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MEMORIAL
Silvia Maria do Espírito Santo
Apresentado para avaliação da carreira docente – Professor Doutor – Área de conhecimento:
Mediação e Informação, no Curso de Ciências da Informação e da Documentação, do
Departamento de Educação, Documentação e Informação da Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras da Universidade de São Paulo
2011
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ÍNDICE
1. Apresentação
2. Ingresso na vida universitária, a graduação e sobrevivência na capital
2.1. A importância das Oficinas Culturais da década de 1980
3. Ciências da Informação do mestrado ao doutorado: âmbito informacional
3. Arquivos, oficinas, museus e bibliotecas
4. Museu Histórico e Museu do Café de Ribeirão Preto
4. Ciências da Informação: instituições e acervos
5. A experiência de docência no quinquênio na USP – 2004/2009 - no Curso Ciência da
Informação e da Documentação. Reflexões e práticas
6. Disciplinas de graduação ministradas e a relação como projeto de pesquisa e pedagógico
7. Referências
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Apresentação
O presente memorial foi elaborado com o objetivo de atender às exigências da
organização da carreira acadêmica, no período do processo de avaliação e condições legais do
plano de carreira. Candidata, professora doutora, Silvia Maria do Espírito Santo, filha de
Sebastião José do Espírito Santo, comerciante de tecidos, sapatos e chapéus, e de Cecília
Rigobello do Espírito Santo, costureira. Nasci em 28 de agosto de 1958, na cidade de Mococa –
São Paulo. Atualmente resido em Ribeirão Preto, Av. do Café, n° 131 – apt. 44 C – Vila Tibério,
CEP 014050-230, Ribeirão Preto, Estado de São Paulo. Um breve percurso esclarecerá as
particularidades das experiências da docência e permitirá conjugar os itens da formação
superior com as opções profissionais e atuações de pesquisa, ensino e extensão.
Nesta narrativa, em 2011, destinada à apresentação de um documento, reúno
informações dos anos que se seguiram na trajetória acadêmica pós-doutorado, e aqui descrita,
circunstanciada e são retratadas as atividades em sala de aula, a partir da formação de
doutoramento, da Extensão comunitária e, principalmente, na Pesquisa desenvolvida com foco
a partir da contratação em 2009, com o projeto intitulado A mediação da informação
estruturada em instituições culturais, apresentado para concurso de carreia docente, professor
doutor, ainda no Departamento de Física e Matemática da FFCLRP.
Em breves linhas, adoto o recurso dos tópicos, na intenção de objetivar os fatos sociais,
institucionais significativos para compor as experiências atuais.
Entre os anos de 1977 a
2009, que tiveram incidência e influenciaram a maneira de atuar no ensino. Essa distinção
contratual e documental terá efeito de registro neste memorial.
Em 2004, para o recém-fundado curso de Ciências da Informação e Documentação, em
Processo Seletivo para a disciplina Linguagens Documentárias, fui selecionada para vaga de
docência entre nove candidatos. A Banca do Processo Seletivo foi composta pela Profa. Dra
Marílda G. Lara (USP-SP) Giullia Grippa (USP-RP) e pelo Prof. Dr. José Augusto Guimarães
(UNESP-Marília). Portanto permaneci durante seis anos na condição que caracterizada pelo
termo “precário”, com contrato específico, em regime equivalente ao professor doutor,
embora sujeito à condição temporária.
Os relatórios apresentados à CERT tiveram a função de descrever e comprovar as atividades de
docência, extensão, pesquisa e as publicações em três relatórios sistemáticos bienais (20042009), uma vez aprovados permitiram a renovação do contrato com a Universidade de São
Paulo. O ingresso na universidade como docente exigiu uma condição equipada ao cumprir a
carga horária destinada no Regime RDIDP, de equivalente aos demais contratos dos
professores contratados. A titulação obrigatória do Doutorado foi cumprida na Universidade
de Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Marília, no curso de pós-graduação
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da Ciência da Informação, na linha de pesquisa Organização da Informação, iniciado em 2006 e
finalizado em 2009, com a apresentação de a tese a seguir: O colecionador público
documentalista: museu histórico e de ordem geral "Plínio Travassos dos Santos" de Ribeirão
Preto”, com orientação de Marañon Murguia, Eduardo Ismael; sob julgamento da Banca
Avaliadora os professores: Oswaldo Francisco de Almeida (UNESP-Marília), Suely Ceravalo
(UBA-Salvador), Marília Cury Xavier (MAE-USP) e Maria Lúcia Lamounier (FEA-USPRP)
2.
Ingresso na vida universitária, a graduação e sobrevivência na capital
Em 1977, o país ainda procurava, substituir, sucessivamente, os presidentes da República, em
representações colegiadas do voto indireto, excluindo a participação popular e objetivava com
isso “recompor a integração nacional”. O regime político ditatorial-militar foi caracterizado
pela sequência dos governos Castello Branco e Costa e Silva, a partir do Golpe Militar, de
março de 1964 a dezembro de 1968, seguidos dos anos de sua consolidação no governo
Médici(1969-1974), nos anos de transformação do regime ditatorial-militar do governo Geisel
(1974-1979) e da sua desintegração durante o governo Figueiredo (1979-1985). A chamada
fase de transição do regime ditatorial para o regime liberal-democrático efetivou-se no
governo de José Sarney (1985-1989), o primeiro presidente civil numa sequência apenas
equiparada ao governo ditatoriais do Chile, Argentina ou Espanha.
A Ditadura Militar, que nunca conseguiu manter os governos sem que houvesse a
desaprovação popular, ou que valorizasse a economia na perspectiva do pertencimento da
qualidade de vida dos indivíduos com a sociedade, perseguiu , reprimiu, censurou e não mediu
o uso da violência das forças armadas - policiais e exército, sua sustentação. Adicionavam-se a
essas forças os temores do avanço da ideologia comunista para o oeste mundial. A sociedade
vivia sob o medo, o silêncio que, uma vez rompido deram início a uma série de manifestações
sociais, nas ruas, praças, em passeatas, greves e ações organizadas. A concentração de jovens
em passeatas organizadas engrossou o movimento nacional pelo fim da Ditadura Militar a
partir dos anos da década de 1970. A maioria dos jovens do interior, que almejava cursar o
nível superior, deslocava-se para os grandes centros como Campinas, Ribeirão Preto ou São
Paulo. Naquela procurei estabelecer-me na capital, cujo cenário foi primeira manifestação em
que participei foi uma Missa campal para um operário assassinado no ABC, no Largo da Sé.
A receptividade ao novo - e ainda estava presente a inquietação por parte da sociedade
organizada em sindicatos, associações e partidos políticos na clandestinidade - a crítica, a
oposição clara à Ditadura, o que direcionava os jovens aos anseios a procura de uma formação
na área das Humanidades e, desde aquele momento, procurava cursar uma área baseada no
pensamento crítico. Com bolsa parcial de estudos, generosamente oferecida pelo Colégio e
Cursinho Equipe, pude fazer um dos melhores cursos preparatórios para a universidade, em
1976. O “Equipe” possuía um grupo dirigente opositor à situação e além do ensino,
desenvolvia atividades culturais de referência na cidade de São Paulo, entre apresentações
musicais, teatrais e, associavam-se ao diferencial na educação com a oferta de atividades extra
sala, como disciplinas de música, oficinas, jornalismo, desenho arquitetônico, a qual cursei,
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com o objetivo de prestar o curso de Arquitetura na FAU- USP. Não consegui ser aprovada no
vestibular, já unificado, na Universidade de São Paulo, no entanto, uma segunda opção estava
clara – Sociologia e Política. O roteiro para cursar humanas estabelecia essa segunda opção.
A matrícula na Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo, escola, fundada em 1933,
ainda guarda a memória da ação de professores da Escola de Chicago nos estudos das
comunidades, liderados por Donald Pierson e, na vertente etnográfica, pelo alemão Emilio
Willems; dos franceses cientistas, pesquisadores da democracia racial da ONU, como Roger
Bastide e Paul Bastide; de Florestan Fernandes e Oracy Nogueira, entre outros.
O quadro dos professores pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política - FESP ,
complementar da Universidade de São Paulo, nos anos de 1970, já não desenvolvia tais
pesquisas etnográficas, estatísticas ou projetos sociológicos. A renomada Escola Livre já não
existia, mas atingida pela crise, e ainda agregava pensadores contemporâneos das áreas como:
antropologia, economia, história e sociologia. Todavia, a inserção de professores, como Gildo
Marcel Brandão (vinculado à FFLCH/USP), Amando Boito (atualmente Professor Titular de
Ciência Política da Unicamp), Guido Mantega (hoje Ministro da Fazenda) um jovem economista
na época, Horacio Luis González (hoje Diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina),
entre outros, fortalecia o ensino na vertente teórica marxista e na visão da economia
furtadiana, até mesmo combinadas às visões mais conservadoras de professores defensores
do regime que também estavam vinculados ao seu corpo docente. Portanto, no auge do
movimento estudantil, havia o Debate. Os auditórios sempre lotados do final da década dos
anos 1970 e nos anos que se seguiram marcados pelo Movimento Estudantil, Luta pela
Anistia, Contra a Carestia, Pelas Diretas Já, quando compartilhei tais experiências de forma
participativa.
No ambiente acadêmico estavam renascendo as possibilidades de acesso amplo à informação
para o conhecimento. A FESP testemunhou as crises sociais e, na trajetória das instituições de
ensino, pautou pela resistência em continuar funcionando frente às suas crises internas. O
fechamento da escola durante um ano não intimidou os alunos a continuar as aulas e manter o
curso, o que provocou nas autoridades e gestores uma atitude de retomada àquelas práticas
remodeladas pelas forças da democracia. Finalizada a graduação, em 1982, iniciei uma nova
direção da profissionalização na escolha da pesquisa em acervos documentais.
3. Arquivos, oficinas, museus e bibliotecas
Em 1982, retornei à família, por um período de dois anos. Por convite, ministrei aulas na
Escola Nova (ensino fundamental por um ano) e na Faculdade de Pedagogia e Biblioteconomia
de Mococa. Com a perspectiva e da experiência didática no interior paulista bastante limitada,
com crises permanentes administrativas naquela instituição, resolvi voltar para a capital. Desta
vez, direcionada a retomar os estudos e a trabalhar com documentos históricos. Determinada,
consegui uma vaga de auxiliar administrativo proporcionado por um convênio entre Secretaria
de Estado da Cultura, Arquivo do Estado e Imprensa Oficial do Estado.
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A sede do Arquivo, ainda estabelecido na Rua Dona Antônia de Queiroz, agregava jovens
formandos na área de História da Universidade de São Paulo e Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo. Além de ser um ambiente instigante para o pesquisador, por constituir fundos
documentais com milhares de metros lineares de documentos sobre a história do estado, ao
ocupar uma antiga fábrica de tapetes, as condições físicas do prédio pouco protegia o seu
acervo.
A partir de um convênio entre Secretaria de Estado da Cultura e Imprensa Oficial do Estado, fui
contratada como Auxiliar Administrativo e as atividades estavam vinculadas ao setor de
Pesquisa e Documentação no Arquivo Histórico. Por ali circulavam pesquisadores da História,
Arquivologia, Ciências Sociais e Biblioteconomia como a Profa. Dra. Ana Maria de Almeida
Camargo (USP/SP), Prof. Dr. Sebastião Witter, Profa. Dea Fenelon (PUC/SP), Profa. Dra. Heloisa
Bellotto (USP e Unesp), entre outros que desenvolviam, junto com os funcionários públicos e
estagiários, o projeto de valorização da pesquisa histórica no Arquivo. Destacaram-se como
pesquisadores: Carlos de Almeida Prado Bacellar (atual Diretor do Arquivo do Estado), Viviane
Tessitore (historiadora do Cogea/PUC/SP) e Vânia Carneiro da Cunha (historiadora do Museu
Paulista). O objetivo da equipe, além da organização do Sistema de Arquivos do Estado de São
Paulo (Saesp), era realizar publicações do acervo junto à Imprensa Oficial do Estado; entre
alguns fac-similes, desenvolver pesquisas para os Boletins do Arquivo; montar exposições
temáticas como: escravidão, imigração, fontes de pesquisas; e, principalmente, estabelecer
uma política de acervo na conquista de uma nova sede para o Arquivo do Estado, hoje
instalado na Av. Voluntários da Pátria, também ocupando uma edificação de antiga fábrica
têxtil.
Outra oportunidade abriu-se nesse novo momento em que se estruturava a pesquisa da
Arquivologia para a valorização do documento histórico, com a orientação de profissionais da
informação no cotidiano de uma instituição pública de guarda. As historiadoras, bibliotecárias
e funcionários construíram cursos internos nessas instituições, com caráter de treinamento,
muito em razão da ausência de disciplinas universitárias que, naquele tempo, abrangessem a
contento a necessidade da formação de posturas conscientes da preservação histórica. A
participação proporcionou-me uma visão quanto ao envolvimento e à necessidade de
organização de sistemas, cujos primeiros contatos com essa estrutura, auxiliou-me na
definição de uma série de atitudes de pesquisa ao longo de minha vida profissional,
principalmente em valorizar as séries documentais dos fundos arquivísticos do acervo. A
documentação gerada por aquela entidade, ainda eram resguardados, mais pelos esforços
individuais do que propriamente por uma política de preservação efetiva de governos. O
Arquivo do Estado, que antes era apenas um órgão de Departamento da Secretaria de Cultura
Estado, hoje pertence à Casa Civil, do Governo do Estado. A partir daquele momento, sempre
esteve presente a busca da informação em acervos documentais, fontes primárias e o desejo
de expor as informações dos corações das instituições: os acervos.
2.1. A importância das Oficinas Culturais da década de 1980
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Paralelamente, na cidade de São Paulo, como programa de governo estadual mas alinhado ao
processo de sedimentação da democracia, as animadas oficinas culturais ofereciam pequenos
“cursos” no âmbito das artes, da cultura e da ciência. As Oficinas Culturais Três Rios, um órgão
da Secretaria de Estado da Cultura, realizaram, em 1988, a oficina Noções básicas de
preservação de fotografia. Tais oficinas, baseadas no modelo de Ação Cultural Cubana, eram
organizadas por Pedro José Braz, agente cultural, agregador dos profissionais das instituições
como Fundação Nacional de Artes (Funart), Universidade de São Paulo (USP), Cinemateca
Brasileira etc. Alguns meses depois, conheci Julio Abe Wakahara que, na procura de alguns
“bicos”, ofereceu-me a coordenação de pesquisa e textos do Projeto Museu de Rua do Embu,
em 1988.
Tomei esse trabalho de pesquisa no acervo da Secretaria da Cultura do Embu, no identificação
de imagens das famílias locais, combinadas aos depoimentos colhidos com a comunidade
como um desafio, envolvendo-me num procedimento adotado por Julio Abe. O eixo das
discussões do papel do museu nos países subdesenvolvidos era apresentado pelo museólogo
francês Hugues de Varine e Waldisia Russio, museóloga brasileira, que adicionava à pesquisa
documental a produção de imagens, e à pesquisa direta com a comunidade. Além de utilizar
como recurso as imagens fotográficas dos acervos familiares e da história oral, que ainda
conhecida como entrevistas. Ao expô-las, editadas com legendas e pequenos textos em papel
fotográfico nos espaços públicos, em formato de exposição, realizava-se a crítica aos museus,
instituições fechadas em si mesmas, até então restringiam-se ao “gosto da elite” e não
desenvolviam uma política cultural voltada para a população.
Aos grupos de pesquisadores e gestores de instituições documentais, o que importava era que
a informação poderia modificar a consciência do sujeito ao realizar atividades comunitárias
com caráter da pesquisa histórica.
Nesse mesmo ano, em maio, o historiador italiano Angelo Trento ministrou o Curso Un Secolo
di Emigrazione Italiana in Brasile, através do Instituto Italiano de Cultura. O livro Do outro lado
do Atlântico: um século de imigração italiana no Brasil proporcionou-me potencializar a
pesquisa documental, apesar da timidez. Para melhor compreensão do contexto histórico e
cultural, em função da grande influência italiana no Estado, aproveitava a condição de “auxiliar
administrativo”, vínculo empregatício, para pesquisar os documentos acondicionados, ainda
em latas (armazenados, do período imperial ao período republicano), nas horas vagas das
atividades no setor de publicação do Arquivo do Estado. Incentivada com tantas possibilidades,
organizamos várias exposições no espaço interno do prédio do Arquivo. Entre elas, a exposição
do acervo: Fontes para a História da Escravidão em São Paulo, em conjunto com os
históriadores Viviane Tessitore e Carlos Bacellar. Desta maneira, tentei aprimorar a experiência
no Arquivo, de forma muito agradável, com as orientações, no horário do almoço ou após o
expediente, do arquiteto e museólogo Julio Abe Wakahara, que foi selado no Curso de
Treinamento Projeto Museu de Rua, também organizado pelas Oficinas Culturais Três Rios, no
Bairro do Bom Retiro.
Em 1985, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em parceria
com a Fundação para Pesquisa Ambiental (FUPAM), sob coordenação do Prof. Dr. Nestor
Goulart, desenvolveu o curso de Especialização em Patrimônio Cultural (360 h), com
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professores com expressão literária e “militância” na área de preservação patrimonial,
apresentando e ministrando temas inovadores para o momento, como: Patrimônio Cultural e
Desenvolvimento, História e Patrimônio Cultural, Patrimônio e Acervo Fotográfico. Os
professores convidados Ernani da Silva Bruno, Ulpiano Bezerra de Meneses, Regina Meyer,
Cândido Malta, Julio Katinsky, entre outros, ministraram o curso e discutiram a memória e
práticas de preservação patrimonial exemplificadas em visitas técnicas a acervos, ao centro da
cidade de São Paulo e viagens curtas para a Usina de Itu, Paranapiacaba, o Engenho de Açúcar
São Jorge dos Erasmos, objetivadas no estudo do Patrimônio Arquitetônico e Ambiental do
Estado.
Desse aprendizado, desenvolvi a monografia sobre os aspectos arquitetônicos e socioculturais
da Santa Casa de Misericórdia de Mococa, fundada em 1900. Com esse exercício – da pesquisa
documental da República, da imigração italiana e da influência arquitetônica urbana no
desenvolvimento social – orientei-me para um olhar da preservação patrimonial com o viés da
formação do acervo institucional. Esse foi, talvez, o ponto inicial da minha formação
acadêmica que objetiva a pesquisa da mediação e interação do social em seu tempo.
Em 1987, pude participar da III Semana Paulista de Fotografia, ao participar do curso sobre
Montagem de Exposições, nas Oficinas Culturais Três Rios, e do IV Seminário Nacional de
Arquivos Estaduais, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, organizado por Celina do
Amaral Peixoto Moreira Franco, diretora do Arquivo Nacional. Definitivamente, o encontro
com profissionais da área de arquivística auxiliou-me para compreender a construção de uma
maneira de pensar e construir o trabalho profissional nessa área, ampliada por várias
vertentes da descrição e da interpretação documental.
A Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo, da Universidade de São Paulo, consultora do
Arquivo do Estado, sempre presente nas orientações dos trabalhos dos pesquisadores,
profissionais das instituições e empresas curadoras de seus acervos e estagiários, ministrou,
com outros profissionais, o Curso de Arquivos e Princípios Arquivísticos, organizado pelo
Departamento do Arquivo do Estado, cuja diretora era a historiadora Inês Etienne Romeu. Será
relevante observar a carência de escola formal na formação do arquivista e do
desenvolvimento de uma teoria sedimentada e que fosse suficiente para romper com a inércia
das curadorias documentais e dos velhos paradigmas da conservação isentas da ação.
Através das professoras citadas, além da Profa. Heloisa Bellotto, Profa. Daise Aparecida de
Oliveira que, pioneiras da área da arquivologia, não abandonaram o aluno ingresso na
universidade ou aqueles interessados na pesquisa documental. Naquele momento foi
constituída da Associação dos Arquistas de São Paulo, ARQ-SP, a qual sou filiada.
Uma outra visão de documento visão despontava no horizonte de novas mídias como da
fotografia além do registro e do audiovisual. A IV Semana Paulista de Fotografia – com a
Oficina A fotografia e a pequena história de Walter Benjamin, coordenada por Maurício
Lissovsky, na Oficina Cultural Oswald de Andrade – identificava outro suporte para que
pudéssemos trabalhar: a fotografia na discussão da arte-registro-documento. O vídeo foi por
trinta anos a ferramenta ideal para o transito da arte e do documento videográfico.
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Provocada por tantas possibilidades, após cinco anos de permanência no Arquivo do Estado,
pedi transferência para o Museu da Imagem e do Som, também órgão da Secretaria de Estado
da Cultura, onde desempenhei as funções de pesquisadora do acervo, criei produtos
(instrumentos de pesquisa e exposições); de Chefe do Setor de Documentação e da função de
atendimento ao público. Com isso, iniciei um processo de conhecimento do acervo de
multimeios do MIS, compreendendo, ao mesmo tempo, que o atendente deveria saber
contextualizar as solicitações do consulente. A partir do acervo (fotográfico e de objetos),
iniciei pesquisas em temáticas culturais objetivando exposições, confeccionando catálogos,
como instrumentos de pesquisa, documentação de trabalhos realizados nas coleções do
Museu da Imagem e do Som de São Paulo, entre os quais: registros documentais fotográficos
da TV e Rádio Bandeirantes e da coleção Miécio Café; exposição As cantoras do Rádio (19301950); recuperação de conto/carta de Anita Malfatti O anjo fardado e exposição de objetos
pessoais da artista.
Em 1990, realizamos um pequeno diagnóstico do acervo e exposições temáticas como: Índios
da Amazônia, do fotógrafo Harald Schultz (1940-1960) e Estrada de Ferro Madeira Mamoré, do
fotógrafo Dana Merril (1920). Nesta última, conseguimos a recuperação dos originais, fazendo
a doação para o acervo do Museu Paulista, da Universidade de São Paulo, em 2000. Naquele
momento, a parceria com o fotógrafo, arquiteto e antropólogo Pedro Ribeiro estimulava a sair
do lugar comum, para dirigir o olhar para o processo de construção fotográfica e, numa tarefa
museológica, para as necessidades da conservação e preservação do acervo.
Assim, convidei João Sócrates, fotógrafo e especialista em preservação de fotografia – hoje é
referência mundial e possui uma empresa em Londres de preservação de filmes –, para
oferecer uma oficina aberta, capacitando os funcionários do Museu da Imagem e do Som.
O lugar da fotografia, em amplas discussões museológicas e no âmbito acadêmico, migra de
ilustração para fonte, surgindo daí profundas modificações na maneira de ver, construir,
destruir e recriar a realidade a partir da imagem e suas inúmeras maneiras de reprodutividade.
No ano seguinte, por estar trabalhando com o acervo do MIS/SP, o artista norueguês Bard
Breivik, indicado para representar a Noruega e expor na 21ª Bienal Internacional no Brasil,
convidou-me para realizar uma pesquisa de campo. Desta forma, o jornalista Jan Fjeld e eu
elaboramos uma viagem baseada no percurso da Expedição Roncador-Xingu, realizada pelos
irmãos Villas-Boas na década de 1940. Após um ano de pesquisa em acervos e arquivos
etnográficos, partimos para o Parque Parabubure (Xavante) e Parque Nacional do Xingu
(Kuikuro), pesquisa autorizada pela Funai, que derivou no escopo da pesquisa em que se
baseou para desenvolver o seu trabalho para a Bienal Internacional.
Jan Fjeld, jornalista norueguês, e eu elaboramos o projeto de pesquisa de campo, para se
realizar a mediação, baseado no roteiro da Expedição Roncador-Xingu. Foi definido um trajeto
de viagem para o Centro-Oeste, após consultarmos algumas lideranças: Orlando Villas-Boas,
indigenista e responsável pela Expedição Roncador-Xingu; Ailton Krenak, criador da então
União Nacional Indígena (UNI), do Centro de Cultura Indígena e que atualmente trabalha para
a preservação da aldeia Krenak, na Serra do Cipó em Minas Gerais; Megaron Txucarramãe, na
época diretor do Parque Nacional do Xingu (1992); os caciques xavantes Paulo Nonda Tsemova
e José Luis, que atuavam na luta dos direitos sobre a terra e cultura xavantes.
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Diante da tarefa de entender e mediar para o artista o que o índio percebe e constrói,
optamos por estabelecer critérios nos moldes etnográficos, como os realizados por Harald
Schultz em sua coleção de pesquisa etnográfica, cedida pelo etnólogo aos museus já
mencionados. Por meio da fotografia – materialidade dos sentidos culturais – foi possível
acompanhar o processo de criação do artefato indígena, na seleção e uso dos elementos
vegetais e orgânicos, ainda amplamente aplicados para a confecção da tecnologia tradicional.
A mediação da pesquisa e a mediação apropriativa das fontes cumpriram suas etapas a partir
da elaboração do projeto, que exigiu critérios, procedimentos do mediar conteúdos temáticos
da realidade indígena para conseguirmos o acesso aos parques nacionais, à documentação de
acervos e aos depoimentos orais que permitissem o entendimento da cultura indígena pelo
artista estrangeiro.
Esse escopo teórico está presente no próprio conceito da pesquisa antropológica, nas relações
interculturais de contato com o outro, mesmo que a ideia de contato nos remeta aos ideais
das premissas e observação positivistas; forçosamente, o exercício de um distanciamento em
relação à cultura do outro e ao próprio outro. É o que é denominado de distanciamento do
objeto, apregoado pelas Ciências Sociais no período de formação das suas bases da teoria
moderna. Reside na contradição do contato contemporâneo, da cultura do outro, a
necessidade de interação ou de “mergulho” na cultura desconhecida
No nosso caso, a cultura indígena formou-se como fonte mediadora para uma realização
profissional artística conceitual. A responsabilidade das posturas criativas e a ética profissional
são discutidas em trabalhos acadêmicos e profissionais, principalmente no que se refere à
utilização da imagem do índio e do negro, seja fotográfica ou textual, cinematográfica ou
iconográfica.
O projeto exigiu um breve contato com os índios, cerca de dois meses, o que consideramos
suficiente para os nossos objetivos. No entanto, restou-nos daí uma dívida temporal e
conceitual, que não é possível transpor em transcrição textual. Ao menos os recursos
informacionais podem sustentar a disseminação e apropriação do conhecimento,
redimensionado a partir das mediações culturais em que as experiências superam as
observações superficiais.
Esta vertente indica que o meu trabalho profissional auxiliou na organização, na reflexão sobre
a ideia de fazer um autorretrato e esclareceu sobre a necessidade de hierarquização de
objetivos para identificar e caracterizar a mediação cultural.
No ano de 1992, fiz uma viagem à Itália, especialmente visitei acervos (Arquivo da Igreja
Católica sobre a América Latina em Verona), à Suíça (Biblioteca da Universidade e Faculdade
de Direito de Berna) e à Inglaterra (Biblioteca da Royal College), onde o reconhecimento de
bibliotecas, museus e arquivos favoreceu eliminar o sentimento, muitas vezes inevitável, do
brasileiro, de se achar “atrasado” em relação à tecnologia europeia.
Por longo período, defendi a ideia de que o pesquisador precisa imprimir a valorização do
universo documental da cultura brasileira. Foi quando passei a ter uma empresa
(microempresa encerrada), prestando serviços de organização de documentação e acervo para
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museus, arquivos, coleções particulares, atuando em momentos políticos difíceis, como no
período do governo Collor e do governo Fernando Henrique Cardoso, na presidência do Brasil.
Em 1994, desenvolvi a pesquisa para o filme curta-metragem Criaturas que nasciam em
segredo (21 min), de Chico Teixeira, prêmio de Melhor Documentário de Cinema no Festival de
Gramado de 1995. Para esse trabalho, procurei pesquisar (bibliografia, entrevistas com
autoridades médicas e da área da psicanálise) e analisar os documentos produzidos, além de
frequentar a disciplina do antropólogo Prof. Dr. Edgar Assis Carvalho, da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo. Dessa vertente do universo cultural antropológico, realizei
também a pesquisa, a partir de história oral, para o filme longa-metragem Carrego Comigo, de
Chico Teixeira, cujo recorte foi a vida de gêmeos: confundidos pela polícia, um deles, gêmeo
idêntico, acusado, cumpria pena na Casa de Detenção de São Paulo - Carandiru no lugar do
irmão.
Em 1996, trabalhei na pesquisa e roteiro do vídeo (SVHS, 5 min) Areia e Argila no Vale do
Paraíba, para o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, em Jacareí, para a Fundação
Cultural de Jacarehy, Estado de São Paulo. Além da assessoria, o projeto previa o tratamento e
divulgação do acervo. Desta forma, realizamos exposições, catálogos e a organização de Ciclo
de Palestras sobre Arte Sacra e Museologia, com professores titulares da Unicamp e da USP.
A catalogação da Coleção de Arte Contemporânea/20 anos – Galeria Luisa rina Bairro
Cerqueira Cesar, São Paulo, com a elaboração de subsídios para a organização de Banco de
Dados do acervo de arte contemporânea e a produção de catálogo da galeria, em parceria com
a curadora Luciana Brito, permitiu recontextualizar a informação do artista com vínculo com
essa galeria precursora da arte contemporânea no país. Ao mesmo tempo, senti a necessidade
de conhecer melhor os públicos de cultura, denominados usuários de equipamentos culturais,
e participei do grupo de monitoria para a 22ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo,
compreendendo que os conteúdos informacionais da Arte devem estar associados aos
processos percorridos pelos participantes (artistas) e ao conhecimento apropriado pelo grupo
monitorado (atores da mediação).
No período da presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, a convite da
professora e artista plástica Regina Silveira, participei do projeto Universidade Solidária do
Conselho da Comunidade Solidária, na Unidade Móvel de Cultura no Nordeste, com a obra
itinerante Quebra-Cabeça da América Latina (continua...), da própria artista plástica Regina
Silveira, como consultora, a partir de contratação da Unesco, em parceria com o Conselho da
Comunidade Solidária. No ano seguinte, atuei no Projeto Capacitação e Renda, junto a
entidades civis/ONGs na Paraíba, acompanhando o trabalho desenvolvido pelos museus de
Pernambuco, Sergipe, Bahia e, posteriormente, documentando a construção de cisternas para
captação e armazenamento da água da chuva. Dessa maneira, pude compreender a situação
do meio ambiente prejudicado pelas condições sociais na seca, a luta pela sobrevivência do
sertanejo no local e a inevitável migração para o Sudeste brasileiro. Ainda em relação ao
Nordeste, fui convidada para documentar, com uma câmera VHS, as atividades de orientação
musical da ONG Fundação Quinteto Violado (Pernambuco), o trabalho com o couro e as
atividades de participação no mercado do terceiro setor. A pesquisa realizada para a artista
plástica Rosângela Rennó, deu a esse trabalho não só um questionamento a possibilidade de
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recriação das imagens do acervo (1920-1930), produzido pelo psiquiatra Dr. Moraes Melo,
material de negativos de vidro abandonado e isento de técnicas da organização documental,
mas também da aprovação da pesquisa do mesmo acervo, liberado a partir de autorização da
Secretaria de Administração Penitenciária, transformou-se em uma obra de arte – Cicatrizes,
de autoria de Rennó.
A atuação no interior foi como consultora para a organização de acervo do Museu de Artes
Plásticas Quirino da Silva, fundado na década de 50, Mococa, SP (por meio da Lei de Incentivo
Estadual à Cultura), infelizmente sem continuidade. Em 1998, durante a pesquisa no Projeto
de Exposição sobre Florestan Fernandes para uma homenagem no Arquivo do Estado de São
Paulo, cuidei para não omitir os conceitos de relevância e relacionar os conceitos fundadores
da Sociologia com o papel social e político de Florestan Fernandes. Entrevistas com familiares,
com contemporâneos na Universidade de São Paulo e na formação do Partido dos
Trabalhadores agregaram fontes extraordinárias para uma exposição itinerante.
Em 2000, fui indicada para participar da elaboração do Dossiê Fotografia é Arte para o Projeto
Êxodos do fotógrafo Sebastião Salgado (BEI-Comunicação), com o objetivo de esclarecer a
categoria de Arte para a fotografia de Sebastião Salgado, inserida na discussão Fotografia-Arte.
O meu trabalho foi documentar e reunir pareceres, artigos de especialistas, críticos, curadores
e jornalistas, publicados em revistas e jornais (Veja, Humboldt, O Estado de S. Paulo, Jornal da
Tarde, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Globo, Le Monde), e textos
publicados por pesquisadores, bem como informações retiradas dos catálogos de leilões da
Sotheby’s e indicações de suas cotações no mercado da arte fotográfica. Tal documentação
também demonstrou a programação de exposições fotográficas dos museus de arte
internacionais; o relatório publicado na enciclopédia QUID; o conceito de Patrimônio Cultural e
a fotografia como patrimônio cultural na França e documentos do Curso de Artes Visuais e de
Fotografia em Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo.
Muito perto dessa elaboração, realizei o Projeto de Recuperação da Documentação
Fotográfica Rondônia/1956, do Historiador Manoel Rodrigues Ferreira (com apoio na Lei
Rouanet) e o Projeto de Documentação Fotográfica do Artesanato Nordestino Pernambucano
junto à Cooperativa de Artesãos em Couro de Serrita, PE.
O Projeto de Recuperação da Coleção Fotográfica do americano Dana Merrill (1912), fotógrafo
da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, foi submetido à Lei Rouanet e, depois de
um longo processo, pertence ao acervo disponibilizado em banco de dados do Museu Paulista
da Universidade de São Paulo, desde 2000.
A documentação proveniente de acervos públicos, históricos ou artísticos, foi o universo por
mim pesquisado em diversas regiões do país, especificamente no Centro-Oeste, Nordeste e
Sudeste brasileiros. Dentro das extremidades sociais e contradições das políticas de acervo,
encontramos os sistemas de acesso digitalizados ou ainda disponibilizados de forma precária
em simples listagens. Esses aspectos de acessibilidade não foram limitantes para as minhas
pesquisas. A partir do ponto de vista institucional das regiões brasileiras, isto é, dos seus locais
de armazenamento e “estados de conservação”, se assim poderão ser avaliados, tais conjuntos
documentais são irregulares e não contavam com disponibilidade informacional. Ao contrário,
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em todos esses anos de pesquisa em acervos, sempre contei mais com a disponibilidade
humana nos serviços de referências do que com equipamentos informacionais. Na maioria das
vezes, as pessoas são os melhores veículos para o acesso à informação, quando ainda não há
recursos informacionais de uso público na inserção da tecnologia e inclusão social. A execução
de projetos para apropriação – pesquisa, recuperação, tratamento e disponibilização de
informações, a partir de acervos, coleções e registros documentais de diversos suportes,
necessitaram de pesquisa documental em dezenas de acervos privados, públicos e as
experiências e atividades realizadas. Entre eles: Arquivo do Estado de São Paulo, Museu da
Imagem e do Som, Fundação Bienal Internacional de São Paulo, Museu de Antropologia do
Vale do Paraíba, Galeria Luisa Strina, Escritório Luciana Brito, Secretaria de Estado da Cultura, a
experiência com o Museu Paulista da Universidade de São Paulo e as atividades no Conselho
da Universidade Solidária, Unesco.
3. Ciências da Informação do mestrado ao doutorado: âmbito informacional
Ao memorar o percurso acadêmico na área das Ciências da Informação e Documentação,
identifico os argumentos pautados no sentido da busca em definir uma linha de atuação
profissional diferenciada. Dos esforços na luta pela sobrevivência procurei associar a atuação
na área documental, com conceitos teóricos através de disciplinas que procurei realizar sem
um vínculo formal com a Universidade de São Paulo e Pontifícia Universidade Católica. Ainda,
tais atuações criaram produtos que, entre eles, destaco os produtos construídos a partir das
linhas de pesquisa da Ação Cultural (ME), da Organização da Informação (DO) e da Mediação e
Informação (Projeto de Pesquisa).
Nos campos de trabalho, museus, arquivos, bibliotecas foi possível elaborar instrumentos da
pesquisa documental, de gêneros documentais diversos (imagem e texto), e utilizar processos
tecnológicos utilizados na recuperação como aluguns catálogos do acervo do Museu da
Imagem e do Som. As relações práticas e teóricas com História e Arte Contemporânea foram
sinalizadas durante o período de mestrado. Assim como realizar a disciplina A vertigem do
olhar: fotografia e Arte no século XX, ministrada pela profa. Annatereza Fabris, das Artes
Plásticas da ECA/USP, e associar os focos de análise da criação fotográfica com outras
ministradas pelas professoras Johanna Smit, Nair Kobashi e Fátima Tálamo, da disciplina
Análise Documentária, no Curso de Pós-Graduação em Ciência da Informação e
Documentação, em que se observavam os documentos além do seu suporte, a partir dos seus
sentidos e significações nos contextos sociais, para processamento e disseminação.
A preocupação com mediação veio quando iniciei o projeto de pesquisa para ingresso no
mestrado. Naquele momento, o país atravessava um período mais animador do que se
encontrava em anos anteriores. Afinal, foi eleito um presidente da República sociólogo
Fernando Henrique Cardoso e professor da Universidade de São Paulo. As esperanças foram
depositadas e ampliadas para a transformação da sociedade brasileira.
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O país seguiu o rumo do projeto neoliberal, com suas incertezas e continuidade dos
problemas, comuns à grande maioria dos brasileiros. Como trabalhar com cultura em uma
sociedade não possuidora de uma Política Cultural eficiente? Como trabalhar em projetos que
possam ter prosseguimentos sem ser interpelados ou ameaçados por uma ruptura política
brusca e demolidora do que foi iniciado?
A formação do mestrado, portanto, foi definitiva para esclarecer as possibilidades de Ação
Cultural. Assim, apresentei e conheci projetos que foram discutidos com colegas, em sala de
aula, durante as disciplinas das áreas específicas da medição, organização, tratamento,
recuperação e disseminação da informação.
A primeira vertente dessa relação com as Ciências da Informação diz respeito à articulação
profissional, considerada pela orientação de disciplinas cumpridas ao longo de 20 anos, nas
áreas das ciências humanas, antropologia, arte contemporânea e história, na Universidade de
São Paulo e na Pontifícia Universidade Católica.
O mestrado na Ação Cultural do Curso Ciências da Informação, com o tema Ação Cultural:
relato de três experiências de mediação em arte contemporânea, orientado pelo Prof. Dr.
Martin Grossmann (ECA/USP), revelou processos de pesquisa nos acervos institucionais,
relatou procedimentos adotados, associando as informações arquivadas, indicou como foi
construída a figura do mediador. A análise determinou territórios de atuação, enquanto
campos de referência, para que as premissas institucionais pudessem iluminar e diferenciar a
atuação do mediador frente aos acervos e seus suportes da informação. Cada um dos três
capítulos da dissertação enfocou o projeto de autoria dos artistas, apresentando três
momentos de procedimentos de mediação, relacionando questões históricas e sociais.
Para dar suporte ao artista norueguês Bard Breivik, expositor da 21ª Bienal Internacional de
São Paulo, cujo trabalho derivou na construção de instalações e esculturas, valorizando as
técnicas construtivas dos povos indígenas, a mediação por mim realizada se definiu pela
investigação em acervos culturais, associada à pesquisa de campo no Parque Xavante e Aldeia
Kuikuro (Parque Nacional do Xingu).
A segunda pesquisa, descrita na dissertação, foi realizada para a artista plástica Rosângela
Rennó. Esse trabalho não só questionou a possibilidade de recriação da imagem do acervo
produzido pelo psiquiatra Dr. Moraes Melo, na década de 1920. O Projeto Cicatriz recuperou e
transformou um acervo de negativos de vidro, das coleções fotográficas produzidas para
documentação e investigação policial e psiquiátrica, em obra de arte. A partir de seu convite
para processar o tratamento documental, construí uma experiência profissional em que pude
acompanhar o trabalho da artista que dialogou com a lógica de transformar a informação
“apropriada” em acervo anônimo do universo social e, a partir da recriação e dos signos
artísticos das tatuagens de corpos de presos (excluídos da vida social), o inseriu no contexto
dos acervos da linguagem contemporânea das artes plásticas.
A terceira pesquisa foi desenvolvida no Nordeste, em cidades de quatro estados – Alagoas,
Sergipe, Bahia e Pernambuco – montando a obra O Quebra-Cabeças da América
Latina...continua, da artista Regina Silveira, em pequenos grupos, permitindo apropriações e
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recriações resultantes das provocações multiculturais proporcionadas pela manipulação de
imagens da história latino-americana da obra da artista brasileira.
Ao olhar um panorama profissional, de longo período, no cenário institucional paulistano, os
problemas se ampliaram e uma das formas de se aproximar das soluções é buscar entender o
crescimento dos profissionais nestas próprias soluções que, de forma definitiva, deixaram de
improvisar. A decisão, ou talvez o encontro com os professores da área das Ciências da
Informação da Escola de Comunicações e Artes da USP, com as opções das linhas de pesquisa
e, principalmente, o caminho percorrido a partir do conceito de ação, mediação e informação,
proporcionou-me, inicialmente, a opção de entendimento das ações que já estavam plantadas
na atuação profissional desde 1985, no Arquivo do Estado de São Paulo. Devo esta confiança
ao orientador de mestrado Prof. Dr. Martin Grossmann.
Contribuições, identificações e realizações, todavia, as dúvidas surgem na fronteira social no
emergir dos problemas que também podem responder a uma pergunta sobre a intervenção
nos acervos e a observação dos contextos culturais e históricos. Os valores patrimoniais
culturais: pertencimento do sujeito, cultura material e cultura imaterial, disponibilidade e
acessibilidade dos bens sempre nortearam o ensino dos professores aos quais busquei
orientação.
Ao contrário de como é visto comumente o processo de pesquisa na Ciência da Informação,
nos anos da década de 1980 estavam restritos aos procedimentos técnicos ou ao desprezo à
sua aplicação do papel do mediador, do então denominado agente cultural (na atualidade,
mediador). O que se construiu foi edificante para a linha de pesquisa – mediação - um campo
ainda mais vasto de atuação, porque se consideram as experiências empíricas, aplicações
metodológicas, como segmentos práticos para a elaboração da teoria da Ciência da
Informação. Contudo, as transformações de minha pesquisa e a análise acadêmica devem-se
ao meu vínculo profissional com a Secretaria de Cultura do Município de Ribeirão Preto, na
direção dos dois museus em Ribeirão Preto (Museu Histórico e Museu do Café), tomados como
pesquisa de campo, por dois anos no desenvolvimento do doutorado, e à minha admissão no
processo seletivo da Universidade de São Paulo, no Departamento de Física e Matemática, em
2004, no Curso de Ciência da Informação, nessa mesma cidade. Contudo, para melhor
esclarecer os eixos de pesquisa, irei relatar o período de instalação na cidade de Ribeirão
Preto.
4. Museu Histórico e Museu do Café de Ribeirão Preto
Após a finalização do mestrado na ECA-US|P, com a dissertação em Ação Cultural, com o
término da Bolsa Capes, no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais) não poderia sobreviver na
cidade de São Paulo. Enviei o curriculo vitae para algumas instituições, prestei concursos
públicos (Agência Nacional de Saúde e Fundação Oswaldo Cruz, ambas no Rio de Janeiro)
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apesar de aprovada em duas fases, não fui selecionada para os cargos correspondentes,
durante a entrevista.
Em outubro de 2001 um trabalho temporário, durante a 2ª Feira do Livro de Ribeirão Preto,
trouxe-me a Ribeirão Preto e, a convite do Secretário da Cultura, Galeno Amorim, passei a
coordenar os trabalhos de preservação do arquivo público e de dois museus – no cargo de
coordenação da área patrimonial da Secretaria Municipal de Cultura. Assim, do projeto de
Planejamento do Museu Histórico e do Café, Plano Diretor para os Museus, formação de
comissões entre USP e Prefeitura Municipal (vale lembrar que os museus municipais ocupam a
área do Campus USP e são tombados pelo patrimônio estadual) é possível identificar a
magnitude dos problemas encontrados na edificação, entorno, cuidados do tratamento do
acervo, reserva técnica, monitorias. Assim, no projeto apresentado ao secretário municipal
relatei:
[...] De outubro de 2001 a março de 2003, medidas de urgência e o projeto de reforma
estrutural provocaram a identificação de problemas museológicos e a necessidade da
elaboração de um Plano Diretor para estes museus [...]. (ESPÍRITO SANTO, 2003).
Com planejamento conjunto com o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico (Condephaat), órgão da Secretaria de Estado da Cultura, que tem por
objetivo proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural no estado, providenciamos a
retirada das telhas e a sua lavagem, o que para mim representou uma atitude além do sentido
da preservação. Ao recolocá-las, comprova-se o desafio da conservação no modo de fazer, de
quem o fez, no sentido da beleza e na ação mediadora do patrimônio edificado (intervenção e
criar acessibilidade) inicialmente numa fazenda produtora de café e, posteriormente, no
Campus da Universidade de São Paulo, no Museu Histórico e de ordem geral Plínio Travassos
dos Santos e no Museu do Café Cel. Francisco Schmidt.
A realização de uma exposição: Novos Tempos para os Museus Histórico e do Café de Ribeirão
Preto, deu início à reabertura dos museus após quatro meses de reforma estrutural e de
recuperação dos prédios do século XIX e de 1948, e suporte à monitoria universitária na
recepção e no agendamento de escolas do ensino fundamental, médio, superior e do público
espontâneo.
A exposição, composta de oito painéis, construídos a partir de sobras de madeira peroba rosa,
solução econômica da maneira do reciclar, foi elaborada mediante a experiência, execução dos
projetos e medidas urgentes. Conta com a exibição de documentos textuais, registros
fotográficos do cotidiano da reforma dos prédios dos museus, fragmentos de composição das
antigas construções, peças classificadas, objetos históricos encontrados nos porões, do uso da
área verde pela comunidade, dos princípios e objetivos de um Plano Diretor para os museus.
(ESPÍRITO SANTO, 2003).
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Em 2003, com a apresentação do Projeto de Restauro dos museus Histórico e do Café ao
Ministério Público, à Prefeitura Municipal e ao Condephaat e a participação no Curso
Formação de Público em Ação Cultural, da Profa. Dra. Maria Helena Pires, da ECA/USP, no
programa de doutorado, definiram-se as próximas fases desafiadoras na atividade de
Coordenação da Memória Histórica de Ribeirão. Desta forma, nova questão surgiu compondo
as ideias de intervenção: como associar a experiência com pesquisa cultural, mediação e a
necessidade de tratar esses mesmos acervos e disseminação social?
A atuação profissional nos museus da cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo,
contribuiu para uma discussão da importância da pesquisa em torno da identidade cultural
desses museus, do distanciamento da academia – apesar de ocupar um espaço interno na
Universidade de São Paulo –, da ausência de uma comunicação entre a produção de
conhecimento e o atendimento público.
Por isso, estratégias relacionadas a uma determinada política cultural do município foram
tomadas. No exercício no cargo de Chefe de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria
de Cultura de Ribeirão Preto, com diretrizes estabelecidas pelo governo aos Museus e Arquivo
Público Municipais, no período de outubro de 2001 a janeiro de 2004, pude contribuir para
localizar os problemas comuns às administrações públicas, enfrentados no campo da Cultura,
na ausência de um projeto de preservação. Mesmo assim, reorganizamos o Conselho de
Patrimônio Arquitetônico, Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conpaac), no qual atuei como
primeira secretária, buscando compreender as necessidades da comunidade e, nesse campo
de atuação (ESPÍRITO SANTO; REGISTRO, 2005), conseguindo várias vitórias práticas, como o
uso público de verba compensatória para restauro dos museus em questão.
Passaram-se os anos e boa parte desse tempo permaneci em instituições de guarda,
preservação de acervos mediados pelas técnicas aplicadas à biblioteconomia, arquivologia e
museologia. Todavia, agregam-se a participação e organização de seminários, de oficinas,
encontros e, principalmente, ações sociais nos programas como Conselho da Comunidade
Solidária e Projeto Rondon, em sua fase na democracia, a partir do Governo Lula.
5. A experiência de docência no quinquênio na USP – 2004/2009 - no Curso Ciência da
Informação e da Documentação. Reflexões e práticas
A narrativa deste memorial, a partir deste ponto, inclui a informação do vínculo como
professora Assistente, admitida por processo seletivo na categoria MS-2, para ministrar
disciplinas no Curso de Ciências da Informação e da Documentação, no Departamento de
Física e Matemática, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, no campus da Universidade
de São Paulo em Ribeirão Preto. E após o quinquênio na condição “precária”, a aprovação no
concurso para a vaga de Mediação e Informação, inaugurou uma nova fase em minha vida
profissional e na acadêmia.
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Nele estão demonstradas as atividades relativas à construção do Ensino, Pesquisa e Extensão,
com dedicação exclusiva do vínculo empregatício, do funcionalismo público, com a
Universidade de São Paulo, desde maio de 2004. Tais atividades procuraram e objetivaram
consolidar o processo de formação profissional no contexto de competências da Ciência da
Informação, cujas linhas de organização da informação e de mediação da informação
orientam, até o presente momento, o exercício profissional.
O desenvolvimento do projeto de doutorado, levando como tema a formação dos acervos dos
museus Histórico e do Café, foi desenvolvido a partir do conceito de colecionismo, com foco na
personagem empreendedora dos museus, em sua forte noção e ideário de uma instituição
pública voltada para a educação, especialidade da liderança do educador, jornalista, advogado
e museólogo Plínio Travassos dos Santos, de 1948 a 1956. A tese foi defendida no ano de 2009,
na Universidade Estadual Júlio Mesquita (Unesp), campus de Marília.
Procuro demonstrar, neste breve cenário, a experiência de docência no quinquênio (20042009), a relação da pesquisa acadêmica com a orientação dos alunos sem bolsa e dos
contemplados com as bolsas Ensinar com Pesquisa e Aprender com Cultura e Extensão, a
criação e desenvolvimento dos projetos de extensão dirigidos à comunidade ribeirãopretana,
além de discutir os processos da investigação da mediação da informação e da memória
institucional, no município e região de Ribeirão Preto .
No período de 2007 a 2009 as pesquisas orientadas de Trabalho de Conclusão de Curso
focaram as materialidades de seus acervos, tonificadas pelas ênfases e fundamentos teóricos
da Ciência da Informação, descrita abaixo:
1. Elaine Marcussi. Vila Tibério: um patrimônio da cidade em transformação. Documentação
fotográfica e a Organização da Informação a partir do acervo do Jornal da Vila de Ribeirão
Preto. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) –
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
Ingresso no Mestrado na Escola de Enfermagem da USP/RP.
2.Marcel Santos. A Análise da Metodologia de Indexação: Documentos Iconográficos em
Bibliotecas Escolares. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da
Documentação) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão
Preto, 2007.
3. Priscila Sato. O Museu de Arte de Ribeirão Preto: estudo do usuário. 2007. Trabalho de
Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da Documentação) – Faculdade de Filosofia
Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
4.Talita Carvalho. Patrimônio Cultural em Descalvado: contexto e sistematização. 2007.
Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da Documentação) – Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
5. Najara Gomes. Resgate de memória institucional: um estudo de caso da Companhia
açucareira Vale do Rosário. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
da Documentação) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2007.
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6. Gisele Machado da Silva. A linguagem dos documentos administrativos da Rede Estadual de
Ensino: um estudo sobre o acesso e uso dos professores. 2006. Trabalho de Conclusão de
Curso (Ciências da Informação e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto,
2006.
7. Nair Silva de Oliveira. Proposta de Guia de Fontes Bibliográficas para profissionais do
Programa de Saúde da Família. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação
e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
8. Paulo César Silveira de Alcântara. Subsídios para a implantação do C.E.M.M. - Centro
Municipal de Memória de Sertãozinho. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da
Informação e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
9. Juliana Sales. A Biblioteca de José Olympio (provisório). 2009. Curso (Ciência da Informação
e da Documentação) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2009.
10. Paula Emboaba. Organização do acervo da Floresta da USP de Ribeirão Preto. 2009.
Orientação de outra natureza (Ciências da Informação e Documentação) – Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
Assim, tomei as próprias orientações aos alunos como ponto de referência e para
contextualizar os argumentos da pesquisa nos acervos documentais e investigar a
formação/mediação dos acervos das instituições curadoras da documentação pública.
Na base da teoria documental, isto é, aquela que fortalece os laços com as materialidades do
documento - foram retomados os itens do projeto anterior, intitulado: No corredor do café: as
mediações das linguagens documentárias para as transformações das instituições-memória.
No projeto inicial, no ingresso na docência, estão apresentados os conceitos norteadores de
que a história se faz com as relações sócias, na análise documentária e discute os estudos de
autores da Ciência da Informação, como Kobashi, Smit, Tálamo focando a representação a
linguagens documentárias do projeto acadêmico (2004-2007). Este norteou, redimensionou as
discussões e formulou outros problemas (2007-2009), representados no projeto (2010-2012)
intitulado Mediação da informação estruturada nas instituições culturais, baseado nas linhas
da organização e mediação da informação.
6. Disciplinas de graduação ministradas e a relação como projeto de pesquisa e pedagógico
As disciplinas ministradas nesse períodos são elencadas abaixo:
2004. 5911020 – Linguagens Documentárias
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2004. 5911019 – Legislação, Ética e Informação
2004. 5911022 – Representação Temática
2005. 5911017 – Políticas da Informação
2005. 5911029 – Documentação Audiovisual
2005. 5911058 – Mediação Cultural: Organização de Acervos e Produtos
2005. 5911019 – Ética e Informação
2006. 5911017 – Políticas da Informação
2006. 5911029 – Documentação Audiovisual
2006. 5911019 – Ética e Informação
2006. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2007. 5911017 – Políticas da Informação
2007. 5911029 – Documentação Audiovisual
2007. 5911081 – Estágio
2007. 5911019 – Ética e Informação
2007. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2007. 5911081 – Estágio
2008. 5911017 – Políticas da Informação
2008. 5911029 – Documentação Audiovisual
2008. 5911081 – Estágio
2008. 5911019 – Ética e Informação
2008. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2009. 5911017 – Políticas da Informação
2009. 5911029 – Documentação Audiovisual
2009. 5911081 – Estágio
2009. 5911019 – Ética e Informação
2009. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2010.
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2010.
2010.
2011. Introdução à Arquivologia (optativa)
2011.
2011. 5911019 – Ética e Informação
2011. 5911037 – Mediação e recepção da informaçã
6.1 Relação de instituições visitadas com alunos do CID - Excursões Didáticas
(Média por viagem: 40 alunos)
2005-2011
1. Museu Paulista – de 1° a 8° semestres;
2. Instituto Cultural Itaú - de 1° a 8° semestres;
3. Biblioteca Mosteiro de São Bento - de 1° a 8° semestres;
4. Sistema de Arquivos da Unicamp – de 1° a 8° semestres;
5. Centro de Memória da Unicamp – de 1° a 8° semestres;
6. Cinemateca Brasileira – São Paulo – 6º e 7º semestres;
7. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – 5°, 6º, 7º e 8° semestres;
8. Institutos de Estudos Brasileiros (IEB) e Centro de Documentação e Informação 9. 9. 9.
(CEDIC – PUC/SP) – 5°, 6º, 7º e 8° semestres;
10. Arquivo Público de São Paulo – 2º e 4° semestres;
11. Museu da Inconfidência – Ouro Preto – Minas Gerais – 2°, 3° e 8° semestres;
12. Arquivo do Museu da Inconfidência – Ouro Preto – Minas Gerais – 2°, 3° e 8° semestres;
13. Centro Cultural Vergueiro – Prefeitura Municipal de São Paulo – 2° e 5° semestres;
14. Institutos de Estudos Brasileiros – IEB e Centro de Documentação – 2° e 6° semestres;
15. Sistema de Arquivos da USP – 2° e 6° semestres.
16. Bienal Internacional de São Paulo - 3° e 6° semestres
17. Museu de Arte Moderna de São Paulo- 3° e 6° semestres
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18. Sistema de Arquivos da Unicamp - 3° e 5° semestres
19. Arquivo Edgar Leurenhot -3 ° e 5° semestres
Nessa direção, o desenvolvimento da organização da informação, correspondente ao
significado de imprimir métodos aos estoques documentais, isto é, acervos patrimoniados no
âmbito privado ou público, respeitando fases finas de intervenções em contextos da
biblioteca, do museu, do arquivo e do centro de documentação.
A preocupação da pesquisa, de minha autoria em dez anos, procura relacionar a teoria da
Mediação da Informação com todas ad disciplinas ministradas no curso de Ciências da
Informação e da Documentação: Mediação e Recepção da Informação, Política e Informação;
Ética e Informação e Documentação Audiovisual. Ainda mais três disciplinas: Arquivo e
Memória, Introdução à Arquivologia e Trabalho de Conclusão de Curso. O atual curso passa
por avaliação e foram localizados: excesso de carga horária, depois de nove anos de
funcionamento ainda há ausência de três professores para cumprir determinadas disciplinas.
Não deveria aparentar uma ambição universitárias, mas a ausência de discussão do Projeto
Pedagógico tem influenciado diretamente à gestões de coordenação de curso pouco
transparentes na Ciência da Informação e da Documentação em Ribeirão Preto. Prova disso
são as dificuldades localizadas pelo Conselho Estadual da área. Será a exigência da execução
do Projeto Pedagógico do curso, na questão de como integrar as áreas de pesquisa com a linha
de atuação para exercício de docência (sobre Edital do presente Concurso, Pauta da
Congregação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da USP/RP, do dia 17 de dezembro
de 2009).
Acredito que os espaços de mediação dos acervos dos arquivo, centro de documentação,
biblioteca e museu são identificados com os próprios contextos culturais e históricos e não
podem ser considerados como apenas o lugar de representação deles. Como já narrado no
documento Memorial de 2009, apresentado na ocasião do concurso para vaga de professordoutor, vejo a questão das intervenções associadas aos estudos das estruturas sociais
informacionais, institucionais ou da própria informação, como um instrumento de
potencializar os sentidos de pertencimento da população da região que abrigou o início da
formação cultural da população do interior de São Paulo, datada da segunda fase da produção
cafeeira, no século XIX. Penso no sujeito consciente, respaldado pela teoria das Ciências da
Informação, e que é contemplado com a possibilidade dos manejos técnicos dos conteúdos
informacionais nos acervos e do uso deles, no meio acadêmico, sempre será a partir de uma
teoria, da avaliação dessa condição social e, na verdade, apenas podermos constatar que já
não se sustentam os antigos paradigmas no cotidiano institucional, distanciando do sujeito e
das discussões acadêmicas e das práticas mais contemporâneas adotadas em instituições
públicas ou privadas.
Os lugares de condensação de forças para o docente da Ciência da Informação e da
Documentação, na USP de Ribeirão Preto, talvez sejam os fundamentos teóricos da Ciência da
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Informação, obtendo-se resultados apenas ao retomar conceitos mais remotos da sociedade
tecnológica e informacional. Algumas considerações teóricas da Ciência da Informação aqui
consideradas podem esclarecer o leitor para as proposições futuras deste memorial.
Durante os últimos cinquenta anos, a Ciência da Informação se preocupou com sentido do
documento-acervo, dos estoques informacionais com ênfase na sua redução volumétrica,
considerada necessária para a ampla acessibilidade. Todavia, nos últimos trinta anos, a área se
voltou para analisar o fenômeno informacional a partir dos paradigmas da investigação da
informação e das vias tecnológicas digitais, assim como para ampliar a sua expansão territorial
e focar os sentidos da comunicação na denominada sociedade informacional.
Durante o século XX, assistimos à “segunda revolução tecnológica” e os usuais paradigmas
modernos das ciências sociais – do funcionalismo ao estruturalismo e do marxismo às posições
críticas pós-modernas – foram (re)contextualizados e redimensionados pelos processos
técnicos e digitais, causais do aprimoramento científico e reorientados para as ampliações dos
estudos dos sentidos sociais da memória, da história e da ciência.
Com o advento do estudo da Ciência da Informação, no campo científico, o seu objeto – a
informação – demarcou a investigação em sua complexidade mediática, entre o profissional da
informação, a informação e os sujeitos-usuários. Desta forma, iniciou-se um processo de
delimitação das suas fronteiras com outras ciências: entre as ciências exatas e a ciência da
computação.
Neste cenário – das contingências históricas (HOBSBAWM, 2009, p. 506) e das relações
revolucionárias da sociedade informacional (mídias digitais) –, e contrastada pelas vias
econômicas multiculturais, perfila-se a Ciência da Informação, que, talvez, tenha conseguido
realizar a sua maturidade como ciência social ( , esforçando-se na atuação científica
multidisciplinar com interfaces com as áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia,
na categoria das Ciências Sociais Aplicadas.
Neste sentido, também se ampliaram, no âmbito científico, as discussões em torno do termo
informação. Embora seja um dispositivo na produção textual em todas as áreas acadêmicas,
autores e profissionais da informação focaram-se, por décadas, no mesmo termo e na busca
pela delimitação conceitual do objeto da Ciência da Informação, considerada uma ciência pósmoderna (ROBREDO, 2005).
Nesta perspectiva apresentei o artigo de minha Relações pendulares na mediação da
informação: arquivo-biblioteca-museu, no Ciclo de Estudos em Ciência da Informação em
2006, na cidade do Rio de Janeiro, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Nos fundamentos teóricos da Ciência da Informação, até os anos de 1990, os autores
sedimentaram as suas pesquisas sobre o processamento documental e informacional, nos
âmbitos museológicos, biblioteconômicos e da arquivologia, como indicou Robredo (2005).
Todavia, os estudos mantiveram-se sem contar com as perspectivas preocupantes das
contingências sociais e econômicas, incidentes e interativas com o sujeito.
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Contudo, esse autor, em sua clara apresentação da obra citada (ROBREDO, 2005, p. 1), abrevia
a distância entre as conquistas informacionais globalizadas (metadados, hipertexto, Internet
etc.) e as necessidades disseminais de infraestrutura expressas na seguinte frase:
Apesar do sonho otimista das previsões de socialização do acesso à informação e construção
do conhecimento sem rompimento, não há previsões históricas dessa linearidade social. Mas,
em relação ao posicionamento do pensamento crítico, parece-me que projeções de mudanças
sociais não se realizam sem uma profunda reforma e distribuição justa da renda.
Neste ponto, seria conservar os sistemas em que se reproduzem as contradições das
diferenças sociais com a manutenção da distância social entre os indivíduos e o alcance de
uma distribuição honesta do conhecimento, das intervenções nas instituições públicas, da
guarda, preservação e disseminação da informação.
As posições dos pesquisadores, em tempos de democracia, podem ser críticas e construtivas,
embora sejam dependentes do status quo do mercado e dos bens de capital. Talvez ainda seja
necessário verificar como se dão, ou estão reagindo, os agentes sociais da informação –
profissionais das instituições públicas – nos ambientes informacionais, mais do que
propriamente supor a fluência do sistema sem que haja, condicionalmente, as rupturas
históricas.
Outros autores já anunciam a migração do foco da Ciência da Informação e, preocupados com
interfaces teóricas (KOBASHI; SMIT; TALAMO, 2004), localizam problemas terminológicos e
conceituais da Ciência da Informação, complicadores do desenvolvimento científico da área do
ponto de vista do lexico.
Ainda assim, os esforços de profissionais demonstram avanços em setores institucionais e no
desenvolvimento teórico da mediação da informação, do ponto de vista da análise em relação
aos contextos históricos e culturais e do papel do mediador na Ciência da Informação
(ALMEIDA, 2008; ALMEIDA JÚNIOR, 2008, 2009).
Contudo, quase não estão presentes, na teoria, argumentos para inserções do estudo das
subjetividades dos usuários da informação/profissionais da informação, dos processos de
educação e mediação no desenvolvimento da sociedade contemporânea e dos referentes
contextos que, se no momento não se configuram como problemas centrais da teoria da
complexidade social, ainda deverão ser tratados pela Ciência da Informação, Ciência Social
Aplicada.
Neste caminho, no âmbito acadêmico, retomo algumas questões desenvolvidas nos projetos
anteriormente elaborados e aplicados, para subsidiar o problema em análise que, além do
foco na informação, procura dar ênfase ao papel do mediador frente aos problemas
apresentados nos ambientes informacionais, que são determinantes nos e dos contextos.
Desta forma o artigo A atuação do colecionador Plínio Travassos dos Santos para formar o
Museu Histórico e de Ordem Geral, trabalho apresentado no II Seminário de História do Café.
História e Historiografia, Museu Paulista da Universidade de São Paulo; Museu Republicano
“Convenção de Itu”, Itu, 2008, retrata o foco no acervo documental do café e sua
representatividade social. Outro artigo, situado antes da inserção na acadêmia, descreve a
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preocupação com a valorização do acervo e suas materialidades: Museus Histórico e do Café,
Ribeirão Preto, SP. Revista Museu – Cultura levada a sério, 2003. Disponível em:
<http://www.revistamuseu.com.br/emfoco/emfoco.asp?id=5555>. Acesso em: 25 jan. 2010. E
outro artigo em parceria com Tania Registro e historiadora do Arquivo Municipal de Ribeirão
Preto: Breve histórico da formação e atuação do Conselho de Preservação do Patrimônio
Cultural de Ribeirão Preto, que apresenta a reorganização do Conselho Municipal do
Patrimônio Cultural – CONPPAC/RP<http://ribeiraopreto.sp.gov.br>.
Depois do ingresso no doutorado, apresentamos o artigo O texto-museu: a coerência
das representações do acervo do Museu do Café em Ribeirão Preto frente à “Lavoura Arcaica”
durante o Encontro Nacional de Ciências da Informação e Bibliotecomia, em (ENANCIB), 2007,
em Salvador.
A partir daí, no exercício profissional de docência, procurou associar as práticas nas
instituições curadoras da memória com orientações de bolsistas de Iniciação Científica,
Aprender com Cultura e Extensão, Ensinar com Pesquisa e destaco as publicações de artigos,
as práticas de organização de encontros, oficinas , excursões didáticas e visitas técnicas (17)*,
palestras (4)*, Banco de Dados (4)*, orientação de TCC (8)* em andamento (2)* por mim
coordenadas ou ministradas nesse exercício profissional, sobressaindo-se aquelas dirigidas à
pesquisa dos acervos documentais do Museu Histórico e do Café* e do acervo da EE Otoniel
Mota*, centenários do município de Ribeirão Preto.
As atividades que busquei realizar, no sentido maior e no alcance do Projeto Pedagógico do
CID, são atividades praticadas em locais que ainda não estavam contemplados pelas demais
disciplinas do curso, dentro do Campus ou fora dele, como as visitas técnicas às instituições de
competência e excelência de organização, tratamento e disseminação da informação na cidade
de São Paulo, em outros estados e no país. Acredito que devam ser agregados valores à busca
e realização plena do Curso de Ciência da Informação e da Documentação, em conjunto com
os demais professores da área e de outras na perspectiva multidisciplinar.
Neste sentido, percebe-se o interesse discente na observação do trabalho do profissional da
informação (in loco nas instituições de guarda, preservação e memória), onde é permitido ir
além da teoria, observar as conquistas profissionais da área da arquivologia, museologia e
biblioteconomia e os avanços da sua atuação no ambiente informacional das novas tecnologias
ou, se ainda por fazer, também podem perceber a correspondência entre oferta e demanda
profissional ou acadêmica. Para compartilhar esta perspectiva escrevi sobre as Mediações das
informações no corredor do café: a coerência do museu-texto, trabalho apresentado no Curso
de Extensão Universitária “Ribeirão Preto: A cidade como Fonte Básica de Pesquisa III”,
realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São
Paulo, Ribeirão Preto, de 29 de agosto a 31 de outubro de 2006. Naquele momento já anunciei
a preocupação com o foco documental, embora ainda pontuado pela questão da estrutura
textual.
A partir do respeito ao período histórico dos contextos culturais da formação dos acervos, da
elaboração das biografias das personalidades da área das Ciências da Informação, da análise e
da formação da sociedade brasileira, é possível estudar os conceitos fundamentais e
convergentes da teoria interdisciplinar (PINHEIRO, 2002). Com isso, considera-se
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positivamente que, a partir das avaliações realizadas pelos alunos participantes, por exemplo,
das oficinas, palestras, encontros e excursões didáticas, haja interatividade e construção da
interdisciplinaridade na área em questão.
Após estas considerações a respeito do Projeto de Docência e Pedagógico do CID, irei
demonstrar os aspectos da influência direta da linha de pesquisa da formação da pósgraduação realizada. No período após a defesa da tese de doutorado, isto é, exatamente no
primeiro semestre de 2009, surgiram questões necessárias para elaborar certo refinamento
das percepções conceituais frente à teoria da Ciência da Informação – ciência considerada
ainda em formação – e à prática expressa na organização da informação, linha de pesquisa a
qual o doutoramento foi vinculado.
Nessa direção, busquei fazer aplicação da pesquisa acadêmica, comparativa e desenvolvida
para as disciplinas ministradas entre 2005 e 2009: Mediação e Recepção da Informação,
Política da Informação, Ética da Informação e Documentação Audiovisual. Figurado outro
redirecionamento, o foco se deu a partir da significação da informação dos acervos culturais
institucionais, para dar atenção aos aspectos da interatividade imbricada com o contexto do
sujeito-usuário, processo que será desenvolvido no projeto em andamento para 2010-2012.
Nesse panorama de pesquisa haveria a elaboração de novos paradigmas por cientistas da
informação em que o foco social poderia retomar o centro da perspectiva da Ciência Social
Aplicada, a qual se propõe como ciência.
Apesar de não poder ter participado como ouvinte do Encontro Nacional de Pesquisa em
Ciência da Informação (Enancib), em 2009, pois estava ministrando oficinas na EE Otoniel
Mota* na mesma temporada, observei atentamente os temas discutidos nesse encontro
nacional da área. Entre outros trabalhos descritos no site do Enancib, observei as diretrizes
teóricas da CI a partir de alguns relatos disponibilizados pelos seus coordenadores. Entre
poucos acessíveis até a presente data, destaca-se o Relatório do Grupo de Trabalho Gestão da
Informação e do Conhecimento – GT4. Coordenador: Ricardo Rodrigues Barbosa, Escola de
Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais. Ementa do GT: Gestão da
informação, de sistemas, de unidades, de serviços, de produtos e de recursos informacionais.
Esse grupo desenvolveu a temática dos estudos de fluxos, dos processos e uso da informação
na perspectiva da gestão. Aprofundou a finalidade da metodologia de estudos de usuários, os
objetivos com o monitoramento ambiental e inteligência competitiva no contexto da Ciência
da Informação. Ainda, ofereceu discussões a respeito das inserções nas redes organizacionais:
estudo, análise e avaliação para a gestão. Nesse modelo, a análise e estudo da gestão do
conhecimento e da aprendizagem organizacional no contexto da Ciência da Informação, assim
como a prática e aplicação das Tecnologias de Informação e da comunicação foram discutidos
objetivando as aplicações às gestões diversas.
Além dessa questão de fundo epistemológico da CI e do ponto de vista teórico, envolvi alunos
do curso do CID, estimulando a participação em projetos de Extensão e Pesquisa*. Dessa
participação dos discentes, foram criados mecanismos de cumprimento de estágios
obrigatórios, a partir do foco da Ciência da Informação e da Documentação. Esse item de
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exigência do ensino também está descrito no Projeto Pedagógico, para a formação do
profissional da informação, em suas competências e responsabilidade social.
Nessa via de atuação de duplo sentido, construída entre a formação de pós-graduação e o
Projeto Pedagógico, complementa-se a experiência acadêmica (no quinquênio do exercício de
docência na FFCLRP/Departamento de Física e Matemática da USP) em que busquei associar,
no período de encerramento da proposição da tese de doutoramento, as diretrizes da
Associação Nacional da Ciência da Informação (Ancib) e do Encontro Nacional da Ciência da
Informação (Enancib), em 2008, com os paradigmas da Ciência da Informação, como ciência,
em implicação direta com a Linha da Organização da Informação (UNESP/doutoramento), no
ponto de vista das demais ciências (Arquivologia, Museologia e Biblioteconomia), desenvolvida
no centro de pesquisas científicas na Universidade de São Paulo.
Os aspectos relacionais da teoria da CI com os projetos de docência (2004-2009) podem
sintetizar, na medida do possível, o acompanhamento das pesquisas na construção do
conhecimento, para nuclear a Ciência da Informação. Nas linhas a seguir podem ser verificadas
a minha produção de pesquisa de docência e sua transformação.
A trajetória profissional (2004-2009) trouxe novos elementos para a minha experiência,
baseada no projeto anterior de docência (MS-2) e objetivou esclarecer as definições da área
Ciência da Informação, considerar os fenômenos da produção e do uso dos registros
informacionais, assim como analisar o papel das mediações institucionais.
Durante os últimos Encontros Nacionais de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib),
também houve a discussão sobre a interdisciplinaridade da CI, com ênfase na informática, nas
trocas informacionais ou a respeito da sustentação terminológica da área das Ciências da
Informação.
Nas pesquisas sedimentadas nas bases epistemológicas da Ciência da Informação, o interesse
pela informação (genuína e registrada em algum suporte) modificou-se para permitir ao outro
(usuário) a acessibilidade em seus diversos contextos culturais. Intensificaram-se as relações
com as Ciências Sociais Aplicadas.
Universidades e entidades representativas da área profissional conseguiram consolidar as
pesquisas voltadas ao diálogo local, combinadas com as experiências da internacionalização
das metodologias (Ancib, Enancib, 2007, 2009). Contudo, houve uma clara valorização dos
estudos das localidades, da busca da investigação voltada para os contextos particularizados,
devido à urgência do fomento na Pesquisa e na Extensão do ensino.
O artigo A mediação do profissional da informação nas florestas da sociedade da informação,
Revista Transinformação, v. 18, p. 95-102, 2006, representa o direcionamento para uma
preocupação especial da identidade do profissional da informação, utilizando a metáfora do
Patinho Feio.
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Num segundo momento da mesma discussão, devido à conclusão da tese de doutoramento,
foi possível criar um produto, expressão em texto, em que há uma clara sintonia das inserções
das redes sociais e da produção do conhecimento.
A tese de doutorado, intitulada O colecionador público documentalista: Museu Histórico e de
Ordem geral Plínio Travassos dos Santos, foi desenvolvida na pesquisa da linha Organização da
Informação, coordenada pela Profa. Dra. Mariângela Fujita, sob orientação do Prof. Dr.
Eduardo Murguia Maranon. Foi deliberada pela Congregação da Faculdade de Filosofia e
Ciências da Unesp – Campus de Marília, apreciando o Processo n° 389/05, que homologou o
título de Doutor, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação*.
O texto de minha autoria, intitulado Os “corredores do café” como mediação do objeto
cognitivo para a Ciência da Informação, publicado na DataGramaZero (ESPÍRITO SANTO, 2009),
analisa e busca auxiliar essa reflexão que girou em torno das práticas permitidas pela direção
administrativa do Museu Histórico e de Ordem geral Plínio Travassos dos Santos, situado no
Campus da USP/RP, enquanto produto da tese, e de ação da pesquisa na região de Ribeirão
Preto, antigo Oeste Paulista (século XIX), na criação da metáfora linguística como instrumento
de relações interinstitucionais e do sujeito.
Os “corredores do café” como mediação do objeto cognitivo para a Ciência da Informação.
The “corridors of the coffee” as mediation of the cognitive object for Information Science
Resumo: Este artigo foi baseado nos conceitos das teorias e das práticas desenvolvidas em
instituições culturais coletoras e processadoras do conhecimento. As instituições, ao
concentrarem os ideais formais da administração pública, justificam os poderes vigentes e
foram necessárias para que elas, principalmente as instituições culturais, fossem vinculadas ao
poder político. Ainda foram justificadas pelas próprias, ou originárias da ideologia do
nacionalismo. Tais pontuações, aqui referendadas são relativas à produção do conhecimento
instituído em museus, arquivos, bibliotecas e, mais na atualidade, nos centros de
documentação, permanecendo no século XXI. Para buscar superar a distância entre
documentos e o seu uso nas instituições públicas, ou até mesmo para realizar o manejo
documental desses acervos. Propõe-se, nesta pesquisa, a criação da metáfora “corredor do
café” – um recurso linguístico que poderá auxiliar na delimitação de espaços geográficos físicos
ou virtuais e exercer a função de mediador entre o público dos produtos organizados, a partir
dos procedimentos usuais nas teorias e práticas da Ciência da Informação do período que
atravessa o século XX até o XXI.
Palavras-chaves: Organização da informação. Ciências da informação. Instituições. Café.
Corredor do café. Metáfora.
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Retomando o viés do projeto elaborado em 2004, vigente em renovações bienais contratuais
pela CERT , apliquei a metodologia do curso de Ciências da Informação e da Documentação,
que objetiva a formação de profissionais orientados para o gerenciamento de unidade de
informação e de documentação, com formação teórica nos aspectos sociais, históricos e
administrativos .
Como objetivo geral, aspira-se a formação do egresso com a capacidade de gerenciar a
informação e os produtos documentais, de formular e executar políticas institucionais e de
traduzir as necessidades da comunidade.
A proposta do curso, instalado no Departamento de Física e Matemática da FFCLRP, é que o
aluno possa ingressar no mercado de trabalho, desenvolver atividades profissionais
autônomas ou acadêmicas, dominando as terminologias e conceitos da informação, para a
criação de novos contextos e significados.
Considerando tais demandas da sociedade da informação contemporânea, onde a velocidade
da tecnologia ocupa o lugar central, o aluno poderá adaptar-se diante das contradições e
complexidades sociais brasileiras? A realidade brasileira também aponta para a necessidade da
formação do pensamento crítico nas universidades e de intervenções sociais conscientes e
capazes de agir com potencial de transformação social. Pede-se, por essas razões, entre
inúmeras, um conhecimento e domínio maior do objeto da CI, não mais orientado pelo foco no
fenômeno da informação, mas, sobretudo, na análise da mediação da informação, da sua
gênese e potenciais transformadores do indivíduo e do grupo de seu pertencimento.
Destacam-se as estruturas institucionais em eixos conceituais, fundamentados na teoria,
dirigidos para práticas, para um manejo coerente nos acervos, nos estoques informacionais e
na qualidade de sua gestão. Ainda, o meu projeto, em consonância com o Projeto Pedagógico
do CID, com especializações nas áreas – saúde, educação e gestão –, poderá promover e
potencializar o conhecimento das estruturas das mediações da informação, em temas
nivelados, da sociedade e da sua apropriação. Dessa forma, poderá contribuir com a
construção do conhecimento nos campos acadêmicos, objetivando amplas posturas éticas do
profissional da informação.
Os objetivos específicos do projeto acadêmico para 2010-2012 são aqueles baseados no
código de ética do profissional da informação, mas também partem das preocupações das
demandas urgentes da sociedade brasileira: saúde, educação e cultura. Todavia, direciono o
projeto para a aplicação de questionários qualitativos em dirigentes, funcionários e usuários
das instituições relacionadas em nosso escopo.
Os presentes argumentos estão voltados para o pensamento crítico. Talvez, tais argumentos
sejam sustentáveis nas possíveis interatividades comunitárias, orientados para ampliar a
capacidade de ação em processos informacionais – armazenamento, tratamento, recuperação
e disseminação da informação.
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Assim, os meus objetivos profissionais, como docente, são representados no projeto de
pesquisa, no âmbito do plano pedagógico do curso Ciências da Informação e Documentação, e
realizam-se em dois níveis.
O primeiro nível valoriza os aspectos da memória social a partir das instituições culturais
criadas e de outras, como as da saúde, situadas no Campus da USP. Como exemplo de
diagnósticos, cito a documentação dos acervos dos museus, escolas, bibliotecas e arquivos. No
segundo nível estão as mediações das linguagens documentárias e focadas nos contextos
culturais, na região administrativa de Ribeirão Preto.
Retomando as particularidades do projeto de docência (anterior), aquele almejou tal formação
e foi aplicado às áreas específicas de saúde (participação na Comissão de Implantação do
Museu de Medicina da USP/RP) e educação (elaboração e autoria do Projeto de Implantação
do Centro de Memória e Documentação da EE Otoniel Mota, de Ribeirão Preto), cujos
princípios são aqueles formulados pela linha da organização da informação e da recuperação
(banco de dados, tesauros; estudos do controle de vocabulários; análise documentária;
políticas e mediações culturais e mediação e recepção da informação).
Nesse sentido, dialoguei com os professores da Universidade de São Paulo, para a realização
de estágios e oficinas de treinamento, e com os professores da Rede Estadual, no sentido de
desenvolvimento de atividades pedagógicas.
Da Universidade de São Paulo, contatamos: Profa. Márcia Pazin (professora de História e
Arquivologia), para ministrar oficinas e para o fortalecimento do conceito de documento e
classificação da documentação; Profa. Dra. Solange Lima (professora de História e Museologia)
e Prof. Millan (da Universidade de Rochester) para ministrarem oficinas de organização de
acervos fotográficos; Profa. Dra. Cristina Ortega (professora de Biblioteconomia), para
conceituação da área; e o Prof. Dr. Edberto Ferneda, no processo de orientação de estágios.
Estes dois últimos estiveram vinculados profissionalmente ao Curso de Ciências da Informação
e da Documentação da USP/RP, de 2005 a 2009. A contribuição foi no sentido de ampliar as
discussões, domínio ou fluências das questões pendulares (ESPÍRITO SANTO; MURGUIA, 2006),
da teoria e prática na Ciência da Informação.
Da rede pública, da EE Otoniel Mota, nós contatamos os professores: Ana Carmem Cadorin,
Denise Cardoso, Nestor Muller , Neire Scarpine
Os itens das propostas das pesquisas acadêmicas, do biênio anterior, foram distintos e hoje
estão na pauta do meu projeto. Contudo, os seus suportes e a implementação do
planejamento de uma política pública, na maioria das vezes ausentes, relacionam-se com o
patrimônio e as linguagens documentárias, e por isso busquei dar respostas às perguntas
recorrentes do corpo discente e dos membros da comunidade de Ribeirão Preto e região:
como fazer e para quem fazer na construção do campo da memória social.
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Projeto de pesquisa em 2011 após um ano da contratação em concurso público para professor
douto
O projeto de pesquisa intitulado "A mediação da informação estruturada em instituições
culturais" busca analisar os diferentes níveis da mediação, entre vários dos seus conceitos na
área da Ciência da Informação e da Documentação. Parte da materialidade documental e, a
partir da análise e tratamento da documentação histórica do café, estabelece a investigação
associada aos contextos históricos. A mediação, apropriação terminológica aplicada à Ciência
da Informação e da Documentação, poderá ser investigada como objeto, rompendo o velho
paradigma: a informação e atraindo uma perspectiva multidisciplinar para a interpretação de
informações. Especialmente, o projeto de pesquisa e docência identifica o acervo material
(documental, maquinário, edificações) e e compara os níveis de apropriações informacionais
ao propor a mediação da informação na esfera da documentação estruturada nos corredores
simbólicos e produtivos do café. O estudo de caso - in loco - realiza-se na Fazenda Santa
Cecília, município de Cajurú, Região Administrativa de Ribeirão Preto (desde fevereiro de
2011). Tal projeto está inserido na linha Mediação da Informação, definida nos programas de
graduação e pós-graduação nas Ciências da Informação e Documentação (CID) no Brasil e em
países europeus. E aguarda vinculação com programas de pós-graduação, para dar
continuidade à formação de bolsistas já contemplados com 4 bolsas de Iniciação Científica (3
CID e 1 da Física) e com apoio de 2 em processo de doutoramento da Física. Pretende, ainda,
desenvolver aspectos multidisciplinares e interfaces entre a Organização e Mediação da
Informação. Com essas vertentes acadêmicas buscam-se compreender a relação dos níveis de
mediação, realizada por profissionais, com a conservação preventiva, tratamento documental
dos acervos e estruturas institucionais e de diversas entidades (outras fazendas cafeeiras).
Resultados´: O projeto, alcançou resultados surpreendentes na concentração de pesquisa no
primeiro semestre de 2011. Esse efeito está atribuído ao apoio da FAC – Fundação de Apoio à
Ciência: Humanas, Exatas e Naturais e da Empresa Rotunda -Rolding Ltda, que facilitaram as
bolsas dirigidas às iniciações científicas multidisciplinares, à investigação da documentação in
loco e da preparação de oficinas de conservação preventiva (prof. Norma Cassare) da
participação da equipe no curso de Gerenciamento de Riscos, (prof. Pedersoli), com apoio da
Associação dos Arquivistas de São Paulo e da realização (em processo de organização de
Seminário Internacional) e a implantação de Centro de Documentação na Fazenda Santa
Cecília.
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2002.
Disponível
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<http://www.uff.br/ppgci/editais/lenavanialeituras.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2010.
ROBREDO, J. Documentação de hoje e amanhã: uma abordagem revisitada e contemporânea
da Ciência da Informação e de suas aplicações biblioteconômicas, documentárias, arquivísticas
e museológicas. Brasília, DF: Edição do autor, 2005.
SANTO, S. M. E; MURGUIA, E. Relações pendulares na mediação da informação: ArquivoBiblioteca-Museu.
Marília:
Unesp,
2006.
Disponível
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<http://www.portalppgci.marilia.unesp.br/enancib/viewabstract.php?id=209>. Acesso em: 25
nov. 2009.
SÃO PAULO (Estado). Fundação Seade. Região Administrativa de Ribeirão Preto. Banco de
dados. Disponível em: <http://www.seade.gov.br/>. Acesso em: 10 dez. 2009.
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da Informação, v. 9, n. 5, out. 2008. Disponível em: <http://dgz.org.br/out08/Art_03.htm>.
Acesso em: 15 dez. 2009.
UNIÃO
ESTADUAL
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ESTUDANTES.
Histórico.
<http://www.ueesp.org/historico>. Acesso em: 18 de janeiro de 2010.
Disponível
em:
TRENTO, A. O outro lado do Atlântico. São Paulo: Studio Nobel, 1988.
VALENTIN, M. A Informação em Organizações Complexas - 3. Disponível
<http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=308>. Acesso em: 25 nov. 2009.
em:
[Digite texto]
VENTURA, Z. et al. O que fazer. Ciclo de Debates do Teatro Casa Grande. Rio de Janeiro: Inúbia,
1976. (Coleção Opinião).
VIII-5. ESPÍRITO SANTO, S. M. Os “corredores do café” como mediação do objeto cognitivo
para a Ciência da Informação. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, v. 10, n. 4,
ago. 2009. Disponível em: <http://www.datagramazero.org.br/ago09/Art_02.htm>. Acesso
em: 25 nov. 2009.
___________________________________________________________________
IX. Trabalhos aceitos em congressos
___________________________________________________________________
IX-1. ESPÍRITO SANTO, S. M., MURGUIA, E. O texto-museu: a coerência das representações do
acervo do Museu do Café em Ribeirão Preto frente à “Lavoura Arcaica”. In: ENCONTRO
NACIONAL CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E BIBLIOTECONOMIA (ENANCIB), 2007, Salvador.
Anais..., Salvador: Ancib, 2007. v. 8.
___________________________________________________________________
X. Dissertação e Tese
___________________________________________________________________
X-1. Mestrado: ESPIRITO SANTO, Sílvia Maria do. Ação cultural: relato de três experiências de
mediação em arte contemporânea. 2001. 154 p. Dissertação (Mestrado) – Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. (+ 1 fita de vídeo). CBD.
Orientador: Martin Grossmann. (cópia)
___________________________________________________________________
X-2. Doutorado *: ESPÍRITO SANTO, Silvia Maria do. O colecionador público documentalista:
Museu Histórico e de Ordem geral "Plínio Travassos dos Santos" de Ribeirão Preto. 2009. 206 f.
Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília,
2009. Orientador: Eduardo Murguia. (cópia)
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XI. Relatórios de pesquisa não publicados (cópias)
___________________________________________________________________
XI-1. Elaboração do Plano de Ação junto à PCARP. Prof. Dr. José Aparecido da Silvia. Relatório
de pesquisa para contribuição para Plano de Ação da Prefeitura Administrativa do Campus
(Prefeito Prof. Dr. José Aparecido). Maio de 2007.
___________________________________________________________________
XI-2. Organização do Acervo da FFCLRP. Setor audiovisual. Bolsa Aprender com Cultura.
Discente: Pablo David de Souza. Orientação: Profa. Silvia Maria do Espírito Santo. Ribeirão
Preto, 2009-2010.
___________________________________________________________________
XI-3. A Memória do Jornal da Vila. Relatório de pesquisa para TCC. Elaine Marcussi. "Vila
Tibério: um patrimônio da cidade em transformação. Documentação fotográfica e a
Organização da Informação a partir do acervo do Jornal da Vila de Ribeirão Preto". Orientação:
Prof. Silvia Maria do Espírito Santo. Ribeirão Preto, 2009
___________________________________________________________________
XII. Atividades didáticas universitárias
___________________________________________________________________
XII-1. Regência de disciplinas de graduação
___________________________________________________________________
2004. 5911020 – Linguagens Documentárias
2004. 5911019 – Legislação, Ética e Informação
2004. 5911022 – Representação Temática
[Digite texto]
2005. 5911017 – Políticas da Informação
2005. 5911029 – Documentação Audiovisual
2005. 5911058 – Mediação Cultural: Organização de Acervos e Produtos
2005. 5911019 – Ética e Informação
2006. 5911017 – Políticas da Informação
2006. 5911029 – Documentação Audiovisual
2006. 5911019 – Ética e Informação
2006. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2007. 5911017 – Políticas da Informação
2007. 5911029 – Documentação Audiovisual
2007. 5911081 – Estágio
2007. 5911019 – Ética e Informação
2007. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2007. 5911081 – Estágio
2008. 5911017 – Políticas da Informação
2008. 5911029 – Documentação Audiovisual
2008. 5911081 – Estágio
2008. 5911019 – Ética e Informação
2008. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2009. 5911017 – Políticas da Informação
2009. 5911029 – Documentação Audiovisual
2009. 5911081 – Estágio
2009. 5911019 – Ética e Informação
2009. 5911037 – Mediação e recepção da informação
2010. 5911017 – Políticas da Informação
2010. 5911029 – Documentação Audiovisual
2010. 5911058 – Mediação Cultural: Organização de Acervos e Produtos
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XII-2. Regência de oficinas e videoconferência
___________________________________________________________________
XII-2.1. Coordenação de Oficinas de Tratamento e Organização de Acervos. Proposta para
realização de Oficina de Organização e Tratamento de Arquivo e Coleção Fotográfica do Acervo
da Faculdade de Medicina. Parcerias: Curso Ciências da Informação e da Documentação,
Museu da Medicina, Pcarp e DFM, 2007.
___________________________________________________________________
XII-2.2. Relatório da Primeira Oficina de Como Organizar Arquivos Correntes. Profa. Márcia
Pazin. Parcerias: Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ), Curso Ciências da Informação e
da Documentação, Pcarp e DFM, 2007
___________________________________________________________________
XII-2.3. Relatório da Segunda Oficina de Organização e Tratamento de Arquivo e Coleção
Fotográfica do Acervo da Faculdade de Medicina. Parcerias: Curso Ciências da Informação e da
Documentação, Museu da Medicina, Pcarp e DFM, 2007
___________________________________________________________________
XII-2.4. Certificado do Projeto Institucional Unesp – Pedagogia Cidadã. Curso de longa duração.
Ministrou: Videoconferência “Práticas pedagógicas e usos efetivos das tecnologias no
ambiente escolar”, 4 e 5 de abril de 2005. *
___________________________________________________________________
XIII. Atividades de orientação e formação de discípulos
___________________________________________________________________
XIII-1. Trabalhos de Conclusão de Curso de graduação
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XIII-1.1. Elaine Marcussi. Vila Tibério: um patrimônio da cidade em transformação.
Documentação fotográfica e a Organização da Informação a partir do acervo do Jornal da Vila
de Ribeirão Preto. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
Documentação) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão
Preto, 2009. Ingresso no Mestrado na Escola de Enfermagem da USP/RP.
___________________________________________________________________
XIII-1.2. Marcel Santos. A Análise da Metodologia de Indexação: Documentos Iconográficos em
Bibliotecas Escolares. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da
Documentação) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão
Preto, 2007.
___________________________________________________________________
XIII-1.3. Priscila Sato. O Museu de Arte de Ribeirão Preto: estudo do usuário. 2007. Trabalho de
Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da Documentação) – Faculdade de Filosofia
Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
___________________________________________________________________
XIII-1.4. Talita Carvalho. Patrimônio Cultural em Descalvado: contexto e sistematização. 2007.
Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e da Documentação) – Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
___________________________________________________________________
XIII-1.5. Najara Gomes. Resgate de memória institucional: um estudo de caso da Companhia
açucareira Vale do Rosário. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
da Documentação) – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2007.
___________________________________________________________________
XIII-1.6. Gisele Machado da Silvia. A linguagem dos documentos administrativos da Rede
Estadual de Ensino: um estudo sobre o acesso e uso dos professores. 2006. Trabalho de
Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) – Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2006.
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XIII-1.7. Nair Silva de Oliveira. Proposta de Guia de Fontes Bibliográficas para profissionais do
Programa de Saúde da Família. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação
e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
___________________________________________________________________
XIII-1.8. Paulo César Silveira de Alcântara. Subsídios para a implantação do C.E.M.M. - Centro
Municipal de Memória de Sertãozinho. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da
Informação e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
___________________________________________________________________
XIII-2. Orientações em andamento
___________________________________________________________________
XIII-2.1. Juliana Sales. A Biblioteca de José Olympio (provisório). 2009. Curso (Ciência da
Informação e da Documentação) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de
São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
___________________________________________________________________
XIII-2.2. Pablo David de Souza. Organização do acervo audiovisual da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras. 2009. Orientação de outra natureza (Ciências da Informação e
Documentação) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2009.
___________________________________________________________________
XIII-2.3. Paula Emboaba. Organização do acervo da Floresta da USP de Ribeirão Preto. 2009.
Orientação de outra natureza (Ciências da Informação e Documentação) – Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
___________________________________________________________________
XIII-3. Participação em bancas
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XIII-3.1. Luis Alberto Polydoro Tritto. Estudo de Caso: implantação de um sistema de
informação gerencial. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009. Orientador: Prof. Eduardo
Murguia.
___________________________________________________________________
XIII-3.2. João Ricardo Lopes. Políticas de desenvolvimento de coleções em bibliotecas
universitárias. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. Orientador: Prof. Cláudio
Marcondes.
___________________________________________________________________
XIII-3.3. Marco A. Tinoco. Práticas de Leitura em lugares não convencionais – Projeto ônibusbiblioteca. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) –
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. Orientador: Prof. Cláudio Marcondes.
___________________________________________________________________
XIII-3.4. Cristiane dos Santos Brito. Bibliotecas escolares da rede municipal de ensino de
Ribeirão Preto. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e
Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. Orientador: Prof. Cláudio
Marcondes.
___________________________________________________________________
XIII-3.5. Mariane Coutinho Rodrigues. Estudo sobre o impacto da gestão do conhecimento para
a competividade das empresas. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação
e Documentação) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. Orientador: Prof. Cláudio
Marcondes.
___________________________________________________________________
XIV. Atividades de pesquisa
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XIV-1. Pesquisa em andamento
___________________________________________________________________
XIV-1.1. Projeto: A mediação da informação estruturada em instituições culturais
___________________________________________________________________
Comentário
O projeto intitulado A mediação da informação estruturada em instituições culturais busca
analisar os diferentes níveis da mediação, entre vários dos seus conceitos. A mediação,
apropriação terminológica aplicada à Ciência da Informação e da Documentação, poderá ser
investigada como objeto, entre os projetos de (ou para) intervenção social das instituições
curadoras da informação, na região de Ribeirão Preto. Especialmente, o projeto de docência
procura identificar e comparar níveis informacionais e propor a mediação da informação
estruturada nessas instituições, inserido na linha Mediação da Informação, definida nos
programas de graduação e pós-graduação nas Ciências da Informação.
___________________________________________________________________
XIV-1.2. Paula Emboaba. Organização do acervo da Floresta da USP de Ribeirão Preto.
Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) –
parceria com o Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras,
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
___________________________________________________________________
XIV-1.3. Pablo de Souza David. Organização do acervo da Floresta da USP de Ribeirão Preto.
Orientação de pesquisa Bolsa Aprender com Cultura e Extensão– Faculdade de Filosofia
Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto2009/2010.
___________________________________________________________________
XIV-1.4. Juliana Sales. A Biblioteca de José Olympio (provisório). Orientação do Trabalho de
Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) – Curso (Ciência da Informação
[Digite texto]
e da Documentação) – proposta de tombamento da coleção José Olympio de Batatais Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
___________________________________________________________________
XV. Atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade
___________________________________________________________________
XV-1. Banco de dados na Instituição, no Campus da USP
___________________________________________________________________
XV-1.1. FELIPE, J.; ESPÍRITO SANTO, S. M.
Banco de Dados do acervo histórico do Museu da Medicina da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, 2007. (Desenvolvimento de material didático ou
instrucional)
___________________________________________________________________
XV-1.2. FORTUNATO, A.; LENCIONI, C. H.; FERRAZ, J R.; MARCUSI, E.; ESPÍRITO SANTO, S. M.
Banco de Dados para usuários do acervo fotográfico do Sistema de Acervos Fotográficos do
Serviço de Comunicações da Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, 2008.
(Desenvolvimento de material didático ou instrucional)
___________________________________________________________________
XV-1.3. SOUZA, P. D. de; ESPÍRITO SANTO, S. M. Organização do acervo audiovisual da
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. 2009. Orientação de outra natureza (Ciências da
Informação e Documentação) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São
Paulo, Ribeirão Preto.
___________________________________________________________________
XV-2. Banco de dados na Instituição, fora do Campus da USP: Produtos de Extensão
Universitária
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XV-2.1. ESPÍRITO SANTO, S. M. et al. Projetos de organização e mediação da informação em
instituições na região de Ribeirão Preto especialmente para Implantação do Centro de
Documentação e Memória da Escola Estadual Otoniel Mota. Ribeirão Preto, 2007.
XV-2.2. MARCUSSI, E.; ESPÍRITO SANTO, S. M. Vila Tibério: um patrimônio da cidade em
transformação. Documentação fotográfica e a Organização da Informação a partir do acervo
do Jornal da Vila de Ribeirão Preto. 2009. Projeto de Banco de Dados para Trabalho de
Conclusão de Curso (Ciências da Informação e Documentação) – Faculdade de Filosofia
Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
___________________________________________________________________
XVI. Atividades administrativas
___________________________________________________________________
XVI-1. Suplente da representação da categoria dos Assistentes junto à Congregação da FFCLRP,
de 14 de outubro de 2004 a 06 de agosto de 2005.
___________________________________________________________________
XVI-2. Membro do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Ribeirão Preto
(CONPPAC-RP), no biênio 2007-2009.
___________________________________________________________________
XVI-3. Membro da Comissão Temporária para Implantação do Museu da Medicina da
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, de março de 2005 a janeiro de 2009.
___________________________________________________________________
XVI-4. Representante titular da categoria dos Assistentes junto à Congregação da FFCLRP, de
11 de agosto de 2005 a 10 de agosto de 2009.
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XVI-5. Representante docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de
São Paulo, Ribeirão Preto, no Conselho do Campus (CORP), 2008.
___________________________________________________________________
XVII. Atividades acadêmicas
___________________________________________________________________
XVII-1. Membro da Coordenação do Curso (COC) de Ciências da Informação e Documentação,
de 2009 a 2011.
___________________________________________________________________
XVII-2. Visitas Técnicas, no formato de Excursões didáticas, promovidas pelo Curso Ciências da
Informação e da Documentação, do Departamento de Física e Matemática, Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
___________________________________________________________________
XVII-3. Exemplos de Relatório das Visitas Técnicas realizadas pelos alunos. 1ª Visita ao Instituto
de Estudos Brasileiros (IEB), em 24 de abril de 2007.
___________________________________________________________________
XVII-4. Relação de instituições visitadas com alunos do CID
(Média por viagem: 40 alunos)
Museu Paulista – de 1° a 8° semestres;
Sistema de Arquivos da Unicamp – de 1° a 8° semestres;
Centro de Memória da Unicamp – de 1° a 8° semestres;
Cinemateca Brasileira – São Paulo – 6º e 7º semestres;
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – 5°, 6º, 7º e 8° semestres;
Institutos de Estudos Brasileiros (IEB) e Centro de Documentação e Informação (CEDIC –
PUC/SP) – 5°, 6º, 7º e 8° semestres;
[Digite texto]
Arquivo Público de São Paulo – 2º e 4° semestres;
Museu da Inconfidência – Ouro Preto – Minas Gerais – 2°, 3° e 8° semestres;
Arquivo do Museu da Inconfidência – Ouro Preto – Minas Gerais – 2°, 3° e 8° semestres;
Centro Cultural Vergueiro – Prefeitura Municipal de São Paulo – 2° e 5° semestres;
Institutos de Estudos Brasileiros – IEB e Centro de Documentação – 2° e 6° semestres;
Sistema de Arquivos da USP – 2° e 6° semestres.
___________________________________________________________________
XVIII. Participação e organização em congressos, seminários e cursos de difusão
___________________________________________________________________
XVIII-1. Palestra “A experiência de montagem de exposição Café do Brasil na Itália”, proferida
na Semana Casa do Pinhal. Tema: Ações Educativas e de pesquisa para o estabelecimento de
diretrizes voltadas à preservação do patrimônio natural e cultural de São Carlos. Associação
Pró Casa do Pinhal. Patrimônio Histórico Nacional. São Carlos, abril de 2005.
___________________________________________________________________
XVIII-2. Participação no I Curso de Difusão em Arquivos e Museus. Promovido pelo Centro de
Memória e Museu Histórico da Faculdade de Medicina de São Paulo (FMRP), de agosto de
2004 a junho de 2005 (carga horária de 160 h).
___________________________________________________________________
XVIII-3. Palestra: Por uma consciência histórica integrando alunos e ex-alunos de diversas
áreas. Conferencista no I Congresso Paulista de História da Medicina, Museu da Medicina,
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, 2005.
___________________________________________________________________
XVIII-4. Exposição Fotografia de Cruz e Chagas na Amazônia, do Museu da Vida da Fundação
Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro. Parceria com a Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, em 9 de maio de 2006.
(Organização de evento).
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XVIII-5. Palestra Documentos para a História da Saúde proferida pelo Prof. Dr. Eduardo Thielen,
Casa de Oswaldo Cruz – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, em 9 de maio de 2006.
(Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-6. No corredor do café: as mediações das Informações nos Museus Histórico e do Café
em Ribeirão Preto. Pesquisa apresentada no I Colóquio de Pesquisa da Linha Organização da
Informação, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 16 de setembro de 2006.
___________________________________________________________________
XVIII-7. A Ética Profissional na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Palestra ministrada no
Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos, em 25 de
setembro de 2006.
___________________________________________________________________
XVIII-8. Participação na Comissão Organizadora da I Semana de Estudos em Ciências da
Informação. Informação e Documentação na área da Saúde. Realizada pelo DFM, de 16 a 20 de
outubro de 2006. (Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-9. Participação na Jornada de Atualização Profissional promovida pela Associação de
Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, São Paulo, em
3 de outubro de 2006.
___________________________________________________________________
XVIII-10. Participação na Oficina Como Organizar arquivos correntes, promovida pela
Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP), realizada em 27 e 28 de março de 2007.
(Organização de evento).
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XVIII-11. I Encontro de Museus e Centros de Documentação. Departamento de Física e
Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, 2007. (Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-12. Café, economia e representação. Palestra ministrada no I Encontro de Museus e
Centros de Documentação. Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. (Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-13. Zumbi na Capela. Parceria da Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Setor de Atividades
Culturais do Campus, e Profa. Dra. Adelaide de Almeida (DFM). 2007. (Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-14. Formação e Informação. Palestra proferida pelo Prof. Sérgio Roxo (Unesp – Franca),
para o Curso Ciências da Informação e da Documentação, no Auditório André Jacquemim, em
20 de junho de 2007. (Organização de evento).
___________________________________________________________________
XVIII-15. A pesquisa-ação na formação do professor universitário. Palestra proferida pelo Prof.
Gilles Monceau da Universidade de Paris VII, promovida pelo Grupo de Apoio Pedagógico do
Campus da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. (GAPRP), em 28 de maio de 2008.
___________________________________________________________________
XVIII-16. Participação no Workshop Ensino de Graduação em Ciência da Informação.
Departamento de Física e Matemática. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, de 20 a 22 de agosto de 2008.
___________________________________________________________________
XVIII-17. Zumbi na Capela. Parceria da Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Setor de Atividades
Culturais do Campus, e Profa. Dra. Adelaide de Almeida (DFM). 2008. (Organização de evento)
[Digite texto]
___________________________________________________________________
XVIII-18. Participação no Curso Tendências na Análise e Representação do Conteúdo de Textos
e Imagens. Prof. José Antonio Moreiro González, Departamento de Física e Matemática,
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, em 3 de
dezembro de 2008.
___________________________________________________________________
XVIII-19. I Encontro de Educação Pública – Memória: Implantação de projetos de preservação
da Memória da Educação Pública. Organizado pelo Departamento de Física e Matemática.
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, e EE
Otoniel Mota, em 1 de abril de 2009. (Organização de evento)
___________________________________________________________________
XVIII-20. O Conhecimento em uma comunidade indígena. Palestra proferida no Curso de
Difusão Cultural Diálogos sobre o Pensamento e a Prática Científica. Coordenador: Prof. Dr.
Amando Ito. Departamento de Física e Matemática, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
___________________________________________________________________
XIX. Diversos
___________________________________________________________________
XIX-1. Projeto de Incorporação do Museu Histórico e do Café à Universidade de São Paulo.
Elaboração do Plano de Ação junto à PCARP. Prof. Dr. José Aparecido da Silva. Maio de 2007.
___________________________________________________________________
XIX-2. Comitê de Ética e Pesquisa. Elaboração de Pareceres “AD HOC” no Comitê de Ética e
Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo. Dezembro de 2007
___________________________________________________________________
[Digite texto]
XIX-3. Notícias
___________________________________________________________________
XIX-3.1. TALAMENTE, Rosemeire Soares. Campus recebe Encontro de Museus. Jornal do
Campus, 14 maio 2007.
___________________________________________________________________
XIX-3.2. ESTUDANTE da USP faz trabalho sobre a Vila Tibério e usa o JV como fonte. Jornal da
Vila, Ribeirão Preto, out. 2009.
___________________________________________________________________
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[Digite texto] MEMORIAL Silvia Maria do Espírito Santo