IFRS Micros e Pequenas Empresas Carlos André M. Chelfo 1 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME 1 2 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME 2 CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • 1965: primeira pesquisa sobre harmonização contábil Internacional 1973: criação do IASC 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência 1989: arcabouço teórico do IASC 1995: acordo IASC / IOSCO 2001: criação do IASB 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 3 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • Desdesobre 1973,harmonização nos Estadoscontábil Unidos,Internacional o Financial 1965: primeira pesquisa Accounting Standards Board (FASB) é a 1973: criação do IASC organização designada no setor privado 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência para o estabelecimento de padrões de 1989: arcabouço teórico do IASC contabilidade financeira que regem a 1995: acordo IASC / IOSCO elaboração dos relatórios financeiros por 2001: criação do IASB entidades não governamentais. 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. FAS – Financial Accouting Standards 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 4 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • Também em 1973, na Europa, é fundado o Internacional Accounting Standards Committee 1965: primeira pesquisa sobre harmonização contábil Internacional (IASC). 1973: criação do IASC 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência IAS – International Accounting Standards 1989: arcabouço teórico do IASC 1995: acordo IASC / IOSCO 2001: criação do IASB 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 5 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • 1965: primeira pesquisa sobre harmonização contábil Internacional 1973: criação do IASC 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência 1989: arcabouço teórico do IASC 1995: acordo IASC / IOSCO 2001: criação do IASB 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 6 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • 1965: primeiraEm pesquisa harmonização Internacional 2001,sobre várias empresascontábil americanas são 1973: criaçãodenunciadas do IASC por fraudes e erros contábeis. 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência 1989: arcabouço teórico do IASC 1995: acordo IASC / IOSCO 2001: criação do IASB 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 7 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • 1965: primeiraEm pesquisa harmonização Internacional 2001,sobre várias empresascontábil americanas são 1973: criaçãodenunciadas do IASC por fraudes e erros contábeis. 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência 1989: arcabouço teórico do IASC 1995: acordo IASC / IOSCO 2001: criação do IASB 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 8 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL Evolução da convergência no mundo, segundo Baker e Bardu: • • • • • • • • • • 1965: primeira pesquisa sobre harmonização contábil Internacional Comissão Europeia decidiu adotar as 1973: criação do IASC normas internacionais de contabilidade 1978 a 1984: diretivas sobre a convergência (IAS) emitidas até então pelo IASC. 1989: arcabouço teórico do IASC Essa/ decisão 1995: acordo IASC IOSCO coincidiu com a do IASC e a criação do 2001: criaçãoreestruturação do IASB International Accounting Standards 2002: aprovação européia 2005: aplicação das IFRS na U.E. Board (IASB ). 2006: memorando FASB / IASB 2007: SEC permite IFRS Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 9 PME IAS SIC 10 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL - Evolução no Brasil 2000: Projeto de Lei nº3.741 2004: Brasil assina acordo Basiléia II 2005: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis–CPC 2007: Promulgação da Lei 11.638 (28/12) 2008: Início da edição das novas normas contábeis, tendo como base fundamental as normas internacionais emitidas pelo IASB 2009: Promulgação da Lei 11.941 2009: Em julho de 2009, a IASB publicou então o IFRS para Pequenas e Médias Empresas (IFRS for PMEs). 2009: Edição da NBC TG 1000; ResoluçãoProf. CFC nº1.255 André Chelfo - Curso de IFRS para 11 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL - Evolução no Brasil 2000: Projeto de Lei nº3.741 2004: Brasil assina acordo Basiléia II 2005: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis–CPC 2007: Promulgação Lein.º1.055/2005, 11.638 (28/12)que tem como como Criado pela Resolução da CFC objetivo: 2008: Início da edição das novas normas contábeis, tendo "o como estudo, o preparo e a emissão de internacionais Pronunciamentos Técnicos base fundamental as normas emitidas sobre de Contabilidade e a divulgação de pelo procedimentos IASB informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas 2009: Promulgação da Lei 11.941 pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e 2009: Em julho de 2009, a IASB publicou então o IFRS para uniformização do seu processo de produção, levando sempre em Pequenas e Médias Empresas (IFRS for PMEs). conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões 2009: Edição da NBC TG 1000; ResoluçãoProf. CFC nº1.255 internacionais”. André Chelfo - Curso de IFRS para 12 PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL - Evolução no Brasil 2000: Projeto de Lei nº3.741 2004: Brasil assina acordo Basiléia II 2005: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis–CPC 2007: Promulgação Lein.º1.055/2005, 11.638 (28/12)que tem como como Criado pela Resolução da CFC objetivo: 2008: Início da edição das novas normas contábeis, tendo "o como estudo, o preparo e a emissão de internacionais Pronunciamentos Técnicos base fundamental as normas emitidas sobre de Contabilidade e a divulgação de pelo procedimentos IASB informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas 2009: Promulgação da Lei 11.941 pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e 2009: Em julho de 2009, a IASB publicou então o IFRS para uniformização do seu processo de produção, levando sempre em Pequenas e Médias Empresas (IFRS for PMEs). conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões 2009: Edição da NBC TG 1000; ResoluçãoProf. CFC nº1.255 internacionais”. André Chelfo - Curso de IFRS para 13 PME Origem ABRASCA; APIMEC NACIONAL; BOVESPA; Conselho Federal de Contabilidade; FIPECAFI; e IBRACON 14 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, deliberando por 2/3 de seus membros; O Conselho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária; As seis entidades compõem o CPC, mas outras poderão vir a ser convidadas futuramente; Os membros do CPC, dois por entidade, na maioria Contadores, não auferem remuneração 15 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas Além dos 12 membros atuais, serão sempre convidados a participar representantes dos seguintes órgãos: Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Secretaria da Receita Federal; Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) 16 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas Produtos do CPC: Pronunciamentos Técnicos (CPC´ ´s); 17 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas Produtos do CPC: Pronunciamentos Técnicos (CPC´ ´s); Orientações (OCPC´ ´s); e Finalidade de esclarecer assuntos que têm gerado dúvidas quanto às práticas contábeis adotadas pelas entidades 18 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas Produtos do CPC: Pronunciamentos Técnicos (CPC´ ´s); Orientações (OCPC´ ´s); e Interpretações (ICPCS´ ´s). Orienta as entidades sobre a forma de contabilização de determinados Pronunciamentos Técnicos (CPC). 19 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL - Evolução no Brasil 2000: Projeto de Lei nº3.741 2004: Brasil assina acordo Basiléia II 2005: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis–CPC 2007: Promulgação da Lei 11.638 (28/12) 2008: Início da edição das novas normas contábeis, tendo como base fundamental as normas internacionais emitidas pelo IASB 2009: Promulgação da Lei 11.941 2009: Em julho de 2009, a IASB publicou então o IFRS para Pequenas e Médias Empresas (IFRS for PMEs). 20 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME CONVERGÊNCIA PARA O PADRÃO INTERNACIONAL - Evolução no Brasil 2000: Projeto de Lei nº3.741 2004: Brasil assina acordo Basiléia II 2005: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis–CPC 2007: Promulgação da Lei 11.638 (28/12) 2008: Início da edição das novas normas contábeis, tendo como base fundamental as normas internacionais emitidas pelo IASB 2009: Promulgação da Lei 11.941 2009: Em julho de 2009, a IASB publicou então o IFRS para Pequenas e Médias Empresas (IFRS for PMEs). 21 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Características Básicas Produtos do CPC: Pronunciamentos Técnicos (CPC´ ´s); Orientações (OCPC´ ´s); e Interpretações (ICPCS´ ´s). Orienta as entidades sobre a forma de contabilização de determinados Pronunciamentos Técnicos (CPC). 22 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) PRONUNCIAMENTO TÉCNICO para PME; O Pronunciamento foi elaborado a partir do The International Financial Reporting Standard for Small and Medium-sized Entities (IFRS for SMEs) (IASB) e sua aplicação, no julgamento do Comitê, produz reflexos contábeis que estão em conformidade com o documento editado pelo IASB. 23 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME A importância da adequação das IFRS para PME CPC PMEs concedem diversas simplificações na mensuração e contabilização de transações e na apresentação das demonstrações financeiras; Facilita o processo de adoção das novas normas contábeis brasileiras convergentes com IFRS e os CPCs plenos; 24 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME A importância da adequação das IFRS para PME Facilita acesso aos investidores (privados ou mercado de capitais); Facilita acesso e negociação com bancos, alta qualidade de divulgações e demonstrações financeiras obtendo potencial redução em taxa de juros; 25 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Legislação para PME DECRETO-LEI Nº 9.295, DE 27 DE MAIO DE 1946 Cria o Conselho Federal de Contabilidade, define as atribuições do Contador e do Guarda-livros, e dá outras providências. 26 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Legislação para PME LEI Nº 12.249, DE 11 DE JUNHO DE 2010 altera os Decretos-Leis nos 9.295, de 27 de maio de 1946, 1.040, de 21 de outubro de 969,.........” f) regular acerca dos princípios contábeis, do Exame de Suficiência, do cadastro de qualificação técnica e dos programas de educação continuada; e editar Normas Brasileiras de Contabilidade natureza técnica e profissional.”. 27 de Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Legislação para PME RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 Aprova a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas 28 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC TG 1000 - Introdução Esta Norma se destina para aplicação das demonstrações contábeis para fins gerais de empresas de pequeno e médio porte (PMEs), conjunto esse composto por sociedades fechadas e sociedades que não sejam requeridas a fazer prestação pública de suas contas. Esta Norma é denominada: Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs). 29 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC TG 1000 - Introdução As demonstrações contábeis para fins gerais são dirigidas às necessidades comuns de vasta gama de usuários externos à entidade, por exemplo, sócios, acionistas, credores, empregados e o público em geral. 30 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC TG 1000 - Introdução O objetivo das demonstrações contábeis é oferecer informação sobre a posição financeira (balanço patrimonial), o desempenho (demonstração do resultado) e fluxos de caixa da entidade, que seja útil aos usuários para a tomada de decisões econômicas. 31 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC TG 1000 - Introdução S.A.’s Fechadas que não possuam ativos em condição fiduciária estão obrigadas a seguir esta norma, bem como, Limitadas e demais sociedades comerciais. Obs. Condição básica para utilizar esta norma é o não enquadramento, de acordo com a lei 11.638/07, como sociedade de grande porte. 32 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS Objetivo das demonstrações contábeis de pequenas e médias empresas é oferecer: informação sobre a posição financeira – Balanço Patrimonial o desempenho – Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração do Resultado Abrangente fluxos de caixa da entidade – Demonstração de Fluxos de Caixa 33 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS O conjunto completo de demonstrações contábeis da entidade deve incluir todas as seguintes demonstrações: (d) demonstração das mutações do patrimônio líquido para o período de divulgação; (e) demonstração dos fluxos de caixa para o período de divulgação; (f) notas explicativas, compreendendo o resumo das políticas contábeis significativas e outras informações explanatórias. 34 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Características qualitativas de informação : CARACTERÍSITICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS Relevância Materialidade Representação fidedigna CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA Comparabilidade Verificabilidade Tempestividade Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para Compreensibilidade 35 PME Relevância Fundamentais Representação fidedigna Características Comparabilidade Compreensibilidade Melhoria Tempestividade Verificabilidade Estrutura Conceitual Básica BALANÇO PATRIMONIAL Ativo é um recurso: controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade. 37 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica BALANÇO PATRIMONIAL Passivo é uma obrigação atual da entidade como resultado de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera resulte na saída de recursos econômicos. 38 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica BALANÇO PATRIMONIAL Patrimônio líquido é o valor residual dos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. 39 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Desempenho / Resultado Receitas são: aumentos de benefícios econômicos durante o período contábil, entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de passivos, que resultam em aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aportes dos proprietários da entidade. 40 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Despesas são: decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decréscimos no patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade. 41 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Receita propriamente dita: é um aumento de patrimônio líquido que se origina no curso das atividades normais da entidade e é designada por uma variedade de nomes, tais como vendas, honorários, juros, dividendos, lucros distribuídos, royalties e aluguéis. 42 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Ganho: é outro item que se enquadra como aumento de patrimônio líquido, mas não é receita propriamente dita. Quando o ganho é reconhecido na demonstração do resultado ou do resultado abrangente, ele é geralmente demonstrado separadamente porque o seu conhecimento é útil para se tomar decisões econômicas. 43 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Despesa propriamente dita: é uma redução do patrimônio líquido que surge no curso das atividades normais da entidade e inclui, por exemplo, o custo das vendas, salários e depreciação. Ela geralmente toma a forma de desembolso ou redução de ativos como caixa e equivalentes de caixa, estoques, ou bens. 44 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Perda: é outro item que se enquadra como redução do patrimônio líquido e que pode se originar no curso das atividades ordinárias da entidade. Quando perdas são reconhecidas na demonstração do resultado ou do resultado abrangente, elas são geralmente demonstradas separadamente porque o seu conhecimento é útil para se tomar decisões econômicas. 45 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Reconhecimento de Ativo, Passivo, Receita e Despesa É o processo que consiste em incorporar na demonstração contábil um item que atenda a definição de ativo, passivo, receita ou despesa e satisfaz os seguintes critérios: (a) for provável que algum benefício econômico futuro referente ao item flua para ou da entidade; e (b) tiver um custo ou valor que possa ser medido em bases confiáveis. 46 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Mensuração de Ativo, Passivo, Receita e Despesa é o processo de determinar as quantias monetárias pelas quais a entidade mensura ativos, passivos, receitas e despesas em suas demonstrações contábeis. Mensuração envolve a seleção de uma base de avaliação. Bases comuns CUSTO HISTÓRICO e VALOR JUSTO. 47 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Estrutura Conceitual Básica Regime de competência A entidade deve elaborar suas demonstrações contábeis, exceto informações de fluxo de caixa, usando o regime contábil de competência. 48 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS Ativos imobilizados são ativos tangíveis que: (a) são mantidos para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, para aluguel a terceiros ou para fins administrativos; e (b) que se espera sejam utilizados durante mais do que um período. 49 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS O custo de item do ativo imobilizado compreende todos os seguintes custos: (a) seu preço de compra, incluindo taxas legais e de corretagem, tributos de importação e tributos de compra não recuperáveis, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; 50 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS O custo de item do ativo imobilizado compreende todos os seguintes custos: (b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e em condição necessária para que seja capaz de funcionar da maneira pretendida pela administração. Esses custos podem incluir os custos de elaboração do local, frete e manuseio inicial, montagem e instalação e teste de funcionalidade; 51 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS O custo de item do ativo imobilizado compreende todos os seguintes custos: (c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração da área na qual o item está localizado, a obrigação que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de ter utilizado o item durante determinado período para finalidades que não a produção de estoques durante esse período. 52 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS DEPRECIAÇÃO Em função da vida útil do bem, Valor residual Métodos de Depreciação Linha reta (linear) Saldos decrescentes (soma dos dígitos) Base no uso (horas ou unidades produzidas) 53 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME APLICAÇÕES PRÁTICAS Ajuste a Valor Presente O custo de item do ativo imobilizado é o equivalente ao preço à vista na data do reconhecimento. Se o pagamento é postergado para além dos termos normais de transação a prazo, o custo é o valor presente de todos os pagamentos futuros. 54 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. Esta Interpretação estabelece critérios e procedimentos simplificados a serem observados pelas entidades definidas e abrangidas pela NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, que optarem pela adoção desta Interpretação, conforme estabelecido no item 2. 55 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. Esta Interpretação é aplicável somente às entidades definidas como “Microempresa e Empresa de Pequeno Porte”, conforme definido no item 3. 56 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. Entende-se como “Microempresa e Empresa de Pequeno Porte” a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada ou o empresário a que se refere o Art. 966 da Lei n.º 10.406/02, que tenha auferido, no ano calendário anterior, receita bruta anual até os limites previstos nos incisos I e II do Art.3º da Lei Complementar n.º 123/06. 57 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. A adoção dessa Interpretação não desobriga a microempresa e a empresa de pequeno porte a manutenção de escrituração contábil uniforme dos seus atos e fatos administrativos que provocaram, ou possam vir a provocar, alteração do seu patrimônio. 58 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. • O custo do estoques deve ser Calculados pelo PEPS; • Estoques devem ser mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. 59 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. • Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado e as Notas Explicativas ao final de cada exercício social 60 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. • ativo imobilizado deve mensurado pelo seu custo; ser inicialmente • valor depreciável (custo menos valor residual) do ativo imobilizado deve ser alocado ao resultado do período de uso, de modo uniforme ao longo de sua vida útil; Método Linear. 61 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME NBC ITG 1000 - Introdução RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12. • ativo imobilizado apresentar evidências de desvalorização, passando a ser improvável que gerará benefícios econômicos futuros ao longo de sua vida útil, o seu valor contábil deve ser reduzido ao valor recuperável, mediante o reconhecimento de perda por desvalorização ou por não recuperabilidade (impairment). 62 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXEMPLO 1 A empresa Vai que dá Certo adquiriu uma máquina fabril por R$ 600.000,00, com R$ 50.000,00 de impostos recuperáveis e para colocar a máquina em funcionamento, incorreu nos seguintes custos: R$120.000,00 para transporte e instalação R$100.000,00, a valor presente, como custo de desinstalação, que ocorrerá após 10 anos R$135.000,00 para modificar a máquina de forma que a mesma possa funcionar no local pretendido R$10.000,00 para treinar o pessoal que irá operar a máquina, R$37.000,00 para testes e ajustes finais. Qual o custo a ser imobilizado dessa máquina? 63 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Resposta 1 Custo inicial R$ 550.000,00 Transporte e instalação R$ 120.000,00 Custo de desinstalação R$ 100.000,00 Custo de modificação R$ 135.000,00 Custo de treinamento R$ 10.000,00 Testes finais R$ 37.000,00 CUSTO TOTAL R$ 952.000,00 64 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 2 A empresa Agora Vai adquiriu uma máquina fabril por R$ 200.000,00, com R$ 4.000,00 de impostos recuperáveis e para colocar a máquina em funcionamento, incorreu nos seguintes custos: R$ 30.000,00 para transporte e instalação R$ 12.000,00, a valor presente, como custo de desinstalação, que ocorrerá após 10 anos R$ 18.000,00 para modificar a máquina de forma que a mesma possa funcionar no local pretendido R$ 1.000,00 para treinar o pessoal que irá operar a máquina, e R$ 2.000,00 para testes e ajustes finais. Qual o custo a ser imobilizado dessa máquina? 65 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Depreciação • A depreciação do ativo se inicia quando o ativo está disponível para uso, isto é, quando está no local e em condição necessária para funcionar da maneira pretendida pela administração. •A depreciação do ativo termina quando o ativo é baixado . 66 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Depreciação • A depreciação não termina quando o ativo se torna ocioso ou quando é retirado do uso produtivo, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado . 67 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Depreciação Terreno geralmente possui vida útil indefinida e, portanto, não deve ser depreciado. Edificação possui vida útil limitada e, portanto, deve ser depreciado. 68 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Exemplo 4: A empresa Agora Tá adquiriu um imóvel por R$ 400.000,00, com a intenção de utilizá-lo por 30 anos, tendo estimado como valor residual o montante de R$ 130.000,00. A aquisição ocorreu em 31 de julho de 2012. Calcule a depreciação mensal, utilizando o método da linha reta e o montante depreciado até 31 de dezembro de 2012. 69 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXEMPLO 5 A empresa Super Contabilistas adquiriu um imóvel por R$ 19.000.000,00, em 03 de janeiro de 2012, tendo pago à vista R$ 5.000.000,00 e o restante financiado em 07 parcelas anuais de R$ 2.000.000,00, a uma taxa anual de juros de 13 %. Pede-se: Calcular o valor presente para o bem e as obrigações, efetuando o devido lançamento contábil; Considerando que a empresa julgou que a vida útil do imóvel é de 60 anos e que foi estimado, a valores atuais, um valor residual R$ 500.000,00, efetue o cálculo da depreciação para o ano de 2012; Efetuar a apropriação dos juros ao final do ano de 2012 e faça o correspondente lançamento contábil. 70 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 6 A empresa Sempre Contábil adquiriu um imóvel por R$ 13.500.000,00, em 03 de janeiro de 2012, tendo pago à vista R$ 3.000.000,00 e o restante financiado em 07 parcelas anuais de R$ 1.500.000,00, a uma taxa anual de juros de 12 %. Pede-se: Calcular o valor presente para o bem e as obrigações, efetuando o devido lançamento contábil; Considerando que a empresa julgou que a vida útil do imóvel é de 60 anos e que foi estimado, a valores atuais, um valor residual R$ 2.000.000,00, efetue o cálculo da depreciação para o ano de 2012; Efetuar a apropriação dos juros ao final do ano de 2012 e faça o correspondente lançamento contábil. Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 71 PME A palavra “provisão” algumas vezes é utilizada no contexto de itens tais como depreciação, redução de ativos ao valor recuperável e créditos incobráveis. Esses são ajustes dos valores contábeis de ativos, e não reconhecimento de passivos e, portanto, não são tratados nesta seção. 72 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME A entidade deve reconhecer uma provisão apenas quando: (a) a entidade tem uma obrigação na data das demonstrações contábeis como resultado de evento passado; (b) é provável (isto é, mais probabilidade de que sim do que não) que será exigida da entidade a transferência de benefícios econômicos para liquidação; (c) o valor da obrigação pode ser estimado de Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 73 maneira confiável PME Passivo contingente é uma obrigação possível, mas incerta, ou uma obrigação presente que não é reconhecida porque não atende a uma ou ambas as condições. 74 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. Entretanto, quando o fluxo de benefícios econômicos futuros para a entidade for praticamente certo, então o referido ativo não é um ativo contingente, e seu reconhecimento é apropriado. 75 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Por exemplo, no caso de ação judicial pendente de julgamento, na qual a entidade reclama um direito ou bem, podemos ter os seguintes desfechos: 76 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Em casos semelhantes, a Justiça sempre dá ganho de causa às empresas A entrada de benefícios econômicos é praticamente certa O ativo não é contingente (logo, deve ser reconhecido) ATIVO 77 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Na maioria dos casos, a Justiça tem dado ganho de causa às empresas A entrada de benefícios econômicos é provável, mas não praticamente certa Nenhum ativo é reconhecido NOTA EXPLICATIVA 78 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Raramente, a Justiça tem dado ganho de causa às empresas A entrada não é provável Nenhum ativo é reconhecido NENHUM REGISTRO 79 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Em casos semelhantes, a Justiça Na maioria dos casos, a Justiça Raramente, a Justiça tem dado sempre dá ganho de causa às tem dado ganho de causa às ganho de causa às empresas empresas empresas A entrada de benefícios econômicos é praticamente certa A entrada de benefícios econômicos é provável, mas não praticamente certa A entrada não é provável O ativo não é contingente (logo, deve ser reconhecido) Nenhum ativo é reconhecido Nenhum ativo é reconhecido ATIVO NOTA EXPLICATIVA NENHUM REGISTRO 80 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME 81 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Política de reembolso Uma loja de varejo tem como política reembolsar compras de clientes insatisfeitos, embora não haja obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolsos é amplamente conhecida. 82 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Política de reembolso Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – O evento que gera a obrigação é a venda do produto, que dá origem à obrigação não formalizada porque a conduta da loja criou uma expectativa válida nos seus clientes de que a loja irá reembolsar as compras. Conclusão – A entidade reconhece uma provisão pela melhor estimativa do valor exigido para liquidar os reembolsos. 83 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Garantias Um fabricante fornece garantias no momento da venda para os compradores do seu produto. De acordo com os termos do contrato de venda, o fabricante se compromete a consertar, por reparo ou substituição, os defeitos do produto que se tornarem aparentes dentro de três anos a partir data da venda. De acordo com a sua experiência passada, é provável (ou seja, mais provável que sim do que não) que haverá algumas reclamações dentro das garantias. 84 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Garantias Obrigação presente, como resultado de evento passado que gera obrigação – O evento que gera a obrigação é a venda do produto com a garantia, que dá origem a uma obrigação legal. Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável para as garantias como um todo. Conclusão – A entidade reconhece uma provisão pela melhor estimativa dos custos para consertos de produtos com garantia vendidos antes da data das demonstrações contábeis. 85 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Escrituração Os lançamentos contábeis no Livro Diário devem ser feitos diariamente. É permitido que os lançamentos sejam feitos ao final de cada mês; Tenham como suporte os livros ou outros registros auxiliares: ITG 2000 –Resolução CFC n.º 1.330/11. 86 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Escrituração A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos Princípios de Contabilidade, aprovados pela Resolução CFC n.º 750/93, alterada pela Resolução CFC nº. 1.282/10). 87 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Escrituração Princípios Contábeis ENTIDADE; CONTINUIDADE; OPORTUNIDADE; REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; COMPETÊNCIA; e PRUDÊNCIA. 88 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Escrituração Transações ou eventos materiais que não estejam cobertos por esta: ITG 1000; Utilizará os estabelecidos na ITG 2000 – Escrituração Contábil e na NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. 89 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDAMENTO MERCANTIL É classificado como arrendamento mercantil financeiro se transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. O arrendamento mercantil é classificado como arrendamento mercantil operacional se não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. 90 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDAMENTO MERCANTIL Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por preço que se espera que seja suficientemente mais baixo do que o valor justo na data em que a opção se torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; 91 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDAMENTO MERCANTIL (c) o prazo do arrendamento mercantil cobre a maior parte da vida econômica do ativo, mesmo que a propriedade não seja transferida; (d) no início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado; e (e) os ativos arrendados são de natureza especializada tal que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. 92 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDAMENTO MERCANTIL Indicadores de situações que individualmente ou em combinação também podem levar a que um arrendamento mercantil seja classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) se o arrendatário puder cancelar o arrendamento mercantil, as perdas do arrendador associadas com o cancelamento são suportadas pelo arrendatário; (b) os ganhos ou as perdas da flutuação no valor residual do ativo arrendado são atribuídos ao arrendatário (por exemplo, na forma de abatimento do aluguel que equalize a maior parte do valor da venda no fim do arrendamento mercantil); e Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 93 PME ARRENDAMENTO MERCANTIL Indicadores de situações que individualmente ou em combinação também podem levar a que um arrendamento mercantil seja classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (c) o arrendatário tem a capacidade de continuar o arrendamento mercantil por um período adicional com pagamentos que sejam substancialmente inferiores aos de mercado. 94 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDADOR Reconhecimento e mensuração Devem reconhecer os ativos mantidos sob arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços patrimoniais e apresentá-los como conta a receber por valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. 95 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDADOR O investimento líquido em arrendamento mercantil é o investimento bruto no arrendamento mercantil do arrendador descontado à taxa de juros implícita no arrendamento mercantil. O investimento bruto no arrendamento mercantil é a soma: (a) dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil a receber pelo arrendador sob arrendamento mercantil financeiro; e (b) de qualquer valor residual não garantido atribuído ao arrendador. 96 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDADOR Mensuração subsequente O reconhecimento da receita financeira deve se basear em padrão que reflita a taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido do arrendador no arrendamento mercantil financeiro. 97 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Reconhecimento inicial Devem reconhecer seus direitos e obrigações do arredamento mercantil financeiro como ativos e passivos nos seus balanços patrimoniais por valores iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, no início do arrendamento mercantil. 98 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Reconhecimento inicial Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário (custos incrementais que são diretamente atribuíveis à negociação e organização do arrendamento mercantil) são adicionados ao valor reconhecido como ativo. 99 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Reconhecimento inicial O valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil devem ser calculados por meio da utilização da taxa de juros implícita do arrendamento mercantil. Se essa taxa de juros não puder ser determinada, a taxa de juros incremental de financiamento do arrendatário deve ser utilizada. 100 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Mensuração subsequente Deve segregar os pagamentos mínimos do arrendamento mercantil entre encargo financeiro e redução do passivo em aberto utilizando o método da taxa efetiva de juros. 101 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Mensuração subsequente Deve alocar o encargo financeiro para cada período durante o prazo do arrendamento mercantil de forma a produzir uma taxa de juros periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo. deve depreciar o ativo arrendado sob arrendamento mercantil financeiro de acordo com a Seção pertinente desta Norma para tal tipo de ativo. 102 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDATÁRIO Mensuração subsequente Deve depreciar o ativo arrendado sob arrendamento mercantil financeiro de acordo com a Seção pertinente desta Norma para tal tipo de ativo. 103 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME ARRENDAMENTO MERCANTIL FINANCEIRO ARRENDADOR ARRENDATÁRIO BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO BEM ARRENDADO RECEBÍVEIS PASSIVO FINANCIAMENTO RESULTADO DO PERÍODO RECEITA FINANCEIRA RESULTADO DO PERÍODO DESPESA DE DEPRECIAÇÃO DESPESA FINANCEIRA 104 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 7 A empresa Fui ali e Já Volto efetuou um arrendamento de um veículo no valor nominal de R$ 60.000,00, para pagamento em 36 prestações de R$ 1.200,00 e pagamento no ato de R$ R$ 16.800,00. A aquisição ocorreu no dia 01 de agosto de 20X1. A taxa de juros acertada foi de 2,5 % a.m. . Efetue o lançamento inicial do arrendamento. 105 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 8 A empresa Tô Aprendendo efetuou um arrendamento de um equipamento no valor nominal de R$ 360.000,00, para pagamento em 24 prestações de R$ 12.000,00 e pagamento no ato de R$ R$ 72.000,00. A aquisição ocorreu no dia 01 de setembro de 20X1. A taxa de juros acertada foi de 1,8 % a.m. Efetue o lançamento inicial do arrendamento. 106 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 9 Uma sociedade empresária é arrendatária em um contrato de Arrendamento Mercantil Financeiro. O valor presente das contraprestações é de R$280.000,00 e o valor justo do bem arrendado é de R$285.000,00. O contrato estabelece o pagamento de 36 parcelas mensais de R$10.000,00. O reconhecimento inicial da operação de arrendamento resultará em: 107 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 9 a) aumento de R$280.000,00 no Ativo e de R$280.000,00 no Passivo. b) aumento de R$285.000,00 no Ativo e de R$285.000,00 no Passivo. c) reconhecimento de R$280.000,00 como Despesa e de R$280.000,00 no Passivo. d) reconhecimento de R$360.000,00 como Despesa e de R$360.000,00 no Passivo. 108 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Resposta 9: Os arrendatários devem reconhecer os arrendamentos mercantis financeiros como Ativos e Passivos no seu Balanço Patrimonial, ambos correspondendo ao valor justo do bem arrendado ou, caso seja inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. Diante disso, caso o valor justo do bem arrendado seja menor que o valor presente das prestações, o valor justo deverá ser o valor contabilizado. 109 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 10 Uma sociedade empresária adquiriu um ativo imobilizado por meio de arrendamento mercantil financeiro em 60 parcelas mensais de R$1.000,00 cada. O valor presente das prestações equivale ao valor justo do ativo arrendado que é de R$43.500,00. No momento da aquisição, a sociedade empresária deve reconhecer: 110 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 10 a) Um ativo de R$43.500,00 e uma despesa financeira de R$16.500,00. b) Um ativo de R$43.500,00. c) Um ativo de R$60.000,00 e uma despesa financeira de R$16.500,00. d) Um ativo de R$60.000,00. 111 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME São juros e outros custos que a entidade incorre em conexão com o empréstimo de recursos. Os custos de empréstimos incluem: (a) despesa de juros calculada por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros; (b) encargos financeiros relativos aos arrendamentos mercantis financeiros ; (c) variações cambiais provenientes de empréstimos em moeda estrangeira na extensão em que elas são consideradas como ajustes nos custos dos juros. 112 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos. 113 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Dependendo das circunstâncias, um ou mais dos seguintes ativos podem ser considerados ativos qualificáveis: (a) estoques; (b) plantas industriais para manufatura; (c) usinas de geração de energia; (d) ativos intangíveis; (e) propriedades para investimentos 114 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Reconhecimento A entidade deve reconhecer todos os custos de empréstimos como despesa no resultado no período em que são incorridos. 115 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Uma perda por irrecuperabilidade ocorre quando o valor contábil de ativo excede seu valor recuperável. 116 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Valor recuperável de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior montante entre o seu valor justo líquido de despesa de venda e o seu valor em uso. 117 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Vida útil é: (a) o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar um ativo; ou (b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter do ativo. 118 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa. 119 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Valor residual é o valor estimado que a entidade obteria com a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil. 120 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Independentemente de haver qualquer indicação de redução ao valor recuperável, a entidade deve: a) Testar anualmente a redução ao valor recuperável de um ativo intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível para uso, comparando o seu valor contábil com o seu valor recuperável. b) Testar anualmente a redução ao valor recuperável do ágio adquirido em uma combinação de negócios. 121 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Não se aplica o teste nos: ATIVO Norma a ser aplicada Estoques NBC TG 16 Aitvos oriundos de contratos de contrução NBC TG 17 Aitvos- Planos de Benefícios a Empregados NBC TG 33 Ativos Financeiros Propriedades para investimento (Valor Justo) Ativos Biológicos (valor justo) 122 Ativos não circulantes mantidos para venda NBC TG 38, 39 e 40 NBC TG 28 NBC TG 29 NBC TG 31 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Mensuração do valor recuperável o maior valor entre o valor justo menos despesa para vender e o seu valor em uso. 123 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Valor Contábil Líquido ( Valor Recuperável – Teste de Impairment) Valor Contábil Líquido < Valor Recuperável (NÃO – Teste de Impairment) 124 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Valor Contábil Líquido ( Valor Recuperável – Teste de Impairment) Ecolher o que for maior entre o seu Valor Contábil Líquido < Valor Recuperável VALOR JUSTO e o VALOR EM USO (NÃO – Teste de Impairment) 125 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME VALOR JUSTO É o preço que seria recebido para vender um ativo, ou pago para transferir um passivo, numa transação ordinária entre participantes do mercado na data de medição 126 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME VALOR EM USO A estimativa envolve dois passos: 1. estimar as entradas e saídas de caixa futuras provenientes do uso conơnuo do ativo e de sua alienação final; 1. e aplicar a taxa de desconto apropriada a esses fluxos de caixa futuros. 127 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME VALOR EM USO A estimativa envolve dois passos: 1. estimar as entradas e saídas de caixa futuras provenientes do uso contínuo do ativo e de sua alienação final; 1. e aplicar a taxa de desconto apropriada a esses fluxos de caixa futuros. 128 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 11 Em 31/12/X1 a empresa Vamos Testar comparou seus estoques com o preço estimado de venda menos o custo para completar e vender (PV – CPC&V) e encontrou os seguintes dados: Valor Contábil (custo) de matéria prima = R$ 100.000,00 custo de reposição = R$ 80.000,00 preço estimado de venda do produto acabado = R$ 180.000,00 custos estimados para converter a matéria prima em produto acabado = R$ 60.000,00 gastos estimados para vender o produto acabado = R$ 30.000,00. Efetue o teste de recuperabilidade e, se for o caso o devido lançamento contábil da redução ao valor recuperável. 129 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 12 Em 31/12/X1 a empresa Estamos Aqui comparou seus estoques com o preço estimado de venda menos o custo para completar e vender (PV – CPC&V) e encontrou os seguintes dados: Valor Contábil (custo) de matéria prima = R$ 200.000,00 custo de reposição = R$130.000,00 preço estimado de venda do produto acabado = R$ 300.000,00 custos estimados para converter a matéria prima em produto acabado = R$ 100.000,00 gastos estimados para vender o produto acabado = R$ 50.000,00. Efetue o teste de recuperabilidade e, se for o caso o devido lançamento contábil da redução ao valor recuperável. 130 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 13 A empresa Sei Tudo adquiriu um imóvel, em 01/02/X1 por R$ 400.000,00, pagos à vista, com vida útil estabelecida em 30 anos, e valor residual de R$ 100.000,00. Em 31/12/X1 foi efetuada uma avaliação, apurando um valor justo, para o imóvel, de R$ 380.833,33. Efetue o teste de recuperabilidade e, se for o caso o devido lançamento contábil da redução ao valor recuperável. 131 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 14 Ainda em relação aos dados do exercício 13, considere que o Impairment (teste de recuparabilidade) sofrido pelo Imóvel resultou em um novo valor atribuído, calcule a nova cota mensal da Depreciação. 132 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 15 Um item do imobilizado foi registrado, ao custo de aquisição, por R$60.000,00 e tem depreciação acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela empresa indicam: Valor em uso R$ 47.000,00 e Valor justo líquido da despesa de venda R$ 50.000,00 Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor recuperável do ativo é de: a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 133 ajuste ao valor recuperável. PME b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste EXERCÍCIO 15 Um item do imobilizado foi registrado, ao custo de aquisição, por R$60.000,00 e tem depreciação acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela empresa indicam: Valor em uso R$ 47.000,00 e Valor justo líquido da despesa de venda R$ 50.000,00 Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor recuperável do ativo é de: 134 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXERCÍCIO 15 a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável. b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável negativo de R$1.000,00. c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável. d) R$50.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável positivo de R$3.000,00. 135 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Um ativo intangível pode ser definido como um ativo não monetário identificável e sem substância física 136 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Softwares Licenças Patentes Filmes Quotas de importação Franquias Fidelização de clientes Carteira de clientes Etc 137 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME 1. Identificação (identifiability), 2. Controle e 3. Geração de benefício econômicos futuros Caso contrário serão lançados como despesas 138 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios para reconhecimento, uma entidade classifica a geração do ativo em uma fase de: Pesquisa Desenvolvimento 139 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios para reconhecimento, uma entidade classifica a geração do ativo em uma fase de: Pesquisa Despesas Desenvolvimento 140 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Fase de Desenvolvimento a) Viabilidade técnica de conclusão; b) Sua intenção de concluir este ativo; c) Capacidade de utilizar e vender este ativo; d) Deverá gerar benefícios econômicos futuros; e) Recursos para conclusão do desenvolvimento; f) Mensurar os gastos incorridos. 141 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Como será definida a Vida? • Vida útil definida amortizado • Vida útil indefinida teste de recuperabilidade 142 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Intangível 2.11.1 Softwares As licenças de programas de computador (softwares) e de sistemas de gestão empresarial adquiridas são capitalizadas e os gastos associados à manutenção são reconhecidos como despesas quando incorridos. Os gastos com aquisição e implementação de sistemas de gestão empresarial são capitalizados como ativo intangível quando há evidências de geração de benefícios econômicos futuros, considerando sua viabilidade econômica e tecnológica. Os gastos com desenvolvimento de software reconhecidos como ativos são amortizados pelo método linear ao longo de sua vida útil estimada. As despesas relacionadas à manutenção de software são reconhecidas no resultado do exercício quando incorridas. 143 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Intangível 2.11.1 Softwares 144 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXEMPLOS Contexto Operacional Curitiba Comércio de Materiais para Escritório Ltda - EPP, cadastrada no CNPJ sob o número 00.000.000/0001-00, tributada pelo Simples Nacional com apuração mensal, se dedica ao comércio de materiais para escritório, suprimentos, manutenção de máquinas e copiadoras, locação de máquinas, copiadoras, duplicadoras; serviços de reprografia, heliografia, plotagem e fotocópias com ou sem operador, sistema de impressão, encadernação, plastificação e recarga de toner/revelador. Com sede no município de Curitiba/PR, na Rua Mal. Floriano Peixoto, 200 - Vila Hauer. 145 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXEMPLOS Política Adotada As demonstrações contábeis foram elaboradas em obediência aos preceitos da Legislação Comercial e aos Princípios Contábeis. As principais práticas contábeis na elaboração das demonstrações contábeis levam em conta as características qualitativas e quantitativas de informações dessa NBC TG 1000: Compreensibilidade, Competência, Relevância, Materialidade, Confiabilidade, Primazia da Essência sobre a Forma, Prudência, Integralidade, Comparabilidade e Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para 146 Tempestividade. PME EXEMPLOS Declaração de Conformidade A entidade declara que a elaboração e a apresentação das demonstrações contábeis estão em conformidade com o NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, expedida pelo Conselho Federal de Contabilidade através da Resolução 1.255/2009, sendo que a data da última demonstração elaborada com as práticas contábeis anteriores é de 31/12/2009, sendo ajustada para atender a comparabilidade exigida pela mesma legislação, tendo como base de transição 01.01.2009. 147 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME EXEMPLOS Determinação do Resultado Os resultado foi apurado em 31/12/2010 e está em obediência ao regime de competência. As informações foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a legislação societária, os pronunciamentos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), pelas normas brasileiras de contabilidade expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (NBC TG 1000). 148 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO ATIVO CIRCULANTE CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO PATRIMÔNIO LÍQUIDO INVESTIMENTOS IMOBILIZADO CAPITAL SOCIAL INTANGÍVEL RESERVAS DE CAPITAL DIFERIDO RESERVA DE REAVALIAÇÃO AUSTES AVAL. PATRIMON. RESERVAS DE LUCROS LUCROS OU PREJ. ACUM. 149 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receitas; Despesa com tributos sobre o lucro; Custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos; Resultado líquido das operações continuadas; Lucro bruto; Valor líquido dos seguintes itens: Resultado líquido após tributos Despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais; das operações descontinuadas; Resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos despesas de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que constituem a unidade operacional descontinuada; Parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; Resultado antes das receitas e despesas financeiras Despesas e receitas financeiras; Resultado antes dos tributos sobre o lucro; 150 Resultado líquido período; Prof. André Chelfo -do Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE Lucro Líquido ou Prejuízo do Exercício (+ -) Efeitos da correção de erros e mudanças de políticas contábeis; (+ -) Ganhos ou perdas da conversão de operações no exterior; (+ -) Ganhos e perdas atuariais; (+ -) Mudanças nos valores justos de instrumentos de hedge. ( = ) Resultado Abrangente 151 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Apresenta o resultado da entidade para um período contábil, os itens de receita e despesa reconhecidos diretamente no patrimônio líquido no período, os efeitos das mudanças de práticas contábeis e correção de erros reconhecidos no período, os valores investidos pelos proprietários e os dividendos e outras distribuições para os proprietários durante o período. 152 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são mantidas com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. Portanto, um investimento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa apenas quando possui vencimento de curto prazo, de cerca de três meses ou menos da data de aquisição. 153 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Saldos bancários a descoberto decorrentes de empréstimos obtidos por meio de instrumentos como cheques especiais ou contas-correntes são geralmente considerados como atividades de financiamento similares aos empréstimos. Entretanto, se eles são exigíveis contra apresentação e formam uma parte integral da administração do caixa da entidade, devem ser considerados como componentes do caixa e equivalentes de caixa. 154 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Informação a ser apresentada na demonstração dos fluxos de caixa: A entidade deve apresentar a demonstração dos fluxos de caixa que apresente os fluxos de caixa para o período de divulgação classificados em: atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de financiamento. 155 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades Operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais geralmente derivam de transações e de outros eventos e condições que entram na apuração do resultado. 156 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades Operacionais (a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços; (b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas; (c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; (d) pagamentos de caixa a empregados e em conexão com a relação empregatícia; 157 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades Operacionais (e) pagamentos ou restituição de tributos sobre o lucro, a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; (f) recebimentos e pagamentos de investimento, empréstimos e outros contratos mantidos com a finalidade de negociação, que são similares aos estoques adquiridos especificamente para revenda. 158 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Investimento São as aquisições ou alienações de ativos de longo prazo e outros investimentos não incluídos em equivalentes de caixa. 159 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Investimento (a) pagamentos de caixa para aquisição de ativo imobilizado (incluindo os ativos imobilizados construídos internamente), ativos intangíveis e outros ativos de longo prazo; (b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de longo prazo; (c) pagamentos para aquisição de instrumentos de dívida ou patrimoniais de outras entidades e participações societárias em empreendimentos controlados em conjunto (exceto desembolsos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação ou venda); 160 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Investimento (d) recebimentos de caixa resultantes da venda de instrumentos de dívida ou patrimoniais de outras entidades e participações societárias em empreendimentos controlados em conjunto; (e) adiantamentos de caixa e empréstimos concedidos a terceiros; (f) recebimentos de caixa por liquidação de adiantamentos e amortização de empréstimos concedidos a terceiros; 161 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Investimento (g) pagamentos de caixa por contratos futuros, contratos a termo, contratos de opção e contratos de swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação ou venda, ou os pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; (h) recebimentos de caixa derivados de contratos futuros, contratos a termo, contratos de opção e contratos de swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação ou venda; 162 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Financiamento são as atividades que resultam das alterações no tamanho e na composição do patrimônio líquido e dos empréstimos da entidade. 163 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Financiamento (a) caixa recebido pela emissão de ações ou quotas ou outros instrumentos patrimoniais; (b) pagamentos de caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações ou quotas da entidade; (c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos; 164 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Atividades de Financiamento (d) pagamentos para amortização de empréstimo; (e) pagamentos de caixa por um arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro. 165 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Método indireto : o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado quanto aos efeitos de: (a) mudanças ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar durante o período; 166 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Método indireto : o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado quanto aos efeitos de: (b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, receitas (despesas) contabilizadas pela competência, mas ainda não recebidas (pagas), ganhos e perdas de variações cambiais não realizadas, lucros de coligadas e controladas não distribuídos, participação de não controladores; e 167 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Método indireto : o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado quanto aos efeitos de: (c) todos os outros itens cujos efeitos sobre o caixa sejam decorrentes das atividades de investimento ou de financiamento. 168 Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Método direto: o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é apresentado por meio da divulgação das principais classes de recebimentos e pagamentos brutos de caixa. Tal informação pode ser obtida: (a) dos registros contábeis da entidade; ou (b) ajustando-se as vendas, os custos dos produtos e serviços vendidos e outros itens da demonstração do resultado e do resultado abrangente referentes a: (i) mudanças ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar durante o período; (ii) outros itens que não envolvem caixa; e (iii) outros itens cujos efeitos no caixa sejam decorrentes dos fluxos de caixa de financiamentoProf. ouAndré investimento. Chelfo - Curso de IFRS para 169 PME Conselho Federal de Contabilidade. Contabilidade para pequenas e médias empresas: Normas Brasileiras de Contabilidade: NBC TG 1000. 2. ed. Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2012. IFRS Foudation. IFRS para PME’s. Londres: IFRS Foudation, 2011. Almeida, Aluísio Monteiro. Material Didático de Contabilidade Avançada. Rio de Janeiro: Aluísio Monteiro de Almeida, 2013. Almeida, Marcelo Cavalcanti. Manual Prático de interpretação da lei societária. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2012. CHELFO, Carlos André M. Chelfo. Manual Didático de Contabilidade Internacional – Rio de Janeiro: CHELFO, 2014. Iudícibus, Sergio de. Et. Al. Manual de Contabilidade Societária. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2010. Jochen, Laudelino. Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Paraná: A.I.C. Consultoria Empresarial, 2011. Mendes, Wagner. Contabilidade para pequenas e médias empresas. 1. ed. São Paulo: IOB, 2011. Pelucio, Marcia. Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e as Novas Práticas Contábeis 170 Brasileiras (CPC). São Paulo: Mackenzie, 2012. Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME Muito obrigado !!! André Chelfo André Chelfo Prof. André Chelfo - Curso de IFRS para PME 17 1