantidade do material em estoque. Verificar possibilidade de substituir material A área de intervenção em poços verifica a possibilidade de substituir um material que está em falta no estoque por outro disponível. A informação necessária é a quantidade de itens necessários para realizar a intervenção disponível no estoque, Empenhar material para intervenção O Técnico de intervenção em poços registra o empenho / reserva do material necessário para realizar a intervenção no poço, em uma planilha. Esta planilha é enviada por e-mail à oficina da área de Intervenção em Poços. As informações necessárias são: a descrição dos equipamentos que foram colocados no poço durante as intervenções anteriores, o poço em que a intervenção será realizada; o serviço a ser realizado no poço (limpeza, restauração ou avaliação); se o poço tiver parado de produzir por algum problema, a ordem de intervenção contém o que foi observado pelo OP responsável pelo poço; o gradiente de pressão do poço; e a produção do poço. As informações geradas são: o código da ordem de intervenção; e a contagem e descrição dos itens necessários para realizar a intervenção. Esta atividade produz como saída o empenho de material. O software MS Excel registra o empenho do material. Solicitar verificação das condições da locação A área de operação solicita ao supervisor da sonda que visite a locação onde será realizada a intervenção, e preencha um checklist do estado da locação. As informações necessárias são: localização do poço, data da última intervenção, pressão estática, tipo do problema identificado, tipo de providência a ser tomada, produção do poço antes da intervenção, previsão de produção do poço após intervenção, previsão do teor de BSW, especificação da bomba de 310 fundo, diâmetro da coluna de produção, e grau da coluna de haste. Verificar condições da locação O Encarregado de sonda verifica as condições do local do poço, ou seja, a locação onde a sonda deve ser instalada. As informações geradas são: a data da inspeção; tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície. Esta atividade produz como saída o checklist do estado da locação para intervenção informando o estado da locação. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Avaliar condições da locação para intervenção A área de intervenção em poços avalia as condições da locação conforme as anotações colocadas no checklist do estado da locação para intervenção. As informações necessárias são: tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície. As informações geradas são: o nome do poço, o código do poço, a descrição da situação física da locação e a descrição dos serviços a serem realizados na locação. Esta atividade recebe como entrada o checklist do estado da locação para intervenção. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Informar condições da locação à operação A área de intervenção em poços informa ao operador, por e-mail, as condições da locação e as correções que necessitam ser realizadas. As informações necessárias são: os serviços a serem feitos para corrigir problemas na locação. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) 311 para Entrega e recebimento de locação de poços. Priorizar intervenção A área de operações faz um estudo para priorizar a intervenção do poço frente a outras intervenções já solicitadas. Esta priorização deve ser feita de acordo com os critérios estabelecidos no padrão (YYYYY) para Priorização de poços para intervenções com sonda de produção terrestre. As informações necessárias são: o solicitante da intervenção; o poço; a previsão do tempo (em horas) necessário para realizar a intervenção; e as outras intervenções que estão na lista de espera para serem realizadas. A informação gerada é a ordem que deve ser seguida para realizar as intervenções dos poços. Esta atividade recebe como entrada a Nota de intervenção e o Quadro eletrônico, e produz como saída o Quadro eletrônico alterado. O software MS Excel registra a ordem em que as intervenções devem ser realizadas. Regras de negócio Priorização de intervenção em poços Priorização de intervenção em poços por custo Descrição A intervenção de um poço é priorizada obedecendo aos seguintes critérios, pela ordem: 1. Segurança e Meio Ambiente; 2. Poços que receberam vapor; 3. Poços que irão receber vapor; 4. Poços que irão definir novos projetos. Em caso de empate na priorização da intervenção de um poço, será dada prioridade à de menor custo. A intervenção que tiver o custo duas vezes maior que o custo médio de intervenção do campo deve ser reanalisada. Imprimir programa de intervenção de manutenção A área de operação imprime o programa de intervenção de manutenção a partir da nota de intervenção. A informação necessária é: a descrição das atividades a serem realizadas no poço durante a intervenção de manutenção. As informações geradas são a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. No caso do uso de fluido, este programa descreve a composição química do fluido. No caso da perfuração, descreve as etapas de perfuração e a profundidade e diâmetro de cada etapa. Esta atividade produz como 312 saída o programa de intervenção impresso. O sistema A fornece os dados do programa de intervenção, que estão inseridos na nota de intervenção. Liberar instalação da sonda O Fiscal de sonda libera a instalação da sonda. Esta liberação é realizada através de uma conversa entre o fiscal que acompanha a sonda e o encarregado da mesma. As informações necessárias são: a sequência das intervenções da sonda e a sequência dos poços para passarem por intervenção. As informações geradas são: o local em que a sonda deve ser instalada e o objetivo da intervenção. Esta atividade recebe como entrada o Quadro eletrônico. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Preparar intervenção de investimento O objetivo desse processo é preparar o local para a intervenção de investimento. O processo tem início quando há uma solicitação de intervenção de investimento. Depois, o encarregado da mesa de operações abre um diagrama de rede, e então a área de operação informa os equipamentos desejados no poço. Se a intervenção for de recompletação, o técnico de intervenção em poços analisa o esquema mecânico do poço e os Boletins diários de operação das intervenções anteriores. Depois verifica a disponibilidade de material para a realização da mesma. Se o material necessário não estiver disponível em estoque, o técnico tenta substituir o material em falta por outro disponível. O técnico então empenha o material necessário para a intervenção. Após esta etapa, o encarregado da sonda faz uma vistoria da locação preenchendo um checklist com as condições da locação. Dependendo das condições, a área de operação responsável pelo poço se encarrega de solicitar às gerências competentes a adequação da locação. Se houver necessidade de limpeza nas proximidades da locação, a área de Serviços Gerais deve ser informada, e no caso de recuperação da locação, será solicitado serviço da área de Construção e Montagem. Depois o coordenador da mesa de operações prioriza a intervenção, definindo quando a mesma será realizada. Ao final da execução do processo, o fiscal de sonda libera a instalação da mesma no local da intervenção. 313 Abrir diagrama de rede A área de operação abre um diagrama de rede para a intervenção de investimento. A informação necessária é a descrição das atividades a serem realizadas no poço durante a intervenção. As informações geradas são: o nome do solicitante da intervenção, o código do poço, o nome do poço, a previsão do tempo (em horas) necessário para realizar a intervenção e o código do diagrama 314 de rede. O sistema A registra o diagrama de rede. Verificar urgência da intervenção A área de intervenção em poços constata a urgência da intervenção. A urgência é verificada de acordo com a produção do poço, ou seja, poços com maior produção são tratados antes dos poços com menor produção. As informações necessárias são: o poço em que a intervenção será realizada; o serviço a ser realizado no poço (limpeza, ou restauração ou avaliação); a nota de intervenção contém o que foi observado pelo OP responsável pelo poço, se o mesmo tiver parado de produzir por algum problema; e a produção do poço. A informação gerada é a ordem que deve ser seguida para realizar as intervenções dos poços. Esta atividade recebe como entrada o quadro eletrônico, e produz como saída o quadro eletrônico alterado. O software MS Excel registra no Quadro eletrônico o poço que deve sofrer intervenção. Regra de negócio Descrição Priorização de intervenção A intervenção de um poço é priorizada obedecendo em poços aos seguintes critérios, pela ordem: 1. Segurança e Meio Ambiente; 2. Poços que receberam vapor; 3. Poços que irão receber vapor; 4. Poços que irão definir novos projetos. Priorização de intervenção Em caso de empate na priorização da intervenção em poços por custo de um poço, será dada prioridade à de menor custo. A intervenção que tiver o custo duas vezes maior que o custo médio de intervenção do campo deve ser reanalisada. Informar período da intervenção A área de operações informa por e-mail ao OP quando será feita a intervenção. As informações necessárias são: a sequência das intervenções da sonda e a sequência dos poços a passarem por intervenção. As informações geradas são: a data da intervenção e detalhes da completação, como zona de completação. Esta atividade recebe como entrada o quadro eletrônico. Informar equipamentos desejados no poço 315 O Engenheiro de petróleo envia por e-mail a solicitação de providências para a área de Intervenção em Poços, com a lista dos equipamentos desejados no poço. As informações necessárias são: a data da intervenção e detalhes da completação, como zona de completação. As informações geradas são as descrições dos equipamentos que o OP deseja que o poço tenha. Consultar esquema mecânico do poço A área de intervenção em poços consulta o esquema mecânico do poço. As informações necessárias são: código do poço; base canhoneado; topo aberto; base aberto; cabeça de produção; cabeça de produção let-down deixado; profundidade checada; fundo deixado; data fundo checado; equipamento usado; modelos da bomba; bomba pescador; eficiência volumétrica; topo canhoneado; revestimento de produção; abertura do beam; separador de gás; desareador; bomba-número da bomba; bomba-gaiola; bomba-válvula de passeio diâmetro esfera; bomba válvula de pé diâmetro da esfera; bomba tubos cauda; haste curta quantidade; haste curta diâmetro; tubo-âncora tubulação; tubo quantidade; tudo diâmetro; tubo-tipo; tubo-grau; tubo-classificação; tubo-comprimento; tubo-extremidade coluna; haste de bombeio-tipo de luva; haste de bombeio-classe da luva; haste de bombeio-taxa de desgaste; haste de bombeio-diâmetro; haste de bombeio-quantidade; haste de bombeio-grau; haste de bombeio-classe; haste de bombeio-tipo; haste de bombeio-guias tipo; haste de bombeio-guias-quantidade; haste de peso-diâmetro; haste de peso-quantidade; haste de peso-grau; haste de peso-classe; haste polida diâmetro; haste polida comprimento; haste polida material. O sistema B fornece o esquema mecânico do poço. Consultar disponibilidade de material para intervenção A área de intervenção em poços consulta a disponibilidade do material necessário para realizar a intervenção no poço. A informação necessária é a quantidade dos itens necessários disponível no estoque para realizar a intervenção. O sistema A fornece a quantidade do material em estoque. Verificar possibilidade de substituir material 316 A área de intervenção em poços verifica a possibilidade de substituir um material que está em falta no estoque por outro disponível. A informação necessária é a quantidade dos itens necessários disponível no estoque para realizar a intervenção. Empenhar material para intervenção A área de intervenção em poços registra em uma planilha o empenho/ reserva do material necessário para realizar a intervenção no poço. Esta planilha é enviada por e-mail à oficina da área de intervenção em poços. As informações necessárias são: a descrição dos equipamentos que foram colocados no poço durante as intervenções anteriores, o poço em que a intervenção será realizada; o serviço a ser realizado no poço (limpeza, restauração ou avaliação); a nota de intervenção contém o que foi observado pelo OP responsável pelo poço, se o mesmo tiver parado de produzir por algum problema; o gradiente de pressão do poço; e a produção do poço. As informações geradas são: o código da ordem de intervenção; e a quantidade e descrição dos itens necessários para realizar a intervenção. Esta atividade produz como saída o empenho do material. O software MS Excel registra o empenho do material. Solicitar verificação das condições da locação O Operador solicita ao supervisor da sonda que visite a locação onde será realizada a intervenção e preencha um checklist do estado da locação. A informação necessária é a descrição das atividades a serem realizadas no poço durante a intervenção. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Verificar condições da locação O Encarregado de sonda verifica as condições do local do poço, ou seja, a locação onde a sonda deve ser instalada. As informações geradas são: a data da inspeção; tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; 317 presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície.. Esta atividade produz como saída o checklist do estado da locação para intervenção, com as informações do estado da locação. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Avaliar condições da locação para intervenção A área de intervenção em poços avalia as condições da locação conforme as anotações colocadas no checklist do estado da locação para intervenção. As informações necessárias são: tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície. As informações geradas são: o nome do poço, o código do poço, a descrição da situação física da locação e a descrição dos serviços a serem realizados na locação. Esta atividade recebe como entrada o checklist do estado da locação para intervenção. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Solicitar limpeza da locação O Técnico de intervenção em poços solicita por e-mail à área de Serviços Gerais a limpeza da locação. As informações necessárias são: tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície.. As informações geradas são: o local onde deve ser feito a limpeza e as condições nas quais se encontra a locação. Esta 318 atividade recebe como entrada o checklist do estado da locação para intervenção. Realizar limpeza da locação O Supervisor coordena a limpeza da locação. As informações necessárias são: a descrição das condições da locação e os serviços a serem feitos. Solicitar recuperação da locação A área de intervenção em poços solicita por e-mail à UN-RNCE/ATP-ARG/CM a restauração da locação. As informações necessárias são: tamanho da locação e sua adequação à intervenção; o grau de poluição da locação; a necessidade de fazer desmatamento; a necessidade de fazer terraplanagem; descrição da rede elétrica da locação; presença ou ausência da unidade de bombeio; uma relação dos equipamentos que se encontram na superfície do poço; e uma figura representativa da disposição dos equipamentos de superfície.. As informações geradas são: o local onde deve ser feita a restauração e as condições em que se encontram a locação. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Realizar recuperação da locação A área de construção e montagem coordena a recuperação da locação. As informações necessárias são: a descrição das condições da locação e os serviços a serem feitos. Priorizar intervenção O Coordenador da mesa de operações faz um estudo para priorizar a intervenção do poço, frente a outras intervenções já solicitadas. As informações necessárias são: o solicitante da intervenção; o poço; a previsão do tempo (em horas) necessário para realizar a intervenção; e as outras intervenções que estão na lista de espera para serem realizadas. A informação gerada é a ordem que deve ser seguida para realizar as 319 intervenções dos poços. Esta atividade recebe como entrada o Quadro eletrônico e produz como saída o Quadro eletrônico alterado. O software MS Excel registra a ordem em que as intervenções devem ser realizadas. Esta atividade segue como base o padrão (YYYYY) para Priorização de poços para intervenções com sondas de produção terrestre. Imprimir programa de intervenção de investimento A área de operação imprime o programa de intervenção de investimento a partir da nota de intervenção. A informação necessária é a descrição das atividades a serem realizadas no poço durante a intervenção de manutenção. As informações geradas são a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. No caso do uso de fluido, este programa descreve a composição química do fluido. No caso da perfuração, descreve as etapas de perfuração e a profundidade e diâmetro de cada etapa. A atividade produz como saída o Programa de intervenção. O sistema A fornece os dados do programa de intervenção, que estão inseridos na nota de intervenção. Liberar instalação da sonda O Fiscal de sonda libera a instalação da mesma. Esta liberação é realizada através de uma conversa entre o fiscal que acompanha a sonda e o encarregado da mesma. A informação necessária é a sequência das intervenções da sonda e a sequência dos poços para passarem por intervenção. As informações geradas são: o local onde a sonda deve ser instalada e o objetivo da intervenção. Esta atividade recebe como entrada o Quadro eletrônico. Esta atividade segue como base o padrão (XXXXX) para Entrega e recebimento de locação de poços. Acompanhar intervenção O objetivo deste processo é acompanhar as atividades de intervenção realizadas pela empresa executante da intervenção. O processo tem início com a elaboração do planejamento diário das atividades da sonda de produção terrestre. A partir daí, o encarregado de sonda coordena as atividades da sonda e pode solicitar 320 auxílio técnico ao fiscal de sonda. Dependendo do que se trata, o fiscal deve reportar o caso à mesa de operações que, por sua vez, deve reportar à área de Serviço Técnico. Pela manhã, o fiscal de sonda elabora um boletim diário de operação descrevendo as atividades realizadas no dia anterior e imprime duas cópias, uma para o fiscal de sonda e outra para o encarregado da mesma. Depois, o fiscal de sonda envia ao auxiliar da mesa de operações uma cópia do boletim diário de operação. Após o término do serviço no poço, um teste de eficiência volumétrica é feito. Se o resultado do teste for satisfatório, o fiscal pode liberar a desmontagem da sonda. Ao final da execução do processo, o serviço de sondagem está concluído. 321 322 Elaborar planejamento diário O Grupo de execução de intervenção em poços elabora o planejamento diário das atividades a serem realizadas. A informação necessária é a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. As informações geradas são: as atividades a serem realizadas durante um dia e o tempo necessário para realizá-las. Esta atividade recebe como entrada o programa de intervenção e produz como saída o planejamento diário das atividades de uma sonda em uma intervenção. O software MS Excel apoia a elaboração do planejamento diário. Executar intervenção O objetivo deste processo é realizar as operações necessárias à intervenção. O processo tem início com a desmontagem, transporte e montagem da sonda. No próximo passo, o poço é desequipado. Em seguida, é feita uma avaliação para verificar se o poço deve ou não ser condicionado. Caso seja necessário, o poço é condicionado. Após esta atividade, é feita uma avaliação para verificar se o poço deve ou não ser perfilado. Caso seja necessário, o poço é perfilado. Em seguida, é feita uma avaliação para verificar se o poço deve ou não ser canhoneado. Caso seja necessário, o poço é canhoneado. Depois é feita uma avaliação para verificar se a produção do poço deve ser testada. Caso seja necessário, a produção do poço é testada. Em seguida, é feita uma avaliação para verificar se alguma zona de produção do poço deve ser isolada. Caso seja necessário, a produção do poço é testada. Ao final, o poço é equipado. OBS: Trata-se de um subprocesso do processo de Acompanhar Intervenção, porém o diagrama deste subprocesso não nos foi fornecido. 323 Verificar necessidade de auxílio técnico O Encarregado de sonda verifica se existe necessidade de auxílio técnico em relação à operação de intervenção. Normalmente este tipo de auxílio está relacionado a dúvidas e/ou problemas encontrados no programa de intervenção realizado pela gerência de Engenharia de poços. As informações necessárias são: a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. No caso do uso de fluido, este programa descreve a composição química do fluido. No caso da perfuração, o mesmo descreve as etapas de perfuração e a profundidade e diâmetro de cada etapa. Esta atividade recebe como entrada o programa de intervenção. Solicitar auxílio à mesa de operações O Grupo de execução de intervenção em poços solicita, por telefone, auxílio à mesa de operações. As informações geradas são dúvidas em relação ao programa de intervenção. Avaliar auxílio solicitado na intervenção O Coordenador da mesa de operações avalia o pedido de auxílio técnico informado por telefone pelo grupo de execução de intervenção em poços. As informações necessárias são: a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. No caso do uso de fluido, este programa descreve a composição química do fluido. No caso da perfuração, o mesmo descreve as etapas de perfuração e a profundidade e diâmetro de cada etapa; dúvidas em relação ao programa de intervenção. Esta atividade recebe como entrada o programa de intervenção. Solicitar auxílio à gerência de Engenharia de Poços O Coordenador da mesa de operações solicita auxílio técnico à área de serviço técnico por telefone, com as dúvidas e/ou problemas encontrados, nas descrições da ordem de intervenção, pelo grupo de execução de intervenção em poços. As informações geradas são: dúvidas em relação ao programa de intervenção e o auxílio técnico na realização de uma intervenção. 324 Prover auxílio à mesa de operações O Engenheiro de petróleo provê suporte técnico à mesa de operações da área de intervenção em poços, esclarecendo questões sobre a intervenção. As informações necessárias são: a descrição das atividades que devem ser realizadas durante a intervenção. No caso do uso de fluido, este programa descreve a composição química do fluido. No caso da perfuração, o mesmo descreve as etapas de perfuração e a profundidade e diâmetro de cada etapa; dúvidas em relação ao programa de intervenção. A informação gerada é o esclarecimento das dúvidas e/ou problemas encontrados nas descrições da ordem de intervenção. Esta atividade recebe como entrada o programa de intervenção. Prover auxílio ao grupo de execução da intervenção O Coordenador da mesa de operações provê suporte técnico ao grupo de execução da intervenção. A informação necessária é o esclarecimento das dúvidas e/ou problemas encontrados nas descrições da ordem de intervenção. A informação gerada é o esclarecimento das dúvidas e/ou problemas encontrados nas descrições da ordem de intervenção. Gerar boletim diário de operação O Encarregado de sonda gera o boletim diário de operação. As informações geradas resumem as operações realizadas durante um dia de intervenção: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. Esta atividade produz como saída um boletim diário de operação. O sistema C registra as atividades realizadas durante um dia de intervenção. Esta atividade segue como base o padrão (ZZZZZ) para Recomendações operacionais na fiscalização das intervenções de sonda. 325 Regra de Descrição Negócio Cálculo da Profundidade da coluna = Let Down + soma de todos os profundidade comprimentos anteriores da coluna Let Down = 13,8m Se um valor de comprimento na grade estiver em branco, descarta-se a profundidade calculada até aquele momento, e a partir do equipamento seguinte o cálculo recomeça usando o valor do Let Down como profundidade inicial. Avaliar boletim diário de operação O Fiscal de sonda avalia o boletim diário de operação. As informações necessárias são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. As informações geradas são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. Esta atividade recebe como entrada e produz como saída o boletim diário de operação. O sistema C fornece o relatório das atividades realizadas durante um dia de intervenção. Regra de Negócio Cálculo da profundidade da coluna Descrição Profundidade da coluna = Let Down + soma de todos os comprimentos anteriores Let Down = 13,8m Se um valor de comprimento na grade estiver em branco, descarta-se a profundidade calculada até aquele momento, e a partir do equipamento seguinte o cálculo recomeça usando o valor do Let Down como profundidade inicial. 326 Corrigir boletim diário de operação O Encarregado de sonda corrige o boletim diário de operação. As informações necessárias são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. As informações geradas são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. Esta atividade recebe como entrada o boletim diário de operação, e produz como saída o boletim diário de operações corrigido. O sistema C registra as alterações feitas no boletim diário de operação. Regra de Negócio Cálculo da profundidade da coluna Descrição Profundidade da coluna = Let Down + soma de todos os comprimentos anteriores Let Down = 13,8m Se um valor de comprimento na grade estiver em branco, descarta-se a profundidade calculada até aquele momento, e a partir do equipamento seguinte o cálculo recomeça usando o valor do Let Down como profundidade inicial. Imprimir boletim diário de operação O Fiscal de sonda imprime duas cópias do Boletim diário de operação. Uma fica com o fiscal e outra com o encarregado de sonda. As informações necessárias são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e 327 comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. Esta atividade recebe como entrada o Boletim Diário de Operação e produz como saída um Boletim Diário de Operações impresso. O sistema BDCA fornece o relatório das atividades realizadas durante um dia de intervenção. Esta atividade segue como base o padrão (ZZZZZ) para Recomendações operacionais na fiscalização das intervenções de sonda. Enviar boletim diário de operação O Fiscal de sonda envia o Boletim diário de operação. As informações necessárias são: Composição de colunas descidas no poço (tubos, hastes, packer, tubing anchor, niples, Bomba, etc); Caso tenha ficado um peixe, deve ser informado: descrição, profundidade do topo, e comprimento (m); Composição dos equipamentos de superfície (Cabeça, suspensor, adaptadores, Árvore de natal). Havendo ocorrência de areia, reportar o topo da areia encontrada até conseguir limpar o poço. Esta atividade recebe como entrada o Boletim diário de operação. Esta atividade segue como base o padrão (ZZZZZ) para Recomendações operacionais na fiscalização das intervenções de sonda. Testar eficiência volumétrica O Grupo de execução de intervenção em poços realiza o teste de eficiência volumétrica, que é realizado com o uso de bomba de fundo. As informações geradas são os dados coletados durante o teste de eficiência. Essa atividade produz como saída o boletim diário de operação. O sistema C registra os resultados do teste de eficiência volumétrica. Esta atividade segue como base o padrão (WWWWW) para Teste de eficiência. Regras de negócio Cálculo do volume recolhido Eficiência da bomba de fundo Descrição Para o cálculo do volume é usada a seguinte fórmula: Q=(m3/d) = AAAAA x DP2 x S x N. A bomba deve ser aprovada se o volume recolhido nas yy últimas pistoneadas for superior ou igual a xx% do deslocamento 328 Repetição do teste de eficiência volumétrico do pistão. Se a eficiência for igual ou superior a xx%, liberar o poço. Caso a eficiência da bomba seja inferior a xx%, repetir o teste mais uma vez. Persistindo a falha, desencamisar o pistão e efetuar circulação reversa para limpeza. Persistindo a falha, retirar a bomba do poço e enviá-la, devidamente identificada através de etiqueta, para a oficina. Glossário A tabela abaixo apresenta os principais termos e seus significados no contexto do macroprocesso “Intervir em poços”. Termo Desmontagem, transporte e montagem Empenho Descrição Atividade de desmontagem, transporte e montagem de equipamentos. Corresponde à reserva do material que será necessário na intervenção. Intervenção Termo em inglês: Intervention. Qualquer serviço de manutenção, operação ou inspeção que tenha influência nas condições operacionais de equipamentos e sistemas. Limpeza A remoção de material de preenchimento interno, tais como a areia, escamas ou materiais orgânicos, e outros restos do interior. Muitos reservatórios produzem alguma areia ou partículas finas que não podem ser carregadas para a superfície no líquido produzido. O acúmulo de material suficiente pode eventualmente aumentar a concentração dentro da parte mais baixa do interior, possivelmente restringindo a produção. Poço Orifício perfurado no solo, através do qual se obtém ou se intenciona obter petróleo ou gás natural. Um poço é composto por várias zonas de produção. Zona de produção Conjunto de rochas permoporosas de um sistema hidráulico, contendo petróleo em fase contínua, dentro de um mesmo campo. Um campo pode ter diversas zonas de produção associadas a ele, e um dado projeto do campo poderá produzir uma ou mais destas zonas de produção.