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Sanjoaninas 2008
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Bodas de Prata Pag|09
Duas visões do
Património Mundial
Rua da Palha, 25
295 212 544
As festas das Sanjoaninas viram-se para a cidade de Angra do Heroísmo,
e para a celebração das Bodas de Prata da atribuição do estatuto de Património
Mundial à cidade, pela UNESCO. O Jornal “a União” expõe duas visões distintas
da realidade actual do mesmo património. Uma mais técnica, oferecida pelo arquitecto José Castro Parreira, e outra do turismo, dada por Pires Borges, profissional
do sector à vários anos.
Raínha Confessa Pag|04
Foto: João Costa/Fotaçor
MÚSICA
pag|08
“Olhos nos
olhos”
> Luís Represas sobe ao
palco dia 28 para apresentar o seu mais recente
trabalho.
ENTREVISTA
pag|16-17
Clã promovem
“Cintura”
> Espectáculo marcado
para 27 de Junho no
­Recinto Pipas ao Vivo.
“Vou viver as festas pela primeira vez”.
PUBLICIDADE
Município de Angra
do Heroísmo
25 Anos - Património Mundial
Sanjoaninas 2008
de 20 a 29 de Junho
Visite Angra, cidade em festa!
MARCHA OFICIAL
Angra, Abraço de Prata
I
II
Angra vai cheia de magia,
São João vestiu-a de prata,
Desfilando p`la baia
Ao som de bela sonata.
Angra fortaleza quinhentista,
Herança da humanidade,
Só São João te conquista,
Mulher bela e cidade.
Leva pendente e anel.
Senhora de seu papel,
Sabe que é desejada.
Rainha nobre em seu dossel,
Pintura fresca emoldurada,
Para sempre inacabada.
Levas nos lábios o frescor
D`um beijo com amor,
Dado pelas tuas irmãs,
Que T`ofereceram sem favor,
P`ra te darem parabéns
De aniversário que tens
Com uma taça bem erguida,
Vai brindar toda gente,
Com alegria incontida
Que p`la sua festa sente
Guimarães berço da nação
Sintra doce em açafata
Porto com seu São João
Évora dá abraço de prata.
Refrão:
São João vai saltar
De alegria contente,
A cidade abençoar,
Bem como à sua gente.
Vamos lá taça erguer,
Que a noite é só nossa,
Para que a festa possa
Sempre acontecer.
Letra: Luís Nunes
Melodia: Grinoalda Ávila
Orquestração: Antero Ávila
Vozes: Ana Braga, Joe Lopes, Letícia Vieira, Paula Costa e Tony Lopes
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
MÚSICA PORTUGUESA
Projecto Xaile ao vivo
no Porto das Pipas
“Naveguei por sete mares
Naveguei naveguei
Naufraguei nesta saudade
Renasci e voltei…”
Este pedaço de um
verso de uma canção do
repertório de XAILE define, na sua essência, a
atitude e a energia deste projecto musical português contemporâneo:
etno-cultural na sua raiz
e na sua consciência, lúdico na sua forma e na
sua espectacularidade,
popular nos processos
de comunicação e na
abrangência do seu espírito, vanguardista na
autenticidade das suas
propostas, à procura de
uma voz própria, pés no
passado, mãos à obra no
presente, tratando de, no
processo criativo, exorcizar alguns fantasmas
entreabrindo a janela a
alguns anjos do futuro.
Composto por três intérpretes femininas, Xaile
sobe ao palco na quintafeira, dia 26 Junho pelas
23h30.
O projecto
Xaile são Lília, Marie
e Bia, três cantoras/instrumentistas donas de
pessoalíssimas vozes e
personalidades, acompanhadas por um grupo de
músicos e por múltiplos
recursos
audiovisuais,
num disco e num contexto performativo cheio
de festa e de mistério, de
força e de sentimento,
com uma linguagem poética e musical totalmente
portuguesa porém totalmente universal que, ao
mesmo tempo que nos
enche os olhos e os ouvidos, também nos anima
a alma, magia da música
e da terra, capaz de unir
tudo e todos, beleza que
não só parece mas é.
Concebido por dois
músicos, que são igualmente autores e produtores, R. F. Reis e J. J.
Galvão, Xaile é música
portuguesa planetária,
feita aqui para chegar a
todo o lado. Um conceito que tem agradado ao
público e feito sucesso
nas rádios portuguesas,
e que agora chega aos
palcos da Terceira.
A música
XAILE é música do
fundo da nossa alma
que, depois de naufragar
numa longa saudade,
volta cheio de coisas novas para contar e cantar.
São canções originais
com propostas sonoras
e cénicas vindas de cá
dentro de todos nós, sentidas e trovadas no nosso
bom português. Uma forma de misturar memória
e surpresa, como uma
lembrança
reavivada,
que soa nova mas que
nos sabe a sempre.
“Enquanto se sonha
que se é
Para ser-se o que se
sonha”
ACTUALIDADE 03
JANELA DA FESTA
Sanjoaninas,
mais que
uma festa, é
um modo de
ser
As Sanjoaninas 2008
começaram a viver-se
nas Sanjoaninas 2007.
É Assim: cada uma
é como se fosse a última, mas mal acaba, é
como se fosse o mote
para as próximas.
E isto porque há,
indiscutivelmente, um
encantamento.
Angra torna-se “a cidade
das maravilhas” pelos olhares de alegria
e aromas de paixão.
Quase que se saboreia
a música que anda no
ar e experimenta-se,
sem esforço, uma comunhão de diversão e
folia.
Por isso, por muito que custe (ou talvez não) ninguém faz
as Sanjoaninas. Elas
irrompem por si próprias da alma terceirense, são “fruto da
época”, não se lhe
pode resistir nem há
porque
resistir-lhe.
Caiem do céu…
Cor, magia, beleza,
mistério,
abraços…
pode-se “preparar-lhes
o terreno”, não mais.
São emoções com
vontade e intencionalidade, que cada qual
experimenta na sua
irrepetibilidade.
Sanjoaninas é um
modo de ser… que cai
do céu!
Texto de: Filipe Leite
04 ENTREVISTA
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
RAÍNHA CONFESSA
“Vou viver as festas pela primeira vez”
Foto: João Costa / Fotaçor
Maria do Rosário
Silva Pereira
Naturalidade:
Angra do Heroísmo
Data de nascimento:
19/04/1984
Formação:
Design de Moda
Signo:
Carneiro
Passatempos:
Praia, estar com amigos, ler,
dançar e ouvir musica
Livro da mesa-de-cabeceira:
“Pode Curar a Sua Vida” de
Louise L. Hay
Filme preferido:
Vários
Sonho:
Ser feliz
Cor preferida:
Preto
Prato favorito:
Bacalhau (de todas as
maneiras)
a União: - Enquanto
jovem e natural de Angra,
como te sentes ao ser rainha das Sanjoaninas, as
festas mais importantes
de uma cidade que completa este ano 25 anos de
Património Mundial?
Maria Pereira: - Sinto um grande privilégio,
estou muito feliz por
me acharem merecedora desse estatuto. Sei a
importância da Rainha
para as festas e para as
gentes da cidade.
aU.: - Recordas a tua
reacção assim que recebeste o convite para rainha? Já tinhas pensado
alguma vez que ocuparias aquele lugar?
M.P.: - A minha reacção foi de surpresa!
Nunca me passou sequer
pela cabeça ocupar o lugar, fiquei obviamente
emocionada, não estava
mesmo à espera...
aU.: - A família e os
amigos estão contentes
e preparados para te ver
no centro das atenções
das festas?
M.P.: - Sim, estão radiantes, acho que pela
primeira vez senti a importância que tem na
nossa terra ser-se rainha! É muito engraçado
a forma como me abordam em relação a esse
assunto...
aU.: - Aproxima-se o
dia 20 de Junho, o dia
do cortejo real, os preparativos para a festa estão
no “timing” certo? E as
tuas emoções estão preparadas?
M.P.: - Julgo que sim,
apesar da correria tudo
parece estar a fluir da
forma pretendida. Em
relação ás emoções tento
não pensar muito nisso,
o mais importante para
mim é ser eu própria e
desfrutar ao máximo,
porque este dia será inevitavelmente um marco
na minha vida!
aU.: - O que esperas
da noite de abertura?
M.P.: - Espero mais
do que tudo espalhar o
máximo de sorrisos possível, o que não vai ser
difícil, porque se há coisa que gosto de fazer é
rir e sorrir, faz-me bem,
limpa-me a alma! E claro
divertir-me muito.
aU.: - A tua forma de
encarar as Sanjoaninas
mudou, agora que estás
numa posição diferente?
M.P.: Sempre fui uma
amante das festas, mas
acho que agora vou viver e sentir o espírito das
Sanjoaninas de forma
mais intensa. Acho que
viver as festas pela primeira vez.
aU.: - Este ano que esperas das festividades?
M.P.: - Parece-me que
o trabalho desenvolvido
está a ser magnífico, os
cartazes culturais e musicais são de qualidade.
Acho que a perspectiva
de encarar os festejos é
diferente, para melhor.
aU.: - Em termos mais
pessoais, como te descreves?
M.P.: - Sou uma rapariga muito simples, bem
disposta e alegre. Vivo os
dias com intensidade e
tento retirar o melhor da
vida, desfrutando todos
os prazeres da vida, mesmo os mais pequenos.
aU.: - Quais as motivações para residir no
continente?
M.P.: - Neste momento ambiciono poder conhecer mais do mundo,
desfrutando da vida e
da cultura de outros países. Para já ainda tenho
alguns objectivos para
alcançar, espero eu, em
Lisboa, nomeadamente
no mundo da moda.
aU.: - Que sentimentos te despertam a cada
vez que regressas aos
Açores?
M.P.: - Sentimentos
de felicidade, tranquilidade e paz. Adoro o
nosso verdinho e fartome de gabar da nossa
riqueza paisagística e
gastronómica...É sempre
bom regressar a casa!
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
NEGÓCIOS 05
MAKE ME NUTS
Um projecto ambicioso e inovador
Fernando Pereira
[email protected]
Numa das muitas viagens aos Estados Unidos da América, José
Almerindo Costa teve o
primeiro contacto com o
conceito. Trazê-lo para a
ilha foi um passo.
Inicialmente a estratégia passou por criar uma
identidade própria. Nasceu o primeiro estabelecimento.
“O Make me Nuts pretende ser um espaço jovem e dinâmico. Além
dos donuts e do Fastfood este verão estamos
a apostar nos nossos
gelados e nas nossas saladas”, explica José Almerindo, presidente do
grupo JAC.
“O balanço tem sido
muito positivo, a aceitação no mercado foi de
encontro as nossas expectativas”, refere o presidente do grupo. O crescimento sustentado permite que pequenos, mas
importantes passos sejam dados, como o de estabelecer parcerias com
outros pontos de venda,
iniciada este ano.
As principais dificuldades
prenderam-se
essencialmente com a
aquisição do equipamento necessário para
a produção dos donuts,
com as burocracias inerentes à importação das
matérias-primas de um
país fora do ‘Espaço
Schengen’ e, não menos
importantes, os proble-
mas relacionados com o
nosso clima, dado que
o processo de confecção
deste produto é bastante
sensível.
Nas festas do ano passado foi novidade a “carrinha” dos donuts, muito
pelo arrojo de cores, de
alegria que transmitiu à
rua de São João.
Este ano a abordagem
às festas será ligeiramente diferente, a carrinha
vai marcar presença na
berma da estrada, mas
não como posto de venda, será antes um cartaz
publicitário ambulante.
O grupo optou por ficar
com um espaço maior, na
rua de São João, onde,
para além das deliciosas
donuts, vai vender um
variado leque de produ-
tos da Loja Americana,
nomeadamente sumos,
aperitivos, chocolates e
guloseimas. Uma forma
audaz de continuar a dinamizar o conceito ‘Make
me Nuts’ na cidade de
Angra do Heroísmo, e paralelamente promover os
produtos importados dos
EUA, à venda todo o ano
na loja do Grupo, na Rua
Direita, e na Lar Sonho
da Praia da Vitória.
06 CARTAZ MUSICAL
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
PIPAS AO VIVO
Chamar a música
em noites mágicas
Sanjoaninas 2008 escolheu a renovada zona
de Porto Pipas para instalar o palco principal
das festas. Desta forma
os serões musicais vão
estar voltados ao mar e
à linda Baia de Angra. O
nome do recinto é apelativo e voltado ao publico
jovem - Pipas ao Vivo - e
o cartaz é versátil nos
artistas que apresenta,
notando-se uma preocupação em atingir uma
faixa etária bem madura
e com gostos musicais
bem definidos.
Para quem ainda não
escolheu que concertos
assistir, ‘a União’ apresenta o cartaz das noites
mágicas de São João.
Recinto Pipas ao Vivo
Dia 20
23:30-Animação
Musical
01:00-Animação
Musical
Dia 23
00:00-Animação
Musical
Dia 24
23:30-Lisa Doby
01:00-Animação
Musical
Dia 25
23:30-Anjos
01:00-Animação
Musical
Dia 26
23:30-Xaile
01:00-Animação
Musical
Dia 27
Dia 21
23:30-Os Clã
01:00-Animação
Musical
23:30-Jorge Palma
01:00-Animação
Musical
Dia 28
Dia 22
23:30-Bandas Locais
23:30-Luís Represas
01:00-Animação
Musical
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
PUBLICIDADE 07
08 MÚSICA
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
CARTAZ MUSICAL
‘Olhos Nos Olhos’ com Luís Represas
Fernando Pereira
[email protected]
Luís Represas vai ser
um dos principais músicos a subir ao palco
maior das Sanjoaninas 2008. No dia 28, às
23:30, no Recinto Pipas
ao Vivo, o consagrado
músico português vai
fazer a apresentação do
seu mais recente trabalho discográfico – “Olhos
nos Olhos”.
Este disco é já o seu 9º
a solo e foi integralmente
gravado em Cuba, contando com a participação especial da brasileira
Simone, dos cubanos Pablo Milanés e Liuba Maria Hévia, entre muitos
outros. A produção do
disco foi da responsabilidade de Miguel Nuñes,
tendo sido masterizado
nos Abbey Road Studios,
em Inglaterra.
“Sagres” é o nome do
primeiro single de trabalho, e promete ser um
grande sucesso de rádio
em Portugal. De frisar
que foi na cidade algarvia de Sagres que Luís
Represas iniciou a sua
carreira, na época com o
grupo os Trovante.
Nas palavras de Luís
Represas, “Olhos Nos
Olhos” é um reencontro
comigo, com as minhas
almas gémeas, a maneira
mais sincera de ser eu, a
forma mais franca de me
revelar.
Biografia
Em 1976, na cidade
de Sagres, com João Gil,
Artur Costa Manuel, Faria e João Nuno Represas
funda os ‘Trovante’, grupo de referência da Música Popular Portuguesa
do pós-25 de Abril, e no
qual se manteve como
cantor até ao seu desmembramento em 1992.
Com o fim dos Trovante, Luís Represas inicia
a fase de composição do
seu primeiro disco a solo.
Uma viagem a Cuba foi a
forma de procurar novas
experiências musicais e
distanciar-se do passado.
1993 – Represas
Em Havana, esperamno o grupo de Pablo Milanés, nome maior da
música cubana e um dos
nomes mais importantes
da actual Música Popular, e o pianista Miguel
Nuñez, responsável pelos
arranjos e direcção musical das novas canções
de Luís Represas.
Assim, nasce o álbum
‘Represas’, que é totalmente gravado em português e castelhano, a fim
de levar mais longe e a
mais gente as suas canções através destas duas
edições.
1995 - ‘Cumplicidades’.
Gravado em Lisboa, o
segundo CD de Luís Represas conta com a colaboração de Bernardo
Sassetti, um dos mais
prestigiados pianistas de
jazz Português, com reconhecida carreira internacional. Convida também
para participar o grande
mestre da “Uilleann Pipes” e “Low Whistles”: o
irlandês Davy Spillane.
1996 – Ao Vivo no CCB
Depois de uma tournée
bem sucedida, Luís Represas aceita o desafio de
se apresentar no Grande
Auditório do Centro Cultural de Belém por quatro noites consecutivas,
completamente lotadas,
que contaram com a participação muito especial
de Davy Spillane, imortalizadas num programa
de televisão realizado
pela SIC e um CD duplo
“Ao Vivo no CCB”, que
atingiu Dupla Platina.
1998 – A Hora do Lobo
Luís Represas edita
o seu quarto trabalho,
onde se dá o reencontro
com Miguel Nuñez, do
qual resulta um álbum
cheio de melodias intensas e fascinantes.
“A Hora do Lobo”, canção que dá título ao disco,
conta com a participação
de Pedro Guerra, músico
espanhol extremamente
popular no País vizinho.
Este CD encontra-se
também gravado em versão castelhana adaptado
pelo próprio Pedro Guerra e por Raquel e Nuria
Diaz.
2000 – Código Verde
Em Espanha, Represas grava o ser quarto
disco de originais. O lançamento no mercado é
feito em Outubro e contava já com uma edição
prevista para o estrangeiro em 2001, na versão
castelhana (com adaptações de Raquel e Nuria
Diaz).
2001 – Reserva Especial
Em Setembro parte
para Praga para gravar
com a Orquestra Sinfónica da República Checa. Começa assim o novo
projecto ‘Reserva Especial’. Aceitando o desafio
do presidente da Universal Music Portugal, Tozé
Brito, Luís Represas
edita um disco em tudo
diferente dos anteriores.
Trata-se de uma colectâ-
nea de 21 grandes canções, intemporais, de
universos tão diferentes
como o Anglo-americano,
Latino-americano Brasileiro e, claro, Português.
2003 – Fora de Mão
Este novo álbum de
originais é gravado entre
Portugal, República Checa e Cuba, produzido a
três mãos, com Represas
a contar aqui com músicos que já se conhecem
entre si há muitos anos.
Ao rodear-se de tantos
músicos
conhecidos,
este trabalho acabou por
ser um autêntico jogo de
cumplicidades. Destacase o famoso tema “Da
Próxima Vez”.
2006 – A História Toda
Em meados de 2006
lança o álbum ‘A História
Toda’, que resume em
CD e DVD um extenso
reportório de sucesso.
Trata-se da gravação do
seu espectáculo comemorativo de 30 anos de
carreira, que esgota rapidamente o Coliseu do
Porto e mais uma vez o
palco do Grande Auditório do CCB, por duas
noites consecutivas. Com
este disco é lançado também o seu mais recente
tema inédito “Colibri (Pureza e Desejo)”.
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
ACTUALIDADE 09
BODAS DE PRATA
PIRES BORGES
Cidade em festa
Mais promoção de
Angra Património
As festas das Sanjoaninas
viram-se para a cidade de Angra do Heroísmo, e para a celebração das Bodas de Prata da
atribuição do estatuto de Património Mundial à cidade, pela
UNESCO. O Jornal “a União”
expõe duas visões distintas
da realidade actual do mesmo
património. Uma mais técnica,
oferecida pelo arquitecto José
Castro Parreira, e outra do turismo, dada por Pires Borges,
profissional do sector à vários
anos.
JOSÉ CASTRO PARREIRA
Angra “está no
fio da navalha”
a União: - Qual o estado
actual da cidade Património
Mundial?
José Parreira: - Angra a
meu ver está no “fio da navalha”. Se olharmos para a Carta
de “Linschoten” de 1595, vemos que o perímetro urbano
da cidade pouco cresceu desde
essa altura, o que significa que
o modelo foi bem concebido e
deu respostas cabais por mais
de 500 anos. Esse modelo no
entanto está a rebentar pelas
costuras e não se vislumbram
mecanismos de planeamento que prevejam e dominem o
crescimento futuro da cidade.
A alternativa, especulação pura
e dura sem regras definidas,
ou a construção desenfreada
de bairros, ou melhor, guetos
sociais, vai criar uma pressão
incomportável não só nas periferias, mas também sobre o
próprio centro classificado.
aU: - Quais as mudanças
urgentes que deveriam ser implementadas?
J.P: - Em primeiro lugar
promover um debate profundo
e consequente sobre a cidade de modo a poder traçar-se
uma linha de orientação futura
e estruturante do ordenamento urbano. Em segundo lugar,
promover a elaboração de um
plano de pormenor urbanístico que desenhe a cidade a
partir do seu centro histórico,
um pouco à semelhança do
que Barcelona fez no final do
séc. XIX com o plano de Cerdá. Em terceiro lugar, aliviada
a pressão sobre a zona classificada, criar os mecanismos
regulamentares, em elaboração há mais de 18 anos (!?) de
modo a que se preserve a sério
o património construído e não
apenas as fachadas. Em quarto lugar, promover acções de
sensibilização e esclarecimento
à população e em especial aos
jovens através das escolas, de
modo a que a cidade seja preservada porque os cidadãos
assim o desejam e não porque
pode ser um produto vendável. Em quinto lugar criar um
banco de dados técnicos sobre
recuperação urbana que possa
ser consultado por cidadãos e
técnicos. E muitos mais pontos
haveriam se houvesse tempo e
espaço para tal.
aU: - De que forma o estatuto atribuído pela Unesco
pode ser uma mais valia no
crescimento e manutenção do
património edificado?
J.P: - Nós, enquanto sociedade, somos o resultado de
um passado e o embrião de um
futuro, ora se uma entidade
como a Unesco nos reconheceu
qualidade ao ponto de nos colocar no mesmo patamar das
pirâmides do Egipto, ou do Coliseu de Roma, então isso não é
só uma mais-valia, é sobretudo
uma responsabilidade.
a União: - Como caracteriza
o estado actual da cidade património mundial?
Pires Borges: - Existem
algumas iniciativas interessantes, como por exemplo,
organizações com gente mais
jovem que procura dinamizar
as áreas culturais, desportivas,
associativas, etc... Até mesmo o
sector privado e o público, através a ART -Associação Regional
do Turismo, que instalou vários quiosques de informação
e procurou organizar a oferta
área da animação turística. O
próprio sector escolar está oferecer mais opções de escolha
na área turística.
A Direcção Regional de Turismo realiza a promoção da
cidade nas feiras nacionais e
internacionais, assim como, a
Câmara Municipal de Angra do
Heroísmo.
Mas no terreno é mais difícil
sobretudo nos edifícios visitáveis que por vezes estão encerrados ao fim de semana e nos
feriados...e que não permitem
que se cumpram os programas
previstos...
aU: - De que forma esse
estatuto atribuído pela Unesco
tem sido uma mais valia para o
sector do turismo?
P.B: - Neste momento, a
maioria dos operadores turísticos inclui quase sempre meiodia para a visita à cidade de
Angra. É visível um crescente
número de turistas que visitam o centro histórico de Angra
classificado pela UNESCO.
No entanto, tem de se divulgar e ser mais empenhados na
promoção de Angra Património
Mundial, não apenas no aspecto turístico como no aspecto
educacional.
Definir o tipo de turista que
poderá estar interessado em
Angra Património para além
daqueles que nos visitam porque faz parte do itinerário estabelecido pelos operadores
turísticos.
aU: - Que mudanças são
urgentes para melhorar o aproveitamento do património em
termos turísticos?
P.B: - Por exemplo, fala-se
de Angra do Heroísmo Património mundial mas, apenas a
parte da baixa da cidade é visitada. No entanto existe mais
património noutras áreas da
cidade que está subaproveitado
e, por isso, perdem-se oportunidades de aumentar o tempo
de permanência dos turistas
na ilha.
Pode-se estabelecer pontes
com outras áreas da oferta turística tais como a natureza, o
mar, o bem-estar. São parte integrante da zona classificada.
No caso concreto de alguns
edifícios considerados património, tem sido facilitado o acesso, como por exemplo, o Palácio
dos Capitães Generais, da Igreja do Colégio, da Câmara Municipal de Angra e do Museu de
Angra, entre outros.
No entanto, surgem dificuldades com outros espaços públicos como o Teatro Angrense,
a igreja da Misericórdia, a Sé
Catedral, pois estão parcialmente ou permanente encerrados, sobretudo aos sábados,
domingos e feriados.
Mas para além da área do
património existem outros
produtos associados como a
doçaria, o artesanato, a gastronomia, entre outros, que
poderão ser melhor divulgados
e constituírem mais oportunidades para a cidade património
mundial.
Considero que existe a necessidade de elaboração de
um plano de desenvolvimento
Turístico específico para Angra
Património Mundial para se
estabelecerem os objectivos as
estratégias, e uma calendarização que permita a concretização dessa mesma planificação.
Este projecto deveria envolver
as entidades governamentais,
a iniciativa privada e o movimento associativo da cidade
aproveitando as potencialidades existentes na cidade Património Mundial.
10 PUBLICIDADE
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
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12 TAUROMAQUIA
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
FEIRA DE SÃO JOÃO
Tardes prometem
“Festa Brava”
Praça de Toiros da Ilha
Terceira
Dia 21
18:30 - Mista
Cavaleiros:
João Moura (filho)
João Teles (filho)
Rui Lopes
Espadas:
Javier Valverde
Forcados:
Tertúlia Tauromáquica
Terceirense
Toiros:
7 - José Albino Fernandes
Toiros:
3 - Rego Botelho
3 - Irmãos Toste
Dia 23
11:00-Crianças
Dia 24
18:30-São João
Espadas:
Juan Baptista
Daniel Luque
Joselito Adame
Toiros:
6 - Rego Botelho
Dia 22
18:30-Imponente
Cavaleiros:
João Salgueiro
João Moura (filho)
João Teles (filho)
Forcados:
Tertúlia Tauromáquica
Terceirense
Forcados do Ramo Grande
Dia 28
18:30-Ganaderias
Cavaleiro:
João Salgueiro
Espada:
El Cid
Forcados:
Forcados do Ramo Grande
Toiros:
2 - Rego Botelho
2 - José Albino Fernandes
2 - Ganaderia St.ª Maria
Touradas à Corda
Esperas de Gado
Dia 23
18:30-Tourada à Corda
Porto Pipas
Dia 24
12:00-Espera de Gado
Rua São Pedro
Alto das Covas
Dia 27
18:30-Tourada à Corda Nas Avenidas
Dia 25
12:00-Espera de Gado
para Crianças
Rua de São João
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
DURANTE O DIA
Desfiles, Etnografia e
Desporto animam festas
Desfiles
Desporto
Dia 20
22:00-Desfile de
Abertura
Dia 21
09:00-Torneio de Golfe
Campo de Golfe
da Ilha Terceira
10:00-Encontro de
Escolinhas
Desporto Andebol
Pav. Municipal
10:00-Encontro Escolas
de Futebol
Campo de Jogos
Municipal
14:00-Prova de Águas
Abertas (Natação)
Prainha
16:00-Torneio de
Voleibol de Praia
Prainha
17:00-Demonstração de
Karaté
Praça Velha
Dia 22
21:30-Desfile Terceira
Moto Clube
Dia 23
21:30-Marchas de
São João
Dia 24
21:30-Marchas de
São João
(Crianças)
Dia 25
21:00-Parada do
Desporto
Dia 27
21:30-Desfile
Etnográfico
Dia 28
21:30-Desfile de Grupos
de Folclore
Dia 29
21:00-Desfile de Bandas
Filarmónicas
Etnografia
Dia 21
21:30-“O Dia de Reis”
Alto das Covas
Dia 22
22:00-“O Carnaval”
Alto das Covas
Dia 24
21:30-“Sortes de
São João”
Alto das Covas
Dia 25
21:30-“Terço Rezado e
Baile”
Alto das Covas
Dia 26
21:30-“Cantoria e
Pezinho”
Alto das Covas
Dia 22
11:00-Triatlo
Silveira/Caminho
de Baixo de São
Pedro/Fanal
14:00-Angra Down
Garden BTT
Memória ao Cais
da Alfândega
14:00-1º Festival de
Dança Desportiva
Pav. Municipal
16:00-Torneio de
Voleibol de Praia
Prainha
Dia 23
10:00-Master Classes
(Kickboxing)
Praça Velha
17:30-III Subida de
Degraus 2008
Jardim Municipal
Dia 24
10:00-Corrida de Carros
de Ladeira
Rotunda da
Sotermaquinas/
Alto das Covas
14:00-XVIII Torneio
Angra Volei
Pav. Municipal
15:00-1º Concurso de
Caça Submarina
Vila Maria
18:30-Torneio de
Voleibol de Praia
Prainha
Dia 25
14:00-XVIII Torneio
Angra Volei
Pav. Municipal
18:30-½ Final do
Torneio de
Voleibol de Praia
Prainha
Dia 26
14:00-XVIII Torneio
Angra Volei
Pav. Municipal
14:30-Circuitos
Radicais
Castelo São João
Baptista
18:30-Final do Torneio
de Voleibol de
Praia
Prainha
Dia 28
10:00-1º Challenger
Sanjoaninas 2008
Monte Brasil
11:00-1º Momento das
Master Class
Cais da Alfândega
14:00-XVIII Torneio
Angra Volei
Pav. Municipal
14:30-Circuitos
Radicias
Castelo São João
Baptista
15:00-2º Momento das
Master Class
Cais da
Alfândega
15:00-Demonstração de
Trial
Monte Brasil
Dia 28
10:00-Trial dos Bravos
Fonte Faneca
14:00-XVIII Torneio de
Angra Volei
Pav. Municipal
14:30-Pais e Filhos Sem
Fronteiras
Passeio da Marina
PROGRAMA 13
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
Fotos: José Gabriel “O Fotógrafo”
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SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
ACTUALIDADE 15
LISA DOBY
Uma poderosa voz negra para
encantar nas Festas de Angra
americana tem vindo a
efectuar na promoção do
seu mais recente álbum:
Free2Be.
Retalhos da vida
No dia 24 de Junho,
terça-feira, dia de São
João, Lisa Doby, a estrela internacional convidada este ano para as
Sanjoaninas, sobe ao
palco Pipas Ao Vivo, pelas 23h30. O concerto
é esperado com alguma
expectativa,
principalmente pelas boas actuações que a artista norte
Lisa Doby é uma cantora norte-americana que
nasceu no estado da Carolina do Sul, mas que se
mudou para França no
início da década, mantendo as raízes ‘gospel’ e
‘soul’ mas misturando-as
com ‘funk’, ‘rock’ e ‘pop’.
A cantora americana
que «recusa ser ligada ao
R&B e ao Hip-Hop por
causa da cor da pele»,
canta num universo vasto de referências que vão
dos Genesis aos Beatles,
passando pelos Police.
Curiosamente, influências “brancas” que Lisa
torna “negras” com a
sua voz possante e segura, algures entre uma
Joan Armatrading e uma
Tracy Chapman.
Percurso musical
Lisa Doby começou
pelo gospel na sua terra
natal, rapidamente cresceu, aprendendo a tocar
violino e trompete. Depois de passar por várias
bandas, chegou à Europa
numa tournée de 18 meses com Patrícia Kaas.
A cantora já mostrou
o talento que possui em
palcos de conceituados
festivais, como o Festival de Jazz de Montreux,
Tabarka e o Festival de
Rhythm n’ Blues de Bonneville, e tendo já cantado ao vivo com artistas
como Ray Charles e Joe
Cocker.
Além de já ter aparecido em álbuns de Patrícia Kaas e de Marcel
Loeffler, Lisa Doby já
editou vários discos ao
longo dos seis anos de
carreira. Estreou-se com
o trabalho ‘No Matter’, a
que se seguiu ‘Amazing
Grace’, um álbum gos-
pel, em 2001. Seguiu-se
um registo jazz chamado
‘Gimme’ e, em 2004, começava a caminhar para
um som mais ríspido,
com o disco ‘Hold On’.
Lisa Doby edita agora ‘Free 2 Be’, produzido
por John Burns, que já
trabalhou com os Genesis e os Jethro Tull. O
álbum foi misturado no
famoso Vega Studio, que
os Rolling Stones usavam nos anos 70.
A voz límpida de Lisa
Doby torna-se imediatamente o centro das atenções, partilhando essas
funções pela ela mesma
pelo piano e guitarra. A
banda que a acompanha
é formada por Yannick Eichert na guitarra,
Franck Bedez no baixo
e Jérôme Spieldenner na
bateria.
A Lisa participou no
nosso vídeo 1 Minuto Pela Paz, no passado
mês de Setembro,
EXPOSIÇÃO
Estelli Cermelli expõem em Angra
A ‘Silvia Teixeira Galeria’ propõe uma exposição de pintura de Estelli
Cermelli, entre os dias 21
de Junho e 19 de Julho.
São 14 quadros e duas
pequenas pedras pintadas pela artista, onde
se expressam emoções e
sensações.
No geral a pintora de-
fine o seu trabalho como
“uma percepção da realidade”. Algumas das
obras expostas são retratos de paisagens da cidade e da ilha, onde Estelli
Cermelli tenta ser “fiel ao
máximo à realidade visível”, enquanto outras são
criação mais abstracta,
pois são o reflexo “das
emoções causadas pelas
paisagens, vincando um
expressionismo puro.
A pintora
Estelli Cermelli está
na Terceira desde 2003
e refere-se à ilha como
“um lugar de paz, onde
encontro o espaço perfeito para trabalhar”.
16 ENTREVISTA
a União
de 20 a 29 de Junho
SANJOANINAS 2008
OS CLÃ
Grupo português promove o seu
mais recente trabalho, Cintura
O grupo português ‘Os
Clã’ é uma das principais atracções do cartaz
musical das Sanjoaninas 2008. Este concerto, marcado para dia 27
Junho, sexta-feira, pelas
23:30, a está inserido na
promoção do último albúm, ‘Cintura’.
Esta será a terceira
actuação da banda na
ilha. O nosso jornal teve
o prazer de conversar
com Manuela Azevedo,
vocalista do grupo.
a União: - Há quanto
tempo os Clã andam nos
palcos?
Manuela Azevedo: Começamos a trabalhar
em Novembro de 1992 e
estivemos até ao início de
1994 fechados na sala de
ensaios, a trabalhar as
canções e o espectáculo.
A nossa estreia em palco
foi em Janeiro de 1994,
portanto estamos juntos
há 15 anos. Esse concerto foi num bar mítico da
Ribeira, no Porto, um bar
chamado ‘Meia Cave’,
e foi uma primeira vez
para não esquecer. Foi
inacreditável, o bar em si
era um local improvável
para se actuar, para além
da banda tínhamos mais
seis músicos convidados,
e o bar, ‘Meia Cave’, merecia bem o nome, aquilo
era um sítio bem pequeno. Nós tocávamos em
baixo na cave, que era
pequenina e estreita, o
palco era um corredor,
uma espécie de varandinha, não sei muito bem
a gente coube lá, mas
coubemos. Para juntar
a isso tudo, tivemos um
dia de muito mau tempo
e o Mário Barreiros, que
produziu as nossas maquetes e discos, ia ser o
nosso técnico de som,
mas ele ficou preso na
marginal da cidade, porque houve uma derrocada e nem sequer fizemos
ensaio de som. Portanto
na nossa estreia, subimos ao palco sem saber
se os instrumentos iam
dar e em que colunas se
iam ouvir, foi assim uma
enorme loucura, mas que
correu muito bem, foi um
concerto maravilhoso.
aU: - Por falar em estreia, sei que já estiveram
na Terceira, como foi?
M.A: - À terceira já
viemos duas vezes, e fomos sempre muito bem
recebidos e foram sempre noites muito especiais. Da primeira vez
nós íamos tocar no bailão e estava um temporal
enorme, e não deu para
tocar. No dia seguinte o
mau tempo continuava
e íamos ser forçados a
anular o concerto. Estávamos desoladíssimos
porque queríamos mesmo tocar.
Mas conseguimos à última hora que um artista,
que estava previsto tocar
no Teatro Angrense, nos
cedesse a tarde e fizemos
uma matiné. Fez-se a
notícia para informar as
pessoas que o concerto
tinha passado para lá e
foi uma actuação bestial.
O Teatro é magnífico, o
ambiente estava muito bom, os membros da
equipa técnica da terra
foram uns doces, porque
trabalharam a uma velocidade estonteante para
ter tudo pronto a horas.
E foi assim a nossa estreia.
Regressamos
mais
tarde, também para as
Sanjoaninas, actuamos
num dia em que a Selecção nacional jogou, não
sei se para um europeu
se para um mundial, sei
que Portugal ganhou,
e foi uma grande festa.
Acabamos a noite a cantar o hino.
Temos levado daqui
grandes momentos e belas memórias, e espero
que este ano seja mais
uma boa festa.
aU: - Como definem o
vosso estilo musical?
M.A: - Isso é uma coisa complicada, mas também nunca nos preocupamos muito em fazer
essa definição. A nossa
atitude em relação à música que fazemos, à música que ouvimos e à arte
em geral, é de estar sempre atentos e aprender
com todas as influências,
com todas as referências
e com todas as formas
de encarar a música, daí
que o nosso trabalho tenha sido muito “contaminado” por coisas muitos
diversas, desde o nosso
primeiro disco.
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
Mas a existir algo que
defina o nosso estilo é
certamente usar o formato ‘canção’ e explorar
essa canção, e sobretudo
fazê-lo em português.
aU: - As vossas letras
são riquíssimas. Os Clã
tem a particularidade de
sentir intensamente os
textos e de conseguir expressar por sons as palavras?
M.A: - Esse para nós
é o grande desafio, essa
adequação das palavras
à música, à melodia, à
harmonia, ao ambiente
sonoro que está por detrás delas, e depois tentar que isso seja feito de
forma expressiva, e que
comunique inequivocamente o espírito do texto.
Nesse trabalho concentramos muito esforço,
por isso é que os nossos
discos demoram muito
tempo a fazer-se.
aU: - Esse é um trabalho de equipa?
M.A: - É um trabalho
muito delicado, de procura, de insistência, de
erro, de cantarmos uma
vez e aquilo não soa tão
bem, de voltarmos a insistir, de mudar uma
palavra ou uma vírgula.
Acaba por ser um trabalho de equipa, não só
com a banda, como com
os parceiros de escrita, o
Tê e o Arnaldo, há sempre um grande trabalho
de crítica entre todos que
fazem as canções.
aU: - Queres deixar
uma mensagem às pessoas que vão ver o concerto?
M.A: - Venham todos,
nós estamos muito ansiosos por tocar e gostamos muito de o fazer,
portanto vão encontrar
seis músicos no palco
que têm muito prazer
em estar lá, mas se não
tivermos gente à frente nada faz sentido. Por
isso venham com vontade de ouvir música e de
a celebrar.
aU: - Que conselhos
para quem está a começar?
M.A: - Acho que os jo-
a União
vens não devem ter pressa em lançar discos, de
obter reconhecimento e
notoriedade, deixem os
trabalhos
amadurecer
sem pressões. Precisam
de ter muita resistência e
paciência, nem sempre é
à primeira que se mostra
o nosso trabalho a quem
se quer, nem sempre à
primeira se tem os pal-
ENTREVISTA 17
cos que sentimos merecer. É necessário muita
persistência.
aU: - Vamos ter os Clã
mais quinze anos?
M.A: - Espero bem que
sim, queremos ultrapassar em longevidade os
Rolling Stones, e se possível fazer muitos concertos nos Açores.
18 EFEMÉRIDES
a União
HÁ 100 ANOS
de 20 a 29 de Junho
HÁ 50 ANOS
Segunda-feira, 23 de Junho de 1958
Terça-feira, 23 de Junho de 1908
Quinta-feira, 25 de Junho de 1958
HÁ 25 ANOS
Quinta-feira, 25 de Junho de 1908
Segunda-feira, 27 de Junho de 1983
SANJOANINAS 2008
SANJOANINAS 2008 de 20 a 29 de Junho
a União
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Duas visões do Património Mundial