EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ ANEXO 6G LOTE G INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO COMPOSTAS POR LT 500 KV PARAUAPEBAS – INTEGRADORA CD LT 230 KV INTEGRADORA – XINGUARA C2 SUBESTAÇÃO PARAUAPEBAS 500/138 KV SUBESTAÇÃO INTEGRADORA 500/230 KV CARACTERÍSTICAS E REQUISITOS TÉCNICOS ESPECÍFICOS VOL. III – Pág. 1 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ ÍNDICE 1. DESCRIÇÃO............................................................................................................................... 4 1.1. DESCRIÇÃO GERAL.............................................................................................................. 4 1.2. CONFIGURAÇÃO BÁSICA ..................................................................................................... 4 1.3. REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO..... 6 2. LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA ............................................................................ 7 2.1. REQUISITOS GERAIS ............................................................................................................ 7 2.2. CAPACIDADE DE CORRENTE ............................................................................................... 7 2.3. REQUISITOS ELÉTRICOS...................................................................................................... 7 2.3.1. CAPACIDADE DE CORRENTE DOS CABOS PARA-RAIOS ................................................................... 7 2.3.2. PERDA JOULE NOS CABOS CONDUTORES ................................................................................... 8 3. LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE SUBTERRÂNEA – LTAS .................................................................................................................. 9 4. LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS ..........................................................10 5. SUBESTAÇÕES ......................................................................................................................11 5.1. INFORMAÇÕES BÁSICAS ....................................................................................................11 5.2. ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES ............................12 5.3. CAPACIDADE DE CORRENTE ..............................................................................................12 6. EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO ..................................................................................14 6.1. UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA ................................................................14 6.1.1. POTÊNCIA NOMINAL..............................................................................................................14 6.1.2. COMUTAÇÃO .......................................................................................................................14 6.2. TRANSFORMADOR DEFASADOR ........................................................................................14 6.3. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE .....................................................................................14 6.4. BANCO DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO ........................................................................14 6.5. COMPENSADOR SÍNCRONO ................................................................................................14 7. SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE .....................................................................16 7.1. ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS ................................................................16 8. DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO................................19 8.1. RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO .....................................19 8.1.1. ESTUDOS (RELATÓRIOS R 1 E R2) .............................................................................................19 8.1.2. MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3) ...................................................................19 8.1.3. CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (RELATÓRIOS R 4) ..................19 VOL. III – Pág. 2 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 9. CRONOGRAMA .......................................................................................................................21 9.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A)......................................22 9.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B) .....................................................23 VOL. III – Pág. 3 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 1. DESCRIÇÃO 1.1. DESCRIÇÃO GERAL Este anexo apresenta as características e os requisitos técnicos básicos específicos das instalações de transmissão compostas por: (a) LT 500 kV Parauapebas – Integradora em circuito duplo; (b) LT 230 kV Integradora – Xinguara, segundo circuito; (c) Pátio novo de 138 kV na SE Parauapebas com 7 unidades transformadoras monofásicas 500/138 kV de 50 MVA cada (2 bancos de 150 MVA e uma fase reserva); e, (d) Pátio novo de 230 kV na SE Integradora com 7 unidades transformadoras monofásicas 500/230 kV de 250 MVA cada (2 bancos de 750 MVA e uma fase reserva). Os novos pátios, de 138 kV na SE Parauapebas e 230 kV na SE Integradora, deverão ser construídos a partir do prolongamento dos barramentos de 500 e 230 kV, existente nas respectivas subestações. 1.2. CONFIGURAÇÃO BÁSICA A configuração básica é caracterizada pelas instalações listadas nas tabelas a seguir. VOL. III – Pág. 4 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ T ABELA 1-1 – OBRAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO Origem PARAUAPEBAS INTEGRADORA Destino INTEGRADORA XINGUARA Circuito CD C2 Extensão (km) 58 79 Tensão (kV) 500 230 T ABELA 1-2 – OBRAS DE SUBESTAÇÕES Subestação PARAUAPEBAS Tensão (kV) Arranjo de barras 500 DJM 500/138 DJM/BD4 138 500 BD4 DJM INTEGRADORA 500/230 230 XINGUARA 230 DJM/BD4 BD4 BD4 Empreendimentos principais Qtde Descrição 2 Módulo de Manobra Entrada de Linha 2 Módulo de Interligação de Barras 2 Módulo de Conexão de Unidade de Transformação (6+1) Unidade monofásica de transformação de 50 MVA cada 1 Módulo de Infraestrutura Geral 2 Módulo de Conexão de unidade de Transformação 1 Módulo de Interligação de Barras 2 Módulo de Manobra Entrada de Linha 1 Módulo de Infraestrutura Geral 2 Módulo de Manobra Entrada de Linha 2 Módulo de Interligação de Barras 2 Módulo de Conexão de Unidade de Transformação (6+1) Unidade monofásica de transformação 250 MVA cada 2 Módulo de Conexão de unidade de Transformação 1 Módulo de Manobra Entrada de Linha 1 Módulo de Manobra Entrada de Linha A configuração básica supracitada constitui-se na alternativa de referência. Os requisitos técnicos deste anexo caracterizam o padrão de desempenho mínimo a ser atingido por qualquer solução proposta. Este desempenho deverá ser demonstrado mediante justificativa técnica comprobatória. A utilização pelo empreendedor de outras soluções, que não a de referência, fica condicionada à demonstração de que a mesma apresente desempenho elétrico equivalente ou superior àquele proporcionado pela alternativa de referência. Em caso de proposição de configuração alternativa, o projeto das compensações reativas série e derivação das linhas de transmissão deve ser definido de forma que o conjunto formado pelas linhas e suas compensações atendam aos requisito s constantes nos estudos de planejamento referenciados neste anexo e demais critérios constantes no Anexo 6 e neste anexo específico. No entanto, nesta proposta de configuração alternativa, a TRANSMISSORA NÃO tem liberdade para modificar: (a) Níveis de tensão (somente CA); (b) Distribuição de fluxo de potência em regime permanente; (c) A localização das SEs Parauapebas e Integradora . VOL. III – Pág. 5 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ O empreendimento objeto do Leilão compreende a implementação das instalações detalhadas neste item. Estão ainda incluídos no empreendimento os equipamentos terminais de manobra, proteção, supervisão e controle, telecomunicações e todos os demais equipamentos, serviços e facilidades necessários à prestação do SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSMISSÃO, ainda que não expressamente indicados neste anexo. 1.3. REQUISITOS TÉCNICOS NO CASO DE SECCIONAMENTO DE LINHA DE TRANSMISSÃO Não se aplica. . VOL. III – Pág. 6 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 2. LINHA DE TRANSMISSÃO AÉREA – LTA 2.1. REQUISITOS GERAIS 2.2. CAPACIDADE DE CORRENTE A(s) linha(s) ou trecho(s) de linha de transmissão deve(m) ter capacidades operativas de longa e de curta duração não inferiores aos valores indicados na tabela a seguir. T ABELA 2-1 – CAPACIDADES OPERATIVAS DE LONGA E DE CURTA DURAÇÃO Linha ou trecho(s) de linha de transmissão LT 500 kV Parauapebas – Integradora CD LT 230 kV Integradora – Xinguara C2 Longa duração (A) Curta duração (A) 2825 695 3530 930 A capacidade de corrente de longa duração corresponde ao valor de corrente da linha de transmissão em condição normal de operação e deve atender às diretrizes fixadas pela norma técnica NBR 5422 da ABNT. A capacidade de corrente de curta duração refere -se à condição de emergência estabelecida na norma técnica NBR 5422 da ABNT. 2.3. REQUISITOS ELÉTRICOS 2.3.1. CAPACIDADE DE CORRENTE DOS CABOS PARA-RAIOS No dimensionamento dos cabos para-raios, deve ser adotada a corrente de curto-circuito indicada nas tabelas abaixo, conforme o caso: (a) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o dimensionamento dos novos cabos para-raios da linha de transmissão em projeto. O dimensionamento dos cabos para-raios – seja no caso de nova linha de transmissão ou de novo(s) trecho(s) de linha originado(s) a partir de seccionamento de LTA existente – deve adotar, como premissa, no mínimo, o(s) valor(es) de corrente de curto -circuito fase-terra indicado(s) na Tabela 2-2 – Corrente(s) de curto-circuito na(s) SE(s) terminal(is) para o dimensionamento dos cabos para-raios de nova LTA ou novo(s) trecho(s) de LTA em projeto, a seguir. Esse(s) valor(es) de corrente está(ão) referido(s) ao nível de tensão do(s) barramento(s) da(s) subestação(ões) terminal(is). T ABELA 2-2 – CORRENTE(S) DE CURTO- CIRCUITO NA(S) SE( S) TERMINAL( IS) PARA O DIMENSIONAMENTO DOS CABOS PARAVOL. III – Pág. 7 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ RAIOS DE NOVA LTA OU NOVO( S) TRECHO(S) DE LTA EM PROJETO Nível de tensão do barramento de referência Valor de corrente de curto-circuito fase-terra (kA) Linha ou trecho(s) de linha de transmissão Subestação(ões) terminal(is) LT 500 kV Parauapebas – Integradora CD Parauapebas e Integradora 500 kV 50 LT 230 kV Integradora – Xinguara C2 Integradora e Xinguara 230 kV 40 (b) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para a verificação dos cabos para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável. Não se aplica. (c) Corrente de curto-circuito fase-terra, na subestação terminal, para o redimensionamento dos cabos para-raios existentes da linha de transmissão a ser seccionada, se aplicável. Não se aplica. 2.3.2. PERDA JOULE NOS CABOS CONDUTORES A resistência de sequência positiva por unidade de comprimento da linha ou trechos de linha de transmissão deve ser igual ou inferior à da configuração básica, conforme indicado na Tabela 2-3 – Resistência de sequência positiva da linha por unidade de comprimento (Ω/km). T ABELA 2-3 – RESISTÊNCIA DE SEQUÊNCIA POSITIVA DA LINHA POR UNIDADE DE COMPRIMENTO (Ω/KM) Linha ou trecho(s) de linha de transmissão Temperatura de referência (°C) Resistência de sequência positiva da linha por unidade de comprimento (Ω/km) LT 500 kV Parauapebas – Integradora CD 50 0,0238 LT 230 kV Integradora – Xinguara C2 50 0,103 VOL. III – Pág. 8 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 3. LINHA DE TRANSMISSÃO COMPOSTA POR PARTE AÉREA E PARTE SUBTERRÂNEA – LTAS Não se aplica. VOL. III – Pág. 9 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 4. LINHA DE TRANSMISSÃO SUBTERRÂNEA – LTS Não se aplica. VOL. III – Pág. 10 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 5. SUBESTAÇÕES 5.1. INFORMAÇÕES BÁSICAS A TRANSMISSORA deve desenvolver e apresentar os estudos necessários à definição das características e dos níveis de desempenho de todos os equipamentos, considerando que os mesmos serão conectados ao sistema existente. Todos os equipamentos devem ser especificados de forma a não comprometer ou limitar a operação das subestações, nem impor restrições operativas às demais instalações do sistema interligado. Nas subestações, a configuração básica deve contemplar equipamentos com características elétricas básicas similares ou superiores às dos existentes, as quais estão apresentadas nos documentos listados no item 13. O dimensionamento dos novos equipamentos deve considerar as atuais e futuras condições a serem impostas pela configuração prevista pelo planejamento da expansão do Sistema Interligado Nacional - SIN. A TRANSMISSORA acessante às subestações Parauapebas e Integradora deverá observar os critérios e requisitos básicos da subestação, bem como providenciar as obras de infra-estrutura incluídas no Módulo Geral – Resolução ANEEL nº 191, de 12 de dezembro de 2005, necessárias para a instalação, manutenção e operação dos empreendimentos listados na tabela 1.2 deste anexo. Entre as possíveis obras necessárias encontram-se, dentre outros: a extensão de barramentos, compra de terreno, acessos, terraplenagem, drenagem, canaletas, serviços auxiliares, cabos, tubos, estruturas, suportes, pórticos, cercas divisórias de seus ativos, conexões de terra entre seus equipamentos e a malha de terra da subestação, canaletas secundárias e recomposição da infraestrutura construída como, por exemplo, reposição de britas. A área mínima a ser considerada para o novo pátio na Subestação Parauapebas; e o novo pátio na Subestação Integradora deve atender, no mínimo, ao item 6.1.3.2 do Submódulo 2.3 – Revisão 2.0 dos Procedimentos de Rede. Caso a área determinada em quaisquer dos relatórios R1, R2 ou R4, para as respectivas subestações seja maior, esta área deve ser considerada. Deverá ser previsto espaço adicional, externo e contíguo à casa de comando da TRANSMISSORA, com área no mínimo igual à utilizada para a construção desta. Este espaço ficará reservado para expansões futuras da casa de comando da TRANSMISSORA ou alternativamente para eventuais novas casas de comando de outras transmissoras, quando da implantação de novas instalações de transmissão. Devem ser observados os critérios e requisitos básicos das instalações da subestação de NOME SE, conforme especificados nos relatórios listados no item 13. Os serviços auxiliares, sistema de água, sistema de incêndio, edificações da subestação (casa de comando, casa de relés, guaritas), acesso, área industrial, sistema de ventilação e ar condicionado, sistema de comunicação, e canteiro de obras podem ser compartilhados com outra(s) transmissora(s), não havendo impedimento que a transmissora atenda as suas necessidades de forma autônoma, observando sempre a adequada prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica, Cláusula Terceira do Contrato de Concessão. VOL. III – Pág. 11 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 5.2. ARRANJO DE BARRAMENTOS E EQUIPAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES A Transmissora deve seguir as configurações de barramento explicitadas na Tabela 1-2. 5.3. CAPACIDADE DE CORRENTE (a) Corrente em regime Permanente As correntes nominais dos barramentos das subestações (em todos os seus níveis) e dos demais equipamentos devem ser dimensionadas para atender, no mínimo, aos requisitos estabelecidos no Anexo 6 (anexo técnico geral) e aos requisitos específicos estabelecidos a seguir: A corrente nominal dos disjuntores e chaves seccionadoras de vãos de linha de 500 kV das Subestações Parauapebas e Integradora deve ser de no mínimo 4.000 A, ou superior, caso a Transmissora determine esta necessidade. A corrente nominal dos disjuntores e chaves seccionadoras de vãos de linha de 230 kV das Subestações Integradora e Xinguara deve ser de no mínimo 2000 A, ou superior, caso a Transmissora determine esta necessidade. Para o pátio de 230 kV da subestação Integradora a corrente nominal dos disjuntores e chaves seccionadoras do vão da unidade transformadora deve ser de no mínimo 2.500 A, ou superior, caso a Transmissora determine esta necessidade. Para o pátio de 138 kV da subestação Parauapebas a corrente nominal dos disjuntores e chaves seccionadoras do vão da unidade transformadora deve ser de no mínimo 1.250 A, ou superior, caso a Transmissora determine esta necessidade. (b) Capacidade de curto-circuito Os equipamentos e demais instalações em 500 kV das subestações Parauapebas e Integradora devem suportar, no mínimo, as correntes de curto -circuito simétrica e assimétrica relacionadas a seguir: Corrente de curto-circuito nominal: 50 kA Valor de crista da corrente suportável nominal: 130,0 kA (fator de assimetria de 2,6) Os equipamentos e demais instalações em 230 kV das subestações Integradora e, Xinguara devem suportar, no mínimo, as correntes de curto-circuito simétrica e assimétrica relacionadas a seguir: Corrente de curto-circuito nominal: 40 kA Valor de crista da corrente suportável nominal: 104 kA (fator de assimetria de 2,6) Os equipamentos e demais instalações em 138 kV da subestação Parauapebas devem suportar, no mínimo, as correntes de curto-circuito simétrica e assimétrica relacionadas a seguir: Corrente de curto-circuito nominal: 31,5 kA VOL. III – Pág. 12 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ Valor de crista da corrente suportável nominal: 81,9 kA (fator de assimetria de 2,6) Ressalta-se que o atendimento a fatores de assimetria superiores àqueles acima definidos pode ser necessário em função dos resultados dos estudos, considerando inclusive o ano horizonte de planejamento, a serem realizados pela TRANSMISSORA, conforme descrito no item 11 do Anexo 6 (Anexo Técnico Geral). VOL. III – Pág. 13 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 6. EQUIPAMENTOS DE SUBESTAÇÃO 6.1. UNIDADES TRANSFORMADORAS DE POTÊNCIA Deverá ser previsto espaço para 04 bancos de unidades autotransformadoras 500/√3-138/√3 kV, na subestação Parauapebas, cada um com potência nominal de 3x50 MVA, sendo dois bancos e uma unidade de reserva que fazem parte deste leilão. Deverá ser previsto espaço para 04 bancos de unidades autotransformadoras 500/√3-230/√3 kV, na subestação Integradora, cada um com potência nominal de 3x250 MVA, sendo dois bancos e uma unidade de reserva que fazem parte deste leilão. As unidades transformadoras de potência devem atender aos requisitos estabelecidos no Anexo 6 (Anexo Técnico Geral) e aos requisitos específicos estabelecidos a seguir: 6.1.1. POTÊNCIA NOMINAL As unidades transformadoras monofásicas nas subestações Parauapebas e Integradora deverão ser especificadas com potência nominal de 50 e 250 MVA, respectivamente, nos enrolamentos primário e secundário, para a operação em qualquer tape especificado. 6.1.2. COMUTAÇÃO O comutador de derivação em carga deve ser projetado, fabricado e ensaiado de acordo com a publicação IEC-214 On Load Tap Changers. As unidades transformadoras devem ser providas de comutadores de derivação em carga. A TRANSMISSORA definirá o enrolamento onde serão instalados os comutadores, cuja atuação deve ser no sentido de controlar a tensão no s barramentos de 138 e 230 kV das subestações Parauapebas e integradora, respectivamente. Deve ser especificada a faixa de derivações de tape de no mínimo ± 10% da tensão nominal, com no mínimo 21 posições de ajuste. Caso os estudos de fluxo de potência, a serem executados durante a etapa de projeto básico, identifiquem a necessidade de uma faixa mais extensa de tapes, a Transmissora deverá atendê-la. 6.2. TRANSFORMADOR DEFASADOR Não se aplica. 6.3. BANCOS DE CAPACITORES SÉRIE Não se aplica. 6.4. BANCO DE CAPACITORES EM DERIVAÇÃO Não se aplica. 6.5. COMPENSADOR SÍNCRONO VOL. III – Pág. 14 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ Não se aplica. VOL. III – Pág. 15 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 7. SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE 7.1. ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS A supervisão e controle é um dos pilares da operação em tempo real do sistema elétrico, estando hoje na região de Parauapebas, Integradora e Xinguara, estruturada em um sistema hierárquico com sistemas de supervisão e controle instalados em 2 Centros de Operação do ONS, quais sejam: Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste – COSR-NCO; Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico - CNOS. Esta estrutura é apresentada de forma simplificada, para fins meramente ilustrativos, na figura a seguir, sendo que a TRANSMISSORA deverá prover as interconexões de dados entre o Centro de Operação do ONS (exceto o CNOS) e cada um dos sistemas de supervisão das subestações envolvidas, devidamente integrados aos existentes. A interconexão de dados com o Centro do ONS se dá através de dois sistemas de aquisição de dados, sendo um local (SAL) e outro remoto (SAR). SAL e SAR são sistemas de aquisição de dados (front-ends) do ONS que operam numa arquitetura de alta disponibilidade, sendo o (SAL) localizado no centro de operação de propriedade do ONS (COSR), e o outro (SAR), localizado em outra instalação designada pelo ONS. VOL. III – Pág. 16 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ Recursos do ONS CNOS (1) COSR-NCO (1) Barramento Lógico de suporte dos SSCs aos COSs SSC-NCO (2) Rede de Comunicação Operativa do ONS SA do SSC-NCO (3) SAL SAR Recursos providos pelos Agentes PARP (4) INTG (4) XING (4) Legenda: (1) Centros de Operação utilizados pelo ONS: CNOS – Centro Nacional de Operação do Sistema COSR-NCO- Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste (2) Sistema de Supervisão e Controle do COSR-NCO (3) Sistema de Aquisição de Dados (SA) compreendido por um SA local (SAL) e um SA remoto (SAR) (4) Recursos de supervisão e controle nas subestações: PARP - Subestação Parauapebas INTG - Subestação Integradora XING - Subestação Xinguará Observa-se na figura acima que a interconexão com o Centro do ONS se dá através das seguintes interligações de dados: Interconexão com o Centro Regional de Operação Norte/Centro -Oeste (COSR-NCO), para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos das linhas de transmissão e subestações objeto deste leilão, através de dois sistemas de aquisição de dados, um local (SAL) e outro remoto (SAR). Alternativamente, a critério da TRANSMISSORA, a interconexão com os Centros do ONS poderá se dar por meio de um centro de operação próprio da TRANSMISSORA ou contratado de terceiros, desde que sejam atendidos os requisitos descritos para supervisão e controle e telecomunicações. Neste edital, este centro é genericamente chamado de “Concentrador de Dados”. Neste caso, a estrutura dos centros apresentada na figura anterior seria alterada com a VOL. III – Pág. 17 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ inserção do concentrador de dados num nível hierárquico situado entre as instalações e os COSRNCO do ONS e, portanto, incluído no objeto desta licitação. A figura a seguir ilustra uma possível configuração. Recursos do ONS CNOS (1) COSR-NCO (1) Barramento Lógico de suporte dos SSCs aos COSs SSC-NCO (2) Rede de Comunicação Operativa do ONS SA do SSC-NCO (3) SAL SAR Recursos providos pelos Agentes CD(5) PARP (4) INTG (4) XING (4) Legenda: Em adição às siglas da figura anterior, utilizou-se: (5) CD – Concentrador de dados, nome genérico dado para um sistema de supervisão e controle que se interponha entre as instalações e os centros do ONS. VOL. III – Pág. 18 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 8. DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO Os relatórios de Estudos de Engenharia e Planejamento para as linhas de transmissão e para as subestações interligadas estão relacionados a seguir. Estes relatórios e documentos são partes integrantes deste anexo devendo suas recomendações ser consideradas pela TRANSMISSORA no desenvolvimento dos seus projetos para implantação das instalações, exceto quando disposto de forma diferente no Edital, incluindo este Anexo Técnico. 8.1. RELATÓRIOS DE ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO 8.1.1. ESTUDOS (RELATÓRIOS R1 E R2) Nº EMPRESA EPE-DEE-RE-114 2012REV1 TAESA - TAE.RT.0329.01 REV. 01 TAESA - TAE.RT.0331.01 REV. 01 ATLANTICO - S/Nº ATLANTICO - S/Nº DOCUMENTO Estudo de Atendimento Elétrico a Região Sudeste do Pará, Relatório R1 de 18 de fevereiro de 2013 R2 – LT CD 500 KV INTEGRADORA SOSSEGO PARAUAPEBAS, Relatório R2 de 30/09/2013. R2 – SE 500/138 KV PARAUAPEBAS, Relatório R2 de 30/09/2013 LT 230 KV INTEGRADORA – XINGUARA C2 – RELATÓRIO R2 – DETALHAMENTO DA ALTERNATIVA – JULHO 2013 RELATÓRIO R2 – DETALHAMENTO DA ALTERNATIVA DE REFERENCIA SE 500/230 KV INTEGRADORA SOSSEGO – NOVO PATIO 500 KV – JULHO 2013 8.1.2. MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO (RELATÓRIOS R3) A TRANSMISSORA deve implantar as instalações de transmissão deste LOTE G, observando a legislação e os requisitos ambientais aplicáveis. Nº EMPRESA DOCUMENTO TAESA – R3 LT 500 KV – PARAUAPEBAS – INTEGRADORA SOSSEGO – TAE.RT.0330.00 REV. 0 16/08/2013 Relatório R3 Rev. 2- Caracterização e Análise Socioambiental DO CORREDOR DE PASSAGEM DA LT 230 KV – SE ATLANTICO - S/Nº INTEGRADORA SOSSEGO – SE XINGUARA, CIRCUITO 2 JULHO DE 2013. 8.1.3. CARACTERÍSTICAS (RELATÓRIOS R4) Nº EMPRESA DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES DOCUMENTO TAESA – TAE.RT.0332.00 Relatório R4 – Caracterização das Instalações Existentes – Subestação 500/138 KV PARAUAPEBAS – 30/09/2013. REV.1 VOL. III – Pág. 19 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ ATLANTICO - S/Nº ATLANTICO - S/Nº RELATÓRIO R4 rev.2 – CARACTERIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES SE 500/230 KV INTEGRADORA SOSSEGO – JULHO/2013. RELATÓRIO R4 – CARACTERIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES SE 230 KV- XINGUARA – JULHO/2013. VOL. III – Pág. 20 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 9. CRONOGRAMA A TRANSMISSORA deve apresentar cronograma de implantação das instalações de transmissão pertencentes a sua concessão, conforme modelos apresentados nas tabelas A e B deste ANEXO 6G, com a indicação de marcos intermediários para as seguintes atividades, não se restringindo a essas: licenciamento ambiental, projeto básico, topografia, instalações de canteiro, fundações, montagem de torres, lançamento dos cabos condutores e instalações de equipamentos, obras civis e montagens das instalações de Transmissão e das Subestações, e comissionamento, que permitam aferir, mensalmente, o progresso das obras e assegurar a entrada em OPERAÇÃO COMERCIAL no prazo máximo de 36 (trinta e seis) meses. A ANEEL poderá solicitar a qualquer tempo a inclusão de outras atividades no cronograma. A TRANSMISSORA deve apresentar mensalmente, à fiscalização da ANEEL, Relatório do andamento da implantação das instalações de transmissão, em meio ótico e papel. VOL. III – Pág. 21 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 9.1. CRONOGRAMA FÍSICO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABEL A) NOME DA EMPRESA: LINHA DE TRANSMISSÃO: DATA: No DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO 1 PROJETO BÁSICO 2 ASSINATURA DE CONTRATOS 2.1 EPC – Estudos, projetos e construção 2.2 CCT – Acordo Operativo 2.3 CCI – Acordo Operativo 2.4 CPST 3 IMPLANTAÇÃO DO TRAÇADO 4 LOCAÇÃO DE TORRES 5 DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA 6 LICENCIAMENTO AMBIENTAL 6.1 Termo de Referência 6.2 Estudo de Impacto Ambiental 6.3 Licença Prévia 6.4 Licença de Instalação 6.5 Autorização de Supressão de Vegetação 6.6 Licença de Operação 7 PROJETO EXCUTIVO 8 AQUISIÇÕES 8.1 Pedido de Compra 8.2 Estruturas 8.3 Cabos e Condutores 9 OBRAS CIVIS 9.1 Canteiro de Obras 9.2 Fundações 10 MONTAGEM 10.1 Montagem de Torres 10.2 Lançamento de Cabos 11 ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO 12 OPERAÇÃO COMERCIAL OBSERVAÇÕES: MESES 1 2 3 DATA DE INÍCIO DATA DE CONCLUSÃO ASSINATURA ENGENHEIRO 34 35 36 DURAÇÃO CREA N o REGIÃO VOL. III – Pág 22 de 23 EDITAL DE LEILÃO N O 001//2014-ANEEL ANEXO 6G – LOTE G– EMPREENDIMENTOS DE T RANSMISSÃO SUDESTE DO PARÁ 9.2. CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B) NOME DA EMPRESA SUBESTAÇÂO DATA No 1 2 2.1 2.2 2.3 2.4 3 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 6 6.1 6.2 6.3 DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA OBRA 1 PROJETO BÁSICO ASSINATURA DE CONTRATOS EPC – Estudos, projetos e construção CCT – Acordo Operativo CCI – Acordo Operativo CPST DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA LICENCIAMENTO AMBIENTAL Termo de Referência Estudo de Impacto Ambiental Licença Prévia Licença de Instalação Autorização de Supressão de Vegetação Licença de Operação PROJETO EXCUTIVO AQUISIÇÔES Pedido de Compra Estruturas Equipamentos Principais (Transformadores e Compensadores de Reativos) 6.4 Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e etc) 6.5 Painéis de Proteção, Controle e Automação 7 OBRAS CIVIS 7.1 Canteiro de Obras 7.2 Fundações 8 Montagem 8.1 Pedido de Compra 8.2 Estruturas 8.3 Equipamentos Principais (Transformadores e Compensadores de Reativos) 8.4 Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e etc) 8.5 Painéis de Proteção, Controle e Automação 9 ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO 10 OPERAÇÃO COMERCIAL DATA DE INÍCIO DATA DE CONCLUSÃO ENGENHEIRO ASSINATURA Meses 2 3 4 34 35 36 OBSERVAÇÕES: DURAÇÃO DA OBRA CREA N o REGIÃO VOL. 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