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Esta prova contém
M
03
C
12/06/2010
questões.
INSTRUÇÕES:
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Verifique se sua prova está completa.
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Preencha corretamente todos os dados solicitados no cabeçalho.
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Resoluções e respostas somente a tinta, azul ou preta.
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Utilize os espaços determinados para respostas, não ultrapassando seus limites.
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Evite rasuras e o uso de corretivos.
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Resoluções com rasuras ou corretivo não serão revisadas.
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Resoluções e respostas que estiverem a lápis não serão corrigidas.
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Erros de Português serão descontados em 0,1.
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Boa prova!
Leia com atenção o texto-base que se encontra na página 2, identifique o tema correspondente a
ele e responda o que se pede:
1. Retire do texto-base um trecho, copie-o na folha de respostas e o utilize para produzir um
parágrafo de introdução por citação, de acordo com as teorias dadas em aula. (3,0 pontos) –
Observações:
 Você poderá, caso deseje, usar uma citação que não se encontre no texto-base.
 É necessário que a citação seja uma frase da introdução.
2. Produza três tópicos frasais que possam ser usados em um eventual desenvolvimento para a
questão anterior. Como periféricos possíveis, você deverá criar um exemplo e uma pergunta,
associando-os a dois, dos três tópicos produzidos. (4,0 pontos)
Observações:
 Seja claro na sua construção: argumentos mal formulados ou redundantes serão
anulados!
 Não escreva os tópicos frasais em sequência: separe-os em linhas diferentes.
 Explicite os tópicos frasais e os periféricos utilizados.
3. Faça um parágrafo de conclusão (com base nas produções textuais apresentadas nas questões
anteriores) que esteja de acordo com as teorias dadas em aula. (3,0 pontos)
 Observação: não descuide da “chave de ouro”.
Boa Prova!!!
Simone
(TEMA: __________________________________________________________________________)
MAIS ESTUDO, MENOS VIOLÊNCIA
Ao ampliar o turno de escolas encravadas em favelas cariocas,
programa da prefeitura dá nova perspectiva a crianças que
ficavam ociosas e expostas à criminalidade
Monica Weinberg
Fotos Oscar Cabral
Ocupados a tarde inteira
Leitura para os alunos do Complexo do Alemão (à esq.) e experimentos científicos em escola
da Cidade de Deus (acima): bom uso do tempo
Há tempos tornou-se um lugar-comum dizer que, na ausência do estado, o tráfico de drogas se
transformou num poder paralelo nas favelas cariocas. Entre os muitos males dessa situação, talvez o
mais terrível seja o contínuo aliciamento de crianças para o crime. Pois acaba de ser lançado pela
prefeitura do Rio de Janeiro um programa que promete oferecer a essas mesmas crianças novas
perspectivas de vida, afastando-as de um cotidiano violento. Nesse programa, a educação é o "poder
paralelo". O Escolas do Amanhã abrange 73 favelas, 150 escolas, 108 000 alunos. Um de seus pilares
é a adoção do turno integral, que mantém as crianças no colégio por sete horas e meia - quase o
dobro do turno normal. Não se trata da primeira iniciativa que amplia a jornada de estudos em escolas
brasileiras. Tampouco é a primeira vez que isso ocorre numa favela. Mas o Escolas do Amanhã
também se destaca por sua ênfase na qualidade de ensino. Em outras palavras, sua filosofia é a de
que não basta manter os alunos dentro dos muros do colégio - é preciso ensiná-los de maneira
efetiva. Assim, cursos adicionais como xadrez, música, dança e mecânica serão ministrados nas
horas extras - sempre que possível, estabelecendo ligações com o currículo regular. Mais importante,
contudo, é o fato de que, no novo turno, os estudantes passarão a receber reforço escolar,
emergencial num contexto em que muitos não sabem sequer ler. E ainda serão supervisionados,
sempre que necessário, na lição de casa. "Num ambiente tão adverso, todo o esforço é para fazer
com que as crianças gostem da escola e não abandonem os estudos - uma tentação permanente", diz
a secretária de Educação, Claudia Costin.
Logo de saída, o programa promoveu avanços consideráveis na rotina de crianças como Lorrayne
Pereira, 11 anos, e Jennifer Peixoto, 13, ambas moradoras da favela Cidade de Deus. O que elas
costumavam fazer no tempo livre? "Via muita televisão", conta Lorrayne. "Ficava perambulando por aí.
Quando ouvia barulho de tiro, voltava correndo para casa", completa Jennifer, que passou a
preencher seu tempo de forma bem mais produtiva. Sem um adulto por perto, nenhum estímulo para
os estudos e sob pressão para ganhar dinheiro, muitas dessas crianças ingressam precocemente no
mercado de trabalho, quando não no tráfico de drogas da favela onde moram. Não dá para esperar
que um programa desse tipo se encarregue de eliminar problemas tão enraizados na própria pobreza.
A experiência mostra, porém, que sempre que se dão a essas crianças alternativas para que façam
bom uso do tempo ocioso os índices de evasão escolar despencam. Avalia o economista Claudio de
Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: "Projetos como esse, implantados em
áreas de violência, ajudam a manter as crianças na sala de aula, o que já é um grande mérito".
Mais difícil é fazê-las aprender. Em muitas das escolas brasileiras que adotaram o período integral, o
resultado foi pífio. Ocorreu, por exemplo, com os Cieps, espalhados no estado do Rio de Janeiro nas
décadas de 80 e 90, e com outras escolas de princípio idêntico, só com nome diferente. Caso dos
Ciacs, da era Collor, e dos Ceus, estes plantados mais recentemente em São Paulo pela ex-prefeita
Marta Suplicy. Apesar do turno integral, nenhum deles brilhou no campo acadêmico. "Faltou um
projeto pedagógico", diz a especialista Maria Helena Guimarães. "Só um bom colégio, afinal,
consegue potencializar os efeitos do período integral." Ultraequipadas para absorver os alunos o dia
inteiro, tais escolas são ainda difíceis de manter, já que seus custos fixos chegam a dez vezes os de
um colégio comum. Por isso, a grande maioria dos Cieps retrocedeu ao velho modelo do ensino de
um turno só, de modo a conseguir, pelo menos, receber mais estudantes. Nesse ponto, o atual
programa do Rio leva vantagem. Ele não prevê prédios novos nem grandes instalações. Já está
provado que nada disso tem impacto relevante no ensino.
A preocupação em estender o período de aulas, no entanto, deve ser mantida. No mundo inteiro, os
brasileiros estão entre os que permanecem menos tempo na escola. Segundo dados da OCDE
(organização que reúne os países mais ricos), eles têm cerca de metade das aulas de matemática de
um aluno nos Estados Unidos ou na Coreia do Sul. Uma pesquisa do Centro de Políticas Sociais da
Fundação Getulio Vargas chama atenção para os benefícios que um eventual turno de cinco horas (no
lugar do de quatro, como é mais comum no Brasil) traria para o ensino. Um exercício matemático com
base na própria experiência brasileira mostra que isso, por si só, faria a média das escolas no Ideb - o
indicador do Ministério da Educação - subir algo como 16%. É relevante. Qualquer pequeno acréscimo
na nota (hoje em 4,2 numa escala de zero a 10) é dificílimo de ser alcançado. Parte-se do pressuposto
de que, ao elevar o tempo na sala de aula, também estarão sendo proporcionadas aos estudantes
novas oportunidades para que avancem. É o que já está acontecendo em escolas como a Professor
Affonso Várzea, encravada no Complexo do Alemão, lugar dos mais violentos no Rio de Janeiro. Ali,
numa aula de culinária, crianças de seus 10 anos aprendem a fazer conta multiplicando e reduzindo
os ingredientes de uma receita de pizza. Diz Stefany Barreto, aluna da 3ª série do ensino fundamental:
"Nunca tive tanta vontade de ir à escola". É um excelente começo.
(VEJA, Edição 2129, setembro de 2009)
RESPOSTA DA QUESTÃO 1:
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RESPOSTA DA QUESTÃO 2:
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RESPOSTA DA QUESTÃO 3:
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Boa Prova!!! Simone