A bactéria E.coli e a sua resistência ao antibiótico ampicilina Problema: Será que a bactéria E.coli desenvolve resistência ao antibiótico ampicilina? Procedimento: O procedimento realizado teve como base as orientações fornecidas pelo “Ciência Viva”, no entanto tivemos que ajustar os diferentes passos às condições existentes no laboratório da escola. Assim, vamos exemplificar algumas das etapas realizadas, ilustrando com as fotografias retiradas ao longo da actividade experimental. Fig. 1- Embrulhar o material de vidro em papel de Kraft para ser colocado na estufa a 170 ºC . Fig. 3 - Material na estufa Fig. 6 – Misturar os componentes no balão de Erlenmyer e ferver se contiver agar. Fig. 2 - Realização de rolhas de algodão hidrófobo e gaze para os balões de Erlenmeyer. Fig. 5 - Pesar os diferentes componentes do meio LB sem agar e com agar. Fig. 9 – Esterilizar o meio de cultura no autoclave Fig. 10 – Preparar as caixas de Petri com meio de cultura Fig. 12 – Esterilização da ansa de inoculação para realização da técnica do riscado. Fig. 14 – Técnica do riscado para obtenção de colónias de E. coli Fig. 11 – Preparação do material para inocular as placas com E. coli (Câmara de fluxo laminar). Fig. 13 – Retirar a E.coli do tubo Eppendorf Fig. 15 – Raspar uma colónia de E.coli na placa que esteve 24 horas na incubação Fig. 16 – Prepara a cultura -mãe Fig. 18- Obtenção das diluições da cultura-mãe em tubos de ensaio com PBS Fig. 20- Inocular a Placa mãe+Ap. Colocar três gotas em cada sector da placa Fig. 17 – Obtenção da cultura -mãe após incubação a 37 ºC Fig. 19- Homogeneizar bem o conteúdo do tubo de ensaio no vórtex Fig. 22- Obtenção das placas com e sem ampicilina a partir dos tubos A e B Representações esquemáticas que ajudam a realizar o procedimento laboratorial - Preparar de 4 tubos PBS – 1, 2, 3, 4- com 9 mL de PBS 1 mL C. Mãe 1 mL 1 mL 1 2 1 mL 3 4 Nota: Entre cada transferência misturar bem o conteúdo do tubo de ensaio. - Colocar 3 gotas uniformemente espaçadas de 10 µl de cada um dos tubos, seguindo esquema acima representado. C. 10-2 Mãe 10-3 10-6 Placa A: 10-5 4 10 -4 1 Mãe+AP 2 3 - Inocular um tubo de 10 mL de meio+ 10 µl de cultura –mãe Tubo A- 10 mL de meio LB+ 100 µl cultura-mãe - Inocular um tubo de 10 mL de meio+ 10 µl de ampicilina +100 µl de cultura –mãe. Tubo B- 10 mL de meio LB+ 10 µl de ampicilina+ 100 µl cultura-mãe - Numerar 8 tubos PBS- 9 mL de PBS. Tubo A 1 mL C. Mãe 1 mL 1 1 mL 2 1 mL 3 1 mL 4 1 mL 5 1 mL 1 mL 6 7 8 - Dividir duas placas de Petri que possuem o meio de cultura LB+Agar com e sem ampicilina em 5 cunhas iguais e rotulá-las. Colocar 3 gotas uniformemente 4 espaçadas de 10 µl de cada tubo 10-6 de acordo com o esquema 10-7 10-10 8 10-9 10 5 Rotular a Placa Grupo A - Ap -8 Rotular a Placa Grupo A + Ap 6 7 Nota - Efectuar estes mesmos procedimentos com o tubo B Resultados obtidos: - Não houve crescimento de unidades formadoras de colónias (UFC) nas seguintes placas: Placa Mãe+Ap, Placa A-Ap, Placa A+Ap, e Placa B+ Ap - Houve o crescimento de algumas unidades formadoras de colónias na placa B sem ampicilina Fig. 21- Placa de Petri onde houve o crescimento de UFC Fig. 21- Placas de Petri após a incubação - Cálculos efectuados: Placa B-AP 10-6 2 2x 10-7 2 106 2x 10-8 2 107 2x 10 8 Conclusões: Os resultados indicam que as bactérias que estiveram no tubo B em contacto com a ampicilina, não morreram todas, pois quando as bactérias são colocadas a crescer num meio sem antibiótico (placa B-ap) algumas bactérias formam UFC. No entanto, a resistência desenvolvida ao antibiótico não foi possível de ser analisada, pois a E. coli não se desenvolve na placa B+Ap . Seria de esperar que as bactérias mais resistentes ao antibiótico formassem colónias nesta placa. Através da execução deste trabalho laboratorial desenvolvemos competências no trabalho laboratorial na área da Microbiologia. Apesar do nosso esforço e rigor técnico os resultados não ocorreram conforme o esperado.