FOTO HENK NIEMAN
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setembro a novembro 2005
Empreendedorismo • Estilistas e modelistas • Compostagem • Violões do Brasil • Novos cursos
BIBLIOTECAS EM DEBATE
Ano Ibero-americano da
Leitura renova a discussão
sobre a importância da
biblioteca pública como
lugar de formação cultural
FOTO GABRIEL CABRAL
Formação de leitores
Abram
Szajman
é Presidente
do Conselho
Regional do
Senac-SP
É comum ouvirmos que o brasileiro não lê e que o interesse por livros é cada vez menor entre as novas gerações. Nossas estatísticas na
área não são, de fato, animadoras. Costuma-se culpar a deficiência do
ensino, o alto preço dos livros, o baixo investimento em bibliotecas e
a sedução desleal dos meios audiovisuais pelo desprestígio da leitura no
país. A reportagem de capa desta edição da revista senac.sp levanta
questões menos discutidas, mas não menos importantes. Uma delas é
a atenção insuficiente que vinha recebendo, até agora, a atividade de
informar e formar leitores. A considerável ampliação do acesso à escola
nos últimos anos não muda o fato de que o hábito de leitura nem sempre surge espontaneamente, mesmo em ambientes mais permeáveis à
informação. A mediação – das escolas, dos meios de comunicação, dos
agentes culturais e comunitários – é fundamental para promover o encontro entre livros e leitores potenciais.
Por outro lado, a cultura da comunicação instantânea, típica de nossa
época, não tornou mais atraente um hábito caracterizado pela reflexão
serena e pela fruição solitária. A reportagem trata da necessidade de
rever a reputação sisuda e intocável atribuída ao livro. Manejá-lo, transportá-lo, folhear insistentemente suas páginas são meios de nutrir o
prazer de ler, que não é passivo nem estático. As bibliotecas do Senac
São Paulo são espaços onde esse prazer pode ser vivenciado não apenas pelos alunos, mas também pelos membros das comunidades onde
se inserem. Ao lado da formação de um novo bibliotecário, capaz de
guiar leitores em potencial em suas descobertas, essa é uma das contribuições que nos orgulhamos de fazer à causa fundamental do acesso
ao livro no Brasil.
FOTO EVERTON BALLARDIN
Empreender e criar
Luiz Francisco
de Assis
Salgado
é Diretor
Regional do
Senac-SP
Uma entrevista sobre empreendedorismo publicada nesta edição da
revista senac.sp toca em uma questão crucial para a educação profissional hoje: o fato de a maioria das instituições de ensino ainda formar
seus alunos para serem empregados e não empregadores, embora o
mercado de trabalho já não absorva mão-de-obra assalariada como há
alguns anos. Corrigir o rumo da formação para que ela inclua a atitude
empreendedora tem sido uma preocupação constante para o Senac
São Paulo. Cada vez mais, acreditamos, é preciso formar profissionais
que, uma vez no mercado de trabalho, sejam capazes de identificar
oportunidades e atendê-las com soluções inovadoras e diferenciadas.
Os novos cursos de gradução e pós-graduação que passam a compor o portfólio do Senac São Paulo, como também mostra a revista,
respondem à observação de outro aspecto do mercado: paralelamente
à mudança no modo de funcionamento das empresas, que hoje trabalham com estruturas mais enxutas e competitivas, cresce um setor de
serviços variado e exigente, que demanda profissionais atualizados e
criativos. Os novos cursos superiores visam áreas em expansão, a exemplo de Bacharelado em Audiovisual e Tecnologia em Agenciamento de
Viagens, enquanto as especializações em design de mobiliário e programação de games trazem perspectivas a profissionais que acreditam
no poder da criatividade.
A criatividade aplicada ao ideal de promover um futuro mais sustentável, outro valor que nos é caro, move Haverá a Idade das Coisas Leves,
livro do designer francês Thierry Kazazian. Resenhado pela revista, o lançamento da Editora Senac São Paulo é um convite irresistível a ver com
outros olhos, mais arrojados e otimistas, os objetos que nos rodeiam.
Na capa: Detalhe da biblioteca
do empresário José Mindlin, no
bairro paulistano do Brooklin.
Foto: Henk Nieman
Questões
Cinco perguntas sobre
empreendedorismo
4
No mundo
Kit leva energia solar a
comunidades carentes
5
Capa
Programas tentam
revitalizar bibliotecas
6
Moda
Desfile testa formandos
em Design de Moda
14
Livros
Design sustentável
e a crise da água
18
Ex-aluna
Inglês é o diferencial
de entrevistadora
22
Televisão
Violão brasileiro
é tema de série
23
Acontece
Novos cursos superiores
e de especialização
24
Dia-a-dia
Análise de água
é tema de aula
30
Esta revista fala de
cidadania, ecologia,
tecnologia, qualidade
de vida, educação,
cultura, trabalho
Abrigada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas
da Universidade de São Paulo, a ONG Sociedade do Sol
desenvolveu e está comercializando um aquecedor solar
de baixo custo que pode ser montado em casa pelo
usuário. A SoSol abriu mão da patente do produto para
facilitar sua disseminação. “Estamos trabalhando para levar essa tecnologia às comunidades carentes, que muitas
vezes nem têm energia elétrica”, diz o presidente, Augustin Woelz. Para uma família de seis pessoas, o uso de
energia solar pode representar uma economia mensal de
até R$ 50 na conta de luz. O aquecedor custa R$ 250 e
vem desmontado, com manual de construção. A ONG
oferece consultoria gratuita e cursos para professores e
entidades interessadas no equipamento, além de ensinar a fabricar o aparelho com materiais reciclados a um
custo ainda mais baixo. Redução do consumo de energia nas hidrelétricas e de emissão de gás carbônico estão entre os efeitos benéficos do uso em larga escala
dos aquecedores solares. Para conhecer melhor o trabalho da ONG e saber mais sobre o aquecedor, acesse
www.sociedadedosol.org.br.
Gerente de serviços a empreendepetitivas, enxugam seus quadros de funcionários e deidores do Instituto Empreender Endeaxam de contratar novos talentos. Por isso, faz-se urgente
vor (www.endeavor.org.br), Carlos
criar alternativas que gerem novos empregos. Na minha
Pessôa Filho é formado em adminisvisão, não há outra solução a não ser a criação de emtração de empresas pela Fundação
preendimentos que absorvam essa mão-de-obra. Os núGetúlio Vargas. Nesta entrevista, ele
meros indicam que o caminho é este: de acordo com a
explica um conceito cada vez mais
Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 1995 a
fundamental à compreensão do mun2000 as empresas com mais de 100 funcionários criaram
do contemporâneo do trabalho e mostra por que o fato
apenas 88 100 empregos. No mesmo período, as emprede o brasileiro ser considerado um dos povos mais emsas pequenas, com até 100 funcionários, geraram 1,9 mipreendedores do mundo deve ser lido com ressalvas.
lhão de empregos. As pequenas empresas geram cerca
Também aponta as características que observa em emde 96% dos novos empregos no Brasil.
preendimentos vitoriosos, como os que estão reunidos no
O brasileiro é empreendedor? De acordo com o eslivro Como Fazer uma Empresa Dar Certo em um País Intudo mais recente do Global Entrepreneurship Monitor
certo, da Endeavor. “O livro traz as lições aprendidas por
(GEM), o povo brasileiro é o sétimo mais empreendedor
51 empreendedores brasileiros bem-sucedidos ao longo
do mundo, à frente até mesmo dos americanos, que esde suas trajetórias”, explica. “Para quem quer empreender,
tão em décimo lugar. Mas é preciso olhar essa pesquisa
é uma boa oportunidade de aprender
com cuidado. No Brasil, predomina o
“A maioria das escolas
com os erros dos outros.”
empreendedorismo de necessidade,
O que é empreendedorismo? A paenquanto em países mais desenvolviainda forma seus
lavra não consta dos dicionários brasidos o mais comum é o empreendealunos para se
leiros, então vou citar livremente a dedorismo de oportunidade. A diferença
finição criada pela Universidade de Harentre esses dois tipos de empreendetornarem empregados
vard, nos Estados Unidos: empreendedorismo está no impacto que geram.
dorismo é uma atitude diante da vida, a
O empreendedorismo de necessidade
e não empregadores.
habilidade de realizar planos a partir
se relaciona às atividades de subsisEssa mentalidade gera
de recursos escassos. Em outras palatência e aos negócios informais, criavras, é a característica de quem começa
dos sem planejamento – e, portanto,
frustração: o jovem
pequeno, mas com sonhos ambiciosos.
com pouca chance de crescer e gerar
chega ao mercado
O importante é que qualquer definição
renda e emprego significativos. Um
de empreendedorismo contemple o
bom exemplo são os camelôs.
e não encontra
conceito de escassez. Planejar e impleJá os empreendedores por oportunio emprego prometido”
mentar a partir de poucos recursos é
dade são aqueles que identificam consuma das características que diferenciam
cientemente uma possibilidade de neo empreendedor do executivo.
gócio e mobilizam recursos para persegui-la. Nesse caso,
O empreendedorismo pode ser ensinado? Como o
a chance de gerar impacto positivo em renda, emprego
empreendedorismo é uma atitude, é difícil ensiná-lo
e sustentabilidade é maior.
apenas por meio de livros e teoria. Treinamentos motivaO que um empreendedor deve levar em conta ao
cionais têm mais efeito para estimular as pessoas a adoplanejar um negócio? Não há receita que garanta o
tarem uma atitude empreendedora. Naturalmente, cosucesso de um empreendimento, especialmente em
nhecimento teórico e técnico de gestão é fundamental
um país incerto como o Brasil. Mas identificar oportunipara fazer com que um empreendimento seja bem-sucedades consistentes, construir diferenciais competitivos
dido. A atitude empreendedora não é suficiente para gasustentáveis e contar com um bom time de gestão –
rantir que um negócio cresça de forma sustentável.
que tenha conhecimento técnico para gerir o negócio
Qual é o papel da escola na formação de jovens emde maneira profissional e, preferencialmente, experiênpreendedores? A escola tem um papel fundamental. A
cia prévia no setor em questão – são pilares presentes
grande maioria ainda está formando seus alunos para se
em todos os empreendimentos de sucesso que tive a
tornarem empregados e não empregadores. Esta mentaoportunidade de observar. No Brasil, 95% dos novos
lidade gera frustração. O jovem chega ao mercado e não
empreendimentos não passam dos cinco anos de vida –
encontra o emprego prometido. Cada vez mais, as granentre outros motivos, por não contar com mão-de-obra
des empresas buscam eficiência para se manterem comqualificada e empreendedora.
O custo do orgânico
Cada vez mais comuns, os alimentos orgânicos podem
trazer embutido um custo ambiental extra, relacionado
à distância que percorreram até chegar ao consumidor e
à quantidade de combustível fóssil gasta nesse deslocamento. Para minimizar esse efeito, o consumidor deve levar
a questão em conta na hora da compra. “É importante informar-se sobre a origem dos produtos e priorizar aqueles
que foram produzidos local ou regionalmente”, diz a ativista ambiental May East, que coordena a área de relações
internacionais da Rede Mundial de Ecovilas. Alimentos
transportados por longas distâncias também precisam de
embalagens mais pesadas, que contribuem para a perda de
nutrientes. Entre os ambientalistas, há quem diga que mais
vale uma banana cultivada nos moldes tradicionais no Vale
do Ribeira do que um kiwi orgânico que vem do Chile.
Faculdade de paz
Inspirada no decreto da ONU que instituiu a Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência (2001-2010),
a Faculdade Cajazeiras, em Salvador (BA), conseguiu
aprovação do MEC para inserir em sua grade curricular
uma disciplina que trata especificamente do assunto. Entre outros temas, o curso debate a preservação dos tesouros culturais, a arte como caminho para a paz e a unidade na diversidade. Recentemente, os alunos de Administração foram desafiados a projetar uma empresa que
tivesse compromisso com a cultura de paz.
NO MUNDO 5
Kit solar
FOTOS MONIQUE SCHENKELS (PAZ E ORGÂNICOS); DIVULGAÇÃO (CARLOS PESSÔA FILHO E KIT SOLAR)
QUESTÕES 4
“Empreendedorismo é uma atitude”
Para especialista, empreendedor deve saber identificar oportunidades,
construir diferenciais competitivos e gerir negócios
A Biblioteca do Centro
Universitário Senac
Campus Santo Amaro:
117 mil itens, acervo virtual
e acesso para usuários
com necessidades especiais
Por_Marta Barbosa
Fotos_Rochelle Costi e Henk Nieman
O argentino Jorge Luis Borges (18991986), o americano Philip Roth e o português Alexandre Herculano são três escritores
com obras fundamentais que aprofundaram
sua formação cultural entre as estantes de
uma biblioteca pública. Se tivessem nascido no Brasil, é provável que seu trajeto fosse
outro. Com pouco mais de 4 mil bibliotecas
públicas em atividade, o país carece de qualquer espaço comunitário de leitura em mais
de mil municípios. Segundo números recentes, 32,3% de todos os brasileiros com
mais de 15 anos jamais entraram em uma
biblioteca, o que se reflete em um índice de
leitura per capita de 1,8 livro por ano, contra
4,9 na Inglaterra, 5,1 nos Estados Unidos e 7
na França. No Ano Ibero-americano da Leitura, mobilização lançada pela Organização
dos Estados Ibero-americanos para desenvolver leitores em 21 países da Europa e das
Américas, governo e empresas brasileiras somam esforços para mudar esse cenário – e
reacendem o debate sobre a importância
da biblioteca como organismo social.
A democratização do acesso ao livro é
um dos eixos do programa Vivaleitura,
braço brasileiro do Ano Ibero-americano
da Leitura (leia boxe Política de Estado).
Para Galeno Amorim, que coordena o programa, o trabalho passa pela implantação
de novas bibliotecas públicas, mas também pelo fortalecimento das que já existem. Mesmo a Biblioteca Nacional, no Rio
de Janeiro, a mais importante do país, com
um acervo de 8 milhões de peças (leia boxe Biblioteca Nacional É Oitava do Mundo), se ressente da falta de investimento.
Entre abril e julho, uma greve de funcionários por condições de trabalho comprometeu o atendimento. “Faltam até cadeiras”,
diz um servidor. Também há problemas
de segurança, como sugere o furto recente
de uma coleção de 150 fotografias do século 19, incluindo imagens célebres do
carioca Marc Ferrez. >>
7
CAPA 6
Livros para todos
Ano Ibero-americano da Leitura reacende
o debate sobre a importância da biblioteca
como lugar de formação de leitores
9
CAPA 8
A Biblioteca Nacional:
8 milhões de itens e
funcionários em greve
por condições de trabalho
BIBLIOTECA NACIONAL É OITAVA DO MUNDO
Diretor quer trazer o público para dentro da instituição, criada pela família real portuguesa no século 19
A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é a maior biblioteca nacional da América Latina e a oitava do mundo. Conta com uma coleção de 8 milhões de itens –
entre livros, documentos, mapas, fotografias e gravuras – e tem capacidade de atender a 15 mil pedidos de
consulta por mês. Foi aberta ao público em 1814, quatro anos depois de a família real portuguesa desembarcar no Brasil, fugida das tropas de Napoleão Bonaparte, que invadiam Lisboa. As caravelas de D. João VI
trouxeram ao Rio de Janeiro cerca de 60 mil livros, manuscritos, gravuras, mapas e medalhas do acervo da
Real Biblioteca da Ajuda, incluindo raridades como
dois exemplares da Bíblia de Mogúncia, impressa em
1462, e as primeiras edições de Arte da Gramática da
Língua Portuguesa Mais Usada na Costa do Brasil, do
Padre José de Anchieta (1595), e de Os Lusíadas (1572),
de Luís de Camões, esta última com cercaduras na pá-
gina de rosto, capitais ornamentadas e anotações manuscritas a tinta.
O acervo da primeira instituição cultural brasileira foi
constituído inicialmente por essa coleção, mais tarde
acrescida de mapas e documentos da colônia e do império, além de exemplares de todas as obras publicadas no
país a partir de 1805. Abrigada desde 1910 em um edifício de arquitetura eclética, que mistura elementos neoclássicos e art nouveau no centro do Rio de Janeiro, a biblioteca começou a ter seu acervo digitalizado em 2001.
O colecionador e livreiro Pedro Corrêa do Lago, atual presidente da Fundação Biblioteca Nacional, quer aproximar
o público da instituição e inseri-la no circuito turístico carioca: até o fim do ano, promete criar uma exposição permanente de peças raras e curiosas do acervo e colocar
3 mil livros à disposição dos usuários para consulta direta, sem intermediação dos funcionários.
>>
Em São Paulo, a Biblioteca Mário Andrade, segundo
acervo de raridades mais importante do Brasil, recebe
em média 460 visitantes por dia, contra 1500 de cinco
anos atrás, e conta com 23 bibliotecários, um terço do
que tinha em 1992. A última grande compra de livros foi
há mais de 13 anos e, mesmo assim, falta espaço para
os 256 mil títulos do acervo. O edifício da rua da Consolação, marco da arquitetura art déco, precisa de restauração urgente. O dinheiro para a obra, US$ 5 milhões,
virá do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e a expectativa é que a reforma comece no próximo
ano. “A biblioteca sofre uma crise profunda em decorrência de décadas sem investimento”, diz o diretor Luís
Francisco Carvalho Filho.
A situação é melancólica para uma biblioteca que foi
cenário de encontros de escritores modernistas e marcou a formação de intelectuais como Florestan Fernandes. O autor de novelas Manoel Carlos lembra-se com
orgulho de pertencer a um grupo de “devoradores de livros” que se reunia diariamente no saguão do edifício,
perto da estátua de Minerva. “Éramos conhecidos como
Os Adoradores da Estátua”, recorda. “Falávamos de tudo,
mas principalmente de literatura.” O escritor Bento Prado
Jr., o cenógrafo Cyro del Nero, o crítico literário Roberto
Schwarz, a atriz Fernanda Montenegro e o dramaturgo
Flávio Rangel estavam entre os participantes dos encontros, prolongamento natural de um hábito compartilhado
por todos. “Líamos, em média, de seis a oito horas por
dia, como se a leitura fosse uma tarefa profissional. Isso
nos valeu muito. Somos todos gratos uns aos outros pela boa influência que cada um exerceu sobre o grupo e
que o grupo exerceu sobre cada um de nós”, conta o
autor de Mulheres Apaixonadas.
Embora distantes da atmosfera de efervescência cultural que atraía artistas e intelectuais nos anos 60, as
bibliotecas públicas de São Paulo ainda são as mais
numerosas do país: 65, ou uma para cada 245 mil pessoas. Algumas são consideradas modelo: a Monteiro Lobato, que recebe 15 mil pessoas por mês, a maioria crianças da rede pública, instituiu na cidade o conceito de
biblioteca infantil-juvenil, seguido por outras 35 unidades. Investir na rede instalada é a prioridade do Depar-
Empresário reuniu a mais importante coleção particular de livros do país
Uma casa antiga no bairro paulistano do Brooklin abriga a mais importante biblioteca privada do país: a coleção
que o empresário José Mindlin, 91 anos, reuniu em oito
décadas com a esposa, Guita. Os 36 mil títulos catalogados – e as pilhas de caixas de livros que esperam para ser
digitalizados – cobrem as paredes das salas e corredores
da casa, além de uma construção ao lado e dos cômodos
de um apartamento em frente. Mindlin montou o acervo
guiado pelo prazer. “A unidade foi se formando naturalmente”, explica. “Numa biblioteca privada, é importante
que a coleção siga uma lógica de interesse. Por isso a
maioria acaba tendo uma especialidade muito definida. Já
numa pública, o importante é ter muito de tudo.”
A biblioteca está dividida em três vertentes. A mais
importante é a Brasiliana, que reúne estudos brasileiros
em campos como arte, poesia, ciência e história natural.
Seus mais de 20 mil itens serão doados, por decisão do
empresário, à Universidade de São Paulo, que construirá um prédio em seu campus para recebê-los. Outro
segmento é composto pelos livros de literatura estrangeira, paixão do empresário, que fala inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e russo. A terceira parte da bi-
blioteca é destinada aos livros de arte, edições raras de
literatura brasileira e “livros sobre livros”. Entre eles, há
um livro de horas manuscrito em pergaminho, anterior
a 1500, e Triunfos, do poeta pré-renascentista Francesco
Petrarca, em incunábulo, formato anterior à popularização do sistema ocidental de tipos móveis que se popularizou a partir de Gutenberg, em 1455.
Bem mais recentes, os exemplares raros da literatura brasileira compõem um testemunho tocante da história cultural do país. É o caso da primeira edição de
O Guarani, de José de Alencar, e de manuscritos de
obras como O Quinze, de Raquel de Queiroz. Na primeira edição de Algum Poema, de Carlos Drummond de Andrade (1930), há uma dedicatória feita pelo autor 50
anos depois do lançamento, a pedido de Mindlin: “Caro José Mindlin, você me trouxe este testemunho da
minha mocidade. Mas por que não me trouxe a própria
mocidade?”. De 1938 data o original datilografado de
Um Mundo Coberto de Pennas, de Graciliano Ramos.
As mudanças de última hora, rabiscadas a caneta pelo
autor, incluem o título, alterado momentos antes da
publicação para Vidas Secas.
>> tamento de Bibliotecas do Município de São Paulo.
“Nossa preocupação é melhorar os espaços existentes,
comprando livros e informatizando o acervo”, diz Maria
Zenita, diretora do órgão. As verbas são pequenas: os
R$ 830 mil destinados a aquisições em 2005 equivalem
a menos de R$ 1000 por mês para cada biblioteca da rede. A verba para incentivo à leitura é ainda menor: R$ 150
mil por ano. “Com ela, conseguimos, no máximo, promover a visita de um escritor por semestre em cada biblioteca”, diz a diretora.
CRIATIVIDADE
Aproximar a população dos livros tem sido um exercício de criatividade para empresas e governo. O projeto
Embarque na Leitura, iniciativa do Metrô de São Paulo
patrocinada pela Cosipa e Dufer, do grupo Usiminas, é
um exemplo. A idéia é criar pequenas bibliotecas nas
estações para emprestar livros aos usuários do metrô.
A primeira, com 4 mil títulos, funciona na estação Paraíso há dez meses. Tem quase 8 mil leitores cadastrados e registra mais de 120 empréstimos diários. No
Nordeste, o projeto Arca das Letras, da Secretaria de
Reordenamento Agrário, organiza minibibliotecas com
doações de empresas e da comunidade e a entrega
em assentamentos agrários no Piauí e no Rio Grande
do Norte. Já distribuiu 292 arcas – caixas-estantes que
Mindlin em sua biblioteca:
“Não abro para curiosos,
mas a comunidade científica
que precisa tem acesso”
comportam até 230 livros – e espera entregar outras
1250 até o final de 2006.
Um termômetro da importância de iniciativas como
essas está em Ribeirão Preto, São Paulo. A cidade, que
possui 500 mil habitantes, tem mais bibliotecas que a
capital: 72. O acesso fácil aos livros se reflete no índice
de leitura, que no município chega a ser 50% superior
à média nacional. “O que falta mesmo, mais do que dinheiro, é informação e, principalmente, formação do
leitor”, diz Armando Antongini, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Para os editores brasileiros, formar leitores é uma questão de mercado. A
CBL estima que haja, no Brasil, 26 milhões de “leitores
ativos”, pessoas que leram ao menos um livro nos últimos três meses. Os consumidores, alfabetizados com
mais de 14 anos que adquirem ao menos um livro por
ano, são 17,2 milhões.
Entre leitores e consumidores há um abismo justificado
pelo preço. Nem a isenção do pagamento de impostos
(PIS, Cofins e Pasep) na produção, comercialização e
importação de livros, sancionada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em dezembro de 2004, foi suficiente para reduzir o valor do produto de forma significativa. “O consumidor final ainda não percebeu a diminuição, que variou até 9,65%. Um livro que custava
R$ 30 passou a valer pouco menos de R$ 27”, diz Antongini. “Quem sabe, a longo prazo, esse repasse se
torne maior.” Enquanto isso não acontece, o mercado
editorial brasileiro comemora o crescimento de 5% nas
vendas em 2004, o que representa uma movimentação
de R$ 2,3 bilhões, depois de cinco anos de estagnação. “O Ano Ibero-americano da Leitura tem influenciado, ampliando o debate sobre o tema na sociedade”,
diz o executivo da CBL.
INVESTIMENTO
Há também grande expectativa no mercado em torno
da criação do Fundo Pró-Leitura, uma oferta feita pelos
editores brasileiros como contrapartida à desoneração
fiscal do livro implementada em 2004. O fundo é composto por 1% sobre o valor de todas as operações com
livro no Brasil – algo como R$ 45 milhões anuais – e
será usado para financiar ações de fomento à leitura.
Enquanto a iniciativa trafega pelo estágio da burocracia,
os editores começam a recolher o equivalente a 50% da
mensalidade que pagam a entidades de classe para
economizar, até o fim do ano, R$ 1 milhão, que serão investidos em ações de incentivo e na formação de profissionais-chave, como professores e bibliotecários. Com
doações espontâneas, editoras, livrarias e distribuidoras
têm ajudado a custear ações como as campanhas de fomento à leitura na TV criadas em parceria com a Rede
Globo e a Unesco.
“Cercar o brasileiro alfabetizado de livros não é suficiente”, diz Armando Antongini. “É preciso orientá-lo e
acabar com equívocos como a recomendação, em uso
até o ano passado, de que o livro é um material permanente da biblioteca, como mesa ou computador.” Nessa >>
11
CAPA 10
BRASILIANA DE MINDLIN SERÁ DOADA À USP
13
CAPA 12
Cenário de encontro
entre modernistas,
Biblioteca Mário de Andrade
enfrenta falta de público
e de bibliotecários
>> concepção, caberia ao bibliotecário zelar pela integri-
POLÍTICA DE ESTADO
Para Galeno Amorim, Ano Ibero-americano coloca a questão da leitura na agenda nacional
Coordenador dos programas Plano Nacional do Livro e
Leitura e Vivaleitura, do Ministério da Cultura, Galeno
Amorim ficou conhecido em sua gestão como secretário
de Cultura de Ribeirão Preto, quando instalou dezenas
de bibliotecas públicas na cidade, contribuindo para elevar o índice local de leitura per capita de 2 livros por ano
(2001) para 9,7 (2004). Os novos programas se desdobram em quatro eixos: democratização do acesso ao livro; fomento à leitura e à formação; valorização do livro
e da leitura; e apoio à criação e produção. Das 1000 bibliotecas públicas que o ministério pretende criar no
país até 2007, já foram abertas 330, cada uma com 2 mil
títulos selecionados por 50 especialistas. Para Amorim, o
grande desafio transcende o cumprimento de metas: é
fazer com que o debate sobre a importância da leitura vá
além das ações restritas a 2005.
Como o senhor avalia os primeiros seis meses do
Vivaleitura? O Vivaleitura tem propiciado uma mobilização extraordinária. No primeiro semestre, além de uma
expressiva quantidade de eventos que aconteceriam de
qualquer forma, como feiras, congressos, seminários, debates e projetos de fomento à leitura, tivemos uma boa
quantidade de ações realizadas em função do Ano Iberoamericano da Leitura. O que já se fez, somado ao que
está previsto para acontecer nos próximos seis meses,
significará 100 mil ações espalhadas por praticamente
todas as cidades brasileiras.
O que se espera dessas ações? O mais importante do
Ano da Leitura é servir como mote para incluir a questão
da leitura na agenda nacional. O objetivo é dar ao fomento à leitura a dimensão de política de Estado.
O que é mais urgente: reduzir o preço do livro ou
criar campanhas educativas? É preciso criar condições
para reduzir o preço dos livros, mas não se pode esperar
que os índices de leitura cresçam somente quando todas
as pessoas puderem comprar livros. O acesso ao livro
gratuito é uma condição para desenvolver a leitura em
um país como o Brasil. Isso implica abrir bibliotecas onde elas não existem e apoiar as que estão em situação
precária. A biblioteca deve ser um espaço privilegiado de
formação do leitor. Também é preciso investir nos agentes multiplicadores da leitura, como o professor e o bibliotecário, e nas campanhas de estímulo que valorizem
a leitura no imaginário coletivo da sociedade.
dade do material, e não estimular seu uso. “O desgaste de um livro é o melhor sinal que podemos ter de
que ele está sendo usado”, diz Jeane dos Reis Passos,
que preside o Conselho de Biblioteconomia há três
anos e dirige o Sistema de Bibliotecas do Senac São
Paulo. “Quando definimos o livro como patrimônio,
estamos limitando seu uso. Ele naturalmente se desgasta. Não há nada de errado nisso.”
Para Jeane, o bibliotecário no Brasil tem uma formação apenas satisfatória. Os sete cursos superiores reconhecidos em São Paulo, quatro deles na capital, já
trabalham com a idéia de formar um profissional crítico
e reflexivo, capacitado para orientar a relação dos usuários de bibliotecas com os livros. O curso Técnico de
Biblioteconomia, do Senac São Paulo, mantém o foco
na formação de um bibliotecário capaz de “perceber as
carências do usuário e ter o didatismo necessário para
orientá-lo a não se perder no caos de informação em
que vivemos”, como explica Jeane.
MODERNIZAÇÃO
Em um país com carência de bibliotecas públicas,
coleções particulares – mantidas por empresas, federações de classe ou pessoas físicas – ganham importância especial. Por saber disso, o empresário José
Mindlin, dono da mais importante biblioteca particular
do Brasil (leia boxe Brasiliana de Mindlin Será Doada
à USP), mantém a coleção aberta aos pesquisadores.
“Não abro para curiosos, mas a comunidade científica
que precisa tem acesso”, diz. A Biblioteca do Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro oferece seu
acervo de 117 mil itens não só aos alunos, mas a toda
a comunidade, incluindo usuários com necessidades
especiais: o Espaço Braille, onde deficientes visuais encontram livros em braile e equipamentos especiais de leitura, prestou 1361 atendimentos entre 2004 e 2005.
A atenção ao usuário com necessidades especiais é
apenas um dos fundamentos que alinham a Biblioteca do Campus com as concepções mais contemporâneas de espaço de leitura. Outro é a composição do
acervo: além de livros e periódicos, ele inclui CDs,
DVDs e games, e se desdobra em uma biblioteca virtual com acesso a mais de 300 e-books e a 10 mil
artigos, teses e livros produzidos pelas universidades
mais importantes do mundo. Os usuários da biblioteca contam com espaços confortáveis para a leitura
e são atraídos para lá por exposições regulares de fotografia, arte, moda ou objetos. “Não queremos compactuar com a definição de biblioteca-mosteiro”, diz
Jeane. “Aqui, a gente trabalha para que os alunos se
sintam à vontade.”
Fotos_Nino Andrés
O teste da pass arela
Duas tardes de trabalho precederam o desfile dos formandos, em agosto: nas provas de roupa, modelos experimentam os looks
criados pelos novos estilistas e modelistas, que acompanham o processo para verificar se há necessidade de acionar as costureiras
para fazer ajustes. No alto, a partir da esquerda, a formanda Carolina Yamasaki ajusta top na cintura de modelo e alunos se
movem em torno das araras onde ficam os looks que serão provados. Acima, a partir da esquerda, a aluna Bruna Tacaki verifica
abotoamento de vestido nas costas de uma modelo do elenco e Hiromi Sassaqui auxilia costureira que acerta o decote de outra
Em agosto, o hall do Centro de Convenções do Centro Universitário Senac
Campus Santo Amaro transformou-se em passarela para a apresentação dos
trabalhos de 47 estilistas e 40 modelistas que concluíam o curso superior em
Design de Moda. Duplas mistas de formandos das duas especializações criaram cinco looks cada, que foram desfilados por modelos para uma platéia
de pais e professores, à tarde, e outra de jornalistas, patrocinadores e convidados, à noite. Batizado Novos Talentos, o evento terminou com a distribuição
de prêmios aos melhores trabalhos. Além das roupas, os alunos apresentaram
uma monografia e um portfólio, book em que reúnem imagens referenciais,
amostras de tecido e croquis para provar a consistência de sua pesquisa.
Para muitos formandos, foi a primeira participação em um desfile de moda estruturado em moldes profissionais. Na coordenação, o stylist Alexandre
Breve escolheu o elenco, estabeleceu a ordem de entrada dos looks e dirigiu maquiadores e cabeleireiros. Dois dias antes dos desfiles, em uma sala
no Centro de Convenções, os formandos experimentaram suas roupas nas
modelos para verificar quais ajustes de costura seriam necessários. “Pedi
modelos com seios grandes, porque minhas roupas precisam de recheio”,
dizia a estilista Carolina Yamasaki, 22 anos, enquanto esperava a vez de vestir nas modelos sua coleção em tons de marrom e dourado, com efeitos
texturizados e peças formadas por tubos de pano.
A estilista Hiromi Sassaqui e a modelista Isamara Freire temiam pela funcionalidade e pelo apelo comercial de seus vestidos, peças volumosas e
leves inspiradas nas lanternas coloridas da festa oriental do Tanabata. Mas
nem o fato de as modelos reclamarem das barbatanas das roupas impediu
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MODA 14
Formandos em Design de
Moda fazem seu primeiro
desfile profissional na
apresentação de trabalhos
de conclusão de curso
Por_Mariana Rocha
Volumosos e leves, enfeitados com babados e tiras de tecido cortadas a laser, os modelos apresentados pela estilista Hiromi Sassaqui
e pela modelista Isamara Freire no desfile deram às formandas em Design de Moda bolsas de estudo na Esmod International, em
Paris. Um exemplo é o modelo desta página. Na página à direita, no alto, Hiromi comemora o prêmio; na fila do meio, a partir da
esquerda, looks criados pelas formandas Moema Carvalho, que se inspirou no livro Alice no País dos Espelhos; Carolina Yamasaki,
que trabalhou com recortes para criar texturas no tecido; e Hiromi, que imitou a estrutura das lanternas japonesas de papel para
compor golas e adereços. Na fila de baixo, à esquerda e à direita, dois looks românticos em tom pastel assinados pela estilista
Bruna Tacaki; no centro, look rainha de Moema Carvalho, que utilizou até espaguetes de espuma, usados em piscinas, na coleção
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MODA 16
que elas fossem consideradas as melhores da noite, o que rendeu à dupla
bolsas de estudos na Esmod Paris, e muita surpresa. “Não estou acreditando que ganhamos. Foi um trabalho tão arriscado, tão pouco comercial!”,
dizia Isamara. “No Senac a gente tem liberdade pra criar. Temia pela aceitação do trabalho, mas que oportunidade terei de fazer roupas mais conceituais quando chegar ao mercado?”, perguntava-se Hiromi. Além da ousadia, as duas compartilham as circunstâncias da iniciação: ambas começaram
na moda pela máquina de costura da mãe.
Uma coleção romântica, em tons de rosa, azul e verde, rendeu a Bruna
Tacaki, 21 anos, um Prêmio Manequim, que garante espaço na revista para
a nova estilista e seu trabalho. “Ela está até produzindo as peças dela, começando a ganhar um dinheirinho”, diz a mãe, Elisabete Tacaki, que a viu
sair de casa aos 17 anos para tentar a carreira dos sonhos.
Ao todo, foram distribuídos nove prêmios aos alunos. Além da revista,
patrocinaram as distinções a Revlon, que ofereceu passagens de ida e volta a Paris a uma estilista (Tatiana Haumholter) e a uma modelista (Luciana
Guimarães); a Corduroy, que ofereceu uma passagem ida e volta a Paris e
uma bolsa de estudos na Esmod à estilista Clara Imperatrice; a Besni, que
custeou as passagens de Hiromi e Isamara; a Audaces e a Propavit.
Convencido de que não bastam declarações de princípios e boas intenções para
tornar o mundo um lar mais confortável para o maior número possível de pessoas, o
designer francês Thierry Kazazian propõe
para já a construção de um tempo em que
crescimento econômico, preservação ambiental e melhora das condições sociais não
se excluam. Em Haverá a Idade das Coisas Leves: Design e Desenvolvimento Sustentável, que a Editora Senac São Paulo lança com apoio da Grendene/Melissa, ele
convoca empreendedores de todas as
áreas do conhecimento a dirigir esforços
rumo a um conceito de desenvolvimento
sustentável que se aplique aos objetos e
hábitos do cotidiano das pessoas comuns.
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4
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O2, Haverá a Idade das Coisas Leves constrói sua tese a
partir da descrição de sete empresas fictícias, que atuam
em setores essenciais: água, alimentação, habitação, esporte,
multimídia e energia (para esse, há duas, uma de eletricidade e outra dedicada a uma possível nova geração de
cabos ópticos submarinos). Capítulos específicos descrevem minuciosamente os princípios sustentáveis de cada empresa. Assim, o capítulo sobre a Myrtille Potiron,
distribuidora fictícia de frutas e legumes, prevê desde os
métodos de plantio até os carros que transportam os vegetais para as lojas do grupo ou fazem a entrega em domicílio.
Kazazian e sua equipe trabalham com um cenário futuro, mas não distante, em que o crescimento econômico
a qualquer custo será substituído por uma consciência mais
arraigada do coletivo. O que tornará essa evolução inevitável
será, segundo os autores, a evidência de que os recursos
naturais não são infinitos – e que muitos estão à beira
Uma das propostas do designer para reverter o pesado impacto ambiental dos objetos e hábitos que temos hoje, tornandoos mais leves e duráveis, é passar a vê-los
como serviços. Em outras palavras, priorizar
a funcionalidade em todos os sentidos. Entre as centenas de idéias surpreendentes
que o livro apresenta, há um rodapé de banheiro que armazena, filtra e distribui a
água da casa; um closet iluminado por uma
lâmpada que se alimenta da energia humana dispendida para abrir e fechar sua porta; ou, ainda, um carro que pode ser movido por um motor elétrico (para distâncias
curtas) ou térmico (para trajetos longos).
Sucesso editorial na França, onde Kazazian administra a agência de ecodesign
Soluções para um futuro sustentável,
segundo Kazazian. 1 Na academia,
a energia das pedaladas recarrega
aparelhos. 2 Quitanda orgânica:
legumes para degustação. 3 Economia
de espaço: cadeira com gaveta. 4 Site
de compra, reciclagem e venda de
móveis. 5 A “capa banana” se adapta
a qualquer cadeira; abertas, as faces
viram apoios. 6 Descarga-fonte: para
lavar as mãos enquanto o reservatório
se enche. 7 Nos reservatórios-rodapés,
a água é armazenada e circula pela
casa. 8 Torneira que filtra e mineraliza
a água: menos embalagens plásticas.
9 A idéia de ciclo aproveitada ao
máximo: fundamento do futuro leve
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FOTOS REPRODUǘAO
EDITORA SENAC SÃO PAULO 18
PARA SABER MAIS, ACESSE O SITE www.sp.senac.br/editora
Por um futuro mais leve
Designer francês propõe uma nova concepção para os objetos e processos
do dia-a-dia, com menos impacto no meio ambiente Por_Márcio Ferrari
da escassez –, além de uma percepção geral de que o
atual modelo econômico mundial aprofunda desigualdades
em vez de trazer conforto para a maioria das pessoas.
Mais do que novas possibilidades, serão novas obrigações
que mudarão o quadro econômico e social. Para compensar as limitações decorrentes, Kazazian propõe criatividade.
O livro inclui também um histórico da relação entre o
homem, a natureza e os objetos, contado a partir de sete
datas-chave; uma reflexão sobre novas estratégias empresariais, inspiradas no funcionamento da natureza e desenvolvidas segundo temas como interdependência,
tempo e ciclo; e um anexo para explicar os números
apresentados no livro e os termos técnicos utilizados. Entrevistas com empresários inovadores intercalam os capítulos. Haverá a Idade das Coisas Leves tem o apoio
da respeitada organização ambientalista internacional
World Wildlife Fund (WWF).
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Lançamentos
Na coletânea de artigos Administrando a Água como se Fosse Importante,
especialistas discutem alternativas de utilização racional do recurso
FOTO DAGMAR RIZZOL0
PARA SABER MAIS, ACESSE O SITE www.sp.senac.br/editora
EDITORA SENAC SÃO PAULO 20
Sensatez no uso da água
Foi apenas recentemente que a água começou a ser encarada, em termos de administração pública de recursos,
como um bem finito e ameaçado de escassez, mesmo
pelos organismos internacionais. No Brasil, no entanto,
essa preocupação já se traduziu numa das legislações
mais avançadas do mundo sobre o assunto. Entre conhecer o problema e aplicar a lei, resta o passo mais importante: conscientizar e mudar hábitos. Daí a ironia do
título Administrando a Água como se Ela Fosse Importante, coletânea de 25 artigos organizada por Ladislau
Dowbor e Renato Tagnin e recém-lançada pela Editora
Senac São Paulo.
Com o subtítulo Gestão ambiental e sustentabilidade,
o livro parte da constatação da urgência de repensar o uso
dos recursos hídricos em escala mundial: se nada for feito,
um terço da população do planeta poderá, em poucas décadas, ficar sem água. O conjunto de artigos, no entanto,
vai muito além da questão da escassez iminente, abordando em profundidade vários aspectos do uso coletivo
do recurso. Do ponto de vista administrativo, discutemse as vantagens e desvantagens da privatização do serviço público de saneamento e a gestão compartilhada
de bacias hidrográficas. Outros capítulos falam de questões mais amplas, como a história do uso urbano
da água no Brasil e a importância
da educação ambiental para o uso
consciente dos recursos. Finalmente, especialistas falam de questões específicas, mas nem
por isso menos importantes, como as substâncias químicas despejadas em vias fluviais e a possibilidade de
incorporação dos rios ao lazer urbano.
O panorama geral traz contribuições fundamentais para
um tema que não exige apenas iniciativas urgentes, mas
um choque de racionalidade. Como observam os organizadores na introdução do livro, falando sobre a cidade de
São Paulo: “Buscamos águas a grandes distâncias, gerando tensões com outras regiões do Estado, enquanto continuamos a poluir a Billings e a Guarapiranga na própria
cidade”. A discussão de todos esses temas se prolongou
em agosto com a realização da Conferência Internacional
Governança e Sustentabilidade Ambiental 2005: A Questão
da Água, no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro.
Pensando o cinema
A crise da habitação
Organizados pelo crítico e professor universitário Fernão Ramos, os dois volumes
de Teoria Contemporânea do Cinema
atualizam, com artigos de teóricos de
ponta na área do ensaio cinematográfico, o saber acadêmico em relação à comunicação audiovisual. O volume 1 se
intitula Pós-estruturalismo e filosofia
analítica e o volume 2 trata de Documentário e narratividade ficcional.
A deficiência da moradia, um dos aspectos cruciais dos desequilíbrios urbanos, é o foco do livro São Paulo: Segregação, Pobreza e Desigualdades
Sociais, organizado pelos sociólogos
Eduardo César Marques e Haroldo da
Gama Torres, com a colaboração de sete especialistas em ciências sociais, antropologia, economia, saúde pública,
arquitetura e urbanismo.
Panorama ambiental
Mergulho visual
Cientistas de mais de cem países cooperaram na elaboração do relatório
que deu origem a Ecossistemas e
Bem-Estar Humano, livro que tem por
objetivo determinar em que medida
já afetaram a vida cotidiana as mudanças no meio ambiente decorrentes do desenvolvimento econômico
acelerado das últimas décadas, e também como deverão afetá-la nos próximos anos.
As possibilidades do filme documentário subaquático – que tem como baliza os trabalhos do oceanólogo francês Jacques Cousteau nos anos 1960
– são exploradas em Vídeo Sub: Teoria
e Prática, um manual escrito pelo especialista Aldo Thomaz Jr. O livro aborda com ênfase especial a recente revolução digital ocorrida nos equipamentos para captação das imagens
em meio líquido.
Delícias com tradição
Onde mora o sabor
Os hotéis-escola do Senac São Paulo
em Campos do Jordão e Águas de São
Pedro são um marco da história gastronômica do país. Uma centena das
receitas que fizeram sua fama estão
disponíveis, para serem experimentadas em casa, no volume Gastronomia
& História dos Hotéis-escola Senac São
Paulo, organizado por Antonio Malaquias dos Santos, Fábio de Freitas Gomes e Ronaldo Lopes Barreto.
A atividade gastronômica não se restringe à cozinha. Encontrar ingredientes de qualidade também é fundamental. Para ajudar os amantes da
culinária, a jornalista Flávia Pinho elaborou o guia Onde Tem? Roteiro de
Compras Gastronômicas em São Paulo
e Arredores. Os tópicos são comentados para orientar o leitor. Receitas
assinadas por nomes célebres completam o volume.
Saúde para o planeta
Consciência ecológica
Em Olhares Geográficos: Meio Ambiente e Saúde, oito geógrafos refletem sobre questões da atualidade
aplicadas a espaços diversos, como
Angola, o Parque Nacional da Bocaina
e a região metropolitana de São Paulo.
O quadro final, organizado por Helena
Ribeiro, fornece um roteiro de debates sobre problemas socioambientais
que demandam soluções urgentes no
mundo atual.
Fruto da atividade de 11 anos de Rita
Mendonça como professora do curso
de pós-graduação em Ecoturismo do
Senac São Paulo, o livro Conservar e
Criar propõe uma atitude coerente
“com o fluxo da vida”. Isso significa, sobretudo, adquirir consciência dos processos mentais em relação ao meio
ambiente, tanto dos que definem as
políticas da área quanto dos que experimentam seus reflexos.
O instrumento musical mais popular no país é tema de uma
série de três programas que a STV começa a exibir em outubro.
Focada no ambicioso projeto Violões do Brasil, que já produziu um livro, um DVD, um CD duplo e alguns concertos, a série
oferece um abrangente panorama do violão na história da música brasileira, narrada e ilustrada por alguns dos violonistas
mais conceituados da atualidade.
“Nenhum projeto é completo, ainda mais com a quantidade
de violonistas maravilhosos que temos no país”, observa Myriam
Taubkin, que dividiu a curadoria do Violões do Brasil com Luiz
Roberto de Oliveira e Rodolfo Galvani Jr. “O importante é que
cada um que se faz presente no projeto tem uma razão de estar
ali”, diz a produtora, explicando que fez questão de incluir no
elenco de violonistas não só nomes consagrados, mas também revelações mais recentes, como os cariocas do Quarteto
Maogani ou o paulista Alessandro Penezzi.
Intitulado Os Mestres, o primeiro programa da série vai ao ar
dia 14 de outubro e destaca 15 expoentes do violão brasileiro,
do pioneiro Satyro Bilhar (1860-1927) ao influente Baden
Powell (1937-2000). Esse painel é traçado por depoimentos
de vários violonistas, que analisam as obras e estilos de seus
mestres, contando algumas histórias curiosas, entremeadas
por exemplos ao violão.
Um desses analistas é o erudito Turíbio Santos, que abre o
programa com uma breve aula sobre a linha evolutiva que vai da
obra violonística do maestro Villa-Lobos (1887-1959) ao prodigioso Raphael Rabelo (1962-1995), passando por João Pernambuco (1883-1947) e Nicanor Teixeira (nascido em 1928). Outra
lição valiosa é oferecida por Maurício Carrilho, que ressalta a
importância do hoje quase esquecido violonista Jaime Florence,
o Meira (1909-1982), analisando as funções do cavaquinho e
dos violões de seis e sete cordas em um conjunto regional.
Além desses depoimentos, o telespectador também tem a
oportunidade de apreciar números gravados durante o concerto de lançamento do projeto, em São Paulo, em março último.
O mais inusitado é “Duas Contas”, obra-prima do paulista Garoto (1915-1955), que o bossa-novista Carlos Lyra introduz como
“um dos maiores violonistas do mundo”. Esse clássico da música brasileira é interpretado por uma orquestra de feras do
violão, composta por Paulo Bellinati, Gilvan de Oliveira, Zé Menezes, Lula Galvão, João Lyra, Maurício Carrilho, Fábio Zanon,
Guinga e o Quarteto Maogani, entre outros.
Uma preocupação dos curadores do projeto, que ficará mais
evidente nos próximos episódios da série, Os Violões (21/10)
e O Violonista (28/10), foi ter no elenco representantes das diversas escolas regionais do instrumento. “O violão está em todos os lugares do país, de norte a sul, diferentemente da viola
caipira ou da sanfona, que têm seus nichos. Como diz muito
bem o Fábio Zanon, o violão é o melhor instrumento para fazer
a ponte, no Brasil, entre o erudito e o popular”, conclui a produtora Myriam Taubkin.
pretam os personagens da série Harry Potter têm sotaque forte e usam gírias infantis difíceis. Mas a maioria
dos entrevistados tem consciência de que a língua deles
é o segundo idioma do repórter.
Como você chegou ao Senac? Na adolescência. Entrei
quando ainda estava no fundamental e fui até a época
do ensino médio. Quando comecei as aulas no Senac Consolação, já tinha uma base de inglês da escola e nível intermediário. Freqüentei as aulas até o nível avançado.
Depois, morei algum tempo nos Estados Unidos e fortaleci o aprendizado no idioma.
Como foi sua trajetória a partir daí? Fiz o curso de jornalismo da PUC de São Paulo e me especializei em telejornalismo no Rio de Janeiro. Passei por várias emissoras e
fiquei quatro anos na Rede Globo. Em 1997, estagiei
quatro meses na CNN, em Atlanta, acompanhando o trabalho dos jornalistas e colaborando com o programa
World Reporter. De volta ao Brasil, fui para o SBT Repórter.
Lá, fazendo matérias internacionais, meu aprendizado do
inglês se solidificou. Em 1999, recebi uma proposta para
ser âncora do canal especializado em economia Bloomberg, de Nova York. De volta ao SBT Repórter, tive a oportunidade de transmitir o Oscar e o Grammy pela primeira vez. Foi fantástico participar de transmissões, que são
inteiramente comandadas e dirigidas em inglês.
Você já teve dificuldades durante uma entrevista?
Claro. Fazer a pergunta, entender a resposta e já pensar
no que se vai dizer depois é tarefa complicada. Sem falar
de sotaques e gírias ininteligíveis. Quando você não entende, a saída é fazer outra pergunta e pronto. A atriz
Sandra Bullock usou uma gíria na entrevista dela que nem
um tradutor americano conhecia. Os meninos que inter-
Como é o seu dia-a-dia profissional? Na Record, apresento o programa Guinness de segunda a sexta, sou responsável por uma coluna semanal sobre cinema no Tudo
a Ver e faço reportagens especiais para o Domingo Espetacular. Produzo e edito minhas matérias. Quando um
filme é lançado, faço as entrevistas e fico até oito horas
na ilha de edição. Além disso, tenho um escritório que
cuida de eventos comerciais. Geralmente, os finais de
semana são livres. Mas quando o ator Will Smith veio ao
Brasil, por exemplo, deixei o descanso de lado e fui conversar com ele em um sábado.
Que conselhos você dá para quem quer ser fluente
em inglês? É indispensável fazer um curso em uma instituição especializada no ensino de idiomas, como o Senac.
Para adquirir fluência, também é interessante participar
de um programa de intercâmbio ou morar por algum
tempo em um país de língua inglesa. Hoje em dia, há escolas de inglês até para crianças pequenas. Sou totalmente a favor. Quero que meu filho comece o quanto
antes. É muito mais fácil aprender um idioma quando
você é novo, porque você tem mais tempo para estudar
e consolidar o que vai assimilando.
Senac oferece formação em quatro idiomas
O Senac São Paulo oferece programas de formação em
inglês, espanhol, francês e alemão, cursos de português
para estrangeiros e de japonês in company, módulos
para crianças e adolescentes, cursos de férias e preparação para certificações internacionais. A meta é desenvolver no aluno as quatro competências específicas
para o domínio do idioma: expressão verbal, compreensão oral, leitura e escrita, com ênfase na conversação. Para conhecer o portfólio de cursos do Senac
São Paulo na área, acesse o site: www.sp.senac.br.
REDE SESCSENAC DE TELEVISÃO 23
A jornalista Maria Cândida tem um portfólio estrelado: Denzel Washington, Brad Pitt, Tom Hanks, Nicole Kidman, John
Travolta, Meg Ryan, Richard Gere e Will Smith estão entre as celebridades do cinema que já entrevistou para o programa
Domingo Espetacular, da TV Record. Nos últimos dois anos, a emissora tem confiado a ela, também, a transmissão ao
vivo de cerimônias complexas, como as entregas do Oscar e do Grammy. A fluência no inglês, que ela começou a aprender ainda adolescente no Senac São Paulo, tornou-se o grande diferencial de sua carreira. Foi o que a qualificou para
estagiar na CNN, em Atlanta, para trabalhar no canal Bloomberg, em Nova York, e para enfrentar os astros de Hollywood
e suas gírias às vezes ininteligíveis. “Quando você não entende uma resposta, o jeito é fazer outra pergunta”, diverte-se.
A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ESTÁ NO SITE www.redestv.com.br
Do erudito ao popular
Em Violões do Brasil, músicos consagrados e novos talentos falam de suas influências
e mostram os muitos matizes do instrumento Por_Carlos Calado
FOTOS ROCHELLE COSTI (MARIA CÂNDIDA); DIVULGAÇÃO (TV)
EX-ALUNA 22
Quanto mais cedo, melhor
Para a repórter de TV Maria Cândida, que fez do inglês seu diferencial e já entrevistou
Denzel Washington e Brad Pitt, língua estrangeira se aprende desde a infância
A partir do alto, os violonistas Guinga, Paulo Belinatti
e Badi Assad, que estão em Violões do Brasil:
em comum, a predileção pelo instrumento que
mais se identifica com a musicalidade brasileira
25
Começaram em agosto último as aulas da primeira turma do curso de especialização Design para Movelaria,
pós-graduação latu sensu que qualifica profissionais
de áreas como arquitetura, design e design de interiores para elaborar projetos de móveis criativos e viáveis.
História do design e ergonomia são tópicos do curso,
que coloca o aluno em contato com todas as fases de
desenvolvimento de um móvel, dos estudos preliminares à construção de protótipos, e enfatiza a elaboração de projetos. A especialização é dirigida a profissionais formados, preferencialmente nas áreas de desenho industrial, arquitetura, engenharia e design de interiores. O trabalho de conclusão é o projeto de um
móvel, acompanhado por memorial descritivo e protótipo. Com mais de 3 mil empresas na região metropolitana de São Paulo, o segmento moveleiro cresce e
aumenta sua inserção no mercado internacional: as
exportações no primeiro semestre foram 45% maiores do que as registradas no mesmo período de 2004.
Inscrições para processo seletivo de dezembro ficam abertas de 17 de outubro
a 18 de novembro; instituição oferece quatro novos cursos de graduação
O Centro Universitário Senac oferece quatro novos cursos
de graduação a partir do próximo processo seletivo, em
dezembro: Bacharelado em Audiovisual, voltado para o
campo da produção de imagens em várias mídias; Tecnologia em Agenciamento de Viagens, que forma guias
de viagem; e Normal Superior – Educação Infantil e Normal Superior – Ensino Fundamental, dirigidos a quem
quer ensinar crianças. As incrições para o vestibular vão
de 17 de outubro a 18 de novembro, e os candidatos poderão optar entre 20 cursos de graduação nas áreas de
ciências exatas e tecnologia, comunicação, arte e design,
educação, gastronomia, meio ambiente, moda, turismo
e hotelaria. No total, haverá 1370 vagas disponíveis.
Os novos cursos superiores criam alternativas de especialização em áreas como comunicação, educação e turismo.
Em quatro anos, o Bacharelado em Audiovisual oferece
formação teórica e técnica para quem quer atuar em cinema, vídeo e TV. O aluno se exercita em campos como produção, direção, fotografia, direção de arte, roteiro, som
e edição, e sai capacitado para trabalhar com formatos variados, como obras de ficção, peças publicitárias e institucionais, seriados, programas educativos e clipes musicais.
Na área de educação, Normal Superior – Educação Infantil forma professores para atuar em creches e préescolas. Em três anos, eles aprendem conceitos modernos de pedagogia e dinâmicas para estimular o
aprendizado e acompanhar o processo de socialização
das crianças, ajudando-as a construir códigos éticos de
comportamento com base nas experiências grupais.
Normal Superior – Ensino Fundamental forma professores para atuar nas primeiras quatro séries do ensino
fundamental, monitorando o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e psicomotor de alunos de diferentes faixas etárias.
Com duração de dois anos, Tecnologia em Agenciamento de Viagens capacita o aluno para elaborar e comercializar roteiros de viagens e atuar como guia de turismo.
Ao longo do programa, os alunos podem obter certificações intermediárias para começar a trabalhar. O curso inclui visitas técnicas e práticas em laboratório.
As provas do vestibular acontecem nos dias 10 e 11 de
dezembro. A relação completa de cursos superiores oferecidos pelo Senac São Paulo está disponível no site. A
inscrição deve ser feita pela internet (www.sp.senac.br).
Centro Universitário recebe quota de bolsas do CNPq
O Centro Universitário Senac recebeu uma quota de dez bolsas de iniciação científica financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento à pesquisa ligada ao Ministério da
Ciência e Tecnologia. O benefício visa incentivar o envolvimento de estudantes universitários em atividades de pesquisa e produção acadêmica, e vem se somar às 60 bolsas que o próprio Centro Universitário Senac custeia para
alunos que desenvolvem trabalhos de iniciação científica. “Trata-se de um importante reconhecimento do trabalho
desenvolvido pelo Centro Universitário Senac”, afirma Flávia Feitosa Santana, diretora de pós-graduação e pesquisa
do Centro Universitário. “Só conseguimos esse financiamento porque comprovamos nossa capacidade de manter
bons programas de pesquisa e de oferecer infra-estrutura adequada à realização de projetos.” Atualmente, 20 mil
universitários são beneficiados pelas bolsas do CNPq em todo o país.
Senac lança especialização
em produção de games
Prêmio distingue teses
empreendedoras
Games: Produção e Programação, pós-graduação latu sensu
recém-lançada pelo Centro Universitário Senac, é a primeira especialização para o segmento no país. O curso prepara programadores e designers para desenvolver jogos interativos. O currículo cobre disciplinas técnicas (programação, design, 3D,
modelagem, animação, efeitos sonoros), história dos games e
noções elementares de empreendedorismo. “A expectativa é
que o profissional compreenda todo o processo de produção e
os princípios de planejamento necessários à execução de projetos na área”, diz o coordenador Cláudio Eduardo Saunorins
Bueno. “Também queremos despertar sua atenção para a
importância da visão empreendedora em um mercado competitivo como o de games.” O comércio de jogos eletrônicos
movimenta US$ 30 bilhões por ano no mundo. No Brasil, a
indústria de jogos eletrônicos faturou R$ 18 milhões em 2004.
Promovido pelo Centro Universitário Senac, o Primeiro Prêmio de Responsabilidade Social e Empreendedorismo vai contemplar monografias,
dissertações ou relatórios de iniciação científica
que proponham ações empreendedoras ou comprometidas com o desenvolvimento comunitário.
O concurso é aberto a alunos de graduação e pósgraduação do Senac São Paulo e profissionais recém-formados pela instituição. A escolha considera
fatores como diversidade e qualidade das fontes
de consulta, originalidade na abordagem, capacidade crítica, clareza e coesão. Os vencedores serão
anunciados durante 2º Encontro de Pesquisa e Extensão, que acontece dias 17 e 18 de outubro, no
Campus Santo Amaro.
PARA SABER MAIS SOBRE OS CURSOS DO SENAC SÃO PAULO, ACESSE www.sp.senac.br
Pós qualifica designers para
atuar na indústria moveleira
FOTOS EVERTON BALLARDIN (MACHU PICCHU); DIVULGAÇÃO (MOVELARIA)
ACONTECE 24
Senac forma profissional de TV,
guia de viagem e educador infantil
Educadores ambientais do Senac São Carlos ajudam a explicar à população da cidade
que é possível transformar restos de alimento em adubo e insumos agrícolas
O Senac São Carlos é uma das instituições envolvidas na
implantação do Projeto ABC da Compostagem, programa de educação ambiental que ensina à população da
cidade paulista a importância da coleta seletiva de materiais compostáveis, como restos de alimentos e resíduos de jardinagem, para tratamento e transformação
em adubo e insumos agrícolas. Parceria do Centro de
Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São
Paulo com a prefeitura local, o projeto leva a moradores
de três bairros com perfis socioeconômicos diferentes
orientações sobre como separar os resíduos sólidos e
destinar o material compostável para tratamento. Em
três meses de trabalho, pesquisadores ligados ao ABC
da Compostagem recolheram mais de 2 toneladas de
materiais compostáveis em 60 domicílios da região.
“Mais de 50% do lixo doméstico no Brasil é constituído de dejetos que podem ser utilizados como com-
plementos nutricionais para o solo”, alerta Paulo Henrique Peira Ruffino, coordenador da área ambiental
do Senac São Carlos. “O problema é que a maior parte desse material vai para os aterros sanitários e não
é tratado”, afirma.
O tratamento do material orgânico leva de dois ou três
meses, passa pela triagem dos resíduos e resulta em um
composto rico em nutrientes minerais. A implantação
de um espaço destinado ao tratamento de materiais
compostáveis em uma escola pública da cidade é outro
desdobramento do projeto, que conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo (Fapesp) e apoio institucional e logístico das
secretarias municipais de Educação e de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia. A idéia dos órgãos e instituições envolvidos, agora, é estender a ação
a todas as regiões da cidade paulista.
Alunos de informática
criam site para ONG
Alunos do curso Técnico em Informática
do Senac Santo Amaro desenvolveram um
site para o Centro de Reabilitação Sabará
(www.ceresabara.org.br), entidade que
atende pessoas com necessidades especiais,
como portadores de síndrome de Down, paralisia cerebral, autismo e distúrbios de aprendizagem. “Todos os anos, os estudantes desenvolvem projetos para empresas fictícias
como trabalho de conclusão”, diz o coordenador do curso, Júlio Araújo. “Desta vez, procuramos conciliar o aprendizado técnico com
uma ação de responsabilidade social.” “Só
tenho a agradecer”, diz Maria Amélia Esteves
Braz, presidente do Ceres. “Com a página, as
empresas poderão conhecer nosso trabalho
e se interessar em colaborar.”
27
Monitoria especializada
reúne Senac e Videobrasil
Alunos da área de comunicação e artes do Senac
São Paulo atuam como monitores e assistentes no
15º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil, que acontece até o dia 25 de setembro no
Sesc Pompéia. A ação é resultado da primeira parceria entre a instituição de ensino e a Associação
Cultural Videobrasil, responsável pelo festival. Parte
dos estudantes orientam as visitações às obras em
exposição, enquanto outros colaboram com áreas
como coordenação, produção, fotografia, making of
e webdesign do festival. “Todos passaram por um
curso de capacitação gratuito, com carga horária de
24 horas, para conhecer a produção cultural do Videobrasil nos últimos 20 anos”, explica Gley Fabiano
Cardoso Xavier, coordenador dos cursos de pós-graduação em comunicação e artes no Centro Universitário Senac. “O objetivo foi qualificá-los, para que
desenvolvessem uma monitoria especializada”,
completa. O 15º Videobrasil é uma realização do
Sesc São Paulo.
Estudantes de enfermagem
atendem na Washington Luís
Em outubro, alunos do curso Técnico em Enfermagem
do Senac Jaboticabal passarão dois dias atendendo gratuitamente usuários da rodovia Washington Luís, no
trecho entre Araraquara e Matão. Aferição da pressão
arterial, exames de glicemia e colesterol, vacinação e
testes de acuidade visual estão entre os serviços que
oferecerão aos motoristas, além de orientações sobre
como prevenir doenças como diabetes e hipertensão. A
atividade integra o Projeto Saúde na Estrada, parceria
da instituição com o Serviço Nacional dos Transportes
(Senat), a concessionária de rodovias Triângulo do Sol
e a São Francisco Resgates. “A campanha atende, em
média, 200 pessoas por dia”, diz o enfermeiro José
Amadeu Carvalho, coordenador do curso.
PARA SABER MAIS SOBRE OS CURSOS DO SENAC SÃO PAULO, ACESSE www.sp.senac.br
O Senac São José do Rio Preto acaba de ganhar
35 novos ambientes pedagógicos, incluindo um
auditório para 180 pessoas, laboratórios de informática, sala de design de interiores, sala de
múltiplos procedimentos hospitalares e ambientais, laboratório de podologia, massoterapia,
quiropraxia e estética, laboratório de saúde e
biblioteca. O investimento total foi de aproximadamente R$ 7 milhões. A nova estrutura permitirá à unidade oferecer mais cursos técnicos e
de aperfeiçoamento profissional nas áreas de
nutrição, turismo, hotelaria, gastronomia, podologia e massoterapia. Na cerimônia de lançamento,
marcada para o dia 23 de setembro, o diretor
regional do Senac São Paulo, Luiz Francisco de
Assis Salgado, recebe o título de cidadão rio-pretense, concedido pela Câmara de Vereadores do
município paulista.
FOTOS YVONNE WAGEMAKER (CENTRO DE REABILITAÇÃO SABARÁ E LIXO ORGÂNICO); DIVULGAÇÃO (VIDEOBRASIL)
ACONTECE 26
Senac São José ganha 35
ambientes pedagógicos
Projeto mostra a moradores de São
Carlos vantagens da compostagem
De acordo com estimativas do Instituto Polis, São Paulo
tem 20 mil catadores de lixo, que respondem pela coleta de 60 mil toneladas mensais de resíduos recicláveis. “Se esses números estão próximos da realidade,
isso significa que o conjunto dos catadores desvia cerca
de 20% do total dos resíduos que estariam destinados
aos dois aterros da capital”, explica Demajorovic. “É
um enorme serviço que homens, mulheres e crianças,
sem reconhecimento do setor público ou da sociedade, prestam à cidade.”
A mostra percorre as unidades Jabaquara, Penha, Santana,
Limeira, Guaratinguetá, Osasco, Bauru, São José do Rio
Preto e São Carlos. A visitação é gratuita e aberta ao público. O evento integra o programa Senac Alerta – Por uma
Cidade Mais Limpa, que tem como objetivo conscientizar
a população da importância da preservação do espaço urbano e da coleta seletiva de lixo. Para saber mais sobre
a exposição e a campanha, acesse www.sp.senac.br.
Corpo e subjetividade
Sexto de uma série de eventos dedicados ao tema
corpo, o Seminário Corpo e Subjetividade fala das
mediações que transformam ou deformam o corpo
na mídia, na arte e no cotidiano. Entre os temas, a
relação da literatura com o corpo feminino, as
adaptações corporais propostas pela moda e a
criação de um corpo digital pela mídia eletrônica.
O seminário acontece nos dias 22 e 23 de setembro no Centro Universitário Senac Campus Santo
Amaro (Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823, São
Paulo). Informações pelo tel. (11) 5682-7300.
Marketing esportivo
Nos dias 27 e 28 de setembro, o Senac Nove de Julho realiza o Seminário Internacional de Marketing
Esportivo, que discute novas opções de negócios e o
esporte como ferramenta no planejamento estratégico das empresas. Participam Andrew Kreutzer,
especialista em gerenciamento esportivo pela universidade americana de Ohio; Michael Black, exdiretor de Marketing e Competições da Fifa; e a
jogadora Magic Paula, entre outros. Informações
pelo tel. (11) 3016-5600.
Braile e inclusão
A inclusão do deficiente visual na sociedade do conhecimento é o tema do Seminário Nacional de
Braile, que acontece no Centro Universitário Senac
Campus Santo Amaro (Av. Engenheiro Eusébio
Stevaux, 823, São Paulo) de 28 de novembro a 3
de dezembro. O Espaço Braille, da Biblioteca do
Campus Santo Amaro, que oferece obras em braile
e treinamento em softwares de leitura e comunicação para deficientes visuais, será apresentado
como exemplo de iniciativa de inclusão. Informações pelo tel. (11) 5682-7300.
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PARA SABER MAIS SOBRE OS CURSOS DO SENAC SÃO PAULO, ACESSE www.sp.senac.br
Vestidos de alta-costura da coleção particular da
ex-modelo Bethy Lagardère, criados por estilistas
como Karl Lagerfeld, Dior, Pierre Cardin, Emanuel
Ungaro e Jean-Paul Gaultier, compõem a exposição
em cartaz a partir do dia 25 de outubro no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac
Campus Santo Amaro (Av. Eng. Eusébio Stevaux,
823, São Paulo). A mostra inclui fotos e modelos
exclusivos criados para a brasileira, segundo o curador José Gayegos. Lagardère vive na França há 30
anos. Na década de 70, foi considerada uma das
mulheres mais elegantes do mundo pela revista
Harper’s Bazaar. Mais informações sobre a mostra pelo tel. (11) 5682-7300.
Ao desviar 60 toneladas mensais de lixo reciclável dos aterros sanitários,
carroceiros prestam serviço à cidade que está longe de ser reconhecido
Apresentar o dia-a-dia dos catadores de lixo na cidade
de São Paulo e relacioná-la à situação ambiental no
meio urbano é a proposta da exposição fotográfica
Carroceiros, que percorre diversas unidades da rede
Senac São Paulo na capital paulista e no interior do
Estado até o fim do ano. A mostra já passou pelo Centro
Universitário Senac Campus Santo Amaro e inclui um
documentário de 35 minutos sobre o tema, produzido
por Alexandre Rathsan, ex-aluno do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Senac São Paulo.
Organizada por Jacques Demajorovic, coordenador do
Bacharelado em Gestão Ambiental, a exposição é composta por imagens criadas por ele e por Hernandes Cunha,
assistente da Coordenação e fotógrafo profissional. Entre os meses de agosto de 2004 e fevereiro de 2005, os
dois percorreram as ruas do centro de São Paulo para
retratar a vida e os problemas da comunidade que convive diariamente com o lixo.
REGISTRO
Moda e glamour
FOTOS DIVULGAÇÃO
ACONTECE 28
CALENDÁRIO
Exposição mostra papel dos
catadores de lixo da cidade
Cartunista premiado
O paranaense José Aguiar venceu o 1º Concurso Internacional de Quadrinhos, realizado pelo Senac São Paulo e pela
editora Devir. A competição reuniu trabalhos de 239 desenhistas. Professor de desenho na Gibiteca de Curitiba, Aguiar
terá um álbum publicado pela Devir em 2006. Desenhos de
Aguiar e dos finalistas Luciano Tasso (Brasil) e Caroline Parkinson (Inglaterra) estão no site www1.sp. senac.br/hotsites/cca/quadrinhos/vencedor.htm.
Lições da rua
Estudantes de artes cênicas do Senac Santana encenaram
em diversas unidades da rede Senac São Paulo em julho a
peça teatral Flor no Lixo, escrita pelo professor Caetano Martins. O espetáculo retrata as dificuldades cotidianas de um
grupo de moradores de rua que têm no lixo sua fonte de
subsistência. O objetivo é discutir a questão da destinação
dos resíduos sólidos nos grandes centros urbanos.
Café com trocas
Estimular a troca de experiências entre leitores e autores das
áreas de turismo, hotelaria, eventos e gastronomia é a proposta do Projeto Café com o Autor, promovido pelo Senac
Francisco Matarazzo em parceria com a Editora Senac São
Paulo desde agosto. A intenção é realizar encontros regulares para discutir temas e tendências dos segmentos. Mais informações pelo tel. (11) 3879-3633.
Entenda o Senac
Durante aula prática, estudantes analisam amostras de esgoto doméstico
para descobrir quanto resíduo sólido há nelas Por_Rodrigo Martins
No alto, alunos do curso Técnico Ambiental preparam-se para aula
laboratorial. No centro, à dir., Paulo Valentim, que tem o curso custeado
pelo Ibama, observa colega que manipula amostra de água. Acima,
Karla Nascimento e Anderson Pinheiro medem resíduos sedimentados
Líquidos turvos preenchem as vidrarias de um
laboratório do Senac Jabaquara. Ao redor das
bancadas, 20 alunos de jaleco branco ouvem as
instruções do professor, que explica um procedimento e seu objetivo: aferir a quantidade de
resíduos sólidos em amostras de esgoto doméstico. A experiência é parte de uma aula sobre análise e tratamento de efluentes, disciplina
do curso Técnico Ambiental. Ao fazer com que
os alunos se engajem nela, o curso busca algo
mais do que aprendizado técnico. “Eles não
precisam dominar a prática analítica em si, mas
o exercício ajuda a contextualizar os conceitos
ensinados em sala de aula”, explica o professor
Fábio Campos, mestre em engenharia sanitária
pela Escola Politécnica da USP.
O Técnico prepara os alunos para prevenir e
solucionar problemas ambientais, implementando desde programas de conscientização até
processos de reaproveitamento de matéria orgânica. O curso é profissionalizante e tem duração mínima de 870 horas. Também aborda aspectos como história da ecologia, legislação
ambiental e recuperação de áreas degradadas.
Visitas monitoradas, palestras e atividades laboratoriais são parte do programa.
Na aula laboratorial, os alunos analisaram
duas amostras, uma de esgoto bruto, outra de
esgoto tratado. Ambas passaram por um processo de sedimentação, que faz com que as partículas mais pesadas se depositem, e foram filtradas, para que os estudantes avaliassem a
quantidade de resíduos retidos pela água. “Também analisamos quanto material orgânico e
inorgânico há nas amostras”, diz o aluno Anderson Souza Pinheiro, 23 anos.
Voluntária da Fundação SOS Mata Atlântica, a
estudante Karla Torres Nascimento, 21 anos,
conta que monitora, regularmente, a qualidade da água de um córrego que desemboca na
represa Billings. “A análise é feita para fiscalizar a ação da Sabesp no tratamento do esgoto
doméstico”, diz. Paulo Valentim, 46 anos, trabalha no departamento de proteção ambiental do
Ibama e tem o curso custeado pelo órgão. “O Ibama tem mostrado interesse em investir na qualificação dos funcionários”, afirma.
Para saber mais sobre o Técnico Ambiental, o
curso superior em Gestão Ambiental e outros
cursos do Senac São Paulo nesta área, acesse
www.sp.senac.br.
O que é o Senac?
O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é uma instituição
educacional privada, sem fins lucrativos, que investe seus recursos na qualificação e formação de profissionais para as áreas de
comércio e serviços.
O que o Senac São Paulo oferece?
Cursos livres, técnicos, de extensão, de graduação e pós-graduação
(lato sensu e stricto sensu), além de eventos especiais em áreas
como Administração e Negócios, Comunicação e Artes, Desenvolvimento Social, Design de Interiores, Educação, Gastronomia,
Idiomas, Informática, Meio Ambiente, Moda, Saúde, Turismo, Hotelaria, Lazer e Eventos.
O que é o Centro Universitário Senac?
O Centro Universitário Senac foi credenciado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em setembro de 2004. A instituição reúne
os campi de Águas de São Pedro, Campos do Jordão e São Paulo
(Santo Amaro).
Onde estão as unidades do Senac?
CAPITAL E GRANDE SÃO PAULO: 24 de Maio (R. 24 de Maio,
208/ 1º, 2º e 3º), Consolação (R. Dr. Vila Nova, 228), Francisco
Matarazzo (Av. Francisco Matarazzo, 249), Guarulhos (R. Padre
Celestino, 108), Idiomas – Anália Franco (R. Eleonora Cintra,
137), Idiomas – Santana (R. Alfredo Pujol, 369), Idiomas – Vila
Mariana (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 180), Itaquera (Av.
Itaquera, 8 266), Jabaquara (Av. do Café, 298), Lapa Faustolo (R.
Faustolo, 1347), Lapa Scipião (R. Scipião, 67), Lapa Tito (R. Tito,
54), Nove de Julho (R. Plínio Barreto, 285/4º), Osasco (R. Dante
Batiston, 248), Penha (R. Francisco Coimbra, 403), Santa Cecília
(Al. Barros, 910), Santana (R. Voluntários da Pátria, 3167), Santo
Amaro (R. Dr. Antônio Bento, 393), Santo André (Av. Ramiro
Colleoni, 110), Tatuapé (R. Cel. Luiz Americano, 130), Tiradentes
(Av. Tiradentes, 822), Vila Prudente (R. do Orfanato, 316)
INTERIOR: Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Bebedouro, Botucatu, Campinas, Catanduva, Franca, Guaratinguetá,
Itapetininga, Itapira, Itu, Jaboticabal, Jaú, Jundiaí, Limeira,
Marília, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São Carlos, São João da Boa Vista,
São João do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté, Votuporanga.
O que mais a rede Senac São Paulo oferece?
Grande Hotel São Pedro – Hotel-escola Senac; Grande Hotel Campos
do Jordão – Hotel-escola Senac; Editora Senac São Paulo; Rede SescSenac de Televisão; Educação a Distância; e Atendimento Corporativo.
FOTOS HENK NIEMAN
Informações sobre programas, cursos e endereços de unidades:
acesse o site www.sp.senac.br ou ligue 0800 883-2000.
Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Administração Regional no Estado de São Paulo
Conselho Regional
Presidente:
Abram Szajman
Efetivos: Akira Kido, Argemiro de Barros Araújo, Arlette Cângero
de Paula Campos, Carlos Eduardo Gabas, Garabed Kenchian,
Haroldo Silveira Piccina, José Carlos Buchala Moreira, José
Camargo Hernandes, José Domingues Vinhal, Paulo Fernandes
Lucania, Pedro Zidoi Sdoia, Rubens Torres Medrano,
Ruy Pedro de Moraes Nazarian, Wilson Hiroshi Tanaka
Suplentes: Alaor Augusto Cruz, Alberto Weberman, Antonio
Henrique Medeiros Duarte, Arnaldo Augusto Ciquielo Borges,
Assis de Andrade Vieira, Atílio Carlos Daneze, Frednes Correa Leite,
Gener Silva, George Assad Chahade, José Antonio Scomparin,
Ludgero Migliavacca, Luiz Armando Lippel Braga, Michel Jorge
Saad, Oswaldo Bandini, Roberto Arutim
Representantes junto ao Conselho Nacional
Efetivos:
Abram Szajman, Marcio Olívio Fernandes da Costa,
Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues
Suplentes:
Dario Miguel Pedro, Edson Gaglianone,
Felícia Aparecida de Souza Areias
Diretor Regional:
Luiz Francisco de Assis Salgado
Superintendente Administrativo:
Clairton Martins
Superintendente de Operações:
Darcio Sayad Maia
Superintendente Universitário e de Desenvolvimento:
Luiz Carlos Dourado
Gerente de Marketing e Relações Institucionais:
Maria Pilar Tohá Farré
Supervisão:
Edison Toledo, Renata da Silva Hernandes
Conselho Editorial:
Isabel Maria Macedo Alexandre, Maria Pilar Tohá Farré, Rogerio
Massaro Suriani, Roland Anton Zottele, Tatiana Pincerno Ribeiro
Editora Responsável:
Maria Ester Martinho (mtb 2444)
Diretora de Arte:
Monique Schenkels
Editora de Arte:
Dagmar Rizzolo
Editor Assistente:
Márcio Ferrari
Reportagem:
Rodrigo Martins
Colaboradores:
Carlos Calado, Carlos Pessôa Filho, Everton Ballardin,
Giuliana Capello, Henk Nieman, Mariana Rocha, Marta Barbosa,
Nino Andrés, Rochelle Costi e Yvonne Wagemaker
Revisor:
Jorge Cotrin
Produção Gráfica:
Jairo da Rocha (Finale)
Fotolito e Impressão:
Atrativa Indústria Gráfica Ltda.
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DIA-A-DIA 30
Um dia no laboratório
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