Programa de Pós-graduação em Diversidade Animal Universidade Federal da Bahia Tiago Jordão Porto Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre Salvador 2011 Tiago Jordão Porto Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre Dissertação apresentada ao Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia para a obtenção do Título de Mestre em Zoologia pelo Programa de Pós-graduação em Diversidade Animal. Orientador: Pedro Luís Bernardo da Rocha Salvador 2011 2 Ficha catalográfica Porto, Tiago Jordão Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre 129 páginas. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. Departamento de Zoologia. Programa de Pós-graduação em Diversidade Animal. 1. Refúgios florestais 2. Maxent 3. Biogeografia I. Universidade Federal da Bahia. Instituto de Biologia. Departamento de Zoologia. Programa de Pós-graduação em Diversidade Animal. 3 Dedicatória Às instituições, pesquisadores e ambientalistas que têm lutado em prol da conservação da Mata Atlântica. 5 Epígrafe “Biological diversity is the key to the maintenance of the world as we know it” Edward O. Wilson (The Diversity of Life, 1992) 6 Agradecimentos A formulação da ideia, a condução e a finalização deste trabalho só foram possíveis graças ao apoio de muitas pessoas e instituições durante os dois últimos anos. Agradeço à FAPESB (03/2009-04/2010) e CAPES (05/2010-02/2011) pelas bolsas de mestrado. Aos pesquisadores que me auxiliaram na seleção das espécies utilizadas neste estudo e na compilação dos registros de ocorrência: Agustín Camacho (USP), Antônio Brescovit (Instituto Butantan), Daniele Polotow (Instituto Butantan), Deise Cruz (UFBA), Denise Candido (Instituto Butantan), Guilherme Azevedo (UFMG), José Wellington Santos (University of California), Laís Encarnação (UFBA), Marcelo Dias (ECOA), Marcio Bernardino da Silva (UFPB), Marco Freitas (ICMBIO), Rafael Alves (UFBA), Roberta Damasceno (University of California), Rogério Bertani (Instituto Butantan), Thiago Filadelfo (UFBA) e Ubirajara de Oliveira (UFMG). Agradeço também às pessoas que me ajudaram no entendimento dos softwares: Érica Hasui (UFAL) e Ana Carolina Carnaval (City University of New York) - Maxent, Diogo Provete (UFG) - R, Daniel Caetano (USP) e Hilton Japyassú (UFBA) - Mesquite, e Rodrigo Vasconcelos (UFBA) e Milton César Ribeiro (USP) - ArcGIS. Agradeço a Paulo Enrique Cardoso Peixoto pela ajuda com as análises estatísticas e a Eduardo Moreira pela ajuda indispensável com o ArcGIS. Agradeço aos colegas da minha turma do mestrado (2009), e das outras turmas que convivi, PPG Diversidade Animal (2008 e 2010) e PPG Ecologia e Biomonitoramento (2009), pela companhia nas disciplinas, discussões e atividades. Nossa convivência foi prazerosa e deixará saudades. Agradeço aos professores dos Programas de Pós-graduação do Instituo de Biologia da UFBA, especialmente a Adolfo Calor, Ângela Zanata, Blandina Felipe Viana, Charbel El-Hani, Hilton Japyassú, Marcelo Napoli, Pedro Rocha, Rejâne Lira e Wilfried Klein, por serem exemplos de excelência na docência e na condução dos trabalhos na Universidade. Agradeço também aos membros do Departamento de Zoologia da UFBA pelo apoio e ensinamentos desde o início da minha atuação como professor nesta universidade. Não poderia deixar de agradecer aos meus alunos da Zoologia III (2010.1), Ecologia II e Fundamentos de Zoologia (2010.2), e Zoologia III, Ecologia II e Ecologia Animal (2011.1) pela sinceridade, respeito e ensinamentos que me passaram. Não há como pagar o que aprendi com vocês. Quero agradecer também às pessoas que me ajudaram 7 nestas disciplinas: aos monitores de Zoologia III (2010.1), Tácio Duarte, Tiago Pereira e Maria Santana; a Maria Cunha, Clarissa Machado, Daniela Coelho e Júlio Fernandez pelo auxílio nas disciplinas de 2010.2; a Blandina Viana, Orane Falcão, Luiz Augusto Mazzarollo e Marlene Peso pelas dicas que me ajudaram na condução das disciplinas. Agradeço àqueles que contribuíram indiretamente durante estes dois últimos anos, que tornaram tudo mais divertido e estimulante. À Elane Alencar (Nana), pelo amor e compreensão incondicionais, desde sempre! À minha família, e à família de Nana, pelo apoio e inúmeros momentos alegres que passamos. Aos meus amigos, de todas as galeras (universidade, infância, vôlei e colégio), pelos momentos de descontração, indispensáveis nesta jornada quase enlouquecedora. Quero agradecer também aos coordenadores, professores, monitores e colegas do curso de Ecologia da Floresta Amazônica (EFA 2009). Esta foi uma experiência divisora de águas na minha vida e certamente nunca esquecerei o que passei na Amazônia. Agreguei inestimáveis valores nesta aventura, e serei eternamente grato as pessoas que me deram essa oportunidade. Muito obrigado a todos os membros do Laboratório de Vertebrados Terrestres (lvtetes), inclusive aos novatos, pelas discussões interessantes e por tornar nosso ambiente de trabalho mais divertido. Estou certo que vocês sabotaram propositalmente minhas tentativas de organização do nosso espaço, mas ainda assim essa vivência foi enriquecedora. Agradeço especialmente a Clari, parceira da aracnologia, pela maravilhosa e divertida amizade. Agradeço também aos membros do Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos, pela amizade e apoio, principalmente à Tania Brazil, por me incentivar para a pesquisa desde o início da graduação. E por último, um muito obrigado especial a Peu pela maravilhosa orientação. Obrigado pela ajuda na tomada de importantes decisões, não só relativas à dissertação, mas também em outros aspectos profissionais e até pessoais. Sua forma de orientar, sempre primando por nos “ensinar a pescar”, e seu profissionalismo na conduta do trabalho na Universidade são duas das suas inúmeras características admiráveis. Enfim, muito obrigado a todos que participaram desta etapa da minha vida. 8 Índice Introdução geral 11 1. Megadiversidade da região tropical 11 2. A hipótese dos refúgios florestais 12 3. Utilização da modelagem de nicho na previsão dos refúgios da Mata Atlântica 4. Objetivo e relevância desta dissertação 15 17 Capítulo: Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre 19 Resumo 20 Introdução 21 Métodos 24 Espécies utilizadas 24 Registros de ocorrência 25 Algoritmo 25 Adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 27 Influência da identidade taxonômica e de características da distribuição das espécies sobre o poder preditivo do modelo Resultados 29 33 Avaliação da adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 33 Variação interespecífica do poder preditivo do modelo e investigação da influência da identidade taxonômica e de características de distribuição das espécies Discussão 34 38 9 Adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 38 Localização dos refúgios na Mata Atlântica 39 Variação interespecífica do poder preditivo do modelo de refúgios da Mata Atlântica 40 Agradecimentos 42 Referências 43 Lista de tabelas e figuras 53 Informações de suporte 55 Apêndice S1 56 Tabela S1 76 Figuras S1-S4 98 Considerações finais 102 Referências 104 Anexos 114 10 Introdução geral 1. Megadiversidade da região tropical Existem aproximadamente dois milhões de espécies de plantas e animais descritos para todos os ecossistemas, o que, segundo estimativas, representa apenas uma pequena parcela da real diversidade biológica da Terra (ERWIN, 1982; LEWINSOHN & PRADO, 2005). A presença e distribuição destas espécies são determinadas por fatores históricos, além dos diversos fatores bióticos e abióticos, que não ocorrem de maneira randômica ou sistematizada pelo mundo (BROWN & LOMOLINO, 2006), pois claramente algumas regiões concentram uma maior riqueza de espécies que outras (LOMOLINO et al., 2006; MYERS et al., 2000). A região tropical, delimitada ao norte pelo trópico de Câncer e ao sul pelo trópico de Capricórnio, apresenta os mais elevados índices de riqueza de espécies para comunidades terrestres e aquáticas de invertebrados (PINTO-DA-ROCHA et al., 2005; ROBERTS et al., 2002), vertebrados (BARLETTA et al., 2010; BENCKE et al., 2006; BONVICINO et al., 2008; COSTA et al., 2000) e plantas (FINE et al., 2008; GENTRY & DODSON, 1987). As florestas tropicais são os biomas de maior diversidade desta região, com apenas 7% da área continental do planeta e mais da metade das espécies até então descritas (WILSON, 1988a), o que caracteriza estes biomas como regiões megadiversas. Este fenômeno da megadiversidade das florestas tropicais vem sendo mencionado desde as primeiras missões exploratórias dos séculos XVI e XVII (MONTAGNINI & JORDAN, 2005), e foi bem exemplificado pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), em seu livro Tropical Nature and Other Essays (1878), quando mencionou a dificuldade de encontrar dois indivíduos de uma mesma espécie neste ambiente. Estudos mais recentes corroboraram estas observações naturalistas: a diversidade de formigas coletadas em apenas uma árvore amazônica é comparável com toda a diversidade de formigas das Ilhas Britânicas (WILSON, 1987); e a diversidade de plantas coletadas em 10 hectares nas florestas de Bornéu é comparável com toda a diversidade vegetal da América do Norte (WILSON, 1988a). Estes exemplos e muitos outros estudos têm estimulado biogeógrafos e ecólogos há décadas na busca de respostas para uma intrigante pergunta: por que a região tropical contém um maior número de espécies do que outras regiões? Este questionamento impulsionou a criação de inúmeras hipóteses, inclusive a hipótese de refúgios glaciais das florestas tropicais. 11 As explicações para o fenômeno da megadiversidade tropical diferem basicamente na eleição do mecanismo causador dos processos de especiação (COX & MOORE, 2010; PIANKA, 1966). Alguns apontam a estabilidade da região tropical como principal causa da elevada diversidade: por ter sofrido perturbações mais amenas durante oscilações climáticas da Terra (HEWITT, 2000) e menores variações de temperatura e precipitação anuais (MONTAGNINI & JORDAN, 2005) e por ser uma região habitável mais antiga (PIANKA, 1966), as espécies tropicais foram acumulando pequenas adaptações que levaram aos inúmeros processos de especiação após determinado período. Outra corrente defende que a instabilidade da região é a principal causa da megadiversidade: constantes distúrbios locais nas comunidades e ecossistemas (CONNELL, 1978) e a ocorrência de importantes eventos tectônicos (RIBEIRO, 2006; SAADI, 1993) levaram a separação de populações e diferenciações de nicho ecológico, com consequentes especiações. Além destas, muitas outras hipóteses não relacionadas à estabilidade ou instabilidade (hipótese da produtividade primária, hipótese do tamanho da área, etc.) foram propostas, mas certamente, um único processo não é capaz de explicar a origem da megadiversidade dos trópicos, pois os organismos podem responder diferentemente aos eventos biogeográficos (HUGGETT, 2004). Uma das hipóteses mais discutidas relacionada a este fenômeno, e que tem retomado sua força recentemente, é a hipótese de formação de refúgios florestais durante períodos glaciais (HAFFER & PRANCE, 2001), que propõe uma explicação, baseada em processos de especiação vicariante, para a atual megadiversidade dos biomas florestados tropicais (HAFFER, 1969). 2. A hipótese dos refúgios florestais A hipótese de refúgios florestais tropicais, que defende a contração dos biomas florestados dos trópicos, está relacionada a uma série de outras proposições sobre a formação de refúgios em resposta às mudanças climáticas do Quaternário, genericamente chamadas de “Teoria dos Refúgios” (BENNETT & PROVAN, 2008). Estas hipóteses defendem que oscilações climáticas quaternárias, marcadas por ciclos de expansão e retração das geleiras com alternância entre climas frios e secos (períodos glaciais) e quentes e úmidos (períodos interglaciais) (BARNOSKY, 2005), alteraram a distribuição pretérita de animais e plantas, com implicações sobre padrões atuais de diversidade (FEDOROV & STENSETH, 2002; GRAHAM, 1986; PRANCE, 1982). A depender da latitude, já que as regiões de altas latitudes sofrem mais fortemente os efeitos das glaciações, e das características biológicas das espécies, que podem ser favorecida ou 12 prejudicada com a diminuição da temperatura e umidade, a intensidade e direção dos efeitos das oscilações climáticas sobre os organismos podem ser diferentes (DALÉN et al., 2007; LESSA et al., 2003). Nos biomas florestados da zona temperada, por exemplo, a hipótese clássica de refúgios glaciais defende a retração da floresta em direção ao equador devido ao congelamento dos polos (ALDENHOVEN et al., 2010; HAFFER, 1982; WALKER et al., 2009). Já nos biomas florestados da zona tropical, a hipótese de refúgios tropicais defende a fragmentação da floresta em áreas menores (refúgios) durante os períodos glaciais, que voltariam a se expandir nos períodos interglaciais (HAFFER, 2008). Assim, segundo essa hipótese, as florestas tropicais são atualmente um mosaico de áreas que sempre foram florestadas (refúgios) e áreas instáveis que voltaram a ser florestadas após perturbações causadas durante um ou mais períodos glaciais, podendo ter sido totalmente desflorestadas ou apenas sofrido alteração fitofisionômica (HAFFER & PRANCE, 2001). O isolamento espacial entre os refúgios florestais age como uma barreira para dispersão de alguns organismos, o que pode ter interrompido o fluxo gênico entre populações de espécies com distribuição limitadas às áreas de refúgio, e, portanto, promover especiação por vicariância (HAFFER, 1982; SIMPSON & HAFFER, 1978). Por conta desta importante decorrência sobre o processo de especiação, esta hipótese de refúgios glaciais foi utilizada na explicação da megadiversidade das florestas tropicais (BROWN & LOMOLINO, 2006). Apesar desta hipótese de refúgios florestais tropicais ter sido largamente utilizada na explicação de padrões de diversificação morfológica e genética de animais e plantas (ALEXANDRINO et al., 2002; BROWN et al., 1974; FEDOROV & STENSETH, 2002; HAFFER, 1969; MILOT et al., 2000; PRANCE, 1982; VANZOLINI & WILLIAMS, 1970), sua indicação como processo causador da megadiversidade da região tropical não é consensual (COLINVAUX, 1987; COLINVAUX, 1998; COLINVAUX et al., 2000; GLOR et al., 2001; HAFFER & PRANCE, 2001; MARROIG & CERQUEIRA, 1997). As principais críticas a esta proposição estão embasadas na incongruência temporal entre a formação dos refúgios e os processos de especiação de organismos do bioma (GRAZZIOTIN et al., 2006; HOORN et al., 2010; RULL, 2006). No entanto, outras importantes implicações evolutivas decorrentes da contração da distribuição de espécies nos refúgios florestais permanecem sendo discutidas e vêm sendo cada vez mais corroboradas: diferenciações genéticas e morfológicas e influência sobre padrões atuais de distribuição das espécies (CARNAVAL et al., 2009; FITZPATRICK et al., 2009; HEWITT, 1996; MARTINS et al., 2009). 13 Na região neotropical, onde ocorrem 6 dos 25 hotspots mundiais de diversidade biológica (MYERS et al., 2000), muitas investigações sobre a validade e implicações evolutivas desta hipótese de refúgios florestais foram conduzidas, especialmente direcionadas ao bioma amazônico (BUSH & OLIVEIRA, 2006; HAFFER, 1992). Mesmo após o acúmulo de informações paleoecológicas e genéticas, a existência de refúgios florestais e suas decorrências para este bioma permanecem em debate (BUSH et al., 2007; HAFFER, 2008; HAFFER & PRANCE, 2001). Somente a partir do final da década de 1970 esta hipótese de refúgios biogeográficos também foi levantada na explicação de padrões de diversidade e endemismos para outro bioma florestado neotropical, a Mata Atlântica (HAFFER, 1987; JACKSON, 1978). A Mata Atlântica figura entre as cinco mais importantes áreas prioritárias para conservação (hottest hotspots), devido a sua megadiversidade, endemismos e elevado índice de ameaça (WILSON, 1988b). Antes da recente exploração humana, o bioma estendia-se de forma contínua ao longo da costa brasileira e cobria mais de 1,5 milhão de km2, com 92% desta área no território brasileiro (TABARELLI et al., 2005). A vegetação remanescente está reduzida a menos de 100.000 km2 em vários arquipélagos de fragmentos florestais pequenos, bastante separados entre si (GASCON et al. 2000; RIBEIRO et al., 2009). Embora tenha sido em grande parte destruída, abriga mais de 8.000 espécies endêmicas de animais e plantas (COSTA et al., 2000; DA SILVA et al., 2004; PRANCE, 1982; TYLER et al., 1994) e contém a maioria das espécies oficialmente ameaçadas de extinção do Brasil (TABARELLI et al., 2003). Diferente da disposição interiorana dos refúgios amazônicos, as áreas de refúgio na Mata Atlântica geralmente aparecem na literatura dispostas próximo da costa (AB’SÁBER, 1977; BEHLING & LICHTE, 1997; BROWN, 1982; CARNAVAL & MORITZ, 2008; HAFFER, 1987; JACKSON, 1978; LOURENÇO, 1987; PRANCE, 1982), relacionadas às encostas das serras, que mantiveram melhores condições para a permanência de florestas pelas massas de ar úmidas vindas do Oceano Atlântico. A localização específica destas áreas de estabilidade na Mata Atlântica foi sugerida inicialmente pela combinação de dados paleoclimatológicos e paleoecológicos da América do Sul, datados do Último Máximo Glacial (UMG), há cerca de 20.000 anos (AB’SÁBER, 1977). Outra proposta de localização dos refúgios no bioma (JACKSON, 1978), baseada na sobreposição de mapas da década de 1970 relativos à aridez e vegetação da porção leste do Brasil, foi corroborada com dados morfológicos da herpetofauna (HEYER, 1973; JACKSON, 1978). Após estas duas primeiras proposições, foram formulados outros 14 modelos de localização dos refúgios da Mata Atlântica, baseados em dados palinológicos e de diversidade zoológica e botânica (BEHLING & LICHTE, 1997; BEHLING & NEGRELLE, 2001; BROWN, 1982; LOURENÇO, 1987; PRANCE, 1982), que também foram corroboradas com dados de distribuição de escorpiões, roedores, primatas, serpentes e plantas (GRAZZIOTIN et al., 2006; KINZEY, 1982; LARA & PATTON, 2000; LOURENÇO, 1987; PRANCE, 1982). Apesar de muitas evidências a favor, como as mencionadas acima, a validade da hipótese de refúgios para a Mata Atlântica ficou comprometida principalmente pela falta de consenso entre os autores na delimitação das áreas de refúgio e pela circularidade de alguns estudos que indicaram áreas de refúgio com base em informações de riqueza de espécies e endemismos para grupos zoológicos e botânicos (e. g. LOURENÇO, 1987; PRANCE, 1982) e explicaram tais padrões de diversidade com base na própria hipótese de refúgios. 3. Utilização da modelagem de nicho na previsão dos refúgios da Mata Atlântica Uma metodologia alternativa, que já havia sido eficiente na previsão de áreas de refúgios em florestas tropicais da Austrália e África (BARRABLE et al., 2002; GRAHAM et al., 2006; HUGALL et al., 2002; HUGHES et al., 2005), foi utilizada para delimitação dos refúgios florestais da Mata Atlântica (CARNAVAL & MORITZ, 2008). Carnaval e Moritz (2008) propuseram a localização dos refúgios da Mata Atlântica modelando a distribuição do bioma para cenários paleoclimáticos, utilizando ferramentas de modelagem e projeção de nicho ecológico. Esta ferramenta utilizada pelos autores, a modelagem de distribuição de espécies, combina registros de ocorrência com variáveis ambientais para inferir e projetar espacialmente necessidades ecológicas de um organismo ou hábitat (GUISAN & THUILLER, 2005; PEARSON, 2007), e vem sendo largamente utilizada na resolução de questões biogeográficas (KOZAK & WIENS, 2006; GOTELLI et al., 2009). O modelo de refúgios proposto por Carnaval & Moritz (2008) levou em consideração duas definições da Mata Atlântica (ampla e restrita), três cenários climáticos (atual, 6.000 e 21.000 anos atrás) e dois algoritmos para execução (MAXENT e BIOCLIM). A sobreposição de 12 modelos, gerados por combinações de definições, cenários e algoritmos, indicou a localização de quatro áreas de refúgio (áreas previstas para a presença do bioma em todos os modelos): uma grande área na costa da Bahia e três áreas menores na Chapada Diamantina, Pernambuco e São Paulo, regiões climaticamente estáveis para permanência da Mata Atlântica desde o UMG; as demais áreas do bioma atualmente florestadas provavelmente não mantiveram condições para permanência da 15 floresta durante o Quaternário superior (CARNAVAL & MORITZ, 2008). Este modelo foi validado a partir de dados de distribuição atual do bioma, ou seja, dados de presença e ausência da Mata Atlântica utilizados para testar o modelo foram eficientemente previstos, e corroborado com dados paleopalinológicos de espécies características de áreas abertas e florestadas (e.g. BEHLING, 1998; LEDRU et al., 2005). No entanto, estudos populacionais que avaliaram as implicações genéticas da hipótese de refúgios, conduzidos com insetos, aves, anfíbios, lagartos, mamíferos e plantas, foram apenas parcialmente congruentes com a localização das áreas propostas pelo modelo de refúgios do bioma (BRITO & ARIAS, 2010; CABANNE et al., 2008; CARNAVAL & MORITZ, 2008; CARNAVAL et al., 2009; FITZPATRICK et al., 2009; MARTINS et al., 2009; MATA et al., 2009; NOVAES et al., 2010; PALMA-SILVA et al., 2009; RAMOS et al., 2009; RIBEIRO et al., 2010; THOMÉ et al., 2010). Assim, são necessárias novas investigações empíricas sobre as decorrências da hipótese de refúgios e avaliações dos motivos pelos quais alguns grupos taxonômicos são bem previstos pelo modelo de Carnaval & Moritz (2008) e outros não. Outra importante decorrência da hipótese de refúgios é que, ao projetar a distribuição de uma espécie para o mesmo período geológico utilizado na projeção dos refúgios do bioma (e. g. projeção da distribuição de uma espécie endêmica da Mata Atlântica para o UMG), deve haver uma alta coincidência entre as áreas propostas como refúgios para a espécie e para o bioma. Apenas duas investigações a respeito desta decorrência sobre o modelo mais atual de refúgios da Mata Atlântica foram conduzidas até então, e apesar de não ter sido quantificado matematicamente, visualmente, as áreas de refúgios propostas para as três espécies de anfíbios do gênero Hypsiboas (CARNAVAL et al., 2009) foram bastante coincidentes com as áreas propostas como refúgios para a Mata Atlântica (CARNAVAL & MORITZ, 2008), ao contrário da baixa coincidência entre os refúgios do bioma e os refúgios propostos para anfíbios do gênero Rhinella (THOMÉ et al., 2010). Esta capacidade diferencial de previsão do modelo sobre a distribuição dos organismos pode estar relacionada, dentre outros fatores, ao fato de terem sido utilizadas exclusivamente variáveis climáticas, o que pode comprometer a previsibilidade do modelo, pois alguns organismos não têm sua distribuição relacionada a estas variáveis (e.g. DUTRA & CARVALHO, 2008; HERNANDEZ et al., 2006). Variáveis topográficas e de solo, já reconhecidas por exercerem influência em comunidades biológicas (FRANKLIN et al., 2005; JOHN et al., 2007; KIRKHAM, 2005; VAZQUEZ & GIVNISH, 1998), podem ser importantes adições aos modelos de refúgios, podendo aumentar seu poder 16 preditivo sobre a distribuição de alguns organismos. Inclusive os próprios autores do modelo de refúgios da Mata Atlântica (CARNAVAL & MORITZ, 2008) chamam a atenção para possíveis efeitos positivos da adição destas variáveis sobre o poder preditivo do modelo. Além disso, a diferença interespecífica na capacidade de previsão do modelo de refúgios do bioma sobre a localização dos refúgios das espécies pode estar relacionada às diferenças nas características de distribuição dos organismos (BROWN & LOMOLINO, 2006). Características como a amplitude de distribuição, tolerância aos diferentes tipos de hábitat, capacidade de dispersão (relacionada ao grupo taxonômico ao qual a espécie pertence) e região geográfica de ocorrência variam amplamente entre espécies e são reconhecidas por exercerem influência sobre a acurácia de modelos preditivos gerais (GRAHAM et al., 2006; HERNANDEZ et al., 2006; MCPHERSON & JETZ, 2007; PAPES & GAUBERT, 2007), apesar de desconhecida a relação entre estas características de distribuição e a capacidade preditiva de modelo de refúgios. 4. Objetivo e relevância desta dissertação Após compreender o contexto teórico da criação da hipótese de refúgios, suas decorrências evolutivas e a atual situação do modelo para a Mata Atlântica, julgamos necessário a condução de novas investigações sobre a hipótese de refúgios florestais tropicais. Este trabalho objetiva avançar na investigação da validade e capacidade preditiva especificamente do modelo atual de refúgios pleistocênicos para a Mata Atlântica (Carnaval & Moritz, 2008), embora os resultados possam contribuir também com a avaliação crítica de outros modelos de refúgios florestais tropicais. A partir da modelagem de distribuição de 14 espécies, incluindo aranhas, opiliões, escorpiões, anfíbios anuros, aves, lagartos e mamíferos, testamos duas hipóteses. A primeira, relacionada à robustez do modelo, e a segunda, relacionada à localização das áreas de refúgio do bioma: 1ª A adição de variáveis ambientais topográficas e de solo às variáveis climáticas utilizadas para prever a distribuição do bioma aumenta a acurácia de modelos preditivos de espécies endêmicas da Mata Atlântica. 2ª A capacidade explicativa do modelo de refúgios da Mata Atlântica sobre a localização dos refúgios das espécies endêmicas do bioma é influenciada pela identidade taxonômica ou por características de distribuição das espécies (dimensão da área e região geográfica de ocorrência no bioma e número de fitofisionomias ocupadas pela espécie). 17 Estudos como este, sobre processos biogeográficos, podem auxiliar na compreensão e explicação de padrões atuais de endemismo e diversidade, tanto específica quanto genética, na Mata Atlântica. A maior diversidade genética das populações que habitam as áreas de refúgios, uma decorrência dos refúgios que vem sendo cada vez mais corroborada, pode permitir a estas populações apresentarem melhores respostas adaptativas a alterações ambientais (LEWONTIN, 1974), mesmo em escala de tempo ecológico (CARROLL et al., 2007). Nesse sentido, é possível que as comunidades biológicas presentes em regiões da Mata Atlântica fora das áreas de refúgio apresentem menor resiliência, devido a sua menor capacidade de suportar alterações ambientais como as derivadas dos processos de redução da cobertura vegetal e fragmentação dos habitats. Assim, entendemos que investigações sobre o histórico biogeográfico da Mata Atlântica, especialmente sobre a existência e localização de áreas de estabilidade neste bioma, podem auxiliar na definição de estratégias de gestão de paisagens com vistas à conservação da biodiversidade neste bioma. Investigações recentes sobre a validade de modelos de refúgios demonstraram coerência entre dados filogeográficos, populacionais e de modelagem de nicho ecológico (CARNAVAL et al., 2009; WALKER et al., 2009), o que aumenta a confiabilidade em avaliações das decorrências da hipótese de refúgios feitas com apenas uma abordagem, como propomos aqui ao utilizar apenas a modelagem. As informações que geramos para as 14 espécies de animais endêmicos da Mata Atlântica, com previsões de distribuição para o cenário atual e para cenários paleoecológicos, podem auxiliar na definição de estratégias para sua conservação (e. g. preservação de áreas com maior probabilidade de ocorrência). Adicionalmente, o entendimento da influência das oscilações climáticas pretéritas sobre a distribuição dos animais pode antever efeitos das futuras mudanças climáticas sobre a biota (STEWART et al., 2009), inclusive com previsão de áreas prováveis para a permanência de populações em períodos de adversidades climáticas. Os resultados do presente estudo auxiliarão na compreensão da robustez e limites de aplicabilidade dos modelos de refúgios florestais atualmente propostos, e poderão ser úteis para formulações futuras de modelos com maior poder de previsão. Esperamos auxiliar também na escolha dos melhores modelos biológicos para futuros testes empíricos da validade e implicações evolutivas da hipótese de existência de áreas de estabilidade neste bioma extremamente ameaçado. 18 Capítulo Esta dissertação é constituída de um único capítulo: Título: Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre Autores: Tiago Jordão Porto, Ana Carolina Carnaval e Pedro Luís Bernardo da Rocha. A ser submetido para: Periódico: Diversity and Distributions (ISSN: 1472-4642) As normas do periódico são apresentadas nos Anexos 1 e 2. 19 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 1 Avaliação de um modelo biogeográfico de refúgios pleistocênicos para Mata Atlântica 2 a partir da modelagem de distribuição de fauna terrestre 3 4 Tiago Jordão Porto1*, Ana Carolina Carnaval2 & Pedro Luís Bernardo da Rocha1 5 6 1 Instituto de Biologia, Universidade Federal da Bahia, Bahia, Brasil. 7 2 City University of New York, New York, USA. * Correspondência: Tiago Jordão Porto, Instituto de Biologia, Universidade Federal da 8 9 10 Bahia, Rua Barão de Jeremoabo, 147, Campus Universitário de Ondina, 40170115, 11 Salvador, Bahia, Brasil. E-mail: [email protected] 12 13 14 RESUMO 15 Objetivo Objetivamos avançar na investigação do modelo mais atual de refúgios da Mata 16 Atlântica, testando duas hipóteses: a adição de variáveis topográficas e de solo às 17 climáticas aumenta a acurácia de modelos de distribuição de espécies endêmicas do bioma; 18 a capacidade explicativa do modelo de refúgios do bioma sobre a localização dos refúgios 19 das espécies é influenciada pela identidade taxonômica e/ou por características de 20 distribuição das espécies (região e área de ocorrência e número de fitofisionomias 21 ocupadas). 22 Local Mata Atlântica do Brasil. 23 Métodos Compilamos e filtramos registros de 14 espécies (aranhas, opiliões, escorpiões, 24 anfíbios, aves, lagartos e mamíferos), e geramos modelos de distribuição utilizando o 25 MAXENT. Para testar a primeira hipótese, comparamos a acurácia dos modelos produzidos 26 a partir de diferentes conjuntos de variáveis ambientais. Para avaliar a segunda, 27 mensuramos a inclusão do refúgio da espécie no refúgio do bioma e o preenchimento do 28 refúgio do bioma pelo refúgio da espécie, e analisamos a influência da distância 29 taxonômica entre as espécies e das características de distribuição sobre estas métricas. 30 Resultados Os modelos mais acurados, numericamente, foram gerados ao adicionar a 31 altitude às variáveis climáticas, embora a qualidade dos modelos com diferentes 32 combinações de variáveis tenha sido similar. As métricas de inclusão e preenchimento não 33 foram influenciadas pela identidade taxonômica das espécies, e as características de 34 distribuição influenciaram apenas o preenchimento, com valores mais altos para espécies 20 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 35 amplamente distribuídas e com ocorrência registradas para a região Nordeste-Sudeste do 36 Brasil. 37 Principais conclusões A capacidade preditiva do modelo de refúgios da Mata Atlântica 38 não é mais similar para espécies mais proximamente relacionadas, o que evidencia sua 39 aplicabilidade sem distinção do táxon. Para a inclusão, percebemos que o modelo do bioma 40 pode ser aplicado para espécies com diferentes características de distribuição, sem 41 alteração direcional da capacidade preditiva. Para o preenchimento, percebemos que o 42 modelo do bioma pode ser utilizado tanto para espécies especialistas quanto generalistas 43 com relação às fitofisionomias, e os melhores resultados foram obtidos para espécies mais 44 amplamente distribuídas e com ocorrência na faixa Nordeste-Sudeste da Mata Atlântica. 45 Palavras-chave Biodiversidade, floresta Atlântica, modelagem de nicho ecológico, 46 modelagem de distribuição de espécies, variáveis ambientais, refúgios florestais, Maxent, 47 Pleistoceno e Quaternário. 48 49 50 INTRODUÇÃO 51 52 Durante toda a era Cenozóica, iniciada há 66 milhões de anos, a Terra passou por 53 ciclos de expansão e retração das geleiras, com alternância entre climas frios e secos 54 (glaciais) e quentes e úmidos (interglaciais) (Barnosky, 2005). As implicações destas 55 oscilações climáticas sobre a biota mundial foram estudadas especialmente para o 56 Quaternário (Hewitt, 2000; 2004; Bennett, 2004), período iniciado há 2,6 milhões de anos 57 (Gibbard et al., 2005), e mais especificamente para a sua época Pleistocênica (Avise & 58 Walker, 1998; Klicka & Zink, 1999; Stuart et al., 2004; Ceballos et al., 2010), que se 59 estende desde 1,8 milhão até cerca de 10 mil anos atrás. Estas implicações das oscilações 60 climáticas variam com a latitude (Bennett & Provan, 2008): na zona temperada (para a 61 qual foi proposta a hipótese clássica dos refúgios), existem muitas evidências a favor da 62 retração dos biomas florestados em direção ao equador durante períodos glaciais (e.g. Petit 63 et al., 2002; Walker et al., 2009; Aldenhoven et al., 2010); na zona tropical (hipótese dos 64 refúgios florestais tropicais), tem havido um longo debate a respeito da suposta 65 fragmentação das florestas tropicais em áreas menores (refúgios) durante períodos glaciais 66 (Prance, 1982; Colinvaux et al., 1996; Haffer & Prance, 2001; Knapp & Mallet, 2003; 67 Bush et al., 2007). 21 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 68 Esta hipótese de refúgios florestais tropicais foi proposta para a Amazônia em 1969 69 (Haffer, 1969) e, passados mais de 40 anos de investigações paleoecológicas e genéticas 70 nesta região, não existe um consenso a respeito de sua validade e implicações evolutivas 71 (Haffer, 1992; Colinvaux et al., 2000; Haffer & Prance, 2001; Bush & Oliveira, 2006; Rull, 72 2006; Bush et al., 2007; Haffer, 2008). A partir do final da década de 1970, esta hipótese 73 foi também indicada como possível explicação para padrões de diversidade e endemismo 74 em outro bioma florestado neotropical, a Mata Atlântica (Ab‘Sáber, 1977; Jackson, 1978; 75 Prance, 1982). A localização específica das áreas de estabilidade na Mata Atlântica foi 76 sugerida inicialmente pela combinação de dados paleoclimatológicos e paleoecológicos da 77 América do Sul (Ab‘Sáber, 1977) e pela sobreposição de mapas da década de 1970 78 relativos à aridez e vegetação da porção leste do Brasil (Jackson, 1978). Após estas duas 79 primeiras proposições, outras hipóteses de localização dos refúgios da Mata Atlântica 80 foram sugeridas baseadas em dados palinológicos e de diversidade zoológica e botânica 81 (Brown, 1982; Prance, 1982; Lourenço, 1987; Behling & Lichte, 1997; Behling & 82 Negrelle, 2001), tendo sido corroboradas com dados de distribuição de escorpiões, 83 roedores, primatas, serpentes e plantas (Kinzey, 1982; Lourenço, 1987; Lara & Patton, 84 2000; Grazziotin et al., 2006; Prance, 1982). Apesar de muitas evidências a favor, a 85 validade da hipótese de refúgios para a Mata Atlântica ficou comprometida principalmente 86 pela falta de consenso entre os autores na delimitação das áreas, e pela circularidade de 87 alguns estudos em detectar refúgios com base na distribuição do próprio táxon analisado. 88 Uma metodologia alternativa, que já havia sido eficiente na previsão de áreas de 89 refúgios em florestas tropicais da Austrália e África (Barrable et al., 2002; Graham et al., 90 2006), foi utilizada para delimitação dos refúgios florestais da Mata Atlântica (Carnaval & 91 Moritz, 2008). Carnaval & Moritz (2008) utilizaram ferramentas de modelagem e projeção 92 de nicho climático para identificar as regiões da Mata Atlântica que permaneceram 93 florestadas durante períodos paleoclimáticos, sugerindo estas áreas como refúgios 94 potenciais. Essa ferramenta combina registros de ocorrência com variáveis ambientais para 95 inferir e projetar espacialmente necessidades ecológicas de um organismo ou hábitat 96 (Guisan & Thuiller, 2005; Pearson, 2007), e vem sendo largamente utilizada na resolução 97 de questões biogeográficas (Graham et al., 2006; Kozak & Wiens, 2006; Gotelli et al., 98 2009). Além de incorporar três cenários climáticos (atual, 6.000, e 21.000 anos atrás), o 99 modelo proposto por Carnaval & Moritz (2008) levou em consideração duas definições do 100 bioma (ampla e restrita) e dois algoritmos para execução (MAXENT e BIOCLIM). A 101 sobreposição destes modelos, gerados pelas combinações de definições, cenários e 22 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 102 algoritmos, indicou a localização dos refúgios da Mata Atlântica. Caso este modelo 103 represente bem a localização das áreas de refúgio deste bioma, ao projetar a distribuição de 104 um organismo endêmico da Mata Atlântica para 21.000 anos atrás, esta área deve estar 105 contida na área de refúgio proposta para o bioma. Outra importante decorrência deste 106 modelo é que amostragens populacionais feitas nestas áreas de refúgio devem revelar 107 maior diversidade genética para espécies endêmicas da Mata Atlântica, em oposição aos 108 traços genéticos de colonização recente para regiões fora dos refúgios florestais (Carnaval 109 et al., 2009; Fitzpatrick et al., 2009; Martins et al., 2009). 110 O modelo de Carnaval & Moritz (2008) foi validado a partir de dados de 111 distribuição atual do bioma (dados de presença e ausência da Mata Atlântica foram 112 eficientemente previstos) e corroborado com dados paleopalinológicos de espécies vegetais 113 características de áreas abertas e florestadas (e.g. Behling, 1998; Ledru et al., 2005). No 114 entanto, estudos populacionais que avaliaram as implicações genéticas da hipótese de 115 refúgios, conduzidos com insetos, aves, anfíbios, lagartos, mamíferos e plantas, foram 116 apenas parcialmente congruentes com a localização das áreas propostas pelo modelo de 117 refúgios do bioma (Cabanne et al., 2008; Carnaval & Moritz, 2008; Carnaval et al., 2009; 118 Fitzpatrick et al., 2009; Palma-Silva et al., 2009; Martins et al., 2009; Mata et al., 2009; 119 Ramos et al., 2009; Brito & Arias, 2010; Novaes et al., 2010; Thomé et al., 2010; Ribeiro 120 et al., 2011). Com relação à previsão da distribuição pretérita dos organismos, o modelo 121 previu bem a localização dos refúgios pleistocênicos de anfíbios do gênero Hypsiboas 122 (Carnaval et al., 2009), mas não previu bem a ocorrência de anfíbios do gênero Rhinella 123 (Thomé et al., 2010). Esta capacidade diferencial de previsão do modelo sobre a 124 localização dos refúgios das espécies pode estar relacionada, dentre outros fatores, ao fato 125 de terem sido utilizadas exclusivamente variáveis climáticas na geração deste modelo, pois 126 alguns organismos não têm sua distribuição relacionada a estas variáveis (e.g. Hernandez 127 et al., 2006; Dutra & Carvalho, 2008). A adição de variáveis topográficas e de solo, já 128 reconhecidas por exercerem influência em comunidades biológicas (Vazquez & Givnish, 129 1998; Franklin et al., 2005; Kirkham, 2005; John et al., 2007) e por serem potencialmente 130 importantes para previsão de áreas de estabilidade no bioma (Carnaval & Moritz, 2008), 131 poderia aumentar o poder preditivo do modelo de refúgios da Mata Atlântica, por diminuir 132 erros por extrapolação. Além disso, a diferença interespecífica na capacidade de previsão 133 do modelo de refúgios do bioma sobre a localização dos refúgios das espécies pode estar 134 relacionada às diferenças nas características de distribuição dos organismos (Brown & 135 Lomolino, 2006). Características como a amplitude de distribuição, tolerância a diferentes 23 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 136 tipos de hábitat, capacidade de dispersão (relacionada ao grupo taxonômico ao qual a 137 espécie pertence) e região geográfica de ocorrência, variam amplamente entre espécies e 138 são reconhecidas por exercerem influência sobre a acurácia de modelos preditivos gerais 139 (Graham et al., 2006; Hernandez et al., 2006; McPherson & Jetz, 2007; Papes & Gaubert, 140 2007), apesar de ser desconhecida a relação entre estas características e a capacidade 141 preditiva de modelo de refúgios. Assim, são necessárias novas investigações empíricas 142 sobre as decorrências da hipótese de refúgios e avaliações dos motivos pelos quais algumas 143 espécies são bem previstas pelo modelo de Carnaval & Moritz (2008) e outras não. 144 Este trabalho objetiva avançar na investigação da validade e capacidade preditiva 145 especificamente desse modelo atual de refúgios pleistocênicos para a Mata Atlântica 146 (Carnaval & Moritz, 2008), embora os resultados possam contribuir também com a 147 avaliação crítica de outros modelos de refúgios florestais tropicais. A partir da modelagem 148 da distribuição de animais endêmicos do bioma, testamos duas hipóteses: a primeira, 149 relacionada à robustez do modelo, é a de que a adição de outras variáveis ambientais às 150 climáticas utilizadas para prever a distribuição do bioma aumenta a acurácia dos modelos 151 preditivos de espécies endêmicas da Mata Atlântica. A segunda, relacionada à localização 152 das áreas de refúgio do bioma, é a de que a identidade taxonômica e/ou características da 153 distribuição das espécies influenciam a capacidade do modelo de refúgios do bioma de 154 prever a localização de áreas de refúgio das espécies. Estes modelos de refúgios florestais 155 tropicais têm importantes decorrências genéticas e evolutivas sobre a biota, e são 156 utilizados, por exemplo, na explicação de padrões atuais de diversidade (Carnaval et al., 157 2009; Mata et al., 2009) e padrões biogeográficos de diferenciação de populações (Palma- 158 Silva et al., 2009). Os resultados do presente estudo auxiliarão na compreensão da robustez 159 e limites de aplicabilidade dos modelos de refúgios florestais atualmente propostos, e 160 poderão ser úteis para formulações futuras de modelos com maior poder de previsão. 161 162 163 MÉTODOS 164 165 Espécies utilizadas 166 Utilizamos apenas espécies de animais endêmicos da Mata Atlântica, pois o modelo 167 de refúgios se propõe a explicar padrões de diversidade e endemismo de organismos 168 restritos às áreas florestadas. Buscamos por grupos bem resolvidos taxonomicamente, com 169 boa representação em coleções científicas e/ou com dados de ocorrência disponíveis na 24 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 170 literatura (especialmente em revisões taxonômicas recentes). Selecionamos 14 espécies de 171 sete grupos zoológicos para representar a fauna terrestre que habita o bioma, sendo duas 172 espécies de cada grupo taxonômico (aranhas, opiliões, escorpiões, anfíbios, aves, lagartos e 173 mamíferos) (Tabela 1). 174 Selecionamos as 14 espécies de modo a representar: (1) diferentes padrões 175 regionais de ocorrência na Mata Atlântica; (2) diferentes dimensões de áreas de ocorrência 176 (amplitudes de distribuição); e (3) diferentes capacidades de ocupação das fitofisionomias 177 do bioma (Tabela 1). Esta amplitude de variação na identidade taxonômica e nas 178 características biológicas (relacionadas à distribuição) das espécies permite uma avaliação 179 de maior poder estatístico acerca da influência destes fatores sobre a capacidade preditiva 180 do modelo de refúgios da Mata Atlântica. 181 182 Registros de ocorrência 183 Após seleção das espécies adequadas para o presente estudo, obtivemos os registros 184 de ocorrência a partir da busca em 16 coleções científicas e 146 artigos de diversas áreas 185 do conhecimento (veja o Apêndice 1 nas Informações de Suporte). Para cada espécie, 186 filtramos os dados para manter apenas um registro por km2, eliminando possíveis efeitos de 187 agrupamento de ocorrências (Nelson et al., 1990; Hernandez et al., 2006). Nos casos em 188 que, mesmo após este procedimento, detectamos grande concentração de pontos em 189 alguma porção da distribuição da espécie, removemos por sorteio parte dos registros da 190 região adensada para obtermos uma distribuição mais homogênea, evitando vieses de 191 amostragem (Phillips et al., 2009; Elith et al., 2010). Conferimos os registros no software 192 DIVA-GIS (versão 7.3.0) (Hijmans et al., 2002) para checar possíveis erros na distribuição 193 dos pontos, principalmente devido às diferenças espaciais na fonte de informação das 194 coordenadas geográficas originais. 195 O número de registros para cada espécie após este processo de compilação e 196 tratamento dos dados variou entre 70 e 162. Para nivelar a influência que o número de 197 registros inseridos no modelo exerce sobre a acurácia (Stockwell & Peterson, 2002; Papes 198 & Gaubert, 2007), sorteamos 50 registros para cada espécie (veja a Tabela S1), o que torna 199 os resultados interespecíficos comparáveis. Esta quantidade de registros é considerada 200 adequada para geração de modelos acurados de distribuição de espécies na escala espacial 201 do presente estudo (Hernandez et al., 2006). 25 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 202 Tabela 1 Lista das espécies de animais endêmicos da Mata Atlântica utilizados na 203 investigação do modelo de refúgios pleistocênicos deste bioma, com informações sobre 204 características biológicas relacionadas à sua distribuição. Região de ocorrência baseada na 205 totalidade dos registros obtidos de coleções e da literatura. Área de ocorrência prevista 206 calculada sobre o modelo de distribuição da espécie para o cenário climático atual. Número 207 de fisionomias baseado na sobreposição dos registros em um mapa de vegetação do Brasil. Táxon Características de distribuição na Mata Atlântica Regiões de Área de ocorrência Nº de ocorrência prevista (Km2) fitofisionomias 1. Phoneutria keyserlingi Sudeste-Sul 661.498 5 2. Vitalius wacketi Sudeste-Sul 677.850 4 3. Ampheres leucopheus Sudeste-Sul 246.162 5 4. Pristocnemis pustulatus Sudeste-Sul 346.215 5 5. Tityus brazilae Nordeste-Sudeste 181.934 6 6. Tityus costatus Nordeste-Sudeste-Sul 1.380.287 9 7. Dendropsophus elegans Nordeste-Sudeste-Sul 1.618.279 11 8. Haddadus binotatus Nordeste-Sudeste-Sul 1.205.178 7 Sudeste-Sul 171.955 5 1.005.030 10 Arthropoda Araneae Opiliones Scorpiones Chordata Amphibia Aves 9. Phylloscartes kronei 10. Ramphocelus bresilius Nordeste-Sudeste-Sul Squamata 11. Enyalius catenatus Nordeste-Sudeste 1.149.405 7 12. Leposoma scincoides Nordeste-Sudeste 203.222 8 Sudeste-Sul 1.331.081 8 Nordeste-Sudeste 1.446.315 9 Mammalia 13. Euryoryzomys russatus 14. Marmosops incanus 208 26 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 209 Algoritmo 210 Utilizamos o MAXENT (Phillips et al. 2006, versão 3.3.3e) para modelar a 211 distribuição das espécies. Este algoritmo estima a distribuição mais uniforme (máxima 212 entropia) dentro da área de estudo, levando em consideração as informações ambientais 213 obtidas dos registros de presença das espécies e do entorno de sua distribuição (Phillips et 214 al., 2006). Apesar do modelo de refúgio da Mata Atlântica (Carnaval & Moritz, 2008) ter 215 sido gerado a partir da sobreposição dos resultados de dois algoritmos, BIOCLIM e 216 MAXENT, optamos por utilizar apenas o MAXENT no presente estudo, pois este algoritmo 217 resultou em modelos mais acurados da distribuição do bioma e foi conservativo na 218 proposição das áreas de refúgio do modelo, resultado em uma menor quantidade de erros 219 por extrapolação (Carnaval & Moritz, 2008). Além disso, o MAXENT tem sido indicado 220 como mais eficiente na modelagem preditiva da distribuição de espécies (Elith et al., 2006; 221 Hernandez et al., 2006; Mateo et al., 2010), inclusive de organismos endêmicos da Mata 222 Atlântica (Giovanelli et al., 2010), e sua utilização é facilitada por não serem necessárias 223 dados de ausência (Elith et al., 2010), informações de difícil obtenção e baixa 224 confiabilidade para a região tropical (Graham et al., 2004). 225 226 Adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 227 Para avaliar a robustez das previsões de distribuição de espécies endêmicas da Mata 228 Atlântica feitas exclusivamente com variáveis climáticas, comparamos a acurácia de 229 modelos produzidos para o cenário atual sob diferentes conjuntos de variáveis ambientais. 230 231 Variáveis ambientais 232 Geramos quatro modelos de distribuição para cada uma das 14 espécies utilizando 233 diferentes conjuntos de variáveis: 1) apenas climáticas; 2) climáticas e altitude; 3) 234 climáticas e textura do solo; e 4) climáticas, altitude e textura do solo. As variáveis 235 climáticas utilizadas, obtidas no WorldClim (Global Climate Data, disponível em 236 http://www.worldclim.org), foram as mesmas empregadas por Carnaval & Moritz (2008) 237 na geração do modelo de refúgios do bioma: temperatura média anual, sazonalidade da 238 temperatura, temperatura média do trimestre mais quente, temperatura média do trimestre 239 mais frio, precipitação anual, precipitação do trimestre mais quente e precipitação do 240 trimestre mais frio (Hijmans et al., 2005). Estes dados são resultantes da interpolação de 241 informações climáticas derivadas de dados de temperatura e pluviosidade obtidos entre os 242 anos 1950-2000, através de estações meteorológicas localizadas em várias regiões da 27 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 243 América do Sul (Hijmans et al., 2005). Obtivemos a variável topográfica de altitude 244 através 245 http://www2.jpl.nasa.gov/srtm/) e a variável de solo (textura), única variável categórica do 246 estudo, através da fundação World Soil Information (disponível em http://www.isric.org/). 247 Todas as variáveis utilizadas possuíam resolução espacial de 30‖ (pixels de 248 aproximadamente 1 km2). do Shuttle Radar Topography Mission (disponível em 249 Apesar de todas as espécies utilizadas serem endêmicas da Mata Atlântica, optamos 250 por fazer um recorte dos mapas ambientais com dimensões maiores do que aquele 251 contendo apenas os estados com ocorrência do bioma, e menor do que a dimensão da 252 América do Sul. O recorte dos mapas seguiu o limite do Brasil, o que pode aumentar os 253 acertos de pseudo-ausências obtidas do entorno pelo MAXENT e assim gerar modelos mais 254 acurados (Giovanelli et al., 2010; Mateo et al., 2010). 255 256 Avaliação dos modelos gerados 257 Avaliamos matematicamente os modelos gerados a partir da projeção de 20 novos 258 registros de presença (sorteados para cada espécie excluindo-se os dados que utilizamos 259 para gerar o modelo), e registros de pseudo-ausência gerados randomicamente pelo 260 MAXENT. Como os modelos preditivos gerados apresentam distribuição contínua de 261 probabilidades de presença da espécie, é necessária conversão em um modelo binário de 262 presença e ausência para cálculo do desempenho do modelo (Pearson, 2007). A partir dos 263 acertos e erros na previsão das novas presenças e pseudo-ausências, foram calculados, pelo 264 próprio algoritmo, índices descritivos da performance preditiva do modelo: sensibilidade 265 (probabilidade de uma amostra ser corretamente classificada como presença) e 266 especificidade (probabilidade de uma amostra ser corretamente classificada como 267 ausência) (Fielding & Bell, 1997; Guisan & Zimmermann, 2000). Para evitar a 268 arbitrariedade da escolha de um valor de conversão, estes índices de performance são 269 calculados para uma ampla variação de limiares de conversão (Pearce & Ferrier, 2000). Os 270 valores de sensibilidade (eixo y) e 1-especificidade (eixo x) são plotados em um gráfico, 271 sobre diferentes limiares de conversão, chegando-se assim à curva ROC (Receiver 272 Operating Characteristic). O cálculo da área abaixo desta curva, o AUC (area under the 273 curve), é uma medida que sumariza a qualidade do modelo por mensurar seu poder 274 preditivo para uma variedade de limiares de conversão em modelo binário (Pearson, 2007). 275 O AUC é uma medida de acurácia que varia entre 0,5, para os modelos totalmente 28 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 276 randômicos, e 1,0, para os modelos em que os dados utilizados para testar o modelo foram 277 perfeitamente previstos (Phillips et al., 2006). 278 279 Análise 280 Para comparar os quatro modelos gerados para cada espécie sobre diferentes 281 conjuntos de variáveis ambientais quanto a sua acurácia (AUC), fizemos uma Análise de 282 Variância para Medidas Repetidas (Repeated Mensures ANOVA), já que as informações de 283 acurácia dos diferentes modelos para uma mesma espécie não são independentes. 284 Posteriormente, para investigar de modo mais preciso a diferença na acurácia entre os 285 tratamentos da variável preditora, fizemos uma comparação planejada (contraste ortogonal 286 a priori) entre três diferentes pares de tratamentos: 1 vs. 2, 1 vs. 3, 2 vs. 4 (ver referência 287 destes números no subtópico ―Variáveis ambientais‖). Fizemos estas análises no software 288 STATISTICA (versão 7.0) e consideramos um nível de significância de 0,05. 289 290 Influência da identidade taxonômica e de características de distribuição das espécies 291 sobre o poder preditivo do modelo 292 Para avaliar a capacidade preditiva do modelo de refúgio da Mata Atlântica 293 (Carnaval & Moritz, 2008), analisamos a coincidência entre as áreas de refúgio previstas 294 para o bioma e áreas de refúgio previstas para as 14 espécies deste estudo. Calculamos 295 duas métricas (inclusão e preenchimento) que capturam informações a respeito do poder 296 preditivo do modelo de refúgio do bioma sobre a localização dos refúgios das espécies. 297 Investigamos a influência da identidade taxonômica e de características de distribuição das 298 espécies sobre estas métricas de capacidade preditiva do modelo de refúgios do bioma. 299 300 Modelos de distribuição e variáveis ambientais 301 Geramos três modelos de distribuição para cada espécie sob diferentes cenários 302 climáticos (atual, 6.000 e 21.000 anos atrás). Os modelos de distribuição no cenário atual 303 para cada espécie foram gerados com base em 50 registros de presença (os mesmos 304 utilizados no teste da primeira hipótese) e sete variáveis climáticas (as mesmas utilizadas 305 no teste da primeira hipótese). Estes modelos foram então projetados para dois cenários 306 paleoclimáticos: 6.000 anos atrás, período de suposta ampla ocorrência da Mata Atlântica; 307 e 21.000 anos atrás, período da suposta máxima retração do bioma durante o Último 308 Máximo Glacial (UMG) (Behling & Negrelle, 2001). Os dados para construção dos 309 cenários paleoclimáticos foram obtidos através do modelo de circulação atmosférica geral 29 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 310 ECHAM3 (Deutsches Klimarechenzentrum Modellbetreuungsgruppe, 1992), tendo sido 311 construído pelo Paleoclimate Modelling Intercomparison Project (PMIP, disponível em: 312 http://gcmd.nasa.gov/). Obtivemos as bases paleoclimáticas originalmente na resolução 313 2,8125º, mas transformamos através de interpolação bilinear em mapas com resolução de 314 30‖ (Carnaval & Moritz, 2008), a mesma resolução dos mapas do cenário atual. 315 Todos os modelos inicialmente gerados pelo MAXENT apresentavam valores 316 contínuos de probabilidade de ocorrência das espécies. Para indicar a localização de áreas 317 de refúgios é necessário converter estes mapas contínuos em mapas binários de presença e 318 ausência (Carnaval et al., 2009; Thomé et al., 2010). Utilizamos um limiar de presença 319 mínima - LPM (minimum training presence threshold), que diminui a chance de erros de 320 omissão (Pearson, 2007), para reclassificação dos modelos. O LPM faz com que os pixels 321 com valores de probabilidade de ocorrência iguais ou superiores ao encontrado para as 322 localidades de presença real da espécie (utilizadas na geração do modelo) sejam 323 classificados como ―presença da espécie‖ no modelo binário. Pixels com valores de 324 probabilidade de ocorrência abaixo deste limiar de conversão serão classificados como 325 ―ausência da espécie‖ (Pearson et al., 2007). Assim, para cada espécie e cenário climático 326 modelado, produzimos um mapa binário de presença e ausência. 327 328 Áreas de refúgio das espécies e poder de previsão do modelo de refúgios da Mata Atlântica 329 Sobrepusemos os três modelos binários gerados para cada espécie (atual, 6.000 e 330 21.000 anos atrás) utilizando uma ferramenta de álgebra de mapas do software ArcGIS 331 (versão 9.3). Interpretamos as áreas para as quais a presença da espécie foi prevista nos três 332 cenários como áreas de estabilidade climática (refúgios), ou seja, regiões que têm mantido 333 condições adequadas para manutenção de populações desta espécie desde 21.000 anos 334 atrás (Waltari et al., 2007; Carnaval et al., 2009). 335 Para mensurar o poder preditivo do modelo de refúgios do bioma (Carnaval & 336 Moritz, 2008) sobre as áreas de refúgio das 14 espécies aqui estudadas, calculamos duas 337 métricas (Figura 1). A primeira, que representa a proporção da área de refúgio da espécie 338 que foi prevista pelo modelo de refúgios do bioma (chamada aqui de porcentagem de 339 inclusão), foi calculada pela razão entre a área de refúgio da espécie que foi prevista pelo 340 modelo do bioma e a área total de refúgio da espécie. A outra, que representa a proporção 341 da área de refúgio do bioma que foi preenchida pelo modelo de refúgio da espécie 342 (chamada aqui de porcentagem de preenchimento), foi calculada pela razão entre a área de 343 refúgio da espécie que foi prevista pelo modelo de refúgios do bioma e a área total de 30 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 344 refúgio do bioma (Figura 1). Em ambas as métricas de poder preditivo utilizamos o modelo 345 de refúgios do bioma segundo a definição mais ampla da Mata Atlântica (Carnaval & 346 Moritz, 2008). 347 348 349 Figura 1 Esquema explicativo das variáveis utilizadas para mensurar o poder preditivo do 350 modelo de refúgios do bioma sobre os refúgios da espécie: (a) cálculo da porcentagem de 351 inclusão, que representa o quanto do modelo de refúgios da espécie está contido no modelo 352 de refúgio do bioma, e porcentagem de preenchimento, que representa o quanto do modelo 353 de refúgios da espécie preenche o modelo de refúgio do bioma; (b) diferentes 354 possibilidades para caracterização do modelo de refúgios das espécies com relação à 355 porcentagem de inclusão e preenchimento no modelo de refúgios do bioma (ver texto). 356 357 Fatores que influenciam o poder de previsão do modelo de refúgios do bioma 358 Para avaliar possíveis causas da variação interespecífica na porcentagem de 359 inclusão e preenchimento, analisamos a influência da identidade taxonômica e de 360 características de distribuição dos organismos. Para analise da influência da identidade 361 taxonômica, construímos uma filogenia utilizando o MESQUITE (versão 2.74) com os 362 táxons terminais sendo as 14 espécies deste estudo (veja a Figura S1), respeitando-se o 363 posicionamento dos grupos taxonômicos propostos por análises morfológicas e 364 moleculares (Eernise & Peterson, 2004; Rowe, 2004; Wheeler et al., 2004). Pela ausência 365 de informações mais precisas, assumimos que os comprimentos dos ramos da filogenia são 366 iguais (Diniz-Filho, 2000) e calculamos a distância taxonômica mínima entre cada par de 31 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 367 espécies pelo número de nós que separam os táxons na filogenia. A partir destes valores 368 construímos uma matriz triangular de distâncias taxonômicas interespecíficas. 369 Três características de distribuição foram mensuradas para avaliar sua influência 370 sobre a porcentagem de inclusão e preenchimento: região de ocorrência no bioma, área de 371 ocorrência (que representa a amplitude de distribuição), e número de fitofisionomias da 372 floresta ocupadas pela espécie (Tabela 1). Para classificar as espécies quanto à região de 373 ocorrência no bioma, plotamos seus registros e observamos a distribuição geográfica de 374 cada espécie nas regiões geopolíticas do Brasil (Nordeste-Sudeste, Sudeste-Sul ou 375 Nordeste-Sudeste-Sul). Mensuramos a amplitude de distribuição a partir da área prevista 376 para presença da espécie no modelo climático binário para o cenário atual, calculada 377 através da extensão XTools do ArcGIS (versão 9.3). Contabilizamos o número de 378 fitofisionomias ocupadas pela espécie, uma métrica representativa da tolerância à variação 379 da cobertura vegetal, após projeção dos 50 registros sorteados para cada espécie (os 380 mesmos utilizados no teste da primeira hipótese) em um mapa das fitofisionomias 381 vegetacionais do Brasil. 382 383 Análises 384 Analisamos se as métricas de poder preditivo do modelo de refúgios do bioma 385 (porcentagem de inclusão e de preenchimento) capturam diferentes propriedades do 386 modelo avaliando a correlação entre elas através de um teste de correlação de Pearson. 387 Fizemos este teste através do software STATISTICA (versão 7.0), assumindo um nível de 388 significância de 0,05. 389 Para testar a hipótese de que a identidade taxonômica influencia o poder preditivo 390 do modelo de refúgio da Mata Atlântica quanto à localização dos refúgios dos animais 391 endêmicos do bioma, realizamos dois testes de correlação de Mantel (Diniz-Filho, 2000; 392 MCune & Grace, 2002). Construímos três matrizes de dissimilaridade: 1) distância 393 taxonômica; 2) diferenças na porcentagem de inclusão; 3) diferenças na porcentagem de 394 preenchimento. Fizemos os testes de correlação entre as matrizes (1 vs. 2 e 1 vs. 3) no 395 software R (versão R-2.12.1), e calculamos a significância estatística da correlação após 396 10.000 permutações. Devido ao fato de termos utilizado a mesma matriz de distância 397 taxonômica em ambos os testes, seguimos o procedimento de Bonferroni (Quinn & 398 Keough, 2002), reduzindo o nível de significância de cada teste para 0,025. 399 Para testar a hipótese de que a região de ocorrência da espécie (variável categórica 400 preditora), a amplitude de distribuição e o número de fitofisionomias ocupadas (variáveis 32 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 401 contínuas preditoras) influenciam o poder de previsão do modelo de refúgios do bioma, 402 realizamos duas Análises de Covariância (ANCOVA), uma para cada variável resposta 403 (porcentagem de inclusão e porcentagem de preenchimento). Como os dados das variáveis 404 preditoras são os mesmos, seguimos o procedimento de Bonferroni (Quinn & Keough, 405 2002), reduzindo o nível de significância de cada teste para 0,025. Posteriormente, 406 realizamos uma comparação planejada para investigar mais precisamente a existência de 407 diferença entre os tratamentos da variável categórica preditora (região de ocorrência da 408 espécie). O contraste ortogonal a priori foi planejado para comparar o poder preditivo das 409 espécies com ocorrência no Nordeste-Sudeste vs. Sudeste-Sul; e Nordeste-Sudeste-Sul vs. 410 Sudeste-Sul (Tabela 1). Estas análises foram realizadas através do software STATISTICA 411 (versão 7.0). 412 413 414 RESULTADOS 415 416 Avaliação da adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 417 Os modelos gerados com as quatro diferentes combinações de variáveis ambientais 418 mostraram valores elevados de acurácia para as 14 espécies, variando entre 0,939 e 0,996, 419 sendo todos classificados como modelos altamente acurados (Swets, 1988). Apesar de 420 geralmente elevados, os valores de acurácia diferiram estatisticamente entre os modelos 421 com diferentes variáveis ambientais (Repeated Measures ANOVA, F3,39=7,98, P<0,001; 422 Figura 2). A acurácia dos modelos que utilizaram apenas variáveis climáticas foi inferior 423 àqueles aos quais, além das variáveis climáticas, foi adicionada altitude (Contraste, t=- 424 2,86, P=0,013), mas similar àqueles modelos climáticos adicionados de textura do solo 425 (Contraste, t=1,28, P=0,222). A acurácia dos modelos com todas as variáveis foi similar 426 àqueles que foram gerados utilizando-se variáveis climáticas adicionadas apenas de 427 altitude (Contraste, t=0,84, P=0,418). Assim, percebe-se que a adição da altitude às 428 variáveis climáticas pode aumentar a acurácia de modelos preditivos da distribuição de 429 espécies endêmicas da Mata Atlântica, e ao mesmo tempo fica evidente que a inclusão da 430 textura do solo não aumenta a acurácia dos modelos anteriormente gerados apenas com 431 variáveis climáticas. 33 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 432 433 434 Figura 2. Variação interespecífica e intraespecífica na acurácia de modelos preditivos 435 gerados com diferentes combinações de variáveis ambientais para 14 espécies de animais 436 endêmicos da Mata Atlântica. C= variáveis climáticas; A= altitude, S=textura do solo. A 437 legenda numérica associada a cada linha tracejada indica a espécie (ver Tabela 1). 438 439 Variação interespecífica do poder preditivo do modelo e investigação da influência da 440 identidade taxonômica e de características de distribuição das espécies 441 Os modelos binários de presença e ausência de cada espécie, para cada cenário 442 climático, são apresentados nas Figuras S2-S4. Os modelos para o cenário atual são 443 compatíveis com a distribuição real das espécies, exceto algumas áreas previstas para 444 Enyalius catenatus na região Amazônica e áreas previstas para a Região Centro-Oeste em 445 metade das espécies aqui estudadas (Tityus costatus, Dendropsophus elegans, Haddadus 446 binotatus, Ramphocelus bresilius, Enyalius catenatus, Euryoryzomys russatus, Marmosops 447 incanus). A sobreposição dos modelos preditivos dos três cenários climáticos para cada 448 espécie permitiu a delimitação de grandes áreas de estabilidade (áreas de refúgio), 449 claramente diferentes entre as espécies (Figura 3). As espécies podem ser agrupadas com 450 relação às regiões de concentração de suas áreas de refúgio: Nordeste do Brasil (Tityus 451 brazilae e Leposoma scincoides), Sudeste do Brasil (Phoneutria keyserlingi, Vitalius 452 wacketi, Ampheres leucopheus, Pristocnemis pustulatus e Phylloscartes kronei) e espécies 453 com refúgios em ambas as regiões (Tityus costatus, Dendropsophus elegans, Haddadus 34 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 454 binotatus, Ramphocelus bresilius, Enyalius catenatus, Euryoryzomys russatus e 455 Marmosops incanus). 456 A modelagem da distribuição destes animais endêmicos da Mata Atlântica resultou 457 na indicação de cinco áreas de refúgio na Mata Atlântica (Figura 3): duas grandes áreas, 458 uma do litoral norte da Bahia ao norte do Espírito Santo (Tityus brazilae, Tityus costatus, 459 Dendropsophus elegans, Haddadus binotatus, Ramphocelus bresilius, Enyalius catenatus, 460 Leposoma scincoides e Marmosops incanus), e outra na Região Sudeste, compreendendo o 461 sul do Rio de Janeiro, nordeste de São Paulo, sudeste de Minas Gerais (Ampheres 462 leucopheus, Pristocnemis pustulatus, Phoneutria keyserlingi, Vitalius wacketi, Tityus 463 costatus, Dendropsophus elegans, Haddadus binotatus, Phylloscartes kronei, Ramphocelus 464 bresilius, Euryoryzomys russatus e Marmosops incanus); e três pequenas áreas, uma no 465 litoral de Alagoas e Pernambuco (Dendropsophus elegans, Enyalius catenatus e 466 Marmosops incanus), outra na região da Chapada Diamantina, no interior da Bahia (Tityus 467 brazilae, Tityus costatus, Dendropsophus elegans, Haddadus binotatus, Ramphocelus 468 bresilius, Enyalius catenatus, Leposoma scincoides e Marmosops incanus) e uma última no 469 nordeste do Mato Grosso do Sul (Tityus costatus, Dendropsophus elegans, Haddadus 470 binotatus, Ramphocelus bresilius, Enyalius catenatus, Euryoryzomys russatus e 471 Marmosops incanus). 472 A porcentagem de inclusão do refúgio da espécie no refúgio do bioma variou de 0% 473 (Phylloscartes kronei) a 83,1% (Leposoma scincoides) e a porcentagem de preenchimento 474 variou de 0% (Phylloscartes kronei) a 80,6% (Dendropsophus elegans). Estas duas 475 variáveis representam diferentes propriedades preditivas do modelo de refúgios do bioma, 476 pois não são correlacionadas (Correlação de Pearson, r=0,44, p=0,11). 477 A porcentagem de inclusão não foi influenciada pela identidade taxonômica 478 (Mantel, r=0,084, P= 0,151), nem por características de distribuição das espécies 479 (ANCOVA, F1,9=1,27, P=0,29, Figura 4). Já a porcentagem de preenchimento não foi 480 influenciada pela identidade taxonômica (Mantel, r=0,133, P=0,094), mas sim por suas 481 características de distribuição das espécies (ANCOVA, F1,9=45,06, P<0,001, Figura 4). Ao 482 detalhar a influência das características, percebemos que a porcentagem de preenchimento 483 não foi influenciada pelo número de fitofisionomias ocupadas pela espécie (ANCOVA, 484 F1,9=0,27, P=0,613), mas foi influenciada pela área de ocorrência prevista para a espécie 485 (ANCOVA, F1,9=19,65, P=0,002), sendo maior para as espécies mais amplamente 486 distribuídas. A região de ocorrência também influenciou a porcentagem de preenchimento 487 (ANCOVA, F2,9=13,81, P= 0,002), tendo sido maior para as espécies do Nordeste-Sudeste 35 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 488 quando comparadas com as espécies do Sudeste-Sul (Contraste, t=3,71, P=0,003); não foi 489 observada diferença no preenchimento das espécies do Nordeste-Sudeste-Sul e Sudeste-Sul 490 (Contraste, t=-0,92, P=0,38) (Tabela 1, Figura 4). 491 492 493 Figura 3. Localização das áreas de refúgios para 14 animais endêmicos da Mata Atlântica. 494 O quadrado no canto superior esquerdo indica a localização da área de estudo na América 495 do Sul e a localização das áreas de refúgio do bioma proposto por Carnaval e Moritz 496 (2008). As figuras de a-o indicam a localizadas áreas de refúgio para as 14 espécies do 497 presente estudo: (a) Phoneutria keyserlingi, (b) Vitalius wacketi, (c) Ampheres leucopheus, 498 (d) Pristocnemis pustulatus, (e) Tityus brazilae, (f) Tityus costatus, (g) Dendropsophus 499 elegans, (h) Haddadus binotatus, (i) Phylloscartes kronei, (j) Ramphocelus bresilius, (l) 500 Enyalius catenatus, (m) Leposoma scincoides, (n) Euryoryzomys russatus, (o) Marmosops 501 incanus. As cores representam a sobreposição dos modelos gerados para os três cenários 502 (atual, 6.000 e 21.000 anos atrás), seguindo a legenda indicativa na figura. 36 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 503 504 Figura 4 Gráficos parciais representativos das relações entre a porcentagem de inclusão 505 (coluna da esquerda) e porcentagem de preenchimento (coluna da direita) com três 506 variáveis preditoras: (a) e (b) área de ocorrência da espécie; (c) e (d) número de 507 fitofisionomias de registro da espécie; (e) e (f) região de ocorrência da espécie na Mata 508 Atlântica. N-SE=Nordeste-Sudeste; SE-S=Sudeste-Sul; e N-SE-S=Nordeste-Sudeste-Sul 509 (Tabela 1). 37 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 510 DISCUSSÃO 511 512 Adição de variáveis topográficas e de solo a modelos climáticos 513 No presente estudo, através da modelagem de organismos endêmicos da Mata 514 Atlântica, percebemos que a adição da altitude às variáveis climáticas aumenta a acurácia 515 dos modelos preditivos das espécies, efeito não percebido após a adição da textura do solo. 516 No entanto, a maior diferença média entre modelos produzidos com diferentes variáveis foi 517 de apenas 0,005, entre os modelos que utilizaram variáveis climáticas adicionadas de 518 altitude (AUC médio = 0,982) e os modelos que utilizaram variáveis climáticas 519 adicionadas de textura do solo (AUC médio = 0,977). Todos os modelos produzidos, para 520 todas as espécies e combinações de variáveis ambientais, foram classificados como 521 altamente acurados (valores de AUC acima de 0,9), e essa pequena diferença média entre 522 eles, perceptível apenas na terceira casa após a vírgula, é desconsiderada nas 523 categorizações da qualidade de modelos preditivos baseadas nos valores de acurácia 524 (Swets, 1988; Metz, 1986). Desta maneira, percebemos que a adição da altitude às 525 variáveis climáticas utilizadas na geração de modelos preditivos de espécies endêmicas da 526 Mata Atlântica aumenta numericamente a acurácia, mas não altera a qualidade dos 527 modelos segundo as classificações mais usualmente utilizadas. 528 A diferença entre o resultado da adição da altitude e da adição da textura do solo 529 sobre a acurácia dos modelos preditivos dos animais endêmicos da Mata Atlântica pode 530 estar relacionada à forma de influência destas variáveis sobre estes organismos. A altitude é 531 uma condição ambiental que geralmente influencia diretamente e indiretamente a fauna: 532 diretamente por modular características do clima que afetam processos fisiológicos dos 533 organismos, com consequentes alterações a nível populacional e de comunidade (Wettstein 534 & Schmid, 1999; Bühler & Schmid, 2001); e indiretamente, por afetar características da 535 flora que consequentemente afetam a fauna (Smith et al., 2008; Vasconcelos et al., 2008). 536 Já as variáveis de solo, a exemplo da textura, geralmente exercem uma influência apenas 537 indireta sobre a fauna, devido a sua influência sobre a flora (Scholes, 1990; Douville et al., 538 2001). Assim, supostamente, a presença e distribuição da fauna na Mata Atlântica são 539 influenciadas diretamente e indiretamente pela altitude, e apenas indiretamente pela textura 540 do solo. Os resultados que encontramos, onde apenas a adição da altitude aumentou 541 numericamente a acurácia, são desta maneira congruentes com o que é preconizado pela 542 literatura teórica da modelagem de nicho ecológico: a adição de variáveis que influenciem 543 mais diretamente a presença das espécies aumenta o poder de previsão dos modelos, 38 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 544 enquanto que a adição de variáveis não relacionadas ou apenas indiretamente relacionadas 545 ao organismos ou hábitat que está sendo modelado pode não aumentar ou até diminuir o 546 poder de previsão dos modelos (Pearson, 2007). 547 Na geração do modelo de refúgios pleistocênicos da Mata Atlântica (Carnaval & 548 Moritz, 2008), foram utilizadas apenas variáveis climáticas, e os próprios autores citam 549 que a adição de variáveis topográficas e de solo poderia ter efeito positivo sobre a acurácia 550 do modelo. A utilização exclusiva de variáveis climáticas é um procedimento comum na 551 modelagem de refúgios florestais tropicais (Barrable et al., 2002; Graham et al., 2006) e na 552 modelagem de distribuição de animais (Broennimann et al., 2007; Carnaval et al., 2009; 553 Pineda & Lobo, 2009). A precisão das informações climáticas para a região tropical é 554 menor quando comparada à região temperada, devido a uma menor quantidade de estações 555 meteorológicas nos trópicos. Por isso, esperávamos que, ao adicionar uma variável 556 topográfica de altitude, por conter informações ambientais mais precisas e exercer 557 influência direta sobre o clima, obteríamos modelos preditivos de melhor qualidade. 558 Nossos resultados concordam apenas em parte com nossa previsão anterior, pois a adição 559 da altitude aumentou numericamente a acurácia (de maneira bastante sutil), mas não 560 alterou a qualidade do modelo (Swets, 1988; Metz, 1986), o que significa que adicionar 561 esta variável não traz diferenças significativas do ponto de vista biológico. Apesar de 562 termos encontrado que a adição da textura do solo não aumenta a acurácia dos modelos 563 preditivos de animais, talvez seja relevante a adição de variáveis de solo na geração de 564 modelos de refúgios dos biomas devido à influência direta destas variáveis sobre espécies 565 vegetais, visto que a adição de variáveis com influência direta promove o aumento da 566 acurácia dos modelos (Pearson, 2007). 567 568 Localização dos refúgios na Mata Atlântica 569 A partir da modelagem de distribuição das 14 espécies endêmicas da Mata 570 Atlântica, indicamos a localização de cinco áreas de refúgio, três delas altamente 571 coincidentes com áreas propostas pelo modelo mais atual de refúgios do bioma (Carnaval 572 & Moritz, 2008): o grande refúgio do litoral da Bahia ao norte do Espírito Santo e os 573 pequenos da Chapada Diamantina e do litoral de Alagoas e Pernambuco. No entanto, 574 nossos modelos recorrentemente indicaram dois refúgios adicionais aos que haviam sido 575 apontados pela previsão de Carnaval & Moritz (2008): o grande refúgio da Região Sudeste 576 e o pequeno refúgio do nordeste do Mato Grosso do Sul. O refúgio da Região Sudeste já 577 havia sido indicado em modelos anteriores baseados em dados climáticos e vegetacionais 39 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 578 (Ab‘Sáber, 1977, Jackson, 1978), e dados de diversidade de borboletas (Brown, 1982), 579 escorpiões (Lourenço, 1987) e plantas (Prance, 1982). O refúgio da região nordeste do 580 Mato Grosso do Sul também já havia sido indicado em modelos anteriores, a partir de 581 dados de diversidade de escorpiões (Lourenço, 1987) e borboletas (Brown, 1982). Estas 582 áreas, especialmente o litoral da Região Sudeste, são reconhecidas por apresentarem 583 elevados índices de riqueza de espécies e endemismo para diversos grupos taxonômicos 584 (Soderstrom et al., 1988; Costa et al., 2000; da Silva, et al., 2004; Pinto-da-Rocha et al., 585 2005), além dos registros de maior diversidade genética para populações de animais e 586 plantas endêmicos do bioma (Mustrangi & Patton, 1997; Leite, 2003; Carnaval & Moritz, 587 2008), clássicas decorrências biogeográficos da formação de refúgios florestais. A elevada 588 biodiversidade destas regiões, aliada ao fato de já terem sido indicadas como refúgios em 589 modelos propostos a partir de diferentes abordagens metodológicas, são boas evidências 590 para a indicação destas áreas como refúgios florestais da Mata Atlântica. 591 O fato destas duas áreas não terem sido indicadas como refúgios no modelo de 592 Carnaval & Moritz (2008) pode estar relacionado à limitação de um procedimento 593 metodológico adotado por estes autores. Na previsão das áreas de refúgios da Mata 594 Atlântica, os autores utilizaram dois algoritmos, MAXENT e BIOCLIM, duas definições do 595 bioma e três cenários climáticos, e as áreas de refúgio seriam aquelas indicadas para 596 presença do bioma em todos os modelos. Portanto, as áreas de refúgio, de fato, seriam 597 delimitadas basicamente pelos modelos mais restritivos. As projeções da distribuição do 598 bioma para 21.000 anos atrás utilizando o BIOCLIM (para a definição ampla e restrita do 599 bioma) foram bastante restritivas, as únicas em que as áreas de refúgios do nordeste do 600 Mato Grosso do Sul e da Região Sudeste não foram previstas (Figura 2 de Carnaval & 601 Moritz, 2008). O BIOCLIM tem sido indicado como o algoritmo de rendimento mais baixo 602 nas comparações recentes entre a qualidade de modelos produzidos para um mesmo 603 conjunto de dados (Elith et al., 2006; Hernandez et al., 2006), especialmente pelos 604 exageros de restrição ou extrapolação. Assim, talvez estas áreas tenham sido de fato 605 refúgios pleistocênicos do bioma, mas que foram mascaradas por limitações de um dos 606 algoritmos utilizados pelos autores, o que pode ser testado futuramente pela geração de 607 modelos de refúgio do bioma utilizando apenas algoritmos de melhor rendimento. 608 609 Variação interespecífica do poder preditivo do modelo de refúgios da Mata Atlântica 610 No presente estudo, percebemos que a capacidade do modelo mais atual de refúgios 611 da Mata Atlântica (Carnaval & Moritz, 2008) em prever a localização dos refúgios 40 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 612 pleistocênicos dos animais endêmicos do bioma variou amplamente entre as espécies. 613 Estas variações nas porcentagens de inclusão e preenchimento, métricas que capturam o 614 poder preditivo do modelo de refúgios do bioma, não foram influenciadas pela identidade 615 taxonômica da espécie modelada. Esse efeito era esperado devido à relação entre a 616 identidade taxonômica e características de reconhecida influência sobre a acurácia de 617 modelos preditivos (McPhearson & Jetz, 2007), como a capacidade de dispersão e nível 618 trófico das espécies (Fielding & Bell, 1997; Huntley et al., 2004). No entanto, o resultado 619 negativo obtido pode estar relacionado ao fato do modelo de refúgios do bioma ter sido 620 formulado com base em variáveis climáticas que influenciam amplamente sua biota 621 endêmica (Carnaval & Moritz, 2008), mas de maneira diferencial e sem relação com o 622 grupo taxonômico do organismo (em processos fisiológicos, por exemplo). 623 Analisamos também se as métricas do poder preditivo do modelo de refúgios do 624 bioma, porcentagem de inclusão e preenchimento, são influenciadas por características de 625 distribuição das espécies. Esperávamos encontrar alguma relação do poder de previsão do 626 modelo de refúgios do bioma com características da distribuição das espécies devido ao 627 fato deste modelo ter apresentado, em estudos prévios, diferentes capacidades preditivas 628 para organismos do mesmo grupo taxonômico, como anfíbios anuros (Carnaval et al., 629 2009; Thomé et al., 2010) e aves (Cabanne et al., 2008; Mata et al., 2009). A porcentagem 630 de inclusão da distribuição prevista pelo modelo de refúgios da espécie naquela prevista 631 pelo modelo de refúgios do bioma não foi influenciada por características da distribuição 632 das espécies. Isso significa que o modelo de refúgios da Mata Atlântica pode ser aplicado 633 para espécies endêmicas do bioma com diferentes características de distribuição, sem 634 alteração direcional da capacidade preditiva informada pela inclusão. Adicionalmente, 635 sugerimos novas investigações da influência de características biológicas sobre a 636 porcentagem de inclusão, levando em considerações outras características biológicas com 637 influencia reconhecidas sobre a qualidade de modelos preditivos, como limites fisiológicos 638 das espécies (McPhearson & Jetz, 2007). 639 A porcentagem de preenchimento do refúgio do bioma pelo refúgio da espécie foi 640 influenciada por suas características da distribuição. Percebemos que esta métrica não é 641 influenciada pelo número de fitofisionomias ocupadas pelas espécies, ou seja, a fidelidade 642 ao hábitat não influenciou o poder de previsão do modelo de refúgios do bioma. Como o 643 modelo do bioma que utilizamos para os cálculos de poder preditivo foi gerado a partir de 644 dados do bioma de todas as fitofisionomias (Carnaval & Moritz, 2008), esperávamos que a 645 porcentagem de preenchimento fosse maior para espécies que utilizassem mais 41 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 646 fitofisionomias, padrão que não encontramos em nossos resultados. Assim, este modelo 647 preditivo de refúgios da Mata Atlântica pode ser utilizado tanto para espécies especialistas 648 quanto generalistas com relação às fitofisionomias, sem efeito direcional na qualidade. Ao 649 analisar a influência da dimensão da área de ocorrência sobre a porcentagem de 650 preenchimento, percebemos que o poder preditivo do modelo de refúgios do bioma é maior 651 para as espécies mais amplamente distribuídas. Isso significa que quanto maior a amplitude 652 de distribuição da espécie, maior será a área de refúgio do bioma preenchida pelo refúgio 653 da espécie, o que era esperado por uma questão de amostragem. 654 Nossos resultados revelaram também que a porcentagem de preenchimento é maior 655 para espécies com ocorrência nas regiões Nordeste-Sudeste, quando comparado com os 656 organismos com ocorrência nas regiões Sudeste-Sul e Nordeste-Sudeste-Sul. Este resultado 657 confirma uma especulação presente na literatura de que o poder preditivo do modelo de 658 refúgios da Mata Atlântica é menor para espécies com ocorrência restrita a porção Sudeste- 659 Sul do bioma (Costa et al., 2000; Grazziotin et al., 2006; Cabanne et al., 2008; Thomé et 660 al., 2010). Este resultado provavelmente está relacionado à falta de previsão de uma área 661 de refúgio maior na Região Sudeste, o que é fortemente contrariado por dados 662 paleoecológicos e de diversidade (e. g. Ab´Sáber, 1977; Bronw, 1982; Lourenço, 1987). 663 Assim, percebemos que a capacidade preditiva do modelo de refúgios da Mata Atlântica 664 não é mais similar para espécies mais proximamente relacionadas, o que evidencia a 665 aplicabilidade deste modelo de refúgios sem distinção do táxon. A inclusão dos refúgios 666 das espécies no modelo de refúgios do bioma não é determinada por características da 667 distribuição destes organismos, mas o preenchimento do refúgio do bioma pelo refúgio da 668 espécie sim, sendo maior para espécies mais amplamente distribuídas e com ocorrência na 669 faixa Nordeste-Sudeste do bioma. 670 671 672 AGRADECIMENTOS 673 Agradecemos à FAPESB (03/2009-04/2010) e CAPES (05/2010-02/2011) pelas 674 bolsas de mestrado concedidas ao primeiro autor. Aos pesquisadores que nos auxiliaram na 675 seleção das espécies utilizadas e na compilação dos registros de ocorrência: Agustín 676 Camacho, Antônio Brescovit, Daniele Polotow, Deise Cruz, Denise Candido, Guilherme 677 Azevedo, José Wellington Santos, Laís Encarnação, Marcelo Dias, Marcio Bernardino da 678 Silva, Marco Freitas, Rafael Alves, Roberta Damasceno, Rogério Bertani, Thiago Filadelfo 679 e Ubirajara de Oliveira. Aos pesquisadores que nos auxiliaram com os softwares utilizados: 42 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 680 Érica Hasui, Diogo Provete, Rodrigo Vasconcelos, Milton César Ribeiro, Paulo Enrique 681 Cardoso Peixoto e Eduardo Moreira. 682 683 684 REFERÊNCIAS 685 686 Ab‘Sáber, A.N. (1977) Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do 687 Sul por ocasião dos períodos glaciais quaternários. Paleoclimas, 3, 1-19. 688 Aldenhoven, J.T., Miller, M.A., Corneli, P.S. & Shapiro, M.D. (2010) Phylogeography of 689 ninespine sticklebacks (Pungitius pungitius) in North America: glacial refugia and the 690 origins of adaptive traits. Molecular Ecology, 19, 4061-4076. 691 Avise, J.C. & Walker, D. (1998) Pleistocene phylogeographic effects on avian populations 692 and the speciation process. Proceedings of the Royal Society London B, 265, 457-463. 693 Barnosky, A.D. 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Área de ocorrência prevista 977 calculada sobre o modelo de distribuição da espécie para o cenário climático atual. Número 978 de fisionomias baseado na sobreposição dos registros em um mapa de vegetação do Brasil. 979 980 Figura 1 Esquema explicativo das variáveis utilizadas para mensurar o poder preditivo do 981 modelo de refúgios do bioma sobre os refúgios da espécie: (a) cálculo da porcentagem de 982 inclusão, que representa o quanto do modelo de refúgios da espécie está contido no modelo 983 de refúgio do bioma, e porcentagem de preenchimento, que representa o quanto do modelo 984 de refúgios da espécie preenche o modelo de refúgio do bioma; (b) diferentes 985 possibilidades para caracterização do modelo de refúgios das espécies com relação à 986 porcentagem de inclusão e preenchimento no modelo de refúgios do bioma (ver texto). 987 988 Figura 2 Variação interespecífica e intraespecífica na acurácia de modelos preditivos 989 gerados com diferentes combinações de variáveis ambientais para 14 espécies de animais 990 endêmicos da Mata Atlântica. C= variáveis climáticas; A= altitude, S=textura do solo. A 991 legenda numérica associada a cada linha tracejada indica a espécie (ver Tabela 1). 992 993 Figura 3 Localização das áreas de refúgios para 14 animais endêmicos da Mata Atlântica. 994 O quadrado no canto superior esquerdo indica a localização da área de estudo na América 995 do Sul e a localização das áreas de refúgio do bioma proposto por Carnaval e Moritz 996 (2008). As figuras de a-o indicam a localizadas áreas de refúgio para as 14 espécies do 997 presente estudo: (a) Phoneutria keyserlingi, (b) Vitalius wacketi, (c) Ampheres leucopheus, 998 (d) Pristocnemis pustulatus, (e) Tityus brazilae, (f) Tityus costatus, (g) Dendropsophus 999 elegans, (h) Haddadus binotatus, (i) Phylloscartes kronei, (j) Ramphocelus bresilius, (l) 1000 Enyalius catenatus, (m) Leposoma scincoides, (n) Euryoryzomys russatus, (o) Marmosops 1001 incanus. As cores representam a sobreposição dos modelos gerados para os três cenários 1002 (atual, 6.000 e 21.000 anos atrás), seguindo a legenda indicativa na figura. 53 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 1003 Figura 4 Gráficos parciais representativos das relações entre a porcentagem de inclusão 1004 (coluna da esquerda) e porcentagem de preenchimento (coluna da direita) com três 1005 variáveis preditoras: (a) e (b) área de ocorrência da espécie; (c) e (d) número de 1006 fitofisionomias de registro da espécie; (e) e (f) região de ocorrência da espécie na Mata 1007 Atlântica. N-S=Nordeste-Sudeste; S-S=Sudeste-Sul; e N-S-S=Nordeste-Sudeste-Sul 1008 (Tabela 1). 54 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 1009 Informações de Suporte 1010 1011 Informações adicionais de suporte ao artigo são listadas abaixo e apresentadas a seguir. 1012 1013 Apêndice S1 {Número e fonte de registro de ocorrência das espécies} 1014 Tabela S1 {Registros utilizados para geração dos modelos de distribuição das espécies} 1015 Figura S1 {Filogenia utilizada para cálculo das distâncias taxonômicas} 1016 Figura S2 {Previsão da área de ocorrência das espécies para cenário atual} 1017 Figura S3 {Previsão da área de ocorrência das espécies para 6.000 anos atrás} 1018 Figura S4 {Previsão da área de ocorrência das espécies para 21.000 anos atrás} 1019 55 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 1020 Apêndice S1 Número de registros obtidos para cada espécie, com respectivas fontes de 1021 informações. Táxon Phoneutria keyserlingi (Araneae) Nº de registros 70 Fonte de informação dos registros Coleções Bibliografia científicas IBSP; MNRJ; Martins & Bertani, 2007. UFMG. IBSP; Vitalius wacketi (Araneae) 98 MNRJ; MZSP Bertani, 2001. Sinbiota. IBSP; Pristocnemis pustulatus (Opiliones) MNRJ; 70 MZSP Sinbiota. Machado et al., 1997; Pinto-daRocha, 2002; Kury, 2003; Bragagnolo et al., 2007; Leivas & Fischer, 2008. Pinto-da-Rocha, 2002; Hara et al., Ampheres leucopheus (Opiliones) 70 MNRJ; 2003, Hara & Gnaspini, 2003; Kury, MZSP 2003; Machado et al., 2004; Hara et Sinbiota. al., 2005; Gnaspini & Lerche, 2010. IBSP; Tityus brazilae (Scorpiones) Tityus costatus (Scorpiones) 94 133 MZSP; MZUFBA. Bertani et al., 2008; Porto et al., 2010. IBSP; Lourenço & Eickstedt, 1988; Armas MNRJ; & Antun, 2004; Diego-García et al., MZSP; 2005; Porto et al., 2010. Sinbiota. 56 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Apêndice S1 Continuação. Táxon Nº de registros Fonte de informação dos registros Coleções Bibliografia científicas Prado & Pombal, 2005; Juncá, 2006; Canelas & Bertoluci, 2007; Carvalho-e-Silva et al., 2008; Serafim et al., 2008; Lacerda et al., Dendropsophus elegans (Anura) 167 CFBH; 2009; Salles et al., 2009; Santana et DZSJRP; al., 2009; Santos, 2009; Silva et al., MBML; 2009; Araújo et al., 2010; Sinbiota; Armstrong & Conte, 2010; ZUEC. Camurugi et al., 2010; Cunha et al., 2010; Encarnação, 2010; Hartmann et al., 2010; Pedro & Feio, 2010; Silva-Soares et al., 2010. Colombo et al., 2008; Cruz, 2008; Giasson, 2008; Gonsales, 2008; Silva et al., 2008; Cicchi et al., 2009; Condez et al., 2009; Costa, 2009; Hartmann et al., 2009; Haddadus binotatus (Anura) DZSJRP; 150 MBML; ZUEC. Narvaes et al., 2009; Palmuti et al., 2009; Salles et al., 2009; Siqueira et al., 2009; Almeida-Gomes et al., 2010; Araújo et al., 2010; Brassaloti et al., 2010; Camurugi et al., 2010; Dixo & Metzger, 2010; Hartmann et al., 2010; Lopes, 2010; Ramos, 2010; Silva-Soares et al., 2010. 57 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Apêndice S1 Continuação. Táxon Nº de registros Fonte de informação dos registros Coleções Bibliografia científicas Marcondes-Machado & Oliveira, 1988; Oniki et al., 1994; MalletRodrigues, 1995; Argel-de-Oliveira et al., 1996; Castiglioni, 1998; Anciães & Marini, 2000; LyraNeves et al., 2003; Marsden et al., 2003; Ribon et al. 2003; Gussoni & Campos, 2004; Lyra-Neves et al., 2004; Ribon et al. 2004; MaiaGouvêa et al., 2005; Silveira, 2005; Straube & Urben-Filho, 2005; Ramphocelus bresilius (Aves) 203 IAL; FNJV; MBML; MVZ; Sinbiota, ZUEC. Telino-Junior et al., 2005; Bencke et al., 2006; Marenzi & Zimmermann, 2006; Antonini, 2007; Guix, 2007; Mestre et al., 2007; Alves, 2008; Berto et al., 2008; Cazetta et al., 2008; Dias & Rodrigues, 2008; Garske & Ferreira, 2008; Gomes et al., 2008; Mallet-Rodrigues et al., 2008; Nogueira & Alves, 2008; Alves & Vecchi, 2009; Cestari, 2009; Vasconcellos-Neto et al., 2009; Barroso et al., 2010; Gussoni, 2010; Dario & Vincenzo, 2011. Enyalius catenatus (Squamata) 295 CHUNB; CTUSP; MBML; MNRJ; MZSP; MZUFBA. Dixo, 2001; Feio & Caramaschi, 2002; Arzabe et al. 2005; ViñaBertolotto, 2006; Camacho & Rocha, 2010. 58 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Apêndice S1 Continuação. Táxon Nº de registros Fonte de informação dos registros Coleções Bibliografia científicas CHUNB; CTUSP; Leposoma scincoides (Squamata) MBML; 335 MNRJ; MZSP; Dixo, 2001; Almeida-Gomes, 2008; Tonini et al., 2010. MZUFBA; ZUEC. Musser et al., 1998; Abel et al., 2000; Graipel et al., 2001; Silva, 2001; Bonvicino et al., 2002; Bossi et al., 2002; Bittencourt & Rocha, 2003; Graipel et al., 2003; IAL; Euryoryzomys russatus (Mammalia) MBML; 100 MVZ; Sinbiota; UFES. Marinho, 2003; Vieira et al., 2003; Nieri-Bastos et al., 2004; Cherem, 2005; Olifiers et al., 2005; Pedó, 2005; Vaz, 2005a; Graipel et al., 2006; Pardini & Umetsu, 2006; Cobra et al., 2007; Miranda et al., 2007; Pereira et al., 2008; Püttker et al., 2008; Antunes et al., 2009; Gonçalves et al., 2009; Passamani & Ribeiro, 2009; Pessôa et al., 2009; Tortato, 2009; Galiano, 2010; Peters et al., 2010; 59 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Apêndice S1 Continuação. Táxon Nº de registros Fonte de informação dos registros Coleções Bibliografia científicas Lessa et al., 1999; Barros-Battesti et al., 2000; Silva, 2001; Cunha & Vieira, 2002; Bittencourt & Rocha, 2003; Moraes et al., 2003; Paglia et al., 2005; Vaz, 2005b; Carlos, 2006; Macedo et al., 2006; Pardini & MBML; Marmosops incanus (Mammalia) MVZ; 162 Sinbiota; UFES; ZUEC. Umetsu, 2006; Loretto & Vieira, 2007; Olifiers et al., 2007; Oliveira et al., 2007; Pereira & Geise, 2007; Silva et al., 2007; Umetsu & Pardini, 2007; Modesto et al., 2008; Pereira et al., 2008; Prevedello et al., 2008; Passamani & Ribeiro, 2009; Pessôa et al., 2009; Pinto et al., 2009; Oliveira et al., 2010; Pereira et al., 2010. 1022 1023 1024 Coleções científicas consultadas: 1025 CFBH: Coleção Célio F. B. Haddad (Rio Claro, Brasil). 1026 CHUNB: Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília (Brasília, Brasil). 1027 CTUSP: Coleção de Tecidos do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da 1028 Universidade de São Paulo (São Paulo, Brasil). 1029 DZSJRP: Coleção de Anfíbios da Universidade Estadual Paulista (São José do Rio Preto, 1030 Brasil). 1031 FNJV: Fonoteca Neotropical "Jacques Vielliard", da Universidade Estadual de Campinas 1032 (Campinas, São Paulo). 1033 IAL: Coleção Zoológica do Instituto Adolfo Lutz (São Paulo, Brasil). 60 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 1034 IBSP: Coleção de Aracnídeos do Instituto Butantan (São Paulo, Brasil). 1035 MBML: Museu de Biologia Professor Mello Leitão (Espírito Santo, Brasil). 1036 MNRJ: Museu Nacional do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil). 1037 MVZ: Coleção de Vertebrados Terrestres do Museum of Vertebrate Zoology, University of 1038 California (Berkeley, Estados Unidos). 1039 MZSP: Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (São Paulo, Brasil). 1040 MZUFBA: Museu de Zoologia da Universidade Federal da Bahia (Bahia, Brasil). 1041 Sinbiota: Sistema de Informação do Programa de Pesquisas em Caracterização, 1042 Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo, da Fundação de 1043 Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Biota/Fapesp). 1044 UFES: Coleção zoológica da Universidade Federal do Espírito Santo 1045 UFMG: Coleção de Aracnídeos das Coleções Taxonômicas da Universidade Federal de 1046 Minas Gerais (Minas Gerais, Brasil). 1047 ZUEC: Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Campinas, São Paulo). 1048 1049 Material bibliográfico consultado: 1050 Abel, I. 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Táxon Estado Município Longitude Latitude Phoneutria keyserlingi ES Santa Tereza -40,533333 -19,966667 Phoneutria keyserlingi PR Morretes -48,833333 -25,466667 Phoneutria keyserlingi PR Paranaguá -48,526000 -25,516667 Phoneutria keyserlingi RJ Angra dos Reis -44,316667 -23,000000 Phoneutria keyserlingi RJ Araruama -42,333333 -22,866667 Phoneutria keyserlingi RJ Barra Mansa -44,183300 -22,533300 Phoneutria keyserlingi RJ Itatiaia -44,550000 -22,483333 Phoneutria keyserlingi RJ Mangaratiba -43,966667 -23,066667 Phoneutria keyserlingi RJ Mendes -43,716667 -22,516667 Phoneutria keyserlingi RJ Nova Friburgo -42,516667 -22,266667 Phoneutria keyserlingi RJ Parati -44,700000 -23,228667 Phoneutria keyserlingi RJ Piraí -43,883333 -22,616667 Phoneutria keyserlingi RJ Rio de Janeiro -43,233333 -22,883333 Phoneutria keyserlingi RJ Rio de Janeiro -43,200000 -22,900000 Phoneutria keyserlingi RJ Rio de Janeiro -42,207500 -22,902778 Phoneutria keyserlingi RJ São Pedro da Aldeia -42,100000 -22,833333 Phoneutria keyserlingi RJ Teresópolis -42,994833 -22,456500 Phoneutria keyserlingi SC Balneário Barra do Sul -48,604000 -26,450000 Phoneutria keyserlingi SC Blumenau -49,066111 -26,919444 Phoneutria keyserlingi SC Corupá -49,233333 -26,416667 Phoneutria keyserlingi SC Florianópolis -48,505333 -27,583333 Phoneutria keyserlingi SC Porto Belo -48,550000 -27,161000 Phoneutria keyserlingi SP Ana Dias -47,066667 -24,300000 Phoneutria keyserlingi SP Bertioga -46,133333 -23,850000 Phoneutria keyserlingi SP Biritiba-Mirim -46,033333 -23,566667 Phoneutria keyserlingi SP Boracéia -48,766667 -22,183333 Phoneutria keyserlingi SP Cananéia -47,916667 -25,000000 Phoneutria keyserlingi SP Caraguatatuba -45,400000 -23,598667 Phoneutria keyserlingi SP Guarujá -46,250000 -23,983333 Arthropoda Araneae 76 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Phoneutria keyserlingi SP Iguape -47,550000 -24,700000 Phoneutria keyserlingi SP Ilha Comprida -47,533333 -24,733333 Phoneutria keyserlingi SP Ilhabela -45,350000 -23,776667 Phoneutria keyserlingi SP Itanhaém -47,138333 -24,483333 Phoneutria keyserlingi SP Itariri -47,166667 -24,283333 Phoneutria keyserlingi SP Itatinga -48,600000 -23,100000 Phoneutria keyserlingi SP Juquiá -47,633333 -24,316667 Phoneutria keyserlingi SP Miracatu -47,450000 -24,266667 Phoneutria keyserlingi SP Mongaguá -47,616667 -24,083333 Phoneutria keyserlingi SP Pedro de Toledo -47,216667 -24,266667 Phoneutria keyserlingi SP Peruíbe -46,988333 -24,316667 Phoneutria keyserlingi SP Praia Grande -46,400000 -24,000000 Phoneutria keyserlingi SP Santos -46,333333 -23,950000 Phoneutria keyserlingi SP São Sebastião -45,417000 -23,750000 Phoneutria keyserlingi SP São Vicente -46,366667 -23,966667 Phoneutria keyserlingi SP Sete Barras -47,916667 -24,383333 Phoneutria keyserlingi SP Ubatuba -45,350000 -23,350000 Vitalius wacketi PR Curitiba -49,273056 -25,427778 Vitalius wacketi PR Morretes -48,834444 -25,476944 Vitalius wacketi PR Paranaguá -48,509167 -25,520000 Vitalius wacketi RJ Angra dos Reis -44,318056 -23,000000 Vitalius wacketi RJ Angra dos Reis -44,308056 -23,006667 Vitalius wacketi RJ Parati -44,713056 -23,217778 Vitalius wacketi SC Joinvile -48,845556 -26,304444 Vitalius wacketi SC Joinvile -48,611667 -26,455833 Vitalius wacketi SC Massaranduba -49,008333 -26,610556 Vitalius wacketi SP Atibaia -46,550300 -23,116900 Vitalius wacketi SP Bertioga -46,138611 -23,854444 Vitalius wacketi SP Cananéia -47,926700 -25,014700 Vitalius wacketi SP Cananéia -47,926667 -25,014722 Vitalius wacketi SP Caraguatatuba -45,713056 -23,765778 Vitalius wacketi SP Cubatão -46,425300 -23,895000 Vitalius wacketi SP Guarujá -46,256389 -23,993056 77 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Vitalius wacketi SP Guarujá -46,256400 -23,993100 Vitalius wacketi SP Ibiúna -47,222500 -23,656389 Vitalius wacketi SP Iguape -47,555278 -24,708056 Vitalius wacketi SP Iguape -47,555300 -24,708100 Vitalius wacketi SP Iporanga -48,593056 -24,585556 Vitalius wacketi SP Itanhaém -46,788900 -24,183100 Vitalius wacketi SP Itariri -47,174444 -24,289167 Vitalius wacketi SP Itu -47,299200 -23,264200 Vitalius wacketi SP Jacupiranga -48,002222 -24,692500 Vitalius wacketi SP Juquitiba -47,068333 -23,931667 Vitalius wacketi SP Juquitiba -47,068300 -23,931700 Vitalius wacketi SP Mongaguá -46,620833 -24,093056 Vitalius wacketi SP Osasco -46,791667 -23,532500 Vitalius wacketi SP Osasco -46,791700 -23,532500 Vitalius wacketi SP Paraibuna -45,662222 -23,386111 Vitalius wacketi SP Peruibe -46,998300 -24,315000 Vitalius wacketi SP Peruibe -47,036111 -24,342778 Vitalius wacketi SP Piracicaba -47,649167 -22,725278 Vitalius wacketi SP Praia Grande -46,402778 -24,005833 Vitalius wacketi SP Praia Grande -46,592222 -24,075500 Vitalius wacketi SP Santo André -46,304444 -23,778056 Vitalius wacketi SP Santo Antônio do Pinhal -45,662500 -22,827222 Vitalius wacketi SP Santos -46,217500 -23,888056 Vitalius wacketi SP Santos -46,366667 -23,966667 Vitalius wacketi SP São José dos Campos -45,886900 -23,179400 Vitalius wacketi SP São José dos Campos -45,886944 -23,179444 Vitalius wacketi SP São Lourenço da Serra -46,942500 -23,852500 Vitalius wacketi SP São Paulo -46,636111 -23,547500 Vitalius wacketi SP São Sebastião -45,653889 -23,771667 Vitalius wacketi SP São Sebastião -45,350000 -23,776667 Vitalius wacketi SP São Sebastião -45,433300 -23,800000 Vitalius wacketi SP Sete Barras -47,925556 -24,387778 Vitalius wacketi SP Ubatuba -45,071100 -23,433900 78 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município SP Vale do Ribeira -48,991111 -24,657500 Ampheres leucopheus PR Almirante Tamandaré -49,313611 -25,268611 Ampheres leucopheus PR Antonina -48,712611 -25,402556 Ampheres leucopheus PR Antonina -48,415556 -25,592500 Ampheres leucopheus PR Campina Grande do Sul -48,696667 -24,942222 Ampheres leucopheus PR Piraquara -48,969444 -25,432778 Ampheres leucopheus PR Piraquara -48,980000 -25,450000 Ampheres leucopheus PR São José dos Pinhais -48,970000 -25,720000 Ampheres leucopheus RJ Angra dos Reis -44,500000 -22,900000 Ampheres leucopheus RJ Angra dos Reis -44,256944 -22,907222 Ampheres leucopheus RJ Duque de Caxias -43,211667 -22,586389 Ampheres leucopheus RJ Duque de Caxias -43,300000 -22,600000 Ampheres leucopheus RJ Nova Iguaçu -43,420000 -22,580000 Ampheres leucopheus RJ Petrópolis -43,200000 -22,400000 Ampheres leucopheus RJ Teresópolis -42,901389 -22,376944 Ampheres leucopheus RJ Teresópolis -42,930000 -22,430000 Ampheres leucopheus RJ Teresópolis -42,941667 -22,445556 Ampheres leucopheus RJ Teresópolis -43,030000 -22,450000 Ampheres leucopheus RJ Tinguá -43,430556 -22,582778 Ampheres leucopheus SP Bananal -44,330833 -22,653333 Ampheres leucopheus SP Bananal -45,500000 -22,700000 Ampheres leucopheus SP Campos do Jordão -44,300000 -22,700000 Ampheres leucopheus SP Campos do Jordão -45,608889 -22,793056 Ampheres leucopheus SP Capão Bonito -48,066667 -24,233333 Ampheres leucopheus SP Eldorado -48,427500 -24,278889 Ampheres leucopheus SP Ilha de São Sebastião -45,409700 -23,760000 Ampheres leucopheus SP Ilhabela -45,434444 -23,758611 Ampheres leucopheus SP Ilhabela -45,300000 -23,900000 Ampheres leucopheus SP Iporanga -48,300000 -24,300000 Ampheres leucopheus SP Iporanga -48,600000 -24,500000 Ampheres leucopheus SP Iporanga -48,683300 -24,533300 Ampheres leucopheus SP Juquiá -48,400000 -24,200000 Vitalius wacketi Longitude Latitude Opiliones 79 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Ampheres leucopheus SP Miracatu -47,489722 -24,187222 Ampheres leucopheus SP Miracatu -47,700000 -24,200000 Ampheres leucopheus SP Peruíbe -47,130000 -24,420000 Ampheres leucopheus SP Pindamonhangaba -45,618333 -22,824167 Ampheres leucopheus SP Ribeirão Grande -47,400000 -24,200000 Ampheres leucopheus SP Ribeirão Grande -48,312778 -24,240833 Ampheres leucopheus SP Salesópolis -45,880000 -23,650000 Ampheres leucopheus SP Salesópolis -45,755000 -23,652778 Ampheres leucopheus SP São Francisco Xavier -45,991667 -22,891111 Ampheres leucopheus SP São José do Barreiro -44,500000 -22,700000 Ampheres leucopheus SP São José do Barreiro -44,430278 -22,735278 Ampheres leucopheus SP São José dos Campos -45,970000 -22,890000 Ampheres leucopheus SP São Paulo -46,643333 -23,430833 Ampheres leucopheus SP São Sebastião -46,588056 -23,853056 Ampheres leucopheus SP Sete Barras -48,085278 -24,245000 Ampheres leucopheus SP Sete Barras -47,930000 -24,310000 Ampheres leucopheus SP Ubatuba -44,800000 -23,330000 Ampheres leucopheus SP Ubatuba -44,806944 -23,341111 Ampheres leucopheus SP Ubatuba -45,070000 -23,380000 Pristocnemis pustulatus MG Rio Preto -43,791944 -21,956389 Pristocnemis pustulatus PR Campina Grande do Sul -49,850000 -25,316667 Pristocnemis pustulatus PR Ipiranga -50,506111 -25,163333 Pristocnemis pustulatus PR Morretes -48,920000 -25,430000 Pristocnemis pustulatus PR Morretes -48,908333 -25,482222 Pristocnemis pustulatus PR Paranaguá -49,100000 -25,500000 Pristocnemis pustulatus PR Piraquara -48,980000 -25,450000 Pristocnemis pustulatus PR Piraquara -48,330000 -25,511000 Pristocnemis pustulatus PR Pontal do Paraná -48,485000 -25,685000 Pristocnemis pustulatus PR Quatro Barras -48,911944 -25,346944 Pristocnemis pustulatus PR Quatro Barras -48,900000 -25,400000 Pristocnemis pustulatus RJ Itatiaia -44,620000 -22,430000 Pristocnemis pustulatus RJ Itatiaia -44,624444 -22,436111 Pristocnemis pustulatus RJ Magé -43,098056 -22,557500 80 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Pristocnemis pustulatus RJ Mangaratiba -44,080000 -22,900000 Pristocnemis pustulatus RJ Nova Friburgo -42,500000 -22,400000 Pristocnemis pustulatus RJ Petrópolis -43,200000 -22,400000 Pristocnemis pustulatus RJ Rio de Janeiro -43,470000 -22,930000 Pristocnemis pustulatus RJ Rio de Janeiro -44,800000 -23,330000 Pristocnemis pustulatus SP Adrianópolis -48,718889 -24,573056 Pristocnemis pustulatus SP Cananéia -47,887778 -24,933056 Pristocnemis pustulatus SP Cananéia -47,910000 -24,980000 Pristocnemis pustulatus SP Capão Bonito -48,066667 -24,233333 Pristocnemis pustulatus SP Caraguatatuba -45,400000 -23,600000 Pristocnemis pustulatus SP Cotia -47,119444 -23,746111 Pristocnemis pustulatus SP Guapiara -46,800000 -24,189000 Pristocnemis pustulatus SP Iguape -47,700000 -24,700000 Pristocnemis pustulatus SP Iguape -47,553889 -24,710556 Pristocnemis pustulatus SP Ilhabela -45,300000 -23,900000 Pristocnemis pustulatus SP Iporanga -48,300000 -24,300000 Pristocnemis pustulatus SP Iporanga -48,600000 -24,500000 Pristocnemis pustulatus SP Itanhaém -48,400000 -24,200000 Pristocnemis pustulatus SP Itapecirica da Serra -46,800000 -23,700000 Pristocnemis pustulatus SP Miracatu -47,489722 -24,187222 Pristocnemis pustulatus SP Miracatu -47,354167 -24,260000 Pristocnemis pustulatus SP Miracatu -47,510000 -24,360000 Pristocnemis pustulatus SP Miracatu -47,518889 -24,375000 Pristocnemis pustulatus SP Pilar do Sul -47,622222 -23,875000 Pristocnemis pustulatus SP Ribeirão Grande -48,600000 -24,200000 Pristocnemis pustulatus SP Santo Amaro -46,754444 -23,702222 Pristocnemis pustulatus SP Santo André -46,300000 -23,770000 Pristocnemis pustulatus SP Santo André -46,310556 -23,778889 Pristocnemis pustulatus SP São José do Barreiro -44,500000 -22,700000 Pristocnemis pustulatus SP São José do Barreiro -44,430278 -22,735278 Pristocnemis pustulatus SP São Miguel Arcanjo -47,980000 -24,090000 Pristocnemis pustulatus SP São Paulo -46,663333 -23,742500 Pristocnemis pustulatus SP São Paulo -46,721389 -23,892222 81 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Pristocnemis pustulatus SP São Paulo -46,620000 -23,920000 Pristocnemis pustulatus SP Ubatuba -45,081667 -23,355000 Pristocnemis pustulatus SP Ubatuba -45,069722 -23,430278 Tityus brazilae AL Maceió -35,600000 -9,524722 Tityus brazilae AL Murici -35,844167 -9,271667 Tityus brazilae BA Acaraí -39,116111 -13,952222 Tityus brazilae BA Alagoinhas -38,362222 -12,140000 Tityus brazilae BA Amargosa -39,641944 -13,125833 Tityus brazilae BA Aratuípe -38,990278 -13,074167 Tityus brazilae BA Barra do Choça -40,508014 -14,907500 Tityus brazilae BA Cairu -38,913333 -13,393250 Tityus brazilae BA Camacan -39,494128 -15,442335 Tityus brazilae BA Camamu -39,127222 -12,935833 Tityus brazilae BA Canavieiras -38,948056 -15,648444 Tityus brazilae BA Candeias -38,553571 -12,666534 Tityus brazilae BA Caravelas -39,254132 -17,721754 Tityus brazilae BA Elísio Medrado -39,480556 -12,875556 Tityus brazilae BA Ibicuí -39,978015 -14,836785 Tityus brazilae BA Igrapiúna -39,129682 -13,830131 Tityus brazilae BA Ilhéus -39,078333 -14,759167 Tityus brazilae BA Ilhéus -39,035517 -14,855676 Tityus brazilae BA Itabuna -39,255833 -14,800556 Tityus brazilae BA Itacaré -39,002500 -14,282778 Tityus brazilae BA Itamaraju -39,532222 -17,077500 Tityus brazilae BA Itanagra -37,980000 -12,374167 Tityus brazilae BA Itapetinga -40,221111 -15,371111 Tityus brazilae BA Jaguaripe -38,878056 -13,129722 Tityus brazilae BA Lauro de Freitas -38,326628 -12,867088 Tityus brazilae BA Mata de São João -38,037222 -12,516111 Tityus brazilae BA Mata de São João -38,005833 -12,573056 Tityus brazilae BA Nova Viçosa -39,379167 -12,883333 Tityus brazilae BA Potinaguã -39,837222 -15,604722 Scorpiones 82 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Tityus brazilae BA Rui Barbosa -40,484167 -12,302222 Tityus brazilae BA Salvador -38,467500 -12,864167 Tityus brazilae BA Salvador -38,332461 -12,909310 Tityus brazilae BA Salvador -38,397739 -12,913476 Tityus brazilae BA Salvador -38,469961 -12,940420 Tityus brazilae BA Salvador -38,449167 -12,971667 Tityus brazilae BA Santa Cruz Cabrália -39,038333 -16,305278 Tityus brazilae BA Saubara -38,787182 -12,754311 Tityus brazilae BA Simões Filho -38,406944 -12,790278 Tityus brazilae BA Teixeira de Freitas -39,723889 -17,591667 Tityus brazilae BA Terra Nova -38,610556 -12,394444 Tityus brazilae BA Trancoso -39,104167 -16,582222 Tityus brazilae BA Una -39,085240 -15,279004 Tityus brazilae BA Valença -39,056071 -13,387081 Tityus brazilae BA Vera Cruz -38,685496 -13,002919 Tityus brazilae ES Nova Guaraparí -40,532778 -20,666944 Tityus brazilae ES São Mateus -40,056944 -19,150278 Tityus brazilae ES Vila Velha -40,307500 -20,331111 Tityus brazilae ES Vitória -40,326111 -20,330833 Tityus brazilae PE Tamandaré -35,188611 -8,727500 Tityus brazilae SE Santa Luzia do Itanhy -37,458611 -11,341111 Tityus costatus BA Porto Seguro -39,083300 -16,433300 Tityus costatus BA Teixeira de Freitas -39,697500 -17,614167 Tityus costatus ES Aparecidinha -40,595833 -19,981667 Tityus costatus ES Apiacá -41,566700 -21,133300 Tityus costatus ES Colatina -40,630600 -19,539400 Tityus costatus ES Conceição da Barra -39,666700 -18,333300 Tityus costatus ES São Mateus -40,137778 -19,002500 Tityus costatus MG Itanhomi -43,500000 -20,383300 Tityus costatus MG Juiz de Fora -43,352800 -21,751700 Tityus costatus MG Ouro Preto -42,533300 -20,616700 Tityus costatus MG Rio Preto -43,827500 -22,086400 Tityus costatus MG Viçosa -42,866700 -20,750000 83 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Tityus costatus PR Araucária -49,416700 -25,583300 Tityus costatus PR Campo do Tenente -49,681900 -25,979400 Tityus costatus PR Iratí -50,651100 -25,475800 Tityus costatus PR Jaguariaíva -49,750000 -24,250000 Tityus costatus PR Mangueirinha -52,166667 -25,750000 Tityus costatus PR Palmeira -50,783300 -23,483300 Tityus costatus PR Paranavaí -44,716700 -23,216700 Tityus costatus PR Ponta Grossa -50,150000 -25,083300 Tityus costatus RJ Cabo Frio -41,997867 -22,866070 Tityus costatus RJ Itatiaia -44,583300 -22,333300 Tityus costatus RJ Mangaratiba -43,970833 -23,065278 Tityus costatus RJ Mendes -43,724700 -22,526100 Tityus costatus RJ Nova Friburgo -42,533300 -22,266700 Tityus costatus RJ Rio de Janeiro -43,217222 -22,950833 Tityus costatus RJ Serrinha -41,672222 -22,035278 Tityus costatus RS Derrubadas -53,865000 -27,204444 Tityus costatus RS Santo Cristo -54,666700 -27,833300 Tityus costatus RS Vacaria -50,933300 -28,500000 Tityus costatus SC Caçador -50,212200 -26,734700 Tityus costatus SC Celso Ramos -51,341944 -27,642222 Tityus costatus SC Lages -50,300000 -27,800000 Tityus costatus SC Pomerode -49,183300 -26,750000 Tityus costatus SC Videira -51,116700 -27,000000 Tityus costatus SC Xaxim -52,516700 -26,933300 Tityus costatus SP Amparo -46,783300 -22,700000 Tityus costatus SP Boiçucanga -45,409400 -23,760300 Tityus costatus SP Cananéia -47,930000 -24,912500 Tityus costatus SP Chavantes -49,716700 -23,033300 Tityus costatus SP Guarujá -46,256400 -23,993100 Tityus costatus SP Iguape -47,649722 -24,713056 Tityus costatus SP Juquiá -46,998300 -24,316000 84 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Tityus costatus SP Osasco -47,400000 -23,716700 Tityus costatus SP Registro -47,843600 -24,487500 Tityus costatus SP São Lourenço da Serra -46,968333 -23,795000 Tityus costatus SP São Paulo -46,635278 -23,440278 Tityus costatus SP São Vicente -46,383300 -23,966700 Tityus costatus SP Tapiraí -47,507200 -23,963600 Tityus costatus SP Ubatuba -45,071100 -23,433900 Dendropsophus elegans BA Amargosa -39,604722 -13,030278 Dendropsophus elegans BA Boa Nova -40,207500 -14,362500 Dendropsophus elegans BA Caravelas -39,265833 -17,731944 Dendropsophus elegans BA Igrapiúna -39,166667 -13,833333 Dendropsophus elegans BA Ilhéus -39,072444 -14,788889 Dendropsophus elegans BA Itapetinga -40,247778 -15,248889 Dendropsophus elegans BA Mairi -40,148889 -11,711389 Dendropsophus elegans BA Mascote -39,302500 -15,563056 Dendropsophus elegans BA Mata de São João -38,045833 -12,561111 Dendropsophus elegans BA Porto Seguro -39,076722 -16,449722 Dendropsophus elegans BA Teixeira de Freitas -39,741944 -17,535000 Dendropsophus elegans BA Valença -39,073056 -13,370278 Dendropsophus elegans ES Conceição da Barra -39,732222 -18,593333 Dendropsophus elegans ES Fundão -40,406667 -19,932500 Dendropsophus elegans ES Itapemirim -40,833889 -21,011111 Dendropsophus elegans ES Itarana -40,875278 -19,873889 Dendropsophus elegans ES Muniz Freire -41,413056 -20,464167 Dendropsophus elegans ES São Mateus -40,071944 -19,391111 Dendropsophus elegans ES Vitória -40,337778 -20,319444 Dendropsophus elegans MG Barão dos Cocais -43,487222 -19,937222 Dendropsophus elegans MG Fervedouro -42,466667 -20,733333 Dendropsophus elegans MG Marliéria -42,732222 -19,711944 Dendropsophus elegans MG Nanuque -40,278056 -17,836944 Dendropsophus elegans MG Ouro Branco -43,593056 -20,479722 Chordata Amphibia 85 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Dendropsophus elegans MG Peçanha -42,556944 -18,548611 Dendropsophus elegans MG Roça Grande -42,966667 -21,566667 Dendropsophus elegans MG São José Delmiro Braga -43,205000 -22,028611 Dendropsophus elegans PB Mamanguape Dendropsophus elegans PE Jaqueira Dendropsophus elegans PE Recife Dendropsophus elegans PR Morretes -48,834444 -25,476944 Dendropsophus elegans RJ Angra dos Reis -44,318056 -23,000000 Dendropsophus elegans RJ Campos dos Goytacazes -41,459722 -21,203889 Dendropsophus elegans RJ Campos dos Goytacazes -41,324444 -21,754167 Dendropsophus elegans RJ Itaperuna -41,887778 -21,205000 Dendropsophus elegans RJ Mangaratiba -44,040556 -22,947722 Dendropsophus elegans RJ Nova Iguaçu -43,451111 -22,759167 Dendropsophus elegans RJ Parna Itatiaia -44,563333 -22,496111 Dendropsophus elegans RJ Rio das Ostras -41,943000 -22,526944 Dendropsophus elegans RJ Tanguá -42,714167 -22,730278 Dendropsophus elegans RJ Teresópolis -42,965556 -22,412222 Dendropsophus elegans SC Timbó -49,271667 -26,823333 Dendropsophus elegans SE Areia Branca -37,315278 -10,757778 Dendropsophus elegans SP Iporanga -48,600000 -24,500000 Dendropsophus elegans SP Itanhaém -46,788889 -24,183056 Dendropsophus elegans SP Miracatu -47,459722 -24,281389 Dendropsophus elegans SP São Luis do Paraitinga -45,310000 -23,220000 Dendropsophus elegans SP São Miguel Arcanjo -47,997222 -23,878333 Dendropsophus elegans SP São Paulo -46,630000 -23,540000 Haddadus binotatus BA Amargosa -39,600000 -13,033333 Haddadus binotatus BA Igrapiúna -39,166667 -13,833333 Haddadus binotatus BA Ilhéus -39,039300 -14,819700 Haddadus binotatus BA Ipiaú -39,734167 -14,138056 Haddadus binotatus BA Mascote -39,283333 -15,550000 Haddadus binotatus ES Aracruz -40,273333 -19,820278 Haddadus binotatus ES Cariacica -40,416667 -20,266667 Haddadus binotatus ES Conceição da Barra -39,732222 -18,593333 -35,126111 Latitude -6,838611 -35,838611 -8,722778 -34,881111 -8,053889 86 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Haddadus binotatus ES Goitacazes -41,266667 -21,816667 Haddadus binotatus ES Guaçuí -41,683333 -20,766667 Haddadus binotatus ES Pedro Canário -40,150556 -18,030278 Haddadus binotatus ES Santa Teresa -40,600278 -19,936389 Haddadus binotatus ES São Mateus -39,858889 -18,716111 Haddadus binotatus ES Vargem Alta -41,000000 -20,666667 Haddadus binotatus MG Belmiro Braga -43,415833 -21,949722 Haddadus binotatus MG Catas Altas -43,400000 -20,066667 Haddadus binotatus MG Faria Lemos -42,016667 -20,800000 Haddadus binotatus MG Ibitipoca -43,916667 -21,550000 Haddadus binotatus MG Simonésia -42,016667 -20,116667 Haddadus binotatus PR Guaraqueçaba -48,317833 -25,298333 Haddadus binotatus RJ Cachoeiras de Macacu -42,650000 -22,466667 Haddadus binotatus RJ Cambuci -41,866667 -21,483333 Haddadus binotatus RJ Duque de Caxias -43,233333 -22,583333 Haddadus binotatus RJ Itatiaia -44,566667 -22,500000 Haddadus binotatus RJ Parati -44,716667 -23,216667 Haddadus binotatus RJ Paulo de Frontin -43,683889 -22,549444 Haddadus binotatus RJ Rio de Janeiro -43,207500 -22,902800 Haddadus binotatus RS Torres -49,755278 -29,355556 Haddadus binotatus SC Botuverá -49,083300 -27,216700 Haddadus binotatus SC Brusque -49,383333 -28,250000 Haddadus binotatus SC Florianópolis -48,509670 -27,583300 Haddadus binotatus SC Ilhota -48,950000 -26,800000 Haddadus binotatus SC Rio dos Cedros -49,350000 -26,666700 Haddadus binotatus SC Haddadus binotatus SC São Francisco do Sul -48,590000 -26,233300 Haddadus binotatus SC Siderópolis -49,433300 -28,583300 Haddadus binotatus SP Butantan -46,616667 -23,533333 Haddadus binotatus SP Campinas -47,060000 -22,900000 Haddadus binotatus SP Cananéia -47,966700 -25,133300 Haddadus binotatus SP Guaruja -46,266700 -24,000000 Haddadus binotatus SP Iguape -47,531111 -24,687222 Santo Amaro da Imperatriz -48,766700 -27,683300 87 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Haddadus binotatus SP Iporanga -48,300000 -24,300000 Haddadus binotatus SP Iporanga -48,600000 -24,500000 Haddadus binotatus SP Mogi das Cruzes -46,188056 -23,523056 Haddadus binotatus SP Pedro Toledo -47,233333 -24,283333 Haddadus binotatus SP Salesópolis -45,840000 -23,530278 Haddadus binotatus SP Santo André -46,529722 -23,660000 Haddadus binotatus SP Sete Barras -47,919722 -24,380000 Haddadus binotatus SP Ubatuba -45,039333 -23,452000 Haddadus binotatus SP Ubatuba -45,166667 -23,495333 Phylloscartes kronei PR Antonina -48,711944 -25,428611 Phylloscartes kronei PR Estrada da Graciosa -48,856667 -25,383333 Phylloscartes kronei PR Guaraqueçaba -48,316667 -25,300000 Phylloscartes kronei PR Guaraqueçaba -48,311667 -25,465778 Phylloscartes kronei PR Guaratuba -48,716028 -25,743500 Phylloscartes kronei PR Guaratuba -48,586172 -25,766706 Phylloscartes kronei PR Guaratuba -48,595150 -25,801383 Phylloscartes kronei PR Guaratuba -48,656103 -25,894075 Phylloscartes kronei PR Guaratuba -48,766667 -25,916667 Phylloscartes kronei PR Matinhos -48,542778 -25,817500 Phylloscartes kronei PR Paranaguá -48,626389 -25,556389 Phylloscartes kronei PR Paranaguá -48,521925 -25,584817 Phylloscartes kronei PR Pontal do Paraná -48,510000 -25,670000 Phylloscartes kronei PR Pontal do Sul -48,371669 -25,568019 Phylloscartes kronei RS Dom Pedro de Alcântara -49,840000 -29,360000 Phylloscartes kronei RS Itati -50,083333 -29,500000 Phylloscartes kronei RS Osório -50,270000 -29,880000 Phylloscartes kronei SC Apiúna -49,253056 -27,024167 Phylloscartes kronei SC Araquari -48,722222 -26,370000 Phylloscartes kronei SC Bombinhas -48,527778 -27,146317 Phylloscartes kronei SC Garuva -48,855000 -26,026667 Phylloscartes kronei SC Phylloscartes kronei SC Aves Governador Celso Ramos -48,559167 -27,314722 Guabiruba -49,050000 -27,100000 88 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Phylloscartes kronei SC Imbituba -48,670278 -28,240000 Phylloscartes kronei SC Itajaí -48,661944 -26,907778 Phylloscartes kronei SC Itapema -48,606598 -27,085278 Phylloscartes kronei SC Itapoá -48,638328 -25,968586 Phylloscartes kronei SC Itapoá -48,707147 -26,009406 Phylloscartes kronei SC Itapoá -48,633333 -26,083333 Phylloscartes kronei SC Luiz Alves -48,747222 -26,679167 Phylloscartes kronei SC Nova Trento -48,900000 -27,200000 Phylloscartes kronei SC Palhoça -48,562500 -27,829167 Phylloscartes kronei SC Pomerode -49,146389 -26,767222 Phylloscartes kronei SC Phylloscartes kronei SC São Francisco do Sul -48,655564 -26,191367 Phylloscartes kronei SC São João do Sul -49,810000 -29,220000 Phylloscartes kronei SC Tijucas -48,596111 -27,206667 Phylloscartes kronei SC Urussanga -49,533333 -28,850000 Phylloscartes kronei SP Cananéia -47,950000 -25,016667 Phylloscartes kronei SP Cananéia -47,900000 -24,966667 Phylloscartes kronei SP Costão dos Engenhos -47,500000 -24,633333 Phylloscartes kronei SP Iguape -47,383333 -24,650000 Phylloscartes kronei SP Iguape -47,566667 -24,683333 Phylloscartes kronei SP Ilha Comprida -47,933333 -25,047667 Phylloscartes kronei SP Mongaguá -46,616667 -24,083333 Phylloscartes kronei SP Onça-Parda -47,800000 -24,283333 Phylloscartes kronei SP Peruíbe -47,021086 -24,387222 Phylloscartes kronei SP Porto Estrada -47,800000 -24,333333 Phylloscartes kronei SP Registro -47,833333 -24,516667 Phylloscartes kronei SP Tamanduá -47,800000 -24,250000 Ramphocelus bresilius AL Ibateguara -35,883333 -8,983333 Ramphocelus bresilius AL Maceió -35,733300 -9,666700 Ramphocelus bresilius BA Arataca -39,383333 -15,183333 Ramphocelus bresilius BA Boa Nova -40,200000 -14,350000 Ramphocelus bresilius BA Cairu -39,043500 -13,503000 Ramphocelus bresilius BA Conde -37,583333 -11,683333 Santo Amaro da Imperatriz -48,770000 -27,680000 89 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Ramphocelus bresilius BA Ituberá -39,250000 -13,833333 Ramphocelus bresilius BA Lençóis -41,400000 -12,833333 Ramphocelus bresilius BA Prado -39,222167 -17,350000 Ramphocelus bresilius BA Santa Cruz Cabrália -39,033300 -16,283300 Ramphocelus bresilius BA São Francisco do Conde -38,731833 -12,650000 Ramphocelus bresilius ES Conceição da Barra -39,750000 -18,583300 Ramphocelus bresilius ES Guarapari -40,505000 -20,666700 Ramphocelus bresilius ES Santa Teresa -40,600278 -19,935556 Ramphocelus bresilius ES Sooretama -40,097778 -19,196944 Ramphocelus bresilius MG Baependi -44,883300 -21,950000 Ramphocelus bresilius MG Coronel Xavier Chaves -44,146944 -21,063333 Ramphocelus bresilius MG Juiz de Fora -43,385278 -21,685278 Ramphocelus bresilius MG Ouro Branco -43,593056 -20,479722 Ramphocelus bresilius MG Rosaria da Limeira -42,538611 -20,928056 Ramphocelus bresilius PB Mamanguape -35,150000 -6,750000 Ramphocelus bresilius PE Igarassú -34,933333 -7,800000 Ramphocelus bresilius PE Lagoa dos Gatos -35,900000 -8,650000 Ramphocelus bresilius PE São Lourenço da Mata -35,183333 -8,050000 Ramphocelus bresilius PR Guaraqueçaba -48,318889 -25,306667 Ramphocelus bresilius PR Matinhos -48,546000 -25,850000 Ramphocelus bresilius PR Morretes -48,834444 -25,476944 Ramphocelus bresilius RJ Ariró -44,333333 -22,900000 Ramphocelus bresilius RJ Arraial do Cabo -42,048986 -22,937092 Ramphocelus bresilius RJ Barra do Piraí -43,827800 -22,466100 Ramphocelus bresilius RJ Campos dos Goytacazes -41,324444 -21,754167 Ramphocelus bresilius RJ Itatiaia -44,500000 -22,500000 Ramphocelus bresilius RJ Massambaba -43,371944 -22,938583 Ramphocelus bresilius RJ Nova Friburgo -42,533300 -22,266700 Ramphocelus bresilius SC Florianópolis -48,507667 -27,583300 Ramphocelus bresilius SC Joinville -48,833333 -26,300000 Ramphocelus bresilius SC Penha -48,645833 -26,769444 Ramphocelus bresilius SP Atibaia -46,562200 -23,124200 Ramphocelus bresilius SP Barra do Turvo -48,500000 -24,750000 90 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Ramphocelus bresilius SP Barueri -46,868889 -23,526944 Ramphocelus bresilius SP Bertioga -46,130000 -23,850278 Ramphocelus bresilius SP Cajati -48,110300 -24,729700 Ramphocelus bresilius SP Campinas -47,060556 -22,905833 Ramphocelus bresilius SP Ilha de São Sebastião -45,333333 -23,833333 Ramphocelus bresilius SP Ilha Grande -44,166667 -23,150000 Ramphocelus bresilius SP Itapetininga -48,052800 -23,591900 Ramphocelus bresilius SP Juquitiba -47,242800 -23,957400 Ramphocelus bresilius SP Peruíbe -47,266667 -24,516667 Ramphocelus bresilius SP Salesópolis -45,850000 -23,533300 Ramphocelus bresilius SP São Luís do Paraitinga -45,071100 -23,433900 Enyalius catenatus AL Ibateguara -35,846667 -8,999167 Enyalius catenatus AL Murici -35,838889 -9,239167 Enyalius catenatus BA Amargosa -39,641944 -13,125833 Enyalius catenatus BA Arataca -39,348361 -15,196167 Enyalius catenatus BA Camacan -39,549167 -15,380833 Enyalius catenatus BA Camacan -39,562972 -15,390083 Enyalius catenatus BA Camacan -39,550250 -15,422889 Enyalius catenatus BA Camamu -39,158056 -13,956944 Enyalius catenatus BA Catu -38,383028 -12,370417 Enyalius catenatus BA Catu -38,564417 -12,448333 Enyalius catenatus BA Ilhéus -39,258000 -14,472000 Enyalius catenatus BA Ilhéus -39,049333 -14,772083 Enyalius catenatus BA Ilhéus -39,116667 -14,800000 Enyalius catenatus BA Itacaré -38,999333 -14,271667 Enyalius catenatus BA Itacaré -39,070393 -14,415224 Enyalius catenatus BA Jussari -39,523333 -15,154722 Enyalius catenatus BA Lençois -41,359667 -12,601861 Enyalius catenatus BA Mascote -39,283333 -15,550000 Enyalius catenatus BA Mata de São João -38,175700 -12,314900 Enyalius catenatus BA Mata de São João -38,037540 -12,503460 Enyalius catenatus BA Miguel Calmon -40,515000 -11,365000 Squamata 91 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Enyalius catenatus BA Morro do Chapéu -40,885833 -11,595278 Enyalius catenatus BA Mulungu do Morro -41,370545 -12,097318 Enyalius catenatus BA Piritiba -40,582500 -11,761667 Enyalius catenatus BA Porto Seguro -39,139722 -16,381667 Enyalius catenatus BA Porto Seguro -39,086111 -16,511389 Enyalius catenatus BA São José da Vitória -39,350000 -15,083333 Enyalius catenatus BA São Sebastião -38,453139 -12,513694 Enyalius catenatus BA Una -39,096439 -14,969433 Enyalius catenatus BA Una -39,140656 -15,006778 Enyalius catenatus BA Una -39,181168 -15,132668 Enyalius catenatus BA Una -39,141251 -15,137987 Enyalius catenatus BA Una -39,158945 -15,149341 Enyalius catenatus BA Una -39,074975 -15,150569 Enyalius catenatus BA Una -39,057153 -15,164697 Enyalius catenatus BA Una -39,031825 -15,174278 Enyalius catenatus BA Una -39,067263 -15,183927 Enyalius catenatus BA Uruçuca -39,283333 -14,583333 Enyalius catenatus BA Wenceslau Guimarães -39,724444 -13,559278 Enyalius catenatus BA Wenceslau Guimarães -39,712111 -13,578472 Enyalius catenatus ES Domingos Martins -40,674444 -20,357500 Enyalius catenatus ES Marilândia -40,485000 -19,423333 Enyalius catenatus ES Santa Leopoldina -40,532778 -20,043889 Enyalius catenatus MG Jequitinhonha -41,012876 -16,333409 Enyalius catenatus MG Joaíma -40,816667 -16,700000 Enyalius catenatus MG Lambari -45,324722 -21,935278 Enyalius catenatus PE Água Preta -35,522500 -8,696389 Enyalius catenatus PE Santo Agostinho -34,938333 -8,350000 Enyalius catenatus PE Vicência -35,331944 -7,574722 Enyalius catenatus RN Natal -35,200000 -5,783333 Leposoma scincoides BA Barra do Choça -40,477517 -14,838730 Leposoma scincoides BA Camacan -39,569361 -15,381500 Leposoma scincoides BA Camacan -39,653472 -15,386472 Leposoma scincoides BA Candeias -38,598056 -12,708044 92 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Leposoma scincoides BA Catu -38,421000 -12,532444 Leposoma scincoides BA Cumuruxatiba -39,260833 -17,091667 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,293333 -14,665833 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,078333 -14,759167 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,166667 -14,793611 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,038580 -14,826919 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,030278 -14,939167 Leposoma scincoides BA Ilhéus -39,233056 -14,762500 Leposoma scincoides BA Itabuna -39,280278 -14,785833 Leposoma scincoides BA Itapebi -39,533333 -15,933333 Leposoma scincoides BA Jussarí -39,523333 -15,154722 Leposoma scincoides BA Mata de São João -38,175700 -12,314900 Leposoma scincoides BA Mata de São João -38,037540 -12,503460 Leposoma scincoides BA Miguel Calmon -40,518777 -11,374150 Leposoma scincoides BA Porto Seguro -39,139722 -16,381667 Leposoma scincoides BA Porto Seguro -39,175278 -16,490556 Leposoma scincoides BA Porto Seguro -39,086111 -16,511389 Leposoma scincoides BA Porto Seguro -39,125472 -16,536389 Leposoma scincoides BA Salvador -38,504444 -13,005556 Leposoma scincoides BA São José da Vitória -39,350000 -15,083333 Leposoma scincoides BA São José do Macuco -39,294444 -14,938611 Leposoma scincoides BA Trancoso -39,118528 -16,530750 Leposoma scincoides BA Una -39,138946 -15,114840 Leposoma scincoides BA Una -39,181168 -15,132668 Leposoma scincoides BA Una -39,077655 -15,145852 Leposoma scincoides BA Una -39,158945 -15,149341 Leposoma scincoides BA Una -39,034910 -15,178816 Leposoma scincoides BA Una -39,050427 -15,189793 Leposoma scincoides BA Uruçuca -39,221143 -14,648412 Leposoma scincoides ES Alfredo Chaves -40,749722 -20,635000 Leposoma scincoides ES Anchieta -40,645556 -20,805833 Leposoma scincoides ES Aracruz -40,273333 -19,820278 Leposoma scincoides ES Cariacica -40,521944 -20,281111 93 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Leposoma scincoides ES Guarapari -40,505498 -20,666667 Leposoma scincoides ES Linhares -40,064444 -19,151667 Leposoma scincoides ES Linhares -40,082500 -19,458056 Leposoma scincoides ES Regência -39,880278 -19,631944 Leposoma scincoides ES Santa Leopoldina -40,503611 -20,095833 Leposoma scincoides ES Santa Maria de Jetibá -40,746111 -20,040556 Leposoma scincoides ES Santa Teresa -40,601389 -20,021667 Leposoma scincoides ES São Mateus -39,858889 -18,716111 Leposoma scincoides MG Jequitinhonha -41,012057 -16,333213 Leposoma scincoides MG Jequitinhonha -41,008638 -16,333733 Leposoma scincoides MG Jequitinhonha -40,997810 -16,341546 Leposoma scincoides RJ Casimiro de Abreu -42,016667 -22,550000 Leposoma scincoides RJ Teresópolis -42,921111 -22,402222 Euryoryzomys russatus ES Iúna -41,833333 -20,500000 Euryoryzomys russatus ES Linhares -39,950000 -19,133330 Euryoryzomys russatus ES Rive -41,466667 -20,766667 Euryoryzomys russatus ES Santa Teresa -40,533333 -19,833333 Euryoryzomys russatus ES Santa Teresa -40,366667 -19,833333 Euryoryzomys russatus ES Santa Teresa -40,933333 -19,916667 Euryoryzomys russatus ES Santa Teresa -40,600278 -19,935556 Euryoryzomys russatus ES Santa Teresa -40,526667 -19,969444 Euryoryzomys russatus MG São Francisco -45,300000 -22,600000 Euryoryzomys russatus MG Serra do Caparaó -41,800000 -20,366667 Euryoryzomys russatus MG Volta Grande -42,533333 -21,766667 Euryoryzomys russatus PR Salto Grande -52,716667 -25,983333 Euryoryzomys russatus PR São José dos Pinhais -48,916667 -25,666667 Euryoryzomys russatus RJ Angra dos Reis -44,383333 -22,883333 Euryoryzomys russatus RJ Cachoeiras de Macacu -42,690000 -22,481111 Euryoryzomys russatus RJ Ilha Grande -44,200000 -23,174833 Euryoryzomys russatus RJ Magé -43,033333 -22,650000 Euryoryzomys russatus RJ Santa Maria Madalena -42,000000 -21,950000 Euryoryzomys russatus RJ Teresópolis -42,983333 -22,433333 Mammalia 94 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Euryoryzomys russatus RS Itati -50,205556 -29,484167 Euryoryzomys russatus RS Osório -50,266667 -29,900000 Euryoryzomys russatus RS Passo Fundo -52,193611 -28,292778 Euryoryzomys russatus RS Ronda Alta -53,083333 -27,750000 Euryoryzomys russatus RS Tainhas -50,300000 -29,266667 Euryoryzomys russatus RS Taquara -50,783333 -29,650000 Euryoryzomys russatus RS Terra de Areia -50,200000 -29,316667 Euryoryzomys russatus SC Angelina -48,630000 -27,614200 Euryoryzomys russatus SC Corupá -49,233333 -26,433333 Euryoryzomys russatus SC Ilha de Santa Catarina -48,533333 -27,716667 Euryoryzomys russatus SC Laguna -48,850000 -28,583333 Euryoryzomys russatus SC Palhoça -48,616389 -27,827500 Euryoryzomys russatus SC São Paulo -46,600000 -23,366667 Euryoryzomys russatus SP Alambari -47,883333 -23,550000 Euryoryzomys russatus SP Cananéia -47,916667 -25,000000 Euryoryzomys russatus SP Capão Bonito -48,416667 -24,333333 Euryoryzomys russatus SP Cotia -46,950000 -23,666667 Euryoryzomys russatus SP Cotia -47,006900 -23,776700 Euryoryzomys russatus SP Cruzeiro -44,750000 -22,583333 Euryoryzomys russatus SP Ibiúna -47,076000 -23,692800 Euryoryzomys russatus SP Ibiúna -47,058100 -23,734800 Euryoryzomys russatus SP Ilha de São Sebastião -45,350000 -23,816667 Euryoryzomys russatus SP Ipanema -47,600000 -23,433333 Euryoryzomys russatus SP Iporanga -47,250000 -24,533333 Euryoryzomys russatus SP Pilar do Sul -47,683333 -23,900000 Euryoryzomys russatus SP Piquete -45,183333 -22,600000 Euryoryzomys russatus SP Primeiro Morro -47,633333 -24,316667 Euryoryzomys russatus SP Ribeirão Fundo -47,750000 -24,250000 Euryoryzomys russatus SP Salesópolis -45,900000 -23,650000 Euryoryzomys russatus SP Sete Barras -48,083333 -24,216667 Euryoryzomys russatus SP Ubatuba -45,071667 -23,433333 Marmosops incanus BA Andaraí -41,261389 -12,801667 Marmosops incanus BA Ilhéus -39,116667 -14,650000 95 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Marmosops incanus BA Itabuna -39,283333 -14,916667 Marmosops incanus BA Lençóis -41,346667 -12,660833 Marmosops incanus BA Porto Seguro -39,183333 -16,383333 Marmosops incanus BA Una -39,000000 -15,350000 Marmosops incanus ES Águia Branca -40,826667 -18,889722 Marmosops incanus ES Águia Branca -40,746389 -18,977778 Marmosops incanus ES Aracruz -40,120000 -19,808000 Marmosops incanus ES Cariacica -40,468333 -20,301389 Marmosops incanus ES Castelo -41,184722 -20,603611 Marmosops incanus ES Conceição da Barra -39,844167 -18,355278 Marmosops incanus ES Domingos Martins -40,666000 -20,366600 Marmosops incanus ES Domingos Martins -41,023060 -20,401940 Marmosops incanus ES Ibiraçu -40,369722 -19,831944 Marmosops incanus ES Ibitirama -41,731667 -20,396389 Marmosops incanus ES Linhares -39,950000 -19,133333 Marmosops incanus ES Linhares -40,042000 -19,232800 Marmosops incanus ES Linhares -40,070000 -19,416600 Marmosops incanus ES Mimoso do Sul -41,366389 -21,064167 Marmosops incanus ES Muniz Freire -41,420000 -20,466600 Marmosops incanus ES Pancas -40,796944 -19,237500 Marmosops incanus ES Santa Teresa -40,555560 -19,855560 Marmosops incanus ES Santa Teresa -40,533330 -19,983330 Marmosops incanus ES Serra -40,288280 -20,233300 Marmosops incanus ES Sooretama -40,166670 -19,000000 Marmosops incanus ES Viana -40,465000 -20,379167 Marmosops incanus MG Belo Horizonte -43,883333 -19,933333 Marmosops incanus MG Congonhas -43,857500 -20,499722 Marmosops incanus MG Fervedouro -42,483333 -20,716667 Marmosops incanus MG Marliéria -42,650000 -19,716667 Marmosops incanus MG Ritápolis -44,318056 -21,021944 Marmosops incanus MG Santa Bárbara -43,500000 -20,083333 Marmosops incanus RJ Angra dos Reis -44,383333 -22,883333 Marmosops incanus RJ Barra do Piraí -43,766389 -22,371111 96 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica Tabela S1 Continuação. Táxon Estado Município Longitude Latitude Marmosops incanus RJ Guapimirim -43,001944 -22,493056 Marmosops incanus RJ Ilha Grande -44,200000 -23,171833 Marmosops incanus RJ Itatiaia -44,633333 -22,433333 Marmosops incanus RJ Mangaratiba -44,029167 -22,945389 Marmosops incanus RJ Rio de Janeiro -43,441111 -22,940556 Marmosops incanus RJ Silva Jardim -42,349340 -22,529584 Marmosops incanus RJ Sumidouro -42,733333 -22,200000 Marmosops incanus SP Capão Bonito -48,416667 -24,333333 Marmosops incanus SP Cotia -46,996900 -23,796300 Marmosops incanus SP Ibiúna -47,092400 -23,689800 Marmosops incanus SP Ibiúna -47,072200 -23,724500 Marmosops incanus SP Ilha de São Sebastião -45,350000 -23,816667 Marmosops incanus SP Ilhabela -46,355600 -23,774400 Marmosops incanus SP Pilar do Sul -47,683333 -23,900000 Marmosops incanus SP Salesópolis -45,900000 -23,650000 1488 97 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 1489 1490 1491 Figura S1 Esquema da relação filogenética entre as espécies deste estudo utilizada para 1492 estimar a distância taxonômica através da contagem no número de nós entre cada par de 1493 espécies. Esta topologia foi baseada em filogenias morfológicas e moleculares das 1494 categorias taxonômicas superiores. 98 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 1495 1496 Figura S2 Área de ocorrência prevista para as 14 espécies deste estudo no cenário 1497 climático atual. No canto superior esquerdo, mapa da América do Sul indicando o Brasil 1498 (cinza) e a distribuição original Mata Atlântica (preto). De a-o, indicação das áreas de 1499 presença e ausência das espécies: (a) Phoneutria keyserlingi, (b) Vitalius wacketi, (c) 1500 Ampheres leucopheus, (d) Pristocnemis pustulatus, (e) Tityus brazilae, (f) Tityus costatus, 1501 (g) Dendropsophus elegans, (h) Haddadus binotatus, (i) Phylloscartes kronei, (j) 1502 Ramphocelus bresilius, (l) Enyalius catenatus, (m) Leposoma scincoides, (n) 1503 Euryoryzomys russatus, (o) Marmosops incanus. A linha pontilhada horizontal presente em 1504 cada mapa do Brasil representa a linha do Equador. 99 T. J. PORTO, A. C. CARNAVAL & P. L. B. ROCHA 1505 1506 Figura S3 Área de ocorrência prevista para as 14 espécies deste estudo no cenário 1507 paleoclimático de 6.000 anos atrás. No canto superior esquerdo, mapa da América do Sul 1508 indicando o Brasil (cinza) e a distribuição original Mata Atlântica (preto). De a-o, 1509 indicação das áreas de presença e ausência das espécies: (a) Phoneutria keyserlingi, (b) 1510 Vitalius wacketi, (c) Ampheres leucopheus, (d) Pristocnemis pustulatus, (e) Tityus brazilae, 1511 (f) Tityus costatus, (g) Dendropsophus elegans, (h) Haddadus binotatus, (i) Phylloscartes 1512 kronei, (j) Ramphocelus bresilius, (l) Enyalius catenatus, (m) Leposoma scincoides, (n) 1513 Euryoryzomys russatus, (o) Marmosops incanus. A linha pontilhada horizontal presente em 1514 cada mapa do Brasil representa a linha do Equador. 100 Avaliação do modelo de refúgios da Mata Atlântica 1515 1516 Figura S4 Área de ocorrência prevista para as 14 espécies deste estudo no cenário 1517 paleoclimático de 21.000 anos atrás. No canto superior esquerdo, mapa da América do Sul 1518 indicando o Brasil (cinza) e a distribuição original Mata Atlântica (preto). De a-o, 1519 indicação das áreas de presença e ausência das espécies: (a) Phoneutria keyserlingi, (b) 1520 Vitalius wacketi, (c) Ampheres leucopheus, (d) Pristocnemis pustulatus, (e) Tityus brazilae, 1521 (f) Tityus costatus, (g) Dendropsophus elegans, (h) Haddadus binotatus, (i) Phylloscartes 1522 kronei, (j) Ramphocelus bresilius, (l) Enyalius catenatus, (m) Leposoma scincoides, (n) 1523 Euryoryzomys russatus, (o) Marmosops incanus. A linha pontilhada horizontal presente em 1524 cada mapa do Brasil representa a linha do Equador. 101 Considerações finais Neste estudo, objetivamos avançar na investigação da validade e capacidade preditiva especificamente do modelo atual de refúgios pleistocênicos para a Mata Atlântica (Carnaval & Moritz, 2008), embora os resultados possam contribuir também com a avaliação crítica de outros modelos de refúgios florestais tropicais. Os modelos gerados para as 14 espécies de animais endêmicos da Mata Atlântica (aranhas, opiliões, escorpiões, anfíbios anuros, aves, lagartos e mamíferos), sob diferentes conjuntos de variáveis ambientais, foram altamente acurados (valores de AUC acima de 0,9). Percebemos que a adição da altitude às variáveis climáticas, e não da textura do solo, aumenta numericamente a acurácia dos modelos preditivos das espécies. Apesar da diferença numérica, os modelos gerados sob diferentes conjuntos de variáveis ambientais são bastante similares com relação à sua qualidade segundo as classificações mais usualmente utilizadas. Como implicações futuras para modelos de refúgios de biomas florestados, acreditamos que seja desnecessária a adição de variáveis de altitude e de textura do solo, já que o ganho em acurácia é mínimo. A sobreposição de modelos preditivos de três cenários climáticos (atual, 6.000 e 21.000 anos atrás) para cada espécie permitiu a delimitação de grandes áreas de estabilidade (áreas de refúgio), claramente diferentes entre as espécies. Foram reconhecidas cinco áreas de refúgio, três delas altamente coincidentes com áreas propostas pelo modelo mais atual de refúgios da Mata Atlântica (Carnaval & Moritz, 2008), e duas áreas adicionais, uma no litoral da Região Sudeste e outra no nordeste do Mato Grosso do Sul. Possivelmente, estas áreas não foram propostas no modelo de Carnaval & Moritz (2008), pois o BIOCLIM, um dos algoritmos utilizados por estes autores, foi exageradamente restritivo na projeção do bioma para 21.000 anos atrás. Assim, talvez estas áreas tenham sido de fato refúgios pleistocênicos do bioma, mas que foram mascaradas por limitações de um dos algoritmos, o que pode ser testado futuramente pela geração de modelos de refúgio do bioma utilizando apenas algoritmos de melhor rendimento. Ainda, a elevada biodiversidade destas regiões aliada ao fato de já terem sido indicadas como refúgios em modelos anteriores propostos a partir de diferentes abordagens metodológicas são evidências adicionais para a indicação destas áreas como refúgios florestais da Mata Atlântica. 102 A capacidade do modelo de refúgios da Mata Atlântica em prever a localização dos refúgios propostos para os animais endêmicos do bioma variou amplamente entre as espécies. Mensuramos esta capacidade preditiva através de duas métricas não correlacionadas, uma que informa quanto do modelo de refúgios da espécie está contido no modelo de refúgios do bioma (porcentagem de inclusão) e a outra que informa o quanto do modelo de refúgios do bioma é ocupado pelo modelo de refúgio da espécie (porcentagem de preenchimento). Ao avaliar a influência da identidade taxonômica e das características de distribuição sobre estas métricas, percebemos que não há influência da identidade taxonômica em ambas, e que apenas a porcentagem de preenchimento é influenciada por características de distribuição das espécies. Com relação à inclusão, percebemos então que o modelo de refúgios do bioma pode ser aplicado para espécies de diferentes grupos taxonômicos e com diferentes características de distribuição, sem alteração direcional da capacidade preditiva informada pela inclusão. Com relação ao preenchimento, percebemos que o modelo de refúgios do bioma pode ser utilizado tanto para espécies especialistas quanto generalistas com relação às fitofisionomias, sem efeito direcional na qualidade. Os valores mais altos de preenchimento foram obtidos para as espécies mais amplamente distribuídas e com ocorrência na faixa Sudeste e Nordeste da Mata Atlântica. Assim, percebemos que a capacidade preditiva do modelo de refúgios da Mata Atlântica não é mais similar para espécies mais proximamente relacionadas, o que evidencia a aplicabilidade deste modelo de refúgios sem distinção do táxon. A inclusão dos refúgios das espécies no modelo de refúgios do bioma não é determinada por características da distribuição destes organismos, mas o preenchimento do refúgio do bioma pelo refúgio da espécie sim, sendo maior para espécies mais amplamente distribuídas e com ocorrência na faixa Nordeste-Sudeste do bioma. Esperamos ter contribuído para um melhor entendimento dos limites de aplicabilidade do atual modelo de refúgios para a Mata Atlântica. Nossos resultados podem auxiliar em formulações futuras de modelos de refúgio para biomas florestados tropicais e em avaliações empíricas da validade e implicações evolutivas dos modelos de refúgio atualmente propostos. 103 Referências bibliográficas AB‟SÁBER, A. N. Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul por ocasião dos períodos glaciais quaternários. Paleoclimas, v. 3, p. 1-19, 1977. ALDENHOVEN, J. T.; MILLER, M. A.; CORNELI, P. S.; SHAPIRO, M. D. Phylogeography of ninespine sticklebacks (Pungitius pungitius) in North America: glacial refugia and the origins of adaptive traits. Molecular Ecology, v. 19, p. 4061-4076, 2010. ALEXANDRINO, J.; ARNTZEN, W.; FERRAND, N. 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Pleistocene glacial refugia across the Appalachian Mountains and coastal plain in the millipede genus Narceus: Evidence from population genetic, phylogeographic, and paleoclimatic data. BMC Evolutionary Biology, v. 9, p. 1-11, 2009. WILSON, E.O. The arboreal ant fauna of Peruvian Amazon forests: A first assessment. Biotropica, v. 2, p. 245-251, 1987. WILSON, E. O. The current stage of biological diversity. In: WILSON, E. O. (Ed.). Biodiversity. Washington: National Academy Press, 1988a, p. 3-20. WILSON, E. O. Biodiversity. Washington: National Academy Press, 1988b, 538p. 113 Anexos Anexo 1 Normas gerais para publicação no periódico Diversity and Distributions. Author Guidelines Average time between receipt of manuscript and first editorial decision is now 43 days! Diversity and Distributions has five main categories of articles: 1. Biodiversions. These are editorial items solicited directly by the Editor. Unsolicited material will not normally be considered. If you have an idea for such a contribution (up to 2000 words), please contact the Editor, who will provide you with the necessary guidance for submission. 2. Biodiversity Viewpoints. This section contains short essays (usually up to 3000 words) considering biodiversity from a particular disciplinary, regional, political, or other standpoint. If you would like to contribute such an essay, please contact the Editor outlining the distinctive character of your proposed essay, its length, the number of references, and the character of any illustrations to be used. 3. Biodiversity Research and Reviews This is the core section of the journal and presents research or review articles up to 5000 words in length, but preferably shorter (the word limit refers to text from the start of the introduction to the end of the acknowledgements - i.e. excluding the title, abstract, references, figure captions, and tables). Tables should not be overlong and complicated. The Editor reserves the right to publish long tables and appendices on the journal‟s website, rather than in the printed version. Such a decision will only be taken after consultation with the author. A short running title should be provided. The manuscript must include an abstract of no more than 300 words structured under the headings: Aim, Location, Methods, Results, Main conclusions, and ending with a list of 6-10 keywords or phrases, arranged in alphabetical order. Three different weights of headings are available: authors should indicate the relative importance of a heading by the use of ringed capital letters. i.e. (A) for main headings; (B) for secondary headings; and, (C) for tertiary headings. The correct nomenclatural authorities for all taxa must be given on the first appearance in the text, in Tables, and in the captions to Figures, unless a general reference to a standard source is 114 provided at an appropriate place in the manuscript. A biosketch entry should be included after the references section (see below). 4. Biodiversity Letters. This section presents short items (normally less than 1000 words) of general news interest with respect to biodiversity, conferences or events, computer hardware and software developments, films and videos, the law, and political debates. Brief letters to the editor are also most welcome. Lively titles are encouraged, and material should be as topical as possible. Longer letters (up to 2500 words in total) prompted by papers previously published in this or occasionally other journals are also encouraged. Such longer communications should include a one-paragraph abstract (150 word maximum), and a list of 6-10 keywords. Manuscript preparation and submission Diversity and Distributions requires online submission of manuscripts at http://mc.manuscriptcentral.com/ddi. Submission online is an intuitive, step-by-step process. By submitting online, you will benefit from quicker peer-review, web-based manuscript tracking, online reviewing and faster response. You will need your manuscript and figures in a digital format. When submitting, authors should upload a single file that contains all text (including a short running title, references, tables, figure captions and appendices) and figures, which should be embedded into the document. A PDF file will then automatically be created for reviewing purposes. Full instructions and support for authors can be found at the Site. To use the Site you will need a user ID and password. Go to the Journal's submission homepage (http://mc.manuscriptcentral.com/ddi) and click 'Create a new account' if you have not registered before, or click 'Check for existing account' if you have submitted online or reviewed online before for the Journal (or if you have forgotten your details). If you at any time experience difficulty with your online submission, please contact the Editorial Assistant at [email protected]. Contributing authors are requested to submit, at the time of submission of their manuscripts, a list of at least five persons that they consider well qualified to review the submitted work (e-mail addresses should be included). The list should NOT include any current or recent collaborators in work that is closely related to the topic of the submitted paper, or any persons within the same organization as any of the authors of the submitted work. All enquiries should be directed to: 115 Prof. David M. Richardson Centre for Invasion Biology (CIB) Science Faculty University of Stellenbosch Private Bag X1 Matieland 7602 South Africa Tel: +2782 902-9024 Fax: +2721 808-2995 E-mail: [email protected] CIB website: www.sun.ac.za/cib Pages and lines should be numbered to aid cross-referencing (in MSWord, go to “Page Setup” then “Layout”; select “Line numbers”; click on “Add line numbers” and select “continuous”). Only papers written in English will be accepted. The journal cannot provide detailed editing of manuscripts to correct English. Where necessary, authors should have their manuscripts checked by a native English speaker before submitting their work. Abbreviations and units SI units (metre, kilogram, etc.) are essential. Statistics and measurements should be given in figures, i.e. 10†mm, except where the number begins the paragraph. When the number does not refer to a unit of measurement, it is spelt out, except where the number is greater than 10. A list of preferred abbreviations and naming conventions is available here. Tables Tables must be positioned on separate sheets and numbered consecutively (Table 1, Table 2, etc.). Column headings should be brief: with units of measurement in parentheses. Tables should be typed as text, using 'tabs' (not spaces) to align columns. The use of table editors should be avoided. Do not use graphics software to create tables. Methods Please ensure that this section is entitled 'METHODS', and not 'MATERIALS AND METHODS'. 116 Figures, Illustrations and Maps All illustrations (including photographs) are classified as figures and should be numbered consecutively (Fig. 1, Fig. 2, etc.). When submitting a manuscript to Manuscript Central, authors should upload a single text file with embedded figures. Upon your manuscript being accepted for publication, please supply separate files containing electronic versions of your figures (see File Formats, below). Please note that your paper will go through production more quickly if instructions on content and format are followed carefully. Each figure must have a legend that makes the material completely understandable. Legends should be presented separately from the figures, in a list at the end of the manuscript. Label multi-panel figures (a), (b), (c), etc., preferably in the upper left corner, and refer to them in the text as, for example, Fig. 1(a). Please ensure that electronic artwork is prepared such that, after reduction to fit across one or two columns or two-thirds width (80 mm, 169 mm or 110 mm, respectively) as required, all lettering and symbols will be clear and easy to read, i.e. no labels should be too large or too small. Avoid using tints if possible; if they are essential to the understanding of the figure, try to make them coarse. Maps that display area data and organism distribution at a continental, hemispheric, or world scale must always use an equal-area map projection (e.g. Mollweide or Aitoff's). Note especially that Mercator's projection is not acceptable for such data. Please indicate the precise projection employed in the caption. On these maps, the equatorial scale should be indicated, while scale information should be provided, preferably as a scale bar within the figure, for all maps of whatever size and area. File Formats: After acceptance of your manuscript for publication, figure files should be supplied as follows. Photographic figures should be saved in tif format at 300 d.p.i. (or failing that in jpg format with low compression). Line figures should be saved as vector graphics (i.e. composed of lines, curves, points and fonts; not pixels) in eps or pdf format, or embedded as such in Word, as this enhances their display when published online. Combination figures (those composed of vector and pixel/raster elements) should also be saved in eps or pdf format where possible (or embedded as such in Word). If line figures and combination figures cannot be saved in vector graphics format, they should be saved in tif format at high resolution (i.e. 600 d.p.i.) (do not save them in jpg format). If you are unsure about the resolution of your tif files, please zoom in and check that fonts, curves 117 and diagonal lines are smooth-edged and do not appear blocky when viewed at high magnification. Note that line and combination figures supplied in tif format are downsampled for online publication and so authors should preferentially opt for vector graphic formats for these figure types (full resolution tif files are used for print publication). If there is colour artwork in your manuscript when it is accepted for publication, WileyBlackwell require you to complete and return a Colourwork Agreement Form before your paper can be published. Once completed, please return the form to the Production Editor at the address below: Production Editor Diversity and Distributions Wiley-Blackwell 600 North Bridge Road #05-01 Parkview Square Singapore 188778. Fax: +65 6295 6202 E-mail: [email protected] Any article received by Wiley-Blackwell with colour work will not be published until the form has been returned Under exceptional circumstances, authors may request the above charges to be waived. This must be done, in writing, at the time of submission of the manuscript, and authors must justify to the Editor that inclusion of the figure(s) in colour is essential for interpretation of the results presented. If authors wish to apply for funds to cover the costs of colour printing, the Editor will provide relevant support letters to funding bodies, indicating acceptance of the paper. Note that we offer a free Colour on the Web option whereby authors can have figures printed in black and white in the journal but in colour in the online version, free of charge. Appendices and Supporting Information Appendices may be provided for important primary data, which needs to be included in the paper. If, however, these data are very extensive, or if they are of only indirect relevance to the paper, they will normally be made available in an electronic form through the Journal‟s web pages. Mention of the first supporting appendix, table or figure ,etc., in the text should 118 be in the form 'see Appendix S1 in Supporting Information' [where 'S' indicates Supporting], subsequent mention should be in the form 'see Appendix S2'. Authors should then include a Supporting Information section after the References section, which should be in the following form (text in curly brackets is for completion by the author, see instructions below): -------------------------------------------Supporting Information Additional Supporting Information may be found in the online version of this article: Appendix S1 {Insert short legend to online Appendix S1} Figure S1 {Insert short legend to online Figure S1} Table S1 {Insert short legend to online Table S1} As a service to our authors and readers, this journal provides supporting information supplied by the authors. Such materials are peer-reviewed and may be re-organized for online delivery, but are not copy-edited or typeset. Technical support issues arising from supporting information (other than missing files) should be addressed to the authors. ------------------------------------------For reasons of space, only short titles to Supporting Information should be given in this section; full titles (if different) can be given with the Supporting Information itself; full titles can include a fuller description of content, definition of abbreviations, etc. Supporting Information files are hosted by the Publisher in the format supplied by the author and are not copy-edited by the Publisher. It is the responsibility of the author to supply Supporting Information in an appropriate file format and to ensure that it is accurate and correct. Authors should therefore prepare Supporting Information with the same rigour as their main paper, including adhesion to journal style (e.g. formatting of references). Supporting Information can be provided as separate files or as one combined file. Authors are discouraged from supplying very large files or files in nonstandard file formats, both of which may reduce their use to the readership. Files should be prepared without line numbers or wide line spacing, and with all track-change edits accepted. Further information on Supporting Information is available here. At proof correction stage authors will be given access to their Supporting Information (via the web) and should check it for accuracy and updates. If changes are required corrected versions of the files received with the proof must be emailed to the Production Editor, with 119 a brief description of the changes made. Supporting Information must be checked alongside the main proof and corrections for both returned to the Production Editor at the same time. Biosketch/Biosketches A short Biosketch/Biosketches entry (30-100 words for one author/150 words for the first three authors, respectively) describing the research interests of the author(s) should be provided. For papers with 4 or more authors, biosketch details should be supplied for the first author only; alternatively, a general statement of the focus of the research team (a link to a group web page is encouraged) should be provided, together with a statement of author roles, e.g. Author contributions: A.S. and K.J. conceived the ideas; K.J. and R.L.M. collected the data; R.L.M. and P.A.K. analysed the data; and A.S. and K.J. led the writing. References We recommend the use of a tool such as EndNote for reference management and formatting. Click here to download the most up to date EndNote reference style for Diversity and Distributions. References should be made by giving the author‟s name with the year of publication in parentheses. When reference is made to a work by three authors or more, only the first name and et al. should be given in the citation. All authors‟ names should be listed in the reference itself. If several papers by the same author and from the same year are cited, a, b, c, etc., should be inserted after the year of publication. References must be listed in alphabetical order at the end of the paper in the following standard form: Cox, C. B. & Moore, P. D. (1999) Biogeography: an ecological and evolutionary approach, 6th edn. Blackwell Science Ltd, Oxford. May, R.M. (1994) The effects of spatial scale on ecological questions and answers. Largescale ecology and conservation biology (ed. by P.J. Edwards, R.M. May and N.R. Webb), pp. 1-17. Blackwell Scientific Publications, Oxford. Prentice, I.C., Guiot, J., Huntley, B., Jolly, D. & Cheddadi, R. (1996) Reconstructing biomes from palaeoecological data: a general method and its application to European pollen data at 0 and 6 ka. Climate Dynamics, 12, 185-194. Please note that titles of journals should be written in full. Unpublished data, works in preparation and papers submitted but not yet accepted may be cited in the text, giving the author‟s initials and surname, but should not be included in the reference list. 120 Copyright Transfer Agreement Authors will be required to sign an Copyright Transfer Agreement (CTA) for all papers accepted for publication. Signature of the CTA is a condition of publication and papers will not be passed to the publisher for production unless a signed form has been received. Please note that signature of the CTA does not affect ownership of copyright in the material. (Government employees need to complete the Author Warranty sections, although copyright in such cases does not need to be assigned). After submission authors will retain the right to publish their paper in various medium/circumstances (please see the form for further details). To assist authors an appropriate form will be supplied by the editorial office. Alternatively, authors may like to download a copy of the form www.wiley.com/go/ctaaglobal. The form should be returned by post, fax or e-mail attachment to: Production Editor, Diversity and Distributions, Wiley-Blackwell, 600 North Bridge Road #05-01, Parkview Square, Singapore 188778. Fax: +65 6295 6202. E-mail: [email protected] Online Open OnlineOpen is a pay-to-publish service from Wiley-Blackwell that offers authors whose papers are accepted for publication the opportunity to pay up-front for their manuscript to become open access (i.e. free for all to view and download) via Wiley InterScience. Each Online Open article will be subject to a one-off fee of US$3000 to be met by or on behalf of the Author in advance of publication. Upon online publication, the article (both full-text and PDF versions) will be available to all for viewing and download free of charge. For the full list of terms and conditions, see http://wileyonlinelibrary.com/onlineopen#OnlineOpen_Terms. Any authors wishing to send their paper OnlineOpen will be required to complete the payment form available from our website at: https://onlinelibrary.wiley.com/onlineOpenOrder (Please note this form is for use with OnlineOpen material ONLY.) Prior to acceptance there is no requirement to inform an Editorial Office that you intend to publish your paper OnlineOpen if you do not wish to. All OnlineOpen articles are treated 121 in the same way as any other article. They go through the journal's standard peer-review process and will be accepted or rejected based on their own merit. Proofs The corresponding author will receive an email alert to download an PDF file of the proof. Acrobat Reader will be required in order to read this file. This software can be downloaded (free of charge) from the following Web site: http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html This will enable the file to be opened, read on screen, and printed out in order for any corrections to be added. Further instructions will be sent with the proof. Proofs will be posted if no e-mail address is available. The proofs should be returned to the Production Editor within two weeks of receipt. Major alterations to the text and illustrations are only accepted when absolutely necessary; the additional costs may be charged to the author. Offprints Free access to the final PDF offprint of your article will be available via Author Services only. Please therefore sign up for Author Services if you would like to access your article PDF offprint and enjoy the many other benefits the service offers. This free access replaces any free paper copies, and you will not be sent a PDF. You may also nominate up to 10 colleagues for free access. All accesses from Author Services count towards the usage of your article. Additional paper copies may be purchased and should be ordered when proofs are returned. Offprints are normally sent out about 3 weeks after publication. Policy on the use of RAPD markers The appropriateness of RAPD markers for population genetic inference is increasingly questioned by our reviewers and editors because of concerns about reproducibility, dominance, and homology. Given these worries, and the ready availability of other kinds of markers that do not suffer from all of these problems, studies based primarily on RAPDs only rarely pass the scrutiny of peer review in Diversity and Distributions. Of course, there may be situations in which RAPDs are appropriate, such as in genetic mapping studies or in searches for diagnostic markers for a given species or trait. These latter kinds of studies will continue to be reviewed by the journal. Policy on molecular sequences 122 It is a condition of publication that papers using new molecular sequences must place the sequences in an appropriate database (e.g. GenBank). Relevant accession numbers should be provided in the final manuscript. Accession numbers are required for all sequences used in analyses, including existing sequences in databases. Online production tracking is available for your article through Wiley-Blackwell's Author Services Author Services enables authors to track their article – once it has been accepted – through the production process to publication online and in print. Authors can check the status of their articles online and choose to receive automated e-mails at key stages of production. The author will receive an e-mail with a unique link that enables them to register and have their article automatically added to the system. Please ensure that a complete e-mail address is provided when submitting the manuscript. Visit http://authorservices.wiley.com/bauthor/ for more details on online production tracking and for a wealth of resources including FAQs and tips on article preparation, submission and more. 123 Anexo 2 Normas para abreviaturas e convenções de nomenclatura do periódico Diversity and Distributions. • Define all abbreviations in list B below (term in full followed by abbreviation in parentheses) on first mention in the Abstract and text, and also in each figure and table legend, including the footnotes, unless another source is referred to, e.g. See Table 1 for definitions of variables. The same applies to common/Latin names of principal species. • There is no need to use capital letters in the full term (unless it is a proper name), even though the abbreviation might be in capital letters. • Agencies and organizations can be abbreviated in full caps with no full stops (e.g. NOAA, USDA) but they should be defined at first mention as usual. NB Institutions cited as authors should be given in abbreviated form where referred to in the text (e.g. WHO, 1989) and in full (for the publisher) in the reference list: e.g. WHO (1989) Fisheries handbook. World Health Organization, Geneva. (A) Expansion not needed (but may be provided if deemed necessary) a.s.l. - above sea level ADP - adenosine diphosphate ANCOVA - analysis of covariance ANOVA - analysis of variance ATP - adenosine triphosphate bp - base pairs BP - before present (where „present‟ is defined as AD 1950) [BP in small caps] C4, C3 - carbon-4 pathway, carbon-3 pathway [with 3 and 4 in subscript] 14C yr BP - radiocarbon years before present [with 14 in superscript] cal. yr BP - calibrated/calendar years before present, e.g. 5,000–2,000 cal. yr BP d.f. - degrees of freedom DNA - deoxyribonucleic acid F - e.g. F-test, F-distribution, F-statistic g - gees/gravity GIS geographical information system GPS - global positioning system 124 h - hour(s) H0 - null hypothesis [zero in subscript] H1 - alternative hypothesis [one in subscript] ka - thousand years ago/kilo-annum [use for dates/ages] kyr - thousand years [use for durations of time] kyr - BP thousand years before present ln - natural logarithm log - logarithm M - molar [M in small caps] Ma - million years ago/mega-annum [use for dates/ages] MANOVA - multivariate analysis of variance max. - maximum min. - minimum min - minute(s) mtDNA - mitochondrial DNA Myr - million years [use for durations of time] Myr BP - million years before present n (not N) - sample size (number) N, E, S, W - north, east, south, west P - probability value p.p.m. - parts per million r - simple correlation coefficient R - multiple correlation coefficient r2 R2 rs - Spearman‟s rank correlation coefficient s - second(s) SD - standard deviation SE - standard error yr - year; „yr‟ is an allowed contraction of „year‟ only: (1) where indicated in this list (14C yr, cal. yr BP, kyr, Myr, yr BP), otherwise it should be expanded to „year‟ throughout (e.g. 15-year study, not 15-yr study), and (2) in tables/figures where space is limited. yr BP - years before present 125 Note: H2O, CO2 and most common chemicals/compounds do not need to be defined. (B) Expansion needed on first mention AET - actual evapotranspiration AIC - Akaike‟s (or the Akaike) information criterion AFLP - amplified fragment length polymorphism AMOVA - analysis of molecular variance ANOSIM - analysis of similarity AUC - area under the curve CAR - conditional autoregressive CCA - canonical correspondence analysis CI - confidence interval/consistency index COI - cytochrome c oxidase subunit I CTAB - cetyl trimethyl ammonium bromide CV - coefficient of variation cyt b - cytochrome b [only hyphenated as an adjective, e.g., the cyt-b sequence] d.b.h. - diameter at breast height DCA - detrended correspondence analysis DCCA - detrended canonical correspondence analysis ENSO - El Niño–Southern Oscillation [en rule, not hyphen] GAM - generalized additive model GCM - general circulation model GDD - growing degree-days GLM - general/generalized linear model GPP - gross primary productivity HCA - hierarchical cluster analysis HSD - honestly significant difference [as in Tukey‟s (or the Tukey) HSD test] HPD - highest posterior density IBD - isolation by distance ITS - internal transcribed spacer JD - Julian Day LAI - leaf area index LGM - Last Glacial Maximum MAT - mean annual temperature 126 MCMC - Markov chain Monte Carlo ML - maximum likelihood MMP - mean monthly precipitation MP - maximum parsimony MPT(s) - most parsimonious tree(s) n.a. - not applicable n.s. - not significant NAO - North Atlantic Oscillation NCA - nested clade analysis NCPA - nested clade phylogeographic analysis ND2 NADH - dehydrogenase subunit 2 NDVI - normalized difference vegetation index NMDS - non-metric multidimensional scaling NPP - net primary productivity OLS - ordinary least squares PAE - parsimony analysis of endemism/parsimony analysis of endemicity PCA - principal components analysis PCoA - principal coordinates analysis PCR - polymerase chain reaction PET - potential evapotranspiration PFT - plant functional type PP - posterior probability RAPD - random amplified polymorphic DNA RFLP - restriction fragment length polymorphism ROC - receiver operating characteristic SEM - structural equation modelling SIE - small island effect/single-island endemic SS - sum of squares TBR - tree bisection–reconnection UPGMA - unweighted pair group method with arithmetic mean UTM - Universal Transverse Mercator (C) Computer programs/software/languages 127 Computer programs/software should be given in small caps following the Blackwell House Style Guide (http://www.blackwellpublishing.com/pdf/House-style-2.pdf) (e.g. PAUP*, SPSS, BEAST, NTSYS, TREECON, STRUCTURE, BAPS, ARLEQUIN, TRACER, SEQUENCHER, MODELTEST, MRMODELTEST, MRBAYES, R8S, DNASP, BLASTX, CLUSTALX, CLUSTALW). Programming languages should be given in full caps (e.g. R, PASCAL, FORTRAN). (D) Common statistical techniques and other common terms Bray–Curtis index of similarity [with en rule] Hardy–Weinberg equilibrium [with en rule] Mann–Whitney U-test [with en rule, U in italics followed by a hyphen] Moran‟s I [with I in italics] the Pearson (or Pearson‟s) product–moment correlation coefficient Shannon–Wiener diversity index [with en rule] Sørensen‟s index of similarity/the Sørensen similarity index altitude – use when referring to the height of points above the ground elevation – use when referring to the height of points on the ground alpha diversity, beta diversity and gamma diversity can be used interchangeably with αdiversity, β-diversity and γ-diversity, respectively base pairs not basepairs palae- not pale- (except in original references, web sites and departments) post-glacial [with a hyphen] tree line - not treeline Use an en-rule to replace ‘to’ or ‘and’ between words of equal importance only when the prefix can stand alone, e.g.: dispersal–vicariance east–west mark–recapture north–south plant–insect associations presence–absence species–area relationships 128 water–energy dynamics En rules in chemicals: use hyphens in long chemical names. Use an en rule in chemical mixtures/bonds that have retained their individual properties and have not become a new compound (e.g. DEAE–cellulose). Use en rules in intergenic spacers, e.g. trnL–trnF, trnH–psbA, trnL–F. (E) Exponential notation Computer notation such as 4.1E-4 should not be used. Rather, exponential notation should be expressed in the form: 4.1 × 10– 4. 129