PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO LEI 2133 Aprova o PLANO DIRETOR DE SÃO LEOPOLDO, suas diretrizes gerais e dá outras providências. Dr. Olimpio Sérgio Albrecht, Prefeito Municipal de São Leopoldo. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte LEI CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Fica instituído o Plano Diretor de São Leopoldo, suas Diretrizes Gerais de acordo com a presente Lei. Art. 2° - É objetivo do Plano a organização física de São Leopoldo para o pleno desenvolvimento urbano através de: I - Ordenação do crescimento urbano; II - Organização espacial adequada às funções urbanas pelo zoneamento de usos e previsão de equipamentos; III - Controle da intensidade da ocupação do solo pela fixação de índices urbanísticos. Art. 3° - Todos os projetos de obras públicas ou privadas ficam sujeitos às diretrizes desta Lei. Art. 4° - A complementação e revisão do Plano serão elaboradas pelo órgão de planejamento e encaminhadas pelo Executivo à Câmara Municipal após a apreciação do Conselho do Plano Diretor. Art. 5° - A complementação e revisão previstas no artigo anterior deverão ser elaboradas com o objetivo de atualizar e adequar as diretrizes propostas pela presente Lei às novas situações decorrentes de modificações e alterações ocorridas no espaço urbano após a realização do Plano Diretor de São Leopoldo. Parágrafo Único - Prioritariamente deverão ser revisados e atualizados os seguintes aspectos no Plano de Desenvolvimento Integrado: I - Caracterização das áreas de expansão urbana com a respectiva definição de usos e índices urbanísticos; II - Previsão de áreas industriais compatíveis com a importância do município neste setor; III - Traçado urbano que contemple a estrutura espacial da cidade pela definição detalhada de seu sistema viário, conforme o estabelecido nos artigos 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15. 1 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO IV - Previsão e localização de equipamentos urbanos conforme necessidade de melhoria da qualidade de vida da população, no que se refere a: - Educação - Lazer e recreação - Abastecimento - Saúde e segura nça V - Incorporar nas diretrizes de desenvolvimento urbano as futuras estações do trem metropolitano. VI - Previsão e localização de equipamentos urbanos especiais, como: - Rodoviária - Área administrativa municipal - Áreas habitacionais para a população de baixa renda. - Áreas de preservação conforme o código florestal. VII - Revisão do zoneamento com o objetivo de melhor caracterizar as diferentes zonas de usos. Art. 6° - Integra o Plano Diretor aprovado pela presente Lei uma planta na escala 1:10.000, contendo diretrizes do sistema viário e do zoneamento dos usos urbanos. CAPÍTULO II – DAS DIRETRIZES DO PLANO SEÇÃO I – Do Sistema Viário Art. 7º - O sistema viário determinado pelo Plano obedecerá à seguinte hierarquia de vias, conforme o quadro de perfis viários: - Rodovias Federais Estaduais Municipais - Avenidas - Ruas Principais Secundárias Locais - Passagens de pedestres Art. 8º - No traçado das vias públicas deverão ser observados: a) Angulo de intersecção não inferior a 60º; b) As curvas reversas evitadas no possível; se existentes, deverão ser ligadas por tangentes de comprimento mínimo de 30m (trinta metros). Art. 9º - As dimensões do leito e passeio deverão corresponder a múltiplos de faixa de veículos ou de pedestres de acordo com os seguintes gabaritos: a) Para cada faixa de veículo estacionado paralelo à guia 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros); 2 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO b) Para cada faixa de veículo em movimento (pequena velocidade) – 3,00m (três metros); c) Para cada faixa de veículo em movimento (grande velocidade) – 3,50m (três metros e cinqüenta centímetros); d) Para cada fila de pedestres – 0,80m (oitenta centímetros); e) Para cada fila de ciclistas – 0,75m (setenta e cinco centímetros). Art. 10° - Para efeito desta Lei, as vias públicas obedecerão ao seguinte: LARGURA Avenidas Ruas principais Ruas secundárias Ruas locais Cul-de-sac Passagem de pedestres 30 20 15 12 12 6 DECLIVIDADE % Máxima 10 10 12 12 12 - Mínima 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 RAIO CURVATURA Mínima (m) 100 80 30 30 10 - Art. 11° - Nas áreas industriais, as vias deverão adotar os critérios a serem estabelecidos pelo órgão de planejamento. Art. 12° - A extensão das vias “cul-de-sac”, somada à da praça de retorno, não deverá exceder a 100m (cem metros), e a da praça de retorno deverá ter diâmetro mínimo de 20m (vinte metros). Art. 13° - Junto às estradas de ferro e às linhas de transmissão de energia elétrica, é obrigatória a existência de faixas reservadas conforme normas sobre o assunto. Art. 14° - Os passeios para pedestres, nas vias de circulação de veículos, terão, no mínimo, 3m (três metros) para as vias até 20m (vinte metros), e 3,50m (três metros e cinqüenta centímetros) para as demais, e declividade máxima de 3% (três por cento) desde a testada até a linha do cordão. Art. 15º - A disciplina do trânsito – sentido, direção, pontos de embarque e desembarque; estacionamento e outras disposições – levará em consideração o sistema viário e as diretrizes do Plano. SEÇÃO II – Do Zoneamento Art. 16° - Considera-se zoneamento, para fins de presente Lei, a divisão do Município em áreas de uso diferenciado. Parágrafo Único – O município fica dividido em áreas: a) Urbana; b) Rural. Art. 17° - As áreas urbanas, segundo os usos e intensidades de ocupação, serão as seguintes: 3 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO ZC1 – Zona Comercial Central; ZC2 – Zona Comercial Dois; ZC3 – Zona Comercial Três; ZR1 – Zona Residencial Um; ZR2 – Zona Residencial Dois; ZR3 – Zona Residencial T rês; ZR4 – Zona Residencial Quatro; ZI1 – Zona Industrial Um; ZI2 – Zona Industrial Dois; ZIE – Zona Industrial Especial; ZE – Zona de Uso Especial. Parágrafo Único – Poderão ser criadas outras zonas de uso, segundo o parecer do órgão de planejamento, devendo haver estudos especiais para cada caso. Art. 18° - As zonas terão as delimitações constantes na planta de zoneamento, parte integrante desta Lei, em escala – 1 : 10.000, do Plano Diretor do Município. Parágrafo 1° - Quando os limites das zonas estiverem entre quadras, o limite a ser adotado deverá ser 40m (quarenta metros), a contar do início da testada do terreno. Parágrafo 2° - Os casos que não se enquadrarem no exposto acima serão analisados individualmente pelo órgão de planejamento. Art. 19° - Em cada área haverá usos conforme e permissível, proibido qualquer outro. Parágrafo 1° - Por uso conforme entende-se aquele que deverá predominar na área, dando-lhe características. Parágrafo 2º - Por uso permissível entende-se aquele capaz de se desenvolver na área sem comprometer as suas características. Art. 20° - Os usos conforme e permissível segundo as diferentes zonas, são os estabelecidos na Seção III desta Lei e quadro anexo. Art. 21° - Para efeito desta Lei, consideram-se por definição, os seguintes usos: USO I – RESIDENCIAL UNIFAMILIAR – Edificações destinadas ao uso de uma família ou habitação unifamiliar, correspondente a uma habitação por lote mínimo de 300m² (trezentos metros quadrados), ressalvados os terrenos existentes com menor área, na data da promulgação desta Lei. USO 2 – RESIDENCIAL MULTIFAMILIAR – Edificações destinadas ao uso de mais de uma família, em residências dispostas horizontalmente, com espaços e instalações comuns às habitações – do conjunto residencial, os quais podem se caracterizar como: a) Conjunto compreendido até 6 (seis) unidades. Deve corresponder à cota ideal de terreno igual ou superior a 225m² (duzentos e vinte e cinco metros quadrados) por unidade, e servidos de espaços de utilização comum, destinados 4 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO ao lazer, compreendendo, no mínimo, 15% da área do conjunto. Para o caso de 2 (duas) unidades residenciais, fica dispensada a área de uso comum. b) Conjunto formado por mais de 6 (seis) unidades. Deve corresponder à cota ideal do terreno igual ou superior à 200m² (duzentos metros quadrados) por unidade, e servidos de espaço de utilização comum, destinados ao lazer, correspondendo, no mínimo, 22% da área total do conjunto. USO 3 – RESIDENCIAL MULTIFAMILIAR – Edificações destinadas ao uso de mais de uma família, em residências agrupadas verticalmente. Devem ser satisfeitas as exigências quanto à cota ideal do terreno por unidade, segundo a zona. USO 4 – COMÉRCIO DE ABASTECIMENTO – Estabelecimentos de venda direta ao consumidor de produtos alimentícios de utilização diária, como: açougues, armazéns, fruteiras, padarias, e mercearias, minimercados e congêneres. USO 5 – COMÉRCIO VAREJISTA – Estabelecimentos de venda direta ao consumidor de bens duráveis ou gêneros alimentícios, de aquisição periódica, como: bares, cafés e lancherias; restaurantes; confeitarias e bomboniéres; supermercados e centros comerciais; livrarias e papelarias; farmácias; drogarias e perfumarias; artigos de couro e vestuário; tabacaria e bazares; lojas de ferragens e materiais de construção – desde que a varejo; joalherias; ótica e cine/foto/som; eletrodomésticos; boutiques; floristas e lojas de discos, funerárias; etc. USO 6 – COMÉRCIO ATACADISTA – Estabelecimentos de venda por atacado; abastecedores do comércio de abastecimento e varejista, como: armazéns de estocagem de mercadorias; terminais atacadistas; entrepostos de mercadoria s; armazéns de frios e frigoríficos; depósitos de materiais de construção; depósitos de gás; máquinas; veículos e equipamentos; depósitos em geral; etc. USO 7 – SERVIÇOS PESSOAIS E ARTESANATO – Estabelecimentos de prestação de serviços pessoais, tais como: tinturarias e lavanderias; vigilância, limpeza e dedetização; barbearias e salões de beleza; sapateiros e alfaiatarias; estúdios e ateliês; oficinas de conserto de aparelhos elétricos e objetos de uso doméstico; pequenas fábricas de características artesanais ou familiares, como: malharias e calçados sob medida; bijouterias e brinquedos; lapidações de pedras preciosas e ourivesaria; etc. USO 8 – SERVIÇOS DE PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS – de formação universitária, como: médicos e dentistas; advogados; engenheiros e arquitetos; administradores e sociólogos; etc. – à exceção de veterinários. Técnicos de nível médio, como: desenhistas; topógrafos; protéticos; etc.; Obs.: Nas ZR1 com no máximo 2 (dois) profissionais, mesmo de diferentes formações. USO 9 – SERVIÇOS LIGADOS AO COMÉRCIO EM GERAL – bancos, financeiras e escritórios em geral; hotéis e saunas; agências de viagem e de locação de veículos – com no máximo 10 (dez) veículos e sem instalações de manutenção dos mesmos; empresas ligadas ao turismo em geral. 5 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO USO 10 – SERVIÇOS DE COMUNICAÇAO – rádio, jornais; televisão; telefonia; correios e telégrafos; etc., excetuadas as instalações das respectivas estações de transmissão. USO 11 – SERVIÇOS DE CULTURA, ASSISTÊNCIA SOCIAL e LAZER Instituições de ensino, bibliotecas e museus; creches, centros sociais e culturais; associações assistenciais; templos e locais de cultos em geral; cinemas e teatros. (Alterado conforme Lei Municipal n.º 3087, de 29 de agosto de 1986). USO 12 – SERVIÇOS MÉDICOS – Consultórios médicos e odontológicos; ambulatórios e farmácias; laboratórios de análises clínicas; etc. USO 13 – SERVIÇOS HOSPITALARES E CONGÊNERES, QUE SE CARACTERIZAM PELA OFERTA DE LEITOS – hospitais; casa de repouso e geriatria; policlínicas; consultórios e ou clínicas veterinárias, etc. USO 14 – OFICINAS – como: oficinas mecânicas, serralherias e funilarias; reparação e manutenção de veículos automotores; tornearias e marcenarias; reparação de instalações elétricas, hidráulicas e de gás; etc. USO 15 – GARANGENS E POSTOS DE SERVIÇOS – garagens e estacionamentos coletivos para veículos de particulares; postos de abastecimentos, lavagens e lubrificação – exceto de veículos de transporte; borracharia s; postos de revenda de gás doméstico – com depósito de, no máximo, 500 kg. USO 16 – SERVIÇOS DE TRANSPORTES – garagens e postos de serviço de empresas transportadoras – caminhões, ônibus, táxis, táxis -lotação; garagens de locadoras de veículos com manutenção dos mesmos; etc. USO 17 – QUARTÉIS E DELEGACIAS – exército; brigada militar; bombeiros; polícia civil; etc. USO 18 – PEQUENA INDÚSTRIA – a indústria cuja instalação não exceda a 200m² (duzentos metros quadrados) de área construída e que não prejudique a segurança, o sossego e a saúde da vizinhança; que possua até 20 (vinte) operários, que não elimine gases fétidos, poeiras, trepidações e ruídos acima de 50 dB (cinqüenta decibéis). USO 19 – MÉDIA INDÚSTRIA – a indústria cuja área construída seja superior a 200m² (duzentos metros quadrados), mas que apresente as mesmas características de pequena indústria ou aquelas que, mesmo com área construída inferior a 200m² (duzentos metros quadrados), por suas características, tenham mais de 20 (vinte) operários e que possa prejudicar a segurança, o sossego e a saúde da vizinhança. USO 20 – GRANDE INDÚSTRIA – a indústria cuja área construída seja superior a 200m² (duzentos metros quadrados) e que, por suas características, ocasione demasiado movimento de pessoas e veículos ou prejudique a segurança, o sossego e a saúde da vizinhança, ou aquela que, com qualquer área construída determine ruídos, trepidações, poluição de cursos d’água ou que, de um modo geral seja ou venha a ser prejudicial à saúde pública. USO 21 – USOS ESPECIAIS – reservas naturais, parques e campings; praças e centros esportivos e recreativos; centro administrativo; estabelecimentos 6 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO institucionais – à exceção das escolas; instituições para menores, asilos e sanatórios; cemitérios; extração de minerais metálicos ou não e similares. USO 22 – CASAS NOTURNAS – como: boates e discotecas – quando não integrantes de clubes e associações esportivas ou recreativas; motéis; etc. Parágrafo 1° - Atividades cuja localização será definida caso a caso pelo órgão de planejamento: - Rodoviária - Supermercados e centros comerciais; - Instituições para menores; - Hospitais e asilos; - Casas de repouso e Geriatria; - Sanatórios; - Cemitérios; - Funerárias com capelas mortuárias; - Locais para camping; - Estações de rádio difusão e televisão. Parágrafo 2° - Atividades cuja localização será definida caso a caso pelo Conselho do Plano Diretor: - Estádios, hipódromos, autódromos e pistas de pouso para aeronaves; - Extração de minerais; - Indústrias que, por sua natureza, possam constituir-se em perigo de vida para a vizinhança, ou que apresente elevado grau de nocividade – situando-se necessariamente fora do perímetro urbano. SEÇÃO III – Dos Índices Urbanísticos Art. 22° - Para cada área será fixada a intensidade de ocupação própria através de índices urbanísticos. Parágrafo 1° - Para efeitos desta Lei, consideram-se os seguintes índices: a) TAXA DE OCUPAÇÃO – TO – a percentagem da área do lote, ocupada pela projeção horizontal máxima de edificações; b) ÍNDICE DE APROVEITAMENTO – IA – O quociente entre a área construída máxima e a área do lote; c) COTA IDEAL – CI – Fração ideal de terreno por unidade habitacional, para fins de uso 1, 2 e3. Parágrafo 2° - Não serão computados para efeitos do cálculo do índice de aproveitamento nos prédios de habitação coletiva as garagens, as sacadas, os terraços e os pavimentos/térreos. Conforme o artigo 29 desta Lei. Art 23° - Na Zona Comercial Um (Central – ZC1) as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 04, 05, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 15: - TO = 80 % 7 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO - IA = 4 - Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 5 II - Para usos permissíveis sem incentivo de construção 1, 3 e 17: - TO = 75 % - IA = 4 - CI = 300 e 20 para uso 01 e 03 respectivamente. III - Para usos permissíveis com incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação: 14 - TO = 66 % - IA = 1,5 - CI = 225, 160 para uso 2a e 2b. Para uso 16 – exclusivamente para locadora de veículos: - TO = 75 % - IA = 1,5 IV - São proibidos nesta zona: 02, 06, 13, 14, 16, 18, 19, 20 e 22. Parágrafo Único - Para os apartamentos sala-quarto, desde que possuam de área privativa, no mínimo 20m² (vinte metros quadrados) e, no máximo, 30m² (trinta metros quadrados) não haverá cota ideal mínima de terreno. Art. 24 ° - Na Zona Comercial – ZC1 – as edificações deverão manter o recuo de frente de 4m (quatro metros). Nos terrenos de esquina o recuo será obrigatório em ambas as faces. Excetuam-se desta obrigatoriedade de recuo para ajardinamento as edificações no perímetro a seguir descrito: Rua São Joaquim, Avenida João Correa, Avenida Dom João Becker e BR 166 (em ambos os lados); bem a Rua 25 de Março no Bairro Rio dos Sinos (Alterada conforme Lei Municipal n.º 2.880, de 08 de julho de 1985). Ficam isentos do recuo de frente de 4m (quatro metros) todas as edificações localizadas na ZC1 (Zona Comercial Um) no terreno compreendido entre a Avenida Dom João Becker, Avenida João Correa, Avenida Mauá e Rua São Joaquim(Alterada conforme Lei Municipal n.º 3.572, de 17 de julho de 1990). As edificações com mais de 13m (treze metros) ou 4 (quatro) pavimentos, contados a partir do piso do térreo até o forro do último pavimento, deverão manter o recuo (r) em ambas as faces laterais e de fundos, a partir do quarto pavimento calculado pela fórmula r = h/12 + 1,5, onde h é contado a partir do piso térreo. Parágrafo 1° - Na Zona Comercial – ZC1 – no perímetro – definido neste artigo, as edificações cujo pavimento térreo for de uso permissível, os recuos laterais e de fundos deverão ser observados a partir de 10,40m (dez metros e quarenta centímetros) de altura ou do terceiro pavimento, calculando pela fórmula r = h/12 + 1,5, onde h é contado a partir do piso do pavimento térreo. Parágrafo 2° - Em terrenos de esquina será permitido, a partir do segundo pavimento ou primeiro andar, a construção sobre um dos recuos, à livre escolha, e até o alinhamento deste, devendo ficar um vão livre de 3 (três) metros entre o piso do térreo e as faces inferiores das vigas. 8 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO Art. 25° - Na Zona Comercial Dois – ZC2 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 04, 05, 07, 08, 09, 10, 11 e 12: - TO = 75 % - IA = 2,5 Limite máximo para incentivo de construção para as restaurações de prédios de interesses de preservação - IA = 3,0 II - Para os usos permissíveis 01, 02, 03, 06, 13, 14, 15, 17: - TO = 66 % - IA = 1,5 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 2,0 - CI = 300, 225, 160 e 30 para uso 3. Limite mínimo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - CI = 120 III - Para usos permissíveis com incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação: 16 – exclusivamente para locadoras de veículos. IV - Ficam proibidos: 16, 18, 19, 20 e 22. Art. 26° - Na Zona Comercial Três – ZC3 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 06, 07, 14 e 15: - TO = 75 % - IA = 2 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 2,5 II - Para usos permissíveis 01, 02, 03, 04, 05, 08, 09, 10, 12, 16, 17, 18 e 22: - TO = 75 % - IA = 1,5 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 2 - CI = 300, 225, 160 e 100 para uso 3. Limite mínimo para incentivo de restauração de prédios de interesse de preservação – para uso 2b - CI = 120 para uso 3 9 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO - CI = 55 III - Para usos permissíveis com incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação: 19 - TO = 60 % - IA = 0,7 IV - Ficam proibidos: 11, 13, 19 e 20. Art. 27° - Na Zona Comercial Dois e Três – ZC2 e ZC3 – as edificações com mais de 7m (sete metros) de altura (h) contada a partir do piso do primeiro pavimento, devem manter recuo (r) em ambas as faces laterais e de fundos, calculado pela fórmula r = h/12 + 1,50, contados a partir do primeiro pavimento. Art. 28° - Na Zona Comercial Dois e Três – ZC2 e ZC3 – as edificações deverão manter um recuo de frente de 4m (quatro metros). Parágrafo Único – Em terrenos de esquina será permitida, a partir do segundo pavimento, a construção sobre um dos recuos, à livre escolha, e até o alinhamento deste, devendo ficar em vão livre de 3m (três metros) entre o piso do primeiro pavimento e as faces inferiores das vigas. Art. 29° - Nas zonas comerciais e residenciais definidas nesta Lei, não será computado no cálculo da altura, nem como área construída, para efeitos de cálculo do índice de aproveitamento, nos casos em que o primeiro pavimento for disposto como área coberta para uso coletivo – pilotis – sendo ocupado apenas como hall de entrada, caixa de escadas, elevadores, acesso às garagens, sala de contadores, portaria , sanitários, apartamento de zelador ou outras dependências de caráter de serviço comum. A área ocupada por estas dependências não poderá ultrapassar a 50% (cinqüenta por cento) da área coberta do pavimento térreo. Art. 30° - Nas Zonas Comerciais Um, Dois e Três – ZC1 - ZC2 - ZC3 – em projeção vertical, é permitido às sacadas a partir do segundo pavimento e às marquises um avanço sobre o alinhamento ou recuo do terreno conforme o caso, na proporção limite de 1/3 da largura da calç ada para as primeiras até o limite de 1,30m (um metro e trinta centímetros) de largura e 2/3 de da largura da calçada para as últimas. Art. 31° - Nas Zonas Comerciais ZC1, ZC2 e ZC3 as edificações de uso misto (conforme e permissíveis), o índice de aproveitamento, poderá ser determinado pela média aritmética simples entre os índices de aproveitamento da respectiva zona (Alterada conforme Lei Municipal n.º 2.618, de 27 de dezembro de 1983). Art. 32° - Na Zona Residencial Um – ZR1 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: I - Para usos conforme 1 e 2: To – 66% IA – 1,5 CI – 300, 225 e 200. II –-Para usos permissíveis 4, 8 e 11: TO – 66% 10 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO IA – 1,0 III - Serão proibidos nesta zona: 3, 5, 6, 7, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 22. Art. 33° - Na Zona Residencial Dois – ZR2 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 01, 02 e 03: - TO = 66 % - IA = 2 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 2,5 - CI = 300, 225, 160 e 60. Limite mínimo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - CI = 120 para uso 2b - CI = 25 para uso 3 II - Para usos permissíveis 04, 05, 07, 08, 10, 11, 12, e 13: - TO = 66 % - IA = 1,5 III - São proibidos nesta zona: 06, 09, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 22. Art. 34° - Na Zona Residencial Três – ZR3 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I -Para usos conforme 3: - TO = 75 % - IA = 3 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 4 - CI = 25 II - Para usos permissíveis 01, 02, 04, 05, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 15 e 17: - TO = 66 % - IA = 1,5 - CI = 300, 225 e 160 Limite mínimo para incentivo de construção para restauração de prédios de interesse de preservação - CI = 120, para uso 2b III - Para usos permissíveis com incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação: 14 IV - São proibidos: 06, 14, 16, 18, 19, 20 e 22. 11 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO Art. 35° - Na Zona Residencial Quatro – ZR4 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994) I - Para usos conforme 01, 02 e 03: - TO = 75 % - IA = 1,5 Limite máximo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - IA = 2,5 - CI = 300, 225, 160 e 50 para uso 3. Limite mínimo para incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação - CI = 120, para uso 2b II - Para usos permissíveis 04, 05, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18. - TO = 75 % - IA = 1,5 III - Para usos permissíveis com incentivo de construção para a restauração de prédios de interesse de preservação: 6. - TO = 66 % - IA = 1,0 - CI = 300 IV - São proibidos nesta zona: 06, 19, 20 e 22. Art. 36° - As edificações das Zonas Residenciais Um, Dois, Três e Quatro – ZR1 – ZR2 – ZR3 – ZR4 – de que tratam os artigos 32, 33, 34 e 35 desta Lei, deverão manter os seguintes recuos: Parágrafo 1° - DE FRENT E – Recuo de frente para o ajardinamento, com o mínimo de 4m (quatro metros), sendo que, nos terrenos de esquina, o recuo será obrigatório nas duas faces do terreno. Parágrafo 2° I – Na Zona Residencial Um – ZR1 – as edificações com mais de 7m (sete metros) de altura (h), contada a partir do piso do primeiro pavimento, até o forro do último pavimento, deverão manter recuos (r) mínimos laterais e de fundos calculados pela fórmula r =h/6 + 2. II - Na Zona Residencial Dois – ZR2: a) Para uso 1 e 2 – as edificações com mais de 7m (sete metros) de altura (h), contada a partir do piso do primeiro pavimento até o forro do último pavimento, deverão manter recuos (r) mínimos laterais e de fundos, calculados pela fórmula r = h/6 + 2. b) Para uso 3 – as edificações com mais de 7m (sete metros) de altura (h), contada a partir do piso do primeiro pavimento, até o forro do último pavimento, deverão manter recuos (r) mínimos laterais e de fundos, calculados pela fórmula r = h/8 + 2. 12 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO III - Nas Zonas Residenciais Três e Quatro – ZR3 e ZR4 – as edificações com mais de 12m (doze metros) de altura ou 4 (quatro) pavimentos, contados a partir do piso do primeiro pavimento, deverão manter recuos (r) mínimos laterais e de fundos calculados pela fórmula r = h/8 + 1,5, contados até o forro do último pavimento. As edificações de até 4 (quatro) pavimentos, quando construídas totalmente afastadas das divisas, poderão manter afastamento lateral e de fundos calculados pela fórmula r = h/12 + 1,5. Parágrafo 3° - Em projeção vertical, é permitido às sacadas, a partir do segundo pavimento e às marquises, um avanço sobre o recuo do terreno na proporção limite de 1/3 da largura da calçada para as primeiras, até o limite de 1,30m e 2/3 da largura da calçada para últimas. Parágrafo 4° - Nos terrenos cuja altura (h) média da testada (média aritmética entre a cota máxima e mínima da testada) esteja 2m (dois metros) acima do graide da rua, é permitido a construção de garagens no alinhamento com o aproveitamento do desnível. Art. 37° - Na Zona Industrial Um – ZI1 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 18 e 19: - TO = 75 % - IA = 1,0 II - Para os usos permissíveis 01, 04, 06, 07, 09, 12, 14, 15, 16 e 17: - TO = 66 % - IA = 1,0 - CI = 300 III - Para os usos permissíveis com incentivo de construção para restauração de prédios de interesse de preservação: 8 IV - São proibidos nesta zona: 02, 03, 05, 08, 10, 11, 13, 20 e 22. Art. 38° - Na Zona Industrial Dois – ZI2 – as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: (Alterada conforme Lei Municipal n.º 3977, de 29 de julho de 1994). I - Para usos conforme 18, 19 e 20: - TO = 60 % - IA = 0,7 II - Para usos permissíveis 06, 09, 12, 14, 15, 16 e 17: - TO = 50 % - IA = 0,7 III – Para usos permissíveis com incentivo de construção para restauração de prédios de interesse de preservação: 8 IV - São proibidos nesta zona: 01, 02, 03, 04, 05, 07, 08, 10, 11, 12, 13 e 22. Art. 39º - Zona Industrial Especial – ZIE – Nas Zonas Industriais Especiais as edificações obedecerão aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: 13 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO I - Para usos conforme 18 e 19, desde que obedeçam as especificações abaixo relacionadas: 1 - Indústrias têxteis, do vestuário e de calçados, à exceção de curtumes; 2 - Indústrias de produtos alimentícios e bebidas não alcoólicas, à exceção de abate e frigorificação de animais e rações e alimentos para animais; 3 - Indústrias editoriais e gráficas e de papel e papelão, não relacionadas à produção de suas matérias primas; 4 - Indústria de móveis e artigos de madeira, bambu, vime, palha, junco e cortiça; 5 - Serralherias e fabricação de estruturas metálicas; 6 - Fabricação de instrumentos, utensílios e aparelhos de medição e ortopédicos, materiais fotográficos e de ótica, musicais e de gravação e reprodução; 7 - Fabricação de brinquedos e artigos de caça e pesca, à exceção de armas de fogo e munição; 8 - Fabricação de escovas, pincéis, vassouras, etc.; 9 - Indústrias que utilizam a matéria plástica como matéria prima de seus produtos, desde que não estejam relacionados com a produção desta matéria prima; 10 - Indústrias de material elétrico, eletrônico e de comunicação em geral. - T O = 60 % - IA = 0,7 II - Para usos permissíveis 05, 06, 07, 09, 10, 12, 14, 15, 16 e 17: - TO = 50 % - IA = 0,7 III - São proibidos nesta zona: 01, 02, 03, 04, 08, 11, 13, 20 e 22. Art. 40º - As edificações nas ZI1, ZI2 e ZIE, de que tratam os artigos 37, 38 e 39 desta Lei, deverão manter os seguintes recuos: Parágrafo 1º - DE FRENTE – Recuo de frente com um mínimo de 6m (seis metros). Parágrafo 2º - LATERAL E DE FUNDOS – As edificações destinadas a uso conforme, devem manter em ambas as faces laterais e de fundos um recuo mínimo (r), calculado pela fórmula r = h/8 + 1,50m. As edificações destinadas a usos permissíveis devem manter em ambas as faces laterais e de fundos um recuo (r) calculado pela fórmula r = h/6 + 1,50m. Art. 41º - As indústrias já existentes fora das zonas industriais poderão ampliar seus prédios dentro dos limites de suas propriedades na dada de aprovação desta Lei, obedecendo aos seguintes critérios de intensidade de ocupação: - TO = 70 % - IA = 07 CAPÍTULO III – DAS GARAGENS E ESTACIONAMENTOS 14 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO Art. 42º - Nas edificações residenciais multifamiliares USO 3, será obrigatória a reserva de área para estacionamento ou construção de garagens com capacidade de 01 (um) veículo para cada 250,00m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) de área construída, excluindo a área das mesmas. Parágrafo 1º - Nas edificações destinadas exclusivamente a construção de apartamentos tipo JK, com área privativa no mínimo de 20m² (vinte metros quadrados) e no máximo 30m² (trinta metros quadrados), deverá ser previsto um área para estacionamento ou construção de garagens para cada 300m² (trezentos metros quadrados) de área construída, excluindo a área das mesmas. Parágrafo 2º - A área para estacionamento ou construção de garagens deverá ser no mínimo de 12, 50m² (doze metros e cinqüenta centímetros quadrados), com as dimensões mínimas de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros) por 5m (cinco metros). Parágrafo 3º - Será permitida a utilização de até 50 % (cinqüenta por cento) das áreas excedentes a taxa de ocupação para estacionamento, não sendo permitido o estacionamento nos recuos para ajardinamento. Parágrafo 4° - Em terrenos cuja testada for igual ou inferior a 13, 20m (treze metros e vinte centímetros) será obrigatório à reserva de área para estacionamento ou construção de garagens com capacidade de um veículo para cada 275m² (duzentos e setenta e cinco metros quadrados) de área construída, excluindo a área das mesmas, observando-se o disposto neste artigo e seus parágrafos. Parágrafo 5° - Para o estabelecido neste artigo e seus parágrafos somente será computado como estacionamento, ou garagem aqueles espaços que permitem no máximo dois automóveis para cada acesso direto. Art. 43° - Nas edificações de uso 6, 18, 19 e 20 deverão ser previstas áreas para carga e descarga, assim como áreas para estacionamento. Fica estabelecido para este artigo que área para carga e descarga é aquela área, coberta ou não, que viabilize o estacionamento perfeito de caminhões até 20,00m (vinte metros) de comprimento sem utiliz ar para tanto, os espaços destinados à calçada. Art. 44° - As edificações deverão ser regidas por legislação própria, Código de Obras, devendo ser revisado e atualizado em função da presente Lei, pelo órgão de planejamento. Parágrafo 1° - As edificações executadas em desacordo com as diretrizes deste Plano, ou com as normas estabelecidas, na legislação das edificações, ficarão sujeitas ao embargo administrativo e demolição, sem qualquer indenização por parte do Município. Parágrafo 2° - Nas edificações existentes em usos proibidos, serão permitidas somente obras de manutenção do prédio, vedada qualquer ampliação ou reforma de área construída. 15 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO Art. 45° - A abertura de qualquer via ou logradouro público ou privado deverá enquadrar-se nas normas deste Plano e dependerá de prévia orientação do órgão de planejamento. Art. 46° - Os loteamentos e re-loteamentos terão legislação própria, obedecidas às diretrizes do Plano Diretor e respeitada a legislação federal pertinente. Art. 47° - O município poderá promover e incentivar o re -loteamento. Art. 48° - Os loteamentos e re -loteamentos estão condicionados às áreas com cotas superiores a 7,00m (sete metros) ou com adequado sistema de proteção contra enchentes. Parágrafo Único – Enquadra-se nesta mesma exigência o licenciamento de obras de qualquer natureza dentro do perímetro de zoneamento de uso do solo. Art. 49° - Anualmente, nos orçamentos do Município, serão destinados recursos para a execução do presente Plano e que constarão, igualmente, nos programas plurianuais de investimentos, atendendo ao dispositivo da Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964. Parágrafo 1° - O órgão de planejamento elaborará anualmente um plano prioritário de obras, que submeterá à apreciação do Prefeito Municipal. Parágrafo 2° - O plano prioritário aprovado pelo Prefeito, na forma do parágrafo anterior, deverá acompanhar a proposta orçamentária anual do Município, enviada pelo Executivo à Câmara. Parágrafo 3° - Os recursos destinados à execução do Plano serão aplicados segundo critérios estabelecidos pelo órgão de planejamento. CAPÍTULO VI – DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS Art. 50° - As obras do Plano que propiciem especial valorização nas propriedades poderão ter seu custo ressarcido mediante Contribuição de Melhoria na forma de Lei. Art. 51° - Os casos omissos na presente Lei serão objeto de estudos, ouvido o Conselho do Plano Diretor, com o parecer do órgão de planejamento. Art. 52° - Revogam-se as Leis Municipais n° 1884, de 30 de novembro de 1976 e n° 1906, de 7 de janeiro de 1977. Art. 53° - Esta Lei entrará em vigor 60 (sessenta) dias após sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de São Leopoldo, 02 de janeiro de 1981. 16 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO DR. OLIMPIO SERGIO ALBRECHT Prefeito Municipal de São Leopoldo 17