Reitor
Juarez Antônio Simões Quaresma
Vice-Reitor
Rubens Cardoso da Silva
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP)
Jofre Jacob da Silva Freitas
Pró-Reitora de Graduação (PROGRAD)
Ana da Conceição Oliveira
Pró-Reitor de Gestão e Planejamento (PROGESP)
Léony Luis Lopes Negrão
Pró-Reitora de Extensão (PROEX)
Maria Marize Duarte
EQUIPE PROEX
Diretor de Apoio a Extensão
Anderson Madson Oliveira Maia
Coordenadora de Programas e Projetos
Chaisiellen Anne da Silva Oliveira
Coordenadora de Assuntos Comunitários
Paula Leilane Ayres de Andrade
Coordenador do Núcleo de Desporto
Alexandre Maia de Farias
Equipe Técnica e Administrativa
Joelma Queiroz da Silva
Rosyane Couto da Silva Cardoso
Débora Cristina da Costa Pereira
Alexandre Jorge Mendes do Nascimento
Raphael Gonçalves Furtado
Thiago Wendel Lima da Câmara
Djair da Mota Alves Filho
Simone Cristina Menezes Martins dos Santos
Gilvana Kelly Barros Pimentel
Neusivalda Batista Barbosa
MULTIPLICAÇÕES
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA UEPA
2014
REVISTA MULTIPLICAÇÕES
Revista da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado do Pará
v. 5, n. 4 – jan./ago. 2014.
Editores
Profª. Drª. Maria Marize Duarte
Profª. Esp. Simone Cristina Menezes Martins dos Santos
Prof. Esp. Anderson Madson Oliveira Maia
Revisão Final
Profª. Drª. Maria Marize Duarte
Conselho Editorial
Prof. Dr. Juarez Antônio Simões Quaresma
Profª. Drª. Maria Marize Duarte
Profª. Msc. Mariane Cordeiro Alves Franco
Profª. Drª. Marília Brasil Xavier
Profª. Msc. Gleicy Karen Abdon Alves Paes
Profª. Drª. Maria do Perpétuo Socorro Cardoso da Silva
Prof. Dr. André Cristiano Silva Melo
REVISTA MULTIPLICAÇÕES
Universidade do Estado do Pará – UEPA
Pró-Reitoria de Extensão - PROEX
Rua do Una, nº 156 – Telégrafo – PA – CEP: 66.050-540 – Fone: 3244-4544 / 3299-2279
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CAPA
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DESIGN
Jose Mendes
Pedro Brasil Xavier
PREPARAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO
Melissa Carla Monteiro Monteiro de Oliveira
Thiago Wendel Lima da Câmara
Gráfica UEPA
ORGANIZAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO
Maria Marize Duarte
Anderson Madson Oliveira Maia
Simone Cristina Menezes Martins dos Santos
Thiago Wendel Lima da Câmara
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação. Diretoria de Bibliotecas - UEPA
Revista da Pró-Reitoria de
Extensão – PROEX - da Universidade do Estado do Pará v. 5, nº 4 – jan./ago. 2014.
MULTIPLICAÇÕES EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA UEPA /.
92 p.
il.
Semestral
ISSN: 1809-4317
Vários autores. Ensino superior-Pesquisa. 2. Extensão universitária. 3. Pesquisa educacional. I.
Universidade do Estado do Pará. Pró-Reitoria de Extensão - PROEX.
CDD- 22. ed. 378.005
_____________________________________________________________________________
SUMÁRIO
1 EDITORIAL ................................................................................................................. 9
MAIA, Anderson Madson Oliveira; SANTOS, Simone Cristina Menezes Martins dos; DUARTE,
Maria Marize.
2 HISTORICIDADE, ESTRUTURA E EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO NA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ (UEPA) ............................................................... 12
DUARTE, Maria Marize; MAIA, Anderson Madson Oliveira; SANTOS, Simone Cristina Menezes
Martins dos; CARDOSO, Rosyane Couto da Silva; SILVA, Joelma Queiroz da; BARBOSA,
Neusivalda Batista; CÂMARA, Thiago Wendel Lima da; PEREIRA, Débora Cristina da Costa;
ALVES FILHO, Djair da Mota; FURTADO, Raphael Gonçalves; PIMENTEL; Gilvana Kelly
Barros; ANDRADE, Paula Leilane Ayres de; OLIVEIRA; Chaisiellen Anne da Silva.
2.1 EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO E CULTURA ............. .......... 35
2.1.1 A INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA
PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE .......................................................................... 36
LUZ, Priscyla Cristinny Santiago da; SACRAMENTO, Rayara Moraes; SILVA, Vanderlane
Suelen da Silva e.
2.1.2 DESCOBRINDO A FÍSICA COM EXPERIMENTOS DE MATERIAIS ALTERNATIVOS E
RECICLÁVEIS NO PLANETÁRIO DO PARÁ ....................................................................... 38
ELIAS FILHO, Manoel Reinaldo; SILVA, Maria Dulcimar de Brito; CASTRO, Sinaida Maria
Vasconcelos; SOUZA, Eliane Araújo de.
2.1.3 EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA AIKEWARA: DO PROJETO POLÍTICO E PEDAGÓGICO
À AÇÃO DOCENTE ........................................................................................................ 39
ALENCAR, Joelma Cristina Parente Monteiro; MATOS, Dayse Pássaros; SURUÍ, Amoneté;
SURUÍ, Wiratinga.
2.1.4 FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS DA REDE
MUNICIPAL DE SALVATERRA - MARAJÓ- PA ................................................................... 42
SOUZA, Ronilson Freitas de; GOMES, Paulo Wender Portal; PINHEIRO, lan Carlos Ribeiro;
CAMPOS, Jhonnath Moreira; SILVA, Wellitom Silva da; SILVA, Leda Mayara Oliveira da.
2.1.5 FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR E INCLUSIVA.............................. 43
OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno; MOTA NETO, João Colares da; SANTOS, Tânia Regina Lobato
dos.
2.1.6 INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR: CONSTRUÇÃO DE
METODOLOGIAS E TECNOLOGIAS ADAPTADAS .............................................................. 46
PEREIRA, Airton dos Reis; FARIA, Maria José Costa; PEREIRA, Mírian Rosa.
2.1.7 OFICINAS DE PRODUTOS ARTESANAIS DE LIMPEZA COMO PROPOSTA DE
APRENDIZADO E GERAÇÃO DE RENDA PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO ....................... 48
SILVA, Maria Dulcimar de Brito; CASTRO, Sinaida Maria Vasconcelos de; ELIAS FILHO,
Manuel Reinaldo; SILVA, Bruna Mariáh da Silva e; SANTOS, Vanessa da Silva.
2.1.8 PERFORMANCES EM TEATRO NA UNIVERSIDADE: UMA JANELA DE MULTIPLOS
ENCONTROS NO ENSINO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL ......................................... 50
SANTOS, Simone Cristina Menezes Martins dos; MORAES, Janete Machado; MACEDO,
Josivane de Sousa de.
2.1.9 MUSICALIZAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE: ATRAVÉS DO CANTO CORAL E
ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS COM MATERIAIS RECICLÁVEIS ................... 51
SOUZA, Ana Telma Monteiro de Souza de; CARDOSO, Rosyane Couto da Silva; COSTA
NETO, Antônio Lourenço da; MARINHO, Eduardo Ribeiro; COSTA, Lucian José de Souza
Costa e; SANTOS, Roger Pinto dos.
2.1.10 1º JOGOS DA ETNIA KAYAPÓ DE LAS CASAS DO MUNICÍPIO DE PAU D`ÁRCO-PA .. 54
GENTIL, Raphael do Nascimento; LIMA, Ângela do Socorro da Silva; COSTA, Shirley Barbosa
da; NASCIMENTO, Luzia Soares do.
2.1.11 LAZER E ESPORTE DE AVENTURA: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADES LÚDICAS PARA
A COMUNIDADE RIBEIRINHA DO BAMBU ....................................................................... 56
MONTEIRO, Elren Passos; MOREIRA, Laíne Rocha; SANTOS, Claudiana Gonçalves dos;
SANTOS, Edna Cristina Gonçalves dos; HENDGES, Everton Acássio; PEREIRA, Raquel
Jacobson.
2.2 EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM SAÚDE, TRABALHO E QUALIDADE DE
VIDA.........57
2.2.1 A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO CORRETO DA SÍFILIS EM MULHERES GESTANTES:
UM ATO PREVENTIVO DA SÍFILIS CONGÊNITA ............................................................... 59
RODRIGUES, Irene Elias; SOUZA, Alessandra Cordeiro de; ALMEIDA, Jaynne de Sousa;
LEITÃO, Manoel Rodrigues.
2.2.2 ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE CRIANÇAS COM BAIXO
PESO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS DE IGARAPÉ-MIRI/PARÁ ..................................... 61
GUIMARÃES, André Gustavo Moura; PANTOJA, Ana Paula Pureza; SOUZA, Vitor Costa;
SANTOS, Vitor de Vilhena; OLIVEIRA, Maíra Naiar Barroso Reis.
2.2.3 CAPACITAÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE PARA A PROMOÇÃO DA
QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS.................................................................................. 62
SILVEIRA, Tiago Santos; NEGRÃO, Cássio Araújo; MORAES, Leidemir Cordeiro de;
CARVALHO, Wilmara Sousa.
2.2.4 COMANDO DE SAÚDE NAS RODOVIAS................................................................... 63
PAES, Gleicy Karen Abdon Alves; SOUZA JÚNIOR, Jorge Mangabeira de; SILVA, Joelma
Queiroz da; EISMANN, Marcos Rodrigo Pereira; SILVA, Giovanni Vielmond Borges da;
DUARTE, Adalberto Raimundo Reis; PONTES, Luiza Beatriz Coelho; ARAÚJO, Lucas Galhard
do.
2.2.5 DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA: UMA PROPOSTA DE
ORIENTAÇÕES AOS PAIS E EDUCADORES ...................................................................... 65
XAVIER, Mário Jorge Brasil; BARBOSA, Neusivalda Batista; VEIGA, Alinne Augusta de Freitas;
SOUZA, IlaIandara Araújo de; SIQUEIRA, LayaraSarges; NOBRE, Suzane de Jesus; COSTA,
Tamilis Silva da.
2.2.6 ENSINO EM SAÚDE: PROPOSTA PARA A PREVENÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM
ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL ........................................................................ 67
ZAFFALON JÚNIOR, José Robertto; KRAUZER, Alaian Soares; PINHEIRO, Dayana Arcanjo;
MACEDO, Rafaele Carneiro.
2.2.7 EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS ............. 68
ELO, Gileno Edu Lameira de; SILVA, Elisângela Freitas; SILVA, Ranieli Melo da.
2.2.8 PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR DA SAÚDE ......... 70
MARINHO, Daliane Ferreira; PEREIRA, Elizabeth Willott; SILVA, Evelyn Rebeca Ribeiro;
PEREIRA, Monique Natalle Silva; SANTOS JÚNIOR, Pedro Pinheiro dos; SIQUEIRA, Thalyanne
Evelyn do Amaral.
2.2.9 TREINAMENTO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE QUANTO À PREVENÇÃO DE
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS NO MUNICIPIO DE SANTARÉM- PA .... 72
OLIVEIRA, Sheyla Mara Silva de; CARDOSO, Fernanda Jacqueline Teixeira; FERNANDES,
Franciane de Paula; VALENTIM, Lívia de Aguiar; MARTINS, Nádia Vicência do Nascimento;
FIGUEIRA, Simone Aguiar da Silva; SILVA, Geysiane Rocha da; MONTEIRO, Natália Miranda;
RIBEIRO JÚNIOR, Orácio Carvalho.
2.2.10 UM OLHAR INTEGRAL A SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ........................ 73
SILVEIRA, Tiago Santos; LIMA, Anderson Bentes de; SOUSA, Diego Tavares de; MORAES,
Leidemir Cordeiro de; CARVALHO, Wilmara Sousa
2.2.11 BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS E SAÚDE DO TRABALHADOR DA AGRICULTURA
FAMILIAR NO CULTIVO DA PALMA DE ÓLEO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO MUNICÍPIO DE
BUJARU-PA .................................................................................................................. 75
TERRAZAZ, Werner Damião Morhy; SIQUEIRA, LayaraSarges; SIQUEIRA, LayaneSarges;
COELHO, Fabiano de Almeida; DORES, Edson Mauro Freitas das; BENTES, Caio da Silva.
2.3 EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM TECNOLOGIA. MEIO AMBIENTE E
SUSTENTABILIDADE..................................................................................................... 77
2.3.1 A GESTÃO DOS AGRICULTORES FAMILIARES QUE PRATICAM A PRODUÇÃO SEM
QUEIMA NO NORDESTE PARAENSE ............................................................................... 78
CARDOSO, Alexandre Jorge Gaia; KATO, Osvaldo Ryohei; SILVA, Daniel Nascimento e.
2.3.2 CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE MATA CILIAR EM
COMUNIDADES RURAIS EM PARAGOMINAS/PA .............................................................. 79
BISPO, Carlos José Capela; SOUZA, Hyago Elias Nascimento; PINTO, Amanda Campos;
PAULA, Lucélia de Sousa; SILVA, Maurício Magalhães.
2.3.3 MARATONA ECOLÓGICA: O USO DE TRILHA ECOLÓGICA COMO RECURSO
PEDAGÓGICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL ........................... 82
MARTINS, Ana Cláudia Caldeira Tavares; LIMA, Francielber de Sousa; PINHEIRO, Lana
Beatriz Corrêa; SANTANA, Valdiane Araújo.
2.3.4 PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA ESCOLA RIBEIRINHA DA AMAZÔNIA:
AÇÕES DO PROJETO PARÁ LEITURA VAI-QUEM-QUER .................................................... 83
CORDEIRO, Izilda Nazaré de Almeida; SANTOS, Thaís Pereira.
2.3.5 CONSCIENTIZAÇAO DO CONSUMO DE PESCADO ................................................... 85
SILVA, Elen Vanessa Costa da; SANTIAGO, Laiane de Freitas; REIS, Igor Fernando de
Araújo; OLIVEIRA, Jairle da Costa.
2.3.6 A UTILIZAÇÃO DE MACROINVERTEBRADOS AQUÁTICOS BIOINDICADORES DE
QUALIDADE DA ÁGUA EM ATIVIDADES ESCOLARES LÚDICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
NO MUNICÍPIO DE PARAGOMINAS ................................................................................ 86
BRAGA, Carlos Elias de Souza; GUTJAHR, Ana Lúcia Nunes; AMPARO, Leandra Castro do;
REIS, Everson Eudes Nascimento dos; ALVES, Jhennifer Priscila de Almeida.
3 ENTREVISTA ............................................................................................................ 88
3.1 UMA EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA DO ARAGUAIA AO MARAJÓ ................................ 88
COM BENEDITO ELY VALENTE DA CRUZ: EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DIALÓGICAS DE
EXTENSÃO EM SALVATERRA.
SENA, Heleize Roberta Oliveira.
4 NORMAS GERAIS PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA ....................................................... 91
4.1 NORMAS GERAIS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS........................................... 91
4.1.1 Em relação às orientações gerais: ......................................................................... 91
4.1.2 Em relação à digitação, a organização e a formatação............................................ 92
9
1 EDITORIAL
As atividades extensionistas são essenciais para a compreensão da realidade social
logo uma Instituição de Ensino Superior – IES, da envergadura da UEPA-PROEX, que detém
como princípio básico contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia mediante
o processo de interação, entre universidade e sociedade, fundamentado nos conhecimentos e
práticas produzidos nas áreas de educação, saúde e tecnologia tem que incentivar o
desenvolvimento da extensão mediante editais, cursos, seminários, debates, registrar as ações
através de revistas, cadernos de extensão, etc., mas é o que podemos observar em construção
nas ações da IES/UEPA.
Garantir os fundamentos essenciais da extensão universitária como a interação
dialógica com os movimentos, setores e organizações sociais mediante a troca de saberes
construídos pelos cientistas e pelas comunidades em sua prática cotidiana e, principalmente,
da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão onde se interpreta a extensão
universitária, como processo acadêmico, no sentido de que as ações de extensão estão
diretamente associadas ao ensino, mediante ao processo de formação de pessoas e, na
pesquisa, pela geração de conhecimento. Logo decifrar os mundos – cultura dos diversos
grupos sociais – seria o grande ganho das ações extensionistas para a instituição.
Logo pensar nos estudantes uepeanos e extensão universitária, passa pela saudosa
memória daqueles que atuaram no Centro Popular de Cultura – CPC, quando mobilizaram
mediante as mais diversas linguagens os estudantes do país. Imagina esta IES/UEPA
mobilizando os estudantes dos seus 20 (vinte) núcleos com base no teatro, na dança, na
música, na literatura, nas feiras de livros, nas oficinas diversas, nos cursos de extensão filosofia, movimentos sociais, artes plásticas e visuais, cinema, etc. – percorrendo vários
rincões paraenses para estabelecer contatos além das bases universitárias, com os operários e
os trabalhadores rurais. E, por outro lado, mediante a incorporação de estudantes de pósgraduação em ações extensionistas e como forma de produção do conhecimento mediante os
programas de especialização, mestrado, doutorado visando à qualificação das atividades de
extensão mediante à produção acadêmica em formato de teses, dissertações, livros ou
capítulos de livros, artigos em periódicos, cartilhas, trabalhos de conclusão de curso de
graduação e especialização, filmes ou outros produtos artísticos e culturais.
As atividades extensionistas são essenciais para garantir no processo de formação
dos estudantes a ampliação do universo de referência nos campos teórico, metodológico e
empírico que viabilizem a flexibilização curricular e a integralização de créditos obtidos pela
extensão universitária. Assim o papel da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX/UEPA é
10
fomentar ações que possibilitem aos estudantes/alunos o despertar da consciência da
solidariedade social, da revelação social, cultural, política e social das nossas diversas
comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas, enfim, o despertar para um mundo novo.
O cenário que se vislumbra da Extensão – PROEX/UEPA aponta para o crescimento
das ações orientadas pelos editais internos – Programa de Apoio e Desenvolvimento às
Atividades de Extensão, Programa Campus Avançado, Programa UEPA nas Comunidades – e
externos – Programa de Extensão Universitária – PROEXT/MEC/SESu e ampliação de novas
ações
como o Programa Cine Clube Uepa, Programa Vestibular Popular, Programa
WebRádio UEPA, Programa UEPA Terceira Idade, Cadernos de Extensão, Programa Centro
de Referência dos Direitos Humanos – UEPA Direitos Humanos, Encontro de Parcerias: PróReitoria de Extensão e Prefeituras dos 114 (cento e quarenta e quatro) municípios paraenses,
Fórum de Extensão Universitária – FORPROEX/UEPA, Programa Festivais de Teatro,
Dança,
Música,
Artes
Plásticas
para
estudantes,
professores
e
funcionários
–
FESTEDAMUAP, Programa Comando de Saúde nas Rodovias, Jogos Universitários
Paraenses – JUPS, Jogos de Integração da UEPA, Torneio de Futsal Masculino e Feminino,
Copa UEPA/ Handebol e Voleibol. Estas ações visam atingir o conjunto dos núcleos da
IES/UEPA e, como experiência, em fase de consolidação evidenciamos o CINECLUBE –
UEPA, que se efetivou pela criação da representação da PROEX, nos 15 (quinze) núcleos,
com base no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI da UEPA.
Os dados apontam, no período de 2008/2014, para programas/projetos aprovados
acerca de 606 (seiscentos e seis), que revelam ações de 1.235 (hum mil duzentos e trinta e
cinco) estudantes/bolsistas em associação com 826 (oitocentos e vinte e seis) docentes nas
diversas áreas de Educação, Saúde e Tecnologia. Ao longo de 06 (seis) anos verifica-se um
crescimento tímido, mas com tendências à distribuição entre os diversos núcleos, que
demonstra um espraiamento significativo no campo da extensão.
A Revista Multiplicações detém como princípio o registro das ações de extensão. E,
nesse sentido, entendemos que mediante tais registros poderão ser conhecidas as experiências
de extensão vivenciadas pelos docentes, discentes e técnicos desta IES. Este periódico
revelará de maneira clara como se faz extensão na UEPA. Mostraremos como ocorrem os
cursos, os seminários, os encontros, as oficinas e suas representações sociais, econômicas,
políticas e culturais.
A Revista Multiplicações criada em 2004, com objetivo do registro das atividades de
extensão, registra como última publicação impressa o ano de 2007 e assim é (re)editada em
2014. A PROEX/UEPA a reeditará em formato digital com artigo, resumos críticos e
entrevista. Em seu quinto volume apresenta em seu conteúdo artigo que trata da história,
11
estrutura e experiências de ações de extensão na UEPA e resumos críticos que tratam das
experiências de ações de extensão em educação e cultura, contendo 11 (onze) resumos;
experiências de ações de extensão em saúde, trabalho e qualidade de vida com 11 (onze)
resumos; experiências de ações de extensão em tecnologia, meio ambiente e
sustentabilidade com 06 (seis) resumos; entrevista com o Prof. MSc. Benedito Ely Valente da
Cruz, que trata de experiências de ações dialógicas no município de Salvaterra/PA. A partir
do próximo número serão registrados os artigos, entrevistas, resenhas, relatos de experiências
relacionados aos programas/projetos extensionistas. E, dessa forma, o público em geral e
acadêmico vivenciará as formas de expressão da extensão universitária uepeana.
Enfim, queremos agradecer aos docentes, estudantes e técnicos que contribuíram
com esta edição e desejar que efetivem uma leitura atenciosa das ações e perpassem aos
estudantes, pesquisadores, organizações sociais e ao público em geral de outras instituições,
que pensam em transformar as suas IESs num mosaico dos sonhos dos ribeirinhos, dos
quilombolas e dos indígenas nas perspectivas da educação, tecnologia e saúde em suas
ambiências rural e urbana.
Belém/PA, 24 de agosto de 2014
Prof. Esp. Anderson Madson Oliveira Maia
Diretor de Apoio à Extensão - UEPA/PROEX
Profª. Esp. Simone Cristina Menezes Martins dos Santos
Ex-Coordenadora de Programas e Projetos de Extensão UEPA/PROEX
Profª Drª Maria Marize Duarte
Pró-Reitora de Extensão ? UEPA/PROEX
12
2 HISTORICIDADE, ESTRUTURA E EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO
NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ (UEPA)
Maria Marize Duarte1
Anderson Madson Oliveira Maia2
Simone Cristina Menezes Martins dos Santos3
Rosyane Couto da Silva Cardoso4
Joelma Queiroz da Silva5
Neusivalda Batista Barbosa6
Thiago Wendel Lima da Câmara7
Débora Cristina da Costa Pereira8
Djair da Mota Alves Filho9
Raphael Gonçalves Furtado10
Gilvana Kelly Barros Pimentel11
Paula Leilane Ayres de Andrade12
Chaisiellen Anne da Silva Oliveira13
Resumo: Trata de estudo referente à dinâmica interna de funcionamento da Pró-Reitoria de
Extensão – PROEX/UEPA. Objetiva demonstrar os tipos de atividades desenvolvidas
referentes aos editais externos – Programa de Extensão Universitária MEC/SESu e internos –
Programa de Apoio e Desenvolvimento às Atividades de Extensão e Programa Campus
Avançado além de outras ações como da UEPA na Comunidade, as de Desporto e as
desenvolvidas em articulação como os Departamentos, Cursos, Centros e Núcleos
interiorizados. A metodologia utilizada compreendeu tanto as perspectivas quantitativa como
qualitativa revelando na historicidade e espacialidade o real desempenho institucional.
Demonstra também a necessidade da extensão universitária produzir impacto na formação do
estudante mediante a execução de suas diretrizes como a interação dialógica, a
interdisciplinaridade e interprofissionalidade e a indissociabilidade ensino x pesquisa x
extensão, colocando-as como campo teórico, metodológico e empírico para compreensão da
realidade brasileira/paraense.
Palavras ? Chave: Extensão Universitária. Programas. Proex/Uepa.
Doutora em Ciências Sociais - Área: Política pela Universidade Católica de São Paulo – PUC. Pró-Reitora de Extensão da Universidade do
Estado do Pará - UEPA/PROEX. Líder do Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais, Educação e Cidadania na Amazônia – GMSECA.
Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, do Curso de Licenciatura Plena em Ciências da Religião e do Programa
de Formação Docente – PARFOR/UEPA da Universidade do Estado do Pará. E-mail: [email protected]
2
Especialista em Gestão Escolar pela Universidade do Estado do Pará. Diretor de Apoio à Extensão da Universidade do Estado do Pará –
UEPA/PROEX. Professor do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia e do Programa de Formação Docente – PARFOR/UEPA da
Universidade do Estado do Pará. Graduando em Direito pela UNAMA E-mail:[email protected]
3
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Mestranda em Formação e Supervisão de
Professores pela Universidade Lusófona de Portugal. Coordenadora de Programas e Projetos de Extensão - UEPA/PROEX. Professora do
Programa de Formação Docente – PARFOR/UEPA. E-mail: [email protected]
4
Especialista em Família e Políticas Públicas, Mediação de Conflitos Familiares Educacionais e Gestão Pública pela Universidade da
Amazônia – UNAMA. Técnica da Pró-Reitoria de Extensão - Universidade do Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail:
[email protected].
5
Graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de
Extensão - Universidade do Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected].
6
Tecnóloga em Gestão Pública pela Faculdade Integrada Ipiranga. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de Extensão - Universidade do
Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected].
7
Graduando do Curso de Administração da Universidade da Amazônia –UNAMA. Técnico em Informática (Processamento de Dados) pelo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de Extensão - Universidade do
Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected]
8
Graduanda do Curso de Gestão em Recursos Humanos pela Universidade Paulista - UNIP. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de
Extensão - Universidade do Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected].
9
Graduando no Curso de Direito do Centro Universitário do Pará – CESUPA. Técnico em Informática (Processamento de Dados) pelo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de Extensão - Universidade do
Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected]
10
Graduando no Curso de Administração pela Universidade Paulista - UNIP. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de Extensão Universidade do Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected]
11
Graduanda no Curso de Licenciatura em Ciências Naturais – Biologia pela Universidade do Estado do Pará - UEPA. Agente
Administrativa da Pró-Reitoria de Extensão – Universidade do Estado do Pará – UEPA/PROEX. E-mail: [email protected]
12
Coordenadora de Assuntos Comunitários de Extensão. E-mail: [email protected]
13
Licenciada Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA; Coordenadora de Programas e Projetos de Extensão. Email: [email protected]
1
13
2.1 INTRODUÇÃO
O presente estudo demonstra que os princípios emanados da política nacional de
extensão universitária desenvolvidos nos Encontros Nacionais do Fórum de Pró-Reitores de
Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras – FORPROEX (2012)
também estão presentes nas linhas de ação da PROEX/UEPA. Estas compreendem a extensão
universitária como processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que
promove a interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade. Este
conceito está baseado no Art. 207 da Constituição Federal (1988), onde estabelece que: “As
universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e
patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão”.
Aponta que a práxis da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UEPA) se expressa na
missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia mediante o processo
de interação entre universidade e sociedade fundamentado nos conhecimentos e práticas
produzidos nas áreas de educação, saúde e tecnologia segundo as 05 (cinco) diretrizes de
ações de extensão universitária (NOGUEIRA, 2004) como a interação dialógica com os
movimentos, setores e organizações sociais mediante a troca de saberes construídos pelos
cientistas e pelas comunidades em sua prática cotidiana; da interdisciplinaridade e
interprofissionalidade que compreende a superação desta dicotomia pela interação entre
modelos, conceitos e metodologias oriundos de várias disciplinas e áreas do conhecimento
associada à construção de alianças intersetoriais, interorganizacionais e interprofissionais; da
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão onde interpreta a extensão
universitária, como processo acadêmico, no sentido de que as ações de extensão estão
diretamente associadas ao ensino, mediante ao processo de formação de pessoas e, na
pesquisa, pela geração de conhecimento. Enfatiza a necessidade de incorporação de
estudantes de pós-graduação em ações extensionistas e como forma de produção do
conhecimento mediante os programas de especialização, mestrado, doutorado visando à
qualificação das atividades de extensão mediante à produção acadêmica em formato de teses,
dissertações, livros ou capítulos de livros, artigos em periódicos, cartilhas, trabalhos de
conclusão de curso de graduação e especialização, filmes ou outros produtos artísticos e
culturais; do impacto na formação do estudante significa a possibilidade de garantir no
processo de formação dos estudantes a ampliação do universo de referência nos campos
teórico, metodológico e empírico que viabilizem a flexibilização curricular e a integralização
14
de créditos obtidos nas ações de extensão universitária; do impacto e transformação social
compreende mecanismos de inter-relações entre universidade e sociedade através de ações
interdisciplinares da comunidade acadêmica para formação cidadã, produção e socialização
do conhecimento mediante um processo de interação que gere os valores democráticos, a
equidade e o desenvolvimento da sociedade em suas dimensões humana, ética, econômica,
cultural, social.
O estudo detém como objetivo apresentar em linhas gerais a historicidade e
espacialidade dos produtos gerados pela Pró-Reitoria de Extensão – PROEX/UEPA e suas
relações
com
as
diretrizes
extensionistas
dialógica;
da
interdisciplinaridade
e
interprofissionalidade; da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; dos impactos
na formação do estudante e na transformação social. A metodologia envolveu uma pesquisa
bibliográfica e documental com base em registros, expressos em RELATÓRIOS
PROEX/UEPA – BELÉM/PA (2008-2014), que tratam das ações de extensão apresentadas
aos diversos segmentos sociais desta Instituição de Ensino Superior – IES.
Apresenta em linhas gerais à historicidade da extensão universitária enfatizando os
conteúdos e práticas históricas como as decorrentes do Centro Popular da Cultura – CPC, do
Centro Rural de Treinamento da Ação Comunitária – CRUTAC, do Projeto Rondon, que
culminaram com reconhecimento legal das atividades extensionistas e criação do Fórum
Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras - FORPROEX.
Trata das ações históricas, culturais e sociais geradas pela Pró-Reitoria de Extensão –
PROEX/UEPA partindo da demonstração da estruturação, competências e dinâmica de
funcionamento associadas aos editais internos – Programa de Apoio e Desenvolvimento às
Atividades de Extensão, Programa Campus Avançado, Programa UEPA nas Comunidades – e
externos – Programa de Extensão Universitária – PROEXT/MEC/SESu. Além dos novos
programas gerados, no período de junho de 2013 até agosto de 2014, referentes
2.2 HISTORICIDADE DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
O repensar da extensão universitária perpassa pelo reconhecimento dos seus
conteúdos históricos. Os relatos da historicidade da extensão estão presentes nos estudos do
Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior
Brasileiras – FORPROEX (2012). As práticas de extensão universitária, no Brasil, surgem no
início do século XX, em 1911, quando a Universidade de São Paulo (USP) influenciada pelas
ideias da Inglaterra promove cursos e conferências relativos à extensão. Em 1920, a Escola
Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa, influenciada pelas atividades de extensão dos
15
Estados Unidos promove prestações de serviços à comunidade. No final da década de
cinquenta (1950) e início da década de sessenta (1960) a União Nacional de Estudantes
(UNE), que congregava os estudantes universitários brasileiros, organizou uma série de
atividades através do Centro Popular de Cultura - CPC1, que se constitui num processo de
dinamização histórica da extensão, mesmo que não estivessem diretamente ligadas à extensão
universitária e nem incorporadas ao programa geral desta extensão.
No período da ditadura militar (1964 – 1985), no âmbito da educação, houve três
ações referentes à extensão como as criações do Centro Rural de Treinamento e Ação
Comunitária, do projeto Rondon e da Lei Básica de Reforma Universitária (Lei nº 5540/68).
As duas primeiras referem-se às criações, em 1966, do Centro Rural de Treinamento e Ação
Comunitária (CRUTAC) e, em 1967, do Projeto Rondon2. Estas atividades estavam
diretamente associadas à política de segurança nacional, mas independente dos objetivos de
ordem militar, esses dois projetos propiciaram aos universitários brasileiros um novo universo
de referências fundamentado nas experiências junto às comunidades rurais, descortinandolhes novos horizontes e possibilitando-lhes espaços para contribuírem para a melhoria das
condições de vida da população do meio rural. A terceira trata da Lei nº 5540/68 em que
estabelece que “[...] as universidades e as instituições de ensino superior estenderão à
comunidade, sob a forma de cursos e serviços especiais, as atividades de ensino e os
resultados da pesquisa que lhe são inerentes” e, no Art. 20 e 40, institui a Extensão
Universitária e determina os termos dessa institucionalização como: “As instituições de ensino
1
O Centro Popular de Cultura – CPC criado em 1961, no Rio de Janeiro, ligado à União Nacional de Estudantes - UNE, reúne
nesta década artistas de distintas linguagens como a do teatro, da música, do cinema, da literatura, das artes plásticas, etc. O
eixo do projeto do CPC se define pela tentativa de construção de uma "cultura nacional, popular e democrática", por meio da
conscientização das classes populares. Entre dezembro de 1961 e dezembro de 1962, o CPC, produz as peças - Eles Não
Usam Black-Tie e A Vez da Recusa, de Carlos Estevam; os filmes - Cinco Vezes Favela - que reúne Couro de Gato, de
Joaquim Pedro de Andrade (1932 - 1988), Um Favelado, de Marcos Faria, Escola de Samba e Alegria de Viver, de Cacá
Diegues (1940),Zé da Cachorra, de Miguel Borges e Pedreira São Diogo, de Leon Hirszman (1937); a coleção Cadernos do
Povo e a série Violão de Rua, das quais participam Moacir Félix (1926), Geir Campos (1924 - 1999) e Ferreira Gullar
(1930). Promove, ainda, cursos de teatro, cinema, artes visuais, filosofia e a UNE-Volante excursiona durante três meses
pelas capitais do país para estabelecer contatos com as bases universitárias, operárias e camponesas. Posteriormente, o CPC,
fortalece a área de alfabetização de adultos e o setor de arquitetura, que funciona fundamentalmente para apoio das
montagens teatrais. As oficinas de literatura de cordel contam com a participação de Félix de Athayde e de Ferreira Gullar. O
projeto do teatro de rua, de Carlos Vereza (1939) e João das Neves (1935), assim como o teatro camponês, de Joel
Barcelos, têm como objetivo levar a arte diretamente ao povo, pela encenação das peças nos locais de trabalho, moradia e
lazer. Associada as atividades gerais o CPC promove ainda feiras de livros.
2
O Projeto Rondon criado em 1967, durante o regime militar, será extinto em 1989. Os princípios estavam centrados em
integrar, ocupar e desenvolver, com ênfase na ação comunitária, o espaço amazônico brasileiro e as demais regiões do país,
em ações integradas entre universitários, comunidade e governo. Em novembro de 2003, União Nacional dos Estudantes –
UNE encaminha projeto,ao Exmo. Sr. Presidente da República, sugerindo a recriação do Projeto Rondon e, o governo, para
atender esta proposta constituiu um grupo de trabalho interministerial, em março de 2004, composto por representantes do
Ministério da Defesa (Coordenador da Implantação do Novo Projeto), do Ministério da Educação, do Ministério da
Integração Nacional, do Ministério da Saúde, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Ministério do Desenvolvimento
Social, do Ministério do Esporte, do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Geral da Presidência da República, que
definiu diretrizes e orientações gerais que foram consolidadas em Plano Estratégico, aprovado pelo Presidente da República,
em 20 de agosto de 2004, posto em prática no semestre de 2004 com vistas à execução, em 2005, da primeira operação
nacional desta nova fase do Projeto Rondon, onde as Forças Armadas em parceria com União Nacional dos Estudantes –
UNE são responsáveis pela coordenação e logística da operação.
16
superior: a) por meio de suas atividades de extensão proporcionarão aos seus corpos discentes
oportunidades de participação em programas de melhoria das condições de vida da
comunidade e no processo geral de desenvolvimento; [...]”
Na primeira metade da década de 1970, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e
o Ministério do Interior criaram a Comissão Mista CRUTAC/MEC – Campus
Avançado/MINTER, cuja atribuição era propor medidas destinadas à institucionalização e
fortalecimento da Extensão Universitária. Esta comissão, em 1974, cria a Coordenação das
Atividades de Extensão – CODAE, que elabora o Plano de Trabalho de Extensão
Universitária, com forte influência das ideias de Paulo Freire (1992). Para Nogueira (2005) a
extensão passa a ser definida como ação institucional voltada para o atendimento das
organizações e populações, com um sentido de retroalimentação e troca de saberes acadêmico
e popular e, assim, as camadas populares deixam de ser o objeto para se tornarem o sujeito
das ações dos extensionistas. No final da década de 1970 e início de 1980 os grupos sociais
organizados passam a apresentar visibilidade com o surgimento de vários movimentos
populares, sindicais, partidários e, por fim, com aprovação da anistia política em função da
luta pela redemocratização e reconstrução das instituições políticas e sociais. No campo do
ensino superior entre outras ações foram redefinidas à concepção de universidade pública, as
práticas de ensino, pesquisa e extensão e a perspectiva das ações extensionistas.
No final do século XX e início do XXI ocorre o reconhecimento legal das atividades
extensionistas e a criação do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades
Públicas Brasileiras (FORPROEX), em novembro de 1987, medidas em que propiciaram à
comunidade acadêmica as condições necessárias para as novas perspectivas da Extensão
Universitária. No I Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades
Públicas Brasileiras (1987) o conceito de extensão foi redefinido com base na
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Para Nogueira (2005) a elaboração e
aprovação pelo FORPROEX do Plano Nacional de Extensão (1998) define como pontos
essenciais para implementação das políticas de extensão a unidade nacional aos programas e
temáticas
consolidados nas diversas universidades públicas; a garantia de recursos
financeiros para
execução de políticas públicas correlatas; reconhecimento pelo Poder
Público de que a extensão universitária constitui uma atividade acadêmica com concepção de
Universidade Cidadã; a viabilidade técnica, política e social de interferir na solução dos
grandes problemas sociais do país. A presente década do século XXI demonstra que a
extensão universitária precisa se consolidar, mas já apresenta instrumentos propositivos
essenciais, para atingir em nível de excelência a interação universidade x sociedade; a
democratização do conhecimento acadêmico; a (re)produção desse conhecimento por meio da
17
troca de saberes com as comunidades via diretriz da interação dialógica, que demonstra
múltiplas possibilidades de transformação da sociedade e da própria Universidade Pública.
Ainda constituem grandes desafios as formas de institucionalização, as novas perspectivas
referentes às concepções e metodologias relativas à extensão universitária e, por conseguinte,
ainda temos um longo caminho para alcançar os objetivos e presença nos contextos local,
nacional e internacional.
2.3 PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ ?
PROEX/PA
A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado Do Pará – PROEX/PA
demonstra sua estruturação, competências e definição de funções no Regimento Geral/UEPA
(1994) em seu Título IV, Capítulo III e art. 54, onde afirma o conceito de que: “A Extensão
tem por fim promover a articulação entre o ensino e a pesquisa, a universidade e a sociedade”.
A definição do conceito de extensão está em articulação direta com as diretrizes definidas
pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras –
FORPROEX (2012) nos aspectos atinentes à interação dialógica universidade x sociedade.
2.3.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, COMPETÊNCIAS
FUNCIONAMENTO
E DINÃMICA DE
Estrutura Organizacional
Figura 1 – Organograma da Estrutura Organizacional da PROEX
Fonte: Relatórios de Gestão da PROEX. Período: 2008-2012. Belém/Pará.
18
Competências
As competências da PROEX/UEPA estão definidas no Estatuto Geral/UEPA (1994)
na Seção II que, em seu Art. 11, as define como elaborar, coordenar e supervisionar o Plano
Diretor de Extensão Universitária; coordenar e supervisionar as atividades de extensão em
articulação com os Centros; propor a definição de políticas de extensão na Universidade do
Estado do Pará; coordenar e supervisionar programas de extensão, compreendendo formação
profissional e eventos culturais incentivar e apoiar as atividades extensionistas na
Universidade do Estado do Pará; fomentar o estabelecimento de parcerias com a sociedade e
instituições governamentais e não governamentais, visando ao desenvolvimento das
atividades de extensão; incentivar o Programa Artístico-Cultural da Universidade em
articulação com os Centros, como Núcleo de Arte e Cultura e com organismos culturais da
sociedade; estabelecer política de bolsas, estímulos e prêmios ao discente da graduação.
Dinâmica de Funcionamento
A composição da equipe da PROEX/UEPA é constituída de quinze (15) pessoas com
formações diferenciadas sendo um (01) doutor na área das ciências sociais; um (01) mestre
em neurociências; três (03) especialistas em gestão escolar, língua portuguesa e literatura,
educação e mediação de conflitos familiares; três (04) graduados em história, pedagogia e
tecnólogo em gestão pública; seis (06) graduandos em direito, pedagogia, ciências naturais,
administração e gestão de recursos humanos
Articula-se com a sociedade civil e a sociedade política e os setores internos da
UEPA como os departamentos, os cursos, os núcleos, os centros e os grupos de pesquisa, por
exemplo, no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) com o Núcleo de Estudo e
Pesquisa em Educação Científica, Ambiental e Práticas Ambientais (NECAPS): criado em
1996 realiza ações de ciência, meio ambiente e saúde voltadas para a educação da juventude;
Grupo de Práticas Educativas em Saúde e Cuidado na Amazônia (PESCA): desenvolve
trabalhos de educação popular por meio da arte-educação nas áreas da música, dança e teatro;
Núcleo de Educação Popular "Paulo Freire" (NEP): desenvolve ações de formação de
educadores em diversos municípios do estado do Pará, vinculados ao Programa Vale
Alfabetizar, patrocinado pela Associação Alfabetização Solidária (ALFASOL) e Fundação
Vale; Grupo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA): criado em 2003,
atualmente é formado por 70 profissionais, onde são desenvolvidos projetos relacionados às
áreas de artes, memória e linguística; Grupo de Pesquisa e Movimentos Sociais Educação e
Cidadania na Amazônia (GMSECA) criado em 2006 com trinta (30) participantes entre
19
professores – pesquisadores, estudantes de graduação, mestrado e doutorado com estudos
referentes aos movimentos sociais, territorialidade, trabalho e religião.
As formas de articulação com o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)
perpassam pelo Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da
UEPA (NEDETA), que realiza atendimentos a pessoas com deficiência, por meio de
atendimentos e desenvolvendo novas tecnologias de acessibilidade; Núcleo de Pesquisa,
Extensão e Pós-Graduação de Terapia Ocupacional (NUPETO), onde desenvolve atividades
para garantir uma vivência saudável para meninas de 6 a 12 anos incompletos, vítimas de
abuso sexual.
Atua também em articulação com o Centro de Ciências Naturais e Tecnologia
(CCNT) através da Rede de Incubadoras de Base Tecnológica da Universidade do Estado do
Pará (RITU), que oferece soluções tecnológicas e de gestão para empreendimentos inovadores
nascentes na Região Metropolitana de Belém-RMB, através do processo de incubação; do
Laboratório de Educação Ambiental (LEA), onde desenvolve atividades e trabalhos de
ciência, meio ambiente e educação ambiental por meio de campanhas, cursos, minicursos e
oficinas de reciclagem, coleta seletiva, entre outros.
2.3.2 AS AÇÕES DA DESENVOLVIDAS PELA PROEX NO PERÍODO DE 2008-2014
Programa de Apoio às Atividades de Extensão: Histórico, Ações em Dados e Registro de
Atividades
Histórico e ações em dados
O Programa de Apoio às Atividades de Extensão financiado com recursos oriundos
do tesouro estadual, divulgado nas unidades acadêmicas através de edital, com a denominação
de Chamada de Extensão detém como objetivo custear projetos de extensão considerados
pertinentes quanto ao mérito e à relevância social.O sentido e o significado do presente edital
está na convocação da comunidade acadêmica da UEPA, para apoio e desenvolvimento de
Projetos de Extensão, disseminando conhecimento, incentivando e contribuindo para o
desenvolvimento local e regional em questões atinentes à saúde, a educação, a tecnologia, o
meio ambiente, a sustentabilidade e a cultura. Os critérios de avaliação para o apoio e o
financiamento de projetos estão diretamente associados aos campos da interdisciplinaridade,
nas dimensões interna e externa, mediante o desenvolvimento de ações inovadoras que
elevem a qualidade do ensino de graduação. As áreas temáticas do programa enfatizam a
20
cultura, educação, saúde; ciência e tecnologia e inovação para inclusão social; pesca e
agricultura, meio ambiente e recursos naturais; desenvolvimento urbano; redução das
desigualdades sociais e combate à extrema pobreza; geração de trabalho e renda por meio do
apoio e fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários; direitos humanos e
movimentos sociais; promoção da igualdade racial; mulheres e relações de gênero; esporte e
lazer; produção de conteúdos técnico e especializado, mediante consulta prévia, aos povos
indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais; comunicação, inclusão produtiva
e desenvolvimento regional: rotas de integração nacional, justiça e direito do indivíduo
privado de liberdade, juventude, articulação e participação social.
Neste contexto a extensão universitária é, na realidade, uma forma de interação que
deve existir entre a universidade e a comunidade na qual está inserida. Funciona como uma
via de duas mãos, uma troca de conhecimentos, em que a universidade também aprende com a
própria comunidade formas sobre os valores e a cultura dessa comunidade. A extensão
universitária objetiva socializar, democratizar e incorporar conhecimento, levando-o as
diversas comunidades e aos e/ou não universitários. Assim, o conhecimento não se traduz em
privilégio apenas da minoria que é aprovada no vestibular, mas como forma de difusão
consoante os próprios interesses da comunidade.
PROGRAMA DE APOIO ÀS ATIVIDADES DE EXTENSÃO: HISTÓRICO, AÇÕES
E REGISTRO. PERÍODO: 2008 -2014.
SITUAÇÃO
GERAL DO
PROGRAMA
PROJETOS
AVALIADOS
FINANCIADOS
BOLSISTAS DE
GRADUAÇÃO
PROFESSORES
ENVOLVIDOS
2008
2009
2010
QUANTIDADE/ ANOS
2011
2012
2013
Total
Abs.
%
Abs.
%
Abs
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
164
62
36,28
23,57
100
50
22,13
19,01
-
-
59
44
13,05
16,73
-
-
129
107
28,54
40,69
452
263
100
100
121
26,54
76
16,67
-
-
45
9,86
-
-
214
46,93
456
100
61
15,84
50
12,99
-
-
167
43,38
-
-
107
27,79
385
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2008-2014. BELÉM/PA.
Obs: Não houve Chamada de Extensão para os anos 2010 e 2012, tendo execução dos projetos aprovados em anos
anteriores.
Observa-se um crescimento variável em relação aos projetos avaliados/financiados
(452/263), no decorrer de seis anos, mas que envolveu um contingente significativo de
bolsistas de graduação e professores (456/385). Este resultado possibilitou o atendimento de
segmentos da população paraense em temáticas diversas mas em execução tardia como, por
exemplo, projetos aprovados em 2009, 2011 e 2013 foram executados respectivamente em
2010, 2013 e previsão para 2014 e/ou 2015 em função de recursos financeiros serem
originários do tesouro.
21
Programa Campus Avançado: Histórico, Ações e Registro
Histórico e ações em dados
O Programa Campus Avançado vem sendo executado pela Pró-Reitoria de Extensão
(PROEX) há mais de dez anos. Este surgiu da necessidade de se desenvolver ações de
extensão da Universidade do Estado do Pará (UEPA) priorizando a comunidade interiorana
do nosso Estado mediante a execução de projetos nas áreas de educação, saúde, tecnologia e
meio ambiente, no sentido de contribuir minimizar os problemas da realidade social local e,
ao mesmo tempo, possibilitar aos alunos um universo de referências sociais, políticos,
culturais geradores do processo de articulação no campo dialógico entre a universidade e a
comunidade.
A execução conta com o transporte de equipes de até seis (06) pessoas - professores,
técnicos e alunos - que se deslocam até o município e permanecem durante uma semana
desenvolvendo projetos de caráter interdisciplinar, aprovados previamente por um comitê
científico interno da UEPA. Entre os critérios de avaliação estão: adequação às necessidades
do município selecionado; adequação às áreas temáticas; enfoque interdisciplinar;
exequibilidade da proposta orçamentária; relevância científica, cultural, pedagógica e social.
O Programa é desenvolvido em parceria com as prefeituras municipais e tem por
objetivo contribuir para o desenvolvimento local e regional como oferta de atividades
educativas, culturais e científicas sob a forma de projetos de extensão que visem ao
desenvolvimento sociopolítico, educacional e econômico das populações do interior do
Estado. A parceria é realizada de modo em que a UEPA entra com o financiamento direto das
bolsas para os discentes, os docentes e o material de consumo previsto em cada projeto. Os
municípios parceiros fornecem o transporte, hospedagem e alimentação da equipe envolvida,
bem como selecionam o público alvo apto a participar de cada projeto.
PROGRAMA DE EXTENSÃO ? CAMPUS AVANÇADO: HISTÓRICO, AÇÕES E REGISTRO. PERÍODO: 2008 -2014.
SITUAÇÃO
GERAL DO
PROGRAMA
PROJETOS
AVALIADOS
FINANCIADOS
BOLSISTAS DE
GRADUAÇÃO
PROFESSORES
ENVOLVIDOS
2008
2009
QUANTIDADE/ ANOS
2011
2012
2010
2013
2014
Total
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
40
27
12,04
8,63
63
29
18,98
9,26
62
19,81
51
16,29
105
42
31,63
13,42
56
45
16,87
14,38
68
57
20,48
18,21
332
313
100
100
126
14,72
81
9,46
135
15,77
140
16,36
114
13,32
94
10,98
166
19,39
856
100
27
8,85
29
9,51
62
20,33
51
16,72
38*
12,46
41*
13,44
57
18,69
305
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2008-2014. BELÉM/PARÁ.
Obs1: No ano de 2012, houve 42 projetos aprovados, porém foram executados apenas 38. Obs 2: Em 2013, quatro projetos foram
executados por técnicos, devido à indisponibilidade física dos docentes.
22
Este programa apresenta ao longo de sete (07) anos um conjunto de projetos
avaliados/financiados (332/313) e bolsistas e professores (856/305) cujas ações de extensão
nas diversas áreas atendem os diversos municípios paraenses. Esta ação demonstra relativas
mudanças, nas formas de localização e participação na extensão, concernentes à ampliação da
interiorização que é demonstrada pela aprovação de quarenta e nove (49) projetos originários
dos treze (13) campi desta IES/UEPA, conforme o observado em 2014, quando a extensão
atingiu 90% de atendimento aos vinte (20) núcleos da UEPA. Assim o Programa Campus
Avançado estará presente em quatorze (14) municípios onde estão situados os núcleos da
Universidade do Estado do Pará.
PROGRAMA DE EXTENSÃO ? CAMPUS AVANÇADO POR MUNICÍPIO.
PERÍODO: 2011 -2014.
MUNICÍPIOS
AUGUSTO CORRÊA
ALTAMIRA
BARCARENA
BELÉM
BRAGANÇA
BREJO GRANDE DO ARAGUAIA
BUJARU
CAMETÁ
CASTANHAL
CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
COTIJUBA (DISTRITO DE BELÉM)
IGARAPÉ-AÇU
IGARAPÉ-MIRI
MARABÁ
MOJU
PARAGOMINAS
REDENÇÃO
SALVATERRA
SANTARÉM
SÃO MIGUEL DO GUAMÁ
TOMÉ-AÇU
TUCURUÍ
TOTAL GERAL
2011
Abs.
%
03
5,88
03
5,88
07
13,73
02
3,92
02
3,92
03
5,88
01
1,96
13
25,50
02
3,92
03
5,88
06
11,77
03
5,88
02
3,92
01
1,96
51
100
QUANTIDADE/ ANOS
2012
2013
Abs.
%
Abs.
%
01
2,38
03
12,00
04
9,52
03
12,00
03
7,14
01
2,38
01
2,38
04
9,52
02
8,00
02
4,76
01
2,38
01
4,00
01
2,38
01
2,38
01
4,00
02
4,76
01
4,00
04
16,00
06
14,29
02
8,00
01
2,38
02
8,00
03
7,14
02
4,76
02
8,00
06
14,29
01
2,38
02
8,00
02
8,00
02
4,76
25
100
42*
100
2014
Abs.
%
...
...
02
3,51
...
...
08 14,03
...
...
...
...
...
...
02
3,51
05
8,77
03
5,27
...
...
03
5,27
...
...
02
3,51
07 12, 28
04
7,01
03
5,27
02
3,51
13 22,80
01
1,75
...
02
3,51
57
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2011-2014. BELÉM/PARÁ. Obs: Houve 02 (dois)
projetos executados duplicadamente em outros 02 (dois) municípios distintos. Do total de projetos aprovados
p/ Belém (08) um (01) foi executado em São Sebastião de Boa Vista e um (01) em Barcarena.
23
Programa UEPA nas Comunidades
Histórico e ações em dados
O Programa iniciou em 2009, com a denominação de Mutirão da Cidadania
constituindo-se de uma ação social e educativa visando atender a população com serviços
diretos e básicos, agregando ações de vários órgãos do Governo do Estado do Pará, numa
missão integrada, oferecendo às populações, serviços essenciais de saúde, segurança,
educação, lazer, informação, assistência social e cidadania. A Universidade do Estado do
Pará, por meio da PROEX participou das ações, as quais foram coordenadas por docentes e
discentes de diversos cursos da UEPA, promovendo a interação entre universidade e
comunidade. No ano de 2010 a UEPA continuou com o projeto com nova denominação UEPA nas Comunidades -, onde as atividades passam a ser apoiadas financeiramente com
recursos próprios da UEPA.
Entre as diversas atividades, pode-se elencar: atenção à saúde da criança através de
consultas pediátricas; avaliação física e nutricional; programa HIPERDIA com verificação de
glicemia e pressão arterial; palestras e oficinas sobre DST/AIDS, Educação Ambiental,
Contadores de Estórias e Saúde da Família; exame do PCCU; oficina de reaproveitamento de
Garrafas PET; Atividades de Brinquedoteca; Teatro de Fantoches; Musicalização; Desenho;
Oficina do Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; Palestras sobre
Sexualidade; reeducação postural, entre outros. Tais ações são integradas com diversas
equipes originárias do CCBS, CCNT e CCSE e outras órgãos e IES públicas.
PÚBLICO ATENDIDO POR MUNICÍPIO: PROGRAMA UEPA NAS COMUNIDADES. PERÍODO: 2012-2014.
MUNICÍPIOS ATENDIDOS
ALTAMIRA
BELÉM (Aniversário da UEPA,
Ver-o-Peso, Comunidades Ribeirinhas)
BUJARU
CASTANHAL
CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
MARABÁ
MARITUBA
MOJU
REDENÇÃO
SANTARÉM
SÃO MIGUEL DO GUAMÁ
VIGIA
TOTAL GERAL
2012
Abs.
1.047
PÚBLICO ATENDIDO
2013
%
Abs.
%
8,55
-
2014
Abs.
-
%
-
-
-
665
59,86
1.338
48,87
1.067
189
2.017
1.096
893
789
1.216
967
648
2.315
12.244
8,71
1,54
16,48
8,95
7,30
6,44
9,93
7,90
5,30
18,90
100
446
1.111
40,14
100
1.400
2.738
51,13
100
FONTE: RELATÓRIO PROEX/UEPA. PERÍODO: 2012-2014. BELÉM/PARÁ.
24
Fórum de Extensão: Histórico, Ações e Registro
Histórico e ações em dados
O Fórum de Pesquisa, Ensino, Extensão e Pós Graduação – FORPEEXP é
considerado um momento histórico na produção do conhecimento institucional, quando a
UEPA observa em diferentes linguagens a representação de suas ações e efetiva uma leitura
geral de diversas temáticas e, inclusive o debate acerca do desenvolvimento regional. Esta
constitui uma das formas de perceber o tipo de profissional que está sendo formado face aos
anseios da sociedade. O Fórum produz um momento de reflexão, avaliação e visualização dos
resultados apresentados pelos futuros profissionais dos diversos campos da licenciatura.
O Fórum é um espaço de integração entre as ações da Universidade, disponibilizando
espaço de difusão científica para os pesquisadores, no âmbito regional e nacional; de
visibilidade da UEPA junto à comunidade acadêmica e científica e da sociedade em geral; de
incentivo à realização das pesquisas e outras ações de cunho acadêmico, tendo como eixo
norteador a priorização das discussões sobre educação, saúde, ciência e tecnologia com vistas
ao desenvolvimento regional; para discussão de estratégias para melhorar e implantar as
políticas, os programas e os serviços no contexto da pluralidade universitária, respeitando às
especificidades de suas diversas áreas de conhecimento.
REPRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DA PARTICIPAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE
TRABALHOS NO FÓRUM DE PESQUISA, ENSINO, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO ?
FORPEEXP. PERÍODO: 2007 ? 2014
ATIVIDADES
2007
Abs.
%
2.331
18,90
2008
Abs.
%
3.000
24,33
2010
Abs.
%
3.000
24,33
2012
Abs.
%
4.000
32,44
Participantes
Apresentação de
400
19,05
600
28,57
600
28,57
500
trabalhos
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2007-2014. BELÉM/PARÁ.
Obs: Após o ano de 2008, o FORPEEXP acontece a cada 02 (dois) anos.
23,81
Total
Abs.
%
12.331 100
2.100
100
Programa de Extensão Universitária ? PROEXT/MEC/SESu
Histórico e ações em dados
É a União, representada pelo Ministério da Educação, por intermédio da
SESu/DIFES, e em parceria com o Ministério da Cultura, o Ministério da Pesca e
Aquicultura, o Ministério da Saúde, o Ministério das Cidades, o Ministério do
25
Desenvolvimento Agrário, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o
Ministério do Trabalho e Emprego e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres que através de edital convoca
as Instituições Federais e Estaduais de Ensino Superior a apresentarem propostas de
desenvolvimento de programas e projetos no âmbito da extensão universitária. Assim o
PROEXT – MEC/SESU é um instrumento que abrange programas e projetos de extensão
universitária, com ênfase na inclusão social, visando aprofundar ações políticas que venham
fortalecer a institucionalização da extensão no âmbito das Instituições Federais e Estaduais de
Ensino Superior.
PROJETOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA ? PROEXT. PERÍODO: 2010 ? 2014.
SITUAÇÃO
GERAL DO
PROGRAMA
PROJETOS
FINANCIADOS
BOLSISTAS DE
GRADUAÇÃO
PROFESSORES
ENVOLVIDOS
2010
QUANTIDADE/ ANOS
2013
2014
2011
2015
Total
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
03
10,00
15
50,00
10
33,34
01
3,33
01
3,33
30
100
10
6,06
102
61,82
35
21,21
16
9,70
02
1,21
165
100
20
14,71
45
33,09
47
34,56
07
5,14
17
12,50
136
100
FONTE: RELATORIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2008-2014. BELÉM/PARÁ. Obs: De acordo com o MEC
– Ministério da Educação, não houve Edital para o ano de 2012. Ressalta-se que os projetos aprovados em 2013
não foram efetivados convênios em função da documentação requerida pelo MEC/SESu não ser apresentada em
tempo hábil pela UEPA.
Os
dados
apontam
como
tendência
ao
decréscimo
de
aprovação
dos
programas/projetos do PROEXT – MEC/SESu na IES/UEPA como podemos observar nos
anos 2014/2015, cujos resultados demonstram uma nova tendência ligados aos aprovados s/
financiamento. Observa-se também a agilização no processo de execução dos programas
aprovados em 2011 e em plena execução em 2014, mediante sucessivas prorrogações ao
longo do percurso temporal de três (03) anos.
Núcleo de Desporto
Histórico e ações em dados
O Núcleo de Desporto da UEPA – NDES/UEPA, vinculado a Pró–Reitoria de Extensão
é responsável pelo desenvolvimento de práticas esportivas no âmbito da universidade. Os
objetivos estão diretamente associados à complementação da formação acadêmico-profissional na
área do treinamento desportivo (rendimento) em interação com os projetos político-pedagógicos
da Universidade e dos cursos; à oportunizar a criação de projetos para equipes multidisciplinares
26
nas áreas afins; à possibilitar a criação de projetos de iniciação cientifica e produção de
conhecimentos nas respectivas áreas; à estimular à prática de esportes entre os docentes, discentes
e funcionários; á ampliação da participação da universidade em competições universitárias, tanto
em nível regional quanto nacional; à promover e divulgar o nome da UEPA através de momentos
de intercâmbios esportivos com outras instituições; à promover a integração, capital e interior, da
Universidade do Estado do Pará, através do esporte nas suas amplas áreas de atuação; ao
estabelecimento de parcerias de incentivo financeiro ao esporte universitário; à estimular e apoiar
o desenvolvimento de projetos esportivo, em sintonia com a pesquisa e extensão da UEPA; à
realizar cursos e eventos educacionais a partir de demandas emanadas dos discentes e docentes do
UEPA; à assessorar na elaboração de projetos de desporto (extensão), para a comunidade
acadêmica ou comunidades em geral.
PARTICIPANTES POR ATIVIDADES ESPORTIVAS: NÚCLEO DE DESPORTO. PERÍODO: 2008 -2014
ATIVIDADES
ESPORTIVAS
COPA UEPA DE
HANDEBOL
COPA UEPA DE VOLEI
HANDEBOL DA UEPA
JOGOS
UNIVERSITÁRIOS
PARAENSES – JUPS
JOGOS
UNIVERSITÁRIOS
BRASILEIROS - JUBS
RENASCER PELO
FUTSAL
JOGOS DE
INTEGRAÇÃO DA UEPA
FUTSAL MASCULINO
DO CLUBE ESPORTE
BELÉM
CURSOS DE
TREINAMENTO
PALESTRAS
PREPARAÇÃO DA
EQUIPE DE FUTSAL
PREPARAÇÃO DA
EQUIPE DE VÔLEI
LERES*
PREPARAÇÃO DA
EQUIPE DE ATLETISMO
TORNEIO DE FUTSAL
UNIVERSITÁRIO
TREINAMENTO
DESPORTIVO
UNIVERSITÁRIO
SELETIVAS
LIGA DE ESPORTES
UNIVERSITÁRIOS DO
PARÁ
QUANTIDADE/ ANOS
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Total
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
2.450
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
2.450
100
200
100
-
-
-
-
-
-
-
-
90
-
100
-
90
200
100
100
200
69,21
09
3,11
-
-
-
-
-
-
80
27,68
289
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
15
100
15
100
30
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
30
100
1.000
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1.000
100
-
-
40
100
-
-
-
-
-
-
-
-
40
100
-
-
05
20,00
-
-
-
-
-
-
20
80,00
25
100
-
-
30
100
-
-
-
-
-
-
-
-
30
100
-
-
15
53,57
-
-
13
46,43
-
-
-
-
28
100
-
-
25
65,79
-
-
13
34,21
-
-
-
-
38
100
-
-
60
100
-
-
-
-
-
-
-
-
60
100
-
-
-
-
-
-
02
100
-
-
-
-
02
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
80
100
80
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
80
100
80
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
150
100
150
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
70
100
70
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2008-2013. BELÉM/PA. LEGENDA: LERES – Laboratório de Exercício
Resistido e Saúde.
27
Os dados revelam uma relativa descontinuidade das ações, no período de 2010-2012,
mas com relativa retomada no ano de 2013 em relação aos registros dos anos de 2008/2009.
Tais fatos requerem um repensar das ações referentes às atividades esportivas em função da
relevância na extensão.
Programa Cine Clube Uepa
Histórico e ações em dados
O Programa Cine Clube UEPA surgiu com a proposta de utilizar o cinema como recurso
pedagógico, empregando-o como ferramenta em debates de questões sociopolíticas e nas artes.
Visto como uma forma de estímulo à aprendizagem a realização do Cineclube pretende suscitar o
debate da estrutura geral do cinema e o que ele representa, fomentando assim o ensino dos
mecanismos da arte/ciência aos alunos. Assim demonstrando a importância do cinema na relação
ensino-aprendizagem, expondo a relação do cinema como ciência e a arte cinematográfica tanto
na capital como nos Campus da interiorização da UEPA. Este programa está associado as
organizações reconhecidas como a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) e a
Academia Paraense de Ciências.
PROGRAMA CINE CLUBE UEPA: FILMES EXIBIDOS POR MUNICÍPIOS. PERÍODO: 2013-2014.
Filmes/
Município
Ano: 2013
Doze homens e
uma sentença
Amistad
A Criação
Subtotal (1)
Ano: 2014
Dersu Uzala
Anjos do Sol
O início do fim
Janela indiscreta
Planeta dos
macacos
Subtotal (2)
TOTAL
Belém
Cametá
Marabá
Tucuruí
Santarém
Salvaterra
Moju
Total
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
19
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
19
100
13
32
100
100
20
20
100
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
20
13
52
100
100
100
36
21
35
18,27
23,87
31,82
53
10
-
26,91
11,36
-
11
13
-
5,58
14,77
-
73
44
28
37,06
50,00
25,45
41
-
100
-
24
-
12,18
-
47
42,73
197
41
88
110
100
100
100
100
35
100
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
35
100
127
100
63
100
24
100
145
100
41
100
24
100
47
100
471
100
159
100
83
100
24
100
145
100
41
100
24
100
47
100
523
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2013-2014. BELÉM/PA. JUNHO/2014
Este programa demonstra um processo de interiorização com presença de diversos tipos de
públicos, porque envolvem tanto à comunidade interna
como a externa
a UEPA, que
compreendem um contingente da ordem de quinhentos e vinte e três (523) pessoas, no período de
oito (08) meses, onde se observa o pleno exercício do debate da arte/ciência nos diversos
municípios onde a IES/UEPA se faz presente.
28
Programa Comandos de Saúde nas Rodovias
Histórico e ações em dados
O Programa Comandos de Saúde na Rodovia trata de ações conjuntas entre a
Universidade do Estado do Pará (UEPA) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) com objetivo
de promover à educação em saúde junto aos condutores de veículos de carga, que utilizam as
rodovias federias dentro do Estado do Pará. Pretende-se avaliar problemas de saúde e
agravantes que interfiram na condução dos motoristas e veículos de carga mediante
diagnóstico da saúde e qualidade de vida desses profissionais, bem como proporcionar a esses
profissionais educação em saúde para que possam, através de mudança de hábitos, vivenciar
uma saúde melhor e uma profissão mais segura.
PROGRAMA COMANDO DE SAÚDE NAS RODOVIAS:
AÇÕES DESENVOLVIDAS POR MUNICÍPIO. PERÍODO: 2013
Número de participantes
Alunos
Motoristas
Total
QUANTIDADE
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Mosqueiro (Distrito de Belém)
28
22,76
95
77,24
123
100
Castanhal
29
23,39
95
76,61
124
100
FONTE: RELATÓRIO PROEX/UEPA. PERÍODO: 2013-2014. BELÉM/PARÁ. Agosto/2014
MUNICÍPIO
As formas de integração envolvem um conjunto de alunos dos cursos de Medicina,
Fisioterapia, Enfermagem, Educação Física, Terapia Ocupacional e Tecnologia Agroindustrial
que, no ano de 2013, apresentaram como participantes cinquenta e sete (57) alunos e cento e
noventa (190) motoristas atendidos em diversas áreas de atuação da IES/UEPA. Esta ação
totaliza o envolvimento de duzentos e quarenta e sete (247) pessoas.
Programa WebRadio UEPA
Histórico e ações em dados
O Programa WEBRÁDIOUEPA trata da necessidade da Pró-Reitoria de Extensão
atender em tempo real o acesso à informação mediante proposta de comunicação de ordem
pública, com interatividade, participação e inovação em novo modelo educativo de comunicação.
Esta forma de comunicação envolverá momentos diferenciados sendo o primeiro, o lançamento da
WEBRÁDIOUEPA e, o segundo, implementação da RADIOFM, que está em processo de
regularização, através do documento de número 53000 016021/2014-14 protocolado, em 10 de
29
abril de 2014, no Ministério das Comunicações, em Brasília, Distrito Federal. Esta forma de
articulação está diretamente associada à Assessoria de Comunicação da IES/UEPA, que atenderá
os princípios gerais da essência democrática da comunicação em atendimento às expectativas e
demandas da sociedade em relação às ações da unicidade entre ensino, pesquisa e extensão.
30
PROGRAMA WEBRADIO UEPA, OFICINA ?NAS ONDAS DA EDUCA??O: INTERATIVIDADE E EDUCA??O?.
CURSOS POR MUNICÍPIO. PERÍODO: 2014.
Belém
CURSO
Linc. Plena em Letras –
L. Portuguesa
Linc. Plena em Letras –
Libras
Linc. Plena em
Geografia
Linc. Plena em
Filosofia
Lincen. Plena em
Música
Linc. Plena em
Pedagogia
Engenharia
Ambiental
Tecnologia
Agroindustrial
Ciências Naturais:
Química, Biologia,
Física
Tecn. Análise e
Desenvolv. de Sistemas
Servidor
TOTAL
GERAL
Castanhal
Cametá
Paragominas
Abs
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
13
30,95
-
-
-
-
-
4
9,52
-
-
-
-
3
7,14
-
-
-
3
7,14
-
-
4
9,52
-
4
9,52
-
C. Araguaia
Salvaterra
Redenção
Igarapé-Açu
SM.Guamá
TOTAL
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
Abs.
%
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
13
30,95
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
4
9,53
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
3
7,14
-
-
-
-
3
7,14
-
-
-
-
-
-
1
2,38
7
16,66
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
4
9,53
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
4
9,53
-
-
-
-
-
1
2,38
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1
2,38
-
-
1
2,38
-
-
-
-
-
-
1
2,38
-
-
-
-
-
-
2
4,76
1
2,38
-
-
1
2,38
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
2
4,76
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1
2,38
-
-
-
-
1
2,38
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1
2,38
-
-
1
2,38
32
76,17
1
2,38
1
2,38
1
2,38
3
7,14
1
2,38
1
2,38
1
2,38
1
2,38
42
100
FONTE: RELATÓRIOS PROEX/UEPA. PERÍODO: 2011-2013. BELÉM/PARÁ.
31
O presente programa que compreende ações ligadas à extensão efetivou-se mediante
a oficina de WebRádio ? Nas ondas da educação: Interatividade e Educação? , nos dias 23,
24 e 25 de maio/2014, com participação de quarenta e dois (42) alunos, que detinha como
objetivo informações referentes à ética da informação e a função educativa e social da grade
de programação.
Esta oficina contou com alunos dos Cursos de Letras/Língua Portuguesa (13),
Letras/Libras (04), Ciências Naturais (02), Filosofia (07), Geografia (03), Pedagogia (04),
Engenharia Ambiental (01), Tecnologia Agroindustrial (02), Tecnologia e Análise de
Desenvolvimento de Sistema (01) e Música (04) além de um (01) servidor público e
originários dos núcleos de Castanhal (01), São Miguel do Guamá (01), Cametá (01),
Paragominas (01), Igarapé Açu (01), Salvaterra (01), Conceição do Araguaia (03), Belém (32)
e Redenção (01). As diretrizes editoriais definidas para a WEBRÁDIO têm o objetivo de
garantir a independência do veículo e a coerência e consistência de seu projeto educativo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os dados registrados apontam para a necessidade de novas ações na PROEX/UEPA,
que possibilitem a redefinição dos objetivos em relação aos limites atuais da dinâmica interna
de seu funcionamento. Um planejamento eficaz envolve a definição de linhas de ações que
não podem ficar limitadas aos recursos de financiamento de ordem externa e interna, que
requer um planejamento orçamentário para o desenvolvimento das ações da Pró-Reitoria de
Extensão.
Observa-se também que estas ações de envergadura propiciarão o reconhecimento
direto e a aquisição de novas experiências no campo do diálogo com as formas sociais
originárias dos movimentos sociais, representadas pelas experiências de organização tanto no
campo quanto na cidade. E, nesse sentido, a criação de novas formas metodológicas de
extensão se efetivarão a partir do debate intenso de suas ações que, no primeiro momento,
advirão dos relatos de experiências, das rodas de conversa, em relação as vivências dos
extensionistas.
A mudança pela comunicação é a base da extensão, porque se não debatermos em
conjunto dificilmente criaremos uma forma nova de extensão. Os estudos apontam para a
necessidade de instituir parcerias em vários campos do conhecimento da extensão visando o
estabelecimento de um diálogo aberto com a sociedade e instituições governamentais e não
governamentais para desenvolver programas, projetos, assessorias, atividades que venham
contribuir para efetivação e solução de demandas que afetam a sociedade local. Verifica-se
32
também necessidade de uma articulação direta entre educadores e educandos numa tentativa
de produzir uma ação dialógica entre universidade/sociedade partindo dos saberes
disciplinares associados aos saberes do cotidiano. Acredita-se que viabilizando estas formas a
Universidade do Estado do Pará – UEPA apontará para um novo campo de extensão
universitária.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Texto
consolidado até a Emenda Constitucional nº 70 de 29 de março de 2012. Senado Federal.
Disponível
em:
<http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_29.03.2012/CON1988.pdf>.
Acesso em: março de 2012.
______. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº 8.035. Aprova o Plano Nacional de
Educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências. Projetos de Leis e Outras
Proposições. Disponível em:
<http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=490116>
Acesso em: março de 2012.
______. Congresso Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, de 23 de dezembro de 1996,
p. 27.833. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf> Acesso em: março de
2012.
______. Congresso Nacional. Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de
organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, e dá
outras providências. Diário Oficial da União, de 28 de novembro de 1968, p. 10369.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5540.htm> Acesso em: março de 2012.
______. Congresso Nacional. Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o Plano
Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Diário Oficial da União, de 10 de
janeiro de 2001, p. 128.
Disponível
em:
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______. Congresso Nacional. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior-SINAES e dá outras providências. Diário
Oficial da União, de 15 de abril de 2004, p. 3. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/leisinaes.pdf> Acesso em: março de 2012.
______. Presidência da República. Decreto Nº 7.233, de 19 de julho de 2010. Dispõe sobre
procedimentos orçamentários e financeiros relacionados à autonomia universitária, e dá outras
providências. Diário Oficial da União, de 20 de julho de 2010. Disponível em:
33
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7233.htm>.
em: março de 2012.
Acesso
BRASIL, F. P. D. Território e territorialidades nas políticas sociais. In: CARNEIRO, C. B. L.;
COSTA, B. L. D. Gestão Social: O Que Há de Novo? Belo Horizonte: Fundação João
Pinheiro, 2004, volume 1, p. 45-66.
DUARTE, Maria Marize; MAIA, Anderson Madson Oliveira; SANTOS, Simone Cristina
Menezes Martins dos; CARDOSO, Rosyane Couto da Silva; SILVA, Joelma Queiroz da;
BARBOSA, Neusivalda Batista; CÂMARA, Thiago Wendel Lima da; PEREIRA, Débora
Cristina da Costa; ALVES FILHO, Djair da Mota; FURTADO, Raphael Gonçalves;
PIMENTEL, Gilvana Kelly Barros; ANDRADE, Paula Leilane Ayres de; OLIVEIRA,
Chaisiellen Anne da Silva. Caderno de extensão: programa de apoio e desenvolvimento às
ativividades de extensão / Pró-Reitoria de Extensão, Universidade do Estado do Pará.Belém: PROEX, 2014. CDD- 22.ed. 378.072
___________.Caderno de extensão: programa campus avançado / Pró-Reitoria de Extensão,
Universidade do Estado do Pará.- Belém : PROEX, 2014. CDD- 22.ed. 378.072
___________.Caderno de extensão: projetos institucionalizados / Pró-Reitoria de Extensão,
Universidade do Estado do Pará.- Belém: PROEX, 2014. CDD- 22.ed. 378.072
___________.Caderno de extensão: programa de extensão universitária (PROEXT) / PróReitoria de Extensão, Universidade do Estado do Pará.- Belém: PROEX, 2014. CDD- 22.ed.
378.072.
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extensão Universitária. Ilhéus: Editus, 2001. (Extensão
Universitária, v.1).
______. Avaliação Nacional da Extensão Universitária. Brasília: MEC/SESu; Paraná:
UFPR; Ilhéus, BA: UESC, 2001a. (Extensão Universitária, v.3).
______. Extensão Universitária: Organização e Sistematização. Belo Horizonte:
COOPMED, 2007. (Coleção Extensão Universitária; v.6).
______. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus/AM, maio/2012.
FREIRE, P. Extensão ou Comunicação? 10. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
I ENCONTRO DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS, 1987. Conceito de extensão, institucionalização e financiamento.
Disponível em: <http://www.renex.org.br/documentos/Encontro-Nacional/1987-I-EncontroNacional-do- FORPROEX.pdf> Acesso em: março de 2012.
XXX ENCONTRO NACIONAL DO FORPROEX – FORUM DE PRO-REITORES DE
EXTENSÃO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR – Carta de
Porto
Alegre.
Disponível
em:
<http://www.renex.org.br/documentos/EncontroNacional/1987-I-Encontro-Nacional-do- FORPROEX.pdf> Acesso em: março de 2012.
34
XXXI ENCONTRO NACIONAL DO FORPROEX. Carta de Manaus. Maio de 2012.
Disponível em: <http://www.renex.org.br/documentos/Encontro-Nacional/1987-I-EncontroNacional-do- FORPROEX.pdf>. Acesso em: março de 2013._
NOGUEIRA, M. D. P. (Org.) Extensão Universitária: diretrizes conceituais e políticas. Belo
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______. Políticas de Extensão Universitária Brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.
SANTOS, Boaventura S. A Universidade no século XXI: para uma reforma democrática e
emancipatória da Universidade. São Paulo: Cortez, 2004. (Coleção Questões da Nossa Época,
v. 120).
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ – UEPA. Relatório de Extensão 2008.
Belém/Pará, 2008.
_______. Relatório de Extensão 2009. Belém/Pará, 2009.
_______. Relatório de Extensão 2010. Belém/Pará, 2010.
_______. Relatório de Extensão 2011. Belém/Pará, 2011.
_______. Relatório de Extensão 2012. Belém/Pará, 2012.
_______. Relatório de Extensão 2013. Belém/Pará, 2013.
35
2.1 EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO E CULTURA
36
2.1.1 A INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE NA ESCOLA: UMA
PROPOSTA PARA PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE
Priscyla Cristinny Santiago da Luz1
Rayara Moraes Sacramento2
Vanderlane Suelen da Silva e Silva3
Resumo
O projeto, A interface entre educação e saúde na escola: uma proposta para prevenção e
controle da dengue, foi uma proposta de extensão do Campus Avançado efetivado por
iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado do Pará/UEPA, afim de
realizar a ponte do conhecimento científico entre a comunidade acadêmica e as comunidades
das regiões onde a UEPA está inserida no estado do Pará. Tal projeto teve como objetivo
promover ações de sensibilização a respeito da Dengue, no bairro São Francisco, localizado
no município de Barcarena-PA. Este bairro apresenta grande incidência da doença, pois, se
trata de uma região afastada do centro urbano, onde percebe-se a carência de políticas
públicas e saneamento básico, com isso inúmeras famílias se estabelecem nesta localidade
sem estruturas mínimas e adequadas. Sendo importante destacar que a população local dispõe
de pouco acesso a informação, o que influencia bastante para reduzir ainda mais a qualidade
de vida nesta comunidade. Com o intuito de suprir, em parte, as necessidades da comunidade
citada, possibilitou-se informações e formações de agentes difusores de saberes referentes a
prevenção e controle da Dengue, afim de contribuir no estabelecimento de uma relação
equilibrada entre o homem e o meio ambiente, visando à melhoria da qualidade de vida das
pessoas. Este trabalho foi realizado com 40 alunos da Escola São Francisco Xavier, localizada
na comunidade, com carga horária de 40 horas, período de 07/10/2013 - 11/10/2013 (manhã e
tarde). Ocorreu por meio de oficinas, palestras e atividades lúdicas voltadas para o
conhecimento acerca da transmissão e prevenção da doença, e sua ligação com a falta de
instrução para o cuidado com o ambiente. As palestras colaboraram para sensibilização dos
envolvidos, as oficinas contribuíram para a implementação de iniciativas práticas de
promoção de saúde no âmbito escolar. Tais atividades possibilitaram aos estudantes o
conhecimento dos riscos a saúde individual e coletiva na comunidade, bem como a mudança
do comportamento para obtenção de uma melhor qualidade de vida. As atividades previstas
no projeto foram de grande valia, por possibilitar a modificação de ações errôneas sobre o
ambiente, como: destino de lixo de forma inadequada, preocupação com a água empoçada,
questões de higiene do ambiente, dentre outras situações voltadas para o bem estar dos alunos
da localidade em questão. Com isso, houve incentivo à construção da consciência ecológica e
crítica sobre o tratamento adequado do ambiente na prevenção de doenças em específico, a
dengue.
Palavras-Chave: Sensibilização. Formação. Dengue.
1
Mestra em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará - UFPA. Professora do
Curso de Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto. E-mail:
[email protected].
2
Graduanda do Curso de Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA.
3
Graduanda do Curso de Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA.
37
FOTOGRAFIA 01 - A INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE NA ESCOLA: UMA
PROPOSTA PARA PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
38
2.1.2 DESCOBRINDO A FÍSICA COM EXPERIMENTOS DE MATERIAIS
ALTERNATIVOS E RECICLÁVEIS NO PLANETÁRIO DO PARÁ
Sinaida Maria Vasconcelos de Castro1
Maria Dulcimar de Brito Silva2
Manoel Reinaldo Elias Filho3
Eliane Araújo de Souza4
Resumo
A ciência, a tecnologia e a inovação constituem elementos fundamentais para o
desenvolvimento nacional. Nesse contexto, a popularização da ciência se coloca como
importante fator que contribui para a melhoria de qualidade da formação educacional dos
cidadãos brasileiros, visando auxiliar na melhoria da formação de alunos da rede pública do
ensino. Este projeto aplicou a utilização de experimentos com materiais alternativos para
explicar e apresentar conceitos de física relacionados à educação básica, procurando formar
alunos com habilidades científicas e promover a inclusão dos mesmos em atividades de
investigação científica. A proposta foi desenvolvida em etapas, de preparação das ações, com
a formação e capacitação dos bolsistas, pesquisa e elaboração do material para confecção de
experimentos de física, criação de software para cadastro de experimentos na plataforma
JAVA, que auxiliou no cadastramento das atividades experimentais, bem como, na
organização dos materiais utilizados nos experimentos e na ação dos participantes das
atividades realizadas no projeto. A etapa de realização das ações foi dividida em atividades
para alunos e professores da rede pública de ensino, nas quais, houve a participação de 30
alunos selecionados para participarem das oficinas de montagem e apresentação dos
experimentos de física e 25 professores da rede pública de ensino. Como resultados,
percebeu-se que a experiência adquirida nas atividades realizadas com os alunos, possibilitou
a realização de formação de 25 professores do ensino fundamental, com ênfase na construção
de experimentos que auxiliam no aprendizado de física. As atividades foram desenvolvidas no
auditório do Centro de Ciências e Planetário do Pará, por ser o principal setor de divulgação
científica da Universidade do Estado do Pará.
Palavras-Chave: Ensino de Ciências. Divulgação Científica. Formação Continuada.
1
Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC. Professora do Curso de
Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail:
[email protected].
2
Mestra em Química de Produtos Naturais pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora do Curso de
Licenciatura em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail:
[email protected].
3
Mestre em Física pela Universidade de São Paulo-USP. Professor do Curso de Licenciatura em Ciências
Naturais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. Coordenador do Projeto. E-mail:
[email protected].
4
Graduanda do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
39
FOTOGRAFIA 02 - DESCOBRINDO A FÍSICA COM EXPERIMENTOS DE MATERIAIS
ALTERNATIVOS E RECICLÁVEIS NO PLANETÁRIO DO PARÁ.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
40
2.1.3 EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA AIKEWARA: DO PROJETO POLÍTICO E
PEDAGÓGICO À AÇÃO DOCENTE
Joelma Cristina Parente Monteiro Alencar1
Dayse Pássaros Matos2
Amoneté Suruí3
Wiratinga Suruí4
Resumo
Este trabalho apresenta os resultados de um projeto desenvolvido pelo Programa Campus
Avançado/UEPA. Os avanços conquistados a partir da Constituição de 1988, pela qual a
escola, em contextos indígenas, tem sido reivindicada como espaço de construção de relações
intersocietárias, baseadas na interculturalidade e na autonomia política, acarretaram algumas
dificuldades pedagógicas aos professores indígenas, que nos levaram a elaborar as seguintes
questões norteadoras das ações, a saber: a) Quais os parâmetros legais orientadores das
práticas pedagógicas dos professores da Escola Sawarapy? b) Qual o entendimento dos
professores Aikewara sobre a elaboração de um projeto político e pedagógico para a Escola
Sawarapy? c) Em que medida as ações docentes na Escola Sawarapy estão em articulação
com o projeto de educação da comunidade da Aldeia Sororó? Diante destas questões, o
projeto objetivou açõesque contribuam para uma melhor atuação docente dos professores
Aikewara, assim como, contribuíssem para o processo de regularização da Escola Indígena
Sawarapy junto ao CEE/Pará. Os procedimentos metodológicos utilizados foram exposição
dos aspectos teóricos e amparos legais sobre a Educação Escolar Indígena; Análise de vídeos
e Grupos de Trabalhos, sendo orientados pelos seguintes aspectos: 1. Caracterização de uma
escola indígena; 2. Orientações iniciais sobre um projeto político e pedagógico específico; 3.
Diagnóstico do contexto da escola Aikewara (O que temos?); 4. Elaboração dos eixos
curriculares (O que queremos?); 5. Orientações sobre a ação docente (Como podemos
alcançar?). Os resultadosforam a reflexão sobre aspectos do cotidiano escolar que norteiam o
trabalho pedagógico da Escola Sawarapy Suruí, a aquisição de conhecimentos sobre os
amparos legais que pautam a educação escolar indígena, a integração escola-comunidade na
elaboração do projeto de educação Suruí Aikewara, o estabelecimento do processo de
construção do projeto político pedagógico da escola articulado às necessidades da
comunidade, com grande ênfase nos conhecimentos próprios da cultura e tradição Aikewara,
mas sem negar a importância do acesso a outros conhecimentos, inclusive vendo nessa
articulação o grande propósito da existência da escola na aldeia Conclui-se que projetos dessa
natureza possibilitam a interação de saberes entre universidade e comunidade num processo
de aprendizagem mútua, e nesse caso, a democratização e a qualificação da formação
continuada de professores indígenas.
Palavras-Chave: Escola. Projeto Político Pedagógico. Docência. Aikewara.
1
Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN. Coordenadora do Núcleo de
Formação Indígena – NUFI. Professora do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade do
Estado do Pará – UEPA/Belém. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
3
Graduando do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Aldeia
Sororó/São Domingos do Araguaia.
4
Graduando do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Aldeia
Sororó/São Domingos do Araguaia.
41
FOTOGRAFIA 03 - EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA AIKEWARA: DO PROJETO
POLÍTICO E PEDAGÓGICO À AÇÃO DOCENTE.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
42
2.1.4 FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS
DA REDE MUNICIPAL DE SALVATERRA - MARAJÓ- PA
Ronilson Freitas de Souza1
Paulo Wender Portal Gomes2
Alan Carlos Ribeiro Pinheiro3
Jhonnath Moreira Campos4
Wellitom Silva da Silva5
Leda Mayara Oliveira da Silva6
Resumo
O projeto O uso práticas experimentais de química, física e biologia como contribuição na
formação continuada de professores de ciências naturais da rede municipal de SalvaterraMarajó-PA, foi aprovado no programa do Campus avançado 2013, teve como objetivo
oferecer capacitação para professores da Educação Básica, por meio de um curso de formação
continuada, com foco em habilitar e sensibilizar professores sobre atividades experimentais
associadas à utilização de recursos alternativos e de baixo custo, para o ensino de ciências em
sala de aula. A sugestão deste curso surgiu da necessidade de mostrar aos professores
participantes, um ensino de ciências associado ao uso de práticas experimentais, pois se
pretende atualizar e suprir lacunas na formação destes profissionais, pois a maioria não possui
formação superior ou não recebeu tal formação na graduação. Participaram das ações do
projeto 10 professores selecionados previamente pela coordenação pedagógica da Secretaria
Municipal de Educação de Salvaterra-PA; o curso foi realizado no laboratório de Ciências
Naturais da UEPA do Campus XIX, no período de 1 a 5 de novembro de 2013, nos turnos da
manhã e tarde, cada participante recebeu material apostilado referente às atividades. Todas as
etapas do curso foram devidamente orientadas pelos executores do projeto (professor
coordenador, bolsistas e voluntários) e o material produzido será aplicado pelos docentes em
sala de aula. Após cinco dias de curso, os objetivos do projeto foram alcançados com êxito,
promovendo formação continuada em atividades experimentais dos professores que atuam no
ensino de ciências naturais e fornecendo para estes suportes didático-pedagógicos, afim de
subsidiarem suas ações em sala de aula. Destaca-se que ocorreu uma aproximação dos
professores de ciências com os projetos desenvolvidos pelo Campus XIX/Salvaterra, abrindo
assim uma discussão sobre uma futura amostra cientifica municipal em 2014, reunindo alunos
da UEPA e alunos do Ensino fundamental, além de outros projetos de interesse da Prefeitura e
Universidade do Estado do Pará; favoreceu ainda o treinamento de alunos de graduação em
atividades de extensão; bem como forneceu aos professores e alunos de graduação material
didático sobre atividades práticas experimentais para o ensino de Ciências elaborado durante
o curso de extensão.
Palavras-Chave: Educação. Capacitação. Qualificação. Professores. Salvaterra.
1
Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal do Pará-UFPA. Professor e
Coordenador do Campus de Salvaterra pela Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenador do Projeto.
E-mail: [email protected].
2
Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais- Química pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Salvaterra.
3
Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais- Química pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Salvaterra.
4
Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais- Química pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Salvaterra.
5
Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais- Biologia pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Salvaterra.
6
Graduando do Curso de Tecnologia de Alimentos pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Salvaterra.
43
FOTOGRAFIA 04 - FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
NATURAIS DA REDE MUNICIPAL DE SALVATERRA - MARAJÓ- PA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
44
2.1.5 FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR E INCLUSIVA
Ivanilde Apoluceno de Oliveira1
Tânia Regina Lobato dos Santos 2
João Colares da Mota Neto3
Resumo
Este projeto trata-se de atividade de extensão realizada pelo Núcleo de Educação Popular
Paulo Freire – NEP, da Universidade do Estado do Pará, que teve como objetivo geral
desenvolver ações de educação popular e inclusiva com crianças, jovens, adultos e idosos em
hospitais, centros comunitários, unidade de acolhimento de idosos, escolas públicas e
comunidades ribeirinhas do Estado do Pará, visando contribuir para a redução das
desigualdades socioeducacionais e para a formação de profissionais da educação qualificados.
O referencial teórico adotado é o pensamento educacional de Paulo Freire, tendo por base os
seguintes princípios: o diálogo, que em uma dimensão metodológica e política permite a
comunicação entre os sujeitos do conhecimento e o direito de dizer a sua palavra; a pergunta,
como fonte do conhecimento humano e a criticidade como forma do educando problematizar
a realidade socioeducacional e explicitar a razão de ser dos fatos; a autonomia, considerando
que o educando tem de ser sujeito da ação educativa; educação humanista e ético-política, no
sentido de se promover na ação educativa a promoção da solidariedade, o respeito às
diferenças e a convivência democrática e coletiva nos diferentes espaços educacionais. O
trabalho do NEP tem se configurado em uma Pedagogia Social, caracterizada por um
processo de: (1) inclusão social, que pressupõe uma responsabilidade ética e política, em
relação ao outro, aos oprimidos, às vítimas negadas na sua condição humana e direcionada à
formação da cidadania e à luta pelos direitos humanos e (2) reconhecimento da diversidade
cultural com a valorização dos saberes e das práticas cotidianas das populações da Amazônia.
Palavras-Chave: Educação Popular. Inclusão. NEP.
1
Pós-doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC. Professora do
Programa de Pós-Graduação em Educação e Coordenadora do Núcleo de Educação Popular Paulo Freire – NEP
da
Universidade
do
Estado
do
Pará-UEPA/Belém.
Coordenadora
do
Projeto.
E-mail:
[email protected].
2
Pós-doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC. Professora e
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação e pesquisadora do Núcleo de Educação Popular
Paulo Freire – NEP da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail: [email protected].
3
Mestre em Educação pela Universidade do Estado do Pará-UEPA. Doutorando em Educação (Educação,
Cultura e Sociedade) na Universidade Federal do Pará-UFPA. Pesquisador do Núcleo de Educação Popular
Paulo Freire e Professor pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail:
[email protected].
45
FOTOGRAFIA 05 - FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR E INCLUSIVA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
46
2.1.6 INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR:
CONSTRUÇÃO DE METODOLOGIAS E TECNOLOGIAS ADAPTADAS
Airton dos Reis Pereira1
Maria José Costa Faria2
Mírian Rosa Pereira3
Resumo
A Universidade do Estado do Pará (UEPA), Campus Marabá, realizou, por meio do Projeto
de Extensão 2011, Inclusão Educacional e Social: a construção de metodologias e tecnologias
adaptadas, no Campus VIII, ações que tem possibilitado a inclusão de deficientes visuais à
educação superior. A primeira ação referiu-se às oficinas formativas de complementação
específica, como o Ensino do Braille da Língua Portuguesa, Educação Ambiental, Biologia e
Química. A segunda, à criação de metodologias e tecnologias inovadoras, como: produção de
materiais em formatos acessíveis, tecnologia assistiva, álbum de imagem em relevo sensorial
e mídias faladas. Estas produções têm sido de acordo com as necessidades detectadas nos
estudos de grupo e escassez de materiais na área das Ciências Naturais, como também através
da solicitação dos professores e estudantes dos cursos de graduação e educação básica. O
acervo de álbum de imagens em bi e tridimensional, célula vegetal e animal em 3D foram
confeccionados nos laboratórios experimentais. Já os acervos em áudio são de temáticas na
área da química e livros em formato acessíveis. Essas ações, com intuito de oportunizar a
construção de conhecimentos relacionados às temáticas de educação especial, ciências
naturais tem propiciado o acesso igualitário das pessoas com deficiência, promovido à
formação continuada de professores de salas de recursos multifuncionais de Marabá e
contribuído na elaboração de monografias. Também, destacamos que a partir da convivência
com o outro fortalecemos o compromisso com a produção científica, a socialização do
conhecimento e contribuímos de maneira significante para a consolidação da gênese do
Núcleo de Acessibilidade, Educação e Saúde (NAES), que tem o intuito de garantir as pessoas
com deficiência o acesso e permanência ao ensino superior. De tal modo, somos convidados a
desenhar novas perspectivas que possam responder os questionamentos e as necessidades
advindas da relação de interação, processo de ensino e aprendizagem.
Palavras-Chave: Inclusão Educacional. Ensino Superior. Acessibilidade.
1
Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE. Coordenador do Campus VIII/Marabá da
Universidade do Estado do Pará – UEPA. Professor dos Cursos de Medicina, Biomedicina, Engenharia Florestal,
Licenciatura Plena em Letras, etc. Coordenador do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional- UFPA. Assessora Pedagógica da Universidade do
Estado do Pará – UEPA/Marabá. E-mail: [email protected].
3
Especialista em Gestão Pública e Psicopedagogia Clínica e Institucional-UFPA. Professora e Técnica de
Atendimento Educacional Especializado da UEPA/Marabá/Núcleo de Acessibilidade, Educação e Saúde
(NAES). E-mail: [email protected].
47
FOTOGRAFIA 06 - INCLUSÃO EDUCACIONAL E SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR: CONSTRUÇÃO DE
METODOLOGIAS E TECNOLOGIAS ADAPTADAS.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
48
2.1.7 OFICINAS DE PRODUTOS ARTESANAIS DE LIMPEZA COMO PROPOSTA
DE APRENDIZADO E GERAÇÃO DE RENDA PARA ALUNOS DO ENSINO
MÉDIO
Sinaida Maria Vasconcelos de Castro1
Maria Dulcimar de Brito Silva2
Manoel Reinaldo Elias Filho3
Bruna Mariáh da Silva e Silva4
Vanessa da Silva Santos5
Resumo
O Ensino de Química no Ensino Médio é, normalmente, trabalhado de forma
descontextualizada, pois as falhas existentes no Ensino Público acabam por deixar os
professores sem estímulo para ministrar suas aulas, levando-os a apenas transmitir os
conteúdos, sem a preocupação de serem agentes inovadores dentro do processo ensino
aprendizagem. O presente trabalho teve como objetivo contribuir para a geração de renda
alternativa, a partir de orientações teóricas para o desenvolvimento da produção de sabonete
artesanal em barra, sabonete líquido, desinfetante para banheiro, amaciante para roupa, água
sanitária e sabão líquido, assim como trabalhar a contextualização de alguns assuntos de
Química por meio de oficinas temáticas, de acordo com conteúdos trabalhados no Ensino
Médio. O projeto atendeu 30 alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio da Escola de Ensino
Fundamental e Médio Professor José Alves Maia. As oficinas foram desenvolvidas aos
sábados no Laboratório de Química do Centro de Ciências Sociais e Educação da
Universidade do Estado do Pará – CCSE/UEPA. Foram realizadas cinco oficinas para cada
grupo de 10 alunos. Dentre os assuntos de Química houve destaque para o assunto Polaridade,
trabalhado na Oficina de Detergente para louça e a Função Orgânica Éster, desenvolvida na
Oficina de Sabonete Líquido e Sabonete em Barra. Ao final das atividades foi elaborada uma
cartilha com os conteúdos de Química, que podem ser contextualizados com os Produtos
Artesanais, destinados aos professores da referida Escola, para que estes possam
posteriormente trabalhar com os seus alunos os conteúdos de Química, e com isto,despertar
maior interesse pela disciplina No decorrer das oficinas, foi observado que a produção
artesanal é uma prática promissora para geração alternativa de renda, uma vez que a matéria
prima é de baixo custo e o processo de produção é simples. Os alunos também receberam
orientações teóricas sobre os conteúdos de Química referentes ao Ensino Médio, o que
possibilitou relacionar alguns assuntos de Química a situações do cotidiano e também
participar de forma mais efetiva no decorrer das atividades propostas e desenvolvidas no
projeto.
Palavras-Chave: Ensino de Química. Produtos Artesanais. Alternativa de Renda.
1
Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC. Professora do Curso de
Licenciatura Plena em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail:
[email protected].
2
Mestre em Química de Produtos Naturais pela Universidade do Estado do Pará-UEPA. Coordenadora do
Projeto. Professora do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará
– UEPA/Belém. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
3
Mestre em Física pela Universidade de São Paulo-USP. Professora do Curso de Licenciatura Plena em Ciências
Naturais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. E-mail: [email protected].
4
Mestranda em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA.
5
Graduanda em Licenciatura em Ciências Naturais – Química, pela Universidade do Estado do Pará – UEPA.
49
FOTOGRAFIA 07 - OFICINAS DE PRODUTOS ARTESANAIS DE LIMPEZA COMO
PROPOSTA DE APRENDIZADO E GERAÇÃO DE RENDA PARA ALUNOS DO ENSINO
MÉDIO.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
50
2.1.8 PERFORMANCES EM TEATRO NA UNIVERSIDADE: UMA JANELA DE
MULTIPLOS ENCONTROS NO ENSINO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL
Simone Cristina Menezes Martins dos Santos1
Janete Machado Moraes2
Josivane de Sousa de Macedo3
Resumo
O projeto aprovado pelo Campus Avançado em 2012 surgiu a partir da disciplina Estágio
Supervisionado dos Cursos de Letras e Pedagogia, realizada nas Escolas Públicas do
Município de Moju – Pará, na qual se observou que os universitários demonstravam
dificuldades em trabalhar Literatura Infanto-Juvenil, como também, que os alunos dessas
Escolas desconheciam tais tipos de leitura, salvo por raros fragmentos registrados nos livros
didáticos. Entendeu-se que as aulas de literatura poderiam ser mais interessantes se fossem
lançadas aos alunos estratégias que abordassem a leitura empreendida. Neste sentido, o
projeto cuja aplicação se deu para alunos do6º ano (antiga 5ª série) da Escola de Ensino
Fundamental Antônio de Oliveira Gordo, objetivou, por meio da performance teatral,
conduzir oportunidades para que houvesse diálogo entre leitor e texto, além disso, pensou em
alternativas inovadoras que incentivassem à leitura, com atividades voltadas para o ensino da
Literatura Infanto-Juvenil de forma agradável, em que os alunos fossem enobrecidos como
protagonistas deste ensino, pois, é na relação lúdica e prazerosa do aluno com a obra literária
que se tem uma das possibilidades de formar o leitor. Explorar a fantasia e a imaginação é
estimular a criatividade para fortalecer a interação entre texto e leitor, com as atividades
desenvolvidas, acreditou-se dirimir os problemas observados. Procurou-se adaptar a
metodologia criada pelo teórico e professor Rildo Cosson (2006), que sistematizou atividades
de aulas de Literatura em duas sequências: básica e expandida. Utilizou-se apenas a primeira,
que contou com quatro momentos: motivação (contato com os textos); introdução
(apresentação dos autores e das obras); leitura (acompanhamento da leitura, amparando nas
dificuldades encontradas); interpretação (construção dos sentidos dos textos, tendo como
desfecho a encenação). Notou-se que as aflições dos graduandos dos Cursos supracitados
amortizaram-se à medida que se mostrou a possibilidade de modificar a realidade vivida nas
escolas públicas. Como resultados, o projeto possibilitou às crianças e professores momentos
de leitura, através do ler/ouvir/contar/ver histórias, e ainda, proporcionou aos educadores uma
reflexão das práticas de leitura. O projeto gerou interação entre os futuros profissionais da
Universidade do Estado do Pará e a escola, além disso, propiciou o conhecimento da
Literatura Infanto-Juvenil e suas diferentes formas por meio do teatro. Decerto, a atuação da
Universidade contígua aos acadêmicos como futuros professores, formadores de opinião, de
leitores e de produtores de textos, foi enaltecedora para todos aqueles que participaram do
evento.
Palavras-Chave: Literatura. Ensino. Aprendizagem. Performance. Teatro.
1
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Mestranda em
Formação e Supervisão de Professores pela Universidade Lusófona de Portugal. Coordenadora de Programas e
Projetos de Extensão - UEPA/PROEX. Professora do Programa de Formação Docente – PARFOR/UEPA.
Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected]
2
Licenciatura Plena em Letras pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Moju.
3
Licenciatura Plena em Letras pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Moju.
51
FOTOGRAFIA 08 - PERFORMANCES EM TEATRO NA UNIVERSIDADE: UMA JANELA
DE MULTIPLOS ENCONTROS NO ENSINO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
52
2.1.9 MUSICALIZAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE: ATRAVÉS DO CANTO
CORAL E ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS COM MATERIAIS
RECICLÁVEIS
Ana Telma Monteiro de Sousa1
Rosyane Couto da Silva Cardoso2
Roger Pinto dos Santos3
Lucian José de Souza Costa e Costa4
Eduardo Ribeiro Marinho5
Antônio Lourenço da Costa Neto6
Resumo
O presente texto versa a experiência de práticas multidisciplinares desenvolvidas nos
municípios de Bujaru e Augusto Corrêa, através do projeto de extensão (Campus Avançado),
da Universidade do Estado do Pará. O projeto respondeu o seguinte problema: Qual a
importância da educação musical, envolvendo outras áreas de estudo, na formação das
crianças e adolescentes para com a comunidade local? A importância do projeto consistiu no
aperfeiçoamento da pedagogia musical, aliada à identidade cultural. Este surgiu como
proposta de oficina diversificada para promover musicalização, saúde, meio ambiente e
incentivoa cultura local na Escola Estadual Dom Mário de Miranda Vilas Boas, situada no
município de Bujaru-PA e Casa da Fraternidade – no município de Augusto Corrêa-PA.
Trabalhou dois fundamentos: musicalização através do canto coral, que consistiu em ministrar
o ensaio como um momento de educação musical, desenvolvendo a leitura dos participantes
por meio do canto e elaboração de instrumentos musicais, com materiais recicláveis, que
possibilitaram aos alunos construir uma prática musical através do aprendizado dos ritmos da
cultura regional e da construção de instrumentos de percussão, elaborados com matérias
alternativos em sala de aula. As oficinas, em parceria com as prefeituras dos Municípios,
atenderam 100 alunos do Ensino Fundamental de 6º a 9º ano (antigas 5ª a 8 séries). Objetivou
proporcionar a experiência do processo do estudo da música envolvendo saúde, meio
ambiente e produção de instrumentos com material recicláveis em seu âmbito cultural, pois o
conhecimento musical visou desenvolver a identidade artística do aluno e seu interesse pela
musicalização, como também, aprimorar as experiências no conjunto de um estudo mais
detalhado em relação ao canto coral, educação, saúde e ambiente no contexto local. O projeto
foi, antes de tudo, um canal de possibilidades na construção de cidadania aos seus
participantes, despertando-os para o interesse de uma consciência ambiental. Nesse sentido, a
música exprimiu algo que não é separado do conjunto da vida. A música é capaz de abrir um
universo à parte, este cheio de exceção, distinto e, sobretudo, do universo das palavras; um
espaço onde não somos mais perturbados pela precisão das palavras, por suas definições
sempre restritas: lugar de imaginação e sonho.
Palavras-Chave: Musicalização. Saúde. Meio Ambiente. Cultura.
1
Mestre em Educação pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo. Doutoranda do Curso de Gestão
Educacional da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro - UTAD (Portugal). Professora Assistente I pela
Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Mestranda em Serviço Social. Especialista em Serviço Social pela Universidade da Amazônia -UNAMA.
Técnica na Universidade do Estado do Pará – UEPA. E-mail: [email protected].
3
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Música pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
4
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Música, pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
5
Graduando do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará - UEPA/Belém.
6
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais- Habilitação Química, pela Universidade do
Estado do Pará – UEPA/Belém.
53
FOTOGRAFIA 09 - MUSICALIZAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE: ATRAVÉS DO
CANTO CORAL E ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS COM MATERIAIS
RECICLÁVEIS.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
54
2.1.10 1º JOGOS DA ETNIA KAYAPÓ DE LAS CASAS DO MUNICÍPIO DE PAU
D`ÁRCO-PA
Raphael do Nascimento Gentil1
Ângela do Socorro da Silva Lima2
Shirley Barbosa da Costa3
Luzia Soares do Nascimento4
Resumo
O presente trabalho registra uma experiência na Aldeia Las Casas, com os índios Kayapó do
município de Pau D`Árco/ Pará e realizado através da aprovação em edital da chamada Campus
Avançado/ 2012, pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado do Pará, tendo em
vista que a região do Araguaia, sudeste do Pará, historicamente, aglutina grupos étnicos distintos,
embora esse contexto esteja refletido, muitas vezes, em áreas distantes dos centros da cidade,
dificultando o mapeamento das condições de vida desses sujeitos, o que tem gerado a pouca
contribuição da UEPA – Núcleo de Conceição do Araguaia na produção do conhecimento.
Segundo o IBGE (2010), a população indígena, nos anos de 1991 a 2010, aumentou
significativamente, o que reforça a preocupação problematizada na seguinte questão: do ponto de
vista das práticas corporais, como estão sendo dinamizadas as manifestações corporais dos jogos,
esporte, dança e práticas lúdicas dos Kayapó de Las Casas? Objetivou-se dinamizar as
manifestações da cultura corporal através da prática dos esportes, das danças e dos jogos para
que eles participassem dos Jogos Regionais Indígenas, em Mosqueiro/ PA, em 2013.O projeto
partiu de dois encontros na cidade de Redenção/ PA com o Cacique da aldeia e o professor da
Escola Kayapó. As atividades envolvidas eram: as danças tradicionais que fizessem parte dos
rituais da aldeia, além das práticas do Arco e Flecha, Futebol, Corrida de 100m, Cabo de Força e
Natação. A ação ocorreu na própria aldeia com duração de 4 dias, começando com as pinturas
corporais, rituais de dança e seleção dos indígenas a participarem de cada modalidade. Durante a
realização de todas as atividades, os indígenas mostraram muito interesse, tanto crianças, como
jovens, adultos e idosos. Uma recomendação do Cacique da aldeia foi que não realizássemos a
natação em virtude da abundância da chuva e a cheia do rio Pau D`Árco, local de realização da
prova, pois correria o risco de cobras aparecerem no local levadas pelas correntezas. As
mulheres demonstraram maior presença, mesmo em provas como Arco e Flecha que, até então
era praticada somente por homens, pois sua finalidade principal era caçar e, como a atual base
alimentar vem do plantio de mandioca e das compras nos mercados da cidade, essa prática
deixou de ser realizada. Em todos os momentos da competição os índios manifestavam sentido e
significado mítico, pois a cada competição, na vitória ou derrota, eles comemoravam com um
ritual de dança. Com o encerramento dos jogos avaliou-se que os índios Kayapó de Las Casas
sofrem com o processo de dinâmica cultural que afeta as práticas corporais e o ensino da língua
da cultura kayapó, pois o contato e a necessidade de trabalho para garantir a sobrevivência da
aldeia permite que eles adotem culturas de resistência e ações que contribuem para revitalizar e
manter viva a história da aldeia, com sua cultura em todos os sentidos.
Palavras-Chave: Kayapó. Las Casas. Jogos Indígenas. Práticas Corporais. Cultura.
1
Especialista em Lazer pela Universidade do Estado do Pará–UEPA/ Núcleo de Conceição do Araguaia –
GEED/CNPQ. Professor do Curso de Educação Física pela Universidade do Estado do Pará – UEPA.
Coordenador do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/ Conceição
do Araguaia.
3
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Conceição
do Araguaia.
4
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/
Conceição do Araguaia.
55
FOTOGRAFIA 10 - 1º JOGOS DA ETNIA KAYAPÓ DE LAS CASAS DO MUNICÍPIO DE PAU
D`ÁRCO-PA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
56
2.1.11 LAZER E ESPORTE DE AVENTURA: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADES
LÚDICAS PARA A COMUNIDADE RIBEIRINHA DO BAMBU
Elren Passos Monteiro1
Laíne Rocha Moreira2
Claudiana Gonçalves dos Santos3
Edna Cristina Gonçalves dos Santos4
Everton AcássioHendges5
Raquel Jacobson Pereira6
Resumo
A necessidade de oportunizar atividades de esporte e lazer nos municípios da Transamazônica
e Xingu é uma realidade emergente, em especial, na comunidade do Bambu, que fica distante
do município de Senador José Porfírio/PA. O projeto fez parte da Chamada 2012, do Campus
Avançado, pela Pró-Reitoria de Extensão e teve como objetivo democratizar os conteúdos da
educação física, assim como associá-los a realidade local da comunidade, trançando um
paralelo entre esporte/educação/lazer e natureza. As atividades foram desenvolvidas por
acadêmicos do CCBS e CCNT – UEPA/Altamira, durante cinco dias, tendo como públicoalvo 100 crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Merêncio da Silva.
As atividades lúdicas, com conteúdos da educação física e esporte de aventura, que foram
sistematizadas em cinco momentos e tiveram como ponto de partida a relação indivíduo e
meio ambiente, trabalhado a valorização da cultura local. Os resultados obtidos foram a
propagação de valores, a conscientização ambiental e corporal dos alunos, embasados em
princípios pedagógicos educacionais, que apontaram o estreitamento e a conscientização da
importância do trato com o conhecimento da educação física, do lazer e do meio ambiente,
que são fundamentais para o desenvolvimento e formação enquanto sujeito social.
Palavras-Chave: Educação Física. Lazer. Comunidade Ribeirinha.
1
Especialista em Neurociências e Esporte pela Escola Superior da Amazônia - ESAMAZ. Mestranda em
Ciências do Movimento Humano–UFRGS. Professora do Curso de Educação Física pela Universidade do Estado
do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade Internacional de Curitiba – FACINTER e
Educação e Cultura: Confluências pela Universidade Federal do Pará. Professora do Curso de Educação Física
pela Universidade do Estado do Pará–UEPA. Coordenadora Adjunta do Projeto. E-mail:
[email protected].
3
Graduanda do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais – Biologia pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Altamira.
4
Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Altamira.
5
Graduando do Curso de Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará–
UEPA/Altamira.
6
Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Altamira.
57
FOTOGRAFIA 11 - LAZER E ESPORTE DE AVENTURA: UMA PROPOSTA DE
ATIVIDADES LÚDICAS PARA A COMUNIDADE RIBEIRINHA DO BAMBU.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
58
2. 2
EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM SAÚDE, TRABALHO E
QUALIDADE DE VIDA
59
2.2.1 A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO CORRETO DA SÍFILIS EM
MULHERES GESTANTES: UM ATO PREVENTIVO DA SÍFILIS CONGÊNITA
Irene Elias Rodrigues1
Alessandra Cordeiro de Sousa2
Jaynne de Sousa Almeida3
Manoel Rodrigues Leitão4
Resumo
O presente projeto teve como principais objetivos a realização de busca ativa de gestantes,
com risco social para adesão de DST e a atuação com Agentes Comunitários de Saúde - ACS,
no Campus XIII da UEPA, na perspectiva de orientar as gestantes quanto aos riscos iminentes
da doença ao recém-nascido. O trabalho foi desenvolvido em três Unidades Básicas de Saúde
- UBS, localizadas em bairros periféricos de Tucuruí. Os sujeitos da pesquisa foram vinte (20)
gestantes, pertencentes aos fatores de risco relativos à adesão e à forma da doença e que já
haviam contraído a sífilis e seis (06) ACS. Todas as atividades previstas foram realizadas e a
operacionalização do projeto possibilitou a realização de uma análise qualitativa, utilizando
como alternativa metodológica a busca ativa de formar e identificar as causas da grande
incidência da sífilis na forma congênita e a partir das informações levantadas e da execução
de um trabalho de sensibilização, contribuir para a diminuição dos casos de sífilis congênita.
O assunto foi abordado, por meio de palestra, tendo como suporte de aprendizagem a
utilização de folders explicativos e cartazes. Os resultados, a curto prazo, foram a
sensibilização e a orientação de todas as ACS e gestantes em tratamento nas UBS dos bairros
citados; e a médio e longo prazo, acompanhamento das gestantes, no sentido de verificar se os
conhecimentos adquiridos estão sendo colocados em prática. Acreditamos que a
operacionalização da ação contribuiu para o desenvolvimento local e regional e se
transformará em educação continuada em que os discentes executem atividades educativas e
científicas, visando o desenvolvimento sociopolítico, educacional e econômico das
populações do interior, principalmente, onde o Campus se situa.
Palavras-Chave: Sífilis Congênita. Prevenção. Métodos Contraceptivos.
1
Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RIO. Coordenadora do
Campus XIII/Tucuruí e Professora dos Cursos de Enfermagem e Licenciatura Plena em Educação Física pela
Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduando do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
3
Graduando do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
4
Graduando do Curso de Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Tucuruí.
60
FOTOGRAFIA 12 - A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO CORRETO DA SÍFILIS EM
MULHERES GESTANTES: UM ATO PREVENTIVO DA SÍFILIS CONGÊNITA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
61
2.2.2 ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE CRIANÇAS
COM BAIXO PESO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS DE IGARAPÉ-MIRI/PARÁ
André Gustavo Moura Guimarães1
Ana Paula Pureza Pantoja2
Vitor Costa Souza3
Vitor de Vilhena Santos4
Maíra Naiar Barroso Reis Oliveira5
Resumo
Existem vários fatores que contribuem para o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
(DNPM) na primeira infância como os riscos biológicos, representado pela desnutrição e seu
alto risco, que geram consequências desastrosas para a sobrevivência da criança, afetando
áreas como a memória, a coordenação viso motora e a linguagem. O estudo levantou o
problema de como seria o DNPM de crianças com baixo peso de comunidades ribeirinhas de
Igarapé-Miri? Para tanto, objetivou analisar o DNPM de crianças com baixo peso da cidade.
A metodologia caracterizou-se como transversal, descritiva, quali-quantitativa, com amostra
de 27 crianças de baixo peso, na faixa etária de 0-6 anos, das Comunidades de Santa Maria do
Icatu e do Rio Panacauera, de Igarapé-Miri/Pará. Verificou-se o sexo, idade, o peso e a altura,
recomendado pela Organização Mundial de Saúde, tendo como padrão de referência as curvas
de percentis do National Center for Health Statistics. Para a análise do DNPM foi utilizado o
Teste de Triagem de Denver II. Os dados foram tratados através do pacote estatístico SPSS
18.0. Para a inferência estatística, utilizou-se o teste do qui-quadrado e o teste t de Student, o
nível de significância de p≤0,05. Com os resultados, constatou-se amostra das crianças com
baixo peso, sendo 17 (63%) do gênero feminino e 10 (37%) do masculino e a média de idade
de 4,43. Em relação à renda familiar mensal das famílias dessas, 63% possuíam renda menor
que 1 salário mínimo e os outros 37% com renda de apenas um salário mínimo, o que indica o
extremo nível de pobreza dessa população. Em relação às características do DNPM,se
observou que entre as crianças com baixo peso, os parâmetros relativos ao motor grosso e ao
pessoal social a maioria significativa da amostra se apresentou sem atraso, correspondendo
88,9% e 81,5%, respectivamente. Quanto ao parâmetro motor fino, a discreta maioria se
apresentou sem atraso sendo 59,3% da amostra, porém, quanto à linguagem (59,3%) e
classificação final (63%), a maioria das crianças avaliadas com baixo peso se apresentou com
status suspeito de atraso no desenvolvimento. Ressaltou-se que o estado nutricional exerce
influência nos riscos do crescimento e desenvolvimento infantil, principalmente a área da
linguagem, o que torna importante uma avaliação nutricional e do DNPM.
Palavras-Chave: Desenvolvimento. Desnutrição. Desenvolvimento de Denver II.
1
Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Especialista em Fisioterapia
Pneumofuncional. Coordenador e Professor do Curso de Fisioterapia da Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Belém. Coordenador do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduanda do Curso de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
3
Graduando do Curso de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
4
Graduando do Curso de Terapia Ocupacional pela Universidade do Estado do Pará-UEPA/Belém.
5
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
62
2.2.3 CAPACITAÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE PARA A
PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS
Tiago Santos Silveira1
Cássio Araújo Negrão2
Leidemir Cordeiro de Moraes3
Wilmara Sousa Carvalho4
Resumo
O perfil populacional brasileiro sofreu modificações significativas nas últimas décadas,
marcada principalmente pelo aumento do número de idosos. No contexto comunitário,
destaca-se o Agente Comunitário de Saúde (ACS) com importante papel na promoção da
saúde do idoso, pois este está próximo à população, conhece valores e costumes da
comunidade podendo atuar como facilitador do cuidado. Reconhecendo as necessidades da
crescente população senil e o impacto das ações dos ACS na comunidade foi proposta a
realização de um curso que capacitasse esses profissionais para a promoção da saúde do
idoso. Atividade de extensão desenvolvida por meio do programa Campus Avançado da
Universidade do Estado do Pará foi destinada a ACS do município de Tucuruí-PA e
executada por acadêmicos de enfermagem e educação física no ano de 2012. Os assuntos
abordados durante o curso foram escolhidos por meio do conhecimento das reais demandas
dos idosos do município, foi debatido durante o curso as alterações do envelhecimento e o
envelhecimento saudável, os ACS foram orientados quando aos cuidados com os idosos
hipertensos, diabéticos, com dificuldades de locomoção e com transtornos mentais, o método
didático utilizado foi exposição oral com auxílio de recursos multimídias, prática de
procedimentos de autocuidado, oficina de massagem e dinâmicas em grupo. Utilizou-se como
método avaliativo um formulário com 12 questões objetivas que foi aplicado na abertura e no
final do curso. Os resultados do formulário avaliativo revelaram que no primeiro dia de curso
92,3% dos participantes considerava o idoso saudável apenas aquele que não apresentava
doenças, 60% dos participantes tiveram dificuldades em distinguir as alterações normais e as
patológicas do envelhecimento, apenas 34,6% souberam orientar corretamente sobre o
consumo de bebidas alcoólicas para diabéticos, 50% da amostra não sabiam definir a
hipertensão arterial, 65,3% afirmaram não estarem preparados para a promoção da qualidade
de vida do idoso, esses resultados demonstram o escasso conhecimento prévio sobre o
assunto. No último dia de curso 100% dos participantes souberam definir o que é um idoso
saudável, 88,4% identificaram corretamente as alterações fisiológicas do envelhecimento e
78%dos participantes relatarem maior segurança para lidar com os idosos da comunidade.
Observou-se que os ACS apresentavam pouco conhecimento sobre a saúde integral do idoso e
sobre as medidas de promoção da qualidade de vida. As atividades desenvolvidas durante a
capacitação contribuíram para a formação do conhecimento, troca de experiências e formação
de habilidade práticas, tornando-os mais preparados para lidar com os idosos e aptos para a
tomada de medidas eficientes para a promoção da saúde do idoso.
Palavras-Chave: Capacitação. Agentes Comunitários de Saúde. Saúde do Idoso.
1
Mestre em Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São
Paulo-UNIFESP. Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do
Pará-UFPA. Professor dos Cursos de Enfermagem e Licenciatura Plena em Educação Físicada Universidade do
Estado do Pará – UEPA/Tucuruí. Coordenador do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduando do Curso de Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Tucuruí.
3
Graduando do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
4
Graduanda do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
63
2.2.4 COMANDO DE SAÚDE NAS RODOVIAS
Gleicy Karen Abdon Paes1
Joelma Queiroz da Silva2
Marcos Rodrigo Pereira Eismann3
Giovanni Vielmond Borges da Silva4
Adalberto Raimundo Reis Duarte5
Luiza Beatriz Coelho Pontes6
Jorge Mangabeira de Souza Júnior7
Lucas Galhardo de Araújo8
Resumo
No ano de 2010, foi registrado, nas rodovias federais, um total de aproximadamente 318 mil
acidentes de trânsito no Brasil, os quais geraram cerca de 7 mil óbitos e 62 mil feridos e do
total desses acidentes, 80 mil foram com veículos de carga. O presente Projeto de Extensão
Universitária buscou, por meio de ação conjunta entre Universidade do Estado do Pará
(UEPA) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), promover a avaliação e a educação em saúde,
por intermédio do Comando da Saúde, junto aos condutores de veículos de carga que utilizam
as Rodovias Federias dentro do Estado do Pará. Objetivou-se fazer um diagnóstico da saúde e
qualidade de vida desses profissionais, bem como proporcionar educação em saúde para que
haja diminuição da violência no trânsito. O projeto “Comando de Saúde nas Rodovias” foi
realizado no dia 10 de abril de 2013, na Rodovia Federal BR-316, com participação de 95
motoristas de carga. Estavam presentes 18 acadêmicos dos diversos cursos da área de Saúde,
representados pelos alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Educação Física, Terapia
Ocupacional e Fisioterapia da UEPA, com apoio da PRF. Neste comando foram coletadas
informações sobre a situação de saúde dos condutores de veículos de carga com base na
quantidade de horas de trabalho/dia, glicemia, colesterol,o Índice de Massa Corpórea - IMC, a
circunferência abdominal, a pressão arterial, o índice de gordura corporal, entre outros dados,
que não avaliavam apenas a saúde desses condutores, mas também a situação em que
trabalhavam. Observou-se que 71% dos motoristas dirigiam com carga horária diária de
trabalho excessiva, 74% estavam acima do peso, 70% tinham circunferência abdominal
aumentada, 84% apresentavam o índice de gordura corporal alterado, 57% eram hipertensos,
13% estavam hiperglicêmicos no momento da avaliação e 22% alegaram ser tabagistas.
Dados que demonstraram uma grande necessidade de haver maior atenção com relação à
saúde do condutor e campanhas contínuas de conscientização de como cuidar da saúde. Por
fim foram dadas diversas orientações aos condutores à respeito de saúde,tendo em vista o
estado de saúde atual destes e de como fazer para melhorá-la, evitando outros agravos,para
alcançar a meta principal que é a preservação da vida humana.
Palavras-Chave: Saúde do Trabalhador. Acidentes de Trânsito. Saúde.
1
Mestra em Ciências em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia – IME. Professora da
Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Pará – UFPA. Agente Administrativo da
Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado do Pará – UEPA.
3
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/ Belém.
4
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
5
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA /Belém.
6
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
7
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
8
Graduando do Curso de Medicina pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
64
FOTOGRAFIA 13 - COMANDO DE SAÚDE NAS RODOVIAS.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
65
2.2.5 DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA: UMA PROPOSTA
DE ORIENTAÇÕES AOS PAIS E EDUCADORES
Mário Jorge Brasil Xavier1
Neusivalda Batista Barbosa2
Alinne Augusta de Freitas Veiga3
IlaIandara Araújo de Souza4
Layara Sarges Siqueira5
Suzane de Jesus Nobre6
Tamilis Silva da Costa7
Resumo
O diagnóstico dos distúrbios de comportamento em crianças tem sido um grande desafio na
prática clínica. Apesar da prevalência mundial desses distúrbios na infância ser de 10% a
20%, é comum deparar-se com a incapacidade dos pais e/ou da escola para lidar com esses
comportamentos. A família e a escola exercem importante papel para o desenvolvimento
saudável da criança e têm grande participação na construção e manutenção de conhecimentos
e habilidades sociais. O projeto abordou a temática dos principais Transtornos do
Desenvolvimento Infantil como o Transtorno do Espectro do Autismo, entre outros,
esclarecendo pais e educadores acerca da detecção precoce e dos tratamentos adequados a
esses principais distúrbios. Realizaram-se cinco encontros com pais e educadores, na Escola
de Ensino Fundamental e Médio Dom Mário de Miranda Villas Boas,no município de Bujarú,
pelo Campus Avançado 2013. As atividades consistiram em palestras e dinâmicas de grupo
com pais e educadores da rede pública de ensino. Discutiu-se como detectar sinais e sintomas,
no contexto familiar e escolar, o modo como ocorre o tratamento e a contribuição da família e
da escola para a promoção da qualidade de vida dessas crianças. Percebeu-se que os presentes
demonstraram grande interesse e participação nas atividades com colocações referentes à
compreensão das dificuldades dos alunos e filhos. As atividades realizadas contribuíram para
a melhoria da percepção dos participantes e acentuaram a importância da capacitação para
esclarecimentos sobre formas de ação e condutas, que devem ser tomadas tanto em sala de
aula como em casa, em relação às crianças que apresentam ou podem apresentar transtornos
de desenvolvimento e de aprendizagem e cuja detectação precoce pode gerar maiores
oportunidades para as crianças terem suas necessidades compreendidas e trabalhadas. O
projeto vivenciou a realidade que passam as crianças com esses transtornos e forneceu um
novo olhar para pais e educadores sobre os distúrbios de comportamento.
Palavras-Chave: Desenvolvimento Infantil. Família. Docentes. Aprendizagem.
1
Mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professor da Universidade do Estado do
Pará– UEPA no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Belém/PA. Coordenador do Projeto. E-mail:
[email protected].
2
Tecnóloga em Gestão Pública pela Faculdades Integradas Ipiranga. Agente Administrativo da Pró-Reitoria de
Extensão - Universidade do Estado do Pará –UEPA/PROEX. E-mail: [email protected].
3
Graduanda do 4º ano de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém.
4
Graduanda do 4º ano de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará – UEPA/ Belém.
5
Graduanda do 4º ano de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará – UEPA/ Belém.
6
Graduanda do 4º ano de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará – UEPA/ Belém.
7
Graduanda do 3° ano do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Pará-UEPA/ Belém.
66
FOTOGRAFIA 14 - DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA: UMA
PROPOSTA DE ORIENTAÇÕES AOS PAIS E EDUCADORES.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
67
2.2.6 ENSINO EM SAÚDE: PROPOSTA PARA A PREVENÇÃO DA HIPERTENSÃO
ARTERIAL EM ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL
José Robertto Zaffalon Júnior1
Alaian Soares Krauzer2
Dayana Arcanjo Pinheiro3
Rafaele Carneiro Macedo4
Resumo
A Hipertensão Arterial é uma doença de alta prevalência e responsável por grande parte dos
recursos gastos pelo Ministério da Saúde. A escola é um ambiente propício para se
desenvolver conhecimentos sobre diversos assuntos e, nessa perspectiva, o projeto foi uma
proposta voltada para disseminar práticas educativas capazes de promoção da saúde e
prevenção de doenças. Em 2009, uma pesquisa do Ministério da Saúde apontou que 24,4%
dos brasileiros são hipertensos. Para que essas estimativas possam ser diminuídas é necessário
que sejam realizadas ações para a prevenção e controle da doença. Com isso, desenvolveramse práticas educativas voltadas para o ensino em saúde, especificamente, na prevenção da
Hipertensão Arterial, tendo a participação de 230 alunos das séries finais do ensino
fundamental de uma Escola Pública do município de Altamira. Os alunos foram divididos em
10 turmas, com 4h de atividades diárias. Foram elaboradas atividades de cunho teórico e
prático como temáticas referentes à Hipertensão Arterial, à prevenção da Hipertensão Arterial,
aos jogos, às dinâmicas de grupo e à elaboração de cartazes. Após as exposições temáticas
aplicou-se a dinâmica com balões e consistia em conjunto de questões relacionadas ao
diagnóstico, aos fatores de risco, aos tipos de alimentos saudáveis e os não saudáveis, que
eram respondidas pelos alunos. Essas respostas foram registradas e obtiveram 80% de acerto.
Na atividade de elaboração de cartazes verificou-se a percepção que os alunos tiveram em
relação às causas, às consequências, à prevenção e o tratamento acerca da Hipertensão
Arterial, assim como, a importância da alimentação saudável e os riscos que as bebidas
alcoólicas, o stress e a falta de atividades físicas, entre outros fatores, podem trazer para a
saúde. Essas informações geraram comentários acerca de hábitos que eles possuíam e que
estavam decididos a mudar, pois perceberam que em pequenos gestos se transforma muitas
realidades, como o relato de uma das alunas ao dizer que: “e eu que gostava de comer manga
com sal, já não faço mais”. O projeto teve grande significância para bolsistas e alunos
participantes. Os bolsistas vivenciaram além da prática pedagógica, o ensino em saúde, tema
não comumente desenvolvido nos estágios ou mesmo na vida profissional, que possibilitou
maior reflexão acerca dos conteúdos e métodos de trabalho na perspectiva do professor. Para
os alunos, as informações que foram perpassadas ao longo dos encontros causaram espanto e
admiração principalmente as relativas ao cuidado com o consumo de sal, a importância da
prática regular de atividade física e os fatores genéticos, porque não as consideravam como
determinantes tanto na saúde como na qualidade de vida. No entanto, essa vivência acabou
limitando as informações e atividades a serem desenvolvidas, pois o ensino em saúde deve ser
desenvolvido de forma constante e permanente para resultar em melhorias significativas na
saúde da população.
1
Especialista em Metodologia de Ensino no Nível Superior pela Faculdade Internacional de Curitiba.Mestrando
em Ensino em Saúde na Amazônia pela Universidade do Estado do Pará-UEPA. Professor da Universidade do
Estado do Pará no Curso de Licenciatura em Educação Física – UEPA. Coordenador do Projeto. E-mail:
[email protected].
2
Graduando em Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Altamira.
3
Graduanda em Licenciatura em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Altamira.
4
Graduanda em Licenciatura em Ciências Naturais-Biologia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA
/Altamira.
68
Palavras-Chave: Ensino em Saúde. Hipertensão Arterial. Escola.
FOTOGRAFIA 15 - ENSINO EM SAÚDE: PROPOSTA PARA A PREVENÇÃO DA
HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
69
2.2.7 EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS VIVENDO COM
HIV/AIDS
Gileno Edu Lameira de Melo1
Elisângela Freitas da Silva2
Ranieli Melo da Silva3
Resumo
Este projeto foi realizado como extensão do trabalho de mestrado referente ao Perfil
Antropométrico, Nível de Atividade Física e Qualidade de Vida de Pessoas com HIV/AIDS,
que frequentam o Serviço de Assistência Especializada - SAE de Altamira – PA, do Programa
de Pós-Graduação em Doenças Tropicais da Universidade Federal do Pará (UFPA). O
objetivo foi promover a qualidade de vida e lazer de pessoas vivendo com HIV/AIDS,
atendidos no SAE/CTA, no município de Altamira/PA. Foram atendidas 62 pessoas de ambos
os sexos que vivem com HIV/AIDS e frequentam o SAE de Altamira/PA, na faixa etária de
22 a 58 anos, no período de 17 a 21 de setembro de 2012. A metodologia foi desenvolvida por
meio de palestras e oficinas sobre qualidade de vida, atividades esportivas e de lazer e
passeios pelas áreas de lazer visando à preservação do meio ambiente. O público alvo
desenvolveu de maneira ativa e participativa as ações do projeto, que contribuíram de forma
significativa para um processo reflexivo acerca da relevância desses estudos, para o
tratamento e enfrentamento da doença mediante o conhecimento sobre os cuidados na hora de
realizar atividades físicas e os exercícios, recomendados e não recomendados, para cada
período da doença. O projeto oportunizou aos participantes o lazer e o entretenimento
orientados e a melhoria no processo de socialização e a integração, com o meio ambiente em
que vivem, ajudando-os no cuidado com o mundo em que estão inseridos. As ações do projeto
geraram informações e conhecimentos as pessoas que vivem com HIV/AIDS demonstrando
os problemas decorrentes de viver com o HIV/AIDS, mas com qualidade de vida, lazer e
preservação do meio ambiente direcionados para ações no combate aos efeitos deletérios da
doença.
Palavras-Chave: HIV/AIDS. Qualidade de Vida. Atividade Física.
1
Mestre em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará-UFPA.
Professor do Curso de Educação Física da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenador do Projeto. Email: [email protected].
2
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Altamira.
3
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Altamira.
70
2.2.8 PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR DA
SAÚDE
Daliane Ferreira Marinho1
Elizabeth Willott Pereira2
Evelyn Rebeca Ribeiro Silva3
Monique Natalle Silva Pereira4
Pedro Pinheiro dos Santos Junior5
Thalyanne Evelyn do Amaral Siqueira6
Resumo
Ações de promoção à saúde do trabalhador e instalação de programas ergonômicos de inserção da
ginástica laboral, na rotina dos postos de trabalho, podem apresentar resultados positivos no
aumento da produtividade e disposição, principalmente, na melhoria da qualidade de vida dos
trabalhadores (PRESSI e CANDOTTI, 2005; VERONESI, 2008). Porém, os profissionais da
saúde, que estão diretamente ligados a esses cuidados, são os que menos se beneficiam, pois estes
estão expostos aos mais variados riscos de saúde ocupacional. Por isso, objetivou-se proporcionar
aos profissionais da saúde orientações ergonômicas, de promoção à qualidade de vida e saúde
laboral. Para tanto, foram aplicados Questionários de qualidade de vida no trabalho (QWLQ-78) e
Nórdico de sintomas osteomusculares (QNSO); em seguida, a realização de palestras educativas
sobre saúde ocupacional, orientações ergonômicas e a realização de sessões de exercícios de
ginástica laboral. Como amostra participaram 52 profissionais da saúde, atuantes em seis
Unidades Básicas de Saúde, da área urbana do município de Santarém. Destacou-se a
receptividade de todos os participantes na realização das atividades, com relatos de melhoria na
saúde e qualidade de vida, assim como, de mudanças de hábitos posturais. Quanto aos dados
coletados, no QNSO, a região superior das costas foi a mais citada como local de problemas
osteomusculares nos últimos 12 meses (23) e nos últimos 7 dias (16). Os motivos de impedimento
para realizar atividades normais, nos últimos 12 meses, mais citados foram os distúrbios na região
de punho/Mao (11) e a região mais citada como aquela na qual o participante já realizou consulta
a um profissional da saúde, nos últimos 12 meses, foi a dos cotovelos (36). Em relação aos dados
coletados com o QWLQ-78, em todos os cinco domínios, a qualidade de vida dos participantes foi
considerada “insatisfatória”. Para o domínio físico e saúde (40,3), domínio psicológico (39,3),
domínio pessoal (38,5) e domínio profissional (38,4). Concluiu-se que as saúdes ocupacionais dos
servidores da saúde apresentaram fator de risco considerável para o desenvolvimento de doenças
ocupacionais, necessitando de intervenção preventiva o mais rápido possível. O que demonstra a
necessidade de maior atenção com a saúde desses profissionais a fim de garantir também a boa
qualidade do atendimento prestado por eles aos usuários do SUS.
Palavras-Chave: Saúde. Trabalhador. Qualidade de Vida. DORT. Ginástica Laboral.
1
Especialista em Fisioterapia. Mestranda do Programa de Biociências da Universidade Federal do Oeste do ParáUFCE. Professora de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém. Coordenadora do
Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduanda do Curso de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará– UEPA/Santarém.
3
Graduanda do Curso de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará– UEPA/ Santarém.
4
Graduanda do Curso Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará– UEPA/ Santarém.
5
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará– UEPA/
Santarém.
6
Graduanda do Curso de Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará– UEPA/Santarém.
71
FOTOGRAFIA 16 - PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DO
TRABALHADOR DA SAÚDE.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
72
2.2.9 TREINAMENTO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE QUANTO À
PREVENÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS NO
MUNICIPIO DE SANTARÉM- PA
Sheyla Mara Silva de Oliveira1
Fernanda Jacqueline Teixeira Cardoso2
Franciane de Paula Fernandes3
Lívia de Aguiar Valentim4
Nádia Vicência do Nascimento Martins5
Simone Aguiar da Silva Figueira6
Geysiane Rocha da Silva7
Natália Miranda Monteiro8
Orácio Carvalho Ribeiro Júnior9
Resumo
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os principais problemas de saúde
pública e facilitam a disseminação do HIV. O Ministério da Saúde, em 1991, implantou o
Programa de Agentes Comunitário de Saúde (PACS)que, em 1994, foi estruturado como
Programa Saúde da Família (PSF), para corroborar com a diminuição dos agravos a saúde da
população e oferecer melhor educação em saúde. A atuação dos profissionais da Atenção Básica
promove maior sensibilização da população em relação às DSTs. Um dos profissionais que pode
contribuir com a educação em saúde é o ACS, que atua como gerador de conhecimento e
contribui na redução da incidência destas patologias e os possíveis agravos que elas podem gerar a
saúde da sociedade. Ressalta-se que o município de Santarém está entre os que mais possuem
casos de infecção por HIV em todo o estado do Pará e que esta situação deve-se em grande parte
pelas ações, ainda precárias, de educação em saúde sobre a temática na região. O projeto
desenvolveu a atualização dos conhecimentos dos ACS acerca da prevenção de DST/Aids,
oferecendo técnicas de informação quanto as DST/AIDS, afim de que possam incorporar nas
rotinas dos programas de saúde. A população atingida pelo projeto foi 50 ACSs do município de
Santarém, recrutados pela secretaria de saúde do lugar. Durante a execução, foram oferecidas
palestras sobre história das DSTs, principais DSTs, Aids, aleitamento materno e a mãe portadora
de HIV, entre outras. Além disso, realizaram-se estudos de casos, oficinas e outras dinâmicas
sobre os temas abordados nas palestras a fim de verificar o grau de assimilação dos
conhecimentos por parte dos ACS. Percebeu-se que os ACS haviam aprendido grande parte dos
conhecimentos discutidos, dessa forma, preparados para atuar como agentes multiplicadores dos
conhecimentos em suas respectivas comunidades acerca da prevenção de DSTs e Aids.
Palavras-Chave: Doenças Sexualmente Transmissíveis. Agente Comunitário de Saúde.
Educação.
1
Mestra em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora da Universidade do Estado
do Pará – UEPA/Santarém. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Mestra em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora da Universidade do Estado
do Pará – UEPA/Santarém.
3
Especialista em Saúde da Família pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora do Curso de
Enfermagem da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém.
4
Mestra em Bioengenharia pela Unicastelo. Professora do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do
Pará – UEPA/Santarém.
5
Mestra em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora do Curso de Medicina da
Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém.
6
Especialista em Saúde da Família. Professora do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Pará –
UEPA/Santarém.
7
Graduanda do 5º ano do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém.
8
Graduanda do 5º ano do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém.
9
Graduando do 5º ano do Curso de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Santarém.
73
FOTOGRAFIA 17 - TREINAMENTO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE QUANTO À
PREVENÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS NO MUNICIPIO DE
SANTARÉM- PA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
74
2.2.10 UM OLHAR INTEGRAL A SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Tiago Santos Silveira1
Anderson Bentes de Lima2
Diego Tavares de Sousa3
Leidemir Cordeiro de Moraes4
Wilmara Sousa Carvalho5
Resumo
O contato de acadêmicos de Enfermagem e de Ciências Naturais (Biologia), em suas
respectivas áreas de atuação, com crianças e adolescentes do município de Tucuruí, permitiu a
reflexão sobre os principais problemas relacionados à saúde da criança e do adolescente.
Criando meios para disseminar informações sobre o cuidado, proteção da saúde e prevenção
de agravos e violências contra crianças e adolescentes, formulou-se uma atividade de
extensão, vinculada ao programa Campus Avançado da Universidade do Estado do Pará,
executada no município de Tucuruí-PA, no ano de 2013. O projeto consistiu em uma oficina
de capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para promoção da saúde,
identificação de agravos e prevenção de doenças na infância e adolescência. Participaram do
projeto 30 ACS do município. Durante a oficina foram abordados temas relevantes da
infância e adolescência referente aos cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno,
imunização, doenças agudas comuns na infância, obesidade infantil, autismo, gravidez
precoce, transtornos alimentares comuns na adolescência, abuso de álcool e drogas, bullying e
evasão escolar. Além disso, os participantes foram informados quanto à identificação e
conduta nos casos de abuso sexual, violências e maus tratos e orientados para a prevenção
desses agravos e promoção da cultura de paz. A metodologia empregada na oficina foi
pautada no modelo dialógico de educação em saúde, pois é um método de ensino que
considera a realidade do educando, permitindo a construção coletiva do conhecimento
facilitando a aplicabilidade prática. Observou-se que os participantes detinham pouco
conhecimento sobre aspectos relevantes da saúde da criança e do adolescente sendo esta
informação restrita ao acompanhamento do crescimento e desenvolvimento até os 02 anos de
vida e a imunização, mas poucas ações eram destinadas aos adolescentes. As atividades
avaliativas do final da oficina permitiram mensurar o conhecimento adquirido pelos
profissionais que ao final do curso souberam reconhecer e orientar algumas das situações de
agravos e violências. Acredita-se que a capacitação desses profissionais permitirá a
disseminação de informações referentes à saúde e bem estar de crianças e adolescentes
contribuindo para mudanças de pensamento e conduta das famílias da comunidade.
Palavras-Chave: Saúde. Criança. Adolescente. Prevenção. Educação.
1
Mestre em Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São
Paulo-UNIFESP. Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do
Pará-UFPA. Professor dos Cursos de Enfermagem e Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade do
Estado do Pará – UEPA/Tucuruí. Coordenador do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professor dos Cursos de
Enfermagem e Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí. Email: [email protected].
3
Graduando de Ciências Naturais – Biologia, pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
4
Graduando de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
5
Graduando de Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará – UEPA/Tucuruí.
75
2.2.11 BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS E SAÚDE DO TRABALHADOR DA
AGRICULTURA FAMILIAR NO CULTIVO DA PALMA DE ÓLEO: RELATO DE
EXPERIÊNCIA NO MUNICÍPIO DE BUJARU-PA
Werner Damião Morhy Terrazas1
Layara Sarges Siqueira2
Layane Sarges Siqueira3
Fabiano de Almeida Coelho4
Edson Mauro Freitas das Dores5
Caio da Silva Bentes6
Resumo
A agricultura familiar brasileira é considerada de grande importância na absorção de mão de
obra e na produção de alimentos. O cultivo da palma de óleo, ElaeisGuineenses, na Amazônia
por meio da agricultura familiar, por sua vez, encontra-se em franca expansão.Porém a
produção agrícola apresenta limitações quanto ao controle de perigos físicos, químicos e
biológicos, principalmente, por necessitar de maiores cuidados nos processos de pré-colheita
e pós-colheita, o que pode conduzir a doenças transmitidas por alimentos, tanto no consumo
interno como externo. Referente à saúde do trabalhador rural destaca-se que, merece atenção,
a atividade agrícola é considerada uma das atividades laborais de maior risco. Estas de caráter
ergonômico, químico e biológico podem levar ao desencadeamento de doenças ocupacionais
e/ou acidentes de trabalho. Sendo assim, objetivou proporcionar aos agricultores familiares,
residentes no Município de Bujaru-PA, conhecimentos básicos acerca das Boas Práticas
Agrícolas para a Agricultura Familiar no cultivo da Palma de Óleo e orientações teóricopráticas acerca da prevenção de agravos à saúde ocupacional do trabalhador rural. Para tanto,
foram realizadas oficinas sobre as Boas Práticas Agrícolas e sobre Segurança e Saúde do
Trabalhador Rural junto aos agricultores familiares de Bujaru-PA. Participaram 15 (quinze)
agricultores ao longo da execução das oficinas. Ressalta-se que o Município tem a agricultura
familiar como principal fonte de subsistência, além disso, apresenta condições climáticas e
territoriais extremamente adequadas para o cultivo da Palma de Óleo. Entretanto, verificou-se
que não apresenta conhecimento satisfatório acerca do cultivo da palma de óleo e refere
inúmeras dúvidas a respeito. Assim, o projeto foi de extrema relevância para que os
agricultores adquirissem conhecimentos acerca do assunto. As palestras sobre Saúde e
Segurança do Trabalhador também foram extremamente relevantes, tendo em vista
aplicabilidade das mesmas na vida dos agricultores. Diante disso, foi possível observar que o
Projeto alcançou os objetivos propostos, constituindo-se, dessa forma, de suma relevância
para os agricultores. Assim, puderam desmistificar alguns paradigmas relacionados ao cultivo
da palma de óleo, ampliar o conhecimento acerca do mesmo, compreender a necessidade de
adotar medidas preventivas.
Palavras-Chave: Agricultura Familiar. Práticas Agrícolas. Saúde. Trabalhador.
1
Doutor em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professor do
Curso de da Universidade do Estado do Pará - UEPA/ CCNT/ DETA. Coordenador do Projeto. E-mail:
[email protected]
2
Graduanda do 8º Semestre do Curso Terapia Ocupacional, UEPA/CCBS/Belém.
3
Tecnólogo Agroindustrial – Alimentos, UEPA/CCNT/Belém.
4
Graduanda do 1º Semestre do Curso de Engenharia Florestal da UEPA/CCNT/Belém.
5
Graduando do 1º Semestre de Engenharia Florestal da UEPA/CCNT/Belém.
6
Graduando do 1º Semestre de Tecnologia de Alimentos, UEPA/CCNT/Belém.
76
FOTOGRAFIA 18 - BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS E SAÚDE DO TRABALHADOR DA
AGRICULTURA FAMILIAR NO CULTIVO DA PALMA DE ÓLEO: RELATO DE
EXPERIÊNCIA NO MUNICÍPIO DE BUJARU-PA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
77
2.3 EXPERIÊNCIAS DE AÇÕES DE EXTENSÃO EM TECNOLOGIA. MEIO
AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE
78
2.3.1 A GESTÃO DOS AGRICULTORES FAMILIARES QUE PRATICAM A
PRODUÇÃO SEM QUEIMA NO NORDESTE PARAENSE
Alexandre Jorge Gaia Cardoso1
Osvaldo Ryohei Kato2
Daniel Nascimento e Silva3
Resumo
A agricultura familiar na Amazônia é praticada ao longo de vários séculos baseada no
processo tradicional de derruba e queima da vegetação secundária em pousio denominado
capoeira. Antes tratada sob a lógica de derruba e queima, hoje, é possível a incorporação de
uma nova forma de uso da terra, capaz de manipular os componentes estruturais do
ecossistema incorporando ao solo os resíduos orgânicos da vegetação, ao mesmo tempo, em
que impede a emissão de carbono no sentido de aumentar a produtividade dos agricultores,
conhecida como agricultura sem queima ou trituração da capoeira sem queima. O sistema de
trituração da capoeira configura-se como uma tecnologia gerada pelas pesquisas da Embrapa
Amazônia Oriental em parceria com as universidades de Bonn e Gottingen, da Alemanha,
através do programa SHIFT (StudiesofHumanImpactonForestsandFloodplains in theTropics),
que permite o preparo de área para plantio sem o uso do fogo. Apesar do grau de ineditismo
da tecnologia de corte e trituração gerada, poucos estudos abordam a importância da visão
sistêmica e da gestão como fatores que interferem na adoção desta tecnologia. Portanto, o
objetivo deste trabalho é analisar a gestão dos fatores organizacionais e ambientais dos
agricultores familiares paraenses, que praticam a produção sem queima no nordeste paraense.
A metodologia teve abordagem quantitativa, caráter descritivo com perspectiva sincrônica e
nível de análise individual. Foi realizado um levantamento bibliográfico e coleta de dados
junto aos agricultores. Os dados foram digitados em planilhas eletrônicas do software Excel®.
Depois se fez a correlação das variáveis usando o coeficiente Pearson. Quanto aos fatores
organizacionais as variáveis apresentaram correlações medianas diretas e foram agrupadas em
administrativas, humanas, produtivas, comerciais/marketing, financeiras e logísticas. Quanto
aos fatores ambientais as variáveis apresentaram em sua maioria correlações medianas diretas
e foram agrupadas em econômicas, sociais, políticas, culturais, ambientais, demográficas e
tecnológicas. A conclusão mostrou que a gestão dos fatores organizacionais e ambientais dos
agricultores familiares paraenses que praticam a produção sem queima é caracterizada por
pouca organização e controle dos recursos, baixo valor recebido pela venda ao atravessador
das culturas agrícolas locais, atraso na trituração da vegetação secundária das áreas agrícolas
disponíveis, causada pela quebra constante da Tritucap, falta de apoio logístico para reposição
de peças da trituradora, dificuldade de acesso ao crédito, fraco espírito associativo e falta de
apoio político local.
Palavras-Chave: Corte. Trituração. Tipitamba. Agricultura sem Queima.
1
Doutor em Ciências Agrárias pela Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA/EMBRAPA.Professor do
Curso de Secretariado Executivo Trilíngue da Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. Coordenador do
Projeto. E-mail: [email protected].
2
Doutor em Agricultura Tropical pela Universitat Goettingen. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –
EMBRAPA. Pesquisador A. E-mail: [email protected].
3
Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM. Professor Adjunto II da Universidade do Estado do Pará
– UEPA. E-mail: [email protected].
79
FOTOGRAFIA 19 - A GESTÃO DOS AGRICULTORES FAMILIARES QUE PRATICAM A
PRODUÇÃO SEM QUEIMA NO NORDESTE PARAENSE.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
80
2.3.2 CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE MATA CILIAR
EM COMUNIDADES RURAIS EM PARAGOMINAS/PA
Carlos José Capela Bispo1
Hyago Elias Nascimento Souza2
Amanda Campos Pinto3
Lucélia de Sousa Paula4
Maurício Magalhães Silva5
Resumo
A mata ciliar é a floresta de interface entre os ecossistemas inundados de igarapés, rios,
pântanos, lagos, e os ecossistemas não inundados de terra firme, sendo fundamentais para o
equilíbrio ambiental. O conhecimento sobre os ecossistemas florestais e os recursos hídricos
(rios, igarapés e nascentes) é de suma importância para a população, principalmente para
moradores de comunidades rurais. Com o objetivo de conscientizar as comunidades através
da Educação Ambiental, formar agentes multiplicadores e demonstrar métodos de
recuperação de áreas degradadas, foi implementado na comunidade rural da Colônia do Uraim
no município de Paragominas-PA, atividades com informações técnicas, em linguagem
apropriada, na forma de palestra, vídeos, estudo de casos e documentários, proporcionando a
formação de grupos de discussões para a troca de experiências e informações empíricas da
comunidade com os conhecimentos dos palestrantes. Após as discussões, os moradores foram
levados para áreas de mata ciliares próximas à comunidade para que possam observar as
relações ecossistêmicas de funcionamento dessas áreas, os tipos de degradações que possam
estar ocorrendo e como eles podem aplicar métodos simples para a conservação desses
ambientes. A comunidade pôde entender as funções e as relações ecossistêmicas desses
ambientes. O plantio de 70 mudas de árvores nativas com 11 espécies diferentes, entre árvores
frutíferas e madeireiras, possibilitou o entendimento na prática que faltava a comunidade,
desenvolvendo assim a conscientização ambiental. Todos que participaram do projeto querem
recuperar as “suas” matas ciliares, pois aumentou o interesse de conservar as áreas de
florestas, assim como entenderam o porquê do igarapé/rio Uraim estar degradado e quanto à
mata ciliar pode ajudar a conservá-lo e resolver tais problemas. Diante disso, observou-se que
a comunidade não tinha informações sobre a importância das matas ciliares em sua região e as
problemáticas que poderiam ser desenvolvidas caso elas estivessem em estado de supressão.
Além disso, compreenderam que recuperá-las pode significar benefícios significativos sob
vários aspectos.
Palavras-Chave: Educação Ambiental. Meio Ambiente. Vegetação Ripária.
1
Mestre em Ciências Ambientais, pela Universidade Federal do Pará-UFPA/EMBRAPA/MPEG. Professor
/Coordenador do Curso de Engenharia Ambiental na Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenador do
Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduando do curso de Engenharia Ambiental pela Universidade do Estado do Pará – UEPA.
3
Graduando do curso de Engenharia Ambienta pela Universidade do Estado do Pará – UEPA.
4
Graduanda do curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais/Biologia pela Universidade do Estado do Pará
– UEPA.
5
Graduando do curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais/Biologia pela Universidade do Estado do Pará
– UEPA.
81
FOTOGRAFIA 20 - CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE MATA CILIAR
EM COMUNIDADES RURAIS EM PARAGOMINAS/PA.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
82
2.3.3 MARATONA ECOLÓGICA: O USO DE TRILHA ECOLÓGICA COMO
RECURSO PEDAGÓGICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Ana Cláudia Caldeira Tavares Martins1
Francielber de Sousa Lima2
Lana Beatriz Corrêa Pinheiro3
Valdiane Araújo Santana4
Resumo
As trilhas ecológicas consistem em alternativas de se utilizar uma área de vegetação, dando
condições aos visitantes de despertar a sensibilização para a conservação da natureza. Assim,
o projeto surgiu como uma proposta diversificada de promover a educação ambiental,
utilizando uma trilha localizada no Cabana Clube, situado no município de Barcarena-PA,
uma vez que esta modalidade de ensino não-formal constitui excelente recurso pedagógico. A
ação atendeu 180 alunos do ensino fundamental de 5ª a 8ª séries, de duas escolas públicas
localizadas no município de Barcarena. Contou-se com o apoio do Corpo de Bombeiros para
promover a segurança das crianças e com a ALBRAS Alumínio S/A para o fornecimento do
lanche. Para a ação pedagógica deste trabalho, utilizou-se um mapa mental como forma de
avaliar o conhecimento prévio dos alunos de duas turmas, uma de 5ª e outra de 7ª séries,
acerca da temática do projeto. Na maratona, foram debatidas questões sobre a Biodiversidade
Amazônica; Educação Ambiental; Relação dos seres humanos com os demais seres vivos;
Atividades industriais e a camada de ozônio e a Importância da árvore para manutenção da
vida. Cada um dos temas citados foram trabalhados em cinco estações distribuídas ao longo
da trilha. Após o percurso, os alunos assistiram filmes de curta duração que explanaram sobre
a importância da reciclagem. Verificou-se através da aplicação de mapas mentais que 21%
dos 57 consultados entendem natureza como um ecossistema; 31% a descrevem como se
fosse constituída apenas por árvores; e 45% a natureza acreditam compõem-se de árvores e
elementos urbanos (ruas, casas) e para 3% ela foi descrita por um único fator (flor, esgoto).
Sobre a EA 18% a relaciona com a coleta seletiva, 67% compreendem por lixo e outros
(desmatamento, árvores), e 15% a descrevem por um único fator (cata-vento, bosque).
Constatou-se que a percepção sobre Natureza e EA entre os alunos era diversificada, pois uns
possuíam a utilitarista, outros a romântica e naturalista. Os assuntos abordados ao longo da
trilha conseguiram demonstrar várias visões sobre os assuntos ambientais e complementar
percepções sobre Natureza e Educação Ambiental daqueles alunos que possuíam apenas uma.
Este trabalho proporcionou novos conhecimentos acerca dos temas elencados no mesmo e
contribuiu de forma diferenciada e prazerosa para o aprendizado tanto dos participantes
quanto dos executores do projeto.
Palavras-Chave: Natureza. Meio Ambiente. Biodiversidade.
1
Doutora em Botânica pelo Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Professora do Curso
Licenciatura Plena em Ciências Naturais e membro do Programa de Mestrado em Ciências Ambientais
Universidade do Estado do Pará – UEPA/Belém. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected]
2
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais- Habilitação Biologia pela Universidade
Estado do Pará – UEPA/Belém.
3
Graduanda do curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais- Habilitação Biologia pela Universidade
Estado do Pará – UEPA/Belém.
4
Graduada em Licenciatura Plena em Ciências Naturais- Habilitação Biologia pela Universidade do Estado
Pará – UEPA/Belém.
de
da
do
do
do
83
FOTOGRAFIA 21 - MARATONA ECOLÓGICA: O USO DE TRILHA ECOLÓGICA COMO
RECURSO PEDAGÓGICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
84
2.3.4 PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA ESCOLA RIBEIRINHA
DA AMAZÔNIA: AÇÕES DO PROJETO PARÁ LEITURA VAI-QUEM-QUER
Izilda Nazaré de Almeida Cordeiro1
Thaís Pereira dos Santos2
Resumo
O eixo de Educação Ambiental é uma prática educativa vinculada ao Projeto Pará Leitura
Vai-Quem-Quer desde 2009, projeto este pertencente ao Núcleo de Estudos e Extensão,
Trilhas Investigativas e Práticas Sociais – NETRILHAS. Tem-se como lócus, a comunidade
do Poção e a Escola Multisseriada Anexo Pedra Branca, ambas situadas na ilha de Cotijuba
que se subordina a Belém, capital do estado do Pará, Brasil. Tem por característica ser uma
comunidade ribeirinha e Área de Proteção Ambiental (APA). A leitura de mundo proposta por
Freire, em seus diversos marcos referenciais, é reafirmada neste contexto como a leitura da
realidade do campo, ribeirinha, e da Escola Multisseriada, compreendendo desde modo a
razão metodológica deste trabalho, pautada na realidade na qual a comunidade está envolvida.
A Educação Ambiental, por meio do incentivo a leitura e ludicidade transversalizatoda a
problemática ambiental que circunda uma comunidade ribeirinha dentro e fora da sala de aula,
não como uma matéria curricular, mais como enfoque orientador, crítico e dinâmico. Tem-se
por objetivo estabelecer um vínculo participativo em relação à temática. Sair de práticas
assistencialistas e envolver o processo educativo que engloba o meio ambiente como uma
proposta permanente à comunidade na qual o projeto abrange. Transpor os princípios
exclusivamente ecológicos e sim promover uma Educação Política, fazendo a relação com os
aspectos econômicos, sociais e culturais entre natureza e ser humano. A proposta de trabalho
do eixo Educação Ambiental abarca um ciclo de atividades contínuas, a partir de um
determinado Tema Gerador, tendo sempre o foco da participação coletiva em todas as ações,
seja com a escola e/ou família, e o envolvimento com a leitura em suas diversas esferas. O
tipo de pesquisa adotado neste eixo é a Pesquisa-Ação, pois a proposta de trabalho do Projeto
Pará Leitura Vai-Quem-Quer parte primeiramente da extensão como prática central e
reguladora dos interesses de pesquisa. Mesmo a educação ambiental trabalhando com
prerrogativas que tentam cada vez mais dispensar as intervenções governamentais e
municipais, torna-se ainda problemático o desenvolvimento eficaz das ações sem direitos
básicos que todo o cidadão necessita. Os resultados deste trabalho são paulatinos e
perceptíveis a cada nova ação executada, as crianças passaram então a perceberem-se como
sujeitos participantes de seu meio ambiente, proporcionando mudanças de hábitos e atitudes
que fomentam a sustentabilidade.
Palavras-Chave: Educação Ambiental. Escola Multisseriada. Ilha de Cotijuba.
1
Mestra em Educação com ênfase em Gestão Educativa pela Universidad Católica Nuestra Senora de La
Asunción. Professora substituta da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora do Projeto Pará
Leitura Vai-Quem-Quer. Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected].
2
Graduanda de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA. Coordenadora
discente do eixo Educação Ambiental no Projeto Pará Leitura Vai-Quem-Quer.
85
2.3.5 CONSCIENTIZAÇAO DO CONSUMO DE PESCADO
Elen Vanessa Costa da Silva1
Laiane de Freitas Santiago2
Igor Fernando de Araújo Reis3
Jairle da Costa Oliveira4
Resumo
Os danos para a saúde que podem decorrer do consumo insuficiente de alimentos, são há
muito tempo conhecidos pelos seres humanos. Acumulam-se evidencias de que características
qualitativas da dieta são igualmente importantes na definição do estado de saúde. O pescado é
um alimento de fácil digestão, com teor satisfatório, de componentes nutritivos. No Brasil, o
universo de consumidores de pescado divide-se em dois pólos distintos: a população de baixa
renda e a de alta renda que tem no pescado um alimento alternativo considerado como diet,
soft ou light, que permite manter uma dieta rica em nutrientes e com baixos índices calóricos,
portanto melhor para a saúde. A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda o
consumo mínimo de 12 kg de pescado por pessoa ano, porém a média de consumo no Brasil é
de 6 kg/ano, com grandes variações na região Norte. O objetivo do projeto de extensão foi
incentivar o consumo, conscientizar a população a comprar peixe em boas condições
higiênico-sanitária, enfatizando a importância para a saúde. A metodologia aplicada contou
com cerca de 150 participantes e incluiu palestras visando à conscientização do consumo
caracterizada com a realidade local, distribuição de panfletos explicativos e a exposição
simplificada do tema procurando contribuir na formação de uma boa educação alimentar com
a exposição de conteúdos e a participação ativa dos ouvintes, utilização de material apostilado
além de exercícios para melhor fixação do conteúdo ministrado. O incentivo do consumo foi
de total relevância para a comunidade. Com a pesquisa realizada para execução do mesmo foi
possível uma melhor troca de informações, teóricas e práticas e contribuiu para uma
aprendizagem significativa de ambas as partes, orientadores e ouvintes. A conscientização do
conhecimento proporcionou de forma positiva, noções básicas atreladas a um mundo cheio de
incertezas em relação ao ambiente, pessoas e alimentos. As orientações expostas nas palestras
foram bem sucedidas, as dúvidas, no que diz respeito ao consumo e manipulação de pescado,
foram esclarecidas de forma positiva. Houve o incentivo ao consumo e a compra de peixes,
dando ênfase à importância dos pescados sadios e dos impróprios para consumo, a integração
entre produtores e consumidos, incentivo as pessoas que não tem o habito de incluir o pescado
na alimentação semanal dos benefícios e componentes nutricionais necessários para o
crescimento e a manutenção e funcionamento do corpo humano, buscando estimular esse
habito em crianças e adolescentes, uma vez que o aumento do consumo de peixe é um ótimo
caminho na busca de uma alimentação saudável. Por fim o resultado foi positivo, pois
contribuiu na formação de uma boa educação alimentar da população, ocorreu interação
dinâmica e interdisciplinar entre instrutores e os ouvintes, manipuladores, feirantes,
produtores e consumidores de pescado, o que trouxe um índice de participação considerável.
Palavras-Chave: Consumo. Pescado. Saúde. Alimentação.
1
Mestra em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Pará-UFPA. Professora da
Universidade do Estado do Pará – UEPA. Orientadora do Projeto. Coordenadora do Projeto. E-mail:
[email protected].
2
Graduanda de Tecnologia de Alimentos pela Universidade do Estado do Pará – UEPA – Campus Cametá.
3
Graduando de Tecnologia de Alimentos pela Universidade do Estado do Pará – UEPA – Campus Cametá.
4
Graduanda de Tecnologia de Alimentos pela Universidade do Estado do Pará – UEPA – Campus Cametá.
86
FOTOGRAFIA 22 - CONSCIENTIZAÇAO DO CONSUMO DE PESCADO.
FONTE: REGISTRADA PELO GRUPO. 2013
87
2.3.6
A
UTILIZAÇÃO
DE
MACROINVERTEBRADOS
AQUÁTICOS
BIOINDICADORES DE QUALIDADE DA ÁGUA EM ATIVIDADES ESCOLARES
LÚDICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE PARAGOMINAS
Ana Lúcia Nunes Gutjahr1
Carlos Elias de Souza Braga2
Leandra Castro do Amparo3
Everson Eudes Nascimento dos Reis4
Jhennifer Priscila de Almeida Alves5
Resumo
O consumo e o desperdício da água são considerados os maiores problemas da atualidade,
tornando-se essencial que a sociedade tenha consciência de seu papel na preservação da
mesma. Diante disso, o biomonitoramento da água, torna-se necessário para se aliar
crescimento populacional e econômico à sustentabilidade hídrica do planeta. Mas, para se
construir uma sociedade consciente e engajada nas questões ambientais é preciso se ter uma
base educacional voltada à conservação e o manejo dos recursos naturais. Neste cenário a
Educação Ambiental (EA) surge como elemento-chave na luta pela preservação ambiental,
cujos preceitos são aplicados às faixas etárias com o potencial ideal para a absorção de novos
conceitos e deveres sociais. Outra ferramenta eficaz neste processo, diz respeito às atividades
lúdicas que trabalham o desenvolvimento sensório-motor e cognitivo das crianças. Pelo
exposto, o projeto teve como finalidade difundir a importância dos macroinvertebrados
bioindicadores da qualidade da água, além de sensibilizar estudantes e professores do ensino
básico para questões ambientais e a preservação do Planeta. Pretendeu-se, ainda, desenvolver
ferramentas didáticas baseadas em atividades lúdicas que contribuam e sejam utilizadas pelos
professores nas aulas de EA nas escolas de Ensino Fundamental, públicas e privadas, de
Paragominas. Tais procedimentos ocasionaram a aproximação da comunidade escolar e a
sociedade local com a rotina acadêmica da UEPA no Campus de Paragominas.
Palavras-Chave: Educação Ambiental. Bioindicadores Ambientais. Ludicidade.
1
Doutora em Ciências Biológicas –Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA). Professora do Curso de
Licenciatura Plena em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará – UEPA. Campus I – Belém.
Coordenadora do Projeto. E-mail: [email protected]; [email protected].
2
Mestre em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Doutorando
do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Professor do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais
pela Universidade do Estado do Pará – UEPA. Campus VI – Paragominas. E-mail: [email protected].
3
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA/
Paragominas.
4
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA/
Paragominas.
5
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Naturais da Universidade do Estado do Pará – UEPA/
Paragominas.
88
3 ENTREVISTA
3.1 UMA EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA DO ARAGUAIA AO MARAJÓ
Por Ize Sena, da Assessoria de Comunicação da Uepa
Benedito Ely Valente da Cruz é geógrafo, mestre em
Geografia e está em andamento com doutorado na área.
Ingressou na Universidade do Estado do Pará (UEPA) por
meio de concurso público em 2008. A opção constante no
edital era a de professor itinerante e como tal ministrou aulas
em diversos campi. O primeiro deles foi o de Conceição do
Araguaia, o mais antigo da Uepa. Mas sua experiência o levou
a São Miguel do Guamá, Igarapé-Açu, Marabá, Santarém e
Salvaterra, onde foi eleito, por dois mandatos, coordenador do
campus. Nesta entrevista, o professor conta sua vivência e as
atividades de extensão desenvolvidas ao lado do ensino, da
pesquisa e da gestão acadêmica.
Revista Multiplicações: Como conciliar o tripé universitário e as atribuições de gestor?
Benedito Valente: A gente faz o ensino no nosso dia a dia porque faz parte das nossas
atribuições de professor. A pesquisa é algo prioritário na vida do docente, no entanto, não é
fácil fazer pesquisa numa universidade pública, principalmente, na condição estadual que não
tem volume de recursos destinados à pesquisa. No entanto, a gestão da Universidade do
Estado tem disponibilizado vagas e cotas para a interiorização e eu tive, a partir disso, a
oportunidade de aprovar projetos de pesquisa e de extensão. Outra prerrogativa do professor é
a função de gestor, que considero outro pé da Universidade. Nesta função de gestão eu
dediquei quatro dos seis anos que tenho de Uepa.
RM: Qual a importância das atividades de extensão para a Uepa?
BV: Eu diria que é o carro chefe, o ponto forte da Uepa, porque é uma instituição muito
interiorizada. Temos 15 campi que se localizam fora da capital e nesses locais, como temos
poucos professores efetivos e os editais são poucos, a extensão é uma oportunidade que a
Universidade tem para mostrar o trabalho que realiza no processo de formação de seus alunos,
tanto por meio de projetos aprovados quanto por outras ações que não necessariamente são
aprovadas em edital, mas no âmbito do campus ou da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e que
tem o apoio institucional no seu desenvolvimento. A atividade de extensão é de extrema
importância para a Universidade porque nos possibilita aproximar da sociedade, dos
problemas das comunidades onde nossos campi estão inseridos.
RM: Durante seu trabalho à frente do Campus de Salvaterra (2010- 2013), qual a
experiência extensionista mais marcante?
BV: Na condição de professor e na oportunidade de estar à frente do campus, me deparei com
uma realidade muito preocupante na região do Marajó, na microrregião do Arari, que era a
seguinte: todo ano sobrava vaga do Prise (Programa de Ingresso Seriado). Para se ter uma
ideia, em 2009/2010, passou somente um aluno. Para enfrentar isso, temos uma ação que é a
Feira de Orientação Profissional. Antes era desenvolvida só no campus, mas a partir do
89
momento em que identificamos essa problemática, nós ampliamos a ação e a levamos para
três municípios do arquipélago do Marajó: Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari. Essa Feira
já está indo para a oitava edição e tem sido um sucesso a realização nos municípios. Levamos
informações da Uepa, dos cursos, fazemos levantamento de demandas, aplicamos teste
vocacional e tudo isso tem possibilitado com que os alunos, em especial os da zona rural e das
escolas públicas, que não tinham acesso ao Prise e Prosel (Processo Seletivo), tivessem
informações sobre os processos seletivos da Universidade e começassem a se inscrever para
participar.
No último vestibular tivemos um resultado fantástico. Na escola em que nós coordenamos,
das doze salas existentes todas, na primeira etapa, eram do Prise e nos anos anteriores, eram
uma, duas, três salas. Neste ano nós batemos recordes. Esse trabalho de divulgação, que é
uma atividade extensionista da Universidade, possibilitou também que mais alunos da região
passassem no nosso vestibular, cumprindo a nossa finalidade ao interiorizarmos, que era
oportunizar ao aluno o acesso a uma universidade pública que, do contrário, a gente sabe que
seria muito mais difícil ele vir para Belém e concorrer num processo seletivo que é
extremamente competitivo quanto o nosso, que são mais de 100 mil candidatos para
aproximadamente 3 mil vagas.
RM: A Feira de Orientação Vocacional deu tão certo, que a iniciativa ganhou novos
rumos. Conte como se deu.
BV: Esse é um trabalho muito importante dentro dos campi, pois não é somente o de
Salvaterra que desenvolve. Associado a ele, nós escrevemos um projeto, em 2012, chamado
"Cursinho Popular da Universidade". Esse projeto já está indo para o quarto ano, com alunos
de Física, Química e Biologia ministrando aulas. No primeiro ano, não teve apoio financeiro,
mas institucional. A partir do segundo ano, passou a ter apoio financeiro junto à Proex. Em
2013, nós aprovamos o projeto para 2014. Apesar de todas as dificuldades que é conduzir um
projeto dessa natureza, o mais importante é o resultado final.
O nosso foco sempre foi o Prise porque todo ano sobravam vagas e estas eram preenchidas
pelo Prosel. Então, nós começamos a trabalhar em 2011 com os alunos do primeiro ano; em
2012, com os do segundo; e em 2013, com os do terceiro ano. Sempre uma turma com os
mesmos alunos. Um problema que nós encontramos foi a evasão. Este foi o nosso grande
desafio. Mas dos alunos que ficaram conosco até o final do curso, uns 10 de uma turma de 30,
80% passaram no vestibular. Quando saiu o resultado do Prise e da Universidade Federal do
Pará (UFPA) este ano, nós tivemos uma grata surpresa de que a totalidade dos alunos que
ficaram no projeto até o final foi aprovada nos cursos de Direito, Turismo, Biologia,
Tecnologia e isso, no final, mostra que as atividades de extensão da Uepa são de fundamental
importância. É dessa forma que a universidade cumpre seu papel com a sociedade.
RM: A Proex está retomando esta publicação. Qual a avaliação sobre a contribuição da
Revista Multiplicações?
BV: A gente espera que com a publicação da Revista seja possível incentivo do ponto de vista
de mais recursos, mais editais e mais oportunidades para que os nossos professores façam
atividades de extensão apoiadas institucionalmente pela Proex, porque a gente sabe que nem
90
todas as vezes dá para aprovar um projeto, mas com pouco recurso e apoio institucional dá
para desenvolver atividades que são de fundamental importância para nós, de certa forma,
vendermos a nossa imagem para a sociedade e comunidade local, e nos fazermos importante.
Não é o suficiente só formar um novo profissional, fazer uma pesquisa sobre determinado
assunto, gerar um novo conhecimento. Acima de tudo é preciso colocar esse profissional que
está se formando e esse conhecimento que está sendo produzido em favor de uma
determinada comunidade, objetivando o desenvolvimento das regiões onde a universidade
está inserida. Que a revista, como o próprio nome diz, multiplique esses saberes, iniciativas e
resultados que são fantásticos e vão dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pela
Universidade. Não adianta só fazer, mas divulgar o fazer. E a revista, eu tenho certeza, de que
vai cumprir com esse papel.
RM: O senhor passou por vários campi e viveu diferentes realidades. Como avalia os
desafios da extensão?
BV: Não se faz pesquisa nem extensão sem corpo docente. Nós precisamos de mais
professores e que estes assumam o compromisso de fazer a pesquisa e a extensão, que é a
finalidade da universidade. Que eles não se limitem a ficar presos nos editais da própria
universidade, mas busquem outras instituições. Nós acabamos de aprovar um projeto em
Salvaterra, junto ao CNPq (Conselho Nacional Desenvolvimento Científico e Tecnológico),
referente à Feira Municipal de Ciências, o único aprovado no estado do Pará. Isso mostra que
nós temos que correr atrás de recursos via edital dentro e fora da universidade. E também, não
se limitar, mas buscar outras parcerias com o setor público, privado, empresas e associações.
É possível desenvolver ações específicas para resolver problemas que são simples, mas que
quando não há o envolvimento de uma instituição como a universidade fica difícil de resolver.
Nós precisamos de mais professores, de engajamento e acima de tudo, precisamos nos
aproximar do nosso objeto de estudo e de quem financia essa Universidade, que é a sociedade
e as problemáticas locais e regionais onde nossos campi estão inseridos e as nossas ações
estão presentes. Ao nos deparar com essas problemáticas, devemos trazer isso como objeto de
estudos para a universidade, desenvolver pesquisas e assim que tiver o resultado, levar isso
para esse público que nos demandou. É dessa forma que eu penso que nós podemos fazer
mais extensão com qualidade. Uma extensão que não vai só atender o interesse da própria
universidade, mas que esteja efetivamente vinculada ao interesse da sociedade.
91
4 NORMAS GERAIS PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA
A Revista Multiplicações é um periódico anual da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
da Universidade do Estado do Pará - UEPA. A estruturação geral compreenderá entrevistas,
artigos, resenhas, relatos de experiências relacionados aos programas/projetos extensionistas.
As temáticas básicas serão reflexões referentes ao campo da extensão nos aspectos
concernentes à comunicação, à cultura, à educação, à saúde, à ciência, direitos humanos,
tecnologia e inovação para inclusão; à pesca e aquicultura; ao meio ambiente e recursos
naturais, à sustentabilidade, ao desenvolvimento urbano, ao desenvolvimento rural, à redução
das desigualdades sociais e combate a extrema pobreza e a geração de trabalho e renda por
meio do apoio e fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários.
4.1 NORMAS GERAIS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
4.1.1 Em relação às orientações gerais:
a) Os trabalhos publicados serão inéditos e decorrentes de ações extensionistas, conforme
temáticas definidas acima pela revista, apresentados com base nas normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE)1 .
b) Os trabalhos de docentes, técnicos, discentes de graduação e pós-graduação serão aceitos
pela revista, com vistas à publicação, da Universidade do Estado do Pará - UEPA.
c) Os autores deverão encaminhar junto com texto para publicação, a autorização para
publicação do trabalho, caso seja aprovado pelo Conselho e pelo Comitê Editorial.
d) Todo trabalho encaminhado será analisado pelo Conselho Editorial que decidirá pela
aprovação e/ou não aprovação do trabalho. Os trabalhos que apresentarem discrepância acima
de sessenta por cento (60%) entre os avaliadores serão examinados pelo Comitê Editorial, que
decidirá pela publicação e/ou não do trabalho.
e) Os trabalhos deverão ser encaminhados para o endereço eletrônico da revista [email protected] em dois arquivos um (01) com autoria e outro
sem autoria, que sejam compatíveis com o padrão Microsoft© Word para Windows©. Logo
somente será aceito um trabalho por arquivo.
1
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação - artigo
em publicação periódica científica impressa - apresentação. Rio de Janeiro, 2003a; NBR 6023: informação e
documentação - referências - apresentação. Rio de Janeiro, 2002a; NBR 6024: informação e documentação –
numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação Rio de Janeiro, 2003b; NBR 6027:
informação e documentação - sumário - apresentação. Rio de
Janeiro, 2003c; NBR 6028: informação e
documentação - resumo - apresentação. Rio de Janeiro, 2003d.; NBR 10520: informação e documentação citações em documentos - apresentação. Rio de Janeiro, 2002b.; NBR 12225: informação e documentação lombada - apresentação. Rio de Janeiro, 2004.NBR 14724: informação e documentação - trabalhos acadêmicos apresentação. 2. ed. Rio de Janeiro, 2011a.; NBR 15287: informação e documentação - projeto de pesquisa apresentação. Rio de Janeiro, 2011b.; FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA - IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993.
92
f) Os trabalhos poderão conter tabelas, quadros e gráficos desde que estejam devidamente
fundamentados nas normas da ABNT/IBGE.
g) Os trabalhos deverão atender os requisitos básicos seguintes: artigos, entre 10-15 páginas
incluídas às referências; resenhas, no máximo 03 páginas; entrevistas e relatos de
experiências, no máximo 10 páginas com referências incluídas.
h) Os autores e os pareceristas terão o anonimato garantido no processo de avaliação dos
trabalhos.
i) Os autores serão informados, via e-mail, da aceitação para publicação e/ou não dos
trabalhos.
j) Os trabalhos que atenderem as normas da ABNT/IBGE serão encaminhados ao Conselho
Editorial para análise. Os que apresentarem problemas com as normas serão enviados aos
autores para os ajustes necessários e, posterior, (re)encaminhamento ao e-mail da revista
4.1.2 Em relação à digitação, a organização e a formatação
a) Os trabalhos serão digitados conforme o editor de textos do Microsoft Word. Atendendo
os aspectos seguintes: papel tamanho A4 (21cmx29,7cm); margem direita e inferior c/ 2cm;
margem esquerda e superior de 3cm; espaçamento entre linhas 1,5 cm; fonte Times New
Roman, tamanho 12, para o desenvolvimento do texto, excetuando-se as citações diretas e
notas, que devem estar em espaço simples e tamanho 10cm
b) Título no topo da página, separado do subtítulo por dois pontos, em letras maiúsculas,
centralizado, fonte: Times New Roman -12, espaçamento simples e negritado; subtítulo (se
houver) em letras maiúsculas, centralizado, fonte: Times New Roman - 12, sem negrito;
c) Autoria(s): nome do autor (ou dos autores), por extenso, fonte: Times New Roman -12,
deve ser acompanhado de um breve currículo, em nota de rodapé, que o(s) qualifique(m) na
área do conhecimento contendo dados de titulação/instituição de formação, cargo e/ou função
na IES de exercício de profissão, endereço eletrônico, segundo a ordem da titulação e de no
máximo cinco (05) entre docentes e discentes, e-mail e instituição. Quando se tratar de
trabalho elaborado sob orientação, indicar nome, titulação e vínculo do professor (a) –
orientador (a).
d) Resumo, na língua do texto e em língua estrangeira, num parágrafo único, contendo no
máximo 250 (duzentos e cinquenta) palavras e expressando tema, problema, objetivos,
metodologia, resultados e conclusões; palavras-chave: no máximo cinco (05) palavras,
separadas entre si por ponto, na língua do texto e em língua estrangeira. Os termos resumo
(em caixa alta) e palavras – chave devem estar em negrito.
e) As citações – direta e indireta – as notas e as referências devem seguir as normas da
ABNT em vigor.
f) Introdução: exposição breve fixando os limites do assunto tratado apresentando
tema, problema, objetivo, metodologia e síntese dos tópicos do artigo; desenvolvimento:
exposição e demonstração do assunto tratado em seções e subseções, [...] que variam em
função da abordagem do tema e do método” (NBR 6022, 2003, p. 4); conclusão:
compreende a resposta do autor à problemática do tema proposto estabelecendo relações
com objetivos, hipóteses e demonstrando as limitações da pesquisa e recomendações. Os
elementos pós-textuais contendo referências.
93
94
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simone cristina