Parabéns! Você acaba de adquirir um
empreendimento de qualidade Ávila!
Além de todos os benefícios da infraestrutura do loteamento Ávila Urbanismo e de nosso suporte
técnico e operacional, nós fazemos questão de lhe passar informações a respeito da Construção
de sua Residência dentro de moldes de sustentabilidade universais!
A preocupação da Ávila Urbanismo é de oferecer um produto final que condiz com as novas
tendências de mercado nacional e internacional e que proporcione benefícios ambientais, sociais
e econômicos diretos para você e sua família, seus futuros vizinhos e toda a sociedade.
Este Guia informativo contém todos os dados relevantes para a construção de sua residência de
forma mais sustentável, com indicações e sugestões sobre todas as áreas de projeto e construção
civil, para que você possa adquirir conhecimentos básicos sobre esse assunto e possa solicitar ao
seu arquiteto e engenheiro soluções ambientalmente amigáveis.
O principal intuito deste Guia é proporcionar conhecimento e indicar diretrizes de construção
sustentável, para que o arquiteto e engenheiro responsável encontrem as melhores soluções a
serem aplicadas em seu projeto, conforme o que você e sua família desejam.
A partir de agora você tem à sua disposição a equipe de atendimento ao cliente ÁVILA
URBANISMO, através do seguinte canal:
Rua Rio Branco, 15-15, Sala nº 51, Centro | CEP: 17015-311 | Bauru – SP
Telefone: (14) 3234-1057
www.avilaurbanismo.com | [email protected]
INTRODUÇÃO SOBRE CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS
E
difícios Verdes ou Sustentáveis são aqueles que nascem com o intuito de estabelecer uma
nova relação entre arquitetura e meio ambiente. Diante dos novos desafios impostos à
sociedade, tais como escassez de água, restrição energética, altos custos de obra e
operação de residências; a escolha por estratégias sustentáveis é uma atitude mais consciente e econômica,
tanto para a construção de casas como para as escolhas do dia a dia.
Nesse guia você descobrirá novas técnicas, estratégias e formas de aplicação de novos materiais para
tornar a sua casa mais verde.
O que é?
Uma Casa Verde é um conjunto de práticas que busca
eficiência no desempenho e ciclo de vida da edificação
como um todo, desde sua concepção de projeto, até
conclusão da obra, operação e reformas.
BENEFÍCIOS
Edificações Verdes são localizadas, construídas e
operadas para elevar o bem-estar de seus usuários.
Além de minimizar os impactos negativos na
comunidade e no ambiente natural, há outros
benefícios, como:
 Fornecer um ambiente mais saudável e
confortável para seus ocupantes;
 Promover uma gestão sustentável da
implantação da obra;
 Incorporar tecnologias de eficiência no
uso da água e da energia, possibilitando
assim um consumo racional e econômico
de energia e água, durante a implantação
da obra e ao longo de toda a vida útil da
residência;
 Utilizar matérias-primas ecoeficientes e
com menor pegada ecológica;
 Reduzir a geração de resíduos e
contaminação da construção e demolição;
 Aumentar o valor de revenda;
 Reduzir os custos operacionais;
 Incluir tecnologias de energia renovável,
utilizando-se de fontes próprias de
abastecimento;
 Melhorar a qualidade do ar interno;
 Facilitar a manutenção e prorrogar a
durabilidade.
Todos esses fatores podem economizar
significativamente investimentos financeiros tanto
na construção, quanto na operação dos
empreendimentos.
A percepção comum é que uma Casa Verde custa
mais que uma tradicional. O fato é que com um
orçamento fechado e claro, não existem razões que
impossibilitem a construção de uma residência
sustentável pelo mesmo preço, ou até menos que
uma tradicional.
A vida útil de uma edificação é de 50 anos ou até
mesmo centenas de anos. Nesse tempo, os custos
com energia, água e manutenção serão muito
maiores do que o custo de construção. Ao
considerarmos tais custos percebemos o grande
potencial de economia!
Junto com os custos iniciais de determinado item de
uma construção, devemos calcular os custos em sua
vida útil e o retorno do investimento inicial,
avaliando o potencial de economia de itens como
painéis solares ou vidros especiais.
PROJETO DE ARQUITETURA
A
s estratégias projetuais arquitetônicas irão possibilitar o melhor desempenho da residência.
É essencial unir toda a equipe de projetistas, tais como arquiteto, engenheiro, paisagista,
consultor, projetista elétrico, hidráulico, energia renovável, design de interiores, entre
outros, para que todas as estratégias possam estar alinhadas e com o mesmo foco. O
alinhamento das estratégias é essencial para a resolução mútua e sinérgica das soluções.
Por exemplo, as estratégias utilizadas para captação de água de chuva, pode também servir como
estratégia para redução do consumo energético e melhoria da qualidade do ambiente interno. A utilização
de materiais reciclados pode reduzir a geração de resíduos na fonte e o simples dimensionamento de
janelas, pode melhorar a ventilação e iluminação interna, melhorando o conforto e reduzindo o consumo
energético. Todos os itens de projeto têm ligação direta e indireta entre si, e isso torna o projeto orgânico
e único, como um ser vivo que depende de todas as suas funções para sobreviver. Um projeto mais
sustentável para o meio ambiente e seus ocupantes, depende do sucesso de sua concepção e de seus
projetistas.
ÁGUA
estratégias a seguir pode reduzir o consumo de
água de uma residência em até 60% quando
comparado ao consumo de residências comuns.
Isso significa redução de gastos e impactos no meio
hídrico.
Uso de Equipamentos eficientes
e medidores de consumo
setorizados
As estratégias relacionadas à água são muito
importantes e ao mesmo tempo, muito simples de
serem implantadas. A aplicação das seguintes
Dentre as estratégias eficazes para a redução de
consumo de água destaca-se a utilização de
equipamentos mais eficientes, que fornecem
desempenho igual ou superior a um produto
convencional, porém, com um consumo de água
menor. Pode-se citar como exemplo, a utilização de
arejadores de vazão constante, que, de maneira
diferente do arejador convencional, limitam a vazão
de água para um valor máximo, e bacias sanitárias
com mecanismo de descarga seletivo, que
apresentam consumo de água diferente para
dejetos líquidos e sólidos.
A escolha do equipamento deve ser em função de
seu desempenho e não só de sua beleza e design. O
proprietário deve sempre consultar o projetista
hidráulico sobre a melhor solução a adotar, de
forma a garantir o melhor desempenho do sistema
e o conforto dos usuários.
Arejador
Vazão constante limitada.
Chuveiros
A vazão deve ser de 12
l/min. (0,20 L/s) a 6 l/min.
(0,10 L/s).
Monitorar o consumo de água de sua residência é a
melhor forma de identificar pontos de maiores
gastos e vazamentos específicos, auxiliando no
desenvolvimento de ações de conservação do
insumo e reduzindo os possíveis custos com
reforma.
Desta forma, projete o sistema hidráulico com a
instalação de medidores setorizados. Como
exemplo, um medidor único para área externa e
piscina, um medidor para fontes de captação
pluvial, um medidor para áreas internas (possível
separar em água quente e fria), etc. O projetista
deve sugerir a melhor divisão a ser definida em
projeto, conforme consumo médio padrão familiar
e maior eficiência econômica e do sistema.
Além disso, os relógios medidores de água custam
muito pouco e o benefício da gestão do consumo
da residência pode ser muito favorável para a
família, ao identificar pontos de vazamento e
pontos de alto consumo.
Controle e Gerenciamento de
Águas Pluviais e Redução de
Ilhas de Calor
Torneiras e misturadores
para lavatórios e cozinhas
A vazão deve ser de 6
l/min. (0,10 L/s) a 9 l/min.
(0,15 L/s).
Bacias Sanitárias
Utilizar sistemas de duplo
fluxo, com vazões de 3
litros e 6 litros e utilizar
água não potável para
alimentação das bacias
sanitárias.
Medidores
Medidores individuais
para sistemas hidráulicos
distintos: interno e
externo, por exemplo.
O aumento da permeabilidade no terreno traz
múltiplos benefícios: menor sobrecarga nos
sistemas urbanos de drenagem pela redução da
vazão de escoamento das águas pluviais; diminuição
do transporte de sedimentos, fertilizantes e
químicos durante o escoamento superficial; a
redução da erosão em áreas de declive acentuado;
redução dos fenômenos de ilhas de calor; o menor
assoreamento em rios e lagos; e aumento do
reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Além de todos esses benefícios indiretos, captar e
armazenar água em sua residência garante seu
consumo mesmo em momentos de escassez do
sistema municipal e reduz os gastos diários, devido
ao benefício da reutilização. Águas cinza (pluviais)
podem ser reutilizadas em bacias sanitárias,
irrigação de jardins e pontos hidráulicos externos,
reduzindo os gastos financeiros mensais.
É recomendável a utilização de pavimentação
porosa (pisos e vegetação) e caso previsto no
projeto, fazer a captação das águas pluviais por
meio dos telhados, coberturas e pisos permeáveis.
Cobertura verdes e/ou brancas, além de
proporcionarem captação pluvial, ajudam a reduzir
os efeitos de ilha de calor.
Ilhas de Calor são fenômenos que ocorrem em
determinados locais urbanos que apresentam maior
temperatura média do que áreas rurais, devido à
intensa urbanização, e atividade humana, como:
impermeabilização do solo, ausência de vegetação,
adensamento construtivo, uso constante de
materiais que absorvem calor (como o concreto e
asfalto), entre outros.
Alguns locais densamente urbanizados podem
apresentar até 6 graus de diferença entre
localidades. Os efeitos de Ilha de Calor podem
causar mal-estar e malefícios à saúde de uma
população, interferindo na qualidade do ar local,
com aumento da poluição. Além de gerar maiores
gastos elétricos para a refrigeração das edificações.
Para reduzir seus efeitos, deve-se aplicar proteções
em pisos e coberturas de residências, conforme
estratégias:
Para áreas de pisos e coberturas
- Instalar materiais de cor clara, com alta
refletância solar, ou plantar vegetação e
posicionar árvores ou outras plantas, de forma
a proporcionar o sombreamento das calçadas,
pátios e passeios.
- Proporcionar o sombreamento nos locais
anexos e no entorno da residência pode reduzir
as necessidades de irrigação, assim como
minimizar as temperaturas do seu ambiente
externo e reduzir as cargas de resfriamento da
residência.
As coberturas frias reduzem o uso de ar
condicionado e aumentam o conforto das
construções; combatem as ilhas de calor no
verão nas cidades, melhorando a qualidade do
ar e o conforto do ambiente urbano, além de
reterem o calor no interior das construções,
propiciando diretamente a redução do
consumo de energia com o seu resfriamento
(redução do uso do ar condicionado, por
exemplo).
Deve-se sempre realizar a manutenção adequada
para os sistemas projetados, para que estejam
sempre operantes. Exemplos: limpeza dos
pavimentos porosos, manutenção das áreas
ajardinadas, limpeza dos reservatórios e de outros
elementos hidráulicos necessários à retenção da
água ou ao controle da erosão.
Paisagismo Sustentável
Um projeto paisagístico sustentável não deve
priorizar somente a estética e a beleza das plantas,
mas sim buscar equilíbrio com o meio ambiente em
que está inserido. Utilizar espécies nativas da flora
local, que por estarem mais adaptadas ao meio
ambiente inserido, consomem menos água e
promovem a biodiversidade.
Privilegiar o emprego de espécies vegetais que
liberem umidade no ar e possuam dimensões,
formas e estruturas adequadas (árvores de médio e
grande porte) para amenizar os impactos ambientais
nas cidades e áreas urbanas; promovendo a
retenção de partículas e a reciclagem do ar,
reduzindo os ruídos, e diminuindo as “ilhas de calor”
por meio da transpiração das plantas, além de servir
de abrigo para a avifauna.
Para o melhor atendimento destas práticas, trabalhe
com um profissional especialista (arquiteto,
paisagista, engenheiro agrônomo ou florestal,
biólogo, botânico, ecólogo, etc.), bem como
agências governamentais locais, que o ajude a
identificar as espécies nativas de sua região e
melhor adaptadas para o microclima local.
Sistema de Irrigação eficiente
Projetar sistemas de irrigação eficientes, que façam
uso de água não potável e consumam água
conforme demanda projetada. Atentar-se para o
uso de água somente em áreas permeáveis, pois
além do desperdício, pode ocorrer infiltração em
áreas construídas e afetar a durabilidade da
construção.
Um bom projeto de irrigação requer a instalação de
aspersores eficientes que garantam para as plantas
o fornecimento de água suficiente, não mais que o
necessário. Controles, automação dos sistemas e
sensores permitem uma irrigação inteligente,
acionada somente quando a água for necessária.
Alguns itens essenciais para um PROJETO PAISAGÍSTICO SUSTENTÁVEL:
 Descompactar o solo após a obra e previamente ao plantio, para facilitar a adaptação da flora.
 Não impermeabilizar todo o terreno. Usar espécies para forração do solo, mantendo o
terreno permeável. Podem ser utilizadas espécies de forração além de grama.
 Utilizar espécies nativas regionais, mais bem adaptadas ao microclima local.
 Quando possível, utilizar espécies em extinção.
 Não utilizar plantas invasoras, pois elas destroem o habitat das outras plantas ao redor. Elas
são definidas para cada região pela secretaria de meio ambiente do município.
 Plantar vegetação apropriada sob a copa das árvores. Atentar-se para o plantio de grama,
forrações e outras plantas em áreas sombreadas, pois determinadas plantas necessitam de
luz solar direta para se desenvolverem.
 Utilizar espécies destinadas à alimentação como legumes, hortaliças e árvores frutíferas, que
além de alimentarem e atraírem a fauna local, criam espaços amigáveis de convívio humano.
 Proporcionar espaços sombreados pode ser um elemento valioso no projeto paisagístico,
pois ajuda a reduzir a temperatura das edificações existentes e a minimizar os efeitos de ilhas
de calor no terreno.
 Privilegiar áreas para compostagem orgânica ou instalar uma composteira elétrica em sua
residência, facilitando a reciclagem do resíduo orgânico.
 Adquirir, preferencialmente, adubos orgânicos devidamente legalizados, provenientes de
fontes naturais. A utilização de adubo orgânico diminui a necessidade do uso de fertilizantes,
evita a contaminação do solo e conclui o ciclo dos resíduos gerados, descartados e
reutilizados no local.
 Fazer o controle de pragas sem produtos tóxicos, por métodos e produtos naturais, evitando
a contaminação do solo e do lençol freático.
 Fazer a manutenção do jardim conforme estabelecimento das iniciativas citadas acima.
ENERGIA
novas técnicas comumente utilizadas no
mercado. Para climas frios, por exemplo, utilizase madeira como fechamento de envoltórias. A
madeira exerce uma função de isolante térmico,
ajudando na retenção do calor ao longo do dia.
Para climas mais quentes, soluções em Steel
Frame ou EPS (Poliestireno Expandido), podem
ser uma boa saída, devido a eficiente
transmitância térmica destes materiais.
A eficiência energética de uma residência está
diretamente relacionada com os sistemas passivos e
ativos projetados em conjunto. Por exemplo:
projetar aberturas de portas e janelas que sejam
suficientes para não acender luzes durante o dia ou
ligar o ar condicionado, devido à falta de ventilação
e conforto térmico. Hoje, com o uso de tecnologias
cada vez mais acessíveis, é possível projetar
estratégias de eficiência energética e simular em
softwares de computador se as estratégias são
suficientes para a redução de consumo energético
esperado. Ainda, é possível avaliar como cada
estratégia se comporta atuando sozinha ou em
conjunto. Converse com seu projetista e simule a
eficiência energética de sua residência antes de
construí-la, dessa forma, você saberá exatamente
onde investir para reduzir custos e aumentar o
conforto dos usuários.
Fachadas Eficientes e Conforto
Ambiental interno
Todas as questões de fachada estão relacionadas
com a eficiência energética da residência, pois as
trocas de calor dos materiais com os meios externo
e interno, influenciam na temperatura e conforto
térmico no interior da residência. O tamanho das
aberturas também influencia diretamente no
conforto térmico devido à disponibilidade de
ventilação e iluminação natural no interior da
residência, assim como a escolha de vidros
eficientes, com proteção solar e térmica.
É necessário escolher os materiais mais
eficientes para cada tipo de clima, e utilizar-se de
É importante verificar se a transmitância térmica
da parede é condizente com o clima
determinado e se a área das aberturas das
fachadas (portas e janelas) é suficiente para
proporcionar ventilação mínima para renovação
do ar e iluminação natural em ambientes de alta
permanência, garantindo assim, redução do
consumo de energia elétrica. Uma ótima
referência mais profunda sobre assunto, com
dados numéricos e referências projetuais, pode
ser encontrada na norma de Etiquetagem
Brasileira, PBE Edifica, no site do INMETRO e na
norma de desempenho térmico das edificações,
ABNT NBR 15220-3.
As estratégias passivas de melhoria do conforto
podem economizar até 40% do consumo de
energia de uma residência comum.
ESTRATÉGIAS PASSIVAS PARA CONFORTO
 Tamanho das aberturas para a
ventilação, conforme área interna de
cada ambiente.
 Promover a ventilação e iluminação
natural.
 Proteção das aberturas contra
incidência solar direta, com uso de
barreiras solar.
 Escolher tipos de vedações externas
como paredes e coberturas, que
possuam trocas térmicas eficientes.
 Estratégias de condicionamento e
isolamento térmico passivo.
 Verificar áreas de vidro e sua relação
com o interior.
“QUADRO ELÉTRICO”
Alternativas para Fontes de Aquecimento de Água
O Brasil tem um enorme potencial de aproveitamento da
energia solar: praticamente todas as suas regiões recebem
mais de 2.200 horas de insolação, com um potencial
equivalente a 15 trilhões de MWh, correspondentes a 50 mil
vezes o consumo nacional de eletricidade. O uso adequado de
aquecimento solar ou a gás reduz, de forma significativa as
despesas com energia, sem comprometer o conforto dos
usuários. O mercado de soluções em aquecimento solar já
está bastante desenvolvido, contando com tecnologias
maduras e oferecendo retorno de investimentos
extremamente atrativos.
Equipamentos eletroeletrônicos eficientes
O uso de equipamentos eletroeletrônicos eficientes pode
reduzir em até 40% o consumo energético de uma residência.
O Selo que garante a eficiência desses equipamentos é o Selo
do INMETRO Procel, nível A, reconhecido no ato da compra
do equipamento. Equipamentos como: refrigerador, lavadora
de louças e roupas, micro-ondas, televisor, secadora de
roupas, ar condicionado, ventilador de teto, frigobar, placas
de aquecimento solar e lâmpadas devem possuir o selo
Procel, reconhecido nível de eficiência energética para
produtos.
Instalações Elétricas e Equipamentos Eficientes
Todos os circuitos elétricos de baixa tensão devem ser
selecionados e dimensionados atendendo simultaneamente a
prescrições das normas técnicas vigentes ABNT NBR 5410 e
ABNT NBR 15920, com o objetivo de reduzir a queda de
tensão e perda energética na operação, além de garantir a
operação segura da instalação elétrica.
Energia Renovável
Energia renovável é considerada aquela que se utiliza de
fontes naturais para a geração de energia, sem poluir o
ambiente. A geração de energia renovável no local de sua
residência por meio de sistemas de energia solar fotovoltaica,
eólica, biomassa, ou outra fonte renovável de micro geração
elétrica, pode resultar em diversos benefícios ambientais e
econômicos para sua família e a população.
MATERIAIS SUSTENTÁVEIS
A escolha dos materiais deve ser minuciosa do início
ao fim. Desde a escolha do tipo de material
construtivo estrutural como tijolo cerâmico, bloco
de concreto, steel frame, wood frame, etc; até a
escolha de materiais de acabamento como azulejos,
pisos, cores e tipos de tintas, telhas, esquadrias,
entre muitos outros. São diversas decisões a serem
tomadas e muitas vezes, o maior diferencial na
decisão final é o valor financeiro. Porém, existem
diversos outros diferenciais ambientais que
também devem ser considerados na escolha do
material mais sustentável para sua residência. Veja
abaixo.
Madeira Legalizada e Certificada
É essencial cobrar do seu fornecedor de madeiras,
que todas as notas fiscais possuam DOF
(Documento de Origem Florestal), que garante a
extração da madeira de fontes confiáveis de manejo
sustentável. Este documento só é válido para
madeiras nativas, e visa contribuir para a redução
do desmatamento de florestas primitivas, que
ameaçam a fauna silvestre. Pinus e Eucalipto não
são madeiras nativas, portanto não possuem DOF.
Outra maneira mais sustentável de adquirir
madeiras, válida tanto para madeiras nativas como
para exóticas, é a escolha por madeira certificada
que possua o Selo FSC (Forest Stewardship Council)
e/ou Cerflor. Subprodutos de madeira, como
madeira estrutural em toras ou madeira para
acabamentos, como pergolados, móveis, pisos,
esquadrias, entre outros diversos subprodutos da
cadeia produtiva madeireira. O selo de Certificação
de madeiras norteia alguns princípios básicos:
Princípio n° 1 - Cumprimento da legislação. O
empreendimento florestal deve ser gerido
com atitudes e ações que assegurem o
cumprimento da legislação em nível federal,
estadual e municipal.
Princípio n° 2 - Racionalidade no uso dos
recursos florestais em curto, médio e longo
prazo, em busca da sua sustentabilidade.
Princípio n° 3 - Zelo pela diversidade biológica.
A empresa deve manejar os plantios florestais
de modo a minimizar os impactos negativos
de sua atividade silvicultura sobre a flora e
fauna nativas.
Princípio n° 4 - O respeito às águas, ao solo e
ao ar.
Princípio n° 5 - Desenvolvimento ambiental,
econômico e social das regiões em que se
insere a atividade florestal. Estabelece a
necessidade
de
uma
política
de
relacionamento com os empregados e
comunidades que vivem no entorno das
unidades de manejo florestal.
Materiais ambientalmente
preferíveis
Materiais
considerados
ambientalmente
preferíveis são aqueles que possuem processos
fabris menos agressivos, extraem menos
recursos do meio ambiente e contribuem para a
diminuição da emissão de CO², advindas do
transporte poluente e da fabricação de novos
produtos e subprodutos dos processos fabris.
Materiais de Reuso
São materiais reaproveitados, reformados ou
restaurados. Reduzem a emissão de poluentes e consumo
de recursos naturais para a produção de um novo
material. Esses materiais normalmente são encontrados
em locais de demolição e usualmente são mais baratos e
acessíveis que um material novo referente.
Materiais Regionais
São aqueles extraídos, processados e fabricados em um
raio de distância máximo de 1.000 km da residência.
Materiais regionais reduzem a geração de poluidores por
transporte e incentivam o mercado local de materiais.
Pesquise as fontes de produção do material escolhido ao
fornecedor e calcule o raio delimitado.
Materiais e Produtos com Conteúdo Reciclado
São aqueles que possuem em sua composição insumos
reciclados. As informações referentes aos percentuais de
reciclagem devem ser passadas pelo fornecedor
diretamente na embalagem do produto ou por meio de
questionamento direto.
Materiais de Rápida Renovação
São materiais naturais que possuem ciclo de vida inferior
a 10 anos, como madeira proveniente de pinheiros e
eucaliptos, algodão, bambu, linóleo, cortiça, borracha
natural, palha, entre outros. Qualquer produto que
possua um ciclo de vida maior do que 10 anos, é
considerado de lenta renovação e deve ser preservado.
Materiais Recicláveis
São aqueles passíveis de reciclagem após a sua utilização.
Muitos possuem o símbolo da reciclagem na embalagem,
mas é necessário confirmar com o fornecedor a
porcentagem de reciclagem e como deve ser feita sua
coleta e descarte para a reciclabilidade.
Materiais Certificados
São aqueles que possuem algum selo ou certificação
ambiental, comprovada por terceira parte, conforme
normativas internacionais ISO 14024 (Tipo I) e 14025
(Tipo III). Este tipo de certificação normalmente é
identificada no rótulo dos produtos e facilmente
rastreada pelo órgão certificador.
CANTEIRO DE OBRA
A
pós a finalização do planejamento e do projeto, mãos à obra, literalmente!
A obra também necessita de planejamento, essencialmente. Desde os itens básicos de
montagem e gestão de canteiro de obra, outros itens devem ser pensados e geridos durante
o processo, tais como gerenciamento de resíduos e responsabilidade social com os operários.
Planejar as melhores estratégias conforme a tipologia construtiva e o tamanho e tipo de terreno de seu
projeto. Conduza vistorias de obra periódicas, especialmente após temporais, e conduza estratégias de
implantação de cada item conforme cronograma. Eduque as equipes de obra com o objetivo de executar
as medidas de controle de erosão. Fale com seu empreiteiro e se necessário, contrate um profissional que
conheça técnicas específicas para organização e controle dentro do canteiro de obra.
Também é recomendável desenvolver um Plano de Controle de Erosão, Sedimentação e Poeira durante a
construção, para que sua obra possa prosseguir com segurança, sem danos à saúde dos operários,
contaminação do solo, vias, galerias públicas, rios e lagos próximos, limitando os riscos com
deslizamentos. Abaixo algumas dicas para uma obra mais sustentável!
Administração do Canteiro
O canteiro de obras deve ser planejado antes do
início de sua montagem, para que se evite o
desperdício e a ineficiência normalmente ocorrida
em canteiros tradicionais. Para isto, é necessário
planejar e desenvolver desenhos e plantas de todas
as locações dentro e fora do terreno, tais como:
locação de barracão dos funcionários, baias de
separação de resíduos (recicláveis e orgânicos),
área de estocagem de materiais (cobertas ou não),
áreas de entrada e saída de caminhão e pessoal,
limitar as áreas que não serão ocupadas durante a
obra, proteger espécies arbóreas que se manterão
no terreno após a construção (proteger com fita
listrada ou caixotes de madeira), entre outros.
ANTES DA OBRA
DURANTE A OBRA
 Barracão de obra: Utilizar
preferencialmente material reciclado,
ou serem locados em containers
metálicos ou de plástico reciclável,
para serem reutilizados em outras
obras posteriormente. Colocar
banheiros químicos, conforme
quantidades e necessidades,
dimensionadas para cada etapa da
obra.
 Tapumes e formas para supraestrutura:
Utilizar preferencialmente tapumes
metálicos ou madeira plástica ou outro
material reciclado ou reaproveitado,
desde que corretamente comprovada
sua eficiência ambiental. Os mesmos
deverão ser devolvidos no final da
obra.
 Madeira para gabarito e pranchas
(locação da obra): Utilizar madeiras
certificadas oriundas de área de
manejo ou reflorestamento, tipo Pinus
e Eucalipto, ou então madeiras de
reuso de outras obras, locados em
containers metálicos ou de plástico
reciclável, para serem reutilizados em
outras obras posteriormente.
 Fazer barreiras e/ou trincheiras de
contenção no caso de terrenos em
declive.
 Proteger solos remanejados com lona
plástica ou manta bidin (para áreas
com alta inclinação).
 Proteger caçambas de resíduos com
lona.
 Controle da velocidade de escoamento
das águas pluviais (por meio de
vegetação, por exemplo).
 Preservar a vegetação existente é um
meio de reduzir a exposição do solo e
controlar a erosão.
 Em grandes obras, classificar o local
por fases de execução, para limitar a
extensão e duração da exposição
direta ao clima, evitando assim, o
aparecimento de buracos no solo
durante os meses de chuva.
 Proteger entradas de esgoto, fluxos de
água, lagos ou corpos d´água;
 Plantar a vegetação por fases
conforme os espaços se tornem
acessíveis, ao invés de implantar tudo
de uma vez só ao término da
construção;
 Lava-rodas de caminhão na saída do
canteiro (atentar-se para que a
captação da água de lavagem não seja
descartada diretamente no sistema
público, sem que os sólidos presentes
na água sejam antes decantados e
descartados corretamente, evitando
assim o entupimento de bueiros e
assoreamento de rios e lagos);
 Varrição umidificada para controle de
poeira em fase inicial e de
acabamentos. Importante de realizar
em locais muito secos.
Gerenciamento de Resíduos
A obra deve buscar reduzir a geração de resíduos
no local, que normalmente são destinados a aterros
sanitários, por meio de planejamento e gestão da
geração dos resíduos.
Desenvolver um Plano de gerenciamento de
resíduos da construção civil, conforme resolução
CONAMA nº 307 e Lei Federal nº 12.305 de 2010,
que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos;
para segregação e descarte dos resíduos gerados na
obra, que venha a atender o aproveitamento da
maior parte destes resíduos, para reciclagem ou
reuso dos mesmos.
Algumas práticas comumente adotadas são citadas
abaixo:
Caracterizar os tipos de resíduos a serem
gerados, conforme tipologia construtiva
escolhida
(exemplos
de
tipologias
construtivas variam desde tijolo cerâmico, até
steel frame, poliestireno expandido e wood
frame. Cada tipologia gera um tipo e
quantidade diferente de resíduo).
Prever baias de separação dentro do canteiro
reservadas ao acondicionamento final dos
resíduos. Pode-se basear na separação clássica
de resíduos: plástico, papel, metal, papelão,
vidro e orgânicos; ou então incluir baias
específicas conforme tipologia de resíduo
gerado, como por exemplo: madeira, isopor,
entulhos, etc.
Identificar as áreas de coleta de resíduos
corretamente, com placas e sinalização
específica.
Treinar os operários da obra para que recebam
conhecimento específico sobre coleta e
separação de resíduos, para que o trabalho seja
feito de forma eficiente.
Identificar as cooperativas e instituições que
recebem resíduos na sua região e destinar cada
tipo de resíduo para o correto fim. Destinar
para aterro sanitário somente em última
instância.
Práticas como reutilização e reciclagem de materiais
na própria obra ou em ambientes urbanos próximos
e escolha de tipologias construtivas que geram
menos resíduos, ajudam a reduzir a quantidade de
resíduos gerados e reduz o impacto e contaminação
do meio ambiente. Ainda, práticas deste tipo, estão
alinhadas com a nova política de resíduos sólidos a
ser implantada em todos os municípios.
Responsabilidade Social
Não existe sustentabilidade sem formalidade,
legalidade e qualidade. A informalidade se
apresenta com muitas facetas: sonegação de
impostos; desrespeito à legislação ambiental;
desrespeito à legislação trabalhista, entre outras. A
maior responsabilidade social que o projeto deve
possuir está relacionada ao combate a não
conformidade sistemática às normas técnicas
brasileiras. O Conselho Brasileiro de Construção
Sustentável (CBCS) cita o atendimento de 6 passos
contra a informalidade em seu website. Utilize estas
informações como referência para qualquer
contratação de fornecedores em sua obra:
1. Verificar a formalidade.
2. Verificar a existência da licença
ambiental.
3. Verificar o cumprimento das
questões sociais.
4. Examinar a qualidade e normas
técnicas do produto.
5. Consultar o perfil de
responsabilidade socioambiental.
6. Identificar a existência de
propaganda enganosa.
Outras formas de incentivar o comprometimento
com o bem estar e inclusão social dos
colaboradores é criar meios de promover sua
capacidade técnica e econômica, tais como:
educação para gestão de resíduos por meio da
realização de cursos no local da obra ou em local
específico; desenvolvimento pessoal dos operários
por meio de cursos de alfabetização; capacitação
profissional dos empregados por meio da aplicação
de cursos específicos que incentivem sua profissão;
inclusão de trabalhadores locais na obra, gerando
emprego e renda local.
Alguns exemplos de aplicação são citados abaixo,
mas não se limitam a:
 Oficinas, cursos, palestras, campanhas,
dinâmicas sobre o consumo para redução
dos desperdícios dos recursos naturais e
energéticos.
 Simulações da utilização dos
equipamentos oferecidos.
 Visitas a empreendimentos com mesmos
equipamentos e tecnologias sustentáveis.
 Ações para nivelamento das informações
sobre o empreendimento e suas
implicações no meio ambiente.
 Elaboração de material informativo
ou pedagógico (de suporte para a
outra atividade).
 Definição de estratégias de
comunicação com finalidade
educativa, envolvendo a produção
e a divulgação de materiais
relacionados ao tema, como jornais,
cartilhas, textos, murais etc.
 Formação de agentes ou
educadores ambientais.
 Reuniões, fóruns e outros espaços
de discussão para difusão de
conhecimentos sobre
reaproveitamento de materiais e
uso racional dos recursos naturais.
 Apresentação de vídeos, esquetes
teatrais, dinâmicas e outras
atividades, visando a fomentar a
reflexão dos empregados sobre os
impactos da sua atuação no
ambiente.
 Oferta aos trabalhadores de
inscrições em cursos ou seminários
sobre o tema da sustentabilidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A percepção comum é que uma Casa Verde custa mais que uma tradicional. O fato é que com um
orçamento fechado e claro, não existem razões que impossibilitem a construção de uma residência
sustentável pelo mesmo preço, ou até menos que uma tradicional.
Deve-se avaliar o custo do ciclo de vida de um produto, sobre toda a sua vida útil – não só no momento
da compra. Produtos e sistemas verdes pagam por si próprios em alguns anos após a ocupação e uso da
residência. Importante sempre avaliar as melhores estratégias para sua construção, conforme suas
necessidades e projeto. Além disso, todos esses fatores podem economizar significativamente
investimentos financeiros tanto na construção, quanto na operação de residências, durante todos os anos
de operação.
Os benefícios são inúmeros tanto para os ocupantes, como para o meio ambiente. É necessário mudar
uma cultura construtiva, com novas ideias e práticas saudáveis! Um mundo mais sustentável depende de
cada um de nós!
Desenvolvido por Ávila Urbanismo em parceria com a Arquiteta Maria Carolina Fujihara
([email protected]).
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