XVII CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA
I ENCONTRO DE ENGENHARIA DE SISTEMAS
IV WORKSHOP DE LASER E ÓPTICA NA AGRICULTURA
27 a 31 de outubro de 2008
CADEIA DE PRODUÇÃO DO CAFÉ: O CASO DE UMA EMPRESA DE
TORREFAÇÃO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ-MG
YARA DE MATOS MENDES 1, MYRIAM ANGÉLICA DORNELAS 2, RITA DE CÁSSIA
DA SILVA COSTA 3, FRANCIELE RIBEIRO DA COSTA4, LUANA CRISTINA COSTA5,
DANIELA LÚCIA ALBINO6
RESUMO
O presente trabalho é produto de uma pesquisa realizada na empresa “Café Moreninho Ltda”,
cujo ramo de atuação é o processamento de café, situada na cidade de Bambuí. O estudo
verificou o processo produtivo do “Café Moreninho” nome fictício do produto
industrializado, identificando os fornecedores de matéria-prima, o mercado de vendas a
distribuição na região. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso cuja coleta de dados
se deu por meio de entrevistas, observação e análise de documentos. Os resultados
demonstraram que a empresa corresponde a um (CAI)-Complexo Agroindustrial Incompleto,
podendo também ser abordada como CPA-Cadeia Produtiva Agroindustrial. A análise dos
dados levou à conclusão de que, embora a empresa trabalhe com apenas 33% de sua
capacidade máxima de produção, seu proprietário possui visão de futuro, pois acha importante
a ampliação do mercado consumidor com a finalidade de expandir a produção e,
conseqüentemente, a margem de lucro. Para isso, a empresa está se estruturando para
enfrentar a concorrência e consolidar sua marca no mercado.
Palavras-chave: café, cadeia de produção, transformação
INTRODUÇÃO
O café é e sempre foi uma das mais importantes fontes de renda para a economia
brasileira, chegando a representar um ciclo de nossa história, quando, no século XIX, superou
culturas tradicionais como o algodão e a cana de açúcar, passando a influenciar a vida de
milhões de pessoas, como principal fonte de renda do país.
Apesar das dificuldades de se estabelecer um consenso a respeito da definição de
cadeia de produção, Parent, citado por Batalha (1997) a define como “ a soma de todas as
operações de produção e de comercialização que foram necessárias para passar de uma ou
várias matérias-primas de base de um produto final, isto é , até que o produto chegue às mãos
de seu usuário (seja ele um particular ou uma organização)”. Esse será o enfoque utilizado
nesta proposta porque privilegia o produto final ao invés da matéria-prima, uma vez que o
objetivo é estudar a cadeia de produção do café.
Desta forma, o presente estudo descreveu o processo produtivo de uma torrefadora de
café, no município de Bambuí-MG e identificou possíveis gargalos. Especificamente buscouse conhecer o arranjo físico, organização do trabalho na produção e fluxograma de produção e
fluxograma de processamento, observar o fluxo de produção e modelo de transformação e
1
CEFET-BAMBUÍ-MG e Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos, [email protected]
CEFET-BAMBUÍ-MG e Departamento de Ciências Gerenciais, [email protected]
3
CEFET-BAMBUÍ-MG e Coordenação Geral de Recursos Humanos, [email protected]
4
CEFET-BAMBUÍ-MG e Graduação em Tecnologia em Administração de Pequenas e Médias Empresas,
[email protected]
5
CEFET-RIO VERDE-MG e Coordenadoria de Registros Escolares de Ensino de Graduação,
[email protected]
6
CEFET-BAMBUÍ-MG e Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos, [email protected]
2
196
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avaliou-se o gerenciamento da capacidade e identificar a existência de planejamento de
controle de qualidade e estoque.
MATERIAL E MÉTODOS
As estratégias de pesquisa escolhidas foram entrevista por pauta com o sócio-gerente da
empresa, em seis momentos distintos e observação e análise de documentos relativo aos
processos produtivos e administrativos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O Café Moreninho Ltda. “Café Moreninho”, é uma empresa industrial e prestadora de
serviço, de pequeno porte, que iniciou suas atividades no ano de 1985, em Bambuí-MG,
trabalhando só com torrefação de café. Segundo o sócio-gerente da empresa, a matéria-prima
(café), era adquirida dos produtores da região já beneficiada e a industrialização consistia em
torrar, moer e embalar.
A partir de 1998 a empresa começou a trabalhar com a secagem e beneficiamento de
café para atender a demanda, o que levou a uma maior facilidade de adquirir a matéria-prima
direto do produtor, com qualidade superior, baixo custo, devido a alta concorrência,
agregando valor ao produto final. Tal crescimento foi devido à atenção especial aos
fornecedores da matéria-prima para uma melhor qualidade do produto final e ao
desenvolvimento de uma nova atividade (intermediar a comercialização do café tipo
exportação), o que viabilizou a construção de uma nova sede no distrito industrial, deixando
evidente a preocupação com o impacto ambiental.
A empresa conta com uma equipe de 08 funcionários especializados no contexto da
produção, sendo eles: sócio-gerente, torrador, empacotador, auxiliar do empacotador,
vendedores (2), operador de máquina de beneficiar, auxiliar do operador de máquina de
beneficiar.
A empresa Café Moreninho Ltda, faz parte de um Complexo Agroindústrial
Incompleto, pois a idéia de complexo restringe a inter-relação da produção agropecuária
→agroindústria de processamento, não há nenhum vínculo com as indústrias a montante.
Distribuidores
Vendedores Próprios
da Empresa
Café Moreninho Ltda.
Produtores de Café
arábica da região de
Bambuí
Figura 01: Cadeia Produtiva do Café Moreninho Ltda.
Fonte: Dados da pesquisa
Um dos fatores essenciais da empresa se localizar em Bambuí foi o fato de estar numa
região privilegiada, próxima aos produtores de café de boa qualidade. Além disso, a facilidade
de escoamento do produto industrializado, que abrange uma circunferência de 200 km
aproximadamente.
O mercado de vendas é regional, abrangendo aproximadamente, 20 cidades: Bambuí,
Medeiros, Campos Altos, Lagoa da Prata Campo Belo dentre outras.
No ano de 2005 a torrefação localizada no bairro cerrado foi transferida para o distrito
industrial de Bambuí.
A distribuição é feita através de pronta entrega, ou seja, o vendedor sai com a
mercadoria e tem um roteiro de vendas para cada dia da semana nas cidades da região,
entregando o produto e já emitindo a Nota Fiscal.
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A venda é por atacado, todavia, algumas pessoas vão até a empresa comprar o café
que é vendido por um preço mais elevado do que o praticado no mercado local, em respeito
aos atacadistas que são seus compradores.
Com a prestação de serviço aos produtores da região (Bambuí, Medeiros, Tapiraí e
Córrego Danta) na parte de beneficiamento de café, o número de fornecedores tem
aumentado, uma vez que, o contato vem se estreitando segundo o sócio gerente.
Os produtores fazem a colheita do café no período compreendido entre abril e
setembro e, nessa época, ainda chove na região, o que dificulta a secagem do café. Como a
empresa tem uma estrutura de apoio, são inúmeros os produtores que tem solicitado a
prestação de serviços de transporte, secagem, beneficiamento e, até mesmo, a
comercialização. Após uma classificação no café adquirido dos produtores, parte da matériaprima é destinada à torrefação (indústria), e parte é comercializada com uma empresa
exportadora.
Unindo força com seus fornecedores (pequenos e médios produtores), há um poder de
negociação melhor na hora de vender esse produto.
A empresa Café Moreninho apresenta uma capacidade efetiva média de produção de
200 sacas mensais e a sua capacidade máxima é de 600 sacas por mês. O índice de utilização
é de 33,3%, tendo uma reserva de capacidade de 66,7%.
O estudo da rede de suprimentos ajuda a empresa a compreender como pode competir
mais efetivamente, ajuda a identificar partes da rede que contribuem para os objetivos de
desempenho valorizados pelos consumidores, e possibilita focar em uma perspectiva de longo
prazo.
Indústria de
Máquinas e
Implementos
Produtores de
Mudas
Indústria de
Defensivos e
Fertilizantes
Produtor Rural
Café Moreninho
Ltda
Produtores de
Mudas
Produtores de
Mudas
Rede Imediata de Fornecimentos
Rede Total de Suprimentos
Figura 02: Rede de Operações do Café Moreninho Ltda.
Fonte: Dados da pesquisa
A empresa Café Moreninho Ltda. possui dois processos de transformação, que foram
analisados separadamente para melhor compreensão de todo o processo empresarial, desde a
chegada da matéria-prima até o produto final.
No primeiro, observou-se a operação de beneficiamento, onde os inputs são: o café em
coco (recurso transformado), e os equipamentos de beneficiamento e operadores, que são os
recursos transformadores. Esses inputs são as entradas para o processo de transformação que
consiste na secagem, beneficiamento e classificação, resultando no café beneficiado, como
output desse processo. Seu destino será a exportação, feita por empresas exportadoras, ou a
industrialização pela própria empresa. O café beneficiado, sendo um output apresenta certas
características: tangibilidade (produto palpável); estocabilidade (bem tangível que pode ser
estocado); transportabilidade (bem transportável); simultaneidade (bem produzido antes do
consumidor percebê-lo); e contato com o consumidor (bem que possui baixo contato com o
consumidor durante sua fabricação).
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Input
Processo de Transformação
Output
Recursos
Transformados
Café em Côco
Exportação
Secagem
Beneficiamento
Classificação
Recursos
Transformados
Operadores
Equipamentos para
Benficiamento
Café
Beneficiado
Industrialização
Figura 03: Processo de Transformação I – Café Cru (antes da indústria).
Fonte: Dados da pesquisa
No segundo processo de transformação, foi considerada a torrefação do café cru que
tem como inputs o café beneficiado (recurso transformado), e os equipamentos de
transformação e operadores (recursos transformadores). O processo de transformação consiste
em torrar, moer e empacotar, tendo como saída o Café Moreninho.
Input
Processo de Transformação
Output
Recursos
Transformados
Café Beneficiado
Torrar
moer
empacotar
Recursos
Transformados
Café Beneficiado
“Café
Moreninho
Ltda”
Figura 04: Processo de Transformação II – Café Moreninho (parte da indústria).
Fonte: Dados da pesquisa
Após análise do arranjo físico da empresa, conclui-se que o projeto foi desenvolvido
sobre o produto, uma vez que o café colocado na moega para torrefação, move-se
automaticamente de uma estação para a seguinte até o fim da linha, terminando com o
empacotamento.
Não há necessidade de um balanceamento da linha de produção, pois apesar de ter
estações definidas, o processo flui automaticamente.
A empresa investe em marketing, através de propagandas em jornais, anúncios
publicitários em emissoras de rádio e degustação. O investimento nessa área ainda é pequeno,
pois, a empresa está se estruturando, ampliando suas instalações, adquirindo equipamentos
ecologicamente corretos e contratando profissionais especializados nas áreas de segurança do
trabalho, meio ambiente e boas práticas de produção. Após a execução desse plano
estratégico, poderá disponibilizar mais recursos financeiros para o marketing, uma vez que
estará preparada para enfrentar a concorrência e consolidar sua marca no mercado.
O “Café Moreninho” é uma das marcas autorizadas a usar o selo de pureza emitido
pela ABIC-Associação Brasileira de Indústrias de Café, órgão representativo das indústrias de
torrefação. Periodicamente, ela coleta amostras em vários pontos de vendas dos produtos de
café e faz análise e, mediante o teste de qualidade, eles atestam se o café tem ou não direito ao
uso do selo.
É da boa qualidade do produto que depende, em grande parte, a colocação no
mercado. A classificação do café é, portanto, uma fase muito importante no processo de
comercialização, assim como a determinação da qualidade da bebida do café.
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Pensando nisso, a empresa está implantando os processos de classificação e
degustação para saber a qualidade da bebida do café, investindo na especialização de um
funcionário para fazer este controle. Para classificar, faz-se a apreciação de uma amostra de
300grs de café: selecionam-se, por categoria, os defeitos encontrados (preto, quebrado, verde,
fermentado, brocado, pau), contam-se os defeitos e de acordo com o número, determina-se o
tipo de equivalência.
O “Café Moreninho” é considerado um café mais caro, mas não tem enfrentado a
concorrência em questão de preço, pois, a qualidade tem sido o diferencial no mercado.
Na empresa Café Moreninho Ltda, o funcionário responsável pelo recebimento de
materiais faz uma conferência qualitativa e quantitativa do café (matéria-prima) que chega à
empresa. A inspeção no recebimento é realizada de maneira a verificar a qualidade do café.
Confronta-se a análise da amostra trazida pelo produtor anteriormente, com a análise das
amostras de todas as sacas entregues naquele momento. Confere-se também o peso das sacas
de café que devem conter 60 Kg cada uma, através de uma balança contadora.
O pedido de embalagens é feito a cada 6 meses, em quantidades maiores, com o
objetivo de obter um melhor preço. Quando as embalagens chegam na empresa é feita uma
conferência visual, quantitativa (através de balança contadora observando se as bobinas
possuem, em média, 20 kg) e um teste para verificar se a embalagem empacotará
corretamente. Esses pedidos são, em média, de 50 a 60 bobinas e, aleatoriamente, uma delas é
escolhida para esse teste.
Os materiais de escritório, limpeza, reposição e manutenção são adquiridos em
quantidades menores, e por isso não são realizadas conferências no recebimento como as já
citadas anteriormente, sendo que muitas vezes o próprio gerente faz a compra dessas
mercadorias diretamente no comércio varejista.
Para a realização do processo produtivo, a empresa Café Moreninho Ltda utiliza os
seguintes materiais:
Matéria-prima: café coco, embalagens (saquinhos, bobinas de saquinho e capa)
Produtos em processo: café cru, café torrado e moído
Produtos acabados: Café empacotado - “Café Moreninho”
Materiais auxiliares: peças de reposição e material de manutenção para as máquinas,
material de escritório (blocos de notas fiscais), material limpeza.
Os materiais para embalagens são empilhados no almoxarifado de maneira aleatória,
sem critério algum.
As peças de reposição e materiais para manutenção das máquinas da empresa, são
armazenados também sem critério e não é feita a verificação deste estoque periodicamente,
devido à pouca quantidade.
A armazenagem da matéria-prima é feita de duas formas: o café em coco é
armazenado em sacas de 60Kg, antes da pré-limpeza e a granel, em tulha, após a pré-limpeza
e o café cru é armazenado em um almoxarifado, ambos localizados no distrito industrial. O
café em coco que chega à empresa, acondicionado em sacas de 60Kg, é empilhado em um
galpão para que, posteriormente, seja feita a pré-limpeza, a secagem e o beneficiamento
(limpeza do café), perdendo, em média, 20% de seu peso. Após esse processo o café é
estocado no galpão também empilhado, aguardando ser transportado para a torrefação. A
matéria-prima estocada (que se encontra em estágios diferentes), às vezes se mistura o que
pode dificultar o manuseio dos mesmos.
Durante o processo de fabricação o café, depois de torrado e moído, tem que ficar
armazenado em um silo para caixa de pó, por dois dias, para eliminação de gases e, depois
disso, ser empacotado.
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Os materiais de escritório e limpeza são armazenados em dois pequenos armários. A
reposição é feita assim que os estoques acabam ou quando faltam poucas unidades para o
término desse estoque devido a pouca quantidade utilizada.
A organização do produto final no almoxarifado é feita pela data de fabricação, de
acordo com o dia do empacotamento do café. Depois de empacotado o café é armazenado em
fardos de 5 (cinco) quilos, que podem conter pacotes de 250 ou 500 gramas, que são
colocados em estrados de madeira e formam pilhas de 500 quilos, para facilitar o controle de
estoque.
O transporte dos materiais que chegam até o almoxarifado é feito manualmente,
apenas para a lenha é usado carrinho manual.
Todo o patrimônio é assegurado, incluindo: instalações, maquinário e produção.
A distribuição interna dos materiais segue alguns critérios para que as características
físicas dos materiais não sejam afetadas como por exemplo, a natureza dos materiais e a
modalidade do transporte usada.
O café em coco é levado até a máquina de limpeza manualmente, sendo necessárias
duas pessoas para esse transporte. A partir desse ponto, ele passa por um processo automático
de limpeza, secagem e beneficiamento e após essa seqüência, estará pronto para ser torrado.
O café cru é acondicionado em sacas de 60Kg e estocado até ser distribuído para o
local da torrefação. O transporte dessas sacas é feito através de caminhão ou caminhonete,
dependendo da quantidade.
A movimentação dos materiais para embalagens é feita manualmente, pois eles têm
pouco peso e o almoxarifado está próximo à linha de produção.
Quando é necessária a utilização das peças de reposição e materiais para manutenção
das máquinas, o manuseio é feito manualmente, levando em consideração que eles ficam
armazenados no mesmo local dos materiais para embalagens, porém separadamente.
CONCLUSÃO
Desde o início de suas atividades, em 1985, o “Café Moreninho Ltda”, empresa
industrial de pequeno porte, atua no mesmo ramo que é o processamento de café. Porém, a
partir de 1998 houve uma diversificação de suas atividades, pois, além da industrialização do
café, a empresa passou a ser prestadora de serviços de beneficiamento e estocagem, com
orientação técnica aos pequenos cafeicultores da região e intermediar o produto tipo
exportação, o que resultou num crescimento significativo da empresa.
Após conhecer o arranjo físico da empresa, observou-se que o layout obedece
exatamente as etapas do processo produtivo.
Há um gargalo no planejamento e controle de estoque, pode-se concluir que, embora
não tenha sido feito estudo pelos autores, sabe-se que a maioria das empresas de pequeno
porte, não se preocupa com essa área. Acredita-se que qualquer empresa, independente de seu
tamanho, deve possuir um controle rígido de estoque, por representar uma parcela importante
do ativo financeiro das empresas.
A empresa Café Moreninho Ltda, tem um porte pequeno e apenas um produto final, o
que faz com que o sócio-gerente tenha um controle simples, não envolvendo todas as
operações.
Outro gargalo está na armazenagem, a empresa deveria, separar as armazenagens em
locais específicos, visto que, o café cru se encontra junto com o café em coco, o que dificulta
a movimentação e localização dos mesmos. A armazenagem inadequada das peças de
reposição, óleos lubrificantes, materiais de limpeza, bobinas e embalagens, em um mesmo
local, provoca maior dificuldade no manuseio dos mesmos, ficam todos simplesmente
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empilhados. Seria necessário que a empresa adotasse critérios de endereçamento para que eles
pudessem ser mais facilmente localizados dentro do almoxarifado.
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
BATALHA, M.O.Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais: definições e correntes
metodoloógicas. In: BATALHA,M.O., Coord. Gestão Agroindustrial. 2 ed. São Paulo: Atlas,
2001.v.1.
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