O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ONCOLÓGICO
Aline Rose De Azevedo Cruz*
Mainara Carvalho Farias**
Silmara Rodrigues Dos Santos***
RESUMO
A prática do enfermeiro em oncologia evoluiu para a assistência ao cliente e sua família
através da educação, provendo suporte psicossocial, administrando a terapia recomendada,
selecionando e realizando intervenções que diminuam os efeitos colaterais da terapia
proposta, participando da reabilitação e provendo conforto e cuidado. Este estudo tem por
objetivo discutir o papel do enfermeiro na assistência ao paciente oncológico. Trata-se de uma
revisão integrativa de natureza qualitativa. Foram analisados dez artigos científicos indexados
nas bases de dados online publicados no período de 2004 a 2014, utilizando as seguintes
palavras-chaves: Enfermagem oncológica. Assistência de enfermagem. Evidenciou-se que
para prestar essa assistência faz-se necessário uma comunicação efetiva entre profissionais,
clientes/família. Devido à complexidade de cuidados ao paciente com câncer, é
imprescindível que o enfermeiro tenha consciência da necessidade de adquirir conhecimentos
específicos a fim de atuar na implementação de políticas e práticas em saúde que favoreçam
uma assistência qualificada e sistematizada. A Sistematização da Assistência de Enfermagem
(SAE) ao paciente oncológico é um importante instrumento que norteia e viabiliza o trabalho
da equipe de enfermagem. A abordagem da complexidade nesta área de atuação admite o
necessário empenho da equipe de saúde, por meio do trabalho interdisciplinar, para atender às
necessidades de cuidado do cliente e da família. Dessa maneira, ao analisar referenciais
teóricos que fundamentam práticas no desenvolvimento de ações no campo da Enfermagem
Oncológica e ao reconhecer a relevância do papel do enfermeiro na implementação de
políticas e práticas em saúde e ao identificar as fragilidades da assistência do enfermeiro ao
paciente oncológico, podemos suscitar estratégias para superação das mesmas e que
favoreçam uma assistência qualificada e sistematizada.
Palavras-chave: Enfermagem oncológica. Assistência de enfermagem. Sistematização da
assistência de Enfermagem
_________________________
* Bacharel em Enfermagem. e-mail: [email protected]
**Bacharel em Enfermagem.e-mail: [email protected]
***Bacharel em Enfermagem. e-mail: [email protected]
Artigo apresentado a Atualiza como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Enfermagem
Oncológica, sob a orientação do professor Max Lima. Salvador, 2015.
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1 INTRODUÇÃO
O câncer é um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento
desordenado (maligno) de células, que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se
(metástase) para outras regiões do corpo (INCA, 2014).
Esta doença está presente na mudança do perfil de adoecimento da população
brasileira, devido à maior exposição a agentes cancerígenos; ao prolongamento da expectativa
de vida e o envelhecimento populacional; ao aprimoramento dos métodos para se diagnosticar
o câncer; ao aumento no número de óbitos pela doença e a melhoria da qualidade e do registro
da informação (INCA, 2012).
Assim, o câncer, tem se revelado um grave problema de saúde pública, com magnitude
epidemiológica, social e econômica. Dessa maneira, vem sendo instituídas políticas de Saúde,
estratégias de promoção, prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento e cuidados
paliativos, visando à diminuição da mortalidade pela doença no Brasil e cuidados integrais à
saúde.
Nesse sentido, o Ministério da Saúde, institui a Política Nacional para a Prevenção e
Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), através da Portaria nº 874, de 16 de maio de 2013.
Esta é organizada de maneira a possibilitar o provimento contínuo de ações de atenção à
saúde da população mediante a articulação dos distintos pontos de atenção à saúde,
devidamente estruturados por sistemas de apoio, sistemas logísticos, regulação e governança
da rede de atenção à saúde.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2014) foram estimados
para o ano de 2014, no Brasil, 68.800 casos novos de câncer de próstata, 57.120 casos novos
de câncer de mama feminina e 26.000 casos novos de câncer de traquéia, brônquios e pulmão.
Para a região Nordeste, foram estimados, 99.060 casos novos de câncer.
Na perspectiva do enfrentamento dos desafios para a transformação das práticas na
atenção à saúde na ótica do problema do câncer de forma integral, em direção aos princípios
norteadores do SUS criou-se, em 2004, a Rede de Atenção Oncológica (RAO).
Nesse contexto, para o combate ao câncer, é indispensável que se promova a
integração dos diferentes atores da atenção oncológica na formulação de políticas e
desenvolvimento de ações com vistas à mobilização social, à produção de conhecimento e à
assistência à saúde em todo o espectro da linha de cuidados nessa área (VINCENT, 2007).
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A implementação de políticas e programas de controle do câncer implica organização
de linhas de cuidado que perpassem todos os níveis de atenção e modalidades de atendimento,
em um modelo assistencial que articule recursos, garantindo acesso aos serviços e tratamento
necessários (INCA, 2012).
O enfermeiro tem papel legalmente definido, conforme a Lei do exercício profissional
nº 7. 498/86, Art. 11. Entre elas, destacam-se, como funções primordiais do enfermeiro:
participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde e dos planos
assistenciais de saúde; participação em atividades preventivas e educativas, e integração à
equipe de saúde.
O Enfermeiro atua na prevenção primária do câncer, sendo multiplicador das ações
preventivas, através do contato prolongado com o paciente, realizando educação em saúde nas
consultas, e tomando a conduta adequada. Este é o profissional mais habilitado e disponível
para apoiar e orientar o paciente e a família na vivência do processo de doença, tratamento e
reabilitação, afetando definitivamente a sua qualidade de vida futura.
Atua na prevenção secundária, a partir do rastreamento populacional, diagnóstico
precoce conforme dados coletados na anamnese e exame clínico; exames complementares;
orientações e encaminhamentos e no conhecimento de fatores de risco e de lesões primárias.
Camargo e Souza (2003) afirmam que a prática do enfermeiro em oncologia evoluiu
para a assistência ao cliente e sua família através da educação, provendo suporte psicossocial,
administrando a terapia recomendada, selecionando e administrando intervenções que
diminuam os efeitos colaterais da terapia proposta, participando da reabilitação e provendo
conforto e cuidado.
Para uma assistência qualificada, baseada no saber científico e pensamento crítico,
levando a autonomia do cuidado, propõe-se a Sistematização da Assistência de Enfermagem
(SAE).
A Sistematização da Assistência de Enfermagem organiza o trabalho profissional
quanto ao método, pessoal e instrumentos, tornando possível a operacionalização do Processo
de enfermagem (LEOPARDI, 2006, p.54 in GARCIA, 2008).
A Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) nº 358/2009, que dispõe
sobre a SAE e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou
privados, em seu artigo 4º aborda que ao enfermeiro, incumbe a liderança na execução e
avaliação do Processo de Enfermagem, de modo a alcançar os resultados de enfermagem
esperados, cabendo-lhe, privativamente, o diagnóstico de enfermagem acerca das respostas da
pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença,
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bem como a prescrição das ações ou intervenções de enfermagem a serem realizadas, face a
essas respostas.
A escolha deste estudo, o papel do enfermeiro na assistência ao paciente oncológico,
foi motivada pelo interesse em pesquisar sobre o assunto e buscar referenciais teóricos para
embasar práticas no desenvolvimento de ações no campo da Enfermagem Oncológica. Além
disso, justifica-se pela necessidade de reconhecer a importância do papel do enfermeiro na
implementação de políticas e práticas em saúde que favoreçam uma assistência qualificada e
sistematizada.
Dessa maneira, pergunta-se: De que maneira o enfermeiro pode desenvolver seu papel
na assistência de enfermagem ao paciente oncológico?
Sendo assim, este estudo tem por objetivo discutir o papel do enfermeiro na assistência
ao paciente oncológico, e especificamente analisar referenciais teóricos para embasar práticas
no desenvolvimento de ações no campo da Enfermagem Oncológica; reconhecer a
importância do papel do enfermeiro na implementação de políticas e práticas em saúde que
favoreçam uma assistência qualificada e sistematizada e por fim, identificar as fragilidades da
assistência do enfermeiro ao paciente oncológico.
2 METODOLOGIA
Para o desenvolvimento deste estudo, optou-se pelo método de pesquisa revisão
integrativa que consiste na análise ampla da literatura, tendo em vista discussões sobre
métodos, resultados e conclusões gerais de uma área particular de estudo, bem como refletir
sobre realização de pesquisas futuras (MENDES, et al 2008).
A abordagem citada baseia-se em estabelecer a pergunta da revisão; selecionar a
amostra a ser revista; categorização dos estudos; avaliação dos estudos; interpretação dos
resultados e apresentação da revisão ou síntese do conhecimento.
O estudo possui natureza qualitativa que de acordo com Richardson e Peres (1999)
podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas
variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais,
contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de
profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos.
Desta forma, este estudo tem a intenção de discutir o papel do enfermeiro na
assistência ao paciente oncológico de acordo com as publicações científicas no período de dez
anos (2004-2014).
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Para a seleção dos artigos utilizaram-se as bases de dados Scientific Electronic Library
Online (SciELO) e Literatura Latino Americana e do Caribe de Informação em Ciências da
Saúde (LILACS) por meio das seguintes palavras-chave: “enfermagem oncológica”,
“assistência de enfermagem”.
Assim, foram adotados os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados no
período de 2004–2014; escritos em português; disponibilizados na íntegra e online e que
contenha em seu resumo o tema proposto neste estudo. E como critérios de exclusão
utilizados: estudos não científicos; pesquisas não disponibilizadas na íntegra; artigos não
vinculados diretamente com o tema desta revisão e aqueles com publicação anterior a 2004.
Portanto, foram encontradas vinte e uma referências, contudo somente dez se
enquadravam nos critérios de inclusão estabelecidos para este estudo.
Para análise, procedeu-se após a busca na base de dados, a análise dos artigos por
meio da leitura dos resumos e posteriormente foi elaborada o quadro 1 (Apêndice A) com
descritores dos artigos pesquisados, a partir das seguintes etapas: pré-análise, exploração do
material, tratamento e interpretação dos resultados.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A enfermagem é a ciência e a arte de cuidar dos seres humanos em suas necessidades
humanas básicas, devendo o cuidar/cuidado ser uma experiência vivida por meio de uma
inter-relação pessoa com pessoa, lembrando que tão importante quanto o cuidar, é estarmos
atentos aos efeitos que o cuidado produz nos pacientes (GARGIULO et al, 2007).
O atendimento ao paciente oncológico é complexo em função de características
peculiares do adoecimento, requerendo do enfermeiro responsabilidades que lhe são
privativas, competências e conhecimentos técnicos-científicos, além de habilidades no
relacionamento interpessoal (NASCIMENTO et al, 2012).
Isso é corroborado por Silva e Cruz (2011) quando afirmam que assistir ao paciente
com câncer vai além de uma prescrição de cuidados: envolve acompanhar sua trajetória e de
sua família, desde os procedimentos diagnósticos, tratamento, remissão, reabilitação,
possibilidade de recidiva e fase final da doença, ou seja, vivenciando situações do momento
do diagnóstico à terminalidade.
Nesse contexto, a partir do exposto nos artigos analisados, a equipe de enfermagem é a
equipe de profissionais que permanece o maior tempo prestando cuidados aos clientes no final
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da vida e para prestar esse cuidado faz-se necessário uma comunicação efetiva entre
profissionais, clientes/família.
Segundo Gargiulo e outros (2007) a família do cliente com câncer merece apoio e
cuidados especiais por parte dos enfermeiros, pois é ela que dá o suporte para enfrentar as
diferentes crises da vida, as rupturas emocionais, conflitos, exigências bem como afirmar,
proteger e definir padrões de comportamento, valores e crenças.
Sob esta perspectiva, Silva e Cruz (2011), afirmam através de sua obra, que ao
considerar o paciente em todas as suas peculiaridades, a enfermagem participa do processo de
adoecer e morrer dessas pessoas, cuidadas muitas vezes por seus familiares, em que ambos
(paciente e família) podem requerer, a um só tempo, atenção e cuidado, dando uma ideia da
dimensão dessa assistência.
As práticas de cuidado prestadas pelas famílias baseiam-se nas experiências vividas
pelas pessoas da família ao longo da vida, e estão ligadas aos costumes, valores, hábitos,
sofrendo influência e influenciando o contexto sociocultural a partir da construção de uma
rede social (ZILLMER; SCHWARTZ; MUNIZ, 2012).
Dessa maneira, os autores ainda sinalizam nos textos que é relevante que a
enfermagem considere o contexto das práticas de cuidado, devido ao vínculo cultural e às
interações que as pessoas estabelecem ao longo do tempo com os ambientes, para realizar o
cuidado.
Assim, faz-se necessário, refletir junto à família, o seu papel na assistência do familiar,
pois além de contribuir para a elaboração de estratégias por parte dos enfermeiros, melhora o
gerenciamento do cuidado de enfermagem, tendo em vista as dificuldades e/ou demandas dos
familiares junto a estes clientes.
Compreender como a doença oncológica mobiliza toda a dinâmica familiar faz com
que a equipe de enfermagem, em especial a enfermeira, ao direcionar e planejar a assistência,
possa fazê-lo de uma maneira mais abrangente, porém individualizada, de qualidade, e que
contribua para um melhor enfrentamento da doença (SILVA; CRUZ, 2011).
No entanto, ao analisar os artigos, ficou evidente que existem alguns entraves na
relação entre profissionais-clientes-família principalmente por conta do desgaste físico e
emocional, que estão direcionados a falta de comunicação entre eles e até entre os próprios
profissionais, mau humor e não empatia da equipe de enfermagem em alguns momentos,
conforme refere Silva et al (2012a).
Assim, conforme Nascimento, et al (2012) a interação da família, cuidadores, paciente
e profissional, transformam essa organização em agentes ativos no tratamento do paciente.
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Essa participação ativa oferece suporte e ajuda para entender e aceitar o processo de
adoecimento e seus medos, desmistificando ou fortalecendo crenças e valores culturais.
Referendando esta idéia, o artigo de Silva e Cruz (2011) afirma que nessa relação, a
comunicação favorece a interação social e pode contribuir para uma maior compreensão e
colaboração no tratamento, pois é um instrumento importante na construção da representação
social, mediante o processo de interação que promove no grupo social.
Outro aspecto que merece atenção é a questão do atendimento as necessidades
emocionais dos pacientes e seus familiares.
Levando em consideração o vínculo demonstrado entre o cliente com sua família, o
enfermeiro deve conseguir identificar as reais necessidades do cliente durante a fase de
diagnóstico de enfermagem, através da escuta, dedicação, interesse sobre os indivíduos como
seres holísticos e providos de individualidades, crenças e valores culturais. Desta forma seria
mantida uma prática humanizada utilizando a comunicação cliente-enfermeiro- família numa
relação de ajuda e confiança mútua, como um meio de informação e um recurso terapêutico
da enfermagem (NASCIMENTO ET AL, 2012).
Na maior parte dos artigos analisados, houve a discussão da inserção da família e/ou
cuidadores e do cliente portador de câncer nas práticas de saúde, seja desde uma simples
escuta até práticas educativas, avaliativas e de orientação. Por isso, é essencial que o
enfermeiro proporcione a troca e a interação de conhecimentos a respeito da doença,
tratamento com o paciente e família.
Vale salientar que, estar ciente da importância do seu papel assistencial/educativo
permitirá que o enfermeiro planeje a assistência de enfermagem mais condizente à realidade
deste paciente/família, aceitando-os como uma unidade indissociável, que requer escuta,
comprometimento, autonomia, liberdade, como cidadãos, independente da fase da vida em
que se encontrem, pois se a doença e a saúde lhe conferem direitos, a proximidade da morte
não os remove (SILVA; CRUZ, 2011).
No entanto, é possível assegurar que, os maiores obstáculos encontrados na assistência
do enfermeiro ao paciente oncológico, está diretamente ligado às deficiências na sua
formação, pois na graduação o conteúdo ministrado é abordado de forma precária e
insuficiente para qualificar o profissional a atender a esta demanda.
Nesse sentido, Silva e outros (2012b) abordam que a atitude natural dos enfermeiros é
de despreparo para o cuidado dos pacientes com câncer porque se sentem desprovidos de
conhecimentos específicos da área. Mesmo havendo uma proposta para os conteúdos de
oncologia fazerem parte da grade curricular dos cursos de Graduação em Enfermagem, ainda
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pouco se discute sobre a singularidade e peculiaridade da atenção oncológica, além de ser
pouco considerada a dificuldade dos discentes em lidar com as questões existenciais advindas
da sua experiência ao cuidar de pacientes com câncer.
Assim, o ensino da oncologia nos cursos de graduação em Enfermagem além de
abordar os aspectos biomédicos, deveria incorporar os aspectos subjetivos do cuidado no
processo de morrer, atenção às famílias, questões sobre autoimagem, aspectos éticos no final
da vida, entre outros, e aqueles relacionados à atenção ao profissional que cuida desses
pacientes, conforme afirma Silva e Cruz (2011).
Entretanto, de acordo com Gutiérrez, et al (2009), também já se pode analisar que a
conformação curricular, com o tempo de permanência do estudante na instituição de ensino
quase que totalmente ocupado com as atividades curriculares obrigatórias, limita a
possibilidade de participação e desenvolvimento de projetos vinculados ao desejo individual
de construção de competências profissionais específicas, no caso, competências e habilidades
na enfermagem em oncologia.
De acordo com Amador et al (2011) vale salientar que as Diretrizes Curriculares
Nacionais para os cursos de graduação em Enfermagem pregam a formação do enfermeiro
generalista. Todavia, o perfil epidemiológico nacional e mundial deve ser observado, e as
devidas adaptações curriculares feitas para que a formação atenda às realidades específicas.
Diante disso, a análise dos artigos, demonstra que a fragmentação dos conteúdos
ensinados, desvinculados do processo de trabalho, dificulta a formação do enfermeiro críticoreflexivo, e o conhecimento científico continua desvinculado do mundo prático. O que se
almeja é a formação de enfermeiros com uma perspectiva problematizadora e contextualizada
da realidade, em um determinado contexto histórico e social, para que eles sejam capazes de
recriar suas ações, desvelar as situações limites e desafiadoras e promover uma atenção
integral, humanizada e resolutiva para as pessoas com diagnóstico de câncer.
Nessa perspectiva, o desafio é que o enfermeiro aprenda a aprender, transformando o
conhecimento em conduta humana relevante ao seu exercício profissional (AMADOR, et al,
2011).
Dessa maneira, percebe-se que os artigos analisados abordam enfaticamente a real
necessidade de ampliar o referido tema na graduação, a fim de garantir uma formação
integral, humana e qualificada aos seus clientes.
Devido à complexidade de cuidados ao paciente com câncer, é imprescindível que o
enfermeiro tenha consciência da necessidade de adquirir conhecimentos específicos a fim de
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atuar na implementação de políticas e práticas em saúde que favoreçam uma assistência
qualificada e sistematizada.
Para tanto, Silva, et al, (2012b), relata que a formação na área oncológica deve
promover o conhecimento específico e a competência profissional adequada as práticas de
trabalho, em toda a sua amplitude, sempre com base nas melhores evidências científicas
existentes, apoiadas por um sólido julgamento clínico-epidemiológico e
seus princípios
éticos.
Faz-se necessário então, garantir o exercício da especialidade, assegurar a qualidade
da assistência, promover intercâmbios entre os especialistas enfermeiros e equipe
multiprofissional, incentivar e aprimorar as pesquisas, retomar o movimento de consolidação
dos conteúdos de oncologia em diferentes níveis de formação superior, incentivando a
participação de enfermeiros especialistas na Sociedade Brasileira de Enfermagem Oncológica
(SBEO), construindo diretrizes capazes de nortear o planejamento da Educação Permanente
da Enfermagem em Oncologia (GUTIÉRREZ, et al, 2009).
Neste ínterim, Silva e outros (2012b) abordam que a responsabilidade individual do
enfermeiro pelo seu desenvolvimento profissional, assim como das instituições de ensino e de
serviço na formação e capacitação permanente desses profissionais, fornece subsídios para
lidar, com competência, com as diferentes dimensões que envolvem o cuidado a pacientes
com câncer e sua família.
Segundo Nascimento e outros (2012) o enfermeiro pode fazer uso de ferramentas,
como o Processo de Enfermagem (PE), que é considerado uma maneira de organizar ou
sistematizar a assistência prestada ao indivíduo, focalizando o holismo e a interação da
equipe-cliente-família.
Ainda para os autores do artigo analisado, a Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE) ao paciente oncológico, através do PE, é um importante instrumento que
norteia e viabiliza o trabalho da equipe de enfermagem, pois, sua implementação, pode refletir
na melhoria da qualidade dos cuidados prestados, além de possibilitar autonomia e
reconhecimento da profissão.
A SAE compreende a forma como o trabalho da enfermagem é organizado, de acordo
com o método científico e o referencial teórico, de modo que seja possível o melhor
atendimento das necessidades de cuidado do indivíduo, família e comunidade pela aplicação
das fases que compõem o processo de enfermagem, sendo elas: histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e avaliação (SILVA; MOREIRA,
2011).
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Então, definir o tipo de cuidado a ser dispensado ao paciente requer do enfermeiro a
utilização do PE, objetivando implementá-lo de forma mais integrada, envolvendo também a
família, de modo a planejar e executar a assistência alcançando as possíveis e reais
necessidades do indivíduo (SILVA; CRUZ, 2011).
A abordagem da complexidade nesta área de atuação admite o necessário empenho da
equipe de saúde, por meio do trabalho interdisciplinar, para atender às necessidades de
cuidado do cliente e da família dentro das possibilidades, diante das incertezas, diversidades e
imprevisibilidades que demarcam a realidade complexa, mediante a instabilidade do quadro
clínico do cliente e a proximidade da morte (SILVA; MOREIRA, 2011).
No entanto, parte dos artigos analisados, aborda que a visão dos enfermeiros sobre a
SAE esteve relacionada a algo difícil e complexo, dependente de múltiplos fatores, desde os
estruturais, aos relacionados com o compromisso de todas as pessoas envolvidas no processo.
Porém, visualizam a SAE como algo exequível e favorável à profissão no que tange à
autonomia, sendo necessário o comprometimento de toda a equipe.
Os artigos sinalizam ainda como principal estratégia para implantação da SAE a
capacitação da equipe em relação à fundamentação teórica e preparo para a tomada de decisão
frente à complexidade da área.
O conhecimento e a experiência, também são estratégias muito utilizadas pela
enfermagem para o alcance de uma assistência de qualidade. O saber originado no cotidiano
da prática associado ao suporte teórico sinaliza a necessidade de resolução das limitações,
propiciando
um
cuidado,
melhor
fundamentado.
A
busca
do
aprendizado,
do
autoconhecimento e da interação com a equipe multiprofissional, são fatores que contribuirão
essencialmente neste processo (GARGIULO, et al, 2007).
4 CONCLUSÃO
O cuidar é a essência da Enfermagem, e para que esta atividade seja bem
desempenhada, faz-se necessário compreender o paciente oncológico em todas as suas
dimensões, sejam elas individuais ou coletivas, a fim de garantir uma atuação humana,
holística e sistematizada.
Portanto, reconhecer e apoiar a família do paciente com câncer no contexto das
práticas de cuidado é fundamental, pois contribuirá no enfrentamento da doença, no
gerenciamento do cuidado, e no atendimento as reais necessidades dessa clientela.
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Ao analisar os artigos, percebeu-se que a comunicação entre profissional-clientefamília favorece a assistência prestada pelo enfermeiro e desencadeia uma relação de
confiança e vínculo, que é estabelecida através do acolhimento, da escuta do outro, interesse
pelo seu problema, respeitando crenças e valores culturais e proporcionando a troca e a
interação de conhecimentos a respeito da doença, tratamento com o paciente e família.
Podemos perceber ainda, que existem lacunas na formação do enfermeiro na área de
Oncologia, visto que durante a Graduação, não há uma abordagem adequada dessa área tão
complexa, assim, é necessário que as Instituições de Ensino Superior possam ampliar seus
currículos na medida em que surge a necessidade de atender a essa realidade, para que o
enfermeiro tenha uma formação crítica-reflexiva e problematizadora a fim de prestar uma
assistência qualificada.
Ainda nessa perspectiva, para atender as demandas específicas dessa área do
conhecimento, constatou-se que o enfermeiro deve estar em permanente atualização,
buscando conhecimento científico e competência adequados a assistência do paciente
oncológico.
Verificou-se a viabilidade da SAE ao paciente oncológico, visto que é um instrumento
que qualifica a assistência prestada pela equipe de Enfermagem e garante autonomia e
reconhecimento a profissão.
Com a finalidade de implementar práticas que garantam um cuidado integral, humano
e de qualidade ao paciente oncológico, reconhece-se a necessidade do envolvimento e
responsabilização de toda a equipe de saúde.
Dessa maneira, ao analisar referenciais teóricos que fundamentam práticas no
desenvolvimento de ações no campo da Enfermagem Oncológica e ao reconhecer a relevância
do papel do enfermeiro na efetivação de políticas e práticas em saúde e ao identificar as
fragilidades da assistência do enfermeiro ao paciente oncológico, pode-se suscitar estratégias
para superação das mesmas, favorecendo uma assistência qualificada e sistematizada.
Por fim, é de extrema importância que outros estudos sejam realizados, pois este
trabalho não encerra as discussões, já que o conhecimento científico nunca se esgota, e requer
sempre renovações e a novas perspectivas.
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NURSES 'ROLE IN PATIENT CARE ONCOLOGICAL
ABSTRACT
The nurse's practice in oncology has evolved to customer support and your family through
education, providing psychosocial support, administering the recommended therapy, selecting
and making interventions that reduce the side effects of the proposed therapy, participating in
rehabilitation and providing comfort and care. This study aims to discuss the role of nurses in
the care of cancer patients. This is an integrative review of qualitative nature. We analyzed ten
scientific articles indexed in online databases published from 2004 to 2014, using the
following key words: oncology nursing. Nursing care. It was evident that to provide such
assistance effective communication is necessary between professionals, clients / family. Due
to the complexity of care for patients with cancer, it is imperative that nurses be aware of the
need to acquire specific knowledge in order to act in the implementation of policies and health
practices that favor a skilled and systematic assistance. The Systematization of Nursing
Assistance (SAE) to cancer patients is an important tool that guides and facilitates the work of
the nursing staff. The approach of complexity in this area of operation admits the necessary
commitment of the health team, through interdisciplinary work to meet customer care and
family needs. Thus, when analyzing theoretical frameworks that underlie practices in
developing actions in the field of Oncology Nursing and recognizing the importance of the
nurse's role in implementing policies and health practices and to identify weaknesses of
nursing care to cancer patients, we can raising strategies to overcome them and to encourage a
skilled and systematic assistance.
Keywords: Oncology Nursing. Nursing care. Systematization of nursing care
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NASCIMENTO, Luzia Kelly Alves da Silva et al. Sistematização da assistência de
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SILVA, Rita de Cássia Velozo da ; CRUZ, Enêde Andrade da. Planejamento da assistência de
enfermagem ao paciente com câncer: reflexão teórica sobre as dimensões sociais. Esc. Anna
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VINCENT, Simone Paes. Educação permanente: componente estratégico para a
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ZILLMER, Juliana Graciela Vestena; SCHWARTZ, Eda; MUNIZ, Rosani Manfrin. O olhar
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enferm. USP, v.46, n.6, p.1371-1378, Dez 2012. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em:
22 mai. 2015.
APÊNDICE A – QUADRO 1: ARTIGOS ANALISADOS NO ESTUDO
Quadro 1: Artigos analisados no estudo
Título dos artigos Autor/Ano Periódico
de
Publicação
Análise do cuidado Silva,
Texto
de enfermagem e Marcelle
contexto da participação dos Miranda da enferm.
familiares
na et al. / Set
atenção
paliativa 2012
oncológica
Planejamento da
assistência
de
enfermagem
ao
paciente
com
câncer: reflexão
teórica sobre as
dimensões sociais
Concepção
dos
enfermeiros acerca
da capacitação no
cuidado à criança
com câncer.
Objetivo
Analisar, por meio da visão
dos familiares, o cuidado de
enfermagem
prestado
ao
cliente acometido por câncer
avançado, no período da
internação hospitalar, numa
unidade
especializada
na
atenção paliativa oncológica,
bem como a sua participação
neste cuidado
Silva, Rita Esc.
Fornecer uma contribuição à
de Cássia Anna
categoria, no sentido de
Velozo da; Nery
subsidiar discussões sobre o
Cruz, Enêde
tema, visto que, ao planejar a
Andrade
assistência,
a
enfermeira
da /
Mar
determina prioridades, define
2011
intervenções, para organizar e
orientar as ações assistenciais
de sua equipe com vistas aos
resultados pretendidos.
Amador,
Texto
Objetivou-se identificar a
Daniela
contexto - concepção dos enfermeiros que
Doulavince enferm.
trabalham com oncologia
et al. / Mar
pediátrica acerca de como a
2011
capacitação e a busca pelo
Resultados
Conclusões
Os familiares valorizam que o
cuidado de enfermagem seja
empático, com bom humor,
competente,
pautado
na
comunicação; participam do
cuidado e podem apresentar
necessidades de ordem física e
psicossocial.
A
enfermagem
deve
contribuir
para
o
estreitamento das relações
com os familiares, e buscar
atender suas necessidades,
visando a qualidade do
cuidado.
Essa prática, embasada na
assistência humanizada e no
respeito ao outro, proporciona
o fortalecimento do vínculo
enfermeira-paciente-família.
Os resultados apontam para
a necessidade de ampliação
dessas reflexões e para o
reconhecimento
das
condições e processos de
trabalho que exprimam e
articulam a relação entre a
objetividade da prática e a
subjetividade
dos
profissionais envolvidos.
Acredita-se que tais achados
possam subsidiar a formação
de enfermeiros com uma
perspectiva
problematizadora e capazes
Ressaltam que a atuação em
oncologia pediátrica exige
profissionais
com
responsabilidade,
compromisso,
preparo
2
conhecimento influenciam a adequado e sensibilidade para
atuação profissional nessa cuidar da criança. A produção
área.
do
cuidado
tem
se
fundamentado na vivência dos
enfermeiros e na busca
individual de conhecimento,
demonstrando as dificuldades
enfrentadas
no
processo
formativo e a importância da
capacitação profissional.
Apresentar o conhecimento Verificou-se que a maioria dos
produzido sobre sistematização estudos é do tipo descritivoda Assistência de Enfermagem exploratório. Rotineiramente
(SAE) através do Processo de as fases do PE não estão sendo
Enfermagem
(PE)
em aplicadas como instrumento de
pacientes oncológicos.
trabalho e quando ocorrem é
de forma incompleta
Sistematização da
assistência
de
enfermagem
a
pacientes
oncológicos: uma
revisão integrativa
da literatura.
Nascimento, Rev.
Luzia Kelly Gaúcha
Alves
da Enferm.,
Silva et al. /
Mar 2012
Prática profissional
de enfermeiras que
cuidam
de
pacientes
com
câncer em hospitais
gerais.
Silva,
Rev. bras.
Josiane
enferm.
Travençolo
da et al. /
Jun 2012
Compreender o típico
prática
profissional
enfermeiras que cuidam
pacientes com câncer
hospitais gerais.
O
Ensino
cancerologia
enfermagem
Brasil
e
contribuição
Escola Paulista
Gutiérrez,
Texto
Maria Gaby contexto Rivero de et enferm.,
al. /
Dez
2009
Atualizar
a
retrospectiva
histórica para implantação do
ensino da cancerologia nos
cursos de graduação em
enfermagem no Brasil e
descrever os avanços no ensino
da
na
no
a
da
de
da
de
de
em
Os dados obtidos por meio da
entrevista
semi-estruturada
mostraram que as enfermeiras
reconhecem não possuir o
conhecimento
teórico
necessário e a experiência ou
prática suficiente, para cuidar
de pacientes com câncer.
O caráter dinâmico e coletivo
da construção da proposta de
ensino da oncologia foi
decisivo para sua estruturação
paradigmática e operacional à
luz
das
concepções
de
de promover uma atenção
integral,
humanizada
e
resolutiva para as crianças
com diagnóstico de câncer.
A SAE através do PE em
pacientes oncológicos não é
uma prática comum, contudo
é
sugerida
sua
implementação como forma
de prestação de assistência
holística e de qualidade aos
clientes e familiares.
Assim, não se sentem
capazes de desenvolver
ações
que
influenciem
positivamente o cuidado a
esses pacientes e seus
familiares.
Os avanços não foram
homogêneos nas diversas
regiões do país e nas
instituições de ensino e de
saúde,
indicando
a
necessidade de retomada do
3
EnfermagemUniversidade
Federal de
Paulo.
Vivenciando
cotidiano
cuidado
percepção
enfermeiras
oncológicas.
dessa temática na Escola
Paulista de Enfermagem da
Universidade Federal de São
Paulo.
São
o
do
na
de
Gargiulo,
Texto
Cínthia
contexto Aquino et enferm.,
al. / Dez
2007
Analisar a percepção das
enfermeiras sobre o significado
do
processo
do
cuidar
dispensado
ao
paciente
portador de câncer.
O
olhar
da
enfermagem sobre
as
práticas
de
cuidado de famílias
rurais à pessoa com
câncer.
Zillmer,
Rev. esc.
Juliana
enferm.
Graciela
USP
Vestena, et
al /
Dez
2012
Identificar as práticas de
cuidados das famílias rurais
que vivenciam o cuidar da
pessoa com câncer.
transversalidade
e
interdisciplinaridade;
pela
defesa da articulação entre
instituições
formadoras
e
prestadoras de serviço, e pela
política
de
atualização
profissional contínua.
A análise compreensiva das
entrevistas
demonstrou
a
presença de um cuidar
holístico e humanizado, o
sofrimento e a sensação de
impotência das enfermeiras
diante da morte, a presença da
fé como suporte de seu agir e o
interesse
em
atualizar-se
cientificamente
e
tecnologicamente,
porém
aponta inconsistências na
implementação
da
Sistematização da Assistência
de
Enfermagem
como
estratégia do cuidar.
Constatou-se que a família
rural cuida a partir das práticas
de
cuidado
que
foram
construídas com base nas
interações entre as pessoas da
família ao longo das gerações e
em
outras
práticas
da
comunidade.
processo.
Evidenciam-se vivências do
cotidiano
profissional
perpassadas
por
características
essencialmente femininas na
relação estabelecida com a
clientela.
O carinho, o amor, a
proteção, a união familiar, a
fé, o estar junto, a
preocupação
com
a
alimentação descrevem o
cuidar e constituem-se como
práticas de cuidado das
famílias rurais à pessoa com
câncer.
4
Produção
de
conhecimento
na
enfermagem
em
oncologia:
contribuição
da
escola
de
enfermagem Anna
Nery.
Moreira,
Esc.
Marléa
Anna
Chagas et Nery
al. /
Set
2010
Mapear as teses e dissertações
produzidas no Programa de
Pós-Graduação da Escola de
Enfermagem Anna Nery com
enfoque na enfermagem em
oncologia e analisar as
repercussões
diante
dos
aspectos
epistemológicos
destacados.
Os resultados indicam que a
produção analisada é mais
setorizada na área da oncologia
clínica, com ênfase nos
aspectos
Gestão
Saúde/Enfermagem, Saúde da
Mulher e Fundamentos do
Cuidado de Enfermagem.
Houve predomínio de estudos
na perspectiva sociológica com
abordagem qualitativa.
Sistematização da
assistência
de
enfermagem
em
cuidados paliativos
na oncologia: visão
dos enfermeiros.
Silva,
Acta
Marcelle
paul.
Miranda da enferm.
and
Moreira,
Marléa
Chagas /
2011
Descrever
a
visão
dos
enfermeiros a respeito da
sistematização da assistência
de enfermagem (SAE) a
clientes com câncer avançado
em
cuidados
paliativos;
analisar
os
fatores
intervenientes na implantação
da SAE na visão dos
enfermeiros
e
discutir
possíveis estratégias propostas
pelos
enfermeiros
que
favoreçam sua implantação
nesse cenário.
Os discursos dos sujeitos
indicaram que a unidade
encontrava-se na fase de
planejamento de implantação
da SAE, bem como o
reconhecimento dos desafios
do processo relacionados com
sua complexidade e o contexto
de atuação.
As
repercussões
demonstradas nos aspectos
epistemológicos destacados
possibilitam afirmar que o
conhecimento produzido é
consistente
com
a
complexidade e as tentativas
de explicação sobre a arte de
cuidar dos clientes com
câncer e com esforços de
definir/ampliar critérios e
padrões assistenciais.
Como principal estratégia
para implantação da SAE
evidenciou-se a necessidade
de capacitação da equipe em
relação à fundamentação
teórica e preparo para a
tomada de decisão frente à
complexidade da área.
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