GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 AS POPULAÇÕES E O ESPAÇO GEOGRÁFICO Para começo de conversa Página 3 1. a) Há no mundo atualmente cerca de 6,8 bilhões de habitantes. Dizer se é muito ou pouco é pessoal. É bastante, tendo-se em conta o passado, mas levando-se em conta outras referências é discutível. b) A resposta é pessoal. A ideia aqui é que o estudante se posicione e se possa saber se ele tem argumentos para justificar a sua opinião. 2. 5. Grandes volumes de pessoas nos transportes coletivos 6. Multidões andando lentamente em ruas centrais 7. Multidões em eventos artísticos e esportivos aguardando em filas 8. Grande volume de pessoas disputando poucas vagas em vestibulares a) O que há de comum entre eles é que sempre envolvem grandes quantidades de pessoas e de objetos. Há um elemento quantitativo comum. b) Como esses problemas têm em comum as grandes quantidades, a tendência é considerar que tais problemas resultam disso. Mas isso é discutível, pois com mais cuidado vai se verificar que nem sempre grandes quantidades significam problemas. c) Cidades menores, com pequenas quantidades de pessoas e objetos, também podem ter problema de congestionamento, de fila, de espera, de acúmulos desconfortáveis, e aí o motivo já não será a quantidade e, sim, a qualidade. 1 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Desafio! Página 4 • Basta dividir o número de habitantes pelo tamanho do território: Paquistão: 180,8 milhões de habitantes divididos por 796 095 km2 = 227 hab/km2; Holanda: 16,8 milhões de habitantes divididos por 40 844 km2 = 411 hab/km2. • Considerando-se as densidades demográficas dos dois países, parece que, a princípio, na Holanda haveria uma distribuição mais equitativa da população no território. Mas a densidade demográfica é uma média aritmética e não nos diz, nessa escala, se a população está distribuída ou concentrada em algumas poucas áreas (grandes cidades, por exemplo). É o caso do Paquistão, que tem zonas muito populosas (na região de Karachi e na província do Punjab) e outras zonas que são vazios demográficos. • Maior densidade, população concentrada num pequeno território não significa maiores problemas sociais (como se poderia pensar, já que há muita gente a ser sustentada). O caso da Holanda mostra o contrário. Trata-se de um país de muito boa qualidade de vida, enquanto no Paquistão, onde aparentemente sobra mais território, os problemas sociais se acumulam. A princípio não existe uma relação necessária entre tamanho do país, tamanho da população, densidade demográfica na escala do país e o desenvolvimento. Leitura e Análise de Mapa Página 5 1. Como são círculos dispostos no mapa-múndi e como eles têm tamanhos diferentes, fica evidente que onde tem mais círculos e estes são maiores há manifestação mais significativa do que se está querendo representar. No caso, os círculos representam o tamanho das populações dos países. 2. O fundo do mapa é limpo. Apenas apresenta contornos discretos dos continentes e dos países, de modo a não concorrer com a informação principal, que é composta de círculos proporcionais aos tamanhos das populações dos países. 3. A figura é o círculo. Eles têm tamanhos diferentes, que correspondem (são proporcionais) aos tamanhos das populações dos países. 2 GABARITO Geografia – 8a série – Volume 3 Caderno do Aluno 4. a) É possível sim, aliás, as populações da China, dos EUA e do Brasil já constam da legenda, por serem países muito populosos. Mas, para chegar a valores da população de países que não constam da legenda, basta medir o diâmetro do círculo e ver a diferença em relação ao diâmetro da China (100% = 1 336 000 000 de habitantes) e aplicar uma regra de três. b) É sim, mapa é comunicação visual, e não verbal. Logo, o país de círculo maior é o de maior população, e, onde há mais concentração de círculos grandes, mais habitantes. Os dois países mais populosos no mapa são: China e Índia. E é muito fácil ver isso. 5. Sim, é um mapa de comunicação muito fácil e evidente. Consegue de forma límpida e cristalina dar todo o destaque ao que se quer representar, não permite interferências e o faz de maneira precisa. 6. Trata-se de um mapa quantitativo, pois expressa quantidades por meios de círculos proporcionais em relação aos dados populacionais dos países. PESQUISA EM GRUPO Página 7 Países mais populosos Nome Ano Continente Hemisfério (no de habitantes) Densidade demográfica (hab/km2) Nível de desenvolvimento 1,3 bilhão 137 2005 Ásia Norte Emergente 2. Índia 1,1 bilhão 344 2005 Ásia Norte Emergente 3. EUA 302 milhões 31 2005 América do Norte Rico Norte/ Sul Pobre 1. China População Norte 4. 219 milhões 115 2005 Asia Indonésia 3 GABARITO 5. Brasil Geografia – 8a série – Volume 3 Caderno do Aluno 186 milhões 22 2005 América do Sul Emergente Sul 6. 165 milhões 208 2005 Ásia Norte Pobre 153 milhões 1063 2005 Ásia Norte Pobre 143 8 2005 Europa/Ásia Norte Emergente 153 2005 África Norte Pobre Paquistão 7. Banglades h 8. Rússia milhões 9. Nigéria 141 milhões 10. Japão 127 milhões 337 2005 Ásia Norte Rico 11.México 105 milhões 54 2005 América do Norte Emergente Norte 12.Filipina 85 milhões 285 2005 Ásia Norte Pobre 13. Vietnã 84 milhões 253 2005 Ásia Norte Pobre 14. 82 milhões 231 2005 Europa Norte Rico 15. Egito 77 milhões 77 2005 África/ Ásia Norte Pobre 16. Etiópia 74 milhões 68 2005 África Norte Pobre 17. 71milhões 91 2005 Europa/Ásia Norte Pobre 18. Irã 70 milhões 91 2005 Ásia Norte Pobre 19. 65 milhões 129 2005 Ásia Norte Pobre 59 milhões 25 2005 África Norte/Sul Pobre s Alemanha Turquia Tailândia 20. Rep. Dem. do Congo 4 GABARITO Fonte (s) Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 ONU <http://esa. un.org/ unpp> Fonte dos dados da Tabela ONU <http://esa. un.org/ unpp> Ao fazer a pesquisa e preencher os 20 itens da tabela no Caderno do Aluno, os estudantes irão notar as incríveis desigualdades existentes na distribuição das populações entre os países, em termos de volume absoluto. Alguns aspectos a ser salientados: • A distribuição mundial não é uniforme, e a Ásia concentra grande parte dessa população e, também, as maiores densidades demográficas do globo. A maior densidade demográfica entre os 20 países mais populosos é a de Bangladesh, o sétimo país mais populoso do mundo. A Rússia, o oitavo país mais populoso do mundo, tem a menor densidade populacional entre os vinte países mais populosos do mundo; • A maior parte do contingente populacional dos vinte países mais populosos do mundo encontra-se em países pobres e emergentes; • Não há relação direta entre tamanho da população, densidade demográfica e desenvolvimento. Exemplo: os EUA têm uma densidade menor que a de outros países e é desenvolvido; o Japão, também desenvolvido, tem uma alta densidade demográfica; Bangladesh, com altíssima densidade demográfica, é pobre. Página 8 • O importante é que os alunos notem que a resposta a essa questão exige um raciocínio que vai perguntar em relação a quê? Por exemplo, o fato de haver muita gente na China e na Índia é considerado positivo para a economia: são mercados novos em potencial. Desse ponto de vista é bom, pois, quanto mais gente, melhor. Desafio! Página 9 A afirmação de que há gente demais no mundo é realmente diferente de dizer que há gente demais na Índia, em Bangladesh ou na Indonésia. É só observar os índices de densidade demográfica desses países para verificar a desigualdade da distribuição. No 5 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 mundo há ainda muitos vazios demográficos, há países com população diminuta e outros muito povoados. Então, é isso. Conforme a escala geográfica de abordagem a afirmação de que há gente demais pode fazer sentido, ou não. Leitura e Análise de Quadro Página 9 1. A classificação é feita por somatória de regiões que estão próximas, independentemente dos países. O critério utilizado é a busca das principais áreas de povoamento no mundo. Essas áreas são, até mesmo, anteriores à formação dos países modernos. 2. O melhor exemplo para essa classificação é a identificação da região mais povoada do mundo: trata-se da junção de partes da China, da Coreia do Sul e do Japão que estão bem próximas, embora divididas em três países. Mas, antes que esses Estados modernos existissem, aquela já era a parte mais povoada do mundo. Logo, não é a China a área mais povoada do mundo, e, sim, esse segmento regional. 3. a) Sem dúvida. No interior da China, no seu noroeste, há certos vazios demográficos, o que comprova que, conforme a escala geográfica de observação, os resultados se alteram. b) Logo, mesmo na escala do país mais populoso do planeta, a afirmação de que há gente demais no mundo pode não fazer sentido. Pois, como se viu, a China possui em seu interior áreas de vazio demográfico. 4. A somatória dos nove principais focos de povoamento mundial é de cerca de 4 bilhões. Logo, neles se concentram 61% da população mundial, que, na verdade, concentra-se em poucos pontos. LIÇÃO DE CASA Página 11 1. A confecção desse mapa é simples. Mas é importante que o aluno localize as áreas mencionadas, pois isso vai ajudá-lo a se familiarizar com o mapa-múndi. Nós o designamos como um pré-mapa, porque um mapa definitivo sobre esse fenômeno 6 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 implicaria a confecção de círculos proporcionais – o que envolveria cálculos e precisão matemática, para que o mapa não expressasse apenas localização e, sim, quantidades. Mapas que expressam apenas localizações são pré-mapas. Dizem pouco, mas dizem algo. 2. Não representa. Se somarmos as nove áreas mais povoadas, elas compõem um território bastante pequeno quando comparadas com o restante da extensão territorial do planeta. Isso mostra como a população mundial se concentra, e não o contrário. 3. Em Geografia é comum nos referirmos à distribuição de coisas – de objetos e pessoas. Mas o que acontece em geral é o contrário: concentração, e não dispersão. Viver junto (e aglomerar os seus recursos) é o que o ser humano tem feito ao longo da história. Leitura e Análise de Esquema Página 12 1. O esquema mostra que, para pensar a questão populacional no planeta, é preciso considerar sua “distribuição” – na verdade concentração – no espaço, logo também é necessário levar em conta os espaços, suas divisões, seus tamanhos. Nessa relação, os dados fazem outro sentido. Do mesmo modo, pensar na população implica saber se nas áreas onde os grupos se encontram conseguem-se os meios econômicos de sobrevivência. 2. Não há possibilidade de se afirmar que há muita gente no mundo sem verificar os espaços onde os grupos se distribuem. O espaço entra nessa relação por meio da abordagem da escala geográfica. Conforme a escala, há muita gente ou não. 3. O ser humano é um ser social. Organizar a sociedade implica criar relações entre seus membros e, quanto mais próximos estes estiverem entre si, melhor para as relações. Esta é a lógica poderosa que justifica a concentração humana. Os seres humanos querem viver juntos e viver junto é se concentrar. 4. É preciso também considerar a economia. Viver junto leva ao desenvolvimento de formas sofisticadas de sustentação material. Implica organizar a economia. 5. Por enquanto tem sido, embora não o faça de forma igual. Ao compararmos os países, veremos muita desigualdade, e há países muito populosos que demonstram bem isso, e outros que não. E países pouco povoados (e populosos, é a mesma coisa) que não 7 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 conseguem boa sustentação econômica para os membros de sua sociedade. Isso sem contar as desigualdades que existem no interior dos próprios países. Mas, de um modo geral, pode-se afirmar que a humanidade consegue recursos para se sustentar. 8 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 AS REFERÊNCIAS GEOGRÁFICAS E ECONÔMICAS DA DEMOGRAFIA Leitura e Análise de Gráfico Página 14 1. No eixo vertical se representam os números dos habitantes (em bilhões). No eixo horizontal se representa o tempo em intervalos de + 500 anos. Logo, o gráfico vai cruzar essas duas informações. 2. a) A população mundial em 400 a.C. estava em torno de 200 milhões de habitantes. b) No início do século XVI a população era de cerca de 500 milhões. c) No ano de 2007 chegava-se a 6,7 bilhões de habitantes. d) Passaram-se pouco mais de 500 anos, e a população aumentou em 6 bilhões de habitantes nesse período. 3. A partir de 1800 há uma imensa aceleração do crescimento populacional, refletindo o que seria a nova forma de organização social da humanidade. 4. a) Se compararmos com um passado remoto ainda é, mas, depois de um impressionante crescimento populacional que ocorreu nos últimos 200 anos – em que todo o porte atual da humanidade se fez –, estamos atingindo certa estabilização, com algumas exceções. b) Na África (no Golfo da Guiné) ainda é acelerado e na América Latina (no Sudeste brasileiro e em outros pontos) também não se pode negar um relativamente alto ritmo de crescimento. Porém, na América do Norte e na Europa o crescimento já está estabilizado. c) Esse exercício é para a criação de um mapa ordenado, que mostra do mais intenso para o menos intenso crescimento. Por isso, o recurso gráfico escolhido tem de ter a mesma lógica: uma única cor (um único fenômeno) e tonalidades do escuro 9 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 para o claro (mais intenso, para o menos intenso). Ele é simples, mas dá uma visualização do fenômeno bem interessante. PESQUISA EM GRUPO Página 17 O relatório deverá refletir as reflexões propostas nos dois quadros, mas o importante é que tais reflexões têm de ser alimentadas por pequenas pesquisas feitas nos livros didáticos e nos atlas geográficos. Os alunos precisam visualizar os mapas-múndi para encontrar os ecúmenos (áreas que o ser humano pode habitar) e os anecúmenos (áreas de difícil habitação – os desertos gelados e os desertos quentes, por exemplo). Um leque maior de informações sobre as áreas mencionadas nas duas situações vai melhorar o nível das reflexões e aumentar o espectro de aspectos que os grupos devem considerar. Chegar a um relatório (não necessariamente certo) que reflita as múltiplas interações sugeridas é o ideal. Desafio! Página 19 1. Considerando-se um país isolado, vai haver fome, em razão do déficit de produção alimentar. Mas no mundo contemporâneo as relações com os outros países podem compensar essa carência. 2. O crescimento da produção de alimentos está mais acelerado do que o populacional (embora este tenha sido gigantesco nos últimos 200 anos). Mas isso faz sentido: mais gente, mais produção, mais necessidades, novos investimentos, novas pesquisas. Conta aqui também o surgimento da economia moderna, que possui outra lógica, em comparação com a economia das sociedades tradicionais. 10 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Leitura e Análise de Tabela Página 20 1. Considera-se o volume total de produção de alimentos de um país (no caso da tabela por continente) e divide-se pelo número de habitantes. Aí se chega a um resultado que corresponde à produção de alimentos por habitante (per capita). 2. Nessa coluna os números são sempre 100,0. Escolheu-se esse período (1979-1981) como ponto de referência das medidas. O montante da produção de cada continente foi transformado em 100. Assim torna-se possível saber os percentuais obtidos antes e depois deste período. 3. Quando a variação está acima de 100,0, significa que houve aumento da produção de alimentos per capita (por continente e nos países destacados). Quando a variação estiver abaixo, quer dizer que a produção de alimentos per capita caiu. Como se vê a tabela é de fácil compreensão. 4. De um modo geral a tabela mostra que ocorre no mundo um crescimento importante da produção de alimentos per capita. Há exceções na África, e em períodos já superados também havia decréscimo na América Central. Chamam atenção os índices elevados de crescimento da América do Sul e, especialmente, os da Ásia. LIÇÃO DE CASA Página 21 Novamente a proposição aqui é uma produção de texto sobre a questão se há gente demais no mundo, só que agora o que se pede para considerar é a relação população ↔ economia (produção de alimentos). Várias informações foram trabalhadas e torna-se importante que, na redação, o estudante siga o roteiro estabelecido na atividade. • Sim, pode-se associar o Caso 2 (África Tropical) apresentado anteriormente aos índices de produção de alimentos da África que aparecem na tabela. São manifestações do mesmo processo. 11 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 • O caso da África não é o padrão, aliás, é exceção. Um continente muito povoado como a Ásia é uma demonstração de que não há relação entre crescimento populacional e a fome. Ao contrário. • Sim, há gente passando fome no mundo, em algumas partes do planeta. Dependendo da escala que se observa, isso pode acontecer numa cidade rica, por exemplo. Os principais motivos são os fenômenos de desigualdade. Mas, potencialmente, a humanidade tem condição de produzir (e já produz) alimentos para que ninguém passe fome. • Levando-se em conta a capacidade da humanidade de produzir alimentos, não há gente demais no mundo. 12 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 POPULAÇÕES: PERFIL INTERNO, DESIGUALDADES, MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS Para começo de conversa Página 22 1. Uma história breve não significa necessariamente um grande acúmulo de problemas sociais. A história breve do Brasil é a mesma dos EUA e do Canadá, por exemplo, e nestes o panorama social é melhor (de um modo geral). Alguns problemas sociais brasileiros estão sendo agravados com o tempo, e isso às vezes pode acontecer. A relação história e desenvolvimento é complexa. 2. Isso faz algum sentido, mas o fato de não termos muitas coisas resolvidas indica que há uma grande margem de manobra para construir um futuro. E também porque temos um grande contingente de população jovem que exige isso. Mas nada disso significa garantia para a construção de um futuro melhor. Há o potencial, mas é preciso saber fazer o futuro. 3. Não se assemelha. Nas populações dos países mais ricos contam-se mais adultos e idosos, o que é exatamente o contrário nos países mais pobres. 4. Existe, e isso é claro. Nos extremos da estrutura etária estão as principais diferenças: nos países mais pobres – mais jovens e menos idosos; nos países mais ricos – menos jovens e mais idosos. Leitura e Análise de Mapa Página 23 1. Representam, sim. Procura tornar visíveis aspectos da estrutura etária dos países. No primeiro, a população infantil e, no segundo, a população idosa. 2. Ambos fazem uso da cor como meio de representação. Mas usam cores de modo diferente. 13 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 3. No primeiro, cada classe (participação de crianças no conjunto da população) é representada com uma cor diferente. No segundo, usa-se uma única cor, e diferentes tonalidades da mesma. 4. O segundo permite uma melhor relação com o fenômeno representado. Afinal retrata-se um único fenômeno, o da proporção de população idosa no conjunto da população. Único fenômeno – única cor. Mas há diferentes proporções, da maior para a menor, então diferentes tonalidades – da mais escura para a mais clara. A relação é direta. No primeiro mapa essa relação direta não existe, e o uso da legenda (meio verbal) é que vai esclarecer o visual, que não permite leitura. 5. No primeiro mapa os países com maior proporção de população infantil encontramse no continente africano e em algumas partes da Ásia e da América Latina. São países que estão mal classificados em termos de desenvolvimento socioeconômico. Ao contrário, naqueles onde a participação de crianças é menor, o desenvolvimento é maior. O mesmo raciocínio, agora invertido, serve para a população idosa. Leitura e Análise de Quadro Página 25 1. É possível encontrar esses três padrões. Eles são nítidos. Como se percebe, os mapas permitem a construção de raciocínios, de classificações, de percepção de padrões. Ao observar o mapa de população idosa, pode-se dizer que os Padrões 1 e 3 estão nas tonalidades mais claras e mais escuras, respectivamente, e que o Padrão 2 (intermediário) apresenta-se nas tonalidades intermediárias. 2. Países segundo os padrões populacionais Padrão 1 Padrão 2 Nome Continente Nigéria África Madagascar África Brasil América do Sul África do Sul África 14 GABARITO Caderno do Aluno Padrão 3 Geografia – 8a série – Volume 3 Japão Ásia Itália Europa 3. É notório como os padrões populacionais se agrupam por regiões no mundo, embora também se agrupem por continentes: na África há predomínio do Padrão 1, na América do Sul, do Padrão 2, e na Europa Ocidental, do Padrão 3. Mas há situações mais isoladas e menos agrupadas também. Leitura e Análise de Mapa Página 26 1. Esses dois novos mapas fazem o mesmo uso de tonalidades de cor, como o mapa de população com mais de 60 anos. Cada um deles trata de um único fenômeno, logo, uma cor. Procura mostrar onde o mesmo fenômeno é mais intenso e onde é menos, logo, o uso de tonalidades. São mapas muito comunicativos. Apenas o mapa de população com menos de 15 anos se diferencia desse conjunto. 2. No mapa de esperança de vida, os países do Padrão 1 situam-se entre aqueles que têm os piores índices. No mapa de desigualdade na distribuição de renda os países de Padrão 1 também estão em má situação, mas aqui eles vão ter a companhia de alguns do Padrão 2, como é o caso do Brasil. 3. É notório como o Padrão 2 encontra coerência nessas duas próximas representações: tanto na esperança de vida quanto na distribuição de renda os países deste padrão encontram-se em situação intermediária. Uma grande exceção é o Brasil, cujo padrão de distribuição de renda é dos piores. 4. Mais uma vez a coerência se mantém: os melhores índices de esperança de vida, assim como uma distribuição de renda mais equitativa (o que é o bom padrão no caso), vão ser notadas no Padrão 3. Logo, existe relação entre os padrões demográficos e a qualidade de vida e estruturas econômicas mais igualitárias. 15 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 PESQUISA EM GRUPO Página 28 No relatório final do grupo é importante verificar se os elementos propostos para pesquisa e reflexão foram considerados. • Não é isso o que ocorre, pois os países tendem a transitar do Padrão 1 para os Padrões 2 e 3. E isso é uma das faces do que nas sociedades modernas designamos desenvolvimento. • Países do Padrão 3, como os europeus, já tiveram um perfil populacional de Padrão 1 e 2. Suas populações eram pobres e boa parte da solução da pobreza e da impossibilidade de alimentar tantas crianças veio com a migração para as Américas. • De fato, fica bem expressivo chamar essa passagem de um padrão para o outro de transição demográfica. • De fato há uma transição demográfica em andamento no Brasil. A queda dos índices de fecundidade indicam melhor do que todos os outros índices essa transição. Essa queda resulta da intensificação da urbanização, de maiores esclarecimentos sobre o uso de contraceptivos, da crescente emancipação das mulheres etc. Fatores como esses podem ser tidos como fatores de desenvolvimento social. • A transição demográfica não é um fenômeno natural, depende do desenvolvimento de outras estruturas sociais, da ascensão do indivíduo. Leitura e Análise de Texto Página 29 1. Ser um país do Padrão 1, com muitas crianças e jovens, significa que há uma grande necessidade de investimentos no sistema educacional (e em outros) e indica que a existência de uma população economicamente ativa menor. Essa contradição é problemática, mas pode ser superada. Mas a princípio (em alguns aspectos) seria melhor para um país já ser de Padrão 2 ou 3. 2. Há muitas vantagens num país no qual há equilíbrio entre as necessidades de investimentos em serviços sociais e o tamanho da população ativa. Isso se comprova nos países de Padrão 3. O que não quer dizer que não haja problemas, pois a margem 16 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 de manobra para novidades, para mudanças, é menor e pode haver desequilíbrios com o aumento da população de idosos, a ponto de esta começar a ficar do tamanho da população ativa. LIÇÃO DE CASA Página 30 Mais uma vez trata-se de uma proposta de produção de texto com reflexão orientada por vários itens. É importante conferir se cada um deles vai ser contemplado no texto produzido. • De fato o Brasil vive uma transição demográfica do Padrão 2 para o Padrão 3, o que significa o aumento do número de idosos no país, consequência de uma maior esperança de vida. É um fenômeno novo para nós, e isso vai exigir que nos preocupemos mais com a vida dessas pessoas, algo até então não muito praticado no país. • Todos ficaremos velhos, esta é uma condição humana natural. Ser velho não implica estar doente nem incapacitado. Se nessa fase houver cuidados com a sustentação dessas pessoas, com a saúde, com a qualidade de vida, vamos poder eliminar esse tipo de preconceito antissocial. • Para os idosos viverem bem é preciso que os espaços das cidades sejam seguros, que haja atividades dignas, assistência médica, e que eles sejam tratados como pessoas plenas, e não como pessoas limitadas. • Nossas cidades não estão preparadas para garantir a acessibilidade aos idosos; as calçadas são perigosas, no trânsito corre-se risco etc. É muito importante garantir acessibilidade aos idosos, pois eles não podem ficar confinados em casa, deprimidos, sem atividade, e isso piora muito a qualidade de ensino deles. • Com o Estatuto do Idoso, os problemas relativos a eles estão longe serem resolvidos, mas isso já é inegavelmente um avanço. Antes nem isso havia. Agora temos uma base legal com a qual podemos exigir políticas mais dignas para os idosos. 17 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Desafio! Página 32 O ser humano migra mais, atualmente, do que no passado, e isso é facilitado pelos novos meios de transportes, pelas novas facilidades de locomoção. No entanto, o ser humano não circula pelo mundo com a mesma facilidade que as mercadorias, que as informações. Ainda é bastante restrito o movimento do ser humano, algo de fato bem mais complexo. PESQUISA EM GRUPO Página 32 Neste item se propõe uma pesquisa complexa, juntamente com algumas reflexões. As primeiras propostas de reflexão devem basear-se nesses aspectos: • De fato, hoje existem fluxos migratórios que podem ser considerados sistemas, tendo em vista a frequência e todos os fluxos e serviços que se criaram em virtude da circulação de pessoas de alguns países para outros. As migrações têm origem nas regiões de pobreza; são pessoas pobres que buscam trabalho em países mais ricos, de preferência os mais próximos e os que foram colonizadores. • O maior grupo de imigrantes é de jovens pobres de países com problemas estruturais graves, os países de Padrão 1. Os jovens, nesse caso, não conseguem ver com boas perspectivas o seu futuro e tendem a migrar para os ex-países colonizadores, onde já estão vários dos seus compatriotas. É o caso da França, da Inglaterra, que recebem imigrantes jovens das ex-colônias. • Os migrantes estão vendo as portas serem fechadas nos países europeus, que, apesar de, por um lado, precisarem das correntes migratórias, de outro lado, sabem que há problemas sérios para absorver esses migrantes na Europa. Isso ocorre também nos EUA, o principal destino da imigração no século XX. De modo geral, há impasses graves complicando os sistemas migratórios. Exemplo de uma pequena descrição de um sistema migratório: Um importante sistema migratório atual tem origem na Índia e no Paquistão e vai para os Emirados 18 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Árabes, para os países produtores de petróleo. Nesses países estão ocorrendo grandes investimentos, e constroem-se cidades enormes, que visam aos negócios mais variados, até mesmo o turismo. É o caso de Dubai. No entanto, como não há mão de obra local para suprir a demanda dessas novas atividades, estimula-se a emigração de indianos e paquistaneses que vão para Dubai e os Emirados de um modo geral. 19 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 POPULAÇÕES E CULTURA: MUNDO ÁRABE E MUNDO ISLÂMICO Para começo de conversa Página 34 1. Mundo ocidental: é o conjunto de países que estão no Hemisfério Ocidental, a parte que fica a oeste do meridiano de Greenwich. O núcleo do mundo ocidental é a Europa Ocidental. Oriente Médio: anteriormente chamado de Oriente Próximo, trata-se da área formada pelos países árabes e pela antiga Pérsia (atual Irã). Não tem uma delimitação clara, mas este é o núcleo. Extremo Oriente: Japão, China e as Coreias são o núcleo dessa região. Mundo cristão: área de expansão do cristianismo, cujo núcleo é o mundo ocidental, que vai além da Europa, pois soma também as Américas e parte da África. Mundo árabe: coincide com o Oriente Médio, incluindo aí um pouco da África do Norte (Egito, Líbia, Tunísia etc.) Mundo islâmico (o Islã): área de expansão do islamismo, que vai além do Oriente Médio, passa pela Ásia Central, chegando até a Indonésia. 2. A população brasileira, de um modo geral, pertence ao mundo ocidental, ao mundo cristão. O Brasil está no Hemisfério Ocidental, área de expansão do cristianismo, que é um traço cultural forte de nossa formação. 3. O mundo cristão se confunde com o Ocidente. A expansão cristã data do Império Romano e tomou todo o Ocidente. A Igreja Católica Apostólica Romana, a principal força do cristianismo, durante boa parte de nossa história pesou como um poder significativo, moldador do Ocidente. 20 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Leitura e Análise de Tabela Página 35 1. Os cristãos são maioria no Brasil e em todos os países da Europa Ocidental. Os islâmicos são maioria absoluta em todos os países árabes e na Indonésia. Os hinduístas, na Índia, e os budistas, no Tibete. 2. Não, boa parte das religiões é multinacional, como o cristianismo e o islamismo. Mas há religiões nacionais, como o hinduísmo, praticamente restrito à Índia. 3. Sem dúvida, o cristianismo e o islamismo se expandiram para vários países e, nessa expansão, tornaram-se forças políticas e culturais significativas, o que permite dizer que há um mundo islâmico e um mundo cristão. 4. Não. China e Índia, os países mais populosos do mundo, praticam religiões mais ou menos restritas aos seus territórios. Religiões que não se expandiram para outras localidades e, por isso, não são maiores que o islamismo e o cristianismo. Leitura e Análise de Tabela Página 36 1. A proposição aqui é a feitura de um mapa quantitativo com a distribuição dos praticantes do islamismo em oito países. A ideia é fazer primeiro um círculo maior para a Indonésia e, então, os outros círculos vão diminuindo conforme o número de praticantes islâmicos. É importante visualizar essa distribuição, que dará uma ideia do expansionismo dessa religião. 2. Somando a população islâmica desses oito países e, depois, calculando o quanto isso significa em relação ao total, vamos chegar a 68% dos muçulmanos. 21 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 PESQUISA EM GRUPO Página 37 Espera-se que se contemplem ao menos esses aspectos que vamos expor a seguir: É normal associar o árabe ao islamismo, afinal Maomé nasceu na Arábia e foi o fundador da religião. Lá ela se consolidou e depois se expandiu por extensões imensas, para além do mundo árabe. Islamismo e mundo árabe, portanto, têm uma ligação histórica e de formação. Porém, atualmente o islamismo tornou-se complexo, dividiu-se e se distribuiu por vários países, para além do mundo árabe (mundo composto da Península Árabe e dos países da África do Norte), mas essa civilização perdeu espaço no islamismo, que hoje tem um maior número de praticantes em países não árabes. Este é apenas o núcleo, que deve ser alimentado por informações históricas e geográficas e dados diversos. Leitura e Análise de Imagem Página 38 1. Essa imagem é da cidade de Meca e retrata um momento de peregrinação de islâmicos de fora de Meca, que vêm de outros países. O cubo negro (Caaba), em torno do qual se realiza uma série de cerimônias, é anterior ao islamismo, pois era símbolo sagrado de práticas religiosas antigas, mas atualmente os islâmicos o veneram. 2. Meca é a cidade onde nasceu o profeta Maomé. É o berço de seu profeta e com o tempo se estabeleceu entre os praticantes a necessidade de ao menos uma vez na vida ir a Meca, daí as grandes peregrinações. 3. Há o Vaticano, sede eclesial do catolicismo. Trata-se de uma área muito visitada pelos cristãos católicos, mas não é a mesma coisa que Meca, onde todos os islâmicos devem ir. Há centros de peregrinação regionais, em cada país. Mas este não é um fato central no cristianismo, como o é no islamismo. 22 GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 8a série – Volume 3 Leitura e Análise de Texto Página 39 Parte significativa da expansão se deu por meio das rotas comerciais. Os árabes eram comerciantes e também se organizavam para saquear quem usasse suas rotas. O islamismo incorporou-se à vida dos grupos tribais nômades e dos comerciantes árabes, que expandiram a religião para áreas extensas, organizando, posteriormente, exércitos e promovendo conquistas. O islamismo chegou por esses caminhos até a Europa e construiu ali civilizações de mais de 700 anos. LIÇÃO DE CASA Página 40 A história do islamismo é fascinante. A historiografia estuda muito essa religião, pois, por meio de sua história, muito do Oriente Médio assim como da Ásia pode ser compreendido. Há muitas publicações sobre essa história que começa em 622 d.C., ano que marca a fundação do islamismo por Maomé. 23