ENTRE ESPAÇO E MEMÓRIA: A PROBLEMÁTICA DA AMNÉSIA COLETIVA E SÓCIAL EM BELÉM NO PARÁ1. Antonio Sergio de Souza Junior2 (Universidade Federal do Pará) Daniel Lucas Noronha de Senna3 (Universidade do Estado do Pará) 1. Introdução É uma questão não muito comum e um tanto quanto ousada, trabalhar espaço e memória, numa verdadeira intercessão, de fato, entre Geografia e Historia. A bem da verdade, não podemos deixar de falar que o eixo central desta pesquisa é de cunho geográfico, sendo que, o que faz nossa pesquisa existir do ponto de vista real, que é a sua problemática, é a intercessão desta com as demais ciências sociais, em especial a historia. Há muito que não se compreendia o porque de alguns fatos políticos serem tão palidamente rememorados, e compreenda aí comemorados, em detrimento de outros, além do fato da inexistência de uma resposta apurada sobre fatos importantes para uma sociedade, como a Revolução Cabana, no Pará e sua ausência da memória coletiva. No percurso realizado nos anos de graduação pudemos realizar leituras que, para um geógrafo comum, não pareciam muito fazer parte do ‘devir geográfico’ ou do ‘geógrafo’, como muitas vezes fora taxado por buscar em outras fontes, também, a explicação para situações pertinentes no presente que tem sua raiz no passado distante o que leva a crer na tese da longa duração de Braudel, e que portanto corroboraram de maneira decisiva para o estado sócio-economico da maior parte do povo não somente da capital, e sim também de todo Estado do Pará, no presente, como uma herança do passado. 1 Artigo produzido com base em Monografia apresentada para a conclusão do curso de Bacharel em Geografia na Universidade Federal do Pará, onde se discute a ausência da memória coletiva sobre a Revolução Cabana, em Belém, e sugeriu-se como resultado os Espaços da Memória, para o resgate da mesma. Trabalho orientado pelo Profº MSc Giovane Mota, do Departamento de Geografia da UFPa, e com sugestões, e também porque não orientações da Profª Drª. Magda Ricci, particularmente nos temas de memória e sobre as leituras da Revolução Cabana. 2 Bacharel em Geografia pela UFPa, e pós-graduando em Arquitetura, na mesma Universidade. 3 Licenciado em Ciências da Religião pela UEPA (Universidade do Estado do Pará) e pós-graduando em Educação, na mesma Universidade. Desse modo buscou-se, primeiro compreender o que deflagrou tal situação e como denominá-la, ou se já existia um conceito que enquadrasse o problema, para que então, após identifica-lo denomina-lo de maneira coerente. E acabamos compreendendo que sim, que houve um esquecimento ‘forjado’ por uma classe. A situação existente, portanto, como já foi citado é a de uma verdadeira amnésia coletiva ou social, como detalharemos mais adiante, definição sugerida por Jaques Le Goff, situação essa que pode tanto ser espontânea como pode ser forjada, bem como a amnésia do individuo, sendo que esta amnésia coletiva é construída pelos que contam a historia, a seu bel prazer, no que Ângela Faggin Leite, numa linguagem bastante miltoniana, denomina ser o potencial regulador, que trata de ‘selecionar’ os fatos que podem ou não lhes satisfazer, mesmo que estejam assassinando a memória coletiva de uma sociedade. Desse modo buscou-se através da geografia propor um conceito ou categoria social que pudesse abarcar as perspectivas da necessidade de superar a amnésia coletiva pelo espaço. Dialogando com todos estes conceitos e categorias sócio-espaciais, propõe-se por fim o conceito ou categoria social a qual denomina-se Espaços da Memória, que são um conjunto de objetos, de um dado sitio, que são prenhes de historia, segundo Milton Santos, e que podem constituir espaços que auxiliem no encontro do homem desta sociedade, com seu passado pelos objetos que se encontram no espaço da memória. 2. A amnésia coletiva da Cabanagem em Belém: O fruto amargo do potencial regulador. Desde que se escreve a primeira obra sobre o movimento cabano, que não era compreendido como Revolução, a visão que predominava da leitura sobre a mesma, não era como se entende hoje. Como bem caracteriza o seu primeiro autor, Domingos Antonio Raiol, que marca no título da obra sua visão sobre o movimento. Um movimento de bandidos, um mero motim, denominando a primeira literatura deste como Motins Políticos, ainda segundo o mesmo. Ora é inevitável a importância dos cinco volumes, que depois condensaram-se em três, de Raiol, sobre a Cabanagem, e não cabe críticas sobre sua visão, pois era o reflexo possivelmente de sua casta social. O sentido dado por esse autor funda-se possivelmente na sua classe de origem e mesmo no fato de seu pai ter morrido em ‘luta’ contra os cabanos em Vigia. Talvez o mais importante sobre a visão do autor é perceber um fato histórico nesses escritos. Essa obra marca não somente o inicio da interpretação do Movimento Cabano como também o inicio de sua degeneração, como significado coletivo e, mais ainda, marca possivelmente o declínio do mesmo como sentido de luta popular pelo reconhecimento de seu status de independente de Portugal, levando o mesmo ao sentido pejorativo de motim realizado por rebeldes sem causa, bandidos e desordeiros, o que de fato não parece ser real. Essa visão literária marca não somente o pensamento do autor sobre a cabanagem e sim também de todo o Estado ‘luso-brasileiro’ que era o mesmo que dominava o cenário político, da grande província do Grão Pará, antes da revolução, e que permanecera no controle da província agora do império brasileiro. Além da barbárie praticada com os homens da terra que lutavam apenas pelo reconhecimento do fato social que era a independência, iniciaram um processo de morte da história, ou melhor de extermínio da historia social, apagando da memória coletiva uma pagina importante diríamos não somente da sociedade da Amazônia mas do Brasil. A ação de excluir da memória popular a sua historia é uma ação inevitável das elites dominantes no Pará. Sobre essa ação de forjar o esquecimento da cabanagem como luta social popular, se utilizando de Faggin Leite(2005), Sergio Junior(2006), afirma que o potencial regulador: Que através dos juízos, construções, eliminações ou censuras do existente(principalmente estas), afirmam-se na perspectiva do real, o que ela denomina de “horizonte normativo”, que seleciona, as praticas e até mesmo a memória coletiva de uma sociedade, onde mesmo este não sendo expressamente imposto, revela a estrutura de um espaço que é compartilhado por uma sociedade. (2006, p. 49) Ou seja, primeiro selecionasse os fatos “importantes”, para o grupo que dominava o cenário político na Grande província do Grão Pará. A partir de então, os que pensam a sociedade divulgam a idéia de que o movimento é um simples motim e que é sem fundamento, sendo portanto sem importância pra sociedade, sem relevância pra construção do Estado-territorial, que estava surgindo, que não era um Estado-Nacional como os que se organizaram na Europa, como se refere Antonio Carlos Moraes(2002) e sim baseado no território e, na sua exploração somente, outro fato importante era a ausência da unidade de raça para a construção de uma nação nos moldes das nações européias e o substrato da união deste estado seria então o material, o espaço. Dessa maneira a sociedade, de um modo geral começa a aceitar esta mensagem como verdadeira e assimila a mesma como se fosse o fato, legando a Cabanagem o esquecimento do maior movimento político da Amazônia, quiçá do Brasil. O fato da existência deste processo de esquecimento da memória da Cabanagem desde o fim do movimento que acreditamos ser revolução, concordando com Pasquale Di Paolo(1990), até os dias de hoje, pode se perceber no decurso da análise e do entendimento do significado da mesma como motim que durou por mais de um século, até mesmo durante as comemorações do seu primeiro centenário, no ano de 1936, onde ainda dominava o sentido de motim pois nessas comemorações não se definiu muito bem a quem homenageava, ou o rumo das comemorações, se somente aos vencedores da mesma ou se aos homens das cabanas se devia reverências, pois, o dia comemorado era o treze de maio, dia da tomada de Belém pelo general Andréa mas também, homenageava-se o grande líder cabano, Eduardo Angelim com um retrato do mesmo inaugurado no Instituto Histórico e Geográfico do Pará, que se localiza até hoje no antigo solar de propriedade do Barão de Guajará, Domingos Antonio Raiol, o primeiro escritor da Cabanagem, e seu critico ferrenho. Sem contar o lançamento de um selo comemorativo ao centenário da cabanagem, com a imagem de um índio atirando no sol que está se pondo, e um outro lançamento polêmico de duas obras literárias de um mesmo autor, Jorge Hurley(1936 e 1936), ambíguas diríamos, pois representaram e representam até hoje, muito bem, o momento histórico vivido da dubiedade das ‘homenagens’ e da busca do resgate dessa historia. Numa obra ele relata a Cabanagem retratando a “altivez do grande general Andréa” e na outra busca, como ele mesmo diz, a “redenção” do caráter excluído dos cabanos, vistos, até então como marginais. Apesar do sensível esforço realizado na obra literária de “redenção” do caráter cabano, Jorge Hurley, em sua finalidade, não conseguiu reconduzir ao que acredita-se ser o real sentido da cabanagem, não mudando então seu significado e sentido no seio da sociedade. Mas podemos arriscar a dizer que, mesmo não tendo transformado o significado e o sentido da mesma, este fora o primeiro momento em que se pode constatar a verdadeira amnésia social em que o Movimento Cabano se encontrava. A prova disso foi a pouca repercussão da visão positiva dos cabanos, pois o censo comum, e mesmo a elite já havia assimilado por um século a idéia do cabano como um bandido. Souza Júnior(2006), assim se refere aos fatos acima analisados: É um fato comprovado que a historiografia desta maneira dominou por mais de um século até ganhar, novos “sentidos e significados”, e chegar aos fins do século XX, compreendida como revolução. Durante o período que se estende desde as primeiras obras sobre o movimento, passando pelas obras do momento das comemorações do centenário da mesma junto com as comemorações da derrota deste movimento, até os nossos dias, a ação do “potencial regulador”, da sociedade, [...] resultou no esquecimento de um dos maiores movimentos populares do Brasil e da América, um esquecimento provocado não pela maioria da sociedade, mas por quem pensava e realizava as censuras sobre o que devia ou não estar nas paginas da memória coletiva da sociedade, ou seja o grupo que saiu como o vencedor da historia, retirando da memória coletiva um episodio fundamental para a construção da nacionalidade brasileira, e de uma sociedade amazônica de fato, mesmo sendo derrotada. (2006, p.49) Somente a partir da década de 80 e 90, buscou-se reavaliar o significado da mesma como movimento social e concluiu-se que este fora revolução, pelo menos nas análises dos principais expoentes destas análises que buscam compreender a mesma como revolução, que foram Pasquale Di Paolo e Vicente Salles. Entende-la como esta deveria, já a muito, ser compreendida, seria inevitável. Resgatar os sentidos e os significados da Revolução da Amazônia fora um labor, um tanto quanto prazeroso, difícil pela escassez de fontes ou dados, ou mesmo de estrutura, sendo que concordamos com o fato da mesma ser revolução. Cabe agora analisar o problema identificado resultado do processo de exclusão da memória coletiva ou social, através da ação do potencial regulador, já analisado. O problema que norteia a pesquisa é justamente a amnésia gerada no bojo da ação do potencial regulador. Mas o que é amnésia social? Souza Junior(2006), em sua monografia, afirma que a perda da memória coletiva social se dá: como um fruto voluntário ou involuntário, o que no caso da cabanagem foi uma construção da elite, a visão desgeneradora da cabanagem, que resultou no seu quase completo esquecimento, ou seja uma perda involuntária, manipulada dessa memória da revolução, através desse processo de perda de memória, que se pode enquadrar no conceito [...] do potencial regulador. (2006, p. 48 e 49) Sendo, portanto, a: amnésia social involuntária”, [...] esquecimento (ou a ausência), de memória, sem que tenha sido uma escolha voluntária da sociedade como um todo, em conjunto, mas que no entanto pode vir a ser resgatado[...] (SOUZA JR, 2006, p.45). Ou seja, o resultado da ação do potencial regulador que gera também esquecimento de parte da historia coletiva, acaba por gerar uma amnésia forjada, o que Le Goff(2004) denomina de involuntária, sendo portanto a amnésia coletiva um esquecimento de parte ou de toda memória social, que pode mesmo variar de sociedade pra sociedade. Identificado o problema, buscou-se teorizar na Geografia, uma proposta para viabilizar, ao menos uma solução para esta problemática. E é o que será debatido com mais precisão no tópico seguinte. 3.“Os espaços da Memória” como categoria social. Como já foi comentado, buscou-se uma proposta para a saída do problema do esquecimento da memória social da Cabanagem. Como geógrafo, seria inevitável utilizar o pensamento de Milton Santos, em toda sua extensa produção, sobre o espaço geográfico e as formas/objetos produzidos pelo agente de modificação do espaço geográfico ao longo da Historia, do processo. Souza Júnior(2006), sobre o tema afirma que: se o espaço é um indissociável sistemas de objetos e de ações, ao longo do tempo, em diferentes estruturas sócio-espaciais, tornando-se ao longo do processo a materialização da historia, cada instante ou acontecimento, acontece e interfere no espaço, deixando suas marcas numa simbiose perfeita entre o espaço, através dos objetos e as ações, os eventos, os acontecimentos. (2006, p.49) Desse modo, acreditando que “todo evento é um instante do tempo num ponto do espaço”, como afirma, Eddington4 apud Santos (2004, p. 144) e que “os eventos são, 4 EDDINGTON, S. A. Space, Time and Gravitation, an Outline of the General Relativity Theory. Cambridge: Cambridge Univerty Press, 1968. todos, presentes, acontecendo em um dado instante, sendo uma fração do tempo”, que eles, os eventos, qualificam, em um ponto do espaço e que por fim, torna as formas/objetos prenhes de historia e memória, como afirma Souza Jr.(2006), e reforçando, ainda segundo o mesmo autor: o espaço que, sofrendo intervenção da sociedade torna-se geográfico, sendo nele, a materialização da historia, pelos objetos, no espaço e neles, [...] o que é um dos pontos axiais do pensamento de Milton Santos, resultando na sua teoria do “sistema de objetos e sistemas de ações”(2006, p.45) Ora o fato de o espaço, através das formas/objetos serem prenhes de historia, cria a possibilidade para o proposto maior desta obra. De que é possível resgatar a amnésia social e/ou coletiva, nos espaços de acontecimentos como o proposto na monografia de Souza Junior(2006), onde este estuda especificamente a Cabanagem, esquecida e de memória social quase morta mas que, aconteceu não somente no sitio da capital bem como em todo a Amazônia, legando ao Espaço Geográfico e a todos os objetos do mesmo período, Historia e por fim memória. O que leva a seguinte proposição de que, por estar o espaço sendo utilizado constantemente pelo homem em sociedade ao logo do processo, este modificando a estrutura social ao longo do tempo, o que exige alterações nas formas/objetos pela mutação do processo, das funções ações do mesmo condizentes com a organização da estrutura social em vários momentos, as formas/objetos com determinada carga de memória social, por serem não somente o lócus da realização da sociedade e sim tornam-se parte da mesma, dando vida aos objetos, e mesmo depois de abandonado estes não podem negar a existência de um passado social, desse modo pode-se propor que estas formas/objetos, em conjunto podem oferecer, sob analise profunda, uma possibilidade de realização de um encontro do passado com o presente. Conduzindo a grande parte da sociedade ao encontro com que deveria a muito ser encarado como parte de sua memória, e História, e o é de fato, constituindo assim o que se afirma ser os Espaços da Memória, aqui proposto. 4.Conclusão Não se pretende aludir a uma espécie de salvação da memória social Cabana, pelos espaços, ou mesmo atribuir a esta proposta um caráter heróico e redentor de ser a panacéia para uma socialização ou re-socialização da historia da revolução, nas formas/objetos no espaço, mas será inevitável o impulso que será dado nesse sentido dessa socialização da memória da Cabanagem pelo espaço, sendo esta teoria projetada para a pratica, ou seja colocada em realização. O potencial regulador, exposto por Faggin (2005) e aqui citado, ocorreu na Amazônia, como ocorre no mundo todo. E aqui na região, num caso especial em Belém a capital regional da Amazônia, este potencial regulador serviu como um alicerce das elites num processo de construção da degeneração da grandeza da Revolução da Cabanagem, um movimento eminentemente popular, portanto, integrado a historia social da Amazônia, provando-nos a historia, que no decorrer do processo de analise das varias visões e significados, na busca de sentido para a Cabanagem até ser entendida como revolução, este mecanismo regulador tratou em tira-la das paginas da historia, fazendo com que esta encontre-se numa condição de amnésia social, em pleno século XXI. Pautada nestes fatos o trabalho, acreditando neste movimento social, como revolução, utiliza a construção de Milton Santos (2004), onde para ele os eventos, não ganham realidade fora da relação, simbiótica, pode-se dizer, afirmando ainda mais esta relação destes, com os objetos, Caminhando para concluir o pensamento central de nossa pequena obra, cumprindo com o devir cientifico, a proposta tende a colaborar com os sonhos sociais, com os anseios de uma grande massa despossuída da sociedade, teorizando desse modo em consonância com a esperança da liberdade da opressão e da subjugação, através do reforço do mesmo à utopia a qual se refere, Leite(2005), como fundamental para a dissolução dos dispositivos reguladores das estruturas sócio-espaciais de toda a ordem, criadas, impostas ou não por quem pensa a sociedade, realizando uma verdadeira intercessão entre o sonho de mudança e a realidade estratificada. Ora propõe-se então que o espaço ao estar sendo utilizado constantemente pelo homem em sociedade ao logo do processo, este modificando a estrutura social ao longo do tempo, o que exige alterações nas formas/objetos pela mutação do processo, das funções ações do mesmo condizentes com a organização da estrutura social em vários momentos, as formas/objetos com determinada carga de memória social, por serem não somente o lócus da realização da sociedade e sim tornam-se parte da mesma, dando vida aos objetos, e mesmo depois de abandonado estes não podem negar a existência de um passado social, desse modo pode-se propor que estas formas/objetos, em conjunto podem oferecer, sob analise profunda, uma possibilidade de realização de um encontro do passado com o presente. Conduzindo a grande parte da sociedade ao encontro com que deveria a muito ser encarado como parte de sua memória, e História, e o é de fato, constituindo assim o que se afirma ser os Espaços da Memória, aqui proposto. Por fim, os espaços da memória seriam um meio de encontro entre o homem social, e sua memória mediado pela sua produção ao longo do tempo que são as formas/objetos, que constituem estes espaços da memória, que pode ser compreendido como categoria ou conceito nas ciências sociais, para o auxilio no resgate da memória coletiva e/ou social de uma sociedade, com base no espaço e nas suas formas/objetos. 5. Bibliografia BRAUDEL, F. Historia e Ciências Sociais. Lisboa: Editora presença, 1990. DI PAOLO, P. Cabanagem: A Revolução Popular da Amazônia. 3. ed. Belém: CEJUP, 1990 HURLEY, J. Traços cabanos: 13 de maio (1836-1936): escripto sob a luz dos codices da Bibliotheca e Archivo Publico do Pará para commemorar a passagem do 1 Centenario da occup. Belém: Off.Graphicas do Instituto Lauro Sodré, 1936. LE GOFF, J. Historia e Memória. Campinas: Ed.Unicamp, 2003. LEITE, M. A. F. P. Natureza e Cultura: paisagem, objetos e imagens. In: SOUZA, M. A. A. de et al. Território Brasileiro: usos e abusos. 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