Anais USP – Campus de São Carlos Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia Elétrica 2007 Ficha catalográfica preparada pela Seção de Tratamento da Informação do Serviço de Biblioteca – EESC/USP COMISSÃO ORGANIZADORA COMITÊ EXECUTIVO Prof. Dr. HOMERO SCHIABEL (EESC/USP) – coordenador Prof. Dr. PAULO ROBERTO COSTA (IEE/USP) Profa. Dra. LILIANE VENTURA (EESC/USP) Profa. Dra. ANA MARIA MARQUES DA SILVA (PUC/RS) COMITÊ CIENTÍFICO Adilson Gonzaga (EESC/USP) Ana Maria Marques da Silva (PUC/RS) Dráulio Barros de Araújo (FFCLRP/USP) Eduardo Tavares Costa (CEB/UNICAMP) Gabriela Hoff (PUC/RS) Homero Schiabel (EESC/USP) Leonardo Vidal Batista (DI/UFPB) Liliane Ventura (EESC/USP) Regina Bitelli Medeiros (EPM/UNIFESP) EQUIPE DE REVISORES: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Adilson Gonzaga (EESC/USP) Ana Cláudia Patrocínio (EPM/UNIFESP) Ana Maria Marques da Silva (PUC/RS) Antonio Adilton O. Carneiro (FFCLRP/USP) Denise Maria Zezell (IPEN/CNEN-SP) Denise Y. Nersissian (IEE/USP) Dráulio Barros de Araújo (FFCLRP/USP) Éder Rezende Moraes (FFCLRP/USP) Eduardo Tavares Costa (CEB/UNICAMP) Evandro L. Linhares Rodrigues (EESC/USP) Gabriela Hoff (PUC/RS) Homero Schiabel (EESC/USP) Inês A. G. Boaventura (IBILCE/UNESP) Jander Moreira (UFSCar) JanKees van der Poel (DI/UFPB) Joaquim Miguel Maia (UTFPR) Jorge André G. Albuquerque (CEB/UNICAMP) Leonardo Vidal Batista (DI/UFPB) Lígia de Oliveira Ruggiero (UNESP/Bauru) Liliane Ventura (EESC/USP) Marcelo A. Costa Vieira (EESC/USP) Márcio Bottaro (IEE/USP) Marco A. Guedes Pereira (IEE/USP) Marden Leonardi Lopes (UNICAMP) Osvaldo Severino Jr. (FAFICA) Paulo Roberto Costa (IEE/USP) • • • • • • Regina Bitelli Medeiros (EPM/UNIFESP) Sílvio B. Herdade (IEE/USP) Sílvio Ricardo Pires (EPM/UNIFESP) Valdir Carlos Colussi (UH/CWRU – Cleveland, USA) Valentin Obac Roda (EESC/USP) Vera L. S. Nantes Button (CEB/UNICAMP) CRÉDITOS: WEB DESIGNER: Bruno R. N. Matheus LOGOTIPO E ANAIS: Leandro Patrocínio de Freitas ORGANIZAÇÃO: - Equipe do LAPIMO – Laboratório de Análise e Processamento de Imagens Médicas e Odontológicas; - Departamento de Engenharia Elétrica (EESC/USP, S.Carlos/SP); - CETEPE – EESC / USP. ISBN 978-85-85205-73-7 Página 2 III SIIM - 2007 APOIO: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Universidade de São Paulo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Sociedade Brasileira de Sociedade Brasileira de Física Engenharia Biomédica Associação Brasileira de Física Médica REALIZAÇÃO: Laboratório de Análise e Processamento de Imagens Médicas e Odontológicas SEL – EESC- USP ISBN 978-85-85205-73-7 Página 3 III SIIM - 2007 APRESENTAÇÃO: Entramos na 3ª. Edição do Simpósio de Instrumentação e Imagens Médicas, buscando aprimorar a proposta original de agregar pesquisadores de diversas modalidades de atuação nessas áreas para apresentar uma amostra do avanço tecnológico que tem ocorrido no País em termos de inovações em Medicina. Esse III SIIM acontece agora em São Carlos, na EESC/USP, onde o embrião dessa proposta nasceu (em 2002, com a denominação de Workshop Regional de Engenharia Biomédica) e sua importância principal está na manutenção da regularidade do evento – uma vez que já há a previsão da próxima edição em São Paulo para 2009. Obviamente, o programa visa a contribuir para intensificar os debates relacionados à instrumentação médica, assim como à formação, manipulação, processamento e aplicação de imagens médicas no diagnóstico de patologias e no intercâmbio de informações. Por isso, nessa edição, privilegia-se o debate com o público através de uma mesa-redonda que tem por alvo os mecanismos de transferência de tecnologia, principalmente, da Universidade para a sociedade, e suas implicações, mantendo uma linha de debates que permeia o Simpósio desde sua primeira edição. Uma pequena, mas importante, mudança que ocorreu nesse ano foi a forma de submissão dos trabalhos. Em consonância com as políticas de avaliação de CAPES, FAPESP, CNPq e outros órgãos governamentais de fomento à pesquisa no Brasil, a Coordenação do SIIM2007 entendeu que, para uma melhor avaliação, era necessário o encaminhamento de trabalhos completos, conforme aparecem nos Anais, devidamente catalogados com ISBN. Isso, certamente, fez uma diferença substancial no processo de revisão, pois permitiu uma visão mais clara aos avaliadores quanto aos fundamentos da pesquisa que era documentada no texto. Além disso, cada artigo submetido foi encaminhado a dois revisores que registraram seus pareceres e deram sugestões, com a coordenação do Comitê Científico. Na página do evento na Internet (http://lapimo.sel.eesc.usp.br/lapimo/SIIM2007), estarão disponíveis, ao seu término, os dados gerais do Simpósio, assim como estão os das versões anteriores. Esse trabalho intenso foi fundamental para garantir a qualidade do Simpósio, pois garantiu, por conseguinte, a qualidade dos trabalhos que serão apresentados a partir desse dia 07/11. Por conta disso, queremos agradecer imensamente o trabalho de todos os membros do Comitê Científico e, por extensão, dos revisores por eles indicados na avaliação dos artigos. Ainda nesse sentido, também queremos agradecer ao apoio formal recebido da SBEB (Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica) – que tem apoiado o SIIM desde sua primeira edição – e também da ABFM (Associação Brasileira de Física Médica). Afinal, a proposta maior do Simpósio é constituir-se num evento congregador de todos aqueles que atuam, de algum modo, com Instrumentação Biomédica e com Imagens Médicas, independentemente de formação ou frente de trabalho. Compreendendo esse espírito, agregou-se a esse elenco em 2007 a SBF (Sociedade Brasileira de Física) à qual também agradecemos a participação. Nesse ano, em função dos recursos disponíveis no campus da USP São Carlos, uma novidade definida nos últimos dias: a realização de uma vídeo-conferência com eminente pesquisador norte-americano, especialista e um dos pioneiros em pesquisa com sistemas digitais em radiologia e, principalmente, mamografia, prof. Andrew Maidment, da Universidade de Pennsylvania. É um formato novo, sobretudo em se tratando de um evento científico como esse, e que, esperamos – juntamente com as palestras de diversos especialistas em um leque de modalidades (PDT, ultra-som e magnetismo, ISBN 978-85-85205-73-7 Página 4 III SIIM - 2007 cardiologia, ressonância magnética, entre outros) – atenda plenamente às expectativas de todos participantes. A estrutura, porém, continua a mesma das outras versões, dada a ótima repercussão: sem sobreposição entre sessões e/ou palestras, a agenda possibilita a que todos participem de todas as atividades previstas. Por fim, como não poderia deixar de ser, fica aqui também nosso agradecimento às pessoas e entidades – além das sociedades científicas mencionadas antes – que novamente acreditaram nessa proposta e colaboraram para sua realização: Universidade de São Paulo – através do Departamento de Engenharia de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos, que forneceu apoio logístico e financeiro, e do CETEPE (Centro de Tecnologia Educacional para Engenharia), também da EESC/USP, que cedeu o espaço onde ocorrem as sessões) – e FAPESP, que proporcionou parte importante do financiamento necessário. E um especial agradecimento a todos aqueles que colaboraram nas comissões envolvidas na organização e ao grupo do LAPIMO, da EESC/USP, que participa de forma mais ativa nos trabalhos. Um bom Simpósio a todos. Em nome do Comitê Executivo do SIIM 2007 Homero Schiabel Coordenador ISBN 978-85-85205-73-7 Página 5 III SIIM - 2007 EXTRAÇÃO DE DESCRITORES DE TEXTURA EM IMAGENS SEGMENTADAS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE PULMÃO F. R. Trindade1, P. Xerxenesky2, E. Diebold1, D. S. Cotrim2, M. S. Pinho2 e A. M. Marques da Silva1 1 PUCRS/Faculdade de Física/Núcleo de Pesquisa em Imagens Médicas, Porto Alegre, Brasil 2 PUCRS/Faculdade de Informática, Porto Alegre, Brasil e-mail: [email protected] Abstract Distinction between different patterns of abnormalities in lung diseases is important for differential diagnosis. A great deal of research work has been devoted to the development of systems that could improve radiologists' accuracy in detecting lung nodules. This paper presents the development of an algorithm to extract texture descriptors in segmented computerized tomography images of lung. The results will be used for further developments in a computer aided diagnosis system for pulmonary lesions. Palavras-chave: Segmentação, Reconhecimento de padrões, textura, CAD. Introdução A análise das imagens radiográficas com lesões pulmonares é uma tarefa complexa, podendo apresentar significativa variabilidade inter e intra-observador, mesmo entre radiologistas. Isto é conseqüência dos numerosos padrões de textura dos tecidos e da quantidade de doenças pulmonares existentes. Os sistemas de diagnóstico auxiliado por computador ou CAD (Computed-Aided Diagnosis) podem fornecer ao radiologista ferramentas auxiliares de diagnóstico, como o reconhecimento de padrões, realce ou a segmentação de estruturas de interesse, melhorando o desempenho das análises [1, 2]. A textura é uma ferramenta importante usada para caracterizar o padrão de uma imagem, definida por variações locais nos valores do pixel que se repetem de maneira regular ou aleatória ao longo do objeto de uma imagem [3]. Trabalhos anteriores utilizam a análise de textura para caracterizar a malignidade de nódulos pulmonares em imagens de tomografia computadorizada (TC) de tórax [4] ou caracterizar lesões intersticiais de pulmão em radiografias [1]. Com o advento da TC de alta resolução, para a detecção de lesões pulmonares, o radiologista precisa analisar os padrões de textura da região dos pulmões em centenas de cortes transversais. De forma a automatizar este processo, a análise da textura pode ser feita exclusivamente nos pulmões, utilizando o processo de segmentação, que subdivide uma imagem em suas ISBN 978-85-85205-73-7 Página 6 partes ou objetos constituintes [5]. Os métodos de segmentação podem ser automáticos ou semiautomáticos, contando com a interferência do usuário para a correção de eventuais erros de delimitação da região de interesse. Utilizando imagens segmentadas dos pulmões, a identificação dos padrões de textura é realizada apenas na região de interesse, evitando a interferência das regiões adjacentes. O objetivo deste trabalho é apresentar o desenvolvimento de um algoritmo de extração de descritores de textura de regiões segmentadas dos pulmões em imagens de tomografia computadorizada de tórax de forma semi-automática, com vistas ao futuro desenvolvimento de sistema de apoio ao diagnóstico para classificação de lesões pulmonares. Metodologia A base de dados consiste em exames de 20 pacientes normais e anormais, totalizando 908 imagens de TC. As imagens foram adquiridas em um equipamento de TC Somaton Plus 4 (Siemens, Berlin, Germany), nas seguintes condições: matriz de 512 x 512 pixels, campo de visão otimizado para cada paciente, tamanho do pixel entre 0,597 e 0,669 mm, voltagem do tubo de 120 a 140 kVp e espessura do corte de 5 mm. O programa desenvolvido disponibiliza uma interface onde o usuário escolhe uma seqüência de imagens pulmonares de TC em séries axiais. A partir dessa seqüência, é realizada a segmentação semiautomática da região de interesse (pulmões), seguida da extração de descritores de textura. Para cada imagem, o programa gera matrizes de co-ocorrência para direções de 0°, 45°, 90° e 135° e valores de distância de 1, 2, 3, 4 e 5. Após o cálculo da matriz de co-ocorrência, são calculados os valores dos descritores de textura. A seguir é apresentado o algoritmo de segmentação semi-automático desenvolvido. A partir de um estudo preliminar, determinouse o valor de limiar que separa o tórax dos tecidos do pulmão (tecido esponjoso), cujo valor médio do número de Housfield é conhecido. Este valor de limiar pode ser modificado pelo usuário, sendo esta a única interação do programa de segmentação. O objetivo deste primeiro limiar é eliminar da imagem, a mesa que fica junto ao III SIIM - 2007 tórax. A seguir, por meio de um algoritmo de floodfill, encontra-se a maior região dentro da imagem limiarizada, que corresponde ao tórax. O tórax é preenchido, incluindo os pulmões, fazendo um floodfill na imagem invertida (negativo) a partir dos 4 cantos da imagem. Esta imagem é limiarizada utilizando o mesmo valor da primeira etapa. Este passo se faz necessário pois métodos tradicionais não separam objetos de interesse com número reduzido de pixels, como no caso da traquéia. A maior região dentro da imagem limiarizada é encontrada por meio de um novo floodfill, com a eliminação dos buracos e pequenas regiões dentro de cada pulmão. A traquéia é detectada devido à sua forma circular e posição medial na imagem. Os vasos e pequenas regiões são incluídos na segmentação a partir de uma distância mínima. Finalmente é delimitado o contorno da região resultante. O mesmo procedimento é realizado para o segundo pulmão. Os descritores utilizados para o cálculo da textura nas regiões segmentadas são: (a) homogeneidade, (b) momento de diferenças de ordem k, (c) variância inversa, (d) energia, (e) variância, (f) momento inverso de diferenças de ordem k e (g) entropia. As equações estão descritas abaixo, sendo p(i,j) a probabilidade do par de pixels i e j existirem na imagem e k igual a ordem da grandeza [1, 6]: ∑∑ p(i, j ) i (a) Homogeneidade = j (1 + i − j ) (b) Momento de diferenças de Ordem k = ∑∑ (i − j ) i k ∑∑ (i − j ) i (d) Energia = ∑∑ p i (e) Variância = 2 Resultados j p (i, j ) (c) Variância Inversa = p(i − j ) j 2 com i≠j (i, j ) j ∑∑ (i − j ) i 2 p(i, j ) j (f) Momento inverso de diferenças p (i, j ) de Ordem k = ∑∑ (i − j ) i (g) Entropia = − j k ∑∑ p(i, j ) log[ p(i, j )] i j A homogeneidade fornece uma medida da distribuição dos valores de intensidade dos pixels. Retorna um valor que representa a proximidade da distribuição dos elementos à diagonal da matriz de coocorrência. A faixa de valores possíveis é de 0 a 1. O momento de diferenças de ordem k representa descreve a distorção da imagem, apresentando valores pequenos se a probabilidade tiver valores maiores no que na diagonal principal. ISBN 978-85-85205-73-7 A variância, também denominada constraste por alguns autores, retorna uma estimativa da média quadrada da variação das intensidades de um pixel analisado e o pixel vizinho. O contraste mede a variação abrupta de níveis de cinza ou bordas da imagem. Uma imagem constante apresenta variância ou contraste igual a zero. A variância é igual ao momento de ordem 2 e diz respeito à heterogeneidade da matriz de co-ocorrência em forma de desvio dos valor p(i,j) da matriz. A variância inversa é o inverso do contraste. A energia também chamada de uniformidade dos pixels da imagem, indica a suavidade das texturas. O momento inverso de diferenças de ordem k apresenta valores maiores se p(i,j) tiver pequenos valores na diagonal, denotando a homogeneidade da matriz de co-ocorrência. A entropia fornece o grau de dispersão de níveis de cinza de uma imagem, medindo a informação contida em p(i,j). Muitos pixels com o mesmo valor de nível de cinza significam uma imagem com pouca informação ou pequena entropia O programa permite que a coleta dos descritores de textura seja realizada dentro de janelas cujo tamanho pode ser determinado pelo usuário. Esta funcionalidade permite o cálculo de vários descritores de textura que podem ser utilizados para a classificação de texturas de interesse diagnóstico, com o apoio dos radiologistas. Desta forma, o reconhecimento dos padrões de textura das imagens de TC poderá ser realizado por uma varredura dentro do pulmão segmentado, buscando a máxima correlação com a textura que o radiologista busca. Página 7 Os descritores de textura foram determinados em cada corte das imagens dos pacientes, com a ferramenta desenvolvida para a extração da matriz de co-ocorrência e cálculo dos seus descritores, como mostra a interface na Figura 1. O cálculo os descritores de textura é realizado nos pulmões segmentados. A interface permite a escolha da distância (d) entre os pixels i e j , θ é o ângulo no plano xy para calcular a matriz de co-ocorrência e φ é o ângulo no plano z. O algoritmo gera uma planilha de dados com os valores calculados dos descritores de textura de cada corte, separados por pulmão direito e esquerdo. Na tabela 1 são apresentados alguns exemplos dos valores obtidos da imagem apresentada na Figura 1. A Tabela 1 mostra os descritores de um corte do pulmão para exemplificar o uso do programa desenvolvido. III SIIM - 2007 descrevem propriedades quantitativas internas e externas da imagem); e classificação da imagem (como por exemplo, os tipos de exames que definem as regiões anatômicas esperadas). As etapas do processo de reconhecimento de padrões estão esquematizadas na Figura 2. Imagem Adquirida Imagem Objeto Segmentação Extração de características X1 X2 X3 X4 X5 ... ... Xn - Elipse Direita - Elipse Esquerda Tipo de Objeto Classificação Vetor de Característica Figura 2: Etapas para o reconhecimento de padrões de textura em imagens de TC de pulmão. Discussão e Conclusões Figura 1 - Interface do programa de segmentação e cálculo dos descritores de textura. Tabela 1 – Valores dos descritores de textura gerados pelo algoritmo de um corte segmentado. Descritor Homogeneidade Pulmão Direito 0.04212778 Pulmão Esquerdo 0.053944964 Momento de Ordem 0 5.38E-05 6.72E-05 Momento de Ordem 1 0.02280731 -1.22E+01 Momento de Ordem 2 735.10565 672.9893 Momento de Ordem 3 -60549.31 -56513.094 0.022807315 0.03566846 Variância Inversa Energia Variância Diferença do Momento Inverso Entropia 5.38E-05 6.72E-05 735.10565 672.9893 0.014787552 4.53036 0.022684107 4.505561 O processo de extração das características das imagens permite relacionar de forma organizada as propriedades da imagem sobre os aspectos: textura, forma, distribuição de níveis de cinza e relacionamento espacial, entre outros objetos presentes na imagem. Assim, a partir destas características é possível indexar as imagens buscando a similaridade baseadas no seu conteúdo. Esta indexação é associada ao reconhecimento de padrões através do processo de segmentação (localização do pulmão de forma isolada); extração (cálculo dos valores dos descritores de textura que ISBN 978-85-85205-73-7 Página 8 Com o desenvolvimento da ferramenta apresentada neste trabalho é possível segmentar imagens de TC de pulmão e calcular os valores de descritores de textura, permitindo a caracterização a região de interesse. A partir de características comuns de regiões de interesse identificadas pelos radiologistas, podem ser criados padrões de textura dentro da própria ferramenta para auxiliar o diagnóstico médico. Os médicos radiologistas utilizam padrões próprios e terminologias para analisar imagens de TC de tórax, como, por exemplo: padrões de opacidade como vidro fosco, faveolamento (favo-de-mel) e fissuras, entre outros. Os descritores de textura permitem a caracterização objetiva dos padrões de reconhecimento de opacidades definidos visualmente. Neste trabalho usamos um total de 10 descritores de textura para analisar as imagens de TC em um banco de dados. A partir das análise médicas dos padrões de textura de relevância clínica, serão definidos os atributos mais relevantes para a discriminação das opacidades. A partir de um método de classificação a ser definido, um sistema CAD será desenvolvido para alertar o radiologista para que o exame seja analisado mais detalhadamente, a partir da detecção de padrões de textura suspeitos. Esta detecção preliminar poderá servir como “uma segunda opinião” para a tomada de decisões diagnósticas. Agradecimentos À FINEP pelo apoio financeiro e aos radiologistas do Hospital São Lucas da PUCRS e da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto pela análise das imagens. III SIIM - 2007 Referências [1] MARTINS, E. R. S.; MARQUES, P. M. A.; OLIVEIRA, L. F.; PEREIRA JUNIOR, R. R.; TRAD, C. S.. Caracterização de Lesões Intersticiais de Pulmão em Radiograma de Tórax Utilizando Análise Local de Textura. Radiologia Brasileira, v. 38, n. 6, p. 421-426, 2005. [2] PIRES, G. M.; POEL, J.V.; BATISTA, L. V.; MARQUES, J.R.T. ‘Arquitetura Para um Sistema de Diagnóstico Auxiliado por Computador’, X Congresso Brasileiro de Informática em Saúde, Florianópolis, Brasil, 2006, v. 1. p. 10-15, 2006. [3] SCHWARTZ, W. R.; PEDRINI, H.. ‘Método para Classificação de Imagens Baseada em Matrizes de Coocorrência Utilizando Características de Textura’, III Colóquio Brasileiro de Ciências Geodésicas (CBCG 03), Curitiba, Brasil, 2003, v. 1. p. 1-11, 2003. [4] SILVA, A. C., CARVALHO, P. C. e GATTASS, M. Diagnóstico de Nódulo Pulmonar Solitário Utilizando Textura e Geometria em Imagens de Tomografia Computadorizada: Resultados Preliminares. Revista IEEE América Latina, v.2, n.2, 2004. [5] GONZALES, R.C. and P. WINTZ, Digital Image Processing, São Paulo: Edgard Blücher, 2000. [6] HARALICK, R.M., K. SHANMUGAN, and I. DINSTEIN, Textural Features for Image Classification. IEEE Trans. Syst, Man and Cyb., 1973. SMC-3(6): p. 610-621. ISBN 978-85-85205-73-7 Página 9 III SIIM - 2007