CONCERTOS
DE ÓRGÃO
IGREJA DE
SÃO VICENTE
DE FORA
Direcção artística: João Vaz
12 de Abril · 17H00
O órgão ibérico nos séculos
XVI e XVII
FRANCISCO CORREA DE ARAUXO (1584-1654)
Tiento de quinto tono (Facultad Organica, 1626)
FRANCISCO FERNANDEZ PALERO (ca.1533-1597)
Queramus a quatro glosado
ANÓNIMO (Ms. Martin y Coll, séc. XVII)
Tiento lleno, 1er tono
ANTONIO DE CABEZÓN (1510-1566)
Discante sobre la Pavana Italiana
(Obras de Musica, 1578)
JOSEPH JIMÉNEZ (1601-1667)
Obra de octavo tono, dos bajos
FRAY CRISTÓBAL DE SAN JERÓNIMO (séc. XVII)
Tiento de tonadas
FRANCISCO CORREA DE ARAUXO
Tiento de medio registro de dos tiples
de septimo tono
ANÓNIMO (Ms. Martin y Coll, séc. XVII)
Diferencias sobre la gayta
ANÓNIMO (Portugal, séc. XVII)
Batalha de 6.º Tom
—
BRETT LEIGHTON · órgão
10 de Maio · 17H00
Maneirismo e Estilo Galante
no Mediterrâneo
FR. DIOGO DA CONCEIÇÃO (séc. XVII)
Batalha do 5.º Tom
PEDRO DE ARAÚJO (fl. 1662-1668)
Consonâncias de 1.º Tom
Apoio
Divulgação
GIROLAMO FRESCOBALDI (1583-1643)
Tocatta da suonarsi alla levatione
JOHANN PACHELBEL (1653-1706)
Coral Wir glauben all’ an einen Gott
(Toccate e partite d’intavolatura – Libro Secondo)
MICHELANGELO ROSSI (1601-1656)
Toccata settima
(Toccate e correnti d’intavolatura d’organo e cimbalo, 1657)
SEBASTIAN AGUILERA DE HEREDIA
(c. 1565-1627)
Obra de 8.º tono alto: Ensalada
FRANCISCO CORREA DE ARAUXO (c. 1576-1654)
Tiento de medio registro de tiple de quarto tono
DIETERICH BUXTEHUDE (1637-1707 )
Cantata Ad pedes
(do Ciclo Membra Jesu Nostri, BuxWV 75)
Fuga em Dó maior, BuxWV 174
Tocata em Sol maior, BuxWV 165
—
RUI PAIVA · órgão
ENSEMBLE VOCAL DA ACADEMIA DE MÚSICA
DE SANTA CECÍLIA
ANTÓNIO GONÇALVES · direcção
(Facultad organica, 1626)
CARLOS SEIXAS (1704-1742)
Sonata em lá menor
ANÓNIMO (Portugal/Espanha, séc. XVII)
Batalha famosa
—
CÉLIA SOUSA TAVARES · órgão
12 de Julho · 17H00
José de Nebra:
Cantadas al Santísimo
JOSÉ DE NEBRA (1702-1768)
Tocata em Dó menor
Cantata Entre cándidos, bellos accidentes
7 Versos de Vísperas
(Libro de órgano de Melchor López, 1781)
14 de Junho · 17H00
Vozes e órgão nos séculos
XVI e XVII
Cantata Qué contrario, Señor
—
MARCO BRESCIA · órgão
ROSANA ORSINI · soprano
ANTONIO VALENTE (1520-1580)
La Romanesca
[Concerto organizado em parceria com
o 40.º Festival Estoril Lisboa]
GIROLAMO FRESCOBALDI (1583-1643)
Partite sopra l’Aria di Monicha
Toccata Ottava (Libro Primo, 1637)
GIOVANNI PIERLUIGI DA PALESTRINA
(1525-1594)
Moteto Surge illuminare
BERNARDO STORACE (1637-1707 )
Ballo della Battaglia
JOHANN KASPAR FERDINAND FISCHER
(c.1656-1746)
Chaconne em Fá maior
Brett Leighton. Professor de Órgão e Cravo na Universidade Anton Bruckner em Linz (Áustria) desde
1994, Brett Leighton é Natural de Sydney (Austrália)
e completou os seus estudos primeiramente com
David Rumsey no conservatório da sua cidade natal
(1977) e depois com Michael Radulescu na Escola
Superior de Música de Viena (1981). De importância vital foi o seu interesse pelo cravo, que o levou
a estudar em Basileia com Jean-Claude Zehnder e
em Amesterdão com Ton Koopman. Trabalhou também com Luigi Ferdinando
Tagliavini, Harald Vogel e Jean Langlais. Em 1979 ganhou o Prémio Paul Hofhaimer em Innsbruck (especializado na execução de Música Antiga), sendo
o primeiro músico a atingir aquela distinção desde a criação do concurso dez
anos antes. Desde então tem gozado de uma actividade concertística regular,
participando em numerosos festivais na Europa, assim como no Japão, Estados
Unidos e México. Além da sua actividade docente em Linz, ministra regularmente cursos e conferências em muitos festivais e academias de Verão europeias.
Célia Sousa Tavares. Célia Sousa Tavares nasceu
em 1983. Ingressou na Escola de Música do Conservatório Nacional em 1996, concluindo o curso de
Órgão sob a direcção de Rui Paiva em 2005. Frequentou o curso de Ciências Musicais na Universidade
Nova de Lisboa, estudando também clavicórdio com
Cremilde Rosado Fernandes. Em 2008 concluiu a Licenciatura em Órgão na Escola Superior de Música
de Lisboa na classe de João Vaz. Em 2010 terminou a
Pós-Graduação orientada por João Vaz e Vanda de Sá, na Universidade de Évora. No mesmo ano, sendo bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia,
iniciou o Mestrado na Hochschule für Künste Bremen. Em 2011 representou esta
mesma escola na Eastman School of Music, nos Estados Unidos. É professora no
Conservatório Regional de Artes do Montijo, na Escola Profissional do Montijo e na Escola Musicentro - Paróquia de S. Romão, em Carnaxide. Colabora na
Igreja de S. Tomás de Aquino (Lisboa), sendo também membro e organista do
Coral Publia Hortensia sob a direcção de Paulo Brandão.
Rui Paiva. Concluiu o curso de Órgão do Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Joaquim
Simões da Hora. Como bolseiro da Fundação
Calouste Gulbenkian, prosseguiu os estudos
daquele instrumento com Montserrat Torrent, no
Conservatório Superior de Barcelona, e, sob a orientação de José Luis González Uriol, diplomou-se
em Cravo e Órgão no Conservatório Superior de
Saragoça. Tem colaborado como organista e cravista
em diversos conjuntos instrumentais e vocais. Como solista ou em grupo, temse apresentado em diversos concertos no País, bem como no estrangeiro. Realizou várias gravações discográficas, com destaque para a música portuguesa
dos séculos XVI, XVII e XVIII. Rui Paiva foi professor de Órgão no Conservatório
Nacional de Lisboa e é director da Academia de Música de Santa Cecília de Lisboa.
Marco Brescia. Organista italiano/brasileiro, Marco
Brescia desenvolve uma intensa actividade artística,
havendo actuado em Itália, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Irlanda do Norte, Hungria, Eslováquia,
Peru e Brasil, no enquadramento de importantes
festivais e séries de concerto. Brescia é organista
titular do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de
Mesquita (1787) de Diamantina (Brasil) e desde o
ano 2001 cumpre funções de organista na Basílica
Pontificia de San Miguel – Nunciatura Apostólica, Madrid (órgão Gerhard
Grenzing), sendo igualmente organista/continuísta co-fundador do Ensemble
Favola d’Argo. Os seus interesses centram-se fundamentalmente na interpretação histórica do repertório de tecla ibérica e italiana, na qual se especializou
junto a Javier Artigas (órgão), Sergi Casademunt e Emilio Moreno (música de
câmara) num Mestrado em interpretação da Música Antiga – especialidade de
órgão histórico (Escuela Superior de Música de Cataluña/Universidad Autónoma de Barcelona). Investigador integrado do CESEM – Centro de Estudos de
Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, Brescia é Doutor
em Musicologia Histórica pelas Universidades Paris IV – Sorbonne e Nova de
Lisboa. É director artístico do Festival Internacional IN SPIRITUM – Música e Contemplação na cidade do Porto.
Ensemble Vocal da Academia de Música de Santa Cecília. Formado por cerca
de 20 alunos e ex-alunos da Academia de Música de Santa Cecília, este agrupamento existe desde 2002 e surgiu da necessidade de criar um grupo vocal misto
que desse continuidade ao trabalho realizado na disciplina de Coro daquela
escola de ensino integrado da música. Tem realizado diversos concertos, dos
quais se destacam as apresentações no Mosteiro dos Jerónimos, na Culturgest,
no Grande Auditório do CCB, no Festival Música em S. Roque, e a recente apresentação da ópera “Dido e Eneas”, de Purcell, no Palácio Foz em Lisboa.
António Gonçalves. Iniciou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano
de Lisboa e posteriormente ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa, onde se licenciou em Direcção Coral, sob a orientação de Roberto Pérez
e Vasco Pearce de Azevedo, e em Canto Gregoriano, sob a orientação de Maria
Helena Pires de Matos. Actualmente, dirige a Camerata Vocal de Torres Vedras,
é membro do Coro Gregoriano de Lisboa e do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian. Lecciona a disciplina de Coro na Academia de Música de Santa Cecília.
Com estes agrupamentos apresentou-se em concerto em Portugal, Espanha,
França, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Itália, Áustria, República Checa, Marrocos
e Japão.
Rosana Orsini. Co-fundadora do Ensemble Favola d’Argo, Rosana Orsini actuou
junto de importantes formações musicais como o Central City Chorus and Orchestra (Nova York), Esprit Ensemble (Londres), Alemmares Ensemble (Lisboa), Orquestra Ouro Preto (Brasil), Americantiga Coro e Orquestra (Lisboa), National Gallery
of Art Chamber Players (Washington D.C.), em prestigiantes cenários e festivais
internacionais. Rosana Orsini é Mestre em Canto Lírico pela Manhattan School
of Music de Nova York, tendo-se igualmente especializado em interpretação
mozartiana no Mozarteum Institut de Salzburg (Áustria). É Pós-graduada em
Canto pela Royal Academy of Music de Londres, onde estudou sob a direcção de
Diane Forlano. Aperfeiçoou os seus estudos com Anna Moffo, Fedora Barbieri,
Licia Albanese, Philip Langridge, Paul Esswood, Edda Moser, Ian Partridge,
Dominic Wheeler, Geoffrey Baker e Dona Vaughn. Actualmente, frequenta um
Mestrado de interpretação da Música Barroca no Conservatorio di San Pietro a
Majella de Nápoles (Itália), sob a orientação de Antonio Florio. É Doutora em
História e Ciências Musicais pelas universidades Sorbonne – Paris IV e Nova de
Lisboa e é autora do livro É lá que se representa a comédia: a Casa da Ópera de Vila Rica
(1770-1822), publicado em 2012 pela Paco Editorial (Brasil).
O órgão da Igreja de S. Vicente de Fora. O órgão que se pode admirar no topo do coro baixo da igreja de São Vicente de
Fora foi construído em 1765 pelo organeiro João Fontanes de Maqueira. Com a vantagem de se encontrar em estado quase
original, trata-se de um dos maiores e mais importantes instrumentos barrocos portugueses. O instrumento possui
duas secções independentes – órgão principal com 38 meios registos e órgão de eco com 21 – às quais correspondem
dois teclados manuais de quarenta e sete teclas com a tradicional primeira oitava «curta». O instrumento tem 3109 tubos
dos quais 282 de palheta, o que lhe confere uma das mais impressionantes secções de palhetaria e um dos mais amplos
«cheios» da Península Ibérica. O restauro profundo a que foi submetido em 1994, efectuado pelos organeiros Claudio
Rainolter e Christine Vetter, eliminou pequenas alterações efectuadas ao longo dos anos e reconduziu o instrumento à
sua grandeza original. Só nessa ocasião se revelou a autoria e a data de construção através de uma inscrição no interior
do secreto do órgão de eco: «Ha feito de novo em o ano de 1765 Joao Fontanes de Maqueira». Este organeiro construiu
em 1763 o órgão da capela do Seminário Maior de Coimbra. Uma análise mais aprofundada permite deduzir que o actual
órgão de S. Vicente de Fora incorpore material de um instrumento anterior, construído pouco antes do terramoto de 1755.
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