INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE PRINCIPAIS CONCEITOS Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS PV (Process Variable) Variável de Processo: É o valor atual de uma grandeza (Pressão, Temperatura, Vazão, etc.) controlada no processo Ex: A caldeira está com 120ºC (PV=120); A bomba está enviando 35m3/h (PV=35) SP (Set Point): É o valor desejado no controle de uma grandeza no processo Ex: A caldeira está com 120ºC (PV=120) mas o valor desejado é 150ºC (SP=150); A bomba está enviando 35m3/h (PV=35) mas o valor desejado é 45m3/h (SP=45) ERRO ou DESVIO: É a diferença entre o valor atual (PV) e o valor desejado (SP) da grandeza controlada no processo. Ex1: A caldeira está com 120ºC (PV=120) mas o valor desejado é 150ºC (SP=150) Portanto ERRO = 30ºC (SP-PV 150 ºC -120 ºC ). Ex2: A bomba está enviando 35m3/h (PV=35) mas o valor desejado é 45m3/h (SP=45), portanto ERRO = 10m3/h (SP-PV 45 m3/h- 35 m3/h). Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS MV (Manipuled Variable) Variável Manipulada: É o valor enviado pelo controlador para a correção do erro entre a variável do processo e o set point desejado. Ex: A caldeira está com 120ºC (PV=120), mas o valor desejado é 150ºC (SP=150); Se estiver tratando pelo sinal enviado: Para corrigir, o CLP está enviando 12mA (MV=12) Se estiver tratando pelo sinal digital enviado pelo CLP: Para corrigir, o CLP está enviando 3600 à sua saída analógica (MV=3600) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS AÇÃO DE CONTROLE: É a forma como o controlador deverá agir para corrigir o erro. Pode ser de dois tipos: AÇÃO DIRETA: Se o ERRO aumenta, o Controlador aumenta seu sinal. Ex: Se a temperatura de uma câmara frigorífica AUMENTAR, o CLP deverá AUMENTAR seu valor de saída para aumentar a refrigeração e baixar a temperatura. 160 140 120 100 TEMP 80 CLP 60 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS AÇÃO DE CONTROLE: É a forma como o controlador deverá agir para corrigir o erro. Pode ser de dois tipos: AÇÃO REVERSA: Se o ERRO aumenta, o Controlador diminui seu sinal. Ex: Se a temperatura do forno AUMENTAR muito, o CLP deverá DIMINUIR seu sinal de saída para manter a temperatura desejada. 160 140 120 100 TEMP 80 CLP 60 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS MALHA DE CONTROLE: Pode ser de dois tipos: MALHA ABERTA: O controle é feito de modo impírico, ou seja controlador envia sinal de controle porém não verifica se o processo reagiu de acordo. Ex: Ao se acender um forno doméstico, o cozinheiro ajusta a chama girando o registro de acordo com a indicação do frontal (SP). Neste caso não há sensor para conferir a temperatura exata. SP (BOTÃO FRONTAL) CONTROLADOR (C.L.P.) SINAL DE CONTROLE PROCESSO (FORNO DOMESTICO) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS MALHA DE CONTROLE: Pode ser de dois tipos: MALHA FECHADA: Neste caso o controlador envia sinal de controle e recebe o retorno do processo para verificar se o processo reagiu de acordo. Ex: Ao se presetar o valor de setpoint desejado em um forno industrial, o controle enviará o sinal de controle para as chamas e receberá o sinal de um sensor de temperatura ajustando o sinal de controle. SP SP - SP-PV ERRO CONTROLADOR SINAL DE CONTROLE PROCESSO (FORNO DOMESTICO) PV SINAL DE REALIMENTAÇÃO (SENSOR) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS GANHO DO PROCESSO: É a velocidade de reação do processo. Ex: Ao se ligar um forno na temperatura ambiente (20ºC) e ajustar-se um setpoint para 150ºC, o mesmo precisará de 25 minutos para atingir a temperatura desejada. Qual o ganho do processo? Ganho = Variação do processo Tempo Ganho = (150-20) = 5,2 ºC/min 25min. Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS RANGE OU FAIXA: É a faixa de operação de um determinado instrumento. Ex: Um controlador de temperatura opera em uma faixa (range) de -20ºC a 55ºC. SPAN (ganho): É a diferença algébrica entre o início e fim da escala de um determinado instrumento. Ex: Um controlador de temperatura opera em uma faixa (range) de -20ºC a 55ºC. Qual seu Span? Span = 75ºC Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS TEMPO MORTO: É tempo entre a ocorrência de um distúrbio no processo e a reação do controlador para sua correção. TEMP. TEMPERATURA DO FORNO CLP Ex: Ao perceber que a temperatura de um forno caiu o controlador aumenta sua saída para compensá-la 5 segundos após o distúrbio. 600 500 400 300 200 100 0 TEMPO MORTO Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS OVERSHOOT: É distúrbio quando uma variável de processo passa além do valor do set point determinado. OVERSHOOT SET POINT LEITURA DO PROCESSO (MV) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS EXATIDÃO ou PRECISÃO ( Accuracy): Indica o quanto o sensor pode indicar próximo ao valor real. Ex: O forno tem um sensor de 100ºC a 600ºC +/- 2% ou (600-100) x 2 / 100= +/- 10ºC BIAS (Polarização) : É um erro fixo ou erro sistemático que existe no processo. Seu valor geralmente é utilizado para implementar compensações no controle de uma variável do processo. Atenção: É utilizado apenas em controle somente proporcional!!!! Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS REPETIBILIDADE : É a medida da capacidade de um sensor enviar o mesmo dado quando exposto em condições semelhantes. Sua fórmula é dada por: RP= DESV.MÁX. – DESV. MIN. RANGE RP= 52ºC – 49ºC 150ºC X 100 X 100 = 2% Ex.: Qual a repetibilidade de um instrumento de -25ºC a 125ºC que quando submetido a temperatura de 50ºC apresentou leituras de 49ºC a 52ºC? Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONCEITOS LINEARIDADE : É a faixa de regularidade geométrica de leitura de um instrumento. 70 Ex.: No gráfico, o instrumento apresenta linearidade de 15ºC a 55ºC 65 60 55 50 45 40 35 LINEARIDADE 30 25 20 15 10 5 0 Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): O valor de saída do controlador – MV (C.L.P.) é proporcional ao valor do desvio (SP – PV). O valor de desvio que provoca MV = Máximo é chamada de Banda Proporcional (PB – Proporcional Band) e é dado em % ou seja: Ex.: Se houver um processo com SP = 500ºC e PB=30% então MV estará em 100% quando: 500ºC MV Máx. 100% 30% (PB) MV Máx. = 500 x 30 100 = 150ºC O ERRO (SP- PV) for maior ou igual a 150ºC a saída do controlador (MV) será 100% Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): Se o valor da banda proporcional for muito pequena, a correção do processo será muito brusca, provocando OVERSHOOT Se o valor da banda proporcional for muito grande, a correção do processo será muito lenta, provocando demora de correção BANDA PROPORCIONAL BANDA PROPORCIONAL CORREÇÃO (MV) ERRO ERRO SP - PV SP - PV CORREÇÃO CORREÇÃO (MV) (MV) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): Banda com valor Elevado OVERSHOOT Banda com valor ideal Banda com valor muito baixo Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): Exemplo de Cálculo 1: Qual o valor de MV que um CLP colocará em sua saída analógica de 12 bits que comanda um forno que possui temperatura atual (PV) de 150ºC com um Set Point (SP) de 350ºC e Banda Proporcional (PB) de 30%? MV = ((SP-PV) x 212 ) = ((350ºC – 150ºC) x 4096) = 7801 (sairá apenas 4095 (PB x SP/100) 30% x 350ºC / 100 que é o máximo possível) Neste Caso, MV estará em seu valor máximo, ou seja 4095 (212) pois, apenas diminuirá se o erro for menor que 105ºC. ou seja 30% do total (350ºC) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): Exemplo da Cálculo 2: Qual o valor de MV que um CLP colocará em sua saída analógica de 12 bits que comanda um forno que possui temperatura atual (PV) de 295ºC com um Set Point (SP) de 350ºC e Banda Proporcional (PB) de 30%? MV = ((SP-PV) x 212 ) = ((350ºC – 295ºC) x 4096) = 2146 (PB x SP/100) 30% x 350ºC / 100 Neste Caso, MV estará com um valor intermediário (2146) pois o resultado é menor que 4095 (212). Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE PROPORCIONAL (P): Tabela de Cálculo: Na tabela abaixo foi feita a simulação de MV para cada temperatura a partir de 200ºC. Note que a saída será menor que 4095 apenas quando o erro for menor que 105ºC. TEMP SP ERRO MV Calc. 200 350 150 5851,4 4095 215 350 135 5266,3 4095 230 350 120 4681,1 4095 3500 3000 245 350 105 4096,0 4095 2500 260 350 90 3510,9 3511 275 350 75 2925,7 2926 1500 1000 290 350 60 2340,6 2341 500 305 350 45 1755,4 1755 0 320 350 30 1170,3 1170 335 350 15 585,1 585 350 350 0 0,0 0 4500 4000 2000 TE M P 20 5 21 5 22 5 23 5 24 5 25 5 26 5 27 5 28 5 29 5 30 5 31 5 32 5 33 5 34 5 MV Real MV Real Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE INTEGRAL ( I ): A finalidade da ação integral é eliminar o desvio permanente em decorrência da ação proporcional. Basicamente, o controlador verifica o momento em que o Erro se estabiliza e, nesse momento, em intervalos de tempo que podem ser de 0,24 a 15 segundos, (equivalente a 4 ~ 250 intervenções por minuto) acrescenta um valor à saída do controlador até que o erro seja eliminado. Exemplo: Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE INTEGRAL ( I ): O termo integral pode ser expresso como a quantidade de repetições (soma dos erros) ocorridas por unidade de tempo: Ex: Se o valor integral for 250 Repetições por minuto, a cada 0,24 segundos será realizado o seguinte cálculo: VARIAÇÃO DO ERRO = ERRO ANT. – ERRO ATUAL Se o resultado desta variação for igual a zero aplicada a fórmula : e se SP for diferente de PV, será MV = MV + (Variação do Erro x Ki) onde: MV: Valor de saída do controlador ERRO ANT.: Valor do erro (SP – PV) detectado na última leitura e armazenado em uma variável. ERRO ATUAL: Valor Do erro (SP-PV) lido. Ki: Constante de correção que poderia ser utilizado na correção de MV. Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE DERIVATIVO ( D ): No controle Derivativo, é analisada a Velocidade de Variação do Erro. Esta ação tem a função de garantir que a reação do processo não seja abrupta a ponto de provocar Overshoot. Exemplo: Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID CONTROLE DERIVATIVO ( D ): A intervalos regulares de tempo T (que pode ser de 0 a 250 minutos), o controlador calcula a variação do desvio do processo da seguinte forma: VEL. VAR. DO ERRO = (ERRO ANT. – ERRO ATUAL) TEMPO T A saída será corrigida negativamente para amortecer a reação de MV, subtraindo-se de MV um valor obtido pela multiplicação de um fator Kd pela velocidade de variação do erro: MV = MV – (VEL. VAR. DO ERRO x Kd) Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE CONTROLE PID: É a combinação dos 3 tipos de controles apresentados: P (Proporcional) + I (Integral) + D (Derivativo) Sendo assim, podemos expressar sua fórmula da seguintes formas: Proporcional MV = ((SP-PV) x 212 ) (PB x SP/100) + Integral MV = MV +(Var.Erro x Ki) (se var.erro ≠ 0) Ou na expressão: MV = Kp * (e(t) + Σ Ki * e(t) * Δt + Td x Δe/ Δt) onde: 0 + Derivativo MV – (Vel. Var. Erro x Kd) MV: Variavel do Processso Kp: Fator Proporcional e(t) : Erro em função do tempo Ki: Fator Integral Δt: Tempo de amostragem Td: Fator de tempo derivativo Δe: variação do erro Prof. MS. Marco Antonio B. Sousa