1 Síntese de alcalóides acridônicos empregando metodologias verdes Larissa Raquel S. P. Silva*, Arlene G. Corrêa, Mauro A. Bueno *[email protected] Departamento de Química, Universidade Federal de São Carlos, 13565-905 São Carlos-SP, Brasil Palavras Chaves: Ácidos N-aril antranílicos, acoplamento de Ullmann, microondas, acilação intramolecular de Friedel-Crafts. Título abreviado: Síntese de alcalóides acridônicos. ABSTRACT In this work we report the synthesis of a series of acridonic alkaloids in two steps employing environmental friendly conditions. First step consists in a microwaveassisted Ullmann reaction between an aryl bromide and an antranilic acid yielding the N-aryl antranilic acids. Then, the desired alkaloids were obtained via an intramolecular Friedel-Crafts acylation in good overall yields. RESUMO Nesse trabalho é relatada a síntese de uma série de alcalóides acridônicos, sintetizados em duas etapas empregando conceitos da Química Verde. Primeiramente, foi realizado um acoplamento de Ullmann entre um brometo de arila e um ácido antranílico, sob irradiação de microondas, obtendo os ácidos N-aril antranílicos. Em seguida fez-se uma acilação intramolecular de Friedel-Crafts, resultando nos alcalóides com bons rendimentos. 2 INTRODUÇÃO Um dos desafios para os químicos de hoje é suprir as necessidades da sociedade por novos produtos, porém sem esquecer os aspectos ambientais. Considerando a necessidade de um contínuo desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável, com vistas à manutenção e melhoria da qualidade de vida atual e vindoura em todo o globo, torna-se imperiosa uma nova conduta química para o aprimoramento de técnicas e metodologias, com a geração cada vez menor ou, idealmente, inexistente, de resíduos e efluentes tóxicos. Esta filosofia, conhecida como Química Sustentável ou Química Verde pode ser definida como “a criação, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias nocivas à saúde humana e ao ambiente” (Corrêa & Zuin, 2009). Os alcalóides acridônicos, naturais e sintéticos, são conhecidos por possuírem uma variedade muito grande de propriedades biológicas, tais como atividade antibacteriana, antiprotozoária, antitumoral e anti-HIV (Queener et al., 1991; Su et al., 1992; Basco et al., 1994; Fujiwara et al., 1999; Quader et al., 1999; Tringali et al., 2001; Islam et al., 2002; Ahua et al., 2004; Delmas et al., 2004). A síntese dos alcalóides acridônicos é, de forma geral, efetuada de acordo com a seqüência de reações ilustradas no Esquema 1. Inicialmente, a diarilamina 2 é preparada pela reação de Ullmann (também conhecida como reação de Ullmann-Goldberg) entre uma amina 3 e um haloácido 4. Os alcalóides acridônicos 1 são então obtidos a partir da reação de acilação intramolecular de Friedel-Crafts da diarilamina 2. 3 Esquema 1 O HO R1 R3 R1 R3 N R2 N R2 1 2 O R1 + O X NH R2 OH 3 R3 4 Este trabalho teve como objetivo a síntese de uma coleção de alcalóides acridônicos a partir de ácidos antranílicos 6 e bromobenzenos 5 substituídos, empregando-se solventes e fontes de energia alternativos de acordo com os conceitos da Química Verde. METODOLOGIA Síntese dos ácidos N- aril antranílicos 7: Em um tubo de ensaio, contendo barra de agitação magnética, foram adicionados o brometo de arila (0.84 mmol), o ácido antranílico (0.42 mmol), K2CO3 (0.42 mmol), CuI (0.084 mmol), L-prolina (0.084 mmol) e um solvente que dependerá do ácido antranílico utilizado. Em seguida, o tubo foi purgado com nitrogênio durante 10 minutos, vedado e aquecido a 150 ºC, sob agitação vigorosa, durante 60 minutos. Completada a reação, acidificou-se mistura reacional com H2SO4 (1M) e extraiu-se com acetato de etila (3 x 15 mL). Lavou-se a fase orgânica com solução saturada de NH4Cl (10 mL) e com solução saturada de NaCl (10 mL), secou-se com sulfato de sódio anidro, filtrou-se e evaporou-se o solvente. Após coluna cromatográfica flash empregando-se hexano/acetato de etila/ácido acético como eluente, foram obtidos os ácidos N- arilantranílicos. Síntese dos alcalóides acridônicos 10: Em um balão monotubulado de 10 mL adaptado com agitação magnética, banho de óleo e condensador de refluxo contendo o ácido N- arilantranílico obtido 4 anteriormente, foi adicionado POCl3 (1,0 mL) sob atmosfera inerte de N2. A mistura reacional foi refluxada durante 2 horas e, após este período, removeu-se o excesso de POCl3 sob pressão reduzida. Em seguida, adicionou-se uma mistura de etanol e HCl 10% (8:1) (5 mL) e manteve-se a mistura reacional sob refluxo durante 1 h. O precipitado formado foi recolhido por filtração, lavado com água e seco em dessecador, contendo pentóxido de fósforo sob vácuo. RESULTADOS E DISCUSSÕES O uso de microondas (MO) em síntese orgânica tem crescido muito nos últimos anos e entre suas maiores vantagens, quando comparada às reações efetuadas em aquecimento convencional, pode-se destacar não só a redução dos tempos reacionais bem como, em muitos casos, um aumento significativo nos rendimentos dos produtos desejados. Existe na literatura uma série de trabalhos descrevendo o emprego de microondas na reação de acoplamento de Ullmann (Kuznetsov et al., 2005). Entretanto, referente à síntese de ácidos N-aril antranílicos, existem poucos trabalhos disponíveis descrevendo o emprego de microondas na reação de acoplamento entre um ácido 2-halo benzóico e uma anilina. Realizou-se uma otimização da reação de Ullmann efetuada em aquecimento por microondas com resultados bastante satisfatórios (Bueno et al., 2008). Em seguida, efetuou-se a síntese de vários ácidos N-aril antranílicos, sob microondas, empregando-se ácidos antranílicos 6 e bromobenzenos 5, possuindo diferentes grupos retiradores e doadores de elétrons, com o objetivo de se verificar a aplicabilidade da metodologia desenvolvida e, também, de se obter vários intermediários a serem empregados na síntese das acridonas. Os solventes utilizados dependeram do ácido antranílico utilizado, no caso do ácido antranílico possuindo um grupo nitro como substituinte, 5 observou-se que os melhores resultados eram obtidos empregando-se uma mistura de DMF/H2O como solvente, enquanto que para os demais ácidos antranílicos utilizou-se álcool iso-amílico como solvente. Os resultados destes estudos encontram-se listados na Tabela 1. Tabela 1: Produtos obtidos das reações de Ullmann promovidas por microondas. R4 R2 R5 CO2H R2 K2CO3, CuI, L-Pro R4 NH2 + R1 Br 5 R3 MO, 60 min Solvente R3 R1 R5 N H 7 CO2H 6 a Exp. Brometo de arila 1 5a: R =BnO; R =H 2 5b: R =NO2; R =BnO 3 1 Ácido antranílico 2 3 4 5 Produto b (%) 6a: R =R =R =H 7a, 78 1 2 6a 7b, 83 5c: R =MeO; R =BnO 1 2 6a 7c,85 4 5d 6a 7d,77 5 5a 6b: R =R =H; R =NO2 7e,82 6 5d: R =H; R = MeO 6b 7f, 76 7 5e: R =H; R =BnO 2 6b 7g, 69 8 5f: R ; R =H 2 6b 7h, 82 9 5b 1 3 4 2 1 1 5 7i, 54 CO2H 6c: 10 5c 7j, 81 11 5b 6d: R =MeO; R =R =H 7k, 92 12 5c 6d 7l, 70 13 5f 6d 7m, 54 14 5b 6e: R =R =R =MeO 15 5b 6f: R =H; R =R =F 7o, 54 16 5c 6f 7p, 38 17 5e 6f 7q, 65 NH2 3 4 3 4 3 5 5 4 5 7n, 83 6 a Todas as reações foram realizadas em alcool iso-amílico anidro como solvente a 140 oC, exceto para o ácido antranílico 6b que foi feita com uma mistura de DMF/H2O 90% a 160 oC. b Rendimento do composto isolado após coluna cromatográfica. Analisando os resultados listados na Tabela 1, pode-se observar que, com exceção do exp. 16 todos os compostos foram obtidos com rendimentos bastante satisfatórios. Encontram-se na literatura pouquíssimos relatos do uso de líquidos iônicos em reações de Ullmann (Luo et al., 2003). Estes solventes são sais líquidos a temperaturas menores do que 100 oC . Eles têm sido descritos como sendo uma nova opção de solvente não prejudicial ao meio ambiente, pois são estáveis, não-voláteis, nãocombustíveis e podem ser recuperados e reutilizados. Uma vantagem importante é que suas características iônicas, sua elevada densidade e baixa pressão de vapor facilitam o processo de isolamento dos compostos orgânicos, que são normalmente pouco solúveis no meio (Swatloski et al., 2002; Silva et al., 2005). Foram feitas duas tentativas para a síntese de ácidos N-arilantranílicos em aquecimento convencional utilizando líquido iônico como solvente (Tabela 2). Nessas reações utilizou-se ácido 5-nitroantranílico (6b), 1-benziloxi-4-bromobenzeno (5e), carbonato de potássio como base, iodeto de cobre e L-prolina como catalisadores e tetrafluoborato de 1-etil-3-metilimidazólio (8a) como solvente, mudando-se o tempo reacional de 24 para 48 horas a 85 ºC. No entanto, estas reações não forneceram o produto esperado 7g. Nas duas reações descritas acima, observou-se a formação de um precipitado durante as reações, devido à baixa solubilidade do sal do ácido 6b. Efetuou-se outro experimento onde se realizou o acoplamento do éster 5-nitroantranilato de metila (6g) com o brometo de arila 5c, usando-se as mesmas condições reacionais descritas acima. 7 Deixou-se por 96 horas reagindo a 100 oC, entretanto não foi observada a formação do produto desejado. Diante dos resultados insatisfatórios efetuou-se a reação de acoplamento entre o brometo de arila 5c e o ácido antranílico 6a utilizando-se o iodeto de cobre, o carbonato de potássio, a L-prolina e o líquido iônico 8a e álcool iso-amílico como solventes sob irradiação de microondas. Entretanto não foi observada a formação do produto desejado. Outras duas tentativas foram realizadas, utilizando-se o brometo de arila 5b, o ácido antranílico 6d e usando-se o líquido iônico 8a como único solvente, houve mudanças no tempo reacional mas também não obteve-se com sucesso o produto esperado. Uma nova tentativa foi realizada, usando-se a metodologia de Lv et al. (2006), através da reação entre a anilina (6h) e o bromobenzeno (5f), utilizando-se os mesmos reagentes acima descritos e o tetrafluoborato de 1-butil-3-metilimidazólio (8b) como solvente. A reação foi realizada durante 1 hora a 120oC, entretanto também não foi observada a formação do produto desejado. Tabela 2: Tentativa de síntese de ácidos N- arilantranílicos utilizando-se líquido iônico como solvente. R5 R2 R6 K2CO3, CuI, L-Pro + R1 Br R4 5 NH2 R3 6 Reagentes 5e 5e 5c 5c 5b 5f 6b 6b 6g: R3; R4= H, R5= NO2, R6=CO2Me 6a 6d 6h: R3, R4, R5, R6=H BF 4 N R2 R6 R5 R1 N H R4 R N 7 R3 8a, R = Et 8b, R = nBu Solvente (mL) 8a (0,5) 8a (0,5) 8a (0,5) Tempo (h) 24 48 96 Temp. (ºC) 85 85 100 Aquecimento 8a (0,10) e álcool isoamílico (2,0) 8a (1,0) 8b (1,0) 1 140 MO 1 1 120 120 MO MO Conv. Conv. Conv. 8 Dando continuidade a síntese dos alcalóides acridônicos, iniciaram-se as reações de ciclização dos ácidos N-arilantranílicos às respectivas acridonas. Após uma série de experimentos, observou-se que a acilação intramolecular de Friedel-Crafts fornecia bons resultados quando efetuada em cloreto de fosforila sob refluxo, seguido da hidrólise da respectiva cloroacridina 9 em meio ácido (Bos et al., 2002) (Esquema 2). Esquema 2 Cl BnO N H CO2H POCl3 100 ºC, 2h BnO 7a O EtOH/HCl aq (10%) N 9 Refluxo 2h BnO N H 10a Alguns autores descrevem a síntese das acridonas empregando a metodologia acima sem isolar a cloroacridina 9 intermediária, ou seja, a etapa de hidrólise é efetuada após a eliminação do excesso de POCl3 (Cholody et al., 1990; Goodell et al., 2006). A fim de verificar a viabilidade desta metodologia, repetiu-se a síntese do composto 10a, o qual foi obtido em rendimento de 82%. No procedimento da literatura, a hidrólise é efetuada com a substituição do dioxano por etanol, um solvente mais interessante do ponto de vista ambiental. Este procedimento se mostrou bastante vantajoso, uma vez que o produto desejado foi obtido em melhor rendimento sem haver a necessidade de se isolar o composto intermediário. As reações foram efetuadas empregando-se cloreto de fosforila e a etapa de hidrólise foi efetuada sem purificação dos intermediários obtidos. As acridonas obtidas encontram-se listados na Tabela 3. 9 Tabela 3: Acridonas obtidas a partir dos ácidos N-arilantranílicos. O R1 R2 N H POCl3, 100 ºC, 1h; EtOH/HCl aq (10%), Refluxo 1h R1 CO2H 7 Exp. R2 N H 10 Ácido N-arilantranílico Acridona Rendimento (%) 1 85 7c 10b MeO N H 2 89 O OH 7d 10c 3 90 7e 10d 4 87 7f 10e 78 5 10f 7g 82 6 7h 10g 10 7 99 7m 10h 8 93 7p 10i 9 95 10j 7q CONCLUSÕES As reações efetuadas em aquecimento por irradiação de microondas possuem algumas vantagens, como uma diminuição nos tempos reacionais e, também, um aumento no rendimento dos produtos obtidos, quando comparados com as reações efetuadas em aquecimento convencional. Diante disso, efetuou-se um estudo sistemático da reação de Ullmann empregando irradiação de microondas. Após uma série de experimentos foi possível estabelecer as condições reacionais nas quais uma série de ácidos N-aril antranílicos pôde ser obtida em bons rendimentos. Os ácidos N-arilantranílicos sintetizados foram utilizados para a obtenção de uma série de alcalóides acridônicos que foram obtidos também com bons rendimentos. Estes compostos estão sendo submetidos a bioensaios para avaliar suas atividades biológicas. A síntese de ácidos N-arilantranílicos utilizando-se líquidos iônicos como solventes ainda não foi realizada, pois não foi possível estabelecer uma condição reacional que fornecesse os produtos desejados. 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ahua, K. M.; Ioset, J-R.; Ransijn, A.; Mauël, J.; Mavi, S.; Hostettmann, K. 2004. Antileishmanial and antifungal acridone derivatives from the roots of Thamnosma rhodesica. Phytochemistry, 65: 963-968. Basco, L. K.; Mitaku, S.; Skautsounis, A-L.; Rauelomanantsoa, N.; Tillequin, F.; Koch, M.; Le Bras, J. 1994. In vitro activities of furoquinoline and acridone alkaloids against Plasmodium falciparum. Antimicrob. Agents Chemother., 38: 1171-1169. Bos, R.; Barnett, N. W.; Dyson, G. A.; Russell R. A. 2002. Characterization of a synthesized fluorescent ligand (4-acridinol-1-sulphonic acid) using nuclear magnetic resonance spectroscopy. Anal. Chim. Act., 454: 147-155. Bueno, M. A.; Silva. L. R. S. P.; Corrêa. A. G. 2008. Microwave-promoted synthesis of novel N-arylanthranilic Acids. J. Braz. Chem. Soc., 19:1264-1269. Cholody, W. M.; Martelli, S.; Konopat, J. 1990. 8-Substituted 5[(aminoalkyl)amino]-6H-v-triazolo[4,5,1-de]acridin-6-ones as potential antineoplastic agents. Synthesis and biological activity. J. Med. Chem., 33: 2852-2856. Corrêa. A. G. ; Zuin, V.G. 2009. Química Verde: fundamentos e aplicações. EDUFSCar, 1ª. ed, São Carlos. Delmas, F.; Avellaneda, A.; Di Giorgio, C.; Robin, M.; De Clerq, E.; TimonDavid, P.; Galy, J-P. 2004. Synthesis and antileishmanial activity of (1,3-benzothiazol2-yl) amino-9-(10H)-acridinone derivatives. Eur. J. Med. Chem., 39: 685-690. Fujiwara, M.; Okamoto, M; Okamoto, M; Watanabe, M.; Machida, H.; Shigeta, S.; Konno, K.; Yokota, T.; Baba, M. 1999. Acridone derivatives are selective inhibitors of HIV-1 replication in chronically infected cells. Antiviral Res., 43: 179 -189. 12 Goodell, J. R.; Madhok, A. A.; Hiasa, H.; Ferguson, D. M. 2006. Synthesis and evaluation of acridine- and acridone-based anti-herpes agents with topoisomerase activity. Bioorg. Med. Chem., 14: 5467-5480. Islam, S. K. N.; Gray, A. Y.; Waterman, P. G.; Ahasan, M. 2002. Screening of eight alkaloids and ten flavonoids isolated from four species of the genus Boronia (Rutaceae) for antimicrobial activities against seventeen clinical microbial strains. Phytotherapy, Res., 39: 672-674. Kuznetsov, D. V.; Raev, V. A.; Kuranov, G. L.; Arapov, O. V.; Kostikov, R. R. 2005. Microwave activation in organic synthesis. Russ. J. Org. Chem., 41: 1719-1749. Luo, Y.T., Wu, J.X., Ren, R.X. 2003. Ullmann diaryl ether synthesis in ionic liquids. Synlet. 11: 1734-1736. Lv, X.; Wang, Z.; Bao, W. 2006. CuI catalyzed C–N bond forming reactions between aryl/heteroaryl bromides and imidazoles in [Bmim]BF4. Tetrahedron. 62: 47564761 Quader, M. A.; Nutan, M. T. H.; Rashid, M. A. 1999. Antitumor alkaloid from Glycosmis pentaphylla. Fitoterapia, 70: 305-307. Queener, S. F.; Fujioka, H.; Nishima, Y.; Furukawa, H.; Bartlett, M. S.; Smith, J. W. 1991. In vitro activities of acridone alkaloids against Pneumocystis carinii. Antimicrob. Agents Chemother., 35: 377-379. Silva, F. M.; Lacerda, P. S. B., Jones Jr., J. 2005. Desenvolvimento sustentável e química verde. Quim. Nova. 28: 103-110. Su, T. L.; Köhler, B.; Coh, T. C.; Chun, M. W.; Watanabe, K. A. 1992. Synthesis of the acridone alkaloids, glyfoline and congeners. Structure-activity relationship studies of cytotoxic acridones. J. Med. Chem., 35: 2703-2710. 13 Swatloski, R. P.; Spear, S. K.; Holbrey, J. D., Rogers, R. D. 2002. Dissolution of cellose with ionic liquids. J. Am. Chem. Soc. 124: 4974-4975. Tringali, C.; Spatafora, C.; Cali, V.; Simmonds, M. S. J. 2001. Antifeedant constituents from Fagara macrophylla. Fitoterapia, 72: 538-543. AGRADECIMENTOS CNPq, CAPES e FAPESP pelo suporte financeiro.