O uso das mídias sociais para fins de ensino e
aprendizagem: estado da arte das pesquisas do tipo
survey
Arquimedes Pessoni
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo (1984), mestrado em Comunicação
Social pela Universidade Metodista de São Paulo (2002) e doutorado em Comunicação Social pela
Universidade Metodista de São Paulo (2005). Pós-doutorando em Medicina na Faculdade de Medicina do ABC
(linha de pesquisa em educação na saúde), professor do corpo permanente do Programa de Mestrado em
Comunicação e também de graduação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e docentecolaborador da disciplina de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina do ABC. Atua principalmente nos
seguintes temas: saúde, comunicação científica, comunicação organizacional, assessoria de imprensa,
educação.
Marco Akerman
Professor Titular do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da
USP. Médico (1981) e especialista em Saúde Pública e Medicina Social (1983) pela Universidade
Federal de Minas Gerais; especialista em Gestão Hospitalar para o Setor Público pela Fundação
Getúlio Vargas (1986); Mestrado em Planejamento e Financiamento do Setor de Saúde (1989) e PhD
em Epidemiologia e Saúde Pública (1993), pela Universidade de Londres; Especialista em Ativação
de Mudanças na Graduação de Profissionais de Saúde pela FIOCRUZ (2005); Livre-Docente pela
Faculdade de Saúde Pública da USP (2012). Professor Titular de Saúde Coletiva (1996-2014)) e ViceDiretor (mandato 2010-2013) da FMABC. Vice-Presidente Regional para América Latina da União
Internacional de Promoção e Educação na Saúde (mandato 2010-2013); Coordenador do GT de PS e
DLIS da ABRASCO (desde 2011). Pesquisador do CEPEDOC Cidades Saudáveis.
Resumo
O propósito deste artigo foi conduzir uma revisão de trabalhos acadêmicos disponíveis virtualmente
que foquem o uso de mídias sociais no contexto educacional. O objetivo principal é identificar o
estado da arte da discussão, tendo como recorte as pesquisas que utilizaram a técnica de aplicação de
survey com alunos e professores como parte da metodologia aplicada. Foram utilizadas as bases de
pesquisa disponíveis no sistema Capes Periódicos e Google Acadêmico num recorte temporal de 5
anos (2009 a 2013), usando as palavras-chave Facebook, Comunicação, Educação e Saúde (e suas
versões em inglês), relacionadas às mídias sociais e educação em saúde. Entre as conclusões, o
estudo apontou que o assunto é novo e que há pesquisas com resultados positivos no campo da
aprendizagem, mas ainda há questões de segurança e privacidade que merecem atenção dos docentes
e alunos envolvidos no uso de rede social, principalmente o Facebook, como plataforma de ensino.
Palavras-chave
Facebook; Comunicação; Educação e Saúde; Survey.
Abstract
The purpose of this article was to conduct a review of academic papers available that focus on
virtually using social media in the educational context. The main objective is to identify the state of the
art discussion, with the cut out the research using the technique of applying survey with students and
teachers as part of the methodology applied. The basis of available research in Capes Periodicals and
Google Scholar in a time frame of 5 years (2009-2013) system were used, using the keywords
29
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
Facebook, Communication, Education and Health (and its English versions) related to social media
and health education. Among the findings, the study showed that it is new and there are studies with
positive results in the field of learning, but there are still issues of security and privacy that deserve the
attention of teachers and students involved in the use of social networking, especially Facebook, as a
teaching platform.
Keywords
Facebook; Communication; Education and Health; Survey.
Introdução
A tecnologia digital é a chave para grandes mudanças tecnológicas na imagem da mídia do
século 21 (KAPIC; GREGUREC & DELIC, 2012, p.233). A emergência das tecnologias
digitais de informação e comunicação nos encaminhou para uma sociedade digital, do
conhecimento, das redes, consolidando transformações (ARAÚJO e PANERAI, 2012, p.2).
Dessa forma, a internet tem se apresentado como poderosa ferramenta de comunicação e
educação, sendo utilizada como um meio de troca de ideias, nas aulas de educação à distância,
e, assim, vem expandindo as formas e ferramentas comunicacionais da sociedade
contemporânea (YOUNG, 2002 apud CRUZ et al, 2011, p.131). É esta “sociedade em rede”,
assim caracterizada por Castells (1996,1997, 1998) e Barney (2004) na qual se estabelecem
relações e ligações múltiplas, que nos oferece a possibilidade de utilização, no mundo
educativo, destes espaços e tempos informais de comunicação e abre portas para a
implementação de comunidades de aprendizagem (GOMES & PESSOA, 2012, p.60-61).
Peck (2012, p.81) nos lembra que as novas aplicações têm o potencial de envolver os alunos e
desenvolver espaços de ensino e aprendizagem colaborativa e igualitária. É uma era de rápida
inovação global que envolve uma mudança de conceitos de alfabetização, incluindo a
alfabetização social: competências desenvolvidas através da colaboração online e redes.
O desenvolvimento de um sistema de rede social tem sido uma tendência dominante no
ensino e aprendizagem de ambientes por algum tempo. Esta inovação tecnológica foi bem
projetada para apoiar o ensino e aprendizagem e tem atraído muita atenção dos estudiosos em
várias revistas. Pesquisadores enfatizam que o rápido desenvolvimento dos processos de
comunicação, mídia eletrônica e processos tecnológicos têm melhorado a qualidade de ensino
e aprendizagem em faculdades e universidades nos últimos anos (OKORO, 2012, p.255).
Entre as redes sociais, a que tem sido mais utilizada para fins educacionais é o Facebook. O
Facebook é um site que permite aos usuários interagir e colaborar dentro de uma comunidade
virtual pré-definido. Muitas vezes chamado de site de rede social, o Facebook é uma
ferramenta de comunicação on-line que permite aos usuários construir um perfil público ou
privado, a fim de conectar e interagir com as pessoas que fazem parte da sua rede social
alargada (Boyd & Ellison, 2007 apud Irwin et al, 2012, p.1222). O Facebook tem como
principal missão "tornar o mundo mais aberto e conectado. As pessoas usam o Facebook para
ficar conectadas com amigos e familiares, para descobrir o que está acontecendo no mundo e
para compartilhar e expressar o que importa para eles" (Facebook Newsroom, s.d. in:
ESTEVES, 2012, p.3). O Facebook foi fundado em fevereiro de 2004 para ajudar as pessoas a
se comunicarem de forma mais eficiente com seus amigos, familiares e colegas de trabalho. A
empresa desenvolveu tecnologias que facilitaram o compartilhamento de informações através
do gráfico social e mapear digitalmente conexões sociais do mundo real das pessoas.
Inicialmente, o Facebook era apenas para estudantes universitários, mas atualmente o
Facebook é aberto para que todos possam se inscrever e compartilhar suas informações
(BABB, 2012, p.9). No Brasil, o Facebook ascendeu como um forte líder da categoria das
30
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
redes sociais, com quase 44 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2012, 22% a mais
que no ano anterior (ComScore Media Metrix, 2013).
Método
O foco desta pesquisa de caráter de revisão foi limitado ao uso de mídias sociais
(principalmente, mas não exclusivamente, o Facebook) no campo do ensino-aprendizagem.
Por opção metodológica foram descartadas do estudo as pesquisas que não aplicaram a
técnica de survey (ou uso de questionário) para o levantamento de dados. Para Gil (2008), as
pesquisas do tipo survey se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer. Para o autor, “basicamente, procede-se à solicitação de
informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em
seguida, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados
coletados” (GIL, 2008, p.55). A escolha do Facebook se justifica por ser a rede social virtual
com o maior número de usuários pelo público jovem, justamente os que poderiam fazer uso
dessa ferramenta para fins de aprendizagem.
A busca e seleção de trabalhos acadêmicos que foram analisados se deram em três etapas:
primeiro a pesquisa documental, com a seleção de trabalhos nas duas bases acadêmicas
(Capes Periódicos e Google Acadêmico), tendo como palavras-chave de busca
Communication, Health, Education, Facebook e Social Media (e suas versões em português) e
o recorte temporal de 2009 a 2013 como parâmetro de busca. Nesta etapa, 111 trabalhos
foram selecionados. A segunda fase compreendeu a separação dos estudos que tinham como
parte da metodologia a aplicação de surveys entre alunos e professores para privilegiar as
pesquisas de campo sobre o assunto. A terceira etapa, agora com a quantidade de trabalhos
reduzida a 37 unidades de estudo, foi a leitura e análise propriamente dita, usando como
método a análise de conteúdo preconizada por Bardin (2004). Foram criadas categorias de
análise das produções acadêmicas selecionadas tendo como estudo base os trabalhos de Hew
(2011) e Cheston; Flickinger e Chisolm (2013).
Análise dos dados
Após lidos e categorizados, os trabalhos foram agrupados de acordo com critérios e
semelhanças temáticas. Foram identificados local de origem, quantidades de autores, ano e
local de publicação e realizada a comparação dos resultados encontrados nas pesquisas
objetivando a indicação de tendências para o uso das mídias sociais para fins de ensino e
aprendizagem. Os 37 trabalhos contaram com 96 autores, sendo 45 do sexo feminino e 51 do
sexo masculino. Ao todo, 17 países foram mapeados como local de procedência das pesquisas
publicadas, sendo que o maior número foi de trabalhos americanos (18), seguidos de
australianos (4) e dois da Turquia. Os demais países que tiveram trabalhos representados no
recorte da amostragem foram Hungria, Croácia, Japão, Finlândia, Hong Kong, Brasil, Irlanda,
Espanha, Tailândia, Índia, Malásia, Portugal e Inglaterra, com um trabalho cada. Dos 37
trabalhos estudados, 30 mapearam exclusivamente surveys envolvendo alunos como públicoalvo da pesquisa; quatro trabalhos aplicaram surveys e questionários a alunos e professores e
três pesquisas envolveram exclusivamente a opinião de docente. O trabalho com menor
número de respondentes foi o de Fovet (2009), abordando opinião de alunos com SEBD
(Social, Emotional and Behavioural Difficulties) e a pesquisa com maior número de
participantes foi a de Taylor, King e Nelson (2012). A maior concentração de publicações se
deu em 2012 (17 trabalhos), seguido de 2013 (9 trabalhos), 2011 (7 trabalhos) e 2009 e 2010,
31
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
com 2 trabalhos em cada ano. Sobre a forma de apresentação, 23 trabalhos foram publicados
como artigos científicos, 13 em anais de congressos e um como tese de doutoramento. Os
espaços de publicação também foram multidisciplinares, em segmentos da educação,
tecnologia, psicologia, comunicação e saúde. Sete trabalhos não ofereceram a informação
sobre palavras-chave para análise, sendo que os demais não tinham número mínimo ou
máximo de palavras nesse item, dificultando o trabalho do pesquisador para identificar o
perfil mais presente. Entretanto, das 149 palavras-chave cadastradas nos trabalhos estudados,
as mais frequentes foram Facebook (23 citações), mídia social (9), rede social (9), sites de
relacionamento social (4) e colaboração (3).
Resultados
Identificamos vários perfis de trabalhos no grupo estudado. Alguns tinham a preocupação
basicamente educativa, de verificar como os alunos e professores poderiam trabalhar as redes
sociais para potencializar o ensino-aprendizagem. Dos trabalhos que discutiam a questão do
uso de redes sociais no ponto de vista dos estudantes, Koles & Nagy (2012) tinham como
proposta explorar uso de sites de redes sociais entre adultos e adolescentes com objetivos
social e educacional e Kapic, Gregurec & Delic (2012) buscaram identificar com quais
propósitos os estudantes do ensino médio usavam o Facebook quando este se torna uma tarefa
escolar. Irwin (2012) objetivava identificar a percepção de alunos universitários sobre o uso
de páginas do Facebook para propiciar oportunidades de interação e engajamento entre
estudantes e instituições de ensino. Yamaguchi et al (2012) se propuseram a entender o uso do
Facebook nas ferramentas de grupo e responder questões para desenvolver projetos de estudo
ou focar em projetos futuros.
Ainda no segmento no ensino, Shah et al (2012) buscaram identificar benefícios do uso de
mídias sociais virtuais no ganho de capital social e verificar o impacto na performance
acadêmica dos pesquisados. Magro et al (2012) tinham como objetivo verificar junto a
estudantes universitários americanos como o Facebook poderia ser utilizado como ferramenta
pedagógica. Hew (2011) se propôs a examinar como alunos fazem uso do Facebook para
engajar sala de aula em atividades colaborativas e mostrar como esta rede pode ser utilizada
como ferramenta informal para organizar experiências em sala e explorar os fatores que
promovem este tipo de uso.
Gu e Widén-Wulff (2011) se propuseram a estudar a influência de uma mídia social na
comunicação escolar, providenciando uma visão ampla do uso das técnicas web 2.0 e
discutindo as possibilidades de mudança de atitudes de informação no contexto da
comunicação escolar. Wise, Skues & Williams (2011) quiseram examinar o uso do Facebook
entre alunos do primeiro ano de Psicologia em uma universidade australiana e Mazman &
Usluel (2010) buscaram desenhar um modelo estrutural explicando como os usuários
poderiam utilizar o Facebook para propósitos educacionais. Rosen, Carrier & Cheever (2013)
tinham como objetivo identificar como os alunos fazem suas tarefas e como o uso da
tecnologia durante os estudos pode afetar o desempenho acadêmico.
Choi (2013) estudou experiências de implementação do Facebook em grupos para promover a
colaboração dos estudantes e Barczyk & Duncan (2013) buscaram determinar a atividade de
alunos e percepções sobre cursos em que o Facebook tem sido incorporado. Na Grã-Bretanha,
Jeanneau (2013) verificou se o uso da mídia social está no processo de troca de ensino e
aprendizagem e se os estudantes irlandeses estariam prontos a adotar essa ferramenta.
Também procurou verificar se os sites de relacionamento podem ajudar a conectar estudantes
e desenvolver o sentimento de pertença numa comunidade de aprendizado. Chatterjee (2012)
discutiu o resultado de uma survey feita entre alunos de Bankura (Índia) e tentou relacioná-la
32
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
às questões emergentes. Também focou na influência do gênero no uso do Facebook com
referência aos estudantes universitários de Bankura.
Mahmud & Ching (2012) discutiram como o Facebook foi incorporado com caráter
pedagógico em escolas de idiomas e mostraram a postura e percepção dos estudantes no uso
desta intermediação social para aumentar o aprendizado da língua. Wolf (2012) retratou como
os estudantes recebem os benefícios da tecnologia nas novas mídias sociais e a discussão
sobre esse novo material em aula. Buscou examinar a percepção que tem sobre as redes
sociais no aprendizado, principalmente o ValuePulse (plataforma de interação entre alunos
utilizada na universidade estudada). Sturges estudou um grupo de alunos que participou de
disciplina tendo o grupo do Facebook como espaço de aprendizado. A pesquisa buscou
verificar se os alunos se engajam com o Facebook quando usado como ferramenta de
ensino/aprendizado mais do que uma ferramenta social; se o grupo formado pela comunidade
de alunos interage com antigos e novos alunos e participam das atividades desenvolvidas pelo
professor.
Taylor, King & Nelson (2012) examinam as seguintes questões: a mídia social e o
aprendizado social promovem oportunidades educacionais para o aumento da compreensão
por parte do aluno? Os alunos veem a mídia social como uma vantagem nos cursos – aumenta
a compreensão e o engajamento do aluno? O que os estudantes universitários veem como
problema com o uso da mídia social? Donlan (2012) objetivou estudar em uma universidade
britânica como os alunos faziam uso do Facebook como parte das atividades de ensino e
examinou o potencial e as limitações do uso do Facebook num contexto universitário.
Quanto aos trabalhos que colocavam como foco o docente, Chatterjee (2012) buscou estudar
os antecedentes e consequências da utilização da mídia social por professores universitários.
Roblyer et al (2010) procuram identificar as diferenças na adoção do Facebook por estudantes
e docentes da faculdade do ponto de vista pessoal e educacional. Bicen & Uzunboylu (2013)
tentaram descobrir como o Facebook e a web 2.0 criavam um efeito positivo quando usados
na educação para investigar a opinião dos professores sobre o ambiente de aprendizado
online. McCorkindale (2013) explorou a visão de professores de Relações Públicas tem com
estudantes em sites de relacionamento social como Facebook, Twitter e LinkedIn e
determinou fatores e filosofias que afetavam este relacionamento.
Suwannatthachote & Tantrarungroj (2012) examinaram o relacionamento entre o valor
pessoal da rede social de tecnologia, a frequência do uso do Facebook e a frequência de
atividades do Facebook, além do engajamento no grupo de professores. Cunha (2012) estudou
a utilidade que docentes do ensino superior percebem no uso de ferramentas Web 2.0 no
contexto das atividades letivas e tentou compreender o uso pedagógico da Web 2.0 e do
Facebook por alunos.
Alguns trabalhos que tinham como temática saúde e comportamento. Fovet (2009) buscou
identificar o uso do Facebook entre estudantes do ensino fundamental com dificuldades
sociais, emocionais e de conduta (SEBD). A hipótese era que a plataforma poderia permitir
aos estudantes mostrar a variedade de dificuldades na sala de aula para retificar e endereça-las
por meio eletrônico. Tiffany, Yevdokiya & Calvert (2009) tentaram identificar o uso que os
jovens adultos fazem do Facebook, quanto tempo gastam, por que usam este site de
relacionamento e como interagem, a natureza de sua influência no desenvolvimento de
identidade na idade adulta que emerge. Marcos & Vizzotto (2011), no único estudo brasileiro
selecionado, buscaram avaliar o uso patológico da Internet realizado por estudantes
universitários e Gabre & Kumar (2012) investigaram os efeitos percebidos no stress da
performance acadêmica dos alunos de Contabilidade mediante o uso do Facebook e seu
impacto na performance acadêmica desses alunos.
Voltado aos alunos da saúde, Patel et al (2012) tentaram verificar o uso das redes sociais
virtuais pelos estudantes de medicina no que tange às violações de privacidade dos pacientes e
33
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
a suposta falta de profissionalismo. Cheung, Chiu & Lee (2011) pretenderam identificar a
razão do uso do Facebook por estudantes tendo como base o paradigma das gratificações e o
“we-intention”. Strayhorn (2012) buscou medir as diferenças demográficas da frequência do
uso de mídias sociais e estimar a relação entre o uso dos alunos do primeiro ano universitário
de mídias sociais, principalmente Facebook e MySpace, em duas formas de retenção na
universidade; sentimento de pertença e decisões de persistência acadêmica.
Numa visão temática mais ampla, Hyllegard et al (2011) examinaram as variáveis que
norteiam o uso do Facebook pelos estudantes que os motivam a serem fãs das empresas
naquela rede social. Ahn (2013) verificou como as atividades dos usuários do Facebook
coexistem em categorias distintas de atuação em mídias sociais e como as participações se
relacionam com valores estipulados nas novas habilidades de literacy. Escobar-Rodriguez
(2013) pesquisou a utilização da teoria unificada de aceitação e uso de tecnologia para
identificar fatores que direcionam os alunos a usar o Facebook como ferramenta de
aprendizado. Saw et al (2013) pretenderam responder a 3 questões em seu artigo: 1) quais
redes sociais os alunos internacionais preferem e por quê; 2) quais sites usam para socializarse e o que usam para reunir e distribuir informação e 3) como podem os bibliotecários
influenciar nesta informação para ampliar a experiência internacional do estudante?
Discussão
Diante da quantidade e variedade de resultados obtidos nas 37 pesquisas estudadas, o estudo
sugere que o uso das redes sociais para fins de ensino e aprendizagem ainda é um assunto
novo, cujas práticas estão sendo construídas de diversas formas por discentes e docentes com
resultados às vezes positivos, outras vezes nem tanto. Do ponto de vista negativo, dois
destaques podem ser dados mediante análise das pesquisas estudadas: ainda há muito receio
entre manter relacionamentos aluno-professor em ambientes virtuais, seja por
desconhecimento, seja por preocupação quanto à privacidade e nem sempre a tecnologia
garante aprendizado. Wise, Skues & Williamns (2011) mostraram que quase todos os
estudantes usavam o Facebook e os que não tinham perfil o faziam por opção. O estudo
sugeriu que os alunos não queriam interagir com o staff acadêmico nas suas páginas no
Facebook. Verificou-se que o Facebook tinha um papel limitado em ajudar a promover o
engajamento estudantil numa perspectiva acadêmica institucional. Concordando com os
autores, Roblyer (2010) sugeriu que alunos e professores tinham visões diferentes sobre o uso
do Facebook, sendo que os alunos pareciam contar com uma visão mais ampliada sobre seu
como ferramenta educacional. Ainda não estava claro se o Facebook tinha futuro como
ferramenta educacional na sociedade.
Fovet (2009), estudando a questão do relacionamento entre alunos, acreditava que o virtual
nem sempre espelhava o mundo real. Para ele, os alunos nunca mencionaram problemas de
relacionamento em seu perfil do Facebook. O estado mental publicado parecia o contrário do
vivido em sala de aula. Relacionamentos que pareciam ocorrer na rede social não tinham
relação com a realidade de sala de aula. Algumas conversas entre estudantes pereciam
acontecer só no Facebook e nunca durante o dia, na escola. O uso excessivo da rede social
também preocupou os pesquisadores. Marcos e Vizzotto (2011) mostraram que havia uso
patológico da Internet por 57% dos entrevistados, com declínio de comunicação com
familiares, comprometimento de relações sociais, substituição de relacionamento reais por
virtuais, comprometimento social e redução de contatos e ruptura de relacionamentos efetivos,
além de isolamento social.
Na questão da performance acadêmica, resultados negativos foram mostrados por Rosen,
Carrier & Cheever (2013). Para eles, durante a pesquisa os alunos não conseguiram se fixar
34
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
numa tarefa por mais de 6 minutos, usando outras distrações como Facebook, música e TV.
Quanto mais tecnologia disponível, mais trocavam de tarefa escolar (maior distração). Alunos
que acessaram o Facebook durante o estudo tiveram notas menores. Saw et al (2013)
revelaram que parte dos alunos pesquisados preferia manter a vida social separada da
acadêmica nas redes e Taylor, King & Nelson (2012) mostraram que embora a maioria dos
alunos envolvidos na pesquisa estivesse em redes sociais, aqueles que não estavam se
preocupavam com a privacidade, tinham pouco tempo e temiam por problemas de segurança.
O mesmo se dá com a pesquisa de McCorkindale (2013), que apontou que professores
tomavam cuidados especiais para proteger suas identidades pessoais como a manipulação de
modelo de privacidade, removendo fotos de seus perfis e se recusando a aceitar alunos em
suas redes sociais.
Com forte viés cultural, a pesquisa indiana de Chatterjee (2012) mostrou que os professores
ainda não veem o Facebook como forma de educar, mas como passatempo. Os alunos
acreditavam que o Facebook ajudaria nos estudos, mas está proibido em instituições de ensino
superior. Alguns professores eram favoráveis a banir laptops, Internet e mídias sociais do
campus. No estudo de Wolf et al (2012), os alunos não acharam a experiência significante
para o aprendizado e na pesquisa de Gabre & Kumar (2012) o fenômeno indicava que o
Facebook afetaria negativamente a performance acadêmica. Já no estudo de Donlan (2012), o
resultado indicava que os alunos precisariam ser reeducados, uma vez que o potencial de
distração que o Facebook oferece ao realizar as tarefas é grande, dificultando a separação da
vida pessoal da vida acadêmica.
Entre os resultados positivos das surveys sobre o uso de redes sociais com fins educativos,
citamos o estudo de Kapic; Gregurec & Delic (2012) que mostrou que o Facebook estaria se
tornando um canal adicional de comunicação, onde alunos do ensino médio o usariam para
melhorar suas experiências de ensino, obtendo melhores resultados. Shah et al (2012)
sugeriram que o bom uso do Facebook melhoria a performance acadêmica e uma presença
extensiva no Facebook desenvolveria o capital social do estudante em termos de número e
qualidade de conexões, amizades e interação.
O estudo de Lamp et al mostrou que o Facebook seria largamente utilizado pelos estudantes
que o usariam em atividades colaborativas em sala, mediada (ou não) por um instrutor.
Mazman & Usluel (2010) relataram que o uso educacional do Facebook passaria a ter uma
relação positiva na comunicação, colaboração e compartilhamento de material e recursos. Na
pesquisa de Choi (2013), fato que foi ressaltado é que o Facebook poderia ser utilizado para
aumentar a colaboração entre os estudantes. Uma das vantagens indicada foi a resposta rápida
a perguntas postadas no Facebook.
No trabalho de Bicen & Uzunboylu (2013), os resultados apontaram que o Facebook tornaria
mais fácil encontrar os materiais educativos e os compartilhar, tornando as aulas interessantes.
Já Escobar-Rodriguez (2013) relatou que o uso do Facebook pelos estudantes estaria
aumentando e facilitando a colaboração, comunicação e disseminação de informações. Os
resultados da pesquisa sugeriam implicações práticas na adoção do Facebook pelos
professores universitários como ferramenta de ensino.
A colaboração também foi o destaque nos resultados da pesquisa de Suwannatthachote e
Tantrarungroj (2012), em que os autores relataram que um alto percentual de uso do Facebook
para trabalho colaborativo em projetos de grupos bem como adição de amigos na rede social
usando chat em tempo real via Facebook e enviando mensagens pessoais para contatar
membros dos grupos. O trabalho de Mahmud e Ching (2012) mostrou que haveria evidências
que o Facebook ajudaria os alunos no aprendizado do idioma, melhorando a leitura e a escrita
e suas habilidades gramaticais aumentaria por meio de interação social. Já a pesquisa de
Strayhorn (2012) mostra que os estudantes poderiam se sentir encorajados a estabelecer
grupos online para reduzir ou eliminar sentimento de solidão, saudades de casa e ausência de
35
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
amigos, cansados pela distância entre a universidade e a comunidade de origem.
Considerações finais
Mesmo com espectro pequeno de trabalhos, o campo de pesquisa de aplicação de redes
sociais às atividades de ensino e aprendizagem aponta para um aumento da quantidade de
pesquisas desse assunto novo e controverso. Há diferenças de entendimentos sobre o uso de
tecnologia em sala de aula (e fora dela, como suporte educacional) entre docentes e discentes.
Por representarem gerações diferentes, os que estão migrando para as ferramentas digitais
ainda encaram com certo cuidado o uso das novas plataformas de ensino, entendendo que há
perda de qualidade na formação dos alunos. Esses, por sua vez, trazem uma visão multitarefa
de aprendizado e trabalham com maior facilidade, entretanto com menor poder de atenção,
com as novas ferramentas de aprendizagem. Os trabalhos apresentados pelas surveys mostram
ainda essa zona de incertezas produzida pela inovação no ensino, para ambas as partes.
Seja pela diferença de público, cultural ou mesmo a questão da novidade presente na adoção
de ferramentas digitais para ensino e aprendizado, novas pesquisas devem ser desenhadas para
acompanhar a implementação de ações por parte de alunos e professores no mundo digital nos
diversos cenários, principalmente o internacional. O recorte metodológico do estudo de
pesquisas que utilizam surveys, traz informações importantes direto do campo, permitindo
análises mais empíricas do que o público-alvo das pesquisas relata sobre experiências
educativas com o uso de redes sociais.
Referências
AHN, June. What Can We Learn from Facebook Activity? Using Social - Learning Analytics
to Observe New Media Literacy Skills. LAK '13. Proceedings of the Third International
Conference on Learning Analytics and Knowledge. Nova Iorque, 2013, p. 135-144.
Disponível em: < http://dl.acm.org/citation.cfm?id=2460323>. Acesso em: 11 fev. 2014.
ARAÚJO, Renata; PANERAI, Thelma. Relato de Experiência de Blended Learning: O
Moodle e o Facebook Como Ambientes de Extensão da Sala de Aula Presencial. In: WIE
CONGRESSO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 18., 2012, Rio de
Janeiro. Anais do XVIII WIE. Rio de Janeiro: Cbie, 2012. v. 1, p. 1 - 11. Disponível em:
<http://cbie2012.nce.ufrj.br/18-wie.html>. Acesso em: 21 fev. 2014.
BABB, Tanner A.. Counselor Education Student Perceptions of the American Counseling
Association Ethical Code as It Pertains to the Use of Facebook. 2012. 77 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Educação, Toledo University, Toledo (eua), 2012. Disponível em:
<http://www.griffith.edu.au/search/addresses>. Acesso em: 21 fev. 2014.
BARCZYK, Casimir C.; DUNCAN, Doris G. Facebook in Higher Education Courses: An
Analysis of Students’ Attitudes, Community of Practice, and Classroom Community.
International Business and Management. Quebec (Canada), v.6, n.1, p.1-11, 2013.
Disponível em: < http://cscanada.net/index.php/ibm/article/view/3237/0>. Acesso em: 11 fev.
2014.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004. 223p.
BICEN, Huseyin; UZUNBOYLU, Huseyin. The Use of Social Networking Sites in
Education: A Case Study of Facebook. Journal of Universal Computer Science, v.19, n.5,
p.658-671, 2013. Disponível em: < http://www.jucs.org/jucs_19_5/the_use_of_social>.
36
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
Acesso em: 11 fev. 2014.
CAO, Yingxia; HONG, Paul. Antecedents and consequences of social media utilization in
college teaching: a proposed model with mixed-methods investigation. On The Horizon,
Bingley (GB), v. 19, n. 4, p.297-306, 2011. Trimestral. Disponível em: <
http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=1953755>. Acesso em: 6 fev. 2014.
CHATTERJEE, Suvapriya. Facebook as a Tool in Higher Education and the Gender Issue: a
Survey among Students in Bankura. Bhatter College Journal of Multidisciplinary Studies,
Dantan, v., n. 1, p.89-94, 2012. Disponível em: < http://bcjms.bhattercollege.ac.in/facebookas-a-tool-in-higher-education-and-the-gender-issue-a-survey-among-students-in-bankura/ >.
Acesso em: 14 fev. 2014.
CHESTON, Christine C.; FLICKINGER, Tabor E.; CHISOLM, Margaret S.. Social Media
Use in Medical Education: A Systematic Review. Academic Medicine, New Mexico (EUA),
v.
88,
n.
6,
p.893-901,
jun.
2013.
Disponível
em:
<http://journals.lww.com/academicmedicine/Abstract/2013/06000/Social_Media_Use_in_Me
dical_Education___A.36.aspx>. Acesso em: 10 fev. 2014.
CHEUNG, Christy M.k.; CHIU, Pui-yee; LEE, Matthew K.o.. Online social networks: Why
do students use Facebook? Computers In Human Behavior, Amsterdam (the Netherlands),
v.
27,
n.
4,
p.1337-1343,
jul.
2011.
Disponível
em:
<http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0747563210002244>. Acesso em: 10 fev.
2014.
CHOI, Anthony. Use of Facebook Group Feature to Promote Student Collaboration. 2013
ASEE Southeast Section Conference. American Society for Engineering Education, 2013.
Disponível em: < http://se.asee.org/proceedings/ASEE2013/Papers2013/112.PDF>. Acesso
em: 11 fev. 2014.
COMSCORE Releases ‘2013 Brazil Digital Future in Focus’ Report. Comscore Insights. São
Paulo,
7
mar.
2013.
p.
1-1.
Disponível
em:
<http://www.comscore.com/Insights/Press_Releases/2013/3/comScore_Releases_2013_Brazil
_Digital_Future_in_Focus_Report>. Acesso em: 21 fev. 2014.
CRUZ, Daniela Imolesi et al. O uso das mídias digitais na educação em saúde. Cadernos da
Fucamp, Campinas, v. 10, n. 13, p.130-142, 2011. Disponível em:
<http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCoQFj
AA&url=http://www.fucamp.edu.br/editora/index.php/cadernos/article/download/215/228&ei
=GFAHU_kMdPOkQfG3YCICQ&usg=AFQjCNFAZLZs34b99bRCdduGMpV4p9X0Vw&bvm=bv.61
725948,d.eW0>. Acesso em: 21 fev. 2014.
CUNHA, Luís António Morão Pinto Simões da. Web 2.0 and Higher Education: A
psychological perspective. 2012. 630 f. Tese (Doutorado) - Curso de Ciências da Tecnologia e
Informação, Departamento de Informação, Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2012.
Disponível em: <http://bdigital.ufp.pt/handle/10284/3218>. Acesso em: 14 fev. 2014.
DONLAN, Leah. Exploring the views of students on the use of Facebook in university
teaching and learning. Journal Of Further And Higher Education, London (UK), p.1-17,
2012.
Disponível
em:
<http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/0309877X.2012.726973#.Uv6nH87N2_c>.
Acesso em: 14 fev. 2014.
ESCOBAR-RODRIGUEZ, Tomás. Factors that drive students to use Facebook as a learning
tool an extension of the Utaut. In: IX Jornada de Docencia em Contabilidad Buenas
Prácticas Docentes em Materia Contable dentro del EEES. Granada, 2013. Libro de
Comunicaciones,
p.135-152.
Disponível
em:
<
37
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
http://www.asepuc.org/banco/libro_de_comunicaciones_ix_jornada_docencias.pdf>.
em: 11 fev. 2014.
Acesso
ESTEVES, Katherine K.. Exploring Facebook to Enhance Learning and Student Engagement:
A Case from the University of Philippines (UP) Open University. Malaysian Journal Of
Distance Education, Pulau Pinang, v. 1, n. 14, p.1-15, 2012. Disponível em:
<http://mjde.usm.my/>. Acesso em: 21 fev. 2014.
FOVET, Frédéric. Impact of the use of Facebook amongst students of high school age with
Social, Emotional and Behavioural Difficulties (SEBD). In: FRONTIERS IN EDUCATION
CONFERENCE, 39., 2009, San Antonio, Tx. Frontiers in Education Conference, 2009. FIE
'09. 39th IEEE. San Antonio (Texas): Crown, 2009. p. 1 - 5. Disponível em:
<http://ieeexplore.ieee.org/xpl/login.jsp?tp=&arnumber=5350786&url=http://ieeexplore.ieee.
org/xpls/abs_all.jsp?arnumber=5350786>. Acesso em: 10 fev. 2014.
GABRE, Helen G.; KUMAR, Gaurav. The Effects of Perceived Stress and Facebook on
Accounting Students Academic Performance. Accounting And Finance Research, Toronto
(canada),
v.
1,
n.
2,
p.87-100,
2012.
Disponível
em:
<http://www.sciedu.ca/journal/index.php/afr/article/view/1702/0>. Acesso em: 14 fev. 2014.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.
GOMES, Conceição Malhó; PESSOA, Teresa. A presença pedagógica num ambiente online
criado na rede social Facebook. Educação, Formação & Tecnologias, Braga (Portugal), v. 2,
n. 5, p.60-70, dez. 2012. Disponível em: <http://eft.educom.pt.>. Acesso em: 21 fev. 2014.
GU, Feng; WIDÉN-WULFF, Gunilla. Scholarly communication and possible changes in the
context of social media. The Eletronic Library, Bingley (UK), v. 29, n. 6, p.762-776, 2011.
Disponível em: <http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=17003245>. Acesso
em: 10 fev. 2014.
HEW, Khe Foon. Student's and teachers' use of Facebook. Computers In Human Behavior,
Amsterdam (the Netherlands), v. 2, n. 27, p.662-676, 2011. Disponível em:
<http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0747563210003651>. Acesso em: 10 fev.
2014.
HYLLEGARD, Karen H. et al. An exploratory study of college student´s fanning behavior on
Facebook. College Student Journal. Academic Search Premier v. 45, n. 3, p.601-616, set.
2011. Disponível em: < http://web.b.ebscohost.com/ehost/detail?sid=7bd2e571-24aa-4ed39ef82941a5d4b998%40sessionmgr111&vid=1&hid=103&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1la
G9zdC1saXZl#db=aph&AN=66893537>. Acesso em: 11 fev. 2014.
IRWIN, Christopher et al. Students' perceptions of using Facebook as an interactive learning
resource at university. Australasian Journal Of Educational Technology, Tugun
(Australia),
v.
7,
n.
1,
p.1221-1232,
2012.
Disponível
em:
<http://www.ascilite.org.au/ajet/ajet28/irwin.html>. Acesso em: 6 fev. 2014.
JEANNEAU, Catherine. Using Facebook in an Irish Third-Level Education Context: A CaseStudy. Internet Research, Theory and Practise: Perspectives from Ireland. Dublin (Irlanda),
2013. Disponível em: < http://research-publishing.net/publication/chapters/978-1-908416-087/Jeanneau_94.pdf>. Acesso em: 11 fev. 2014.
KAPIC, Matija; GREGUREC, Iva; DELIC, Alen. Behavior of Varazdin Secondary Level
Education Students on Facebook. In: CENTRAL EUROPEAN CONFERENCE ON
INFORMATION AND INTELLIGENT SYSTEMS, 1., 2012, Varazdin, Croatia. Anais do
congresso. Varazdin: Faculty Of Organization And Informatics, 2012. v. 1, p. 233 - 238.
Disponível em: < http://www.ceciis.foi.hr/app/public/conferences/1/papers2012/ict5.pdf>.
Acesso em: 6 fev. 2014.
38
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
KOLES, Bernadett; NAGY, Peter. Facebook usage patterns and school attitudes.
Multicultural Education & Technology Journal, [s.i.], v. 6, n. 1, p.4-17, 1 mar. 2012.
Trimestral.
Disponível
em:
<http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=17026352&show=abstract>. Acesso
em: 6 fev. 2014.
LAMP, Cliff et al. Students’ and teachers’ use of Facebook. Computer-supported
Collaborative Learning, East Lansing (EUA), v. 6, n. 1, p.329-347, 2011. Disponível em:
<http://link.springer.com/article/10.1007/s11412-011-9115-y>. Acesso em: 10 fev. 2014.
MAHMUD, Malissa Maria; CHING, Wong Shiet. Facebook does it really work for L2
learners. Academic Research International, Lodhran City (pakistan), v. 3, n. 2, p.357-370,
2012. Disponível em: <http://www.savap.org.pk/journals/ARInt./Vol.3(2)/2012(3.2-47).pdf>.
Acesso em: 14 fev. 2014.
MARCOS, Vanessa P.; VIZZOTTO, Marília M. Uso patológico da Internet em estudantes
universitários. In: II Congresso Luso-Brasileiro de Psicologia da Saúde, maio, 2011, São
Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2011. Disponível em: <
https://www.metodista.br/ev/psicologia-da-saude/anais-1/2011/comunicacaooral/co70/CO70%20-%20TEXTO%20INTEGRAL%20%20Uso%20Patologico%20Da%20Internet%20Em%20Estudantes%20Universitarios.pdf/vie
w>. Acesso em: 11 fev. 2014.
MAGRO, Michael et al. Facebook’s Use in Higher Education. In: AMCIS. 2012 Proceedings
of the Eighteenth Americas Conference on Information Systems. Paper 10. Seatte,
Washington.
Disponível
em:
<
http://aisel.aisnet.org/amcis2012/proceedings/ISEducation/10/>. Acesso em: 6 fev. 2014.
MAZMAN, Sacide Guzin; USLUEL, Yasemin Kaçak. Modeling educational usage of
Facebook. Computers & Education, Amsterdam, The Netherlands, v. 55, n. 2, p.444-453,
set.
2010.
Disponível
em:
<http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0360131510000424>. Acesso em: 10 fev.
2014.
McCORKINDALE, Tina. Will you be my friend? How Public Relations Professors Engage
with Students on Social Networking Sites. Teaching Public Relations. Monograph 85,
Spring
2013.
Dakota
(EUA).
Disponível
em:
<
http://www.aejmc.us/PR/tpr/TPR85sp13.pdf>.Acesso em: 11 fev. 2014.
OKORO, Ephraim. Integrating Social Media Technologies In Higher Education: CostsBenefits Analysis. Journal Of International Education Research, Littleton, Colorado
(EUA),
v.
8,
n.
3,
p.255-262,
2012.
Disponível
em:
<http://www.academia.edu/2598007/Integrating_Social_Media_Technologies_In_Higher_Ed
ucation_Costs-Benefits_Analysis>. Acesso em: 21 fev. 2014.
PATEL, Pradip D. et al. The responsible use of online social networking: who should mentor
medical students. Teach Learn Med. 2012 , v.24, n.4, págs.348-354. Disponível em: <
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23036003>. Acesso em: 6 fev. 2014.
PECK, Jennifer J.. Keeping it Social: Engaging Students Online and in Class. Asian Social
Science, Toronto (canada), v. 8, n. 14, p.81-90, 2012. Disponível em:
<http://ccsenet.org/journal/index.php/ass/issue/view/682>. Acesso em: 21 fev. 2014.
ROBLYER, M.D. et al. Findings on Facebook in higher education: A comparision of college
faculty and students uses and perceptions of social networking site. Internet and Higher
Education, Philadelphia (EUA), .n13, p.134-140, 2010. Disponível em: <
http://www.scopus.com/record/display.url?eid=2-s2.077955228072&origin=inward&txGid=790066291122ED46AAB8584AC374A154.mw4ft95Q
39
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
Gjz1tIFG9A1uw%3a2>. Acesso em: 19 fev. 2014.
ROSEN, Larry D.; CARRIER, Mark; CHEEVER, Nancy A. Facebook and texting made me
do it: Media-induced task-switching while studying. Computers in Human Behavior.
Amsterdam (the Netherlands), v. 3, n. 29, p.948-958, maio, 2013. Disponível em: <
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0747563212003305>. Acesso em: 11 fev.
2014.
SAW, Grace et al. Social media for international students – it's not all about Facebook.
Library Management, Bingley (UK), v. 34, n. 3, p.156-174, 2013. Disponível em:
<http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=17083449>. Acesso em: 14 fev.
2014.
SHAH, Vishal et al. A Study on the Impact of Facebook Usage on Student's Social Capital and
Academic
Performance.
In:
AMCIS.
2012.
Disponível
em:
<
http://pure.ltu.se/portal/files/43138466/A_Study_on_the_Impact_of_Facebook_Usage_on_Stu
dent_s_Social_Capit.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2014.
STURGES, Marion. Using Facebook as a Teaching Tool in Higher Education Settings:
Examining Potentials and Possibilities. In: INTERNATIONAL CONFERENCE THE
FUTURE OF EDUCATION, 2., 2012, Florença (itália). Anais da conferência. Florença:
Pixel Associazone, 2012. v. 1, p. 1 - 3. Disponível em: <http://conference.pixelonline.net/edu_future2012/common/download/Paper_pdf/182-EL10-FP-SturgesFOE2012.pdf>. Acesso em: 14 fev. 2014.
STRAYHORN, Terrell L.. Exploring the Impact of Facebook and Myspace Use on First-Year
Students’ Sense of Belonging and Persistence Decisions. Journal Of College Student
Development: Project MUSE, Maryland (USA), v. 53, n. 6, p.783-796, nov. 2012. Disponível
em:
<http://muse.jhu.edu/login?auth=0&type=summary&url;=/journals/journal_of_college_stude
nt_development/v053/53.6.strayhorn.html>. Acesso em: 14 fev. 2014.
SUWANNATTHACHOTE, Praweenya; TANTRARUNGROJ, Pornsook. How Facebook
Connects Students’ Group Work Collaboration: A Relationship between Personal Facebook
Usage and Group Engagement. Creative Education, v.3, n.8, p.15-19, 2012. Disponível em:
< http://www.scirp.org/journal/PaperInformation.aspx?paperID=26694>. Acesso em: 11 fev.
2014.
TAYLOR, Roben; KING, Franklin; NELSON, Gordon. Student Learning Through Social
Media. Journal Of Sociological Research, Nevada (EUA), v. 3, n. 2, p.29-35, 2012.
Disponível em: <http://www.macrothink.org/journal/index.php/jsr/article/view/2136>. Acesso
em: 14 fev. 2014.
TIFFANY A. Pempek; YEVDOKIYA, A. Yermolayeva; CALVERT, Sandra L. College
students' social networking experiences on Facebook. Journal of Applied Developmental
Psychology,
Nevada
(EUA),
v.30,
p.227-238,
2009.
Disponível
em:<
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0193397308001408>. Acesso em: 19 fev.
2014.
WISE, Lisa; SKUES, Jason; WILLIAMS, Benedict. Facebook in higher education promotes
social but not academic engagement. In: ASCILITE 2011, 1., 2011, Tasmania (Australia).
Proceedings ascilite 2011 Hobart: Full Paper. Tasmania (Australia): Wrest Point, 2011. p.
1332
1342.
Disponível
em:
<http://www.ascilite.org.au/conferences/hobart11/downloads/papers/Wise-full.pdf>. Acesso
em: 10 fev. 2014.
WOLF, Marianne Mcgarry et al. Using Social Media to Enhance Learning through
Collaboration in Higher Education: A Case Study. In: APPLIED AND AGRICULTURAL
40
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
ECONOMICS ASSOCIATION’S 2012 AAEA ANNUAL CON FERENCE, 6., 2012, Seattle
(EUA). Proceedings of American Association Wine Economists Sixth Annual Conference.
Princeton, New Jersey,: American Association Wine Economist, 2012. v. 1, p. 1 - 13.
Disponível em: <http://ageconsearch.umn.edu/bitstream/124597/2/wolf social media case
study AAEA ValuePulse.pdf>. Acesso em: 14 fev. 2014.
Yamauchi, Yukei at al. Impact of Using Facebook as a Social Learning Platform to Connect
High School Students with Working Adults. In T. Bastiaens & G. Marks (Eds.), Proceedings
of World Conference on E-Learning in Corporate, Government, Healthcare, and Higher
Education 2012 (pp. 465-472). Chesapeake, VA: AACE. Disponível em:
<http://www.editlib.org/p/41635>. Acesso em: 6 fev. 2014.
41
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
42
ECCOM, v. 5, n. 10, jun./dez. 2014
Download

o consumidor insatisfeito em tempo de redes sociais