INCENTIVANDO A LEITURA: a sinergia entre bibliotecas e
instituições educacionais – uma experiência alemã
Palestrante: Bettina Twrsnick
Tradução: Ana Teresa Vianna de Figueiredo Sannazzaro
1 - A biblioteca fantástica de Wetzlar
2 - O Centro de literatura em Wetzlar
2.1 - Biblioteca do jardim da infância
2.2 - Leitura nas famílias de baixa escolaridade
2.3 - O Estado de Hessen quer tornar Wetzlar padrão de excelência em educação
3 - O choque PISA alemão
4 - Incentivo à leitura
5 - O significado das bibliotecas escolares
6 - Exemplos práticos de biblioteca na Alemanha
1 - A fantástica biblioteca de Wetzlar
Wetzlar é uma típica cidadezinha alemã localizada no centro da Alemanha, no Estado de Hessen,
tem cerca de 50.000 habitantes, possui uma biblioteca pública e permite-se abrigar uma biblioteca
especializada em literatura fantástica, sendo a única da Europa com este tipo de coleção. A
Biblioteca Fantástica de Wetzlar foi inaugurada em 1989, possui cerca de 140.000 volumes e é a
maior biblioteca pública do mundo no seu gênero. Ela coleciona tudo que tenha sido publicado em
literatura fantástica, incluindo a literatura primária e secundária:
- Contos de fada, mitos, lendas
- Literatura fantástica clássica
- Fantasia
- Ficção científica
- Horror
- Literatura de viagem e de aventura
- Utopias / romances sobre cidades imaginárias
- Literatura fantástica infanto-juvenil
A desvantagem de uma biblioteca especializada em literatura fantástica é evidente, pois seu
gênero de coleção é pouco valorizado na estratificação do conhecimento e aos olhos da coletividade
(outra peculiaridade tipicamente alemã!): literatura fantástica é automaticamente comparada à
literatura trivial. A vantagem é que esta literatura fantástica é a menina dos olhos de todos os
leitores! Uma interessante pesquisa da Universidade de Erfurt entre os estudantes da cidade,
atestou que todos os estudantes e também os professores preferem a leitura de livros com
conteúdo fantástico, no entanto, como leitura didática este tipo de literatura é totalmente ignorado.
A Biblioteca Fantástica sempre necessitou treinar professores, para poder atingir o público-alvo de
estudantes, isto é, priorizar fortemente a mediação de conteúdos literários aos multiplicadores.
Precisávamos e queríamos deixar claro que os temas tratados na literatura fantástica reproduzem
temas de interesse geral, isto é, todas as questões, do amor até a morte também são tratados nos
contos de fada, nos mitos, nas lendas, na fantasia e na ficção científica e que o fantástico possui a
maravilhosa possibilidade de esclarecer e ampliar a realidade. Desde o primeiro dia de
funcionamento, foram oferecidos programas de treinamento, na forma de seminários para
professores na universidade, os chamados „Train the trainers“ (Treinando os multiplicadores) e
treinamentos para educadores de jardins da infância e também para pais, além das atividades com
as crianças que já se tornaram uma programação clássica oferecida pelas bibliotecas (noites de
leitura, hora do conto, etc).
Mídias:
A Biblioteca Fantástica de Wetzlar coleciona exclusivamente mídias impressas, não apenas livros
encadernados, mas também livros de bolso, romances em brochuras, revistas, dissertações
impressas em gráficas e recortes de jornal, que estão à disposição do público para fins científicos e
publicitários no acervo de referência, mas com possibilidade de empréstimo. O empréstimo interbibliotecas não é possível.
Instalações:
O edifício da Biblioteca Fantástica de (600 m²) localiza-se no centro, próximo à zona de pedestres
do centro histórico. No interior do edifício de dois andares, há um espaço aberto propício tanto a
pequenos eventos públicos como aulas, seminários, workshops, exposições, como a eventos para
uma sala de aula completa. O departamento infantil é integrado na biblioteca, localizando-se na
entrada do edifício. Os livros juvenis integram o acervo para adultos, pois chegamos à conclusão
que os jovens não gostam de procurar “sua” literatura junto a livros infantis. Todos os livros estão
em livre acesso ao público. Entre as estantes, encontram-se locais multifuncionais de trabalho
individual e em grupo e para pequenas atividades.
Horário de funcionamento para empréstimos:
Oficialmente 10 horas semanais para o público normal, fora isto, flexibilidade de horários de
funcionamento, incluindo horários noturnos e aos finais de semana para o público externo, que
chega de toda a Alemanha e do exterior para seminários, treinamentos e para aquelas instituições
que locam as dependências da biblioteca.
Financiamento:
Atualmente, a Biblioteca Fantástica de Wetzlar ainda é oficialmente mantida pela municipalidade,
no entanto, até o início do ano de 2006 irá transformar-se em uma fundação independente através
de um programa de „outsourcing“. Significa que, apesar da cidade de Wetzlar contribuir com uma
verba fixa anual, a biblioteca se tornará independente da administração municipal. A biblioteca
poderá celebrar contratos de trabalho, conduzir seus próprios projetos, sobretudo captar
patrocinadores e agir como uma empresa prestadora de serviços, assumindo todos os riscos
empresariais, mas também com grande flexibilidade e liberdade de ação. Para ser viável, desde o
início das atividades, a Biblioteca Fantástica de Wetzlar precisou de financiamento extra através da
captação de patrocínio e fundraising (captação de recursos). Em 1989, este ainda era um método
pouco usual.
Para tornar esta biblioteca especializada atrativa a patrocinadores e doadores, desde o princípio
tivemos que seguir caminhos incomuns para atingir dois objetivos principais:
1º - uma biblioteca aberta
2º - uma biblioteca que ensine - (open space and teaching library)
1º - „Biblioteca aberta“ significa, aberta a todas as pessoas, independente de idade, sexo, classe
social e aberta não apenas a leitores!
Abrimos nossa biblioteca sete dias por semana, inclusive à noite, para todo tipo de atividades
(aniversários infantis, concertos, exposições, encontros políticos, recepções, festas, etc) e
trabalhamos em parceira com uma grande rede que abrange todas as instituições educacionais da
cidade (cursos noturnos como os cursos de alemão para imigrantes, cursos de férias, reuniões de
trabalhos escolares e extra-curriculares, etc)
Todas estas atividades demonstram todo o valor agregado que a biblioteca oferece enquanto
espaço público:
• a biblioteca é local neutro, aberto e, no melhor sentido, é um local democrático para os
diferentes grupos sociais
• exatamente por isto, é interessante para patrocinadores
Com estas vantagens, o próximo passo foi conseguir o máximo de influência possível:
2º -„Uma biblioteca que ensine“ (teaching library):
A fim de agregarmos muitas pessoas aptas ao trabalho com a literatura, nós, rapidamente, nos
especializamos no treinamento de multiplicadores („train the trainers“), transmitindo nosso knowhow em seminários, cursos e palestras sobretudo a professores e estudantes universitários.
Após 10 anos de trabalho, transformamos esta participação espontânea em um programa
obrigatório de treinamento. Em maio de 2001, inauguramos o „Centro de Literatura“ como um
departamento independente dentro da biblioteca fantástica.
2 - O centro de literatura em Wetzlar
O Centro de Literatura trabalha sobre as bases de uma parceria contratual entre a biblioteca e os
órgãos da administração pública, que são responsáveis por cerca de 600 escolas e 600 jardins da
infância. O objetivo deste Centro de Literatura é promover o acesso à literatura para todas as
faixas etárias e a crianças cultural e socialmente diferentes e também fomentar a leitura,
integrando a literatura em todas as disciplinas (biologia, história, política e religião) e em todos os
idiomas não apenas em aula de alemão, ampliando caminhos e perspectivas.
O grande diferencial deste Centro de Literatura é o seu conceito – uma cooperação oficial com os
órgãos públicos – significando que:
• três professores trabalham na biblioteca como mais um colega de mesmo nível
• a participação nos treinamentos é obrigatória para professores
• isto é atrativo para os professores, já que precisam dos chamados „credit points“ para sua
educação continuada, que é possível através da participação nos seminários
• os treinamentos são pagos
Com esta arrecadação, o Centro financia palestrantes e especialistas, que militem nos campos de
língua, literatura e leitura direcionados ao Centro de Literatura. O Centro desempenha também o
papel de uma agência, que media a oferta de teatro infantil, cursos de línguas e filmes de todas as
instituições educacionais. Todo início de semestre escolar é distribuído a estudantes, professores,
educadores e pais um folder com toda a programação cultural do estado de Hessen. Entradas para
eventos e espetáculos podem ser adquiridas em um guichê no próprio Centro de Literatura, que se
localiza nas dependências da Biblioteca Fantástica.
Meio ano após a inauguração do Centro de Literatura, a Alemanha viveu um choque nacional,
desde a divulgação dos resultados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes),
este resultado ficou conhecido como “Choque-PISA” e a expressão incorporou-se oficialmente ao
idioma alemão. De repente, o Centro de Literatura viu-se confrontado com uma enormidade de
problemas, questões e exigências, mas por outro lado passou a receber mais verbas da
administração pública, crescendo em influência e em última análise em poder. No Decorrer dos
últimos quatro anos ficou clara uma problemática tipicamente alemã: seguiu-se uma discussão
interminável sobre os terríveis resultados do PISA - em vez de serem tomadas drásticas medidas
políticas e estruturais adequadas. A estrutura federativa da Alemanha impediu que houvesse uma
iniciativa conjunta e em nível nacional. Esta é a explicação para o súbito aparecimento de uma
instituição muito influente e poderosa – a Federação das Associações Empresariais do Estado de
Hessen. (uma associação de empresas que representa, no total, um milhão de empregados), cujos
associados reconhecem que o cerne do problema e o resultado do PISA são claramente
conseqüências diretas de formação educacional deficitária na infância. O resultado foi que a
indústria e outras instituições econômicas decidiram investir na educação pré-escolar, engajandose fortemente nos jardins da infância e para isto precisava de um parceiro forte: o Centro de
Literatura.
2.1 - Biblioteca do jardim da infância
Como primeiro passo, iniciamos um projeto em parceria projeto composto de três partes:
• cada jardim da infância recebeu uma verba extra de 500 €uros de uma empresa para compor o
acervo de empréstimo
• estes livros foram escolhidos em parceria com os especialistas do Centro de Literatura, de acordo
com o perfil e as necessidades de cada jardim da infância
• os educadores são obrigados a participar de ao menos três seminários no Centro de Literatura
para incrementar seus conhecimentos na construção de uma pequena biblioteca de jardim da
infância e na mediação do conteúdo dos livros. Este projeto foi acompanhado de perto através de
parceria com a imprensa local, o que veio de encontro aos interesses dos patrocinadores e de outro
lado trouxe uma enorme publicidade. O passo seguinte foi um projeto muito ambicioso e difícil que
até mesmo ganhou um prêmio em um concurso realizado em nível nacional:
2.2 - Leitura nas famílias de baixa escolaridade
No decorrer do trabalho com pré-escolares, tivemos que reconhecer que muitas crianças oriundas
de famílias de baixa escolaridade não recebem, em casa, um apoio adequado no manejo com a
língua, seja por problemas sociais ou de imigração. Vieram a público os terríveis resultados da falta
de comunicação familiar, já que cada vez mais crianças alemãs, ao ingressarem na escola, não são
capazes de se fazer entender com uma frase completa e não conhecem muitas palavras da vida
cotidiana. Por esta razão, iniciamos um projeto de leitura:
• voluntários que liam em voz alta receberam treinamento especializado em língua e literatura
através dos especialistas da biblioteca
• estes voluntários foram oferecidos como um „presente“ a estas famílias problemáticas através
dos educadores de jardim da infância e dos professores
• eles vão a convite das famílias e lêem para as crianças e seus amigos
• eles deixam os livros de presente para as famílias, como estímulo para os pais continuarem a
leitura a seus filhos (no caso de famílias de migrantes, são deixadas fitas cassetes com pequenas
histórias em alemão bem claro, para que as crianças se acostumem à linguagem escrita)
• após a hora de leitura, o voluntário conversa com os pais sobre o significado da leitura e da
leitura em voz alta para o desenvolvimento da criança em oposição ao consumo da TV e do vídeo
• como muitas vezes este voluntário é a única pessoa de contato que não seja uma autoridade, ele
rapidamente se vê confrontado com os problemas individuais da família e desempenha também o
papel de um assistente social
• por esta razão, oferecemos ao voluntário uma supervisão mensal através de uma biblioterapeuta, ela auxilia na escolha de determinados livros adequados às diferentes problemáticas
encontradas (por ex. violência)
• uma universidade vizinha (cidade de Marburg) na cadeira Ciência da Educação está fazendo uma
avaliação científica deste projeto único por um período de 5 anos e publicará os resultados nos
congressos anuais.
É preciso dizer publicamente que este projeto também é controverso, muitos colegas encaram
como problemática a interferência direta na esfera privada das famílias. No entanto, estamos
convencidos que, qualquer tentativa de desenvolver um trabalho educacional sem o apoio da
família está condenada ao fracasso e queremos justamente atingir estas pessoas que nunca
entrariam em uma biblioteca. Existem exemplos muito bem-sucedidos na Inglaterra: o „Early
Excellence Centers“ com os projetos „Book Start“ e „Sure Start“, nos quais os chamados „family
literacy workers“ trabalham exatamente neste misto de educação e trabalho social. Todas estas
atividades só puderam ser desenvolvidas porque o Centro de Literatura, através de sua estrutura
não burocrática, pode responder com flexibilidade às necessidades
2.3 - O Estado de Hessen quer tornar Wetzlar padrão de excelência em educação,
financiando os seguintes projetos:
• Uma Faculdade para Pedagogia Elementar – isto é, uma integração de graduação e pósgraduação para pedagogos, especializada em pré-escola e ensino fundamental, tendo ela própria
jardim da infância e escola de ensino fundamental.
O Centro de Literatura será parceiro oficial para a graduação, pós-graduação, incentivo à leitura,
competência em leitura, oferecendo módulos correspondentes quando a faculdade der início às
atividades, dentro de dois anos.
•
Prestadores de serviços de informação neutros, organizados pela sociedade civil e
entidades públicas
•
Disponibilização de informações públicas indispensáveis para o exercício da cidadania
•
Acesso às fontes informacionais – comprovação da confiabilidade das informações.
Deve ser levado em conta, também, que um alto grau de informação e conhecimento é um dos
mais importantes fatores do desenvolvimento de uma nação. O livre acesso à informação é um dos
fatores fundamentais para se atingir o mais alto grau possível de educação formal da população,
que por sua vez é decisivo no mundo competitivo e no bem-estar de uma nação. Deve ser
especialmente levado em consideração, o conteúdo do artigo 19 da Declaração dos Direitos
Humanos das Nações Unidas, que diz:
„Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de,
sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por
quaisquer meios, independentemente de fronteiras".
Neste contexto, o Estado tem a obrigação de assegurar a prestação de serviços civis e culturais, de
forma que cada cidadão possa participar da sociedade de informação e do conhecimento com base
neste princípio fundamental. Os princípios fundamentais compreendem os seguintes direitos:
•
o direito e a capacidade de transformar informação em conhecimento
•
o direito e a capacidade de conhecer seus direitos como cidadãos
•
o direito e a capacidade de manifestação e criatividade
•
o direito ao livre acesso à informação
•
o direito ao sigilo de dados pessoais
•
o direito à proteção da propriedade intelectual (direito autoral)
Para a concretização destes direitos fundamentais, o Estado se serve de vários prestadores de
serviços, instituições e também de bibliotecas. Bibliotecas têm, por um lado, a missão pública da
segurança e da guarda da herança cultural, por outro, têm a tarefa de prestar serviços adequados
aos cidadãos. Estes serviços de informação devem ser prestados através da oferta igualitária de
mídias impressas e fontes digitais. A exclusão de cidadãos e também de regiões pode ser evitada,
já que os serviços relevantes para a sociedade de informação devem estar disponíveis a todos
indistintamente.
3 - O choque PISA alemão
No princípio de dezembro de 2001, quando foram publicados os primeiros resultados dos testes do
PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) na área de habilidade em leitura, ocorreu na
Alemanha um verdadeiro choque. Os resultados dos testes produziram indicadores muito negativos
sobre a efetividade do sistema educacional alemão e trouxe a público que o sistema educacional na
Alemanha sofre de deficiências nunca imaginadas:
1º - em poucos países de mesmo nível é tão visível a relação entre o sucesso escolar e o nível
social dos pais e atinge não apenas famílias com histórico de migração, mas também uma elevada
porcentagem de famílias alemãs, demonstrando anos de política educacional deficiente.
2º - a qualidade da formação também está abaixo da média: quase um quarto dos estudantes
obteve resultados abaixo do padrão da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico) – o que significa que um quarto de seus jovens sai da escola sem chances para o
futuro.
É verdade que a Alemanha está em 22º lugar e o Brasil em 37º no ranking do PISA, mas decisivo é
o fato de que ambos os países estão abaixo da média, que nossas crianças não estão sendo
formadas para as exigências de uma sociedade que se encontra na passagem da sociedade
industrial para a sociedade da informação e do conhecimento. O fato destes resultados não terem
produzido choque equivalente no Brasil, significa meramente que a diferença entre expectativa e
realidade não era tão grande, mas na Alemanha sim, já que sempre foi considerada país de poetas
e pensadores, sempre primou pela excelência de sua formação e teve orgulho do selo „made in
Germany“.
Um grave problema, que impediu uma ação política e estrutural imediata em nível nacional é a
estrutura federativa da Alemanha. São necessários alguns esclarecimentos sobre a estrutura
política alemã e sua influência no sistema educacional e de bibliotecas. A Alemanha é uma
república federativa, com 16 estados independentes com governos autônomos, com influência
direta na política educacional e cultural. O parlamento de cada estado decide quais matérias são
obrigatórias e quais são voluntárias, existe uma formação básica geral, mas o sistema educacional
é distinto de estado para estado. Jardins da infância não são obrigatórios por lei na Alemanha,
devem ser instituídos pelas municipalidades e não pelo governo federal, por esta razão não são
gratuitos, ao contrário das universidades que são instituídas e mantidas pelo governo federal,
sendo gratuitas a todos. Não há uma obrigação legal de instalação e manutenção de bibliotecas,
nem mesmo de bibliotecas escolares, não há também normas e procedimentos padrões para a
instalação e mobiliário, tendo como conseqüência a existência de menos de 5000 bibliotecas
públicas em um universo de cerca de 14.500 comunidades e cidades. Além disto, bibliotecas estão
sempre em perigo em fases de estagnação econômica, sendo não só seus recursos cada vez mais
escassos, mas a própria existência corre risco, já que são encaradas como atividade cultural
secundária. Até hoje não foi possível incutir na classe política que a instalação e manutenção de
bibliotecas são tarefas primordiais na comunidade como a base da educação e cultura - bibliotecas
estão sendo fechadas em larga escala, o site www.bibliothekssterben.de (bibliotecas morrem) dá
uma triste visão geral do tema.
Após o choque PISA
O grande mérito da avaliação do PISA foi e é chamar a atenção internacional para a qualificação
básica fundamental que é a habilidade em leitura tendo comparado os resultados de todos os
países avaliados – transformando o saber em conhecimento que dá a orientação na nossa
sociedade.
Deste modo, ficaram claras a todos os países as conseqüências das políticas educacionais e
retratam que Alemanha e Brasil enfrentam os mesmos problemas:
1º - não é mais admissível que nas nossas sociedades o potencial intelectual dos cidadãos
permaneça subutilizado ou que grande parte da população continue sem formação adequada
2º - a transformação de nossas sociedades em uma sociedade de informação e do conhecimento
significa um processo de educação continuada para todos („lifelong learning“) – isto é, a educação
começa na família e nos jardins da infância e não encerra após a conclusão do curso universitário.
3º - os sistemas educacionais nacionais devem se preparar para um processo de educação
continuada, significando que, um sistema educacional vertical com rígida hierarquia de cima para
baixo não é mais suficiente e deve transformar-se em uma estrutura em rede com elos horizontais.
Concretamente: Neste processo de educação continuada, as instituições estatais (ministérios,
universidades, escolas) devem trabalhar em parceria com as organizações não oficiais (bibliotecas,
escolas populares).
Conseqüências para as bibliotecas na Alemanha: Para as bibliotecas, significa que devam assumir
um papel pró-ativo na formação escolar e pré-escolar, na educação continuada profissional e
científica e definir-se claramente como um local que aprende e ensina (teaching library)“ e não
mais como instituição puramente cultural.
Implica em que:
1º - elas próprias devem enxergar-se como elemento importante neste processo de educação
continuada
2º - elas próprias devem buscar a qualificação interna e a comunicação externa (marketing de
bibliotecas), para modificar sua imagem perante as instituições estatais, pois, lamentavelmente:
- para a classe política bibliotecas ainda são encaradas como locais de guarda de leituras
agradáveis para o fim de semana
- as universidades oferecem aos futuros professores uma formação pedagógica muito distante da
prática profissional
- as escolas subestimam a capacidade de trabalho das bibliotecas e quando muito as encaram
como apoio às aulas.
A biblioteca que ensina e que aprende (teaching library):
O conceito de biblioteca que ensina e que aprende deve ser parte integrante da própria política da
biblioteca, que deve enxergar-se como:
1º - um local de aprendizagem complementar e
2º - como uma instituição educacional que apresenta conceitos pedagógicos que interliguem as
passagens entre os ensinos fundamental e médio, superior, pós-graduação e ensino profissional.
Neste contexto de ensino e aprendizagem, as bibliotecas devem tornar clara sua qualificação como
mediadora da informação, isto é, o conhecimento só pode ser construído através do acesso a redes
de informação por intermédio das bibliotecas, cuja capacidade na:
- Pesquisa,
- Obtenção da informação e, sobretudo, na
- Avaliação da informação é indiscutível.
Deve estar claro que a competência básica na construção do conhecimento é a habilidade em
leitura – a capacidade de letramento e que esta leitura só pode ser efetiva se for encarada
positivamente.
Neste contexto, é cada vez mais claro que as instituições educacionais primárias oferecem apenas
poucas sugestões e pouco incentivo ao aprendizado autônomo, isto é, não transmitem o conceito
de aprender a aprender. Também aqui, as bibliotecas podem complementar o ensino tradicional
através da „biblioteca como local de aprendizado“. Bibliotecários em cooperação com pedagogos e
professores oferecem „programas de aprendizagem“, que apóiam o auto-aprendizado para todas
as idades, desde pré-escolares e escolares mas também adultos. Isto vale especificamente para o
programa “treinar os mediadores” o treinamento prático contínuo de professores.
Apresento, em seguida, alguns projetos bem-sucedidos com diferentes perfis – o lado positivo do
sistema federativo é que a ausência de padrões e normas legais é compensada pelo grande espaço
livre à individualidade de cada região.
4 - Incentivo à leitura
Incentivo à leitura - Qual receita para quem?
Antes que bibliotecários, professores e educadores iniciem atividades fantásticas que incentivem a
leitura, é preciso ter em mente dois objetivos dentro do processo de socialização da leitura:
- Aprender a ler - com o objetivo da capacidade de compreensão
- Motivar a leitura - com o objetivo de ampliar o nível de letramento
Os dois objetivos são interdependentes e nunca devem ser encarados separadamente, mas devem
concentrar esforços para atingir perfis e público-alvo claramente definidos. Não é toda e qualquer
ação em uma biblioteca que pode servir de incentivo à leitura.
Socialização da leitura:
A consolidação da motivação para a leitura acontece na idade pré-escolar:
Aqui é decisivo o clima de boa comunicação familiar, o estímulo que uma criança recebe, onde
diferentes idiomas são meios de comunicação e o ato de ler um livro é estimulado (ler para
alguém). Com adequado estímulo nesta fase, reforça-se a curiosidade na aprendizagem da escrita,
por este motivo a ocupação precoce com a escrita e a aprendizagem lúdica deve ser
definitivamente incentivada dentro dos jardins da infância.
1ª crise:
Aprender a escrever no ensino fundamental: nesta fase o paradoxo entre a competência literária e
técnica da leitura é claramente doloroso à criança, por esta razão o estímulo à leitura literária (ler
para alguém) e um trabalho adequado com textos é absolutamente necessário. Quando a
capacidade técnica de leitura, aos 8 anos, é atingida, segue-se o prazer da leitura voluntária até a
puberdade. Se esta capacidade não é atingida, começa neste ponto, a partir dos 8 anos a espiral
do fracasso entre a motivação e a capacidade. A partir desta fase de muita leitura, segue-se a
2ª crise:
Na puberdade (a partir dos 11 aos 17 anos):
Nesta fase, terminam as correlações entre camada social e motivação para leitura – cerca de 2/3
dos jovens abandonam a leitura voluntária a partir desta idade. Os motivos desta crise:As „leituras
para crianças“ não respondem mais aos vários questionamentos que surgem, com os quais a
juventude se vê repentinamente confrontada, a relação pessoal com a leitura deve começar
novamente do princípio, sendo os estímulos externos absolutamente necessários. Agora não mais a
família, mas via de regra o „peer group“, que é o grupo de amizades dentro da mesma faixa etária.
Nesta fase, formam-se claramente dois grupos de leitores:
- Leitores por prazer
- Leitores de determinados temas
----- Adendo:
Nos últimos tempos, aumentou em larga escala um grupo problemático, que provavelmente é
comum a todos os países: os adolescentes masculinos.
O senso comum que diz que jovens lêem de modo próprio e outro tipo de leitura, entretanto mal é
seguido de ações: nas aulas ainda se trabalha com a chamada literatura problemática (a que é lida
por obrigação), apesar de todas as pesquisas sobre leitura atestarem (e todo bibliotecário
confirmar), que „suspense“ e „aventuras fantásticas“ são os temas preferidos (síndrome de HarryPotter). Entre os rapazes é clara a preferência por livros técnicos juvenis (ex. temas como
universo, fauna, flora, corpo humano) e aqui entra um dos mais importantes campos de trabalho
da biblioteca: Ainda está no subconsciente que a tarefa de ler pertence ao ensino fundamental –
em muitas escolas o ato do incentivo à leitura é delegado exclusivamente a professores de alemão.
Falta às escolas um conceito adequado para a leitura em qualquer disciplina e para um trabalho
rotineiro com os vários tipos de textos. Quais são os meios que fazem os livros e textos técnicos
despertarem para a permanência do prazer da leitura: escolas e bibliotecas podem desenvolver
conceitos criativos.
Para ambos os grupos, os leitores por prazer e os leitores de determinados temas, nesta fase
devem ser tomadas medidas adequadas, para que a motivação seja mantida, significando que
escolas (não apenas a aula de literatura!) e bibliotecas devem trabalhar ativamente em parceria.
Também nesta fase, há a passagem para a construção do conhecimento com motivação para a
leitura continuada e a aprendizagem autônoma. Para aqueles que, nesta fase, ainda têm grande
dificuldade de compreensão de textos, devem ser introduzidas estratégias de leitura que
aumentem a capacidade leitora e em última instância levem à motivação para a leitura. Aqui
também a escola necessita de apoio externo – justamente da biblioteca.
5 - O significado das bibliotecas escolares
Apesar do vencedor do teste PISA (Finlândia) ter demonstrado que há correlação direta entre a
qualidade das bibliotecas escolares e o sucesso escolar dos estudantes, as bibliotecas escolares na
Alemanha ainda são menosprezadas e há um grande desnível entre as escolas que possuem uma
mediateca prodigamente equipada e aquelas que amontoam livros pouco atrativos em um canto
escuro. Por isso, existem na Alemanha várias iniciativas e organizações que se dedicam a divulgar
a biblioteca escolar como local de aprendizagem central, já que este local central oferece a base
ideal para a implementação de todos os conceitos de fomento à capacidade de compreensão da
informação e habilidade com as mídias. Aqui, métodos de desenvolvimento de textos são
experimentados na prática, quando os alunos podem pesquisar informações relevantes em livros
técnicos, dicionários e online, devendo reunir diversos livros sobre um determinado tema. Um
aprendizado prático e mais profundo pode ser alcançado através da pesquisa literária. Por trás
destes conceitos, existe uma regra simples: A biblioteca não é um supermercado, onde se entra
rapidamente para dar uma olhada se determinado produto está disponível, mas é uma oficina onde
se pode e se deve trabalhar/estudar. Duas das organizações no estado de Hessen que estão
engajadas neste objetivo:
1º - O „Local de orientação às bibliotecas escolares em Frankfurt am Main“:
Aqui trabalham pedagogos de bibliotecas especialmente capacitados, que oferecem a todas as
escolas na grande Frankfurt um serviço de orientação central, orientação especializada a
bibliotecas escolares, ações, programas de incentivo à leitura, listas de sugestões para composição
de acervos e treinamentos para professores. (Exemplo: „Biblioteca da Mochila de Frankurt“)
2º - O grupo de trabalho para bibliotecas escolares:
Para esta organização que trabalha em nível estadual, trabalham professores que também prestam
serviços como o fornecimento de software gratuito para biblioteca escolar e sobretudo, os muito
queridos “pequenos armários de livros”. O grupo de trabalho atua sobretudo como representação
de lobby, sempre insistindo no significado de uma biblioteca escolar bem equipada, em feiras de
livros internacionais, congressos e simpósios.
Mesmo que a realidade nas escolas não seja a ideal, mesmo que não esteja disponível um grande
espaço que seja adequado a um local de aprendizado central, é possível se orientar por um outro
conceito, o da “escola leitora” da Inglaterra, que tem sido reproduzido em várias escolas na
Alemanha:
Aqui, em cada cantinho livre da escola, nos corredores, nas salas de aula, até mesmo em frente
aos sanitários, sobre mesas pequenas e grandes, em armários coloridos, são apresentados de
modo frontal livros, jornais e revistas, estando em livre acesso a qualquer pessoa.
A idéia de escola leitora é o princípio da responsabilidade (minha biblioteca):
Uma mesa e um armário ficam sob a responsabilidade de uma classe ou de um grupo que
seleciona os livros tematicamente, decide sobre as regras do empréstimo e cuida para que novos
livros sejam incorporados: financiado por pais e solicitado à editoras. Estas atividades de vários
setores são integradas às aulas, sendo a escola leitora um conceito amplo, que engloba todos os
passos da aprendizagem da leitura e o próprio aprender.
A escola leitora também valoriza a simples obtenção de algumas poltronas e cadeiras para formar
um canto de leitura: apesar da leitura de livros dever ser uma experiência ativa e compartilhada
em um grupo, é também um ato individual e emocional.
Exemplo: „Departamentos de leitura“ e „Céu de leitura „
Um desenvolvimento deste conceito de acesso emocional é a “cafeteria da leitura” ou o “café com
leitura”:
Aqui a leitura responsável, sem supervisão, deve ser praticada em um ambiente de auto-criação e
auto-administração.
Exemplo: Escola Käthe-Kollwitz em Wetzlar e Centro de Literatura.
6 - Exemplos práticos de bibliotecas na Alemanha - Incentivo à leitura desde cedo
Projeto „Poder da palavra“ (Biblioteca do bairro Kreuzberg em Berlim)
Objetivo: formação pré-escolar / incentivo ao desenvolvimento da linguagem para crianças de
jardins da infância, especialmente crianças migrantes e famílias alemãs de baixa escolaridade.
Em um grupo de no máximo 10 crianças na biblioteca, através da leitura em voz alta, canto,
brincadeiras e movimento, o contato com a literatura e a linguagem é percebido como uma
experiência sensível e mostra a biblioteca como parte naturalmente integrante do universo infantil.
Projeto „Keszi“ (Biblioteca pública de Bremen)
Objetivo: o contato lúdico com letras, símbolos e desenhos incrementam a competência na
compreensão da informação e a habilidade com as mídias, desde cedo : As crianças brincam com
uma boneca, com um corvo que quer ser alimentado com letras, mantendo um acesso lúdico e
emocional do mundo das letras do alfabeto. As próprias crianças criam um livro ilustrado na oficina
para livros ilustrados, ficam muito orgulhosas e lêem para si mesmas. Elas escrevem cartas a seus
pais exercitando jogos de linguagem (rimas, travas-línguas).
Projeto „Leselatte“ (Biblioteca pública de Brilon)
Para distribuição em clínicas pediátricas, parteiras, jardins da infância, pais, avós, etc
Para cada altura em centímetros (em relação à idade padrão) há informações curtas e ilustradas
sobre as possibilidades de incentivo à competência em leitura e com a linguagem nesta faixa
etária. Em relação ao „Leselatte“ há um folheto com sugestões de 4 livros para cada faixa etária
como sugestão aos pais e educadores.
Projeto „Cinema do livro ilustrado „
Objetivo: através de um projetor de slides, um maior grupo de crianças pode olhar um livro
ilustrado. Após a projeção, o livro é lido em voz alta e são feitos também trabalhos manuais.
Jardins da infância ou mesmo famílias podem emprestar caixas da biblioteca para diferentes
eventos como aniversários infantis. Nestas caixas, há livros ilustrados, os slides correspondentes,
livros fonados, jogos, livros para pintar e fazer artesanatos, além do projetor de slides e de uma
tela de projeção. Pelo fato de uma adequação perfeita ao trabalho com as mídias, os dois últimos
projetos receberam patrocínio que cobriram praticamente todos os custos.
Escola e biblioteca
Projeto „Tempo de leitura“ (Berlim)
Objetivo: Aulas e visitas regulares à biblioteca são estreitamente ligadas nas classes de 1ª a 4ª
série. Trabalho temático na biblioteca, realizado conjuntamente por professores e bibliotecários.
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Projeto „Busca da informação „
Objetivo: As possibilidades de pesquisa são exercitadas na 5ª e 6ª série como preparação para os
próximos anos. As crianças devem exercitar o aprendizado autônomo através da competência de
compreensão da informação, por intermédio de grande quantidade de obras de referência e
dicionários, que, surpreendentemente, às vezes chega mais rápido ao resultado desejado do que o
Google.
Projeto „Carta de habilitação da biblioteca“ (Biblioteca pública de Jülich):
Para crianças das 3ª e 4ª série
A biblioteca é conhecida através de um livreto com uma espécie de Rallye, isto é, todas as
possibilidades e ofertas de “navegação” pela biblioteca passam a ser conhecidas através de uma
história interessante.
Projeto guia de biblioteca „Messer Matzke na biblioteca“ por estudantes de licenciatura (Berlim
AGB) – Messer Matzke é personagem de histórias em quadrinhos. É produzido um guia da
biblioteca por futuros professores além de módulos para projetos de incentivo à leitura para o
ensino fundamental de acordo com o ano escolar. O objetivo foi a orientação da criança na
biblioteca, mas também a otimização da utilização dos serviços da biblioteca por professores e
estudantes. Importantes no trabalho conjunto com escolares são os métodos de ensino „biblioteca
como local de aprendizado“, de forma que os estudantes podem, autonomamente, exercitar o
manuseio e as muitas possibilidades de pesquisa em uma biblioteca. Foi dispensada uma atenção
especial à transmissão de sugestões de leitura para crianças oriundas de famílias de migrantes.
Projetos para adultos
Projeto „Biblioteca 21“ (Biblioteca Pública de Stuttgart):
Em uma parceria com a Escola Popular, aproveitou-se a oportunidade de aprendizagem de língua
estrangeira para transformar a biblioteca em ateliês de aprendizagem: os espaços passaram a ter
a forma de ateliês e passou a ser incentivada a transformação de um consumo passivo em uma
aprendizagem autônoma, através de um ambiente de estudo agradavelmente mobiliado. Nos
ateliês, encontram-se todas as informações sobre diferentes temas em várias mídias, ex. todos os
métodos de ensino para a língua portuguesa, todos os guias de viagem ao Brasil, livros sobre arte,
literatura brasileira, informações sobre história e política, livros de culinária, vídeos, revistas, etc,
em suma, todas as informações e possibilidades sobre o tema mais amplo que é a língua
portuguesa que convidam o leitor a continuar a aprendizagem e a leitura autonomamente.
Projeto „e-LernBar“ (Biblioteca Pública Central de Berlim: biblioteca pública e científica):
Objetivo: Aprendizagem autônoma e incremento da habilidade com as mídias através da utilização
cruzada (Cross-Media), possibilitando o acesso descomplicado às novas mídias. „Mediação da
aprendizagem“, isto é, motivar pais e professores a utilizarem softwares específicos para as aulas e
para o próprio desenvolvimento. Para incrementar a habilidade com computadores, redes, câmeras
digitais, gravadores de CDs, são oferecidos gratuitamente seminários e workshops.
Projeto „Mulheres na Rede“: (Berlim, Leipzig, Hamburgo...):
Cursos para mulheres que não têm acesso à Internet, pouca ou nenhuma experiência com a rede e
não pretendem dispender muito tempo em cursos longos. Elas podem, sossegadamente, tomar
uma xícara de café em um ambiente agradável enquanto navegam pela Internet e são
individualmente orientadas por um funcionário da biblioteca.
Projeto „Alfabetização de Adultos“ (Stuttgart):
Em uma parceria com os diretores dos cursos, os participantes podem freqüentar a biblioteca fora
dos horários regulares de funcionamento e recebem orientação sobre a literatura mais adequada
aos iniciantes. São, também, oferecidas para empréstimo durante os cursos, caixas com diferentes
mídias sobre literatura, materiais didáticos, filmes, etc. Para os autodidatas, há na biblioteca,
ofertas adequadas em computadores, livros fáceis e livros fonados, a biblioteca fornece também
todos os endereços e contatos dos cursos de alfabetização.
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Palestra Bettina Twrsnick