Cabral IE O IMPACTO DOS ESTUDOS QUALITATIVOS DE ENFERMAGEM SAÚDE DA CRIANÇA EM THE IMPACT OF NURSING QUALITATIVE STUDIES IN CHILD’S HEALTH Ivone Evangelista Cabral* RESUMO: O impacto dos estudos qualitativos de enfermagem em saúde da criança foi investigado para identificar a incidência de artigos de enfermagem geral e de saúde da criança em periódicos de enfermagem e analisar a apropriação das referências adotadas pelos autores. Foram analisados quatro periódicos publicados no Brasil e classificados pelo Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior (CAPES), como nacional B, internacional B e C, no ano de 2003. A pesquisa quantitativa exploratória de 274 artigos revelou que 90,2% eram de enfermagem geral e 9,8%, de enfermagem em saúde da criança. Há um predomínio de artigos de pesquisa publicados em autorias múltiplas. Os autores dessa área apropriaram-se de referenciais teóricos das ciências biológicas, sociais, comportamentais e de enfermagem para interpretar os seus achados. As citações de enfermagem em saúde da criança produziram pouco impacto na geração de novos conhecimentos quando comparado com outras áreas. Palavras-chave: Enfermagem; pediatria; produção científica; saúde da criança. ABSTRACT ABSTRACT:: The impact of qualitative studies in Nursing upon the knowledge on child’s health has been investigated by means of the identification of the incidence of general and pediatric nursing articles in nursing journals and of the analysis of the adequacy of the references used by the authors. Four Brazilian Nursing Journals, classified by the Qualis Program/CAPES (a program of a Brazilian Government institution for the evaluation of graduation programs) as of level B National, and levels B and C International, in 2003, were analyzed. The exploratory qualitative analysis of 274 articles revealed that 90.2% referred to general nursing and 9.8% to child’s health. The majority of the research articles had been published by several authors (up to 4). The authors borrowed the theoretical referential from biological, social and behavioral sciences, as well as from nursing itself, in order to interpret their findings. The nursing citations on child’s health produced a low impact upon the generation of new knowledge, when compared to other areas. Keywords: Nursing; pediatrics; scientific production; child’s health. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Compreendo que qualquer discussão em tor- no do impacto de estudos, independente de sua abordagem, requer um repensar sobre o compromisso social da pesquisa e com sua produção. Essa produção é historicamente situada e socialmente determinada ao apontar diretrizes ou solucionar problemas que afetam um dado segmento social, o infantil, por exemplo. Ela veicula interesses e visões de mundo historicamente construídas, embora suas contribuições e seus efeitos teóricos e técnicos ultrapassem as intenções de seu desenvolvimento1. Os resultados de estudos e pesquisas científicas têm relação estreita com as motivações do pes- quisador para desenvolver uma certa pesquisa. Conseqüentemente, ao se produzir ciência também está se gerando possibilidades de transformála na arte de criar, de elaborar processos (mecanismos e modelos) e inventar instrumentais que facilitam o viver do ser humano no mundo social2, donde se conclui que o pesquisador espera de sua produção uma fonte geradora de impacto3. A problematização em foco suscita questionamentos que refletem o deslocamento da preocupação com o processo de pesquisar para a apropriação dos resultados (produto) pela enfermagem em saúde da criança, de diferentes maR Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. • p.61 Enfermagem em saúde da criança neiras. Como os resultados de outras pesquisas são apropriados pela enfermagem em saúde da criança? Qual é o lugar dos resultados de estudos de enfermagem em saúde da criança na geração de novos conhecimentos nessa área? São duas questões que nortearão a investigação sobre o impacto dos estudos qualitativos de enfermagem em saúde da criança. Quando penso em apropriação, reporto-me a Smolka4, ou seja, os modos de tornar próprio e seu, de adequar e avaliar a pertinência de valores e normas socialmente estabelecidos por outros textos que não são seus. Ao se apoderar da visão marxista de apropriação, ela considera que o tornar próprio implica fazer e usar instrumentos numa transformação recíproca de sujeitos e objetos, constituindo modos particulares de trabalhar/ produzir. Nesse sentido, tenho os objetivos de: identificar a incidência de referências de enfermagem geral e de enfermagem em saúde da criança nos estudos qualitativos da área, em quatro periódicos de enfermagem publicados no ano de 2003; analisar como os autores e autoras se apropriaram das referências de enfermagem em saúde da criança em seus estudos qualitativos. REVISÃO DE LITERATURA Parti do pressuposto de que as diversas formas de apresentação das publicações de enfermagem na área de saúde da criança - resumos, notas prévias, relatos de experiência, artigos de revisão e de pesquisa - revelam o avanço científico da especialidade de enfermagem pediátrica e sua consolidação como área de saber. O impacto de estudos na prática de assistir, cuidar, educar em saúde e educar para a formação de novos talentos profissionais implica repensar qual é o valor da produção científica de enfermagem em saúde da criança, a quem ela atende, que interesses estão envolvidos. Esses estudos refletem o interesse dos enfermeiros em investigar questões que os inquietam em sua prática profissional, ou buscam respostas que não estão disponíveis ou que não atendem àquelas inquietações. Se a atividade de pesquisa é compreendida como uma das molas propulsoras do avanço do conhecimento, da construção e validação de novas tecnologias e o fortalecimento profissional5, a consolidação de uma área de saber depende do entendimento que os pesquisadores têm sobre o p.62 • R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. valor da pesquisa e o impacto que ela deve produzir em sua área de atuação. Na análise da produção de teses e dissertações na área de saúde da criança e do adolescente, no período de 1995-1999, Christoffel e Rodrigues6 identificaram que os estudos qualitativos foram a opção metodológica para 75,4% dos pesquisadores, contra 19,3% de estudos quantitativos e 5,3% de quanti-qualitativo. Entre as abordagens metodológicas adotadas por esses autores, não houve variação estatística significante entre a representação social (18,4%) e a fenomenologia (17,6%). Fizeram-se presentes o survey descritivo, materialismo histórico e dialético, estudo de caso, interacionismo simbólico/ grounded theory, etnográfico/ etnoenfermagem, estudo comparado, história de vida, estudo experimental, criativo-sensível. Rodrigues e Bagnato7 relatam que 52,5% dos trabalhos publicados nos periódicos sobre a temática de saúde da criança e adolescente tratam desse grupo humano no ambiente hospitalar contra 43,8% no extra-hospitalar. A produção de conhecimentos gerada por enfermeiros assistenciais é menor que a procedente de enfermeiros docentes, também constatada em outros estudos sobre produção científica na área de saúde da criança8-10. O impacto pode ser avaliado pela utilização da investigação científica, ou partes dela, em situações que não aquela da pesquisa original11; há, ainda, uma relação estreita entre impacto e utilização dos resultados de pesquisa no cotidiano da enfermagem12. Nesse sentido, impacto deriva do latim impactu13 e possui vários significados. Pode-se dizer que é o choque de algo contra algo, uma colisão; que é um abalo moral causado por um acontecimento, uma comoção; uma impressão muito forte, muito profunda, causada por diversos efeitos; um efeito14. Desse conjunto de significados etimológicos e para o interesse da pesquisa, a palavra impacto é ressignificada como efeito. Qual é o efeito que a pesquisa de enfermagem em saúde da criança exerce sobre a produção de outra pesquisa? A não incorporação dos resultados de pesquisa na enfermagem deve-se a várias possibilidades, com destaque para a dicotomia teoriaprática, idéia distorcida de que o pesquisador renunciou à condição de enfermeiro assistencial, a não valorização daquilo que vem sendo gera- Cabral IE do por meio de nossos próprios esforços, preferindo buscar em outras áreas o suporte teórico necessário à análise e discussão de seus achados12. O impacto de pesquisas na produção de teses e dissertações de enfermagem ainda não se fez presente, pondo em questão se as pesquisas que são produzidas na área têm sido relevantes e se seus objetos de estudo têm sido explorados adequadamente. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa foi realizada em quatro periódi- cos publicados no ano de 2003, das regiões sul e sudeste do país. A opção por esses periódicos devese à sua classificação pelo Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior15 (CAPES) como nacional B, internacional B e internacional C, por serem publicados por instituições com programas de pós-graduação stricto sensu e por receberem matérias de todas as áreas de atuação de enfermagem. Trata-se de um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, tendo em vista que nos preocupamos com as descrições e descobertas de relações entre os elementos que tomam parte no fenômeno investigado. O método exploratório descritivo permite um aprofundamento do investigador em um determinado problema, sua observação, registro, análise e correlação de fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los16. A análise documental8-10 foi combinada à análise estatística de freqüência absoluta e relativa para apreender a dimensão do fenômeno. Foram aplicados dois instrumentos de análise documental9,10, contendo os descritores (palavras ou expressões) artigos de pesquisa, reflexão, de revisão, relato de experiência, nota prévia, comunicação, resenha, conferência e resu- mos. Esse movimento nos permitiu identificar a incidência de publicações de enfermagem em saúde da criança entre as publicações de natureza geral, bem como localizar os artigos da área em foco. O segundo instrumento levantou informações sobre citação de autores de enfermagem em saúde da criança, de enfermagem geral, de outras áreas de conhecimento, tipo de estudo, número e nome do periódico nacional de enfermagem citado e o suporte teórico adotado pelos autores do artigo. RESULTADOS O bserva-se na Tabela 1 que o periódico internacional B teve o maior número de exemplares publicados no ano de 2003 (37,5%), possivelmente por sua periodicidade bimensal, seguido pelo periódico Internacional C (24,9%) com periodicidade quadrimestral. Já os periódicos nacionais têm periodicidade trimestral. TABELA 1: Classificação do número de exemplares publicados anualmente pelos quatro periódicos nacionais de enfermagem. Sistema Qualis/CAPES. Brasil. 2003. No ano de 2003, os quatro periódicos investigados publicaram um total de 274 artigos, sendo 247 com temáticas de enfermagem geral e 27 de saúde da criança, conforme mostra a Tabela 2. O periódico que mais publicou artigos com temática geral foi o classificado como TABELA 2: Distribuição das publicações de enfermagem saúde da criança em quatro periódicos de enfermagem classificados conforme Sistema Qualis/CAPES. Brasil. 2003. Não foram analisados dois resumos por não conter a lista de referências, restando um f=25 (*) R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. • p.63 Enfermagem em saúde da criança internacional B (36,4%), seguido pelo internacional C (28,7%). A mesma tendência é observada em relação à temática de enfermagem em saúde da criança, pois 55,6% dessas publicações foram feitas no internacional B, seguido de 22,2% no internacional C. A soma dos percentuais de artigos de enfermagem em saúde da criança publicados pelos dois periódicos nacionais é igual ao índice do internacional C. Excluindo-se da análise os dois resumos publicados pelo periódico internacional C, chegase a quatro, não havendo diferença estatística entre os periódicos nacionais. Os artigos que tratam da temática enfermagem em saúde da criança representam 9,8% do total, sendo que maior número de artigos foram publicados pelo periódico com maior periodicidade. Portanto, o maior número de exemplar/ano contribuiu para um maior quantitativo de publicações de saúde da criança. A Tabela 3 mostra que o maior número de publicações de enfermagem geral publicado é classificado como artigo de pesquisa ou original (151), seguido pelo de revisão (28) e atualidades (25). Embora os artigos de pesquisa ou originais correspondam ao maior número (17), houve uma distribuição mais eqüitativa entre os artigos de reflexão, revisão, comunicação, relato de experiên- cia e atualidades. Os estudos qualitativos representaram 84% dos artigos de enfermagem em saúde da criança publicados nos quatro periódicos, no ano de 2003, como demonstra a Tabela 4. Os estudos e pesquisas quantitativas representaram 16% e continham em sua lista de referência a citação de estudos qualitativos. A análise dos resultados indicou que há um predomínio de citação de autores de outras áreas do conhecimento (60,6%), enquanto a citação de autores de enfermagem em saúde da criança corresponde a 27,6% de todos os autores citados nos artigos. Trata-se de uma evidência do baixo impacto das produções de enfermagem em saúde da criança na conformação do saber de enfermagem nessa área. Considerando os textos analisados, as autorias múltiplas predominaram, tendo em vista que 20 (80%) deles tiveram entre dois e quatro autores. A autoria única contribuiu com 20%. Esse achado indica uma mudança de comportamento dos pesquisadores de enfermagem em saúde da criança, que, além de publicarem mais artigos de pesquisa, o fazem em parceria intelectual. Tratase de um resultado diferente do encontrado por Kakehashi8 ao analisar 63 anos (1932-1995) de produção científica de enfermagem pediátrica, em TABELA 3: Distribuição dos artigos de enfermagem geral e enfermagem em saúde da criança, segundo o tipo de artigo e periódico classificado conforme Sistema Qualis/CAPES. Brasil. 2003. p.64 • R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. Cabral IE que a maioria das publicações correspondia a artigos de revisão e reflexão e com autoria única. Das 110 referências de enfermagem em saúde da criança, encontradas neste estudo, 31 correspondem à citação de artigos de periódicos de enfermagem editados no Brasil, nas categorias nacional e internacional. Esse quantitativo corresponde a um terço da produção nacional da área, contra dois terços de citações de produções internacionais. O referencial teórico adotado pelos(as) autores(as) nos artigos de enfermagem em saúde da criança indica uma forte tendência de apropriação de quadro teórico pertencente às ciências biológicas (pediatria, neonatologia, epidemiologia, puericultura); ciências humanas e sociais (filosofia, antropologia, sociologia, fenomenologia, representação social, direito, metodologia da pesquisa); comportamentais (psicologia do desenvolvimento, psicologia comportamental). TABELA 4: Distribuição dos artigos de enfermagem em saúde da criança, segundo o tipo de pesquisa ou publicados nos periódicos classificados conforme Sistema Qualis/CAPES. Brasil. 2003. Apesar de haver uma fraca tendência de apropriação de quadro teórico da enfermagem (neonatal, de saúde da criança, fundamental, administração), em comparação com outros referenciais teóricos, ela aponta que os estudos das ciências da enfermagem produzem algum efeito na geração de novos conhecimentos de enfermagem em saúde da criança. CONCLUSÕES Constatou-se que a maioria dos artigos pu- blicados nos quatro periódicos investigados refere-se à área de enfermagem geral. Os artigos de enfermagem em saúde da criança contribuem com a décima parte (9,8%) e envolveram as mais variadas temáticas dos diversos segmentos etários (do nascimento à infância). As diretrizes da CAPES para avaliação de programas de pós-graduação stricto sensu têm direcionado esses programas a manterem periódicos com perfil internacional. Em contrapartida, a barreira do idioma e o alto custo da publicação em periódicos de língua estrangeira levam os enfermeiros e as enfermeiras a buscarem os periódicos publicados no Brasil com esse perfil para escoarem as suas produções, justificando a maior demanda de artigos para os periódicos internacionais B e C - em média 18 artigos publicados por exemplar e maior periodicidade – e a menor para os nacionais B – em média 14 artigos e menor periodicidade. O maior número de publicações de enfermagem geral e de enfermagem em saúde da criança é classificado como artigo de pesquisa ou original,. Na primeira área foi seguido pelo artigo de revisão e atualização, e na segunda seguiu-se uma distribuição eqüitativa dos artigos de reflexão, revisão, comunicação, relato de experiência e atualidades. Esse achado difere do encontrado por Kakehashi8 que, ao analisar a produção científica de enfermagem pediátrica entre 1932 e 1995, constatou maior quantitativo de artigos de revisão e menor de originais de pesquisa. A inversão nessa ordem é resultado do avanço das produções de pesquisas acadêmicas e profissionais, conseqüência da qualificação de enfermeiros e enfermeiras em programas de pós-graduação, cuja expansão foi marcante nos anos 90. Nesse ponto, pode-se dizer que há impacto significativo da produção acadêmica sobre a produção de artigos científicos, veio natural de divulgação do conhecimento produzido. Conclui-se que não só o número de publicações de enfermagem em saúde da criança representa uma pequena parcela no conjunto da enfermagem geral, mas também que os autores da área específica vem se apropriando de autores de outras áreas para analisar, discutir e interpretar os seus achados de pesquisa. O impacto da produção científica de enfermagem em saúde da criança na geração de conhecimentos específicos ainda é bastante limitado e pouco consistente, do ponto de vista quantitativo. R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. • p.65 Enfermagem em saúde da criança As formas de apropriação das referências de enfermagem em saúde da criança indicam que os(as) enfermeiros(as) adotam o quadro teórico das ciências biológicas, sociais, comportamentais e da enfermagem para analisar e interpretar os seus achados. Se, por um lado, se observa que os(as) autores(as) sentem necessidade de se apropriar de quadros teóricos de outras áreas para explicar os fenômenos investigados, por outro, há uma incipiente aproximação com o quadro teórico da própria enfermagem para discutir/ compreender/interpretar os seus achados. REFERÊNCIAS 1. Minayo MCS, organizadora. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 21a ed. Petrópolis (RJ): Vozes; 2002. 2. Lopes JL. Ciência e liberdade escritos sobre ciência e educação no Brasil. Rio de Janeiro: Ed UFRJ; 1998. 3. Lo-Biondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4a ed. Tradução de Ivone Evangelista Cabral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001. 4. Smolka ALB. O (im)próprio e o (im)pertinente na apropriação das práticas sociais. Cad Cedes 2000; 20(50):26-40. 5. Neves EP, Souza IEO. Pesquisa em enfermagem: buscando resgatar a posição do sujeito que a desenvolve. Texto Contexto Enferm 2003; 12(3):387-93. 6. Christoffel MM, Rodrigues BMRD. As abordagens metodológicas na pesquisa em enfermagem na área de saúde da criança e adolescente: análise da produção ci- entífica no período de 1995 a 1999. Esc Anna Nery Rev Enferm 2003; 6 (supl 1):15-24 7.Rodrigues RM, Bagnato MHS. Pesquisa em enfermagem no Brasil: problematizando a produção de conhecimentos. Rev Bras Enferm 2003; 56(6):646. 8. Kakehashi S. Enfermagem pediátrica brasileira: produção científica de 1932 a 1995 [tese de doutorado]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1998. 9. Silva FD, Cabral IE. O cuidado de enfermagem à criança no pós-terapia intensiva pediátrica: reflexos da produção científica nacional da década de 90. Esc Anna Nery Rev Enferm 2001; 5(1): 93-103. 10. Silva FD, Cabral IE. O cuidado de enfermagem ao egresso da terapia intensiva: reflexos na produção científica nacional de enfermagem pediátrica na década de 90. Rev Eletrônica Enferm [online], 2001; 3(2). Disponível em World Web http://www.fen.ufg.br/revista.html. Acesso em 18 maio 2004. 11. Ferreira ABH. Novo Dicionário de Língua Portuguesa. 14ª reimpressão. Rio de Janeiro: Ed Nova Fronteira; 2000:744-5. 12. Polit DF, Hungler BP. Fundamentos da pesquisa em enfermagem. 3ª ed. Porto Alegre (RS): Ed Artes Médicas; 1995. 13. Santos ZMSA, Oliveira VLM. A pesquisa de enfermagem e o impacto do conhecimento produzido. 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El enfoque cuantitativo exploratorio de 274 artículos indicó que 90,2% eran de enfermería general y 9,8% de enfermería en salud del niño. Hay un predominio de artículos de pesquisa publicados en autorías múltiplas. Los autores de esa área se utilizaron de referenciales teóricos de las ciencias biológicas, sociales, de comportamiento y de enfermería para interpretar su hallazgos. Las citaciones de enfermería en salud del niño producieron poco impacto en la generación de nuevos conocimientos cuando se compara con otras áreas. Palabras Clave: Enfermería; pediatría; producción científica; salud del niño.. Recebido em: 12.11.2004 Aprovado em: 31.08.2005 Notas Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Materno-infantil da Escola de Enfermagem Anna Nery. UFRJ. Coordenadora Comissão de Publicação, Divulgação e Comunicação Social da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras/SOBEP. Pesquisadora Núcleo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Criança/NUPESC.EEAN. Pesquisadora do CNPq. Rua José Rangel 40 aptº 101- Ilha Governador- Rio de Janeiro-RJ. CEP:21931-320 E-mail: [email protected] ** Trabalho apresentado na Reunião Internacional de Pesquisa em Enfermagem na Saúde da Mulher e da Criança, na Faculdade Enfermagem/UERJ, em outubro de 2004. * p.66 • R Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2006 jan/mar; 14(1):61-6. da do do de