UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2005—2008 Atualizado em 2008 visando 2012 Secretaria de Planejamento e Qualidade - SPQ 17/11/2005-2008 2 ÍNDICE I - OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO II - ESTRATÉGIA GERAL DE DESENVOLVIMENTO III - PROJETO DE QUALIFICAÇÃO E FORMAÇÃO DE DOCENTES III.1 - CAPACITAÇÃO TÉCNICA DOS DOCENTES III.2 - TREINAMENTO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO IV - MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO IV.1 - COORDENAÇÃO GERAL DE CURRÍCULOS IV.2 - ASSISTÊNCIA AO ALUNO IV.3 - COOPERAÇÃO INTER-INSTITUCIONAL IV.4 - AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE ENSINO IV.5 - DESENVOLVIMENTO HUMANÍSTICO E CULTURAL IV.6 - INGRESSANTES IV.7 - APRIMORAMENTO DOS CURSOS DE PÓSGRADUAÇÃO V - ATUALIZAÇÃO E RENOVAÇÃO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO E REDES DE INFORMAÇÃO V.1 APRIMORAMENTO DA BIBLIOTECA V.2 APRIMORAMENTO DO SISTEMA DE INFRAESTRUTURA COMPUTACIONAL V.3 INTERCÂMBIO DE DUPLICATAS E DOCUMENTOS DISPONÍVEIS VI - PLANO DE EXPANSÃO DO ENSINO VI.1 - FOMENTO À CRIAÇÃO DE NOVOS CURSOS VII - MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA VII.1 - MANUTENÇÃO DA ÁREA FÍSICA VII.2 - REFORMA E CONSTRUÇÃO DE NOVOS EDIFÍCIOS E INSTALAÇÕES VII.3 - EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS VIII Considerações Finais 03 03 06 06 06 07 07 07 07 08 08 09 09 09 09 10 10 10 10 11 11 11 11 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL I - OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO Conforme o Artº 2º do Estatuto da UNIFEI, seus objetivos são: a) a formação de profissionais de nível superior nas áreas especializadas incluindo Engenharia, Ciências Exatas e da Terra e outras correlatas e afins; b) a formação de especialistas, de mestres em Ciências e de Doutores em suas áreas de atuação; c) a realização, divulgação e apoio a pesquisas; d) a contribuição para a elevação do nível cultural e de Ensino em todos os seus graus e modalidades; e) a extensão de seus serviços e a sua participação na difusão de conhecimentos, na prestação de serviços e de assistência técnica; f) a interação com a comunidade para a promoção da cultura e do bem -estar social. II - ESTRATÉGIA GERAL DE DESENVOLVIMENTO Vindo de criar novos Cursos de Graduação e novos Cursos de Pós-Graduação, a Estratégia Geral de Desenvolvimento da UNIFEI consiste basicamente, em consolidar tais conquistas e aprimorar sua atuação em geral, preparando-se, a médio prazo, para desenvolver os novos projetos de expansão acordados com o MEC através do Projeto Reuni-Unifei. Tal Estratégia está perfeitamente consubstanciada no Documento de Missão elaborado durante o último Planejamento Estratégico da UNIFEI, com o seguinte teor: 4 Frente ao processo acelerado de mudanças políticas, econômicas e socioculturais posto pela Nova Ordem Mundial, às IFES se têm exigido a reconfiguração de suas atividades educacionais. Tal reconfiguração insere-se na necessidade premente de formar quadros profissionais adequados às exigências atuais, dentre outros elementos, recorrentes de novas relações de trabalho, absorção e criação de tecnologias, funções ocupacionais novas, de novos postos de trabalho, além da própria internacionalização da economia e da proximidade de culturas nacionais. Os cursos, de maneira geral, estão repensando sua estrutura e organização no sentido de garantir e de acompanhar a intensificação da produção científica e tecnológica que vem exigindo, cada vez mais, profissionais com competências e com habilidades singularmente diferentes para a contemporaneidade. Pautando no pressuposto de que a inovação curricular deve constituir-se na redefinição do papel do aluno e a uma remodelização do processo ensino-aprendizagem e entendendo-se o currículo como um conjunto de atividades e de ações que supõe discursos e práticas, bem como fundamentos organizacionais formais e metodológicos, torna-se importante definir suas diretrizes básicas a partir de seus elementos constituintes (organização, conteúdo e forma). O currículo assim definido parte do pressuposto de que a Educação é um processo em que alunos e professores devem construir e reconstruir o conhecimento, num movimento de sínteses sucessivas para, não só apropriar-se das novas tecnologias e conhecimentos, mas de criá-los e/ou adaptá-los às condições reais de nosso país. O professor, pois, como elemento co-participante do processo de aprendizagem do aluno, desafiando e subsidiando o desenvolvimento do mesmo e atentando para as novas formas de democratização do acesso à informação, estará apto a um trabalho com vistas ao produto (perfil desejado), através da atuação no processo (gradual e cumulativo) do aprendizado. Garantindo o compromisso social de maior consciência, entre o já constituído e o que está para ser constituído enquanto conhecimento, aumentando assim sua responsabilidade e seu papel na educação. Considera-se, pois, a indissociabilidade da pesquisa e do ensino, por se constituírem em atividades inerentes à atuação docente exigida pelo novos tempos, bem como, a melhor articulação teoria e prática, com vistas à produção e reprodução dos saberes científicos. Nessa metodologia de elaboração conjunta de saberes, a avaliação assume uma perspectiva que ultrapassa a somativa, incluindo e enfatizando o acompanhamento paulatino e sistemático do aluno em parceria estreita com o professor. Tal processo avaliativo deve ter em vista, não apenas o produto, mas deve ser a possibilidade de se rever constantemente o andamento e os resultados parciais do processo. Tal construção do saber supõe uma proposta de desfragmentação do currículo, com possibilidades de tranversalizar alguns aspectos considerados primordiais para a melhoria da formação de profissionais. A possibilidade de transversalidade pretende garantir o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes que deverão nortear a formação 5 do perfil desejado, a partir das novas necessidades apresentadas pela configuração mundial e considerando as novas fronteiras do conhecimento que se dissipam frente às crescentes rearticulações dos saberes sobre o homem e o mundo Portanto, tranversalizar, nesse sentido, supõe um trabalho que ultrapassa os limites de cada disciplina, em que atitudes e habilidades propostas estarão no bojo do trabalho de cada professor. Considerando que a educação exige reflexão, adequação aos novos tempos, a redefinição do trabalho acadêmico frente aos desafios postos por um mundo em permanente processo de modificação e ainda, a missão "Gerar, preservar e difundir conhecimento, formar cidadãos e profissionais qualificados, e contribuir para o desenvolvimento do país, visando à melhoria da qualidade de vida", vem as seguintes metas norteadoras do desenvolvimento da UNIFEI: 1. CONSTRUIR O PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Elaborar uma sistemática de planejamento, execução e avaliação do processo ensinoaprendizagem; Estabelecer a pesquisa como eixo central da aprendizagem; Estimular o uso criativo e criterioso das instrumentações eletrônicas; Implantar o processo de avaliação institucional. Subsidiar as novas ações propostas pelo Reuni 2. CONSOLIDAR O TRABALHO COLETIVO ENTRE OS DOCENTES PARA GARANTIR A INTEGRAÇÃO, A INTERDISCIPLINARIDADE E A TRANVERSALIDADE CURRICULAR Formar equipes diversificadas de estudos permanentes (reforma universitária; educação à distância; meios e eventos de ensino e aprendizagem; currículos/cursos; sistemas de ingresso/cursos; sistemáticas de relação instituição/empresas/comunidade; avaliação; planejamento; orientação e acompanhamento do trabalho discente e docente; etc...) Organizar eventos como debates, seminários, simpósios, congressos e outros para aprofundar os conhecimentos da ação docente e discente. 3. GARANTIR A QUALIDADE DOS ATUAIS E, A MÉDIO PRAZO, CRIAR NOVOS CURSOS DE GRADUAÇÃO Implementar metas delineadas e assumidas no Plano de Reestruturação e Expansão Acadêmico-administrativa (ANEXO 1- REUNI) 4. ESTRUTURAR E IMPLEMENTAR UM ÓRGÃO DE SUPORTE AO PROCESSO ENSINO-APREDIZAGEM Formar equipe, dentro da Pró-reitoria de Graduação para desenvolvimento dos programas assinalados nas metas subseqüentes 6 5. ORGANIZAR E IMPLANTAR UM PROGRAMA PERMANENTE DE ASSESSORIA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA AOS DOCENTES Programar atividades de Formação Continuada Docente e de Capacitação de Coordenadores de Curso(desdobramento no interior da Pró-reitoria de Graduação) 6. ORGANIZAR UM PROGRAMA PERMANENTE DE ASSESSORIA PSICOPEDAGÓGICA AOS DISCENTES Criar a Coordenação de Assistência ao Estudante, com programas de Orientação de estudos, profissional e vocacional, bem como programa de orientação nas relações interpessoais 7. IMPLEMENTAR AÇÕES QUE PERMITEM A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS VIRTUAIS NOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO. Incrementar suporte em EAD a fim de desenvolver programas e cursos específicos III - PROJETO DE QUALIFICAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES III.1 - CAPACITAÇÃO TÉCNICA DOS DOCENTES Há mais de uma década a UNIFEI vem promovendo uma política intensa de capacitação de seu corpo docente, conseguindo neste período uma evolução notável na capacitação formal de seus docentes. Assim, seu projeto de Capacitação Técnica dos Docentes resumese a continuar esta atividade vitoriosa via as seguintes ações: Manter contato efetivo com instituições especializadas na identificação de tendências e tecnologias; Aperfeiçoar a sistemática de contratação e capacitação de docentes; Incentivar a capacitação e a integração com outros centros de pesquisa; Estimular o intercâmbio e a cooperação com a indústria, visando efetiva participação na solução de problemas práticos. Elaboração e atualização do Plano de Capacitação de Docentes; Definição de um indicadores de atividade docente; Incentivar o uso de recursos virtuais nos programas de formação; Desenvolvimento de um programa continuado de formação docente através do uso de recursos virtuais; 7 III.2.- FORMAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA Neste aspecto a UNIFEI ainda não atingiu os níveis desejados, de forma que os esforços serão intensificados, via as seguintes ações: Oferecer formação continuada pedagógica aos docentes; Propor e experimentar métodos e técnicas inovadoras de ensino; Fornecer apoio didático e pedagógico aos professores visando implementar tais métodos e técnicas inovadoras de ensino; Integrar esforços e propósitos de todos os profissionais atuantes nas áreas de atuação da UNIFEI, em Itajubá e na região, visando à criação uma nova mentalidade e postura perante o avanço tecnológico; Desenvolver soluções pedagógicas com a utilização de recursos virtuais; Implantar o projeto "Formação Integrada em Ciência e Tecnologia", composto dos subprojetos: 1. Modernização das Salas de Aula 2. Atualização dos Currículos 3. Implantação do REUNI IV - MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO IV.1.- COORDENAÇÃO GERAL DE CURRÍCULOS Promover permanentemente o aprimoramento curricular; Propor novos cursos e mecanismos de dinamização curricular; Promover a integração entre as atividades do ciclo básico e profissionalizante; Propor estruturas curriculares flexíveis para os cursos de graduação, conforme metas do REUNI; Reestruturar os cursos para proporcionar novas possibilidades de estágio aos estudantes e novas formas de intercâmbio com as empresas; Estabelecer mecanismos de avaliação dos novos currículos implementados; Rever as estruturas curriculares considerando a utilização de recursos virtuais nos programas de formação presenciais, semi-presenciais e à distância. IV.2.- ASSISTÊNCIA AO ALUNO Facilitar a integração de novos alunos na comunidade acadêmica; Reduzir a repetência e a evasão através de arranjos pedagógicos diversificados; Orientar o processo de auto-aprendizagem; Estabelecer e implementar políticas para estágios; 8 Oferecer aos alunos orientação em problemas de saúde, habitacionais e de relacionamento humano; Conceder auxílio financeiro ao aluno carente através do Programa de Bolsa-Auxílio. Implantação de um Programa de Estágio Supervisionado mais amplo e flexível e de acordo com Legislação específica; Preparar os alunos para o adequado uso das novas tecnologias virtuais de ensino e maneiras específicas de estudar os diversos conteúdos curriculares. IV.3.- COOPERAÇÃO INTER-INSTITUCIONAL Ampliar a cooperação técnico-científica inter-institucional; Estimular o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa em parceria com outras instituições; Garantir atividade de pesquisa de alto nível; Estimular o aumento da produção científica; Fomentar a criação de empresas de base tecnológica; Contribuir para a melhoria no nível de alunos ingressantes na UNIFEI; Oferecer à comunidade e às Micro e Pequenas das Regiões prestação de serviços dos alunos Criação do Banco de Dados de Pesquisa Desenvolvimento do Projeto Tecnópolis junto ás instâncias de administração municipal e estadual Desenvolvimento da Incubadora de empresas e de pré-incubação Desenvolvimento de Empresas Júnior em setores específicos Incentivar o intercâmbio de disciplinas entre instituições nacionais e internacionais; IV.4.- AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE ENSINO Estabelecer um processo de avaliação sistemático, com a participação dos docentes, discentes, técnico-administrativos e ex-alunos, para assegurar, de forma permanente, o desenvolvimento quantitativo e qualitativo da graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão e gestão administrativa. Implementar a Comissão Própria de Avaliação, Construir, conforme orientação do SINAES, uma metodologia de avaliação; Criar e implementar um Sistema de Informações Gerenciais sobre ensino, pesquisa, extensão e administração; Avaliar o ensino de Graduação; Avaliar o ensino de Pós-Graduação; Avaliar as atividades de Extensão 9 Avaliar a Pesquisa; Avaliar a Gestão Administrativa; Obter subsídios para elaboração de Projetos Institucionais socialmente legitimados e relevantes; Desenvolver soluções de avaliação no caso de programas de formação que utilizam recursos virtuais; IV.5.- DESENVOLVIMENTO HUMANÍSTICO E CULTURAL Oferecer à comunidade oportunidades de desenvolvimento humanístico e cultural através de projetos e programas culturais diversos IV.6.- INGRESSANTES Rever os critérios de seleção para o ingresso de alunos via vestibular; Rever os critérios de seleção para o ingresso de alunos por transferências. Estabelecer política de inclusão de alunos das escolas públicas IV.7.- APRIMORAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO Oferecer Cursos de Pós-Graduação competitivos; Expandir e criar novos cursos de Pós-Graduação; Criar mecanismos de dinamização curricular; Rever os critérios de seleção de alunos para os cursos de Pós-Graduação; Estruturar e implantar um conjunto de linhas de pesquisas coerentes com as áreas de concentração dos cursos de Pós-Graduação; Melhorar os indicadores dos Cursos de Pós-graduação; Manter e/ou melhorar os índices de avaliação da CAPES; Criar e Implementar programas de interação Graduação-Pós-Graduação (Projeto REENGE, monitorias de Pós-Graduação, Iniciação Científica); Criar e Implementar programas de interação com o setor empresarial (linhas de ação e programas para definição de temas para teses e dissertações que atendam necessidades da indústria) Ampliar número de vagas oferecidas e otimizar o fluxo de alunos pelos cursos; Incentivar a pesquisa sobre o uso de recursos virtuais para o ensino; Incentivar o uso de recursos virtuais nos programas de pós-graduação. 10 V - ATUALIZAÇÃO E RENOVAÇÃO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO E DE REDES DE INFORMAÇÃO V.1.- APRIMORAMENTO DA BIBLIOTECA Reformular o Plano Diretor da Biblioteca Mauá (BIM); Dar continuidade à informatização da BIM; Implantar o Portal Periódicos, de consultas on-line; Elaborar projeto para adequar qualitativamente e quantitativamente os equipamentos, meios de comunicação e transmissão de dados da BIM, para disponibilizar a informação em seus novos formatos; Assegurar a infra-estrutura adequada ao bom desempenho das atividades. V.2.APRIMORAMENTO COMPUTACIONAL DO SISTEMA DE INFRA-ESTRUTURA Implementação da Intranet UNIFEI; Melhoria da Rede UNIFEI, inclusive aumentando sua taxa de transmissão; Integração das plataformas existentes na Rede UNIFEI (NetWare, WindowsNT e UNIX); Instalação de novos roteadores e computadores de gerenciamento; Instalação de Servidor de rede exclusivo para a área administrativa; Aprimoramento da topologia da Rede Científica da UNIFEI; Implantação de um Sistema de Gerenciamento de Manutenção Técnica; Atualização dos servidores e microcomputadores mais antigos da UNIFEI; Implantação de plataformas virtuais de aprendizagem; Modernização e expansão da infra-estrutura de apoio ao uso de recursos virtuais; Instalação de servidores para o uso exclusivo em atividades de formação com o uso de recursos virtuais. V.3.- INTERCÂMBIO DE DUPLICATAS E DOCUMENTOS DISPONÍVEIS Implantar o Projeto PIN 3D, que objetiva melhorar os acervos das Bibliotecas de Instituições de ensino e Pesquisa, através da redistribuição de duplicatas; 11 VI - PLANO DE EXPANSÃO DO ENSINO A UNIFEI acaba de ampliar fortemente seu leque de cursos, tanto de Graduação quanto de Pós-Graduação, de forma que seu maior esforço no momento será na consolidação e aprimoramento destes novos cursos estabelecidos no Reuni-Unifei. Entretanto, tem também em seu Planejamento, para o médio prazo, o programa de: VI.1.- FOMENTO À CRIAÇÃO DE NOVOS CURSOS Ampliar o número de vagas na graduação, reestruturando vagas dos cursos existentes e redistribuindo-as de forma a atender à dinâmica demanda do mercado de trabalho, otimizando ainda a utilização das instalações e dos recursos humanos da instituição de acordo com Reuni-Unifei; Tornar-se uma instituição de ensino superior mais produtiva, mais eficiente e de espectro de atuação mais amplo; Construir, com parceiros locais, nacionais e internacionais, um sistema integrado de ensino de excelência em todos os níveis; Fomentar a criação de programas de formação usando recursos virtuais. VII - MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA VII.1.- MANUTENÇÃO DA ÁREA FÍSICA Aquisição de aparelhos de refrigeração para as salas de aulas mais quentes; Adequação do espaço físico existente; Recuperação das Salas de Aula; Renovação da rede elétrica dos Institutos. VII.2.- REFORMA E CONSTRUÇÃO DE NOVOS EDIFÍCIOS E INSTALAÇÕES Terminar a construção dos blocos de salas de aula. Construir novos ambientes de aprendizado VII.3.- EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS Instalação de mais dois Laboratórios Didáticos de Física e Química; Implantação do novo Laboratório de Controle e Servomecanismos; 12 Implantação do novo Laboratório de Sistemas Digitais; Implantação do novo Laboratório de Acionamentos Elétricos; Implantação do novo Laboratório de Engenharia da Computação I.; Implantação do novo Laboratório de Engenharia da Computação II.; Terminar projeto do novo Laboratório de Comunicações; Terminar projeto do novo Laboratório de Controle e Automação; VIII- CONSIDERAÇÕES FINAIS Estas diretrizes se coadunam com os objetivos do Reuni quanto à expansão de vagas e manutenção da qualidade na educação. Para atender tais objetivos, investimentos em infra-estrutura (construção de prédios acadêmicos, de laboratórios e outros) e em contratação e capacitação de pessoal se farão necessários, até 2012. As estratégias para o alcance das dimensões apresentadas no Reuni-Unifei deverão ser acompanhadas por um processo permanente e constante de avaliação de toda a instituição nos dois Campi Itajubá/MG e Itabira/MG) sendo a base para o futuro Planejamento Estratégico da Universidade a ser redefinido em 2009. Assim, as metas definidas no Reuni-Unifei tornam-se metas adicionais e complementares às estabelecidas pelo PDI-Unifei. 13 ANEXO 1- REUNI-UNIFEI Panorama Geral do Projeto Reuni-Unifei Introdução O Programa de Expansão da Universidade Federal de Itajubá tem por objetivo ampliar o acesso ao ensino superior, mantendo a qualidade necessária á formação de cidadãos e profissionais para a sociedade brasileira. Através da criação de novos cursos de formação em nível de graduação, espera-se, ao longo de 10 anos, fortalecer os grupos de pesquisa e expandir a Universidade em nível de Pósgraduação, como um desdobramento devidamente planejado. A intenção é de acompanhar os Planos de Trabalho dos docentes contratados para a expansão dos Programas de Formação em Graduação a fim de que estes contemplem atividades também no âmbito da pesquisa e na formação de novos grupos de pesquisa que resultem, em alguns anos, em protagonistas de novas modalidades de pós-graduação. Por se constituir numa Universidade com feição tecnológica, o presente programa de expansão prevê a criação de alguns cursos de pós-graduação na modalidade de Mestrado Acadêmicos e Mestrados Profissionalizantes. Tais mestrados profissionalizantes são caracteristicamente oriundos da relação Universidade-Setor Produtivo e muito podem contribuir para a criação imediata de tecnologia de ponta para diversos setores do mundo do trabalho. Cabe destacar que os Programas de Formação a serem criados correspondem às áreas em que a Unifei têm demonstrado excelência e que realmente podem se tornar um diferencial para o desenvolvimento da região (não apenas o Sul de Minas, mas também, todo o Vale do Paraíba). Ademais, cursos em nível de mestrado profissionalizante são possibilitados por outras formas de financiamento, trazendo alternativas diferenciadas para a sustentabilidade dos mesmos. Assim, as diversas empresas, através de convênios podem designar bolsas de estudo para viabilizar as pesquisas que, na área tecnológica, despendam de mais recursos e se tornam o lugar em que os estágios deverão ser realizados pelos pós-graduandos. Estas perspectivas se aliam à necessidade de romper algumas barreiras, atualmente, burocráticas, entre graduação e pós-graduação. Há a possibilidade de se abrir aos alunos dos últimos anos de graduação, disciplinas ou créditos nos cursos de pós-graduação, diminuindo consideravelmente o tempo de formação especializada. Portanto, todos os Programas de Formação apresentados neste documento em nível de formação em graduação já traz, em seu bojo, a perspectiva de seu desdobramento em mestrado, seja ele acadêmico ou profissionalizante. Todo o programa de expansão da Unifei está atrelado a um conjunto de outras medidas que viabilizem a proposta. Além da necessidade de pessoal docente e técnico-administrativo, é preciso garantir infra-estrutura adequada para o trabalho acadêmico de qualidade, através de novos ambientes de aprendizagem, otimização dos ambientes já existentes (especialmente para o período noturno) e laboratórios devidamente equipados, bem como um aparato de assistência estudantil, que não se restringe ao aspecto pedagógico, mas também abranja aspectos ambulatorial, de moradia e de alimentação. Paralelo às estratégias definidas para garantir o cumprimento das metas, a Universidade reconhece que há necessidade de envolver toda a comunidade acadêmica nesse processo de reestruturação, incentivando e apoiando novas práticas de gestão e ações pedagógicas. Neste intuito, a partir de 2008, a Reitoria lançará os seguintes programas de incentivo, a saber: Programa de Incentivo à Inovação no Ensino-PIIE - com bolsas e/ou prêmios concedidos às propostas exitosas de projetos pedagógicos que possam ser multiplicados na Universidade para aumentar a qualidade dos programas de formação, diminuir taxa de evasão, repetência e retenção e que favoreçam o aprendizado dos alunos. Programa de Incentivo à Produção Científica-PIPC - reestruturando e revigorando o setor editorial da Universidade para garantir divulgação dos trabalhos acadêmicos e científicos realizados por alunos e professores, através meios diversos de publicação como livros, periódicos, revistas etc. Programa de Bolsas para Tutorias-PBT - para alunos de pós-graduação com recursos advindos de novas parcerias com o Estado de Minas Gerais a fim de garantir um amplo e competente 14 trabalho de assistência e acompanhamento em ensino e pesquisa aos alunos dos diversos programas de formação Outros programas existentes deverão ser fortalecidos para atender à dinâmica e movimento de uma Universidade de cunho tecnológico, como o Programa de Pré-incubação, ampliando suas bases e incentivando toda a comunidade acadêmica na busca por inovação. São estes aspectos expostos nesta introdução, condições necessárias para a garantia de sucesso deste Programa de Reestruturação e Expansão da Unifei. As Projeções de expansão O crescimento projetado para a graduação é de 232% o número de vagas dos programas de formação em graduação da UNIFEI nos Campi -Itajubá/MG e Itabira/MG, totalizando 1395 vagas até 2012. O Noturno terá 5 novos cursos de graduação, elevando a taxa de vagas em 132%. , buscando alcançar a relação 18 alunos por docente até 2012. A pós-graduação terá um possível aumento de 350 novas vagas, alguns recomendados pela CAPES para início em 2008, totalizando até 2012, 1000 alunos, As vagas ociosas serão preenchidas mediante fortalecimento de mecanismos já existentes. NOVOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO EM GRADUAÇÃO NOME DO PROGRAMA 2008 CAMPUS PROF. JOSÉ RODRIGUES SEABRA – ITAJUBÁ/MG PERÍODO INTEGRAL Engenharia Civil Engenharia Mecânica Aeronáutica Engenharia de Materiais Engenharia de Energia Engenharia Química Bioengenharia Ciências Atmosféricas Química - Bacharelado Total de Vagas Novas por Ano – Período Integral PERÍODO NOTURNO Matemática - Licenciatura Química - Licenciatura Biologia - Licenciatura Matemática - Bacharelado Sistema de Informação Total de Vagas Novas por Ano – Período Noturno Total de Vagas Novas por Ano – Campus Itajubá CAMPUS UNIFEI – ITABIRA/MG PERÍODO INTEGRAL Engenharia de Automação Industrial Engenharia de Computação com ênfase em Comunicação e Segurança de Dados Engenharia de Gestão Ambiental e Energética Engenharia de Gestão de Ativos Engenharia de Materiais Engenharia de Otimização de Processos Engenharia de Saúde e Segurança Industrial Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas Elétricos Industriais Engenharia Ferroviária Total de Vagas Novas por Ano – Campus 2009 VAGAS 2010 2011 2012 30 25 40 70 30 25 40 70 30 30 30 30 285 30 30 30 195 20 20 20 20 50 90 20 50 90 20 50 90 20 20 20 20 50 130 90 120 285 415 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 450 50 450 50 450 50 450 50 450 15 Itabira PROGRAMAS DE FORMAÇÃO EM GRADUAÇÃO AMPLIAÇÃO DAS VAGAS ATUAIS E TOTAL DE VAGAS DA UNIFEI NOME DO PROGRAMA VAGAS 2008 2009 2010 2011 2012 CAMPUS PROF. JOSÉ RODRIGUES SEABRA – ITAJUBÁ/MG Engenharia Ambiental 30 35 35 40 40 Engenharia da Computação 50 55 60 60 60 Engenharia de Controle e Automação 40 45 50 50 50 Engenharia de Produção Mecânica 40 45 60 60 60 Engenharia Elétrica 70 98 110 110 110 Engenharia Hídrica 20 22 25 25 25 Engenharia Mecânica 60 60 60 60 60 Administração 35 35 40 40 40 Ciência da Computação 35 35 35 35 35 Física - Bacharelado 20 20 25 30 30 Física - Licenciatura 20 20 20 20 20 Total de Ampliação de Vagas por Ano 420 470 520 530 530 TOTAL DE VAGAS POR ANO – Campus Itajubá 420 560 640 715 945 Total de Vagas por Ano – Campus Itajubá / Itabira 870 1010 1090 1165 1395 PROGRAMAS DE FORMAÇÃO EM PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO (MA / MP) E DOUTORADO (D) NOME DO PROGRAMA MESTRADO ACADÊMICO (MA) Administração Ciência e Tecnologia da Computação Física e Matemática Aplicada Meio Ambiente e Recursos Hídricos Química Medicinal Engenharia de Bioprocessos Engenharia Mecânica - Estruturas Aeronáuticas Engenharia Elétrica - Telecomunicações Engenharia Elétrica - Biomédicas SOMA MESTRADO PROFISSIONALIZANTE (MP) Educação Científica 2008 2009 20 20 20 20 40 VAGAS 2010 2011 2012 05 20 20 10 20 20 20 05 20 20 10 20 20 20 05 20 20 10 20 20 20 05 05 05 55 05 05 125 05 05 125 05 05 125 20 20 20 20 16 Tecnologias Industriais Engenharia de Materiais SOMA DOUTORADO (D) Engenharia de Produção Materiais para Engenharia Física e Matemática Aplicada Engenharia Mecânica SOMA TOTAL GERAL DE NOVAS VAGAS 20 20 60 40 05 05 05 05 20 135 20 20 60 20 20 60 05 05 05 05 20 205 05 05 05 05 20 205 20 20 60 05 05 05 05 20 205 Reestruturação Acadêmico-administrativa Para atender os novos cursos de serão contratados docentes para Programas de Formação em Graduação e Pós-graduação, bem como servidores como secretárias, funcionários para apoio técnico, especialistas para serviço de apoio ao estudante.Novos arranjos institucionais como um Núcleo de Educação deverá também atender às necessidades da expansão qualitativa da Unifei.As funções gratificadas também serão reavaliadas e redimensionadas de acordo com os Programas estabelecidos. Reestruturação Acadêmico-Pedagógica Para garantir qualidade ao processo ensino-aprendizagem, mecanismos e programas de capacitação permanente e experimentações pedagógicas deverão ser criados para apoiar o trabalho docente no uso de novas e diferentes tecnologias de educação, bem como no aperfeiçoamento do processo avaliativo da aprendizagem. Programas de Tutorias, uso de educação a distância, projetos interdisciplinares, cursos de inverno e verão serão desenvolvidos a fim de garantir o aprendizado do corpo discente. O Serviço de Assistência psicopedagógica e de saúde ao discente(CAE) deverão ser fortalecidos Reestruturação Acadêmico-Curricular Novos arranjos curriculares(forma e conteúdo) com caráter interdisciplinar serão estudados no decorrer de 2008 considerando a necessidade de novos itinerários formativos (construção de trajetórias diversas). Os currículos assumirão caráter flexível e articulados à pós-graduação visando a mobilidade interna e externa através de Mecanismos de Planejamento Curricular Coletivo. Redimensionamento do Compromisso Social O fortalecimento de Programas de Responsabilidade Social na Rede Pública de Ensino e para o desenvolvimento regional deverão permear os projetos interdisciplinares, visando a devida articulação com o Sistema Nacional de Educação. A definição de Política de apoio á moradia e a ampliação dos serviços de apoio médico, psicopedagógico e financeiro ao corpo discente deverão garantir a qualidade dos trabalhos pedagógicos e curriculares a serem desenvolvidos pela comunidade acadêmica. 17 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL UNIFEI 2004-2008 COORDENAÇÃO: PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO-PRG SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO 2- JUSTIFICATIVA 18 3- FINALIDADES 4- MODELO DE UNIVERSIDADE E DIRETRIZES GERAIS 5- PRINCÍPIOS FILOSÓFICO-METODOLÓGICOS 6- OS PROJETOS DE FORMAÇÃO 7- OS PROJETOS DE CRIAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTO 8-OS PROJETOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL 9-PROJETOS INSTITUCIONAIS 10- PROCESSO DE AVALIAÇÃO 11-ANEXOS 1- INTRODUÇÃO "Gerar, preservar e difundir conhecimento, formar cidadãos e profissionais qualificados, e contribuir para o desenvolvimento do país, visando à melhoria da qualidade de vida". Missão da Universidade O Projeto Pedagógico da Instituição retrata aspectos e fundamentos que norteiam os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Formação da Universidade, direcionando saberes e fazeres pedagógicos construídos coletivamente pelos docentes atuantes na instituição. Visa, pois fundamentar as ações de pesquisa, ensino e extensão, os modelos de gestão acadêmica, administrativa e pedagógica fortalecendo e atualizando a própria identidade da instituição e atendendo aos requisitos postos pela missão institucional. 19 Como proposta intencional administrativa e pedagógica, o Projeto Pedagógico Institucional(PPI) resulta de um trabalho coletivo envolvendo alunos/as, professores/as e técnico-administrativos num exercício reflexivo acerca da missão institucional como ponto de partida,concretizando, assim, o modelo de universidade desejada. A viabilidade desta construção coletiva advém de uma vontade política de se legitimar na universidade uma gestão participativa que congregue os diversos segmentos (corpo discente, docente e técnicoadministrativo) em um exercício permanente de pensar as questões que envolvem toda a vida acadêmica e administrativa. Pensar uma proposta pedagógica implica em envolver todos na ação educativa, direta ou indiretamente, através da objetivação das diversas práticas inseridas no processo de formação e aprendizado desenvolvido pela Universidade. A construção do PPI da Unifei deu-se num exercício dialógico de crítica(auto-avaliação), analisando as práticas e os processos desencadeados no espaço universitário, estabelecendo aspectos que deveriam ser fortalecidos e outros, indesejáveis, a fim de melhor corresponder à missão institucional. Tal análise resultou num conjunto de propostas que pudesse viabilizar o modelo de universidade elaborado e desejado coletivamente. O movimento dialógico responsável pela construção deste documento realizou-se em comissões e instâncias institucionais, a saber: Comissão Reforma Universitária(constituída de representantes do corpo docente, discente e técnico-administrativo), Câmara de Graduação(composta de coordenadores de cursos representação estudantil), CEPEad(Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração). 2- JUSTIFICATIVA O Projeto Pedagógico da Unifei advém de um momento de transição no qual a Universidade revê suas funções e delineia suas possibilidades frente ás mudanças científico-tecnológicas, sócio-políticas e econômicoculturais que caracterizam e modificam a dinâmica mundial, interferindo na própria realidade da Sociedade Brasileira, em particular. O Projeto Pedagógico é importante para definir um currículo que possibilite a integração entre os cursos de formação em nível de graduação e pós-graduação (ensino), as atividades de responsabilidade social (extensão) e a criação e disseminação de conhecimento(a pesquisa), e a unidade teoria - prática; Ao Projeto Pedagógico Institucional cabe subsidiar a elaboração e a reformulação dos Projetos Pedagógicos de formação(de cursos) resultantes da avaliação da conjuntura e da infra-estrutura de cada Curso e desta Instituição. Tal projeto não apenas se caracteriza como documento institucional como também se insere na necessidade de construir uma cultura, entendida como conjunto de valores e práticas, assumido por toda a comunidade acadêmica e que dê relevância e sustentação á própria identidade da Instituição.Por isso, as práticas profissionais, aliadas ao exercício coletivo reflexivo, foi a referência para a construção de um Projeto Pedagógico Institucional, considerando suas dimensões política, técnica e humana. Desta forma, as ações e metas, expostas neste documento, dão visibilidade e embasamento às políticas de formação, de geração e difusão de conhecimento e de responsabilidade social que permearão os projetos acadêmicos e de gestão universitária, definidos no Plano de Desenvolvimento Institucional. 20 Há, no bojo do Projeto Pedagógico Institucional o esforço em refletir sobre ações possíveis e ações já concretizadas que fortaleçam os aspectos identitários da Universidade como espaço de formação, geração de conhecimento, de responsabilidade social e de comprometimento com o Projeto de Nação. Assim, o presente documento apresenta-se como veículo norteador da política acadêmica como garantidora de coerência, complementaridade e interdisciplinaridade de todos os projetos desenvolvidos no âmbito universitário. Parte-se do princípio que todas as atividades desenvolvidas na Universidade constituem-se como resultantes de Projetos, ou seja, de um conjunto de intencionalidades embasadas em princípios fiolosóficometodológicos devidamente definidos. Tal pressuposto enfatiza o comprometimento de toda a comunidade acadêmica, desde técnico-administrativos, corpo docente e discente com um Projeto maior de Instituição. Projeto este elaborado como cartografia de intenções, retrato de ações que serão continuamente acompanhadas e corretamente avaliadas em seus desdobramentos. 3-FINALIDADES E OBJETIVOS O Projeto Pedagógico Institucional da Unifei define o quadro referencial de diretrizes que servirão de guia para a estruturação e execução de atividades de Formação, de Geração, Aplicação e Difusão de conhecimento e de Responsabilidade Social da Universidade. Tem como diretrizes gerais: Responder às demandas atuais do cenário mundial de trabalhar com intencionalidades e projeções de ações tendo em vista a excelência educacional e tecnológica requeridas da Universidade Promover a consolidação da produção científica desde a graduação Favorecer a articulação da Formação com Inovação e Responsabilidade Social Propiciar um processo dinâmico de implantação de novas ações e arranjos curriculares articulados com os projetos de formação, responsabilidade social e geração, difusão e aplicação de conhecimento Respeitar a especificidade de cada curso garantindo a criatividade e inventividade Exercitar o espírito crítico que exige compromisso coletivo das decisões Garantir a articulação da Universidade com o Sistema Nacional de Ensino Promover a articulação da gestão acadêmica e pedagógica Criar instrumentos avaliativos para constante acompanhamento e redirecionamento de planos e ações. 4- MODELO DE UNIVERSIDADE E DIRETRIZES GERAIS O Modelo de Universidade foi debatido na dinâmica de trabalho de diversas instâncias representativas da Comunidade Acadêmica(CEPEAD, GRUPO GESTOR, competências CÂMARA respectivas DE GRADUAÇÃO) garantirão inovadoras, estimulantes e adequadas. onde caminhos e as funções soluções e mais 21 A Universidade, principalmente a pública, pela sua própria Missão, é uma instituição à qual se exige o exercício de múltiplas e importantes funções e responsabilidades, que naturalmente se encontram intimamente associadas ao momento histórico atual e às condições sócio-econômico-culturais das comunidades e dos povos. Se se pretende que a nossa Nova Universidade desempenhe um papel à altura do que dela se espera neste ambiente, é necessário revermos alguns aspectos da nossa realidade interna. Assim, uma análise, ainda que superficial, desta realidade, demonstra que, em nossa universidade, a Função Formação (Ensino) se sobrepõe, claramente, à Função Geração e Aplicação do Conhecimento (Pesquisa), característica que herdamos da nossa instituição de origem e que, durante muito tempo nos colocou como uma das melhores instituições nacionais de formação profissional superior (leia-se ensino de graduação e, em parte, de pós-graduação, em engenharia elétrica e em engenharia mecânica). É sobejamente conhecido, por exemplo, que sempre formamos bons engenheiros que, reconhecidamente, foram, e ainda são, um dos esteios da construção do sistema eletro-energético do país. Mais recentemente expandimos essa nossa atuação, para outras áreas de engenharia, das ciências da computação, da administração e da física. Para ser uma Universidade, de fato, é necessário agir, decisivamente, no fortalecimento da nossa Função Geração e Aplicação do Conhecimento. Fortalecendo e aprimorando, inclusive, através dela, a já tradicional Função de Formação. Portanto, como uma primeira escolha, advoga-se que a Universidade Federal de Itajubá deve planejarse e constituir-se, também, numa Universidade de Pesquisa. Agrega-se, então, à Universidade Tecnológica, a Universidade de Pesquisa.Pois, a Universidade Tecnológica quer-se cientificamente forte. A Universidade deve redefenir-se ou reorientar-se de modo a contribuir, de forma deliberada, para a construção de um novo Projeto de Nação. De que forma, uma pequena universidade, de interior, pode dar a sua contribuição para este esforço? Ao formar profissionais em várias áreas do conhecimento, como hoje se faz, a Unifei já está dando uma contribuição importante. Pois, esses mesmos profissionais, de acordo com a sua vontade e com as necessidades do mercado de trabalho, acabam por espalhar-se por todas as regiões do país, onde a capacidade e o conhecimento, entre nós adquiridos, acaba por contribuir, ainda que incrementalmente, para o desenvolvimento de atividades científicas, tecnológicas, empresariais e de governo e, conseqüentemente, para o progresso da Nação. Raciocínio semelhante pode ser utilizado para os pesquisadores (mestres e doutores) egressos dos programas de pós-graduação e também para os resultados das pesquisas, dos desenvolvimentos tecnológicos e dos projetos de interação com a sociedade, aí incluídos os projetos com entidades dos setores empresarial e governamental. 22 Mas, pela nossa dimensão, a quantidade de graduados e de pós-graduados formados e o número de pesquisas realizadas, só contribui, marginalmente, para todo esse esforço nacional. Num passado não muito longínquo, a então Escola Federal de Engenharia de Itajubá serviu de núcleo multiplicador para a expansão do ensino superior local e regional, tendo participado diretamente da criação, de pelo menos três outras instituições de ensino superior, em Itajubá e na vizinha cidade de Santa Rita do Sapucaí. É inegável, também, que várias empresas que se instalaram na cidade e na região, fizeram-no, em parte, pela existência de um sistema de formação de mão de obra especializada, cujo sustentáculo maior é a nossa instituição. Como uma extensão natural desta vocação, a Nova Universidade deve expandir, deliberadamente, esta função de agente multiplicador e passar a atuar de fato, como verdadeiro agente do desenvolvimento local e regional, participando, agora sim, de forma substantiva, para o processo de interiorização do desenvolvimento, de que tanto se fala e de que o país tanto precisa. O Projeto Tecnópolis (a cidade Universitária, para o desenvolvimento local) e o Projeto de Desenvolvimento Regional da Rota Tecnológica 459 necessitam de um Centro de Conhecimento de Excelência que possa servir de sua mola propulsora, tal como acontece em tantas outras regiões do país e do mundo. Assim, a principal contribuição da Universidade Federal de Itajubá para o Projeto de Nação pode e deve ser feita através de um forte comprometimento para com o processo de desenvolvimento sócio- econômico-cultural da região onde ela se insere e para o qual podemos contribuir muito mais do que marginalmente. Nasce assim a qualificação de Universidade Regional. Entre várias alternativas possíveis que nos permitirão atingir os objetivos acima citados, uma, de enorme potencial e repercussão tem sido muito timidamente utilizada: a da cooperação internacional. Deve-se estabelecer vínculos e parcerias duradouras com universidades de outros países, principalmente na União Européia e nos Estados Unidos, como em alguns casos já vem sendo feito, buscando, entre outros objetivos: o intercâmbio de alunos de graduação, 23 visando o reconhecimento mútuo de diplomação em áreas de atuação comuns; o intercâmbio de alunos de graduação em áreas complementares onde oferecemos o ciclo de formação básica, mas não o profissionalizante, o que nos permitirá oferecer opções de cursos em áreas prioritárias para o país sem que tenhamos que fazer investimentos pesados em instalações, laboratórios e corpo docente; a intensificação de “projetos sandwich”, para a pós-graduação; o estabelecimento e o fortalecimento de vínculos, firmes e produtivos, com grupos de pesquisa de ponta de outros países e, conseqüentemente, também, do país; o intercâmbio de professores/pesquisadores A caracterização da Nova Universidade como “especializada na área de Engenharia, Ciências Exatas e afins” ou como Universidade Tecnológica, não deve ser encarada como uma restrição à nossa atuação em áreas ditas “não tecnológicas”, consideradas relevantes, tanto para a formação ampla dos nossos discentes, como para o cumprimento das funções que nos cabe desenvolver junto à sociedade. Com o intuito de melhor facilitar a compreensão deste princípio, explicitá-lo-emos através da denominação das “diversas Universidades” que precisamos consolidar “dentro” da Nova Universidade. Para além das funções de Formação e de Geração e Aplicação do Conhecimento, A Nova Universidade deve atuar de modo a ser considerada, também: Uma Universidade Intelectual, que exercerá a reflexão crítica sobre temas relevantes das realidades interna, local, regional, nacional e internacional. Dessas reflexões poderão ser editados os Cadernos Temáticos da Universidade, que expressarão os pontos de vista da nossa instituição sobre tais temas. Uma Universidade Social, que tratará de questões sociais relevantes, tanto da nossa comunidade interna como da sociedade que nos é mais próxima.Quando se refere à geração e aplicação de conhecimentos, aqui é o espaço de consolidação e reafirmação disso. Ou seja, a Universidade Social deve ser vista enquanto espaço em que os conhecimentos gerados serão encaminhados em prol da qualidade de vida, das relações humanas, dos ambientes de trabalho. Assim, a universidade social fará a mediação entre pesquisa e ensino, onde professores e alunos estarão ultrapassando abrindo os portões da universidade apoiados em conhecimentos produzidos e instigados pelo entorno social. Uma Universidade Cultural, que privilegiará e valorizará os talentos da Universidade. O Projeto Talentos UNIFEI, desenvolvido em parceria entre a Pró-Reitoria de Cultura 24 e Extensão, o DA, a Representação Estudantil e a UNIFEI Jr, atualmente em fase de execução junto ao corpo discente, é uma das ações “desta Universidade”. Este mesmo projeto será realizado posteriormente junto aos técnico-administrativos e docentes. Sendo que esta universidade cultural é um desdobramento da anterior, a Social. Uma Universidade Empreendedora, que abordará questões como a Pedagogia Empreendedora, o intra-empreendedorismo e a formação de empreendedores sociais e empreendedores-empresários. A implantação de disciplinas ou palestras sobre o tema em todos os projetos de formação, o Programa Interno de Pré-Incubação, já em fase de implantação, e o Programa de Geração de Empreendimentos (já com duas Incubadoras de Empresas implantadas e uma Incubadora de Cooperativas) são exemplos de ações em andamento “desta Universidade”, sendo os dois programas acima citados originários e coordenados pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e conduzidos pela atual Reitoria. Uma Universidade “Agente de Desenvolvimento”, que terá a responsabilidade de colocar o conhecimento existente ou gerado na nossa instituição a serviço do desenvolvimento sócio-econômico-cultural do nosso município e da nossa região. Os Projetos “Itajubá-Tecnópolis” (a cidade universitária) e “Rota Tecnológica 459” (desenvolvimento regional), são os dois grandes projetos “desta universidade” idealizados pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. De acordo,pois com as condicionantes do ambiente externo e a realidade do ambiente interno, delineiam-se os aspectos característicos da universidade desejada e projetada,a saber: Identidade e marca próprias de nossa Universidade, aderente a um novo projeto de Nação(o modelo de Universidade não pode, nem deve, estar dissociado do projeto de Nação que almejamos. Nação que se quer autônoma, justa e progressista) Universidade como centro de formação Profissional, cultural, intelectual, humanista, ética, empreendedora e cidadã Universidade como lugar de Geração e Aplicação do Conhecimento que propicia a expansão das fronteiras do saber e do progresso. Universidade marcada pela função de Responsabilidade Social que coloca o conhecimento gerado e acumulado a serviço da sociedade. 25 Estabelecimento de vínculos e parcerias duradouras com universidades estrangeiras para intercâmbio de formação e geração de conhecimentos. Universidade com fortes e consolidados Grupos de Pesquisa em áreas científico-tecnológicas portadoras de futuro. Universidade como agente do desenvolvimento local e regional, participando, de forma substantiva, do processo de interiorização do desenvolvimento. Universidade como espaço de aprendizagem, consolidando-se como uma “ comunidade de aprendizagem” (auto-gerida,colaborativa e marcada pelo comprometimento de todos) 5- PRINCÍPIOS FILOSÓFICO-METODOLÓGICOS Metodologia de ensino centrada no aluno como um dos agentes ativos na construção do conhecimento Projetos Pedagógicos de Curso e Projetos de disciplinas e/ou atividades como maneiras de desenvolver a articulação teoria e prática Pesquisa como princípio educativo para desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes tais como autonomia intelectual, exercício crítico, capacidade de análise da realidade e auto-aprendizado. Práticas acadêmico-pedagógicas interdisciplinares e multidisciplinares que incluam o uso de novas tecnologias para a educação Currículos flexíveis (por área ou por problemas) através de alternativas criativas e inovadoras, articulando pesquisa e extensão, universidade e setor produtivo. Ensino-Aprendizagem como processo de construção que ocorre em variados “lugares acadêmicos”(aulas, seminários, eventos, pesquisas,projetos, visitas técnicas, prestação de serviços) Trabalho cooperativo inter e multidisciplinar que engendra competências como comunicação, expressão, flexibilidade e crítica. Competências, habilidades e atitudes como aspectos a serem desenvolvidos/focados através do trabalho com o conhecimento, as experiências e os valores que permeiam qualquer atividade acadêmica Ensino supõe disposição para aprender, onde a formação contínua docente deve se firmar; O conhecimento pertinente constrói-se através de atividades registradas, refletidas e resignificadas através do compartilhamento de experiências pedagógicas. Docentes valorizados e assumindo a função de gestores de tempos, espaços, atividades e imprevisibilidades. Currículos garantidores do entrelaçamento entre saber científico (inovação), problematização do real (intervenção) e vínculos comunitários (responsabilidade social). Promoção de práticas e processos participativos de produção e geração, difusão e aplicação de conhecimento, criando as “ comunidades de aprendizagem”. 6- OS PROJETOS DE FORMAÇÃO 26 Os projetos de formação correspondem à necessidade da universidade ir além dos denominados cursos de graduação e de pós-graduação.Referem-se aos percursos possíveis para uma formação continuada, atendendo tanto os alunos que ingressaram após ensino médio como para acolher profissionais que pretendem atualização, complementação ou especialização em sua área profissional ou em área afim à sua profissão. Para que a universidade se caracterize como espaço de formação continuada, torna-se necessária a criação de uma estrutura curricular e administrativa que possibilite adequações e ajustamentos de cursos, grades curriculares e atividades acadêmicas legitimadas pelo órgão máximo da instituição. Tais adaptações e ajustamentos apóiam-se nas seguintes ações que estarão sob a responsabilidade da Pró-reitoria de Graduação(PRG): Realização permanente de avaliação de cursos e procedimentos a fim de garantir qualidade e atualização às propostas de formação, correspondendo à política de auto-avaliação implantada na Instituição pela Comissão Própria de Avaliação(CPA-Unifei- Anexo 1) e devidamente analisadas pelas comissões internas de avaliação; Criação de mecanismos específicos para formação continuada de professores/as, tanto no âmbito de disciplinas práticas quanto teóricas na Oficina de Professor(Anexo 2); Garantia de, no mínimo, uma disciplina que contemple aspectos gerais acerca da área profissional em questão, seus desdobramentos, campos de atuação, competências, ética etc, correspondendo à necessidade e importância de efetuar informação profissional, orientação ocupacional e senso de responsabilidade(Anexo 3); A estruturação curricular deve garantir um núcleo de formação específica, outro de formação complementar e outro de formação livre e opcional como aprofundamento da área ou subárea do conhecimento e/ou formação interdisciplinar em áreas afins, conforme orientações para a elaboração dos Projetos Pedagógicos de Curso(Anexo 4) A utilização de parte da carga-horária como não-presencial deverá estar prevista no plano de ensino do professor e aprovado pelo Colegiado do Curso, sendo obrigatórias,no mínimo, duas avaliações presenciais. Serão consideradas atividades acadêmicas, devidamente registradas no Sistema acadêmico, além das disciplinas de graduação, as seguintes modalidades: Participação em Projetos de Extensão internos e externos (devidamente registrados na PRCEU),Trabalhos de Pesquisa(devidamente registrados no PRPG),Projetos Especiais, Estágio curricular(registrados na PRG), Trabalho de diploma(registrado na coordenação do curso), Monitoria(registrada no Departamento Pessoal), Participação em eventos(na organização ou apresentação de trabalhos), disciplinas de pós-graduação e/ou extensão(projetos de cunho social)(Anexo 5); Incentivo, viabilização e acompanhamento do sistema de tutoria como orientação acadêmica permanente aos docentes e discentes; 27 Participação docente de profissionais(preferencialmente ex-alunos) advindos do mercado de trabalho(especialmente indústrias)em aproximadamente 20% das disciplinas específicas a fim de aproximar teoria e prática na formação dos alunos; Integração e desenvolvimento de disciplinas de graduação e pós-graduação para viabilizar formação continuada; Criação de cursos seqüenciais na modalidade de certificado para atender à demanda de atualização de profissionais inseridos no mercado de trabalho; Promoção de atividades de palestras e mini-cursos co-coordenados pela PRG e PRPG, com o objetivo de integrar alunos e docentes de todos os projetos de formação da graduação e pósgraduação; Melhoria do Sistema de Informação entre e com o corpo docente através da dinamização da homepage da PRG; Aprimoramento do processo seletivo e estudos acerca de novas modalidades de ingresso na Universidade Estabelecimento de programação para atendimento do corpo discente, atentando para as necessidades básicas dos alunos em termos econômicos, profissionais e de aprendizagem através da Coordenação de Atendimento ao Estudante - CAE(Anexo 6) Formação permanente dos Coordenadores de Curso como gestores dos projetos de formação da universidade, através das reuniões na Câmara de Graduação e de treinamentos específicos(Anexo 7) Redefinição do trote, através do Projeto Boas-vindas, co-planejado e co-executado com a Representação Estudantil(Anexo 8) Criação de um espaço permanente de criatividade a fim de desenvolver talentos e integrar a comunidade acadêmica(docentes, discentes e técnico-administrativos) através do Projeto Circuito de Criatividade (Anexo 9) Apoio aos projetos de EAD em âmbito de extensão, graduação e pós-graduação a fim de fortalecer o uso de novas ferramentas de educação. 7- OS PROJETOS DE CRIAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTO Através da Pró-Reitoria de Pesquisa(PRPG) buscar-se-á fortalecer a Universidade da Pesquisa, direcionando esforços para a consolidação de cursos de pós-graduação existentes e incentivando a criação de uma verdadeira postura de pesquisa e busca de inovação no cenário acadêmico. 28 Fortalecimento os Cursos de Pós-Graduação para torná-los mais competitivos e correspondendo aos indicadores da CAPES; Expansão e criação de novos cursos de Pós-Graduação; Revisão dos critérios de seleção de alunos para os cursos de Pós-Graduação; Estruturação e implantação de um conjunto de linhas de pesquisas coerentes com as áreas de concentração dos cursos de Pós-Graduação; Criação e Implementação de programas de interação Graduação-Pós-Graduação (Projeto REENGE, monitorias de Pós-Graduação, Iniciação Científica); Criação e Implementação de programas de interação com o setor empresarial (linhas de ação e programas para definição de temas para teses e dissertações que atendam necessidades da indústria) 8- OS PROJETOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL Constituem atividades de extensão as atividades educacionais, científicas, técnicas, sociais, culturais, artísticas e desportivas desenvolvidas pelos diversos setores da UNIFEI, de forma indissociável do ensino e da pesquisa, que tenham por objetivo promover, entre a Instituição e a Sociedade, uma relação de permanente colaboração e de mútuo aprimoramento. Os projetos de extensão devem ser submetidos à apreciação das Assembléias dos Institutos correspondentes, ou de instâncias de decisão similares de outros órgãos administrativos nos quais os servidores envolvidos estejam lotados, e posteriormente devem ser encaminhados à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária para compatibilização, parecer, registro e controle Para corresponder aos princípios filosófico-metodológicos definidos neste documento pela comunidade acadêmica,as ações a serem desencadeadas pela PRCEU são: Estabelecimento de cronograma para discussão e definição de normas para o desenvolvimento das atividades de extensão da Universidade, através de visitas e discussões nos Institutos e Grupos de Pesquisa da Instituição; Criação de projetos em parceria com a Associação de Ex-alunos para fortalecer identidade da Instituição através de ações conjuntas envolvendo alunos e ex-alunos da Universidade; Elaboração de calendário cultural para promover e apoiar atividades artísticas variadas a serem oferecidas a toda a comunidade itajubense; Revisão de modelos de contratos e convênios a fim de otimizar as atividades de estágio, intercâmbios interinstitucionais nacionais e internacionais e prestação de serviços; Incentivo e definição de projetos de inclusão social, focando inclusão digital e educação para todos; Criação de um Sistema de Divulgação de editais e órgãos de fomento para ampliar participação da Universidade em projetos incentivados pelo MEC. 29 9- PROJETOS INSTITUCIONAIS Para garantir um conjunto de ações verdadeiramente formativas, atentando para os princípios filosóficos que subjazem este documento e a proposta de Universidade desejada, alguns projetos estarão sendo implementados, tendo como premissa a possibilidade de desenvolver atividades que integrem os profissionais diversos que temos na Instituição, bem como entrelaçar os saberes, os olhares e os talentos dos profissionais e alunos alocados nos diversos Institutos e cursos.São ações que devem fortalecer os desígnios da Universidade enquanto Instituição com caráter de formação, criação, aplicação e disseminação de conhecimento e com responsabilidade social e vão além de Grupos de Pesquisa ou Cursos e visam um trabalho multidisciplinar entrelaçados pela dialogicidade. PROJETO OBJETIVOS PESSOAL PRAZO RESPONSÁVEL ENVOLVIDO PROJETOS SÓCIO-EDUCACIONAIS -Contribuir para melhoria PROJETO UNI-ESCOLA a Acadêmicos da (professores 2006e 2007 Fórum das Instituições de qualidade do Ensino alunos) de Ensino Superior de Fundamental as Itajubá de através da Unifei e todas Médio Instituições -Desenvolver Ensino Superior atividades de de Itajubá; monitoria, esportivas e culturais com alunos -Planejar e executar cursos de aperfeiçoamento aos professores em diversas do áreas saber; Consolidar a parceria das IESs do município, através do (FIESP) 30 FIESOI, no desenvolvimento de atividades de responsabilidade social. -Promover atividades Professores da 2004educacionais, Universidade culturais e científicas de Pró-reitoria 2010 Extensão 2006- PRCEU e PRG de áreas em forma de mini- diversas cursos e outros para através PROJETO professores da rede FIESPI FESTIVAL DE pública municipal e INVERNO DE estadual; EDUCAÇÃO do -Contribuir para processos criativos na prática educativa do ensino fundamental e médio - Contribuir para o Professores, desenvolvimento alunos sócio-econômico e 2008 e técnico- cultural do entorno administrativos PROJETO UNI-BAIRRO da Universidade; - Efetuar amplo e detalhado diagnóstico dos bairros do entorno; - Implantar cultura empreendedora através de projetos e ações específicos desencadeadas pela liderança local -Promover interação Universidade- 2004- GABINETE com 2010 REITORIA os diversos ADUNIFEI/ DA 31 segmentos da Nacional comunidade, através da PROJETO catalogação, exposição e CENTRO DE ampliação do acervo MEMÓRIA E já existente; MUSEU DE -estabelecer CIÊNCIA E espaços TECNOLOGIA exposições DE ITAJUBÁ permanente novos para e temporária, além da implementação de um de programa pesquisa historiográfica sobre a Universidade PROJETOS SÓCIO-ECONÔMICOS PROJETO INCUBAÇÃO DE EMPRESAS -Fortalecer Corpo docente e 2004- Universidade discente Empreendedora, Universidade; -Incentivar o Prefeitura empreendedorismo empresarial Municipal entre Itajubá membros do corpo discente e docente incorporando os processos associados à atividade ao PPI; -Incentivar produção de patentes e de projetos inovadores; -Contribuir da 2010 para a minimização do desemprego na de PRCEU 32 cidade e região -empreender na ciência para a dos produção de bens e Institutos serviços. áreas -estabelecer conhecimento entre universidade, PARQUE laboratórios diversos e do Entidades empresariais do município de pesquisa, empresas Instituições de alta tecnologia e Estaduais de prestadoras apoio de ao serviços correlatos; - desenvolvime explorar nto sinergias potenciais nas econômico e regional atividades de P&D. -desenvolver Gabinete da Reitoria 2010 Instituição PROJETO DE ITAJUBÁ Cientistas da 2004- atividades baseadas interações TECNOLÓGICO um centro de inovação de referência para a região e o país -Oferecer Professores oportunidades PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVA de alunos e 2005do 2008 novos arranjos sócio- Instituto de econômicos para o Engenharia de setor de economia Produção informal da região; Gestão -Criar apoio logístico para plano e desenvolvimento de negócios às cooperativas através do trabalho discente sob docente orientação e PRCEU 33 -Fortalecer os conceitos e instrumentos da economia solidária PROJETOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS -Criar espaços de Instituto de Engenharia trabalho Gabinete da Reitoria 2008 interdisciplinar entre Mecânica alunos e professores 2004- e Elétrica da Instituição; -Promover PROJETO MINIBAJA experiências de planejamento e execução de projetos científicos através da participação em eventos competitivos universitários -Propiciar a implantação de processos pedagógicos do tipo PBL -aprimorar Integrantes 2004- conhecimentos dos cursos de 2008 técnicos Engenharia e interdisciplinares dos integrantes PROJETO AERODESIGN equipes Controle e Automação e se Elétrica, em das que constituem conjunto responsáveis e alunos executoras; -buscar por graduação com de em constante Administração melhorias projetos, Mecânica, nos no Gabinete da Reitoria 34 desenvolvimento técnico e na gestão de alunos, possibilitando que as equipes da UNIFEI possam ocupar posições de destaques em competições futuras -Criar ambiente de Docentes e 2004- aprendizagem sobre discentes dos 2008 equipamentos de Cursos Instituto de Recursos Naturais de geração de energia Engenharia -Desenvolver Elétrica, projetos pedagógicos Mecânica, PROJETO com PAEDA rede pública Ambiental. municipal e estadual Hídrica e de ensino e Controle -integrar os conceitos Automação de energias alternativas, educação ambiental e lazer, associando aprendizado à diversão PROJETO -Socializar pesquisas SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA desenvolvidas nas Pesquisadores IESs da região; -Promover de das Instituições eventos de valorização da Superior atividade científica -Constituir-se evento líder popularização e 2004- Docentes Itajubá num de da Ciência e Tecnologia. Ensino de 2008 PRPG 35 -Fortalecer e 2004- e Docentes incrementar o uso de pesquisadores ferramentas a de todos distância nos cursos cursos presenciais 2010 EQUIPE EAD- UNIFEI os da da Universidade Universidade; -Criar PROJETO EDUCAÇÃO DISTÂNCIA cursos de extensão,aperfeiçoa A mento, graduação e especialização não- presenciais para público interno e externo; -Desenvolver pesquisas novas sobre tecnologias para a educação 10- PROCESSO DE AVALIAÇÃO Os projetos institucionais, bem como as ações definidas pelas diversas pró-reitorias serão avaliados ao final de cada ano segundo Indicadores a serem elaborados num exercício coletivo orientado pela Reitoria. Estará, no calendário Institucional, o dia(em dezembro) em que todo o corpo docente e técnicoadministrativo, bem como representantes do corpo estudantil estarão reunidos para acompanhar a apresentação dos relatórios setoriais de cada projeto em questão.Desta forma, estará se consolidando um caráter participativo e de colegialidade para fins avaliativos, tendo em vista a necessidade de retomada de decisões permanentes. É a Universidade em permanente reconstrução. 36 ANEXO 1 RELATÓRIO COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO Pelo fato da universidade não ter nenhum instrumento pronto para realização de uma auto-avaliação, exceto no que tange as acadêmicas, a CPA iniciou os trabalhos sem ter nenhum ponto de referência e sem nenhum dado para efeito de comparação. Portanto, o trabalho apresentado a seguir é o primeiro que tem como objetivo a avaliação institucional de forma ampla. Conforme estabelece a legislação, as avaliações foram feitas tomando por princípio dez dimensões: Dimensão 01: A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional Dimensão 02 : A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação e a extensão Dimensão 03: A responsabilidade social da instituição Dimensão 04: A comunicação com a sociedade Dimensão 05: As políticas de pessoal Dimensão 06: Organização e gestão da instituição Dimensão 07: Infra-estrutura física Dimensão 08: Planejamento e avaliação Dimensão 09: Políticas de atendimento aos estudantes Dimensão 10: Sustentabilidade financeira A CPA teve o cuidado de, ao redigir a consulta que seria feita à comunidade, abranger dados referentes às dez dimensões propostas. O presente relatório está dividido em capítulos, conforme as dimensões avaliadas. Cada capítulo está composto de duas partes: • A primeira relata dados institucionais, fornecidos pelas unidades acadêmicas e administrativas. A CPA apenas coletou os dados e no presente relatório os divulga da forma como lhe foram encaminhados. Quando os dados requisitados não foram fornecidos pela Instituição, há uma frase explicativa: INFORMAÇÃO NÃO DISPONÍVEL, para o item faltante. • A segunda parte consiste na apresentação de dados referente à avaliação que a CPA realizou com a participação direta da comunidade interna e externa. A consulta foi feita sob forma de sistema, via internet, onde as afirmações sobre todos os aspectos da vida acadêmica e institucional foram apresentadas e os diversos segmentos (docentes, servidores técnicoadministrativos ativos e inativos, discentes, ex-discentes e a comunidade externa) escolhiam, em sua opinião, o grau de concordância com a afirmativa apresentada. Toda a comunidade foi convocada para opinar e, após encerrado o prazo estabelecido pela comissão, os dados foram extraídos do sistema. Os gráficos foram objetos 37 de análise da comissão. Este relatório, a ser encaminhado para o INEP/MEC, retrata em sua totalidade, quando aborda a auto-avaliação feita, somente os aspectos gerais de cada quesito. Por exemplo: cada coordenador de curso foi avaliado individualmente;mas, no relatório, aparece a avaliação em conjunto de todos os coordenadores de curso da graduação. As avaliações específicas de cada coordenador de curso, professor, diretor de Instituto, chefe de órgão encontram-se disponíveis, para consulta, na CPA. Essas avaliações pormenorizadas também serão encaminhadas aos responsáveis diretos pela atuação dos que foram avaliados. A preocupação que se teve foi fazer com que a grande quantidade de dados retratasse o ano de 2005 (e também anos anteriores); sendo que em alguns casos, dados de 2006 já foram inseridos. A participação dos segmentos da comunidade acadêmica só foi significativa para os casos dos docentes e técnicos da ativa e dos discentes da graduação. Por isso, situações em que eram necessárias as avaliações dos outros segmentos ficaram prejudicadas. Pelo cronograma aprovado pela CPA, para o biênio 2005-2006, este é o primeiro relatório a ser confeccionado; sendo que no final de cada ano será elaborado um novo relatório e novas consultas à comunidade. A perspectiva é a de que o segundo relatório esteja finalizado, e consolidado, no final de Abril de 2007. O detalhamento dos trabalhos desenvolvidos pela CPA bem como a metodologia utilizada encontram-se detalhados no endereço eletrônico abaixo, em que, através do Relatório 2007, tem-se uma comparação das dimensões nos anos de 2005 a 2007. 38 ANEXO 2 OFICINA DO PROFESSOR PROGRAMAÇÃO- 2º SEMESTRE/2006 POR QUE? Estabelecer espaço e tempo para reflexão acerca da prática docente cotidiana Acompanhar a adaptação dos novos professores à carreira docente na Universidade Orientar processos pedagógicos em curso através de material específico Construir os saberes e fazeres pedagógicos implícitos na ação docente cotidiana QUEM? Todos os professores dos diversos Projetos de Formação da Unifei Atividade obrigatória para professores em estágio probatório e altamente recomendável para os docentes com até 4 anos na Instituição como docentes Pós-graduandos que já tenham feito a disciplina de Metodologia do Ensino Superior e que se interessem pela atualização de sua formação Alunos do Curso de Física-Licenciatura que já tenham cursado a disciplina de Didática COMO SERÁ A DIVULGAÇÃO? Carta-convite para todos os docentes da Instituição E-mails individuais acompanhados de uma ficha de inscrição Convocação feita pelos Diretores de Instituto aos docentes em período probatório Ao final da participação dos encontros, os docentes receberão certificado de curso de extensão pela Unifei Lembretes na página da PRG COMO SERÁ A SISTEMÁTICA DE TRABALHO? Trabalho construído coletivamente, através de atividades grupais e individuais embasadas no cotidiano das práticas docentes Datas pré-determinadas, com duração de 2 horas em local a ser divulgado previamente Registros de cada atividade na página da PRG “Oficina do Professor” OFICINA DO PROFESSOR – 2006-2007 PARTICIPAÇÃO GERAL PROFESSORES PESQUISADORES 40 1 39 COORDENADORA DA OFICINA AUXILIAR COORDENADORA 1 1 PARTICIPAÇÃO POR INSTITUTO / POR ENCONTRO 11/09 22/09 10/10 26/10 13/11 5 5 7 6 5 1 6 2 4 2 3 9 5 3 2 3 4 4 3 3 4 3 17 24 24 14 10 INSTITUTO ICE IEE IEM IEPG IESTI IRN TOTAL PARTICIPAÇÃO ADM CCO EAM ECA ECO EEL EHD EME EPR FBA FLI 29/11 4 2 3 3 12 POR CURSO 8 8 5 4 10 3 4 9 7 4 7 PROGRAMA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES 1ª jornada: 22 e 23 de fev/2007 Objetivos: Garantir informações acerca das normas a atividades formais do trabalho docente na Instituição Refletir sobre os valores que devem estar subjacentes à prática educacional Articular Planos de disciplinas ao trinômio ensino-pesquisa-extensão a partir dos projetos institucionais Programação: 22/02 Parte 1: 9hàs 11:30h Abertura: Reitor Renato Nunes Normas gerais e procedimentos específicos da docência Informações Gerais Parte 2: 14h às 16:30 40 Reflexão inicial Princípios Pedagógicos da Instituição Disciplinas nos Projetos pedagógicos e a articulação ensino-pesquisa-extensão 23/02 Parte 1:9 às 11:30 h Valores nas relações interpessoais A questão da avaliação Parte 2: 14h às 16:30h Procedimentos de ensino Planejamento integrado PROGRAMA CAPACITAÇÃO SEGUNDO SEMESTRE 2008 I- DE COORDENADORES Curso Gestão de Projetos(1ª FASE FEVEREIRO) Arranjos e Modelos Curriculares (apresentação virtual em outubro) Apresentação/análise de Pesquisas (em outubro) Construção coletiva de metas a partir dos dados da CPA(nos colegiados de curso, em novembro) II – DO CORPO DOCENTE Conversa de professor a distância (em outubro) Trabalho com técnicas teatrais (em novembro) III- COMEMORAÇÃO 95 ANOS UNIFEI Programa: História de conquista em 95 anos: PRÁTICAS PROFESSORAIS OBJETIVOS: · Reconstruir o caminho identitário da Instituição através das vozes de professores e professoras aposentados · Refletir acerca dos significados elaborados pela comunidade acadêmica acerca da posição da Unifei em relação às Universidades Brasileiras ATIVIDADE: Mesa-redonda para discutir o tema "História de conquista em 95 anos: o significado de estar entre as 10 melhores Universidades Brasileiras" tendo como 41 base o Documentário com as vozes e depoimentos de docentes aposentados acerca do significado de ser professor da e na Unifei. DETALHAMENTOS: 1- Documentário: gravação e edição de "falas" de docentes aposentados sobre: - o que significa ter sido professor da Unifei. - O que dessa experiência ficou(as maiores lembranças) - Como era dar aulas naquele tempo - Como vê hoje a docência na Instituição 2- Mesa-redonda: "História de conquista em 95 anos: o significado de estar entre as 10 melhores Universidades Brasileiras".Tal debate terá a intermediação do documentário acima detalhado. Parte Parte Parte Parte Parte 1: 2: 3: 4: 5: Apresentação do lugar do olhar de cada Vídeo Diálogo de vozes Vídeo Últimas considerações um CONVERSA DE PROFESSOR 1-2008 Conversas sobre ....OS PERCURSOS DA AVALIAÇÃO Carga-horária: 10 h- abril OBJETIVOS: Conhecer proposta das Conversas de Professor ao longo do ano Apreender a dinâmica da sessão 1 Elaborar um conceito de avaliação a partir da prática docente Refletir acerca de uma situação real de avaliação da aprendizagem ATIVIDADES TEÓRICAS Apresentação da programação Dinâmica de apresentação de cada integrante através da exposição de um conceito de avaliação e questões/indagações que ATIVIDADES PRÁTICAS CONVERSA DE PROFESSOR 2- 2008 PROCEDIMENTOS DE ENSINO:OUTRAS FORMAS DE TRABALHAR O CONTEÚDO EM SALA DE AULA Carga-horária: 10 horas (NOVEMBRO) 1- POR QUE CONVERSA DE PROFESSOR PROPÕE ESTE ASSUNTO? 42 - Porque o Ensino Superior precisa garantir a qualidade das aulas, traduzida pela efetividade do aprendizado - Porque a quantidade de conhecimento imprime novas necessidades ao processo de formação, com ênfase no desenvolvimento de competências no âmbito do aprender a aprender - Porque a docência supõe competência pedagógica suficiente para a excelência das aulas. 2- O QUE PRETENDEMOS?(OBJETIVOS) Disponibilizar um conjunto de procedimentos/técnicas para serem desenvolvidas pelos professores em seu fazer docente Discutir os limites, vantagens e possibilidades de se variar a forma de trabalhar o conteúdo em sala de aula Propiciar trocas de procedimentos/técnicas criadas e utlizadas pelos professores em seu cotidiano docente 3- QUAL SERÁ A PROGRAMAÇÃO? (CONTEÚDO) 2 horas cada ítem Procedimentos de ensino: importância , interdependências e fundamentos Aula expositiva:modalidades e objetivos Técnicas individualizantes Técnicas socializantes Procedimentos/técnicas aplicadas 4- COMO SERÁ A AVALIAÇÃO: Como processo, a avaliação do desempenho dos participantes será de acordo com o interesse demonstrado, a disponibilidade para a indagação, discussão e análise do tema proposto. 43 ANEXO 3 E 4 ESTRUTURA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO 1. ESTRUTURA CURRICULAR Currículo é o conjunto de atividades planejadas e desenvolvidas por professores e alunos para a consecução dos objetivos definidos para a garantia da formação do futuro profissional. Essas atividades são programadas e organizadas em uma grade curricular que articula as disciplinas ao tempo necessário (carga-horária) para o desenvolvimento de seus programas de curso. Tais disciplinas correspondem à formação geral, à formação específica e à formação profissional do aluno. A Universidade entende que os objetivos do processo de ensino-aprendizagem vão além das atividades desenvolvidas em sala de aula e, por isso, cada curso planeja Atividades Complementares, de extensão e extracurriculares, visando ao desenvolvimento de competências (conceitos, princípios, proposições), habilidades (técnicas, saber fazer) e atitudes (valores, posturas éticas). Fazem parte da estrutura curricular também o Estágio Supervisionado e as horas de trabalho em pesquisa para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso. Essas atividades visam à articulação permanente com o campo de atuação tendo a competência como princípio norteador na construção do perfil profissional desejado. A estrutura curricular que consta na apresentação de cada curso deve ser cumprida integralmente para a conclusão do curso e a obtenção do Diploma de Graduação. O currículo dos cursos de Graduação da UNIFEI compõe-se de: 1.1. DISCIPLINAS Disciplina é a unidade de ensino. É um conjunto sistematizado de conhecimentos afins a ser ministrado de forma lógica, ao longo de um período/ano, podendo esse conteúdo ser de caráter geral ou específico, obrigatório ou eletivo, teórico e/ou prático. 1.1.1. Dos Pré-Requisitos Denominam-se Pré-Requisitos as disciplinas nas quais o aluno deve obter aproveitamento necessário para a matricula em outra disciplina, desde que considerados indispensáveis do ponto de vista acadêmico. São estabelecidos três tipos de pré-requisitos: • Pré-Requisito Total – PRT: Disciplina na qual o aluno deve obter aprovação, para matrícula em outra disciplina; • Pré-requisito Parcial – PRP: Disciplina na qual o aluno deve obter freqüência mínima legal exigida para aprovação e média final maior ou igual a 40 (quarenta), para matricular-se em outra disciplina; • Co-requisito – COR: Disciplina na qual o aluno deve matricular-se simultaneamente, a não ser que já tenha obtido a aprovação no co-requisito em momento anterior. 44 1.1.2. Disciplinas aquelas que Obrigatórias devem ser São chamadas necessariamente Disciplinas cursadas para Obrigatórias completar a todas estrutura curricular. 1.1.3. Disciplinas Eletivas Disciplinas Eletivas são as disciplinas optativas, que podem ser selecionados pelo aluno para estruturar o curso da forma que melhor lhe convier, respeitando suas reais necessidades e interesses, de forma a integralizar a carga horária necessária. 1.1.4. Disciplinas Ministradas como Extensão Para complementar oferecidas seu pelos currículo diversos o aluno poderá Institutos. As cursar disciplinas, disciplinas de como extensão extensão, obedecem a critérios específicos. 1.1.5. Disciplinas Ministradas em Outros Cursos ou Ênfases/Linhas Para complementar seu currículo o aluno poderá cursar disciplinas em outros cursos ou ênfases/linhas oferecidos na Instituição. 1.1.5.1. Critérios: • Matrícula: Somente para alunos que já cursaram o primeiro ano ou o primeiro e segundo períodos. • Seleção: Coeficiente de Rendimento. • Quantidade de Disciplinas: No máximo duas/ano. • Da Validade: A disciplina terá validade se cursada com aproveitamento. • Histórico Escolar: A disciplina cursada constará do histórico escolar do aluno e poderá, conforme as normas estabelecidas para cada curso, compor sua grade curricular. • Desistência: A desistência da disciplina, sem motivos justos, impedirá o aluno de nova matrícula em disciplinas de outros cursos. 1.1.6. Tópicos Especiais Tópicos a serem abordados de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, da sociedade e do aluno, com o objetivo de contribuir para o enriquecimento curricular. 1.2. ESTÁGIO SUPERVISIONADO Consideram-se Estágio Supervisionado as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho, sendo realizadas na comunidade nacional ou internacional, junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob a responsabilidade da Coordenação de Estágios. O estágio curricular poderá ser realizado nas modalidades Integral, conforme de Estágio estabelecido na Supervisionado grade curricular e Estágio de cada Supervisionado curso. Todas as atividades de estágio deverão ser registradas na Coordenação de Estágios até no máximo 15 (quinze) dias após o início do mesmo. O aluno deverá entregar, nos prazos estabelecidos no calendário escolar, o Relatório de Estágio e a avaliação feita pela empresa, em formulários fornecidos pela UNIFEI. O Relatório de Estágio deverá obedecer às normas técnicas exigidas para trabalhos científicos. 45 1.3. ATIVIDADES COMPLEMENTARES As atividades complementares compreendem um conjunto de atividades que contribuem para a formação do aluno, conforme a Norma para Valorização de Atividades do Corpo Discente da Graduação (aprovada na 4ª Reunião Ordinária do Conselho de Ensino Pesquisa Extensão e Administração – CEPEAd – 37ª Resolução). O discente deve realizar as Atividades Complementares previstas na estrutura curricular de seu curso. 46 ANEXO 5 NORMA PARA VALORIZAÇÃO DE ATIVIDADES DO CORPO DISCENTE DA GRADUAÇÃO Objetivos ► Incentivar o corpo discente a implementar e/ou participar de atividades que promovam o seu desenvolvimento técnico e/ou social. ► Valorizar as atividades desenvolvidas pelo corpo discente. ► Respeitar a individualidade dos cursos de graduação, principalmente, no que se refere a sua carga horária total. ► Estabelecer valores para as atividades desenvolvidas pelo corpo discente. ► Propor os prazos e a documentação necessária para o registro de atividades desenvolvidas pelo corpo discente. Proposta ► Dentre as atividades a serem desenvolvidas na graduação, cada curso deverá definir um conjunto de atividades que venham a promover o desenvolvimento técnico, cultural e/ou social do discente e que serão reconhecidas e valorizadas pela Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI. ► O conjunto de atividades a ser criado em cada curso deverá ser composto por uma ou mais atividades do elenco relacionado abaixo. • Projetos institucionais. • Trabalhos de iniciação científica e/ou pesquisas. • Disciplinas oferecidas pela UNIFEI nas suas diferentes áreas do saber. • Atuação como monitor de disciplina. • Apresentação de artigos em congressos ou seminários. • Participação em eventos científicos. • Atuação em outros órgãos ou colegiados da UNIFEI. • Atuação na diretoria do Diretório Acadêmico da UNIFEI. • Atuação na diretoria de Centros Acadêmicos que compõem o Diretório Acadêmico da UNIFEI. • Atuação na UNIFEI-JR e/ou em projetos relacionados à UNIFEI que visam à incubação de empresas. • Atuação como representante de turma. • Atuação na organização de eventos científicos relacionados à UNIFEI. • Atuação na organização de eventos que promovam a UNIFEI na sociedade. • Atividade cultural e/ou de extensão. • Outras atividades que o Colegiado do Curso de Graduação no qual o aluno esteja devidamente matriculado considerar pertinente. 47 ► O conjunto de atividades eleito por cada curso deverá corresponder a outras atividades além daquelas que são consideradas obrigatórias como, por exemplo, disciplinas obrigatórias, disciplinas eletivas e/ou optativas, atividade de estágio e trabalho de conclusão de curso. ► Cada curso de graduação atribui ao seu conjunto de atividades uma carga horária mínima. Essa carga horária deverá ser cumprida pelo discente mediante uma ou várias atividades que compõem Catálogo de Graduação) o conjunto de atividades estipulado pelo curso. (Ver 48 ANEXO 6 COORDENAÇÃO DE ASSISTÊNCIA AO ESTUDANTE-CAE OBJETIVOS: - Fornecer aos participantes, orientação, apoio psicológico, reflexão sobre a sua vida pessoal e acadêmica e a relação professor-aluno, aconselhamento profissional; - Enfocar temas de extrema relevância para a formação profissional que não estejam incluídos no currículo; - Atender aos estudantes de graduação, apoiando-os em suas crises vitais ao longo do curso, e orientando-os para uma melhor adaptação ao meio e no ingresso no mercado de trabalho. GRUPO DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES Os Grupos de Treinamento e Desenvolvimento de Habilidades foram criados para promover aos alunos: • Um desenvolvimento global de suas potencialidades para que possa atingir um nível de excelência pessoal e estar apto a atuar na sociedade. • Prepará-los para o mercado de trabalho que se torna a cada ano mais exigente. • Possibilita-lo a vivenciar situações que possivelmente enfrentarão em processos seletivos (entrevistas, dinâmicas de grupo, etc). • Incentiva-los ao comportamento pro – ativo. ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL Os Grupos de Orientação Profissional foram criados para os alunos com objetivo de: • Atender, orientar e informar sobre as possibilidades de atuação profissional do jovem frente a seu processo de escolha; • Fornecer escuta-ativa que promova reflexão por parte destes alunos sobre suas responsabilidades, habilidades, competências e potencialidades, tendo em vista sua história de vida passada, presente e futura na escolha profissional; 49 • Fomentar, identificar e apontar as possibilidades e dificuldades para execução de metas profissionais para o futuro; • Estimular o protagonismo dos membros envolvidos no processo sócio- educacional como um todo. ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA • Atendimento individual breve sigiloso, onde a pessoa poderá buscar apoio em períodos de crise. • Não terapêutico , ou seja, funciona como um plantão, não havendo compromisso semanal no atendimento. • Se necessário, será encaminhado a outros profissionais. 50 ANEXO 7 PROGRAMA ACC APOIO AOS COORDENADORES DE CURSO OBJETIVOS Orientar coordenadores em ações concernentes à atuação didático-pedagógica Fortalecer o papel do coordenador como MEDIAÇÃO entre PRG, corpo docente e discente Instaurar compartilhamento de linhas de ação a fim de promover coerência entre projetos, ações e resultados, através de um fórum em relação permanente de discussão de graduação Fundamentar teoricamente os coordenadores às discussões curriculares (ENCONTRO 1-2005/2006) Criar espaços de estudos pedagógicos específicos de planejamento e orientação pedagógica (ENCONTRO 2- 2006-2007) Oferecer suporte (ENCONTRO 3- 2007) prático para os processos avaliativos de cada curso 51 ANEXO 8 Projeto Boas-vindas UNIFEI 2005-2008 1) Introdução Este projeto tem o objetivo de apresentar um cronograma e um detalhamento das atividades que deverão ser realizadas junto aos calouros durante o trote da Universidade Federal de Itajubá a partir de 2005. O relatório é apresentado ao Pró Reitor de Graduação que poderá avaliar e discutir as atividades propostas pela organização da comissão, para que assim não haja problemas nos dias da realização das atividades. 2) Equipe/Organização A Comissão de Boas vindas Unifei será organizada por membros do DA e alunos da Unifei que se dispuserem a ajudar na realização das atividades propostas. O principal objetivo é a integração dos novos alunos com os demais alunos e com a universidade. 3) Cronograma de Atividades A equipe organizadora junto dos alunos que se dispuserem a ajudar proporão um cronograma de atividades a serem realizadas junto aos calouros. O cronograma é constituído das seguintes atividades: Primeiro mês de Aulas: Atividades propostas pela organização. As atividades a serem realizadas nesse dia serão atividades de integração usando brincadeiras instrutivas e apresentação da universidade em geral como laboratórios, prédios, etc. As primeiras aulas serão destinadas ao coordenador de cada curso nos três períodos. Após a apresentação do curso por cada coordenador os alunos serão liberados para que a comissão de Boasvindas possa realizar as atividades propostas. O horário para a retirada dos alunos das salas de aula serão no período da manhã às 9:00; a tarde às 15:00 e de noite às 21:00 Pedágio das turmas da manhã. Os bixos serão divididos de 10 em 10 e junto deles terá cerca de 5 membros da comissão de trote que irão acompanhá-los até os semáforos da cidade para fazer o pedágio. Para isso, será feito anteriormente um pedido de autorização para a polícia para que não ocorram problemas durante a execução da atividade. 52 Os alunos terão aula normal no período da manhã até às 9:40, horário em que a comissão levará os alunos para a realização do pedágio. O dinheiro arrecadado com o pedágio será destinado à gincana para integrar os bixos com os veteranos de todos os cursos. A gincana será realizada no DA Unifei, provavelmente. Palestras dos departamentos e órgãos acadêmicos para as turmas da manhã, tarde e noite. Os departamentos e órgãos acadêmicos como DA Unifei; Atlética; Efei Jr.; CAE, Garanta um Futuro serão convidados a se apresentarem aos calouros. As palestras serão nos seguintes horários 8:00; 14:00 e 19:30. Palestras dos projetos que são realizados na universidade como Uairrior, Cacomp, Aiesec, Mini Baja entre outros. Os horários das palestras serão nos mesmos horários do dia anterior. Palestra do reitor Renato Nunes ficará para uma semana depois da primeira semana de aula. Segundo mês de aula Será realizado o Trote Cidadão Unifei 2007, onde os bixos serão divididos e sairão junto da equipe organizadora para diferentes bairros da cidade para arrecadação de alimentos e materiais de construção que serão doados para entidades carentes. Nesse mês também será realizado o passeio ao Paeda junto com os calouros.