0 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA RODRIGO LIKES LOCKS SARAH BERNHARDT OZELAME ANÁLISE DA MORFOLOGIA DE ESMALTE DENTAL HUMANO SUBMETIDO A CLAREAMENTO COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A 7,5% ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV). Itajaí (SC) 2011 1 RODRIGO LIKES LOCKS SARAH BERNHARDT OZELAME ANÁLISE DA MORFOLOGIA DE ESMALTE DENTAL HUMANO SUBMETIDO A CLAREAMENTO COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A 7,5% ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV). Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de cirurgião-dentista do Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí. Orientadora: Profª Lídia Morales Justino Itajaí (SC) 2011 2 RODRIGO LIKES LOCKS SARAH BERNHARDT OZELAME ANÁLISE DA MORFOLOGIA DE ESMALTE DENTAL HUMANO SUBMETIDO A CLAREAMENTO COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A 7,5% ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de cirurgião-dentista, Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí, ao terceiro dia do mês de maio do ano de dois mil e onze, é considerado aprovado. Profª MSc. Lídia Conceição Morales Justino (Presidente)__________________________ Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) Prof. David Rivero Tames __________________________________________________ Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) Prof. Dr. Fábio Garcia Lima _________________________________________________ Faculdade de odontologia da Universidade Federal de Pelotas - UFPel 3 Dedico este trabalho aos meus avós que hoje não estão presentes junto a nós, mas sei que estão me vendo lá de cima, e aos meus pais que me proporcionaram essa grande vitória. Rodrigo Likes Locks Dedico este trabalho ao meu avô Wilmar Bernhardt e minha mãe Joscilene Bernhardt, que desde cedo despertaram meu amor pela Odontologia. Sarah Bernhardt Ozelame 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, meus pais, Arno e Lorete, por sempre terem sido estas pessoas espetaculares, por terem me educado, por acreditarem em mim e fazerem de tudo para que os meus desejos se realizassem. Agradeço também ao meu irmão, Leonardo, que passou grande parte dessa trajetória ao meu lado. A todos os meus amigos, os amigos de tempos e também aos que eu criei aqui dentro, obrigado por tudo. Ao Sérginho e ao Josué pela força durante a confecção do trabalho, ao Pacheco por ajudar com a coleta dos dentes para o estudo, a todos os funcionários, a Profa Bete por toda a ajuda que nos deu na parte da metodologia, ao Profo David por ter nos disponibilizado seu tempo para ajudar-nos com a leitura da microscopia, ao Fábio, da Universidade de Pelotas que realizou a leitura da microscopia, e não menos importante a nossa Prof a, orientadora, amiga e parceira de todas as horas, Profa Lídia, uma mulher que não tem explicação, uma pessoa adorável, muito amiga, que nos orientou de maneira esplendorosa e nos ajudou durante a confecção desse nosso trabalho. Rodrigo Likes Locks Obrigado a todos que de alguma forma contribuíram para a conclusão deste trabalho: família, amigos, funcionários e professores da UNIVALI. Ao professor David e Fábio pela ajuda e conhecimentos divididos conosco. Em especial a professora Bete e a Lídia, que com carinho e paciência me ajudaram a crescer e vencer. Agradeço aos meus pais, José e Joscilene, por terem me passado valores necessários para driblar todas as adversidades e por acreditarem SEMPRE em mim e no meu potencial. Obrigada pelas palavras sábias e abraços, pelos puxões de orelha e conversas, necessárias e nas horas certas. Espelho-me no sucesso de vocês! Matheus, muito obrigada pelo companheirismo, cumplicidade e principalmente por me mostrar o real significado da palavra "irmão". Obrigada Luan, por ter tornado esta jornada mais simples, leve e divertida. Obrigada pela paciência, confiança, compreensão, amor e carinho. Muito obrigada, amo vocês! Sarah Bernhardt Ozelame 5 ANÁLISE DA MORFOLOGIA DE ESMALTE DENTAL HUMANO SUBMETIDO A CLAREAMENTO COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A 7,5% ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA (MEV). Rodrigo Likes LOCKS; Sarah Bernhardt OZELAME Orientadora: Profa. Lídia Conceição Morales JUSTINO Defesa: maio 2011 Resumo O objetivo deste trabalho foi avaliar a morfologia do esmalte dental humano clareado com peróxido de hidrogênio a 7,5 % através de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Foram utilizados noventa fragmentos removidos de quarenta e cinco molares humanos, que foram divididos em três grupos (A, B e C). Os dentes foram obtidos junto ao banco de dentes da UNIVALI. O grupo A foi o grupo controle e contou com trinta fragmentos que ficaram estocados em água destilada e deionizada, desde o preparo até a análise; no grupo B, in situ, foram confeccionados cinco aparelhos intraorais, cada um com seis fragmentos, que foram clareados com peróxido de hidrogênio a 7,5% e logo após, eram submetidos à ação do meio bucal de cinco voluntários; o grupo C foi submetido a clareamento in vitro. Os fragmentos foram analisados através da microscopia eletrônica de varredura para se comparar a morfologia entre os grupos. O grupo in vitro revelou uma superfície irregular, com áreas erosionadas e padrão de remoção mineral, em que sítios apresentaram superfície relativamente lisa e outros mostraram irregularidades em profundidades diferentes. No grupo in situ observou-se características de desmineralização compatíveis também com remoção de minerais da estrutura de esmalte sendo que poucas áreas apresentaram relativa lisura superficial, sendo visualizado os corpos dos prismas de esmalte. Concluímos que em ambos grupos houve desmineralização e alterações morfológicas no esmalte. Palavra chave: Clareamento de Dente, Peróxido de Hidrogênio, Microscopia Eletrônica de Varredura. 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................... 07 2 REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA .............................................................. 09 3 MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................... 26 4 4.1 4.2 4.3 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ..................... GRUPO CONTROLE ............................................................................ GRUPO CICLADO IN VITRO ............................................................... GRUPO CICLADO IN SITU .................................................................. 36 37 40 44 5 CONCLUSÃO ....................................................................................... 49 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................... 50 7 ANEXOS ..................................................................................... 55 7 1 INTRODUÇÃO Com a crescente valorização da estética atualmente, um sorriso branco, dentes alinhados e sem manchas são os principais focos de quem busca o tratamento odontológico. (ARAÚJO et al., 2007) Diversos produtos estão disponíveis em mercados e farmácias, como enxaguatórios e cremes dentais, que prometem resultados rápidos e seguros para o clareamento caseiro, utilizados sem o acompanhamento ou supervisão, baseados somente em informações, pouco esclarecedoras, contidas nas embalagens. O avanço tecnológico coloca no mercado diferentes produtos, com diferentes concentrações e formulações buscando atingir esta parcela de consumidores. O cirurgião-dentista tem à sua disposição duas técnicas de clareamento: em consultório e caseiro. O primeiro é realizada pelo profissional no consultório, com peróxidos de concentrações elevadas (30 a 50%). O tratamento clareador caseiro é realizado com peróxidos de concentrações menores, e por isso pode ser realizado pelo próprio paciente. (ESPINA et al., 2008) Como agentes clareadores, podemos citar o peróxido de hidrogênio e peróxido de carbamida, este uma composição de peróxido de hidrogênio com uréia, comprovadamente eficazes e amplamente utilizados na odontologia. Muitos trabalhos de pesquisa são realizados e, apesar disso, os resultados ainda são contraditórios, dada a diversidade de produtos e metodologias utilizados. (AGOSTINHO; GUIMARÃES; SILVA, 2003) Estudos em microscopia eletrônica de varredura relatam aumento de irregularidades que se traduzem em rugosidade superficial (ESBERARD, et al., 2004; PINTO et al., 2004; MIRANDA et al., 2005). Uma tendência de maior alteração da superfície de esmalte foi constatada por Yamashita et al. (2005), quando se utiliza um agente clareador com maior concentração de oxigênio, se comparado aos de menores concentrações Considerando-se a importância da temática, realizou-se este trabalho de investigação científica com o objetivo de avaliar a morfologia do esmalte dental 8 humano clareado com peróxido de hidrogênio a 7,5% mediante análise microscopia eletrônica de varredura. 9 2 REVISÃO DE LITERATURA O esmalte é, essencialmente, uma massa de cristais de hidroxiapatita estreitamente reunidos. Realmente, a unidade estrutural básica do esmalte – o bastão – deve sua existência ao padrão altamente organizado da orientação dos cristais. O formato do bastão é algo semelhante a um cilindro composto de cristais com longos eixos dispostos, em sua maioria, paralelos ao eixo longitudinal do bastão, particularmente os cristais ao longo do eixo central do bastão. Entretanto, os cristais mais distantes do eixo central dispõem-se em um grau cada vez mais inclinado, conforme se aproximam da periferia do bastão. A região interbastões é uma área que circunda cada bastão, na qual os cristais são orientados em uma direção diferente daquela do bastão. Tal grau de diferença é acentuado em torno, aproximadamente, de três quartos da circunferência do bastão. (TEN CATE, 1998). Para avaliar o efeito de agentes clareadores na superfície de esmalte com microscopia de força atômica, Hegedüs et al. (1999) utilizaram três agentes; Opalescence, Nite White e solução de peróxido de hidrogênio 30%. A superfície vestibular foi avaliada microscopicamente, antes e após o clareamento. Cada grupo foi clareado por 28 horas. Os resultados evidenciaram alterações superficiais nos três grupos. Muitos sulcos presentes inicialmente tornaram-se mais profundos após o procedimento. Sua profundidade foi variável, sendo mais pronunciada nos espécimes submetidos à solução de peróxido de hidrogênio 30%. Hipotéticamente, os agentes que contém peróxidos afetam a fase orgânica do esmalte, não somente na superfície, mas também sub-superficialmente, pelo seu baixo peso molecular e capacidade de penetração e deslocamento. Logo, o efeito oxidativo interno pode até ser mais pronunciado do que na superfície, pois mais material orgânico está presente. Um estudo realizado por Akal et al. (2001) teve como objetivo avaliar os efeitos do tratamento clareador realizado pela técnica caseira na superfície de esmalte. Foram utilizados dois agentes clareadores Karisma (Confi-Dental-USA) e Yotuel (Bioscometicis-Spain) os quais contém diferentes concentrações e composições. Foram utilizados 40 dentes previamente examinados por um 10 microscópio para eliminação daqueles que apresentavam maiores alterações na superfície dentária. A amostra foi dividida em 2 grupos. No grupo 1 o produto clareador foi o Karisma (peróxido de carbamida a 10%), já no grupo 2 o gel clareador escolhido foi Youtel (peróxido de carbamida a 12% com xilitol e fluoreto de potássio em sua composição). O tratamento clareador do grupo 1 foi realizado com exposição ao produto por 6 horas diárias, enquanto o grupo 2 exposto por 3 horas. O procedimento foi repetido diariamente durante 4 semanas em ambos os grupos. Cada fragmento era clareado com a espessura de 2mm de agente clareador e, após o tratamento os mesmos eram lavados com água de torneira e depois imersos em saliva artificial. Para a avaliação da morfologia do esmalte, foram separados 10 fragmentos de cada grupo para exame ao microscópico eletrônico. Os outros fragmentos foram submetidos ao teste de microdureza. Os resultados mostraram que a morfologia da superficial do esmalte submetido ao tratamento clareador de ambos os grupos, foi consideravelmente alterada quando comparada a uma amostra que não foi submetida ao tratamento. Algumas amostras tratadas com Karisma demonstraram uma dissolução de superfície do esmalte. Já o produto Yotuel causou uma ligeira alteração na morfologia. A deposição de cálcio no esmalte foi observado através das amostras do Grupo 2. O objetivo de John e Rosa (2001) foi avaliar o efeito do peróxido de carbamida a 16% sobre o esmalte dental através da microscopia eletrônica de varredura (MEV). Foram utilizados 22 fragmentos (face vestibular de incisivos humanos), divididos em dois grupos experimentais (10 fragmentos para ciclagem in vitro e 10 fragmentos para ciclagem in situ) e um grupo controle (2 fragmentos para verificação da morfologia inicial através de MEV). Durante o experimento, o grupo experimental para ciclagem in vitro e o grupo controle ficaram armazenados em água deionizada e o grupo experimental in situ ficou em contato com a saliva na cavidade oral, através da utilização de aparelhos intra-orais usados por 2 voluntários, com padrões semelhantes de higienização e alimentação. Após o experimento, 2 fragmentos de cada ciclagem foram sorteados e avaliados ao MEV. As condições cicladas in vitro e in situ, apresentaram remoção mineral, porém in vitro o aspecto reticulado é claramente visualizado e in situ, as estruturas reticulares foram cobertas (o que pode ser decorrência da deposição de material amorfo). Concluíram que a morfologia do esmalte dental clareado com 11 peróxido de carbamida a 16% sofreu alteração, com aspecto indicativo de remoção mineral, sendo que a na condição in situ, todos os aspectos de remoção são mais suavizados quando comparado ao grupo in vitro. Haeser e Corrêa (2002) avaliaram a morfologia do esmalte dental clareado com peróxido de carbamida 16% e submetido à aplicação de fluoreto de sódio 0,2%, em microscopia eletrônica de varredura (MEV). Foram utilizados 16 fragmentos de esmalte dental, provindos de incisivos humanos, remanescentes de outro trabalho de pesquisa, onde foram submetidos ao clareamento com peróxido de carbamida 16%. Dos 16 fragmentos, 7 foram ciclados in vitro, 7 in situ e 2 serviram de controle. As amostras cicladas in situ e in vitro foram submetidas a aplicações de fluoreto de sódio 0,2% duas vezes ao dia, durante um minuto, por catorze dias, com trocas periódicas da água deionizada. O grupo controle, sem sofrer clareamento nem fluoretação, ficou armazenado em água deionizada. Após o término do experimento, foram sorteados dois fragmentos de cada ciclagem, para verificação da morfologia em MEV. Tanto as amostras in situ quanto in vitro apresentaram remoção mineral, sendo que na condição in vitro esta situação se mostrava em maiores proporções e mais evidentes. Foram observados depósitos de fosfato de cálcio, os quais se mostraram mais acentuados na condição in situ e não tão evidentes na condição in vitro. Agostinho, Guimarães e Silva (2003) referiram que os agentes clareadores são veículos instáveis de radicais de oxigênio que quando em contato com os tecidos, promovem ora oxidação, ora redução dos pigmentos que vão sendo “fracionadas” em cadeias cada vez menores, sendo total ou parcialmente eliminadas da estrutura dental por difusão. Os autores realizaram um estudo revisando 40 trabalhos experimentais publicados com o objetivo de analisar os achados sobre as alterações na estrutura do esmalte após o clareamento dental. Concluíram que na maioria dos trabalhos (59%) o clareamento dental promoveu alterações significativas na morfologia de superfície do esmalte. Dos trabalhos científicos experimentais analisados neste estudo, 22 realizaram pesquisas específicas sobre a morfologia da estrutura superficial do esmalte pós-clareado. Destes, 13 encontraram alterações significativas na morfologia superficial do esmalte, enquanto 9 afirmam que estatisticamente o esmalte pós-clareado não apresenta alterações significativas na sua morfologia de superfície. 12 Ribeiro e Langer Filho (2003) avaliaram a microdureza do esmalte dental bovino, submetido a clareamento dental com peróxido de carbamida a 16% com e sem aplicação de fluoreto de sódio a 0,05%. Foram confeccionados trinta fragmentos de dentes bovinos, inseridos em resina ortoftálica, e depois feito o aplainamento e polimento superficial da estrutura do esmalte dental. Os fragmentos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: grupo A composto pelos fragmentos que foram somente clareados e grupo B composto pelos fragmentos clareados e submetidos à aplicação de flúor. Após a divisão e confecção dos corpos-de-prova para ambos os grupos, foi realizado o teste inicial de microdureza do esmalte dental. Obtidos os resultados, os corpos de prova do grupo B foram submetidos 14 vezes ao processo de clareamento dental com peróxido de carbamida a 16% com posterior aplicação de fluoreto de sódio a 0,05%, sendo que no grupo A foi somente aplicado o gel de peróxido de carbamida. O gel clareador que foi aplicado em todos os corpos-de-prova, ficou em contato com a superfície de esmalte dental durante 2 horas, sendo removido com água deionizada. Para o grupo B foi realizado todo o procedimento de clareamento e remoção do gel, mais imersão dos corpos-de-prova em solução de fluoreto de sódio a 0,05% durante um período de 30 minutos. Após realização do procedimento, foram feitas as medidas finais de microdureza do esmalte dental bovino. Os resultados obtidos foram analisados segundo a escala de dureza de Vickers. A partir dos dados verificou-se que o procedimento clareador promoveu uma redução da microdureza de 9,71 (3,211%) para o grupo B e 19,03 (5,94%) para o grupo A. Pode-se concluir que o clareamento dental promove redução de microdureza do esmalte dental, que a solução de fluoreto de sódio na concentração e tempo utilizados, estatisticamente não teve influência sobre os resultados obtidos. O objetivo de Silveira e Tagliari (2003) foi avaliar através de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a morfologia do esmalte dental humano clareado com peróxido de carbamida a 16% e submetido à aplicação de fluoreto de sódio a 0,05% e do flúor gel neutro 2%. Foram utilizados 27 fragmentos de esmalte dental, provindos de 12 terceiros molares humanos, erupcionados, indicados para a exodontia, de pacientes entre 18 e 25 anos de idade, onde foram submetidos ao clareamento com peróxido de carbamida a 16%. Dos 27 fragmentos, foram 13 selecionados 11 para submersão em solução de fluoreto de sódio (NaF) a 0,05% por 1 minuto uma vez ao dia, 11 para a cobertura com flúor gel neutro 2% por um minuto uma vez ao dia, e cinco para controle, os quais foram só clareados. A remoção dos fluoretos foi feita com água deionizada contida em seringa descartável, em seguida, os fragmentos foram mergulhados novamente em água deionizada, em recipientes separados, até a aplicação seguinte. Esses procedimentos foram repetidos durante quatorze dias e os fragmentos clareados durante 8 horas por dia. Após o término do experimento foram sorteados quatro fragmentos para análise da ação do fluoreto de sódio a 0,05%, quatro para análise do flúor gel neutro e dois para o grupo controle, verificados através de MEV. A superfície do esmalte dental apresentou perda mineral, sendo que foi menor do que a registrada em outros trabalhos com metodologia semelhante. Foram observadas estruturas compatíveis com depósito de fluoretos de cálcio nas amostras submetidas à ação do flúor, e estes depósitos foram maiores nas amostras submetidas ao flúor gel neutro 2% comparado à solução de NaF a 0,05%. Concluiu-se então que a aplicação de flúor após a remoção do gel clareador poderá reforçar o esmalte dental, diminuindo a perda de mineral nas aplicações subsequentes do clareador. Esberard et al. (2004) estudaram os efeitos dos agentes clareadores na superfície do esmalte através da análise da junção amelocementária após a clareação dentaria externa. Os dentes foram divididos em três grupos: grupo I, clareado com peróxido de carbamida 10%, grupo II foi clareado com peróxido de hidrogênio 35% e o grupo III foi o grupo controle. Após o término de todos os tratamentos os dentes foram imersos em hipoclorito de sódio a 2,5% por 30 minutos, para eliminação de eventuais resíduos adquiridos após o experimento e posteriormente foram examinados em microscópio eletrônico de varredura. No grupo controle, o esmalte dos dentes, normalmente, apresenta-se com os poros de desenvolvimento (marcas dos processos de Tomes) e com suas periquimácias mostrando seus términos suaves, denominados “estrias de Retzius”. Observa-se ainda que, nessas condições de normalidade, o esmalte termina de forma irregular junto à junção amelocementária, como consequência do achatamento das periquimácias, formando a alça cervical. O grupo I o esmalte sofreu erosão, aumentando os seus poros de desenvolvimento e realçando as periquimácias, 14 assim como provocando uma dissolução das partes terminais do esmalte da junção amelocementária. No grupo II o esmalte apresentou-se mais irregular, quando comparado com o grupo controle, indicando uma acentuação das periquimácias. Além disso, houve uma grande erosão sobre o esmalte. Pode-se concluir que, independente do agente clareador e técnica utilizada, as alterações morfológicas na estrutura do esmalte foram evidentes, ocorrendo erosão do esmalte, com o aumento dos seus poros de desenvolvimento e realce das periquimácias. O potencial dos efeitos adversos causados pelo uso de peróxido de carbamida a 10% em tratamentos clareadores foi avaliado por Justino, Tames e Demarco (2004) em uma pesquisa in vitro e in situ. Testes de microdureza, perda de cálcio e a análise morfológica foram estudadas em 24 unidades amostrais de esmalte obtido em pré-molares recém extraídos. O tratamento ocorreu durante 14 dias, com a utilização do agente clareador durante 8 horas por dia. Metade das unidades amostrais após o tratamento foi colocada em água deionizada (in vitro) e a outra metade foi incluída em aparelhos intraorais para uso por quatro voluntários (in situ). A dosagem de cálcio através da coleta do gel foi realizada no primeiro dia de tratamento; do segundo e sétimo dia e do oitavo ao 14º dia usando um espectrofotômetro de absorção atômica nas duas diferentes situações (in vitro e in situ). A análise do gel demonstrou que a maior remoção de cálcio ocorreu no primeiro dia de tratamento em ambas as situações, e que esse valor diminuía com o tempo, sugerindo que o agente clareador atacou primeiro a camada superficial do dente. Os resultados mostraram que a perda de cálcio foi 2,5 vezes maior in vitro do que in situ. O teste de microdureza revelou diferenças entre as condições in vitro e in situ e, entre o pré e pós-tratamento (p<0,01). Os espécimes em condições in vitro tiveram valores menores de microdureza. As amostras in situ tiveram valores similares ao grupo que não teve a ação clareadora. Através da MEV, observou-se que a superfície de esmalte nos espécimes in situ apresentava aspecto similar à superfície não clareada (em condições normais). Maiores evidências de depressões foram vistas nas condições in vitro, o que indica maior perda mineral devido à dissolução do esmalte. Os autores concluíram que os efeitos remineralizantes da saliva podem recuperar os efeitos desmineralizantes causados pelo tratamento clareador em dentes humanos in situ. 15 Pinto et al. (2004) conduziram um trabalho de pesquisa com o objetivo de avaliar a rugosidade, microdureza e morfologia superficial do esmalte dental humano tratado com seis agentes clareadores. Amostras de esmalte dental humano foram obtidas de terceiros molares e aleatoriamente distribuídas em sete grupos (n = 11): controle, Whiteness Perfect - peróxido de carbamida a 10% (PC 10%), Colgate Platinum - PC 10%, Day White 2Z - peróxido de hidrogênio a 7,5% (PH 7,5%), Whiteness Super - PC 37%, Opalescence Quick - PC 35% e Whiteness HP - PH 35%. Os agentes clareadores foram aplicados de acordo com as instruções dos fabricantes. O grupo controle permaneceu sem tratamento e armazenado em saliva artificial. Os resultados revelaram uma redução significante nos valores de microdureza e um aumento significante da rugosidade de superfície após o clareamento. Observações morfológicas realizadas através de microscopia eletrônica de varredura (MEV), mostraram alterações na morfologia do esmalte após o clareamento. Concluiu-se que os agentes clareadores podem alterar a microdureza, rugosidade e morfologia superficial do esmalte dental. Azevedo (2005) avaliou o desgaste e a alteração de rugosidade superficial do esmalte bovino submetido a três diferentes técnicas clareadoras e escovação simulada. Foram obtidos fragmentos de esmalte em que metade da porção de esmalte recebeu tratamento clareador e escovação simulada, ficando a outra metade como controle. A rugosidade aritmética (Ra) inicial foi determinada por rugosímetro. Os espécimes foram divididos em quatro grupos, de acordo com o tratamento empregado. Grupo 1: saliva artificial (controle); Grupo 2: peróxido de hidrogênio (PH) 35% ativado com luz híbrida (LED e laser de diodo); Grupo 3: PH 35% ativado com luz halógena; Grupo 4: clareamento com peróxido de carbamida (PC) 16% por 2h diárias durante 14 dias. Os espécimes foram imersos em saliva artificial pelo restante do tempo. Após o clareamento, a rugosidade foi determinada e os corpos-de-prova armazenados em saliva artificial por sete dias, com troca diária para remineralização, e submetidos a 100.000 ciclos de escovação simulada. Posteriormente, foram determinados a rugosidade final e o desgaste superficial, o qual foi verificado utilizando a perfilometria através do rugosímetro. As médias de rugosidade superficial foram submetidas à análise de variância a dois critérios e teste de Tuckey. Como resultado, os autores encontraram que não houve diferença significante entre a rugosidade inicial e 16 após o clareamento. Verificou-se diferença significante após escovação simulada para os grupos avaliados, em que o G4 apresentou aumento significante da rugosidade em relação ao G2. O G1 apresentou menor desgaste que os demais grupos. Concluiu-se que o clareamento leva a superfície do esmalte a uma maior susceptibilidade, ao aumento de rugosidade e desgaste superficial, quando submetido à escovação simulada. De acordo com Basting (2005), as alterações subclínicas da micromorfologia superficial e rugosidade do esmalte, dentina e cemento podem levar a um aumento da porosidade dental e consequentemente, maior sensibilidade e retenção de placa bacteriana durante o tratamento. Este trabalho discutiu, através de um levantamento bibliográfico, o emprego do peróxido de carbamida nas técnicas de clareamento dental e seus efeitos na micromorfologia e rugosidade superficial das estruturas dentais. Apesar da possibilidade de alterações subclínicas das estruturas dentais, ainda não se determinou se elas são reversíveis microscopicamente, apesar de serem perceptíveis clinicamente. Além disso, a supervisão do profissional pode assegurar a correta indicação da técnica e do material para a obtenção de resultados satisfatórios. Foi conduzida por Miranda et al. (2005) uma análise qualitativa in vitro do esmalte dental humano após clareamento com agentes para consultório, por meio de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Para isso, 20 terceiros molares humanos hígidos foram utilizados. Os dentes foram divididos em quatro grupos: as unidades amostrais do grupo 1 foram armazenadas em saliva artificial; as amostras do grupo 2 foram clareados com peróxido de carbamida a 35% por 30 minutos; no grupo 3, foram clareados com peróxido de carbamida a 35% por 2 horas; já no grupo 4 foi aplicado peróxido de hidrogênio a 35% fotoativado com lâmpada halógena de 700mW/cm2. A pesquisa resultou na constatação de alterações morfológicas devido ao processo erosivo, o aparecimento de porosidades, irregularidades no esmalte, formação de crateras e exposição dos prismas de esmalte. Oliveira, Leme e Giannini (2005) avaliaram a microdureza superficial do esmalte após o clareamento com peróxido de carbamida a 10% contendo cálcio ou flúor. Foram selecionadas 98 amostras de terceiros molares que receberam diferentes concentrações de agentes clareadores aplicados por seis horas 17 durante 14 dias. Os blocos dentais foram divididos em sete grupos. O primeiro grupo foi imerso em saliva artificial e não sofreu clareamento; o segundo grupo foi clareado com peróxido de carbamida 10%; o grupo três foi submetido a clareamento com PC + 0,05% de cálcio; o quarto grupo foi clareado com PC + 0,1% de cálcio; o grupo cinco: PC + 0,2% de cálcio; o grupo seis foi submetido a clareamento com PC + 0,2% de flúor; e o sétimo e último grupo com PC + 0,5% de flúor. A obtenção de dados foi feita durante o sétimo, décimo quarto dia e uma semana após o fim do tratamento. Foi comprovada a redução significativa de microdureza em todas as leituras de dados e em todos os grupos, mesmo aqueles com adição de cálcio e flúor. Portoloni Júnior e Cândido (2005) fizeram uma revisão de literatura para relatar possíveis efeitos causados pelos agentes clareadores nas estruturas dentais (esmalte, dentina, cemento e polpa). Concluíram que se pode esperar alguma alteração dental por tratamento clareador. O efeito cumulativo de tratamentos clareadores repetitivos, ao longo dos anos, quando executados de forma irracional, descontrolados, com indicação incorreta, pode levar a alterações irreversíveis na estrutura dental, e qualquer técnica de clareamento deve ser supervisionada pelo cirurgião-dentista. De acordo com Yamashita et al. (2006), os tratamentos clareadores com peróxido de hidrogênio a 35% levam o esmalte a alterações morfológicas, tornando-o mais rugoso e irregular. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de dois tipos de polimento coronário. Foram utilizados 12 dentes incisivos de bovinos. Os dentes apresentavam coroas hígida e ficaram armazenados em solução de formol a 10% até o momento de sua utilização. A partir desses dentes, seccionando-se suas faces vestibulares e utilizando-se áreas entre o terço cervical e médio, foram confeccionados corpos de prova retangulares. O polimento coronário melhora o aspecto morfológico de lisura superficial do esmalte submetido ao tratamento clareador com peróxido de hidrogênio a 35% (p<0,01). O polimento com disco abrasivo ou disco de feltro, junto à pasta diamantada, mostrou resultados semelhantes entre si (p>0,05). Clinicamente, é recomendado um polimento coronário após o tratamento clareador. 18 Araújo, Lima e Araújo (2007) fizeram uma revisão de literatura para relatar a ação dos agentes clareadores contendo peróxido de hidrogênio e peróxido de carbamida sobre o esmalte dental humano. Face aos relatos destacados, concluíram que a literatura científica que aborda o surgimento de lesões que atingem a morfologia do esmalte dental em conseqüência da ação dos agentes clareadores tem se limitado a descrevê-las de forma significativamente heterogênea, sendo que diversos autores consideram que estas sequelas não têm ressonância clínica. Por não ser consensual, este pressuposto é questionável, daí a importância em se investigar a superfície do esmalte comprovadamente lesado pelo peróxido de carbamida e pelo peróxido de hidrogênio, fotoativado ou não, com base em procedimentos de micro-análise de alta precisão tecnológica dentre os quais a espectrometria de energia dispersiva de raios X com vistas ao estudo da profundidade das lesões e sua constituição, o que poderá contribuir para elucidar mais claramente o grau de severidade das sequelas produzidas. Berger (2007) avaliou os efeitos de agentes clareadores de alta concentração (peróxido de hidrogênio a 35%) utilizados em consultório na dureza, composição química e estrutural do esmalte humano. Foram utilizados para o estudo sessenta e cinco terceiros molares humanos hígidos, que tiveram removidos das faces vestibular e lingual, dois fragmentos de esmalte, totalizando cento e trinta fragmentos. Todos os fragmentos foram avaliados quanto a valores de microdureza superficial e trinta fragmentos foram excluídos, obtendo-se assim, cem fragmentos com valores semelhantes, divididos em dez grupos (n=10). As amostras foram polidas e submetidas ao teste de microdureza Knoop (KHN) e análise em Espectroscopia Raman Transformada de Fourier (ERTF) para determinação da relação de fosfato (PO4) e carbonato (CO3) presente no esmalte não tratado. Para o clareamento foram utilizados três diferentes agentes clareadores: Whiteness HP Maxx (W), Pola Office (P) e Opalescence Xtra (O); e três diferentes formas de irradiação: sem irradiação (SI), irradiação com lâmpada halógena (LH), irradiação com LED + Laser Diodo (L). O grupo controle não foi submetido ao tratamento clareador. Após a aplicação, os géis de clareamento eram coletados com a solução de enxágue para avaliar a concentração de cálcio através de espectrofometria de absorção atômica. As amostras em seguida, 19 foram submetidas novamente a espectroscopia, ao teste de microdureza superficial, e logo após, observadas em microscopia eletrônica de varredura e microscopia em luz polarizada. Na microscopia eletrônica de varredura, com exceção do grupo controle, todos os grupos apresentaram alterações morfológicas na superfície. Em microscopia de luz polarizada, os grupos Whiteness sem irradiação, com luz halógena e LED/laser, Pola Office com LED/laser e Opalescence com luz halógena e LED/laser apresentaram desmineralização em profundidade. Foi concluído com este trabalho que houve alterações no conteúdo mineral pela diminuição significativa dos valores de microdureza, perda de cálcio e desmineralização visualizada em microscopia de luz polarizada, além de alterações morfológicas na superfície do esmalte visualizadas em microscopia eletrônica de varredura. Caballero, Navarro e Lorenzo (2007) referiram que o peróxido de carbamida 10% utilizado inicialmente como agente de branqueamento, tem disponível considerável variedade de produtos com concentrações altas (entre 15% e 30%) e com baixas concentrações de peróxido de hidrogênio (entre 3,5% e 10%). A utilização generalizada deste tipo de tratamento de clareamento dental é principalmente devido à sua simplicidade, facilidade, segurança e eficácia terapêutica. O objetivo deste trabalho foi determinar os efeitos sobre a superfície do esmalte in vivo de dois clareadores de baixa concentração. Foram utilizados para clareamento caseiro em pacientes atendidos na Clínica Odontológica da Universidade de Valência. Um dos produtos continha peróxido de hidrogênio a 3,5% (FKD ® Kin, Barcelona, Espanha) e o outro peróxido de carbamida a 10% (Vivastyle ® Vivadent, Schaan, Liechtenstein). Os 20 pacientes selecionados para este estudo foram atribuídos aleatóriamente para cada um dos dois grupos de tratamento. Na análise das superfícies dentárias clareadas in vivo com produtos de baixa concentração, a microscopia eletrônica de varredura, mostrou que não ocorreram alterações morfológicas no esmalte dos dentes. Murakami (2007) avaliou em humanos, a efetividade clínica e a sensibilidade pós-clareamento dentário, e in vitro, as alterações morfológicas e na composição química do esmalte após clareamento. Estas avaliações foram realizadas após clareamento com peróxidos de hidrogênio ou carbamida 35%, com ou sem fotoativação com LED e aplicação tópica de flúor. Concluiram que: a) 20 O clareamento com peróxido de hidrogênio foi significativamente mais efetivo e provocou maior sensibilidade pós-operatória do que o peróxido de carbamida; b) O clareamento com peróxido de hidrogênio provocou maiores alterações morfológicas no esmalte e níveis de cálcio significantemente menores do que os grupos clareados com peróxido de carbamida; c) A fotoativação com LED não melhorou o efeito clareador e, embora sem diferenças estatisticamente significantes, aumentou a sensibilidade pós-operatória; d) Embora sem diferenças estatisticamente significantes, o uso do flúor diminuiu a sensibilidade pósoperatória. Espina et al. (2008) compararam a superfície do esmalte antes e após clareamento com dois diferentes agentes em um estudo clínico. Foram examinados pacientes do setor de atendimento odontológico do Serviço Social da Indústria (SESI – Porto Alegre) que possuíam indicação e estavam interessados em clarear seus dentes. Os pacientes que atendiam todos os critérios de inclusão foram informados previamente sobre os procedimentos que seriam realizados e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. No total, 20 pacientes, 8 homens e 12 mulheres totalizaram a amostra e foram divididos em dois grupos de forma randomizada. Grupo 1: 10 pacientes tratados através da técnica de clareamento caseiro e Grupo 2: 10 pacientes tratados através da técnica de consultório. Os 10 pacientes do Grupo 1 foram tratados com peróxido de carbamida a 10 % Whiteness Perfect (FGM Produtos Odontológicos) em moldeiras individuais 4 a 6 horas diárias consecutivas de segundo pré-molar a segundo pré-molar do lado oposto. Todos os pacientes realizaram o tratamento durante 14 dias consecutivos. Os 10 pacientes do Grupo 2 foram tratados com Peróxido de Hidrogênio a 35 % Whiteness HP (FGM Produtos Odontológicos) em uma única sessão, com a realização de três aplicações, conforme instrução do fabricante. Imediatamente após serem submetidos ao clareamento caseiro 9 dos 10 dentes apresentaram alterações na superfície do esmalte dos incisivos superiores. Esse número diminui para 6 quando analisaram os dentes submetidos ao tratamento de consultório. Após trinta dias do tratamento, o grupo do clareamento caseiro apresentou 3 dentes com alteração, enquanto o grupo do clareamento de consultório apresentou 2. Conclui-se que o clareamento de dentes vitais, realizado com as técnicas e os produtos utilizados, produz 21 alterações na superfície do esmalte. Trinta dias após o tratamento, em ambas as técnicas, caseira e de consultório, na maior parte dos casos, a superfície do esmalte apresentou aspecto visual semelhante ao do período pré-tratamento. Simões (2008) pesquisou a efetividade do clareamento caseiro com peróxido de hidrogênio de 6 a 7,5% e seu efeito sobre a rugosidade e a microdureza do esmalte dental humano em função do tempo. Foram selecionados 80 fragmentos de esmalte dental humano em tamanhos de 4x4mm, que foram manchadas com sangue equino, polidos e determinadas a cor segundo a escala Vita. Os corpos-de-prova foram aleatoriamente distribuídos em cinco grupos, sendo o Grupo 1 clareado com peróxido de carbamida a 10% Whiteness Perfect; Grupo 2 clareado com peróxido de hidrogênio a 6% White Class; Grupo 3 clareado com peróxido de hidrogênio a 7,5% White Class; Grupo 4 clareado com peróxido de hidrogênio a 6% Mix Day e o Grupo 5 clareado com peróxido de hidrogênio a 6,5% em tiras Whitestrips. O gel clareador de peróxido de carbamida a 10% foi aplicado diariamente durante seis horas. Os demais foram aplicados durante trinta minutos, duas vezes ao dia, conforme recomendação dos fabricantes. Todos os produtos foram aplicados durante três semanas e em seguida, foram estocados em saliva artificial. A rugosidade inicial foi avaliada utilizando perfilômetro e a microdureza utilizou o microdurômetro do tipo Knoop. Os resultados mostraram que após sete dias de clareamento, apenas os agentes clareadores à base de peróxido de carbamida a 10 % e peróxido de hidrogênio a 6% promoveram clareamento significativo. Aos vinte e um dias de tratamento, todos os grupos apresentaram clareamento significativo comparando com a cor inicial, exceto o grupo do produto de tiras de peróxido de hidrogênio a 6,5%, que não promoveu clareamento significativo. Ao final do experimento, a maior efetividade de clareamento foi observada nos grupos tratados com peróxido de carbamida a 10% (Whiteness Perfect) e peróxido de hidrogênio a 6% (White Class e Mix Day). O agente clareador menos efetivo foi o Whitestrips. Na avaliação da estrutura superficial, os agentes clareadores de peróxido de hidrogênio a 7,5% e a 6% causaram aumento significativo na rugosidade do esmalte, porém, após 14 dias do término do tratamento, o produto a 6% permaneceu com a rugosidade aumentada, enquanto o peróxido de hidrogênio a 7,5% teve sua rugosidade diminuída e não diferiu da rugosidade inicial. Aos 21 22 dias após o clareamento todos os produtos apresentaram um valor significativamente menor do que no início do tratamento. Antón, Lima e Araújo (2009) avaliaram in vitro o grau de clareamento e de desmineralização do esmalte humano submetido à ação de dentifrício clareador. Foram utilizados 72 pré-molares de humanos divididos em 6 grupos. Os dentes foram imersos em soluções concentradas de café, vinho tinto, chá preto, e outras substâncias para escurecê-los. Para avaliar a eficiência dos diferentes agentes clareadores, uma parte das amostras foi escovada com dentifrícios contendo H2O2 ou bicarbonato de sódio por 28 dias, a outra parte foi clareada com gel de peróxido de carbamida. A determinação do clareamento foi obtida por espectrofotometria, já a desmineralização por laser de diodo. Foi constatado que, 14 dias após a realização do tratamento clareador com gel de peróxido de carbamida, o grupo atingiu sua máxima eficácia clareadora; com 28 dias de escovação foi comprovada a redução da desmineralização e aumento de luminosidade. O dentifrício com NaHCO3 sódio não tem eficácia clareadora e resulta em desmineralização, já o dentifrício com peróxido de hidrogênio tem efeito clareador a partir do 14º dia, porém não consegue reduzir a cor amarela. Araújo et al. (2009) afirmam que diversas alterações observadas na morfologia do esmalte estão associadas aos procedimentos clareadores, tais como: áreas de depressão, formação de crateras, decapeamentos da estrutura clareada, porosidades superficiais, expansão das estrias incrementais de Retzius, redução dos valores de microdureza e exposição de prismas. O estudo teve por finalidade a melhor compreensão da natureza e da de possíveis sequelas que podem atingir a morfologia da superfície do esmalte dental humano advindas de aplicações de agentes clareadores presentes na formulação de dois cremes dentais. Foram utilizados vinte e cinco faces vestibulares de pré-molares superiores e inferiores, sendo divididos em 5 grupos, sendo 3 grupos-teste: GT1, sendo utilizado Mentadent – peróxido de hidrogênio, GT2, utilizando Rembrandt – peróxido de carbamida e GT3 usando colgate com bicarbonato de sódio. Foi feito um grupo controle negativo (GC1), cujo esmalte foi submetido apenas à escovação com dentifrício sem agente clareador (Colgate total 12) e um grupo controle repetitividade (GDC2), escovado com dentifrício sem agente clareador. Os corpos de prova dos 3 grupos teste e do grupo controle repetitividade foram 23 submetidos a escurecimento, mediante imersão numa mistura constituída de partes iguais de café, chá preto, bebida à base de cola, vinho tinto e tabaco. Durante 21 dias, procedeu-se a aplicação dos dentifrícios mediante três escovações técnicas diárias adaptadas às condições experimentais deste trabalho. Após o tratamento, foram lavados com água destilada e deionizada, secos em estufa a 37oC durante 24h. e analisados através do MEV. Os espécimes do grupo GC1 revelam a presença marcante de camada aprismática, algumas irregularidades na superfície do esmalte, com eventuais porosidades e ranhuras. O grupo GC2 apresentou mais regularidades, sendo possível visualizar que os prismas permaneceram intactos, não havendo significativa perda de componentes minerais. Já os corpos de prova do grupo GT 1, mostraram severas alterações na superfície do esmalte dental caracterizando expressiva agressão à integridade dos prismas, e ainda, foi possível visualizar uma rigorosa corrosão das áreas alcançadas pelo produto clareador. No grupo GT2 foram constatadas alterações de menor severidade. Já no grupo GT3 houve um maior número de áreas afetadas. Constata-se uma remoção quase completa da camada aprismática com perda de identidade das regiões prismáticas. Pode-se concluir que as ações químicas das substâncias presentes nos dentifrícios D 1 e D2, embora tenham eficácia clareadora, produzem lesões com intensidades distintas. O creme dental contendo o abrasivo bicarbonato de sódio produziu lesões consideradas de maior gravidade. O objetivo de Oliveira (2009) foi avaliar os efeitos dos agentes clareadores externos utilizados na técnica de consultório e caseira nos tecidos dentários e na junção amelocementária, através de análise por microscópio eletrônico de varredura (MEV). Constituíram da amostra, quinze pré molares humanos hígidos, que foram seccionados em dois fragmentos em sua face vestibular: mesial e distal, totalizando trinta fragmentos. Estes espécimes foram separados em dois grupos: grupo A (parte mesial) sofreu ação dos agentes clareadores; e grupo B (parte distal) como grupo controle, onde os espécimes foram mantidos em saliva artificial, em estufa bacteriológica a 37ºC. O grupo A foi subdivido em outros três grupos (n=5): grupo A-I, recebeu clareamento com o produto Whiteness Standart 10® (FGM®), a base de peróxido de carbamida; no grupo A-II foi aplicado o gel Whiteness Standart 16® (FGM®), a base de peróxido de carbamida a 16%. Todos 24 os espécimes destes dois grupos receberam aplicação de gel clareador, na região de esmalte, junção amelocementária e cemento, por quatro horas diárias durante 14 dias consecutivos. Já no grupo A-III, os fragmentos foram clareados gel Whiteness HP Maxx® (FGM®), a base de peróxido de hidrogênio 35%, indicado para o clareamento dental em consultório. O gel permaneceu na estrutura por 15 minutos, e então era aplicada luz de fotopolimerizador por 20 segundos duas vezes a cada aplicação de gel. Os resultados foram submetidos a avaliação estatística pelos testes não paramétricos de KrusKal-Wallis e Mann-Whitney, com índice de significância de 5% (p<0,05). Verificou-se que em esmalte, não houve alterações significantes. Foram observadas perda de estrutura, com formação de gaps e exposição dentinária na junção amelocementárias dos espécimes do grupo A, sendo mais acentuada no grupo A-III. Concluiu-se que na técnica realizada em consultório ocorreu uma maior perda de estrutura após o processo de clareamento, quando comparada a técnica caseira (peróxido de carbamida a 10%). Por isso são necessários critérios e cautela do cirurgião-dentista, principalmente em pacientes que possuem recessão gengival. Sasaki et al. (2009) referiram que o efeito do peróxido de carbamida utilizado na técnica de clareamento com moldeiras sobre a superficial da estrutura dentária em esquemas de duração superior a um 1 h, analisados através de MEV podem mostrar alterações na micromorfologia da superfície do esmalte, como a presença de erosões e porosidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a microdureza e micromorfologia superficial do esmalte submetido a um tratamento de clareamento com marcas comerciais de agentes contendo peróxido de carbamida a 10% (Colgate Platinum) e peróxido de hidrogênio 7,5% (Day White 2Z). Foram utilizados 30 fragmentos de esmalte (3 mm x 3 mm), sendo fixados em resina e lixados com discos de óxido de alumínio e pastas de diamante e discos de feltro sob refrigeração de óleo mineral, a fim de obter superfícies planas e lisas. Os fragmentos foram divididos em 3 grupos, grupo 1 controle, grupo 2 clareado com peróxido de carbamida a 10% e grupo 3 com peróxido de hidrogênio 7,5% e foram analisados por MEV. O grupo 1 (controle) apresentou a menor proporção de alterações na micromorfologia superficial (20%), seguido pelo grupos 3 (peróxido de hidrogênio) com 50% e grupo 2 (peróxido de carbamida) com 80%. Concluiu-se que agentes clareadores contendo peróxido de 25 carbamida 10% e 7,5% de peróxido de hidrogênio podem levar a micro-alterações na micromorfologia superficial do esmalte. D’Almeida (2010) mediu cálcio no gel de peróxido de hidrogênio a 7,5 %, removido durante o processo de clareamento. Foram utilizados 60 fragmentos de dentes humanos, divididos em dois grupos de 30 fragmentos cada, sendo um grupo submetido a ciclagem in situ e outro grupo à ciclagem in vitro. Para a ciclagem in vitro os fragmentos foram incluídos em resina ortoftálica, resultando nos corpos de prova. O gel foi aplicado por 1 hora durante 14 dias. A leitura do cálcio removido dos fragmentos foi feita do primeiro ao sétimo dia (primeira leitura) e do oitavo ao décimo quarto dia (segunda leitura) através da espectofotometria de absorção atômica. Os resultados mostraram que a remoção de cálcio não seguiu um padrão. Na condição in vitro, a primeira leitura apresentou maior remoção de cálcio do que a segunda. Na ciclagem in situ, a maior remoção de cálcio foi verificada na segunda leitura. 26 3 MATERIAIS E MÉTODOS O projeto desta pesquisa foi previamente submetido à Comissão de Ética em pesquisa da UNIVALI, tendo recebido parecer de aprovação n o 551/09a. Através de uma lupa foram selecionados quarenta e cinco molares humanos com tempo de extração variável, que não apresentavam trincas ou desmineralização, provenientes do Banco de Dentes do Curso de Odontologia da UNIVALI. Destes elementos dentais, foram obtidos noventa fragmentos de esmalte, dois de cada dente, com área de 9mm², (3mm x 3mm) e 3mm de espessura confeccionados com o auxílio de um disco diamantado dupla face (Figura 1), montado em ponta reta, sob refrigeração e em baixa velocidade (Figura 2). Figura 1 – Disco diamantado dupla face para recorte dos fragmentos. 27 Figura 2 – Recorte dos fragmentos dentários. Usou-se um especímetro para medir os fragmentos. A face superficial de esmalte foi planificada com sistema de lixas de granulação 600, 1.000 e 1.200 com água, sendo feito movimentos leves sempre na mesma direção (Figura 3). Figura 3 – Uso do sistema de lixas d’água. 28 O acabamento das faces laterais dos fragmentos foi feito também com disco diamantado (Figura 4). Figura 4 – Acabamento com disco diamantado dupla face. Os noventa fragmentos foram assim distribuídos: trinta para ciclagem in situ (grupo A); trinta fragmentos para ciclagem in vitro (grupo B) e trinta formaram o grupo controle (grupo C). A ciclagem in situ foi realizada através de aparelhos intraorais, confeccionados com resina acrílica e fios ortodônticos, utilizados por cinco voluntários, acadêmicos de Odontologia, com padrão semelhante de higiene oral e alimentação e que não faziam uso de flúor adicional. Para confeccionar os aparelhos intraorais, foram realizadas moldagens com alginato das arcadas dentárias superiores dos voluntários e realizado o vazamento em gesso pedra. Obtidos os modelos, foram confeccionados grampos retentivos e acrilizados os aparelhos. (Figura 5). O acabamento foi efetivado com lixas de diferentes granulações e o polimento com pedra-pomes e branco de Espanha, em torno de polimento, nesta sequência. 29 Figura 5 – Modelo com aparelho intraoral. Foram confeccionadas seis “lojas” no acrílico de cada um dos aparelhos, na região palatal, com brocas Maxicutt montadas em ponta reta, em baixa rotação(Figura 6). Os fragmentos de esmalte foram colados em cada uma das lojas com uso do adesivo cianoacrilato. Figura 6 – Confecção das lojas para fixação dos fragmentos. Os voluntários foram devidamente informados quanto aos objetivos e procedimentos da pesquisa e, posteriormente, assinaram um Termo de 30 Consentimento Livre e Esclarecido. Também foram orientados quanto ao uso dos aparelhos (remoção só para as refeições, limpeza com água corrente sob pressão digital na face que continha os fragmentos e escovação na face que ficava em contato com a mucosa palatal). Para a ciclagem in vitro, os corpos-de-prova foram fixados por sua face de esmalte em cera utilidade e cobertos com resina ortoftálica contidas por moldes de PVC com 13mm de diâmetro e 12mm de altura (Figuras 7 e 8). Figura 7 – Fragmentos afixados na placa de cera utilidade. 31 Figura 8 – Colocação da resina ortoftálica sobre os fragmentos. Após a remoção dos moldes de PVC, os corpos de prova foram aplainados com lixas d’água 3M de granulação 600, 1000 e 1200, molhadas com água e o polimento com pedra-pomes e branco de Espanha, em torno de polimento, nesta sequência. O grupo controle ficou armazenado em recipientes com água deionizada, trocada de 3 em 3 dias. Para o tratamento clareador, utilizou-se aproximadamente 0,01ml do gel clareador Whiteness calcium 7,5% em cada fragmento pelo período de uma hora (recomendação do fabricante) (Figura 9 e 10). Após este tempo o gel foi removido com 1ml de água deionizada aplicada sob pressão, com seringa descartável montada com agulha (Figura 11). 32 Figura 9 – Aplicação do gel clareador sobre os fragmentos do grupo in vitro. Figura 10 – Aplicação do gel clareador sobre os fragmentos do grupo in situ. 33 Figura 11 – gel clareador sendo removido com água deionizada. Nos intervalos entre a aplicação do agente clareador, os espécimes da ciclagem in vitro ficaram armazenados em recipientes com água deionizada e os da ciclagem in situ voltaram ao meio bucal, através dos aparelhos intraorais. O procedimento clareador foi repetido 14 vezes por 7 dias, em um intervalo de 12 horas, simulando o tempo de tratamento de 14 dias. A leitura em Microscópio Eletrônico de Varredura (Figura 12) foi realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, serviço contratado pelos acadêmicos. Foram utilizados aumentos de 600, 3000 e 5000 vezes para cada fragmento. 34 Figura 12 – Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). Foram selecionados aleatoriamente seis fragmentos para a microscopia; dois do grupo A, dois do grupo B e dois do grupo C. Todos ficaram estocados em água destilada e deionizada, separadamente, até a análise. Os fragmentos não utilizados por esta pesquisa foram mantidos em água deionizada, sendo posteriormente utilizados em outros trabalhos, sob supervisão da mesma orientadora deste trabalho. No preparo para a leitura, os espécimes foram desidratados em banhos de álcool absoluto (3x12 minutos) e acetona (3x12 minutos), metalizados com uma camada de ouro e mantidos em dessecador a vácuo até sua observação em MEV. Os fragmentos foram fixados em dispositivo próprio para a leitura (Figura 13). 35 Figura 13 – Dispositivo de fixação do fragmento para MEV. Os resultados da leitura foram comparados qualitativamente entre si analisando-se morfologia do esmalte clareado com peróxido de hidrogênio a 7,5% in situ, in vitro e grupo controle. Por se tratar de uma pesquisa que envolve descrição morfológica, qualitativa, não foi realizada análise estatística. Foram feitas descrições sobre a morfologia do esmalte dental nos grupos controle, com clareamento in situ e com clareamento in vitro. 36 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Atualmente são ofertadas inúmeras possibilidades de recuperação estética do sorriso, entre as quais o clareamento dos dentes, vitais ou desvitalizados, que se situa como um procedimento cada vez mais utilizado nos consultórios dentários. Na última década, o clareamento dental tem se tornado um procedimento procurado não apenas para devolver padrões estéticos, mas, sobretudo, por pessoas muito jovens que buscam clarear seus dentes apenas por modismo ou por simples vaidade. Esta técnica deve ser utilizada com cautela uma vez que a literatura aponta a ocorrência de prejuízos na estrutura dental. (Esberard et al., 2004; Pinto et al., 2004; Miranda et al., 2005; Yamashita et al., 2006). Portanto, o profissional deve manter-se atualizado quanto aos avanços das pesquisas, para esclarecer aos pacientes, com fundamentos científicos, clareza e postura ética, quanto aos aspectos positivos e negativos do clareamento dental. A literatura não é consensual quanto aos resultados das pesquisas em decorrência dos diferentes procedimentos metodológicos. Araújo, Lima e Araújo (2007), com base em uma revisão de literatura, explicaram que o surgimento de lesões que atingem a morfologia do esmalte dental se apresentam de forma heterogênea, em conseqüência da ação dos agentes clareadores e que estas sequelas não têm ressonância clínica. Por não ser consensual, este pressuposto é questionável, daí a importância em se investigar a superfície do esmalte comprovadamente lesado pelo peróxido de carbamida e pelo peróxido de hidrogênio. Os resultados do presente trabalho mostraram diferenças na morfologia entre os grupos pesquisados. Abaixo, fotomicrografias do esmalte não clareado, clareado e ciclado in vitro e clareado e ciclado in situ e as respectivas análises. 37 4.1 Grupo controle Figura 14 – Fragmento do grupo controle, com aumento de 600x. A figura 14, grupo controle em aumento de 600 vezes, mostra uma superfície irregular, onde se observa com nitidez as ranhuras produzidas no procedimento de acabamento e polimento, as quais diferem em largura e em profundidade. Durante o procedimento, teve-se o cuidado de utilizar as lixas sempre na mesma direção, para reduzir as possibilidades de interpretação das imagens, o que pode ocorrer quando as ranhuras ficam em diferentes orientações. Observa-se ainda a presença de alguns grânulos, possíveis depósitos/resíduos do procedimento de polimento. 38 Figura 15 – Fragmento do grupo controle, com aumento de 3000x. Figura 16 – Fragmento do grupo controle, com aumento de 5000x. 39 Nos aumentos de 3000 e 5000 vezes (Figuras 15 e 16) os aspectos citados estão evidenciados, podendo-se identificar diferenças na profundidade e largura das ranhuras, como também algumas áreas que sugerem descamações superficiais do esmalte. Esses achados estão condizentes com as descrições histológicas do esmalte dental, constituído basicamente por minerais, que tem sua superfície histológicamente irregular, seja pelo próprio processo da amelogênese, seja em função dos desgastes e demandas funcionais, que resultam em buracos focais, casquetes, periquimáceas, terminações de prismas e diversos tipos de falhas que determinam essa irregularidade e a diferença no grau de resistência aos desafios do meio bucal. Ten Cate (1998) refere que a morfologia superficial do esmalte, visualizada por microscopia eletrônica, varia com a idade, ocorrendo uma diminuição dos poros, à medida que os cristais incorporam mais íons e aumentam de tamanho. As trocas iônicas ocorridas no meio bucal alteram a composição da camada superficial. Ocorre um progressivo aumento do conteúdo de fluoreto na camada superficial do esmalte, o que intensifica as reações químicas que levam à precipitação do fosfato de cálcio. Katchburian e Arana (1999) afirmam que embora clinicamente a superfície do esmalte de um dente recém-erupcionado pareça lisa e brilhante, microscopicamente essa superfície apresenta-se irregular. Regiões mais ou menos lisas de esmalte aprismático alternam-se com outras em que se pode perceber diversos graus de irregularidades. 40 4.2 Grupo ciclado in vitro Figura 17 – Fragmento do grupo in vitro, com aumento de 600x. Na condição in vitro em aumento de 600 vezes (Figura 17), o padrão verificado se assemelha ao grupo controle, com as estriações resultantes do acabamento e polimento. Observa-se uma “rachadura” cruzando a extensão do fragmento no sentido vertical da fotomicrografia, que já poderia estar presente antes do procedimento e não ter sido identificada quando da seleção com uso da lupa, ou ser resultante da dessecação à vácuo, passo do preparo para a microscopia. As ranhuras superficiais parecem menos definidas se comparadas ao grupo controle, na mesma amplificação das imagens, o que pode resultar da ação do peróxido em remover minerais da superfície. 41 Figura 18 – Fragmento do grupo in vitro, com aumento de 3000x. Figura 19 – Fragmento do grupo in vitro, com aumento de 5000x. 42 Nos aumentos de 3000 e 5000 vezes (Figuras 18 e 19), observa-se uma superfície irregular, com áreas erosionadas e padrão de remoção mineral, em que sítios apresentam superfície relativamente lisa e outros mostram irregularidades em profundidades diferentes. Esta superfície mais “lisa” é característica da remineralização, onde é possível visualizar estruturas globulares pequenas, agrupadas ou não, próprias do fosfato de cálcio amorfo (não cristalino). Existe um equilíbrio na cavidade bucal entre os íons cálcio e fosfato na fase de solução (saliva) e na fase sólida (esmalte), alterando esse equilíbrio em favor da fase sólida. Clinicamente, quando uma região localizada de esmalte perde mineral, ela poderá ser remineralizada, sendo este o princípio de desmineralização e remineralização. A fração mineral de cristalitos de hidroxiapatita é fixa, ao passo que a fração amorfa é lábil, renovando-se continuamente. (ARANHA, 1996) A remineralização pode ser explicada a partir do coeficiente de solubilidade. O produto de solubilidade é a constante do equilíbrio entre um sal não dissolvido e seus íons em uma solução, formando as áreas de precipitação. Ao adicionarmos um segundo sal que fornece os mesmos íons, a uma solução saturada de um sal, então o equilíbrio tende a se ajustar, diminuindo a concentração dos íons adicionados, fazendo com que a solubilidade do sal original descresça e ele precipite. A constante do equilíbrio entre um sólido e seus íons dissolvidos é chamada de produto de solubilidade. (ATKINS e JONES, 2007) Nos corpos de prova clareados, in vitro e in situ, pode ser observado um grau de desmineralização, onde houve a liberação de cálcio, fosfato e hidroxila. Alguns desses íons se uniram novamente, formando novos cristais, denominados fosfato de cálcio amorfo (não cristalino) que se depositaram novamente, proporcionando assim, esse fenômeno de reprecipitação. Visualiza-se ainda múltiplas rachaduras, em todas as direções e em toda a extensão da imagem, podendo estar presentes antes da análise e não ter sido identificados durante a escolha dos fragmentos ou também pode ser devido a dissecação à vácuo antes da análise em MEV. Algumas bordas das áreas de maior lisura contém rachaduras, aparentando desníveis entre as superfícies mais lisas e as mais afetadas. Em toda a extensão da imagem pode-se verificar as irregularidades, o que se traduz em rugosidade superficial, conforme constatado 43 por outros estudos (Agostinho, Guimarães E Silva, 2003; Esberard et al., 2004; Pinto et al., 2004; Miranda et al., 2005; Yamashita et al., 2006). Ten Cate (1998) afirma que na teoria do gradiente de solubilidade, a camada superficial tem uma composição diferente, com as maiores trocas ali ocorrendo, como modificação química (transformação) dos cristais mais acessíveis. Em situações de abrasão ou de baixo conteúdo de flúor, o esmalte está sujeito ao desafio ácido. A formação de uma camada superficial depende do conteúdo de flúor da solução e da severidade do desafio desmineralizador. Havendo fluxos opostos de cálcio, fosfato, flúor e pH na camada superficial, resulta uma supersaturação da fluorapatita (ou, em geral, um mineral menos solúvel do que a substância dental original). Como os dentes usados no trabalho eram provenientes do banco de dentes, não se sabendo nada sobre sua origem, idade, se teve acesso ao flúor, grau de mineralização, se tinha presença de fluorapatita, informações que poderiam ajudar a compreender melhor as diferentes profundidades observadas nas fotografias pois, conforme afirmam Lee et al. (1995) o peróxido de hidrogênio pode remover precipitados orgânicos, matriz orgânica do esmalte e minerais superficiais de áreas hipomineralizadas do esmalte superficial. Após o clareamento, a topografia resultante na superfície do esmalte pode estar relacionada a alguns fatores como maturidade do esmalte, extensão da mineralização ou conteúdo de flúor. Os resultados encontrados para o grupo clareado e ciclado in vitro reiteram outros resultados de trabalhos realizados por diferentes autores como Pinto et al. (2004), Miranda et al. (2005), Simões (2008) que encontraram aumento significante da rugosidade de superfície após o clareamento, aparecimento de porosidades, irregularidades no esmalte, formação de crateras e exposição dos prismas de esmalte. 44 4.3 Grupo ciclado in situ Figura 20 – Fragmento do grupo in situ, com aumento de 600x. A Figura 20, correspondente ao aumento de 600 vezes, é de um fragmento do grupo in situ, em que o padrão verificado difere dos anteriores (controle e in vitro). Nessa amplificação, a superfície assemelha-se ao Padrão tipo I do condicionamento ácido para o uso de sistemas adesivos, demonstrado por Ten Cate (1998). A imagem mostra com clareza o padrão de dissolução dos cristais de hidroxiapatita. A orientação dos cristais determina o resultado visual obtido que, no Tipo I, tem a corrosão preferencial na região central dos prismas. 45 Figura 21 – Fragmento do grupo in situ, com aumento de 3000x. Figura 22 – Fragmento do grupo in situ, com aumento de 5000x. 46 Nos aumentos de 3000 e 5000 vezes (Figuras 21 e 22), pode-se observar características de desmineralização compatíveis com remoção de minerais da estrutura. Poucas áreas apresentam relativa lisura superficial. Visualizam-se os corpos dos prismas, sua periferia e espaços interprismáticos (ou região central dos prismas). Os prismas são barras ou colunas mais ou menos cilíndricas que se estendem desde a estreita camada de esmalte aprismático até a superfície externa do esmalte. Os cristais de hidroxiapatita densamente empacotados dispõem-se seguindo mais ou menos o longo eixo do prisma. Entretanto, a exata orientação no sentido longitudinal apenas se mantém na região central do eixo. Daí para a periferia do prisma, a orientação dos cristais muda, mostrando uma inclinação progressiva quanto mais próximo do limite do prisma. O encontro de cristais da periferia de um prisma com grupos de cristais dos outros prismas adjacentes ou da região interprismática, os quais tem orientação diferente, leva a identificação da denominada bainha. As outras zonas de esmalte são, então, as regiões interprismáticas nas quais cristais de hidroxiapatita apresentam-se também densamente empacotados, preenchendo as zonas entre regiões centrais dos primas. (KATCHBURIAN E ARANA, 1999) A diversidade de orientação dos cristais é visualizada como se a camada mais superficial tivesse sido desestruturada e mesmo removida e ocorresse um desabamento dos cristais. A superfície se apresenta porosa. Segundo Thylstrup (1998) a deposição metódica dos cristais no esmalte forma os prismas e o esmalte interprismático. Cada cristal é separado do outro por pequeníssimos espaços intercristalinos, preenchidos com água e material orgânico, os quais formam uma fina rede de vias potenciais de difusão, referida como microporos ou, simplesmente, poros. Se o mineral é removido através de dissolução, os cristais individuais diminuem, resultando em alargamento dos espaços intercristalinos, observado por maior porosidade do tecido. É possível observar na imagem grânulos distribuídos isoladamente ou em agrupamentos de diversos tamanhos, possíveis deposições de fosfato de cálcio amorfo (não cristalino), que se apresenta de forma esférica, fruto da reprecipitação iônica, achado semelhante ao encontrado também por Tames, Grando e Tames (1998). 47 O coeficiente de solubilidade refere-se à remoção de íons da estrutura que, ao serem liberados pela repetida ação do agente erosivo, leva à saturação do meio. O cálcio é um elemento que se reagrupa facilmente, ao que se chama reprecipitação ou, ainda, fenômeno conhecido como remineralização. Os resultados encontrados no grupo in situ são mais evidentes do que no grupo somente clareado, o que discorda de outros resultados em diferentes pesquisas. (Haeser e Corrêa, 2002; Justino, Tames e Demarco, 2004; Simões, 2008; Sasaki et al., 2009). As diferenças encontradas podem ser explicadas nas diversificadas metodologias, nos diferentes tipos de produtos, associações com outros componentes, condições in vitro, in situ ou in vivo e nas concentrações de peróxido de hidrogênio utilizadas para a consecução dos trabalhos. Alguns trabalhos indicam que quanto maior a concentração do peróxido de hidrogênio, maior a remoção mineral. (Murakami, 2007; Oliveira, 2009). Porém, pesquisas utilizando concentrações mais baixas do peróxido de hidrogênio, 6% e 7,5%, também apresentaram resultados controversos (Simões, 2008; Sasaki, 2009). Justino, Tames e Demarco (2004) verificaram que a remoção de cálcio ocasionada pelo peróxido de carbamida 10% ocorre de forma diferente de acordo com o tempo. No primeiro dia, o gel clareador removeu uma quantidade significativa de cálcio do fragmento dental em relação ao gel acumulado do segundo ao sétimo dia e do oitavo ao décimo quarto dia. Os autores afirmam ainda que a movimentação iônica em si não seria suficiente para explicar os efeitos na microdureza do esmalte, pois esse processo sempre está ocorrendo no meio bucal. Para que estes valores sejam alterados, é necessária uma remoção de elementos químicos que imprimem as características de mineralização da estrutura dental. Havendo uma remoção, por exemplo, de cálcio, a modificação nos valores de dureza e a desestruturação da superfície podem ser entendidas. Hegedüs (1999) refere que hipoteticamente, os agentes que contém peróxidos afetam a fase orgânica do esmalte, não somente na superfície, mas também sub-superficialmente, pelo seu baixo peso molecular e capacidade de penetração e deslocamento. Essa afirmação auxilia a compreender também os achados deste trabalho. 48 Lee et al. (1995) avaliaram os efeitos do clareamento na microdureza, morfologia e cor do esmalte, testando diferentes concentrações de peróxido de hidrogênio, durante 1 e 2 horas. A microscopia mostrou alterações nos espécimes, sendo os tratados com peróxido de hidrogênio 50% os que mais apresentaram densidade de sulcos e menor definição das periquimácias. Considerando o método de estudo, eles afirmam que o peróxido de hidrogênio pode remover a película adquirida, a matriz orgânica do esmalte e a superfície mineral em áreas de hipomineralização. Estas alterações podem ser influenciadas pelo grau de maturação do esmalte e pelo seu conteúdo de flúor. Frente aos resultados encontrados, podemos afirmar que o peróxido de hidrogênio atua sobre a superfície do esmalte dental como um elemento erosivo, removendo minerais superficiais, provocando crateras, desmineralizando a subsuperfície, expondo os cristais de hidroxiapatita e levando ao seu desabamento. Tais constatações foram feitas tanto na condição in vitro quanto na condição in situ, sendo mais evidentes nessa última. 49 5 CONCLUSÃO Com base no estudo realizado, concluímos que em ambos grupos testados houve desmineralização e alterações morfológicas no esmalte. A deposição de fosfato de cálcio amorfo (não cristalino) foi observado nos grupos in vitro e in situ, sendo que esta deposição foi maior no grupo in vitro. O protocolo de clareamento utilizado neste estudo mostrou-se um procedimento erosivo. 50 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AKAL, N.; OVER, H.; OLMEZ, A., BODUR, H. Effects of carbamide peroxide containing bleaching agents on the morphology and subsurface hardness of enamel. J. clin. Pediat. Dent. Bermingham, v. 25, n. 4, p. 293-296, 2001. AGOSTINHO,F.L.F.; GUIMARÃES, R. P.; SILVA, C.H.V. Alterações da microestrutura do esmalte pós-clareamento. Int. j. dent. Recife, v.2, n.2, p. 273-278, dez. 2003. ANTÓN, A.R.S.; LIMA, M.J.; ARAÚJO, R.P.C. 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