VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL CRISE DO CAPITALISMO, ESTADO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL PENSANDO AS CIDADES DA E NA FLORESTA ESTADO, DESENVOLVIMENTO REGIONAL E URBANODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA BRASILEIRA Dr. Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior Professor Associado IV Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Universidade Federal do Pará Pesquisador nível 2, CNPq [email protected] PROPOSIÇÃO DO DEBATE O atributo da diversidade: • referência à natureza: => “biodiversidade”. • referência à sociedade => “sociodiversidade”. • diferenciação regional interna • diferenciação urbana A urbanodiversidade: expressão da diversidade territorial. • diversas “amazônias”; • diferentes tipos de cidades. • diversas e combinadas manifestações do urbano. O papel do Estado em face da urbanodiversidade: • difusor da urbanodiversidade. • propositor de políticas públicas de pouca sintonia com a diversidade urbana. 2 As políticas territoriais e de desenvolvimento regional pós-1960: O PAPEL DO ESTADO NA CONFIGURAÇÃO ATUAL DO ESPAÇO REGIONAL 3 • A difusão de um novo padrão de urbanismo: as cidadesempresa. • O modelo rodoviário e a atração da mão de obra com destino urbano: o exemplo do sudeste do Pará. • Negação das particularidades regionais: o exemplo das cidades ribeirinhas. • O polos e eixos de crescimento como vetores de crescimento econômico: o exemplo das cidades médias. • A difusão da metropolização: o exemplo das novas metrópoles regionais. AMAZÔNIA A REDE URBANA EM DOIS MOMENTOS: O PAPEL DO ESTADO ANTES DE 1960 APÓS 1960 Atividades econômicas tradicionais Frentes econômicas e de modernização Circulação fluvial e ferroviária Circulação multimodal: destaque às rodovias Cidades dos notáveis: pequenas e semelhantes Cidades híbridas: dos “notáveis” e econômicas Cidade primaz Difusão do fenômeno de metropolização Concentração econômica Desconcentração econômica Pouco destaque às cidades intermediárias Importância das cidades médias 4 CIDADES-EMPRESA: TIPOS •Cidades fechadas: =>interdição, controle e vigilância. 5 Carajás • Cidades semi-abertas: => menor controle, oferta de serviços. Vila Permanente de Tucuruí • Cidades abertas: => maior interação. Vila dos Cabanos • • • • • • Bases logísticas modernas de grandes projetos. Reforçam a interiorização da urbanização amazônica; Cidades econômicas e corporativas. Enclaves urbanos: interiorização da urbanização. Inserção da região em circuitos globais de produção. O Estado: • • • • A responsabilidade municipal e o foco ao espaço local. Da criação à manutenção da cidade. A gestão dos impactos locais. O não provimento de novas bases logísticas urbanas. 6 AS CIDADES-EMPRESA CIDADES SUBREGIÃO INICIATIVA AGENTES ORIGEM CULTURAL ESPONTÂNEAS CentroOriental Ação indireta do Estado Grupos econômicos, agentes individuais Diversa COLONIZAÇÃO PARTICULAR Meridional Companhias colonizadoras Colonos, funcionários, comerciantes, investidores Sul e Sudeste do Brasil COLONIZAÇÃO OFICIAL Oriental Ação direta do Estado (INCRA) Colonos, Nordeste funcionários, brasileiro comerciantes, extrativistas, nativos, burocratas, fazendeiros, migrantes diversos 7 AS CIDADES DAS RODOVIAS: TIPOS AS NOVAS CIDADES DAS RODOVIAS • Foco de atividades ligadas a frentes de expansão. • Forte influência da dinâmica das rodovias. • Presença de novos agentes econômicos. • Estado: • • • • Indutor das frentes econômicas Indutor do processo migratório. O novo poder local. Repercussões na fragmentação do território. 9 MUNICÍPIOS POR ANO DE INSTALAÇÃO Fonte: Théry e Mello (2008) CIDADES TRADICIONAIS: TIPOS CIDADES PADRÃO DE OCUPAÇÃO POPULAÇÃO VÍNCULOS CULTURAIS CIDADES RIBEIRINHAS várzea-riofloresta nativa fortes enraizamento CIDADES DE COLONIZAÇÃO ANTIGA terra firmemigrantes do estrada-colônia passado agrícola CIDADES HÍBRIDAS padrão multiforme mesclagem mais antiga 10 predomínio da mesclagem população nativa recente CIDADES TRADICIONAIS • pioneiras na organização do território. • a circulação: tempo lento. • atividades econômicas tradicionais. • população de origem local. • enraizamento cultural. • o Estado: • maior presença da esfera municipal. • presença dos “notáveis”. • territórios pouco sujeitos a fragmentações políticas. • foco de políticas com pouca atenção às suas particularidades. 11 Cidade de Cametá, Baixo Tocantins Foto: Saint-Clair Trindade Jr., out. 2008. CIDADES MÉDIAS: TIPOS CIDADES CONDICIONANTE ECONOMIA INVESTIMENTOS IMPORTÂNCIA POLÍTICA RURÓPOLIS Circulação rodoviária forte peso agrícola governamentais e novos fóruns privados de decisão CENTROS DE TRADIÇÃO RIBEIRINHA Circulação fluvial agrícola e extrativista governamentais e novos fóruns privados de decisão CAPITAIS ESTADUAIS Papel burocráticoadministrativo serviços e comércio governamentais 12 antigas sedes de governos focos de importantes investimentos do Estado e da inciativa privada. centros intermediários de gestão do território: convergência de demandas e de tomadas de decisão. sedes de controle: do espaço, de recursos públicos, de fluxos econômicos, de contingente eleitoral. O Estado: presença de todas as esferas. vitrines de projetos políticos governamentais. centralidade política: novos agentes e redefinição do poder local/regional. formalização política de novas territorialidades: criação de novos Estados. 13 CIDADES MÉDIAS ESTADO DO PARÁ: PROPOSTA DE DIVISÃO Fonte : IBGE e Governo do Estado do Pará. Elaboração : Débora Aquino Nunes FÓRUNS REGIONAIS DE PARTICIPAÇÃO Fonte: Governo do Pará, 2008. AMAZÔNIA BRASILEIRA: METRÓPOLES REGIONAIS Fonte: Becker e Stenner (2008) AMAZÔNIA LEGAL: REGIONALIZAÇÃO Fonte: Becker (2001) ELEMENTOS DA METROPOLIZAÇÃO EM FACE DA REGIÃO ELEMENTOS PRINCIPAIS Indutores BELÉM • Articuladores • • • Conexões Globais • • Crescimento da Metrópole em Face da Região • MANAUS Descaracterização de • antigas estruturas agrárias e ribeirinhas. Rio. • Rodovia. • Aerovia. Grande projeto econômico. Sistema portuário moderno. • • A região cresce mais • que a metrópole. Zona Franca de Manaus. SÃO LUÍS • • Rio. Aerovia. • • • Frentes econômicas regionais. Modernização econômica produtiva. Rodovia. Ferrovia. Aerovia. Indústria de • montagem. • Turismo globalizado. • Grande projeto econômico. Sistema portuário. Turismo globalizado. • Região e metrópole com crescimentos equivalentes. A metrópole cresce mais que a região. CIDADES NA FLORESTA X CIDADES DA FLORESTA CIDADES DA FLORESTA CIDADES NA FLORESTA CIRCULAÇÃO Fluvial, ferroviária rodoviária, ferroviária, aeroviária TEMPO lento técnico-científico e informacional RELAÇÕES horizontais verticais PRÁTICAS ECONÔMICAS tradicionais, solidárias mercantis, organizacionais, corporativas INSERÇÃO local global VALORES enraizados estandardizados MODO DE VIDA sociedade rural sociedade urbana NATUREZA recurso, lazer, circulação, simbolismo recurso, simulacro O ENTORNO proximidade distanciamento ECOSSISTEMA Potencializador Impactado PROBLEMÁTICA AMBIENTAL pouca pressão sobre a floresta e o rio forte pressão sobre a floresta e o rio 19 ATRIBUTOS CONCLUSÕES As políticas territoriais: difusão da sociedade urbana e das cidades na floresta. 20 O Estado e as política urbanas e regionais: padronização das formas/conteúdos urbanos x particularidades regionais. A necessidade de novas proposições: => leitura da diversidade territorial/urbana e de políticas urbanas diversas. As escalas governamentais e sua ações: federal: políticas estandardizadas e de pouca permeabilidade regional. estadual: forte preocupação com a atratividade econômica e impactos na vida local. municipal: mais sensível à definição de políticas atentas às particularidades regional.