UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Maria do Carmo Silva Barreto INOVAÇÃO TECNOLÓGICA BASEADA NA PRODUÇÃO DE BIOPOLÍMERO COM VIABILIDADE PARA INOCULANTE RIZOBIANO Recife Abril/2008 Maria do Carmo Silva Barreto INOVAÇÃO TECNOLÓGICA BASEADA NA PRODUÇÃO DE BIOPOLÍMERO COM VIABILIDADE PARA INOCULANTE RIZOBIANO Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Ciências Biológicas. Área de Concentração: Biotecnologia Orientador Prof. Dr. José Luiz de Lima Filho Co- Orientadores Profª. Drª. Márcia do Vale Barreto Figueiredo Prof. Dr. Hélio Almeida Burity Recife Abril/2008 Barreto, Maria do Carmo Silva Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímero com viabilidade para inoculante rizobiano./ Maria do Carmo Silva Barreto . – Recife: O Autor, 2008. 92 folhas : il., fig. tab. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CCB. Ciências Biológicas, 2008. Inclui bibliografia. 1. Bioquímica 2. Leguminosas 3. Biopolímeros 4. Rhizobia I. Título. 577.1 CDU (2.ed.) UFPE 572 CDD (22 ed.) CCB – 2008-085 Dedico esta dissertação aos meus pais, pelo apoio ao longo de todos os caminhos que passei, com amor. Agradecimentos A Deus, por ter me dado perseverança, paciência, paz de espírito para transpor mais esta etapa na minha vida profissional e pessoal. Aos meus Pais, José Ribeiro Barreto e Maria Almerinda Barreto, pela minha vida, educação, apoio, carinho e incentivo, e a minha irmã Glauciene Barreto e cunhado João Rodrigues pelas palavras de apoio e incentivo dado0. Ao Dr. José Luiz de Lima Filho, por ter acreditado em mim, por todo o seu apoio e confiança depositada durante o Mestrado. A Dra. Márcia do Vale Barreto Figueiredo, pelos ensinamentos, conselho, amor e confiança refletidos em trabalhos. Por sempre nos demonstrar com exemplos que qualquer objetivo pode ser alcançado, com responsabilidade, trabalho sério e organização. Meus mais sinceros agradecimentos. Ao Dr. Helio Almeida Burity, pela acolhida no Laboratório Biologia do Solo – IPA, agradeço pelo convívio, amizade, ensinamentos, por facilitar a conclusão dos trabalhos desenvolvidos no laboratório, sempre tendo uma palavra que nos reconforta e ajuda. A Dra. Francisca Pessoa França pela ajuda, esclarecimentos e apoio despendidos. Ao Dr. José de Paula Oliveira pela amizade, ajuda, atenção e contribuição despendida durante todo o trabalho. A Dra. Maria Luiza Bastos pela amizade, apoio, incentivo e carinho. Aos Doutores, Adália Cavalcanti, Eidy Simões, Maria do Carmo Catanho, Sônia Formiga da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária – IPA, pela convivência, troca de conhecimentos e amizade. Aos meus Amigos do Laboratório: Marcela Vila Nova, Emmanuella Vila Nova, Elisângela Cabral, Rafael Barboza, Sue Ellen, Aníbia Vicente, Helane Costa, Tathiana Alves, André Sueldo, por todos os memoráveis momentos compartilhados tanto no laboratório, como fora dele, muito obrigado à todos. À Profª e Dra. Carolina Etienne, pela amizade e ajuda na revisão deste trabalho, uma pessoa querida que está sempre pronta para ajudar, meu muito obrigada. Ao Prof. e Dr. Cosme Rafael, pela ajuda, aconselhamento e correções que foram indispensáveis para o êxito deste trabalho, muito obrigada. Ao Dr. Odemar Reis – Estatístico do IPA, pela ajuda despendida durante os trabalhos, pelas palavras de confiança e ensinamentos. Aos funcionários do IPA: Almira pela ajuda na aquisição de material bibliográfico, Rosa Morais pela ajuda e amizade, Waldemar Araújo pela amizade, palavras de confiança e força, Lúcia, Mário e Rita pelo convívio no dia a dia, pela ajuda, carinho e amizade. As Profa. Dra. Glícia Calazans e Profa. Dra. Janete Magali, pela ajuda e obtenção do equipamento úteis para a conclusão dos trabalhos, muito obrigada. A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas CCB/UFPE Profa. Dra. Suely Lins Galdino pelo apoio e informações indispensáveis para o funcionamento do mestrado. A Secretária da Pós-graduação Adenilda Eugênia, pela ajuda e amizade despendida ao longo do curso. À CAPES/FACEPE pelo apoio financeiro no fomento da bolsa de mestrado. A todos aqueles, que, mesmo não mencionados, estiveram ao meu lado, contribuindo para a minha formação e para a realização deste estudo, o meu mais sincero agradecimento. LISTA DE FIGURAS Fig. 1 16 Classificação dos Fluidos segundo seu comportamento reológico Fig. 2 Curvas de escoamento de fluidos newtoniano e não newtonianos de propriedades independentes do tempo de cisalhamento. Fig. 3 Aspecto do EPS precipitado, sintetizado a partir do ISOL 14 (a) e do CIAT 899(b) com 168 horas de cultivo. Variação da viscosidade aparente em função da taxa de cisalhamento de soluções aquosas de EPS 2,5 % (v/v) de 8 isolados de Rhizobium e uma estirpe padrão CIAT 899 a 20 °C com tempo de fermentação de 96 h, determinada com viscosímetro rotacional Brookfield (modelo RVT). Variação da viscosidade aparente em função da taxa de cisalhamento de soluções aquosas de EPS 2,5 % (v/v) de 8 isolados de Rhizobium e uma estirpe padrão CIAT 899 a 20 °C com tempo de fermentação de 168 h, determinada com viscosímetro rotacional Brookfield (modelo RVT). Procedimento para contagem de células viáveis (UFC) e totais (Densidade ótica) Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 1 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 2 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inoculo do Isolado 3 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inoculo do Isolado 4 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inoculo do Isolado 6 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 11 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 14 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 16 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do CIAT 899 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm Concentração de glicose durante a produção de EPS por Rhizobium sp. (ISOL 14). Concentração de glicose durante a produção de EPS por Rhizobium sp. (CIAT 899). Fig. 4 Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7 Fig. 8 Fig. 9 Fig. 10 Fig. 11 Fig. 12 Fig. 13 Fig. 14 Fig. 15 Fig. 16 Fig. 17 16 47 48 49 63 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 Páginas LISTA DE TABELAS Tabela 1 Características morfofisiológicas dos Isolados de rizóbios e estirpe 40 padrão CIAT 899 - Rhizobium tropici Tabela 2 Valores das constantes kat e k γ (Mitshka, 1982) Tabela 3 Esquema teórico da análise de variância, para experimentos em 96 e 43 168 horas. Tabela 4 Esquema teórico da análise de variância, para grupo de experimentos. Tabela 5 Resultados da análise de variância da produção de biopolímero 45 sintetizados por Rhizobium cultivados em 96 e 168 horas de cultivo Tabela 6 Dados médios das análises individuais e do grupo de experimento 45 Tabela 7 Isolados de rizóbios e estirpe padrão CIAT 899 - Rhizobium tropici 62 Tabela 8 Constituintes químicos da goma produzida pela estirpe de Rhizobium sp 78 (ISOL 14) 42 44 SUMÁRIO AGRADECIMENTOS LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS SUMÁRIO 1. Introdução........................................................................................... 1 1.1 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) .................................................. 1 1.2 Rhizobium sp................................................................................ 3 1.3 Simbiose rizóbio-leguminosa....................................................... 5 1.4 Polissacarídeos de rizóbio........................................................... 8 1.5 Reologia....................................................................................... 13 2. Justificativa........................................................................................ 19 3. Objetivos............................................................................................ 20 3.1Geral............................................................................................. 20 3.2 Específicos................................................................................... 20 4. Referências........................................................................................ 21 5. Capítulo 1........................................................................................... 34 Resumo............................................................................................. 35 Abstract............................................................................................. 36 5.1 Introdução.................................................................................... 37 5.2 Material e Métodos ..................................................................... 39 5.3 Resultados e Discussão............................................................. 44 5.4 Conclusões................................................................................. 51 5.5 Referências................................................................................. 52 6. Capítulo 2.......................................................................................... 57 Resumo............................................................................................ 58 6.1 Introdução.................................................................................... 59 6.2 Material e Métodos...................................................................... 61 6.3 Resultados e Discussão............................................................. 66 6.4 Conclusões................................................................................. 81 6.5 Referências................................................................................. 82 7. Anexos................................................................................................... 87 Normas da Revista World Journal of Microbiology and Biotechnology Submissão do Artigo Normas da Revista Scientia Agrária Trabalhos apresentados no 24º Congresso Brasileiro de Microbiologia - 3 a 6 de Outubro de 2007 em Brasília - Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília / DF 1. INTRODUÇÃO 1.1 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) O feijoeiro é cultivado em cerca de 100 países em todo o mundo, envolvendo grande número de gêneros e espécies, dificultando uma análise comparativa dos índices de produtividade por espécie. Considerando somente o Phaseolus vulgaris L., o Brasil é o maior produtor, seguido do México. Entretanto, a produção brasileira de feijão tem sido insuficiente para abastecer o mercado interno, devido à redução na área plantada, da ordem de 35 %, nos últimos 17 anos (Yokoyama & Stone, 2000). A falta de tecnologia e o cultivo em solos marginais, devido ao baixo retorno econômico da cultura, contribuem, decisivamente, para a baixa produtividade do feijoeiro e nesse quadro, o fornecimento adequado de nutrientes, particularmente o nitrogênio (N) e o fósforo (P), representam um dos fatores limitantes à obtenção de maiores rendimentos no Brasil (Araújo, 1994). No Brasil o feijoeiro é cultivado nos mais variados tipos de solos e clima sendo plantado, preferencialmente, como cultura de subsistência em pequenas propriedades. O feijão é importante fonte de nutrientes (proteínas, minerais, vitaminas) e calorias na dieta brasileira (Hungria et al., 2000). Além de apresentar alto conteúdo de carboidratos componentes de fibra (celulose, hemicelulose e lignina) e digeríveis (amido e sacarose), encontram-se no feijão alguns oligossacarídeos (rafinose, estaquiose, verbascose). O feijão também é uma fonte importante de vitaminas hidrossolúveis, como a tiamina, a riboflavina, a niacina e a folacina, que são vitaminas do complexo B envolvidas na prevenção de certos defeitos fetais, cardiovasculares e certos tipos de câncer (Costa & Vieira, 2000). O feijoeiro é originário das Américas, com centros de origens e domesticação na Meso América (México-Guatemala) e na Zona Leste dos Andes. Seu cultivo foi delineado há mais de 7000 anos entre os nativos do Peru, sugerindo seleção da espécie para a agricultura (Gepts, 1990). As áreas de diferenciação e domesticação do feijoeiro ocorrem em altitudes entre 500 e 1800 m na América Central e norte da América do Sul. Diversos tipos selvagens são registrados em altitudes próximas a 1200m (Miranda, 1974). Os feijoeiros provenientes desses materiais mostram grande amplitude de características morfológicas e fisiológicas. O gênero Phaseolus contém mais de uma centena de espécies, mas apenas P. vulgaris L., P. coccineus L., P. acutifolius Gray var. Latifolius Freeman e P. lunatus var. lunatous são cultivadas comercialmente (Zimmermann & Teixeira, 1988). Dessas, o feijoeiro comum, P. vulgaris L. é a espécie de maior importância econômica, contribuindo com cerca de 95 % da produção mundial de Phaseolus. No Brasil, em uma rota inversa à do tráfico de escravos, P. vulgaris chegou à África e, provavelmente em tempos anteriores, à Ásia via Filipinas. No século XVI, foi introduzido na Europa e na Califórnia, levado por intermédio dos espanhóis, trazido da América Central (Mariot, 1989). Os teores de N nos solos do Brasil são baixos, de um modo geral, situando-se na faixa de 0,05 % a 0,3 %. Com a intensificação da agricultura, as exigências de adição de N, bem como a sua remoção, são ampliadas e, consequentemente, se o N retirado do solo pelas plantas não for reposto, o teor desse nutriente decrescerá rapidamente. Quanto aos fertilizantes nitrogenados, existe um custo elevado para a síntese dos mesmos, de cerca de seis barris de petróleo para cada tonelada de amônio produzido, bem como gastos com o transporte e distribuição do fertilizante, além de outros (Hungria et al.,1997). Considerando que o feijoeiro é cultivado principalmente por pequenos agricultores, em solos muitas vezes deficientes em N mineral, esforços para a melhoria do processo de simbiose da cultura com rizóbios inoculados nas sementes podem corresponder a aumentos significativos no rendimento de grãos. Essa via biológica se torna ainda mais importante quando se leva em consideração os custos elevados do N mineral, limitando a sua utilização, principalmente pelos pequenos agricultores. Práticas alternativas para diminuir esses custos precisam ser procuradas, principalmente no Brasil, que importa fertilizante nitrogenado para satisfazer à demanda interna (Hungria et al., 2001). Um outro agravante na utilização de fertilizantes nitrogenados reside na baixa eficiência de sua utilização pelas plantas, raramente ultrapassando 50 %. Deve-se considerar ainda, que o uso indiscriminado de fertilizantes nitrogenados resulta em poluição ambiental, pois a lixiviação do N ocorre contaminação no lençol freático que resultam em acúmulo de formas nitrogenadas, podendo atingir níveis tóxicos a peixes e ao homem (Hungria et al., 2001). Dentro deste contexto, destaca-se a necessidade do desenvolvimento de tecnologias de baixo custo capazes de melhorar os níveis de produtividade dos pequenos agricultores, responsáveis pela quase totalidade da produção mundial desta leguminosa, essencial na dieta de grande parte da população brasileira (Dakora, 2003). 1.2 Rhizobium sp. Este gênero foi classificado em 1932, por Fred et al, e apresenta como característica células em forma de bastonete curto, Gram-negativas, com dimensões que variam entre 0,5 e 0,9 µm por 1,2 a 3,0 µm, ocorrendo isolados ou aos pares, móveis por flagelos polares, subpolares ou peritriquiais, não formam esporos e em culturas envelhecidas apresentam granulações de poli-β-hidroxibutirato (Urenha et al., 1994). Apresentam bom crescimento em meio com manitol, sacarose e levedura, podendo em meios gelificados desenvolver colônias planas, convexas ou umbilicadas; apresentam normalmente coloração branca e opaca, por vezes translúcidas, apresentando frequentemente produção de goma de natureza polissacarídica. A inclusão de Vermelho do Congo no meio de cultura não conduz a uma forte absorção deste corante pelas colônias, podendo certas estirpes apresentar ligeira absorção. As estirpes de crescimento rápido produzem colônias de 4 a 6 mm de diâmetro em 5 dias de incubação a 26-30 °C provocando acidificação do meio de cultura. As estirpes de crescimento lento produzem colônias com 1 mm de diâmetro em 10 dias de incubação a 28-30 °C, provocando a alcalinização do meio de cultura. Induzem a formação de nódulos na raiz de leguminosas compatíveis, colonizando-os e podendo aí desenvolver atividade diazotrófica em simbiose; utilizam oxigênio como receptor final de elétrons na cadeia respiratória, são microrganismos aeróbios estrito e a faixa de pH ótimo para seu desenvolvimento está entre 6 e 7 (Hungria & Araújo,1994). A literatura relata a presença de reação ácida durante o cultivo, promovendo queda do pH do meio de cultura (Jordan, 1984). No entanto dados experimentais de cultivo desta bactéria em fermentador, na presença de sacarose, glutamato monossódico e extrato de levedura mostram comportamento oposto. As velocidades específicas máximas de crescimento desta bactéria oscilam em torno de 0,20/h, o que resulta num tempo de geração de aproximadamente 3,5 h. Entre as bactérias fixadoras de nitrogênio presentes no solo, cujas populações são altamente influenciadas pela rizosfera das plantas, o rizóbio é considerado o grupo mais importante na agricultura tropical pela sua associação com as leguminosas. Esta simbiose é responsável por uma substancial parte, talvez a maior, do fluxo global de nitrogênio atmosférico fixado nas formas de amônia, nitrato e compostos orgânicos (Kahindi et al., 1997). Certamente esta associação é a mais estudada, mas simbioses envolvendo actinomicetos do gênero Frankia, cianobactérias especialmente a associação Azolla-Anabaena e organismos heterotóficos fixadores de nitrogênio de vida livre e associativos, podem também fixar quantidades significativas de nitrogênio sob condições específicas (Straliotto & Rumjanek,1999). Atualmente, os rizóbios estão classificados como pertencentes à: domínio: Bacteria; Filo: Proteobacteria; Classe: Alfaproteobacteria; Ordem: Rhiobiales; e distribuídos nas Famílias Rhizobiaceae, Phyllobacteriaceae, Bradyrhizobiaceae e Hiphomicrobiaceae (Garrity & Holt, 2001). Além disso, algumas bactérias capazes de nodular e fixar N2 em simbiose com leguminosas foram, recentemente, identificadas como pertencentes à Classe das Betaproteobacteria; Ordem: Burkholderiales; Família: Burkholderiaceae; Gênero: Burkholderia (Moulin et al., 2001) e, também pertencentes à Classe das Alfaproteobacterias; Ordem: Rhizobiales; Família: Methylobacteriaceae; Gênero: Methylobacterium (Sy et al., 2001). As bactérias que nodulam o feijoeiro foram classificadas inicialmente como Rhizobium phaseoli, porém, com uma melhor caracterização fisiológica, bioquímica e genética, essas bactérias foram reclassificadas, após 50 anos, na espécie Rhizobium leguminosarum bv. phaseoli (Jordan, 1984). Com o estudo de outros isolados e o avanço nas técnicas de biologia molecular, em um curto período de tempo foi constatado que as bactérias que nodulavam o feijoeiro apresentavam claramente características fisiológicas e genéticas distintas, permitindo a sua separação em dois grupos, denominadas Tipo I e Tipo II (Martínez et al., 1985; Quinto et al., 1985; Brom et al., 1988). Essas e outras diferenças levaram, em 1991, à definição de uma nova espécie, R. tropici (tro’ pi. ci. Gr. n. tropikos, trópicos), que incluiria as estirpes do Tipo II, que foi subdividido em IIA e IIB (Martinez-Romero et al., 1991). As bactérias dessa nova espécie foram descritas como aeróbias, Gram-negativas, com pH ótimo para crescimento variando entre 5 e 7, crescendo em temperatura de até 40 °C. As estirpes estudadas foram isoladas de regiões tropicais, nodulam e fixam N2 com P. vulgaris L., Leucaena esculenta e L. leucocephala. A estirpe IIB CIAT 899 (= ATCC 49672, = UMR 1899, = SEMIA 4077) foi designada como estirpe padrão (“type strain”) e a estirpe representativa do grupo IIA é a CFN 299. A estirpe CIAT 899, assim como as outras do Tipo IIB, também é resistente a metais pesados e aos antibióticos clorofenicol, espectinomicina, carbenicilina e estreptomicina (Martínez-Romero et al., 1991) e apresenta maior tolerância à acidez (Graham et al., 1994) e a temperaturas elevadas (Hungria et al., 1993; Mercante et al., 2002). Somente as estirpes do Tipo IIB crescem em meio Luria-Bertani (LB) (MartínezRomero et al., 1991). Alguns estudos têm descrito diferenças entre os Tipos IIA e IIB, incluindo análise de PCR com seqüências repetitivas como REP, ERIC, BOX (van Berkum et al., 1996) e a presença de megaplasmídeos (Geniaux et al., 1995). 1.3 Simbiose rizóbio- leguminosa Há uma grande diversidade de bactérias capazes de formar simbioses com as diferentes leguminosas sendo que, até o momento, encontram-se distribuídas dentro de três ramos filogenéticos principais que são os gêneros Bradyrhizobium, Azorhizobium, e os chamados rizóbios de crescimento rápido. Estes atualmente encontram-se divididos em três gêneros Rhizobium, Mesorhizobium e Sinorhizobium, sendo que R. galegae deve ser brevemente renomeado como um novo gênero (Young & Haukka, 1996; Lindström et al., 1998). O rizóbio induz, em suas hospedeiras, a formação de estruturas especializadas chamadas nódulos, onde o nitrogênio molecular é reduzido a amônia. Os estudos têm demonstrado o alto grau de especialização desenvolvido durante o processo evolutivo desta simbiose, havendo importantes relações de especificidade e grandes possibilidades de manipulação deste conhecimento visando melhorar a eficiência simbiótica. Devido à sua importância econômica, os estudos da interação rizóbio-leguminosas tem tido um bom suporte econômico quando comparado às demais áreas de pesquisa agronômica em diversas partes do mundo, sendo que atualmente é a interação planta-microrganismo mais bem estudada (Straliotto & Rumjanek,1999). Sob condição de limitação de nitrogênio mineral, as bactérias do gênero Rhizobium, Bradyrhizobium, Mesorhizobium, Sinorhizobium, Allorhizobium, coletivamente chamadas de rízóbio formam nódulos simbióticos nas raízes de leguminosas. Nos anos recentes outras, α-proteobacterias tem sido apresentadas como produtoras de nódulos em leguminosas (Moullin et al., 2002) Methylobacterium (Sy et al., 2001); Blastobacter (Van Berkun e Eardly, 2002), e Devosia (Rivas et al., 2002). Nestes nódulos simbióticos, a bactéria, na forma de bacteróides, convertem o N atmosférico em amônia, que é incorporada em diversas formas de N orgânico para a utilização por plantas da família das leguminosas. O nitrogênio é o elemento mais abundante na atmosfera terrestre (em torno de 79 %), estando presente principalmente na forma diatômica (N2) e é um dos principais macronutrientes dos vegetais. Algumas bactérias que coexistem em simbiose ou não nas raízes de plantas, possuem enzimas com a capacidade de redução do nitrogênio atmosférico, transformando-o em amônia e posteriormente em elementos essenciais (Lodeiro et al. 2000). As leguminosas têm, ao seu dispor, duas fontes de nitrogênio: o mineral, proveniente do solo e/ou fertilizante, e o nitrogênio fixado biologicamente através da simbiose com os rizóbios. Entretanto, a subida vertiginosa dos preços dos adubos nitrogenados devido ao consumo de energia fóssil em sua fabricação, aliada aos graves problemas de poluição causados pelo uso intensivo desses adubos, tem deixado à agricultura dos países em desenvolvimento e dos desenvolvidos apenas as alternativas de maximizar a fixação biológica de nitrogênio, otimizar a distribuição e emprego dos compostos nitrogenados dentro das plantas e tornar mais eficiente a utilização de carboidratos pelos nódulos (Neves, 1992). O crescimento e a produção das leguminosas são, pelo menos em parte, o resultados da interação entre as cultivares das plantas, as estirpes de Rhizobium e as condições ambientais em que o sistema simbiótico se desenvolve e que afetam a assimilação, distribuição e utilização do carbono e nitrogênio pelas plantas. A disponibilidade de nitrogênio para as sementes em desenvolvimento determina a produção e depende de uma fixação de nitrogênio que se prolongue até o período de enchimento dos grãos (Neves & Rumjanek, 1995; Rumjanek et al., 2002). As plantas dependentes da fixação biológica do N requerem mais fosfato (P) que as plantas que usam exclusivamente N mineral. Os níveis baixos de P podem afetar a simbiose, ao diminuir o suplemento de fotossintato ao nódulo, reduzir a taxa de crescimento bacteriano e a população total de Rhizobium e Bradyrhizobium (Keyser & Munns, 1979) A fixação biológica do nitrogênio dar-se-á mediante a presença de nódulos nas raízes induzidos pela infecção das raízes pelas bactérias (Uribe, 1994). O desenvolvimento dos nódulos serão iniciados pela troca de sinais químicos moleculares entre a planta e o simbionte (Singleton et al., 1992, Hungria, et al., 2000). Os nódulos e a planta hospedeira são perfeitamente interligados por meio de vasos xilemáticos e floemáticos e, portanto, totalmente integrados em termos hormonais e nutricionais. O processo de fixação do nitrogênio também requer um suprimento contínuo de carboidratos que fornecem tanto a energia para a redução do nitrogênio quantos os esqueletos de carbono necessários à assimilação da amônia produzida. Durante os processos de infecção e desenvolvimento dos nódulos, energia é necessária às divisões celulares, e é obtida da oxidação dos carboidratos produzidos na parte aérea da planta hospedeira (Neves, 1992, Silveira et al., 2001; Moreira & Siqueira, 2006). Devido à existência de uma grande diversidade de espécies nativas de bactérias fixadoras de nitrogênio, é necessária a obtenção de estirpes de Rhizobium de alta qualidade capazes de sobreviver e competir pela fixação eficiente do nitrogênio atmosférico na leguminosa alvo (Moawad et al., 1998, Silveira et al., 2001, Figueiredo et al., 2001; 2002). A nodulação é um processo de multi-passos que envolvem plantas específicas e expressão genética bacteriana compatível. Os resultados de várias trabalhos, têm indicado a participação de mediadores químicos no período inicial do processo de infecção das raízes das leguminosas. Flavonoides específicos são reconhecidos pelo rizóbio e, em alguns casos, este é um importante aspecto de reconhecimento do hospedeiro. Se o flavonoide for reconhecido, ocorrerá a síntese de sacarídeos nas células bacterianas através da ação de vários produtos de genes e, resultando a produção de uma pequena família de lipo-oligossacarídeos. A estrutura dos tipos de lipo-oligossacarídeos é o maior determinante da especificidade do hospedeiro (Laeremans & Vanderleyden, 1998; Diouf et al., 2000; Dakora, 2003). 1.4 Polissacarídeos de Rizóbio Biopolímeros são polissacarídeos microbianos, também conhecidos como gomas ou exopolissacarídeos (EPS), que tem a capacidade de fornar géis e soluções viscosas em meio aquoso (Moreira et al., 2003). Tendo sido observados nas últimas décadas progressos significativos em relação à identificação, caracterização e utilização de polissacarídeos sintetizados por microrganismos (Padilha, 1997). Kay et al (1993) enfatizam que os biopolímeros são, na sua maioria, compostos atóxicos, biodegradáveis, produzidos extracelularmente por microrganismos não patogênicos a partir de fermentações em batelada com eficiência próxima a 50% na conversão do substrato. O termo goma, tal como usado tecnicamente pelas indústrias, refere-se aos polissacarídeos de origem vegetal ou microbiana e seus derivados de alto peso molecular, que, quando solubilizados em água fria ou quente, produzem suspensões ou soluções viscosas, podendo formar géis a baixas concentrações (Lopes, 1989; Whistler & BeMiller, 1993). As bactérias Gram-negativas apresentam a parede celular mais fina, conseqüência da menor quantidade de peptidoglicano, em comparação às Gram-positivas, e tem como maior componente um macropolímero, denominado lipopolissacarídeo. A presença do lipopolissacarídeo fornece uma barreira hidrofílica à superfície celular. Em muitas bactérias, a hidrofilicidade da superfície celular é aumentada pela presença de uma camada de EPS. O EPS pode estar organizado de modo a formar uma camada coesiva e aderente, denominada “cápsula” ou consistir em um polissacarídeo livre e “mucilaginoso” (slime), com pouca ou nenhuma aderência celular. O termo EPS ou exopolissacarídeo pode ser usado tanto para descrever o polissacarídeo mucilaginoso como o capsular (Portilho, 2002). Várias bactérias pertencentes à família Rhizobiaceae são produtoras de EPS na cultura, esses EPS rizobianos são heteropolissacarídeos de espécie ou estirpeespecíficos, compostos de diferentes tipos de monossacarídeos (Becker & Pühler, 1998). Existem evidências de que a composição de EPS varia, não só entre os diversos gêneros, mas também com mudanças no meio ambiente bacteriano (Karr et al., 2000), e alterações na constituição das unidades repetitivas podem afetar a habilidade simbiótica do bacterióide (Wielbo et al., 2004). Porém, os mecanismos de desenvolvimento simbiótico e de infecção ainda não estão claros e, por isso, existe contínuo interesse em se elucidar a genética, a biologia molecular e a bioquímica de EPS e de superfície de origem bacteriana. Os polissacarídeos sintetizados por bactérias do gênero Rhizobium, tais como succinoglicanas e galactoglucanas (Zevenhuizen, 1997), têm sido extensivamente estudados na tentativa de melhor compreender sua participação na simbiose. Muitos trabalhos têm sido desenvolvidos com o objetivo de revelar a composição química, a biossíntese e informações genéticas destas biomoléculas, e relacionar suas estruturas químicas às propriedades de infestação das bactérias nas plantas hospedeiras (Canter Cremers et al., 1991), uma vez que estes biopolímeros parecem ser determinantes da especificidade simbiótica (Gil-Serrano et al., 1992). Os EPSs, segundo Costerton (1987), possibilitam vida livre à bactéria, permitindo a aderência e colonização à superfícies sólidas onde nutrientes se acumulam. Eles envolvem as membranas das células protegendo-as do dessecamento e outros estresses ambientais, além de poder ajudar na fixação de minerais e nutrientes próximos à bactéria (Sutherland, 1988; Whitfield, 1988). Rhizobia de rápido crescimento sintetizam diferentes EPS: EPS de alta massa molecular, o qual é excretado para o meio, e resulta no aumento da viscosidade do meio de cultivo; CPS neutro e insolúvel, depositado como uma massa volumosa ao redor da célula; e β-1, 2-glucanas cíclicas, acumuladas no espaço periplasmático e excretadas para o meio (Zevenhuizen, 1986). Os EPS despertam maior interesse porque podem ser recolhidos diretamente do meio para o qual são secretados. Esses microrganismos podem também formar glucanas neutras unidas glicosidicamente por ligações tipo β-1,4, presentes como microfibrilas celulósicas de baixo massa molecular (Zevenhuizen,1986; Breedveld et al., 1993) e, algumas vezes no meio de cultura, podem ser encontrados compostos de baixa massa molecular semelhantes aos das unidades monoméricas do EPS (Breedveld et al., 1990). A síntese de EPS ácido, CPS neutro e poli-β-hidroxibutirato (PHB) por Rhizobium é fortemente dependente das condições de cultivo, das linhagens utilizadas, assim como da fase de crescimento, levando a resultados que podem variar consideravelmente (Zevenhuizen, 1981; 1986; Tombolini & Nuti, 1989). A produção de EPS por Rhizobium leguminosarum, R. phaseoli e R. trifolii segue associada ao crescimento, enquanto que R. meliloti excreta principalmente polissacarídeos de baixa massa molecular quando a proliferação celular está limitada pela falta de nitrogênio, em excesso de fonte de carbono ainda presente no meio. Zevenhuizen (1986), investigando a influência das condições de cultivo nas quantidades de EPS, CPS e glucanas sintetizadas por Sinorhizobium meliloti TA-1 através de cultivos em meio de sais contendo ácido glutâmico (0,1 %) e manitol (1 %), em frascos de 100 mL agitados a 25 ºC, verificou que determinadas condições direcionavam a síntese polissacarídica para um produto específico. A produção de EPS era favorecida em ar saturado com O2, a de CPS sob condições limitantes de nitrogênio e moderado suprimento de O2, e a produção de β-1,2-glucanas, em meio contendo uma concentração quatro vezes maior da fonte de nitrogênio, produzindo uma alta densidade celular e consequentemente uma limitação severa de O2. Em todas as linhagens, o acúmulo de glicogênio celular, β-1,2-glucana e PHB são apenas iniciados sob condições limitantes do crescimento celular (Zevenhuizen & Ebbink,1974). Quando há exaustão da fonte de carbono externa, glicogênio e PHB são metabolizados pelas células, sustentando assim sua longevidade e atuando como material de reserva (Zevenhuizen,1981). Células de R. leguminosarum bv. phaseoli e bv. trifolii sintetizam EPS contendo ácido urônico, PHB e/ou glicogênio, e ainda, CPS não metabolizável e pequenas quantidades de β-1,2-glucana. R. melioti sintetiza EPS livre de ácido urônico, PHB e/ou glicogênio e elevadas concentrações de β-1,2-glucana (Zevenhuizen, 1981). EPS ácidos, elaborados por bactérias do gênero Rhizobium, apresentam, exceto por pequenas diferenças, uma viscosidade extraordinária na composição e nas propriedades estruturais entre linhagens de diferentes espécies (Zevenhuizen, 1971;1973 e Zevenhuizen & Scholten-Koerselman,1979). Os dois tipos mais comuns de EPS de rizóbio (espécies de rápido crescimento), obtidos após a precipitação com 3 volumes de etanol, são: EPS (da S. meliloti), sem ácido urônico e que apresenta na composição molar D-glucose; D-galactose: ácido pirúvico (7:1:1) denominado de polissacarídeop Tipo I e, EPS (da R. leguminosarum bv. phaseoli e bv trifolii) com composição molar D-glucose:D-galactose:ácido D-glucurônico:ácido pirúvico (5:1:2:2) denominado de polissacarídeo Tipo II (Zevenhuizen,1981). As frações poliméricas precipitáveis com três volumes de etanol são produtos de elevada massa molecular, com caráter ácido, os quais resultam em soluções aquosas altamente viscosas. Polissacarídeos do Tipo I são produtos comuns excretados de linhagens de S. meliloti e de Agrobacterium (Hisamatsu et al.,1982), sendo também sintetizados por bactérias de origem totalmente diferente, tal como Alcaligenes faecalis (Harada & Amemura, 1981). S. melioti sintetiza geralmente um EPS de elevada massa molecular, do tipo succinoglicana, com a composição glucose: galactose: piruvato: succinato: acetato (7:1:1:1:1) (Cinquini Dantas, 1992; Matulová et al, 1994; Ridoult et al.,1997). Algumas linhagens de Rhizobium apresentam composições de EPS desviadas dos tipos mais comuns mencionados acima, tais como R. leguminosarum bv. phaseoli linhagem K-82 com EPS de composição molar D-glucose:D-galactose: ácido urônico: ácido pirúvico (1:1:1:1) e S. meliloti SU-234 que produz EPS correspondente ao polissacarídeo Tipo II (Zevenhuizen, 1981). Um considerável número de polissacarídeos produzidos por muitas linhagens de rizóbio não está disperso livremente no meio, mas sim presente como um material viscoso amorfo ao redor da célula. Tais polissacarídeos, como a curdlana, podem ser extraídos com a simples adição de NaOH 0,5 M, seguida de precipitação pela neutralização com HCl. Curdlana, uma β-1,3-glucana linear gelificante, pode ser produzida por Agrobacterium e por algumas linhagens de Rhizobium (Harada & Amemura, 1981; Zevenhuizen, 1986), assim como pela bactéria Alcaligenes faecalis bv. myxogenes (Harada et al., 1966; Phillips et al.,1983; Lawford & Rousseau,1989). O derivado sulfatado deste homopolímero apresenta atividades anticoagulantes e antitrombóticas, além de exibir efeito inibitório à infecção in vitro do vírus HIV-1 (Jagodzinsski et al., 1994). Além dos polissacarídeos neutro e ácido de elevada massa molecular, as espécies de Rhizobium, assim como bactérias do gênero Agrobacterium, excretam carboidratos de baixa massa molecular os quais tem sido caracterizados como β-1,2-glucanas (York et al., 1980). Estas glucanas se acumulam preferencialmente no espaço periplásmico da célula (Abe et al., 1982), mas são também excretadas para o meio juntamente com EPS ácidos. Aparentemente estes carboidratos não apresentam uma função específica, uma vez que experimentos realizados não sugerem a sua utilização como fonte de carbono, ou de energia pelas células, após a exaustão da fonte de carbono exógena. Entretanto, acredita-se que β1,2-glucanas sejam importantes durante processo de infestação de raízes de plantas. Células mutantes de S. meliloti não sintetizadoras de β-1,2-glucanas induziram somente a formação de pseudonódulos em alfafa (Breedveld et al.,1990). As β-1,2-glucanas cíclicas são moléculas com grande potencial de utilização, dado o espaço interno relativamente hidrofóbico, podendo ser apropriadas como agentes de inclusão, comparáveis às ciclodextrinas, constituídas de 6 a 8 resíduos de glucose unidos por ligações α-1,4. Os espaços internos de ambas as moléculas são praticamente semelhantes. Contudo a solubilidade da β-1,2-glucana cíclica é maior em relação à ciclodextrinas (Breedveld et al .,1990). Glicogênio e PHB estão presentes nas células de Rhizobium, sendo que algumas vezes ocorre separadamente em diferentes linhagens, mas na sua maioria ambos os compostos aparecem juntos em células de uma mesma linhagem. Vários biopolímeros tem sido produzidos e utilizados comercialmente, entre eles: Dextrana (produzida por bactérias dos gêneros Leuconostoc e Streptococcus), Xantana (produzida por bactérias do gênero Xanthomonas), Curdulana (produzida pelas bactérias Alcaligenes faecalis bv. mixogenes e Agrobacterium radiobacter), Alginato bacteriano (produzido por bactérias dos gêneros Azotobacter, principalmente Azotobacter vinelandii, e Pseudomonas), Zanflo (produzido pela bactéria Erwinia tahitica), Gelana (produzida pela bactéria Sphingomonas paucimobilis, anteriormente classificada como Pseudomonas elodea), Welana (produzida por espécies de Alcaligenes), Escleroglucana (produzida por diferentes espécies de Sclerotium), Pululana (produzida pelo fungo Aureobasidium pullulans), Celulose bacteriana (produzida pela bactéria Acetobacter xilinum) (Sutherland, 1992; Martins & Sá-Correia, 1993; Giavasis el al., 2000; Maugeri, 2001; Giavasis et al., 2003; Kalogiannis et al., 2003; Campbell et al., 2003). Outros biopolímeros que estão em estudo, não sendo produzidos em escala industrial, podem ser citados, tais como: indicana (produzida por Beijerinckia indica), emulsana (produzida por Acinetobacter calcoaceticus), pululana (produzida pela levedura Rhodotorula bacarum), ciclossoforanas (produzidas por Rhizobium, Agrobacterium e algumas espécies de Xanthomonas), clairana (produzida por Beijerinckia sp.), diutana (produzida pelo gênero Sphingomonas) (Maugeri, 2001; Navarrete & Shah, 2001; Chi & Zhao, 2003; Moreira et al., 2003). Até o momento, dextrana e xantana são, praticamente, os únicos polissacarídeos microbianos comercializados em larga escala. A goma gelana é o terceiro polissacarídeo produzido comercialmente por biossíntese microbiano, utilizado na indústria de alimentos (Maugeri, 2001). 1.5 Reologia A etmologia da palavra rheologia tem raiz e busca significado nos vocábulos gregos rheo = deformação e logia = ciência ou estudo. Portanto, reologia é a ciência que estuda como a matéria se deforma ou escoa, quando submetida a esforços originados por forças externas Schlumberger (1982). Estuda o comportamento deformacional e do fluxo de matéria submetido a tensões, sob determinadas condições termodinâmicas ao longo de um intervalo de tempo. Inclui propriedades como: elasticidade, viscosidade e plasticidade. No caso mais simples, a propriedade reológica de interesse no caso de sólidos é a sua elasticidade, e nos fluidos é a viscosidade, que pode ser interpretada como a resistência interna ou fricção interna do fluido oferece para escoar ou também como a medida da fricção interna de um fluído . Quanto mais viscosa o fluido, mais difícil de escoar e maior o seu coeficiente de viscosidade (Pasquel,1999). As propriedades reológicas das soluções de polímeros mudam com a natureza do soluto, dependem da massa molecular média, da estrutura molecular, dos grupos acetil ou piruvato (Casas et al., 2000; Moradi-Araghi, 2000; Diltz & Zeller, 2001; Navarrete et al., 2001). Viscoelasticidade é uma das propriedades reológicas mais simples de substâncias de comportamento reológico complexo, como são os biopolímeros, uma vez que soluções de biopolímeros com interesse de aplicação comercial exibem propriedades viscoelásticas, isto é, a capacidade de formar géis verdadeiros em baixas concentrações e, portanto, com características intermediárias entre sólidos e fluídos (Szczesniak, 1993). Entretanto, uma das importantes indicações de que um biopolímero tem propriedades funcionais com viabilidade de aplicação comercial como agente espessante, estruturante ou gelificante, é o resultado da medida da viscosidade aparente de suas soluções aquosas (Szczesniak, 1993). A viscosidade de uma solução polimérica é uma função do tamanho e da forma e conformação que adotam suas moléculas no solvente, sendo que no caso de alimentos e bebidas, o solvente é uma solução de outros solutos. Assim sendo, as soluções das gomas são dispersões de moléculas hidratadas e/ou agregados de moléculas hidratadas, e seu comportamento reológico é determinado pelo tamanho, forma, facilidade de deformação ou flexibilidade, e presença e magnitude da carga elétrica nessas moléculas hidratadas e/ou agregados. As soluções de polissacarídeos exibem dois tipos gerais de comportamento reológico: pseudoplástico e tixotropia. As soluções da maioria das gomas experimentam uma diminuição da viscosidade com o aumento da temperatura, sendo que a goma xantana é uma exceção entre 0 e 100 º C (Pasquel, 1999). Na Viscoelasticidade os líquidos viscosos não possuem forma geométrica definida e escoam irreversivelmente quando submetidos a forças externas. Por outro lado, os sólidos elásticos apresentam forma geométrica bem definida e se deformados pela ação de forças externas, assumem outra forma geométrica de equilíbrio. Muitos materiais apresentam um comportamento mecânico intermediário entre estes dois extremos, evidenciando tanto características viscosas como elásticas e, por este motivo, são conhecidos como viscoelásticos. Quanto à deformação, os fluidos podem ser classificados em: ¾ Reversíveis ou elásticos: são sistemas que não escoam; sua deformação é reversível e o sistema obedece à Lei de Hooke. ¾ Irreversíveis ou viscosos: são sistemas que escoam; sua deformação é irreversível e o sistema obedece à Lei de Newton, de viscosidade constante. Também podem ser classificados quanto à relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento: ¾ Fluidos Newtonianos: sua viscosidade é constante, seguem a Lei de Newton. Esta classe abrange todos os gases e líquidos não poliméricos e homogêneos. A relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento é linear e o coeficiente angular da reta é a viscosidade (Severs, 1962). Ex.: água, leite, soluções de sacarose, óleos vegetais. ¾ Fluidos Não Newtonianos: a relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento não é constante. A relação é não linear e o coeficiente angular (viscosidade) varia com a taxa de deformação (Severs, 1962). Além disso, os fluidos não newtonianos ainda podem ser classificados em: viscoelásticos, dependentes e independentes do tempo (Figura 1). A Figura 2 mostra o comportamento reológicos do fluido newtoniano e dos fluidos não newtonianos independentes do tempo. O comportamento reológico dos fluidos pode ser caracterizado através da relação entre a tensão de cisalhamento (força/área cisalhada) e a taxa de deformação. Normalmente, os polímeros em solução diluída demonstram um comportamento de líquido newtoniano. Em solução concentrada ou no estado fundido, os polímeros apresentam um comportamento reológico distinto que lhes confere a denominação de fluidos não-newtonianos (Tager, 1978). Newtoniano Viscoelásticos Fluidos Reopéticosticos Não Newtoniano Dependentes do tempo Tixotrópicos Dilatantes Independentes do tempo Sem tensão de cisalhamento inicial Pseudoplásticos Com tensão de cisalhamento inicial Plásticos de Bingham HerschelBulkley Figura 1. Classificação dos Fluidos segundo seu comportamento reológico. Figura 2. Curvas de escoamento de fluidos newtoniano e não newtonianos de propriedades independentes do tempo de cisalhamento. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Os fluidos não-newtonianos cujas propriedades reológicas são independentes do tempo, temos diversos tipos de comportamento de materiais que são denominados viscoplásticos ou de Bingham, dilatante e pseudoplásticos. Os materiais viscoplásticos ou de Bingham necessitam de uma tensão inicial para começarem a deformação cisalhamento mantendo, então, a relação entre tensão e taxa de deformação que pode ser constante ou não. Em soluções de polímeros de alto peso molecular, muitas vezes uma tensão de cisalhamento mínima se faz necessária a fim de vencer as interações intermoleculares existentes. Só após o colapso destas ligações ocorre o escoamento do fluido. Como exemplos destes fluidos, podem ser citados a margarina, polpa de papel e a maioria das tintas (Bretas, 1987). Os materiais com comportamento dilatante ou pseudoplástico não necessitam de uma tensão mínima para escoarem, mas a viscosidade destes fluidos varia de forma não linear com a taxa de deformação (Cheremisinoff, 1993). Os materiais pseudoplásticos incluem a maioria dos fluidos não-newtonianos, como, por exemplo, soluções poliméricas, acetato de celulose, maionese, suspensões de polpa de papel e pigmentos (Cheremisinoff, 1993). A maioria dos polímeros sintéticos no seu estado fundido e das soluções aquosas de polissacarídeos são exemplos de materiais pseudoplásticos (Lopes, 1989). O termo dilatância é empregado normalmente para descrever tanto uma expansão de volume, sob cisalhamento, como para caracterizar o aumento de viscosidade de certos fluidos com o aumento da velocidade de cisalhamento. Neste último aspecto, a dilatância é observada como fenômeno inverso à pseudoplasticidade (Bauer & Collins, 1967). O comportamento dilatante pode ser observado em suspensões muito concentradas, em que as partículas constituintes são irregulares e não se orientam facilmente, ou em polímeros fundidos onde há formação de cristais durante o processo de escoamento (Lopes e Andrade, 1991). Como exemplos de dilatantes podemos citar as suspensões aquosas de dióxido de titânio, suspensões de amido de milho em etilenoglicol/água, goma arábica, areia de praia molhada, entre outros (Lopes e Andrade, 1991; Cheremisinoff, 1993). . Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Os fluidos não-newtonianos cujas propriedades reológicas são dependentes do tempo temos diversos tipos de comportamento de materiais que são denominados de reopéticos e tixotrópicos, Materiais que se tornam mais viscosos durante a transformação em cisalhamento suave são chamados reopéticos, exibem um aumento da viscosidade com o aumento da velocidade de cisalhamento, a uma velocidade de cisalhamento constante (suspensão de gesso, solos), e os que se tornam menos viscosos são chamados tixotrópicos (tinturas, vários lubrificntes) (Cheremisinoff, 1993). Os materiais tixotrópicos são inevitavelmente pseudoplásticos, mas nem todo pseudoplástico é tixotrópico (Lenk, 1978). Uma outra categoria de fluidos não-newtoniano é representada pelos fluidos viscoeslásticos. Um material é descrito como viscoelástico quando, em suas propriedades mecânicas, parte da energia é armazenada e outra parte é dissipada, como calor. Na verdade, todos os corpos reais são viscoelásticos (Graessley, 1984). Um fluido viscoelástico em equilíbrio, quando submetido à uma tensão cisalhante, responde de dois modos sobrepostos. Primeiro, o material exibe uma resposta elástica, que corresponde ao deslocamento das moléculas de sua posição inicial para uma nova posição de equilíbrio. Isto ocorre logo após a aplicação da tensão e é chamado de tempo de relaxamento. O segundo modo de resposta à tensão é o escoamento viscoso, iniciando-se também logo que esta é aplicada. O escoamento viscoso é, por conseguinte, irreversível espontaneamente, podendo continuar mesmo após o alívio da tensão (Tager, 1978). Como exemplos desta classe de fluídos, polímeros como o náilon, várias soluções poliméricas e geléias (Cheremisinoff, 1993). O estudo reológico de sistemas poliméricos tem auxiliado, tanto na compreensão da estrutura molecular de muitos tipos de polímeros, quanto na forma como esta conformação estrutural afeta o comportamento reológico, quer em condições permanentes, quer em deformação intermitente. A viscosidade e a elasticidade são as duas faces que tendem a caracterizar a maneira como um material reage a uma tensão imposta (Machado, 2002). A estrutura química de cada biopolímero, bem como os grupos substituintes que ele possui determinam suas características reológicas e, portanto, suas potenciais aplicações (Pace, 1991). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Os polissacarídeos propriedades físicas, microbianos incluindo as variam Barreto, M. C. S. consideravelmente características reológicas em suas influenciando marcadamente o processo fermentativo (Sutherland, 1990). 2. JUSTIFICATIVA A relevância deste trabalho consiste na necessidade do desenvolvimento de tecnologias de baixo custo capazes de melhorar os níveis de produtividade do feijoeiro, podendo ser favorecido pelo estudo do comportamento da produção de polissacarídeos por Rhizobium sp, onde os resultados permitirão avaliar a produção do biopolímero sintetizado, como uma alternativa viável e promissora, principalmente, pelo uso de bioproduto para formulação de inoculante, visando incrementar a contribuição no processo da Fixação Biológica de Nitrogênio, podendo gerar no futuro insumos biológicos capazes de promover saltos qualitativos para a agricultura. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 3. OBJETIVOS 3.1 Geral Obter isolados de rizóbios para maior eficiência no desenvolvimento da planta, visando selecionar microrganismos para produção de polissacarídeos extracelulares e que possuam capacidade para produzir biopolímero. 3.2 Específicos ª Estudo cinético do cultivo de rizóbios para determinar as condições culturais que assegurem uma produção eficiente de polissacarídeos; ª Determinar quais os melhores isolados produtores de polissacarídeo, em meio líquido (g.L-1); ª Estudar parâmetros na produção de exopolissacarídeo formado pelas estirpes de rizóbio, tais como volume de inóculo e o comportamento viscosimétrico da dispersão do polissacarídeo; ª Avaliar a influência do tempo na produção do polissacarídeo, pelo acompanhamento de consumo de substrato e de formação do produto; ª Determinar a composição quimica e a dosagem de sacarose das melhores estirpes produtoras de polissacarídeo; Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 4. 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San Martin, 1371, Bongi, Recife – PE , Brasil * Autor de correspondência: Maria do Carmo Silva Barreto. Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária – IPA, Laboratório Biologia do Solo, Av. Gal. San Martin, 1371, Bongi, Recife – PE , Brasil. E-mail: [email protected] Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. RESUMO Os biopolímeros polissacarídicos de origem microbiana, sintetizados por bactérias, fungos e leveduras são também conhecidos como goma devido a sua capacidade de formar soluções viscosas e géis em meio aquoso. A produção de exopolissacarídeos (EPS) microbianos tem sido objeto de intensa pesquisa, tendo em vista seu elevado potencial de aplicação em diferentes setores. No entanto os polissacarídeos sintetizados por bactérias do grupo Rhizobium, tem sido estudados na tentativa de melhor compreender sua participação na simbiose leguminosa X Rhizobium, uma vez que estes biopolímeros parecem ser determinantes da especificidade simbiótica, entretanto a precisa função destas moléculas ainda está sendo investigada. No processo de produção e viscosidade de polissacarídeo a ser obtido, deve-se considerar desde o microrganismo em estudo até a determinação dos parâmetros de agitação, tempo de incubação, excesso ou ausência de carboidratos e volume de inoculo, onde se destaca o meio de produção e sua influência na síntese, no rendimento e na composição dos EPS. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção e viscosidade de biopolímeros obtidos de 8 isolados de Rhizobium sp. comparados com a estirpe padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) em diferentes tempos de cultivo. O biopolímero foi obtido através de agitação, em incubador agitador. As condições foram: 28 °C, 200 rpm por 96 e 168 horas em meio YM modificado. Foram avaliados: a produção, pela massa seca da solução aquosa dos biopolímeros a 2,5 % (v/v) através da técnica da massa seca e após a secagem do produto foi realizada em dissecador à temperatura de 30 °C, até massa constante. Para medidas de viscosidade, as amostras foram determinadas em viscosímetro rotacional Brookfield (modelo RVT, Spindle 1) a 20 °C, a diferentes taxas de cisalhamento. Os resultados mostraram que os isolados no tempo de fermentação de 168 horas apresentou maior produção de EPS. Com o aumento do tempo também houve um aumento da viscosidade para todos os isolados. Palavras Chave: Exopolissacarídeos (EPS), reologia, rizóbio. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. ABSTRACT The biopolymers are polysaccharide from microbial origin, synthesized by bacteria, fungi and yeast. They are also known as gums due to their capacity to produce viscous solutions and gel in an acquoso medium. The production of microbial Exopolysaccharide (EPS) has been an object of intensive research, due to its high application and potential in different fields. However, the polysaccharide synthesized by bacteria from Rhizobium, have been studied to help understand their participation in the leguminous symbiosis X Rhizobium since these biopolymers seem to determine the symbiotic specificity, however, the precise function of those molecules are still to be seen to. During the process of production and viscosity of polysaccharide, it should be considered from the microorganism being studied to the determination of rotatory parameters, time of incubation, excess or lack of carbohydrates and inocule volume, in which the production medium and its influence on the synthesis is highlighted in the yield and composition of exopolysaccharides. The aim of this research is to evaluate the production and viscosity of biopolymers obtained form 8 isolated Rhizobium sp compared to standard strain Rhizobium tropici (CIAT 899) in different culture timing. The biopolymer was obtained through rotation, in shakers. The conditions were: 28°C, 200rpm per 96 and 168 hours in modified YM medium. The following items were evaluated: the production, via dry weight of acquoso solution of biopolymers at 2.5% (v/v) through the technique of dry weight and after drying the product, which was done in a dessicator at 30°C, with constant weight. For measuring viscosity, the samples were identified by using a rotational Brookfield (model RVT, Spindle 1) viscometer at 20°C, and shear rate. The results showed that the isolated ones had a bigger production within 168 hours of fermentation time. Besides, by increasing the time, there was also an increase of viscosity for all the isolated ones. Keywords: Exopolysaccharide(EPS), rheology, rhizobia. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 5.1 Introdução Os biopolímeros polissacarídicos de origem microbiana, sintetizados por bactérias, fungos e leveduras são também conhecidos como goma devido a sua capacidade de formar soluções viscosas e géis em meio aquoso. Esses polissacarídeos de cadeia complexa também são conhecidos como gomas devido a sua capacidade de formar soluções viscosas e géis em meio aquoso. Um grande número de bactérias conhecidas produz quantidades abundantes de exopolissacarídeos (EPS), particularmente as patogênicas de plantas como as Xanthomonas, Erwinia e as bactérias fixadoras de nitrogênio Rhizobium, Beijerinkia e Azotobacter (Vermani et al. 1995). Destas, os exopolissacarídeos de Xanthomonas campestris (xantana), Sphingomonas paucimobilis e Pseudomonas elodea (gelana), Acetobacter xylinum (celulose) e Rhizobium sp. (succinoglucana) estão sendo comercializados (Sutherland 2001). Os polissacarídeos extracelulares sintetizados por bactérias do gênero Rhizobium têm sido estudados na tentativa de melhor compreender sua participação na simbiose leguminosa x Rhizobium, uma vez que estes biopolímeros parecem ser determinantes da especificidade simbiótica, entretanto a precisa função destas moléculas ainda está sendo investigada. Segundo Costerton (1987), os EPS possibilitam vida livre à bactéria, permitindo a aderência e colonização à superfícies sólidas onde os nutrientes se acumulam. Eles envolvem as membranas das células protegendo-as do dessecamento e outros estresses ambientais, além de poder ajudar na fixação de minerais e nutrientes próximo a bactéria (Sutherland, 1988; Whitfield, 1988). Ainda segundo Costerton (1987), os EPS podem ser homopolímeros ou heteropolímeros e possuem uma variedade de substituintes não carboidratados. Entre os homopolímeros encontrados em bactérias que interagem com plantas, as mais comuns são as glucanas periplasmáticas β (1-2) que estão presentes em Rhizobiaceae (Otoboni, 2001). Os polissacarídeos bacterianos hidrossolúveis vêm sendo utilizados pelas indústrias como emulsificantes, estabilizantes, espessantes, agentes de suspensão e dependendo de sua natureza química, as gomas microbianas podem também ser empregadas como Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. promotoras de gelificação. No entanto os polissacarídeos sintetizados por bactérias do gênero Rhizobium, tais como succinoglicanas e galactoglucanas (Zevenhuizen, 1997; Younes et al., 2000) têm sido estudados na tentativa de melhor compreender sua participação na simbiose. A produção de EPS microbianos tem sido objeto de intensa pesquisa, tendo em vista seu elevado potencial de aplicação em diferentes setores, pois não se encontra exposta às alterações climáticas ou à problemas nas colheitas, que prejudicam a oferta e alteram o custo de produção das gomas tradicionais. No processo de produção de polissacarídeos deve-se considerar desde o microrganismo em estudo até a determinação dos parâmetros de agitação, tempo de incubação, excesso ou ausência de carboidratos e volume de inóculo, onde se destaca o meio de produção e sua influência na síntese, no rendimento e na composição dos EPS (Faria 2002). Na literatura estão descritos vários meios de produção, entretanto a composição qualitativa é a mesma e cada suplemento apresenta uma determinada função na produção de polissacarídeo. Basicamente, os meios para produção de polissacarídeos apresentam uma fonte de fósforo e potássio (fosfato de potássio) e nitrogênio (sulfato de amônio) em concentrações adequadas para o crescimento do microrganismo; uma fonte de carbono (glicose, sacarose, manose, frutose e outras) como reserva energética e ainda oligoelementos como Na1+, K1+, Ca2+, Mg2+, Fe2+ e outros, os quais têm um papel importante como cofatores enzimáticos nas vias de produção do polissacarídeo (Martins et al. 1990; Wong 1993; Madi et al. 1997). Soluções de biopolímeros bacterianos com propriedades reológicas interessantes do ponto de vista industrial geralmente exibem propriedades pseudoplásticas, viscoelásticas e tensão residual elevada (Sutherland 2001), porém a viscosidade aparente do caldo de fermentação era o parâmetro utilizado para avaliar a qualidade do biopolímero (Scamparini 1991; Bueno & Garcia-Cruz 2000). Dos parâmetros que interferem na viscosidade dos polímeros, pode-se citar o tipo de estrutura molecular e concentração de polímero. A viscosidade da solução aquosa de um polissacarídeo está diretamente relacionada com a rigidez de sua molécula que, por sua vez, depende da sua estrutura, principalmente da estrutura primária e secundária, a qual está Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. diretamente relacionada à bactéria utilizada e às condições operacionais do processo de produção (Bradshaw et al., 1983). A seleção de microrganismos que produzam polissacarídeos com propriedades funcionais economicamente interessantes bem como os estudos para otimizar o rendimento e a produtividade dos processos fermentativos na obtenção destes é um desafio constante (Boza, 2002). A seleção da linhagem deveria ser o primeiro passo quando se tenta um processo específico de produção. Dentro deste contexto, este trabalho teve como objetivo geral avaliar a produção e viscosidade de EPS, obtidos de 8 isolados de Rhizobium sp. comparados com a estirpe padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) em diferentes tempos de cultivo. 5.2 Material e Métodos Microrganismos Foram utilizadas as bactérias pertencentes ao gênero Rhizobium, 8 isolados (nativos da região do sertão de Pernambuco – Araripina) do banco de germoplasma da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA, resistentes a alta temperatura e formadoras de goma e uma estirpes padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) obtidas do Centro Nacional de Pesquisa em Agrobiologia - CNPAB/ EMBRAPA. As estirpes descritas na Tabela 1 foram mantidas em meio YMA (Vincent, 1970 modificado) contendo (g.L-1): sacarose (30 g); extrato de levedura (0,4 g); 1 mL de K2HPO4 a 10 %; 4 mL de KH2PO4 a 10 %; 2 mL de MgSO4.7H2O a 10 %; 1 mL de NaCl a 10 %; 5 mL de Azul de Bromotimol 0,25 % em KOH a 0,2N; ou 10 mL de Vermelho Congo a 0,25 %. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Tabela 1. Características morfofisiológicas dos Isolados de rizóbios e da estirpe padrão CIAT 899 - Rhizobium tropici. Tamanho das colônias Tempo Crescimento (dias) pH Transparência Hospedeiro Origem ISOL-1 > 1 mm 2 Alcalino Translúcido Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-2 > 1 mm 2 Alcalino Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-3 > 1 mm 2 Alcalino Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-4 > 1 mm 2 Alcalino Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-6 > 1 mm 2 Alcalino Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-11 > 1 mm 2 Ácido Translúcido Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-14 < 1 mm 2 Levemente Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE Opaco Phaseolus vulgaris Araripina-PE Translúcido Phaseolus vulgaris Cali-CO Isolados/ Estirpe Ácido ISOL-16 > 1 mm 2 Levemente Ácido CIAT 899* > 1 mm 2 Ácido Inóculo As estirpes descritas na Tabela 1 foram purificadas por repicagem em placas de petri contendo o meio YMA (Vincent, 1970 - modificado), utilizando o corante vermelho do congo, como indicador. Após a purificação as bactérias foram repicadas em tubos inclinados em meio de cultura sem o indicador vermelho de congo, as quais foram incubados a 28 °C, por 48 horas em estufa e armazenadas a ±4 °C. A partir dessas culturas os experimentos foram conduzidos em duas etapas. Primeiro preparou-se um pré-inóculo, partindo de uma alçada de cultura crescida sobre meio YMA e incubada em estufa por 48 h a 28 ± 1 °C. Transcorrido este período, Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. preparou-se o inóculo, através da transferência asséptica em Erlenmeyer de 250 mL, com 80 mL de meio de produção, contendo 2,5 % (v/v) de uma cultura do pré-inóculo crescida até a fase logarítma e incubados em agitador rotatório a 200 rpm, a 28 ± 1 °C em triplicata. Produção e recuperação de biopolímero A produção total dos biopolímeros [g.(L.h)-1] obtidos nos diferentes tempos de cultivo foram avaliados pela massa do produto seco por volume de meio YM modificado, em Incubadora refrigerada com agitação Modelo TE-421 TECNAL, A quantidade produzida de EPS durante a fermentação foi determinada através da técnica da massa seca. Após centrifugação álcool etílico P.A. foi adicionado ao mosto fermentado até atingir a concentração de 80 % na solução hidroalcoólica formada . Após a total precipitação do EPS presente no meio fermentado foi realizado a secagem do produto em dissecador à temperatura 30 °C, até massa constante. Todas as determinações foram efetuadas em triplicata. Viscosidade A caracterizção reológica do biopolímero produzido foi determinada em um viscosímetro rotacional Brookfield, modelo RVT, com spindle 1, a 20 °C, acoplados a um banho-maria termostatizado, modelo TE-184 TECNAL. Foram determinadas as viscosidades aparentes e a avaliação do comportamento pseudoplástico. As equações e procedimentos específicos aplicados para os cálculos das taxas de cisalhamento em função da rotação aplicada no material foram obtidos através dos métodos verificados por Mitschka (1982) citado por Morais (1999) para reômetros deste modelo (RV). O modelo reológico adotado foi de Ostwald-de Waele (power-law): •n τ (i ) = k γ Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Pelo método utilizado a tensão de cisalhamento é calculada pela multiplicação da leituras de torque pela constante tabelada kat (função do rotor) e a taxa de cisalhamento pela constante k γ (função do rotor e índice da potência) (Morais, 1999): τ (i ) = K at .L(i ) γ (i ) = K γ (n).W (i) Os valores das constantes das constantes de Mitschka se encontram na tabela 2 seguinte: Tabela 2. Valores das constantes kat e k γ (Mitshka, 1982) Rotor 1 kat kγ 2 3 4 5 6 7 0.035 0.119 0.279 0.539 1.05 2.35 8.4 n=0.1 1.728 1.431 1.457 1.492 1.544 1.366 1.936 0.2 0.967 0.875 0.882 0.892 0.907 0.851 1.007 0.3 0.705 0.656 0.656 0.658 0.663 0.629 0.681 0.4 0.576 0.535 0.530 0.529 0.528 0.503 0.515 0.5 0.499 0.458 0.449 0.445 0.442 0.421 0.413 0.6 0.449 0.404 0.392 0.387 0.382 0.363 0.346 0.7 0.414 0.365 0.350 0.343 0.338 0.320 0.297 0.8 0.387 0.334 0.317 0.310 0.304 0.286 0.261 0.9 0.367 0.310 0.291 0.283 0.276 0.260 0.232 1.0 0.351 0.291 0.270 0.262 0.254 0.238 0.209 Análise Estatística Para as análises individuais do experimento foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado, com nove (n = 9) bactérias e três repetições (r =3). O modelo matemático utilizado foi o aditivo linear: Yij = µ + bi + lij, onde: Yij é a variável resposta (produção de biopolímero) da i-ésima bactéria, na j-ésima repetição; µ é a média geral do experimento; bi é o efeito da i-ésima bactéria; Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. lij é o componente aleatório (erro experimental ou resíduo) para a i-ésima bactéria e jésima repetição. Considerando eij independente e normalmente distribuído com média zero e variância σe2. O esquema teórico da análise de variância utilizado para os experimentos de 96 e 168 horas pode ser visto na Tabela abaixo. Tabela 3 – Esquema teórico da análise de variância, para experimentos em 96 e 168 horas. Fonte de variação GL SQ QM F Bactérias n −1 1 n 2 ∑ bi −C r i =1 Q1 Q1 Q2 Resíduos n(r − 1) Diferença Q2 Total nr − 1 n r ∑ ∑Y i =1 j =1 2 ij −C Para a análise de Grupo de experimentos foi utilizado o modelo matemático: Yijk = µ + bi + ti + (b.t)ik + lijk, onde: Yijk é a variável resposta (produção de biopolímero) da i-ésima bactéria, no k-ésimo tempo, da j-ésima repetição; µ é a média geral dos experimentos; bi é o efeito da i-ésima bactéria; tk é o efeito do k-ésimo tempo; (b.t)ik é o efeito da interação hierarquica da i-ésima bactéria com o k-ésimo tempo; lijk é o componente aleatório (erro experimental ou resíduo), para a i-ésima bactéria, do k-ésimo tempo, na j-ésima repetição. Considerando lijk independente e normalmente distribuído com média zero e variância σe2. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. O esquema teórico da decomposição da variância utilizado pode ser visto na Tabela 3. Tabela 4 – Esquema teórico da análise de variância, para grupo de experimentos. Fonte de variação GL SQ QM F Bactérias (B) n −1 _ Q1 Q1 Q 4 Tempo (T) t −1 _ Q2 Q2 Q4 Interação (BxT) (n − 1)(t − 1) _ Resíduo nt (r − 1) _ Q3 Q3 Q4 Q4 nrt − 1 5.3 Resultados e Discussão Produção de biopolímero As Tabelas 5 e 6 apresentam os resultados da análise de variância e dos dados médios das análises individuais e do grupo de experimento da produção de biopolímero (g.L-1) para os tempos de cultivo (96 e 168 horas), respectivamente. A Tabela 6 apresenta a produção média (g.L-1) das fermentações realizadas em triplicata, para a produção do biopolímero, durante 96 e 168 horas de cultivo dos 8 isolados e da estirpe padrão CIAT 899, e a média do grupo de experimento das mesmas. Nesta observa-se que a produção máxima no período de 168 horas de processo ocorreu para todas as estirpes, porém a bactéria CIAT 899 (padrão) apresentou a maior produção em relação aos demais tratamentos ( ISOL 14, ISOL 16 e ISOL. 3 ) pelo teste de Tukey a nível de 1% de probabilidade. Isto sugere que com o aumento do tempo (168 horas) ocorre um aumento da produção, o que mostra que a Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. condição de 30 g de sacarose, 200 rpm, 168 horas e 28 °C é a condição maximizada para a produção do biopolímero realizada neste estudo. No entanto, em relação a média das produções de 96 e 168 horas a estirpe CIAT 899 não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey (p<0,01) em relação ao ISOL 14. A menor produção de biopolímero ocorreu com o ISOL 1. Tabela 5. Resultados da análise de variância da produção de biopolímeros sintetizados por Rhizobium cultivados por 96 e 168 horas de cultivo. FV GL Bactéria 8 Resíduo 18 Quadrado Médio 96 horas 0,4366 168 horas 0,0099 0,8720 0,0213 Significância ao nível (p<0,01), para o teste de F. C.V. (%) 15,25 (96 horas) C.V.(%) 14,20 (168 horas) Tabela 6. Dados médios das análises individuais e do grupo de experimento da produção de biopolímeros por Rhizobium sp. Produção Produção -1 Média Produção (g.L ) (g.L ) -1 (g.L ) 96 horas 168 horas 96 e 168 horas CIAT 899 1,2520 a 1,8542 a 1,5531 a ISOL 14 1,0575 ab 1,6608 ab 1,3592 a ISOL 16 0,8237 bc 1,3225 bc 1,0731 ab ISOL 3 0,8825 bc 1,1746 cd 1,0285 ab ISOL 11 0,6241 cd 0,8463 d 0,7352 bc ISOL 4 0,4958 de 0,9429 cd 0,7194 bc ISOL 6 0,4029 def 0,8479 d 0,6254 bc ISOL 2 0,2162 ef 0,3217 e 0,2690 c ISOL 1 0,1229 f 0,2779 e 0,2004 c Bactérias -1 As médias (3 repetições) seguidas de mesma letra não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey (p<0,01) C.V. (%) 15,25 (96 horas) C.V. (%) 14,20 (168 horas) C.V. (%) 14,87 (96 e 168 horas) Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Entretanto, sabe-se que a produção é influenciada pela linhagem do microrganismo, tempo e meio de fermentação (Antunes et al. 2000; Souza & Vendruscolo 2000; Torres et al. 1993). Neste estudo, a fonte de carbono utilizada como substrato foi à sacarose que é bastante utilizada em experimentos de fermentação. As fermentações foram realizadas com o meio de produção elaborado a partir do meio YM (Vincent 1970) suplementado com uma dosagem maior de sacarose (30 g/L), no intuito de incrementar a produção das linhagens testadas. As bactérias do gênero Rhizobium são capazes de utilizar uma ampla gama de produtos como fontes de carbono. A literatura cita cultivos com glicose, galactose, frutose, arabinose, xilose, ramnose, maltose, sacarose, lactose, trealose, rafinose, manitol, furamato, malato, succinato, citrato e piruvato (Jordan, 1984). De todos estes produtos, a sacarose é o de mais fácil obtenção e mais vantajoso economicamente. Segundo Sutherland (2002) a glicose e sacarose são usadas como fontes de carbono preferenciais para a produção de biopolímeros. O rendimento da conversão de sacarose em células pelo R. leguminosarum bv. phaseoli oscila entre 0,4 e 0,5 g de células por grama de sacarose (Boiardi, 1983; Balatti, 1992; IPT, 1993a) Padilha (2003) também verificou que os resultados de fermentação obtidos em duas linhagens de Xanthomonas demonstraram a influência do tempo de incubação na produção do biopolímero, onde a linhagem X. axonopodis pv. manihotis 289 apresentou maior concentração em ambas as condições testadas, 72 e 96 horas, 6,9 g.L-1 e 7,9 g.L-1, respectivamente, em relação à linhagem de X. campestris pv campestris CA110 que produziu 6,3 g.L-1 e 6,8 g.L-1, respectivamente. Após a fermentação, os biopolímeros foram purificados (por centrifugação), recuperados e avaliados visualmente, para verificar as diferenças quanto à coloração e estrutura das duas estirpes, maiores produtoras de goma (CIAT 899 e ISOL 14) após a precipitação com etanol. A Figura 3 apresenta o aspecto dos EPS precipitados, a partir da produção onde pode-se observar diferenças quanto ao aspecto da goma precipitada. Observa-se que os polímeros sintetizado pelo ISOL 14 apresenta um aspecto translúcido, enquanto que o CIAT 899 um aspecto mais opaco e denso. Quanto à coloração, não foi detectada pigmentação nas gomas obtidas. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. (b) (a) Figura 3 – Aspecto do EPS precipitado, sintetizado a partir do ISOL 14 (a) e do CIAT 899 (b) com 168 horas de cultivo. Segundo, Sandford (1979) os métodos usados para a recuperação de um biopolímero dependem, sobretudo das características do microrganismo utilizado, do tipo de polissacarídeo e do grau de pureza desejado. Smith & Pace (1982) revisaram esquemas de recuperação para polissacarídeos microbianos. A precipitação (baseada no caráter polieletrilítico do polissacarídeo) tem sido realizada pela adição de cátions (como eletrólito) mono e polivalentes bem como pela utilização de diversos tipos de solventes (acetona, metanol, etanol, isopropanol, 1butanol ou 1,1,1-tricloroetano) como agentes precipitantes. Os sólidos obtidos neste estágio de separação são lavados com solução (etanol/água), para remoção de grande parte das impurezas (Sais inorgânicos e pigmentos), sendo, então secos à vácuo ou pela passagem forçada de ar quente ou gás inerte (Pace & Righelato, 1981). As condições de secagem devem ser tais que evitem a degradação química, coloração excessiva ou mudanças na solubilidade do produto (Margaritis & Pace, 1985). O biopolímero seco é então moído a uma granulometria pré-determinada, dependendo da aplicação do produto. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Viscosidade aparente As propriedades reológicas foram avaliadas através da análise de viscosidade aparente, para verificar o comportamento reológico dos EPS produzidas, a temperatura de 20 °C, comparando-se nos tempos de fermentação de 96 e 168 horas. Os resultados obtidos podem ser visualizados nas figuras 4 e 5, onde as soluções das gomas apresentaram comportamento pseudoplástico, isto é, a viscosidade aparente decresceu com o aumento da taxa de cisalhamento. De acordo com a literatura, esse comportamento tem sido encontrado em soluções poliméricas de Viscosidade aparente (Pa.s) polissacarídeos microbianos (Amanullah et al. 1996; Cacik et al. 2001; Padilha 2003). 0,35 ISOL 1 0,3 ISOL 2 ISOL 3 0,25 ISOL 4 0,2 ISOL 6 0,15 ISOL 11 ISOL 14 0,1 ISOL 16 0,05 CIAT 899 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Taxa Cisalham ento (s-1) 80 90 100 110 Figura 4. Variação da viscosidade aparente em função da taxa de cisalhamento de soluções aquosas de EPS 2,5 % (v/v) de 8 isolados de Rhizobium e uma estirpe padrão CIAT 899 a 20 °C com tempo de fermentação de 96 h, determinada com viscosímetro rotacional Brookfield (modelo RVT). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Viscosidade aparente (Pa.s) 0,35 ISOL 1 0,3 ISOL 2 0,25 ISOL 3 ISOL 4 0,2 ISOL 6 0,15 ISOL 11 ISOL 14 0,1 ISOL 16 0,05 CIAT 899 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 Taxa cisalham ento (s-1) Figura 5. Variação da viscosidade aparente em função da taxa de cisalhamento de soluções aquosas de EPS 2,5 % (v/v) de 8 isolados de Rhizobium e uma estirpe padrão CIAT 899 a 20 °C com tempo de fermentação de 168 h, determinada com viscosímetro rotacional Brookfield (modelo RVT). Através dos gráficos comparativos entre as leituras de viscosidade aparente das soluções aquosas das diferentes gomas produzidas, pode-se visualizar que o CIAT 899, ISOL 3 e ISOL 16 apresentaram os valores de viscosidade mais elevados em ambos os tempos de processo, porém, em 168 horas as viscosidades tiveram um aumento comparando-se a 96 horas (Figura 4 e 5). A diminuição da viscosidade com o aumento da taxa de cisalhamento é uma característica comum aos biopolímeros bacterianos. Beyer et al (1987) observaram que em soluções a 1% do polissacarídeo produzido por Rhizobium CB744 medidas a 25 °C e 65 °C, também houve um decréscimo da viscosidade com taxa de cisalhamento e temperatura. Vendruscolo (1995) estudou o comportamento reológico das soluções aquosas a 6 % do biopolímero Beijerinckia 7070, produzido por fermentação com meio VIII contendo 5 % de sacarose, medido nas temperaturas de 25, 45 e 65 ° C. Verificou que a viscosidade é dependente da temperatura e que decresce com o aumento desta, porém, o biopolímero recupera as suas características reológicas quando a viscosidade é medida novamente na temperatura inicial, no caso 25 °C. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Em estudo realizado por Bueno & Garcia-Cruz (2000) com a bactéria do gênero Pseudomonas, foi verificada a influência do tempo de cultivo em 24, 48 e 72 horas, utilizando-se dois caldos de fermentação diferentes. Em um caldo, a fonte de carbono utilizada foi a glicose e no outro, a sacarose na concentração de 2,0 %. Os biopolímeros apresentaram comportamento pseudoplástico e a maior viscosidade aparente obtida foi em 72 horas de cultivo. O meio contendo sacarose produziu fluidos mais viscosos em 24 e 48 horas e o contendo de glicose produziu fluidos mais viscosos somente após 72 horas de cultivo. As propriedades reológicas do biopolímero devem ser estáveis durante mudanças na temperatura, pH e força iônica. O conhecimento sobre as propriedades dos biopolímeros, principalmente a viscosidade e o comportamento reológico são importantes para futuras aplicações industriais, refletem sua estrutura química primária e servem para predizer em quais produtos podem ser utilizados (Scamparini et al. 1997). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 5.4 Conclusões ª É possível produzir biopolímeros a partir de Rhizobium sp, utilizando-se meio suplementado (sacarose 30 g/L); ª A condição maximizada para a produção de biopolímeros sintetizados por Rhizobium sp, a partir do meio suplementado, dentro das faixas estudadas foi 28 °C, 200 rpm, 168 horas de fermentação, em meio contendo 2,5 %(v/v) inoculo; ª A produção obtida nessa condição foi 1,85 g.L-1 para a estirpe CIAT 899; 1,66 g.L-1 para o ISOL 14 e 1,32 g.L-1 para o ISOL 16; ª Os biopolímeros sintetizados por Rhizobium sp apresentaram comportamento reológico característico de soluções poliméricas de polissacarídeos microbianos, apresentando os valores mais elevados de viscosidade aparente para CIAT 899, ISOL 3 e ISOL 16 respectivamente, para soluções aquosas de goma sintetizadas a partir de sacarose 30 g/L, medidos a 20 °C em 168 horas de processo; ª Estudos viscosímetricos de soluções do polissacarídeo revelaram comportamento pseudoplástico, mesmo em baixas concentrações. seu Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 5.5 Referências Amanullah A, Serrano LC, Galindo E, Nienow AW (1996) Reproducibility of pilot scale xanthan fermentations. Biotechnology Progress, New York 12: 466-473 Antunes AEC, Moreira AS, Vendruscolo JLS, Vendruscolo, CT (2000) Viscosidade aparente de biopolímeros produzidos por diversas cepas de Xanthomonas campestris pv Pruni. Ciência e Engenharia 9 (1): 83-87 Balatti AP (1992) Producción de inoculantes para leguminosas. La Pampa: Facultad de Ciências Exactas Y Naturales de la Universidad Nacional de La Pampa 152p Beyer R, Melton DL., Kennedy DL (1987) Viscosity studies on the polysaccharide gum from Rhizobium strain CB 744. Journal of the Science of Food and Agricultura 39: 151161 Boiardi JL, Balatti AP, Mazza LA (1983) Cultivos de Rhizobium phaseoli en sistema sumergido. Rev. Fac. Agron. 4: 19-27 Boza YEAG (2002) Encapsulamento Beijerinckia sp utilizando Spray-drier. 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Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 6. CAPÍTULO 2 CINÉTICA MICROBIANA E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS EPSs PRODUZIDOS POR Rhizobium sp. Barreto M. C. S. 1,2, Figueiredo M. V. B. 2,Oliveira, J. P.2, Lima-Filho J. L. 1. 1 Universidade Federal de Pernambuco, Rua Nelson Chaves s/n, Cidade Universitária, Recife – PE, Brasil. 2 Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária – IPA, Laboratório Biologia do Solo, Av. Gal. San Martin, 1371, Bongi, Recife – PE , Brasil O manuscrito a seguir será submetido à revista Scientia Agrária. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. RESUMO Os exopolissacarídeos (EPSs) são definidos como polissacarídeos extracelulares, produzidos por alguns fungos e bactérias. Alguns EPSs são sintetizados durante todo o crescimento bacteriano enquanto que outros são produzidos somente durante a fase logarítmica ou na fase estacionária. O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento microbiano e dosagem de sacarose, assim como determinar a composição química das melhores estirpes obtidos de 8 isolados de Rhizobium sp. em diferentes tempos de cultivo. O biopolímero foi obtido através de agitação, em incubador rotatório. As condições foram: 28 °C, 200 rpm por 96 e 168 horas em meio YM modificado. Foram avaliados: a cinética microbiana, pela contagem do número de unidades formadoras de colônias (UFC) e por densidade ótica, assim como consumo de substrato (sacarose) pelo método glicose-oxidase e determinação da composição química por cromatografia gás líquido (GLC). Os resultados mostraram que a cinética de crescimento microbiano apresentou na fase logarítmica valores correspondentes a uma concentração celular média de 109 UFC/mL para todos os isolados e estirpe padrão CIAT 899 após 72 horas de incubação. O consumo de substrato em 168 horas de fermentação foi de de 4,55 g/L e 4,78 g/L, para o ISOL 14 e CIAT 899, respectivamente. A composição dos açucares dos exopolissacarídeos do ISOL 14 apresentou valores superiores de ramnose, manose, galactose, glicose e ácidos urônicos na molécula, em relação a estirpe padrão CIAT 899. Palavras Chave: Exopolissacarídeos, glicose, rizóbio, sacarose, unidades formadoras de colônias (UFC). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 6.1 Introdução Os exopolissacarídeos (EPSs), chamados de biopolímeros ou gomas hidrossolúveis, são produzidos por uma grande variedade de microrganismos e possuem propriedades físicas, estruturais e químicas bastante homogêneas, em relação aos derivados de algas e plantas (Margaritis; Pace, 1985). A produção de EPS pode ser limitada por certas condições como: quantidade de carboidratos, nitrogênio, cofatores no meio, temperatura, pH e condições de aeração. Entretanto, os efeitos destas condições não podem ser generalizados para todas as estirpes bacterianas, deve-se levar em consideração as particularidades de cada uma. Os EPSs formam uma camada protetora para as células, protegendo-as da desidratação e de substâncias tóxicas e servem como fonte de carbono e energia, além de manterem os microrganismos perto das fontes alimentares. Os primeiros estudos nutricionais sobre a composição do meio de produção foram realizados por Davidson (1978) em cultivo contínuo, e por Souw & Demain (1979), em batelada. Souw & Demain (1979) estudaram diferentes fontes de carbono e nitrogênio e concluíram que as melhores fontes de carbono são açúcares, especialmente glicose e sacarose. Além, do tipo de substrato utilizado, a concentração inicial deste no meio de cultivo parece ser um fator decisivo para o sucesso do processo fermentativo. Thomart et al (1985) concluíram que a produção de polímero é altamente dependente da concentração inicial de açúcar, enquanto o crescimento do microrganismo independe desta concentração inicial de açúcar. Foi relatada uma produção decrescente de polímero à medida em que a concentração inicial de glicose foi aumentada, caindo rapidamente a razão polímero/biomassa para concentrações iniciais maiores que 3%. Diversas pesquisas têm tentado elucidar a rota biossintética, as condições de crescimento, e a fisiologia bacteriana que leva à produção de polissacarídeos. Alguns EPSs são sintetizados durante todo o crescimento bacteriano enquanto que outros são produzidos somente durante a fase logarítmica ou na fase estacionária. A síntese de todos esses EPSs é um processo intracelular utilizando açucares difosfato nucleotídios (De Souza; Sutherland, 1994). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Tem sido observado que as limitações da fonte de nitrogênio, fosfato ou enxofre em presença de excesso de carboidrato podem conduzir a um aumento na síntese de polissacarídeo, embora a quantidade seja também afetada pelo teor de oxigênio, pH e temperatura. Cada cepa bacteriana difere em sua resposta ao efeito destas mudanças ambientais e à fonte de carbono utilizada. (Faria, 2002). Portanto, a utilização do meio de fermentação mais adequado para a produção de EPS irá refletir nas propriedades funcionais de cada polissacarídeo obtido. Para a produção de EPS podem ser usados os mais diversos substratos: glicose, frutose, sacarose, lactose, amido hidrolisado, metanol, diferentes hidrocarbonetos. O custo de produção é dependente destes substratos (Margaritis; Pace, 1985). De todos estes produtos a sacarose é o de mais fácil obtenção e mais vantajoso economicamente. O rendimento da conversão de sacarose com células pelo R. leguminosarum bv. phaseoli oscila entre 0,4 e 0,5 g de células por grama de sacarose (Boiardi, 1983; Balatti, 1992; IPT, 1993 a). A sacarose (C12H22O11) é um dissacarídeo não redutor o qual por hidrólise com ácidos muito diluídos, resinas de troca catiônica ou a enzima invertase, fornece proporções equimolares de D-Glicose e D-Frutose. Geralmente, concentrações limitantes de alguns nutrientes e excesso de carboidrato favorecem a produção de polissacarídeos (Sutherland, 1979). Obtém-se um alto rendimento quando ocorre a conversão de 70-80% da fonte de carbono utilizada em biopolímero (Margaritis, Pace, 1985). Um aspecto de extrema importância em relação aos EPSs é a necessidade de um rígido controle das condições de fermentações, uma vez que diferentes parâmetros de produção levam à obtenção de produtos com características heterogêneas. Assim, é fundamental que qualquer estudo para a produção de EPS seja acompanhado pela caracterização do material produzido, principalmente a composição química, uma vez que pequenas variações químicas na molécula terão grande efeito para determinadas aplicações. Dentro deste contexto, este trabalho teve como objetivo geral avaliar a cinética microbiana, obtidos de 8 isolados de Rhizobium sp. e uma estirpe padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) em diferentes tempos de cultivo, determinar a dosagem da sacarose do ISOL 14 e a estirpe padrão CIAT 899 e a composição química do ISOL 14, Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. selecionadas como as estirpes maiores produtoras de EPS, em estudos realizados anteriormente por Barreto et al. (2008) (submetido à publicação). 6.2 Material e Métodos Microrganismos Foram utilizadas as bactérias pertencentes ao gênero Rhizobium, 8 isolados (nativos da região do sertão de Pernambuco – Araripina) do banco de germoplasma da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA, resistentes a alta temperatura e formadoras de goma e uma estirpes padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) obtidas do Centro Nacional de Pesquisa em Agrobiologia - CNPAB/ EMBRAPA. As estirpes descritas na Tabela 1 foram mantidas em meio YMA (Vincent 1970) modificado contendo (g.L-1): sacarose (30 g); Extrato de Levedura (0,4 g); 1 mL de K2HPO4 a 10 %; 4 mL de KH2PO4 a 10 %; 2 mL de MgSO4.7H2O a 10 %; 1 mL de NaCl a 10 %; 5 mL de azul de bromotimol 0,25 % em KOH a 0,2N; ou 10 mL de vermelho do congo a 0,25 %. Para as determinações da sacarose foram analisados apenas o ISOL 14 e a estirpe padrão CIAT 899 e a composição química apenas o ISOL 14, selecionadas como as estirpes maiores produtoras de EPS, em estudos realizados por Barreto et al (2008) (submetido à publicação). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Tabela 7. Isolados de rizóbios e estirpe padrão CIAT 899 Rhizobium tropici. ISOLADOS HOSPEDEIRO ESTIRPE ISOL-1 Phaseolus vulgaris ORIGEM Araripina-PE ISOL-2 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-3 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-4 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-6 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-11 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-14 Phaseolus vulgaris Araripina-PE ISOL-16 Phaseolus vulgaris Araripina-PE CIAT 899* Phaseolus vulgaris Cali-CO Inóculo As estirpes descritas na tabela 7 foram purificadas por repicagem em placas de Petri contendo o meio de cultura Agar, sacarose, extrato de levedura (Vincent, 1970 modificado), utilizando o corante vermelho do congo, como indicador. Após a purificação as bactérias foram repicadas em tubos inclinados em meio de cultura sem o indicador vermelho do congo, as quais foram incubados a 28 °C, por 48 horas em estufa e armazenadas a ±4 °C. A partir dessas culturas os experimentos foram conduzidos em duas etapas. Primeiro preparou-se um pré-inóculo, partindo de uma alçada de cultura crescida sobre meio YMA e incubada em estufa por 48 h a 28 ± 1 °C. Transcorrido este período, preparou-se o inóculo, através da transferência asséptica em Erlenmeyer de 250 mL, com 80 mL de meio de produção, contendo 2,5 % (v/v) de uma cultura do pré-inóculo crescida até a fase logarítma e incubados em agitador rotatório a 200 rpm, a 28 ± 1 °C em triplicata. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Curva de crescimento microbiano O crescimento celular foi avaliado através da leitura de absorbância, em comprimento de onda de 560 nm, em espectrofotômetro, contra um branco constituído de meio YM. O plaqueamento das bactérias foi efetuado em meio YMA contendo o indicador vermelho do congo através do método da gota (“Drop-plate”). As curvas de crescimento microbiano foram construídas a partir dos dados de absorbância e contagem de células viáveis (UFC/mL). A Figura 5 mostra o procedimento efetuado para a contagem de UFC e totais (densidade ótica). Figura 6. Procedimento para contagem de células viáveis (UFC) e totais (densidade ótica) Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Determinação quantitativa da sacarose A sacarose presente no mosto foi hidrolisada para obter glicose e frutose. Para isso, foram preparados tubos de ensaio contendo 1 mL de meio fermentado, 1 mL de água destilada e 1 mL de HCl 2 N, deixando-se reagir por 10 minutos a 60 °C. Em seguida resfriou-se rapidamente e neutralizou com 3 mL de NaOH 1 N. O cálculo da concentração de sacarose em g/L foi efetuado de acordo com a Equação 1 (Araújo et al., 2005). Csac. = fator de calibração* média da leitura (absorbância)*D* (1/100)*1,9. (1) Em seguida procedeu de acordo com o descrito para dosagem de glicose, cujas determinações foram realizadas por método enzimático utilizando o Kit glicose-oxidase PAP da LABTEST. Após a reação enzimática, a intensidade da cor da solução foi medida a 505 nm em espectrofotômetro, usando cubetas de vidro de 1 cm de percurso óptico, considerando como branco, a solução da glicose-oxidase. Esse método é específico para a glicose e se baseia na oxidação da mesma, de acordo com a seguinte reação, catalizada pela glicose-oxidase (GOD): GOD Glicose + O2 + H2O → Ácido Glucônico + H2O2 O peróxido de hidrogênio formado reage com 4-aminoantipirina e fenol, sob ação catalizadora da peroxidase (POD), através de uma reação oxidativa de acoplamento formando uma antipirilquinona vermelha cuja intensidade de cor é proporcional à concentração da glicose na amostra. Esse composto de tonalidade vermelha apresenta a sua máxima absorção de luz na faixa de 505 nm. POD 2 H2O2 + 4-Aminoantipirina + fenol → Antipirilquinonimina + 4 H2O. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Determinação da Composição Química ª Àcido urônico A dosagem de ácido urônico foi efetuada pelo método descrito por Blumenkrantz & Asbol-Hansen (1973), usando alíquotas de 0,4 mL de uma solução a 100 mg/mL do polissacarídeo e ácido D-glucurônico como padrão. O método utiliza m-fenilfenol , (o qual promove a formação de composto corado que absorvem em 520 nm). As leituras das medidas de absorbância foram realizadas a 520 nm, em espectrofotômetro Spectronic 20 Genesys, Spectronic Instruments. Todas as determinações foram realizadas em triplicata. ª Determinação quantitativa de monossacarídeos Os monossacarídeos presentes nas amostras de biopolímeros de Rhizobium sp foram determinados sob a forma de acetato de alditóis (Sawardeker et al., 1965) por cromatografia gás líquido (GLC). Os acetatos derivados foram analisados por cromatografia gasosa (cromatógrafo a gás modelo 5890S11 (Hewllet-Packard)), a 220 °C, com uma coluna capilar DB-210 (0,25 mm d.i. x 30 m) e filme de espessura igual a 0,25 µm. A temperatura de injeção da amostra e a do FID foi 250 °C e foi utilizado como gás carreador N2. Para a realização desta análise, aproximadamente 10 mg das amostras foram hidrolisadas, reduzidas e acetiladas. A hidrólise foi efetuada com ácido sulfúrico. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 6.3 Resultados e Discussão Curva de crescimento microbiano Com base nos resultados obtidos neste estudo, que podem ser visualizados nas Figuras 6 a 14 (a), pode-se observar que houve diferenças quanto ao crescimento populacional entre os isolados. A curva de crescimento dos isolados e da estirpe padrão CIAT 899 de Rhizobium sp em meio utilizando sacarose como fonte de carbono, mostrou que após 72 horas de incubação o crescimento foi máximo. Pode-se observar que o ótimo da fase log ocorre entre 72 a 120 horas de incubação à temperatura de 28 °C, com agitação de 200 rpm, variando conforme a linhagem estudada. Esta faixa de tempo de incubação corresponde a uma concentração celular média de 109 UFC/mL. As relações cinéticas entre o crescimento e a formação de produtos são importantes para determinar o modo de operação mais econômico. Segundo Hiss (2001) sem o conhecimento da cinética torna-se inviável a transposição de um experimento de laboratório para a escala industrial. Desta forma, inicialmente, as curvas nos propiciam informações tais como, a faixa de absorbância (560 nm) correspondente ao ótimo da fase log e a concentração celular que esta faixa corresponde. Pereira (2002), analisando o crescimento das estirpes de Rhizobium em meio YMA com manitol, observou um acentuado crescimento exponencial entre 24 e 48 horas de cultivo de 7 estirpes. Barberi et al (2004) avaliaram as curvas de crescimento de Bradyrhizobium elkanii (BR 29) de acordo com o pH e com a composição do meio de cultura. Com base no número máximo de UFC. mL-1 para o meio (Lorda & Balatti 1996) modificado, o melhor crescimento ocorreu após 72 horas, para o tratamento com pH inicial de 6,0 e, no meio Lopreto (1972), citado por Urenha et al. (1994) o tratamento com pH inicial 5,5 foi o que apresentou os valores de número máximo de células, ocorrendo em 161 horas de cultivo. As médias de log dos números de UFC. mL-1 apresentadas por Barberi et al (2004) foram superiores aos encontrados por Miguel e Moreira (2001), que foram aproximadamente 109. Isso é explicado pela melhor utilização da fonte de carbono do Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. meio Lorda e Balatti (1996), em que em sua composição possui glicerol, em comparação com o manitol utilizado no meio YM (Vincent, 1970) utilizado por esses autores. Nas figuras 6 a 14 (b) mostram os resultados da Densidade Ótica (D.O.), onde a curva de crescimento construída a partir da contagem de células totais demonstrou que após 72 horas de cultivo, o crescimento permaneceu crescente, para a maioria das estirpes estudadas. Provavelmente, o aumento da curva deve-se a presença dos EPSs. Segundo Cunningham e Munns (1984), a produção de EPS é uma resposta de várias espécies da bactéria a uma gama de fatores limitantes, que em geral sugerem estarem implicados em suprimir a reação da defesa da planta e parecem ser requeridos para formação do cordão de infecção. Os EPSs pode ter um papel integral por permitir que um organismo sobreviva sob uma variedade de circunstâncias estressantes. Miguel e Moreira (2001), utilizando meio YM, obtiveram maior densidade ótica para o tratamento com pH igual a 6,0 do que no pH 6,8, utilizando o mesmo número-base (108,8 UFC. mL-1), o que provavelmente está relacionado com a diferente composição dos meios, principalmente com relação à fonte de carbono. Cunningham e Munns (1984), em meio YMA (modificado por Keyser e Munns, 1979), obtiveram maior quantidade de EPS em estirpes de Rhizobium tolerantes à acidez do meio, quando expostas a meio ácido. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) UFC.mL-1 ISOL 1 3,00E+09 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) ISOL 1 Absorbância (560nm) 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 7- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 1 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm . Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. UFC.mL-1 ISOL 2 3,00E+09 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 2 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 8- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 2 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. ISOL 3 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 3 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 9- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 3 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. ISOL 4 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 4 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 10- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 4 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. ISOL 6 a) 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 6 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 11- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 6 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. ISOL 11 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 11 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 12- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 11 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. ISOL 14 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) ISOL 14 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 13- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 14 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. ISOL 16 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância(560nm) ISOL 16 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 14- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do Isolado 16 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... a) Barreto, M. C. S. CIAT 899 3,00E+09 UFC.mL-1 2,50E+09 2,00E+09 1,50E+09 1,00E+09 5,00E+08 0,00E+00 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) b) Absorbância (560nm) CIAT 899 2 1,5 1 0,5 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 15- Curvas de crescimento microbiano referentes a UFC.mL-1 (a) e absorbância (560 nm) (b) do inóculo do CIAT 899 com 2,5 % (v/v) em meio YM incubados a 28 °C e 200 rpm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Determinação quantitativa da sacarose Analisando os resultados obtidos para a dosagem da sacarose verificou-se que a estirpe CIAT 899 (padrão) apresentou maior consumo de substrato para o meio de produção empregado durante 168 horas de fermentação, apresentando um consumo final de 4,55 g/L. Neste ponto a massa celular corresponde a 0,76 g/L (Figura 15). Entretanto, o ISOL 14 apresentou resultados próximos da estirpe padrão, com consumo de 4,78 g/L e massa celular de 0,86 g/L, no mesmo tempo (Figura 16). Deu-se preferência à utilização de um método específico para glicose, ao invés de um para determinação de açúcares redutores, o que garante a detecção da liberação especificamente de glicose a partir da hidrólise por sacarose do EPS. ISOL 14 Glicose g/L 10 8 6 4 2 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 16. Concentração de glicose durante a produção de EPS por Rhizobium sp. (ISOL 14). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. CIAT 899 Glicose g/L 10 8 6 4 2 0 0 12 24 36 48 60 72 84 96 108 120 132 144 156 168 180 Tem po (h) Figura 17. Concentração de glicose durante a produção de EPS por Rhizobium sp. (CIAT 899). Determinação da Composição Química dos EPS Na tabela 8 observa-se os açúcares determinados das gomas produzidas pelas estirpes ISOL 14 e CIAT 899 onde revelaram maiores concentrações dos monossacarídeos galactose e glicose para a estirpe ISOL 14 em relação a estirpe padrão CIAT 899. Também foram observados traços de manose e ramnose na composição das gomas das estirpes estudadas. Tabela 8. Constituintes químicos da goma produzida pela estirpe de Rhizobium sp (ISOL 14) Açúcares Amostras Ac. urônico (%) Manose Ramnose (mg/100g) Galactose Glicose ISOL 14 4,10 0,98 0,16 12,60 36,95 CIAT 899* - 0,20 0,10 8,95 16,80 * Castellane & Lemos (2007) Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Lima (1999), analisando a composição química da goma xantana produzida por linhagens de Xanthomonas campestris pv. campestris verificou a presença de glicose e manose nas concentrações 33,22 %, 57,78 % respectivamente, para a linhagem NRRL B-1459, apresentando componentes típicos da goma xantana. Whitfield et al. (1981), caracterizando cinco amostras de goma xantana produzidas por diferentes linhagens de Xanthomonas campestris pv. campestris, encontraram valores de glicose variando entre 22-42 %, manose de 12-38 % e ácido urônico de 9-20 %. Com relação à ramnose, apenas três amostras de xantana apresentaram este açúcar, com valores que oscilam entre 12-22 %. Outro açúcar identificado pelos pesquisadores foi a galactose com valores entre 24-28 %. Em todas as amostras estudadas por estes autores foram observados os grupamentos piruvato e acetila. Lowson e Symes (1977) relataram a presença de ramnose na xantana produzida por X. juglandis. Sugere-se que a presença desse açúcar seja uma característica desejável, pois, em geral, os polímeros dos quais faz parte possuem capacidade de formar géis verdadeiros (Mcnelly e Kang, 1977). A goma xantana comercial não apresenta ramnose na sua composição (Casas et al.,2000). De acordo com Casas et al. (2000) a composição do meio de cultura utilizado na fermentação exerce um profundo efeito na síntese do produto oligomérico e polimérico. Portanto, a quantidade de manose, glicose e ácido glucurônico sintetizados e inseridos no EPS pelas enzimas durante fermentação, podem sofrer variações dependendo da composição do substrato e das condições utilizadas na fermentação. No presente trabalho, o percentual de ácido urônico produzido pela estirpe ISOL 14 foi de 4,1 enquanto o apresentado na goma xantana por Lima (1999) foi de 8,47. Os métodos de análises de polissacarídeos complexos baseiam-se, principalmente, na determinação dos constituintes dos resíduos obtidos após hidrólise química dos polímeros nativos (Wei & Fang, 1990; Ruitter et al., 1992; Scamparini et al., 2000). Esses são compostos de inúmeros resíduos de açúcares interligados por ligações glicosídicas (α e β), que podem diferir consideravelmente na sua suscetibilidade à hidrólise ácida. Ácidos urônicos são frequentemente envolvidos por fortes ligações glicosídicas, particularmente nos tipos de ligações dos ácidos aldobiurônicos (Druzian, 2000). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Moreira et al (1998) analisando a composição de dois biopolímeros comerciais, gelana® e xantana® e um biopolímero produzido a clairana, identificou o ácido glicurônico (em todas as amostras) e os monossacarídeos esperados para a clairana (glicose, galactose e fucose), gelana (glicose e ramnose) e xantana (glicose e manose). A ramnose está presente na acetana, gelana, welana e ransana, que possuem estrutura química similar à da xantana e possui propriedades de espessante e agente de suspensão semelhantes àquelas atribuídas para xantana (Kennedy & Sutherland, 1994). A goma welana apresenta como cadeia lateral unidades de manose e ramnose, distribuídas de modo aleatório. Aproximadamente dois terços das unidades químicas repetidas do polímero contém ramnose como cadeia lateral, enquanto que o restante das ramificações é composto por unidades de manose (Jansson et al., 1985). Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 6.4 Conclusões ª A curva do crescimento microbiano apresentou na fase logarítmica valores correspondentes a uma concentração celular viáveis média de 109 UFC/mL para todos os isolados e estirpe padrão CIAT 899 após 72 horas de incubação a uma temperatura de 28 °C, com agitação de 200 rpm, variando conforme a linhagem estudada; ª As estirpes apresentaram valores do consumo de substrato para o meio de produção empregado, de 4,55 g/L para a CIAT 899 e 4,78 g/L para o ISOL 14, em 168 horas de fermentação; ª A composição dos açucares da goma do ISOL 14 apresentou valores superiores de ramnose, manose, galactose, glicose e ácidos urônicos na molécula, em relação a estirpe padrão CIAT 899. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 6.5 Referências Bibliográficas ARAÚJO, T. A. A; FRANÇA, F. P. E CARDOSO, V. L. Avaliação do comportamento reológico dos diferentes meios de produção de goma xantana a partir do caldo de cana. 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Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. 7. ANEXOS Normas da Revista World Journal of Microbiology and Biotechnology Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... WORLD Barreto, M. C. S. JOURNAL MICROBIOLOGY OF AND BIOTECHNOLOGY Editor-in-Chief: Peter J. Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available Description | Editorial Board Manuscript submission Manuscript Submission Permissions Online Submission Manuscript Submission Submission of a manuscript implies: that the work described has not been published before; that it is not under consideration for publication anywhere else; that its publication has been approved by all co-authors, if any, as well as by the responsible authorities – tacitly or explicitly – at the institute where the work has been carried out. 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Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available Title page Title Page Abstract Keywords Title Page The title page should include: The name(s) of the author(s) A concise and informative title The affiliation(s) and address(es) of the author(s) The e-mail address, telephone and fax numbers of the corresponding author Abstract Please provide an abstract of 100 to 150 words. The abstract should not contain any undefined abbreviations or unspecified references. Keywords Please provide 4 to 6 keywords which can be used for indexing purposes. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. WORLD JOURNAL OF MICROBIOLOGY AND BIOTECHNOLOGY Editor-in-Chief: Peter J. Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available Text Text Formatting Headings Abbreviations Footnotes Acknowledgments Text Formatting Manuscripts should be submitted in Word. Use a normal, plain font (e.g., 10-point Times Roman) for text. Use italics for emphasis. Use the automatic page numbering function to number the pages. Do not use field functions. Use tab stops or other commands for indents, not the space bar. Use the table function, not spreadsheets, to make tables. Use the equation editor or MathType for equations. Note: If you use Word 2007, do not create the equations with the default equation editor but use the Microsoft equation editor or MathType instead. Save your file in doc format. Do not submit docx files. Word template Manuscripts with mathematical content can also be submitted in LaTeX. LaTeX macro package Headings Please use no more than three levels of displayed headings. Abbreviations Abbreviations should be defined at first mention and used consistently thereafter. Footnotes Footnotes on the title page are not given reference symbols. Footnotes to the text are numbered consecutively; those to tables should be indicated by superscript lower-case letters (or asterisks for significance values and other statistical data). Acknowledgments Acknowledgments of people, grants, funds, etc. should be placed in a separate section before the reference list. The names of funding organizations should be written in full. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. WORLD JOURNAL OF MICROBIOLOGY AND BIOTECHNOLOGY Editor-in-Chief: Peter J. Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available References Citation Reference list Citation Cite references in the text by name and year in parentheses. Some examples: Negotiation research spans many disciplines (Thompson 1990). This result was later contradicted (Becker and Seligman 1996). This effect has been widely studied (Abbott 1991; Barakat et al. 1995; Kelso and Smith 1998; Medvec et al. 1993). Reference list The list of references should only include works that are cited in the text and that have been published or accepted for publication. Personal communications and unpublished works should only be mentioned in the text. Do not use footnotes or endnotes as a substitute for a reference list. Reference list entries should be alphabetized by the last names of the first author of each work. Journal article Smith J, Jones M Jr, Houghton L et al (1999) Future of health insurance. N Engl J Med 965:325–329 Article by DOI Slifka MK, Whitton JL (2000) Clinical implications of dysregulated cytokine production. J Mol Med. Doi:10.1007/s001090000086 Book South J, Blass B (2001) The future of modern genomics. Blackwell, London Book chapter Brown B, Aaron M (2001) The politics of nature. In: Smith J (ed) The rise of modern genomics, 3rd edn. Wiley, New York, pp 230-257 Online document Doe J (1999) Title of subordinate document. In: The dictionary of substances and their effects. Royal Society of Chemistry. Available via DIALOG. http://www.rsc.org/dose/title of subordinate document. Accessed 15 Jan 1999 Always use the standard abbreviation of a journal’s name according to the ISSN List of Title Word Abbreviations, see www.issn.org/en/node/344 Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. WORLD JOURNAL OF MICROBIOLOGY AND BIOTECHNOLOGY Editor-in-Chief: Peter J. Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available Tables All tables are to be numbered using Arabic numerals. Tables should always be cited in text in consecutive numerical order. For each table, please supply a table heading. The table title should explain clearly and concisely the components of the table. Identify any previously published material by giving the original source in the form of a reference at the end of the table heading. Footnotes to tables should be indicated by superscript lower-case letters (or asterisks for significance values and other statistical data) and included beneath the table body. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... WORLD Barreto, M. C. S. JOURNAL OF MICROBIOLOGY AND BIOTECHNOLOGY Editor-in-Chief: Peter J. Large ISSN: 0959-3993 (print version) ISSN: 1573-0972 (electronic version) Journal no. 11274 Springer Netherlands Online version available Artwork Guidelines For the best quality final product, it is highly recommended that you submit all of your artwork – photographs, line drawings, etc. – in an electronic format. Your art will then be produced to the highest standards with the greatest accuracy to detail. The published work will directly reflect the quality of the artwork provided. Electronic Figure Submission Line Art Halftone Art Combination Art Color Art Figure Lettering Figure Numbering Figure Captions Figure Placement and Size Electronic Figure Submission Supply all figures electronically. Indicate what graphics program was used to create the artwork. For vector graphics, the preferred format is EPS; for halftones, please use TIFF format. MS Office files are also acceptable. Vector graphics containing fonts must have the fonts embedded in the files. Name your figure files with "Fig" and the figure number, e.g., Fig1.eps. Line Art Definition: Black and white graphic with no shading. Do not use faint lines and/or lettering and check that all lines and lettering within the figures are legible at final size. All lines should be at least 0.1 mm (0.3 pt) wide. Line drawings should have a minimum resolution of 1200 dpi. Vector graphics containing fonts must have the fonts embedded in the files. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Halftone Art Definition: Photographs, drawings, or paintings with fine shading, etc. If any magnification is used in the photographs, indicate this by using scale bars within the figures themselves. Halftones should have a minimum resolution of 300 dpi. Combination Art Definition: a combination of halftone and line art, e.g., halftones containing line drawing, extensive lettering, color diagrams, etc. Combination artwork should have a minimum resolution of 600 dpi. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Color Art Color art is free of charge for online publication. If black and white will be shown in the print version, make sure that the main information will still be visible. Many colors are not distinguishable from one another when converted to black and white. A simple way to check this is to make a xerographic copy to see if the necessary distinctions between the different colors are still apparent. If the figures will be printed in black and white, do not refer to color in the captions. Color illustrations should be submitted as RGB (8 bits per channel). Figure Lettering To add lettering, it is best to use Helvetica or Arial (sans serif fonts). Keep lettering consistently sized throughout your final-sized artwork, usually about 2–3 mm (8–12 pt). Variance of type size within an illustration should be minimal, e.g., do not use 8-pt type on an axis and 20-pt type for the axis label. Avoid effects such as shading, outline letters, etc. Do not include titles or captions within your illustrations. Figure Numbering All figures are to be numbered using Arabic numerals. Figures should always be cited in text in consecutive numerical order. Figure parts should be denoted by lowercase letters (a, b, c, etc.). If an appendix appears in your article and it contains one or more figures, continue the Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. consecutive numbering of the main text. Do not number the appendix figures, "A1, A2, A3, etc." Figure Captions Each figure should have a concise caption describing accurately what the figure depicts. Figure captions begin with the term Fig. in bold type, followed by the figure number, also in bold type. No punctuation is to be included after the number, nor is any punctuation to be placed at the end of the caption. Identify all elements found in the figure in the figure caption; and use boxes, circles, etc., as coordinate points in graphs. Identify previously published material by giving the original source in the form of a reference citation at the end of the figure caption. Figure Placement and Size When preparing your figures, size figures to fit in the column width. For most journals the figures should be 39 mm, 84 mm, 129 mm, or 174 mm wide and not higher than 234 mm. For books and book-sized journals, the figures should be 80 mm or 122 mm wide and not higher than 198 mm. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Submissão do Artigo Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Normas da Revista Scientia Agrária Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. Trabalhos apresentados no 24º Congresso Brasileiro de Microbiologia - 3 a 6 de Outubro de 2007 em Brasília - Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília / DF Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. MICROBIOLOGIA GERAL / K03 METABOLISMO MICROBIANO E SEUS PRODUTOS 609 Biopolímero sintetizados por Rhizobium sp. em diferentes tempos de cultivo: comportamento reológico BARRETO, M. D. C. S.1 ; FIGUEIREDO, M. D. V. B.2 ; BURITY, H. A.2 ; OLIVEIRA, J. P.2 ; COELHO, A. C. D.1 ; LIMA-FILHO, J. L. L.1 UFPE Resumo: Os polissacarídeos extracelulares sintetizados por bactérias do gênero Rhizobium tem sido estudados na tentativa de melhor compreender sua participação na simbiose leguminosa x Rhizobium, uma vez que estes biopolímeros parecem ser determinantes da especificidade simbiótica. A viscosidade, que pode ser tomada como parâmetro de qualidade, é influenciada em função das estirpes, da colônia bacteriana, do meio de fermentação utilizado e das condições operacionais na produção. Com base no exposto, o objetivo deste trabalho foi verificar o comportamento reológico em diferentes tempos de cultivo de 8 isolados de Rhizobium sp. e da estirpe padrão de Rhizobium tropici (CIAT 899). As bactérias foram incubadas em agitador rotatório (200rpm à 28ºC) em Erlenmeyers de 250mL contendo 1/5 de meio YM modificado, por um período de 96 e 168 horas. Foram avaliados: a determinação da viscosidade da solução aquosa dos biopolímeros a 2,5% (v/v) obtidas em diferentes tempos de cultivo e medidas a 20ºC em viscosímetro rotacional Brookfield, modelo RVT, com spindle 2, nas seguintes velocidades de deformação: 10, 20, 50 e 100rpm; a viscosidade aparente, a várias taxas de cisalhamento, dos mostos fermentados. Os resultados mostraram que os estudos viscosimétricos de soluções de polissacarídeo dos isolados e da CIAT 899 revelam seu comportamento, não tixotrópico, pseudoplástico, mesmo em baixas concentrações, e caráter polieletrolítico, e que as medidas de viscosidade do mosto em função do tempo de agitação mostra que a viscosidade aparente do meio de cultivo alcança um valor patamar com 168 horas de processo para todos os microrganismos, porém os isolados 3 e 16 e CIAT 899 apresentaram maiores valores no aumento da viscosidade. Inovação tecnológica baseada na produção de biopolímeros ..... Barreto, M. C. S. MICROBIOLOGIA GERAL / K03 METABOLISMO MICROBIANO E SEUS PRODUTOS 1751 Biopolímero sintetizados por Rhizobium sp. em diferentes tempos de cultivo: produção BARRETO, M. D. C. S.1 ; FIGUEIREDO, M. D. V. B.2 ; BURITY, H. A.2 ; SILVA, M. L. R. B.1 ; CALAZANS, G. M. T.1 ; LIMA-FILHO, J. L. L.1 UFPE Resumo: A produção de exopolissacarídeos (EPS) microbianos tem sido objeto de intensa pesquisa, tendo em vista seu elevado potencial de aplicação em diferentes setores, pois não se encontra exposta às alterações climáticas ou à problemas nas colheitas, que prejudicam a oferta e alteram o custo de produção das gomas tradicionais. No processo de produção de polissacarídeos deve-se considerar desde o microrganismo em estudo até a determinação dos parâmetros de agitação, onde se destaca o meio de produção e sua influência na síntese, no rendimento e na composição dos EPS. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção de biopolímeros (g/L.h) obtidos de 8 isolados de Rhizobium sp. e da estirpe padrão Rhizobium tropici (CIAT 899) em diferentes tempos de cultivo pela massa do produto seco por volume de meio. As bactérias foram purificadas em meio YMA e após foram incubadas em agitador rotatório (200rpm à 28º C) em Erlenmeyers de 250mL contendo 1/5 de meio YM modificado, por um período de 96 e 168 horas. Foram avaliados: o peso seco da solução aquosa dos biopolímeros a 2,5% (v/v) obtidos em diferentes tempos de cultivo, através da técnica do peso seco, onde o álcool etílico foi adicionado ao mosto até atingir a concentração de 80% na solução hidroalcoólica formada e posterior precipitação do EPS. Após a filtração, a secagem do produto foi realizada em dissecador (30ºC), até peso constante, comparando-se os diferentes tempos de cultivo. Os resultados mostraram que a produção total do biopolímero dos isolados e da estirpe padrão CIAT 899 apresentaram máxima produção no período de 168 horas de processo para todos os microrganismos, porém os isolados 3 e 14, e a CIAT 899 foram as que resultaram em maior produtividade (1,3; 1,7 e 2gL-1h-1) respectivamente.