LITERATURA BRASILEIRA E ARTES
PROFESSORA: ANA CLAUDIA DUARTE
REVISÃO ENEM
1-O Renascimento é um período na história da Arte caracterizado principalmente pelo humanismo como concepção de
pensamento, e por inovações artísticas. Na pintura, ele destaca-se com a representação da perspectiva, utilizada para
produzir a visão em profundidade na imagem, e com o chiaroscuro (claro e escuro) que contribui para a percepção do
volume nas formas. Entre alguns artistas, na Itália, que trabalharam neste período, podemos citar Leonardo da Vinci,
Michelangelo, Rafael e Botticelli. A obra representante do Renascimento é
Figura 1 – Cristo lavando os pés dos
apóstolos
Figura 2 – A dança
Figura 3 – Virgem com Menino e Anjo
A) Figura 1
B) Figura 2
Figura 4 – O tocador de pífaro.
C) Figura 3
D) Figura 4
Figura 5 – Bodhisattva, guia das almas
E) Figura 5
Figura 6 – Hamlet, direção de Francisco Medeiros
“Representação: Ato de representar, de desempenhar papéis em teatro: representação de uma comédia, de um drama.”
Disponível em: http://www.dicionariodoaurelio.com/Representacao> Acesso em: 01 fev. 2011.
2- O teatro é uma das linguagens artísticas, considerando a imagem de uma peça de teatro e a definição da palavra
representação, selecione a definição mais coerente para teatro.
A) É a imitação da realidade.
B) É a combinação de técnicas, materiais e texto utilizados por um grupo de pessoas.
C) É apenas o espaço físico onde acontece uma peça cênica.
D) É uma forma de representação artística que reúne elementos artísticos visuais, sonoros, coreográficos e textuais.
E) É expressão oral de um texto para um público.
TEXTO 7
RODOLPHO AMOÊDO (1957-1941): O último Tamoyo. 1883.
Óleo sobre tela. 180,3 x 261,3 cm.
Rio de Janeiro. Museu Nacional de Belas Artes.
TEXTO I
NOTAS ACERCA DO INDIANISMO
José de Alencar defendia um Indianismo, para muitos tardio e aparentemente anacrônico, com tal generosidade, amor à
terra, com o colorido e a musicalidade do estilo, a capacidade de tornar verossímil o inverossímil, sob uma prosa poética,
em que desaparecem os excessos, o mau gosto, o desmedido diante da energia prodigiosa, a atilada psicologia, o
discernimento das ambições civis...
(NEJAR, Carlos. História da literatura brasileira – da carta de Caminha aos contemporâneos. São Paulo: Leya, 2011, p.
104)
3- Considerando-se a mensagem da pintura (Texto 7) e as reflexões do ensaísta (Texto I), é correto inferir que, no
tratamento da temática indianista, o prosador romântico:
a) a partir de narrativas épicas, denuncia o massacre que os nativos sofriam por parte dos conquistadores;
b) prefere retratar os indígenas em seu ambiente natural, ainda sem quaisquer contatos com o elemento europeu;
c) visa à integração social entre europeus e indígenas, através da confluência de espaços a ambos comuns;
d) em tom lírico, prega a integração entre indígenas e europeus, numa alegoria de uma nova civilização;
e) aponta a supremacia do indígena sobre os conquistadores europeus, que a estes domina por meios mágicos.
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte.
4- O texto acima, extraído de “Tropicália 2” (1993), composição musical de Gilberto Gil e Torquato Neto, é paródia do
poema “Canção do exílio” (1843), de Gonçalves Dias, porque
(A) imita o poema romântico, alterando seu tom e seu teor.
(B) utiliza o mesmo esquema de rimas do referido poema do século XIX.
(C) apresenta a mesma temática idealizadora comum entre os românticos.
(D) imita a métrica do consagrado poema romântico.
(E) com sua linguagem popular ridiculariza a linguagem culta de Gonçalves Dias.
A letra da canção reproduzida a seguir serve de base para as questões 5 e 6.
Baião
Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião,
E quem quiser aprender
É favor prestar atenção.
Morena, chega pra cá,
Bem junto ao meu coração,
Agora é só me seguir,
Pois eu vou dançar o baião.
Eu já dancei balancê,
Chamego, samba e xerém,
Mas o baião tem um quê
Que as outras danças não têm.
Oi quem quiser é só dizer,
Pois eu com satisfação
Vou dançar cantando o baião.
Eu já cantei no Pará,
Toquei sanfona em Belém,
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém.
Por isso, eu quero afirmar
Com toda convicção
Que sou doido pelo baião.
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
5-A partir das referências que a canção faz à dança, é possível concluir que
(A) o baião, por ser uma dança tipicamente nordestina e culturalmente autêntica, é considerado superior às outras.
(B) mesmo reconhecendo a existência de outros ritmos, o narrador da canção demonstra sua preferência pelo baião.
(C) as manifestações culturais de um país devem necessariamente obedecer aos interesses das classes populares.
(D) os ritmos brasileiros são considerados superiores aos internacionais, tomados como indícios de colonialismo cultural.
(E) a escolha do baião como dança genuinamente brasileira se deve ao fato de os compositores serem nordestinos.
6-A letra da canção identifica o baião com certas regiões do Brasil. Isso significa que
(A) o ritmo é exclusivamente nordestino.
(B) faz sucesso no país todo.
(C) a dança só é conhecida em Fortaleza e Belém.
(D) o gênero musical é exemplo da desregionalização cultural.
(E) o baião já foi apresentado em lugares do Norte e do Nordeste.
7-Leia:
I - Uma andorinha não faz verão.
II - Nem tudo que reluz é ouro.
III - Quem semeia ventos, colhe tempestades.
IV - Quem não tem cão caça com gato.
As ideias centrais dos provérbios acima são, respectivamente:
a) solidariedade - aparência - vingança - dissimulação
b) cooperação - aparência - punição - adaptação
c) egoísmo - ambição - vingança - falsificação
d) cooperação - ambição - conseqüência - dissimulação
e) solidão - prudência - punição - adaptação
8-Leia o texto abaixo transcrito e responda ao que se pede:
Ao desconcerto do mundo
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.
Os versos acima revelam um dos temas desenvolvidos por Camões em sua construção lírica. A afirmação que
evidencia a temática sugerida pelo poeta no texto é o(a):
a) acentuado pessimismo e a valorização da religiosidade mística.
b) instabilidade e fugacidade da vida e dos bens materiais.
c) desproporção entre o merecimento humano e o destino.
d) sofrimento pela indiferença e pela espiritualização do amor.
e) a desordem do mundo diante da indiferença e da rejeição.
9-Em 1958, a seleção brasileira foi campeã mundial pela primeira vez. O texto foi extraído da crônica A alegria de ser
brasileiro, do dramaturgo Nelson Rodrigues, publicada naquele ano pelo jornal Última Hora.
“Agora, com a chegada da equipe imortal, as lágrimas rolam. Convenhamos que a seleção as merece. Merece por tudo:
não só pelo futebol, que foi o mais belo que os olhos mortais já contemplaram, como também pelo seu maravilhoso
índice disciplinar. Até este Campeonato, o brasileiro julgava-se um cafajeste nato e hereditário. Olhava o inglês e tinhalhe inveja. Achava o inglês o sujeito mais fino, mais sóbrio, de uma polidez e de uma cerimônia inenarráveis. E, súbito,
há o Mundial. Todo mundo baixou o sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos, alemães, franceses, checos, russos, davam
botinadas em penca. Só o brasileiro se mantinha ferozmente dentro dos limites rígidos da esportividade. Então, se
verificou o seguinte: o inglês, tal como o concebíamos, não existe. O único inglês que apareceu no Mundial foi o
brasileiro. Por tantos motivos, vamos perder a vergonha (...), vamos sentar no meio-fio e chorar. Porque é uma alegria
ser brasileiro, amigos.”
Além de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o comportamento dos jogadores dentro
do campo:
a) foi prejudicial para a equipe e quase pôs a perder a conquista da copa do mundo.
b) mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades que admiravam nos europeus, principalmente nos ingleses.
c) ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores brasileiros em relação aos europeus, o que os impediu de
revidar as agressões sofridas.
d) mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que os europeus eram superiores aos brasileiros.
e) mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, podendo comportar-se como eles, que não respeitavam os
limites da esportividade.
10-Leia o trecho de letra de música reproduzido abaixo:
Carnavália
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?
[...]
(Antunes A,, Brown C., Monte M., Tribalistas, 2002 (fragmento).)
No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo
tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação emocional em que se encontra o autor da
mensagem, com o coração no ritmo da percussão.
Essa palavra corresponde a um(a):
a) estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e representativos de outras culturas.
b) neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
c) gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em
uma comunidade mais ampla.
d) regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica.
e) termo técnico, dado que designa elemento de área específica de atividade.
Leia o texto abaixo para responder às questões a seguir.
Pesadas cortinas, cadeiras de alto espaldar, um retrato de Santo Inácio numa parede. Na outra, um crucifixo.
Uma grande mesa, custosos tapetes. O padre José Pedro entrou na sala com o coração batendo muito. Não tinha
absoluta certeza do motivo por que recebera aquela comunicação do Cônego Secretário do Arcebispado para
comparecer ao Palácio Episcopal. No primeiro momento lembrou-se da paróquia que esperava inutilmente havia dois
anos. Seria sua paróquia? Sorriu com alegria. Então, sim, iria ser um verdadeiro sacerdote, iria ter almas entregues a si,
à sua guia. Serviria a Deus. Mas certa tristeza o invadiu: e suas crianças, as crianças abandonadas das ruas da Bahia,
principalmente os Capitães da Areia, como ficariam? Ele era um dos seus poucos amigos. Nunca um outro padre se
voltara para aqueles meninos. Se contentavam em ir celebrar de quando em vez uma missa no reformatório, o que os
tornava mais antipáticos aos meninos porque atrasava o magro café. O padre José Pedro, enquanto esperava sua
paróquia, se dedicara aos meninos abandonados. Não podia dizer que os resultados tivessem sido grandes. Mas era
preciso compreender que ele estava fazendo uma experiência, que muitas vezes tinha que voltar atrás. Fazia pouco
tempo que o padre captara de todo a confiança dos meninos. Estes já o tratavam como amigo, mesmo quando não o
levavam a sério como sacerdote. O padre tivera de passar por cima de muita coisa para conseguir a confiança dos
Capitães da Areia. Mas José Pedro pensava que só Pirulito e a sua vocação pagavam a pena. O padre tivera que fazer
muita coisa contra o que lhe haviam ensinado. Pactuara mesmo com coisa que a Igreja condenaria. Mas era o único
jeito... Aí o padre lembrou-se que bem podia ser por causa daquilo que o haviam chamado. Devia ter sido por aquilo.
Muitas beatas já murmuravam por causa das suas relações com as crianças que viviam do furto. E havia aquele caso de
Almiro. Devia ser por aquilo.
O primeiro sentimento do padre José Pedro quando descobriu o motivo da comunicação foi um grande temor. Ia
ser castigado com certeza, perderia toda esperança de uma paróquia. E o padre José Pedro necessitava de uma
paróquia. Sustentava sua mãe velha, uma irmã na Escola Normal. Logo depois pensou que muito possivelmente tudo o
que fizera fora errado, seus superiores não aprovariam. E, no Seminário, lhe tinham ensinado a obedecer. Mas pensou
nos meninos. Na sua memória passaram as figuras de Pirulito, Pedro Bala, Professor, Sem-Pernas, Boa-Vida, o Gato.
Era preciso salvar aqueles pequeninos... As crianças eram a maior ambição de Cristo. Devia se fazer tudo para salvar
aquelas crianças. Não era culpa deles se estavam perdidos...
AMADO, Jorge. Capitães da areia. 86ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 140-141.
11-No texto, o narrador relata alguns momentos vividos pelo padre José Pedro. Com base nesse relato, é correto
afirmar:
a) A comunidade considerava o padre um verdadeiro sacerdote, uma vez que se dedicara aos menores abandonados.
b) O padre demonstrava arrependimento do que fazia, embora considerasse as crianças como a maior ambição de
Cristo.
c) A paróquia tornara-se prioridade única na vida do padre, pois só assim serviria plenamente a Deus, penitenciando-se
de seus pecados.
d) O padre, ao constatar o verdadeiro teor da comunicação do Cônego Secretário do Arcebispado, mostrou-se
apavorado.
e) O padre ofendia-se quando os meninos não o levavam a sério, por isso precisava tornar-se um pároco.
UFPB/PRG/COPERVE UFPB VIRTUAL-2009
12-Verifica-se a ocorrência de linguagem figurada no fragmento:
a) “O padre José Pedro entrou na sala com o coração batendo muito.” (linha 2)
b) “[...] o que os tornava mais antipáticos aos meninos porque atrasava o magro café.” (linhas 9-10)
c) “O padre tivera que fazer muita coisa contra o que lhe haviam ensinado.” (linhas 15-16)
d) “E o padre José Pedro necessitava de uma paróquia.” (linha 21)
e) “Devia se fazer tudo para salvar aquelas crianças.” (linhas 25-26)
13-Jorge Amado integra o grupo de escritores que, na década de 30, criaram romances marcados por uma visão crítica
da realidade brasileira. Quanto à obra Capitães da areia, é correto afirmar:
a) É uma narrativa que traz como tema a criança abandonada, hostilizada pela sociedade baiana.
b) Apresenta linguagem de nível informal, em desacordo com os princípios do Modernismo.
c) Afasta-se da tendência regionalista, uma vez que tem como cenário os problemas urbanos da cidade de Salvador.
d) Relata, com narração em 1ª pessoa, o drama da exclusão social.
e) Volta-se exclusivamente para a análise psicológica dos personagens, deixando de lado as relações sociais na Bahia.
14-Estas imagens são exemplos do estilo de arte Barroca no Brasil.
Figura 1 – Fachada da Igreja da São Francisco da Assis,
1795-1800. São João Del Rei, MG © Alex Salim.
Figura 2 – Projeto Arquitetônico para a fachada da Igreja da
São Francisco da Assis, 1774. São João Del Rei, MG. Museu da
Inconfidência, Ouro Preto, MG © Alex Salim.
Figura 3 – Tríade de querubins na portada da Igreja de São
Francisco de Assis. Ouro Preto, MG © Alex Salim.
Essas obras foram produzidas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e encontram-se nas cidades de Ouro Preto e
São João Del Rei, Minas Gerais. A chegada da família real ao Brasil, o ciclo do ouro e da cana-de-açúcar, a vinda de
artistas portugueses ao Brasil, entre outros acontecimentos, estimularam a produção artística (poesia, música, escultura,
pintura, ourivesaria) brasileira entre os séculos XVIII e XIX, refletindo-se na produção de arte no estilo Barroco. O
Barroco brasileiro, constituído do estilo europeu com a incorporação de elementos nacionais, possui obras tombadas
pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, um exemplo é o conjunto de esculturas de Aleijadinho na
cidade de Congonhas.
De acordo com essas informações e as imagens, pode-se afirmar que
A) o Barroco é um estilo artístico que apenas possui representatividade nas artes visuais.
B) mudanças culturais e sociais não podem ser identificadas na produção de arte Barroca.
C) não houve adaptações das características do Barroco europeu na criação das obras executadas pelos artistas
brasileiros.
D) o Barroco brasileiro é considerado um dos mais importantes e significativos do mundo.
E) a religiosidade é ignorada como tema para o Barroco brasileiro.
1-C
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