UNIANDRADE
NÚCLEO DE PESQUISA
III SEMINÁRIO DE PESQUISA
&
III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CURITIBA
2005
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
1
UNIANDRADE
Reitor
Prof. José Campos de Andrade
Vice-Reitora
Prof. Maria Campos de Andrade
Pró-Reitora Financeira
Prof. Lázara Campos de Andrade
Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão
Prof. José Campos de Andrade Filho
Pró-Reitora de Planejamento
Prof. Alice Campos de Andrade Lima
Pró-Reitora de Graduação
Prof. Mari Elen Campos de Andrade
Pró-Reitor Administrativo
Prof. Anderson José Campos de Andrade
Coordenadora do Núcleo de Pesquisa
Prof. Brunilda T. Reichmann
Comissão Organizadora
Prof. Brunilda T. Reichmann
Prof. Ricardo Zanardini
Editoração e Capa
Brunilda T. Reichmann e Ana Beatriz Baluta
Foto
Izabelle Soares
2
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
APRESENTAÇÃO
Pelo terceiro ano consecutivo, o Centro Universitário Campos
de Andrade - Uniandrade realiza o Seminário de Pesquisa e de Iniciação
Científica. As edições anteriores contaram com a participação de um grande
número de trabalhos, mas esta terceira edição superou as expectativas, pois
o Núcleo de Pesquisa recebeu cerca de 300 inscrições para apresentação
de trabalhos. Esse interesse e aumento da produção do corpo docente e
discente da Uniandrade revelam o envolvimento da comunidade acadêmica no
processo de construção e desenvolvimento do conhecimento científico e certifica
o Seminário como espaço no qual os diferentes saberes são compartilhados
entre as comunidades acadêmicas da Uniandrade e de outras IES.
Uma das razões para este crescimento foi certamente a institucionalização dos programas Bolsa-Pesquisador e Iniciação Científica.
Oficializados em 2003, ambos motivam a participação e contribuem com a
qualidade dos trabalhos. Além de desenvolver um pensar científico, o programa
de Iniciação Científica aproxima o pesquisador experiente e os estudantes e
contribui para a diminuição do tempo entre a graduação e a pós-graduação
lato sensu e stricto sensu. Os estudantes em Iniciação Científica, ao terem
seus trabalhos aprovados neste ano, demonstraram novamente a
responsabilidade com que trabalharam com seus orientadores e a seriedade
com que se dedicaram aos seus projetos. Este Caderno de Resumos é a
prova desse trabalho.
O 3º Seminário de Pesquisa e o 3º Seminário de Iniciação Científica da
Uniandrade iniciam com a palestra da Prof. Nilza Maria Diniz – Bióloga, Mestre
em Genética pela FMRP/USP e Doutora pela FMRP/Washington State
University, USA. É também Coordenadora do CEP da UEL – Paraná e Membro
Titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Ministério
da Saúde. O tema de sua palestra: “Ética em Pesquisa nas Universidades”
antecipa a convicção que, em todas as áreas de conhecimento, a conduta do
pesquisador deve ser pautada pela ética e pelo profissionalismo. O corpo
docente e discente da Uniandrade e de outras IES que tiveram seus trabalhos
aprovados demonstraram essas qualidades - indispensáveis para a
produção do conhecimento científico. O Núcleo de Pesquisa e a Comissão
de Pesquisa e Iniciação Científica agradecem aos participantes, aos líderes
das linhas de pesquisa, aos Coordenadores de curso, às Direções dos campi
e à Reitoria pelo apoio irrestrito durante o ano.
Comissão Organizadora
Novembro de 2005
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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PROGRAMAÇÃO
Dia 18 de novembro de 2005
Campus João Negrão
MANHÃ
08h00 – Abertura: Prof. José Campos de Andrade Filho, Pró-Reitor de PósGraduação, Pesquisa e Extensão
08h15 – Palestra de abertura:
Prof. Dr. Nilza Maria Diniz (Bióloga, Mestre em genética pela FMRP/USP e Doutora pela
FMRP/Washington State University – USA. Coordenadora do CEP da UEL – Paraná,
Membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Ministério da
Sáude.)
Tema: Ética em Pesquisa nas Universidades
09h00 – Perguntas e debate
09h15 – 09h30 – Intervalo
09h30 – Início das apresentações dos projetos de professores e alunos em Iniciação
Científica
01– Ciências Biológicas
Sala
Sala
02 – Ciências da Saúde: Nutrição; Curso de Estética
Salas
03 – Ciências da Saúde: Enfermagem
Salas
04, 05, 06 – Ciências da Saúde: Educação Física
Sala
07, 08 – Ciências Humanas: Pedagogia, História e Geografia
Sala
09 – Ciências Exatas e da Terra; Ciências Sociais Aplicadas
Salas
10, 11, 12 – Lingüística, Letras e Artes
NOITE
19h30 – Início das apresentações dos projetos de professores e alunos em Iniciação
Científica
Salas
01, 02 – Ciências Biológicas
Salas
03 – Ciências da Saúde: Nutrição
Salas
04 – Ciências da Saúde: Enfermagem
Salas
05, 06 – Ciências da Saúde: Educação Física
Salas
07 – Ciências da Saúde: Fisioterapia; Curso de Estética
Salas
08 – Ciências Humanas: Pedagogia; Ciências Sociais Aplicadas
Salas
09, 10, 11 – Ciências Exatas e da Terra
Salas
12, 13, 14, 15 – Lingüística, Letras e Artes
22h 30 – Encerramento
Professor responsável pela sala fará o encerramento do III Seminário de Pesquisa e III
Seminário de Iniciação Científica.
4
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
SUMÁRIO
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
OCORRÊNCIA DE SCLEROMYSTAX MACROPTERUS COMO INDICADOR
DE QUALIDADE AMBIENTAL EM TRÊS RIACHOS
NA ILHA DE SÃO FRANCISCO DO SUL - SC
Amaraldo Piccoli; Gilaine Otto; Prof. Luiz Fernando Duboc
25
AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO BRUTO AQUOSO DA FOLHA
DA ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA (BERT.) O. KUNTZE
Antonio Camilo Junior Almeida Freitas; Prof. Edilmere Regina Sprada
26
A IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA NAS INSTITUIÇÕES
DE ENSINO SUPERIOR – DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Prof. Daniel Soczek; Prof. Edilmere Regina Sprada
27
IMPLEMENTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO
PARA RECICLAGEM NO CAMPUS JOÃO NEGRÃO
DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE, CURITIBA - PR
Danúbia Chaves Neuenfeld; Prof. Patricia Calil
28
ATIVIDADE ANTITUMORAL DO EXTRATO BRUTO
DA SEMENTE DE COIX LACHRYMA-JOBI L.
Prof. Edilmere Regina Sprada; Mônica Paulo Chueiri;
Luiz Antonio Acra
30
ICTIOFAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL
DO CAMARÃO SETE-BARBAS NO BALNEÁRIO DE IPANEMA,
PONTAL DO PARANÁ
Emanueli Priscila de Oliveira; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Tereza B. Guimarães
31
ESTUDO DA CAPACIDADE DE MICRORGANISMOS DO SOLO
EM BIODEGRADAR GASOLINA E ÓLEO DIESEL CULTIVADO EM MEIO LÍQUIDO
Fernanda Edi Zaniol; Prof. Adriane Medeiros
32
TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA
(ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) A DIFERENTES SALINIDADES
EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Graziele Barbosa de Paula; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
33
CNIDOFAUNA CAPTURADA PELA PESCA ARTESANAL
DO CAMARÃO SETE-BARBAS EM IPANEMA, PR
Letícia Silva; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães
35
TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DE LITTORINA FLAVA
E LITTORINA ZICZAC EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Mariana Muniz Oliveira; Prof. Patricia Calil
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
5
INVERTEBRADOS DA FAUNA ACOMPANHANTE
DA PESCA ARTESANAL DE CAMARÃO SETE-BARBAS
DO BALNEÁRIO IPANEMA, LITORAL DO PARANÁ
Max Leopoldo Wentzel; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Teresa Guimaraes
37
DESLOCAMENTO DE ACTINIA BERMUDENSIS (CNIDARIA: ANTHOZOA)
EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS NA PENHA, SC
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
38
TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DO PREDADOR STRAMONITA
HAEMASTOMA E DE SUAS PRESAS BRACHIDONTES SOLISIANUS
E COLLISELLA SUBRUGOSA EM LABORATÓRIO
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães
COMUNIDADES TRADICIONAIS E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
- UM CONVITE PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
Paulo Ernst Garcia; Dennis Nogaroli Marques Patrocínio;
Karine Cordeiro do Vale; Prof. Edilmere Regina Sprada
A HANTAVIROSE NO ESTADO DO PARANÁ
Paulo Eduardo Ernst Garcia; Iara Ferreira;
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli Marques Patrocínio;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PASSIFLORA (PASSIFLORACEAE)
NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PARANÁ
Renata Rosana Toigo; Prof. Armando Carlos Cervi
INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: O CASO DO
QUELÔNIO TIGRE DA ÁGUA TRACHEMYS SCRIPTA ELEGANS
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio;
Paulo Eduardo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
ERUCISMO POR LONOMIA SP NO ESTADO DO PARANÁ
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio;
Paulo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA (ECHINODERMATA:
ASTEROIDEA) À DESSECAÇÃO EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Vanessa Cristina Dvulatk; Prof. Patrícia Calil
SUCESSÃO ECOLÓGICA EM UM COSTÃO ROCHOSO DE
ZONA ENTREMARÉS EM SANTA CATARINA
Vanessa Woellner de Castro; Marseille Nancy Rosa;
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
6
40
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42
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ASPECTOS POPULACIONAIS DO CARANGUEJO LIBINA
FERREIRAE E SUA SIMBIOSE COM A ANÊMONA DO MAR
CALLIACTIS TRICOLOR NO LITORAL DO PARANÁ
Vivian Czarneski Machado; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Tereza B. Guimarães
50
CIÊNCIAS DA SAÚDE
NUTRIÇÃO
ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES
PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Adriane Fátima Kulibaba Vargas; Prof. Petra Mirella Theiss
53
PREVALÊNCIA DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL ENTRE
PACIENTES PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL QUADRIPLÉGICA
RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE CURITIBA
Andressa Barbosa; Ana Paula Fadoni; Raphaela Bender Sebastião;
Prof. Gisele Gomes Reichel
54
A SAÚDE DO TRABALHADOR E OS EXAMES PERIÓDICOS:
DELINEAMENTO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
Beatriz Cavalcanti Bueno; Prof. Leandra Ulbricht
55
USO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS
Carollina Pereira Rigues; Prof. Cynthia Matos Silva Passoni
56
CAPACIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM FORNECER
AS NECESSIDADES CALÓRICO-PROTÉICAS EM PACIENTES COM HIV/AIDS
HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM CURITIBA
Cristiane da Silva; Petra Mirella Theiss
57
“CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU”- AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS NA ÁREA DE NUTRIÇÃO X HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS
ENTRE ACADÊMICOS DO CURSO DE NUTRIÇÃO DA UNIANDRADE
Débora Cristina Reuter; Jane Maria Ribas Zago; Marcela de Moura;
Prof. Cynthia Matos Silva Passoni
59
PERFIL NUTRICIONAL E FATORES DE RISCO
NA SAÚDE GLOBAL DE HOMENS TRABALHADORES
Elaine Cristine Bueno de Souza; Fabiola G. Mendes Naganawa;
Franciele Paula Moreira; Prof. Lucyanna Kalluf
60
ALEITAMENTO MATERNO: HÁBITOS E TABUS ALIMENTARES EM
PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADE PÚBLICA E PRIVADA
NA REGIÃO DE CURITIBA - PR
Eliane Natel Baron; Michele Regina de Souza; Prof. Márcia Clara Simões
62
FATORES QUE INTERFEREM NO ESTADO NUTRICIONAL
DE IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS
Elizandra Crestani; Danielle Barros Oliveira; Prof. Petra Mirella Theiss
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
63
7
INFLUÊNCIA DO CONSUMO ALIMENTAR NA COMPOSIÇÃO CORPORAL
DAS COLABORADORAS DA UAN DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO
DO MUNICÍPIO DE CURITIBA
Helena Krawczyk Foletto; Janine Domingues Câmara;
Prof. Lucyanna de Jorge H. Kalluf
64
PERFIL NUTRICIONAL E PREDISPOSIÇÃO À DOENÇAS CORONARIANAS
DE TRABALHADORES DE CURITIBA - PR
Priscila Kohiyama de Matos Silva; Prof. Márcia Clara Simões;
Prof. Leandra Ulbricht
65
DOENÇAS PROFISSIONAIS: A REALIDADE ENCONTRADA
NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 2003 E 2005
Priscila Kohiyama de Matos Silva; Beatriz Cavalcanti Bueno;
Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht
67
INCIDÊNCIA DE FATORES COM INDICATIVO DE ANEMIA FERROPRIVA
EM GESTANTES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DE CURITIBA
Raphaela Bender Sebastião; Andressa Barbosa;
Prof. Gisele Gomes Reichel
68
ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES DIABÉTICOS
FREQUENTADORES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE
Rosane Ferri; Prof. Petra Mirella Theiss
69
FISIOTERAPIA
ANÁLISE COMPARATIVA DA ALTERAÇÃO DO ÍNDICE DIAFRAGMÁTICO
EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA
POR VIA LAPAROSCÓPICA
Ana Paula Druziki; Prof. Sílvia Valderramas;
Prof. Ângela Senna; Prof. Júlio Romani Sílvia Valderramas
RECURSOS TERAPÊUTICOS MANUAIS EM PORTADORES
DA DOENÇA DE ALZHEIMER
Prof. Angela de Moura Brandini; Prof. Edilmere Regina Sprada;
Vera Regina Massuga; Nazaria Zazula Zdeleski; Cristina Lúcia Correa;
Cristina Trevisol e Silva; Aglair R. Brusamolim Ricardo;
Lilian Claret da Silva; Odete Ribeiro Lemos Busetti; Ana Carolina Amaro;
Marlene M.Rodrigues; Mariana Stanescu; João Batista de Souza Camões;
Andrea Derosso Teixeira; Janice Santos Botelho
ANÁLISE DA CAPACIDADE MOTORA DO PACIENTE
PORTADOR DA DOENÇA DE ALZHEIMER NAS FASES I, II, III
Bernadete Schipanski Ramthun; Erica Maria Nascimento Turbay;
Prof. Sandra Dias
ESTUDO COMPARATIVO PARA REEDUCAÇÃO
PERINEAL NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Celmi Gorte Pereira da Silva; Janete Kaiser Vieira; Noemi Mara Correa;
Prof. Zilda Abage Teixeira; Esp. Edgar Schiefelbein
8
70
71
72
74
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
PERFIL EPIDEMIOLOGICO DOS PACIENTES AMPUTADOS DA ASSOCIAÇÃO
PARANAENSE DE REABILITAÇÃO (APR) NOS ÚLTIMOS 3 ANOS
Cristiane Lucia de Araujo Dias; Evelize Tavares Ramos; Dias,
C. L. A.; Ramos, E. T.; Prof. Romani; J. C. P.; Prof. Silva, G. C.
75
CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS-OPERATÓRIO DE
ARTRODESE CÁRPICA CONSEQÜENTE A ARTROSE RÁDIO CÁRPICA POR
PSEUDOARTROSE DE ESCAFÓIDE - UM ESTUDO DE CASO
Daniela Gallon; Prof. Eunice Tokars
76
HANDOUT DIGITAL: JOGOS INTERATIVOS PARA FIXAÇÃO
DE CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS EM SAÚDE
Prof. Denise da Vinha Ricieri; Thiago da Vinha Ricieri;
Felipe da Vinha Ricieri
77
ATUAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA
PERMANÊNCIA PARA IDOSOS DA CIDADE DE CURITIBA
Elisabete Cortinove; Vanessa Lemos;
Prof. Júlio Romani; Prof. Manoel Luiz Cerqueira Neto
78
A FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DE ALTERAÇÕES
POSTURAIS EM PACIENTE COM
ARTRITE SÉPTICA DE QUADRIL – ESTUDO DE CASO
Juliana Moreira Budal; Prof. Eunice Tokars; Ketty Klagenberg;
Camille Prodo; Lindomar P. Bahia; Andrea Avila; Gabriel Favaro;
Cintia Amorim; Kleiry de Paula; Isabelle Mitzuck
80
FATORES QUE INFLUENCIAM A RECUPERAÇÃO DE PACIENTES COM
TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO ATENDIDOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO
DE CURITIBA - DIRETRIZES PARA A INTERVENCÃO FISIOTERAPÊUTICA
DURANTE O INTERNAMENTO HOSPITALAR
Kelly Regina Nora; Suellen Medeiros Bagatin;
Prof. Júlio Romani; Prof. Patrícia Harder
81
PERFIL DO PACIENTE COM DRENAGEM TORÁCICA FECHADA
(DTF) PÓS TRAUMA, EM HOSPITAL PÚBLICO EM CURITIBA
Priscila M. Oliveira; Ketty Francielle Klagenberg ; Suellen M. Bagatin;
Prof. Julio C. Romani; Prof. Patricia H. N. Bahia
82
ENFERMAGEM
DETERMINAÇÃO DOS FATORES DE RISCO QUE GERAM
O ESTRESSE EM UMA EQUIPE DE CENTRO CIRÚRGICO
Ana Cristina Mazzuchetti; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
83
A ARTE DO CUIDAR DO CUIDADOR
Andréia Fabiana Machado de Oliveira; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
84
INSATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO SALÁRIO DA CATEGORIA
Ângela Cristina Bernegossi; Débora Mª dos Santos; Jéssika Yared Ciofi;
Marilei Terezinha Pieczarka; Silmara Antunes;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
86
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
9
A PESQUISA CLÍNICA E SUA ATUAÇÃO NO IDOSO NO BRASIL
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L.P.; Pelaes, T. Garcia, S.G.; Costa, F.C.
87
O PACIENTE NEUTROPÊNICO FEBRIL E O PAPEL DO ENFERMEIRO
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T.
88
PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A SÍNDROME DE LISE TUMORAL
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T.
89
ESTUDO UNICEGO PARA AVALIAR A ORIENTAÇÃO DE ENFERMAGEM
AOS PACIENTES ONCOLÓGICOS DURANTE O INTERNAMENTO
E ALTA HOSPITALAR
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P. ; Coutinho. S. S.; Pelaes, T.
HUMANIZAÇÃO DO VISITANTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Eliane Aparecida Batista Sehnem; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES
PEDIÁTRICOS EM HEMODIÁLISE
Glicia Mara Lopes; Cleber Iori Roboski; Jureni C. Dalmédico Martins;
Raquel Alves da Silva; Prof. Ana Tereza Bitterncourt Guimarães
90
91
93
ENFERMAGEM EM GERIATRIA: UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA
Helena Ignez Braganholo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
94
OSTEOGÊNESE IMPERFEITA:”CONVIVENDO COM OSSOS DE CRISTAIS”
Iara Ferreira; Prof. Eleonor Trevisan
95
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO
ONCOLÓGICO HOSPITALIZADO
Janete Oliveira de Azeredo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
GINÁSTICA LABORAL EM ENFERMAGEM HOSPITALAR
Mara Lucia Faria Molinari; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
CONHECIMENTO DE ENFERMAGEM:
SUCESSO NA AUDITORIA
Maria Liris Froner; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
97
98
100
PROTOCOLO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS DA NEURO CIRURGIA
Noeli Terezinha Fornazare Tomasi; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
101
COMO DIMINUIR GLOSAS EM CONTAS HOSPITALARES
Patrícia Aparecida de Oliveira; Andréia Leite de Oliveira;
Karyme Juliana David; Raquel Zerger;
Suelen do Nascimento Gonçalves; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
103
A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL
NA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA
Romilda Vieira dos Santos; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
10
104
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
EDUCAÇÃO CONTINUADA: PARTICIPAÇÃO
DA EQUIPE NA DEFINIÇÃO DOS TEMAS
Sandra Terezinha Olech; Cristiane Vieira Lopes; Iloni Tomasi;
Pablia Nascimento; Paulo Strombech;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
CUIDANDO DO CUIDADOR PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM
Silvia Helena Prado; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM
EM UNIDADE ESPECIALIZADA
Silvio Aparecido Morales; Marcia Regina da Silva; Mariella Costa Zanini;
Renata Carin Knapik; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
105
106
108
BOM ATENDIMENTO AO CLIENTE É FUNDAMENTAL NA SAÚDE
Simone Rossi; Carolina Dias Ricardo; Fernanda Higuti;
Suseli de Fátima de Machinievick; Vilmara de Souza;
Prof. Eunice Kyosen Nakamura
109
DESVIO DE FUNÇÃO EM ENFERMAGEM
Telina Bello de Goes; Aurélio Honório; Lídia Viana;
Patrícia Borges; Solange Lucca; Zilda Moçatto;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
111
A INTEGRAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA DE CURITIBA
Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A.
ASSISTÊNCIA INTEGRAL E HUMANIZADA AO PACIENTE ONCOLÓGICO
DO SUS SOB O ENFOQUE DA ENFERMAGEM
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Visentin, A.;
Kalinke, L. P. ; Coutinho, S.S.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CURATIVO DE BROWN
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Montenegro, M. F. G. ; Ribeiro, L. C. ; Visentin, A.
PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Vinciguera, N. C. ; Visentin, A.
A RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS E
INTERAÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A.
GRAU DE CONHECIMENTO DO CORPO DE ENFERMAGEM DE UM
HOSPITAL ONCOLÓGICO, EM RELAÇÃO À ATUAÇÃO DO
FONOAUDIÓLOGO NO ÂMBITO HOSPITALAR
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ;
Visentin, A.; Gonçalves, M.I.R
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
112
114
115
116
118
119
11
ANÁLISE DA LITERATURA SOBRE A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO
ATENDIMENTO DOS PACIENTES SUBMETIDOS A LARINGECTOMIA
Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Visentin, A.
ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DOS CAMPOS
DE TECIDO COM DESCARTÁVEIS
Zelinda Foscarini dos Santos Batista; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM AO LONGO DOS ANOS
Willian Hang; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
120
121
122
LEVANTAMENTO DE NOVAS MATÉRIAS NATURAIS
E POTENCIAL APLICABILIDADE EM PRODUTOS TÓPICOS
Marcelo Gomes; Prof. Neila de Paula;
Prof. Miriam Gouveia; Prof. Sandra Martin
124
EDUCAÇÃO FÍSICA
INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA UTILIZANDO O LUDICO
NO PROCESSO DE FORMAÇÃO ESCOLAR DE 5ª SÉRIE:
UMA REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL
Adriane Ferreira da Costa; Prof. Joelma Montelares da Silva
FUTEBOL NO CONTEXTO SOCIAL DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE
André Luiz Spuldaro; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira
QUALIDADE DE VIDA E YOGA: CONCEITOS POLISSEMICOS
Cláudio Dedo Woellner;Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira
124
125
127
A PSICOMOTRICIDADE AQUÁTICA APLICADA
A ATLETAS DE ALTO NÍVEL
Prof. Clauzenice Toso Milhoretto
128
REFLEXÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM:
A CORPOREIDADE EM QUESTÃO
Cleiton Ricardo Serafim; Prof. Joelma Montelares da Silva
130
A INFLUÊNCIA DO XADREZ NA RESOLUÇÃO
DE PROBLEMAS NO RACIOCÍNIO LÓGICO
Darci Campos de Carvalho; Prof. Wilson da Silva
131
PROPOSTA INTERDISCIPLINAR DO CURSO
DE EDUCAÇÃO FÍSICA - UNIANDRADE
Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Carmem Lucia Andreata;
Prof. Joelma Montelares da Silva; Prof. Ricardo Battisti Archer
BRINCADEIRAS DE RUA: RESGATE CULTURAL
Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite;
Atagy Terezinha Maciel Feijó; Prof. Joelma Montelares da Silva
12
133
134
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA DE MEMBROS
INFERIORES E DESARMES NO FUTEBOL
Derek Arley Silva Martins; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO
DE TALENTOS ESPORTIVOS EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
Elcio Alves da Silva; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto;
Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO
DE O PROBLEMA DA SEPARAÇÃO POR IDADES CRONOLÓGICAS
DE EQUIPES PARA TREINOS DE FUTEBOL
Fábio Bandeira; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto;
Lester Miguel; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ENXADRISTAS
E NÃO ENXADRISTAS NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PÊNDULO
Fernando Gabriel Harmuch; Darci Campos de Carvalho;
Prof.Wilson da Silva
EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA E AMINOÁCIDOS
DE CADEIA RAMIFICADA (BCAA) NA COMPOSIÇÃO CORPORAL
EM ATLETAS DE FUTEBOL PROFISSIONAL
Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Carolina Neiva de Lima
HIDROGINÁSTICA PARA O PARTO
Francielle Carolina Piassetta; Ândrella Siroti;
Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira
JOGOS E BRINCADEIRAS DE CONSTRUÇÃO UMA REFLEXÃO NO PROCESSO
EDUCACIONAL: ESTRÁTEGIAS PARA UMA POSSIBILIDADE DE APRENDER
Hérica Pellanda; Prof. Joelma Montelares da Silva
ESTUDO INVESTIGATIVO SOBRE A UTILIZAÇÃO
DE RECURSOS ERGOGÊNICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL
Ivo Márcio de Oliveira; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
BULLYING: CONSEQÜÊNCIAS DA AGRESSIVIDADE NA ESCOLA
Prof. Joelma Montelares da Silva; Denize Aparecida Rodrigues Leite;
Atagy Terezinha Maciel Feijo; Gisely Rodrigues Brouco
CORPO NA ESCOLA: RACISMO E A CONSTRUÇÃO
DA CORPOREIDADE DA CRIANÇA DE 5ª SÉRIE
Prof. Joelma Montelares da Silva;
Ana Cristina Bonfá Rodrigues; Rodrigo Faria
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
135
136
137
139
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13
O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM INSTITUIÇÕES ASILARES
Jose Adones Marcelino; Elcio Alves da Silva; Maurício Lopes Sgaraboto;
Lester Miguel; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
147
ANÁLISE COMPARATIVA DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE SALTOS
Jose Adones Marcelino; Elcio Alves da Silva; Maurício Lopes Sgaraboto;
Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
148
INTERFERÊNCIA DOS PAIS NA FORMAÇÃO DE ATLETAS
DE INICIAÇÃO EM ESCOLAS DE FUTEBOL
Jose Hortêncio Rodrigues do Amaral;
Prof. Joelma Montelares da Silva
TESTE DE COOPER COMO PREDITOR DE PERFORMANCE
Lester Miguel; Fabio Bandeira; Maurício Lopes Sgaraboto;
Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
INTERFERÊNCIA DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL
NA CAPACIDADE DE SUSTENTAÇÃO NA BARRA FIXA
Lester Miguel; Jaime Flores de Araújo Bastos; Maurício Lopes Sgaraboto;
Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
149
151
152
A INTERFERÊNCIA DA POSSE DE BOLA NO RESULTADO
Marcos Antonio Benatto; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
153
ANÁLISE DO PASSE NO FUTEBOL
Marcos Vinicius Santos Gonçalves; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
154
SANGUE NA URINA ANTES DA PROVA EM ATLETAS MARATONISTAS
Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Jose Adones Marcelino;
Fábio Bandeira; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
154
DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO PÓS–EXERCÍCIO EM ATLETA
DE FUTEBOL PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO
Muriel Szymanski; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
UTILIZAÇÃO DO INCLINÔMETRO COMO DETERMINANTE
DE FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE GINÁSTICA RITMICA
Paula Rafaela da Costa; Daisy Carvalho;
Prof. João Henrique Bohn Zanoni
OBESIDADE NA INFÂNCIA
Priscila Amado; Prof. Jose Ricardo L. de Oliveira
14
156
157
158
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
NO2 – ÓXIDO NÍTRICO, A NOVA TENDÊNCIA
NA SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR
Rodrigo Messias Pietschaki; Prof. Joao Gilberto Manoel de Azevedo
158
O USO DA SUBSTÂNCIA STANOZOLOL
NO ESPORTE DE COMPORTAMENTO
Rodrigo Messias Pietschaki; Joao Gilberto Manoel de Azevedo
159
EDUCAÇÃO MOTORA E CORPORIEDADE UMA PROPOSTA
DE INTERVENÇÃO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA
EM EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Rodrigo Otávio C. de Oliveira; Prof. Joelma Montelares da Silva
COMPARAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM ATLETAS
PROFISSIONAIS DE FUTEBOL COM O DOS PRESIDIÁRIOS PRATICANTES
DE CAPOEIRA DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ
Roseli de Liz Pfaffenzeller; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA AQUISIÇÃO
DA IMAGEM E ESQUEMA CORPORAL PARA O PRÉ-ESCOLAR:
A ATIVIDADE LÚDICA AUXILIANDO NESTA AQUISIÇÃO
Sidney Gilberto Gonçalves; Prof. Joelma Montelares da Silva
O ESPORTE PARA O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA
Sônia Maria de Oliveira; Prof. José Ricardo Oliveira
A COMPARAÇÃO DA FLEXIBILIDADE ENTRE PRESIDIÁRIOS
DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO E ATLETAS DE FUTEBOL
Tiago Oliveira Trindade; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
ANÁLISE DA RESISTENCIA AERÓBIA EM ATLETAS
DE FUTEBOL DAS CATEGORIAS DE BASE
Waldyra Gonçalves; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
160
162
163
164
165
166
CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
O USO DA INFORMÁTICA E DE MATERIAIS DIDÁTICOS ALTERNATIVOS
PARA O ENSINO DE IGUALDADE DE TERMOS NAS EQUAÇÕES DE 1º GRAU
169
Anderson Silva dos Santos; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
MODELAGEM MATEMÁTICA:
PREVIDÊNCIA SOCIAL X PREVIDÊNCIA PRIVADA
Andrei Wellington Felippo Deola Pianezzer; Cleber Ribeiro da Costa;
Marli Aparecida Santos; Regiane Novak Wosch
PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE CONCEITOS ALGÉBRICOS
NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Edilaine Ap. de Almeida Fernandes; Prof. Eduardo Quadros da Silva
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
170
171
15
TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO DE EQUAÇÕES
DO PRIMEIRO E SEGUNDO GRAUS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Elisa Regina da Silva Gonçalves; Prof. Eduardo da Silva Quadros
172
TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS NA RESOLUÇÃO
DE PROBLEMAS DE ARITMÉTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Gilmara da Silva Paulino; Prof. Eduardo da Silva Quadro
173
SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DA ÁLGEBRA
João Ricardo Labres de Oliveira; Prof. Ricardo Zanardini
174
TESTE DE RESILIÊNCIA
José Sureki Junior; Juliana Pinto; Prof. Edival Moraes
175
A DISCIPLINA ESCOLAR MATEMÁTICA
NA PROVÍNCIA DO PARANÁ:1853-1889
Julio Cesar de Campos; Prof. Luis Dario Sepulveda
176
A IMPORTÂNCIA DA ÁLGEBRA MODERNA
NO ENSINO DA ÁLGEBRA ELEMENTAR
Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
177
AUTOCAD - UMA METODOLOGIA ALTERNATIVA
PARA O ENSINO DE GEOMETRIA E DESENHO
Tiago Pires Gheno; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
177
PROGRAMAS (SOFTWARES) MATEMÁTICOS,
A INTERNET E A CRIAÇÃO DE NÚCLEOS DE INFORMÁTICA
Vera Maria Adélio; Prof. Luís Dário Sepúlveda
178
LUZ E COR UMA NOVA ABORDAGEM
DIFERENCIADA PARA O ENSINO MÉDIO
Ivonei de Andrade; Prof. Emerson Joucoski
179
APRENDIZAGEM DA CINEMÁTICA RELATIVÍSTICA NO ENSINO MÉDIO
Marcio José Azamor Goulart; Prof. Emerson Joucoski
180
BRINQUEDOS CIENTÍFICOS: INTRODUÇÃO
À FORMAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE CONCEITOS DE FÍSICA
Prof. Sandro da Silva Livramento Machado; Prof. Emerson Joucoski
182
COMPRESSÃO SEM PERDAS
DE IMAGENS MÉDICAS USANDO WAVELETS
Ailton Roberto Barbosa; Gilberto Júnior Hepp;
William Ferreira de Paula; Prof. Ionildo José Sanches
RVGS - RASTREADOR DE VEÍCULOS GPS/SMS
Everton Rodrigo Pereira da Silva; Fulvio Maccagnan;
Alex Pacheco; Prof. Marcelo Antonio Perotto
16
183
184
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
SISTEMA PARA CONVERSÃO ON-LINE DE CONTEÚDO
DE CURSOS A DISTÂNCIA DE FORMATO .DOC PARA HTML
Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo;
Thiago da Vinha Ricieri
SISTEMA DE SENSORIAMENTO REMOTO - WIRELESS
Sidney Franco; Newton Ceccon;
Fernando Nascimento; Prof. Marcelo Antonio Perotto
EXTRAÇÃO DE IMAGENS DE UM ARQUIVO
RTF E ARMAZENAMENTO EM BANCO DE DADOS
Thiago da Vinha Ricieri;Prof. Marcelo Antonio Perotto;
Prof. Neilor Firmino Camargo
UMA FERRAMENTA VISUAL PARA LOCALIZAÇÃO E MONITORAMENTO
DE VEÍCULOS POR SATÉLITE
Jonathan Ribeiro Inácio; Prof. Ionildo José Sanches;
Prof. Neilor Fermino Camargo
185
186
188
189
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
SERVIDÃO AMBIENTAL: ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES
191
Cristiane Vellozo Lucaski; Prof. Edson Luis Peters
DIREITO CONTRATUAL NO AMBIENTE ELETRÔNICO
Marcelo Rodrigo Molinari; Prof. Alcio Manoel de Souza Figueiredo
AÇÃO PENAL NO CRIME DE ESTUPRO:
UMA QUESTÃO DE ACESSO À JUSTIÇA
Pollyanna Maria da Silva; Prof. Rogério Ristow
192
193
EDUCANDO PARA O CONSUMO
Taís Cristina Flores; Cristiane Souza da Silveira;
Pâmela Cristine Bolson; Prof. Carina Alves Lopes
194
COMO REINVENTAR PROCESSOS PARA CRIAR VALOR PARA O CLIENTE
Emanuel Felipe Bussmann Branger; Prof. Kleber Angeli
195
ANÁLISE EMPÍRICA DO GRAU DE INTANGIBILIDADE
DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE CAPITAL ABERTO
Tainan de Lima Bezerra; Prof. Luciano Márcio Scherer
196
CIÊNCIAS HUMANAS
VAI UMA CAÇHAÇA AÍ CUMPADRE? ALCOOLISMO E MASCULINIDADES
NA DÉCADA DE 1930 EM PONTA GROSSA-PR
197
Adriano Rossi; Prof. Myrian Sacchelli
A LIBERDADE COMO OBJETO DE NEGOCIAÇÃO
Alex dos Santos Cunico; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
198
ASCENÇÃO E SUBMISSÃO NAS IRMANDADES NEGRAS DE CURITIBA
Diego Cruz Vilela; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
198
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
17
RELIGIÃO E SOFRIMENTO POST MORTEM NA MESOPOTÂMIA
Everton Carlos Medeiros; Prof. Moacir Elias Santos
199
PRÁTICAS DA ALFORRIA
Felipe Pereira de Melo; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
200
FRANCO DA ROCHA: 35 ANOS DE HISTÓRIA
Prof. Izis Borck
201
COLÔNIA CECÍLIA: UMA EXPERIÊNCIA ANARQUISTA NO PARANÁ
Prof. Izis Borck; Carla Ticiane da Cruz; Eduardo Pereira Vaz;
Francely Ferreira; Jéssica Santos; Mileide Aparecida Ribeiro;
Jorge Paulik; Michele Carine Mendes; Márcio Ricardo Pereira;
Rosebel Maia; Vania Amaral Fadani; Irene Georges Gheorghiou
202
IGREJA DO ROSÁRIO DE PONTA GROSSA: 140 ANOS DE HISTÓRIA
Prof. Izis Borck; Michele Carine Mendes; Vânia Amaral Fadani
204
IGREJA SANTA TERESINHA DE PONTA GROSSA: 50 ANOS DE HISTÓRIA
Prof. Izis Borck; Márcio Ricardo Pereira
205
HISTÓRIA PARA QUÊ? INDAGAÇÕES SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA
Prof. Lauro Anselmo Ferrarin
206
A ARQUITETURA E A DECORAÇÃO DAS CASAS-SANTUÁRIO
EM ÇATAL HÜYÜK – TURQUIA ASIÁTICA
Lêda Trindade Vasconcelos Galvão; Prof. Moacir Elias Santos
207
A LUTA PELOS DIREITOS OPERÁRIOS:
UMA ANÁLISE DA GREVE GERAL DE 1917 EM CURITIBA
Leila Sônego; Prof. Fabrício Leal
209
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FEMININA
EM ESTELAS FUNERÁRIAS EGÍPCIAS DO REINO MÉDIO
Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos
210
HIERÓGLIFOS PARA A JUVENTUDE:
A ESCRITA EGÍPCIA ANTIGA NOS LIVROS PARADIDÁTICOS
Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos
212
ESTRADA DA GRACIOSA:
PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO PARANÁ
Loines Aparecida Toscan; Prof. Marcia Medeiros
213
A AUSÊNCIA DO TEMA PATRIMÔNIO
HISTÓRICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA
Lutherkin Lino Ludvich; Prof. Marcia Medeiros
214
O EGITO NOS CEMITÉRIOS PARANAENSES:
UM ESTUDO DE EGIPTOMANIA NA
ARQUITETURA FUNERÁRIA
Prof. Moacir Elias Santos; Liliane Cristina Coelho
18
215
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
PRÁTICAS DE SOLIDARIEDADE
ENTRE OS MEMBROS DE IRMANDADES NEGRAS
Rafael Alves Duarte; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
217
REVITALIZAÇÃO DO MUSEU DE ARTE SACRA
Renata Corrêa Biella; Prof. Moacir Elias Santos
217
DOCUMENTO INQUISITORIAL
Viviane Kaviski; Prof. Adriano Bernardo de Lima
219
REQUALIFICAÇÃO E ORDENAMENTO DE CENTROS URBANOS:
TERRITORIALIDADE DAS IDENTIDADES CULTURAIS
Celene Couto Rodrigues; Prof. Rodrigo Bastos Santiago
220
VALORES HUMANOS PARA A FORMAÇÃO
DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO
Ana Maria Bonfim; Prof. Inês Astreia Almeida Marques
222
NA FORMAÇÃO DO DOCENTE ÉTICA E LIMITES É O DESAFIO
Prof. Diva Conceição Ribeiro
PENSANDO A EDUCAÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS:
CENÁRIOS PEDAGÓGICOS NA APRENDIZAGEM DA EAD
Prof. Edna Liz Prigol
223
224
UM OLHAR FILOSÓFICO SOBRE O MUNDO MODERNO
Ester Guarda Rodrigues; Ana Paula Falco Bonifácio;
Soraia Abdul Kassen Teixeira; Gislaine Evaristo;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
225
UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO
Gislaine Kleinibing; Micheline Lourenço de Oliveira;
Cleiton Wender; Prof. Inês Astreia Almeida Marques;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
226
O LUGAR DO SUJEITO NO NEO-PENTECOSTALISMO
Prof. Gláucia Marília Hass
227
CONHECER OU NÃO CONHECER, EIS A DIFERENÇA
Idanir Fulgêncio da Cruz Freitas; Juliana Silva; Geni Martos;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves; Prof. Inês Astreia Almeida Marques
228
EDUCAR PARA UMA LEITURA CRÍTICA DOS MEIOS
Prof. Inês Astreia Almeida Marques
228
A COMPLEXIDADE E A SAÚDE DO SER HUMANO
Prof. Mailde Adelia Casagrande
229
A EDUCAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO NO CURSO
DE PEDAGOGIA DA UNIANDRADE - 2ª Parte
Prof. Nelita Ferraz de Mello Sauner;
Prof. Zulmara Clara Sauner Posse.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
230
19
A ADAPTAÇÃO DOS CANHOTOS NO MUNDO DESTRO
Renata Guimarães; Prof. Inês Astreia Almeida Marques
HUMANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO:
UMA PROPOSTA ÀS ATENDENTES DE BERÇÁRIO
Renata Jurach Bueno; Prof. Adilaurinda Ribeiro de Oliveira
231
232
DIFERENCIAL NOBRE EM EDUCAÇÃO MATERNAL
Renata Jurach Bueno; Prof. Rubiana K. Mendel
233
POLÍTICA X ÉTICA
Scheila Aparecida Leal; Ana Maria Mesquita; Francielly P. Goes;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
234
UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO
Simone Rogalsky Tissen; Camila Custódio Borges;
Dinaura Mescedes Kula Loyola; Maria de Lurdes Martins
do Nascinento Ostrowski; Raquel Rodrigues Silva Ramires;
Prof. Ines Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
236
COMPLEXIDADE DA ARTE
Sirlene Miranda; Tânia Santana Mendes; Emanuelle Serafim
Katia Chiconato; Elenir Barros; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques
237
LETRAS
O ESPAÇO SELVAGEM
EM LYGIA FAGUNDES TELLES E CLARICE LISPECTOR
Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Ivan Sousa Rocha;
Profa. Dra. Regina M. Przybycien
239
LITERATURA E HISTÓRIA,
REJEIÇÕES, CONFRONTOS, ASSIMILAÇÕES
Ana Cristina Haddad Santos; Prof. José Antonio Vasconcelos
240
A CRITICA DA SOCIEDADE ATRAVÉS
DE TEXTOS DE JOSÉ SARAMAGO
Angelis Cristina Soistak; Prof. Silvana Oliveira
242
CRÍTICA DA VIOLÊNCIA: O INTERTEXTO
SHAKESPEARIANO EM O PIANISTA, DE POLANSKI
Prof. Anna Stegh Camati
243
MENTIRAS E VERDADES
NO MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO
Arhádia Cristhiane Campos; Prof. Simone Regina Dias
243
INTERTEXTOS SHAKESPEARIANOS
EM MORTE E VIDA SEVERINA
Braz Pinto Junior; Prof. Anna Stegh Camati
244
20
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
IMAGENS DE VIOLÊNCIA
NA NARRATIVA FICCIONAL E FÍLMICA
Prof. Brunilda T. Reichmann
245
A VIOLENTAÇÃO DO “EU”NA VIDA COTIDIANA
EM A DONA DA HISTÓRIA, DE JOÃO FALCÃO
Caroline Chaves; Prof. Anna Stegh Camati
246
A IMUTÁVEL DOR DA PARTIDA EM:
CAMÕES, PESSOA E SARAMAGO
Caroline Vanzo Bernardi; Profª Rosana Harmuch
246
ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE LITERATURA BRASILEIRA
Caroline Vanzo Bernardi; Joze Soares;
Prof. Verônica Daniel Kobs
REPRESENTAÇOES DAS VIOLÊNCIAS
DO COTIDIANO NA DRAMATURGIA DA MEMÓRIA
Charlott Eloize Leviski; Prof. Anna Stegh Camati
247
249
O DESMASCARAMENTO EM “HORÁCIO SPARKINS”
Charlott Eloize Leviski; Manuela Alves; Kelly Cristina Lopes;
Caio Perotti ; Prof. Sigrid Renaux
249
GOTA D’ÁGUA: UMA RESSIGNIFICAÇÃO DE MEDÉIA
Cíntia Joslin Tortorello; Ana Raphaella Shemany
arolino de Abreu Nunes; Isabela Falcón Magalhães; Prof. Anna Camati
250
KATHERINE MANSFIELD:
OS MUNDOS OPOSTOS EM “THE GARDEN PARTY”
Cíntia Vieira; Deise Durand Gomes; Emerson Luiz;
Lucinéia Regina Martins; Prof. Sigrid Renaux
A FUNÇÃO INTERTEXTUAL
EM TRÊS POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES
Cláudia C. Corrêa Pedroso; Eliane de Souza;
Zenilda do R. de Morais; Prof. Sigrid Renaux
RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS
DE EDGAR ALLAN POE: A FUNÇÃO DO DISCURSO
INTERTEXTUAL EM “A CARTA ROUBADA”
Corina Lopes Pereira; Prof. Sigrid Renaux
ALUSÕES PARÓDICAS AO CINEMA AMERICANO NO
FILME ÓPERA DO MALANDRO, DIRIGIDO POR RUY GUERRA
Corina Lopes Pereira; Prof. Anna Stegh Camati
SHAKESPEARE APAIXONADO COMO INTRODUÇÃO A SHAKESPEARE
Prof. Déborah Scheidt
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
251
252
253
254
255
21
ESTRUTURALISMO X CRÍTICA:
QUESTÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS
Deise Cristine Durand Gomes; Lucinéia Regina Martins;
Prof. Adriana Cristina Sambugaro de Mattos Brahim
A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NA POESIA
DE 1930: VINÍCIUS DE MORAES E JORGE DE LIMA
Denise Akemi Hibarino; Ana Beatriz Matte Braun;
Ivan Sousa Rocha; Profa. Dra. Regina M. Przybycien
256
257
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA MULHER NEGRA
NO ROMANCE A COR PURPURA, DE ALICE WALKER
Dyane da Silva; Prof. José Endoença Martins
258
UM HORIZONTE (IM)PROVÁVEL. ANÁLISE DE ELEMENTOS FANTÁSTICOS
EM CONTOS DE MOACYR SCLIAR
Emerson Luiz de Souza; Prof. Silvana de Oliveira
259
O PACIENTE INGLÊS E SUAS TRANSTEXTUALIDADES
Francisco Reghin; Prof. Sigrid Renaux
260
UMA POLÍTICA DA CONVERSÃO
Francisco Reghin; Prof. José Endoença Martins
260
A ESTÉTICA REALISTA E A TEMÁTICA MAUPASSANTIANA
Gláucia Marília Hass; Daniel Rodrigues; Lucas Silvestre Borges;
Prof. Andréa Correa Paraiso Müller
261
ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE “ANIMAIS DOS ESPELHOS”,
DE JORGE LUÍS BORGES E “CARTA A UMA SENHORITA EM PARIS”,
DE JÚLIO CORTÁZAR
Isabela Falcón Magalhães; Ana Raphaella Shemany Carolino
de Abreu Nunes; Cíntia Joslin Tortorello; Prof. Silvana Oliveira
O NARRADOR DO ROMANCE A MÃE DA MÃE DA
SUA MÃE E SUAS FILHAS, DE MARIA JOSÉ SILVEIRA
Ivan Sousa Rocha; Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi
Hibarino; Prof. Raquel Illescas Bueno
A UTOPIA COMO ROMANCE HISTÓRICO
Janaina Luzia Florencio; Prof. José Antonio Vasconcelos
MOBILIDADES IDENTITÁRIAS NEGRAS
EM EXPERIÊNCIAS PÓS-COLONIALISTAS
Prof. José Endoença Martins
262
263
264
265
LITERATURA E CINEMA (SIMILARIDADES E ADAPTAÇÕES)
Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi;
Prof. Verônica Daniel Kobs
267
VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA NA LITERATURA
Letícia Cristina de Miranda; Prof. Brunilda Tempel Reichmann
268
22
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O MARAVILHOSO EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE
Luciane Machado Polydoro; Prof. Dra. Silvana Oliveir
269
CRÍTICA LITERÁRIA E OPINIÃO
Prof. Marco Maschio Chaga
270
FILOSOFIA E EPIFANIA: DOIS ASPECTOS FUNDAMENTAIS
EM “LAÇOS DE FAMÍLIA”, DE CLARICE LISPECTOR
Paraguassu de Fátima Rocha; Prof. Silvana Oliveira
271
A NEGAÇÃO DA VIOLÊNCIA COMO ESTRATÉGIA
DE CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES
Regina A. de Almeida; Prof. José Endoença Martins
272
LEITURAS CRÍTICAS EM PERIÓDICOS
Sergio Roberto Vieira Martins; Prof. Marco Mashio Chaga
O PACIENTE INGLÊS: A ESTÉTICA
DA VIOLÊNCIA EM FICÇÃO E FILME
Prof. Sigrid Renaux
LITERATURA E TEORIA: HIBRIDISMOS
Prof. Simone Regina Dias
DIFERENÇAS ENTRE O ROMANCE HISTÓRICO TRADICIONAL
E O ROMANCE HISTÓRICO CONTEMPORÂNEO:
UM ESTUDO DE MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO
Sonia Maria de Lima; Prof. Silvana de Oliveira
PROJETO: REI LEAR DE SHAKESPEARE NAS ESCOLAS
Sueli de Fátima Sclaski; Vera da Silva Reis; Rosgisléia
Silvia de Barro; Prof. Deborah Scheidt
A POÉTICA DA RECICLAGEM ARTÍSTICA
EM O RETRATO DE DORIAN GRAY, DE OSCAR WILDE
Suely Reghin; Prof. Anna Stegh Camatti
ELEMENTO FEMININO NO CONTO :
“O ROUXINOL E A ROSA”, DE OSCAR WILDE
Vanessa Gomes de Souza Luz Orlandini;
Fátima Rocha; Prof. Sigrid Renaux
RECRIAÇÕES A PARTIR DO TEXTO LITERÁRIO
Prof. Verônica Daniel Kobs;
Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
273
274
275
276
277
278
279
280
23
ESTÉTICA
CÓDIGO DE ÉTICA PARA PROFISSIONAIS ESTETICISTAS:
REGULAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO
Prof. Daniel Soczek
REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSÃO DE ESTETICISTA:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Silvia Helena Carneiro Bachstein;
Josete Negrello; Prof. Daniel Soczek
24
281
282
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
RESUMOS
OCORRÊNCIA DE SCLEROMYSTAX MACROPTERUS COMO
INDICADOR DE QUALIDADE AMBIENTAL EM TRÊS RIACHOS NA ILHA
DE SÃO FRANCISCO DO SUL - SC
A fauna ictiológica da América do Sul é div ersificada e complexa, com
numerosas lacunas no seu conhecimento biológico, sendo o Brasil o país
com a maior quantidade de peixes de água doce do mundo. A Floresta
Atlântica é composta por um mosaico v egetacional, sendo a restinga
comum no litoral de Santa Catarina. A bacia do rio Acaraí é constituída por
v ários pequenos riachos de águas av ermelhadas e ácidas que drenam a
ilha de São Francisco do Sul, e deságua diretamente no Oceano Atlântico.
Nestes ambientes ocorre o coridora, uma espécie de cascudinho limpafundos da família Callichthyidae (Siluriformes): Scleromystax macropterus,
cujos ex emplares são de pequeno porte e caracterizados pela presença
de dupla fileira de placas ósseas com 24 escudos dorsolaterais e 23
v entrolaterais; a boca é subterminal, pequena e rodeada por barbilhões 1
par maxilar e 1 par mandibular. A ocorrência de hábitos migratórios não é
conhecida entre os membros desta família, em que os indiv íduos
apresentam preferências pela ocupação de águas lênticas e fundos de
areia e estão aptos a sobreviver em condições críticas e limitantes à maioria
das outras espécies de peix es (como em águas poluídas, com baixa
disponibilidade de oxigênio ou mesmo em águas rasas ou em quase seca),
em grande parte dev ido a sua respiração aérea acessória. Scleromystax
macropterus é uma espécie rara, estando ameaçada sobretudo devido ás
ações antrópicas deletérias sobre o ambiente onde ocorre. Por conta disto,
esta espécie está citada na lista nacional de peixes ameaçados do
Ministério do Meio Ambiente (MMA), constando também no Livro Vermelho
da Fauna Ameaçada do Estado do Paraná, entretanto na categoria “DD”
(“deficient data”), uma vez que seus aspectos ecológicos são praticamente
desconhecidos, sendo que as informações sobre a sua área de ocorrência
prov êm de registros pontuais e localizados. As coletas foram realizadas
mensalmente e de forma sistematizada entre março de 2004 e março de
2005 em três riachos da bacia do rio Acarai, os quais ocorrem com
diferentes estados de conserv ação. Foram capturados e medidos 38
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
25
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Amaraldo Piccoli; Gilaine Otto; Prof. Luiz Fernando Duboc
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
indiv íduos de Scleromystax macropterus, sendo o outono a estação que
apresentou a maior abundância para a espécie. A análise da estrutura
populacional demonstra uma distribuição normal no riacho denominado
P1, o qual está localizado na área com melhores condições de preservação
ambiental da região. O riacho P2 apresenta moderado grau de degradação,
onde parte do rio está desprov ido de cobertura v egetal, e onde foram
capturados apenas dois indiv íduos. O ponto P3 é a área mais degradada,
onde grande parte da área se apresenta desflorestada e com provável
liberação de esgoto doméstico, sendo que nenhum exemplar de
Scleromystax macropterus foi aí coletado. Os diferentes estados de
degradação ambiental podem estar influenciando na ocorrência e
distribuição da espécie estudada nos três riachos amostrados.
AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO BRUTO AQUOSO DA
FOLHA DA ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA (BERT.) O. KUNTZE
Antonio Camilo Almeida Freitas Junior; Prof. Edilmere Regina Sprada
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
Nos últimos anos tem-se verificado um grande avanço científico envolvendo
estudos químicos e farmacológicos de plantas medicinais que v isam obter
nov os compostos com propriedades terapêuticas. A preparação de
remédios a partir de plantas medicinais tornou-se um recurso terapêutico
alternativ o de grande aceitação pela população. Porém o cuidado no uso
é imprescindível, devido à existência de plantas que podem causar toxidade
e certos efeitos colaterais danosos. A importância das plantas medicinais
dev e-se também por sua contribuição como fonte natural de fármacos e
por proporcionar grandes chances de se obter uma molécula protótipo
dev ido à div ersidade de constituintes presentes nestas. No entanto,
inúmeras plantas que são usadas em preparações fitoterápicas carecem
de um maior controle de qualidade, uma v ez que a literatura científica
indica que muitas destas podem apresentar substâncias tóx icas ou
composição química variável. A Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kuntze é
uma planta da família Araucariaceae, também conhecida como curiúv a,
pinho, cori, pinho-brasileiro, Pinheiro-são-josé e mais conhecida ainda como
Pinheiro-do-Paraná, por ser endêmica nos Estados do Sul do Brasil e
principalmente no Paraná. Não constam muitos estudos farmacológicos
que possam justificar seu uso medicinal. Ex istem somente algumas
informações populares, principalmente atrav és das populações indígenas
26
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
do Paraná e de Santa Catarina. É utilizada terapeuticamente para
tratamento de reumatismo (nó de pinho), dores renais, dores causadas
por quedas durante a gravidez, doenças venéreas (nó de pinho), cataratas,
lesões oculares (pontas de broto), cortes e feridas (pó da casca do caule).
Existem indicações de que as folhas desta planta, em decocção,
apresentam prioridades contra anemias, tumores, fraquezas gerais do
organismo e escrofulose. O objetiv o deste trabalho é av aliar os efeitos
toxicológicos do ex trato bruto aquoso da folha verde da Araucária
angustifolia em camundongos albinos Swiss. O material vegetal foi coletado
de plantas jov ens da localidade de Colombo, região metropolitana de
Curitiba, Paraná; as folhas frescas verdes colhidas foram limpas, separadas
e colocadas em bandeja para posterior extração aquosa por decocção. O
resíduo da planta foi concentrado e posteriormente dissolv ido em água
destilada, obtendo-se um rendimento cerca de 8% do peso seco da planta
processada. No teste de toxicidade aguda prév ia, grupos de animais
receberam uma dose de 62,35mg/0,2ml em administração única v ia intraperitoneal. Após a administração os animais foram mantidos em observação,
por 24 horas para anotação dos efeitos agudos. Na dose e v ia utilizada
observ ou-se morte do animal após 48 horas, seguindo-se para um
protocolo de toxicidade aguda com dosagens de 500, 1000 e 2000 mg/kg
de peso do animal. Atrav és desses dados será possív el calcular as doses
que serão utilizadas nos estudos bioquímicos e farmacológicos posteriores.
A IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA NAS
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR – DESAFIOS E
PERSPECTIVAS
Prof. Daniel Soczek; Prof. Edilmere Regina Sprada
Linha de Pesquisa: Ética em Pesquisa
[email protected]
A partir da publicação da Resolução no 196 de 10 de outubro de 1996, do
Conselho Nacional de Saúde/MS, é notório e significativo o aumento do
número de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) no Brasil. O pioneirismo
da implantação destes comitês deu-se, num primeiro momento, em
hospitais e Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. As IES de
orientação religiosa, por uma questão de princípios que lhes são inerentes,
contribuíram para consolidar a relev ância da discussão da Ética em
Pesquisa e da Bioética na esfera acadêmica e para além dela. Nas demais
instituições, o acompanhamento das pesquisas em uma perspectiv a ética
tem apresentado v ários percalços e muitos desafios. A característica funIII SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
27
damental dos CEPs é a de refletir criticamente sobre os dilemas e análise
da eticidade das pesquisas, fundamentando-se basicamente na proteção
da dignidade do ser humano. A necessidade de um aprimoramento
científico respaldado em perspectivas éticas de pesquisa esbarra na
tendência conteudística e instrumental de discussão das disciplinas, onde
a questão técnica prev alece sobre a questão social. Para que a ciência se
humanize e a formação acadêmica seja marcada pela formação plena do
sujeito, não embasada apenas em competências e habilidades técnicas,
mas também e principalmente no que se diz respeito à formação humana
lev ando-se em consideração a si mesmo, os outros e o meio ambiente
são fundamentais no trabalho de formação contínua, que priorize estas
discussões. A Ética em Pesquisa e/ou Bioética não podem ser tomadas
apenas como mais uma disciplina do curso, mas dev em ser dialogadas
em seminários e congressos, respondendo ao seu papel também
educativ o. O acompanhamento indiv idualizado via projetos de conclusão
de curso, especialização, mestrado ou mesmo doutorado, é mais uma
forma de exercer este caráter educativ o que os CEPs podem e dev em
propiciar. Em um mundo que pende para o relativ ismo e o ceticismo, não
podemos abandonar os rumos da existência ao sabor de qualquer v ento.
O exercício da reflexão sobre a condição humana, de modo racional e
crítico, pode oferecer uma luz neste processo.
IMPLEMENTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO PARA
RECICLAGEM NO CAMPUS JOÃO NEGRÃO DO CENTRO
UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE, CURITIBA - PR
Danúbia Chaves Neuenfeld; Prof. Patricia Calil
Linha de Pesquisa: Educação Ambiental
[email protected]
Com o desenfreado aumento da população nas grandes cidades a produção
de lixo v em aumentando assustadoramente. O culto ao “descartáv el”, pilar da praticidade nas sociedades modernas, tem cobrado um custo
ambiental muito alto. A coleta seletiv a é uma alternativ a ecologicamente
correta que impede que os resíduos sólidos passíveis de serem reciclados
sejam simplesmente despejados em aterros sanitários e lixões. Além disso,
a reciclagem diminui a extração dos recursos que a natureza oferece,
auxiliando na conservação e na economia de energia e gerando emprego.
Entretanto, medidas para minimizar e otimizar o destino dos resíduos
produzidos pela população vêm sendo implantadas apenas por órgãos
28
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
públicos e iniciativ as privadas. A univ ersidade, como geradora de
conhecimento, não pode ficar distante dessas iniciativ as. Sabendo-se que
ações locais promov em resultados em nív eis globais, o presente projeto
visa implementar o gerenciamento e a coleta de resíduos sólidos produzidos
nas dependências do campus João Negrão, no Centro Universitário Campos
de Andrade, Curitiba - PR. Para a realização deste trabalho foi feito um
lev antamento sobre a estrutura do prédio, que conta com 6.427,94m2
distribuídos em três andares, contendo 33 salas de aulas. Há
aprox imadamente 1.627 alunos matriculados que freqüentam
exclusiv amente as dependências deste campus, sendo excluídos os alunos
que freqüentam também o campus Guadalupe e o Ginásio Esportivo. A
análise quantitativ a e qualitativ a do lixo total produzido em quatro dias de
conferência demonstrou uma produção média de 64,143 ± 3,76 kg (± EP)
diários de lixo, tendo como v alor máximo produzido 75.553 kg e mínimo
58.025kg. Assim como em outros trabalhos consultados, de todo o lixo
analisado em três dias, com v alor amostral de 10kg por dia, observ ou-se
uma maior produção diária de lixo orgânico (média ± EP: 6,87 ± 0,18kg),
seguido de materiais recicláveis como papel (1,81 ± 0,07kg), plástico (1,09
± 0,07kg), v idros (0,18 ± 0,06kg) e metais (0,11 ± 0,04kg), respectivamente.
Além disso, foram feitos 89 questionários para os alunos dos cursos de
Biologia, Enfermagem e Nutrição, contendo perguntas fechadas sobre a
consciência destes em relação ao lix o produzido no campus e sobre a
implantação da coleta seletiv a no local. A análise dos questionários
demonstrou que apesar da problemática do lixo não ser a principal
preocupação ambiental dos acadêmicos, sendo esta o desmatamento,
94,4% dos analisados concordaram com a implantação da coleta seletiv a
no campus; 55% separam o lixo adequadamente em casa e 91% afirmaram
que contribuiriam com a separação do lixo no campus. Porém a primeira
semana da implantação das lixeiras seletiv as na cantina não corroborou
os resultados supracitados, pois a demanda de lixo nas lixeiras seletiv as
foi muito baixa e, quando feita, o lixo estava em lugar errado. A análise
visual das lixeiras demonstrou que o material depositado em maior
quantidade e de forma mais correta foi o plástico (lix eiras v ermelhas).
Conclui-se que um trabalho de conscientização ambiental faz-se
necessário junto aos acadêmicos, pois qualquer tipo de mudança de hábito
exige tempo. Outro grande problema observ ado no campus foi o montante
de papéis-toalha gerado nos banheiros. Para minimizar a quantidade,
sugere-se a implantação de toalhas de tecido, as quais não acumulam
resíduos no ambiente e reduzem cerca de 30% o problema de descarte,
tornando o ambiente mais limpo e organizado. O Centro Univ ersitário em
questão não pretende lucrar com a v enda do lixo reciclado. Contudo, este
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
29
pode ser doado a instituições ou transformado em recursos para os próprios
funcionários do campus, incentivando-os a separarem o lix o nas rotinas
de trabalho. Os resultados indicam a necessidade da aquisição de nov as
lix eiras junto ao campus João Negrão e, conseqüentemente, para os
demais campi do Centro Univ ersitário.
ATIVIDADE ANTITUMORAL DO EXTRATO BRUTO DA SEMENTE DE
COIX LACHRYMA-JOBI L.
Prof. Edilmere Regina Sprada; Mônica Paulo Chueiri; Luiz Antonio Acra
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
O presente estudo tev e como objetiv o av aliar a ativ idade antitumoral do
extrato bruto aquoso e hidroalcoólico da semente de Coix lachryma-jobi L.
em tumores sólidos do tipo sarcoma 180. Esta planta é pertencente à
família Poaceae, e suas sementes têm sido utilizadas como alimento e
usadas também como medicamento desde a mais remota antiguidade na
China. No Brasil esta planta é chamada de lágrima-de-nossa-senhora,
capim-de-conta, rosário, conta-de-nossa-senhora, etc., nativ a da Índia e
cultiv ada em toda Ásia, África e América, sendo as sementes, as folhas e
as raízes usadas como medicinais. Frente a alguns estudos científicos e
empíricos e sendo esta uma planta também cultiv ada no Brasil e não
possuindo até então relatos de que tenha a mesma ativ idade antitumoral
da planta chinesa, vimos a importância da realização deste trabalho frente
ao Sarcoma 180 em camundongos. Para a realização deste trabalho foram
coletadas sementes que posteriormente foram secas e preparadas na
forma de extrato bruto aquoso e hidroalcoólico, e administradas em
diferentes doses em camundongos albinos Swiss por um período de 7
dias consecutivos, após terem sido inoculados com Sarcoma 180. Do 8º
ao 31º dia, foram av aliados os tumores e no 32º dia os animais foram
sacrificados e os tumores dissecados, para av aliação dos resultados. O
índice de inibição do crescimento tumoral foi mensurado atrav és da média
dos tumores do grupo controle, frente aos grupos tratados. Os dados obtidos
demonstraram que o extrato bruto aquoso apresentou uma ativ idade
significativa com inibição na dose de 1000mg/kg superior a 58%. Os animais
foram a óbito na concentração de 1500mg/kg do extrato hidroalcoólico.
30
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ICTIOFAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL DO
CAMARÃO SETE-BARBAS NO BALNEÁRIO DE IPANEMA, PONTAL
DO PARANÁ
Em anueliPriscila de Oliveira;Prof.Patricia Calil;
Prof.Ana TerezaB.Guim arães
Linha de Pesquisa:Biologia de Organism oseCom unidades
patecail@ brturbo.com .br
A pesca artesanaldo cam arão sete-barbasXiphopenaeus
(
kroyeri) é
considerada pouco seletiva, considerando-se a grande div ersidade de
organismos capturados em relação à espécie alv o. Esta pesca é realizada
por meio de arrastos simples feitos por canoas em diferentes profundidades
da costa, tendo, em geral, duração de 1 a 4 horas. A fauna coletada é
acondicionada de maneira inapropriada dentro de grandes sacos, chegando
muitas vezes danificada ou morta nas barracas de separação do camarão.
Essa arte gera um elev ado v olume de fauna e é responsáv el pela captura
e mortalidade de inv ertebrados e peixes juv enis, freqüentemente
descartados na beira da praia. Estes recursos são considerados como
dejetos, porém poderiam ser aprov eitados economica e cientificamente
se houvesse algum tipo de plano de gestão no local. Este trabalho tem
como objetivo compreender a composição e a abundância de peixes obtidos
nos rejeitos dos arrastos do camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri)
no Balneário de Ipanema-PR (25º38’07S; 48º 25’50W). Em setembro de
2005 foram analisados três desembarques realizados em frente ao
Balneário, um a 200 metros e dois a 2000 metros da costa, de duração
aproximada de 90 minutos cada. Os peixes coletados foram quantificados
e identificados ao nív el de família e, quando possív el, ao nível específico.
Um total de 525 peixes foi capturado, representando 117 indivíduos por
hora (ind/hora) de arrasto, sendo, na maioria, juv enis. Foram identificados
20 táxons pertencentes a 15 famílias de peixes. As famílias mais
abundantes foram Engraulidae, Sciaenidae e Clupeidae, além dos linguados
das famílias Paralichthyidae, Achiridae e Cynoglossidae. As espécies mais
abundantes foram Anchoa sp., representando 34,3 % do total, com uma
média de 40 ind/hora de arrasto e Paralonchurus brasiliensis que somou
13,7 % do total, com uma média de 16 ind/hora de arrasto. Os linguados
também foram importantes, chegando a 12,6 % do total, com uma média
de 14,7 ind/hora de arrasto. Os arrastos realizados foram comparados
entre si, sendo observ ado que os mais profundos (2000 metros) foram
mais parecidos entre si do que com o arrasto mais raso (200 metros),
principalmente pela ocorrência de Anchoa sp. e Stellifer sp. apenas nos
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
31
mais profundos e Pellona harroweri e Parona signata apenas a 200 metros. Outras espécies estiv eram presentes nas duas profundidades, como,
por exemplo, P. brasiliensis. Vale ressaltar que os resultados aqui obtidos
são preliminares, exigindo um acompanhamento sazonal de um maior
número de desembarques para a confirmação dos padrões observ ados.
Este trabalho, contudo, demonstra a grande div ersidade e abundância da
ictiofauna descartada nos desembarques, enfocando a necessidade de
manejo da pesca artesanal na região.
ESTUDO DA CAPACIDADE DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM
BIODEGRADAR GASOLINA E ÓLEO DIESEL CULTIVADO EM MEIO
LÍQUIDO
Fernanda Edi Zaniol; Prof. Adriane Medeiros
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
O petróleo é amplamente utilizado atualmente, porém é um dos fatores de
risco ambiental e de saúde humana. O solo e a água muitas v ezes são
contaminados pelo petróleo, atrav és de v azamentos e armazenamento
inadequado. O petróleo é derivado de matéria orgânica de origem biológica.
Os restos de plantas e animais, depois de sedimentarem em lamas
argilosas, são submetidos a transformações aeróbias e anaeróbias por
bactérias. O produto degradado, junto com os restos de bactérias, é mais
tarde transformado sob alta pressão e a temperaturas que não excedem
150ºC. As reações de transformação procedem em sítios catalíticos
presentes nas adjacências das superfícies das rochas em presença de
água, ácido sulfúrico, enxofre e outros compostos inorgânicos. Durante
esses processos, o petróleo que está disperso acumula-se por migração
em reserv atórios e finalmente forma os poços de petróleo . Portanto, cada
óleo formado apresenta diferentes características, tanto físicas como
químicas. Assim, uma definição precisa da composição do petróleo é
impossív el, uma v ez que não existem dois óleos exatamente iguais, o que
dificulta o tratamento de áreas contaminadas por tal substância. Segundo
RULKENS (2001), nos últimos dez anos, técnicas de tratamento do solo
estão sendo desenv olv idas para a limpeza de ambientes contaminados
por resíduos e derivados de petróleo, pois a preocupação em relação aos
danos causados ao meio ambiente aumentam a cada ano. A bioremediação
é a tecnologia de utilização de microrganismos na recuperação de áreas
degradadas pela disposição de resíduos, particularmente os resíduos
32
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
químicos tóxicos. O principal objetiv o da bioremedição é a obtenção de
consórcios microbianos ou culturas bacterianas altamente especializados
na degradação de determinados poluentes (COOKSON JR, 1995). Desde
meados dos anos 90, as estratégias de bioremediação têm sido adotadas
seriamente como uma maneira eficaz e de baixo custo para a remediação
de solos contaminados por petróleo e de outros compostos orgânicos,
causando, ainda, menores distúrbios na superfície a ser tratada. Atrav és
do estudo dos microrganismos que degradam o petróleo em compostos
mais simples, ou seja, mais biodegradáv eis, contidos na natureza, podese obter produtos que serão interessantes para a indústria petrolífera,
como por exemplo os biossurfactantes, que são liberados pelos
microrganismos que se utilizam dos hidrocarbonetos do petróleo. Esses
biossurfactantes são muito importantes porque diminuem a tensão superficial do óleo, facilitando o ataque microbiano, como também são utilizados
na recuperação av ançada do petróleo (REZENDE, 2002). A capacidade de
degradar hidrocarbonetos do petróleo é apresentada por div ersos
microrganismos, tanto bactérias quanto fungos e lev eduras.
TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA
(ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) A DIFERENTES SALINIDADES EM
CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Graziele Barbosa de Paula; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
Os costões rochosos de zonas entremarés situam-se na transição entre
os meios terrestre e aquático, estando seus habitantes sujeitos a variações,
o que impõe condições extremas para sua sobrev iv ência. A v ariação da
salinidade é uma delas, podendo ser altíssima durante o v erão, ou chegar
a zero em períodos de chuv a. Os equinodermos formam um dos grupos
mais importantes e das zonas entremarés, sendo os asteróides (estrelasdo-mar) predadores v orazes cruciais para o equilíbrio ambiental. Eles são
considerados como isosmóticos em relação ao meio, sendo denominados
de osmoconformadores. Porém acredita-se que possuam algum
mecanismo de osmorregulação para suportar tais v ariações. No Brasil há
pouquíssimos estudos sobre osmorregulação de equinodermos e apenas
um com a estrela Asterina stellifera, objeto de estudo deste trabalho.
Este projeto tem como objetivo avaliar a tolerância de A. stellifera a
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
33
diferentes salinidades em condições laboratoriais. Os exemplares foram
coletados em um costão rochoso de zona entremarés na Penha, SC.
Foram realizados três experimentos separadamente: ex posição à
salinidade 35 (controle), a zero e a 45. Cada teste foi realizado com seis
animais (seis réplicas). Estes foram colocados individualmente em aquários
de 2,5L e submetidos a uma determinada salinidade por 3h, considerando
o tempo máximo de uma maré baixa. Após 3h foram retirados dos aquáriosteste e colocados em outro aquário com a parte oral v oltada para cima
para o teste de recuperação curta, tendo 30min para v oltarem à posição
normal. Os que não retornaram foram submetidos à recuperação longa,
sendo observ ados por 48h. Em salinidade 35 (controle), todos agiram
normalmente, andando pelo aquário e se recuperando em cerca de 1h
0,08min (± EP), indicando que o experimento, em si, não causa danos ao
animal. Nos primeiros 30min do experimento com salinidade 0 os indivíduos
mov eram-se pouco, direcionando os braços para cima e para baixo,
permanecendo, então, imóveis. Os seis indiv íduos testados estav am com
os estômagos ev iscerados e nenhum obtev e sucesso no teste de
recuperação curta. Já no teste de recuperação longa, quatro viraram-se
em um tempo médio de 26 ± 3,77h (± EP) e dois morreram. O estresse foi
tão alto que eles liberaram gametas na água, indicando que a baixa
salinidade é um fator limitante em ambiente natural, pois os gametas são
pouco tolerantes a esta salinidade, morrendo rapidamente. Quando
expostos à salinidade de 45, dois andaram em direção à lateral do aquário,
prov av elmente em busca de uma situação abiótica mais apropriada, e o
outro se contorceu, lev antando os braços sem se locomover. Os outros
três lev antaram os braços e andaram em direção à lateral do aquário.
Todos se endireitaram em cerca de 4 ± 1,00min (± média EP), tempo
muito menor do que na salinidade zero. Os resultados dos três testes
foram comparados estatisticamente pela análise da v ariância (ANOVA),
que indicou haver diferença significativa entre os valores (F=73,93; GL=15;
p<0,05). Posteriormente foi realizado o teste de Tukey entre os pares de
grupos testados, sendo os tempos de recuperação dos animais expostos
às salinidades de 35 e 45 iguais (p>0,05), corroborando com o fato de que
altas salinidades não parecem ser fatores limitantes. Em campo, os animais
estão sujeitos às mesmas v ariações de salinidade testadas em laboratório.
Tanto sob a ação do sol (aumento da salinidade), como da chuv a, eles
procuram locais sombreados contendo água, ou fendas nas rochas para
se abrigarem. Os resultados indicam que a tolerância de A. stellifera é
menor em salinidades mais baixas, porém a tax a de sobrev ivência em
ambos os testes mostram que este animal deve possuir algum mecanismo
de regulação osmótica, mesmo atestando para o fato de que grandes variações
afetam as suas funções fisiológicas, podendo lev ar o animal à morte.
34
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CNIDOFAUNA CAPTURADA PELA PESCA ARTESANAL DO CAMARÃO
SETE-BARBAS EM IPANEMA, PR
Letícia Silv a; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
A pesca artesanal é dominante na região costeira do litoral paranaense.
O arrasto do camarão é uma das artes mais empregadas, sendo uma
economia de sustento de grande parte dos pescadores da região.
Normalmente, junto à pesca do camarão ocorre uma vasta fauna associada,
que é caracterizado por espécies de cnidários, pequenos crustáceos, entre
outros representantes dos mais div ersos filos já classificados
taxonomicamente. Esta vasta fauna rejeitada define uma elev ada
div ersidade e uma grande biomassa, quando comparada à da espéciealvo. Este rejeito de pesca é muito mais v olumoso, e atualmente constitui
um problema para o pescador. Parte desta fauna poderia complementar
economicamente a atividade pesqueira, e gerar um implemento como
recurso à sustentabilidade da classe. Porém grande parte é rejeitada,
além de propiciar uma altíssima mortalidade dos organismos, diminuindo
assim a biomassa de várias espécies ainda pouco conhecidas. Os
cnidários, principalmente as medusas, em certos períodos do ano, são
tão abundantes que podem inv iabilizar os arrastos por entupir e romper
redes. Porém, podem ser utilizadas como recurso comercializáv el. O
consumo humano de águas-vivas é difundido entre países asiáticos. O
Japão gasta cerca de U$25,5 milhões anuais com importações de águasv iv as para o consumo humano. Austrália, Estados Unidos e México já
entraram neste mercado e aumentam o seu consumo a cada ano. Em
setembro/2005 foi av aliada a cnidofauna acompanhante da pesca do
camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyerii) em Ipanema, Paraná, onde,
até o momento, foram analisados cinco desembarques de canoas da região.
De um total de 30 espécies de inv ertebrados observ adas, apenas quatro
eram do Filo Cnidaria: Calliactis tricolor (Anthozoa; Acontiaria), associada
a caranguejos-aranha (Libinia ferreirae); Chiropsalmus quadrumanus
(Cubozoa); Lychnorhiza lucerna (Scyphozoa, Rhizostomeae) e Olindias
sambaquiensis (Hydrozoa). Apesar de ter sido observada uma baixa
riqueza, o grupo dos cnidários foi o mais abundante, representando de 52
a 81% dos indivíduos capturados. As espécies consideradas como
dominantes foram as medusas L. lucerna e O. sambaquiensis, com
captura por unidade de esforço média (CPUE) equivalente a 259 indiv íduos/
hora de arrasto. Os exemplares destas espécies mostravam-se grandes e
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
35
maduros, o que indica um provável período reprodutivo. Se considerada a
biomassa, a representativ idade torna-se ainda mais expressiv a dev ido ao
tamanho e peso atingido pela cifomedusa L. lucerna. Essa espécie,
bastante abundante e de grande biomassa é potencialmente comestív el e
utilizável como produto de exportação para países consumidores de águasvivas, o que ajudaria no manejo da pesca artesanal da região, aumentando
o ganho da comunidade pesqueira local.
TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DE LITTORINA FLAVA E LITTORINA
ZICZAC EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Mariana Muniz Oliveira; Prof. Patricia Calil
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
A biota de costões rochosos está sujeita a v ariações diárias dev ido ao
ciclo de marés, sendo os padrões de ocupação controlados por fatores
abióticos. Littorina flava e Littorina ziczac são gastrópodes herbívoros
comuns na zona intermareal de costões rochosos. L. flava ocupa a região
do supralitoral, enquanto L. ziczac é encontrada em maior abundância no
intermédio do supra e mesolitoral. Possuindo o mesmo nicho alimentar, a
ocupação diferenciada impediria a competição por alimento, suportando a
hipótese de que a L. flava possua maior tolerância à dessecação do que
a L. ziczac. Na Penha - SC, foram coletados 80 L. flava e 80 L. ziczac.
Vinte animais de cada espécie foram submetidos à exposição ao ar por 6,
10 e 24h, sendo transferidos para aquários contendo água marinha
(salinidade 35 e 25ºC) para a observação da recuperação. Colocados com
a porção oral v oltada para cima, foi cronometrado o tempo de retorno à
posição natural, durante 30m. L. flava apresentou alta tolerância à
dessecação após 6 e 10h (95% e 85%). L. ziczac foi menos tolerante,
hav endo, em ambos, apenas 65% de recuperação. Durante 24h de
exposição, 45% L. flava e 25% L. ziczac endireitaram-se durante os
primeiros 30min. O tempo de permanência em situação v ulneráv el em
ambientes heterogêneos acarretará em predação e morte do animal. A
tolerância foi analisada também em relação à rapidez com que estes
gastrópodes v oltam à posição natural. Os tempos de recuperação dos
exemplares que se desv iraram em 30min. foram divididos em classes,
v ariando de 2s a 30min. Após 6 e 10h de exposição, 90 e 85% dos
exemplares testados de L. flava se recuperaram entre 2s e 4m. Para L.
ziczac, nos mesmos tempos, apenas 30% e 5% desv iraram. Após 24h as
36
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
espécies foram pouco tolerantes, havendo a recuperação de 10% de
L.ziczac e 20% de L. flava nos primeiros 4min. Os indiv íduos que não se
desv iraram em 30min. foram observ ados a cada 6h por um período de 48h
para determinar a mortalidade. L. flava apresentou 5 e 10% de mortalidade
nos testes de 6 e 10h de exposição, em relação à 25 e 20% de L. ziczac.
Após 24h não houv e morte em L. flava e 45% para L. ziczac. Em relação
a todos os indiv íduos que se recuperaram em 48h e dentro de cada teste
de exposição, L. flava e L. ziczac não apresentaram diferença significativ a
entre os tempos de endireitamento (p>0,05), resultado explicado pelo alto
v alor de dispersão dos dados, quando considerados os animais que se
desv iraram em até 48h. À luz da biologia, sugere-se que L. flava realmente
habite regiões mais superiores do costão do que L. ziczac por tolerar por
mais tempo os efeitos nociv os da dessecação, ev itando, pelo menos durante a maré baix a, competir por alimento com L. ziczac.
INVERTEBRADOS DA FAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA
ARTESANAL DE CAMARÃO SETE-BARBAS DO BALNEÁRIO
IPANEMA, LITORAL DO PARANÁ
Max Leopoldo Wentzel; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Teresa Guimaraes
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
No litoral paranaense, a pesca é considerada predominantemente
artesanal. No Balneário Ipanema (25°38’08"S; 48°25’38"W) ex iste uma
importante colônia de pescadores da região, onde várias famílias sobrevivem
da pesca de camarões e de peixes. A pesca de arrasto de camarões tem
como principal fonte de coleta o camarão sete-barbas (Xiphopenaeus
kroyerii). Este tipo de coleta gera um elev ado v olume de outras espécies
animais, a qual é denominada fauna acompanhante. Freqüentemente, estas
espécies são descartadas na beira da praia, onde são comumente
consumidas por av es marinhas, tais como gaiv otas. Observ ando, então,
uma grande quantidade de espécies descartadas, este trabalho teve como
objetivo analisar a div ersidade e descrever a participação da fauna
acompanhante de inv ertebrados junto à captura do camarão sete-barbas.
Sendo assim, foram analisadas capturas deste camarão no local de
desembarque, em setembro/2005. Em entrevistas com os pescadores
foram obtidas informações sobre as características de cada arrasto. Os
arrastos foram realizados em frente ao Balneário Ipanema, a uma distância
de 200 a 2.000 metros da costa, com duração média aproximada de 90
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
37
minutos. Os invertebrados componentes do rejeito de cinco desembarques
foram quantificados e, posteriormente, identificados. Foram coletados 1.947
indiv íduos pertencentes a 28 espécies. O táxon mais rico foi Crustacea
(14 espécies), seguido de Mollusca (6), Echinodermata (4) e Cnidaria (4).
Este último, porém, foi o mais abundante, contendo um total de 1.340
indivíduos. A espécie mais abundante foi o cnidário Olindias sambaquiensis,
representando 65,7% do número total de indiv íduos, com uma média de
233 ind/hora de arrasto. Em ordem de importância, outras espécies que
contribuíram quanto à abundância foram Pleoticus muelleri (Penaeidae),
Lychnorhiza lucerna (Cnidária), Callinectes ornatus (Brachyura),
Astropecten marginatus (Asteroidea), Libinia ferreirae (Brachyura) e
Arenaeus cribrarius (Brachyura), somando 29% do total. Destas espécies
apenas P. muelleri e C. ornatus apresentam potencial econômico, porém
ocorreram em baix a abundância (28 e 20 ind/hora, respectiv amente). A
análise de MDS (Multi Dimensional Scaling) demonstrou que apenas um
dos desembarques diferiu dos demais. Prov avelmente esta diferença tenha
ocorrido devido ao predomínio de L lucerna e uma menor expressão de O.
sambaquiensis. Além destas duas espécies, observ ou-se uma maior
concentração de C. ornatus em relação aos demais desembarques. Os
resultados obtidos demonstram uma grande diversidade, a qual foi
caracterizada segundo o índice de Shanon-Weaner. Os valores calculados
foram 0,612 (Arrasto 1), 0,454 (Arrasto 2), 0,414 (Arrasto 3), 0,634 (Arrasto
4) e 0,552 (Arrasto 5). Atrav és desta análise, pode-se então considerar
que a participação da fauna de invertebrados descartada nos desembarques
apresenta uma grande div ersidade, com espécies que poderiam ser
utilizadas como recurso comercializáv el.
DESLOCAMENTO DE ACTINIA BERMUDENSIS (CNIDARIA:
ANTHOZOA) EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS
EM PENHA, SC
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
Actinia bermudensis constitui a mais abundante espécie de anêmona do
mar encontrada no litoral do Paraná e de Santa Cataria. Assim como
outras espécies de anêmonas, os adultos de A. bermudensis possuem a
habilidade de se locomov erem por curtos espaços sobre a rocha que
habitam. Tal deslocamento ocorre em uma escala espaço-temporal
38
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
reduzida de poucos centímetros e dura prov avelmente poucos minutos,
ocorrendo geralmente à noite, durante os períodos de maré baixa. Este
comportamento tem sido associado a diversos fatores ambientais como
reposta a agressões, à predação, ou a algum tipo de estresse físico,
gerando o escape dos indivíduos. Entretanto, tal capacidade nunca foi
descrita para esta espécie e é pouco conhecida para a maioria das
anêmonas estudadas no mundo, sendo até então desconhecidos os fatores
causais desta movimentação. O deslocamento de indivíduos jov ens e
adultos de A. bermudensis sobre um costão rochoso de zona entremarés
situado na praia do Quilombo, na Penha, SC, foi mensalmente
acompanhado durante o período de março a julho de 2005, por meio da
técnica v isual dos quadrados. A amostragem das rochas foi feita por
conveniência, sendo escolhidas aquelas com maior abundância da espécie
alv o. Em março de 2005 foram realizadas 10 marcações de 50 x 50 cm,
sendo cada anêmona indiv idualizada. Em cada espécime foi realizada a
mensuração do disco pedal para facilitar o acompanhamento de cada um
nos meses seguintes. Inicialmente, foram encontradas 56 anêmonas,
hav endo a variação de 1 a 15 exemplares por quadrado amostral. O maior
deslocamento (cerca de 10 cm) foi realizado por indiv íduos que de 8 a 25
mm. Exemplares com diâmetro maior do que 25 mm não parecem ter
tanta capacidade, ou necessidade de se deslocarem, locomov endo-se
por aproximadamente 2 cm. Prov av elmente estes indiv íduos maiores
alcançaram um refúgio de tamanho, estando indisponíveis para
determinados predadores. Nos meses de abril a julho de 2005 foi observada
a seguinte % de deslocamento, sempre em relação à quantidade de
anêmonas encontrada no mês anterior: 23,2%, 26,6%, 21,1%, 15,8%,
respectiv amente. Durante todo o período amostral, a maioria dos
exemplares que se locomov eu não indicou uma preferência direcional da
movimentação, não hav endo um padrão comum, mas sim randômico. Não
foi observ ado nenhum tipo de preferência em relação á direção do
deslocamento para juvenis e adultos. Em relação à ocupação preferencial
de microhábitats, todos, independente da fase de desenv olv imento,
posicionavam-se com seus tentáculos voltados para a água. Os indivíduos
jov ens tendem a permanecer em sulcos e fendas nas rochas, enquanto os
adultos permanecem mais ex postos. Esta diferença pode ser explicada
como forma de ev itar a competição intraespecifica e delimitar diferentes
nichos de hábitat, ou até mesmo pela maior tolerância à dessecação dos
indiv íduos maiores. O alto deslocamento de alguns exemplares parece
estar associado à grande abundância em algumas regiões amostradas, e,
por conseqüência, a um pequeno espaço entre os indiv íduos, o que poderia
produzir algum tipo de interferência entre eles. Sugere-se que os padrões
associados ao tamanho dos indiv íduos tenham importância secundária no
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
39
deslocamento dos mesmos, sendo este dependente dos nív eis de
abundância local nos costões.
TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DO PREDADOR STRAMONITA
HAEMASTOMA E DE SUAS PRESAS BRACHIDONTES SOLISIANUS
E COLLISELLA SUBRUGOSA EM LABORATÓRIO
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
Os padrões de ocupação de costões rochosos de zonas entremarés são
regulados por v ários processos. As comunidades que ocupam esses
hábitats estão sujeitas a intensas mudanças das condições abióticas
dev ido ao ciclo de marés. A capacidade de ev itar a perda de água durante
a exposição ao ar, principalmente em altas temperaturas, constitui uma
adaptação importante para invertebrados, garantindo uma ampla distribuição
espacial. Sugere-se que o predador possua uma tolerância menor a alguns
fatores físicos ambientais do que suas presas, o que garante a coexistência
de diferentes populações em uma comunidade. Esta idéia constitui um
conhecido e aceito paradigma sobre a predação, utilizado para explicar a
zonação horizontal em tais ambientes. Em um costão rochoso de zona
entremarés localizado na Penha (SC) foram coletados 40 exemplares do
predador Stramonitra haemastoma e de suas presas Brachidontes
solisianus e Collisella subrugosa. Em laboratório, 20 indiv íduos foram
colocados indiv idualmente em uma bandeja e expostos ao ar por 6 horas
em locais sombreados, e mais 20, em locais ensolarados. Após a
exposição, foram acondicionados em aquários contendo água do mar com
salinidade de 35 e temperatura de 20ºC para a observ ação de sua
recuperação. Nestes foram realizados testes de endireitamento, sendo o
animal colocado com a parte oral v oltada para cima e cronometrado o
tempo para v oltar à posição natural. Indivíduos que não se desviravam em
30 minutos foram observ ados a cada 6 horas durante 48 horas. Dentre os
organismos ex postos a regiões sombreadas, o mais resistente foi B.
solisianus, que se endireitou em 331 ± 59 segundos (média ± EP), seguido
por S. haemastoma (429 ± 277), não hav endo nenhuma mortalidade em
ambas as espécies. A maior tolerância desta presa garante que ele ocupe
zonas superiores do costão por mais tempo do que o seu predador, sendo
uma das espécies dominantes nas faixas horizontais superiores. O menos
resistente foi C. subrugosa, (3811 ± 2592), tendo havido três mortes. O
40
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
fato de este animal não possuir opérculo, ou v alv as, que mantenham um
micro ambiente interno fisiologicamente adequado, pode maximizar a perda
de água quando ex posto ao ar. Para os organismos expostos ao sol, a
tolerância foi bem menor. B. solisianus recuperou-se em 1601 ± 612
segundos, sendo que seis exemplares morreram. C. subrugosa apresentou
11 mortes e o restante desv irou em 422 ± 260 segundos. O predador S.
haemastoma apresentou uma mortalidade total, sendo totalmente
intolerante às condições a que foi exposto. Em dias ensolarados o predador
parece ter uma capacidade menor do que a de suas presas, observação
esta que vai de encontro à premissa postulada pelo paradigma de predação.
COMUNIDADES TRADICIONAIS E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL - UM
CONVITE PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
Paulo Ernst Garcia; Dennis Nogaroli Marques Patrocínio; Karine
Cordeiro do Vale; Prof. Edilmere Regina Sprada
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
A sociedade, em todos seus segmentos, precisa entender que é de seu
interesse trabalhar pela conservação e desacelerar a perda de espécies e
de comunidades biológicas. Se conseguirmos prov ar que a proteção da
diversidade biológica tem mais v alor que a destruição, então a população
e os seus gov ernantes provavelmente agirão de forma mais benéfica. Em
muitos casos, espécies são lev adas à ex tinção por causa de uma
combinação de fatores agindo simultaneamente ou seqüencialmente
(PRIMACK, RODRIGUES). Um elemento-chave para educação ambiental
em programas de conservação é desenvolver mecanismos que promov am
o engajamento de comunidades locais. A adoção de abordagens
participativ as pode incentiv ar populações que habitam regiões próximas a
áreas naturais a se env olv erem com conserv ação, ajudando a protegê-las
(PADUA et al, 2003). Responsabilizar uma população pobre ou da zona
rural ou ainda uma determinada indústria pela destruição da diversidade
biológica, é uma estratégia simplista e comumente ineficaz. Se desejarmos
que a div ersidade biológica seja preserv ada é necessário o desempenho
de outros papéis. O primeiro deles é sermos mais eficazes como
educadores, tanto na esfera pública como dentro das salas de aula. A
participação e a consulta às comunidades locais e tradicionais, assim
como outras formas de participação pública no planejamento, nas decisões
e na gestão, constituem um meio muito útil para se colocar à prov a e
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
41
integrar os objetiv os econômicos, sociais e ecológicos. A participação
pública dev e estar em todas as etapas do processo, desde a elaboração
da política até a formulação e a verificação do projeto (Estratégia Mundial
para Conserv ação, 1979). A importância da participação pública também
está ligada à educação a nív el fundamental e médio, pois são essas
crianças e jov ens que podem mudar o quadro de degradação ambiental
que encontramos nos dias de hoje. Os organizadores da estratégia mundial
para conservação revelam ainda que a participação reforça a confiança
pública e melhora a compreensão dos objetiv os da gestão, e a participação
pública tem particular importância em relação ao desenv olv imento, uma
v ez que muito pouco se obterá sem uma participação ativ a da população
local. Diante de todos esses fatos é de grande importância a inclusão da
disciplina de Educação Ambiental em estabelecimentos escolares de
ensino fundamental e médio, tendo como princípio a conserv ação da
natureza.
A HANTAVIROSE NO ESTADO DO PARANÁ
Paulo Eduardo Ernst Garcia; Iara Ferreira;
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli Marques Patrocínio;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
As hantav iroses constituem infecções zoonóticas amplamente distribuídas
em todo o mundo. Podem se apresentar sobre as formas de Febre
hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS) e Síndrome Pulmonar por
Hantavírus (HPS), sendo esta última a única encontrada nas Américas. A
contaminação se dá atrav és da inalação de poeiras contaminadas com
fezes, urina e saliv a dos ratos silvestres, contato direto com as fezes ou
atrav és de água ou alimentos contaminados. Até maio de 2002, foram
diagnosticados 172 casos de hantavirose em todo o Brasil, sendo a maioria
nas regiões Sudeste e Sul. No Estado do Paraná foram diagnosticados
115 casos com 46 óbitos até 2005. Foi realizado um levantamento dos
casos de hantav irose no Paraná e observ ou-se que a contaminação está
na maioria dos casos relacionada ao corte de madeira. No Paraná, o corte
de Pinus sp. intensificou-se há mais ou menos três anos atrás. Os
trabalhadores envolvidos nessa ativ idade, geralmente com idade entre 20
e 40 anos, v iv em longos períodos de tempo em barracas, estocando seu
alimento dentro do abrigo, sem as necessárias medidas de proteção,
42
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
facilitando o acesso de roedores que contaminam o ambiente com fezes e
urina, propiciando condições para a transmissão da doença. Entre os anos
de 2000 e 2003 a letalidade tornou-se crescente atingindo 100% em 2004.
Outra análise é o desequilíbrio ecológico no ecossistema artificial provocado
pela ativ idade econômica, que possibilitou o encontro do ser humano com
os roedores. A substituição da mata natural por espécies v egetais exóticas
implica em profundas alterações ambientais, eliminando ou diminuindo,
entre outras conseqüências, as populações das div ersas espécies animais
e entre elas muitos dos predadores naturais de roedores. Os roedores
são animais com grande capacidade de adaptação aos mais div ersos
ambientes. Possivelmente, esses e outros aspectos estejam influenciando
na sobrevivência de v árias espécies de roedores nessas áreas e influindo,
portanto, no risco de transmissão da doença. Fica ev idente a necessidade
da implantação de v igilância epidemiológica da Síndrome Pulmonar por
Hantav írus (SPH) para melhor conhecimento do seu comportamento e
introdução de medidas de prev enção. Esta v igilância dev erá ser capaz de
proporcionar informações adequadas, em tempo hábil e na forma correta,
para que se efetuem ações de controle. Principalmente deve antecipar-se
na ocorrência de processos patológicos comuns à síndrome, detectando
o caso em seu início, ev itando as formas grav es e, conseqüentemente
óbitos. Somente atrav és de campanhas de conscientização, da importância
de se tomar as dev idas precauções quanto ao estoque de alimentos e
limpeza das casas, essa zoonose poderá ser controlada.
ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PASSIFLORA
(PASSIFLORACEAE) NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PARANÁ
Renata Rosana Toigo; Prof. Armando Carlos Cerv i
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
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O estudo do gênero Passiflora L. da família Passifloraceae sempre despertou
interesse,dada a sugestiv a estrutura de suas flores. Da mesma forma, a
sua dispersão no ambiente trópico e seu potencial econômico reforçaram
a nossa dedicação. A família Passifloraceae no Brasil tem como gênero
mais representativ o a Passiflora, com cerca de 130 espécies, seguido do
gêneros Dilkea, Mitostemma, Ancystrothyrsus e Tetrastilis. No estado do
Paraná ocorre apenas o gênero Passiflora,com cerca de 23 espécies.
Diante destes fatos, o trabalho tem por objetiv o descrev er as espécies do
gênero Passiflora contribuindo para o conhecimento das espécies do
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
43
município de Curitiba no Estado do Paraná. Para o estudo tax onômico,
foram consultadas obras clássicas de Botânica Sistemática bem como
trabalhos específicos e correlatados da família e do gênero. Foram
agendadas v isitas aos Herbários HACC (Herbário Armando Carlos Cerv i
do Centro Univ ersitário Campos de Andrade), UPCB (Herbário do
Departamento de Botânica da Univ ersidade Federal do Paraná), HUCP (
Herbário da Pontifícia Universidade Católica do Paraná), HFIEPR (Herbário
das Faculdades Integradas Espíritas do Paraná), MBM ( Museu Botânico
Municipal de Curitiba), onde se v erificou a quantidade de espécies
ocorrentes no município de Curitiba. Nas coleções de exsicatas de cada
um dos herbários foram verificados os dados de fenologia, ecologia e nomes
populares. Estes dados foram obtidos através das etiquetas das exsicatas
dos herbários e comparados com a literatura existente. Foram efetuadas
coletas de material vivo para estudos das estruturas florais, estípulas e
folhas. Para a identificação das espécies foram utilizadas chaves analíticas
dos trabalhos de Cervi (1982,1995,1997). Após o lev antamento das
exsicatas nos herbários, foram encontradas para a cidade de Curitiba a
ocorrência de cinco espécies. As espécies encontrados foram: Passiflora
actinia Hook., Passiflora alata Curtis, Passiflora amethystina Mikan,
Passiflora caerulea L. e Passiflora edulis Sims. As espécies foram
redescritas e separadas por uma chav e analítica dicotômica, baseadas
nos caracteres morfológicos macroscópicos. No estudo são apresentados,
também, observ ações ecológicas, floração, etimologia das espécies,
nomes populares e outras informações de caráter prático. Das espécies
coletadas, a mais representativ a no município de Curitiba é Passiflora
actinia Hook., com 44 exsicatas, uma vez que esta espécie é típica da
Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária), seguida por Passiflora
alata Curtis com 21 exsicatas, Passiflora edulis Sims com 17 exsicatas,
Passiflora amethystina Mikan com seis exsicatas e a mais rara, Passiflora
caerulea L., com três ex sicatas. As espécies Passiflora alata Curtis e
Passiflora edulis Sims são espécies cultiv adas no município, pois seus
frutos são consumidos pelo homem.
44
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
I NTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: O CASO DO QUELÔNIO
TIGRE DA ÁGUA TRACHEMYS SCRIPTA ELEGANS
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio;
Paulo Eduardo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
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Um levantamento prévio realizado nos arquivos da fiscalização do Instituto
Ambiental do Paraná (IAP) indicam números alarmantes referentes à
entrada ilegal de quelônios, cágados do gênero Trachemys, com a
apresentação de dados que representam 38% das apreensões no Estado
do Paraná. Informações colhidas da comunidade e funcionários da Reserva
Natural Morro da Mina - PR, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selv agem
e Educação Ambiental (SPVS) relatam o av istamento de indivíduos de
Trachemys sp. na reserv a. Vulgarmente conhecido como Tigre-d‘água ou
Tartaruga-de-orelha-v ermelha, a Trachemys scripta elegans é uma
subespécie originária da América do Norte e é trazida para o Brasil
ilegalmente como animal de estimação. Muitas das introduções de
Trachemys scripta elegans acontecem dev ido ao desconhecimento da
população, que tentam livrar o animal da “prisão” (cativ eiro). Muitos
indiv íduos de Trachemys sp. são soltos na natureza depois que o animal
atinge a maturidade, quando dificultada a sua manutenção em aquários.
Possui um comportamento muito parecido com o da espécie Trachemys
dorbignyi conhecida também como Tigre-d’água, porém nativ a do Brasil.
No entanto, se a espécie Trachemys scripta elegans for solta no mesmo
ambiente que a nativa, há grandes chances de a espécie exótica conseguir
se instalar em seu nov o lar e muitas delas crescerem em abundância as
custas das espécies nativas. Essa espécie exótica tem potencial de
deslocar as espécies nativ as atrav és de competição por limitação de
recursos. As espécies animais introduzidas podem ser predadoras de
espécies nativ as e lev á-las à extinção, ou alterar o seu ambiente a tal
ponto que muitas destas espécies não conseguem subsistir (Primack &
Rodrigues, 2001). Nenhuma das duas espécies pode ser comercializada
sem documentação e, passando-se pela importada, o comprador acredita
que não v ai ter problema com fiscalização. Ao adquirir esses animais ele
dev e exigir as documentações do estabelecimento de onde irá comprá-lo.
A preserv ação da Trachemys dorbignyi está seriamente ameaçada por
div ersos fatores, como a coleta ilegal de filhotes, destruição dos locais de
reprodução, caça e consumo predatório de ovos, poluição e contaminação
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
45
de rios por mercúrio e outros poluentes. Hoje já existem criadouros
destinados à criação desses quelônios autorizadas pelo IBAMA. Basta
ao interessado apoiar a preservação e o comprometimento com a natureza,
não encorajando o tráfico de animais silv estres.
ERUCISMO POR LONOMIA SP NO ESTADO DO PARANÁ
Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio;
Paulo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale;
Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
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A ordem Lepidoptera, que engloba as borboletas e mariposas, constitui
uma das maiores dentro da Classe Insecta, como o próprio nome indica.
São insetos que possuem asas recobertas de escamas na fase adulta
(Lepdo escamas; ptera = asa) e larv a do tipo Euruciforme (catterpilar do
inglês = catta pilosa) onde determinadas espécies apresentam a forma
jov em com cerdas urticantes. O termo Erucismo (erucae =larv a) e (ismo=
agente tóxico) representa a ação tóx ica de larv as peçonhentas de
artrópodes como os acidentes causados pelas lagartas do gênero Lonomia.
A grav idade do acidente depende de fatores como o número de lagartas
envolvidas, a idade e a sensibilidade da região afetada. Além da gravidade
dos sintomas causados pelo acidente, o tempo de atuação do v eneno
pode variar entre zero e dez dias e o tratamento também pode se prolongar
por mais de dez dias. Algumas famílias, como os Saturnídeos, possuem
representantes cujas formas jov ens são responsáv eis por acidentes
hemorrágicos, conhecidos como erucismo. Para a América do Sul, além
de Lonomia oblíqua Walker, 1855, e outros saturnídeos da subfamília
Hemileuciinae com os gêneros Automeris, Dirphia e Hylesia, apresentam
cerdas urticantes e são responsáv eis por sérios acidentes. São sem dúvida
os representantes dos Megalopigídeos e Saturnídeos os responsáveis pelo
maior número de erucismo no Brasil, destacando-se entre estes, Podalia
sp, Megalopyge sp, Megalopyge lanata, Megalopyge albicolis, M. lanata e
M. albicolis (Taturana-gatinho ou Taturana-cachorrinho). No Brasil, os
primeiros relatos de acidentes com óbitos causados pela espécie Lonomia
achelous ocorreram no Estado do Amapá; o mesmo aconteceu, em 1989,
no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com L. obliqua, com registro
de quatro óbitos, em 2004 ocorreu o primeiro óbito na Região Metropolitana
de Curitiba, em Tijucas do Sul. No Estado do Paraná foram notificados
46
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
entre os anos de 1994 a 2002 um total de 271 casos de Erucismo. Em
relação à idade, a faixa etária mais exposta foi entre 0 a 10 anos, com
31,42 % e as idades menos expostas são as acima de 61 anos com
apenas 2,4%. A região do corpo mais afetada é a mão com 39,49% seguida
pelo braço com 13,48% e o ante-braço com 9,45% e a região do corpo
menos afetada é o punho com 0,2%. Quanto à ev olução dos casos,
observ ou-se que na grande maioria a ev olução foi com cura sem seqüela
com 89,28% e uma porcentagem de 0,32% com cura com seqüela, sendo
apenas 0,32% de óbitos. Já as profissões com maiores porcentagens de
acidentes são estudantes com 21,18% e agricultores com 22,14%. O
sexo mais afetado é o masculino com 61,58%. Concluímos que os
acidentes com lagartas são mais freqüentes em regiões mais expostas,
mãos e regiões próximas, e a faixa etária está entre 0 a 10 anos e que as
medidas de profilaxia e tratamento têm contribuído para o declínio dos
números de casos registrados .
TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA
(ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) À DESSECAÇÃO EM CONDIÇÕES
LABORATORIAIS
Vanessa Cristina Dv ulatk; Prof. Patrícia Calil
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
Os costões rochosos encontram-se entre o ambiente marinho e o terrestre.
Estudos com equinodermos de ambientes de substrato duro dão mais
enfoque aos equinóides, porém os asteróides são muito comuns e pouco
estudados. A temperatura e a disponibilidade de alimento são os dois
principais fatores que afetam o desenvolvimento de invertebrados marinhos.
Isso é importante para os organismos de zonas entremarés, que ficam
horas expostos à dessecação e a altas temperaturas, dev ido ao ciclo das
marés, ficando ex postos ao ar de 2 a 4h na maré baixa. Assim, ficam
susceptív eis à perda de sal, à entrada de água durante chuv a intensa, ou
à perda de água pela ação do sol. Asterina stellifera é o asteróide de
maior abundância em zonas entremarés de costões rochosos de Santa
Catarina, exercendo um papel efetiv o como predador-chav e sobre a biota
incrustante. Esse trabalho v isa av aliar a tolerância de A. stellifera a
diferentes condições de dessecação em laboratório. Os animais foram
coletados em um costão rochoso de zona entremarés na praia do Quilombo,
na Penha, SC. Foram levados para o laboratório e colocados individualmente
em bandejas, sendo expostos ao ar em um dia de inverno sem sol (10ºC).
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
47
O teste foi iniciado com seis animais colocados individualmente em
bandejas e expostos ao ar por 3h. Durante este período foi acompanhado
o comportamento nos 30min. iniciais. Após a exposição, foram retirados
da bandeja, sendo cada um colocado com a parte oral v oltada para cima
em 1 aquário (2,5L) contendo água marinha (salinidade 35) e temperatura
ambiente para a observ ação da recuperação. Esta foi observ ada durante
30min, sendo cronometrado o tempo que cada um demorou em v oltar à
posição natural. Os que não se desvirassem neste período foram colocados
em aquários de recuperação longa, onde permaneceram por 48h, sendo
observ ados a cada 6h. Notou-se que 5 deles lev antaram imediatamente
os braços, provavelmente à procura de algum substrato para se fixar. Destes,
4 se locomov eram em direção à borda da bandeja, talv ez em busca de
água. O indiv íduo que não se locomov eu permaneceu com os braços
erguidos, porém apresentou-se totalmente contorcido. O único exemplar
que não levantou os braços foi o que mais se deslocou, andando cerca de
10cm. Todos sobrev iv eram, sendo a média de endireitamento de 5 ±
0,55min (± EP). Este experimento indicou que a A. stellifera consegue
suportar a dessecação em dias sombreados e que, mesmo habitando
preferencialmente a região mais inferior do costão, possui a capacidade
de ocupar e predar animais que habitam as zonas mais secas e superiores
durante a maré baixa. A segunda fase do teste foi realizada da mesma
forma supracitada, porém em um dia de inverno com sol (23ºC). Nos
primeiros 30min de observação os seis indiv íduos testados andaram para
regiões próximas às bordas das bandejas e lá permaneceram totalmente
imóv eis durante as 3h de ex posição. Ao retirá-los das bandejas, todos
estav am com os estômagos ev iscerados, indicando um grau de estresse
bem maior do que quando expostos à sombra. Todos sobreviveram, contudo
a média de endireitamento dos cinco animais que se desv iraram durante a
recuperação curta foi significativ amente maior do que no experimento anterior (37 ± 6,78min; Teste t: p<0,05). O fato de que um dos animais foi
para a recuperação longa e se desvirou apenas após 2h corrobora a hipótese
de que a A. stellifera possui uma menor tolerância quando exposta ao ar
em temperaturas mais quentes, sugerindo-se que este fator abiótico é
limitante para a ocupação deste asteróide no costão. Estes resultados
são preliminares, sendo que outros experimentos estão em andamento
para a determinação da capacidade deste asteróide em tolerar a exposição
ao ar em diferentes condições abióticas.
48
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
SUCESSÃO ECOLÓGICA EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA
ENTREMARÉS EM SANTA CATARINA
Vanessa Woellner de Castro; Marseille Nancy Rosa;
Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
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O desenv olv imento de assembléias epibênticas em substratos duros de
ambientes marinhos tem sido tema de numerosas investigações, sendo a
ocupação de ambientes heterogêneos como as regiões entremarés, de
extremo interesse ecológico. A maioria dos organismos que compõem
essa comunidade é séssil, v iv endo aderidos ao substrato e sujeitando-se
às oscilações de maré. A limitação do substrato e a ação de fatores bióticos
e abióticos exercem um controle direto nos padrões da ocupação de um
costão rochoso. A sucessão em ambientes marinhos de substrato duro
geralmente possui uma seqüência prev isível, com organismos coloniais
aparecendo antes dos individuais. Este trabalho tem como objetiv o
acompanhar a sucessão ecológica em dois tipos de costão rochoso de
zona entremarés na Penha, SC, por um período de 24 meses (em
continuidade no momento). Foram preparados dois tipos de área para o
estudo, sendo em cada uma delas realizadas marcações de seis
quadrados, tendo cada um deles 100cm² (área total de 1200cm²),
reticulados com vinte e cinco interseções de 4cm cada. A primeira área
caracteriza-se por ser em um costão exposto sob a ação direta das ondas,
e a outra por ser uma região abrigada, permanentemente coberta por água
durante a maré alta. Foi realizada uma observ ação prév ia da biota dos
dois costões, utilizando-se o método visual dos quadrados. Os quadrados
foram então submetidos à metodologia destrutiv a, sendo toda a biota
raspada com auxílio de espátula em julho/04, v isando-se acompanhar a
sucessão ecológica neste ambiente a partir da rocha nua. Após a raspagem,
o percentual de cobertura do substrato foi acompanhado por meio de dados
coletados em períodos que v ariaram de 30 a 45 dias, durante 15 meses
sucessiv os, para o monitoramento de espécies colonizadoras. A partir
dos registros obtidos em campo, foram calculadas as áreas de ocupação
total do substrato por todas as espécies presentes (somadas), em cada
mês amostrado. Foi ainda calculada a área de ocupação de cada espécie,
por mês, em ambos os costões e realizado o cálculo de diversidade segundo
Shannon-Wiener (H’). Antes de ser realizada a raspagem (julho/04), foram
encontradas 12 espécies (inv ertebrados + algas) no costão exposto e 10
no abrigado, possuindo o costão exposto uma div ersidade
significativ amente maior do que o abrigado, sendo o exótico Isognomon
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
49
bicolor a espécie mais abundante no costão exposto. Em ago/04 nenhum
inv ertebrado, em ambos os costões, ocupou mais do que 2% da área. Em
set/04, espécies colonizadoras como C. bisinuatus e B. solisianus
começaram a aparecer em maior abundância no costão abrigado. No mês
outubro, o costão abrigado apresentou um maior H’do que o exposto,
com a presença de I. bicolor. Em nov /04, dez/04 e fev /05, houv e uma
tendência similar na ocupação dos dois costões, o que culminou em um
H’semelhante em fev /05, indicando o início de um equilíbrio das áreas
raspadas. Como tendência geral, durante os primeiros sete meses de
ocupação, ambos os costões foram colonizados por espécies semelhantes,
hav endo uma maior abundância de algas e herbív oros no exposto e de
organismos filtradores no abrigado, sendo que oito espécies encontradas
antes da destruição da biota ainda não hav iam aparecido até então. Este
trabalho indicou que o padrão de ocupação de costões rochosos de zonas
entremarés não é rapidamente retomado após uma grande perturbação.
Costões abrigados possuem uma maior tendência de abrigar uma
comunidade mais rica e diversa do que os expostos, que possuem padrões
abióticos que dificultam a colonização inicial das espécies.Tais resultados
são preliminares e somente após um maior período de observ ações poderse-ão tirar conclusões mais robustas e definir o real padrão de sucessão
em ambientes semelhantes aos estudados neste trabalho.
ASPECTOS POPULACIONAIS DO CARANGUEJO LIBINA FERREIRAE
E SUA SIMBIOSE COM A ANÊMONA DO MAR CALLIACTIS
TRICOLOR NO LITORAL DO PARANÁ
Viv ian Czarneski Machado; Prof. Patricia Calil;
Prof. Ana Tereza B. Guimarães
Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades
[email protected]
O caranguejo aranha Libinia ferreirae é freqüentemente observado junto
ao produto da pesca de arrasto de camarões no litoral do Paraná sendo,
juntamente com Callinectes danae, um dos Brachyura mais abundantes
no rejeito da pesca. É comum a associação simbiótica deste caranguejo
com a anêmona Calliactis tricolor, porém a maioria dos estudos nessa
área relatam a simbiose de C. tricolor com ermitões. Esta associação é
benéfica para ambas as partes, sendo que o caranguejo “transporta”a
anêmona para locais onde possa hav er div ersos tipos de alimento, e ela,
por sua v ez, o protege de possív eis predadores com suas células urticantes
(cnidócitos). Este trabalho tev e como objetivo caracterizar a população de
50
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
L. ferreirae prov eniente do rejeito da pesca artesanal do camarão setebarbas (Xiphopenaeus kroyeri) em Ipanema, Paraná e detectar possív eis
padrões de sua associação com a anêmona do mar C. tricolor. Cinco
arrastos comerciais realizados pelos pescadores locais (de
aproximadamente 90 minutos) foram analisados em setembro de 2005.
Os espécimes de L. ferreirae foram sexados, sendo obtidos o comprimento
da carapaça (CC) e a largura (LC). As fêmeas ovadas e os indiv íduos com
evidências de ecdise recente foram quantificados, além da presença,
localização e diâmetro do disco pedal de C. tricolor. Dentre os 61
exemplares de L. ferreirae analisados, a proporção sex ual foi de 1:1. As
fêmeas apresentaram uma v ariação de LC entre 2,2 e 6,6cm (4,4 ± 1,1DP)
e CC de 1,7 a 7,4cm (4,9 ± 1,2DP). Os machos apresentaram LC de 2,8 a
6,7cm (4,7 ± 1DP) e CC de 2,3-7,2 (5 ± 1DP), ev idenciando a ausência de
dimorfismo sexual para o tamanho do corpo. A maior parte das fêmeas
(moda) apresentou LC entre 4,0 e 4,5cm e CC de 4,5 a 5,0cm. O tamanho
modal dos machos foi um pouco maior do que o observado para as fêmeas:
de 4,5 a 5,0cm (LC) e de 4,5 a 5,5cm (CC). Foram encontradas somente
4 fêmeas ovadas e 9 indiv íduos com carapaça mole (ecdise recente). Um
total de 21 C. tricolor estiveram presentes em apenas 9 caranguejos, variando
de 1 a 3 por indivíduo. Apenas 3 anêmonas foram encontradas no abdômen,
apresentando um tamanho máximo de 2,0cm. A presença de epibiontes
no abdômen dificulta o deslocamento natural de L. ferreirae. A grande
maioria das anêmonas (18 indivíduos) estav a localizada no dorso dos
caranguejos, com um tamanho máximo de 4,8cm. Estas estav am
distribuídas de forma semelhante nas regiões anterior e posterior da
carapaça, porém não foi observ ado nenhum exemplar na região frontal da
carapaça. Alguns estudos relataram que os próprios caranguejos, ao se
depararem com anêmonas juv enis desta espécie, tentam capturá-las e
colocá-las sobre suas carapaças, arrancando-as, porém, se estiverem
muito próximas à região dos olhos. Acredita-se que esta associação seja
facilitada pela baixa locomoção de L. ferreirae e por esta habitar o infralitoral
não consolidado, ambiente calmo e com pouca ação das ondas, tornando
a associação estáv el.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
51
52
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES
PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Adriane Fátima Kulibaba Vargas; Prof. Petra Mirella Theiss
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
CIÊNCIAS DA SAÚDE
A desnutrição é uma manifestação associada à insuficiência cardíaca
(IC), principalmente nos estágios mais av ançados da doença. O objetiv o
deste estudo foi avaliar o estado nutricional (EN) e o consumo alimentar
habitual de pacientes portadores de IC congestiv a. Neste estudo transv ersal, analisaram-se 35 pacientes freqüentadores do ambulatório de IC. A
av aliação do EN foi realizada por comparação do índice de massa corporal (IMC) e porcentagem de perda de peso (%PP). Para análise do consumo
alimentar, utilizou-se recordatório de 24 horas e a frequência alimentar.
Quanto aos resultados obtidos, observou-se que o valor energético médio
encontrado foi de 1420 kcal/dia, sendo que 54% dos pacientes
apresentavam alimentação normoglicídica, 49% hipoprotéica e 78%
hiperlipídica. Verificou-se também que, 54% dos pacientes apresentaram
redução do seu IMC, o que ev idencia gradativ a perda de peso, cuja
probabilidade de ev oluírem para uma desnutrição é muito maior. Com
relação à %PP, 26% dos pacientes tiveram perda de peso importante
(maior ou igual a 5% em um mês). Desta forma, conclui-se que o consumo
calórico/energético desta população é inferior ao recomendado, fazendo
com que possam evoluir para uma possível desnutrição, além de observarse também a importante %PP que apresentaram; ressaltando assim a
necessidade de intervenção e cuidados nutricionais específicos, para
obtenção de maior êxito no tratamento e menores índices de morbimortalidade.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
53
PREVALÊNCIA DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL ENTRE PACIENTES
PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL QUADRIPLÉGICA
RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE CURITIBA
Andressa Barbosa; Ana Paula Fadoni;
Raphaela Bender Sebastião; Prof. Gisele Gomes Reichel
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O estado nutricional de uma criança se reflete diretamente no seu
crescimento e desenv olv imento. Sabe-se que um padrão antropométrico
de referência é construído a partir da observação de medidas de indiv íduos
considerados normais, ou seja, “que vivem em condições socioeconômicoculturais e ambientais satisfatórias ao pleno desenv olvimento de seus
potenciais de crescimento e desenvolvimento, saúde e nutrição”, podendose identificar a alteração da normalidade. Segundo pesquisadores, sabese que crianças que apresentam Paralisia Cerebral desenv olv em-se em
um ritmo mais v agaroso, e que seu desenvolvimento não é somente lento,
mais segue um curso anormal. A av aliação nutricional é essencial na
assistência à saúde das crianças portadoras desta patologia, portanto,
estes pacientes não podem ser avaliados conforme parâmetros
conv encionais de peso e altura, porque a maioria destas crianças tem
atraso no crescimento ou anormalidades na sua composição corporal.
Objetiv os: Relacionaram-se os padrões antropométricos de Av aliação
Nutricional de pessoas portadoras de Paralisia Cerebral Quadriplégica
residentes em uma Instituição Filantrópica de Curitiba, no ano de 2005.
Realizou-se assim avaliação nutricional antropométrica individual, em que
foram estudados a prev alência de eutrofia, risco nutricional e desnutrição,
entre os pacientes com classificação motora de Paralisia Cerebral
Quadriplégica. Metodologia: Foram av aliados 46 portadores de Paralisia
Cerebral Quadriplégica de 2 a 39 anos de idade residentes em uma
Instituição Filantrópica. Na av aliação nutricional antropométrica foram
utilizados os indicadores peso, idade e estatura, comparando-se os
resultados com o percentual 50° dos gráficos de crescimento do National
Center for Health Statistics (NCHS). Resultados: No grupo de estudo, foi
encontrado, na relação entre Estatura/Idade, um total de 41 pacientes
(89,1%) com eutrofia, 5 pacientes (10,8%) com risco nutricional e nenhum
paciente com desnutrição. Na relação Peso/Idade, houve 5 pacientes
(10,8%) com eutrofia, 9 pacientes (19,5%) com risco nutricional, e 32
(69,5%) com desnutrição. E na relação Peso/Estatura, o índice de 22
pacientes (47,8%) com eutrofia, 19 pacientes (41,3%) com risco nutricional
54
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
e apenas 5 (10,8%) destes apresentaram desnutrição. Conclusão: A presente
pesquisa demonstrou que a avaliação antropométrica da relação Peso/Idade
não fornece um diagnóstico preciso em relação ao estado nutricional destes
pacientes, pois eles não seguem um padrão normal de crescimento,
comparado com pessoas saudáveis. Constatou-se então, que as relações
entre Peso/Estatura e Estatura/Idade são índices de maior probabilidade de
acerto no diagnóstico nutricional para este grupo estudado. Há necessidade
de maiores estudos e pesquisas em pessoas portadoras deste tipo de Paralisia
Cerebral, para que então tenhamos um parâmetro comparativo de um
diagnostico confiável, para posterior melhor acompanhamento nutricional.
A SAÚDE DO TRABALHADOR E OS EXAMES PERIÓDICOS:
DELINEAMENTO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
Beatriz Cav alcanti Bueno; Prof. Leandra Ulbricht
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
O conceito de Qualidade de Vida no Trabalho v em lenta, porém,
seguramente ganhando destaque como questão relev ante entre as metas
principais das grandes organizações, uma v ez que as pessoas passam
uma grande parte do seu tempo no ambiente de trabalho, um espaço
portanto cada v ez mais importante na v ida das pessoas, mesmo quando
aceito como um dev er, atrav és do qual se busca a realização dos sonhos
pessoais e de auto expressão. Assim, o campo de saúde ocupacional
v em ganhando importância, e se distanciando do antigo modelo cuja
preocupação inicial era dirigida apenas à prev enção dos acidentes de
trabalho. O objetiv o desta pesquisa foi v erificar as condições de saúde
dos trabalhadores da Região Metropolitana de Curitiba com base nos
exames ocupacionais obrigatórios. O estudo foi realizado atrav és de uma
pesquisa exploratória pela qual pôde-se v erificar que as relações entre
trabalho e saúde do trabalhador englobam múltiplas situações de trabalho
caracterizadas por diferentes estágios de incorporação tecnológica,
diferentes formas de organização e gestão, relações e formas de contrato
de trabalho, que se refletem sobre o v iver, o adoecer e o morrer dos
trabalhadores. De modo particular, as ações em prol da saúde do
trabalhador devem coexistir com as de saúde ambiental, uma v ez que os
riscos gerados nos processos produtiv os podem afetar, também, o meio
ambiente e a população em geral. Assim, as ações sobre a saúde do
trabalhador dev em possuir como foco as mudanças nos processos de
trabalho que contemplem as relações saúde-trabalho em toda a sua
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
55
complexidade, por meio de uma atuação multiprofissional, interdisciplinar
e intersetorial. Desta maneira, como principais resultados podemos
visualizar que no em 1998, foram registrados pelo MPAS, no país, 401.254
acidentes de trabalho, distribuídos entre acidentes típicos (337.482), de
trajeto (35.284) e doenças do trabalho (28.597). O total de acidentes
distribui-se entre os setores da indústria (46,1%), serviços (40,1%) e
agricultura (8,1%), sendo que 88,3% ocorreram nas regiões Sudeste e
Sul. No Paraná, segundo a Secretaria Estadual de Saúde - Serv iço de
Saúde do Trabalhador (2005), o número de acidentes notificados entre
janeiro de 2003 e março de 2005 foi de 968, sendo que deste total, as
amputações representaram 343 casos (35,4%) e os óbitos, 443 casos
(46,1%). Com relação às regionais a que teve maior número de ocorrências
foi a 2º Regional Metropolitana, que corresponde à cidade de Curitiba e
Região Metropolitana, com 285 casos (29,5%).
USO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E CIRCUNFERÊNCIA
ABDOMINAL NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS
Carollina Pereira Rigues; Prof. Cynthia Matos Silv a Passoni
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Na terceira idade há maior incidência de enfermidades crônicas, as quais,
associadas às mudanças psicológicas, sociais, fisiológicas e metabólicas,
interferem de forma negativ a no estado nutricional do idoso (FRANK e
SOARES, 2003).O objetiv o deste trabalho foi analisar e diagnosticar o
estado nutricional de idosas atrav és do Índice de Massa Corporal (IMC) e
da Circunferência Abdominal. Trata-se de um estudo de 30 indív íduos do
sex o feminino, participantes do “Grupo de Atividade Física da Terceira
Idade”de uma Unidade de Saúde do município de Curitiba (PR). Foram
aferidos peso (kg), altura (m) e Circunferência Abdominal (cm), segundo
técnicas propostas pelo SISVAN (2004). Lev ou-se em consideração a
presença de patologias referidas por cada indiv íduo. O excesso de peso,
definido pelo IMC > 27 Kg/m2, prev aleceu em 60% da amostra e o risco
elev ado de complicações associadas à obesidade; definido pela
Circunferência Abdominal >80 cm, foi identificado em 73,33% da amostra
total. Em idosas eutróficas (40 % da amostra), 75% possuem Circunferência
Abdominal acima do v alor utilizado como referência sendo o grupo que
apresentou maior frequência de patologias, como colesterol e hipertensão
arterial. De acordo com os resultados, o diagnóstico atrav és do IMC de
56
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
forma isolada não refletiu adequadamente riscos referentes ao estado
nutricional, pois em idosas eutróficas a centralização da gordura corporal
pode melhor pronunciar os riscos de complicações metabólicas associadas
à obesidade. Nosso estudo sugere que as medidas IMC e Circunferência
abdominal sejam utilizadas em conjunto, tornado o diagnóstico mais
preciso e completo.
CAPACIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM FORNECER
AS NACESSIDADES CALÓRICO-PROTÉICAS EM PACIENTES COM
HIV/AIDS HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM
CURITIBA
Cristiane da Silv a; Petra Mirella Theiss; Prof. Petra Mirella Theiss
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Uma das implicações mais comuns no paciente com HIV/AIDS é a
desnutrição e conseqüente deficiência de nutrientes causada por aumento
do gasto energético, infecções oportunistas, má absorção e pela diminuição
multifatorial da ingestão alimentar, necessitando-se desta forma de uma
interv enção atrav és de terapia nutricional (TN), na qual se faz necessário
avaliar se a nutrição enteral (NE) consegue suprir as necessidades calóricoprotéicas dos pacientes imunodeprimidos. A pesquisa tev e caráter
qualiquantitativ a, observacional e de corte, tendo sido realizado
prospectiv amente durante 55 dias com o total de 10 pacientes, todos com
mais de 20 anos de idade, recebendo NE ex clusiv a por pelo menos três
dias consecutivos com internameto na infectologia do hospital. Os
parâmetros utilizados para av aliação nutricional (AN) foram peso atual,
peso usual, peso ideal, altura, % de perda de peso, índice de massa
corporal (IMC) e análise em prontuários diariamente, bem como verificação
do v olume e temperatura das dietas enterais pré e pós-infundidas, e
principais intercorrências. Os dados foram tabulados com auxílio do
programa Quattro Pro 9 do software Word Perfect Office 2000. Notou-se
que na amostra analisada, 70% dos pacientes eram do sexo masculino e
apenas 30% do sexo feminino. A média de idade foi de 37 anos, revelando
que 48 anos foi a idade máxima e 24 anos a idade mínima encontrada.
Quanto às patologias mais frequentes associadas ao HIV, observ aram-se
40% dos pacientes com tuberculose e hepatite C, 20% para diabetes
melitus e pneumonia e 30% para enteropatias. Dos sintomas analisados
para indicação de NE, notou-se que a depleção protéica, conv ulsão e
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
57
anorexia/inapetência prev aleceram em 70% dos casos. O método de
infusão, v ia sonda nasogástrica, foi de 60%, enquanto que apenas 40%
para sonda nasoentérica. Das dietas industrializadas mais utilizadas, 70%
foram para Hepato Diet e 50% para Adv era. A média do gasto energético
de repouso (GER) foi 1336,68 kcal/dia, e a média do gasto energético
total (GET) de calorias prescritas foi de 3003,32 kcal/dia. A média mínima
de calorias recebidas foi de 377,10 kcal/dia (12,55% do GET) e 1276,10
kcal/dia (42,48% do GET) para média máx ima de calorias recebidas. As
médias das proteínas prescritas foi de 93 g/dia, com média mínima de 19
g/dia e média máxima de 90 g/dia. A média de dias com terapia NE foi de
20,2 dias, com o mínimo de 5 dias e máximo de 55 dias. O EN na primeira
avaliação demonstrou 50% para desnutrição sev era, 20% para moderada
e 30% para lev e. Destes, notou-se que apenas 30% foram av aliados na
segunda consulta, sendo que os demais 40% foram a óbito e 30%
ev oluíram para v ia oral (VO). Dos pacientes que não foram a óbito e não
evoluíram para VO, observou-se que 20% apresentaram desnutrição severa
e 10% moderada. Desta forma, conclui-se que a NE não forneceu as
necessidades calórico-protéicas da maioria dos pacientes estudados,
sendo necessária a realização de treinamentos periódicos para toda a
equipe de TN enteral, além de ser necessário realizar monitoramento constante
desta terapia, para que todos estejam conscientes da importância de suprir
as necessidades nutricionais de pacientes com HIV/AIDS, e garantir a oferta,
para recuperação de EN e melhoria da qualidade de vida.
58
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
“CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU”- AQUISIÇÃO DE
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NA ÁREA DE NUTRIÇÃO X
HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS
ENTRE ACADÊMICOS DO CURSO DE NUTRIÇÃO
DA UNIANDRADE
Débora Cristina Reuter; Jane Maria Ribas Zago;
Marcela de Moura; Prof. Cynthia Matos Silv a Passoni
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O curso de Nutrição oferece aos alunos conhecimentos nas áreas de
anatomia, bioquímica, fisiologia, patologia e nutrição aplicadas a diversas
áreas. Espera-se que no decorrer do curso com a aquisição de
conhecimentos mais específicos a respeito de conceitos de saúde e
alimentação equilibrada, os acadêmicos passem a utilizar o aprendizado
não só nos atendimentos realizados nos estágios (aliás muito bem
realizados, segundo os professores), mas também em sua v ida, tornando
seus hábitos cada v ez mais saudáv eis. Desta forma, o objetiv o desse
estudo foi verificar a modificação dos hábitos alimentares dos acadêmicos
da área de nutrição no decorrer dos semestres. Foi aplicado questionário
padronizado contendo questões referentes às medidas antropométricas e
hábitos alimentares. A amostra foi composta de 100 acadêmicos do Curso
de Nutrição do Centro Univ ersitário Campos de Andrade, do 3º e 5º
semestres (grupo 1) e 6º e 7º semestres (grupo 2) comparados entre si.
Embora a maioria dos alunos se apresentem eutróficos, segundo IMC,
sendo 74% dos alunos do grupo 1 e 76% do grupo 2; quanto á análise de
alimentação equilibrada segundo a pirâmide alimentar, os resultados de
adequação do grupo 1 e grupo 2 foram 52% e 76% respectivamente. A
ingestão hídrica adequada em 74% dos alunos do grupo 1 e em 88% do
grupo 2. Quanto ao uso de suplementos alimentares enquanto no grupo1
apenas 52% dos alunos aprovam o uso constante, entre os alunos do
grupo 2 a maioria 72% aprov am suplementação. Podemos observ ar que
embora a diferença de aquisição de conhecimento obv iamente seja
significativ a entre os grupos, quando se trata de hábito alimentar pessoal
as diferenças são muito pequenas e a opção por suplementação v itamínica
ou mineral cresce nos últimos semestres, sendo que a primeira opção
dev eria ser a alimentação equilibrada e só em casos específicos,
suplementos. Muitos autores já estudaram profissionais da área de saúde
como médicos e enfermeiros e obtiv eram resultados muito similares ao
nosso estudo, além de citarem grande incidência de doenças como Dia-
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
59
betes Mellitus, Hipertensão Arterial e Hipercolesterolemia. Tal fato evidencia
a necessidade de conscientização entre estudantes e profissionais da
área de saúde em relação à sua qualidade de v ida.
PERFIL NUTRICIONAL E FATORES DE RISCO NA SAÚDE GLOBAL DE
HOMENS TRABALHADORES
Elaine Cristine Bueno de Souza; Fabiola G. Mendes Naganawa;
Franciele Paula Moreira; Prof. Lucyanna Kalluf
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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No Brasil observa-se uma melhoria no estado nutricional em todas as
regiões, simultaneamente a um aumento na obesidade entre todos os
grupos adultos com um aumento proporcionalmente maior nas famílias de
menor renda. Assim, a sociedade tende a diminuir o número de casos de
desnutrição, e clínica e epidemiologicamente, a manifestar de modo
crescente a má nutrição, ou seja, obesidade, doenças cardiov asculares e
câncer (OLIVEIRA; MARCHINI, 1998). Quando há um desequilíbrio entre
a ingestão e a necessidade de nutrientes, o estado nutricional pode tornarse comprometido. Se a oferta de nutrientes for acima das necessidades
do organismo, desenv olv er-se-á um quadro de sobrepeso e em maior grau
a obesidade (HEYWARD; STOLARCZYK, 2000). Alguns alimentos
exercem maior influência no organismo, podendo ser considerados como
fatores de risco, no caso de seu consumo excessiv o ou contínuo gerar
prejuízos à saúde, ou como fatores de proteção por possuírem substâncias
essenciais à manutenção da homeostase do organismo. O presente estudo
tev e como objetivo delinear o perfil nutricional de trabalhadores adultos do
sexo masculino observando a interferência de fatores de risco e de proteção.
Esta pesquisa realizou-se com homens de uma indústria de peças em
fibra de vidro, trabalhadores braçais. Foram av aliados 30 homens, adultos,
entre 21 e 44 anos de idade. A obtenção dos resultados foi atrav és da
aferição de peso e altura para determinar o IMC (Índice de Massa Corporal). Foram utilizados indicadores para o índice do IMC, < 18,5 para o
baixo peso; = 18,5 < 25 para eutrofia; =25<30 para sobrepeso e = 30 para
obesidade. Foi aferida a circunferência abdominal para av aliar possív eis
riscos de doenças metabólicas (CA = 94cm). Foi aplicado um questionário
sobre questões socioeconômicas, freqüências e hábitos alimentares, assim
como o hábito de fumar e ingerir bebida alcoólica, para analisar os fatores
de risco associados. Os grupos de alimentos (consumo diário) estes foram
60
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
subdivididos em protetores e de risco. Esta avaliação, diferente das outras
v ariáveis, não foi delimitada pela diferença de faixa etária, pelo fato de os
hábitos serem semelhantes. Para classificar quanto ao Estado Nutricional,
foi feita a div isão em dois grupos segundo a faixa etária. GRUPO 1: de 21
a 32 anos – os quais totalizaram 13 homens com predominância de eutrofia
(62%), sendo que o restante (38%) encontrou-se com sobrepeso, segundo
classificação do IMC. Quando avaliada a circunferência abdominal, apenas
01 (um) avaliado apresentou risco para complicações metabólicas. GRUPO
2: de 33 a 44 anos – faixa em que se totalizaram 17 homens com prevalência,
segundo a classificação de IMC, foi de sobrepeso (59%), sabendo-se que
29% encontram-se eutróficos e 12% obesos. Quanto ao risco de
complicações metabólicas classificadas pela circunferência abdominal,
47% dos av aliados apresentaram risco. Outro ponto av aliado e de grande
importância foi a ingestão hídrica, considerada muito baixa, pois 60% dos
homens entrev istados relataram ingerir apenas de 3 a 4 copos de água
por dia, o que equiv ale aproximadamente a 1 litro. Quando observ ado o
número de refeições diárias, 50% faz apenas de 1 a 2 refeições, sendo
que 73% almoçam em restaurante, outro ponto que demonstra um
desequilíbrio alimentar. Por se tratar de funcionários de uma mesma
empresa, quanto a faixa socioeconômica não houv e grandes variações
quanto ao poder aquisitiv o. Foi v erificado que estes homens apresentam
um baixo consumo de alimentos como frutas, verduras e
legumes,caracerizada a deficiência de fatores de proteção frente às
doenças crônicas que acometem significativ amente a população. O alto
consumo de frituras (43%) ficou relacionado como fator de risco para a
saúde global dos trabalhadores. Se lev armos em consideração os hábitos
alimentares inadequados deste grupo e os fatores de risco a que está
exposto (como o fumo: 63% fumam e 77% têm alguma patologia hereditária
na família), estes indivíduos apresentam maiores chances de desenvolverem
alguma patologia crônica, como hipertensão, diabetes mellitus e obesidade,
quando comparados às pessoas com estilo de v ida e hábitos alimentares
mais saudáv eis.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
61
ALEITAMENTO MATERNO: HÁBITOS E TABUS ALIMENTARES EM
PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADE PÚBLICA E PRIVADA
NA REGIÃO DE CURITIBA - PR
Eliane Natel Baron; Michele Regina de Souza;
Prof. Márcia Clara Simões
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Embora as condutas nutricionais para uma população de baixa renda sejam
diferentes das aplicadas para populações mais privilegiadas, pode-se
conceituar que uma boa nutrição materna é o que proporciona um
desenv olv imento fetal adequado e propicia igualmente uma lactação
apropriada. O princípio básico da alimentação materna é garantir a ingestão
de todos os nutrientes necessários à sua saúde. A diferença durante o
período do aleitamento materno é o aumento das necessidades
energéticas devido a produção do leite. Indica-se, paralelamente, o aumento
da ingestão de líquidos, com a intenção de prev enir a desidratação materna. Observ a-se que o aleitamento materno não possui somente sua
dimensão biológica, mas também a dimensão social e psicológica. A
alimentação da gestante, assim como da nutriz, é altamente influenciada
pelos padrões culturais que regem seu contexto social e para essas
mulheres, existem os alimentos permitidos e alimentos proibidos,
considerados como tabus alimentares. O objetiv o do presente estudo foi
identificar tabus alimentares em puérperas internas em dois hospitais da
Região Metropolitana de Curitiba, com realidades diferenciadas, uma
maternidade pública e outra privada. A metodologia utilizada envolv eu uma
população de 120 puérperas (60 da rede pública e 60 da rede priv ada),
abordando-se v ariáv eis de identificação e de controle dos sujeitos, tais
como idade, escolaridade, profissão, modalidade obstétrica, número de
gestações, presença ou ausência de aleitamento exclusivo e complementar
em gestações anteriores, presença de “pica”durante o período gestacional,
mudança de hábito alimentar com inclusão ou exclusão de nov os alimentos
durante a gestação e inclusão de alimentos durante o período puerperal
considerados pelos sujeitos como tabus alimentares. Os resultados
encontrados no presente estudo, que foi realizado entre 19 de agosto a 16
de setembro de 2005, mostrou que a presença de tabus alimentares ocorreu
em puérperas da maternidade pública, como também a presença de “pica”,
representando 25% daquela população (15 sujeitos). Observ ou-se
igualmente, a mudança de hábitos alimentares durante o período
gestacional: em 30% da população interna na maternidade priv ada e em
17% da população interna da maternidade pública. Destaca-se, que a
62
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
mudança de hábitos alimentares nesta população deve ser monitorizada e
acompanhada por um profisional de nutrição, de forma a favorecer e
possibilitar um ideal estado nutricional da nutriz, garantindo, paralelamente,
a não oscilação extrema de nutrientes na composição do leite materno.
FATORES QUE INTERFEREM NO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSAS
INSTITUCIONALIZADAS
Elizandra Crestani; Danielle Barros Oliv eira; Prof. Petra Mirella Theiss
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Atualmente a população idosa cresce em ritmo acelerado. Estimativ as
apontam que em 2025 os idosos irão equiv aler a 15% da população,
apresentando alto risco nutricional em função de perdas biológicas
gradativas que variam com a genética e os hábitos adotados na v ida destes
indiv íduos; e quando institucionalizados esses riscos são agrav ados em
função de fatores psicossociais. O presente estudo tem como objetiv o
identificar o perfil nutricional e os fatores neles interferentes. Com base
nos indicadores coletados em prontuários, determinou-se o índice de massa
corporal (IMC) das moradoras, os quais foram relacionados com o tempo
de residência na instituição, a saúde oral, faixa etária, patologias
associadas e quantidade de medicamentos utilizados. Constatou-se que
31,09% das moradoras residem na instituição pelo período de 31 a 45
anos. Quanto que ao estado nutricional, a eutrofia prev aleceu em 39,19%
dos casos, sendo este índice atribuído à autonomia de alimentação das
idosas, elaboração de cardápio pelo profissional de nutrição e a idade
prevalente das moradoras que se encontra na faixa de transição do estado
de sobrepeso para baixo peso. A faixa etária predominante entre as idosas
é de 60 a 70 anos, correspondendo a 40,54% da população. Ao contrário
do esperado, v erificou-se que entre as moradoras edentadas o estado de
eutrofia foi de 48,39%, sugeriu-se que este índice esteja relacionado com
o tempo de início do uso da prótese ou perda dentária, o que não pôde ser
relacionado no presente estudo. Ficou ev idenciada a influência negativ a
das patologias: 58,11% das moradoras apresentam de 3 a 6 patologias e
conseqüentemente interações medicamentosas, sendo que 48,65% das
moradoras utilizam de 3 a 5 medicamentos, quando observ ado que nos
grupos em que o número de patologias instaladas é maior é diminuído o
percentual de idosas eutróficas. Quando comparado o Estado Nutricional
(EN) com o tempo de residência da instituição, v erificou-se que a magreza
prev alece em 50% nas moradoras que residem a mais de 46 anos; tal
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
63
índice pode estar relacionado com a idade avançada das moradoras e
com fatores psicológicos. Pôde-se perceber que a compreensão dos fatores
que interferem no processo de envelhecimento pelos profissionais da saúde;
para uma intervenção adequada, é fundamental aperfeiçoar a qualidade de
v ida do idoso. Ficou ev idente a importância do acompanhamento pelo
profissional de Nutrição, uma vez que cada população tem suas
particularidades, as quais devem ser determinadas com diagnósticos
específicos para atuação efetiv a da nutricionista .
INFLUÊNCIA DO CONSUMO ALIMENTAR NA COMPOSIÇÃO
CORPORAL DAS COLABORADORAS DA UAN DE UM HOSPITAL
FILANTRÓPICO DO MUNICÍPIO DE CURITIBA
Helena Krawczyk Foletto; Janine Domingues Câmara;
Prof. Lucyanna de Jorge H. Kalluf
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
As questões dos hábitos alimentares dev em ser rev istas continuamente,
v isto que da infância até a v elhice há modificações das necessidades
nutricionais; fatores que influenciam os hábitos alimentares são complexos
e multifatoriais, alguns modificáv eis conforme alterações do estilo de v ida
(CINTRA, 2003). A preocupação com a saúde dos trabalhadores em UAN
(Unidade de Alimentação e Nutrição) surgiu no setor de alimentação coletiva
a partir da existência da conscientização da existência de relações das
condições de trabalho e saúde, sendo um dos mais grav es problemas
mundiais de saúde pública, a obesidade e doenças associadas (MATTOS
e PROENÇA, 2003). Foi realizada pesquisa em uma UAN de um hospital
filantrópico do município de Curitiba. Participaram parte da amostra 30
colaboradoras entre 30 e 50 anos. Foram utilizados instrumentos como
uma fita métrica inelástica, balança digital da marca MARTE e aparelho
de bioimpedância bipolar OMRON® para a classificação do estado
nutricional das colaboradoras. As v ariáv eis v erificadas para classificação
foram: idade, estatura, peso, circunferência abdominal. Foram v erificados
nív el socioeconômico e cultural, patologias já ex istentes, uso de
medicamentos, hábitos alimentares e freqüência alimentar. Os indicadores
utilizados foram IMC (índice de massa corporal) cujos pontos de corte
são: IMC Eutrofia 18,5 – 24,99, Sobrepeso 25- 29,99 , Obesidade > 30
(OMS, 1998), v alores da BIO, Eutrofia 20 - 29%, Sobrepeso 30 – 34% e
obesidade > 35% (REFERENCIA DO PROPRIO APARELHO), valores para
64
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
circunferência abdominal em mulheres: Máx imo 80 cm (SBC, 2004).
Constatou-se que houv e prev alência no ex cesso de peso de 67 % pelo
IMC em relação ao estado nutricional e a maioria, 57 % das colaboradoras
apresentou risco muito elev ado que caracteriza complicações metabólicas;
e atrav és da bioimpedância v erificou-se que 77% estão com excesso de
peso, sendo que 30% fazem uso de anti-hipertensivos ou hipoglicemiantes,
e 70% não praticam ativ idade física. Apenas 3% fazem fracionamento
adequado das refeições, e as demais não fazem o fracionamento correto
das refeições ficando muito tempo em jejum e conseqüentemente
consumindo uma exagerada quantidade em uma única refeição,
aumentando assim a ingestão calórica. Em relação ao tipo de preparação
dos alimentos, 57% preferem alimentos cozidos, mas o que mais
consomem são alimentos fritos de embutidos e industrializados. Conforme
a análise da freqüência alimentar e hábitos alimentares, há deficiência da
ingestão de alimentos que atuam como fatores de proteção para a saúde
das colaboradoras, aumentando a prevalência e as complicações das
doenças crônicas ao longo dos ciclos de vida.
PERFIL NUTRICIONAL E PREDISPOSIÇÃOÀ DOENÇAS
CORONARIANAS DE TRABALHADORES DE CURITIBA - PR
Priscila Kohiyama de Matos Silv a;
Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht
Linha de pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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As doenças cardiov asculares contribuem significativ amente como grupo
causal para a tax a de mortalidade em todas as regiões brasileiras.
Atualmente, constituem uma das principais causas de permanência
hospitalar prolongada e constituindo o principal motiv o de alocação de
recursos públicos em hospitalização no Brasil. Nos últimos trinta anos, a
atenção tem sido v oltada cada vez mais para a relação da nutrição com
as doenças cardiov asculares. Embora esse interesse seja deriv ado, até
certo ponto, do rápido aumento em número e longev idade da população, é
também resultado da intenção de ev itarem-se mortes prematuras. O
desenv olvimento de métodos e instrumentos com o intuito de atingir um
diagnóstico nutricional mais preciso, bem como o surgimento de div ersos
produtos e programas de apoio à nutrição têm sido de grande v alia para a
elaboração de interv enções nutricionais. O presente estudo é parte
integrante do projeto de pesquisa “Nutrição no Trabalho: Uma correlação
imprescindív el para os programas de saúde ocupacional”, que procura
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
65
mostrar a importância de marcadores dietéticos e antropométricos para o
estabelecimento de estratégias de interv enção na prevenção de doenças
cardiov asculares entre a população economicamente ativ a. O objetiv o do
estudo foi criar, a partir de uma combinação de dados (deposição de gordura
abdominal atrav és circunferência da cintura, relação cintura/quadril e índice
de massa corporal), a possibilidade de estimar a gordura abdominal que,
por sua v ez, relaciona-se à quantidade de tecido adiposo visceral, situação
que caracteriza a possibilidade de ocorrência de infarto do miocárdio e
acidente v ascular cerebral. Considerar-se-á como preditor de doenças
cardiov asculares o ponto de corte da relação cintura-quadril para homens
0,95 e para mulheres 0,80, e ponto de corte para circunferência da cintura
94 cm para homens, e 80 cm para mulheres. Ainda serão utilizados
marcadores dietéticos, com o intuito de encontrar características
qualitativ as e quantitativ as dos hábitos alimentares dos trabalhadores
entrev istados. Considerando-se que os hábitos alimentares apresentamse como marcadores de risco para a doença cardiovascular, na medida
em que o consumo elev ado de colesterol, gorduras trans, lipídios e ácidos
graxos saturados em geral, somados ao baix o consumo de fibras,
participam na etiologia destas doenças. A identificação e caracterização
do trabalhador dev erá ainda seguir um “check-list”, abordando a história
de doença atual (se ex istir), tipo de tratamento, antecedentes pessoais e
familiares, estilo de v ida (jornada de trabalho, profissão, lazer, esporte,
tabagismo, ingestão de bebidas alcoolicas) e fatores de risco para doença
cardiov ascular (idade, sex o, pressão arterial, climatério, perfil sérico de
HDL, LDL, colesterol), conforme metodologia prev ista por Assis (2004). A
pretensão, ao final do presente estudo, será sugerir a inclusão de
marcadores antropométricos e dietéticos na rotina dos exames periódicos
ocupacionais, visando estabelecer estratégias para intervenção e prevenção
de doenças cardiov asculares entre trabalhadores em idade
economicamente ativ a.
66
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
DOENÇAS PROFISSIONAIS: A REALIDADE ENCONTRADA NO
ESTADO DO PARANÁ ENTRE 2003 E 2005
Priscila Kohiyama de Matos Silv a; Beatriz Cav alcanti Bueno;
Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
No Brasil as relações entre trabalho e saúde do trabalhador englobam
múltiplas situações caracterizadas por diferentes estágios de incorporação
tecnológica, diferentes formas de organização e gestão, relações e forma
de contrato de trabalho, que se refletem sobre o v iver, o adoecer e o morrer
de trabalhadores. De modo particular, as ações de saúde do trabalhador
devem coexistir com as medidas de prev enção. Os problemas da saúde
do trabalhador têm sido motivo de grande preocupação para muitos países
e organizações internacionais em manter parâmetros mínimos de qualidade
de vida a esta população. Atualmente a maioria das doenças relacionadas
ao trabalho têm estreita relação com o estresse, sendo este considerado
“como o preço que o profissional paga por sua dedicação extrema e busca
incessante por grandes realizações”, lev ando a ex austão emocional.
Destaca-se também, o adoecimento e morte por doenças cardiov asculares
e outras doenças degenerativas, que apresentaram aumento significativ o
entre trabalhadores nos últimos anos, elev ando-se uma série de agrav os
na esfera física, psíquica e social. Podem ser incluidas igualmente as
doenças adquiridas no ambiente de trabalho, como gripe, tuberculose,
entre outras de qualidade infecto-contagiosas. Diante do ex posto, o
presente estudo objetivou verificar dados relacionados à saúde dos
trabalhadores no Estado do Paraná, sobre a causa e ocorrência de
acidentes de trabalho e doenças profissionais, notificados por meio de
comunicação de acidente de trabalho (CAT). Concluiu-se, ao longo do
lev antamento na Secretaria Estadual de Saúde, que entre janeiro de 2003
e março de 2005 o número de acidentes notificados foi de 968 casos,
sendo que deste total, as amputações representaram 343 casos (35,43%)
e os óbitos,443 casos (46,07%). Com relação às regionais, a que tev e
maior número de ocorrências foi a segunda Regional Metropolitana, que
corresponde a cidade de Curitiba e Região Metropolitana, com 285 casos
(29,49%). Nas regionais de Paranav aí e Iv aporã, 100% das ocorrências
resultaram em óbitos, seguidas de Foz do Iguaçu com 88,89% dos casos.
Em contrapartida a regional Irati apresentou apenas 23,68% de óbitos do
total de ocorrências. Dos casos notificados, cerca de 57,6% referem-se
ao grupo etário até 34 anos de idade. Assim, as mudanças no mundo do
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
67
trabalho exigem que a Vigilância em Saúde do trabalhador foque sua
atenção nas situações de trabalho e utilize estratégias de prev enção e
interv enção de doenças relacionadas ao trabalho.
INCIDÊNCIA DE FATORES COM INDICATIVO DE ANEMIA
FERROPRIVA EM GESTANTES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DE
CURITIBA
Raphaela Bender Sebastião; Andressa Barbosa;
Prof. Gisele Gomes Reichel
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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É importante que toda gestante receba atenção pré-natal adequada e de
qualidade, dev ido ao fato de todas as alterações nutricionais terem
repercussões na saúde da mãe e do seu filho. Vários fatores estão
associados ao resultado obstétrico, tais como: idade materna, interv alo
entre as gestações, patologias associadas (Diabetes Mellitus, síndromes
hipertensiv as da grav idez), carências nutricionais (anemia), condições
socioeconômicas, tabagismo, entre outros. Por estas razões é que se
tornam importantes a observ ação e acompanhamento da gestante,
principalmente no que diz respeito ao baixo peso, obesidade e possív eis
carências nutricionais; dentre estas, uma das mais freqüentemente
encontradas em gestantes é a Anemia Ferropriv a e baixo peso, por isto,
durante a grav idez a necessidade de Ferro torna-se aumentada. Este
acompanhamento é feito nas Unidades de Saúde através do Programa
Mãe Curitibana, o qual é específico da cidade de Curitiba. Objetivos: Avaliouse possív el carência nutricional de Ferro atrav és de indicadores clínicos,
bioquímicos e antropométricos em gestantes atendidas na Unidade de
Saúde do Bairro Alto de Curitiba, as quais fazem parte do Programa Mãe
Curitibana, em que se procedeu à pesquisa da percentagem de gestantes
que utilizam a suplementação com sulfato ferroso durante a gestação.
Metodologia: Foi realizado um estudo para lev antamento de dados, os
quais foram utilizados como indicadores do perfil nutricional da população
em estudo: 20 gestantes atendidas na Unidade de Saúde no ano de 2004,
na faixa etária de 20 a 39 anos, com uma amostragem aleatória, em que
foram aplicados questionários para coleta de dados socioeconômicos e
dados de consumo alimentar, com av aliação da qualidade da ingestão de
alimentos fontes de Ferro, como também a tomada de medidas
antropométricas para av aliação de IMC pré gestacional e atual, utilizandose o nomograma de Rosso e o Gráfico de Curv a de Ganho de Peso.
68
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Resultados: Através do levantamento de dados para a observação do estado
nutricional presente na população em estudo, constatou-se, atrav és dos
gráficos Nomograma de Rosso e Curv a de Ganho de Peso, que seis
gestantes (30%) estavam com baix o peso, e que oito gestantes que
apresentaram eutrofia (40%). Na observ ação da renda familiar, constatouse que 15 gestantes (75%) ganham em média 2 salários mínimos. O
consumo de alimentos fontes em Ferro (carnes, vegetais de cores escuras,
feijão) pela gestantes semanalmente foi baixa, pois cerca de 13 gestantes
(65%), não consumiam ou consumiam apenas 1 v ez por semana estes
alimentos. Foi também observ ado que o número de gestantes que não
utilizam suplementação de Sulfato Ferroso estav a elev ado com 45% da
amostra (nov e gestantes), e que uma (5%) destas utilizaram a
suplementação somente na 10º-15º semana gestacional; três (15%)
utilizaram da 16º-20º semana gestacional, duas (10%) das gestantes
utilizaram da 21º–25º; quatro gestantes (20%) da 26º-30º semana, e uma
(5%) destas da 31º-35º semana de gestação. Conclusão: A pesquisa
demonstrou que o alto índice de baix o peso entre as gestantes desta
Unidade de Saúde dev e-se a baixa renda familiar, o que faz com que a
ingestão alimentar seja inadequada, principalmente em Ferro. Também o
acompanhamento inadequado por falta de profissionais Nutricionista na
própria Unidade de Saúde, agrav am a situação nutricional e de saúde das
gestantes que procuram esta Unidade, pois, pela falta de informação, foi
constatado um número elev ado de gestantes que não fazem a
suplementação de alimentos rico em Ferro, que é essencial para evitar
que ocorra a anemia gestacional.
ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES DIABÉTICOS
FREQÜENTADORES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE
Rosane Ferri; Prof. Petra Mirella Theiss
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O Diabetes Mellitus tipo II (DM II) se caracteriza por doença crônicodegenerativ a, a qual afeta a população de forma crescente, tornando-se
problema de saúde pública. O objetivo deste estudo foi traçar o perfil
nutricional de diabéticos frequentadores de uma Unidade de Saúde de
Curitiba/Pr, av aliando-se seu Estado Nutricional (EN), bem como fatores
de risco envolvidos no DM II. A amostra constituiu-se de 30 pessoas de
ambos os sex os, a partir dos 51 anos de idade. A coleta de dados foi
realizada através de anamnese nutricional individual. Quanto aos resultados,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
69
observ ou-se que a faix a etária predominante em ambos os sexos foi de
61-70 anos (idosos). Quanto aos fatores de risco, como tabagismo e
etilismo, observ ou-se que 100% dos homens não fumam, sendo que 10%
da população feminina possui este hábito; em relação ao etilismo, 100%
das mulheres relataram não apresentar este hábito, contudo 20% dos
homens possuem este costume, demonstrando que mesmo apresentando
índices menores, estes hábitos ainda são considerados fatores de risco
importantes para DM II. Quanto à prática de ativ idade física (AF), o estudo
demonstrou que 80% e 60% de mulheres e homens, respectiv amente,
não praticam AF, porém daqueles que praticam são as mulheres (40%)
que mais realizam esta prática, contribuindo para o controle da glicemia.
Quanto à av aliação do EN, entre os homens adultos, 50% da amostra
apresentava sobrepeso e 50% obesidade; do público feminino adulto 80%
são obesas e 20% apresentavam sobrepeso. Classificando o EN dos idosos
do sexo feminino, observ ou-se que 100% possuem excesso de peso,
enquanto que os homens idosos apresentaram 62% e 32%, ex cesso de
peso e eutrofia, respectiv amente. É importante ressaltar que a maioria da
população estudada possui índices de sobrepeso e obesidade
preocupantes, resultado este que interfere no controle adequado da glicemia
dos pacientes diabéticos, promov endo diminuição da qualidade de v ida.
Sendo assim, fica ev idenciada a importância da avaliação do EN, bem
como da interv enção nutricional para prev enção e controle do DM II,
principalmente para promoção e manutenção da saúde desta população.
ANÁLISE COMPARATIVA DA ALTERAÇÃO DO ÍNDICE
DIAFRAGMÁTICO EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE
FOBI-CAPELLA POR VIA LAPAROSCÓPICA
Ana Paula Druziki; Prof. Sílv ia Valderramas;
Prof. Ângela Senna; Prof. Júlio Romani Sílv ia Valderramas
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O presente estudo tev e como principal objetiv o analisar a alteração do
índice diafragmática em pacientes que foram submetidos à cirurgia de
Fobi-Capella pela v ia laparoscópica, comparando-se as medidas do pré e
pós-operatório. Foram av aliados 25 pacientes no pré e pós-operatório,
obtendo-se as medidas do Índice Diafragmático (ID). Este índice, capaz
de refletir o mov imento tóraco-abdominal, determinado pelas mudanças
nas dimensões ântero-posteriores da caixa torácica (CT) e do abdome
(AB), foi calculado utilizando-se a seguinte formula: ID= ? AB/? AB+? CT.
70
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A média do índice diafragmático na fase pré-operatória foi de 0,54 e na
fase pós-operatória de 0,41, o que constitui uma diferença de 0,13 entre
as duas fases. Foram observ adas alterações na expansibilidade torácica
e abdominal no pós-operatório de todos os pacientes e uma diferença
significativ a entre o índice diafragmático do pré e pós-operatório,
estabelecendo-se um nív el de significância estatística de 5% (p<0,05).
RECURSOS TERAPÊUTICOS MANUAIS EM PORTADORES DA
DOENÇA DE ALZHEIMER
Prof. Angela de Moura Brandini; Prof. Edilmere Regina Sprada; Vera
Regina Massuga; Nazaria Zazula Zdeleski; Cristina Lúcia Correa;
Cristina Trev isol e Silv a; Aglair R. Brusamolim Ricardo; Lilian Claret da
Silva; Odete Ribeiro Lemos Busetti; Ana Carolina Amaro; Marlene
M.Rodrigues; Mariana Stanescu; João Batista de Souza Camões;
Andrea Derosso Teixeira; Janice Santos Botelho
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A Doença de Alzheimer (DA) afeta inicialmente a memória, o raciocínio e
a comunicação das pessoas. É a causa mais comum de demência, um
termo geral para prejuízo progressivo da função mental. Este prejuízo
cognitivo pode ser apenas de grau lev e, com ligeiras confusões, até graus
mais sev eros, em que o paciente perde a noção de orientação e até de
sua identidade. O grau mais sev ero costuma estar presente depois de 6 a
8 anos de ev olução, podendo ocorrer uma perda, dependendo do caso, de
cerca de 5 a 15% da cognição por ano. Ex istem pouca literatura que
associa o tratamento convencional com técnicas terapêuticas manuais
em triagens controladas, objetiv ando ao paciente uma melhora na sua
qualidade de v ida. Este estudo foi realizado após aprov ação do projeto
pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da
UNIANDRADE. Os portadores da doença de Alzheimer foram selecionados,
após avaliação cognitiva realizada por psicólogos da Unidade de Saúde
do Idoso de Curitiba atrav és do MEEM (Forstein, Folstein & McHugh,
1975), com diagnóstico de lev e para moderado, e encaminhados às
sessões terapêuticas de massoterapia duas v ezes por semana, 50 min/
sessão com manobras específicas para DA. Os portadores da Doença de
Alzheimer foram av aliados antes e durante o tratamento quanto aos
principais sintomas comportamentais e psicológicos da demência
relacionados à melhoria da qualidade de vida. 14,5% dos pacientes (n=5)
apresentaram aumento do escore no MEEM em 6 meses de av aliação
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
71
comparado com os portadores que não participaram do estudo, por
apresentarem dificuldades particulares. Em relação à qualidade de v ida
obtiv eram-se relatos de melhoras nos sintomas de irritabilidade, distúrbios
do sono, agitação e ansiedade após o tratamento proposto, assim como
diminuição do estresse por parte dos cuidadores/familiares. A combinação
da técnica de massoterapia com o tratamento conv encional em pacientes
portadores da DA foi mais efetiva do que o tratamento isolado na evolução
dos pacientes. Conclui-se que esta metodologia auxiliou na diminuição
do nível de estresse do paciente, apresentando uma melhora na av aliação
psicológica, principalmente relacionado aos aspectos de relacionamento
do portador de DA com o cuidador/familiar, o que representa uma alternativa
adicional no tratamento desta doença.
ANÁLISE DA CAPACIDADE MOTORA DO PACIENTE PORTADOR DA
DOENÇA DE ALZHEIMER NAS FASES I, II, III
Bernadete Schipanski Ramthun;
Erica Maria Nascimento Turbay; Prof. Sandra Dias
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, irreversível, e que
atualmente tem aumentado dev ido ao aumento da perspectiv a de vida;
conseqüentemente,cresceu a preocupação junto a terceira idade,
principalmente diante da incidência de patologias degenerativas que afetam
o idoso. Se a incidência de qualquer dessas patologias aumenta, aumenta
também a incidência da doença de Alzheimer, dramaticamente elev ada
nos últimos anos, já que a probabilidade de se desenv olver esta doença
aumenta com o avanço da idade. É uma demência senil do tipo Alzheimer,
não considerada como aspecto normal do env elhecimento, que gera
diminuição da qualidade de v ida devido à perda progressiva de memória, o
que impede o idoso de continuar as relações sociais e familiares,
prejudicando até mesmo suas funções motoras e ativ idades simples do
dia-dia. A sua causa e cura ainda são desconhecidas, tornando-se assim
fundamental a preocupação dos agentes e profissionais da área de saúde
em orientar e v isar qualidade de v ida nos pacientes portadores de tais
afecções. A presente pesquisa teve o objetiv o de identificar a capacidade
motora dos idosos portadores de Alzheimer nas diferentes fases da doença,
a fim de identificar o grau de dependência e funcionalidade desses
indiv íduos, lev antando dados estatísticos sobre a capacidade motora e
correlacionando-os com a patologia, a fim de contribuir cientificamente
72
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
para a sociedade e com Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz - PR),
que até o presente momento não apresenta dados específicos de tal
natureza. Com esse lev antamento, poder-se-ão orientar adequadamente
os cuidadores e direcionar tratamentos específicos, contribuindo para a
elaboração de programa de tratamento fisioterapêutico. A pesquisa foi
realizada através do método observ acional descritiv o, em uma amostra de
67 pacientes, pertencentes à Associação Brasileira de Alzheimer, sede
Curitiba, com idade entre 68 a 99 anos de idade de ambos os sexos, que
se encontravam com diagnóstico clínico da Doença de Alzheimer com
patologias associadas, como doenças cerebrais v asculares, traumatismos
cranioencefálicos, disfunções motoras ortopédicas ou deformidades
motoras traumáticas. Foi aplicado um questionário aos cuidadores ou
familiares, abordando aspectos funcionais do paciente na sua ativ idade
de v ida diária, higiene pessoal, alimentação independente, etc, relatos do
dia-dia (SULLIVAN 2000), e uma ficha onde foram analisados aspectos
motores executados ativamente pelo paciente, como transições posturais,
movimentos funcionais, etc . Sendo assim, foi possív el analisar e
correlacionar com a bibliografia atual a capacidade motora do paciente
portador de Doença de Alzheimer nas diferentes fases. Em uma amostra
de 67 portadores da DA, 7 foram a óbito, equivalendo a 10,4 % da amostra
e 60 foram av aliados, obtendo-se os seguintes resultados: 46,3 % desses
pacientes encontrav am-se na fase I, sendo 9 pacientes com 96,6 %, 6
pacientes com 89,7 % e 16 pacientes com 100 % da capacidade motora
preservada. Na fase II encontrav am-se 31,3 %, sendo 6 pacientes com
93%, 3 pacientes com 96,5 %, 4 pacientes com 89,8 % e 8 pacientes
com 100 % da capacidade motora preserv ada. E 12% dos pacientes
encontrav am-se na fase III, sendo 6 paciente com 13,8% e 2 com 6,9 %
com a capacidade motora preservadas. Como conclusão da pesquisa
obtiv eram-se os seguintes dados: Pacientes portadores da DA nas fases
I,II e III com patologias associadas apresentaram déficit motor; já os
pacientes sem patologias associadas não apresentaram comprometimento
motor, apresentaram apenas comprometimento cognitiv o. Foi observado
que devido ao déficit cognitivo que o portador da DA apresentou, os
familiares ou cuidadores realizav am as tarefas, nas quais o portador tinha
plena condições de realizar, contribuindo para o aumento do
comprometimento motor.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
73
ESTUDO COMPARATIVO PARA REEDUCAÇÃO PERINEAL NA
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Celmi Gorte Pereira da Silv a; Janete Kaiser Vieira;
Noemi Mara Correa; Prof. Zilda Abage Teixeira;
Esp. Edgar Schiefelbein
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A incontinência urinária ocorre pela perda inv oluntária de urina, o que
prov oca desconforto social e higiênico. As formas mais comuns podem
ser IUE (Incontinência urinária de esforço) e a instabilidade vesical; ou até
a combinação delas que denominamos incontinência mista. Nessa
pesquisa científica foram estabelecidos dois protocolos de atendimentos
de Fisioterapia com 16 pacientes, com o objetiv o de comparar o Biofeedback e a Eletroestimulação separadamente em pacientes do sexo feminino
acima de 25 anos, com Incontinências Urinária e v erificar o aumento da
força da musculatura do assoalho pélv ico e a Qualidade de Vida das
pacientes após 15 sessões de fisioterapia com protocolo pré-definido. A
fisioterapia pode atuar no tratamento conservador como no pré e póscirurgia da Incontinência Urinária. Na amostragem I, foi utilizado protocolo
para eletroestimulação; na amostragem II foi utilizado protocolo para o
Biofeedback. Nos dois protocolos foram utilizado terapia manual, ginástica
hipopressiv a, questionário de Qualidade de Vida. Nos resultados de força
da musculatura do assoalho pélv ico os 2 grupos obtiv eram resultados
satisfatórios, porém o grupo tratado com o biofeedbak apresentou melhora
na qualidade de contração tanto de fibras do tipo I como do tipo II com
melhor performance. As duas amostragens tiveram resultados satisfatórios,
porém com um percentual melhor a amostragem II. Na Qualidade de Vida
as pacientes apresentaram um percentual médio acima do esperado.
74
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES AMPUTADOS DA
ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE REABILITAÇÃO (APR) NOS
ÚLTIMOS 3 ANOS
Cristiane Lucia de Araujo Dias; Ev elize Tavares Ramos; Dias, C. L. A.;
Ramos, E. T.; Prof. Romani, J. C. P.; Prof. Silva, G. C.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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As amputações são até hoje uma situação temida por todos, sendo
consideradas um ev ento de ordem pública, trazendo consigo uma série de
obstáculos não somente físico, mas também emocional, social, cultural,
econômico e profissional, interferindo de forma significativa na reabilitação
do paciente. Existem várias causas que podem lev ar à amputação de um
membro. A mais comum é a doença v ascular periférica; trata-se de
patologia secundária às doenças sistêmicas como diabetes e
arteriosclerose. A amputação, nesses casos, irá ocorrer na terceira idade,
como conseqüência da ev olução da doença de base. Outra incidência de
amputação é a de causa traumática devido ao trânsito das grandes cidades,
acidentes de trânsito e a v iolência urbana conseqüentes às grandes
aglomerações populacionais. A população jovem neste caso é mais afetada.
São v árias as causas que influenciam o processo de reabilitação dos
pacientes amputados, tais como, idade, etiologia e nív el da amputação,
tempo de ev olução entre a amputação e o início do tratamento,
complicações clinicas e nív el socioeconômico, que são determinantes
para distinguir e caracterizar os serv iços especializados no atendimento
destes pacientes. Dev ido a estes fatores, os pacientes podem passar por
períodos de depressão, cansaço, de não aceitação e acabam desistindo
da continuidade do tratamento. O objetivo deste estudo foi av aliar a
adaptação do paciente em relação à amputação e ao uso da prótese,
observ ando o perfil epidemiológico dos pacientes da instituição. Com base
no exposto, foi realizado um estudo descritiv o, retrospectivo – ex pos facto
– atrav és da revisão de 95 prontuários de pacientes amputados atendidos
na Associação Paranaense de Reabilitação (APR) no período de junho de
2002 a junho de 2005. A idade v ariou de 12 a 96 anos, onde 69 pacientes
eram do sexo masculino (76%) e 26 do sexo feminino (27%), sendo
transfemoral o nív el predominante (56%). A etiologia vascular foi a principal causa de amputação em pacientes com mais de 60 anos (59%)
resultando da diabetes (35%). Dentre os pacientes pesquisados 84%
tiv eram suas amputações realizadas há mais de dois anos. Observ ou-se
que 42% dos pacientes demoraram de 6 meses a 1 ano para a colocação
da prótese e 58% fazem o uso diário dela. Em geral, 43% relataram não
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
75
ter queixa alguma, onde 66% dos pacientes tiv eram uma boa aceitação
psico-social em relação a amputação. Quanto a protetização 73% obtiveram
a adaptação esperada e 91% dos amputados apresentam compensações
na marcha, sendo que destes 68% usam auxílio de próteses. Apenas
13% dos pacientes, após a amputação, realizam exercício físico, 31%
conseguem se locomover com transportes urbanos e 40% são sedentários.
Conclui-se que os pacientes amputados obtiveram uma adaptação
satisfatória em relação à sua protetização e em sua qualidade de v ida
com maior independência em sua locomoção.
CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS-OPERATÓRIO DE
ARTRODESE CÁRPICA CONSEQÜENTE A ARTROSE RÁDIO CÁRPICA
POR PSEUDOARTROSE DE ESCAFÓIDE - UM ESTUDO DE CASO
Daniela Gallon; Prof. Eunice Tokars
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A pseudoartrose de escafóide carpiano é uma das complicações de fratura
lev ando a uma destruição articular, instabilidade, dor e artrose cárpica,
sendo esta última uma patologia dolorosa e incapacitante (Braga et all,
2003). O objetiv o deste estudo de caso foi enfatizar os cuidados
fisioterapêuticos num paciente de 53 anos, masculino, atleta, praticante
de judô, com seqüela de fratura de escafóide há 30 anos e artrose.Procurou
o serv iço de fisioterapia da clínica da UTP 10 dias após ter sido submetido
a artrodese carpal, na qual fez-se uso de material de osteossíntese por via
de acesso na região dorsal da mão. Observ ou-se o RX antes e após a
cirurgia.O paciente revela inicialmente dor intensa.Observou-se na avaliação
edema da região dorsal, um ponto de incisão supurado, diminuição de
ADM nas articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas, pronação
e supinação normais e uso de órtese a qual era retirada apenas para
higiene e fisioterapia. Durante dez sessões, três v ezes por semana,
cinqüenta minutos cada, foram aplicados ultra-som, crioterapia, cinesioterapia
e terapia manual.Como resultado, obtiveram melhora da dor, recuperação da
ADM das articulações metacapofalangeanas e interfalangeanas.Prentice
(2003) relata que o fisioterapeuta dev e estar atento às fases do processo
de cicatrização que neste caso são os tecidos conjuntiv o e ósseo, pois a
utilização de técnicas manuais agressiv as, pode lev ar a uma interferência
deste processo e à fibrose. Segundo Agne (2004), apesar da ação
cicatrizante da laserterapia dev e-se ev itar seu uso já que pode estimular
agentes infecciosos.É fundamental a av aliação da mobilidade, uma v ez
76
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
que a fixação com osteossíntese limita os movimentos de Flexão/ Extensão/
Desvio ulnar/ Desvio radial de punho e Movimentos do carpo que não devem
ser realizados. Após 3 semanas de tratamento, a hipotrofia dos músculos
do antebraço aumentou, pela falta de mobilidade do punho. O paciente
possui automotivação, característica dos atletas de alto nív el e pretende
continuar competindo.Para que o tratamento fisioterapêuticos tenha evolução
não iatrogênica faz-se necessário o encaminhamento médico com a técnica
cirúrgica realizada e o conhecimento cinesiológico funcional do fisioterapeuta,
para recuperação sem aumento da lesão e respeitando as limitações cirúrgicas.
HANDOUT DIGITAL: JOGOS INTERATIVOS PARA FIXAÇÃO DE
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS EM SAÚDE
Prof. Denise da Vinha Ricieri;
Thiago da Vinha Ricieri; Felipe da Vinha Ricieri
Linha de Pesquisa: Tecnologias Educacionais
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A tecnologia moderna oferece aos bancos univ ersitários jov ens cada v ez
mais afinizados com recursos computadorizados, embora na saúde não
se disponha de atualização dos modelos pedagógicos nestas bases; este
fato motivou um novo conceito de handout. OBJETIVO: desenvolver handouts interativ os que incentivem a fixação de conteúdos programáticos em
saúde. MÉTODO: foram consideradas as disciplinas de Metodologia
Científica e Fisioterapia Aplicada às Disfunções Respiratórias como piloto
para o projeto. O conteúdo dos jogos constou de dois modelos: (a) modelo
“forca”, onde uma palavra ou expressão, seguida de breve descrição ou
dica, formou a unidade de randomização; (b) modelo “fases”, onde um
formulário fechado de conceitos iniciais solicita ao jogador/estudante a
adequação de seu problema a uma das alternativas apresentadas, e analisa
acertos/erros a partir do problema inicial. A programação dos jogos e a
interface com o usuário foram desenv olv idas na Plataforma Flash, com
opções de sonorização e personalização do personagem. RESULTADOS:
ao todo foram criados três jogos, sendo dois no modelo “forca”e um no
modelo “fases”. Aplicado a estudantes de pós-graduação lato sensu, o
handout mostrou ser um recurso interessante e eficiente na dinamização
do ensino, como elemento-chav e de gincanas, competições de cunho
incentiv ador e, ainda, como recurso na Educação a Distância.
CONCLUSÕES: embora sejam necessárias melhorias na interface e
ampliação da capacidade dos jogos, em conceitos e fases, a base de
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
77
programação pode ser aplicada a qualquer assunto de interesse, e pode
ser útil como estímulo ao aprendizado e fixação de conceitos essenciais
também na graduação.
ATUAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA
PERMANÊNCIA PARA IDOSOS DA CIDADE DE CURITIBA
Elisabete Cortinov e; Vanessa Lemos;
Prof. Júlio Romani; Prof. Manoel Luiz Cerqueira Neto
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O aumento da expectativ a de v ida e o conseqüente env elhecimento
populacional aumenta a probabilidade de doenças, e nem sempre está
acompanhado pela melhora e manutenção da qualidade de v ida. Por esta
razão, afirmamos que a fisioterapia é a peça fundamental com a finalidade
de preserv ação da função ao adiantamento da instalação de incapacidades
em sua forma preventiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2004)
existem quatro faixas etárias a partir dos 40 anos, transição entre 40 e 65
anos, idosa entre 66 a 75 anos, v elhice após 75 anos, longev idade após
os 90 anos. Segundo o IBGE (2000), num país como o nosso, que se v ê
sua pirâmide populacional modificada pouco a pouco, tomarmos
conhecimento de entidades que se dedicam a mudar o perfil do idoso
depressivo pela família e sem projetos é de extrema importância. O objetivo
deste estudo foi traçar panorama dos serv iços de fisioterapia instituições
de longa permanência para idosos do Município de Curitiba e analisar se
há infra-estrutura para a fisioterapia nas áreas de ortopedia, cardiologia,
pneumologia, neurologia, geriatria. Este lev antamento caracteriza-se com
estudo descritivo, exploratório, de campo em que foram av aliadas através
de um questionário, 27 instituições de longa permanência para idosos da
Cidade de Curitiba, que estão registradas no catálogo telefônica do ano
de 2004 e 2005 e na relação da Fundação de Ação Social (FAS). O
questionário foi respondido pelo representante ou outra pessoa da
instituição que tenha conhecimento da atuação da fisioterapia neste
ambiente; outro questionário foi respondido pelos fisioterapeutas atuantes
nas instituições pesquisadas. Estas entrev istas foram agendadas por
telefone ou pessoalmente. Para os representantes o questionário era feito
pessoalmente; para os fisioterapeutas poderia ser pessoalmente ou v ia email; casos eles optassem pela segunda, após o env io das questões
respondidas foi feito confirmação por telefone. Foram excluídas do estudo
78
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
as instituições que após três tentativ as por telefone, não agendaram a
entrev ista, instituições que na listagem não apresentav am telefone ou das
quais o número estav a incorreto. As casas para as quais o telefone e
endereço não estavam corretos receberam visita pessoal para confirmação
de dados. Em relação aos fisioterapeutas, após três tentativas sem
sucesso por telefone, por e-mail e após ter sido env idado o questionário
com as explicações, caso os mesmos não respondessem, eram excluídos
da pesquisa. A coleta de dados apresentou os seguintes resultados: das
27 instituições, 11,1% (3) estav am interditadas; 14,8% (4) não aceitaram
participar da pesquisa, um total de 74,1% de instituições que realizaram
as pesquisas, correspondente a 20 instituições. Destas 20 instituições
que efetuaram os questionários, 15% (3) não possuem os serv iços de
fisioterapia e 5% (1) não achou interessante a atuação da fisioterapia.
Destas 20 instituições 85% (17) possuem serv iço de fisioterapia.
Analisando as 17 que possuem serviço de fisioterapia, somente 29,42%
(5) fornecem uma infra-estrutura que suporte um serv iço de fisioterapia.
Quanto às especialidades, 17% (3) prestam serviços na área de fisioterapia
cardiológica, 64,7% (10) em fisioterapia respiratória, 70,59% (12) em
fisioterapia geriátrica, 76,47% (13) em fisioterapia neurológica e 82,35%
(14) em fisioterapia ortopédica. Conclui-se que uma boa parte das
instituições pesquisada possuem o serv iço de fisioterapia, porém não é
fornecido para todos os moradores, o que não estaria fav orecendo uma
qualidade de vida melhor. Mesmo sabendo das grandes alterações
inerentes ao envelhecimento, a atuação nas áreas especificadas pelo
trabalho foi insuficiente, sendo que nenhuma das áreas atingiu o valor de
55%. Das 27 casas pesquisadas somente 5 possuem infra-estrutura
adequada para o tratamento fisioterapêutico.
A FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DE ALTERAÇÕES
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
79
POSTURAIS EM PACIENTE COM ARTRITE SÉPTICA DE QUADRIL –
ESTUDO DE CASO
Juliana Moreira Budal; Prof. Eunice Tokars; Ketty Klagenberg;
Camille Prodo; Lindomar P. Bahia; Andrea Av ila; Gabriel Fav aro;
Cintia Amorim; Kleiry de Paula; Isabelle Mitzuck
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O quadril representa um grande desafio na av aliação fisioterapêutica, por
tratar-se de uma articulação de mov imento simultâneo com outras
articulações na marcha e sustentar o peso corporal [4]. A artrite séptica
do quadril geralmente é causada por bactéria patogênica que lev a à
destruição da cartilagem e necrose epifisária, provocando distúrbio na
marcha e dor, principalmente durante a locomoção [5]. Tem, portanto um
prognóstico clínico e o tratamento fisioterapêutico reserv ados, dev ido às
seqüelas e atitudes antálgicas [6]. Objetiv o: realizar uma análise
cinesiológica funcional para aplicação de um tratamento fisioterapêutico
que possa prev enir alterações posturais futuras. Materiais e Métodos:
Paciente masculino, 5 anos, com artrite séptica da articulação do quadril
direito em tratamento fisioterapêutico convencional há 8 meses. Utilizaramse goniômetro, fita métrica, simetrógrafo, duas balanças, imagens
fotográficas e raio x; foram coletados dados da amplitude de mov imento,
trofismo, tônus e flexibilidade muscular, comprimento dos MMII, postura
estática e dinâmica e simetria de sustentação de peso. Aplicaram-se testes funcionais e especiais [3]. O tratamento fisioterapêutico consistiu de
mobilização articular como deslizamento, tração e dissociação da
articulação do quadril, Maitland, alongamentos miofasciais e 3S, exercícios
isométricos, isotônicos e propriocepção, associados à correção e
consciência postural, sempre de forma lúdica para melhor integração do
paciente. Resultados e discussão: A artrite séptica é uma doença que
tem início em fase precoce da vida, sendo a articulação do quadril a segunda
mais freqüentemente acometida, causando graves seqüelas articulares e
mesmo risco de v ida quando não diagnosticadas e tratadas
adequadamente. [1]. Em v inte sessões o paciente ev oluiu com diminuição
da dor e melhora da amplitude de movimento articular. Houv e evolução da
marcha, pelo apoio do calcanhar direito, o que inicialmente não era
realizado; a transferência mais adequada do peso corporal para o lado
lesado reduziu a assimetria do tronco, melhorou o equilíbrio, a consciência
corporal e a qualidade da postura estática, facilitando a realização e
independência nas ativ idades da v ida diária. Conclusão: Foi possív el
80
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
perceber que a interação dos dados obtidos com o tratamento
fisioterapêutico é v aliosa para minimizar os efeitos das deformidades e
conseqüentes compensações que podem afetam a qualidade postural de
uma criança em fase de crescimento. A análise cinesiológica funcional é
um instrumento capaz de direcionar o tratamento para o paciente e não
para a patologia, tornando a atuação fisioterapêutica mais efetiva ao
constatar que resultados no presente dev em ter enfoque no futuro.
FATORES QUE INFLUENCIAM A RECUPERAÇÃO DE PACIENTES
COM TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO ATENDIDOS EM UM
HOSPITAL PÚBLICO DE CURITIBA - DIRETRIZES PARA A
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DURANTE O INTERNAMENTO
HOSPITALAR
Kelly Regina Nora; Suellen Medeiros Bagatin;
Prof. Júlio Romani; Prof. Patrícia Harder
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Nas últimas décadas, a incidência e a grav idade dos acidentes
automobilísticos e por arma de fogo tem aumentado de maneira
assustadora por todo o mundo. O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é
importante causa de morte e de deficiência física e mental, superada
apenas pelo acidente vascular cerebral (AVC) como patologia neurológica
com maior impacto na qualidade de v ida. As incapacidades fisiológicas e
funcionais restringem o acometido do convívio com o meio social, lev amno ao afastamento de seus afazeres profissionais, excluindo-se, com
poucas probabilidades de retorno. A depressão, a baixo estima dificultarão
a recuperação e limitarão mais ainda sua evolução. Este estudo , de caráter
exploratório, tev e como objetiv o inv estigar os fatores que influenciam a
ev olução clínica de pacientes que sofrem traumatismo crânio-encefálico
em um hospital público, do município de Curitiba/PR, lev antando aspectos
relev antes para o atendimento fisioterapêutico. Foram av aliados 10
pacientes com traumatismo crânio-encefálico, submetidos ao mesmo
protocolo de av aliação. As informações foram coletadas durante o
internamento em enfermaria, mediante prontuário do paciente, av aliação
física e análise de ex ames complementares. O critério de inclusão foi a
submissão do paciente a traumatismo craniano, independente de qualquer
outro fator. Através do protocolo de avaliação foram coletadas informações
como identificação do paciente, diagnóstico clínico, história da moléstia
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
81
pregressa, história do trauma, hábitos de v ida, av aliação da mecânica
v entilatória, análise da qualidade do mov imento de membros, estado
funcional e intercorrências que pudessem interferir no quadro clínico do
paciente. Houv e predominância de indiv íduos do sexo masculino (80%),
jov ens ou adultos jov ens (80% entre 9 e 28 anos), v ítimas de
atropelamento(40%), com predomínio de padrão flex or de membros em
40% dos casos. Grande parte dos pacientes (50%) apresenta uso de
musculatura acessória da inspiração, respiração paradoxal e mobilidade
torácica diminuída. Foram observ adas em 30% dos pacientes. Houv e
predomínio de padrão muscular diafragmático (60%). Metade dos pacientes
apresentavam traqueostomia e 40% úlcera de decúbito. Ainda dentro desta
av aliação todos os pacientes ou familiares receberam um termo de
consentimento liv re e esclarecido, assinados por eles e pelo terapeuta.
Conclui-se que os pacientes que sofrem de TCE apresentam disfunções
cinético-funcionais grav es, tanto de origem motora quanto respiratória.
A ocorrência de traqueostomia, alteração da mobilidade torácica e uso de
musculatura acessória ressaltam a importância da assistência
fisioterapêutica especializada precoce aos pacientes que sofrem TCE.
PERFIL DO PACIENTE COM DRENAGEM TORÁCICA FECHADA (DTF)
PÓS TRAUMA, EM HOSPITAL PÚBLICO EM CURITIBA
Priscila M. Oliv eira; Ketty Francielle Klagenberg ; Suellen M. Bagatin;
Prof. Julio C. Romani; Prof. Patricia H. N. Bahia
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Este estudo, de caráter exploratório, teve como objetiv o estabelecer o
perfil dos pacientes submetidos a drenagem torácica fechada (DTF), devido
a trauma em um hospital público do município de Curitiba - PR, levantando
aspectos relevantes para tomada de decisão de condutas fisioterapêuticas.
Foram av aliados 60 pacientes com DTF por trauma, sendo submetidos ao
mesmo protocolo de av aliação. As informações foram coletadas durante o
internamento em enfermaria, mediante prontuário do paciente, sua
avaliação física e análise de exames complementares. O critério de inclusão
foi a submissão do paciente à DTF por trauma, independente de qualquer
outro fator. Atrav és do protocolo de avaliação, foram coletadas informações
como identificação do paciente, diagnóstico clínico, HMP, história do
trauma; HV, av aliação respiratória, análise do(s) dreno(s) inserido(s) e
possív eis intercorrências que pudessem interferir no quadro clínico do
82
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
paciente, especificamente em relação ao sistema respiratório. Houv e
predominância de indiv íduos do sexo masculino (95%), jov ens ou adultos
jov ens (56,66% entre 17 e 28 anos), v ítimas de FAF (50%), com indicação
para o procedimento principalmente por hemotórax (45,45%) e
hemopneumotórax (33,33%). Grande parte dos pacientes (45%) apresenta
diminuição da mobilidade torácica (principalmente em região superior),
com lev e predomínio de padrão muscular diafragmático (59%) e respiração
mista – oral/nasal - (40%). A presença de escape aéreo é pouco freqüente
(12,12%); a dor torácica foi relatada na maioria dos pacientes (78,78%),
principalmente a de forma intermitente (84,61%) e interferindo no
mecanismo de tosse. Em 51,5 % houv e ocorrência de dispnéia em algum
grau. Conclui-se que na abordagem destes pacientes dev e-se tratar
protocolarmente a dor e dispnéia, além de se instituírem precocemente
técnicas para o aumento do v olume pulmonar e normalização do fluxo na
via aérea.
DETERMINAÇÃO DOS FATORES DE RISCO QUE GERAM O
ESTRESSE EM UMA EQUIPE DE CENTRO CIRÚRGICO
Ana Cristina Mazzuchetti; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Sabendo-se que uma equipe de saúde com nív eis de estresse alterados
pode terminar por comprometer o atendimento ao paciente, principalmente
em situações que env olv am cirurgias, resolv eu-se realizar uma pesquisa
com os profissionais de centro cirúrgico de um grande hospital público,
com o intuito de identificar os fatores determinantes do estresse nas equipes
que atuam em centro cirúrgico e apontar propostas para a redução dos
níveis de estresse. O estresse é uma reação normal, saudável e necessária
para que se tenha reação frente a qualquer ato que fuja da rotina e que,
por não ter ainda uma identificação cortical, possa vir a ser perigoso.
Cada pessoa opera em um determinado nível de adaptação e, regularmente,
encontra uma determinada quantidade de alteração, que contribui para o
crescimento e estimula a v ida. Entretanto os estressores podem conturbar
esse equilíbrio. Um estressor pode ser definido como um ev ento ou
situação, interna ou externa, que cria o potencial para alterações
fisiológicas, emocionais, cognitiv as ou comportamentais em um indivíduo.
A escassez de informações científicas sobre este assunto leva à dificuldade
de caracterizar os elementos específicos do trabalho que prov ocam as
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
83
reações de estresse. A relação é muito complex a, env olv endo ambiente
de trabalho, indiv íduo e fatores externos ao trabalho. O estresse
ocupacional é um estado em que ocorre um desgaste anormal do organismo
humano e/ou diminuição da capacidade de trabalho, dev ido basicamente
à incapacidade prolongada de o indivíduo tolerar, superar ou se adaptar às
exigências de natureza psíquica existentes em seu ambiente de trabalho.
Existem div ersas formas de mensurar o estresse ocupacional, dentre as
quais podemos citar a entrev ista livre, o registro cursiv o e a utilização de
questionários identificando os estressores, a intensidade e a freqüência
destes nas profissões. Neste trabalho foram pesquisados atrav és de
questionário escrito, com apenas uma questão aberta, trinta profissionais
de centro cirúrgico, dentre eles médicos, enfermeiros, técnicos em
enfermagem, auxiliares de enfermagem e técnicos de farmácia. Em seguida
as respostas foram cuidadosamente analisadas e verificou-se que os
maiores estressores naquele ambiente foram falta de material (31,58%),
falta de coleguismo (10,52%), falta de funcionários (7,89%), equipamento
inadequado (5,26%) e desperdício de material (5,26%). O paradoxo das
respostas dev e-se ao fato de se tratar de um hospital público onde ao
mesmo tempo que falta material, por outro lado o mesmo é desperdiçado
pela falta de consciência dos funcionários e pela falta de cobrança das
chefias. Os fatores encontrados são passív eis de soluções e poderiam
ser discutidos pelas equipes juntamente com suas chefias e líderes, para
que se encontrem maneiras de eliminá-los, conseqüente redução do
estresse, rev ertendo finalmente em benefício do paciente, através de maior
qualidade no trabalho.
A ARTE DO CUIDAR DO CUIDADOR
Andréia Fabiana Machado de Oliveira;
Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A arte de cuidar é algo que fascina, não sendo qualquer pessoa capaz de
desenv olv er este dom div ino e tão precioso. Estas pessoas podem ser
consideradas abençoadas por serem capazes de zelar por pessoas
doentes. Ao praticar sua profissão de cuidar das outras pessoas, as
enfermeiras acabam esquecendo muitas v ezes de cuidar de si. Quais os
riscos a que os profissionais que atuam na enfermagem estão expostos
no seu exercício de cuidar? Conhecer os riscos ocupacionais a que a
84
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Enfermagem está ex posta na arte de cuidar. Orientar os cuidadores de
enfermagem sobre o auto-cuidado. Propor um ambiente de trabalho
monitorando melhorando os riscos ocupacionais e conseqüentemente a
qualidade de vida. Pesquisa de revisão bibliográfica sobre o tema proposto.
A pesquisa de campo foi realizada no Hospital do Município de São José
dos Pinhais - PR, em estudo qualitativ o, atrav és de entrev ista semiestruturada. Foi consultado um bom percentual dos funcionários, entre
auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros,
escolhidos aleatoriamente. A pesquisa ocorreu nos mês de agosto de
2005, com funcionários do período da manhã e da noite. No presente
estudo, consideraram-se os riscos ocupacionais e a qualidade de v ida
dos profissionais da Enfermagem. A pesquisa de campo foi realizada nos
dias dois e três de abril de 2005 no Hospital do Município de São José dos
Pinhais - PR. Foram entrevistados 18 profissionais, entre aux iliares,
técnicos e enfermeiros, totalizando uma amostra de 40% dos trabalhadores
do hospital, sendo a população um total de quarenta e cinco funcionários
atuantes na Enfermagem. 94% dos entrev istados têm mais de 35 anos de
idade; 66% dos profissionais são do sexo feminino, 17% do sexo
masculino; 61% dos entrev istados são casados, 11% solteiros, 11%
separados; 83% dos entrev istados, aux iliar de enfermagem; 100% da
população atua há mais de 5 anos na enfermagem; 50% sabem realmente
quais são os riscos; 55% dos entrevistados responderam nunca ter sofrido
acidente de trabalho; 72% disseram usar adequadamente os EPIs; 55%
informaram sobrecarga de tarefas e falta de colaboração dos colegas; nos
dias de folga, 67% se dedicam aos afazeres domésticos. Para melhorar
as condições de trabalho, dev e hav er mais contratações de pessoal da
enfermagem, pois foi a opção mais sugerida pelos nossos entrev istados,
devido à sobrecarga de tarefas. Serem mais valorizados na profissão, tendo
salário mais justo e serem melhor observados pelo conselho que nos rege
no caso o COREN (Conselho Regional de Enfermagem). Estas dicas têm
como intuito melhorar a auto-estima de cada indivíduo. Se nós passarmos
isso para as pessoas, as fará refletirem e agir de uma maneira melhor. Se
mudarmos algumas pessoas de nosso trabalho, como enfermeiras teremos
um ambiente de trabalho melhor.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
85
INSATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO SALÁRIO DA CATEGORIA
Ângela Cristina Bernegossi; Débora Mª dos Santos;
Jéssika Yared Ciofi; Marilei Terezinha Pieczarka;
Silmara Antunes; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Este trabalho constitui-se em uma pesquisa de um estudo norteado pelos
conceitos do homem, controle da qualidade total no estilo japonês de
Vicente Falconi Campos, e da teoria da rev ista latino americana, quanto a
insatisfação de salário do mercado de trabalho com prev isão qualificativ a
e quantitativ a de pessoal prev endo a mobilidade e alterações do gerente
de enfermagem, em saber conduzir e argumentar durante todo o processo
de negociação presente nestas ocasiões. O ser humano tem necessidades
básicas que dev em ser satisfeitas simultaneamente, no entanto, quando
o homem está ainda num estado primitiv o de ter suas necessidades
básicas atendidas, ele dará mais importância às necessidades fisiológicas
que às outras e assim por diante. Em cada estágio hav erá ênfase em uma
das necessidades, mas todas estarão presente sempre. No entanto,
percebemos que, não só no Brasil mas em todo o mundo ocidental, os
empresários não se aprofundam o suficiente para entender o que é
realmente básico e fundamental para mudar o curso de sua empresa em
direção a competitiv idade e satisfação dos seus empregados, reter essas
pessoas nos quadros da empresa de tal forma que a empresa faça parte
do projeto de v ida de cada um. Os sistemas tradicionais de administração
de salário estão v oltados para o estabelecimento de estruturas saláriais e
de faixas salariais dentro dos quais os salários podem variar discretamente.
As recompensas oferecidas pela organização dev em se enquadrar nessas
estruturas, que geralmente são rígidas e pouco flexív eis. O desempenho
humano, desde que padronizado e habitual, se dá bem com essa
focalização racional e abrangente, todav ia quando o desempenho é
altamente dinâmico e excepcional, a administração de salários, do ponto
de v ista tradicional, não tem condições de repensá-lo adequadamente.
Esta é a razão pela qual muitas pesquisas foram devolvidas ultimamente,
a respeito de nov os sistemas de remuneração.
86
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A PESQUISA CLÍNICA E SUA ATUAÇÃO NO IDOSO NO BRASIL
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L.P.; Pelaes, T.;
Garcia, S.G.; Costa, F.C.;
Linha de Pesquisa: Oncologia
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Sendo o Brasil o sétimo mercado farmacêutico do mundo, criou-se um
cenário para av ançarmos na participação em estudos clínicos com nov os
medicamentos e novas drogas. Os estudos clínicos de drogas oncológicas
atingem cerca de 3% da população com câncer. Conforme o registro de
patologia tumoral de 2001, a idade média do desenv olv imento desta
patologia é de 55 anos com um desv io padrão de 17 anos. Este dado
evidencia que o índice de câncer no paciente idoso é relativ amente
consideráv el. O que a realidade nos mostra é que o paciente idoso não
tem grande participação nos estudos clínicos. Objetiv os: O objetivo deste
estudo foi esclarecer quais as dificuldades que o paciente idoso encontra
em participar dos estudos clínicos com nov as drogas e nov os
medicamentos na área de oncologia. Foi realizada rev isão de literatura
dos principais critérios que ex cluíam o paciente idoso para participação
nestes estudos. O que ficou ev idenciado é que os principais motiv os da
não participação do paciente idoso foram: Performance Status diminuída
devido ao estado geral do paciente por doenças próprias do envelhecimento,
questões relacionadas a falta de informação dos riscos e benefícios e
linguagem inapropriada no termo de consentimento informado e a ausência
desta abordagem nos documentos nacionais e internacionais sobre ética
em pesquisa. Portanto concluímos que as pesquisas clínicas são
elaboradas e direcionadas para população adulta, dificultando a participação
do idoso nestes estudos.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
87
O PACIENTE NEUTROPÊNICO FEBRIL E O PAPEL DO ENFERMEIRO
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T.;
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A neutropenia febril pode ser definida como um quadro infeccioso ou não,
em que o paciente apresenta uma contagem de neutrófilos igual ou inferior a 500 neutrófilos/mm3 e temperatura maior ou igual que 38ºC. Seu
surgimento no paciente oncológico geralmente está associada à
administração de quimioterapia ou radioterapia (isoladas ou combinadas).
Também pode estar relacionada a situações de inv asão de
microorganismos habitantes da flora natural do paciente, tais como
mucosite, tipo e intensidade da quimioterapia, presença de cateteres de
demora, alteração da função fagocítica e da microbiota normal, rompimento
da barreira protetora da pele por dispositiv os endov enosos ou infiltração
tumoral. Há um risco menor de contrair infecções entre os pacientes cuja
neutropenia tem duração inferior a 10 dias, do que entre aqueles que
apresentam uma redução da contagem de neutrófilos por um período maior
de tempo. As manifestações clínicas geralmente são escassas. Podem
manifestar-se atrav és de processos inflamatórios, dor, tosse, ardência ao
urinar etc. Porém, como não é possív el determinar a v elocidade nem a
causa do seu desenv olv imento, uma anamnese minuciosa e a av aliação
dos exames laboratoriais torna-se importante na determinação da neutropenia febril. Objetivo: descrever o papel do profissional enfermeiro no manejo
dos pacientes oncológicos neutropênicos febris. Material de apoio: foi
realizado lev antamento bibliográfico, periódicos e base de dados, cuja
finalidade foi aux iliar na determinação dos cuidados prestados pelo
profissional enfermeiro aos pacientes oncológicos neutropênicos febris.
Conclusão: o paciente oncológico pode ser considerado de difícil manejo,
podendo apresentar grav es complicações em um curto período de tempo.
O enfermeiro que atua na oncologia dev e estar atento para queda brusca
do quadro clínico e risco iminente de morte. Deve ter também conhecimento
sobre a forma mais adequada de agir. Durante o tratamento com
quimioterapia ou radioterapia, deve hav er orientação de enfermagem ao
paciente e familiares. Quando o paciente está internado, o enfermeiro deverá
tomar algumas providências relacionadas ao isolamento protetor, tais como
freqüência e a intensidade da hipertermia, definição da possív el porta de
entrada dos microorganismos v alorizando suas queixas, av aliar os exames
laboratoriais solicitados e comunicando ev entuais alterações ao médico
responsáv el, iniciar antibioticoterapia imediatamente após a prescrição
88
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
médica; procurar sinais e sintomas de infecção, especialmente no período
de Nadir, solicitar av aliação nutricional para promov er aporte hídrico e
calórico adequado, salientar a importância de períodos de repouso e de
atividades intercalados, administrar fatores de crescimento hematopoiético
conforme prescrição médica. A equipe de enfermagem dev erá seguir
técnicas rigorosamente assépticas durante a realização dos procedimentos.
O enfermeiro tem o papel primordial no manejo dos pacientes com neutropenia, auxiliando na busca do agente causador e promovendo cuidados
essenciais para a rev ersão do quadro.
PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A SÍNDROME DE LISE
TUMORAL
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica decorrente
da lise maciça de células, ocorrendo espontaneamente ou após a terapia
quimioterápica e/ou radioterápica, com conseqüente liberação de
metabólitos intracelulares que excedem a capacidade renal de excreção,
levando a alterações metabólicas, como hiperuricemia, hiperpotassemia,
hiperfosfatemia e hipocalcemia, causando insuficiência renal aguda de
etiologia renal (dev ido ao depósito de cristais de ácido úrico nos túbulos
renais), podendo lev ar a distúrbios hidro-eletrolíticos e conseqüências
clínicas sérias, inclusiv e o óbito, se não manejada adequadamente e a
tempo. Ocorre com maior freqüência nas neoplasias do sistema
hematopoiético, como leucemias agudas, crises blásticas de leucemias
crônicas, linfomas, principalmente naqueles de alto grau de malignidade.
Tumores sólidos de qualquer natureza podem estar relacionados a
síndrome, principalmente se a apresentação for como massa tumoral
grande – as chamadas “bulky diseases”, que são massas tumorais que
possuem 10 ou mais centímetros na maior extensão. As manifestações
clínicas podem surgir como oligúria ou anúria, associado ou não a sinais
e sintomas de sobrecarga hídrica (edema periférico, congestão pulmonar,
disfunções cardíacas), uremia (confusão mental, dispnéia, náuseas,
v ômitos), sintomas neuromusculares decorrentes das alterações
metabólicas, dentro outros. A maioria dos casos está associada ao início
do tratamento quimioterápico, sendo que as manifestações costumam
aparecer do primeiro ao quinto dia após a infusão. O sex o masculino,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
89
idade menor que 25 anos, doenças linfoproliferativ a av ançada,
comprometimento intra-abdominal, hipov olemia, baixo débito urinário, altos nív eis de desidrogenase lática (LDH) e aumento da excreção urinária
de ácido úrico, são os principais fatores de risco para o aparecimento da
SLT. Objetivos: descrever o papel do enfermeiro no cuidado da SLT. Materiais
e métodos: levantamento bibliográfico em livros, periódicos, base de dados,
dentre outros. Compreendendo a SLT, sua fisiopatologia, suas
manifestações clínicas, etiologia e o tratamento médico. Para assim, traçar
os diagnósticos de enfermageme os cuidados essenciais para os pacientes
com SLT. Conclusão: o enfermeiro que trabalha na área oncológica, dev e
estar atento a prev enção e tratamento precoce da SLT. A melhor maneira
de ev itar a síndrome é a prev enção. Para isso, ele dev e identificar a
população de risco, orientar o paciente e seus familiares como reconhecer
sinais e sintomas da SLT, av aliar os exames laboratoriais diariamente e
comunicar alterações ao médico, avaliar sinais e sintomas de insuficiência
renal, como diminuição do v olume urinário, alterações do estado mental,
anorex ia, náusea e v ômito, diarréia e aumento de peso, av aliar os sinais
de arritmias cardíacas como hipotensão, taquicardia, pulso irregular, dor
torácica anterior e dispnéia. Verificar pH urinário de seis em seis horas e
comunicar ao médico se estiver abaixo de sete. Estes cuidados
especializados da equipe de enfermagem contribuem para uma adequada
monitorização do paciente e diminuem a possibilidade de evolução da SLT.
ESTUDO UNICEGO PARA AVALIAR A ORIENTAÇÃO DE
ENFERMAGEM AOS PACIENTES ONCOLÓGICOS DURANTE O
INTERNAMENTO E ALTA HOSPITALAR
Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P. ; Coutinho. S. S.; Pelaes, T.
Linha de Pesquisa: Oncologia
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A enfermagem é uma ciência voltada a ajudar indivíduos em qualquer âmbito,
seja ele pessoal, familiar ou comunitário, bem como, a enfrentar a dualidade
entre saúde e doença. Quando ela atua na oncologia, o processo paciente/
família e profissional torna-se mais próximo. A atuação do enfermeiro que
desenvolve a ativ idade especializada em oncologia, faz com que sua
assistência seja mais efetiv a e com qualidade, proporcionando ao paciente
maior tranqüilidade e à família melhor esclarecimento sobre o cuidado do
cliente. A oncologia é uma especialidade que muitas vezes exige do
enfermeiro atuação assistencial e administrativ a específica e acaba
colocando o profissional de enfermagem diante de um paradoxo. Objetivos:
90
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
este projeto pretende analisar e avaliar como esta sendo realizada a
orientação de enfermagem aos pacientes que estão internados e que irão
receber alta hospitalar. Pretende analisar se a orientação de enfermagem
que é realizada por um profissional especializado em oncologia é
diferenciada dos demais profissionais da instituição. Verificar se os
enfermeiros assistenciais (especialistas ou não) proporcionam uma
orientação adequada aos pacientes conforme a sua especialidade. Método:
estudo de Caráter unicego, exploratório descritiv o com abordagem quantiqualitativ a. O projeto irá acontecer em duas etapas concomitantes: na
primeira etapa serão av aliados os cuidados prestados ao paciente através
da aplicação aos enfermeiros da instituição de 2 questionários, um com
perguntas referentes as orientações realizadas durante o internamento e
outro sobre as orientações de alta repassadas ao pacientes. Na segunda
etapa será realizada a aplicação de um questionário ao paciente quando
ele estiv er retornando a instituição após a data do seu último internamento.
Paralelamente à primeira etapa, serão av aliados 2 grupos cegos de
profissionais. O primeiro grupo será formado por profissionais que são
especialistas ou especializandos em enfermagem oncológica e o segundo
grupo será formado por profissionais enfermeiros que desenv olv em suas
ativ idades na instituição há mais de 6 meses. O questionário será igual
para ambos os grupos. A análise dos resultados irá acontecer após a
coleta de todos os dados. Nas perguntas quantitativas, os dados serão
descritos através de gráficos explicativos e na abordagem qualitativ a será
realizado um apanhado de idéias baseadas no processo de repetição das
respostas. Resultados: o projeto encontra-se em desenv olv imento na
instituição e até o momento não apresenta resultados conclusiv os.
HUMANIZAÇÃO DO VISITANTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Eliane Aparecida Batista Sehnem; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A UTI é o setor do hospital onde são internados pacientes grav es ou que
necessitem de maior vigilância, como os recém-operados. Isso ocorre
porque a UTI possui recursos mais adequados a esses casos; por esta
razão existem tantos aparelhos nesse setor, que serv em para monitorar o
estado clínico do paciente; portanto, não há motiv os para preocupações.
Mas, para a recuperação do paciente, são necessários também cuidados
especiais com a higiene e as ações da equipe e de seus visitantes para
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
91
com ele (ORLANDO, 2002). Essa pesquisa está focada na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI), pela experiência que a pesquisadora possui nessa
área e por ter percebido a desorientação existente entre os visitantes desse
setor. Os visitantes de pacientes que se encontram internados em Unidades
de Terapia Intensiv a recebem orientações adequadas e suficientes da
equipe de Enfermagem? Identificar comportamentos inadequados dos
v isitantes diante dos pacientes, em uma Unidade de Terapia Intensiv a,
para que o enfermo tenha uma passagem mais humana e asséptica por
esse setor. Objetiv o específico: Propor medidas a serem tomadas pelos
v isitantes que contribuam para a recuperação do paciente internado na
UTI. Apontar atitudes adequadas a uma Unidade de Terapia Intensiv a.
Elaborar um folder informativo sobre a rotina de uma UTI e o comportamento
adequado dos v isitantes daquele setor. O desenv olv imento do estudo foi
realizado em âmbito hospitalar nas UTI‘s de um hospital de grande porte,
localizado no Município de Campina Grande do Sul, Paraná. Os sujeitos
da justificativ a são os v isitantes daquele setor. Os dados foram coletados
atrav és de um questionário, com 15 perguntas objetiv as e uma aberta,
todas relacionadas ao tema. Atrav és dessas questões, foi pesquisado o
comportamento de v isitantes de UTI’s e seus conhecimentos sobre esse
ambiente. A pesquisa obedeceu aos trâmites éticos exigidos, na CN 196/
96: possui autorização para a aplicação de entrev ista através de
questionários pela Instituição Hospitalar e o termo de conserv ação do
entrevistado. A população envolv ida neste trabalho compreende: familiares
de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiv a de um hospital
de grande porte localizado em Campina Grande do Sul. Quanto ao fato de
ter visitado uma UTI mais de uma vez, 50% dos entrevistados responderam
“sim”. A maioria dos familiares entrevistados (60%) julgam saber a função
da UTI no tratamento de enfermos; sentem-se satisfeitos com as
informações transmitidas pelo médico durante o horário de v isitas da UTI;
todos os entrev istados consideram importante a lav agem das mãos antes
e depois de uma v isita a UTI; 96,67% dos entrev istados têm noção do
risco que podem representar alimentos externos aos paciente de UTI;
70% dos entrev istados sabem da importância de tocar, transmitir carinho
e tranqüilidade ao paciente. Medidas a serem tomadas pelos visitantes
para que colaborem para a recuperação do paciente internado na UTI;
programar-se com antecedência; não trazer alimentos ao paciente; informar
à equipe multiprofissional quais medicamentos o paciente usav a até o
momento da internação na UTI; informações telefônicas devem ser evitadas;
ao paciente só devem ser direcionadas perguntas simples, com respostas
simples, como “sim”ou “não”. É importante esclarecer ao paciente quanto
à hora, dia e mês; o v isitante dev e confortar o paciente com mensagens;
deixar que o paciente perceba sua presença e não ter medo de tocar o
92
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
paciente; não tocar, em hipótese alguma, nos equipamentos; o
esclarecimento de algum membro da equipe da UTI dev e ser requisitado
no caso de o paciente passar alguma informação confusa ou negativ a
sobre o atendimento. A humanização no ambiente de Unidade de Terapia
Intensiv a é imprescindív el, pois nesse local os pacientes se sentem muito
fragilizados, em seu estado clínico, pelo afastamento dos entes queridos
e pela “invasão”que os aparelhos utilizados nesse setor representam. A
UTI não é o ambiente do hospital para onde v ão pacientes terminais, mas
sim um local dedicado a maior atenção e suporte técnico para o enfermo.
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PEDIÁTRICOS
EM HEMODIÁLISE
Glicia Mara Lopes; Cleber Iori Roboski; Jureni C. Dalmédico Martins;
Raquel Alves da Silv a; Prof. Ana Tereza Bitterncourt Guimarães
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Este estudo qualitativ o busca compreender os fatores que desencadeiam
o desgaste psíquico, físico e emocional em um paciente portador de
insuficiência renal crônica, que realiza hemodiálise. Este trabalho foi
realizado em um serv iço de hemodiálise pediátrica de uma clínica em
Curitiba, Paraná. A metodologia utilizada foi à pesquisa exploratória sobre
a literatura profissional, referente ao tema qualidade de v ida do paciente
portador de insuficiência renal crônica em textos científicos, bem como a
inv estigação da história vivida dentro e fora do setor de hemodiálise. Para
tal foi realizado um questionário para um total de 20 pacientes de 0 a 23
anos de idade, com dez perguntas fechadas de fácil entendimento. O
questionário foi anteriormente explicado e foi enfatizada a importância da
participação para o estudo. Todos os pacientes assinaram um termo livre
esclarecido. Nos relatos, v ários pacientes afirmam ter medo da punção
v enosa (40%), medo de passar mal (35%) e morrer (75%). Todos relatam
sentir segurança quanto ao tratamento. Todos os entrev istados relatam
também que a hemodiálise prolonga a vida na espera do transplante; todos
rev elam dificuldade quando a mudança de vida, o preconceito por parte
dos amigos; rev elam a dificuldade quanto à restrição de líquidos e dieta
(100%). Grande parte relata a dificuldade de locomoção (100%), pois
muitos tiveram que mudar de domicilio devido ao tratamento, outros viajam
de quatro a cinco horas para chegar ao centro de hemodiálise, dependem
de ambulância para retorno. Na maioria das v ezes não passam bem
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
93
durantes as sessões e precisam esperar o dia todo para o retorno ao seu
lar. Para alguns a hemodiálise mudou sua rotina de v ida por completo.
Alguns rev elam v iv er em função da hemodiálise, o que gera dificuldade
para arrumar emprego e estudar. Sentem cansaço e falta de concentração.
Através deste lev antamento de informações, este estudo demonstra alguns
fatores que podem propiciar a melhora da qualidade de v ida do paciente
portador de insuficiência renal crônica. Propõe-se, então, o desenvolvimento
de dinâmica entre o grupo de pacientes, atrav és de um apoio em educação
continuada ao paciente e à família, permitindo melhor aderência ao
tratamento. O enfermeiro tem grande importância nesta dinâmica, já que
é o profissional que está mais próx imo ao paciente. Um programa de
orientação sobre questões elucidativ as quanto à hemodiálise, e uma
adequação na qualidade de assistência indiv idualizada, em que o paciente
poderá exercer atividades diárias e interativas com a família, pode propiciar
uma melhora na qualidade de v ida deste grupo de paciente. A ação
educativa por parte do enfermeiro ao paciente vai permitir que ele descubra
a maneira correta para se adaptar à doença e o tratamento diálitico.
ENFERMAGEM EM GERIATRIA: UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA
Helena Ignez Braganholo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Na frase “ficar jov em lev a tempo”atribuída a George Bernard Shaw (18561950), um dos mais importantes dramaturgos da língua inglesa,
subentende-se que o processo de amadurecimento leva a valorizar o jovem,
tanto que, na idade adulta, comportar-se jov ialmente é tida como atitude
altamente positiva. Transportar para a velhice valores da juventude significa
v iv er como jov em. Cada pessoa encara o sentimento de env elhecimento
de forma diferente: existem pessoas com mais de oitenta anos que pensam
e agem como jov ens, e pessoas jov ens que são verdadeiros velhos. Esse
estado de espírito está ligado às influências recebidas das pessoas, as
características do meio em que se v iv e e as características pessoais com
as quais se nasce, desenv olv idas durante toda a v ida, que somatizarão e
lev arão ao modo como é encarada a Terceira Idade. Qual é a atuação da
Enfermagem nos cuidados com o idoso saudáv el? Oferecer uma
contribuição aos profissionais de Enfermagem, nos cuidados com o idoso
saudável. Identificar as características fisiológicas decorrentes da v elhice.
Elaborar Protocolo de Enfermagem no atendimento ao idoso saudáv el. O
94
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
trabalho foi realizado a partir de uma Pesquisa Bibliográfica, seguida de
uma análise para que fossem elucidados os pontos considerados relevantes
para entendimento do tema proposto. Segundo CASTANHO (2004), as
ativ idades ligadas à enfermagem dev em estar norteadas por div ersos
enfoques; dentre eles, cita “desenvolver habilidades assistenciais para
atender à crescente população de pacientes com faixa etária acima de 60
anos”. Para que isso ocorra de maneira eficiente o profissional, deve-se
estar apto para exercer a função de acordo com as necessidades
apresentadas na comunidade em que se atua, principalmente ligadas aos
programas de cuidados, prev enção e orientação para que os idosos sob
seus cuidados possam ter qualidade de vida. Uma das formas de otimizar
os cuidados com os idosos em v ários pontos, é atrav és de um SAE:
Sistematização da Assistência de Enfermagem. Com um método científico
de trabalho, é possív el conferir à profissão de Enfermeiro um modelo de
funcionalismo. Com o desenv olv imento da pesquisa realizada para esse
estudo, tornou-se possív el obter uma v isão que envolve diversos itens de
conhecimento que podem contribuir para apontar a importância do processo
de env elhecimento com qualidade de vida. Aliada às afirmações dos
especialistas, foi oferecida uma proposta de Protocolo de Atendimento e
Acompanhamento – PAC, que v isa à boa qualidade de v ida do idoso, no
sentido de prev enção e não de tratamento para problemas psicológicos e
físicos existentes. Ou seja, que se lhe possa proporcionar uma v ida com
qualidade, e saudáv el, respeitando as limitações da idade, mas com
longevidade e prazer.
OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: “CONVIVENDO COM OSSOS DE
CRISTAL”
Iara Ferreira; Prof. Eleonor Trev isan
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Osteogênese Imperfeita, chamada de OI, é um defeito congênito do
desenv olv imento da fibra colágena do tecido conjuntiv o de forma
generalizada, transmitida geneticamente, que tem como principal sintoma
a fragilidade óssea; suas características mais comum são: escleras
azuladas, rosto em forma triangular, baixa estatura e escoliose. Trata-se
de uma patologia hereditária, ocorrendo um caso em cada 15.000 a 20.000
nascimentos, com prevalência de um em 200.000 indivíduos. É dividida
em quatro tipos: Tipo I, II, III e IV. Por ser uma doença rara não se tem
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
95
estudado muito sobre ela e mesmo médicos e toda a equipe
multiprofissional a conhecem pouco, o que muitas vezes acaba
complicando a situação dos portadores que sofrem não apenas fisicamente,
devido a possív eis fraturas pelo manuseio incorreto, mas também
psicologicamente, por acabarem sendo impedidas de realizar ativ idades
normais de uma criança. Conhecendo-se essa realidade este trabalho
tem por objetiv o proporcionar conhecimento à equipe multiprofissional de
saúde, principalmente à de Enfermagem, sobre a importância de alguns
elementos essenciais para a assistência adequada: o conhecimento, as
habilidades e a comunicação para que toda a equipe possa exercer o seu
trabalho com eficiência na qualidade de vida dos portadores de Osteogênese
Imperfeita. Trata-se de uma pesquisa qualitativ a que para a sua elaboração
foi realizado um estudo de caso com o acompanhamento de uma criança
de oito anos de idade, portadora de Osteogênese Imperfeita do tipo I,
considerada a forma mais lev e e mais freqüente da doença e elaborado
um plano de cuidados específicos de Enfermagem para melhorar a
qualidade de assistência aos portadores, pois é a Enfermagem que passa
a maior parte do tempo com os pacientes. Para o estudo de caso utilizouse uma família com uma criança portadora de Osteogênese Imperfeita, no
município de Campo Largo-PR. A partir desse estudo, apresenta-se a
análise dos dados de forma descritiva, baseando-se nos relatos da família
e outras pessoas ligadas ao sujeito entrevistado. Através de um
levantamento bibliográfico, pôde-se elaborar um plano de cuidados
específicos, objetiv ando uma melhora na qualidade do atendimento,
realizado pela equipe de Enfermagem, a esse tipo de portador. Os últimos
avanços na inv estigação dessa enfermidade dev em ser reconhecidos por
toda equipe multiprofissional de saúde, uma v ez que hoje em dia existe a
possibilidade de melhorar a qualidade de vida dos portadores dessa doença.
Além disso, a Osteogênese Imperfeita é o diagnóstico freqüente em casos
de suspeita de maus tratos a crianças. Portanto, o pediatra e outros
profissionais que trabalham com crianças dev em estar preparados para
reconhecer as características dessa enfermidade.
96
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO ONCOLÓGICO
HOSPITALIZADO
Janete Oliv eira de Azeredo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O env elhecimento é um processo dinâmico e progressiv o no qual ocorrem
modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que
determinam progressiv a perda da capacidade de adaptação do indivíduo
ao meio ambiente, ocasionando maior v ulnerabilidade e maior incidência
de processos patológicos. A idade é o maior fator de risco de neoplasias
que, na maioria dos casos, levam os pacientes à hospitalização. O paciente
idoso geralmente apresenta patologias crônicas como a hipertensão, o
diabetes, a osteoporose, entre outras, e conseqüentemente faz uso de
medicações terapêuticas, que podem causar efeitos colaterais perigosos
quando em interação com outros medicamentos, sem que haja o dev ido
controle, conhecimento e preparo daquele que os está administrando. Os
idosos apresentam fragilidades fisiológicas devido ao processo natural do
envelhecimento; isso requer cuidados dobrados da equipe de Enfermagem
que dev e estar preparada para atender esses pacientes. O paciente idoso
recebe um atendimento especializado da equipe de Enfermagem por
ocasião da hospitalização? Aperfeiçoar a assistência de Enfermagem
prestada ao paciente idoso oncológico hospitalizado. Identificar e
contextualizar as particularidades orgânicas, fisiológicas e psicológicas
do idoso. Este é um estudo qualitativ o baseado em pesquisa bibliográfica,
sobre a importância em se formarem equipes de profissionais
especializados na assistência de Enfermagem ao paciente idoso
oncológico hospitalizado. Optou-se pela leitura crítica de textos teóricos
quanto ao aspecto saúde/doença em que estão env olv idos o ser idoso e a
Enfermagem, buscando construir uma assistência digna, humanizada e
especializada em geriatria, para que seja utilizada em instituições que
estejam imbuídas do cuidado do idoso oncológico hospitalizado. Com base
nos autores pesquisados, verifica-se a necessidade de cuidados de
Enfermagem indiv idual e especializado ao paciente idoso, por ocasião da
hospitalização. Ao dar entrada numa unidade hospitalar, o indivíduo idoso
dev erá ser av aliado e tratado, não só quanto à causa que o lev ou àquele
serv iço como também dev erá ser av aliado, com especial atenção, às
peculiaridades que o indiv íduo com mais idade apresenta (HUSSNE e
GEROLIN, 2001). Se cada profissional, seja ele médico, fisioterapeuta,
enfermeiro, etc., que estiv er imbuído da missão de ser “cuidador”do idoso
enfermo desenv olv er seu trabalho pensando em equipe, v oltado à saúde
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
97
do paciente idoso, sem dúvida, a evolução de “cura”será rápida e bem
mais positiv a (CAMON,2002). Analisando a pesquisa realizada, v erificase a necessidade da implementação de assistência de Enfermagem
específica para a pessoa idosa nas instituições hospitalares. O
env elhecimento é uma condição natural da v ida e este processo, que é
fisiológico, acaba por ocasionar algumas patologias características do
envelhecimento. Muitos idosos convivem com doenças que vão aparecendo
com a idade, como a hipertensão arterial, arterioesclerose, etc., o sistema
imunológico está mais frágil, todos os sistemas do seu organismo estão
debilitados, ficando a pessoa mais suscetív el à doenças e esta com mais
intensidade do que em uma pessoa mais jovem, o que lev a a necessidade
de tratamento mais longo e mais complexo. Para que os cuidados de
Enfermagem sejam prestados com mais eficácia durante a internação, é
necessário que os profissionais estejam preparados para atender esse
paciente. Como o paciente idoso possui particularidades orgânicas naturais
do env elhecimento, torna-se indispensáv el o estudo e a formulação de
diagnósticos de Enfermagem específicos para o cuidado da pessoa idosa
e os cuidados à serem prestados, dev em estar de acordo com os
diagnósticos e com as particularidades do paciente que deve ser respeitado
de uma forma holística.
GINÁSTICA LABORAL EM ENFERMAGEM HOSPITALAR
Mara Lucia Faria Molinari; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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“Como as condições de trabalho englobam tudo que se relaciona com o
trabalho, tanto aspectos positiv os como negativ os, e em conseqüência,
tudo que afeta o trabalhador. Qualidade de v ida no trabalho é sinônimo de
boas condições de trabalho” (SELL, 1995, p. 85). De acordo com a
Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde pode ser comprometida
por alguns fatores, dentre eles agentes agressiv os também chamados de
fatores de risco como ruídos, temperatura, mobiliário, iluminação não
adequada, deficiência de fatores ambientais, falta de ativ idade muscular,
falta de comunicação com as pessoas, falta de div ersificação em tarefas
de trabalho e principalmente ausência de desafios intelectuais (MEHANNA,
1999, p. 25). Que benefícios a Ginástica Laboral traz à saúde dos
funcionários da área de Enfermagem Hospitalar? Analisar a importância
da prática da Ginástica Laboral na área de Enfermagem Hospitalar,
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
informando sua atuação em todos os aspectos. Listar os tipos de Ginástica
Laboral em cada tipo de atuação, av aliando suas v antagens para
funcionário e empresa. Adequar um programa de Ginástica Laboral em
Enfermagem Hospitalar, v isando a pausas para qualidade de v ida do
profissional e melhor desenv olv imento de sua função. Para realizar este
estudo, optou-se pelo enfoque qualitativ o, à luz da teoria das
Representações Sociais, com caráter exploratório de pesquisa bibliográfica.
A promoção da saúde das pessoas depende de fatores indiv iduais, ligados
à adoção de hábitos saudáveis, e também das condições ambientais nas
quais estão inseridas, em especial no local de trabalho (SILVA; MARCHI,
1997). Considera-se hoje em dia que a rotina de trabalho tornou a v ida
fisicamente mais “fácil”, privando o trabalhador de seus mov imentos
naturais, promovendo mov imentos repetitiv os e mecanizados, além de
provocar posturas inadequadas e tornar a v ida cada vez mais estressante.
Neste contex to a qualidade de v ida e a saúde do trabalhador acabam
sendo comprometidas (CAÑETE, 2001). Inv estir na v alorização dos seres
humanos, atrav és de programas relacionados à preserv ação da saúde,
contra o fumo, obesidade, stress, doenças cardíacas, Dort/Ler,
sedentarismo, etc., tem contribuído para a manutenção da saúde dos
trabalhadores, criando uma relação de parceria mais transparente entre
gerentes e funcionários, além de garantir a produtiv idade da empresa,
competitividade, qualidade nos serv iços, ou seja, sua própria sobrev ivência
(FERNANDES,1996). De acordo com (SILVA; MARCHI, 1997), os
benefícios para os trabalhadores, obtidos com a implantação desses
programas, são óbvios: uma vida melhor e provavelmente mais longa, com
melhor saúde física e, principalmente, mais feliz. Este estado de felicidade
adv ém não apenas do fato de o indivíduo sentir-se bem disposto e com
maior vigor físico, mas, sobretudo, da sensação de bem-estar interior
decorrente da melhoria das relações pessoais que mantém no trabalho,
além do fato de passar a v iv enciar o trabalho não como tortura e fonte de
dissabores, mas como algo prazeroso e desejáv el, já que é no trabalho
que passamos a maior parte de nossa v ida e, por meio dele, realizamos
grande parte de nossas aspirações. A ginástica laboral consiste em
exercícios específicos que são realizados no local do trabalho, atuando
de forma prev entiv a e terapêutica, sem lev ar o trabalhador ao cansaço,
porque é lev e e seu resultado é de alta duração. A ginástica laboral é um
tipo de terapia que melhora as partes motoras, cognitivas, sociais e
emocionais do individuo, levando-o a produzir mais, minimizando o numero
de lesões por esforços repetitiv os e posturas inadequadas. A v antagem
para as empresas é a diminuição das despesas médicas e absenteísmos.
Contribui para uma postura mais adequada, promov endo maior integração
no ambiente de trabalho, v isto que desperta a noção do trabalho em equipe
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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e juntamente com a ergonomia, atua na prev enção de doenças
ocupacionais e acidentes de trabalho. Podemos afirmar que este tipo de
trabalho tem apresentado bons resultados tanto para as empresas, que
acabam reduzindo custos com faltas, afastamentos e por doenças, quanto
para os funcionários, que melhoram a qualidade de v ida e
conseqüentemente a produtiv idade. A ginástica laboral não tem somente
a finalidade curativa, mas principalmente finalidade preventiva. O ideal seria
que todas as empresas, grandes, médias ou pequenas, optassem por
esta prática, pois com isso tanto empregado como empregador obteriam
melhores resultados, tanto na prevenção de doenças como na produção.
CONHECIMENTO DE ENFERMAGEM: SUCESSO NA AUDITORIA
Maria Liris Froner; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Com a ev olução da assistência à saúde, há uma necessidade de aquisição
de conhecimentos, inicialmente fundamentais, sobre auditoria nos
profissionais de saúde, principalmente a Enfermagem que tem de diminuir
perdas, reduzir custos e glosas e eliminar desperdícios hospitalares, sem
perder a qualidade da assistência. Segundo BERNARDINO (1999), a
Enfermagem é o maior consumidor intermediário dos serv iços de saúde,
sendo natural que recaia sobre ela grande parte da responsabilidade de
conter custos. A auditoria de Enfermagem, embora evidente há décadas,
e com a visão direcionada à qualidade da assistência, atualmente enfatiza
as questões de custos, principalmente dev ido à situação econômica em
que o país se encontra. A desinformação da equipe de Enfermagem lev a
ao aumento de custo e glosa na Instituição Hospitalar? Pesquisar o
conhecimento do Enfermeiro em uma Instituição Hospitalar em relação à
auditoria. Identificar os motivos de glosas na Instituição. Analisar o
conhecimento dos profissionais de saúde sobre auditoria em Enfermagem.
Verificar a interação da Enfermagem e dos auditores na Instituição. Optouse pela pesquisa qualitativa descritiv a. Realizou-se entrev ista direta com
profissionais de Enfermagem sobre auditoria, mediante consentimento livre
e esclarecido dos entrev istados. Os dados coletados foram analisados,
interpretados e selecionados após transcritos para tornar-se parte
significativa desta pesquisa. Após análise da coleta de dados, nota-se
que ainda há uma dificuldade por parte dos profissionais de saúde,
principalmente na Enfermagem, em relação a auditorias. Estas dev em
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
prestar uma assistência com qualidade e ao mesmo tempo administrar
custos. Essa pesquisa identifica as competências da Enfermagem que
envolve uma série de habilidades: como o pensamento crítico, a liderança,
e a assistência. Agora as instituições cobram um gerenciamento baseado
em resultados,mas ainda há necessidade de incentiv o e orientação nessa
nov a área onde a Enfermagem começa a atuar. No Brasil o tema auditoria
é recente, principalmente na área da saúde; por isso a necessidade de
aquisição de conhecimentos e de estratégias para conter custos na
Instituição hospitalar. Recai sobre a Enfermagem a difícil tarefa de manter
equilibrada a relação custo-benefício, em outras palavras, tentar oferecer
uma assistência de boa qualidade dentro de um custo compatív el com os
recursos financeiros disponív eis.
PROTOCOLO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS DA NEUROCIRURGIA
Noeli Terezinha Fornazare Tomasi; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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De acordo com o Ministério da Saúde, a Central de Materiais e Esterilização
é definido como o conjunto de elementos destinados à recepção e expurgo,
preparo e esterilização, guarda e distribuição do material para as unidades
de estabelecimento (BRASIL, 1987).Os instrumentais cirúrgicos eram
escassos, inadequados e fáceis de deteriorar. Prov as obtidas de relatos
arqueológicos mostram que os instrumentais cirúrgicos existem desde os
tempos mais remotos da cultura humana (MARQUES e PEPE, 2001).
Com o desenv olvimento das técnicas cirúrgicas, foi crescente a
necessidade de aprimorar materiais e equipamentos utilizados, exigindo
cuidados especiais. As mudanças em relação a instrumentos cirúrgicos
ocorreram após o desenvolvimento de bactérias patogênicas (GABRILLONI,
1996). O protocolo para instrumentais da cirurgia da neuro cirurgia v ai
agilizar as atividades dos colaboradores que atuam na Central de Materiais
e Esterilização? Agilizar as ativ idades dos colaboradores que atuam na
Central de Materiais e Esterilização. Elaborar um protocolo de
instrumentais cirúrgicos da neuro-cirúrgia. O presente trabalho foi elaborado
a partir do diagnóstico de um problema existente em um determinado
hospital de Curitiba, que identificou a falha de um protocolo de instrumentais
cirúrgico da neuro-cirurgia. O desenv olv imento do estudo tev e como base
o lev antamento que foi realizado junto aos colaboradores da Central de
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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Materiais e Esterilização. Foram aplicados quinze questionários a esses
colaboradores, que trabalham em um hospital de grande porte da cidade
de Curitiba - PR. A coleta dos dados realizou-se atrav és de um questionário
respondido pelos colaboradores da Central de Materiais e Esterilização,
com duas perguntas abertas, para que as respostas fossem as mais
fidedignas possíveis. O que é emergência para você na Central de Materiais
e Esterilização? O que poderia ser realizado para contribuir com o setor, e
resolv er o problema de emergência na CME? A equipe de Enfermagem,
dentro da Central de Materiais e Esterilização, dev e desenv olv er estudos
e pesquisas objetiv ando não somente a melhoria da quantidade e da
qualidade dos serv iços oferecidos, mas também o aperfeiçoamento da
equipe de trabalho, a orientação e a formação de nov os profissionais, e na
div ulgação de serviços tão importantes porém muitas vezes desconhecidos
(MOURA, 1996). Resultados: 95% das respostas nos mostraram que a
emergência mais grav e seria quando chega o instrumental cirúrgico da
neuro-cirurgia, todo misturado, para ser lav ado, separado, montado, e
devendo ser esterilizado novamente para a próxima cirurgia, no período de
2 horas; 95% dos colaboradores da Central de Materiais e Esterilização
responderam que poderia ser criado um protocolo de instrumentais
cirúrgicos da neuro-cirurgia; 95% dos funcionários entrev istados declaram
que a confecção deste protocolo seria de grande ajuda no momento da
montagem das caix as de instrumentais cirúrgicos da neuro-cirurgia. O
protocolo ajuda a separar cada caixa de instrumentais cirúrgicos para o
tipo específico de cirurgia, agilizando-se assim o processo da montagem,
esterilização e visando-se a mais econômia para a instituição, podendo
assim a cirurgia ocorrer com mais segurança; mas o melhor de tudo isso
é o bem-estar do paciente, que ficará menor tempo no centro cirúrgico à
espera do instrumental. Para finalizar, a Enfermagem representa um serviço
de muita importância para a sociedade e é responsáv el por muitas v idas e
o êxido de todos os procedimentos terapêuticos depende de seus
profissionais, os quais dev em agir com plena consciência disso. É de
grande importância para a Central de Materiais e Esterilização que a
Enfermagem tenha um grande embasamento teórico, tenha
responsabilidade, humanidade, atenção e engenharia, possa agir com ética
e profissionalismo, pensando sempre no bem estar do paciente.
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
COMO DIMINUIR GLOSAS EM CONTAS HOSPITALARES
Patrícia Aparecida de Oliveira; Andréia Leite de Oliveira;
Karyme Juliana David; Raquel Zerger;
Suelen do Nascimento Gonçalves;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Este trabalho constitui em uma pesquisa reflexiv a e critica em busca de
identificação e soluções dos motiv os de glosas, como cancelamento total
ou parcial de um orçamento ou conta por motiv os ilegais ou indev idos.
Tendo como objetiv o a harmonia entre operadora de plano de saúde e
hospital, adequando os registros de enfermagem para o processo de auditoria, v isando a sistematização dos procedimentos científicos. O
embasamento do trabalho está v oltado a uma análise de prontuários de
pacientes submetidos a procedimentos invasiv os e os cuidados a estes
realizados após tais procedimentos. A razão desta conduta de pesquisa
tem como estrutura principal à identificação dos pontos críticos envolvendo
o prontuário do paciente e tudo o que nele se encontra, procurando saber
se a equipe multidisciplinar esta em sintonia com a auditoria. Por meio da
auditoria pode-se av aliar pelos registros escritos feitos pela equipe de
enfermagem a qualidade e a quantidade da assistência prestada e a partir
daí, propor soluções para minimizá-los melhorando assim a qualidade
assistencial. A função do enfermeiro auditor consta em lei Federal nº 7.498/
86 decreto lei 94.406/87, estes profissionais são responsáveis pela análise
de todas as contas pertinentes aos procedimentos de enfermagem, que
de maneira em geral, compreendem 80% das despesas do prontuário do
paciente, sendo competência priv ativa do enfermeiro auditor no exercício
de suas atividades: organizar, dirigir, planejar, coordenar e av aliar, prestar
consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre os serv iços de auditoria
de enfermagem.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL NA INSUFICIÊNCIA
RENAL AGUDA
Romilda Vieira dos Santos; Prof. eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A mortalidade na Insuficiência Renal Aguda vem se mantendo elev ada por
estarmos com numerosa população de pacientes idosos com div ersas
doenças crônicas associadas, incluindo as neoplasias: procedimentos
cirúrgicos, medicamentos de última geração, v árias complicações podem
ocorrer devido o estado crítico em que se encontra o paciente. A função
renal é de extrema importância para a sobrev ivência do nosso organismo.
Além da obvia função de eliminar do meio interno os produtos indesejáveis
do metabolismo, os rins são essenciais à manutenção do meio interno:
mantêm constantes os volumes extracelulares, a concentração de
eletrólitos, a acidez e a pressão osmótica do meio interno e provavelmente
a pressão arterial, além de influenciarem em outras funções importantes
ao organismo, como na forma ativa da vitamina D (RIELLA, 1996). O
enfermeiro possui conhecimentos sobre as complicações da insuficiência
renal aguda? Enfatizar a importância do enfermeiro na assistência ao
paciente em Insuficiência Renal Aguda. Orientar a equipe de Enfermagem
sobre as complicações da insuficiência renal aguda. Propor educação
continuada a equipe de enfermagem, como forma de proteção ao paciente,
e orientação à família. Para desenvolvimento, optou-se pela pesquisa
bibliográfica tendo por base um problema existente observ ado em campo
de estágio, dev ido a escala de folga dos enfermeiros, onde o profissional
de enfermagem é responsáv el por v ários setores e desempenha funções
conforme necessidades, administrativa ou assistencial. Este estudo
permitiu identificar cuidados importantes e indispensáv eis na assistência
ao paciente com insuficiência renal aguda: monitorizar pressão arterial,
FC respirações, PAP, PVC, DC, IC, a cada hora até estarem estáveis;
monitorizar os resultados laboratoriais (Na,K, Hgb, leucócitos, estudos
coagulação); administrar líquidos e sangue conforme a prescrição médica;
monitorar quanto à sobrecarga líquida e/ou reação de transfusão e sintomas
de hiponatremia; monitorar o débito urinário; observ ar administração de
drogas nefrotóxicas; medicações endov enosas dev em ser diluídas em
menor volume possível; evitar hipotensão (pressão baixa); náusea e vômitos
ao despertar, sinal que uréia está aumentando; anorexia: há perda do
apetite numa tal intensidade, que o simples fato de pensar em comer faz
esses pacientes se sentirem mal; cuidados especiais com a nutrição;
alterações nos sons cardíacos e respiratórios e dificuldade crescente na
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
respiração; hálito urêmico, com odor semelhante ao da urina; coloração
pálida da pele: dev ido à anemia e ao acúmulo do pigmento urocromo
(pigmento que dá à urina sua cor amarelada); ev itar infecções fornecendo
cuidado meticuloso para paciente com sonda de demora, acessos e cateter
venoso. Diante das realidades vividas, devem-se estabelecer determinadas
rotinas ou atribuições, a partir da admissão do paciente em insuficiência
renal aguda e motiv ar a atuação do enfermeiro na assistência de
Enfermagem, v isando cada v ez mais às necessidades de seu paciente.
Concluímos com a afirmação de que a missão do enfermeiro assistencial
frente ao paciente em insuficiência renal aguda é de grande importância,
pois dele depende uma assistência adequada ao paciente para minimizar
futuras complicações. É necessário manter a família informada conforme
a ev olução do paciente, e orientar a equipe para prestar o atendimento
humanizado com técnicas fundamentadas.
EDUCAÇÃO CONTINUADA: PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE NA
DEFINIÇÃO DOS TEMAS
Sandra Terezinha Olech; Cristiane Vieira Lopes;
Iloni Tomasi; Pablia Nascimento; Paulo Strombech;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A educação do funcionário no local de trabalho dev e ser um processo que
propicie novos conhecimentos, que capacite-os para a execução adequada
do trabalho e que prepare-os para futuras oportunidades de ascensão
profissional. Esse processo é amplo, não se limitando à educação formal,
incluindo até aspectos informais, como encontro com colegas, auto aprendizagem, que são experiências que refletem no desempenho do
funcionário e no alcance dos objetivos propostos pela instituição. Adotase o termo “educação-continuada”, uma v ez que se considera que a
formação do funcionário é permanente e crescente, envolvendo aspectos
profissionais e pessoais. Essa necessidade de desenvolvimento de pessoal
tem sido reforçada pelos av anços tecnológicos e pelas mudanças sócioeconômicas, que lev am os indiv íduos a buscar, adquirir, rev er e atualizar
seus conhecimentos. Uma das estratégias para que isso ocorra é a
educação do funcionário no seu local de trabalho, sendo que o mesmo
possa escolher o tema que mais lhe cabe. Segundo Werther, o
desenvolvimento destas ações favorece o autodesenv olvimento do
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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funcionário lev ando-o a ter uma maior satisfação no trabalho, melhorando,
assim, a sua produtiv idade. O ponto de partida, para que a educação de
pessoal de enfermagem se torne efetiv a, é a enfermagem ter, na filosofia
de trabalho, a crença do v alor da educação como um meio de crescimento
de seus funcionários, contribuindo para a melhoria da assistência à
clientela. Para garantir o desenv olv imento do pessoal, o serviço de
enfermagem deve ter um setor ou serv iço que agrupe, organize e coordene
as ativ idades educacionais. Caberá a esse órgão sistematizar e articular
os demais setores da enfermagem na formulação de programas que
env olvam o desenv olvimento do pessoal. Outro aspecto relevante é a
formação das próprias enfermeiras que atuam na div isão de educação
continuada. Esses elementos dev erão ter, além da formação profissional,
o preparo para o processo ensino-aprendizagem. Cabe portanto ao
departamento de enfermagem propiciar condições, para que estes
profissionais se capacitem, uma vez que são os responsáv eis pelo
desenv olvimento de toda a equipe de enfermagem.
CUIDANDO DO CUIDADOR PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM
Silv ia Helena Prado; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O enfermeiro está em contato direto com paciente e com a enfermidade, a
fim de minimizar sofrimentos e auxiliar no processo de cura. Contudo, o
fato de ser responsáv el pelo cuidado de outros não significa que não seja
também merecedor de cuidados. Partindo-se dessa premissa, a pesquisa
avança na delimitação dos caminhos que dev em ser percorridos pelo
enfermeiro em busca de se cuidar e atingir o equilíbrio de seu ‘eu total’,
para assim, equilibrado, prestar cuidado a outros. O cuidador profissional
de Enfermagem pode prestar cuidado com qualidade antes de cuidar de si
próprio? Demonstrar a importância do autocuidado com o intuito de
proporcionar ao enfermeiro uma melhor qualidade de v ida. Demonstrar a
importância do cuidar-se no processo do cuidar, vivenciando as implicações
advindas da condição de cuidador; reconhecer as limitações do enfermeiro
em sua realidade pessoal de ser finito, apontando caminhos para a
renov ação de sua vitalidade por intermédio do cuidar de si próprio;
demonstrar que a prática de cuidar de si próprio dev e preceder o cuidar de
outrem, em v ias de max imizar a efetiv idade do cuidado prestado pelo
enfermeiro. Trata-se de uma pesquisa descritiv a em suas modalidades
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
bibliográfica e documental, sob o enfoque qualitativ o. A adoção dessa
metodologia v isa a coleta, análise textual, temática e interpretativ a, de
tex tos e documentos, no intuito de facilitar seu acesso, obtendo-se o
máximo de dados com a maior pertinência que embasam deste trabalho.
O enfermeiro é o responsáv el por assistir o ser humano em suas
necessidades básicas. Não se limita ao aspecto físico das pessoas, pois
visa o atendimento do ser integral. Na história do cuidado e da Enfermagem
o foco da atenção sempre foi mais v oltado para o cuidado do outro do que
para o cuidado ao cuidador. A maior parte dos autores pesquisados enfoca
sobremaneira o aspecto de doação do enfermeiro e deixam de lado o
próprio “ser”profissional de Enfermagem. Entretanto, a perspectiv a desses
autores gradualmente volta-se para o enfermeiro. Este profissional começa
a ser v isto como “gente que cuida de gente”(COSTERNARO e LACERDA,
2002). Autores apontam como os principais problemas enfrentados pelos
enfermeiros a remuneração salarial inadequada, desequilibro entre trabalho
e vida, extra-organização, ausência de perspectiva de ascensão na carreira,
burocracia, escassez de recursos humanos, dificuldade em atualizar-se e
pouco enfoque acadêmico relativo ao auto-cuidado (PIERÓ, 1993;
LINHARES, 2004; WALDOW, 2004 e REMEN, 1993). Da pesquisa
realizada foi possível extrair que a falta de cuidado consigo mesmo lev a ao
perecimento do profissional. Assim os autores pesquisados colocam o
autocuidado como sendo de extremada importância em meio às atividades
profissionais (LIMA, 1998). Não se pode dissociar a parte humana do
enfermeiro de sua face trabalhadora. Segundo, ainda, os autores
pesquisados, o enfermeiro é um profissional inserido em uma organização
cuja finalidade é a prestação de serv iços. Assim, ele dev e ser cuidado,
dev e cuidar-se, para que cuide de outro com excelência. (COSTERNARO
e LACERDA, 2002; WALDOW, 2004; REMEN, 1993). Os estudos de
FIGUEIREDO (2005) demonstram que o corpo humano é feito de energia.
Tal energia, captada pela alimentação e pela respiração, é utilizada para o
trabalho; assim, se não manejada de forma consciente, ocasiona o
perecimento do enfermeiro, que adoece, deixando a desejar na prestação
profissional do cuidado. As dimensões do autocuidado não se limitam à
indiv idualidade dos profissionais de Enfermagem e dev em estar também
presentes nas equipes de saúde onde enfermeiros se encontram inseridos.
Esta espécie de autocuidado seria o cuidado da Enfermagem para com a
Enfermagem. Destarte, cabe aos enfermeiros em suas esferas pessoais
e públicas respeitarem suas indiv idualidades, v alorizarem seu trabalho e a
importância deste, praticando o autocuidado e reiv indicando, como
categoria, melhores condições para o exercício do cuidado. Cabe ao
enfermeiro valorizar e promover, para toda a sua categoria, programas que
possibilitem o cuidar de si, v isando dar apoio ao enfermeiro e sua equipe
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
107
na dinâmica do autocuidado para bem cuidar, contemplando, assim, a
saúde do trabalhador em sua totalidade. A postura a ser assumida pelo
enfermeiro é unir o científico, o técnico, o administrativo, a ética e o humano,
v iabilizando a horizontalização das relações, gerando assim maior
autonomia e eficácia dos serv iços prestados. Destarte, muito embora a
Enfermagem e, conseqüentemente, o cuidado tenham em sua história
como base a caridade, com o desenvolv imento da ciência da Enfermagem,
este abandona o plano da abnegação e adentra o plano da prestação de
serv iços onde, além da prestação humana do cuidado, dev em estar
presentes condições humanas para enfermeiro cuidar-se antes mesmo
de cuidar de outrem.
DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM EM UNIDADE
ESPECIALIZADA
Silv io Aparecido Morales; Marcia Regina da Silva; Mariella Costa Zanini;
Renata Carin Knapik; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O dimensionamento do pessoal de enfermagem constitui a etapa inicial
do processo de prov imento de pessoal e tem por finalidade a prev isão da
quantidade de funcionários por categoria, requerida para atender, direta ou
indiretamente, às necessidades de assistência de enfermagem da clientela.
O cálculo de pessoal, em qualquer organização, tem sido um desafio.
Esses recursos são os mais complexos da organização, e os demais
recursos exigem a presença do profissional para que possam ser utilizados.
O grau de desenvolvimento sócio-econômico de um país está estreitamente
relacionado ao seu contingente de pessoal para as ativ idades de saúde.
Em países carentes de recursos econômicos, como é o nosso, onde a
maioria das organizações possue insatisfatória maturidade gerencial, é
provável que os responsáv eis pela sua administração sejam pressionados
pelas chefias a reduzir quantitativ amente os recursos humanos, v isando
lucro. Na enfermagem, os aspectos quantitativos e qualitativos dos recursos
humanos têm requerido a atenção dos enfermeiros responsáv eis pela
administração dos serv iços de enfermagem, em v irtude das implicações
que o dimensionamento inadequado desses recursos causa sobre o
resultado da qualidade da assistência de enfermagem prestada à clientela.
Na maioria das instituições de saúde, a equipe de enfermagem representa,
quantitativamente, o percentual mais significativ o de pessoal dessas
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
instituições, chegando a atingir cerca de 60%. Assim, essa equipe é a
mais visada quando o problema é redução de despesas. A inadequação
numérica e qualitativa dos recursos humanos da enfermagem lesa a
clientela dos serv iços de saúde livre de riscos. Essa inadequação também
pode comprometer legalmente a instituição, pelas falhas ocorridas na
assistência. Entendemos que, no dimensionamento de pessoal, dev em
ser utilizadas metodologias e critérios que permitam uma adequação dos
recursos humanos às reais necessidades da assistência, de modo que
proporcione segurança. Para que isso ocorra, é necessário considerar no
método de cálculo de pessoal, alguns fatores normalmente
desconsiderados, o que demonstramos na metodologia, na apresentação
do Índice de Segurança Técnica. É importante lembrar que cada Instituição
Hospitalar dev e criar uma comissão de Enfermeiros para estudar
parâmetros de dimensionamento de acordo com a realidade específica,
considerando a Resolução Cofen nº. 293/2004 para dispor de recursos
humanos de maneira adequada, suprindo a mão-de-obra e não
sobrecarregando os funcionários. O método proposto para do
dimensionamento do pessoal de enfermagem compreende: reconhecimento
da situação, cálculo de pessoal, distribuição de pessoal e av aliação. O
dimensionamento de recursos humanos não termina com o cálculo de
pessoal requerido. Faz-se uma avaliação permanente, pois o processo de
provimento de pessoal é dinâmico, devendo ser modificado de acordo com
a experiência prática e relacionado às necessidades de assistência de
enfermagem da clientela. As propostas de melhoria de qualidade de
enfermagem dependem diretamente da previsão adequada de pessoal de
enfermagem em qualidade e quantidade para prestar a assistência de que
a clientela necessita.
BOM ATENDIMENTO AO CLIENTE É FUNDAMENTAL NA SAÚDE
Simone Rossi; Carolina Dias Ricardo; Fernanda Higuti;
Suseli de Fátima de Machiniev ick; Vilmara de Souza;
Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O atendimento adequado é capaz de diferenciar uma empresa de seus
concorrentes. Prega-se que quando uma equipe é capaz de tornar agradável
o contato com o cliente, a probabilidade de que ele retorne é muito maior.
Apesar deste fato, os clientes ainda são v ítimas constante do atendimento
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
109
ruim, da demora, falta de tato, insistência, para não falar das situações
constrangedoras a que são submetidos. Acredita-se firmemente que a
tarefa de todos seja a de proporcionar experiências positiv as aos clientes.
Isto é o que importa! No final o cliente gosta ou não gosta, v olta ou não,
recomenda o serv iço ou não e está satisfeito ou não. O atendimento das
necessidades e das expectativ as dos usuários dos serv iços de saúde, de
maneira eficiente e eficaz, é a questão norteadora dos pressupostos
filosóficos e das bases metodológicas que v êm orientando as ações das
organizações. Assim, o sistema de saúde brasileiro v em enfrentando, nas
últimas décadas, um nov o imperativ o: a busca pela gestão da qualidade
dos serv iços. Para isso é necessária e fundamental a implementação de
medidas v isando a qualidade desses serv iços, para atender as
necessidades dos usuários. É por isso que muitos hospitais buscam hoje
o selo de acreditação hospitalar, que é uma outorga de um certificado de
avaliação que expressa a conformidade com um conjunto de padrões
prev iamente estabelecidos. A acreditação é um nov o conceito de qualidade
que combina segurança com ética profissional, responsabilidade e
qualidade de atendimento. Trata-se de um processo mais educativ o e
informativ o e preparatório do que fiscalizatório, com um processo de
mudança gerencial centrado nos usuários e nos processos internos.
Buscar o reconhecimento público de qualidade é um dos objetiv os das
instituições de saúde mais respeitadas do país. No entanto, os certificados
reconhecidos internacionalmente recém começam a ser solicitados pelos
hospitais brasileiros. É necessário estabelecer uma nov a cultura no
atendimento hospitalar exercitando a interdisciplinaridade no atendimento.
O propósito desse enfoque é reforçar o fato de que as estruturas e processos
do hospital são de tal maneira interligada, que o funcionamento de um
componente interfere em todo o conjunto e no seu resultado final, tendo
como objetivo geral garantir a qualidade na assistência à saúde dos clientes.
Realizada tal pesquisa a partir de uma rev isão bibliográfica exploratória
com aspecto descritivo e qualitativo, tais instrumentos possibilitam um
feedback valioso para o aprimoramento do serv iço de cada setor, pois em
todos eles estão traçados os elementos da qualidade no atendimento.
Ninguém melhor que o usuário, para apontar certos pontos importantes
para a melhoria do serviço. Chega-se a conclusão atrav és desta pesquisa
que atender muito bem o cliente é fundamental na saúde.
110
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
DESVIO DE FUNÇÃO EM ENFERMAGEM
Telina Bello de Goes; Aurélio Honório; Lídia Viana;
Patrícia Borges; Solange Lucca; Zilda Moçatto;
Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Muito se ouv e falar do desv io de função nos serv iços de enfermagem,
mas, quando? Comenta-se o assunto na comunidade profissional, lev antase um sentimento de negação ou falta de conhecimentos concretos para
comprov ar que outros fazem procedimentos e funções inerentes e
específicas de um profissional bacharel enfermagem. Enfermagem significa
serv iços de enfermaria, arte de cuidar de doentes; enfermeiro aquele ou
aquela que tem curso de enfermagem. Segundo a lei do ex ercício
profissional entitula-se enfermeiro aquele que possue certificado de bacharel
em enfermagem. A função do enfermeiro dentro do trabalho hospitalar é
contínua e permanente. A enfermagem é uma profissão basicamente
feminina desde sua criação, que tem dificuldades em conv iver com o nov o,
demonstrando ritmos de mudanças diferentes das que ocorrem no mundo.
A implantação dos serv iços de enfermagem no Brasil foi baseado e
elaborado nos conceitos mais modernos da época em que foram recrutadas
enfermeiras especialistas v indas dos Estados Unidos. O primeiro passo
para a instalação do sistema norte-americano no Brasil foi o
estabelecimento de um serv iço de enfermeiras no departamento nacional
de saúde pública, com o mais alto idealismo e v erdadeiro sentimento de
patriotismo. Devido ao problema permanente de se obterem o mais
depressa possív el enfermeiras para trabalharem em campo, o curso de
enfermagem foi reduzido ao tempo mínimo de dois anos e quatro meses.
Entretanto os chefes das inspetorias do Departamento Nacional de Saúde
Pública mostrav am-se impacientes com a demora e a fim de atender essa
necessidade imediata e melhorar o serv iço já existente, resolv eu-se criar
o curso de emergência de seis meses para v isitadoras de higiene, não
preparadas, no entanto para prestarem os serv iços de elev ado padrão
desejado. Foi declarado firmemente no regulamento que as visitadoras de
higiene, não tendo preparo necessário para cargos de responsabilidade,
só poderiam trabalhar como auxiliares de enfermagem. Além da imensa
v ariedade de técnicas, de processos e de métodos peculiares a cada
ciência, arte ou ativ idade, o método geral que ora nos ocupa div ide-se em
duas espécies caracterizados pela direção ascendente e descendente do
pensamento. A direção descendente própria do método racional e
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
111
denominada dedução, e a direção ascendente própria do método experimental é denominada indução. Utiliza-se igualmente deste método de
estudo as observ ações por indução registradas durante o curso e estágios
até aqui por nós passados. Induções que possibilitavam o confronto entre
o fazer a prática da enfermagem e o que a legislação e estatutos éticos
preconizam para o enfermeiro enquanto profissão institucionalizada e
regulamentada. Durante muitos anos no Brasil, a saúde foi v isualizada,
sobretudo sob um prisma meramente tecnicista. E o ensino de enfermagem
no Brasil desde 1923, tem sido marcado por um traço forte de submissão.
Faz-se necessário av ançar não apenas no preparo de um novo profissional,
mas, acima de tudo, de um individuo crítico, cidadão, preparado para
aprender a criar, propor e contribuir. A formação de enfermagem v em
sofrendo, já há algum tempo, um processo de discussão e reformulação
em função das mudanças nas políticas de saúde e nos modelos
assistenciais, bem como fortemente influenciados pela promulgação da
Lei do Exercício Profissional que v em atender algumas demandas do
mercado de trabalho e regulamentar as ações do enfermeiro e demais
componentes da equipe de enfermagem. Portanto, conclui-se que
tecnicamente não existe o desv io de função em enfermagem e sim uma
falta de apropriação do enfermeiro em fazer v aler tudo o que lhe prescreve
a lei, em seu benefício e sucesso profissional.
A INTEGRAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA
COMUNIDADE TERAPÊUTICA DE CURITIBA
Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A. ;
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O papel ex ercido pelas comunidades terapêuticas no tratamento
psicossocial dos dependentes químicos tem sido muito importante, tanto
em nív el mundial como no Brasil. No decorrer dos últimos anos, com o
crescente consumo de drogas, houv e uma grande expansão dessas
comunidades no país. O aumento significativ o de comunidades
terapêuticas é uma resposta a ev olução do consumo de drogas ilícitas por
parte dos jov ens. Objetiv o: integrar acadêmicos de enfermagem em uma
comunidade terapêutica e colaborar para a recuperação da cidadania, de
reabilitação física e psicológica e de reinserção social dos pacientes de
uma comunidade terapêutica. Material e método: utilização de Grupo Fo112
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
cal para a realização de discussões em grupo, do v iv ido, da realidade de
cada um, a qual é discutida, problematizada e compartilhada. Este tipo
de Grupo estimula as pessoas a falarem de suas v idas, fazerem uma
retrospectiva dos acontecimentos, tornando a discussão mais rica, pois
discutem-se, a partir da realidade, os aspectos psicossociais e culturais,
dentre outros, os quais env olv em um assunto específico. Resultado: a
atuação do acadêmico de Enfermagem com os pacientes de uma
comunidade terapêutica v ai além de mera “habilidade técnica”e passa a
ter um outro papel num cenário também diferente. É imprescindív el que os
acadêmicos de Enfermagem apresentem características sociais
participativas: críticos, inov adores, transformadores e inseridos numa
sociedade que também está se modificando, mesmo que, às v ezes, de
maneira lenta. De modo, que para trabalhar com pacientes com
dependências químicas, o acadêmico dev e se modificar e exigir de si
mesmo nov os conceitos e práticas em saúde mental para objetivar a
transformação nessa área. Articulando seus conhecimentos teóricopráticos e propor estratégias de interv enção que fav oreçam a integração e
fortalecimento de uma relação ética e solidária entre o próprio serv iço e a
comunidade onde esse está inserido. Percebe-se que o cuidar dos
profissionais de nív el médio ainda está em processo de transição, ou seja,
de um modelo tecnicista e de relação de poder a um modelo que busca
satisfazer as necessidades do usuário, sem se limitar a procedimentos
técnicos, mas criando ações de interv enção reabilitatórias,
psicoterapêuticas integralizadoras e acolhedoras, tanto no referente ao
usuário como aos profissionais de saúde. As relações sociais requererem
atitudes de acolhimento, responsabilidade, aproximação, disponibilidade
de escutar, afetiv idades, estabelecer mediações, dialetizar conflitos, tanto
para o paciente da comunidade terapêutica como para o acadêmico de
Enfermagem.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
113
ASSISTÊNCIA INTEGRAL E HUMANIZADA AO PACIENTE
ONCOLÓGICO DO SUS SOB O ENFOQUE DA ENFERMAGEM
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Visentin, A.;
Kalinke, L. P. ; Coutinho, S.S.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Quando o paciente é admitido em um hospital traz consigo um universo
de indagações. A realização de uma cirurgia ou exame, um tratamento
clínico ou adv ir de uma emergência ocorrida em uma situação qualquer,
ou seja, os motivos que levam a pessoa a precisar de um hospital
repercutem não somente nela mas em toda a família. O ambiente hospitalar
interfere diretamente no bem-estar físico e psico-social do indiv íduo que
agora está inserido em uma instituição para tratar-se e/ou recuperar-se.
Além das situações citadas acima, a maneira como o paciente realiza
seu autocuidado também é fator relev ante para sua recuperação. Em especial sabe-se que na área de oncologia, pelas características da própria
doença, o paciente muitas vezes v ê suas necessidades básicas alteradas.
Para isso a assistência integral dos serviços de enfermagem tem um caráter
fundamental. Quando se emprega a metodologia da assistência integral
ao paciente, o colaborador da equipe de enfermagem ficará a maior parte
do seu tempo junto à enfermaria, dando-lhe o alicerce necessário para o
cuidado, dentro e fora do hospital. A proposta deste projeto, é organizar a
assistência que este paciente irá receber. O colaborador da enfermagem
realizará o cuidado integral ao paciente, possibilitando um maior v ínculo
entre o colaborador, paciente e família. A proposta deste projeto tem um
enfoque diferente e bem delimitado: o atendimento de enfermagem ao
paciente oncológico do SUS. Isto se dará respeitando a missão da
instituição, “Humanismo, Ciência e Afeto”, e a v isão esperada para a
enfermagem “Prestar assistência ao paciente oncológico de forma integral e humanizada”. Objetiv os: realçar a importância de se empregar o
método de assistência integral ao paciente oncológico em todas as suas
etapas, para posterior implementação no Hospital Erasto Gaertner de
Curitiba - PR. Método: o trabalho foi desenvolvido em três etapas. 1°etapa:
realização de um mapeamento do local e lev antamento de todos os
processos que necessitam ser normatizados no serv iço de enfermagem;
2° etapa: plano emergencial de treinamento; 3°etapa: cuidando do cuidador,
pretendendo-se aprimorar e fornecer treinamento constante para os
colaboradores, a fim de melhorar a qualidade prestada ao paciente, bem
como assegurar segurança aos seus atos. Resultados: Quando a barreira
114
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
entre a saúde e a doença se estreita, prev alecendo a enfermidade, a
presença e o atendimento da enfermagem se sobressai, realçando ainda
mais a importância de um cuidado competente baseado em conhecimentos
adquiridos pelo profissional integrado com a humanização e a qualidade
dos serv iços prestados. Para melhor ajudar as pessoas que requerem
cuidado, melhorar a qualidade da assistência, reduzir gasto, desperdício
de material e tempo de funcionários, é de fundamental importância o
desenv olv imento de uma metodologia de assistência na enfermagem mais
humanizada face ao paciente oncológico do SUS.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CURATIVO DE BROWN
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Montenegro, M. F. G. ; Ribeiro, L. C. ; Visentin, A.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O curativ o de Brown é uma técnica cirúrgica utilizada para fixação de
enx ertos de pele. Os enxertos cutâneos podem ser totais ou parciais,
sendo completamente separados do suprimento sangüíneo da área doadora
antes de serem transportados para a área receptora, com finalidade
reparadora ou funcional. São utilizados para cobrir áreas desepitelizadas
e ferimentos nos quais a pele local disponív el é insuficiente para permitir o
fechamento. Um enx erto de pele irá ter uma boa aceitação se forem
preenchidos certos pré-requisitos: o leito receptor dev e ter uma adequada
irrigação sangüínea, estar em intenso contato com seu leito (para evitar
acúmulo de sangue ou fluído), ser firmemente fixado, e a área receptora
dev e estar isenta de infecção. Quando aplicado ao sítio receptor, poderá
ou não ser suturado. Pode se dilacerar por mov imentação ou coleção de
líquido na sua parte inferior. A fixação do curativo em bolo ou Brown é feita
com suturas cujas extremidades são deixadas longas. Colocam-se
curativ os absorvíveis e amarram-se com as suturas longas de modo a
seguir os pontos cardeais (norte, sul, leste oeste), com no mínimo três
suturas em cada ponto cardeal. Mantém-se por cinco dias in loco, a não
ser que apareçam sinais e sintomas de infecção, como dor intensa no
local, edema, celulite da pele circunjacente, mau cheiro, corrimento
purulento ou febre. Quando a área enxertada se situa nos membros, realizase curativ o de Brown, seguindo-se imobilização o segmento corpóreo em
questão. Objetivos: descrev er os cuidados de enfermagem ao paciente
com curativo de Brown. Materiais e métodos: foi realizado um levantamento
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
115
bibliográfico descritiv o em periódicos como base de dados, para
compreensão do enxerto cutâneo e do curativ o de Brown, traçando-se
assim os diagnósticos e cuidados de enfermagem para este curativ o.
Conclusão: o profissional enfermeiro, dev e no pós-operatório, explicar ao
paciente como foi o procedimento; trocar curativo secundário se necessário,
registrando o aspecto e a quantidade de secreção extravasada. Na alta
hospitalar orienta-se manter o local do curativ o imobilizado o máx imo
possível; ev itar atividade intensa; quanto aos sinais de infecção, não molhar
e nem retirar o curativ o de Brown e a tala de gesso em casa; o uso de
muletas. Ressaltar o uso de protetor solar com a finalidade de prev enir o
surgimento de novas lesões. No retorno ambulatorial, dev e-se reforçar a
importância do uso de protetor solar, a realização do curativ o e de
massagem com óleos ou cremes hidratantes no local. A orientação e os
cuidados de enfermagem têm um papel importante para o sucesso da
aceitação do enxerto. O enfermeiro dev e capacitar a sua equipe de
enfermagem para realizar este cuidado especializado e de fundamental
importância, pois a manipulação incorreta ou a retirada acidental deste
curativ o implicam na perda do enxerto.
PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PACIENTE
ONCOLÓGICO
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Vinciguera, N. C. ; Visentin, A.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Entre as modalidades primárias para tratamento do câncer estão a
quimioterapia, a radioterapia, a bioterapia e a cirurgia. A cirurgia pode ser
o tratamento para muitos cânceres. Os av anços nas técnicas cirúrgicas,
a melhor compreensão dos padrões metastáticos de tumores específicos
e os cuidados intensiv os no pós-operatório tornam-se possível hoje a
remoção de tumores de praticamente qualquer parte do corpo. As cirurgias
oncológicas são aplicadas para diagnóstico, estadiamento, tratamento e
prevenção da doença. A equipe especializada de uma unidade de terapia
que trabalha com pacientes oncológicos dev e estar atenta para v ários
fatores de risco no pós-operatório imediato. Por muitas v ezes chegam ao
setor com distúrbios da imagem corporal relacionados à retirada cirúrgica
de parte do corpo e até mesmo ao próprio diagnóstico de câncer, a
abstinência alcóolica e tabagismo também é um fator importante que deve
116
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ser lev ado em conta, pois a confusão mental no pós-operatório imediato
pode estar diretamente relacionada a estes fatores. Os cuidados intensiv os
são indicados para v erificar os dados clínicos da ev olução do paciente
com maiores critérios. Para tanto, utiliza-se o APACHE II, que serv e para
av aliar a grav idade da patologia e também dev em-se controlar
rigorosamente as respostas neurológicas, sinais vitais, equilíbrio
hidroeletrolítico, parâmetros de ventilação e os cuidados de enfermagem.
E ainda, durante o desenvolvimento de consciência do paciente, a
interv enção de enfermagem dev e ser dirigida para apoiar o sentimento
básico de autov alorização, permitir e incentiv ar a expressão de seus
sentimentos.Objetiv os: descrever o papel do enfermeiro nos cuidados
intensivos na admissão do paciente oncológico no pós-operatório imediato.
Material e método: foi realizado um lev antamento bibliográfico e em
periódicos como bases de dados. Para compreender as necessidades
dos pacientes oncológicos cirúrgicos. Conclusão: o paciente oncológico
deve ser v isualizado holisticamente para que o enfermeiro consiga trabalhar
com todas as necessidades humanas afetadas pelo câncer, que no pósoperatório imediato encontram-se mais evidenciadas dev ido ao seu estado
frágil. A desnutrição protéico-calória é um exemplo, pois ocorrerá uma
cicatrização ineficiente das feridas, anemia, infecção, sepse, pneumonia,
agravamento da própria desnutrição e aumento da morbidade. O enfermeiro
intensiv ista tem o papel primordial em planejar as ações capazes de
colaborar com o plano terapêutico, estar atento às alterações fisiológicas,
transtornos hematológicos, como a plaquetopenia, e lev antar os riscos
relacionados à idade do paciente. E, contudo, proporcionar conforto ao
paciente através do alívio da dor torna-se primordial nos cuidados intensivos
ao paciente, por exemplo, oferecer alív io do ressecamento de lábios e
língua, é humano e confortante no pós-operatório imediato.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
117
A RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS E INTERAÇÃO DOS
ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
A utilização de substâncias farmacodependentes é cada v ez mais
evidencida pelo seu crescente aumento, vindo a atingir a todas as
pessoas.Em particular a população mais jov em, que varia desde as classes
menos fav orecidas até a mais elitizada.Todas caracterizam suas próprias
justificativ as para utilizarem as drogas ilícitas. Integração de acadêmicos
da Enfermagem, para que possam aprender a lidar com pessoas com
dependência de droga, criando um espaço para que estes usuários possam
compartilhar suas experiências em busca de novos caminhos para a
recuperação, integrando a teoria à prática assistencial e à cientificidade
das relações do saber com a prática, envolvendo o ser humano com os
acadêmicos da Saúde, fav orecendo assim a condução de trabalhos com
usuários de drogas. Material e método: foi utilizado o grupo focal, como
técnica de pesquisa, realizado em sessões grupais, nas quais as pessoas
se sentem mais livres para expressarem-se e discutirem; trabalhou-se
com adolescente do gênero masculino que estão em tratamento para a
recuperação de drogas e álcool. Os resultados desta pesquisa evidenciaram
a possibilidade de futuros trabalhos que v isem à recuperação do usuário
de drogas e que integrem a teoria, prática e ensino de Enfermagem,
podendo sua eficiência se tornar realidade quando planejada
adequadamente.
118
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
GRAU DE CONHECIMENTO DO CORPO DE ENFERMAGEM DE UM
HOSPITAL ONCOLÓGICO, EM RELAÇÃO À ATUAÇÃO DO
FONOAUDIÓLOGO NO ÂMBITO HOSPITALAR
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ;
Visentin, A.; Gonçalv es, M.I.R
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Este estudo consistiu em uma pesquisa quantitativ a com 25 colaboradores
da Enfermagem que atuam no ambulatório de um hospital oncológico,
av aliando seu grau de conhecimento frente à importância da atuação do
profissional fonoaudiólogo no âmbito hospitalar. Sabe-se que a
fonoaudiologia está se consolidando e criando uma identidade própria como
ciência, dev ido à sua abrangência de atuação. O fonoaudiólogo na equipe
hospitalar tem um desempenho marcante no acompanhamento pré e pósoperatório de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, agregando
benefícios e modernidade ao tratamento do paciente portador de neoplasia. Objetivo: identificar o grau de conhecimento do corpo de enfermagem
de um hospital oncológico, em relação à atuação do profissional
fonoaudiólogo no âmbito hospitalar. Método: aplicação de um questionário
com sete perguntas fechadas referentes à atuação do fonoaudiólogo como
membro da equipe multidisciplinar. As perguntas referiam-se a: áreas de
atuação, em quais afecções o fonoaudiólogo pode interv ir, em quais
situações a equipe poderia solicitar atendimento fonoaudiológico,
importância do fonoaudiólogo na equipe e seu papel no acompanhamento
dos pacientes submetidos ao tratamento de neoplasias. Resultados: 43%
tinham conhecimento sobre o campo de atuação do fonoaudiólogo; 62%
identificaram em quais afecções o fonoaudiólogo pode interv ir; 58%
afirmaram saber quando solicitar a avaliação fonoaudiológica; 90%
reconheceram a importância do fonoaudiólogo na equipe; 78% tinham
conhecimento sobre a atuação fonoaudiológica quanto à reabilitação dos
pacientes com neoplasias e 83% conheciam sua atuação apenas em
relação aos pacientes de cirurgia de cabeça e pescoço. Conclusão: a
maioria dos colaboradores reconheceu a importância do fonoaudiólogo,
principalmente quanto à reabilitação em cabeça e pescoço, ocorreram
dúv idas quanto às afecções e ao momento de solicitação da av aliação
fonoaudiológica, os colaboradores demonstraram menor conhecimento
quanto às demais áreas de atuação do fonoaudiólogo, junto às demais
especialidades, em um hospital oncológico.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
119
ANÁLISE DA LITERATURA SOBRE A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO
ATENDIMENTO DOS PACIENTES SUBMETIDOS A LARINGECTOMIA
Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ;
Kalinke, L. P. ; Visentin, A.
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O câncer afeta todas as faixas etárias com predomínio em indiv íduos com
mais de 65 anos. Entre todos os tipos de câncer, o de laringe representa
2,4% de todos os tipos de câncer e é a décima causa de morte no país.O
câncer a doença mais grav e da laringe. Um dos principais fatores que
predispõem a esta doença é o uso crônico de álcool, concomitante ao
fumo. O tratamento do câncer da laringe se baseia fundamentalmente no
local da lesão, estadiamento, presença de linfonodos metastático. Nos
tumores glóticos T1, o tratamento pode ser apenas radioterápico; nas
lesões mais extensas, há necessidade de cirurgia. As cirurgias podem
ser radicais ou parciais e muitas vezes são acompanhadas de esvaziamento
cerv ical radical ou parcial, uni ou bilateral e podem ser sucedidas por
radioterapia no pós-operatório. As laringectomias parciais têm como
objetiv o a preservação da voz, da deglutição e da anatomia das vias aéreas
superiores do paciente, diminuindo os efeitos multilantes da cirurgia radical. A laringectomia total prov oca maiores seqüelas funcionais do que as
cirurgias parciais: alteração das vias aéreas na respiração, a perda da
v oz, perda sensív el do olfato e diminuição do paladar; diminuição da
ativ idade motora do ombro, pescoço e membros superiores e disfagia em
alguns casos, em conseqüência de má cicatrização ou da radioterapia.
Os efeitos psicossociais das alterações prov ocadas pela cirurgia são
relacionadas ao desfiguramento, à perda da voz e aos distúrbios da
deglutição. Frente a essas complicações cabe ao profissional enfermeiro
acompanhar o tratamento dos pacientes que v ão ser submetidos à cirurgia
da laringe desde o período pré-operatório até a reabilitação, além de ajudar
o paciente a se tornar independente quanto aos seus próprios cuidados.
As interv enções de enfermagem nos pacientes laringectomizados no pósoperatório, durante a hospitalização, são bem estabelecidas, mas em nív el
da realização no ambulatório ou no domicílio. Objetiv o: Desenv olv er
pesquisa bibliográfica, identificando as necessidades a serem interv idas
pelo enfermeiro durante a internação do paciente traqueostomizado.
Metodologia: Pesquisa de natureza descritiv a e exploratória dos dados da
literatura sobre a atuação do enfermeiro no pré e pós operatório das cirurgias
de laringectomia. Conclusão: Conforme dados da literatura, a proposta de
120
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ação do enfermeiro dev e ser pedagógica, pois o ensino de pacientes
favorece a interv enção dinâmica, de aprendizado mútuo. Com base nos
resultados obtidos no estudo, o plano de ensino favorece o desenvolvimento
de capacidades dos pacientes.
ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DOS CAMPOS DE TECIDO
COM DESCARTÁVEIS
Zelinda Foscarini dos Santos Batista; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
As Instituições de Saúde, e em especial os hospitais, são empresas por
demais complexas, exigindo profissionais capacitados para gerirem e
trabalharem em determinados serv iços e setores, fazendo com que todos
atinjam o mesmo objetiv o. As Instituições de Saúde têm por finalidade
atender pessoas físicas ou jurídicas que as procuram para tratamentos ou
procedimentos v oltados para a área de saúde; promov er a educação e o
aprimoramento profissional; exercer a prevenção de métodos apropriados
(MOURA, 1990). Seja qual for o modelo de Instituição de Saúde, o seu
objetivo básico é o de prestar bons atendimentos aos clientes. E para
tanto necessita de uma infra-estrutura de suporte para atingir todas as
suas finalidades, baseada em todos os serv iços prestados, nos setores,
nas seções ex istentes na instituição, sendo que uma das principais é a
CME – Central de Material e Esterilização (MOURA, 1990). Qual será a
relação do custo-benefício do campo de algodão e do campo descartáv el
na CME de um hospital? Demonstrar o custo dos campos descartáv eis
em relação ao de algodão; apresentar a relação de custo benefício da
utilização dos campos descartáv eis; realizar lev antamento da relação de
custo benefício do campo de tecido; demonstrar a segurança, v antagens
e tempo de validade com a utilização dos campos descartáveis; demonstrar
os benefícios da utilização dos campos descartáv eis e barreira
antimicrobiana. O presente estudo terá como instrumento de aferição a
Pesquisa Qualitativa. Este estudo comparativ o nos demonstrou que o custo
do campo de algodão é economicamente mais v iáv el, mas não temos
segurança adequada dele. Ao utilizarmos estas embalagens não temos
como fazer um controle dos seus reprocessamentos, tornando-se difícil
obter um controle na qualidade do produto utilizado. Outro item difícil de
ser controlado é a eficácia da barreira microbiana que a embalagem dev e
oferecer ao material, desde a esterilização até a sua utilização. As
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
121
embalagens de algodão podem ser utilizadas por meio de um processo
que inclui lavagem, preparo, embalagem, rotulagem, esterilização e controle
de qualidade que ainda precisam manter uma barreira de proteção atrav és
de múltiplos processamentos. Com v árias lav agens as fibras aumentam
de tamanho, com a secagem e esterilização elas encolhem, o que as
torna mais frágeis facilitando seu desprendimento. A realização deste estudo
comparativ o proporcionou conhecer quão importante é o enfermeiro ter
conhecimento sobre o custo de cada procedimento desenv olv ido dentro
da CME. Este estudo comparativ o, entre campo de algodão e de nãotecido, demonstrou claramente que o não-tecido é mais v iáv el
economicamente, e as vantagens são grandes, além de se manter uma
barreira antimicrobiana 99 a 100% e temos a v antagem de utilizar um
produto de qualidade. Enquanto que o campo de tecido de algodão oferece
uma barreira antimicrobiana de apenas 34% e não temos segurança do
produto que estamos utilizando. A evolução tecnológica trouxe, para os
hospitais, materiais sofisticados para a realização de procedimentos cada
v ez mais complexos, necessitando-se de profissionais capacitados. O
enfermeiro que trabalha na CME deve compreender e gerenciar informações
referentes a custos, pois nas tomadas de decisões e planejamentos das
atividades operacionais e escolha de produtos, deverá reverter em benefícios
para a instituição. A compreensão dos custos é uma ferramenta gerencial
para os enfermeiros com finalidade de controle, fornecendo suporte para
analisar a viabilidade de projetos e amparar o processo decisório em relação
à alocação de recursos e redução de despesas. A CME que tiv er um
enfermeiro à frente na administração desses custos hospitalares, poderá
ter então um indicador de economia na organização.
EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM AO LONGO DOS ANOS
Willian Hang; Prof. Eunice Kyosen Nakamura
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O desenv olvimento da Enfermagem, ao longo dos anos, mostra uma
trajetória de lutas por espaço e reconhecimento profissional. Muitas foram
e ainda são as dificuldades enfrentadas pela profissão no que tange à
construção de um saber específico que confira cientificidade às suas ações
e v isibilidade social (DAHER, 2002). Consegue-se perceber que o av anço
da ciência em prol da Enfermagem v em favorecendo a reorganização em
todas as instituições de saúde, fazendo com que os Enfermeiros tenham
122
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
uma v isão sistematizada das necessidades, cuidados e tratamentos a
serem realizados, qualificando ainda mais esta classe priv ilegiada e pioneira
em atender às enfermidades que atingem a população. A estagnação da
profissão, através do meio em que está inserida, e no qual o mercado
obriga os profissionais a v enderem por tão pouco o seu trabalho, é de fato
tão valorizada o quanto deve ser? Investigar se o Enfermeiro está exercendo
a função com sabedoria, estudo, competência e capacidade, conquistando
seu espaço e reconhecimento na sociedade. Demonstrar que o Enfermeiro
é uma peça de real apoio para o Sistema de Saúde. Para o desenvolvimento
do trabalho, optou-se por pesquisa bibliográfica, realizada na cidade de
Curitiba-PR, cuja análise de dados apresenta-se de forma descritiva. Através
da minuciosa rev isão bibliográfica sobre a Ev olução da Enfermagem, os
autores mostram que a Enfermagem foi v ista como prática empírica e
doméstica realizada por leigos e religiosos, de forma caritativa e submissa,
contribuindo assim para que a sociedade tiv esse uma v isão distorcida
desses profissionais. Somente no período pós-Florence é que a
Enfermagem passa a ser reconhecida como ciência. O Enfermeiro passou
a ser v alorizado quando se constatou que ele é um dos poucos profissionais
que atuam em quase todas as frentes na área da saúde. Esta faceta da
profissão também está sendo v alorizada na esfera pública. Centenas de
municípios e até alguns Estados, já têm Enfermeiros no comando das
Secretarias da Saúde. A crescente ev olução da Enfermagem ao longo do
tempo deixa aberta a questão do quanto a profissão tem a crescer. Àqueles
que, mesmo em condições adv ersas, conseguem exercer a profissão de
Enfermeiro, destacam-se facilmente; e percebemos que é possível crescer
ainda mais quando todos nós formos destaque de mérito e coragem perante
a sociedade, fazendo com que a Enfermagem seja reconhecida fortemente
no cenário mundial. Hoje é considerada a quinta maior força de trabalho
na área de saúde. Portanto, mostramos a que v iemos, o que fazemos e
como fazemos e, desta maneira, participamos da inserção no trajeto
glorioso com o reconhecimento dos direitos cabív eis. Nós, Enfermeiros
(as) queremos respeito e conscientização, pois a imagem deturpada, fere
os princípios morais pelos quais pautamos nosso saber e discurso.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
123
LEVANTAMENTO DE NOVAS MATÉRIAS NATURAIS E POTENCIAL
APLICABILIDADE EM PRODUTOS TÓPICOS
Prof. Neila de Paula; Marcelo Gomes;
Prof. Miriam Gouv eia; Prof. Sandra Martin
Linha de Pesquisa: Elaboração e Av aliação dos
Parâmetros Físico-Químicos
[email protected]
Levantamento de novas matérias-primas naturais e potencial aplicabilidade
em produtos tópicos. Com a acessibilidade aos sites de empresas
fornecedoras de matérias-primas de aplicabilidade farmo-cosmética, foi
realizado um minucioso levantamento das propriedades de matérias-primas
naturais e sintéticas existentes na Uniandrade. Essa pesquisa trouxe
resultados surpreendentes acerca de como as mesmas podem ser
aprov eitadas e devidamente combinadas para constituir nov as formulações
de uso tópico. Dando continuidade a um experimento anterior em que
propriedades de óleos v egetais nas formulações foram inv estigadas, novas combinações foram propostas com as matérias-primas naturais
estudadas e disponív eis na instituição.
INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA UTILIZANDO O LUDICO NO
PROCESSO DE FORMAÇÃO ESCOLAR DE 5ª SÉRIE: UMA
REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL
Adriane Ferreira da Costa; Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O lúdico sempre se fez presente no cotidiano do ser humano, por meio
de brincadeiras, jogos e divertimento. Portanto, quando aplicado nas aulas
de Educação Física pode v ir a proporcionar aos alunos experimentações
e v iv ências, desenv olv endo criatividade e espontaneidade, um processo
que o professor poderá utilizar em suas aulas. Os PCN’s falam que os
conteúdos a serem trabalhados nas escolas são jogos, esportes, lutas,
ginásticas e dança. Então porque, não abordar esses temas de forma
lúdica no ensino-aprendizagem na 5ªsérie. Por quê o lúdico não é explorado
e levado a sério nas aulas de Educação Física? Dev ido a isso, este estudo,
de natureza qualitativa, teve como objetiv o principal verificar se o lúdico é
inserido nos planejamentos de aula das turmas de 5ª série, analisar um
124
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
modo de atingir os objetivos propostos pelas escolas de forma lúdica,
v erificar a preferência docente e discente de Educação Física (5a série)
de 2(duas) escolas da rede pública de Curitiba sobre o lúdico no contexto
do ensino-aprendizagem. A pesquisa inicialmente desenvolve-se com o
lev antamento bibliográfico, educação física, buscando a compreensão
deste univ erso do lúdico, o lúdico e a educação física e as possibilidades
de aprender ludicamente na 5ª série. Para compreensão da proposta aqui
apresentada realizou-se um questionamento com professores e alunos da
5a série. O instrumento utilizado para a pesquisa foi um questionário com
3 (três) questões abertas entrev istando 2 (dois) professores e 5 (cinco)
questões abertas para 61 alunos, dentre esses foram eliminados 11 alunos,
com letra ilegív el e com repostas não coerentes com as perguntas, portanto
análise será de 50 alunos, procurando identificar se o lúdico está sendo
desenv olv ido nas aulas de Educação Física nas escolas em questão. Os
dados coletados foram analisados descritiv amente, e em brev e análise,
constatou-se que um dos professores utiliza o lúdico em suas aulas,
fazendo com que os alunos se motiv em a participarem das aulas de forma
integral. Enquanto o outro professor preocupa-se somente em ensinar as
técnicas dos quatros esportes mais conhecido v ôlei, basquete, handebol
e futebol. Consideramos então, que o lúdico no contexto escolar, em
determinadas escolas não é realidade na proposta pedagógica. Quanto
aos alunos entrev istados em ambas escolas percebeu-se que os alunos
preferem as aulas que são lúdicas. Não há dúvida, que para a boa preparação
e interv enção profissional no que se refere aos aspectos: conceitual e
objetivacional com a utilização do lúdico podem ser garantidos com a
elaboração de um planejamento adequado dentro das exigências da
instituição.
FUTEBOL NO CONTEXTO SOCIAL DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO
FÍSICA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE
André Luiz Spuldaro; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
O tema futebol no contexto social de acadêmicos de educação física do
Centro Universitário Campos de Andrade, procura demonstrar uma
perspectiv a, bem como a opinião de acadêmicos em relação ao futebol.
Este inv estigação pretende lev antar dados que possam mensurar o interesse dos acadêmicos de educação física desta instituição em relação ao
futebol. Pois muitos destes acadêmicos estarão aptos a trabalhar com o
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
125
futebol seja no âmbito escolar, amador, social e profissional. O trabalho
trás a opinião de alguns autores em relação à atuação do profissional de
Educação Física no mercado de trabalho, e mostra o grau de interesse
dos acadêmicos entrevistados atrav és de um questionário de pesquisa.
Na pergunta relacionada à importância do futebol como matéria no período
acadêmico, demonstra que 90% dos alunos entrevistados acham que está
matéria é importante para seu futuro profissional. O trabalho também
demonstra que 87% acham que o futebol é uma forma de sociabilização
para as pessoas. Em outra pergunta do questionário, 47% dos acadêmicos
pretendem ou já trabalham com futebol, mas a maioria que foi de 53% não
pretende trabalhar com futebol, pois esperam trabalhar em outras áreas
da Educação Física. A quarta pergunta do questionário mostra que 53%
dos acadêmicos entrev istados já trabalharam com futebol em estágios e
até mesmo efetiv ados em clubes, escolinhas de futebol ou colégios. Outra
pergunta do questionário de pesquisa demonstra que 77% dos acadêmicos
entrev istados tem a opinião de que o técnico de futebol precisa ser formado
em Educação Física para poder ex ercer o seu trabalho. Já 67% dos
acadêmicos acreditam que as informações que o curso de Educação Física
fornece, não é o suficiente para se trabalhar com o futebol. A penúltima
pergunta mostra que 63% acredita que há um bom campo de trabalho
para os profissionais de educação física no futebol. A última pergunta do
questionário de pesquisa mostra que 60% dos acadêmicos de Educação
Física entrev istados, acredita que o futebol é um agente transformador no
contexto social das pessoas. Esta pesquisa ev idenciou a relação que a
Educação Física tem com o futebol, demonstrando o ponto de v ista de
futuros profissionais da área com o futebol, que é uma paixão nacional e
faz parte da sociedade brasileira no seu cotidiano.
126
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
QUALIDADE DE VIDA E YOGA: CONCEITOS POLISSEMICOS
Cláudio Dedo Woellner;Prof. João Henrique Bohn Zanoni ;
Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
Esta pesquisa visa destacar a polissemia que envolve o conceito qualidade
de v ida e sua relação com a prática da Yoga. Inegav elmente buscamos,
todo o tempo, o estado de plena felicidade, embora subjetivo e relativo.
Saúde constitui-se um estado de perfeito bem-estar físico, mental e social (Organização Mundial da Saúde), nosso estado natural (CHOPRA,
1987), totalidade GHAROTE (2002), e não mais como a ausência de doença
ou enfermidade. Nessas condições, muitas pessoas descobriram o v alor
da yoga como método prático para melhorar as condições de saúde e
também a qualidade de v ida (GHAROTE, 2002). Qualidade de v ida para
GONÇALVES & VILARTA (2004) possui alguma convergência de opiniões
como segurança, felicidade, lazer, saúde, condição financeira estáv el,
família, amor e trabalho. Constitui-se em um conceito de múltiplos
significados (polissêmico) e seu estudo, necessita analisar objetiv os,
formas de abordagem, resultados observados e interpretações apropriadas
ao contexto no qual é estudada ou aplicada. Dev emos considerar a época,
a cultura, a classe social, v alores e padrões éticos. Para NAHAS (2003)
qualidade de v ida pode ser uma medida da própria dignidade humana,
pois pressupõe o atendimento das necessidades humanas fundamentais
e preconiza que uma vida com mais qualidade incorpora um estilo de v ida
ativ o, e passa por uma consolidação de atitudes mais positiv as e estímulos
a mudanças de comportamento que ajude a pessoa a viver mais feliz, com
mais equilíbrio e qualidade. Para abandonar antigos hábitos, propõe atitude
e conhecimento. Entretanto, apenas a informação não garante uma
mudança de comportamento. Se as informações forem relevantes, se
estiv erem associadas a reais oportunidades para a prática, e se houv er o
apoio social necessário, pode-se então esperar que estimulem mudança
de atitudes e até de comportamentos. É senso comum a importância da
ativ idade física na manutenção da saúde e da qualidade de vida e sua
inclusão no estilo de v ida. Essas ativ idades se realizam no período de
tempo livre, chamado de lazer, e que para STIGGER (2004) não se constitui
alienação quando o indiv íduo realiza suas ativ idades com atitude crítica,
escolhas próprias e proporciona excitações agradáveis. Segue dizendo
que a ativ idade física pode ser um fim em si mesma, por se gostar, e por
um fim utilitário, por ser bom a saúde. A principal razão para a prática de
ativ idades físicas está no v alor que esta recebe ao ser associada á saúde.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
127
Entretanto, para o autor, o conceito de v alor é especialmente subjetiv o,
portanto, por v ezes contraditório, quando a atitude e o comportamento
não são condizentes, ou, ainda, quando o pretex to é social. Cada um de
nós tem o seu próprio estilo de v ida, mutáv el ao longo da existência e
resultado de div ersos fatores como a personalidade, o conhecimento, os
relacionamentos, e a experiência que tiramos dessa interação. A prevenção
ou cura dos problemas de saúde passam por mudanças no estilo de vida,
como cuidados com alimentação, relacionamentos e ativ idade física regular, de preferência orientada e acompanhada por um profissional de
educação física. O estilo de v ida proposto pela Yoga tem como objetiv o a
saúde física, mental e espiritual. Não é um estilo conceitual, mas
essencialmente prático, onde o mais importante é o quanto se pratica e
não o que se sabe sobre a prática. A essência dos benefícios da prática
da Yoga está no controle do estresse, redução da ansiedade, v italidade,
imagem corporal positiva, atividade física equilibrada, equilíbrio psicofísico,
orientação para uma alimentação saudáv el e natural, e consciência
(autoconhecimento) quanto as suas limitações e potencialidades. A Yoga
tem um papel importante, pois ensina como se tornar forte e resistente
física, mental e emocionalmente.
A PSICOMOTRICIDADE AQUÁTICA APLICADA A ATLETAS DE ALTO
NÍVEL
Prof. Clauzenice Toso Milhoretto
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
O desporto profissional v em mudando sua forma de atuar deixando de ter
uma v isão apenas da parte técnica e fisiológica do atleta, para perceber o
atleta como um indiv íduo completo que, para obter uma performance
satisfatória, precisa estar bem psíquica e socialmente, pois, o atleta antes
de ser um indiv íduo que age ele é um ser que sente e pensa, necessitando
ser cada vez mais visto dessa maneira. A implantação da Psicomotricidade
Aquática no desporto futebol profissional v eio no decorrer das ativ idades
aquáticas, a necessidade corporal e psicológica de liberar os sentimentos
atrav és do movimento, sejam esses de euforia ou frustração. A abordagem
da Psicomotricidade vê o atleta como um todo, fazendo com que ele se
intere de como ele pensa, age e sente, para descobrir seus potenciais e
limitações, desenv olv endo também a percepção do seu colega e do grupo
em geral, aumentando a unidade de grupo. Dentro de suas linhas existe a
Psicomotricidade Aquática, que tem o enfoque acima citado dentro do
128
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
meio líquido. Segundo Victor da Fonseca (1998), pode-se afirmar que a
Psicomotricidade está dividida em duas grandes tendências, a organicista,
dando ênfase a execução, a automatização e o equilíbrio do mov imento,
aprimorando as habilidades, chegando à perfeição da técnica que se
pretende adquirir, e a psicogenética, procura considerar o movimento como
elemento determinante dos processos psíquicos. Atrav és desta v isão da
Psicomotricidade percebe-se o ser humano por inteiro, obtendo assim o
caminho para a descoberta do “Eu”, fazendo com que ele poça ter
consciência de seus potenciais e limitações, adquirindo assim sua
autonomia que vai significar o “ser”, percebendo e aceitando o outro como
ele é, com todas as suas limitações e potenciais, fazendo com que aja
uma integração ao meio que significará o “pertencer”, podendo assim
respeitar-se na maneira de ser e de viver. O trabalho foi desenvolvido através
de uma forma lúdica e descontraída, eliminando o compromisso de acertar
ou ganhar, utilizando jogos dirigidos e espontâneos, desenv olv endo os
conceitos funcionais e relacionais de tônus, relaxamento, consciência
corporal, espaço-temporal, respiração, afetividade, agressividade. O desafio
deste trabalho englobou a significação para cada atleta destas capacidades
e a superação de seus limites, proporcionando um reconhecimento de si
próprio, fazendo com que eles saibam utilizar destas ferramentas em sua
v ida diária e no seu profissional. Focada na segunda tendência citada por
Victor da Fonseca desenvolveu-se com o olhar no atleta, entendendo que
a mesma é um complemento indispensável da primeira tendência,
objetiv ando-se como fim um atleta perfeito em sua performance, não
deix ando de lado o olhar funcional e o relacional. As vivências dentro da
água junto com a liberdade de mov imento foram importantes para que o
atleta experimentasse a corporeidade e a afetiv idade, fazendo com que
ele pudesse se auto-afirmar perante o grupo sem restrições, fortalecendo
assim o vínculo entre os atletas, aumentando a unidade do grupo. Através
da v iv ência dos jogos, o atleta pôde experimentar nov as estratégias que o
lev aram a conhecer seus potenciais de criativ idade, raciocínio rápido,
iniciativ a, garra levando-o a um aumento da auto-estima. Os jogos
estruturados proporcionaram aos atletas a percepção do seu espaço e
também do seu tempo, proporcionando uma conscientização das
estratégias de organização para atingir objetivos específicos. Os atletas
puderam perceber e aprimorar o dialogo tônico não-verbal, podendo
desenv olver o raciocínio rápido importante na antecipação das jogadas.
Conclui-se que a Psicomotricidade está abrindo um nov o caminho para o
esporte de alto nív el, fazendo com que o atleta deixe de ser v isto como
uma máquina de fazer, mas que haja uma integração entre o agir, o pensar
e o sentir, obtendo assim atletas com uma ótima performance.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
129
REFLEXÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM: A CORPOREIDADE EM
QUESTÃO
Cleiton Ricardo Serafim ; Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
Ao longo do tempo o corpo foi motiv o de muitas discussões e reflexões,
em alguns momentos históricos o corpo foi desv alorizado e até mesmo
descartado da existencialidade humana. É interessante observ ar que a
prática pedagógica nas aulas de Educação Física tem sofrido grande
influencia com o trato do corpo, preconizado por sua historia que insisti
em dualizar esse corpo, superv alorizando as funções mentais em
detrimentos as físicas e sensitiv as. No ensino aprendizagem essa
concepção se esgota no trato do corpo objeto, visando apenas melhorar o
condicionamento físico deste, bem como, sua técnica, contribuindo assim
para uma educação mecânica do corpo, onde ao comando do professor o
aluno reproduz os mov imentos. E compreendemos que o ensino
aprendizagem deve vislumbrar nov as possibilidades desse corpo, tanto
em sua objetiv idade como em sua subjetiv idade. Portanto este presente
estudo tev e por objetiv o v erificar qual a interv enção dos profissionais da
área da Educação Física para a produção do conhecimento sobre o corpo
e diagnosticar se no âmbito escolar como ocorre a v aloração deste corpo.
Nossa reflexão inicialmente perpassa por três períodos distintos na historia
para a discussão sobre as questões corporais: período greco-romano, o
período medieval, e o período moderno. Num próximo momento
discutiremos a necessidade da adoção e incorporação de nov os conceitos,
para além do pensamento reducionista mecanicista. Discutir a corporeidade
como uma nov a descoberta das possibilidades intencionais e significativ as
desse corpo. Na seqüência realizou-se uma pesquisa de campo de campo
de caráter qualitativa, na tentativ a de descobrir como os profissionais de
Educação Física concebem o corpo. O instrumento de medida conta de
uma entrev ista com três questões norteadoras sobre o corpo. E como
sujeitos pesquisados foram selecionados 5 (cinco) professores de diferentes
escolas da rede pública municipal e estadual na cidade de Curitiba, sendo
esses de diferentes séries escolares, e com diferente tempo de formação.
Verificou-se com a pesquisa, que dos 5 (cinco) professores entrev istados,
4 (quatro) deles apesar de não terem conhecimento teórico sobre a
corporeidade, não v isam a técnica, e nem o rendimento em suas aulas,
priorizando o entendimento das atividades e v alorizam a v ivência que esse
corpo trás consigo, e também considerando a individualidade, e a identidade
130
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
desse corpo, respeitando seus limites e suas dificuldades, vendo esse
corpo numa totalidade. E apenas 1(um) professor dos 5(cinco)
entrev istados usa a técnica como objetiv o principal de suas aulas,
v alorizando o trato com o corpo objeto. Considera-se então, que a
corporeidade sendo respeitada no âmbito escolar, e a clareza sobre a
v aloração com o corpo, pode ser o primeiro e decisiv o passo na direção
das possibilidades de modificações para um melhor ensino aprendizagem
das praticas corporais, assim, superar o paradigma cartesiano dualista
v alorizando esse corpo numa perspectiv a da intervenção pedagógica que
percebe esse corpo carregado de significados e intenções.
A INFLUÊNCIA DO XADREZ NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO
RACIOCÍNIO LÓGICO
Darci Campos de Carvalho; Prof. Wilson da Silv a
Linha de Pesquisa: Jogos Intelectiv os Darci Campos de Carv alho
[email protected]
O xadrez nos últimos anos v em sendo praticado nas escolas como
ativ idade complementar, realizada principalmente no período contrário ao
regular, embora ex istam muitas escolas que adotaram o xadrez como
componente curricular. Os professores e educadores acreditam que a
prática do jogo de xadrez propicia o desenv olv imento cognitiv o do aluno,
fav orecendo inclusiv e o seu desenv olv imento integral além de contribuir
para elev ar os índices do rendimento escolar possibilitando assim a
integração social dos alunos. O xadrez é um forte elemento pedagógico,
pois o jogo exige do indiv íduo uma formalização da abstração reflex iv a
dentro da estrutura lógica da matemática a Secretaria do Estado da
Educação do Paraná inovou o projeto, que visa ensinar o xadrez nas escolas
como complemento geral da educação; sendo o seu idealizador o GM.
Jaime Sunye Neto, coordenador do projeto “Xadrez nas escolas”junto ao
Ministério da Educação.O objetiv o desta pesquisa é v erificar se a
transferência do conhecimento do xadrez interfere no desenvolvimento das
habilidades necessárias para a resolução de problemas através do raciocínio
lógico. Para que possamos entender como se desenv olv e a lógica no
indivíduo, buscamos este entendimento na teoria da epistemológica
genética de Piaget. A lógica na criança apresenta-se essencialmente sob
a forma de estruturas operatórias, ou seja, o ato lógico consiste
essencialmente em operar, e, portanto, em agir sobre as coisas ou sobre
os outros. “Uma operação é, com efeito, uma ação efetiv a ou interiorizada,
tornada reversível e coordenada a outras operações correspondem a uma
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
131
operação inv ersa: por exemplo, a adição e a subtração lógicas ou
aritméticas. Por outro lado, uma operação não está nunca isolada: ela
está solidária a uma estrutura operatória, tal como os” grupos “em
matemática”. PIAGET (1971 citado por Silv a, 2004). O conhecimento da
criança de 7 a 11 anos de idade apresenta progressos notáv eis em relação
à sua contraparte pré-operacional. (Entre eles, o mais geral é o fato de
que sua superestrutura cognitiv a consiste de sistemas de equilíbrio, ou
seja, conjuntos altamente coesos de operações reversíveis (agrupamentos
lógicos e infralógicos), etc.), que a tornam capaz de organizar e de
estabilizar o mundo de objetos e de acontecimentos num grau totalmente
v edado à criança mais nova. (FLAVELL, 1962, p. 207,208). A presente
amostra foi composta de 20 sujeitos de uma população mista, idade entre
9 e 10 anos, dividido em dois grupos, sendo: 10 sujeitos não enx adrista
de escolas públicas, sem experiência com o jogo de xadrez do município
de Fazenda Rio Grande – Paraná e 10 sujeitos enxadristas, sendo: 4 de
escola particular e 6 de escolas públicas de Curitiba e Região
Metropolitana; que estão participando do Circuito Curitibano de Xadrez
Escolar-2005, sendo que, como informações complementares, utilizamos
o “Rating”dos sujeitos junto à Federação de Xadrez do Paraná (FEXPAR).
Os testes utilizados foram do: Triângulo, Quadrado e Pirâmides, extraídos
dos exercícios do raciocínio lógico matemático nas recreações de
JONOFON. Os avaliados têm 10 minutos cronometrado para a realização
de cada um dos testes: O Triângulo: o av aliado dev e colocar os números
de 1 até 9 em cada circulo do triângulo de maneira que a soma dos três
números de cada lado seja 9. O Quadrado: o av aliado tem que colocar os
números de 1 até 9 dentro do quadrado, de tal maneira que a soma das
colunas, linhas e diagonal some 15. A Pirâmide: o av aliado utilizará as
operações matemáticas de adição ou subtração aos números
correspondentes as letras: A,B,C e D, as organizações numéricas dev em
ser por meio de um raciocínio hipotético – dedutiv o. Os resultados dos
referidos testes estão em fase de analise, para que possamos
oportunamente publicar os seus resultados em formato de artigo.
132
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
PROPOSTA INTERDISCIPLINAR DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA UNIANDRADE
Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Carmem Lucia Andreata;
Prof. Joelma Montelares da Silva; Prof. Ricardo Battisti Archer
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
Interdisciplinaridade é um termo que não tem significado único, diferentes
interpretações podem ser encontradas, mas em todas elas está implícita
uma nov a postura diante da construção do conhecimento, uma mudança
de atitude em busca da unidade do pensamento e mudança de paradigma
a saberes desunidos. Desta forma na interdisciplinaridade ter-se-ia uma
relação de reciprocidade, de mutualidade, ou seja, um regime de coreciprocidade, de interação, que irá possibilitar o diálogo entre os
interessados em construir o saber. A interdisciplinaridade depende então,
basicamente, de uma mudança de atitude perante o problema do
conhecimento, da substituição de uma concepção fragmentária pela unitária
do ser humano. Nesse sentido, não estamos nos referindo à
interdisciplinaridade como uma teoria geral e absoluta do conhecimento,
nem a compreendo como uma ciência aplicada, mas sim como o estudo
do desenv olv imento de um processo dinâmico, integrador e, sobretudo,
dialógico. As necessidades do futuro não requerem especialização, mas
versatilidade, hoje ocorre uma exigência da harmonia entre uma formação
especializada e um saber geral, portanto, será o único capaz de assegurar
a assimilação de nov os conhecimentos e a capacidade de autoapredizagem. Este estudo objetiva, passar de uma concepção fragmentária
para uma concepção unitária do conhecimento; estimular o ensinoaprendizagem centrado numa v isão de que aprendemos ao longo de toda
a v ida, por meio sistêmico de aprendizagem numa dialética constante,
sociedade-ensino = ensino-sociedade. “O significado curricular de cada
disciplina não pode resultar de uma apreciação isolada de seu conteúdo,
mas sim do modo como se articulam as disciplinas em seu conjunto; tal
articulação é sempre tributária de uma sistematização filosófica mais
abrangente, cujos princípios norteadores é necessário reconhecer”
(MACHADO,1995,p.186). A ação pedagógica através da interdisciplinaridade
aponta para a construção transdiciplinar de uma escola participativ a e
decisiva na formação do sujeito social. O seu objetiv o tornou-se a
experimentação da v ivência de uma realidade global, que se insere nas
experiências cotidianas do aluno, do professor e que, na teoria positivista
era compartimentada e fragmentada. Articular saber, conhecimento,
v ivência, escola comunidade, meio-ambiente etc., tornou-se, nos últimos
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
133
anos, o objetiv o da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um
trabalho coletiv o e solidário na organização da escola. Este projeto
transdiciplinar de educação é marcado por uma v isão geral da educação,
num sentido libertador transformando os alunos em sujeitos autônomos,
autênticos, competentes e éticos. Portanto, as aulas interdisciplinares
das disciplinas do curso de Educação Física-UNIANDRADE visam construir
com um saber geral possibilitando que os conteúdos não se encontrem
fragmentado, mas tenham relação direta com a construção dos saberes
de forma integral. Esta proposta tem como metodologia do trabalho
interdisciplinar a: integração de conteúdos; contextualização da teoria/
prática da motricidade em uma interv enção pedagógica atrav és de
atividades de diferentes disciplinas por meio de uma inter-relação de práxis
pedagógica de constante.
BRINCADEIRAS DE RUA: RESGATE CULTURAL
Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite;
Atagy Terezinha Maciel Feijó; Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
Desde as sociedades mais antigas, as brincadeiras de rua ocorrem
ocupando lugar de destaque no univ erso infantil. Atualmente, nos centros
urbanos, em função da falta de segurança, as crianças perdem, ainda
muito cedo, o direito de brincar livremente. Percebemos em nossa pesquisa
pelas cidades do litoral catarinense, que as brincadeiras de rua estão
muito presentes em determinados locais (bairros afastados dos centros
urbanos e em comunidades empobrecidas). Locais estes que fav orecem
as atividades lúdicas, propiciando assim o desenvolvimento das
brincadeiras. Alguns autores indicam que este espaço dev e possibilitar a
criança v iv enciar o lúdico na relação com as pessoas nas quais depende
para a satisfação das suas necessidades vitais e afetiv as, no caso das
brincadeiras de rua, o bairro e a v izinhança são referenciais mais sólidos
e estáveis que asseguram a formação dos grupos infantis. Este estudo
inv estigou quais as brincadeiras preferidas por crianças de comunidades
carentes do litoral catarinense, bem como o local onde estas são realizadas
no período extra-escolar. Participaram da pesquisa 100 crianças de ambos os sexos, com idades entre 06 e 13 anos, economicamente
desfavorecidas. Esta pesquisa qualitativa foi realizada em bairros carentes
de 4 cidades do litoral catarinense, utilizando como instrumento uma
entrev ista estruturada com perguntas sobre as brincadeiras preferidas e
134
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
sobre o local onde costumam brincar. Os dados foram tratados com
estatística descritiva, média, desvio padrão, freqüência. Os resultados
indicaram que a rua é o local onde a maioria das crianças brinca e que a
brincadeira preferida pela maioria foi o futebol. Foi observado também que
os meninos brincam mais na rua do que as meninas e que as meninas
preferem brincadeiras mais tradicionais como bonecas, pega-pega e
esconde-esconde, enquanto os meninos preferem jogar futebol. Entre os
jogos com bola, o v ôlei foi o mais citado pelas meninas e o futebol pelos
meninos. Entre as regiões carentes, as que apresentaram menos estrutura
foram aquelas onde se v erificou a maior incidência de crianças brincando
na rua. Constatou-se que as brincadeiras diferenciam-se em função do
aspecto cultural predominante em cada região. Embora com base em
resultados iniciais, interpreta-se que as brincadeiras de rua estejam
ocorrendo mais nas periferias que nos centros urbanos. É importante neste
momento verificarmos a importância do jogo, na brincadeira, na formação
de um futuro adulto. Não podemos entender estes, como uma ativ idade
com fim em si própria, sem que haja um processo educacional. A relevância
na inv estigação do referido fav orece a descrição do jogo, e facilita a
compreensão das relações entre as crianças, bem como a div ulgação da
cultura e da brincadeira.
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA DE MEMBROS INFERIORES E
DESARMES NO FUTEBOL
Derek Arley Silv a Martins; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a
[email protected]
O presente estudo teve por objetivo analisar o salto vertical dos jogadores
que atuam no sistema defensiv o, correlacionando os resultados do teste
com os resultados do scouting técnico de jogos realizados por uma
determinada equipe, haja vista que todo atuante do setor defensivo de
uma equipe necessita de uma exímia performance no que diz respeito à
força muscular de membros inferiores, dessa forma surgiu a seguinte
questão, “será que o atleta de futebol que possui maior índice de força de
membros inferiores (MMII) é o atleta que executa mais desarmes nos
adversários em jogos?”Foram feitas análises em 8 jogadores, da categoria
juniores com idades entre 17 e 20 anos, que participam do esquema
defensiv o, obtendo a correlação: o jogador 1 obtev e 41.4 cm de salto ver-
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
135
tical para 7 desarmes realizados em média, o jogador 2 obteve 41.7 cm
salto para 9.2 desarmes em média, o jogador 3 obtev e 40.4 cm salto para
7.8 desarmes em média, o jogador 4 obtev e 40.1 cm salto para 4.83
desarmes em média, o jogador 5 obtev e 31.1 cm salto para 9.5 desarmes
em média, o jogador 6 obtev e 39 cm salto para 3.5 desarmes em média, o
jogador 7 obtev e 30 cm salto para 6.7 desarmes em média e o jogador 8
obtev e 41 cm salto para 1.5 desarmes em média. Com isso considera-se
que o salto v ertical influi na performance dos atletas, afinal os atletas que
obtém os melhores saltos detém as médias mais elevadas no número de
desarmes, a não ser pelo jogador 8 que possui um salto elev ado e baixa
média de desarmes, e também o jogador 5 que possui salto menor que os
demais, porém com maior número de desarmes.
UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE
TALENTOS ESPORTIVOS EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
Elcio Alv es da Silv a ; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes
Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle;Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
O histórico de bom desempenho dos saltadores brasileiros tem contribuído
para o domínio de nosso atletismo na área sul-americana. Embora não
tenhamos atingido o nível de popularidade que gostaríamos, com um número
muito baixo de jov ens env olv idos com o esporte em comparação com
nossa gigantesca população, temos sempre desenvolvido saltadores de
elite mundial. A preocupação com a detecção e seleção de indiv íduos
com alto nív el de desempenho ocupam lugar priv ilegiado, identificar
crianças, jov ens e adultos portadores de aptidões superiores em diferentes
domínios tem se constituído em objeto de estudo científico por
especialistas em todo o mundo, mesmo que ainda se encontre pouco
estudo que abordem questões relacionadas ao diagnóstico e prognóstico
de talentos esportivos em nosso país. No esporte a nív el escolar percebese que os critérios para se detectar, selecionar ou promover atletas quase
sempre são estabelecidos subjetiv amente pelos técnicos e treinadores,
sem a utilização de critérios científicos. Estudos realizados apontam para
a necessidade de conhecimento do potencial genético dos atletas,
associado a um meio ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Objetivo:
Analisar a relação existente entre a capacidade de salto horizontal e v ertical na detecção de talentos esportiv os em diferentes modalidades
136
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
esportiv as, e esclarecer aos técnicos e treinadores a importância de se
utilizar critérios científicos fundamentados em referências
cineantropométricas na detecção de talentos. Metodologia: A amostra foi
construída por 107 atletas na faixa etária entre 12 e 17 anos, do sexo
masculino, praticantes de atletismo, basquete, futebol, futsal, handebol e
v oleibol, durante a fase final dos Jogos Colegiais do Paraná, no ano de
2004, realizando os testes: de impulsão vertical, impulsão horizontal,
mensuração do peso e estatura. Resultados: para demonstração dos
resultados div idimos os grupos em três faixas etárias - 12 e 13 anos; 14 e
15 anos; 16 e 17 anos. Os atletas de 12 e 13 anos com peso de 54,3
+14,7; estatura de 162 +22,5; impulsão horizontal de 193 +37,8, impulsão
v ertical 36,9 +12,9, Os atletas de 14 e 15 anos com peso de 61,3 +15,2;
estatura de 168 +24,8;impulsão horizontal de 201,2 +35,5, impulsão vertical 39,4 +14,3, Os atletas de 16 e 17 anos com peso de 68,6 +9,7; estatura
de 177,2 +6,5;impulsão horizontal de 212,9 +26,6, impulsão v ertical 42,9
+13,7. Conclusão: Traçar o perfil ideal de um saltador atrav és de medidas
cineantropométricas mostrou-se inv iáv el, pois os dados coletados nos
mostram que os atletas em sua grande maioria acompanham o processo
normal de crescimento, contudo ao analisarmos os resultados obtidos
atrav és das av aliações motricias (salto horizontal e v ertical), podemos
observ ar que não atrav és da média, mas sim do percentil que nos fornece
dados dos atletas acima da média, podendo assim detectar talentos
desportivos.
UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE
O PROBLEMA DA SEPARAÇÃO POR IDADES CRONOLÓGICAS DE
EQUIPES PARA TREINOS DE FUTEBOL
Fábio Bandeira; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto;
Lester Miguel; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
O futsal está apresentando um crescimento tão grande quanto o do futebol
nos últimos anos no Brasil e no mundo, notado não só por conta da mídia
v oltada para este esporte atualmente, que se encontra em franco
crescimento, como também pela crescente organização e modernização
das entidades responsáveis pelo esporte, bem como regras deste, tornandoo mais atrativ o para a transmissão em rede de tv. Com esse crescimento
foi notado também um aumento do número de clubes, “escolinhas de
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
137
esportes”associações, escolas, entre outros que oferecem o serv iço de
ensinamento desta modalidade para crianças e adolescentes. Pelo
posicionamento de v ários autores, enquanto algumas crianças apresentam
um desenvolvimento precoce, outras apresentam um desenvolvimento tardio
e uns outros ainda, têm um desenv olv imento normal, ou seja, crianças
com a mesma idade cronológica, podem estar mais ou menos desenvolvida
umas em relação às outras. Existem também outros fatores, além destes,
que dificultam a classificação das crianças, como uma variação no nív el
de aprendizagem motora (mudanças em processos internos que
determinam a capacidade de um indivíduo em desempenhar uma ação
motora) e desenv olv imento motor dos indivíduos e a aptidão para o
aprendizado, a qual depende de v ários fatores. Isto implica em uma
dificuldade, por parte do professor, em div idir as crianças em grupos
homogêneos para a execução do treinamento. Esta dificuldade reflete nos
grupos de treinos, onde teremos algumas crianças que jogam bem melhor
que outras treinando juntas, provocando assim uma desestimulação destas
crianças (seja pelo treino estar muito fácil, para algumas, seja pelo treino
estar muito difícil, para outras), causando muitas v ezes a saída destas
crianças do treinamento. Em casos extremos, se o jovem for submetido a
desafios que não condizem com sua maturação biológica, poderá causar
problemas psicológicos, no processo de crescimento e no desenvolvimento
desta criança e muitas v ezes com conseqüências físicas e
comportamentais. Por este motiv o, e partindo deste preceito, foi feito um
levantamento bibliográfico, tentando encontrar uma forma mais coerente e
eficiente de executar a separação dos jov ens atletas. Objetivando separálos de uma forma mais homogênea, e classificando-os por grupos de
habilidades similares, se v erificaria em que nív el motor o aluno/atleta se
encontra, independente de sua idade cronológica. E desta forma poder
aux iliar os professores, técnicos e todas as pessoas que trabalham com
futebol no sentido de separar as equipes de treinamento de uma forma
mais eficaz do que a utilizada atualmente, ou seja, a separação por idade
cronológica. Evitando assim os problemas acima citados e ainda deixando
a aula / treino mais produtiv a.
138
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ENXADRISTAS E NÃO
ENXADRISTAS NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PÊNDULO
Fernando Gabriel Harmuch; Darci Campos de Carv alho;
Prof. Wilson da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O estudo e a prática do Xadrez v isando o desenv olvimento cognitiv o é
uma idéia bastante sedutora no âmbito enxadrístico e alv o de freqüentes
discussões que têm como elemento central indagar se as habilidades
cognitiv as desenv olv idas pelo xadrez podem ser transferidas para outras
áreas, como matemática, leitura, resoluções de problemas, etc. Embora
o jogo de xadrez apresente muitas características atrativas para pesquisas
cognitiv as, poucos estudos foram feitos apoiados na teoria de Jean Piaget
e seus colaboradores. O presente trabalho terá como suporte a teoria de
Piaget, sendo que será utilizada a obra, Da Lógica da criança a Lógica do
Adolescente (INHELDER; PIAGET, 1976, p.49) Capítulo Quatro, ‘As
Oscilações do Pêndulo e as Operações de Exclusão’, buscando diferenciar
o desempenho cognitiv o, no teste do pêndulo. A amostra e população
dessa pesquisa qualitativ a consiste em v inte sujeitos de nov e e dez anos
de idade de ambos os sexos, sendo dez enxadristas e dez não enxadristas
que nunca tiv eram contato com o xadrez. Os sujeitos são de escolas
públicas e particulares, sendo que para alguns sujeitos, a experiência foi
apresentada na própria escola, e para o restante dos sujeitos nas suas
casas. Acreditamos que este estudo possa ser relev ante por contribuir
para um maior esclarecimento sobre o jogo de x adrez e a resolução de
problemas. A coleta de dados foi desenv olv ida de acordo com o Método
Clínico de Piaget. O Método Clínico consiste em conv ersar livremente
com o sujeito, ao invés de limitar-se a perguntas fixas e padronizadas,
conserv ando assim as v antagens de uma fala adaptada a cada sujeito, o
que permite o máximo possív el de tomadas de consciência, bem como a
possibilidade do sujeito de formular suas próprias atitudes mentais,
VALENTE (1997 apud SILVA, 2004). A técnica consiste em apresentar um
pêndulo sob a forma de um peso suspenso por uma corrente, os sujeitos
têm os meios para fazer variar os pesos dos objetos suspensos, a amplitude, etc. O problema consiste em encontrar os fatores que condicionam
a freqüência das oscilações, (INHELDER; PIAGET, 1976, p.49). Os fatores
possív eis, considerando-se a situação experimental, são o comprimento
da corrente, o peso, a altura da queda (= amplitude da oscilação) e o
impulso dado pelo sujeito. Como só o comprimento da corrente é efetiv o,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
139
o problema consiste em dissociar os três outros e excluí-los, quando se
pede aos sujeitos que façam variar e expliquem a freqüência das oscilações
de um pêndulo. Visando o foco de que as habilidades cognitiv as
desenv olv idas pelo xadrez possam ser transferidas para as resoluções
que envolvem processos cognitiv os, chegamos as seguintes hipóteses:
A) enxadristas apresentam um melhor desempenho na resolução do teste
do pêndulo; B) enxadristas e não enxadristas apresentam o mesmo
desempenho na resolução do teste do pêndulo; C) sujeitos que nunca
jogaram xadrez apresentam um melhor desempenho na resolução do teste
do pêndulo. O presente estudo v isa fornecer elementos para entender da
influência do jogo de xadrez no pensamento formal, que se caracteriza
pela formulação de hipóteses, raciocínio sobre o possív el e combinatória
sistemática. Os dados do presente estudo estão em fase de análise e
posteriormente será publicado em formato de artigo.
EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA E AMINOÁCIDOS DE
CADEIA RAMIFICADA (BCAA) NA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM
ATLETAS DE FUTEBOL PROFISSIONAL
Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Carolina Neiva de Lima
Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O objetivo deste estudo foi investigar a influência da suplementação crônica
de creatina e aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) na composição
corporal, durante o campeonato brasileiro de futebol 2003. Os atletas foram
div ididos em quatro grupos, sendo que o 1º grupo foi suplementado com
creatina pura (CR), o 2º grupo com creatina e BCAA (CRBC), o 3º grupo
foi suplementado com BCAA (BC) e o 4º grupo não suplementado, grupo
controle (CON). Foram administradas 02 a 03 gramas de creatina pura ao
dia (administrada sempre antes dos treinos), durante 22 semanas e 5,6
gramas (quatro comprimidos) de BCAA ao dia, sendo dois antes e dois
após aos treinamentos para os atletas durante 22 semanas. Foram
utilizados 26 jogadores profissionais. Realizaram-se as medidas de
composição corporal como: massa corporal, percentual de gordura e massa
muscular, antes e após as 22 semanas. Verificou-se aumento da massa
magra e diminuição da gordura corporal no grupo (CRBC) e (BC), entretanto
julgamos esses dados como insuficientes em função sobretudo da amostra
140
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ser reduzida. Os resultados observ ados não apontam para mudanças
significativ as na composição corporal de atletas de futebol profissional
mediante suplementação crônica de creatina e BCAA isolados ou em
associação.
HIDROGINÁSTICA PARA O PARTO
Francielle Carolina Piassetta; Ândrella Siroti;
Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira; João Henrique B. Zanoni
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A presente intenção de pesquisa pretende v erificar as alterações da
musculatura do perínio no período da gestação atrav és da prática regular
da hidroginástica como componente auxiliar facilitador do parto natural. A
relevância da temática abordada justifica – se pela necessidade de maiores
ou melhores entendimentos acerca do processo muscular desenv olv ido
durante o parto. Para realização desta pesquisa será utilizada uma
entrev ista com mães que fizeram hidroginástica antes do parto e quais
reais resultados obtidos com a hidroginástica. O propósito desta entrevista
originou – se a partir da seguinte questão problema. A ativ idade física
regular pode fav orecer e facilitar o desenv olvimento da musculatura do
perínio? Este estudo encontra-se em desenv olv imento e será finalizado
por ocasião da confecção do trabalho de conclusão de curso como requisito
parcial na formação em Licenciatura em Educação Física no Centro
Universitário Campos de Andrade - UNIANDRADE.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
141
JOGOS E BRINCADEIRAS DE CONSTRUÇÃO UMA REFLEXÃO NO
PROCESSO EDUCACIONAL: ESTRÁTEGIAS PARA UMA
POSSIBILIDADE DE APRENDER
Hérica Pellanda; Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Nessa pesquisa procuramos apresentar a importância dos jogos e
brincadeiras de construção no processo ensino aprendizagem como
estratégias e possibilidades de aprender. Os jogos e brincadeiras estimulam
a criatividade e possibilitam a criança momentos de satisfação e significado
levando a criança a se encontra com suas necessidades, desejos e fantasias. Essas ativ idades exercem um papel importante no desenvolvimento
afetiv o-social, cognitivo, motor etc, além de auxiliar no processo
educacional, portanto, dev em fazer parte do aprender no âmbito escolar.
O lúdico, os jogos e as brincadeiras podem estar presentes em sala de
aula sendo uma importante metodologia no processo ensino-aprendizagem
e não mais se resumirem somente às aulas de recreação e Educação
Física. Será que as estratégias de jogos e brincadeiras no processo
educacional atualmente possibilitam a construção do verdadeiro saber?
Com essa estratégia podemos formar indiv íduos criativos que são de
estrema importância para o funcionamento efetivo da sociedade, pois são
eles quem fazem descobertas, inventam e promov em mudanças. Assim a
pesquisa apresenta como objetiv o principal compreender de que forma a
Educação Física por meio dos jogos e brincadeiras podem contribuir no
processo ensino aprendizagem. Dev emos compreender que o mesmo
prazer que a criança tem ao sair para o recreio, ao ir às aulas de Educação
Física ou na hora da saída, é o mesmo prazer que pode estar v inculado a
aprendizagem em qualquer espaço escolar, espaço esse, de construção
e dialogo. Assim, para melhor compreensão desta proposta realizamos
uma pesquisa de campo de caráter qualitativ o atrav és de questionários
com 5 questões tendo como amostra 20 professores que atuam nas séries
iniciais, sendo 10 com formação em Educação Física e 10 com formação
em Pedagogia e Letras Português/Inglês. O resultado obtido foi que a
maioria dos professores usam construir jogos com seus alunos com diversas
finalidades como: apreensão de conteúdos, sentir-se útil, aprender e criar
regras, desenv olv er raciocínio e relacionamento com os colegas entre
outros. Observ amos que os professores reconhecem que os jogos de
construção podem contribuir para o processo ensino aprendizagem,
oferecendo v antagens como a ludicidade, a cooperação, a participação,
142
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
enfim, promov endo a alegria, o prazer e a motiv ação para os alunos
aprender. Observ ou-se também div ersas melhoras de alunos no processo
ensino aprendizagem atrav és dos jogos e brincadeiras, sendo assim
reconhecida a sua importância para o desenvolvimento da criança. Este é
o momento de fazermos a diferença para que nossos alunos possam sentir,
acreditar e se tornar sujeitos participantes, autônomos, alegres e críticos
com relação ao contex to em que estão inseridos.
ESTUDO INVESTIGATIVO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS
ERGOGÊNICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL
Ivo Márcio de Oliv eira; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
Linha de pesquisa: Saúde Coletiva e Qualidade de Vida
[email protected]
Este trabalho tem a finalidade de v erificar a utilização de algum tipo de
suplemento nutricional ou anabolizantes em atletas profissionais de futebol
da cidade de Curitiba. Procuramos também verificar o nível de conhecimento
que estes atletas tem sobre estas substâncias. Neste estudo foi realizada
uma pesquisa de campo atrav és de um questionário contendo 13 questões.
A amostra foi composta por (30), atletas do sexo masculino na faixa etária
de 18 a 35 anos de idade e que fazem uso ou não de algum recurso
ergogênico para melhorarem seu desempenho físico. O objetiv o é
v erificarmos que tipo de substância é mais utilizada dentro dos clubes de
futebol, se existe alguma melhora no desempenho físico, em que proporções
houve esta melhora, qual a finalidade de se ingerir este tipo de substância,
se v isam um melhor rendimento físico, ou apenas aparência estética, se
consomem por conta própria ou com orientação profissional, bem como
os resultados e reações adv ersas que ocorreram durante o período em
que foram utilizados. De acordo com a pesquisa realizada, dos resultados
obtidos por meio do questionário aplicado aos indivíduos entrev istados
nos mostraram que: 83% já ouv iram falar em alguma substância para
melhorar o desempenho físico e 17% desconhecem qualquer tipo de recurso
que aprimore o rendimento físico. Verificou-se que 60% dos indiv íduos
entrevistados utilizam algum tipo de suplemento nutricional com a finalidade
de melhorar o rendimento físico e 40% não utilizam nada, sendo que de
todos os entrev istados 63% nunca tiv eram nenhuma informação se estas
substâncias podem causar algum tipo de risco a saúde e 37% afirmaram
que pode ocasionar algum dano as saúde. De acordo com os entrevistados,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
143
daqueles que fazem uso de suplementos nutricionais, a creatina foi a
substância mais utilizada pelos atletas com 50%, seguido por carboidratos
e hipercalóricos 45%, e aminoácido com 22%. Concluímos com esta
pesquisa que a maioria dos atletas entrev istados tomam algum tipo de
suplemento alimentar, e a maior parte dos atletas afirmaram ter feito
suplementação com orientação profissional e mais da metade dos
entrevistados afirmaram ter obtido o desempenho que se esperava.
BULLYING: CONSEQUÊNCIAS DA AGRESSIVIDADE NA ESCOLA
Prof. Joelma Montelares da Silv a; Denize Aparecida Rodrigues Leite;
Atagy Terezinha Maciel Feijo; Gisely Rodrigues Brouco; Luis
Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A v iolência é um dos temas que tem se destacado em discussões no
século XXI, eliminar esse mal da humanidade é um grande desafio.
Infelizmente estamos v iv endo atos v iolentos em vários segmentos da
sociedade. Nesse contexto, ev idenciamos nessa pesquisa a v iolência no
âmbito escolar que tem constituído dimensões alarmantes. Muitas v ezes
quando mencionamos tal assunto, imaginamos alunos brigando
corporalmente e alguém interferindo para separá-los. Comumente nossa
discussão girara em torno de outros aspectos relev antes da violência na
escola pouco referenciado hoje, quase nenhuma importância se dá a
algumas situações do dia-dia na escola, a v iolência abordada nesse texto
env olve aspectos de bastante significância que interferem na construção
da personalidade e auto-imagem das crianças env olv idas no processo.
Tendo em v ista preocupações com a falta de interesse por parte dos pais
professores sobre o assunto, surgiu a intenção em abordar não só como
alerta, mas, como div ulgação desse tipo de violência que pode marcar a
vida da criança para sempre. O tema em questão é chamado por “bullying”.
Esse termo tem origem inglesa, e é utilizado para definir o ato consciente
de atitudes agressiv as sem causa aparente no interior da escola, como
mencionado anteriormente não e a agressiv idade física no sentido strito
senso da palav ra somente que está em questão, mas a agressões adotadas
por um ou mais alunos contra outro, causando dor e angústia, executado
dentro de uma relação desigual de poder. Segundo a ABRAPIA – Associação
Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e à Adolescência
compreende, todo o ato de ofender, gozar, discriminar, sacanear, isolar,
perseguir, aterrorizar, amedrontar, intimidar, humilhar, e até mesmo bater,
144
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
empurrar, ferir etc. Nossa reflex ão consta não só discutir o tema, mas
também abordar alguns aspectos geradores e explicadores nesse tipo de
violência. Inicialmente abordaremos, um pequeno levantamento acerca do
“bullying”. Em seguida por identificarmos que tal assunto esta
extremamente relacionado com moral, portanto, abordaremos como se
constrói a moral na criança. A partir dessas premissas pretendemos
relacionar “bullying” à construção da corporeidade da criança. Essa
intenção de pesquisa pretende refletir tais aspectos, realizando um estudo
qualitativ o de caráter exploratório com a intenção de diagnosticar o que
significa passar por situação de “bullyng” na escola ou até mesmo ser
autor de tal agressiv idade. A problemática central está no caráter relev ante
dos significados e intencionalidade desse tipo de atitude. Por
compreendermos que as crianças nas séries iniciais não pode discutir
esses significados, escolhemos para aplicação da pesquisa 50 crianças
de escolas públicas da cidade de Camboriu - SC e 50 crianças da cidade
de Curitiba-PR de 3º ciclo do ensino fundamental. Identificamos que o
quadro aqui apresentado, envolvendo a escola é um componente que deve
ser considerado nosso papel como educadores não podem ser de meros
expectadores. Com a finalidade de compreender melhor o fenômeno acerca
dessas manifestações e contribuir para uma interv enção adequada da
prática pedagógica.
CORPO NA ESCOLA: RACISMO E A CONSTRUÇÃO DA
CORPOREIDADE DA CRIANÇA DE 5ª SÉRIE
Prof. Joelma Montelares da Silva;
Ana Cristina Bonfá Rodrigues; Rodrigo Faria
Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
A interv enção de Educação Física como prática pedagógica tem nos
colocado diante de uma diversidade de situações-problema, as quais nos
tem despertado interesse pela investigação, reflexão e desejo de mudança.
Em muitas situações-problema encontradas no âmbito escolar destacamos
nessa pesquisa o racismo e a interferência com aspectos relativos a
autoconceito que a criança faz de si. Esta imagem corporal que a criança
faz de si tem papel importante na construção do conceito de corpo ideal.
Durante séculos consecutiv os, negros e mulatos sofreram um processo
discriminatório. A lógica histórica foi à defesa do fortalecimento da raça
atrav és do controle dos males sociais e raciais, a partir de uma política
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
145
que defendia a homogeneidade racial fav oráv el à raça ariana pura. Nesse
contexto a busca incessante de hegemonia ideal de corpo incluindo
principalmente a cor da pele na sociedade Brasileira foram preconizadas
de forma inescrupulosa, inferiorizando e desv alorizando negros e índios.
Contudo, a intenção desta pesquisa é ir além desta forma de abordagem
ao colocar em foco a constituição histórica das questões raciais. Com o
propósito de identificar o modo como o aluno se v ê e se autoconceitua em
relação a cor da pele (auto-imagem) e melhor compreender esse fenômeno,
optamos pela abordagem da representatividade dos modos de interlocução
presentes na fala do aluno. Nossa abordagem inicialmente perpassa por
uma discussão sobre essa desigualdade social e a relação de poder
referenciada historicamente. Na seqüência discutimos a interferência do
racismo na forma do autoconceito do corpo. O objetiv o principal foi a
inv estigar essa autoconceituação da criança em relação à cor de sua
pele. Através de pesquisa qualitativa para melhor compreender o fenômeno
da interlocução do aluno a respeito de si, aplicamos uma inquirição sobre
cor dos olhos, cabelo etc. para v erificar nos enunciados das crianças sua
referencia quanto cor da pele. O grupo pesquisado consta de 51 crianças
da Rede Estadual de Ensino Público do Estado do Paraná e 105 crianças
da Rede Estadual de Ensino Público do Estado de São Paulo, na faixa
etária de 10 a 15 anos, matriculadas na 5a série. Na interlocução das
crianças inv estigadas, v erificamos que a maioria delas não se denominou
negra, utilizaram v arias formas de autoconceituarem sua cor de pele:
“morena”, “morena clara”, “morena escura”, “parda”, “parda clara”, “parda
escura”e até mesmo “branca”mostrando consenso com pesquisa realizada
1976 em um tratado antropológico ditado pelos brasileiros, realizado pelo
IBGE, que foi citado por Turra e Venturi. Nele foram denominadas 135
cores diferentes de acordo com a cor que cada pessoa considerav a ter,
dentre elas “acastanhada”, “jambo”, “alv a escura“, “amarelada“, “brancamelada”, “branca queimada“, “branca suja“, “bugresinha-escura“, “café-comleite“, “canelada“, “cardão“, “cor-de-canela“, “cor-de-cuia“, “crioula“,
“encerada“, “morena“, “pretinha“, “negrota“, “sapecada“, “rosa queimada“,
“tostada“, “parda”e até mesmo “mestiça“, “miscigenação“entre outras.
(TURRA e VENTURI, 1995:33-34). Sampaio (2004), ao refletir sobre os
sentidos e significados sobre o corpo, refere-se a corporeidade, como a
expressão concreta da existência humana, v ivenciada também num
processo complexo de relações sociais. A organização da corporeidade
corresponde a múltiplas ex periências na v ida, formulando linguagens
próprias para expressar suas necessidades e inserção no mundo. A
existência humana é algo complexo e, como fenômeno, o conceito de
corporeidade não pode ser simplificado. Corporeidade, para MOREIRA
(1998:145), é a existência do ser, “independe de padrões e conceituações
146
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
dogmáticas, pois ela é, sem necessidades de adjetivações”. A presente
pesquisa se torna relev ante porque é incontestáv el a necessidade de
discutir relações assimétricas de poder que norteiam as relações e
construções humanas.
O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM INSTITUIÇÕES
ASILARES
Jose Adones Marcelino; Elcio Alv es da Silv a;
Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Aline Cordeiro do Valle;
Prof. João Henrique Bohn Zanoni ;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
A educação física no decorrer dos anos está passando por mudanças, é
uma das áreas da saúde que exige, cada v ez mais, profissionais
capacitados e qualificados, observ amos que os idosos quando realizam
ativ idade física se interessam em estar integrados em programas, e sua
motivação é aumentada e passa a ter variados focos motivadores. Algumas
instituições possuem programas de ativ idades, que proporcionam aos
idosos: prev enção, manutenção, reabilitação e recreação, porém muitas
vezes estas atividades não são executadas pelos profissionais de educação
física. Objetiv o: este estudo tem por objetiv o identificar quais profissionais
que estão inseridos nas instituições asilares e relacionar com as ativ idades
realizadas. Metodologia: esta pesquisa foi realizada em três instituições
asilares da cidade de Curitiba, identificando que as instituições atendem
47 idosos, sendo que a instituição 01 possui 21 idosos, a instituição 02
atende 18 idosos e a instituição 03 atende 08 idosos, onde atrav és de um
questionário fechado, v erificamos em quais áreas de formação profissional
as instituições possuem seus funcionários e quais ativ idades físicas
regulares são realizadas com idosos. Resultados: os resultados obtidos
entre as instituições asilares demonstram que apenas 48,9% realizam
ativ idade física (caminhadas) três vezes por semana, 83% realizam
fisioterapia pelo menos duas v ezes semanalmente, 12,8% participam de
ativ idades físicas dirigidas por estagiários do programa de qualidade de
v ida da Secretaria de Esporte e Lazer do Município de Curitiba e 29,8%
realizam musico terapia duas vezes por semana. Identificamos que maior
parte dos idosos que realizam ativ idade são aqueles que necessitam de
reabilitação, ou seja, 83% são atendidos por fisioterapeutas, dos 48,9%
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
147
também são orientados por fisioterapeutas, auxiliando nas caminhadas.
29,8% são ocupados pela musicoterapia, onde também são realizadas
algumas atividades lúdicas e apenas 29,8% dos idosos realizam ativ idade
física orientadas por futuros profissionais de educação física. Conclusão:
atrav és dos resultados obtidos, v erificamos que os profissionais de outras
áreas que também trabalham nas instituições asilares, que atuam em
suas destintas formações acabam realizando ativ idades físicas. Alguns
acadêmicos de educação física estão atuando, nestas instituições sem
superv isão, contudo o campo de trabalho é deficiente, porém existe a
necessidade que os profissionais de educação física procurem está área
de atuação para estarem atuando na sua profissão com a prática de
atividades com idosos.
ANÁLISE COMPARATIVA DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE
SALTOS
Jose Adones Marcelino; Elcio Alv es da Silv a; Maurício Lopes Sgaraboto;
Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
O impulso sobre a plataforma de forças nos faz reencontrar a curv a
característica que compreende o tempo passiv o, seguido imediatamente
pelo impulso, uma contração concêntrica que representa o pico ativ o.
Objetiv o: este estudo tem por objetiv o fazer a analise correlacional entre
dois testes de impulsão v ertical, em atletas e não-atletas, com idades
que v ariam entre 12 a 30 anos de ambos os sex os, nas modalidades de
atletismo, basquete, handebol e v oleibol. Metodologia: foi av aliada a
impulsão v ertical de 168 atletas e não-atletas, sendo 151 atletas e 17 nãoatletas, durante a fase final dos Jogos Colegiais do Paraná (JOCOP’S) na
cidade de Curitiba, entre os dias 12 a 14 de julho de 2005, atrav és do
Teste de Impulsão Vertical (Sargent Test), onde os av aliados realizam três
tentativ as sendo considerada a maior alcançada em centímetros e ao
mesmo tempo realizava o salto na plataforma “piozoelétrica”, sendo
considerada também a melhor marca computada pelo programa.
Resultados: os resultados obtidos entre os atletas e não-atletas
demonstram que a media e o desvio padrão referente ao peso 59,12 + 11,
97 kg, estatura 170,87 + 9,74 cm, Sargent Test 44,89 + 8,93 cm, Squat
Jump 39,65 + 7,77 cm, diferença entre os testes de impulsão v ertical de
148
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
5,24 + 3,95 cm, apresentam o índice de correlação de Pearson = 0,897,
apresenta variação de menos cinco (-5) a mais v inte (+20), ocorrendo
diferença significante na variação para ambos os testes. No atletismo foram
obtidos no teste Sargent Test 43,99 + 8,63 cm e Squat Test 38,93 + 7,34
cm, diferença de 5,06 + 4,15 cm, apresenta o índice correlação de Pearson
= 0,877, com v ariação de menos cinco (-5) a mais v inte (+20),. Nas
modalidades de basquetebol, handebol e voleibol o teste Sargent Test
apresentou os v alores de 48,00 + 9,64 cm, enquanto que o Squat Test
apresentou 38,93 + 7,34 cm, apresentando o índice correlação de Pearson
= 0,923, com v ariação de -4,1 a +11,4. E os não-atletas apresentaram no
Sargent Test os valores de 47,24 + 9,23 cm e Squat Test uma média de 40,61
+ 8,50 cm, com índice correlação de Pearson = 0,975, v ariando de +1,90 a
+9,90 cm. Conclusão: apesar dos testes de impulsão vertical e squat jump
tenham demonstrado estatisticamente bons resultados no índice de correlação,
a amplitude das diferenças dos v alores alcançados nos dois testes é muito
grande, identificando o teste de Impulsão Vertical, melhor para a realização
de medidas e o Squat Test, realizado na plataforma de saltos informatizada,
obtendo valores de diferença entre os dois testes não sistemáticos, ou seja,
em alguns momentos a plataforma subestima o teste e em outros superestima,
apesar do índice de correlação estar em 0,897.
INTERFERÊNCIA DOS PAIS NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DE
INICIAÇÃO EM ESCOLAS DE FUTEBOL
Jose Hortêncio Rodrigues do Amaral;
Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A formação de jogadores de futebol no Brasil tem gerado grandes
discussões. Afinal este esporte é uma força propulsora inexplicáv el, pois
chegou ao Brasil e em um tempo muito curto foi organizado e desenvolv ido.
De fato, o futebol é o principal esporte nacional, seu estilo de jogo é
referência mundial e os principais jogadores brasileiros são ídolos em toda
parte do planeta. A prática do futebol tem contribuído grandemente para a
redução da marginalidade entre menores. É de importância imensurável a
existência das Escolinhas de futebol, tendo em vista que a mesma dev e
ter perspicácia de perceber qual o esportista que tem aptidões e v ontade
de se tornar um atleta de fato. A preparação física no futebol é um dos
fatores que mais ev oluiu nas últimas décadas e continua ev oluindo. O
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
149
conhecimento do condicionamento físico para o futebol é de vital importância
para o sucesso de uma equipe dentro de uma competição. Para se fazer
um encaixe tático de qualidade no esporte coletiv o, é preciso que o técnico
conheça a fundo as características dos atletas com os quais está lidando,
isso acontece com maior certeza se houv er tempo para fazê-lo. O dia-adia é fundamental para o diagnóstico. O desempenho nos treinamentos e
jogos e a rev elação do caráter atlético são componentes importantes na
v erdadeira av aliação das capacidades dos jogadores. Inicialmente a
pesquisa bibliográfica faz um lev antamento histórico sobre o futebol no
Brasil e no Mundo, em seqüência discutimos o futebol como paixão
nacional à influência da mídia para esse importante esporte. Com a
necessidade de discussão das crianças nas escolinhas de futebol, num
próximo momento refletimos na especialização precoce bem como a
discussão sobre as escolinhas. A situação mais problemática nas
escolinhas de futebol é a interferência negativ a dos pais no treinamento
do jogador. Muitas vezes os jov ens são desv iados do objetiv o principal de
seus treinos e ambições devido à interferência dos pais, tirando a autoridade
profissional até mesmo do treinador. Será que a cobrança dos pais não
minimiza a potencialidade do futuro atleta de futebol? Dev ido a grande
oferta de jogadores no mercado, o futebol de tornou um meio seleto. Os
pais acabam influenciando as crianças que ainda nem sabem o que
querem, a serem jogadores de futebol e estimam que estes chegam ao
profissionalismo. Na maioria das v ezes os pais prejudicam seus filhos,
em função da ganância para ganhar dinheiro na formação do profissional.
Discutir os aspectos negativos da influência dos pais na formação de atletas
de futebol e o objetiv o principal dessa pesquisa. O conceito moderno de
equipe técnica no futebol acompanha o modelo do mundo empresarial.
Trata-se de um conjunto de especialistas que se integra, sob a coordenação
de uma liderança, para o desenv olvimento pleno de suas potencialidades,
buscando um objetiv o bem definido: maximizar o rendimento do time. O
rendimento de cada jogador representa um pilar de sustentação importante
à essência do futebol. Na medida em que o jogador pratica, o exercício irá
sentir o progresso da ativ idade. Os treinadores desejam ministrar
ensinamentos, para que o futebol se torne mais fácil e prazeroso de jogar.
E também mostrar o quanto é relev ante à influência negativ a dos pais
durante a sua formação profissional. Para tanto, como critério metodológico
para aprofundamento desta pesquisa será realizado entrev istas de cunho
qualitativo de caráter exploratório através de questionário com 05 questões
abertas que serão aplicadas à 50 pais de crianças que freqüentam a
escolinha de futebol do Coritiba da categoria infantil, com a intenção de
melhor verificar o objetiv o proposto.
150
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
TESTE DE COOPER COMO PREDITOR DE PERFORMANCE
Lester Miguel; Fabio Bandeira; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline
Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni;
Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Os testes aeróbios têm sido utilizados freqüentemente para determinação
do nível de condicionamento físico de atletas, porém, os testes anaeróbios
também são utilizados como meio de determinação do nív el de
condicionamento físico desses indivíduos. Tanto o teste de Cooper (aeróbio)
quanto o teste de Wingate (anaeróbio), são considerados bons métodos
para determinação da capacidade aeróbia e anaeróbia de indivíduos atletas,
porém, precisamos analisar a v erdadeira utilização desses testes para
determinar performance em atletas que praticam corridas de mil metros
(corrida do facho). Objetiv o: Verificar a eficiência dos testes de potência
máx ima e potência aeróbia na seleção de atletas da corrida do facho.
Métodos: A amostra foi constituída de 11 atletas militares com média de
idade de 21±2 anos, peso 65±4 kg e altura 170±4 cm. Os atletas foram
submetidos a avaliações antropométricas, de potência aeróbia (teste de
12 minutos de Cooper) e anaeróbia (teste de Wingate). Todos participaram
v oluntariamente da Corrida do Facho, na cidade de Curitiba (PR), no ano
de 2004 e assinaram um termo de consentimento livre esclarecido para
realização da pesquisa. Os procedimentos para ambos os testes são os
recomendados por McArdle (2003). Os resultados individuais da prova são
apresentados em segundos para a media 153,27 + 7,72 s, sendo
correlacionados aos valores de potência tanto aeróbia quanto anaeróbia.
Resultados e discussão: Foram aplicados os testes de Wingate (potência
máx ima 701±68 W, potência média 578±41 W, tempo para alcançar a
potência máx ima 2,50±0,46 s), com acompanhamento da freqüência
cardíaca a cada 5 s e o teste de Cooper (12 minutos). Os resultados no
teste de Cooper demonstraram os valores de VO2máx 70,2 ± 4,4 ml/Kg/
min. Os atletas receberam treinamento físico militar no período de 06
meses. Conclusão: Os indivíduos que possuem o VO2máx maior, obtiveram
menor tempo no dia da realização da corrida , demonstrando que o teste
de Cooper é mais eficaz para a seleção de atletas da corrida do facho (11x
970m) em relação ao teste de Wingate.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
151
INTERFERÊNCIA DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL NA
CAPACIDADE DE SUSTENTAÇÃO NA BARRA FIXA
Lester Miguel ; Jaime Flores de Araújo Bastos; Maurício Lopes
Sgaraboto; Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Prof. João
Henrique Bohn Zanoni ;Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O Exército Brasileiro utiliza a flexão de braços na barra fix a (FBF) para
avaliar as qualidades físicas, força e resistência muscular localizada de
membros superiores de seus integrantes. O objetivo deste estudo foi
relacionar a Força de Preensão Manual (FPM) e o Tempo de Sustentação
na Barra Fix a (SBF) com o desempenho da FBF. Participaram do estudo
33 militares, v oluntários, do sex o masculino, com idade 27,1 ± 2,0 anos,
massa corporal 71,6 ± 6,5 Kg e estatura 176,0 ± 6,9 cm. Foi utilizado o
dinamômetro de mão T18, SMEDLEY III, Takei Physical Fitness Test, a
fim de realizar o teste de FPM, v erificando o melhor resultado para cada
mão, entre 3 tentativ as (ADAMS, 1994). A diferença entre a FPM do lado
direito 52,9 ± 7,1 Kg e esquerdo 51,0 ± 6,5 Kg foi significativ a (t = 3,76,
para p = 0,001). A média da FPM dos dois braços foi de 52,0 ± 6,7 Kg. No
segundo dia todos realizaram o teste de FBF. O resultado deste teste (15
± 3 repetições) foi div idido pelo peso corporal para anular a influência da
massa corporal (FBF/massa = 0,22 ± 0,05 repetições/kg). Após 48 horas,
foi mensurado o tempo de sustentação na barra fixa com os braços
estendidos (156,48 ± 72,09 s). O mesmo procedimento de anular o peso
corporal foi realizado neste teste (SBF/massa = 2,23 ± 1,14 s/kg). O
coeficiente de correlação de Pearson (r) entre os testes de FBF (rep) e
FBF/massa (rep/Kg) foi 0,87*, entre FBF (rep) e SBF (s) foi 0,23, entre
FBF (rep) e SBF/massa (s/Kg) foi 0,25, entre FBF (rep) e FPM (Kg) foi
0,40*, FBF/massa (rep/Kg) e SBF (s) foi 0,34, FBF/massa (rep/Kg) e SBF/
massa (s/Kg) foi 0,45*, FBF/massa (rep/Kg) e FPM (Kg) foi 0,00, SBF (s)
e SBF/massa (s/Kg) foi 0,97*, SBF (s) e FPM (Kg) foi 0,04, SBF/massa
(s/Kg) e FPM (Kg) foi de - 0,11. As correlações com ( * ) são significativ as
para p < 0,05. Da análise dos resultados, conclui-se que não existe
correlação significativ a da Força de Preensão Manual e do Tempo de
Sustentação na Barra Fixa com a performance do Teste de Flexão de
Braços na Barra Fixa.
152
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A INTERFERÊNCIA DA POSSE DE BOLA NO RESULTADO
Marcos Antonio Benatto;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet
Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a
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O futebol já não pode ser considerado apenas um esporte para o lazer.
Hoje, os aspectos esportivos, econômicos e sociais estão intimamente
ligados. A evolução do futebol lev a a um aprofundamento dos estudos no
sentido de um melhor entendimento das v ariáveis que interferem direta o
indiretamente nos resultados. Este estudo tem como objetiv o contribuir
com dados que possam auxiliar os profissionais que trabalham com o
futebol, nas suas estratégias de trabalho, em busca de uma maior
produtividade. Os autores citados consideram a posse de bola um
fundamento muito importante no desenvolvimento de uma partida de futebol,
sendo que alguns treinadores baseiam suas estratégias de jogo na posse
de bola. O estudo questiona a idéia de que a equipe que tem mais tempo
a bola em seu poder está mais próxima das v itórias. Foram analisados 16
jogos de uma determinada equipe de futebol profissional da cidade de
Curitiba-PR. Para a coleta de dados foi utilizado como instrumento o
escalte, analisando a posse de bola e o resultado final em jogos em que a
equipe atua como mandante dentro do campeonato brasileiro 2005.
Observ amos que, 43,75% dos jogos foram vencidos pela equipe que tev e
mais tempo de posse de bola, 31,25% dos jogos o v encedor não tev e um
maior tempo de posse de bola. Nos outros 25% dos jogos não houve um
v encedor. Ainda existe a necessidade de um maior aprofundamento de
estudos, mas a pesquisa aponta para a direção de que não podemos
considerar que um maior tempo de posse de bola seja determinante para
que uma equipe consiga v encer os seus jogos.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
153
ANÁLISE DO PASSE NO FUTEBOL
Marcos Vinicius Santos Gonçalv es;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet
Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a
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Este estudo tem por objetivo verificar a precisão do fundamento passe no
futebol em teste fechado, realizados pré, no interv alo e pós treino coletiv o
com duração real de jogo oficial. Com esta pesquisa pretende-se contribuir
com os estudos sobre o passe para atletas da faixa etária de 14 e 15
anos. O grupo foi composto por 10 atletas da categoria sub 15 de um
clube de futebol situado em Curitiba-PR, onde realizaram os testes atrav és
de um protocolo de precisão do passe em mov imento em diversas
distâncias, iniciando com passes de 10 metros, 15 metros, 20 metros, 25
metros, 30 metros, 35 metros e 40 metros, realizados no centro de
treinamento do clube. Este protocolo é v alidado pelo manual de testes,
tendo como autor Viana Pinto, com cada atleta tendo apenas uma chance
para executar o passe corretamente por entre as estacas posicionadas,
realizando este teste no mesmo horário de jogos oficiais. Nos dados
coletados pode-se dizer que a interferência do passe em diferentes
distâncias não tiv eram uma alteração significativ a. A maior pontuação
atingida foi na distância de 30 metros, sendo que pela distância a pontuação
é maior, mas o melhor índice de acertos foi constatado na distância de 10
metros onde a distância é menor, porém sua pontuação tem um peso
menor. Conclui-se que o fundamento do passe sofre poucas interferências
em relação a fadiga muscular, não alterando sua qualidade e tendo um
melhor aprov eitamento de acertos dentro da análise estatística nas
distância mais próximas do teste.
SANGUE NA URINA ANTES DA PROVA EM ATLETAS MARATONISTAS
Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel ; Jose Adones Marcelino;
Fábio Bandeira; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn
Zanoni ; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A Hematúria foi primeiramente descrita por Pierre Rayer e Eugene N. Vigla
em 1837, constituindo-se do encontro de mais de cinco emacias por campo
em análise microscópica de amostra de urina, ou seja, a presença de
154
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
sangue na urina. As hemácias podem chegar à urina por filtração glomerular, por alterações nos túbulos, ductos e trato urinário. Essa disfunção é
comumente conhecida como “Hematúria Microscópica”, sendo
freqüentemente observ ada não apenas em modalidades de contato, mas
também em esportes não traumáticos, praticados indiv idualmente como é
o caso das maratonas que submetem o organismo a esforços com grande
intensidade e v olume. Objetiv o: demonstrar a incidência de sangue na
urina pré-competição na Maratona Ecológica Internacional de Curitiba 2004. Amostra: participaram desse estudo duzentos e sete maratonistas
do sexo masculino inscritos na 8ª edição da Maratona Ecológica
Internacional de Curitiba, realizada no dia 21 de nov embro de 2004, que
assinaram um termo de consentimento concordando em realizar o exame
de uroanálise antes da maratona, como critério de inclusão na amostra,
foram escolhidos os atletas que terminav am a prova com um tempo menor
do que três horas. Essa prov a contou com a presença total de dois mil e
cem atletas. Procedimentos: os atletas foram conv idados aleatoriamente
um dia antes da prova, junto com a entrega dos “kit’s”, onde preencheram
uma ficha de cadastro contendo os seus dados pessoais, logo após foram
orientados a chegar uma hora antes da prov a para realizar a coleta da
urina. Para a coleta e a análise das amostras foram recrutados 10
pesquisadores, que utilizaram fitas reativ as “Combur10TestâUX”, para
imerção na urina e detecção de dez componentes nesse liquido, inclusiv e
a presença do sangue. Resultados: das 207 amostras coletadas, 30
apresentaram Hematúria, sendo esse v alor correspondente a 14,4 por cento
do total da amostra. Discussão: diante dos resultados encontrados com a
pesquisa, o número de atletas que apresentaram sangue na urina foi de
grande relev ância, pois apenas analisamos as respostas do período précompetição e a presença do sangue na urina sem percorrer a prova, implica
em duas possibilidades: uma não recuperação dos glomérulos dos rins
nas últimas semanas de treinamento ou uma situação de doença no
organismo, podendo esses atletas apresentar infecções no trato urinário.
Conclusão: concluímos que esses indivíduos apresentam disfunções renais
decorrentes provavelmente do ex cesso de esforço físico que pode ser
classificado como “overtraining”ou os períodos de recuperação entre os
treinos e nas últimas semanas que antecedem a prova não estão adequados
a uma recuperação efetiva.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
155
DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO PÓS–EXERCÍCIO EM ATLETA DE
FUTEBOL PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO
Muriel Szymanski; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a
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Estudos apresentados até o momento mostram que a pressão arterial de
indivíduos normotensos e hipertensos é reduzida após uma única sessão
de exercício, percebendo que tanto os níveis pressóricos sistólicos e
diastólicos medidos no período pós-exercício permaneceram inferiores
aqueles observados no período pré-exercício (WILCOX et al, 1982). Bennett
e col (1984) observ aram que uma série de dez minutos de caminhada na
esteira não alterav a o comportamento da pressão arterial no período pósexercício em indivíduos normotensos, no entanto ao serem realizadas cinco
séries desse exercício prov ocaria uma significativ a diminuição no
comportamento cardiov ascular. O presente estudo tem como objetiv o
inv estigar a duração da hipotensão pós-exercício em um atleta de futebol.
Para a realização do estudo contou-se com uma amostra de um indiv íduo
do sexo masculino, sendo ele atleta de futebol, na faixa etária dos 25
anos de idade. A pressão arterial foi aferida pelo aparelho digital da marca
Mark Fitness, da seguinte maneira: em repouso, 10 minutos antecedente
ao exercício, e a cada 4 minutos após o exercício estando nov amente em
repouso. O indivíduo pedalou em um cicloergômetro da marca MAXX, cuja
carga equiv alia a 3% do seu peso corporal, em uma intensidade de 75%
da freqüência cardíaca máxima, sendo a mesma acompanhada por um
monitor cardíaco, da marca POLAR, em um tempo de 10 minutos. Sua
pressão arterial de repouso aferida em pré-exercício estava em 130 x 110,
e pós-exercício foi observ ada uma queda pressórica para 121 x 66. Após
quatro minutos sua pressão arterial já hav ia aumentado, porém
permanecendo ainda em uma hipotensão, de acordo com a aferida em
repouso. Apenas aos cinqüenta e dois minutos pós-exercício houv e uma
aproximação da pressão arterial na qual se encontrav a em 138 x 92. No
presente estudo os mecanismos responsáv eis pela hipotensão pósexercício não foram inv estigados. Entretanto é possív el que essa queda
da pressão arterial durante o período de recuperação seja resultado da
diminuição na resistência v ascular periférica, onde a mesma, segundo
McArdle (1996), pode estar relacionada a v asodilatação prov ocada pelo
exercício físico, tanto na musculatura ativ a como na inativ a, os aspectos
metabólicos musculares como o acúmulo de potássio, lactato e adenosina
podem causar o efeito vasodilatador. Sugere-se que sejam realizados novos
156
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
estudos com atletas de outras modalidades esportiv as para que essas
v ariáv eis possam ser melhor investigadas.
UTILIZAÇÃO DO INCLINÔMETRO COMO DETERMINANTE DE
FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE GINÁSTICA RITMICA
Paula Rafaela da Costa; Daisy Carv alho;
Prof. João Henrique Bohn Zanoni
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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Na Ginástica Rítmica um elev ado grau de mobilidade articular é um dos
requisitos básicos para a execução de uma série de exercícios. O objetiv o
desta pesquisa foi diagnosticar o nív el de flexibilidade de cada atleta, em
diferentes articulações especificadas para a medição. Estes valores foram
lev antados a partir de seis testes, o critério de escolha dos testes partiuse do ponto em que as atletas dev em ter uma mobilidade articular elev ada
nessas articulações, sendo elas, o ombro, tronco, quadril e tornozelo. A
medição foi realizada com três atletas de Curitiba e para comparação
também com atletas de Florianópolis, todas as ginastas da categoria adulta
entre 15 e 21 anos, div ididos em dois grupos, o primeiro de Curitiba tem
uma estatura 167,67+3,2cm, peso de 54+2,65kg, e as atletas de
Florianópolis apresentam uma estatura de 161,33+7,09cm, peso de
54,67+1,53kg. Para obter os resultados utilizou-se um aparelho de precisão
– o inclinômetro – onde a medida é feita em graus, obtendo-se a angulação
exata da articulação. Obtev e-se como resultado dos seis testes aplicados,
as ginastas de Florianópolis obtiv eram uma média maior do que as atletas
de Curitiba em cinco testes, tendo uma maior mobilidade articular nos
mov imentos de abdução de ombro, flexão de tronco, hiperextensão de
quadril, abdução de quadril e uma grande proximidade de média da
hiperflexão de quadril das duas equipes, este último demonstra igualdade
dos resultados nessa articulação. Provavelmente, estes resultados devemse ao tipo de treinamento aplicado a melhoria da flexibilidade, tanto em
Curitiba quanto em Florianópolis, pois, todas as atletas dessa modalidades
possuem grande nív el de flexibilidade e as diferenças aparecem conforme
a metodologia de treinamento utilizada para essa qualidade física.
Concluímos que a equipe de Florianópolis possui maior flexibilidade que a
equipe de Curitiba em 6,4% no índice geral dessa qualidade física.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
157
OBESIDADE NA INFÂNCIA
Priscila Amado; Prof. Jose Ricardo L. de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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O presente estudo pretende verificar a obesidade das crianças sedentárias,
lev antando questionamentos sobre a qualidade de vida na infância. A
relev ância da temática abordada justifica-se pela necessidade de maiores
e melhores entendimentos a cerca da qualidade de v ida, desde a infância,
pois na atualidade a obesidade das crianças tem sido um grande problema,
temos muitas crianças fazendo cirurgias para ajudar a reduzir sua massa
corporal. Para realização desta pesquisa será utilizado um questionário
de perguntas fechadas e uma av aliação física, aferindo peso corporal,
estatura e I.M.C. O propósito desta inv estigação originou-se a partir da
seguinte questão problema: Quais problemas a obesidade vem acarretando
desde a infância e como melhorar a qualidade de v ida dessas crianças?
Este estudo encontra-se em desenv olv imento e será finalizado por ocasião
da confecção do TCC como requisito parcial na formação em licenciatura
em Educação Física de Centro Univ ersitário Campos de AndradeUniandrade.
NO2 – ÓXIDO NÍTRICO, A NOVA TENDÊNCIA NA SUPLEMENTAÇÃO
ALIMENTAR
Rodrigo Messias Pietschaki; Prof. Joao Gilberto Manoel de Azev edo
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A seguinte pesquisa de cunho bibliográfic tem por objetivo informar os
benefícios do uso da substância NO2, como precursor do óxido nitroso
entre praticantes de ativ idades físicas e atletas do esporte de rendimento
no contexto atual de suplementação alimentar. O NO2 atua no organismo
como uma molécula sinalização celular ocasionando e modulando diversas
reações no organismo, entre elas o aumento do flux o sanguíneo
(hemodilatação), promovendo benefícios no sistema cardiovascular com o
aumento de diâmetro nas artérias e veias, capacitando-as para o transportar
mais sangue aos tecidos, fornecendo maior quantidade de nutrientes,
hormônios e oxigênio, v itais para o crescimento muscular, a contração
158
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
muscular, a sinalização nerv osa e o equilíbrio da glicose, naturalmente o
No2 é um gás que o organismo produz a partir do aminoácido arginina, em
média um indiv iduo consome de 5g a 10g de arginina por dia em sua dieta,
isso dependendo da quantidade de proteína que ingere em seu QDR. O
efeito estético mais notório é o Pump, que tem atraído a pesquisa de
inúmeras indústrias de nutrição e suplementos, que é tecnicamente
chamado de v olumização celular, o motivo é que por décadas o Pump era
tido como um efeito transitório, decorrente do treinamento com sobre carga
que acarreta uma maior v ascularização no tecido muscular. Este fato irá
propiciar melhor oferta de oxigênio muscular, acelerando a remoção do
ácido lático resultante das reações anaeróbicas para a produção de energia
e que determina a fadiga momentânea da musculatura, desencadeando
assim uma otimização no processo de crescimento muscular. O ox ído
nítrico não é uma nova descoberta, a molécula foi a ganhadora do Prêmio
Nobel em 1998, porém as pesquisas e a importância que se deu ao NO2
estas sim são recendes. Concluímos por meio deste que as pesquisas de
interesse principalmente das indústrias de nutrição esportiv a, oferecendo
assim melhores condições para que o atleta ou o indiv íduo praticante de
ativ idades físicas atinja de forma saudáv el seus objetiv os, v êm ev oluindo
na tentativ a de estigmatizar os esteróides anabólicos das competições e
das práticas esportiv as em geral, beneficiando assim a saúde dentro do
esporte seja ele de rendimento ou comportamento.
O USO DA SUBSTÂNCIA STANOZOLOL NO ESPORTE DE
COMPORTAMENTO
Rodrigo Messias Pietschaki; Joao Gilberto Manoel de Azev edo
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
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A presente pesquisa bibliográfica, acerca de esteróides anabólicos, com
ênfase na substância Stanozolol muito utilizada no meio esportiv o por
promover aumento de massa e definição muscular, tem por objetivo informar
os usuários praticantes do esporte de comportamento, principalmente em
academias de musculação onde atualmente busca-se a estética e não a
saúde, principalmente na faixa etária dos 17 aos 30 anos de idade, público
que mais utiliza esteróides anabólicos. O Winstrol (Stanozolol) uma das
drogas mais famosas dentre os praticantes de musculação, halterofilistas
e fisiculturistas apresentam-se em duas v ersões: a oral e a injetáv el intra-
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
159
muscular em diluente aquoso (não sintético) pouco androgênico e não
promovendo retenção hídrica, porém muito tóxico ao fígado principalmente
a v ersão oral. A apreensão de anabolizantes em sua maioria Winstrol V,
em 17 de setembro de 2004 em Londrina-PR, publicado pelo jornal Gazeta
do Povo v em a denunciar a alta demanda no consumo desta substância.
Muitos praticantes do esporte de comportamento têm utilizado a droga
com o objetivo de emagrecer, principalmente as mulheres (o que é ineficaz.
O Stanozolol é um esteróide e, como tal, poupa nutrientes o que poderá
possibilitar o aumento de massa corpórea, seja ela muscular, óssea,
adiposa, etc. Ocorre que o Stanozolol aumenta a síntese protéica e de
colágeno nos fibroblastos adultos da pele, como apontou a pesquisa
científica do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de
Miami, EUA, em 2004. Desta forma não ocorrendo à queima de gordura,
apenas diminui-se o v olume hídrico do corpo. Em relação ao Stanozolol:
“Apenas algumas pessoas parecem ter receptores específicos para este
componente químico” (GUIMARÃES 1993). Assim a utilização com
objetiv os estéticos de emagrecer coloca em risco a saúde, principalmente
para as mulheres que, mesmo utilizando esta droga em baixas dosagens,
poderá ocorrer a predominância de hormônios masculinos, a v irilização
em algumas. Conclui-se, por meio deste, que utilizar Stanozolol com o
objetiv o de emagrecer não é o processo adequado a quem faz exercícios
aeróbicos de alta intensidade. Por ser um anabolizantes prioriza-se a
estética, colocando em risco a saúde de pessoas que utilizam o esporte
de comportamento como lazer ou qualidade de v ida.
EDUCAÇÃO MOTORA E CORPORIEDADE UMA PROPOSTA DE
INTERVENÇÃO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Rodrigo Otávio C. de Oliveira; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de
Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
A escola é um importante espaço para as construções e auto-organização
do ser humano. Grande parte de nossas v idas nos encontramos na escola
por sua função essencial . Torna-se quase impossív el enumerar as
possibilidades de aprendizagem e construções na escola. Hoje podemos
criticar ou mesmo enaltecer suas particularidades. O profissional de
Educação física inserido neste contexto tem outros agrav antes que dev em
ser considerados, como o referencial dualista utilizado por muitos
160
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
pesquisadores que super valorizaram as funções cognitivas em detrimento
das físicas. Esse pensamento acompanha a ciência ao longo da história
e hoje ainda se faz presente na educação, dificultando o processo de
mudança na área da educação física escolar. A pesquisa na área tem
avançado para desinstalar o pensamento cartesiano dualista, tentando
superar o corpo dicotomizado. Diferentes pesquisadores têm discutido a
necessidade de mudança de paradigma. Mas, apesar dos inúmeros
estudos positiv os para superar modelos anteriores nota-se ínfimas
mudanças na atuação do professor de Educação Física na escola. Ao
falarmos da educação física, é necessário entendê-la como área de
conhecimento para valorizar sua prática no desenvolv imento do homem.
Desta forma, é possív el afirmar que a importância do ato de aprender esta
disciplina não se limita apenas à ex ecução do movimento motor, como
acontecia na v isão tecnicista. Essa postura está se modificando e,
conseqüentemente, estão surgindo novas formas de se trabalhar a
educação física para se alcançar o desenvolvimento integral do aluno.
Com isso, apresenta-se o problema: Será que a interv enção da Educação
Física como prática pedagógica tem v alorizado a existencialidade e
formação integral do ser humano na educação infantil? Sabe-se hoje que
a motricidade ocupa um lugar imprescindív el na educação perceptiv omotora, isto é, na educação global na criança, constituindo no contexto
escolar. Uma nov a percepção pedagógica, podendo alcançar uma melhora
nas aulas e no desenv olvimento integral do aluno. Objetivamos com essa
pesquisa principalmente analisar a Educação Física na atualidade no âmbito
escolar, como disciplina de formação integral na educação infantil. Como
objetivos secundários pretendemos refletir sobre a Educação Física escolar
num contexto histórico e v erificar os sentidos significados (concepção)
que configuram o pressuposto normativo das ações de ensino-aprendizagem
na educação infantil e refletir a partir de uma proposta de educação motora
e corporeidade a interv enção da Educação Infantil. Realizamos uma
pesquisa bibliográfica para melhor fundamentarmos nosso pressuposto
da pesquisa na escola, essa pesquisa passa por três momentos distintos:
inicialmente abordaremos a Educação Física Escolar num contex to
histórico: logo após discutimos sobre os aspectos relevantes para a
formação infantil, na seqüência refletiremos a educação motora e a
corporeidade como proposta de intervenção pedagógica da Educação
Física na Educação Infantil. Por conseguinte realizaremos uma pesquisa
com professores das séries iniciais para compreender os objetivos
propostos. Portanto, optamos pelo estudo descritiv o de análise qualitativ a
para melhor compreensão ao estudar os fatos da atuação do professor de
Educação Física na educação infantil. Será realizada uma entrevista
grav ada para melhor identificar a interlocução dos sujeitos pesquisados.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
161
Os entrev istados serão 10 professores de Ensino de Educação Infantil,
sendo cinco de instituições particulares e cinco de instituições públicas.
COMPARAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM ATLETAS
PROFISSIONAIS DE FUTEBOL COM O DOS PRESIDIÁRIOS
PRATICANTES DE CAPOEIRA DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO
ESTADO DO PARANÁ
Roseli de Liz Pfaffenzeller; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a
[email protected]
Esta pesquisa tem como meta comparar o percentual de gordura entre
jogadores de futebol profissional e presidiários da Penitenciaria central do
Estado do Paraná (P.C.E). praticantes de capoeira. Tem-se como
parâmetro norteador da análise, a tabela oferecida por Pollock & Wilmore
(1993). Objetivo: Comparar o percentual de gordura em atletas profissionais
de futebol com os dos presidiários praticantes de capoeira da P.C.E.
Método: Foram selecionados por amostragem 30 presidiários praticantes
de capoeira e 30 jogadores de futebol profissional com v ariação de idade
de 20 a 35 anos de idade do sexo masculino Foi utilizada a equação de
SIRI E POLLOCK & WILMORE (1993) para determinação do percentual
de gordura com a utilização de um compasso cientifico da marca Cescorf,
utilizando somatória de 3 dobras cutâneas: peitoral, supra ilíaca e coxa
medial. Resultados: A média do percentual de gordura dos presidiários foi
de 10,03% e as dos jogadores profissionais de 9,09%, tendo como diferença
menos de 1%. Tabela de % de Gordura Nível / idade 18-25 26-35 Jogador
Presidiário Excelente 4 a 6% 8 a 11% 9,09% 10,03% Bom 8 a 10% 12
a15% Conclusão: Concluímos que o percentual de gordura dos jogadores
e dos presidiários da P.C.E. devido v ariação da idade ser de 20 a 35 anos
se insere em um nív el excelente e bom para a população masculina, e
considerando que os reclusos do Sistema Penal tem apenas um dia por
semana no pátio que se destina para o seu banho de sol, no qual aproveita
para a realização da prática de capoeira e os outros seis dias permanecem
confinados e uma cela de 3 metros quadrados div idida com mais dois
presidiários, que esta diferença de 0,94% (menor que 1%) comparada a
dos jogadores profissionais não é significativ a, principalmente pelo fato de
que as condições dispensadas pela prática de atividade física destes dois
grupos são bastante distintas.
162
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA
AQUISIÇÃO DA IMAGEM E ESQUEMA CORPORAL PARA O PRÉESCOLAR: A ATIVIDADE LÚDICA AUXILIANDO NESTA AQUISIÇÃO
Sidney Gilberto Gonçalv es; Prof. Joelma Montelares da Silv a
Linha de Pesquisa: Desenv olv imento Motor
[email protected]
A Imagem e Esquema Corporal é de suma importância para a formação da
criança, pois é a partir da estimulação pelas ativ idades lúdicas nas aulas
de Educação Física que o aluno em fase pré-escolar, se descobre como
um ser, percebe o meio onde está inserido e do que está à sua v olta,
como outros alunos, professores, coisas, etc. Trabalho que tev e como
foco a necessidade do aluno pré-escolar ter um satisfatório desenvolvimento
da Imagem e Esquema Corporal, na qual o profissional de Educação Física
é o agente facilitador desta qualidade, atrav és da ativ idade lúdica. O
profissional de Educação física que se engaja nesta área de
desenv olv imento humano tem um papel muito importante na formação e
construção da Imagem e Esquema Corporal. Pois é atrav és de seu corpo,
como membros emissores de mov imentos expressiv os que, ao contar
uma história, ao fantasiar com fantoches, ao elaborar um circuito recreativo
ou ao gesticular cantando uma música em uma roda, contribui para a
motricidade das crianças, que nos observam atentas e procuram reproduzir
estes mov imentos da forma que cada um captou. Metodologia: Diante
disto, será utilizado um protocolo de desenv olv imento motor (EDM) - Francisco Rosa Neto (2002, p.59) de esquema corporal, para av aliar em que
níveis de desenvolvimento da Imagem e Esquema Corporal estão os alunos
em nív el pré-escolar que compreendem a faixa dos três aos cinco anos de
uma instituição particular de ensino do município de São José dos Pinhais,
onde existe um trabalho motrício específico através de ativ idades lúdicas
aplicadas por um profissional de Educação Física e, paralelo a esta, será
feita av aliação em um Centro de Educação Infantil Municipal da cidade de
Curitiba (Creche), onde não existe um profissional de Educação Física
nem uma disciplina específica que aborde o corpo, na qual são as “tias de
sala”quem desenvolvem este trabalho. Discussão: Analisamos os dados
coletados e podemos afirmar que as aulas de Educação Física, atrav és
de atividades lúdicas, foram essenciais na aquisição da Imagem e
Esquema Corporal para os alunos da rede Priv ada de ensino, o que não
aconteceu com os dados da rede municipal, na qual os resultados foram
condizentes com a falta estimulação específica da Imagem e Esquema
Corporal. Conclusão: Concluímos então que é de suma importância a
estimulação dos alunos nas séries iniciais na sua totalidade e não somente
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
163
em uma característica psicomotora. Salientamos também a importância
do trabalho do profissional de Educação Física, na aquisição da Imagem
e Esquema Corporal para o pré-escolar, utilizando ativ idades lúdicas para
adquirir esta qualidade.
O ESPORTE PARA O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA
Sônia Maria de Oliv eira; Prof. José Ricardo Oliv eira;
João Henrique B Zanoni
Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida
[email protected]
A presente intenção de pesquisa pretende v erificar a participação dos
portadores de deficiência física na prática esportiv a como componente
auxiliar na melhoria de sua qualidade de vida tanto no aspecto competitiv o,
quanto na reabilitação bio-psico-social, a relev ância da temática abordada
justifica-se pela necessidade de maiores e melhores entendimento acerca
das atividades desenvolvidas. Para realização desta pesquisa será utilizada
uma entrev ista semi-estruturada de caráter exploratório e de
aprofundamento de caso, a qual procurará resultados qualitativ os e
quantitativ os. O propósito desta investigação originou-se da seguinte
questão problema: “A prática esportiv a pode contribuir para melhoria da
qualidade de v ida para o portador de deficiência física”. Este estudo
encontra-se em desenvolvimento.
164
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A COMPARAÇÃO DA FLEXIBILIDADE ENTRE PRESIDIÁRIOS DA
PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO(P.C.E) E ATLETAS DE
FUTEBOL
Tiago Oliveira Trindade; Prof. Fernando Tonet;
Prof. Rodrigo Filoco de Rezende
Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a
tiago_jacaré@yahoo.com.br
Esta pesquisa av aliou o nív el de flexibilidade entre presidiários da
Penitenciária Central do Estado (P.C.E) e os atletas da categoria Juv enil
de futebol do Paraná Clube. Objetivo: comparar o nív el de flexibilidade
entre os presidiários da (P.C.E) e os atletas da categoria juv enil. Com a
tabela proposta por Candia Standardized teste of fitness (STF),
classificando-os pela suas faixas etárias de idade.Metodologia: foram
av aliados 26 atletas da categoria juv enil de futebol do Paraná Clube e 26
presidiários da (P.C.E) no período de 08/09 a 08/10 de 2004. foi utilizado
um banco de Wells e o seguinte protocolo: sentado,com as pernas
estendidas (não hav endo flexão do joelho na hora do mov imento) não
hav endo também qualquer tipo de alongamento ou aquecimento antes do
teste, mãos sobre posta uma da outra, realizando três tentativas no qual
foi registrado o maior v alor das tentativ as. resultados: os dados coletados
apresentam-se nas tabelas abaix o: Tabela de % de flexibilidade dos
presidiários Excelente > média média < média Ruim Nº de av aliados 8 7 4
3 4 % 30 26 16 12 14 Tabela de % de flexibilidade dos atletas Excelente >
média média < média Ruim Nº de av aliados 3 5 7 7 4 % 12 22 26 26 14
Conclusão: observ ou-se nos testes avaliados que o nív el de flexibilidade
dos presidiários que estão acima da média ou excelente corresponde a
(56%) já em contra partida o nív el de flexibilidade dos atletas que estão
acima da média ou excelente corresponde a (34%). Concluímos que apesar
do pouco espaço, apenas 3 (três) metros quadrados de cela para cada
três detentos e os mesmo tendo por direito ao banho de sol uma v ez por
semana, mesmo assim possuem uma alta flexibilidade quando comparada
com atletas submetidos a treinamentos realizados diariamente, muito
provavelmente pelo fato de serem indivíduos que possuem uma mobilidade
de mov imentos diferenciada em relação à população em geral.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
165
ANÁLISE DA RESISTÊNCIA AERÓBIA EM ATLETAS DE FUTEBOL DAS
CATEGORIAS DE BASE
Waldyra Gonçalv es; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende;
Prof. Fernando Tonet
Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a
As características de um jogo de futebol nos dias de hoje exigem que os
atletas apresentem um aprimoramento e manutenção de suas capacidades
físicas, pois durante uma mesma partida os jogadores realizam corridas
de alta intensidade, corridas lev es, caminhadas, chutes, saltos,
mov imentos com mudança de direção, etc. Dentro dessas, a capacidade
aeróbia é um fator importante para o desempenho do mesmo. “Um bom
nív el de resistência aeróbia é uma necessidade, uma v ez que o jogador
precisa apresentar a mesma qualidade de jogo ao final da partida”(BOMPA,
2005, p. 85). Este estudo v isa inv estigar se existe uma melhora na
capacidade física resistência aeróbia com o treinamento específico por
posição, com a comparação dos resultados, obtidos atrav és da
mensuração do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.), em atletas de
futebol das categorias de base (infantil, juv enil e juniores), podendo
diagnosticar se a especificidade do treinamento auxilia na melhoria dessa
capacidade física. Para inv estigação, deste estudo quantitativ o de campo,
foram avaliados 74 atletas, do sexo masculino, de um clube profissional
da cidade de Curitiba das categorias; infantil (G1) n = 26, idade média de
14,7 ± 0,4 anos; juv enil (G2) n = 19, idade média 16,5 ± 0,5 anos; e
juniores (G3) n = 29, idade média de 18,9 ± 0,9 anos, distribuídos nas
posições de laterais, zagueiros, v olantes, meias, atacantes e goleiros,
sendo utilizado o teste aeróbio de pista ou campo, baseado no protocolo
de Leger (1982), v alidado por DUARTE (v. 9, n. 3, p. 7-14, 2001 ). Este
teste é constituído de corrida alternada de resistência, com aumento
progressiv o da intensidade, desde a intensidade de caminhada à corrida
rápida (ELLYOT & MESTER p 446, 2000). Os resultados obtidos no
presente estudo são demonstrados de forma descritiva em valores médios
e respectivos desv ios padrão. TABELA 1 – Média e desv io padrão das
variáveis estudadas nos diferentes grupos avaliados. Infantil(G1) Juvenil(G2)
Juniores(G3) P VO2 máx . (ml/min/kg) 51,20 ± 2,97 51,45± 1,44 52,88 ±
1,56 A análise da tabela 1 permite afirmar que os atletas do G3 obtiveram
resultados maiores ao G2 e G1, porém esses resultados não são
estatisticamente significantes. TABELA 2 – Média e desvio padrão das
v ariáveis estudadas (VO2 máx. (ml/min/kg)) nas diferentes posições
ocupadas. Infantil(G1) Juvenil(G2) Juniores(G3) Média geral(G1, G2, G3)
Laterais 51,58 ± 1,38 51,27 ± 2,26 55,10 ± 2,12 52,65 ± 0,47 Zagueiros
166
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
52,96 ± 1,74 51,42 ± 3,77 51,50 ± 2,27 51,96 ± 1,05 Volantes 50,22 ± 1,92
54,23 ± 1,39 53,34 ± 3,17 52,60 ± 0,91 Meias 54,81 ± 1,59 50,31 ± 0,09
54,10 ± 0,77 53,07 ± 0,75 Atacantes 51,58 ± 1,95 51,11 ± 2,80 51,14 ±
1,98 51,28 ± 0,48 Goleiros 46,04 ± 0,00 50,33 ± 2,13 52,10 ± 3,87 49,49 ±
1,94. Em relação à tabela 2 podemos observ ar que os laterais, volantes e
meias obtiveram um maior VO2 máx. em relação aos zagueiros, atacantes
e goleiros, devido a especificidade de treinamento por posição. Treinamento
este, que inclui não apenas a preparação técnica, tática e física, mas
também os treinos simulados de jogos, chamados de coletiv os.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
167
168
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O USO DA INFORMÁTICA E DE MATERIAIS DIDATICOS
ALTERNATIVOS PARA O ENSINO DE IGUALDADE DE TERMOS NAS
EQUAÇÕES DE 1º GRAU
A utilização de meios alternativ os no ensino de igualdade de membros
nas equações v em sendo tema de discussão entre muitos autores e
profissionais ligados à educação matemática; porém, recai com um peso
maior sobre a álgebra. Há opiniões diversificadas quanto à utilização ou
não de materiais concretos no ensino algébrico. Para alguns a utilização
de materiais concretos (incluindo jogos) dev e ser v isto como um apoio ao
ensino e não um “modo de ensino”. Outros concordam e completam sobre
a importância do material ser bem escolhido e trabalhado pelo educador e
ainda relatam que a álgebra dev e ser ensinada e aprendida do modo
abstrato que se apresenta, utilizando as situações que ocorrem
diariamente, pois o melhor material de apoio ao ensino é a formação
educativ a do aluno. O material didático deve ter como finalidade, além do
conteúdo, despertar a honestidade, companheirismo, atitude de simpatia
quando v encedor ou v encido, respeito às regras e outras. O aluno tem o
direito de aprender de seu modo, do próprio ponto de v ista e cabe ao
educador buscar formas e métodos de ensino para que ocorra esse
aprendizado significativ o e não mecânico, onde faz sem saber o que faz e
por que faz e muito menos um aprender que se esv azia em brincadeiras.
Dev e haver participação, raciocínio, compreensão, reelaboração do saber
historicamente produzido fazendo-o superar sua visão ingênua fragmentada
e parcial da realidade. Os docentes não dev em descartar a utilização de
materiais didáticos ou informática em suas aulas, no entanto, precisam
tomar o dev ido cuidado quanto à escolha, a finalidade e o momento certo
de introduzi-los com objetiv o certo e claro para relacionar conteúdo abstrato
e sua transposição para o material trabalhado. O educador não deve se
tornar adepto de algum material pelo simples fato de ser este conhecido e
muito utilizado por outros professores, sendo necessário sempre antes
de aplicar algum material realizar uma pesquisa do funcionamento e a
construção de materiais, sendo eles uma poderosa arma de ensino para
melhorar ou piorar o aprendizado. O trabalho realizado teve com principal
objetivo induzir o educador a inov ar, buscar métodos nov os de ensino,
pois, somente através de transposições didáticas v ariadas sobre
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
169
CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
Anderson Silv a dos Santos;
Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
determinado conteúdo poderá fortalecer o ensino que centralizou neste
caso as equações, um assunto bastante abstrato e abrangente, porém,
rico em métodos de transposição aos alunos. Estes que não aceitam
mais um ensino monótono, utilizando apenas quadro e giz, mas algo nov o
e prático, onde aprendizado e motiv ação caminhem juntas e faça uma
transformação na v isão que os alunos têm sobre a aula de matemática,
v isão que é passada pelo desempenho e metodologia de ensino do
educador. Desenv olvendo simples programas ou apresentações de slides,
montagem de materiais concretos (incluindo jogos), o educador é capaz
de transformar uma aula, que em sua concepção seria de difícil
entendimento ao aluno, em uma aula super produtiv a e rica em
conhecimentos e discussões, ocorrendo a v erdadeira aprendizagem.
MODELAGEM MATEMÁTICA: PREVIDÊNCIA SOCIAL X PREVIDÊNCIA
PRIVADA
Andrei Wellington Felippo Deola Pianezzer; Cleber Ribeiro da Costa;
Marli Aparecida Santos; Regiane Novak Wosch
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Este trabalho foi apresentado na disciplina de Metodologia do Ensino da
Matemática do Curso de Licenciatura em Matemática da Uniandrade em
junho deste ano. O assunto que estamos abordando é a Modelagem
Matemática direcionada, neste caso, para o Ensino Médio. Modelagem é
um conjunto de procedimentos requeridos na feitura de um modelo. Um
modelo é um conjunto de símbolos, os quais interagem entre si
representando alguma coisa. Para a proposição de uma explicação
científica, os procedimentos podem ser sintetizados atrav és do fenômeno
a ser explicado, da hipótese explicativa, da dedução de outros fenômenos
e das observações adicionais. O processo de modelagem pode ser utilizado
em qualquer área do conhecimento. Na matemática, em particular, o
processo de modelagem requer do modelador, dentre outras habilidades,
conhecimento matemático e capacidade de fazer uma leitura do fenômeno
sob uma ótica matemática. Para tratar desse assunto, existe uma gama
enorme de temas que podemos utilizar para trabalhar modelagem
matemática em sala de aula. Escolhemos um tema atual e muito importante
para a sociedade como um todo: Previdência Social x Previdência Privada.
A noção e as ativ idades concernentes à modelagem matemática são
trabalhadas em diversas aulas. Para a introdução do tema e desenvolvimento
170
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
da modelagem, primeiramente foi exposta a situação atual do país, na
qual o Brasil possui um sistema de prev idência social que garante uma
renda mensal aos aposentados e pensionistas, mas encontra dificuldades
para pagar um salário adequado ao aposentado brasileiro. A dúv ida é o
que fazer para garantir uma aposentadoria tranqüila. É interessante
evidenciar que os conceitos matemáticos utilizados devem ser usados
como uma ferramenta para resolução de um problema prático, mostrando
uma aplicação concreta da matemática. A contextualização do saber é de
fundamental importância para aprendizagem do aluno. O professor deverá
exemplificar vários tipos de investimentos, evidenciando rentabilidade, taxas,
prazos de aplicação, v antagens e desv antagens, as fórmulas relativas aos
juros simples, juros compostos, porcentagem, funções do 1º grau, funções
ex ponenciais, e dev erá apresentar os gráficos relativos às funções,
trabalhando, portanto, v ários assuntos matemáticos relacionados
principalmente à matemática financeira. Uma idéia interessante é incentivar
os alunos a buscarem, com especialistas na área, tipos de investimento
que serão abordados em sala. Desta forma foi possív el proporcionar uma
base teórica-prática para que o professor possa interagir com seus alunos
evidenciando temas do cotidiano do aluno, pois, à medida que o aluno
compreende o conteúdo estudado com um contexto compreensív el por
ele, a disciplina deix a de ter um sentido meramente formal e passa a ter
valor perante a vivência do aluno.
PROPOSTA METODOLOGICA PARA O ENSINO DE CONCEITOS
ALGÉBRICOS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Edilaine Ap. de Almeida Fernandes; Prof. Eduardo Quadros da Silv a
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Hoje em muitas escolas não se ensina álgebra nas primeiras séries porque
existe um pensamento de que para aprender álgebra a criança precisa
primeiro aprender aritmética. Mesmo assim quando as crianças chegam
a ter o primeiro contato com a álgebra, elas têm dificuldade porque não
existe um preparamento pré-álgebra. O ensino de algebra ainda está
bastante referido à pedagogia tradicional, baseada na sequência: definição
- exemplos - aplicações. Alunos do 3º e 4º ciclos têm dificuldades em dar
significados para as ativ idades que lhes são propostas, na maioria das
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
171
vezes adotando um comportamento de meros repetidores de procedimentos
que o professor utiliza no desenv olv imento do tema. A mecanização de
procedimentos na educação algébrica gera a sensação de que não existe
dificuldades em seu aprendizado, o que determina problemas maiores no
últimos ciclos da escola básica. Este assunto é de extrema relev ância
para o aprendizado da matemática, porque se o aluno inicia a exercitar as
idéias da álgebra v ai ser muito mais fácil aplicar essas idéias e encontrar
justificativ as para as técnicas algébricas na sequência do estudo da
matemática. O que queremos com nossa proposta é apresentar e discutir
a necessidade de iniciar o estudo da álgebra desde as séries iniciais,
propondo metodologia alternativa para o ensino da álgebra a partir de
estudos e materiais já produzidos.
TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO DE EQUAÇÕES DO
PRIMEIRO E SEGUNDO GRAUS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Elisa Regina da Silv a Gonçalv es;
Prof. Eduardo da Silv a Quadros
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Esta pesquisa estuda aspectos relativ os à “Transposição Didática no
Ensino de Equações do Primeiro e Segundo Graus para o Ensino Fundamental”. O assunto abordado mostra como se dev e fazer a transposição
do conteúdo de equações, utilizando tópicos da história da matemática.
Estruturei a minha argumentação no conceito de transposição didática de
Yves Chev allard, pois é um instrumento bastante fértil para esse tipo de
reflexão. O autor defende a idéia de se utilizar a história da matemática
como instrumento metodológico em sala de aula e mostra meios de
melhorar a transposição didática de conteúdos matemáticos. A pesquisa
foi feita para ser aplicada em sala de aula do ensino fundamental, mas a
análise de sua aplicabilidade não foi feita, por falta de tempo hábil. A
metodologia aplicada v isa contribuir para uma formação que promov a
melhores condições de cidadania, acesso a tópicos da história que possam
despertar a curiosidade do aluno e motivá-lo para uma aprendizagem e
entendimento de que transposição didática é um processo contínuo e que
ocorre de acordo com as necessidades da população de cada momento.
Este é um assunto de extrema relev ância para o aprendizado da
matemática, especificamente o ensino de equações, porque podem estar
env olv idas a história da matemática e uma conseqüente ev olução cultural
172
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
por parte do aluno, pois ao conhecer o processo de mudança pelo qual o
ensino de equações passou, poderá verificar que elas tiv eram sua
importância para a humanidade e correlacionar com as equações ensinadas
hoje e com as demais áreas de estudo.
TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS NA RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS DE ARITMÉTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Gilmara da Silv a Paulino; Prof. Eduardo da Silv a Quadros
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
O presente estudo trata das concepções na área da “Teoria dos Campos
conceituais na Resolução de Problemas de Aritmética no Ensino Fundamental”, que pode e dev e ser utilizado com mais ênfase por parte dos
professores na contextualização dos conteúdos trabalhados no dia-a-dia
do aluno, o mesmo será apresentado atrav és de textos fundamentados na
proposta da teoria dos campos conceituais de Gerard Vergnaud(1990),
pesquisa realizada com algumas turmas de ensino fundamental, em particular alunos de 5ª a 8ª séries da rede pública de Curitiba, Paraná. O
objetivo deste trabalho é fazer com que o aluno entenda que a aprendizagem
de situações-problema, bem como a aprendizagem dos conteúdos
matemáticos em geral, não está limitada a simples memorização de
técnicas, mas sim tem sua fonte nas relações que o aluno estabelece
com o meio em que v ive, através dos campos conceituais dos conteúdos.
Essa aprendizagem deve ser vivenciada como uma experiência progressiva
interessante e formativ a, apoiada na ação, na descoberta, na reflexão e
na comunicação dos mesmos. No entanto o intuito desse trabalho é fazer
com que a aprendizagem priorize a compreensão dos conteúdos e
procedimentos, para a melhor compreensão dos alunos, na apresentação
dos conteúdos.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
173
SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DA ALGEBRA
João Ricardo Labres de Oliveira; Prof. Ricardo Zanardini
Linha de Pesquisa: Algebra
[email protected]
A álgebra é um dos conteúdos escolares mais problemáticos. A preocupação
acentua-se profundamente nas 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental.
Minha v isão neste trabalho é mostrar os principais problemas relacionandoos com o dia-a-dia dos alunos e chegar a uma solução mais clara, onde
todos possam compreender a importância da álgebra. Para realizar esta
discussão, optei por inseri-la em um quadro mais amplo, no qual examinarei
algumas características do processo de produção dos significados para a
álgebra. Para isso precisamos recorrer a noções como a de que sua
introdução na 6ª e 7ª série é precoce segundo alguns autores e para a
maioria dos alunos, onde não teriam alcançado o nível de desenvolv imento
requerido. Se isso fosse v erdade, a solução seria adiar a introdução da
álgebra para 8ª série ou 1ª série do Ensino Médio; essa “solução”foi adotada
em outros países. Na Inglaterra, por exemplo, os resultados não foram
nada positiv os. Por outro lado, v ou mostrar a importância da álgebra na
escola e fora dela. De forma bastante brev e, essa linha seria a seguinte.
Começarmos com os babilônicos e os egípcios (cerca de 1700 a.C.), que
desenv olv eram regras eficientes para v ários cálculos e resolução de
problemas, e chegarmos à realidade das diversas concepções da ativ idade
algébrica que estamos v iv endo hoje. Mostrar o surgimento da álgebra e
sua evolução e também os problemas que vêm surgindo devido às diferentes
concepções do ensino da álgebra até os dias de hoje. Mostrar a origem e
surgimento da álgebra e a importância dela na matemática para resolução
de problemas, desde os babilônicos, egípcios e europeus até os dias de
hoje, propondo problemas algébricos que env olv em a teoria e prática da
matemática escolar, relacionando com os problemas que env olv em as
ativ idades algébricas v ivenciadas pelos alunos dentro e fora da sala de
aula. Apresentar soluções para estes problemas iniciando com problemas
simples e práticos do dia-a-dia do aluno, v isando o desenv olvimento do
raciocínio lógico e abstrato do aluno e com isso relacionar estes problemas
com o conteúdo da álgebra, que é uma das bases que estrutura o processo
de desenvolvimento do raciocínio lógico matemático do aluno. Este estudo
geralmente começa no início do 3º bimestre da 6ª série do Ensino Fundamental. Inicialmente vou propor dois tipos de problemas para os alunos de
6ª e 7ª série no colégio onde sou professor, primeiro um problema teórico
e segundo um problema prático, sendo que os dois terão a mesma
174
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
interpretação e resposta, com este resultado em mãos desenv olv er meu
trabalho visando uma melhor compreensão deste conteúdo e o significado
da álgebra na matemática escolar, também para melhorar o desenvolvimento
do aluno em matemática, que envolve muito raciocínio lógico e interpretação
para resolução de problemas de álgebra entre tantos outros problemas
decorrentes na matemática.
TESTE DE RESILIÊNCIA
José Sureki Junior; Juliana Pinto; Prof. Ediv al
Linha de Pesquisa: Testre de Qualidade
[email protected]
O SENAI, em São José dos Pinhais, atrav és de parceria com o INERInstituto Nacional de Estudos do Repouso, v em realizando testes de
controle de qualidade em colchões de espuma há quase dez anos. Este
instituto, que fiscaliza a fabricação de colchões dos seus associados, é o
organismo que emite o selo “Pró-Espuma Qualidade”. Para a avaliação da
espuma flexív el de poliuretano (PU), são definidos alguns parâmetros como
densidade, indentação, fadiga, resiliência, resistência à tensão de ruptura,
etc. A resiliência está relacionada à elasticidade da espuma. Uma espuma
de baixa resiliência ou pouco elástica, tende a ser “mais fechada”ou compacta, que é uma característica negativ a da mesma. Este teste consiste
em observar, atrav és de um tubo graduado, o retorno de uma esfera (com
massa e diâmetro definidos), deslocada de uma altura pré-estabelecida.
Para uma espuma D28 (densidade 28kg/m³), a especificação para a
resiliência é de 40% (v alor obtido na escala graduada do equipamento).
Valores inferiores não são adequados. Visto que o equipamento utilizado
pelo CETMETAL é cedido em comodato pelo INER, a v erificação da altura
é v isual, pode-se incorrer em erros elevados, pois o mov imento é rápido e
há oscilações durante o teste (esfera toca na parede do tubo, superfície
da espuma apresenta bolhas). Em v irtude disto, seria de grande auxílio
para o laboratório do SENAI o desenv olv imento de um equipamento que
aumente a confiabilidade dos resultados obtidos. Considerando o problema
acima, pretendemos desenv olv er um sistema eletromecânico capaz de
fazer a medida da resiliência da espuma eletronicamente. O sistema será
composto de um cilindro transparente (com as medidas e determinações
de acordo com a norma NBR que estipula o teste). Um sensor foto eletrônico
medirá a velocidade de subida da esfera, que será passada a uma placa
eletrônica microcontrolada que se encarregará de env iar para um
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
175
microcomputador pessoal o valor da v elocidade medida. Será desenvolvido
um software que, de posse da v elocidade de subida da esfera, irá calcular
o v alor da resiliência e apresentá-lo na tela, bem como criar um arquiv o
com o nome da amostra testada e o v alor de sua resiliência. O projeto
consiste em duas etapas. A primeira é o modelamento matemático da
resiliência, em função da velocidade de subida da esfera. A segunda etapa,
o desenv olv imento do sensor foto eletrônico, a placa eletrônica
microcontrolada e o software que irá “conv ersar” com o hardware
desenv olv ido. O projeto está sendo patrocinado pelo SENAI de São José
dos Pinhais e, após a sua conclusão e homologação, será usado no
laboratório do mesmo para realizar os testes pedidos pelo INER - Instituto
Nacional de Estudos do Repouso.
A DISCIPLINA ESCOLAR MATEMÁTICA NA PROVÍNCIA DO
PARANÁ:1853-1889
Julio Cesar de Campos; Prof. Luis Dario Sepulv eda
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Com esta pesquisa pretende-se analisar a implementação da disciplina
escolar Matemática nas escolas de Curitiba. Entender a Matemática como
disciplina escolar foi limitado ao período da emancipação política da
Prov íncia do Paraná, em 1853, ao final do império, em 1889. As leis,
decretos, os relatórios de instrução pública primária e secundária da
Prov íncia os exames de admissão dos alunos foram as fontes dessa
pesquisa. A documentação encontra-se no acerv o do arquiv o público do
Paraná, e a mesma possibilitará o estudo das ativ idades na escola, dos
horários das aulas, das formas de avaliação, dos conteúdos estudados,
dos compêndios adotados, bem como as inclusões e exclusões ocorridas
durante esse período. O estudo da criação de uma disciplina escolar,
possibilitará rev elar os trâmites pelos quais um dos componentes
curriculares foi criado.
176
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A IMPORTÂNCIA DA ÁLGEBRA MODERNA NO ENSINO DA ÁLGEBRA
ELEMENTAR
Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Considerada como um sistema para resolv er problemas matemáticos que
envolvem números e quantidades desconhecidas, a Álgebra tem sua origem
na Antigüidade. Os egípcios já lidav am com problemas da Álgebra no
Século XVII a.C. Chineses e indianos também trabalhav am com equações
algébricas. Os gregos e depois os árabes simplificaram e aperfeiçoaram
os métodos de resolução desses problemas. No entanto, a Álgebra só
começou a se constituir como um ramo específico da Matemática no
Renascimento e desenvolveu-se plenamente apenas na Europa moderna
e contemporânea. Atualmente, para a maioria dos estudantes, o enunciado
de um problema algébrico mais parece um enigma ou adiv inhação do que
uma ou mais equações matemáticas. O objetiv o principal desse trabalho
é mostrar a importância da utilização dos conceitos, teoremas e
propriedades abordadas na Álgebra Moderna, v istos no ensino superior,
com o estudo de problemas e de situações que env olv em a Álgebra
Elementar ensinada nas escolas.
AUTOCAD - UMA METODOLOGIA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE
GEOMETRIA E DESENHO
Tiago Pires Gheno; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
Conforme pesquisas realizadas recentemente, constata-se que a grande
maioria dos estudantes conclui o ensino médio sem compreender
propriedades de objetos geométricos, propriedades do desenho, definições
entre outros fatores relacionados ao ensino de geometria e desenho. Parte
deste problema tem origem nos programas e práticas de ensino de nossas
escolas. Os livros escolares iniciam com definições, nem sempre claras,
acompanhadas de desenhos bem particulares. Portanto, o presente projeto
v isa fazer uso de um software de síntese gráfica (Autocad) da AutoDesk,
aliado a sólidos conceitos teóricos, como uma ferramenta alternativ a para
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
177
o Ensino de Geometria e Desenho, atuando como suporte no treinamento
da abstração bi e tridimencionais, concernentes às diferentes posições
de sólidos, retas, pontos e interação entre eles, objetiv ando a melhor
capacitação do aluno no reconhecimento de formas bi e tridimensionais,
além de desenv olv er ferramentas e material didático para o Ensino de
Desenho e Geometria e incentiv ar a construção de objetos geométricos
em ambientes informatizados, com a intenção de facilitar o ingresso do
discente no mercado de trabalho, que está cada v ez mais exigente no que
diz respeito à interpretação e criativ idade nas apresentações abstrata e
gráfica de elementos bi e tridimensionais.
PROGRAMAS (SOFTWARES) MATEMÁTICOS, A INTERNET E A
CRIAÇÃO DE NÚCLEOS DE INFORMÁTICA
Vera Maria Adélio; Prof. Luís Dário Sepúlv eda
Linha de Pesquisa: Educação Matemática
[email protected]
O presente estudo se define mediante a pesquisa do desenv olv imento
histórico, científico e de formação em tecnologia informática aplicada à
matemática e de questionário. Tem como objetivo verificar a possibilidade
de que professores da rede pública de ensino, pesquisadores, alunos de
nív eis fundamental, médio e superior, possam juntos desenv olv er o
conhecimento e a pesquisa, voltados à tecnologia educacional matemática.
Na educação, projetos de informática são desenv olv idos para utilização
em sala de aula, sem que com isso satisfaça a realidade da maioria dos
estudantes brasileiros ou para aqueles que estão entrando no mercado de
trabalho e que almejam este conhecimento para utilizar no seu cotidiano
e na v ida profissional. O aprendizado, nesta área, adv ém da oferta de
empresas particulares, de cursos pagos, e que a minoria tem condições
de pagar ou de locais populares que, providos pelo Estado ou Município e
que nem sempre oferta v agas e preparação suficiente, exigências do
mercado de trabalho e do cotidiano. Estas pesquisas buscam fazer com
que as pessoas, sejam profissionais de ensino, alunos ou pesquisadores,
adquiram no conhecimento e na manipulação da tecnologia informática,
uma orientação apropriada, com preparo para a utilização crítica, criativ a
e transformadora para o seu meio social, o que na realidade é diminuir a
exclusão social, nesta área. Assim, precisa-se de uma estratégia para a
formação do professor, dos alunos e dos pesquisadores, para que possam
obter, utilizar e analisar as informações e materiais de informática que
178
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
lhes chegam ao conhecimento. Para isto, a interação entre alunos e
professores da rede pública de ensino, dos estudantes de licenciatura,
alunos de pós-graduação das universidades e pesquisadores, faz-se
necessária, para que o desenvolvimento tecnológico seja testado, aplicado
e utilizado de forma racional à realidade brasileira, da mesma forma que
propiciará ao professor atualizar-se e aplicar o conhecimento tecnológico
adquirido. A criação de “núcleo de informática”possibilitará a interação,
impulsionando o conhecimento racional criativ o e crítico dos env olv idos.
Alunos e professores da rede pública estadual de ensino e dos estudantes
de licenciatura e de pós-graduação da universidade pública serão parte do
processo de desenvolvimento tecnológico, refletindo a realidade presente no
cotidiano com a percepção ampla das deficiências, do conhecimento e das
necessidades, para formar e desenvolver o conhecimento tecnológico para a
realidade hodierna brasileira. Com este “núcleo de informática”poderá ser
possível aos envolvidos dos diversos níveis de conhecimento, obter sucesso
no exercício da cidadania, possibilitando ir ao encontro das políticas públicas
para o setor que visam o lado social das classes menos favorecidas.
LUZ E COR UMA NOVA ABORDAGEM DIFERENCIADA PARA O
ENSINO MÉDIO
Ivonei de Andrade; Prof. Emerson Joucoski
Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física
[email protected]
Em um mundo onde a cor é, cada v ez mais, um fator decisiv o na escolha
de um produto, devemos procurar entender melhor essa interação da luz,
cor e objeto. Podemos considerar também a cor como uma forma de
linguagem visual. Atrav és dela sabemos quando um determinado alimento
está estragado, nos orienta nas rodov ias, determina a ex pulsão de um
jogador de futebol, etc, sendo assim tem extrema influência no ser humano.
A colorimetria é uma disciplina relativ amente nov a no Brasil. Ela foi
implantada nas grandes empresas de tintas em meados da década de 80.
Dev ido ao alto custo dos equipamentos na época, a colorimetria ficou
restrita as empresas multinacionais. Com a redução dos preços dos
equipamentos, tanto dos computadores como o do espectrofotômetro, e o
aparecimento de div ersos sistemas de qualidade, a utilização da
colorimetria esta crescendo rapidamente no pais, atingindo div ersos
segmentos das indústrias automobilística, têxtil, tintas, plásticos e
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
179
alimentícias. Podemos definir colorimetria como um sistema capaz de
analisar qualitativ amente e quantitativ amente uma cor de forma científica
e confiável - “espectrofotômetro”. Neste processo seu funcionamento básico
consiste em iluminar uma determinada cor (amostra ) com luz branca e
calcular a quantidade de luz refletida, utilizando-se desta quantidade de
luz refletida, podemos reproduzir esta cor quantas v ezes for necessário, o
que não acontecia no passado, onde o sistema empregado era
completamente subjetivo - “método comparativo”. Neste processo o operador
determina qual a quantidade de pigmento que dever ser usado para produzir
uma cor, misturando os pigmentos em pequenas proporções até chegar a
cor desejada, porém o que pode estar perfeito para o operador não
necessariamente estará perfeito para o usuário, pois neste método temos
que considerar a acuidade v isual das pessoas. Independentemente do
sistema utilizado, o espectrofotômetro ou o método comparativ o, podemos
perceber alguns dos fenômenos físicos env olvido no processo da formação
da cor. -Uma fonte de luz (sol, lâmpada, etc.) irradia energia luminosa sob
o objeto. -O objeto absorv e seletivamente certos comprimentos de onda e
reflete as não absorvidas. -A reflex ão da luz de um objeto chega ao
observ ador, que transforma a energia luminosa em estímulos nervosos os
quais são interpretados pelo cérebro. -Após o cérebro fazer div ersas
associações, interpreta a cor. No entanto apesar de estarmos ev oluindo
tecnologicamente com equipamentos cada vez mais sofisticados e baratos,
não estamos acompanhando na mesma v elocidade no que diz respeito ao
preparo dos usuários. Este trabalho tem como objetivo principal dar aos jovens
a partir do ensino médio uma compreensão mais detalhada dos fenômenos
físicos envolvidos no processo de formação da cor (luz, objeto, obervador).
APRENDIZAGEM DA CINEMÁTICA RELATIVÍSTICA NO ENSINO MÉDIO
Marcio José Azamor Goulart; Prof. Emerson Joucoski
Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física
[email protected]
Trabalhamos durante um período de 2 (dois) anos pesquisando, verificando
e analisando uma forma de ensinar a relatividade especial ou restrita para
alunos do ensino médio. A transposição didática foi, dessa maneira, nossa
principal preocupação pois, ensinar relatividade não é algo trivial nem para
acadêmicos cursando física, engenharia e outras ciências exatas e da
terra. Apesar disto, conseguimos uma maneira de iniciar nosso público
alvo neste assunto de uma forma que julgamos bem acessível. Para tanto,
180
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
concluímos ser oportuno abrir mão de alguns contextos que contribuíram
de maneira definitiv a para o adv ento da relativ idade especial como o
eletromagnetismo e a dinâmica relativística. Dessa maneira, apresentamos
um projeto de ensino e uma monografia envolvendo somente a análise dos
mov imentos relativ ísticos sem lev ar em consideração as suas causas.
Trata-se, neste sentido, de algo inov ador pelo motiv o de que, propusemos
ensiná-la já na primeira série do ensino médio. Fundamentamo-nos nas
seguintes idéias: Primeira: O mundo precisa urgente aprender relatividade,
pois trata-se de uma teoria com mais de 100 (cem) anos de existência e
muito poucas pessoas tem acesso ao seu conteúdo. Segunda: A
relatividade de Galileu torna-se, nos casos de v elocidades muito baixas
em relação à v elocidade da luz, um caso particular da relatividade de Einstein. Sendo assim, não podemos ensinar a primeira sem depois enunciar,
analisar e bem entender a Segunda. É este o motiv o de escolhermos,
logo após enunciarmos a cinemática clássica, ensinar cinemática
relativística que é matéria do primeiro ano. Nosso conteúdo didático segue
uma ordem histórica dos fatos. Abordar a física dentro deste contexto
está enfatizada, inclusiv e, nos Parâmetros Currículares Nacionais de
Ensino Médio (1999). São um total de 8 (oito) aulas analisando e discutindo,
desde o referencial absoluto de Newton e a soma galileana de v elocidades,
até os postulados de Einstein que utilizam as transformações de Lorentz.
Estas lev am em consideração o fator gama, ou fator de Lorentz.
Adequamos, inclusiv e, as expressões matemáticas e alguns conceitos
de fundamental importância para uma linguagem do nív el de ensino em
questão. A física, depois do adv ento desta teoria, tomou novos rumos.
Muitos fatos e experiências que não eram explicados pela mecânica
newtoniana foram solucionados e, desta maneira, complementados pela
relativística. Lev ar em consideração a v elocidade de propagação da luz
para análise de mov imentos à v elocidades constantes e a não existência
de um referencial privilegiado (espaço absoluto) desmoronou a mecânica
newtoniana. O tempo, ao contrário do que muitos intuitiv amente pensav am
e ainda pensam, assumiu um caráter relativ o e não mais absoluto. Assim
contextualizado, flui de maneira diferente para um observador com
v elocidade constante em relação a um outro observ ador parado. As duas
últimas frases são o ponto principal da motivação que iremos dar aos
nossos jovens. Apesar de ser tema de filmes de ficção científica, a “viagem
no tempo”, como assim é conhecida, é um problema proposto e resolvido
pela relativ idade geral. Adaptando tais situações como desprezar as
acelerações provocadas por forças de origem gravitacional e que os
referenciais mov em-se com v elocidade constante (força resultante nula),
torna perfeitamente possív el a consideração do mesmo como um problema
de relatividade especial. Com essa e outras motiv ações é que queremos,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
181
inicialmente como ativ idade extra-classe, incutir nos aprendizandos uma
visão diferente e moderna de analisar o tempo de duração dos movimentos,
lev ando em consideração a velocidade constante de propagação da luz.
Não sabemos e nem discutimos, ainda, a viabilidade de incutir a relatividade
restrita no plano curricular. Isto é tema para um estudo maior e mais
aprofundado, que irá env olv er pesquisas e estatísticas, sendo assim
demandará um maior tempo.
BRINQUEDOS CIENTÍFICOS: INTRODUÇÃO À FORMAÇÃO E
ESTRUTURAÇÃO DE CONCEITOS DE FÍSICA
Sandro da Silv a Livramento Machado; Emerson Joucoski
Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física
[email protected]
Nos últimos anos é comum encontrarmos em v ários documentos (PCN’s,
propostas Estaduais e outros) a indicação da necessidade do caráter lúdico
do ensinar. São inúmeros os motiv os nos quais estes documentos se
apóiam, mas o principal deles está no fato que o sujeito relaciona e estrutura
melhor os conceitos a partir de fatores prazerosos. Este projeto de pesquisa
objetiva estudar a relação de caráter lúdico com a aprendizagem e
estruturação de conceitos em Física. Sendo assim, pretendemos estudar
os tipos de brinquedos adequados a esta finalidade e estabelecer uma
metodologia para sua utilização. Em contra partida a pesquisa formaremos
uma experimentoteca dentro da Uniandrade que deve ficar à disposição
de professores, alunos e comunidade que eventualmente v enham v isitar a
instituição. A leitura de documentos científicos (livros, artigos e teses)
está sendo realizada com os discentes para a elaboração de críticas
relacionadas aos temas em questão: uso de brinquedos como estratégia
de apredizagem em Física. Estamos na fase de pesquisa sobre brinquedos
científicos e escolhas dos temas a estes relacionados. Teremos como
futura aplicação das idéias a confecção de questionários de sondagem
em um grupo de estudantes. Estamos também elaborando estratégias
didáticas e materiais didáticos. Caberá aos acadêmicos do projeto estudar
e apresentar via seminários a bibliografia analisada, bem como pesquisar
tipos e formas de brinquedos científicos, elaborar propostas e estratégias
de metarial didático correspondente.
182
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
COMPRESSÃO SEM PERDAS DE IMAGENS MÉDICAS USANDO
WAVELETS
Ailton Roberto Barbosa; Gilberto Júnior Hepp;
William Ferreira de Paula; Prof. Ionildo José Sanches
Linha de Pesquisa: Ciência da Computação
[email protected]
Este trabalho tem por objetivo avaliar as taxas de compressão de projeções
de tomografia computadorizada (senogramas) e também das imagens
obtidas após o processo de reconstrução. As imagens digitais geram uma
grande quantidade de informação, necessitando de muito espaço para
armazenamento. As técnicas de compressão têm o objetiv o de reduzir o
tamanho do arquiv o, facilitando assim o armazenamento e a transmissão.
Através do processo de compressão de dados podemos reduzir a
quantidade de dados necessários para representar uma determinada
quantidade de informação. Vários métodos de compressão de dados sem
perdas (reversíveis) e com perdas (irrev ersív eis) têm sido propostos na
literatura nos últimos anos. Os métodos que atingem altas taxas de
compressão geralmente o fazem atrav és de remoção da redundância e de
detalhes poucos perceptív eis na v isualização, o que implica em perda de
informação. No caso de imagens médicas, é desejáv el que não sofram
perdas no processo de compressão e descompressão, preserv ando assim
os dados originais. Entre os métodos de compressão de imagens temos
a transformada wav elet, que faz parte de uma teoria relativ amente nov a, e
tem demonstrado que é uma ferramenta poderosa e vantajosa. Wav elets
são funções bases com as quais se representa uma determinada função
em múltiplos nív eis de detalhe. A transformada wav elet direta mapeia os
dados da imagem para um outro domínio, sem fornecer nenhuma
compressão dos dados em relação a imagem original. Neste nov o domínio
os dados são caracterizados por possuírem uma grande quantidade de
v alores iguais ou próximos de zero, que torna eficiente o uso de
codificadores de entropia. A técnica a ser utilizada neste trabalho é a
Transformada Wav elet de Inteiros Reversív el (Integer Reversible Wav elet
Transforms), que permite realizar a compressão das imagens sem perdas
e tem mostrado bons resultados em estudos recentes. As projeções de
tomografia computadorizada também não devem sofrer perdas, pois isso
afeta o processo de reconstrução para obtenção da imagem. A ferramenta
em desenv olvimento, além de realizar a compressão e descompressão
das imagens e dos senogramas, permite também a reconstrução,
v isualização e o armazenamento das imagens. As imagens reconstruídas
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
183
serão armazenadas em formatos padrões tais como BMP, JPEG e DICOM.
O formato DICOM, utilizado para identificação, arquivamento e recuperação
de imagens médicas, v em sendo adotado como um formato padrão para
essas imagens. Alguns filtros wavelets serão avaliados e comparados com
outras técnicas de compressão sem perdas disponíveis, para verificar quais
apresentam melhores resultados para esse tipo de informação. As imagens
são adquiridas atrav és de tomografia computadorizada, obtendo-se assim
os senogramas. A partir dos senogramas, será feita a reconstrução da
imagem e posteriormente a aplicação de técnicas de compressão.
RVGS - RASTREADOR DE VEÍCULOS GPS/SMS
Ev erton Rodrigo Pereira da Silva; Fulv io Maccagnan;
Alex Pacheco; Prof. Marcelo Perotto
Linha de Pesquisa: Tecnológica
[email protected]
Este trabalho apresenta o projeto RVGS, um rastreador de v eículos que
utiliza GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento
Global) como sistema de localização e a tecnologia SMS (Short Message
Service – Serviço de Mensagem curta) para a transmissão das coordenadas
obtidas. O hardware recebe as coordenadas do GPS, faz o processamento
e envia os dados para o modem GSM (Global System for Mobile Communication – Sistema Global de Comunicação para Dispositiv os Móv eis),
que por sua v ez transmite as coordenadas de localização do v eículo para
a central de processamento. Existem dificuldade e atraso na recuperação
de v eículos furtados e, na maioria dos casos, não são utilizados
equipamentos com tecnologia de ponta para fazer as buscas. Muitas vezes
as organizações competentes não conseguem recuperar os v eículos ou
acabam encontrando os v eículos tarde demais, trazendo muito transtorno
aos proprietários. A principal motiv ação é a rápida localização do v eículo
em caso de furto, ou até mesmo de um seqüestro. Também é importante
citar que este sistema faz uso de div ersas tecnologias, o que sem dúv ida
é um fator muito atrativ o para os fãs de tecnologia. O projeto consiste no
desenvolvimento de um hardware que faz a interface entre o GPS e o
modem GSM instalados no veículo. Seu trabalho é controlar o recebimento
e o env io de mensagens para uma central de processamento. O hardware
consiste em um microcontrolador PIC (Programmable Interrupt Controller
– Controlador de Interrupção programável) capaz de receber mensagens
de solicitações de uma central de processamento por meio de SMS,
184
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
interpretar as mensagens recebidas, adquirir as coordenadas de
localização e o horário UTC da coordenada no instante que foram obtidas
pelo GPS e responder a solicitação nov amente por SMS, atrav és do modem GSM. O RVGS é uma solução para localização e segurança de
v eículos, unindo as tecnologias GPS e SMS, muito difundidas e utilizadas
no cenário brasileiro atual. O hardware desenvolvido é capaz de interfacear
os dispositiv os GPS e modem GSM. Pode receber e responder
solicitações sobre a localização do v eículo, ou receber solicitação de
controle para que emita um sinal de 5 volts para ser usado em uma operação
definida pelo cliente (como cortar combustível, travar portas, etc.) no
momento da instalação do equipamento no veículo. Uma vez que o v eículo
e seu dono já estabelecem uma comunicação no projeto atual, outros
tipos de informações como status de presença e escuta podem ser
facilmente implementados. Outros tipos de controles como trava de portas,
acionamento de freios, fechamento de vidros, entre outros, também podem
ser facilmente incluídos para que sejam controlados ao mesmo tempo
pelo sistema.
SISTEMA PARA CONVERSÃO ON-LINE DE CONTEÚDO DE CURSOS
A DISTÂNCIA DE FORMATO .DOC PARA HTML
Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo;
Thiago da Vinha Ricieri
Linha de Pesquisa: Tecnologias de Educação a Distância
[email protected]
O objetivo deste estudo é especificar um sistema de conversão de conteúdo
para sistemas LCMS (Learning Content Management Systems). A principal função de um CMS é o gerenciamento do conteúdo durante todo o seu
ciclo de v ida, da criação passando pela publicação, a retirada de circulação
e arquiv o. Um LCMS aux ilia a organização e gerenciamento do ciclo de
v ida de sistemas de educação à distância em formato WEB. O sistema
especificado neste trabalho, busca conv erter documentos com o formato
.RTF para HTML com v inculação de imagens em banco de dados e
conv ersão de formato de imagens para v isualização WEB de modo
automático. Até o desenv olv imento de editores de conteúdo atrav és da
WEB, a edição de conteúdo com formatação e imagens dependia do
conhecimento do usuário sobre conceitos de linguagem de marcação
HTML, ou a utilização de um programa editor que gerasse o código
correspondente. Este paradigma foi sendo quebrado à medida que surgiam
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
185
os editores de conteúdo on-line no formato WYSIWYG (What you see is
what you get) TTW “Through the Web” conceito popularizado com o
desenv olv imento do DHTML que permite que as páginas web até então
estáticas pudessem alterar a formatação de seu conteúdo dinamicamente.
Um sistema de Publicação WEB (Sistema de gerenciamento de conteúdo
para web) utiliza-se de bancos de dados, sistemas de arquiv os e outros
softwares para armazenar e recuperar grandes quantidades de informações.
Estes sistemas de publicação diferem dos sistemas de banco de dados
tradicionais, pois podem organizar texto, v ídeo, áudio ou imagens. Esta
pesquisa busca desenv olv er um sistema que seja open source para a
conversão de conteúdo de educação à distância gerado pelos professores
autores, que geralmente utilizam o editor Microsoft Word em seus trabalhos.
Durante o desenvolvimento será estudado o formato de arquivo RTF – Rich
Text Format e como as imagens são embutidas no arquiv o. Será
desenv olv ido um aplicativ o em PHP que realize a extração das imagens,
seu armazenamento em banco de dados e o restante do documento será
conv ertido em HTML com v inculação das imagens em banco de dados. O
arquivo HTML resultante será aberto para edição em um editor WYSIWYG
para os ajustes que se fizerem necessários. Como resultado, espera-se
que com a utilização da ferramenta, os professores autores de conteúdo
para educação à distância possam aumentar a sua produtividade, evitando
a preocupação da aprendizagem de uma nova ferramenta para a geração
de conteúdo, não tolhendo a sua criativ idade e preservando o formato dos
documentos pré-existentes.
SISTEMA DE SENSORIAMENTO REMOTO - WIRELESS
Sidney Franco; Newton Ceccon;
Fernando Nascimento; Prof. Marcelo Perotto
Linha de Pesquisa: Computação
[email protected]
O presente projeto tem como finalidade apresentar a tecnologia wireless
(transmissão sem fio) como solução para o transporte de dados coletados
por sensores remotos sendo, em seguida, processados e armazenados
por uma unidade central. Neste trabalho são utilizadas duas das tecnologias
de ponta da computação, consideradas pelos especialistas como bastante
promissoras, sendo elas, o sensoriamento remoto e as aplicações wireless. Segundo a rev ista InformationWeek “em 2008 poderão hav er 100
milhões de sensores sem fio em uso, em comparação com os 200.000
186
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
em uso atualmente, revelou a companhia de pesquisa de mercado Harbor
Research. O mercado mundial para sensores sem fio, de acordo com a
companhia, crescerá de 100 milhões de dólares, este ano, para mais de 1
bilhão, em 2009”(InformationWeek, março de 2005). O trabalho em questão
possui uma parte em hardware, composto por microcontroladores PIC da
Microchip e uma parte em software C++, incluindo banco de dados. A
parte de hardware é subdiv idida em duas unidades básicas denominadas
de Unidade de Coleta e Transmissão (UCT) e Unidade de Recepção e
Tratamento (URT). Na UCT poderão ser ligados até 8 sensores diversos
como temperatura, pressão, umidade, e assim por diante, podendo ser
digitais (I2C), analógicos ou de mudança de estado (chav es). Pode-se ter
até 8 UCT’s conectadas a uma única URT, o que totaliza 64 sensores por
sistema. A URT destina-se a receber os dados transmitidos pela UCT, por
meio de transmissor de rádio-frequência, processando-os e
disponibilizando-os em display LCD e computador conectado à Internet.
Para que a transmissão de dados fosse compatív el com o sistema
telefônico, a transmissão é feita utilizando-se o protocolo DTMF (Dual
Tone Multi-Frequency), utilizado nos aparelhos telefônicos atuais, operando
portanto na faixa de voz. O protocolo DTMF foi desenvolvido no Bell Laboratories em meados do século passado e difundiu-se pelo mundo inteiro
como um padrão para a transferência de dígitos através da linha telefônica.
É atualmente utilizado não só para a discagem dos números telefônicos
mas também para o acesso aos mais div ersos tipos de serviços como
telebanco, correios de voz, serviços de URA (Unidade de Resposta Audível),
dentre outras. Neste projeto, o transporte de dados entre as unidades é
feita por meio de transmissor experimental e receptor de FM (Frequência
Modulada) operando na faix a comercial (88 a 108 MHz). São muitas as
aplicações para este projeto. Na agricultura, por exemplo, pode-se controlar
a temperatura de uma plantação de café ou cana-de-açucar, alertando o
agricultor a tomar medidas conhecidas para ev itar a perda da safra dev ido
a geadas. Sensores podem ser colocados em rios ou lagos para se medir
o nív el das águas ou o grau de poluição dos mesmos.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
187
EXTRAÇÃO DE IMAGENS DE UM ARQUIVO RTF E
ARMAZENAMENTO EM BANCO DE DADOS
Thiago da Vinha Ricieri;Prof. Marcelo Antonio Perotto;
Prof. Neilor Firmino Camargo
Linha de Pesquisa: Tecnologias de Educação a Distância
[email protected]
Este artigo tem o objetivo de especificar um sistema de extração de
imagens de arquiv os RTF para armazenamento em banco de dados e o
estudo e aperfeiçoamento de um parser open-source para conv ersão de
marcação RTF em HTML. É estudada também a estrutura de um arquiv o
RTF (Rich Tex t Format) onde as imagens são embutidas em blocos de
algarismos hexadecimais ou informações binárias. O formato RTF v em
sendo atualizado desde 1987 pela empresa Microsoft para facilitar o
compartilhamento de documentos entre aplicações e sistemas
operacionais distintos. Este formato permite uma leitura humana de seu
conteúdo, sendo utilizadas marcações de texto para especificar atributos
de fontes, marcações de parágrafos, tabelas e outros elementos de texto.
Arquivos RTF não são próprios para v isualização em navegadores internet.
Para v isualizar estes arquiv os, os mesmos dev em ser conv ertidos para o
formato de hipertexto com alguma possível perda de estrutura e formatação.
A formatação que o arquivo de extensão RTF oferece pode ser reaproveitada
para a geração de páginas de hipertexto, de modo a facilitar a transição
de textos bem formatados para internet. O software que está sendo utilizado
para tradução dos documentos RTF para páginas HTML chama-se
RTF2HTML e foi desenvolvido por Martin Mevald, em 2002, estando
atualmente na sua v ersão 3.5. Este programa é de código-fonte aberto e
foi escrito na linguagem PHP com auxílio da linguagem Yabasic. Porém,
este programa não disponibiliza a conv ersão dos blocos de dados binários
ou hexadecimais, que representam uma imagem, para um arquiv o físico
ou para o armazenamento em um banco de dados. Outro ponto negativ o
do software é o fato dele funcionar atrav és do prompt de comando do
DOS, ou seja, não sendo tão v oltado para o desenv olv imento web. Com o
objetivo de suprir estas deficiências do programa, permitindo que este
seja mais compatív el para utilização online, a proposta deste trabalho é a
geração de uma ferramenta auxiliar, que seria incorporada ao código-fonte
do programa, e o desenv olv imento de uma nov a v ersão deste, retirando a
dependência da linguagem de programação Yabasic. Para o
desenv olv imento desta ferramenta é utilizada a linguagem PHP e, como
meio de armazenamento das imagens, o banco de dados MySQL. O
funcionamento da ferramenta consiste na v arredura do documento RTF
188
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
procurando pelas marcações de blocos de imagem. Destas marcações
são retirados somente os dados hexadecimais. Cada subparte de 6
caracteres desses blocos representam uma cor de um pixel. Atrav és de
uma leitura dessas subpartes, é possív el extrair no formato de elementos
de imagem a cor representada. A repetição desta operação n v ezes acaba
por gerar a imagem embutida no documento RTF, disponív el agora para
armazenamento e conv ersão para div ersos formatos compatív eis com os
nav egadores, tais como JPEG, PNG e GIF.
UMA FERRAMENTA VISUAL PARA LOCALIZAÇÃO E
MONITORAMENTO DE VEÍCULOS POR SATÉLITE
Jonathan Ribeiro Inácio; Prof. Ionildo José Sanches;
Prof. Neilor Fermino Camargo
Linha de Pesquisa: Sistemas de Informação
[email protected]
Este projeto tem como objetiv o pesquisar, projetar e desenv olv er um
sistema de monitoramento e rastreamento de v eículos militares em mapas
digitais, atrav és de informações fornecidas por um GPS (Global Positioning System) e transmitidas por rádio freqüência a uma central de comando.
O trabalho consiste na criação de uma solução de software para a
localização de v eículos v ia satélite. Será realizado o tratamento do sinal
env iado pelo GPS contendo as informações (coordenadas) recebidas dos
satélites. Um sistema gráfico permitirá o monitoramento interativ o dos
v eículos militares, permitindo a v isualização da localização dos v eículos
em mapas digitais detalhados. Com a informatização do processo, a
localização dos v eículos estará sendo realizada de forma automática v ia
software, onde os v eículos possuirão um GPS, um modem e um rádio
freqüência de comunicação. O modem do v eículo env iará para a base de
controle, que estará monitorando o veículo, via rádio a coordenada (latitude e longitude) informada pelo GPS. O GPS é um recurso de alta
tecnologia sendo parte de um sistema de nav egação por satélites feita
atrav és de uma constelação de 24 satélites orbitais. Tem por função,
atrav és de sinais recebidos (mínimo de três) de satélites da constelação,
calcular e determinar a localização geográfica de usuários, fornecendo as
informações geográficas de latitude e longitude. A partir de sinais de quatro
satélites o dispositivo GPS determina também a altitude onde se encontra
o usuário. O GPS utilizado no projeto é o modelo Garmin 80, que possui
características como, saída com padrão NMEA-0183 e 12 canais de
recepção paralelos para rastreamento de sinais. O modem utilizado no
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
189
projeto é o modelo KAM´98 que trabalha como TNC (Terminal de Controle
de Dados). O modem KAM´98, como um dispositiv o receptor, fica no
aguardo do sinal prov eniente do rádio, conv erte o sinal analógico para
digital e v erifica se os dados são consistentes. O TNC do KAM´98 nada
mais é do que um modem preparado para trabalhar com rádio pacote. O
rádio transmissor utilizado é um Rádio Motorola PRO5100. Ele opera na
faixa de VHF (Very High Frequency), possui largura de banda de 3 kHz e
transmite sinais de v oz, no modo half-duplex, em distâncias de até 50 km,
dependendo das condições topográficas da região. A base de controle
receberá a coordenada, atrav és da porta serial do computador, e o software mostrará no mapa a localização do v eículo, com margem de erro de
5 metros. Os mapas dev erão estar disponív eis em div ersas escalas. Os
trajetos realizados pelos v eículos militares também estarão armazenados
em um banco de dados para consultas posteriores.
190
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
SERVIDÃO AMBIENTAL: ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES
Dev ido à evolução da humanidade problemas ecológicos v êm sendo
apresentados com grande intensidade. E v isando soluções equilibradas e
racionais na proteção ambiental para áreas remanescentes e ecossistemas
atlânticos surge a necessidade de regulamentar de forma contundente a
sociedade e a natureza brasileira. Com isso, determinadas liberdades
fundamentais acabam sendo atingidas, por exemplo, como o direito a
propriedade e, numa tentativa de inibir o poder impositivo e punitivo, tramita
no Congresso Nacional um Projeto de Lei nº 285/99, viabilizando a
v oluntariedade para a proteção dos ecossistemas e biodiv ersidades por
meio de um nov o instituto, a Servidão Ambiental. Segundo alguns autores,
o Instituto da Servidão é o mais antigo em Direitos Reais sobre a
propriedade alheia, e podemos perceber sua ex istência em fragmentos
das Leis das XII Tábuas, quando havia certo cuidado com o espaço ao
redor das casas ou com espaço mínimo entre terrenos contínuos. O
Instituto da Servidão é a imposição de uma limitação, de um ônus a um
imóv el (serv iente) em fav or de outro (dominante). A serv idão é regida por
alguns princípios, dentre eles, o da inalienabilidade, o da indiv isibilidade, e
o da perpetuidade. Ao longo do tempo a serv idão foi div idida em pública e
privada. A pública, também chamada de serv idão administrativ a, é ônus
real de uso imposto pela administração à propriedade particular para
assegurar a realização e conserv ação de obras e serv iços públicos ou de
utilidade pública, mediante indenização dos prejuízos efetiv amente
suportados pelo proprietário. E a servidão priv ada, ou predial, é direito real
sobre coisa imóvel alheia, caracterizado pela instituição de ônus ao
proprietário do imóvel serviente em beneficio do imóvel dominante. Contudo,
pode-se perceber claramente a semelhança que há entre a serv idão predial, a servidão administrativ a e a servidão ambiental, pois todas possuem
natureza jurídica de direito real sobre coisa alheia, não implicando na
perda da posse ou do dono priv ado. Possuem a necessidade de registro
em Cartório de Registro de imóv el competente para sua efetiv ação, têm
caráter de perpetuidade e menor onerosidade e finalmente também o direito
do titular gozar, usar e fruir da servidão. Uma das principais características
da Servidão Ambiental é a voluntariedade do individuo em aplicá-la em sua
propriedade e como estímulo a conserv ação desse mecanismo o Projeto
de Lei oferece incentiv os tributários, como isenção do Imposto sobre a
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
191
CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
Cristiane Vellozo Lucaski; Prof. Edson Luis Peters
Linha de Pesquisa: Interesses Difusos e Coletiv os
[email protected]
Renda do Proprietário, isenção do Imposto Territorial Rural, compensação
da Reserv a Legal e dedução do Imposto Sobre a Renda do doador
ambiental. Ainda dev e ser mencionada, a importância da utilização da
Servidão Ambiental como uma alternativa jurídica para garantir o uso público
de patrimônios culturais, históricos do país, e também como modo de
exploração turística, pois se sabe que o ecoturismo é uma ativ idade que
cresce ao longo dos anos, e o Brasil com suas belezas naturais
exuberantes atrai pessoas para desfrutá-las de toda parte do mundo. Em
suma, a serv idão ambiental pode fazer do turismo uma grande fonte de
renda para comunidades que v iv em ao ser redor, oportunizando o
desenvolvimento sustentável de suas áreas e ainda a educação e a proteção
da biodiv ersidade local. O histórico Caminho do Itupav a, por exemplo,
apresenta uma grande riqueza de patrimônio genético e paisagístico, sendo
a maioria das espécies endêmicas, é um grande atrativo turístico e científico;
no entanto, necessita de regulamentação para racionalização e
conservação do uso do mesmo, pois infelizmente vem sendo destruído ao
longo do tempo, e a serv idão ambiental é uma alternativa jurídica que
proporciona a garantia dessa proteção e também do uso público do
patrimônio.
DIREITO CONTRATUAL NO AMBIENTE ELETRÔNICO
Marcelo Rodrigo Molinari; Prof. Alcio Manoel de Souza Figueiredo
Linha de Pesquisa: Direito Comercial / Consumidor
[email protected]
Os “Contratos Eletrônicos” são uma realidade em nossa sociedade,
resultado da crescente tecnologia, onde, no mundo dos negócios realizados
por meio da rede Internet, não há fronteiras. Verifica-se portanto a constante
necessidade de adequação do Direito às situações emergentes e ainda
não prev istas, tanto em nosso ordenamento como no Direito Comparado.
Desta maneira, os operadores jurídicos, responsáveis pela regulamentação
de nosso ordenamento e pela atualização de nossas leis v oltadas a esse
assunto, têm papel importante. Eles devem primeiramente identificar cada
situação antes de criar leis v oltadas a tecnologias que poderão estar
obsoletas em brev e. Neste sentido, é constante a busca por um modelo
genérico, abrangente, independente de tecnologias, buscando-se com isso
um ordenamento maduro o suficiente para que se dê validade e eficácia
jurídica aos contratos realizados no meio eletrônico. Os contratos
eletrônicos decorrem dos av anços tecnológicos ocorridos na área de
192
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
informática, sobretudo no que diz respeito à Internet. Assim coube ao
Direito enfrentar esta nov a ferramenta tecnológica e criar meios de conferir
aos documentos nela gerados a v alidade, segurança e admissibilidade de
seu uso no mundo jurídico. A adequação está sendo feita paulatinamente,
na medida em que os fatos da vida vão se sucedendo e clamando pelas
suas diretrizes. Este estudo tem por objetivo analisar a necessidade ou
não da elaboração de uma nov a teoria geral dos contratos ou de uma
simples inserção de nov os princípios adv indos do direito de informática
(eletrônico).
AÇÃO PENAL NO CRIME DE ESTUPRO: UMA QUESTÃO DE ACESSO
À JUSTIÇA
Pollyanna Maria da Silv a; Prof. Rogério Ristow
Linha de Pesquisa: Direito Penal
[email protected]
No que tange à ação penal no crime de estupro, a regra é aplicação da
ação penal priv ada. Entretanto, dependendo do caso, pode-se utilizar a
ação penal pública incondicionada e ação penal pública condicionada à
representação do ofendido. A Súmula 608 alterou alguns aspectos em
relação à ação penal no crime de estupro. O tema tornou-se mais polêmico
com o adv ento da Lei 9.099/95 e ainda hoje há div ergência na doutrina e
jurisprudência. Os doutrinadores Julio Fabbrini Mirabete, Aélio Paropat de
Souza, Tourinho Filho, Eugênio Raúl Zaffaroni e José Henrique Pierangeli
integram a corrente que aceita a Súmula 608 para lesão leve, mesmo com
o adv ento da Lei 9.099/95. Já, Ney Moura, Damásio Evangelista de Jesus,
Celso Delmanto, Marcos Brant Gambier Costa demonstram que a súmula
608 não encontra mais acolhida em nosso ordenamento jurídico. No caso
de v iolência presumida, a ação penal é de iniciativa priv ada, salvo as
exceções dispostas no Código Penal. Muitos estudiosos criticam a regra
da ação penal privada nos crimes de estupro. Inclusiv e, v erifica-se que o
sistema adotado pelo Código Penal de 1890 de, em regra, estatuir a ação
priv ada para tais delitos, é combatido pelos princípios do Direito penal e
pelos mais notáv eis estudiosos da ciência criminal.Quando a violência é
cometida mediante grave ameaça, a ação penal procede-se mediante queixa
ou ação penal pública condicionada a representação do ofendido,
dependendo do caso. Daí, lev a-se em consideração a v ontade íntima da
v ítima que julgará se conv ém ou não promover a ação penal. O parágrafo
2° do artigo 225 do Código Penal deixa claro que a ação dev e ser
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
193
condicionada à representação se a vítima ou seus pais não poderem prover
as despesas do processo sem priv ar-se de recursos indispensáv eis à
manutenção própria ou da família. Esta possibilidade não se estende apenas
às v ítimas realmente pobres, mas também as pessoas que integram a
classe média. Além disso, a possibilidade de contar com a assistência
judiciária gratuita, não elide a legitimidade do Parquet para propor a ação
penal. O interesse da v ítima em proceder criminalmente contra o ofensor
pode ser expresso das mais div ersas formas. Ao estupro qualificado pelo
resultado lesão corporal grav e ou morte e quando houver abuso de pátrio
poder, cabe ação penal pública e incondicionada. Diante de tantas
div ergências, prov oca-se a necessidade de repensar os fundamentos da
sistemática do direito penal no que tange à regra da ação penal privada,
que exige o oferecimento de queixa para intentar a ação nos crimes contra a liberdade sexual. O enunciado sumular, que poderia ser mais claro
na definição da v iolência no crime de estupro, ainda aguarda solução da
questão lev antada em 1984. Como a questão ainda está longe de ser
sanada, cabe aos operadores do direito adequarem-se aos anseios da
Política Jurídica e Criminal. O principal objetiv o é que sempre o interesse
das v ítimas coexista de maneira harmônica com o interesse social.
EDUCANDO PARA O CONSUMO
Taís Cristina Flores; Cristiane Souza da Silv eira;
Pâmela Cristine Bolson; Prof. Carina Alv es Lopes
Linha de Pesquisa: Teoria Jurídica, Cidadania e Globalização
[email protected]
Muito embora a idéia de defesa do consumidor já se faça presente em
codificações ancestrais como o Código de Hamurabi, atrav és da proteção
contra v ícios redibitórios, na Lei 235, esse ramo do direito av ulta-se, no
Brasil, com o advento da Constituição Federal de 1988. Após a promulgação
do texto magno, a defesa do consumidor, cujo lastro constitucional do
inciso XXXII do artigo 5°, foi alçado à categoria de direito e garantia fundamental, e também princípio basilar da ordem econômica e financeira, motivo
pelo qual merece tratamento especial no que diz respeito ao seu conteúdo
principiológico. Por este motiv o foi estabelecida uma Política Nacional
das Relações de Consumo, expressa pelo caput do artigo 4° do Código de
Defesa do Consumidor. Os objetiv os que norteiam a política das relações
de consumo têm um alcance substancialmente abrangente, posto tratar
das “relações consumeristas”que é uma expressão declaradamente mais
194
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
ampla do que a “defesa do consumidor”. Entre esses objetiv os, destacamse como objeto do presente estudo a Educação do Consumidor como
ferramenta de auxílio ao consumidor, buscando torná-lo mais consciente
de suas responsabilidades, direitos e obrigações, ajudando-o a exercer
um papel atuante no mercado, protegendo-o dos enganos e fraudes, ao
possibilitar o acesso efetiv o à lei, atrav és do conhecimento do conteúdo
da lei e de seus mecanismos de reparação de danos. O que se v islumbra
com o presente estudo é a instrumentalização do consumidor para, ao se
deparar com uma situação de consumo em que necessite da tutela do
CDC, possa, em princípio, demonstrar ao fornecedor que é cônscio de
seus direitos consumeristas. Com a distribuição gratuita da Cartilha do
Consumidor e as palestras nas escolas de Ensino Médio, os resultados
têm-se mostrado satisfatórios. Busca-se a materialização do princípio
constitucionais de defesa do consumidor que garante o acesso à
informação. José Geraldo Brito Filomeno destaca que os constituintes de
1988 preocuparam-se emdar “especial destaque para a contemplação dos
direitos fundamentais do consumidor (ao próprio consumo, à segurança,
à escolha, à informação, a ser ouv ido, à indenização, à educação para o
consumo e a um meio ambiental saudável”. O caráter científico da pesquisa
emerge da coleta de dados, a partir da aplicação de questionários com
perguntas sobre direito do consumidor em dois momentos distintos: antes
e após a distribuição da cartilha do consumidor. Cumpre, por imperioso,
destacar que a distribuição da cartilha dar-se-á em palestras explicativ as
sobre o conteúdo da mesma. A metodologia utilizada para a auferição dos
resultados é a aplicação de questionários em dois momentos distintos:
antes e após a distribuição da Cartilha do Consumidor e Palestras
Explicativ as. Os dados serão tabulados e transformados em gráficos.
COMO REINVENTAR PROCESSOS PARA CRIAR VALOR PARA O
CLIENTE
Emanuel Felipe Bussmann Branger; Prof. Kleber Angeli
Linha de Pesquisa: Mudança Organizacional
[email protected]
O trabalho tem como objetiv o analisar a reengenharia atrav és de
etapas.Além disso aborda as questões de mudança organizacional,
buscando a necessidade de criar v alor ao cliente de forma max imizante.
Todo o aparato proporcionado pela era industrial, com sistemas
organizacionais burocráticos e hierárquicos precisav a dar lugar a uma
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
195
organização mais ágil para se manter competitiva e mais do que isso, se
manter “viva”. A reengenharia surgiu para corrigir esses problemas. Baseandose nesta observ ação, a área empresarial tem apresentado um interesse
acentuado sobre a mudança organizacional e v em desenv olv endo e
aprimorando abordagens e metodologias. De modo a recompensar os clientes
com produtos de maior qualidade e serviços mais eficientes e rápidos, usando
a tecnologia da informação. O estudo dos processos de uma organização de
forma sistematizada pode abrir as suas portas não apenas para a inovação e
mudança, mas para nov os modelos organizacionais mais lev es e fluidos. A
constante reavaliação da sua estrutura, processos e mecanismos de controle
torna a organização cada vez mais autocrítica e competitiva, características
indispensáveis para enfrentar as crescentes complexidades atuais. Dois pontos
fortes estão por trás do crescente poder das empresas orientadas para o
valor nos mercados de bens de consumo. O primeiro é uma extraordinária
vantagem em custos , adquirida através da reengenharia e execução sem
falhas de sua estratégia. O segundo ponto forte das empresas orientadas
para o valor é uma mudança na percepção dos clientes sobre a qualidade.
ANÁLISE EMPÍRICA DO GRAU DE INTANGIBILIDADE DAS
EMPRESAS BRASILEIRAS DE CAPITAL ABERTO
Tainan de Lima Bezerra; Prof. Luciano Márcio Scherer
Linha de Pesquisa: Gestão Econômica de Sistemas Produtiv os
[email protected]
Vários autores têm demonstrado a importância dos ativos intangíveis, de tal
forma que a correta identificação desses ou ainda a identificação de fatores
que possam indicar a sua existência nas empresas passa a ter uma relevância
cada vez maior. Assim, neste artigo procura-se v erificar se existem fatores
presentes nas demonstrações financeiras publicadas pelas empresas
brasileiras capazes de diferenciá-las em relação ao seu grau de intangibilidade
entre empresas tangível-intensivas e empresas intangível-intensivas. Utilizando
dados econômico-financeiros referentes os anos de 20001 a 2003, de uma
amostra de 47 ações de 37 empresas brasileiras que compunham o índice
IBOVESPA da Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA no terceiro
quadrimestre de 2004, e utilizando a análise discriminante como técnica
estatística, demonstrou-se que existem esses fatores, entretanto não há um
único fator comum aos anos de análise apesar de que as v ariáveis Retorno
Contábil do Patrimônio Líquido (ROE) e Variação do Patrimônio Líquido (VPL)
são comuns a dois dos três anos da análise.
196
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VAI UMA CAÇHAÇA AÍ CUMPADRE? ALCOOLISMO E
MASCULINIDADES NA DÉCADA DE 1930 EM PONTA GROSSA-PR
Esta pesquisa tem como objetivo observ ar as práticas e os discursos
criminais nas construções da masculinidade nos bares e bordéis,
registrados nos processos crimes que transcorreram na cidade de Ponta
Grossa-PR, em 1930. Dentre estes documentos são analisados,
prioritariamente, processos de lesões corporais, cujas v ersões façam
menção à utilização de álcool pelos indiv íduos env olvidos nos autos num
momento de intensas transformações no espaço urbano e rural. Os
discursos mencionados nos jornais, no processo de disciplinarização em
ordem positivista, que procuravam enfatizar as qualidades e harmonia entre
os habitantes locais, também se tornarão fontes. O contex to pretendido
nesta pesquisa, percorre o cenário de redefinição dos grupos sociais
específicos, na conexão de múltiplas v isões e onde diferentes v alores
culturais e morais tecem uma conflituosa trama social, que explicita um
antagonismo entre o discurso jornalístico e o criminal. No intuito da
constituição do processo de “construções das masculinidades”
expressadas em diferentes v ersões, representadas por inúmeros agentes
sociais que participam da suposta “verdade judiciária”, inv estigam-se
situações de conflito e as representações presentes no discurso masculino,
a complexidade do contexto, suas construções, contradições, na
perspectiv a de gênero como relacional, posicional e situacional. Nos bares
e bordéis, no transcorrer cotidiano das relações de conv eniência entre os
sujeitos, observ a-se uma dimensão simbólico-cultural nas configurações
territoriais. Acreditando não passarem de representações, essas práticas
cotidianas se estruturam atrav é s de indicativ o s de padrões
comportamentais expressados de div ersas formas, como alegrias,
angústias, medos, fraquezas, dores e desejos. A compreensão destas
práticas que matizam o cotidiano v iv enciado pelas “camadas populares”
em territórios predominantemente masculinos, na análise microscópica e
no estudo intensiv o de material documental, se v erifica que a pesquisa
micro-histórica não surte à desconexão entre o macro e o micro, mas sim
em janela interpretativ a atrav és de ampliações de escala para melhor
dialogar com questões freqüentemente generalizantes, definindo-nos
ambigüidades do espaço simbólico, a pluralidade das interpretações deste
espaço e a luta que ocorre em torno dos recursos simbólicos e também
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
197
CIÊNCIAS HUMANAS
Adriano Rossi; Prof. Myrian Sacchelli
Linha de Pesquisa: História, Gênero
[email protected]
dos recursos materiais, mesmo no botequim.
A LIBERDADE COMO OBJETO DE NEGOCIAÇÃO
Alex dos Santos Cunico;Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
Linha de Pesquisa: Escrav idão
[email protected]
A partir da análise de documentos denominados “Cartas de Alforria”,
referentes ao período de 1779 a 1820 na região de Curitiba, tornou-se
possív el elencar uma séria de informações pertinentes ao processo pelo
qual se dav a a libertação de escrav os dessa região. Estas informações se
constituem em elementos fundamentais para a compreensão de questões
que se faziam presentes na v ida cotidiana dos cativ os. Questões como a
formação da família escrav a, a transformação das cartas de alforria em
objeto de negociação, as condições impostas pelos proprietários de
escrav os para que a liberdade se concretizasse, as estratégias para a
manutenção do controle sobre o escrav o alforriado implícitas nas cartas.
A reflex ão sobre de tais questões, com base nas informações extraídas
dos documentos, pode sem dúv ida alguma nos levar a conclusões que
nos permitem melhor entender a dinâmica das relações na sociedade
escrav ista, no que se refere à concessão de liberdade.
ASCENÇÃO E SUBMISSÃO NAS IRMANDADES NEGRAS DE
CURITIBA
Diego Cruz Vilela; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
Nesta comunicação apresentam-se os resultados da interpretação do
compromisso das irmandades de Nossa Senhora do Rosário e de Nosso
Senhor São Benedito. Estes documentos inserem-se no contexto
oitocentista Curitibano, aproximadamente no ano de 1851. Com base
nestes documentos buscou-se analisar questões como a organização
dessas irmandades, os meios de inclusão de nov os membros, as regras
para aceitação nas irmandades, a segregação de possív eis “filhos da terra”
198
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
(crioulos) e brancos, a subordinação, que está presente em inúmeras
circunstâncias da v ida dos escrav os, mas não dev e ser encarada como
um ato de inferioridade e sim como uma forma com a qual os escrav os se
adaptaram para adquirir direitos frentes aos proprietários. Presentes aos
compromissos das irmandades de São Benedito e Nossa Senhora do
Rosário de Curitiba, buscou-se analisar também como se portav am os
irmãos das referidas irmandades durante a preparação e o momento de
festividades, momentos nos quais a organização caberia ao rei e aos irmãos
componentes das mesas de júri das irmandades. Mesmo os negros sendo
em sua maioria oriundos do continente africano, acabav am por aceitar ou
acatar a presença de brancos nas associações. Sabendo que estas
continham normas pré-estabelecidas de conv ív io e funcionamento da
irmandade, aceitav am brancos como forma imposição pela igreja que
colocava a presença de brancos nos cargos principais das irmandades,
dispondo de maior tempo para reverenciar os santos católicos, incorporados
por negros de todas as etnias, presentes no solo paranaense e brasileiro.
RELIGIÃO E SOFRIMENTO POST MORTEM NA MESOPOTÂMIA
Ev erton Carlos Medeiros; Prof. Moacir Elias Santos
Linha de Pesquisa: História Antiga
[email protected]
Há cinco milênios surgiu no sul da Mesopotâmia a civ ilização Suméria,
cuja religião era politeísta. No princípio os sumérios adorav am as forças
da natureza, bem como os animais, mas com o passar do tempo seus
deuses foram representados sob a forma humana. Aos deuses foram
atribuídas as criações do mundo e dos homens, sendo que a esses últimos
foi delegada a tarefa de serv ir aos primeiros. Cada cidade suméria, bem
como as demais que surgiram séculos depois com o adv ento de outros
civ ilizações mesopotâmicas, possuíam uma div indade em especial, uma
espécie de padroeiro, cuja estátua era mantida em um templo, onde era
objeto de culto. As guerras entre as cidades, tão comuns na Mesopotâmia,
eram encaradas como um confronto entre seus deuses protetores. Os
v encedores acabaram por aumentar o seu poder político, bem como o
prestígio de sua div indade. Já aqueles que eram vencidos, mortos em
combate, tinham um encontro com o destino, pois aos deuses era atribuído
o tempo de vida de cada indiv íduo. Tanto os sumérios, quanto os outro
pov os que habitaram a antiga Mesopotâmia, acreditavam que além da
v ida, “hav ia o país de onde não se retorna”, um sombrio reino dos mortos
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
199
para onde todos iam, tanto os bons quanto ao maus. O além era governado
por um deus chamado Nergal, que estav a diretamente relacionado às
guerras, e a sua consorte, Ereshkigal, a rainha do mundo inferior. Mas o
que acontecia nesse outro mundo e qual a sua aparência? Qual a relação
dos deuses com os mortos? Tais indagações nos lev aram a constituição
de um estudo que tem por objetiv o principal a investigação sobre a v ida
post mortem na antiga Mesopotâmia. Para tanto foram escolhidas como
fontes primárias mitos traduzidos do cuneiforme que tiv essem referências
à morte ou ao mundo dos mortos. Dentre os mitos, a Epopéia de Gilgamesh
foi escolhida como fonte principal. Esse documento encontrado disperso
em vários tabletes de argila, totalizando XII tabuinhas, estava entre milhares
de outros documentos na biblioteca palaciana do rei assírio Assurbanipal
e nas ruínas do templo de Nabu, na cidade de Nínive. Segundo o mito,
intitulado Gilgamesh e o Dilúv io, o herói era filho da deusa Ninsun, cujo
marido era o rei Lugalbanda, que gov ernou Uruk em sua primeira dinastia.
Na epopéia, Gilgamesh e seu companheiro de aventuras, Enkidu, percorrem
inúmeras regiões narradas, em detalhe, sempre em busca da imortalidade.
No mito há alusão ao reino dos mortos, atrav és de um sonho de Enkidu,
onde se v êem div ersas características sobre o além. Como metodologia,
analisamos as passagens do mito, separando-as em tópicos (descrição
física do ambiente, construções presentes, seres do mundo subterrâneo,
entre outros) e na seqüência são comentados, tornando possível a
constituição de uma v isão sobre o referido além.
PRÁTICAS DA ALFORRIA
Felipe Pereira de Melo; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
A nova historiografia permite o estudo dos mais div ersos temas existentes
em nossa sociedade. Com isso, estaremos problematizando algumas
escrituras de cartas de alforria registradas no primeiro tabelionato de notas
de Curitiba no período de 1790 a 1820. Com a análise destes documentos
percebemos a diferença entre as negociações que vêm mostrar o escrav o
tentando conseguir esta escritura de liberdade e oferecendo em troca,
muitas v ezes, quantias monetárias ou até mesmo seus animais para
receber esta liberdade. Nesse sentido, podemos eleger casos que mostram
escravos conseguindo esta concessão atrav és da realização da prestação
200
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
de serv iço ou de serv ir seu senhor até a morte. Estas concessões v êm na
forma de gratificação, pois quando estas condições eram realizadas, o
escrav o recebia sua liberdade. Para que tiv esse v alidade, as alforrias
geralmente eram registradas em cartório. Partindo destas idéias de
negociações e concessões, tentaremos desmistificar o tema.
FRANCO DA ROCHA: 35 ANOS DE HISTÓRIA
Prof. Izis Borck
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
A história do Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha de Ponta Grossa
(PR) constitui-se em objeto de estudo na realização da minha pósgraduação em História e Cultura, sendo uma pesquisa desenvolvida a partir
da associação da bibliografia e dos dados isolados armazenados na
Instituição, que não permitiam uma visão histórica dos 35 anos da casa
de saúde destinada, exclusivamente, ao atendimento psiquiátrico na cidade.
Assim, a pesquisa iniciou-se nos arquiv os da instituição, com as anotações
em prontuários, atas e jornais, armazenam, e também artigos div ulgados
em congresso pelos médicos lotados na casa hospitalar, realizando-se
concomitante leituras v oltadas ao campo da psiquiatria, que permitiram
dissertar, nesta inv estigação, o processo de criação dos hospitais
psiquiátricos, o que é loucura e qual a relação entre a normalidade e
anormalidade, chegando-se à discussão da Lei Paulo Delgado, que propõe
a desinstitucionalização do tratamento psiquiátrico. Ao se retomar a história
da psiquiatria no Brasil, observa-se que o internamento do doente mental
nem sempre foi dotado de caráter terapêutico, pois até um século e meio
atrás esse procedimento encontrav a-se ligado à segurança da sociedade,
sendo aplicado em particular aos indiv íduos que de uma forma ou de outra
exerciam condutas consideradas anormais, ou seja, contrárias aos v alores
e práticas predominantes na sociedade. Assim, temos como marco a
criação do Hospício D. Pedro II (1852), cujo espaço servia para reclusão e
exclusão social do “doente mental”. A prática terapêutica no tratamento
psiquiátrico tev e início apenas em 1898 no Hospício de Alienados em São
Paulo, com a criação da Sucursal do Juqueri. No Paraná, até o final do
século XIX, o alienado mental encontrav a-se confinado nas cadeias do
interior ou acomodados nas Casas de Misericórdia. Apenas em 1909 é
instalado o primeiro hospital psiquiátrico na cidade de Curitiba, o Asilo
Nossa Senhora da Luz, ocorrendo apenas ao final da década de 50 a
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
201
instalação em Ponta Grossa de uma Unidade Ambulatorial de Saúde Mental
nas dependências do Hospital São Lucas. A unidade. que funcionava no
porão do hospital era conhecida como “secção dos loucos”, temida pelos
funcionários, pois a doença mental era considerada uma possessão
demoníaca. Esta concepção a respeito do tratamento psiquiátrico dificultava
a possibilidade de contratar funcionários para desempenhar a função de
atendente psiquiátrico, lev ando nessa época a medicina a div idir espaço
com a arte do curandeirismo. Porém, dev ido a grande procura pelo
atendimento especializado. houv e a necessidade de ampliar o número de
leitos, o que ficou inv iáv el no Hospital São Lucas. É fundado em 1967 o
Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha que, como centro especializado
para tratamento mental no interior do Paraná, atendia pacientes oriundos
da região dos Campos Gerais e de outros Estados, recebendo, também,
alguns “doentes”do Paragua. Atualmente, em função da desinstitucionalização,
os serviços do tipo manicomial, foram extintos e o hospital fechado, a
cidade possuí uma única unidade psiquiátrica e os pacientes estão muitas
v ezes sendo atendidos por clínicos gerais. Apenas o tempo irá dizer se a
nov a lei foi um avanço ou um retrocesso no tratamento mental. A história
e a memória da instituição mostram de alguma forma a importância de
seu espaço nessa sociedade.
COLÔNIA CECÍLIA: UMA EXPERIÊNCIA ANARQUISTA NO PARANÁ
Prof. Izis Borck; Carla Ticiane da Cruz; Eduardo Pereira Vaz;
Francely Ferreira; Jéssica Santos; Mileide Aparecida Ribeiro;
Jorge Paulik; Michele Carine Mendes; Márcio Ricardo Pereira;
Rosebel Maia; Vania Amaral Fadani; Irene Georges Gheorghiou
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
O presente trabalho é resultado de pesquisas bibliográficas, documentos
e fotografias. Realizado na disciplina de Filosofia do curso de Comunicação
Social – Jornalismo nas Faculdades Santa Amélia. Na disciplina recebemos
noções sobre os filósofos e ideário anarquista, e artigos sobre a Colônia
Cecília, o que aguçou nossa curiosidade. Iniciamos assim uma pesquisa
sobre o surgimento da colônia e no término pudemos v isitar o local da sua
instalação. A pesquisa bibliográfica começou com visitas ao Museu Campos
Gerais em Ponta Grossa, onde se encontra o acervo Cândido de Mello
Netto. Este contêm livros escritos por autores paranaenses, rev istas e
jornais em italiano com relatos sobre a experiência na colônia, exemplares
202
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
de jornais anarquistas do último século editados em Curitiba, além de
liv ros, cartas e manuscritos do próprio Giov anni Rossi. Com o material
recolhido, houv e debates em sala de aula e troca de informações.
Posteriormente fizemos uma v isita ao município de Palmeira para que
pudéssemos entrevistar e fotografar as famílias italianas que participaram
da experiência anarquista. Quando chegamos a Colônia, percebemos que
a sua história não era conhecida pelos moradores locais, e o caminho que
nos levava até sua região iria desembocar numa porteira fechada com
cadeado. Da antiga Colônia Cecília, implantada por um grupo de imigrantes
italianos idealistas no município de Palmeira, restaram apenas histórias,
fábulas que se confundem com a realidade. Até mesmo a única fotografia
da colônia tem a sua autenticidade contestada. A Colônia realmente existiu
e foi implantada em uma região conhecida como Santa Bárbara, que fica
a 30 Km de Palmeira, o local hoje é de propriedade do neto de Aniceto
Artuzzi, um dos anarquistas que v ieram para o Brasil acreditando nos
ideais utopista de Giovanni Rossi. Porém como se tratava de uma
propriedade particular, não pudemos conhecer o local. O que se sabe é
que naquela fazenda, de 125 alqueires, o que restou da época da Colônia
Cecília foi um v elho poço, coberto por madeira e forrado de pedras. No
Museu Histórico de Palmeira não há qualquer documento ou foto sobre a
história da experiência anarquista, embora a prefeitura tenha planos de
erguer um memorial na região onde viveram aqueles imigrantes italianos.
A experiência anarquista durou apenas quatro anos. Foram muitos os
motiv os que contribuíram para a dissolução da Colônia, entre eles, com o
advento da República, os imigrantes tiveram que pagar as terras que haviam
sido doadas pelo imperador Dom Pedro II; além de serem assaltados, e
parte de suas plantações destruídas pelos federalistas. Em função da
precariedade e falta de alimentos, muitas famílias acabaram indo para a
região de Canta Galo e Santa Bárbara de Baixo.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
203
IGREJA DO ROSÁRIO DE PONTA GROSSA: 140 ANOS DE HISTÓRIA
Prof. Izis Borck; Michele Carine Mendes; Vânia Amaral Fadani
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
O presente trabalho é resultado de pesquisas realizadas na disciplina
Introdução ao Método Científico. Como proposta foi indicada a igreja do
Rosário de ponta Grossa. Ao buscarmos informações sobre a igreja
constatou-se a falta de documentação referente à fundação da Igreja do
Rosário. A presente pesquisa v em tentando resgatar a memória histórica
da igreja. Em 1852, alguns moradores dev otos de Nossa Senhora do
Rosário uniram-se para construir uma capela em sua homenagem. Em
muitas cidades brasileiras Nossa Senhora do Rosário era muito venerada
pelos escravos, mas em Ponta Grossa o número de escravos era pequeno,
v iviam nas fazendas, e não contribuíram para a construção da pequena
capela. Ainda assim, depois dela estar concluída, escrav os moradores na
v ila tiv eram permissão dos seus donos para freqüentá-la. Em 1891, a
paróquia de Sant’na bem como todas as capelas existentes em Ponta
Grossas passaram para jurisdição da diocese de Curitiba, desligando-se
da Arquidiocese de São Paulo. No início do século XX, chegaram os padres da Sociedade do Verbo Div ino e são eles que v ão se encarregar da
paróquia de Sant’na e de todas as capelas existentes no município. Todos
os serv iços nela realizados foram atribuídos a estes religiosos, entre eles
as santas missas na pequena Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Os
primeiros foram os padres João Lux, Frederico Hellembroeck, Guilherme
Maria Miletzek, Rodolfo Kugemeier Wev er e Antonio Klein, que estav am
encarregados dos ofícios religiosos, quando, em 31 de janeiro de 1942, foi
concluída a restauração da pequena capela e elev ada a Paróquia “Nossa
Senhora do Rosário”. No dia 04 de janeiro de 1992, a paróquia de Nossa
Senhora do Rosário passou a ser dirigida pelo padre João Oscar T. Martins. Nesse mesmo ano, a paróquia comemorou 50 anos, embora sua
origem tenha140 anos. A Igreja do Rosário foi construída em estilo
romântico, de alvenaria, duas torres fronteiras, com interior sóbrio lembrando
muito as Igrejas de Roma na época da expansão do cristianismo. Apresenta
pinturas que representam os três mistérios do Rosário. Os mistérios
gososos: o nascimento de Cristo e adoração dos Reis Magos. Os mistérios
dolorosos: Cristo na cruz, ainda v ivo. Os mistérios gloriosos: a v inda do
Espírito Santo. Em todas essas cenas, maravilhosamente pintadas, Nossa
Senhora ocupa um lugar preponderante. Os outros mistérios do Rosário
estão representados pelos 12 medalhões que foram pintados nas paredes
204
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
em v olta do Altar Mor, unidos pelas contas do terço. Trazem a inscrição
“Regina S. S. Rosari”. Sobre as pinturas já descritas acima, foram pintados
anjos com trombetas chamando para a ressurreição, simbolizada pela
coroação de Nossa Senhora pela Santíssima Trindade. Existem ainda, de
cada lado, fora da capela principal, dois altares laterais de frente, e, nas
paredes laterais, encimando dois altares, quadros em mosaicos
bizantinos. As estações da Via Sacra são também feitas em mosaico
bizantino, uma verdadeira obra de arte. Dessa forma, com o estudo buscouse recuperar a história da igreja bem como a simbologia de sua arquitetura
e pinturas, contribuindo assim para o resgate da memória histórica da
cidade de Ponta Grossa.
IGREJA SANTA TERESINHA DE PONTA GROSSA: 50 ANOS DE
HISTÓRIA
Prof. Izis Borck; Márcio Ricardo Pereira
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
O presente artigo é resultado de trabalho proposto na disciplina Introdução
ao Método Científico do curso de Comunicação Social - Jornalismo da
Faculdade Santa Amélia, Ponta Grossa, o qual teve como objetivo o resgate
da história da Paróquia Santa Teresinha. A pesquisa iniciou-se com o
lev antamento da documentação disponív el na igreja, porém eram dados
v agos. Assim, optou-se pela pesquisa oral, articulada a um referencial
teórico que justificasse a sua utilização. Em 1937 era construída uma
capela ainda de madeira, dedicada a Santa Teresinha do Menino Jesus,
para serv ir aos moradores do bairro de Oficinas em Ponta Grossa. Nessa
época, a então capela pertencia a paróquia Sant´ana, a atual catedral.
Por determinação da Santa Sé, as comunidades seguem esse padrão de
v inculação, tendo como hierarquia as capelas cada uma com sua própria
autonomia, porém sob o domínio de uma igreja matriz, sendo esta a
paróquia. Isto é pré-definido por localização geográfica. Como o núcleo
religioso já estava formado, o povo tev e a assistência espiritual presidida
pelos padres da Congregação do Verbo Divino (existente até os dias atuais)
até o ano de 1942. Com a mudança do Seminário Diocesano São José de
Castro para Ponta Grossa, os padres seculares (aqueles que estão
estreitamente vinculados ao Bispo Diocesano, diferentemente dos sacerdotes
pertencentes as congregações que possuem v ínculo maior com a própria
congregação) deram continuidade ao trabalho religioso. Em 3 de Outubro de
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
205
1948, Padre Pedro Guerra lançava a pedra fundamental da igreja definitiva,
instituindo que ali seria local de culto religioso reconhecido pela Igreja Católica.
O terreno onde seria construída a igreja foi dedicado à Santa de Lisieux,
sendo este uma doação do Bispo Dom Antônio Mazaroto. Com o levantamento
das pessoas env olv idas na comissão de construção, foi possível fazer um
resgate da memória da paróquia. No ano de 1954, é inaugurada a cripta da
futura igreja. Apenas dois anos mais tarde são iniciadas suas obras. Em
1956, a igreja é elev ada a categoria de paróquia, devido ao consideráv el
crescimento populacional do bairro. O extravio de documentos fez com que
um período bastante significativo da história da paróquia tivesse se perdido,
período cuja memória histórica e religiosa que esta pesquisa tenta resgatar.
Estima-se que 2200 casamentos e 5800 batizados foram realizados na paróquia
de dezembro de 1956 a setembro de 2005. Ao concluir a pesquisa, foi realizada
uma exposição de imagens na igreja para que a comunidade conhecesse um
pouco de sua história.
HISTÓRIA PARA QUÊ? INDAGAÇÕES SOBRE O ENSINO DE
HISTÓRIA
Prof. Lauro Anselmo Ferrarini
Linha de Pesquisa: Ensino de História
[email protected]
A maior parte dos professores de História, sejam recém formados ou não,
infelizmente ainda encontram dificuldades quando os alunos os questionam:
para que serv e a história se o que importa é o presente? Tomamos esta
inquietante pergunta como fio condutor para o desenvolvimento do presente
trabalho. Entender para que serv e a História é desmitificar que o ensino/
aprendizagem desta disciplina é somente transmitir conhecimentos sobre
o passado da humanidade. Assim sendo, o ensino/aprendizagem da
História não dev e valorizar somente o passado, mas prestigiar o
desenv olv imento de atitudes especificas nas quais o maior objetivo da
disciplina é, portanto, atuar como parte integrante nos programas escolares
desde as séries iniciais como uma disciplina autônoma e indispensáv el
para a formação integral dos alunos de forma dinâmica e participativa. Ou
seja, o ensino/aprendizagem da História muito mais do que ressuscitar o
passado deve situar os alunos para que leiam e compreendam a sua própria
realidade e, desta forma, se posicionar, fazer escolhas e atuar em
sociedade. Nosso trabalho visa também esclarecer que a principal finalidade
do oficio do professor de História dos nív eis fundamental, médio e nas
206
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
séries iniciais, não estaria em desenvolver grandes pesquisas - considerando
a falta de tempo - como faz o historiador que dedica a maior parte do seu
tempo em teses e pesquisas. Compete ao professor trabalhar com o produto
da inv e stigação histórica, sem contudo, ter de transmitir esse
conhecimento histórico integralmente para os alunos, mesmo porque os
alunos teriam muita dificuldade em compreender o v ocabulário utilizado
por historiadores, dificultando a aprendizagem. Estamos certos que a
pergunta “para que serv e a História?”quando feita por alunos serve como
indicador que aponta para a falta de sentido no que lhes foi ensinado ou
simplesmente repassado sobre a importância da História. Obv iamente
lev amos em consideração o esforço de alguns professores em responder
à questão, adv ertindo os alunos sobre a importância de conhecer as
mudanças da humanidade ao longo dos séculos. Contudo sentimos que
isso só não basta para a compreensão dos alunos. Todos nós sabemos
que o mundo atrav essa um momento em que todos os nív eis da mídia
pregam a importância do tempo presente, tornando assim difícil mas, ao
mesmo tempo, desafiador o trabalho do professor de História, seja ele um
pesquisador autêntico ou preocupado com o ensino/aprendizagem da
disciplina. Podemos afirmar que nossa pesquisa já alcançou um
desdobramento grande de informações, mas estamos certos de que o
desafio ainda é maior e está longe de atingir o seu objetiv o muito menos
de ser esgotado. Com efeito, este tema atualmente e mais do que nunca
v em gerando varias discussões e dissertações, tanto de Mestrado quanto
de Doutorado. Ora, é necesário para o sucesso da nossa missão que os
resultados dessas dissertações sejam incorporados pelos professores
como parte fundamental do seu aperfeiçoamento profissional, desta forma
v eremos v alorizado e justificado o ensino de História.
A ARQUITETURA E A DECORAÇÃO DAS CASAS-SANTUÁRIO EM
ÇATAL HÜYÜK – TURQUIA ASIÁTICA
Lêda Trindade Vasconcelos Galv ão; Prof. Moacir Elias Santos
Linha de Pesquisa: História Antiga
[email protected]
No Sétimo Milênio a.C., populações neolíticas começaram a se estabelecer
em v ales fluviais no Oriente Próximo. Tais populações habitavam diversas
regiões e fundaram pov oamentos bastante semelhantes em sua
constituição espacial. Entretanto, nenhum se compara ao que se
desenv olv eu na planície da Anatólia (Turquia Asiática), denominado Çatal
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
207
Hüyük. Situado às margens do rio Carsamba, o sítio de Çatal Hüyük possui
o aspecto de uma colina. Nos anos de 1960, as escav ações rev elaram
que o referido sítio possuía uma grande área formada por dois tipos de
casa: do tipo habitação e do tipo santuário. Tais estruturas estav am
circundadas por um muro que serv ia de proteção, tanto contra ev entuais
inimigos quanto às possív eis inundações do rio Carsamba. Os estratos
arqueológicos sucessiv os mostram um impressionante conserv adorismo
com relação ao planejamento do pov oado. As casas, de forma retangular,
estavam confinadas umas às outras, formando grandes blocos de habitação,
que eram separados entre si apenas por pátios de formato irregular. Nesta
comunidade sem ruas, seus moradores desenv olv eram uma arquitetura
de adobe, sustentada por trav es horizontais, apoiadas em colunas de
madeira. As paredes eram revestidas por camadas de gesso, normalmente
de cor branca ou creme e, no caso das casas-santuário, havia cenas
entre as pilastras, com figuras antropomorfas, zoomorfas e geométricas.
Para tais pinturas, as cores mais utilizadas eram o v ermelho e o v ermelho
escuro, mas há também o verde, o amarelo, o cinza e o azul. Escadas
eram necessárias para seus habitantes, pois só se podia adentrar atrav és
da parte superior, onde ficav a localizada a porta. Tendo em vista tais
considerações e v erificando a importância desse assentamento neolítico,
constituímos um pequeno projeto de pesquisa que tem por objetiv o principal compreender a decoração e o funcionamento de um dos dois tipos de
edificação bastante comum em Çatal Hüyük: a casa-santuário. Como
metodologia de pesquisa, realizou-se um lev antamento de dados, através
de fontes secundárias bem como através de fotografias e croquis do sítio
arqueológico, que se encontrav am disponív eis para estudos, para a
elaboração de uma pequena base de informações para a análise da casasantuário. Dentre os itens iconográficos pesquisados, fez-se uma div isão
em duas categorias: elementos pictóricos e escultóricos. Ao analisarmos
o contex to desses elementos, percebe-se que há diferentes finalidades
para tais representações, pois há desde cenas que tratam de rituais ligados
à morte, até elementos que aludem à caça e a uma espécie de culto à
fertilidade. Com esses diferentes elementos, pôde-se v erificar que a casasantuário possuía uma ampla variedade de significados e uma importância
ímpar para a sociedade neolítica de Çatal Hüyük.
208
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
A LUTA PELOS DIREITOS OPERÁRIOS: UMA ANÁLISE DA GREVE
GERAL DE 1917 EM CURITIBA
Leila Sônego; Prof. Fabrício Leal
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
As duas primeiras décadas do século XX são marcadas por inúmeras
organizações de oposição e constantes rev oltas adv indas das camadas
populares, acompanhadas por um período de rupturas e crises geradas
pela Primeira Guerra Mundial. Na Rússia ocorre em 1917 a primeira
revolução socialista da história contemporânea; a partir de então, o sistema
burguês, capitalista e liberal se v iu ameaçado. No Brasil não foi diferente.
A seqüência de grev es do início do século imprime na Primeira República
o descontentamento dos trabalhadores, a insatisfação com a legislação
ineficaz e a exploração exacerbada. Neste contexto, os operários
curitibanos uniram-se aos sucessiv os protestos que v inham acontecendo
em todo o país, realizando paralisações nos mais div ersos setores da
economia. As reivindicações pelos direitos trabalhistas, ainda sem respaldo
jurídico no Brasil, instigaram os operários a realizar grev es, paralisando
suas ativ idades para defender, por intermédio deste mecanismo, os seus
direitos. A historiografia desta classe e de seus mov imentos sofreu
mutações, transformando-se atrav és dos anos até culminar em uma
distinção entre o mov imento e a classe operária em si, bem como na
v ariedade dos tipos de fontes. O caráter das greves como recusa coletiv a
e combinada do trabalho operário, com o fim de obter, pela coação exercida
sobre os patrões, melhores condições de emprego ou a correção de certos
males, v isando ora a redução da jornada de trabalho ou melhorias das
condições insalubres, levou em alguns momentos a repressões políticas
e violência policial, perseguições de toda ordem, inclusiv e espancamentos,
prisões, deportações e talvez até a morte. Os estudos nesta área possuem
uma trajetória de relevante complexidade, por existir no Brasil uma produção
historiográfica anterior à definição da história operária como objeto
acadêmico e em razão das transformações ocorridas na interpretação
desta temática, refletindo não apenas uma evolução teórica e metodológica,
mas também uma conjuntura política que buscava sua legitimação atrav és
do silenciamento dos conflitos sociais. A v ariedade de interpretações e de
material para argumentar permitiu que no decorrer dos anos de historiografia,
autores se preocupassem com os operários, passando a elaborar div ersas
teses para a origem, composição e história da classe operária no Brasil.
Contudo, discutir-se-á nesta pesquisa a div ersidade historiográfica, bem
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
209
como as v ariedades de fontes necessárias à ev olução dos estudos neste
segmento. Divergências a respeito da gênese e constituição dos operários
que deram origem à grev e de 1917 em Curitiba serão também enfatizadas.
Relendo a imagem da história curitibana, vista por muitos anos como distante
dos conflitos sociais, esta pesquisa surge, como necessidade do resgate da
memória operária, da identificação deste grupo como agente histórico, a fim
de ressaltar a importância dos direitos adquiridos pelos trabalhadores.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REPRESENTAÇÃO
FEMININA EM ESTELAS FUNERÁRIAS EGÍPCIAS DO REINO MÉDIO
Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos
Linha de Pesquisa: História Antiga
[email protected]
As estelas funerárias estão entre os artefatos egípcios presentes em maior
número nas coleções egiptológicas de museus de todo o mundo. Embora
comuns em toda a história egípcia, particularmente no Reino Médio (c.2040
– 1640 a.C.) as estelas têm características que as diferenciam daquelas
pertencentes a outros períodos. Tais monumentos trazem, em princípio,
três elementos essenciais para assegurar a v ida após a morte.
Primeiramente, aparecem as inscrições, sendo que a mais importante
delas é a fórmula de oferendas, que garante as provisões para o morto,
estando relacionada à sua subsistência no Duat, ou outro mundo. Em
segundo lugar, há orações, o nome e o título do falecido, datas e
informações genealógicas. Por último, como terceiro elemento, há a
representação do morto diante de uma mesa recoberta de alimentos,
elemento fundamental para que ele possa viver eternamente. Grande parte
das estelas exibem, também, representações referentes à sua família e/
ou aos seus amigos. Verifica-se que não estav am acessív eis apenas à
elite, mas também àqueles que pertenciam às camadas intermediárias da
população, que tinham condições de “pagar”um artesão pelo trabalho de
confecção do mesmo. Assim, são fontes v aliosas para estudos sobre a
sociedade do antigo Egito. Para essa comunicação foram selecionadas,
dentro de nosso corpus documental, algumas estelas consideradas mais
representativ as para se empreender um estudo sobre a imagem feminina
e a mulher no Egito do Reino Médio. Numa sociedade estruturada
hierarquicamente como a egípcia, o status da mulher dependia de seu
lugar e daquele de sua família na hierarquia social. No entanto, é preciso
210
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
lev ar em consideração que 90% das egípcias eram camponesas. Suas
representações são mais raras e apenas encontradas em tumbas de altos funcionários, exercendo diversas formas de trabalho no campo. Já
entre as mulheres de classes mais abastadas, embora a documentação
seja em um número razoáv el, vê-se que as representações foram
elaboradas sob a ótica masculina. Assim, essa comunicação tem como
objetivo, dentro das possibilidades da análise das estelas funerárias, avaliar
a imagem feminina nesses monumentos e definir sua posição social em
relação aos homens representados, a partir de seus títulos. Para isso, foi
utilizado como metodologia, o estudo iconográfico, baseado em uma ficha
de análise proposta pelo Prof. Dr. Ciro Flamarion Cardoso. Para a leitura
das imagens e dos respectivos gestos, a metodologia utilizada é a proposta
por Richard Wilkinson, a qual consiste, em linhas gerais, em uma
interpretação das figuras a partir da escrita egípcia. Assim, as imagens
são lidas como se fossem sinais hieroglíficos. Após a decodificação dos
tex tos e das imagens, tais dados são transmitidos para uma base, a
partir da qual se estabelecem as diferenciações procuradas. Dessa forma,
com base nessas análises, e tendo em v ista que as estelas funerárias
eram erigidas tanto por homens quanto por mulheres, v erifica-se que a
titulação apresentada para as mulheres v aria de uma classe social para a
outra, sendo que entre as mais priv ilegiadas, os títulos podem refletir tanto
uma posição conquistada ou refletida a partir da do marido; para as mulheres
comuns, os títulos referem-se a uma posição v erdadeira; e entre as
mulheres mais humildes, tais títulos são menores e refletem ativ idades
simples. Outra característica observada, de grande importância para o
estudo da família no antigo Egito, é o fato de se representar ou nomear
apenas a mãe, não aparecendo sequer o nome do pai, o que mostra
claramente que a linhagem familiar é mostrada pelo nome da mãe. Tais
informações obtidas a partir desse material demonstram que é possív el
realizar estudos sobre o antigo Egito no Brasil, e que tais pesquisas são
viáveis.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
211
HIERÓGLIFOS PARA A JUVENTUDE: A ESCRITA EGÍPCIA ANTIGA
NOS LIVROS PARADIDÁTICOS
Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos
Linha de Pesquisa: História antiga
[email protected]
A escrita hieroglífica fascina a humanidade desde a Antiguidade. A palavra
“ta hieroglyphica”tem origem grega, significando “as (letras) sagradas
esculpidas”, de onde v êm “hieroglífica”e “hieróglifos”. Para os egípcios, a
escrita era uma invenção do deus Toth, o qual decidiu ensiná-la aos homens
contrariando uma ordem de Ra. Os primeiros hieróglifos apareceram durante a referida “dinastia 0”, na forma de legendas, escritas sobre artefatos
v ariados. No Período Tardio, os egípcios empregav am duas escritas
distintas, derivados cursivos da Hieroglífica, respectivamente a Hierática e
a Demótica. Estas três escritas deix aram de existir com a conquista
romana, sendo substituídas pelo Copta, que se baseia no alfabeto grego.
Com o adv ento do cristianismo, o sistema egípcio de escrita, considerado
pagão, caiu em completo desuso. O último texto hieroglífico escrito na
Antiguidade foi gravado no Quiosque do Imperador Trajano, na ilha de Philae,
em 394 d.C.. A língua e a escrita cóptica, porém, foram preserv adas, pois
eram utilizadas pelos descendentes cristãos dos antigos egípcios, na
liturgia. Isso tornou possív el que o padre Athanasius Kircher identificasse
a língua e a escrita cópticas como remanescentes das antigas grafias e
falares egípcios. Ele publicou, no ano de 1643, um dicionário e uma
gramática de cóptico, que foram úteis, posteriormente, para a decifração
dos hieróglifos. Mas foi a expedição de Napoleão ao Egito, em 1799, que
fez a mais importante descoberta para a decifração desses símbolos: a
“Pedra de Roseta”. A “pedra”, na realidade uma estela comemorativ a,
contém um texto, cujo conteúdo é um decreto dos sacerdotes de Mênfis
em honra ao faraó Ptolomeu V Epifânio, gravado em três formas de escrita:
Hieroglífica, Demótica e Grega. A importância deste documento está na
possibilidade de a escrita grega ser comparada com a egípcia, fato que
impulsionou a pesquisa de inúmeros estudiosos europeus da época. Quem
completou o processo de decifração, no entanto, foi o francês Jean-François
Champollion, que em 1824 publicou uma obra onde toda a lógica da língua
foi exposta. A escrita egípcia é formada por um grande número de sinais,
que no estágio conhecido como Médio Egípcio inclui aproximadamente
700 hieróglifos. Esses podem ser classificados a partir de quatro tipos de
sinais (pictográficos, ideográficos, fonéticos e determinativ os), cada um
com um v alor gramatical diferente. Baseando-se em tais conhecimentos,
212
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
e tendo em vista que muitas coleções paradidáticas incluem liv ros sobre o
antigo Egito, desenv olv emos um estudo que tem por objetiv o principal
reconhecer e avaliar como as informações relacionadas à escrita egípcia
antiga são transmitidas aos estudantes de ensino médio e fundamental,
atrav és dessas obras. Como metodologia, foi empreendida uma análise
dos conteúdos referentes à escrita nesses livros, atrav és de conhecimentos
prév ios sobre a língua egípcia antiga e sua decifração. A base para a análise
do pseudo-alfabeto apresentado nessa bibliografia é a tabela de Alan
Gardiner em sua gramática de Médio Egípcio. Dessa forma, foram
analisados dezenov e livros, sendo seis publicações nacionais e treze
estrangeiras, traduzidas para o português. Entre elas, existe uma
publicação nacional que pode ser classificada como literatura infanto-juvenil.
Os dados obtidos foram incluídos em uma tabela e classificados de acordo
com sua conformidade aos assuntos analisados. Verificou-se que entre
os erros mais comuns está a colocação incorreta dos sinais do pseudoalfabeto, seja pela sua tradução ou pelo que representam. A maioria das
publicações omite a existência de outros suportes para a escrita, que não
o papiro e as paredes dos monumentos. Em relação à decifração dos
hieróglifos, grande parte da bibliografia analisada apresenta Champollion,
mas não faz referência aos seus passos para a decifração da escrita.
Assim, tais elementos dev em ser av aliados ao se adotar uma dessas
obras para o trabalho em sala de aula.
ESTRADA DA GRACIOSA: PATRIMONIO HISTÓRICO DO PARANÁ
Loines Aparecida Toscan; Prof. Marcia Medeiros
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
O assunto a ser abordado tratará da Estrada da Graciosa, enquanto
patrimônio edificado, inserido num contexto de preserv ação ambiental.
Para tanto, buscaremos a importância deste caminho na formação e
desenv olv imento regional do Paraná, não apenas econômico, mas de
apropriação do espaço. A abordagem, enquanto patrimônio histórico
edificado, buscará as razões e procedimentos utilizados para o
tombamento, com se dá esse processo no imáginario das pessoas hoje,
e qual é a importância. A princípio, o caminho da Graciosa surgiu com os
índios que subiam a serra em busca de alimentos, diante de uma serra
escolhiam sempre os melhores locais para a trav essia, atrav és dos rios e
canhadas. Depois os faiscadores v ieram a procura de ouro e utilizaram o
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
213
mesmo caminho. Mais tarde observou-se que esse caminho poderia ser
aprov eitado para se chegar ao planalto de Curitiba. Em 1646, por ordem
de Gabriel de Lara, começa a contrução de uma estrada, então Estrada
da Graciosa, que em 1653 foi abandonada, por quetões políticas. Durante
v ários anos houv e conflitos entre Morretes, Antonina e Paranaguá quanto
a utilização ou não desta estrada. Para Antonia seria interessante a
contrução dessa estrada por ter acesso direto a um porto, sendo que as
mercadorias poderiam subir e descer sem precisar passar por Paranaguá.
Enquanto para Morretes e Paranaguá não teria utilização, pois estaria
fora da rota de comércio. Só em 1873, é que se termina a construção da
Estrada da Graciosa, com v ários ramais que ligavam Antonina, Morretes e
Paraná. O presente projeto de pesquisa abordará as mudanças e
permanências do espaço estudado após o tombamento em 1986.
A AUSÊNCIA DO TEMA PATRIMÔNIO HISTÓRICO NOS LIVROS
DIDÁTICOS DE HISTÓRIA
Lutherkin Lino Ludv ich; Prof. Marcia Medeiros
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
A ausência do Tema Patrimônio Histórico nos Livros Didáticos de História
compreende os livros Didáticos de História do Ensino Fundamental 2005,
ou seja, os livros adotados pelas escolas Municipais e Estaduais. propostos
pelo PNDL de 2005 em Curitiba. Tal pesquisa principiou-se a partir da
observação e da análise do conteúdo destes materiais para preenchimento
da documentação e av aliação da disciplina “Estágio Superv isionado”, do
Curso de História. A ausência do tema “Patrimônio Histórico” nestes
materiais logo se tornou uma instigante preocupação sobre a natureza
destes materiais, coincidindo também que estáv amos sendo orientados
com aulas a respeito de “Prática de Ensino de História I”, nas quais se
discutia a adoção e a abordagem deste material enquanto ferramenta
profissional do professor à aceitação e interpretação por parte do aluno,
bem como o funcionamento desse material como elo de ligação entre
ambos, professor e aluno. Pensamos em analisar a ausência do tema em
todo o material didático correspondente ao Ensino Fundamental e Ensino
Médio, limitamo-nos, porém a análise do material apenas do Ensino Fundamental, por fazer parte à priori da formação fundamental do aluno
enquanto cidadão, ou seja, é no Ensino Fundamental que vários conceitos
se formularão para a v ida deste aluno, portanto deixamos para uma futura
pesquisa tal ausência de conceito nos livros didáticos do Ensino Médio. A
214
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
abordagem do tema Patrimônio Histórico nos livros didáticos é escassa
no sentido do tema, ou seja, há inúmeras amostragens de figuras referentes
à História nos livros didáticos, porém, a preocupação está apenas em
ilustrar o livro, limitando a compreensão do fato histórico com a figura
representativ a. Os nossos estudos apontam para esta deficiência, nos
livros didáticos propostos pelo PNDL de 2005. No primeiro capítulo
propusemos conceitos e etimologias a respeito de Patrimônio Histórico,
mostrando que tais conceitos interessam na formação do pov o brasileiro,
bem como as mais recentes discussões a respeito do assunto, dentre as
quais conceitos de Patrimônio Material e Imaterial, trabalhando também a
implantação e a transformação da constituição brasileira referente a
Patrimônio Histórico. No segundo capítulo trabalhamos os liv ros didáticos
em si, com uma brev e história a respeito da criação e adoção do mesmo,
passando pelas transformações ocorridas ao longo do tempo. Fazendo
uma amostragem dos livros didáticos adotados pelos colégios municipais
e estaduais de Curitiba, analisando nestes o respectiv o título. No terceiro
capítulo, mostramos possibilidades para se trabalhar o tema Patrimônio
Histórico nos liv ros didáticos, bem como alguns pioneiros na preocupação
e pesquisa sobre o tema Patrimônio Histórico.
O EGITO NOS CEMITÉRIOS PARANAENSES: UM ESTUDO DE
EGIPTOMANIA NA ARQUITETURA FUNERÁRIA
Prof. Moacir Elias Santo; Liliane Cristina Coelho
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
A prática de reinterpretação e re-uso de elementos do antigo Egito, de
forma que lhes sejam atribuídos nov os significados pela sociedade
contemporânea, caracteriza, segundo Jean-Marcel Humbert, a
Egiptomania. Tal fenômeno pode ser v erificado nas mais div ersas áreas
em nosso cotidiano como em elementos arquitetônicos, em nomenclaturas
e logotipias de estabelecimentos comerciais, em histórias em quadrinhos,
no cinema, no teatro, em reclames publicitários e até mesmo em
cemitérios. Em nosso projeto de estudo realizado no ano de 2005, financiado
pelo Núcleo de Pesquisa da UNIANDRADE, escolhemos dentre os diversos
campos, os cemitérios paranaenses. Foram escolhidos seis cemitérios
nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Carambeí
e Castro. Tal escolha está diretamente relacionada à potencialidade dos
cemitérios como detentores de fontes de estudo, uma v ez que são locais
que contêm elementos de uma cultura material, e por isso podem ser
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
215
considerados como reflexos de uma determinada sociedade. Assim, os
túmulos e capelas cemiteriais, v istos sob esse ângulo, constituem objeto
de grande interesse para a área de pesquisa da Egiptomania. Essa
pesquisa, portanto, está v oltada à identificação na arte e arquitetura
cemiteriais, da presença de elementos inspirados no antigo Egito,
procurando entender o contexto em que aparecem. Para tal, a metodologia
utilizada baseou-se em percorrer toda a área do cemitério, atrav és de
caminhamento, visando a identificação de túmulos, que na seqüência foram
fotografados (quando foi permitido) e analisados, e passaram a constituir
um corpus documental. Nesse processo foram encontrados: no Cemitério
Municipal São Francisco de Paula – Curitiba: 11 túmulos; Cemitério Municipal Água Verde – Curitiba: 10 túmulos; Cemitério de São José dos
Pinhais (Centro): 01 túmulo; Cemitério Municipal São José – Ponta Grossa:
05 túmulos; Cemitério Municipal Frei Matias – Castro: 06 túmulos e o
muro. Em Carambeí não localizamos nenhum túmulo com elementos ou
arquitetura egípcia. A análise efetuada nos túmulos selecionados incluiu
dois pontos principais: em primeiro lugar, foi realizada uma classificação
tipológica baseada na arte e na arquitetura do antigo Egito, que foi
desenvolvida para esse estudo; em seguida, procurou-se identificar, quando
possível, a data da construção do monumento e/ou a da primeira inumação
nele realizada. Tais informações foram incluídas em uma base de dados
que compõe a discussão do trabalho. Nessa base, a partir dos túmulos
identificados, pudemos reconhecer tanto elementos arquitetônicos
(pirâmides, obeliscos, templos, colunas, cornijas, paredes em talude,
portas, entre outros), quanto escultóricos (esfinges, discos solares alados
e imagens de falcões), que foram edificados no período compreendido
entre as décadas de 1850 e 1970. Baseando-se nesses dados, pudemos
v erificar que a prática da Egiptomania nos cemitérios paranaenses está
de certa forma relacionada a uma época de intensas descobertas
arqueológicas no Egito, que serv iram de inspiração para a edificação de
túmulos ou capelas inteiras com forma egípcia ou que influenciaram partes
de túmulos. Contudo, a análise e os resultados também mostraram dados
que contestam outras pesquisas v igentes sobre o Egito em cemitérios,
que apontam esse fenômeno como originário nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, e que apenas posteriormente tais influências teriam
chegado ao sul do Brasil. Verificou-se, assim, que existem no Paraná,
túmulos tão antigos quanto os edificados nas cidades supracitadas.
216
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
PRÁTICAS DE SOLIDARIEDADE ENTRE OS MEMBROS DE
IRMANDADES NEGRAS
Rafael Alv es Duarte; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima
Linha de Pesquisa: História do Paraná
[email protected]
O trabalho tem como um de seus objetivos mais gerais apresentar, atrav és
dos compromissos das irmandades de Nossa Senhora do Rosário e de
São Benedito, existentes na cidade de Curitiba ao longo do século XIX,
algumas das formas de sociabilidade encontradas pelas comunidades
negras que buscavam recriar aspectos das identidades étnicas anterior
ao cativeiro. As irmandades negras possuíam uma autonomia consideráv el
em relação às demais instituições presentes na sociedade escrav ocrata.
Ao analisar os compromissos das irmandades pertencentes à igreja do
Rosário, fica perceptível uma relativa autonomia por parte dos “irmãos pretos”
na organização das festas para o santo padroeiro de cada irmandade,
bem como a arrecadação de fundos para o sustento da irmandade e auxílio
para os irmãos que estiv essem passando por miséria, doença, inv alidez e
auxílio na hora da morte. Estas práticas indicam uma grande capacidade
de organização entre os irmãos das associações e o resgate de antigas
tradições africanas, estabelecendo uma rede de solidariedade e resistência
ao processo de aculturação, forjando nov as práticas e identidades com
referências africanas na América. Estas referências serviam tanto para
aglutinar os irmãos quanto para excluir africanos de etnias distintas. Mas
em um contex to geral as identidades africanas se estabeleciam de uma
forma ampla para recriar o sentido de pertencimento em uma sociedade
que quebrou todos os seus v ínculos, familiares e comunitários.
REVITALIZAÇÃO DO MUSEU DE ARTE SACRA
Renata Corrêa Biella; Prof. Moacir Elias Santos
Linha de Pesquisa: Restauração e Manutenção de Patrimônio
[email protected]
A história do Museu de Arte Sacra começou quando o arcebispo Dom
Pedro Fedalto, que ainda era padre nesta época, com o apoio de Dom
Manuel da Silv eira D’Elboux, reuniu v árias peças sacras, catalogou-as e
fez uma exposição em duas salas do antigo Palácio Arquiepiscopal do
Alto de São Francisco. Mais tarde, este acerv o foi transferido para o
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
217
Seminário Menor de Orléans. Lá as peças foram catalogadas nov amente
pela Fundação Cultural de Curitiba e pela Casa Romário Martins. Em 1978,
com o mov imento de restauração da Ordem, Ennio Marques Ferreira,
presidente da Fundação Cultural de Curitiba, criou o Ateliê de Restauro e
Conservação. Paralelamente, foi criada uma comissão que ficou
encarregada da implantação do Museu de Arte Sacra. Em dezembro deste
mesmo ano, esta comissão montou uma exposição de arte sacra, na
sede da Fundação Cultural de Curitiba. Esta exposição tinha por finalidade
convencer a todos da importância de preservar o acerv o. Assim, em 21 de
março de 1979, o arcebispo Dom Pedro Fedalto assinou com o prefeito
Saul Raiz um conv ênio, criando o Museu de Arte Sacra da Arquidiocese
de Curitiba – MASAC. Contudo, essa instituição só foi inaugurada
oficialmente no dia 12 de Maio de 1981, instalada no anexo da Igreja da
Ordem, onde permanece até os dias de hoje. A Igreja da Ordem foi
construída em 1737, com linhas simples, característica da arquitetura lusobrasileira e neste momento foi chamada de Capela de Nossa Senhora do
Terço. Em 1879 a igreja foi reformada, dev ido à v isita do Imperador D.
Pedro II e da Imperatriz Dona Tereza Cristina, pois naquele momento
Curitiba não tinha nenhum templo adequado para recebê-los. O espaço
físico foi ampliado, foi construída a torre do sino e os traços da igreja
foram alterados para um estilo neogótico. Em 1978, dev ido a uma série de
problemas estruturais, a Igreja da Ordem ameaçava ruir. A comunidade se
mobilizou e aconteceu a I Festa da Ordem, para arrecadar fundos para a
restauração. Foi feito um projeto para manter os dois estilos utilizados na
igreja, o luso-brasileiro do século XVIII e o neogótico do século XIX. A
reinauguração aconteceu em 1979, durante a II Festa da Ordem, que hoje
é uma tradição curitibana. O MASAC possui um acerv o de mais de 800
peças catalogadas, entre elas objetos de culto, paramentos litúrgicos,
obras raras, mobiliário, fotografias pinturas, livros e objetos pessoais.
Infelizmente, o espaço do museu só permite a exposição de 30% deste
acervo. Há necessidade de rev italização do museu. Uma mudança
extremamente necessária seria o espaço físico do museu, mas a pretensão
deste projeto não seria mudá-lo de lugar, mas sim fazer uma anexação de
um prédio que existe ao lado da Igreja da Ordem. O prédio poderia ser
reformado no estilo da igreja e teríamos um espaço muito superior ao de
hoje e as peças que estão guardadas poderiam ficar em exposição. O
museu teria a oportunidade de incorporar novos objetos e ainda poderíamos
ter um espaço para restauração e manutenção das peças. Mas para que
o projeto seja colocado em andamento é necessário a v iabilização de
v erba e o apoio da prefeitura. Um dos meios de adquirir isso facilmente
seria a própria Festa da Ordem, porque mesmo tendo se tornado uma
tradição. o seu objetiv o não é mais o mesmo, nenhum dinheiro é
218
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
arrecadado para manutenção da igreja ou do museu. Esse fator poderia
ser mudado pela organização da festa, assim seria possív el conseguir
não só uma parte da verba necessária, mas a festa também estaria voltando
ao seu propósito inicial, que era ajudar na reforma da igreja.
DOCUMENTO INQUISITORIAL
Viv iane Kav iski ; Prof. Adriano Bernardo de Lima
Linha de Pesquisa: Escrav idão
[email protected]
Esta pesquisa analisa um documento, localizado na Torre do Tombo,
Inquisição de Lisboa, nº 16687. Tal documento inquisitorial denuncia as
heresias ditas e feitas por um Mestre de Campo, chamado Garcia Dáv ila
Pereira de Aragão ao seus escrav os. Dentre tais atrocidades, estão:
Escrav a, com idade de 25 anos, castigada no rosto com palmatória de
pau. Escrav o de 30 anos, amarrado em uma cama de v ento, ficando com
o corpo no ar, os braços e pernas abertas, açoitado desde às dez horas
da manhã até às quatro horas da tarde. Menino de seis ou oito anos, filho
de escrav a, tendo a v ia (ânus) queimada com vela derretida, pelo Mestre
de Campo. Menina de três ou quatro anos, filha de escrav a, queimada
com brasas e também com uma colher de doce, quase fervendo sobre a
mão. Escravas tendo em suas partes pudentas algodão com fogo. Escravas
açoitadas, pelo próprio Mestre de Campo, com rabo de peixe arraia, tendo
assim seus corpos mutilados. Como se isto não bastasse, ainda ordena
que as escravas arrancassem os pelos pubianos, umas das outras. Escrava
amarrada em uma escada, de cabeça para baixo, com o pescoço entre o
degrau, quase sufocando e ainda sendo açoitada. Segundo o documento,
Garcia Dáv ila Pereira Aragão, Mestre de Campo, por v ezes disse que tinha
muita v ontade de v er sangue de gente acoitada, deixando todos da casa
muito assustados. Ao andar pela casa, pegava um ou outro que aparecesse
e mandav a ser açoitado por dois escrav os, até que estes cansassem.
Cansados estes, mandav a continuar o açoitamento por outros dois, ora
colocados em escadas crucificados, ora em camas de v entos, sempre
com martírios e heresias, deixando poças de sangue, gostando de v er os
cachorros comerem e beberem o sangue destas miseráv eis criaturas. O
Mestre de Campo sempre mostrou muita alegria e vontade em castigar
sev eramente seus escrav os.Todas estas atrocidades,entre tantas outras
não citadas, que estão contidas no documento, retratam uma história
sobre os mártires do passado, presentes na sociedade escrav ista. SabeIII SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
219
se que muito castigos corporais eram dados aos escrav os, principalmente
para que os donos destes impusessem sua autoridade e inibissem qualquer
atitude que comprometesse o bom andamento das coisas. Porém, existiam
os senhores que castigavam seus escravos, além do “permitido”na época.
Este fato ocorreu com Garcia Dávila Pereira de Aragão, Mestre de Campo,
que teve um processo inquisitorial aberto, pelo Comissário do Santo Ofício,
ao Senhor Rev erendo Vigário Antonio Gonçalv es Fraga, devido a sua
conduta para com seus escrav os.
REQUALIFICAÇÃO E ORDENAMENTO DE CENTROS URBANOS :
TERRITORIALIDADE DAS IDENTIDADES CULTURAIS
Celene Couto Rodrigues; Prof. Rodrigo Bastos Santiago
Linha de Pesquisa: Ordenamento Territorial e Desenvolvimento Urbano
[email protected]
Esta pesquisa priv ilegia, como recorte espaço-temporal, parte da área
central do município do Rio de Janeiro, a Lapa, nos últimos v inte anos. A
Geografia enquanto ciência estuda as relações sociedade-natureza desde
o século XIX. No entanto, as interpretações dos fenômenos culturais e
suas respectiv as espacializações e (re)territorializações têm sido pouco
analisadas ao longo desse tempo. O homem como produtor de relações
sociais, culturais, políticas e econômicas transforma o espaço,
possibilitando o surgimento de identidades culturais, atrav és dos
conhecimentos acumulados ao longo do tempo. As cidades tornam-se
locus priv ilegiado dessas transformações, enquanto mosaicos que se
diferem atrav és das relações entre grupos e indiv íduos, estabelecendo
pactos e influências na formação de outros territórios. O aumento do
complex o de bares, casas noturnas e restaurantes, nas duas últimas
décadas, impulsionou seu renascimento cultural atrav és da implantação
do processo de rev italização da Lapa, que contou com a (re)inauguração
do Circo Voador e da Fundição Progresso, além da aquisição do título de
Distrito Cultural. Insere-se a Lapa neste estudo, enquanto lugar, pois
podemos observ ar nesse espaço a produção de uma identidade cultural
complexa, reflexo da pluralidade social que a consome enquanto território.
O objetivo deste trabalho pode ser sintetizado a partir da seguinte questão:
Como se dá o processo de (re)territorialização das identidades culturais
no Distrito Cultural da Lapa, Rio de Janeiro? Que, para ser respondida,
partirá dos seguintes pressupostos: 1. identificar e analisar quais fatores
socioeconômicos e culturais que determinam a Lapa como um Distrito
220
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Cultural; 2. quais relações sociais são materializadas no espaço; 3. explicar
e analisar a possív el justaposição e (re)territorialização das identidades
culturais. Sendo a Geografia Cultural uma linha de pesquisa recente nos
estudos da geografia, não existem formulações metodológicas que dêem
conta da totalidade da pesquisa. Logo, este trabalho partirá de uma
problematizarão com o objetivo de alcançar a teorização e questionamentos
sobre o objeto de estudo com base também na Geografia Crítica. Portanto,
esta pesquisa, objetiv a preencher parte desta lacuna contribuindo assim
para o av anço da geografia enquanto ciência.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
221
VALORES HUMANOS PARA A FORMAÇÃO DO JOVEM NO
MERCADO DE TRABALHO
Ana Maria Bonfim;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
O presente projeto de pesquisa consiste em um plano de ação para a
conscientização e o desenvolvimento do jov em nos aspectos indiv idual e
social para a atuação no mercado de trabalho. A intenção é de fazer com
que o aluno, ao desenv olv er suas ativ idades, construa também um
conhecimento que venha a favorecer o desenvolvimento da autonomia e da
auto-disciplina em situações apresentadas, tornando-o sujeito do seu próprio
conhecimento, com espírito crítico e inov ador. O objetivo é fazer com que
haja uma mudança substancial na forma de atuação desses jov ens junto
à sociedade, tornando-se úteis para o mercado de trabalho, com autonomia.
A função é tornar a aprendizagem ativ a, interessante, significativ a, real e
atrativa para o aluno, transportando a educação para um plano significativo
e agradáv el. Dentro dessas perspectiv as, os conteúdos teóricos e abstratos
deixam de ser um fim em si mesmos e passam a ser meio para a formação
de uma realidade crítica e dinâmica do aluno. O desafio deste trabalho é a
formação de uma abordagem na área de orientação profissional que atenda
o indiv íduo em sua relação com a sociedade. As profissões e ocupações
não são desenv olv idas de forma abstrata pelos jovens, a escolha sempre
se relaciona com os outros. Quando se pensa em profissão, o jov em rev ê
uma imagem que foi construída a partir do seu conv ívio diário por meio de
contatos pessoais (biografias, rev istas, jornais, TV). Portanto, para se
construir um jov em autônomo e disciplinado, sabedor de suas
competências e habilidades, existe todo um processo de socialização e
não apenas um momento, um contato, uma história. O Projeto de Pesquisa
“Valores Humanos para a Formação do Jov em no Mercado de Trabalho”
apresenta alternativ as inov adoras na área do desenv olv imento pessoal e
na orientação profissional, atuando dentro de uma v isão holística.
222
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
NA FORMAÇÃO DO DOCENTE A ÉTICA E OS
LIMITES SÃO OS DESAFIOS
Prof. Diva Conceição Ribeiro
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
A escola compreende períodos de incertezas. Re-visitar conceitos e
trajetórias é indispensáv el para identificar falhas no processo didáticopedagógico. Como fator decisório para a transposição didática, a ética é
determinante no repasse cognitiv o e de habilidades à formação docente.
Ao observ ar turmas, houve um propósito de trabalhar com limites propostos
pelas acadêmicas. Optou-se pela livre escolha dos objetivos da disciplina.
As alunas puseram-se ao encalce de respostas para um não complementar
de tarefas. Ao se lhes oportunizar a ação criativ a sentiram-se
desorientadas. Retomou-se à apresentação de limites nos trabalhos,
estudos, mantendo-se exigências no que se refere à aquisição do
conhecimento e elaboração de trabalhos. Percebeu-se que o professor
teme confundir atitudes. Lembra-se do modelo de estudos de sua época.
Teme reproduzi-lo. Entre passado e presente, instaura-se insegurança em
v ários sentidos: direitos humanos, ir e v ir, falar, posicionar-se perante o
outro. Pergunta-se: o que há de errado na educação? O trabalho de
observ ação e análise de atitudes junto aos discentes, permitiu afirmar: o
limite e a ética são as ações que definirão o sucesso na escola. Esses
são compreendidos como fatores de seriedade da e na instituição, assim
como a necessidade de compartilhar experiências e conquistas. Este fato
gera um eixo cognitivo a ser acoplado à cognição entre pessoas envolvidas
na questão. A profissão do magistério em um dos três nív eis de ensino na
rede pública ou priv ada é um grande desafio. Para exercê-la é necessário
atualizar-se continuamente; é insuficiente dominar conteúdos. Torna-se
fundamental possuir características v oltadas ao outro. Educar é muito mais
que, mecanicamente, ensinar “macetes”. É necessário apresentar
caracteres de amor e respeito a si mesmo e ao próximo; humildade (não
se deixando submeter a humilhações), compreensão, equilíbrio, e
intensamente, o poder de indicar, manter os limites. As transformações
ocorrem com velocidade e, caso este profissional não esteja atento a isto,
ele se põe ultrapassado em um “piscar de olhos”. O mercado de trabalho
não oferece suporte aos conceitos cristalizados de profissionais inflexív eis.
Também não abraça trabalhadores completamente liberais. Os limites são
inerentes ao homem. Esses não devem ser definitiv os, mas definidos. Os
objetiv os de trabalho esclarecidos enquanto se está na direção do trabalho
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
223
docente torna-se obrigatório. Requer do docente um planejamento que
não termina na sala de aula, estende-se na v ida do educador. O
planejamento de aula, de trabalho, de objetiv os dev e ser reflexo na sua
v ida pessoal sendo constatado no equilíbrio constante, dinamismo,
maturidade, ética durante a aquisição do conhecimento e a firmeza com a
qual o professor sustenta o próprio conhecimento. Parafraseando Paulo
Freire: ninguém ensina ninguém; ninguém motiv a ninguém. Há
aprendizagem simultânea nas relações humanas. Em quaisquer instâncias
da convivência, o homem v ai tecendo e definindo seu aprendizado;
estabelece normas, limites, planeja sua vida, os resultados que deseja
alcançar. A ação X reflexão evitará contratempos desnecessários. O desafio
está relacionado à percepção, à sutileza para ocorrências cotidianas. Não
se trata de um vigiar pensamentos, mas de um compreender, um ler o
mundo afastando-se do próprio mundo para v isualizar o mundo onde o seu
mundo está inserido: um mundo maior, um mundo que pertence a muitos
e a muitos mundos; dar um primeiro passo no sentido da ação ativ a para
o mister educativo. A palav ra “ativ ar”significa agir, portanto, esta ação
será o termo diretor do processo docente: o agir com transparência,
autoridade sem se fazer autoritário, exigente, sem impor ex igência,
flexibilidade nas ativ idades deste exercício, sem se deixar dominar pelas
“desculpas esfarrapadas”. Aplicar limites respeitando o “Contrato Didático”
firmará entre docente e discente uma relação de maturidade que ambos
buscam na relação acadêmica. Essa ação poderá instalar na escola um
fator resolutiv o de muitas das dificuldades que ora são discutidas.
PENSANDO A EDUCAÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS: CENÁRIOS
PEDAGÓGICOS NA APRENDIZAGEM DA EAD
Prof. Edna Liz Prigol
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
Alguns filmes de ficção científica nos mostraram que seria possível estudar
fora dos muros de uma instituição de ensino, mantendo contato com
professores e colegas diariamente, sem sair de casa. Atualmente, em um
mundo completamente conectado pela Internet, a EAD passou a ser rotina
para muitas pessoas. A presente pesquisa tem como objeto de estudo a
investigação da possibilidade de criação de nov os cenários pedagógicos,
que possam recuperar as práticas educativas na EAD, de forma a
possibilitar um processo de ensino-aprendizagem significativ o. O objetiv o
224
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
central foi comparar as práticas educativ as com uso de tecnologias entre
a educação presencial e à distância na formação de professores em nív el
superior. A partir desse objetivo, buscou-se listar os meios de ensino
tecnológico utilizado na educação presencial e à distância e analisar as
formas de ex ploração dos recursos tecnológicos, v isando a construção
de uma educação comprometida com a qualidade do processo ensino
aprendizagem.A pesquisa de cunho qualitativ o está sendo realizada
primeiramente por meio de uma pesquisa bibliográfica. Entende-se que
este processo inv estigativo poderá contribuir com dados e reflexões, para
que os profissionais que fazem e pensam a educação , possam continuar
a refletir sobre a formação continuada de professores nesta nova modalidade
de educação, a EAD, e v islumbrar possibilidades de se beneficiar de uma
pedagogia eletrônica ao longo da v ida.
UM OLHAR FILOSÓFICO SOBRE O MUNDO MODERNO
Ester Guarda Rodrigues; Ana Paula Falco Bonifácio;
Soraia Abdul Kassen Teixeira; Gislaine Ev aristo;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
A questão da liberdade tem sido um eterno debate da Filosofia. “A liberdade
é o começo e o fim de toda Filosofia” dizia SHELLING. Estudá-la num
mundo onde os limites são ignorados é fundamental. Principalmente no
cenário da juv entude. É preciso refletir se a liberdade é relacional, e,
principalmente, para que e para quem, como também fazer com que os
jovens reconheçam que não existe liberdade sem responsabilidade. Em
Filosofia, responsabilidade constitui a conseqüência necessária da
liberdade, assim sendo o homem, como ser racional, deve responder pelos
seus atos, pois é capaz tanto de construir como destruir pelo simples fato
de ser livre. O homem é liv re para fazer suas escolhas, mas dentre as
alternativ as opta sempre pela qual achar a melhor para si (ou a menos
ruim), conforme o ditado: ”Dos males o menor”. Em relação aos jov ens, na
v erdade elesàs v ezes cometem deliberadamente o mal apenas para
satisfazer um prazer passageiro ou mesmo para conseguir algo que não
obteriam por meios lícitos. Agem também, na maioria das situações, pela
emoção, por impulsos inconscientes, e não pela razão, esquecendo que
a liberdade não é infinita ou absoluta, pois ninguém pode escolher tudo,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
225
dev endo ainda saber que a nossa liberdade termina onde começa a do
outro. Seus atos conscientes ou inconscientes são limitados não pela
família que proíbe, mas, sim, pela organização social e política, na qual é
engendrada a grande maioria dos entrav es à liberdade. Ex istem v árias
formas de liberdade, qualificadas de acordo com o objeto a que se referem,
tais como a liberdade física que confere o direito de locomoção, de ir e v ir;
a política que permite atuar nos rumos da organização da sociedade; a
jurídica que torna os homens iguais em direitos e dev eres perante a lei; a
religiosa que permite-lhes seguir o credo e a profissão de sua preferência,
que dá a possibilidade de seguir a profissão que v á de encontro ao seu
interesse. Infelizmente, sabe-se que muitas formas de liberdade ainda são
uma utopia, mas como vive-se em um contexto social, seguir regras de
convivência se tornam necessárias e imprescindíveis. Por isso, mesmo que
contrário aos pensamentos dos jovens, somente com responsabilidade podese viver a liberdade, de maneira correta e mais proveitosa para si mesmos.
UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO
MODERNO
Gislaine Kleinibing; Micheline Lourenço de Oliveira; Cleiton Wender;
Prof. Ines Astreia Almeida Marques;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
Como manter a nossa indiv idualidade perante essa sociedade alienada e
alienante, porém conservando a harmonia e a socialização? O indiv íduo é
condicionado pela cultura em que vive, porém dev e manter a sua
consciência e vontade própria para fatos e acontecimentos. Assim, procurase com este trabalho, conscientizar as pessoas sobre a importância de
v iver em harmonia com a sociedade preservando a indiv idualidade, além
de mostrar que existem v alores pré-estabelecidos, mas que deve-se
entender a sociedade como um espaço para conquistar a liberdade. As
pessoas em geral, por serem condicionadas pela sociedade atual não
analisam se os valores pré-estabelecidos são os mais coerentes e se
v alem a pena serem seguidos ou não. Assim, tornam-se ignorantes,
acreditam em tudo o que é ex posto pela mídia. A pressão social leva os
indiv íduos a adotarem padrões vigentes de comportamento. Não é a
intenção que haja desprov imento de moral, mas sim que o indiv íduo esteja
em harmonia com o mundo, estabelecendo v alores de acordo com a
226
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
filosofia de v ida da classe dominante. O mais importante é buscar a
autenticidade, sem se preocupar com o julgamento feito pela sociedade.
O ser humano é único e diferente, por isso é preciso buscar a felicidade
por caminhos que cada um pode achar.
O LUGAR DO SUJEITO NO NEO-PENTECOSTALISMO
Prof. Gláucia Marília Hass
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
O presente trabalho é resultado de uma pesquisa realizada no curso de
Filosofia do Instituto de Filosofia e Teologia Matter Ecclesiae. Partindo-se
de referenciais teórico-críticos e de constatações empíricas. Na relação
dialética entre homem e sociedade é possív el observ ar como as idéias
religiosas provocam mudanças na estrutura social e como essas acarretam
consequências para a consciência religiosa. Sobre esse prisma, o
movimento neo-pentecostal teve o seu apogeu no Brasil a partir da década
de 1980 e hoje desponta como um fenômeno social exercendo um grande
fascínio sobre as população atrav és de conteúdos teológicos inusuais e
facilidade em aumentar o número de adeptos. Nessas igrejas há, atrav és
de um discurso simples, uma aproximação entre o pastor e os fiéis elevando
a auto-estima dos crentes. A mobilidade relativa do movimento pentecostal
pode ser v ista como uma forma de se colocar no mercado. Mas além
dessa característica o mov imento apresenta outra que v ale destacar: as
categorias implícitas em seu discurso e práticas. Toma-se aqui como base
de análise o discurso religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (UR),
cuja categoria mais fundamental é a posse, o que não significa posse
mística ou transe, mas a detenção de bens em v ista de sua fruição. A
ausência de posse explica-se por meio de um elemento perturbador da
ordem das coisas: o elemento diabólico. Os malefícios prov ocados por
esse elemento são sempre identificados como perdas: da saúde, do
emprego etc. Dessa forma, se estabelece um sistema lógico que explica
a miséria e a pobreza, a doença, a dor e os conflitos familiares e sociais.
Prev endo que a situação do homem seria insuportáv el se esses dois
elementos permanecessem, a UR prevê um terceiro, que restitui ao homem
a possibilidade de adequação ao projeto divino: a oferta. Este recurso instaura
uma interação entre o homem e Deus, criando uma obrigação de Deus para
com o Homem; pois esse ao ofertar exige d’Aquele uma imediata restituição.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
227
CONHECER OU NÃO CONHECER, EIS A DIFERENÇA
Idanir Fulgêncio da Cruz Freitas; Juliana Silv a;
Geni Martos; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alv es;
Prof. Inês Astreia Almeida Marques
Linha de Pesquisa: Filosofia
[email protected]
Conhecer é para o homem uma questão de sobrevivência. Os seres vivos,
para sobreviver, em geral adaptam-se ao meio. Conhecendo o meio, o
homem adapta-se a ele e o transforma. Os filósofos reconhecem duas
formas de conhecimento: a Sensív el, em que predominam os sentidos e a
Intelectiv a, em que predomina o intelecto. O homem conhece a realidade
atrav és dos sentidos, do raciocínio e da crença. Todos os tipos de
conhecimento deix am dúv idas. Inúmeras v ezes, filósofos e cientistas
proclamaram “Eis a v erdade”, que logo em seguida são contestadas por
nov as descobertas. Necessita-se do conhecimento para satisfazer a
curiosidade, sentir-se seguro e transformar o meio. Nossa marca no mundo:
Sociedades organizadas, instituições, leis e normas, programa de ensino,
religiões, credos, etc.
EDUCAR PARA UMA LEITURA CRÍTICA DOS MEIOS
Inês Astreia Almeida Marques
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
A compreensão do papel educacional exercido pelos meios de comunicação
de massa e a consciência de que eles apresentam, também, um caráter
pedagógico, leva à constatação de que a educação não pode ser limitada
a um determinado período e espaço na v ida do indiv íduo, uma v ez que
este está permanentemente se educando e sendo educado, num processo
contínuo de trocas e reflexões, que contribuem para seu crescimento
pessoal e profissional. Para que possa pensar na formação de cidadãos
críticos, os educadores devem repensar a sua formação e o tipo de relação
que mantêm com os meios de comunicação de massa e as novas
tecnologias.Isso porque tanto a educação como a comunicação dev em
constituir-se em instrumentos que contribuam efetiv amente para a
emancipação dos indiv íduos, num contex to social democrático e
228
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
igualitário.O papel do professor, nesse novo contexto, é fundamental, porque
os av anços no campo da comunicação e da tecnologa configuram nov as
formas e nov os espaços de aprendizagem. Os professores, na escola,
dev em estar atentos a esses av anços e compreender a importância que
eles representam para a recepção e a leitura que os indivíduos fazem dos
diferentes meios de comunicação. O objetiv o desse trabalho é inv estigar a
forma como a leitura pedagógica dos meios de comunicação está sendo
realizada, uma v ez que educar para uma leitura crítica dos meios pressupõe
conhecer e investigar a intencionalidade de que se revestem os processos
comunicacionais para que o indivíduo possa desenvolver uma postura de
análise e crítica frente ao mundo em que vive e ao que lhe é apresentando
pela mídia. Educar para uma leitura crítica dos meios é, também, orientar
para que os indivíduos possam fazer análises mais coerentes do conteúdo
veiculado e, ao mesmo tempo, possam ex pressar suas relações
interpessoais e intergrupais. A educação para uma leitura crítica dos meios
dev e contribuir para que possam ser estabelecidas novas relações
simbólicas e nov as expressões do ser social, tornando-se um espectador
ativ o, um explorador autônomo e um ator da comunicação mediada. A
escola dev e contribuir para que o jov em não se deixe influenciar ou
manipular pelos conteúdos v eiculados, mas que se torne capaz de se
apropriar de um máximo de informações origiais a partir de uma visão
pessoal, não importando o texto ou o suporte que o influenciou. Procurase despertar, no aluno, por meio do desenvolvimento de atividades diversas
com também div ersos tipos de meios de comunicação, o reconhecimento
de que a informação sofre interv enções no sentido de organizá-la no tempo
e no espaço que se pretende, sob o ponto de vista de alguém que selecionou
aquele conteúdo, aquela imagem, aquela imagem.
A COMPLEXIDADE E A SAÚDE DO SER HUMANO
Prof. Mailde Adelia Casagrande
Linha de Pesquisa: Complexidade e Saúde
[email protected]
É fator determinante a saúde e o bem-estar do ser humano. Distante do
conhecimento o ser humano tende a apresentar uma saúde precária, por
isso deficitária. Isso refere-se à alimentação, v estimenta, higiene e outros
fatores que vão determinar comportamentos condutores à saúde do cidadão
e de sua família. A qualidade de vida se faz a partir do que se pode e como
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
229
se dev e utilizar o preparo do asseio, da v estimenta, da alimentação e a
conservação do meio ambiente. Nesse v iés, a escola como reprodutora
do conhecimento passa por uma nova reestruturação de conteúdos a serem
ensinados e por meio da ação pedagógica, construído por professores e
alunos. Neste sentido, aparece a atitude transdisciplinar que pretende
tecer todas as disciplinas em direcionamentos singulares a fim de
oportunizar a integração e a prática desses conteúdos na vida diária de
seus alunos. A escola pretende tornar a complexidade fator direcionador
dos aspectos relacionados a manter e controlar pelos próprios indiv íduos,
o conhecimento de que se dev e valer para minimizar situações simples
que se tornam complexas pela ausência do conhecimento.
A EDUCAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO NO CURSO DE
PEDAGOGIA DA UNIANDRADE - 2ª Parte
Prof. Nelita Ferraz de Mello Sauner;
Prof. Zulmara Clara Sauner Posse.
Linha de Pesquisa: Cultura, Gestão e Educação.
[email protected] [email protected]
No período entre 2001 a 2003, 966 alunos iniciaram o curso de pedagogia
e 651 o concluíram, distribuídos em 15 turmas nos períodos noturno e
matutino. Nas turmas do noturno 73% o concluíram e no diurno 57%,
sendo 99% dos egressos, mulheres. Logo, a condição de gênero é variáv el
significativa para discutir o perfil dos egressos e sua inserção no mercado
de trabalho. O lev antamento dos dados referentes à idade, à condição de
mãe, esposa e ativ idade remunerada ev idencia um processo rápido de
incorporação de mulheres mais jov ens, div orciadas como chefe de família.
No ano de 2001, tanto no período noturno como diurno, encontram-se
mulheres solteiras entre 21 a 25 anos de idade e casadas, com idade
entre 36 a 45 e número de filhos v ariando de 2 a 5. No ano de 2002, no
diurno as solteiras mantém a faixa etária de 21 a 25 anos, porém as
casadas encontram-se entre 26 a 40 com número de filhos também entre
2 a 5. Já, no período noturno as solteiras encontram-se entre 26 a 30 e as
casadas entre 40 a 45 anos. No ano de 2003, no diurno há predomínio de
mulheres div orciadas, com filhos e idade entre 21 a 30, estando as casadas
na mesma faix a etária. No noturno as mulheres casadas com filhos
encontram-se entre 21 a 35 anos. Observ a-se que mulheres entre 21 a 30
anos encontram-se em todos os períodos e casadas com filhos acima de
40 anos predomina nos dois turnos. O ano de 2003 é o que apresenta
ingresso de mulheres abaixo de 20 anos e div orciadas com filhos entre 21
230
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
a 30 anos. Isto é, as mulheres que ingressaram nas doze primeiras turmas,
tanto solteiras como casadas encontram-se em faixas etárias mais
av ançadas que os egressos das 5 últimas turmas, onde cresce o número
de solteiras. O curso de Pedagogia, portanto, absorv eu inicialmente uma
reserva de mercado que já havia construído a unidade familiar e, no ano de
2003, uma parcela significativa das mulheres que irão construí-la ou refazêla. Para observ ar a relação mulher-profissão e a opção pelo curso de
pedagogia lev antaram-se dados referentes à ativ idade, ou não, que as
univ ersitárias exerciam anteriormente ao ingresso no curso, na condição
de docente (D), não docentes (ND) e sem trabalho remunerado (ST). Nas
turmas do período diurno, do ano de 1999, a relação entre estas categorias
está equilibrada. Há 16 docentes, 15 não docentes e 17 sem trabalho. No
período noturno acentuam-se as docentes (15), reduz-se as sem trabalho
(10) e as não docentes (2). Ingressaram em 2000, no turno matutino, 16
docentes, 6 não docentes e 9 sem ativ idade. No noturno 26 docentes, 13
não docentes e 10 sem trabalho. As doze primeiras turmas de alunos
apresentam um aumento contínuo de mulheres docentes, reduz-se o
número de não docentes e cresce as sem trabalho. Nas turmas do período
diurno, em 2001, predominam as docentes (33), seguidas das sem trabalho
(21) e das não docentes (4). No período noturno há 81 docentes para 29 não
docentes e 24 sem trabalho. Entre os docentes de 1999, 19 alunos trabalham
em empresas priv adas, 12 em públicas e no ano de 2000, 29 encontram-se
em empresa privada e 13 em Instituição Pública. Em 2001, inv erte-se, pois
60 encontram-se em Instituição pública e 44 em empresa privada. Os dados,
por enquanto, revelam que mulheres casadas, solteiras ou divorciadas procuram
profissionalizar-se na docência porque facilita atender as funções de mulher
(esposa, mãe, dona de casa) e ou as de chefe de família, pois a grande
maioria das divorciadas definem-se como solteiras com filhos. A análise dos
dados referentes à ativ idade profissional após o egresso do curso, deverá
indicar se o curso de pedagogia é ou não instrumento que permite atender a
expectativa do universo das mulheres que nele ingressaram.
A ADAPTAÇÃO DOS CANHOTOS NO MUNDO DESTRO
Renata Guimarães; Prof. Inês Astreia
Linha de Pesquisa: Gestão, cultura e Educação
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Os canhotos sofrem div resos tipos de preconceitos v indos de séculos
atrás, sobre um mundo que não foi feito para eles. Abridores de latas,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
231
facas e maçanetas, colheres tortas para bebês e a numeração do teclado
do computador, tudo perfeitamente adequado para a realidade destra. Ser
canhoto é ter que se adaptar a um mundo espelhado, que se apresenta ao
contrário do que seu cérebro considera natural. É ser considerado “sinistro”
e “estranho”, por não seguir o padrão que a maioria da população considera
normal. E dev e-se ter mais cuidado com esse preconceito no ambiente
escolar, onde a escrita é predominante entre as ativ idades exercidas e há
a conv iv ência com crianças de mesma faixa etária. Ser canhoto é natural
e perfeitamente normal, e o canhoto dev e ser respeitado como qualquer
outra pessoa. Há outras pessoas, conhecidas como ambidestras, que
utilizam as duas mãos para escrev er ou fazer uma outra ativ idade, e outras,
ainda, que são conhecidas como estrefossimbólicas, aquelas que
distorcem as palavras, escrev endo-as de forma espelhada ou de pontacabeça, o que também as pessoas não consideram natural para a realidade
atual. Os professores, principalmente os de ensino fundamental, dev em
ter sempre uma forma de lidar e ajudar essas crianças que, por serem
estrefossimbólicas, escrevem da maneira “errada”. Com isso, os
professores não podem ter nenhum tipo de preconceito e serem muito
conscientes de sua atividade profissional, para que seus alunos que sejam
canhotos não se sintam discriminados, os que são ambidestros escolham
seu lado predominante e os estrefossimbólicos consigam escrev er da
maneira correta.
HUMANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: UMA PROPOSTA ÀS
ATENDENTES DE BERÇÁRIO
Renata Jurach Bueno; Prof. Adilaurinda Ribeiro de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
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A presente pesquisa de campo originou-se no projeto: “Tocar: o significado
humano” v oltado, a crianças de zero a doze meses, apresentado no II
Seminário de Pesquisa e II Seminário de Iniciação Científica da
UNIANDRADE em 2004. Parte da problemática está no fato de que os
Profissionais da Educação Infantil sentem dificuldade em expressaremse por meio do toque “terno e amoroso”, pela lacuna deixada em sua
formação a respeito do que v em a ser o desenvolvimento sensório-motor
e, mais que isto, o fato histórico e cultural do não recebimento do toque.
“Dificilmente se oferece aquilo que não se recebeu”, pelo simples fato do
desconhecimento corporal da ação. Outro enfoque à problemática é o
desgaste físico e emocional das atendentes que v êem-se com um número
232
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
grande de bebês, ou seja, seu trabalho restringe-se, essencialmente, ao
cuidado físico de: alimentação, higiene... Neste contexto, objetiva-se
melhorar significativ amente o trabalho das atendentes em termos
emocionais, cognitiv os e físicos por meio de sessões Reiki, técnica de
terapia complementar, aceita pela Secretaria de Educação de São José
dos Pinhais em projeto piloto, no CEMAE Cantinho Feliz e que é objeto
da presente pesquisa de campo. Por meio de relatos das pessoas
participantes da pesquisa pretende-se analisar as conseqüências advindas
das sessões de Reiki em relação ao trabalho das atendentes com as
crianças; observar se, no comportamento das crianças, houve alguma
alteração em termos de tranqüilidade e receptiv idade; perceber se a
disponibilidade física das atendentes aumentou; entender as relações
humanas como uma cadeia de interações onde o estado emocional de
um dos integrantes afeta aos demais; compreender que o homem, visto
como ser holístico, interage de forma harmoniosa na proporção em que a
harmonia se manifesta nele, internamente, em decorrência das sessões
Reiki. O início da pesquisa foi em 12/09/2005 tendo como data prevista
para o término-parcial, em 12/12/2005. Salienta-se, aqui, que o Reiki faz
parte de projetos de redução do stress, entre outras técnicas, no Hospital
Pequeno Príncipe e no Hospital das Clínicas.
DIFERENCIAL NOBRE EM EDUCAÇÃO MATERNAL
Renata Jurach Bueno; Prof. Rubiana K. Mendel
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
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A Educação Infantil representa um “nicho”de mercado em expansão visto
que um número crescente de famílias v êm delegando o cuidado de seus
filhos pequenos por 35 ou mais horas semanais, em geral, às Instituições
de Ensino (BRAZELTON, 2002). Estratégias em termos administrativ os
concorrem à permanência e ascensão da empresa Instituição de Educação
Infantil, assim, o que oferecer aos clientes (pais e alunos) como diferencial
competitivo de forma a encantar, satisfazer suas necessidades, estabelecer
um v ínculo de fidelidade e, consequentemente, aumentar o número de
alunos? Neste sentido, o presente projeto de pesquisa investe no marketing de relacionamento que “(...) visa construir uma relação duradoura com
o aluno e seus familiares, baseada em confiança, colaboração,
compromisso, parceria, inv estimentos e benefícios mútuos, resultando na
otimização do retorno para a escola e seus clientes. Constrói um forte
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
233
laço de relacionamento escola/aluno/família”(COLOMBO, 2004, p. 71),
ou seja, um nov o olhar à escola como forma de reinv enção da mesma o
que “(...) implica, antes de tudo, em rever o conceito de educação com
todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligados a ela” (LÜCK,
2004, p. 26). Ao se perceber na Educação Infantil um “nicho”de mercado
favorável ao investimento objetiva-se gestores em sala de aula, gerenciando
pais e alunos no intuito de vender o seu produto, produto que aumenta o
seu v alor quanto mais faz sentido ao comprador e, em Educação Infantil,
o senso comum acredita que “cuidar bem” seria o ideal às crianças
pequenas. O diferencial competitivo que se propõe diz respeito a “ensinar
aos pais a ensinarem seus filhos de maneira natural”, “ensinar aos pais a
compreendê-los em suas fases de desenv olv imento”assim, trabalha-se
em parceria com objetiv os comuns em relação à criança nos aspectos
físicos, cognitivos e emocionais; auxiliando de certa maneira na amenização
do sentimento de culpa que alguns pais sentem em permanecerem
distantes dos filhos tantas horas semanais caracterizando aqui, uma das
necessidades deste cliente.
POLÍTICA X ÉTICA
Scheila Aparecida Leal; Ana Maria Mesquita
Francielly P. Goes; Prof. Inês Astreia Almeida Marques;
Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
São cada v ez mais perceptív eis os escândalos que acontecem entre os
gov ernantes do nosso país. Denunciar e apontar possív eis soluções para
esse problema é dever de todo cidadão brasileiro. Este trabalho tem como
objetivos: demonstrar a necessidade de padrões éticos para uma sociedade
desenv olv ida, contribuir para uma reflexão crítica sobre a política
contemporânea. Uma sociedade que se queira desenvolvida tem que pautar
suas ações por princípios éticos. A ética dev e transparecer nas relações
sociais, políticas e econômicas. Geralmente, há dificuldade em aceitar
mudanças ou considerar decente quem age contra os princípios éticos.
Mas, na escolha das metas para a definição da política, economia ou
socialmente, é preciso supor que existem pessoas honestas. Mesmo que
a decepção às v ezes não deixe isso acontecer. Por enquanto, sofre-se o
efeito bola de neve: cada v ez aumenta mais. Antigamente, havia políticos
que realmente se interessav am em trabalhar para o povo, como Jânio
234
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Quadros, Ulisses Guimarães e Franco Montoro. Hoje, os políticos só
pensam na v antagem que podem levar. Por isso, é correto os promotores
serem implacáv eis contra a corrupção. É obrigação ética. Já os cidadãos
precisam ser críticos, estudar e pensar em suas atitudes e participar
ativ amente da construção da sociedade, tanto no setor político como em
todas as situações que requerem ética e responsabilidade. Mas uma coisa
é defender ética na política, e outra rebaixar a ética, confundindo o ideal
de não-corrupção, requisito necessário, porém não suficiente da v ida em
sociedade, com o cerne da discussão política. A política é a discussão
dos caminhos que se deseja para a sociedade. A ética está relacionada
com uma atitude sobre o comportamento moral de cada indiv íduo, evitando
o desrespeito à lei, à prepotência e predominância do mais forte,
proporcionando sempre a igualdade entre os cidadãos. Toda sociedade
deve trabalhar unida para acabar com a corrupção que faz parte do quadro da
política do país. O primeiro passo para que tal fato aconteça efetivamente é a
conscientização de toda a população a respeito do verdadeiro significado da
palav ra política. O sistema político brasileiro tem que mudar. Os candidatos,
além de uma carreira política brilhante, precisam ter competência profissional
para o cargo: saber administrar e entender de economia, por exemplo. Com
governantes capacitados, haverá menos corrupção.
UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO
MODERNO (2)
SImone Rogalsky Tissen; Camila Custódio Borges; Dinaura Mescedes
Kula Loyola; Maria de Lurdes Martins do Nascinento Ostrowski; Raquel
Rodrigues Silv a Ramires; Prof. Ines Astreia Almeida Marques
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
Um olhar filosófico e sociológico sobre o mundo moderno. O título filosofar
surgiu a partir da problemática existente em um mundo marcado por tantas
informações: como desenv olv er no homem moderno o senso crítico e a
capacidade de filosofar e v iv er? Dentro dessa questão pode-se abordar a
justificativa que as informações do mundo moderno estão, cada v ez mais,
lev ando as pessoas a terem um espírito apático, a serem manipuladas.
Saber filosofar, nesse caso, é exigência para tornar as pessoas mais
críticas. Por meio do estudo da filosofia, do ato de filosofar, estudam-se
as v árias formas de refletir sobre a importância do papel do indiv íduo no
processo de construção da cidadania e qual o papel da filosofia no mundo
moderno. A tensão entre o mito e a filosofia começa, mas não termina na
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
235
Grécia antiga. Ela perpassa a história ocidental e continua, de alguma
forma, até hoje. Na época do surgimento da filosofia, aceitava-se como
verdade tudo o que era dito pelas autoridades, não se questionava a ordem
dos deuses e nem o conhecimento era passado do mais v elho para o
mais jov em. Atualmente, os meios de comunicação adentram os nossos
lares com uma enx urada de informações nem sempre v erídicas que, ao
invés de ajudar, confundem mentes ingênuas. Por meio da filosofia, o homem
torna-se livre de crenças e temores e pode promov er, atrav és da
racionalidade, as mudanças sociais e políticas, para formar uma sociedade
equilibrada com um olhar mais crítico, fugindo do senso comum. Com a
filosofia, o homem procura filtrar, interpretar, as informações que lhe são
passadas, podendo estabelecer, assim, um equilíbrio entre o real e o mito.
Buscando, com esse novo conhecimento, construir uma sociedade com
senso crítico, capaz de transformar o meio em que v iv e. Isso porque o ser
humano é, naturalmente, um ser da intervenção no mundo, à razão de que
faz a história, sendo capaz de deixar suas marcas como sujeito e não
como objeto.
COMPLEXIDADE DA ARTE
Sirlene Miranda; Tânia Santana Mendes; Emanuelle Serafim Katia
Chiconato; Elenir Barros; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alv es; Prof.
Inês Astreia Almeida Marques
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
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Um olhar Filosófico e Sociológico sobre o mundo moderno. Titulo: A
admiráv el complexidade da arte. A arte pode influenciar o desenvolvimento
criativo no aluno. Ela contribui para despertar, nas crianças, a capacidade
de sonhar, bem como para fav orecer a formação de um olhar mais crítico
para a realidade e despertar a imaginação. O prazer da arte pode ser
experimentado e rev ela o ser, pois quando a criança observ a, pensa e,
quando pensa, diverte-se, e sente prazer. Como objetiv os para o presente
trabalho buscou-se desenv olv er o gosto pela arte, bem como contribuir
para a formação de um cidadão mais reflexiv o. Além disso, procurou-se
despertar a capacidade do aluno de construir um mundo mais belo, bem
como oportunizar a contribuição para o amadurecimento da criança com
relação a sua visão do mundo. Além disso, procurou-se permitir uma melhor
expressão do indiv íduo na v ida social. O mundo da arte possibilita a
imaginação e o sonho. O prazer da arte é também o prazer da reflexão. A
236
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
arte modifica a realidade, reinv enta o humano e faz recuar a v iolência.
Cada arte tem sua linguagem. A música, por exemplo, fala por meio do
som/ silêncio; a pintura, por cores, linhas e formas; o cinema, pela imagem,
o pensamento no tempo. É um fazer agradável, é conhecimento e
comunicação. Desenv olv ido o gosto pela arte na criança, pode-se torná-la
um adulto reflexiv o, desarmado de preconceitos e, ao mesmo tempo,
racional, com outra v isão do mundo e com maturidade para enfrentar as
dificuldades da v ida. Por meio da arte é possível a criança criar e expressar
o que tem dentro de si, cultiv ar este sentimento com auxílio de elementos
retirados do mundo exterior.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
237
238
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O ESPAÇO SELVAGEM EM LYGIA FAGUNDES TELLES E CLARICE
LISPECTOR
Este artigo pretende discutir a representação do wilderness, ou espaço
selv agem, em dois contos de duas autoras já consideradas parte do
cânone literário brasileiro, Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector, a
partir da discussão do importante texto de teoria literária feminista da
crítica norte-americana Elaine Showalter, Feminist criticism in the wilderness, de 1981. Partindo de uma análise do conto “O jardim selv agem”, de
Lygia Fagundes Telles, este trabalho buscará estabelecer uma relação
com o também conto “Amor”, de Clarice Lispector, a fim de se discutir a
crença, hoje combatida pelas correntes teóricas feministas mais
contemporâneas, na existência de uma cultura feminina comum a todas
as mulheres. Tal cultura, segundo Showalter, englobaria todas as
experiências femininas que não pudessem ser acomodadas na esfera
dominante masculina. Para fins de clareza, a palavra wilderness será
traduzida como “espaço selv agem”e serv irá para descrev er a zona de
contato onde a dita cultura feminina manifesta-se; separada, mas
inv ariav elmente v inculada à esfera masculina por sua relação de
dependência e conseqüente subordinação. Sendo a leitura feminista nada
mais do que um outro possível modo de interpretação que o texto literário
acomoda e permite, cabe a ela, além do resgate da literatura de autoria
feminina, o estudo de mulheres como autoras. Showalter, assim, vai chamar
este último enfoque de ginocrítica, que também focará na história, estilos,
temas, gêneros e estrutura dos escritos de mulheres. Para a crítica norteamericana, a cultura se constituiria, basicamente, da interpretação de
idéias sobre o corpo, linguagem, e psique femininos em relação ao contexto
social em que aparecem, reconhecendo que há importantes diferenças
entre mulheres como autoras, tais como classe, etnia, nacionalidade e
história, e que estas são determinantes literárias tão significantes quanto
o gênero feminino por si só. Por pertencer a ambas as esferas, masculina
e feminina, o discurso feminino seria um discurso de duas vozes, que
sempre incorporaria as heranças sociais, literárias e culturais do grupo
dominante e do dominado. O texto feminino seria, portanto, fruto da união
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
239
LETRAS
Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Iv an Sousa Rocha;
Profa. Dra. Regina M. Przybycien
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
acomoda e permite, cabe a ela, além do resgate da literatura de autoria
feminina, o estudo de mulheres como autoras. Showalter, assim, vai chamar
este último enfoque de ginocrítica, que também focará na história, estilos,
temas, gêneros e estrutura dos escritos de mulheres. Para a crítica
americana, a cultura se constituiria, basicamente, da interpretação de
idéias sobre o corpo, linguagem, e psique femininos em relação ao contexto
social em que aparecem, reconhecendo que há importantes diferenças
entre mulheres como autoras, tais como classe, etnia, nacionalidade e
história, e que estas são determinantes literárias tão significantes quanto
o gênero feminino por si só. Por pertencer a ambas as esferas, masculina
e feminina, o discurso feminino seria um discurso de duas vozes, que
sempre incorporaria as heranças sociais, literárias e culturais do grupo
dominante e do dominado. O texto feminino seria, portanto, fruto da união
dos dois discursos, o masculino e o feminino juntos. E é justamente este
confronto de v ozes que será explorado por Lygia Fagundes Telles e Clarice
Lispector em seus textos; ambos, porém diferindo fundamentalmente
quanto ao destino das personagens femininas em sua ação. Enquanto
Daniela, de “O jardim selvagem”é apresentada como sendo o próprio jardim
selv agem, Ana, de “Amor”, entra em contato com a esfera feminina
simbolizada pelo Jardim Botânico, mas repudia-a e v olta para sua família
e marido, incorporando-se de v ez à esfera patriarcal.
LITERATURA E HISTÓRIA, REJEIÇÕES, CONFRONTOS,
ASSIMILAÇÕES
Ana Cristina Haddad Santos; Prof. José Antonio Vasconcelos
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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Enquanto alguns críticos da literatura acham que em uma obra literária
tem que ser resgatado o que autor quis dizer, qual seu contexto histórico,
para conseguir interpretá-la, outros pensam que jamais se saberá o autor
quis dizer, e que isso não interessa, já que cada indivíduo ao lê-la, v ai
interpretá-la de uma maneira diferente, de acordo com sua visão de mundo,
sua cultura, seu conhecimento, suas experiências, enfim, com seu
momento intelectual, já que depois de algum tempo ele poderá relê-la e
interpreta-la de maneira diferente. Enquanto Saussure analisava a linguagem
em significante e significado, onde o significante seria a palavra e o
significado seria o que esta palavra nos remetia, Derrida v em com a teoria
da desconstrução que é oposta ao estruturalismo clássico, que representa
a visão idealizada (eu e o não eu, a verdade e a falsidade, sentido e absurdo,
240
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
razão e loucura). É uma análise muito mais complex a, já que gato pode
em um contexto significar um animal, em outro um homem bonito, em
outro uma peça de metal usada para emendar, e assim por diante. Esse
pensamento não parou na literatura. Enquanto historiadores queriam
transformar a história em ciência, o pós-estruturalismo v em questionar a
história, já que a história é composta por tex tos analisados e escolhidos
por historiadores. Qual o parâmetro usado para se escolher um texto ao
inv és de outro? Como o historiador pode recuperar o texto sem interpretá
-lo, sem usar a sua v isão de mundo? Essas perguntas vêm trazer uma
crise para a literatura e para a história. Enquanto historiadores não querem
que a história v ire literatura, a literatura por sua v ez não quer v irar história.
Enquanto alguns historiadores não querem textos históricos como arte,
outros acreditam que o papel da história não é apenas retratar a história
em seu contex to histórico, como representação do passado, mas sim
contextualizar a história em contextos atuais para adquirir muitos outros
significados, que jamais poderiam ter sido pensados antes, além de
recuperar textos históricos anteriormente descartados, antes que se
percam. “Assim a história estaria intimamente ligada com a teoria literária
e a filosofia da linguagem”. São dois pólo que dev em ser explorados em
ambos os casos, como, por exemplo, no tex to de Colombo. Ele fez uso
do marav ilhoso em seus discursos para poder se apossar das terras
descobertas. Ao analisarmos seu discurso, podemos afirmar que ele usou
de má fé quando afirmou que os índios transferiram a posse de suas terras
aos espanhóis, pois eles não entendiam o que eles falav am. Também fez
uso do maravilhoso e da igreja, para re-nomear as terras encontradas,
usando a estratégia de que era um presente de Deus para ele. Na sua
retórica ele usa o maravilhoso para envolver e para apoiar suas atitudes e
validar a posse do “novo mundo”encontrado. Associando a intertextualidade
v emos as diversas interpretações de um mesmo texto histórico e de como
tudo era feito para defender o interesse da monarquia e do próprio Colombo. Mas talv ez realmente ele acreditasse no que falav a. O que ele
pensava jamais saberemos, mas podemos enriquecer o texto com diversas
interpretações e contextualizá-las. Assim como de um tex to histórico
podemos tirar v árias interpretações e intenções, por isso a
descontextualização enriquece o texto histórico, pois uma obra que não
fica presa num contexto histórico poderá adquirir diversos significados
jamais pensados anteriormente. Mas a contextualização histórica nas obras
literárias pode abrir igualmente outras interpretações, também jamais
pensadas. Como por exemplo, em Macbeth, de Shakspeare. Se ao lermos
a peça soubermos que o rei da época mandava matar todos que ameaçavam
seu reinado, o v eremos como um texto crítico e denunciador. Na v erdade
as descontex tualização enriquece a história, assim comoa
contextualização enriquece a literatura.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
241
A CRITICA DA SOCIEDADE ATRAVÉS DE TEXTOS DE JOSÉ
SARAMAGO
Angelis Cristina Soistak; Prof. Silv ana Oliv eira
Linha de Pesquisa: Literatura Portuguesa
[email protected]
Lev ando em consideração a importância do autor para o cenário literário
mundial, pretendemos, nessa comunicação, abordar aspectos que
consideramos relev antes na obra de José Saramago, como o caráter social de suas obras e algumas estratégias utilizadas pelo autor para facilitar
o entendimento das idéias ex postas em seus tex tos. José Saramago é o
único escritor de Língua Portuguesa v iv o que já recebeu o prêmio Nobel de
literatura, tendo lugar obrigatório nos currículos dos cursos de Letras em
inúmeras univ ersidades. Baseadas nestas características comunistas de
suas obras, estudaremos, portanto, a recorrência temática presente nas
obras do autor, analisando-a porém, como uma v erdadeira metáfora aos
problemas que assolam a sociedade atual de modo geral como a perda da
identidade e a falta de observação do mundo. Pretendemos abordar também
as estratégias utilizadas em seus livros para que suas idéias fiquem mais
claramente expostas aos leitores. Partindo de algumas premissas teóricas
de Umberto Eco e do textos de José Saramago, como O homem duplicado
(2002), O ano da morte de Ricardo Reis (1998), Todos os nomes (1997),
Ensaio sobre a cegueira (1995) e Memorial do convento (1982), entre outros,
pois podemos dizer que todos exploram abundantemente esses temas de
caráter social pretendemos, portanto, chegar a uma interpretação razoáv el
das idéias do autor.
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CRÍTICA DA VIOLÊNCIA: O INTERTEXTO SHAKESPEARIANO EM O
PIANISTA, DE POLANSKI
Prof. Anna Stegh Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
A partir de conceitos críticos estabelecidos por teóricos contemporâneos,
este artigo discute a crítica da v iolência que Polanski faz em O pianista
(2002), uma v ersão fílmica do relato de Wladyslaw Szpilman sobre o
Holocausto, e mostra como o cineasta amplia o âmbito de sua crítica ao
inserir um excerto de O mercador de Veneza (1598) de Shakespeare em
sua adaptação. Apesar de hav er apenas uma referência direta a Shakespeare - a famosa fala de Shylock sobre a natureza humana - uma
multiplicidade de ecos do texto permeia a narrativa fílmica como um todo.
Atrav és do diálogo estabelecido entre a peça, o relato memorialístico e o
filme, objetivamos refletir sobre uma série de inquietações que prevaleceram
em diferentes tempos, contextos e culturas e ex aminar as v ias atrav és
das quais a intolerância e o preconceito geraram terrív eis atrocidades,
com o intuito de iluminar a questão dos fantasmas raciais que conduziu a
lamentáv eis catástrofes.
MENTIRAS E VERDADES NO MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ
SARAMAGO
Arhádia Cristhiane Campos; Prof. Simone Regina Dias
Linha de Pesquisa: Metaficção Historiográfica
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Este projeto tem por finalidade analisar a história tradicional de Portugal
durante o reinado de Dom João V, bem como a história da construção do
conv ento franciscano na v ila de Mafra, no contexto da ficção escrita por
José Saramago intitulada Memorial do Convento. A obra é complexa; por
isto necessita de uma análise ampla; pois ao mesmo tempo em que os
fatos tradicionais são colocados no tex to, eles se misturam com os
ficcionais, tornando a obra fascinante, mas ao mesmo tempo intrigante
por tratar com sutileza e ironia a história tradicional. Saramago é um crítico
por natureza e muito criticou a sociedade v igente na época da publicação
de seu livro, como critica até hoje os absurdos gastos do governo como
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
243
ostentações e palácios de luxo, enquanto o povo vive em miséria... fatos que
existiram e ainda existem no contexto de qualquer país. Propomos analisar a
obra pela ótica defendida por Linda HUTCHEON (1991), na qual se faz
necessário também uma investigação histórica dos fatos, correlacionandoos com os ficcionais e os tradicionais. A esta ótica de trabalho é dado o nome
de metaficção historiográfica, que v eio embalada na discussão já lev antada
pelo movimento do novo historicismo, na qual o caráter hegemônico dos
registros históricos pode ser questionado, gerando nov os conceitos e
descobertas sobre o passado viv ido. Elabora assim uma nova visão desta
obra que fascinou a geração de sua época e mostra aos novos leitores que a
história pode ser recontada através de personagens e fatos que não existem
na história tradicional, mas que a tornam mais próxima ao leitor.
INTERTEXTOS SHAKESPEARIANOS EM MORTE E VIDA SEVERINA
Braz Pinto Junior; Prof. Anna Stegh Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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O poema dramático Morte e vida veverina, escrito entre 1954 e 1955 por
João Cabral de Melo Neto é, segundo o próprio autor, uma homenagem à
tradição poética ibérica e aos autores populares do nordeste, que mescla
em sua estrutura gêneros como o auto religioso e o cordel, além de
elementos da prosa. No texto, o autor apresenta a história de um entre
tantos outros sev erinos, retirantes que “baix am”do sertão em direção a
Recife, na esperança de encontrar “terras”mais generosas onde possam
plantar sua “sina”, mas que ao inv és disso encontram apenas a morte em
seu caminho: morte representada de muitas formas, inclusiv e no quadro
de desolamento social, composto pela v ida-quase-morte dos moradores
dos mocambos, habitantes do mangue. Durante toda essa peregrinação,
é esse próprio Severino quem desenvolv e sua reflexão a respeito da v ida,
da morte e do poder. Morte e vida veverina pode ser lido como exercício de
criação poética, no contexto da pós-modernidade, em que a tradição e a
criatividade são elementos em constante interação e no qual chamamnos a atenção as intertextualidades com a obra do dramaturgo inglês
William Shakespeare, principalmente com alguns trechos das tragédias
Hamlet (o solilóquio “ser ou não ser”e a “cena dos cov eiros”) e Macbeth.
O diálogo entre tais obras, uma vez estabelecido, nos permite um
aprofundamento sobretudo de temas fundamentais, como a preponderância
do pensamento sobre a ação, a justiça e o renascimento por meio da
morte.
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
IMAGENS DE VIOLÊNCIA NA NARRATIVA FICCIONAL E FÍLMICA
Prof. Brunilda T. Reichmann
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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Este projeto de pesquisa analisa a transposição do romance Angela’s
ashes - A memoir, de Frank McCourt (1996) para a tela por Alan Parker
(1999), renomado cineasta inglês. Contrastando com a Irlanda da
atualidade, um país que inv estiu fortemente na educação, com 60% dos
jov ens na Univ ersidade, e que possui uma renda per capita superior à da
Inglaterra, a Irlanda da metade do século XX, na diegese de Frank McCourt,
é miseráv el e avassaladora. Aos 67, Frank McCourt recria em páginas
repletas de dor, a infância miserável, a perda da inocência e os últimos
anos que passou em Limerick com seus pais e irmãos, dos anos 40 ao
final dos anos 50. O filme de Alan Parker (1999) adapta para a tela, por
meio de imagens poderosas, as experiências traumáticas do romance: a
morte de irmãos e comportamentos ambiv alentes dos pais, a fome, as
doenças e a morte; as humilhações pelas quais passa diante dos colegas
da escola, dos representantes do governo e da Igreja Católica. Ao analisar
as passagens nas quais impera a v iolência, utilizamos as teorias de
Hannah Arendt, Ronaldo Lima Lins, Ives Michaud. Do início ao fim, o filme
é sombrio e Limerick, a cidade retratada, repleta de imagens de santos e
crucifix os, corrobora, com sua umidade v iolenta e falta de higiene, a
crueldade inerente de seu pov o, gov erno e da Igreja Católica Irlandesa de
meio século atrás. A miséria do cotidiano, presente em Angela´s ashes é
o assunto deste trabalho, realizado através da análise de cenas ou
fotogramas do filme e sempre que necessário estabelecendo um diálogo
com o romance. Nas cenas, os elementos de interesse são o
posicionamento da câmera, o enquadramento da cena, o posicionamento
das personagens no espaço cenográfico e os diferentes planos
representacionais. São trabalhados fotogramas ou cenas que rev elam 1.
as intempéries do tempo em Limerick, Irlanda, 2. o close-up do olhar de
Frank McCourt, narrador e protagonista do romance, no campo e a
implicação de seu significado fora do campo e 3. a representação do
opressiv o sistema de auxílio social da mesma cidade irlandesa. Para a
análise dos fotogramas, usamos como embasamsamento teórico as
publicações de J. Aumont, B. McFarlane, J. Naremore e R. Stam.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
245
A VIOLENTAÇÃO DO “EU”NA VIDA COTIDIANA EM A DONA DA
HISTÓRIA, DE JOÃO FALCÃO
Caroline Chav es; Prof. Anna Stegh Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O presente projeto pretende analisar a peça de João Falcão, A dona da
história, em sua totalidade textual a partir de um instrumental teórico
multidisciplinar, explorando as técnicas da dramaturgia da memória.
Pretende-se, também, fazer uma reflexão sobre a temática da peça, ou
seja, o uso das máscaras sociais do cotidiano, modo de anular-se ou
abster-se de nossas v ontades, agindo em conformidade com as demandas
e pressões da sociedade em detrimento próprio. Diariamente, cometemos
pequenas v iolências contra nós mesmos, objetiv ando alcançar aceitação
e proteção. Na obra de João Falcão, a protagonista faz uma auto-análise,
estabelecendo um diálogo com seu passado na tentativ a de interferir e/ou
modificar sua vida presente. Objetiva-se ainda ampliar o âmbito da pesquisa
com o estudo da v ersão fílmica da peça, v erificando as relações dialógicas
entre hipotexto e hipertexto.
A IMUTÁVEL DOR DA PARTIDA EM: CAMÕES, PESSOA E
SARAMAGO
Caroline Vanzo Bernardi; Profª Rosana Harmuch
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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Os grandes poetas, ao longo da história, têm se destacado pela
sensibilidade singular que lhes permite observ ar tanto o que está a sua
v olta, quanto os sentimentos mais secretos da alma humana, de uma
maneira muito mais perspicaz que os demais. Há inclusiv e, quem os
considere percursores da psicologia moderna, tamanha a capacidade de
compreender e expressar o que se passa nos recônditos da mente e do
coração. Dev ido a essa sagacidade, não raro são capazes de abordar
com maestria temas que, de certa forma, permanecem sempre atuais,
podendo ser retomados, recontextualizados e até mesmo contestados
depois de anos ou até mesmo de séculos após a edição original. Muito
mais que mera cópia, esta menção a outras obras, conhecida como
intertextualidade, permite que uma criação literária se sustente na outra,
apóiem-se e mutuamente se validem. Tome-se como exemplos, as poesias
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III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
“Fala do Velho do Restelo ao astronauta”, de José Saramago e “Mar
português”, de Fernando Pessoa, que se “comunicam”com a passagem
do Velho do Restelo na obra Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões. É
possív el observ ar nas três obras citadas, a incansáv el busca do homem
por dinheiro, conquista e poder que o impulsiona a ir cada v ez mais longe,
independentemente do rastro de destruição que deixa atrás de si, usando
para isso o pretexto do progresso pelo bem comum. O tema abordado é
tão atual que pôde ser abordado na poesia de Saramago quando compara
as conquistas espaciais às expedições marítimas portuguesas nos séculos
XV e XVI, em que as famílias eram separadas, a atenção da população
desv iada e os recursos da nação eram empregados à conquista de algo
maior. Contudo, os problemas locais eram negligenciados e os frutos
dessas empreitadas nunca chegav am às mãos de quem mais necessitav a:
o povo. O mesmo tema também é explorado na poesia de Pessoa, quando
o “eu-lírico” discorre sobre a fome e desolação que as guerras trazem,
pois, ao passo que os gov ernantes travam disputas sangrentas em busca
de prestígio, dinheiro e poder, as pessoas comuns, pessoas inocentes,
sofrem com a fome e a miséria, sendo levadas a acreditar que tudo v ale a
pena em prol da nação, conforme os seguintes v ersos: “Mas fizemos de ti
a prov a da riqueza /E também da pobreza, e da fome outra v ez.”Assim
sendo, é possív el observ ar que temas atemporais inerentes à natureza
humana são freqüentemente abordados pela literatura, cabendo ao leitor
atento identificar as relações e compreender de que maneira os tex tos
dialogam entre si a fim de melhor contemplar tantas obras singulares da
literatura, que, felizmente, sobreviveram e são acessíveis nos dias atuais.
ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE LITERATURA BRASILEIRA
Caroline Vanzo Bernardi; Joze Soares;
Prof. Verônica Daniel Kobs
Linha de Pesquisa: Literatura e Midia
[email protected]
Inúmeras adaptações de obras literárias são produzidas pela indústria
cinematográfica todos os anos, seja na produção de filmes, minisséries,
telenovelas, etc. Entretanto, os resultados obtidos nem sempre condizem
com a obra original, pois, como qualquer outra manifestação artística,
estão sujeitos a elementos dialógicos distintos. Como exemplo, é possível
citar o recurso da abstração de que a literatura dispõe, uma v ez que,
dependendo do universo pessoal de cada leitor, pode adquirir contornos
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
247
de incrív el nitidez, pois não raro as obras literárias abordam sutilezas da
natureza humana, tais como os pensamentos mais secretos e os desejos
mais profundos das personagens - que são perceptív eis aos leitores. Já
no cinema, existe a necessidade de “traduzir” essa abstração em
elementos v isuais, como iluminação, figurinos, locações, etc., que nem
sempre condizem com o idealizado pelos leitores. Em v ista disso, surgem
as inev itáv eis comparações. Como objeto de estudo, foram analisadas a
obra A hora da estrela, de Clarice Lispector, e a adaptação feita para o
cinema, pela diretora Susana Amaral, em 1985, bem como a obra Vidas
secas, de Graciliano Ramos, e a obra homônima de Nelson Pereira dos
Santos, de 1963. Pretendia-se av eriguar quais elementos foram mantidos,
tais como estão nas obras originais, quais apresentaram discrepâncias e
quais as possív eis razões para essas alterações, considerando que se
tratam de gramáticas diferentes e, por conseguinte, valem-se de ferramentas
próprias. Além disso, é possív el observ ar como o contexto histórico é
capaz de influenciar o produto final das div ersas manifestações artísticas.
Prov as disso são as denúncias sociais observadas em ambas as obras
literárias, que abordam a errância do povo nordestino, assolado pela seca,
falta de oportunidades e pela conseqüente ex clusão da sociedade. Além
disso, foi analisada a influência do mov imento do Cinema Nov o - que se
destacou principalmente na década de 60 - na adaptação da obra de
Graciliano Ramos. O nordeste passou a ser abordado pelo cinema não
mais sob uma óptica romanceada, ou amenizada, e sim como uma
retratação fiel da aridez e das adv ersidades enfrentadas pelo pov o
nordestino, representado pela família de Fabiano. O filme A hora da estrela,
embora também aborde aspectos sociais, como a problemática dos
retirantes nordestinos, que se deparam com inúmeras adv ersidades, é
uma obra de tensão interiorizada, em que mais importante que o destaque
a aspectos sociais é o “conv ite” ao espectador para compartilhar com
Macabéa a solidão e ignorância ingênua de quem, apesar de nem se
perceber como um ser humano, mesmo assim, é dotada de uma feminilidade
frágil e sutil. Dessa forma, mais que uma busca por justificativas, a finalidade
deste brev e estudo é observ ar e buscar compreender a maneira como as
releituras de obras literárias podem se processar em diferentes contextos.
248
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
REPRESENTAÇÕES DAS VIOLÊNCIAS DO COTIDIANO NA
DRAMATURGIA DA MEMÓRIA
Charlott Eloize Lev iski; Prof. Anna Stegh Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O trabalho discute a questão da v iolência do cotidiano em Wit: Jornada
de um poema, da dramaturga estadunidense Margaret Edson. Nesta peça,
a autora emprega técnicas experimentais que traduzem os mecanismos
da memória em recursos de construção tex tual, explorando uma vasta
gama de estratégias dramáticas que estão sendo desenv olv idas por
div ersos autores com base em estudos interdisciplinares. A estrutura nãolinear da peça imita os processos de associação da mente: trata-se da
adaptação da técnica do fluxo da consciência que corresponde ao estágio
da fala para o palco, cujo intuito é refletir a subjetiv idade da percepção
indiv idual. Além disso, o trabalho também analisa as múltiplas relações
intertextuais que são parte integrante do processo de construtiv idade da
peça. O texto é enriquecido com referências a Shakespeare, Andrew Marvell
e, em especial, John Donne, cujo soneto “Morte não sejas orgulhosa”é
rev isitado pela protagonista nos últimos momentos de sua v ida. Atrav és
da história de Vivian, Edson mostra os maus tratos sofridos por pacientes
com câncer terminal nos hospitais, uma v erdadeira agressão à dignidade
humana. No que diz respeito ao setor da saúde, sua denúncia está
provocando div ersas mudanças, não só nos EUA, mas também em outros
países, inclusiv e no Brasil.
O DESMASCARAMENTO EM “HORÁCIO SPARKINS”
Charlott Eloize Lev iski; Manuela Alv es; Kelly Cristina Lopes; Caio
Perotti ; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O presente trabalho v isa analisar o processo da desconstrução das
personagens no conto “Horácio Sparkins”, de Charles Dickens. Esta
narrativa, ao retratar a sociedade burguesa do século XIX, faz uma crítica
à incapacidade do ser humano de v iv er à altura dos ideais impostos pela
própria sociedade. Assim, através da família Malderton, os chamados “novos
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
249
ricos”, o autor ridiculariza as tentativas frustradas da burguesia em alcançar
a classe alta, tentando manter as aparências a qualquer custo, mesmo
ao atingir o extremo do ridículo. Ao investigar como os elementos narrativos
(enredo, narrador, personagens, ambiente e simbologia) contribuiram para
o processo de desmascaramento das personagens, o trabalho discute
simultaneamente a contraposição essência X aparência.
GOTA D’ÁGUA: UMA RESSIGNIFICAÇÃO DE MEDÉIA
Cíntia Joslin Tortorello; Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu
Nunes; Isabela Falcón Magalhães; Prof. Anna Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O presente estudo pretende analisar a obra Gota d’água, de Chico Buarque
e Paulo Pontes, a qual aprofundou e ressignificou o texto clássico Medéia,
de Eurípides, pois se utiliza de uma tragédia amorosa para realizar
denúncias sociais. Verifica-se que essa ressignificação remete-se a uma
paródia, a qual será enfocada neste trabalho. A peça começa exatamente
quando inicia a ação de Joana, ou seja, quando Jasão a repudia para viver
com Alma (filha de Creonte), incitando-a à v ingança. Em Medéia esse ato
se dá depois da metade da obra, é a hora em que Jasão a repudia para
v iv er seu amor com Glauce, filha de Corinto (Creonte). Contudo, a peça
não se detém apenas numa história de amor e vingança, ela debate v árias
questões sociais que atingiam e ainda atingem a sociedade brasileira.
Assim, a peça possui dois focos centrais: a opressão estabelecida pelo
sistema habitacional, colocando o personagem Creonte como a mitificação
do poder econômico explorador, e o problema intimista de Jasão e Joana.
Portanto, há duas v ozes discidentes, sendo que a primeira é a do Mestre
Egeu, homem simples e inteligente, que se levanta em defesa do próximo,
sendo um lutador contra a opressão causada por Creonte. E a segunda é
a Joana, que se preocupa primeiramente com seu problema afetiv o e
posteriormente, v endo-se encurralada em suas dificuldades pessoais,
sensibiliza-se com os demais e une-se ao Mestre Egeu, já que perderá
sua casa. Verifica-se que atrav és do uso e do jogo de palavras, Gota
d’água traz a v oz do pov o, que tenta lutar pelos seus direitos, mas acaba
sempre se acomodando à situação e sofrendo com seus opressores. Notase que Jasão aconselha Creonte a iludir o pov o, fazendo algumas
benfeitorias e deixando, assim, as pessoas felizes sem poder reclamar
ou protestar, tendo mais é que agradecer. Isso é o que ocorre na política,
desde a época de Roma Antiga, em que se dav a “pão e circo” para os
250
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
pobres para que eles não se revoltassem contra o sistema. Portanto, essa
obra inspirada numa tragédia clássica (Medéia) vem fazer uma denúncia
social, mostrando os problemas que o pov o brasileiro enfrenta para poder
sobrev iv er. Assim, Chico Buarque e Paulo Pontes imprimem em seus v ersos poéticos a saga do pov o brasileiro que espera apenas a gota d’água
para realmente mudar. Desse modo, o presente estudo v isa analisar a
presença de características de Medéia em Gota d’água, enfocando,
principalmente a noção de paródia dentro do tex to citado.
KATHERINE MANSFIELD: OS MUNDOS OPOSTOS EM “THE GARDEN
PARTY”
Cíntia Vieira; Deise Durand Gomes; Emerson Luiz;
Lucinéia Regina Martins; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O presente trabalho se propõe a identificar e analisar os elementos
narrativ os e as características e intenções marcantes de Katherine
Mansfield em “The Garden Party”– “A Festa ao Ar Liv re”. Esse conto narra
a preparação de uma festa que acontecerá nos jardins da residência da
família Sheridan, da alta sociedade, narração esta intercalada com a notícia
da morte acidental de um jovem trabalhador, cuja família mora num bairro
pobre próximo aos Sheridan. O contraste entre esses dois cenários é
rev elado através da ev olução da visão de mundo de Laura, a personagem
principal, ao transitar entre esses dois espaços simbólicos e psicológicos.
Ao trabalhar o conflito interior e as indagações da personagem, resultantes
do momento de epifania v ivido por ela, esta pesquisa irá demonstrar
simultaneamente como a autora manipula opostos como riqueza/pobreza e
vida/morte do início ao final do conto. Como parte da simbologia utilizada por
Mansfield, esses opostos, paradoxalmente, podem ser interpretados sob
ângulos diferentes, possibilitando a cada leitor tirar suas próprias conclusões.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
251
A FUNÇÃO INTERTEXTUAL EM TRÊS POEMAS DE CECÍLIA
MEIRELES
Cláudia C. Corrêa Pedroso; Eliane de Souza;
Zenilda do R. de Morais; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Este trabalho tem por objetivo identificar a função intertextual em três poemas
de Cecília Meireles – “Retrato”, “Epigrama do espelho infiel”e “Mulher ao
espelho”– a partir das concepções de Bakhtin sobre diálogo entre textos, de
Kristeva sobre intertextualidade e, por se tratar de poemas da mesma autora,
também das teorias de Dällenbach sobre intertextualidade restrita. A escolha
dos poemas deu-se pelo fato de tratarem de um tema recorrente, denotando
portanto uma preocupação constante da autora: a transformação através da
qual todos passamos no decorrer de nossas vidas, preocupação que atinge
principalmente as mulheres. Essa questão é quase uma obsessão para a
poeta. Ela aparece pela primeira vez em “Retrato”, retorna com voz angustiante
em “Epigrama do espelho infiel”e termina, ampliadamente, em uma crítica
contundente ao culto à aparência em “Mulher ao espelho”. Partindo do texto
aludido “Retrato”, por ter sido o primeiro poema da autora sobre o assunto,
procedeu-se à análise dos mesmos, identificando-se a cápsula semântica
comum aos três poemas: o rosto/espelho. Em seguida, foi trabalhada a parte
simbólico-mística de cada um dos paradigmas - o rosto e o espelho - de
forma a encontrar elementos intertextuais simbólicos comuns aos poemas.
Assim, percebeu-se que, apesar de o espelho ser um elemento concreto,
que remete a outra imagem concreta - o retrato -, a busca nos três poemas é
pela interioridade, pelo abstrato, pois a idéia que aparece circundando os
mesmos é a Imagem: em “Retrato”e “Epigrama do espelho infiel”, esta imagem
é parcial; em “Mulher ao espelho”, a imagem é do todo. Essas imagens
concretas, que se desdobram em pontos abstratos e profundos dos
questionamentos humanos, lev am à conclusão que a intertextualidade nos
poemas apresentados tem por função questionar o processo de autoconhecimento do ser humano diante da inevitabilidade das transformações
que os anos trazem, tema tão valorizado pela poeta.
252
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS DE EDGAR ALLAN
POE: A FUNÇÃO DO DISCURSO INTERTEXTUAL EM “A CARTA
ROUBADA”
Corina Lopes Pereira; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Esta pesquisa, apresentada como projeto no II Seminário de Pesquisa e II
Seminário de Iniciação Científica em 2004 e agora finalizada, faz uma
análise intertextual do conto “A carta roubada”, de Edgar Allan Poe.
Considerado o pai do conto moderno, Poe cultivou diversas variantes desse
gênero, como a narrativ a fantástica, a narrativ a policial e o conto de
raciocínio. Sua idéia de short story é a de que o leitor possa ler um conto
“de uma sentada”para que a tensão e o efeito não se percam. Sua obra
sempre se destacou pela dimensão gótica e pelos seus poderes
expressionistas e impressionistas. Sabendo-se, entretanto, que um texto
contém elementos de outras obras escritas, esta pesquisa visou elucidar
alguns procedimentos nem sempre aparentes utilizados por Poe na criação
de seus contos. Entre esses procedimentos destaca-se a
intertextualidade, ou seja, a maneira como os textos de Poe absorv eram
e transformaram outros textos atrav és de epígrafes, citações e alusões a
outras obras e autores. Dentro desta perspectiv a, o objetivo geral deste
trabalho foi o de levantar questões e empreender reflexões sobre três
narrativ as de Edgar Allan Poe que apresentam, dentro do gênero policial,
a temática da v iolência em suas diferentes manifestações e que fazem
uso do discurso intertextual como reativ ação e problematização do sentido
do texto. É, portanto, a partir das relações intertextuais que “A carta
roubada”, como texto centralizador, estabelece com outros textos e
também com outros dois contos de Poe, “Os crimes da Rua Morgue”e “O
assassinato de Marie Rogêt”, que analisamos, apoiados na classificação
teórica proposta por Gérard Genette em Palimpsestos, de que modo Poe
está trabalhando com: a intertextualidade, ou seja, a presença efetiv a de
um texto em outro através da citação, alusão e plágio; a paratextualidade,
que é a relação que o texto mantém com outros tipos de escritos como
títulos, subtítulos, epígrafes e notas de rodapé; a metatextualidade, que é a
relação crítica ou comentário que une um texto a outro do qual se fala, sem
necessariamente citá-lo; a arquitextualidade, mais abstrata e implícita, é a
inscrição desses textos num gênero; a hipertextualidade, ou seja, a relação
que une um texto B (hipertexto) a um texto anterior A (hipotexto) de uma
forma que não é o comentário. A estes cinco tipos acrescentamos ainda a
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
253
“auto-intertextualidade”, que trata das relações intertextuais entre textos do
mesmo autor, citada por Maria Célia Leonel, pois nos serviu de
complementação às relações acima expostas. Deste modo pretendeu-se
demonstrar como o estudo desses tipos de relações intertextuais leva a um
melhor entendimento e apreciação dos contos de Poe, bem como da obra
ficcional de Poe como um todo. E, simultaneamente, demonstrar como a
intertextualidade põe em destaque o fato de o texto literário, por ser na realidade
um “mosaico de citações”, absorv endo e transformando outros textos, é
sempre dinâmico e, portanto, sujeito a constantes releituras e reinterpretações.
ALUSÕES PARÓDICAS AO CINEMA AMERICANO NO FILME ÓPERA
DO MALANDRO, DIRIGIDO POR RUY GUERRA
Corina Lopes Pereira; Prof. Anna Stegh Camati
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Embora assentado sobre pressupostos ideológicos diferentes, o filme
Ópera do malandro, dirigido por Ruy Guerra, uma adaptação criativa da
peça homônima de Chico Buarque, obedece à mesma intenção básica
que norteou o trabalho do dramaturgo brasileiro, ou seja, encontrar uma
forma adequada para incorporar sua crítica social de maneira div ertida e
bem humorada. A “ópera balada”de Chico Buarque, inspirada em A ópera
do mendigo, de John Gay, iniciador do gênero, e em A ópera dos três
vinténs, de Bertolt Brecht, foi escrita e encenada nos anos 70, o período
de repressão e terror cultural, porém ambientada na Lapa do Rio de Janeiro, nos anos 40, para ev itar confrontos com a censura. A partir da análise
do cotidiano brasileiro dos anos 80, a versão fílmica de Ruy Guerra, atrav és
da técnica do distanciamento temporal, criada por Shakespeare em suas
peças históricas e retomada por Brecht, tem como foco central a corrupção
geral v igente e a impunidade, uma v ez que na cena final o filme mostra a
alegre confraternização do mundo do crime e da sociedade considerada
“respeitável”. A perpetuação das falhas institucionais da realidade brasileira
é ev idenciada pela interação complexa e eficiente entre paródia e sátira.
Atrav és de alusões paródicas a filmes feitos em Hollywood, tais como
Scarface, Casablanca, Cabaret, Gigi, Lili, entre outros, o cineasta critica
a inv asão cultural norte-americana, prefigurando as desastrosas
conseqüencias da infiltração dos conteúdos ideológicos v eiculados por
esses produtos culturais.
254
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
SHAKESPEARE APAIXONADO COMO INTRODUÇÃO A
SHAKESPEARE
Prof. Déborah Scheidt
Linha de Pesquisa: metodologia do ensino de literatura
[email protected]
Div ersas idéias pré-concebidas podem afugentar possív eis leitores de
Shakespeare, tais como o inglês renascentista, os sofisticados artifícios
poéticos, a distância temporal e até mesmo a “bardolatria”, ou o mito de
gênio sagrado da literatura criado ao redor do dramaturgo inglês. O desafio
do professor de literatura consiste, portanto, em diminuir a apreensão e
despertar a curiosidade do candidato a leitor. Com esse intuito, a biografia
ficcionalizada Shakespeare apaixonado (1998, roteiro de Marc Norman e
Tom Stoppard, direção de John Madden) pode constituir-se em uma
excelente ferramenta de auxílio. O protagonista do filme, Shakespeare,
ou Will (Joseph Fiennes), é um rapaz sagaz e romântico, em início de
carreira, que luta para estabelecer seu lugar na dramaturgia elisabetana e
para conseguir as 50 libras esterlinas que lhe permitiriam ingressar no
grupo “Lord Chamberlain’s Men”de Richard Burbage, a mais prestigiada
companhia de teatro da época. Além dos problemas financeiros, Will passa
por uma crise em sua capacidade criativ a — o afamado “writers’block”—
e tem problemas para escrever uma peça cômica encomendada por Philip
Henslowe (Geoffrey Rush), o dono da trupe “Lord Admiral’s Men”, companhia
riv al de “Lord Chamberlain’s Men”. A proposta central de Shakespeare
apaixonado torna-se, assim, a desmistificação da imagem freqüentemente
endeusada de Shakespeare como um gênio sóbrio, de proporções sobrehumanas e que se preocupav a quase que exclusiv amente com sua arte.
Um dos grandes méritos do filme é o fato de utilizar explicitamente os
próprios artifícios dramáticos shakespereanos. O exemplo mais claro está
na personagem Viola (Gwyneth Paltrow, no papel de par romântico de
Will), fã de teatro que ilegalmente traveste-se de homem para poder
participar da peça de Will. O transtorno causado pela troca de identidades
(Will e seu riv al profissional Marlowe) é outra técnica muito utilizada por
Shakespeare não só em suas comédias, como também nas tragédias. Ao
incluir um caso de amor para Will, os roteiristas do filme aprov eitam para
inv entar detalhes sobre a autoria de Romeu e Julieta e a origem das
cinqüenta libras que iriam financiar o ingresso de Shakespeare na
companhia de Burbage. De forma lev e, inteligente e principalmente
extremamente criativ a, Norman e Stoppard entrelaçam as av enturas
amorosas fictícias do ardente, malandro e às vezes atrapalhado Will à
própria trama de Romeu e Julieta. Temos aí o artifício shakespeareano de
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
255
uma história dentro de outra. Apesar de muitos dos muitos exemplos
cômicos de anacronismo e de todas as peripécias cômicas, Shakespeare
apaixonado também tem um compromisso com a v eracidade histórica. O
tempo da narrativa — 1593 — é um bom exemplo desse mix históricoficcional que permeia o filme. Em 1593 realmente houve um agravamento
na epidemia de peste negra em Londres, os teatros foram fechados e
Christopher Marlowe morreu. Os ataques dos puritanos (pregadores
calvinistas contra qualquer tipo de diversão pública) nas portas dos teatros
ocorriam com freqüência (até que em 1640, sob a liderança de Oliv er
Cromwell, eles conseguiriam fechar os teatros de Londres por quase v inte
anos). Personagens históricos abundam, tais como os donos de teatro
riv ais Henwlowe e Burbage, além de Marlowe, Alleyn e a própria Rainha
Elizabeth acompanhada de seu censor de div ertimentos. Também são
abordados mitos elisabetanos, o funcionamento e a estrutura das casas
de espetáculo, e criticadas as relações sociais e de gênero da sociedade
elisabetana. Ao apresentar o tema shakespeareano de modo inov ador, ao
mesmo tempo cômico e sério, e agregando div ersos temas — o univ erso
teatral, romance, av entura, história, comédia, relações sociais, o papel da
mulher... — Shakespeare apaixonado é mais uma prova da inesgotabilidade
de Shakespeare, além de apresentar-se como uma interessante porta de
entrada para aqueles interessados em penetrar no fascinante mundo da
obra de Shakespeare.
ESTRUTURALISMO X CRÍTICA: QUESTÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS
Deise Cristine Durand Gomes; Lucinéia Regina Martins; Prof. Adriana
Cristina Sambugaro de Mattos Brahim
Linha de Pesquisa: Lingüística Aplicada
[email protected]
A presente comunicação tem por objetivo mostrar os resultados parciais
obtidos atrav és de uma pesquisa sobre concepções de ensino de inglês
como LE. O trabalho iniciou-se com a observ ação dos métodos adotados
no Curso de Letras da Uniandrade, que se caracteriza como curso de
formação de professores de língua estrangeira. Essa pesquisa iniciou-se
com o estudo e a análise da concepção estruturalista de língua e, para
tanto, foi necessário analisar pressupostos teóricos defendidos por
estudiosos tais como: H. H. Stern (1983), A. O’Maggio (1986), H. G.
Widdowson (1978) e P. K. Matsuda (1998). Após a leitura desses autores
foi identificado que as aulas de língua inglesa do Curso de Letras da
256
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Instituição são caracterizadas pela concepção estruturalista de ensino de
língua inglesa, fortemente presente no livro didático adotado. Conclui-se,
até o estágio atual da pesquisa, que se faz necessário o estudo da
v iabilidade de adoção de uma concepção de língua que possa tornar o
ensino/aprendizagem de inglês mais crítico e, principalmente, que
proporcione aos acadêmicos a aquisição da língua. Neste sentido, o que
se pretende é primeiramente buscar subsídio teórico para propor uma
mudança nesta realidade de ensino. Até o momento nos parece que uma
proposta v iáv el é a pedagogia crítica, ainda objeto de pesquisa do presente
projeto, que em linhas gerais pode ser definida como uma concepção de
ensino que considera as diferenças sociais, culturais e políticas existentes
tanto entre professores quanto entre os alunos (Brahim, 2002).
A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NA POESIA DE 1930: VINÍCIUS
DE MORAES E JORGE DE LIMA
Denise Akemi Hibarino; Ana Beatriz Matte Braun; Iv an Sousa Rocha;
Profa. Dra. Regina M. Przybycien
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
Partindo da constatação de que a representação do feminino, tanto na
literatura como na história, sempre foi construída a partir de uma perspectiva
masculina e sujeita a determinados papéis, como os de musa, o de heroína
ou de v ilã, este trabalho pretende investigar a construção ideológica destas
imagens nos poemas de Vinícius de Moraes e Jorge de Lima a partir da
perspectiv a dos Estudos Femininos. Tal perspectiv a justifica-se não só
porque a mulher é presença constante nos poemas, mas porque é uma
perspectiv a que permite analisar a ideologia do poeta ao construir tais
figuras. Além disso, também ajuda a imprimir um nov o olhar, uma nov a
leitura em romances, poesias, etc. da literatura ocidental. Para tanto,
analisaremos a representação do feminino na década de 1930, fase de
intensa discussão religiosa no Brasil que propicia uma poesia de cunho
espiritualista que retoma o tema da transcendência, utilizando v ersos
longos em oposição às conquistas modernistas de 1922, como o verso
liv re e o tema do cotidiano. É justamente no contexto histórico de 1930
que Vinícius de Moraes inicia sua carreira poética e Jorge de Lima v oltase para uma poesia mais metafísica ou espiritualista. Em se tratando de
Vinícius de Moraes, é notório o fato da fortuna crítica geralmente apontar
a presença do feminino em sua poesia, mas quase não há estudos
aprofundados a respeito do tema, apenas citações en passant. Nesta
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
257
poesia inicial de Vinícius de Moraes percebe-se como figuras puras e
castas contrapõem-se à figuras pecadoras, despertadoras da libido. No
entanto, apesar de opostas, raramente nomeadas e sem v oz, tais figuras
se fazem presente pelo olhar que hipnotiza um sujeito-lírico perturbado,
que não consegue conciliar o desejo pelo eterno e o desejo carnal. É
nesta poesia inicial de Vinícius de Moraes que surge a representação do
feminino. Já na fase espiritualista de Jorge de Lima, nota-se a expectativ a
do sujeito-lírico em relação à figura da Amada, tentando conciliar o desejo
pelo eterno e o desejo carnal. Desta forma, serão analisados os poemas:
“A v olta da mulher morena”, de Vinícius de Moraes e “Amada v em”, de
Jorge de Lima, tendo como objetiv o verificar de que maneira o feminino
aparece como metáfora da relação do eu-lírico com o mundo: ora como
busca, transcendência, ora como desv io do caminho eterno.
A CONSTRUCAO DA IDENTIDADE DA MULHER NEGRA NO
ROMANCE A COR PÚRPURA, DE ALICE WALKER
Dyane da Silv a; Prof. José Endoença Martins
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
O estudo “A construção da identidade da mulher negra no romance A cor
púrpura, de Alice Walker”, ainda em fase de desenv olv imento, discute as
maneiras como Celie, personagem central da narrativa, desenv olv e
identidades v ariadas. Para dar conta desta v ariedade no processo das
identidades, o texto utiliza a noção de mobilidade identitária de HALL ,
segundo a qual, na pós-modernidade, “a identidade torna-se uma
‘celebração móv el’, formada e transformada continuamente em relação às
formas pelas quais somos representados ou interpretados nos sistemas
culturais que nos rodeiam”. Nesta dinâmica identitária, Celie se transforma
na womanista que, segundo DE ROSA , “é uma feminista negra ou feminista
de cor que possui a força e a persistência que facilitam o desenvolvimento
pessoal.”Em seguida, o estudo aproxima a mobilidade identitária que, no
caso da mulher negra, se dá atrav és das experiências womanistas, ao
conceito de política da conv ersão de WEST. Necessária na América negra,
a conversão se apresenta como a superação do niilismo que, segundo
autor, trata-se da experiência negra “de v iv er dominado por uma pav orosa
falta de propósito, de esperança e (acima de tudo) de amor.”A conv ersão
- passagem do niilismo ao auto-amor - então, se transforma na “chance
de as pessoas acreditarem que existe uma esperança no futuro e um
258
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
objetiv o por que lutar.”Dentro da panorâmica teórica apresentada, em A
cor púrpura, Celie vai do niilismo, por causa do sofrimentos a ela infligidos,
à conv ersão, por causa do amor das outras mulheres que lhe emprestam
solidariedade. Seu womanismo e as qualidades womanistas de mulheres
como Docí (amante), Nettie (irmã) e Sofia (amiga) permitem que a
personagem central desenvolva mobilidade identitária eficaz e restauradora.
UM HORIZONTE (IM)PROVÁVEL. ANÁLISE DE ELEMENTOS
FANTÁSTICOS EM CONTOS DE MOACYR SCLIAR
Emerson Luiz de Souza; Prof. Silvana de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
Esse estudo será focado na v erificação de elementos Sobrenaturais em
contos de Moacyr Scliar, publicados na Folha de São Paulo, no período
de 18/10/2004 a 30/05/2005. Entende-se aqui como sobrenatural, os
elementos que de alguma forma extrapolam o senso comum, não tendo
vínculo explícito com a realidade. Trata-se de histórias regidas por
acontecimentos que fogem ao domínio humano, ‘estranhos’, coincidências
insólitas, ou pelo menos histórias em que o protagonista e até mesmo o
leitor ficam no limiar do questionamento entre o ‘natural’e ‘sobrenatural’.
Assim, a dúv ida dev erá perdurar o tempo da narrativ a, período em que o
leitor pode se identificar com os personagens ou não, podendo participar
da história como expectador das ações desenvolvidas como defende Todorov
em sua “Introdução à literatura fantástica”. Além desse texto de Todorov serão
abordados outros de outros autores que servirão de base para que possamos
chegar a uma conclusão acerca dos contos escolhidos. Como Cortazar, por
exemplo, que afirma : “... o verdadeiro fantástico não reside tanto nas
circunstâncias narradas, mas na pulsação, do palpitar surpreendente de um
coração alheio ao nosso, de uma ordem que nos pode usar a qualquer
momento para um de seus mosaicos, arrancando-nos da rotina...”.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
259
O PACIENTE INGLÊS E SUAS TRANSTEXTUALIDADES
Francisco Reghin; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Este trabalho propõe fazer reflexões sobre o romance O paciente inglês
de Michael Ondaatje, relacionando suas intertextualidades com a História
de Heródoto, a Bíblia e a Biografia de László Almásy. Propõe também,
identificar e classificar os intertextos selecionados conforme os cinco tipos
de transtextualidades propostos por Gérard Genette em Palimpsestos.
Como o romance em estudo é pleno de referências intertextuais, um estudo
mais profundo sobre os intertextos resgatados de outras obras será de
grande ajuda na interpretação dos personagens e de suas ações e, desta
forma, será possív el av aliar a verossimilhança do enredo com os v ários
temas contidos na obra, como o amor, a traição, a infidelidade e a violência.
Assim sendo, o resultado deste trabalho dará ao leitor uma visão mais
profunda sobre o romance, oferecendo-lhe a oportunidade de comprov ar a
pertinência das propostas teóricas formuladas pelos estudiosos, de que
toda obra é constituída de intertextos, podendo os mesmos se apresentar
em menor ou maior grau de complexidade.
UMA POLÍTICA DA CONVERSÃO
Francisco Reghin; Prof. José Endoença Martins
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
Define-se por conversão - o ato de um indivíduo mudar sua opinião a respeito
de um determinado assunto, mudar seu comportamento ou mesmo mudar
sua religião. Pois, segundo Hall, “A identidade plenamente unificada,
completa, segura e coerente é uma fantasia”. Um indiv íduo poderá se
manter imutáv el em seu habitat, não se deixando influenciar pelos
acontecimentos que surgem ao seu redor. Este mesmo indiv íduo, caso
não esteja firme em suas conv icções, poderá sofrer mudanças de
comportamento, podendo v ir a assimilar outros v alores que não sejam os
seus. Esta mudança de atitude por parte de um indiv íduo poderá assumir
três diferentes situações: assimilacionista, catalista e nacionalista. Este
procedimento teórico foi proposto por Cornel West em seu livro Questão
de Raça, 1994. Neste trabalho, abordaremos o tema da Conv ersão
260
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
relacionado, especificamente, com o Negro Sul Africano, v ivendo como
estrangeiro, subjugado pelo homem branco, em seu próprio país.
Paralelamente ao tema da conversão, estaremos enfocando outros temas
univ ersais, como: o Racismo, a Fé, o Amor, a Violência e a Traição. Nos
parece, de antemão, que Samuel Kumalo, no livro Cry, The beloved country, de Alan Paton, é o personagem ideal para endereçar nossos esforços,
pois suas experiências como chefe de família e líder religioso o qualifica
como exemplo perfeito de nosso estudo.
A ESTÉTICA REALISTA E A TEMÁTICA MAUPASSANTIANA
Gláucia Marília Hass; Andréa Correa Paraiso Müller; Daniel Rodrigues;
Lucas Silv estre Borges; Prof. Andréa Correa Paraiso Müller
Linha de Pesquisa: Literatura Francesa
[email protected]
O escritor Guy de Maupasssant foi um dos grandes expoentes da prosa
realista do século XIX. Embora tenha produzido romances e nov elas, a
maior parte de sua obra compõe-se de contos, gênero que domina com
maestria. Discípulo de Flaubert Maupassant, lev ou o realismo a nov os
caminhos, escrevendo desde crítica de costumes até narrativ as fantásticas.
O objetiv o desse trabalho é estudar as diferentes fases do realismo na
obra de Guy de Maupassant, por meio da análise de quatro contos de
temáticas diferentes: “Bola de sebo”, “O colar de diamantes”, “O porco de
Morin”e “Le horla”. Em “Bola de sebo”, o autor faz uma crítica aos costumes da sociedade francesa da época, narrando a história de nove distintos
cidadãos obrigados, pelas circuntâncias da guerra franco-prussiana, a v iajar
em compania de uma prostituta, Bola de sebo, que nomeia o conto. No
conto “Le horla”, Maupassant apresenta um estudo a respeito da loucura;
utilizando os elementos do discurso como aliados da sua narrativ a, cria
uma narrativa de dúv ida e angústia, procurando levar o leitor a sentir as
incertezas que assolam o narrador da história. Nos outros dois contos, o
autor faz uma análise da hipocrisia e dos valores, muitas vezes fúteis, que
predominavam na sociedade francesa de seu tempo. A perspectiva teóricometodológica que norteará a análise será a da Narratologia.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
261
ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE “ANIMAIS DOS ESPELHOS”,
DE JORGE LUÍS BORGES E “CARTA A UMA SENHORITA EM PARIS”,
DE JÚLIO CORTÁZAR
Isabela Falcón Magalhães; Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu
Nunes; Cíntia Joslin Tortorello; Prof. Silvana Oliveira
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O presente estudo realiza uma comparação entre a obra “Animais dos
espelhos”, de Jorge Luís Borges, e “Carta a uma senhorita em Paris”, de
Júlio Cortázar. Nota-se que ambos os autores trabalham com a estratégia
do fantástico, a qual utiliza situações aparentemente absurdas como
metáforas para denunciar a realidade, causando um efeito impresssionante.
Através do fantástico pode-se tratar de diversos temas polêmicos, burlando
a censura e o falso moralismo, tendo o autor total liberdade para tratar de
quaisquer assuntos sem que seja tolhido.Todav ia eles o utilizam de
maneiras diferentes, sendo esse o objetivo deste estudo: mostrar suas
similitudes e suas diferenças, a fim de que se possa melhor compreender
a literatura hispano-americana. Cortazar em “Carta a uma senhorita em
Paris”utiliza a metáfora de um homem que vomita coelhos para denunciar
a realidade vigente. O narrador, que é o personagem principal, v ai morar e
cuidar do apartamento de uma amiga que v iajou e o conto é a carta que
ele escrev e a ela contando o fato que está ocorrendo. O conto “Animais
dos espelhos”, de Jorge Luís Borges, também trabalha com o fantástico,
mas de uma forma diferente, pois afinal ele não possui um enredo como
em “Carta a uma senhorita em Paris”. Assim, o conto “Animais dos
espelhos”funciona como um v erbete de dicionário, o qual explica sobre
tais animais fantasiosos fazendo uma referência à mitologia e à
religiosidade. Tal conto recorre aos sonhos, desejos e medos dos homens,
sendo que o peixe aparece como um ser fugitiv o e resplandecente que
enfrenta o reino especular e o humano. Esta zoologia fantástica, iniciada
com a mitologia, confere ao peixe um status de conhecimento mágico
que o conv erte em uma força v ital para os homens e para o mundo. Podese afirmar que o conto “Animais dos espelhos”, assim como “Carta a uma
senhorita em Paris”, utilizam a metáfora de um animal para falar sobre os
problemas da América Latina. Nota-se que tanto o conto de Cortázar como
o de Borges abordam a mesma temática: “A ignorância imposta à América
Latina” e ambos utilizam situações fantásticas para denunciar essa
realidade v igente, porém com diferenças nas estratégias narrativas, o que
difere bastante um autor do outro. Desse modo, o presente estudo irá
abordar essas diferenças e similitudes entre os autores citados nos contos
262
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
referidos, mostrando-se, inclusiv e, como a crítica literária v ê e aborda a
América Latina e como ambos os autores falam sobre esse assunto, mas
de uma forma literária e fantástica. Palavras-chav es: literatura hispanoamericana, fantástico, animais.
O NARRADOR DO ROMANCE A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE E SUAS
FILHAS, DE MARIA JOSÉ SILVEIRA
Ivan Sousa Rocha; Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino;
Prof. Raquel Illescas Bueno
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
sousaiv [email protected]
O presente trabalho propõe-se a uma análise do narrador do romance A
mãe da mãe da sua mãe e suas filhas, da escritora Maria José Silv eira,
lançado em 2002. O liv ro conta as v idas de v inte gerações de mulheres
brasileiras “comuns”, tendo como pano de fundo a história do país, do
descobrimento até os dias atuais, compondo um panorama da v ida privada
v ista pela ótica feminina. Inicialmente, será dada uma visão geral sobre o
conceito e as características formais do narrador em questão, com o
objetiv o de mostrar o modo como ele se insere na narrativ a. Utilizando-se
a nomenclatura de Friedman, o narrador é denominado de “autor onisciente
intruso”, conceito que é explanado e exemplificado. Destaca-se também
o papel e as características do seu correspondente no nível da narrativa, o
narratário. Em um segundo momento, a análise será centrada na identidade
e na função específica desse narrador (quem ele é e o que representa).
Nesse sentido, procura-se provar a configuração do narrador como a
memória coletiv a das mulheres brasileiras. Tal discussão leva em conta a
abordagem literária e histórica. Assumindo a mulher como uma
“comunidade marginalizada”ou como uma “identidade reprimida”, o romance v isa à emergência de “v erdades”outrora escondidas (relativizando
o papel da história dita oficial), bem como a construção de uma identidade
feminina brasileira. Dá-se importância igualmente ao papel desempenhado
pela memória. Considerando-se a divisão do conceito de memória, procurase analisar a sua espécie coletiv a, que é a que atua no romance em
questão. Para tanto, são usadas teorias da história. Sendo assim, “a
memória coletiva, definida como ‘o que fica do passado no vivido dos grupos,
ou o que os grupos fazem do passado’, pode, à primeira v ista, opor-se
quase termo a termo à memória histórica...”(LE GOFF, 2003, p. 467). É
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
263
nesse sentido ainda que se busca por uma relação entre memória e
identidade. Ainda no que diz respeito à memória, são analisadas passagens
que poderiam ser consideradas como um “esquecimento” do narrador,
como ocorre com certas datas. Posteriormente, passa-se à caracterização
do romance enquanto metaficção historiográfica, conceito formulado por
Linda Hutcheon: “A metaficção historiográfica incorpora todos esses três
domínios, ou seja, sua autoconsciência teórica sobre a história e a ficção,
como criações humanas (metaficção historiográfica), passa a ser a base
para seu repensar e sua reelaboração das formas e dos conteúdos do
passado”(HUTCHEON, 1991, p. 21-22). Tendo em v ista esse conceito,
são analisadas as suas características, como a ironia e o tratamento
dado aos fatos históricos. Por fim, e tendo em v ista o que foi ex planado,
estuda-se a proposta do romance, ou seja, se esta se legitima. Para tanto,
utiliza-se o conceito de v erossímil, em contraposição ao v erdadeiro.
A UTOPIA COMO ROMANCE HISTÓRICO
Janaina Luzia Florencio; Prof. José Antonio Vasconcelos
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
A utopia é uma idealização do homem, um querer de transformar a v ida
em algo melhor, em fazer que as pessoas lev em uma vida digna, com
respeito ao ser humano e isso se deu devido a um gênero literário inaugurado
com a publicação de um romance homônimo de Thomas More no início da
Idade Moderna. Trata-se, na verdade, de uma metáfora a partir da qual, de
uma sociedade imaginada, More buscav a realizar uma crítica contundente
às desigualdades sociais que marcavam a sociedade inglesa de seu tempo.
Paralalelamente, podemos identificar também um outro gênero, o romance
histórico, que por meio de uma prosa de ficção apresenta a reconstituição
de um contex to histórico, criando uma ponte entre História e Literatura.
Se é certo que o contex to social descrito na utopia é imaginado, e não
real, a relação entre esses dois gêneros parece problemática. More, sem
dúv ida, foi um dos maiores precursores da utopia. Mas além dele, outros
também tiv eram grande destaque como Jean Christian Petitfilf, JeanJacques Rousseau, Padre Mably, Charles Fourier (que criou a mais célebre
utopia na primeira metade do século XVIII), Robert Owen, Saint Simon,
entre outros. Muitos desses utopistas possuíam um lado humano, criando
uma forma de igualdade entre o homem, fazendo com que a burocracia
não dominasse, mas que o homem fosse dono de si próprio, que não
tivesse leis que impunham pagar impostos, trabalhar com uma carga horária
264
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
excessiv a. Thomas More, que escrev eu a Cidade do sol, utilizou-se do
significado da palavra “utopia”que em grego quer dizer “em lugar nenhum”.
A mais famosa utopia foi A República, de Platão. A utopia se materializa
parcialmente, é um ideal de organização da sociedade. O grande adversário
das idéias utópicas era Karl Marx. Por sua v ez, Edward Bellamy escreveu
um romance de grande sucesso. A utopia renasceu na década de 1960. A
utopia e o romance histórico parecem ter entre si uma riv alidade: ambos
surgiram na Europa atrav és de uma série de transformações políticas,
econômicas e sociais. A rev olução burguesa, a consolidação do sentimento
nacional, os defensores da restauração, tanto quanto os que procuram
manter v iv os os ideais da rev olução burguesa, rev elam uma consciência
histórica crescente e buscam fazer grandes reinterpretações do passado
para dar ênfase ao progresso humano, ressaltando como passo decisiv o à
rev olução francesa. O chamado romance histórico clássico surge num
contexto de profunda fé historicista, integra o sentimento nacional. O romance histórico brasileiro do século XIX, por exemplo, reflete esse impasse, que encontramos claramente em obras como Iracema e O Guarani,
de José de Alencar. Ambos tinham o mesmo objetiv o: transformar os ideais,
o modo de v iv er da sociedade em todos os aspectos, porém as duas
acabam se contrapondo. A utopia v isava novas formas de melhorar a forma
de v iver com comodidade e igualdade para todos, mesmo que alguns dos
precursores da utopia se contrapuseram à igualdade, e o romance histórico
tinha o objetiv o de relatar a sociedade, os fatos sociais, econômicos e
políticos, cada qual à sua maneira e é ai que as duas se tornam rivais.
MOBILIDADES IDENTITÁRIAS NEGRAS EM EXPERIÊNCIAS PÓSCOLONIALISTAS
Prof. José Endoença Martins
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
[email protected]
Este trabalho discute a construção de identidades negras em experiências
pós-colonialistas. Hall (2001) sugere que, na pós-modernidade, que também
inclui a literatura e a critica pós-colonialistas, “a identidade torna-se uma
‘celebração móv el,’formada e transformada continuamente em relação às
formas pelas quais somos representados ou interpretados nos sistemas
culturais que nos rodeiam”(p. 13). Um destes “sistemas culturais”de que
fala Hall é a literatura, de modo geral, e a literatura de autores negros
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
265
diaspóricos atuando na Nigéria, Estados Unidos, Antilhas e Brasil. Nos
romances dos autores negros, nestes países, a construção da “celebração
móvel” das identidades e subjetividades das personagens negras é
analisada a partir do processo intertextual denominado por Henry Lois
Gates (1988) de significação. Gates define a significação como um
fenômeno literário atrav és do qual “um texto significa sobre o outro atrav és
da revisão ou repetição e diferença tropológicas”(p. 88). Ele informa que a
significação esclarece como “textos negros conv ersam com outros textos
negros”(p.xxvi). A conversa dos textos em torno das identidades negras
se alicerça nos contatos que os sujeitos negros estabelecem com o mundo
negro e o mundo branco. Neste sentido, Cornel West (1993) informa que o
sujeito negro “não deve assimilar o pai ocidental, nem desenvolver uma
busca nostálgica do pai africano, a-criticamente”(p. 85). Em outras palavras,
ele não deve ser apenas assimilacionista e se submeter aos v alores
brancos; ou somente nacionalista e se isolar nos v alores negros. A melhor
postura, segundo West, é a do negro catalista, aquele que sabe desenvolver
“o senso de crítica e resistência aplicável à comunidade negra, à sociedade
americana e à civilização ocidental como um todo”(p.85). O negro catalista
consegue desenv olv er relações sadias entre v alores brancos e negros.
Nos textos focalizados, a experiência do sujeito negro catalista se alterna
entre as do assimilacionista e as do nacionalista. Alguns destes sujeitos
são Okonkwo em O mundo de despedaça, de Chinua Achebe (1983),
Linda Brend em Incidentes da vida de uma escrava contados por ela
mesma, de Harriet A. Jacobs (1987), Razyé em Corações migrantes, de
Maryse Condé (2002), Pecola Breedlove e Baby Suggs em O olho mais
azul e Amada, respectiv amente, de Toni Morrison e, finalmente, Bertília
em O olho da cor, de José Endoença Martins (2003). Na relação intertextual
da significação que se estabelece entre estes quatro sujeitos é que se
procura dar conta das identidades negras em ex periências diaspóricas
pós-colonialistas.
266
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
LITERATURA E CINEMA (SIMILARIDADES E ADAPTAÇÕES)
Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi;
Prof. Verônica Daniel Kobs
Linha de Pesquisa: Literatura e Mídia
[email protected]
Duas artes essencialmente distintas e sutilmente semelhantes. Uma
encarrega-se de iludir o olhar e prov ocar fascínio pelas imagens em
mov imento; a outra instiga a imaginação, prov oca os pensamentos e
desperta o desejo pela descoberta do desfolhar dos próximos capítulos.
Quando cinema e literatura se misturam é sempre intrigante, esperado e
discutido o resultado dessa formação. A adaptação de um clássico para o
cinema gera sempre uma boa discussão e expectativa por parte dos críticos.
Adaptar requer percepção, cuidado, para que a releitura do texto não se
torne distante da essência que se encontra no texto literário. As
similaridades e as diferenças analisadas entre a obra Memórias Póstumas
de Brás Cubas, de Machado de Assis, e o filme homônimo, de André
Klotzel, v êm acentuar essas comparações entre literatura e cinema,
focalizando fatores importantes e considerando diferenças na elaboração
de uma adaptação. Os recursos que o cinema apresenta como
representação v isual e sonora servem para expressar e dar v ida aos textos,
aos personagens, transpondo seus sentimentos, pensamentos,
indagações. São recursos que indiscutiv elmente criam o univ erso de suspense e prendem a atenção dos espectadores. O diretor André Klotzel
soube como utilizar as técnicas do cinema, para enriquecer sua adaptação
e v alorizar as características principais do texto de Machado de Assis. A
percepção do protagonista quanto aos recursos do cinema, posicionandose diretamente para a câmera, a fim de manter o contato direto com o
espectador, é semelhante ao recurso que Machado utilizav a em sua
narrativ a, a fim de prender a atenção do leitor. O humor sarcástico da
personagem, a linguagem e a reprodução das imagens através de fotografias
que retratam o Rio de Janeiro da época são alguns dos elementos que
engrandecem o roteiro e permitem a associação fácil do filme com o liv ro.
Porém, a literatura dispõe da liberdade de tempo para a leitura. O leitor
cria o ambiente, o espaço, dentro do que lhe é narrado pelo autor, e o livro
v ai se desenhando mentalmente, projetando-se página a página, para o
seu público. Memórias Póstumas é uma boa referência quando se trata
de adaptação, mas é importante considerar que os elementos psicológicos
e o questionamento existencial da personagem ficam superficiais no filme,
não conseguindo atingir a profundidade encontrada no liv ro. É importante
essa apresentação da literatura para as telas do cinema o que possibilita
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
267
a difusão do texto literário, mas é fundamental ressaltar que cinema e
literatura têm linguagens distintas e intenções diferentes.
VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA NA LITERATURA
Letícia Cristina de Miranda;Prof. Brunilda Tempel Reichmann
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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Este trabalho analisa duas obras literárias, Angela´s ashes – A memoir,
de Frank McCourt, e Infância, de Graciliano Ramos, com o objetivo de
compará-las. Ambas são narrativ as de memória e tratam da v iolência do
cotidiano sofrida pelos protagonistas ainda na primeira infância. Esses
liv ros utilizam o mesmo eixo temático, retratam as v árias figurações da
v iolência no mundo infantil e funcionam também como denúncia social.
Ao fazer a pesquisa utilizamos teóricos sobre a violência (Hannah Arendt,
Ronaldo Lima Lins, Ives Michaud) e documentos que falam sobre os direitos
das crianças e adolescentes, pois os romances, apesar de tratar de dois
países distantes, portanto, duas realidades diferentes, registram a vida de
crianças que são igualmente desrespeitadas e maltratadas. Ambas as
obras relatam uma violência que preferimos nomear como código de silêncio
que, embora suas conseqüências não sejam v isíveis, deixam marcas
profundas. Essa regra v elada presente no mundo infantil torna-se uma
terrível tortura, contribuindo para a frustração, desespero e morte. O jov em
Frank, protagonista de Angela’s ashes, às v oltas com a v iolência física e
psicológica, a intempérie de Limerick, a pobreza e a fome, fatores
determinantes em sua formação. A v iolência ou sofrimento é similar a do
protagonista do livro Infância. Enquanto Frank sofria com o clima úmido, o
frio e todos os problemas que isso acarreta, o menino de Infância sofre
também com o clima, desta v ez, seco e quente. O semi-árido brasileiro
pode ser muito cruel, principalmente tratando-se de um menino franzino,
subnutrido. O retrato dessas duas situações e a comparação entre elas
motiv ou uma pesquisa da atual realidade na Irlanda e no semi-árido
brasileiro. Constatamos que na Irlanda a maioria dos problemas foram
resolv idos, ao priorizar-se a educação na última metade do século XX,
mas que no Brasil estamos longe de alcançar solução satisfatória.
268
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O MARAVILHOSO EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE
Luciane Machado Polydoro; Prof. Dra. Silv ana Oliveira
Linha de Pesquisa: Poéticas da Subjetiv idade
[email protected]
Este projeto consiste em mostrar o maravilhoso em Macunaíma,
especificando os elementos maravilhosos que aparecem nesse rápsodo
como: referências ao folclore nacional e latino-americano, lendas, provérbios
e frases feitas. Cada capítulo apresenta um breve comentário sobre o uso
de elementos do discurso fantástico, indicados já pelos estudos de M.
Cav alcanti Proença reunidos num roteiro de leitura (1969), e rev elam a
origem dessas lendas, folclores, na maioria indígena e algumas
consideradas universais pelo fato de mais tribos espalhadas pelo mundo
obterem o mesmo segmento dessa filosofia folclórica ou lendária. O trabalho
trata, ainda, da linguagem da obra, o cuidado que Mário tev e em sua obra
em deixá-la dentro de um contexto longe das fábulas fantasiosas,
destacando a necessidade de expressar uma essência que marcasse
uma entidade cultural. O autor promov e uma renov ação da linguagem
ficcional hispano-americana; nesse sentido podemos associar este livro
de Mario de Andrade aos estudos de Irlemar Chiampi (1980), em que ela
expõe a problemática em se entender o projeto do realismo marav ilhoso e
o papel superficial que desempenhavam os críticos e acadêmicos perante
o assunto... “Em suma, o problema da construção poética do novo realismo
hispano-americano não pode ser pensado fora da linguagem narrativ a, vista
em suas relações com o narrador, o narratário e o contex to cultural.”(p.
29) Mário recorreu à linguagem coloquial, ao grande uso de prov érbios e
frases feitas para uma musicalidade e v erossimilhança na obra que
transcorre dentro do Brasil, mas sem pôr barreiras regionais; ele reúne
também elementos procedentes de culturas heterogêneas, conjunto de
objetos e ev entos reais que singularizam a América num contexto do
ocidente. A influência latino-americana apresentada na obra de Mário de
Andrade é a quebra do uno, a miscigenação, pois se constata que na obra
temos v árias “línguas”: não ficou somente registrado o português correto e
sim uma mistura de “falares”e atitudes do nosso herói simbolizando uma
nov a atitude perante a crítica, houv e configuração cultural. Silv iano Santiago defende esta profanação da obra e considera esta miscigenação um
fato bem positiv o, pois esta “noção de unidade sofre rev irav olta, é
contaminada em fav or de uma mistura sutil e complexa entre o elemento
europeu e o elemento autóctone - uma espécie de infiltração progressiv a
efetuada pelo pensamento selv agem, ou seja, abertura do único caminho
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
269
possív el que poderia lev ar à descolonização.”O que Mário deixou como
legado foi a habilidade apresentada com que os escritores latino-americanos
têm de profanar o modelo original devolvendo-o em nova forma; eis a “busca
de identidade que se dá em diferença, em respeito ao Outro.” Assim
encerramos nosso trabalho. Após analisarmos as influências latinoamericanas e o estudo do realismo marav ilhoso contido em Macunaíma,
v imos que a inteligência do escritor em deixar uma obra que desconhece
barreiras geográficas e lingüísticas contribui para o encontro entre os
“homens”.
CRÍTICA LITERÁRIA E OPINIÃO
Prof. Marco Maschio Chaga
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
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A presente comunicação trata das relações entre a crítica literária e a
planificação das idéias, conceitos e métodos de análise, que se
manifestaram com mais v igor a partir dos anos 60 do século XX. O tema
expõe de maneira clara as relações de contiguidade entre a teoria literária
e as inovações tecnológicas, que transformaram os espetáculos da cultura
em simulacros, esv aziados de sentido. Desde o final do século XIX, as
mudanças tecnológicas iniciadas pelos jornais, fotografia e o cinema
ofereceram novos caminhos à produção literária e crítica. Ao mesmo tempo,
estes nov os meios de comunicação serv iam também como plano de
preparação, exigindo a criação de teorias capazes de darem conta das
nov as relações entre a literatura e seus meios de divulgação. Todo este
movimento fav oreceu o surgimento de uma teoria literária desvinculada da
história literária, que estav a colada, até então, à crítica. As conseqüências
de uma teoria com mais ênfase no leitor e, em v ários sentidos,
emancipando este leitor das abordagens com base em juízos de valor
eurocêntricos e cristalizados, causaram uma revirav olta nas formas
tradicionais de organização da recepção das antigas e das novas narrativas,
já que até o suporte do livro não seria mais o suporte exclusiv o do literário.
Os jornais ajudaram a inv entar o que chamamos de literatura no final do
século XIX, consolidou o conhecemos como crítica impressionista ou crítica
de rodapé até os anos de 1950, foi também o espaço que mais chamou
atenção para as ensaísticas v erificadas nos anos de 1980; o cinema
renov ou o fôlego literário, criando adaptações que são lembradas com
tanto v igor quanto os próprios livros adaptados, o cinema ainda dev e ser
270
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
lembrado como um veículo vigoroso quando o assunto se refere ao poder
de magia e encantamento, que dev e ser comparáv el aos primórdios dos
livros; a telev isão, por sua v ez, muito criticada por sua formulação industrial e banalizada, também obtev e seus momentos de glória, quando se
preocupa em lev ar, ao maior número de pessoas possív eis, algumas
adaptações de clássicos da literatura nacional ou univ ersal; por este
motiv os, se faz necessário um reflex ão mais detida sobre os meios de
comunicação e o papel da crítica cultural é esse mesmo: rev erter o ângulo
de v isão das coisas, fornecendo um reposicionamento da ordem que se
acreditava natural.
FILOSOFIA E EPIFANIA: DOIS ASPECTOS FUNDAMENTAIS EM
“LAÇOS DE FAMÍLIA”, DE CLARICE LISPECTOR
Paraguassu de Fátima Rocha; Prof. Silv ana Oliv eira
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
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O objetiv o deste trabalho é analisar à luz da filosofia os contos do livro
Laços de família, de Clarice Lispector, tendo como base os estudos do
filósofo alemão Martin Heidegger. Será impossível, diante de uma reflexão
filosófica, ficar alheio às teorias dos demais pensadores da humanidade,
na medida que ou se afastam ou se aproximam umas das outras, uma vez
que a filosofia se dedica ao estudo do ser e sua relação com o mundo. O
ponto central do pensamento de Heidegger v olta-se para a ex istência
inautêntica, relacionada à vida cotidiana do homem e explicada pelo filósofo
atrav és de três conceitos fundamentais: a faticidade, a existencialidade e
a ruína. No texto de Clarice Lispector, rico em elementos simbólicos de
fundamental importância para a condensação da narrativa, seus
personagens, na maioria femininos, são lançados em um mundo que os
limita, dev ido ao env olv imento com questões familiares e que lhes exige,
portanto, dedicação aos que lhes cercam, mas que lhes impõe também
uma profunda necessidade de libertação. A caminho da liberdade, v oltamse para o auto conhecimento, experimentando sensações de angústia em
função do contato com a realidade, o que contudo não os impede de
transcender, de ir além de si mesmos. Alia-se à transcendência o processo
epifânico, que embora tenha seu conceito v oltado para os princípios
religiosos, uma vez que é apresentado como a “irrupção de Deus no mundo”
encontra na literatura e especialmente na escrita de Clarice Lispector
sentidos diversos, sem, entretanto, perder o seu significado original que é
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
271
o da rev elação. A epifania se apresenta no tex to clariceano ora como
conseqüência do processo de busca, ora como fenômeno inesperado.
Mas em ambos os momentos os personagens têm suas vidas modificadas,
pois são surpreedidos pelo que se escondia atrás da v ida cotidiana. Nesse
sentido tem-se a epifania da percepção de si mesmo ou do outro, a epifania
da redenção, do amor e do ódio, entre outras. Há ainda no texto da autora
uma epifania v elada ao leitor, somente v ivenciada pelo personagem, mas
que não deixa de ser sutilmente representada através da mágica linguagem
metafórico-metafísica que consegue transformar o banal em poético. O
tex to de Clarice é, sem dúv ida, a própria rev elação do univ erso humano
traduzido de maneira instigante, demonstrando que a literatura pode
também aproximar o ser, aqui representado pelo leitor que se reconhece
nas suas palav ras, do elemento div isor da ficção e realidade. Mas pode-se
concluir que a autora contitui a própria epifania na literatura, pois soube
como poucos desvendar os segredos da alma humana, fazendo uso de
sua palavra, que poderia ser resumido pela célebre declaração “Algumas
pessoas cosem para fora; eu coso para dentro.”
A NEGAÇÃO DA VIOLENCIA COMO ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇÃO
DE IDENTIDADES
Regina A. de Almeida; Prof. José Endoença Martins;
Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade
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O trabalho discute como, no romance A Cidade de Deus, de Paulo Lins
(2002), personagens constroem identidades a partir de suas decisões de
evitar, ou driblar, a v iolência generalizada que perpassa o quotidiano da
favela Cidade de Deus, espaço da ação do romance. Neste sentido, três
modelos de personagens são relevantes: as mulheres, Passistinha e
Busca-Pé. Uma das características destes personagens é a forma como,
ora implícita ora explicitamente, estabelecem, entre grupos e pessoas,
laços de solidariedade, v isível em momentos significativos das suas vidas
na comunidade. Ao ultrapassar o nív el da v iolência e estabelecer laços
especiais com o mundo fora da favela Cidade de Deus, através da atividade
de fotógrafo, Busca-Pé se torna uma figura emblemática do negro
(intelectual) catalista, responsáv el pela aproximação entre o mundo negro
e o branco. West (1993, p. 85 ) propõe a maneira de como a aproximação
dos dois mundos pode se dar de forma concreta. Para que ela aconteça,
272
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
diz West, o negro necessita construir “um sentido de crítica e resistência
aplicável à comunidade negra, à sociedade Americana, e à civ ilização
Ocidental como um todo.” Ele continua, afirmando que “o futuro do
[intelectual] negro não está numa intenção submissa ao pai Ocidental,
nem numa busca nostálgica do pai Africano. Ao contrário, ele reside numa
negação crítica, numa preservação sábia e numa insurgente transformação
desta linhagem negra que protege a terra e projeta um mundo melhor.”A
esta atitude West (1994, p. 31) chama de conv ersão, ou seja, a superação
do niilismo. No romance o niilismo negro é alimentado pela v iolência. Para
West, o niilismo é uma doença da alma e só pode ser curado com uma
v irada na alma. Em outras palavras, pela conv ersão, experiência que se
dá atrav és da afirmação que o indiv iduo faz de si mesmo, alimentada pela
consideração da comunidade. Trata-se da ética do amor, nas palav ras de
West. É este sentido de conv ersão e de amor, presente em algumas
mulheres, Passistinha e, especialmente em Busca-Pé, que aprox ima
Cidade de Deus de Paulo Lins de A Cidade de Deus de Santo Agostinho
(1993, p. 413). O santo sugere que A Cidade de Deus é edificada no seio
de A Cidade dos Homens, por meio do amor. Ele escrev e: “dois amores
dão fundamento às duas cidades: a cidade da terra pelo amor de si mesmo
e esquecimento de Deus; a cidade do céu pelo amor de Deus e
esquecimento de si mesmo.”(XIV, 28, p. 455) Dentro da cidade dos homens
em que se transforma Cidade de Deus de Paulo Lins atrav és da v iolência
generalizada, mulheres, Passistinha e Busca-Pé, de diferentes maneiras
e em momentos diferentes, procuram edificar A Cidade de Deus de Santo
Agostinho, por meio de laços de solidariedade que exorcizam a v iolência.
LEITURAS CRÍTICAS EM PERIÓDICOS
Sergio Roberto Vieira Martins; Prof. Marco Mashio Chaga
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Atrav és de um foco dedicado à teoria literária em seu aspecto cultural,
observ ando, entre outras manifestações, a sua ev olução histórica nos
últimos anos, procuro identificar as inúmeras tendências manifestadas
nas abordagens contemporâneas. Uma dessas tendências trata da tentativa
de rompimento antropológico e cultural com as v ertentes européias ou
colonizadoras. Sendo assim, a partir da leitura de teóricos brasileiros
atuais, procuro identificar o panorama difuso da crítica cultural, bem como
seus argumentos, funcionalidades e novas tendências. Essas novas idéias,
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
273
rev eladas pela crítica contemporânea, nos dão a seguinte argumentação:
um texto torna-se v iv o somente a partir de sua leitura, quando atribuímos
significado a ele, tornando-se em parte nosso. Isso rev ela que o papel do
escritor e de suas idéias passam a “não”ser mais o foco principal, e sim,
a maneira como o leitor/espectador absorv e os textos. O resultado disso,
de forma indiv idualizada, são as inúmeras leituras sobre um mesmo texto
ou discurso (sem entrarmos no tocante a outros tipos de leituras não
tex tuais, nas suas diferentes formas e gêneros, bem como em tantas
outras linguagens artísticas presentes na cena atual). Vale ressaltar que
essa expectativa comum ou ex periência uniforme se distancia cada v ez
mais da comunicação literária. Há muitos que querem afastar a relação
“autor-texto”, outros ainda se concentram na “reação do leitor”, fugindo
assim das concepções modernistas fundadas na obra. Porém, muitos
críticos ainda sustentam a idéia de um texto como um “organismo fechado”
e, assim, limitam-se, pois, além de esquecerem a idéia de que um texto
nunca é original, já que sabemos que nele estão contidos div ersos outros
por conta da intertextualidade, que nos rev ela uma espécie de diálogo
tex tual, eles esquecem, também, que desde o final da Renascença “o
homem”tem sido o foco da manifestação artística e não mais “os deuses”.
Portanto, não há que se colocar o autor ou o texto num patamar acima do
leitor; assim, mudando-se, simplesmente, o centro de grav idade (ou foco)
de um para o outro. Ou seja, o leitor passa a ser a peça fundamental
desse diálogo intrínseco e não mais a obra, já que, se o primeiro não for
ativ o, o segundo jamais o será, porque se trata apenas de um tex to, que
somente se tornará v iv o atrav és da ação de um leitor. Estas formulações
da crítica literária, entre outras pós-modernistas, serão as que devemos
discutir no âmbito das univ ersidades, pois atrav és de discussões teóricas
e muita pesquisa passaremos a entender que a criação é ação conjunta e
não isolada. Desse modo, parece que a palav ra não traduzida pelo leitor é
palavra morta, independentemente de quem tenha sido o escritor.
274
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O PACIENTE INGLÊS: A ESTÉTICA DA VIOLÊNCIA EM FICÇÃO E
FILME
Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Este trabalho ex plora o tema da v iolência que percorre o romance O
paciente inglês (1992), de Michael Ondaatje, e sua transposição fílmica
por Anthony Minghella (1996), pois, tanto de uma perspectiva sócio-política
como de uma perspectiv a indiv idual, o tema da v iolência é projetado em
ambas as formas de arte atrav és de cenas e imagens de paixão, traição,
mutilação, sofrimento e morte. Ao examinarmos as relações que podem
ser estabelecidas entre elas, de modo a refletir sobre a essência da violência
e conceitualizar sobre a estética da v iolência na arte, estaremos também
comparando as diferentes estratégias narrativ as usadas pelo romancista
e pelo diretor de cinema.
LITERATURA E TEORIA: HIBRIDISMOS
Prof. Simone Regina Dias
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Em Bernardo Carvalho, nada é o que parece ser. Nesse mote, o projeto a
ser apresentado aqui visa investigar o caráter híbrido de algumas narrativas
contemporâneas. Mais especificamente, à luz da leitura de textos teóricos
que discutem o conceito de literatura pós-moderna, publicados em
periódicos nacionais e internacionais dos últimos v inte anos, este projeto
propõe a análise de alguns textos ficcionais de Bernardo Carv alho. A
discussão teórica fornecerá embasamento para tal análise, buscando-se
identificar os matizes que dão contorno às narrativ as contemporâneas
ditas pós-modernas. Buscarei realizar um mapeamento das principais
características da poética pós-moderna, estudando-se os ensaios de
Silv iano Santiago, Flora Süssekind, José Guilherme Merquior, Fredric
Jameson e Andreas Huyssen para v erificar se tais traços aparecem (e
como aparecem) nas narrativas ficcionais de Bernardo Carvalho,
especialmente em Onze, Nove noites e Mongólia. Para o crítico José
Guilherme Merquior, por ex emplo, a poética pós-moderna consiste em
uma escrita ostensiv amente ambígua e polissêmica, que se v ale da
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
275
figuração alegórica, mas distinta da “tradição moderna”- a alegoria moderna
seria de índole surreal e metafórica enquanto o alegorismo pós-moderno,
de cunho predominantemente hiperreal e metonímico. Mantém-se, portanto,
a mesma “semiose literária”, a da alegoria, mas de outra espécie. Há nos
escritos de Bernardo um princípio de organização formal em que o real e
o fictício se intercalam, criando um efeito de jogo com o falso. Nesse
sentido, destaco que Mongólia, por exemplo, foi escrito após uma v iagem
sua à Mongólia, enquanto Nove noites resulta da seqüência de sua viagem
para uma aldeia indígena. Mas longe de se constituir como relato, matéria
das v iagens, as narrativ as lançam pistas falsas e são repletas de tex tos
dentro do texto. Dessa forma, o autor questiona as noções de realidade e
experiência. É conveniente lembrar aqui o dizer de uma das personagens
de seu último livro: “na Mongólia, lugares diferentes têm o mesmo nome,
como se o próprio terreno fosse mov ediço.”O autor bascula os conceitos
de realidade e ficção, e joga com o romance e a inv estigação, no caso de
Nove noites. Como sugere o próprio autor, trata-se de “uma combinação
de memória e imaginação, - como todo o romance, em maior ou menor
grau, de forma mais ou menos direta”. Cabe destacar que o ficcionista
Bernardo Carv alho, em suas narrativ as, costuma ainda dispersar a noção
do sujeito individual, criando sujeitos que podem ser pensados como
‘’simulacros’’, que narram a trama e não solucionam as questões que
lev antam. Ao leitor compete a tarefa de completar a história. Estudar esta
complex a trama que aproxima as personagens que armam tais ficções,
analisando-se a obsessão pelo sentido do duplo e as demais estratégias
narrativ as ali empregadas, é o que instiga esta pesquisa.
DIFERENÇAS ENTRE O ROMANCE HISTÓRICO TRADICIONAL E O
ROMANCE HISTÓRICO CONTEMPORÂNEO: UM ESTUDO DE
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO
Sonia Maria de Lima; Prof. Silv ana de Oliv eira
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
O ponto central da análise será o romance Memorial do convento, de José
Saramago e como contraponto será utilizada a obra romântica Eurico, o
presbítero, de Alexandre Herculano. A abordagem do romance Memorial
do convento será realizada com o intuito de identificar as características
no trato do fato histórico, comparando-o com um romance histórico do
período romântico. Para mostrar a diferença entre o romance histórico
contemporâneo e romance histórico tradicional, trabalhar-se-á com a
276
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
comparação entre o romance Memorial do convento, de José Saramago,
e Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano. A temática do romance de
Saramago env olve a história de Portugal como pano de fundo e o narrador
assume, claramente, uma perspectiv a crítica. As figuras da realeza são
apresentadas como v erdadeiras caricaturas. Poder-se-ia dizer que Memorial do convento é “um épico às av essas”, no sentido em que coloca o
homem comum no centro dos acontecimentos históricos, relegando ao
rei e aos “principais”um lugar secundário no registro da história. De outro
lado, o romance histórico Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano,
romance de 1844, utiliza a história de Portugal apenas como background,
em nada questionando ou comprometendo o ponto de v ista da história
oficial para o espaço de tempo utilizado.
PROJETO: REI LEAR DE SHAKESPEARE
NAS ESCOLAS
Sueli de Fátima Sclaski; Vera da Silv a Reis;
Rosgisléia Silvia de Barro; Prof. Deborah Scheidt
Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação
[email protected]
Este projeto tem como objetiv o maior lev ar a literatura univ ersal e/ou
literatura clássica para dentro das escolas, explorando o universo de Shakespeare de modo a fazer com que a obra do dramaturgo inglês se torne
significativa no contex to vivido pelos alunos brasileiros. Rei Lear será
trabalhado com alunos do ensino médio, especificamente do 2º e 3o anos,
pois estes têm maturidade para trabalhar uma obra complexa como essa,
porém não impossív el de se aplicar o projeto em séries antecedentes. Os
procedimentos de ensino que em sala de aula serão os seguintes: Primeira
aula: apresentaremos, para os alunos, um documentário sobre Rei Lear,
de Shakespeare que será comentado com eles em sala; já os preparando
para a aula seguinte. O documentário faz uma introdução ao estudo das
questões, muitas v ezes obscuras, presentes na peça, examinando em
detalhe a personagem de Lear, além dos temas do env elhecimento,
reconciliação, traição e confiança, que fazem parte da essência desta
obra. As explicações feitas pelo Professor Stanley Wells, do Shakespeare
Institute, e do Dr. Robert Smallwood, do Shakespeare Centre, são
intercaladas com encenações dos textos, concebidas especialmente para
o documentário pelos atores da Strattford Shakespeare Company. Na
segunda aula os alunos ouv irão uma versão alternativ a da história de Lear
em quadrinhos. Essa aula tem como objetiv o despertar a curiosidade deles
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
277
para a leitura do original e chamar a atenção para os assuntos tratados no
liv ro, tais como: brigas familiares, traições, sofrimentos, prepotência do
pai (Lear), falsidade, posição dos idosos na sociedade entre outros
aspectos também interessantes que foram mencionados acima. Também
faremos nesta aula uma introdução teórica sobre tragédia e drama
elisabetano, fundamentada em pesquisas de estudiosos consagrados,
exemplificada com materiais de apoio e também com o original. Na terceira
aula os alunos serão div ididos em cinco grupos. O professor designará
um ato do texto original para cada equipe, que será lido e estudado com o
auxílio de um roteiro de leitura. E cada grupo deverá preparar a apresentação
oral em forma de seminário do seu ato para o resto da turma. O professor
dev e sempre estar atento para as dificuldades div ersas encontradas pelos
alunos, circulando pela sala e oferecendo apoio. Só após esta preparação
ocorrerá a apresentação do seminário feito pelos alunos, na quarta aula.
Temos notado que há uma grande dificuldade dos professores em motivar
seus alunos para o estudo de literatura em geral, e especialmente para as
literaturas clássicas. Esperamos, atrav és das táticas apresentadas,
incentiv ar os alunos a ter contato com a literatura clássica, não só de
autoria de Shakespeare, mas também de outros autores canônicos, para
que estes descubram que tal estudo pode ser ex tremamente frutífero e
principalmente, prazeroso.
A POÉTICA DA RECICLAGEM ARTÍSTICA EM O RETRATO DE
DORIAN GRAY, DE OSCAR WILDE
Suely Reghin; Prof. Anna Camatti
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Oscar Wilde rev olucionou os conceitos estéticos, influenciando v árias
gerações de escritores do século XX. É mestre do humor subentendido,
espirituosidade, intertextualidade, ironia, paródia, trav estimento, paradoxo
e da linguagem epigramática. Em O retrato de Dorian Gray traduz suas
principais preocupações estéticas. O esteticismo de Wilde tem parentesco
com o pós-modernismo em relação ao conceito da autonomia da arte, do
papel do leitor, do uso da paródia e do anti-realismo. Nessaobra, Wilde se
apropria de div ersos discursos, estilos, gêneros e conv enções literárias,
para depois v irá-las de cabeça para baixo, ou seja, parodiá-las. Desta
maneira, forma e conteúdo passam a dialogar entre si e refletem um ao
outro, caracterizando um processo metalingüístico e enfatizando a
278
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
artificialidade da v ida. Em seu ensaio “A decadência da arte de mentir,
Wilde inverte a proposição de Aristóteles quando postula que “A Vida imita
a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida”. Neste projeto, pretendemos
mostrar a contemporaneidade de Oscar Wilde, um dos escritores mais
polêmicos de seu tempo. Em primeiro lugar, mostraremos como atrav és
da paródia, do melodrama e da interação da sátira e paródia, Wilde expõe
ao ridículo os v alores obsoletos da sociedade burguesa de seu tempo e
da moral hipócrita v itoriana. Em seguida, faremos uma análise e reflexão
sobre a caracterização do homem contemporâneo que Oscar Wilde
empreende atrav és da releitura dos mitos de Fausto e Narciso, técnica
que lhe permite aprofundar sua v isão a respeito do homem atrav és dos
arquétipos mencionados. Também faremos um estudo da relação v ida e
arte, que se constitui no conceito fundamental de sua estética, e do diálogo
intertextual do romance com outras obras e autores.
ELEMENTO FEMININO NO CONTO : “O ROUXINOL E A ROSA”, DE
OSCAR WILDE
Vanessa Gomes de Souza Luz Orlandini;
Fátima Rocha; Prof. Sigrid Renaux
Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo
[email protected]
Esta pesquisa tem como objetiv o discutir o elemento feminino no conto
“O rouxinol e a rosa” (“The nightingale and the rose”), de Oscar Wilde.
Após uma brev e apresentação do enredo para situar o leitor, pretende-se
desenv olv er uma reflexão sobre a maneira como o elemento feminino se
apresenta em “O Rouxinol e a Rosa”. Um dos motivos para que tal temática
fosse escolhida para análise foi a diferença encontrada quanto a um de
seus personagens centrais: o rouxinol, v isto que este é tratado como um
ser masculino em língua portuguesa – já que a tradução, para se referir a
esse personagem, utiliza o artigo masculino “o”e o pronome pessoal “ele”
- e é tratado como ser feminino no original inglês - atrav és da utilização do
pronome pessoal feminino “she”. O elemento feminino será analisado a
partir da comparação entre o conto em sua v ersão original e a sua v ersão
traduzida, apontando-se os trechos em que haja diferenças entre o
masculino e o feminino. Desta maneira, objetiv a-se encontrar uma
significação que, talvez, possa transcender aquela ex istente nesses
trechos da tradução em que tenha ocorrido uma modificação - alterando o
ser feminino, por exemplo, de um personagem, e tornando-o masculino ou
v ice-v ersa - lev ando o leitor, assim, a nov a e instigante leitura.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
279
RECRIAÇÕES A PARTIR DO TEXTO LITERÁRIO
Prof. Verônica Daniel Kobs;
Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi;
Linha de Pesquisa: Literatura e mídia
[email protected]
HHá tempos o cinema usa a literatura como base, não só no Brasil, mas
em todo o mundo. Na tentativ a de avaliar as adaptações de textos literários
da Literatura Brasileira, especificamente, para o cinema, foram escolhidos
cinco filmes: 1. Dom, adaptação de Dom Casmurro, de Machado de Assis;
2. O pagador de promessas, filme de Anselmo Duarte baseado na obra
homônima de Dias Gomes; 3. Lisbela e o prisioneiro, adaptação feita por
Jorge Furtado e Guel Arraes da peça homônima de Osman Lins; 4.
Caramuru, a inv enção do Brasil, também de Guel Arraes, uma adaptação
de v ários textos, dentre os quais se destaca Caramuru, de Santa Rita
Durão; e 5. Morte e vida severina, de Valter Avancini, baseado no texto de
João Cabral de Melo Neto. O cotejamento entre tex tos literários e filmes
rev elou, no caso de Caramuru e de Lisbela e o prisioneiro, a agilidade, a
paródia e a diversidade, muito próprias da época contemporânea. Caramuru
apresenta, no entanto, maior desv io em relação à obra de Santa Rita Durão
e faz uma estilização do índio. Já o filme Lisbela e o prisioneiro mantém
mais elos de ligação com o texto original, que é enriquecido com recursos
como a metalinguagem. Fora isso, a peça de Osman Lins, que tem v ários
personagens, mas pouco deslocamento de espaço, no filme, tem o número
de personagens reduzido e ganha dinamismo, alternando ações e
personagens muito freqüentemente. Nas telas, Morte e vida severina
reproduz quase que integralmente o texto original. O elenco, todo formado
por nordestinos, como Tânia Alv es e José Dumont, e o cenário, real, são
os elementos mais referidos pela crítica. No entanto, mesmo com
pouquíssimo desv io em relação ao texto original, a obra perde em lirismo.
Na difícil tarefa de adaptar um clássico, Dom reduz a dimensão dos
personagens machadianos. Bentinho, por ex emplo, é um marido
excessiv amente ciumento e machista, parecendo uma caricatura do
personagem de Machado. Além disso, os elementos de época são cortados
e surge, no final, um exame de DNA, que tira a seriedade, embora conserv e a dúv ida, do texto machadiano. Por fim, O pagador de promessas,
fiel à obra original, consegue fazer com precisão o retrato do sincretismo
baiano. O filme destaca-se pelo objetiv o artístico e não sobretudo
mercadológico, como outras produções. Mesmo com a certeza de que as
adaptações de tex tos literários v ão continuar, o presente estudo tentou
colaborar para a crítica dos resultados desse processo.
280
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
CÓDIGO DE ÉTICA PARA PROFISSIONAIS
ESTETICISTAS: REGULAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO
Prof. Daniel Soczek
Linha de Pesquisa: Código de Ética, Bioética e Saúde
[email protected]
ESTÉTICA
O presente trabalho busca situar o profissional e a profissão de esteticista
em seu processo de regulamentação no que diz respeito a formulação de
um código de ética de suas atividades. Enquanto outras profissões já
possuem seus códigos de ética dev idamente formalizados pelos conselhos
profissionais, a vindoura regulação da profissão de esteticista e conseqüente
criação de um conselho nacional destes profissionais sugere a reflexão
sobre as atribuições, competências e limites dos procedimentos dos
profissionais desta emergente classe profissional. Resgatar o importante
papel social, de modo especial no que diz respeito às questões éticas,
desenv olv ido por estes profissionais cuja grande maioria atua na
informalidade é de fundamental importância. Nesse sentido, a organização
desta classe em associações e a abertura de cursos de nív eis médio e
superior por um lado contribuem significativamente na melhoria e qualidade
da formação de tais profissionais. Por outro, suscitam o debate a respeito
da atuação, da melhor forma possível, destes trabalhadores. Estas duas
frentes de luta, constituídas num passado recente e em amplo processo
de crescimento são um conv ite a reflexão crítica em termos filosóficos e
legais, no que diz respeito ao desenv olvimento das práticas desenvolvidas
e o respeito aos sujeitos que a elas se submetem. Espera-se com estas
reflexões contribuir significativ amente para a construção de um espaço
crítico de análise das práticas profissionais desta categoria em processo
de regulamentação legal, sob a égide de formulações recentes em termos
de Ética e Bioética, segundo a legislação nacional e internacional v igente,
com vistas à construção de um protótipo de um código de ética comentado
que sirv a como subsídio para discussões futuras.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
281
REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSÃO DE ESTETICISTA:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Silv ia Helena Carneiro Bachstein;
Josete Negrello; Prof. Daniel Soczek
Linha de Pesquisa: Código de Ética, Bioética e Saúde
[email protected]
A sistematização dos conhecimentos de Estética, enquanto um
procedimento com v istas a potencialização da beleza humana, surge com
a necessidade de aperfeiçoar a ativ idade desenv olv ida por profissionais,
cujo trabalho v em de longa data. Hoje em dia, seus principais pontos de
atuação são os Spas, institutos e salões de beleza, clínicas de medicina
estética, indústria de cosméticos, consultorias, clínicas de estética. Um
dos problemas do exercício destas ativ idades reside no fato de que a
profissionalização destes trabalhadores ainda não possui uma
regulamentação. Na luta por este objetiv o, surge a necessidade de
sistematizar e ampliar o conhecimento das pessoas que nesta área atuam,
dando-lhes competência técnica e credibilidade, justificando a
regulamentação desta profissão, dos quais um importante passo foi dado
com implantação do curso de tecnólogo. A existência de cursos de formação
em nív el superior, em univ ersidades que entendem esta profissão como
v ital para uma sociedade contemporânea e apostam num profissional
esteticista com qualificações especificas, vem de encontro a esta demanda.
O trabalho com o corpo humano, apoiando-se nas ciências biológicas,
citologia, histologia, anatomia, fisiologia e física para completo
entendimento dos fundamentos do marav ilhoso mundo dos cosméticos,
nos cuidados com o corpo, v iabilizam a formação necessária para tal
empreendimento. Assim, com o objetiv o formar e atualizar profissionais
com v isão estratégica e empreendedora para a área de beleza, cosmética
e imagem pessoal, habilitando-os para o uso correto das técnicas, dos
cosméticos e dos equipamentos utilizados nos tratamentos e
procedimentos estéticos faciais e corporais e a organização e gestão de
serv iços de beleza, o pioneirismo destas instituições tem contribuído em
muito neste processo. Por outro lado, o profissional de estética v em
abraçando este nov o desafio de graduação com otimismo e competência,
v isando um trabalho interdisciplinar com outros profissionais da área da
saúde como médicos e fisioterapeutas, auxiliando na recuperação de póscirúrgico e reabilitação estética em v ários nív eis, entre outros
procedimentos. Apesar do reconhecimento da importância da atuação
282
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
destes trabalhadores, muitas críticas estão sendo propostas no sentido
de impedir o livre exercício desta ativ idade profissional bem como a
consolidação desta composição interdisciplinar devido a falta de
regulamentação da profissão de esteticista. Por isso, alguns dos mais
importantes desafios atualmente são a regulamentação do profissional
esteticista e a organização desta classe em associações e sindicatos,
para a formação de um futuro Conselho, a partir da regulamentação
profissional.
III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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ANOTAÇÕES
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