Nº 19 - Julho de 2005 TURISMO LISBOA de Sintra é atracção do Turismo Cultural Bernardo Trindade aplaude acordo de Lisboa com Easy Jet Estudo da CTP defende extinção das Regiões de Turismo Câmara de Óbidos oferece serviços para cativar turistas Índice LISBOA 1465 NO INTERIOR Junho de 2005 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA EDITORIAL, POR CARLOS DE ORNELAS MONTEIRO ......... 6 Sintra é aposta para o Turismo Cultural Boletim Interno ................................................................ 36 O Turismo Cultural tem vindo a assumir uma importância crescente em todo o mundo e Sintra apresenta-se como um destino de elevado potencial neste segmento. Promovido pela Câmara Municipal de Sintra e pelo Turismo de Lisboa, o Seminário “Sintra, Turismo Cultural” visou promover o debate sobre as tendências globais desta vertente turística no mercado europeu, enquanto factor de desenvolvimento económico. MARKET PLACE.......................................................................... 40 Pág. 4 A FECHAR, POR VÍTOR COSTA ............................................. 50 Lisboa no Congresso do Turismo NOTICIÁRIO NACIONAL ........................................................... 8 NOTICIÁRIO INTERNACIONAL................................................ 18 OBSERVATÓRIO....................................................................... 21 VISÕES por Luís Paixão Martins, Carlos Lopes e Alexandra “Reinventar o Turismo, afirmar Portugal” foia temática principal do 2º Congresso do Turismo de Portugal que a Confederação do Turismo Português (CTP) levou a cabo nos dias 4 e 5 de Julho no Centro de Congressos do Estoril. A sessão de abertura do congresso contou com a presença do Presidente da República, que anunciou uma presidência aberta dedicada ao Turismo a realizar durante o segundo semestre de 2005. Pág. 34 Lisboa e Madrid apresentam candidatura conjunta à UE para promoção na China As cidades de Lisboa e Madrid apresentaram uma candidatura conjunta à União Europeia para apoio à realização de um conjunto de acções promocionais no mercado chinês. A proposta foi apresentada à União Europeia no passado dia 9 de Junho, esperando-se uma resposta durante o próximo mês de Setembro. Pág. 38 Destinos de Golfe Mundiais Lisboa nomeada para 2006 A IAGTO (International Association of Golf Tour Operators) nomeou Lisboa para o prémio dos melhores destinos mundiais de golfe. Portugal está, assim, na rota do reconhecimento dos operadores turísticos internacionais como um destino de golfe de qualidade superior. Lisboa (Lisboa Golf Coast) e Algarve estão nomeados para Established Golf Destination of the Year, e os Açores para Undiscovered Golf Destination of the Year. O reconhecimento da IAGTO, por ser também o dos operadores internacionais, é sempre um bom barómetro da qualidade da nossa oferta. Será em Dezembro de 2005, na Gran Canária, a entrega dos prémios aos escolhidos. Uma vez mais o golfe constitui-se como factor de qualificação da oferta turística, consolidando-se como cluster de sucesso na economia nacional. Destaques Índice 3 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Seminário afirma aposta de Sintra no Turismo Cultural O Turismo Cultural tem vindo a assumir uma importância crescente em todo o mundo e Sintra apresenta-se como um destino de elevado potencial neste segmento. Nesse contexto, a Cãmara Municipal de Sintra e o Turismo de Lisboa promoveram, no passado dia 23 de Junho, o Seminário “Sintra, Turismo Cultural”, que teve lugar no Centro Cultural Olga Cadaval. 4 Inserido no Fórum Internacional sobre Turismo Cultural, o encontro contou com a presença de cerca de duas centenas de profissionais, com o objectivo de promover o debate sobre as tendências globais desta vertente turística no mercado europeu, enquanto factor de desenvolvimento económico. Dirigido a todos os que estão directa e indirectamente envolvidos e interessados no Turismo e na Cultura, o seminário pretendeu igualmente sensibilizar e mobilizar os agentes públicos e privados para a importância do Turismo Cultural e para a necessidade de criar sinergias que permitam qualificar a oferta e potenciar a promoção. A sessão de abertura contou com as palestras de Fernando Seara, Presidente da Câmara Municipal de Sintra e de Pedro Pinto, Presidente do Turismo de Lisboa. Ao longo do dia, muitas foram as comunicações, que incluiram a visão do nosso presidente sobre “O Turismo Cultural em Sintra como agente dinamizador do desenvolvimento da Região de Lisboa”. “As tendências globais do mercado turístico europeu e a crescente importância das artes, património e actividades culturais como motivações turísticas foi o tema da palestra de Maria Calado, Vice-presidente do Centro Nacional da Cultura. Alberto Marques, Director do Departamento de Desenvolvimento e Comunicação do Instituto Turismo Portugal (ITP), falou sobre “O papel dos diferentes agentes sociais e económicos na potenciação do Turismo Cultural”. Casos internacionais O encontro contou com a presença de oradores estrangeiros, que partilharam as experiências dos seus países. Foi o caso de Antonio Amorós, Director da Área de Turismo Cultural do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio Espanhol, que apresentou o caso do “Investimento e desenvolvimento do Turismo Cultural em Espanha”. Também os responsáveis por duas das agências de comunicação que trabalham para o Turismo de Lisboa na promoção internacional, estiveral presentes em Sintra. Tristan Follin, Director-Geral da I&E, agência de comunicação francesa, e Patrick Trancu, Director-Geral da TT&A, agência de comunicação italiana falaram sobre as “Estratégias de comunicação e o papel do marketing na promoção do Turismo Cultural”. Ao vereador responsável pelo pelouro da Cultura e do Turismo em Sintra, Joaquim Cardoso Martins coube encerrar a sessão, partilhando ainda a sua visão sobre “O Contributo do Turismo Cultural para a reabilitação dos centros históricos”. Nova revista valoriza potencialidades de Sintra na área do Turismo Cultural Durante o seminário foi apresentada a nova revista Sintra Turismo Cultural, um dos instrumentos de comunicação concebidos para alcançar o objectivo de posicionar Sintra como um ex-libris do Turismo Cultural. A publicação é uma edição conjunta da Câmara Municipal de Sintra e do Turismo de Lisboa e será publicada semestralmente em português e inglês. Com uma tiragem de 5 mil exemplares, destina-se a operadores turísticos, agências de viagens e jornalistas. Com um total de 68 páginas e com uma qualidade gráfica de nível superior, a revista Sintra Turismo Cultural pretende dar maior visibilidade à atracção cultural que é Sintra, dentro da lógica de promoção de toda a região de Lisboa, que tem, comparativamente com outras marcas turísticas europeias, uma debilidade ao nível da motivação turística cultural. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Visões Luís Paixão Martins Consultor de Marketing do Turismo de Lisboa Sintra deve ser vista como uma atracção ou um destino turístico? A cultura é a seiva do turismo A ausência de uma oferta hoteleira compatível com a notoriedade nacional e internacional de que dispõe, fruto de uma certa predominância de Lisboa, Cascais e Estoril, impedem Sintra de se converter num destino turístico específico a curto e médio prazo. No entanto, Sintra pode ter um papel determinante como âncora do Turismo Cultural em toda a região de Lisboa. O Turismo Cultural é uma motivação que pode ser associada a outros tipos de turismo, como o de Negócios ou de Golfe, constituindo mais um ingrediente que valoriza os produtos que já existem. De sublinhar que, na actualidade, o Turismo Cultural está na agenda das principais reflexões que se realizam ao nível do sector turístico. Também no passado dia 23 de Maio, em Coimbra, por ocasião da reunião da Comissão para a Europa da OMT, teve lugar um seminário subordinado a temáticas de turismo cultural. A OMT tem vindo, aliás, a aprofundar esta matéria em sucessivas jornadas. Da apresentação de Alberto Marques (ITP) retirámos os seguintes dados, que demonstram bem a importância crescente deste sector: Diminuem os que viajam só para repousar ou se entreter e todos os estudos mostram qual é o perfil do turista cultural é, quase sempre, alguém que viaja de modo independente e que se instala em hotéis confortáveis para saborear a atmosfera local e conviver com os residentes. • Na última década, os fluxos de turismo cultural têm crescido a uma taxa anual média de 15 %, muito superior à dos segmentos clássicos • Um em cada cinco turistas internacionais chegados à Europa manifesta uma motivação cultural predominante e 60% de todas as viagens incluem componentes culturais • Os turistas que viajam por razões culturais preferem: - visitar museus (51%), galerias de arte (31%), casas antigas (27%), monumentos (24%), assistir a espectáculos (25%) ou a Festivais (19%) - obter informação através dos amigos/familiares (31%), Internet (19%), guias editados (17%), visita anterior (13%), delegação oficial de turismo (10%) - reservar de modo próprio (38%) ou em modalidades “tudo incluído“ (34%), nomeadamente através da Internet (10%) - alojar-se em estabelecimentos hoteleiros (42%), em casas particulares (13%) ou em casas de amigos/familiares (20%) Infelizmente para muitos destinos turísticos - destino turístico e marca turística não são sinónimos. Uma marca turística é o resultado de vários ingredientes, dos quais o destino, sendo importante, naturalmente, não é o único. Ao destino temos de somar a motivação ou as motivações. A que motivação ou motivações associamos o destino? Sol e Praia? Turismo de Negócios? Turismo Cultural? Turismo de Natureza? Depois, o destino turístico precisa de ter uma economia relacionada com o turismo. A marca turística é muito diferente da maior parte das marcas que conhecemos na indústria ou nos serviços. Não podemos produzir turismo aqui e colocá-lo lá - no mercado.Temos de trazer o mercado de lá - para aqui, onde temos o destino. Tal significa a existência de condições como os meios de acesso; os equipamentos hoteleiros; os canais de comercialização. E, mesmo, condições sociais que são, por vezes, esquecidas. Uma marca turística assenta - e de maneira cada vez mais importante - na qualidade dos recursos humanos de que ela dispõe. Quando temos destino, motivação, e economia - detemos uma identidade turística disponível para conquistar mercados. Falta introduzir o ingrediente do marketing - definir os públicos-alvo, descobrir a forma e os canais de os conquistar, e investir em promoção. Uma das marcas turísticas mais importantes do nosso país é Lisboa. Uma das suas riquezas é a qualidade e a diversidade de motivações que lhe estão associadas - e o facto dessas motivações serem particularmente atraentes para os mercados de Turismo de Negócios e de City Breaks. Temos, no entanto, na marca Lisboa uma debilidade relativamente (comparativamente) às marcas turísticas concorrentes: a nossa oferta cultural é modesta. Lisboa tem uma oferta cultural insuficiente para sobressair no mercado internacional. A procura da marca Lisboa não é suficientemente mobilizada pelos produtos culturais da Região. Em suma: a motivação cultural conta pouco no território de imagem da marca turística Lisboa. Nasce assim a ideia de desenvolver, no âmbito da marca turística Lisboa, a atracção Sintra Turismo Cultural. Sintra apresenta muito do que é necessário para dar corpo a um produto com estas características e tem, adicionalmente, o factor de proximidade a Lisboa (e a outra das marcas turísticas da Região – o Estoril). Seria difícil pensar-se em Sintra como marca internacional de Turismo Cultural (por algumas das razões de que falei atrás quando enunciava os princípios em que assenta uma marca turística); mas deve pensar-se em Sintra como atracção de Turismo Cultural no âmbito da marca turística Lisboa. Sintra Turismo Cultural constitui, pois, um meio de definir melhor, de actualizar e sublinhar a evolução de Sintra como pólo turístico cultural de primeira grandeza da Região de Lisboa e de Portugal. 5 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Editorial Apostemos na Cultura 6 Ao longo dos últimos anos, Lisboa tem assistido a uma crescente dinâmica cultural. Mas pensemos em Barcelona, Praga,Viena, Paris, cidades a que nos rendemos não só pela sua beleza arquitectónica, como também e, em grande parte, pelas suas fortíssimas atracções culturais. São cidades nossas concorrentes, cuja afirmação ao nível do Turismo Cultural ultrapassa largamente a oferta lisboeta. Então e nós? Cruzamos os braços e assistimos pacientemente à afirmação de destinos que competem directamente connosco? Claro que não. Aliás, nunca foi essa a postura do Turismo de Lisboa. Sabemos que a capacidade de atracção de um destino é tanto maior quando associada a motivações complementares e sendo que na matriz promocional da Região de Lisboa nenhum destino é claramente assumido como destino de Turismo Cultural, decidimos apostar na sua afirmação, tal como temos implementado o desenvolvimento do Turismo Religioso, do Turismo de Negócios, do Golfe, entre outros. Precisamos acompanhar as tendências de mercado, que actualmente evolui no sentido de valorizar a cultura como motivação turística. Mais: todos os produtos turísticos da Região de Lisboa – City Breaks, Golfe, Cruzeiros, Turismo de Negócios, Turismo Religioso, Touring, Sol e Mar e Turismo Activo –, beneficiam ao aliarem-se ao conceito de Turismo Cultural. Além disso, o Turismo Cultural potencia o desenvolvimento sustentável das regiões turísticas, na medida em que promove a valorização e conservação do património e do ambiente, ao mesmo tempo que dinamiza as tradições e fomenta a criação de espaços das mais variadas formas de expressões culturais. Entendemos que Sintra possui todas as valências para garantir o sucesso enquanto destino de Turismo Cultural e, como tal, apresenta-se como um importante agente dinamizador do desenvolvimento da Região de Lisboa. Classificada pela UNESCO como Património Mundial, Sintra concilia património arquitectónico, com património natural e actividades culturais, num destino capaz de satisfazer o turista mais exigente: sofisticado, bastante viajado, que procura o conhecimento e pretende interagir com as manifestações artísticas do destino. Conscientes que está na hora de posicionar Sintra como destino de Turismo Cultural, promovemos o Fórum Sintra Turismo Cultural, um primeiro passo naquele que é já um objectivo estratégico para a Região de Lisboa. Durante dois dias, reunimos em Sintra, agentes públicos e privados das áreas do turismo e da cultura, imprensa nacional e internacional, convidados estrangeiros que nos deram a conhecer estratégias de destinos de características semelhantes às da vila de Sintra, em Espanha, Itália, França, num evento que se concretizou num seminário, numa press trip para jornalistas de alguns dos nossos mercados prioritários Carlos de Ornelas Monteiro Presidente Adjunto do Turismo de Lisboa “ O primeiro passo está dado. Agora, é preciso que todos os agentes envolvidos prossigam na execução de um trabalho que se revela promissor, pois não restam dúvidas que Sintra pode, e deve, tornar-se um ex-libris de Turismo Cultural. “ e numa fam trip para agentes e operadores turísticos portugueses. Nessa mesma altura, lançámos a Revista “Sintra Turismo Cultural”, uma publicação de prestígio que serve de ferramenta de comunicação e marketing. O primeiro passo está dado. Agora, é preciso que todos os agentes envolvidos prossigam na execução de um trabalho que se revela promissor, pois não restam dúvidas que Sintra pode, e deve, tornar-se um ex-libris de Turismo Cultural. Aos que ainda não tiveram oportunidade de ver a Revista “Sintra Turismo Cultural”, recomendo a publicação em causa, certo que será do vosso agrado. 7 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário APAVT optimista Volume de viagens deverá crescer cerca de 4 por cento este ano 8 O volume das viagens dos portugueses deverá crescer este ano entre os 3 e os 4 por cento. Se as viagens de negócios estão praticamente estagnadas, as de lazer estão a decorrer em bom ritmo, declarou o presidente da APAVT num encontro com jornalistas. O Brasil lidera o ranking, mas outros destinos perspectivam crescimentos, como é o caso de Cuba. Moçambique está a atrair portugueses, Jamaica é a grande novidade, enquanto alguns operadores apostam na China e na curiosidade do Leste. O Brasil vai ter 11 charters por semana durante o Verão, compreendido entre meados de Julho e meados de Setembro. Durante este período prevê-se uma oferta total de 50 mil lugares, o que significa um crescimento na ordem dos 25 por cento, comparativamente ao mesmo período do ano anterior. A estes lugares, somam-se mais 100 mil lugares disponibilizados pela TAP. “É de facto, o destino com maior dose de crescimento” disse Vítor Filipe, acrescentando que, a procura para o Brasil tem subido e os preços são bastante convidativos, mas, mesmo assim, acha a aposta arriscada. A competitividade dos preços para aquele destino devese, segundo o responsável, “ao cada vez maior poder negocial dos nossos agentes de viagens e operadores turísticos. O fenómeno Brasil tem sido tão grande que “já existem operadores nacionais a realizarem operações charter a partir de Espanha”. Em termos de procura para o Verão, o presidente da APAVT referiu que os destinos mais procurados serão as Caraíbas, com Cuba e República Dominicana a dominarem, com 25 mil lugares em charter durante a estação alta, seguindo-se as Baleares, Canárias, Cabo Verde, Egipto, Tunísia e Turquia, sem esquecer os Açores e a Madeira. “Após alguma quebra no Verão anterior, Cuba está a retomar outra vez o seu ritmo”, esclareceu Vítor Filipe. No que respeita a novos destinos, está a decorrer, pela primeira vez, uma operação semanal em charter para a Jamaica, “ o que tem sido um sucesso”, segundo informações chegadas à APAVT. Moçambique, um destino que era considerado caro, por muitos, vai ter um boom neste Verão, uma vez que os preços são mais convidativos. O voo operado pela LAM em avião Air Luxor, que permitiu uma parte charter, está a ser aproveitado por grande parte dos operadores turísticos. Há também este ano uma vasta programação no mercado para a China, em voo regular. Na Europa os operadores continuam a programar os circuitos tradicionais, com uma aposta clara nos países de Leste, que têm motivado curiosidade nos portugueses. Mais uma vez, promovida pela APAVT, está a decorrer uma campanha, de rádio e televisão, com vista a motivar os consumidores a utilizarem os serviços das agências de viagens nas suas deslocações, seja em negócios, seja em lazer. As agências de viagens estão, de modo geral, optimistas quanto à operação do mercado nacional este ano. Tanto as viagens de negócios como as de lazer verificaram crescimentos nos primeiros cinco meses do ano, uma tendência que deverá manter-se no resto de 2005. A APAVT só teme que as medidas de combate ao défice, recentemente apresentadas pelo Governo “possam provocar alguma retracção no consumo”, embora acredite que, para muitos, “viajar é um bem de primeira necessidade”. No que respeita ainda à exportação e em relação às viagens de negócios, continua a assistir-se a “alguma estagnação”. Até Abril assistiu-se a um crescimento de 1,4 por cento, com Janeiro e Fevereiro a apresentarem aumentos assinaláveis de 7 por cento e 5,2 por cento, respectivamente, mas com decréscimos em Março e Abril, de 3 por cento e 1,2 por cento, respectivamente. “Maio não se estima em recuperação”. Quanto às viagens de lazer, segundo Vítor Filipe, o início do ano foi razoável, com aumentos entre 3 e 4 por cento e com um Março muito bom, tendo em conta a Páscoa e as viagens de finalistas e estudantes. Incoming não apresenta grandes alterações No que diz respeito ao incoming, as regiões do Norte, Lisboa e Madeira estão a ser mais afectadas. O Norte (-2 por cento) e a Madeira poderão mesmo assistir a algum recuo, enquanto as perspectivas de crescimento de Lisboa é entre 1 e 2 por cento. “Estamos preocupados com as obras em Lisboa, as reservas de última hora, a quebra dos preços na hotelaria e o aumento da oferta hoteleira”, considerou o presidente da APAVT. Recorde-se que o Norte foi a região que mais beneficiou o ano passado com o Euro 2004, com crescimento sem paralelo. A Madeira, com quebras nos primeiros cinco meses na ordem dos 2 por cento, poderá ainda vir a subir no resto do ano, devido, nomeadamente, ao trabalho que vem sendo feito junto do mercado espanhol. Vítor Filipe adiantou que os Açores deverão continuar a crescer dois dígitos, até ao final do ano, enquanto o Algarve, que teve um aumento entre 3 e 4 por cento nos primeiros meses deste ano, poderá subir 5 por cento, tendo em conta a expectativa de recuperação do mercado alemão. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Revisão da lei das agências de viagens A APAVT vai entregar ao Governo as suas propostas para a revisão da lei das agências de viagens, declarou Vítor Filipe, durante um almoço com jornalistas. Segundo o presidente da associação, “a actual legislação está desadequada ao sector”. Os aspectos mais importantes da proposta que a APAVT enviará ao secretário de Estado do Turismo, prendem-se com a burocracia “que não tem razão de ser” e com o enquadramento de alguns sectores como organizadores de congressos e eventos e empresas de animação turística pois “devem ter os mesmos deveres, obrigações e responsabilidades que as agências de viagens, apesar de poderem ostentar alvarás diferentes. Caso contrário, são lesados tanto os consumidores como as agências de viagens”, referiu Vítor Filipe. A revisão da lei das agências de viagens não é um assunto de hoje, tendo passado por sucessivos governos sem ter sido concretizada. Entretanto, para o secretário de Estado do Turismo, “a legislação do sector não é adequada aos novos tempos”. Em declarações aos jornalistas à margem do seminário “Qual o Valor da sua Agência de Viagens” que a APAVT e a Deloitte realizaram em Lisboa, Bernardo Trindade afirmou já ter ouvido todos os parceiros que se relacionam com a actividade do sector, registado “um conjunto de preocupações” e que pretende actuar sobre “eventuais alterações que possam acontecer no domínio legislativo”. O governante escusou-se a revelar quais as alterações que estão em cima da mesa, referindo, no entanto, que está atento às reindivicações das associações do sector, nomeadamente da APAVT, com quem afirma ter assumido um compromisso para “reflectir em conjunto” sobre as alterações que a associação pretende ver introduzidas na Lei das Agências de Viagens. Já quanto a timings, o governante prefere não assumir compromissos “porque isso seria gerar uma expectativa junto dos agentes” do sector. Por outro lado, assegurou que “tudo aquilo que for possível alterar para valorizar este sector será feito”, embora destacando que a “questão tributária não se confina à Secretaria de Estado do Turismo e passa essencialmente por uma articulação com a área das Finanças”. 9 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Jardim Zoológico lança campanha de Marketing para o mercado turístico Carlos Ornelas reeleito presidente da Associação dos Hoteleiros da Costa do Estoril 10 Carlos de Ornelas Monteiro, presidente-adjunto do Turismo de Lisboa e administrador da Senhora da Guia, foi eleito para um novo mandato na presidência da Associação dos Hoteleiros da Costa do Estoril. Liderada por Carlos de Ornelas Monteiro a única lista concorrente, da qual fazem parte também Francisco Moser, Manuel Tamagnini e Isabel Coelho, obteve a maioria com uma única abstenção. O grande desafio e prioridade desta associação é o acompanhamento do concurso de ideias para a Cidadela de Cascais, projecto fundamental para o desenvolvimento turístico da região. Para Carlos Ornelas esta reeleição representa “a consolidação de um trabalho, que em conjunto com todos os intervenientes, aposta na melhoria da região como destino turistico”. Carlos de Ornelas Monteiro é accionista da Estalagem Senhora da Guia no Guincho e do Hotel Sabóia, no Monte Estoril. O Jardim Zoológico (JZ) vai este ano apostar forte na promoção turística. Este é um mercado com um peso muito significativo no nosso país, e os turistas são um dos targets que o JZ pretende atingir, pois estão mais vocacionados para a procura de produtos de lazer, diversão e entretenimento. Por forma a atingir este target e entrar no mercado do turismo o Jardim decidiu, este ano, lançar uma forte campanha de promoção junto dos principais canais deste sector, os hotéis e o aluguer de viaturas. Os objectivos desta campanha passam por “aumentar o grau de notoriedade do Jardim Zoológico, manter e reforçar relações já estabelecidas, e efectuar novas parcerias, divulgar e solidificar o posicionamento do JZ no mercado como um espaço de lazer, diversão e conservação, onde se pode conhecer e aprender sobre animais de todo o mundo, bem como cativar um cada vez maior número de turistas ao Jardim Zoológico”, refere Joana Horta e Costa, responsável pelo Serviço de Marketing do Jardim. A campanha, a decorrer durante todo o Verão, conta com a colaboração da Europcar e de cerca de 80 unidades hoteleiras localizadas na área da Grande Lisboa. Esta campanha consiste na colocação de folhetos institucionais bilingues do JZ e da oferta de livros para colorir, com desenhos de animais, em nove estações de aluguer da Europcar. A promoção inclui também vales de desconto de 15% na entrada no parque a todos os clientes que aluguem uma viatura, de qualquer gama, nas nove estações da Europcar. Nas unidades hoteleiras está a ser feita a distribuição de materiais promocionais: taças para colocar os rebuçados do Jardim Zoológico, lapiseiras e livros para pintar às crianças e folhetos institucionais são alguns dos materiais disponíveis. Será, também, relembrada a comissão de 15% que os hotéis podem usufruir ao venderem bilhetes do JZ. Rock in Rio-Lisboa 2006 em campanha de comunicação A organização do Rock in Rio-Lisboa levou a cabo, nos meses de Junho e Julho, uma campanha de comunicação da sua edição de 2006. Esta campanha teve como objectivo trazer novamente a emoção do maior festival de música do mundo ao público português, criando o desejo de participar na edição de 2006. O conceito desta campanha assentou no elemento-chave do Rock in Rio-Lisboa – a guitarra, estabelecendo a referência directa com a música, e em várias imagens do público do festival de 2004, destacando, assim, a vertentes festa e emoção. As mensagens foram veiculadas através da televisão, da rádio, da imprensa escrita e da Internet. Noticiário Nacional Publituris premeia empresas turísticas Património mundial de Lisboa está “de boa saúde” Mais de 40 diplomatas de 27 países acreditados na Unesco constataram, numa visita que realizaram à cidade, que o património Mundial de Lisboa está “de boa saúde”. Uma iniciativa promovida pela Comissão Nacional da Unesco, que serviu para apresentar alguns aspectos da vida cultural portuguesa e mostrar os locais que Portugal tem inscritos na lista de Património Mundial e outros que são intenções de candidatura, caso da Baixa Pombalina. Por isso mesmo, Lisboa mereceu paragens de destaque. Depois de visitarem o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (ambos classificados como Património Mundial), os diplomatas passearam a pé pela Baixa Pombalina, reconstruída depois do terramoto de 1755. Seguiram depois para o Castelo de S. Jorge, com paragem obrigatória numa casa de fado alfacinha em Alfama. A comitiva esteve também em Cascais, Guincho e Cabo da Roca, antes de conhecerem as paisagens culturais de Sintra, outro dos patrimónios mundiais portugueses. Tiveram ainda a oportunidade de visitar os míticos mosteiros de Alcobaça e Batalha, bem como o Centro Histórico de Évora. Portugal tem 12 bens inscritos na lista de Património Mundial da Humanidade, mas espera-se que muitos mais sejam classificados. A Comissão Nacional da Unesco já apresentou a candidatura da vila de Marvão, em Portalegre, cuja decisão deverá ser conhecida no próximo ano. Avis: reservas crescem 9 por cento O volume de reservas de rent-a-car na Avis Portugal regista um crescimento de cerca de 9 por cento até Agosto, comparativamente a igual período de 2004. A procura dos principais mercados turísticos apresenta taxas de crescimento apreciáveis nos meses de Julho e de Agosto, enquanto que o mercado nacional cresce de forma mais moderada. Para o director-geral da Avis Portugal, “o significativo aumento do número de reservas registadas até final de Agosto resulta em boa parte dos movimentos de novos operadores turísticos e agências de viagens internacionais, a operar em vários mercados, que contrataram os serviços de rent-a-car com a Avis Portugal”. Humberto do Carmo declarou que no “mercado nacional, o crescimento é mais moderado, particularmente a nível de empresas, já que no sector dos operadores e agências de viagens a Avis continua a crescer sustentadamente”, acrescentando que “no domínio da nossa oferta turística o rent-a-car poderia ter um peso mais significativo se pudesse apresentar maior competitividade, o que é impossível devido ao quadro fiscal vigente, agora ainda mais agravado com a subida do IVA de 19 para 21%, facto que vai ter reflexos muito negativos nas empresas e na competitividade do rent-a-car em Portugal.” A gala Publituris premiou, em 26 categorias, as melhores empresas do ano passado a actuar na área do turismo em Portugal. No Pestana Palace, em Lisboa, mais de uma centena de profissionais do turismo assistiu à entrega dos Prémios Publituris 2004. A publicação especializada em turismo galardoou a TAP Portugal (companhia aérea), o Galileo (GDS), a Avis (rent-a-car), a Citur (agência de receptivo), a Abreu (agência de viagens), a Lusanova (agência de viagens Sul), Angra 2000 (melhor agência dos Açores), a Carlson Wagonlit (agência corporate), Panorama (melhor agência da Madeira), e Best Travel Torres Vedras (melhor agência do Centro). O Publituris premiou ainda a Barraqueiro (transportadora rodoviária de passageiros), Pestana Palace (hotel de cidade), Hotel Refúgio da Vila (turismo de espaço rural), Pestana Hotels (cadeia hoteleira), Choupana Hills (hotel independente), Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa (resort-hotel), Ampliar (GSA aviação), Melair Clube de Cruzeiros (GSA cruzeiros). Da lista dos premiados constam também o Mundovip (operador turístico), Rotas do Vento (empresa de turismo activo), Pavilhão Atlântico (espaço de congressos), Oitavos Golfe Quinta da Marinha (campo de golfe), Soltrópico (melhor site operador), Tivoli Hotéis (melhor site hoteleiro), Arteh (cadeia de unidades independentes) e Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa (melhor Spa). Pavilhão Atlântico, galardoado na categoria de “espaço de congressos” 11 Noticiário Nacional Turismo na Costa Azul cresceu 8 por cento em 2004 12 A Costa Azul registou, no ano de 2004, 729.895 dormidas na hotelaria. Este valor corresponde a um acréscimo de 8% relativamente ao ano de 2003. A tendência de crescimento inverte a tendência dos últimos dois anos (2002 e 2003). Em contraponto a dois anos (2002 e 2003) em que os principais indicadores turísticos foram sinónimos de recessão, 2004 inverteu esta tendência e registou melhores resultados e mais turismo na Costa Azul, de acordo com o relatório de contas da Região de Turismo, apresentado recentemente e aprovado por unanimidade. O total da procura turística no ano passado na Costa Azul, medida em dormidas na hotelaria, cresceu 8%, comparativamente com o ano anterior. A oferta turística seguiu também esta tendência com a abertura de três novas unidades hoteleiras: a Albergaria Foz do Sado, a Residencial José Inácio e o Aldeamento Turístico Casas da Comporta que, no seu conjunto, acrescentaram 170 novas camas turísticas à Costa Azul, realça o relatório. 2004 confirmou a estratégia promocional da Costa Azul com a aposta no mercado nacional que cresceu 7% e se aproximou das 450 mil dormidas na hotelaria e o investimento acrescido no mercado espanhol de proximidade (Andaluzia, Extremadura e Galiza) com um aumento de 6% e 90.000 dormidas na hotelaria. A evolução do sector turístico, avaliada mercado a mercado, confirma a vocação da Costa Azul para os mercados nacional e espanhol. Os portugueses e os espanhóis representam, em conjunto, um peso um pouco superior a 70% do nosso turismo e o mercado nacional, por si só, “vale” 60% da procura na Costa Azul. Acresce que apenas o investimento continuado, e em parceria com os cinco campos de golfe da região, hotelaria, rent-a-car e restauração que se associaram num plano de promoção, explicam os aumentos da procura por parte dos mercados da Suécia (+ 59%), Dinamarca (+ 57%), Noruega (+ 33%), Reino Unido (+ 19%) e Irlanda (+ 7%), resultados positivos que se devem também ao facto de Portugal ter acolhido o Euro 2004. Quanto aos concelhos, Setúbal lidera com 179.565 dormidas, logo seguida de Almada/Caparica com 124.135 e de Sesimbra com 123.065.De referir o espectacular salto que Santiago do Cacém, na 6ª. posição, deu, em relação ao ano anterior, com uma subida de 127%. Passou de 20.785 dormidas em 2003 para 47.123 em 2004. O ano passado ficou também marcado por uma prática de parcerias. A Região de Turismo desenvolveu 35 parcerias que envolveram 214 entidades. A postura de parceria assumiu-se como uma constante durante todo o ano e esteve presente em todas as actividades promocionais da Costa Azul. 2004 foi, igualmente, o ano da “experiência fugaz” do Ministério do Turismo e da continuação da indefinição sobre a nova Lei Quadro das Regiões de Turismo. “Na vice – presidência da Associação Nacional das Regiões de Turismo e solidários com uma visão do desenvolvimento turístico que considera as regiões e os sectores turísticos regionais como protagonistas, rejeitamos o centralismo que reduz oportunidades, desaproveita energias e dinâmicas regionais, anula as diferenças e ofertas específicas”, sublinha o documento, realçando que “as Regiões de Turismo são um espaço de competências, conhecimentos e experiência no sector turístico com uma relação privilegiada com os municípios e com o sector turístico regional, olhos postos no país”. O produto congressos e reuniões continuou, em 2004, a ser objecto de um sistema próprio de apoios que considerou 38 seminários/reuniões, com cerca de 6.000 participantes e que originaram aproximadamente 15.000 dormidas na hotelaria. Relativamente ao produto golfe, e graças ao Plano de Promoção Conjunta, Costa Azul Golf, assistiu, em 2004, a um crescimento na ordem dos 15%. De salientar o enorme potencial da Região de Turismo da Costa Azul, neste segmento de mercado que, com os seus campos de golfe e os investimentos previstos no sector se encontra, definitivamente, na rota dos destinos mundiais de golfe. 13 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Turkish Airlines volta a voar para Lisboa 14 A Turkish Airlines voltou a voar entre Istambul e Lisboa, no início de Junho, após ter cancelado a rota há alguns anos atrás, passando agora a operar três frequências semanais, com um Airbus A320, às terças, quintas e domingos. Para comemorar o voo inaugural da Turkish Airlines, entre as capitais turca e portuguesa, a embaixadora da Turquia em Portugal, Zergün Korutürk, e o presidente da companhia aérea, Temel Kotil, promoveram um jantar/cocktail em Lisboa. Durante a ocasião, Temel Kotil afirmou estar satisfeito por poderem “montar uma ponte aérea entre o país dos descobridores marinheiros, Portugal, e o país dos geógrafos navais, Turquia”. Pois, “em três voos semanais juntamos os pontos mais Centralwings mantém dois voos por semana para Lisboa no Inverno A companhia aérea polaca low cost Centralwings, que este ano inaugurou a primeira ligação directa entre Varsóvia e Lisboa, divulgou recentemente o seu horário do Inverno para a época 2005/2006, A partir de 1 de Novembro de 2005 até 25 de Março de 2006, a Centralwings vai continuar a realizar ligações directas low-cost entre Varsóvia e Lisboa (dois voos por semana) com um aparelho Boeing 737, mantendo o horário de voos do Verão. O horário, condições de reserva e mais informações encontram-se disponíveis no site da companhia em www.centralwings.com e a venda de bilhetes para esta épocajá começou. ocidental e mais oriental da Europa”. A rota de Istambul-Lisboa vai, para o CEO, abrir a porta de dois mundos distintos. O responsável, disse ainda durante o seu discurso que acredita que “ambas as cidades históricas vão responder com várias alternativas à procura de viagens de lazer e negócios”. Lisboa é, desta forma, a 77ª rota internacional da companhia aérea, que no final de Junho viu este número aumentado com o início de uma nova rota para Oslo. Ampliar as frequências das rotas existentes é outra das realidades a que a Turkish Airlines está a dar primazia. O grande passo da transportadora foi dado, contudo, em 2004, quando decidiu, de acordo com as palavras do seu presidente, aumentar a sua frota com a compra de 51 aparelhos, que serão entregues em Outubro próximo, passando a ter a frota mais nova da Europa. Por outro lado, tendo presente o processo de reforma que tem vindo a levar a cabo, a Turkish Airlines está a renovar também o interior e exterior dos seus aviões. “Hoje em dia, não é possível avançarmos sem satisfazermos os passageiros e darlhes uma vasta oferta. Por isso, estamos a aumentar o conforto dos nossos aviões, tanto na classe executiva com na económica, começando pelos Airbus A330”, explicou ainda. Em 2004 a Turkish Airlines declarou lucros de 107 milhões de liras turcas (60 milhões de euros). Air Berlim vai ampliar frequências entre Lisboa e Espanha A Air Berlin vai reforçar a sua rede de voos a partir de 1 de Novembro, data em que oferecerá uma segunda frequência diária entre Palma de Maiorca e Lisboa, Porto, Madrid e Sevilha. A companhia espera “atacar” o mercado na próxima temporada de Inverno com os novos bilhetes, contando para isso com vários destinos em Espanha, tais como Alicante, Almería, Barcelona, Bilbao, Málaga e Valência, sendo que para Portugal opera para Lisboa e Porto. A Air Berlin prevê alcançar vendas na ordem dos 1270 milhões de euros em 2005, mais 20 por cento do que no ano anterior, e alcançar os 13,7 milhões de passageiros, o que supõe um aumento de 14 por cento relativamente a 2004. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Nacional Lufthansa em eléctrico lisboeta A 2 de Outubro de 1955, a Lufthansa deu início às operações regulares para Lisboa, comemorando assim este ano o 50º aniversário. Não querendo deixar de assinalar esta data tão especial com os lisboetas, a Lufthansa decorou um tradicional eléctrico da Carris com o logo do seu aniversário e com o seu slogan “There’s no better way to fly”. O eléctrico nº 18 andará com a publicidade da Lufthansa durante todo o ano. Tal como a Lufthansa para os seus passageiros, também os eléctricos são para os lisboetas um sinónimo de tradição, continuidade e mobilidade. Neste contexto, a Lufthansa dirá então “There’s no better way to ride”. There’s no better way to fly, o slogan da Luftansa nos eléctricos alfacinhas. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Visões 25 mil milhões para infra-estruturas no Programa de Investimentos do governo Ota e TGV colhem menos de 10 por cento da fatia Carlos Lopes, Campeão Olímpico e Presidente da Fundação Carlos Lopes Segundo o Governo, o aeroporto da Portela verá a sua capacidade esgotadas em 2015, altura que atingirá a sua capacidade máxima ao receber 18 milhões de passageiros por ano. De que forma o Turismo Desportivo pode ser visto como um factor de desenvolvimento? 16 Todos os anos Portugal é visitado por milhares de turistas que, na esmagadora maioria dos casos, levam uma boa recordação de um local bonito e de um povo simpático que sabe receber e acolher. Portugal, à semelhança do que outros países estão a fazer, deve apostar no turismo desportivo, cada vez mais um dos motores de desenvolvimento do turismo mundial, e quer os governos, quer as empresas, através do apoio a eventos de carácter desportivo conseguem maximizar o retorno desse investimento. A aposta feita no Euro 2004 é um bom exemplo do impacto que Portugal pode ter quando investe em grandes provas desportivas, mas este esforço não deve ser apenas canalizado para o futebol. Modalidades como o atletismo, o automobilismo, a vela, ou o golfe, entre tantas outras, não devem ser abandonadas. A minha Fundação organizou, este ano, a primeira edição da “Lisbon/Carlos Lopes – Gold Marathon” que contou com vários atletas estrangeiros, a maioria não profissionais, os chamados “maratonistas turistas” – famílias que gozam as suas férias em destinos onde se realizam maratonas. O “maratonista turista” aproveita os 42.195 metros da maratona para conhecer na “estrada” o destino que escolheu para as suas férias. Este novo turismo deve ser incentivado e apoiado. Lisboa é um destino de férias que conjuga todos os factores de atracção, nomeadamente uma história antiga e rica, uma excelente oferta hoteleira, restauração de qualidade e tradição, bons preços, um excelente clima e grande diversificação da oferta – turismo de cidade e praia, enoturismo, turismo de habitação e rural, etc. É este o novo desígnio dos portugueses que não podemos perder de vista, acrescentando e desenvolvendo com muita qualidade (só a excelência serve a quem quer ser o primeiro) o segmento do turismo desportivo à oferta existente, à semelhança daquilo a que se assiste em Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim ou Madrid. Pela minha parte, tenho confiança que a CML e Associação de Turismo de Lisboa saberão aceitar e vencer esta prova, que é também uma maratona e não um sprint. O Conselho de Ministros de 30 de Junho aprovou um Programa de Investimentos em Infra-Estruturas Prioritárias para a legislatura. Os investimentos distribuem-se por três grandes áreas: infra-estruturas básicas de ambiente, energia, transportes, cultura e apoio social (16,8 mil milhões de euros); valorização do território, nos domínios da política de cidades, património natural e turismo (3,8 mil milhões de euros); e conhecimento e sistemas de informação e formação (4,5 mil milhões de euros). A origem do financiamento dos projectos identificados será maioritariamente privada ou público-privada. Os tão discutidos projectos da Ota e da alta velocidade não chegam a mobilizar 10 por cento do investimento total deste programa, já que o essencial se dirige para investimentos em ambiente, energia, qualificação urbana, património natural e para as tecnologias de informação e comunicação. Ota e ao TGV são projectos fundamentais para o desenvolvimento Para o primeiro-ministro, Ota e TGV são duas infra-estruturas que na sua opinião são fundamentais para o desenvolvimento do país. Quem pergunta se Portugal precisa hoje destas infra-estruturas, coloca, na perspectiva do chefe do Governo socialista, mal a questão. Onde se deve situar a dúvida, referiu José Sócrates no Parlamento, é se “daqui a dez anos precisamos ou não do novo aeroporto e do TGV”. Para o primeiro-ministro a resposta só poderá ser uma: precisamos, e muito, destes equipamentos, sob pena de vermos fugir, como sublinhou, a competitividade do país face aos restantes parceiros da Comunidade. Quanto à Ota, o primeiro-ministro pediu que o assunto fosse discutido com seriedade, até porque, como adiantou, “começa a ser um tema eminentemente técnico”. A este propósito, lembrou que todos os estudos indicam, sem ambiguidades, que o “aeroporto da Portela verá a sua capacidade esgotadas em 2015”, altura que atingirá a sua capacidade máxima ao receber 18 milhões de passageiros por ano, realidade que prova, mesmo com todos os investimentos que nele ainda se possam fazer, que ficará extinta a sua capacidade. Para já não referir os riscos ambientais que este equipamento comporta, já hoje, para a cidade e para os seus habitantes e para as limitações operacionais que igualmente todos os estudos referem. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Nacional Óbidos Câmara oferece serviços para aumentar turistas no Inverno A Câmara de Óbidos quer aumentar a ocupação turística das unidades hoteleiras locais durante a época baixa e decidiu criar serviços destinados a visitantes e empresas desde circuitos históricos a passeios pela Lagoa de Óbidos. A ideia da autarquia é oferecer actividades aos turistas e visitantes para “diminuir as assimetrias entre o número de turistas que visitam Óbidos no Inverno e os que vêm durante o Verão e que são quatro vezes mais”, disse Ricardo Ribeiro da empresa Óbidos Patrimonium. Em notícia veiculada pela agência Lusa e publicada em diversos meios de comunicação social, o responsável por esta empresa municipal acrescentou que “quem venha passar uns dias à vila numa altura em que não estejam a decorrer os grandes eventos como o Mercado Medieval ou o Festival do Chocolate, acaba por ter pouco para fazer”. Nesse sentido, a empresa municipal juntou-se a empresas, associações e à comunidade piscatória da Lagoa de Óbidos para disponibilizar aos turistas um conjunto de serviços como visitas guiadas gerais sobre o património histórico ou temáticas que versam as origens ou urbanismo da vila, pintura, azulejaria, arquitectura militar, monumentos, igrejas, cidade romana de Eburobritium e que serão acompanhadas por historiadores. Carmona Rodrigues em debate promovido pela AHP Turismo é prioridade para o candidato à Câmara de Lisboa No caso de ser eleito “vou chamar a mim o pelouro do Turismo, pela importância de que se reveste e pela visibilidade que isso pode dar ao sector” Para Carmona Rodrigues o “turismo tem que ser encarado como uma vocação de Lisboa”, estando esta actividade na “primeira linha das orientações e preocupações da autarquia”, caso vença as próximas eleições. No caso de ser eleito “vou chamar a mim o pelouro do Turismo, pela importância de que se reveste e pela visibilidade que isso pode dar ao sector”, afirmou, acrescentando que a autarquia continuará a ter um representante na ATL. Quanto à questão dos novos equipamentos para Lisboa, Carmona Rodrigues começou por salientar a resolução do problema do Parque Mayer, e referiu a aquisição, pela CML, do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, tendo em vista a sua utilização como espaço cultural e pólo museológico, onde poderá vir a ser exposta a colecção de arte do Comendador Berardo, com o qual, garantiu, existem já conversações. A deslocalização do Museu dos Coches, a instalação, no Terreiro do Paço, do Museu da Baixa Pombalina, a criação de um porto para navios de cruzeiro, e uma intervenção de fundo na zona ribeirinha entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré (“vamos ganhar o rio sem perder o porto”, disse), devolvendo este espaço à cidade como percurso pedonal, foram outros projectos anunciados com o objectivo de “dar vida à cidade, em permanência e em todo o seu espaço”. Quanto aos grandes eventos, Carmona Rodrigues, considerando que Lisboa tem todas as condições para os realizar (boa imagem no exterior, capacidade organizativa já demonstrada), afirmou que “temos que ser imaginativos”, no sentido de ser Lisboa a criar novos eventos estruturantes para o turismo. Aeroporto da Portela é importante para o Turismo e a Economia de Lisboa Já no período de debate, uma das questões colocadas pelos hoteleiros teve a ver com a deslocalização do aeroporto de Lisboa para a Ota, um problema que Carmona Rodrigues considera não se colocar a curto / médio prazo. Mas a ser necessário uma nova estrutura aeroportuária, o candidato à Câmara Municipal de Lisboa defende que o “desdobramento não tem que significar o abandono da Portela, que é importante para o turismo e a economia de Lisboa”. Neste caso, disse, a opção passará pelo aproveitamento de infra-estruturas já existentes (Montijo ou Alverca), ou construindo um novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete. “Lisboa deve tomar posição pública sobre este assunto”, sublinhou, acrescentando que, na sua opinião, a opção da Ota é inaceitável, entre outros factores, por se encontrar fora da Área Metropolitana de Lisboa. Ainda no que se refere a equipamentos, Carmona Rodrigues disse estarem a ser estudadas várias alternativas para dotar Lisboa de um Parque Temático (um espaço de animação que substitua, com qualidade e modernidade, a extinta Feira Popular), sendo o Parque da Bela Vista Sul uma das hipóteses em termos de localização. Por último, e tendo em conta a importância da formação para o Turismo, o candidato independente à Câmara de Lisboa concordou com a necessidade de dotar a capital de uma Escola Hoteleira, dado que a actual não tem condições para crescer: “é necessário procurar uma solução rápida para aumentar a formação neste sector”, sublinhou. 17 Internacional Lisboa vista de fora O destino ideal para uma escapadela de luxo Uma das cidades mais modernas da Europa 18 A revista espanhola Tendencias, na sua edição de Julho/Agosto 2005, dedica onze páginas ao design e à moda em Lisboa. Continuando espanhol, na revista Fuera de Série, o destaque vai para alguns dos cafés com história na cidade de Lisboa: o Nicola, a Brasileira, a Benard, entre outros. “La outra Lisboa” é o título de um artigo que ocupa oito páginas na edição de 11 de Junho na revista espanhola Yo Dona. De acordo com o seu autor, Lisboa é hoje uma das cidades mais modernas da Europa e, consequentemente, o destino ideal para uma escapadela de luxo. Ainda em espanhol, revista Chic, a arquitectura na cidade de Lisboa é o pretexto para seis páginas na revista. O seu autor considera que a Lisboa de hoje é uma cidade renovada, elegante e com um sedutor estilo próprio que se deve, em grande parte, à conjugação do estilo manuelino como a nostalgia do fado e a moda, o que apelida de “saudade chique”. Na revista italiana I Viaggi di Repubblica, a região dos Templários é motivo para artigo de catorze páginas na revista e chamada de capa, terminando com algumas sugestões para alojamento, restauração, monumentos e companhias aéreas. “Come luccicano las Docas” é o título de reportagem de doze páginas na revista italiana Name, sobre a vida nocturna, restauração, bares e locais da moda na cidade de Lisboa. Terminando em italiano, revista Bell´Europa, a gastronomia na cidade de Lisboa é o pretexto para duas páginas na revista, sendo destaque os restaurantes Bica do Sapato e Terreiro do Paço. I Viaggi di Repubblica Região dos Templários em artigo de catorze páginas Bell´Europa Restaurantes Bica do Sapato e Terreiro do Paço em destaque na revista italiana Fuera de Série Cafés com história na cidade de Lisboa Name Vida nocturna e locais da moda na cidade de Lisboa 19 Tendencias Design e moda na cidade de Lisboa Yo Donna Lisboa com destino ideal para uma escapadela de luxo Chic Lisboa cidade renovada, elegante e com um sedutor estilo próprio A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Internacional Lisboa vista de fora Business Traveler destaca golfe ao redor de Lisboa 20 A revista Business Traveler, que se publica em Nova Iorque, na sua edição de Abril último, insere em duas páginas o tema do golfe ao redor de Lisboa. No artigo “Golfing Around Lisbon”, o jornalista Minty Clinch percorre os campos à volta de Lisboa, cujos buracos são autênticos desafios para qualquer apreciador deste desporto, destacando também as paisagens espectaculares que os cercam. O texto dedica detalhes e pormenores sobre o Penha Longa Golf Club e Oitavos de Golfe (entre Sintra e Cascais), por entre os demais: Belas Golf Club, Estoril e Tróia Golf. Acompanhado de boas imagens, trata-se de relevante trabalho sobre o golfe na nossa região, redigido com muita precisão, para quem procure os elementos e a informação adequados. Hotel Solar do Castelo, íntimo e moderno A mesma edição a Business Traveler menciona em página inteira o Hotel Solar do Castelo, salientando que esta unidade hoteleira, na Rua das Cozinhas, se encontra dentro das paredes do Castelo de S. Jorge, citando ter sido esse espaço, inicialmente, a cozinha do primeiro Palácio Real. Unidade que sublinha como íntima e acessível apenas a pé, com vistas estonteantes sobre a Lisboa histórica e Rio Tejo. Embora tratando-se de uma construção do século XVIII, o hotel está decorado no estilo tradicional português e com mobiliário contemporâneo, para lá de todas as modernidades que a clientela mais exigente sempre solicita. Alta tecnologia no Museu das Comunicações Uma máquina de lavar faladora, espelhos que duplicam como se fossem écrans televisivos e um jardim virtual entre outros items, encontram-se entre as engenhocas em exibição numa casa-modelo em Portugal, como sendo o último grito da alta tecnologia, com objectivo de ajudar as pessoas mais idosas ou incapacitadas a viver independentes, apresentando modelos ainda em desenvolvimento nas Universidades. É deste modo que a Agence France Presse (AFP) noticiou o projecto em exposição no Museu de Comunicações em Lisboa, citado depois pela cnn.com. O artigo acrescenta declarações do organizador do projecto, Gonçalo Areia: “Queremos provar às pessoas que com novas tecnologias é possível manter gente idosa a viver em casa, mesmo que esteja um tanto dependente”. As soluções presentes são inúmeras, desde as mais simples, até uma cozinha faladora. O projecto pertence ao arquitecto Tomás Taveira, que desenhou rampas em vez de escadas e quartos não separados por portas para pessoas com dificuldades se movimentarem mais facilmente, criando um melhor ambiente. “Tudo isto parece muito importante numa cidade na qual um quarto da sua população alcançou já os 65 anos. Em 2004 a exposição teve 20 mil visitantes número que vem aumentando gradualmente sobretudo por visitas de estudantes. “Lisboa Iluminada” lançada por Nuno Cardal e Pedro Dias A Quimera acaba de publicar “Lisboa Iluminada”, de Nuno Cardal e Pedro Dias, um álbum fotográfico com mais de 80 fotografias da cidade de Lisboa à noite, 4 panoramas com 1,20 m de largura com notável qualidade gráfica, numa edição em português e inglês. Ao longo da sua história, Lisboa tem seduzido visitantes oriundos dos quatro cantos do mundo, protagonizando uma história de fascínio a que não será alheia a proximidade do rio e a sua aura luminosa. Mas a cidade que tão generosamente se deixa captar no seu rosto diurno tem também uma face crepuscular, e é essa que aqui se retrata, na sua dualidade de luz e sombra. É a outra face da identidade de Lisboa, por vezes melancólica, por vezes feérica, onde reconhecemos um esplendor que complementa o da cidade diurna e que nos transporta para uma dimensão de permanente festa de luz. Como seria de esperar, os resultados mensais da amostra fixa da hotelaria da Região de Lisboa em Junho de 2005, exibiram uma quebra significativa face ao mesmo mês de 2004, já que nessa altura se estava em pleno Euro 2004. Esse evento gerou na altura importantes fluxos de visitantes específicos, com consequências extraordinárias nas taxas de ocupação e especialmente no nível de preços praticados. Era previsível que os valores obtidos este mês fossem próximos dos atingidos em 2003, o que talvez não fosse previsível é que, em alguns casos, se tivessem atingido valores inferiores aos desse ano. Com efeito, em termos acumulados, a situação em 2005 revela valores de ocupação semelhantes às de 2003 e com níveis de preços praticados um pouco inferiores, o que determina que os resultados económicos, medidos nos valores por quarto disponível, se situem também um pouco aquém da situação pré-Euro 2004. Deste comportamento resulta que, pelo menos para já, os efeitos desse evento, tenham deixado de causar impacto positivo na hotelaria. Contudo, poder-se-á esperar que os ganhos de imagem adquiridos em 2004 tenham ainda influência nos fluxos turísticos a um prazo mais dilatado, como sucedeu, por exemplo com a Expo 98. Importa, ainda assim, ter em atenção que as conjunturas nos principais mercados emissores, na altura destes dois eventos, são diametralmente opostas. Após a Expo 98, o clima era de expansão económica, o que não acontece actualmente, em que as pessoas, entre outras coisas, tendem a ter maior rigor em realizar despesas acessórias, como é o caso das viagens turísticas. De qualquer modo, importa ainda referir que os resultados que aqui se divulgam, ao apresentarem valores médios por unidade, não reflectem directamente a evolução dos fluxos turísticos absolutos para a região. Num cenário como o actual, de expansão da oferta hoteleira, os números de dormidas e hóspedes na hotelaria podem inclusivamente ter aumentado (não dispomos de dados precisos que permitam essa conclusão – contudo os números de passageiros movimentados no Aeroporto de Lisboa são animadores e, em Lisboa, as perdas de ocupação nas amostras são inferiores ao aumento da oferta). No entanto, uma coisa parece ser certa, em função dos resultados que aqui se publicam: esse eventual acréscimo de fluxos turísticos ter-se-á distribuído por um maior número de agentes da oferta, contribuindo para a redução de alguns ganhos individuais. Os dados apresentados nesta edição do Observatório do Turismo de Lisboa estão a ser comparados com 2004, ano em que Lisboa acolheu o Europeu de Futebol. ANÁLISES DESTA EDIÇÃO AEROPORTOS E CRUZEIROS REGIÃO DE LISBOA HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA HOTELARIA DO ESTORIL HOTELARIA DA COSTA AZUL HOTELARIA DE LEIRIA / FÁTIMA HOTELARIA DO OESTE ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006 INFOGEST: O QUE É? INFOGOLFE ÍNDICE LISBOA (VTQD-96) Índice Lisboa (VTQD-96): 1465 Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade 21 AEROPORTOS & CRUZEIROS AEROPORTOS QUEDA NATURAL EM JUNHO NÃO IMPEDE CRESCIMENTO ANUAL O movimento comercial de passageiros no aeroporto de Lisboa registou uma variação homóloga negativa TRÁFEGO COMERCIAL EM JUNHO 2005 em Junho de -1,5%, o que pode considerar-se satisfatório, uma vez que a comparação é feita directamente NÚMERO DE VOOS NÚMERO DE PASSAGEIROS com o mês do Euro 2004. Com este Junho Acumulado 2005 Junho Acumulado 2005 desempenho mensal, o acumulado do ano atenuou ligeiramente os valores 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 de crescimento face a 2004, que se Lisboa 10.598 -4,8% 59.378 0,9% 959.397 -1,5% 5.161.346 4,3% cifra agora em +4,3%. No número de Porto 3.794 -16,1% 21.249 0,1% 261.301 -21,4% 1.391.424 0,7% voos, a variação homóloga negativa em Junho foi já mais pronunciada, Faro 3.802 -2,0% 14.906 1,5% 562.400 3,0% 2.032.921 1,6% fixando o crescimento acumulado em 1.028 5,3% 5.130 6,7% 75.496 9,6% 379.101 7,5% valor marginal de 0,9%. Relativamente P.Delgada aos movimentos de passageiros nos S. Maria 166 29,7% 916 18,2% 7.849 58,9% 42.296 27,7% outros aeroportos principais, é de Horta 440 5,3% 2.053 1,2% 18.436 5,9% 81.422 -2,3% notar os efeitos do Euro 2004 no Porto (o acumulado passou dos +4,5% Flores 130 8,3% 558 0,0% 3.386 10,4% 14.474 10,1% de variação em Maio, para apenas Funchal 2.028 5,2% 11.548 0,6% 180.548 9,3% 1.110.465 0,7% +0,7% em Junho) e um crescimento significativo na Madeira (9,3%), que Porto Santo 580 1,4% 2.776 0,6% 15.369 0,2% 69.342 -6,5% passou a registar valores acumulados Total 22.566 118.514 2.084.182 10.282.791 positivos (+0,7%). Em Faro, a variação mensal manteve-se estável face aos Fonte: ANA Aeroportos acumulados, que evidenciam nesta altura um crescimento de 1,6%. CRUZEIROS INDICADORES ANUAIS REFORÇADOS PELO COMPORTAMENTO EM JUNHO De Maio para Junho, os valores acumulados dos vários indicadores MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA da actividade de cruzeiros passaram todos a situar-se em plano positivo. Junho ACUMULADO ANUAL O número de escalas recuperou 2004 2005 Var% 2004 2005 Var% de uma quebra de 6,7% para um crescimento de 0,9%. O número Nº de navios 17 23 35,3% 116 117 0,9% total de passageiros, que revelava Nº Passageiros Totais 14.926 22.032 47,6% 92.159 102.660 11,4% estagnação, passou a evidenciar uma variação de mais 11,4%. O turnaround Em Tournaround 963 1.836 90,7% 15.515 19.703 27,0% continua em bom plano com 27% de Em trânsito 13.963 20.196 44,6% 76.644 82.957 8,2% crescimento face ao primeiro semestre de 2004. Fonte: Administração Porto de Lisboa REGIÃO DE LISBOA MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 64,8% 71,6% 61,7% -13,8% #### 64,2% 75,7% 68,0% -10,2% ##### 62,0% 73,7% 58,6% -20,5% -13,4% Síntese 63,9% 74,0% 64,1% Acumulado de Janeiro a Junho ### 56,1% 57,8% 54,7% -5,2% #### 54,3% 58,1% 56,0% -3,6% ##### 48,4% 52,6% 48,0% -8,8% -5,3% Síntese 53,6% 56,9% 53,9% Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 46,77 80,99 48,51 -40,1% #### 75,28 129,14 69,74 -46,0% ##### 185,58 311,12 179,37 -42,3% -44,1% Síntese 88,81 150,33 84,10 Acumulado de Janeiro a Junho ### 44,33 51,42 44,30 -13,9% #### 64,92 78,35 62,32 -20,5% ##### 153,56 192,84 146,69 -23,9% -19,9% Síntese 75,30 91,04 72,95 Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 30,29 58,03 29,95 -48,4% #### 48,36 97,78 47,44 -51,5% ##### 115,03 229,21 105,04 -54,2% -51,5% Síntese 56,77 111,28 53,92 Acumulado de Janeiro a Junho ### 24,88 29,71 24,25 -18,4% #### 35,28 45,49 34,88 -23,3% ##### 74,28 101,49 70,41 -30,6% -24,1% Síntese 40,38 51,78 39,30 Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 67,27 97,69 69,00 -29,4% #### 111,47 164,58 99,44 -39,6% ##### 307,18 409,16 300,83 -26,5% -33,3% Síntese 137,54 192,39 128,38 Acumulado de Janeiro a Junho ### 65,76 71,52 63,93 -10,6% #### 99,44 113,63 94,68 -16,7% ##### 277,01 311,25 266,96 -14,2% -13,6% Síntese 122,66 136,94 118,25 Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 43,57 70,00 42,59 -39,2% #### 71,60 124,62 67,64 -45,7% ##### 190,41 301,44 176,17 -41,6% -42,2% Síntese 87,92 142,42 82,31 Acumulado de Janeiro a Junho ### 36,91 41,31 34,99 -15,3% #### 54,04 65,98 52,99 -19,7% ##### 133,99 163,81 128,15 -21,8% -18,2% Síntese 65,77 77,88 63,71 QUEBRA GENERALIZADA COM OCUPAÇÃO ACIMA DE JUNHO DE 2003 Sendo os componentes das diversas zonas da região a fonte de dados, é natural que o conjunto seja o reflexo da situação dos seus constituintes. Com efeito, os valores são bastante inferiores aos homólogos de 2004 e, na maioria dos casos, situam-se mesmo abaixo dos verificados em 2003. De facto, somente a ocupação é positiva quando comparada com Junho de 2003. Um conjunto muito alargado de influências negativas fortes - entre elas a economia dos países de origem dos visitantes da região - induz a um comportamento de quebra. No entanto, a evolução futura, a ocorrer da mesma forma que no perído pós-Expo, potenciará a operação em crescendo nos próximos tempos. JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 23 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 13 29 Quartos Amostra Fixa 2193 5123 Camas Amostra Fixa 4020 10023 Junho de 2005 ### Total 35 77 3290 10606 6405 20448 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 82,1% 88,4% 68,2% -22,8% 68,9% #### 63,7% 80,4% 69,4% -13,7% 68,5% ##### 60,4% 72,6% 60,6% -16,5% 64,7% -16,7% 67,7% Síntese 66,5% 80,0% 66,6% Acumulado de Janeiro a Junho ### 75,7% 76,1% 69,9% -8,1% 68,6% #### 56,5% 62,4% 61,1% -2,2% 59,1% ##### 48,0% 53,8% 49,0% -8,9% 51,0% -5,9% 59,4% Síntese 57,8% 63,0% 59,3% Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 51,54 92,64 51,21 -44,7% 53,67 #### 82,38 145,79 78,24 -46,3% 76,60 ##### 188,50 310,48 181,79 -41,5% 162,89 -43,5% 90,15 Síntese 104,46 175,46 99,19 Acumulado de Janeiro a Junho ### 47,73 55,76 46,57 -16,5% 49,88 #### 70,96 87,05 69,10 -20,6% 67,97 ##### 152,74 193,11 147,98 -23,4% 135,20 -20,7% 76,70 Síntese 85,51 104,84 83,15 Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 42,31 81,88 34,93 -57,3% 39,96 #### 52,46 117,26 54,33 -53,7% 52,45 ##### 113,88 225,52 110,19 -51,1% 105,45 -52,9% 61,04 Síntese 69,51 140,34 66,09 Acumulado de Janeiro a Junho ### 36,12 42,45 32,56 -23,3% 34,23 #### 40,07 54,33 42,20 -22,3% 40,20 ##### 73,27 103,86 72,47 -30,2% 68,97 -25,4% 45,56 Síntese 49,46 66,08 49,31 Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 69,21 107,56 69,99 -34,9% 71,13 #### 111,05 181,99 107,43 -41,0% 103,75 ##### 301,95 400,31 277,83 -30,6% 242,07 -34,9% 126,43 Síntese 154,31 220,34 143,48 Acumulado de Janeiro a Junho ### 66,34 73,01 63,66 -12,8% 65,61 #### 101,13 120,93 99,97 -17,3% 97,05 ##### 261,17 296,59 246,93 -16,7% 223,26 -15,8% 114,09 Síntese 132,50 151,47 127,58 Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 56,81 95,07 47,73 -49,8% 48,99 #### 70,72 146,38 74,59 -49,0% 71,04 ##### 182,43 290,76 168,41 -42,1% 156,70 -45,7% 85,60 Síntese 102,69 176,23 95,61 Acumulado de Janeiro a Junho ### 50,21 55,58 44,52 -19,9% 45,02 #### 57,11 75,48 61,05 -19,1% 57,40 ##### 125,28 159,51 120,92 -24,2% 113,90 -20,7% 67,77 Síntese 76,64 95,47 75,66 VALORES PRÓXIMOS DE JUNHO DE 2003 A situação de quebra a que assistimos hoje não é assim tão estranha. Já tinha acontecido após a Expo 98. Talvez não tão esperado fosse o facto de os indicadores terem voltado para níveis semelhantes a 2003, em vez de se situarem algo acima deste ano. Será, portanto, apenas durante os próximos tempos que o eventual efeito impulsionador se venha a verificar e os números de Lisboa possam reflectir uma melhoria. Em suma, os valores de Junho, são equivalentes a Junho de 2003, talvez um pouco inferiores no conjunto. Mas se considerarmos o aumento de oferta e o consequente impacto desse fenómeno, os resultados que a cidade atingiu podem ser considerados como uma boa capacidade de resposta, especialmente ao nível da manutenção de índices de ocupação semelhantes. JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS LX XL OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 6 11 Quartos Amostra Fixa 1551 2678 Camas Amostra Fixa 2890 5207 Junho de 2005 ### Total 9 26 1183 5412 2341 10438 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 8 24 Quartos Amostra Fixa 2046 4811 Camas Amostra Fixa 3724 9252 Junho de 2005 ### Total 20 52 2059 8916 3989 16964 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e Residênciais, independentemente da sua data de abertura. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DO ESTORIL MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2005 ### 72,4% #### 69,2% ##### 50,5% Síntese 67,6% Acumulado de Janeiro a Junho ### 52,4% #### 50,9% ##### 40,2% Síntese 49,9% Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2005 ### 55,83 #### 59,17 ##### 176,30 Síntese 70,16 Acumulado de Janeiro a Junho ### 47,46 #### 54,21 ##### 160,49 Síntese 63,85 Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2005 ### 40,45 #### 40,95 ##### 89,05 Síntese 47,44 Acumulado de Janeiro a Junho ### 24,89 #### 27,58 ##### 64,56 Síntese 31,85 Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2005 ### 73,41 #### 87,63 ##### 313,03 Síntese 106,21 Acumulado de Janeiro a Junho ### 66,39 #### 89,09 ##### 325,89 Síntese 108,22 Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2005 ### 53,18 #### 60,65 ##### 158,12 Síntese 71,82 Acumulado de Janeiro a Junho ### 34,81 #### 45,32 ##### 131,10 Síntese 53,97 HOTÉIS DE 3 E 4 ESTRELAS LONGE DOS VALORES DOS HOTÉIS DE 5 ESTRELAS Não há elementos de comparação dentro da zona e a extrapolação para outras situações pode ser extemporânea. É, no entanto, de acreditar que os mesmo factores que influenciaram a operação nas zonas circundantes tenham tido um mesmo efeito, provocando um comportamento muito similar nesta zona. Os números parecem bem escalonados, com alguma probabilidade de se situarem ligeiramente abaixo dos de 2003, já que a comparação com o período do Euro 2004 terá certamente sido penalizadora a exemplo de outras áreas. Há no entanto uma situação que ressalta dos números: quer os hotéis de 3 estrelas, quer os de 4, movimentam-se em intervalos muito semelhantes.. Dado o afastamento que os 5 estrelas apresentam em relação a estas duas categorias, poderá parecer que este resultado é mais negativo para os 4 do que positivo para os 3. JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 25 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - ESTORIL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 3 6 Quartos Amostra Fixa 188 969 Camas Amostra Fixa 373 2038 Junho de 2005 ### Total 6 15 479 1636 953 3364 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DA COSTA AZUL MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 52,7% 66,4% 35,4% -46,7% #### 51,7% 58,6% 46,3% -21,0% -31,9% Síntese 52,1% 61,8% 42,1% Acumulado de Janeiro a Junho ### 39,7% 40,6% 33,6% -17,3% #### 38,5% 37,8% 34,9% -7,7% -11,7% Síntese 39,0% 38,9% 34,4% VALORES MAIS PRÓXIMOS DE 2003 A Costa Azul apresenta, tal como a generalidade das outras zona da região de Lisboa, números mais próximos de 2003 do que 2004. O que ressalta como mais evidente são as quebras bastante evidentes na ocupação, mais marcadas nos hotéis de 3 estrelas mas, mesmo assim, bastante importantes na outra categoria. Os valores económicos - sendo da mesma ordem de grandeza, dado que as quebras para 2004 são muito mais importantes -, são, por norma, mais baixos, salvo num único indicador, as Vendas Totais por Quarto Vendido, onde os números são um pouco superiores. Sendo uma zona estival, situações de crise serão muito mais evidentes, reflectindo de uma forma muito marcada a situação geral do país e de alguns mercados emissores externos. Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 41,33 60,31 41,84 -30,6% #### 60,54 74,16 57,71 -22,2% -22,9% Síntese 52,70 68,14 52,51 Acumulado de Janeiro a Junho ### 41,36 45,28 41,69 -7,9% #### 54,49 57,70 51,56 -10,7% -8,9% Síntese 49,08 52,47 47,80 Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 21,76 40,06 14,82 -63,0% #### 31,30 43,45 26,72 -38,5% -47,5% Síntese 27,45 42,08 22,09 Acumulado de Janeiro a Junho ### 16,43 18,38 13,99 -23,9% #### 20,95 21,79 17,97 -17,5% -19,6% Síntese 19,13 20,41 16,42 Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 54,78 72,03 56,08 -22,1% #### 81,22 93,85 85,59 -8,8% -10,0% Síntese 70,43 84,37 75,92 Acumulado de Janeiro a Junho ### 54,69 59,18 57,89 -2,2% #### 83,56 84,64 78,22 -7,6% -4,6% Síntese 71,67 73,91 70,49 Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 28,84 47,85 19,87 -58,5% #### 42,00 54,99 39,63 -27,9% -38,7% Síntese 36,69 52,11 31,94 Acumulado de Janeiro a Junho ### 21,73 24,03 19,43 -19,1% #### 32,13 31,96 27,26 -14,7% -15,8% Síntese 27,93 28,75 24,21 JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa #### 6 989 2078 Junho de 2005 ### Total 7 13 630 1619 1406 3484 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA LEIRIA/FÁTIMA MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 50,9% 57,1% 62,1% 8,6% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 44,8% 48,9% 47,0% -3,8% LEIRIA FÁTIMA EM TENDÊNCIA POSITIVA EM ALGUNS INDICADORES Esta zona é a única, no panorama da região de Lisboa, onde são positivos alguns indicadores de operação. Com efeito a ocupação e as vendas totais por quarto disponível são positivas em comparação com os homólogos de 2004. Claro que isso implica também uma comparação positiva com 2003, situação onde o cenário é francamente melhor do que a generalidade das outras zonas da região. Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 40,88 59,72 49,59 -17,0% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 43,06 45,90 45,57 -0,7% Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 20,81 34,13 30,77 -9,8% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 19,29 22,44 21,42 -4,5% Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 66,40 71,71 70,53 -1,6% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 67,30 65,52 63,87 -2,5% Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 33,81 40,98 43,77 6,8% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 30,14 32,02 30,03 -6,2% JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 27 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - LEIRIA/FÁTIMA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Junho de 2005 ### 9 599 1116 A amostra de Leiria/Fátima tem como base o Universo de hotéis Full Service da zona, é fixa e composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - a dimensão oficial das unidade segundo números publicados pela DGT; - a totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - as receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - as receitas totais da operação, sem IVA; sem receitas extraordinárias ou de operações financeiras. HOTELARIA OESTE MÉDIAS GERAIS EM JUNHO 2005 Ocupação Quarto em Junho 2005 Síntese 39,4% Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 35,8% Preço Médio por Quarto Vendido em Junho 2005 Síntese 58,75 Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 54,26 VALORES REGISTAM MELHOR DESEMPENHO NO MÊS DO QUE NOS ACUMULADOS Como seria de prever, os valores mostram uma subida em todos os indicadores face ao mês anterior. Estamos no meio da época alta, pelo que é natural que os valores mensais sejam melhores do que os acumulados. Como não existem dados comparativos e como é opinião geral que os efeitos do Euro não foram muito marcantes na zona, é de crer - considerando os efeitos da conjuntura - que a operação se situe mais perto de valores de 2004 do que de 2003. Preço Médio por Quarto Disponível em Junho 2005 Síntese 23,16 Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 19,43 Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho 2005 Síntese 112,64 Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 107,85 Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho 2005 Síntese 44,40 Acumulado de Janeiro a Junho Síntese 38,62 JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - OESTE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa junho de 2005 Síntese 13 980 1951 Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta da respectiva Região de Turismo. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. OBJECTIVOS 2006 A visão geral dos gráficos e indicadores gerais é de queda generalizada. No entanto é algo que pode levar a conclusões precipitadas. Sendo cada um dos pontos a representação dos acumulados nessa data, torna-se evidente que estamos hoje na mesma situação que em 2003. Ou seja, o efeito do Euro 2004 deixou de se sentir e o saldo positivo deverá começar a sentirse agora. O Índice Lisboa mostra isso de forma bem marcada. Sob o ponto de vista evolutivo, é normal que, após um evento marcante, haja um retomar de números da mesma ordem de grandeza, ou ligeiramente acima dos que se verificavam no período anterior, continuando a partir daí para melhores desempenhos. Obviamente que todos desejam que se mantivesse a tendência de bom crescimento que os eventos propiciam enquanto motores de determinada região, partindo de imediato dos valores obtidos e potenciando os resultados. Não é isso o que se tem passado e hoje devemos estar no limiar de mais uma confirmação desse comportamento. LISBOA CIDADE Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1021 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1003 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1000 OBSERVATÓRIO ÍNDICES POR REGIÃO VALORES DE OCUPAÇÃO O Objectivo para Junho de 2005 era de: 55,87% O valor atingido foi de: 56,18% - 0,55% acima do objectivo ESTORIL E SINTRA VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR 29 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 969 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1004 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 998 COSTA AZUL Objectivo para Junho de 2005 era de: 80,18 €. O valor atingido foi de: 75,08 € -6,79% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,59 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 14,2%. VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 945 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1031 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 982 LEIRIA E FÁTIMA Objectivo para Junho de 2005 era de: 71,83 €. O valor atingido foi de: 66,82 € - -7,49% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,56 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 15,0%. Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1020 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1073 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1022 Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados do ano 2003. Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dez de 2003 Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência. INFOGEST INFOGEST: O QUE É? O que tem vindo a ser publicado regularmente pelo Turismo de Lisboa? Este ano, a par de alguns alargamentos importantes, constituiu-se uma amostra que representa a totalidade das unidades, independentemente do seu tipo ou idade, num total de 52 unidades na cidade (amostra xL), ao mesmo tempo que se manteve a amostra de 77 unidades full service da região de Lisboa. Desde os anos oitenta que várias entidades reuniam informações sobre a operação hoteleira da cidade de Lisboa, mas os métodos empregues tornavam-nas susceptíveis de variações anormais, atrasadas e de resposta complicada. Em 1997, por sugestão e acompanhamento técnico de um conjunto de directores de hotéis de Lisboa, alterou-se substancialmente a recolha, focando-a em aspectos relevantes e introduzindo regras muito simples. Até essa data os cálculos eram efectuados após o recebimento de um número pré seleccionado de questionários distribuídos universalmente e de mês para mês a variação da ordem pela qual eram recebidas introduzia flutuações espúrias nos resultados. Foi constituída, nessa data, uma amostra fixa, essencialmente baseada no mesmo número de respostas do mesmo grupo de hotéis. Eram unidades em funcionamento há mais de 3 anos, full service e que estivessem dispostas a participar regularmente, fossem ou não membros do Turismo de Lisboa. Conseguiu-se o acordo e participação de 23 unidades, de 3, 4 e 5 estrelas, dando-se início ao que passaria ser conhecido como a InfoGest. De realçar que a aceitação por parte de todas as unidades da cidade, permitiu, em fases posteriores, o alargamento a outras zonas da Região com amostras próprias. Este ano, a par de alguns alargamentos importantes, constituiu-se uma amostra que representa a totalidade das unidades, independentemente do seu tipo ou idade, num total de 52 unidades na cidade (amostra xL). Ao mesmo tempo, mantiveram-se as várias amostras, entre elas a que suporta a InfoGest Lisboa Cidade, com 26 unidades, e a da Região de Lisboa, com 77 (em ambos os casos, unidades full service em funcionamento há mais de 3 anos). Basicamente, pretendeu-se mostrar as diferenças entre a hotelaria de funcionamento solidificado e a nova vaga de unidades. CONFIDENCIALIDADE, SIMPLICIDADE E RAPIDEZ Actualmente a InfoGest integra 132 unidades, todas elas a enviarem respostas nos primeiros 15 dias de cada mês, de modo a poderem ser publicados os resultados no mês seguinte ao que dizem respeito. Esta colaboração é ainda mais relevante, sabendo que os dados só podem ser publicados depois da chegada do último questionário. É essa rapidez e a profundidade da informação obtida, que torna útil este trabalho, proporcionando que, ao longo do tempo, tenhamos tido solicitações de alargamento da amostra, ao mesmo tempo que se verifica uma total participação. Também o reconhecimento oficial chegou, pois alguma da informação produzida serve como medida do desempenho em alguns dos objectivos estabelecidos no plano de Marketing da Região de Lisboa, um documento que serviu de base à Contratualização da Promoção Turística para a Região de Lisboa. O aspecto, a informação disponibilizada, a cobertura e a fidelidade foram, entre outras vertentes, desenvolvidas de acordo com as necessidades e os objectivos propostos, mantendose sempre as características básicas originais: confidencialidade, simplicidade e rapidez. O aspecto, a informação disponibilizada, a cobertura e a fidelidade foram, entre outras vertentes, desenvolvidas de acordo com as necessidades e os objectivos propostos, mantendo-se sempre as características básicas originais: confidencialidade, simplicidade e rapidez. OBSERVATÓRIO JUNHO DE 2005 GARANTIA DE FIABILIDADE NA INFORMAÇÃO A fidelidade da informação é presentemente mantida por métodos que permitem evidenciar eventuais discrepâncias na informação recebida, ao mesmo tempo que foram eliminadas as intervenções humanas nos diversos passos do cálculo, impedindo ou prevenindo possíveis erros e omissões. Do mesmo modo, manteve-se a informação independente de qualquer desvio ou influências, garantindo a máxima fidelidade dos resultados obtidos. Considerar a dimensão oficial registada da unidade para eliminar possíveis variações artificiais de oferta, manter a representatividade sempre acima dos 7080% são exemplos de medidas adoptadas nesse sentido. A representatividade sempre foi dos principais aspectos considerados, quer pela correspondência com o universo, quer como espelho da realidade. Em abstracto, qualquer amostra é apenas uma amostra e não o universo. No entanto, não é credível que, sendo a percentagem dos não incluídos muito baixa, os cerca de 10 a 15% que ficam de fora tenham resultados de tal forma díspares que influenciem os resultados do universo num sentido não coincidente com a amostra. E mesmo que tal aconteça, é essa pequena percentagem que é díspar do universo, pelo que os resultados obtidos poderão ser considerados como representativos dos comportamentos do universo, mostrando os exactos resultados da amostra. Outra questão que merece uma explicação aos leitores tem a ver com os dados comparativos obtidos a partir de dados de amostras e anos diferentes. Em algumas fases do percurso, foi possível recuperar informação de anos anteriores em unidades incluídas nas novas amostras. Mas isso tornou-se difícil ou impossível com a entrada no mercado de unidades abertas depois de 1996 ou com variações de dimensão. Os mais puristas poderão considerar apenas a evolução e os comportamentos, ignorando os resultados absolutos, no entanto nada nos leva a considerar que não sejam comparáveis resultados obtidos para amostras diferentes desde que tenham o mesmo nível de representatividade, o que sempre assegurado desde o início. 31 A InfoGest integra 132 unidades e os resultados são sempre publicados no mês seguinte ao que dizem respeito. PARA ALÉM DA INFOGEST O Turismo de Lisboa tem capacidade para publicar informação mais profunda ou mais elaborada, como seja a correspondência entre preços constantes ou correntes, entre outros indicadores. Toda essa informação existe, é produzida, está disponível ou pode ser calculada. No entanto, a simplicidade e o leque da apresentação actual, além de ser superior a qualquer informação comummente disponibilizada, contém, em si, informação suficiente para os objectivos da sua publicação. Outros trabalhos estão correntemente disponíveis pelos canais próprios do Turismo de Lisboa. A informação produzida está disponível de várias formas, obviamente sempre com algumas reservas. A mais rápida distribuição é reservada aos prestadores da informação pelo site do Turismo de Lisboa assim que é apurada. Seguidamente a distribuição é incluída na revista que o Turismo de Lisboa envia mensalmente aos seus membros e a mais algumas entidades seleccionadas. Paralelamente disponibilizamos alguma informação sectorial a alguns pedidos expressos por outras vias, sempre que tal seja possível e a sua utilização do interesse geral. O apoio e colaboração dos prestadores e dos destinatários da informação na colaboração à realização dos comentários, nas sugestões de alargamento ou na boa recepção às duvidas e esclarecimentos que por vezes se tornam necessárias à validação dos resultados, é facto que, finalmente, não podemos deixar de agradecer e enaltecer. INFOGOLFE 2005 2004 Variação Volt. Possível 76,940 75,168 2,4% Ocupação em Junho Sócio 28,1% 9,363 12,2% 33,7% 9,816 13,1% -4,6% Não Sócio 12,319 16,0% 15,485 20,6% -20,4% Resultados em Junho por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 20,75 36,47 39,68 2004 23,71 38,76 36,51 Variação -12,5% -5,9% 8,7% 2005 2004 Variação Ocupação de Janeiro a Junho Volt. Possível Total Sócio 418,992 161,642 38,6% 58,799 14,0% 375,552 149,403 39,8% 59,021 15,7% 11,6% 8,2% -0,4% Não Sócio 102,645 24,5% 90,143 24,0% 13,9% Resultados de Janeiro a Junho por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 22,09 34,79 38,20 2004 20,87 34,59 36,74 Variação 5,8% 0,6% 4,0% Total 21,644 25,314 -14,5% QUEBRA NA OCUPAÇÃO DE NÃO-SÓCIOS Este mês a ocupação esteve abaixo do normal e em contracorrente do que tem acontecido este ano. Têm sido normais ocupações com boa expressão e este mês isso não aconteceu. Tal ficou a dever-se a quebra algo importante dos não sócios (Junho de 2004, talvez por influência do Euro, foi muito bom neste capítulo e talvez isso também ajude a explicar esta variação). Os sócios, ao apresentarem uma ligeiríssima descida, mantiveram-se em registos normais. Por consequência, o green fee desceu apreciavelmente, provocando um abrandar da receita total. No entanto os valores acumulados, mantendo embora a tendência geral que apresentam desde o início do ano, retrocederam ligeiramente. A composição das nacionalidades não sofreu modificações este mês, mantendo a composição habitual. VOLTAS POR CAMPO EM JUNHO Dez 29,3 VnSR Junho de 2005 Campos Amostra Fixa 9 buracos 18 buracos 4 13 2 12 50,0% 92,3% Total 17 14 82,4% LEGENDA: VP/Dia VR/Dia VSR/Dia VnSR/Dia Voltas possíveis, por dia Voltas realizadas, por dia Voltas de sócios realizadas, por dia Voltas de não sócios realizadas, por dia Possíveis Set 22,3 VSR Ago Jul Jun 51,5 VR Mai Abr Mar 183,1 VP Fev Jan 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 PERCENTAGEM ABSOLUTA SÓCIO/NSÓCIO RECEITA POR VOLTA REALIZADA Dez Dez R/Sócios R/n Sócios Nov Nov Out Out Set Set Ago Ago Jul Jul Jun Jun Mai Mai Abr Abr Mar Mar Fev Fev Jan Jan 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 0 10 20 30 40 50 60 Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM JUNHO % POR NACIONALIDADES NÚMERO DE VOLTAS EM JUNHO POR NACIONALIDADE 735 Esc 18,4% Out 10,2% 630 Esc 226 EUA 322 Bx F Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos). Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - capacidade máxima de saídas indicadas pelos campos para o mês; - número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos; - receitas de Fee, sem IVA; - receitas Totais, sem IVA. Realizadas Nov Out Out COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS EUA 1,5% Bx 2,9% F 1,1% 192 485 D 485 E E 1,6% IR 149 GB 3.001 P 6.036 1 10 100 P 37,0% D 3,8% 1.000 10.000 IR 1,9% GB 21,7% P-Portugal; GB-Grã-Bretanha; IR-Irlanda; E-Espanha; D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux; EUA-Estados Unidos; Esc-Escandinávia; Out-Outras Nações. UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99 e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com Internacional Governo falha medidas Hoteleiros espanhóis descontentes A flexibilização dos custos aeroportuários, a criação de incentivos fiscais, a escassez de verbas para a promoção e modernização e a política de expansão dos Paradores, que contestam, são alguns dos temas que a Confederação Espanhola de Hotéis e Alojamentos Turísticos (CEHAT) afirma não terem resposta do executivo espanhol. De acordo com notícia divulgada pela Presstur, a “CEHAT qualificou como “decepcionante” o último Conselho de Ministros de Espanha, supostamente dedicado ao turismo, já que “não se cumpriram as promessas feitas para o sector”. Considerando que o Conselho de Ministros “parece que foi pouco preparado”, o presidente da CEHAT, José Guillermo Díaz Montañés, emitiu um comunicado, afirmando que os hoteleiros espanhóis se sentem defraudados face aos compromissos anteriormente assumidos pelo ministro da Indústria, Comércio e Turismo de Espanha, José Montilla, e pelo secretário de Estado, Pedro Mejía, durante o Congresso dos Empresários Hoteleiros de Málaga, que se realizou no passado mês de Abril. Neste contexto, a confederação diz que os 100 milhões de euros previstos pelo Fundo Financeiro para a Modernização das Infraestruturas Turísticas de Espanha (FOMIT) são insuficientes para se cumprirem os objectivos que se planearam para a modernização das zonas turísticas obsoletas. Custos aeroportuários na lista das reivindicações Refere a Presstur que os hoteleiros defendem que é necessário tomarem-se várias medidas que lutem, nomeadamente, a favor da flexibilização dos custos aeroportuários, das medidas fiscais de apoio a pequenas e médias empresas do sector e pela bonificação na Segurança Social para aqueles que arriscam e que criam emprego fora da época alta. Por outro lado, em matéria de promoção, “não se assume a necessidade de se adequar os orçamentos dedicados à promoção da marca Espanha à realidade turística actual, que demonstra uma constante diminuição das pernoitas de estrangeiros” e, no que toca à política de expansão de “paradores”, os hoteleiros não compreendem como o sector privado deu 300 milhões de euros em 5 anos quando se diz que não há recursos para se investir mais na promoção e, por outro lado, porque o próprio governo espanhol reconhece o excesso de oferta de alojamento em algumas zonas de Espanha. Quanto à criação do Conselho espanhol de turismo, que tem o objectivo de impulsionar iniciativas do sector e a cooperação entre a iniciativa pública e privada, a CEHAT considera que “não é admissível a desproporção entre estes dois sectores” já que o comité executivo é composto por 7 membros, mas apenas um deles pertence ao sector turístico. Ainda a propósito das Low Costs A edição de Maio da revista “Hotels” transcreve duas citações de responsáveis hoteleiros europeus a propósito das alterações de mercado provocadas pelo surto das companhias de baixo custo, na secção “Desafios e Oportunidades”: “As carreiras low cost criaram uma nova classe de pessoas que nunca antes tinham viajado. As reduções de preço que estas pessoas encontram nos bilhetes de avião estão a ser usadas para investir na acomodação”. Tobias Ragge, assistente do Director Executivo do Hotel Reservation Systems (HRS) As low cost criaram uma nova classe de passageiros que nunca tinham viajado antes. “A proliferação de companhias de baixo custo aumenta a possibilidade dos europeus viajarem para mais destinos de Short Break. Os hotéis estão a tirar partido dessa situação, bem como de pacotes de lazer online e promoções táticas”. Arie Van der Spek, Director de Operações para a Europa do InterContinental Hotels Group 33 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Lisboa no Congr Bernardo Trindade quer apoiar privados Multiplicar a imagem do país e valorizar a oferta Easy Jet transporta meio milhão para Lisboa 34 “Gostaria de deixar-vos uma novidade, pequeno exemplo daquilo que se pretende venha a ser o futuro: Lisboa vai receber meio milhão de passageiros nos próximos 5 anos, de Outubro a Março, através da companhia low cost Easy Jet. Serão 12 rotas, a baixo preço, com partida de cidades dos principais mercados emissores para Portugal e com elevado valor para o turismo de negócios e para o produto City Breaks.” A estabilidade política no nosso país deverá reflectir a confiança necessária e a esperança de podermos, todos, realizar um trabalho coerente, marcado pela linha do progresso e de enriquecimento do país. Há que começar por lembrar que o Estado não gera riqueza, mas antes, cria as condições favoráveis para potenciar essa riqueza. Estamos a trabalhar para isso, considerando ser esse, mais do que qualquer outro, o nosso desígnio. A forma de o fazer é pondo à disposição do investidor, uma série de instrumentos facilitadores da actuação dos privados: a nível legislativo, financeiro, do conhecimento, da promoção, entre outros, visando sempre um desenvolvimento turístico sustentado. No campo legislativo, foram seleccionadas prioridades como sejam a revisão do enquadramento legal das Agências de Viagens, das Empresas de Animação Turística e dos licenciamentos dos empreendimentos turísticos. Estão já em curso essas revisões e contamos apresentá-las até o final do ano. O nosso objectivo é aumentar e diversificar a procura, requalificar a oferta. Queremos mais turistas, por mais tempo e, consequentemente, com maior consumo. Estamos por isso a auscultar o mercado, nomeadamente, as suas tendências e a evolução dos fluxos. Há uma especial atenção em analisar a concorrência (registando os exemplos a seguir e aqueles que devemos evitar). Desta forma será possível reequacionar a promoção, adaptando-a às novas realidades e comportamentos da procura internacional. Assumimos com honra o papel de promotores institucionais da marca Portugal. Estamos neste momento a trabalhar com outras actividades económicas e não económicas no sentido de uniformizar acções fora de fronteiras. Tornase fundamental multiplicar a imagem do país e valorizar os seus sectores de oferta. Consideramos que o esforço de união dos intervenientes, nesta matéria, serve de exemplo a todos quantos trabalham nesta actividade, sejam públicos ou privados. Salientamos o papel de cada um de nós, enquanto cidadãos, em colaborar nessa promoção e divulgar a nossa marca. O objectivo é fazer de cada português um promotor da marca Portugal. Excertos do discurso do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, durante a sessão de abertura do Congresso da CTP Jorge Coelho defende nova política para os aeroportos Durante o Congresso do Turismo de Portugal, Jorge Coelho alertou para o impacto das low cost no sector do Turismo, defendendo que “o crescimento significativo do tráfego das companhias de baixo custo” e o seu “impacto no Turismo poderão ser factores suficientes para repensar a política de aeroportos para a região de Lisboa”. De acordo com o deputado, as companhias low cost poderão, no futuro, vir substituir os voos charter nos destinos de Sol & Praia e, para as regiões de short breaks “podem ser uma mais-valia importante”. Jorge Coelho alertou para a necessidade de não perdermos vantagens competitivas em relação a outros destinos de Short Break, como já acontece com Praga ou Budapeste. Para responder ao aumento da concorrência é necessário “reinventar o Turismo”, salientou. As medidas prioritárias defendidas pelo deputado incluem o aumento, qualificação e diversificação da procura, a par com a promoção da marca Portugal, que deve chegar junto dos operadores turísticos, transportadoras aéreas e clientes finais, de forma reforçada. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA esso do Turismo Presidente da República anuncia “presidência aberta” sobre Turismo “Reinventar o Turismo, afirmar Portugal” foi a temática principal do 2º Congresso do Turismo de Portugal que a Confederação do Turismo Português (CTP) levou a cabo nos dias 4 e 5 de Julho no Centro de Congressos do Estoril. A sessão de abertura do congresso contou com a presença com a presença do Presidente da República, que anunciou uma presidência aberta dedicada ao Turismo a realizar durante o segundo semestre de 2005. Na sessão de encerramento, o Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, reforçou a necessidade de o turismo se orientar cada vez mais para “segmentos de valor acrescentado”, como o turismo residencial, “capaz de atrair as populações mais ricas da Europa”. Para tal, “há que aumentar o nível de qualificações”, seja através do Inftur ou a nível empresarial. Mas há também que “reforçar a imagem dos nossos produtos turísticos, através do reforço dos nossos valores patrimoniais, ambientais e culturais”. O encontro incluiu ainda com a apresentação do estudo da SaeR, conduzido por Ernâni Lopes, e contou com as presenças do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, do director para a Europa da Organização Mundial do Turismo, Luigi Cabrini, e do deputado socialista Jorge Coelho, entre outras individualidades. Fórum Empresarial para a Excelência e Cooperação A criação do “Fórum Empresarial para a Excelência e Cooperação no Turismo foi uma das conclusões deste congresso, que traçou como um objectivo a cumprir o aumento da receita turística per capita. Para conseguir este objectivo, a CTP propõe a criação de um novo quadro para o investimento, a melhoria do produto e sua envolvente, a criação de um novo quadro competitivo e a qualificação e desenvolvimento das pessoas. A CTP propôs ainda a criação de um “Observatório independente que, através de indicadores mensuráveis, avalie a contribuição das autarquias para o Turismo, designadamente, nas áreas do ambiente, ordenamento do território e na qualidade de vida”. Estudo da CTP defende extinção das Regiões de Turismo O estudo apresentado por Êrnani Lopes, da SAER, com o tema “Reiventando o Turismo em Portugal”, promovido pela CTP, defende a extinção das regiões de turismo, a criação ou adaptação do actual CEPT (Conselho Estratégico para a Promoção Turística) para um Conselho Estratégico para o Turismo, e uma maior formação dos empresários turísticos do país. De acordo com notícia veiculada pela Turisver, estas foram algumas das ideias que Êrnani Lopes apresentou no decorrer do II Congresso do Turismo de Portugal, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril. O estudo tem 95 recomendações para o sector, baseadas e fundamentadas num trabalho e recolha de elementos ao longo dos últimos 18 meses. De destacar ainda a defesa pelo responsável para um modelo institucional que eleve o Turismo novamente a um Ministério, detendo desta vez a Secretaria dos Transportes Aéreos e a criação de uma Autoridade Nacional do Turismo. A criação de um Forum Empresarial para a Excelência e a Cooperação no Turismo e de uma Célula Prospectiva de Investigação e Inovação são outras das ideias que ficam. “ Saliento a sua complementaridade com as reflexões que vêem sendo feitas por agentes ligados ao sector durante anos, e que nesta hora não podemos nem devemos esquecer. Assim, considerando que este estudo trará um valioso contributo ao turismo nacional, deve ser considerado não como uma solução acabada, mas sim um início! O início de uma nova fase do Turismo em Portugal, coincidente com a nova fase governativa que agora vivemos. “ Secretário de Estado do Turismo durante o Congresso da CTP sobre o estudo “Reinventando o Turismo em Portugal”, coordenado por Hernâni Lopes e elaborado pela equipa da SaeR 35 Boletim Interno MULTIPRODUTOS 36 Participação em Encontros, Feiras e Workshops WORKSHOPS Alemanha, Suíça e Áustria, de 30 Maio a 2 Junho. Produção da ATL. Organização conjunta da ATL e ICEP. Presentes 15 empresas do trade nacional, todas associados do Turismo de Lisboa. Acção de promoção para o segmento multiprodutos. SITCATALUNHA 2005. A Região de Lisboa participou neste evento destinado ao público com espaço próprio integrado no stand de Portugal. Presentes 6 empresas associadas e com módulo de negócio. WORKSHOPS Reino Unido, de 13 a 16 de Junho. Acção de promoção do segmento multiprodutos. Produção da ATL. Organização conjunta da ATL e ICEP. Presentes 7 empresas do trade nacional, todas associados da ATL. Parcerias com Operadores Turísticos MERCADOS PRIORITÁRIOS Produção, coordenação e envio de “Mailing” periódico dirigido a Operadores Turísticos e Delegações do ICEP nos mercados prioritários, contendo lista de Eventos da Área Promocional de Lisboa e Newsletter. FRANÇA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Inverno “Europauli Portugal” do Operador EUROPAULI. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. REINO UNIDO Acompanhamento de parceria e envio de informação e materiais gráficos da cidade de Lisboa, para a campanha online do Operador OTC. PLANOS COMPLEMENTARES REINO UNIDO Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura anual para 2006, entre a Costa do Estoril e o Operador OTC – Online Travel Cooperadtion. MAILING MERCADOS VÁRIOS Produção e envio de mailing electrónico: lista de eventos 2006, lista de alojamento, Newsletter, logotipos de Lisboa Region e Lisboa Cidade em diferentes idiomas e brochura light em formato pdf , para operadores turísticos, técnicos das delegações do ICEP e agências de comunicação. P r o m Fam Trips com o Trade ( 3 visitas – 56 participantes) BÉLGICA “Voyage d’étude Wasteels , em colaboração com o Icep. O programa de visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Cascais e Estoril). Presentes 21 elementos. LUXEMBURGO “ Voyage d’étude Luxair Tours” em colaboração com a Abreu. O programa foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Cascais e Estoril). Presentes 19 elementos. RÚSSIA“ Visita educacional Rússia”, em colaboração com a Embaixada da Rússia. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/Fátima, Oeste, Sintra, Cascais, Estoril e Costa Azul). Presentes 16 elementos. Press Trips (14 visitas – 93 participantes) BRASIL “TV Record”, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, Oeste, Costa Azul e Leiria/Fátima). Presentes 5 elementos. ITÁLIA “Radio Rai Due”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Costa Azul). Presente 1 elemento. FRANÇA “Hit Machine” em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 20 elementos. FRANÇA “Je Paris”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Costa Azul). Presentes 2 elementos. FRANÇA “L’Express” (jornal diário). Programa realizado na Área de Sintra e na Cidade de Lisboa. Presentes 2 jornalistas. ALEMANHA “Lisa”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 2 elementos. REINO UNIDO “Coach Trip” em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Tomar e Cidade de Lisboa). Presentes 30 elementos. EUA “Cultura, Património e Arte / USA” em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 5 elementos. ISRAEL “Israel Good Life Channel” (TV), em colaboração com o ITP. Programa realizado o ç ã o na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, e Costa Azul). Presentes 5 elementos. JAPÃO “Media Japan”, em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/ Fátima, Oeste, Estoril e Sintra). Presentes 7 elementos dos seguintes meios de comunicação: “Travel Jornal” (jornal); “Yomiuri Shinbun” (jornal); “Travel Vision” (jornal); “Tabi” (TV). BRASIL “Reporter Recorde” em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria / Fátima, Oeste, Sintra e Estoril). Presentes 5 elementos do meio de comunicação “TV Recorde”. FINLÂNDIA “Estágios Desportivos”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa e na Costa Azul. Presentes 2 elementos da Federação Finlandesa de Desporto. CHINA “CCTV” (TV), em colaboração com o ITP. Programa realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/Fátima, Oeste e Sintra ). Presentes 4 elementos. TUNISIA “RTT” (tv), em colaboração com a Embaixada de Portugal. Programa realizado na Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra. Presentes 3 elementos. CITY BREAKS Parcerias com Operadores Turísticos MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de parcerias em curso com diversos operadores estratégicos nos mercados prioritários para o destino Lisboa. Produção e envio de material gráfico para os operadores TUI da Alemanha e PANTA REIZEN da Holanda. Produtos City e Short Breaks. HOLANDA. Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura de Inverno do operador OAD REIZEN. Produção e envio de materiais gráficos da Região Lisboa. FRANÇA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Inverno “Week-ends” do operador EUROPAULI. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. FRANÇA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Inverno “Visite Europe” do operador EUROPAULI. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA REGIÃO DE LISBOA - Junho de 2005 ITÁLIA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Inverno “Portogallo” do operador ATITUR. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. HOLANDA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Inverno 2005/ 06 “Hét Stedenprogramma” do operador PANTA REIZEN. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. HOLANDA Estabelecimento e acompanhamento de parceria para produção de brochura de Verão 2006 “Hét Stedenprogramma” do operador PANTA REIZEN. Produção e envio de materiais gráficos de Lisboa. BENELUX Acompanhamento de parceria, produção e envio de materiais gráficos da Região de Lisboa, para a brochura anual “City Trips” do operador TRANSEUROPE. MERCADOS PRIORITÁRIOS Produção, coordenação e envio de “Mailing” periódico dirigido a operadores turísticos e delegações do ICEP nos mercados prioritários, contendo lista de eventos da Área Promocional de Lisboa e Newsletter. Produtos City e Short Breaks. Press Trips (15 visitas – 103 participantes) TURQUIA “Tour Turcos” em colaboração com a Ana Aeroportos. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 60 elementos. FRANÇA “ Wedding Magazine / França”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ITÁLIA “Motociclismo”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ITÁLIA “Elle Décor”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ITÁLIA “TOP Girl” (revista mensal feminina), em colaboração com a agência de comunicação. Programa realizado na cidade de Lisboa. Presentes 5 elementos. ALEMANHA “Projecto Dr. Werner Tobias” em colaboração com o ITP. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ESPANHA Vencedores do sorteio “ Crecer Feliz” ( Revista mensal infantil). Presentes 2 elementos. ESTADOS UNIDOS “Author Query” (escritor), Directo. Programa realizado na cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ESTADOS UNIDOS Condé Nast Traveller, em colaboração com o ICEP. Lisboa. 1 elemento. ESTADOS UNIDOS Livro sobre especiarias. Contacto directo. O Programa foiLisboa. 1 elemento. REINO UNIDO “ Wedding Magazine ”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 7 elementos. REINO UNIDO “Refresh Magazine” (revista mensal gay), em colaboração com a agência de comunicação. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. REINO UNIDO “Lisbon Market Story” em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa e Estoril. Presente 1 elemento do “Evening Standard” ( Jornal diário). REINO UNIDO “ BBC” (TV), Directo. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 3 elementos. RÚSSIA “3 Channel” (TV), Directo. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 3 elementos. Outros Apresentação sobre a Associação de Turismo de Lisboa a 36 representantes do Governo da Coreia – Departamento de Turismo. GOLFE Parcerias com Operadores Turísticos HOLANDA Acompanhamento de parceria, produção e envio de materiais gráficos da Região de Lisboa, para a revista “Early Birdie” do operador PIN HIGH GOLF TRAVEL. Press Trips (1 visitas – 16 participantes) MERCADOS VÁRIOS Fam Trip “PAGS”, em colaboração com a Portugal Algarve Golf Services. Programa realizado na região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra, Oeste e Costa Azul). Presentes 16 elementos. TURISMO DE NEGÓCIOS Press Trips (3 visitas – 14 participantes) COLECTIVA Organização e acompanhamento da visita. Com as seguintes meios de comunicação provenientes dos mercados Alemanha (Mobility&Business, Hamburger Abendblatt) Holanda (Event&Image, Zakenreis, Mice Travel) Bélgica (Travel express, Travel magazine, Business travel) e Itália (MISSION-La rivista dei viaggi d’affari, Quality Travel Magazine). Programa realizado na cidade de Lisboa, Estoril e Costa Azul. Com presença de 10 jornalistas. EUA “Incentive&Meetings International”. Organização e acompanhamento durante um dia. Em colaboração com Corinthia Alfa hotel. Programa realizado na cidade de Lisboa. Com presença de 1 jornalista. EUA “PCMA Convene”, “Sucessful meetings”, “Business traveler USA” Organização e acompanhamento durante um dia. Em colaboração com Corinthia Alfa hotel. Programa realizado na cidade de Lisboa. Com presença de 3 jornalistas. Fam Trips (5 visitas – 57 participantes) ESPANHA Organização e acompanhamento de programa de um dia. Em colaboração com PGA Portugalia e ICEP. Estiveram presentes 10 “corporate meeting planners” de Barcelona e Madrid. Programa realizado na cidade de Lisboa. ALEMANHA Patrocínio e acompanhamento de um jantar. Estiveram presentes 8 representantes de agencias e “event organisers” a convite do Estoril&Sintra Convention Bureau. Programa realizado no Estoril e Sintra e cidade de Lisboa. ESPANHA Organização e acompanhamento de programa de um dia. Em colaboração com PGA Portugalia e ICEP. Estiveram presentes 8 “corporate meeting planners” ao convite da agencia Viagens Atlanta. Programa realizado na cidade de Lisboa. FRANÇA Patrocínio e acompanhamento de um jantar. Estiveram presentes 23 membros da AFAT a convite da Forum Tur. Programa realizado na cidade de Lisboa, Estoril e Sintra. EUA Patrocínio e acompanhamento de um tour de Lisboa. Estiveram presentes 8 incentive houses a convite da Especial Tours. Programa realizado na cidade de Lisboa, Estoril e Sintra e na Ilha da Madeira. 37 Boletim Interno A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Visões Alexandra, fadista Qual a sua opinião sobre o turismo e os turistas que nos visitam? 38 O nosso Portugal é um país naturalmente vocacionado para o turismo: um clima privilegiado, localização costeira, uma vincada vocação hospitaleira, gastronomia rica e apetecível, uma cultura diversificada e interessante, um património histórico invejável e até o local escolhido pela mãe de Jesus para contactos periódicos e intensos com os humanos (portugueses, neste caso!). Acho que tudo isto constitui uma mais-valia que poucos têm e talvez o caminho mais curto e menos penoso para a tal recuperação económica que tanto precisamos. Claro que isto só é possível se forem criadas as condições necessárias a nível de infra-estruturas hoteleiras, meios de comunicação adequados e formação de recursos humanos nessa área. Já muito se tem feito mas muito continua a haver para fazer. Por aquilo que me é dado ver pelos muitos turistas que visitam o meu restaurante, O Marquês da Sé, o turista estrangeiro em Portugal normalmente encontra o que procura, porque também não traz expectativas muito elevadas. Sabe que somos um país de fracos recursos, um povo simpático mas pouco exigente; e por isso satisfaz-se com o sol, mar e paisagens que temos.Visita monumentos de grande beleza (nem sempre bem preservados). Delicia-se com o que lhe damos a comer – e sobretudo a beber. Gosta do fado, acha piada à nossa língua e à nossa autenticidade. Gasta pouco dinheiro e acha-nos pessoas simples e abertas – coisa que não abunda no mundo “civilizado”. Perdoa-nos o vício que temos de improvisar, a forma como nos contentamos com o “assim-assim”, a falta de requinte e de ambições. Até à pequenez do nosso dia-a-dia acham uma certa graça. Chamam-nos típicos e pitorescos mas partem com uma palavra nova e bem portuguesa no seu vocabulário: SAUDADE. Mercado chinês em foco Lisboa e Madrid apresentam candidatura conjunta à União Europeia As cidades de Lisboa e Madrid apresentaram uma candidatura conjunta à União Europeia para apoio à realização de um conjunto de acções promocionais no mercado chinês. A proposta foi apresentada à União Europeia no passado dia 9 de Junho, esperando-se uma resposta durante o próximo mês de Setembro. A abordagem ao mercado chinês envolve múltiplas acções com o objectivo de promover os dois destinos em simultâneo e a parceria com Madrid constitui um exemplo de sinergias que podem ser desenvolvidos para os mercados de longa distância. Em parceria com a TAP Turismo de Lisboa quer captar brasileiros em trânsito para a Europa O Turismo de Lisboa está a preparar um acordo com a TAP no sentido de captar turistas brasileiros em trânsito no aeroporto de Lisboa. A campanha pretende transformar em turistas os milhares de brasileiros que usam o aeroporto de Lisboa como plataforma dos voos transcontinentais, a caminho de outros destinos europeus. As ligações forçam estes passageiros a esperar algumas horas em Lisboa pelos seus voos de ligação, mas o objectivo é que estes optem por ficar uns dias na capital, impulsionando as receitas hoteleiras. O programa será focado no mercado brasileiro, onde o Turismo de Lisboa e a TAP já vêm a desenvolver outras campanhas promocionais, em parceria, com vista à promoção do destino Lisboa neste mercado. 39 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Volume de Negócios da Accor cresce 5,6% no 1º trimestre O volume de negócios da Accor aumentou 5,6%, alcançando 1,676 millhões de euros nos primeiros três meses de 2005, relativamente ao mesmo período de 2004, anunciou a cadeia hoteleira de origem francesa. O primeiro trimestre de 2005 ficou assinalado por dois elementos atípicos. Por um lado, o mês de Fevereiro teve menos um dia do que em 2004, o que reduziu o volume de negócios do trimestre em 1,1%, e por outro, na maioria dos países europeus (com excepção da França), as férias da Páscoa foram em Março em vez de Abril, ao contrário do que sucedera em 2004, o que reduziu em 0,5% o volume de negócios do primeiro trimestre. Excluindo estes dois factores, o aumento do volume de negócios do primeiro trimestre de 2005 teria sido de 5,4%, numa base comparável. Hotéis de segmento médio e alto cresceu 0,5% 40 O volume de negócios nos segmentos alto e médio progrediu apenas 0,5%, numa base comparável, embora a situação tenha variado de mercado para mercado. O volume de negócios cresceu 8% nos Estados Unidos, graças à retoma do ciclo hoteleiro e ao aumento dos preços médios. Todavia, a facturação recuou 0,5% em França, num ambiente económico pouco vigoroso, e caiu 2,7% no resto da Europa, onde a mudança no calendário de férias da Páscoa fez reduzir o volume de negócios do trimestre em 3,1%. O efeito desta mudança, contudo, é compensado nas duas primeiras semanas de Abril. Hotelaria económica cresce consideravelmente Numa base comparável, o volume de negócios da hotelaria económica cresceu 3,5% durante o trimestre, incluindo 4,1% em França. Este aumento resulta, sobretudo, do aumento dos preços médios, que cresceram 2,8% neste período. A estratégia de expansão seguida na Europa, onde foram abertos 24 hotéis das marcas Ibis, Etap Hotel e Fórmule 1 nos últimos 12 meses, contribuiu para um aumento de 6,7% no volume de negócios registado neste segmento. Boas Vindas “Eleven” lança novo conceito de restauração em Lisboa Onze amigos uniram-se por amor à gastronomia e criaram o Eleven. O restaurante situa-se na Rua Marquês de Fronteira, exactamente em frente do Palácio de Justiça, numa área até ao momento totalmente virgem de edificações e rodeado de zonas verdes. Este restaurante possui um conjunto de elementos tangíveis que o diferenciam e que assumem uma importância determinante do próprio conceito de experiência proposto aos clientes. Assim, podemos destacar desde logo a arquitectura do edifício, que se assume como modernista e minimalista nas formas e elementos decorativos exteriores. É um edifício que utiliza materiais naturais (pedra, madeira) e que está voltado para o exterior, mercê das enormes janelas viradas para o Tejo. Existem ainda elementos de betão à vista que lhe conferem vanguardismo e modernidade. Um dos elementos centrais é a cozinha, assumida como uma peça de decoração em si mesma, visto que não só existe uma transparência da zona de clientes, como estes podem mesmo entrar na cozinha uma vez que lá existe uma mesa para refeições. O bloco central da cozinha (fogão) é absolutamente excepcional, provavelmente o melhor existente em Portugal. O projecto arquitectónico, da autoria do arquitecto João Correia, procurou acima de tudo integrar o edifício na sua envolvente exterior, por forma a preservar a relação com os dois elementos mais marcantes da sua localização: o verde do jardim e as vistas sobre a cidade de Lisboa. O projecto de arquitectura de interiores, da autoria de Cristina Santos e Silva e Ana Menezes Cardoso, é cosmopolita, elegante e fiel à riquíssima tradição arquitectónica e de elementos artísticos do Parque Eduardo VII. Optou-se por utilizar materiais que remetem para os elementos da Natureza: as madeiras, a pedra, um xisto tornado multicolor pela oxidação da água que se infiltra nos seus veios, a cortiça, o ferro natural e a ferrugem induzida nas chapas que revestem paredes e outros elementos. A iluminação, os têxteis, as cadeiras, a mise en place da mesa, as velas.... tudo se conjuga para criar um ambiente sofisticado, de um luxo discreto e confortável, um ambiente simultaneamente intimista e grandioso. O restaurante tem um estacionamento privativo com capacidade para cerca de 20 automóveis. Um dos sócios é o Chefe Joachim Koerper, um alemão de nascimento e mediterrânico de adopção que é proprietário do Restaurante Girasol, situado em Moraira (Alicante) e que ostenta a classificação de duas estrelas Michelin. Este chefe tem como principal característica a capacidade e empenho em adaptar a sua capacidade criativa aos locais onde se situam os restaurantes onde trabalha, recriando pratos tradicionais e descobrindo novas formas de utilizar os ingredientes disponíveis nas nossas praças e mercados. Assim, em termos gastronómicos, o restaurante aposta numa cozinha de autor de inspiração mediterrânica, com grande ênfase dada à qualidade e frescura dos produtos utilizados. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Actividades dos Associados Horários Terça a Domingo, das 10h00 às 18h00 (Horário Inverno) e das 10h00 às 19h00 (Horário Verão) Valências Auditório, Galeria Sala Cidade de Lisboa, Galeria Sala Rio Tejo, Miradouro, Serviços Educativos – Visitas Guiadas, Zona de Snack, Disponível equipamento de som e luz, projector de slides, retroprojector, projector vídeo e tela de projecção Padrão dos Descobrimentos reabre ao público Vinte anos após as últimas obras de beneficiação, o Padrão dos Descobrimentos abre ao público de “cara lavada”. No dia 22 de Julho, às 16h00, reabriu ao público um dos monumentos mais emblemáticos da cidade de Lisboa, o Padrão dos Descobrimentos. Após a substituição do elevador, uma intervenção na coluna vertical e melhoramentos nas condições de acolhimento, este equipamento, gerido pela EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - reabriu agora ao público com a possibilidade dos visitantes acederem a mais dois pisos pelo elevador (piso -1 e piso 6). No interior do Padrão dos Descobrimentos encontra-se patente a exposição “Uma Epopeia do Gesso à Pedra” (pisos -1 e 2), um percurso sintético dos Descobrimentos Portugueses e sua relação com as figuras retractadas no exterior deste Monumento. No auditório pode ser visto o filme “Lisbon Experience” sobre a história da Cidade de Lisboa. Tendo como autores do projecto o arquitecto Cottinelli Telmo e o escultor Leopoldo de Almeida, o Padrão dos Descobrimentos foi erguido como monumento efémero em 1940, no âmbito da Exposição do Mundo Português, sendo desmontado no final da mostra. Em 1958 toma-se a decisão de reedificar o monumento e, dois anos depois, o novo Padrão dos Descobrimentos é inaugurado, por ocasião das comemorações do V Centenário da morte do Infante D- Henrique, tendo também nessa altura sido inaugurada a enorme Rosa-dos-Ventos em mármore. Em 1985, o Padrão sofre importantes obras no seu interior, até então vazio, e é dotado de valências para actividades culturais. Agora, vinte anos depois dessas obras, o Padrão volta a ver melhorada a sua infra-estrutura. Áreas e Espaços Auditório 92 lugares: 96 m2, 10m (comprimento) x 8m (largura) x 4,90m (altura), Galeria Sala Cidade de Lisboa: 108 m2, 7m de altura (Piso 3), Galeria Sala Rio Tejo: 120 m2, 2,30m de altura (Piso 0), Palco do Auditório: 18 m2, 4,70 (comprimento) x 4,20 (largura) x 3,30 (altura), écran do Auditório 2m x 3m • Padrão dos Descobrimentos Tel. 213 031 950 Fax. 213 031 957 [email protected] www.egeac.pt Preço dos bilhetes: dois euros. Isento para menores de 6 anos, guias turísticos acompanhantes de grupos organizados, professores acompanhantes de grupos escolares e profissionais de comunicação social em serviço. Redução de 50% para grupos escolares. Redução de 30% para portadores de Lisboa Card. Redução de 25%, cartão jovem, estudantes, reformados e pensionistas. 41 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Actividades dos Associados A “Catedral do Fado” 42 O Café Luso, inaugurado em 1927, conta com 78 anos de existência. Implantou-se na Avenida da Liberdade mas veio a instalar-se definitivamente na Travessa da Queimada, ao Bairro Alto. Situa-se nas antigas cocheiras do Palácio de São Roque, edifício sobrevivente do terramoto de 1755 que arrasou Lisboa, e onde continua também a resistir esta tradição muito nossa, o Fado, sem tradução. Ficou, por isso, conhecido como a “Catedral do Fado”, celebrizou-se pelos afamados concursos de revelação de talentos, e continua fiel a esse princípio de acolher artistas emergentes, o que explica que grande parte dos nomes que compõem a história do Fado façam a própria história do Café Luso. A cozinha do restaurante está, naturalmente, combinada com o ambiente desse elemento, o Fado, e assenta numa confecção de forte inspiração regional, no entanto, dever.se-á assinalar o esforço criativo que tem sido desenvolvido neste sentido entre o actual sócio-gerente, Ferreira Borges, e os três Chefes de Cozinha. Avis alarga horário do “call centre” A Avis Portugal acaba de alargar o horário de funcionamento do seu “call centre”, o qual passou a operar diariamente entre as 7 das 20 horas, por forma a melhor atender todos os pedidos de reservas, em particular dos operadores turísticos e agências de viagens. Fora deste horário alargado, as chamadas serão automaticamente transferidas para o balcão da Avis rent-a-car no Aeroporto de Lisboa, cujos serviços darão imediato seguimento a qualquer pedido. Segundo Humberto do Carmo, director-geral da Avis Portugal, “o alargamento do horário e a transferência de chamadas nas demais horas para o Aeroporto de Lisboa, permite-nos dispor de uma serviço de atendimento continuado. Este aspecto é particularmente relevante na época de maior procura turística, em que operadores e agências de viagens também prolongam os seus horários de funcionamento e precisam de respostas rápidas aos seus pedidos de rent-a-car”. “Noivos de Santo António” O Casino Estoril recebeu no Salão Preto e Prata os “Noivos de Santo António”, que contrairam matrimónio na Sé de Lisboa, no passado dia 12 de Junho. Iniciativa emblemática da Câmara Municipal de Lisboa, os Casamentos de Santo António contaram, uma vez mais, com o apoio da Estoril Sol. Foi uma noite especial de despedida de solteiro. Recebidos pelos responsáveis do Casino Estoril, os noivos e os representantes da Câmara Municipal de Lisboa reuniram-se no hall do Casino Estoril e, posteriormente, jantaram no Salão Preto e Prata, assistindo ao espectáculo “Fruta Cores”, da autoria de Júlio César, com música de Pedro Osório, não escondendo a satisfação pela noite de convívio. “Egoísta” de Junho reflecte sobre o Pós-Guerra Num exercício de reflexão, a edição de Junho da “Egoísta” disseca os 60 anos decorridos sobre o fim da Segunda Guerra Mundial. Intitulada “1945 - 2005”, a revista da Estoril Sol já está disponível em bancas seleccionadas, conjugando a qualidade literária com um notável conjunto de imagens. Publicação trimestral da Estoril Sol, de índole temática, a “Egoísta” reúne um conjunto de colaboradores de reconhecida qualidade. Portimar nomeada GSA da LTU em Portugal A Portimar - Agência de Viagens e Turismo, com sede em Portimão e escritórios de “operações turísticas” em Lisboa, no Porto e no Funchal, foi uma vez mais nomeada GSA (General Sales Agent), para Portugal, da transportadora aérea alemã LTU. O handling das aeronaves nos aeroportos de Faro, Lisboa e Porto ficará a cargo da empresa Portway – Handling Portugal, sendo que a sua supervisão será executada pela Portimar. A LTU inicia a sua operação regular e diária entre Dusseldorf e Lisboa no próximo dia 1 de Novembro. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Actividades dos Associados Pavilhão Atlântico tem nova imagem Oito novos inquilinos ao Jardim Zoológico O Jardim Zoológico de Lisboa tem, desde o início da Primavera, oito novos residentes. Dois leões-de-Angola, um camelo, um búfalo, um gibão, uma tartaruga-panqueca-africana e um macaco-aranha são algumas das crias que nasceram, recentemente, no Jardim Zoológico. Estes novos inquilinos deixaram muito orgulhosos todos os responsáveis do Jardim Zoológico encarregados da saúde, dieta e instalações dos animais. Todas as crias revelam um óptimo desenvolvimento e mostram-se satisfeitas com a sua nova casa e as boas condições que lhes são oferecidas. A taxa de reprodução das espécies residentes no Jardim Zoológico de Lisboa é uma das melhores da Europa, contribuindo de uma forma bastante positiva para a árdua tarefa da conservação das espécies em vias de extinção. Pombal recebeu prova internacional de mini-golfe Pombal foi palco, nos passados mês de de Maio, da Taça das Nações de Juniores de mini-golfe. Este evento, promovido pela Federação Mundial de Mini-golfe foi organizado pela Federação Nacional de Mini-golfe e Câmara Municipal de Pombal. Contou com a participação de cerca de 140 jogadores, provenientes da Alemanha, Áustria, Suécia, Suíça, Finlândia, República Checa, Dinamarca e Portugal. As provas tiveram lugar no parque desportivo municipal, em dois campos, um de felt golf e outro de miniature golf. O Pavilhão Atlântico tem uma nova cara. No hall, nos corredores, em todas as entradas e saídas, perto do público, ou mesmo na porta dos camarins, a nova sinalética veio orientar e colorir este grandioso espaço. Criada pela agência de publicidade WOP, o novo visual é, em termos de forma, inspirado pelo próprio formato do Pavilhão Atlântico. Com base neste conceito inovador, o Pavilhão Atlântico criou uma nova linha de merchandising que convida a viver emoções e sensações. Estas novas peças foram criadas a pensar no público que visita um dos equipamentos mais versáteis e modernos da Europa. O estilista Américo Tavar, que acaba de comemorar 20 anos de carreira, com a sua genialidade inventiva, partilhou com o Atlântico este momento, criando os novos uniformes dos assistentes do Pavilhão, colaborando assim na uniformização da nova imagem. Inside Tours lança novos passeios a pé por Lisboa A Inside Tours dispõe agora, de uma forma regular, passeios a pé por Lisboa. São passeios de 3 horas pelo centro da cidade, bem divertido e muito interactivos. É uma excelente introdução a Lisboa onde se fala da história, cultura, gastronomia e hábitos dos lisboetas. Não é preciso fazer reserva basta aparecer, até Setembro todos os dias às 9h30 da manhã o guia está em frente da estação do Rossio e quem aparecer pode inscrever-se no momento do passeio, que custa 15 euros para menores de 26 anos e 18 para os restantes. A outra novidade é um passeio à noite a pé também em Lisboa, passando pelos bares do Bairro Alto. Trata-se do Inside Pub Crawl, semelhante a um rally das tascas, destinado a um público jovem que quer se divertir e conhecer novos amigos e beber uns copos. O preço deste passeio é de 15 euros. Basta aparecer em frente da estação do Rossio às 21h00. Por outro lado, a empresa continua a oferecer os Daytrips para Sintra/Cascais, Arrábida/ Sesimbra e Óbidos/Fátima. CNC lança guia dos recursos culturais do Chiado O Centro Nacional de Cultura (CNC) acaba de lançar um guia sobre os recursos culturais do Chiado, agora revitalizado. Este guia de bolso, em português, com 116 páginas, apresenta informação detalhada sobre o vasto património existente naquela zona de Lisboa, o conjunto de equipamentos culturais tais como teatros, museus, galerias, bibliotecas, centros de documentação. Neste guia o visitante pode descobrir ainda as associações e companhias artísticas localizadas no Chiado, escolas artísticas, organismos públicos, livrarias e alfarrabistas, bem com os inúmeros cafés e locais de tertúlias culturais. No final, apresenta três itinerários a não perder, que testemunham factos e valores artísticos de diversas épocas: Chiado Romântico, Chiado Modernista e Azulejaria no Chiado. 43 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Actividades dos Associados Altis Hotels vai abrir “hotel de charme” em Belém 44 Conhecido pela qualidade, requinte e profissionalismo das suas unidades hoteleiras, o Grupo Altis Hotels prepara-se agora para dar mais um “grande passo” na história da indústria turística, com a criação de um novo hotel na cidade de Lisboa. Situado junto à Doca do Bom Sucesso, em Belém, a nova unidade do Grupo - Hotel Altis Belém - tem já o seu processo de construção aprovado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, estando previsto para breve o início das obras. Esta importante zona turística da cidade passará a contar, dentro em breve, com uma oferta hoteleira de qualidade, com elevado requinte, um verdadeiro “hotel de charme” pautado pela “Tradição da Arte de Bem Receber” que desde sempre tem caracterizado a filosofia empresarial de todos os projectos hoteleiros do Grupo. O novo hotel vai ter 42 quartos de elevada qualidade e conforto ímpar, um restaurante de elevada categoria gastronómica no qual será possível, mediante uma vista magnífica sobre a Doca do Bom Sucesso, saborear o melhor da gastronomia portuguesa. Além desta valência, o Hotel Altis Belém irá disponibilizar, também, bar e esplanada, Spa e diversas salas de reunião, proporcionando assim um conjunto de apoios e serviços diversificado e completo. Com uma área total de 6000m2, a autoria deste projecto é da responsabilidade do conhecido arquitecto Manuel Salgado, estando prevista a sua abertura para 2006. O Hotel Altis Belém pretende ser uma mais-valia no apoio ao turismo náutico desta zona nobre da cidade, bem como um espaço de eleição para quem pretende visitar esta zona histórica ribeirinha e render-se aos prazeres do sol e do rio, tanto ao nascer do dia como ao cair da tarde. Graças à sua localização estratégica, junto a várias marinas da Doca do Bom Sucesso, este novo hotel da cadeia Altis Hotels será, com certeza, uma referência hoteleira para todos os turistas, nacionais e estrangeiros, especialmente para os adeptos do turismo náutico. David Serus Chefe de Cozinha no Penha Longa Hotel & Golf Resort David Serus é o novo Chefe de Cozinha do Restaurante AssaMassa no Penha Longa Hotel & Golf Resort. O seu percurso, sempre ligado a fornos, levou-o de uma escola culinária britânica para restaurantes com estrelas Michelin espalhados pelo Sul de França, Bélgica e ainda o Four Seasons, em Londres. Cadeia Heritage vai ter novo hotel em Lisboa O novo projecto dos Hotéis Heritage Lisboa localiza-se em plena Avenida da Liberdade e tem a sua abertura prevista para o ano 2006. Trata-se da recuperação de um edifício de finais do século XVIII tendo sido entregue a sua decoração a Miguel Câncio Martins, arquitecto português famoso pelas suas intervenções em espaços míticos como o Thiou e o Buddha Bar em Paris, o Strictly Hush em Londres e o Man Ray em Nova Iorque. Conservou-se o exterior do edifício na sua integralidade, sendo o espaço interno objecto de uma fragmentação, que permitiu dilatar e criar as condições para novos espaços comuns. Os 42 quartos personalizados, dois dos quais são suites, com acesso Wireless gratuito, TV, LCD e CD/DVD, são um compromisso entre o moderno e o tradicional, que se vão adaptando e diferenciando de acordo as morfologias dos sucessivos andares. No lobby criou-se um ambiente que evoca o modo de viver português, com uma mistura de tradição e modernidade, inspirado nas residências burguesas urbanas de Portugal. Não se pretendeu concretizar uma decoração universal, possível em qualquer espaço, mas pelo contrário, um espaço personalizado, urbano, lisboeta e português. Nas palavras de Miguel Câncio Martins “tudo se encontra no equilíbrio da combinação do antigo com o moderno para manter a coerência.” O novo hotel vai ter lobby-bar com esplanada, bibliotecal e um espaço wellness com sala fitness e jacuzzi. Nova equipa de Vendas do Best Western Hotel Flórida Restaurante do Lapa Palace tem nova Carta de Verão José de Almeida Rocha acaba de ser nomeado Sales Manager do Best Western Hotel Florida. Este profissional, com larga experiência e longa carreira na hotelaria, desempenhava anteriormente o cargo de Front Office Manager no mesmo hotel. Por outro lado, Ana Martins Costa, licenciada em Gestão Turística e Hoteleira, integra a equipa como Sales Manager Assistant. A nova carta de Verão do restaurante do Lapa Palace dá um maior espaço aos sabores portugueses, com seis pratos tipicamente portugueses, da responsabilidade do Chef Giorgio Damasio, apoiado pelo seu sub-Chef José Antunes e pelo Chef Pasteleiro Vitor Gorgulho. Os pratos mais solicitados têm sido a Cataplana de Peixes e Mariscos e o Arroz de Marisco à Portuguesa. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Revista da Espírito Santo Viagens publica 4º número A Espírito Santo Viagens acaba de colocar à disposição dos seus clientes e parceiros o 4º número da revista institucional do grupo, que comemora o seu 2º aniversário. Nesta edição, o Presidente da Comissão Executiva da Espírito Santo Viagens, Francisco Calheiros, dá as boas-vindas aos leitores com o seu editorial sobre as “Ameaças e Oportunidades” do sector turístico em Portugal. A grande entrevista centra-se na personalidade do Comandante António Ricciardi, que dá a conhecer alguns dos momentos mais marcantes do seu percurso profissional bem como a sua visão do Turismo em Portugal. Tailândia, Cuba, Maiorca e a cidade de Nova Iorque são os destinos em destaque neste número. A Espírito Santo Viagens propõe também a leitura a coluna de opinião de Madalena Torres, que defende que se deve “Reposicionar Portugal como destino europeu”, e a análise de mercado por Xia Xiaoling, Conselheira Económica e Comercial da Embaixada da República Popular da China em Portugal, que analisa “O Futuro Brilhante do Turismo Chinês”. Com uma periodicidade de semestral e uma tiragem de 12.000 exemplares, esta revista é produzida pela Espírito Santo Viagens especialmente para os seus principais clientes e parceiros de negócio, dando a conhecer melhor o que se passa no sector do turismo. Sana Hotéis filia-se na CTP O Grupo Sana Hotels Portugal, proprietária da cadeia Sana hotéis, acaba de formalizar a sua filiação como membro aliado da Confederação do Turismo Português (CTP). Sendo o maior grupo hoteleiro a operar da região de Lisboa, a cadeia Sana Hotéis dispõe de sete unidades na capital, um no Estoril e outros em Sesimbra. Destes, cinco são de três estrelas, ostentando a marca Sana Classic – Capitol, Executive, Estoril, Reno e Rex. Os quatro estrelas, com a marca Sana Park, são o Sana Lisboa, Sana Malhoa, Sana Metropolitan e Sana Sesimbra. Com uma capacidade de salas para acolher 3 mil pessoas em conferências e reuniões distribuídas pelos nove hotéis, só em Lisboa o grupo dispõe de uma capacidade de alojamento de 1.079 quartos, a que importa acrescentar 100 quartos em Sesimbra e 79 no Estoril. 45 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Agenda Grandes Concertos do Casino Estoril regressam no Verão 46 46 O ciclo dos “Grandes Concertos do Casino Estoril” regressa ao Du Arte Garden com um cartaz de excepção. As melhores bandas portuguesas marcam encontro com os seus admiradores, todas as quintas feiras, até 29 de Setembro. Numa atmosfera predominantemente jovem, os concertos no Du Arte Garden apresentam diferentes géneros musicais, assegurados por alguns dos mais mediáticos grupos e artistas a solo. Luís Represas reencontra-se, no dia 4 de Agosto, com o público do Estoril, e no âmbito da tournée “De Corpo e Alma – Acústico”, os “Delfins” apresentarão, no dia 11 de Agosto, o seu novo álbum intitulado “Delfins’ Not Dead!”. Com um estilo próprio, os “Fingertips” sobem ao palco no dia 18 de Agosto, enquanto o concerto dos “The Gift” está agendado para o dia 25 de Agosto. Jorge Palma recorda “o ambiente muito informal com o público do Du Arte Garden”, registado em anos anteriores. Reconhecido pela sua irreverência, o intérprete actuará no dia 1 de Setembro. A voz de Olavo Bilac, vocalista dos Santos & Pecadores estará em Férias debaixo de água no Oceanário de Lisboa O programa “Férias Debaixo de Água” do Oceanário de Lisboa proporciona dias divertidos, com os participantes a conhecer os mistérios dos Oceanos e dos organismos marinhos. Os pequenos exploradores verão de perto os animais mais emblemáticos do Oceanário, como a manta e os atuns, conhecem os aquaristas, biólogos e toda a equipa que trabalha no aquário. No final, levam consigo o sentimento de fascínio pelo mar e medidas concretas para que possam participar activamente na conservação dos Oceanos e da vida marinha. A decorrer até 9 de Setembro, entre as 9 e as 18 horas, cada um dos dias é dedicado a um dos sentidos.Visão, paladar, olfacto, audição e tacto são explorados em jogos e brincadeiras de entre as quais se destacam artes plásticas, atelier de culinária, à descoberta dos cheiros do Oceano, um passeio pelo Canto da Música e uma oficina táctil. destaque no dia 8 de Setembro. Maria João e Mário Laginha, serão as figuras de cartaz no dia 15 de Setembro,Vitorino, apresenta-se a 22 de Setembro e Mafalda Veiga reencontra-se com o público no Casino Estoril no dia 29 de Setembro. Textos e fotografias de Marcel Broodthaers na Gulbenkian Organizada pela Photographische Sammlung/ SK Stiftung Kultur, de Colónia, a exposição integra 300 fotografias a preto e branco e cerca de 40 obras de arte de tipo fotográfico, incluindo filmes e uma projecção de diapositivos, além de várias notas manuscritas, cartas e artigos. Broodthaers integrou o processo fotográfico no seu cosmos inconfundível de sinais, palavras e imagens. Para ver até 25 de Setembro. Museu Nacional do Traje promove ateliers de férias O museu Nacional do Traje, em colaboração com o Parque do Monteiro-Mor, promove, até ao próximo dia 9 de Setembro, ateliers semanais para crianças e jovens. Esta iniciativa decorre das 9H30 às 18 horas e custa 50 euros, com direito a piquenique. Oeiras põe crianças e adultos a falar de música A Companhia de Música Teatral e a Câmara Municipal de Oeiras abrem as portas do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés, para as iniciativas MusiKitos e MusiKotas. Pretende-se criar músicas para histórias com os mais pequenos (os Kitos) e ouvir histórias de vida com música contadas por séniores (os kotas). Até Março de 2006, uma vez por mês, as histórias dos kotas e dos kitos vão fundir-se no mesmo palco e, quem sabe, cruzar-se algures no espaço. MusiKitos é um conjunto de gulodices musicais preparadas pela Companhia de Música Teatral para pais com crianças de menos de cinco anos de idade, à roda de um piano, com Paulo Maria Rodrigues, Ana Paula Almeida, Jorge Leal e Helena Rodrigues, num sábado por mês. MusiKotas fala de histórias da vida com música, uma viagem pela música através da vida de outros, num domingo por mês. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Jazz em Agosto na Gulbenkian Espaço do Tamariz promete novos eventos O Tamariz, um espaço de referência no Verão do Estoril, apresentando novas soluções de decoração interior, e uma diversificada oferta musical aos seus frequentadores habituais, já abriu. Esta temporada vai prolongar-se até finais de Setembro, com vários eventos previstos. A primeira Festa de Verão aconteceu no passado dia 25, estendendo-se desde o perímetro do Tamariz até à praia. Houve um concerto com a banda brasileira “Nativos” e um DJ convidado de renome internacional. Estão previstas recorrências semanais, com noites de reggae e hip-hop e outras festas temáticas durante os meses de Agosto e Setembro. E, a exemplo do Verão passado, que contou com presenças marcantes da música portuguesa, como Rui Veloso, Toranja ou Pedro Abrunhosa, o Tamariz contará mensalmente com concertos intimistas, nos quais actuarão artistas de renome do nosso panorama musical . O espaço Tamariz, composto por duas áreas diferentes, mas comunicantes entre si, caracteriza-se, à imagem de 2004, por uma faixa etária entre os 28 e os 45 anos, e um tipo de música pop-comercial, na parte superior da casa, ficando a parte inferior do espaço mais reservada a frequentadores na faixa etária dos 23 aos 28 anos, sendo o house o género musical dominante. Numa versão mais extensa do que o habitual, o Festival de Jazz, a decorrer durante o mês de Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian, propõe desde nomes consagrados a novas formações emergentes, testemunhando a riqueza e a diversidade do jazz de hoje, em diálogo com as suas raízes. A Globe Unity Orchestra (Alemanha/ Reino Unido), Jean-Marc Foltz/Bruno Chevillon (França), Alexander Von Schlippenbach/Evan Parker/Paul Lovens (Reino Unido/Alemanha), Gebhard Ullmann’s Ta Lam Zehn (Alemanha), Jean Luc Cappozzo/Axel Dörner/Herb Robertson (França/Alemanha/EUA), Irène Schweizer/ Pierre Favre (Suíça), Sound of Choice e Ixi String Quartet (Dinamarca/França), Ensemble Raum (Portugal) e Jorge Lima Barreto (Portugal), são alguns dos nomes presentes no festival. O Jazz em Agosto na Gulbenkian contará ainda com Hans Koch/Martin Schütz/Fredy Studer (Suiça), Jaga Jazzist (Noruega), Erik Friedlander (EUA), Mephista (Suíça/Japão/ EUA) e Phillip Johnston and Gary Lucas Fast’n’Bulbous (EUA). Actividades no Pavilhão do Conhecimento Sintra em Festa até Setembro “Um Crime no Museu”, “Uma Noite no Museu”, “A minha primeira Página” e “Aprendo a Navegar” são algumas das actividades programadas pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, até Outubro próximo.. A actividade “Uma Noite no Museu” regressa ao Pavilhão. Aventura e ciência durante a noite onde os mais novos podem aprender mais sobre astronomia, matemática, desporto, luz e cores. A decorrer todos os sábados, até Setembro. Enquanto “Um Crime no Museu”, possibilita aos jovens entre os 9 e os 14 anos, desvendarem um crime. A brigada de jovens cientistas forenses vai ter de recolher e analisar todas as pistas e finalmente descobrir o criminoso. As crianças podem também aprender a navegar na Internet, criar a sua primeira caixa de correio electrónico, aprender a jogar online e pesquisar sobre diversos temas. “Sintra em Festa”, a decorrer até 18 de Setembro, oferece música dos mais variados géneros a todos que visitam a vila. Esta iniciativa tem lugar todos os sábados no Jardim da Correnteza e aos domingos no Largo do Palácio Nacional de Sintra, com entrada livre, e visa dinamizar culturalmente aqueles espaços. São ao todo 45 espectáculos musicais, que se iniciaram em Junho, nas áreas da música tradicional, soul, jazz, afro-latina, afrobrasileira, godspel, clássica, guitarra portuguesa, MPB, bossa nova, funky, pop rock e reggae. TMN patrocina Festival do Sudoeste A TMN é o patrocinador da nona edição de um dos maiores festivais de Verão do país, que decorre na Zambujeira do Mar de 4 a 7 de Agosto. 47 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Actividades dos Associados Encontro de empresas, artistas e artesãos do vidro 48 O 3º Salão Internacional do Vidro é um espaço de exposição e divulgação industrial e artística, vocacionado para as áreas do vidro, nomeadamente para a divulgação de produtos, marcas e processos, através do qual se pretende potenciar a Marinha Grande como a capital do vidro em Portugal e como um dos centros vidreiros históricos europeus. Os objectivos são promover o encontro de empresas, artesãos, artistas, instituições, profissionais do sector vidreiro e público em geral, favorecendo a divulgação de produtos quer ao público geral, quer ao público e agentes especializados; fomentar contactos comerciais e possibilitar novas oportunidades de negócio; e salientar a importância do vidro como impulsionador da economia das regiões e países, valorizando ainda o sector artesanal ao nível dos métodos e da autenticidade do processo de fabrico. Este é um espaço privilegiado para expor produtos fabricados em vidro, bem como matérias-primas, fornos, maquinaria diversa, utensílios e elementos acessórios e complementares, entre outros, susceptíveis de utilização pelas empresas e oficinas de vidro; e promover as novas propostas de Design e novas tecnologias na fabricação e transformação do vidro. Destaque ainda para a possibilidade de se estabelecerem intercâmbios de conhecimentos e técnicas dentro do sector vidreiro e a colaboração entre as empresas e entidades para abordar em conjunto projectos de futuro. Gastronomia do Oeste no Casino de Espinho A Região de Turismo do Oeste, em conjunto com a Câmara Municipal de Peniche, organizou um Fim de Semana Gastronómico no Casino de Espinho, no ambito da promoção de Verão daquele estabelecimento, possibilitando aos milhares de pessoas que habitualmente jogam e visitam o Casino, uma oferta mais diversificada. Costa Azul actualiza guia Com a oferta turística a crescer e a diversificar, a Região de Turismo da Costa Azul acaba de actualizar o seu Guia de Oferta. O Guia de Oferta da Costa Azul é uma viagem e um percurso pelo sector turístico regional. A região procedeu à compilação e organização de um diverso conjunto de informações sobre sete diferentes categorias da oferta: hotelaria, turismo no espaço rural, parques de campismo, golfe, agências de viagens, rent-a-car e empresas de animação turística. Este guia informa sobre onde ficar, o que fazer, onde obter serviços turísticos e onde ser informado sobre a região. Neste Salão estarão presentes diversos expositores de representantes nacionais e estrangeiros ligados ao sector vidreiro, para além de artistas, profissionais e instituições de formação e ensino. No local ocorrerão também diversas demonstrações ao vivo de modelagem de vidro por parte de profissionais. No âmbito do 3º Salão Internacional do Vidro, realizam-se ateliers para crianças, workshop’s de trabalho de vidro ao vivo, conferências, visitas guiadas a empresas e Museu do Vidro, espectáculos de animação cultural e um desfile de moda com bijutaria em vidro promovido pela ACIMG – Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande. Feira do Vidro SO Em simultâneo com o 3º Salão Internacional do Vidro, irá decorrer a Feira do Projecto “Vidro SO”, com exposição das actividades desenvolvidas e realização de workshop’s de trabalho em vidro ao vivo. “Um Mar de Praias Limpas” em Leiria/Fátima A Região de Turismo Leiria/Fátima e o Governo Civil de Leiria desenvolvem pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa “Um Mar de Praias Limpas”. Um projecto que pretende sensibilizar e envolver a comunidade na adopção de boas práticas ambientais, promovendo a Região como destino saudável e de qualidade. Trata-se de uma campanha de limpeza a praias não-infaestruturadas da região. A iniciativa conta com o apoio das Câmaras Municipais de Alcobaça, Leiria, Marinha Grande e Nazaré, Centro Distrital de Operações e Socorro, Corpo Nacional de Escutas, Ulmar,Valorlis e Resioeste. 49 A F e c h a r A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA O que falta no novo TURISMO LISBOA de Revista dirigida aos associados do Turismo de Lisboa, empresários, decisores e estudiosos da indústria turística. Director Vítor Costa [email protected] TURISMO DE LISBOA Tel: 21 031 27 00 Fax: 21 031 28 99 www.visitlisboa.com [email protected] • Editor 50 Edifício Lisboa Oriente, Avenida Infante D. Henrique, 333 H Escritório 49 • 1800-282 Lisboa Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26 Email: [email protected] Directora de Marketing JOANA MACHADO [email protected] Secretariado ANA PAULA PAIS [email protected] Director de Marketing e Publicidade NUNO DUARTE [email protected] Tel.: 96 214 93 40 Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26 Powered by Boston Media Tiragem 2500 exemplares Periodicidade Mensal Impressão RPO Depósito Legal 206156/04 Isento de registo no ICS ao abrigo do artigo 9º da Lei de Imprensa nº2/99 de 13 de Janeiro DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS ASSOCIADOS DO TURISMO DE LISBOA • Assinatura anual 24 euros Sistema de promoção turística Há cerca de dois anos, o Secretário de Estado do Turismo, Eng. Correia da Silva, decidiu alterar profundamente os mecanismos da promoção turística nacional, que era então alvo de profundas críticas. Em traços muito largos, o novo sistema caracteriza-se por: • estabelecimento de mecanismos de concertação entre os vários actores envolvidos; • autonomização da promoção turística, através da criação do ITP; • princípio da parceria entre o sector público e o sector privado, a nível regional; • descentralização da promoção turística regional, através de contratos entre o ITP e as ARPT’s. Este sistema encontra-se em grande parte implementado e contribuiu para questionar as rotinas instaladas e as verdades aparentemente absolutas. O actual Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernardo Trindade, já garantiu a continuidade do sistema e a necessidade de aprofundar e corrigir alguns aspectos. Reflectimos a seguir sobre alguns dos pontos essenciais a aprofundar e/ou corrigir. Clarificação da missão de cada um Um dos aspectos a aprofundar tem a ver com a absoluta necessidade de se clarificar a missão de cada um dos intervenientes no processo, eliminando os “pontos obscuros”, as indefinições e as sobreposições, incluindo: • o papel do ITP, detentor legal da competência para a promoção internacional, como coordenador do sistema e como responsável pela promoção da Marca Portugal; • a intervenção do CEPT como instância de concertação e do NEPT como seu “secretariado permanente”, não se confundindo estes papéis; • a rede do ICEP como antena nos mercados, atenta e activa, e como prestadora de serviços de qualidade designadamente ao ITP, às agências e às empresas; • o papel das ARPT’s, incluindo a coordenação de acções entre si, do seu trade e dos Órgãos Regionais e Locais de Turismo; • as responsabilidades das Regiões de Turismo na prossecução da sua atribuição de “colaborar ... com vista à sua promoção externa”, para usar a expressão legal. Coordenação das intervenções Ao descentralizar a promoção regional, dividindo responsabilidades e introduzindo novos actores no sistema, o actual modelo exige ainda mais coordenação, tanto na fase de programação como na implementação, o que passa por: • garantir a prévia participação do ITP, dos delegados do ICEP e das agências na preparação tanto do Plano Nacional como dos Planos Regionais; • assegurar a compatibilidade entre todos estes Planos, eliminando sobreposições de acções nos mercados; • conseguir que todos os Planos sejam suficientemente precisos, de forma a balizar as propostas das delegações do ICEP ao longo do ano; • estabelecer um calendário que garanta que todos os Planos estão elaborados, apreciados pelo NEPT e aprovados pelo CEPT e pelos órgãos internos das agências até meados do mês de Dezembro; • agilizar os mecanismos de aprovação, preparação e implementação das acções entre o ITP, as agências e as delegações do ICEP. Uma cultura de qualidade, rigor e transparência Finalmente, o novo sistema exige que sejam estabelecidos objectivos específicos, mecanismos que permitam avaliar os resultados, instrumentos de divulgação e prestação de contas e instâncias de participação, incrementando-se uma cultura de qualidade, rigor e transparência. Esta postura, que é condição essencial para a credibilidade do sistema, tem que estar presente a todos os níveis, em todos os momentos, no ITP, no ICEP, nas agências, nas Regiões e Juntas de Turismo, nos Municípios, na ANRET, na CTP, nas associações e nas empresas. Vítor Costa Director-Geral do Turismo de Lisboa