17 Belo Horizonte, quinta-feira, 03 de junho de 2010 Apoio: AMCHAM | APIMEC | CDL | ADVB | ABRH Parceria Acadêmica: Uma verdadeira galeria de sonhos ICEG - Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais Parceria Técnica: Casa Maia: há 10 anos referência em adornos natalinos e raridades asiáticas Maria Helena Dias (MHD Comunicação) - Há tempos a Casa Maia deixou de ser referência apenas em novidades e produtos exclusivos para o natal. Mesmo que os adornos que fazem o sonho de adultos e crianças estejam disponíveis nas lojas todos os anos a partir de setembro, outro mercado que vem ampliando os negócios do empresário Alexandre Maia são os produtos asiáticos, como quadros, esculturas, mobiliário, espelhos e plantas permanentes. Ainda que 65% do faturamento das lojas sejam garantidos pela comercialização dos adornos de natal, a Casa Maia vem registrando crescimento anual com a venda de produtos importados da Ásia. Em 2009, o faturamento foi 7% maior que no ano anterior. Há 10 anos no mercado, a Casa Maia possui duas lojas em Belo Horizonte: na Avenida do Contorno e na Rua São Paulo. “Quem visita a Casa Maia sabe que vai encontrar objetos com características fortes e identidade única”, garante Alexandre Maia. Para isso, ele explica que a combinação de elementos é essencial na hora de escolher quais objetos importar, para que a decoração seja refinada e sofisticada. Bom gosto, prestação de serviço e diferenciação dos produtos são elementos que Alexandre descreve como fundamentais para se manter no mercado de móveis e adornos. Apesar de já ter uma identidade natalina consolidada na cidade, a Casa Maia vende de tudo um pouco. “As pessoas podem montar sua casa somente visitando as nossas lojas”, garante. São móveis novos e antigos, alguns restaurados por meio de um processo muito cuidadoso. Algumas peças também chamam a atenção pela originalidade. “A China sabe fazer porcelana como nenhum outro país. Os chineses pintam, passam verniz e fazem um belo acabamento nas peças”. Na Casa Maia, 80% do mobiliário e adornos à venda são asiáticos. Há móveis exclusivos, fabricados há mais de 200 anos. Outro exemplo do cuidado que os chineses têm com seus produtos são as flores permanentes. Muito semelhantes às plantas verdadeiras, há arranjos em vasos enormes, perfeitos, em que as folhas são coladas, uma a uma, no bambu-mossô. “Em Belo Horizonte, ainda existe uma lacuna para esse tipo de mobiliário. Tenho cada vez mais direcionado meus esforços para a China”, revela. Desafios – São quinze funcionários, divididos entre as duas lojas. No fim do ano, com a demanda para o natal, esse número dobra. O maior desafio do segmento, de acordo com Alexandre, é crescer sempre com qualidade. O empresário já planeja abrir novas lojas, mas está atento a não deixar de lado a boa prestação de serviço. “Não adianta expandir as lojas e perder o foco. Não somente no natal, mas durante todo o tempo, vendemos sonhos. Então, precisamos de muito cuidado com os clientes e com as entregas”, diz. Alexandre é daqueles que dá importância e se dedica com atenção a todos os orçamentos, independentemente do valor do serviço. “Nosso crescimento, a cada ano, se dá pela estratégia de mercado. Criamos o setor de locação de produtos, que também tem sido um sucesso, para quem gosta sempre de mudar e ter coisas novas em casa”, conta. Pensando nesse crescimento, Alexandre importa sempre 20% a mais de peças. “Se preciso de um estoque de 500 pinheiros de natal para vender, por exemplo, compro 520, para garantir que um eventual cliente não fique sem o produto”, diz. Quem visita a Casa Maia sabe que vai encontrar objetos com características fortes e identidade única Natal cada vez mais cedo Setembro é mês da primavera, mas também de natal. Pelo menos para a Casa Maia. E para realmente transformar sua loja e encantar os clientes bem antes de dezembro chegar, Alexandre Maia foi bem longe para entender em detalhes os motivos que levam as pessoas a enfeitarem suas casas no final do ano. Luzeiros piscando, enfeites diferenciados, troca de presentes. O natal, que encanta a todos – sejam crianças ou idosos, não importa a idade – tem uma tradição milenar. Desde 1981, em uma estratégia de marketing da Coca-cola, o fim dos anos nunca mais foram os mesmos. O bom velhinho barbudo, que distribuía presentes, em uma referência a São Nicolau, tornou-se uma das publicidades que mais fizeram história nas últimas décadas. Mas quantas pessoas conhecem a verdadeira história do natal? Você sabia, por exemplo, que os germânicos foram os primeiros a enfeitar as árvores, com frutas e sementes? E que os romanos penduravam guirlandas, com laços vermelhos, cultuando a fertilidade e simbolizando o amor ao próximo? Foi pensando na cultura natalina, que permeia o imaginário das pessoas durante o mês de dezembro, que Alexandre Maia optou por investir em uma loja especializada em natal, após perceber uma lacuna na cidade (e até no Brasil, arrisca ele), em objetos decorativos, com sofisticação e exclusividade. Nos EUA – A origem do negócio deu-se quando Alexandre foi trabalhar com seu tio Ronaldo, nos Estados Unidos. “Ele revolucionou a arte de fazer arranjos na América do Norte. Decidimos, então, em 1992, trazer o negócio para o Brasil,” conta. O primeiro imóvel, um casarão antigo, localizado na Rua Bernardo Guimarães, chamava-se Ronaldo Casa Maia. O segundo andar da casa abrigava os acessórios de natal, quando Alexandre percebeu que precisava deixar os produtos mais à vista dos clientes. Desfizeram a decoração e passaram os adornos para o primeiro andar. As vendas foram um sucesso: “Foi uma estratégia mudar os adereços de local. Nesta época, não existia nada relacionado a natal em Belo Horizonte, a não ser os tradicionais pinheiros e as bolinhas de vidro”, lembra Alexandre. A primeira linha importada foi simples e pequena. Mas logo no primeiro ano, Alexandre teve a sensibilidade de perceber que estava entrando em um mercado diferenciado e ainda pouco explorado no Brasil. As referências norte-americanas na criação dos objetos faziam alusão àquele natal dos sonhos, colorido e cheio de luzes, das ruas de Nova Iorque, que as TV´s exibiam. Em 1999, Alexandre percebeu que apesar dos produtos inovadores, não poderia mais manter o foco no mercado norte-americano. Com o fim da sociedade com seu tio Ronaldo, a nova loja passou a se chamar Casa Maia. Opinião do Cliente “Conheço a Casa Maia há muitos anos. Desde então, compro sempre na loja e a indico para meus clientes. Na Casa Maia encontro tudo que preciso, tenho variedade e um mix enorme de produtos, desde cerâmicas a móveis importados. Os preços também são muito acessíveis e a entrega está sempre no prazo. Só tenho elogios.” Cristiana Gontijo, decoradora. Colaborou: Mariana Vasconcellos | MHD Comunicação | [email protected] DIVULGAÇÃO CASA MAIA O empresário e propietário da Casa Maia, Alexandre Maia Quanto antes melhor Depois de trabalhar o natal com eficiência, o desafio da Casa Maia passou a ser manter no mercado a referência e a qualidade do atendimento. Lojas sazonais começaram a funcionar em vários pontos da cidade antes do fim do ano. Começou-se, então, a antecipar o natal, para atender à demanda dos próprios clientes. Os adornos foram lançados em novembro e o resultado ficou acima da expectativa. No outro ano, a ousadia foi ainda maior, e as vendas de produtos natalinos começaram já no mês de outubro. Sucesso novamente. “Percebi que havia clientes fascinados pelo natal. Existem também muitos colecionadores de árvores e Papai Noel, que ficam atentos às primeiras novidades”, revela Alexandre. Atualmente, o natal da Casa Maia começa no dia 15 de setembro e se estende até fevereiro. Alexandre explica que, para cada mês do ano, existe um perfil de cliente, e que por isso, a loja se mantém no mercado todo esse tempo. “Nós criamos o nosso próprio mercado. Em outubro e novembro, alguns clientes nos procuram porque querem ser os primeiros a conhecer com exclusividade as novidades. Outros acabam entrando na loja porque foram atraídos pela vitrine. Em dezembro, são aqueles que compram de última hora. Nos meses de janeiro e fevereiro, aparecem os clientes que querem fazer bons negócios, comprando uma mercadoria mais barata”, explica. Engana-se quem pensa que vender o ‘sonho do natal’ é uma tarefa simples. Para isso, é preciso uma equipe bem preparada, profissionais treinados, carros para entrega, cuidados com a decoração, bom gosto, delicadeza e muita sutileza. Alexandre denomina seus vendedores de consultores de venda, uma vez que dão todo o suporte ao cliente na hora da compra e montagem da decoração. “Eles mostram o que ficará melhor em sua árvore, quais adornos são mais indicados, dependendo da localização da mesma, o número de objetos e luzes, o estilo de decoração, se será mais tradicional ou infantil”, explica. Negócios para o ano todo Leonardo Motta* Sou do tempo em que visitar o hemisfério norte na época do natal, principalmente Nova Iorque, era algo que povoava os nossos sonhos. Pensava em todas aquelas luzes, as vitrines das lojas, criativas e lindas, e árvores de Natal, cada uma mais bonita que a outra, além da possibilidade de estar de frente para a mais famosa de todas elas: a do Rockefeller Center, uma árvore que encanta a todos por mais de 75 anos. Para completar esse sonho, a neve e o frio ajudam a fantasiar e criar essa mágica temporada que é o natal. Foi assim, no meio de um desses sonhos de natal, que conheci a Casa Maia. Eles traziam, pela primeira vez e de forma pioneira, o charme e o glamour de toda essa magia, e colocavam tudo isso bem ao alcance de nossas mãos e das nossas casas. Como não gostar imediatamente da Casa Maia? E como eles poderiam não ter Patrocinadores: sucesso nesse projeto comercial? Teoricamente, quase impossível. Mas como tudo é complicado no mundo dos negócios, viver só de um mês para ter faturamento, sendo que existem outros onze meses com praticamente os mesmos custos é duro. Sobreviver a isso e criar alternativas é o ponto do sucesso. Mais uma vez, a capacidade criativa e o bom gosto, somados a uma enorme dose de arrojo, fez com que esse conto de natal também tivesse um final feliz por todo o ano. A Casa Maia preserva sua essência, ainda é a nossa maior referência de natal, mas vai muito além disso. Atualmente, é um local de extremo bom gosto em móveis, arranjos de flores e objetos decorativos com exclusividade. Essa é uma história que prova que Papai Noel existe, e existe o ano inteiro, para quem trabalha e faz bem feito. * [email protected]