Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 8. Compostagem 8.1 Caracterização do processo e Condições de operação 8.1 Aproveitamento energético 1 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Compostagem ? "processo bioxidativo controlado envolvendo um material orgânico heterogéneo na fase sólida, ocorrendo uma fase termofílica com libertação temporária de fitotoxinas, produzindo-se água, dióxido de carbono, substâncias minerais e matéria orgânica estabilizada, a qual toma o nome de "composto" (Zucconi e Bertoldi, 1987; Chen e Inbar, 1993) "método de tratamento de resíduos sólidos, mediante o qual a sua componente orgânica é decomposta biológicamente em condições controladas, alcançando-se um estado em que pode ser manuseado, armazenado ou aplicado aos solos sem afectar o ambiente “ (Golueke, 1991) Compostagem …na natureza… processo controlado pelo Homem… 2 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Composto Compostagem tratamento (valorização) de resíduos sólidos decomposição biológica componente orgânica dos resíduos condições controladas (aeróbias) transformação da matéria orgânica COMPOSTO 3 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Descrição geral do processo de compostagem Humidade Oxigén io Microrgan ismos Água D ióx ido de carbono Matéria orgânica no vos microrganismos E nergia (mort e) Calor produtos intermédios (polimerização) Composto Condições necessárias para o processo de compostagem •Qualidade e quantidade da matéria orgânica no material inicial •Condições ambientais (temperatura, humidade, oxigénio, pH) •Comunidade microbiana 4 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia População microbiana Bactérias Fungos Actinomicetas Algas Vírus Protozoários.... •Psicrófilos (até 13ºC), mesófilos (15ºC–40ºC), termófilos (40/45ºC- 70ºC) População microbiana durante a compostagem (provavelmente composto de resíduos de jardim, Daye Shaw, 2001) Temperatur a (ºC) Nº de microor ganismos* <40 40 70 70 arref ecimento nº espécies Mesófilos 108 106 1011 6 Termófilos 104 109 107 1 Termófilos 104 108 105 14 Mesófilos 106 103 105 18 Termófilos 103 107 106 16 Bactérias Actinomicet as Fungos *nº de organismos por g de composto 5 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Cadeia trófica durante a compostagem Bactérias compost.css.cornell.edu/microorg.html •Os mais pequenos e númerosos no composto (80 a 90% dos biliões de microrganismos/ g de composto), mas cerca de metade do protoplasma •Responsáveis pela maioria da decomposição e libertação de calor •Maior diversidade de “dieta” devido à grande diversidade de enzimas •Reprodução rápida (20–30 minutos/ geração) •Aeróbias e anaeróbias •Mais exigentes em humidade (distribuição regular nas pilhas) •Decompõem sobretudo hidratos de carbono e proteínas 6 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Fungos compost.css.cornell.edu/microorg.html •Menos numerosos, mas superiores em biomassa •São fundamentais por destruírem a celulose, facilitando a acção das bactérias •São os mais favorecidos por condições ácidas (pH <5), conseguindo atacar resíduos “secos” ou pobres em N •Distribuem-se sobretudo no exterior das pilhas, mas as hifas têm capacidade de “colonizar” o meio devido ao seu crescimento vigoroso •Alé m da celulose, decompõe m açucares e hemiceluloses Actinomicetas compost.css.cornell.edu/microorg.html •Bactérias filamentosas, seme lhantes a fungos no aspecto •São afectados por condições ácidas •Importantes por decompore m celulose, he miceluloses, quitina, proteínas e, em pequena extensão, a lenhina (mais tolerantes a T > 60º C), podendo por isso atacar madeira, cascas e papel •Formam colónias típicas a 1 0-1 5cm do exterior do material, próximo do final da compostagem •Responsáveis pelo odor a “terra fresca” 7 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Macrorganismos For migas, centopeias, moscas, mil-pés, aranhas, etc Temperatura (ºC) Evolução das populações microbianas e temperatura do meio 75-90ºC: referências a fungos e actinomicetas 70ºC: actividade praticamente cessa 65 60 65ºC: ↓ actividade 65ºC: bactérias e actinomicetas termófilos (re-aparecem) 60ºC: bactérias e actinomicetas termófilos 60ºC: os fungos termófilos (re-aparecem) 55 45 até 40-45ºC: bactérias, fungos e actinomicetas mesófilos 50ºC: actividade intensa 40-45ºC: re-invasão de mesófilos 37ºC: bactérias nitrificantes 35 bactérias formadoras de ácidos, fungos e actinomicetas mesófilos 28ºC: população heterogén ea Tempo (dias) 8 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Água •Essencial: actividade dos microrganismos (migração colonização), difusão de substratos e de resíduos metabólicos •O seu teor máximo é limitado pela sua influência na disponibilidade de oxigénio •Ideal: 40-65% (p/p) (função da natureza e granulometria: min. 30-40, máx. 75-90%) •Valores inadequados afectam evolução do processo (actividade, efeito letal da temperatura) e maneabilidade do produto Temperatura (ºC) Evolução das populações microbianas e temperatura do meio 65 60 55 Máx. higienização Máx. biodegradação 45 Máx. actividade microbiana 35 Tempo (dias) 9 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Oxigénio •Essencial para condições aeróbias (eficiência, produtos intermédios) •Mediante arejamento (juntamente com a temperatura): é o proble ma mais comum, mas mais facilmente controlado •Mínimo: 5 a 1 0% •Óptimo: 14 - 17% •Importância da granulometria das partículas 10 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Variação do teor de oxigénio no interior da pilha de m aterial pH •Compostagem ocorre em i ntervalo largo (3-11), mas: •Fungos: (ópt.) 5,5 – 8 •Bactéri as (ópt.) 6 –7,5 •Ópti mo: 6,5-8,5 / 5,5-8 (segundo autores) •Influênci a i ndi recta: i nsolubi li zação de nutri entes •Ajuste prévi o pouco justi fi cado •Evolução ti pi ca: decrésci mo i ni ci al (AO si mples), aumento (des trui ção de grupos car boxí li cos e fenóli cos, e de proteí nas →amóni a → ↑amoní aco (T alta, pH alto), decrésci mo (neutro/alcali no) 11 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Granulometria É importante por condicionar vários aspectos: tamanho das partículas* superfície específica (exposição ao “ataque”) arejamento (O2,temperatura) * (20-50 mm) humidade actividade microbiana (intensidade, rapidez do processo) qualidade final do composto (granulometria e humidade) Matéria orgânica Hidratos de carbono Proteínas Lípidos Lenhina •(mei o aeróbi o) → CO2 + água •(mei o anaeróbi o) → CO2+água+áci dos+alcooi s+gases (CH 4, H 2) 12 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Hidratos de carbono •Açucares solúv ei s e os faci lmente hi droli závei s •Celulose •Estrutura li near (faci li ta degradação) de D-glucos e •Conversão i ncompleta em C02 e água → humi fi cação •Pouco degradada aci ma dos 60ºC •Pri nci pal ataque: fungos termofí li cos (na recoli ni zação do mei o) •Hemi celuloses (grupo heterogeneo) •Sofr em ataque mai s fáci l e regular que a celulos e •Acti nomi cetas (mai s tolerantes a T > 60ºC) Proteínas •Mei o aeróbi o bási co: decomposi ção rápi da (ni tratos) •ni tratos → humi fi cação •Mei o áci do (<bactéri as ni tri fi cantes): sai s amoni acai s •Mei o anaeróbi o (não ocorr e ni tri fi cação): sai s amoni aci as + amoní aco (↑) 13 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Lípidos Hi dróli se → decomposi ção rápi da e v ersáti l 14 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Lenhina •Polí mero mui to heter ogéneo → di fí cil degradação •Meio básico: alguns fungos→ bactérias (humificação) •Meio ácido: decomposição mais rápida mas forma m-se polifenois solúveis (↓pH, toxicidade) • ( ) + compostos azotados → áci dos húmi cos •Mei o anaeróbi o: prati camente s em alteração (tur fei ras) Nutrientes •Teor e balanço de nutri entes i nfluenci a os mi crorgani smos presentes •Para a assi mili ação dos composto de car bono o N é o nutri ente mai s soli ci tado, segui do do P e em menor escala K, Mg, S, Ca e mi cronutri entes •Ideal: 25-30 partes de C para 1 de N (C/N) (> 30: atraso no processo/bai xa: ↑amoní aco) 15 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Degradação dos compostos orgânicos pH ºC Degradaç ão dos polímeros mais resistentes Temperatura 90 (celulose, hemiceluloses, lenhina) 80 70 60 Degradaç ão c ompostos facilmente biodegr adéveis (hidratos de carbono, proteínas e lípidos) 50 40 8 7 6 5 4 30 Fase mesofílica Fase termofílica Fase de estabilização ou de maturação Tempo Decomposição (exotérmico, rápido) Estabilização ou humificação (endotérmico, lento) Fases típicas da compostage m I-Fase inicial ou fase mesofílica (são consumidas as substâncias mais facilmente degradáveis; ocorre aumento muito rápida da temperatura e o pH baixa; dura poucos dias) 16 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia II-Fase intermédia ou termofílica III-Fase final ou fase de estabilização ou de maturação (diminui a taxa de decomposição dos materiais, a sua temperatura e a libertação de toxinas; ocorre a recolonização do meio com microrganismos antagonistas e outros e, também macrofauna; a celulose e a hemicelulose são degradadas; o pH torna-se ligeiramente alcalino e desenrola-se intensa competição pelo alimento existente; ocorrem processos de antagonismo e formação de antibióticos, que conduzem à obtenção de um produto estabilizado; pode durar meses) Alguns autores limitam a fase termofílica apenas até ao início do decréscimo da temperatura e consideram, a partir desta altura, uma (IV) fase de arrefecimento, que decorre até o material alcançar a temperatura ambiente 17 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Exemplo de evolução de temperatura durante a compostagem C asca de Euc alipto: e volução da te mperatura pe rfil horizontal o C Pontos : 80 C -30 -10 70 60 50 40 30 20 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Duração (s emanas ) Evolução da matéria orgânica HC, lenhina, lípidos e proteínas celulos e toxinas Áci dos húmi cos, lenhi na 18 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Transformações da matéria orgânica Materiais “frescos” Decomposição (exotérmico, rápido) Moléculas complexas (proteólise, celulólise,lenhinolólise, etc) Estabilização ou humificação Moléculas simples ou do material inicial Moléculas simples (endotérmico, lento) (condensação e polimerização) Moléculas complexas: HUMÚS Transformação da matéria orgânica pH ºC Temperatura 90 80 Estabilização ou humificação 70 60 50 40 Decomposição 8 7 6 5 4 30 Fase mesofílica Fase termofílica Fase de estabilização ou de maturação Tempo 19 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Matérias-primas 20 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 21 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 22 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 23 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Características de alguns materiais (valores extraídos de fontes diversas) Material % C (MS) % N (MS) C/N (p/p) Aparas de relva 41,6 2,2-6 12-25 Resíduos de frutos - 1,5 25-45 Folhas 44,5 0,7-0,93 40-80 Serradura 56,2 0,1-0,2 100-750 Madeira - 0,09 200-1300 Papel 43,3 0,12-0,25 173-800 Restos de comida 50 3,0-3,2 11-16 Estrumes 30,6 1,7-6,3 15-25 Palhas - 0,3-1,1 48-150 Métodos de compostagem A selecção do método depende de: •Características do material (físicas, químicas) •Condições ambientais (clima) •Condições físicas (localização, ventos) •Condições económicas (aquisição manutenção) •(outros...) 24 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Métodos de compostagem Em pilhas Em reactores ou digestores Métodos de compostagem Em pilhas amovíveis (com reviramento mecânico) 25 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Métodos de compostagem Em pilhas amovíveis (com reviramento mecânico) Preparação do material 26 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Preparação do material Métodos de compostagem Reviramento mecânico 27 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Métodos de compostagem Reviramento mecânico Métodos de compostagem Reviramento mecânico 28 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Métodos de compostagem Reviramento mecânico Equipamento para revirar o composto montado frontalmente 29 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia montado lateralmente Em pilhas estáticas (com arejamento forçado) Em baias Ventil ador Em pilha 30 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Compostagem e m reactores ou digestores Equipamento auto-motriz para revirar o composto Em tunel fechado Em saco 31 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Compostagem em reactores ou digestores Condições: •Em espaço fechado •Arejamento por circulação forçada de ar, reviramento ou ambos •Características •Custo de instalação mais elevados •Redução de área para a sua realização •Maior homegeneidade de temperatura •Redução da duração do processo •Possível controlo mais sofisticado Qualidade do composto Legislação •metais pesados •materiais estranhos •estabilidade •ausência de patógenos 32 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Qualidade do composto Utilização agrícola • teor em nutrientes • teor em MO • capacidade de retenção de água • condutividade eléctrica • ausência de fitotoxicidade • pH Grau de m aturação do composto para fins agrícolas • Matéria orgânica fresca (a que não se pode chamar composto) • Composto fresco • Composto (= composto estabilizado) • Composto curtido 33 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia O produto final Exigência de qualidade do composto em função do sua utilização: •cobertura de at erros •recuper ação de solos •culturas arvenses •solos de cobertura •fruticultura •horticultura •produção d e tapetes de r elva •plantas ornamentais •jardinagem familiar •relvados para golf e •substrato para pl antas envas adas Utilização agrícola •teor em nutrientes •teor em matéria orgânica •capacidade de retenção de água •condutividade eléctrica •ausência de fitotoxicidade •pH Mestrado em Gestão Sustentável dos Espaços Rurais - Fundamentos da Sustentabilidade Mário Reis (FERN) 34 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Formas de aplicação dos compostos •Aplicação à superfície •Incorporação no solo •Aplicação de extractos aquosos solo planta •Outros benefícios da compostagem Redução do volume de resíduos Valorização económica de resíduos Tratamento de resíduos 35 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Resolução de problem as durante a com postagem Sintoma Causa possível A temperatura não sobe Material muito seco Solução Verificar humidade,+ água Material muito húmido Verificar humidade, misturar material mais seco, espalhar para secar Verificar C/N, misturar com material rico em N, juntar N Aumentar volume Falta de azoto Pequeno volume material Temperatura do ar muito baixa Isolar, pilhas maiores, cobrir com composto maduro pH muito baixo Misturar, a rejar, adicionar CaCO 3 Temperatura acima de 65ºC Demasiada actividade: reduz-se eficiência do processo, risco de incêndio Arejar (revirar, injectar ar), humedecer se demasiado seco,mistura r fonte de C se C/N baixa Sintoma Causa possível Solução Mau cheiro (a ranço,vinagre ou ovos podres) Pouco ar, demasiado azoto ou demasiado húmido Revirar. Misturar palha, se rradura, aparas. Drenagem interna Pilha húmida e cheiro agradável Falta de N Adicionar relva ou outro material O material atrai animais Há resíduos animais na mistura Eliminar este s re síduos,cobrir pilha com material tecido Há resíduos de alimentos na mistura Cobrir com resí duos (folhas, aparas cascas) ou composto 36 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Módulo IV – Componentes da Sustentabilidade Biofísica na Agricultura 4.2 Sustentabilidade Biológica: A matéria orgânica e nutrientes no solo Organismos do Solo Compostagem e aplicação de composto Alguns casos particulares do efeito da agricultura no ambiente 37 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 38 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 39 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 40 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia 41 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Valores máxi mos de metai s pesados e desvi os acei tes na UE (mg/kg MS) Country Quality Standard of Cd Cr Cu Hg Ni Pb Zn AT Biowaste Ordinance Class A 1 70 150 0,7 60 120 500 BE (Fland.) Agricultural Ministry 1,5 70 90 1 20 120 300 DK Agricultural Ministry 0,4 - 1000 0,8 30 120 4000 D Biowaste Ordinance Type II 1,5 100 100 1 50 150 400 IRE Draft 1,5 100 100 1 50 150 350 LUX Environmental Ministry 1,5 100 100 1 50 150 400 NL Second Class ?Compost? 1 50 60 0,3 20 100 200 ES (Cata.) Class A (draft) 2 100 100 1 60 150 400 SWE Quality assurance organisation 1 100 100 1 50 100 300 UK TCA Quality Label 1,5 100 200 1 50 150 400 Fonte: www.compostnetwork.info/biowaste/index.htm 42 Volume de composto que se pode aplicar em função da condutividade eléctrica (L m-2) (à superfície ou incorporado até 5 cm) CE (dS m-1 ) Plantas sensíveis 0–1 Sem limite 1–2 < 15 2–4 <8 4–8 <4 8 – 12 < 2,5 > 12 <2 Plantas tolerantes Sem limite > 60 < 32 < 16 < 10 <8 . Para incorporação mais profunda, podem-se duplicar as quantidades Fonte: http://www.wrap.org.uk/downloads/Review_of_Compost_Standards.9c2f9283.pdf Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Estabilidade (resistência da matéria orgânica do composto à degradação) Maturação (aptidão do composto para determinado uso) 43 (aptidão para determinado uso) Maturação Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia uso C… uso B uso A Estabilidade (resistência da matéria orgânica à degradação) Protótipo desenvolvido pelo Projecto LIFE 543 44 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Concentração média de alguns macronutrientes em compostos de RSU (adaptado de He et al., 2001) (g kg-1 ) País P K Ca Mg USA 3.4 4.3 27.8 2.8 Alemanha 2.7 8.4 28.2 4.8 Espanha 6.0 7.0 75.0 5.0 França 2.6 2.5 40.0 3.0 Itália 2.7 0.7 - - Holanda 3.3 2.7 21.4 3.5 Concentração média de alguns micronutrientes em compostos de RSU (adaptado de He et al., 2001) (mg kg-1 ) País Fe B Cu Mn Mo Zn USA 16400 54.1 250 431 7.2 609 Alemanha - - 43.2 - - 211 Espanha 2200 3.0 200 500 - 700 França - 60.0 250 600 - 1000 Itália - - 422 - - 857 Holanda - 60.0 630 400 - 1650 45 Compostagem - Mestrado em Energias Renováveis e Gestão de Energia Degradação de agro-químicos durante a compostagem Mistura de estrume, palha e turfa1 de: s.a. bromofenoxin 2,4-D Insecticida lindano diazinão oxidemetão-metilo paratião Fungicida benomil propinebe Regulador de CCC crescimento tylosin Mistura de estrume de frangos e turfa2 Antibiótico Zn-Bacitracin Herbicida % de redução 80 80 80 80 100 80 80 80 18 100 80 Fonte: 1 Vog tmann et al., 1983 in Ru sso, 2003 2 V ogtmann et al ., 1978 46