INSTITUTO SANTO TOMÁS DE AQUINO
PROCESSO SELETIVO 2014
27/01/2014
Teologia
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO TEOLÓGICO
Nome do candidato:
Orientações Gerais:
Assim que for permitido, abra este caderno e confira se ele contém para a prova de
Interpretação do Texto Teológico, três questões;
Assine seu nome no espaço indicado;
Valor da Prova: 100 pontos;
Horário: 8 às 12h;
Elabore as respostas utilizando o padrão culto da língua;
Utilize apenas o espaço reservado a cada questão;
Redija suas respostas com clareza, coerência, coesão e concisão;
Utilize somente caneta de tinta azul ou preta.
Boa prova!
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PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO TEOLÓGICO
Questão 1:
“Se quiser fazer uma reflexão teológica com cunho social, o cristão deve pesquisar sobre a situação do
trabalho no mundo atual, as causas do desemprego e seus impactos na vida dos jovens e dos adultos,
o drama do trabalho infantil, o mercado informal, a exclusão e falta de acesso ao trabalho, a diminuição
de oportunidades devido ao mercado globalizado e a tecnologia etc. Após organizar e selecionar essas
informações, ocupa-se do labor teológico propriamente dito e responde a questões como: qual a
relação entre justiça e trabalho? Como o cristão hoje deve atual no seu ambiente profissional? O que
significa o trabalho para a busca de santidade? O que devemos fazer à luz da fé, para aumentar as
oportunidades de trabalho e de inclusão social?” (MURAD a E OUTROS. A Casa da Teologia,
Sinodal/Paulinas, 2010, p. 35).
Com base no texto acima, que apresenta os teólogos no exercício de sua missão, responda:
A) Como você define a relação teólogo com a pesquisa da realidade?
B) Lendo o texto acima, você descobre que o trabalho tem a ver com a organização da sociedade.
Enuncie alguns fatores que tornam o trabalho tão difícil, principalmente para os pobres?
C) Com que espírito nós cristãos devemos assumir o trabalho como resposta a projeto de Deus sobre o
ser humano no mundo?
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PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO TEOLÓGICO
Questão 2:
“Atualmente a Igreja vive em meio a forte mudança cultural, em conseqüência sobretudo das novas
tecnologias e da assustadora rapidez da comunicação, que transforma o mundo numa “aldeia global”.
Isto certamente tem lados positivos. Os resultados das ciências se comunicam com maior facilidade,
os direitos humanos podem ser articulados mundialmente, as diversas religiões e cosmovisões entram
em diálogo. Paradoxalmente, porém, a “globalização” não produz necessariamente a aproximação
mútua das pessoas. Suas possibilidades técnicas nem sempre são assumidas com espírito positivo,
as novas tecnologias permitem maior auto-suficiência individual, a massificação leva as pessoas a se
refugiarem no individualismo ou em grupos fechados, por vezes fanáticos, em detrimento do senso
comunitário e da compreensão humana universal...” (KONINGS J. Ser Cristão. Fé e Prática. Ed.
Vozes, 2003, 4ª. edição, p. 53s).
Com base no texto acima, responda:
A) Quais são os resultados positivos da “aldeia global” em que vivemos?
B) Em que sentido o atual processo de “globalização”, principalmente pelo uso das novas tecnologias,
deve ser criticado?
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PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO TEOLÓGICO
Questão 3:
“A ética coletiva desenvolveu-se muito nos últimos séculos. Um primeiro aspecto é a ética social e
política de cada coletividade internamente. Outro, a ética das diversas coletividades em suas relações
mútuas: a ética internacional e a ética do desenvolvimento dos povos. Na mesma linha situa-se a
busca de paz, visando a superar o espírito de agressividade que tantas vezes reinou no o mundo.
Ultimamente, a ética da coletividade focaliza também a responsabilidade pelos bens da criação, a
proteção do ambiente humano e de toda a natureza: ecologia, ou seja, o cuidado da “casa” (oikos) que
Deus nos confiou” (KONINGS J. Ser Cristão. Fé e Prática. Ed. Vozes, 2003, 4ª. edição, p. 80).
Analisando o texto acima, responda:
A) Hoje se fala muito de “políticas públicas” como exercício da cidadania e corretivo dos abusos de
poder e da corrupção. Ora, políticas públicas exigem uma ética coletiva. Num mundo globalizado como
o nosso como desenvolver uma ética planetária?
B) Como a ecologia pode ajudar a superação da agressividade humana na busca da paz?
C) Alguns autores, como L. Boff e H. Küng, dizem que seria impossível uma ética planetária sem a
contribuição das religiões. Na sua percepção, qual o papel das religiões na construção de uma ética
planetária?
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INSTITUTO SANTO TOMÁS DE AQUINO
PROCESSO SELETIVO 2014
27/01/2014
Teologia
PROVA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Nome do candidato:
Orientações Gerais:
Assine seu nome no espaço indicado;
Assim que for permitido, abra este caderno e confira se ele contém:
- dois textos motivadores,
- uma proposta de produção de texto,
- uma folha para rascunho,
- uma folha para redação.
Escreva com clareza e coesão;
Use a norma padrão da língua;
Faça letra legível;
Utilize somente caneta de tinta azul ou preta;
Valor da Prova: 100 pontos;
Horário: 14 às 17h
Boa prova!
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PROVA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Tomando como base a leitura dos textos motivadores seguintes e os conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa
sobre o tema APROXIMAR OU AFASTAR: O PAPEL DAS NOVAS TECNOLOGIAS NAS RELAÇÕES
INTERPESSOAIS, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa
de seu ponto de vista.
Texto 1:
Homo connectus
Roberto Pompeu de Toledo
Uma charge em recente número da revista The New Yorker mostrava uma animada
mulher, ao telefone, convidando os amigos para uma festinha em sua casa. “Vai ser daquelas
reuniões com todo mundo olhando para seu iPhone”, ela diz.
O leitor captou? A leitora achou graça? Cartunistas são mais rápidos do que
antropólogos e mais diretos do que romancistas. Captam o fenômeno quase no momento
mesmo em que vem à luz.
O fenômeno em questão é o poder magnético dos iPhones, BlackBerries e similares. O
ato de compra desses aparelhinhos é um contrato que vincula mais que casamento. As
pessoas se obrigam a partilhar a vida com eles.
Na charge da New Yorker, a mulher estava convidando para uma festa em que, ela
sabia — e até se entusiasmava com isso —, as pessoas ficariam olhando para seus iPhones
ainda mais do que umas para as outras. É assim, desde a sensacional erupção dos tais
aparelhinhos, e não só nas ocasiões sociais.
Até nas sessões do Supremo
O mesmo ocorre nas reuniões de trabalho. Chegam os participantes e cada um já vai
depositando à mesa o respectivo smartphone (o nome do gênero a que pertencem as
espécies). Dali para a frente, será um olho lá e outro cá, um na reunião e outro na telinha. Não
dá para desgarrar dela. De repente pode chegar uma mensagem, aparecer uma notícia
importante, surgir a necessidade de uma consulta no Google.
O que vale para reuniões sociais e de trabalho vale também para as sessões do
Supremo Tribunal Federal. Quem assistiu pela TV Justiça, na semana passada, ao início do
julgamento das competências do Conselho Nacional de Justiça, assistiu a uma cena
exemplar.
Falava o representante da Associação dos Magistrados Brasileiros. A TV Justiça, com
seu apego pela câmera parada, modelo Jean-Luc Godard, enquadrava o orador e, atrás dele,
quatro cadeiras da primeira fila da assistência.
Três delas estavam ocupadas, a primeira por uma moça que, coitada, não conseguia
se livrar de um ataque de espirros, e as outras duas por cavalheiros cujo tormento, igualmente
compulsivo, era não conseguir se livrar dos smartphones. (Se o leitor ainda não se deu conta,
o melhor, na TV Justiça ou na TV Câmara, é observar o que se passa ao fundo.)
Os dois cavalheiros apresentavam reações características do Homo connectus. Um
olho lá, outro cá. De vez em quando, um deles guardava o telefoninho no bolso. Será que
agora vai sossegar? Não; minutos depois, sacava-o de novo. E se chega uma mensagem?
Uma notícia?
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PROVA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Às vezes o smartphone exigia mais que um simples olhar. Requeria o afago dos dedos,
naquele gesto que antes servia para espanar uma sujeirinha na roupa, e hoje é o modo de
conversar com a telinha.
Quando o representante da Associação dos Magistrados terminou o discurso, veio
ocupar a cadeira que estava vazia. Agora era sua vez! Sacou o smartphone e, olho lá e olho
cá, ele o põe no bolso, tira, olha, consulta de novo, enquanto o orador seguinte se
apresentava.
Silenciosos, os smartphones são socialmente mais aceitáveis
O telefoninho esperto vem provocando decisivas alterações na ordem das coisas. O
ser humano é instigado a desenvolver novas habilidades, como a de tocar na tela e conduzi-la
ao fim desejado, sem que desande, furiosa e insubmissa.
Implantam-se novos hábitos sociais. No tempo do celular puro e simples, aquele bicho
que só telefonava, havia restrições a seu uso. Não em ambientes mais debochados, como a
Câmara dos Deputados por exemplo, onde sempre foi e continua a ser usado sem peias.
Em lugares de maior compostura, os celulares são evitados porque fazem barulho —
disparam a tocar campainhas ou musiquinhas e só permitem comunicação via voz. Já os
smartphones podem ser desativados na função telefone mas continuar, em respeitoso
silêncio, na função telinha.
Daí serem socialmente mais aceitáveis.
" O smartphone parte a pessoa ao meio: metade dela está na festa, metade no smartphone"
Há uma grande desvantagem, porém.
O aparelhinho parte a pessoa ao meio. Metade dela está na festa, metade no
smartphone. Concluída sua oração, metade do senhor da Associação dos Magistrados
continuou na sessão do Supremo, metade evadiu-se para o aparelhinho.
Pode ser que o aparelhinho lhe tenha trazido informações fundamentais para sua
causa. Mas pode ser também que tenha perdido informações fundamentais, ao não
acompanhar o orador seguinte. Qual o remédio, para a divisão da pessoa em duas, metade
ela mesma, metade seu smartphone?
Se abrir mão do aparelhinho está fora de questão, como fazer?
Abrir mão do aparelhinho, depois de todas as facilidades que trouxe, está fora de
questão. Se é para abrir mão de um dos dois lados, que seja o da pessoa. Por exemplo:
inventando-se um smartphone capaz de sugá-la e reproduzi-la em seu bojo. As reuniões
sociais, as de trabalho e as sessões do Supremo seriam feitas só de smartphones, sem a
intermediação humana.
Delírio? O leitor esquece do que a Apple é capaz.
E se chega uma mensagem? Uma notícia?
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/roberto-pompeu-de-toledo-homoconnectus/>. Acesso em: 12 dez. 2013.
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PROVA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Texto 2:
AMORIM, Carlos Alberto da Costa. In: Piracicaba – 30 anos de humor. São Paulo: Imprensa
Oficial do Estado: Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil, 2003, p.187.
INSTRUÇÕES:
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha apropriada, RESPEITANDO O NÚMERO DE
LINHAS.
O texto definitivo deve ser escrito com letra LEGÍVEL.
A redação que fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
A redação que tiver número de linhas inferior a 7 (sete) será desconsiderada e receberá nota zero.
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Folha para rascunho: (Folha oficial na página 5)
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PROVA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Folha para Produção de Texto:
Redija seu texto no espaço apropriado, à caneta e com letra legível.
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