Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Belas Artes
Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema
Aspectos gerais do Projeto Pedagógico: Bacharelado em Interpretação Teatral
2014
GRADUAÇÃO EM TEATRO
BACHARELADO EM INTERPRETAÇÃO TEATRAL
1. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
1.1. Contexto educacional
A graduação em Teatro no Brasil está fazendo seus primeiros 50 anos. Desde o primeiro curso na
Universidade Federal da Bahia, nos anos 1960 e posteriormente na década de 1970 na Universidade de São
Paulo, a criação de novos cursos somente foi ampliada a partir dos anos 1990.
Em Minas Gerais, nessa década, tão só existia o curso de Graduação em Educação Artística com habilitação
em Teatro na Universidade Federal de Uberlândia. Nesse tempo, na cidade de Belo Horizonte e em nosso
estado, havia um expressivo número de grupos teatrais; importantes cursos livres de teatro e dois cursos
profissionalizantes de nível técnico, o Teatro Universitário (TU) da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) e o curso de Teatro da Fundação Clóvis Salgado, que formava o corpo artístico na área teatral.
Diante desse quadro, alguns professores do TU, percebendo a carência de curso superior em teatro e a
demanda dos profissionais na área de Artes Cênicas em nossa região, promoveram uma discussão na UFMG
a respeito da criação de um curso superior de Teatro, inserindo outros professores de outras áreas afins desta
Universidade. Neste processo, várias comissões foram criadas e, em 1998, após intensa discussão, foi
efetivada e aprovada a proposta do curso de Graduação em Artes Cênicas, integrado à Escola de Belas
Artes, tendo sua primeira turma em 1999. Em 2006, com base nas diretrizes nacionais para os cursos de
Teatro e a partir das primeiras avaliações curriculares, o projeto pedagógico do curso foi alterado, bem
como o nome do curso mudado para Curso de Graduação em Teatro, dirigido à interpretação teatral e à
licenciatura em teatro.
A criação desse curso sintoniza com o fato de que as universidades têm uma função decisiva a desempenhar
no complexo e peculiar processo de desenvolvimento, não apenas para suprir as necessidades por técnicas e
conhecimentos e por profissionais cada vez mais qualificados, mas para, também, estabelecer valores éticos,
estéticos e políticos compromissados com o bem-estar coletivo de uma sociedade que busca ser democrática
e igualitária. Desse modo, os egressos habilitarão a oferecer soluções aos problemas de seu tempo.
A UFMG, nos termos do seu Estatuto, gera e desenvolve a transmissão e a aplicação de conhecimentos por
meio do ensino, da pesquisa e da extensão, compreendidos de forma indissociada e integrados na educação
e na formação científica, artística e técnico-profissional de cidadãos imbuídos de responsabilidades sociais,
bem como na difusão da cultura e na criação filosófica, artística e tecnológica.
Desde aquela época de criação do curso e em conformidade com princípios que regem o fazer universitário,
o curso passou a integrar a formação teatral na região, recebendo, inclusive, alunos de outros estados que
buscam a nossa proposta de ensino. Dessa forma, os profissionais da área encontram um campo e lugar
propícios para a reflexão sobre o seu fazer, sobre o contexto teatral em seu sentido histórico e sua presença
na contemporaneidade.
A concepção do curso acompanha as diretrizes curriculares do MEC e as normas da UFMG. Na busca de
uma flexibilidade curricular, oferece aos estudantes um currículo que é constantemente avaliado com base
em uma formação aberta, mas com eixos fundamentais que orientam o percurso de forma sólida e com o
caráter reflexivo e indagador. Baseado nesses princípios, o curso propõe uma formação contemporânea, a
saber, capaz de instigar no estudante a conquista da autonomia em seus estudos e a articular seus saberes
com os saberes da tradição teatral.
Diante do potencial artístico da população brasileira, o curso ganha destaque no rol de propostas existentes
em nosso país e cria possibilidades de uma formação que, conectada com os novos tempos, promova o bem
estar coletivo e incentive a capacidade individual do estudante de teatro de ser criativo, propositivo, crítico e
colaborador na construção individual, social e política de nosso país.
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1.2. Políticas institucionais no âmbito do curso
No âmbito da UFMG, segundo seu PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, a pesquisa, o ensino e a
extensão são responsáveis pela promoção de um permanente diálogo com a comunidade interna e externa à
Instituição. A articulação de projetos, programas, cursos regulares e esporádicos, pesquisas, e eventos,
procura promover relações interdisciplinares e interprofissionais a partir das premissas: indissociabilidade
entre ensino, pesquisa e extensão; interdisciplinaridade; impacto e transformação e a interação dialógica.
O estímulo e a prática da pesquisa em artes cênicas consolidam o campo de conhecimento no âmbito da
Universidade, levando-se também em consideração as discussões recentes sobre inovação e divulgação
científica. O curso procura, por meio de seminários, palestras e encontros de área, esclarecer e incentivar a
formação de grupos de pesquisa, com o objetivo de auxiliar o artista e o aluno pesquisador em formação a
traçar seu percurso na universidade. Na medida em que o profissional em formação avança no curso, os
recursos de apoio à pesquisa, disponíveis no sistema universitário de iniciação científica, monitorias e
bolsas de extensão, lhes são apresentados e os professores estimulam e acompanham a formulação de
projetos a serem encaminhados às agências de fomento. Além disso, é facultado também ao estudante
participar da modalidade de pesquisa de iniciação científica voluntária. São diversas as possibilidades de
linhas de pesquisa, que muitas vezes têm caráter interdisciplinar, valorizando a pesquisa em artes e a
pesquisa sobre as artes. O aluno pode, por exemplo, optar por um aprofundamento teórico ou teórico-prático
na interface do teatro com a literatura, ou do teatro com a música, ou do teatro com as artes visuais. Ele
pode também optar por um aprofundamento nas várias subáreas inerentes ao teatro, como direção, a
dramaturgia, a encenação, a expressão corporal, vocal, ou a concepção plástica do espetáculo, tais como
iluminação e cenografia.
O curso se mantém atuante também no campo da extensão, sendo frequentes os cursos e as ações
promovidas pelo corpo docente, direcionadas à comunidade externa à UFMG. Muitas vezes essas ações
contam com a participação de importantes profissionais do mercado em diversas áreas ligadas à prática e à
reflexão sobre o teatro. Alguns exemplos que vêm acontecendo nos últimos tempos são o curso de Match de
improvisação, o curso de Preparação Vocal/Corporal do Artista Cênico, o Programa de Extensão Artes
Cênicas: ações formativas ou o curso de Pedagogia do Movimento, que ao longo dos últimos anos se
estabeleceu como uma importante referência não só para os profissionais do teatro, mas também para os
profissionais da dança.
No que diz respeito à integração com o programa de pós-graduação, o curso tem utilizado grupos de
pesquisa e turmas piloto de graduação em apresentações cênicas e em exercícios práticos de atuação como
material empírico de observação, pesquisa e de debates.
1.3. Objetivos do curso
Geral:
O objetivo geral do curso é gerar a atitude investigativa e a multiplicidade do trabalho criativo do atuante
cênico na articulação dos elementos componentes da linguagem teatral, em busca de atingir o domínio
técnico e reflexivo que possibilite trabalhar na abrangência da área teatral e de suas possibilidades de
interface com as demais áreas de conhecimento.
A interação de múltiplas linguagens, presente na contemporaneidade, exige do curso de graduação uma ação
de instrumentalizar o profissional em formação para reconhecer esta rede conceitual complexa e se
relacionar com ela de modo produtivo no âmbito da atuação cênica.
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No que diz respeito à formação do Bacharel em Interpretação Teatral, os objetivos gerais do curso de
graduação em teatro, são:
Oferecer sólida formação ética, teórica, artística, técnica e cultural que os capacitem
tanto a uma atuação profissional qualificada, quanto à investigação de novas técnicas,
metodologias de trabalho, linguagens e propostas estéticas.
Promover a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e
coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extensão.
Desenvolver sua capacidade de análise, síntese e crítica com relação ao fazer teatral e sua
importância.
Formar agentes socioculturais para uma atuação efetiva na comunidade em que se
inserem.
Incentivar a pesquisa como elemento constitutivo da atividade artística
Incentivar um constante exercício de atualização, no desenvolvimento de sua carreira, e
de diálogo com as diversas áreas de conhecimento instauradas na universidade e na
comunidade.
Estimular práticas de estudos independentes, visando sua progressiva autonomia
profissional e intelectual.
Específicos:
Como objetivos específicos, o curso propõe:
-
-
Formar o atuante cênico, técnica e teoricamente habilitado e instrumentalizado para a
atuação nas interfaces da Interpretação Teatral.
Oferecer ao intérprete teatral os subsídios que possibilitem potencializar sua criatividade
e capacidade de estabelecer processos investigativos no decorrer de suas experiências
como profissional.
Formar, no profissional, consciência crítica e de responsabilidade social sobre sua
inserção ativa na coletividade.
1.4. Perfil profissional do egresso
O Parecer CNE/CES 67/2003 permitiu que as instituições de ensino superior pudessem criar os seus
currículos de forma aberta e flexibilizada. Nesse parecer, os princípios formativos devem ser concebidos
como um “processo contínuo, autônomo e permanente, com uma sólida formação básica e uma formação
profissional fundamentada na competência teórico-prática, observada a flexibilização curricular, autonomia
e a liberdade das instituições de inovar seus projetos pedagógicos de graduação, para o atendimento das
contínuas e emergentes mudanças para cujo desafio o futuro formando deverá estar apto”.
Em consonância a esses princípios, o perfil dos egressos se caracteriza por uma formação de um profissional
reflexivo, com sólida base de conhecimentos na área, dotado da capacidade de comunicar-se e expressar-se
artisticamente. Soma-se a essas competências a criatividade, de acordo com as exigências específicas de sua
área de atuação, na condição de ator/pesquisador de teatro. Deseja-se ainda uma consistente habilidade de
articular conteúdos intelectuais e um intenso desenvolvimento de suas habilidades criativas, de forma que o
egresso possa contribuir para o desenvolvimento artístico e cultural do País no exercício da pesquisa e da
produção do espetáculo teatral.
Ao término do curso, os egressos receberão o título de Bacharel em Interpretação Teatral.
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1.5. Estrutura curricular
No âmbito da UFMG, o curso articula e estimula a prática da pesquisa em teatro junto a seus estudantes,
rumo a uma consolidação deste campo de conhecimento na Universidade. O curso procura, por meio de
várias atividades como, por exemplo, seminários, encontros, palestras, cursos extras, festivais, incentivar e
esclarecer a formação de grupos de estudos e de pesquisa, com o objetivo de auxiliar o profissional em
formação a traçar seu percurso na universidade e fora dela. Destacam-se parcerias continuadas do curso com
ações formativas promovidas pelo Encontro Mundial de Artes Cênicas - ECUM, o Festival Internacional de
Teatro palco e Rua - FIT e, mais recentemente, o Festival Estudantil de Teatro - FETO. Na medida em que
se estabelece um campo teórico e prático que lhe dá fundamentos para o início da prática teatral, o aluno
começa a desenvolver a iniciativa em relação ao fazer acadêmico, surgem os editais que proporcionam
recursos de apoio à pesquisa e à extensão. O estudante pode propor ou se incorporar aos projetos de
iniciação científica ou de extensão dos professores. Várias são as possibilidades para essas propostas: desde
a investigação ou aprofundamento teórico ou teórico-prático na interconexão do teatro com outras áreas do
conhecimento humano, até a oferta de cursos de extensão baseados na sua capacidade e experiência
artística.
O curso possui uma estrutura de integralização organizada em um Núcleo de Formação Específica, que é
constituído por duas propostas de percurso. A primeira é formada por conhecimentos característicos e
fundantes do campo profissional, os quais imprimem princípios ao exercício da profissão, ou seja,
representa os saberes e conteúdos fundamentais da área específica do curso. A segunda integra os conteúdos
e saberes da própria área e de outros campos que dialogam com o teatro. Inclusive podem ser integralizadas
atividades nas quais o estudante participa fora do âmbito curricular, tais como: grupos artísticos, seminários,
festivais, ou seja, as “Atividades-acadêmico-científico-culturais- AACC”; a Formação Complementar
Aberta, que se caracteriza por um percurso tematizado, através de um rol de disciplinas organizado, em uma
outra unidade previamente escolhida, de comum acordo entre o aluno e a coordenação do Colegiado de
Teatro e aquele no qual o aluno tem interesse. Por fim, a Formação Livre, percurso no qual o aluno, a partir
de sua escolha, faz disciplinas oferecidas por qualquer unidade acadêmica da UFMG.
O Bacharelado em Interpretação Teatral dispõe de 2430 horas, equivalentes a 162 créditos, sendo 1425
horas de disciplinas obrigatórias e 1005 horas de optativas. Além dessa trajetória/percurso, ao profissional
em formação é disponibilizado, ainda, 3 (três) outras possibilidades de integralização, a saber: 120 horas (08
créditos) para sua Formação Livre, 360 horas (24 créditos) para sua Formação Complementar, ou 480 horas
(32 créditos) para sua Formação [Livre + Complementar]. Tanto as 120 horas da Formação Livre quanto as
360 horas da Formação Complementar, consideradas como carga horária eletiva, são deduzidas da carga
horária de 1005 horas de optativas.
No sentido de propor uma formação profissional capaz de levar o estudante de teatro à reflexão e à pesquisa
cênica, busca-se a articulação teórico-prática nos Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC, nos
acompanhamentos das disciplinas curriculares, no incentivo às propostas de projetos de iniciação científica
com fundamentos artísticos e de extensão; e na participação em atividades complementares como
seminários, festivais, encontros e cursos interdisciplinares.
1.6. Conteúdos curriculares
Em conformidade com as Diretrizes para a Flexibilização Curricular da UFMG, aprovadas pelo Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), em 2001, os currículos dos cursos de graduação têm por critério,
oferecer a flexibilidade, a diversidade, o dinamismo do conhecimento, da ciência, da arte e da prática
profissional. Dessa forma, o currículo do curso de graduação em Teatro é concebido como um sistema
articulado de conhecimentos, organizado sob a forma de atividades acadêmicas obrigatórias, optativas e de
formação livre e/ou complementar, com o intuito de favorecer ao estudante de teatro a constituição de sua
trajetória curricular.
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De modo a incorporar os Conteúdos Básicos, Específicos e Teórico-Práticos dispostos na Resolução
CNE/CES nº 04/2004 e a proposta de flexibilização curricular dos percursos acadêmicos na UFMG, a
Matriz Curricular do curso fundamenta-se nos seguintes campos disciplinares: atuação cênica; estudos
corporais, vocais e musicais; técnicas teatrais; teorias e história do teatro; dramaturgia; estética e elementos
visuais do espetáculo; atuação profissional e gestão cultural. Todos esses campos estão organizados em três
grandes eixos: eixo técnico, eixo prático-criativo e eixo teórico-crítico. No eixo técnico se implementa o
aprendizado de técnicas vocais e corporais que visam desenvolver e consolidar o vocabulário expressivo do
profissional em formação. No eixo prático-criativo desenvolve-se a compreensão do ato criativo em atuação
cênica e da passagem da técnica para a formulação cênica. No eixo teórico-crítico busca-se construir um
pensamento crítico que leve o profissional em formação a compreender a arte cênica, enfatizando o teatro
em seus aspectos estético, sociocultural, histórico e político. Esses três eixos norteiam o processo do aluno
em formação.
A vocação do curso é a de instigar a atitude investigativa e a multiplicidade do trabalho criativo do atuante
cênico na articulação dos elementos componentes da linguagem teatral, buscando-se atingir o domínio
técnico que possibilite trabalhar na abrangência da área teatral e de suas possibilidades de interface com as
demais áreas de conhecimento. Com essa vocação, o curso visa atender às demandas no que concerne à
formação e à qualificação em nível superior de futuros profissionais, visando a sua atuação no campo da
criação artística atoral.
Em consonância com as políticas desenvolvidas, no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais, para
o necessário alinhamento entre as propostas curriculares de todos os cursos de graduação, com as
determinações legais, particularmente no tocante à Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-brasileiro e Indígena - Lei 10.639/2003 - Parecer CNE/CP 3/2004; e à Educação
Ambiental - Lei nº 9795/1999 e Decreto nº 4.281/2002, o curso inseriu, em sua matriz curricular, as
disciplinas: “Performance: História e Cultura Afro-brasileira e Indígena e Relações Étnico-raciais” e
“Teatro, espacialidade e ambiente: materiais para brincar e encenar”. Ambas têm o objetivo de refletir e
atuar sobre essas questões a partir de uma perspectiva artística.
1.7 Metodologia
De acordo com o Projeto Pedagógico do Curso e com a proposta de flexibilização curricular instaurado na
UFMG, destaca-se a busca por uma formação interdisciplinar, articulada nos aspectos do ensino, da
pesquisa e da extensão, estabelecendo um diálogo constante entre teoria e prática.
Desde que foi implementado, o currículo do curso é estruturado basicamente em disciplinas e em atividades
organizadas em seminários, projetos de pesquisa, grupos de estudo, práticas de observação, registro,
sistematização, análise e intervenção na realidade artística e nos âmbitos ético, estético e político no qual o
curso está inserido.
As aulas são constituídas de exposições orais, estudos autônomos, seminários, práticas cênicas, produção e
apresentação de trabalhos em grupo, experimentos em diferentes espaços para a prática cênica, incentivo à
autonomia do estudante, uso de laboratórios de pesquisa cênica, demonstrações práticas, palestras, dentre
outros.
A proposta de ensino se realiza em várias dimensões simultâneas. A começar pela experiência em sala de
aula, o estudante de teatro é levado a expor suas capacidades, potenciais e competência nos modos de fazer
que são seu objeto de estudo, por meio do uso do seu próprio corpo e das suas composições expressivas.
Todos os componentes curriculares de caráter prático desenvolvem seu programa com vistas a exercícios
cênicos nos quais a presença do docente se soma à do espectador, colegas alunos, lançando para o estudante
elementos de análise do seu trabalho pessoal. O trabalho em equipe e a participação nas decisões acerca do
mesmo são também parte desse processo de aprendizagem dos conteúdos. Nos componentes curriculares
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práticos, desenvolvem-se reflexões a respeito da técnica propriamente e da metodologia de sistematização
da mesma, avaliadas na composição e execução pública de cenas. Nestes, a presença na sala de aula é
fundamental para a realização e para a avaliação cotidiana. Nos aspectos teóricos, além da transmissão de
informações históricas, semiológicas e da pesquisa da linguagem, desenvolvem-se audições e análises de
espetáculos e outras manifestações cênicas, tomando seus formatos e relação com o público para analisar
sua coerência interna e sua filiação estilística.
1.8. Estágio curricular supervisionado
Na organização da prática do profissional em formação do curso, procura-se atender à política geral de
estágios curriculares definida por esta universidade, bem como à Resolução CNE/CES04/2004, que em seu
artigo 7º determina que “o Estágio Supervisionado é um componente curricular direcionado à consolidação
dos desempenhos profissionais desejados, inerentes ao perfil do formando, devendo cada Instituição, por
seus colegiados superiores acadêmicos, aprovar o correspondente regulamento de estágio, com suas
diferentes modalidades de operacionalização.”
Nesse sentido, as atividades de Estágio Supervisionado propostas para o Curso de Graduação em teatro da
UFMG estão devidamente regulamentadas pela Resolução N° 03/2008, aprovada pelo Colegiado do Curso
em reunião realizada em 18 de setembro de 2008 e reformulada em reunião do dia 18 de maio de 2009.
O estágio tem como objetivo proporcionar ao profissional em formação a vivência prática da realização
teatral através do contato direto com um profissional reconhecido e em atuação no mercado de trabalho.
Para alcançar tal objetivo, o profissional em formação participa do componente curricular Estágio
Supervisionado/60 horas-aula, acompanhando e integrando montagens e/ou apresentações de manifestações
cênicas com grupos ou companhias fora da Universidade.
Apresentamos, a seguir, o artigo da Resolução do Colegiado do Curso de Graduação em Teatro que rege as
normas para o Estágio Curricular Supervisionado, destacando o parágrafo referente à Modalidade
Bacharelado:
• Art. 3º - O Estágio Curricular Supervisonado é uma atividade contemplada na matriz curricular de
ambas as modalidades: bacharelado e licenciatura, e é regido pelo Parecer Nº 28/2001 e pela
Resolução Nº 4/ 2004, ambas do Conselho Nacional de Educação e pela Resolução Nº 06/2005,
do Conselho de Pesquisa e Extensão da UFMG.
•
§6° No âmbito do Bacharelado, o estágio, de natureza optativa, tem a função de promover o
contato direto do profissional em formação com um profissional experiente e em atuação no mundo
do trabalho, reconhecendo a especificidade da região onde está localizada esta universidade, à
qual o mesmo está ligado.
IIIIIIIV-
V-
O colegiado deverá providenciar o Termo de Compromisso a ser assinado pelo
aluno, o grupo ou companhia e a coordenação do Colegiado;
O Colegiado indicará um Professor orientador que terá a função acompanhar e
avaliar o aluno matriculado na Disciplina.
O professor orientador do Estágio será responsável pelo componente curricular
correspondente e receberá o crédito na sua CDSM no semestre.
O aluno deverá apresentar o plano de estágio ao Colegiado e ao professor
orientador do componente curricular que deverá supervisionar, orientar e avaliar o
estágio.
O profissional em formação deverá se matricular no componente curricular
Estágio Supervisionado/60 horas-aula, acompanhando e integrando montagens
e/ou apresentações de manifestações cênicas com grupos ou companhias fora da
Universidade
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a. Neste componente o profissional em formação desenvolve a observação e
pode atuar como técnico, como produtor ou ator nas experiências
previamente conveniadas pelo docente responsável no semestre pelo
componente.
Dessa forma, no Bacharelado em Teatro, o estágio se caracteriza por um modo especial de atividade
formativa ou de capacitação no âmbito do mundo profissional.
1.9. Atividades Complementares
No que se refere às Atividades Complementares, o Art. 8º, da Resolução CES04/04 as caracteriza, em
síntese, como componentes curriculares que possibilitam o reconhecimento, por avaliação, de habilidades,
conhecimentos e competências do aluno, adquiridas fora do ambiente escolar.
Nesse sentido, o projeto do curso propõe as Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) que têm
como objetivo incentivar a prática de estudos autônomos, multi e interdisciplinares, relacionando-os a uma
constante e contextualizada atualização profissional específica nas relações com o mundo do trabalho,
integrando-as à diversidade artística regional e nacional. Para o Bacharelado essas atividades podem ser
integralizadas em até 210 horas no rol das optativas. Conforme a Resolução N°/03/2008, revista em 2009,
do Colegiado de Graduação em Teatro, elas são assim classificadas:
I-
II-
III-
IV-
V-
Programas e projetos de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFMG – 02 créditos por semestre
que serão computados na disciplina EBA 023- Participação em Projetos de Ensino,
Pesquisa e Extensão.
Eventos de natureza artística e/ou científica:
a)
Sem apresentação de trabalho, com duração mínima de 30hs – 01 crédito. EBA017Participação em Eventos A.
b)
Com apresentação de trabalho – 02 créditos que serão computados na disciplina
EBA018 Participação em Eventos B.
Espetáculos cênicos como membro efetivo do elenco ou da equipe técnica – 02 créditos por
no mínimo, 4 apresentações no mesmo ano do mesmo espetáculo que serão computados na
disciplina EBA 018 Participação em Eventos B.
Cursos e oficinas - será destinado 01 crédito para cada 15 horas, até o limite de 04 créditos
que serão computados na disciplina EBA 024 Participação em cursos, oficinas na área e
afins.
Grupos de estudo e/ou artísticos – 02 créditos por, no mínimo 2 semestres com apresentação
de relatório e /ou mostra de trabalhos práticos, que serão computados na disciplina EBA
025 Grupos de Estudos ou Artísticos.
Para requerer a creditação acadêmica das respectivas atividades, o profissional em formação deverá solicitála ao Colegiado para devida avaliação. As atividades somente poderão ser creditadas quando realizadas a
partir da matrícula no curso. No ato do requerimento, o aluno deverá entregar à secretaria do Colegiado a
documentação pertinente a cada atividade descrita na mencionada resolução do Colegiado de Teatro. Os
pedidos de creditação serão, então, analisados, podendo este, lançar mão de consultoria ou de pareceristas,
caso considere conveniente. A integralização dos créditos obedecerá ao padrão de, no máximo, 04 créditos,
podendo ser requerida até 02 vezes para cada tipo diferente de atividade. Essa Resolução está em processo
de atualização pelo NDE e pelo Colegiado.
No âmbito do curso, são abertas as possibilidades de participação nos componentes curriculares Optativos,
de Formação Livre e Formação Complementar, tal como informado anteriormente.
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A Matriz Curricular conta, ainda, com um campo de conhecimento optativo - Língua Estrangeira –
necessária ao graduando para que ele possa ampliar suas habilidades linguísticas e ter acesso a uma vasta
bibliografia em língua diferente de nossa língua pátria.
Incentiva-se também a participação dos alunos do curso nos diversos programas de intercâmbio oferecidos
pela UFMG, tanto no âmbito nacional como internacional. Através de programas de mobilidade estudantil
(ANDIFES) ou de intercâmbio internacional (Minas Mundi) com editais abertos anualmente, diversos
alunos do curso têm a oportunidade de vivenciar a prática de estudos transversais, opcionais e de
interdisciplinaridade em instituições no Brasil, América Latina, África e Europa, ampliando sua experiência
de vida.
O curso mantém constante diálogo com os grupos locais, incentivando projetos e parcerias entre a
comunidade e a graduação em Teatro, tais como a ZAP18, Grupo Oficcina Multimédia, Grupo Galpão,
Grupo Oriundo de Teatro, dentre outros.
1.10. Trabalho de conclusão de curso (TCC)
A matriz curricular do curso conduz para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que consta da
elaboração de um trabalho escrito individual e execução de um trabalho prático a ser apresentado para o
público. O trabalho escrito poderá ser apresentado sob a forma de artigo, obedecendo às normas da ABNT.
O trabalho prático é apresentado ao vivo e é coordenado pelo professor da disciplina a partir de projeto de
pesquisa desenvolvido no semestre anterior na disciplina “Pesquisa em Artes Cênicas”.
De modo a atender a DCN nº 4, de 8 de março de 2004 – que em seu Artigo 9º determina que “o Trabalho
de Conclusão de Curso-TCC poderá ser desenvolvido nas modalidades de monografia, projeto de iniciação
científica ou atividades centradas em áreas teórico-práticas e de formação profissional relacionadas com o
curso, na forma disposta em regulamentação específica” –, as atividades propostas para o TCC Bacharelado
estão regulamentadas pela Resolução N° 03/2008, aprovada pelo Colegiado do Curso de Graduação em
Teatro da UFMG em reunião realizada em 18 de setembro de 2008 e reformulada em reunião do dia 18 de
maio de 2009. Apresentamos, a seguir, uma síntese do artigo da referida resolução que rege as normas para
TCC- Bacharelado: o TCC é obrigatório e constitui como disciplina no 7º período do curso e é condição
para o recebimento do diploma, após a integralização da carga horária total do curso; deverá ser apresentado
um trabalho na forma de artigo, obedecendo às normas da ABNT, cuja base deve ser elaborada na disciplina
Pesquisa em Artes Cênicas, oferecida no 6º período; apresentar um trabalho prático inédito, individual ou
coletivo, de, no mínimo 40 minutos, de forma que o formando tenha destaque na atuação; ambos os
trabalhos serão apresentados publicamente e avaliados por uma mesma banca examinadora; o TCC terá um
professor coordenador e o aluno escolherá o(s) orientador(es) dos trabalhos teórico e prático; os trabalhos
prático e escrito serão avaliados por banca em sessão pública; a disciplina tem um total de 12 créditos/
180h/a para o aluno; cabe ao coordenador do TCC, resolver as questões de infraestrutura para a criação do
trabalho, aproveitando as condições oferecidas pela UFMG e mediar outras possibilidades; o trabalho tem a
pontuação de 30 pontos para texto e 70 pontos para a apresentação.
Ressaltamos, por fim, que o formato adotado para o TCC Bacharelado apresenta resultados muito positivos
no que diz respeito ao processo de formação do aluno, na qualidade estética das montagens e das reflexões
escritas nos artigos. A execução de uma montagem teatral junto à realização de um trabalho escrito
proporciona ao aluno uma vivência simultânea da prática e da reflexão sobre a realização teatral,
convertendo-se num intenso processo de crescimento e amadurecimento. Muitos textos produzidos pelos
alunos são publicados nos “Cadernos de Encenação”, uma publicação do curso que visa dar visibilidade às
reflexões dos alunos e dos professores do curso. Os trabalhos são avaliados não somente no modo
acadêmico, mas também por meio de uma recepção externa à UFMG. Isto ocorre por meio da "Mostra de
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Teatro" que, há vários anos é realizada integrando todos os trabalhos para uma mostra pública. O público
também pode assistir às avaliações feitas pelas bancas de TCC e isso colabora também para sua formação e
o convívio que se espera na produção teatral. Frequentemente, os trabalhos práticos transformam-se em
espetáculos profissionais, abrindo caminhos para o ingresso do aluno no mercado de trabalho.
1.11. Apoio ao discente
Em seu PDI, a UFMG explicita que, na expectativa de permanentemente fortalecer o diálogo entre os
estudantes e a gestão da Universidade, foi criada, em 2006, a Diretoria para Assuntos Estudantis- DAE.
Essa diretoria é estruturada em três direções, a saber: o contato – que visa estabelecer relações com as
entidades estudantis, promovendo a livre expressão dos estudantes, de forma responsável e que seja
significativa ao desenvolvimento da UFMG; o apoio – estimulando e apoiando as iniciativas estudantis,
dando subsídios, na medida do possível aos eventos acadêmicos e culturais e na organização de eventos
locais e campanhas de interesse da UFMG e, por fim, a iniciativa – que visa propor novas ações e apoiar as
já existentes pelos órgãos da Reitoria e das Unidade Acadêmicas em relação aos estudantes, tais como:
semana do estudante, recepção aos calouros, festivais, mostras, exposições, etc. Bem como, organizar
“cursos livres” sobre assuntos de interesse dos estudantes, com possibilidade de creditação curricular,
visando ampliar sua formação; quaisquer outras atividades de interesse discente que estejam dentro dos
objetivos da DAE. É, pois, função dessa diretoria participar das definições da Universidade das políticas de
assistência, sempre a partir de escuta das demandas dos próprios estudantes, e também acompanhar o
desenvolvimento prático dessas políticas, na oportunidade de sua implementação.
Em relação ao apoio ao discente, além da atenção acadêmica do Colegiado, os professores estão sempre à
disposição dos estudantes para esclarecimentos de dúvidas, orientações de trabalhos e projetos. Há um
processo de incentivo às monitorias de cada área, nas quais os alunos mais avançados no percurso curricular
auxiliam os professores em suas respectivas disciplinas.
Para além dos aspectos curriculares e da atuação da DAE, a UFMG tem políticas institucionais de longa
data que visam o apoio aos estudantes em diversas dimensões. Desde a assistência estudantil, como bolsas
de auxílio de permanência na instituição, moradia de baixo custo, restaurantes universitários, transporte
interno gratuito, Centro Esportivo Universitário - CEU para a prática de esportes e para o lazer; participação
em projetos com bolsas de extensão e iniciação científica; apoio didático-pedagógico como as monitorias de
ensino, o apoio financeiro, habitacional e médico oferecidos a alunos carentes pela Fundação Mendes
Pimentel- FUMP; o Centro de Apoio do Deficiente Visual (CADV/FAFICH), o programa de orientação
profissional da UFMG (Pop/UFMG).
A UFMG e a Escola de Belas Artes incentivam a organização institucional dos estudantes por meio de apoio
ao Diretório Acadêmico e aos Centros Acadêmicos dos cursos. Os estudantes além de terem espaços para
reuniões e convivência, têm assento e voto nos colegiados de curso e na Congregação da EBA. Dessa
forma, procura-se inserir os alunos nas discussões tanto no nível da formação acadêmica como no âmbito
administrativo de uma instituição de ensino universitário de caráter público.
1.12. Ações decorrentes dos processos de avaliação do curso
A avaliação dos cursos na UFMG segue as orientações do MEC – baseadas no Programa de Avaliação
Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), no Exame Nacional de Cursos, nas Avaliações das
Condições de Oferta de Cursos de Graduação nas Avaliações conduzidas pelas Comissões de Especialistas
de Ensino da SESU –, e do Programa de Avaliação dos Cursos de Graduação da UFMG, sob
responsabilidade da Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD, lançado em 1994.
O Programa organizado pela UFMG visa desenvolver diagnósticos e procedimentos sobre as atividades
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acadêmicas da graduação em suas dimensões de ensino, iniciação à pesquisa e extensão, estimulando o
processo de autocrítica na graduação no que diz respeito à produção e difusão do conhecimento científico,
artístico, técnico e profissional e a correspondência dessas atividades ao atendimento das demandas sociais
da comunidade. Nesse sentido, busca-se redimensionar, sob a perspectiva acadêmico-administrativa, os
objetivos, o planejamento e a execução do processo ensino-aprendizagem. Com esses princípios, tem-se
como objetivo, redimensionar, na perspectiva da formação humana e profissional, um ensino de graduação
mais condizente com o momento histórico em que se insere; contribuir para a formulação de projetos
institucionais socialmente relevantes, através da implementação de mudanças, sugeridas pelo processo
avaliativo, no cotidiano das atividades acadêmicas.
A Avaliação Interna do Curso de Teatro consiste em: reuniões regulares do Colegiado, privilegiando
aspectos organizativos do curso; reuniões do Núcleo Docente Estruturante – NDE que visam: o
acompanhamento, atualização e desenvolvimento do Projeto Pedagógico do curso; contribuir para a
consolidação do perfil profissional do egresso; zelar pela execução do currículo, tendo em vista a
flexibilização curricular em curso na UFMG, bem como as políticas e estratégias necessárias à sua
efetivação e indicar formas de articulação entre o ensino de graduação, a extensão, a pesquisa e a pósgraduação, considerando as demandas específicas do curso.
A coordenação do colegiado também realiza, informalmente, reuniões periódicas com o corpo docente que
dão subsídios aos processos discutidos nesses órgãos e uma reunião semestral dedicada exclusivamente à
avaliação e organização de conteúdos contemplados pelas disciplinas, modelos de organização e
desempenho do quadro de formadores. Também realizamos reuniões periódicas entre o colegiado e alunos,
ocupando-se de uma avaliação geral do curso e para esclarecimentos de dúvidas a respeito dos percursos
curriculares.
Acompanhando esses procedimentos avaliativos, duas docentes do curso – Profa. Mariana de Lima e Muniz
e Profa. Rita de Cássia S. B. de Gusmão – fizeram um extensivo trabalho com os egressos de sua primeira
fase, anteriormente denominado Artes Cênicas, com o intuito de dimensionar o impacto do curso sobre o
mercado teatral e avaliar o nível de adequação de seu currículo às demandas de um cenário profissional em
formação. Dessa pesquisa, foi publicado o livro Teatro, Formação e Mercado de trabalho: Perfil dos
egressos do Curso de Graduação em Teatro da EBA/UFMG (2002-2009), de autoria das referidas
professoras, publicado como edição monográfica extraordinária da Revista Lamparina, dedicada à
Licenciatura
em
Teatro
e
que
está
disponível
em:
<http://www.eba.ufmg.br/lamparina/index.php/revista/article/view/68>. A partir desta publicação, foram
realizados fóruns de discussão dos resultados obtidos com o intuito de discutir a formação e o mercado de
trabalho em teatro.
Nesses quinze anos de curso, a partir da primeira avaliação geral, foi realizada uma reforma curricular em
2006. Desde 2012, o NDE tem discutido, baseado nas avaliações procedentes dos docentes e discentes, uma
nova reforma curricular com o intuito de possibilitar ao estudante de teatro um curso dinâmico que
aprofunde, cada vez mais, nos aspectos da formação teórica e prática de forma reflexiva, propositiva e
criativa.
1.13. Tecnologias de informação e comunicação – TICs - no processo ensino-aprendizagem
É sabido que um novo panorama educacional gerado pela entrada das tecnologias da comunicação e
informação (TICs) está possibilitando diferentes experiências e ampliações metodológicas visando a prática
pedagógica e a qualidade para o processo ensino-aprendizagem. Neste sentido, a partir de programas de
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formação oferecidos aos docentes da instituição, a UFMG procura cada vez mais preparar seus professores
habilitando-os para o uso efetivo e integrado desta tecnologia na ação docente tanto a distância quanto
presencial.
São tecnologias utilizadas pelo Curso de Graduação em Teatro:
- a Plataforma Moodle;
- o Diário de Classe Eletrônico;
- o sistema de registro acadêmico – SIGA – que possibilita o acompanhamento tanto dos discentes como dos
colegiados e dos departamentos da vida acadêmica de seus alunos no que se refere às ofertas de disciplinas,
matrículas, distribuição de vagas e docentes nas disciplinas e ocorrências curriculares;
- os recursos tecnológicos dos Centros de Atividades Didáticas - CAD’s;
- a ferramenta “Plano de Estudo” - módulo implantado com o SIGA da UFMG no segundo semestre de
2013- que dá possibilidade de o aluno, em acordo com o Colegiado, estabelecer um percurso curricular que
lhe seja propício e que esteja de acordo com os objetivos do curso;
- interlocuções/mediações com o GIZ/PROGRAD, que é um projeto de atualização docente que tem como
objetivo incrementar a estrutura de ensino nos vários níveis da UFMG, proporcionando, perante a
comunidade acadêmica, uma efetiva valorização da docência na graduação.
- a rede Wi-Fi para a conexão via wireless de computadores, no momento está em fase de expansão e
adequação devido ao aumento populacional no Campus Pampulha;
- TVs em salas de aulas teóricas com tecnologia HDMI;
- estúdio de rádio para a elaboração de programas radiofônicos.
1.14. Procedimentos de avaliação dos processos de ensino-aprendizagem
A avaliação do ensino e da aprendizagem realiza-se em várias dimensões simultâneas. A começar pela
experiência em sala de aula, o estudante de teatro é levado a avaliar sua competência nas técnicas que são
seu objeto de estudo, por meio do uso do seu próprio corpo e das suas composições expressivas. Todos os
componentes curriculares de caráter prático desenvolvem seu programa com vistas a exercícios cênicos nos
quais a avaliação do docente se soma à do espectador, lançando para o estudante elementos de análise do
seu trabalho pessoal. O trabalho em equipe e a participação nas decisões acerca do mesmo são também parte
da avaliação da aprendizagem do conteúdo. Nos componentes curriculares práticos, se desenvolvem
reflexões a respeito da técnica em si e da metodologia de sistematização da mesma, que são avaliadas por
meio da utilização desta técnica na composição e execução pública de cenas. Nestes, a presença na sala de
aula é fundamental para a avaliação. Nos aspectos teóricos, além da transmissão de informações históricas,
semiológicas e da pesquisa da linguagem, se desenvolvem audições e análises de espetáculos e outras
manifestações cênicas, tomando seus formatos e relação com o público para analisar sua coerência interna e
sua filiação estilística. Em todos, a presença em sala de aula é indispensável para a avaliação.
Os processos de avaliação do ensino e da aprendizagem se pautam por diagnosticar o nível de
desenvolvimento das competências nos componentes curriculares, considerando como necessárias à atuação
profissional as seguintes habilidades para o bacharel em interpretação teatral:
-
Domínio dos conteúdos técnicos transmitidos e pesquisados em cada componente
curricular, segundo programa dado ao conhecimento prévio do aluno.
Aplicação destes conteúdos na elaboração da manifestação cênica proposta para o
componente.
Capacidade de articulação entre os conteúdos dos componentes entre si, como forma de
aprimorar sua atuação nas Práticas de Criação Cênica curriculares.
Percepção do caráter investigativo de cada manifestação cênica, no sentido da sua
inserção sócio-cultural e adequação ao público-alvo escolhido.
Demonstração de articulação e gerenciamento da organização do seu percurso
profissional pessoal.
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No processo de avaliação do ensino e da aprendizagem busca-se apontar para o profissional em formação o
grau de desenvolvimento de suas competências técnicas e criativas, bem como a necessidade de
contextualização cultural, social, econômica e institucional destas competências. Objetiva-se também
consolidar a avaliação como parte do processo de formação, levando o profissional em formação a percebêla como diagnóstico das lacunas e das eventuais mudanças a serem promovidas no percurso, a partir da
aferição dos resultados alcançados.
1.18. Número de vagas
São oferecidas 40 vagas anuais unificadas, no período diurno, sendo uma entrada de 20 alunos a cada
semestre. O ingressante faz a opção pela modalidade Bacharelado ao final do segundo período do curso.
Este formato se justifica pela filosofia de que a formação artística, técnica e estética é essencial ao
profissional de teatro, professor ou atuante cênico. A entrada unificada possibilita ao curso manter a
qualidade da formação integral e também atender à demanda de profissionais com qualificação específica na
área.
A opção por 20 alunos se dá pela caraterística do processo formativo e pelas condições adequadas,
principalmente, dos lugares para as aulas práticas que exigem mobilidade e espaço para a experiência
corporal e vocal dos estudantes.
Isso também se explica pela qualidade da relação professor-aluno, fundamental no processo ensinoaprendizagem.
2. CORPO DOCENTE E TUTORIAL 2.1. Atuação do Núcleo Docente Estruturante – NDE
O Núcleo Docente Estruturante, criado na UFMG pela Resolução CEPE 15/2011, atendendo à Resolução
001/2010 do CONAES, tem uma atuação recente no curso. A sua primeira composição foi criada no mesmo
ano da normatização dos NDEs no âmbito da UFMG.
Conforme a resolução da UFMG, o NDE será integrado por cinco membros, no mínimo, e nove, no
máximo. Essa composição é assim constituída: Coordenador do Colegiado do Curso (Membro nato do
NDE) e por docentes eleitos pelo plenário do Colegiado do Curso. Essa eleição é precedida de edital e os
eleitos são nomeados, mediante Portaria, pelo diretor da Unidade Acadêmica.
Os membros desse Núcleo devem ter, preferencialmente, diploma de graduação na área de conhecimento do
curso, admitindo-se membros portadores de diploma de curso de área afim; ser contratados em regime de
trabalho de 40 horas semanais ou em Dedicação Exclusiva; ter experiência de docência no Ensino Superior;
ter, preferencialmente, titulação acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu; e exercer
liderança acadêmica, traduzida seja na produção de conhecimentos na área e no desenvolvimento do ensino,
seja na ampla experiência profissional, na inserção institucional e em outras dimensões significativas para a
graduação, que concorram para o desenvolvimento do curso.
O mandato dos membros eleitos para comporem o NDE será de quatro anos, permitida a recondução. Na
primeira eleição, 50% dos membros serão eleitos para mandato de dois anos, e os demais, para mandato de
quatro anos, de forma a assegurar a renovação apenas parcial do NDE e a continuidade do processo de
acompanhamento do curso. Como a primeira eleição foi em 2011, neste ano, de 2013, está havendo uma
nova configuração desse Núcleo.
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Na resolução da UFMG, ficou determinado que o NDE deve realizar reuniões periódicas em cada semestre.
Ele tem, de acordo com o Artigo 2o da referida Resolução, as seguintes atribuições:
I - acompanhar o desenvolvimento do Projeto Pedagógico do curso, tendo em vista a
preservação de sua atualidade, em face das demandas e possibilidades do campo de
atuação profissional e da sociedade, em sentido amplo;
II - contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso, considerando as
Diretrizes Curriculares Nacionais do curso, quando houver, bem como a necessidade de
promoção do desenvolvimento de competências, visando à adequada intervenção social
do profissional, em seu campo de atuação;
III - zelar pela execução do currículo, tendo em vista a flexibilização curricular em curso
na UFMG, bem como as políticas e estratégias necessárias à sua efetivação;
IV - indicar formas de articulação entre o ensino de graduação, a extensão, a pesquisa e a
pós-graduação, considerando as demandas específicas do curso e de cada área do
conhecimento.
O NDE tem discutido, a partir das avaliações do curso, ajustes curriculares e um novo projeto pedagógico
em atendimento às novas demandas e ao constante processo de observação e avaliação que são realizados
pelos professores, pelos alunos e pelo Colegiado do curso.
2.2. Atuação do (a) coordenador (a)
O coordenador do curso atua na integração de diferentes frentes de trabalho que possuem natureza
deliberativa, normativa e consultiva da gestão pedagógica do curso em conformidade ao art. 10, do
Regimento Geral da UFMG, sendo seu tempo de permanência na função de dois (2) anos, cabendo
reeleição.
O coordenador orienta e coordena as atividades do curso no âmbito do NDE, do Colegiado e do grupo de
professores. Ele encaminha as ações necessárias ao bom desenvolvimento do mesmo. Junto ao colegiado do
curso, cujas deliberações são registradas em atas que se encontram à disposição para consulta.
Ao Coordenador do Colegiado, de acordo com o Estatuto da UFMG, compete, além presidir o Colegiado de
Curso e o NDE e atuar como principal autoridade executiva desses órgãos, com responsabilidade pela
iniciativa nas diversas matérias pertinentes à sua autoridade, as seguintes funções:
- orientar e coordenar as atividades do curso e propor ao Departamento ou estrutura equivalente a indicação
ou substituição de docentes;
- elaborar o currículo do curso, com indicação de ementas, créditos e pré-requisitos das atividades
acadêmicas curriculares que o compõem;
- referendar os programas das atividades acadêmicas curriculares que compõem o curso;
- decidir sobre as questões referentes à matrícula, reopção, dispensa e inclusão de atividades acadêmicas
curriculares, transferência, continuidade de estudos, obtenção de novo título e outras formas de ingresso,
bem como das representações e recursos contra matéria didática, obedecida a legislação pertinente; Dentre
outras atribuições, ele é responsável pelos processos de matrícula, reopção, dispensa e inclusão de
atividades acadêmicas regulares, transferência, obtenção de novo título ou outras formas de ingresso,
aproveitamento de créditos e trancamentos parciais e totais de matrícula.
- coordenar e executar os procedimentos de avaliação do curso, junto ao NDE;
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- representar ao órgão competente no caso de infração disciplinar;
- elaborar o plano de aplicação de verbas destinadas a este órgão;
- elaborar o quadro de horários e de ofertas de disciplinas obrigatórias e optativas em cada semestre;
Em média, a coordenação do Colegiado está à disposição dos alunos e do corpo docente 18 horas semanais,
distribuídas durante os dias, em função das reuniões acadêmicas, das aulas e dos projetos nos quais ele está
envolvido.
2.3. Experiência profissional, de magistério superior e de gestão acadêmica do (a)
coordenador (a)
O coordenador atua no curso de graduação em teatro desde setembro de 2004, nas áreas de estudos vocais e
musicais, interpretação e licenciatura. Na gestão do Colegiado do biênio 2006/2007, foi subcoordenador da
professora Dra. Mônica Ribeiro,
O coordenador tem graduação em Educação Artística – habilitação em Música pela Universidade do Estado
de Minas Gerais (UEMG)(1989); Especialização em Magistério Superior pela UEMG (1992); Mestrado em
Educação pela Faculdade de Educação da UFMG (2000) e Doutorado em Artes, no Programa de Pósgraduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2012).
É membro da diretoria da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas – gestão
2013/2014; membro do Comitê Permanente do Movimento da Canção Infantil Latino-americana e
Caribenha. Integra o comitê de organização dos Festivais da Canção Infantil em Medellín. É integrante do
Núcleo Transdisciplinar de Pesquisa em Artes Cênicas - NACE. Integra o Duo Rodapião, desde 1992 e o
Grupo Serelepe com diversos espetáculos cênico musicais dedicados ao público infantil.
Em 1997 foi diretor pró-tempore no Centro Pedagógico, escola de Ensino Fundamental da Escola de
Educação Básica e Profissional da UFMG (EBAP). Nessa mesma escola, onde foi professor por 18 anos, foi
coordenador do Núcleo de Arte, representante desse núcleo no Conselho Pedagógico e Administrativo por
várias gestões e idealizador e coordenador do projeto de extensão Pandalelê- laboratório de brincadeiras.
Desde 1984 vem atuando na área artística, participando de grupos de teatro (Oficcina Multimédia) e de
música (Rodapião e Serelepe), com a produção de CDs e DVD (Dois a dois, Murucututu, Nigun, Pandalelê!
Brinquedos Cantados, Villa-Lobos e os brinquedos de roda; DVD do Duo Rodapião e, em fase de gravação,
o CD “Locotoco” do Grupo Serelepe).
2.5. Regime de trabalho do (a) coordenador (a) do curso
Dedicação Exclusiva
2.6. Titulação do corpo docente do curso
O corpo docente do núcleo específico do curso é composto por professores do Departamento de Fotografia,
Teatro e Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, da Faculdade de Letras e da Escola de Música.
Em seu conjunto, os professores têm titulação de mestrado e doutorado, tendo também docentes com pósdoutorado.
Dos 24 professores, 18 têm Doutorado e os outros 5 têm Mestrado. Destes, 5 estão em processo de
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doutoramento e um está apresentando seu projeto de doutorado para o ano de 2014.
2.8. Titulação do corpo docente do curso – percentual de doutores
O percentual de Doutores no curso é 78,28% do total de docentes, sendo que 2 são mestrandos, com
previsão de defesa de tese no final de 2013 e início de 2014 e um com projeto de doutoramento para 2014.
2.9. Regime de trabalho do corpo docente do curso
Todos os professores do curso estão em regime de trabalho de Dedicação Exclusiva.
2.10. Experiência profissional do corpo docente
No conjunto dos docentes do curso, 90% têm experiência na Graduação de pelo menos 5 anos em cursos de
Bacharelado e Licenciatura em Teatro.
2.11. Experiência de magistério superior do corpo docente
O corpo docente do curso, em sua expressiva maioria, tem experiência no magistério superior de pelo
menos 5 anos, seja no âmbito do Bacharelado e da Licenciatura. Somente um professor ingressou nesse
nível de ensino há dois anos.
2.12. Funcionamento do colegiado de curso ou equivalente
O Colegiado do curso funciona com uma secretária, um coordenador, um subcoordenador e representantes
dos departamentos acadêmicos da Escola de Belas Artes (Departamento de Artes Plásticas; Departamento
de Desenho e Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema); um representante da Faculdade de Letras, um
representante da Faculdade de Educação e um representante estudantil.
Esse órgão responde às demandas de natureza acadêmica referentes ao corpo discente e docente no que se
refere às disciplinas curriculares e às normas acadêmicas da Graduação, bem como demandas gerais.
Reuniões regulares entre coordenação do Colegiado de Curso e corpo docente, privilegiando aspectos
organizativos e pedagógicos do curso. Dentre essas, há uma reunião em cada semestre exclusivamente
dedicada à avaliação e organização de conteúdos contemplados pelas disciplinas, modelos de organização e
desempenho do quadro de formadores. Reuniões que são fundamentadas pelos encontros e trabalhos com o
grupo de professores do curso e pelo NDE.
Reuniões periódicas entre professores e alunos, ocupando-se de uma avaliação sistemática de cada
disciplina, avaliando seus conteúdos, processos e resultados.
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2.13. Produção científica, cultural, artística ou tecnológica
A UFMG é uma das mais importantes e significativas Instituições Federais de Ensino Superior presentes no
Estado de Minas Gerais. Ela se destaca não apenas pela abrangência de sua atuação, mas também pelos mais
elevados índices de produção intelectual, características que justificam sua posição de referência e de
liderança, tanto regional quanto nacional. Estatísticas recentes atestam a importância da produção científica
dessa Universidade. Segundo levantamento da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes), entre as 11 Instituições de Ensino Superior do País, cuja produção mais cresceu no
período 1996-2006, o índice de crescimento da UFMG foi de 258%, superior ao das cinco que a antecedem
nesse ranking. Pesquisa feita no Web of Science, considerando as Instituições Universitárias brasileiras que
mais publicam artigos científicos de impacto, indica que a produção científica da UFMG ocupa a quinta
posição, com média de citação por artigo de 2,61. Em um levantamento internacional recente, que avaliou o
número de artigos publicados e indexados e a performance acadêmica per capita de todas as Universidades
atualmente existentes, situa a UFMG entre as 500 maiores do mundo.
A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) responsabiliza-se pelo gerenciamento e/ou acompanhamento dos
Programas de Bolsas de Pós-Graduação financiados pela Capes, pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
Minas Gerais (Fapemig).
Além de apoiar e incentivar as metas de produção acadêmico-científicas almejadas pelos seus 3.623
pesquisadores, vinculados aos seus 645 grupos de pesquisa, e pelos mais de 900 bolsistas de Iniciação
Científica, a UFMG tem implementado ações e projetos inovadores no campo da pesquisa de ponta. A
UFMG mantém, ainda, alguns programas institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (BIC)
coordenados pela Pró Reitoria de Pesquisa. Esses Programas têm por objetivo introduzir o aluno na
produção do conhecimento e na convivência cotidiana com os procedimentos científicos, com sua
organização, técnicas e métodos. Pelo seu caráter institucional, possibilitam um modo de gestão da pesquisa
que amplia e revitaliza a produção científica não apenas em áreas já consolidadas, mas também naquelas em
que essas atividades estão, ainda, em processo de estruturação. Alguns programas coordenados pela Pró
Reitoria de Pesquisa da UFMG que merecem destaque são: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (PIBIC), do CNPq; Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC) da
Fapemig.
Há um razoável número de professores vinculados à Pós-Graduação da Escola de Belas Artes, Faculdade de
Letras e Escola de Música. A maioria dos docentes do curso integra a Associação Brasileira de Pesquisa e
Pós-graduação em Artes Cênicas - ABRACE e participam do Núcleo Transdisciplinar de Pesquisa em Artes
Cênicas – NACE, da Escola de Belas Artes.
Os docentes do curso atuam no âmbito artístico e da reflexão teórica sobre o fazer teatral. Além das
produções na área, muitos professores estão envolvidos na organização de eventos, participando de comitês
editoriais, orientações na graduação e pós-graduação, bancas de graduação, mestrado e doutorado. O
conjunto da produção docente contempla nos últimos três anos: 37 artigos publicados em periódicos
científicos na área; 31 artigos publicados em periódicos científicos em outras áreas; 59 Livros ou capítulos
em livros publicados na área; 41 Livros ou capítulos em livros publicados em outras áreas; 39 trabalhos
publicados em anais (completos); 22 trabalhos publicados em anais (resumos); 12 traduções de livros,
capítulos de livros ou artigos publicados; 5 propriedades intelectuais registradas; 316 projetos e/ou
produções técnicas artísticas e culturais; 112 produções didático-pedagógicas relevantes, publicadas ou não.
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3 INFRAESTRUTURA –
3.1. Gabinetes de trabalho para professores Tempo Integral - TI
Os gabinetes dos professores do curso ficam no segundo andar do Prédio Anexo de Teatro da Escola de
Belas Artes, com acesso por escadas, existindo, porém, o vão para instalação de um elevador para
portadores de necessidades especiais. A higienização é feita diariamente e o estado de conservação dos
espaços é bom. Todas as salas possuem ventilação e iluminação naturais, havendo também recursos de
climatização mecânica (ventiladores e ar condicionado), possibilitando condições de tranqüilidade acústica
para o trabalho docente. São seis gabinetes usados por grupos de 2 a 4 professores:
Todos os gabinetes possuem conexão para internet a cabo, bem como rede wireless.
3.2. Espaço de trabalho para coordenação do curso e serviços acadêmicos
A partir da gestão da atual diretoria da EBA (2013 – 2017), os espaços para atendimento discente e docente
– colegiados e Serviço de Ensino – passaram a ser pensados com um funcionamento integrado, facilitando o
trânsito de tarefas e a comunicação entre os mesmos. Assim, há um compartilhamento do espaço entre os
colegiados dos cursos de Licenciatura em Dança, Graduação em Teatro e em Artes Visuais (e para um
futuro próximo os demais cursos da escola), que foram instalados em contiguidade à Seção de Ensino, no
edifício principal da EBA. O espaço de funcionamento do Colegiado de Teatro apresenta as seguintes
características:
3.3. Sala de professores
O Prédio Anexo do Teatro da EBA conta com uma Sala de Reuniões que é utilizada, principalmente, para
atendimentos individuais aos alunos, sendo que as reuniões de docentes são feitas, preferencialmente, nas
Salas de Aulas Teóricas, no mesmo edifício. Situa-se no segundo andar do prédio do curso de Teatro com
acesso por escadas, existindo, porém, o vão para instalação de um elevador para portadores de necessidades
especiais. Sua higienização é feita diariamente, e o estado de conservação da mesma é bom possibilitando
condições de tranquilidade acústica para o trabalho docente, sala possui conexão para internet a cabo, bem
como rede wireless.
Ressalta-se que todos os docentes que atuam no Curso possuem gabinetes de trabalho. Destaca-se ainda que
os departamentos de origem dos docentes são equipados com copa, sala de reunião, sala de seminários, etc.
Os professores, além de contar com uma copa no prédio do Teatro e com um espaço de convivência no
prédio central da Escola de Belas Artes, têm um gabinete para cada três professores, em média.
3.4. Salas de aula
O curso conta com seis salas de aula práticas e três teóricas localizadas no Prédio Anexo de Teatro da EBA.
Tanto as disciplinas práticas quanto as teóricas têm um limite de 20 alunos, o que é totalmente compatível
com o espaço físico existente. Os casos de exceção são avaliados pelo Colegiado. As salas estão assim
organizadas:
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ESPAÇO VERDE (Aula Prática - AP)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); barra fixa para exercícios corporais; aparelhos de ar condicionado, mesa, cadeira, lixeira.
ESPAÇO VINHO (AP)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); barra fixa para exercícios corporais; aparelhos de ar condicionado, mesa, cadeira, lixeira.
ESPAÇO PRETO (AP)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); praticáveis para uso em experimentos cênicos e para conformação de arquibancadas.
ESPAÇO LARANJA (AP – Aula Teórica -AT)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); barra fixa para exercícios corporais; quadro branco, mesa, cadeira e carteiras, lixeira.
ESPAÇO AZUL (AP e AT)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); barra fixa para exercícios corporais; aparelhos de ar condicionado, datashow fixo, armário mesa,
cadeira, carteiras, lixeira.
SALA HAYDÉE BITENCOURT (AP)
Sala ampla, arejada e com iluminação natural e elétrica; piso em tábua corrida, com amortecimento e
tratamento acústico; espelho; pontos de eletricidade para instalação de equipamentos de iluminação (220 e
110V); barra fixa para exercícios corporais; aparelhos de ar condicionado, piano, lousa, armário com
aparelho de som, carteiras, mesa, cadeira, lixeira.
ESPAÇO VERMELHO (AP e AT)
Sala ampla e arejada e com iluminação natural e lâmpadas fluorescentes, mesa, carteiras para alunos, TV de
42 polegadas, lousa, armário com aparelho de som, lixeira.
ESPAÇO VIOLETA (aula teórica - AT)
Sala ampla com iluminação natural e lâmpadas fluorescentes; ar condicionado; mesa, cadeira, carteiras para
alunos, TV de 42 polegadas, lousa, lixeira.
ESPAÇO AMARELO (AT)
Sala ampla com iluminação natural e lâmpadas fluorescentes; ar condicionado; mesa, cadeira, carteiras para
alunos, TV de 42 polegadas, lousa, lixeira.
AUDITÓRIO ÁLVARO APOCALYPSE (AP/AT)
Espaço com 200 lugares, um palco, equipado com tela de projeção, datashow, equipamento de sonorização,
camarim e com estrutura montada para ligações elétricas para os trabalhos cênicos.
ESPAÇO CENOTÉCNICO (Apoio)
Espaço de apoio aos trabalhos acadêmicos, pois consta de um acervo de figurinos, acessórios, objetos e
elementos de cenografia do curso, somando mais de 3.000 itens.
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DEPÓSITO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS (Apoio)
Sala de apoio às aulas de estudos vocais e musicais, às práticas de criação e aos TCCs. Ele abriga violões,
um acordeom, teclado, pandeiros, percussões e diversos objetos sonoros.
DEPÓSITO DE MATERIAL ELÉTRICO (DME) (Apoio)
Espaço de apoio às pesquisas de iluminação em sala de aula; abriga o acervo de iluminação cênica,
composto de refletores, mesas de luz, dimmers, cabos e diversos equipamentos afins, somando
aproximadamente 500 itens.
A UFMG dispõe dos Centros de Atividades Acadêmicas (CAD) I e II, aparelhados com salas de aulas
teóricas e auditórios que atendem a todas as unidades, por requisição dos espaços.
3.5. Acesso dos alunos a equipamentos de informática
O Laboratório de Informática da Graduação (LIG) foi o primeiro espaço informatizado disponibilizado para
os alunos da Escola de Belas Artes. Mesmo tendo sido proposto inicialmente como projeto para a
Licenciatura em Artes Visuais, foi, ao longo do tempo, utilizado por várias disciplinas de cinema de
animação, artes gráficas e fotografia, dentre outras. Além disso, ficou como espaço para toda comunidade
da escola, com uso, fora dos horários de aulas, liberado aos alunos como ambiente de estudos e pesquisas
acadêmicas. O laboratório está localizado no segundo andar do edifício sede da EBA.
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA (em desenvolvimento):
Como acesso às informações da UFMG via Intranet e Internet, os alunos têm à sua disposição o sistema
gerenciado pelo Centro Computacional da UFMG – CECOM, que oferece a plataforma Moodle, bem como
os laboratórios e programas específicos, incluindo os disponibilizados na estrutura dos CAD’s.
O acesso via Wi-Fi está em fase de expansão, pois a população no campus tem aumentado
consideravelmente, levando em conta que as conexões, por intermédio do grande número de Ipads, Tablets,
Iphones e notebooks, estão cada vez mais exigindo uma ampliação do sinal nos diversos locais da UFMG,
na Pampulha.
3.6. Bibliografia básica
A Biblioteca Universitária da UFMG é um órgão suplementar vinculado à Reitoria, responsável
tecnicamente pelo provimento de informações necessárias às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da
Universidade, como também pela coordenação técnica, administração e divulgação dos recursos
informacionais das 25 bibliotecas do Sistema de Bibliotecas UFMG. Essas bibliotecas estão subordinadas
administrativamente às Unidades Acadêmicas, Escolas de Educação Básica e Profissional e órgãos
suplementares.
O quadro de pessoal do Sistema de Bibliotecas é composto por, aproximadamente, 124 bibliotecários e 286
funcionários de apoio.
O acervo patrimoniado é de mais de 923.821exemplares, dados de 2011, nas diversas áreas do
conhecimento. Ele é constituído de teses/dissertações, monografias de cursos de especialização, livros,
publicações periódicas, produção artística e outros documentos produzidos na UFMG, que representem a
vida institucional nos campos administrativo, pesquisa e extensão. E também com O Acervo de Obras Raras
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e Especiais do Sistema de Bibliotecas reúne documentos considerados raros e/ou preciosos devido à sua
importância histórica, literária, cultural e patrimonial.
O Sistema de Bibliotecas atende tanto a usuários da comunidade interna, como a usuários da comunidade
externa. A média anual de empréstimo domiciliar é de 500.000 exemplares, para cerca de 70.000 usuários.
As dez maiores bibliotecas do Sistema possuem acervos variando de 20.000 a 94.000 exemplares e proveem
atendimento ao público superior a 60 horas semanais e fluxo de 1.000 a 3.000 usuários por dia. Há duas
bibliotecas na UFMG que têm atendimento 24h durante todo o ano, exceto em alguns feriados nacionais.
A Biblioteca da Escola de Belas Artes foi criada em junho de 1963, a princípio, em um galpão próximo ao
atual prédio da Escola de Belas Artes, em uma sala de 7 X 3 m2. Em 1972 a Biblioteca passou a ocupar uma
área de 147 m2 e desde 1994 ocupa uma área de 332m2, no segundo andar da Unidade. A biblioteca conta
com um acervo especializado, atendendo aos cursos de Graduação: Artes Visuais, Cinema de Animação e
Artes Digitais, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, Design de Moda, Teatro, Dança, PósGraduação, além dos cursos de extensão. A biblioteca encontra-se hoje automatizada em seus serviços de
empréstimo e tratamento do material bibliográfico, integrando-se à rede da UFMG via Pergamum, sistema
que permite ao usuário a renovação e reservas de livros pela internet.
Atualmente, nossa biblioteca possui cerca de 22 mil itens catalogados (dados atualizados em
outubro/2011). Nosso acervo é especializado em artes plásticas, artes visuais e artes cênicas e formado por
livros, folhetos, periódicos, jornais diários, coleção reserva, catálogos de exposição, obras de referência dicionários, enciclopédias, guias, manuais, etc - monografias - teses, dissertações, TCC's - DVD's, fitas
VHS, CD's, reproduções de originais de arte, entre outros.
O acervo da bibliografia básica adotada no Curso de Graduação em Teatro, considerando os três títulos por
unidade curricular, conta hoje com mais de 2.000 exemplares disponíveis nas bibliotecas da UFMG. Os
diversos títulos disponíveis para acesso virtual não foram contabilizados.
3.7. Bibliografia complementar
Da mesma forma, a bibliografia complementar das disciplinas do curso também estão disponíveis na
Biblioteca da Escola de Belas Artes ou nas demais Bibliotecas das outras unidades.
Com o sistema integrado de bibliotecas o estudante pode consultar e verificar onde o livro está disponível,
facilitando, assim, o seu empréstimo para consulta e estudo.
De forma geral o acervo é constituído por aproximadamente 800 livros, disponibilizados nas bibliotecas da
UFMG. Os diversos títulos disponíveis para acesso virtual não foram contabilizados.
3.8. Periódicos especializados
A biblioteca conta com cerca de 400 títulos de periódicos na área de artes disponíveis para consulta em seu
acervo, sendo 26 destes títulos inseridos no Catálogo Online do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Através
do Portal de Periódicos da CAPES os usuários tem acesso a mais de 30 mil publicações nacionais e
internacionais cobrindo todas as áreas do conhecimento e incluindo títulos específicos na área de Teatro.
Pelo Portal da CAPES os alunos têm acesso 7 a bases de dados relacionadas à área. São elas:
Phiysical Education Índex: Base de dados referencial e com resumos que engloba desde tópicos referentes
ao currículo de educação física até medicina do esporte e dança. Oferece acesso à base de dados referencial,
Physical Education Índex, da Cambridge Scientific Abstracts (CSA) que é fornecida pela Proquest. Contém
resumos de mais de 680 publicações, englobando desde tópicos referentes ao currículo de educação física
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até medicina do esporte e dança. A educação na área de saúde e fisioterapia também são abordadas.
Cobertura de acesso desde 1970 até o presente.
Academic One File: Base referencial e de texto completo nas áreas de ciências físicas, tecnologia, ciências
sociais, artes, teologia, literatura e outras disciplinas.
Alexander Street Press: Oferece acesso à cinco obras de referência nas áreas de Artes, Filosofia e
Teologia.
JSTOR: Oferece acesso a publicações acadêmicas de diversas áreas do conhecimento, incluindo a coleção
Arts&Sciences
Cambrigde Journals Online: Editora universitária oferece acesso a publicações científicas de todas as
áreas do conhecimento, incluindo Artes e Letras.
Oxford Journals: Oferece acesso a publicações acadêmicas de diversas áreas do conhecimento, incluindo
Letras e Artes.
Project MUSE: Oferece acesso a periódicos especializados na área de Ciências Humanas e Ciências
Sociais Aplicadas, Letras e Artes.
Wyley Online Library; Oferece acesso a periódicos nas áreas Biológicas, Saúde, Exatas e da Terra,
Agrárias, Sociais Aplicadas, Humanas, Linguística, Letras e Artes.
Novas aquisições para o acervo são feitas numa base anual (o valor das aquisições varia entre R$ 70.000,00
e R$ 100.000,00). A escolha de novos títulos é feita em diálogo com as coordenações dos diversos
Colegiados de Cursos da Escola, procurando contemplar cada curso de acordo com a sua necessidade, sendo
que a prioridade de compras da última demanda foi a o reforço das bibliografias básica e complementar,
tendo assim, um número suficiente de exemplares por grupo de alunos.
3.9. Laboratórios didáticos especializados: quantidade
O curso de Graduação em Teatro tem, atualmente, 7 laboratórios de pesquisa e ensino na área, a saber:
Laboratório de Estudos do Corpo, Cognição e Afetividade em Artes Cênicas-LECCAC; Laboratório de
Pedagogias Teatrais; Laboratório Didático de Cenografia e Iluminação Cênica (LIC); LADI - Laboratório
de Dramaturgia da Improvisação; Laboratório de pesquisa em atuação – LAPA; LIBERAVOX – Grupo de
pesquisa sobre a vocalidade e a musicalidade da polifonia cênica e o Estúdio Fisções: Treinamento e
Formação em Atuação Cênica.
Dois laboratórios existem há 8 anos, outros iniciaram os trabalhos em 2009, alguns existem há um ano e um
deles iniciou os trabalhos no semestre passado. Atualmente envolvem 14 alunos de Iniciação Científica com
bolsa e 20 como voluntários; 3 bolsistas de monitoria de graduação, 30 voluntários, 4 alunos de Mestrado e
3 de doutorado.
Cada laboratório tem uma forma de escolha de seus integrantes e uma forma de propor o trabalho de ensino
e pesquisa para atender os seus respectivos objetivos, estabelecidos pelo professor condutor.
Todos eles partem do eixo teórico-prático como fundamento de suas investigações e experimentos,
promovendo reflexão e crítica entre professores, alunos e convidados. Em suas especificidades concentram
sua atuação: nos estudos do corpo; do treinamento atoral; no ensino formal e não formal do teatro; no ensino
da atuação cênica; nas questões do artista professor; na iluminação e cenografia; na improvisação teatral.
Eles tratam da dramaturgia interativa, da interação multimídia, do teatro físico, da mímica corporal, da
vocalidade e da musicalidade da polifonia cênica, da experimentação e criação de estratégias metodológicas
na pesquisa teatral, da metodologia do Alvo como princípio de ensino da ação física.
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Em relação à produção acadêmica, esses laboratórios promovem: seminários, colóquios, jornadas de
estudos; participação ativa nas montagens dos Trabalhos de Conclusão de Curso e nas práticas de criação
cênica; artigos sobre a área; monografias, dissertações, teses, livros e capítulos de livros e participação em
espetáculos de grupos externos à UFMG.
Os laboratórios proporcionam aos seus integrantes uma atitude investigativa e geram uma quantidade
expressiva de reflexões e de ações em relação ao fazer artístico, dentro e fora do âmbito da Universidade,
reafirmando, dessa maneira, a indissociabilidade entre a pesquisa, o ensino e a extensão.
3.10. Laboratórios didáticos especializados: qualidade
Os laboratórios utilizam os mesmos espaços das salas de aulas. Devido à sua especificidade, o Laboratório
Didático de Cenografia e Iluminação Cênica (LIC), funciona em dois espaços que dividem os campos de
trabalho: o DME (Depósito de Material elétrico), com aproximadamente 16 m2, que abriga todo o acervo de
iluminação cênica, composto de refletores, mesas de luz, dimmers, cabos e diversos equipamentos afins,
somando aproximadamente 500 itens; e o Espaço Cenotécnico, com aproximadamente 100 m2, que abriga
todo o acervo de figurino, acessórios, objetos e elementos de cenografia do curso, somando mais de 3.000
itens.
A maioria dos laboratórios usa praticáveis (tablados de madeira) e todo o material cênico e equipamentos
presentes nos espaços de aulas práticas, descritos no item de infraestrutura; aparelhos de som, TV e
projetores multimídia.
Há laboratórios que utilizam outros materiais, como figuras geométricas diversas produzidas em EVA ou
papel cartão, bolas de borracha, entre outros; aparelho de som, TV e projetores multimídia.
Os órgãos administrativos da UFMG possibilitam o pleno exercício de investigação e de criação dessas
propostas, de modo a ampliar e consolidar a presença do Teatro no âmbito acadêmico pela socialização do
conhecimento produzido nesses laboratórios.
3.11. Laboratórios didáticos especializados: serviços
A proposta de compartilhar as investigações desses laboratórios proporciona uma demanda de parcerias e de
serviços, tais como a supervisão de práticas de ensino de teatro; apoio e serviços a projetos de extensão
tanto da Escola de Belas Artes quanto de outras Unidades e Departamentos da UFMG, como a Escola de
Música e o Festival de Inverno da UFMG; parcerias e ações da comunidade externa, como o FETO
(Festival Estudantil de Teatro), além de montagens de grupos de teatro de Belo Horizonte (sem fins
lucrativos); participação na direção de espetáculos teatrais e oficinas diversas sobre vocalidade e
musicalidade cênicas, oferecidas a alunos da universidade e à comunidade em geral.
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2014 GRADUAÇÃO EM TEATRO BACHARELADO EM