215 CONHECIMENTOS E PROCEDIMENTOS DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR FRENTE A PARASITOSES INTESTINAIS ROSÂNGELA VIEIRA SIQUEIRA(*) JOÃO EVANGELISTA FIORINI(**) RESUMO Com o objetivo de avaliar o conhecimento e às atitudes frente as parasitoses intestinais, foram aplicados questionários que envolveram os aspectos de etiologia, ciclo evolutivo, transmissão, sintomatologia, diagnóstico, prevenção e controle dessas doenças. O estudo foi realizado no período de fevereiro a junho de 1995 em uma escola de 1º grau do município de Alfenas, MG. A análise dos questionários permitiu observar a existência de respostas em concordância com o ensinado nos livros textos e também à confusão de espécies parasitárias com bactérias e vírus, sintomatologia e diagnóstico e a relação feita entre medidas preventivas e profiláticas das parasitoses intestinais com cuidados básicos de higiene pessoal, da alimentação e do ambiente. DESCRITORES: enteropatia parasitária, educação em saúde. SUMMARY INTESTINAL PARASITOSES KNOWLEDGE AND POSTURE OF SCHOOL – AGED CHILDREN In order to assess the knowledge and attitudes facing intestinal parasitoses, the authors applied questionnaires involving the etiology, evolution cycle, transmission, symptomatology and pathogenesis, diagnosis and prevention of these diseases. This study was conducted in an elementary school in the city of Alfenas, MG, from February to June of 1995. The analysis of the questionnaires made it possible to detect answers in accordance with what is taught in textbooks as well as a confusion between parasitic species and bacteria and viruses, symptomatology and diagnosis and the relationship between preventive and prophilatic measures of intestinal parasitoses and personal hygiene, basic care, eating habits and the environment. KEY WORDS: parasitic enteropathy, health education 1.INTRODUÇÃO As parasitoses intestinais assumem um importante papel de saúde pública uma vez que podem ocasionar perdas econômicas pela ausência ao trabalho ou diminuição da produtividade, deficiências no rendimento escolar, gastos com serviços médicos e paramédicos (Bloch, 1981). Esta situação é particularmente grave nos países em desenvolvimento, nos quais essas doenças atingem uma parte considerável da população (Latham et al. 1982). Há estimativas de que cerca de 30% da população mundial esteja infectada por uma ou mais espécies de parasitas intestinais (Scientifc Coordinating Centre of the Partnership for Child Development, 1992). Condições precárias de higiene, dificuldades econômicas e desconhecimento sobre medidas preventivas são fatores que contribuem para que as populações menos favorecidas e, em especial, as crianças, se tornem o alvo preferido para a proliferação das parasitoses intestinais, o que constitui um dilema nacional cuja solução se torna difícil por envolver variáveis como o ambiente, condições sociais, econômicas e culturais dos afetados (Munhoz et al., 1990). Considerando que a importância das parasitoses intestinais, no quadro nosológico nacional, não comporta contestação, buscou-se avaliar o conhecimento de alunos de uma escola de 1º grau e de seus pais, sobre essas doenças. 2.MATERIAL E MÉTODOS Este estudo foi realizado no período de fevereiro a junho de 1995, em uma escola de 1º grau, do município de Alfenas – MG, sendo constituída de 405 alunos e 268 pais. Para avaliar o conhecimento sobre as parasitoses intestinais, foi elaborado um questionário, *Professora EFOA Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714. Campus Universitário CEP. 37.130-000 Alfenas - MG **Professor UNIFENAS. Rod. MG 179 KM - O Campus Universitário. CEP 37.130-000 Alfenas - MG. R. Un. Alfenas, Alfenas, 5:215-220, 1999 216 R. V. SIQUEIRA e J. E. FIORINI adequando a linguagem científica à popular, envolvendo os aspectos de etiologia, ciclo evolutivo, transmissão, sintomatologia diagnóstico, prevenção e profilaxia. Os critérios de avaliação das respostas foram baseados nos conceitos de Pessôa e Martins (1977), Neves(1988) e Rey (1991), procurando analisar os resultados de acordo com o conhecimento científico correto e popularmente transmitido pelos alunos e por seus pais. Os questionários foram aplicados aos pais, em uma reunião promovida pela própria escola, ocasião em que os objetivos foram explicados e pedida a autorização para a realização do estudo com seus filhos. Para os alunos, os questionários foram aplicados pelos professores, após receberem orientações prévias e que as respostas não seriam utilizadas para avaliação do rendimento escolar. A análise estatística foi realizada através de um teste de proporções 3. RESULTADOS A Tabela 1 mostra o número de alunos matriculados, número e porcentagem de questionários respondidos pelos alunos e por seus pais. Observa-se que houve maior porcentagem de questionários respondidos entre os alunos (84,41%) do que entre os pais (45,42%). Tabela 1 - Número de alunos matriculados por série, número e porcentagem de questio nários respondidos pelos alunos e pelos seus pais. Questionários Respondidos Série Número de Alunos Pais Alunos Pré 1ª Série 2ª Série 3ª Série 4ª Série 5ª Série Total 106 100 104 67 72 141 590 Número Porcentagem 93 87 61 64 68 125 405 Número 87,74 87,00 58,65 95,52 94,44 88,65 84,41 Porcentagem 56 38 39 31 51 53 268 52,83 38,00 37,50 46,27 70,83 37,59 45,42 O número e porcentagem de respostas corretas e incorretas e não respondidas estão evidenciadas na Tabela 2. Tabela 2. Número e porcentagem de respostas corretas, incorretas e questões não respondidas pelos pais e pelos alunos de uma escola do 1º grau do município de Alfenas - MG. Questões O que é verminose? Onde os vermes ficam na pessoa? Do que os vermes se alimentam? Para onde vão os vermes depois que eles saem da pessoa? Como a pessoa se contamina pelos vermes? O que a pessoa sente quando tem vermes? Como a pessoa sabe que está com vermes? Como prevenir as verminoses? Respostas Corretas Pais Alunos Nº % Nº % p Respostas Incorretas Pais Alunos Nº % Nº % 108 219 40,29 81,71 96 23,70 331 81,72 0,00 0,49 111 37 41,41 13,80 277 59 219 81,71 322 79,50 0,24 14 5,22 8 1,97 183 68,28 332 81,97 0,00 25 9,32 18 243 90,67 364 89,87 0,36 - - 245 91,41 303 74,81 0,00 4 72 26,86 150 37,03 0,00 243 90,67 357 88,14 0,15 R. Un. Alfenas, Alfenas, 5:215-220, 1999 p 68,39 0,00 14,56 0,39 Questões Não Respondidas Pais Alunos Nº % Nº % p 49 18,28 32 7,90 0,00 12 4,47 15 3,70 0,30 0,01 35 13,05 75 18,51 0,03 4,44 0,00 60 22,38 55 13,58 0,00 1 0,24 0,00 25 9,32 40 9,87 0,40 1,49 45 11,11 0,00 19 7,08 57 14,07 0,00 178 66,41 202 49,87 0,00 18 6,71 53 13,08 0,00 7 2,61 3 0,00 18 6,71 45 11,11 0,02 0,74 CONHECIMENTOS E PROCEDIMENTOS DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR... As citações dos alunos e de seus pais, expressando seus conhecimentos sobre parasitoses intestinais estão representadas nas Tabelas 3 e 4. 217 Torna-se importante salientar que as respostas foram transcritas com a mesma linguagem apresentada nos questionários. Tabela 3. Respostas dadas por alunos de uma escola de 1º grau, do município de Alfenas – MG, e seus pais para expressarem seus conhecimentos sobre: o que é parasitose intestinal, habitat, nutrição e ciclo evolutivo das espécies parasitárias. QUESTÕES “O que é verminose” ? “Onde os vermes “Do que os vermes se “Para onde vão os veralimentam” ? mes depois que eles ficam nas pessoas” ? saem das pessoas” ? Doença causada por vermes Intestino Dos nossos alimentos Esgoto É um verme, bichinho parasita Estômago Das proteínas e vitaminas dos alimentos Terra É lombriga Intestino e estômago Do sangue Doença causada por bichinhos que ficam no nosso organismo Organismo Do açúcar e de doces Terra e água Doença causada por parasitas que vivem no intestino do homem Intestino e cabeça Dos nossos alimentos e do sangue Água Doença causada por pequenos seres vivos que vivem no intestino do homem Intestino e sangue De coisas sujas que a gente come Morrem É uma doença Fezes Do nosso organismo Lixo Doença causada por germe, micróbio, bactéria Ânus Das fezes Depende de higiene Lombrigas que ficam no intestino do homem Pés Da parede intestinal Contaminam a água São maus cuidados, falta de higiene, sujeira Fígado De anticorpos Doença que deixa a criança desanimada e pode até matar Sangue De sais minerais É vírus Intestino e Pulmão Vão para outras pessoas R. Un. Alfenas, Alfenas, 5:215-220, 1999 218 R. V. SIQUEIRA e J. E. FIORINI Tabela 4. Respostas dadas por alunos de uma escola de 1º grau, do município de Alfenas – MG e seus pais para expressarem seus conhecimentos sobre: transmissão, sintomatologia, diagnóstico e prevenção das parasitoses intestinais. QUESTÕES “O que a pessoa sente quando “Como a pessoa se está com verme” ? contamina pelo verme” ? “Como a pessoa sabe que está com vermes” ? “Como prevenir as verminoses” ? Andando descalços Desânimo Falta de higiene Dor de barriga Pelos exames Andar calçado Ingerindo água e alimentos contaminados Amarelão Quando fica doente Lavar as mãos após usar o banheiro Através das fezes Amarelão e desnutrição Bebendo água de torneira Dor de barriga e fraqueza Comendo com as mãos, bebendo água sem filtrar Dor de barriga Através do exame médico Lavar os alimentos e não nadar em água contaminada Ingerindo alimentos mal cozidos e carnes cruas Fica doente Porque emagrece Cozinhar bem os alimentos e comer carne bem passada Pelas mãos sujas Emagrece Porque fica pálido Usar o vaso sanitário Ingerindo alimentos mal lavados, andando descalço, comendo sem lavar as mãos Diarréia Porque come muito Não lavando as mãos antes das refeições e após usar o banheiro Falta de apetite Porque fica magro com a barriga grande Fazer exames de fezes sempre Bebendo água contaminada, unhas sujas, pisando em fezes de outras pessoas Coceira no ânus Os vermes saem pelas fezes Comer menos doce Ingestão acidental de ovos deos vermes Dor no estômago Sente coceira no ânus Ferver água Através da terra e água Manchas na pele 4. DISCUSSÃO E DISCUSÃO Como exposto na Tabela 1, 405 (84,41%) alunos e 268 (45,42%) pais responderam o questionário. Na Tabela 2 estão representadas as proporções de respostas corretas, incorretas e questões não respondidas entre os alunos e seus pais, considerando um nível de 5% de significância. Analisando esta tabela observa-se na questão “O que é verminose?” uma proporção maior de acerto para os pais (40,29%). Verifica-se nas questões: “Onde os vermes ficam na pessoa?”, “Do que R. Un. Alfenas, Alfenas, 5:215-220, 1999 Através do exame de fezes Ter higiene Quando tem dor de barriga e Lavar os alimentos diarréia Quando fica desanimado Tomar vermífugo todo ano Lavar as mãos antes das refeições, lavar os alimentos, beber água filtrada, andar calçado os vermes se alimentam?”, “Como a pessoa se contamina pelos vermes?”e “Como prevenir as verminoses?” uma mesma proporção de respostas corretas entre pais e alunos. Entretanto nas questões: “Para onde vão os vermes depois que eles saem das pessoas?”, “O que a pessoa sente quando tem vermes?” e “Como a pessoa sabe que está com vermes?” nota-se uma proporção maior de acertos para os alunos. Considerando as respostas incorretas verifica-se na questão “Onde os vermes ficam na pessoa? proporções semelhantes entre pais (13,80%) e alunos (14,56%). Para as questões: “Do que os vermes se alimentam?”, “Para onde vão os vermes depois que CONHECIMENTOS E PROCEDIMENTOS DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR... eles saem da pessoa”? e “Como prevenir as verminoses?”, nota-se proporções maiores para os pais. Já nas questões: “O que é verminose?”, “Como a pessoa se contamina pelos vermes?”e “O que a pessoa sente quando tem vermes?”, observa-se proporções maiores para os alunos. Para as questões não respondidas nota-se proporções semelhantes entre pais e alunos nas questões “Onde os vermes ficam na pessoa?”(4,47% e 3,70%) e “Como a pessoa se contamina pelos vermes?”(9,32% e 9,87%). Nas questões: “O que é verminose?”e “Para onde vão os vermes depois que eles saem da pessoa?”, verifica-se proporções maiores para os pais ( 18,28% e 22,38%). Entretanto, para as questões “Do que os vermes se alimentam?”, “O que a pessoa sente quando tem vermes?”, “Como a pessoa sabe que está com vermes?”e “Como prevenir as verminoses?”as maiores proporções foram observadas entre os alunos. A Tabela 3 expressa as respostas apresentadas pelos alunos e seus pais. A primeira pergunta solicitou uma definição de verminose. As respostas, mostradas na Tabela 3, demonstraram que o conhecimento sobre verminose é ainda confuso e deficiente entre a população estudada. Na Tabela 3, são mencionados os “habitats” citados pelos alunos e pelos seus pais. Analisando as citações, observam-se respostas indicando corretamente a localização dos parasitas no intestino. É interessante ressaltar a citação do estômago como “habitat” e registrando a palavra organismo como um órgão do corpo humano. Dados semelhantes, localizando os parasitas no intestino, foram obtidos por Mello et al. (1988) em Santa Eudóxia , São Carlos, SP e por Mello et al. (1995), em Paranoá, DF, o que deixa claro que a localização das espécies parasitárias no organismo humano é compreendida pela população, mesmo em regiões geográficas diferentes. A Tabela 3 reúne, também, as respostas sobre a nutrição dos parasitas. A análise das respostas, mostra que embora haja respostas corretas, as f ormas de nutrição das espécies parasitárias não são claramente compreendidas. Ressalta-se a crendice popular de relacionar o parasitismo intestinal com a ingestão de doces e açúcares. Entretanto, a maioria dos sujeitos identificaram a nutrição, embora indiretamente, com a competição dos parasitas com o hospedeiro pelos alimentos disponíveis na luz intestinal. Comentário semelhante foi feito por Mello et al. (1988), que citam em suas pesquisas, afirmações de que os parasitas tiram os alimentos que são ingeridos pelo hospedeiro. 219 A Tabela 3 mostra ainda as respostas obtidas sobre o destino dos parasitas após sua eliminação pelo hospedeiro. As respostas relacionam corretamente o destino dos parasitas, após sua eliminação pelo hospedeiro, com a contaminação ambiental, embora sem especificar a forma evolutiva eliminada, o que contraria os resultados obtidos por Mello et al. (1988), os quais evidenciaram que 75% da população utilizada em seus estudos não foi capaz de relacionar a eliminação de parasitas com a contaminação ambiental. Na Tabela 4 encontram-se as respostas dadas à pergunta sobre a transmissão dos parasitas intestinais para o ser humano. Observa-se que a maioria das respostas relacionou a transmissão dos parasitas intestinais com medidas higiênicas. Encontrou uma resposta indicando erroneamente que pode haver contaminação “comendo coisas estragadas”. Em estudos realizados em escolas públicas de 1º grau de Belo Horizonte, MG, Gomes dos Santos et. al. (1993), apontaram que 78,7% dos alunos tinham conhecimento de que se bebessem água sem filtrar poderiam ser infectadas. O fato de não defecar no chão e de lavar as mãos após a defecação, foi mencionado por 58,5% desses alunos. Esses resultados evidenciam que, embora a população saiba que medidas simples como lavar as mãos antes das refeições e após defecar possam prevenir a contaminação, não a executam rotineiramente em suas residências ou nos ambientes escolares. As respostas relacionadas à sintomatologia também estão reunidas na Tabela 4. Analisando esta tabela, verificam-se citações de sintomas gerais como desânimo, fraqueza, desnutrição, emagrecimento, alterações do apetite; sintomas relacionados com a pele como manchas e anomalias relativas ao sangue como palidez; alterações relacionadas com o sistema nervoso e sintomas digestivos como dor de barriga, diarréia, aumento do volume abdominal e vômitos. Observase a citação de sintomas bastante específicos com coceira no ânus, que é uma das manifestações clínicas que podem surgir em casos de parasitismo por Enterobius vermicularis. Mello et al. (1988) encontraram os seguintes sintomas entre os listados pela população entrevistada: emagrecimento, fraqueza, desânimo e falta de desenvolvimento, manchas, coceira, anemia, tontura e irritabilidade e vontade de comer doce ou terra, sendo que estes últimos não foram relatados pelos alunos da escola em estudo. Gomes dos Santos et al. ( 1990) registraram que crianças de uma escola de Minas Gerais, relacionaram a incapacidade de brincar e/ou estudar com as R. Un. Alfenas, Alfenas, 5:215-220, 1999 220 R. V. SIQUEIRA e J. E. FIORINI parasitoses, fato que também não foi relatado pelos alunos em estudo. A Tabela 4 descreve as respostas relacionadas com o diagnóstico das parasitoses intestinais. Através da análise das respostas, nota-se a relação e/ou confusão entre diagnóstico, sintomatologia e eliminação de vermes adultos ou parte deles. Entrevistando crianças de uma escola de Minas Gerais, Gomes dos Santos et al. (1990) relataram que 65,4% delas tinham conhecimento do diagnóstico realizado através do exame de fezes, dado bastante diferente do alcançado com as respostas deste estudo. Na Tabela 4 encontram-se as medidas preventivas citadas pelos alunos e seus pais. As respostas revelam a preocupação com hábitos de higiene pessoal, além de cuidados com alimentos e água e alimentos como medidas preventivas às parasitoses intestinais. Mencionam também medidas curativas como “tomar vermífugo todo ano” e de diagnóstico “fazer exame de fezes sempre”, fatos confirmados pelos achados de Uemura e Carvalho (1989). 4. CONCLUSÃO A análise dos resultados obtidos na presente investigação permitiu: • observar que embora a população em estudo seja capaz de expressar conceitos corretos sobre parasitoses intestinais eles não mostram relação com atitudes cotidianas; • verificar a dificuldade dos sujeitos estudados em estabelecerem diferenças entre sintomatologia, diagnóstico e comportamentos preventivos com cuidados básicos de higiene pessoal e da alimentação; • compreender a necessidade de analisar as atitudes e os fatores culturais de uma comunidade para que medidas preventivas e profiláticas sejam capazes de provocar mudanças comportamentais favoráveis ao combate das parasitoses intestinais. GOMES DOS SANTOS, M.; MOREIRA, M.; MALAQUIAS, M.L.; SCHALL, V.T. Educação em saúde em escolas públicas de 1º grau da periferia de Belo Horizonte, MG., Brasil. II. Conhecimentos, opiniões e prevalência de helmintíases entre alunos e professores. Rev. Inst. Med. Trop., v.35, n.6, p.573 – 9, 1993. 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