CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN
2ª série
Ens. Médio
EXERCÍCIOS DE MONITORIA
LITERATURA - OBJETIVA
Professora: Renan Braga Andrade
1. Leia os versos:
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhantes copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia.
Então e, ora repleta ora esvaziada,
Ataça amiga aos dedos seus tinia
Todas de roxas pétalas colmada.
(Alberto de Oliveira)
Assinale a alternativa que contém características parnasianas presentes no poema:
a) busca de inspiração na Grécia Clássica, com nostalgia e subjetivismo;
b) versos impecáveis, misturando mitologia clássica com sentimentalismo amoroso;
c) revalorização das ideias iluministas e descrição do passado;
d) descrição minuciosa de um objeto e busca de um tema ligado à Grécia antiga;
e) vocabulário preciosista, de forte ardor sensual.
2. Dadas as imagens a baixo, assinale a que melhor conecta-se aos ideais estéticos do Parnasianismo.
a)
d)
b)
c)
e)
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3. (ITA-2003) A questão a seguir refere-se ao texto “Língua”, de Caetano Veloso, exposto abaixo.
E quem há de negar que esta lhe
é superior?
E deixa os portugais morrerem à
míngua
“Minha pátria é minha língua”
Fala, Mangueira!
Flor do Lácio, Sambódromo
Lusamérica, latim em pó.
O que quer
O que pode
Esta língua?
(...)
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
A expressão “Flor do Lácio” também faz parte de um famoso poema da Literatura Brasileira,
intitulado “Língua Portuguesa”, do poeta parnasiano Olavo Bilac. Assinale a alternativa que
apresenta características pertencentes ao estilo da época em que foi produzido esse poema.
a)
b)
c)
d)
e)
Subjetivismo, culto da forma, arte pela arte.
Culto da forma, misticismo, retorno aos motivos clássicos.
Arte pela arte, culto da forma, retorno aos modelos clássicos.
Culto da forma, subjetivismo, misticismo.
Subjetivismo, misticismo, arte pela arte.
4. Leia:
“(Sala de torturas. Carlão nu, morto, sobre uma mesa. O Médico toma-lhe o pulso, examina as
pupilas, sob as vistas do Inquiridor e do torturador.)
Médico – Por que não me chamaram antes? Isso não está certo. Vocês não estão seguindo as normas.
Eu não posso aceitar isso.
Inquiridor – Faça alguma coisa.
Médico – O quê? Sou médico, não sou milagreiro.
Inquiridor (Culpando o Torturador) – Foi essa besta. Empregam gente incompetente, sem preparo
técnico, sem o menor conhecimento do ofício, dá nisso.
Médico – Merda. Agora que é que eu ponho no atestado de óbito?
Inquiridor – Assim não dá gosto trabalhar.”
GOMES, Dias. Campeões do Mundo. São Paulo: Civilização Brasileira, 1999
No trecho da peça ‘’ Campeões do mundo’’, de Dias Gomes, nota-se uma forte ironia pois,
a) o desdém com que o médico apresenta-se, ao ser chamado pelo Inquiridor, dá a entender que ele
não se importa com o que ocorreu com Carlão.
b) o médico ressalta a falta de procedimento padrão para a tortura e o Inquiridor parece encarar tal
tarefa como um trabalho corriqueiro.
c) o médico nega-se a tentar fazer algo para salvar Carlão.
d) sem saber o que fazer o médico fica confuso quanto ao preenchimento do atentado de óbito.
e) o Inquiridor culpa o Torturador pela morte de Carlão.
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