O Estado do Maranhão - São Luís, 15 de agosto de 2015 - sábado
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Cinquenta e um internos
não retornam ao presídio
após saída do Dia dos Pais
Só este ano, 137 detentos, em três saídas temporárias, Semana Santa, Dia das
Mães e Dia dos Pais, não voltaram e são considerados foragidos da Justiça
Biné Morais
C
ento e trinta e sete apenados não voltaram aos presídios do Complexo Penitenciário de Pedrinhas após serem beneficiados em três saídas
temporárias no decorrer deste
ano. Na saída do Dia dos Pais, no
último domingo, que foi autorizada pela juíza da 1ª Vara de Execuções Penais (VEP), Ana Maria
Almeida, 51 internos beneficiados não tinham retornado aos
presídios. Eles tinham sido liberados na sexta-feira, 7, com o retorno previsto para ocorrer até
as 18h de quinta-feira, 13.
Segundo a nota emitida ontem pela Secretaria de Estado de
Administração Penitenciária (Sejap) à imprensa, dos 325 detentos beneficiados com a saída
temporária do Dia dos Pais, 312
deixaram os presídios, pois 13
apenados foram impedidos por
haver novas ordens de prisões
judiciais. Deste último quantitativo, 261 já retornaram às suas
respectivas unidades prisionais
e a lista com os nomes dos 51
que não voltaram no período estabelecido pela lei já foi encaminhada para a Justiça, que deve
tomar as devidas providências.
Um dos apenados beneficiados, Mauro Sérgio Teixeira Monteiro, ao retornar à Unidade Prisional, localizada no Olho
d'Água, na tarde de quinta-feira,
foi preso e conduzido ao 7º Distrito Policial, no Turu. De acordo
com a polícia, o interno, ao chegar ao presídio estava com três
celulares, três carregadores e
quatro trouxinhas de maconha.
Há informação de que ele iria
distribuir esses produtos e a droga a outros internos.
Na saída do Dia das Mães,
ocorrido no mês de maio, a Justiça concedeu o benefício a 256
Apenados deixaram o Complexo de Pedrinhas no dia 7 para passar o DIa dos Pais com a família
Fique sabendo
A saída temporária é prevista na
Lei de Execuções Penais de número 7.210/84. Somente os condenados que cumprem pena em
regime semiaberto poderão obter autorização para sair do estabelecimento penal, sem vigilância direta, nos casos de: visita à família, frequência a curso
supletivo profissionalizante,
apenados de Pedrinhas, mas 32
não voltaram ao presídio e no
momento são considerados foragidos da Justiça. Um deles, o
interno Nilson Alves Barbosa, o
Cara de Sapo, de 34 anos, foi
morto com cinco tiros, no bairro do Santo Antônio. A polícia
Números
bem como de instrução do 2º
grau ou superior, na Comarca do
Juízo da Execução; participação
em atividades que concorram
para o retorno ao convívio social. Já a autorização será concedida por ato motivado do juiz
da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária.
não soube informar o motivo do
crime, como não identificou os
principais autores.
A polícia declarou que na
maioria das vezes o apenado
deixava Pedrinhas e chegava a
praticar furtos e roubos pela
área do Santo Antônio. Já em
S
para serem submetidas ao exame de comparação balística. Segundo Guilherme Sousa Filho,
esse exame vai informar de forma concreta o tipo de arma que
vitimou Fagner Barros. "Os peritos irão fazer a comparação da
munição retirada do corpo da
vítima com as armas apreendidas, e o resultado será anexado
ao inquérito policial", explicou
o delegado.
Controvérsias - Guilherme
Sousa Filho falou que durante o
depoimento o major Anderson
declarou que o disparo que matou Fagner Barros partiu da arma do cabo M. Monteiro. O oficial, ainda no local do fato, teria
perguntado ao cabo o porquê
de sua ação e ele teria respondido de que no momento a multidão enfurecida veio em dire-
ção à tropa. Então, teria sido
obrigado a efetuar o disparo.
Um dos manifestantes, de
nome não revelado, afirmou em
sua declaração que o cabo Janilson Silva teria efetuado o disparo que vitimou o jovem e outro
militar, não identificado, foi
quem baleou um adolescente
de 13 anos na perna. "Essa testemunha reconheceu o cabo Janilson como o autor do disparo
e por isso o militar também acabou indiciado junto com o seu
companheiro de farda pelo crime de homicídio", explicou Guilherme Sousa Filho.
Já os dois indiciados alegaram em seu depoimento ao delegado que atiraram durante a
ação de reintegração da posse
da terra, no Turu, para cima,
com o propósito de dispersar a
multidão.
Quadrilheiros especializados em
assaltos a veículos de carga, principalmente na região de Colinas,
foram mortos em troca de tiros
com a polícia no fim da tarde de
quinta-feira, 13. Com os bandidos, foram encontrados dois revólveres calibre 38, várias algemas
plásticas e sacos pretos de plástico grosso. A polícia informou que
esse bando é suspeito de somente este mês ter roubado 200 grades de cerveja, 300 caixas de bebida energética e dois caminhões,
que transportava combustível.
Os bandidos mortos foram
identificados como Tiago Fernandes Nascimento, Wanderson Alves de Sousa e André Gonçalves
Lima, que é foragido do Complexo de Penitenciário de Pedrinhas,
onde respondia pelo crime de homicídio. O delegado da cidade,
Paulo Franco, falou que a polícia
há alguns meses vinha monitorando os passos dos quadrilheiros, principalmente depois dos
constantes roubos de cargas.
O delegado ainda comentou
que essas ações criminosas ocorriam geralmente de quinta-feira
a domingo e a fuga se dava geralmente em um veículo Fiesta prata, de placas não identificadas.
Apenas na delegacia de Colinas
foram registrados sete assaltos a
caminhão somente este mês.
Confronto - Paulo Franco declarou que na tarde de quinta-feira,
13, um caminhoneiro teria sido
abordado pelos assaltantes ao
passar pelo povoado Cachimbo,
na cidade de Jatobá. Após a informação, policiais militares e civis se deslocaram até essa localidade, onde foram recebidos à bala pelos criminosos.
Eles ainda tentaram fugir do
cerco policial por uma estrada vicinal, mas foram surpreendidos
mais uma vez pela polícia. Durante a troca tiros, os três assaltantes
foram baleados e morreram.
Os corpos dos bandidos foram levados para o Hospital
Municipal de Colinas. O delegado afirmou que eram moradores da cidade de Presidente
Dutra. As armas apreendidas e
o Fiesta prata vão passar por
uma perícia.
Divulgação
32
foi o número de apenados que não retornaram na saída do Dia das Mães
54
foi o número de apenados que não retornaram na saída temporária da Semana Santa
abril, mês da saída temporária
da Semana Santa, 281 foram beneficiados e 54 não voltaram
para a cadeia.
“
O meu filho não
era bandido.
Era um homem
trabalhador,
que deixou
uma filha de
2 meses.
No momento,
só queremos
justiça"
Moradores no local onde ocorreu o a morte de Fagner dos Santos
Tiroteio ocorreu na quinta-feira, 13,
logo depois do roubo da carga de um
caminhão, praticado pelos quadrilheiros
foi o número de apenados que não retornaram após a
saída temporária do Dia dos Pais
Inquérito que investiga o caso prossegue na Delegacia de Homicídios; armas usadas pelos
militares no episódio serão periciadas para detectar qual delas matou Fagner dos Santos
Biaman Prado
5
Bandidos morrem
em confronto com
a polícia no interior
51
Mais um cabo da PM é indiciado
por morte em invasão no Turu
erão submetidas a exames
pelos peritos do Instituto
de Criminalística (Icrim) as
armas utilizadas pelos policiais
militares - quatro pistolas ponto
40 e uma submetralhadora ponto 30 - durante a ação de reintegração de posse de terra na área
de um terreno baldio, nas proximidades da sede do time do
Sampaio Corrêa, no Turu, na
quinta-feira, 13. A ação terminou
com a morte do jovem Fagner
Barros dos Santos, de 19 anos, e
um adolescente de 13 anos baleado. Até o momento, a Polícia
Civil confirmou que dois cabos
da Polícia Militar - Marcelo Monteiro dos Santos, de 44 anos, e Janilson Silva dos Santos, de 35
anos - foram indiciados pelo crime de homicídio simples com
concurso de pessoas e estão presos em uma das celas do presídio
militar, conhecido como Manelão, na sede do comando geral da
Polícia Militar, no Calhau.
"Como há acusados presos,
então temos 10 dias para concluir
o inquérito policial e encaminhálo para a Justiça", afirmou o delegado Guilherme Sousa Filho, que
está no comando do trabalho investigativo desde o dia do crime.
Ele ainda informou que, durante
a tarde e noite de quinta-feira, 13,
o comandante da operação da
área do Turu, major Anderson,
mais dois militares e testemunhas, prestaram depoimentos.
Foram analisadas ainda as imagens das câmeras do sistema do
Centro Integrado de Operações
de Segurança (Ciops) instaladas
no local do fato.
Ainda ontem as armas dos
policiais, que estavam no ponto de onde o tiro foi efetuado,
que provavelmente matou Fagner Barros, foram apreendidas
e encaminhadas para o Icrim
Polícia
Iolanda dos Santos, mãe da
vítima Fagner Barros
Justiça - "O meu filho não era
bandido. Era um homem trabalhador, que deixou uma filha de
2 meses. No momento, só queremos justiça", desabafou a mãe
de Fagner Barros, Iolanda dos
Santos, de 55 anos. Ela ainda falou que chegou a pedir para o filho não ir na manhã de quintafeira, 13, ao local do conflito.
A esposa da vítima, uma adolescente de 17 anos, disse que a
sua filha vai crescer sem poder
sentir o amor de um pai. Ela ficou
sabendo do caso por volta das
12h30, já que estava em sua casa,
na Vila Luizão, quando preparava o almoço. Fagner Barros foi velado na casa dos pais, na Vila Luizão, e o enterro ocorreu no fim da
tarde de ontem, no cemitério do
Parque Vitória.
Quadriciclos apreendidos ontem, durante a Operação Cayenne
Envolvido em fraude
na Univima teve bens
apreendidos pela polícia
Segunda etapa da
Operação Cayenne foi
realizada ontem, na
cidade de Barreirinhas
Mais uma etapa da Operação Cayenne, que investiga o esquema
de desvio de R$ 34 milhões da
Universidade Virtual do Maranhão (Univima), cujo esquema
vem sendo investigado pela polícia desde 2014, ocorreu na manhã
de ontem e teve como ponto de
ação a cidade de Barreirinhas.
Nessa localidade, a polícia apreendeu bens como jet-ski, uma caminhonete Frontier cinza, de placas OXX-2035; dois quadriciclos,
uma pousada; três imóveis; documentação e computadores,
pertencentes a um dos envolvidos no esquema fraudulento,
Francisco José Silva Ferreira, o
Chico Tricolor.
As informações sobre a segunda etapa dessa operação foram fornecidas em coletiva, ontem, na sede da Secretaria de Segurança Pública, na Vila Palmeira, e contou com a presença do
secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela; do delegado geral da Polícia Civil, Augusto Barros, e os membros da Superintendência de Prevenção e
Combate à Corrupção, os delegados Manoel Almeida e Ricardo Moura.
Augusto Barros informou que
esse esquema de fraude ocorreu
principalmente entre os anos de
2010 a 2013, beneficiando três empresas, a FJS Ferreira Comércio,
Valmir Neves Filho e ID Correa Filho Comércio e Representações.
No momento, esses dois primeiros empreendimentos têm um capital acima de R$ 120 mil; a terceira, de R$ 10 mil.
O delegado ainda frisou que
as investigações continuam e
mais envolvidos estão aparecendo. "A polícia está descobrindo
os novos envolvidos por meio do
cruzamento das contas que estão sendo feitas com a permissão da Justiça", declarou Barros.
Na segunda etapa dessa operação, segundo o delegado Ricardo Moura, vários bens foram
apreendidos, uma vez que adquiridos de forma irregular. Somente para Francisco José Silva estima-se uma faixa de R$ 20 milhões
da verba que foi desviada da Univima. "Nesta etapa da operação,
não houve registro de prisão de
nenhum dos envolvidos, apenas
apreensões de bens. Inclusive, esse material apreendido poderá ser
leiloado e o dinheiro encaminhado para o caixa do governo", disse Moura.
Primeira fase - Na primeira fase da Operação Cayenne, ocorrida no dia 27 de maio deste ano,
foram presos dois servidores da
Univima, Paulo Giovanni Aires
Lima e José de Ribamar Santos
Soares, e os empresários Inaldo
Damasceno Correa, Valmir Neves Filho e Francisco José Silva
Ferreira. Também foram apreendidos 12 veículos de luxo, joias
estimadas em R$ 20 mil, relógios
e até mesmo uma arma de fogo.
Todos os detidos foram levados
para a sede da Superintendência Estadual de Prevenção e
Combate à Corrupção, localizada na Vila Palmeira, onde prestaram depoimento ao chefe do
departamento da Superintendência de Combate à Corrupção,
Ricardo Moura.
Segundo Ricardo Moura, esse esquema fraudulento foi descoberto a partir de uma solicitação de informações ao Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf), em 2014, e
acabou constatado que havia
pagamentos suspeitos as empresas FJS Ferreira Comércio,
Valmir Neves Filho Comércio e
ID Correa Filho Comércio e Representações, ou sejas, pagamento por trabalho não realizados para a Univima.
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