Nº 19 - Julho de 2005
TURISMO
LISBOA
de
Sintra é atracção
do Turismo Cultural
Bernardo Trindade aplaude acordo
de Lisboa com Easy Jet
Estudo da CTP defende extinção
das Regiões de Turismo
Câmara de Óbidos oferece serviços
para cativar turistas
Índice LISBOA
1465
NO INTERIOR
Junho de 2005
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
EDITORIAL, POR CARLOS DE ORNELAS MONTEIRO ......... 6
Sintra é aposta
para o Turismo Cultural
Boletim Interno ................................................................ 36
O Turismo Cultural tem vindo a assumir
uma importância crescente em todo o mundo
e Sintra apresenta-se como um destino
de elevado potencial neste segmento.
Promovido pela Câmara Municipal de Sintra
e pelo Turismo de Lisboa, o Seminário “Sintra,
Turismo Cultural” visou promover o debate
sobre as tendências globais desta vertente
turística no mercado europeu, enquanto factor
de desenvolvimento económico.
MARKET PLACE.......................................................................... 40
Pág. 4
A FECHAR, POR VÍTOR COSTA ............................................. 50
Lisboa no Congresso
do Turismo
NOTICIÁRIO NACIONAL ........................................................... 8
NOTICIÁRIO INTERNACIONAL................................................ 18
OBSERVATÓRIO....................................................................... 21
VISÕES por Luís Paixão Martins, Carlos Lopes e Alexandra
“Reinventar o Turismo, afirmar Portugal”
foia temática principal do 2º Congresso
do Turismo de Portugal que a Confederação
do Turismo Português (CTP) levou a cabo
nos dias 4 e 5 de Julho no Centro
de Congressos do Estoril.
A sessão de abertura do congresso contou
com a presença do Presidente da República,
que anunciou uma presidência aberta dedicada
ao Turismo a realizar durante o segundo
semestre de 2005.
Pág. 34
Lisboa e Madrid apresentam
candidatura conjunta à UE
para promoção na China
As cidades de Lisboa e Madrid apresentaram
uma candidatura conjunta à União Europeia
para apoio à realização de um conjunto de
acções promocionais no mercado chinês.
A proposta foi apresentada à União Europeia
no passado dia 9 de Junho, esperando-se uma
resposta durante o próximo mês de Setembro.
Pág. 38
Destinos de Golfe Mundiais
Lisboa nomeada para 2006
A IAGTO (International Association of Golf Tour Operators)
nomeou Lisboa para o prémio dos melhores destinos mundiais
de golfe. Portugal está, assim, na rota do reconhecimento dos
operadores turísticos internacionais como um destino de golfe
de qualidade superior. Lisboa (Lisboa Golf Coast) e Algarve estão
nomeados para Established Golf Destination of the Year, e os
Açores para Undiscovered Golf Destination of the Year.
O reconhecimento da IAGTO, por ser também o dos operadores
internacionais, é sempre um bom barómetro da qualidade da
nossa oferta. Será em Dezembro de 2005, na Gran Canária, a
entrega dos prémios aos escolhidos.
Uma vez mais o golfe constitui-se como factor de qualificação
da oferta turística, consolidando-se como cluster de sucesso na
economia nacional.
Destaques
Índice
3
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Seminário afirma
aposta de Sintra
no Turismo Cultural
O Turismo Cultural tem vindo a assumir uma
importância crescente em todo o mundo e
Sintra apresenta-se como um destino de elevado
potencial neste segmento. Nesse contexto, a
Cãmara Municipal de Sintra e o Turismo de
Lisboa promoveram, no passado dia 23 de Junho,
o Seminário “Sintra, Turismo Cultural”, que teve
lugar no Centro Cultural Olga Cadaval.
4
Inserido no Fórum Internacional sobre
Turismo Cultural, o encontro contou com
a presença de cerca de duas centenas de
profissionais, com o objectivo de promover
o debate sobre as tendências globais desta
vertente turística no mercado europeu,
enquanto factor de desenvolvimento
económico.
Dirigido a todos os que estão directa e
indirectamente envolvidos e interessados
no Turismo e na Cultura, o seminário
pretendeu igualmente sensibilizar e mobilizar
os agentes públicos e privados para a
importância do Turismo Cultural e para a
necessidade de criar sinergias que permitam
qualificar a oferta e potenciar a promoção.
A sessão de abertura contou com as
palestras de Fernando Seara, Presidente
da Câmara Municipal de Sintra e de Pedro
Pinto, Presidente do Turismo de Lisboa.
Ao longo do dia, muitas foram as
comunicações, que incluiram a visão do
nosso presidente sobre “O Turismo Cultural
em Sintra como agente dinamizador do
desenvolvimento da Região de Lisboa”.
“As tendências globais do mercado
turístico europeu e a crescente importância
das artes, património e actividades culturais
como motivações turísticas foi o tema da
palestra de Maria Calado, Vice-presidente
do Centro Nacional da Cultura.
Alberto Marques, Director do
Departamento de Desenvolvimento
e Comunicação do Instituto Turismo
Portugal (ITP), falou sobre “O papel dos
diferentes agentes sociais e económicos na
potenciação do Turismo Cultural”.
Casos internacionais
O encontro contou com a presença de
oradores estrangeiros, que partilharam as
experiências dos seus países. Foi o caso
de Antonio Amorós, Director da Área
de Turismo Cultural do Ministério da
Indústria, Turismo e Comércio Espanhol,
que apresentou o caso do “Investimento e
desenvolvimento do Turismo Cultural em
Espanha”.
Também os responsáveis por duas das
agências de comunicação que trabalham
para o Turismo de Lisboa na promoção
internacional, estiveral presentes em
Sintra. Tristan Follin, Director-Geral da I&E,
agência de comunicação francesa, e Patrick
Trancu, Director-Geral da TT&A, agência
de comunicação italiana falaram sobre as
“Estratégias de comunicação e o papel
do marketing na promoção do Turismo
Cultural”.
Ao vereador responsável pelo pelouro da
Cultura e do Turismo em Sintra, Joaquim
Cardoso Martins coube encerrar a sessão,
partilhando ainda a sua visão sobre “O
Contributo do Turismo Cultural para a
reabilitação dos centros históricos”.
Nova revista valoriza potencialidades de Sintra
na área do Turismo Cultural
Durante o seminário foi apresentada a nova revista Sintra Turismo Cultural, um dos instrumentos
de comunicação concebidos para alcançar o objectivo de posicionar Sintra como um ex-libris do
Turismo Cultural.
A publicação é uma edição conjunta da Câmara Municipal de Sintra e do Turismo de Lisboa e será
publicada semestralmente em português e inglês. Com uma tiragem de 5 mil exemplares, destina-se a operadores turísticos, agências de viagens e jornalistas.
Com um total de 68 páginas e com uma qualidade gráfica de nível superior, a revista Sintra
Turismo Cultural pretende dar maior visibilidade à atracção cultural que é Sintra, dentro da lógica
de promoção de toda a região de Lisboa, que tem, comparativamente com outras marcas turísticas
europeias, uma debilidade ao nível da motivação turística cultural.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Visões
Luís Paixão Martins
Consultor de Marketing
do Turismo de Lisboa
Sintra deve ser vista como uma atracção
ou um destino turístico?
A cultura é a seiva do turismo
A ausência de uma oferta hoteleira compatível com a notoriedade
nacional e internacional de que dispõe, fruto de uma certa
predominância de Lisboa, Cascais e Estoril, impedem Sintra de se
converter num destino turístico específico a curto e médio prazo.
No entanto, Sintra pode ter um papel determinante como âncora
do Turismo Cultural em toda a região de Lisboa. O Turismo Cultural
é uma motivação que pode ser associada a outros tipos de turismo,
como o de Negócios ou de Golfe, constituindo mais um ingrediente
que valoriza os produtos que já existem.
De sublinhar que, na actualidade, o Turismo Cultural está na agenda
das principais reflexões que se realizam ao nível do sector turístico.
Também no passado dia 23 de Maio, em Coimbra, por ocasião
da reunião da Comissão para a Europa da OMT, teve lugar um
seminário subordinado a temáticas de turismo cultural. A OMT
tem vindo, aliás, a aprofundar esta matéria em sucessivas jornadas.
Da apresentação de Alberto Marques (ITP) retirámos os seguintes
dados, que demonstram bem a importância crescente deste sector:
Diminuem os que viajam só para repousar ou se entreter e todos os
estudos mostram qual é o perfil do turista cultural é, quase sempre,
alguém que viaja de modo independente e que se instala em hotéis
confortáveis para saborear a atmosfera local e conviver com os
residentes.
• Na última década, os fluxos de turismo cultural têm crescido a uma
taxa anual média de 15 %, muito superior à dos segmentos clássicos
• Um em cada cinco turistas internacionais chegados à Europa manifesta
uma motivação cultural predominante e 60% de todas as viagens
incluem componentes culturais
• Os turistas que viajam por razões culturais preferem:
- visitar museus (51%), galerias de arte (31%), casas
antigas (27%), monumentos (24%), assistir
a espectáculos (25%) ou a Festivais (19%)
- obter informação através dos amigos/familiares (31%),
Internet (19%), guias editados (17%), visita anterior (13%),
delegação oficial de turismo (10%)
- reservar de modo próprio (38%) ou em modalidades
“tudo incluído“ (34%), nomeadamente através da Internet (10%)
- alojar-se em estabelecimentos hoteleiros (42%), em casas
particulares (13%) ou em casas de amigos/familiares (20%)
Infelizmente para muitos destinos turísticos - destino turístico
e marca turística não são sinónimos. Uma marca turística é o
resultado de vários ingredientes, dos quais o destino, sendo
importante, naturalmente, não é o único.
Ao destino temos de somar a motivação ou as motivações.
A que motivação ou motivações associamos o destino? Sol e Praia?
Turismo de Negócios? Turismo Cultural? Turismo de Natureza?
Depois, o destino turístico precisa de ter uma economia relacionada
com o turismo. A marca turística é muito diferente da maior parte
das marcas que conhecemos na indústria ou nos serviços. Não
podemos produzir turismo aqui e colocá-lo lá - no mercado.Temos
de trazer o mercado de lá - para aqui, onde temos o destino.
Tal significa a existência de condições como os meios de acesso;
os equipamentos hoteleiros; os canais de comercialização. E,
mesmo, condições sociais que são, por vezes, esquecidas. Uma
marca turística assenta - e de maneira cada vez mais importante
- na qualidade dos recursos humanos de que ela dispõe.
Quando temos destino, motivação, e economia - detemos
uma identidade turística disponível para conquistar mercados.
Falta introduzir o ingrediente do marketing - definir os
públicos-alvo, descobrir a forma e os canais de os conquistar,
e investir em promoção.
Uma das marcas turísticas mais importantes do nosso país é
Lisboa. Uma das suas riquezas é a qualidade e a diversidade
de motivações que lhe estão associadas - e o facto dessas
motivações serem particularmente atraentes para os mercados
de Turismo de Negócios e de City Breaks.
Temos, no entanto, na marca Lisboa uma debilidade relativamente
(comparativamente) às marcas turísticas concorrentes: a nossa
oferta cultural é modesta. Lisboa tem uma oferta cultural
insuficiente para sobressair no mercado internacional. A procura
da marca Lisboa não é suficientemente mobilizada pelos
produtos culturais da Região. Em suma: a motivação cultural
conta pouco no território de imagem da marca turística Lisboa.
Nasce assim a ideia de desenvolver, no âmbito da marca turística
Lisboa, a atracção Sintra Turismo Cultural. Sintra apresenta muito
do que é necessário para dar corpo a um produto com estas
características e tem, adicionalmente, o factor de proximidade a
Lisboa (e a outra das marcas turísticas da Região – o Estoril).
Seria difícil pensar-se em Sintra como marca internacional de
Turismo Cultural (por algumas das razões de que falei atrás
quando enunciava os princípios em que assenta uma marca
turística); mas deve pensar-se em Sintra como atracção de
Turismo Cultural no âmbito da marca turística Lisboa.
Sintra Turismo Cultural constitui, pois, um meio de definir melhor,
de actualizar e sublinhar a evolução de Sintra como pólo turístico
cultural de primeira grandeza da Região de Lisboa e de Portugal.
5
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Editorial
Apostemos na Cultura
6
Ao longo dos últimos anos, Lisboa tem
assistido a uma crescente dinâmica cultural.
Mas pensemos em Barcelona, Praga,Viena,
Paris, cidades a que nos rendemos não
só pela sua beleza arquitectónica, como
também e, em grande parte, pelas suas
fortíssimas atracções culturais. São cidades
nossas concorrentes, cuja afirmação ao nível
do Turismo Cultural ultrapassa largamente a
oferta lisboeta.
Então e nós? Cruzamos os braços e
assistimos pacientemente à afirmação de
destinos que competem directamente
connosco? Claro que não. Aliás, nunca foi essa
a postura do Turismo de Lisboa.
Sabemos que a capacidade de atracção de
um destino é tanto maior quando associada
a motivações complementares e sendo que
na matriz promocional da Região de Lisboa
nenhum destino é claramente assumido
como destino de Turismo Cultural, decidimos
apostar na sua afirmação, tal como temos
implementado o desenvolvimento do Turismo
Religioso, do Turismo de Negócios, do Golfe,
entre outros.
Precisamos acompanhar as tendências de
mercado, que actualmente evolui no sentido
de valorizar a cultura como motivação
turística. Mais: todos os produtos turísticos
da Região de Lisboa – City Breaks, Golfe,
Cruzeiros, Turismo de Negócios, Turismo
Religioso, Touring, Sol e Mar e Turismo
Activo –, beneficiam ao aliarem-se ao
conceito de Turismo Cultural.
Além disso, o Turismo Cultural potencia o
desenvolvimento sustentável das regiões
turísticas, na medida em que promove a
valorização e conservação do património e
do ambiente, ao mesmo tempo que dinamiza
as tradições e fomenta a criação de espaços
das mais variadas formas de expressões
culturais.
Entendemos que Sintra possui todas as
valências para garantir o sucesso enquanto
destino de Turismo Cultural e, como tal,
apresenta-se como um importante agente
dinamizador do desenvolvimento da Região
de Lisboa.
Classificada pela UNESCO como Património
Mundial, Sintra concilia património
arquitectónico, com património natural e
actividades culturais, num destino capaz
de satisfazer o turista mais exigente:
sofisticado, bastante viajado, que procura o
conhecimento e pretende interagir com as
manifestações artísticas do destino.
Conscientes que está na hora de posicionar
Sintra como destino de Turismo Cultural,
promovemos o Fórum Sintra Turismo
Cultural, um primeiro passo naquele que é
já um objectivo estratégico para a Região de
Lisboa.
Durante dois dias, reunimos em Sintra,
agentes públicos e privados das áreas do
turismo e da cultura, imprensa nacional
e internacional, convidados estrangeiros
que nos deram a conhecer estratégias de
destinos de características semelhantes às
da vila de Sintra, em Espanha, Itália, França,
num evento que se concretizou num
seminário, numa press trip para jornalistas
de alguns dos nossos mercados prioritários
Carlos de Ornelas Monteiro
Presidente Adjunto do Turismo de Lisboa
“
O primeiro passo está
dado. Agora, é preciso
que todos os agentes
envolvidos prossigam
na execução de um
trabalho que se revela
promissor, pois não
restam dúvidas que
Sintra pode, e deve,
tornar-se um ex-libris
de Turismo Cultural.
“
e numa fam trip para agentes e operadores
turísticos portugueses.
Nessa mesma altura, lançámos a Revista
“Sintra Turismo Cultural”, uma publicação
de prestígio que serve de ferramenta de
comunicação e marketing.
O primeiro passo está dado. Agora, é preciso
que todos os agentes envolvidos prossigam
na execução de um trabalho que se revela
promissor, pois não restam dúvidas que
Sintra pode, e deve, tornar-se um ex-libris de
Turismo Cultural.
Aos que ainda não tiveram oportunidade
de ver a Revista “Sintra Turismo Cultural”,
recomendo a publicação em causa, certo
que será do vosso agrado.
7
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Noticiário
APAVT optimista
Volume de viagens
deverá crescer cerca de 4 por cento este ano
8
O volume das viagens dos portugueses deverá
crescer este ano entre os 3 e os 4 por cento.
Se as viagens de negócios estão praticamente
estagnadas, as de lazer estão a decorrer em
bom ritmo, declarou o presidente da APAVT
num encontro com jornalistas.
O Brasil lidera o ranking, mas outros
destinos perspectivam crescimentos, como
é o caso de Cuba. Moçambique está a atrair
portugueses, Jamaica é a grande novidade,
enquanto alguns operadores apostam na
China e na curiosidade do Leste.
O Brasil vai ter 11 charters por semana
durante o Verão, compreendido entre
meados de Julho e meados de Setembro.
Durante este período prevê-se uma oferta
total de 50 mil lugares, o que significa um
crescimento na ordem dos 25 por cento,
comparativamente ao mesmo período do
ano anterior. A estes lugares, somam-se mais
100 mil lugares disponibilizados pela TAP.
“É de facto, o destino com maior dose
de crescimento” disse Vítor Filipe,
acrescentando que, a procura para o Brasil
tem subido e os preços são bastante
convidativos, mas, mesmo assim, acha
a aposta arriscada. A competitividade
dos preços para aquele destino devese, segundo o responsável, “ao cada vez
maior poder negocial dos nossos agentes
de viagens e operadores turísticos. O
fenómeno Brasil tem sido tão grande que “já
existem operadores nacionais a realizarem
operações charter a partir de Espanha”.
Em termos de procura para o Verão, o
presidente da APAVT referiu que os destinos
mais procurados serão as Caraíbas, com
Cuba e República Dominicana a dominarem,
com 25 mil lugares em charter durante
a estação alta, seguindo-se as Baleares,
Canárias, Cabo Verde, Egipto, Tunísia e
Turquia, sem esquecer os Açores e a
Madeira. “Após alguma quebra no Verão
anterior, Cuba está a retomar outra vez o
seu ritmo”, esclareceu Vítor Filipe.
No que respeita a novos destinos, está a
decorrer, pela primeira vez, uma operação
semanal em charter para a Jamaica, “ o que
tem sido um sucesso”, segundo informações
chegadas à APAVT. Moçambique, um destino
que era considerado caro, por muitos, vai
ter um boom neste Verão, uma vez que
os preços são mais convidativos. O voo
operado pela LAM em avião Air Luxor,
que permitiu uma parte charter, está a
ser aproveitado por grande parte dos
operadores turísticos.
Há também este ano uma vasta
programação no mercado para a China,
em voo regular. Na Europa os operadores
continuam a programar os circuitos
tradicionais, com uma aposta clara nos
países de Leste, que têm motivado
curiosidade nos portugueses.
Mais uma vez, promovida pela APAVT,
está a decorrer uma campanha, de
rádio e televisão, com vista a motivar os
consumidores a utilizarem os serviços das
agências de viagens nas suas deslocações,
seja em negócios, seja em lazer.
As agências de viagens estão, de modo
geral, optimistas quanto à operação do
mercado nacional este ano. Tanto as viagens
de negócios como as de lazer verificaram
crescimentos nos primeiros cinco meses
do ano, uma tendência que deverá manter-se no resto de 2005. A APAVT só teme
que as medidas de combate ao défice,
recentemente apresentadas pelo Governo
“possam provocar alguma retracção no
consumo”, embora acredite que, para
muitos, “viajar é um bem de primeira
necessidade”.
No que respeita ainda à exportação e em
relação às viagens de negócios, continua
a assistir-se a “alguma estagnação”. Até
Abril assistiu-se a um crescimento de
1,4 por cento, com Janeiro e Fevereiro a
apresentarem aumentos assinaláveis de 7
por cento e 5,2 por cento, respectivamente,
mas com decréscimos em Março e
Abril, de 3 por cento e 1,2 por cento,
respectivamente. “Maio não se estima em
recuperação”.
Quanto às viagens de lazer, segundo Vítor
Filipe, o início do ano foi razoável, com
aumentos entre 3 e 4 por cento e com um
Março muito bom, tendo em conta a Páscoa
e as viagens de finalistas e estudantes.
Incoming não apresenta grandes alterações
No que diz respeito ao incoming, as regiões
do Norte, Lisboa e Madeira estão a ser
mais afectadas. O Norte (-2 por cento)
e a Madeira poderão mesmo assistir a
algum recuo, enquanto as perspectivas
de crescimento de Lisboa é entre 1 e 2
por cento. “Estamos preocupados com
as obras em Lisboa, as reservas de última
hora, a quebra dos preços na hotelaria e o
aumento da oferta hoteleira”, considerou o
presidente da APAVT.
Recorde-se que o Norte foi a região que
mais beneficiou o ano passado com o Euro
2004, com crescimento sem paralelo.
A Madeira, com quebras nos primeiros cinco
meses na ordem dos 2 por cento, poderá
ainda vir a subir no resto do ano, devido,
nomeadamente, ao trabalho que vem sendo
feito junto do mercado espanhol.
Vítor Filipe adiantou que os Açores deverão
continuar a crescer dois dígitos, até ao
final do ano, enquanto o Algarve, que teve
um aumento entre 3 e 4 por cento nos
primeiros meses deste ano, poderá subir 5
por cento, tendo em conta a expectativa de
recuperação do mercado alemão.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Revisão da lei das agências de viagens
A APAVT vai entregar ao Governo as
suas propostas para a revisão da lei das
agências de viagens, declarou Vítor Filipe,
durante um almoço com jornalistas.
Segundo o presidente da associação, “a
actual legislação está desadequada ao
sector”.
Os aspectos mais importantes da proposta
que a APAVT enviará ao secretário de
Estado do Turismo, prendem-se com a
burocracia “que não tem razão de ser” e
com o enquadramento de alguns sectores
como organizadores de congressos e
eventos e empresas de animação turística
pois “devem ter os mesmos deveres,
obrigações e responsabilidades que as
agências de viagens, apesar de poderem
ostentar alvarás diferentes. Caso contrário,
são lesados tanto os consumidores como
as agências de viagens”, referiu Vítor Filipe.
A revisão da lei das agências de viagens
não é um assunto de hoje, tendo passado
por sucessivos governos sem ter sido
concretizada.
Entretanto, para o secretário de Estado
do Turismo, “a legislação do sector não é
adequada aos novos tempos”.
Em declarações aos jornalistas à margem
do seminário “Qual o Valor da sua Agência
de Viagens” que a APAVT e a Deloitte
realizaram em Lisboa, Bernardo Trindade
afirmou já ter ouvido todos os parceiros
que se relacionam com a actividade
do sector, registado “um conjunto de
preocupações” e que pretende actuar
sobre “eventuais alterações que possam
acontecer no domínio legislativo”.
O governante escusou-se a revelar quais
as alterações que estão em cima da mesa,
referindo, no entanto, que está atento às
reindivicações das associações do sector,
nomeadamente da APAVT, com quem
afirma ter assumido um compromisso para
“reflectir em conjunto” sobre as alterações
que a associação pretende ver introduzidas
na Lei das Agências de Viagens.
Já quanto a timings, o governante prefere
não assumir compromissos “porque isso
seria gerar uma expectativa junto dos
agentes” do sector.
Por outro lado, assegurou que “tudo aquilo
que for possível alterar para valorizar este
sector será feito”, embora destacando
que a “questão tributária não se confina à
Secretaria de Estado do Turismo e passa
essencialmente por uma articulação com a
área das Finanças”.
9
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Jardim Zoológico lança campanha
de Marketing para o mercado turístico
Carlos Ornelas
reeleito presidente
da Associação dos
Hoteleiros da Costa
do Estoril
10
Carlos de Ornelas Monteiro,
presidente-adjunto do Turismo
de Lisboa e administrador da
Senhora da Guia, foi eleito para
um novo mandato na presidência
da Associação dos Hoteleiros da
Costa do Estoril.
Liderada por Carlos de
Ornelas Monteiro a única lista
concorrente, da qual fazem
parte também Francisco Moser,
Manuel Tamagnini e Isabel Coelho,
obteve a maioria com uma única
abstenção.
O grande desafio e prioridade
desta associação é o
acompanhamento do concurso
de ideias para a Cidadela de
Cascais, projecto fundamental
para o desenvolvimento turístico
da região.
Para Carlos Ornelas esta
reeleição representa “a
consolidação de um trabalho,
que em conjunto com todos os
intervenientes, aposta na melhoria
da região como destino turistico”.
Carlos de Ornelas Monteiro é
accionista da Estalagem Senhora
da Guia no Guincho e do Hotel
Sabóia, no Monte Estoril.
O Jardim Zoológico (JZ) vai este ano
apostar forte na promoção turística.
Este é um mercado com um peso muito
significativo no nosso país, e os turistas
são um dos targets que o JZ pretende
atingir, pois estão mais vocacionados para
a procura de produtos de lazer, diversão
e entretenimento. Por forma a atingir este
target e entrar no mercado do turismo o
Jardim decidiu, este ano, lançar uma forte
campanha de promoção junto dos principais
canais deste sector, os hotéis e o aluguer de
viaturas.
Os objectivos desta campanha passam por
“aumentar o grau de notoriedade do Jardim
Zoológico, manter e reforçar relações já
estabelecidas, e efectuar novas parcerias,
divulgar e solidificar o posicionamento do
JZ no mercado como um espaço de lazer,
diversão e conservação, onde se pode
conhecer e aprender sobre animais de
todo o mundo, bem como cativar um cada
vez maior número de turistas ao Jardim
Zoológico”, refere Joana Horta e Costa,
responsável pelo Serviço de Marketing do
Jardim.
A campanha, a decorrer durante todo o
Verão, conta com a colaboração da Europcar
e de cerca de 80 unidades hoteleiras
localizadas na área da Grande Lisboa. Esta
campanha consiste na colocação de folhetos
institucionais bilingues do JZ e da oferta de
livros para colorir, com desenhos de animais,
em nove estações de aluguer da Europcar.
A promoção inclui também vales de
desconto de 15% na entrada no parque a
todos os clientes que aluguem uma viatura,
de qualquer gama, nas nove estações da
Europcar.
Nas unidades hoteleiras está a ser feita
a distribuição de materiais promocionais:
taças para colocar os rebuçados do Jardim
Zoológico, lapiseiras e livros para pintar às
crianças e folhetos institucionais são alguns
dos materiais disponíveis. Será, também,
relembrada a comissão de 15% que os
hotéis podem usufruir ao venderem bilhetes
do JZ.
Rock in Rio-Lisboa 2006
em campanha de comunicação
A organização do Rock in Rio-Lisboa levou a cabo, nos meses
de Junho e Julho, uma campanha de comunicação da sua edição
de 2006.
Esta campanha teve como objectivo trazer novamente a
emoção do maior festival de música do mundo ao público
português, criando o desejo de participar na edição de 2006.
O conceito desta campanha assentou no elemento-chave do
Rock in Rio-Lisboa – a guitarra, estabelecendo a referência
directa com a música, e em várias imagens do público do
festival de 2004, destacando, assim, a vertentes festa e emoção.
As mensagens foram veiculadas através da televisão, da rádio,
da imprensa escrita e da Internet.
Noticiário
Nacional
Publituris premeia
empresas turísticas
Património
mundial de
Lisboa está
“de boa saúde”
Mais de 40 diplomatas de 27 países
acreditados na Unesco constataram,
numa visita que realizaram à cidade, que o
património Mundial de Lisboa está “de boa
saúde”.
Uma iniciativa promovida pela Comissão
Nacional da Unesco, que serviu para
apresentar alguns aspectos da vida cultural
portuguesa e mostrar os locais que Portugal
tem inscritos na lista de Património Mundial
e outros que são intenções de candidatura,
caso da Baixa Pombalina. Por isso mesmo,
Lisboa mereceu paragens de destaque.
Depois de visitarem o Mosteiro dos
Jerónimos e a Torre de Belém (ambos
classificados como Património Mundial),
os diplomatas passearam a pé pela
Baixa Pombalina, reconstruída depois do
terramoto de 1755. Seguiram depois para o
Castelo de S. Jorge, com paragem obrigatória
numa casa de fado alfacinha em Alfama.
A comitiva esteve também em Cascais,
Guincho e Cabo da Roca, antes de
conhecerem as paisagens culturais de
Sintra, outro dos patrimónios mundiais
portugueses. Tiveram ainda a oportunidade
de visitar os míticos mosteiros de Alcobaça
e Batalha, bem como o Centro Histórico de
Évora.
Portugal tem 12 bens inscritos na lista
de Património Mundial da Humanidade,
mas espera-se que muitos mais sejam
classificados. A Comissão Nacional da
Unesco já apresentou a candidatura da vila
de Marvão, em Portalegre, cuja decisão
deverá ser conhecida no próximo ano.
Avis: reservas crescem 9 por cento
O volume de reservas de rent-a-car na Avis
Portugal regista um crescimento de cerca de
9 por cento até Agosto, comparativamente a
igual período de 2004.
A procura dos principais mercados turísticos
apresenta taxas de crescimento apreciáveis
nos meses de Julho e de Agosto, enquanto
que o mercado nacional cresce de forma
mais moderada.
Para o director-geral da Avis Portugal,
“o significativo aumento do número de
reservas registadas até final de Agosto
resulta em boa parte dos movimentos de
novos operadores turísticos e agências de
viagens internacionais, a operar em vários
mercados, que contrataram os serviços de
rent-a-car com a Avis Portugal”.
Humberto do Carmo declarou que no
“mercado nacional, o crescimento é mais
moderado, particularmente a nível de
empresas, já que no sector dos operadores
e agências de viagens a Avis continua a
crescer sustentadamente”, acrescentando
que “no domínio da nossa oferta turística
o rent-a-car poderia ter um peso mais
significativo se pudesse apresentar maior
competitividade, o que é impossível devido
ao quadro fiscal vigente, agora ainda mais
agravado com a subida do IVA de 19 para
21%, facto que vai ter reflexos muito
negativos nas empresas e na competitividade
do rent-a-car em Portugal.”
A gala Publituris premiou, em 26
categorias, as melhores empresas
do ano passado a actuar na área
do turismo em Portugal. No
Pestana Palace, em Lisboa, mais
de uma centena de profissionais
do turismo assistiu à entrega dos
Prémios Publituris 2004.
A publicação especializada em
turismo galardoou a TAP Portugal
(companhia aérea), o Galileo
(GDS), a Avis (rent-a-car), a Citur
(agência de receptivo), a Abreu
(agência de viagens), a Lusanova
(agência de viagens Sul), Angra
2000 (melhor agência dos Açores),
a Carlson Wagonlit (agência
corporate), Panorama (melhor
agência da Madeira), e Best Travel
Torres Vedras (melhor agência do
Centro).
O Publituris premiou ainda a
Barraqueiro (transportadora
rodoviária de passageiros),
Pestana Palace (hotel de cidade),
Hotel Refúgio da Vila (turismo
de espaço rural), Pestana Hotels
(cadeia hoteleira), Choupana Hills
(hotel independente), Grande
Real Santa Eulália Resort &
Hotel Spa (resort-hotel), Ampliar
(GSA aviação), Melair Clube de
Cruzeiros (GSA cruzeiros).
Da lista dos premiados constam
também o Mundovip (operador
turístico), Rotas do Vento
(empresa de turismo activo),
Pavilhão Atlântico (espaço de
congressos), Oitavos Golfe
Quinta da Marinha (campo de
golfe), Soltrópico (melhor site
operador), Tivoli Hotéis (melhor
site hoteleiro), Arteh (cadeia
de unidades independentes) e
Grande Real Santa Eulália Resort
& Hotel Spa (melhor Spa).
Pavilhão Atlântico,
galardoado na
categoria de “espaço
de congressos”
11
Noticiário
Nacional
Turismo na Costa Azul
cresceu 8 por cento em 2004
12
A Costa Azul
registou, no ano
de 2004, 729.895
dormidas na
hotelaria. Este
valor corresponde
a um acréscimo
de 8% relativamente
ao ano de 2003.
A tendência de
crescimento inverte
a tendência dos
últimos dois anos
(2002 e 2003).
Em contraponto a dois anos (2002 e 2003)
em que os principais indicadores turísticos
foram sinónimos de recessão, 2004
inverteu esta tendência e registou melhores
resultados e mais turismo na Costa Azul, de
acordo com o relatório de contas da Região
de Turismo, apresentado recentemente e
aprovado por unanimidade.
O total da procura turística no ano passado
na Costa Azul, medida em dormidas na
hotelaria, cresceu 8%, comparativamente
com o ano anterior. A oferta turística seguiu
também esta tendência com a abertura de
três novas unidades hoteleiras: a Albergaria
Foz do Sado, a Residencial José Inácio e o
Aldeamento Turístico Casas da Comporta
que, no seu conjunto, acrescentaram 170
novas camas turísticas à Costa Azul, realça o
relatório.
2004 confirmou a estratégia promocional
da Costa Azul com a aposta no mercado
nacional que cresceu 7% e se aproximou
das 450 mil dormidas na hotelaria e o
investimento acrescido no mercado
espanhol de proximidade (Andaluzia,
Extremadura e Galiza) com um aumento de
6% e 90.000 dormidas na hotelaria.
A evolução do sector turístico, avaliada
mercado a mercado, confirma a vocação
da Costa Azul para os mercados nacional
e espanhol. Os portugueses e os espanhóis
representam, em conjunto, um peso um
pouco superior a 70% do nosso turismo e
o mercado nacional, por si só, “vale” 60% da
procura na Costa Azul.
Acresce que apenas o investimento
continuado, e em parceria com os cinco
campos de golfe da região, hotelaria, rent-a-car e restauração que se associaram num
plano de promoção, explicam os aumentos
da procura por parte dos mercados da
Suécia (+ 59%), Dinamarca (+ 57%), Noruega
(+ 33%), Reino Unido (+ 19%) e Irlanda
(+ 7%), resultados positivos que se devem
também ao facto de Portugal ter acolhido o
Euro 2004.
Quanto aos concelhos, Setúbal lidera com
179.565 dormidas, logo seguida de
Almada/Caparica com 124.135 e de
Sesimbra com 123.065.De referir o
espectacular salto que Santiago do Cacém,
na 6ª. posição, deu, em relação ao ano
anterior, com uma subida de 127%. Passou
de 20.785 dormidas em 2003 para 47.123
em 2004.
O ano passado ficou também marcado por
uma prática de parcerias. A Região de Turismo
desenvolveu 35 parcerias que envolveram 214
entidades. A postura de parceria assumiu-se
como uma constante durante todo o ano
e esteve presente em todas as actividades
promocionais da Costa Azul.
2004 foi, igualmente, o ano da “experiência
fugaz” do Ministério do Turismo e da
continuação da indefinição sobre a nova Lei
Quadro das Regiões de Turismo.
“Na vice – presidência da Associação
Nacional das Regiões de Turismo e solidários
com uma visão do desenvolvimento turístico
que considera as regiões e os sectores
turísticos regionais como protagonistas,
rejeitamos o centralismo que reduz
oportunidades, desaproveita energias e
dinâmicas regionais, anula as diferenças e
ofertas específicas”, sublinha o documento,
realçando que “as Regiões de Turismo são
um espaço de competências, conhecimentos
e experiência no sector turístico com uma
relação privilegiada com os municípios e
com o sector turístico regional, olhos postos
no país”.
O produto congressos e reuniões
continuou, em 2004, a ser objecto de um
sistema próprio de apoios que considerou
38 seminários/reuniões, com cerca de
6.000 participantes e que originaram
aproximadamente 15.000 dormidas na
hotelaria.
Relativamente ao produto golfe, e graças ao
Plano de Promoção Conjunta, Costa Azul
Golf, assistiu, em 2004, a um crescimento
na ordem dos 15%. De salientar o enorme
potencial da Região de Turismo da Costa
Azul, neste segmento de mercado que, com
os seus campos de golfe e os investimentos
previstos no sector se encontra,
definitivamente, na rota dos destinos
mundiais de golfe.
13
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Turkish Airlines volta a voar para Lisboa
14
A Turkish Airlines voltou a voar entre
Istambul e Lisboa, no início de Junho, após
ter cancelado a rota há alguns anos atrás,
passando agora a operar três frequências
semanais, com um Airbus A320, às terças,
quintas e domingos.
Para comemorar o voo inaugural da
Turkish Airlines, entre as capitais turca
e portuguesa, a embaixadora da Turquia
em Portugal, Zergün Korutürk, e o
presidente da companhia aérea, Temel Kotil,
promoveram um jantar/cocktail em Lisboa.
Durante a ocasião, Temel Kotil afirmou
estar satisfeito por poderem “montar uma
ponte aérea entre o país dos descobridores
marinheiros, Portugal, e o país dos
geógrafos navais, Turquia”. Pois, “em três
voos semanais juntamos os pontos mais
Centralwings
mantém dois voos
por semana para
Lisboa no Inverno
A companhia aérea polaca low
cost Centralwings, que este ano
inaugurou a primeira ligação directa
entre Varsóvia e Lisboa, divulgou
recentemente o seu horário do
Inverno para a época 2005/2006,
A partir de 1 de Novembro de
2005 até 25 de Março de 2006,
a Centralwings vai continuar a
realizar ligações directas low-cost
entre Varsóvia e Lisboa (dois voos
por semana) com um aparelho
Boeing 737, mantendo o horário
de voos do Verão.
O horário, condições de reserva
e mais informações encontram-se
disponíveis no site da companhia
em www.centralwings.com e a
venda de bilhetes para esta épocajá
começou.
ocidental e mais oriental da Europa”. A rota
de Istambul-Lisboa vai, para o CEO, abrir a
porta de dois mundos distintos.
O responsável, disse ainda durante o
seu discurso que acredita que “ambas as
cidades históricas vão responder com
várias alternativas à procura de viagens de
lazer e negócios”.
Lisboa é, desta forma, a 77ª rota
internacional da companhia aérea, que no
final de Junho viu este número aumentado
com o início de uma nova rota para
Oslo. Ampliar as frequências das rotas
existentes é outra das realidades a que a
Turkish Airlines está a dar primazia.
O grande passo da transportadora foi
dado, contudo, em 2004, quando decidiu,
de acordo com as palavras do seu
presidente, aumentar a sua frota com
a compra de 51 aparelhos, que serão
entregues em Outubro próximo, passando
a ter a frota mais nova da Europa.
Por outro lado, tendo presente o processo
de reforma que tem vindo a levar a cabo,
a Turkish Airlines está a renovar também
o interior e exterior dos seus aviões.
“Hoje em dia, não é possível avançarmos
sem satisfazermos os passageiros e darlhes uma vasta oferta. Por isso, estamos
a aumentar o conforto dos nossos
aviões, tanto na classe executiva com
na económica, começando pelos Airbus
A330”, explicou ainda.
Em 2004 a Turkish Airlines declarou lucros
de 107 milhões de liras turcas (60 milhões
de euros).
Air Berlim
vai ampliar
frequências
entre Lisboa
e Espanha
A Air Berlin vai reforçar a sua rede de voos a partir de 1 de Novembro, data em que
oferecerá uma segunda frequência diária entre Palma de Maiorca e Lisboa, Porto, Madrid
e Sevilha.
A companhia espera “atacar” o mercado na próxima temporada de Inverno com os
novos bilhetes, contando para isso com vários destinos em Espanha, tais como Alicante,
Almería, Barcelona, Bilbao, Málaga e Valência, sendo que para Portugal opera para Lisboa
e Porto.
A Air Berlin prevê alcançar vendas na ordem dos 1270 milhões de euros em 2005, mais
20 por cento do que no ano anterior, e alcançar os 13,7 milhões de passageiros, o que
supõe um aumento de 14 por cento relativamente a 2004.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Noticiário
Nacional
Lufthansa em eléctrico lisboeta
A 2 de Outubro de 1955, a Lufthansa
deu início às operações regulares
para Lisboa, comemorando assim
este ano o 50º aniversário. Não
querendo deixar de assinalar esta
data tão especial com os lisboetas,
a Lufthansa decorou um tradicional
eléctrico da Carris com o logo do
seu aniversário e com o seu slogan
“There’s no better way to fly”.
O eléctrico nº 18 andará com a
publicidade da Lufthansa durante
todo o ano. Tal como a Lufthansa
para os seus passageiros, também os
eléctricos são para os lisboetas um
sinónimo de tradição, continuidade
e mobilidade. Neste contexto, a
Lufthansa dirá então “There’s no
better way to ride”.
There’s no
better way
to fly, o
slogan da
Luftansa nos
eléctricos
alfacinhas.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Visões
25 mil milhões para infra-estruturas
no Programa de Investimentos do governo
Ota e TGV colhem menos
de 10 por cento da fatia
Carlos Lopes,
Campeão Olímpico e Presidente
da Fundação Carlos Lopes
Segundo o Governo,
o aeroporto da Portela
verá a sua capacidade
esgotadas em 2015,
altura que atingirá
a sua capacidade
máxima ao receber
18 milhões
de passageiros por ano.
De que forma o Turismo Desportivo pode ser
visto como um factor de desenvolvimento?
16
Todos os anos Portugal é visitado por milhares de
turistas que, na esmagadora maioria dos casos, levam
uma boa recordação de um local bonito e de um
povo simpático que sabe receber e acolher.
Portugal, à semelhança do que outros países estão
a fazer, deve apostar no turismo desportivo, cada
vez mais um dos motores de desenvolvimento
do turismo mundial, e quer os governos, quer as
empresas, através do apoio a eventos de carácter
desportivo conseguem maximizar o retorno desse
investimento.
A aposta feita no Euro 2004 é um bom exemplo
do impacto que Portugal pode ter quando investe
em grandes provas desportivas, mas este esforço
não deve ser apenas canalizado para o futebol.
Modalidades como o atletismo, o automobilismo, a
vela, ou o golfe, entre tantas outras, não devem ser
abandonadas.
A minha Fundação organizou, este ano, a primeira
edição da “Lisbon/Carlos Lopes – Gold Marathon”
que contou com vários atletas estrangeiros, a
maioria não profissionais, os chamados “maratonistas
turistas” – famílias que gozam as suas férias em
destinos onde se realizam maratonas. O “maratonista
turista” aproveita os 42.195 metros da maratona
para conhecer na “estrada” o destino que escolheu
para as suas férias. Este novo turismo deve ser
incentivado e apoiado.
Lisboa é um destino de férias que conjuga todos os
factores de atracção, nomeadamente uma história
antiga e rica, uma excelente oferta hoteleira,
restauração de qualidade e tradição, bons preços,
um excelente clima e grande diversificação da oferta
– turismo de cidade e praia, enoturismo, turismo de
habitação e rural, etc.
É este o novo desígnio dos portugueses que
não podemos perder de vista, acrescentando e
desenvolvendo com muita qualidade (só a excelência
serve a quem quer ser o primeiro) o segmento do
turismo desportivo à oferta existente, à semelhança
daquilo a que se assiste em Nova Iorque, Londres,
Paris, Berlim ou Madrid.
Pela minha parte, tenho confiança que a CML e
Associação de Turismo de Lisboa saberão aceitar e
vencer esta prova, que é também uma maratona e
não um sprint.
O Conselho de Ministros de 30 de
Junho aprovou um Programa de
Investimentos em Infra-Estruturas
Prioritárias para a legislatura. Os
investimentos distribuem-se por três
grandes áreas: infra-estruturas básicas
de ambiente, energia, transportes,
cultura e apoio social (16,8 mil milhões
de euros); valorização do território,
nos domínios da política de cidades,
património natural e turismo (3,8 mil
milhões de euros); e conhecimento e
sistemas de informação e formação
(4,5 mil milhões de euros). A origem
do financiamento dos projectos
identificados será maioritariamente
privada ou público-privada.
Os tão discutidos projectos da Ota
e da alta velocidade não chegam
a mobilizar 10 por cento do
investimento total deste programa,
já que o essencial se dirige para
investimentos em ambiente, energia,
qualificação urbana, património natural
e para as tecnologias de informação e
comunicação.
Ota e ao TGV são
projectos fundamentais
para o desenvolvimento
Para o primeiro-ministro, Ota e TGV
são duas infra-estruturas que na
sua opinião são fundamentais para
o desenvolvimento do país. Quem
pergunta se Portugal precisa hoje
destas infra-estruturas, coloca, na
perspectiva do chefe do Governo
socialista, mal a questão. Onde se
deve situar a dúvida, referiu José
Sócrates no Parlamento, é se “daqui
a dez anos precisamos ou não do
novo aeroporto e do TGV”. Para
o primeiro-ministro a resposta só
poderá ser uma: precisamos, e muito,
destes equipamentos, sob pena de
vermos fugir, como sublinhou, a
competitividade do país face aos
restantes parceiros da Comunidade.
Quanto à Ota, o primeiro-ministro
pediu que o assunto fosse discutido
com seriedade, até porque, como
adiantou, “começa a ser um tema
eminentemente técnico”. A este
propósito, lembrou que todos os
estudos indicam, sem ambiguidades,
que o “aeroporto da Portela verá
a sua capacidade esgotadas em
2015”, altura que atingirá a sua
capacidade máxima ao receber 18
milhões de passageiros por ano,
realidade que prova, mesmo com
todos os investimentos que nele
ainda se possam fazer, que ficará
extinta a sua capacidade. Para já não
referir os riscos ambientais que este
equipamento comporta, já hoje, para
a cidade e para os seus habitantes e
para as limitações operacionais que
igualmente todos os estudos referem.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Noticiário
Nacional
Óbidos
Câmara oferece
serviços para
aumentar turistas
no Inverno
A Câmara de Óbidos quer aumentar a
ocupação turística das unidades hoteleiras
locais durante a época baixa e decidiu criar
serviços destinados a visitantes e empresas
desde circuitos históricos a passeios pela
Lagoa de Óbidos. A ideia da autarquia é
oferecer actividades aos turistas e visitantes
para “diminuir as assimetrias entre o número
de turistas que visitam Óbidos no Inverno
e os que vêm durante o Verão e que são
quatro vezes mais”, disse Ricardo Ribeiro da
empresa Óbidos Patrimonium.
Em notícia veiculada pela agência Lusa
e publicada em diversos meios de
comunicação social, o responsável por
esta empresa municipal acrescentou que
“quem venha passar uns dias à vila numa
altura em que não estejam a decorrer os
grandes eventos como o Mercado Medieval
ou o Festival do Chocolate, acaba por ter
pouco para fazer”. Nesse sentido, a empresa
municipal juntou-se a empresas, associações
e à comunidade piscatória da Lagoa de
Óbidos para disponibilizar aos turistas
um conjunto de serviços como visitas
guiadas gerais sobre o património histórico
ou temáticas que versam as origens ou
urbanismo da vila, pintura, azulejaria,
arquitectura militar, monumentos, igrejas,
cidade romana de Eburobritium e que serão
acompanhadas por historiadores.
Carmona Rodrigues em debate
promovido pela AHP
Turismo é prioridade
para o candidato
à Câmara de Lisboa
No caso de ser eleito “vou chamar
a mim o pelouro do Turismo, pela
importância de que se reveste e pela
visibilidade que isso pode dar ao sector”
Para Carmona Rodrigues o “turismo tem
que ser encarado como uma vocação
de Lisboa”, estando esta actividade
na “primeira linha das orientações e
preocupações da autarquia”, caso vença as
próximas eleições. No caso de ser eleito
“vou chamar a mim o pelouro do Turismo,
pela importância de que se reveste e pela
visibilidade que isso pode dar ao sector”,
afirmou, acrescentando que a autarquia
continuará a ter um representante na ATL.
Quanto à questão dos novos equipamentos
para Lisboa, Carmona Rodrigues começou
por salientar a resolução do problema do
Parque Mayer, e referiu a aquisição, pela
CML, do Pavilhão de Portugal, no Parque
das Nações, tendo em vista a sua utilização
como espaço cultural e pólo museológico,
onde poderá vir a ser exposta a colecção
de arte do Comendador Berardo, com o
qual, garantiu, existem já conversações.
A deslocalização do Museu dos Coches, a
instalação, no Terreiro do Paço, do Museu
da Baixa Pombalina, a criação de um porto
para navios de cruzeiro, e uma intervenção
de fundo na zona ribeirinha entre o Terreiro
do Paço e o Cais do Sodré (“vamos ganhar o
rio sem perder o porto”, disse), devolvendo
este espaço à cidade como percurso
pedonal, foram outros projectos anunciados
com o objectivo de “dar vida à cidade, em
permanência e em todo o seu espaço”.
Quanto aos grandes eventos, Carmona
Rodrigues, considerando que Lisboa tem
todas as condições para os realizar (boa
imagem no exterior, capacidade organizativa
já demonstrada), afirmou que “temos que
ser imaginativos”, no sentido de ser Lisboa
a criar novos eventos estruturantes para o
turismo.
Aeroporto da Portela
é importante para o Turismo
e a Economia de Lisboa
Já no período de debate, uma das questões
colocadas pelos hoteleiros teve a ver com
a deslocalização do aeroporto de Lisboa
para a Ota, um problema que Carmona
Rodrigues considera não se colocar a curto
/ médio prazo. Mas a ser necessário uma
nova estrutura aeroportuária, o candidato à
Câmara Municipal de Lisboa defende que o
“desdobramento não tem que significar o
abandono da Portela, que é importante para o
turismo e a economia de Lisboa”. Neste caso,
disse, a opção passará pelo aproveitamento
de infra-estruturas já existentes (Montijo ou
Alverca), ou construindo um novo aeroporto
no campo de tiro de Alcochete. “Lisboa deve
tomar posição pública sobre este assunto”,
sublinhou, acrescentando que, na sua opinião,
a opção da Ota é inaceitável, entre outros
factores, por se encontrar fora da Área
Metropolitana de Lisboa.
Ainda no que se refere a equipamentos,
Carmona Rodrigues disse estarem a ser
estudadas várias alternativas para dotar
Lisboa de um Parque Temático (um espaço
de animação que substitua, com qualidade e
modernidade, a extinta Feira Popular), sendo
o Parque da Bela Vista Sul uma das hipóteses
em termos de localização.
Por último, e tendo em conta a importância
da formação para o Turismo, o candidato
independente à Câmara de Lisboa
concordou com a necessidade de dotar a
capital de uma Escola Hoteleira, dado que
a actual não tem condições para crescer: “é
necessário procurar uma solução rápida para
aumentar a formação neste sector”, sublinhou.
17
Internacional
Lisboa vista de fora
O destino ideal para uma escapadela de luxo
Uma das cidades mais modernas da Europa
18
A revista espanhola Tendencias, na sua
edição de Julho/Agosto 2005, dedica
onze páginas ao design e à moda em
Lisboa.
Continuando espanhol, na revista Fuera
de Série, o destaque vai para alguns dos
cafés com história na cidade de Lisboa:
o Nicola, a Brasileira, a Benard, entre
outros.
“La outra Lisboa” é o título de um
artigo que ocupa oito páginas na
edição de 11 de Junho na revista
espanhola Yo Dona. De acordo com
o seu autor, Lisboa é hoje uma das
cidades mais modernas da Europa e,
consequentemente, o destino ideal para
uma escapadela de luxo.
Ainda em espanhol, revista Chic, a
arquitectura na cidade de Lisboa é o
pretexto para seis páginas na revista.
O seu autor considera que a Lisboa de
hoje é uma cidade renovada, elegante
e com um sedutor estilo próprio que
se deve, em grande parte, à conjugação
do estilo manuelino como a nostalgia
do fado e a moda, o que apelida de
“saudade chique”.
Na revista italiana I Viaggi di Repubblica,
a região dos Templários é motivo para
artigo de catorze páginas na revista
e chamada de capa, terminando com
algumas sugestões para alojamento,
restauração, monumentos e
companhias aéreas.
“Come luccicano las Docas” é o título
de reportagem de doze páginas na
revista italiana Name, sobre a vida
nocturna, restauração, bares e locais da
moda na cidade de Lisboa.
Terminando em italiano, revista
Bell´Europa, a gastronomia na cidade
de Lisboa é o pretexto para duas
páginas na revista, sendo destaque os
restaurantes Bica do Sapato e Terreiro
do Paço.
I Viaggi di Repubblica
Região dos Templários em
artigo de catorze páginas
Bell´Europa
Restaurantes Bica do Sapato
e Terreiro do Paço em
destaque na revista italiana
Fuera de Série
Cafés com história na cidade de Lisboa
Name
Vida nocturna
e locais da moda
na cidade de Lisboa
19
Tendencias
Design e moda na cidade de Lisboa
Yo Donna
Lisboa com destino ideal para uma
escapadela de luxo
Chic
Lisboa cidade renovada, elegante
e com um sedutor estilo próprio
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Internacional
Lisboa
vista de fora
Business Traveler
destaca golfe ao
redor de Lisboa
20
A revista Business Traveler, que se publica em Nova Iorque, na sua
edição de Abril último, insere em duas páginas o tema do golfe ao
redor de Lisboa. No artigo “Golfing Around Lisbon”, o jornalista
Minty Clinch percorre os campos à volta de Lisboa, cujos buracos
são autênticos desafios para qualquer apreciador deste desporto,
destacando também as paisagens espectaculares que os cercam.
O texto dedica detalhes e pormenores sobre o Penha Longa Golf
Club e Oitavos de Golfe (entre Sintra e Cascais), por entre os
demais: Belas Golf Club, Estoril e Tróia Golf.
Acompanhado de boas imagens, trata-se de relevante trabalho sobre
o golfe na nossa região, redigido com muita precisão, para quem
procure os elementos e a informação adequados.
Hotel Solar do Castelo, íntimo e moderno
A mesma edição a Business Traveler menciona em página inteira
o Hotel Solar do Castelo, salientando que esta unidade hoteleira,
na Rua das Cozinhas, se encontra dentro das paredes do Castelo
de S. Jorge, citando ter sido esse espaço, inicialmente, a cozinha do
primeiro Palácio Real.
Unidade que sublinha como íntima e acessível apenas a pé, com vistas
estonteantes sobre a Lisboa histórica e Rio Tejo. Embora tratando-se
de uma construção do século XVIII, o hotel está decorado no estilo
tradicional português e com mobiliário contemporâneo, para lá de
todas as modernidades que a clientela mais exigente sempre solicita.
Alta tecnologia
no Museu das
Comunicações
Uma máquina de lavar faladora,
espelhos que duplicam como se
fossem écrans televisivos e um
jardim virtual entre outros items,
encontram-se entre as engenhocas
em exibição numa casa-modelo em
Portugal, como sendo o último grito da alta tecnologia, com objectivo de ajudar as pessoas
mais idosas ou incapacitadas a viver independentes, apresentando modelos ainda em
desenvolvimento nas Universidades.
É deste modo que a Agence France Presse (AFP) noticiou o projecto em exposição no
Museu de Comunicações em Lisboa, citado depois pela cnn.com. O artigo acrescenta
declarações do organizador do projecto, Gonçalo Areia: “Queremos provar às pessoas que
com novas tecnologias é possível manter gente idosa a viver em casa, mesmo que esteja um
tanto dependente”.
As soluções presentes são inúmeras, desde as mais simples, até uma cozinha faladora. O
projecto pertence ao arquitecto Tomás Taveira, que desenhou rampas em vez de escadas e
quartos não separados por portas para pessoas com dificuldades se movimentarem mais
facilmente, criando um melhor ambiente. “Tudo isto parece muito importante numa cidade
na qual um quarto da sua população alcançou já os 65 anos.
Em 2004 a exposição teve 20 mil visitantes número que vem aumentando gradualmente
sobretudo por visitas de estudantes.
“Lisboa Iluminada”
lançada por Nuno Cardal
e Pedro Dias
A Quimera acaba de publicar “Lisboa
Iluminada”, de Nuno Cardal e Pedro
Dias, um álbum fotográfico com mais
de 80 fotografias da cidade de Lisboa
à noite, 4 panoramas com 1,20 m de
largura com notável qualidade gráfica,
numa edição em português e inglês.
Ao longo da sua história, Lisboa tem
seduzido visitantes oriundos dos quatro
cantos do mundo, protagonizando uma
história de fascínio a que não será alheia a
proximidade do rio e a sua aura luminosa.
Mas a cidade que tão generosamente se
deixa captar no seu rosto diurno tem
também uma face crepuscular, e é essa
que aqui se retrata, na sua dualidade de
luz e sombra.
É a outra face da identidade de Lisboa,
por vezes melancólica, por vezes feérica,
onde reconhecemos um esplendor que
complementa o da cidade diurna e que
nos transporta para uma dimensão de
permanente festa de luz.
Como seria de esperar, os resultados mensais da
amostra fixa da hotelaria da Região de Lisboa em
Junho de 2005, exibiram uma quebra significativa
face ao mesmo mês de 2004, já que nessa altura se
estava em pleno Euro 2004. Esse evento gerou na
altura importantes fluxos de visitantes específicos,
com consequências extraordinárias nas taxas de
ocupação e especialmente no nível de preços
praticados. Era previsível que os valores obtidos
este mês fossem próximos dos atingidos em 2003,
o que talvez não fosse previsível é que, em alguns
casos, se tivessem atingido valores inferiores aos
desse ano. Com efeito, em termos acumulados,
a situação em 2005 revela valores de ocupação
semelhantes às de 2003 e com níveis de preços
praticados um pouco inferiores, o que determina
que os resultados económicos, medidos nos
valores por quarto disponível, se situem também
um pouco aquém da situação pré-Euro 2004.
Deste comportamento resulta que, pelo menos
para já, os efeitos desse evento, tenham deixado
de causar impacto positivo na hotelaria. Contudo,
poder-se-á esperar que os ganhos de imagem
adquiridos em 2004 tenham ainda influência nos
fluxos turísticos a um prazo mais dilatado, como
sucedeu, por exemplo com a Expo 98. Importa,
ainda assim, ter em atenção que as conjunturas
nos principais mercados emissores, na altura destes
dois eventos, são diametralmente opostas. Após
a Expo 98, o clima era de expansão económica, o
que não acontece actualmente, em que as pessoas,
entre outras coisas, tendem a ter maior rigor em
realizar despesas acessórias, como é o caso das
viagens turísticas.
De qualquer modo, importa ainda referir que os
resultados que aqui se divulgam, ao apresentarem
valores médios por unidade, não reflectem
directamente a evolução dos fluxos turísticos
absolutos para a região. Num cenário como
o actual, de expansão da oferta hoteleira, os
números de dormidas e hóspedes na hotelaria
podem inclusivamente ter aumentado (não
dispomos de dados precisos que permitam essa
conclusão – contudo os números de passageiros
movimentados no Aeroporto de Lisboa são
animadores e, em Lisboa, as perdas de ocupação
nas amostras são inferiores ao aumento da oferta).
No entanto, uma coisa parece ser certa, em função
dos resultados que aqui se publicam: esse eventual
acréscimo de fluxos turísticos ter-se-á distribuído
por um maior número de agentes da oferta,
contribuindo para a redução de alguns ganhos
individuais.
Os dados apresentados nesta edição do Observatório do Turismo
de Lisboa estão a ser comparados com 2004, ano em que Lisboa
acolheu o Europeu de Futebol.
ANÁLISES DESTA EDIÇÃO
AEROPORTOS E CRUZEIROS
REGIÃO DE LISBOA
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
HOTELARIA DO ESTORIL
HOTELARIA DA COSTA AZUL
HOTELARIA DE LEIRIA / FÁTIMA
HOTELARIA DO OESTE
ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006
INFOGEST: O QUE É?
INFOGOLFE
ÍNDICE LISBOA (VTQD-96)
Índice Lisboa (VTQD-96): 1465
Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível
do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade
21
AEROPORTOS & CRUZEIROS
AEROPORTOS
QUEDA NATURAL EM JUNHO NÃO IMPEDE CRESCIMENTO ANUAL
O movimento comercial de passageiros
no aeroporto de Lisboa registou
uma variação homóloga negativa
TRÁFEGO COMERCIAL EM JUNHO 2005
em Junho de -1,5%, o que pode
considerar-se satisfatório, uma vez que
a comparação é feita directamente
NÚMERO DE VOOS
NÚMERO DE PASSAGEIROS
com o mês do Euro 2004. Com este
Junho
Acumulado 2005
Junho
Acumulado 2005
desempenho mensal, o acumulado do
ano atenuou ligeiramente os valores
2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04
de crescimento face a 2004, que se
Lisboa
10.598
-4,8%
59.378
0,9%
959.397
-1,5% 5.161.346
4,3%
cifra agora em +4,3%. No número de
Porto
3.794
-16,1%
21.249
0,1%
261.301
-21,4% 1.391.424
0,7%
voos, a variação homóloga negativa
em Junho foi já mais pronunciada,
Faro
3.802
-2,0%
14.906
1,5%
562.400
3,0% 2.032.921
1,6%
fixando o crescimento acumulado em
1.028
5,3%
5.130
6,7%
75.496
9,6%
379.101
7,5%
valor marginal de 0,9%. Relativamente P.Delgada
aos movimentos de passageiros nos
S. Maria
166
29,7%
916
18,2%
7.849
58,9%
42.296
27,7%
outros aeroportos principais, é de
Horta
440
5,3%
2.053
1,2%
18.436
5,9%
81.422
-2,3%
notar os efeitos do Euro 2004 no
Porto (o acumulado passou dos +4,5%
Flores
130
8,3%
558
0,0%
3.386
10,4%
14.474
10,1%
de variação em Maio, para apenas
Funchal
2.028
5,2%
11.548
0,6%
180.548
9,3% 1.110.465
0,7%
+0,7% em Junho) e um crescimento
significativo na Madeira (9,3%), que
Porto Santo
580
1,4%
2.776
0,6%
15.369
0,2%
69.342
-6,5%
passou a registar valores acumulados
Total
22.566
118.514
2.084.182
10.282.791
positivos (+0,7%). Em Faro, a variação
mensal manteve-se estável face aos
Fonte: ANA Aeroportos
acumulados, que evidenciam nesta
altura um crescimento de 1,6%.
CRUZEIROS
INDICADORES ANUAIS REFORÇADOS PELO COMPORTAMENTO EM JUNHO
De Maio para Junho, os valores
acumulados dos vários indicadores
MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA
da actividade de cruzeiros passaram
todos a situar-se em plano positivo.
Junho
ACUMULADO ANUAL
O número de escalas recuperou
2004
2005
Var%
2004
2005
Var%
de uma quebra de 6,7% para um
crescimento de 0,9%. O número
Nº de navios
17
23
35,3%
116
117
0,9%
total de passageiros, que revelava
Nº Passageiros Totais
14.926
22.032
47,6%
92.159
102.660
11,4%
estagnação, passou a evidenciar uma
variação de mais 11,4%. O turnaround
Em Tournaround
963
1.836
90,7%
15.515
19.703
27,0%
continua em bom plano com 27% de
Em trânsito
13.963
20.196
44,6%
76.644
82.957
8,2%
crescimento face ao primeiro semestre
de 2004.
Fonte: Administração Porto de Lisboa
REGIÃO DE LISBOA
MÉDIAS GERAIS
EM
JUNHO 2005
Ocupação Quarto em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
### 64,8% 71,6% 61,7%
-13,8%
#### 64,2% 75,7% 68,0%
-10,2%
##### 62,0% 73,7% 58,6%
-20,5%
-13,4%
Síntese 63,9% 74,0% 64,1%
Acumulado de Janeiro a Junho
### 56,1% 57,8% 54,7%
-5,2%
#### 54,3% 58,1% 56,0%
-3,6%
##### 48,4% 52,6% 48,0%
-8,8%
-5,3%
Síntese 53,6% 56,9% 53,9%
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
46,77 80,99 48,51
-40,1%
####
75,28 129,14 69,74
-46,0%
##### 185,58 311,12 179,37
-42,3%
-44,1%
Síntese 88,81 150,33 84,10
Acumulado de Janeiro a Junho
###
44,33 51,42 44,30
-13,9%
####
64,92 78,35 62,32
-20,5%
##### 153,56 192,84 146,69
-23,9%
-19,9%
Síntese 75,30 91,04 72,95
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
30,29 58,03 29,95
-48,4%
####
48,36 97,78 47,44
-51,5%
##### 115,03 229,21 105,04
-54,2%
-51,5%
Síntese 56,77 111,28 53,92
Acumulado de Janeiro a Junho
###
24,88 29,71 24,25
-18,4%
####
35,28 45,49 34,88
-23,3%
#####
74,28 101,49 70,41
-30,6%
-24,1%
Síntese 40,38 51,78 39,30
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
67,27 97,69 69,00
-29,4%
#### 111,47 164,58
99,44
-39,6%
##### 307,18 409,16 300,83
-26,5%
-33,3%
Síntese 137,54 192,39 128,38
Acumulado de Janeiro a Junho
###
65,76 71,52 63,93
-10,6%
####
99,44 113,63 94,68
-16,7%
##### 277,01 311,25 266,96
-14,2%
-13,6%
Síntese 122,66 136,94 118,25
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
43,57 70,00 42,59
-39,2%
####
71,60 124,62 67,64
-45,7%
##### 190,41 301,44 176,17
-41,6%
-42,2%
Síntese 87,92 142,42 82,31
Acumulado de Janeiro a Junho
###
36,91 41,31 34,99
-15,3%
####
54,04 65,98 52,99
-19,7%
##### 133,99 163,81 128,15
-21,8%
-18,2%
Síntese 65,77 77,88 63,71
QUEBRA GENERALIZADA COM OCUPAÇÃO
ACIMA DE JUNHO DE 2003
Sendo os componentes das diversas zonas da região a fonte de dados, é natural
que o conjunto seja o reflexo da situação dos seus constituintes.
Com efeito, os valores são bastante inferiores aos homólogos de 2004 e, na
maioria dos casos, situam-se mesmo abaixo dos verificados em 2003. De facto,
somente a ocupação é positiva quando comparada com Junho de 2003.
Um conjunto muito alargado de influências negativas fortes - entre elas
a economia dos países de origem dos visitantes da região - induz a um
comportamento de quebra. No entanto, a evolução futura, a ocorrer da mesma
forma que no perído pós-Expo, potenciará a operação em crescendo nos
próximos tempos.
JUNHO 2005
VALORES MÁXIMOS,
MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
23
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### ####
Hotéis Amostra Fixa
13
29
Quartos Amostra Fixa
2193 5123
Camas Amostra Fixa
4020 10023
Junho de 2005
### Total
35
77
3290 10606
6405 20448
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
MÉDIAS GERAIS
EM
JUNHO 2005
Ocupação Quarto em Junho
2003 2004 2005 Variação 05/04 xL
### 82,1% 88,4% 68,2%
-22,8% 68,9%
#### 63,7% 80,4% 69,4%
-13,7% 68,5%
##### 60,4% 72,6% 60,6%
-16,5% 64,7%
-16,7% 67,7%
Síntese 66,5% 80,0% 66,6%
Acumulado de Janeiro a Junho
### 75,7% 76,1% 69,9%
-8,1% 68,6%
#### 56,5% 62,4% 61,1%
-2,2% 59,1%
##### 48,0% 53,8% 49,0%
-8,9% 51,0%
-5,9% 59,4%
Síntese 57,8% 63,0% 59,3%
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2003 2004 2005 Variação 05/04 xL
### 51,54 92,64 51,21
-44,7% 53,67
#### 82,38 145,79 78,24
-46,3% 76,60
##### 188,50 310,48 181,79
-41,5% 162,89
-43,5% 90,15
Síntese 104,46 175,46 99,19
Acumulado de Janeiro a Junho
### 47,73 55,76 46,57
-16,5% 49,88
#### 70,96 87,05 69,10
-20,6% 67,97
##### 152,74 193,11 147,98
-23,4% 135,20
-20,7% 76,70
Síntese 85,51 104,84 83,15
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2003 2004 2005 Variação 05/04 xL
### 42,31 81,88 34,93
-57,3% 39,96
#### 52,46 117,26 54,33
-53,7% 52,45
##### 113,88 225,52 110,19
-51,1% 105,45
-52,9% 61,04
Síntese 69,51 140,34 66,09
Acumulado de Janeiro a Junho
### 36,12 42,45 32,56
-23,3% 34,23
#### 40,07 54,33 42,20
-22,3% 40,20
##### 73,27 103,86 72,47
-30,2% 68,97
-25,4% 45,56
Síntese 49,46 66,08 49,31
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2003 2004 2005 Variação 05/04 xL
### 69,21 107,56 69,99
-34,9% 71,13
#### 111,05 181,99 107,43
-41,0% 103,75
##### 301,95 400,31 277,83
-30,6% 242,07
-34,9% 126,43
Síntese 154,31 220,34 143,48
Acumulado de Janeiro a Junho
### 66,34 73,01 63,66
-12,8% 65,61
#### 101,13 120,93 99,97
-17,3% 97,05
##### 261,17 296,59 246,93
-16,7% 223,26
-15,8% 114,09
Síntese 132,50 151,47 127,58
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2003 2004 2005 Variação 05/04 xL
### 56,81 95,07 47,73
-49,8% 48,99
#### 70,72 146,38 74,59
-49,0% 71,04
##### 182,43 290,76 168,41
-42,1% 156,70
-45,7% 85,60
Síntese 102,69 176,23 95,61
Acumulado de Janeiro a Junho
### 50,21 55,58 44,52
-19,9% 45,02
#### 57,11 75,48 61,05
-19,1% 57,40
##### 125,28 159,51 120,92
-24,2% 113,90
-20,7% 67,77
Síntese 76,64 95,47 75,66
VALORES PRÓXIMOS DE JUNHO DE 2003
A situação de quebra a que assistimos hoje não é assim tão estranha. Já
tinha acontecido após a Expo 98. Talvez não tão esperado fosse o facto de os
indicadores terem voltado para níveis semelhantes a 2003, em vez de se situarem
algo acima deste ano. Será, portanto, apenas durante os próximos tempos que
o eventual efeito impulsionador se venha a verificar e os números de Lisboa
possam reflectir uma melhoria. Em suma, os valores de Junho, são equivalentes a
Junho de 2003, talvez um pouco inferiores no conjunto. Mas se considerarmos o
aumento de oferta e o consequente impacto desse fenómeno, os resultados que
a cidade atingiu podem ser considerados como uma boa capacidade de resposta,
especialmente ao nível da manutenção de índices de ocupação semelhantes.
JUNHO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
LX
XL
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### ####
Hotéis Amostra Fixa
6
11
Quartos Amostra Fixa
1551 2678
Camas Amostra Fixa
2890 5207
Junho de 2005
### Total
9
26
1183 5412
2341 10438
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### ####
Hotéis Amostra Fixa
8
24
Quartos Amostra Fixa
2046 4811
Camas Amostra Fixa
3724 9252
Junho de 2005
### Total
20
52
2059 8916
3989 16964
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta
exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e
Residênciais, independentemente da sua data de abertura.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DO ESTORIL
MÉDIAS GERAIS
EM JUNHO
2005
Ocupação Quarto em Junho
2005
###
72,4%
####
69,2%
#####
50,5%
Síntese
67,6%
Acumulado de Janeiro a Junho
###
52,4%
####
50,9%
#####
40,2%
Síntese
49,9%
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2005
###
55,83
####
59,17
#####
176,30
Síntese
70,16
Acumulado de Janeiro a Junho
###
47,46
####
54,21
#####
160,49
Síntese
63,85
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2005
###
40,45
####
40,95
#####
89,05
Síntese
47,44
Acumulado de Janeiro a Junho
###
24,89
####
27,58
#####
64,56
Síntese
31,85
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2005
###
73,41
####
87,63
#####
313,03
Síntese
106,21
Acumulado de Janeiro a Junho
###
66,39
####
89,09
#####
325,89
Síntese
108,22
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2005
###
53,18
####
60,65
#####
158,12
Síntese
71,82
Acumulado de Janeiro a Junho
###
34,81
####
45,32
#####
131,10
Síntese
53,97
HOTÉIS DE 3 E 4 ESTRELAS LONGE
DOS VALORES DOS HOTÉIS DE 5 ESTRELAS
Não há elementos de comparação dentro da zona e a extrapolação para outras
situações pode ser extemporânea. É, no entanto, de acreditar que os mesmo
factores que influenciaram a operação nas zonas circundantes tenham tido um
mesmo efeito, provocando um comportamento muito similar nesta zona.
Os números parecem bem escalonados, com alguma probabilidade de se
situarem ligeiramente abaixo dos de 2003, já que a comparação com o período
do Euro 2004 terá certamente sido penalizadora a exemplo de outras áreas.
Há no entanto uma situação que ressalta dos números: quer os hotéis de 3
estrelas, quer os de 4, movimentam-se em intervalos muito semelhantes.. Dado
o afastamento que os 5 estrelas apresentam em relação a estas duas categorias,
poderá parecer que este resultado é mais negativo para os 4 do que positivo
para os 3.
JUNHO 2005
VALORES MÁXIMOS,
MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
25
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - ESTORIL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### ####
Hotéis Amostra Fixa
3
6
Quartos Amostra Fixa
188
969
Camas Amostra Fixa
373 2038
Junho de 2005
### Total
6
15
479 1636
953 3364
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DA COSTA AZUL
MÉDIAS GERAIS
EM
JUNHO 2005
Ocupação Quarto em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
### 52,7% 66,4% 35,4%
-46,7%
#### 51,7% 58,6% 46,3%
-21,0%
-31,9%
Síntese 52,1% 61,8% 42,1%
Acumulado de Janeiro a Junho
### 39,7% 40,6% 33,6%
-17,3%
#### 38,5% 37,8% 34,9%
-7,7%
-11,7%
Síntese 39,0% 38,9% 34,4%
VALORES MAIS PRÓXIMOS DE 2003
A Costa Azul apresenta, tal como a generalidade das outras zona da região de
Lisboa, números mais próximos de 2003 do que 2004. O que ressalta como mais
evidente são as quebras bastante evidentes na ocupação, mais marcadas nos
hotéis de 3 estrelas mas, mesmo assim, bastante importantes na outra categoria.
Os valores económicos - sendo da mesma ordem de grandeza, dado que as
quebras para 2004 são muito mais importantes -, são, por norma, mais baixos,
salvo num único indicador, as Vendas Totais por Quarto Vendido, onde os
números são um pouco superiores. Sendo uma zona estival, situações de crise
serão muito mais evidentes, reflectindo de uma forma muito marcada a situação
geral do país e de alguns mercados emissores externos.
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
41,33 60,31 41,84
-30,6%
####
60,54 74,16 57,71
-22,2%
-22,9%
Síntese 52,70 68,14 52,51
Acumulado de Janeiro a Junho
###
41,36 45,28 41,69
-7,9%
####
54,49 57,70 51,56
-10,7%
-8,9%
Síntese 49,08 52,47 47,80
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
21,76 40,06 14,82
-63,0%
####
31,30 43,45 26,72
-38,5%
-47,5%
Síntese 27,45 42,08 22,09
Acumulado de Janeiro a Junho
###
16,43 18,38 13,99
-23,9%
####
20,95 21,79 17,97
-17,5%
-19,6%
Síntese 19,13 20,41 16,42
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
54,78 72,03 56,08
-22,1%
####
81,22 93,85 85,59
-8,8%
-10,0%
Síntese 70,43 84,37 75,92
Acumulado de Janeiro a Junho
###
54,69 59,18 57,89
-2,2%
####
83,56 84,64 78,22
-7,6%
-4,6%
Síntese 71,67 73,91 70,49
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
28,84 47,85 19,87
-58,5%
####
42,00 54,99 39,63
-27,9%
-38,7%
Síntese 36,69 52,11 31,94
Acumulado de Janeiro a Junho
###
21,73 24,03 19,43
-19,1%
####
32,13 31,96 27,26
-14,7%
-15,8%
Síntese 27,93 28,75 24,21
JUNHO 2005
VALORES MÁXIMOS,
MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
####
6
989
2078
Junho de 2005
### Total
7
13
630 1619
1406 3484
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA LEIRIA/FÁTIMA
MÉDIAS GERAIS
EM
JUNHO 2005
Ocupação Quarto em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
### 50,9% 57,1% 62,1%
8,6%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese 44,8% 48,9% 47,0%
-3,8%
LEIRIA FÁTIMA EM TENDÊNCIA POSITIVA
EM ALGUNS INDICADORES
Esta zona é a única, no panorama da região de Lisboa, onde são positivos alguns
indicadores de operação. Com efeito a ocupação e as vendas totais por quarto
disponível são positivas em comparação com os homólogos de 2004. Claro
que isso implica também uma comparação positiva com 2003, situação onde
o cenário é francamente melhor do que a generalidade das outras zonas da
região.
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
40,88 59,72 49,59
-17,0%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese 43,06 45,90 45,57
-0,7%
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
20,81 34,13 30,77
-9,8%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese 19,29 22,44 21,42
-4,5%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
66,40 71,71 70,53
-1,6%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese 67,30 65,52 63,87
-2,5%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2003
2004
2005 Variação 05/04
###
33,81 40,98 43,77
6,8%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese 30,14 32,02 30,03
-6,2%
JUNHO 2005
VALORES MÁXIMOS,
MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
27
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - LEIRIA/FÁTIMA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
Junho de 2005
###
9
599
1116
A amostra de Leiria/Fátima tem como base o Universo de hotéis Full Service da zona, é fixa
e composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- a dimensão oficial das unidade segundo números publicados pela DGT;
- a totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- as receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- as receitas totais da operação, sem IVA; sem receitas extraordinárias ou de operações financeiras.
HOTELARIA OESTE
MÉDIAS GERAIS
EM
JUNHO 2005
Ocupação Quarto em Junho
2005
Síntese
39,4%
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese
35,8%
Preço Médio por Quarto Vendido em Junho
2005
Síntese
58,75
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese
54,26
VALORES REGISTAM MELHOR DESEMPENHO
NO MÊS DO QUE NOS ACUMULADOS
Como seria de prever, os valores mostram uma subida em todos os indicadores
face ao mês anterior. Estamos no meio da época alta, pelo que é natural que os
valores mensais sejam melhores do que os acumulados.
Como não existem dados comparativos e como é opinião geral que os efeitos do
Euro não foram muito marcantes na zona, é de crer - considerando os efeitos da
conjuntura - que a operação se situe mais perto de valores de 2004 do que de
2003.
Preço Médio por Quarto Disponível em Junho
2005
Síntese
23,16
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese
19,43
Vendas Totais por Quarto Vendido em Junho
2005
Síntese
112,64
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese
107,85
Vendas Totais por Quarto Disponível em Junho
2005
Síntese
44,40
Acumulado de Janeiro a Junho
Síntese
38,62
JUNHO 2005
VALORES MÁXIMOS,
MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - OESTE
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
junho de 2005
Síntese
13
980
1951
Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa
proposta da respectiva Região de Turismo.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
OBJECTIVOS 2006
A visão geral dos gráficos e indicadores gerais é de queda generalizada. No entanto é algo que pode levar a conclusões
precipitadas. Sendo cada um dos pontos a representação dos acumulados nessa data, torna-se evidente que estamos hoje na
mesma situação que em 2003. Ou seja, o efeito do Euro 2004 deixou de se sentir e o saldo positivo deverá começar a sentirse agora. O Índice Lisboa mostra isso de forma bem marcada. Sob o ponto de vista evolutivo, é normal que, após um evento
marcante, haja um retomar de números da mesma ordem de grandeza, ou ligeiramente acima dos que se verificavam no
período anterior, continuando a partir daí para melhores desempenhos.
Obviamente que todos desejam que se mantivesse a tendência de bom crescimento que os eventos propiciam enquanto
motores de determinada região, partindo de imediato dos valores obtidos e potenciando os resultados. Não é isso o que se
tem passado e hoje devemos estar no limiar de mais uma confirmação desse comportamento.
LISBOA CIDADE
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1021
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1003
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1000
OBSERVATÓRIO
ÍNDICES POR REGIÃO
VALORES DE OCUPAÇÃO
O Objectivo para Junho de 2005 era de: 55,87%
O valor atingido foi de: 56,18% - 0,55% acima do objectivo
ESTORIL E SINTRA
VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR
29
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 969
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1004
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 998
COSTA AZUL
Objectivo para Junho de 2005 era de: 80,18 €. O valor atingido foi de:
75,08 € -6,79% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário
para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento
mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,59 €.
Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 14,2%.
VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 945
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1031
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 982
LEIRIA E FÁTIMA
Objectivo para Junho de 2005 era de: 71,83 €. O valor atingido foi de:
66,82 € - -7,49% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário
para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €.
O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente
de: 0,56 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 15,0%.
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1020
Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1073
Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Junho de 2005: 1022
Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados
acumulados do ano 2003.
Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dez de 2003
Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses
Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual
Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência.
INFOGEST
INFOGEST: O QUE É?
O que tem vindo a ser publicado regularmente pelo Turismo de Lisboa?
Este ano, a par de alguns alargamentos importantes, constituiu-se uma
amostra que representa a totalidade das unidades, independentemente
do seu tipo ou idade, num total de 52 unidades na cidade (amostra xL),
ao mesmo tempo que se manteve a amostra de 77 unidades full service
da região de Lisboa.
Desde os anos oitenta que várias
entidades reuniam informações sobre
a operação hoteleira da cidade de
Lisboa, mas os métodos empregues
tornavam-nas susceptíveis de variações
anormais, atrasadas e de resposta
complicada.
Em 1997, por sugestão e
acompanhamento técnico de um
conjunto de directores de hotéis de
Lisboa, alterou-se substancialmente
a recolha, focando-a em aspectos
relevantes e introduzindo regras muito
simples.
Até essa data os cálculos eram
efectuados após o recebimento
de um número pré seleccionado
de questionários distribuídos
universalmente e de mês para mês
a variação da ordem pela qual eram
recebidas introduzia flutuações
espúrias nos resultados.
Foi constituída, nessa data, uma
amostra fixa, essencialmente baseada
no mesmo número de respostas
do mesmo grupo de hotéis. Eram
unidades em funcionamento há mais
de 3 anos, full service e que estivessem
dispostas a participar regularmente,
fossem ou não membros do Turismo
de Lisboa. Conseguiu-se o acordo
e participação de 23 unidades, de
3, 4 e 5 estrelas, dando-se início ao
que passaria ser conhecido como a
InfoGest.
De realçar que a aceitação por parte
de todas as unidades da cidade,
permitiu, em fases posteriores, o
alargamento a outras zonas da Região
com amostras próprias.
Este ano, a par de alguns alargamentos
importantes, constituiu-se uma
amostra que representa a totalidade
das unidades, independentemente
do seu tipo ou idade, num total de
52 unidades na cidade (amostra xL).
Ao mesmo tempo, mantiveram-se
as várias amostras, entre elas a que
suporta a InfoGest Lisboa Cidade, com
26 unidades, e a da Região de Lisboa,
com 77 (em ambos os casos, unidades
full service em funcionamento há mais
de 3 anos). Basicamente, pretendeu-se
mostrar as diferenças entre a hotelaria
de funcionamento solidificado e a
nova vaga de unidades.
CONFIDENCIALIDADE, SIMPLICIDADE
E RAPIDEZ
Actualmente a InfoGest integra 132
unidades, todas elas a enviarem
respostas nos primeiros 15 dias de
cada mês, de modo a poderem ser
publicados os resultados no mês
seguinte ao que dizem respeito.
Esta colaboração é ainda mais
relevante, sabendo que os dados
só podem ser publicados depois da
chegada do último questionário.
É essa rapidez e a profundidade
da informação obtida, que torna
útil este trabalho, proporcionando
que, ao longo do tempo, tenhamos
tido solicitações de alargamento
da amostra, ao mesmo tempo que
se verifica uma total participação.
Também o reconhecimento oficial
chegou, pois alguma da informação
produzida serve como medida do
desempenho em alguns dos objectivos
estabelecidos no plano de Marketing
da Região de Lisboa, um documento
que serviu de base à Contratualização
da Promoção Turística para a Região
de Lisboa.
O aspecto, a informação disponibilizada,
a cobertura e a fidelidade foram,
entre outras vertentes, desenvolvidas
de acordo com as necessidades e os
objectivos propostos, mantendose sempre as características básicas
originais: confidencialidade,
simplicidade e rapidez.
O aspecto, a informação
disponibilizada, a cobertura
e a fidelidade foram,
entre outras vertentes,
desenvolvidas de acordo
com as necessidades e
os objectivos propostos,
mantendo-se sempre as
características básicas
originais: confidencialidade,
simplicidade e rapidez.
OBSERVATÓRIO
JUNHO DE 2005
GARANTIA DE FIABILIDADE
NA INFORMAÇÃO
A fidelidade da informação é
presentemente mantida por métodos
que permitem evidenciar eventuais
discrepâncias na informação recebida, ao
mesmo tempo que foram eliminadas as
intervenções humanas nos diversos passos
do cálculo, impedindo ou prevenindo
possíveis erros e omissões.
Do mesmo modo, manteve-se a
informação independente de qualquer
desvio ou influências, garantindo a
máxima fidelidade dos resultados obtidos.
Considerar a dimensão oficial registada
da unidade para eliminar possíveis
variações artificiais de oferta, manter a
representatividade sempre acima dos 7080% são exemplos de medidas adoptadas
nesse sentido.
A representatividade sempre foi dos
principais aspectos considerados, quer
pela correspondência com o universo,
quer como espelho da realidade. Em
abstracto, qualquer amostra é apenas uma
amostra e não o universo. No entanto,
não é credível que, sendo a percentagem
dos não incluídos muito baixa, os cerca
de 10 a 15% que ficam de fora tenham
resultados de tal forma díspares que
influenciem os resultados do universo num
sentido não coincidente com a amostra. E
mesmo que tal aconteça, é essa pequena
percentagem que é díspar do universo,
pelo que os resultados obtidos poderão
ser considerados como representativos dos
comportamentos do universo, mostrando
os exactos resultados da amostra.
Outra questão que merece uma explicação
aos leitores tem a ver com os dados
comparativos obtidos a partir de dados de
amostras e anos diferentes. Em algumas
fases do percurso, foi possível recuperar
informação de anos anteriores em
unidades incluídas nas novas amostras.
Mas isso tornou-se difícil ou impossível
com a entrada no mercado de unidades
abertas depois de 1996 ou com variações
de dimensão.
Os mais puristas poderão considerar
apenas a evolução e os comportamentos,
ignorando os resultados absolutos, no
entanto nada nos leva a considerar
que não sejam comparáveis resultados
obtidos para amostras diferentes
desde que tenham o mesmo nível de
representatividade, o que sempre
assegurado desde o início.
31
A InfoGest integra 132
unidades e os resultados são
sempre publicados no mês
seguinte ao que dizem respeito.
PARA ALÉM
DA INFOGEST
O Turismo de Lisboa tem capacidade para publicar informação mais
profunda ou mais elaborada, como seja a correspondência entre preços
constantes ou correntes, entre outros indicadores. Toda essa informação
existe, é produzida, está disponível ou pode ser calculada. No entanto,
a simplicidade e o leque da apresentação actual, além de ser superior
a qualquer informação comummente disponibilizada, contém, em si,
informação suficiente para os objectivos da sua publicação. Outros
trabalhos estão correntemente disponíveis pelos canais próprios do
Turismo de Lisboa.
A informação produzida está disponível de várias formas, obviamente
sempre com algumas reservas. A mais rápida distribuição é reservada
aos prestadores da informação pelo site do Turismo de Lisboa assim
que é apurada. Seguidamente a distribuição é incluída na revista que
o Turismo de Lisboa envia mensalmente aos seus membros e a mais
algumas entidades seleccionadas. Paralelamente disponibilizamos
alguma informação sectorial a alguns pedidos expressos por outras vias,
sempre que tal seja possível e a sua utilização do interesse geral.
O apoio e colaboração dos prestadores e dos destinatários da
informação na colaboração à realização dos comentários, nas sugestões
de alargamento ou na boa recepção às duvidas e esclarecimentos que
por vezes se tornam necessárias à validação dos resultados, é facto que,
finalmente, não podemos deixar de agradecer e enaltecer.
INFOGOLFE
2005
2004
Variação
Volt. Possível
76,940
75,168
2,4%
Ocupação em Junho
Sócio
28,1%
9,363
12,2%
33,7%
9,816
13,1%
-4,6%
Não Sócio
12,319
16,0%
15,485
20,6%
-20,4%
Resultados em Junho por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio Realizada
2005
20,75
36,47
39,68
2004
23,71
38,76
36,51
Variação
-12,5%
-5,9%
8,7%
2005
2004
Variação
Ocupação de Janeiro a Junho
Volt. Possível
Total
Sócio
418,992
161,642
38,6%
58,799
14,0%
375,552
149,403
39,8%
59,021
15,7%
11,6%
8,2%
-0,4%
Não Sócio
102,645
24,5%
90,143
24,0%
13,9%
Resultados de Janeiro a Junho por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio Realizada
2005
22,09
34,79
38,20
2004
20,87
34,59
36,74
Variação
5,8%
0,6%
4,0%
Total
21,644
25,314
-14,5%
QUEBRA NA OCUPAÇÃO
DE NÃO-SÓCIOS
Este mês a ocupação esteve abaixo do
normal e em contracorrente do que tem
acontecido este ano. Têm sido normais
ocupações com boa expressão e este
mês isso não aconteceu. Tal ficou a
dever-se a quebra algo importante dos
não sócios (Junho de 2004, talvez por
influência do Euro, foi muito bom neste
capítulo e talvez isso também ajude a
explicar esta variação). Os sócios, ao
apresentarem uma ligeiríssima descida,
mantiveram-se em registos normais.
Por consequência, o green fee desceu
apreciavelmente, provocando um
abrandar da receita total. No entanto os
valores acumulados, mantendo embora
a tendência geral que apresentam
desde o início do ano, retrocederam
ligeiramente.
A composição das nacionalidades
não sofreu modificações este mês,
mantendo a composição habitual.
VOLTAS POR CAMPO EM JUNHO
Dez
29,3
VnSR
Junho de 2005
Campos
Amostra Fixa
9 buracos 18 buracos
4
13
2
12
50,0%
92,3%
Total
17
14
82,4%
LEGENDA:
VP/Dia
VR/Dia
VSR/Dia
VnSR/Dia
Voltas possíveis, por dia
Voltas realizadas, por dia
Voltas de sócios realizadas, por dia
Voltas de não sócios realizadas, por dia
Possíveis
Set
22,3
VSR
Ago
Jul
Jun
51,5
VR
Mai
Abr
Mar
183,1
VP
Fev
Jan
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
0
10000
20000
30000
40000
50000
60000
70000
PERCENTAGEM ABSOLUTA SÓCIO/NSÓCIO RECEITA POR VOLTA REALIZADA
Dez
Dez
R/Sócios
R/n Sócios
Nov
Nov
Out
Out
Set
Set
Ago
Ago
Jul
Jul
Jun
Jun
Mai
Mai
Abr
Abr
Mar
Mar
Fev
Fev
Jan
Jan
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
10
20
30
40
50
60
Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM
JUNHO % POR NACIONALIDADES
NÚMERO DE VOLTAS EM JUNHO
POR NACIONALIDADE
735
Esc
18,4%
Out
10,2%
630
Esc
226
EUA
322
Bx
F
Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa
(9 e 18 buracos). Os números utilizados neste estudo
são os seguintes:
- capacidade máxima de saídas indicadas
pelos campos para o mês;
- número de saídas e nacionalidades fornecidos
pelos campos;
- receitas de Fee, sem IVA;
- receitas Totais, sem IVA.
Realizadas
Nov
Out
Out
COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA
NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS
EUA
1,5%
Bx
2,9%
F
1,1%
192
485
D
485
E
E
1,6%
IR
149
GB
3.001
P
6.036
1
10
100
P
37,0%
D
3,8%
1.000
10.000
IR
1,9%
GB
21,7%
P-Portugal; GB-Grã-Bretanha;
IR-Irlanda; E-Espanha;
D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux;
EUA-Estados Unidos; Esc-Escandinávia;
Out-Outras Nações.
UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom
Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99
e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com
Internacional
Governo falha medidas
Hoteleiros espanhóis descontentes
A flexibilização dos custos aeroportuários,
a criação de incentivos fiscais, a escassez de
verbas para a promoção e modernização
e a política de expansão dos Paradores,
que contestam, são alguns dos temas que
a Confederação Espanhola de Hotéis e
Alojamentos Turísticos (CEHAT) afirma não
terem resposta do executivo espanhol.
De acordo com notícia divulgada pela
Presstur, a “CEHAT qualificou como
“decepcionante” o último Conselho
de Ministros de Espanha, supostamente
dedicado ao turismo, já que “não se
cumpriram as promessas feitas para o
sector”.
Considerando que o Conselho de Ministros
“parece que foi pouco preparado”, o
presidente da CEHAT, José Guillermo
Díaz Montañés, emitiu um comunicado,
afirmando que os hoteleiros espanhóis se
sentem defraudados face aos compromissos
anteriormente assumidos pelo ministro da
Indústria, Comércio e Turismo de Espanha,
José Montilla, e pelo secretário de Estado,
Pedro Mejía, durante o Congresso dos
Empresários Hoteleiros de Málaga, que se
realizou no passado mês de Abril.
Neste contexto, a confederação diz que
os 100 milhões de euros previstos pelo
Fundo Financeiro para a Modernização
das Infraestruturas Turísticas de Espanha
(FOMIT) são insuficientes para se
cumprirem os objectivos que se planearam
para a modernização das zonas turísticas
obsoletas.
Custos aeroportuários
na lista das reivindicações
Refere a Presstur que os hoteleiros
defendem que é necessário tomarem-se
várias medidas que lutem, nomeadamente,
a favor da flexibilização dos custos
aeroportuários, das medidas fiscais de apoio
a pequenas e médias empresas do sector e
pela bonificação na Segurança Social para
aqueles que arriscam e que criam emprego
fora da época alta.
Por outro lado, em matéria de promoção,
“não se assume a necessidade de se
adequar os orçamentos dedicados à
promoção da marca Espanha à realidade
turística actual, que demonstra uma
constante diminuição das pernoitas de
estrangeiros” e, no que toca à política de
expansão de “paradores”, os hoteleiros
não compreendem como o sector
privado deu 300 milhões de euros em 5
anos quando se diz que não há recursos
para se investir mais na promoção e, por
outro lado, porque o próprio governo
espanhol reconhece o excesso de oferta de
alojamento em algumas zonas de Espanha.
Quanto à criação do Conselho espanhol
de turismo, que tem o objectivo de
impulsionar iniciativas do sector e a
cooperação entre a iniciativa pública e
privada, a CEHAT considera que “não é
admissível a desproporção entre estes
dois sectores” já que o comité executivo é
composto por 7 membros, mas apenas um
deles pertence ao sector turístico.
Ainda a propósito das Low Costs
A edição de Maio da revista “Hotels” transcreve duas citações
de responsáveis hoteleiros europeus a propósito das alterações
de mercado provocadas pelo surto das companhias de baixo custo,
na secção “Desafios e Oportunidades”:
“As carreiras low cost criaram uma nova classe de pessoas
que nunca antes tinham viajado. As reduções de preço que estas
pessoas encontram nos bilhetes de avião estão a ser usadas para
investir na acomodação”.
Tobias Ragge, assistente do Director Executivo do Hotel Reservation
Systems (HRS)
As low cost criaram
uma nova classe de
passageiros que nunca
tinham viajado antes.
“A proliferação de companhias de baixo custo aumenta
a possibilidade dos europeus viajarem para mais destinos de Short
Break. Os hotéis estão a tirar partido dessa situação, bem como
de pacotes de lazer online e promoções táticas”.
Arie Van der Spek, Director de Operações para a Europa
do InterContinental Hotels Group
33
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Lisboa no Congr
Bernardo Trindade quer apoiar privados
Multiplicar a imagem do país
e valorizar a oferta
Easy Jet
transporta
meio milhão
para Lisboa
34
“Gostaria de deixar-vos
uma novidade, pequeno
exemplo daquilo que se
pretende venha a ser o
futuro: Lisboa vai receber
meio milhão de passageiros
nos próximos 5 anos, de
Outubro a Março, através
da companhia low cost
Easy Jet. Serão 12 rotas, a
baixo preço, com partida
de cidades dos principais
mercados emissores para
Portugal e com elevado
valor para o turismo de
negócios e para o produto
City Breaks.”
A estabilidade política no nosso país deverá
reflectir a confiança necessária e a esperança
de podermos, todos, realizar um trabalho
coerente, marcado pela linha do progresso e de
enriquecimento do país.
Há que começar por lembrar que o Estado
não gera riqueza, mas antes, cria as condições
favoráveis para potenciar essa riqueza. Estamos a
trabalhar para isso, considerando ser esse, mais
do que qualquer outro, o nosso desígnio.
A forma de o fazer é pondo à disposição
do investidor, uma série de instrumentos
facilitadores da actuação dos privados: a nível
legislativo, financeiro, do conhecimento, da
promoção, entre outros, visando sempre um
desenvolvimento turístico sustentado.
No campo legislativo, foram seleccionadas
prioridades como sejam a revisão do
enquadramento legal das Agências de Viagens,
das Empresas de Animação Turística e dos
licenciamentos dos empreendimentos turísticos.
Estão já em curso essas revisões e contamos
apresentá-las até o final do ano.
O nosso objectivo é aumentar e diversificar a
procura, requalificar a oferta.
Queremos mais turistas, por mais tempo e,
consequentemente, com maior consumo.
Estamos por isso a auscultar o mercado,
nomeadamente, as suas tendências e a evolução
dos fluxos. Há uma especial atenção em analisar
a concorrência (registando os exemplos a seguir
e aqueles que devemos evitar). Desta forma será
possível reequacionar a promoção, adaptando-a às novas realidades e comportamentos da
procura internacional.
Assumimos com honra o papel de promotores
institucionais da marca Portugal. Estamos neste
momento a trabalhar com outras actividades
económicas e não económicas no sentido de
uniformizar acções fora de fronteiras. Tornase fundamental multiplicar a imagem do país e
valorizar os seus sectores de oferta.
Consideramos que o esforço de união dos
intervenientes, nesta matéria, serve de exemplo
a todos quantos trabalham nesta actividade,
sejam públicos ou privados. Salientamos o papel
de cada um de nós, enquanto cidadãos, em
colaborar nessa promoção e divulgar a nossa
marca. O objectivo é fazer de cada português um
promotor da marca Portugal.
Excertos do discurso do Secretário de Estado
do Turismo, Bernardo Trindade, durante a
sessão de abertura do Congresso da CTP
Jorge Coelho defende nova política
para os aeroportos
Durante o Congresso do Turismo de Portugal, Jorge Coelho alertou para o impacto das low cost no
sector do Turismo, defendendo que “o crescimento significativo do tráfego das companhias de baixo
custo” e o seu “impacto no Turismo poderão ser factores suficientes para repensar a política de
aeroportos para a região de Lisboa”.
De acordo com o deputado, as companhias low cost poderão, no futuro, vir substituir os voos charter
nos destinos de Sol & Praia e, para as regiões de short breaks “podem ser uma mais-valia importante”.
Jorge Coelho alertou para a necessidade de não perdermos vantagens competitivas em relação a
outros destinos de Short Break, como já acontece com Praga ou Budapeste. Para responder ao
aumento da concorrência é necessário “reinventar o Turismo”, salientou.
As medidas prioritárias defendidas pelo deputado incluem o aumento, qualificação e diversificação da
procura, a par com a promoção da marca Portugal, que deve chegar junto dos operadores turísticos,
transportadoras aéreas e clientes finais, de forma reforçada.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
esso do Turismo
Presidente da República anuncia
“presidência aberta” sobre Turismo
“Reinventar o Turismo, afirmar Portugal”
foi a temática principal do 2º Congresso
do Turismo de Portugal que a Confederação
do Turismo Português (CTP) levou a cabo
nos dias 4 e 5 de Julho no Centro
de Congressos do Estoril.
A sessão de abertura do congresso
contou com a presença com a presença
do Presidente da República, que anunciou
uma presidência aberta dedicada ao
Turismo a realizar durante o segundo
semestre de 2005.
Na sessão de encerramento, o Ministro
da Economia e Inovação, Manuel Pinho,
reforçou a necessidade de o turismo se
orientar cada vez mais para “segmentos
de valor acrescentado”, como o turismo
residencial, “capaz de atrair as populações
mais ricas da Europa”. Para tal, “há que
aumentar o nível de qualificações”, seja
através do Inftur ou a nível empresarial.
Mas há também que “reforçar a imagem
dos nossos produtos turísticos, através do
reforço dos nossos valores patrimoniais,
ambientais e culturais”.
O encontro incluiu ainda com a
apresentação do estudo da SaeR, conduzido
por Ernâni Lopes, e contou com as
presenças do Secretário de Estado do
Turismo, Bernardo Trindade, do director
para a Europa da Organização Mundial
do Turismo, Luigi Cabrini, e do deputado
socialista Jorge Coelho, entre outras
individualidades.
Fórum Empresarial
para a Excelência
e Cooperação
A criação do “Fórum Empresarial para a
Excelência e Cooperação no Turismo foi
uma das conclusões deste congresso, que
traçou como um objectivo a cumprir o
aumento da receita turística per capita.
Para conseguir este objectivo, a CTP
propõe a criação de um novo quadro para
o investimento, a melhoria do produto
e sua envolvente, a criação de um novo
quadro competitivo e a qualificação e
desenvolvimento das pessoas.
A CTP propôs ainda a criação de um
“Observatório independente que, através
de indicadores mensuráveis, avalie a
contribuição das autarquias para o Turismo,
designadamente, nas áreas do ambiente,
ordenamento do território e na qualidade
de vida”.
Estudo da CTP defende extinção
das Regiões de Turismo
O estudo apresentado por Êrnani Lopes, da SAER, com o tema “Reiventando o
Turismo em Portugal”, promovido pela CTP, defende a extinção das regiões de
turismo, a criação ou adaptação do actual CEPT (Conselho Estratégico para a
Promoção Turística) para um Conselho Estratégico para o Turismo, e uma maior
formação dos empresários turísticos do país.
De acordo com notícia veiculada pela Turisver, estas foram algumas das ideias
que Êrnani Lopes apresentou no decorrer do II Congresso do Turismo de
Portugal, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril. O estudo tem 95
recomendações para o sector, baseadas e fundamentadas num trabalho e recolha
de elementos ao longo dos últimos 18 meses. De destacar ainda a defesa pelo
responsável para um modelo institucional que eleve o Turismo novamente a um
Ministério, detendo desta vez a Secretaria dos Transportes Aéreos e a criação
de uma Autoridade Nacional do Turismo. A criação de um Forum Empresarial
para a Excelência e a Cooperação no Turismo e de uma Célula Prospectiva de
Investigação e Inovação são outras das ideias que ficam.
“
Saliento a sua complementaridade com as
reflexões que vêem sendo feitas por agentes
ligados ao sector durante anos, e que nesta hora
não podemos nem devemos esquecer.
Assim, considerando que este estudo trará um
valioso contributo ao turismo nacional, deve ser
considerado não como uma solução acabada,
mas sim um início! O início de uma nova fase do
Turismo em Portugal, coincidente com a nova fase
governativa que agora vivemos.
“
Secretário de Estado do Turismo durante o Congresso
da CTP sobre o estudo “Reinventando o Turismo em
Portugal”, coordenado por Hernâni Lopes e elaborado
pela equipa da SaeR
35
Boletim Interno
MULTIPRODUTOS
36
Participação em Encontros,
Feiras e Workshops
WORKSHOPS Alemanha, Suíça e Áustria,
de 30 Maio a 2 Junho. Produção da ATL.
Organização conjunta da ATL e ICEP.
Presentes 15 empresas do trade nacional,
todas associados do Turismo de Lisboa.
Acção de promoção para o segmento
multiprodutos.
SITCATALUNHA 2005. A Região de
Lisboa participou neste evento
destinado ao público com espaço próprio
integrado no stand de Portugal.
Presentes 6 empresas associadas e com
módulo de negócio.
WORKSHOPS Reino Unido, de 13 a
16 de Junho. Acção de promoção do
segmento multiprodutos. Produção da
ATL. Organização conjunta da ATL e ICEP.
Presentes 7 empresas do trade nacional,
todas associados da ATL.
Parcerias com Operadores Turísticos
MERCADOS PRIORITÁRIOS Produção,
coordenação e envio de “Mailing”
periódico dirigido a Operadores Turísticos
e Delegações do ICEP nos mercados
prioritários, contendo lista de Eventos da
Área Promocional de Lisboa e Newsletter.
FRANÇA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para
produção de brochura de Inverno
“Europauli Portugal” do Operador
EUROPAULI. Produção e envio de materiais
gráficos de Lisboa.
REINO UNIDO Acompanhamento de
parceria e envio de informação e materiais
gráficos da cidade de Lisboa, para a
campanha online do Operador OTC.
PLANOS COMPLEMENTARES
REINO UNIDO Estabelecimento e
acompanhamento de parceria na produção
de brochura anual para 2006, entre a Costa
do Estoril e o Operador OTC – Online
Travel Cooperadtion.
MAILING MERCADOS VÁRIOS Produção
e envio de mailing electrónico: lista
de eventos 2006, lista de alojamento,
Newsletter, logotipos de Lisboa Region
e Lisboa Cidade em diferentes idiomas
e brochura light em formato pdf ,
para operadores turísticos, técnicos
das delegações do ICEP e agências de
comunicação.
P
r
o
m
Fam Trips com o Trade
( 3 visitas – 56 participantes)
BÉLGICA “Voyage d’étude Wasteels , em
colaboração com o Icep. O programa de
visita foi realizado na Região de Lisboa
(Cidade de Lisboa, Cascais e Estoril).
Presentes 21 elementos.
LUXEMBURGO “ Voyage d’étude Luxair
Tours” em colaboração com a Abreu. O
programa foi realizado na Região de Lisboa
(Cidade de Lisboa, Cascais e Estoril).
Presentes 19 elementos.
RÚSSIA“ Visita educacional Rússia”, em
colaboração com a Embaixada da Rússia.
Programa realizado na Região de Lisboa
(Cidade de Lisboa, Leiria/Fátima, Oeste,
Sintra, Cascais, Estoril e Costa Azul).
Presentes 16 elementos.
Press Trips
(14 visitas – 93 participantes)
BRASIL “TV Record”, em colaboração com
o ITP. Programa realizado na Região de
Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Sintra,
Oeste, Costa Azul e Leiria/Fátima). Presentes
5 elementos.
ITÁLIA “Radio Rai Due”. O programa da
visita foi realizado na Região de Lisboa
(Costa Azul). Presente 1 elemento.
FRANÇA “Hit Machine” em colaboração
com o ITP. O programa da visita foi realizado
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 20
elementos.
FRANÇA “Je Paris”. O programa da visita
foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa e Costa Azul). Presentes 2 elementos.
FRANÇA “L’Express” (jornal diário).
Programa realizado na Área de Sintra e na
Cidade de Lisboa. Presentes 2 jornalistas.
ALEMANHA “Lisa”. O programa da visita
foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 2
elementos.
REINO UNIDO “Coach Trip” em
colaboração com o ITP. O programa da
visita foi realizado na Região de Lisboa
(Tomar e Cidade de Lisboa). Presentes 30
elementos.
EUA “Cultura, Património e Arte / USA” em
colaboração com o ITP. O programa da visita
foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de
Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 5
elementos.
ISRAEL “Israel Good Life Channel” (TV), em
colaboração com o ITP. Programa realizado
o
ç
ã
o
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Estoril, Sintra, e Costa Azul). Presentes 5
elementos.
JAPÃO “Media Japan”, em colaboração
com o ITP. Programa realizado na Região
de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/
Fátima, Oeste, Estoril e Sintra). Presentes
7 elementos dos seguintes meios de
comunicação: “Travel Jornal” (jornal);
“Yomiuri Shinbun” (jornal); “Travel Vision”
(jornal); “Tabi” (TV).
BRASIL “Reporter Recorde” em
colaboração com o ITP. Programa realizado
na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Leiria / Fátima, Oeste, Sintra e Estoril).
Presentes 5 elementos do meio de
comunicação “TV Recorde”.
FINLÂNDIA “Estágios Desportivos”,
em colaboração com o ICEP. Programa
realizado na Cidade de Lisboa e na Costa
Azul. Presentes 2 elementos da Federação
Finlandesa de Desporto.
CHINA “CCTV” (TV), em colaboração
com o ITP. Programa realizado na Região
de Lisboa (Cidade de Lisboa, Leiria/Fátima,
Oeste e Sintra ). Presentes 4 elementos.
TUNISIA “RTT” (tv), em colaboração com a
Embaixada de Portugal. Programa realizado
na Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra.
Presentes 3 elementos.
CITY BREAKS
Parcerias com Operadores Turísticos
MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de
parcerias em curso com diversos operadores
estratégicos nos mercados prioritários para o
destino Lisboa. Produção e envio de material
gráfico para os operadores TUI da Alemanha
e PANTA REIZEN da Holanda. Produtos City
e Short Breaks.
HOLANDA. Estabelecimento e
acompanhamento de parceria na produção
de brochura de Inverno do operador OAD
REIZEN. Produção e envio de materiais
gráficos da Região Lisboa.
FRANÇA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para produção
de brochura de Inverno “Week-ends” do
operador EUROPAULI. Produção e envio de
materiais gráficos de Lisboa.
FRANÇA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para produção
de brochura de Inverno “Visite Europe” do
operador EUROPAULI. Produção e envio de
materiais gráficos de Lisboa.
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO
DA REGIÃO DE LISBOA - Junho de 2005
ITÁLIA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para
produção de brochura de Inverno
“Portogallo” do operador ATITUR.
Produção e envio de materiais gráficos
de Lisboa.
HOLANDA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para
produção de brochura de Inverno 2005/
06 “Hét Stedenprogramma” do operador
PANTA REIZEN. Produção e envio de
materiais gráficos de Lisboa.
HOLANDA Estabelecimento e
acompanhamento de parceria para
produção de brochura de Verão 2006
“Hét Stedenprogramma” do operador
PANTA REIZEN. Produção e envio de
materiais gráficos de Lisboa.
BENELUX Acompanhamento de
parceria, produção e envio de materiais
gráficos da Região de Lisboa, para a
brochura anual “City Trips” do operador
TRANSEUROPE.
MERCADOS PRIORITÁRIOS Produção,
coordenação e envio de “Mailing”
periódico dirigido a operadores turísticos
e delegações do ICEP nos mercados
prioritários, contendo lista de eventos da
Área Promocional de Lisboa e Newsletter.
Produtos City e Short Breaks.
Press Trips
(15 visitas – 103 participantes)
TURQUIA “Tour Turcos” em
colaboração com a Ana Aeroportos.
O programa da visita foi realizado
na Cidade de Lisboa. Presentes 60
elementos.
FRANÇA “ Wedding Magazine / França”.
O programa da visita foi realizado
na Cidade de Lisboa. Presentes 2
elementos.
ITÁLIA “Motociclismo”. O programa da
visita foi realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 2 elementos.
ITÁLIA “Elle Décor”. O programa da
visita foi realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 2 elementos.
ITÁLIA “TOP Girl” (revista mensal
feminina), em colaboração com a
agência de comunicação. Programa
realizado na cidade de Lisboa. Presentes
5 elementos.
ALEMANHA “Projecto Dr. Werner
Tobias” em colaboração com o ITP.
O programa da visita foi realizado na
Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos.
ESPANHA Vencedores do sorteio “
Crecer Feliz” ( Revista mensal infantil).
Presentes 2 elementos.
ESTADOS UNIDOS “Author Query”
(escritor), Directo. Programa realizado na
cidade de Lisboa. Presente 1 elemento.
ESTADOS UNIDOS Condé Nast
Traveller, em colaboração com o ICEP.
Lisboa. 1 elemento.
ESTADOS UNIDOS Livro sobre
especiarias. Contacto directo. O Programa
foiLisboa. 1 elemento.
REINO UNIDO “ Wedding Magazine ”. O
programa da visita foi realizado na Cidade
de Lisboa. Presentes 7 elementos.
REINO UNIDO “Refresh Magazine”
(revista mensal gay), em colaboração com
a agência de comunicação.
Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presente 1 elemento.
REINO UNIDO “Lisbon Market Story”
em colaboração com o ICEP. Programa
realizado na Cidade de Lisboa e Estoril.
Presente 1 elemento do “Evening
Standard” ( Jornal diário).
REINO UNIDO “ BBC” (TV), Directo.
Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 3 elementos.
RÚSSIA “3 Channel” (TV), Directo.
Programa realizado na Cidade de Lisboa.
Presentes 3 elementos.
Outros
Apresentação sobre a Associação de
Turismo de Lisboa a 36 representantes do
Governo da Coreia – Departamento de
Turismo.
GOLFE
Parcerias com Operadores Turísticos
HOLANDA Acompanhamento de
parceria, produção e envio de materiais
gráficos da Região de Lisboa, para a revista
“Early Birdie” do operador PIN HIGH
GOLF TRAVEL.
Press Trips
(1 visitas – 16 participantes)
MERCADOS VÁRIOS Fam Trip “PAGS”,
em colaboração com a Portugal Algarve
Golf Services. Programa realizado na
região de Lisboa (Cidade de Lisboa,
Estoril, Sintra, Oeste e Costa Azul).
Presentes 16 elementos.
TURISMO DE NEGÓCIOS
Press Trips (3 visitas – 14 participantes)
COLECTIVA Organização e
acompanhamento da visita. Com as seguintes
meios de comunicação provenientes dos
mercados Alemanha (Mobility&Business,
Hamburger Abendblatt) Holanda
(Event&Image, Zakenreis, Mice Travel)
Bélgica (Travel express, Travel magazine,
Business travel) e Itália (MISSION-La rivista
dei viaggi d’affari, Quality Travel Magazine).
Programa realizado na cidade de Lisboa,
Estoril e Costa Azul. Com presença de 10
jornalistas.
EUA “Incentive&Meetings International”.
Organização e acompanhamento durante
um dia. Em colaboração com Corinthia
Alfa hotel. Programa realizado na cidade de
Lisboa. Com presença de 1 jornalista.
EUA “PCMA Convene”, “Sucessful meetings”,
“Business traveler USA” Organização e
acompanhamento durante um dia. Em
colaboração com Corinthia Alfa hotel.
Programa realizado na cidade de Lisboa.
Com presença de 3 jornalistas.
Fam Trips (5 visitas – 57 participantes)
ESPANHA Organização e acompanhamento
de programa de um dia. Em colaboração
com PGA Portugalia e ICEP. Estiveram
presentes 10 “corporate meeting planners”
de Barcelona e Madrid. Programa realizado
na cidade de Lisboa.
ALEMANHA Patrocínio e acompanhamento
de um jantar. Estiveram presentes 8
representantes de agencias e “event
organisers” a convite do Estoril&Sintra
Convention Bureau. Programa realizado no
Estoril e Sintra e cidade de Lisboa.
ESPANHA Organização e acompanhamento
de programa de um dia. Em colaboração
com PGA Portugalia e ICEP. Estiveram
presentes 8 “corporate meeting planners”
ao convite da agencia Viagens Atlanta.
Programa realizado na cidade de Lisboa.
FRANÇA Patrocínio e acompanhamento de
um jantar. Estiveram presentes 23 membros
da AFAT a convite da Forum Tur. Programa
realizado na cidade de Lisboa, Estoril e
Sintra.
EUA Patrocínio e acompanhamento de
um tour de Lisboa. Estiveram presentes 8
incentive houses a convite da Especial Tours.
Programa realizado na cidade de Lisboa,
Estoril e Sintra e na Ilha da Madeira.
37
Boletim Interno
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Visões
Alexandra,
fadista
Qual a sua opinião sobre o turismo
e os turistas que nos visitam?
38
O nosso Portugal é um país
naturalmente vocacionado para
o turismo: um clima privilegiado,
localização costeira, uma vincada
vocação hospitaleira, gastronomia rica
e apetecível, uma cultura diversificada e
interessante, um património histórico
invejável e até o local escolhido pela mãe
de Jesus para contactos periódicos e
intensos com os humanos (portugueses,
neste caso!).
Acho que tudo isto constitui uma mais-valia que poucos têm e talvez o caminho
mais curto e menos penoso para a
tal recuperação económica que tanto
precisamos. Claro que isto só é possível
se forem criadas as condições necessárias
a nível de infra-estruturas hoteleiras,
meios de comunicação adequados e
formação de recursos humanos nessa
área. Já muito se tem feito mas muito
continua a haver para fazer.
Por aquilo que me é dado ver pelos
muitos turistas que visitam o meu
restaurante, O Marquês da Sé, o turista
estrangeiro em Portugal normalmente
encontra o que procura, porque também
não traz expectativas muito elevadas.
Sabe que somos um país de fracos
recursos, um povo simpático mas pouco
exigente; e por isso satisfaz-se com o
sol, mar e paisagens que temos.Visita
monumentos de grande beleza (nem
sempre bem preservados). Delicia-se com o que lhe damos a comer
– e sobretudo a beber. Gosta do fado,
acha piada à nossa língua e à nossa
autenticidade. Gasta pouco dinheiro
e acha-nos pessoas simples e abertas
– coisa que não abunda no mundo
“civilizado”. Perdoa-nos o vício que
temos de improvisar, a forma como
nos contentamos com o “assim-assim”,
a falta de requinte e de ambições. Até
à pequenez do nosso dia-a-dia acham
uma certa graça. Chamam-nos típicos
e pitorescos mas partem com uma
palavra nova e bem portuguesa no seu
vocabulário: SAUDADE.
Mercado chinês em foco
Lisboa e Madrid
apresentam candidatura
conjunta à União Europeia
As cidades de Lisboa e Madrid apresentaram uma candidatura conjunta à União Europeia
para apoio à realização de um conjunto de acções promocionais no mercado chinês.
A proposta foi apresentada à União Europeia no passado dia 9 de Junho, esperando-se
uma resposta durante o próximo mês de Setembro.
A abordagem ao mercado chinês envolve múltiplas acções com o objectivo de promover
os dois destinos em simultâneo e a parceria com Madrid constitui um exemplo de
sinergias que podem ser desenvolvidos para os mercados de longa distância.
Em parceria com a TAP
Turismo de Lisboa
quer captar
brasileiros
em trânsito
para a Europa
O Turismo de Lisboa está a
preparar um acordo com a TAP
no sentido de captar turistas
brasileiros em trânsito no
aeroporto de Lisboa.
A campanha pretende
transformar em turistas os
milhares de brasileiros que usam
o aeroporto de Lisboa como plataforma dos voos transcontinentais, a caminho de outros
destinos europeus. As ligações forçam estes passageiros a esperar algumas horas em
Lisboa pelos seus voos de ligação, mas o objectivo é que estes optem por ficar uns dias
na capital, impulsionando as receitas hoteleiras.
O programa será focado no mercado brasileiro, onde o Turismo de Lisboa e a TAP já vêm
a desenvolver outras campanhas promocionais, em parceria, com vista à promoção do
destino Lisboa neste mercado.
39
Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Volume de Negócios
da Accor cresce
5,6% no 1º trimestre
O volume de negócios da Accor
aumentou 5,6%, alcançando 1,676
millhões de euros nos primeiros três
meses de 2005, relativamente ao
mesmo período de 2004, anunciou a
cadeia hoteleira de origem francesa.
O primeiro trimestre de 2005 ficou
assinalado por dois elementos atípicos.
Por um lado, o mês de Fevereiro teve
menos um dia do que em 2004, o
que reduziu o volume de negócios
do trimestre em 1,1%, e por outro,
na maioria dos países europeus (com
excepção da França), as férias da Páscoa
foram em Março em vez de Abril, ao
contrário do que sucedera em 2004,
o que reduziu em 0,5% o volume de
negócios do primeiro trimestre.
Excluindo estes dois factores, o
aumento do volume de negócios do
primeiro trimestre de 2005 teria sido
de 5,4%, numa base comparável.
Hotéis de segmento
médio e alto cresceu 0,5%
40
O volume de negócios nos segmentos
alto e médio progrediu apenas 0,5%,
numa base comparável, embora a
situação tenha variado de mercado
para mercado. O volume de negócios
cresceu 8% nos Estados Unidos, graças
à retoma do ciclo hoteleiro e ao
aumento dos preços médios. Todavia,
a facturação recuou 0,5% em França,
num ambiente económico pouco
vigoroso, e caiu 2,7% no resto da
Europa, onde a mudança no calendário
de férias da Páscoa fez reduzir o
volume de negócios do trimestre em
3,1%. O efeito desta mudança, contudo,
é compensado nas duas primeiras
semanas de Abril.
Hotelaria económica
cresce consideravelmente
Numa base comparável, o volume
de negócios da hotelaria económica
cresceu 3,5% durante o trimestre,
incluindo 4,1% em França. Este
aumento resulta, sobretudo, do
aumento dos preços médios, que
cresceram 2,8% neste período.
A estratégia de expansão seguida na
Europa, onde foram abertos 24 hotéis
das marcas Ibis, Etap Hotel e Fórmule 1
nos últimos 12 meses, contribuiu para
um aumento de 6,7% no volume de
negócios registado neste segmento.
Boas Vindas
“Eleven”
lança novo
conceito de restauração em Lisboa
Onze amigos uniram-se por amor à
gastronomia e criaram o Eleven. O
restaurante situa-se na Rua Marquês de
Fronteira, exactamente em frente do Palácio
de Justiça, numa área até ao momento
totalmente virgem de edificações e rodeado
de zonas verdes.
Este restaurante possui um conjunto de
elementos tangíveis que o diferenciam e que
assumem uma importância determinante do
próprio conceito de experiência proposto
aos clientes. Assim, podemos destacar
desde logo a arquitectura do edifício, que
se assume como modernista e minimalista
nas formas e elementos decorativos
exteriores. É um edifício que utiliza materiais
naturais (pedra, madeira) e que está voltado
para o exterior, mercê das enormes
janelas viradas para o Tejo. Existem ainda
elementos de betão à vista que lhe conferem
vanguardismo e modernidade.
Um dos elementos centrais é a cozinha,
assumida como uma peça de decoração
em si mesma, visto que não só existe uma
transparência da zona de clientes, como
estes podem mesmo entrar na cozinha uma
vez que lá existe uma mesa para refeições.
O bloco central da cozinha (fogão) é
absolutamente excepcional, provavelmente o
melhor existente em Portugal.
O projecto arquitectónico, da autoria do
arquitecto João Correia, procurou acima de
tudo integrar o edifício na sua envolvente
exterior, por forma a preservar a relação
com os dois elementos mais marcantes da
sua localização: o verde do jardim e as vistas
sobre a cidade de Lisboa.
O projecto de arquitectura de interiores,
da autoria de Cristina Santos e Silva e Ana
Menezes Cardoso, é cosmopolita, elegante
e fiel à riquíssima tradição arquitectónica e
de elementos artísticos do Parque Eduardo
VII. Optou-se por utilizar materiais que
remetem para os elementos da Natureza:
as madeiras, a pedra, um xisto tornado
multicolor pela oxidação da água que se
infiltra nos seus veios, a cortiça, o ferro
natural e a ferrugem induzida nas chapas
que revestem paredes e outros elementos.
A iluminação, os têxteis, as cadeiras, a mise
en place da mesa, as velas.... tudo se conjuga
para criar um ambiente sofisticado, de um
luxo discreto e confortável, um ambiente
simultaneamente intimista e grandioso.
O restaurante tem um estacionamento
privativo com capacidade para cerca de 20
automóveis.
Um dos sócios é o Chefe Joachim Koerper,
um alemão de nascimento e mediterrânico
de adopção que é proprietário do
Restaurante Girasol, situado em Moraira
(Alicante) e que ostenta a classificação de
duas estrelas Michelin.
Este chefe tem como principal característica
a capacidade e empenho em adaptar a sua
capacidade criativa aos locais onde se situam
os restaurantes onde trabalha, recriando
pratos tradicionais e descobrindo novas
formas de utilizar os ingredientes disponíveis
nas nossas praças e mercados. Assim, em
termos gastronómicos, o restaurante
aposta numa cozinha de autor de inspiração
mediterrânica, com grande ênfase dada à
qualidade e frescura dos produtos utilizados.
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A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Actividades dos Associados
Horários
Terça a Domingo, das 10h00 às 18h00
(Horário Inverno) e das 10h00 às 19h00
(Horário Verão)
Valências
Auditório, Galeria Sala Cidade de
Lisboa, Galeria Sala Rio Tejo, Miradouro,
Serviços Educativos – Visitas Guiadas,
Zona de Snack, Disponível equipamento
de som e luz, projector de slides,
retroprojector, projector vídeo e tela
de projecção
Padrão dos
Descobrimentos
reabre ao público
Vinte anos após as últimas
obras de beneficiação, o Padrão
dos Descobrimentos
abre ao público de “cara lavada”.
No dia 22 de Julho, às 16h00, reabriu ao público um dos
monumentos mais emblemáticos da cidade de Lisboa, o Padrão
dos Descobrimentos. Após a substituição do elevador, uma
intervenção na coluna vertical e melhoramentos nas condições de
acolhimento, este equipamento, gerido pela EGEAC – Empresa de
Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - reabriu agora ao
público com a possibilidade dos visitantes acederem a mais dois
pisos pelo elevador (piso -1 e piso 6).
No interior do Padrão dos Descobrimentos encontra-se patente
a exposição “Uma Epopeia do Gesso à Pedra” (pisos -1 e 2),
um percurso sintético dos Descobrimentos Portugueses e sua
relação com as figuras retractadas no exterior deste Monumento.
No auditório pode ser visto o filme “Lisbon Experience” sobre a
história da Cidade de Lisboa.
Tendo como autores do projecto o arquitecto Cottinelli Telmo e
o escultor Leopoldo de Almeida, o Padrão dos Descobrimentos
foi erguido como monumento efémero em 1940, no âmbito da
Exposição do Mundo Português, sendo desmontado no final da
mostra. Em 1958 toma-se a decisão de reedificar o monumento
e, dois anos depois, o novo Padrão dos Descobrimentos é
inaugurado, por ocasião das comemorações do V Centenário da
morte do Infante D- Henrique, tendo também nessa altura sido
inaugurada a enorme Rosa-dos-Ventos em mármore. Em 1985, o
Padrão sofre importantes obras no seu interior, até então vazio, e
é dotado de valências para actividades culturais. Agora, vinte anos
depois dessas obras, o Padrão volta a ver melhorada a sua infra-estrutura.
Áreas e Espaços
Auditório 92 lugares: 96 m2, 10m
(comprimento) x 8m (largura) x 4,90m
(altura), Galeria Sala Cidade de Lisboa:
108 m2, 7m de altura (Piso 3), Galeria
Sala Rio Tejo: 120 m2, 2,30m de altura
(Piso 0), Palco do Auditório: 18 m2, 4,70
(comprimento) x 4,20 (largura) x 3,30
(altura), écran do Auditório 2m x 3m
• Padrão dos Descobrimentos
Tel. 213 031 950
Fax. 213 031 957
[email protected]
www.egeac.pt
Preço dos bilhetes: dois euros.
Isento para menores de 6 anos,
guias turísticos acompanhantes de
grupos organizados, professores
acompanhantes de grupos escolares
e profissionais de comunicação
social em serviço. Redução de 50%
para grupos escolares. Redução
de 30% para portadores de Lisboa
Card. Redução de 25%, cartão
jovem, estudantes, reformados e
pensionistas.
41
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A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Actividades dos Associados
A “Catedral do Fado”
42
O Café Luso, inaugurado em 1927, conta
com 78 anos de existência. Implantou-se na Avenida da Liberdade mas veio a
instalar-se definitivamente na Travessa da
Queimada, ao Bairro Alto.
Situa-se nas antigas cocheiras do Palácio
de São Roque, edifício sobrevivente do
terramoto de 1755 que arrasou Lisboa,
e onde continua também a resistir
esta tradição muito nossa, o Fado, sem
tradução.
Ficou, por isso, conhecido como a
“Catedral do Fado”, celebrizou-se pelos
afamados concursos de revelação de
talentos, e continua fiel a esse princípio
de acolher artistas emergentes, o que
explica que grande parte dos nomes que
compõem a história do Fado façam a
própria história do Café Luso.
A cozinha do restaurante está,
naturalmente, combinada com o
ambiente desse elemento, o Fado,
e assenta numa confecção de forte
inspiração regional, no entanto, dever.se-á assinalar o esforço criativo que tem
sido desenvolvido neste sentido entre o
actual sócio-gerente, Ferreira Borges, e
os três Chefes de Cozinha.
Avis alarga horário
do “call centre”
A Avis Portugal acaba de alargar o
horário de funcionamento do seu
“call centre”, o qual passou a operar
diariamente entre as 7 das 20 horas,
por forma a melhor atender todos os
pedidos de reservas, em particular dos
operadores turísticos e agências de
viagens. Fora deste horário alargado,
as chamadas serão automaticamente
transferidas para o balcão da Avis rent-a-car no Aeroporto de Lisboa, cujos
serviços darão imediato seguimento a
qualquer pedido.
Segundo Humberto do Carmo, director-geral da Avis Portugal, “o alargamento
do horário e a transferência de chamadas
nas demais horas para o Aeroporto
de Lisboa, permite-nos dispor de uma
serviço de atendimento continuado. Este
aspecto é particularmente relevante na
época de maior procura turística, em
que operadores e agências de viagens
também prolongam os seus horários de
funcionamento e precisam de respostas
rápidas aos seus pedidos de rent-a-car”.
“Noivos de
Santo António”
O Casino Estoril recebeu
no Salão Preto e Prata os
“Noivos de Santo António”,
que contrairam matrimónio
na Sé de Lisboa, no passado
dia 12 de Junho. Iniciativa
emblemática da Câmara
Municipal de Lisboa, os
Casamentos de Santo
António contaram, uma vez
mais, com o apoio da Estoril
Sol. Foi uma noite especial de despedida de solteiro.
Recebidos pelos responsáveis do Casino Estoril, os noivos e os representantes da Câmara
Municipal de Lisboa reuniram-se no hall do Casino Estoril e, posteriormente, jantaram no
Salão Preto e Prata, assistindo ao espectáculo “Fruta Cores”, da autoria de Júlio César, com
música de Pedro Osório, não escondendo a satisfação pela noite de convívio.
“Egoísta” de Junho
reflecte sobre o Pós-Guerra
Num exercício de reflexão, a edição de Junho
da “Egoísta” disseca os 60 anos decorridos
sobre o fim da Segunda Guerra Mundial.
Intitulada “1945 - 2005”, a revista da Estoril
Sol já está disponível em bancas seleccionadas,
conjugando a qualidade literária com um
notável conjunto de imagens.
Publicação trimestral da Estoril Sol, de índole
temática, a “Egoísta” reúne um conjunto de
colaboradores de reconhecida qualidade.
Portimar nomeada
GSA da LTU
em Portugal
A Portimar - Agência de Viagens e
Turismo, com sede em Portimão e
escritórios de “operações turísticas”
em Lisboa, no Porto e no Funchal,
foi uma vez mais nomeada GSA
(General Sales Agent), para Portugal, da
transportadora aérea alemã LTU.
O handling das aeronaves nos
aeroportos de Faro, Lisboa e Porto
ficará a cargo da empresa Portway
– Handling Portugal, sendo que a
sua supervisão será executada pela
Portimar.
A LTU inicia a sua operação regular
e diária entre Dusseldorf e Lisboa no
próximo dia 1 de Novembro.
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A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Actividades dos Associados
Pavilhão Atlântico tem nova imagem
Oito novos inquilinos
ao Jardim Zoológico
O Jardim Zoológico de Lisboa tem,
desde o início da Primavera, oito novos
residentes. Dois leões-de-Angola,
um camelo, um búfalo, um gibão, uma
tartaruga-panqueca-africana e um
macaco-aranha são algumas das crias
que nasceram, recentemente, no Jardim
Zoológico.
Estes novos inquilinos deixaram muito
orgulhosos todos os responsáveis
do Jardim Zoológico encarregados
da saúde, dieta e instalações dos
animais. Todas as crias revelam um
óptimo desenvolvimento e mostram-se satisfeitas com a sua nova casa
e as boas condições que lhes são
oferecidas.
A taxa de reprodução das espécies
residentes no Jardim Zoológico
de Lisboa é uma das melhores da
Europa, contribuindo de uma forma
bastante positiva para a árdua tarefa da
conservação das espécies em vias de
extinção.
Pombal recebeu prova
internacional de mini-golfe
Pombal foi palco, nos passados mês de
de Maio, da Taça das Nações de Juniores
de mini-golfe. Este evento, promovido
pela Federação Mundial de Mini-golfe foi
organizado pela Federação Nacional de
Mini-golfe e Câmara Municipal de Pombal.
Contou com a participação de cerca de
140 jogadores, provenientes da Alemanha,
Áustria, Suécia, Suíça, Finlândia, República
Checa, Dinamarca e Portugal.
As provas tiveram lugar no parque
desportivo municipal, em dois campos, um
de felt golf e outro de miniature golf.
O Pavilhão Atlântico tem uma nova cara. No hall, nos corredores, em todas as entradas
e saídas, perto do público, ou mesmo na porta dos camarins, a nova sinalética veio orientar
e colorir este grandioso espaço.
Criada pela agência de publicidade WOP, o novo visual é, em termos de forma, inspirado
pelo próprio formato do Pavilhão Atlântico.
Com base neste conceito inovador, o Pavilhão Atlântico criou uma nova linha de
merchandising que convida a viver emoções e sensações. Estas novas peças foram criadas
a pensar no público que visita um dos equipamentos mais versáteis e modernos da Europa.
O estilista Américo Tavar, que acaba de comemorar 20 anos de carreira, com a sua
genialidade inventiva, partilhou com o Atlântico este momento, criando os novos uniformes
dos assistentes do Pavilhão, colaborando assim na uniformização da nova imagem.
Inside Tours lança novos passeios a pé por Lisboa
A Inside Tours dispõe agora, de uma forma
regular, passeios a pé por Lisboa. São
passeios de 3 horas pelo centro da cidade,
bem divertido e muito interactivos. É uma
excelente introdução a Lisboa onde se fala
da história, cultura, gastronomia e hábitos dos
lisboetas. Não é preciso fazer reserva basta
aparecer, até Setembro todos os dias às 9h30
da manhã o guia está em frente da estação do
Rossio e quem aparecer pode inscrever-se no
momento do passeio, que custa 15 euros para
menores de 26 anos e 18 para os restantes.
A outra novidade é um passeio à noite a pé
também em Lisboa, passando pelos bares
do Bairro Alto. Trata-se do Inside Pub Crawl,
semelhante a um rally das tascas, destinado
a um público jovem que quer se divertir e
conhecer novos amigos e beber uns copos.
O preço deste passeio é de 15 euros. Basta
aparecer em frente da estação do Rossio às
21h00.
Por outro lado, a empresa continua a oferecer
os Daytrips para Sintra/Cascais, Arrábida/
Sesimbra e Óbidos/Fátima.
CNC lança guia dos recursos culturais do Chiado
O Centro Nacional de Cultura (CNC) acaba de lançar um guia sobre os recursos culturais
do Chiado, agora revitalizado.
Este guia de bolso, em português, com 116 páginas, apresenta informação detalhada sobre o
vasto património existente naquela zona de Lisboa, o conjunto de equipamentos culturais tais
como teatros, museus, galerias, bibliotecas, centros de documentação.
Neste guia o visitante pode descobrir ainda as associações e companhias artísticas localizadas
no Chiado, escolas artísticas, organismos públicos, livrarias e alfarrabistas, bem com os
inúmeros cafés e locais de tertúlias culturais. No final, apresenta três itinerários a não perder,
que testemunham factos e valores artísticos de diversas épocas: Chiado Romântico, Chiado
Modernista e Azulejaria no Chiado.
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Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Actividades dos Associados
Altis Hotels vai abrir “hotel de charme” em Belém
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Conhecido pela qualidade, requinte
e profissionalismo das suas unidades
hoteleiras, o Grupo Altis Hotels prepara-se
agora para dar mais um “grande passo” na
história da indústria turística, com a criação
de um novo hotel na cidade de Lisboa.
Situado junto à Doca do Bom Sucesso, em
Belém, a nova unidade do Grupo - Hotel
Altis Belém - tem já o seu processo de
construção aprovado pelo presidente
da Câmara Municipal de Lisboa, estando
previsto para breve o início das obras.
Esta importante zona turística da cidade
passará a contar, dentro em breve, com
uma oferta hoteleira de qualidade, com
elevado requinte, um verdadeiro “hotel de
charme” pautado pela “Tradição da Arte
de Bem Receber” que desde sempre tem
caracterizado a filosofia empresarial de
todos os projectos hoteleiros do Grupo.
O novo hotel vai ter 42 quartos de elevada
qualidade e conforto ímpar, um restaurante
de elevada categoria gastronómica no qual
será possível, mediante uma vista magnífica
sobre a Doca do Bom Sucesso, saborear o
melhor da gastronomia portuguesa. Além
desta valência, o Hotel Altis Belém irá
disponibilizar, também, bar e esplanada, Spa
e diversas salas de reunião, proporcionando
assim um conjunto de apoios e serviços
diversificado e completo.
Com uma área total de 6000m2, a autoria
deste projecto é da responsabilidade do
conhecido arquitecto Manuel Salgado,
estando prevista a sua abertura para 2006.
O Hotel Altis Belém pretende ser uma mais-valia no apoio ao turismo náutico desta
zona nobre da cidade, bem como um espaço
de eleição para quem pretende visitar esta
zona histórica ribeirinha e render-se aos
prazeres do sol e do rio, tanto ao nascer
do dia como ao cair da tarde. Graças à sua
localização estratégica, junto a várias marinas
da Doca do Bom Sucesso, este novo hotel
da cadeia Altis Hotels será, com certeza, uma
referência hoteleira para todos os turistas,
nacionais e estrangeiros, especialmente para
os adeptos do turismo náutico.
David Serus Chefe de Cozinha
no Penha Longa Hotel & Golf
Resort
David Serus é o novo Chefe de Cozinha do
Restaurante AssaMassa no Penha Longa Hotel & Golf
Resort. O seu percurso, sempre ligado a fornos,
levou-o de uma escola culinária britânica para
restaurantes com estrelas Michelin espalhados pelo Sul
de França, Bélgica e ainda o Four Seasons, em Londres.
Cadeia Heritage vai ter
novo hotel em Lisboa
O novo projecto dos Hotéis Heritage Lisboa
localiza-se em plena Avenida da Liberdade e
tem a sua abertura prevista para o ano 2006.
Trata-se da recuperação de um edifício de
finais do século XVIII tendo sido entregue
a sua decoração a Miguel Câncio Martins,
arquitecto português famoso pelas suas
intervenções em espaços míticos como o
Thiou e o Buddha Bar em Paris, o Strictly
Hush em Londres e o Man Ray em Nova
Iorque.
Conservou-se o exterior do edifício na
sua integralidade, sendo o espaço interno
objecto de uma fragmentação, que permitiu
dilatar e criar as condições para novos
espaços comuns.
Os 42 quartos personalizados, dois dos quais
são suites, com acesso Wireless gratuito,
TV, LCD e CD/DVD, são um compromisso
entre o moderno e o tradicional, que se
vão adaptando e diferenciando de acordo as
morfologias dos sucessivos andares.
No lobby criou-se um ambiente que evoca o
modo de viver português, com uma mistura
de tradição e modernidade, inspirado nas
residências burguesas urbanas de Portugal.
Não se pretendeu concretizar uma
decoração universal, possível em qualquer
espaço, mas pelo contrário, um espaço
personalizado, urbano, lisboeta e português.
Nas palavras de Miguel Câncio Martins “tudo
se encontra no equilíbrio da combinação
do antigo com o moderno para manter a
coerência.”
O novo hotel vai ter lobby-bar com
esplanada, bibliotecal e um espaço wellness
com sala fitness e jacuzzi.
Nova equipa de Vendas do Best
Western Hotel Flórida
Restaurante do Lapa Palace
tem nova Carta de Verão
José de Almeida Rocha acaba de ser nomeado
Sales Manager do Best Western Hotel Florida. Este
profissional, com larga experiência e longa carreira na
hotelaria, desempenhava anteriormente o cargo de
Front Office Manager no mesmo hotel.
Por outro lado, Ana Martins Costa, licenciada em
Gestão Turística e Hoteleira, integra a equipa como
Sales Manager Assistant.
A nova carta de Verão do restaurante do
Lapa Palace dá um maior espaço aos sabores
portugueses, com seis pratos tipicamente
portugueses, da responsabilidade do
Chef Giorgio Damasio, apoiado pelo
seu sub-Chef José Antunes e pelo Chef
Pasteleiro Vitor Gorgulho. Os pratos mais
solicitados têm sido a Cataplana de Peixes e
Mariscos e o Arroz de Marisco à Portuguesa.
Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Revista da Espírito Santo
Viagens publica 4º número
A Espírito Santo Viagens acaba de colocar
à disposição dos seus clientes e parceiros
o 4º número da revista institucional do grupo,
que comemora o seu 2º aniversário.
Nesta edição, o Presidente da Comissão
Executiva da Espírito Santo Viagens, Francisco
Calheiros, dá as boas-vindas aos leitores
com o seu editorial sobre as “Ameaças e Oportunidades”
do sector turístico em Portugal. A grande entrevista centra-se na
personalidade do Comandante António Ricciardi, que dá a conhecer alguns dos momentos
mais marcantes do seu percurso profissional bem como a sua visão do Turismo em Portugal.
Tailândia, Cuba, Maiorca e a cidade de Nova Iorque são os destinos em destaque neste
número.
A Espírito Santo Viagens propõe também a leitura a coluna de opinião de Madalena Torres,
que defende que se deve “Reposicionar Portugal como destino europeu”, e a análise de
mercado por Xia Xiaoling, Conselheira Económica e Comercial da Embaixada da República
Popular da China em Portugal, que analisa “O Futuro Brilhante do Turismo Chinês”.
Com uma periodicidade de semestral e uma tiragem de 12.000 exemplares, esta revista
é produzida pela Espírito Santo Viagens especialmente para os seus principais clientes e
parceiros de negócio, dando a conhecer melhor o que se passa no sector do turismo.
Sana Hotéis filia-se na CTP
O Grupo Sana Hotels Portugal,
proprietária da cadeia Sana hotéis, acaba
de formalizar a sua filiação como membro
aliado da Confederação do Turismo
Português (CTP).
Sendo o maior grupo hoteleiro a operar
da região de Lisboa, a cadeia Sana Hotéis
dispõe de sete unidades na capital, um no
Estoril e outros em Sesimbra. Destes, cinco
são de três estrelas, ostentando a marca
Sana Classic – Capitol, Executive, Estoril,
Reno e Rex. Os quatro estrelas, com a
marca Sana Park, são o Sana Lisboa, Sana
Malhoa, Sana Metropolitan e Sana Sesimbra.
Com uma capacidade de salas para acolher
3 mil pessoas em conferências e reuniões
distribuídas pelos nove hotéis, só em Lisboa
o grupo dispõe de uma capacidade de
alojamento de 1.079 quartos, a que importa
acrescentar 100 quartos em Sesimbra e 79
no Estoril.
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Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Agenda
Grandes Concertos do Casino Estoril
regressam
no Verão
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O ciclo dos “Grandes Concertos do Casino
Estoril” regressa ao Du Arte Garden com
um cartaz de excepção. As melhores bandas
portuguesas marcam encontro com os seus
admiradores, todas as quintas feiras, até 29
de Setembro.
Numa atmosfera predominantemente jovem,
os concertos no Du Arte Garden apresentam
diferentes géneros musicais, assegurados por
alguns dos mais mediáticos grupos e artistas
a solo.
Luís Represas reencontra-se, no dia 4 de
Agosto, com o público do Estoril, e no âmbito
da tournée “De Corpo e Alma – Acústico”, os
“Delfins” apresentarão, no dia 11 de Agosto, o
seu novo álbum intitulado “Delfins’ Not Dead!”.
Com um estilo próprio, os “Fingertips” sobem
ao palco no dia 18 de Agosto, enquanto o
concerto dos “The Gift” está agendado para
o dia 25 de Agosto.
Jorge Palma recorda “o ambiente muito informal com o público
do Du Arte Garden”, registado em anos anteriores. Reconhecido
pela sua irreverência, o intérprete actuará no dia 1 de Setembro.
A voz de Olavo Bilac, vocalista dos Santos & Pecadores estará em
Férias debaixo de água
no Oceanário de Lisboa
O programa “Férias Debaixo de Água”
do Oceanário de Lisboa proporciona dias
divertidos, com os participantes a conhecer
os mistérios dos Oceanos e dos organismos
marinhos.
Os pequenos exploradores verão de perto
os animais mais emblemáticos do Oceanário,
como a manta e os atuns, conhecem
os aquaristas, biólogos e toda a equipa
que trabalha no aquário.
No final, levam consigo o sentimento
de fascínio pelo mar e medidas concretas
para que possam participar activamente na
conservação dos Oceanos e da vida marinha.
A decorrer até 9 de Setembro, entre as 9 e as
18 horas, cada um dos dias é dedicado a um
dos sentidos.Visão, paladar, olfacto, audição e
tacto são explorados em jogos e brincadeiras
de entre as quais se destacam artes plásticas,
atelier de culinária, à descoberta dos cheiros
do Oceano, um passeio pelo Canto da Música
e uma oficina táctil.
destaque no dia 8 de Setembro. Maria João e Mário Laginha, serão
as figuras de cartaz no dia 15 de Setembro,Vitorino, apresenta-se
a 22 de Setembro e Mafalda Veiga reencontra-se com o público no
Casino Estoril no dia 29 de Setembro.
Textos e fotografias
de Marcel Broodthaers
na Gulbenkian
Organizada pela Photographische Sammlung/
SK Stiftung Kultur, de Colónia, a exposição
integra 300 fotografias a preto e branco
e cerca de 40 obras de arte de tipo
fotográfico, incluindo filmes e uma projecção
de diapositivos, além de várias notas
manuscritas, cartas e artigos. Broodthaers
integrou o processo fotográfico no seu
cosmos inconfundível de sinais, palavras
e imagens. Para ver até 25 de Setembro.
Museu Nacional do Traje
promove ateliers de férias
O museu Nacional do Traje, em colaboração
com o Parque do Monteiro-Mor, promove,
até ao próximo dia 9 de Setembro, ateliers
semanais para crianças e jovens. Esta
iniciativa decorre das 9H30 às 18 horas
e custa 50 euros, com direito a piquenique.
Oeiras põe crianças
e adultos a falar de música
A Companhia de Música Teatral e a Câmara
Municipal de Oeiras abrem as portas do
Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em
Algés, para as iniciativas MusiKitos e
MusiKotas. Pretende-se criar músicas para
histórias com os mais pequenos (os Kitos)
e ouvir histórias de vida com música
contadas por séniores (os kotas).
Até Março de 2006, uma vez por mês, as
histórias dos kotas e dos kitos vão fundir-se
no mesmo palco e, quem sabe,
cruzar-se algures no espaço.
MusiKitos é um conjunto de gulodices
musicais preparadas pela Companhia de
Música Teatral para pais com crianças de
menos de cinco anos de idade, à roda de um
piano, com Paulo Maria Rodrigues, Ana Paula
Almeida, Jorge Leal e Helena Rodrigues,
num sábado por mês.
MusiKotas fala de histórias da vida com
música, uma viagem pela música através
da vida de outros, num domingo por mês.
Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Jazz em Agosto
na Gulbenkian
Espaço do Tamariz promete novos eventos
O Tamariz, um espaço de referência no
Verão do Estoril, apresentando novas
soluções de decoração interior, e uma
diversificada oferta musical aos seus
frequentadores habituais, já abriu. Esta
temporada vai prolongar-se até finais de
Setembro, com vários eventos previstos.
A primeira Festa de Verão aconteceu no
passado dia 25, estendendo-se desde o
perímetro do Tamariz até à praia. Houve
um concerto com a banda brasileira
“Nativos” e um DJ convidado de renome
internacional.
Estão previstas recorrências semanais, com
noites de reggae e hip-hop e outras festas
temáticas durante os meses de Agosto e
Setembro. E, a exemplo do Verão passado,
que contou com presenças marcantes
da música portuguesa, como Rui Veloso,
Toranja ou Pedro Abrunhosa, o Tamariz
contará mensalmente com concertos
intimistas, nos quais actuarão artistas de
renome do nosso panorama musical .
O espaço Tamariz, composto por duas
áreas diferentes, mas comunicantes entre
si, caracteriza-se, à imagem de 2004, por
uma faixa etária entre os 28 e os 45 anos, e
um tipo de música pop-comercial, na parte
superior da casa, ficando a parte inferior do
espaço mais reservada a frequentadores na
faixa etária dos 23 aos 28 anos, sendo o
house o género musical dominante.
Numa versão
mais extensa
do que o
habitual,
o Festival
de Jazz, a
decorrer
durante o mês de Agosto na Fundação
Calouste Gulbenkian, propõe desde nomes
consagrados a novas formações emergentes,
testemunhando a riqueza e a diversidade do
jazz de hoje, em diálogo com as suas raízes.
A Globe Unity Orchestra (Alemanha/
Reino Unido), Jean-Marc Foltz/Bruno
Chevillon (França), Alexander Von
Schlippenbach/Evan Parker/Paul Lovens
(Reino Unido/Alemanha), Gebhard
Ullmann’s Ta Lam Zehn (Alemanha), Jean Luc
Cappozzo/Axel Dörner/Herb Robertson
(França/Alemanha/EUA), Irène Schweizer/
Pierre Favre (Suíça), Sound of Choice e
Ixi String Quartet (Dinamarca/França),
Ensemble Raum (Portugal) e Jorge Lima
Barreto (Portugal), são alguns dos nomes
presentes no festival.
O Jazz em Agosto na Gulbenkian contará
ainda com Hans Koch/Martin Schütz/Fredy
Studer (Suiça), Jaga Jazzist (Noruega), Erik
Friedlander (EUA), Mephista (Suíça/Japão/
EUA) e Phillip Johnston and Gary Lucas
Fast’n’Bulbous (EUA).
Actividades no Pavilhão
do Conhecimento
Sintra em Festa
até Setembro
“Um Crime no Museu”, “Uma Noite no Museu”, “A
minha primeira Página” e “Aprendo a Navegar” são
algumas das actividades programadas pelo Pavilhão do
Conhecimento - Ciência Viva, até Outubro próximo..
A actividade “Uma Noite no Museu” regressa ao Pavilhão.
Aventura e ciência durante a noite onde os mais novos
podem aprender mais sobre astronomia, matemática,
desporto, luz e cores. A decorrer todos os sábados, até
Setembro. Enquanto “Um Crime no Museu”, possibilita
aos jovens entre os 9 e os 14 anos, desvendarem um
crime. A brigada de jovens cientistas forenses vai ter de
recolher e analisar todas as pistas e finalmente descobrir
o criminoso.
As crianças podem também aprender a navegar na
Internet, criar a sua primeira caixa de correio electrónico,
aprender a jogar online e pesquisar sobre diversos temas.
“Sintra em Festa”, a
decorrer até 18 de
Setembro, oferece música
dos mais variados géneros
a todos que visitam a vila.
Esta iniciativa tem lugar
todos os sábados no
Jardim da Correnteza e
aos domingos no Largo do
Palácio Nacional de Sintra,
com entrada livre, e visa
dinamizar culturalmente
aqueles espaços.
São ao todo 45
espectáculos musicais, que
se iniciaram em Junho, nas
áreas da música tradicional,
soul, jazz, afro-latina, afrobrasileira, godspel, clássica,
guitarra portuguesa, MPB,
bossa nova, funky, pop rock
e reggae.
TMN patrocina Festival do Sudoeste
A TMN é o patrocinador da nona edição de um dos
maiores festivais de Verão do país, que decorre na
Zambujeira do Mar de 4 a 7 de Agosto.
47
Market Place
A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
Actividades dos Associados
Encontro de empresas, artistas e artesãos do vidro
48
O 3º Salão Internacional do Vidro é
um espaço de exposição e divulgação
industrial e artística, vocacionado para
as áreas do vidro, nomeadamente para
a divulgação de produtos, marcas e
processos, através do qual se pretende
potenciar a Marinha Grande como a
capital do vidro em Portugal e como
um dos centros vidreiros históricos
europeus.
Os objectivos são promover o
encontro de empresas, artesãos,
artistas, instituições, profissionais do
sector vidreiro e público em geral,
favorecendo a divulgação de produtos
quer ao público geral, quer ao público
e agentes especializados; fomentar
contactos comerciais e possibilitar
novas oportunidades de negócio; e
salientar a importância do vidro como
impulsionador da economia das regiões
e países, valorizando ainda o sector
artesanal ao nível dos métodos e da
autenticidade do processo de fabrico.
Este é um espaço privilegiado para expor
produtos fabricados em vidro, bem como
matérias-primas, fornos, maquinaria
diversa, utensílios e elementos acessórios
e complementares, entre outros, susceptíveis
de utilização pelas empresas e oficinas de
vidro; e promover as novas propostas de
Design e novas tecnologias na fabricação e
transformação do vidro.
Destaque ainda para a possibilidade
de se estabelecerem intercâmbios de
conhecimentos e técnicas dentro do sector
vidreiro e a colaboração entre as empresas
e entidades para abordar em conjunto
projectos de futuro.
Gastronomia do Oeste
no Casino de Espinho
A Região de Turismo do Oeste, em
conjunto com a Câmara Municipal de
Peniche, organizou um Fim de Semana
Gastronómico no Casino de Espinho, no
ambito da promoção de Verão daquele
estabelecimento, possibilitando aos
milhares de pessoas que habitualmente
jogam e visitam o Casino, uma oferta mais
diversificada.
Costa Azul actualiza guia
Com a oferta turística a crescer e a
diversificar, a Região de Turismo da Costa
Azul acaba de actualizar o seu Guia de
Oferta.
O Guia de Oferta da Costa Azul é
uma viagem e um percurso pelo sector
turístico regional. A região procedeu à
compilação e organização de um diverso
conjunto de informações sobre sete
diferentes categorias da oferta: hotelaria,
turismo no espaço rural, parques de
campismo, golfe, agências de viagens, rent-a-car e empresas de animação turística.
Este guia informa sobre onde ficar, o que
fazer, onde obter serviços turísticos e
onde ser informado sobre a região.
Neste Salão estarão presentes diversos
expositores de representantes nacionais e
estrangeiros ligados ao sector vidreiro, para
além de artistas, profissionais e instituições
de formação e ensino. No local ocorrerão
também diversas demonstrações ao vivo
de modelagem de vidro por parte de
profissionais.
No âmbito do 3º Salão Internacional do
Vidro, realizam-se ateliers para crianças,
workshop’s de trabalho de vidro ao vivo,
conferências, visitas guiadas a empresas e
Museu do Vidro, espectáculos de animação
cultural e um desfile de moda com
bijutaria em vidro promovido pela ACIMG
– Associação Comercial e Industrial da
Marinha Grande.
Feira do Vidro SO
Em simultâneo com o 3º Salão
Internacional do Vidro, irá decorrer a Feira
do Projecto “Vidro SO”, com exposição
das actividades desenvolvidas e realização
de workshop’s de trabalho em vidro ao
vivo.
“Um Mar de Praias
Limpas” em Leiria/Fátima
A Região de Turismo Leiria/Fátima e o
Governo Civil de Leiria desenvolvem
pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa
“Um Mar de Praias Limpas”. Um projecto
que pretende sensibilizar e envolver a
comunidade na adopção de boas práticas
ambientais, promovendo a Região como
destino saudável e de qualidade. Trata-se
de uma campanha de limpeza a praias
não-infaestruturadas da região.
A iniciativa conta com o apoio das
Câmaras Municipais de Alcobaça, Leiria,
Marinha Grande e Nazaré, Centro
Distrital de Operações e Socorro, Corpo
Nacional de Escutas, Ulmar,Valorlis e
Resioeste.
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A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA
O que falta
no novo
TURISMO
LISBOA
de
Revista dirigida aos associados
do Turismo de Lisboa,
empresários, decisores
e estudiosos da indústria turística.
Director
Vítor Costa
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TURISMO DE LISBOA
Tel: 21 031 27 00
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JOANA MACHADO
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2500 exemplares
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RPO
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206156/04
Isento de registo no ICS ao abrigo
do artigo 9º da Lei de Imprensa
nº2/99 de 13 de Janeiro
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
AOS ASSOCIADOS
DO TURISMO DE LISBOA
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Assinatura anual
24 euros
Sistema
de promoção turística
Há cerca de dois anos, o Secretário de Estado
do Turismo, Eng. Correia da Silva, decidiu
alterar profundamente os mecanismos da
promoção turística nacional, que era então
alvo de profundas críticas.
Em traços muito largos, o novo sistema
caracteriza-se por:
• estabelecimento de mecanismos de
concertação entre os vários actores
envolvidos;
• autonomização da promoção turística,
através da criação do ITP;
• princípio da parceria entre o sector público
e o sector privado, a nível regional;
• descentralização da promoção turística
regional, através de contratos entre o ITP e
as ARPT’s.
Este sistema encontra-se em grande
parte implementado e contribuiu para
questionar as rotinas instaladas e as verdades
aparentemente absolutas.
O actual Secretário de Estado do Turismo, Dr.
Bernardo Trindade, já garantiu a continuidade
do sistema e a necessidade de aprofundar e
corrigir alguns aspectos.
Reflectimos a seguir sobre alguns dos pontos
essenciais a aprofundar e/ou corrigir.
Clarificação da missão
de cada um
Um dos aspectos a aprofundar tem a ver
com a absoluta necessidade de se clarificar
a missão de cada um dos intervenientes no
processo, eliminando os “pontos obscuros”, as
indefinições e as sobreposições, incluindo:
• o papel do ITP, detentor legal da
competência para a promoção internacional,
como coordenador do sistema e como
responsável pela promoção da Marca
Portugal;
• a intervenção do CEPT como instância
de concertação e do NEPT como seu
“secretariado permanente”, não se
confundindo estes papéis;
• a rede do ICEP como antena nos mercados,
atenta e activa, e como prestadora de
serviços de qualidade designadamente ao ITP,
às agências e às empresas;
• o papel das ARPT’s, incluindo a coordenação
de acções entre si, do seu trade e dos
Órgãos Regionais e Locais de Turismo;
• as responsabilidades das Regiões de
Turismo na prossecução da sua atribuição
de “colaborar ... com vista à sua promoção
externa”, para usar a expressão legal.
Coordenação
das intervenções
Ao descentralizar a promoção regional,
dividindo responsabilidades e introduzindo
novos actores no sistema, o actual modelo
exige ainda mais coordenação, tanto na fase
de programação como na implementação, o
que passa por:
• garantir a prévia participação do ITP, dos
delegados do ICEP e das agências na
preparação tanto do Plano Nacional como
dos Planos Regionais;
• assegurar a compatibilidade entre todos
estes Planos, eliminando sobreposições de
acções nos mercados;
• conseguir que todos os Planos sejam
suficientemente precisos, de forma a balizar
as propostas das delegações do ICEP ao
longo do ano;
• estabelecer um calendário que garanta que
todos os Planos estão elaborados, apreciados
pelo NEPT e aprovados pelo CEPT e pelos
órgãos internos das agências até meados do
mês de Dezembro;
• agilizar os mecanismos de aprovação,
preparação e implementação das acções
entre o ITP, as agências e as delegações do
ICEP.
Uma cultura de qualidade,
rigor e transparência
Finalmente, o novo sistema exige que
sejam estabelecidos objectivos específicos,
mecanismos que permitam avaliar os
resultados, instrumentos de divulgação
e prestação de contas e instâncias de
participação, incrementando-se uma cultura
de qualidade, rigor e transparência.
Esta postura, que é condição essencial para
a credibilidade do sistema, tem que estar
presente a todos os níveis, em todos os
momentos, no ITP, no ICEP, nas agências, nas
Regiões e Juntas de Turismo, nos Municípios,
na ANRET, na CTP, nas associações e nas
empresas.
Vítor Costa
Director-Geral do Turismo de Lisboa
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Sintra é atracção do Turismo Cultural