COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS XXVII SEMINÁRIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS BELÉM – PA, 07 A 07 DE JUNHO DE 2007 T102 – A08 APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA DE MAPEAMENTO CARTOGRÁFICO POR RADAR INTERFEROMÉTRICO EM ESTUDOS DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO Habib SALLUM Coordenador de Cartografia – ELETRONORTE Flavio Ladeira LUCHESI Coordenador dos Estudos de Inventário dos Rios Tapajós e Jamanxim – CNEC Engenharia S.A. Dr. Everton Valiati HEMERLY Gerente de Controle de Qualidade – Orbisat da Amazônia Indústria e Aerolevantamentos S/A RESUMO Este trabalho apresenta a utilização do Radar Interferométrico de Abertura Sintética para o mapeamento cartográfico do Rio Tapajós, no trecho entre as cidades de Itaituba (PA) e Jacareacanga (PA), no âmbito dos Estudos de Inventário Hidrelétrico dos Rios Tapajós e Jamanxim, em elaboração pelas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – ELETRONORTE e Construções e Comércio Camargo Corrêa. Serão apresentados os produtos gerados pelo radar: Modelo Digital de Superfície – MDS e orto-imagem da banda X; Modelo Digital de Terreno (MDT) e orto imagem da banda P; e uma avaliação da precisão altimétrica desses resultados por meio da comparação com pontos de controle em campo e a aplicabilidade dessa tecnologia para projetos hidrelétricos, especialmente em áreas com densa cobertura florestal. ABSTRACT This work shows the airborne Interferometric Synthetic Aperture Radar (InSAR) methodology to map the Tapajós’s River area, Pará, Brazil, located between the cities of Itaituba and Jacareacanga, involving the issues related to the Tapajós and Jamanxim Hydroelectric Inventory, elaborated by the Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – ELETRONORTE and Construções e Comércio Camargo Corrêa. As well, it will be presented the generated products from the radar: Digital Surface Model – DSM, Digital Terrain Model – DTM, Orto rectified X and P band Images, and the results of the altimetric accuracy validation, compared to the GPS ground control points, indicating the use of the InSAR technology in hydroelectric projects, mainly in dense forested areas. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 1 1. INTRODUÇÃO Um dos grandes desafios para os estudos de avaliação de potencial hidrelétrico na Bacia Amazônica corresponde à execução de mapeamentos cartográficos que mostrem, com a precisão desejada, a conformação efetiva do modelo do terreno, que sirva para os estudos de implantação das obras, determinação das áreas e volumes dos reservatórios e a avaliação das interferências ambientais. A dificuldade dá-se por diversos motivos, dentre os quais podem ser destacados: a densa cobertura vegetal, que pode atingir alturas superiores a 50 m e que dificulta a observação direta da superfície do terreno; as dificuldades de acesso às áreas com ausência de infra-estruturas, tornando mais restrita a implantação dos necessários apoios de campo; a presença de áreas de proteção ambiental e terras indígenas onde o acesso é negado ou de difícil viabilização; as condições climáticas, que podem reduzir os períodos apropriados a determinados tipo de mapeamentos, face à presença de fumaça de queimadas no período seco, e de grande quantidade de nuvens no período chuvoso. A busca de um mapeamento cartográfico mais rápido e preciso, e que reduza a necessidade de interferências ambientais nas fases de estudo, possibilita um retorno mais efetivo aos estudos hidrelétricos, garantindo uma maior confiabilidade nos quantitativos das obras a serem promovidas, devido uma maior precisão na determinação das interferências eventualmente causadas pelos reservatórios nos terrenos, infra-estruturas e áreas de proteção ambiental ou terras indígenas, e também pela melhor determinação dos volumes úteis dos reservatórios, que representará impacto direto no benefício energético dos aproveitamentos. Sendo assim, em países tropicais como o Brasil, entre as tecnologias de mapeamento existentes, a mais recente e promissora tecnologia de aquisição de dados terrestres é a por Radar Interferométrico com Abertura Sintética (InSAR), que está sendo cada vez mais utilizada. Os dados de sensores remotos de radar têm sido, nas últimas duas décadas, testados como uma ferramenta com grande potencial de uso, principalmente, nas seguintes áreas de pesquisa: cartografia, agricultura, meio ambiente, geologia e hidrologia (Moreira, 1999). Neste trabalho, serão apresentadas as experiências preliminares dos Estudos de Inventário Hidrelétrico do Rio Tapajós, com a execução de mapeamento cartográfico pelo processo do radar interferométrico, e discutida a potencialidade do método. Exemplos de produtos: Modelo Digital de Superfície MDS e Orto-imagem da banda X; Modelo Digital de Terreno – MDT e Orto-imagem da banda P; e seus derivados: carta de sombreamento e modelo tridimensional, gerados pelo radar serão apresentados. A capacidade de penetração dos sinais das bandas X e P nas áreas de floresta e as validações altimétricas do MDS e do MDT, utilizando-se pontos de controle GPS, também serão discutidas. 2. ESTUDOS DE INVENTÁRIO DOS RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Os Estudos de Inventário dos Rios Tapajós e Jamanxim, em desenvolvimento pelas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – ELETRONORTE e Construções e Comércio Camargo Corrêa, englobam o Rio Tapajós, desde a sua formação na confluência dos Rios Juruena e Teles Pires até a sua foz no Rio Amazonas, e o Rio Jamanxim a partir da sua foz até as proximidades da cidade de Novo Progresso – XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 2 PA. Nessa área há um potencial hidrelétrico estimado em 11.000 MW, sendo cerca de 9.000 MW no Rio Tapajós, concentrado no trecho entre as cidades de Itaituba e Jacareacanga, ambas no Estado do Pará, e cerca de 2.000 MW no Rio Jamanxim. Para a realização desses Estudos de Inventário foi prevista a necessidade de cartografia para uma área de cerca de 10.000 km² e para tanto seriam necessários levantamentos numa área de aproximadamente 30.000 km². Considerando o tipo ocupação da região, com diversas unidades de conservação ambiental, entre elas o PARNA – Parque Nacional da Amazônia, a cobertura vegetal densa, e a conseqüente dificuldade para implantar o necessário apoio de campo a um levantamento aerofotogramétrico convencional, optou-se pela utilização da tecnologia de mapeamento por radar InSAR para o trecho do Rio Tapajós entre as cidades de Itaituba e Jacarecanga, e o trecho de jusante do Rio Jamanxim, onde a cobertura florestal é bastante densa. Essa região escolhida para o mapeamento pela tecnologia InSAR engloba uma área de 16.500 km², que serão mapeados na escala 1:25.000, com curvas de nível eqüidistantes de 5 m, e precisão vertical de 2,5 m. O trecho de montante do Rio Jamanxim terá seu levantamento executado pelo método aerofotogramétrico convencional, por tratar-se de área com maior ocupação e facilidade de execução do apoio de campo necessário. Além disso, no Rio Jamanxim haverá um trecho de superposição das duas técnicas de mapeamento, o que permitirá comparar os resultados obtidos entre a aerofotogrametria convencional e os modelos de superfície e terreno do radar interferométrico. 3. TECNOLOGIA INSAR O termo RADAR deriva do inglês – “RAdio Detection And Ranging”, detecção e posicionamento usando faixas de rádio. Existem diferentes tipos de radares, desde os de aproximação em aeroportos, vigilância do espaço aéreo, meteorológicos e também os radares utilizados em Sensoriamento Remoto. Neste caso, apresentaremos a tecnologia dos radares aerotransportados de abertura sintética (SAR). A análise do cenário de programas espaciais revela uma presença cada vez maior de missões com radares imageadores (ERS-1, ERS-2, JERS-1, RADARSAT-1, ENVISAT-ASAR, ALOS-PALSAR, RADARSAT-2, TerraSAR). O Brasil tem experiência reconhecida em aplicações com radar na Amazônia (Programas RADAMBRASIL, SAREX´ 92, INTERA, SIR-C/X-SAR, ERS-1 e 2, JERS-1, RADARSAT-1). A Alemanha é referência mundial em tecnologia SAR (MRSE, SIRC/X-SAR, E-SAR, X-SAR/SRTM, TerraSAR, SAR-LUPE). O INPE e a DLR (Agência Aeroespacial da Alemanha) mantém uma colaboração de mais de 20 anos por meio de um acordo intergovernamental de colaboração científico-técnica. A tecnologia de mapeamento InSAR (Radar Interferométrico de Abertura Sintética) permite que diversos produtos de informação geográfica sejam gerados de forma rápida, precisa e econômica, quando comparados com os métodos clássicos de levantamentos, topográficos e aerofotogramétricos, de modo a atender os objetivos cartográficos. As principais vantagens da tecnologia InSAR no Brasil, principalmente na Região Amazônica, são: XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 3 • Coleta dados independentemente das condições atmosféricas e da luz do dia, permitindo um curto prazo para obtenção dos resultados, o que é fundamental no caso de serviços com curtos prazos de execução; • Utiliza duas freqüências de mapeamento simultâneas (bandas X e P), fornecendo tanto a medida de altitude da copa das árvores como a do solo sob a vegetação; • Gera, simultaneamente, a orto-imagem da área observada, o que permite a obtenção, a baixo-custo, de uma imagem de alta resolução; • Processa todos os dados com computadores e servidores baseados na tecnologia de PC; • Gera Imagens Orto-Retificadas (ORI), MDS, MDT e produtos derivados; • Torna possível a geração de mapas topográficos, a partir das imagens ortoretificadas e do trabalho de campo (toponímias, simbolização e uso do terreno); • Oferece uma única solução one-stop-shop na aquisição dos dados, satisfazendo às necessidades e exigências de muitas aplicações críticas da comunidade de sensoriamento remoto. O SAR imageador representa uma das opções do sensoriamento remoto no levantamento de recursos naturais e monitoramento do planeta. Distinto dos sensores ópticos (visível-infravermelho), que dependem do Sol para prover informações físico-químicas dos alvos. O SAR opera no espectro das microondas (Figura 1), fornece informações geométricas e elétricas dos alvos e é o único sensor com penetrabilidade através da copa vegetal. FIGURA 1: Espectro eletromagnético e as bandas da região de microondas. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 4 Neste segmento de radares, encontra-se o sistema de radar interferométrico aerotransportado OrbiSAR-1, Figura 2, desenvolvido, produzido e operado pela Orbisat da Amazônia, Divisão de Sensoriamento Remoto, que apresentou uma nova maneira de mapeamento semi-automatizado. FIGURA 2: Localização do OrbiSAR-1 no interior da aeronave e respectiva aeronave. 3.1. CAPACIDADE DE PENETRAÇÃO DAS BANDAS X E P Em princípio, o MDT poderia ser gerado a partir da edição manual do MDS, utilizando a informação externa sobre a altura da vegetação. Entretanto, nesse caso, o resultado incluiria aproximações não satisfatórias e provavelmente não se ajustaria aos requisitos de precisão definidos pelo cliente. A experiência sobre este tema foi obtida em projetos de traçado de mapas, tanto em terrenos planos como montanhosos. Como conseqüência, só é possível obter o DTM, com a precisão requerida, utilizando uma tecnologia de baixa freqüência, ou seja, mediante observações SAR da banda P. A Figura 3 ilustra a penetração de sinais das bandas X e P em zonas de vegetação densa do tipo floresta. As ondas da banda X refletem-se a partir do dossel, enquanto que as da banda P penetram na folhagem e refletem-se a partir do tronco e do solo, retornando ao sensor com a informação da fase do terreno sem vegetação, que será convertida em altitude. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 5 altura da superfície banda-X Modelo Digital de Superfície (banda X). altura do terreno banda-P Modelo Digital do Terreno (banda P). FIGURA 3: Representação da penetração dos sinais das bandas X e P. O MDS é gerado a partir dos dados da banda X. Para tanto, implementa-se a interferometria da banda X, fazendo uso de suas três antenas. O MDT fusionado é gerado a partir da fusão do MDT, originado a partir dos dados da banda P, com o MDS, proveniente dos dados da banda X. A fusão é necessária por que: 1. O MDS, obtido a partir dos dados da banda X, é idêntico ao MDT final nas áreas livres de vegetação e apresenta uma melhor precisão altimétrica; 2. O MDT, gerado a partir dos dados da banda P, possui melhor precisão somente nas áreas de vegetação. Nas áreas livres de vegetação, esse MDT é menos preciso devido à baixa reflexão das ondas da banda P do radar nessas regiões; 3. Combinando o MDS, originado a partir da banda X somente nas áreas livres de vegetação, com o MDT, proveniente da banda P somente nas áreas com vegetação, obtém-se um MDT fusionado com maior precisão altimétrica; 4. As áreas com e sem vegetação podem precisamente ser definidas pela imagem da banda P. As áreas com vegetação refletem intensamente enquanto que a reflexão nas áreas livres de vegetação é muito baixa. A máscara para a floresta pode então ser diretamente derivada a partir da imagem da banda P. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 6 4. APLICAÇÃO DOS PRODUTOS GERADOS PELO RADAR ORBISAR-1 NO PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DE GRANDES BARRAGENS Como descrito no item 2, a área mapeada, que totaliza cerca de 16.500 km², está localizada entre os Municípios de Itaituba e Jacareacanga, Estado do Pará. Na Figura 4, é apresentada a articulação das folhas, em escala de 1: 25000, em conformidade com a cartografia sistemática, de toda área observada pelo Radar. Serão geradas 120 cartas com curvas de nível com eqüidistância de 5 m; elementos cartográficos de interesse: hidrografia, rodovias, reservas indígenas e áreas ambientais; toponímia (nomenclatura) dos principais elementos cartográficos: nomes dos rios, estradas, ilhas, principais afluentes dos rios Tapajós e Jamanxim, cidades e vilas. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 7 FIGURA 4: Articulação na Escala de 1: 25.000. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 8 O objetivo do mapeamento é compreender melhor a topografia da região onde está localizado o Rio Tapajós. A utilização dos produtos gerados pelo radar possibilitará a realização das análises espaciais, especificamente no estudo do potencial de aproveitamento hidrelétrico para implantação de usinas hidrelétricas, baseando-se nos Modelos Digitais de Elevação (MDS e MDT), representação 3D da superfície e nas orto-imagens das Bandas X e P. A visada lateral, durante a observação do solo, é um importante atributo do radar, pois, além de eliminar equívocos causados por pontos situados simetricamente à direita e à esquerda da antena, possibilita a geração de um MDT, com efeito, de sombreamento do relevo, dando um aspecto tridimensional, auxiliando na sua melhor percepção. A Figura 5 mostra um sombreamento do relevo a partir de um MDS da área em estudo, gerado com o OrbiSAR-1. FIGURA 5: Carta de Sombreamento do Relevo e MDS colorido (Rio Tapajós - PA). 5. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE PRELIMINAR DOS RESULTADOS Apresentar-se-ão a seguir os produtos gerados pelo OrbiSAR-1: MDS, MDT, ortoimagens da banda X e P (Figuras 6 e 7). Uma visualização tridimensional de parte da área do Projeto (Figura 8) também será analisada. Aqui, tem-se a orto-imagem da banda X sobreposta ao MDS, mostrando uma imagem 3D bem próxima da realidade, pois, diferentemente de quando se sobrepõe imagens em modelos de XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 9 elevação, se faz a copa das árvores “descer” até a superfície do terreno, desprezando-se as alturas das árvores. Nesta situação, encontra-se o “MDS” da Terra, o SRTM, obtido pela nave espacial americana durante a missão conhecida como (Shuttle Radar Topography Mission). FIGURA 6: Modelo Digital de Superfície e Orto-Imagem X (Rio Tapajós - PA). FIGURA 7: Modelo Digital de Terreno e Orto-Imagem P. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 10 FIGURA 8: Representação 3D do MDS e Orto-imagem X sobreposta (Rio Tapajós - PA). 5.1. VALIDAÇÃO DOS MODELOS DIGITAIS DE ELEVAÇÃO UTILIZANDO-SE PONTOS DE CONTROLE GPS EM CAMPO Durante o controle de qualidade dos produtos InSAR, realiza-se uma etapa importantíssima para se garantir a precisão dos dados gerados pelo radar, a validação altimétrica do MDS e do MDT. Isto é feito comparando-se os valores altimétricos desses modelos com pontos de controle GPS observados em campo. Para validação do MDS desse projeto foi realizado em campo um levantamento de 156 pontos de controle com receptores GPS de dupla frequência L1/L2. A distribuição e localização de 12 desses pontos podem ser visualizadas na Figura 9. A seguir, será apresentada uma tabela comparativa, a Tabela 1, na qual podemos ver as diferenças altimétricas entre as altitudes do MDS comparados com os pontos de controle GPS no terreno. Estes pontos foram levantados próximos a Rodovia Transamazônica, porém, é possível que, em alguns deles, o valor da altitude do MDS pode estar informando a altitude do terreno mais a altura da vegetação que refletiu o sinal do radar, neste caso, uma vegetação rasteira baixa. A maior diferença foi de 1,57 m (ponto 1) e a menor de 0,02 m (ponto 9). O desvio padrão entre as diferenças é de 0,67 m. Na validação do MDT utilizaram-se dados de um levantamento topográfico com estação total, apoiado por receptores GPS de dupla frequência. Foram levantadas duas poligonais topográficas partindo-se de um marco geodésico oficial. Numa delas, seguiu-se pela estrada e na outra, por uma trilha no meio da mata. Na Tabela 2, podemos ver as diferenças altimétricas entre as altitudes do MDT comparados com os pontos de controle em campo. A maior diferença foi de 5,50 m (ponto 31) e a menor de 0,12 m (ponto 2). O desvio padrão entre as diferenças é de 2,12 m. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 11 FIGURA 9: MDS colorido com efeito de sombreamento do relevo. Ponto de controle GPS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Altitude Medida do Ponto GPS (m) 14,55 13,11 33,24 81,65 40,49 30,10 52,53 24,60 65,40 78,07 52,60 41,60 Altitude do MDS (m) 12,98 13,65 33,03 81,87 40,18 30,36 53,03 25,85 65,38 78,41 53,08 41,49 Desvio Padrão Diferença ∆h Ponto GPS/MDS (m) 1,57 -0,54 0,21 -0,22 0,31 -0,26 -0,50 -1,25 0,02 -0,34 -0,47 0,11 0,67 TABELA 1: Validação altimétrica do MDS versus pontos de controle GPS em campo. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 12 Ponto de controle GPS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Altitude medida do ponto GPS (m) 42,12 48,97 32,01 31,42 30,64 41,03 41,04 41,61 41,99 43,21 43,47 42,61 42,65 42,87 43,83 42,85 43,15 43,93 43,38 41,37 35,68 25,37 31,46 26,37 33,29 29,12 26,78 26,35 26,66 27,84 22,22 23,56 20,27 17,81 22,90 Altitude do MDT (m) Diferença ∆h Ponto GPS/MDT (m) 42,64 49,10 28,78 32,00 31,35 42,45 41,57 43,94 46,24 44,58 45,92 44,96 44,71 43,64 44,33 42,56 42,88 42,00 41,65 40,21 36,56 27,49 30,20 28,18 32,47 32,79 28,92 27,55 31,68 32,34 27,72 22,64 24,40 19,45 27,52 Desvio Padrão 0,51 0,12 -3,23 0,58 0,71 1,41 0,53 2,33 4,25 1,37 2,45 2,36 2,06 0,76 0,50 -0,29 -0,27 -1,94 -1,73 -1,16 0,88 2,12 -1,26 1,82 -0,82 3,67 2,14 1,20 5,02 4,50 5,50 -0,92 4,13 1,63 4,63 2,12 TABELA 2: Validação altimétrica do MDT versus pontos de controle GPS em campo. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando-se os resultados preliminares, obtidos nos Estudos de Inventário dos Rios Tapajós e Jamanxim, sugere-se a utilização desta metodologia de mapeamento, tanto para projetos hidrelétricos, como em outras aplicações, em regiões da floresta amazônica e em áreas similares, atendendo às expectativas e necessidades de seus usuários. Esta metodologia de mapeamento, por meio de XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 13 modelos digitais de elevação e de orto-imagens, permite a execução de cálculos de volume (corte e aterro), análises do relevo (orientação de vertentes, declividade, drenagem e inundação) e simulações de maquetes digitais. Podem também contribuir com informações multidisciplinares, técnicas e científicas, sobre o meio ambiente destas regiões. A validação preliminar dos produtos gerados pelo radar aerotransportado OrbiSAR-1, apresentada neste trabalho, por meio de seus resultados comparativos, aponta como viável e promissora a utilização desta tecnologia por se mostrar uma poderosa ferramenta de captura de dados geográficos, em condições atmosféricas adversas e com ausência de luz natural. Principalmente em aplicações de engenharia básica (Hemerly, 2006) e em áreas cobertas por densa vegetação, onde se espera uma precisão plani-altimétrica dos modelos de elevação compatível com as necessidades de cada projeto. 7. PALAVRAS-CHAVE Sensoriamento remoto, InSAR, MDE, orto-imagens, grandes barragens, inventário hidrelétrico. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] MOREIRA, J. (1999) - “Operational Processing of Airborne P-band InSAR Data for Ground Topography Estimation”, in Proceedings of IGARSS’99, pp.1724 1726. (Germany). [2] HEMERLY, V. E. (2006) – “Validación de Imágenes SAR bandas X / P y de MDT en aplicaciones de Ingeniería Básica”, InfoGeo - Revista de Análisis Geográfico (América Latina), Año 2. Nº 3, Curitiba, PR. XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens 14