O contraste entre animação e academicismo no Brasil 1 Diego Gomes BRANDÃO 2 1 Resumo O presente trabalho propõe um estudo acerca da relação do cinema de animação brasileiro com o academicismo. Através de um rastreamento histórico dos desenhos animados produzidos em solo nacional, e cruzando estes dados de forma cronológica com as produções no exterior, podemos constatar vários problemas que influenciam na ineficiência de nossos filmes no mercado cinematográfico, problemas que estão ligados ao contraste entre a educação artística brasileira e o cinema de animação. Palavras-chave: Animação. Cinema. Arte. Academicismo. Introdução Atualmente, o mercado de animação brasileiro passa por uma boa fase. A migração de animadores talentosos para o exterior, o incentivo à produção de curta-metragens por parte do Ministério da Cultura; o espaço – ainda que pequeno – dado as séries de desenhos nacionais em emissoras de televisão; a ampliação do mercado publicitário para estes profissionais e as parcerias com estúdios internacionais na produção de longa-metragens, são resultado de uma longa batalha para consolidação desta laboriosa arte como mercado no Brasil, mas que ainda encontra algumas limitações. Na curta história da animação brasileira, o esforço de trabalho dos desenhos animados e as condições dadas à divulgação destes filmes aqui e fora do país, nos faz constatar de forma evidente que a trajetória nacional deste gênero no cinema sempre teve dificuldades. 1 Artigo produzido para a disciplina de mestrado: Estudos em História das Artes Visuais, ministrada pela Profa. Dra. Madalena de F. Zaccara Pekala, do Programa de Pós‐Graduação em Artes Visuais (UFPB/UFPE). 2 Graduado em Comunicação Social pela UFPB. Ano VI, n. 11 – novembro/2010 Problemas que determinaram a ineficiência histórica de nossas produções em não obterem êxito no mercado cinematográfico. Podemos apontar os principais fatores que induzem a estes problemas: o fato de não termos uma tradição histórica no cinema de animação; a carência de escolas de animação de nível superior com grade curricular perspicaz; a escassez de literatura específica em nossa língua; e principalmente, a metodologia da educação artística brasileira implantada nas universidades, o que reflete na qualidade artística dos filmes. No entanto, o objetivo deste trabalho é apresentar a história da animação brasileira e sua relação com o academicismo implantando na educação nacional. Relacionando assim, a metodologia da animação clássica desenvolvida por Walt Disney, que foi resultado de décadas de experimentação e intensos estudos fundamentados na arte clássica, originando um padrão de qualidade bem sucedido no mercado. Breve história da animação brasileira Em 22 de janeiro de 1917, no Rio de Janeiro, o cinema Pathé exibiu a primeira animação brasileira, “O Kaiser”, de Álvaro Marins. No filme, aparecia a caricatura do líder alemão Guilherme II, para quem voltavam às atenções, durante a Primeira Guerra Mundial. Na charge animada, o alemão era engolido por um globo (MORENO, p.65-68). No mesmo ano, Loureiro e Storni exibem “Traquinices de Chiquinho e seu inseparável amigo jagunço”, seguindo tendências das produções estrangeiras como o personagem Little Nemo, do norteamericano Winsor McCay, e o Gato Felix, de Otto Messmer. Os pioneiros na produção de animações no Brasil eram sempre cartunistas, como Eugênio Fonseca Filho, que em 1918, exibe “Aventuras de Bille e Bolle”, uma imitação dos personagens de Budd Fischer “Mutt e Jeff”. Entre a década de 20 e 30, o Brasil produziu 14 filmes, segundo dados da ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação). Todos eram filmes de curta-metragem e geralmente eram histórias influenciadas pelo estilo cartum, gênero cômico que apresentava personagens caricaturescos. No nordeste, temos o destaque do cearense Luis de Sá, que produziu animações com personagens regionais, como “As aventuras de Virgulino” e “Virgulino apanha”, em 1938 e 1939, respectivamente. Ano VI, n. 11 – novembro/2010 Neste mesmo período, a animação nos EUA passava por um momento de grandes avanços no cinema de animação: qualidade artística, tecnológica e industrial. Walt Disney impulsionava a indústria, e produzia uma série de desenhos chamada “Silly Simphonies”. Ub Iwerks, animador e parceiro de Disney, criou o personagem Mickey Mouse, ícone que viria a ser o maior sucesso na história da animação, competindo com o Gato Félix, do Messmer. Sem hesitar, Disney contratou os melhores artistas da época e os pôs a estudar novamente o desenho anatômico, com várias sessões de modelo vivo; movimentação e anatomia de animais, visitando zoológicos; intensos estudos de atuação, contando com palestras do saudoso Charles Chaplin. É importante citar também a invenção de novos equipamentos tecnológicos que contribuíram bastante para o aprimoramento da ilusão da vida: câmara de múltiplos planos; barra com pinos; dentre outros. Todos esses esforços, resultaram em 1938, no seu primeiro longa de animação, “Branca de Neves e os sete anões”, primeiro desenho animado a concorrer com filmes de atores e ganhar um oscar no Academy Awards: melhor trilha sonora. Voltando a realidade brasileira, avançando para a década de 40, veremos uma produção de 11 filmes nacionais, sendo 7 destes em co-participação com Walt Disney: “Como nos livrarmos das doenças”; “Alô, amigos”; “Você já foi a Bahia?”; “Cine Jornal Brasileiro”; “Na capital do samba”; “We´re on our way to Rio”; “Trabalhando em desenho animado”; “Cozinhando um samba”; além da criação do personagem Zé Carioca. Esta parceria foi resultado da “política de boa vizinhança”, entre Brasil e EUA, durante a guerra. Mas esta política adotada pelo Estado Novo não deu oportunidade aos artistas brasileiros. Segundo Moreno, os filmes do animador brasileiro Luis de Sá foram recusados pelo departamento de impressa e propaganda, e Disney estava no Brasil justamente para tomar conhecimento de trabalhos de artistas brasileiros. A década de 50 é marcada pela primeira animação de longa-metragem produzida no Brasil: “Sinfonia Amazônica”. Um árduo trabalho do Anélio Lattini Filho. O enredo apresenta sete lendas nacionais, protagonizadas pelos personagens Curumin e Boto, que viajam pelo Amazonas conectando todas as lendas. Esta produção durou seis anos de intenso trabalho isolado, e foram gastos cerca de quinhentos mil desenhos, entre estudos, cenários e artefinal. Era a primeira vez, no Brasil, que se realizava um trabalho daquela natureza. Sincronização dos movimentos dos bonecos com a música, divisão do compasso...E se tornou Ano VI, n. 11 – novembro/2010 mais difícil, devido a inexistência de material didático que pudesse servir de apoio (MORENO, p.78). Esta animação deu ao Brasil o destaque no exterior, tendo recebido vários troféus, dentre eles, o da UNESCO, IBECC, Estatueta Saci de Cinema, além da participação em diversos festivais. Mas o Anélio não obteve lucro, segundo Moreno, o animador foi “roubado” por descontos de publicidade e promoção do filme. Tentou relançá-lo em 1977, mas se deparou com uma lei brasileira que proíbe o relançamento de filmes nacionais depois da primeira censura de cinco anos, enquanto que “Branca de Neve e os Sete Anões” dos estúdios Disney, era exibido todos os anos, desde 1937. Sinfonia Amazônica. Anélio Lattini Filho, 1953. Fonte: www.arwelart.com.br A década de 60 é marcada pelo crescente número de animações em produções publicitárias e em filmes didáticos, e também a organização de grupos de estudo e experimentação. Em 1967, é fundado no Rio de Janeiro o Centro de Estudos de Cinema de Animação (CECA). Com sua dissolução foi montado um novo grupo de animação experimental - O Fotograma. Em São Paulo, ocorre o “1º Festival Internacional de Cinema de Animação do Brasil”, realizado pela parceria dos grupos Tan-tan, CECA e Fotograma. No final dos anos 60, o artista brasileiro Roberto Miller, após passar seis meses na National Film Board of Canada, volta a São Paulo profundamente influenciado pelo seu instrutor Norman McLaren, vindo a enriquecer a nossa filmografia com estilo autêntico e experimental do Ano VI, n. 11 – novembro/2010 fabuloso pintor e animador McLaren. Este foi o ponto de partida para uma parceria importante no cinema de animação brasileiro com a escola estrangeira. Nos anos 70, temos o primeiro desenho animado a cores, “Presente de Natal”, de Álvaro Henrique Gonçalves. Foram três anos de trabalho ininterrupto, onde sozinho, produziu praticamente tudo. Segundo Moreno, Álvaro encontrou dificuldades na distribuição do filme. Já em 1972, “Piconzé”, de Ypê Nakashima, invade as salas de cinema, e é o segundo filme de desenho animado a cores, de longa-metragem nacional. Piconzé consumiu cinco anos de trabalho intenso. Piconzé. Ypê Nakashima, 1972. Fonte: www.nucleovirgulino.com.br/ypenakashima A década de 70, também é marcada pela conquista de parceria entre Brasil-Canadá na capacitação técnica de artistas. De acordo com Caruzzo, o jovem Marcos Magalhães se destaca com o filme “MEOW”, premiado em vários festivais. Assim como Roberto Miller, Marcos estagiou na National Film Board of Canadá, onde produziu o filme “Animando”, que demonstra várias técnicas de animação. Ao voltar ao Brasil, ele participou do acordo entre Canadá e Brasil para a criação do Núcleo de Cinema de Animação do CTAV. Com esse acordo foi criado o primeiro curso técnico de Animação no Brasil. A continuação do acordo Ano VI, n. 11 – novembro/2010 resultou em três núcleos de animação: NACE em Fortaleza (Universidade Federal do Ceará), o do Rio Grande do Sul (Instituto Estadual de Cinema) e o de Minas Gerias (Escola de Belas Artes da UFMG). Junto com César Coelho, Aida Queiroz e Léa Zagury, Marcos Magalhães iniciou em 1993 a realização do Anima Mundi, um Festival Internacional de Animação. O Anima Mundi trouxe uma nova perspectiva para os futuros animadores do país, tornando-se uma referência tanto nacional quanto internacional. Em 1996, com a popularização da computação gráfica no seu momento mais fervoroso, o Brasil lança a animação produzida completamente com uso do computador, “Cassiopéia”, de Clóvis Vieira. Quando os estúdios Pixar e Disney souberam que Cassiopéia estava sendo produzido, metade dele já havia sido completado, e eles já estavam produzindo o longa “Toy Story”, que veio a ser lançado antes de Cassiopéia, em 1995. O resultado é que Toy Story arrecadou $191.796.000 dólares nos Estados Unidos (a maior bilheteria de 1995) e $358.100.000 dólares em todo o mundo, dados registrados pelo site Rotten Tomatoes. Cassiopéia. Clóvis Vieira, 1996. Fonte: web.archive.org/web/20010627222926/www.cassiopeia.com.br/ De acordo com a ABCA, na década de 90 o Brasil chegou a produzir 216 filmes, dentre estes, apenas dois são longa-metragem. E de 1953 à 2006, o Brasil contabiliza a produção de 19 longa-metragens. A popularização da computação gráfica Ano VI, n. 11 – novembro/2010 Dos anos 80 a 90, os avanços da tecnologia da computação gráfica solucionaram muitos trabalhos mecânicos que profissionais enfrentavam com a técnica tradicional. É imprescindível falar da Pixar como grande contribuidora para o salto da animação por computador, pois fez o papel de unir a arte da animação tradicional aos experimentos da computação gráfica. John Lasseter, ex-animador da Disney, aplica os princípios da animação na primeira experimentação da Lucasfilm em animações, o curta-metragem “The Adventures of André & Wally B”. É então iniciada a arte da animação tendo como ferramenta o computador. The Adventures of Andre & Wally B. Pixar Studio, 1984. Fonte: www.pixar.com/shorts/awb/tale.html No Brasil, a popularização da computação gráfica através das redes de internet nos anos 90, proporcionou uma disseminação de softwares de animação 3D, os quais disponibilizaram ao artista, ferramentas para criação de personagens e cenários do estilo cartum ao hiper-real, como no atual filme “Avatar”, sucesso de bilheteria, dirigido pelo norteamericano James Cameron. Aos poucos, o uso da ferramenta tridimensional passou a monopolizar a produção industrial por grande parte do cenário do mundo ocidental. O uso desta tecnologia, que produz resultados plásticos tridimensionais com impressionante nível de realismo, fez com que os executivos norte-americanos descartassem as animações tradicionais, conhecidas como 2D. Essa é a dicotomia atual criada pela inserção da tecnologia digital do universo do cinema de animação, que tem a tecnologia como uma opção estética (FIALHO, 2005, p.143-144). Lucena deixa claro este equívoco criado pela mídia: Ano VI, n. 11 – novembro/2010 Sendo o trabalho com programa 3D, a inabilidade em desenhar ou esculpir não seria um fator tão limitante. Nesse ambiente o artista usa ferramentas que de certa maneira fazem o trabalho por ele. No entanto, a tendência da evolução da tecnologia é permitir uma simulação completa da “metáfora escultórica”, e aí um artista com habilidade tradicional de escultor leva grande vantagem. A mesma coisa vale para o ambiente 2D, apenas envolvendo, nesse caso, capacidade de desenho/pintura (LUCENA JÚNIOR, 2002, p.440). Esta dicotomia inclusive, influenciou bastante os cursos livres e técnicos encontrados formados recentemente no Brasil, onde o deslumbre excessivo a estas novas tecnologias influenciaram o ensino de animação, levando inclusive a academia a não moldar seus cursos nos padrões clássicos da arte. E pior, a formação de “pseudo-artistas”, ou seja, aqueles usuários que baixam um software 3D, e sem possuir formação tradicional alguma se aventuram a entrar no mercado de trabalho, produzindo filmes sem profissionalismo e qualidade artística. Vale salientar que o profissional apto para o mercado mundial de animação é aquele que possui as bases da animação tradicional aliadas aos fundamentos do desenho e pintura. Dados da ABCA apontam que possuímos hoje no Brasil aproximadamente 47 escolas livres e técnicas de animação, distribuídas em todas as regiões do país, dentre estas, pouco menos de 5% apresentam um programa de disciplinas mais voltado para a animação tradicional. A capacitação acadêmica do artista brasileiro para o mercado de animação O modelo de capacitação acadêmica seguida pelas grandes escolas na Europa e América do norte, a exemplo da Cal Arts (EUA), Gobelins (França) e Sheridan (Canadá) que formam artistas capacitados para grandes estúdios, são baseados nos fundamentos do ensino da arte clássica. Sabemos que esta metodologia de ensino foi implantada no Brasil por volta do século XIX, através da Missão Artística Francesa, porém, segundo alguns autores, a tradição de escolas de belas-artes sempre foi conturbada, e foi aos poucos sendo erradicada do país com a disseminação tardia das vanguardas modernistas, que com certa influência teórica, consolidaram cursos de licenciatura em toda nação que prevalecem até então. Ano VI, n. 11 – novembro/2010 A expressividade de uma animação será convincente se o artista tiver uma conduta correta quanto ao uso dos princípios da animação - elaborados nos estúdios Disney -, além de toda uma formação sólida em belas-artes. De acordo com Thomas (1981) e Williams (2002), os 12 princípios fundamentais são: Esticamento e Achatamento, Antecipação, Atuação, Animação Direta e Pose-a-pose, Sobreposição e Seguimento, Exagero, Ação Secundária, Personalidade, Apelo, Arcos, Temporização, Aceleração e Desaceleração. Segundo dados do MEC, atualmente contamos com cerca de 55 universidades federais, 14 estaduais, e uma incontável quantidade de faculdades particulares em todo território brasileiro. Pesquisando a quantidade de cursos de bacharelado em artes visuais, descobrimos que o ensino ainda se concentra na formação de professores, ou seja, licenciaturas. Entre as 69 universidades públicas de todas as regiões, apenas 19 possuem cursos de bacharelado em artes, ou seja, representa 27% do ensino distribuído em todo país, onde boa parte concentra-se no sudeste. Não encontramos cursos de bacharelado em artes na região norte. No tocante a grade curricular destes cursos, percebemos que apenas os cursos de Belas-Artes, encontrados na UFMG-EBA, e UFRJ-EBA possuem uma característica próxima ao ensino clássico, separando o desenho, pintura e escultura como habilitações. Há apenas uma universidade federal do país que possui hoje um curso superior de animação, é a UFMG. Quanto às particulares, encontramos a faculdade Barros de Melo, em Pernambuco; a UVA, no Rio de Janeiro; a UNIFOR, de Fortaleza; a FUMEC, de Minas Gerais; a ULBRA, do Rio Grande do Sul; a Mackenzie, em são Paulo; e a Anhembi Morumbi, em São Paulo. Vale salientar que as faculdades particulares apresentam cursos de formação superior tecnológico, com duração de no máximo dois anos e meio. Desligando-se um pouco do modelo tradicional de ensino, é importante destacar que a internet nos proporcionou um novo modelo: o ensino à distância. Este, que foi muito bem implementado pela escola Animation Mentor, dos EUA, mostrou ao mundo que é possível capacitar de forma eficaz, mesmo longe fisicamente da lousa e professor. Aqui no Brasil, várias escolas técnicas adaptaram este modelo de ensino. E recentemente, o projeto Animaedu, fomentado pelo governo, realizado pelo estúdio Otto Desenhos animados, nos apresenta um salto importante para nossa educação. Numa metodologia de ensino intensivo, o aluno recebe material didático e uma bateria de exercícios práticos, mantendo contato regular com o tutor, é concebido um tempo para pesquisa e resolução dos exercícios. Ano VI, n. 11 – novembro/2010 Considerações Finais Como vimos, a história da animação brasileira foi pautada num experimentalismo a risca, sem incentivo e investimentos nesta arte. A nação que já não possuía uma tradição em educação artística consolidada na metodologia de ensino clássico – com a iniciativa da missão artística francesa por Lebreton, alvo de muitas conturbações por parte das ambições políticas, consequentemente não projetou um modelo sistemático de escolas e literatura específicas na arte da animação. É certo que a academia sempre continuará sendo o melhor espaço para a produção de saber teórico e prático, no entanto a escassez de cursos de bacharelado em belas-artes e cinema de animação sustentados numa formação sólida baseado na fundamentação no desenho, pintura e escultura através dos cânones renascentistas, não será possível lançar para o mercado profissionais aptos a trabalharem em grandes estúdios de animação, ou melhor, alavancar o Brasil como expoente no mercado de animação, capaz de lançar filmes que disputem bilheteria com norte-americanos e europeus. Mas também observamos que com a colaboratividade da tecnologia da internet, a disseminação de livros, softwares e a consolidação do ensino à distância, vem permitindo a nação reverter esse fator histórico de não possuirmos tradição em arte clássica e animação, fazendo com que possamos experimentar nos moldar nesses novos conceitos contemporâneos. Referências ABCA. Associação Brasileira de Cinema de animação. 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