Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 43 COMPONENTES QUÍMICOS E ESTUDO DA UMIDADE DE EQUILÍBRIO EM VAGENS DE ALGAROBA Francisco de Assis C. Almeida1, José Euflávio da Silva2, Maria Elessandra R. Araújo2, Josivanda P. Gomes de Gouveia1, Silvana A. de Almeida2 RESUMO As sementes de algaroba (Prosopis juliflora (SW) D.C) foram submetidas ao processo de dessorção, sob condições de temperatura a 20 e 30 °C e umidade relativa variando de 16,3 a 87,7%, até atingir a umidade de equilíbrio. Posteriormente, ajustou-se aos dados experimentais cinco modelos matemáticos de sorção (GAB, BET, Halsey, Smith e Oswin) com a finalidade de se obter os parâmetros desses modelos e escolher aquele que melhor representasse as isotermas de dessorção. A escolha do melhor ajuste deu-se em função do coeficiente de determinação (R2), desvio médio relativo (P) e o erro médio estimado (SE). De acordo com os resultados, o modelo de GAB, foi o que obteve melhor ajuste às isotermas de dessorção, podendo ser empregado para cálculo da umidade de equilíbrio higroscópico das sementes. As vagens de algaroba secas e trituradas apresentaram 35,24% de sacarose, 14,95% de fibras, 9,15% de proteína bruta que lhe confere um valor altamente energético. Palavras chave: teor de umidade, análise química, Prosopis juliflora CHEMICAL COMPONENTS AND STUDY OF THE EQUILIBRIUM MOISTURE CONTENT IN MESQUITE BEANS ABSTRACT The mesquite seeds (Prosopis juliflora (SW) D.C) were submitted to the desorption process, at the temperatures of 20 and 30 °C, and relative humidity varying from 16.3 to 87.7% until the equilibrium. Five mathematical models of sorption (GAB, BET, Halsey, Smith and Oswin) were adjusted to the experimental data to obtain the parameters of theses models and to choose the best one to represent the desorption isotherms. The choice of the best fit was based on the coefficient of determination (R2), relative medium deviation (P) and the average error esteemed (SE). The GAB model was the one which best represented the desorption isotherms; it may be used for the calculation on the hygroscopic equilibrium humidity of the seeds. The beans of dry and triturated mesquite presented 35.24% of sucrose, 14.95% of fibers, 9.15% of rude protein that make then a big energetic value. Keywords: moisture content, chemical analysis, Prosopis juliflora INTRODUÇÃO A algaroba (Prosopis juliflora (SW) D.C) é uma leguminosa, não oleaginosa, nativa das regiões áridas e semi-áridas das Américas, África e Ásia, sendo que nesta última se concentra a maioria das 44 espécies do gênero Prosopis, apresentando, portanto, admirável amplitude de adaptação (Perez e Moraes, 1991). Introduzida no __________________________ 1 2 Professor da UFCG/CCT/DEAg. E-mail: [email protected] Mestre em Engenharia Agrícola pela UFPB Brasil, principalmente no Nordeste há mais de 50 anos, cujo objetivo principal é o de alimentar animais, além de ser utilizada em reflorestamento, produção de madeira, carvão vegetal, estacas e apicultura. Constitui-se numa das raras espécies capazes de possibilitar aos animais e ao próprio homem uma convivência harmoniosa com o fenômeno adverso e periódico das secas (Souza, 1998). 44 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. Tendo em vista essas características positivas da algarobeira, o produtor nordestino reconhece nela uma grande aliada para alimentar os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos, principalmente nos períodos de longas estiagens, pois além de todas as características acima citadas, as suas vagens são de grande aceitabilidade por esses animais (Pinheiro, 1993). Portanto, a determinação de parâmetros de qualidade como o teor de umidade e propriedades químicas do farelo da vagem da algaroba, que são utilizados para sua comercialização é de vital importância para os produtores rurais. As vagens de algaroba são higroscópicas, tendo relação de atividade de água com a umidade de equilíbrio que deve ser estudada por fornecer informações na definição dos parâmetros de secagem. A determinação da atividade de água é uma das medidas mais importantes no processamento e na análise dos materiais biológicos, devido a sua importância no que diz respeito à qualidade e estabilidade. A afinidade existente entre a água e os outros componentes de um produto definem sua higroscopicidade que é muito marcante nos produtos e torna-se uma característica fundamental a influenciar os processos de manuseio, estocagem e consumo de materiais biológicos (Texeira Neto, 1993). O estudo da atividade de água pode ser feito através das isotermas de sorção. Uma isoterma é uma curva que descreve, em uma umidade específica, a relação de equilíbrio de uma quantidade de água sorvida por componentes do material biológico e a pressão de vapor ou umidade relativa, a uma dada temperatura. Esta relação depende da composição química dos alimentos (Park et al., 2001). Com o intuito de prever o comportamento de isotermas, diversos autores propuseram equações matemáticas empíricas e teóricas para ajuste de isotermas de sorção. Estas equações são úteis no conhecimento das características dos produtos tanto no armazenamento quanto na secagem. Dentre as diversas equações utilizadas para expressar a atividade de água dos produtos agrícolas, em função da temperatura e umidade relativa, as mais comuns, por sua relativa precisão e generalidade podem ser citadas a de GAB, BET, Oswin, Smith e Halsey (Prado et al., 1999; Corrêa e Almeida, 1999; Unadi et al., 1998). Diante do exposto esse trabalho objetivou o estudo da atividade de água através das curvas de dessorção para as temperaturas de 20 e 30 ºC utilizando o método gravimétrico estático na faixa de umidade relativa de 16,3 a 87,7% e caracterizar as vagens de algaroba mediante estudo dos seus componentes químicos. MATERIAL E MÉTODOS A matéria-prima utilizada foi as vagens de algaroba (Prosopis juliflora (SW) D.C) procedentes de propriedades rurais do município de Cuité, PB, com umidade inicial entre 18 e 20% b.u. Os testes foram realizados no Laboratório de Armazenamento de Produtos Agrícolas da Universidade Federal de Campina Grande. Os teores de umidade de equilíbrio das vagens de algaroba foram determinados por meio do método estático, utilizando-se soluções aquosas de ácido sulfúrico (H2SO4) em água destilada, para uma faixa de umidade relativa de 16,3 a 87,7%, de acordo com metodologia citada por Hall (1971). Os testes foram conduzidos as temperaturas de 20 e 30 ± 1 ºC. Para isto foram utilizadas três estufas B.O.D, com o objetivo de se manter as amostras nas temperaturas e umidade desejadas. As amostras foram colocadas em triplicatas em cestas de tela de arame e em seguida armazenadas em potes de vidro herméticos com as respectivas soluções de ácido, para cada valor de umidade relativa desejada. As amostras com teor de umidade previamente determinado foram pesadas em intervalos regulares de tempo: 24, 48 e 96 horas respectivamente, para a 1ª, 2ª e 3ª semanas até se alcançar o ponto de equilíbrio. Depois de alcançado o equilíbrio, as amostras foram levadas à estufa com temperatura de 105 ± 3 ºC por 24 horas (Brasil, 1992) a fim de se obter a sua massa seca. O teor de umidade de equilíbrio (base seca) foi calculado, com base na diferença entre a massa da amostra no equilíbrio e a massa seca. Para o ajuste das isotermas de sorção, foram testados as equações de BET, Halsey, Oswin, Smith e GAB com a finalidade de se obter os coeficientes das equações citadas. A análise de regressão não linear do pacote estatístico Statistica foi usada para estimar as constantes das equações de isotermas de dessorção. Os critérios usados para escolha do melhor ajuste foram o coeficiente de determinação (R2), erro médio estimado (SE) e o desvio médio relativo P (%) conforme descrito a seguir: P SE 100 n n Mi Mpi i 1 Mi Mi Mpi 2 (1) GLR (2) em que: Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. 45 seguida por uma digestão em meio alcalino. O resíduo da inceneração desse material fornece os subsídios para o cálculo da fração de fibras. M i = valores obtidos experimentalmente Mpi = valores preditos pelo modelo n = número de dados experimentais GLR = Grau de Liberdade de modelo RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a determinação da umidade inicial e final das vagens de algaroba, utilizou-se o método da estufa (Brasil, 1992). A matéria seca foi obtida por diferença do teor de umidade. Nas análises de proteínas, foi utilizado o método Micro-Kjedalh, o qual é realizado com base na determinação do nitrogênio total da amostra, que através de cálculo foi convertido em nitrogênio protéico. A metodologia utilizada para determinação de lipídeos baseou-se na extração continua em aparelho Soxhlet a qual é baseada na perda de peso do material submetido à extração com éter etílico ou na quantidade de material dissolvido pelo solvente. As análises de cinzas foram obtidas segundo as normas analíticas da AOAC (1992). As amostras foram carbonizadas em bico de Bunsen, em seguida incineradas em uma mufla a 550 °C. Depois, foram resfriadas em dessecador e pesadas. Para a determinação de açúcares, foi utilizado o método da antrona que se fundamenta na hidrólise pelo acido sulfúrico concentrado, que, quando aquecido com a hexose, sofre reação de condensação, formando um produto de coloração verde, cuja intensidade da cor é lida em espectofotômetro a 620 nm. O processo utilizado para determinação de fibra foi o de Hennemberg que consta fundamentalmente de uma digestão em meio ácido, Na Tabela 1, encontram-se os dados de umidade de equilíbrio obtidos experimental-mente onde se observa mediante a mudança de temperatura, resultados diferenciados para estas concordando, também com os dados de estudos realizados por Brooker (1992) e Morey (1995). Os valores para as constantes das diversas equações encontram-se na Tabela 2, com os respectivos coeficientes de determinação (R2), desvio médio relativo (P) e erro médio estimado (SE). Considerando-se o valor do coeficiente de determinação (R2), tem-se que as equações de GAB, BET, Oswin, Smith e Halsey descrevem satisfatoriamente as isotermas de sorção das vagens de algaroba para as atividades de água variando de 16,3 a 87,7%, uma vez que seus coeficientes ficaram acima de 90%. A análise dos dados da Tabela 2 indica que as equações de GAB e Halsey foram as que apresentaram melhores coeficientes de determinação (R2) e, também, a menor desvio médio relativo (P) entre os dados obtidos e os calculados; portanto, são as equações que melhor se ajustaram aos dados obtidos, contudo, a equação de GAB apresentou o melhor ajuste às isotermas de algaroba para as temperaturas estudadas obtendo-se os menores desvio médio relativo, erro médio estimado e maior coeficientes de determinação. Tabela 1. Dados experimentais da atividade de água e umidade de equilíbrio das vagens de algaroba para as temperaturas de 20 e 30°C T = 20 ºC aw 0,1630 0,3307 0,5670 0,6990 0,8770 T = 30 ºC aw Xe 0,0702 0,0844 0,1210 0,1687 0,3118 0,1700 0,3244 0,5660 0,6789 0,8750 Para a temperatura de 30 °C (Tabela 2) as equações de Smith e Oswin apresentaram os maiores erros relativos 20,5 e 16,7% respectivamente, indicando uma menor representatibilidade para prenunciar com segurança os dados das isotermas das vagens de algaroba dentro da faixa de temperatura estudada, uma vez Xe 0,0660 0,0730 0,1077 0,1549 0,3298 que conforme Lomauro et al. (1985) o valor do desvio relativo médio (P) deve ser menor que 10%. Conforme o coeficiente de determinação (R2), desvio relativo médio (P) e o erro médio estimado (SE), verifica-se que o melhor ajuste foi o modelo de GAB, seguido de Halsey, podendo ser utilizado para o cálculo da umidade de equilíbrio Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 46 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. higroscópico das vagens de algaroba. Dados estes concordantes com os obtidos por Araújo (2001) e Park et al. (2001) ao estudarem isotermas de dessorção da goiaba e pêra, respectivamente. O mesmo foi observado por Kechaou e Maalej (1999) ao analisarem os dados de isotermas de dessorção da banana em uma faixa de atividade de água entre 0,1 a 0,90 e temperaturas de 35,50 e 70 ºC. A isoterma de dessorção das vagens de algaroba (Figura 1) evidencia o efeito da temperatura sobre a taxa de dessorção que é mais alta no início do processo; diminuindo continuamente à medida que se aproxima da umidade de equilíbrio. Comportamento que conduz a afirmativa de aumento da taxa de dessorção com a diminuição da umidade relativa. Tabela 2 - Parâmetros de ajuste das isotermas de dessorção para as temperaturas de 20 e 30 °C Equação GAB xm C k R2 (%) P (%) SE Distribuição dos resíduos xm C BET Oswin Smith Halsey R2 (%) P (%) SE Distribuição dos resíduos a b R2 (%) P (%) SE Distribuição dos resíduos a b R2 (%) P (%) SE Distribuição dos resíduos a b R2 (%) P (%) SE Distribuição dos resíduos Ainda em análise a Figura 1, a partir de valores de atividade de água acima de 0,70 observa-se uma tendência à inversão da 20 ºC 30 ºC 0,0588 0,052 1346 0,925 99,96 1,071 0,002 6880 0,963 99,81 2,441 0,005 Aleatório 214,48 360,12 0,0005 92,97 13,51 0,033 0,0003 90,73 16,70 0,039 Tendencioso 0,116 0,495 98,51 10,738 0,012 0,105 0,581 98,09 16,514 0,015 Tendencioso 0,127 0,031 97,42 11,611 0,016 0,142 0,014 95,51 20,504 0,023 Tendencioso 0,019 1,642 99,74 3,555 0,005 0,028 1,418 99,41 6,755 0,008 Aleatório dependência da temperatura, ou seja, a algaroba dissolver mais umidade em temperaturas mais altas. Isto pode ser explicado devido à dissolução Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. dos açúcares de frutos, que aumenta significativamente, quando a temperatura é aumentada (Gabas, 1998). Souza et al. (2002) ao verificarem o processo de desidratação osmótica de goiaba, seguida de secagem, observaram um aumento da quantidade de sólidos solúveis, explicada pela maior absorção de sólidos solúveis e mais rápidas perda de água, e, conseqüente, redução da atividade de água provocada pelas trocas difusionais e a pressão osmótica sobre o tecido do fruto. Mediante os dados dos resíduos (Figura 2) obtidos pela diferença entre os valores 47 experimentais e os valores calculados para cada equação estudada, as equações de GAB e Halsey apresentaram distribuição aleatória de seus resíduos, podendo ser, portanto, utilizado de forma satisfatória para representar a atividade de água das vagens de algaroba. No entanto, as equações de Oswin, BET e Smit apresentam uma distribuição tendenciosa dos resíduos, indicando desta forma serem equações menos preditivas para estudo das isotermas de dessorção deste produto. 0,40 Umidade de equilibrio (decimal) 0,35 20°C 30°C ___GAB 0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 Atividade de água (decimal) Figura 1. Isotermas de dessorção das vagens de algaroba para as temperaturas de 20 e 30 °C ajustadas pelo modelo de GAB Na Tabela 3, estão contidos os dados das análises químicas das vagens de algaroba secas em um secador de leito fixas e trituradas em moinho. Em análise aos dados, observa-se que a algaroba apresenta um alto índice de matéria seca e matéria orgânica e níveis de proteína que se assemelham aos grãos de milho (Silva, 1986), apresentando ainda bons níveis de fibra bruta e sacarose. Os resultados da composição química das vagens de algaroba trituradas, quando comparadas aos da literatura nacional e estrangeira com os de Alsina et al. (1996), Cavalcanti-Mata et al. (1986) e Del Vale et al. (1983), mostraram valores que estão acima da média obtido por esses autores, no caso da sacarose, segundo Silva (1986) essas diferenças deve-se provavelmente, a fatores tais como: cultivares de plantas, origem, idade da planta, clima, solo, entre outros. Especificamente, com relação aos teores de proteína bruta em comparação com a literatura citada são comparados aos de Alsina et al. (1996), os de cinza semelhantes aos de Silva et al. (2001), superiores aos de Silva (1983) e inferiores aos obtidos por Silva (1986). Esta planta apresenta em sua composição química de 34,32-35,82% de sacarose, 8,98-9,40% de proteínas, 96,30% de matéria orgânica. Constituindo-se num excelente alimento de engorda, além de ser relativamente rico em proteínas. Possuindo um teor de cinzas em aproximadamente 3,7% e a umidade 7,05%. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. 48 GAB BET 0 ,0 5 0 ,0 4 0 ,0 3 0 ,0 2 0 ,0 1 0 -0 ,0 1 -0 ,0 2 -0 ,0 3 -0 ,0 4 -0 ,0 5 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 -0,01 -0,02 -0,03 -0,04 -0,05 V alo res Est imad o s V a l o r e s E s t i ma d o s SMITH HALSEY 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 -0,01 -0,02 -0,03 -0,04 -0,05 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 -0,01 -0,02 -0,03 -0,04 -0,05 V alo res Est imad o s V alo res Est imad o s OSWIN 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 -0,01 -0,02 -0,03 -0,04 -0,05 V alo r es Est imad o s Figura 2. Distribuição dos resíduos para as equações matemáticas analisados, em função dos valores estimados para as temperaturas de 20 e 30 ºC. Tabela 3. Análise química do farelo das vagens de algaroba Amostra Matéria Proteína Sacarose Gordura seca bruta bruta Nº (%) (%) (%) (%) 01 92,82 9,01 34,32 1,25 03 93,01 8,98 35,82 1,55 02 93,03 9,40 35,57 1,84 Fibra bruta (%) 14,41 15,41 15,04 Cinza (%) 3,55 3,68 3,87 Matéria orgânica (%) 96,45 96,35 96,13 Umidade (%) 7,18 7,00 6,96 CONCLUSÕES A umidade de equilíbrio higroscópico das vagens de algaroba aumenta com o aumento da umidade relativa do ar e diminuição da temperatura. As equações utilizadas para predizer o equilíbrio higroscópico das vagens de algaroba ajustaram se satisfatoriamente aos dados experimentais das isotermas de sorção, sendo a melhor delas a de GAB por ter apresentado os maiores coeficientes de determinação e Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.1, p.43-50, 2003 Componentes químicos e estudo da umidade de equilíbrio em vagens de algaroba, Almeida et al. menores valores dos erros médios relativos e estimados e distribuição aleatórias dos resíduos. As vagens de algaroba são basicamente constituídas de matéria orgânica e matéria seca, seguida de sacarose, fibra, proteína cinza e gorduras. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Adam, E., Muhlbauer, W., Esper, A., Wolf, W.F., Spiess, W. Effect of temperature on water sorption equilibrium of onion (Allium cepa L.). Drying Technology, New York, v.18, n.9, p.2117-2129, 2000. Alsina, O.L.S., Aragão, R.F., Monteiro.L.F. 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