MEMORIAL JUSTIFICATIVO DE EMPREENDIMENTO DE IMPACTO
PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DE UM EDIFÍCIO COM ATIVIDADE DE SALAS COMERCIAIS,
SITUADO NO TERRENO ONDE EXISTEM OS IMÓVEIS Nºs 1509, 1531 e 1553, NA AV. CONDE DA
BOA VISTA (FRENTE), COM FUNDOS PARA A RUA CAPITÃO RUI LUCENA (VIA PARALELA A AV.
CONDE DA BOA VISTA) E ESQUINA COM A RUA DOM BOSCO, NA CIDADE DO RECIFE - PE.
PROJETO ARQUITETÔNICO
Arqtª Yara Scherb
MEMORIAL JUSTIFICATIVO DE EMPREENDIMENTO DE IMPACTO
Eng. Antônio Flávio Vieira Andrada
Arq. Karla Denise Leite Moury Fernandes
Recife, janeiro de 2011
MEMORIAL JUSTIFICATIVO DE EMPREENDIMENTO DE IMPACTO
ÍNDICE
1.
APRESENTAÇÃO
03
2.
PROJETO
04
3.
USO
07
4.
QUADRO DE ÁREAS
08
5.
LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
09
6.
CARACTERÍSTICAS DA EDIFICAÇÃO PROPOSTA
15
7.
CRONOGRAMA PREVISTO PARA IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
18
8.
IMPACTO SOBRE A INFRAESTRUTURA BÁSICA
19
9.
IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE E CONSTRUIDO
20
10.
IMPACTO SOBRE OS TRANSPORTES
22
11.
LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS
56
12.
CONCLUSÕES
58
13.
FONTES CONSULTADAS
59
14.
ANEXOS
60
2
1.
APRESENTAÇÃO
O presente Memorial Justificativo trata do Projeto de Arquitetura para construção de Salas
Comerciais, no terreno onde existem as casas de nºs 1509, 1531 e 1553 da Av. Conde da Boa
Vista, a serem preservadas e adequadas ao novo uso da proposta, no bairro da Boa Vista, na
cidade do Recife – PE.
Este Memorial Justificativo foi elaborado de acordo com o roteiro estabelecido na RESOLUÇÃO
N° 03/96 do CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO URBANO-CDU.
Tem por objetivo consolidar as informações necessárias sobre o projeto para a construção de
um edifício com atividade de salas comerciais, para efeito de sua apreciação pela Comissão de
Controle Urbanístico - CCU e pelo CDU, em cumprimento à Lei 17.511/08 - PLANO DIRETOR no
art. 188 § 3º de 05 de dezembro de 2008, que estabelece as condições de Uso e Ocupação do
Solo.
A exigência deste Memorial decorre do empreendimento ser considerado de “IMPACTO”, de
acordo com a lei anteriormente citada.
3
2.
PROJETO
O Empreendimento proposto para o terreno compreendido entre a Av. Conde da Boa Vista e as
Ruas Capitão Rui Lucena e Dom Bosco, todas localizadas no bairro da Boa Vista, nesta cidade, pelas
características apresentadas, classifica-se como ATIVIDADE DE SALAS COMERCIAIS.
O projeto arquitetônico apresenta soluções técnicas que objetivam a minimização dos impactos
ambientais e dos gerados no trânsito da área e subsidia este trabalho, que foi consubstanciado em
pesquisas e estudos específicos realizados junto aos órgãos competentes para atender as exigências
legais.
Sua construção está proposta para os lotes onde existiram as casas nºs 1509, 1531 e 1553 da
Avenida Conde da Boa Vista, no bairro da Boa Vista, RPA 1, nesta cidade, conforme o Mapa 1,
abaixo.
RPA 1
Empreendimento
RPA 1
Fonte : Atlas de Desenvolvimento Humano no Recife
Mapa 1
4
Ainda de acordo com a divisão por Regiões Político-Administrativas (RPAs) da cidade do Recife,
podemos observar que o empreendimento proposto localiza-se na Micro-Região 1.2 da RPA 1,
conforme o Mapa 2.
Empreendimento
Micro-Região 1.2
Micro-Região 1.2
Fonte : Atlas de Desenvolvimento Humano no Recife
Mapa 2
5
A seguir, podemos localizar no Mapa 3, indicado abaixo, o empreendimento inserido no bairro da
Boa Vista, bem como os demais bairros circundantes e pertencentes à RPA 1, além das regiões
circunvizinhas.
Empreendimento
Mapa de Bairros
Fonte : Atlas de Desenvolvimento Humano no Recife
Mapa 3
6
3.
USO
A edificação projetada destina-se a um USO NÃO HABITACIONAL, com atividade de Salas Comerciais
distribuídas em 10 (dez) pavimentos vazados destinados a estacionamento, 22 (vinte e dois)
pavimentos tipo, pavimentos térreo e semi-enterrado, e um Heliponto. Totaliza o empreendimento
34 (trinta e quatro) pavimentos com 498 (quatrocentos e noventa e oito) vagas disponíveis para
estacionamento.
PAVIMENTO SEMI-ENTERRADO
Destina-se ao estacionamento de 47 (quarenta e sete) veículos, sendo 3 (três) para os PNE
(portadores de necessidades especiais);
PAVIMENTO TÉRREO
Neste pavimento encontram-se os acessos de pedestres e de veículos, rampas, recepção, hall social,
administração, loja comercial, áreas destinadas à circulação vertical (elevadores e escadas), controle
(catracas), área de solo natural e reservatório inferior;
Do 1º ao 10º PAVIMENTO
Encontram-se os pavimentos vazados, apresentando 45 (quarenta e cinco) vagas para
estacionamento cada, sendo que no 10º pavimento encontram-se 4 (quatro) vagas para PNE;
DO 11º AO 21º PAVIMENTOS
Compõem-se dos pavimentos-tipo, formados por salas comerciais, circulação vertical (elevador e
escada), hall e circulação para o público;
22º PAVIMENTO
Este pavimento comporta além da Sala de Convenções, o acesso vertical (elevador e escada), hall
social, circulação e sanitários masculino/feminino;
COBERTURA
Neste nível, além da laje da coberta, encontram-se o reservatório superior com barrilete, acesso
vertical (escada), casa de máquinas, módulos de referência e um Heliponto.
7
4.
QUADRO DE ÁREAS
O Quadro abaixo detalha as áreas do terreno e do projeto ora apresentado:
INDICADOR
ÁREAS/M²
TERRENO
3.841,56
SOLO NATURAL (28,75%)
1.070,81
ESTACIONAMENTO (7 vagas/PNE)
498
COBERTA
4.544,09
ÁREA TOTAL DE CONSTRUÇÃO
27.843,40
ÁREA CONSTRUÍDA PAV. SEMI-ENTERRADO
1.148,85
PAV. TÉRREO
1.123,83
1º AO 9º PAV. VAZADO
10.229,13
(1.136,56 X 9)
10º PAV. VAZADO
PAV. TIPO (21)
651,97
14.021,91
(664,23 X 21)
Fonte: Projeto de Arquitetura, 2010
8
5.
LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
O Empreendimento localiza-se em terreno de meio de quadra, no bairro da Boa Vista, na RPA 1Microrregião 1.2 - na cidade do Recife, PE. onde existem construídos imóveis com características
arquitetônicas indicativas de preservação. O terreno apresenta três faces voltadas para vias de
categorias hierárquicas diferentes, classificadas pela LUOS, como:
1ª Face – voltada para a Av. Conde da Boa Vista - Corredor de Transporte Urbano: apresenta
faixa segregada para coletivos em sentido duplo de tráfego e uma faixa em cada sentido para o
tráfego privado;
2ª Face – voltada para a Rua Dom Bosco - corredor secundário;
3ª Face – voltada para a Rua Capitão Rui Lucena (Rua sem saída), a qual apresenta tráfego
restrito atendendo aos moradores dos lotes lindeiros, classificada como demais vias.
O mapa abaixo indica a sua localização em relação às vias circundantes:
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Empreendimento
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Situação
Fonte : UNIBASE
Mapa 4
9
Devido a sua localização, o terreno, de forma especial, permite a organização funcional e segura de
acessos distintos para pedestres e veículos através das vias de menor hierarquia, ou seja:
 Rua Dom Bosco e Av. Conde da Boa Vista, exclusivamente para os pedestres, e

Rua Capitão Rui Lucena, para os veículos.
Esta última tem geometria capaz de favorecer o uso em sentido duplo de tráfego, tornando-se por
suas próprias características, uma via de serviço, absorvendo a demanda de veículos que se
destinam ao empreendimento sem interferir no fluxo da Rua Dom Bosco, com a qual faz esquina.
Aliás, a Rua Dom Bosco, pela proximidade com a I Perimetral - Av. Agamenon Magalhães distribuirá o tráfego originado pelo empreendimento.
A solução de estratificar os acessos ao empreendimento, segundo a hierarquia das vias, apresenta
um equilíbrio de movimentos e minimiza as interferências negativas dos fluxos da Av. Conde da Boa
Vista.
Todas as vias lindeiras ao terreno apresentam-se pavimentadas, devidamente sinalizadas e
conservadas. Os passeios possuem larguras de acordo com a legislação e necessitam adequar-se às
condições de acessibilidade, o que deverá ser realizado pelo empreendedor.
5.1 CONDIÇÕES DE USO E OCUPAÇÃO NO LOTE
A construção do empreendimento atende às leis municipais no que se refere às condições de
produção e organização do espaço construído e de sua implantação no terreno proposto.
Segundo a LUOS - Lei de Uso e Ocupação no Solo (Lei 16176/96) e o Plano Diretor (Lei 17. 511/08
art. 96 item III), o terreno encontra-se em ZAC Moderada II, cujos parâmetros em relação a sua
ocupação são os seguintes:
Afastamentos: frontais: 7.00m e 5.00m (corredor de transporte urbano secundário/demais vias
respectivamente);
Afastamentos laterais: 3,0m;
Coeficiente de utilização: 4.0;
Taxa de Solo Natural: 25%;
Estacionamento: 1vaga/60m².
O empreendimento de uso comercial apresenta afastamentos variáveis iguais ou maiores que os
exigidos pela lei. Também atende ao percentual de solo natural e deixa livre o pavimento térreo,
não obstruindo a visibilidade, permitindo a fruição das áreas verdes que se estendem neste
pavimento.
10
A ocupação no lote, condicionada pela legislação vigente, insere a arquitetura verticalizada,
atualmente presente na vizinhança. Permite a criação de volumes soltos no terreno, integrados à
paisagem local, com áreas verdes livres, estabelecendo espaços vazios capazes de permear os
ventos e garantir maior visibilidade do entorno. Aliás, esta é a tendência da ocupação nos lotes
ainda vazios do bairro, que se moderniza segundo a dinâmica urbana das grandes cidades.
5.2 CONDIÇÕES E OCUPAÇÃO DO SOLO NA VIZINHANÇA

Usos circunvizinhos
Os usos circunvizinhos, quadras confinantes, defrontantes e circundantes representadas no mapa
abaixo, demonstram hoje a ocupação predominante do uso comercial e de serviços principalmente
ao longo das duas vias principais: a Av. Conde da Boa Vista e a Rua Dom Bosco. O uso habitacional
restringe-se, na maioria das vezes, às ruas transversais, havendo, contudo, este uso na mesma
Quadra.
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Av.
Empreendimento
Institucional
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Comércio
Habitacional
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Serviços
Saúde
Mapa de Uso do Solo
Fonte : UNIBASE
Mapa 5
11
Na Rua Dom Bosco encontram-se instalados dois órgãos públicos: um, na esquina com a Rua
Capitão Rui Lucena, no imóvel onde funcionou a Escola Superior de Química e depois a de Geologia
e outro, (EMLURB) na esquina com a Rua 4 de Outubro.
Nota-se ainda a obediência aos parâmetros legais de afastamento e percentual de ocupação das
edificações vizinhas. As de uso habitacional que apresentam outras atividades oferecem também
áreas verdes em solo natural e áreas para estacionamento de veículos dentro dos lotes, sem ocupar
todo o terreno. Existem, por exemplo, na Rua Dom Bosco, casas sem recuos frontais que remontam
à leis anteriores.
Como este trecho do bairro da Boa Vista encontra-se situado nas proximidades do limite da área
classificada pela LUOS como “Centro Expandido”, a ocupação com novos usos tende a modificar a
paisagem local. Este fato se verifica com a construção de um edifício comercial no terreno onde
hoje existem três casarões, na Av. Conde da Boa Vista, anteriormente ocupados com atividade de
saúde, os quais terão preservadas as características arquitetônicas.
As vias que limitam o terreno, corredores de transportes urbanos secundários e as vias locais
obedecem aos parâmetros exigidos pela Engenharia de Tráfego, apresentando faixas de rolamento
e calçadas de uso misto. Encontram-se sinalizadas e em boas condições de tráfego.

QUADRAS CONFRONTANTES E IMEDIATAS
Nas quadras confrontantes e imediatas predominam prédios não habitacionais de uso comercial e
de serviços com atividades diversificadas. Poucos se mantêm com suas configurações originais. A
ocupação nas quadras confrontantes é de construções de médio porte, com gabaritos de até 6 (seis)
pavimentos. As atividades predominantes são a comercial e a de serviço. Estas atividades são
atendidas pelos Corredores de Transportes, (exclusivo- Conde da Boa Vista) e por linhas de coletivos
através de outros corredores, assim classificados na LUOS.
Local onde será construído o empreendimento
12
Vistas confrontantes ao empreendimento
13
Vistas defrontantes ao empreendimento
14
6.
CARACTERÍSTICAS DA EDIFICAÇÃO PROPOSTA
O terreno, onde está proposto o empreendimento, encontra-se localizado em ZAC MODERADA.
Destina-se ao uso não habitacional com atividade de salas comerciais atendendo às exigências
impostas pelas Leis: de Uso e Ocupação do Solo, de Edificações e do Plano Diretor, sendo
complementadas com o atendimento às que tratam da segurança tais como a do Corpo de
Bombeiros e a de Acessibilidade.
A proposta apresenta-se com 1 (um) volume vertical (Torre) com 22 (vinte e dois) pavimentos e os
três casarões existentes, os quais serão preservados e devidamente restaurados. Esta é uma das
características da proposta mais coerente com a paisagem construída do entorno, a qual integra o
novo com o atual, o moderno com o antigo, demonstrando que não é necessário destruir e sim
exibir detalhes construtivos que marcaram um estilo, uma época, os quais fazem parte da história
do bairro e da cidade.
A torre é um volume retangular, quase quadrado, no qual se desenvolvem as salas comerciais. A
este volume foi adicionado outro de forma prismática com aresta em curva e estreito. O segundo
volume é deslocado do anterior por pequeno corte vertical. Nele se encontram as escadas, os
elevadores e os serviços técnicos de apoio.
Foi concebida com 9 (nove) pavimentos vazados e um pavimento semi-enterrado para
estacionamento. O acesso aos estacionamentos é feito através de rampas. Os estacionamentos
oferecem vagas a 90°, com circulação mínima de 4,50m (quatro metros e cinqüenta centímetros),
vagas para PNEs e Hall sinalizado, segundo a Lei de Acessibilidade.
A estrutura do volume encontra-se distribuída internamente sem interferir com o pano da fachada,
o que possibilita a flexibilidade e a amplitude espacial apresentadas no projeto de arquitetura,
especialmente, no disciplinamento das vagas nos pavimentos destinados a estacionamento.
Também permite a modulação que determina a área útil das salas comerciais.
A proposta é de uma edificação moderna, dentro dos padrões construtivos e tecnológicos da
atualidade com a pretensão de fazer reviver com um novo uso uma área desocupada.
6.1 USO E CONDIÇÕES DE OCUPAÇÃO
A organização espacial projetada obedece aos parâmetros indicados na LUOS e no PLANO DIRETOR
do município do Recife, a ABNT, a lei de Acessibilidade e as outras normas tais como as do
Bombeiro.
Esses parâmentros, permitidos pela legislação, indicaram o uso dos afastamentos frontais e laterais,
bem como a preservação das construções existentes, a solução vertical com pavimentos vazados e
semi-enterrado, a disposição plástica em volume com adição (torre de circulação vertical),
estacionamento coberto e um Heliponto.
15
Vale salientar na proposta, a existência de área de espera em nível dentro do terreno, antes e após
as cancelas de controle do estacionamento. Tal solução evita a formação de calda fora do lote e os
impactos na fluidez do tráfego das vias de acesso. A proposta apresenta acessos ao embarque e
desembarque de passageiros dentro dos limites do empreendimento.
No volume destinado às salas comerciais também foram obedecidos os parâmetros relativos ao
dimensionamento das salas, das circulações, dos elevadores, das escadas e dos sanitários, incluindo
aqueles que atendem à infraestrutura, à segurança e aos portadores de necessidades especiais.
A edificação proposta em seu projeto arquitetônico encontra-se representada graficamente através
das seguintes plantas, cujas cópias reduzidas encontram-se no item 14 - Anexos:
PLANTA DE SITUAÇÃO, LOCAÇÃO/COBERTA;
PLANTA BAIXA PAVIMENTO SEMI-ENTERRADO
PLANTA BAIXA PAVIMENTO TÉRREO;
PLANTA BAIXA DO 1º PAVIMENTO VAZADO;
PLANTA BAIXA DO 2º ao 9º PAVIMENTO VAZADO;
PLANTA BAIXA DO 10º PAVIMENTO VAZADO;
PLANTA BAIXA DO 11º AO 21º PAVIMENTO TIPO;
PLANTA BAIXA DO 22º PAVIMENTO;
PLANTA BAIXA DA COBERTURA.
6.2 ACESSOS
A localização dos acessos veículos (entrada e de saída) bem como o de pedestres, minimiza a
interferência no tráfego, além de favorecer o controle do estacionamento.

O acesso de pedestres (usuários) ao empreendimento é distinto do de veículos. É feito através
da Av. Conde da Boa Vista e da Rua Dom Bosco. Tanto um como outro não interferem com os
transeuntes do local e atendem a legislação no que se refere às dimensões, ao rebaixo do meio
fio e à acessibilidade.

O acesso interno de veículos entre os pavimentos desenvolve-se em rampa a partir do
pavimento térreo.

O acesso, interno, de pedestres aos pavimentos dar-se-á através de escadas e de elevadores.
O mapa a seguir indica os principais fluxos de veículos em relação à quadra do Empreendimento:
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Acessos
Fonte: Google Earth
Mapa 6
6.3 SALAS COMERCIAIS
As salas comerciais foram projetadas com sanitários privativos e climatizadas com aparelhos “air
split” com o objetivo de oferecer melhor conforto, economia e estética interna e externa. São
atendidas por circulação horizontal, elevadores e escadas.
6.4 ÁREA PARA CARGA E DESCARGA
Apesar da lei não exigir área para uso específico de carga e descarga para este tipo de
empreendimento a proposta apresenta área interna com esta finalidade.
6.5 AFASTAMENTOS
Todos os afastamentos propostos e que definem a localização da edificação no lote obedecem às
exigências impostas pela Lei 17. 511-08 e Lei 16. 176/96.
17
7.
CRONOGRAMA PREVISTO PARA IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
A previsão do tempo necessário para execução da obra é de 8 (oito) trimestres após a concessão da
licença de construção, conforme cronograma básico apresentado abaixo:
ATIVIDADES
TRIMESTRES
1°
2°
Serviços preliminares
X
Terraplenagem
X
Fundações
Infraestrutura
FECHAMENTO/PISO/ACABAMENTO
PAISAGISMO
3°
4°
5°
6°
7°
8°
9 10 11
12
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X
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X
X
Fonte: Engenheiro da Obra
18
8
IMPACTO SOBRE A INFRAESTRURA BÁSICA
8.1 QUADRO DE DEMANDA DA INFRAESTRUTURA
TIPO
EXISTENTE
RESPONSÁVEL
Água
Rede existente
COMPESA
Esgoto
Rede/distribuição
COMPESA
Drenagem
Rede/distribuição
EMLURB-PCR
Energia
Rede de alta e baixa tensão
CELPE
Lixo
Coleta
EMLURB-PCR
8.2 CONSULTAS PRÉVIAS SOBRE O IMPACTO DO PROJETO E SUA VIABILIDADE TÉCNICA
Os órgãos consultados da municipalidade e do Estado, responsáveis pelo abastecimento de água
potável e de coleta de águas usadas e pluviais, informaram ser viável a implantação do
Empreendimento, sem prejuízos para o meio ambiente local e estabeleceram algumas condições,
descritas abaixo:
Órgãos
Viabilidade
Condições
COMPESA-água
SIM
COMPESA-esgoto
SIM
Melhorar limpeza da rede coletora
CPRH- meio ambiente
SIM
Providenciar Licença de Instalação
CELPE- energia
SIM
TELEMAR- telefonia
SIM
OBS: Cartas Consultas anexadas no processo de solicitação.
19
9
IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE NATURAL E CONSTRUÍDO
a) Modificação na cobertura vegetal
O empreendimento será implantado em um lote que não possui árvores. Com o objetivo de
compensar o meio ambiente, serão plantadas novas espécies vegetais. O projeto paisagístico prevê
o plantio de gramas e plantas ornamentais, resultando uma área livre de solo natural com
1.070,81m² (um mil e cem metros quadrados e oitenta e quatro centímetros).
b) Modificação no relevo natural
O terreno apresenta-se com uma topografia plana e sem alagamento. A proposta arquitetônica
prevê obras de subsolo que requerem movimento de terra. A edificação tem pavimento semienterrado e térreo seguidos com um volume de 32 (trinta e dois) pavimentos.
Da solução adotada o terreno resultante, livre de obras e usos, será destinado para solo natural e
não sofrerá nenhuma modificação em seu relevo.
c) Impacto sobre o meio ambiente construído da vizinhança.
Constituído para salas comerciais o empreendimento não atrairá atividades geradoras de
incomodidade e desta forma não causará dano ao meio ambiente construído.
A tipologia vertical aliada à forma do volume não provocará alteração significativa na paisagem local
tendo em vista integrar-se à mesma, fazendo parte da morfologia verticalizada do entorno
construído, tendência observada nas áreas mais valorizadas da cidade.
Também não provocará efeitos negativos provocados pelos ventos de sudeste, predominantes no
local, considerando-se que o volume encontra-se solto no terreno. Os pavimentos vazados
permeiam os ventos fazendo-os atravessar de uma face à outra. Esta solução auxilia a configuração
do clima local.
A radiação solar recebida na face poente, devido ao gabarito utilizado, dissipa-se no ar, acima das
construções existentes e dessa forma não contribui para a formação da “ilha de calor” tão comum
entre prédios verticalizados. Contribui para esta amenização a situação vegetal do bairro, o qual
apresenta áreas verdes, abertas (praças e quintais) com árvores de médio e grande porte.
Em relação à insolação, o empreendimento por sua esbelteza, fará um sombreamento e será visto
como redutor da temperatura externa.
Mesmo considerando o volume vertical, sua disposição no terreno não será geradora de ruídos
externos nem internos prejudiciais ao ambiente, devido ao tratamento acústico utilizado na
composição ambiental (interna), no mobiliário, forro etc. Também, não havendo outros edifícios de
20
mesmo gabarito vizinho, as fontes sonoras externas serão insignificantes para provocar fenômenos
de reverberação sonora e transmissão de sons indesejáveis.
Sendo assim, o Empreendimento não provocará impactos significativos ao ambiente construído da
vizinhança.
Durante a execução da obra serão utilizadas técnicas modernas de engenharia adequadas a
proteger a estabilidade dos imóveis vizinhos.
21
10
IMPACTO SOBRE OS TRANSPORTES
O presente Estudo de Impacto Sobre os Transportes de empreendimento imobiliário
de edificação destinada ao uso não – habitacional. Tal empreendimento consta de
um bloco de edificação onde funcionará um empresarial, projetado no terreno
situado na Avenida Conde da Boa Vista, paralela à Rua Capitão Rui Lucena,
2
esquina com a Rua Dom Bosco. A área total do terreno é de 3.829,09 m .
ENTRADA/SAÍDA
PEDESTRES
Empreendimento
ENTRADA/SAÍDA
PEDESTRES
ENTRADA/SAÍDA
AUTOS
Mapa 01 - Localização do Empreendimento
Fonte: Google
Tem como objetivo avaliar as características físicas e operacionais do empreendimento e
identificar possíveis impactos indesejáveis nos transportes, afetando a fluidez e a segurança
do trânsito devido à construção do empreendimento.
22
Para conhecimento do tráfego atual na área, e de maneira a poderem-se indicar fluxos
gerados, a partir da implementação do projeto, procederam-se as pesquisas atuais:

Fluxo Direcional nos fluxos máximos das interseções (definidas pelo resultado da
pesquisa volumétrica), e que seriam mais impactadas quando da implementação do
projeto: cruzamento da Rua Dom Bosco / Av. Conde da Boa Vista/ Av. Carlos de
Lima Cavalcante, cruzamento da Rua Dom Bosco/ Rua Luiz Carvalho/ Rua Capitão
Rui Lucena e cruzamento da Rua Dom Bosco/Rua Henrique Dias.
Além de pesquisa em uma edificação com a mesma natureza de uso, para a simulação
randômica do tráfego gerado pela plena utilização da edificação projetada.
Com os elementos de fluxos atuais, gerados e futuros, foram determinados os “níveis de
serviços” nas situações mais desfavoráveis (de fluxos máximos), nos locais a serem
impactados, mediante a metodologia “Webster”.
Evidentemente que em sistemas complexos de redes de fluxos de tráfego, a inclusão de
apenas um veículo na rede causa impacto. Porém estes impactos, por vezes não são de
amplitude que possam prejudicar sobremaneira o funcionamento do sistema, e dos
movimentos como um todo.
Com efeito, se forem observadas as “chegadas e saídas” de maior demanda, e/ou que
receberão maior parte dos fluxos gerados nas interseções impactadas, há um aumento do
grau de saturação quando se comparam as situações: com e sem projeto. Entretanto,
verificou-se que: apesar do incremento no Grau de Saturação e Níveis de Serviços em
algumas chegadas particulares, das interseções analisadas, devido à implementação
do empreendimento, os impactos não serão deletérios ao ponto de alterar os níveis
de serviços totais nas interseções e cruzamentos no entorno, principalmente se
comparar com a situação atual. Portanto, do ponto de vista da Engenharia de Tráfego, o
funcionamento do empreendimento seria viável.
23
a) Caracterização do Tráfego Gerado pelo empreendimento
Os acessos (entradas e saídas) de veículos ao empreendimento, de acordo com o
projeto, serão efetuados pela Rua Capitão Rui Lucena, via cuja classificação é local.
O acesso de pedestres (entradas e saídas) será pela Rua Dom Bosco e pela Av.
Conde da Boa Vista. Por conseguinte haverá geração de fluxo na própria Rua
Capitão Rui Lucena cruzamento com Rua Dom Bosco e Rua Luiz Carvalho, no
cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias, que são os fluxos de
chegada e o cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av.
Carlos de Lima Cavalcante que são os fluxos de saída.
Por isso foram verificados os fluxos e análises de capacidades e níveis de serviços
nas interseções e cruzamentos que seriam diretamente mais impactados, nas
situações: atual/futura (mais desfavoráveis). Tais situações serão abordadas a
seguir, com as rotas de chegadas e saídas preponderantes ao empreendimento em
tela, e detalhadas na figura 01 Esquema Geral de circulação:
Figura 01 - Esquema Geral de Circulação
Fonte: Google
24
DADOS COLETADOS
Para que a caracterização do fluxo de veículos na via do empreendimento, e de
acesso e saída dos usuários ao empreendimento, foram efetivadas pesquisas de
campo, visando detecção e caracterização do fluxo de tráfego na área adjacente, de
maneira a se determinar as sua propriedades e características.
Tais pesquisas
constaram de:

Pesquisa de Fluxo de entrada/saída de edificações;

Pesquisa de fluxo Direcional;

Simulação de geração do tráfego na edificação projetada.
PESQUISA DE FLUXO DE ENTRADA/SAÍDA DE EDIFICAÇÕES
Esta pesquisa foi efetuada para estabelecer-se o mesmo padrão “randômico” de
acessos a edificações deste tipo.
A demanda de fluxo de veículos para o
empreendimento foi indicada pelos dados coletados na pesquisa efetivada no
Empresarial Graham Bel, situado na Rua Frei Matias Tevis (SPORT CLUB DO
RECIFE). Tal pesquisa, realizada no ano de 2010, registrou os veículos de acessos
e saídas nas garagens com cerca de 300 vagas do empreendimento. Os dados
constam da planilha PV-1.1 anexa, apresentando os seguintes valores resumidos:
Pesquisa - Empresarial Graham Bel
300 vagas
PERÍODO
Entradas
Saídas
Total
7:00 - 8:00
46
2
54
8:00 - 9:00
42
6
90
11:00 - 12:00
22
25
113
12:00 - 13:00
42
35
120
17:00 - 18:00
22
46
94
18:00 - 19:00
23
47
70
19:00 - 20:00
14
38
46
SOMA
422
376
1327
25
O empreendimento pesquisado possui menos vagas (300 vagas) que o
empreendimento hora estudado (498 vagas). Para correção dos valores, tomaramse o fator dado pela relação: [498 vagas / 300 vagas = 1,66]; tal fator foi aplicado a
cada um dos fluxos de entradas e saídas, nas horas pesquisadas, alocando-se ao
fluxo existente da via nos horários correspondentes, e no sentido preponderante.
Os dados constam da planilha PV-1.2 anexa, resumidamente apresentando os
seguintes fluxos alocados as entradas e saídas do empreendimento em estudo:
Fluxos alocados (simulação)
PERÍODO
ENTRADAS
SAÍDAS
ESTACIONADOS
7:00 - 8:00
76
3
89
8:00 - 9:00
70
10
149
11:00 - 12:00
37
42
197
12:00 - 13:00
70
58
199
17:00 - 18:00
37
76
156
18:00 - 19:00
38
78
116
19:00 - 20:00
23
63
76
SOMA
700
624
2197
PESQUISAS DE FLUXO DIRECIONAL
Para avaliação dos fluxos atuais e a serem gerados, foram efetivadas pesquisas
para
detecção
empreendimento
e
de
caracterização
maneira
a
do
se
tráfego
no
determinar
segmento
as
suas
adjacente
ao
propriedades
e
características.
Portanto, foram efetivadas pesquisas direcionais nas interseções que mais seriam
impactadas pelo tráfego gerado pelo empreendimento, quais sejam:
Interseção 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av.
Gov. Carlos de Lima Cavalcante;
Interseção 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua
Capitão Rui Lucena;
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
26
Interseção 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e
Av. Gov. Carlos de Lima:
Foi efetivada, pesquisa de fluxo direcional na interseção da Rua Dom Bosco com
Av. Conde da Boa Vista e Av. Gov. Carlos de Lima, no intuito de estabelecer o fluxo
existente hoje no local onde se concentrará a demanda de fluxo gerado de saída do
empreendimento. Tal pesquisa foi realizada no dia 23 de novembro de 2010 nos
horários de maior movimento. Os resultados constam das planilhas ET-1.1, ET-1.2,
e ET-1.3, resumidamente apresentando os seguintes fluxos na referida interseção:
 07h – 08h: 3228veículos/hora; 3825 UCP/h (ET- 1.1);
 12h – 13h: 5156 veículos /hora; 5427 UCP/h (ET- 1.2);
 17h – 18h: 5062 veículos/hora; 5321 UCP/h (ET- 1.3);
Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av. Gov. Carlos de Lima
Foto: Autores, 2010
27
Interseção 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com
Rua Capitão Rui Lucena
Também foi efetivada, pesquisa de fluxo direcional no Cruzamento da Rua Dom
Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua Capitão Rui Lucena, no intuito de
estabelecer o fluxo existente hoje, no local onde se concentrará a demanda de fluxo
gerado tanto de entrada quanto de saída do empreendimento. Tal pesquisa foi
realizada no dia 23 de novembro de 2010, nos horários de maior movimento. Os
resultados constam das planilhas ET-2.1, ET-2.2 e ET-2.3, resumidamente
apresentando os seguintes fluxos na referida interseção:
 07h – 08h: 1493 veículos/hora; 1658 UCP/h (ET- 2.1);
 12h – 13h: 2000 veículos /hora; 2386 UCP/h (ET- 2.2);
 17h – 18h: 2296 veículos/hora; 2419 UCP/h (ET- 2.3).
Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua Capitão Rui Lucena
Foto: Autores, 2010
28
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias
Também foi efetivada, pesquisa de fluxo direcional no Cruzamento da Rua Dom
Bosco com Rua Henrique Dias, no intuito de estabelecer o fluxo existente hoje, no
local onde se concentrará a demanda de fluxo gerado tanto de entrada quanto de
saída do empreendimento. Tal pesquisa foi realizada no dia 23 de novembro de
2010, nos horários de maior movimento. Os resultados constam das planilhas ET3.1, ET-3.2 e ET-3.3, resumidamente apresentando os seguintes fluxos na referida
interseção:
 07h – 08h: 1317 veículos/hora; 1427 UCP/h (ET- 3.1);
 12h – 13h: 1837 veículos /hora; 2164 UCP/h (ET- 3.2);
 17h – 18h: 2160 veículos/hora; 2213 UCP/h (ET- 3.3).
Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias
Foto: Autores, 2010
29
SIMULAÇÃO DE GERAÇÃO DO TRÁFEGO NA EDIFICAÇÃO PROJETADA
A simulação de entradas e saídas na edificação foi efetuada, tomando-se os valores
corrigidos, da edificação pesquisada, aplicando-se à situação da edificação
projetada. Os indicadores apresentados na planilha PV-1.1 e PV-1.2, anexa.
Assim, como exemplo, tome-se o período das 7 às 8 horas:
 Para a edificação projetada, e com 498 garagens, tomaram-se os valores
indicados pela movimentação da Garagem do Empresarial Graham Bel
pesquisada, como seja:
 Garagem do Empresarial Graham Bel com 300 vagas (PV-1.1)
 46 entradas x (498/300) = 76 entradas;
 02 saídas x (498/300) = 3 saídas;
Assim, a quantidade de entradas e saídas alocadas, e coincidentemente com os
horários de “pico” do fluxo de veículos no entorno seria aproximadamente 0,4 vezes
o fluxo da edificação pesquisada, resultando nos valores abaixo, conforme
apresentados na planilha PV - 1.2, anexa:
7h – 8h
12h – 13h
17h – 18h
 76 entradas;
 70 entradas;
 37 entradas;
 03 saídas;
 58 saídas;
 76 saídas;
PROJEÇÃO DO TRÁFEGO
As contagens volumétricas classificadas de cada movimento da interseção permitem
obter o volume de tráfego de cada aproximação, para tal, o valor da contagem dos
veículos foi corrigido para unidades de carros de passeio - UCP.
30
Os fluxos em Unidade de Veículos de Passeio (UCP) foram indicados com os
Fatores de Equivalências do método “Webster” utilizados em área urbana: Autos =
1,00; Ônibus = 2,25 e Caminhões = 2,50. Os volumes horários de pico foram
tomados como 10% do tráfego médio diário (TMD), e metade para cada sentido na
via.
Foi coletado também o período de ciclo de cada interseção, ou seja, os períodos de
verde, amarelo e vermelho em que cada semáforo.
Da mesma forma obtemos a distribuição destes fluxos nos volumes de tráfego que
vão em frente, giram à esquerda ou à direita. Estas são informações importantes
para o cálculo do fluxo de saturação.
Também foram consideradas taxas de crescimento da ordem dos 3% ao ano para o
tráfego, e aplicados o fator de projeção de (Fp = (1+3%)
10
= 1,34) ao tráfego atual
(2010), para obtenção dos fluxos futuros do ano 10 do projeto, 2020, e que somados
ao tráfego gerado pela edificação (também projetado), apresentam a seguinte
configuração, por exemplo:
FLUXO ATUAL
Interseção 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 3825 UCP/hora
Fluxo Projetado: 07h – 08h: 3825 x 1,34 = 5126 UCP /hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 5427 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 5427 x 1,34 = 7272 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 5321 UCP/hora
Fluxo Projetado: 17h – 18h: 5321 x 1,34 = 7130 UCP /hora
31
Interseção 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com
Rua Capitão Rui Lucena;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 1658 UCP/hora
Fluxo Projetado: 07h – 08h: 1658 x 1,34 = 2222 UCP /hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 2386 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 2386 x 1,34 = 3197 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 2419 UCP/hora
Fluxo Projetado: 17h – 18h: 2419 x 1,34 = 3241 UCP /hora
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 1427 UCP/hora
Fluxo Projetado: 07h – 08h: 1427 x 1,34 = 1912 UCP /hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 2164 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 2164 x 1,34 = 2900 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 2213 UCP/hora
Fluxo Projetado: 17h – 18h: 2213 x 1,34 = 2965 UCP /hora
FLUXO COM GERAÇÃO DE TRÁFEGO
Interseção 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 3825 + 76 (entradas) + 3 (saída) = 3904 UCP/hora
Fluxo Projetado: 08h – 09h: 3904 x 1,34 = 5231 UCP/hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 5427 + 70 (entradas) + 58 (saídas) = 5555 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 5555 x 1,34 = 7444 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 5321 + 37 (entradas) + 76 (saídas) = 5434 UCP/hora
Fluxo Projetado: 18h – 19h: 5434 x 1,34 = 7282 UCP /hora
32
Interseção 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com
Rua Capitão Rui Lucena;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 1658 + 76 (entradas) + 3 (saída) = 1737 UCP/hora
Fluxo Projetado: 08h – 09h: 1737 x 1,34 = 2328 UCP/hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 2386 + 70 (entradas) + 58 (saídas) = 2514 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 2514 x 1,34 = 3369 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 2419 + 37 (entradas) + 76 (saídas) = 2532 UCP/hora
Fluxo Projetado: 18h – 19h: 2532 x 1,34 = 3393 UCP /hora
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
Fluxo Atual: 07h – 08h: 1427 + 76 (entradas) + 3 (saída) = 1506 UCP/hora
Fluxo Projetado: 08h – 09h: 1506 x 1,34 = 2018 UCP/hora
Fluxo Atual: 12h – 13h: 2164 + 70 (entradas) + 58 (saídas) = 2292 UCP/hora
Fluxo Projetado: 12h – 13h: 2292 x 1,34 = 3071 UCP /hora
Fluxo Atual: 17h – 18h: 2213 + 37 (entradas) + 76 (saídas) = 2326 UCP/hora
Fluxo Projetado: 18h – 19h: 2326 x 1,34 = 3117 UCP /hora
Assim, para as análises de capacidade foram consideradas as seguintes hipóteses
de cálculo:
CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL
1. Tráfego Normal nas três interseções a ser impactadas (Cruzamento da Rua
Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av. Gov. Carlos de Lima
Cavalcante; Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com
Rua Capitão Rui Lucena e Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua
Henrique Dias);
33
2. Tráfego Normal nas duas interseções, Projetado para 10 anos (2020), com
base em taxas de crescimento da ordem dos 3% ao ano;
CARACTERIZAÇÃO
DA
SITUAÇÃO
FUTURA
–
SIMULAÇÃO
COM
GERAÇÃO DE ENTRADAS E SAÍDAS DAS EDIFICAÇÕES PROJETADAS
3. Tráfego da situação (1), mais as entradas ou saídas nos acessos à
edificação projetada, pelos valores simulados;
4. Tráfego da situação (2), mais as entradas ou saídas nos acessos às
edificações projetadas, pelos valores simulados;
Tais
valores,
em
cada
interseção
analisada,
para
as
quatro
hipóteses
experimentadas, e nos horários de máximo do dia, constam das planilhas anexas:
CAP-1.1.1 a CAP-3.3.3.
34
b) Caracterização do Sistema Viário Adjacente ao empreendimento
O sistema viário da área de influência direta do segmento da via objeto deste estudo
é formado principalmente pela própria Rua Capitão Rui Lucena e Rua Luiz Carvalho,
vias locais. E todo sistema de vias arteriais e coletoras, na área de influência do
objeto deste estudo, formado pelas Arteriais principais: Av. Agamenon Magalhães e
Av. Joaquim Nabuco, pelas arteriais secundárias: Rua Dom Bosco, Av. Conde da
Boa Vista e Av. Governador Carlos de Lima Cavalcante e a coletora, Av. Manoel
Borba.
O sistema “capilar”, de vias locais que constam basicamente das Ruas: Artur
Orlando, Henrique Dias, Rua das Fronteiras, Rua das Ninfas, Rua da Soledade, Rua
do Progresso, Ademar de Oliveira, Oswaldo Cruz, João Fernandes Vieira, Nunes
Machado e Padre Inglês.
Figura 02 - Sistema Viário Adjacente ao empreendimento
Fonte: Google
35
c) Caracterização do Sistema de Circulação no entorno
De acordo com as análises de capacidade apesar do incremento de veículos nos
fluxos horário, tais impactos no tráfego adjacente ao empreendimento não chegam a
alterar os parâmetros de níveis de serviço das vias pesquisadas, portanto não
haverá nenhuma modificação no sistema de circulação da área. O esquema geral
de circulação da área do entorno ao empreendimento é apresentada na figura 03
abaixo. Os fluxos continuarão a funcionar normalmente nestas vias do entorno,
somadas ao fluxo adicional que o empreendimento acarretará, distribuídos
notadamente nas rotas indicadas no esquema abaixo.
Figura 03 - Esquema geral de circulação no entorno
Fonte: Google
Para a análise do nível de serviço optou-se pela metodologia Inglêsa “Webster”. Os
resultados se apresentam nas planilhas de análises anexas, demonstrando
demonstra esta assertiva.
36
d) Volumes de tráfego nas vias da área de influência do empreendimento
Conforme citado anteriormente foi realizada pesquisa nos principais cruzamentos da
área e na principal interseção de acesso ao empreendimento, conforme esquema
demonstrado na figura 04 abaixo. Também podem ser observados os acessos de
(entradas e saídas) de veículos pela Rua Capitão Rui Lucena e os acessos de
pedestres pela Rua Dom Bosco e Av. Conde da Boa Vista.
Figura 04 - Esquema geral de localização, circulação e acessos
Fonte: Google
Os fluxos de tráfego nos horários de maior pico do dia nas vias adjacentes ao
empreendimento podem ser verificados nas planilhas anexas, que são apresentados
sintetizados a seguir.
37
Interseção 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante;
A Rua Dom Bosco trata-se de uma via arterial secundária com mão única no sentido
da Av. Manoel Borba para Av. Conde da Boa vista, com aproximadamente 12,00m
de calha, com três faixas de rolamento e estacionamento permitido do lado direito
da via ao longo de sua extensão, exceto no trecho entre a Rua Capitão Lucena e
Av. Conde da Boa Vista onde o estacionamento é proibido em ambos os lados.
A Av. Conde da Boa Vista trata-se de uma via arterial secundária com mão dupla de
circulação e aproximadamente 18,00m de calha, sendo 12,00m reservado para o
corredor exclusivo de transporte, o corredor Leste Oeste, e aproximadamente 3,00m
para cada sentido de circulação reservado para o tráfego misto, ou seja uma faixa
de circulação por sentido para o tráfego misto. O estacionamento é proibido dos
dois lados da via.
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante trata-se de uma via arterial secundária com
aproximadamente 14,00m de calha, com mão dupla de circulação, sendo duas
faixas de rolamento por sentido e estacionamento proibido dos dois lados da via.
R. Dom Bosco
Av. Conde da Boa Vista
38
Rua Dom Bosco
Rua Dom Bosco
Av. Conde da Boa Vista
R. Dom Bosco
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante
39
Fluxo atual
Fluxo Projetado

07h – 08h: 3825 UCP/h (ET- 1.1);

07h – 08h: 5126 UCP /hora

12h – 13h: 5427 UCP/h (ET- 1.2);

12h – 13h: 7272 UCP /hora

17h – 18h: 5321 UCP/h (ET- 1.3).

17h – 18h: 7130 UCP /hora
Fluxo com geração de tráfego
Fluxo atual
Fluxo Projetado
07h – 08h:
3904 UCP/hora
5231 UCP/hora
12h – 13h:
5555 UCP/hora
7444 UCP /hora
17h – 18h:
5434 UCP/hora
7282 UCP /hora
Interseção 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com
Rua Capitão Rui Lucena;
A Rua Dom Bosco trata-se de uma via arterial secundária com mão única no sentido
da Av. Manoel Borba para Av. Conde da Boa vista, com aproximadamente 12,00m
de calha, com três faixas de rolamento e estacionamento permitido do lado direito
da via ao longo de sua extensão, exceto no trecho entre a Rua Capitão Lucena e
Av. Conde da Boa Vista onde o estacionamento é proibido em ambos os lados.
A Rua Luiz Carvalho trata-se de uma via local com mão única de circulação no
sentido da Av. Agamenon Magalhães para Rua Dom Bosco, com aproximadamente
7,50m de calha e estacionamento permitido em ambos os lados da via ao longo de
sua extensão.
A Rua Capitão Rui Lucena é uma via local sem saída com aproximadamente 6,10m
de calha, com mão dupla de circulação, com uma faixa de rolamento por sentido e
estacionamento permitido do lado direito da via.
40
R. Cap. Rui Lucena
Rua Luiz Carvalho
Rua Dom Bosco
Muro do terreno do
empreendimento
R. Cap. Rui
Lucena
Rua Dom Bosco
Rua Dom
Bosco
Rua Cap. Rui Lucena
41
Fluxo atual
Fluxo Projetado

07h – 08h: 1658 UCP/h (ET- 2.1);

07h – 08h: 2222 UCP /hora

12h – 13h: 2386 UCP/h (ET- 2.2);

12h – 13h: 3197 UCP /hora

17h – 18h: 2419 UCP/h (ET- 2.4).

17h – 18h: 3241 UCP /hora
Fluxo com geração de tráfego
Fluxo atual
Fluxo Projetado
07h – 08h:
1737 UCP/hora
2328 UCP/hora
12h – 13h:
2514 UCP/hora
3369 UCP /hora
17h – 18h:
2532 UCP/hora
3393 UCP /hora
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias
A Rua Dom Bosco trata-se de uma via arterial secundária com mão única no sentido
da Av. Manoel Borba para Av. Conde da Boa vista, com aproximadamente 12,00m
de calha, com três faixas de rolamento e estacionamento permitido do lado direito
da via ao longo de sua extensão, exceto no trecho entre a Rua Capitão Lucena e
Av. Conde da Boa Vista onde o estacionamento é proibido em ambos os lados.
A Rua Henrique Dias trata-se de uma via local com mão única de circulação no
sentido da Av. Agamenon Magalhães para Rua Dom Bosco, com aproximadamente
8,00m de calha e estacionamento permitido do lado esquerdo da via.
Rua Henrique Dias
42
Rua Henrique Dias
Rua Dom Bosco
Rua Henrique Dias
Rua Dom
Bosco
43
Rua Dom Bosco
Fluxo atual
Fluxo Projetado

07h – 08h: 1427 UCP/h (ET- 2.1);

07h – 08h: 1912 UCP /hora

12h – 13h: 2164 UCP/h (ET- 2.2);

12h – 13h: 2900 UCP /hora

17h – 18h: 2213 UCP/h (ET- 2.4).

17h – 18h: 2965 UCP /hora
Fluxo com geração de tráfego
Fluxo atual
Fluxo Projetado
07h – 08h:
1506 UCP/hora
2018 UCP/hora
12h – 13h:
2292 UCP/hora
3071 UCP /hora
17h – 18h:
2326 UCP/hora
3117 UCP /hora
44
e) Análise de Capacidade nas interseções diretamente impactadas
A análise da capacidade e Nível de Serviço foi efetuada com a metodologia Inglesa
“Webster”, preconizada pelo Manual de Semáforos do DENATRAN, e utilizada no
Plano Diretor de Circulação do Recife (PDC).
O método de “Webster” busca, através da análise das variáveis caracterizadoras da
interseção e dos fluxos direcionais que para ela convergem, obter a programação
dos tempos semafóricos que minimizem o tempo de espera de todos os usuários
desta interseção. Ele permite ainda calcular a taxa de saturação das aproximações
e o nível de serviço em que estão operando, além de calcular o tempo médio de
espera dos veículos ao cruzarem a interseção e o comprimento da fila que se forma.
Verificaram-se as capacidades e os níveis de serviços:
Int. 01: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av.
Gov. Carlos de Lima Cavalcante;
Int. 02: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua
Capitão Rui Lucena;
Int. 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
Foram determinados os níveis de serviço para cada uma das situações:
Situação atual;
Situação atual com projeção para 10 anos;
Situação futura (com implantação do empreendimento) e os fluxos gerados;
Situação futura (com implantação do empreendimento) e os fluxos gerados,
Com projeção para 10 anos;
Na metodologia da análise “Webster”, seguem-se o seguinte roteiro:
Computam-se os movimentos de fluxo em UCP (unidades de carros de
passeio), os dados geométricos e de tempos de semáforos, ou tempos em
segundos nas seções plenas estudadas. No caso presente, também foram
ajustados os volumes pelo fator de hora de pico (FHP), ou seja:
consideraram-se os horários máximos compostos de fluxos de quatro vezes
os 15 minutos máximos;
45
O Fluxo de Saturação “S”, em UCP/hora de tempo verde, é dado pela
expressão: S = 525 x largura da via (metros);
Computam-se os tempos de verde efetivos na seção estudada: Gef = (Tempo
de verde + tempo de amarelo – 1) segundos; tomam-se 60 segundos – 1 = 59
segundos;
A Capacidade horária da seção é dados por: Cap = S x (Gef / C);
C = ciclo do semáforo em segundos; (60 segundos na seção geral sem
semaforização);
O Grau de Saturação de cada seção é indicado por: GS = Volume /
Capacidade;
Os Níveis de Serviços são indicadores conceituais e qualitativos dos fluxos. Eles
relacionam os fluxos existentes pelas capacidades em cada situação, indicando o
Grau de Saturação do local analisado. O grau de saturação indica os níveis de
serviços na escala adiante explicitada:
GRÁU DE SATURAÇÃO
GS > 100%
100% > GS > 90%
90% > GS > 75%
75% > GS > 60%
GS < 60%
NÍVEL DE
SERVIÇO
E
D
C
B
A
Em que:
Nível de serviço “A”: Este nível é também chamado de fluxo livre.
Nível de serviço “B”: Muito próximo (e quase) fluxo livre, é característico de
fluxo bastante favorecido.
Nível de serviço “C”: São as operações com o fluxo ainda estável,
aproximando-se, ocasionalmente da instabilidade.
Nível de Serviço “D”: Neste nível, a influência dos congestionamentos já é
patente.
Nível de Serviço “E”: O nível é indicativo do limite da capacidade das vias.
Nível de Serviço “F”: O nível é indicativo de que o fluxo é forçado ou
congestionado
46
Consideraram-se as larguras das seções das vias pesquisadas e foram tomados os
tempos para cada fase com os ciclos da interseção pesquisada.
Os dados de fluxo e suas características foram tabulados nas planilhas de análises,
anexas e resumidos no quadro 01 abaixo. Permitiram resumir as seguintes
conclusões sobre a análise dos níveis de serviço oferecidos pelas vias adjacentes
ao empreendimento:
Quadro 01: Avaliação dos níveis de Serviços das vias pesquisadas.
Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av. Gov. Carlos de
Lima Cavalcante
(Planilhas CAP-1.1.1, CAP-1.1.2, CAP-1.2.1, CAP-1.2.2, CAP-1.3.1, CAP-1.3.2)
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
B
A
B
12h-13h
B
D
B
D
17h-18h
B
D
B
D
Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua Capitão Rui
Lucena
(Planilhas CAP-2.1.1, CAP-2.1.2, CAP-2.2.1, CAP-2.2.2, CAP-2.3.1, CAP-2.3.2)
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
A
A
A
12h-13h
A
A
A
A
17h-18h
A
A
A
A
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
(Planilhas CAP-3.1.1, CAP-3.1.2, CAP-3.2.1, CAP-3.2.2, CAP-3.3.1, CAP-3.3.2)
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
A
A
A
12h-13h
A
A
A
A
17h-18h
A
A
A
A
47
A análise do nível de serviço pela metodologia “Webster” apresentadas nas
planilhas de análises anexas e resumidas acima, indicaram os mesmos padrões de
funcionamento quanto aos níveis de serviços da via (sem e com a implantação do
empreendimento), na situação atual na maioria dos horários de “pico”.
Com o fluxo projetado para o ano 10 os cruzamentos pesquisados permaneceriam
com o mesmo nível de serviço. Portanto, pelos resultados resumidamente pode-se
concluir o seguinte:
Os fluxos gerados foram determinados com os indicadores das situações
mais desfavoráveis, e somados aos fluxos atuais das vias que poderiam
sofrer os maiores impactos;
Feitas as análises de serviço, e em se comparando o ano 2010, com e sem
fluxo gerado, os indicadores de níveis de serviços das interseções
permaneceriam os mesmos nas interseções analisadas, ou seja: carregandose o sistema com o fluxo gerado pelo empreendimento, não haveria
modificações na funcionalidade total do sistema;
Projetando-se estes fluxos em 10 anos, à taxa de 3% ao ano, após a
construção e funcionamento do empreendimento, não haveria alterações nos
níveis de serviços do conjunto;
48
f) Detalhamento das Condições de acesso de veículos
Conforme dito anteriormente, não haverá mudanças funcionais ou operacionais
devido ao empreendimento. Continuarão todas as condições de acessos na área.
Esquemas de Acessos de Veículos e pedestres (planta do térreo)
49
g) Detalhamento das Condições de acesso, parada e estocagem para o
transporte público de passageiros.
O projeto não interfere com o sistema de transporte público de passageiros.
50
h) Detalhamento das Condições de acesso para veículos de carga
Não haverá interferências com o transporte de carga.
51
i) Proposta de Remanejamento do Tráfego e Circulação existente
Em relação à implantação do empreendimento, não haverá interferências que
motivem a mudança de circulação do tráfego na via. No entanto, recomendamos a
proibição de estacionamento na Rua Capitão Rui Lucena em ambos os lados da via,
considerando que sua calha tem aproximadamente 6.10m e todo o acesso de
veículos ao empreendimento será por esta rua, que atualmente tem um fluxo
pequeno por se tratar de uma rua sem saída.
Outra recomendação é a instalação de semáforos compatíveis com um sistema
inteligente, onde os equipamentos terão a função de coordenar o tempo do ciclo
semafórico em função do volume de tráfego na via, ou simplesmente o ajuste no
tempo do semáforo na interseção da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista
e Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante, um tempo de verde maior para os veículos
que vem da Av. Conde da Boa Vista, considerando que é somente uma faixa para
circulação do tráfego misto.
Se observarmos as aproximações isoladas, podemos verificar que a Rua Dom
Bosco é mais carregada e em alguns horários as operações com o fluxo ainda
estável, aproximando-se, ocasionalmente da instabilidade e por vezes próximo da
capacidade da via, portanto sugerimos que os semáforos ao longo da Rua Dom
Bosco sejam sincronizados.
52
j) Indicação das Intervenções no sistema viário e na circulação
Não há indicações de intervenções no sistema. O “status quo” indica funcionamento
idêntico sem e com o empreendimento. No entanto, vale as recomendações acima
relatadas considerando o incremento de veículos na área que irão acessar o
empreendimento.
53
k) Avaliação da capacidade ou das condições de fluidez do tráfego após a
implantação do empreendimento no ano “zero”, e após 10 anos
Conforme demonstrado anteriormente, as interseções que poderão sofrer impacto
direto funcionam no horário de máximo da manhã (7h – 8h), no período
intermediário (12h – 13h) e da noite (17h – 18h).
Atualmente no cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av.
Gov. Carlos de Lima Cavalcante, no horário de máximo da manhã (7h – 8h), o nível
de serviço obtido “A” - fluxo livre, no período intermediário (12h – 13h) e da noite
(18h – 19h) foi “B” - Muito próximo (e quase) fluxo livre. Este cenário se repete nas
duas situações, atual e com geração de tráfego.
Na simulação para o ano de 2020 os níveis de serviços da via passariam para um
nível acima, este cenário se repete, sem e com a implantação do empreendimento.
Conforme pode ser observado no quadro abaixo.
Int. 1: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Av. Conde da Boa Vista e Av. Gov.
Carlos de Lima Cavalcante
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
B
A
B
12h-13h
B
D
B
D
17h-18h
B
D
B
D
Atualmente no cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua
Capitão Rui Lucena, o nível de serviço obtido “A” - fluxo livre, no horário de máximo
da manhã (7h – 8h), no período intermediário (12h – 13h) e da noite (18h – 19h).
Este cenário se repete nas duas situações, atual e com geração de tráfego.
Na simulação para o ano de 2020 os níveis de serviços da via permaneceriam os
mesmos no horário de máximo da manhã (7h – 8h), no período intermediário (12h –
13h) e da noite (18h – 19h), este cenário se repete, sem e com a implantação do
empreendimento. Conforme pode ser observado no quadro abaixo.
54
Int. 2: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Luiz Carvalho com Rua Capitão Rui
Lucena
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
A
A
A
12h-13h
A
A
A
A
17h-18h
A
A
A
A
Atualmente no cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias, o nível de
serviço obtido “A” - fluxo livre, no horário de máximo da manhã (7h – 8h), no período
intermediário (12h – 13h) e da noite (18h – 19h). Este cenário se repete nas duas
situações, atual e com geração de tráfego.
Na simulação para o ano de 2020 os níveis de serviços da via permaneceriam os
mesmos no horário de máximo da manhã (7h – 8h), no período intermediário (12h –
13h) e da noite (18h – 19h), este cenário se repete, sem e com a implantação do
empreendimento. Conforme pode ser observado no quadro abaixo.
Interseção 03: Cruzamento da Rua Dom Bosco com Rua Henrique Dias;
Período
Situação Atual
Situação c/ projeto
Ano 2010
Ano 2020
Ano 2010
Ano 2020
07h-08h
A
A
A
A
12h-13h
A
A
A
A
17h-18h
A
A
A
A
55
11
LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS
No desenvolvimento do Projeto e deste Memorial foram consultadas leis específicas
municipais, tais como a LEI 16.176/96 (LUOS – Lei de Uso e Ocupação do Solo) e a
LEI 17. 511 (Plano Diretor da Cidade do Recife.
11.1
Legislação de Uso e Ocupação do Solo / Plano Diretor da Cidade do Recife
A área de intervenção sob análise encontra-se inserida em ZONA DE AMBIENTE
CONTROLADO – ZAC II definida no ART. 98, item III da Lei 17.511 de 29/12/2008
– PLANO DIRETOR DA CIDADE DO RECIFE estabelecendo as condições de uso e
de ocupação do solo urbano, tais como proteção ambiental, preservação histórica,
áreas de interesse social, etc.
De acordo com a legislação, acima, a atividade pleiteada deve apresentar
MEMORIAL JUSTIFICATIVO DE EMPREENDIMENTO DE IMPACTO para obter a
licença municipal de construção, conforme exigem os ART. 61 e 62 da Lei 16.
176/96 e o ART. 188 da Lei 17.511/08.
11.2
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL
O artigo 187 do Plano Diretor da Cidade do Recife- Lei 17.511-08 define como
empreendimento de impacto aqueles, “públicos ou privados, que podem causar
impacto no ambiente natural ou construído, sobrecarga na capacidade de
atendimento da infraestrutura básica, na mobilidade urbana ou ter repercussão
ambiental significativa”.
Verifica-se no caso em análise que:
1- O empreendimento não acarretará impacto ao meio ambiente natural, uma vez
que sua implantação não causará degradação significativa ao meio ambiente.
Preservará os casarões da Av. Conde da Boa Vista, não causará interferências à
mobilidade dos pedestres, não provocará grandes movimentos de terra, nem
tombamento de árvores;
2- Trata-se de uma obra a ser implantada em um ambiente já construído, no qual o
uso de atividades comerciais (salas) é representado por edifícios empresariais
existentes no entorno;
3- O projeto arquitetônico apresentado atende a todas as exigências da lei municipal
e propõe afastamentos diferenciados com o objetivo de minimizar o impacto
construtivo e visual da solução vertical adotada.
4- Criará áreas verdes, abertas, aproveitando os afastamentos;
56
5- Os moradores dos lotes circundantes, confinantes e defrontantes serão
cientificados através de publicação em jornal de grande circulação na cidade;
6- O estudo de impacto sobre os transportes concluiu que o tráfego atraído e gerado
pelo empreendimento será absorvido pelo sistema viário existente sem prejuízo de
sua fluidez e da circulação do seu entorno;
7- A solução arquitetônica e os acessos projetados apresentam-se como elementos
que minimizarão as interferências ao trânsito local;
8- A área de solo natural projetada favorecerá a implantação de espécies arbóreas
as quais minimizarão a temperatura local pelo sombreamento e rugosidade do solo,
permitindo manter certo grau de umidade através de forração vegetal. Para tal, será
elaborado por especialista um projeto paisagístico.
57
12
CONCLUSÕES
Uma vez que o estudo concluiu pela pouca relevância dos impactos sobre o
empreendimento em estudo e, nestas condições, atendendo a todas as exigências
legais, o responsável pelo empreendimento solicita a aprovação do projeto perante
os órgãos competentes.
58
13
FONTES CONSULTADAS

Resolução N.º 03/96 - CDU;

PDC Recife;

Atlas do Desenvolvimento Humano do Recife (site PCR)

Planta Polivisual da Cidade do Recife – 2007;

Legislação Local:
Lei 16.176/96 (LUOS);
Lei 16.719/91 (ARU);
Lei 15.547/91 (PLANO DIRETOR);
NBR 9050 (ACESSIBILIDADE);

Projeto de Arquitetura.
59
14
ANEXOS
A seguir são apresentadas as plantas e planilhas de dados e resultados que foram
utilizadas e constituem-se em parte integrante deste estudo.
60
Anexos
Plantas Reduzidas
Planilhas de tabulação de pesquisas
e de análises de serviços das interseções e cruzamentos
61
Download

memorial justificativo de empreendimento de impacto