Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Atendimento as Solicitações da Reunião realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 Fevereiro | 2014 Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Rio Meia Ponte Atendimento as Solicitações da Reunião realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 Fevereiro | 2014 2523-00-ATC-RL-0001-00 Minas PCH Atendimento as Solicitações da Reunião Realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 ÍNDICE 1- Apresentação das Informações ................................................................. 1/4 ANEXOS Anexo 1 Item 6 - Análise da Fragilidade Ambiental na Bacia Anexo 2 Item 7 - Avaliação Ambiental do Potencial Hidrelétrico da Bacia Anexo 3 Mapas de Vulnerabilidade - Versão Experimental (Escala Absoluta) Fevereiro de 2014 Índice 1/1 2523-00-ATC-RL-0001-00 Minas PCH Atendimento as Solicitações da Reunião Realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 1- APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES Em atendimento aos apontamentos realizados na reunião realizada em Goiânia, em 28 de Janeiro de 2014, para esclarecimento de dúvidas e questionamentos da equipe técnica da SEMARH acerca do conteúdo dos estudos apresentados no EIBH da Bacia do Rio Meia Ponte, seguem abaixo relacionados alguns documentos, os quais buscam equacionar as observações e apontamentos realizados ao longo da reunião. A partir da anotação dos principais pontos abordados pela equipe da SEMARH que participa diretamente da análise dos estudos ora apresentados, buscou-se a revisão dos itens constantes do EIBH da Bacia do Rio Meia Ponte, reestruturando sua forma de apresentação e conteúdo, de forma a dar mais clareza e profundidade às seções que foram objeto de discussão na reunião realizada em 28 de Janeiro de 2014. Desta forma, são apresentados alguns tópicos a seguir, de forma a indicar em função dos questionamentos realizados, as seções correspondentes às retificações realizadas nos estudos. 1. Apresentar, na seção 6 - ANÁLISE DA FRAGILIDADE AMBIENTAL NA BACIA, desenvolvimento detalhados da metodologia, tal qual um passo a passo, sobre o processo de escolha das variáveis, indicadores e a definição dos pesos para definição das Fragilidades e Impactos, inserindo, se possível, outras referências bibliográficas. Foi feita uma ampla revisão do Capítulo 6, que é reapresentado no Anexo 1 deste documento, incluindo especialmente os seguintes pontos. Detalhamento dos procedimentos para seleção das variáveis e composição dos indicadores (Cap. 6, novo Item 6.1.2.1 – Pag. 6); Detalhamento dos procedimentos para Atribuição de pesos (Complementado Cap. 6, Item 6.1.3 – Pag. 11 e item 6.1.5 – Pag. 29) A seção teve como orientação, as indicações metodológicas constantes do Manual do Inventário (MME, 2007) e foi composta com base em outros estudos similares, como a AAI dos rios Paranaíba, Doce e Paraíba do Sul, conforme citado nas referências do estudo. Fevereiro de 2014 1/4 Minas PCH 2523-00-ATC-RL-0001-00 Atendimento as Solicitações da Reunião Realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 2. Apresentação na seção correspondente, dos mapas intermediários produzidos para a espacialização de cada um dos Indicadores Ambientais utilizados na composição da Fragilidade de modo que se demonstre a influência de cada um no mapa final de Fragilidade. Foram inseridos no texto (Anexo 1 - Cap. 6, Item 6.1.4.1 - Pag. 20) quadros explicativos e os cartogramas que ilustram a representação espacial dos Indicadores de Sensibilidade, complementação o desenvolvimento das etapas intermediárias de definição da Fragilidade ambiental para os temas abordados na AAI. 3. Preparar memória matemática explicativa para definição dos impactos IMP 07 - Pressão sobre condição do Habitat Terrestre e IMP 10 - Pressão sobre o uso do espaço. É apresentado, na seção correspondente (Cap. 7.3.1.1, Págs. 16 a 18), descrições e quadros que demonstram o conceito e o desenvolvimento das avaliações qualitativas realizadas para compor uma estimativa do grau de impacto sobre a qualidade do habitat terrestre (IMP 07) e as gradações dos diferentes níveis de pressão sobre o uso do espaço (IMP 10), comparado quanto aspectos socioambientais dos trechos de rio de cada reservatório. 4. Inserir na seção 7.3.1 – Índice de Eficiência Ambiental, as justificativas apresentadas na reunião, especialmente aquelas que ressaltam a importância da atratividade e do retorno advindo dos investimentos realizados na implantação dos empreendimentos hidrelétricos na definição dos cenários e sobre as condições para a implantação das medidas ambientais associadas aos impactos decorrentes dos empreendimentos. Foram inseridos no texto (Anexo 2 - Cap. 7, Item 7.3.1 - Pag. 16.) informações adicionais de forma a adequar as bases e premissas utilizadas na definição metodológica do índice. 5. Entregar os mapas de vulnerabilidade com escala de cores representando os valores absolutos para cada um dos meios. Os mapas que ilustram a utilização de uma escala absoluta na representação da vulnerabilidade são apresentados no Anexo 3 deste documento, de forma a exemplificar e ilustrar de forma complementar os resultados da Análise de Vulnerabilidade do EIBH da Bacia do Rio Meia Ponte. Ressalta-se que para a composição dos estudos, foram utilizadas escalas relativas, ou seja, que normalizam os valores desviantes, quais sejam aqueles muito altos e muitos baixos. Tais mapas são ilustrativos dos resultados deste EIBH, uma vez que a redução da amplitude da escala 2/4 Fevereiro de 2014 2523-00-ATC-RL-0001-00 Minas PCH Atendimento as Solicitações da Reunião Realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 contribui sobremaneira para a magnificação das diferenças entre os diversos níveis de sensibilidade e para os objetivos da análise, qual seja o permitir melhor comparação entre os distintos aspectos que compõem a sensibilidade da bacia. 6. A não utilização de informações referentes aos processos minerários na composição das variáveis e indicadores, deve ser justificada. É apresentado no item 6.1.2.1 (pag.: 12), que destaca os critérios de seleção dos indicadores, as justificativas para a não inclusão do tema. 7. Foram questionados os critérios que elencaram o uso da variável “Crescimento Demográfico”, em detrimento da variável “Densidade Demográfica” usado na composição do Indicador de Sensibilidade de Pressão Populacional. Para tal ponto deve ser apresentada uma justificativa tal qual comentado na reunião técnica. Foi inserida a seção 6.1.2.1 - Critérios para Seleção das Variáveis, conforme apresentado no capítulo 6 (Anexo 1), justificativas e exemplos que ilustram o processo de seleção das variáveis utilizadas na composição dos indicadores. Mais especificamente sobre a questão da utilização do crescimento demográfico, a seção 6.1.2.1 (pag. 9) apresenta a seguinte redação. “Na busca de características úteis para determinação de aspectos relevantes para o estudo, o processo de composição dos indicadores lançou mão, em alguns casos, de características indiretas, adotadas pela correlação com determinadas condições ou processos que permitissem a diferenciação das condições socioeconômicas associadas ao indicador proposto. Este é exemplo do crescimento demográfico, usado como indicador de fragilidade dos Aspectos Socioeconômicos. Ele é usado pra comparação entre os municípios da bacia quanto a irregularidades no crescimento populacional e as sensibilidades regionais à variação demográfica e todos os demais aspectos sinérgicos ao processo de crescimento populacional. Observa-se que o crescimento irregular ou acelerado (com variações superiores às médias regionais ou nacionais), resulta de fatores econômicos e sociais associados à atração de população e resulta, em grande parte dos casos, em pressão sobre a rede de serviços públicos e nas condições urbanas. Anomalias nas curvas de crescimento populacional são, na grande maioria dos casos, resultados de eventos atratores de migrantes, como assentamentos e aumento da oferta de postos de trabalho, gerando uma maior sensibilidade a partir da inserção socioeconômica de novos eventos atratores, tais quais se apresentam as AHEs previstas para a bacia.” Fevereiro de 2014 3/4 Minas PCH 2523-00-ATC-RL-0001-00 Atendimento as Solicitações da Reunião Realizada em Goiânia em 28 de Janeiro de 2014 8. Sobre ictiofauna, foram ainda apontadas incoerências sobre os comprimentos das rotas migratórias em locais diferentes do estudo (diferença na citação da Rota 1 entre o Diagnóstico, no Cap. 4 e a Avaliação da Vulnerabilidades, no Cap. 6. As citações de distâncias nos referidos capítulos fazem menção a distâncias diferentes: Na seção 4.3 – Diagnóstico do Meio Biótico, na seção correspondente à ictiofauna, a informação apresentada se refere ao trecho livre do rio Dourados (250 km), enquanto no Capitulo 6 – Análise de Fragilidades, mede-se somente a distância da Rota 1 até sua foz do rio Dourado, cuja extensão apresenta 150km. Contudo, para que tais diferenças sejam explicitadas, fez a correção das citações do Capítulo 6 (Pag. 35), que passou a ter a seguinte redação (Anexo 1): “A primeira delas é formada pelo trecho entre a barragem da UHE São Simão (no rio Paranaíba) até o rio Dourados, afluente do rio Meia Ponte. Esta rota, chamada de Rota 1 e apresenta aproximadamente 250 km, dos quais cerca de 150 km estão inseridos na sub-bacia do rio Meia Ponte.” 9. Foram solicitadas informações sobre a existência ou não de lagoas marginais na bacia do Meia Ponte e questionado o tipo de tratamento dado ao tema no EIBH. Tratados nas análises realizadas como ecossistemas associados ao rio, as áreas de várzeas e lagoas marginais, foram consideradas especialmente na composição e avaliação dos Impactos associados diretamente ao aumento do espelho d’água. Lagoas marginais são citadas originalmente dentre as feições de destaques na bacia (Item 6.2, Pag 53) e considerada dentre os indicadores de impacto (Item 7.3.1 - IMP 02 - Comprometimento de Ambientes Ecologicamente Estratégicos – pag. 19). As escalas utilizadas para os estudos do EIBH e a falta de um mapeamento sistemático desses ambientes em bases e fontes conhecidas para a bacia, não permitiram que tal componente viesse a ser elegível como uma variável na composição do Indicador de Sensibilidade dos Ecossistemas Aquáticos. Contudo, a presença desses ambientes não é frequente na bacia, de forma que sua distribuição ao longo da bacia é bastante pontual. Neste sentido, elegeu-se para a qualificação dos biótopos associados aos recursos hídricos, a presença de ‘Mata Ciliar’, cuja distribuição e importância se mostrou mais representativa para a bacia. 4/4 Fevereiro de 2014