UNIANDRADE NÚCLEO DE PESQUISA III SEMINÁRIO DE PESQUISA & III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CURITIBA 2005 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 1 UNIANDRADE Reitor Prof. José Campos de Andrade Vice-Reitora Prof. Maria Campos de Andrade Pró-Reitora Financeira Prof. Lázara Campos de Andrade Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Prof. José Campos de Andrade Filho Pró-Reitora de Planejamento Prof. Alice Campos de Andrade Lima Pró-Reitora de Graduação Prof. Mari Elen Campos de Andrade Pró-Reitor Administrativo Prof. Anderson José Campos de Andrade Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Prof. Brunilda T. Reichmann Comissão Organizadora Prof. Brunilda T. Reichmann Prof. Ricardo Zanardini Editoração e Capa Brunilda T. Reichmann e Ana Beatriz Baluta Foto Izabelle Soares 2 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA APRESENTAÇÃO Pelo terceiro ano consecutivo, o Centro Universitário Campos de Andrade - Uniandrade realiza o Seminário de Pesquisa e de Iniciação Científica. As edições anteriores contaram com a participação de um grande número de trabalhos, mas esta terceira edição superou as expectativas, pois o Núcleo de Pesquisa recebeu cerca de 300 inscrições para apresentação de trabalhos. Esse interesse e aumento da produção do corpo docente e discente da Uniandrade revelam o envolvimento da comunidade acadêmica no processo de construção e desenvolvimento do conhecimento científico e certifica o Seminário como espaço no qual os diferentes saberes são compartilhados entre as comunidades acadêmicas da Uniandrade e de outras IES. Uma das razões para este crescimento foi certamente a institucionalização dos programas Bolsa-Pesquisador e Iniciação Científica. Oficializados em 2003, ambos motivam a participação e contribuem com a qualidade dos trabalhos. Além de desenvolver um pensar científico, o programa de Iniciação Científica aproxima o pesquisador experiente e os estudantes e contribui para a diminuição do tempo entre a graduação e a pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Os estudantes em Iniciação Científica, ao terem seus trabalhos aprovados neste ano, demonstraram novamente a responsabilidade com que trabalharam com seus orientadores e a seriedade com que se dedicaram aos seus projetos. Este Caderno de Resumos é a prova desse trabalho. O 3º Seminário de Pesquisa e o 3º Seminário de Iniciação Científica da Uniandrade iniciam com a palestra da Prof. Nilza Maria Diniz – Bióloga, Mestre em Genética pela FMRP/USP e Doutora pela FMRP/Washington State University, USA. É também Coordenadora do CEP da UEL – Paraná e Membro Titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Ministério da Saúde. O tema de sua palestra: “Ética em Pesquisa nas Universidades” antecipa a convicção que, em todas as áreas de conhecimento, a conduta do pesquisador deve ser pautada pela ética e pelo profissionalismo. O corpo docente e discente da Uniandrade e de outras IES que tiveram seus trabalhos aprovados demonstraram essas qualidades - indispensáveis para a produção do conhecimento científico. O Núcleo de Pesquisa e a Comissão de Pesquisa e Iniciação Científica agradecem aos participantes, aos líderes das linhas de pesquisa, aos Coordenadores de curso, às Direções dos campi e à Reitoria pelo apoio irrestrito durante o ano. Comissão Organizadora Novembro de 2005 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 3 PROGRAMAÇÃO Dia 18 de novembro de 2005 Campus João Negrão MANHà 08h00 – Abertura: Prof. José Campos de Andrade Filho, Pró-Reitor de PósGraduação, Pesquisa e Extensão 08h15 – Palestra de abertura: Prof. Dr. Nilza Maria Diniz (Bióloga, Mestre em genética pela FMRP/USP e Doutora pela FMRP/Washington State University – USA. Coordenadora do CEP da UEL – Paraná, Membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Ministério da Sáude.) Tema: Ética em Pesquisa nas Universidades 09h00 – Perguntas e debate 09h15 – 09h30 – Intervalo 09h30 – Início das apresentações dos projetos de professores e alunos em Iniciação Científica 01– Ciências Biológicas Sala Sala 02 – Ciências da Saúde: Nutrição; Curso de Estética Salas 03 – Ciências da Saúde: Enfermagem Salas 04, 05, 06 – Ciências da Saúde: Educação Física Sala 07, 08 – Ciências Humanas: Pedagogia, História e Geografia Sala 09 – Ciências Exatas e da Terra; Ciências Sociais Aplicadas Salas 10, 11, 12 – Lingüística, Letras e Artes NOITE 19h30 – Início das apresentações dos projetos de professores e alunos em Iniciação Científica Salas 01, 02 – Ciências Biológicas Salas 03 – Ciências da Saúde: Nutrição Salas 04 – Ciências da Saúde: Enfermagem Salas 05, 06 – Ciências da Saúde: Educação Física Salas 07 – Ciências da Saúde: Fisioterapia; Curso de Estética Salas 08 – Ciências Humanas: Pedagogia; Ciências Sociais Aplicadas Salas 09, 10, 11 – Ciências Exatas e da Terra Salas 12, 13, 14, 15 – Lingüística, Letras e Artes 22h 30 – Encerramento Professor responsável pela sala fará o encerramento do III Seminário de Pesquisa e III Seminário de Iniciação Científica. 4 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SUMÁRIO CIÊNCIAS BIOLÓGICAS OCORRÊNCIA DE SCLEROMYSTAX MACROPTERUS COMO INDICADOR DE QUALIDADE AMBIENTAL EM TRÊS RIACHOS NA ILHA DE SÃO FRANCISCO DO SUL - SC Amaraldo Piccoli; Gilaine Otto; Prof. Luiz Fernando Duboc 25 AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO BRUTO AQUOSO DA FOLHA DA ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA (BERT.) O. KUNTZE Antonio Camilo Junior Almeida Freitas; Prof. Edilmere Regina Sprada 26 A IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR – DESAFIOS E PERSPECTIVAS Prof. Daniel Soczek; Prof. Edilmere Regina Sprada 27 IMPLEMENTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO PARA RECICLAGEM NO CAMPUS JOÃO NEGRÃO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE, CURITIBA - PR Danúbia Chaves Neuenfeld; Prof. Patricia Calil 28 ATIVIDADE ANTITUMORAL DO EXTRATO BRUTO DA SEMENTE DE COIX LACHRYMA-JOBI L. Prof. Edilmere Regina Sprada; Mônica Paulo Chueiri; Luiz Antonio Acra 30 ICTIOFAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL DO CAMARÃO SETE-BARBAS NO BALNEÁRIO DE IPANEMA, PONTAL DO PARANÁ Emanueli Priscila de Oliveira; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães 31 ESTUDO DA CAPACIDADE DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM BIODEGRADAR GASOLINA E ÓLEO DIESEL CULTIVADO EM MEIO LÍQUIDO Fernanda Edi Zaniol; Prof. Adriane Medeiros 32 TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA (ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) A DIFERENTES SALINIDADES EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Graziele Barbosa de Paula; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães 33 CNIDOFAUNA CAPTURADA PELA PESCA ARTESANAL DO CAMARÃO SETE-BARBAS EM IPANEMA, PR Letícia Silva; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães 35 TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DE LITTORINA FLAVA E LITTORINA ZICZAC EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Mariana Muniz Oliveira; Prof. Patricia Calil 36 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 5 INVERTEBRADOS DA FAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL DE CAMARÃO SETE-BARBAS DO BALNEÁRIO IPANEMA, LITORAL DO PARANÁ Max Leopoldo Wentzel; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Teresa Guimaraes 37 DESLOCAMENTO DE ACTINIA BERMUDENSIS (CNIDARIA: ANTHOZOA) EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS NA PENHA, SC Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães 38 TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DO PREDADOR STRAMONITA HAEMASTOMA E DE SUAS PRESAS BRACHIDONTES SOLISIANUS E COLLISELLA SUBRUGOSA EM LABORATÓRIO Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães COMUNIDADES TRADICIONAIS E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL - UM CONVITE PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Paulo Ernst Garcia; Dennis Nogaroli Marques Patrocínio; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Edilmere Regina Sprada A HANTAVIROSE NO ESTADO DO PARANÁ Paulo Eduardo Ernst Garcia; Iara Ferreira; Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli Marques Patrocínio; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PASSIFLORA (PASSIFLORACEAE) NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PARANÁ Renata Rosana Toigo; Prof. Armando Carlos Cervi INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: O CASO DO QUELÔNIO TIGRE DA ÁGUA TRACHEMYS SCRIPTA ELEGANS Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio; Paulo Eduardo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos ERUCISMO POR LONOMIA SP NO ESTADO DO PARANÁ Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio; Paulo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA (ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) À DESSECAÇÃO EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Vanessa Cristina Dvulatk; Prof. Patrícia Calil SUCESSÃO ECOLÓGICA EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS EM SANTA CATARINA Vanessa Woellner de Castro; Marseille Nancy Rosa; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães 6 40 41 42 43 45 46 47 49 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ASPECTOS POPULACIONAIS DO CARANGUEJO LIBINA FERREIRAE E SUA SIMBIOSE COM A ANÊMONA DO MAR CALLIACTIS TRICOLOR NO LITORAL DO PARANÁ Vivian Czarneski Machado; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães 50 CIÊNCIAS DA SAÚDE NUTRIÇÃO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Adriane Fátima Kulibaba Vargas; Prof. Petra Mirella Theiss 53 PREVALÊNCIA DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL ENTRE PACIENTES PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL QUADRIPLÉGICA RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE CURITIBA Andressa Barbosa; Ana Paula Fadoni; Raphaela Bender Sebastião; Prof. Gisele Gomes Reichel 54 A SAÚDE DO TRABALHADOR E OS EXAMES PERIÓDICOS: DELINEAMENTO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Beatriz Cavalcanti Bueno; Prof. Leandra Ulbricht 55 USO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS Carollina Pereira Rigues; Prof. Cynthia Matos Silva Passoni 56 CAPACIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM FORNECER AS NECESSIDADES CALÓRICO-PROTÉICAS EM PACIENTES COM HIV/AIDS HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM CURITIBA Cristiane da Silva; Petra Mirella Theiss 57 “CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU”- AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NA ÁREA DE NUTRIÇÃO X HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS ENTRE ACADÊMICOS DO CURSO DE NUTRIÇÃO DA UNIANDRADE Débora Cristina Reuter; Jane Maria Ribas Zago; Marcela de Moura; Prof. Cynthia Matos Silva Passoni 59 PERFIL NUTRICIONAL E FATORES DE RISCO NA SAÚDE GLOBAL DE HOMENS TRABALHADORES Elaine Cristine Bueno de Souza; Fabiola G. Mendes Naganawa; Franciele Paula Moreira; Prof. Lucyanna Kalluf 60 ALEITAMENTO MATERNO: HÁBITOS E TABUS ALIMENTARES EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADE PÚBLICA E PRIVADA NA REGIÃO DE CURITIBA - PR Eliane Natel Baron; Michele Regina de Souza; Prof. Márcia Clara Simões 62 FATORES QUE INTERFEREM NO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS Elizandra Crestani; Danielle Barros Oliveira; Prof. Petra Mirella Theiss III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 63 7 INFLUÊNCIA DO CONSUMO ALIMENTAR NA COMPOSIÇÃO CORPORAL DAS COLABORADORAS DA UAN DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DO MUNICÍPIO DE CURITIBA Helena Krawczyk Foletto; Janine Domingues Câmara; Prof. Lucyanna de Jorge H. Kalluf 64 PERFIL NUTRICIONAL E PREDISPOSIÇÃO À DOENÇAS CORONARIANAS DE TRABALHADORES DE CURITIBA - PR Priscila Kohiyama de Matos Silva; Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht 65 DOENÇAS PROFISSIONAIS: A REALIDADE ENCONTRADA NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 2003 E 2005 Priscila Kohiyama de Matos Silva; Beatriz Cavalcanti Bueno; Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht 67 INCIDÊNCIA DE FATORES COM INDICATIVO DE ANEMIA FERROPRIVA EM GESTANTES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DE CURITIBA Raphaela Bender Sebastião; Andressa Barbosa; Prof. Gisele Gomes Reichel 68 ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES DIABÉTICOS FREQUENTADORES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE Rosane Ferri; Prof. Petra Mirella Theiss 69 FISIOTERAPIA ANÁLISE COMPARATIVA DA ALTERAÇÃO DO ÍNDICE DIAFRAGMÁTICO EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA POR VIA LAPAROSCÓPICA Ana Paula Druziki; Prof. Sílvia Valderramas; Prof. Ângela Senna; Prof. Júlio Romani Sílvia Valderramas RECURSOS TERAPÊUTICOS MANUAIS EM PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER Prof. Angela de Moura Brandini; Prof. Edilmere Regina Sprada; Vera Regina Massuga; Nazaria Zazula Zdeleski; Cristina Lúcia Correa; Cristina Trevisol e Silva; Aglair R. Brusamolim Ricardo; Lilian Claret da Silva; Odete Ribeiro Lemos Busetti; Ana Carolina Amaro; Marlene M.Rodrigues; Mariana Stanescu; João Batista de Souza Camões; Andrea Derosso Teixeira; Janice Santos Botelho ANÁLISE DA CAPACIDADE MOTORA DO PACIENTE PORTADOR DA DOENÇA DE ALZHEIMER NAS FASES I, II, III Bernadete Schipanski Ramthun; Erica Maria Nascimento Turbay; Prof. Sandra Dias ESTUDO COMPARATIVO PARA REEDUCAÇÃO PERINEAL NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Celmi Gorte Pereira da Silva; Janete Kaiser Vieira; Noemi Mara Correa; Prof. Zilda Abage Teixeira; Esp. Edgar Schiefelbein 8 70 71 72 74 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PERFIL EPIDEMIOLOGICO DOS PACIENTES AMPUTADOS DA ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE REABILITAÇÃO (APR) NOS ÚLTIMOS 3 ANOS Cristiane Lucia de Araujo Dias; Evelize Tavares Ramos; Dias, C. L. A.; Ramos, E. T.; Prof. Romani; J. C. P.; Prof. Silva, G. C. 75 CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS-OPERATÓRIO DE ARTRODESE CÁRPICA CONSEQÜENTE A ARTROSE RÁDIO CÁRPICA POR PSEUDOARTROSE DE ESCAFÓIDE - UM ESTUDO DE CASO Daniela Gallon; Prof. Eunice Tokars 76 HANDOUT DIGITAL: JOGOS INTERATIVOS PARA FIXAÇÃO DE CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS EM SAÚDE Prof. Denise da Vinha Ricieri; Thiago da Vinha Ricieri; Felipe da Vinha Ricieri 77 ATUAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS DA CIDADE DE CURITIBA Elisabete Cortinove; Vanessa Lemos; Prof. Júlio Romani; Prof. Manoel Luiz Cerqueira Neto 78 A FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DE ALTERAÇÕES POSTURAIS EM PACIENTE COM ARTRITE SÉPTICA DE QUADRIL – ESTUDO DE CASO Juliana Moreira Budal; Prof. Eunice Tokars; Ketty Klagenberg; Camille Prodo; Lindomar P. Bahia; Andrea Avila; Gabriel Favaro; Cintia Amorim; Kleiry de Paula; Isabelle Mitzuck 80 FATORES QUE INFLUENCIAM A RECUPERAÇÃO DE PACIENTES COM TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO ATENDIDOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE CURITIBA - DIRETRIZES PARA A INTERVENCÃO FISIOTERAPÊUTICA DURANTE O INTERNAMENTO HOSPITALAR Kelly Regina Nora; Suellen Medeiros Bagatin; Prof. Júlio Romani; Prof. Patrícia Harder 81 PERFIL DO PACIENTE COM DRENAGEM TORÁCICA FECHADA (DTF) PÓS TRAUMA, EM HOSPITAL PÚBLICO EM CURITIBA Priscila M. Oliveira; Ketty Francielle Klagenberg ; Suellen M. Bagatin; Prof. Julio C. Romani; Prof. Patricia H. N. Bahia 82 ENFERMAGEM DETERMINAÇÃO DOS FATORES DE RISCO QUE GERAM O ESTRESSE EM UMA EQUIPE DE CENTRO CIRÚRGICO Ana Cristina Mazzuchetti; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães 83 A ARTE DO CUIDAR DO CUIDADOR Andréia Fabiana Machado de Oliveira; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 84 INSATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO SALÁRIO DA CATEGORIA Ângela Cristina Bernegossi; Débora Mª dos Santos; Jéssika Yared Ciofi; Marilei Terezinha Pieczarka; Silmara Antunes; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura 86 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 9 A PESQUISA CLÍNICA E SUA ATUAÇÃO NO IDOSO NO BRASIL Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L.P.; Pelaes, T. Garcia, S.G.; Costa, F.C. 87 O PACIENTE NEUTROPÊNICO FEBRIL E O PAPEL DO ENFERMEIRO Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T. 88 PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A SÍNDROME DE LISE TUMORAL Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T. 89 ESTUDO UNICEGO PARA AVALIAR A ORIENTAÇÃO DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES ONCOLÓGICOS DURANTE O INTERNAMENTO E ALTA HOSPITALAR Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P. ; Coutinho. S. S.; Pelaes, T. HUMANIZAÇÃO DO VISITANTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Eliane Aparecida Batista Sehnem; Prof. Eunice Kyosen Nakamura AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM HEMODIÁLISE Glicia Mara Lopes; Cleber Iori Roboski; Jureni C. Dalmédico Martins; Raquel Alves da Silva; Prof. Ana Tereza Bitterncourt Guimarães 90 91 93 ENFERMAGEM EM GERIATRIA: UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA Helena Ignez Braganholo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 94 OSTEOGÊNESE IMPERFEITA:”CONVIVENDO COM OSSOS DE CRISTAIS” Iara Ferreira; Prof. Eleonor Trevisan 95 CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO ONCOLÓGICO HOSPITALIZADO Janete Oliveira de Azeredo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura GINÁSTICA LABORAL EM ENFERMAGEM HOSPITALAR Mara Lucia Faria Molinari; Prof. Eunice Kyosen Nakamura CONHECIMENTO DE ENFERMAGEM: SUCESSO NA AUDITORIA Maria Liris Froner; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 97 98 100 PROTOCOLO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS DA NEURO CIRURGIA Noeli Terezinha Fornazare Tomasi; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 101 COMO DIMINUIR GLOSAS EM CONTAS HOSPITALARES Patrícia Aparecida de Oliveira; Andréia Leite de Oliveira; Karyme Juliana David; Raquel Zerger; Suelen do Nascimento Gonçalves; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura 103 A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL NA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA Romilda Vieira dos Santos; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 10 104 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EDUCAÇÃO CONTINUADA: PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE NA DEFINIÇÃO DOS TEMAS Sandra Terezinha Olech; Cristiane Vieira Lopes; Iloni Tomasi; Pablia Nascimento; Paulo Strombech; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura CUIDANDO DO CUIDADOR PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM Silvia Helena Prado; Prof. Eunice Kyosen Nakamura DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM EM UNIDADE ESPECIALIZADA Silvio Aparecido Morales; Marcia Regina da Silva; Mariella Costa Zanini; Renata Carin Knapik; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura 105 106 108 BOM ATENDIMENTO AO CLIENTE É FUNDAMENTAL NA SAÚDE Simone Rossi; Carolina Dias Ricardo; Fernanda Higuti; Suseli de Fátima de Machinievick; Vilmara de Souza; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 109 DESVIO DE FUNÇÃO EM ENFERMAGEM Telina Bello de Goes; Aurélio Honório; Lídia Viana; Patrícia Borges; Solange Lucca; Zilda Moçatto; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura 111 A INTEGRAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA DE CURITIBA Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A. ASSISTÊNCIA INTEGRAL E HUMANIZADA AO PACIENTE ONCOLÓGICO DO SUS SOB O ENFOQUE DA ENFERMAGEM Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Visentin, A.; Kalinke, L. P. ; Coutinho, S.S. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CURATIVO DE BROWN Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Montenegro, M. F. G. ; Ribeiro, L. C. ; Visentin, A. PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: O PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Vinciguera, N. C. ; Visentin, A. A RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS E INTERAÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A. GRAU DE CONHECIMENTO DO CORPO DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL ONCOLÓGICO, EM RELAÇÃO À ATUAÇÃO DO FONOAUDIÓLOGO NO ÂMBITO HOSPITALAR Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Visentin, A.; Gonçalves, M.I.R III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 112 114 115 116 118 119 11 ANÁLISE DA LITERATURA SOBRE A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO DOS PACIENTES SUBMETIDOS A LARINGECTOMIA Prof. Telma Pelaes de Carvalho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Visentin, A. ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DOS CAMPOS DE TECIDO COM DESCARTÁVEIS Zelinda Foscarini dos Santos Batista; Prof. Eunice Kyosen Nakamura EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM AO LONGO DOS ANOS Willian Hang; Prof. Eunice Kyosen Nakamura 120 121 122 LEVANTAMENTO DE NOVAS MATÉRIAS NATURAIS E POTENCIAL APLICABILIDADE EM PRODUTOS TÓPICOS Marcelo Gomes; Prof. Neila de Paula; Prof. Miriam Gouveia; Prof. Sandra Martin 124 EDUCAÇÃO FÍSICA INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA UTILIZANDO O LUDICO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO ESCOLAR DE 5ª SÉRIE: UMA REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL Adriane Ferreira da Costa; Prof. Joelma Montelares da Silva FUTEBOL NO CONTEXTO SOCIAL DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE André Luiz Spuldaro; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira QUALIDADE DE VIDA E YOGA: CONCEITOS POLISSEMICOS Cláudio Dedo Woellner;Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira 124 125 127 A PSICOMOTRICIDADE AQUÁTICA APLICADA A ATLETAS DE ALTO NÍVEL Prof. Clauzenice Toso Milhoretto 128 REFLEXÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM: A CORPOREIDADE EM QUESTÃO Cleiton Ricardo Serafim; Prof. Joelma Montelares da Silva 130 A INFLUÊNCIA DO XADREZ NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO RACIOCÍNIO LÓGICO Darci Campos de Carvalho; Prof. Wilson da Silva 131 PROPOSTA INTERDISCIPLINAR DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - UNIANDRADE Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Carmem Lucia Andreata; Prof. Joelma Montelares da Silva; Prof. Ricardo Battisti Archer BRINCADEIRAS DE RUA: RESGATE CULTURAL Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Atagy Terezinha Maciel Feijó; Prof. Joelma Montelares da Silva 12 133 134 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA DE MEMBROS INFERIORES E DESARMES NO FUTEBOL Derek Arley Silva Martins; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE TALENTOS ESPORTIVOS EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Elcio Alves da Silva; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE O PROBLEMA DA SEPARAÇÃO POR IDADES CRONOLÓGICAS DE EQUIPES PARA TREINOS DE FUTEBOL Fábio Bandeira; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ENXADRISTAS E NÃO ENXADRISTAS NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PÊNDULO Fernando Gabriel Harmuch; Darci Campos de Carvalho; Prof.Wilson da Silva EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA E AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (BCAA) NA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM ATLETAS DE FUTEBOL PROFISSIONAL Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Carolina Neiva de Lima HIDROGINÁSTICA PARA O PARTO Francielle Carolina Piassetta; Ândrella Siroti; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliveira JOGOS E BRINCADEIRAS DE CONSTRUÇÃO UMA REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL: ESTRÁTEGIAS PARA UMA POSSIBILIDADE DE APRENDER Hérica Pellanda; Prof. Joelma Montelares da Silva ESTUDO INVESTIGATIVO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ERGOGÊNICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL Ivo Márcio de Oliveira; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende BULLYING: CONSEQÜÊNCIAS DA AGRESSIVIDADE NA ESCOLA Prof. Joelma Montelares da Silva; Denize Aparecida Rodrigues Leite; Atagy Terezinha Maciel Feijo; Gisely Rodrigues Brouco CORPO NA ESCOLA: RACISMO E A CONSTRUÇÃO DA CORPOREIDADE DA CRIANÇA DE 5ª SÉRIE Prof. Joelma Montelares da Silva; Ana Cristina Bonfá Rodrigues; Rodrigo Faria III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 135 136 137 139 140 141 142 143 144 145 13 O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM INSTITUIÇÕES ASILARES Jose Adones Marcelino; Elcio Alves da Silva; Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira 147 ANÁLISE COMPARATIVA DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE SALTOS Jose Adones Marcelino; Elcio Alves da Silva; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira 148 INTERFERÊNCIA DOS PAIS NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DE INICIAÇÃO EM ESCOLAS DE FUTEBOL Jose Hortêncio Rodrigues do Amaral; Prof. Joelma Montelares da Silva TESTE DE COOPER COMO PREDITOR DE PERFORMANCE Lester Miguel; Fabio Bandeira; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira INTERFERÊNCIA DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL NA CAPACIDADE DE SUSTENTAÇÃO NA BARRA FIXA Lester Miguel; Jaime Flores de Araújo Bastos; Maurício Lopes Sgaraboto; Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira 149 151 152 A INTERFERÊNCIA DA POSSE DE BOLA NO RESULTADO Marcos Antonio Benatto; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet 153 ANÁLISE DO PASSE NO FUTEBOL Marcos Vinicius Santos Gonçalves; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet 154 SANGUE NA URINA ANTES DA PROVA EM ATLETAS MARATONISTAS Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira 154 DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO PÓS–EXERCÍCIO EM ATLETA DE FUTEBOL PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO Muriel Szymanski; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende UTILIZAÇÃO DO INCLINÔMETRO COMO DETERMINANTE DE FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE GINÁSTICA RITMICA Paula Rafaela da Costa; Daisy Carvalho; Prof. João Henrique Bohn Zanoni OBESIDADE NA INFÂNCIA Priscila Amado; Prof. Jose Ricardo L. de Oliveira 14 156 157 158 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO2 – ÓXIDO NÍTRICO, A NOVA TENDÊNCIA NA SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR Rodrigo Messias Pietschaki; Prof. Joao Gilberto Manoel de Azevedo 158 O USO DA SUBSTÂNCIA STANOZOLOL NO ESPORTE DE COMPORTAMENTO Rodrigo Messias Pietschaki; Joao Gilberto Manoel de Azevedo 159 EDUCAÇÃO MOTORA E CORPORIEDADE UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rodrigo Otávio C. de Oliveira; Prof. Joelma Montelares da Silva COMPARAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM ATLETAS PROFISSIONAIS DE FUTEBOL COM O DOS PRESIDIÁRIOS PRATICANTES DE CAPOEIRA DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ Roseli de Liz Pfaffenzeller; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA AQUISIÇÃO DA IMAGEM E ESQUEMA CORPORAL PARA O PRÉ-ESCOLAR: A ATIVIDADE LÚDICA AUXILIANDO NESTA AQUISIÇÃO Sidney Gilberto Gonçalves; Prof. Joelma Montelares da Silva O ESPORTE PARA O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA Sônia Maria de Oliveira; Prof. José Ricardo Oliveira A COMPARAÇÃO DA FLEXIBILIDADE ENTRE PRESIDIÁRIOS DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO E ATLETAS DE FUTEBOL Tiago Oliveira Trindade; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende ANÁLISE DA RESISTENCIA AERÓBIA EM ATLETAS DE FUTEBOL DAS CATEGORIAS DE BASE Waldyra Gonçalves; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet 160 162 163 164 165 166 CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA O USO DA INFORMÁTICA E DE MATERIAIS DIDÁTICOS ALTERNATIVOS PARA O ENSINO DE IGUALDADE DE TERMOS NAS EQUAÇÕES DE 1º GRAU 169 Anderson Silva dos Santos; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini MODELAGEM MATEMÁTICA: PREVIDÊNCIA SOCIAL X PREVIDÊNCIA PRIVADA Andrei Wellington Felippo Deola Pianezzer; Cleber Ribeiro da Costa; Marli Aparecida Santos; Regiane Novak Wosch PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE CONCEITOS ALGÉBRICOS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Edilaine Ap. de Almeida Fernandes; Prof. Eduardo Quadros da Silva III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 170 171 15 TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO DE EQUAÇÕES DO PRIMEIRO E SEGUNDO GRAUS NO ENSINO FUNDAMENTAL Elisa Regina da Silva Gonçalves; Prof. Eduardo da Silva Quadros 172 TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE ARITMÉTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL Gilmara da Silva Paulino; Prof. Eduardo da Silva Quadro 173 SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DA ÁLGEBRA João Ricardo Labres de Oliveira; Prof. Ricardo Zanardini 174 TESTE DE RESILIÊNCIA José Sureki Junior; Juliana Pinto; Prof. Edival Moraes 175 A DISCIPLINA ESCOLAR MATEMÁTICA NA PROVÍNCIA DO PARANÁ:1853-1889 Julio Cesar de Campos; Prof. Luis Dario Sepulveda 176 A IMPORTÂNCIA DA ÁLGEBRA MODERNA NO ENSINO DA ÁLGEBRA ELEMENTAR Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini 177 AUTOCAD - UMA METODOLOGIA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE GEOMETRIA E DESENHO Tiago Pires Gheno; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini 177 PROGRAMAS (SOFTWARES) MATEMÁTICOS, A INTERNET E A CRIAÇÃO DE NÚCLEOS DE INFORMÁTICA Vera Maria Adélio; Prof. Luís Dário Sepúlveda 178 LUZ E COR UMA NOVA ABORDAGEM DIFERENCIADA PARA O ENSINO MÉDIO Ivonei de Andrade; Prof. Emerson Joucoski 179 APRENDIZAGEM DA CINEMÁTICA RELATIVÍSTICA NO ENSINO MÉDIO Marcio José Azamor Goulart; Prof. Emerson Joucoski 180 BRINQUEDOS CIENTÍFICOS: INTRODUÇÃO À FORMAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE CONCEITOS DE FÍSICA Prof. Sandro da Silva Livramento Machado; Prof. Emerson Joucoski 182 COMPRESSÃO SEM PERDAS DE IMAGENS MÉDICAS USANDO WAVELETS Ailton Roberto Barbosa; Gilberto Júnior Hepp; William Ferreira de Paula; Prof. Ionildo José Sanches RVGS - RASTREADOR DE VEÍCULOS GPS/SMS Everton Rodrigo Pereira da Silva; Fulvio Maccagnan; Alex Pacheco; Prof. Marcelo Antonio Perotto 16 183 184 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SISTEMA PARA CONVERSÃO ON-LINE DE CONTEÚDO DE CURSOS A DISTÂNCIA DE FORMATO .DOC PARA HTML Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo; Thiago da Vinha Ricieri SISTEMA DE SENSORIAMENTO REMOTO - WIRELESS Sidney Franco; Newton Ceccon; Fernando Nascimento; Prof. Marcelo Antonio Perotto EXTRAÇÃO DE IMAGENS DE UM ARQUIVO RTF E ARMAZENAMENTO EM BANCO DE DADOS Thiago da Vinha Ricieri;Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo UMA FERRAMENTA VISUAL PARA LOCALIZAÇÃO E MONITORAMENTO DE VEÍCULOS POR SATÉLITE Jonathan Ribeiro Inácio; Prof. Ionildo José Sanches; Prof. Neilor Fermino Camargo 185 186 188 189 CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SERVIDÃO AMBIENTAL: ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES 191 Cristiane Vellozo Lucaski; Prof. Edson Luis Peters DIREITO CONTRATUAL NO AMBIENTE ELETRÔNICO Marcelo Rodrigo Molinari; Prof. Alcio Manoel de Souza Figueiredo AÇÃO PENAL NO CRIME DE ESTUPRO: UMA QUESTÃO DE ACESSO À JUSTIÇA Pollyanna Maria da Silva; Prof. Rogério Ristow 192 193 EDUCANDO PARA O CONSUMO Taís Cristina Flores; Cristiane Souza da Silveira; Pâmela Cristine Bolson; Prof. Carina Alves Lopes 194 COMO REINVENTAR PROCESSOS PARA CRIAR VALOR PARA O CLIENTE Emanuel Felipe Bussmann Branger; Prof. Kleber Angeli 195 ANÁLISE EMPÍRICA DO GRAU DE INTANGIBILIDADE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE CAPITAL ABERTO Tainan de Lima Bezerra; Prof. Luciano Márcio Scherer 196 CIÊNCIAS HUMANAS VAI UMA CAÇHAÇA AÍ CUMPADRE? ALCOOLISMO E MASCULINIDADES NA DÉCADA DE 1930 EM PONTA GROSSA-PR 197 Adriano Rossi; Prof. Myrian Sacchelli A LIBERDADE COMO OBJETO DE NEGOCIAÇÃO Alex dos Santos Cunico; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima 198 ASCENÇÃO E SUBMISSÃO NAS IRMANDADES NEGRAS DE CURITIBA Diego Cruz Vilela; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima 198 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 17 RELIGIÃO E SOFRIMENTO POST MORTEM NA MESOPOTÂMIA Everton Carlos Medeiros; Prof. Moacir Elias Santos 199 PRÁTICAS DA ALFORRIA Felipe Pereira de Melo; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima 200 FRANCO DA ROCHA: 35 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck 201 COLÔNIA CECÍLIA: UMA EXPERIÊNCIA ANARQUISTA NO PARANÁ Prof. Izis Borck; Carla Ticiane da Cruz; Eduardo Pereira Vaz; Francely Ferreira; Jéssica Santos; Mileide Aparecida Ribeiro; Jorge Paulik; Michele Carine Mendes; Márcio Ricardo Pereira; Rosebel Maia; Vania Amaral Fadani; Irene Georges Gheorghiou 202 IGREJA DO ROSÁRIO DE PONTA GROSSA: 140 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck; Michele Carine Mendes; Vânia Amaral Fadani 204 IGREJA SANTA TERESINHA DE PONTA GROSSA: 50 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck; Márcio Ricardo Pereira 205 HISTÓRIA PARA QUÊ? INDAGAÇÕES SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA Prof. Lauro Anselmo Ferrarin 206 A ARQUITETURA E A DECORAÇÃO DAS CASAS-SANTUÁRIO EM ÇATAL HÜYÜK – TURQUIA ASIÁTICA Lêda Trindade Vasconcelos Galvão; Prof. Moacir Elias Santos 207 A LUTA PELOS DIREITOS OPERÁRIOS: UMA ANÁLISE DA GREVE GERAL DE 1917 EM CURITIBA Leila Sônego; Prof. Fabrício Leal 209 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FEMININA EM ESTELAS FUNERÁRIAS EGÍPCIAS DO REINO MÉDIO Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos 210 HIERÓGLIFOS PARA A JUVENTUDE: A ESCRITA EGÍPCIA ANTIGA NOS LIVROS PARADIDÁTICOS Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos 212 ESTRADA DA GRACIOSA: PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO PARANÁ Loines Aparecida Toscan; Prof. Marcia Medeiros 213 A AUSÊNCIA DO TEMA PATRIMÔNIO HISTÓRICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA Lutherkin Lino Ludvich; Prof. Marcia Medeiros 214 O EGITO NOS CEMITÉRIOS PARANAENSES: UM ESTUDO DE EGIPTOMANIA NA ARQUITETURA FUNERÁRIA Prof. Moacir Elias Santos; Liliane Cristina Coelho 18 215 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PRÁTICAS DE SOLIDARIEDADE ENTRE OS MEMBROS DE IRMANDADES NEGRAS Rafael Alves Duarte; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima 217 REVITALIZAÇÃO DO MUSEU DE ARTE SACRA Renata Corrêa Biella; Prof. Moacir Elias Santos 217 DOCUMENTO INQUISITORIAL Viviane Kaviski; Prof. Adriano Bernardo de Lima 219 REQUALIFICAÇÃO E ORDENAMENTO DE CENTROS URBANOS: TERRITORIALIDADE DAS IDENTIDADES CULTURAIS Celene Couto Rodrigues; Prof. Rodrigo Bastos Santiago 220 VALORES HUMANOS PARA A FORMAÇÃO DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO Ana Maria Bonfim; Prof. Inês Astreia Almeida Marques 222 NA FORMAÇÃO DO DOCENTE ÉTICA E LIMITES É O DESAFIO Prof. Diva Conceição Ribeiro PENSANDO A EDUCAÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS: CENÁRIOS PEDAGÓGICOS NA APRENDIZAGEM DA EAD Prof. Edna Liz Prigol 223 224 UM OLHAR FILOSÓFICO SOBRE O MUNDO MODERNO Ester Guarda Rodrigues; Ana Paula Falco Bonifácio; Soraia Abdul Kassen Teixeira; Gislaine Evaristo; Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves 225 UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO Gislaine Kleinibing; Micheline Lourenço de Oliveira; Cleiton Wender; Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves 226 O LUGAR DO SUJEITO NO NEO-PENTECOSTALISMO Prof. Gláucia Marília Hass 227 CONHECER OU NÃO CONHECER, EIS A DIFERENÇA Idanir Fulgêncio da Cruz Freitas; Juliana Silva; Geni Martos; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves; Prof. Inês Astreia Almeida Marques 228 EDUCAR PARA UMA LEITURA CRÍTICA DOS MEIOS Prof. Inês Astreia Almeida Marques 228 A COMPLEXIDADE E A SAÚDE DO SER HUMANO Prof. Mailde Adelia Casagrande 229 A EDUCAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIANDRADE - 2ª Parte Prof. Nelita Ferraz de Mello Sauner; Prof. Zulmara Clara Sauner Posse. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 230 19 A ADAPTAÇÃO DOS CANHOTOS NO MUNDO DESTRO Renata Guimarães; Prof. Inês Astreia Almeida Marques HUMANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: UMA PROPOSTA ÀS ATENDENTES DE BERÇÁRIO Renata Jurach Bueno; Prof. Adilaurinda Ribeiro de Oliveira 231 232 DIFERENCIAL NOBRE EM EDUCAÇÃO MATERNAL Renata Jurach Bueno; Prof. Rubiana K. Mendel 233 POLÍTICA X ÉTICA Scheila Aparecida Leal; Ana Maria Mesquita; Francielly P. Goes; Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves 234 UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO Simone Rogalsky Tissen; Camila Custódio Borges; Dinaura Mescedes Kula Loyola; Maria de Lurdes Martins do Nascinento Ostrowski; Raquel Rodrigues Silva Ramires; Prof. Ines Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves 236 COMPLEXIDADE DA ARTE Sirlene Miranda; Tânia Santana Mendes; Emanuelle Serafim Katia Chiconato; Elenir Barros; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves; Prof. Inês Astreia Almeida Marques 237 LETRAS O ESPAÇO SELVAGEM EM LYGIA FAGUNDES TELLES E CLARICE LISPECTOR Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Ivan Sousa Rocha; Profa. Dra. Regina M. Przybycien 239 LITERATURA E HISTÓRIA, REJEIÇÕES, CONFRONTOS, ASSIMILAÇÕES Ana Cristina Haddad Santos; Prof. José Antonio Vasconcelos 240 A CRITICA DA SOCIEDADE ATRAVÉS DE TEXTOS DE JOSÉ SARAMAGO Angelis Cristina Soistak; Prof. Silvana Oliveira 242 CRÍTICA DA VIOLÊNCIA: O INTERTEXTO SHAKESPEARIANO EM O PIANISTA, DE POLANSKI Prof. Anna Stegh Camati 243 MENTIRAS E VERDADES NO MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO Arhádia Cristhiane Campos; Prof. Simone Regina Dias 243 INTERTEXTOS SHAKESPEARIANOS EM MORTE E VIDA SEVERINA Braz Pinto Junior; Prof. Anna Stegh Camati 244 20 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA IMAGENS DE VIOLÊNCIA NA NARRATIVA FICCIONAL E FÍLMICA Prof. Brunilda T. Reichmann 245 A VIOLENTAÇÃO DO “EU”NA VIDA COTIDIANA EM A DONA DA HISTÓRIA, DE JOÃO FALCÃO Caroline Chaves; Prof. Anna Stegh Camati 246 A IMUTÁVEL DOR DA PARTIDA EM: CAMÕES, PESSOA E SARAMAGO Caroline Vanzo Bernardi; Profª Rosana Harmuch 246 ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE LITERATURA BRASILEIRA Caroline Vanzo Bernardi; Joze Soares; Prof. Verônica Daniel Kobs REPRESENTAÇOES DAS VIOLÊNCIAS DO COTIDIANO NA DRAMATURGIA DA MEMÓRIA Charlott Eloize Leviski; Prof. Anna Stegh Camati 247 249 O DESMASCARAMENTO EM “HORÁCIO SPARKINS” Charlott Eloize Leviski; Manuela Alves; Kelly Cristina Lopes; Caio Perotti ; Prof. Sigrid Renaux 249 GOTA D’ÁGUA: UMA RESSIGNIFICAÇÃO DE MEDÉIA Cíntia Joslin Tortorello; Ana Raphaella Shemany arolino de Abreu Nunes; Isabela Falcón Magalhães; Prof. Anna Camati 250 KATHERINE MANSFIELD: OS MUNDOS OPOSTOS EM “THE GARDEN PARTY” Cíntia Vieira; Deise Durand Gomes; Emerson Luiz; Lucinéia Regina Martins; Prof. Sigrid Renaux A FUNÇÃO INTERTEXTUAL EM TRÊS POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES Cláudia C. Corrêa Pedroso; Eliane de Souza; Zenilda do R. de Morais; Prof. Sigrid Renaux RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS DE EDGAR ALLAN POE: A FUNÇÃO DO DISCURSO INTERTEXTUAL EM “A CARTA ROUBADA” Corina Lopes Pereira; Prof. Sigrid Renaux ALUSÕES PARÓDICAS AO CINEMA AMERICANO NO FILME ÓPERA DO MALANDRO, DIRIGIDO POR RUY GUERRA Corina Lopes Pereira; Prof. Anna Stegh Camati SHAKESPEARE APAIXONADO COMO INTRODUÇÃO A SHAKESPEARE Prof. Déborah Scheidt III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 251 252 253 254 255 21 ESTRUTURALISMO X CRÍTICA: QUESTÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS Deise Cristine Durand Gomes; Lucinéia Regina Martins; Prof. Adriana Cristina Sambugaro de Mattos Brahim A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NA POESIA DE 1930: VINÍCIUS DE MORAES E JORGE DE LIMA Denise Akemi Hibarino; Ana Beatriz Matte Braun; Ivan Sousa Rocha; Profa. Dra. Regina M. Przybycien 256 257 A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA MULHER NEGRA NO ROMANCE A COR PURPURA, DE ALICE WALKER Dyane da Silva; Prof. José Endoença Martins 258 UM HORIZONTE (IM)PROVÁVEL. ANÁLISE DE ELEMENTOS FANTÁSTICOS EM CONTOS DE MOACYR SCLIAR Emerson Luiz de Souza; Prof. Silvana de Oliveira 259 O PACIENTE INGLÊS E SUAS TRANSTEXTUALIDADES Francisco Reghin; Prof. Sigrid Renaux 260 UMA POLÍTICA DA CONVERSÃO Francisco Reghin; Prof. José Endoença Martins 260 A ESTÉTICA REALISTA E A TEMÁTICA MAUPASSANTIANA Gláucia Marília Hass; Daniel Rodrigues; Lucas Silvestre Borges; Prof. Andréa Correa Paraiso Müller 261 ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE “ANIMAIS DOS ESPELHOS”, DE JORGE LUÍS BORGES E “CARTA A UMA SENHORITA EM PARIS”, DE JÚLIO CORTÁZAR Isabela Falcón Magalhães; Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu Nunes; Cíntia Joslin Tortorello; Prof. Silvana Oliveira O NARRADOR DO ROMANCE A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE E SUAS FILHAS, DE MARIA JOSÉ SILVEIRA Ivan Sousa Rocha; Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Prof. Raquel Illescas Bueno A UTOPIA COMO ROMANCE HISTÓRICO Janaina Luzia Florencio; Prof. José Antonio Vasconcelos MOBILIDADES IDENTITÁRIAS NEGRAS EM EXPERIÊNCIAS PÓS-COLONIALISTAS Prof. José Endoença Martins 262 263 264 265 LITERATURA E CINEMA (SIMILARIDADES E ADAPTAÇÕES) Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi; Prof. Verônica Daniel Kobs 267 VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA NA LITERATURA Letícia Cristina de Miranda; Prof. Brunilda Tempel Reichmann 268 22 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O MARAVILHOSO EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE Luciane Machado Polydoro; Prof. Dra. Silvana Oliveir 269 CRÍTICA LITERÁRIA E OPINIÃO Prof. Marco Maschio Chaga 270 FILOSOFIA E EPIFANIA: DOIS ASPECTOS FUNDAMENTAIS EM “LAÇOS DE FAMÍLIA”, DE CLARICE LISPECTOR Paraguassu de Fátima Rocha; Prof. Silvana Oliveira 271 A NEGAÇÃO DA VIOLÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES Regina A. de Almeida; Prof. José Endoença Martins 272 LEITURAS CRÍTICAS EM PERIÓDICOS Sergio Roberto Vieira Martins; Prof. Marco Mashio Chaga O PACIENTE INGLÊS: A ESTÉTICA DA VIOLÊNCIA EM FICÇÃO E FILME Prof. Sigrid Renaux LITERATURA E TEORIA: HIBRIDISMOS Prof. Simone Regina Dias DIFERENÇAS ENTRE O ROMANCE HISTÓRICO TRADICIONAL E O ROMANCE HISTÓRICO CONTEMPORÂNEO: UM ESTUDO DE MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO Sonia Maria de Lima; Prof. Silvana de Oliveira PROJETO: REI LEAR DE SHAKESPEARE NAS ESCOLAS Sueli de Fátima Sclaski; Vera da Silva Reis; Rosgisléia Silvia de Barro; Prof. Deborah Scheidt A POÉTICA DA RECICLAGEM ARTÍSTICA EM O RETRATO DE DORIAN GRAY, DE OSCAR WILDE Suely Reghin; Prof. Anna Stegh Camatti ELEMENTO FEMININO NO CONTO : “O ROUXINOL E A ROSA”, DE OSCAR WILDE Vanessa Gomes de Souza Luz Orlandini; Fátima Rocha; Prof. Sigrid Renaux RECRIAÇÕES A PARTIR DO TEXTO LITERÁRIO Prof. Verônica Daniel Kobs; Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 273 274 275 276 277 278 279 280 23 ESTÉTICA CÓDIGO DE ÉTICA PARA PROFISSIONAIS ESTETICISTAS: REGULAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO Prof. Daniel Soczek REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSÃO DE ESTETICISTA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Silvia Helena Carneiro Bachstein; Josete Negrello; Prof. Daniel Soczek 24 281 282 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA RESUMOS OCORRÊNCIA DE SCLEROMYSTAX MACROPTERUS COMO INDICADOR DE QUALIDADE AMBIENTAL EM TRÊS RIACHOS NA ILHA DE SÃO FRANCISCO DO SUL - SC A fauna ictiológica da América do Sul é div ersificada e complexa, com numerosas lacunas no seu conhecimento biológico, sendo o Brasil o país com a maior quantidade de peixes de água doce do mundo. A Floresta Atlântica é composta por um mosaico v egetacional, sendo a restinga comum no litoral de Santa Catarina. A bacia do rio Acaraí é constituída por v ários pequenos riachos de águas av ermelhadas e ácidas que drenam a ilha de São Francisco do Sul, e deságua diretamente no Oceano Atlântico. Nestes ambientes ocorre o coridora, uma espécie de cascudinho limpafundos da família Callichthyidae (Siluriformes): Scleromystax macropterus, cujos ex emplares são de pequeno porte e caracterizados pela presença de dupla fileira de placas ósseas com 24 escudos dorsolaterais e 23 v entrolaterais; a boca é subterminal, pequena e rodeada por barbilhões 1 par maxilar e 1 par mandibular. A ocorrência de hábitos migratórios não é conhecida entre os membros desta família, em que os indiv íduos apresentam preferências pela ocupação de águas lênticas e fundos de areia e estão aptos a sobreviver em condições críticas e limitantes à maioria das outras espécies de peix es (como em águas poluídas, com baixa disponibilidade de oxigênio ou mesmo em águas rasas ou em quase seca), em grande parte dev ido a sua respiração aérea acessória. Scleromystax macropterus é uma espécie rara, estando ameaçada sobretudo devido ás ações antrópicas deletérias sobre o ambiente onde ocorre. Por conta disto, esta espécie está citada na lista nacional de peixes ameaçados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), constando também no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Estado do Paraná, entretanto na categoria “DD” (“deficient data”), uma vez que seus aspectos ecológicos são praticamente desconhecidos, sendo que as informações sobre a sua área de ocorrência prov êm de registros pontuais e localizados. As coletas foram realizadas mensalmente e de forma sistematizada entre março de 2004 e março de 2005 em três riachos da bacia do rio Acarai, os quais ocorrem com diferentes estados de conserv ação. Foram capturados e medidos 38 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 25 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Amaraldo Piccoli; Gilaine Otto; Prof. Luiz Fernando Duboc Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] indiv íduos de Scleromystax macropterus, sendo o outono a estação que apresentou a maior abundância para a espécie. A análise da estrutura populacional demonstra uma distribuição normal no riacho denominado P1, o qual está localizado na área com melhores condições de preservação ambiental da região. O riacho P2 apresenta moderado grau de degradação, onde parte do rio está desprov ido de cobertura v egetal, e onde foram capturados apenas dois indiv íduos. O ponto P3 é a área mais degradada, onde grande parte da área se apresenta desflorestada e com provável liberação de esgoto doméstico, sendo que nenhum exemplar de Scleromystax macropterus foi aí coletado. Os diferentes estados de degradação ambiental podem estar influenciando na ocorrência e distribuição da espécie estudada nos três riachos amostrados. AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA DO EXTRATO BRUTO AQUOSO DA FOLHA DA ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA (BERT.) O. KUNTZE Antonio Camilo Almeida Freitas Junior; Prof. Edilmere Regina Sprada Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Nos últimos anos tem-se verificado um grande avanço científico envolvendo estudos químicos e farmacológicos de plantas medicinais que v isam obter nov os compostos com propriedades terapêuticas. A preparação de remédios a partir de plantas medicinais tornou-se um recurso terapêutico alternativ o de grande aceitação pela população. Porém o cuidado no uso é imprescindível, devido à existência de plantas que podem causar toxidade e certos efeitos colaterais danosos. A importância das plantas medicinais dev e-se também por sua contribuição como fonte natural de fármacos e por proporcionar grandes chances de se obter uma molécula protótipo dev ido à div ersidade de constituintes presentes nestas. No entanto, inúmeras plantas que são usadas em preparações fitoterápicas carecem de um maior controle de qualidade, uma v ez que a literatura científica indica que muitas destas podem apresentar substâncias tóx icas ou composição química variável. A Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kuntze é uma planta da família Araucariaceae, também conhecida como curiúv a, pinho, cori, pinho-brasileiro, Pinheiro-são-josé e mais conhecida ainda como Pinheiro-do-Paraná, por ser endêmica nos Estados do Sul do Brasil e principalmente no Paraná. Não constam muitos estudos farmacológicos que possam justificar seu uso medicinal. Ex istem somente algumas informações populares, principalmente atrav és das populações indígenas 26 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA do Paraná e de Santa Catarina. É utilizada terapeuticamente para tratamento de reumatismo (nó de pinho), dores renais, dores causadas por quedas durante a gravidez, doenças venéreas (nó de pinho), cataratas, lesões oculares (pontas de broto), cortes e feridas (pó da casca do caule). Existem indicações de que as folhas desta planta, em decocção, apresentam prioridades contra anemias, tumores, fraquezas gerais do organismo e escrofulose. O objetiv o deste trabalho é av aliar os efeitos toxicológicos do ex trato bruto aquoso da folha verde da Araucária angustifolia em camundongos albinos Swiss. O material vegetal foi coletado de plantas jov ens da localidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba, Paraná; as folhas frescas verdes colhidas foram limpas, separadas e colocadas em bandeja para posterior extração aquosa por decocção. O resíduo da planta foi concentrado e posteriormente dissolv ido em água destilada, obtendo-se um rendimento cerca de 8% do peso seco da planta processada. No teste de toxicidade aguda prév ia, grupos de animais receberam uma dose de 62,35mg/0,2ml em administração única v ia intraperitoneal. Após a administração os animais foram mantidos em observação, por 24 horas para anotação dos efeitos agudos. Na dose e v ia utilizada observ ou-se morte do animal após 48 horas, seguindo-se para um protocolo de toxicidade aguda com dosagens de 500, 1000 e 2000 mg/kg de peso do animal. Atrav és desses dados será possív el calcular as doses que serão utilizadas nos estudos bioquímicos e farmacológicos posteriores. A IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS DE ÉTICA EM PESQUISA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR – DESAFIOS E PERSPECTIVAS Prof. Daniel Soczek; Prof. Edilmere Regina Sprada Linha de Pesquisa: Ética em Pesquisa [email protected] A partir da publicação da Resolução no 196 de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde/MS, é notório e significativo o aumento do número de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) no Brasil. O pioneirismo da implantação destes comitês deu-se, num primeiro momento, em hospitais e Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. As IES de orientação religiosa, por uma questão de princípios que lhes são inerentes, contribuíram para consolidar a relev ância da discussão da Ética em Pesquisa e da Bioética na esfera acadêmica e para além dela. Nas demais instituições, o acompanhamento das pesquisas em uma perspectiv a ética tem apresentado v ários percalços e muitos desafios. A característica funIII SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 27 damental dos CEPs é a de refletir criticamente sobre os dilemas e análise da eticidade das pesquisas, fundamentando-se basicamente na proteção da dignidade do ser humano. A necessidade de um aprimoramento científico respaldado em perspectivas éticas de pesquisa esbarra na tendência conteudística e instrumental de discussão das disciplinas, onde a questão técnica prev alece sobre a questão social. Para que a ciência se humanize e a formação acadêmica seja marcada pela formação plena do sujeito, não embasada apenas em competências e habilidades técnicas, mas também e principalmente no que se diz respeito à formação humana lev ando-se em consideração a si mesmo, os outros e o meio ambiente são fundamentais no trabalho de formação contínua, que priorize estas discussões. A Ética em Pesquisa e/ou Bioética não podem ser tomadas apenas como mais uma disciplina do curso, mas dev em ser dialogadas em seminários e congressos, respondendo ao seu papel também educativ o. O acompanhamento indiv idualizado via projetos de conclusão de curso, especialização, mestrado ou mesmo doutorado, é mais uma forma de exercer este caráter educativ o que os CEPs podem e dev em propiciar. Em um mundo que pende para o relativ ismo e o ceticismo, não podemos abandonar os rumos da existência ao sabor de qualquer v ento. O exercício da reflexão sobre a condição humana, de modo racional e crítico, pode oferecer uma luz neste processo. IMPLEMENTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO PARA RECICLAGEM NO CAMPUS JOÃO NEGRÃO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE, CURITIBA - PR Danúbia Chaves Neuenfeld; Prof. Patricia Calil Linha de Pesquisa: Educação Ambiental [email protected] Com o desenfreado aumento da população nas grandes cidades a produção de lixo v em aumentando assustadoramente. O culto ao “descartáv el”, pilar da praticidade nas sociedades modernas, tem cobrado um custo ambiental muito alto. A coleta seletiv a é uma alternativ a ecologicamente correta que impede que os resíduos sólidos passíveis de serem reciclados sejam simplesmente despejados em aterros sanitários e lixões. Além disso, a reciclagem diminui a extração dos recursos que a natureza oferece, auxiliando na conservação e na economia de energia e gerando emprego. Entretanto, medidas para minimizar e otimizar o destino dos resíduos produzidos pela população vêm sendo implantadas apenas por órgãos 28 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA públicos e iniciativ as privadas. A univ ersidade, como geradora de conhecimento, não pode ficar distante dessas iniciativ as. Sabendo-se que ações locais promov em resultados em nív eis globais, o presente projeto visa implementar o gerenciamento e a coleta de resíduos sólidos produzidos nas dependências do campus João Negrão, no Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba - PR. Para a realização deste trabalho foi feito um lev antamento sobre a estrutura do prédio, que conta com 6.427,94m2 distribuídos em três andares, contendo 33 salas de aulas. Há aprox imadamente 1.627 alunos matriculados que freqüentam exclusiv amente as dependências deste campus, sendo excluídos os alunos que freqüentam também o campus Guadalupe e o Ginásio Esportivo. A análise quantitativ a e qualitativ a do lixo total produzido em quatro dias de conferência demonstrou uma produção média de 64,143 ± 3,76 kg (± EP) diários de lixo, tendo como v alor máximo produzido 75.553 kg e mínimo 58.025kg. Assim como em outros trabalhos consultados, de todo o lixo analisado em três dias, com v alor amostral de 10kg por dia, observ ou-se uma maior produção diária de lixo orgânico (média ± EP: 6,87 ± 0,18kg), seguido de materiais recicláveis como papel (1,81 ± 0,07kg), plástico (1,09 ± 0,07kg), v idros (0,18 ± 0,06kg) e metais (0,11 ± 0,04kg), respectivamente. Além disso, foram feitos 89 questionários para os alunos dos cursos de Biologia, Enfermagem e Nutrição, contendo perguntas fechadas sobre a consciência destes em relação ao lix o produzido no campus e sobre a implantação da coleta seletiv a no local. A análise dos questionários demonstrou que apesar da problemática do lixo não ser a principal preocupação ambiental dos acadêmicos, sendo esta o desmatamento, 94,4% dos analisados concordaram com a implantação da coleta seletiv a no campus; 55% separam o lixo adequadamente em casa e 91% afirmaram que contribuiriam com a separação do lixo no campus. Porém a primeira semana da implantação das lixeiras seletiv as na cantina não corroborou os resultados supracitados, pois a demanda de lixo nas lixeiras seletiv as foi muito baixa e, quando feita, o lixo estava em lugar errado. A análise visual das lixeiras demonstrou que o material depositado em maior quantidade e de forma mais correta foi o plástico (lix eiras v ermelhas). Conclui-se que um trabalho de conscientização ambiental faz-se necessário junto aos acadêmicos, pois qualquer tipo de mudança de hábito exige tempo. Outro grande problema observ ado no campus foi o montante de papéis-toalha gerado nos banheiros. Para minimizar a quantidade, sugere-se a implantação de toalhas de tecido, as quais não acumulam resíduos no ambiente e reduzem cerca de 30% o problema de descarte, tornando o ambiente mais limpo e organizado. O Centro Univ ersitário em questão não pretende lucrar com a v enda do lixo reciclado. Contudo, este III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 29 pode ser doado a instituições ou transformado em recursos para os próprios funcionários do campus, incentivando-os a separarem o lix o nas rotinas de trabalho. Os resultados indicam a necessidade da aquisição de nov as lix eiras junto ao campus João Negrão e, conseqüentemente, para os demais campi do Centro Univ ersitário. ATIVIDADE ANTITUMORAL DO EXTRATO BRUTO DA SEMENTE DE COIX LACHRYMA-JOBI L. Prof. Edilmere Regina Sprada; Mônica Paulo Chueiri; Luiz Antonio Acra Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] O presente estudo tev e como objetiv o av aliar a ativ idade antitumoral do extrato bruto aquoso e hidroalcoólico da semente de Coix lachryma-jobi L. em tumores sólidos do tipo sarcoma 180. Esta planta é pertencente à família Poaceae, e suas sementes têm sido utilizadas como alimento e usadas também como medicamento desde a mais remota antiguidade na China. No Brasil esta planta é chamada de lágrima-de-nossa-senhora, capim-de-conta, rosário, conta-de-nossa-senhora, etc., nativ a da Índia e cultiv ada em toda Ásia, África e América, sendo as sementes, as folhas e as raízes usadas como medicinais. Frente a alguns estudos científicos e empíricos e sendo esta uma planta também cultiv ada no Brasil e não possuindo até então relatos de que tenha a mesma ativ idade antitumoral da planta chinesa, vimos a importância da realização deste trabalho frente ao Sarcoma 180 em camundongos. Para a realização deste trabalho foram coletadas sementes que posteriormente foram secas e preparadas na forma de extrato bruto aquoso e hidroalcoólico, e administradas em diferentes doses em camundongos albinos Swiss por um período de 7 dias consecutivos, após terem sido inoculados com Sarcoma 180. Do 8º ao 31º dia, foram av aliados os tumores e no 32º dia os animais foram sacrificados e os tumores dissecados, para av aliação dos resultados. O índice de inibição do crescimento tumoral foi mensurado atrav és da média dos tumores do grupo controle, frente aos grupos tratados. Os dados obtidos demonstraram que o extrato bruto aquoso apresentou uma ativ idade significativa com inibição na dose de 1000mg/kg superior a 58%. Os animais foram a óbito na concentração de 1500mg/kg do extrato hidroalcoólico. 30 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ICTIOFAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL DO CAMARÃO SETE-BARBAS NO BALNEÁRIO DE IPANEMA, PONTAL DO PARANÁ Em anueliPriscila de Oliveira;Prof.Patricia Calil; Prof.Ana TerezaB.Guim arães Linha de Pesquisa:Biologia de Organism oseCom unidades patecail@ brturbo.com .br A pesca artesanaldo cam arão sete-barbasXiphopenaeus ( kroyeri) é considerada pouco seletiva, considerando-se a grande div ersidade de organismos capturados em relação à espécie alv o. Esta pesca é realizada por meio de arrastos simples feitos por canoas em diferentes profundidades da costa, tendo, em geral, duração de 1 a 4 horas. A fauna coletada é acondicionada de maneira inapropriada dentro de grandes sacos, chegando muitas vezes danificada ou morta nas barracas de separação do camarão. Essa arte gera um elev ado v olume de fauna e é responsáv el pela captura e mortalidade de inv ertebrados e peixes juv enis, freqüentemente descartados na beira da praia. Estes recursos são considerados como dejetos, porém poderiam ser aprov eitados economica e cientificamente se houvesse algum tipo de plano de gestão no local. Este trabalho tem como objetivo compreender a composição e a abundância de peixes obtidos nos rejeitos dos arrastos do camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) no Balneário de Ipanema-PR (25º38’07S; 48º 25’50W). Em setembro de 2005 foram analisados três desembarques realizados em frente ao Balneário, um a 200 metros e dois a 2000 metros da costa, de duração aproximada de 90 minutos cada. Os peixes coletados foram quantificados e identificados ao nív el de família e, quando possív el, ao nível específico. Um total de 525 peixes foi capturado, representando 117 indivíduos por hora (ind/hora) de arrasto, sendo, na maioria, juv enis. Foram identificados 20 táxons pertencentes a 15 famílias de peixes. As famílias mais abundantes foram Engraulidae, Sciaenidae e Clupeidae, além dos linguados das famílias Paralichthyidae, Achiridae e Cynoglossidae. As espécies mais abundantes foram Anchoa sp., representando 34,3 % do total, com uma média de 40 ind/hora de arrasto e Paralonchurus brasiliensis que somou 13,7 % do total, com uma média de 16 ind/hora de arrasto. Os linguados também foram importantes, chegando a 12,6 % do total, com uma média de 14,7 ind/hora de arrasto. Os arrastos realizados foram comparados entre si, sendo observ ado que os mais profundos (2000 metros) foram mais parecidos entre si do que com o arrasto mais raso (200 metros), principalmente pela ocorrência de Anchoa sp. e Stellifer sp. apenas nos III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 31 mais profundos e Pellona harroweri e Parona signata apenas a 200 metros. Outras espécies estiv eram presentes nas duas profundidades, como, por exemplo, P. brasiliensis. Vale ressaltar que os resultados aqui obtidos são preliminares, exigindo um acompanhamento sazonal de um maior número de desembarques para a confirmação dos padrões observ ados. Este trabalho, contudo, demonstra a grande div ersidade e abundância da ictiofauna descartada nos desembarques, enfocando a necessidade de manejo da pesca artesanal na região. ESTUDO DA CAPACIDADE DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM BIODEGRADAR GASOLINA E ÓLEO DIESEL CULTIVADO EM MEIO LÍQUIDO Fernanda Edi Zaniol; Prof. Adriane Medeiros Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] O petróleo é amplamente utilizado atualmente, porém é um dos fatores de risco ambiental e de saúde humana. O solo e a água muitas v ezes são contaminados pelo petróleo, atrav és de v azamentos e armazenamento inadequado. O petróleo é derivado de matéria orgânica de origem biológica. Os restos de plantas e animais, depois de sedimentarem em lamas argilosas, são submetidos a transformações aeróbias e anaeróbias por bactérias. O produto degradado, junto com os restos de bactérias, é mais tarde transformado sob alta pressão e a temperaturas que não excedem 150ºC. As reações de transformação procedem em sítios catalíticos presentes nas adjacências das superfícies das rochas em presença de água, ácido sulfúrico, enxofre e outros compostos inorgânicos. Durante esses processos, o petróleo que está disperso acumula-se por migração em reserv atórios e finalmente forma os poços de petróleo . Portanto, cada óleo formado apresenta diferentes características, tanto físicas como químicas. Assim, uma definição precisa da composição do petróleo é impossív el, uma v ez que não existem dois óleos exatamente iguais, o que dificulta o tratamento de áreas contaminadas por tal substância. Segundo RULKENS (2001), nos últimos dez anos, técnicas de tratamento do solo estão sendo desenv olv idas para a limpeza de ambientes contaminados por resíduos e derivados de petróleo, pois a preocupação em relação aos danos causados ao meio ambiente aumentam a cada ano. A bioremediação é a tecnologia de utilização de microrganismos na recuperação de áreas degradadas pela disposição de resíduos, particularmente os resíduos 32 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA químicos tóxicos. O principal objetiv o da bioremedição é a obtenção de consórcios microbianos ou culturas bacterianas altamente especializados na degradação de determinados poluentes (COOKSON JR, 1995). Desde meados dos anos 90, as estratégias de bioremediação têm sido adotadas seriamente como uma maneira eficaz e de baixo custo para a remediação de solos contaminados por petróleo e de outros compostos orgânicos, causando, ainda, menores distúrbios na superfície a ser tratada. Atrav és do estudo dos microrganismos que degradam o petróleo em compostos mais simples, ou seja, mais biodegradáv eis, contidos na natureza, podese obter produtos que serão interessantes para a indústria petrolífera, como por exemplo os biossurfactantes, que são liberados pelos microrganismos que se utilizam dos hidrocarbonetos do petróleo. Esses biossurfactantes são muito importantes porque diminuem a tensão superficial do óleo, facilitando o ataque microbiano, como também são utilizados na recuperação av ançada do petróleo (REZENDE, 2002). A capacidade de degradar hidrocarbonetos do petróleo é apresentada por div ersos microrganismos, tanto bactérias quanto fungos e lev eduras. TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA (ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) A DIFERENTES SALINIDADES EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Graziele Barbosa de Paula; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Os costões rochosos de zonas entremarés situam-se na transição entre os meios terrestre e aquático, estando seus habitantes sujeitos a variações, o que impõe condições extremas para sua sobrev iv ência. A v ariação da salinidade é uma delas, podendo ser altíssima durante o v erão, ou chegar a zero em períodos de chuv a. Os equinodermos formam um dos grupos mais importantes e das zonas entremarés, sendo os asteróides (estrelasdo-mar) predadores v orazes cruciais para o equilíbrio ambiental. Eles são considerados como isosmóticos em relação ao meio, sendo denominados de osmoconformadores. Porém acredita-se que possuam algum mecanismo de osmorregulação para suportar tais v ariações. No Brasil há pouquíssimos estudos sobre osmorregulação de equinodermos e apenas um com a estrela Asterina stellifera, objeto de estudo deste trabalho. Este projeto tem como objetivo avaliar a tolerância de A. stellifera a III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 33 diferentes salinidades em condições laboratoriais. Os exemplares foram coletados em um costão rochoso de zona entremarés na Penha, SC. Foram realizados três experimentos separadamente: ex posição à salinidade 35 (controle), a zero e a 45. Cada teste foi realizado com seis animais (seis réplicas). Estes foram colocados individualmente em aquários de 2,5L e submetidos a uma determinada salinidade por 3h, considerando o tempo máximo de uma maré baixa. Após 3h foram retirados dos aquáriosteste e colocados em outro aquário com a parte oral v oltada para cima para o teste de recuperação curta, tendo 30min para v oltarem à posição normal. Os que não retornaram foram submetidos à recuperação longa, sendo observ ados por 48h. Em salinidade 35 (controle), todos agiram normalmente, andando pelo aquário e se recuperando em cerca de 1h 0,08min (± EP), indicando que o experimento, em si, não causa danos ao animal. Nos primeiros 30min do experimento com salinidade 0 os indivíduos mov eram-se pouco, direcionando os braços para cima e para baixo, permanecendo, então, imóveis. Os seis indiv íduos testados estav am com os estômagos ev iscerados e nenhum obtev e sucesso no teste de recuperação curta. Já no teste de recuperação longa, quatro viraram-se em um tempo médio de 26 ± 3,77h (± EP) e dois morreram. O estresse foi tão alto que eles liberaram gametas na água, indicando que a baixa salinidade é um fator limitante em ambiente natural, pois os gametas são pouco tolerantes a esta salinidade, morrendo rapidamente. Quando expostos à salinidade de 45, dois andaram em direção à lateral do aquário, prov av elmente em busca de uma situação abiótica mais apropriada, e o outro se contorceu, lev antando os braços sem se locomover. Os outros três lev antaram os braços e andaram em direção à lateral do aquário. Todos se endireitaram em cerca de 4 ± 1,00min (± média EP), tempo muito menor do que na salinidade zero. Os resultados dos três testes foram comparados estatisticamente pela análise da v ariância (ANOVA), que indicou haver diferença significativa entre os valores (F=73,93; GL=15; p<0,05). Posteriormente foi realizado o teste de Tukey entre os pares de grupos testados, sendo os tempos de recuperação dos animais expostos às salinidades de 35 e 45 iguais (p>0,05), corroborando com o fato de que altas salinidades não parecem ser fatores limitantes. Em campo, os animais estão sujeitos às mesmas v ariações de salinidade testadas em laboratório. Tanto sob a ação do sol (aumento da salinidade), como da chuv a, eles procuram locais sombreados contendo água, ou fendas nas rochas para se abrigarem. Os resultados indicam que a tolerância de A. stellifera é menor em salinidades mais baixas, porém a tax a de sobrev ivência em ambos os testes mostram que este animal deve possuir algum mecanismo de regulação osmótica, mesmo atestando para o fato de que grandes variações afetam as suas funções fisiológicas, podendo lev ar o animal à morte. 34 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CNIDOFAUNA CAPTURADA PELA PESCA ARTESANAL DO CAMARÃO SETE-BARBAS EM IPANEMA, PR Letícia Silv a; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] A pesca artesanal é dominante na região costeira do litoral paranaense. O arrasto do camarão é uma das artes mais empregadas, sendo uma economia de sustento de grande parte dos pescadores da região. Normalmente, junto à pesca do camarão ocorre uma vasta fauna associada, que é caracterizado por espécies de cnidários, pequenos crustáceos, entre outros representantes dos mais div ersos filos já classificados taxonomicamente. Esta vasta fauna rejeitada define uma elev ada div ersidade e uma grande biomassa, quando comparada à da espéciealvo. Este rejeito de pesca é muito mais v olumoso, e atualmente constitui um problema para o pescador. Parte desta fauna poderia complementar economicamente a atividade pesqueira, e gerar um implemento como recurso à sustentabilidade da classe. Porém grande parte é rejeitada, além de propiciar uma altíssima mortalidade dos organismos, diminuindo assim a biomassa de várias espécies ainda pouco conhecidas. Os cnidários, principalmente as medusas, em certos períodos do ano, são tão abundantes que podem inv iabilizar os arrastos por entupir e romper redes. Porém, podem ser utilizadas como recurso comercializáv el. O consumo humano de águas-vivas é difundido entre países asiáticos. O Japão gasta cerca de U$25,5 milhões anuais com importações de águasv iv as para o consumo humano. Austrália, Estados Unidos e México já entraram neste mercado e aumentam o seu consumo a cada ano. Em setembro/2005 foi av aliada a cnidofauna acompanhante da pesca do camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyerii) em Ipanema, Paraná, onde, até o momento, foram analisados cinco desembarques de canoas da região. De um total de 30 espécies de inv ertebrados observ adas, apenas quatro eram do Filo Cnidaria: Calliactis tricolor (Anthozoa; Acontiaria), associada a caranguejos-aranha (Libinia ferreirae); Chiropsalmus quadrumanus (Cubozoa); Lychnorhiza lucerna (Scyphozoa, Rhizostomeae) e Olindias sambaquiensis (Hydrozoa). Apesar de ter sido observada uma baixa riqueza, o grupo dos cnidários foi o mais abundante, representando de 52 a 81% dos indivíduos capturados. As espécies consideradas como dominantes foram as medusas L. lucerna e O. sambaquiensis, com captura por unidade de esforço média (CPUE) equivalente a 259 indiv íduos/ hora de arrasto. Os exemplares destas espécies mostravam-se grandes e III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 35 maduros, o que indica um provável período reprodutivo. Se considerada a biomassa, a representativ idade torna-se ainda mais expressiv a dev ido ao tamanho e peso atingido pela cifomedusa L. lucerna. Essa espécie, bastante abundante e de grande biomassa é potencialmente comestív el e utilizável como produto de exportação para países consumidores de águasvivas, o que ajudaria no manejo da pesca artesanal da região, aumentando o ganho da comunidade pesqueira local. TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DE LITTORINA FLAVA E LITTORINA ZICZAC EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Mariana Muniz Oliveira; Prof. Patricia Calil Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] A biota de costões rochosos está sujeita a v ariações diárias dev ido ao ciclo de marés, sendo os padrões de ocupação controlados por fatores abióticos. Littorina flava e Littorina ziczac são gastrópodes herbívoros comuns na zona intermareal de costões rochosos. L. flava ocupa a região do supralitoral, enquanto L. ziczac é encontrada em maior abundância no intermédio do supra e mesolitoral. Possuindo o mesmo nicho alimentar, a ocupação diferenciada impediria a competição por alimento, suportando a hipótese de que a L. flava possua maior tolerância à dessecação do que a L. ziczac. Na Penha - SC, foram coletados 80 L. flava e 80 L. ziczac. Vinte animais de cada espécie foram submetidos à exposição ao ar por 6, 10 e 24h, sendo transferidos para aquários contendo água marinha (salinidade 35 e 25ºC) para a observação da recuperação. Colocados com a porção oral v oltada para cima, foi cronometrado o tempo de retorno à posição natural, durante 30m. L. flava apresentou alta tolerância à dessecação após 6 e 10h (95% e 85%). L. ziczac foi menos tolerante, hav endo, em ambos, apenas 65% de recuperação. Durante 24h de exposição, 45% L. flava e 25% L. ziczac endireitaram-se durante os primeiros 30min. O tempo de permanência em situação v ulneráv el em ambientes heterogêneos acarretará em predação e morte do animal. A tolerância foi analisada também em relação à rapidez com que estes gastrópodes v oltam à posição natural. Os tempos de recuperação dos exemplares que se desv iraram em 30min. foram divididos em classes, v ariando de 2s a 30min. Após 6 e 10h de exposição, 90 e 85% dos exemplares testados de L. flava se recuperaram entre 2s e 4m. Para L. ziczac, nos mesmos tempos, apenas 30% e 5% desv iraram. Após 24h as 36 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA espécies foram pouco tolerantes, havendo a recuperação de 10% de L.ziczac e 20% de L. flava nos primeiros 4min. Os indiv íduos que não se desv iraram em 30min. foram observ ados a cada 6h por um período de 48h para determinar a mortalidade. L. flava apresentou 5 e 10% de mortalidade nos testes de 6 e 10h de exposição, em relação à 25 e 20% de L. ziczac. Após 24h não houv e morte em L. flava e 45% para L. ziczac. Em relação a todos os indiv íduos que se recuperaram em 48h e dentro de cada teste de exposição, L. flava e L. ziczac não apresentaram diferença significativ a entre os tempos de endireitamento (p>0,05), resultado explicado pelo alto v alor de dispersão dos dados, quando considerados os animais que se desv iraram em até 48h. À luz da biologia, sugere-se que L. flava realmente habite regiões mais superiores do costão do que L. ziczac por tolerar por mais tempo os efeitos nociv os da dessecação, ev itando, pelo menos durante a maré baix a, competir por alimento com L. ziczac. INVERTEBRADOS DA FAUNA ACOMPANHANTE DA PESCA ARTESANAL DE CAMARÃO SETE-BARBAS DO BALNEÁRIO IPANEMA, LITORAL DO PARANÁ Max Leopoldo Wentzel; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Teresa Guimaraes Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] No litoral paranaense, a pesca é considerada predominantemente artesanal. No Balneário Ipanema (25°38’08"S; 48°25’38"W) ex iste uma importante colônia de pescadores da região, onde várias famílias sobrevivem da pesca de camarões e de peixes. A pesca de arrasto de camarões tem como principal fonte de coleta o camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyerii). Este tipo de coleta gera um elev ado v olume de outras espécies animais, a qual é denominada fauna acompanhante. Freqüentemente, estas espécies são descartadas na beira da praia, onde são comumente consumidas por av es marinhas, tais como gaiv otas. Observ ando, então, uma grande quantidade de espécies descartadas, este trabalho teve como objetivo analisar a div ersidade e descrever a participação da fauna acompanhante de inv ertebrados junto à captura do camarão sete-barbas. Sendo assim, foram analisadas capturas deste camarão no local de desembarque, em setembro/2005. Em entrevistas com os pescadores foram obtidas informações sobre as características de cada arrasto. Os arrastos foram realizados em frente ao Balneário Ipanema, a uma distância de 200 a 2.000 metros da costa, com duração média aproximada de 90 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 37 minutos. Os invertebrados componentes do rejeito de cinco desembarques foram quantificados e, posteriormente, identificados. Foram coletados 1.947 indiv íduos pertencentes a 28 espécies. O táxon mais rico foi Crustacea (14 espécies), seguido de Mollusca (6), Echinodermata (4) e Cnidaria (4). Este último, porém, foi o mais abundante, contendo um total de 1.340 indivíduos. A espécie mais abundante foi o cnidário Olindias sambaquiensis, representando 65,7% do número total de indiv íduos, com uma média de 233 ind/hora de arrasto. Em ordem de importância, outras espécies que contribuíram quanto à abundância foram Pleoticus muelleri (Penaeidae), Lychnorhiza lucerna (Cnidária), Callinectes ornatus (Brachyura), Astropecten marginatus (Asteroidea), Libinia ferreirae (Brachyura) e Arenaeus cribrarius (Brachyura), somando 29% do total. Destas espécies apenas P. muelleri e C. ornatus apresentam potencial econômico, porém ocorreram em baix a abundância (28 e 20 ind/hora, respectiv amente). A análise de MDS (Multi Dimensional Scaling) demonstrou que apenas um dos desembarques diferiu dos demais. Prov avelmente esta diferença tenha ocorrido devido ao predomínio de L lucerna e uma menor expressão de O. sambaquiensis. Além destas duas espécies, observ ou-se uma maior concentração de C. ornatus em relação aos demais desembarques. Os resultados obtidos demonstram uma grande diversidade, a qual foi caracterizada segundo o índice de Shanon-Weaner. Os valores calculados foram 0,612 (Arrasto 1), 0,454 (Arrasto 2), 0,414 (Arrasto 3), 0,634 (Arrasto 4) e 0,552 (Arrasto 5). Atrav és desta análise, pode-se então considerar que a participação da fauna de invertebrados descartada nos desembarques apresenta uma grande div ersidade, com espécies que poderiam ser utilizadas como recurso comercializáv el. DESLOCAMENTO DE ACTINIA BERMUDENSIS (CNIDARIA: ANTHOZOA) EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS EM PENHA, SC Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Actinia bermudensis constitui a mais abundante espécie de anêmona do mar encontrada no litoral do Paraná e de Santa Cataria. Assim como outras espécies de anêmonas, os adultos de A. bermudensis possuem a habilidade de se locomov erem por curtos espaços sobre a rocha que habitam. Tal deslocamento ocorre em uma escala espaço-temporal 38 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA reduzida de poucos centímetros e dura prov avelmente poucos minutos, ocorrendo geralmente à noite, durante os períodos de maré baixa. Este comportamento tem sido associado a diversos fatores ambientais como reposta a agressões, à predação, ou a algum tipo de estresse físico, gerando o escape dos indivíduos. Entretanto, tal capacidade nunca foi descrita para esta espécie e é pouco conhecida para a maioria das anêmonas estudadas no mundo, sendo até então desconhecidos os fatores causais desta movimentação. O deslocamento de indivíduos jov ens e adultos de A. bermudensis sobre um costão rochoso de zona entremarés situado na praia do Quilombo, na Penha, SC, foi mensalmente acompanhado durante o período de março a julho de 2005, por meio da técnica v isual dos quadrados. A amostragem das rochas foi feita por conveniência, sendo escolhidas aquelas com maior abundância da espécie alv o. Em março de 2005 foram realizadas 10 marcações de 50 x 50 cm, sendo cada anêmona indiv idualizada. Em cada espécime foi realizada a mensuração do disco pedal para facilitar o acompanhamento de cada um nos meses seguintes. Inicialmente, foram encontradas 56 anêmonas, hav endo a variação de 1 a 15 exemplares por quadrado amostral. O maior deslocamento (cerca de 10 cm) foi realizado por indiv íduos que de 8 a 25 mm. Exemplares com diâmetro maior do que 25 mm não parecem ter tanta capacidade, ou necessidade de se deslocarem, locomov endo-se por aproximadamente 2 cm. Prov av elmente estes indiv íduos maiores alcançaram um refúgio de tamanho, estando indisponíveis para determinados predadores. Nos meses de abril a julho de 2005 foi observada a seguinte % de deslocamento, sempre em relação à quantidade de anêmonas encontrada no mês anterior: 23,2%, 26,6%, 21,1%, 15,8%, respectiv amente. Durante todo o período amostral, a maioria dos exemplares que se locomov eu não indicou uma preferência direcional da movimentação, não hav endo um padrão comum, mas sim randômico. Não foi observ ado nenhum tipo de preferência em relação á direção do deslocamento para juvenis e adultos. Em relação à ocupação preferencial de microhábitats, todos, independente da fase de desenv olv imento, posicionavam-se com seus tentáculos voltados para a água. Os indivíduos jov ens tendem a permanecer em sulcos e fendas nas rochas, enquanto os adultos permanecem mais ex postos. Esta diferença pode ser explicada como forma de ev itar a competição intraespecifica e delimitar diferentes nichos de hábitat, ou até mesmo pela maior tolerância à dessecação dos indiv íduos maiores. O alto deslocamento de alguns exemplares parece estar associado à grande abundância em algumas regiões amostradas, e, por conseqüência, a um pequeno espaço entre os indiv íduos, o que poderia produzir algum tipo de interferência entre eles. Sugere-se que os padrões associados ao tamanho dos indiv íduos tenham importância secundária no III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 39 deslocamento dos mesmos, sendo este dependente dos nív eis de abundância local nos costões. TOLERÂNCIA À DESSECAÇÃO DO PREDADOR STRAMONITA HAEMASTOMA E DE SUAS PRESAS BRACHIDONTES SOLISIANUS E COLLISELLA SUBRUGOSA EM LABORATÓRIO Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Os padrões de ocupação de costões rochosos de zonas entremarés são regulados por v ários processos. As comunidades que ocupam esses hábitats estão sujeitas a intensas mudanças das condições abióticas dev ido ao ciclo de marés. A capacidade de ev itar a perda de água durante a exposição ao ar, principalmente em altas temperaturas, constitui uma adaptação importante para invertebrados, garantindo uma ampla distribuição espacial. Sugere-se que o predador possua uma tolerância menor a alguns fatores físicos ambientais do que suas presas, o que garante a coexistência de diferentes populações em uma comunidade. Esta idéia constitui um conhecido e aceito paradigma sobre a predação, utilizado para explicar a zonação horizontal em tais ambientes. Em um costão rochoso de zona entremarés localizado na Penha (SC) foram coletados 40 exemplares do predador Stramonitra haemastoma e de suas presas Brachidontes solisianus e Collisella subrugosa. Em laboratório, 20 indiv íduos foram colocados indiv idualmente em uma bandeja e expostos ao ar por 6 horas em locais sombreados, e mais 20, em locais ensolarados. Após a exposição, foram acondicionados em aquários contendo água do mar com salinidade de 35 e temperatura de 20ºC para a observ ação de sua recuperação. Nestes foram realizados testes de endireitamento, sendo o animal colocado com a parte oral v oltada para cima e cronometrado o tempo para v oltar à posição natural. Indivíduos que não se desviravam em 30 minutos foram observ ados a cada 6 horas durante 48 horas. Dentre os organismos ex postos a regiões sombreadas, o mais resistente foi B. solisianus, que se endireitou em 331 ± 59 segundos (média ± EP), seguido por S. haemastoma (429 ± 277), não hav endo nenhuma mortalidade em ambas as espécies. A maior tolerância desta presa garante que ele ocupe zonas superiores do costão por mais tempo do que o seu predador, sendo uma das espécies dominantes nas faixas horizontais superiores. O menos resistente foi C. subrugosa, (3811 ± 2592), tendo havido três mortes. O 40 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA fato de este animal não possuir opérculo, ou v alv as, que mantenham um micro ambiente interno fisiologicamente adequado, pode maximizar a perda de água quando ex posto ao ar. Para os organismos expostos ao sol, a tolerância foi bem menor. B. solisianus recuperou-se em 1601 ± 612 segundos, sendo que seis exemplares morreram. C. subrugosa apresentou 11 mortes e o restante desv irou em 422 ± 260 segundos. O predador S. haemastoma apresentou uma mortalidade total, sendo totalmente intolerante às condições a que foi exposto. Em dias ensolarados o predador parece ter uma capacidade menor do que a de suas presas, observação esta que vai de encontro à premissa postulada pelo paradigma de predação. COMUNIDADES TRADICIONAIS E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL - UM CONVITE PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Paulo Ernst Garcia; Dennis Nogaroli Marques Patrocínio; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Edilmere Regina Sprada Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] A sociedade, em todos seus segmentos, precisa entender que é de seu interesse trabalhar pela conservação e desacelerar a perda de espécies e de comunidades biológicas. Se conseguirmos prov ar que a proteção da diversidade biológica tem mais v alor que a destruição, então a população e os seus gov ernantes provavelmente agirão de forma mais benéfica. Em muitos casos, espécies são lev adas à ex tinção por causa de uma combinação de fatores agindo simultaneamente ou seqüencialmente (PRIMACK, RODRIGUES). Um elemento-chave para educação ambiental em programas de conservação é desenvolver mecanismos que promov am o engajamento de comunidades locais. A adoção de abordagens participativ as pode incentiv ar populações que habitam regiões próximas a áreas naturais a se env olv erem com conserv ação, ajudando a protegê-las (PADUA et al, 2003). Responsabilizar uma população pobre ou da zona rural ou ainda uma determinada indústria pela destruição da diversidade biológica, é uma estratégia simplista e comumente ineficaz. Se desejarmos que a div ersidade biológica seja preserv ada é necessário o desempenho de outros papéis. O primeiro deles é sermos mais eficazes como educadores, tanto na esfera pública como dentro das salas de aula. A participação e a consulta às comunidades locais e tradicionais, assim como outras formas de participação pública no planejamento, nas decisões e na gestão, constituem um meio muito útil para se colocar à prov a e III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 41 integrar os objetiv os econômicos, sociais e ecológicos. A participação pública dev e estar em todas as etapas do processo, desde a elaboração da política até a formulação e a verificação do projeto (Estratégia Mundial para Conserv ação, 1979). A importância da participação pública também está ligada à educação a nív el fundamental e médio, pois são essas crianças e jov ens que podem mudar o quadro de degradação ambiental que encontramos nos dias de hoje. Os organizadores da estratégia mundial para conservação revelam ainda que a participação reforça a confiança pública e melhora a compreensão dos objetiv os da gestão, e a participação pública tem particular importância em relação ao desenv olv imento, uma v ez que muito pouco se obterá sem uma participação ativ a da população local. Diante de todos esses fatos é de grande importância a inclusão da disciplina de Educação Ambiental em estabelecimentos escolares de ensino fundamental e médio, tendo como princípio a conserv ação da natureza. A HANTAVIROSE NO ESTADO DO PARANÁ Paulo Eduardo Ernst Garcia; Iara Ferreira; Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli Marques Patrocínio; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] As hantav iroses constituem infecções zoonóticas amplamente distribuídas em todo o mundo. Podem se apresentar sobre as formas de Febre hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS) e Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS), sendo esta última a única encontrada nas Américas. A contaminação se dá atrav és da inalação de poeiras contaminadas com fezes, urina e saliv a dos ratos silvestres, contato direto com as fezes ou atrav és de água ou alimentos contaminados. Até maio de 2002, foram diagnosticados 172 casos de hantavirose em todo o Brasil, sendo a maioria nas regiões Sudeste e Sul. No Estado do Paraná foram diagnosticados 115 casos com 46 óbitos até 2005. Foi realizado um levantamento dos casos de hantav irose no Paraná e observ ou-se que a contaminação está na maioria dos casos relacionada ao corte de madeira. No Paraná, o corte de Pinus sp. intensificou-se há mais ou menos três anos atrás. Os trabalhadores envolvidos nessa ativ idade, geralmente com idade entre 20 e 40 anos, v iv em longos períodos de tempo em barracas, estocando seu alimento dentro do abrigo, sem as necessárias medidas de proteção, 42 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA facilitando o acesso de roedores que contaminam o ambiente com fezes e urina, propiciando condições para a transmissão da doença. Entre os anos de 2000 e 2003 a letalidade tornou-se crescente atingindo 100% em 2004. Outra análise é o desequilíbrio ecológico no ecossistema artificial provocado pela ativ idade econômica, que possibilitou o encontro do ser humano com os roedores. A substituição da mata natural por espécies v egetais exóticas implica em profundas alterações ambientais, eliminando ou diminuindo, entre outras conseqüências, as populações das div ersas espécies animais e entre elas muitos dos predadores naturais de roedores. Os roedores são animais com grande capacidade de adaptação aos mais div ersos ambientes. Possivelmente, esses e outros aspectos estejam influenciando na sobrevivência de v árias espécies de roedores nessas áreas e influindo, portanto, no risco de transmissão da doença. Fica ev idente a necessidade da implantação de v igilância epidemiológica da Síndrome Pulmonar por Hantav írus (SPH) para melhor conhecimento do seu comportamento e introdução de medidas de prev enção. Esta v igilância dev erá ser capaz de proporcionar informações adequadas, em tempo hábil e na forma correta, para que se efetuem ações de controle. Principalmente deve antecipar-se na ocorrência de processos patológicos comuns à síndrome, detectando o caso em seu início, ev itando as formas grav es e, conseqüentemente óbitos. Somente atrav és de campanhas de conscientização, da importância de se tomar as dev idas precauções quanto ao estoque de alimentos e limpeza das casas, essa zoonose poderá ser controlada. ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PASSIFLORA (PASSIFLORACEAE) NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, PARANÁ Renata Rosana Toigo; Prof. Armando Carlos Cerv i Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] O estudo do gênero Passiflora L. da família Passifloraceae sempre despertou interesse,dada a sugestiv a estrutura de suas flores. Da mesma forma, a sua dispersão no ambiente trópico e seu potencial econômico reforçaram a nossa dedicação. A família Passifloraceae no Brasil tem como gênero mais representativ o a Passiflora, com cerca de 130 espécies, seguido do gêneros Dilkea, Mitostemma, Ancystrothyrsus e Tetrastilis. No estado do Paraná ocorre apenas o gênero Passiflora,com cerca de 23 espécies. Diante destes fatos, o trabalho tem por objetiv o descrev er as espécies do gênero Passiflora contribuindo para o conhecimento das espécies do III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 43 município de Curitiba no Estado do Paraná. Para o estudo tax onômico, foram consultadas obras clássicas de Botânica Sistemática bem como trabalhos específicos e correlatados da família e do gênero. Foram agendadas v isitas aos Herbários HACC (Herbário Armando Carlos Cerv i do Centro Univ ersitário Campos de Andrade), UPCB (Herbário do Departamento de Botânica da Univ ersidade Federal do Paraná), HUCP ( Herbário da Pontifícia Universidade Católica do Paraná), HFIEPR (Herbário das Faculdades Integradas Espíritas do Paraná), MBM ( Museu Botânico Municipal de Curitiba), onde se v erificou a quantidade de espécies ocorrentes no município de Curitiba. Nas coleções de exsicatas de cada um dos herbários foram verificados os dados de fenologia, ecologia e nomes populares. Estes dados foram obtidos através das etiquetas das exsicatas dos herbários e comparados com a literatura existente. Foram efetuadas coletas de material vivo para estudos das estruturas florais, estípulas e folhas. Para a identificação das espécies foram utilizadas chaves analíticas dos trabalhos de Cervi (1982,1995,1997). Após o lev antamento das exsicatas nos herbários, foram encontradas para a cidade de Curitiba a ocorrência de cinco espécies. As espécies encontrados foram: Passiflora actinia Hook., Passiflora alata Curtis, Passiflora amethystina Mikan, Passiflora caerulea L. e Passiflora edulis Sims. As espécies foram redescritas e separadas por uma chav e analítica dicotômica, baseadas nos caracteres morfológicos macroscópicos. No estudo são apresentados, também, observ ações ecológicas, floração, etimologia das espécies, nomes populares e outras informações de caráter prático. Das espécies coletadas, a mais representativ a no município de Curitiba é Passiflora actinia Hook., com 44 exsicatas, uma vez que esta espécie é típica da Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária), seguida por Passiflora alata Curtis com 21 exsicatas, Passiflora edulis Sims com 17 exsicatas, Passiflora amethystina Mikan com seis exsicatas e a mais rara, Passiflora caerulea L., com três ex sicatas. As espécies Passiflora alata Curtis e Passiflora edulis Sims são espécies cultiv adas no município, pois seus frutos são consumidos pelo homem. 44 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA I NTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS: O CASO DO QUELÔNIO TIGRE DA ÁGUA TRACHEMYS SCRIPTA ELEGANS Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio; Paulo Eduardo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Um levantamento prévio realizado nos arquivos da fiscalização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) indicam números alarmantes referentes à entrada ilegal de quelônios, cágados do gênero Trachemys, com a apresentação de dados que representam 38% das apreensões no Estado do Paraná. Informações colhidas da comunidade e funcionários da Reserva Natural Morro da Mina - PR, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selv agem e Educação Ambiental (SPVS) relatam o av istamento de indivíduos de Trachemys sp. na reserv a. Vulgarmente conhecido como Tigre-d‘água ou Tartaruga-de-orelha-v ermelha, a Trachemys scripta elegans é uma subespécie originária da América do Norte e é trazida para o Brasil ilegalmente como animal de estimação. Muitas das introduções de Trachemys scripta elegans acontecem dev ido ao desconhecimento da população, que tentam livrar o animal da “prisão” (cativ eiro). Muitos indiv íduos de Trachemys sp. são soltos na natureza depois que o animal atinge a maturidade, quando dificultada a sua manutenção em aquários. Possui um comportamento muito parecido com o da espécie Trachemys dorbignyi conhecida também como Tigre-d’água, porém nativ a do Brasil. No entanto, se a espécie Trachemys scripta elegans for solta no mesmo ambiente que a nativa, há grandes chances de a espécie exótica conseguir se instalar em seu nov o lar e muitas delas crescerem em abundância as custas das espécies nativas. Essa espécie exótica tem potencial de deslocar as espécies nativ as atrav és de competição por limitação de recursos. As espécies animais introduzidas podem ser predadoras de espécies nativ as e lev á-las à extinção, ou alterar o seu ambiente a tal ponto que muitas destas espécies não conseguem subsistir (Primack & Rodrigues, 2001). Nenhuma das duas espécies pode ser comercializada sem documentação e, passando-se pela importada, o comprador acredita que não v ai ter problema com fiscalização. Ao adquirir esses animais ele dev e exigir as documentações do estabelecimento de onde irá comprá-lo. A preserv ação da Trachemys dorbignyi está seriamente ameaçada por div ersos fatores, como a coleta ilegal de filhotes, destruição dos locais de reprodução, caça e consumo predatório de ovos, poluição e contaminação III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 45 de rios por mercúrio e outros poluentes. Hoje já existem criadouros destinados à criação desses quelônios autorizadas pelo IBAMA. Basta ao interessado apoiar a preservação e o comprometimento com a natureza, não encorajando o tráfico de animais silv estres. ERUCISMO POR LONOMIA SP NO ESTADO DO PARANÁ Tamine Nefertite Kardush; Dennis Nogarolli M. Patrocínio; Paulo Ernst Garcia; Karine Cordeiro do Vale; Prof. Dalton Tadeu R. dos Santos Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] A ordem Lepidoptera, que engloba as borboletas e mariposas, constitui uma das maiores dentro da Classe Insecta, como o próprio nome indica. São insetos que possuem asas recobertas de escamas na fase adulta (Lepdo escamas; ptera = asa) e larv a do tipo Euruciforme (catterpilar do inglês = catta pilosa) onde determinadas espécies apresentam a forma jov em com cerdas urticantes. O termo Erucismo (erucae =larv a) e (ismo= agente tóxico) representa a ação tóx ica de larv as peçonhentas de artrópodes como os acidentes causados pelas lagartas do gênero Lonomia. A grav idade do acidente depende de fatores como o número de lagartas envolvidas, a idade e a sensibilidade da região afetada. Além da gravidade dos sintomas causados pelo acidente, o tempo de atuação do v eneno pode variar entre zero e dez dias e o tratamento também pode se prolongar por mais de dez dias. Algumas famílias, como os Saturnídeos, possuem representantes cujas formas jov ens são responsáv eis por acidentes hemorrágicos, conhecidos como erucismo. Para a América do Sul, além de Lonomia oblíqua Walker, 1855, e outros saturnídeos da subfamília Hemileuciinae com os gêneros Automeris, Dirphia e Hylesia, apresentam cerdas urticantes e são responsáv eis por sérios acidentes. São sem dúvida os representantes dos Megalopigídeos e Saturnídeos os responsáveis pelo maior número de erucismo no Brasil, destacando-se entre estes, Podalia sp, Megalopyge sp, Megalopyge lanata, Megalopyge albicolis, M. lanata e M. albicolis (Taturana-gatinho ou Taturana-cachorrinho). No Brasil, os primeiros relatos de acidentes com óbitos causados pela espécie Lonomia achelous ocorreram no Estado do Amapá; o mesmo aconteceu, em 1989, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com L. obliqua, com registro de quatro óbitos, em 2004 ocorreu o primeiro óbito na Região Metropolitana de Curitiba, em Tijucas do Sul. No Estado do Paraná foram notificados 46 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA entre os anos de 1994 a 2002 um total de 271 casos de Erucismo. Em relação à idade, a faixa etária mais exposta foi entre 0 a 10 anos, com 31,42 % e as idades menos expostas são as acima de 61 anos com apenas 2,4%. A região do corpo mais afetada é a mão com 39,49% seguida pelo braço com 13,48% e o ante-braço com 9,45% e a região do corpo menos afetada é o punho com 0,2%. Quanto à ev olução dos casos, observ ou-se que na grande maioria a ev olução foi com cura sem seqüela com 89,28% e uma porcentagem de 0,32% com cura com seqüela, sendo apenas 0,32% de óbitos. Já as profissões com maiores porcentagens de acidentes são estudantes com 21,18% e agricultores com 22,14%. O sexo mais afetado é o masculino com 61,58%. Concluímos que os acidentes com lagartas são mais freqüentes em regiões mais expostas, mãos e regiões próximas, e a faixa etária está entre 0 a 10 anos e que as medidas de profilaxia e tratamento têm contribuído para o declínio dos números de casos registrados . TOLERÂNCIA FISIOLÓGICA DE ASTERINA STELLIFERA (ECHINODERMATA: ASTEROIDEA) À DESSECAÇÃO EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS Vanessa Cristina Dv ulatk; Prof. Patrícia Calil Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] Os costões rochosos encontram-se entre o ambiente marinho e o terrestre. Estudos com equinodermos de ambientes de substrato duro dão mais enfoque aos equinóides, porém os asteróides são muito comuns e pouco estudados. A temperatura e a disponibilidade de alimento são os dois principais fatores que afetam o desenvolvimento de invertebrados marinhos. Isso é importante para os organismos de zonas entremarés, que ficam horas expostos à dessecação e a altas temperaturas, dev ido ao ciclo das marés, ficando ex postos ao ar de 2 a 4h na maré baixa. Assim, ficam susceptív eis à perda de sal, à entrada de água durante chuv a intensa, ou à perda de água pela ação do sol. Asterina stellifera é o asteróide de maior abundância em zonas entremarés de costões rochosos de Santa Catarina, exercendo um papel efetiv o como predador-chav e sobre a biota incrustante. Esse trabalho v isa av aliar a tolerância de A. stellifera a diferentes condições de dessecação em laboratório. Os animais foram coletados em um costão rochoso de zona entremarés na praia do Quilombo, na Penha, SC. Foram levados para o laboratório e colocados individualmente em bandejas, sendo expostos ao ar em um dia de inverno sem sol (10ºC). III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 47 O teste foi iniciado com seis animais colocados individualmente em bandejas e expostos ao ar por 3h. Durante este período foi acompanhado o comportamento nos 30min. iniciais. Após a exposição, foram retirados da bandeja, sendo cada um colocado com a parte oral v oltada para cima em 1 aquário (2,5L) contendo água marinha (salinidade 35) e temperatura ambiente para a observ ação da recuperação. Esta foi observ ada durante 30min, sendo cronometrado o tempo que cada um demorou em v oltar à posição natural. Os que não se desvirassem neste período foram colocados em aquários de recuperação longa, onde permaneceram por 48h, sendo observ ados a cada 6h. Notou-se que 5 deles lev antaram imediatamente os braços, provavelmente à procura de algum substrato para se fixar. Destes, 4 se locomov eram em direção à borda da bandeja, talv ez em busca de água. O indiv íduo que não se locomov eu permaneceu com os braços erguidos, porém apresentou-se totalmente contorcido. O único exemplar que não levantou os braços foi o que mais se deslocou, andando cerca de 10cm. Todos sobrev iv eram, sendo a média de endireitamento de 5 ± 0,55min (± EP). Este experimento indicou que a A. stellifera consegue suportar a dessecação em dias sombreados e que, mesmo habitando preferencialmente a região mais inferior do costão, possui a capacidade de ocupar e predar animais que habitam as zonas mais secas e superiores durante a maré baixa. A segunda fase do teste foi realizada da mesma forma supracitada, porém em um dia de inverno com sol (23ºC). Nos primeiros 30min de observação os seis indiv íduos testados andaram para regiões próximas às bordas das bandejas e lá permaneceram totalmente imóv eis durante as 3h de ex posição. Ao retirá-los das bandejas, todos estav am com os estômagos ev iscerados, indicando um grau de estresse bem maior do que quando expostos à sombra. Todos sobreviveram, contudo a média de endireitamento dos cinco animais que se desv iraram durante a recuperação curta foi significativ amente maior do que no experimento anterior (37 ± 6,78min; Teste t: p<0,05). O fato de que um dos animais foi para a recuperação longa e se desvirou apenas após 2h corrobora a hipótese de que a A. stellifera possui uma menor tolerância quando exposta ao ar em temperaturas mais quentes, sugerindo-se que este fator abiótico é limitante para a ocupação deste asteróide no costão. Estes resultados são preliminares, sendo que outros experimentos estão em andamento para a determinação da capacidade deste asteróide em tolerar a exposição ao ar em diferentes condições abióticas. 48 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SUCESSÃO ECOLÓGICA EM UM COSTÃO ROCHOSO DE ZONA ENTREMARÉS EM SANTA CATARINA Vanessa Woellner de Castro; Marseille Nancy Rosa; Prof. Patrícia Calil; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] O desenv olv imento de assembléias epibênticas em substratos duros de ambientes marinhos tem sido tema de numerosas investigações, sendo a ocupação de ambientes heterogêneos como as regiões entremarés, de extremo interesse ecológico. A maioria dos organismos que compõem essa comunidade é séssil, v iv endo aderidos ao substrato e sujeitando-se às oscilações de maré. A limitação do substrato e a ação de fatores bióticos e abióticos exercem um controle direto nos padrões da ocupação de um costão rochoso. A sucessão em ambientes marinhos de substrato duro geralmente possui uma seqüência prev isível, com organismos coloniais aparecendo antes dos individuais. Este trabalho tem como objetiv o acompanhar a sucessão ecológica em dois tipos de costão rochoso de zona entremarés na Penha, SC, por um período de 24 meses (em continuidade no momento). Foram preparados dois tipos de área para o estudo, sendo em cada uma delas realizadas marcações de seis quadrados, tendo cada um deles 100cm² (área total de 1200cm²), reticulados com vinte e cinco interseções de 4cm cada. A primeira área caracteriza-se por ser em um costão exposto sob a ação direta das ondas, e a outra por ser uma região abrigada, permanentemente coberta por água durante a maré alta. Foi realizada uma observ ação prév ia da biota dos dois costões, utilizando-se o método visual dos quadrados. Os quadrados foram então submetidos à metodologia destrutiv a, sendo toda a biota raspada com auxílio de espátula em julho/04, v isando-se acompanhar a sucessão ecológica neste ambiente a partir da rocha nua. Após a raspagem, o percentual de cobertura do substrato foi acompanhado por meio de dados coletados em períodos que v ariaram de 30 a 45 dias, durante 15 meses sucessiv os, para o monitoramento de espécies colonizadoras. A partir dos registros obtidos em campo, foram calculadas as áreas de ocupação total do substrato por todas as espécies presentes (somadas), em cada mês amostrado. Foi ainda calculada a área de ocupação de cada espécie, por mês, em ambos os costões e realizado o cálculo de diversidade segundo Shannon-Wiener (H’). Antes de ser realizada a raspagem (julho/04), foram encontradas 12 espécies (inv ertebrados + algas) no costão exposto e 10 no abrigado, possuindo o costão exposto uma div ersidade significativ amente maior do que o abrigado, sendo o exótico Isognomon III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 49 bicolor a espécie mais abundante no costão exposto. Em ago/04 nenhum inv ertebrado, em ambos os costões, ocupou mais do que 2% da área. Em set/04, espécies colonizadoras como C. bisinuatus e B. solisianus começaram a aparecer em maior abundância no costão abrigado. No mês outubro, o costão abrigado apresentou um maior H’do que o exposto, com a presença de I. bicolor. Em nov /04, dez/04 e fev /05, houv e uma tendência similar na ocupação dos dois costões, o que culminou em um H’semelhante em fev /05, indicando o início de um equilíbrio das áreas raspadas. Como tendência geral, durante os primeiros sete meses de ocupação, ambos os costões foram colonizados por espécies semelhantes, hav endo uma maior abundância de algas e herbív oros no exposto e de organismos filtradores no abrigado, sendo que oito espécies encontradas antes da destruição da biota ainda não hav iam aparecido até então. Este trabalho indicou que o padrão de ocupação de costões rochosos de zonas entremarés não é rapidamente retomado após uma grande perturbação. Costões abrigados possuem uma maior tendência de abrigar uma comunidade mais rica e diversa do que os expostos, que possuem padrões abióticos que dificultam a colonização inicial das espécies.Tais resultados são preliminares e somente após um maior período de observ ações poderse-ão tirar conclusões mais robustas e definir o real padrão de sucessão em ambientes semelhantes aos estudados neste trabalho. ASPECTOS POPULACIONAIS DO CARANGUEJO LIBINA FERREIRAE E SUA SIMBIOSE COM A ANÊMONA DO MAR CALLIACTIS TRICOLOR NO LITORAL DO PARANÁ Viv ian Czarneski Machado; Prof. Patricia Calil; Prof. Ana Tereza B. Guimarães Linha de Pesquisa: Biologia de Organismos e Comunidades [email protected] O caranguejo aranha Libinia ferreirae é freqüentemente observado junto ao produto da pesca de arrasto de camarões no litoral do Paraná sendo, juntamente com Callinectes danae, um dos Brachyura mais abundantes no rejeito da pesca. É comum a associação simbiótica deste caranguejo com a anêmona Calliactis tricolor, porém a maioria dos estudos nessa área relatam a simbiose de C. tricolor com ermitões. Esta associação é benéfica para ambas as partes, sendo que o caranguejo “transporta”a anêmona para locais onde possa hav er div ersos tipos de alimento, e ela, por sua v ez, o protege de possív eis predadores com suas células urticantes (cnidócitos). Este trabalho tev e como objetivo caracterizar a população de 50 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA L. ferreirae prov eniente do rejeito da pesca artesanal do camarão setebarbas (Xiphopenaeus kroyeri) em Ipanema, Paraná e detectar possív eis padrões de sua associação com a anêmona do mar C. tricolor. Cinco arrastos comerciais realizados pelos pescadores locais (de aproximadamente 90 minutos) foram analisados em setembro de 2005. Os espécimes de L. ferreirae foram sexados, sendo obtidos o comprimento da carapaça (CC) e a largura (LC). As fêmeas ovadas e os indiv íduos com evidências de ecdise recente foram quantificados, além da presença, localização e diâmetro do disco pedal de C. tricolor. Dentre os 61 exemplares de L. ferreirae analisados, a proporção sex ual foi de 1:1. As fêmeas apresentaram uma v ariação de LC entre 2,2 e 6,6cm (4,4 ± 1,1DP) e CC de 1,7 a 7,4cm (4,9 ± 1,2DP). Os machos apresentaram LC de 2,8 a 6,7cm (4,7 ± 1DP) e CC de 2,3-7,2 (5 ± 1DP), ev idenciando a ausência de dimorfismo sexual para o tamanho do corpo. A maior parte das fêmeas (moda) apresentou LC entre 4,0 e 4,5cm e CC de 4,5 a 5,0cm. O tamanho modal dos machos foi um pouco maior do que o observado para as fêmeas: de 4,5 a 5,0cm (LC) e de 4,5 a 5,5cm (CC). Foram encontradas somente 4 fêmeas ovadas e 9 indiv íduos com carapaça mole (ecdise recente). Um total de 21 C. tricolor estiveram presentes em apenas 9 caranguejos, variando de 1 a 3 por indivíduo. Apenas 3 anêmonas foram encontradas no abdômen, apresentando um tamanho máximo de 2,0cm. A presença de epibiontes no abdômen dificulta o deslocamento natural de L. ferreirae. A grande maioria das anêmonas (18 indivíduos) estav a localizada no dorso dos caranguejos, com um tamanho máximo de 4,8cm. Estas estav am distribuídas de forma semelhante nas regiões anterior e posterior da carapaça, porém não foi observ ado nenhum exemplar na região frontal da carapaça. Alguns estudos relataram que os próprios caranguejos, ao se depararem com anêmonas juv enis desta espécie, tentam capturá-las e colocá-las sobre suas carapaças, arrancando-as, porém, se estiverem muito próximas à região dos olhos. Acredita-se que esta associação seja facilitada pela baixa locomoção de L. ferreirae e por esta habitar o infralitoral não consolidado, ambiente calmo e com pouca ação das ondas, tornando a associação estáv el. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 51 52 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Adriane Fátima Kulibaba Vargas; Prof. Petra Mirella Theiss Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] CIÊNCIAS DA SAÚDE A desnutrição é uma manifestação associada à insuficiência cardíaca (IC), principalmente nos estágios mais av ançados da doença. O objetiv o deste estudo foi avaliar o estado nutricional (EN) e o consumo alimentar habitual de pacientes portadores de IC congestiv a. Neste estudo transv ersal, analisaram-se 35 pacientes freqüentadores do ambulatório de IC. A av aliação do EN foi realizada por comparação do índice de massa corporal (IMC) e porcentagem de perda de peso (%PP). Para análise do consumo alimentar, utilizou-se recordatório de 24 horas e a frequência alimentar. Quanto aos resultados obtidos, observou-se que o valor energético médio encontrado foi de 1420 kcal/dia, sendo que 54% dos pacientes apresentavam alimentação normoglicídica, 49% hipoprotéica e 78% hiperlipídica. Verificou-se também que, 54% dos pacientes apresentaram redução do seu IMC, o que ev idencia gradativ a perda de peso, cuja probabilidade de ev oluírem para uma desnutrição é muito maior. Com relação à %PP, 26% dos pacientes tiveram perda de peso importante (maior ou igual a 5% em um mês). Desta forma, conclui-se que o consumo calórico/energético desta população é inferior ao recomendado, fazendo com que possam evoluir para uma possível desnutrição, além de observarse também a importante %PP que apresentaram; ressaltando assim a necessidade de intervenção e cuidados nutricionais específicos, para obtenção de maior êxito no tratamento e menores índices de morbimortalidade. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 53 PREVALÊNCIA DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL ENTRE PACIENTES PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL QUADRIPLÉGICA RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE CURITIBA Andressa Barbosa; Ana Paula Fadoni; Raphaela Bender Sebastião; Prof. Gisele Gomes Reichel Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O estado nutricional de uma criança se reflete diretamente no seu crescimento e desenv olv imento. Sabe-se que um padrão antropométrico de referência é construído a partir da observação de medidas de indiv íduos considerados normais, ou seja, “que vivem em condições socioeconômicoculturais e ambientais satisfatórias ao pleno desenv olvimento de seus potenciais de crescimento e desenvolvimento, saúde e nutrição”, podendose identificar a alteração da normalidade. Segundo pesquisadores, sabese que crianças que apresentam Paralisia Cerebral desenv olv em-se em um ritmo mais v agaroso, e que seu desenvolvimento não é somente lento, mais segue um curso anormal. A av aliação nutricional é essencial na assistência à saúde das crianças portadoras desta patologia, portanto, estes pacientes não podem ser avaliados conforme parâmetros conv encionais de peso e altura, porque a maioria destas crianças tem atraso no crescimento ou anormalidades na sua composição corporal. Objetiv os: Relacionaram-se os padrões antropométricos de Av aliação Nutricional de pessoas portadoras de Paralisia Cerebral Quadriplégica residentes em uma Instituição Filantrópica de Curitiba, no ano de 2005. Realizou-se assim avaliação nutricional antropométrica individual, em que foram estudados a prev alência de eutrofia, risco nutricional e desnutrição, entre os pacientes com classificação motora de Paralisia Cerebral Quadriplégica. Metodologia: Foram av aliados 46 portadores de Paralisia Cerebral Quadriplégica de 2 a 39 anos de idade residentes em uma Instituição Filantrópica. Na av aliação nutricional antropométrica foram utilizados os indicadores peso, idade e estatura, comparando-se os resultados com o percentual 50° dos gráficos de crescimento do National Center for Health Statistics (NCHS). Resultados: No grupo de estudo, foi encontrado, na relação entre Estatura/Idade, um total de 41 pacientes (89,1%) com eutrofia, 5 pacientes (10,8%) com risco nutricional e nenhum paciente com desnutrição. Na relação Peso/Idade, houve 5 pacientes (10,8%) com eutrofia, 9 pacientes (19,5%) com risco nutricional, e 32 (69,5%) com desnutrição. E na relação Peso/Estatura, o índice de 22 pacientes (47,8%) com eutrofia, 19 pacientes (41,3%) com risco nutricional 54 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA e apenas 5 (10,8%) destes apresentaram desnutrição. Conclusão: A presente pesquisa demonstrou que a avaliação antropométrica da relação Peso/Idade não fornece um diagnóstico preciso em relação ao estado nutricional destes pacientes, pois eles não seguem um padrão normal de crescimento, comparado com pessoas saudáveis. Constatou-se então, que as relações entre Peso/Estatura e Estatura/Idade são índices de maior probabilidade de acerto no diagnóstico nutricional para este grupo estudado. Há necessidade de maiores estudos e pesquisas em pessoas portadoras deste tipo de Paralisia Cerebral, para que então tenhamos um parâmetro comparativo de um diagnostico confiável, para posterior melhor acompanhamento nutricional. A SAÚDE DO TRABALHADOR E OS EXAMES PERIÓDICOS: DELINEAMENTO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Beatriz Cav alcanti Bueno; Prof. Leandra Ulbricht Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida O conceito de Qualidade de Vida no Trabalho v em lenta, porém, seguramente ganhando destaque como questão relev ante entre as metas principais das grandes organizações, uma v ez que as pessoas passam uma grande parte do seu tempo no ambiente de trabalho, um espaço portanto cada v ez mais importante na v ida das pessoas, mesmo quando aceito como um dev er, atrav és do qual se busca a realização dos sonhos pessoais e de auto expressão. Assim, o campo de saúde ocupacional v em ganhando importância, e se distanciando do antigo modelo cuja preocupação inicial era dirigida apenas à prev enção dos acidentes de trabalho. O objetiv o desta pesquisa foi v erificar as condições de saúde dos trabalhadores da Região Metropolitana de Curitiba com base nos exames ocupacionais obrigatórios. O estudo foi realizado atrav és de uma pesquisa exploratória pela qual pôde-se v erificar que as relações entre trabalho e saúde do trabalhador englobam múltiplas situações de trabalho caracterizadas por diferentes estágios de incorporação tecnológica, diferentes formas de organização e gestão, relações e formas de contrato de trabalho, que se refletem sobre o v iver, o adoecer e o morrer dos trabalhadores. De modo particular, as ações em prol da saúde do trabalhador devem coexistir com as de saúde ambiental, uma v ez que os riscos gerados nos processos produtiv os podem afetar, também, o meio ambiente e a população em geral. Assim, as ações sobre a saúde do trabalhador dev em possuir como foco as mudanças nos processos de trabalho que contemplem as relações saúde-trabalho em toda a sua III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 55 complexidade, por meio de uma atuação multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial. Desta maneira, como principais resultados podemos visualizar que no em 1998, foram registrados pelo MPAS, no país, 401.254 acidentes de trabalho, distribuídos entre acidentes típicos (337.482), de trajeto (35.284) e doenças do trabalho (28.597). O total de acidentes distribui-se entre os setores da indústria (46,1%), serviços (40,1%) e agricultura (8,1%), sendo que 88,3% ocorreram nas regiões Sudeste e Sul. No Paraná, segundo a Secretaria Estadual de Saúde - Serv iço de Saúde do Trabalhador (2005), o número de acidentes notificados entre janeiro de 2003 e março de 2005 foi de 968, sendo que deste total, as amputações representaram 343 casos (35,4%) e os óbitos, 443 casos (46,1%). Com relação às regionais a que teve maior número de ocorrências foi a 2º Regional Metropolitana, que corresponde à cidade de Curitiba e Região Metropolitana, com 285 casos (29,5%). USO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS Carollina Pereira Rigues; Prof. Cynthia Matos Silv a Passoni Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Na terceira idade há maior incidência de enfermidades crônicas, as quais, associadas às mudanças psicológicas, sociais, fisiológicas e metabólicas, interferem de forma negativ a no estado nutricional do idoso (FRANK e SOARES, 2003).O objetiv o deste trabalho foi analisar e diagnosticar o estado nutricional de idosas atrav és do Índice de Massa Corporal (IMC) e da Circunferência Abdominal. Trata-se de um estudo de 30 indív íduos do sex o feminino, participantes do “Grupo de Atividade Física da Terceira Idade”de uma Unidade de Saúde do município de Curitiba (PR). Foram aferidos peso (kg), altura (m) e Circunferência Abdominal (cm), segundo técnicas propostas pelo SISVAN (2004). Lev ou-se em consideração a presença de patologias referidas por cada indiv íduo. O excesso de peso, definido pelo IMC > 27 Kg/m2, prev aleceu em 60% da amostra e o risco elev ado de complicações associadas à obesidade; definido pela Circunferência Abdominal >80 cm, foi identificado em 73,33% da amostra total. Em idosas eutróficas (40 % da amostra), 75% possuem Circunferência Abdominal acima do v alor utilizado como referência sendo o grupo que apresentou maior frequência de patologias, como colesterol e hipertensão arterial. De acordo com os resultados, o diagnóstico atrav és do IMC de 56 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA forma isolada não refletiu adequadamente riscos referentes ao estado nutricional, pois em idosas eutróficas a centralização da gordura corporal pode melhor pronunciar os riscos de complicações metabólicas associadas à obesidade. Nosso estudo sugere que as medidas IMC e Circunferência abdominal sejam utilizadas em conjunto, tornado o diagnóstico mais preciso e completo. CAPACIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM FORNECER AS NACESSIDADES CALÓRICO-PROTÉICAS EM PACIENTES COM HIV/AIDS HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM CURITIBA Cristiane da Silv a; Petra Mirella Theiss; Prof. Petra Mirella Theiss Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Uma das implicações mais comuns no paciente com HIV/AIDS é a desnutrição e conseqüente deficiência de nutrientes causada por aumento do gasto energético, infecções oportunistas, má absorção e pela diminuição multifatorial da ingestão alimentar, necessitando-se desta forma de uma interv enção atrav és de terapia nutricional (TN), na qual se faz necessário avaliar se a nutrição enteral (NE) consegue suprir as necessidades calóricoprotéicas dos pacientes imunodeprimidos. A pesquisa tev e caráter qualiquantitativ a, observacional e de corte, tendo sido realizado prospectiv amente durante 55 dias com o total de 10 pacientes, todos com mais de 20 anos de idade, recebendo NE ex clusiv a por pelo menos três dias consecutivos com internameto na infectologia do hospital. Os parâmetros utilizados para av aliação nutricional (AN) foram peso atual, peso usual, peso ideal, altura, % de perda de peso, índice de massa corporal (IMC) e análise em prontuários diariamente, bem como verificação do v olume e temperatura das dietas enterais pré e pós-infundidas, e principais intercorrências. Os dados foram tabulados com auxílio do programa Quattro Pro 9 do software Word Perfect Office 2000. Notou-se que na amostra analisada, 70% dos pacientes eram do sexo masculino e apenas 30% do sexo feminino. A média de idade foi de 37 anos, revelando que 48 anos foi a idade máxima e 24 anos a idade mínima encontrada. Quanto às patologias mais frequentes associadas ao HIV, observ aram-se 40% dos pacientes com tuberculose e hepatite C, 20% para diabetes melitus e pneumonia e 30% para enteropatias. Dos sintomas analisados para indicação de NE, notou-se que a depleção protéica, conv ulsão e III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 57 anorexia/inapetência prev aleceram em 70% dos casos. O método de infusão, v ia sonda nasogástrica, foi de 60%, enquanto que apenas 40% para sonda nasoentérica. Das dietas industrializadas mais utilizadas, 70% foram para Hepato Diet e 50% para Adv era. A média do gasto energético de repouso (GER) foi 1336,68 kcal/dia, e a média do gasto energético total (GET) de calorias prescritas foi de 3003,32 kcal/dia. A média mínima de calorias recebidas foi de 377,10 kcal/dia (12,55% do GET) e 1276,10 kcal/dia (42,48% do GET) para média máx ima de calorias recebidas. As médias das proteínas prescritas foi de 93 g/dia, com média mínima de 19 g/dia e média máxima de 90 g/dia. A média de dias com terapia NE foi de 20,2 dias, com o mínimo de 5 dias e máximo de 55 dias. O EN na primeira avaliação demonstrou 50% para desnutrição sev era, 20% para moderada e 30% para lev e. Destes, notou-se que apenas 30% foram av aliados na segunda consulta, sendo que os demais 40% foram a óbito e 30% ev oluíram para v ia oral (VO). Dos pacientes que não foram a óbito e não evoluíram para VO, observou-se que 20% apresentaram desnutrição severa e 10% moderada. Desta forma, conclui-se que a NE não forneceu as necessidades calórico-protéicas da maioria dos pacientes estudados, sendo necessária a realização de treinamentos periódicos para toda a equipe de TN enteral, além de ser necessário realizar monitoramento constante desta terapia, para que todos estejam conscientes da importância de suprir as necessidades nutricionais de pacientes com HIV/AIDS, e garantir a oferta, para recuperação de EN e melhoria da qualidade de vida. 58 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA “CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU”- AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NA ÁREA DE NUTRIÇÃO X HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS ENTRE ACADÊMICOS DO CURSO DE NUTRIÇÃO DA UNIANDRADE Débora Cristina Reuter; Jane Maria Ribas Zago; Marcela de Moura; Prof. Cynthia Matos Silv a Passoni Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O curso de Nutrição oferece aos alunos conhecimentos nas áreas de anatomia, bioquímica, fisiologia, patologia e nutrição aplicadas a diversas áreas. Espera-se que no decorrer do curso com a aquisição de conhecimentos mais específicos a respeito de conceitos de saúde e alimentação equilibrada, os acadêmicos passem a utilizar o aprendizado não só nos atendimentos realizados nos estágios (aliás muito bem realizados, segundo os professores), mas também em sua v ida, tornando seus hábitos cada v ez mais saudáv eis. Desta forma, o objetiv o desse estudo foi verificar a modificação dos hábitos alimentares dos acadêmicos da área de nutrição no decorrer dos semestres. Foi aplicado questionário padronizado contendo questões referentes às medidas antropométricas e hábitos alimentares. A amostra foi composta de 100 acadêmicos do Curso de Nutrição do Centro Univ ersitário Campos de Andrade, do 3º e 5º semestres (grupo 1) e 6º e 7º semestres (grupo 2) comparados entre si. Embora a maioria dos alunos se apresentem eutróficos, segundo IMC, sendo 74% dos alunos do grupo 1 e 76% do grupo 2; quanto á análise de alimentação equilibrada segundo a pirâmide alimentar, os resultados de adequação do grupo 1 e grupo 2 foram 52% e 76% respectivamente. A ingestão hídrica adequada em 74% dos alunos do grupo 1 e em 88% do grupo 2. Quanto ao uso de suplementos alimentares enquanto no grupo1 apenas 52% dos alunos aprovam o uso constante, entre os alunos do grupo 2 a maioria 72% aprov am suplementação. Podemos observ ar que embora a diferença de aquisição de conhecimento obv iamente seja significativ a entre os grupos, quando se trata de hábito alimentar pessoal as diferenças são muito pequenas e a opção por suplementação v itamínica ou mineral cresce nos últimos semestres, sendo que a primeira opção dev eria ser a alimentação equilibrada e só em casos específicos, suplementos. Muitos autores já estudaram profissionais da área de saúde como médicos e enfermeiros e obtiv eram resultados muito similares ao nosso estudo, além de citarem grande incidência de doenças como Dia- III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 59 betes Mellitus, Hipertensão Arterial e Hipercolesterolemia. Tal fato evidencia a necessidade de conscientização entre estudantes e profissionais da área de saúde em relação à sua qualidade de v ida. PERFIL NUTRICIONAL E FATORES DE RISCO NA SAÚDE GLOBAL DE HOMENS TRABALHADORES Elaine Cristine Bueno de Souza; Fabiola G. Mendes Naganawa; Franciele Paula Moreira; Prof. Lucyanna Kalluf Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] No Brasil observa-se uma melhoria no estado nutricional em todas as regiões, simultaneamente a um aumento na obesidade entre todos os grupos adultos com um aumento proporcionalmente maior nas famílias de menor renda. Assim, a sociedade tende a diminuir o número de casos de desnutrição, e clínica e epidemiologicamente, a manifestar de modo crescente a má nutrição, ou seja, obesidade, doenças cardiov asculares e câncer (OLIVEIRA; MARCHINI, 1998). Quando há um desequilíbrio entre a ingestão e a necessidade de nutrientes, o estado nutricional pode tornarse comprometido. Se a oferta de nutrientes for acima das necessidades do organismo, desenv olv er-se-á um quadro de sobrepeso e em maior grau a obesidade (HEYWARD; STOLARCZYK, 2000). Alguns alimentos exercem maior influência no organismo, podendo ser considerados como fatores de risco, no caso de seu consumo excessiv o ou contínuo gerar prejuízos à saúde, ou como fatores de proteção por possuírem substâncias essenciais à manutenção da homeostase do organismo. O presente estudo tev e como objetivo delinear o perfil nutricional de trabalhadores adultos do sexo masculino observando a interferência de fatores de risco e de proteção. Esta pesquisa realizou-se com homens de uma indústria de peças em fibra de vidro, trabalhadores braçais. Foram av aliados 30 homens, adultos, entre 21 e 44 anos de idade. A obtenção dos resultados foi atrav és da aferição de peso e altura para determinar o IMC (Índice de Massa Corporal). Foram utilizados indicadores para o índice do IMC, < 18,5 para o baixo peso; = 18,5 < 25 para eutrofia; =25<30 para sobrepeso e = 30 para obesidade. Foi aferida a circunferência abdominal para av aliar possív eis riscos de doenças metabólicas (CA = 94cm). Foi aplicado um questionário sobre questões socioeconômicas, freqüências e hábitos alimentares, assim como o hábito de fumar e ingerir bebida alcoólica, para analisar os fatores de risco associados. Os grupos de alimentos (consumo diário) estes foram 60 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA subdivididos em protetores e de risco. Esta avaliação, diferente das outras v ariáveis, não foi delimitada pela diferença de faixa etária, pelo fato de os hábitos serem semelhantes. Para classificar quanto ao Estado Nutricional, foi feita a div isão em dois grupos segundo a faixa etária. GRUPO 1: de 21 a 32 anos – os quais totalizaram 13 homens com predominância de eutrofia (62%), sendo que o restante (38%) encontrou-se com sobrepeso, segundo classificação do IMC. Quando avaliada a circunferência abdominal, apenas 01 (um) avaliado apresentou risco para complicações metabólicas. GRUPO 2: de 33 a 44 anos – faixa em que se totalizaram 17 homens com prevalência, segundo a classificação de IMC, foi de sobrepeso (59%), sabendo-se que 29% encontram-se eutróficos e 12% obesos. Quanto ao risco de complicações metabólicas classificadas pela circunferência abdominal, 47% dos av aliados apresentaram risco. Outro ponto av aliado e de grande importância foi a ingestão hídrica, considerada muito baixa, pois 60% dos homens entrev istados relataram ingerir apenas de 3 a 4 copos de água por dia, o que equiv ale aproximadamente a 1 litro. Quando observ ado o número de refeições diárias, 50% faz apenas de 1 a 2 refeições, sendo que 73% almoçam em restaurante, outro ponto que demonstra um desequilíbrio alimentar. Por se tratar de funcionários de uma mesma empresa, quanto a faixa socioeconômica não houv e grandes variações quanto ao poder aquisitiv o. Foi v erificado que estes homens apresentam um baixo consumo de alimentos como frutas, verduras e legumes,caracerizada a deficiência de fatores de proteção frente às doenças crônicas que acometem significativ amente a população. O alto consumo de frituras (43%) ficou relacionado como fator de risco para a saúde global dos trabalhadores. Se lev armos em consideração os hábitos alimentares inadequados deste grupo e os fatores de risco a que está exposto (como o fumo: 63% fumam e 77% têm alguma patologia hereditária na família), estes indivíduos apresentam maiores chances de desenvolverem alguma patologia crônica, como hipertensão, diabetes mellitus e obesidade, quando comparados às pessoas com estilo de v ida e hábitos alimentares mais saudáv eis. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 61 ALEITAMENTO MATERNO: HÁBITOS E TABUS ALIMENTARES EM PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADE PÚBLICA E PRIVADA NA REGIÃO DE CURITIBA - PR Eliane Natel Baron; Michele Regina de Souza; Prof. Márcia Clara Simões Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Embora as condutas nutricionais para uma população de baixa renda sejam diferentes das aplicadas para populações mais privilegiadas, pode-se conceituar que uma boa nutrição materna é o que proporciona um desenv olv imento fetal adequado e propicia igualmente uma lactação apropriada. O princípio básico da alimentação materna é garantir a ingestão de todos os nutrientes necessários à sua saúde. A diferença durante o período do aleitamento materno é o aumento das necessidades energéticas devido a produção do leite. Indica-se, paralelamente, o aumento da ingestão de líquidos, com a intenção de prev enir a desidratação materna. Observ a-se que o aleitamento materno não possui somente sua dimensão biológica, mas também a dimensão social e psicológica. A alimentação da gestante, assim como da nutriz, é altamente influenciada pelos padrões culturais que regem seu contexto social e para essas mulheres, existem os alimentos permitidos e alimentos proibidos, considerados como tabus alimentares. O objetiv o do presente estudo foi identificar tabus alimentares em puérperas internas em dois hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, com realidades diferenciadas, uma maternidade pública e outra privada. A metodologia utilizada envolv eu uma população de 120 puérperas (60 da rede pública e 60 da rede priv ada), abordando-se v ariáv eis de identificação e de controle dos sujeitos, tais como idade, escolaridade, profissão, modalidade obstétrica, número de gestações, presença ou ausência de aleitamento exclusivo e complementar em gestações anteriores, presença de “pica”durante o período gestacional, mudança de hábito alimentar com inclusão ou exclusão de nov os alimentos durante a gestação e inclusão de alimentos durante o período puerperal considerados pelos sujeitos como tabus alimentares. Os resultados encontrados no presente estudo, que foi realizado entre 19 de agosto a 16 de setembro de 2005, mostrou que a presença de tabus alimentares ocorreu em puérperas da maternidade pública, como também a presença de “pica”, representando 25% daquela população (15 sujeitos). Observ ou-se igualmente, a mudança de hábitos alimentares durante o período gestacional: em 30% da população interna na maternidade priv ada e em 17% da população interna da maternidade pública. Destaca-se, que a 62 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA mudança de hábitos alimentares nesta população deve ser monitorizada e acompanhada por um profisional de nutrição, de forma a favorecer e possibilitar um ideal estado nutricional da nutriz, garantindo, paralelamente, a não oscilação extrema de nutrientes na composição do leite materno. FATORES QUE INTERFEREM NO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS Elizandra Crestani; Danielle Barros Oliv eira; Prof. Petra Mirella Theiss Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Atualmente a população idosa cresce em ritmo acelerado. Estimativ as apontam que em 2025 os idosos irão equiv aler a 15% da população, apresentando alto risco nutricional em função de perdas biológicas gradativas que variam com a genética e os hábitos adotados na v ida destes indiv íduos; e quando institucionalizados esses riscos são agrav ados em função de fatores psicossociais. O presente estudo tem como objetiv o identificar o perfil nutricional e os fatores neles interferentes. Com base nos indicadores coletados em prontuários, determinou-se o índice de massa corporal (IMC) das moradoras, os quais foram relacionados com o tempo de residência na instituição, a saúde oral, faixa etária, patologias associadas e quantidade de medicamentos utilizados. Constatou-se que 31,09% das moradoras residem na instituição pelo período de 31 a 45 anos. Quanto que ao estado nutricional, a eutrofia prev aleceu em 39,19% dos casos, sendo este índice atribuído à autonomia de alimentação das idosas, elaboração de cardápio pelo profissional de nutrição e a idade prevalente das moradoras que se encontra na faixa de transição do estado de sobrepeso para baixo peso. A faixa etária predominante entre as idosas é de 60 a 70 anos, correspondendo a 40,54% da população. Ao contrário do esperado, v erificou-se que entre as moradoras edentadas o estado de eutrofia foi de 48,39%, sugeriu-se que este índice esteja relacionado com o tempo de início do uso da prótese ou perda dentária, o que não pôde ser relacionado no presente estudo. Ficou ev idenciada a influência negativ a das patologias: 58,11% das moradoras apresentam de 3 a 6 patologias e conseqüentemente interações medicamentosas, sendo que 48,65% das moradoras utilizam de 3 a 5 medicamentos, quando observ ado que nos grupos em que o número de patologias instaladas é maior é diminuído o percentual de idosas eutróficas. Quando comparado o Estado Nutricional (EN) com o tempo de residência da instituição, v erificou-se que a magreza prev alece em 50% nas moradoras que residem a mais de 46 anos; tal III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 63 índice pode estar relacionado com a idade avançada das moradoras e com fatores psicológicos. Pôde-se perceber que a compreensão dos fatores que interferem no processo de envelhecimento pelos profissionais da saúde; para uma intervenção adequada, é fundamental aperfeiçoar a qualidade de v ida do idoso. Ficou ev idente a importância do acompanhamento pelo profissional de Nutrição, uma vez que cada população tem suas particularidades, as quais devem ser determinadas com diagnósticos específicos para atuação efetiv a da nutricionista . INFLUÊNCIA DO CONSUMO ALIMENTAR NA COMPOSIÇÃO CORPORAL DAS COLABORADORAS DA UAN DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DO MUNICÍPIO DE CURITIBA Helena Krawczyk Foletto; Janine Domingues Câmara; Prof. Lucyanna de Jorge H. Kalluf Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] As questões dos hábitos alimentares dev em ser rev istas continuamente, v isto que da infância até a v elhice há modificações das necessidades nutricionais; fatores que influenciam os hábitos alimentares são complexos e multifatoriais, alguns modificáv eis conforme alterações do estilo de v ida (CINTRA, 2003). A preocupação com a saúde dos trabalhadores em UAN (Unidade de Alimentação e Nutrição) surgiu no setor de alimentação coletiva a partir da existência da conscientização da existência de relações das condições de trabalho e saúde, sendo um dos mais grav es problemas mundiais de saúde pública, a obesidade e doenças associadas (MATTOS e PROENÇA, 2003). Foi realizada pesquisa em uma UAN de um hospital filantrópico do município de Curitiba. Participaram parte da amostra 30 colaboradoras entre 30 e 50 anos. Foram utilizados instrumentos como uma fita métrica inelástica, balança digital da marca MARTE e aparelho de bioimpedância bipolar OMRON® para a classificação do estado nutricional das colaboradoras. As v ariáv eis v erificadas para classificação foram: idade, estatura, peso, circunferência abdominal. Foram v erificados nív el socioeconômico e cultural, patologias já ex istentes, uso de medicamentos, hábitos alimentares e freqüência alimentar. Os indicadores utilizados foram IMC (índice de massa corporal) cujos pontos de corte são: IMC Eutrofia 18,5 – 24,99, Sobrepeso 25- 29,99 , Obesidade > 30 (OMS, 1998), v alores da BIO, Eutrofia 20 - 29%, Sobrepeso 30 – 34% e obesidade > 35% (REFERENCIA DO PROPRIO APARELHO), valores para 64 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA circunferência abdominal em mulheres: Máx imo 80 cm (SBC, 2004). Constatou-se que houv e prev alência no ex cesso de peso de 67 % pelo IMC em relação ao estado nutricional e a maioria, 57 % das colaboradoras apresentou risco muito elev ado que caracteriza complicações metabólicas; e atrav és da bioimpedância v erificou-se que 77% estão com excesso de peso, sendo que 30% fazem uso de anti-hipertensivos ou hipoglicemiantes, e 70% não praticam ativ idade física. Apenas 3% fazem fracionamento adequado das refeições, e as demais não fazem o fracionamento correto das refeições ficando muito tempo em jejum e conseqüentemente consumindo uma exagerada quantidade em uma única refeição, aumentando assim a ingestão calórica. Em relação ao tipo de preparação dos alimentos, 57% preferem alimentos cozidos, mas o que mais consomem são alimentos fritos de embutidos e industrializados. Conforme a análise da freqüência alimentar e hábitos alimentares, há deficiência da ingestão de alimentos que atuam como fatores de proteção para a saúde das colaboradoras, aumentando a prevalência e as complicações das doenças crônicas ao longo dos ciclos de vida. PERFIL NUTRICIONAL E PREDISPOSIÇÃOÀ DOENÇAS CORONARIANAS DE TRABALHADORES DE CURITIBA - PR Priscila Kohiyama de Matos Silv a; Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht Linha de pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] As doenças cardiov asculares contribuem significativ amente como grupo causal para a tax a de mortalidade em todas as regiões brasileiras. Atualmente, constituem uma das principais causas de permanência hospitalar prolongada e constituindo o principal motiv o de alocação de recursos públicos em hospitalização no Brasil. Nos últimos trinta anos, a atenção tem sido v oltada cada vez mais para a relação da nutrição com as doenças cardiov asculares. Embora esse interesse seja deriv ado, até certo ponto, do rápido aumento em número e longev idade da população, é também resultado da intenção de ev itarem-se mortes prematuras. O desenv olvimento de métodos e instrumentos com o intuito de atingir um diagnóstico nutricional mais preciso, bem como o surgimento de div ersos produtos e programas de apoio à nutrição têm sido de grande v alia para a elaboração de interv enções nutricionais. O presente estudo é parte integrante do projeto de pesquisa “Nutrição no Trabalho: Uma correlação imprescindív el para os programas de saúde ocupacional”, que procura III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 65 mostrar a importância de marcadores dietéticos e antropométricos para o estabelecimento de estratégias de interv enção na prevenção de doenças cardiov asculares entre a população economicamente ativ a. O objetiv o do estudo foi criar, a partir de uma combinação de dados (deposição de gordura abdominal atrav és circunferência da cintura, relação cintura/quadril e índice de massa corporal), a possibilidade de estimar a gordura abdominal que, por sua v ez, relaciona-se à quantidade de tecido adiposo visceral, situação que caracteriza a possibilidade de ocorrência de infarto do miocárdio e acidente v ascular cerebral. Considerar-se-á como preditor de doenças cardiov asculares o ponto de corte da relação cintura-quadril para homens 0,95 e para mulheres 0,80, e ponto de corte para circunferência da cintura 94 cm para homens, e 80 cm para mulheres. Ainda serão utilizados marcadores dietéticos, com o intuito de encontrar características qualitativ as e quantitativ as dos hábitos alimentares dos trabalhadores entrev istados. Considerando-se que os hábitos alimentares apresentamse como marcadores de risco para a doença cardiovascular, na medida em que o consumo elev ado de colesterol, gorduras trans, lipídios e ácidos graxos saturados em geral, somados ao baix o consumo de fibras, participam na etiologia destas doenças. A identificação e caracterização do trabalhador dev erá ainda seguir um “check-list”, abordando a história de doença atual (se ex istir), tipo de tratamento, antecedentes pessoais e familiares, estilo de v ida (jornada de trabalho, profissão, lazer, esporte, tabagismo, ingestão de bebidas alcoolicas) e fatores de risco para doença cardiov ascular (idade, sex o, pressão arterial, climatério, perfil sérico de HDL, LDL, colesterol), conforme metodologia prev ista por Assis (2004). A pretensão, ao final do presente estudo, será sugerir a inclusão de marcadores antropométricos e dietéticos na rotina dos exames periódicos ocupacionais, visando estabelecer estratégias para intervenção e prevenção de doenças cardiov asculares entre trabalhadores em idade economicamente ativ a. 66 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOENÇAS PROFISSIONAIS: A REALIDADE ENCONTRADA NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 2003 E 2005 Priscila Kohiyama de Matos Silv a; Beatriz Cav alcanti Bueno; Prof. Márcia Clara Simões; Prof. Leandra Ulbricht Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] No Brasil as relações entre trabalho e saúde do trabalhador englobam múltiplas situações caracterizadas por diferentes estágios de incorporação tecnológica, diferentes formas de organização e gestão, relações e forma de contrato de trabalho, que se refletem sobre o v iver, o adoecer e o morrer de trabalhadores. De modo particular, as ações de saúde do trabalhador devem coexistir com as medidas de prev enção. Os problemas da saúde do trabalhador têm sido motivo de grande preocupação para muitos países e organizações internacionais em manter parâmetros mínimos de qualidade de vida a esta população. Atualmente a maioria das doenças relacionadas ao trabalho têm estreita relação com o estresse, sendo este considerado “como o preço que o profissional paga por sua dedicação extrema e busca incessante por grandes realizações”, lev ando a ex austão emocional. Destaca-se também, o adoecimento e morte por doenças cardiov asculares e outras doenças degenerativas, que apresentaram aumento significativ o entre trabalhadores nos últimos anos, elev ando-se uma série de agrav os na esfera física, psíquica e social. Podem ser incluidas igualmente as doenças adquiridas no ambiente de trabalho, como gripe, tuberculose, entre outras de qualidade infecto-contagiosas. Diante do ex posto, o presente estudo objetivou verificar dados relacionados à saúde dos trabalhadores no Estado do Paraná, sobre a causa e ocorrência de acidentes de trabalho e doenças profissionais, notificados por meio de comunicação de acidente de trabalho (CAT). Concluiu-se, ao longo do lev antamento na Secretaria Estadual de Saúde, que entre janeiro de 2003 e março de 2005 o número de acidentes notificados foi de 968 casos, sendo que deste total, as amputações representaram 343 casos (35,43%) e os óbitos,443 casos (46,07%). Com relação às regionais, a que tev e maior número de ocorrências foi a segunda Regional Metropolitana, que corresponde a cidade de Curitiba e Região Metropolitana, com 285 casos (29,49%). Nas regionais de Paranav aí e Iv aporã, 100% das ocorrências resultaram em óbitos, seguidas de Foz do Iguaçu com 88,89% dos casos. Em contrapartida a regional Irati apresentou apenas 23,68% de óbitos do total de ocorrências. Dos casos notificados, cerca de 57,6% referem-se ao grupo etário até 34 anos de idade. Assim, as mudanças no mundo do III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 67 trabalho exigem que a Vigilância em Saúde do trabalhador foque sua atenção nas situações de trabalho e utilize estratégias de prev enção e interv enção de doenças relacionadas ao trabalho. INCIDÊNCIA DE FATORES COM INDICATIVO DE ANEMIA FERROPRIVA EM GESTANTES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DE CURITIBA Raphaela Bender Sebastião; Andressa Barbosa; Prof. Gisele Gomes Reichel Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] É importante que toda gestante receba atenção pré-natal adequada e de qualidade, dev ido ao fato de todas as alterações nutricionais terem repercussões na saúde da mãe e do seu filho. Vários fatores estão associados ao resultado obstétrico, tais como: idade materna, interv alo entre as gestações, patologias associadas (Diabetes Mellitus, síndromes hipertensiv as da grav idez), carências nutricionais (anemia), condições socioeconômicas, tabagismo, entre outros. Por estas razões é que se tornam importantes a observ ação e acompanhamento da gestante, principalmente no que diz respeito ao baixo peso, obesidade e possív eis carências nutricionais; dentre estas, uma das mais freqüentemente encontradas em gestantes é a Anemia Ferropriv a e baixo peso, por isto, durante a grav idez a necessidade de Ferro torna-se aumentada. Este acompanhamento é feito nas Unidades de Saúde através do Programa Mãe Curitibana, o qual é específico da cidade de Curitiba. Objetivos: Avaliouse possív el carência nutricional de Ferro atrav és de indicadores clínicos, bioquímicos e antropométricos em gestantes atendidas na Unidade de Saúde do Bairro Alto de Curitiba, as quais fazem parte do Programa Mãe Curitibana, em que se procedeu à pesquisa da percentagem de gestantes que utilizam a suplementação com sulfato ferroso durante a gestação. Metodologia: Foi realizado um estudo para lev antamento de dados, os quais foram utilizados como indicadores do perfil nutricional da população em estudo: 20 gestantes atendidas na Unidade de Saúde no ano de 2004, na faixa etária de 20 a 39 anos, com uma amostragem aleatória, em que foram aplicados questionários para coleta de dados socioeconômicos e dados de consumo alimentar, com av aliação da qualidade da ingestão de alimentos fontes de Ferro, como também a tomada de medidas antropométricas para av aliação de IMC pré gestacional e atual, utilizandose o nomograma de Rosso e o Gráfico de Curv a de Ganho de Peso. 68 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Resultados: Através do levantamento de dados para a observação do estado nutricional presente na população em estudo, constatou-se, atrav és dos gráficos Nomograma de Rosso e Curv a de Ganho de Peso, que seis gestantes (30%) estavam com baix o peso, e que oito gestantes que apresentaram eutrofia (40%). Na observ ação da renda familiar, constatouse que 15 gestantes (75%) ganham em média 2 salários mínimos. O consumo de alimentos fontes em Ferro (carnes, vegetais de cores escuras, feijão) pela gestantes semanalmente foi baixa, pois cerca de 13 gestantes (65%), não consumiam ou consumiam apenas 1 v ez por semana estes alimentos. Foi também observ ado que o número de gestantes que não utilizam suplementação de Sulfato Ferroso estav a elev ado com 45% da amostra (nov e gestantes), e que uma (5%) destas utilizaram a suplementação somente na 10º-15º semana gestacional; três (15%) utilizaram da 16º-20º semana gestacional, duas (10%) das gestantes utilizaram da 21º–25º; quatro gestantes (20%) da 26º-30º semana, e uma (5%) destas da 31º-35º semana de gestação. Conclusão: A pesquisa demonstrou que o alto índice de baix o peso entre as gestantes desta Unidade de Saúde dev e-se a baixa renda familiar, o que faz com que a ingestão alimentar seja inadequada, principalmente em Ferro. Também o acompanhamento inadequado por falta de profissionais Nutricionista na própria Unidade de Saúde, agrav am a situação nutricional e de saúde das gestantes que procuram esta Unidade, pois, pela falta de informação, foi constatado um número elev ado de gestantes que não fazem a suplementação de alimentos rico em Ferro, que é essencial para evitar que ocorra a anemia gestacional. ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES DIABÉTICOS FREQÜENTADORES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE Rosane Ferri; Prof. Petra Mirella Theiss Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O Diabetes Mellitus tipo II (DM II) se caracteriza por doença crônicodegenerativ a, a qual afeta a população de forma crescente, tornando-se problema de saúde pública. O objetivo deste estudo foi traçar o perfil nutricional de diabéticos frequentadores de uma Unidade de Saúde de Curitiba/Pr, av aliando-se seu Estado Nutricional (EN), bem como fatores de risco envolvidos no DM II. A amostra constituiu-se de 30 pessoas de ambos os sex os, a partir dos 51 anos de idade. A coleta de dados foi realizada através de anamnese nutricional individual. Quanto aos resultados, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 69 observ ou-se que a faix a etária predominante em ambos os sexos foi de 61-70 anos (idosos). Quanto aos fatores de risco, como tabagismo e etilismo, observ ou-se que 100% dos homens não fumam, sendo que 10% da população feminina possui este hábito; em relação ao etilismo, 100% das mulheres relataram não apresentar este hábito, contudo 20% dos homens possuem este costume, demonstrando que mesmo apresentando índices menores, estes hábitos ainda são considerados fatores de risco importantes para DM II. Quanto à prática de ativ idade física (AF), o estudo demonstrou que 80% e 60% de mulheres e homens, respectiv amente, não praticam AF, porém daqueles que praticam são as mulheres (40%) que mais realizam esta prática, contribuindo para o controle da glicemia. Quanto à av aliação do EN, entre os homens adultos, 50% da amostra apresentava sobrepeso e 50% obesidade; do público feminino adulto 80% são obesas e 20% apresentavam sobrepeso. Classificando o EN dos idosos do sexo feminino, observ ou-se que 100% possuem excesso de peso, enquanto que os homens idosos apresentaram 62% e 32%, ex cesso de peso e eutrofia, respectiv amente. É importante ressaltar que a maioria da população estudada possui índices de sobrepeso e obesidade preocupantes, resultado este que interfere no controle adequado da glicemia dos pacientes diabéticos, promov endo diminuição da qualidade de v ida. Sendo assim, fica ev idenciada a importância da avaliação do EN, bem como da interv enção nutricional para prev enção e controle do DM II, principalmente para promoção e manutenção da saúde desta população. ANÁLISE COMPARATIVA DA ALTERAÇÃO DO ÍNDICE DIAFRAGMÁTICO EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA POR VIA LAPAROSCÓPICA Ana Paula Druziki; Prof. Sílv ia Valderramas; Prof. Ângela Senna; Prof. Júlio Romani Sílv ia Valderramas Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O presente estudo tev e como principal objetiv o analisar a alteração do índice diafragmática em pacientes que foram submetidos à cirurgia de Fobi-Capella pela v ia laparoscópica, comparando-se as medidas do pré e pós-operatório. Foram av aliados 25 pacientes no pré e pós-operatório, obtendo-se as medidas do Índice Diafragmático (ID). Este índice, capaz de refletir o mov imento tóraco-abdominal, determinado pelas mudanças nas dimensões ântero-posteriores da caixa torácica (CT) e do abdome (AB), foi calculado utilizando-se a seguinte formula: ID= ? AB/? AB+? CT. 70 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A média do índice diafragmático na fase pré-operatória foi de 0,54 e na fase pós-operatória de 0,41, o que constitui uma diferença de 0,13 entre as duas fases. Foram observ adas alterações na expansibilidade torácica e abdominal no pós-operatório de todos os pacientes e uma diferença significativ a entre o índice diafragmático do pré e pós-operatório, estabelecendo-se um nív el de significância estatística de 5% (p<0,05). RECURSOS TERAPÊUTICOS MANUAIS EM PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER Prof. Angela de Moura Brandini; Prof. Edilmere Regina Sprada; Vera Regina Massuga; Nazaria Zazula Zdeleski; Cristina Lúcia Correa; Cristina Trev isol e Silv a; Aglair R. Brusamolim Ricardo; Lilian Claret da Silva; Odete Ribeiro Lemos Busetti; Ana Carolina Amaro; Marlene M.Rodrigues; Mariana Stanescu; João Batista de Souza Camões; Andrea Derosso Teixeira; Janice Santos Botelho Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A Doença de Alzheimer (DA) afeta inicialmente a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas. É a causa mais comum de demência, um termo geral para prejuízo progressivo da função mental. Este prejuízo cognitivo pode ser apenas de grau lev e, com ligeiras confusões, até graus mais sev eros, em que o paciente perde a noção de orientação e até de sua identidade. O grau mais sev ero costuma estar presente depois de 6 a 8 anos de ev olução, podendo ocorrer uma perda, dependendo do caso, de cerca de 5 a 15% da cognição por ano. Ex istem pouca literatura que associa o tratamento convencional com técnicas terapêuticas manuais em triagens controladas, objetiv ando ao paciente uma melhora na sua qualidade de v ida. Este estudo foi realizado após aprov ação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da UNIANDRADE. Os portadores da doença de Alzheimer foram selecionados, após avaliação cognitiva realizada por psicólogos da Unidade de Saúde do Idoso de Curitiba atrav és do MEEM (Forstein, Folstein & McHugh, 1975), com diagnóstico de lev e para moderado, e encaminhados às sessões terapêuticas de massoterapia duas v ezes por semana, 50 min/ sessão com manobras específicas para DA. Os portadores da Doença de Alzheimer foram av aliados antes e durante o tratamento quanto aos principais sintomas comportamentais e psicológicos da demência relacionados à melhoria da qualidade de vida. 14,5% dos pacientes (n=5) apresentaram aumento do escore no MEEM em 6 meses de av aliação III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 71 comparado com os portadores que não participaram do estudo, por apresentarem dificuldades particulares. Em relação à qualidade de v ida obtiv eram-se relatos de melhoras nos sintomas de irritabilidade, distúrbios do sono, agitação e ansiedade após o tratamento proposto, assim como diminuição do estresse por parte dos cuidadores/familiares. A combinação da técnica de massoterapia com o tratamento conv encional em pacientes portadores da DA foi mais efetiva do que o tratamento isolado na evolução dos pacientes. Conclui-se que esta metodologia auxiliou na diminuição do nível de estresse do paciente, apresentando uma melhora na av aliação psicológica, principalmente relacionado aos aspectos de relacionamento do portador de DA com o cuidador/familiar, o que representa uma alternativa adicional no tratamento desta doença. ANÁLISE DA CAPACIDADE MOTORA DO PACIENTE PORTADOR DA DOENÇA DE ALZHEIMER NAS FASES I, II, III Bernadete Schipanski Ramthun; Erica Maria Nascimento Turbay; Prof. Sandra Dias Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, irreversível, e que atualmente tem aumentado dev ido ao aumento da perspectiv a de vida; conseqüentemente,cresceu a preocupação junto a terceira idade, principalmente diante da incidência de patologias degenerativas que afetam o idoso. Se a incidência de qualquer dessas patologias aumenta, aumenta também a incidência da doença de Alzheimer, dramaticamente elev ada nos últimos anos, já que a probabilidade de se desenv olver esta doença aumenta com o avanço da idade. É uma demência senil do tipo Alzheimer, não considerada como aspecto normal do env elhecimento, que gera diminuição da qualidade de v ida devido à perda progressiva de memória, o que impede o idoso de continuar as relações sociais e familiares, prejudicando até mesmo suas funções motoras e ativ idades simples do dia-dia. A sua causa e cura ainda são desconhecidas, tornando-se assim fundamental a preocupação dos agentes e profissionais da área de saúde em orientar e v isar qualidade de v ida nos pacientes portadores de tais afecções. A presente pesquisa teve o objetiv o de identificar a capacidade motora dos idosos portadores de Alzheimer nas diferentes fases da doença, a fim de identificar o grau de dependência e funcionalidade desses indiv íduos, lev antando dados estatísticos sobre a capacidade motora e correlacionando-os com a patologia, a fim de contribuir cientificamente 72 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA para a sociedade e com Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz - PR), que até o presente momento não apresenta dados específicos de tal natureza. Com esse lev antamento, poder-se-ão orientar adequadamente os cuidadores e direcionar tratamentos específicos, contribuindo para a elaboração de programa de tratamento fisioterapêutico. A pesquisa foi realizada através do método observ acional descritiv o, em uma amostra de 67 pacientes, pertencentes à Associação Brasileira de Alzheimer, sede Curitiba, com idade entre 68 a 99 anos de idade de ambos os sexos, que se encontravam com diagnóstico clínico da Doença de Alzheimer com patologias associadas, como doenças cerebrais v asculares, traumatismos cranioencefálicos, disfunções motoras ortopédicas ou deformidades motoras traumáticas. Foi aplicado um questionário aos cuidadores ou familiares, abordando aspectos funcionais do paciente na sua ativ idade de v ida diária, higiene pessoal, alimentação independente, etc, relatos do dia-dia (SULLIVAN 2000), e uma ficha onde foram analisados aspectos motores executados ativamente pelo paciente, como transições posturais, movimentos funcionais, etc . Sendo assim, foi possív el analisar e correlacionar com a bibliografia atual a capacidade motora do paciente portador de Doença de Alzheimer nas diferentes fases. Em uma amostra de 67 portadores da DA, 7 foram a óbito, equivalendo a 10,4 % da amostra e 60 foram av aliados, obtendo-se os seguintes resultados: 46,3 % desses pacientes encontrav am-se na fase I, sendo 9 pacientes com 96,6 %, 6 pacientes com 89,7 % e 16 pacientes com 100 % da capacidade motora preservada. Na fase II encontrav am-se 31,3 %, sendo 6 pacientes com 93%, 3 pacientes com 96,5 %, 4 pacientes com 89,8 % e 8 pacientes com 100 % da capacidade motora preserv ada. E 12% dos pacientes encontrav am-se na fase III, sendo 6 paciente com 13,8% e 2 com 6,9 % com a capacidade motora preservadas. Como conclusão da pesquisa obtiv eram-se os seguintes dados: Pacientes portadores da DA nas fases I,II e III com patologias associadas apresentaram déficit motor; já os pacientes sem patologias associadas não apresentaram comprometimento motor, apresentaram apenas comprometimento cognitiv o. Foi observado que devido ao déficit cognitivo que o portador da DA apresentou, os familiares ou cuidadores realizav am as tarefas, nas quais o portador tinha plena condições de realizar, contribuindo para o aumento do comprometimento motor. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 73 ESTUDO COMPARATIVO PARA REEDUCAÇÃO PERINEAL NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Celmi Gorte Pereira da Silv a; Janete Kaiser Vieira; Noemi Mara Correa; Prof. Zilda Abage Teixeira; Esp. Edgar Schiefelbein Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A incontinência urinária ocorre pela perda inv oluntária de urina, o que prov oca desconforto social e higiênico. As formas mais comuns podem ser IUE (Incontinência urinária de esforço) e a instabilidade vesical; ou até a combinação delas que denominamos incontinência mista. Nessa pesquisa científica foram estabelecidos dois protocolos de atendimentos de Fisioterapia com 16 pacientes, com o objetiv o de comparar o Biofeedback e a Eletroestimulação separadamente em pacientes do sexo feminino acima de 25 anos, com Incontinências Urinária e v erificar o aumento da força da musculatura do assoalho pélv ico e a Qualidade de Vida das pacientes após 15 sessões de fisioterapia com protocolo pré-definido. A fisioterapia pode atuar no tratamento conservador como no pré e póscirurgia da Incontinência Urinária. Na amostragem I, foi utilizado protocolo para eletroestimulação; na amostragem II foi utilizado protocolo para o Biofeedback. Nos dois protocolos foram utilizado terapia manual, ginástica hipopressiv a, questionário de Qualidade de Vida. Nos resultados de força da musculatura do assoalho pélv ico os 2 grupos obtiv eram resultados satisfatórios, porém o grupo tratado com o biofeedbak apresentou melhora na qualidade de contração tanto de fibras do tipo I como do tipo II com melhor performance. As duas amostragens tiveram resultados satisfatórios, porém com um percentual melhor a amostragem II. Na Qualidade de Vida as pacientes apresentaram um percentual médio acima do esperado. 74 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES AMPUTADOS DA ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE REABILITAÇÃO (APR) NOS ÚLTIMOS 3 ANOS Cristiane Lucia de Araujo Dias; Ev elize Tavares Ramos; Dias, C. L. A.; Ramos, E. T.; Prof. Romani, J. C. P.; Prof. Silva, G. C. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] As amputações são até hoje uma situação temida por todos, sendo consideradas um ev ento de ordem pública, trazendo consigo uma série de obstáculos não somente físico, mas também emocional, social, cultural, econômico e profissional, interferindo de forma significativa na reabilitação do paciente. Existem várias causas que podem lev ar à amputação de um membro. A mais comum é a doença v ascular periférica; trata-se de patologia secundária às doenças sistêmicas como diabetes e arteriosclerose. A amputação, nesses casos, irá ocorrer na terceira idade, como conseqüência da ev olução da doença de base. Outra incidência de amputação é a de causa traumática devido ao trânsito das grandes cidades, acidentes de trânsito e a v iolência urbana conseqüentes às grandes aglomerações populacionais. A população jovem neste caso é mais afetada. São v árias as causas que influenciam o processo de reabilitação dos pacientes amputados, tais como, idade, etiologia e nív el da amputação, tempo de ev olução entre a amputação e o início do tratamento, complicações clinicas e nív el socioeconômico, que são determinantes para distinguir e caracterizar os serv iços especializados no atendimento destes pacientes. Dev ido a estes fatores, os pacientes podem passar por períodos de depressão, cansaço, de não aceitação e acabam desistindo da continuidade do tratamento. O objetivo deste estudo foi av aliar a adaptação do paciente em relação à amputação e ao uso da prótese, observ ando o perfil epidemiológico dos pacientes da instituição. Com base no exposto, foi realizado um estudo descritiv o, retrospectivo – ex pos facto – atrav és da revisão de 95 prontuários de pacientes amputados atendidos na Associação Paranaense de Reabilitação (APR) no período de junho de 2002 a junho de 2005. A idade v ariou de 12 a 96 anos, onde 69 pacientes eram do sexo masculino (76%) e 26 do sexo feminino (27%), sendo transfemoral o nív el predominante (56%). A etiologia vascular foi a principal causa de amputação em pacientes com mais de 60 anos (59%) resultando da diabetes (35%). Dentre os pacientes pesquisados 84% tiv eram suas amputações realizadas há mais de dois anos. Observ ou-se que 42% dos pacientes demoraram de 6 meses a 1 ano para a colocação da prótese e 58% fazem o uso diário dela. Em geral, 43% relataram não III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 75 ter queixa alguma, onde 66% dos pacientes tiv eram uma boa aceitação psico-social em relação a amputação. Quanto a protetização 73% obtiveram a adaptação esperada e 91% dos amputados apresentam compensações na marcha, sendo que destes 68% usam auxílio de próteses. Apenas 13% dos pacientes, após a amputação, realizam exercício físico, 31% conseguem se locomover com transportes urbanos e 40% são sedentários. Conclui-se que os pacientes amputados obtiveram uma adaptação satisfatória em relação à sua protetização e em sua qualidade de v ida com maior independência em sua locomoção. CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS-OPERATÓRIO DE ARTRODESE CÁRPICA CONSEQÜENTE A ARTROSE RÁDIO CÁRPICA POR PSEUDOARTROSE DE ESCAFÓIDE - UM ESTUDO DE CASO Daniela Gallon; Prof. Eunice Tokars Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A pseudoartrose de escafóide carpiano é uma das complicações de fratura lev ando a uma destruição articular, instabilidade, dor e artrose cárpica, sendo esta última uma patologia dolorosa e incapacitante (Braga et all, 2003). O objetiv o deste estudo de caso foi enfatizar os cuidados fisioterapêuticos num paciente de 53 anos, masculino, atleta, praticante de judô, com seqüela de fratura de escafóide há 30 anos e artrose.Procurou o serv iço de fisioterapia da clínica da UTP 10 dias após ter sido submetido a artrodese carpal, na qual fez-se uso de material de osteossíntese por via de acesso na região dorsal da mão. Observ ou-se o RX antes e após a cirurgia.O paciente revela inicialmente dor intensa.Observou-se na avaliação edema da região dorsal, um ponto de incisão supurado, diminuição de ADM nas articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas, pronação e supinação normais e uso de órtese a qual era retirada apenas para higiene e fisioterapia. Durante dez sessões, três v ezes por semana, cinqüenta minutos cada, foram aplicados ultra-som, crioterapia, cinesioterapia e terapia manual.Como resultado, obtiveram melhora da dor, recuperação da ADM das articulações metacapofalangeanas e interfalangeanas.Prentice (2003) relata que o fisioterapeuta dev e estar atento às fases do processo de cicatrização que neste caso são os tecidos conjuntiv o e ósseo, pois a utilização de técnicas manuais agressiv as, pode lev ar a uma interferência deste processo e à fibrose. Segundo Agne (2004), apesar da ação cicatrizante da laserterapia dev e-se ev itar seu uso já que pode estimular agentes infecciosos.É fundamental a av aliação da mobilidade, uma v ez 76 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA que a fixação com osteossíntese limita os movimentos de Flexão/ Extensão/ Desvio ulnar/ Desvio radial de punho e Movimentos do carpo que não devem ser realizados. Após 3 semanas de tratamento, a hipotrofia dos músculos do antebraço aumentou, pela falta de mobilidade do punho. O paciente possui automotivação, característica dos atletas de alto nív el e pretende continuar competindo.Para que o tratamento fisioterapêuticos tenha evolução não iatrogênica faz-se necessário o encaminhamento médico com a técnica cirúrgica realizada e o conhecimento cinesiológico funcional do fisioterapeuta, para recuperação sem aumento da lesão e respeitando as limitações cirúrgicas. HANDOUT DIGITAL: JOGOS INTERATIVOS PARA FIXAÇÃO DE CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS EM SAÚDE Prof. Denise da Vinha Ricieri; Thiago da Vinha Ricieri; Felipe da Vinha Ricieri Linha de Pesquisa: Tecnologias Educacionais [email protected] A tecnologia moderna oferece aos bancos univ ersitários jov ens cada v ez mais afinizados com recursos computadorizados, embora na saúde não se disponha de atualização dos modelos pedagógicos nestas bases; este fato motivou um novo conceito de handout. OBJETIVO: desenvolver handouts interativ os que incentivem a fixação de conteúdos programáticos em saúde. MÉTODO: foram consideradas as disciplinas de Metodologia Científica e Fisioterapia Aplicada às Disfunções Respiratórias como piloto para o projeto. O conteúdo dos jogos constou de dois modelos: (a) modelo “forca”, onde uma palavra ou expressão, seguida de breve descrição ou dica, formou a unidade de randomização; (b) modelo “fases”, onde um formulário fechado de conceitos iniciais solicita ao jogador/estudante a adequação de seu problema a uma das alternativas apresentadas, e analisa acertos/erros a partir do problema inicial. A programação dos jogos e a interface com o usuário foram desenv olv idas na Plataforma Flash, com opções de sonorização e personalização do personagem. RESULTADOS: ao todo foram criados três jogos, sendo dois no modelo “forca”e um no modelo “fases”. Aplicado a estudantes de pós-graduação lato sensu, o handout mostrou ser um recurso interessante e eficiente na dinamização do ensino, como elemento-chav e de gincanas, competições de cunho incentiv ador e, ainda, como recurso na Educação a Distância. CONCLUSÕES: embora sejam necessárias melhorias na interface e ampliação da capacidade dos jogos, em conceitos e fases, a base de III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 77 programação pode ser aplicada a qualquer assunto de interesse, e pode ser útil como estímulo ao aprendizado e fixação de conceitos essenciais também na graduação. ATUAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS DA CIDADE DE CURITIBA Elisabete Cortinov e; Vanessa Lemos; Prof. Júlio Romani; Prof. Manoel Luiz Cerqueira Neto Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O aumento da expectativ a de v ida e o conseqüente env elhecimento populacional aumenta a probabilidade de doenças, e nem sempre está acompanhado pela melhora e manutenção da qualidade de v ida. Por esta razão, afirmamos que a fisioterapia é a peça fundamental com a finalidade de preserv ação da função ao adiantamento da instalação de incapacidades em sua forma preventiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2004) existem quatro faixas etárias a partir dos 40 anos, transição entre 40 e 65 anos, idosa entre 66 a 75 anos, v elhice após 75 anos, longev idade após os 90 anos. Segundo o IBGE (2000), num país como o nosso, que se v ê sua pirâmide populacional modificada pouco a pouco, tomarmos conhecimento de entidades que se dedicam a mudar o perfil do idoso depressivo pela família e sem projetos é de extrema importância. O objetivo deste estudo foi traçar panorama dos serv iços de fisioterapia instituições de longa permanência para idosos do Município de Curitiba e analisar se há infra-estrutura para a fisioterapia nas áreas de ortopedia, cardiologia, pneumologia, neurologia, geriatria. Este lev antamento caracteriza-se com estudo descritivo, exploratório, de campo em que foram av aliadas através de um questionário, 27 instituições de longa permanência para idosos da Cidade de Curitiba, que estão registradas no catálogo telefônica do ano de 2004 e 2005 e na relação da Fundação de Ação Social (FAS). O questionário foi respondido pelo representante ou outra pessoa da instituição que tenha conhecimento da atuação da fisioterapia neste ambiente; outro questionário foi respondido pelos fisioterapeutas atuantes nas instituições pesquisadas. Estas entrev istas foram agendadas por telefone ou pessoalmente. Para os representantes o questionário era feito pessoalmente; para os fisioterapeutas poderia ser pessoalmente ou v ia email; casos eles optassem pela segunda, após o env io das questões respondidas foi feito confirmação por telefone. Foram excluídas do estudo 78 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA as instituições que após três tentativ as por telefone, não agendaram a entrev ista, instituições que na listagem não apresentav am telefone ou das quais o número estav a incorreto. As casas para as quais o telefone e endereço não estavam corretos receberam visita pessoal para confirmação de dados. Em relação aos fisioterapeutas, após três tentativas sem sucesso por telefone, por e-mail e após ter sido env idado o questionário com as explicações, caso os mesmos não respondessem, eram excluídos da pesquisa. A coleta de dados apresentou os seguintes resultados: das 27 instituições, 11,1% (3) estav am interditadas; 14,8% (4) não aceitaram participar da pesquisa, um total de 74,1% de instituições que realizaram as pesquisas, correspondente a 20 instituições. Destas 20 instituições que efetuaram os questionários, 15% (3) não possuem os serv iços de fisioterapia e 5% (1) não achou interessante a atuação da fisioterapia. Destas 20 instituições 85% (17) possuem serv iço de fisioterapia. Analisando as 17 que possuem serviço de fisioterapia, somente 29,42% (5) fornecem uma infra-estrutura que suporte um serv iço de fisioterapia. Quanto às especialidades, 17% (3) prestam serviços na área de fisioterapia cardiológica, 64,7% (10) em fisioterapia respiratória, 70,59% (12) em fisioterapia geriátrica, 76,47% (13) em fisioterapia neurológica e 82,35% (14) em fisioterapia ortopédica. Conclui-se que uma boa parte das instituições pesquisada possuem o serv iço de fisioterapia, porém não é fornecido para todos os moradores, o que não estaria fav orecendo uma qualidade de vida melhor. Mesmo sabendo das grandes alterações inerentes ao envelhecimento, a atuação nas áreas especificadas pelo trabalho foi insuficiente, sendo que nenhuma das áreas atingiu o valor de 55%. Das 27 casas pesquisadas somente 5 possuem infra-estrutura adequada para o tratamento fisioterapêutico. A FISIOTERAPIA NA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DE ALTERAÇÕES III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 79 POSTURAIS EM PACIENTE COM ARTRITE SÉPTICA DE QUADRIL – ESTUDO DE CASO Juliana Moreira Budal; Prof. Eunice Tokars; Ketty Klagenberg; Camille Prodo; Lindomar P. Bahia; Andrea Av ila; Gabriel Fav aro; Cintia Amorim; Kleiry de Paula; Isabelle Mitzuck Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O quadril representa um grande desafio na av aliação fisioterapêutica, por tratar-se de uma articulação de mov imento simultâneo com outras articulações na marcha e sustentar o peso corporal [4]. A artrite séptica do quadril geralmente é causada por bactéria patogênica que lev a à destruição da cartilagem e necrose epifisária, provocando distúrbio na marcha e dor, principalmente durante a locomoção [5]. Tem, portanto um prognóstico clínico e o tratamento fisioterapêutico reserv ados, dev ido às seqüelas e atitudes antálgicas [6]. Objetiv o: realizar uma análise cinesiológica funcional para aplicação de um tratamento fisioterapêutico que possa prev enir alterações posturais futuras. Materiais e Métodos: Paciente masculino, 5 anos, com artrite séptica da articulação do quadril direito em tratamento fisioterapêutico convencional há 8 meses. Utilizaramse goniômetro, fita métrica, simetrógrafo, duas balanças, imagens fotográficas e raio x; foram coletados dados da amplitude de mov imento, trofismo, tônus e flexibilidade muscular, comprimento dos MMII, postura estática e dinâmica e simetria de sustentação de peso. Aplicaram-se testes funcionais e especiais [3]. O tratamento fisioterapêutico consistiu de mobilização articular como deslizamento, tração e dissociação da articulação do quadril, Maitland, alongamentos miofasciais e 3S, exercícios isométricos, isotônicos e propriocepção, associados à correção e consciência postural, sempre de forma lúdica para melhor integração do paciente. Resultados e discussão: A artrite séptica é uma doença que tem início em fase precoce da vida, sendo a articulação do quadril a segunda mais freqüentemente acometida, causando graves seqüelas articulares e mesmo risco de v ida quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente. [1]. Em v inte sessões o paciente ev oluiu com diminuição da dor e melhora da amplitude de movimento articular. Houv e evolução da marcha, pelo apoio do calcanhar direito, o que inicialmente não era realizado; a transferência mais adequada do peso corporal para o lado lesado reduziu a assimetria do tronco, melhorou o equilíbrio, a consciência corporal e a qualidade da postura estática, facilitando a realização e independência nas ativ idades da v ida diária. Conclusão: Foi possív el 80 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA perceber que a interação dos dados obtidos com o tratamento fisioterapêutico é v aliosa para minimizar os efeitos das deformidades e conseqüentes compensações que podem afetam a qualidade postural de uma criança em fase de crescimento. A análise cinesiológica funcional é um instrumento capaz de direcionar o tratamento para o paciente e não para a patologia, tornando a atuação fisioterapêutica mais efetiva ao constatar que resultados no presente dev em ter enfoque no futuro. FATORES QUE INFLUENCIAM A RECUPERAÇÃO DE PACIENTES COM TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO ATENDIDOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE CURITIBA - DIRETRIZES PARA A INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DURANTE O INTERNAMENTO HOSPITALAR Kelly Regina Nora; Suellen Medeiros Bagatin; Prof. Júlio Romani; Prof. Patrícia Harder Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Nas últimas décadas, a incidência e a grav idade dos acidentes automobilísticos e por arma de fogo tem aumentado de maneira assustadora por todo o mundo. O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é importante causa de morte e de deficiência física e mental, superada apenas pelo acidente vascular cerebral (AVC) como patologia neurológica com maior impacto na qualidade de v ida. As incapacidades fisiológicas e funcionais restringem o acometido do convívio com o meio social, lev amno ao afastamento de seus afazeres profissionais, excluindo-se, com poucas probabilidades de retorno. A depressão, a baixo estima dificultarão a recuperação e limitarão mais ainda sua evolução. Este estudo , de caráter exploratório, tev e como objetiv o inv estigar os fatores que influenciam a ev olução clínica de pacientes que sofrem traumatismo crânio-encefálico em um hospital público, do município de Curitiba/PR, lev antando aspectos relev antes para o atendimento fisioterapêutico. Foram av aliados 10 pacientes com traumatismo crânio-encefálico, submetidos ao mesmo protocolo de av aliação. As informações foram coletadas durante o internamento em enfermaria, mediante prontuário do paciente, av aliação física e análise de ex ames complementares. O critério de inclusão foi a submissão do paciente a traumatismo craniano, independente de qualquer outro fator. Através do protocolo de avaliação foram coletadas informações como identificação do paciente, diagnóstico clínico, história da moléstia III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 81 pregressa, história do trauma, hábitos de v ida, av aliação da mecânica v entilatória, análise da qualidade do mov imento de membros, estado funcional e intercorrências que pudessem interferir no quadro clínico do paciente. Houv e predominância de indiv íduos do sexo masculino (80%), jov ens ou adultos jov ens (80% entre 9 e 28 anos), v ítimas de atropelamento(40%), com predomínio de padrão flex or de membros em 40% dos casos. Grande parte dos pacientes (50%) apresenta uso de musculatura acessória da inspiração, respiração paradoxal e mobilidade torácica diminuída. Foram observ adas em 30% dos pacientes. Houv e predomínio de padrão muscular diafragmático (60%). Metade dos pacientes apresentavam traqueostomia e 40% úlcera de decúbito. Ainda dentro desta av aliação todos os pacientes ou familiares receberam um termo de consentimento liv re e esclarecido, assinados por eles e pelo terapeuta. Conclui-se que os pacientes que sofrem de TCE apresentam disfunções cinético-funcionais grav es, tanto de origem motora quanto respiratória. A ocorrência de traqueostomia, alteração da mobilidade torácica e uso de musculatura acessória ressaltam a importância da assistência fisioterapêutica especializada precoce aos pacientes que sofrem TCE. PERFIL DO PACIENTE COM DRENAGEM TORÁCICA FECHADA (DTF) PÓS TRAUMA, EM HOSPITAL PÚBLICO EM CURITIBA Priscila M. Oliv eira; Ketty Francielle Klagenberg ; Suellen M. Bagatin; Prof. Julio C. Romani; Prof. Patricia H. N. Bahia Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Este estudo, de caráter exploratório, teve como objetiv o estabelecer o perfil dos pacientes submetidos a drenagem torácica fechada (DTF), devido a trauma em um hospital público do município de Curitiba - PR, levantando aspectos relevantes para tomada de decisão de condutas fisioterapêuticas. Foram av aliados 60 pacientes com DTF por trauma, sendo submetidos ao mesmo protocolo de av aliação. As informações foram coletadas durante o internamento em enfermaria, mediante prontuário do paciente, sua avaliação física e análise de exames complementares. O critério de inclusão foi a submissão do paciente à DTF por trauma, independente de qualquer outro fator. Atrav és do protocolo de avaliação, foram coletadas informações como identificação do paciente, diagnóstico clínico, HMP, história do trauma; HV, av aliação respiratória, análise do(s) dreno(s) inserido(s) e possív eis intercorrências que pudessem interferir no quadro clínico do 82 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA paciente, especificamente em relação ao sistema respiratório. Houv e predominância de indiv íduos do sexo masculino (95%), jov ens ou adultos jov ens (56,66% entre 17 e 28 anos), v ítimas de FAF (50%), com indicação para o procedimento principalmente por hemotórax (45,45%) e hemopneumotórax (33,33%). Grande parte dos pacientes (45%) apresenta diminuição da mobilidade torácica (principalmente em região superior), com lev e predomínio de padrão muscular diafragmático (59%) e respiração mista – oral/nasal - (40%). A presença de escape aéreo é pouco freqüente (12,12%); a dor torácica foi relatada na maioria dos pacientes (78,78%), principalmente a de forma intermitente (84,61%) e interferindo no mecanismo de tosse. Em 51,5 % houv e ocorrência de dispnéia em algum grau. Conclui-se que na abordagem destes pacientes dev e-se tratar protocolarmente a dor e dispnéia, além de se instituírem precocemente técnicas para o aumento do v olume pulmonar e normalização do fluxo na via aérea. DETERMINAÇÃO DOS FATORES DE RISCO QUE GERAM O ESTRESSE EM UMA EQUIPE DE CENTRO CIRÚRGICO Ana Cristina Mazzuchetti; Prof. Ana Tereza Bittencourt Guimarães Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Sabendo-se que uma equipe de saúde com nív eis de estresse alterados pode terminar por comprometer o atendimento ao paciente, principalmente em situações que env olv am cirurgias, resolv eu-se realizar uma pesquisa com os profissionais de centro cirúrgico de um grande hospital público, com o intuito de identificar os fatores determinantes do estresse nas equipes que atuam em centro cirúrgico e apontar propostas para a redução dos níveis de estresse. O estresse é uma reação normal, saudável e necessária para que se tenha reação frente a qualquer ato que fuja da rotina e que, por não ter ainda uma identificação cortical, possa vir a ser perigoso. Cada pessoa opera em um determinado nível de adaptação e, regularmente, encontra uma determinada quantidade de alteração, que contribui para o crescimento e estimula a v ida. Entretanto os estressores podem conturbar esse equilíbrio. Um estressor pode ser definido como um ev ento ou situação, interna ou externa, que cria o potencial para alterações fisiológicas, emocionais, cognitiv as ou comportamentais em um indivíduo. A escassez de informações científicas sobre este assunto leva à dificuldade de caracterizar os elementos específicos do trabalho que prov ocam as III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 83 reações de estresse. A relação é muito complex a, env olv endo ambiente de trabalho, indiv íduo e fatores externos ao trabalho. O estresse ocupacional é um estado em que ocorre um desgaste anormal do organismo humano e/ou diminuição da capacidade de trabalho, dev ido basicamente à incapacidade prolongada de o indivíduo tolerar, superar ou se adaptar às exigências de natureza psíquica existentes em seu ambiente de trabalho. Existem div ersas formas de mensurar o estresse ocupacional, dentre as quais podemos citar a entrev ista livre, o registro cursiv o e a utilização de questionários identificando os estressores, a intensidade e a freqüência destes nas profissões. Neste trabalho foram pesquisados atrav és de questionário escrito, com apenas uma questão aberta, trinta profissionais de centro cirúrgico, dentre eles médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e técnicos de farmácia. Em seguida as respostas foram cuidadosamente analisadas e verificou-se que os maiores estressores naquele ambiente foram falta de material (31,58%), falta de coleguismo (10,52%), falta de funcionários (7,89%), equipamento inadequado (5,26%) e desperdício de material (5,26%). O paradoxo das respostas dev e-se ao fato de se tratar de um hospital público onde ao mesmo tempo que falta material, por outro lado o mesmo é desperdiçado pela falta de consciência dos funcionários e pela falta de cobrança das chefias. Os fatores encontrados são passív eis de soluções e poderiam ser discutidos pelas equipes juntamente com suas chefias e líderes, para que se encontrem maneiras de eliminá-los, conseqüente redução do estresse, rev ertendo finalmente em benefício do paciente, através de maior qualidade no trabalho. A ARTE DO CUIDAR DO CUIDADOR Andréia Fabiana Machado de Oliveira; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A arte de cuidar é algo que fascina, não sendo qualquer pessoa capaz de desenv olv er este dom div ino e tão precioso. Estas pessoas podem ser consideradas abençoadas por serem capazes de zelar por pessoas doentes. Ao praticar sua profissão de cuidar das outras pessoas, as enfermeiras acabam esquecendo muitas v ezes de cuidar de si. Quais os riscos a que os profissionais que atuam na enfermagem estão expostos no seu exercício de cuidar? Conhecer os riscos ocupacionais a que a 84 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Enfermagem está ex posta na arte de cuidar. Orientar os cuidadores de enfermagem sobre o auto-cuidado. Propor um ambiente de trabalho monitorando melhorando os riscos ocupacionais e conseqüentemente a qualidade de vida. Pesquisa de revisão bibliográfica sobre o tema proposto. A pesquisa de campo foi realizada no Hospital do Município de São José dos Pinhais - PR, em estudo qualitativ o, atrav és de entrev ista semiestruturada. Foi consultado um bom percentual dos funcionários, entre auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros, escolhidos aleatoriamente. A pesquisa ocorreu nos mês de agosto de 2005, com funcionários do período da manhã e da noite. No presente estudo, consideraram-se os riscos ocupacionais e a qualidade de v ida dos profissionais da Enfermagem. A pesquisa de campo foi realizada nos dias dois e três de abril de 2005 no Hospital do Município de São José dos Pinhais - PR. Foram entrevistados 18 profissionais, entre aux iliares, técnicos e enfermeiros, totalizando uma amostra de 40% dos trabalhadores do hospital, sendo a população um total de quarenta e cinco funcionários atuantes na Enfermagem. 94% dos entrev istados têm mais de 35 anos de idade; 66% dos profissionais são do sexo feminino, 17% do sexo masculino; 61% dos entrev istados são casados, 11% solteiros, 11% separados; 83% dos entrev istados, aux iliar de enfermagem; 100% da população atua há mais de 5 anos na enfermagem; 50% sabem realmente quais são os riscos; 55% dos entrevistados responderam nunca ter sofrido acidente de trabalho; 72% disseram usar adequadamente os EPIs; 55% informaram sobrecarga de tarefas e falta de colaboração dos colegas; nos dias de folga, 67% se dedicam aos afazeres domésticos. Para melhorar as condições de trabalho, dev e hav er mais contratações de pessoal da enfermagem, pois foi a opção mais sugerida pelos nossos entrev istados, devido à sobrecarga de tarefas. Serem mais valorizados na profissão, tendo salário mais justo e serem melhor observados pelo conselho que nos rege no caso o COREN (Conselho Regional de Enfermagem). Estas dicas têm como intuito melhorar a auto-estima de cada indivíduo. Se nós passarmos isso para as pessoas, as fará refletirem e agir de uma maneira melhor. Se mudarmos algumas pessoas de nosso trabalho, como enfermeiras teremos um ambiente de trabalho melhor. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 85 INSATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO SALÁRIO DA CATEGORIA Ângela Cristina Bernegossi; Débora Mª dos Santos; Jéssika Yared Ciofi; Marilei Terezinha Pieczarka; Silmara Antunes; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Este trabalho constitui-se em uma pesquisa de um estudo norteado pelos conceitos do homem, controle da qualidade total no estilo japonês de Vicente Falconi Campos, e da teoria da rev ista latino americana, quanto a insatisfação de salário do mercado de trabalho com prev isão qualificativ a e quantitativ a de pessoal prev endo a mobilidade e alterações do gerente de enfermagem, em saber conduzir e argumentar durante todo o processo de negociação presente nestas ocasiões. O ser humano tem necessidades básicas que dev em ser satisfeitas simultaneamente, no entanto, quando o homem está ainda num estado primitiv o de ter suas necessidades básicas atendidas, ele dará mais importância às necessidades fisiológicas que às outras e assim por diante. Em cada estágio hav erá ênfase em uma das necessidades, mas todas estarão presente sempre. No entanto, percebemos que, não só no Brasil mas em todo o mundo ocidental, os empresários não se aprofundam o suficiente para entender o que é realmente básico e fundamental para mudar o curso de sua empresa em direção a competitiv idade e satisfação dos seus empregados, reter essas pessoas nos quadros da empresa de tal forma que a empresa faça parte do projeto de v ida de cada um. Os sistemas tradicionais de administração de salário estão v oltados para o estabelecimento de estruturas saláriais e de faixas salariais dentro dos quais os salários podem variar discretamente. As recompensas oferecidas pela organização dev em se enquadrar nessas estruturas, que geralmente são rígidas e pouco flexív eis. O desempenho humano, desde que padronizado e habitual, se dá bem com essa focalização racional e abrangente, todav ia quando o desempenho é altamente dinâmico e excepcional, a administração de salários, do ponto de v ista tradicional, não tem condições de repensá-lo adequadamente. Esta é a razão pela qual muitas pesquisas foram devolvidas ultimamente, a respeito de nov os sistemas de remuneração. 86 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A PESQUISA CLÍNICA E SUA ATUAÇÃO NO IDOSO NO BRASIL Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L.P.; Pelaes, T.; Garcia, S.G.; Costa, F.C.; Linha de Pesquisa: Oncologia [email protected] Sendo o Brasil o sétimo mercado farmacêutico do mundo, criou-se um cenário para av ançarmos na participação em estudos clínicos com nov os medicamentos e novas drogas. Os estudos clínicos de drogas oncológicas atingem cerca de 3% da população com câncer. Conforme o registro de patologia tumoral de 2001, a idade média do desenv olv imento desta patologia é de 55 anos com um desv io padrão de 17 anos. Este dado evidencia que o índice de câncer no paciente idoso é relativ amente consideráv el. O que a realidade nos mostra é que o paciente idoso não tem grande participação nos estudos clínicos. Objetiv os: O objetivo deste estudo foi esclarecer quais as dificuldades que o paciente idoso encontra em participar dos estudos clínicos com nov as drogas e nov os medicamentos na área de oncologia. Foi realizada rev isão de literatura dos principais critérios que ex cluíam o paciente idoso para participação nestes estudos. O que ficou ev idenciado é que os principais motiv os da não participação do paciente idoso foram: Performance Status diminuída devido ao estado geral do paciente por doenças próprias do envelhecimento, questões relacionadas a falta de informação dos riscos e benefícios e linguagem inapropriada no termo de consentimento informado e a ausência desta abordagem nos documentos nacionais e internacionais sobre ética em pesquisa. Portanto concluímos que as pesquisas clínicas são elaboradas e direcionadas para população adulta, dificultando a participação do idoso nestes estudos. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 87 O PACIENTE NEUTROPÊNICO FEBRIL E O PAPEL DO ENFERMEIRO Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T.; Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A neutropenia febril pode ser definida como um quadro infeccioso ou não, em que o paciente apresenta uma contagem de neutrófilos igual ou inferior a 500 neutrófilos/mm3 e temperatura maior ou igual que 38ºC. Seu surgimento no paciente oncológico geralmente está associada à administração de quimioterapia ou radioterapia (isoladas ou combinadas). Também pode estar relacionada a situações de inv asão de microorganismos habitantes da flora natural do paciente, tais como mucosite, tipo e intensidade da quimioterapia, presença de cateteres de demora, alteração da função fagocítica e da microbiota normal, rompimento da barreira protetora da pele por dispositiv os endov enosos ou infiltração tumoral. Há um risco menor de contrair infecções entre os pacientes cuja neutropenia tem duração inferior a 10 dias, do que entre aqueles que apresentam uma redução da contagem de neutrófilos por um período maior de tempo. As manifestações clínicas geralmente são escassas. Podem manifestar-se atrav és de processos inflamatórios, dor, tosse, ardência ao urinar etc. Porém, como não é possív el determinar a v elocidade nem a causa do seu desenv olv imento, uma anamnese minuciosa e a av aliação dos exames laboratoriais torna-se importante na determinação da neutropenia febril. Objetivo: descrever o papel do profissional enfermeiro no manejo dos pacientes oncológicos neutropênicos febris. Material de apoio: foi realizado lev antamento bibliográfico, periódicos e base de dados, cuja finalidade foi aux iliar na determinação dos cuidados prestados pelo profissional enfermeiro aos pacientes oncológicos neutropênicos febris. Conclusão: o paciente oncológico pode ser considerado de difícil manejo, podendo apresentar grav es complicações em um curto período de tempo. O enfermeiro que atua na oncologia dev e estar atento para queda brusca do quadro clínico e risco iminente de morte. Deve ter também conhecimento sobre a forma mais adequada de agir. Durante o tratamento com quimioterapia ou radioterapia, deve hav er orientação de enfermagem ao paciente e familiares. Quando o paciente está internado, o enfermeiro deverá tomar algumas providências relacionadas ao isolamento protetor, tais como freqüência e a intensidade da hipertermia, definição da possív el porta de entrada dos microorganismos v alorizando suas queixas, av aliar os exames laboratoriais solicitados e comunicando ev entuais alterações ao médico responsáv el, iniciar antibioticoterapia imediatamente após a prescrição 88 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA médica; procurar sinais e sintomas de infecção, especialmente no período de Nadir, solicitar av aliação nutricional para promov er aporte hídrico e calórico adequado, salientar a importância de períodos de repouso e de atividades intercalados, administrar fatores de crescimento hematopoiético conforme prescrição médica. A equipe de enfermagem dev erá seguir técnicas rigorosamente assépticas durante a realização dos procedimentos. O enfermeiro tem o papel primordial no manejo dos pacientes com neutropenia, auxiliando na busca do agente causador e promovendo cuidados essenciais para a rev ersão do quadro. PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A SÍNDROME DE LISE TUMORAL Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P.; Coutinho, S. S.; Pelaes, T. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica decorrente da lise maciça de células, ocorrendo espontaneamente ou após a terapia quimioterápica e/ou radioterápica, com conseqüente liberação de metabólitos intracelulares que excedem a capacidade renal de excreção, levando a alterações metabólicas, como hiperuricemia, hiperpotassemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia, causando insuficiência renal aguda de etiologia renal (dev ido ao depósito de cristais de ácido úrico nos túbulos renais), podendo lev ar a distúrbios hidro-eletrolíticos e conseqüências clínicas sérias, inclusiv e o óbito, se não manejada adequadamente e a tempo. Ocorre com maior freqüência nas neoplasias do sistema hematopoiético, como leucemias agudas, crises blásticas de leucemias crônicas, linfomas, principalmente naqueles de alto grau de malignidade. Tumores sólidos de qualquer natureza podem estar relacionados a síndrome, principalmente se a apresentação for como massa tumoral grande – as chamadas “bulky diseases”, que são massas tumorais que possuem 10 ou mais centímetros na maior extensão. As manifestações clínicas podem surgir como oligúria ou anúria, associado ou não a sinais e sintomas de sobrecarga hídrica (edema periférico, congestão pulmonar, disfunções cardíacas), uremia (confusão mental, dispnéia, náuseas, v ômitos), sintomas neuromusculares decorrentes das alterações metabólicas, dentro outros. A maioria dos casos está associada ao início do tratamento quimioterápico, sendo que as manifestações costumam aparecer do primeiro ao quinto dia após a infusão. O sex o masculino, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 89 idade menor que 25 anos, doenças linfoproliferativ a av ançada, comprometimento intra-abdominal, hipov olemia, baixo débito urinário, altos nív eis de desidrogenase lática (LDH) e aumento da excreção urinária de ácido úrico, são os principais fatores de risco para o aparecimento da SLT. Objetivos: descrever o papel do enfermeiro no cuidado da SLT. Materiais e métodos: levantamento bibliográfico em livros, periódicos, base de dados, dentre outros. Compreendendo a SLT, sua fisiopatologia, suas manifestações clínicas, etiologia e o tratamento médico. Para assim, traçar os diagnósticos de enfermageme os cuidados essenciais para os pacientes com SLT. Conclusão: o enfermeiro que trabalha na área oncológica, dev e estar atento a prev enção e tratamento precoce da SLT. A melhor maneira de ev itar a síndrome é a prev enção. Para isso, ele dev e identificar a população de risco, orientar o paciente e seus familiares como reconhecer sinais e sintomas da SLT, av aliar os exames laboratoriais diariamente e comunicar alterações ao médico, avaliar sinais e sintomas de insuficiência renal, como diminuição do v olume urinário, alterações do estado mental, anorex ia, náusea e v ômito, diarréia e aumento de peso, av aliar os sinais de arritmias cardíacas como hipotensão, taquicardia, pulso irregular, dor torácica anterior e dispnéia. Verificar pH urinário de seis em seis horas e comunicar ao médico se estiver abaixo de sete. Estes cuidados especializados da equipe de enfermagem contribuem para uma adequada monitorização do paciente e diminuem a possibilidade de evolução da SLT. ESTUDO UNICEGO PARA AVALIAR A ORIENTAÇÃO DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES ONCOLÓGICOS DURANTE O INTERNAMENTO E ALTA HOSPITALAR Prof. Angelita Visentin; Kalinke, L. P. ; Coutinho. S. S.; Pelaes, T. Linha de Pesquisa: Oncologia [email protected] A enfermagem é uma ciência voltada a ajudar indivíduos em qualquer âmbito, seja ele pessoal, familiar ou comunitário, bem como, a enfrentar a dualidade entre saúde e doença. Quando ela atua na oncologia, o processo paciente/ família e profissional torna-se mais próximo. A atuação do enfermeiro que desenvolve a ativ idade especializada em oncologia, faz com que sua assistência seja mais efetiv a e com qualidade, proporcionando ao paciente maior tranqüilidade e à família melhor esclarecimento sobre o cuidado do cliente. A oncologia é uma especialidade que muitas vezes exige do enfermeiro atuação assistencial e administrativ a específica e acaba colocando o profissional de enfermagem diante de um paradoxo. Objetivos: 90 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA este projeto pretende analisar e avaliar como esta sendo realizada a orientação de enfermagem aos pacientes que estão internados e que irão receber alta hospitalar. Pretende analisar se a orientação de enfermagem que é realizada por um profissional especializado em oncologia é diferenciada dos demais profissionais da instituição. Verificar se os enfermeiros assistenciais (especialistas ou não) proporcionam uma orientação adequada aos pacientes conforme a sua especialidade. Método: estudo de Caráter unicego, exploratório descritiv o com abordagem quantiqualitativ a. O projeto irá acontecer em duas etapas concomitantes: na primeira etapa serão av aliados os cuidados prestados ao paciente através da aplicação aos enfermeiros da instituição de 2 questionários, um com perguntas referentes as orientações realizadas durante o internamento e outro sobre as orientações de alta repassadas ao pacientes. Na segunda etapa será realizada a aplicação de um questionário ao paciente quando ele estiv er retornando a instituição após a data do seu último internamento. Paralelamente à primeira etapa, serão av aliados 2 grupos cegos de profissionais. O primeiro grupo será formado por profissionais que são especialistas ou especializandos em enfermagem oncológica e o segundo grupo será formado por profissionais enfermeiros que desenv olv em suas ativ idades na instituição há mais de 6 meses. O questionário será igual para ambos os grupos. A análise dos resultados irá acontecer após a coleta de todos os dados. Nas perguntas quantitativas, os dados serão descritos através de gráficos explicativos e na abordagem qualitativ a será realizado um apanhado de idéias baseadas no processo de repetição das respostas. Resultados: o projeto encontra-se em desenv olv imento na instituição e até o momento não apresenta resultados conclusiv os. HUMANIZAÇÃO DO VISITANTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Eliane Aparecida Batista Sehnem; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A UTI é o setor do hospital onde são internados pacientes grav es ou que necessitem de maior vigilância, como os recém-operados. Isso ocorre porque a UTI possui recursos mais adequados a esses casos; por esta razão existem tantos aparelhos nesse setor, que serv em para monitorar o estado clínico do paciente; portanto, não há motiv os para preocupações. Mas, para a recuperação do paciente, são necessários também cuidados especiais com a higiene e as ações da equipe e de seus visitantes para III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 91 com ele (ORLANDO, 2002). Essa pesquisa está focada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pela experiência que a pesquisadora possui nessa área e por ter percebido a desorientação existente entre os visitantes desse setor. Os visitantes de pacientes que se encontram internados em Unidades de Terapia Intensiv a recebem orientações adequadas e suficientes da equipe de Enfermagem? Identificar comportamentos inadequados dos v isitantes diante dos pacientes, em uma Unidade de Terapia Intensiv a, para que o enfermo tenha uma passagem mais humana e asséptica por esse setor. Objetiv o específico: Propor medidas a serem tomadas pelos v isitantes que contribuam para a recuperação do paciente internado na UTI. Apontar atitudes adequadas a uma Unidade de Terapia Intensiv a. Elaborar um folder informativo sobre a rotina de uma UTI e o comportamento adequado dos v isitantes daquele setor. O desenv olv imento do estudo foi realizado em âmbito hospitalar nas UTI‘s de um hospital de grande porte, localizado no Município de Campina Grande do Sul, Paraná. Os sujeitos da justificativ a são os v isitantes daquele setor. Os dados foram coletados atrav és de um questionário, com 15 perguntas objetiv as e uma aberta, todas relacionadas ao tema. Atrav és dessas questões, foi pesquisado o comportamento de v isitantes de UTI’s e seus conhecimentos sobre esse ambiente. A pesquisa obedeceu aos trâmites éticos exigidos, na CN 196/ 96: possui autorização para a aplicação de entrev ista através de questionários pela Instituição Hospitalar e o termo de conserv ação do entrevistado. A população envolv ida neste trabalho compreende: familiares de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiv a de um hospital de grande porte localizado em Campina Grande do Sul. Quanto ao fato de ter visitado uma UTI mais de uma vez, 50% dos entrevistados responderam “sim”. A maioria dos familiares entrevistados (60%) julgam saber a função da UTI no tratamento de enfermos; sentem-se satisfeitos com as informações transmitidas pelo médico durante o horário de v isitas da UTI; todos os entrev istados consideram importante a lav agem das mãos antes e depois de uma v isita a UTI; 96,67% dos entrev istados têm noção do risco que podem representar alimentos externos aos paciente de UTI; 70% dos entrev istados sabem da importância de tocar, transmitir carinho e tranqüilidade ao paciente. Medidas a serem tomadas pelos visitantes para que colaborem para a recuperação do paciente internado na UTI; programar-se com antecedência; não trazer alimentos ao paciente; informar à equipe multiprofissional quais medicamentos o paciente usav a até o momento da internação na UTI; informações telefônicas devem ser evitadas; ao paciente só devem ser direcionadas perguntas simples, com respostas simples, como “sim”ou “não”. É importante esclarecer ao paciente quanto à hora, dia e mês; o v isitante dev e confortar o paciente com mensagens; deixar que o paciente perceba sua presença e não ter medo de tocar o 92 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA paciente; não tocar, em hipótese alguma, nos equipamentos; o esclarecimento de algum membro da equipe da UTI dev e ser requisitado no caso de o paciente passar alguma informação confusa ou negativ a sobre o atendimento. A humanização no ambiente de Unidade de Terapia Intensiv a é imprescindív el, pois nesse local os pacientes se sentem muito fragilizados, em seu estado clínico, pelo afastamento dos entes queridos e pela “invasão”que os aparelhos utilizados nesse setor representam. A UTI não é o ambiente do hospital para onde v ão pacientes terminais, mas sim um local dedicado a maior atenção e suporte técnico para o enfermo. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM HEMODIÁLISE Glicia Mara Lopes; Cleber Iori Roboski; Jureni C. Dalmédico Martins; Raquel Alves da Silv a; Prof. Ana Tereza Bitterncourt Guimarães Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Este estudo qualitativ o busca compreender os fatores que desencadeiam o desgaste psíquico, físico e emocional em um paciente portador de insuficiência renal crônica, que realiza hemodiálise. Este trabalho foi realizado em um serv iço de hemodiálise pediátrica de uma clínica em Curitiba, Paraná. A metodologia utilizada foi à pesquisa exploratória sobre a literatura profissional, referente ao tema qualidade de v ida do paciente portador de insuficiência renal crônica em textos científicos, bem como a inv estigação da história vivida dentro e fora do setor de hemodiálise. Para tal foi realizado um questionário para um total de 20 pacientes de 0 a 23 anos de idade, com dez perguntas fechadas de fácil entendimento. O questionário foi anteriormente explicado e foi enfatizada a importância da participação para o estudo. Todos os pacientes assinaram um termo livre esclarecido. Nos relatos, v ários pacientes afirmam ter medo da punção v enosa (40%), medo de passar mal (35%) e morrer (75%). Todos relatam sentir segurança quanto ao tratamento. Todos os entrev istados relatam também que a hemodiálise prolonga a vida na espera do transplante; todos rev elam dificuldade quando a mudança de vida, o preconceito por parte dos amigos; rev elam a dificuldade quanto à restrição de líquidos e dieta (100%). Grande parte relata a dificuldade de locomoção (100%), pois muitos tiveram que mudar de domicilio devido ao tratamento, outros viajam de quatro a cinco horas para chegar ao centro de hemodiálise, dependem de ambulância para retorno. Na maioria das v ezes não passam bem III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 93 durantes as sessões e precisam esperar o dia todo para o retorno ao seu lar. Para alguns a hemodiálise mudou sua rotina de v ida por completo. Alguns rev elam v iv er em função da hemodiálise, o que gera dificuldade para arrumar emprego e estudar. Sentem cansaço e falta de concentração. Através deste lev antamento de informações, este estudo demonstra alguns fatores que podem propiciar a melhora da qualidade de v ida do paciente portador de insuficiência renal crônica. Propõe-se, então, o desenvolvimento de dinâmica entre o grupo de pacientes, atrav és de um apoio em educação continuada ao paciente e à família, permitindo melhor aderência ao tratamento. O enfermeiro tem grande importância nesta dinâmica, já que é o profissional que está mais próx imo ao paciente. Um programa de orientação sobre questões elucidativ as quanto à hemodiálise, e uma adequação na qualidade de assistência indiv idualizada, em que o paciente poderá exercer atividades diárias e interativas com a família, pode propiciar uma melhora na qualidade de v ida deste grupo de paciente. A ação educativa por parte do enfermeiro ao paciente vai permitir que ele descubra a maneira correta para se adaptar à doença e o tratamento diálitico. ENFERMAGEM EM GERIATRIA: UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA Helena Ignez Braganholo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Na frase “ficar jov em lev a tempo”atribuída a George Bernard Shaw (18561950), um dos mais importantes dramaturgos da língua inglesa, subentende-se que o processo de amadurecimento leva a valorizar o jovem, tanto que, na idade adulta, comportar-se jov ialmente é tida como atitude altamente positiva. Transportar para a velhice valores da juventude significa v iv er como jov em. Cada pessoa encara o sentimento de env elhecimento de forma diferente: existem pessoas com mais de oitenta anos que pensam e agem como jov ens, e pessoas jov ens que são verdadeiros velhos. Esse estado de espírito está ligado às influências recebidas das pessoas, as características do meio em que se v iv e e as características pessoais com as quais se nasce, desenv olv idas durante toda a v ida, que somatizarão e lev arão ao modo como é encarada a Terceira Idade. Qual é a atuação da Enfermagem nos cuidados com o idoso saudáv el? Oferecer uma contribuição aos profissionais de Enfermagem, nos cuidados com o idoso saudável. Identificar as características fisiológicas decorrentes da v elhice. Elaborar Protocolo de Enfermagem no atendimento ao idoso saudáv el. O 94 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA trabalho foi realizado a partir de uma Pesquisa Bibliográfica, seguida de uma análise para que fossem elucidados os pontos considerados relevantes para entendimento do tema proposto. Segundo CASTANHO (2004), as ativ idades ligadas à enfermagem dev em estar norteadas por div ersos enfoques; dentre eles, cita “desenvolver habilidades assistenciais para atender à crescente população de pacientes com faixa etária acima de 60 anos”. Para que isso ocorra de maneira eficiente o profissional, deve-se estar apto para exercer a função de acordo com as necessidades apresentadas na comunidade em que se atua, principalmente ligadas aos programas de cuidados, prev enção e orientação para que os idosos sob seus cuidados possam ter qualidade de vida. Uma das formas de otimizar os cuidados com os idosos em v ários pontos, é atrav és de um SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem. Com um método científico de trabalho, é possív el conferir à profissão de Enfermeiro um modelo de funcionalismo. Com o desenv olv imento da pesquisa realizada para esse estudo, tornou-se possív el obter uma v isão que envolve diversos itens de conhecimento que podem contribuir para apontar a importância do processo de env elhecimento com qualidade de vida. Aliada às afirmações dos especialistas, foi oferecida uma proposta de Protocolo de Atendimento e Acompanhamento – PAC, que v isa à boa qualidade de v ida do idoso, no sentido de prev enção e não de tratamento para problemas psicológicos e físicos existentes. Ou seja, que se lhe possa proporcionar uma v ida com qualidade, e saudáv el, respeitando as limitações da idade, mas com longevidade e prazer. OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: “CONVIVENDO COM OSSOS DE CRISTAL” Iara Ferreira; Prof. Eleonor Trev isan Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Osteogênese Imperfeita, chamada de OI, é um defeito congênito do desenv olv imento da fibra colágena do tecido conjuntiv o de forma generalizada, transmitida geneticamente, que tem como principal sintoma a fragilidade óssea; suas características mais comum são: escleras azuladas, rosto em forma triangular, baixa estatura e escoliose. Trata-se de uma patologia hereditária, ocorrendo um caso em cada 15.000 a 20.000 nascimentos, com prevalência de um em 200.000 indivíduos. É dividida em quatro tipos: Tipo I, II, III e IV. Por ser uma doença rara não se tem III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 95 estudado muito sobre ela e mesmo médicos e toda a equipe multiprofissional a conhecem pouco, o que muitas vezes acaba complicando a situação dos portadores que sofrem não apenas fisicamente, devido a possív eis fraturas pelo manuseio incorreto, mas também psicologicamente, por acabarem sendo impedidas de realizar ativ idades normais de uma criança. Conhecendo-se essa realidade este trabalho tem por objetiv o proporcionar conhecimento à equipe multiprofissional de saúde, principalmente à de Enfermagem, sobre a importância de alguns elementos essenciais para a assistência adequada: o conhecimento, as habilidades e a comunicação para que toda a equipe possa exercer o seu trabalho com eficiência na qualidade de vida dos portadores de Osteogênese Imperfeita. Trata-se de uma pesquisa qualitativ a que para a sua elaboração foi realizado um estudo de caso com o acompanhamento de uma criança de oito anos de idade, portadora de Osteogênese Imperfeita do tipo I, considerada a forma mais lev e e mais freqüente da doença e elaborado um plano de cuidados específicos de Enfermagem para melhorar a qualidade de assistência aos portadores, pois é a Enfermagem que passa a maior parte do tempo com os pacientes. Para o estudo de caso utilizouse uma família com uma criança portadora de Osteogênese Imperfeita, no município de Campo Largo-PR. A partir desse estudo, apresenta-se a análise dos dados de forma descritiva, baseando-se nos relatos da família e outras pessoas ligadas ao sujeito entrevistado. Através de um levantamento bibliográfico, pôde-se elaborar um plano de cuidados específicos, objetiv ando uma melhora na qualidade do atendimento, realizado pela equipe de Enfermagem, a esse tipo de portador. Os últimos avanços na inv estigação dessa enfermidade dev em ser reconhecidos por toda equipe multiprofissional de saúde, uma v ez que hoje em dia existe a possibilidade de melhorar a qualidade de vida dos portadores dessa doença. Além disso, a Osteogênese Imperfeita é o diagnóstico freqüente em casos de suspeita de maus tratos a crianças. Portanto, o pediatra e outros profissionais que trabalham com crianças dev em estar preparados para reconhecer as características dessa enfermidade. 96 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO ONCOLÓGICO HOSPITALIZADO Janete Oliv eira de Azeredo; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O env elhecimento é um processo dinâmico e progressiv o no qual ocorrem modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que determinam progressiv a perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior v ulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos. A idade é o maior fator de risco de neoplasias que, na maioria dos casos, levam os pacientes à hospitalização. O paciente idoso geralmente apresenta patologias crônicas como a hipertensão, o diabetes, a osteoporose, entre outras, e conseqüentemente faz uso de medicações terapêuticas, que podem causar efeitos colaterais perigosos quando em interação com outros medicamentos, sem que haja o dev ido controle, conhecimento e preparo daquele que os está administrando. Os idosos apresentam fragilidades fisiológicas devido ao processo natural do envelhecimento; isso requer cuidados dobrados da equipe de Enfermagem que dev e estar preparada para atender esses pacientes. O paciente idoso recebe um atendimento especializado da equipe de Enfermagem por ocasião da hospitalização? Aperfeiçoar a assistência de Enfermagem prestada ao paciente idoso oncológico hospitalizado. Identificar e contextualizar as particularidades orgânicas, fisiológicas e psicológicas do idoso. Este é um estudo qualitativ o baseado em pesquisa bibliográfica, sobre a importância em se formarem equipes de profissionais especializados na assistência de Enfermagem ao paciente idoso oncológico hospitalizado. Optou-se pela leitura crítica de textos teóricos quanto ao aspecto saúde/doença em que estão env olv idos o ser idoso e a Enfermagem, buscando construir uma assistência digna, humanizada e especializada em geriatria, para que seja utilizada em instituições que estejam imbuídas do cuidado do idoso oncológico hospitalizado. Com base nos autores pesquisados, verifica-se a necessidade de cuidados de Enfermagem indiv idual e especializado ao paciente idoso, por ocasião da hospitalização. Ao dar entrada numa unidade hospitalar, o indivíduo idoso dev erá ser av aliado e tratado, não só quanto à causa que o lev ou àquele serv iço como também dev erá ser av aliado, com especial atenção, às peculiaridades que o indiv íduo com mais idade apresenta (HUSSNE e GEROLIN, 2001). Se cada profissional, seja ele médico, fisioterapeuta, enfermeiro, etc., que estiv er imbuído da missão de ser “cuidador”do idoso enfermo desenv olv er seu trabalho pensando em equipe, v oltado à saúde III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 97 do paciente idoso, sem dúvida, a evolução de “cura”será rápida e bem mais positiv a (CAMON,2002). Analisando a pesquisa realizada, v erificase a necessidade da implementação de assistência de Enfermagem específica para a pessoa idosa nas instituições hospitalares. O env elhecimento é uma condição natural da v ida e este processo, que é fisiológico, acaba por ocasionar algumas patologias características do envelhecimento. Muitos idosos convivem com doenças que vão aparecendo com a idade, como a hipertensão arterial, arterioesclerose, etc., o sistema imunológico está mais frágil, todos os sistemas do seu organismo estão debilitados, ficando a pessoa mais suscetív el à doenças e esta com mais intensidade do que em uma pessoa mais jovem, o que lev a a necessidade de tratamento mais longo e mais complexo. Para que os cuidados de Enfermagem sejam prestados com mais eficácia durante a internação, é necessário que os profissionais estejam preparados para atender esse paciente. Como o paciente idoso possui particularidades orgânicas naturais do env elhecimento, torna-se indispensáv el o estudo e a formulação de diagnósticos de Enfermagem específicos para o cuidado da pessoa idosa e os cuidados à serem prestados, dev em estar de acordo com os diagnósticos e com as particularidades do paciente que deve ser respeitado de uma forma holística. GINÁSTICA LABORAL EM ENFERMAGEM HOSPITALAR Mara Lucia Faria Molinari; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] “Como as condições de trabalho englobam tudo que se relaciona com o trabalho, tanto aspectos positiv os como negativ os, e em conseqüência, tudo que afeta o trabalhador. Qualidade de v ida no trabalho é sinônimo de boas condições de trabalho” (SELL, 1995, p. 85). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde pode ser comprometida por alguns fatores, dentre eles agentes agressiv os também chamados de fatores de risco como ruídos, temperatura, mobiliário, iluminação não adequada, deficiência de fatores ambientais, falta de ativ idade muscular, falta de comunicação com as pessoas, falta de div ersificação em tarefas de trabalho e principalmente ausência de desafios intelectuais (MEHANNA, 1999, p. 25). Que benefícios a Ginástica Laboral traz à saúde dos funcionários da área de Enfermagem Hospitalar? Analisar a importância da prática da Ginástica Laboral na área de Enfermagem Hospitalar, 98 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA informando sua atuação em todos os aspectos. Listar os tipos de Ginástica Laboral em cada tipo de atuação, av aliando suas v antagens para funcionário e empresa. Adequar um programa de Ginástica Laboral em Enfermagem Hospitalar, v isando a pausas para qualidade de v ida do profissional e melhor desenv olv imento de sua função. Para realizar este estudo, optou-se pelo enfoque qualitativ o, à luz da teoria das Representações Sociais, com caráter exploratório de pesquisa bibliográfica. A promoção da saúde das pessoas depende de fatores indiv iduais, ligados à adoção de hábitos saudáveis, e também das condições ambientais nas quais estão inseridas, em especial no local de trabalho (SILVA; MARCHI, 1997). Considera-se hoje em dia que a rotina de trabalho tornou a v ida fisicamente mais “fácil”, privando o trabalhador de seus mov imentos naturais, promovendo mov imentos repetitiv os e mecanizados, além de provocar posturas inadequadas e tornar a v ida cada vez mais estressante. Neste contex to a qualidade de v ida e a saúde do trabalhador acabam sendo comprometidas (CAÑETE, 2001). Inv estir na v alorização dos seres humanos, atrav és de programas relacionados à preserv ação da saúde, contra o fumo, obesidade, stress, doenças cardíacas, Dort/Ler, sedentarismo, etc., tem contribuído para a manutenção da saúde dos trabalhadores, criando uma relação de parceria mais transparente entre gerentes e funcionários, além de garantir a produtiv idade da empresa, competitividade, qualidade nos serv iços, ou seja, sua própria sobrev ivência (FERNANDES,1996). De acordo com (SILVA; MARCHI, 1997), os benefícios para os trabalhadores, obtidos com a implantação desses programas, são óbvios: uma vida melhor e provavelmente mais longa, com melhor saúde física e, principalmente, mais feliz. Este estado de felicidade adv ém não apenas do fato de o indivíduo sentir-se bem disposto e com maior vigor físico, mas, sobretudo, da sensação de bem-estar interior decorrente da melhoria das relações pessoais que mantém no trabalho, além do fato de passar a v iv enciar o trabalho não como tortura e fonte de dissabores, mas como algo prazeroso e desejáv el, já que é no trabalho que passamos a maior parte de nossa v ida e, por meio dele, realizamos grande parte de nossas aspirações. A ginástica laboral consiste em exercícios específicos que são realizados no local do trabalho, atuando de forma prev entiv a e terapêutica, sem lev ar o trabalhador ao cansaço, porque é lev e e seu resultado é de alta duração. A ginástica laboral é um tipo de terapia que melhora as partes motoras, cognitivas, sociais e emocionais do individuo, levando-o a produzir mais, minimizando o numero de lesões por esforços repetitiv os e posturas inadequadas. A v antagem para as empresas é a diminuição das despesas médicas e absenteísmos. Contribui para uma postura mais adequada, promov endo maior integração no ambiente de trabalho, v isto que desperta a noção do trabalho em equipe III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 99 e juntamente com a ergonomia, atua na prev enção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. Podemos afirmar que este tipo de trabalho tem apresentado bons resultados tanto para as empresas, que acabam reduzindo custos com faltas, afastamentos e por doenças, quanto para os funcionários, que melhoram a qualidade de v ida e conseqüentemente a produtiv idade. A ginástica laboral não tem somente a finalidade curativa, mas principalmente finalidade preventiva. O ideal seria que todas as empresas, grandes, médias ou pequenas, optassem por esta prática, pois com isso tanto empregado como empregador obteriam melhores resultados, tanto na prevenção de doenças como na produção. CONHECIMENTO DE ENFERMAGEM: SUCESSO NA AUDITORIA Maria Liris Froner; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Com a ev olução da assistência à saúde, há uma necessidade de aquisição de conhecimentos, inicialmente fundamentais, sobre auditoria nos profissionais de saúde, principalmente a Enfermagem que tem de diminuir perdas, reduzir custos e glosas e eliminar desperdícios hospitalares, sem perder a qualidade da assistência. Segundo BERNARDINO (1999), a Enfermagem é o maior consumidor intermediário dos serv iços de saúde, sendo natural que recaia sobre ela grande parte da responsabilidade de conter custos. A auditoria de Enfermagem, embora evidente há décadas, e com a visão direcionada à qualidade da assistência, atualmente enfatiza as questões de custos, principalmente dev ido à situação econômica em que o país se encontra. A desinformação da equipe de Enfermagem lev a ao aumento de custo e glosa na Instituição Hospitalar? Pesquisar o conhecimento do Enfermeiro em uma Instituição Hospitalar em relação à auditoria. Identificar os motivos de glosas na Instituição. Analisar o conhecimento dos profissionais de saúde sobre auditoria em Enfermagem. Verificar a interação da Enfermagem e dos auditores na Instituição. Optouse pela pesquisa qualitativa descritiv a. Realizou-se entrev ista direta com profissionais de Enfermagem sobre auditoria, mediante consentimento livre e esclarecido dos entrev istados. Os dados coletados foram analisados, interpretados e selecionados após transcritos para tornar-se parte significativa desta pesquisa. Após análise da coleta de dados, nota-se que ainda há uma dificuldade por parte dos profissionais de saúde, principalmente na Enfermagem, em relação a auditorias. Estas dev em 100 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA prestar uma assistência com qualidade e ao mesmo tempo administrar custos. Essa pesquisa identifica as competências da Enfermagem que envolve uma série de habilidades: como o pensamento crítico, a liderança, e a assistência. Agora as instituições cobram um gerenciamento baseado em resultados,mas ainda há necessidade de incentiv o e orientação nessa nov a área onde a Enfermagem começa a atuar. No Brasil o tema auditoria é recente, principalmente na área da saúde; por isso a necessidade de aquisição de conhecimentos e de estratégias para conter custos na Instituição hospitalar. Recai sobre a Enfermagem a difícil tarefa de manter equilibrada a relação custo-benefício, em outras palavras, tentar oferecer uma assistência de boa qualidade dentro de um custo compatív el com os recursos financeiros disponív eis. PROTOCOLO DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS DA NEUROCIRURGIA Noeli Terezinha Fornazare Tomasi; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] De acordo com o Ministério da Saúde, a Central de Materiais e Esterilização é definido como o conjunto de elementos destinados à recepção e expurgo, preparo e esterilização, guarda e distribuição do material para as unidades de estabelecimento (BRASIL, 1987).Os instrumentais cirúrgicos eram escassos, inadequados e fáceis de deteriorar. Prov as obtidas de relatos arqueológicos mostram que os instrumentais cirúrgicos existem desde os tempos mais remotos da cultura humana (MARQUES e PEPE, 2001). Com o desenv olvimento das técnicas cirúrgicas, foi crescente a necessidade de aprimorar materiais e equipamentos utilizados, exigindo cuidados especiais. As mudanças em relação a instrumentos cirúrgicos ocorreram após o desenvolvimento de bactérias patogênicas (GABRILLONI, 1996). O protocolo para instrumentais da cirurgia da neuro cirurgia v ai agilizar as atividades dos colaboradores que atuam na Central de Materiais e Esterilização? Agilizar as ativ idades dos colaboradores que atuam na Central de Materiais e Esterilização. Elaborar um protocolo de instrumentais cirúrgicos da neuro-cirúrgia. O presente trabalho foi elaborado a partir do diagnóstico de um problema existente em um determinado hospital de Curitiba, que identificou a falha de um protocolo de instrumentais cirúrgico da neuro-cirurgia. O desenv olv imento do estudo tev e como base o lev antamento que foi realizado junto aos colaboradores da Central de III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 101 Materiais e Esterilização. Foram aplicados quinze questionários a esses colaboradores, que trabalham em um hospital de grande porte da cidade de Curitiba - PR. A coleta dos dados realizou-se atrav és de um questionário respondido pelos colaboradores da Central de Materiais e Esterilização, com duas perguntas abertas, para que as respostas fossem as mais fidedignas possíveis. O que é emergência para você na Central de Materiais e Esterilização? O que poderia ser realizado para contribuir com o setor, e resolv er o problema de emergência na CME? A equipe de Enfermagem, dentro da Central de Materiais e Esterilização, dev e desenv olv er estudos e pesquisas objetiv ando não somente a melhoria da quantidade e da qualidade dos serv iços oferecidos, mas também o aperfeiçoamento da equipe de trabalho, a orientação e a formação de nov os profissionais, e na div ulgação de serviços tão importantes porém muitas vezes desconhecidos (MOURA, 1996). Resultados: 95% das respostas nos mostraram que a emergência mais grav e seria quando chega o instrumental cirúrgico da neuro-cirurgia, todo misturado, para ser lav ado, separado, montado, e devendo ser esterilizado novamente para a próxima cirurgia, no período de 2 horas; 95% dos colaboradores da Central de Materiais e Esterilização responderam que poderia ser criado um protocolo de instrumentais cirúrgicos da neuro-cirurgia; 95% dos funcionários entrev istados declaram que a confecção deste protocolo seria de grande ajuda no momento da montagem das caix as de instrumentais cirúrgicos da neuro-cirurgia. O protocolo ajuda a separar cada caixa de instrumentais cirúrgicos para o tipo específico de cirurgia, agilizando-se assim o processo da montagem, esterilização e visando-se a mais econômia para a instituição, podendo assim a cirurgia ocorrer com mais segurança; mas o melhor de tudo isso é o bem-estar do paciente, que ficará menor tempo no centro cirúrgico à espera do instrumental. Para finalizar, a Enfermagem representa um serviço de muita importância para a sociedade e é responsáv el por muitas v idas e o êxido de todos os procedimentos terapêuticos depende de seus profissionais, os quais dev em agir com plena consciência disso. É de grande importância para a Central de Materiais e Esterilização que a Enfermagem tenha um grande embasamento teórico, tenha responsabilidade, humanidade, atenção e engenharia, possa agir com ética e profissionalismo, pensando sempre no bem estar do paciente. 102 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA COMO DIMINUIR GLOSAS EM CONTAS HOSPITALARES Patrícia Aparecida de Oliveira; Andréia Leite de Oliveira; Karyme Juliana David; Raquel Zerger; Suelen do Nascimento Gonçalves; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Este trabalho constitui em uma pesquisa reflexiv a e critica em busca de identificação e soluções dos motiv os de glosas, como cancelamento total ou parcial de um orçamento ou conta por motiv os ilegais ou indev idos. Tendo como objetiv o a harmonia entre operadora de plano de saúde e hospital, adequando os registros de enfermagem para o processo de auditoria, v isando a sistematização dos procedimentos científicos. O embasamento do trabalho está v oltado a uma análise de prontuários de pacientes submetidos a procedimentos invasiv os e os cuidados a estes realizados após tais procedimentos. A razão desta conduta de pesquisa tem como estrutura principal à identificação dos pontos críticos envolvendo o prontuário do paciente e tudo o que nele se encontra, procurando saber se a equipe multidisciplinar esta em sintonia com a auditoria. Por meio da auditoria pode-se av aliar pelos registros escritos feitos pela equipe de enfermagem a qualidade e a quantidade da assistência prestada e a partir daí, propor soluções para minimizá-los melhorando assim a qualidade assistencial. A função do enfermeiro auditor consta em lei Federal nº 7.498/ 86 decreto lei 94.406/87, estes profissionais são responsáveis pela análise de todas as contas pertinentes aos procedimentos de enfermagem, que de maneira em geral, compreendem 80% das despesas do prontuário do paciente, sendo competência priv ativa do enfermeiro auditor no exercício de suas atividades: organizar, dirigir, planejar, coordenar e av aliar, prestar consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre os serv iços de auditoria de enfermagem. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 103 A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL NA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA Romilda Vieira dos Santos; Prof. eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A mortalidade na Insuficiência Renal Aguda vem se mantendo elev ada por estarmos com numerosa população de pacientes idosos com div ersas doenças crônicas associadas, incluindo as neoplasias: procedimentos cirúrgicos, medicamentos de última geração, v árias complicações podem ocorrer devido o estado crítico em que se encontra o paciente. A função renal é de extrema importância para a sobrev ivência do nosso organismo. Além da obvia função de eliminar do meio interno os produtos indesejáveis do metabolismo, os rins são essenciais à manutenção do meio interno: mantêm constantes os volumes extracelulares, a concentração de eletrólitos, a acidez e a pressão osmótica do meio interno e provavelmente a pressão arterial, além de influenciarem em outras funções importantes ao organismo, como na forma ativa da vitamina D (RIELLA, 1996). O enfermeiro possui conhecimentos sobre as complicações da insuficiência renal aguda? Enfatizar a importância do enfermeiro na assistência ao paciente em Insuficiência Renal Aguda. Orientar a equipe de Enfermagem sobre as complicações da insuficiência renal aguda. Propor educação continuada a equipe de enfermagem, como forma de proteção ao paciente, e orientação à família. Para desenvolvimento, optou-se pela pesquisa bibliográfica tendo por base um problema existente observ ado em campo de estágio, dev ido a escala de folga dos enfermeiros, onde o profissional de enfermagem é responsáv el por v ários setores e desempenha funções conforme necessidades, administrativa ou assistencial. Este estudo permitiu identificar cuidados importantes e indispensáv eis na assistência ao paciente com insuficiência renal aguda: monitorizar pressão arterial, FC respirações, PAP, PVC, DC, IC, a cada hora até estarem estáveis; monitorizar os resultados laboratoriais (Na,K, Hgb, leucócitos, estudos coagulação); administrar líquidos e sangue conforme a prescrição médica; monitorar quanto à sobrecarga líquida e/ou reação de transfusão e sintomas de hiponatremia; monitorar o débito urinário; observ ar administração de drogas nefrotóxicas; medicações endov enosas dev em ser diluídas em menor volume possível; evitar hipotensão (pressão baixa); náusea e vômitos ao despertar, sinal que uréia está aumentando; anorexia: há perda do apetite numa tal intensidade, que o simples fato de pensar em comer faz esses pacientes se sentirem mal; cuidados especiais com a nutrição; alterações nos sons cardíacos e respiratórios e dificuldade crescente na 104 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA respiração; hálito urêmico, com odor semelhante ao da urina; coloração pálida da pele: dev ido à anemia e ao acúmulo do pigmento urocromo (pigmento que dá à urina sua cor amarelada); ev itar infecções fornecendo cuidado meticuloso para paciente com sonda de demora, acessos e cateter venoso. Diante das realidades vividas, devem-se estabelecer determinadas rotinas ou atribuições, a partir da admissão do paciente em insuficiência renal aguda e motiv ar a atuação do enfermeiro na assistência de Enfermagem, v isando cada v ez mais às necessidades de seu paciente. Concluímos com a afirmação de que a missão do enfermeiro assistencial frente ao paciente em insuficiência renal aguda é de grande importância, pois dele depende uma assistência adequada ao paciente para minimizar futuras complicações. É necessário manter a família informada conforme a ev olução do paciente, e orientar a equipe para prestar o atendimento humanizado com técnicas fundamentadas. EDUCAÇÃO CONTINUADA: PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE NA DEFINIÇÃO DOS TEMAS Sandra Terezinha Olech; Cristiane Vieira Lopes; Iloni Tomasi; Pablia Nascimento; Paulo Strombech; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A educação do funcionário no local de trabalho dev e ser um processo que propicie novos conhecimentos, que capacite-os para a execução adequada do trabalho e que prepare-os para futuras oportunidades de ascensão profissional. Esse processo é amplo, não se limitando à educação formal, incluindo até aspectos informais, como encontro com colegas, auto aprendizagem, que são experiências que refletem no desempenho do funcionário e no alcance dos objetivos propostos pela instituição. Adotase o termo “educação-continuada”, uma v ez que se considera que a formação do funcionário é permanente e crescente, envolvendo aspectos profissionais e pessoais. Essa necessidade de desenvolvimento de pessoal tem sido reforçada pelos av anços tecnológicos e pelas mudanças sócioeconômicas, que lev am os indiv íduos a buscar, adquirir, rev er e atualizar seus conhecimentos. Uma das estratégias para que isso ocorra é a educação do funcionário no seu local de trabalho, sendo que o mesmo possa escolher o tema que mais lhe cabe. Segundo Werther, o desenvolvimento destas ações favorece o autodesenv olvimento do III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 105 funcionário lev ando-o a ter uma maior satisfação no trabalho, melhorando, assim, a sua produtiv idade. O ponto de partida, para que a educação de pessoal de enfermagem se torne efetiv a, é a enfermagem ter, na filosofia de trabalho, a crença do v alor da educação como um meio de crescimento de seus funcionários, contribuindo para a melhoria da assistência à clientela. Para garantir o desenv olv imento do pessoal, o serviço de enfermagem deve ter um setor ou serv iço que agrupe, organize e coordene as ativ idades educacionais. Caberá a esse órgão sistematizar e articular os demais setores da enfermagem na formulação de programas que env olvam o desenv olvimento do pessoal. Outro aspecto relevante é a formação das próprias enfermeiras que atuam na div isão de educação continuada. Esses elementos dev erão ter, além da formação profissional, o preparo para o processo ensino-aprendizagem. Cabe portanto ao departamento de enfermagem propiciar condições, para que estes profissionais se capacitem, uma vez que são os responsáv eis pelo desenv olvimento de toda a equipe de enfermagem. CUIDANDO DO CUIDADOR PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM Silv ia Helena Prado; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O enfermeiro está em contato direto com paciente e com a enfermidade, a fim de minimizar sofrimentos e auxiliar no processo de cura. Contudo, o fato de ser responsáv el pelo cuidado de outros não significa que não seja também merecedor de cuidados. Partindo-se dessa premissa, a pesquisa avança na delimitação dos caminhos que dev em ser percorridos pelo enfermeiro em busca de se cuidar e atingir o equilíbrio de seu ‘eu total’, para assim, equilibrado, prestar cuidado a outros. O cuidador profissional de Enfermagem pode prestar cuidado com qualidade antes de cuidar de si próprio? Demonstrar a importância do autocuidado com o intuito de proporcionar ao enfermeiro uma melhor qualidade de v ida. Demonstrar a importância do cuidar-se no processo do cuidar, vivenciando as implicações advindas da condição de cuidador; reconhecer as limitações do enfermeiro em sua realidade pessoal de ser finito, apontando caminhos para a renov ação de sua vitalidade por intermédio do cuidar de si próprio; demonstrar que a prática de cuidar de si próprio dev e preceder o cuidar de outrem, em v ias de max imizar a efetiv idade do cuidado prestado pelo enfermeiro. Trata-se de uma pesquisa descritiv a em suas modalidades 106 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA bibliográfica e documental, sob o enfoque qualitativ o. A adoção dessa metodologia v isa a coleta, análise textual, temática e interpretativ a, de tex tos e documentos, no intuito de facilitar seu acesso, obtendo-se o máximo de dados com a maior pertinência que embasam deste trabalho. O enfermeiro é o responsáv el por assistir o ser humano em suas necessidades básicas. Não se limita ao aspecto físico das pessoas, pois visa o atendimento do ser integral. Na história do cuidado e da Enfermagem o foco da atenção sempre foi mais v oltado para o cuidado do outro do que para o cuidado ao cuidador. A maior parte dos autores pesquisados enfoca sobremaneira o aspecto de doação do enfermeiro e deixam de lado o próprio “ser”profissional de Enfermagem. Entretanto, a perspectiv a desses autores gradualmente volta-se para o enfermeiro. Este profissional começa a ser v isto como “gente que cuida de gente”(COSTERNARO e LACERDA, 2002). Autores apontam como os principais problemas enfrentados pelos enfermeiros a remuneração salarial inadequada, desequilibro entre trabalho e vida, extra-organização, ausência de perspectiva de ascensão na carreira, burocracia, escassez de recursos humanos, dificuldade em atualizar-se e pouco enfoque acadêmico relativo ao auto-cuidado (PIERÓ, 1993; LINHARES, 2004; WALDOW, 2004 e REMEN, 1993). Da pesquisa realizada foi possível extrair que a falta de cuidado consigo mesmo lev a ao perecimento do profissional. Assim os autores pesquisados colocam o autocuidado como sendo de extremada importância em meio às atividades profissionais (LIMA, 1998). Não se pode dissociar a parte humana do enfermeiro de sua face trabalhadora. Segundo, ainda, os autores pesquisados, o enfermeiro é um profissional inserido em uma organização cuja finalidade é a prestação de serv iços. Assim, ele dev e ser cuidado, dev e cuidar-se, para que cuide de outro com excelência. (COSTERNARO e LACERDA, 2002; WALDOW, 2004; REMEN, 1993). Os estudos de FIGUEIREDO (2005) demonstram que o corpo humano é feito de energia. Tal energia, captada pela alimentação e pela respiração, é utilizada para o trabalho; assim, se não manejada de forma consciente, ocasiona o perecimento do enfermeiro, que adoece, deixando a desejar na prestação profissional do cuidado. As dimensões do autocuidado não se limitam à indiv idualidade dos profissionais de Enfermagem e dev em estar também presentes nas equipes de saúde onde enfermeiros se encontram inseridos. Esta espécie de autocuidado seria o cuidado da Enfermagem para com a Enfermagem. Destarte, cabe aos enfermeiros em suas esferas pessoais e públicas respeitarem suas indiv idualidades, v alorizarem seu trabalho e a importância deste, praticando o autocuidado e reiv indicando, como categoria, melhores condições para o exercício do cuidado. Cabe ao enfermeiro valorizar e promover, para toda a sua categoria, programas que possibilitem o cuidar de si, v isando dar apoio ao enfermeiro e sua equipe III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 107 na dinâmica do autocuidado para bem cuidar, contemplando, assim, a saúde do trabalhador em sua totalidade. A postura a ser assumida pelo enfermeiro é unir o científico, o técnico, o administrativo, a ética e o humano, v iabilizando a horizontalização das relações, gerando assim maior autonomia e eficácia dos serv iços prestados. Destarte, muito embora a Enfermagem e, conseqüentemente, o cuidado tenham em sua história como base a caridade, com o desenvolv imento da ciência da Enfermagem, este abandona o plano da abnegação e adentra o plano da prestação de serv iços onde, além da prestação humana do cuidado, dev em estar presentes condições humanas para enfermeiro cuidar-se antes mesmo de cuidar de outrem. DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM EM UNIDADE ESPECIALIZADA Silv io Aparecido Morales; Marcia Regina da Silva; Mariella Costa Zanini; Renata Carin Knapik; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O dimensionamento do pessoal de enfermagem constitui a etapa inicial do processo de prov imento de pessoal e tem por finalidade a prev isão da quantidade de funcionários por categoria, requerida para atender, direta ou indiretamente, às necessidades de assistência de enfermagem da clientela. O cálculo de pessoal, em qualquer organização, tem sido um desafio. Esses recursos são os mais complexos da organização, e os demais recursos exigem a presença do profissional para que possam ser utilizados. O grau de desenvolvimento sócio-econômico de um país está estreitamente relacionado ao seu contingente de pessoal para as ativ idades de saúde. Em países carentes de recursos econômicos, como é o nosso, onde a maioria das organizações possue insatisfatória maturidade gerencial, é provável que os responsáv eis pela sua administração sejam pressionados pelas chefias a reduzir quantitativ amente os recursos humanos, v isando lucro. Na enfermagem, os aspectos quantitativos e qualitativos dos recursos humanos têm requerido a atenção dos enfermeiros responsáv eis pela administração dos serv iços de enfermagem, em v irtude das implicações que o dimensionamento inadequado desses recursos causa sobre o resultado da qualidade da assistência de enfermagem prestada à clientela. Na maioria das instituições de saúde, a equipe de enfermagem representa, quantitativamente, o percentual mais significativ o de pessoal dessas 108 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA instituições, chegando a atingir cerca de 60%. Assim, essa equipe é a mais visada quando o problema é redução de despesas. A inadequação numérica e qualitativa dos recursos humanos da enfermagem lesa a clientela dos serv iços de saúde livre de riscos. Essa inadequação também pode comprometer legalmente a instituição, pelas falhas ocorridas na assistência. Entendemos que, no dimensionamento de pessoal, dev em ser utilizadas metodologias e critérios que permitam uma adequação dos recursos humanos às reais necessidades da assistência, de modo que proporcione segurança. Para que isso ocorra, é necessário considerar no método de cálculo de pessoal, alguns fatores normalmente desconsiderados, o que demonstramos na metodologia, na apresentação do Índice de Segurança Técnica. É importante lembrar que cada Instituição Hospitalar dev e criar uma comissão de Enfermeiros para estudar parâmetros de dimensionamento de acordo com a realidade específica, considerando a Resolução Cofen nº. 293/2004 para dispor de recursos humanos de maneira adequada, suprindo a mão-de-obra e não sobrecarregando os funcionários. O método proposto para do dimensionamento do pessoal de enfermagem compreende: reconhecimento da situação, cálculo de pessoal, distribuição de pessoal e av aliação. O dimensionamento de recursos humanos não termina com o cálculo de pessoal requerido. Faz-se uma avaliação permanente, pois o processo de provimento de pessoal é dinâmico, devendo ser modificado de acordo com a experiência prática e relacionado às necessidades de assistência de enfermagem da clientela. As propostas de melhoria de qualidade de enfermagem dependem diretamente da previsão adequada de pessoal de enfermagem em qualidade e quantidade para prestar a assistência de que a clientela necessita. BOM ATENDIMENTO AO CLIENTE É FUNDAMENTAL NA SAÚDE Simone Rossi; Carolina Dias Ricardo; Fernanda Higuti; Suseli de Fátima de Machiniev ick; Vilmara de Souza; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O atendimento adequado é capaz de diferenciar uma empresa de seus concorrentes. Prega-se que quando uma equipe é capaz de tornar agradável o contato com o cliente, a probabilidade de que ele retorne é muito maior. Apesar deste fato, os clientes ainda são v ítimas constante do atendimento III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 109 ruim, da demora, falta de tato, insistência, para não falar das situações constrangedoras a que são submetidos. Acredita-se firmemente que a tarefa de todos seja a de proporcionar experiências positiv as aos clientes. Isto é o que importa! No final o cliente gosta ou não gosta, v olta ou não, recomenda o serv iço ou não e está satisfeito ou não. O atendimento das necessidades e das expectativ as dos usuários dos serv iços de saúde, de maneira eficiente e eficaz, é a questão norteadora dos pressupostos filosóficos e das bases metodológicas que v êm orientando as ações das organizações. Assim, o sistema de saúde brasileiro v em enfrentando, nas últimas décadas, um nov o imperativ o: a busca pela gestão da qualidade dos serv iços. Para isso é necessária e fundamental a implementação de medidas v isando a qualidade desses serv iços, para atender as necessidades dos usuários. É por isso que muitos hospitais buscam hoje o selo de acreditação hospitalar, que é uma outorga de um certificado de avaliação que expressa a conformidade com um conjunto de padrões prev iamente estabelecidos. A acreditação é um nov o conceito de qualidade que combina segurança com ética profissional, responsabilidade e qualidade de atendimento. Trata-se de um processo mais educativ o e informativ o e preparatório do que fiscalizatório, com um processo de mudança gerencial centrado nos usuários e nos processos internos. Buscar o reconhecimento público de qualidade é um dos objetiv os das instituições de saúde mais respeitadas do país. No entanto, os certificados reconhecidos internacionalmente recém começam a ser solicitados pelos hospitais brasileiros. É necessário estabelecer uma nov a cultura no atendimento hospitalar exercitando a interdisciplinaridade no atendimento. O propósito desse enfoque é reforçar o fato de que as estruturas e processos do hospital são de tal maneira interligada, que o funcionamento de um componente interfere em todo o conjunto e no seu resultado final, tendo como objetivo geral garantir a qualidade na assistência à saúde dos clientes. Realizada tal pesquisa a partir de uma rev isão bibliográfica exploratória com aspecto descritivo e qualitativo, tais instrumentos possibilitam um feedback valioso para o aprimoramento do serv iço de cada setor, pois em todos eles estão traçados os elementos da qualidade no atendimento. Ninguém melhor que o usuário, para apontar certos pontos importantes para a melhoria do serviço. Chega-se a conclusão atrav és desta pesquisa que atender muito bem o cliente é fundamental na saúde. 110 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DESVIO DE FUNÇÃO EM ENFERMAGEM Telina Bello de Goes; Aurélio Honório; Lídia Viana; Patrícia Borges; Solange Lucca; Zilda Moçatto; Prof. Eunice Kimie Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Muito se ouv e falar do desv io de função nos serv iços de enfermagem, mas, quando? Comenta-se o assunto na comunidade profissional, lev antase um sentimento de negação ou falta de conhecimentos concretos para comprov ar que outros fazem procedimentos e funções inerentes e específicas de um profissional bacharel enfermagem. Enfermagem significa serv iços de enfermaria, arte de cuidar de doentes; enfermeiro aquele ou aquela que tem curso de enfermagem. Segundo a lei do ex ercício profissional entitula-se enfermeiro aquele que possue certificado de bacharel em enfermagem. A função do enfermeiro dentro do trabalho hospitalar é contínua e permanente. A enfermagem é uma profissão basicamente feminina desde sua criação, que tem dificuldades em conv iver com o nov o, demonstrando ritmos de mudanças diferentes das que ocorrem no mundo. A implantação dos serv iços de enfermagem no Brasil foi baseado e elaborado nos conceitos mais modernos da época em que foram recrutadas enfermeiras especialistas v indas dos Estados Unidos. O primeiro passo para a instalação do sistema norte-americano no Brasil foi o estabelecimento de um serv iço de enfermeiras no departamento nacional de saúde pública, com o mais alto idealismo e v erdadeiro sentimento de patriotismo. Devido ao problema permanente de se obterem o mais depressa possív el enfermeiras para trabalharem em campo, o curso de enfermagem foi reduzido ao tempo mínimo de dois anos e quatro meses. Entretanto os chefes das inspetorias do Departamento Nacional de Saúde Pública mostrav am-se impacientes com a demora e a fim de atender essa necessidade imediata e melhorar o serv iço já existente, resolv eu-se criar o curso de emergência de seis meses para v isitadoras de higiene, não preparadas, no entanto para prestarem os serv iços de elev ado padrão desejado. Foi declarado firmemente no regulamento que as visitadoras de higiene, não tendo preparo necessário para cargos de responsabilidade, só poderiam trabalhar como auxiliares de enfermagem. Além da imensa v ariedade de técnicas, de processos e de métodos peculiares a cada ciência, arte ou ativ idade, o método geral que ora nos ocupa div ide-se em duas espécies caracterizados pela direção ascendente e descendente do pensamento. A direção descendente própria do método racional e III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 111 denominada dedução, e a direção ascendente própria do método experimental é denominada indução. Utiliza-se igualmente deste método de estudo as observ ações por indução registradas durante o curso e estágios até aqui por nós passados. Induções que possibilitavam o confronto entre o fazer a prática da enfermagem e o que a legislação e estatutos éticos preconizam para o enfermeiro enquanto profissão institucionalizada e regulamentada. Durante muitos anos no Brasil, a saúde foi v isualizada, sobretudo sob um prisma meramente tecnicista. E o ensino de enfermagem no Brasil desde 1923, tem sido marcado por um traço forte de submissão. Faz-se necessário av ançar não apenas no preparo de um novo profissional, mas, acima de tudo, de um individuo crítico, cidadão, preparado para aprender a criar, propor e contribuir. A formação de enfermagem v em sofrendo, já há algum tempo, um processo de discussão e reformulação em função das mudanças nas políticas de saúde e nos modelos assistenciais, bem como fortemente influenciados pela promulgação da Lei do Exercício Profissional que v em atender algumas demandas do mercado de trabalho e regulamentar as ações do enfermeiro e demais componentes da equipe de enfermagem. Portanto, conclui-se que tecnicamente não existe o desv io de função em enfermagem e sim uma falta de apropriação do enfermeiro em fazer v aler tudo o que lhe prescreve a lei, em seu benefício e sucesso profissional. A INTEGRAÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA DE CURITIBA Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A. ; Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O papel ex ercido pelas comunidades terapêuticas no tratamento psicossocial dos dependentes químicos tem sido muito importante, tanto em nív el mundial como no Brasil. No decorrer dos últimos anos, com o crescente consumo de drogas, houv e uma grande expansão dessas comunidades no país. O aumento significativ o de comunidades terapêuticas é uma resposta a ev olução do consumo de drogas ilícitas por parte dos jov ens. Objetiv o: integrar acadêmicos de enfermagem em uma comunidade terapêutica e colaborar para a recuperação da cidadania, de reabilitação física e psicológica e de reinserção social dos pacientes de uma comunidade terapêutica. Material e método: utilização de Grupo Fo112 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA cal para a realização de discussões em grupo, do v iv ido, da realidade de cada um, a qual é discutida, problematizada e compartilhada. Este tipo de Grupo estimula as pessoas a falarem de suas v idas, fazerem uma retrospectiva dos acontecimentos, tornando a discussão mais rica, pois discutem-se, a partir da realidade, os aspectos psicossociais e culturais, dentre outros, os quais env olv em um assunto específico. Resultado: a atuação do acadêmico de Enfermagem com os pacientes de uma comunidade terapêutica v ai além de mera “habilidade técnica”e passa a ter um outro papel num cenário também diferente. É imprescindív el que os acadêmicos de Enfermagem apresentem características sociais participativas: críticos, inov adores, transformadores e inseridos numa sociedade que também está se modificando, mesmo que, às v ezes, de maneira lenta. De modo, que para trabalhar com pacientes com dependências químicas, o acadêmico dev e se modificar e exigir de si mesmo nov os conceitos e práticas em saúde mental para objetivar a transformação nessa área. Articulando seus conhecimentos teóricopráticos e propor estratégias de interv enção que fav oreçam a integração e fortalecimento de uma relação ética e solidária entre o próprio serv iço e a comunidade onde esse está inserido. Percebe-se que o cuidar dos profissionais de nív el médio ainda está em processo de transição, ou seja, de um modelo tecnicista e de relação de poder a um modelo que busca satisfazer as necessidades do usuário, sem se limitar a procedimentos técnicos, mas criando ações de interv enção reabilitatórias, psicoterapêuticas integralizadoras e acolhedoras, tanto no referente ao usuário como aos profissionais de saúde. As relações sociais requererem atitudes de acolhimento, responsabilidade, aproximação, disponibilidade de escutar, afetiv idades, estabelecer mediações, dialetizar conflitos, tanto para o paciente da comunidade terapêutica como para o acadêmico de Enfermagem. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 113 ASSISTÊNCIA INTEGRAL E HUMANIZADA AO PACIENTE ONCOLÓGICO DO SUS SOB O ENFOQUE DA ENFERMAGEM Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Visentin, A.; Kalinke, L. P. ; Coutinho, S.S. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Quando o paciente é admitido em um hospital traz consigo um universo de indagações. A realização de uma cirurgia ou exame, um tratamento clínico ou adv ir de uma emergência ocorrida em uma situação qualquer, ou seja, os motivos que levam a pessoa a precisar de um hospital repercutem não somente nela mas em toda a família. O ambiente hospitalar interfere diretamente no bem-estar físico e psico-social do indiv íduo que agora está inserido em uma instituição para tratar-se e/ou recuperar-se. Além das situações citadas acima, a maneira como o paciente realiza seu autocuidado também é fator relev ante para sua recuperação. Em especial sabe-se que na área de oncologia, pelas características da própria doença, o paciente muitas vezes v ê suas necessidades básicas alteradas. Para isso a assistência integral dos serviços de enfermagem tem um caráter fundamental. Quando se emprega a metodologia da assistência integral ao paciente, o colaborador da equipe de enfermagem ficará a maior parte do seu tempo junto à enfermaria, dando-lhe o alicerce necessário para o cuidado, dentro e fora do hospital. A proposta deste projeto, é organizar a assistência que este paciente irá receber. O colaborador da enfermagem realizará o cuidado integral ao paciente, possibilitando um maior v ínculo entre o colaborador, paciente e família. A proposta deste projeto tem um enfoque diferente e bem delimitado: o atendimento de enfermagem ao paciente oncológico do SUS. Isto se dará respeitando a missão da instituição, “Humanismo, Ciência e Afeto”, e a v isão esperada para a enfermagem “Prestar assistência ao paciente oncológico de forma integral e humanizada”. Objetiv os: realçar a importância de se empregar o método de assistência integral ao paciente oncológico em todas as suas etapas, para posterior implementação no Hospital Erasto Gaertner de Curitiba - PR. Método: o trabalho foi desenvolvido em três etapas. 1°etapa: realização de um mapeamento do local e lev antamento de todos os processos que necessitam ser normatizados no serv iço de enfermagem; 2° etapa: plano emergencial de treinamento; 3°etapa: cuidando do cuidador, pretendendo-se aprimorar e fornecer treinamento constante para os colaboradores, a fim de melhorar a qualidade prestada ao paciente, bem como assegurar segurança aos seus atos. Resultados: Quando a barreira 114 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA entre a saúde e a doença se estreita, prev alecendo a enfermidade, a presença e o atendimento da enfermagem se sobressai, realçando ainda mais a importância de um cuidado competente baseado em conhecimentos adquiridos pelo profissional integrado com a humanização e a qualidade dos serv iços prestados. Para melhor ajudar as pessoas que requerem cuidado, melhorar a qualidade da assistência, reduzir gasto, desperdício de material e tempo de funcionários, é de fundamental importância o desenv olv imento de uma metodologia de assistência na enfermagem mais humanizada face ao paciente oncológico do SUS. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CURATIVO DE BROWN Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Montenegro, M. F. G. ; Ribeiro, L. C. ; Visentin, A. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O curativ o de Brown é uma técnica cirúrgica utilizada para fixação de enx ertos de pele. Os enxertos cutâneos podem ser totais ou parciais, sendo completamente separados do suprimento sangüíneo da área doadora antes de serem transportados para a área receptora, com finalidade reparadora ou funcional. São utilizados para cobrir áreas desepitelizadas e ferimentos nos quais a pele local disponív el é insuficiente para permitir o fechamento. Um enx erto de pele irá ter uma boa aceitação se forem preenchidos certos pré-requisitos: o leito receptor dev e ter uma adequada irrigação sangüínea, estar em intenso contato com seu leito (para evitar acúmulo de sangue ou fluído), ser firmemente fixado, e a área receptora dev e estar isenta de infecção. Quando aplicado ao sítio receptor, poderá ou não ser suturado. Pode se dilacerar por mov imentação ou coleção de líquido na sua parte inferior. A fixação do curativo em bolo ou Brown é feita com suturas cujas extremidades são deixadas longas. Colocam-se curativ os absorvíveis e amarram-se com as suturas longas de modo a seguir os pontos cardeais (norte, sul, leste oeste), com no mínimo três suturas em cada ponto cardeal. Mantém-se por cinco dias in loco, a não ser que apareçam sinais e sintomas de infecção, como dor intensa no local, edema, celulite da pele circunjacente, mau cheiro, corrimento purulento ou febre. Quando a área enxertada se situa nos membros, realizase curativ o de Brown, seguindo-se imobilização o segmento corpóreo em questão. Objetivos: descrev er os cuidados de enfermagem ao paciente com curativo de Brown. Materiais e métodos: foi realizado um levantamento III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 115 bibliográfico descritiv o em periódicos como base de dados, para compreensão do enxerto cutâneo e do curativ o de Brown, traçando-se assim os diagnósticos e cuidados de enfermagem para este curativ o. Conclusão: o profissional enfermeiro, dev e no pós-operatório, explicar ao paciente como foi o procedimento; trocar curativo secundário se necessário, registrando o aspecto e a quantidade de secreção extravasada. Na alta hospitalar orienta-se manter o local do curativ o imobilizado o máx imo possível; ev itar atividade intensa; quanto aos sinais de infecção, não molhar e nem retirar o curativ o de Brown e a tala de gesso em casa; o uso de muletas. Ressaltar o uso de protetor solar com a finalidade de prev enir o surgimento de novas lesões. No retorno ambulatorial, dev e-se reforçar a importância do uso de protetor solar, a realização do curativ o e de massagem com óleos ou cremes hidratantes no local. A orientação e os cuidados de enfermagem têm um papel importante para o sucesso da aceitação do enxerto. O enfermeiro dev e capacitar a sua equipe de enfermagem para realizar este cuidado especializado e de fundamental importância, pois a manipulação incorreta ou a retirada acidental deste curativ o implicam na perda do enxerto. PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: O PAPEL DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PACIENTE ONCOLÓGICO Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Vinciguera, N. C. ; Visentin, A. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Entre as modalidades primárias para tratamento do câncer estão a quimioterapia, a radioterapia, a bioterapia e a cirurgia. A cirurgia pode ser o tratamento para muitos cânceres. Os av anços nas técnicas cirúrgicas, a melhor compreensão dos padrões metastáticos de tumores específicos e os cuidados intensiv os no pós-operatório tornam-se possível hoje a remoção de tumores de praticamente qualquer parte do corpo. As cirurgias oncológicas são aplicadas para diagnóstico, estadiamento, tratamento e prevenção da doença. A equipe especializada de uma unidade de terapia que trabalha com pacientes oncológicos dev e estar atenta para v ários fatores de risco no pós-operatório imediato. Por muitas v ezes chegam ao setor com distúrbios da imagem corporal relacionados à retirada cirúrgica de parte do corpo e até mesmo ao próprio diagnóstico de câncer, a abstinência alcóolica e tabagismo também é um fator importante que deve 116 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ser lev ado em conta, pois a confusão mental no pós-operatório imediato pode estar diretamente relacionada a estes fatores. Os cuidados intensiv os são indicados para v erificar os dados clínicos da ev olução do paciente com maiores critérios. Para tanto, utiliza-se o APACHE II, que serv e para av aliar a grav idade da patologia e também dev em-se controlar rigorosamente as respostas neurológicas, sinais vitais, equilíbrio hidroeletrolítico, parâmetros de ventilação e os cuidados de enfermagem. E ainda, durante o desenvolvimento de consciência do paciente, a interv enção de enfermagem dev e ser dirigida para apoiar o sentimento básico de autov alorização, permitir e incentiv ar a expressão de seus sentimentos.Objetiv os: descrever o papel do enfermeiro nos cuidados intensivos na admissão do paciente oncológico no pós-operatório imediato. Material e método: foi realizado um lev antamento bibliográfico e em periódicos como bases de dados. Para compreender as necessidades dos pacientes oncológicos cirúrgicos. Conclusão: o paciente oncológico deve ser v isualizado holisticamente para que o enfermeiro consiga trabalhar com todas as necessidades humanas afetadas pelo câncer, que no pósoperatório imediato encontram-se mais evidenciadas dev ido ao seu estado frágil. A desnutrição protéico-calória é um exemplo, pois ocorrerá uma cicatrização ineficiente das feridas, anemia, infecção, sepse, pneumonia, agravamento da própria desnutrição e aumento da morbidade. O enfermeiro intensiv ista tem o papel primordial em planejar as ações capazes de colaborar com o plano terapêutico, estar atento às alterações fisiológicas, transtornos hematológicos, como a plaquetopenia, e lev antar os riscos relacionados à idade do paciente. E, contudo, proporcionar conforto ao paciente através do alívio da dor torna-se primordial nos cuidados intensivos ao paciente, por exemplo, oferecer alív io do ressecamento de lábios e língua, é humano e confortante no pós-operatório imediato. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 117 A RECUPERAÇÃO DE USUÁRIOS DE DROGAS E INTERAÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Correa, R. G; Visentin, A. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A utilização de substâncias farmacodependentes é cada v ez mais evidencida pelo seu crescente aumento, vindo a atingir a todas as pessoas.Em particular a população mais jov em, que varia desde as classes menos fav orecidas até a mais elitizada.Todas caracterizam suas próprias justificativ as para utilizarem as drogas ilícitas. Integração de acadêmicos da Enfermagem, para que possam aprender a lidar com pessoas com dependência de droga, criando um espaço para que estes usuários possam compartilhar suas experiências em busca de novos caminhos para a recuperação, integrando a teoria à prática assistencial e à cientificidade das relações do saber com a prática, envolvendo o ser humano com os acadêmicos da Saúde, fav orecendo assim a condução de trabalhos com usuários de drogas. Material e método: foi utilizado o grupo focal, como técnica de pesquisa, realizado em sessões grupais, nas quais as pessoas se sentem mais livres para expressarem-se e discutirem; trabalhou-se com adolescente do gênero masculino que estão em tratamento para a recuperação de drogas e álcool. Os resultados desta pesquisa evidenciaram a possibilidade de futuros trabalhos que v isem à recuperação do usuário de drogas e que integrem a teoria, prática e ensino de Enfermagem, podendo sua eficiência se tornar realidade quando planejada adequadamente. 118 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA GRAU DE CONHECIMENTO DO CORPO DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL ONCOLÓGICO, EM RELAÇÃO À ATUAÇÃO DO FONOAUDIÓLOGO NO ÂMBITO HOSPITALAR Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Visentin, A.; Gonçalv es, M.I.R Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Este estudo consistiu em uma pesquisa quantitativ a com 25 colaboradores da Enfermagem que atuam no ambulatório de um hospital oncológico, av aliando seu grau de conhecimento frente à importância da atuação do profissional fonoaudiólogo no âmbito hospitalar. Sabe-se que a fonoaudiologia está se consolidando e criando uma identidade própria como ciência, dev ido à sua abrangência de atuação. O fonoaudiólogo na equipe hospitalar tem um desempenho marcante no acompanhamento pré e pósoperatório de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, agregando benefícios e modernidade ao tratamento do paciente portador de neoplasia. Objetivo: identificar o grau de conhecimento do corpo de enfermagem de um hospital oncológico, em relação à atuação do profissional fonoaudiólogo no âmbito hospitalar. Método: aplicação de um questionário com sete perguntas fechadas referentes à atuação do fonoaudiólogo como membro da equipe multidisciplinar. As perguntas referiam-se a: áreas de atuação, em quais afecções o fonoaudiólogo pode interv ir, em quais situações a equipe poderia solicitar atendimento fonoaudiológico, importância do fonoaudiólogo na equipe e seu papel no acompanhamento dos pacientes submetidos ao tratamento de neoplasias. Resultados: 43% tinham conhecimento sobre o campo de atuação do fonoaudiólogo; 62% identificaram em quais afecções o fonoaudiólogo pode interv ir; 58% afirmaram saber quando solicitar a avaliação fonoaudiológica; 90% reconheceram a importância do fonoaudiólogo na equipe; 78% tinham conhecimento sobre a atuação fonoaudiológica quanto à reabilitação dos pacientes com neoplasias e 83% conheciam sua atuação apenas em relação aos pacientes de cirurgia de cabeça e pescoço. Conclusão: a maioria dos colaboradores reconheceu a importância do fonoaudiólogo, principalmente quanto à reabilitação em cabeça e pescoço, ocorreram dúv idas quanto às afecções e ao momento de solicitação da av aliação fonoaudiológica, os colaboradores demonstraram menor conhecimento quanto às demais áreas de atuação do fonoaudiólogo, junto às demais especialidades, em um hospital oncológico. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 119 ANÁLISE DA LITERATURA SOBRE A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO DOS PACIENTES SUBMETIDOS A LARINGECTOMIA Prof. Telma Pelaes de Carv alho; Coutinho, S. S. ; Kalinke, L. P. ; Visentin, A. Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O câncer afeta todas as faixas etárias com predomínio em indiv íduos com mais de 65 anos. Entre todos os tipos de câncer, o de laringe representa 2,4% de todos os tipos de câncer e é a décima causa de morte no país.O câncer a doença mais grav e da laringe. Um dos principais fatores que predispõem a esta doença é o uso crônico de álcool, concomitante ao fumo. O tratamento do câncer da laringe se baseia fundamentalmente no local da lesão, estadiamento, presença de linfonodos metastático. Nos tumores glóticos T1, o tratamento pode ser apenas radioterápico; nas lesões mais extensas, há necessidade de cirurgia. As cirurgias podem ser radicais ou parciais e muitas vezes são acompanhadas de esvaziamento cerv ical radical ou parcial, uni ou bilateral e podem ser sucedidas por radioterapia no pós-operatório. As laringectomias parciais têm como objetiv o a preservação da voz, da deglutição e da anatomia das vias aéreas superiores do paciente, diminuindo os efeitos multilantes da cirurgia radical. A laringectomia total prov oca maiores seqüelas funcionais do que as cirurgias parciais: alteração das vias aéreas na respiração, a perda da v oz, perda sensív el do olfato e diminuição do paladar; diminuição da ativ idade motora do ombro, pescoço e membros superiores e disfagia em alguns casos, em conseqüência de má cicatrização ou da radioterapia. Os efeitos psicossociais das alterações prov ocadas pela cirurgia são relacionadas ao desfiguramento, à perda da voz e aos distúrbios da deglutição. Frente a essas complicações cabe ao profissional enfermeiro acompanhar o tratamento dos pacientes que v ão ser submetidos à cirurgia da laringe desde o período pré-operatório até a reabilitação, além de ajudar o paciente a se tornar independente quanto aos seus próprios cuidados. As interv enções de enfermagem nos pacientes laringectomizados no pósoperatório, durante a hospitalização, são bem estabelecidas, mas em nív el da realização no ambulatório ou no domicílio. Objetiv o: Desenv olv er pesquisa bibliográfica, identificando as necessidades a serem interv idas pelo enfermeiro durante a internação do paciente traqueostomizado. Metodologia: Pesquisa de natureza descritiv a e exploratória dos dados da literatura sobre a atuação do enfermeiro no pré e pós operatório das cirurgias de laringectomia. Conclusão: Conforme dados da literatura, a proposta de 120 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ação do enfermeiro dev e ser pedagógica, pois o ensino de pacientes favorece a interv enção dinâmica, de aprendizado mútuo. Com base nos resultados obtidos no estudo, o plano de ensino favorece o desenvolvimento de capacidades dos pacientes. ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DOS CAMPOS DE TECIDO COM DESCARTÁVEIS Zelinda Foscarini dos Santos Batista; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] As Instituições de Saúde, e em especial os hospitais, são empresas por demais complexas, exigindo profissionais capacitados para gerirem e trabalharem em determinados serv iços e setores, fazendo com que todos atinjam o mesmo objetiv o. As Instituições de Saúde têm por finalidade atender pessoas físicas ou jurídicas que as procuram para tratamentos ou procedimentos v oltados para a área de saúde; promov er a educação e o aprimoramento profissional; exercer a prevenção de métodos apropriados (MOURA, 1990). Seja qual for o modelo de Instituição de Saúde, o seu objetivo básico é o de prestar bons atendimentos aos clientes. E para tanto necessita de uma infra-estrutura de suporte para atingir todas as suas finalidades, baseada em todos os serv iços prestados, nos setores, nas seções ex istentes na instituição, sendo que uma das principais é a CME – Central de Material e Esterilização (MOURA, 1990). Qual será a relação do custo-benefício do campo de algodão e do campo descartáv el na CME de um hospital? Demonstrar o custo dos campos descartáv eis em relação ao de algodão; apresentar a relação de custo benefício da utilização dos campos descartáv eis; realizar lev antamento da relação de custo benefício do campo de tecido; demonstrar a segurança, v antagens e tempo de validade com a utilização dos campos descartáveis; demonstrar os benefícios da utilização dos campos descartáv eis e barreira antimicrobiana. O presente estudo terá como instrumento de aferição a Pesquisa Qualitativa. Este estudo comparativ o nos demonstrou que o custo do campo de algodão é economicamente mais v iáv el, mas não temos segurança adequada dele. Ao utilizarmos estas embalagens não temos como fazer um controle dos seus reprocessamentos, tornando-se difícil obter um controle na qualidade do produto utilizado. Outro item difícil de ser controlado é a eficácia da barreira microbiana que a embalagem dev e oferecer ao material, desde a esterilização até a sua utilização. As III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 121 embalagens de algodão podem ser utilizadas por meio de um processo que inclui lavagem, preparo, embalagem, rotulagem, esterilização e controle de qualidade que ainda precisam manter uma barreira de proteção atrav és de múltiplos processamentos. Com v árias lav agens as fibras aumentam de tamanho, com a secagem e esterilização elas encolhem, o que as torna mais frágeis facilitando seu desprendimento. A realização deste estudo comparativ o proporcionou conhecer quão importante é o enfermeiro ter conhecimento sobre o custo de cada procedimento desenv olv ido dentro da CME. Este estudo comparativ o, entre campo de algodão e de nãotecido, demonstrou claramente que o não-tecido é mais v iáv el economicamente, e as vantagens são grandes, além de se manter uma barreira antimicrobiana 99 a 100% e temos a v antagem de utilizar um produto de qualidade. Enquanto que o campo de tecido de algodão oferece uma barreira antimicrobiana de apenas 34% e não temos segurança do produto que estamos utilizando. A evolução tecnológica trouxe, para os hospitais, materiais sofisticados para a realização de procedimentos cada v ez mais complexos, necessitando-se de profissionais capacitados. O enfermeiro que trabalha na CME deve compreender e gerenciar informações referentes a custos, pois nas tomadas de decisões e planejamentos das atividades operacionais e escolha de produtos, deverá reverter em benefícios para a instituição. A compreensão dos custos é uma ferramenta gerencial para os enfermeiros com finalidade de controle, fornecendo suporte para analisar a viabilidade de projetos e amparar o processo decisório em relação à alocação de recursos e redução de despesas. A CME que tiv er um enfermeiro à frente na administração desses custos hospitalares, poderá ter então um indicador de economia na organização. EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM AO LONGO DOS ANOS Willian Hang; Prof. Eunice Kyosen Nakamura Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O desenv olvimento da Enfermagem, ao longo dos anos, mostra uma trajetória de lutas por espaço e reconhecimento profissional. Muitas foram e ainda são as dificuldades enfrentadas pela profissão no que tange à construção de um saber específico que confira cientificidade às suas ações e v isibilidade social (DAHER, 2002). Consegue-se perceber que o av anço da ciência em prol da Enfermagem v em favorecendo a reorganização em todas as instituições de saúde, fazendo com que os Enfermeiros tenham 122 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA uma v isão sistematizada das necessidades, cuidados e tratamentos a serem realizados, qualificando ainda mais esta classe priv ilegiada e pioneira em atender às enfermidades que atingem a população. A estagnação da profissão, através do meio em que está inserida, e no qual o mercado obriga os profissionais a v enderem por tão pouco o seu trabalho, é de fato tão valorizada o quanto deve ser? Investigar se o Enfermeiro está exercendo a função com sabedoria, estudo, competência e capacidade, conquistando seu espaço e reconhecimento na sociedade. Demonstrar que o Enfermeiro é uma peça de real apoio para o Sistema de Saúde. Para o desenvolvimento do trabalho, optou-se por pesquisa bibliográfica, realizada na cidade de Curitiba-PR, cuja análise de dados apresenta-se de forma descritiva. Através da minuciosa rev isão bibliográfica sobre a Ev olução da Enfermagem, os autores mostram que a Enfermagem foi v ista como prática empírica e doméstica realizada por leigos e religiosos, de forma caritativa e submissa, contribuindo assim para que a sociedade tiv esse uma v isão distorcida desses profissionais. Somente no período pós-Florence é que a Enfermagem passa a ser reconhecida como ciência. O Enfermeiro passou a ser v alorizado quando se constatou que ele é um dos poucos profissionais que atuam em quase todas as frentes na área da saúde. Esta faceta da profissão também está sendo v alorizada na esfera pública. Centenas de municípios e até alguns Estados, já têm Enfermeiros no comando das Secretarias da Saúde. A crescente ev olução da Enfermagem ao longo do tempo deixa aberta a questão do quanto a profissão tem a crescer. Àqueles que, mesmo em condições adv ersas, conseguem exercer a profissão de Enfermeiro, destacam-se facilmente; e percebemos que é possível crescer ainda mais quando todos nós formos destaque de mérito e coragem perante a sociedade, fazendo com que a Enfermagem seja reconhecida fortemente no cenário mundial. Hoje é considerada a quinta maior força de trabalho na área de saúde. Portanto, mostramos a que v iemos, o que fazemos e como fazemos e, desta maneira, participamos da inserção no trajeto glorioso com o reconhecimento dos direitos cabív eis. Nós, Enfermeiros (as) queremos respeito e conscientização, pois a imagem deturpada, fere os princípios morais pelos quais pautamos nosso saber e discurso. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 123 LEVANTAMENTO DE NOVAS MATÉRIAS NATURAIS E POTENCIAL APLICABILIDADE EM PRODUTOS TÓPICOS Prof. Neila de Paula; Marcelo Gomes; Prof. Miriam Gouv eia; Prof. Sandra Martin Linha de Pesquisa: Elaboração e Av aliação dos Parâmetros Físico-Químicos [email protected] Levantamento de novas matérias-primas naturais e potencial aplicabilidade em produtos tópicos. Com a acessibilidade aos sites de empresas fornecedoras de matérias-primas de aplicabilidade farmo-cosmética, foi realizado um minucioso levantamento das propriedades de matérias-primas naturais e sintéticas existentes na Uniandrade. Essa pesquisa trouxe resultados surpreendentes acerca de como as mesmas podem ser aprov eitadas e devidamente combinadas para constituir nov as formulações de uso tópico. Dando continuidade a um experimento anterior em que propriedades de óleos v egetais nas formulações foram inv estigadas, novas combinações foram propostas com as matérias-primas naturais estudadas e disponív eis na instituição. INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA UTILIZANDO O LUDICO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO ESCOLAR DE 5ª SÉRIE: UMA REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL Adriane Ferreira da Costa; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O lúdico sempre se fez presente no cotidiano do ser humano, por meio de brincadeiras, jogos e divertimento. Portanto, quando aplicado nas aulas de Educação Física pode v ir a proporcionar aos alunos experimentações e v iv ências, desenv olv endo criatividade e espontaneidade, um processo que o professor poderá utilizar em suas aulas. Os PCN’s falam que os conteúdos a serem trabalhados nas escolas são jogos, esportes, lutas, ginásticas e dança. Então porque, não abordar esses temas de forma lúdica no ensino-aprendizagem na 5ªsérie. Por quê o lúdico não é explorado e levado a sério nas aulas de Educação Física? Dev ido a isso, este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetiv o principal verificar se o lúdico é inserido nos planejamentos de aula das turmas de 5ª série, analisar um 124 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA modo de atingir os objetivos propostos pelas escolas de forma lúdica, v erificar a preferência docente e discente de Educação Física (5a série) de 2(duas) escolas da rede pública de Curitiba sobre o lúdico no contexto do ensino-aprendizagem. A pesquisa inicialmente desenvolve-se com o lev antamento bibliográfico, educação física, buscando a compreensão deste univ erso do lúdico, o lúdico e a educação física e as possibilidades de aprender ludicamente na 5ª série. Para compreensão da proposta aqui apresentada realizou-se um questionamento com professores e alunos da 5a série. O instrumento utilizado para a pesquisa foi um questionário com 3 (três) questões abertas entrev istando 2 (dois) professores e 5 (cinco) questões abertas para 61 alunos, dentre esses foram eliminados 11 alunos, com letra ilegív el e com repostas não coerentes com as perguntas, portanto análise será de 50 alunos, procurando identificar se o lúdico está sendo desenv olv ido nas aulas de Educação Física nas escolas em questão. Os dados coletados foram analisados descritiv amente, e em brev e análise, constatou-se que um dos professores utiliza o lúdico em suas aulas, fazendo com que os alunos se motiv em a participarem das aulas de forma integral. Enquanto o outro professor preocupa-se somente em ensinar as técnicas dos quatros esportes mais conhecido v ôlei, basquete, handebol e futebol. Consideramos então, que o lúdico no contexto escolar, em determinadas escolas não é realidade na proposta pedagógica. Quanto aos alunos entrev istados em ambas escolas percebeu-se que os alunos preferem as aulas que são lúdicas. Não há dúvida, que para a boa preparação e interv enção profissional no que se refere aos aspectos: conceitual e objetivacional com a utilização do lúdico podem ser garantidos com a elaboração de um planejamento adequado dentro das exigências da instituição. FUTEBOL NO CONTEXTO SOCIAL DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPOS DE ANDRADE André Luiz Spuldaro; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida O tema futebol no contexto social de acadêmicos de educação física do Centro Universitário Campos de Andrade, procura demonstrar uma perspectiv a, bem como a opinião de acadêmicos em relação ao futebol. Este inv estigação pretende lev antar dados que possam mensurar o interesse dos acadêmicos de educação física desta instituição em relação ao futebol. Pois muitos destes acadêmicos estarão aptos a trabalhar com o III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 125 futebol seja no âmbito escolar, amador, social e profissional. O trabalho trás a opinião de alguns autores em relação à atuação do profissional de Educação Física no mercado de trabalho, e mostra o grau de interesse dos acadêmicos entrevistados atrav és de um questionário de pesquisa. Na pergunta relacionada à importância do futebol como matéria no período acadêmico, demonstra que 90% dos alunos entrevistados acham que está matéria é importante para seu futuro profissional. O trabalho também demonstra que 87% acham que o futebol é uma forma de sociabilização para as pessoas. Em outra pergunta do questionário, 47% dos acadêmicos pretendem ou já trabalham com futebol, mas a maioria que foi de 53% não pretende trabalhar com futebol, pois esperam trabalhar em outras áreas da Educação Física. A quarta pergunta do questionário mostra que 53% dos acadêmicos entrev istados já trabalharam com futebol em estágios e até mesmo efetiv ados em clubes, escolinhas de futebol ou colégios. Outra pergunta do questionário de pesquisa demonstra que 77% dos acadêmicos entrev istados tem a opinião de que o técnico de futebol precisa ser formado em Educação Física para poder ex ercer o seu trabalho. Já 67% dos acadêmicos acreditam que as informações que o curso de Educação Física fornece, não é o suficiente para se trabalhar com o futebol. A penúltima pergunta mostra que 63% acredita que há um bom campo de trabalho para os profissionais de educação física no futebol. A última pergunta do questionário de pesquisa mostra que 60% dos acadêmicos de Educação Física entrev istados, acredita que o futebol é um agente transformador no contexto social das pessoas. Esta pesquisa ev idenciou a relação que a Educação Física tem com o futebol, demonstrando o ponto de v ista de futuros profissionais da área com o futebol, que é uma paixão nacional e faz parte da sociedade brasileira no seu cotidiano. 126 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA QUALIDADE DE VIDA E YOGA: CONCEITOS POLISSEMICOS Cláudio Dedo Woellner;Prof. João Henrique Bohn Zanoni ; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida Esta pesquisa visa destacar a polissemia que envolve o conceito qualidade de v ida e sua relação com a prática da Yoga. Inegav elmente buscamos, todo o tempo, o estado de plena felicidade, embora subjetivo e relativo. Saúde constitui-se um estado de perfeito bem-estar físico, mental e social (Organização Mundial da Saúde), nosso estado natural (CHOPRA, 1987), totalidade GHAROTE (2002), e não mais como a ausência de doença ou enfermidade. Nessas condições, muitas pessoas descobriram o v alor da yoga como método prático para melhorar as condições de saúde e também a qualidade de v ida (GHAROTE, 2002). Qualidade de v ida para GONÇALVES & VILARTA (2004) possui alguma convergência de opiniões como segurança, felicidade, lazer, saúde, condição financeira estáv el, família, amor e trabalho. Constitui-se em um conceito de múltiplos significados (polissêmico) e seu estudo, necessita analisar objetiv os, formas de abordagem, resultados observados e interpretações apropriadas ao contexto no qual é estudada ou aplicada. Dev emos considerar a época, a cultura, a classe social, v alores e padrões éticos. Para NAHAS (2003) qualidade de v ida pode ser uma medida da própria dignidade humana, pois pressupõe o atendimento das necessidades humanas fundamentais e preconiza que uma vida com mais qualidade incorpora um estilo de v ida ativ o, e passa por uma consolidação de atitudes mais positiv as e estímulos a mudanças de comportamento que ajude a pessoa a viver mais feliz, com mais equilíbrio e qualidade. Para abandonar antigos hábitos, propõe atitude e conhecimento. Entretanto, apenas a informação não garante uma mudança de comportamento. Se as informações forem relevantes, se estiv erem associadas a reais oportunidades para a prática, e se houv er o apoio social necessário, pode-se então esperar que estimulem mudança de atitudes e até de comportamentos. É senso comum a importância da ativ idade física na manutenção da saúde e da qualidade de vida e sua inclusão no estilo de v ida. Essas ativ idades se realizam no período de tempo livre, chamado de lazer, e que para STIGGER (2004) não se constitui alienação quando o indiv íduo realiza suas ativ idades com atitude crítica, escolhas próprias e proporciona excitações agradáveis. Segue dizendo que a ativ idade física pode ser um fim em si mesma, por se gostar, e por um fim utilitário, por ser bom a saúde. A principal razão para a prática de ativ idades físicas está no v alor que esta recebe ao ser associada á saúde. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 127 Entretanto, para o autor, o conceito de v alor é especialmente subjetiv o, portanto, por v ezes contraditório, quando a atitude e o comportamento não são condizentes, ou, ainda, quando o pretex to é social. Cada um de nós tem o seu próprio estilo de v ida, mutáv el ao longo da existência e resultado de div ersos fatores como a personalidade, o conhecimento, os relacionamentos, e a experiência que tiramos dessa interação. A prevenção ou cura dos problemas de saúde passam por mudanças no estilo de vida, como cuidados com alimentação, relacionamentos e ativ idade física regular, de preferência orientada e acompanhada por um profissional de educação física. O estilo de v ida proposto pela Yoga tem como objetiv o a saúde física, mental e espiritual. Não é um estilo conceitual, mas essencialmente prático, onde o mais importante é o quanto se pratica e não o que se sabe sobre a prática. A essência dos benefícios da prática da Yoga está no controle do estresse, redução da ansiedade, v italidade, imagem corporal positiva, atividade física equilibrada, equilíbrio psicofísico, orientação para uma alimentação saudáv el e natural, e consciência (autoconhecimento) quanto as suas limitações e potencialidades. A Yoga tem um papel importante, pois ensina como se tornar forte e resistente física, mental e emocionalmente. A PSICOMOTRICIDADE AQUÁTICA APLICADA A ATLETAS DE ALTO NÍVEL Prof. Clauzenice Toso Milhoretto Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida O desporto profissional v em mudando sua forma de atuar deixando de ter uma v isão apenas da parte técnica e fisiológica do atleta, para perceber o atleta como um indiv íduo completo que, para obter uma performance satisfatória, precisa estar bem psíquica e socialmente, pois, o atleta antes de ser um indiv íduo que age ele é um ser que sente e pensa, necessitando ser cada vez mais visto dessa maneira. A implantação da Psicomotricidade Aquática no desporto futebol profissional v eio no decorrer das ativ idades aquáticas, a necessidade corporal e psicológica de liberar os sentimentos atrav és do movimento, sejam esses de euforia ou frustração. A abordagem da Psicomotricidade vê o atleta como um todo, fazendo com que ele se intere de como ele pensa, age e sente, para descobrir seus potenciais e limitações, desenv olv endo também a percepção do seu colega e do grupo em geral, aumentando a unidade de grupo. Dentro de suas linhas existe a Psicomotricidade Aquática, que tem o enfoque acima citado dentro do 128 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA meio líquido. Segundo Victor da Fonseca (1998), pode-se afirmar que a Psicomotricidade está dividida em duas grandes tendências, a organicista, dando ênfase a execução, a automatização e o equilíbrio do mov imento, aprimorando as habilidades, chegando à perfeição da técnica que se pretende adquirir, e a psicogenética, procura considerar o movimento como elemento determinante dos processos psíquicos. Atrav és desta v isão da Psicomotricidade percebe-se o ser humano por inteiro, obtendo assim o caminho para a descoberta do “Eu”, fazendo com que ele poça ter consciência de seus potenciais e limitações, adquirindo assim sua autonomia que vai significar o “ser”, percebendo e aceitando o outro como ele é, com todas as suas limitações e potenciais, fazendo com que aja uma integração ao meio que significará o “pertencer”, podendo assim respeitar-se na maneira de ser e de viver. O trabalho foi desenvolvido através de uma forma lúdica e descontraída, eliminando o compromisso de acertar ou ganhar, utilizando jogos dirigidos e espontâneos, desenv olv endo os conceitos funcionais e relacionais de tônus, relaxamento, consciência corporal, espaço-temporal, respiração, afetividade, agressividade. O desafio deste trabalho englobou a significação para cada atleta destas capacidades e a superação de seus limites, proporcionando um reconhecimento de si próprio, fazendo com que eles saibam utilizar destas ferramentas em sua v ida diária e no seu profissional. Focada na segunda tendência citada por Victor da Fonseca desenvolveu-se com o olhar no atleta, entendendo que a mesma é um complemento indispensável da primeira tendência, objetiv ando-se como fim um atleta perfeito em sua performance, não deix ando de lado o olhar funcional e o relacional. As vivências dentro da água junto com a liberdade de mov imento foram importantes para que o atleta experimentasse a corporeidade e a afetiv idade, fazendo com que ele pudesse se auto-afirmar perante o grupo sem restrições, fortalecendo assim o vínculo entre os atletas, aumentando a unidade do grupo. Através da v iv ência dos jogos, o atleta pôde experimentar nov as estratégias que o lev aram a conhecer seus potenciais de criativ idade, raciocínio rápido, iniciativ a, garra levando-o a um aumento da auto-estima. Os jogos estruturados proporcionaram aos atletas a percepção do seu espaço e também do seu tempo, proporcionando uma conscientização das estratégias de organização para atingir objetivos específicos. Os atletas puderam perceber e aprimorar o dialogo tônico não-verbal, podendo desenv olver o raciocínio rápido importante na antecipação das jogadas. Conclui-se que a Psicomotricidade está abrindo um nov o caminho para o esporte de alto nív el, fazendo com que o atleta deixe de ser v isto como uma máquina de fazer, mas que haja uma integração entre o agir, o pensar e o sentir, obtendo assim atletas com uma ótima performance. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 129 REFLEXÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM: A CORPOREIDADE EM QUESTÃO Cleiton Ricardo Serafim ; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Ao longo do tempo o corpo foi motiv o de muitas discussões e reflexões, em alguns momentos históricos o corpo foi desv alorizado e até mesmo descartado da existencialidade humana. É interessante observ ar que a prática pedagógica nas aulas de Educação Física tem sofrido grande influencia com o trato do corpo, preconizado por sua historia que insisti em dualizar esse corpo, superv alorizando as funções mentais em detrimentos as físicas e sensitiv as. No ensino aprendizagem essa concepção se esgota no trato do corpo objeto, visando apenas melhorar o condicionamento físico deste, bem como, sua técnica, contribuindo assim para uma educação mecânica do corpo, onde ao comando do professor o aluno reproduz os mov imentos. E compreendemos que o ensino aprendizagem deve vislumbrar nov as possibilidades desse corpo, tanto em sua objetiv idade como em sua subjetiv idade. Portanto este presente estudo tev e por objetiv o v erificar qual a interv enção dos profissionais da área da Educação Física para a produção do conhecimento sobre o corpo e diagnosticar se no âmbito escolar como ocorre a v aloração deste corpo. Nossa reflexão inicialmente perpassa por três períodos distintos na historia para a discussão sobre as questões corporais: período greco-romano, o período medieval, e o período moderno. Num próximo momento discutiremos a necessidade da adoção e incorporação de nov os conceitos, para além do pensamento reducionista mecanicista. Discutir a corporeidade como uma nov a descoberta das possibilidades intencionais e significativ as desse corpo. Na seqüência realizou-se uma pesquisa de campo de campo de caráter qualitativa, na tentativ a de descobrir como os profissionais de Educação Física concebem o corpo. O instrumento de medida conta de uma entrev ista com três questões norteadoras sobre o corpo. E como sujeitos pesquisados foram selecionados 5 (cinco) professores de diferentes escolas da rede pública municipal e estadual na cidade de Curitiba, sendo esses de diferentes séries escolares, e com diferente tempo de formação. Verificou-se com a pesquisa, que dos 5 (cinco) professores entrev istados, 4 (quatro) deles apesar de não terem conhecimento teórico sobre a corporeidade, não v isam a técnica, e nem o rendimento em suas aulas, priorizando o entendimento das atividades e v alorizam a v ivência que esse corpo trás consigo, e também considerando a individualidade, e a identidade 130 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA desse corpo, respeitando seus limites e suas dificuldades, vendo esse corpo numa totalidade. E apenas 1(um) professor dos 5(cinco) entrev istados usa a técnica como objetiv o principal de suas aulas, v alorizando o trato com o corpo objeto. Considera-se então, que a corporeidade sendo respeitada no âmbito escolar, e a clareza sobre a v aloração com o corpo, pode ser o primeiro e decisiv o passo na direção das possibilidades de modificações para um melhor ensino aprendizagem das praticas corporais, assim, superar o paradigma cartesiano dualista v alorizando esse corpo numa perspectiv a da intervenção pedagógica que percebe esse corpo carregado de significados e intenções. A INFLUÊNCIA DO XADREZ NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO RACIOCÍNIO LÓGICO Darci Campos de Carvalho; Prof. Wilson da Silv a Linha de Pesquisa: Jogos Intelectiv os Darci Campos de Carv alho [email protected] O xadrez nos últimos anos v em sendo praticado nas escolas como ativ idade complementar, realizada principalmente no período contrário ao regular, embora ex istam muitas escolas que adotaram o xadrez como componente curricular. Os professores e educadores acreditam que a prática do jogo de xadrez propicia o desenv olv imento cognitiv o do aluno, fav orecendo inclusiv e o seu desenv olv imento integral além de contribuir para elev ar os índices do rendimento escolar possibilitando assim a integração social dos alunos. O xadrez é um forte elemento pedagógico, pois o jogo exige do indiv íduo uma formalização da abstração reflex iv a dentro da estrutura lógica da matemática a Secretaria do Estado da Educação do Paraná inovou o projeto, que visa ensinar o xadrez nas escolas como complemento geral da educação; sendo o seu idealizador o GM. Jaime Sunye Neto, coordenador do projeto “Xadrez nas escolas”junto ao Ministério da Educação.O objetiv o desta pesquisa é v erificar se a transferência do conhecimento do xadrez interfere no desenvolvimento das habilidades necessárias para a resolução de problemas através do raciocínio lógico. Para que possamos entender como se desenv olv e a lógica no indivíduo, buscamos este entendimento na teoria da epistemológica genética de Piaget. A lógica na criança apresenta-se essencialmente sob a forma de estruturas operatórias, ou seja, o ato lógico consiste essencialmente em operar, e, portanto, em agir sobre as coisas ou sobre os outros. “Uma operação é, com efeito, uma ação efetiv a ou interiorizada, tornada reversível e coordenada a outras operações correspondem a uma III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 131 operação inv ersa: por exemplo, a adição e a subtração lógicas ou aritméticas. Por outro lado, uma operação não está nunca isolada: ela está solidária a uma estrutura operatória, tal como os” grupos “em matemática”. PIAGET (1971 citado por Silv a, 2004). O conhecimento da criança de 7 a 11 anos de idade apresenta progressos notáv eis em relação à sua contraparte pré-operacional. (Entre eles, o mais geral é o fato de que sua superestrutura cognitiv a consiste de sistemas de equilíbrio, ou seja, conjuntos altamente coesos de operações reversíveis (agrupamentos lógicos e infralógicos), etc.), que a tornam capaz de organizar e de estabilizar o mundo de objetos e de acontecimentos num grau totalmente v edado à criança mais nova. (FLAVELL, 1962, p. 207,208). A presente amostra foi composta de 20 sujeitos de uma população mista, idade entre 9 e 10 anos, dividido em dois grupos, sendo: 10 sujeitos não enx adrista de escolas públicas, sem experiência com o jogo de xadrez do município de Fazenda Rio Grande – Paraná e 10 sujeitos enxadristas, sendo: 4 de escola particular e 6 de escolas públicas de Curitiba e Região Metropolitana; que estão participando do Circuito Curitibano de Xadrez Escolar-2005, sendo que, como informações complementares, utilizamos o “Rating”dos sujeitos junto à Federação de Xadrez do Paraná (FEXPAR). Os testes utilizados foram do: Triângulo, Quadrado e Pirâmides, extraídos dos exercícios do raciocínio lógico matemático nas recreações de JONOFON. Os avaliados têm 10 minutos cronometrado para a realização de cada um dos testes: O Triângulo: o av aliado dev e colocar os números de 1 até 9 em cada circulo do triângulo de maneira que a soma dos três números de cada lado seja 9. O Quadrado: o av aliado tem que colocar os números de 1 até 9 dentro do quadrado, de tal maneira que a soma das colunas, linhas e diagonal some 15. A Pirâmide: o av aliado utilizará as operações matemáticas de adição ou subtração aos números correspondentes as letras: A,B,C e D, as organizações numéricas dev em ser por meio de um raciocínio hipotético – dedutiv o. Os resultados dos referidos testes estão em fase de analise, para que possamos oportunamente publicar os seus resultados em formato de artigo. 132 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA UNIANDRADE Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Carmem Lucia Andreata; Prof. Joelma Montelares da Silva; Prof. Ricardo Battisti Archer Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida Interdisciplinaridade é um termo que não tem significado único, diferentes interpretações podem ser encontradas, mas em todas elas está implícita uma nov a postura diante da construção do conhecimento, uma mudança de atitude em busca da unidade do pensamento e mudança de paradigma a saberes desunidos. Desta forma na interdisciplinaridade ter-se-ia uma relação de reciprocidade, de mutualidade, ou seja, um regime de coreciprocidade, de interação, que irá possibilitar o diálogo entre os interessados em construir o saber. A interdisciplinaridade depende então, basicamente, de uma mudança de atitude perante o problema do conhecimento, da substituição de uma concepção fragmentária pela unitária do ser humano. Nesse sentido, não estamos nos referindo à interdisciplinaridade como uma teoria geral e absoluta do conhecimento, nem a compreendo como uma ciência aplicada, mas sim como o estudo do desenv olv imento de um processo dinâmico, integrador e, sobretudo, dialógico. As necessidades do futuro não requerem especialização, mas versatilidade, hoje ocorre uma exigência da harmonia entre uma formação especializada e um saber geral, portanto, será o único capaz de assegurar a assimilação de nov os conhecimentos e a capacidade de autoapredizagem. Este estudo objetiva, passar de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento; estimular o ensinoaprendizagem centrado numa v isão de que aprendemos ao longo de toda a v ida, por meio sistêmico de aprendizagem numa dialética constante, sociedade-ensino = ensino-sociedade. “O significado curricular de cada disciplina não pode resultar de uma apreciação isolada de seu conteúdo, mas sim do modo como se articulam as disciplinas em seu conjunto; tal articulação é sempre tributária de uma sistematização filosófica mais abrangente, cujos princípios norteadores é necessário reconhecer” (MACHADO,1995,p.186). A ação pedagógica através da interdisciplinaridade aponta para a construção transdiciplinar de uma escola participativ a e decisiva na formação do sujeito social. O seu objetiv o tornou-se a experimentação da v ivência de uma realidade global, que se insere nas experiências cotidianas do aluno, do professor e que, na teoria positivista era compartimentada e fragmentada. Articular saber, conhecimento, v ivência, escola comunidade, meio-ambiente etc., tornou-se, nos últimos III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 133 anos, o objetiv o da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um trabalho coletiv o e solidário na organização da escola. Este projeto transdiciplinar de educação é marcado por uma v isão geral da educação, num sentido libertador transformando os alunos em sujeitos autônomos, autênticos, competentes e éticos. Portanto, as aulas interdisciplinares das disciplinas do curso de Educação Física-UNIANDRADE visam construir com um saber geral possibilitando que os conteúdos não se encontrem fragmentado, mas tenham relação direta com a construção dos saberes de forma integral. Esta proposta tem como metodologia do trabalho interdisciplinar a: integração de conteúdos; contextualização da teoria/ prática da motricidade em uma interv enção pedagógica atrav és de atividades de diferentes disciplinas por meio de uma inter-relação de práxis pedagógica de constante. BRINCADEIRAS DE RUA: RESGATE CULTURAL Denize Aparecida Rodriguês Costa Leite; Atagy Terezinha Maciel Feijó; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida Desde as sociedades mais antigas, as brincadeiras de rua ocorrem ocupando lugar de destaque no univ erso infantil. Atualmente, nos centros urbanos, em função da falta de segurança, as crianças perdem, ainda muito cedo, o direito de brincar livremente. Percebemos em nossa pesquisa pelas cidades do litoral catarinense, que as brincadeiras de rua estão muito presentes em determinados locais (bairros afastados dos centros urbanos e em comunidades empobrecidas). Locais estes que fav orecem as atividades lúdicas, propiciando assim o desenvolvimento das brincadeiras. Alguns autores indicam que este espaço dev e possibilitar a criança v iv enciar o lúdico na relação com as pessoas nas quais depende para a satisfação das suas necessidades vitais e afetiv as, no caso das brincadeiras de rua, o bairro e a v izinhança são referenciais mais sólidos e estáveis que asseguram a formação dos grupos infantis. Este estudo inv estigou quais as brincadeiras preferidas por crianças de comunidades carentes do litoral catarinense, bem como o local onde estas são realizadas no período extra-escolar. Participaram da pesquisa 100 crianças de ambos os sexos, com idades entre 06 e 13 anos, economicamente desfavorecidas. Esta pesquisa qualitativa foi realizada em bairros carentes de 4 cidades do litoral catarinense, utilizando como instrumento uma entrev ista estruturada com perguntas sobre as brincadeiras preferidas e 134 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA sobre o local onde costumam brincar. Os dados foram tratados com estatística descritiva, média, desvio padrão, freqüência. Os resultados indicaram que a rua é o local onde a maioria das crianças brinca e que a brincadeira preferida pela maioria foi o futebol. Foi observado também que os meninos brincam mais na rua do que as meninas e que as meninas preferem brincadeiras mais tradicionais como bonecas, pega-pega e esconde-esconde, enquanto os meninos preferem jogar futebol. Entre os jogos com bola, o v ôlei foi o mais citado pelas meninas e o futebol pelos meninos. Entre as regiões carentes, as que apresentaram menos estrutura foram aquelas onde se v erificou a maior incidência de crianças brincando na rua. Constatou-se que as brincadeiras diferenciam-se em função do aspecto cultural predominante em cada região. Embora com base em resultados iniciais, interpreta-se que as brincadeiras de rua estejam ocorrendo mais nas periferias que nos centros urbanos. É importante neste momento verificarmos a importância do jogo, na brincadeira, na formação de um futuro adulto. Não podemos entender estes, como uma ativ idade com fim em si própria, sem que haja um processo educacional. A relevância na inv estigação do referido fav orece a descrição do jogo, e facilita a compreensão das relações entre as crianças, bem como a div ulgação da cultura e da brincadeira. CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA DE MEMBROS INFERIORES E DESARMES NO FUTEBOL Derek Arley Silv a Martins; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a [email protected] O presente estudo teve por objetivo analisar o salto vertical dos jogadores que atuam no sistema defensiv o, correlacionando os resultados do teste com os resultados do scouting técnico de jogos realizados por uma determinada equipe, haja vista que todo atuante do setor defensivo de uma equipe necessita de uma exímia performance no que diz respeito à força muscular de membros inferiores, dessa forma surgiu a seguinte questão, “será que o atleta de futebol que possui maior índice de força de membros inferiores (MMII) é o atleta que executa mais desarmes nos adversários em jogos?”Foram feitas análises em 8 jogadores, da categoria juniores com idades entre 17 e 20 anos, que participam do esquema defensiv o, obtendo a correlação: o jogador 1 obtev e 41.4 cm de salto ver- III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 135 tical para 7 desarmes realizados em média, o jogador 2 obteve 41.7 cm salto para 9.2 desarmes em média, o jogador 3 obtev e 40.4 cm salto para 7.8 desarmes em média, o jogador 4 obtev e 40.1 cm salto para 4.83 desarmes em média, o jogador 5 obtev e 31.1 cm salto para 9.5 desarmes em média, o jogador 6 obtev e 39 cm salto para 3.5 desarmes em média, o jogador 7 obtev e 30 cm salto para 6.7 desarmes em média e o jogador 8 obtev e 41 cm salto para 1.5 desarmes em média. Com isso considera-se que o salto v ertical influi na performance dos atletas, afinal os atletas que obtém os melhores saltos detém as médias mais elevadas no número de desarmes, a não ser pelo jogador 8 que possui um salto elev ado e baixa média de desarmes, e também o jogador 5 que possui salto menor que os demais, porém com maior número de desarmes. UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE TALENTOS ESPORTIVOS EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Elcio Alv es da Silv a ; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle;Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida O histórico de bom desempenho dos saltadores brasileiros tem contribuído para o domínio de nosso atletismo na área sul-americana. Embora não tenhamos atingido o nível de popularidade que gostaríamos, com um número muito baixo de jov ens env olv idos com o esporte em comparação com nossa gigantesca população, temos sempre desenvolvido saltadores de elite mundial. A preocupação com a detecção e seleção de indiv íduos com alto nív el de desempenho ocupam lugar priv ilegiado, identificar crianças, jov ens e adultos portadores de aptidões superiores em diferentes domínios tem se constituído em objeto de estudo científico por especialistas em todo o mundo, mesmo que ainda se encontre pouco estudo que abordem questões relacionadas ao diagnóstico e prognóstico de talentos esportivos em nosso país. No esporte a nív el escolar percebese que os critérios para se detectar, selecionar ou promover atletas quase sempre são estabelecidos subjetiv amente pelos técnicos e treinadores, sem a utilização de critérios científicos. Estudos realizados apontam para a necessidade de conhecimento do potencial genético dos atletas, associado a um meio ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Objetivo: Analisar a relação existente entre a capacidade de salto horizontal e v ertical na detecção de talentos esportiv os em diferentes modalidades 136 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA esportiv as, e esclarecer aos técnicos e treinadores a importância de se utilizar critérios científicos fundamentados em referências cineantropométricas na detecção de talentos. Metodologia: A amostra foi construída por 107 atletas na faixa etária entre 12 e 17 anos, do sexo masculino, praticantes de atletismo, basquete, futebol, futsal, handebol e v oleibol, durante a fase final dos Jogos Colegiais do Paraná, no ano de 2004, realizando os testes: de impulsão vertical, impulsão horizontal, mensuração do peso e estatura. Resultados: para demonstração dos resultados div idimos os grupos em três faixas etárias - 12 e 13 anos; 14 e 15 anos; 16 e 17 anos. Os atletas de 12 e 13 anos com peso de 54,3 +14,7; estatura de 162 +22,5; impulsão horizontal de 193 +37,8, impulsão v ertical 36,9 +12,9, Os atletas de 14 e 15 anos com peso de 61,3 +15,2; estatura de 168 +24,8;impulsão horizontal de 201,2 +35,5, impulsão vertical 39,4 +14,3, Os atletas de 16 e 17 anos com peso de 68,6 +9,7; estatura de 177,2 +6,5;impulsão horizontal de 212,9 +26,6, impulsão v ertical 42,9 +13,7. Conclusão: Traçar o perfil ideal de um saltador atrav és de medidas cineantropométricas mostrou-se inv iáv el, pois os dados coletados nos mostram que os atletas em sua grande maioria acompanham o processo normal de crescimento, contudo ao analisarmos os resultados obtidos atrav és das av aliações motricias (salto horizontal e v ertical), podemos observ ar que não atrav és da média, mas sim do percentil que nos fornece dados dos atletas acima da média, podendo assim detectar talentos desportivos. UTILIZAÇÃO DO SALTO HORIZONTAL E VERTICAL NA DETECÇÃO DE O PROBLEMA DA SEPARAÇÃO POR IDADES CRONOLÓGICAS DE EQUIPES PARA TREINOS DE FUTEBOL Fábio Bandeira; Jose Adones Marcelino; Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida O futsal está apresentando um crescimento tão grande quanto o do futebol nos últimos anos no Brasil e no mundo, notado não só por conta da mídia v oltada para este esporte atualmente, que se encontra em franco crescimento, como também pela crescente organização e modernização das entidades responsáveis pelo esporte, bem como regras deste, tornandoo mais atrativ o para a transmissão em rede de tv. Com esse crescimento foi notado também um aumento do número de clubes, “escolinhas de III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 137 esportes”associações, escolas, entre outros que oferecem o serv iço de ensinamento desta modalidade para crianças e adolescentes. Pelo posicionamento de v ários autores, enquanto algumas crianças apresentam um desenvolvimento precoce, outras apresentam um desenvolvimento tardio e uns outros ainda, têm um desenv olv imento normal, ou seja, crianças com a mesma idade cronológica, podem estar mais ou menos desenvolvida umas em relação às outras. Existem também outros fatores, além destes, que dificultam a classificação das crianças, como uma variação no nív el de aprendizagem motora (mudanças em processos internos que determinam a capacidade de um indivíduo em desempenhar uma ação motora) e desenv olv imento motor dos indivíduos e a aptidão para o aprendizado, a qual depende de v ários fatores. Isto implica em uma dificuldade, por parte do professor, em div idir as crianças em grupos homogêneos para a execução do treinamento. Esta dificuldade reflete nos grupos de treinos, onde teremos algumas crianças que jogam bem melhor que outras treinando juntas, provocando assim uma desestimulação destas crianças (seja pelo treino estar muito fácil, para algumas, seja pelo treino estar muito difícil, para outras), causando muitas v ezes a saída destas crianças do treinamento. Em casos extremos, se o jovem for submetido a desafios que não condizem com sua maturação biológica, poderá causar problemas psicológicos, no processo de crescimento e no desenvolvimento desta criança e muitas v ezes com conseqüências físicas e comportamentais. Por este motiv o, e partindo deste preceito, foi feito um levantamento bibliográfico, tentando encontrar uma forma mais coerente e eficiente de executar a separação dos jov ens atletas. Objetivando separálos de uma forma mais homogênea, e classificando-os por grupos de habilidades similares, se v erificaria em que nív el motor o aluno/atleta se encontra, independente de sua idade cronológica. E desta forma poder aux iliar os professores, técnicos e todas as pessoas que trabalham com futebol no sentido de separar as equipes de treinamento de uma forma mais eficaz do que a utilizada atualmente, ou seja, a separação por idade cronológica. Evitando assim os problemas acima citados e ainda deixando a aula / treino mais produtiv a. 138 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ENXADRISTAS E NÃO ENXADRISTAS NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PÊNDULO Fernando Gabriel Harmuch; Darci Campos de Carv alho; Prof. Wilson da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O estudo e a prática do Xadrez v isando o desenv olvimento cognitiv o é uma idéia bastante sedutora no âmbito enxadrístico e alv o de freqüentes discussões que têm como elemento central indagar se as habilidades cognitiv as desenv olv idas pelo xadrez podem ser transferidas para outras áreas, como matemática, leitura, resoluções de problemas, etc. Embora o jogo de xadrez apresente muitas características atrativas para pesquisas cognitiv as, poucos estudos foram feitos apoiados na teoria de Jean Piaget e seus colaboradores. O presente trabalho terá como suporte a teoria de Piaget, sendo que será utilizada a obra, Da Lógica da criança a Lógica do Adolescente (INHELDER; PIAGET, 1976, p.49) Capítulo Quatro, ‘As Oscilações do Pêndulo e as Operações de Exclusão’, buscando diferenciar o desempenho cognitiv o, no teste do pêndulo. A amostra e população dessa pesquisa qualitativ a consiste em v inte sujeitos de nov e e dez anos de idade de ambos os sexos, sendo dez enxadristas e dez não enxadristas que nunca tiv eram contato com o xadrez. Os sujeitos são de escolas públicas e particulares, sendo que para alguns sujeitos, a experiência foi apresentada na própria escola, e para o restante dos sujeitos nas suas casas. Acreditamos que este estudo possa ser relev ante por contribuir para um maior esclarecimento sobre o jogo de x adrez e a resolução de problemas. A coleta de dados foi desenv olv ida de acordo com o Método Clínico de Piaget. O Método Clínico consiste em conv ersar livremente com o sujeito, ao invés de limitar-se a perguntas fixas e padronizadas, conserv ando assim as v antagens de uma fala adaptada a cada sujeito, o que permite o máximo possív el de tomadas de consciência, bem como a possibilidade do sujeito de formular suas próprias atitudes mentais, VALENTE (1997 apud SILVA, 2004). A técnica consiste em apresentar um pêndulo sob a forma de um peso suspenso por uma corrente, os sujeitos têm os meios para fazer variar os pesos dos objetos suspensos, a amplitude, etc. O problema consiste em encontrar os fatores que condicionam a freqüência das oscilações, (INHELDER; PIAGET, 1976, p.49). Os fatores possív eis, considerando-se a situação experimental, são o comprimento da corrente, o peso, a altura da queda (= amplitude da oscilação) e o impulso dado pelo sujeito. Como só o comprimento da corrente é efetiv o, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 139 o problema consiste em dissociar os três outros e excluí-los, quando se pede aos sujeitos que façam variar e expliquem a freqüência das oscilações de um pêndulo. Visando o foco de que as habilidades cognitiv as desenv olv idas pelo xadrez possam ser transferidas para as resoluções que envolvem processos cognitiv os, chegamos as seguintes hipóteses: A) enxadristas apresentam um melhor desempenho na resolução do teste do pêndulo; B) enxadristas e não enxadristas apresentam o mesmo desempenho na resolução do teste do pêndulo; C) sujeitos que nunca jogaram xadrez apresentam um melhor desempenho na resolução do teste do pêndulo. O presente estudo v isa fornecer elementos para entender da influência do jogo de xadrez no pensamento formal, que se caracteriza pela formulação de hipóteses, raciocínio sobre o possív el e combinatória sistemática. Os dados do presente estudo estão em fase de análise e posteriormente será publicado em formato de artigo. EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA E AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA (BCAA) NA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM ATLETAS DE FUTEBOL PROFISSIONAL Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Carolina Neiva de Lima Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O objetivo deste estudo foi investigar a influência da suplementação crônica de creatina e aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) na composição corporal, durante o campeonato brasileiro de futebol 2003. Os atletas foram div ididos em quatro grupos, sendo que o 1º grupo foi suplementado com creatina pura (CR), o 2º grupo com creatina e BCAA (CRBC), o 3º grupo foi suplementado com BCAA (BC) e o 4º grupo não suplementado, grupo controle (CON). Foram administradas 02 a 03 gramas de creatina pura ao dia (administrada sempre antes dos treinos), durante 22 semanas e 5,6 gramas (quatro comprimidos) de BCAA ao dia, sendo dois antes e dois após aos treinamentos para os atletas durante 22 semanas. Foram utilizados 26 jogadores profissionais. Realizaram-se as medidas de composição corporal como: massa corporal, percentual de gordura e massa muscular, antes e após as 22 semanas. Verificou-se aumento da massa magra e diminuição da gordura corporal no grupo (CRBC) e (BC), entretanto julgamos esses dados como insuficientes em função sobretudo da amostra 140 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ser reduzida. Os resultados observ ados não apontam para mudanças significativ as na composição corporal de atletas de futebol profissional mediante suplementação crônica de creatina e BCAA isolados ou em associação. HIDROGINÁSTICA PARA O PARTO Francielle Carolina Piassetta; Ândrella Siroti; Prof. José Ricardo Lourenço de Oliv eira; João Henrique B. Zanoni Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A presente intenção de pesquisa pretende v erificar as alterações da musculatura do perínio no período da gestação atrav és da prática regular da hidroginástica como componente auxiliar facilitador do parto natural. A relevância da temática abordada justifica – se pela necessidade de maiores ou melhores entendimentos acerca do processo muscular desenv olv ido durante o parto. Para realização desta pesquisa será utilizada uma entrev ista com mães que fizeram hidroginástica antes do parto e quais reais resultados obtidos com a hidroginástica. O propósito desta entrevista originou – se a partir da seguinte questão problema. A ativ idade física regular pode fav orecer e facilitar o desenv olvimento da musculatura do perínio? Este estudo encontra-se em desenv olv imento e será finalizado por ocasião da confecção do trabalho de conclusão de curso como requisito parcial na formação em Licenciatura em Educação Física no Centro Universitário Campos de Andrade - UNIANDRADE. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 141 JOGOS E BRINCADEIRAS DE CONSTRUÇÃO UMA REFLEXÃO NO PROCESSO EDUCACIONAL: ESTRÁTEGIAS PARA UMA POSSIBILIDADE DE APRENDER Hérica Pellanda; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Nessa pesquisa procuramos apresentar a importância dos jogos e brincadeiras de construção no processo ensino aprendizagem como estratégias e possibilidades de aprender. Os jogos e brincadeiras estimulam a criatividade e possibilitam a criança momentos de satisfação e significado levando a criança a se encontra com suas necessidades, desejos e fantasias. Essas ativ idades exercem um papel importante no desenvolvimento afetiv o-social, cognitivo, motor etc, além de auxiliar no processo educacional, portanto, dev em fazer parte do aprender no âmbito escolar. O lúdico, os jogos e as brincadeiras podem estar presentes em sala de aula sendo uma importante metodologia no processo ensino-aprendizagem e não mais se resumirem somente às aulas de recreação e Educação Física. Será que as estratégias de jogos e brincadeiras no processo educacional atualmente possibilitam a construção do verdadeiro saber? Com essa estratégia podemos formar indiv íduos criativos que são de estrema importância para o funcionamento efetivo da sociedade, pois são eles quem fazem descobertas, inventam e promov em mudanças. Assim a pesquisa apresenta como objetiv o principal compreender de que forma a Educação Física por meio dos jogos e brincadeiras podem contribuir no processo ensino aprendizagem. Dev emos compreender que o mesmo prazer que a criança tem ao sair para o recreio, ao ir às aulas de Educação Física ou na hora da saída, é o mesmo prazer que pode estar v inculado a aprendizagem em qualquer espaço escolar, espaço esse, de construção e dialogo. Assim, para melhor compreensão desta proposta realizamos uma pesquisa de campo de caráter qualitativ o atrav és de questionários com 5 questões tendo como amostra 20 professores que atuam nas séries iniciais, sendo 10 com formação em Educação Física e 10 com formação em Pedagogia e Letras Português/Inglês. O resultado obtido foi que a maioria dos professores usam construir jogos com seus alunos com diversas finalidades como: apreensão de conteúdos, sentir-se útil, aprender e criar regras, desenv olv er raciocínio e relacionamento com os colegas entre outros. Observ amos que os professores reconhecem que os jogos de construção podem contribuir para o processo ensino aprendizagem, oferecendo v antagens como a ludicidade, a cooperação, a participação, 142 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA enfim, promov endo a alegria, o prazer e a motiv ação para os alunos aprender. Observ ou-se também div ersas melhoras de alunos no processo ensino aprendizagem atrav és dos jogos e brincadeiras, sendo assim reconhecida a sua importância para o desenvolvimento da criança. Este é o momento de fazermos a diferença para que nossos alunos possam sentir, acreditar e se tornar sujeitos participantes, autônomos, alegres e críticos com relação ao contex to em que estão inseridos. ESTUDO INVESTIGATIVO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ERGOGÊNICOS EM ATLETAS DE FUTEBOL Ivo Márcio de Oliv eira; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende Linha de pesquisa: Saúde Coletiva e Qualidade de Vida [email protected] Este trabalho tem a finalidade de v erificar a utilização de algum tipo de suplemento nutricional ou anabolizantes em atletas profissionais de futebol da cidade de Curitiba. Procuramos também verificar o nível de conhecimento que estes atletas tem sobre estas substâncias. Neste estudo foi realizada uma pesquisa de campo atrav és de um questionário contendo 13 questões. A amostra foi composta por (30), atletas do sexo masculino na faixa etária de 18 a 35 anos de idade e que fazem uso ou não de algum recurso ergogênico para melhorarem seu desempenho físico. O objetiv o é v erificarmos que tipo de substância é mais utilizada dentro dos clubes de futebol, se existe alguma melhora no desempenho físico, em que proporções houve esta melhora, qual a finalidade de se ingerir este tipo de substância, se v isam um melhor rendimento físico, ou apenas aparência estética, se consomem por conta própria ou com orientação profissional, bem como os resultados e reações adv ersas que ocorreram durante o período em que foram utilizados. De acordo com a pesquisa realizada, dos resultados obtidos por meio do questionário aplicado aos indivíduos entrev istados nos mostraram que: 83% já ouv iram falar em alguma substância para melhorar o desempenho físico e 17% desconhecem qualquer tipo de recurso que aprimore o rendimento físico. Verificou-se que 60% dos indiv íduos entrevistados utilizam algum tipo de suplemento nutricional com a finalidade de melhorar o rendimento físico e 40% não utilizam nada, sendo que de todos os entrev istados 63% nunca tiv eram nenhuma informação se estas substâncias podem causar algum tipo de risco a saúde e 37% afirmaram que pode ocasionar algum dano as saúde. De acordo com os entrevistados, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 143 daqueles que fazem uso de suplementos nutricionais, a creatina foi a substância mais utilizada pelos atletas com 50%, seguido por carboidratos e hipercalóricos 45%, e aminoácido com 22%. Concluímos com esta pesquisa que a maioria dos atletas entrev istados tomam algum tipo de suplemento alimentar, e a maior parte dos atletas afirmaram ter feito suplementação com orientação profissional e mais da metade dos entrevistados afirmaram ter obtido o desempenho que se esperava. BULLYING: CONSEQUÊNCIAS DA AGRESSIVIDADE NA ESCOLA Prof. Joelma Montelares da Silv a; Denize Aparecida Rodrigues Leite; Atagy Terezinha Maciel Feijo; Gisely Rodrigues Brouco; Luis Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A v iolência é um dos temas que tem se destacado em discussões no século XXI, eliminar esse mal da humanidade é um grande desafio. Infelizmente estamos v iv endo atos v iolentos em vários segmentos da sociedade. Nesse contexto, ev idenciamos nessa pesquisa a v iolência no âmbito escolar que tem constituído dimensões alarmantes. Muitas v ezes quando mencionamos tal assunto, imaginamos alunos brigando corporalmente e alguém interferindo para separá-los. Comumente nossa discussão girara em torno de outros aspectos relev antes da violência na escola pouco referenciado hoje, quase nenhuma importância se dá a algumas situações do dia-dia na escola, a v iolência abordada nesse texto env olve aspectos de bastante significância que interferem na construção da personalidade e auto-imagem das crianças env olv idas no processo. Tendo em v ista preocupações com a falta de interesse por parte dos pais professores sobre o assunto, surgiu a intenção em abordar não só como alerta, mas, como div ulgação desse tipo de violência que pode marcar a vida da criança para sempre. O tema em questão é chamado por “bullying”. Esse termo tem origem inglesa, e é utilizado para definir o ato consciente de atitudes agressiv as sem causa aparente no interior da escola, como mencionado anteriormente não e a agressiv idade física no sentido strito senso da palav ra somente que está em questão, mas a agressões adotadas por um ou mais alunos contra outro, causando dor e angústia, executado dentro de uma relação desigual de poder. Segundo a ABRAPIA – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e à Adolescência compreende, todo o ato de ofender, gozar, discriminar, sacanear, isolar, perseguir, aterrorizar, amedrontar, intimidar, humilhar, e até mesmo bater, 144 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA empurrar, ferir etc. Nossa reflex ão consta não só discutir o tema, mas também abordar alguns aspectos geradores e explicadores nesse tipo de violência. Inicialmente abordaremos, um pequeno levantamento acerca do “bullying”. Em seguida por identificarmos que tal assunto esta extremamente relacionado com moral, portanto, abordaremos como se constrói a moral na criança. A partir dessas premissas pretendemos relacionar “bullying” à construção da corporeidade da criança. Essa intenção de pesquisa pretende refletir tais aspectos, realizando um estudo qualitativ o de caráter exploratório com a intenção de diagnosticar o que significa passar por situação de “bullyng” na escola ou até mesmo ser autor de tal agressiv idade. A problemática central está no caráter relev ante dos significados e intencionalidade desse tipo de atitude. Por compreendermos que as crianças nas séries iniciais não pode discutir esses significados, escolhemos para aplicação da pesquisa 50 crianças de escolas públicas da cidade de Camboriu - SC e 50 crianças da cidade de Curitiba-PR de 3º ciclo do ensino fundamental. Identificamos que o quadro aqui apresentado, envolvendo a escola é um componente que deve ser considerado nosso papel como educadores não podem ser de meros expectadores. Com a finalidade de compreender melhor o fenômeno acerca dessas manifestações e contribuir para uma interv enção adequada da prática pedagógica. CORPO NA ESCOLA: RACISMO E A CONSTRUÇÃO DA CORPOREIDADE DA CRIANÇA DE 5ª SÉRIE Prof. Joelma Montelares da Silva; Ana Cristina Bonfá Rodrigues; Rodrigo Faria Linha de Pesquisa:Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A interv enção de Educação Física como prática pedagógica tem nos colocado diante de uma diversidade de situações-problema, as quais nos tem despertado interesse pela investigação, reflexão e desejo de mudança. Em muitas situações-problema encontradas no âmbito escolar destacamos nessa pesquisa o racismo e a interferência com aspectos relativos a autoconceito que a criança faz de si. Esta imagem corporal que a criança faz de si tem papel importante na construção do conceito de corpo ideal. Durante séculos consecutiv os, negros e mulatos sofreram um processo discriminatório. A lógica histórica foi à defesa do fortalecimento da raça atrav és do controle dos males sociais e raciais, a partir de uma política III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 145 que defendia a homogeneidade racial fav oráv el à raça ariana pura. Nesse contexto a busca incessante de hegemonia ideal de corpo incluindo principalmente a cor da pele na sociedade Brasileira foram preconizadas de forma inescrupulosa, inferiorizando e desv alorizando negros e índios. Contudo, a intenção desta pesquisa é ir além desta forma de abordagem ao colocar em foco a constituição histórica das questões raciais. Com o propósito de identificar o modo como o aluno se v ê e se autoconceitua em relação a cor da pele (auto-imagem) e melhor compreender esse fenômeno, optamos pela abordagem da representatividade dos modos de interlocução presentes na fala do aluno. Nossa abordagem inicialmente perpassa por uma discussão sobre essa desigualdade social e a relação de poder referenciada historicamente. Na seqüência discutimos a interferência do racismo na forma do autoconceito do corpo. O objetiv o principal foi a inv estigar essa autoconceituação da criança em relação à cor de sua pele. Através de pesquisa qualitativa para melhor compreender o fenômeno da interlocução do aluno a respeito de si, aplicamos uma inquirição sobre cor dos olhos, cabelo etc. para v erificar nos enunciados das crianças sua referencia quanto cor da pele. O grupo pesquisado consta de 51 crianças da Rede Estadual de Ensino Público do Estado do Paraná e 105 crianças da Rede Estadual de Ensino Público do Estado de São Paulo, na faixa etária de 10 a 15 anos, matriculadas na 5a série. Na interlocução das crianças inv estigadas, v erificamos que a maioria delas não se denominou negra, utilizaram v arias formas de autoconceituarem sua cor de pele: “morena”, “morena clara”, “morena escura”, “parda”, “parda clara”, “parda escura”e até mesmo “branca”mostrando consenso com pesquisa realizada 1976 em um tratado antropológico ditado pelos brasileiros, realizado pelo IBGE, que foi citado por Turra e Venturi. Nele foram denominadas 135 cores diferentes de acordo com a cor que cada pessoa considerav a ter, dentre elas “acastanhada”, “jambo”, “alv a escura“, “amarelada“, “brancamelada”, “branca queimada“, “branca suja“, “bugresinha-escura“, “café-comleite“, “canelada“, “cardão“, “cor-de-canela“, “cor-de-cuia“, “crioula“, “encerada“, “morena“, “pretinha“, “negrota“, “sapecada“, “rosa queimada“, “tostada“, “parda”e até mesmo “mestiça“, “miscigenação“entre outras. (TURRA e VENTURI, 1995:33-34). Sampaio (2004), ao refletir sobre os sentidos e significados sobre o corpo, refere-se a corporeidade, como a expressão concreta da existência humana, v ivenciada também num processo complexo de relações sociais. A organização da corporeidade corresponde a múltiplas ex periências na v ida, formulando linguagens próprias para expressar suas necessidades e inserção no mundo. A existência humana é algo complexo e, como fenômeno, o conceito de corporeidade não pode ser simplificado. Corporeidade, para MOREIRA (1998:145), é a existência do ser, “independe de padrões e conceituações 146 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA dogmáticas, pois ela é, sem necessidades de adjetivações”. A presente pesquisa se torna relev ante porque é incontestáv el a necessidade de discutir relações assimétricas de poder que norteiam as relações e construções humanas. O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM INSTITUIÇÕES ASILARES Jose Adones Marcelino; Elcio Alv es da Silv a; Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A educação física no decorrer dos anos está passando por mudanças, é uma das áreas da saúde que exige, cada v ez mais, profissionais capacitados e qualificados, observ amos que os idosos quando realizam ativ idade física se interessam em estar integrados em programas, e sua motivação é aumentada e passa a ter variados focos motivadores. Algumas instituições possuem programas de ativ idades, que proporcionam aos idosos: prev enção, manutenção, reabilitação e recreação, porém muitas vezes estas atividades não são executadas pelos profissionais de educação física. Objetiv o: este estudo tem por objetiv o identificar quais profissionais que estão inseridos nas instituições asilares e relacionar com as ativ idades realizadas. Metodologia: esta pesquisa foi realizada em três instituições asilares da cidade de Curitiba, identificando que as instituições atendem 47 idosos, sendo que a instituição 01 possui 21 idosos, a instituição 02 atende 18 idosos e a instituição 03 atende 08 idosos, onde atrav és de um questionário fechado, v erificamos em quais áreas de formação profissional as instituições possuem seus funcionários e quais ativ idades físicas regulares são realizadas com idosos. Resultados: os resultados obtidos entre as instituições asilares demonstram que apenas 48,9% realizam ativ idade física (caminhadas) três vezes por semana, 83% realizam fisioterapia pelo menos duas v ezes semanalmente, 12,8% participam de ativ idades físicas dirigidas por estagiários do programa de qualidade de v ida da Secretaria de Esporte e Lazer do Município de Curitiba e 29,8% realizam musico terapia duas vezes por semana. Identificamos que maior parte dos idosos que realizam ativ idade são aqueles que necessitam de reabilitação, ou seja, 83% são atendidos por fisioterapeutas, dos 48,9% III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 147 também são orientados por fisioterapeutas, auxiliando nas caminhadas. 29,8% são ocupados pela musicoterapia, onde também são realizadas algumas atividades lúdicas e apenas 29,8% dos idosos realizam ativ idade física orientadas por futuros profissionais de educação física. Conclusão: atrav és dos resultados obtidos, v erificamos que os profissionais de outras áreas que também trabalham nas instituições asilares, que atuam em suas destintas formações acabam realizando ativ idades físicas. Alguns acadêmicos de educação física estão atuando, nestas instituições sem superv isão, contudo o campo de trabalho é deficiente, porém existe a necessidade que os profissionais de educação física procurem está área de atuação para estarem atuando na sua profissão com a prática de atividades com idosos. ANÁLISE COMPARATIVA DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE SALTOS Jose Adones Marcelino; Elcio Alv es da Silv a; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O impulso sobre a plataforma de forças nos faz reencontrar a curv a característica que compreende o tempo passiv o, seguido imediatamente pelo impulso, uma contração concêntrica que representa o pico ativ o. Objetiv o: este estudo tem por objetiv o fazer a analise correlacional entre dois testes de impulsão v ertical, em atletas e não-atletas, com idades que v ariam entre 12 a 30 anos de ambos os sex os, nas modalidades de atletismo, basquete, handebol e v oleibol. Metodologia: foi av aliada a impulsão v ertical de 168 atletas e não-atletas, sendo 151 atletas e 17 nãoatletas, durante a fase final dos Jogos Colegiais do Paraná (JOCOP’S) na cidade de Curitiba, entre os dias 12 a 14 de julho de 2005, atrav és do Teste de Impulsão Vertical (Sargent Test), onde os av aliados realizam três tentativ as sendo considerada a maior alcançada em centímetros e ao mesmo tempo realizava o salto na plataforma “piozoelétrica”, sendo considerada também a melhor marca computada pelo programa. Resultados: os resultados obtidos entre os atletas e não-atletas demonstram que a media e o desvio padrão referente ao peso 59,12 + 11, 97 kg, estatura 170,87 + 9,74 cm, Sargent Test 44,89 + 8,93 cm, Squat Jump 39,65 + 7,77 cm, diferença entre os testes de impulsão v ertical de 148 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 5,24 + 3,95 cm, apresentam o índice de correlação de Pearson = 0,897, apresenta variação de menos cinco (-5) a mais v inte (+20), ocorrendo diferença significante na variação para ambos os testes. No atletismo foram obtidos no teste Sargent Test 43,99 + 8,63 cm e Squat Test 38,93 + 7,34 cm, diferença de 5,06 + 4,15 cm, apresenta o índice correlação de Pearson = 0,877, com v ariação de menos cinco (-5) a mais v inte (+20),. Nas modalidades de basquetebol, handebol e voleibol o teste Sargent Test apresentou os v alores de 48,00 + 9,64 cm, enquanto que o Squat Test apresentou 38,93 + 7,34 cm, apresentando o índice correlação de Pearson = 0,923, com v ariação de -4,1 a +11,4. E os não-atletas apresentaram no Sargent Test os valores de 47,24 + 9,23 cm e Squat Test uma média de 40,61 + 8,50 cm, com índice correlação de Pearson = 0,975, v ariando de +1,90 a +9,90 cm. Conclusão: apesar dos testes de impulsão vertical e squat jump tenham demonstrado estatisticamente bons resultados no índice de correlação, a amplitude das diferenças dos v alores alcançados nos dois testes é muito grande, identificando o teste de Impulsão Vertical, melhor para a realização de medidas e o Squat Test, realizado na plataforma de saltos informatizada, obtendo valores de diferença entre os dois testes não sistemáticos, ou seja, em alguns momentos a plataforma subestima o teste e em outros superestima, apesar do índice de correlação estar em 0,897. INTERFERÊNCIA DOS PAIS NA FORMAÇÃO DE ATLETAS DE INICIAÇÃO EM ESCOLAS DE FUTEBOL Jose Hortêncio Rodrigues do Amaral; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A formação de jogadores de futebol no Brasil tem gerado grandes discussões. Afinal este esporte é uma força propulsora inexplicáv el, pois chegou ao Brasil e em um tempo muito curto foi organizado e desenvolv ido. De fato, o futebol é o principal esporte nacional, seu estilo de jogo é referência mundial e os principais jogadores brasileiros são ídolos em toda parte do planeta. A prática do futebol tem contribuído grandemente para a redução da marginalidade entre menores. É de importância imensurável a existência das Escolinhas de futebol, tendo em vista que a mesma dev e ter perspicácia de perceber qual o esportista que tem aptidões e v ontade de se tornar um atleta de fato. A preparação física no futebol é um dos fatores que mais ev oluiu nas últimas décadas e continua ev oluindo. O III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 149 conhecimento do condicionamento físico para o futebol é de vital importância para o sucesso de uma equipe dentro de uma competição. Para se fazer um encaixe tático de qualidade no esporte coletiv o, é preciso que o técnico conheça a fundo as características dos atletas com os quais está lidando, isso acontece com maior certeza se houv er tempo para fazê-lo. O dia-adia é fundamental para o diagnóstico. O desempenho nos treinamentos e jogos e a rev elação do caráter atlético são componentes importantes na v erdadeira av aliação das capacidades dos jogadores. Inicialmente a pesquisa bibliográfica faz um lev antamento histórico sobre o futebol no Brasil e no Mundo, em seqüência discutimos o futebol como paixão nacional à influência da mídia para esse importante esporte. Com a necessidade de discussão das crianças nas escolinhas de futebol, num próximo momento refletimos na especialização precoce bem como a discussão sobre as escolinhas. A situação mais problemática nas escolinhas de futebol é a interferência negativ a dos pais no treinamento do jogador. Muitas vezes os jov ens são desv iados do objetiv o principal de seus treinos e ambições devido à interferência dos pais, tirando a autoridade profissional até mesmo do treinador. Será que a cobrança dos pais não minimiza a potencialidade do futuro atleta de futebol? Dev ido a grande oferta de jogadores no mercado, o futebol de tornou um meio seleto. Os pais acabam influenciando as crianças que ainda nem sabem o que querem, a serem jogadores de futebol e estimam que estes chegam ao profissionalismo. Na maioria das v ezes os pais prejudicam seus filhos, em função da ganância para ganhar dinheiro na formação do profissional. Discutir os aspectos negativos da influência dos pais na formação de atletas de futebol e o objetiv o principal dessa pesquisa. O conceito moderno de equipe técnica no futebol acompanha o modelo do mundo empresarial. Trata-se de um conjunto de especialistas que se integra, sob a coordenação de uma liderança, para o desenv olvimento pleno de suas potencialidades, buscando um objetiv o bem definido: maximizar o rendimento do time. O rendimento de cada jogador representa um pilar de sustentação importante à essência do futebol. Na medida em que o jogador pratica, o exercício irá sentir o progresso da ativ idade. Os treinadores desejam ministrar ensinamentos, para que o futebol se torne mais fácil e prazeroso de jogar. E também mostrar o quanto é relev ante à influência negativ a dos pais durante a sua formação profissional. Para tanto, como critério metodológico para aprofundamento desta pesquisa será realizado entrev istas de cunho qualitativo de caráter exploratório através de questionário com 05 questões abertas que serão aplicadas à 50 pais de crianças que freqüentam a escolinha de futebol do Coritiba da categoria infantil, com a intenção de melhor verificar o objetiv o proposto. 150 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA TESTE DE COOPER COMO PREDITOR DE PERFORMANCE Lester Miguel; Fabio Bandeira; Maurício Lopes Sgaraboto; Aline Cordeiro doValle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliveira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Os testes aeróbios têm sido utilizados freqüentemente para determinação do nível de condicionamento físico de atletas, porém, os testes anaeróbios também são utilizados como meio de determinação do nív el de condicionamento físico desses indivíduos. Tanto o teste de Cooper (aeróbio) quanto o teste de Wingate (anaeróbio), são considerados bons métodos para determinação da capacidade aeróbia e anaeróbia de indivíduos atletas, porém, precisamos analisar a v erdadeira utilização desses testes para determinar performance em atletas que praticam corridas de mil metros (corrida do facho). Objetiv o: Verificar a eficiência dos testes de potência máx ima e potência aeróbia na seleção de atletas da corrida do facho. Métodos: A amostra foi constituída de 11 atletas militares com média de idade de 21±2 anos, peso 65±4 kg e altura 170±4 cm. Os atletas foram submetidos a avaliações antropométricas, de potência aeróbia (teste de 12 minutos de Cooper) e anaeróbia (teste de Wingate). Todos participaram v oluntariamente da Corrida do Facho, na cidade de Curitiba (PR), no ano de 2004 e assinaram um termo de consentimento livre esclarecido para realização da pesquisa. Os procedimentos para ambos os testes são os recomendados por McArdle (2003). Os resultados individuais da prova são apresentados em segundos para a media 153,27 + 7,72 s, sendo correlacionados aos valores de potência tanto aeróbia quanto anaeróbia. Resultados e discussão: Foram aplicados os testes de Wingate (potência máx ima 701±68 W, potência média 578±41 W, tempo para alcançar a potência máx ima 2,50±0,46 s), com acompanhamento da freqüência cardíaca a cada 5 s e o teste de Cooper (12 minutos). Os resultados no teste de Cooper demonstraram os valores de VO2máx 70,2 ± 4,4 ml/Kg/ min. Os atletas receberam treinamento físico militar no período de 06 meses. Conclusão: Os indivíduos que possuem o VO2máx maior, obtiveram menor tempo no dia da realização da corrida , demonstrando que o teste de Cooper é mais eficaz para a seleção de atletas da corrida do facho (11x 970m) em relação ao teste de Wingate. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 151 INTERFERÊNCIA DA FORÇA DE PREENSÃO MANUAL NA CAPACIDADE DE SUSTENTAÇÃO NA BARRA FIXA Lester Miguel ; Jaime Flores de Araújo Bastos; Maurício Lopes Sgaraboto; Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ;Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O Exército Brasileiro utiliza a flexão de braços na barra fix a (FBF) para avaliar as qualidades físicas, força e resistência muscular localizada de membros superiores de seus integrantes. O objetivo deste estudo foi relacionar a Força de Preensão Manual (FPM) e o Tempo de Sustentação na Barra Fix a (SBF) com o desempenho da FBF. Participaram do estudo 33 militares, v oluntários, do sex o masculino, com idade 27,1 ± 2,0 anos, massa corporal 71,6 ± 6,5 Kg e estatura 176,0 ± 6,9 cm. Foi utilizado o dinamômetro de mão T18, SMEDLEY III, Takei Physical Fitness Test, a fim de realizar o teste de FPM, v erificando o melhor resultado para cada mão, entre 3 tentativ as (ADAMS, 1994). A diferença entre a FPM do lado direito 52,9 ± 7,1 Kg e esquerdo 51,0 ± 6,5 Kg foi significativ a (t = 3,76, para p = 0,001). A média da FPM dos dois braços foi de 52,0 ± 6,7 Kg. No segundo dia todos realizaram o teste de FBF. O resultado deste teste (15 ± 3 repetições) foi div idido pelo peso corporal para anular a influência da massa corporal (FBF/massa = 0,22 ± 0,05 repetições/kg). Após 48 horas, foi mensurado o tempo de sustentação na barra fixa com os braços estendidos (156,48 ± 72,09 s). O mesmo procedimento de anular o peso corporal foi realizado neste teste (SBF/massa = 2,23 ± 1,14 s/kg). O coeficiente de correlação de Pearson (r) entre os testes de FBF (rep) e FBF/massa (rep/Kg) foi 0,87*, entre FBF (rep) e SBF (s) foi 0,23, entre FBF (rep) e SBF/massa (s/Kg) foi 0,25, entre FBF (rep) e FPM (Kg) foi 0,40*, FBF/massa (rep/Kg) e SBF (s) foi 0,34, FBF/massa (rep/Kg) e SBF/ massa (s/Kg) foi 0,45*, FBF/massa (rep/Kg) e FPM (Kg) foi 0,00, SBF (s) e SBF/massa (s/Kg) foi 0,97*, SBF (s) e FPM (Kg) foi 0,04, SBF/massa (s/Kg) e FPM (Kg) foi de - 0,11. As correlações com ( * ) são significativ as para p < 0,05. Da análise dos resultados, conclui-se que não existe correlação significativ a da Força de Preensão Manual e do Tempo de Sustentação na Barra Fixa com a performance do Teste de Flexão de Braços na Barra Fixa. 152 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A INTERFERÊNCIA DA POSSE DE BOLA NO RESULTADO Marcos Antonio Benatto; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a [email protected] O futebol já não pode ser considerado apenas um esporte para o lazer. Hoje, os aspectos esportivos, econômicos e sociais estão intimamente ligados. A evolução do futebol lev a a um aprofundamento dos estudos no sentido de um melhor entendimento das v ariáveis que interferem direta o indiretamente nos resultados. Este estudo tem como objetiv o contribuir com dados que possam auxiliar os profissionais que trabalham com o futebol, nas suas estratégias de trabalho, em busca de uma maior produtividade. Os autores citados consideram a posse de bola um fundamento muito importante no desenvolvimento de uma partida de futebol, sendo que alguns treinadores baseiam suas estratégias de jogo na posse de bola. O estudo questiona a idéia de que a equipe que tem mais tempo a bola em seu poder está mais próxima das v itórias. Foram analisados 16 jogos de uma determinada equipe de futebol profissional da cidade de Curitiba-PR. Para a coleta de dados foi utilizado como instrumento o escalte, analisando a posse de bola e o resultado final em jogos em que a equipe atua como mandante dentro do campeonato brasileiro 2005. Observ amos que, 43,75% dos jogos foram vencidos pela equipe que tev e mais tempo de posse de bola, 31,25% dos jogos o v encedor não tev e um maior tempo de posse de bola. Nos outros 25% dos jogos não houve um v encedor. Ainda existe a necessidade de um maior aprofundamento de estudos, mas a pesquisa aponta para a direção de que não podemos considerar que um maior tempo de posse de bola seja determinante para que uma equipe consiga v encer os seus jogos. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 153 ANÁLISE DO PASSE NO FUTEBOL Marcos Vinicius Santos Gonçalv es; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a [email protected] Este estudo tem por objetivo verificar a precisão do fundamento passe no futebol em teste fechado, realizados pré, no interv alo e pós treino coletiv o com duração real de jogo oficial. Com esta pesquisa pretende-se contribuir com os estudos sobre o passe para atletas da faixa etária de 14 e 15 anos. O grupo foi composto por 10 atletas da categoria sub 15 de um clube de futebol situado em Curitiba-PR, onde realizaram os testes atrav és de um protocolo de precisão do passe em mov imento em diversas distâncias, iniciando com passes de 10 metros, 15 metros, 20 metros, 25 metros, 30 metros, 35 metros e 40 metros, realizados no centro de treinamento do clube. Este protocolo é v alidado pelo manual de testes, tendo como autor Viana Pinto, com cada atleta tendo apenas uma chance para executar o passe corretamente por entre as estacas posicionadas, realizando este teste no mesmo horário de jogos oficiais. Nos dados coletados pode-se dizer que a interferência do passe em diferentes distâncias não tiv eram uma alteração significativ a. A maior pontuação atingida foi na distância de 30 metros, sendo que pela distância a pontuação é maior, mas o melhor índice de acertos foi constatado na distância de 10 metros onde a distância é menor, porém sua pontuação tem um peso menor. Conclui-se que o fundamento do passe sofre poucas interferências em relação a fadiga muscular, não alterando sua qualidade e tendo um melhor aprov eitamento de acertos dentro da análise estatística nas distância mais próximas do teste. SANGUE NA URINA ANTES DA PROVA EM ATLETAS MARATONISTAS Maurício Lopes Sgaraboto; Lester Miguel ; Jose Adones Marcelino; Fábio Bandeira; Aline Cordeiro do Valle; Prof. João Henrique Bohn Zanoni ; Prof. Jose Ricardo Lourenço de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A Hematúria foi primeiramente descrita por Pierre Rayer e Eugene N. Vigla em 1837, constituindo-se do encontro de mais de cinco emacias por campo em análise microscópica de amostra de urina, ou seja, a presença de 154 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA sangue na urina. As hemácias podem chegar à urina por filtração glomerular, por alterações nos túbulos, ductos e trato urinário. Essa disfunção é comumente conhecida como “Hematúria Microscópica”, sendo freqüentemente observ ada não apenas em modalidades de contato, mas também em esportes não traumáticos, praticados indiv idualmente como é o caso das maratonas que submetem o organismo a esforços com grande intensidade e v olume. Objetiv o: demonstrar a incidência de sangue na urina pré-competição na Maratona Ecológica Internacional de Curitiba 2004. Amostra: participaram desse estudo duzentos e sete maratonistas do sexo masculino inscritos na 8ª edição da Maratona Ecológica Internacional de Curitiba, realizada no dia 21 de nov embro de 2004, que assinaram um termo de consentimento concordando em realizar o exame de uroanálise antes da maratona, como critério de inclusão na amostra, foram escolhidos os atletas que terminav am a prova com um tempo menor do que três horas. Essa prov a contou com a presença total de dois mil e cem atletas. Procedimentos: os atletas foram conv idados aleatoriamente um dia antes da prova, junto com a entrega dos “kit’s”, onde preencheram uma ficha de cadastro contendo os seus dados pessoais, logo após foram orientados a chegar uma hora antes da prov a para realizar a coleta da urina. Para a coleta e a análise das amostras foram recrutados 10 pesquisadores, que utilizaram fitas reativ as “Combur10TestâUX”, para imerção na urina e detecção de dez componentes nesse liquido, inclusiv e a presença do sangue. Resultados: das 207 amostras coletadas, 30 apresentaram Hematúria, sendo esse v alor correspondente a 14,4 por cento do total da amostra. Discussão: diante dos resultados encontrados com a pesquisa, o número de atletas que apresentaram sangue na urina foi de grande relev ância, pois apenas analisamos as respostas do período précompetição e a presença do sangue na urina sem percorrer a prova, implica em duas possibilidades: uma não recuperação dos glomérulos dos rins nas últimas semanas de treinamento ou uma situação de doença no organismo, podendo esses atletas apresentar infecções no trato urinário. Conclusão: concluímos que esses indivíduos apresentam disfunções renais decorrentes provavelmente do ex cesso de esforço físico que pode ser classificado como “overtraining”ou os períodos de recuperação entre os treinos e nas últimas semanas que antecedem a prova não estão adequados a uma recuperação efetiva. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 155 DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO PÓS–EXERCÍCIO EM ATLETA DE FUTEBOL PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO Muriel Szymanski; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a [email protected] Estudos apresentados até o momento mostram que a pressão arterial de indivíduos normotensos e hipertensos é reduzida após uma única sessão de exercício, percebendo que tanto os níveis pressóricos sistólicos e diastólicos medidos no período pós-exercício permaneceram inferiores aqueles observados no período pré-exercício (WILCOX et al, 1982). Bennett e col (1984) observ aram que uma série de dez minutos de caminhada na esteira não alterav a o comportamento da pressão arterial no período pósexercício em indivíduos normotensos, no entanto ao serem realizadas cinco séries desse exercício prov ocaria uma significativ a diminuição no comportamento cardiov ascular. O presente estudo tem como objetiv o inv estigar a duração da hipotensão pós-exercício em um atleta de futebol. Para a realização do estudo contou-se com uma amostra de um indiv íduo do sexo masculino, sendo ele atleta de futebol, na faixa etária dos 25 anos de idade. A pressão arterial foi aferida pelo aparelho digital da marca Mark Fitness, da seguinte maneira: em repouso, 10 minutos antecedente ao exercício, e a cada 4 minutos após o exercício estando nov amente em repouso. O indivíduo pedalou em um cicloergômetro da marca MAXX, cuja carga equiv alia a 3% do seu peso corporal, em uma intensidade de 75% da freqüência cardíaca máxima, sendo a mesma acompanhada por um monitor cardíaco, da marca POLAR, em um tempo de 10 minutos. Sua pressão arterial de repouso aferida em pré-exercício estava em 130 x 110, e pós-exercício foi observ ada uma queda pressórica para 121 x 66. Após quatro minutos sua pressão arterial já hav ia aumentado, porém permanecendo ainda em uma hipotensão, de acordo com a aferida em repouso. Apenas aos cinqüenta e dois minutos pós-exercício houv e uma aproximação da pressão arterial na qual se encontrav a em 138 x 92. No presente estudo os mecanismos responsáv eis pela hipotensão pósexercício não foram inv estigados. Entretanto é possív el que essa queda da pressão arterial durante o período de recuperação seja resultado da diminuição na resistência v ascular periférica, onde a mesma, segundo McArdle (1996), pode estar relacionada a v asodilatação prov ocada pelo exercício físico, tanto na musculatura ativ a como na inativ a, os aspectos metabólicos musculares como o acúmulo de potássio, lactato e adenosina podem causar o efeito vasodilatador. Sugere-se que sejam realizados novos 156 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA estudos com atletas de outras modalidades esportiv as para que essas v ariáv eis possam ser melhor investigadas. UTILIZAÇÃO DO INCLINÔMETRO COMO DETERMINANTE DE FLEXIBILIDADE EM ATLETAS DE GINÁSTICA RITMICA Paula Rafaela da Costa; Daisy Carv alho; Prof. João Henrique Bohn Zanoni Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] Na Ginástica Rítmica um elev ado grau de mobilidade articular é um dos requisitos básicos para a execução de uma série de exercícios. O objetiv o desta pesquisa foi diagnosticar o nív el de flexibilidade de cada atleta, em diferentes articulações especificadas para a medição. Estes valores foram lev antados a partir de seis testes, o critério de escolha dos testes partiuse do ponto em que as atletas dev em ter uma mobilidade articular elev ada nessas articulações, sendo elas, o ombro, tronco, quadril e tornozelo. A medição foi realizada com três atletas de Curitiba e para comparação também com atletas de Florianópolis, todas as ginastas da categoria adulta entre 15 e 21 anos, div ididos em dois grupos, o primeiro de Curitiba tem uma estatura 167,67+3,2cm, peso de 54+2,65kg, e as atletas de Florianópolis apresentam uma estatura de 161,33+7,09cm, peso de 54,67+1,53kg. Para obter os resultados utilizou-se um aparelho de precisão – o inclinômetro – onde a medida é feita em graus, obtendo-se a angulação exata da articulação. Obtev e-se como resultado dos seis testes aplicados, as ginastas de Florianópolis obtiv eram uma média maior do que as atletas de Curitiba em cinco testes, tendo uma maior mobilidade articular nos mov imentos de abdução de ombro, flexão de tronco, hiperextensão de quadril, abdução de quadril e uma grande proximidade de média da hiperflexão de quadril das duas equipes, este último demonstra igualdade dos resultados nessa articulação. Provavelmente, estes resultados devemse ao tipo de treinamento aplicado a melhoria da flexibilidade, tanto em Curitiba quanto em Florianópolis, pois, todas as atletas dessa modalidades possuem grande nív el de flexibilidade e as diferenças aparecem conforme a metodologia de treinamento utilizada para essa qualidade física. Concluímos que a equipe de Florianópolis possui maior flexibilidade que a equipe de Curitiba em 6,4% no índice geral dessa qualidade física. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 157 OBESIDADE NA INFÂNCIA Priscila Amado; Prof. Jose Ricardo L. de Oliv eira Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] O presente estudo pretende verificar a obesidade das crianças sedentárias, lev antando questionamentos sobre a qualidade de vida na infância. A relev ância da temática abordada justifica-se pela necessidade de maiores e melhores entendimentos a cerca da qualidade de v ida, desde a infância, pois na atualidade a obesidade das crianças tem sido um grande problema, temos muitas crianças fazendo cirurgias para ajudar a reduzir sua massa corporal. Para realização desta pesquisa será utilizado um questionário de perguntas fechadas e uma av aliação física, aferindo peso corporal, estatura e I.M.C. O propósito desta inv estigação originou-se a partir da seguinte questão problema: Quais problemas a obesidade vem acarretando desde a infância e como melhorar a qualidade de v ida dessas crianças? Este estudo encontra-se em desenv olv imento e será finalizado por ocasião da confecção do TCC como requisito parcial na formação em licenciatura em Educação Física de Centro Univ ersitário Campos de AndradeUniandrade. NO2 – ÓXIDO NÍTRICO, A NOVA TENDÊNCIA NA SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR Rodrigo Messias Pietschaki; Prof. Joao Gilberto Manoel de Azev edo Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A seguinte pesquisa de cunho bibliográfic tem por objetivo informar os benefícios do uso da substância NO2, como precursor do óxido nitroso entre praticantes de ativ idades físicas e atletas do esporte de rendimento no contexto atual de suplementação alimentar. O NO2 atua no organismo como uma molécula sinalização celular ocasionando e modulando diversas reações no organismo, entre elas o aumento do flux o sanguíneo (hemodilatação), promovendo benefícios no sistema cardiovascular com o aumento de diâmetro nas artérias e veias, capacitando-as para o transportar mais sangue aos tecidos, fornecendo maior quantidade de nutrientes, hormônios e oxigênio, v itais para o crescimento muscular, a contração 158 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA muscular, a sinalização nerv osa e o equilíbrio da glicose, naturalmente o No2 é um gás que o organismo produz a partir do aminoácido arginina, em média um indiv iduo consome de 5g a 10g de arginina por dia em sua dieta, isso dependendo da quantidade de proteína que ingere em seu QDR. O efeito estético mais notório é o Pump, que tem atraído a pesquisa de inúmeras indústrias de nutrição e suplementos, que é tecnicamente chamado de v olumização celular, o motivo é que por décadas o Pump era tido como um efeito transitório, decorrente do treinamento com sobre carga que acarreta uma maior v ascularização no tecido muscular. Este fato irá propiciar melhor oferta de oxigênio muscular, acelerando a remoção do ácido lático resultante das reações anaeróbicas para a produção de energia e que determina a fadiga momentânea da musculatura, desencadeando assim uma otimização no processo de crescimento muscular. O ox ído nítrico não é uma nova descoberta, a molécula foi a ganhadora do Prêmio Nobel em 1998, porém as pesquisas e a importância que se deu ao NO2 estas sim são recendes. Concluímos por meio deste que as pesquisas de interesse principalmente das indústrias de nutrição esportiv a, oferecendo assim melhores condições para que o atleta ou o indiv íduo praticante de ativ idades físicas atinja de forma saudáv el seus objetiv os, v êm ev oluindo na tentativ a de estigmatizar os esteróides anabólicos das competições e das práticas esportiv as em geral, beneficiando assim a saúde dentro do esporte seja ele de rendimento ou comportamento. O USO DA SUBSTÂNCIA STANOZOLOL NO ESPORTE DE COMPORTAMENTO Rodrigo Messias Pietschaki; Joao Gilberto Manoel de Azev edo Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A presente pesquisa bibliográfica, acerca de esteróides anabólicos, com ênfase na substância Stanozolol muito utilizada no meio esportiv o por promover aumento de massa e definição muscular, tem por objetivo informar os usuários praticantes do esporte de comportamento, principalmente em academias de musculação onde atualmente busca-se a estética e não a saúde, principalmente na faixa etária dos 17 aos 30 anos de idade, público que mais utiliza esteróides anabólicos. O Winstrol (Stanozolol) uma das drogas mais famosas dentre os praticantes de musculação, halterofilistas e fisiculturistas apresentam-se em duas v ersões: a oral e a injetáv el intra- III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 159 muscular em diluente aquoso (não sintético) pouco androgênico e não promovendo retenção hídrica, porém muito tóxico ao fígado principalmente a v ersão oral. A apreensão de anabolizantes em sua maioria Winstrol V, em 17 de setembro de 2004 em Londrina-PR, publicado pelo jornal Gazeta do Povo v em a denunciar a alta demanda no consumo desta substância. Muitos praticantes do esporte de comportamento têm utilizado a droga com o objetivo de emagrecer, principalmente as mulheres (o que é ineficaz. O Stanozolol é um esteróide e, como tal, poupa nutrientes o que poderá possibilitar o aumento de massa corpórea, seja ela muscular, óssea, adiposa, etc. Ocorre que o Stanozolol aumenta a síntese protéica e de colágeno nos fibroblastos adultos da pele, como apontou a pesquisa científica do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Miami, EUA, em 2004. Desta forma não ocorrendo à queima de gordura, apenas diminui-se o v olume hídrico do corpo. Em relação ao Stanozolol: “Apenas algumas pessoas parecem ter receptores específicos para este componente químico” (GUIMARÃES 1993). Assim a utilização com objetiv os estéticos de emagrecer coloca em risco a saúde, principalmente para as mulheres que, mesmo utilizando esta droga em baixas dosagens, poderá ocorrer a predominância de hormônios masculinos, a v irilização em algumas. Conclui-se, por meio deste, que utilizar Stanozolol com o objetiv o de emagrecer não é o processo adequado a quem faz exercícios aeróbicos de alta intensidade. Por ser um anabolizantes prioriza-se a estética, colocando em risco a saúde de pessoas que utilizam o esporte de comportamento como lazer ou qualidade de v ida. EDUCAÇÃO MOTORA E CORPORIEDADE UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rodrigo Otávio C. de Oliveira; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A escola é um importante espaço para as construções e auto-organização do ser humano. Grande parte de nossas v idas nos encontramos na escola por sua função essencial . Torna-se quase impossív el enumerar as possibilidades de aprendizagem e construções na escola. Hoje podemos criticar ou mesmo enaltecer suas particularidades. O profissional de Educação física inserido neste contexto tem outros agrav antes que dev em ser considerados, como o referencial dualista utilizado por muitos 160 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA pesquisadores que super valorizaram as funções cognitivas em detrimento das físicas. Esse pensamento acompanha a ciência ao longo da história e hoje ainda se faz presente na educação, dificultando o processo de mudança na área da educação física escolar. A pesquisa na área tem avançado para desinstalar o pensamento cartesiano dualista, tentando superar o corpo dicotomizado. Diferentes pesquisadores têm discutido a necessidade de mudança de paradigma. Mas, apesar dos inúmeros estudos positiv os para superar modelos anteriores nota-se ínfimas mudanças na atuação do professor de Educação Física na escola. Ao falarmos da educação física, é necessário entendê-la como área de conhecimento para valorizar sua prática no desenvolv imento do homem. Desta forma, é possív el afirmar que a importância do ato de aprender esta disciplina não se limita apenas à ex ecução do movimento motor, como acontecia na v isão tecnicista. Essa postura está se modificando e, conseqüentemente, estão surgindo novas formas de se trabalhar a educação física para se alcançar o desenvolvimento integral do aluno. Com isso, apresenta-se o problema: Será que a interv enção da Educação Física como prática pedagógica tem v alorizado a existencialidade e formação integral do ser humano na educação infantil? Sabe-se hoje que a motricidade ocupa um lugar imprescindív el na educação perceptiv omotora, isto é, na educação global na criança, constituindo no contexto escolar. Uma nov a percepção pedagógica, podendo alcançar uma melhora nas aulas e no desenv olvimento integral do aluno. Objetivamos com essa pesquisa principalmente analisar a Educação Física na atualidade no âmbito escolar, como disciplina de formação integral na educação infantil. Como objetivos secundários pretendemos refletir sobre a Educação Física escolar num contexto histórico e v erificar os sentidos significados (concepção) que configuram o pressuposto normativo das ações de ensino-aprendizagem na educação infantil e refletir a partir de uma proposta de educação motora e corporeidade a interv enção da Educação Infantil. Realizamos uma pesquisa bibliográfica para melhor fundamentarmos nosso pressuposto da pesquisa na escola, essa pesquisa passa por três momentos distintos: inicialmente abordaremos a Educação Física Escolar num contex to histórico: logo após discutimos sobre os aspectos relevantes para a formação infantil, na seqüência refletiremos a educação motora e a corporeidade como proposta de intervenção pedagógica da Educação Física na Educação Infantil. Por conseguinte realizaremos uma pesquisa com professores das séries iniciais para compreender os objetivos propostos. Portanto, optamos pelo estudo descritiv o de análise qualitativ a para melhor compreensão ao estudar os fatos da atuação do professor de Educação Física na educação infantil. Será realizada uma entrevista grav ada para melhor identificar a interlocução dos sujeitos pesquisados. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 161 Os entrev istados serão 10 professores de Ensino de Educação Infantil, sendo cinco de instituições particulares e cinco de instituições públicas. COMPARAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM ATLETAS PROFISSIONAIS DE FUTEBOL COM O DOS PRESIDIÁRIOS PRATICANTES DE CAPOEIRA DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ Roseli de Liz Pfaffenzeller; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a [email protected] Esta pesquisa tem como meta comparar o percentual de gordura entre jogadores de futebol profissional e presidiários da Penitenciaria central do Estado do Paraná (P.C.E). praticantes de capoeira. Tem-se como parâmetro norteador da análise, a tabela oferecida por Pollock & Wilmore (1993). Objetivo: Comparar o percentual de gordura em atletas profissionais de futebol com os dos presidiários praticantes de capoeira da P.C.E. Método: Foram selecionados por amostragem 30 presidiários praticantes de capoeira e 30 jogadores de futebol profissional com v ariação de idade de 20 a 35 anos de idade do sexo masculino Foi utilizada a equação de SIRI E POLLOCK & WILMORE (1993) para determinação do percentual de gordura com a utilização de um compasso cientifico da marca Cescorf, utilizando somatória de 3 dobras cutâneas: peitoral, supra ilíaca e coxa medial. Resultados: A média do percentual de gordura dos presidiários foi de 10,03% e as dos jogadores profissionais de 9,09%, tendo como diferença menos de 1%. Tabela de % de Gordura Nível / idade 18-25 26-35 Jogador Presidiário Excelente 4 a 6% 8 a 11% 9,09% 10,03% Bom 8 a 10% 12 a15% Conclusão: Concluímos que o percentual de gordura dos jogadores e dos presidiários da P.C.E. devido v ariação da idade ser de 20 a 35 anos se insere em um nív el excelente e bom para a população masculina, e considerando que os reclusos do Sistema Penal tem apenas um dia por semana no pátio que se destina para o seu banho de sol, no qual aproveita para a realização da prática de capoeira e os outros seis dias permanecem confinados e uma cela de 3 metros quadrados div idida com mais dois presidiários, que esta diferença de 0,94% (menor que 1%) comparada a dos jogadores profissionais não é significativ a, principalmente pelo fato de que as condições dispensadas pela prática de atividade física destes dois grupos são bastante distintas. 162 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CONTRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA AQUISIÇÃO DA IMAGEM E ESQUEMA CORPORAL PARA O PRÉESCOLAR: A ATIVIDADE LÚDICA AUXILIANDO NESTA AQUISIÇÃO Sidney Gilberto Gonçalv es; Prof. Joelma Montelares da Silv a Linha de Pesquisa: Desenv olv imento Motor [email protected] A Imagem e Esquema Corporal é de suma importância para a formação da criança, pois é a partir da estimulação pelas ativ idades lúdicas nas aulas de Educação Física que o aluno em fase pré-escolar, se descobre como um ser, percebe o meio onde está inserido e do que está à sua v olta, como outros alunos, professores, coisas, etc. Trabalho que tev e como foco a necessidade do aluno pré-escolar ter um satisfatório desenvolvimento da Imagem e Esquema Corporal, na qual o profissional de Educação Física é o agente facilitador desta qualidade, atrav és da ativ idade lúdica. O profissional de Educação física que se engaja nesta área de desenv olv imento humano tem um papel muito importante na formação e construção da Imagem e Esquema Corporal. Pois é atrav és de seu corpo, como membros emissores de mov imentos expressiv os que, ao contar uma história, ao fantasiar com fantoches, ao elaborar um circuito recreativo ou ao gesticular cantando uma música em uma roda, contribui para a motricidade das crianças, que nos observam atentas e procuram reproduzir estes mov imentos da forma que cada um captou. Metodologia: Diante disto, será utilizado um protocolo de desenv olv imento motor (EDM) - Francisco Rosa Neto (2002, p.59) de esquema corporal, para av aliar em que níveis de desenvolvimento da Imagem e Esquema Corporal estão os alunos em nív el pré-escolar que compreendem a faixa dos três aos cinco anos de uma instituição particular de ensino do município de São José dos Pinhais, onde existe um trabalho motrício específico através de ativ idades lúdicas aplicadas por um profissional de Educação Física e, paralelo a esta, será feita av aliação em um Centro de Educação Infantil Municipal da cidade de Curitiba (Creche), onde não existe um profissional de Educação Física nem uma disciplina específica que aborde o corpo, na qual são as “tias de sala”quem desenvolvem este trabalho. Discussão: Analisamos os dados coletados e podemos afirmar que as aulas de Educação Física, atrav és de atividades lúdicas, foram essenciais na aquisição da Imagem e Esquema Corporal para os alunos da rede Priv ada de ensino, o que não aconteceu com os dados da rede municipal, na qual os resultados foram condizentes com a falta estimulação específica da Imagem e Esquema Corporal. Conclusão: Concluímos então que é de suma importância a estimulação dos alunos nas séries iniciais na sua totalidade e não somente III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 163 em uma característica psicomotora. Salientamos também a importância do trabalho do profissional de Educação Física, na aquisição da Imagem e Esquema Corporal para o pré-escolar, utilizando ativ idades lúdicas para adquirir esta qualidade. O ESPORTE PARA O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA Sônia Maria de Oliv eira; Prof. José Ricardo Oliv eira; João Henrique B Zanoni Linha de Pesquisa: Saúde Coletiv a e Qualidade de Vida [email protected] A presente intenção de pesquisa pretende v erificar a participação dos portadores de deficiência física na prática esportiv a como componente auxiliar na melhoria de sua qualidade de vida tanto no aspecto competitiv o, quanto na reabilitação bio-psico-social, a relev ância da temática abordada justifica-se pela necessidade de maiores e melhores entendimento acerca das atividades desenvolvidas. Para realização desta pesquisa será utilizada uma entrev ista semi-estruturada de caráter exploratório e de aprofundamento de caso, a qual procurará resultados qualitativ os e quantitativ os. O propósito desta investigação originou-se da seguinte questão problema: “A prática esportiv a pode contribuir para melhoria da qualidade de v ida para o portador de deficiência física”. Este estudo encontra-se em desenvolvimento. 164 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A COMPARAÇÃO DA FLEXIBILIDADE ENTRE PRESIDIÁRIOS DA PENITENCIÁRIA CENTRAL DO ESTADO(P.C.E) E ATLETAS DE FUTEBOL Tiago Oliveira Trindade; Prof. Fernando Tonet; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende Linha de Pesquisa: Performance Desportiv a tiago_jacaré@yahoo.com.br Esta pesquisa av aliou o nív el de flexibilidade entre presidiários da Penitenciária Central do Estado (P.C.E) e os atletas da categoria Juv enil de futebol do Paraná Clube. Objetivo: comparar o nív el de flexibilidade entre os presidiários da (P.C.E) e os atletas da categoria juv enil. Com a tabela proposta por Candia Standardized teste of fitness (STF), classificando-os pela suas faixas etárias de idade.Metodologia: foram av aliados 26 atletas da categoria juv enil de futebol do Paraná Clube e 26 presidiários da (P.C.E) no período de 08/09 a 08/10 de 2004. foi utilizado um banco de Wells e o seguinte protocolo: sentado,com as pernas estendidas (não hav endo flexão do joelho na hora do mov imento) não hav endo também qualquer tipo de alongamento ou aquecimento antes do teste, mãos sobre posta uma da outra, realizando três tentativas no qual foi registrado o maior v alor das tentativ as. resultados: os dados coletados apresentam-se nas tabelas abaix o: Tabela de % de flexibilidade dos presidiários Excelente > média média < média Ruim Nº de av aliados 8 7 4 3 4 % 30 26 16 12 14 Tabela de % de flexibilidade dos atletas Excelente > média média < média Ruim Nº de av aliados 3 5 7 7 4 % 12 22 26 26 14 Conclusão: observ ou-se nos testes avaliados que o nív el de flexibilidade dos presidiários que estão acima da média ou excelente corresponde a (56%) já em contra partida o nív el de flexibilidade dos atletas que estão acima da média ou excelente corresponde a (34%). Concluímos que apesar do pouco espaço, apenas 3 (três) metros quadrados de cela para cada três detentos e os mesmo tendo por direito ao banho de sol uma v ez por semana, mesmo assim possuem uma alta flexibilidade quando comparada com atletas submetidos a treinamentos realizados diariamente, muito provavelmente pelo fato de serem indivíduos que possuem uma mobilidade de mov imentos diferenciada em relação à população em geral. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 165 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA AERÓBIA EM ATLETAS DE FUTEBOL DAS CATEGORIAS DE BASE Waldyra Gonçalv es; Prof. Rodrigo Filoco de Rezende; Prof. Fernando Tonet Linha De Pesquisa: Performance Desportiv a As características de um jogo de futebol nos dias de hoje exigem que os atletas apresentem um aprimoramento e manutenção de suas capacidades físicas, pois durante uma mesma partida os jogadores realizam corridas de alta intensidade, corridas lev es, caminhadas, chutes, saltos, mov imentos com mudança de direção, etc. Dentro dessas, a capacidade aeróbia é um fator importante para o desempenho do mesmo. “Um bom nív el de resistência aeróbia é uma necessidade, uma v ez que o jogador precisa apresentar a mesma qualidade de jogo ao final da partida”(BOMPA, 2005, p. 85). Este estudo v isa inv estigar se existe uma melhora na capacidade física resistência aeróbia com o treinamento específico por posição, com a comparação dos resultados, obtidos atrav és da mensuração do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.), em atletas de futebol das categorias de base (infantil, juv enil e juniores), podendo diagnosticar se a especificidade do treinamento auxilia na melhoria dessa capacidade física. Para inv estigação, deste estudo quantitativ o de campo, foram avaliados 74 atletas, do sexo masculino, de um clube profissional da cidade de Curitiba das categorias; infantil (G1) n = 26, idade média de 14,7 ± 0,4 anos; juv enil (G2) n = 19, idade média 16,5 ± 0,5 anos; e juniores (G3) n = 29, idade média de 18,9 ± 0,9 anos, distribuídos nas posições de laterais, zagueiros, v olantes, meias, atacantes e goleiros, sendo utilizado o teste aeróbio de pista ou campo, baseado no protocolo de Leger (1982), v alidado por DUARTE (v. 9, n. 3, p. 7-14, 2001 ). Este teste é constituído de corrida alternada de resistência, com aumento progressiv o da intensidade, desde a intensidade de caminhada à corrida rápida (ELLYOT & MESTER p 446, 2000). Os resultados obtidos no presente estudo são demonstrados de forma descritiva em valores médios e respectivos desv ios padrão. TABELA 1 – Média e desv io padrão das variáveis estudadas nos diferentes grupos avaliados. Infantil(G1) Juvenil(G2) Juniores(G3) P VO2 máx . (ml/min/kg) 51,20 ± 2,97 51,45± 1,44 52,88 ± 1,56 A análise da tabela 1 permite afirmar que os atletas do G3 obtiveram resultados maiores ao G2 e G1, porém esses resultados não são estatisticamente significantes. TABELA 2 – Média e desvio padrão das v ariáveis estudadas (VO2 máx. (ml/min/kg)) nas diferentes posições ocupadas. Infantil(G1) Juvenil(G2) Juniores(G3) Média geral(G1, G2, G3) Laterais 51,58 ± 1,38 51,27 ± 2,26 55,10 ± 2,12 52,65 ± 0,47 Zagueiros 166 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 52,96 ± 1,74 51,42 ± 3,77 51,50 ± 2,27 51,96 ± 1,05 Volantes 50,22 ± 1,92 54,23 ± 1,39 53,34 ± 3,17 52,60 ± 0,91 Meias 54,81 ± 1,59 50,31 ± 0,09 54,10 ± 0,77 53,07 ± 0,75 Atacantes 51,58 ± 1,95 51,11 ± 2,80 51,14 ± 1,98 51,28 ± 0,48 Goleiros 46,04 ± 0,00 50,33 ± 2,13 52,10 ± 3,87 49,49 ± 1,94. Em relação à tabela 2 podemos observ ar que os laterais, volantes e meias obtiveram um maior VO2 máx. em relação aos zagueiros, atacantes e goleiros, devido a especificidade de treinamento por posição. Treinamento este, que inclui não apenas a preparação técnica, tática e física, mas também os treinos simulados de jogos, chamados de coletiv os. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 167 168 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O USO DA INFORMÁTICA E DE MATERIAIS DIDATICOS ALTERNATIVOS PARA O ENSINO DE IGUALDADE DE TERMOS NAS EQUAÇÕES DE 1º GRAU A utilização de meios alternativ os no ensino de igualdade de membros nas equações v em sendo tema de discussão entre muitos autores e profissionais ligados à educação matemática; porém, recai com um peso maior sobre a álgebra. Há opiniões diversificadas quanto à utilização ou não de materiais concretos no ensino algébrico. Para alguns a utilização de materiais concretos (incluindo jogos) dev e ser v isto como um apoio ao ensino e não um “modo de ensino”. Outros concordam e completam sobre a importância do material ser bem escolhido e trabalhado pelo educador e ainda relatam que a álgebra dev e ser ensinada e aprendida do modo abstrato que se apresenta, utilizando as situações que ocorrem diariamente, pois o melhor material de apoio ao ensino é a formação educativ a do aluno. O material didático deve ter como finalidade, além do conteúdo, despertar a honestidade, companheirismo, atitude de simpatia quando v encedor ou v encido, respeito às regras e outras. O aluno tem o direito de aprender de seu modo, do próprio ponto de v ista e cabe ao educador buscar formas e métodos de ensino para que ocorra esse aprendizado significativ o e não mecânico, onde faz sem saber o que faz e por que faz e muito menos um aprender que se esv azia em brincadeiras. Dev e haver participação, raciocínio, compreensão, reelaboração do saber historicamente produzido fazendo-o superar sua visão ingênua fragmentada e parcial da realidade. Os docentes não dev em descartar a utilização de materiais didáticos ou informática em suas aulas, no entanto, precisam tomar o dev ido cuidado quanto à escolha, a finalidade e o momento certo de introduzi-los com objetiv o certo e claro para relacionar conteúdo abstrato e sua transposição para o material trabalhado. O educador não deve se tornar adepto de algum material pelo simples fato de ser este conhecido e muito utilizado por outros professores, sendo necessário sempre antes de aplicar algum material realizar uma pesquisa do funcionamento e a construção de materiais, sendo eles uma poderosa arma de ensino para melhorar ou piorar o aprendizado. O trabalho realizado teve com principal objetivo induzir o educador a inov ar, buscar métodos nov os de ensino, pois, somente através de transposições didáticas v ariadas sobre III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 169 CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA Anderson Silv a dos Santos; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] determinado conteúdo poderá fortalecer o ensino que centralizou neste caso as equações, um assunto bastante abstrato e abrangente, porém, rico em métodos de transposição aos alunos. Estes que não aceitam mais um ensino monótono, utilizando apenas quadro e giz, mas algo nov o e prático, onde aprendizado e motiv ação caminhem juntas e faça uma transformação na v isão que os alunos têm sobre a aula de matemática, v isão que é passada pelo desempenho e metodologia de ensino do educador. Desenv olvendo simples programas ou apresentações de slides, montagem de materiais concretos (incluindo jogos), o educador é capaz de transformar uma aula, que em sua concepção seria de difícil entendimento ao aluno, em uma aula super produtiv a e rica em conhecimentos e discussões, ocorrendo a v erdadeira aprendizagem. MODELAGEM MATEMÁTICA: PREVIDÊNCIA SOCIAL X PREVIDÊNCIA PRIVADA Andrei Wellington Felippo Deola Pianezzer; Cleber Ribeiro da Costa; Marli Aparecida Santos; Regiane Novak Wosch Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Este trabalho foi apresentado na disciplina de Metodologia do Ensino da Matemática do Curso de Licenciatura em Matemática da Uniandrade em junho deste ano. O assunto que estamos abordando é a Modelagem Matemática direcionada, neste caso, para o Ensino Médio. Modelagem é um conjunto de procedimentos requeridos na feitura de um modelo. Um modelo é um conjunto de símbolos, os quais interagem entre si representando alguma coisa. Para a proposição de uma explicação científica, os procedimentos podem ser sintetizados atrav és do fenômeno a ser explicado, da hipótese explicativa, da dedução de outros fenômenos e das observações adicionais. O processo de modelagem pode ser utilizado em qualquer área do conhecimento. Na matemática, em particular, o processo de modelagem requer do modelador, dentre outras habilidades, conhecimento matemático e capacidade de fazer uma leitura do fenômeno sob uma ótica matemática. Para tratar desse assunto, existe uma gama enorme de temas que podemos utilizar para trabalhar modelagem matemática em sala de aula. Escolhemos um tema atual e muito importante para a sociedade como um todo: Previdência Social x Previdência Privada. A noção e as ativ idades concernentes à modelagem matemática são trabalhadas em diversas aulas. Para a introdução do tema e desenvolvimento 170 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA da modelagem, primeiramente foi exposta a situação atual do país, na qual o Brasil possui um sistema de prev idência social que garante uma renda mensal aos aposentados e pensionistas, mas encontra dificuldades para pagar um salário adequado ao aposentado brasileiro. A dúv ida é o que fazer para garantir uma aposentadoria tranqüila. É interessante evidenciar que os conceitos matemáticos utilizados devem ser usados como uma ferramenta para resolução de um problema prático, mostrando uma aplicação concreta da matemática. A contextualização do saber é de fundamental importância para aprendizagem do aluno. O professor deverá exemplificar vários tipos de investimentos, evidenciando rentabilidade, taxas, prazos de aplicação, v antagens e desv antagens, as fórmulas relativas aos juros simples, juros compostos, porcentagem, funções do 1º grau, funções ex ponenciais, e dev erá apresentar os gráficos relativos às funções, trabalhando, portanto, v ários assuntos matemáticos relacionados principalmente à matemática financeira. Uma idéia interessante é incentivar os alunos a buscarem, com especialistas na área, tipos de investimento que serão abordados em sala. Desta forma foi possív el proporcionar uma base teórica-prática para que o professor possa interagir com seus alunos evidenciando temas do cotidiano do aluno, pois, à medida que o aluno compreende o conteúdo estudado com um contexto compreensív el por ele, a disciplina deix a de ter um sentido meramente formal e passa a ter valor perante a vivência do aluno. PROPOSTA METODOLOGICA PARA O ENSINO DE CONCEITOS ALGÉBRICOS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Edilaine Ap. de Almeida Fernandes; Prof. Eduardo Quadros da Silv a Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Hoje em muitas escolas não se ensina álgebra nas primeiras séries porque existe um pensamento de que para aprender álgebra a criança precisa primeiro aprender aritmética. Mesmo assim quando as crianças chegam a ter o primeiro contato com a álgebra, elas têm dificuldade porque não existe um preparamento pré-álgebra. O ensino de algebra ainda está bastante referido à pedagogia tradicional, baseada na sequência: definição - exemplos - aplicações. Alunos do 3º e 4º ciclos têm dificuldades em dar significados para as ativ idades que lhes são propostas, na maioria das III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 171 vezes adotando um comportamento de meros repetidores de procedimentos que o professor utiliza no desenv olv imento do tema. A mecanização de procedimentos na educação algébrica gera a sensação de que não existe dificuldades em seu aprendizado, o que determina problemas maiores no últimos ciclos da escola básica. Este assunto é de extrema relev ância para o aprendizado da matemática, porque se o aluno inicia a exercitar as idéias da álgebra v ai ser muito mais fácil aplicar essas idéias e encontrar justificativ as para as técnicas algébricas na sequência do estudo da matemática. O que queremos com nossa proposta é apresentar e discutir a necessidade de iniciar o estudo da álgebra desde as séries iniciais, propondo metodologia alternativa para o ensino da álgebra a partir de estudos e materiais já produzidos. TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA NO ENSINO DE EQUAÇÕES DO PRIMEIRO E SEGUNDO GRAUS NO ENSINO FUNDAMENTAL Elisa Regina da Silv a Gonçalv es; Prof. Eduardo da Silv a Quadros Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Esta pesquisa estuda aspectos relativ os à “Transposição Didática no Ensino de Equações do Primeiro e Segundo Graus para o Ensino Fundamental”. O assunto abordado mostra como se dev e fazer a transposição do conteúdo de equações, utilizando tópicos da história da matemática. Estruturei a minha argumentação no conceito de transposição didática de Yves Chev allard, pois é um instrumento bastante fértil para esse tipo de reflexão. O autor defende a idéia de se utilizar a história da matemática como instrumento metodológico em sala de aula e mostra meios de melhorar a transposição didática de conteúdos matemáticos. A pesquisa foi feita para ser aplicada em sala de aula do ensino fundamental, mas a análise de sua aplicabilidade não foi feita, por falta de tempo hábil. A metodologia aplicada v isa contribuir para uma formação que promov a melhores condições de cidadania, acesso a tópicos da história que possam despertar a curiosidade do aluno e motivá-lo para uma aprendizagem e entendimento de que transposição didática é um processo contínuo e que ocorre de acordo com as necessidades da população de cada momento. Este é um assunto de extrema relev ância para o aprendizado da matemática, especificamente o ensino de equações, porque podem estar env olv idas a história da matemática e uma conseqüente ev olução cultural 172 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA por parte do aluno, pois ao conhecer o processo de mudança pelo qual o ensino de equações passou, poderá verificar que elas tiv eram sua importância para a humanidade e correlacionar com as equações ensinadas hoje e com as demais áreas de estudo. TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE ARITMÉTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL Gilmara da Silv a Paulino; Prof. Eduardo da Silv a Quadros Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] O presente estudo trata das concepções na área da “Teoria dos Campos conceituais na Resolução de Problemas de Aritmética no Ensino Fundamental”, que pode e dev e ser utilizado com mais ênfase por parte dos professores na contextualização dos conteúdos trabalhados no dia-a-dia do aluno, o mesmo será apresentado atrav és de textos fundamentados na proposta da teoria dos campos conceituais de Gerard Vergnaud(1990), pesquisa realizada com algumas turmas de ensino fundamental, em particular alunos de 5ª a 8ª séries da rede pública de Curitiba, Paraná. O objetivo deste trabalho é fazer com que o aluno entenda que a aprendizagem de situações-problema, bem como a aprendizagem dos conteúdos matemáticos em geral, não está limitada a simples memorização de técnicas, mas sim tem sua fonte nas relações que o aluno estabelece com o meio em que v ive, através dos campos conceituais dos conteúdos. Essa aprendizagem deve ser vivenciada como uma experiência progressiva interessante e formativ a, apoiada na ação, na descoberta, na reflexão e na comunicação dos mesmos. No entanto o intuito desse trabalho é fazer com que a aprendizagem priorize a compreensão dos conteúdos e procedimentos, para a melhor compreensão dos alunos, na apresentação dos conteúdos. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 173 SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DA ALGEBRA João Ricardo Labres de Oliveira; Prof. Ricardo Zanardini Linha de Pesquisa: Algebra [email protected] A álgebra é um dos conteúdos escolares mais problemáticos. A preocupação acentua-se profundamente nas 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental. Minha v isão neste trabalho é mostrar os principais problemas relacionandoos com o dia-a-dia dos alunos e chegar a uma solução mais clara, onde todos possam compreender a importância da álgebra. Para realizar esta discussão, optei por inseri-la em um quadro mais amplo, no qual examinarei algumas características do processo de produção dos significados para a álgebra. Para isso precisamos recorrer a noções como a de que sua introdução na 6ª e 7ª série é precoce segundo alguns autores e para a maioria dos alunos, onde não teriam alcançado o nível de desenvolv imento requerido. Se isso fosse v erdade, a solução seria adiar a introdução da álgebra para 8ª série ou 1ª série do Ensino Médio; essa “solução”foi adotada em outros países. Na Inglaterra, por exemplo, os resultados não foram nada positiv os. Por outro lado, v ou mostrar a importância da álgebra na escola e fora dela. De forma bastante brev e, essa linha seria a seguinte. Começarmos com os babilônicos e os egípcios (cerca de 1700 a.C.), que desenv olv eram regras eficientes para v ários cálculos e resolução de problemas, e chegarmos à realidade das diversas concepções da ativ idade algébrica que estamos v iv endo hoje. Mostrar o surgimento da álgebra e sua evolução e também os problemas que vêm surgindo devido às diferentes concepções do ensino da álgebra até os dias de hoje. Mostrar a origem e surgimento da álgebra e a importância dela na matemática para resolução de problemas, desde os babilônicos, egípcios e europeus até os dias de hoje, propondo problemas algébricos que env olv em a teoria e prática da matemática escolar, relacionando com os problemas que env olv em as ativ idades algébricas v ivenciadas pelos alunos dentro e fora da sala de aula. Apresentar soluções para estes problemas iniciando com problemas simples e práticos do dia-a-dia do aluno, v isando o desenv olvimento do raciocínio lógico e abstrato do aluno e com isso relacionar estes problemas com o conteúdo da álgebra, que é uma das bases que estrutura o processo de desenvolvimento do raciocínio lógico matemático do aluno. Este estudo geralmente começa no início do 3º bimestre da 6ª série do Ensino Fundamental. Inicialmente vou propor dois tipos de problemas para os alunos de 6ª e 7ª série no colégio onde sou professor, primeiro um problema teórico e segundo um problema prático, sendo que os dois terão a mesma 174 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA interpretação e resposta, com este resultado em mãos desenv olv er meu trabalho visando uma melhor compreensão deste conteúdo e o significado da álgebra na matemática escolar, também para melhorar o desenvolvimento do aluno em matemática, que envolve muito raciocínio lógico e interpretação para resolução de problemas de álgebra entre tantos outros problemas decorrentes na matemática. TESTE DE RESILIÊNCIA José Sureki Junior; Juliana Pinto; Prof. Ediv al Linha de Pesquisa: Testre de Qualidade [email protected] O SENAI, em São José dos Pinhais, atrav és de parceria com o INERInstituto Nacional de Estudos do Repouso, v em realizando testes de controle de qualidade em colchões de espuma há quase dez anos. Este instituto, que fiscaliza a fabricação de colchões dos seus associados, é o organismo que emite o selo “Pró-Espuma Qualidade”. Para a avaliação da espuma flexív el de poliuretano (PU), são definidos alguns parâmetros como densidade, indentação, fadiga, resiliência, resistência à tensão de ruptura, etc. A resiliência está relacionada à elasticidade da espuma. Uma espuma de baixa resiliência ou pouco elástica, tende a ser “mais fechada”ou compacta, que é uma característica negativ a da mesma. Este teste consiste em observar, atrav és de um tubo graduado, o retorno de uma esfera (com massa e diâmetro definidos), deslocada de uma altura pré-estabelecida. Para uma espuma D28 (densidade 28kg/m³), a especificação para a resiliência é de 40% (v alor obtido na escala graduada do equipamento). Valores inferiores não são adequados. Visto que o equipamento utilizado pelo CETMETAL é cedido em comodato pelo INER, a v erificação da altura é v isual, pode-se incorrer em erros elevados, pois o mov imento é rápido e há oscilações durante o teste (esfera toca na parede do tubo, superfície da espuma apresenta bolhas). Em v irtude disto, seria de grande auxílio para o laboratório do SENAI o desenv olv imento de um equipamento que aumente a confiabilidade dos resultados obtidos. Considerando o problema acima, pretendemos desenv olv er um sistema eletromecânico capaz de fazer a medida da resiliência da espuma eletronicamente. O sistema será composto de um cilindro transparente (com as medidas e determinações de acordo com a norma NBR que estipula o teste). Um sensor foto eletrônico medirá a velocidade de subida da esfera, que será passada a uma placa eletrônica microcontrolada que se encarregará de env iar para um III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 175 microcomputador pessoal o valor da v elocidade medida. Será desenvolvido um software que, de posse da v elocidade de subida da esfera, irá calcular o v alor da resiliência e apresentá-lo na tela, bem como criar um arquiv o com o nome da amostra testada e o v alor de sua resiliência. O projeto consiste em duas etapas. A primeira é o modelamento matemático da resiliência, em função da velocidade de subida da esfera. A segunda etapa, o desenv olv imento do sensor foto eletrônico, a placa eletrônica microcontrolada e o software que irá “conv ersar” com o hardware desenv olv ido. O projeto está sendo patrocinado pelo SENAI de São José dos Pinhais e, após a sua conclusão e homologação, será usado no laboratório do mesmo para realizar os testes pedidos pelo INER - Instituto Nacional de Estudos do Repouso. A DISCIPLINA ESCOLAR MATEMÁTICA NA PROVÍNCIA DO PARANÁ:1853-1889 Julio Cesar de Campos; Prof. Luis Dario Sepulv eda Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Com esta pesquisa pretende-se analisar a implementação da disciplina escolar Matemática nas escolas de Curitiba. Entender a Matemática como disciplina escolar foi limitado ao período da emancipação política da Prov íncia do Paraná, em 1853, ao final do império, em 1889. As leis, decretos, os relatórios de instrução pública primária e secundária da Prov íncia os exames de admissão dos alunos foram as fontes dessa pesquisa. A documentação encontra-se no acerv o do arquiv o público do Paraná, e a mesma possibilitará o estudo das ativ idades na escola, dos horários das aulas, das formas de avaliação, dos conteúdos estudados, dos compêndios adotados, bem como as inclusões e exclusões ocorridas durante esse período. O estudo da criação de uma disciplina escolar, possibilitará rev elar os trâmites pelos quais um dos componentes curriculares foi criado. 176 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A IMPORTÂNCIA DA ÁLGEBRA MODERNA NO ENSINO DA ÁLGEBRA ELEMENTAR Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Considerada como um sistema para resolv er problemas matemáticos que envolvem números e quantidades desconhecidas, a Álgebra tem sua origem na Antigüidade. Os egípcios já lidav am com problemas da Álgebra no Século XVII a.C. Chineses e indianos também trabalhav am com equações algébricas. Os gregos e depois os árabes simplificaram e aperfeiçoaram os métodos de resolução desses problemas. No entanto, a Álgebra só começou a se constituir como um ramo específico da Matemática no Renascimento e desenvolveu-se plenamente apenas na Europa moderna e contemporânea. Atualmente, para a maioria dos estudantes, o enunciado de um problema algébrico mais parece um enigma ou adiv inhação do que uma ou mais equações matemáticas. O objetiv o principal desse trabalho é mostrar a importância da utilização dos conceitos, teoremas e propriedades abordadas na Álgebra Moderna, v istos no ensino superior, com o estudo de problemas e de situações que env olv em a Álgebra Elementar ensinada nas escolas. AUTOCAD - UMA METODOLOGIA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE GEOMETRIA E DESENHO Tiago Pires Gheno; Prof. Ricardo Alexandre Deckmann Zanardini Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] Conforme pesquisas realizadas recentemente, constata-se que a grande maioria dos estudantes conclui o ensino médio sem compreender propriedades de objetos geométricos, propriedades do desenho, definições entre outros fatores relacionados ao ensino de geometria e desenho. Parte deste problema tem origem nos programas e práticas de ensino de nossas escolas. Os livros escolares iniciam com definições, nem sempre claras, acompanhadas de desenhos bem particulares. Portanto, o presente projeto v isa fazer uso de um software de síntese gráfica (Autocad) da AutoDesk, aliado a sólidos conceitos teóricos, como uma ferramenta alternativ a para III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 177 o Ensino de Geometria e Desenho, atuando como suporte no treinamento da abstração bi e tridimencionais, concernentes às diferentes posições de sólidos, retas, pontos e interação entre eles, objetiv ando a melhor capacitação do aluno no reconhecimento de formas bi e tridimensionais, além de desenv olv er ferramentas e material didático para o Ensino de Desenho e Geometria e incentiv ar a construção de objetos geométricos em ambientes informatizados, com a intenção de facilitar o ingresso do discente no mercado de trabalho, que está cada v ez mais exigente no que diz respeito à interpretação e criativ idade nas apresentações abstrata e gráfica de elementos bi e tridimensionais. PROGRAMAS (SOFTWARES) MATEMÁTICOS, A INTERNET E A CRIAÇÃO DE NÚCLEOS DE INFORMÁTICA Vera Maria Adélio; Prof. Luís Dário Sepúlv eda Linha de Pesquisa: Educação Matemática [email protected] O presente estudo se define mediante a pesquisa do desenv olv imento histórico, científico e de formação em tecnologia informática aplicada à matemática e de questionário. Tem como objetivo verificar a possibilidade de que professores da rede pública de ensino, pesquisadores, alunos de nív eis fundamental, médio e superior, possam juntos desenv olv er o conhecimento e a pesquisa, voltados à tecnologia educacional matemática. Na educação, projetos de informática são desenv olv idos para utilização em sala de aula, sem que com isso satisfaça a realidade da maioria dos estudantes brasileiros ou para aqueles que estão entrando no mercado de trabalho e que almejam este conhecimento para utilizar no seu cotidiano e na v ida profissional. O aprendizado, nesta área, adv ém da oferta de empresas particulares, de cursos pagos, e que a minoria tem condições de pagar ou de locais populares que, providos pelo Estado ou Município e que nem sempre oferta v agas e preparação suficiente, exigências do mercado de trabalho e do cotidiano. Estas pesquisas buscam fazer com que as pessoas, sejam profissionais de ensino, alunos ou pesquisadores, adquiram no conhecimento e na manipulação da tecnologia informática, uma orientação apropriada, com preparo para a utilização crítica, criativ a e transformadora para o seu meio social, o que na realidade é diminuir a exclusão social, nesta área. Assim, precisa-se de uma estratégia para a formação do professor, dos alunos e dos pesquisadores, para que possam obter, utilizar e analisar as informações e materiais de informática que 178 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA lhes chegam ao conhecimento. Para isto, a interação entre alunos e professores da rede pública de ensino, dos estudantes de licenciatura, alunos de pós-graduação das universidades e pesquisadores, faz-se necessária, para que o desenvolvimento tecnológico seja testado, aplicado e utilizado de forma racional à realidade brasileira, da mesma forma que propiciará ao professor atualizar-se e aplicar o conhecimento tecnológico adquirido. A criação de “núcleo de informática”possibilitará a interação, impulsionando o conhecimento racional criativ o e crítico dos env olv idos. Alunos e professores da rede pública estadual de ensino e dos estudantes de licenciatura e de pós-graduação da universidade pública serão parte do processo de desenvolvimento tecnológico, refletindo a realidade presente no cotidiano com a percepção ampla das deficiências, do conhecimento e das necessidades, para formar e desenvolver o conhecimento tecnológico para a realidade hodierna brasileira. Com este “núcleo de informática”poderá ser possível aos envolvidos dos diversos níveis de conhecimento, obter sucesso no exercício da cidadania, possibilitando ir ao encontro das políticas públicas para o setor que visam o lado social das classes menos favorecidas. LUZ E COR UMA NOVA ABORDAGEM DIFERENCIADA PARA O ENSINO MÉDIO Ivonei de Andrade; Prof. Emerson Joucoski Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física [email protected] Em um mundo onde a cor é, cada v ez mais, um fator decisiv o na escolha de um produto, devemos procurar entender melhor essa interação da luz, cor e objeto. Podemos considerar também a cor como uma forma de linguagem visual. Atrav és dela sabemos quando um determinado alimento está estragado, nos orienta nas rodov ias, determina a ex pulsão de um jogador de futebol, etc, sendo assim tem extrema influência no ser humano. A colorimetria é uma disciplina relativ amente nov a no Brasil. Ela foi implantada nas grandes empresas de tintas em meados da década de 80. Dev ido ao alto custo dos equipamentos na época, a colorimetria ficou restrita as empresas multinacionais. Com a redução dos preços dos equipamentos, tanto dos computadores como o do espectrofotômetro, e o aparecimento de div ersos sistemas de qualidade, a utilização da colorimetria esta crescendo rapidamente no pais, atingindo div ersos segmentos das indústrias automobilística, têxtil, tintas, plásticos e III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 179 alimentícias. Podemos definir colorimetria como um sistema capaz de analisar qualitativ amente e quantitativ amente uma cor de forma científica e confiável - “espectrofotômetro”. Neste processo seu funcionamento básico consiste em iluminar uma determinada cor (amostra ) com luz branca e calcular a quantidade de luz refletida, utilizando-se desta quantidade de luz refletida, podemos reproduzir esta cor quantas v ezes for necessário, o que não acontecia no passado, onde o sistema empregado era completamente subjetivo - “método comparativo”. Neste processo o operador determina qual a quantidade de pigmento que dever ser usado para produzir uma cor, misturando os pigmentos em pequenas proporções até chegar a cor desejada, porém o que pode estar perfeito para o operador não necessariamente estará perfeito para o usuário, pois neste método temos que considerar a acuidade v isual das pessoas. Independentemente do sistema utilizado, o espectrofotômetro ou o método comparativ o, podemos perceber alguns dos fenômenos físicos env olvido no processo da formação da cor. -Uma fonte de luz (sol, lâmpada, etc.) irradia energia luminosa sob o objeto. -O objeto absorv e seletivamente certos comprimentos de onda e reflete as não absorvidas. -A reflex ão da luz de um objeto chega ao observ ador, que transforma a energia luminosa em estímulos nervosos os quais são interpretados pelo cérebro. -Após o cérebro fazer div ersas associações, interpreta a cor. No entanto apesar de estarmos ev oluindo tecnologicamente com equipamentos cada vez mais sofisticados e baratos, não estamos acompanhando na mesma v elocidade no que diz respeito ao preparo dos usuários. Este trabalho tem como objetivo principal dar aos jovens a partir do ensino médio uma compreensão mais detalhada dos fenômenos físicos envolvidos no processo de formação da cor (luz, objeto, obervador). APRENDIZAGEM DA CINEMÁTICA RELATIVÍSTICA NO ENSINO MÉDIO Marcio José Azamor Goulart; Prof. Emerson Joucoski Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física [email protected] Trabalhamos durante um período de 2 (dois) anos pesquisando, verificando e analisando uma forma de ensinar a relatividade especial ou restrita para alunos do ensino médio. A transposição didática foi, dessa maneira, nossa principal preocupação pois, ensinar relatividade não é algo trivial nem para acadêmicos cursando física, engenharia e outras ciências exatas e da terra. Apesar disto, conseguimos uma maneira de iniciar nosso público alvo neste assunto de uma forma que julgamos bem acessível. Para tanto, 180 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA concluímos ser oportuno abrir mão de alguns contextos que contribuíram de maneira definitiv a para o adv ento da relativ idade especial como o eletromagnetismo e a dinâmica relativística. Dessa maneira, apresentamos um projeto de ensino e uma monografia envolvendo somente a análise dos mov imentos relativ ísticos sem lev ar em consideração as suas causas. Trata-se, neste sentido, de algo inov ador pelo motiv o de que, propusemos ensiná-la já na primeira série do ensino médio. Fundamentamo-nos nas seguintes idéias: Primeira: O mundo precisa urgente aprender relatividade, pois trata-se de uma teoria com mais de 100 (cem) anos de existência e muito poucas pessoas tem acesso ao seu conteúdo. Segunda: A relatividade de Galileu torna-se, nos casos de v elocidades muito baixas em relação à v elocidade da luz, um caso particular da relatividade de Einstein. Sendo assim, não podemos ensinar a primeira sem depois enunciar, analisar e bem entender a Segunda. É este o motiv o de escolhermos, logo após enunciarmos a cinemática clássica, ensinar cinemática relativística que é matéria do primeiro ano. Nosso conteúdo didático segue uma ordem histórica dos fatos. Abordar a física dentro deste contexto está enfatizada, inclusiv e, nos Parâmetros Currículares Nacionais de Ensino Médio (1999). São um total de 8 (oito) aulas analisando e discutindo, desde o referencial absoluto de Newton e a soma galileana de v elocidades, até os postulados de Einstein que utilizam as transformações de Lorentz. Estas lev am em consideração o fator gama, ou fator de Lorentz. Adequamos, inclusiv e, as expressões matemáticas e alguns conceitos de fundamental importância para uma linguagem do nív el de ensino em questão. A física, depois do adv ento desta teoria, tomou novos rumos. Muitos fatos e experiências que não eram explicados pela mecânica newtoniana foram solucionados e, desta maneira, complementados pela relativística. Lev ar em consideração a v elocidade de propagação da luz para análise de mov imentos à v elocidades constantes e a não existência de um referencial privilegiado (espaço absoluto) desmoronou a mecânica newtoniana. O tempo, ao contrário do que muitos intuitiv amente pensav am e ainda pensam, assumiu um caráter relativ o e não mais absoluto. Assim contextualizado, flui de maneira diferente para um observador com v elocidade constante em relação a um outro observ ador parado. As duas últimas frases são o ponto principal da motivação que iremos dar aos nossos jovens. Apesar de ser tema de filmes de ficção científica, a “viagem no tempo”, como assim é conhecida, é um problema proposto e resolvido pela relativ idade geral. Adaptando tais situações como desprezar as acelerações provocadas por forças de origem gravitacional e que os referenciais mov em-se com v elocidade constante (força resultante nula), torna perfeitamente possív el a consideração do mesmo como um problema de relatividade especial. Com essa e outras motiv ações é que queremos, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 181 inicialmente como ativ idade extra-classe, incutir nos aprendizandos uma visão diferente e moderna de analisar o tempo de duração dos movimentos, lev ando em consideração a velocidade constante de propagação da luz. Não sabemos e nem discutimos, ainda, a viabilidade de incutir a relatividade restrita no plano curricular. Isto é tema para um estudo maior e mais aprofundado, que irá env olv er pesquisas e estatísticas, sendo assim demandará um maior tempo. BRINQUEDOS CIENTÍFICOS: INTRODUÇÃO À FORMAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE CONCEITOS DE FÍSICA Sandro da Silv a Livramento Machado; Emerson Joucoski Linha de Pesquisa: Ensino-Aprendizagem de Física [email protected] Nos últimos anos é comum encontrarmos em v ários documentos (PCN’s, propostas Estaduais e outros) a indicação da necessidade do caráter lúdico do ensinar. São inúmeros os motiv os nos quais estes documentos se apóiam, mas o principal deles está no fato que o sujeito relaciona e estrutura melhor os conceitos a partir de fatores prazerosos. Este projeto de pesquisa objetiva estudar a relação de caráter lúdico com a aprendizagem e estruturação de conceitos em Física. Sendo assim, pretendemos estudar os tipos de brinquedos adequados a esta finalidade e estabelecer uma metodologia para sua utilização. Em contra partida a pesquisa formaremos uma experimentoteca dentro da Uniandrade que deve ficar à disposição de professores, alunos e comunidade que eventualmente v enham v isitar a instituição. A leitura de documentos científicos (livros, artigos e teses) está sendo realizada com os discentes para a elaboração de críticas relacionadas aos temas em questão: uso de brinquedos como estratégia de apredizagem em Física. Estamos na fase de pesquisa sobre brinquedos científicos e escolhas dos temas a estes relacionados. Teremos como futura aplicação das idéias a confecção de questionários de sondagem em um grupo de estudantes. Estamos também elaborando estratégias didáticas e materiais didáticos. Caberá aos acadêmicos do projeto estudar e apresentar via seminários a bibliografia analisada, bem como pesquisar tipos e formas de brinquedos científicos, elaborar propostas e estratégias de metarial didático correspondente. 182 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA COMPRESSÃO SEM PERDAS DE IMAGENS MÉDICAS USANDO WAVELETS Ailton Roberto Barbosa; Gilberto Júnior Hepp; William Ferreira de Paula; Prof. Ionildo José Sanches Linha de Pesquisa: Ciência da Computação [email protected] Este trabalho tem por objetivo avaliar as taxas de compressão de projeções de tomografia computadorizada (senogramas) e também das imagens obtidas após o processo de reconstrução. As imagens digitais geram uma grande quantidade de informação, necessitando de muito espaço para armazenamento. As técnicas de compressão têm o objetiv o de reduzir o tamanho do arquiv o, facilitando assim o armazenamento e a transmissão. Através do processo de compressão de dados podemos reduzir a quantidade de dados necessários para representar uma determinada quantidade de informação. Vários métodos de compressão de dados sem perdas (reversíveis) e com perdas (irrev ersív eis) têm sido propostos na literatura nos últimos anos. Os métodos que atingem altas taxas de compressão geralmente o fazem atrav és de remoção da redundância e de detalhes poucos perceptív eis na v isualização, o que implica em perda de informação. No caso de imagens médicas, é desejáv el que não sofram perdas no processo de compressão e descompressão, preserv ando assim os dados originais. Entre os métodos de compressão de imagens temos a transformada wav elet, que faz parte de uma teoria relativ amente nov a, e tem demonstrado que é uma ferramenta poderosa e vantajosa. Wav elets são funções bases com as quais se representa uma determinada função em múltiplos nív eis de detalhe. A transformada wav elet direta mapeia os dados da imagem para um outro domínio, sem fornecer nenhuma compressão dos dados em relação a imagem original. Neste nov o domínio os dados são caracterizados por possuírem uma grande quantidade de v alores iguais ou próximos de zero, que torna eficiente o uso de codificadores de entropia. A técnica a ser utilizada neste trabalho é a Transformada Wav elet de Inteiros Reversív el (Integer Reversible Wav elet Transforms), que permite realizar a compressão das imagens sem perdas e tem mostrado bons resultados em estudos recentes. As projeções de tomografia computadorizada também não devem sofrer perdas, pois isso afeta o processo de reconstrução para obtenção da imagem. A ferramenta em desenv olvimento, além de realizar a compressão e descompressão das imagens e dos senogramas, permite também a reconstrução, v isualização e o armazenamento das imagens. As imagens reconstruídas III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 183 serão armazenadas em formatos padrões tais como BMP, JPEG e DICOM. O formato DICOM, utilizado para identificação, arquivamento e recuperação de imagens médicas, v em sendo adotado como um formato padrão para essas imagens. Alguns filtros wavelets serão avaliados e comparados com outras técnicas de compressão sem perdas disponíveis, para verificar quais apresentam melhores resultados para esse tipo de informação. As imagens são adquiridas atrav és de tomografia computadorizada, obtendo-se assim os senogramas. A partir dos senogramas, será feita a reconstrução da imagem e posteriormente a aplicação de técnicas de compressão. RVGS - RASTREADOR DE VEÍCULOS GPS/SMS Ev erton Rodrigo Pereira da Silva; Fulv io Maccagnan; Alex Pacheco; Prof. Marcelo Perotto Linha de Pesquisa: Tecnológica [email protected] Este trabalho apresenta o projeto RVGS, um rastreador de v eículos que utiliza GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global) como sistema de localização e a tecnologia SMS (Short Message Service – Serviço de Mensagem curta) para a transmissão das coordenadas obtidas. O hardware recebe as coordenadas do GPS, faz o processamento e envia os dados para o modem GSM (Global System for Mobile Communication – Sistema Global de Comunicação para Dispositiv os Móv eis), que por sua v ez transmite as coordenadas de localização do v eículo para a central de processamento. Existem dificuldade e atraso na recuperação de v eículos furtados e, na maioria dos casos, não são utilizados equipamentos com tecnologia de ponta para fazer as buscas. Muitas vezes as organizações competentes não conseguem recuperar os v eículos ou acabam encontrando os v eículos tarde demais, trazendo muito transtorno aos proprietários. A principal motiv ação é a rápida localização do v eículo em caso de furto, ou até mesmo de um seqüestro. Também é importante citar que este sistema faz uso de div ersas tecnologias, o que sem dúv ida é um fator muito atrativ o para os fãs de tecnologia. O projeto consiste no desenvolvimento de um hardware que faz a interface entre o GPS e o modem GSM instalados no veículo. Seu trabalho é controlar o recebimento e o env io de mensagens para uma central de processamento. O hardware consiste em um microcontrolador PIC (Programmable Interrupt Controller – Controlador de Interrupção programável) capaz de receber mensagens de solicitações de uma central de processamento por meio de SMS, 184 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA interpretar as mensagens recebidas, adquirir as coordenadas de localização e o horário UTC da coordenada no instante que foram obtidas pelo GPS e responder a solicitação nov amente por SMS, atrav és do modem GSM. O RVGS é uma solução para localização e segurança de v eículos, unindo as tecnologias GPS e SMS, muito difundidas e utilizadas no cenário brasileiro atual. O hardware desenvolvido é capaz de interfacear os dispositiv os GPS e modem GSM. Pode receber e responder solicitações sobre a localização do v eículo, ou receber solicitação de controle para que emita um sinal de 5 volts para ser usado em uma operação definida pelo cliente (como cortar combustível, travar portas, etc.) no momento da instalação do equipamento no veículo. Uma vez que o v eículo e seu dono já estabelecem uma comunicação no projeto atual, outros tipos de informações como status de presença e escuta podem ser facilmente implementados. Outros tipos de controles como trava de portas, acionamento de freios, fechamento de vidros, entre outros, também podem ser facilmente incluídos para que sejam controlados ao mesmo tempo pelo sistema. SISTEMA PARA CONVERSÃO ON-LINE DE CONTEÚDO DE CURSOS A DISTÂNCIA DE FORMATO .DOC PARA HTML Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo; Thiago da Vinha Ricieri Linha de Pesquisa: Tecnologias de Educação a Distância [email protected] O objetivo deste estudo é especificar um sistema de conversão de conteúdo para sistemas LCMS (Learning Content Management Systems). A principal função de um CMS é o gerenciamento do conteúdo durante todo o seu ciclo de v ida, da criação passando pela publicação, a retirada de circulação e arquiv o. Um LCMS aux ilia a organização e gerenciamento do ciclo de v ida de sistemas de educação à distância em formato WEB. O sistema especificado neste trabalho, busca conv erter documentos com o formato .RTF para HTML com v inculação de imagens em banco de dados e conv ersão de formato de imagens para v isualização WEB de modo automático. Até o desenv olv imento de editores de conteúdo atrav és da WEB, a edição de conteúdo com formatação e imagens dependia do conhecimento do usuário sobre conceitos de linguagem de marcação HTML, ou a utilização de um programa editor que gerasse o código correspondente. Este paradigma foi sendo quebrado à medida que surgiam III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 185 os editores de conteúdo on-line no formato WYSIWYG (What you see is what you get) TTW “Through the Web” conceito popularizado com o desenv olv imento do DHTML que permite que as páginas web até então estáticas pudessem alterar a formatação de seu conteúdo dinamicamente. Um sistema de Publicação WEB (Sistema de gerenciamento de conteúdo para web) utiliza-se de bancos de dados, sistemas de arquiv os e outros softwares para armazenar e recuperar grandes quantidades de informações. Estes sistemas de publicação diferem dos sistemas de banco de dados tradicionais, pois podem organizar texto, v ídeo, áudio ou imagens. Esta pesquisa busca desenv olv er um sistema que seja open source para a conversão de conteúdo de educação à distância gerado pelos professores autores, que geralmente utilizam o editor Microsoft Word em seus trabalhos. Durante o desenvolvimento será estudado o formato de arquivo RTF – Rich Text Format e como as imagens são embutidas no arquiv o. Será desenv olv ido um aplicativ o em PHP que realize a extração das imagens, seu armazenamento em banco de dados e o restante do documento será conv ertido em HTML com v inculação das imagens em banco de dados. O arquivo HTML resultante será aberto para edição em um editor WYSIWYG para os ajustes que se fizerem necessários. Como resultado, espera-se que com a utilização da ferramenta, os professores autores de conteúdo para educação à distância possam aumentar a sua produtividade, evitando a preocupação da aprendizagem de uma nova ferramenta para a geração de conteúdo, não tolhendo a sua criativ idade e preservando o formato dos documentos pré-existentes. SISTEMA DE SENSORIAMENTO REMOTO - WIRELESS Sidney Franco; Newton Ceccon; Fernando Nascimento; Prof. Marcelo Perotto Linha de Pesquisa: Computação [email protected] O presente projeto tem como finalidade apresentar a tecnologia wireless (transmissão sem fio) como solução para o transporte de dados coletados por sensores remotos sendo, em seguida, processados e armazenados por uma unidade central. Neste trabalho são utilizadas duas das tecnologias de ponta da computação, consideradas pelos especialistas como bastante promissoras, sendo elas, o sensoriamento remoto e as aplicações wireless. Segundo a rev ista InformationWeek “em 2008 poderão hav er 100 milhões de sensores sem fio em uso, em comparação com os 200.000 186 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA em uso atualmente, revelou a companhia de pesquisa de mercado Harbor Research. O mercado mundial para sensores sem fio, de acordo com a companhia, crescerá de 100 milhões de dólares, este ano, para mais de 1 bilhão, em 2009”(InformationWeek, março de 2005). O trabalho em questão possui uma parte em hardware, composto por microcontroladores PIC da Microchip e uma parte em software C++, incluindo banco de dados. A parte de hardware é subdiv idida em duas unidades básicas denominadas de Unidade de Coleta e Transmissão (UCT) e Unidade de Recepção e Tratamento (URT). Na UCT poderão ser ligados até 8 sensores diversos como temperatura, pressão, umidade, e assim por diante, podendo ser digitais (I2C), analógicos ou de mudança de estado (chav es). Pode-se ter até 8 UCT’s conectadas a uma única URT, o que totaliza 64 sensores por sistema. A URT destina-se a receber os dados transmitidos pela UCT, por meio de transmissor de rádio-frequência, processando-os e disponibilizando-os em display LCD e computador conectado à Internet. Para que a transmissão de dados fosse compatív el com o sistema telefônico, a transmissão é feita utilizando-se o protocolo DTMF (Dual Tone Multi-Frequency), utilizado nos aparelhos telefônicos atuais, operando portanto na faixa de voz. O protocolo DTMF foi desenvolvido no Bell Laboratories em meados do século passado e difundiu-se pelo mundo inteiro como um padrão para a transferência de dígitos através da linha telefônica. É atualmente utilizado não só para a discagem dos números telefônicos mas também para o acesso aos mais div ersos tipos de serviços como telebanco, correios de voz, serviços de URA (Unidade de Resposta Audível), dentre outras. Neste projeto, o transporte de dados entre as unidades é feita por meio de transmissor experimental e receptor de FM (Frequência Modulada) operando na faix a comercial (88 a 108 MHz). São muitas as aplicações para este projeto. Na agricultura, por exemplo, pode-se controlar a temperatura de uma plantação de café ou cana-de-açucar, alertando o agricultor a tomar medidas conhecidas para ev itar a perda da safra dev ido a geadas. Sensores podem ser colocados em rios ou lagos para se medir o nív el das águas ou o grau de poluição dos mesmos. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 187 EXTRAÇÃO DE IMAGENS DE UM ARQUIVO RTF E ARMAZENAMENTO EM BANCO DE DADOS Thiago da Vinha Ricieri;Prof. Marcelo Antonio Perotto; Prof. Neilor Firmino Camargo Linha de Pesquisa: Tecnologias de Educação a Distância [email protected] Este artigo tem o objetivo de especificar um sistema de extração de imagens de arquiv os RTF para armazenamento em banco de dados e o estudo e aperfeiçoamento de um parser open-source para conv ersão de marcação RTF em HTML. É estudada também a estrutura de um arquiv o RTF (Rich Tex t Format) onde as imagens são embutidas em blocos de algarismos hexadecimais ou informações binárias. O formato RTF v em sendo atualizado desde 1987 pela empresa Microsoft para facilitar o compartilhamento de documentos entre aplicações e sistemas operacionais distintos. Este formato permite uma leitura humana de seu conteúdo, sendo utilizadas marcações de texto para especificar atributos de fontes, marcações de parágrafos, tabelas e outros elementos de texto. Arquivos RTF não são próprios para v isualização em navegadores internet. Para v isualizar estes arquiv os, os mesmos dev em ser conv ertidos para o formato de hipertexto com alguma possível perda de estrutura e formatação. A formatação que o arquivo de extensão RTF oferece pode ser reaproveitada para a geração de páginas de hipertexto, de modo a facilitar a transição de textos bem formatados para internet. O software que está sendo utilizado para tradução dos documentos RTF para páginas HTML chama-se RTF2HTML e foi desenvolvido por Martin Mevald, em 2002, estando atualmente na sua v ersão 3.5. Este programa é de código-fonte aberto e foi escrito na linguagem PHP com auxílio da linguagem Yabasic. Porém, este programa não disponibiliza a conv ersão dos blocos de dados binários ou hexadecimais, que representam uma imagem, para um arquiv o físico ou para o armazenamento em um banco de dados. Outro ponto negativ o do software é o fato dele funcionar atrav és do prompt de comando do DOS, ou seja, não sendo tão v oltado para o desenv olv imento web. Com o objetivo de suprir estas deficiências do programa, permitindo que este seja mais compatív el para utilização online, a proposta deste trabalho é a geração de uma ferramenta auxiliar, que seria incorporada ao código-fonte do programa, e o desenv olv imento de uma nov a v ersão deste, retirando a dependência da linguagem de programação Yabasic. Para o desenv olv imento desta ferramenta é utilizada a linguagem PHP e, como meio de armazenamento das imagens, o banco de dados MySQL. O funcionamento da ferramenta consiste na v arredura do documento RTF 188 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA procurando pelas marcações de blocos de imagem. Destas marcações são retirados somente os dados hexadecimais. Cada subparte de 6 caracteres desses blocos representam uma cor de um pixel. Atrav és de uma leitura dessas subpartes, é possív el extrair no formato de elementos de imagem a cor representada. A repetição desta operação n v ezes acaba por gerar a imagem embutida no documento RTF, disponív el agora para armazenamento e conv ersão para div ersos formatos compatív eis com os nav egadores, tais como JPEG, PNG e GIF. UMA FERRAMENTA VISUAL PARA LOCALIZAÇÃO E MONITORAMENTO DE VEÍCULOS POR SATÉLITE Jonathan Ribeiro Inácio; Prof. Ionildo José Sanches; Prof. Neilor Fermino Camargo Linha de Pesquisa: Sistemas de Informação [email protected] Este projeto tem como objetiv o pesquisar, projetar e desenv olv er um sistema de monitoramento e rastreamento de v eículos militares em mapas digitais, atrav és de informações fornecidas por um GPS (Global Positioning System) e transmitidas por rádio freqüência a uma central de comando. O trabalho consiste na criação de uma solução de software para a localização de v eículos v ia satélite. Será realizado o tratamento do sinal env iado pelo GPS contendo as informações (coordenadas) recebidas dos satélites. Um sistema gráfico permitirá o monitoramento interativ o dos v eículos militares, permitindo a v isualização da localização dos v eículos em mapas digitais detalhados. Com a informatização do processo, a localização dos v eículos estará sendo realizada de forma automática v ia software, onde os v eículos possuirão um GPS, um modem e um rádio freqüência de comunicação. O modem do v eículo env iará para a base de controle, que estará monitorando o veículo, via rádio a coordenada (latitude e longitude) informada pelo GPS. O GPS é um recurso de alta tecnologia sendo parte de um sistema de nav egação por satélites feita atrav és de uma constelação de 24 satélites orbitais. Tem por função, atrav és de sinais recebidos (mínimo de três) de satélites da constelação, calcular e determinar a localização geográfica de usuários, fornecendo as informações geográficas de latitude e longitude. A partir de sinais de quatro satélites o dispositivo GPS determina também a altitude onde se encontra o usuário. O GPS utilizado no projeto é o modelo Garmin 80, que possui características como, saída com padrão NMEA-0183 e 12 canais de recepção paralelos para rastreamento de sinais. O modem utilizado no III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 189 projeto é o modelo KAM´98 que trabalha como TNC (Terminal de Controle de Dados). O modem KAM´98, como um dispositiv o receptor, fica no aguardo do sinal prov eniente do rádio, conv erte o sinal analógico para digital e v erifica se os dados são consistentes. O TNC do KAM´98 nada mais é do que um modem preparado para trabalhar com rádio pacote. O rádio transmissor utilizado é um Rádio Motorola PRO5100. Ele opera na faixa de VHF (Very High Frequency), possui largura de banda de 3 kHz e transmite sinais de v oz, no modo half-duplex, em distâncias de até 50 km, dependendo das condições topográficas da região. A base de controle receberá a coordenada, atrav és da porta serial do computador, e o software mostrará no mapa a localização do v eículo, com margem de erro de 5 metros. Os mapas dev erão estar disponív eis em div ersas escalas. Os trajetos realizados pelos v eículos militares também estarão armazenados em um banco de dados para consultas posteriores. 190 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SERVIDÃO AMBIENTAL: ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES Dev ido à evolução da humanidade problemas ecológicos v êm sendo apresentados com grande intensidade. E v isando soluções equilibradas e racionais na proteção ambiental para áreas remanescentes e ecossistemas atlânticos surge a necessidade de regulamentar de forma contundente a sociedade e a natureza brasileira. Com isso, determinadas liberdades fundamentais acabam sendo atingidas, por exemplo, como o direito a propriedade e, numa tentativa de inibir o poder impositivo e punitivo, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei nº 285/99, viabilizando a v oluntariedade para a proteção dos ecossistemas e biodiv ersidades por meio de um nov o instituto, a Servidão Ambiental. Segundo alguns autores, o Instituto da Servidão é o mais antigo em Direitos Reais sobre a propriedade alheia, e podemos perceber sua ex istência em fragmentos das Leis das XII Tábuas, quando havia certo cuidado com o espaço ao redor das casas ou com espaço mínimo entre terrenos contínuos. O Instituto da Servidão é a imposição de uma limitação, de um ônus a um imóv el (serv iente) em fav or de outro (dominante). A serv idão é regida por alguns princípios, dentre eles, o da inalienabilidade, o da indiv isibilidade, e o da perpetuidade. Ao longo do tempo a serv idão foi div idida em pública e privada. A pública, também chamada de serv idão administrativ a, é ônus real de uso imposto pela administração à propriedade particular para assegurar a realização e conserv ação de obras e serv iços públicos ou de utilidade pública, mediante indenização dos prejuízos efetiv amente suportados pelo proprietário. E a servidão priv ada, ou predial, é direito real sobre coisa imóvel alheia, caracterizado pela instituição de ônus ao proprietário do imóvel serviente em beneficio do imóvel dominante. Contudo, pode-se perceber claramente a semelhança que há entre a serv idão predial, a servidão administrativ a e a servidão ambiental, pois todas possuem natureza jurídica de direito real sobre coisa alheia, não implicando na perda da posse ou do dono priv ado. Possuem a necessidade de registro em Cartório de Registro de imóv el competente para sua efetiv ação, têm caráter de perpetuidade e menor onerosidade e finalmente também o direito do titular gozar, usar e fruir da servidão. Uma das principais características da Servidão Ambiental é a voluntariedade do individuo em aplicá-la em sua propriedade e como estímulo a conserv ação desse mecanismo o Projeto de Lei oferece incentiv os tributários, como isenção do Imposto sobre a III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 191 CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS Cristiane Vellozo Lucaski; Prof. Edson Luis Peters Linha de Pesquisa: Interesses Difusos e Coletiv os [email protected] Renda do Proprietário, isenção do Imposto Territorial Rural, compensação da Reserv a Legal e dedução do Imposto Sobre a Renda do doador ambiental. Ainda dev e ser mencionada, a importância da utilização da Servidão Ambiental como uma alternativa jurídica para garantir o uso público de patrimônios culturais, históricos do país, e também como modo de exploração turística, pois se sabe que o ecoturismo é uma ativ idade que cresce ao longo dos anos, e o Brasil com suas belezas naturais exuberantes atrai pessoas para desfrutá-las de toda parte do mundo. Em suma, a serv idão ambiental pode fazer do turismo uma grande fonte de renda para comunidades que v iv em ao ser redor, oportunizando o desenvolvimento sustentável de suas áreas e ainda a educação e a proteção da biodiv ersidade local. O histórico Caminho do Itupav a, por exemplo, apresenta uma grande riqueza de patrimônio genético e paisagístico, sendo a maioria das espécies endêmicas, é um grande atrativo turístico e científico; no entanto, necessita de regulamentação para racionalização e conservação do uso do mesmo, pois infelizmente vem sendo destruído ao longo do tempo, e a serv idão ambiental é uma alternativa jurídica que proporciona a garantia dessa proteção e também do uso público do patrimônio. DIREITO CONTRATUAL NO AMBIENTE ELETRÔNICO Marcelo Rodrigo Molinari; Prof. Alcio Manoel de Souza Figueiredo Linha de Pesquisa: Direito Comercial / Consumidor [email protected] Os “Contratos Eletrônicos” são uma realidade em nossa sociedade, resultado da crescente tecnologia, onde, no mundo dos negócios realizados por meio da rede Internet, não há fronteiras. Verifica-se portanto a constante necessidade de adequação do Direito às situações emergentes e ainda não prev istas, tanto em nosso ordenamento como no Direito Comparado. Desta maneira, os operadores jurídicos, responsáveis pela regulamentação de nosso ordenamento e pela atualização de nossas leis v oltadas a esse assunto, têm papel importante. Eles devem primeiramente identificar cada situação antes de criar leis v oltadas a tecnologias que poderão estar obsoletas em brev e. Neste sentido, é constante a busca por um modelo genérico, abrangente, independente de tecnologias, buscando-se com isso um ordenamento maduro o suficiente para que se dê validade e eficácia jurídica aos contratos realizados no meio eletrônico. Os contratos eletrônicos decorrem dos av anços tecnológicos ocorridos na área de 192 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA informática, sobretudo no que diz respeito à Internet. Assim coube ao Direito enfrentar esta nov a ferramenta tecnológica e criar meios de conferir aos documentos nela gerados a v alidade, segurança e admissibilidade de seu uso no mundo jurídico. A adequação está sendo feita paulatinamente, na medida em que os fatos da vida vão se sucedendo e clamando pelas suas diretrizes. Este estudo tem por objetivo analisar a necessidade ou não da elaboração de uma nov a teoria geral dos contratos ou de uma simples inserção de nov os princípios adv indos do direito de informática (eletrônico). AÇÃO PENAL NO CRIME DE ESTUPRO: UMA QUESTÃO DE ACESSO À JUSTIÇA Pollyanna Maria da Silv a; Prof. Rogério Ristow Linha de Pesquisa: Direito Penal [email protected] No que tange à ação penal no crime de estupro, a regra é aplicação da ação penal priv ada. Entretanto, dependendo do caso, pode-se utilizar a ação penal pública incondicionada e ação penal pública condicionada à representação do ofendido. A Súmula 608 alterou alguns aspectos em relação à ação penal no crime de estupro. O tema tornou-se mais polêmico com o adv ento da Lei 9.099/95 e ainda hoje há div ergência na doutrina e jurisprudência. Os doutrinadores Julio Fabbrini Mirabete, Aélio Paropat de Souza, Tourinho Filho, Eugênio Raúl Zaffaroni e José Henrique Pierangeli integram a corrente que aceita a Súmula 608 para lesão leve, mesmo com o adv ento da Lei 9.099/95. Já, Ney Moura, Damásio Evangelista de Jesus, Celso Delmanto, Marcos Brant Gambier Costa demonstram que a súmula 608 não encontra mais acolhida em nosso ordenamento jurídico. No caso de v iolência presumida, a ação penal é de iniciativa priv ada, salvo as exceções dispostas no Código Penal. Muitos estudiosos criticam a regra da ação penal privada nos crimes de estupro. Inclusiv e, v erifica-se que o sistema adotado pelo Código Penal de 1890 de, em regra, estatuir a ação priv ada para tais delitos, é combatido pelos princípios do Direito penal e pelos mais notáv eis estudiosos da ciência criminal.Quando a violência é cometida mediante grave ameaça, a ação penal procede-se mediante queixa ou ação penal pública condicionada a representação do ofendido, dependendo do caso. Daí, lev a-se em consideração a v ontade íntima da v ítima que julgará se conv ém ou não promover a ação penal. O parágrafo 2° do artigo 225 do Código Penal deixa claro que a ação dev e ser III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 193 condicionada à representação se a vítima ou seus pais não poderem prover as despesas do processo sem priv ar-se de recursos indispensáv eis à manutenção própria ou da família. Esta possibilidade não se estende apenas às v ítimas realmente pobres, mas também as pessoas que integram a classe média. Além disso, a possibilidade de contar com a assistência judiciária gratuita, não elide a legitimidade do Parquet para propor a ação penal. O interesse da v ítima em proceder criminalmente contra o ofensor pode ser expresso das mais div ersas formas. Ao estupro qualificado pelo resultado lesão corporal grav e ou morte e quando houver abuso de pátrio poder, cabe ação penal pública e incondicionada. Diante de tantas div ergências, prov oca-se a necessidade de repensar os fundamentos da sistemática do direito penal no que tange à regra da ação penal privada, que exige o oferecimento de queixa para intentar a ação nos crimes contra a liberdade sexual. O enunciado sumular, que poderia ser mais claro na definição da v iolência no crime de estupro, ainda aguarda solução da questão lev antada em 1984. Como a questão ainda está longe de ser sanada, cabe aos operadores do direito adequarem-se aos anseios da Política Jurídica e Criminal. O principal objetiv o é que sempre o interesse das v ítimas coexista de maneira harmônica com o interesse social. EDUCANDO PARA O CONSUMO Taís Cristina Flores; Cristiane Souza da Silv eira; Pâmela Cristine Bolson; Prof. Carina Alv es Lopes Linha de Pesquisa: Teoria Jurídica, Cidadania e Globalização [email protected] Muito embora a idéia de defesa do consumidor já se faça presente em codificações ancestrais como o Código de Hamurabi, atrav és da proteção contra v ícios redibitórios, na Lei 235, esse ramo do direito av ulta-se, no Brasil, com o advento da Constituição Federal de 1988. Após a promulgação do texto magno, a defesa do consumidor, cujo lastro constitucional do inciso XXXII do artigo 5°, foi alçado à categoria de direito e garantia fundamental, e também princípio basilar da ordem econômica e financeira, motivo pelo qual merece tratamento especial no que diz respeito ao seu conteúdo principiológico. Por este motiv o foi estabelecida uma Política Nacional das Relações de Consumo, expressa pelo caput do artigo 4° do Código de Defesa do Consumidor. Os objetiv os que norteiam a política das relações de consumo têm um alcance substancialmente abrangente, posto tratar das “relações consumeristas”que é uma expressão declaradamente mais 194 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ampla do que a “defesa do consumidor”. Entre esses objetiv os, destacamse como objeto do presente estudo a Educação do Consumidor como ferramenta de auxílio ao consumidor, buscando torná-lo mais consciente de suas responsabilidades, direitos e obrigações, ajudando-o a exercer um papel atuante no mercado, protegendo-o dos enganos e fraudes, ao possibilitar o acesso efetiv o à lei, atrav és do conhecimento do conteúdo da lei e de seus mecanismos de reparação de danos. O que se v islumbra com o presente estudo é a instrumentalização do consumidor para, ao se deparar com uma situação de consumo em que necessite da tutela do CDC, possa, em princípio, demonstrar ao fornecedor que é cônscio de seus direitos consumeristas. Com a distribuição gratuita da Cartilha do Consumidor e as palestras nas escolas de Ensino Médio, os resultados têm-se mostrado satisfatórios. Busca-se a materialização do princípio constitucionais de defesa do consumidor que garante o acesso à informação. José Geraldo Brito Filomeno destaca que os constituintes de 1988 preocuparam-se emdar “especial destaque para a contemplação dos direitos fundamentais do consumidor (ao próprio consumo, à segurança, à escolha, à informação, a ser ouv ido, à indenização, à educação para o consumo e a um meio ambiental saudável”. O caráter científico da pesquisa emerge da coleta de dados, a partir da aplicação de questionários com perguntas sobre direito do consumidor em dois momentos distintos: antes e após a distribuição da cartilha do consumidor. Cumpre, por imperioso, destacar que a distribuição da cartilha dar-se-á em palestras explicativ as sobre o conteúdo da mesma. A metodologia utilizada para a auferição dos resultados é a aplicação de questionários em dois momentos distintos: antes e após a distribuição da Cartilha do Consumidor e Palestras Explicativ as. Os dados serão tabulados e transformados em gráficos. COMO REINVENTAR PROCESSOS PARA CRIAR VALOR PARA O CLIENTE Emanuel Felipe Bussmann Branger; Prof. Kleber Angeli Linha de Pesquisa: Mudança Organizacional [email protected] O trabalho tem como objetiv o analisar a reengenharia atrav és de etapas.Além disso aborda as questões de mudança organizacional, buscando a necessidade de criar v alor ao cliente de forma max imizante. Todo o aparato proporcionado pela era industrial, com sistemas organizacionais burocráticos e hierárquicos precisav a dar lugar a uma III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 195 organização mais ágil para se manter competitiva e mais do que isso, se manter “viva”. A reengenharia surgiu para corrigir esses problemas. Baseandose nesta observ ação, a área empresarial tem apresentado um interesse acentuado sobre a mudança organizacional e v em desenv olv endo e aprimorando abordagens e metodologias. De modo a recompensar os clientes com produtos de maior qualidade e serviços mais eficientes e rápidos, usando a tecnologia da informação. O estudo dos processos de uma organização de forma sistematizada pode abrir as suas portas não apenas para a inovação e mudança, mas para nov os modelos organizacionais mais lev es e fluidos. A constante reavaliação da sua estrutura, processos e mecanismos de controle torna a organização cada vez mais autocrítica e competitiva, características indispensáveis para enfrentar as crescentes complexidades atuais. Dois pontos fortes estão por trás do crescente poder das empresas orientadas para o valor nos mercados de bens de consumo. O primeiro é uma extraordinária vantagem em custos , adquirida através da reengenharia e execução sem falhas de sua estratégia. O segundo ponto forte das empresas orientadas para o valor é uma mudança na percepção dos clientes sobre a qualidade. ANÁLISE EMPÍRICA DO GRAU DE INTANGIBILIDADE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE CAPITAL ABERTO Tainan de Lima Bezerra; Prof. Luciano Márcio Scherer Linha de Pesquisa: Gestão Econômica de Sistemas Produtiv os [email protected] Vários autores têm demonstrado a importância dos ativos intangíveis, de tal forma que a correta identificação desses ou ainda a identificação de fatores que possam indicar a sua existência nas empresas passa a ter uma relevância cada vez maior. Assim, neste artigo procura-se v erificar se existem fatores presentes nas demonstrações financeiras publicadas pelas empresas brasileiras capazes de diferenciá-las em relação ao seu grau de intangibilidade entre empresas tangível-intensivas e empresas intangível-intensivas. Utilizando dados econômico-financeiros referentes os anos de 20001 a 2003, de uma amostra de 47 ações de 37 empresas brasileiras que compunham o índice IBOVESPA da Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA no terceiro quadrimestre de 2004, e utilizando a análise discriminante como técnica estatística, demonstrou-se que existem esses fatores, entretanto não há um único fator comum aos anos de análise apesar de que as v ariáveis Retorno Contábil do Patrimônio Líquido (ROE) e Variação do Patrimônio Líquido (VPL) são comuns a dois dos três anos da análise. 196 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA VAI UMA CAÇHAÇA AÍ CUMPADRE? ALCOOLISMO E MASCULINIDADES NA DÉCADA DE 1930 EM PONTA GROSSA-PR Esta pesquisa tem como objetivo observ ar as práticas e os discursos criminais nas construções da masculinidade nos bares e bordéis, registrados nos processos crimes que transcorreram na cidade de Ponta Grossa-PR, em 1930. Dentre estes documentos são analisados, prioritariamente, processos de lesões corporais, cujas v ersões façam menção à utilização de álcool pelos indiv íduos env olvidos nos autos num momento de intensas transformações no espaço urbano e rural. Os discursos mencionados nos jornais, no processo de disciplinarização em ordem positivista, que procuravam enfatizar as qualidades e harmonia entre os habitantes locais, também se tornarão fontes. O contex to pretendido nesta pesquisa, percorre o cenário de redefinição dos grupos sociais específicos, na conexão de múltiplas v isões e onde diferentes v alores culturais e morais tecem uma conflituosa trama social, que explicita um antagonismo entre o discurso jornalístico e o criminal. No intuito da constituição do processo de “construções das masculinidades” expressadas em diferentes v ersões, representadas por inúmeros agentes sociais que participam da suposta “verdade judiciária”, inv estigam-se situações de conflito e as representações presentes no discurso masculino, a complexidade do contexto, suas construções, contradições, na perspectiv a de gênero como relacional, posicional e situacional. Nos bares e bordéis, no transcorrer cotidiano das relações de conv eniência entre os sujeitos, observ a-se uma dimensão simbólico-cultural nas configurações territoriais. Acreditando não passarem de representações, essas práticas cotidianas se estruturam atrav é s de indicativ o s de padrões comportamentais expressados de div ersas formas, como alegrias, angústias, medos, fraquezas, dores e desejos. A compreensão destas práticas que matizam o cotidiano v iv enciado pelas “camadas populares” em territórios predominantemente masculinos, na análise microscópica e no estudo intensiv o de material documental, se v erifica que a pesquisa micro-histórica não surte à desconexão entre o macro e o micro, mas sim em janela interpretativ a atrav és de ampliações de escala para melhor dialogar com questões freqüentemente generalizantes, definindo-nos ambigüidades do espaço simbólico, a pluralidade das interpretações deste espaço e a luta que ocorre em torno dos recursos simbólicos e também III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 197 CIÊNCIAS HUMANAS Adriano Rossi; Prof. Myrian Sacchelli Linha de Pesquisa: História, Gênero [email protected] dos recursos materiais, mesmo no botequim. A LIBERDADE COMO OBJETO DE NEGOCIAÇÃO Alex dos Santos Cunico;Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima Linha de Pesquisa: Escrav idão [email protected] A partir da análise de documentos denominados “Cartas de Alforria”, referentes ao período de 1779 a 1820 na região de Curitiba, tornou-se possív el elencar uma séria de informações pertinentes ao processo pelo qual se dav a a libertação de escrav os dessa região. Estas informações se constituem em elementos fundamentais para a compreensão de questões que se faziam presentes na v ida cotidiana dos cativ os. Questões como a formação da família escrav a, a transformação das cartas de alforria em objeto de negociação, as condições impostas pelos proprietários de escrav os para que a liberdade se concretizasse, as estratégias para a manutenção do controle sobre o escrav o alforriado implícitas nas cartas. A reflex ão sobre de tais questões, com base nas informações extraídas dos documentos, pode sem dúv ida alguma nos levar a conclusões que nos permitem melhor entender a dinâmica das relações na sociedade escrav ista, no que se refere à concessão de liberdade. ASCENÇÃO E SUBMISSÃO NAS IRMANDADES NEGRAS DE CURITIBA Diego Cruz Vilela; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] Nesta comunicação apresentam-se os resultados da interpretação do compromisso das irmandades de Nossa Senhora do Rosário e de Nosso Senhor São Benedito. Estes documentos inserem-se no contexto oitocentista Curitibano, aproximadamente no ano de 1851. Com base nestes documentos buscou-se analisar questões como a organização dessas irmandades, os meios de inclusão de nov os membros, as regras para aceitação nas irmandades, a segregação de possív eis “filhos da terra” 198 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (crioulos) e brancos, a subordinação, que está presente em inúmeras circunstâncias da v ida dos escrav os, mas não dev e ser encarada como um ato de inferioridade e sim como uma forma com a qual os escrav os se adaptaram para adquirir direitos frentes aos proprietários. Presentes aos compromissos das irmandades de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário de Curitiba, buscou-se analisar também como se portav am os irmãos das referidas irmandades durante a preparação e o momento de festividades, momentos nos quais a organização caberia ao rei e aos irmãos componentes das mesas de júri das irmandades. Mesmo os negros sendo em sua maioria oriundos do continente africano, acabav am por aceitar ou acatar a presença de brancos nas associações. Sabendo que estas continham normas pré-estabelecidas de conv ív io e funcionamento da irmandade, aceitav am brancos como forma imposição pela igreja que colocava a presença de brancos nos cargos principais das irmandades, dispondo de maior tempo para reverenciar os santos católicos, incorporados por negros de todas as etnias, presentes no solo paranaense e brasileiro. RELIGIÃO E SOFRIMENTO POST MORTEM NA MESOPOTÂMIA Ev erton Carlos Medeiros; Prof. Moacir Elias Santos Linha de Pesquisa: História Antiga [email protected] Há cinco milênios surgiu no sul da Mesopotâmia a civ ilização Suméria, cuja religião era politeísta. No princípio os sumérios adorav am as forças da natureza, bem como os animais, mas com o passar do tempo seus deuses foram representados sob a forma humana. Aos deuses foram atribuídas as criações do mundo e dos homens, sendo que a esses últimos foi delegada a tarefa de serv ir aos primeiros. Cada cidade suméria, bem como as demais que surgiram séculos depois com o adv ento de outros civ ilizações mesopotâmicas, possuíam uma div indade em especial, uma espécie de padroeiro, cuja estátua era mantida em um templo, onde era objeto de culto. As guerras entre as cidades, tão comuns na Mesopotâmia, eram encaradas como um confronto entre seus deuses protetores. Os v encedores acabaram por aumentar o seu poder político, bem como o prestígio de sua div indade. Já aqueles que eram vencidos, mortos em combate, tinham um encontro com o destino, pois aos deuses era atribuído o tempo de vida de cada indiv íduo. Tanto os sumérios, quanto os outro pov os que habitaram a antiga Mesopotâmia, acreditavam que além da v ida, “hav ia o país de onde não se retorna”, um sombrio reino dos mortos III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 199 para onde todos iam, tanto os bons quanto ao maus. O além era governado por um deus chamado Nergal, que estav a diretamente relacionado às guerras, e a sua consorte, Ereshkigal, a rainha do mundo inferior. Mas o que acontecia nesse outro mundo e qual a sua aparência? Qual a relação dos deuses com os mortos? Tais indagações nos lev aram a constituição de um estudo que tem por objetiv o principal a investigação sobre a v ida post mortem na antiga Mesopotâmia. Para tanto foram escolhidas como fontes primárias mitos traduzidos do cuneiforme que tiv essem referências à morte ou ao mundo dos mortos. Dentre os mitos, a Epopéia de Gilgamesh foi escolhida como fonte principal. Esse documento encontrado disperso em vários tabletes de argila, totalizando XII tabuinhas, estava entre milhares de outros documentos na biblioteca palaciana do rei assírio Assurbanipal e nas ruínas do templo de Nabu, na cidade de Nínive. Segundo o mito, intitulado Gilgamesh e o Dilúv io, o herói era filho da deusa Ninsun, cujo marido era o rei Lugalbanda, que gov ernou Uruk em sua primeira dinastia. Na epopéia, Gilgamesh e seu companheiro de aventuras, Enkidu, percorrem inúmeras regiões narradas, em detalhe, sempre em busca da imortalidade. No mito há alusão ao reino dos mortos, atrav és de um sonho de Enkidu, onde se v êem div ersas características sobre o além. Como metodologia, analisamos as passagens do mito, separando-as em tópicos (descrição física do ambiente, construções presentes, seres do mundo subterrâneo, entre outros) e na seqüência são comentados, tornando possível a constituição de uma v isão sobre o referido além. PRÁTICAS DA ALFORRIA Felipe Pereira de Melo; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] A nova historiografia permite o estudo dos mais div ersos temas existentes em nossa sociedade. Com isso, estaremos problematizando algumas escrituras de cartas de alforria registradas no primeiro tabelionato de notas de Curitiba no período de 1790 a 1820. Com a análise destes documentos percebemos a diferença entre as negociações que vêm mostrar o escrav o tentando conseguir esta escritura de liberdade e oferecendo em troca, muitas v ezes, quantias monetárias ou até mesmo seus animais para receber esta liberdade. Nesse sentido, podemos eleger casos que mostram escravos conseguindo esta concessão atrav és da realização da prestação 200 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA de serv iço ou de serv ir seu senhor até a morte. Estas concessões v êm na forma de gratificação, pois quando estas condições eram realizadas, o escrav o recebia sua liberdade. Para que tiv esse v alidade, as alforrias geralmente eram registradas em cartório. Partindo destas idéias de negociações e concessões, tentaremos desmistificar o tema. FRANCO DA ROCHA: 35 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] A história do Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha de Ponta Grossa (PR) constitui-se em objeto de estudo na realização da minha pósgraduação em História e Cultura, sendo uma pesquisa desenvolvida a partir da associação da bibliografia e dos dados isolados armazenados na Instituição, que não permitiam uma visão histórica dos 35 anos da casa de saúde destinada, exclusivamente, ao atendimento psiquiátrico na cidade. Assim, a pesquisa iniciou-se nos arquiv os da instituição, com as anotações em prontuários, atas e jornais, armazenam, e também artigos div ulgados em congresso pelos médicos lotados na casa hospitalar, realizando-se concomitante leituras v oltadas ao campo da psiquiatria, que permitiram dissertar, nesta inv estigação, o processo de criação dos hospitais psiquiátricos, o que é loucura e qual a relação entre a normalidade e anormalidade, chegando-se à discussão da Lei Paulo Delgado, que propõe a desinstitucionalização do tratamento psiquiátrico. Ao se retomar a história da psiquiatria no Brasil, observa-se que o internamento do doente mental nem sempre foi dotado de caráter terapêutico, pois até um século e meio atrás esse procedimento encontrav a-se ligado à segurança da sociedade, sendo aplicado em particular aos indiv íduos que de uma forma ou de outra exerciam condutas consideradas anormais, ou seja, contrárias aos v alores e práticas predominantes na sociedade. Assim, temos como marco a criação do Hospício D. Pedro II (1852), cujo espaço servia para reclusão e exclusão social do “doente mental”. A prática terapêutica no tratamento psiquiátrico tev e início apenas em 1898 no Hospício de Alienados em São Paulo, com a criação da Sucursal do Juqueri. No Paraná, até o final do século XIX, o alienado mental encontrav a-se confinado nas cadeias do interior ou acomodados nas Casas de Misericórdia. Apenas em 1909 é instalado o primeiro hospital psiquiátrico na cidade de Curitiba, o Asilo Nossa Senhora da Luz, ocorrendo apenas ao final da década de 50 a III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 201 instalação em Ponta Grossa de uma Unidade Ambulatorial de Saúde Mental nas dependências do Hospital São Lucas. A unidade. que funcionava no porão do hospital era conhecida como “secção dos loucos”, temida pelos funcionários, pois a doença mental era considerada uma possessão demoníaca. Esta concepção a respeito do tratamento psiquiátrico dificultava a possibilidade de contratar funcionários para desempenhar a função de atendente psiquiátrico, lev ando nessa época a medicina a div idir espaço com a arte do curandeirismo. Porém, dev ido a grande procura pelo atendimento especializado. houv e a necessidade de ampliar o número de leitos, o que ficou inv iáv el no Hospital São Lucas. É fundado em 1967 o Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha que, como centro especializado para tratamento mental no interior do Paraná, atendia pacientes oriundos da região dos Campos Gerais e de outros Estados, recebendo, também, alguns “doentes”do Paragua. Atualmente, em função da desinstitucionalização, os serviços do tipo manicomial, foram extintos e o hospital fechado, a cidade possuí uma única unidade psiquiátrica e os pacientes estão muitas v ezes sendo atendidos por clínicos gerais. Apenas o tempo irá dizer se a nov a lei foi um avanço ou um retrocesso no tratamento mental. A história e a memória da instituição mostram de alguma forma a importância de seu espaço nessa sociedade. COLÔNIA CECÍLIA: UMA EXPERIÊNCIA ANARQUISTA NO PARANÁ Prof. Izis Borck; Carla Ticiane da Cruz; Eduardo Pereira Vaz; Francely Ferreira; Jéssica Santos; Mileide Aparecida Ribeiro; Jorge Paulik; Michele Carine Mendes; Márcio Ricardo Pereira; Rosebel Maia; Vania Amaral Fadani; Irene Georges Gheorghiou Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] O presente trabalho é resultado de pesquisas bibliográficas, documentos e fotografias. Realizado na disciplina de Filosofia do curso de Comunicação Social – Jornalismo nas Faculdades Santa Amélia. Na disciplina recebemos noções sobre os filósofos e ideário anarquista, e artigos sobre a Colônia Cecília, o que aguçou nossa curiosidade. Iniciamos assim uma pesquisa sobre o surgimento da colônia e no término pudemos v isitar o local da sua instalação. A pesquisa bibliográfica começou com visitas ao Museu Campos Gerais em Ponta Grossa, onde se encontra o acervo Cândido de Mello Netto. Este contêm livros escritos por autores paranaenses, rev istas e jornais em italiano com relatos sobre a experiência na colônia, exemplares 202 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA de jornais anarquistas do último século editados em Curitiba, além de liv ros, cartas e manuscritos do próprio Giov anni Rossi. Com o material recolhido, houv e debates em sala de aula e troca de informações. Posteriormente fizemos uma v isita ao município de Palmeira para que pudéssemos entrevistar e fotografar as famílias italianas que participaram da experiência anarquista. Quando chegamos a Colônia, percebemos que a sua história não era conhecida pelos moradores locais, e o caminho que nos levava até sua região iria desembocar numa porteira fechada com cadeado. Da antiga Colônia Cecília, implantada por um grupo de imigrantes italianos idealistas no município de Palmeira, restaram apenas histórias, fábulas que se confundem com a realidade. Até mesmo a única fotografia da colônia tem a sua autenticidade contestada. A Colônia realmente existiu e foi implantada em uma região conhecida como Santa Bárbara, que fica a 30 Km de Palmeira, o local hoje é de propriedade do neto de Aniceto Artuzzi, um dos anarquistas que v ieram para o Brasil acreditando nos ideais utopista de Giovanni Rossi. Porém como se tratava de uma propriedade particular, não pudemos conhecer o local. O que se sabe é que naquela fazenda, de 125 alqueires, o que restou da época da Colônia Cecília foi um v elho poço, coberto por madeira e forrado de pedras. No Museu Histórico de Palmeira não há qualquer documento ou foto sobre a história da experiência anarquista, embora a prefeitura tenha planos de erguer um memorial na região onde viveram aqueles imigrantes italianos. A experiência anarquista durou apenas quatro anos. Foram muitos os motiv os que contribuíram para a dissolução da Colônia, entre eles, com o advento da República, os imigrantes tiveram que pagar as terras que haviam sido doadas pelo imperador Dom Pedro II; além de serem assaltados, e parte de suas plantações destruídas pelos federalistas. Em função da precariedade e falta de alimentos, muitas famílias acabaram indo para a região de Canta Galo e Santa Bárbara de Baixo. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 203 IGREJA DO ROSÁRIO DE PONTA GROSSA: 140 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck; Michele Carine Mendes; Vânia Amaral Fadani Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] O presente trabalho é resultado de pesquisas realizadas na disciplina Introdução ao Método Científico. Como proposta foi indicada a igreja do Rosário de ponta Grossa. Ao buscarmos informações sobre a igreja constatou-se a falta de documentação referente à fundação da Igreja do Rosário. A presente pesquisa v em tentando resgatar a memória histórica da igreja. Em 1852, alguns moradores dev otos de Nossa Senhora do Rosário uniram-se para construir uma capela em sua homenagem. Em muitas cidades brasileiras Nossa Senhora do Rosário era muito venerada pelos escravos, mas em Ponta Grossa o número de escravos era pequeno, v iviam nas fazendas, e não contribuíram para a construção da pequena capela. Ainda assim, depois dela estar concluída, escrav os moradores na v ila tiv eram permissão dos seus donos para freqüentá-la. Em 1891, a paróquia de Sant’na bem como todas as capelas existentes em Ponta Grossas passaram para jurisdição da diocese de Curitiba, desligando-se da Arquidiocese de São Paulo. No início do século XX, chegaram os padres da Sociedade do Verbo Div ino e são eles que v ão se encarregar da paróquia de Sant’na e de todas as capelas existentes no município. Todos os serv iços nela realizados foram atribuídos a estes religiosos, entre eles as santas missas na pequena Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Os primeiros foram os padres João Lux, Frederico Hellembroeck, Guilherme Maria Miletzek, Rodolfo Kugemeier Wev er e Antonio Klein, que estav am encarregados dos ofícios religiosos, quando, em 31 de janeiro de 1942, foi concluída a restauração da pequena capela e elev ada a Paróquia “Nossa Senhora do Rosário”. No dia 04 de janeiro de 1992, a paróquia de Nossa Senhora do Rosário passou a ser dirigida pelo padre João Oscar T. Martins. Nesse mesmo ano, a paróquia comemorou 50 anos, embora sua origem tenha140 anos. A Igreja do Rosário foi construída em estilo romântico, de alvenaria, duas torres fronteiras, com interior sóbrio lembrando muito as Igrejas de Roma na época da expansão do cristianismo. Apresenta pinturas que representam os três mistérios do Rosário. Os mistérios gososos: o nascimento de Cristo e adoração dos Reis Magos. Os mistérios dolorosos: Cristo na cruz, ainda v ivo. Os mistérios gloriosos: a v inda do Espírito Santo. Em todas essas cenas, maravilhosamente pintadas, Nossa Senhora ocupa um lugar preponderante. Os outros mistérios do Rosário estão representados pelos 12 medalhões que foram pintados nas paredes 204 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA em v olta do Altar Mor, unidos pelas contas do terço. Trazem a inscrição “Regina S. S. Rosari”. Sobre as pinturas já descritas acima, foram pintados anjos com trombetas chamando para a ressurreição, simbolizada pela coroação de Nossa Senhora pela Santíssima Trindade. Existem ainda, de cada lado, fora da capela principal, dois altares laterais de frente, e, nas paredes laterais, encimando dois altares, quadros em mosaicos bizantinos. As estações da Via Sacra são também feitas em mosaico bizantino, uma verdadeira obra de arte. Dessa forma, com o estudo buscouse recuperar a história da igreja bem como a simbologia de sua arquitetura e pinturas, contribuindo assim para o resgate da memória histórica da cidade de Ponta Grossa. IGREJA SANTA TERESINHA DE PONTA GROSSA: 50 ANOS DE HISTÓRIA Prof. Izis Borck; Márcio Ricardo Pereira Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] O presente artigo é resultado de trabalho proposto na disciplina Introdução ao Método Científico do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade Santa Amélia, Ponta Grossa, o qual teve como objetivo o resgate da história da Paróquia Santa Teresinha. A pesquisa iniciou-se com o lev antamento da documentação disponív el na igreja, porém eram dados v agos. Assim, optou-se pela pesquisa oral, articulada a um referencial teórico que justificasse a sua utilização. Em 1937 era construída uma capela ainda de madeira, dedicada a Santa Teresinha do Menino Jesus, para serv ir aos moradores do bairro de Oficinas em Ponta Grossa. Nessa época, a então capela pertencia a paróquia Sant´ana, a atual catedral. Por determinação da Santa Sé, as comunidades seguem esse padrão de v inculação, tendo como hierarquia as capelas cada uma com sua própria autonomia, porém sob o domínio de uma igreja matriz, sendo esta a paróquia. Isto é pré-definido por localização geográfica. Como o núcleo religioso já estava formado, o povo tev e a assistência espiritual presidida pelos padres da Congregação do Verbo Divino (existente até os dias atuais) até o ano de 1942. Com a mudança do Seminário Diocesano São José de Castro para Ponta Grossa, os padres seculares (aqueles que estão estreitamente vinculados ao Bispo Diocesano, diferentemente dos sacerdotes pertencentes as congregações que possuem v ínculo maior com a própria congregação) deram continuidade ao trabalho religioso. Em 3 de Outubro de III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 205 1948, Padre Pedro Guerra lançava a pedra fundamental da igreja definitiva, instituindo que ali seria local de culto religioso reconhecido pela Igreja Católica. O terreno onde seria construída a igreja foi dedicado à Santa de Lisieux, sendo este uma doação do Bispo Dom Antônio Mazaroto. Com o levantamento das pessoas env olv idas na comissão de construção, foi possível fazer um resgate da memória da paróquia. No ano de 1954, é inaugurada a cripta da futura igreja. Apenas dois anos mais tarde são iniciadas suas obras. Em 1956, a igreja é elev ada a categoria de paróquia, devido ao consideráv el crescimento populacional do bairro. O extravio de documentos fez com que um período bastante significativo da história da paróquia tivesse se perdido, período cuja memória histórica e religiosa que esta pesquisa tenta resgatar. Estima-se que 2200 casamentos e 5800 batizados foram realizados na paróquia de dezembro de 1956 a setembro de 2005. Ao concluir a pesquisa, foi realizada uma exposição de imagens na igreja para que a comunidade conhecesse um pouco de sua história. HISTÓRIA PARA QUÊ? INDAGAÇÕES SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA Prof. Lauro Anselmo Ferrarini Linha de Pesquisa: Ensino de História [email protected] A maior parte dos professores de História, sejam recém formados ou não, infelizmente ainda encontram dificuldades quando os alunos os questionam: para que serv e a história se o que importa é o presente? Tomamos esta inquietante pergunta como fio condutor para o desenvolvimento do presente trabalho. Entender para que serv e a História é desmitificar que o ensino/ aprendizagem desta disciplina é somente transmitir conhecimentos sobre o passado da humanidade. Assim sendo, o ensino/aprendizagem da História não dev e valorizar somente o passado, mas prestigiar o desenv olv imento de atitudes especificas nas quais o maior objetivo da disciplina é, portanto, atuar como parte integrante nos programas escolares desde as séries iniciais como uma disciplina autônoma e indispensáv el para a formação integral dos alunos de forma dinâmica e participativa. Ou seja, o ensino/aprendizagem da História muito mais do que ressuscitar o passado deve situar os alunos para que leiam e compreendam a sua própria realidade e, desta forma, se posicionar, fazer escolhas e atuar em sociedade. Nosso trabalho visa também esclarecer que a principal finalidade do oficio do professor de História dos nív eis fundamental, médio e nas 206 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA séries iniciais, não estaria em desenvolver grandes pesquisas - considerando a falta de tempo - como faz o historiador que dedica a maior parte do seu tempo em teses e pesquisas. Compete ao professor trabalhar com o produto da inv e stigação histórica, sem contudo, ter de transmitir esse conhecimento histórico integralmente para os alunos, mesmo porque os alunos teriam muita dificuldade em compreender o v ocabulário utilizado por historiadores, dificultando a aprendizagem. Estamos certos que a pergunta “para que serv e a História?”quando feita por alunos serve como indicador que aponta para a falta de sentido no que lhes foi ensinado ou simplesmente repassado sobre a importância da História. Obv iamente lev amos em consideração o esforço de alguns professores em responder à questão, adv ertindo os alunos sobre a importância de conhecer as mudanças da humanidade ao longo dos séculos. Contudo sentimos que isso só não basta para a compreensão dos alunos. Todos nós sabemos que o mundo atrav essa um momento em que todos os nív eis da mídia pregam a importância do tempo presente, tornando assim difícil mas, ao mesmo tempo, desafiador o trabalho do professor de História, seja ele um pesquisador autêntico ou preocupado com o ensino/aprendizagem da disciplina. Podemos afirmar que nossa pesquisa já alcançou um desdobramento grande de informações, mas estamos certos de que o desafio ainda é maior e está longe de atingir o seu objetiv o muito menos de ser esgotado. Com efeito, este tema atualmente e mais do que nunca v em gerando varias discussões e dissertações, tanto de Mestrado quanto de Doutorado. Ora, é necesário para o sucesso da nossa missão que os resultados dessas dissertações sejam incorporados pelos professores como parte fundamental do seu aperfeiçoamento profissional, desta forma v eremos v alorizado e justificado o ensino de História. A ARQUITETURA E A DECORAÇÃO DAS CASAS-SANTUÁRIO EM ÇATAL HÜYÜK – TURQUIA ASIÁTICA Lêda Trindade Vasconcelos Galv ão; Prof. Moacir Elias Santos Linha de Pesquisa: História Antiga [email protected] No Sétimo Milênio a.C., populações neolíticas começaram a se estabelecer em v ales fluviais no Oriente Próximo. Tais populações habitavam diversas regiões e fundaram pov oamentos bastante semelhantes em sua constituição espacial. Entretanto, nenhum se compara ao que se desenv olv eu na planície da Anatólia (Turquia Asiática), denominado Çatal III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 207 Hüyük. Situado às margens do rio Carsamba, o sítio de Çatal Hüyük possui o aspecto de uma colina. Nos anos de 1960, as escav ações rev elaram que o referido sítio possuía uma grande área formada por dois tipos de casa: do tipo habitação e do tipo santuário. Tais estruturas estav am circundadas por um muro que serv ia de proteção, tanto contra ev entuais inimigos quanto às possív eis inundações do rio Carsamba. Os estratos arqueológicos sucessiv os mostram um impressionante conserv adorismo com relação ao planejamento do pov oado. As casas, de forma retangular, estavam confinadas umas às outras, formando grandes blocos de habitação, que eram separados entre si apenas por pátios de formato irregular. Nesta comunidade sem ruas, seus moradores desenv olv eram uma arquitetura de adobe, sustentada por trav es horizontais, apoiadas em colunas de madeira. As paredes eram revestidas por camadas de gesso, normalmente de cor branca ou creme e, no caso das casas-santuário, havia cenas entre as pilastras, com figuras antropomorfas, zoomorfas e geométricas. Para tais pinturas, as cores mais utilizadas eram o v ermelho e o v ermelho escuro, mas há também o verde, o amarelo, o cinza e o azul. Escadas eram necessárias para seus habitantes, pois só se podia adentrar atrav és da parte superior, onde ficav a localizada a porta. Tendo em vista tais considerações e v erificando a importância desse assentamento neolítico, constituímos um pequeno projeto de pesquisa que tem por objetiv o principal compreender a decoração e o funcionamento de um dos dois tipos de edificação bastante comum em Çatal Hüyük: a casa-santuário. Como metodologia de pesquisa, realizou-se um lev antamento de dados, através de fontes secundárias bem como através de fotografias e croquis do sítio arqueológico, que se encontrav am disponív eis para estudos, para a elaboração de uma pequena base de informações para a análise da casasantuário. Dentre os itens iconográficos pesquisados, fez-se uma div isão em duas categorias: elementos pictóricos e escultóricos. Ao analisarmos o contex to desses elementos, percebe-se que há diferentes finalidades para tais representações, pois há desde cenas que tratam de rituais ligados à morte, até elementos que aludem à caça e a uma espécie de culto à fertilidade. Com esses diferentes elementos, pôde-se v erificar que a casasantuário possuía uma ampla variedade de significados e uma importância ímpar para a sociedade neolítica de Çatal Hüyük. 208 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A LUTA PELOS DIREITOS OPERÁRIOS: UMA ANÁLISE DA GREVE GERAL DE 1917 EM CURITIBA Leila Sônego; Prof. Fabrício Leal Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] As duas primeiras décadas do século XX são marcadas por inúmeras organizações de oposição e constantes rev oltas adv indas das camadas populares, acompanhadas por um período de rupturas e crises geradas pela Primeira Guerra Mundial. Na Rússia ocorre em 1917 a primeira revolução socialista da história contemporânea; a partir de então, o sistema burguês, capitalista e liberal se v iu ameaçado. No Brasil não foi diferente. A seqüência de grev es do início do século imprime na Primeira República o descontentamento dos trabalhadores, a insatisfação com a legislação ineficaz e a exploração exacerbada. Neste contexto, os operários curitibanos uniram-se aos sucessiv os protestos que v inham acontecendo em todo o país, realizando paralisações nos mais div ersos setores da economia. As reivindicações pelos direitos trabalhistas, ainda sem respaldo jurídico no Brasil, instigaram os operários a realizar grev es, paralisando suas ativ idades para defender, por intermédio deste mecanismo, os seus direitos. A historiografia desta classe e de seus mov imentos sofreu mutações, transformando-se atrav és dos anos até culminar em uma distinção entre o mov imento e a classe operária em si, bem como na v ariedade dos tipos de fontes. O caráter das greves como recusa coletiv a e combinada do trabalho operário, com o fim de obter, pela coação exercida sobre os patrões, melhores condições de emprego ou a correção de certos males, v isando ora a redução da jornada de trabalho ou melhorias das condições insalubres, levou em alguns momentos a repressões políticas e violência policial, perseguições de toda ordem, inclusiv e espancamentos, prisões, deportações e talvez até a morte. Os estudos nesta área possuem uma trajetória de relevante complexidade, por existir no Brasil uma produção historiográfica anterior à definição da história operária como objeto acadêmico e em razão das transformações ocorridas na interpretação desta temática, refletindo não apenas uma evolução teórica e metodológica, mas também uma conjuntura política que buscava sua legitimação atrav és do silenciamento dos conflitos sociais. A v ariedade de interpretações e de material para argumentar permitiu que no decorrer dos anos de historiografia, autores se preocupassem com os operários, passando a elaborar div ersas teses para a origem, composição e história da classe operária no Brasil. Contudo, discutir-se-á nesta pesquisa a div ersidade historiográfica, bem III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 209 como as v ariedades de fontes necessárias à ev olução dos estudos neste segmento. Divergências a respeito da gênese e constituição dos operários que deram origem à grev e de 1917 em Curitiba serão também enfatizadas. Relendo a imagem da história curitibana, vista por muitos anos como distante dos conflitos sociais, esta pesquisa surge, como necessidade do resgate da memória operária, da identificação deste grupo como agente histórico, a fim de ressaltar a importância dos direitos adquiridos pelos trabalhadores. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FEMININA EM ESTELAS FUNERÁRIAS EGÍPCIAS DO REINO MÉDIO Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos Linha de Pesquisa: História Antiga [email protected] As estelas funerárias estão entre os artefatos egípcios presentes em maior número nas coleções egiptológicas de museus de todo o mundo. Embora comuns em toda a história egípcia, particularmente no Reino Médio (c.2040 – 1640 a.C.) as estelas têm características que as diferenciam daquelas pertencentes a outros períodos. Tais monumentos trazem, em princípio, três elementos essenciais para assegurar a v ida após a morte. Primeiramente, aparecem as inscrições, sendo que a mais importante delas é a fórmula de oferendas, que garante as provisões para o morto, estando relacionada à sua subsistência no Duat, ou outro mundo. Em segundo lugar, há orações, o nome e o título do falecido, datas e informações genealógicas. Por último, como terceiro elemento, há a representação do morto diante de uma mesa recoberta de alimentos, elemento fundamental para que ele possa viver eternamente. Grande parte das estelas exibem, também, representações referentes à sua família e/ ou aos seus amigos. Verifica-se que não estav am acessív eis apenas à elite, mas também àqueles que pertenciam às camadas intermediárias da população, que tinham condições de “pagar”um artesão pelo trabalho de confecção do mesmo. Assim, são fontes v aliosas para estudos sobre a sociedade do antigo Egito. Para essa comunicação foram selecionadas, dentro de nosso corpus documental, algumas estelas consideradas mais representativ as para se empreender um estudo sobre a imagem feminina e a mulher no Egito do Reino Médio. Numa sociedade estruturada hierarquicamente como a egípcia, o status da mulher dependia de seu lugar e daquele de sua família na hierarquia social. No entanto, é preciso 210 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA lev ar em consideração que 90% das egípcias eram camponesas. Suas representações são mais raras e apenas encontradas em tumbas de altos funcionários, exercendo diversas formas de trabalho no campo. Já entre as mulheres de classes mais abastadas, embora a documentação seja em um número razoáv el, vê-se que as representações foram elaboradas sob a ótica masculina. Assim, essa comunicação tem como objetivo, dentro das possibilidades da análise das estelas funerárias, avaliar a imagem feminina nesses monumentos e definir sua posição social em relação aos homens representados, a partir de seus títulos. Para isso, foi utilizado como metodologia, o estudo iconográfico, baseado em uma ficha de análise proposta pelo Prof. Dr. Ciro Flamarion Cardoso. Para a leitura das imagens e dos respectivos gestos, a metodologia utilizada é a proposta por Richard Wilkinson, a qual consiste, em linhas gerais, em uma interpretação das figuras a partir da escrita egípcia. Assim, as imagens são lidas como se fossem sinais hieroglíficos. Após a decodificação dos tex tos e das imagens, tais dados são transmitidos para uma base, a partir da qual se estabelecem as diferenciações procuradas. Dessa forma, com base nessas análises, e tendo em v ista que as estelas funerárias eram erigidas tanto por homens quanto por mulheres, v erifica-se que a titulação apresentada para as mulheres v aria de uma classe social para a outra, sendo que entre as mais priv ilegiadas, os títulos podem refletir tanto uma posição conquistada ou refletida a partir da do marido; para as mulheres comuns, os títulos referem-se a uma posição v erdadeira; e entre as mulheres mais humildes, tais títulos são menores e refletem ativ idades simples. Outra característica observada, de grande importância para o estudo da família no antigo Egito, é o fato de se representar ou nomear apenas a mãe, não aparecendo sequer o nome do pai, o que mostra claramente que a linhagem familiar é mostrada pelo nome da mãe. Tais informações obtidas a partir desse material demonstram que é possív el realizar estudos sobre o antigo Egito no Brasil, e que tais pesquisas são viáveis. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 211 HIERÓGLIFOS PARA A JUVENTUDE: A ESCRITA EGÍPCIA ANTIGA NOS LIVROS PARADIDÁTICOS Liliane Cristina Coelho; Prof. Moacir Elias Santos Linha de Pesquisa: História antiga [email protected] A escrita hieroglífica fascina a humanidade desde a Antiguidade. A palavra “ta hieroglyphica”tem origem grega, significando “as (letras) sagradas esculpidas”, de onde v êm “hieroglífica”e “hieróglifos”. Para os egípcios, a escrita era uma invenção do deus Toth, o qual decidiu ensiná-la aos homens contrariando uma ordem de Ra. Os primeiros hieróglifos apareceram durante a referida “dinastia 0”, na forma de legendas, escritas sobre artefatos v ariados. No Período Tardio, os egípcios empregav am duas escritas distintas, derivados cursivos da Hieroglífica, respectivamente a Hierática e a Demótica. Estas três escritas deix aram de existir com a conquista romana, sendo substituídas pelo Copta, que se baseia no alfabeto grego. Com o adv ento do cristianismo, o sistema egípcio de escrita, considerado pagão, caiu em completo desuso. O último texto hieroglífico escrito na Antiguidade foi gravado no Quiosque do Imperador Trajano, na ilha de Philae, em 394 d.C.. A língua e a escrita cóptica, porém, foram preserv adas, pois eram utilizadas pelos descendentes cristãos dos antigos egípcios, na liturgia. Isso tornou possív el que o padre Athanasius Kircher identificasse a língua e a escrita cópticas como remanescentes das antigas grafias e falares egípcios. Ele publicou, no ano de 1643, um dicionário e uma gramática de cóptico, que foram úteis, posteriormente, para a decifração dos hieróglifos. Mas foi a expedição de Napoleão ao Egito, em 1799, que fez a mais importante descoberta para a decifração desses símbolos: a “Pedra de Roseta”. A “pedra”, na realidade uma estela comemorativ a, contém um texto, cujo conteúdo é um decreto dos sacerdotes de Mênfis em honra ao faraó Ptolomeu V Epifânio, gravado em três formas de escrita: Hieroglífica, Demótica e Grega. A importância deste documento está na possibilidade de a escrita grega ser comparada com a egípcia, fato que impulsionou a pesquisa de inúmeros estudiosos europeus da época. Quem completou o processo de decifração, no entanto, foi o francês Jean-François Champollion, que em 1824 publicou uma obra onde toda a lógica da língua foi exposta. A escrita egípcia é formada por um grande número de sinais, que no estágio conhecido como Médio Egípcio inclui aproximadamente 700 hieróglifos. Esses podem ser classificados a partir de quatro tipos de sinais (pictográficos, ideográficos, fonéticos e determinativ os), cada um com um v alor gramatical diferente. Baseando-se em tais conhecimentos, 212 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA e tendo em vista que muitas coleções paradidáticas incluem liv ros sobre o antigo Egito, desenv olv emos um estudo que tem por objetiv o principal reconhecer e avaliar como as informações relacionadas à escrita egípcia antiga são transmitidas aos estudantes de ensino médio e fundamental, atrav és dessas obras. Como metodologia, foi empreendida uma análise dos conteúdos referentes à escrita nesses livros, atrav és de conhecimentos prév ios sobre a língua egípcia antiga e sua decifração. A base para a análise do pseudo-alfabeto apresentado nessa bibliografia é a tabela de Alan Gardiner em sua gramática de Médio Egípcio. Dessa forma, foram analisados dezenov e livros, sendo seis publicações nacionais e treze estrangeiras, traduzidas para o português. Entre elas, existe uma publicação nacional que pode ser classificada como literatura infanto-juvenil. Os dados obtidos foram incluídos em uma tabela e classificados de acordo com sua conformidade aos assuntos analisados. Verificou-se que entre os erros mais comuns está a colocação incorreta dos sinais do pseudoalfabeto, seja pela sua tradução ou pelo que representam. A maioria das publicações omite a existência de outros suportes para a escrita, que não o papiro e as paredes dos monumentos. Em relação à decifração dos hieróglifos, grande parte da bibliografia analisada apresenta Champollion, mas não faz referência aos seus passos para a decifração da escrita. Assim, tais elementos dev em ser av aliados ao se adotar uma dessas obras para o trabalho em sala de aula. ESTRADA DA GRACIOSA: PATRIMONIO HISTÓRICO DO PARANÁ Loines Aparecida Toscan; Prof. Marcia Medeiros Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] O assunto a ser abordado tratará da Estrada da Graciosa, enquanto patrimônio edificado, inserido num contexto de preserv ação ambiental. Para tanto, buscaremos a importância deste caminho na formação e desenv olv imento regional do Paraná, não apenas econômico, mas de apropriação do espaço. A abordagem, enquanto patrimônio histórico edificado, buscará as razões e procedimentos utilizados para o tombamento, com se dá esse processo no imáginario das pessoas hoje, e qual é a importância. A princípio, o caminho da Graciosa surgiu com os índios que subiam a serra em busca de alimentos, diante de uma serra escolhiam sempre os melhores locais para a trav essia, atrav és dos rios e canhadas. Depois os faiscadores v ieram a procura de ouro e utilizaram o III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 213 mesmo caminho. Mais tarde observou-se que esse caminho poderia ser aprov eitado para se chegar ao planalto de Curitiba. Em 1646, por ordem de Gabriel de Lara, começa a contrução de uma estrada, então Estrada da Graciosa, que em 1653 foi abandonada, por quetões políticas. Durante v ários anos houv e conflitos entre Morretes, Antonina e Paranaguá quanto a utilização ou não desta estrada. Para Antonia seria interessante a contrução dessa estrada por ter acesso direto a um porto, sendo que as mercadorias poderiam subir e descer sem precisar passar por Paranaguá. Enquanto para Morretes e Paranaguá não teria utilização, pois estaria fora da rota de comércio. Só em 1873, é que se termina a construção da Estrada da Graciosa, com v ários ramais que ligavam Antonina, Morretes e Paraná. O presente projeto de pesquisa abordará as mudanças e permanências do espaço estudado após o tombamento em 1986. A AUSÊNCIA DO TEMA PATRIMÔNIO HISTÓRICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA Lutherkin Lino Ludv ich; Prof. Marcia Medeiros Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A ausência do Tema Patrimônio Histórico nos Livros Didáticos de História compreende os livros Didáticos de História do Ensino Fundamental 2005, ou seja, os livros adotados pelas escolas Municipais e Estaduais. propostos pelo PNDL de 2005 em Curitiba. Tal pesquisa principiou-se a partir da observação e da análise do conteúdo destes materiais para preenchimento da documentação e av aliação da disciplina “Estágio Superv isionado”, do Curso de História. A ausência do tema “Patrimônio Histórico” nestes materiais logo se tornou uma instigante preocupação sobre a natureza destes materiais, coincidindo também que estáv amos sendo orientados com aulas a respeito de “Prática de Ensino de História I”, nas quais se discutia a adoção e a abordagem deste material enquanto ferramenta profissional do professor à aceitação e interpretação por parte do aluno, bem como o funcionamento desse material como elo de ligação entre ambos, professor e aluno. Pensamos em analisar a ausência do tema em todo o material didático correspondente ao Ensino Fundamental e Ensino Médio, limitamo-nos, porém a análise do material apenas do Ensino Fundamental, por fazer parte à priori da formação fundamental do aluno enquanto cidadão, ou seja, é no Ensino Fundamental que vários conceitos se formularão para a v ida deste aluno, portanto deixamos para uma futura pesquisa tal ausência de conceito nos livros didáticos do Ensino Médio. A 214 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA abordagem do tema Patrimônio Histórico nos livros didáticos é escassa no sentido do tema, ou seja, há inúmeras amostragens de figuras referentes à História nos livros didáticos, porém, a preocupação está apenas em ilustrar o livro, limitando a compreensão do fato histórico com a figura representativ a. Os nossos estudos apontam para esta deficiência, nos livros didáticos propostos pelo PNDL de 2005. No primeiro capítulo propusemos conceitos e etimologias a respeito de Patrimônio Histórico, mostrando que tais conceitos interessam na formação do pov o brasileiro, bem como as mais recentes discussões a respeito do assunto, dentre as quais conceitos de Patrimônio Material e Imaterial, trabalhando também a implantação e a transformação da constituição brasileira referente a Patrimônio Histórico. No segundo capítulo trabalhamos os liv ros didáticos em si, com uma brev e história a respeito da criação e adoção do mesmo, passando pelas transformações ocorridas ao longo do tempo. Fazendo uma amostragem dos livros didáticos adotados pelos colégios municipais e estaduais de Curitiba, analisando nestes o respectiv o título. No terceiro capítulo, mostramos possibilidades para se trabalhar o tema Patrimônio Histórico nos liv ros didáticos, bem como alguns pioneiros na preocupação e pesquisa sobre o tema Patrimônio Histórico. O EGITO NOS CEMITÉRIOS PARANAENSES: UM ESTUDO DE EGIPTOMANIA NA ARQUITETURA FUNERÁRIA Prof. Moacir Elias Santo; Liliane Cristina Coelho Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] A prática de reinterpretação e re-uso de elementos do antigo Egito, de forma que lhes sejam atribuídos nov os significados pela sociedade contemporânea, caracteriza, segundo Jean-Marcel Humbert, a Egiptomania. Tal fenômeno pode ser v erificado nas mais div ersas áreas em nosso cotidiano como em elementos arquitetônicos, em nomenclaturas e logotipias de estabelecimentos comerciais, em histórias em quadrinhos, no cinema, no teatro, em reclames publicitários e até mesmo em cemitérios. Em nosso projeto de estudo realizado no ano de 2005, financiado pelo Núcleo de Pesquisa da UNIANDRADE, escolhemos dentre os diversos campos, os cemitérios paranaenses. Foram escolhidos seis cemitérios nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Carambeí e Castro. Tal escolha está diretamente relacionada à potencialidade dos cemitérios como detentores de fontes de estudo, uma v ez que são locais que contêm elementos de uma cultura material, e por isso podem ser III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 215 considerados como reflexos de uma determinada sociedade. Assim, os túmulos e capelas cemiteriais, v istos sob esse ângulo, constituem objeto de grande interesse para a área de pesquisa da Egiptomania. Essa pesquisa, portanto, está v oltada à identificação na arte e arquitetura cemiteriais, da presença de elementos inspirados no antigo Egito, procurando entender o contexto em que aparecem. Para tal, a metodologia utilizada baseou-se em percorrer toda a área do cemitério, atrav és de caminhamento, visando a identificação de túmulos, que na seqüência foram fotografados (quando foi permitido) e analisados, e passaram a constituir um corpus documental. Nesse processo foram encontrados: no Cemitério Municipal São Francisco de Paula – Curitiba: 11 túmulos; Cemitério Municipal Água Verde – Curitiba: 10 túmulos; Cemitério de São José dos Pinhais (Centro): 01 túmulo; Cemitério Municipal São José – Ponta Grossa: 05 túmulos; Cemitério Municipal Frei Matias – Castro: 06 túmulos e o muro. Em Carambeí não localizamos nenhum túmulo com elementos ou arquitetura egípcia. A análise efetuada nos túmulos selecionados incluiu dois pontos principais: em primeiro lugar, foi realizada uma classificação tipológica baseada na arte e na arquitetura do antigo Egito, que foi desenvolvida para esse estudo; em seguida, procurou-se identificar, quando possível, a data da construção do monumento e/ou a da primeira inumação nele realizada. Tais informações foram incluídas em uma base de dados que compõe a discussão do trabalho. Nessa base, a partir dos túmulos identificados, pudemos reconhecer tanto elementos arquitetônicos (pirâmides, obeliscos, templos, colunas, cornijas, paredes em talude, portas, entre outros), quanto escultóricos (esfinges, discos solares alados e imagens de falcões), que foram edificados no período compreendido entre as décadas de 1850 e 1970. Baseando-se nesses dados, pudemos v erificar que a prática da Egiptomania nos cemitérios paranaenses está de certa forma relacionada a uma época de intensas descobertas arqueológicas no Egito, que serv iram de inspiração para a edificação de túmulos ou capelas inteiras com forma egípcia ou que influenciaram partes de túmulos. Contudo, a análise e os resultados também mostraram dados que contestam outras pesquisas v igentes sobre o Egito em cemitérios, que apontam esse fenômeno como originário nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, e que apenas posteriormente tais influências teriam chegado ao sul do Brasil. Verificou-se, assim, que existem no Paraná, túmulos tão antigos quanto os edificados nas cidades supracitadas. 216 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PRÁTICAS DE SOLIDARIEDADE ENTRE OS MEMBROS DE IRMANDADES NEGRAS Rafael Alv es Duarte; Prof. Adriano Bernardo Moraes Lima Linha de Pesquisa: História do Paraná [email protected] O trabalho tem como um de seus objetivos mais gerais apresentar, atrav és dos compromissos das irmandades de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, existentes na cidade de Curitiba ao longo do século XIX, algumas das formas de sociabilidade encontradas pelas comunidades negras que buscavam recriar aspectos das identidades étnicas anterior ao cativeiro. As irmandades negras possuíam uma autonomia consideráv el em relação às demais instituições presentes na sociedade escrav ocrata. Ao analisar os compromissos das irmandades pertencentes à igreja do Rosário, fica perceptível uma relativa autonomia por parte dos “irmãos pretos” na organização das festas para o santo padroeiro de cada irmandade, bem como a arrecadação de fundos para o sustento da irmandade e auxílio para os irmãos que estiv essem passando por miséria, doença, inv alidez e auxílio na hora da morte. Estas práticas indicam uma grande capacidade de organização entre os irmãos das associações e o resgate de antigas tradições africanas, estabelecendo uma rede de solidariedade e resistência ao processo de aculturação, forjando nov as práticas e identidades com referências africanas na América. Estas referências serviam tanto para aglutinar os irmãos quanto para excluir africanos de etnias distintas. Mas em um contex to geral as identidades africanas se estabeleciam de uma forma ampla para recriar o sentido de pertencimento em uma sociedade que quebrou todos os seus v ínculos, familiares e comunitários. REVITALIZAÇÃO DO MUSEU DE ARTE SACRA Renata Corrêa Biella; Prof. Moacir Elias Santos Linha de Pesquisa: Restauração e Manutenção de Patrimônio [email protected] A história do Museu de Arte Sacra começou quando o arcebispo Dom Pedro Fedalto, que ainda era padre nesta época, com o apoio de Dom Manuel da Silv eira D’Elboux, reuniu v árias peças sacras, catalogou-as e fez uma exposição em duas salas do antigo Palácio Arquiepiscopal do Alto de São Francisco. Mais tarde, este acerv o foi transferido para o III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 217 Seminário Menor de Orléans. Lá as peças foram catalogadas nov amente pela Fundação Cultural de Curitiba e pela Casa Romário Martins. Em 1978, com o mov imento de restauração da Ordem, Ennio Marques Ferreira, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, criou o Ateliê de Restauro e Conservação. Paralelamente, foi criada uma comissão que ficou encarregada da implantação do Museu de Arte Sacra. Em dezembro deste mesmo ano, esta comissão montou uma exposição de arte sacra, na sede da Fundação Cultural de Curitiba. Esta exposição tinha por finalidade convencer a todos da importância de preservar o acerv o. Assim, em 21 de março de 1979, o arcebispo Dom Pedro Fedalto assinou com o prefeito Saul Raiz um conv ênio, criando o Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba – MASAC. Contudo, essa instituição só foi inaugurada oficialmente no dia 12 de Maio de 1981, instalada no anexo da Igreja da Ordem, onde permanece até os dias de hoje. A Igreja da Ordem foi construída em 1737, com linhas simples, característica da arquitetura lusobrasileira e neste momento foi chamada de Capela de Nossa Senhora do Terço. Em 1879 a igreja foi reformada, dev ido à v isita do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz Dona Tereza Cristina, pois naquele momento Curitiba não tinha nenhum templo adequado para recebê-los. O espaço físico foi ampliado, foi construída a torre do sino e os traços da igreja foram alterados para um estilo neogótico. Em 1978, dev ido a uma série de problemas estruturais, a Igreja da Ordem ameaçava ruir. A comunidade se mobilizou e aconteceu a I Festa da Ordem, para arrecadar fundos para a restauração. Foi feito um projeto para manter os dois estilos utilizados na igreja, o luso-brasileiro do século XVIII e o neogótico do século XIX. A reinauguração aconteceu em 1979, durante a II Festa da Ordem, que hoje é uma tradição curitibana. O MASAC possui um acerv o de mais de 800 peças catalogadas, entre elas objetos de culto, paramentos litúrgicos, obras raras, mobiliário, fotografias pinturas, livros e objetos pessoais. Infelizmente, o espaço do museu só permite a exposição de 30% deste acervo. Há necessidade de rev italização do museu. Uma mudança extremamente necessária seria o espaço físico do museu, mas a pretensão deste projeto não seria mudá-lo de lugar, mas sim fazer uma anexação de um prédio que existe ao lado da Igreja da Ordem. O prédio poderia ser reformado no estilo da igreja e teríamos um espaço muito superior ao de hoje e as peças que estão guardadas poderiam ficar em exposição. O museu teria a oportunidade de incorporar novos objetos e ainda poderíamos ter um espaço para restauração e manutenção das peças. Mas para que o projeto seja colocado em andamento é necessário a v iabilização de v erba e o apoio da prefeitura. Um dos meios de adquirir isso facilmente seria a própria Festa da Ordem, porque mesmo tendo se tornado uma tradição. o seu objetiv o não é mais o mesmo, nenhum dinheiro é 218 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA arrecadado para manutenção da igreja ou do museu. Esse fator poderia ser mudado pela organização da festa, assim seria possív el conseguir não só uma parte da verba necessária, mas a festa também estaria voltando ao seu propósito inicial, que era ajudar na reforma da igreja. DOCUMENTO INQUISITORIAL Viv iane Kav iski ; Prof. Adriano Bernardo de Lima Linha de Pesquisa: Escrav idão [email protected] Esta pesquisa analisa um documento, localizado na Torre do Tombo, Inquisição de Lisboa, nº 16687. Tal documento inquisitorial denuncia as heresias ditas e feitas por um Mestre de Campo, chamado Garcia Dáv ila Pereira de Aragão ao seus escrav os. Dentre tais atrocidades, estão: Escrav a, com idade de 25 anos, castigada no rosto com palmatória de pau. Escrav o de 30 anos, amarrado em uma cama de v ento, ficando com o corpo no ar, os braços e pernas abertas, açoitado desde às dez horas da manhã até às quatro horas da tarde. Menino de seis ou oito anos, filho de escrav a, tendo a v ia (ânus) queimada com vela derretida, pelo Mestre de Campo. Menina de três ou quatro anos, filha de escrav a, queimada com brasas e também com uma colher de doce, quase fervendo sobre a mão. Escravas tendo em suas partes pudentas algodão com fogo. Escravas açoitadas, pelo próprio Mestre de Campo, com rabo de peixe arraia, tendo assim seus corpos mutilados. Como se isto não bastasse, ainda ordena que as escravas arrancassem os pelos pubianos, umas das outras. Escrava amarrada em uma escada, de cabeça para baixo, com o pescoço entre o degrau, quase sufocando e ainda sendo açoitada. Segundo o documento, Garcia Dáv ila Pereira Aragão, Mestre de Campo, por v ezes disse que tinha muita v ontade de v er sangue de gente acoitada, deixando todos da casa muito assustados. Ao andar pela casa, pegava um ou outro que aparecesse e mandav a ser açoitado por dois escrav os, até que estes cansassem. Cansados estes, mandav a continuar o açoitamento por outros dois, ora colocados em escadas crucificados, ora em camas de v entos, sempre com martírios e heresias, deixando poças de sangue, gostando de v er os cachorros comerem e beberem o sangue destas miseráv eis criaturas. O Mestre de Campo sempre mostrou muita alegria e vontade em castigar sev eramente seus escrav os.Todas estas atrocidades,entre tantas outras não citadas, que estão contidas no documento, retratam uma história sobre os mártires do passado, presentes na sociedade escrav ista. SabeIII SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 219 se que muito castigos corporais eram dados aos escrav os, principalmente para que os donos destes impusessem sua autoridade e inibissem qualquer atitude que comprometesse o bom andamento das coisas. Porém, existiam os senhores que castigavam seus escravos, além do “permitido”na época. Este fato ocorreu com Garcia Dávila Pereira de Aragão, Mestre de Campo, que teve um processo inquisitorial aberto, pelo Comissário do Santo Ofício, ao Senhor Rev erendo Vigário Antonio Gonçalv es Fraga, devido a sua conduta para com seus escrav os. REQUALIFICAÇÃO E ORDENAMENTO DE CENTROS URBANOS : TERRITORIALIDADE DAS IDENTIDADES CULTURAIS Celene Couto Rodrigues; Prof. Rodrigo Bastos Santiago Linha de Pesquisa: Ordenamento Territorial e Desenvolvimento Urbano [email protected] Esta pesquisa priv ilegia, como recorte espaço-temporal, parte da área central do município do Rio de Janeiro, a Lapa, nos últimos v inte anos. A Geografia enquanto ciência estuda as relações sociedade-natureza desde o século XIX. No entanto, as interpretações dos fenômenos culturais e suas respectiv as espacializações e (re)territorializações têm sido pouco analisadas ao longo desse tempo. O homem como produtor de relações sociais, culturais, políticas e econômicas transforma o espaço, possibilitando o surgimento de identidades culturais, atrav és dos conhecimentos acumulados ao longo do tempo. As cidades tornam-se locus priv ilegiado dessas transformações, enquanto mosaicos que se diferem atrav és das relações entre grupos e indiv íduos, estabelecendo pactos e influências na formação de outros territórios. O aumento do complex o de bares, casas noturnas e restaurantes, nas duas últimas décadas, impulsionou seu renascimento cultural atrav és da implantação do processo de rev italização da Lapa, que contou com a (re)inauguração do Circo Voador e da Fundição Progresso, além da aquisição do título de Distrito Cultural. Insere-se a Lapa neste estudo, enquanto lugar, pois podemos observ ar nesse espaço a produção de uma identidade cultural complexa, reflexo da pluralidade social que a consome enquanto território. O objetivo deste trabalho pode ser sintetizado a partir da seguinte questão: Como se dá o processo de (re)territorialização das identidades culturais no Distrito Cultural da Lapa, Rio de Janeiro? Que, para ser respondida, partirá dos seguintes pressupostos: 1. identificar e analisar quais fatores socioeconômicos e culturais que determinam a Lapa como um Distrito 220 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Cultural; 2. quais relações sociais são materializadas no espaço; 3. explicar e analisar a possív el justaposição e (re)territorialização das identidades culturais. Sendo a Geografia Cultural uma linha de pesquisa recente nos estudos da geografia, não existem formulações metodológicas que dêem conta da totalidade da pesquisa. Logo, este trabalho partirá de uma problematizarão com o objetivo de alcançar a teorização e questionamentos sobre o objeto de estudo com base também na Geografia Crítica. Portanto, esta pesquisa, objetiv a preencher parte desta lacuna contribuindo assim para o av anço da geografia enquanto ciência. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 221 VALORES HUMANOS PARA A FORMAÇÃO DO JOVEM NO MERCADO DE TRABALHO Ana Maria Bonfim; Prof. Inês Astreia Almeida Marques Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] O presente projeto de pesquisa consiste em um plano de ação para a conscientização e o desenvolvimento do jov em nos aspectos indiv idual e social para a atuação no mercado de trabalho. A intenção é de fazer com que o aluno, ao desenv olv er suas ativ idades, construa também um conhecimento que venha a favorecer o desenvolvimento da autonomia e da auto-disciplina em situações apresentadas, tornando-o sujeito do seu próprio conhecimento, com espírito crítico e inov ador. O objetivo é fazer com que haja uma mudança substancial na forma de atuação desses jov ens junto à sociedade, tornando-se úteis para o mercado de trabalho, com autonomia. A função é tornar a aprendizagem ativ a, interessante, significativ a, real e atrativa para o aluno, transportando a educação para um plano significativo e agradáv el. Dentro dessas perspectiv as, os conteúdos teóricos e abstratos deixam de ser um fim em si mesmos e passam a ser meio para a formação de uma realidade crítica e dinâmica do aluno. O desafio deste trabalho é a formação de uma abordagem na área de orientação profissional que atenda o indiv íduo em sua relação com a sociedade. As profissões e ocupações não são desenv olv idas de forma abstrata pelos jovens, a escolha sempre se relaciona com os outros. Quando se pensa em profissão, o jov em rev ê uma imagem que foi construída a partir do seu conv ívio diário por meio de contatos pessoais (biografias, rev istas, jornais, TV). Portanto, para se construir um jov em autônomo e disciplinado, sabedor de suas competências e habilidades, existe todo um processo de socialização e não apenas um momento, um contato, uma história. O Projeto de Pesquisa “Valores Humanos para a Formação do Jov em no Mercado de Trabalho” apresenta alternativ as inov adoras na área do desenv olv imento pessoal e na orientação profissional, atuando dentro de uma v isão holística. 222 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO DO DOCENTE A ÉTICA E OS LIMITES SÃO OS DESAFIOS Prof. Diva Conceição Ribeiro Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A escola compreende períodos de incertezas. Re-visitar conceitos e trajetórias é indispensáv el para identificar falhas no processo didáticopedagógico. Como fator decisório para a transposição didática, a ética é determinante no repasse cognitiv o e de habilidades à formação docente. Ao observ ar turmas, houve um propósito de trabalhar com limites propostos pelas acadêmicas. Optou-se pela livre escolha dos objetivos da disciplina. As alunas puseram-se ao encalce de respostas para um não complementar de tarefas. Ao se lhes oportunizar a ação criativ a sentiram-se desorientadas. Retomou-se à apresentação de limites nos trabalhos, estudos, mantendo-se exigências no que se refere à aquisição do conhecimento e elaboração de trabalhos. Percebeu-se que o professor teme confundir atitudes. Lembra-se do modelo de estudos de sua época. Teme reproduzi-lo. Entre passado e presente, instaura-se insegurança em v ários sentidos: direitos humanos, ir e v ir, falar, posicionar-se perante o outro. Pergunta-se: o que há de errado na educação? O trabalho de observ ação e análise de atitudes junto aos discentes, permitiu afirmar: o limite e a ética são as ações que definirão o sucesso na escola. Esses são compreendidos como fatores de seriedade da e na instituição, assim como a necessidade de compartilhar experiências e conquistas. Este fato gera um eixo cognitivo a ser acoplado à cognição entre pessoas envolvidas na questão. A profissão do magistério em um dos três nív eis de ensino na rede pública ou priv ada é um grande desafio. Para exercê-la é necessário atualizar-se continuamente; é insuficiente dominar conteúdos. Torna-se fundamental possuir características v oltadas ao outro. Educar é muito mais que, mecanicamente, ensinar “macetes”. É necessário apresentar caracteres de amor e respeito a si mesmo e ao próximo; humildade (não se deixando submeter a humilhações), compreensão, equilíbrio, e intensamente, o poder de indicar, manter os limites. As transformações ocorrem com velocidade e, caso este profissional não esteja atento a isto, ele se põe ultrapassado em um “piscar de olhos”. O mercado de trabalho não oferece suporte aos conceitos cristalizados de profissionais inflexív eis. Também não abraça trabalhadores completamente liberais. Os limites são inerentes ao homem. Esses não devem ser definitiv os, mas definidos. Os objetiv os de trabalho esclarecidos enquanto se está na direção do trabalho III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 223 docente torna-se obrigatório. Requer do docente um planejamento que não termina na sala de aula, estende-se na v ida do educador. O planejamento de aula, de trabalho, de objetiv os dev e ser reflexo na sua v ida pessoal sendo constatado no equilíbrio constante, dinamismo, maturidade, ética durante a aquisição do conhecimento e a firmeza com a qual o professor sustenta o próprio conhecimento. Parafraseando Paulo Freire: ninguém ensina ninguém; ninguém motiv a ninguém. Há aprendizagem simultânea nas relações humanas. Em quaisquer instâncias da convivência, o homem v ai tecendo e definindo seu aprendizado; estabelece normas, limites, planeja sua vida, os resultados que deseja alcançar. A ação X reflexão evitará contratempos desnecessários. O desafio está relacionado à percepção, à sutileza para ocorrências cotidianas. Não se trata de um vigiar pensamentos, mas de um compreender, um ler o mundo afastando-se do próprio mundo para v isualizar o mundo onde o seu mundo está inserido: um mundo maior, um mundo que pertence a muitos e a muitos mundos; dar um primeiro passo no sentido da ação ativ a para o mister educativo. A palav ra “ativ ar”significa agir, portanto, esta ação será o termo diretor do processo docente: o agir com transparência, autoridade sem se fazer autoritário, exigente, sem impor ex igência, flexibilidade nas ativ idades deste exercício, sem se deixar dominar pelas “desculpas esfarrapadas”. Aplicar limites respeitando o “Contrato Didático” firmará entre docente e discente uma relação de maturidade que ambos buscam na relação acadêmica. Essa ação poderá instalar na escola um fator resolutiv o de muitas das dificuldades que ora são discutidas. PENSANDO A EDUCAÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS: CENÁRIOS PEDAGÓGICOS NA APRENDIZAGEM DA EAD Prof. Edna Liz Prigol Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] Alguns filmes de ficção científica nos mostraram que seria possível estudar fora dos muros de uma instituição de ensino, mantendo contato com professores e colegas diariamente, sem sair de casa. Atualmente, em um mundo completamente conectado pela Internet, a EAD passou a ser rotina para muitas pessoas. A presente pesquisa tem como objeto de estudo a investigação da possibilidade de criação de nov os cenários pedagógicos, que possam recuperar as práticas educativas na EAD, de forma a possibilitar um processo de ensino-aprendizagem significativ o. O objetiv o 224 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA central foi comparar as práticas educativ as com uso de tecnologias entre a educação presencial e à distância na formação de professores em nív el superior. A partir desse objetivo, buscou-se listar os meios de ensino tecnológico utilizado na educação presencial e à distância e analisar as formas de ex ploração dos recursos tecnológicos, v isando a construção de uma educação comprometida com a qualidade do processo ensino aprendizagem.A pesquisa de cunho qualitativ o está sendo realizada primeiramente por meio de uma pesquisa bibliográfica. Entende-se que este processo inv estigativo poderá contribuir com dados e reflexões, para que os profissionais que fazem e pensam a educação , possam continuar a refletir sobre a formação continuada de professores nesta nova modalidade de educação, a EAD, e v islumbrar possibilidades de se beneficiar de uma pedagogia eletrônica ao longo da v ida. UM OLHAR FILOSÓFICO SOBRE O MUNDO MODERNO Ester Guarda Rodrigues; Ana Paula Falco Bonifácio; Soraia Abdul Kassen Teixeira; Gislaine Ev aristo; Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A questão da liberdade tem sido um eterno debate da Filosofia. “A liberdade é o começo e o fim de toda Filosofia” dizia SHELLING. Estudá-la num mundo onde os limites são ignorados é fundamental. Principalmente no cenário da juv entude. É preciso refletir se a liberdade é relacional, e, principalmente, para que e para quem, como também fazer com que os jovens reconheçam que não existe liberdade sem responsabilidade. Em Filosofia, responsabilidade constitui a conseqüência necessária da liberdade, assim sendo o homem, como ser racional, deve responder pelos seus atos, pois é capaz tanto de construir como destruir pelo simples fato de ser livre. O homem é liv re para fazer suas escolhas, mas dentre as alternativ as opta sempre pela qual achar a melhor para si (ou a menos ruim), conforme o ditado: ”Dos males o menor”. Em relação aos jov ens, na v erdade elesàs v ezes cometem deliberadamente o mal apenas para satisfazer um prazer passageiro ou mesmo para conseguir algo que não obteriam por meios lícitos. Agem também, na maioria das situações, pela emoção, por impulsos inconscientes, e não pela razão, esquecendo que a liberdade não é infinita ou absoluta, pois ninguém pode escolher tudo, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 225 dev endo ainda saber que a nossa liberdade termina onde começa a do outro. Seus atos conscientes ou inconscientes são limitados não pela família que proíbe, mas, sim, pela organização social e política, na qual é engendrada a grande maioria dos entrav es à liberdade. Ex istem v árias formas de liberdade, qualificadas de acordo com o objeto a que se referem, tais como a liberdade física que confere o direito de locomoção, de ir e v ir; a política que permite atuar nos rumos da organização da sociedade; a jurídica que torna os homens iguais em direitos e dev eres perante a lei; a religiosa que permite-lhes seguir o credo e a profissão de sua preferência, que dá a possibilidade de seguir a profissão que v á de encontro ao seu interesse. Infelizmente, sabe-se que muitas formas de liberdade ainda são uma utopia, mas como vive-se em um contexto social, seguir regras de convivência se tornam necessárias e imprescindíveis. Por isso, mesmo que contrário aos pensamentos dos jovens, somente com responsabilidade podese viver a liberdade, de maneira correta e mais proveitosa para si mesmos. UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO Gislaine Kleinibing; Micheline Lourenço de Oliveira; Cleiton Wender; Prof. Ines Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] Como manter a nossa indiv idualidade perante essa sociedade alienada e alienante, porém conservando a harmonia e a socialização? O indiv íduo é condicionado pela cultura em que vive, porém dev e manter a sua consciência e vontade própria para fatos e acontecimentos. Assim, procurase com este trabalho, conscientizar as pessoas sobre a importância de v iver em harmonia com a sociedade preservando a indiv idualidade, além de mostrar que existem v alores pré-estabelecidos, mas que deve-se entender a sociedade como um espaço para conquistar a liberdade. As pessoas em geral, por serem condicionadas pela sociedade atual não analisam se os valores pré-estabelecidos são os mais coerentes e se v alem a pena serem seguidos ou não. Assim, tornam-se ignorantes, acreditam em tudo o que é ex posto pela mídia. A pressão social leva os indiv íduos a adotarem padrões vigentes de comportamento. Não é a intenção que haja desprov imento de moral, mas sim que o indiv íduo esteja em harmonia com o mundo, estabelecendo v alores de acordo com a 226 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA filosofia de v ida da classe dominante. O mais importante é buscar a autenticidade, sem se preocupar com o julgamento feito pela sociedade. O ser humano é único e diferente, por isso é preciso buscar a felicidade por caminhos que cada um pode achar. O LUGAR DO SUJEITO NO NEO-PENTECOSTALISMO Prof. Gláucia Marília Hass Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] O presente trabalho é resultado de uma pesquisa realizada no curso de Filosofia do Instituto de Filosofia e Teologia Matter Ecclesiae. Partindo-se de referenciais teórico-críticos e de constatações empíricas. Na relação dialética entre homem e sociedade é possív el observ ar como as idéias religiosas provocam mudanças na estrutura social e como essas acarretam consequências para a consciência religiosa. Sobre esse prisma, o movimento neo-pentecostal teve o seu apogeu no Brasil a partir da década de 1980 e hoje desponta como um fenômeno social exercendo um grande fascínio sobre as população atrav és de conteúdos teológicos inusuais e facilidade em aumentar o número de adeptos. Nessas igrejas há, atrav és de um discurso simples, uma aproximação entre o pastor e os fiéis elevando a auto-estima dos crentes. A mobilidade relativa do movimento pentecostal pode ser v ista como uma forma de se colocar no mercado. Mas além dessa característica o mov imento apresenta outra que v ale destacar: as categorias implícitas em seu discurso e práticas. Toma-se aqui como base de análise o discurso religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (UR), cuja categoria mais fundamental é a posse, o que não significa posse mística ou transe, mas a detenção de bens em v ista de sua fruição. A ausência de posse explica-se por meio de um elemento perturbador da ordem das coisas: o elemento diabólico. Os malefícios prov ocados por esse elemento são sempre identificados como perdas: da saúde, do emprego etc. Dessa forma, se estabelece um sistema lógico que explica a miséria e a pobreza, a doença, a dor e os conflitos familiares e sociais. Prev endo que a situação do homem seria insuportáv el se esses dois elementos permanecessem, a UR prevê um terceiro, que restitui ao homem a possibilidade de adequação ao projeto divino: a oferta. Este recurso instaura uma interação entre o homem e Deus, criando uma obrigação de Deus para com o Homem; pois esse ao ofertar exige d’Aquele uma imediata restituição. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 227 CONHECER OU NÃO CONHECER, EIS A DIFERENÇA Idanir Fulgêncio da Cruz Freitas; Juliana Silv a; Geni Martos; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alv es; Prof. Inês Astreia Almeida Marques Linha de Pesquisa: Filosofia [email protected] Conhecer é para o homem uma questão de sobrevivência. Os seres vivos, para sobreviver, em geral adaptam-se ao meio. Conhecendo o meio, o homem adapta-se a ele e o transforma. Os filósofos reconhecem duas formas de conhecimento: a Sensív el, em que predominam os sentidos e a Intelectiv a, em que predomina o intelecto. O homem conhece a realidade atrav és dos sentidos, do raciocínio e da crença. Todos os tipos de conhecimento deix am dúv idas. Inúmeras v ezes, filósofos e cientistas proclamaram “Eis a v erdade”, que logo em seguida são contestadas por nov as descobertas. Necessita-se do conhecimento para satisfazer a curiosidade, sentir-se seguro e transformar o meio. Nossa marca no mundo: Sociedades organizadas, instituições, leis e normas, programa de ensino, religiões, credos, etc. EDUCAR PARA UMA LEITURA CRÍTICA DOS MEIOS Inês Astreia Almeida Marques Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A compreensão do papel educacional exercido pelos meios de comunicação de massa e a consciência de que eles apresentam, também, um caráter pedagógico, leva à constatação de que a educação não pode ser limitada a um determinado período e espaço na v ida do indiv íduo, uma v ez que este está permanentemente se educando e sendo educado, num processo contínuo de trocas e reflexões, que contribuem para seu crescimento pessoal e profissional. Para que possa pensar na formação de cidadãos críticos, os educadores devem repensar a sua formação e o tipo de relação que mantêm com os meios de comunicação de massa e as novas tecnologias.Isso porque tanto a educação como a comunicação dev em constituir-se em instrumentos que contribuam efetiv amente para a emancipação dos indiv íduos, num contex to social democrático e 228 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA igualitário.O papel do professor, nesse novo contexto, é fundamental, porque os av anços no campo da comunicação e da tecnologa configuram nov as formas e nov os espaços de aprendizagem. Os professores, na escola, dev em estar atentos a esses av anços e compreender a importância que eles representam para a recepção e a leitura que os indivíduos fazem dos diferentes meios de comunicação. O objetiv o desse trabalho é inv estigar a forma como a leitura pedagógica dos meios de comunicação está sendo realizada, uma v ez que educar para uma leitura crítica dos meios pressupõe conhecer e investigar a intencionalidade de que se revestem os processos comunicacionais para que o indivíduo possa desenvolver uma postura de análise e crítica frente ao mundo em que vive e ao que lhe é apresentando pela mídia. Educar para uma leitura crítica dos meios é, também, orientar para que os indivíduos possam fazer análises mais coerentes do conteúdo veiculado e, ao mesmo tempo, possam ex pressar suas relações interpessoais e intergrupais. A educação para uma leitura crítica dos meios dev e contribuir para que possam ser estabelecidas novas relações simbólicas e nov as expressões do ser social, tornando-se um espectador ativ o, um explorador autônomo e um ator da comunicação mediada. A escola dev e contribuir para que o jov em não se deixe influenciar ou manipular pelos conteúdos v eiculados, mas que se torne capaz de se apropriar de um máximo de informações origiais a partir de uma visão pessoal, não importando o texto ou o suporte que o influenciou. Procurase despertar, no aluno, por meio do desenvolvimento de atividades diversas com também div ersos tipos de meios de comunicação, o reconhecimento de que a informação sofre interv enções no sentido de organizá-la no tempo e no espaço que se pretende, sob o ponto de vista de alguém que selecionou aquele conteúdo, aquela imagem, aquela imagem. A COMPLEXIDADE E A SAÚDE DO SER HUMANO Prof. Mailde Adelia Casagrande Linha de Pesquisa: Complexidade e Saúde [email protected] É fator determinante a saúde e o bem-estar do ser humano. Distante do conhecimento o ser humano tende a apresentar uma saúde precária, por isso deficitária. Isso refere-se à alimentação, v estimenta, higiene e outros fatores que vão determinar comportamentos condutores à saúde do cidadão e de sua família. A qualidade de vida se faz a partir do que se pode e como III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 229 se dev e utilizar o preparo do asseio, da v estimenta, da alimentação e a conservação do meio ambiente. Nesse v iés, a escola como reprodutora do conhecimento passa por uma nova reestruturação de conteúdos a serem ensinados e por meio da ação pedagógica, construído por professores e alunos. Neste sentido, aparece a atitude transdisciplinar que pretende tecer todas as disciplinas em direcionamentos singulares a fim de oportunizar a integração e a prática desses conteúdos na vida diária de seus alunos. A escola pretende tornar a complexidade fator direcionador dos aspectos relacionados a manter e controlar pelos próprios indiv íduos, o conhecimento de que se dev e valer para minimizar situações simples que se tornam complexas pela ausência do conhecimento. A EDUCAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIANDRADE - 2ª Parte Prof. Nelita Ferraz de Mello Sauner; Prof. Zulmara Clara Sauner Posse. Linha de Pesquisa: Cultura, Gestão e Educação. [email protected] [email protected] No período entre 2001 a 2003, 966 alunos iniciaram o curso de pedagogia e 651 o concluíram, distribuídos em 15 turmas nos períodos noturno e matutino. Nas turmas do noturno 73% o concluíram e no diurno 57%, sendo 99% dos egressos, mulheres. Logo, a condição de gênero é variáv el significativa para discutir o perfil dos egressos e sua inserção no mercado de trabalho. O lev antamento dos dados referentes à idade, à condição de mãe, esposa e ativ idade remunerada ev idencia um processo rápido de incorporação de mulheres mais jov ens, div orciadas como chefe de família. No ano de 2001, tanto no período noturno como diurno, encontram-se mulheres solteiras entre 21 a 25 anos de idade e casadas, com idade entre 36 a 45 e número de filhos v ariando de 2 a 5. No ano de 2002, no diurno as solteiras mantém a faixa etária de 21 a 25 anos, porém as casadas encontram-se entre 26 a 40 com número de filhos também entre 2 a 5. Já, no período noturno as solteiras encontram-se entre 26 a 30 e as casadas entre 40 a 45 anos. No ano de 2003, no diurno há predomínio de mulheres div orciadas, com filhos e idade entre 21 a 30, estando as casadas na mesma faix a etária. No noturno as mulheres casadas com filhos encontram-se entre 21 a 35 anos. Observ a-se que mulheres entre 21 a 30 anos encontram-se em todos os períodos e casadas com filhos acima de 40 anos predomina nos dois turnos. O ano de 2003 é o que apresenta ingresso de mulheres abaixo de 20 anos e div orciadas com filhos entre 21 230 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA a 30 anos. Isto é, as mulheres que ingressaram nas doze primeiras turmas, tanto solteiras como casadas encontram-se em faixas etárias mais av ançadas que os egressos das 5 últimas turmas, onde cresce o número de solteiras. O curso de Pedagogia, portanto, absorv eu inicialmente uma reserva de mercado que já havia construído a unidade familiar e, no ano de 2003, uma parcela significativa das mulheres que irão construí-la ou refazêla. Para observ ar a relação mulher-profissão e a opção pelo curso de pedagogia lev antaram-se dados referentes à ativ idade, ou não, que as univ ersitárias exerciam anteriormente ao ingresso no curso, na condição de docente (D), não docentes (ND) e sem trabalho remunerado (ST). Nas turmas do período diurno, do ano de 1999, a relação entre estas categorias está equilibrada. Há 16 docentes, 15 não docentes e 17 sem trabalho. No período noturno acentuam-se as docentes (15), reduz-se as sem trabalho (10) e as não docentes (2). Ingressaram em 2000, no turno matutino, 16 docentes, 6 não docentes e 9 sem ativ idade. No noturno 26 docentes, 13 não docentes e 10 sem trabalho. As doze primeiras turmas de alunos apresentam um aumento contínuo de mulheres docentes, reduz-se o número de não docentes e cresce as sem trabalho. Nas turmas do período diurno, em 2001, predominam as docentes (33), seguidas das sem trabalho (21) e das não docentes (4). No período noturno há 81 docentes para 29 não docentes e 24 sem trabalho. Entre os docentes de 1999, 19 alunos trabalham em empresas priv adas, 12 em públicas e no ano de 2000, 29 encontram-se em empresa privada e 13 em Instituição Pública. Em 2001, inv erte-se, pois 60 encontram-se em Instituição pública e 44 em empresa privada. Os dados, por enquanto, revelam que mulheres casadas, solteiras ou divorciadas procuram profissionalizar-se na docência porque facilita atender as funções de mulher (esposa, mãe, dona de casa) e ou as de chefe de família, pois a grande maioria das divorciadas definem-se como solteiras com filhos. A análise dos dados referentes à ativ idade profissional após o egresso do curso, deverá indicar se o curso de pedagogia é ou não instrumento que permite atender a expectativa do universo das mulheres que nele ingressaram. A ADAPTAÇÃO DOS CANHOTOS NO MUNDO DESTRO Renata Guimarães; Prof. Inês Astreia Linha de Pesquisa: Gestão, cultura e Educação [email protected] Os canhotos sofrem div resos tipos de preconceitos v indos de séculos atrás, sobre um mundo que não foi feito para eles. Abridores de latas, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 231 facas e maçanetas, colheres tortas para bebês e a numeração do teclado do computador, tudo perfeitamente adequado para a realidade destra. Ser canhoto é ter que se adaptar a um mundo espelhado, que se apresenta ao contrário do que seu cérebro considera natural. É ser considerado “sinistro” e “estranho”, por não seguir o padrão que a maioria da população considera normal. E dev e-se ter mais cuidado com esse preconceito no ambiente escolar, onde a escrita é predominante entre as ativ idades exercidas e há a conv iv ência com crianças de mesma faixa etária. Ser canhoto é natural e perfeitamente normal, e o canhoto dev e ser respeitado como qualquer outra pessoa. Há outras pessoas, conhecidas como ambidestras, que utilizam as duas mãos para escrev er ou fazer uma outra ativ idade, e outras, ainda, que são conhecidas como estrefossimbólicas, aquelas que distorcem as palavras, escrev endo-as de forma espelhada ou de pontacabeça, o que também as pessoas não consideram natural para a realidade atual. Os professores, principalmente os de ensino fundamental, dev em ter sempre uma forma de lidar e ajudar essas crianças que, por serem estrefossimbólicas, escrevem da maneira “errada”. Com isso, os professores não podem ter nenhum tipo de preconceito e serem muito conscientes de sua atividade profissional, para que seus alunos que sejam canhotos não se sintam discriminados, os que são ambidestros escolham seu lado predominante e os estrefossimbólicos consigam escrev er da maneira correta. HUMANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: UMA PROPOSTA ÀS ATENDENTES DE BERÇÁRIO Renata Jurach Bueno; Prof. Adilaurinda Ribeiro de Oliv eira Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A presente pesquisa de campo originou-se no projeto: “Tocar: o significado humano” v oltado, a crianças de zero a doze meses, apresentado no II Seminário de Pesquisa e II Seminário de Iniciação Científica da UNIANDRADE em 2004. Parte da problemática está no fato de que os Profissionais da Educação Infantil sentem dificuldade em expressaremse por meio do toque “terno e amoroso”, pela lacuna deixada em sua formação a respeito do que v em a ser o desenvolvimento sensório-motor e, mais que isto, o fato histórico e cultural do não recebimento do toque. “Dificilmente se oferece aquilo que não se recebeu”, pelo simples fato do desconhecimento corporal da ação. Outro enfoque à problemática é o desgaste físico e emocional das atendentes que v êem-se com um número 232 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA grande de bebês, ou seja, seu trabalho restringe-se, essencialmente, ao cuidado físico de: alimentação, higiene... Neste contexto, objetiva-se melhorar significativ amente o trabalho das atendentes em termos emocionais, cognitiv os e físicos por meio de sessões Reiki, técnica de terapia complementar, aceita pela Secretaria de Educação de São José dos Pinhais em projeto piloto, no CEMAE Cantinho Feliz e que é objeto da presente pesquisa de campo. Por meio de relatos das pessoas participantes da pesquisa pretende-se analisar as conseqüências advindas das sessões de Reiki em relação ao trabalho das atendentes com as crianças; observar se, no comportamento das crianças, houve alguma alteração em termos de tranqüilidade e receptiv idade; perceber se a disponibilidade física das atendentes aumentou; entender as relações humanas como uma cadeia de interações onde o estado emocional de um dos integrantes afeta aos demais; compreender que o homem, visto como ser holístico, interage de forma harmoniosa na proporção em que a harmonia se manifesta nele, internamente, em decorrência das sessões Reiki. O início da pesquisa foi em 12/09/2005 tendo como data prevista para o término-parcial, em 12/12/2005. Salienta-se, aqui, que o Reiki faz parte de projetos de redução do stress, entre outras técnicas, no Hospital Pequeno Príncipe e no Hospital das Clínicas. DIFERENCIAL NOBRE EM EDUCAÇÃO MATERNAL Renata Jurach Bueno; Prof. Rubiana K. Mendel Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] A Educação Infantil representa um “nicho”de mercado em expansão visto que um número crescente de famílias v êm delegando o cuidado de seus filhos pequenos por 35 ou mais horas semanais, em geral, às Instituições de Ensino (BRAZELTON, 2002). Estratégias em termos administrativ os concorrem à permanência e ascensão da empresa Instituição de Educação Infantil, assim, o que oferecer aos clientes (pais e alunos) como diferencial competitivo de forma a encantar, satisfazer suas necessidades, estabelecer um v ínculo de fidelidade e, consequentemente, aumentar o número de alunos? Neste sentido, o presente projeto de pesquisa investe no marketing de relacionamento que “(...) visa construir uma relação duradoura com o aluno e seus familiares, baseada em confiança, colaboração, compromisso, parceria, inv estimentos e benefícios mútuos, resultando na otimização do retorno para a escola e seus clientes. Constrói um forte III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 233 laço de relacionamento escola/aluno/família”(COLOMBO, 2004, p. 71), ou seja, um nov o olhar à escola como forma de reinv enção da mesma o que “(...) implica, antes de tudo, em rever o conceito de educação com todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligados a ela” (LÜCK, 2004, p. 26). Ao se perceber na Educação Infantil um “nicho”de mercado favorável ao investimento objetiva-se gestores em sala de aula, gerenciando pais e alunos no intuito de vender o seu produto, produto que aumenta o seu v alor quanto mais faz sentido ao comprador e, em Educação Infantil, o senso comum acredita que “cuidar bem” seria o ideal às crianças pequenas. O diferencial competitivo que se propõe diz respeito a “ensinar aos pais a ensinarem seus filhos de maneira natural”, “ensinar aos pais a compreendê-los em suas fases de desenv olv imento”assim, trabalha-se em parceria com objetiv os comuns em relação à criança nos aspectos físicos, cognitivos e emocionais; auxiliando de certa maneira na amenização do sentimento de culpa que alguns pais sentem em permanecerem distantes dos filhos tantas horas semanais caracterizando aqui, uma das necessidades deste cliente. POLÍTICA X ÉTICA Scheila Aparecida Leal; Ana Maria Mesquita Francielly P. Goes; Prof. Inês Astreia Almeida Marques; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alves Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] São cada v ez mais perceptív eis os escândalos que acontecem entre os gov ernantes do nosso país. Denunciar e apontar possív eis soluções para esse problema é dever de todo cidadão brasileiro. Este trabalho tem como objetivos: demonstrar a necessidade de padrões éticos para uma sociedade desenv olv ida, contribuir para uma reflexão crítica sobre a política contemporânea. Uma sociedade que se queira desenvolvida tem que pautar suas ações por princípios éticos. A ética dev e transparecer nas relações sociais, políticas e econômicas. Geralmente, há dificuldade em aceitar mudanças ou considerar decente quem age contra os princípios éticos. Mas, na escolha das metas para a definição da política, economia ou socialmente, é preciso supor que existem pessoas honestas. Mesmo que a decepção às v ezes não deixe isso acontecer. Por enquanto, sofre-se o efeito bola de neve: cada v ez aumenta mais. Antigamente, havia políticos que realmente se interessav am em trabalhar para o povo, como Jânio 234 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Quadros, Ulisses Guimarães e Franco Montoro. Hoje, os políticos só pensam na v antagem que podem levar. Por isso, é correto os promotores serem implacáv eis contra a corrupção. É obrigação ética. Já os cidadãos precisam ser críticos, estudar e pensar em suas atitudes e participar ativ amente da construção da sociedade, tanto no setor político como em todas as situações que requerem ética e responsabilidade. Mas uma coisa é defender ética na política, e outra rebaixar a ética, confundindo o ideal de não-corrupção, requisito necessário, porém não suficiente da v ida em sociedade, com o cerne da discussão política. A política é a discussão dos caminhos que se deseja para a sociedade. A ética está relacionada com uma atitude sobre o comportamento moral de cada indiv íduo, evitando o desrespeito à lei, à prepotência e predominância do mais forte, proporcionando sempre a igualdade entre os cidadãos. Toda sociedade deve trabalhar unida para acabar com a corrupção que faz parte do quadro da política do país. O primeiro passo para que tal fato aconteça efetivamente é a conscientização de toda a população a respeito do verdadeiro significado da palav ra política. O sistema político brasileiro tem que mudar. Os candidatos, além de uma carreira política brilhante, precisam ter competência profissional para o cargo: saber administrar e entender de economia, por exemplo. Com governantes capacitados, haverá menos corrupção. UM OLHAR FILOSÓFICO E SOCIOLÓGICO SOBRE O MUNDO MODERNO (2) SImone Rogalsky Tissen; Camila Custódio Borges; Dinaura Mescedes Kula Loyola; Maria de Lurdes Martins do Nascinento Ostrowski; Raquel Rodrigues Silv a Ramires; Prof. Ines Astreia Almeida Marques Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] Um olhar filosófico e sociológico sobre o mundo moderno. O título filosofar surgiu a partir da problemática existente em um mundo marcado por tantas informações: como desenv olv er no homem moderno o senso crítico e a capacidade de filosofar e v iv er? Dentro dessa questão pode-se abordar a justificativa que as informações do mundo moderno estão, cada v ez mais, lev ando as pessoas a terem um espírito apático, a serem manipuladas. Saber filosofar, nesse caso, é exigência para tornar as pessoas mais críticas. Por meio do estudo da filosofia, do ato de filosofar, estudam-se as v árias formas de refletir sobre a importância do papel do indiv íduo no processo de construção da cidadania e qual o papel da filosofia no mundo moderno. A tensão entre o mito e a filosofia começa, mas não termina na III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 235 Grécia antiga. Ela perpassa a história ocidental e continua, de alguma forma, até hoje. Na época do surgimento da filosofia, aceitava-se como verdade tudo o que era dito pelas autoridades, não se questionava a ordem dos deuses e nem o conhecimento era passado do mais v elho para o mais jov em. Atualmente, os meios de comunicação adentram os nossos lares com uma enx urada de informações nem sempre v erídicas que, ao invés de ajudar, confundem mentes ingênuas. Por meio da filosofia, o homem torna-se livre de crenças e temores e pode promov er, atrav és da racionalidade, as mudanças sociais e políticas, para formar uma sociedade equilibrada com um olhar mais crítico, fugindo do senso comum. Com a filosofia, o homem procura filtrar, interpretar, as informações que lhe são passadas, podendo estabelecer, assim, um equilíbrio entre o real e o mito. Buscando, com esse novo conhecimento, construir uma sociedade com senso crítico, capaz de transformar o meio em que v iv e. Isso porque o ser humano é, naturalmente, um ser da intervenção no mundo, à razão de que faz a história, sendo capaz de deixar suas marcas como sujeito e não como objeto. COMPLEXIDADE DA ARTE Sirlene Miranda; Tânia Santana Mendes; Emanuelle Serafim Katia Chiconato; Elenir Barros; Prof. Carlos Alberto Rodrigues Alv es; Prof. Inês Astreia Almeida Marques Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] Um olhar Filosófico e Sociológico sobre o mundo moderno. Titulo: A admiráv el complexidade da arte. A arte pode influenciar o desenvolvimento criativo no aluno. Ela contribui para despertar, nas crianças, a capacidade de sonhar, bem como para fav orecer a formação de um olhar mais crítico para a realidade e despertar a imaginação. O prazer da arte pode ser experimentado e rev ela o ser, pois quando a criança observ a, pensa e, quando pensa, diverte-se, e sente prazer. Como objetiv os para o presente trabalho buscou-se desenv olv er o gosto pela arte, bem como contribuir para a formação de um cidadão mais reflexiv o. Além disso, procurou-se despertar a capacidade do aluno de construir um mundo mais belo, bem como oportunizar a contribuição para o amadurecimento da criança com relação a sua visão do mundo. Além disso, procurou-se permitir uma melhor expressão do indiv íduo na v ida social. O mundo da arte possibilita a imaginação e o sonho. O prazer da arte é também o prazer da reflexão. A 236 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA arte modifica a realidade, reinv enta o humano e faz recuar a v iolência. Cada arte tem sua linguagem. A música, por exemplo, fala por meio do som/ silêncio; a pintura, por cores, linhas e formas; o cinema, pela imagem, o pensamento no tempo. É um fazer agradável, é conhecimento e comunicação. Desenv olv ido o gosto pela arte na criança, pode-se torná-la um adulto reflexiv o, desarmado de preconceitos e, ao mesmo tempo, racional, com outra v isão do mundo e com maturidade para enfrentar as dificuldades da v ida. Por meio da arte é possível a criança criar e expressar o que tem dentro de si, cultiv ar este sentimento com auxílio de elementos retirados do mundo exterior. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 237 238 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O ESPAÇO SELVAGEM EM LYGIA FAGUNDES TELLES E CLARICE LISPECTOR Este artigo pretende discutir a representação do wilderness, ou espaço selv agem, em dois contos de duas autoras já consideradas parte do cânone literário brasileiro, Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector, a partir da discussão do importante texto de teoria literária feminista da crítica norte-americana Elaine Showalter, Feminist criticism in the wilderness, de 1981. Partindo de uma análise do conto “O jardim selv agem”, de Lygia Fagundes Telles, este trabalho buscará estabelecer uma relação com o também conto “Amor”, de Clarice Lispector, a fim de se discutir a crença, hoje combatida pelas correntes teóricas feministas mais contemporâneas, na existência de uma cultura feminina comum a todas as mulheres. Tal cultura, segundo Showalter, englobaria todas as experiências femininas que não pudessem ser acomodadas na esfera dominante masculina. Para fins de clareza, a palavra wilderness será traduzida como “espaço selv agem”e serv irá para descrev er a zona de contato onde a dita cultura feminina manifesta-se; separada, mas inv ariav elmente v inculada à esfera masculina por sua relação de dependência e conseqüente subordinação. Sendo a leitura feminista nada mais do que um outro possível modo de interpretação que o texto literário acomoda e permite, cabe a ela, além do resgate da literatura de autoria feminina, o estudo de mulheres como autoras. Showalter, assim, vai chamar este último enfoque de ginocrítica, que também focará na história, estilos, temas, gêneros e estrutura dos escritos de mulheres. Para a crítica norteamericana, a cultura se constituiria, basicamente, da interpretação de idéias sobre o corpo, linguagem, e psique femininos em relação ao contexto social em que aparecem, reconhecendo que há importantes diferenças entre mulheres como autoras, tais como classe, etnia, nacionalidade e história, e que estas são determinantes literárias tão significantes quanto o gênero feminino por si só. Por pertencer a ambas as esferas, masculina e feminina, o discurso feminino seria um discurso de duas vozes, que sempre incorporaria as heranças sociais, literárias e culturais do grupo dominante e do dominado. O texto feminino seria, portanto, fruto da união III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 239 LETRAS Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Iv an Sousa Rocha; Profa. Dra. Regina M. Przybycien Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] acomoda e permite, cabe a ela, além do resgate da literatura de autoria feminina, o estudo de mulheres como autoras. Showalter, assim, vai chamar este último enfoque de ginocrítica, que também focará na história, estilos, temas, gêneros e estrutura dos escritos de mulheres. Para a crítica americana, a cultura se constituiria, basicamente, da interpretação de idéias sobre o corpo, linguagem, e psique femininos em relação ao contexto social em que aparecem, reconhecendo que há importantes diferenças entre mulheres como autoras, tais como classe, etnia, nacionalidade e história, e que estas são determinantes literárias tão significantes quanto o gênero feminino por si só. Por pertencer a ambas as esferas, masculina e feminina, o discurso feminino seria um discurso de duas vozes, que sempre incorporaria as heranças sociais, literárias e culturais do grupo dominante e do dominado. O texto feminino seria, portanto, fruto da união dos dois discursos, o masculino e o feminino juntos. E é justamente este confronto de v ozes que será explorado por Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector em seus textos; ambos, porém diferindo fundamentalmente quanto ao destino das personagens femininas em sua ação. Enquanto Daniela, de “O jardim selvagem”é apresentada como sendo o próprio jardim selv agem, Ana, de “Amor”, entra em contato com a esfera feminina simbolizada pelo Jardim Botânico, mas repudia-a e v olta para sua família e marido, incorporando-se de v ez à esfera patriarcal. LITERATURA E HISTÓRIA, REJEIÇÕES, CONFRONTOS, ASSIMILAÇÕES Ana Cristina Haddad Santos; Prof. José Antonio Vasconcelos Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Enquanto alguns críticos da literatura acham que em uma obra literária tem que ser resgatado o que autor quis dizer, qual seu contexto histórico, para conseguir interpretá-la, outros pensam que jamais se saberá o autor quis dizer, e que isso não interessa, já que cada indivíduo ao lê-la, v ai interpretá-la de uma maneira diferente, de acordo com sua visão de mundo, sua cultura, seu conhecimento, suas experiências, enfim, com seu momento intelectual, já que depois de algum tempo ele poderá relê-la e interpreta-la de maneira diferente. Enquanto Saussure analisava a linguagem em significante e significado, onde o significante seria a palavra e o significado seria o que esta palavra nos remetia, Derrida v em com a teoria da desconstrução que é oposta ao estruturalismo clássico, que representa a visão idealizada (eu e o não eu, a verdade e a falsidade, sentido e absurdo, 240 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA razão e loucura). É uma análise muito mais complex a, já que gato pode em um contexto significar um animal, em outro um homem bonito, em outro uma peça de metal usada para emendar, e assim por diante. Esse pensamento não parou na literatura. Enquanto historiadores queriam transformar a história em ciência, o pós-estruturalismo v em questionar a história, já que a história é composta por tex tos analisados e escolhidos por historiadores. Qual o parâmetro usado para se escolher um texto ao inv és de outro? Como o historiador pode recuperar o texto sem interpretá -lo, sem usar a sua v isão de mundo? Essas perguntas vêm trazer uma crise para a literatura e para a história. Enquanto historiadores não querem que a história v ire literatura, a literatura por sua v ez não quer v irar história. Enquanto alguns historiadores não querem textos históricos como arte, outros acreditam que o papel da história não é apenas retratar a história em seu contex to histórico, como representação do passado, mas sim contextualizar a história em contextos atuais para adquirir muitos outros significados, que jamais poderiam ter sido pensados antes, além de recuperar textos históricos anteriormente descartados, antes que se percam. “Assim a história estaria intimamente ligada com a teoria literária e a filosofia da linguagem”. São dois pólo que dev em ser explorados em ambos os casos, como, por exemplo, no tex to de Colombo. Ele fez uso do marav ilhoso em seus discursos para poder se apossar das terras descobertas. Ao analisarmos seu discurso, podemos afirmar que ele usou de má fé quando afirmou que os índios transferiram a posse de suas terras aos espanhóis, pois eles não entendiam o que eles falav am. Também fez uso do maravilhoso e da igreja, para re-nomear as terras encontradas, usando a estratégia de que era um presente de Deus para ele. Na sua retórica ele usa o maravilhoso para envolver e para apoiar suas atitudes e validar a posse do “novo mundo”encontrado. Associando a intertextualidade v emos as diversas interpretações de um mesmo texto histórico e de como tudo era feito para defender o interesse da monarquia e do próprio Colombo. Mas talv ez realmente ele acreditasse no que falav a. O que ele pensava jamais saberemos, mas podemos enriquecer o texto com diversas interpretações e contextualizá-las. Assim como de um tex to histórico podemos tirar v árias interpretações e intenções, por isso a descontextualização enriquece o texto histórico, pois uma obra que não fica presa num contexto histórico poderá adquirir diversos significados jamais pensados anteriormente. Mas a contextualização histórica nas obras literárias pode abrir igualmente outras interpretações, também jamais pensadas. Como por exemplo, em Macbeth, de Shakspeare. Se ao lermos a peça soubermos que o rei da época mandava matar todos que ameaçavam seu reinado, o v eremos como um texto crítico e denunciador. Na v erdade as descontex tualização enriquece a história, assim comoa contextualização enriquece a literatura. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 241 A CRITICA DA SOCIEDADE ATRAVÉS DE TEXTOS DE JOSÉ SARAMAGO Angelis Cristina Soistak; Prof. Silv ana Oliv eira Linha de Pesquisa: Literatura Portuguesa [email protected] Lev ando em consideração a importância do autor para o cenário literário mundial, pretendemos, nessa comunicação, abordar aspectos que consideramos relev antes na obra de José Saramago, como o caráter social de suas obras e algumas estratégias utilizadas pelo autor para facilitar o entendimento das idéias ex postas em seus tex tos. José Saramago é o único escritor de Língua Portuguesa v iv o que já recebeu o prêmio Nobel de literatura, tendo lugar obrigatório nos currículos dos cursos de Letras em inúmeras univ ersidades. Baseadas nestas características comunistas de suas obras, estudaremos, portanto, a recorrência temática presente nas obras do autor, analisando-a porém, como uma v erdadeira metáfora aos problemas que assolam a sociedade atual de modo geral como a perda da identidade e a falta de observação do mundo. Pretendemos abordar também as estratégias utilizadas em seus livros para que suas idéias fiquem mais claramente expostas aos leitores. Partindo de algumas premissas teóricas de Umberto Eco e do textos de José Saramago, como O homem duplicado (2002), O ano da morte de Ricardo Reis (1998), Todos os nomes (1997), Ensaio sobre a cegueira (1995) e Memorial do convento (1982), entre outros, pois podemos dizer que todos exploram abundantemente esses temas de caráter social pretendemos, portanto, chegar a uma interpretação razoáv el das idéias do autor. 242 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CRÍTICA DA VIOLÊNCIA: O INTERTEXTO SHAKESPEARIANO EM O PIANISTA, DE POLANSKI Prof. Anna Stegh Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] A partir de conceitos críticos estabelecidos por teóricos contemporâneos, este artigo discute a crítica da v iolência que Polanski faz em O pianista (2002), uma v ersão fílmica do relato de Wladyslaw Szpilman sobre o Holocausto, e mostra como o cineasta amplia o âmbito de sua crítica ao inserir um excerto de O mercador de Veneza (1598) de Shakespeare em sua adaptação. Apesar de hav er apenas uma referência direta a Shakespeare - a famosa fala de Shylock sobre a natureza humana - uma multiplicidade de ecos do texto permeia a narrativa fílmica como um todo. Atrav és do diálogo estabelecido entre a peça, o relato memorialístico e o filme, objetivamos refletir sobre uma série de inquietações que prevaleceram em diferentes tempos, contextos e culturas e ex aminar as v ias atrav és das quais a intolerância e o preconceito geraram terrív eis atrocidades, com o intuito de iluminar a questão dos fantasmas raciais que conduziu a lamentáv eis catástrofes. MENTIRAS E VERDADES NO MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO Arhádia Cristhiane Campos; Prof. Simone Regina Dias Linha de Pesquisa: Metaficção Historiográfica [email protected] Este projeto tem por finalidade analisar a história tradicional de Portugal durante o reinado de Dom João V, bem como a história da construção do conv ento franciscano na v ila de Mafra, no contexto da ficção escrita por José Saramago intitulada Memorial do Convento. A obra é complexa; por isto necessita de uma análise ampla; pois ao mesmo tempo em que os fatos tradicionais são colocados no tex to, eles se misturam com os ficcionais, tornando a obra fascinante, mas ao mesmo tempo intrigante por tratar com sutileza e ironia a história tradicional. Saramago é um crítico por natureza e muito criticou a sociedade v igente na época da publicação de seu livro, como critica até hoje os absurdos gastos do governo como III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 243 ostentações e palácios de luxo, enquanto o povo vive em miséria... fatos que existiram e ainda existem no contexto de qualquer país. Propomos analisar a obra pela ótica defendida por Linda HUTCHEON (1991), na qual se faz necessário também uma investigação histórica dos fatos, correlacionandoos com os ficcionais e os tradicionais. A esta ótica de trabalho é dado o nome de metaficção historiográfica, que v eio embalada na discussão já lev antada pelo movimento do novo historicismo, na qual o caráter hegemônico dos registros históricos pode ser questionado, gerando nov os conceitos e descobertas sobre o passado viv ido. Elabora assim uma nova visão desta obra que fascinou a geração de sua época e mostra aos novos leitores que a história pode ser recontada através de personagens e fatos que não existem na história tradicional, mas que a tornam mais próxima ao leitor. INTERTEXTOS SHAKESPEARIANOS EM MORTE E VIDA SEVERINA Braz Pinto Junior; Prof. Anna Stegh Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O poema dramático Morte e vida veverina, escrito entre 1954 e 1955 por João Cabral de Melo Neto é, segundo o próprio autor, uma homenagem à tradição poética ibérica e aos autores populares do nordeste, que mescla em sua estrutura gêneros como o auto religioso e o cordel, além de elementos da prosa. No texto, o autor apresenta a história de um entre tantos outros sev erinos, retirantes que “baix am”do sertão em direção a Recife, na esperança de encontrar “terras”mais generosas onde possam plantar sua “sina”, mas que ao inv és disso encontram apenas a morte em seu caminho: morte representada de muitas formas, inclusiv e no quadro de desolamento social, composto pela v ida-quase-morte dos moradores dos mocambos, habitantes do mangue. Durante toda essa peregrinação, é esse próprio Severino quem desenvolv e sua reflexão a respeito da v ida, da morte e do poder. Morte e vida veverina pode ser lido como exercício de criação poética, no contexto da pós-modernidade, em que a tradição e a criatividade são elementos em constante interação e no qual chamamnos a atenção as intertextualidades com a obra do dramaturgo inglês William Shakespeare, principalmente com alguns trechos das tragédias Hamlet (o solilóquio “ser ou não ser”e a “cena dos cov eiros”) e Macbeth. O diálogo entre tais obras, uma vez estabelecido, nos permite um aprofundamento sobretudo de temas fundamentais, como a preponderância do pensamento sobre a ação, a justiça e o renascimento por meio da morte. 244 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA IMAGENS DE VIOLÊNCIA NA NARRATIVA FICCIONAL E FÍLMICA Prof. Brunilda T. Reichmann Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Este projeto de pesquisa analisa a transposição do romance Angela’s ashes - A memoir, de Frank McCourt (1996) para a tela por Alan Parker (1999), renomado cineasta inglês. Contrastando com a Irlanda da atualidade, um país que inv estiu fortemente na educação, com 60% dos jov ens na Univ ersidade, e que possui uma renda per capita superior à da Inglaterra, a Irlanda da metade do século XX, na diegese de Frank McCourt, é miseráv el e avassaladora. Aos 67, Frank McCourt recria em páginas repletas de dor, a infância miserável, a perda da inocência e os últimos anos que passou em Limerick com seus pais e irmãos, dos anos 40 ao final dos anos 50. O filme de Alan Parker (1999) adapta para a tela, por meio de imagens poderosas, as experiências traumáticas do romance: a morte de irmãos e comportamentos ambiv alentes dos pais, a fome, as doenças e a morte; as humilhações pelas quais passa diante dos colegas da escola, dos representantes do governo e da Igreja Católica. Ao analisar as passagens nas quais impera a v iolência, utilizamos as teorias de Hannah Arendt, Ronaldo Lima Lins, Ives Michaud. Do início ao fim, o filme é sombrio e Limerick, a cidade retratada, repleta de imagens de santos e crucifix os, corrobora, com sua umidade v iolenta e falta de higiene, a crueldade inerente de seu pov o, gov erno e da Igreja Católica Irlandesa de meio século atrás. A miséria do cotidiano, presente em Angela´s ashes é o assunto deste trabalho, realizado através da análise de cenas ou fotogramas do filme e sempre que necessário estabelecendo um diálogo com o romance. Nas cenas, os elementos de interesse são o posicionamento da câmera, o enquadramento da cena, o posicionamento das personagens no espaço cenográfico e os diferentes planos representacionais. São trabalhados fotogramas ou cenas que rev elam 1. as intempéries do tempo em Limerick, Irlanda, 2. o close-up do olhar de Frank McCourt, narrador e protagonista do romance, no campo e a implicação de seu significado fora do campo e 3. a representação do opressiv o sistema de auxílio social da mesma cidade irlandesa. Para a análise dos fotogramas, usamos como embasamsamento teórico as publicações de J. Aumont, B. McFarlane, J. Naremore e R. Stam. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 245 A VIOLENTAÇÃO DO “EU”NA VIDA COTIDIANA EM A DONA DA HISTÓRIA, DE JOÃO FALCÃO Caroline Chav es; Prof. Anna Stegh Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O presente projeto pretende analisar a peça de João Falcão, A dona da história, em sua totalidade textual a partir de um instrumental teórico multidisciplinar, explorando as técnicas da dramaturgia da memória. Pretende-se, também, fazer uma reflexão sobre a temática da peça, ou seja, o uso das máscaras sociais do cotidiano, modo de anular-se ou abster-se de nossas v ontades, agindo em conformidade com as demandas e pressões da sociedade em detrimento próprio. Diariamente, cometemos pequenas v iolências contra nós mesmos, objetiv ando alcançar aceitação e proteção. Na obra de João Falcão, a protagonista faz uma auto-análise, estabelecendo um diálogo com seu passado na tentativ a de interferir e/ou modificar sua vida presente. Objetiva-se ainda ampliar o âmbito da pesquisa com o estudo da v ersão fílmica da peça, v erificando as relações dialógicas entre hipotexto e hipertexto. A IMUTÁVEL DOR DA PARTIDA EM: CAMÕES, PESSOA E SARAMAGO Caroline Vanzo Bernardi; Profª Rosana Harmuch Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Os grandes poetas, ao longo da história, têm se destacado pela sensibilidade singular que lhes permite observ ar tanto o que está a sua v olta, quanto os sentimentos mais secretos da alma humana, de uma maneira muito mais perspicaz que os demais. Há inclusiv e, quem os considere percursores da psicologia moderna, tamanha a capacidade de compreender e expressar o que se passa nos recônditos da mente e do coração. Dev ido a essa sagacidade, não raro são capazes de abordar com maestria temas que, de certa forma, permanecem sempre atuais, podendo ser retomados, recontextualizados e até mesmo contestados depois de anos ou até mesmo de séculos após a edição original. Muito mais que mera cópia, esta menção a outras obras, conhecida como intertextualidade, permite que uma criação literária se sustente na outra, apóiem-se e mutuamente se validem. Tome-se como exemplos, as poesias 246 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA “Fala do Velho do Restelo ao astronauta”, de José Saramago e “Mar português”, de Fernando Pessoa, que se “comunicam”com a passagem do Velho do Restelo na obra Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões. É possív el observ ar nas três obras citadas, a incansáv el busca do homem por dinheiro, conquista e poder que o impulsiona a ir cada v ez mais longe, independentemente do rastro de destruição que deixa atrás de si, usando para isso o pretexto do progresso pelo bem comum. O tema abordado é tão atual que pôde ser abordado na poesia de Saramago quando compara as conquistas espaciais às expedições marítimas portuguesas nos séculos XV e XVI, em que as famílias eram separadas, a atenção da população desv iada e os recursos da nação eram empregados à conquista de algo maior. Contudo, os problemas locais eram negligenciados e os frutos dessas empreitadas nunca chegav am às mãos de quem mais necessitav a: o povo. O mesmo tema também é explorado na poesia de Pessoa, quando o “eu-lírico” discorre sobre a fome e desolação que as guerras trazem, pois, ao passo que os gov ernantes travam disputas sangrentas em busca de prestígio, dinheiro e poder, as pessoas comuns, pessoas inocentes, sofrem com a fome e a miséria, sendo levadas a acreditar que tudo v ale a pena em prol da nação, conforme os seguintes v ersos: “Mas fizemos de ti a prov a da riqueza /E também da pobreza, e da fome outra v ez.”Assim sendo, é possív el observ ar que temas atemporais inerentes à natureza humana são freqüentemente abordados pela literatura, cabendo ao leitor atento identificar as relações e compreender de que maneira os tex tos dialogam entre si a fim de melhor contemplar tantas obras singulares da literatura, que, felizmente, sobreviveram e são acessíveis nos dias atuais. ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE LITERATURA BRASILEIRA Caroline Vanzo Bernardi; Joze Soares; Prof. Verônica Daniel Kobs Linha de Pesquisa: Literatura e Midia [email protected] Inúmeras adaptações de obras literárias são produzidas pela indústria cinematográfica todos os anos, seja na produção de filmes, minisséries, telenovelas, etc. Entretanto, os resultados obtidos nem sempre condizem com a obra original, pois, como qualquer outra manifestação artística, estão sujeitos a elementos dialógicos distintos. Como exemplo, é possível citar o recurso da abstração de que a literatura dispõe, uma v ez que, dependendo do universo pessoal de cada leitor, pode adquirir contornos III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 247 de incrív el nitidez, pois não raro as obras literárias abordam sutilezas da natureza humana, tais como os pensamentos mais secretos e os desejos mais profundos das personagens - que são perceptív eis aos leitores. Já no cinema, existe a necessidade de “traduzir” essa abstração em elementos v isuais, como iluminação, figurinos, locações, etc., que nem sempre condizem com o idealizado pelos leitores. Em v ista disso, surgem as inev itáv eis comparações. Como objeto de estudo, foram analisadas a obra A hora da estrela, de Clarice Lispector, e a adaptação feita para o cinema, pela diretora Susana Amaral, em 1985, bem como a obra Vidas secas, de Graciliano Ramos, e a obra homônima de Nelson Pereira dos Santos, de 1963. Pretendia-se av eriguar quais elementos foram mantidos, tais como estão nas obras originais, quais apresentaram discrepâncias e quais as possív eis razões para essas alterações, considerando que se tratam de gramáticas diferentes e, por conseguinte, valem-se de ferramentas próprias. Além disso, é possív el observ ar como o contexto histórico é capaz de influenciar o produto final das div ersas manifestações artísticas. Prov as disso são as denúncias sociais observadas em ambas as obras literárias, que abordam a errância do povo nordestino, assolado pela seca, falta de oportunidades e pela conseqüente ex clusão da sociedade. Além disso, foi analisada a influência do mov imento do Cinema Nov o - que se destacou principalmente na década de 60 - na adaptação da obra de Graciliano Ramos. O nordeste passou a ser abordado pelo cinema não mais sob uma óptica romanceada, ou amenizada, e sim como uma retratação fiel da aridez e das adv ersidades enfrentadas pelo pov o nordestino, representado pela família de Fabiano. O filme A hora da estrela, embora também aborde aspectos sociais, como a problemática dos retirantes nordestinos, que se deparam com inúmeras adv ersidades, é uma obra de tensão interiorizada, em que mais importante que o destaque a aspectos sociais é o “conv ite” ao espectador para compartilhar com Macabéa a solidão e ignorância ingênua de quem, apesar de nem se perceber como um ser humano, mesmo assim, é dotada de uma feminilidade frágil e sutil. Dessa forma, mais que uma busca por justificativas, a finalidade deste brev e estudo é observ ar e buscar compreender a maneira como as releituras de obras literárias podem se processar em diferentes contextos. 248 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA REPRESENTAÇÕES DAS VIOLÊNCIAS DO COTIDIANO NA DRAMATURGIA DA MEMÓRIA Charlott Eloize Lev iski; Prof. Anna Stegh Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O trabalho discute a questão da v iolência do cotidiano em Wit: Jornada de um poema, da dramaturga estadunidense Margaret Edson. Nesta peça, a autora emprega técnicas experimentais que traduzem os mecanismos da memória em recursos de construção tex tual, explorando uma vasta gama de estratégias dramáticas que estão sendo desenv olv idas por div ersos autores com base em estudos interdisciplinares. A estrutura nãolinear da peça imita os processos de associação da mente: trata-se da adaptação da técnica do fluxo da consciência que corresponde ao estágio da fala para o palco, cujo intuito é refletir a subjetiv idade da percepção indiv idual. Além disso, o trabalho também analisa as múltiplas relações intertextuais que são parte integrante do processo de construtiv idade da peça. O texto é enriquecido com referências a Shakespeare, Andrew Marvell e, em especial, John Donne, cujo soneto “Morte não sejas orgulhosa”é rev isitado pela protagonista nos últimos momentos de sua v ida. Atrav és da história de Vivian, Edson mostra os maus tratos sofridos por pacientes com câncer terminal nos hospitais, uma v erdadeira agressão à dignidade humana. No que diz respeito ao setor da saúde, sua denúncia está provocando div ersas mudanças, não só nos EUA, mas também em outros países, inclusiv e no Brasil. O DESMASCARAMENTO EM “HORÁCIO SPARKINS” Charlott Eloize Lev iski; Manuela Alv es; Kelly Cristina Lopes; Caio Perotti ; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O presente trabalho v isa analisar o processo da desconstrução das personagens no conto “Horácio Sparkins”, de Charles Dickens. Esta narrativa, ao retratar a sociedade burguesa do século XIX, faz uma crítica à incapacidade do ser humano de v iv er à altura dos ideais impostos pela própria sociedade. Assim, através da família Malderton, os chamados “novos III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 249 ricos”, o autor ridiculariza as tentativas frustradas da burguesia em alcançar a classe alta, tentando manter as aparências a qualquer custo, mesmo ao atingir o extremo do ridículo. Ao investigar como os elementos narrativos (enredo, narrador, personagens, ambiente e simbologia) contribuiram para o processo de desmascaramento das personagens, o trabalho discute simultaneamente a contraposição essência X aparência. GOTA D’ÁGUA: UMA RESSIGNIFICAÇÃO DE MEDÉIA Cíntia Joslin Tortorello; Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu Nunes; Isabela Falcón Magalhães; Prof. Anna Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O presente estudo pretende analisar a obra Gota d’água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, a qual aprofundou e ressignificou o texto clássico Medéia, de Eurípides, pois se utiliza de uma tragédia amorosa para realizar denúncias sociais. Verifica-se que essa ressignificação remete-se a uma paródia, a qual será enfocada neste trabalho. A peça começa exatamente quando inicia a ação de Joana, ou seja, quando Jasão a repudia para viver com Alma (filha de Creonte), incitando-a à v ingança. Em Medéia esse ato se dá depois da metade da obra, é a hora em que Jasão a repudia para v iv er seu amor com Glauce, filha de Corinto (Creonte). Contudo, a peça não se detém apenas numa história de amor e vingança, ela debate v árias questões sociais que atingiam e ainda atingem a sociedade brasileira. Assim, a peça possui dois focos centrais: a opressão estabelecida pelo sistema habitacional, colocando o personagem Creonte como a mitificação do poder econômico explorador, e o problema intimista de Jasão e Joana. Portanto, há duas v ozes discidentes, sendo que a primeira é a do Mestre Egeu, homem simples e inteligente, que se levanta em defesa do próximo, sendo um lutador contra a opressão causada por Creonte. E a segunda é a Joana, que se preocupa primeiramente com seu problema afetiv o e posteriormente, v endo-se encurralada em suas dificuldades pessoais, sensibiliza-se com os demais e une-se ao Mestre Egeu, já que perderá sua casa. Verifica-se que atrav és do uso e do jogo de palavras, Gota d’água traz a v oz do pov o, que tenta lutar pelos seus direitos, mas acaba sempre se acomodando à situação e sofrendo com seus opressores. Notase que Jasão aconselha Creonte a iludir o pov o, fazendo algumas benfeitorias e deixando, assim, as pessoas felizes sem poder reclamar ou protestar, tendo mais é que agradecer. Isso é o que ocorre na política, desde a época de Roma Antiga, em que se dav a “pão e circo” para os 250 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA pobres para que eles não se revoltassem contra o sistema. Portanto, essa obra inspirada numa tragédia clássica (Medéia) vem fazer uma denúncia social, mostrando os problemas que o pov o brasileiro enfrenta para poder sobrev iv er. Assim, Chico Buarque e Paulo Pontes imprimem em seus v ersos poéticos a saga do pov o brasileiro que espera apenas a gota d’água para realmente mudar. Desse modo, o presente estudo v isa analisar a presença de características de Medéia em Gota d’água, enfocando, principalmente a noção de paródia dentro do tex to citado. KATHERINE MANSFIELD: OS MUNDOS OPOSTOS EM “THE GARDEN PARTY” Cíntia Vieira; Deise Durand Gomes; Emerson Luiz; Lucinéia Regina Martins; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O presente trabalho se propõe a identificar e analisar os elementos narrativ os e as características e intenções marcantes de Katherine Mansfield em “The Garden Party”– “A Festa ao Ar Liv re”. Esse conto narra a preparação de uma festa que acontecerá nos jardins da residência da família Sheridan, da alta sociedade, narração esta intercalada com a notícia da morte acidental de um jovem trabalhador, cuja família mora num bairro pobre próximo aos Sheridan. O contraste entre esses dois cenários é rev elado através da ev olução da visão de mundo de Laura, a personagem principal, ao transitar entre esses dois espaços simbólicos e psicológicos. Ao trabalhar o conflito interior e as indagações da personagem, resultantes do momento de epifania v ivido por ela, esta pesquisa irá demonstrar simultaneamente como a autora manipula opostos como riqueza/pobreza e vida/morte do início ao final do conto. Como parte da simbologia utilizada por Mansfield, esses opostos, paradoxalmente, podem ser interpretados sob ângulos diferentes, possibilitando a cada leitor tirar suas próprias conclusões. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 251 A FUNÇÃO INTERTEXTUAL EM TRÊS POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES Cláudia C. Corrêa Pedroso; Eliane de Souza; Zenilda do R. de Morais; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Este trabalho tem por objetivo identificar a função intertextual em três poemas de Cecília Meireles – “Retrato”, “Epigrama do espelho infiel”e “Mulher ao espelho”– a partir das concepções de Bakhtin sobre diálogo entre textos, de Kristeva sobre intertextualidade e, por se tratar de poemas da mesma autora, também das teorias de Dällenbach sobre intertextualidade restrita. A escolha dos poemas deu-se pelo fato de tratarem de um tema recorrente, denotando portanto uma preocupação constante da autora: a transformação através da qual todos passamos no decorrer de nossas vidas, preocupação que atinge principalmente as mulheres. Essa questão é quase uma obsessão para a poeta. Ela aparece pela primeira vez em “Retrato”, retorna com voz angustiante em “Epigrama do espelho infiel”e termina, ampliadamente, em uma crítica contundente ao culto à aparência em “Mulher ao espelho”. Partindo do texto aludido “Retrato”, por ter sido o primeiro poema da autora sobre o assunto, procedeu-se à análise dos mesmos, identificando-se a cápsula semântica comum aos três poemas: o rosto/espelho. Em seguida, foi trabalhada a parte simbólico-mística de cada um dos paradigmas - o rosto e o espelho - de forma a encontrar elementos intertextuais simbólicos comuns aos poemas. Assim, percebeu-se que, apesar de o espelho ser um elemento concreto, que remete a outra imagem concreta - o retrato -, a busca nos três poemas é pela interioridade, pelo abstrato, pois a idéia que aparece circundando os mesmos é a Imagem: em “Retrato”e “Epigrama do espelho infiel”, esta imagem é parcial; em “Mulher ao espelho”, a imagem é do todo. Essas imagens concretas, que se desdobram em pontos abstratos e profundos dos questionamentos humanos, lev am à conclusão que a intertextualidade nos poemas apresentados tem por função questionar o processo de autoconhecimento do ser humano diante da inevitabilidade das transformações que os anos trazem, tema tão valorizado pela poeta. 252 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS DE EDGAR ALLAN POE: A FUNÇÃO DO DISCURSO INTERTEXTUAL EM “A CARTA ROUBADA” Corina Lopes Pereira; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Esta pesquisa, apresentada como projeto no II Seminário de Pesquisa e II Seminário de Iniciação Científica em 2004 e agora finalizada, faz uma análise intertextual do conto “A carta roubada”, de Edgar Allan Poe. Considerado o pai do conto moderno, Poe cultivou diversas variantes desse gênero, como a narrativ a fantástica, a narrativ a policial e o conto de raciocínio. Sua idéia de short story é a de que o leitor possa ler um conto “de uma sentada”para que a tensão e o efeito não se percam. Sua obra sempre se destacou pela dimensão gótica e pelos seus poderes expressionistas e impressionistas. Sabendo-se, entretanto, que um texto contém elementos de outras obras escritas, esta pesquisa visou elucidar alguns procedimentos nem sempre aparentes utilizados por Poe na criação de seus contos. Entre esses procedimentos destaca-se a intertextualidade, ou seja, a maneira como os textos de Poe absorv eram e transformaram outros textos atrav és de epígrafes, citações e alusões a outras obras e autores. Dentro desta perspectiv a, o objetivo geral deste trabalho foi o de levantar questões e empreender reflexões sobre três narrativ as de Edgar Allan Poe que apresentam, dentro do gênero policial, a temática da v iolência em suas diferentes manifestações e que fazem uso do discurso intertextual como reativ ação e problematização do sentido do texto. É, portanto, a partir das relações intertextuais que “A carta roubada”, como texto centralizador, estabelece com outros textos e também com outros dois contos de Poe, “Os crimes da Rua Morgue”e “O assassinato de Marie Rogêt”, que analisamos, apoiados na classificação teórica proposta por Gérard Genette em Palimpsestos, de que modo Poe está trabalhando com: a intertextualidade, ou seja, a presença efetiv a de um texto em outro através da citação, alusão e plágio; a paratextualidade, que é a relação que o texto mantém com outros tipos de escritos como títulos, subtítulos, epígrafes e notas de rodapé; a metatextualidade, que é a relação crítica ou comentário que une um texto a outro do qual se fala, sem necessariamente citá-lo; a arquitextualidade, mais abstrata e implícita, é a inscrição desses textos num gênero; a hipertextualidade, ou seja, a relação que une um texto B (hipertexto) a um texto anterior A (hipotexto) de uma forma que não é o comentário. A estes cinco tipos acrescentamos ainda a III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 253 “auto-intertextualidade”, que trata das relações intertextuais entre textos do mesmo autor, citada por Maria Célia Leonel, pois nos serviu de complementação às relações acima expostas. Deste modo pretendeu-se demonstrar como o estudo desses tipos de relações intertextuais leva a um melhor entendimento e apreciação dos contos de Poe, bem como da obra ficcional de Poe como um todo. E, simultaneamente, demonstrar como a intertextualidade põe em destaque o fato de o texto literário, por ser na realidade um “mosaico de citações”, absorv endo e transformando outros textos, é sempre dinâmico e, portanto, sujeito a constantes releituras e reinterpretações. ALUSÕES PARÓDICAS AO CINEMA AMERICANO NO FILME ÓPERA DO MALANDRO, DIRIGIDO POR RUY GUERRA Corina Lopes Pereira; Prof. Anna Stegh Camati Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Embora assentado sobre pressupostos ideológicos diferentes, o filme Ópera do malandro, dirigido por Ruy Guerra, uma adaptação criativa da peça homônima de Chico Buarque, obedece à mesma intenção básica que norteou o trabalho do dramaturgo brasileiro, ou seja, encontrar uma forma adequada para incorporar sua crítica social de maneira div ertida e bem humorada. A “ópera balada”de Chico Buarque, inspirada em A ópera do mendigo, de John Gay, iniciador do gênero, e em A ópera dos três vinténs, de Bertolt Brecht, foi escrita e encenada nos anos 70, o período de repressão e terror cultural, porém ambientada na Lapa do Rio de Janeiro, nos anos 40, para ev itar confrontos com a censura. A partir da análise do cotidiano brasileiro dos anos 80, a versão fílmica de Ruy Guerra, atrav és da técnica do distanciamento temporal, criada por Shakespeare em suas peças históricas e retomada por Brecht, tem como foco central a corrupção geral v igente e a impunidade, uma v ez que na cena final o filme mostra a alegre confraternização do mundo do crime e da sociedade considerada “respeitável”. A perpetuação das falhas institucionais da realidade brasileira é ev idenciada pela interação complexa e eficiente entre paródia e sátira. Atrav és de alusões paródicas a filmes feitos em Hollywood, tais como Scarface, Casablanca, Cabaret, Gigi, Lili, entre outros, o cineasta critica a inv asão cultural norte-americana, prefigurando as desastrosas conseqüencias da infiltração dos conteúdos ideológicos v eiculados por esses produtos culturais. 254 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SHAKESPEARE APAIXONADO COMO INTRODUÇÃO A SHAKESPEARE Prof. Déborah Scheidt Linha de Pesquisa: metodologia do ensino de literatura [email protected] Div ersas idéias pré-concebidas podem afugentar possív eis leitores de Shakespeare, tais como o inglês renascentista, os sofisticados artifícios poéticos, a distância temporal e até mesmo a “bardolatria”, ou o mito de gênio sagrado da literatura criado ao redor do dramaturgo inglês. O desafio do professor de literatura consiste, portanto, em diminuir a apreensão e despertar a curiosidade do candidato a leitor. Com esse intuito, a biografia ficcionalizada Shakespeare apaixonado (1998, roteiro de Marc Norman e Tom Stoppard, direção de John Madden) pode constituir-se em uma excelente ferramenta de auxílio. O protagonista do filme, Shakespeare, ou Will (Joseph Fiennes), é um rapaz sagaz e romântico, em início de carreira, que luta para estabelecer seu lugar na dramaturgia elisabetana e para conseguir as 50 libras esterlinas que lhe permitiriam ingressar no grupo “Lord Chamberlain’s Men”de Richard Burbage, a mais prestigiada companhia de teatro da época. Além dos problemas financeiros, Will passa por uma crise em sua capacidade criativ a — o afamado “writers’block”— e tem problemas para escrever uma peça cômica encomendada por Philip Henslowe (Geoffrey Rush), o dono da trupe “Lord Admiral’s Men”, companhia riv al de “Lord Chamberlain’s Men”. A proposta central de Shakespeare apaixonado torna-se, assim, a desmistificação da imagem freqüentemente endeusada de Shakespeare como um gênio sóbrio, de proporções sobrehumanas e que se preocupav a quase que exclusiv amente com sua arte. Um dos grandes méritos do filme é o fato de utilizar explicitamente os próprios artifícios dramáticos shakespereanos. O exemplo mais claro está na personagem Viola (Gwyneth Paltrow, no papel de par romântico de Will), fã de teatro que ilegalmente traveste-se de homem para poder participar da peça de Will. O transtorno causado pela troca de identidades (Will e seu riv al profissional Marlowe) é outra técnica muito utilizada por Shakespeare não só em suas comédias, como também nas tragédias. Ao incluir um caso de amor para Will, os roteiristas do filme aprov eitam para inv entar detalhes sobre a autoria de Romeu e Julieta e a origem das cinqüenta libras que iriam financiar o ingresso de Shakespeare na companhia de Burbage. De forma lev e, inteligente e principalmente extremamente criativ a, Norman e Stoppard entrelaçam as av enturas amorosas fictícias do ardente, malandro e às vezes atrapalhado Will à própria trama de Romeu e Julieta. Temos aí o artifício shakespeareano de III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 255 uma história dentro de outra. Apesar de muitos dos muitos exemplos cômicos de anacronismo e de todas as peripécias cômicas, Shakespeare apaixonado também tem um compromisso com a v eracidade histórica. O tempo da narrativa — 1593 — é um bom exemplo desse mix históricoficcional que permeia o filme. Em 1593 realmente houve um agravamento na epidemia de peste negra em Londres, os teatros foram fechados e Christopher Marlowe morreu. Os ataques dos puritanos (pregadores calvinistas contra qualquer tipo de diversão pública) nas portas dos teatros ocorriam com freqüência (até que em 1640, sob a liderança de Oliv er Cromwell, eles conseguiriam fechar os teatros de Londres por quase v inte anos). Personagens históricos abundam, tais como os donos de teatro riv ais Henwlowe e Burbage, além de Marlowe, Alleyn e a própria Rainha Elizabeth acompanhada de seu censor de div ertimentos. Também são abordados mitos elisabetanos, o funcionamento e a estrutura das casas de espetáculo, e criticadas as relações sociais e de gênero da sociedade elisabetana. Ao apresentar o tema shakespeareano de modo inov ador, ao mesmo tempo cômico e sério, e agregando div ersos temas — o univ erso teatral, romance, av entura, história, comédia, relações sociais, o papel da mulher... — Shakespeare apaixonado é mais uma prova da inesgotabilidade de Shakespeare, além de apresentar-se como uma interessante porta de entrada para aqueles interessados em penetrar no fascinante mundo da obra de Shakespeare. ESTRUTURALISMO X CRÍTICA: QUESTÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS Deise Cristine Durand Gomes; Lucinéia Regina Martins; Prof. Adriana Cristina Sambugaro de Mattos Brahim Linha de Pesquisa: Lingüística Aplicada [email protected] A presente comunicação tem por objetivo mostrar os resultados parciais obtidos atrav és de uma pesquisa sobre concepções de ensino de inglês como LE. O trabalho iniciou-se com a observ ação dos métodos adotados no Curso de Letras da Uniandrade, que se caracteriza como curso de formação de professores de língua estrangeira. Essa pesquisa iniciou-se com o estudo e a análise da concepção estruturalista de língua e, para tanto, foi necessário analisar pressupostos teóricos defendidos por estudiosos tais como: H. H. Stern (1983), A. O’Maggio (1986), H. G. Widdowson (1978) e P. K. Matsuda (1998). Após a leitura desses autores foi identificado que as aulas de língua inglesa do Curso de Letras da 256 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Instituição são caracterizadas pela concepção estruturalista de ensino de língua inglesa, fortemente presente no livro didático adotado. Conclui-se, até o estágio atual da pesquisa, que se faz necessário o estudo da v iabilidade de adoção de uma concepção de língua que possa tornar o ensino/aprendizagem de inglês mais crítico e, principalmente, que proporcione aos acadêmicos a aquisição da língua. Neste sentido, o que se pretende é primeiramente buscar subsídio teórico para propor uma mudança nesta realidade de ensino. Até o momento nos parece que uma proposta v iáv el é a pedagogia crítica, ainda objeto de pesquisa do presente projeto, que em linhas gerais pode ser definida como uma concepção de ensino que considera as diferenças sociais, culturais e políticas existentes tanto entre professores quanto entre os alunos (Brahim, 2002). A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NA POESIA DE 1930: VINÍCIUS DE MORAES E JORGE DE LIMA Denise Akemi Hibarino; Ana Beatriz Matte Braun; Iv an Sousa Rocha; Profa. Dra. Regina M. Przybycien Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] Partindo da constatação de que a representação do feminino, tanto na literatura como na história, sempre foi construída a partir de uma perspectiva masculina e sujeita a determinados papéis, como os de musa, o de heroína ou de v ilã, este trabalho pretende investigar a construção ideológica destas imagens nos poemas de Vinícius de Moraes e Jorge de Lima a partir da perspectiv a dos Estudos Femininos. Tal perspectiv a justifica-se não só porque a mulher é presença constante nos poemas, mas porque é uma perspectiv a que permite analisar a ideologia do poeta ao construir tais figuras. Além disso, também ajuda a imprimir um nov o olhar, uma nov a leitura em romances, poesias, etc. da literatura ocidental. Para tanto, analisaremos a representação do feminino na década de 1930, fase de intensa discussão religiosa no Brasil que propicia uma poesia de cunho espiritualista que retoma o tema da transcendência, utilizando v ersos longos em oposição às conquistas modernistas de 1922, como o verso liv re e o tema do cotidiano. É justamente no contexto histórico de 1930 que Vinícius de Moraes inicia sua carreira poética e Jorge de Lima v oltase para uma poesia mais metafísica ou espiritualista. Em se tratando de Vinícius de Moraes, é notório o fato da fortuna crítica geralmente apontar a presença do feminino em sua poesia, mas quase não há estudos aprofundados a respeito do tema, apenas citações en passant. Nesta III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 257 poesia inicial de Vinícius de Moraes percebe-se como figuras puras e castas contrapõem-se à figuras pecadoras, despertadoras da libido. No entanto, apesar de opostas, raramente nomeadas e sem v oz, tais figuras se fazem presente pelo olhar que hipnotiza um sujeito-lírico perturbado, que não consegue conciliar o desejo pelo eterno e o desejo carnal. É nesta poesia inicial de Vinícius de Moraes que surge a representação do feminino. Já na fase espiritualista de Jorge de Lima, nota-se a expectativ a do sujeito-lírico em relação à figura da Amada, tentando conciliar o desejo pelo eterno e o desejo carnal. Desta forma, serão analisados os poemas: “A v olta da mulher morena”, de Vinícius de Moraes e “Amada v em”, de Jorge de Lima, tendo como objetiv o verificar de que maneira o feminino aparece como metáfora da relação do eu-lírico com o mundo: ora como busca, transcendência, ora como desv io do caminho eterno. A CONSTRUCAO DA IDENTIDADE DA MULHER NEGRA NO ROMANCE A COR PÚRPURA, DE ALICE WALKER Dyane da Silv a; Prof. José Endoença Martins Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] O estudo “A construção da identidade da mulher negra no romance A cor púrpura, de Alice Walker”, ainda em fase de desenv olv imento, discute as maneiras como Celie, personagem central da narrativa, desenv olv e identidades v ariadas. Para dar conta desta v ariedade no processo das identidades, o texto utiliza a noção de mobilidade identitária de HALL , segundo a qual, na pós-modernidade, “a identidade torna-se uma ‘celebração móv el’, formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpretados nos sistemas culturais que nos rodeiam”. Nesta dinâmica identitária, Celie se transforma na womanista que, segundo DE ROSA , “é uma feminista negra ou feminista de cor que possui a força e a persistência que facilitam o desenvolvimento pessoal.”Em seguida, o estudo aproxima a mobilidade identitária que, no caso da mulher negra, se dá atrav és das experiências womanistas, ao conceito de política da conv ersão de WEST. Necessária na América negra, a conversão se apresenta como a superação do niilismo que, segundo autor, trata-se da experiência negra “de v iv er dominado por uma pav orosa falta de propósito, de esperança e (acima de tudo) de amor.”A conv ersão - passagem do niilismo ao auto-amor - então, se transforma na “chance de as pessoas acreditarem que existe uma esperança no futuro e um 258 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA objetiv o por que lutar.”Dentro da panorâmica teórica apresentada, em A cor púrpura, Celie vai do niilismo, por causa do sofrimentos a ela infligidos, à conv ersão, por causa do amor das outras mulheres que lhe emprestam solidariedade. Seu womanismo e as qualidades womanistas de mulheres como Docí (amante), Nettie (irmã) e Sofia (amiga) permitem que a personagem central desenvolva mobilidade identitária eficaz e restauradora. UM HORIZONTE (IM)PROVÁVEL. ANÁLISE DE ELEMENTOS FANTÁSTICOS EM CONTOS DE MOACYR SCLIAR Emerson Luiz de Souza; Prof. Silvana de Oliv eira Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] Esse estudo será focado na v erificação de elementos Sobrenaturais em contos de Moacyr Scliar, publicados na Folha de São Paulo, no período de 18/10/2004 a 30/05/2005. Entende-se aqui como sobrenatural, os elementos que de alguma forma extrapolam o senso comum, não tendo vínculo explícito com a realidade. Trata-se de histórias regidas por acontecimentos que fogem ao domínio humano, ‘estranhos’, coincidências insólitas, ou pelo menos histórias em que o protagonista e até mesmo o leitor ficam no limiar do questionamento entre o ‘natural’e ‘sobrenatural’. Assim, a dúv ida dev erá perdurar o tempo da narrativ a, período em que o leitor pode se identificar com os personagens ou não, podendo participar da história como expectador das ações desenvolvidas como defende Todorov em sua “Introdução à literatura fantástica”. Além desse texto de Todorov serão abordados outros de outros autores que servirão de base para que possamos chegar a uma conclusão acerca dos contos escolhidos. Como Cortazar, por exemplo, que afirma : “... o verdadeiro fantástico não reside tanto nas circunstâncias narradas, mas na pulsação, do palpitar surpreendente de um coração alheio ao nosso, de uma ordem que nos pode usar a qualquer momento para um de seus mosaicos, arrancando-nos da rotina...”. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 259 O PACIENTE INGLÊS E SUAS TRANSTEXTUALIDADES Francisco Reghin; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Este trabalho propõe fazer reflexões sobre o romance O paciente inglês de Michael Ondaatje, relacionando suas intertextualidades com a História de Heródoto, a Bíblia e a Biografia de László Almásy. Propõe também, identificar e classificar os intertextos selecionados conforme os cinco tipos de transtextualidades propostos por Gérard Genette em Palimpsestos. Como o romance em estudo é pleno de referências intertextuais, um estudo mais profundo sobre os intertextos resgatados de outras obras será de grande ajuda na interpretação dos personagens e de suas ações e, desta forma, será possív el av aliar a verossimilhança do enredo com os v ários temas contidos na obra, como o amor, a traição, a infidelidade e a violência. Assim sendo, o resultado deste trabalho dará ao leitor uma visão mais profunda sobre o romance, oferecendo-lhe a oportunidade de comprov ar a pertinência das propostas teóricas formuladas pelos estudiosos, de que toda obra é constituída de intertextos, podendo os mesmos se apresentar em menor ou maior grau de complexidade. UMA POLÍTICA DA CONVERSÃO Francisco Reghin; Prof. José Endoença Martins Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] Define-se por conversão - o ato de um indivíduo mudar sua opinião a respeito de um determinado assunto, mudar seu comportamento ou mesmo mudar sua religião. Pois, segundo Hall, “A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia”. Um indiv íduo poderá se manter imutáv el em seu habitat, não se deixando influenciar pelos acontecimentos que surgem ao seu redor. Este mesmo indiv íduo, caso não esteja firme em suas conv icções, poderá sofrer mudanças de comportamento, podendo v ir a assimilar outros v alores que não sejam os seus. Esta mudança de atitude por parte de um indiv íduo poderá assumir três diferentes situações: assimilacionista, catalista e nacionalista. Este procedimento teórico foi proposto por Cornel West em seu livro Questão de Raça, 1994. Neste trabalho, abordaremos o tema da Conv ersão 260 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA relacionado, especificamente, com o Negro Sul Africano, v ivendo como estrangeiro, subjugado pelo homem branco, em seu próprio país. Paralelamente ao tema da conversão, estaremos enfocando outros temas univ ersais, como: o Racismo, a Fé, o Amor, a Violência e a Traição. Nos parece, de antemão, que Samuel Kumalo, no livro Cry, The beloved country, de Alan Paton, é o personagem ideal para endereçar nossos esforços, pois suas experiências como chefe de família e líder religioso o qualifica como exemplo perfeito de nosso estudo. A ESTÉTICA REALISTA E A TEMÁTICA MAUPASSANTIANA Gláucia Marília Hass; Andréa Correa Paraiso Müller; Daniel Rodrigues; Lucas Silv estre Borges; Prof. Andréa Correa Paraiso Müller Linha de Pesquisa: Literatura Francesa [email protected] O escritor Guy de Maupasssant foi um dos grandes expoentes da prosa realista do século XIX. Embora tenha produzido romances e nov elas, a maior parte de sua obra compõe-se de contos, gênero que domina com maestria. Discípulo de Flaubert Maupassant, lev ou o realismo a nov os caminhos, escrevendo desde crítica de costumes até narrativ as fantásticas. O objetiv o desse trabalho é estudar as diferentes fases do realismo na obra de Guy de Maupassant, por meio da análise de quatro contos de temáticas diferentes: “Bola de sebo”, “O colar de diamantes”, “O porco de Morin”e “Le horla”. Em “Bola de sebo”, o autor faz uma crítica aos costumes da sociedade francesa da época, narrando a história de nove distintos cidadãos obrigados, pelas circuntâncias da guerra franco-prussiana, a v iajar em compania de uma prostituta, Bola de sebo, que nomeia o conto. No conto “Le horla”, Maupassant apresenta um estudo a respeito da loucura; utilizando os elementos do discurso como aliados da sua narrativ a, cria uma narrativa de dúv ida e angústia, procurando levar o leitor a sentir as incertezas que assolam o narrador da história. Nos outros dois contos, o autor faz uma análise da hipocrisia e dos valores, muitas vezes fúteis, que predominavam na sociedade francesa de seu tempo. A perspectiva teóricometodológica que norteará a análise será a da Narratologia. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 261 ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE “ANIMAIS DOS ESPELHOS”, DE JORGE LUÍS BORGES E “CARTA A UMA SENHORITA EM PARIS”, DE JÚLIO CORTÁZAR Isabela Falcón Magalhães; Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu Nunes; Cíntia Joslin Tortorello; Prof. Silvana Oliveira Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O presente estudo realiza uma comparação entre a obra “Animais dos espelhos”, de Jorge Luís Borges, e “Carta a uma senhorita em Paris”, de Júlio Cortázar. Nota-se que ambos os autores trabalham com a estratégia do fantástico, a qual utiliza situações aparentemente absurdas como metáforas para denunciar a realidade, causando um efeito impresssionante. Através do fantástico pode-se tratar de diversos temas polêmicos, burlando a censura e o falso moralismo, tendo o autor total liberdade para tratar de quaisquer assuntos sem que seja tolhido.Todav ia eles o utilizam de maneiras diferentes, sendo esse o objetivo deste estudo: mostrar suas similitudes e suas diferenças, a fim de que se possa melhor compreender a literatura hispano-americana. Cortazar em “Carta a uma senhorita em Paris”utiliza a metáfora de um homem que vomita coelhos para denunciar a realidade vigente. O narrador, que é o personagem principal, v ai morar e cuidar do apartamento de uma amiga que v iajou e o conto é a carta que ele escrev e a ela contando o fato que está ocorrendo. O conto “Animais dos espelhos”, de Jorge Luís Borges, também trabalha com o fantástico, mas de uma forma diferente, pois afinal ele não possui um enredo como em “Carta a uma senhorita em Paris”. Assim, o conto “Animais dos espelhos”funciona como um v erbete de dicionário, o qual explica sobre tais animais fantasiosos fazendo uma referência à mitologia e à religiosidade. Tal conto recorre aos sonhos, desejos e medos dos homens, sendo que o peixe aparece como um ser fugitiv o e resplandecente que enfrenta o reino especular e o humano. Esta zoologia fantástica, iniciada com a mitologia, confere ao peixe um status de conhecimento mágico que o conv erte em uma força v ital para os homens e para o mundo. Podese afirmar que o conto “Animais dos espelhos”, assim como “Carta a uma senhorita em Paris”, utilizam a metáfora de um animal para falar sobre os problemas da América Latina. Nota-se que tanto o conto de Cortázar como o de Borges abordam a mesma temática: “A ignorância imposta à América Latina” e ambos utilizam situações fantásticas para denunciar essa realidade v igente, porém com diferenças nas estratégias narrativas, o que difere bastante um autor do outro. Desse modo, o presente estudo irá abordar essas diferenças e similitudes entre os autores citados nos contos 262 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA referidos, mostrando-se, inclusiv e, como a crítica literária v ê e aborda a América Latina e como ambos os autores falam sobre esse assunto, mas de uma forma literária e fantástica. Palavras-chav es: literatura hispanoamericana, fantástico, animais. O NARRADOR DO ROMANCE A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE E SUAS FILHAS, DE MARIA JOSÉ SILVEIRA Ivan Sousa Rocha; Ana Beatriz Matte Braun; Denise Akemi Hibarino; Prof. Raquel Illescas Bueno Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade sousaiv [email protected] O presente trabalho propõe-se a uma análise do narrador do romance A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas, da escritora Maria José Silv eira, lançado em 2002. O liv ro conta as v idas de v inte gerações de mulheres brasileiras “comuns”, tendo como pano de fundo a história do país, do descobrimento até os dias atuais, compondo um panorama da v ida privada v ista pela ótica feminina. Inicialmente, será dada uma visão geral sobre o conceito e as características formais do narrador em questão, com o objetiv o de mostrar o modo como ele se insere na narrativ a. Utilizando-se a nomenclatura de Friedman, o narrador é denominado de “autor onisciente intruso”, conceito que é explanado e exemplificado. Destaca-se também o papel e as características do seu correspondente no nível da narrativa, o narratário. Em um segundo momento, a análise será centrada na identidade e na função específica desse narrador (quem ele é e o que representa). Nesse sentido, procura-se provar a configuração do narrador como a memória coletiv a das mulheres brasileiras. Tal discussão leva em conta a abordagem literária e histórica. Assumindo a mulher como uma “comunidade marginalizada”ou como uma “identidade reprimida”, o romance v isa à emergência de “v erdades”outrora escondidas (relativizando o papel da história dita oficial), bem como a construção de uma identidade feminina brasileira. Dá-se importância igualmente ao papel desempenhado pela memória. Considerando-se a divisão do conceito de memória, procurase analisar a sua espécie coletiv a, que é a que atua no romance em questão. Para tanto, são usadas teorias da história. Sendo assim, “a memória coletiva, definida como ‘o que fica do passado no vivido dos grupos, ou o que os grupos fazem do passado’, pode, à primeira v ista, opor-se quase termo a termo à memória histórica...”(LE GOFF, 2003, p. 467). É III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 263 nesse sentido ainda que se busca por uma relação entre memória e identidade. Ainda no que diz respeito à memória, são analisadas passagens que poderiam ser consideradas como um “esquecimento” do narrador, como ocorre com certas datas. Posteriormente, passa-se à caracterização do romance enquanto metaficção historiográfica, conceito formulado por Linda Hutcheon: “A metaficção historiográfica incorpora todos esses três domínios, ou seja, sua autoconsciência teórica sobre a história e a ficção, como criações humanas (metaficção historiográfica), passa a ser a base para seu repensar e sua reelaboração das formas e dos conteúdos do passado”(HUTCHEON, 1991, p. 21-22). Tendo em v ista esse conceito, são analisadas as suas características, como a ironia e o tratamento dado aos fatos históricos. Por fim, e tendo em v ista o que foi ex planado, estuda-se a proposta do romance, ou seja, se esta se legitima. Para tanto, utiliza-se o conceito de v erossímil, em contraposição ao v erdadeiro. A UTOPIA COMO ROMANCE HISTÓRICO Janaina Luzia Florencio; Prof. José Antonio Vasconcelos Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] A utopia é uma idealização do homem, um querer de transformar a v ida em algo melhor, em fazer que as pessoas lev em uma vida digna, com respeito ao ser humano e isso se deu devido a um gênero literário inaugurado com a publicação de um romance homônimo de Thomas More no início da Idade Moderna. Trata-se, na verdade, de uma metáfora a partir da qual, de uma sociedade imaginada, More buscav a realizar uma crítica contundente às desigualdades sociais que marcavam a sociedade inglesa de seu tempo. Paralalelamente, podemos identificar também um outro gênero, o romance histórico, que por meio de uma prosa de ficção apresenta a reconstituição de um contex to histórico, criando uma ponte entre História e Literatura. Se é certo que o contex to social descrito na utopia é imaginado, e não real, a relação entre esses dois gêneros parece problemática. More, sem dúv ida, foi um dos maiores precursores da utopia. Mas além dele, outros também tiv eram grande destaque como Jean Christian Petitfilf, JeanJacques Rousseau, Padre Mably, Charles Fourier (que criou a mais célebre utopia na primeira metade do século XVIII), Robert Owen, Saint Simon, entre outros. Muitos desses utopistas possuíam um lado humano, criando uma forma de igualdade entre o homem, fazendo com que a burocracia não dominasse, mas que o homem fosse dono de si próprio, que não tivesse leis que impunham pagar impostos, trabalhar com uma carga horária 264 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA excessiv a. Thomas More, que escrev eu a Cidade do sol, utilizou-se do significado da palavra “utopia”que em grego quer dizer “em lugar nenhum”. A mais famosa utopia foi A República, de Platão. A utopia se materializa parcialmente, é um ideal de organização da sociedade. O grande adversário das idéias utópicas era Karl Marx. Por sua v ez, Edward Bellamy escreveu um romance de grande sucesso. A utopia renasceu na década de 1960. A utopia e o romance histórico parecem ter entre si uma riv alidade: ambos surgiram na Europa atrav és de uma série de transformações políticas, econômicas e sociais. A rev olução burguesa, a consolidação do sentimento nacional, os defensores da restauração, tanto quanto os que procuram manter v iv os os ideais da rev olução burguesa, rev elam uma consciência histórica crescente e buscam fazer grandes reinterpretações do passado para dar ênfase ao progresso humano, ressaltando como passo decisiv o à rev olução francesa. O chamado romance histórico clássico surge num contexto de profunda fé historicista, integra o sentimento nacional. O romance histórico brasileiro do século XIX, por exemplo, reflete esse impasse, que encontramos claramente em obras como Iracema e O Guarani, de José de Alencar. Ambos tinham o mesmo objetiv o: transformar os ideais, o modo de v iv er da sociedade em todos os aspectos, porém as duas acabam se contrapondo. A utopia v isava novas formas de melhorar a forma de v iver com comodidade e igualdade para todos, mesmo que alguns dos precursores da utopia se contrapuseram à igualdade, e o romance histórico tinha o objetiv o de relatar a sociedade, os fatos sociais, econômicos e políticos, cada qual à sua maneira e é ai que as duas se tornam rivais. MOBILIDADES IDENTITÁRIAS NEGRAS EM EXPERIÊNCIAS PÓSCOLONIALISTAS Prof. José Endoença Martins Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] Este trabalho discute a construção de identidades negras em experiências pós-colonialistas. Hall (2001) sugere que, na pós-modernidade, que também inclui a literatura e a critica pós-colonialistas, “a identidade torna-se uma ‘celebração móv el,’formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpretados nos sistemas culturais que nos rodeiam”(p. 13). Um destes “sistemas culturais”de que fala Hall é a literatura, de modo geral, e a literatura de autores negros III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 265 diaspóricos atuando na Nigéria, Estados Unidos, Antilhas e Brasil. Nos romances dos autores negros, nestes países, a construção da “celebração móvel” das identidades e subjetividades das personagens negras é analisada a partir do processo intertextual denominado por Henry Lois Gates (1988) de significação. Gates define a significação como um fenômeno literário atrav és do qual “um texto significa sobre o outro atrav és da revisão ou repetição e diferença tropológicas”(p. 88). Ele informa que a significação esclarece como “textos negros conv ersam com outros textos negros”(p.xxvi). A conversa dos textos em torno das identidades negras se alicerça nos contatos que os sujeitos negros estabelecem com o mundo negro e o mundo branco. Neste sentido, Cornel West (1993) informa que o sujeito negro “não deve assimilar o pai ocidental, nem desenvolver uma busca nostálgica do pai africano, a-criticamente”(p. 85). Em outras palavras, ele não deve ser apenas assimilacionista e se submeter aos v alores brancos; ou somente nacionalista e se isolar nos v alores negros. A melhor postura, segundo West, é a do negro catalista, aquele que sabe desenvolver “o senso de crítica e resistência aplicável à comunidade negra, à sociedade americana e à civilização ocidental como um todo”(p.85). O negro catalista consegue desenv olv er relações sadias entre v alores brancos e negros. Nos textos focalizados, a experiência do sujeito negro catalista se alterna entre as do assimilacionista e as do nacionalista. Alguns destes sujeitos são Okonkwo em O mundo de despedaça, de Chinua Achebe (1983), Linda Brend em Incidentes da vida de uma escrava contados por ela mesma, de Harriet A. Jacobs (1987), Razyé em Corações migrantes, de Maryse Condé (2002), Pecola Breedlove e Baby Suggs em O olho mais azul e Amada, respectiv amente, de Toni Morrison e, finalmente, Bertília em O olho da cor, de José Endoença Martins (2003). Na relação intertextual da significação que se estabelece entre estes quatro sujeitos é que se procura dar conta das identidades negras em ex periências diaspóricas pós-colonialistas. 266 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA LITERATURA E CINEMA (SIMILARIDADES E ADAPTAÇÕES) Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi; Prof. Verônica Daniel Kobs Linha de Pesquisa: Literatura e Mídia [email protected] Duas artes essencialmente distintas e sutilmente semelhantes. Uma encarrega-se de iludir o olhar e prov ocar fascínio pelas imagens em mov imento; a outra instiga a imaginação, prov oca os pensamentos e desperta o desejo pela descoberta do desfolhar dos próximos capítulos. Quando cinema e literatura se misturam é sempre intrigante, esperado e discutido o resultado dessa formação. A adaptação de um clássico para o cinema gera sempre uma boa discussão e expectativa por parte dos críticos. Adaptar requer percepção, cuidado, para que a releitura do texto não se torne distante da essência que se encontra no texto literário. As similaridades e as diferenças analisadas entre a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e o filme homônimo, de André Klotzel, v êm acentuar essas comparações entre literatura e cinema, focalizando fatores importantes e considerando diferenças na elaboração de uma adaptação. Os recursos que o cinema apresenta como representação v isual e sonora servem para expressar e dar v ida aos textos, aos personagens, transpondo seus sentimentos, pensamentos, indagações. São recursos que indiscutiv elmente criam o univ erso de suspense e prendem a atenção dos espectadores. O diretor André Klotzel soube como utilizar as técnicas do cinema, para enriquecer sua adaptação e v alorizar as características principais do texto de Machado de Assis. A percepção do protagonista quanto aos recursos do cinema, posicionandose diretamente para a câmera, a fim de manter o contato direto com o espectador, é semelhante ao recurso que Machado utilizav a em sua narrativ a, a fim de prender a atenção do leitor. O humor sarcástico da personagem, a linguagem e a reprodução das imagens através de fotografias que retratam o Rio de Janeiro da época são alguns dos elementos que engrandecem o roteiro e permitem a associação fácil do filme com o liv ro. Porém, a literatura dispõe da liberdade de tempo para a leitura. O leitor cria o ambiente, o espaço, dentro do que lhe é narrado pelo autor, e o livro v ai se desenhando mentalmente, projetando-se página a página, para o seu público. Memórias Póstumas é uma boa referência quando se trata de adaptação, mas é importante considerar que os elementos psicológicos e o questionamento existencial da personagem ficam superficiais no filme, não conseguindo atingir a profundidade encontrada no liv ro. É importante essa apresentação da literatura para as telas do cinema o que possibilita III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 267 a difusão do texto literário, mas é fundamental ressaltar que cinema e literatura têm linguagens distintas e intenções diferentes. VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA NA LITERATURA Letícia Cristina de Miranda;Prof. Brunilda Tempel Reichmann Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Este trabalho analisa duas obras literárias, Angela´s ashes – A memoir, de Frank McCourt, e Infância, de Graciliano Ramos, com o objetivo de compará-las. Ambas são narrativ as de memória e tratam da v iolência do cotidiano sofrida pelos protagonistas ainda na primeira infância. Esses liv ros utilizam o mesmo eixo temático, retratam as v árias figurações da v iolência no mundo infantil e funcionam também como denúncia social. Ao fazer a pesquisa utilizamos teóricos sobre a violência (Hannah Arendt, Ronaldo Lima Lins, Ives Michaud) e documentos que falam sobre os direitos das crianças e adolescentes, pois os romances, apesar de tratar de dois países distantes, portanto, duas realidades diferentes, registram a vida de crianças que são igualmente desrespeitadas e maltratadas. Ambas as obras relatam uma violência que preferimos nomear como código de silêncio que, embora suas conseqüências não sejam v isíveis, deixam marcas profundas. Essa regra v elada presente no mundo infantil torna-se uma terrível tortura, contribuindo para a frustração, desespero e morte. O jov em Frank, protagonista de Angela’s ashes, às v oltas com a v iolência física e psicológica, a intempérie de Limerick, a pobreza e a fome, fatores determinantes em sua formação. A v iolência ou sofrimento é similar a do protagonista do livro Infância. Enquanto Frank sofria com o clima úmido, o frio e todos os problemas que isso acarreta, o menino de Infância sofre também com o clima, desta v ez, seco e quente. O semi-árido brasileiro pode ser muito cruel, principalmente tratando-se de um menino franzino, subnutrido. O retrato dessas duas situações e a comparação entre elas motiv ou uma pesquisa da atual realidade na Irlanda e no semi-árido brasileiro. Constatamos que na Irlanda a maioria dos problemas foram resolv idos, ao priorizar-se a educação na última metade do século XX, mas que no Brasil estamos longe de alcançar solução satisfatória. 268 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O MARAVILHOSO EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE Luciane Machado Polydoro; Prof. Dra. Silv ana Oliveira Linha de Pesquisa: Poéticas da Subjetiv idade [email protected] Este projeto consiste em mostrar o maravilhoso em Macunaíma, especificando os elementos maravilhosos que aparecem nesse rápsodo como: referências ao folclore nacional e latino-americano, lendas, provérbios e frases feitas. Cada capítulo apresenta um breve comentário sobre o uso de elementos do discurso fantástico, indicados já pelos estudos de M. Cav alcanti Proença reunidos num roteiro de leitura (1969), e rev elam a origem dessas lendas, folclores, na maioria indígena e algumas consideradas universais pelo fato de mais tribos espalhadas pelo mundo obterem o mesmo segmento dessa filosofia folclórica ou lendária. O trabalho trata, ainda, da linguagem da obra, o cuidado que Mário tev e em sua obra em deixá-la dentro de um contexto longe das fábulas fantasiosas, destacando a necessidade de expressar uma essência que marcasse uma entidade cultural. O autor promov e uma renov ação da linguagem ficcional hispano-americana; nesse sentido podemos associar este livro de Mario de Andrade aos estudos de Irlemar Chiampi (1980), em que ela expõe a problemática em se entender o projeto do realismo marav ilhoso e o papel superficial que desempenhavam os críticos e acadêmicos perante o assunto... “Em suma, o problema da construção poética do novo realismo hispano-americano não pode ser pensado fora da linguagem narrativ a, vista em suas relações com o narrador, o narratário e o contex to cultural.”(p. 29) Mário recorreu à linguagem coloquial, ao grande uso de prov érbios e frases feitas para uma musicalidade e v erossimilhança na obra que transcorre dentro do Brasil, mas sem pôr barreiras regionais; ele reúne também elementos procedentes de culturas heterogêneas, conjunto de objetos e ev entos reais que singularizam a América num contexto do ocidente. A influência latino-americana apresentada na obra de Mário de Andrade é a quebra do uno, a miscigenação, pois se constata que na obra temos v árias “línguas”: não ficou somente registrado o português correto e sim uma mistura de “falares”e atitudes do nosso herói simbolizando uma nov a atitude perante a crítica, houv e configuração cultural. Silv iano Santiago defende esta profanação da obra e considera esta miscigenação um fato bem positiv o, pois esta “noção de unidade sofre rev irav olta, é contaminada em fav or de uma mistura sutil e complexa entre o elemento europeu e o elemento autóctone - uma espécie de infiltração progressiv a efetuada pelo pensamento selv agem, ou seja, abertura do único caminho III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 269 possív el que poderia lev ar à descolonização.”O que Mário deixou como legado foi a habilidade apresentada com que os escritores latino-americanos têm de profanar o modelo original devolvendo-o em nova forma; eis a “busca de identidade que se dá em diferença, em respeito ao Outro.” Assim encerramos nosso trabalho. Após analisarmos as influências latinoamericanas e o estudo do realismo marav ilhoso contido em Macunaíma, v imos que a inteligência do escritor em deixar uma obra que desconhece barreiras geográficas e lingüísticas contribui para o encontro entre os “homens”. CRÍTICA LITERÁRIA E OPINIÃO Prof. Marco Maschio Chaga Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] A presente comunicação trata das relações entre a crítica literária e a planificação das idéias, conceitos e métodos de análise, que se manifestaram com mais v igor a partir dos anos 60 do século XX. O tema expõe de maneira clara as relações de contiguidade entre a teoria literária e as inovações tecnológicas, que transformaram os espetáculos da cultura em simulacros, esv aziados de sentido. Desde o final do século XIX, as mudanças tecnológicas iniciadas pelos jornais, fotografia e o cinema ofereceram novos caminhos à produção literária e crítica. Ao mesmo tempo, estes nov os meios de comunicação serv iam também como plano de preparação, exigindo a criação de teorias capazes de darem conta das nov as relações entre a literatura e seus meios de divulgação. Todo este movimento fav oreceu o surgimento de uma teoria literária desvinculada da história literária, que estav a colada, até então, à crítica. As conseqüências de uma teoria com mais ênfase no leitor e, em v ários sentidos, emancipando este leitor das abordagens com base em juízos de valor eurocêntricos e cristalizados, causaram uma revirav olta nas formas tradicionais de organização da recepção das antigas e das novas narrativas, já que até o suporte do livro não seria mais o suporte exclusiv o do literário. Os jornais ajudaram a inv entar o que chamamos de literatura no final do século XIX, consolidou o conhecemos como crítica impressionista ou crítica de rodapé até os anos de 1950, foi também o espaço que mais chamou atenção para as ensaísticas v erificadas nos anos de 1980; o cinema renov ou o fôlego literário, criando adaptações que são lembradas com tanto v igor quanto os próprios livros adaptados, o cinema ainda dev e ser 270 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA lembrado como um veículo vigoroso quando o assunto se refere ao poder de magia e encantamento, que dev e ser comparáv el aos primórdios dos livros; a telev isão, por sua v ez, muito criticada por sua formulação industrial e banalizada, também obtev e seus momentos de glória, quando se preocupa em lev ar, ao maior número de pessoas possív eis, algumas adaptações de clássicos da literatura nacional ou univ ersal; por este motiv os, se faz necessário um reflex ão mais detida sobre os meios de comunicação e o papel da crítica cultural é esse mesmo: rev erter o ângulo de v isão das coisas, fornecendo um reposicionamento da ordem que se acreditava natural. FILOSOFIA E EPIFANIA: DOIS ASPECTOS FUNDAMENTAIS EM “LAÇOS DE FAMÍLIA”, DE CLARICE LISPECTOR Paraguassu de Fátima Rocha; Prof. Silv ana Oliv eira Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] O objetiv o deste trabalho é analisar à luz da filosofia os contos do livro Laços de família, de Clarice Lispector, tendo como base os estudos do filósofo alemão Martin Heidegger. Será impossível, diante de uma reflexão filosófica, ficar alheio às teorias dos demais pensadores da humanidade, na medida que ou se afastam ou se aproximam umas das outras, uma vez que a filosofia se dedica ao estudo do ser e sua relação com o mundo. O ponto central do pensamento de Heidegger v olta-se para a ex istência inautêntica, relacionada à vida cotidiana do homem e explicada pelo filósofo atrav és de três conceitos fundamentais: a faticidade, a existencialidade e a ruína. No texto de Clarice Lispector, rico em elementos simbólicos de fundamental importância para a condensação da narrativa, seus personagens, na maioria femininos, são lançados em um mundo que os limita, dev ido ao env olv imento com questões familiares e que lhes exige, portanto, dedicação aos que lhes cercam, mas que lhes impõe também uma profunda necessidade de libertação. A caminho da liberdade, v oltamse para o auto conhecimento, experimentando sensações de angústia em função do contato com a realidade, o que contudo não os impede de transcender, de ir além de si mesmos. Alia-se à transcendência o processo epifânico, que embora tenha seu conceito v oltado para os princípios religiosos, uma vez que é apresentado como a “irrupção de Deus no mundo” encontra na literatura e especialmente na escrita de Clarice Lispector sentidos diversos, sem, entretanto, perder o seu significado original que é III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 271 o da rev elação. A epifania se apresenta no tex to clariceano ora como conseqüência do processo de busca, ora como fenômeno inesperado. Mas em ambos os momentos os personagens têm suas vidas modificadas, pois são surpreedidos pelo que se escondia atrás da v ida cotidiana. Nesse sentido tem-se a epifania da percepção de si mesmo ou do outro, a epifania da redenção, do amor e do ódio, entre outras. Há ainda no texto da autora uma epifania v elada ao leitor, somente v ivenciada pelo personagem, mas que não deixa de ser sutilmente representada através da mágica linguagem metafórico-metafísica que consegue transformar o banal em poético. O tex to de Clarice é, sem dúv ida, a própria rev elação do univ erso humano traduzido de maneira instigante, demonstrando que a literatura pode também aproximar o ser, aqui representado pelo leitor que se reconhece nas suas palav ras, do elemento div isor da ficção e realidade. Mas pode-se concluir que a autora contitui a própria epifania na literatura, pois soube como poucos desvendar os segredos da alma humana, fazendo uso de sua palavra, que poderia ser resumido pela célebre declaração “Algumas pessoas cosem para fora; eu coso para dentro.” A NEGAÇÃO DA VIOLENCIA COMO ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES Regina A. de Almeida; Prof. José Endoença Martins; Linha de Pesquisa: Políticas da Subjetiv idade [email protected] O trabalho discute como, no romance A Cidade de Deus, de Paulo Lins (2002), personagens constroem identidades a partir de suas decisões de evitar, ou driblar, a v iolência generalizada que perpassa o quotidiano da favela Cidade de Deus, espaço da ação do romance. Neste sentido, três modelos de personagens são relevantes: as mulheres, Passistinha e Busca-Pé. Uma das características destes personagens é a forma como, ora implícita ora explicitamente, estabelecem, entre grupos e pessoas, laços de solidariedade, v isível em momentos significativos das suas vidas na comunidade. Ao ultrapassar o nív el da v iolência e estabelecer laços especiais com o mundo fora da favela Cidade de Deus, através da atividade de fotógrafo, Busca-Pé se torna uma figura emblemática do negro (intelectual) catalista, responsáv el pela aproximação entre o mundo negro e o branco. West (1993, p. 85 ) propõe a maneira de como a aproximação dos dois mundos pode se dar de forma concreta. Para que ela aconteça, 272 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA diz West, o negro necessita construir “um sentido de crítica e resistência aplicável à comunidade negra, à sociedade Americana, e à civ ilização Ocidental como um todo.” Ele continua, afirmando que “o futuro do [intelectual] negro não está numa intenção submissa ao pai Ocidental, nem numa busca nostálgica do pai Africano. Ao contrário, ele reside numa negação crítica, numa preservação sábia e numa insurgente transformação desta linhagem negra que protege a terra e projeta um mundo melhor.”A esta atitude West (1994, p. 31) chama de conv ersão, ou seja, a superação do niilismo. No romance o niilismo negro é alimentado pela v iolência. Para West, o niilismo é uma doença da alma e só pode ser curado com uma v irada na alma. Em outras palavras, pela conv ersão, experiência que se dá atrav és da afirmação que o indiv iduo faz de si mesmo, alimentada pela consideração da comunidade. Trata-se da ética do amor, nas palav ras de West. É este sentido de conv ersão e de amor, presente em algumas mulheres, Passistinha e, especialmente em Busca-Pé, que aprox ima Cidade de Deus de Paulo Lins de A Cidade de Deus de Santo Agostinho (1993, p. 413). O santo sugere que A Cidade de Deus é edificada no seio de A Cidade dos Homens, por meio do amor. Ele escrev e: “dois amores dão fundamento às duas cidades: a cidade da terra pelo amor de si mesmo e esquecimento de Deus; a cidade do céu pelo amor de Deus e esquecimento de si mesmo.”(XIV, 28, p. 455) Dentro da cidade dos homens em que se transforma Cidade de Deus de Paulo Lins atrav és da v iolência generalizada, mulheres, Passistinha e Busca-Pé, de diferentes maneiras e em momentos diferentes, procuram edificar A Cidade de Deus de Santo Agostinho, por meio de laços de solidariedade que exorcizam a v iolência. LEITURAS CRÍTICAS EM PERIÓDICOS Sergio Roberto Vieira Martins; Prof. Marco Mashio Chaga Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Atrav és de um foco dedicado à teoria literária em seu aspecto cultural, observ ando, entre outras manifestações, a sua ev olução histórica nos últimos anos, procuro identificar as inúmeras tendências manifestadas nas abordagens contemporâneas. Uma dessas tendências trata da tentativa de rompimento antropológico e cultural com as v ertentes européias ou colonizadoras. Sendo assim, a partir da leitura de teóricos brasileiros atuais, procuro identificar o panorama difuso da crítica cultural, bem como seus argumentos, funcionalidades e novas tendências. Essas novas idéias, III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 273 rev eladas pela crítica contemporânea, nos dão a seguinte argumentação: um texto torna-se v iv o somente a partir de sua leitura, quando atribuímos significado a ele, tornando-se em parte nosso. Isso rev ela que o papel do escritor e de suas idéias passam a “não”ser mais o foco principal, e sim, a maneira como o leitor/espectador absorv e os textos. O resultado disso, de forma indiv idualizada, são as inúmeras leituras sobre um mesmo texto ou discurso (sem entrarmos no tocante a outros tipos de leituras não tex tuais, nas suas diferentes formas e gêneros, bem como em tantas outras linguagens artísticas presentes na cena atual). Vale ressaltar que essa expectativa comum ou ex periência uniforme se distancia cada v ez mais da comunicação literária. Há muitos que querem afastar a relação “autor-texto”, outros ainda se concentram na “reação do leitor”, fugindo assim das concepções modernistas fundadas na obra. Porém, muitos críticos ainda sustentam a idéia de um texto como um “organismo fechado” e, assim, limitam-se, pois, além de esquecerem a idéia de que um texto nunca é original, já que sabemos que nele estão contidos div ersos outros por conta da intertextualidade, que nos rev ela uma espécie de diálogo tex tual, eles esquecem, também, que desde o final da Renascença “o homem”tem sido o foco da manifestação artística e não mais “os deuses”. Portanto, não há que se colocar o autor ou o texto num patamar acima do leitor; assim, mudando-se, simplesmente, o centro de grav idade (ou foco) de um para o outro. Ou seja, o leitor passa a ser a peça fundamental desse diálogo intrínseco e não mais a obra, já que, se o primeiro não for ativ o, o segundo jamais o será, porque se trata apenas de um tex to, que somente se tornará v iv o atrav és da ação de um leitor. Estas formulações da crítica literária, entre outras pós-modernistas, serão as que devemos discutir no âmbito das univ ersidades, pois atrav és de discussões teóricas e muita pesquisa passaremos a entender que a criação é ação conjunta e não isolada. Desse modo, parece que a palav ra não traduzida pelo leitor é palavra morta, independentemente de quem tenha sido o escritor. 274 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O PACIENTE INGLÊS: A ESTÉTICA DA VIOLÊNCIA EM FICÇÃO E FILME Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Este trabalho ex plora o tema da v iolência que percorre o romance O paciente inglês (1992), de Michael Ondaatje, e sua transposição fílmica por Anthony Minghella (1996), pois, tanto de uma perspectiva sócio-política como de uma perspectiv a indiv idual, o tema da v iolência é projetado em ambas as formas de arte atrav és de cenas e imagens de paixão, traição, mutilação, sofrimento e morte. Ao examinarmos as relações que podem ser estabelecidas entre elas, de modo a refletir sobre a essência da violência e conceitualizar sobre a estética da v iolência na arte, estaremos também comparando as diferentes estratégias narrativ as usadas pelo romancista e pelo diretor de cinema. LITERATURA E TEORIA: HIBRIDISMOS Prof. Simone Regina Dias Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Em Bernardo Carvalho, nada é o que parece ser. Nesse mote, o projeto a ser apresentado aqui visa investigar o caráter híbrido de algumas narrativas contemporâneas. Mais especificamente, à luz da leitura de textos teóricos que discutem o conceito de literatura pós-moderna, publicados em periódicos nacionais e internacionais dos últimos v inte anos, este projeto propõe a análise de alguns textos ficcionais de Bernardo Carv alho. A discussão teórica fornecerá embasamento para tal análise, buscando-se identificar os matizes que dão contorno às narrativ as contemporâneas ditas pós-modernas. Buscarei realizar um mapeamento das principais características da poética pós-moderna, estudando-se os ensaios de Silv iano Santiago, Flora Süssekind, José Guilherme Merquior, Fredric Jameson e Andreas Huyssen para v erificar se tais traços aparecem (e como aparecem) nas narrativas ficcionais de Bernardo Carvalho, especialmente em Onze, Nove noites e Mongólia. Para o crítico José Guilherme Merquior, por ex emplo, a poética pós-moderna consiste em uma escrita ostensiv amente ambígua e polissêmica, que se v ale da III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 275 figuração alegórica, mas distinta da “tradição moderna”- a alegoria moderna seria de índole surreal e metafórica enquanto o alegorismo pós-moderno, de cunho predominantemente hiperreal e metonímico. Mantém-se, portanto, a mesma “semiose literária”, a da alegoria, mas de outra espécie. Há nos escritos de Bernardo um princípio de organização formal em que o real e o fictício se intercalam, criando um efeito de jogo com o falso. Nesse sentido, destaco que Mongólia, por exemplo, foi escrito após uma v iagem sua à Mongólia, enquanto Nove noites resulta da seqüência de sua viagem para uma aldeia indígena. Mas longe de se constituir como relato, matéria das v iagens, as narrativ as lançam pistas falsas e são repletas de tex tos dentro do texto. Dessa forma, o autor questiona as noções de realidade e experiência. É conveniente lembrar aqui o dizer de uma das personagens de seu último livro: “na Mongólia, lugares diferentes têm o mesmo nome, como se o próprio terreno fosse mov ediço.”O autor bascula os conceitos de realidade e ficção, e joga com o romance e a inv estigação, no caso de Nove noites. Como sugere o próprio autor, trata-se de “uma combinação de memória e imaginação, - como todo o romance, em maior ou menor grau, de forma mais ou menos direta”. Cabe destacar que o ficcionista Bernardo Carv alho, em suas narrativ as, costuma ainda dispersar a noção do sujeito individual, criando sujeitos que podem ser pensados como ‘’simulacros’’, que narram a trama e não solucionam as questões que lev antam. Ao leitor compete a tarefa de completar a história. Estudar esta complex a trama que aproxima as personagens que armam tais ficções, analisando-se a obsessão pelo sentido do duplo e as demais estratégias narrativ as ali empregadas, é o que instiga esta pesquisa. DIFERENÇAS ENTRE O ROMANCE HISTÓRICO TRADICIONAL E O ROMANCE HISTÓRICO CONTEMPORÂNEO: UM ESTUDO DE MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO Sonia Maria de Lima; Prof. Silv ana de Oliv eira Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] O ponto central da análise será o romance Memorial do convento, de José Saramago e como contraponto será utilizada a obra romântica Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano. A abordagem do romance Memorial do convento será realizada com o intuito de identificar as características no trato do fato histórico, comparando-o com um romance histórico do período romântico. Para mostrar a diferença entre o romance histórico contemporâneo e romance histórico tradicional, trabalhar-se-á com a 276 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA comparação entre o romance Memorial do convento, de José Saramago, e Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano. A temática do romance de Saramago env olve a história de Portugal como pano de fundo e o narrador assume, claramente, uma perspectiv a crítica. As figuras da realeza são apresentadas como v erdadeiras caricaturas. Poder-se-ia dizer que Memorial do convento é “um épico às av essas”, no sentido em que coloca o homem comum no centro dos acontecimentos históricos, relegando ao rei e aos “principais”um lugar secundário no registro da história. De outro lado, o romance histórico Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano, romance de 1844, utiliza a história de Portugal apenas como background, em nada questionando ou comprometendo o ponto de v ista da história oficial para o espaço de tempo utilizado. PROJETO: REI LEAR DE SHAKESPEARE NAS ESCOLAS Sueli de Fátima Sclaski; Vera da Silv a Reis; Rosgisléia Silvia de Barro; Prof. Deborah Scheidt Linha de Pesquisa: Gestão, Cultura e Educação [email protected] Este projeto tem como objetiv o maior lev ar a literatura univ ersal e/ou literatura clássica para dentro das escolas, explorando o universo de Shakespeare de modo a fazer com que a obra do dramaturgo inglês se torne significativa no contex to vivido pelos alunos brasileiros. Rei Lear será trabalhado com alunos do ensino médio, especificamente do 2º e 3o anos, pois estes têm maturidade para trabalhar uma obra complexa como essa, porém não impossív el de se aplicar o projeto em séries antecedentes. Os procedimentos de ensino que em sala de aula serão os seguintes: Primeira aula: apresentaremos, para os alunos, um documentário sobre Rei Lear, de Shakespeare que será comentado com eles em sala; já os preparando para a aula seguinte. O documentário faz uma introdução ao estudo das questões, muitas v ezes obscuras, presentes na peça, examinando em detalhe a personagem de Lear, além dos temas do env elhecimento, reconciliação, traição e confiança, que fazem parte da essência desta obra. As explicações feitas pelo Professor Stanley Wells, do Shakespeare Institute, e do Dr. Robert Smallwood, do Shakespeare Centre, são intercaladas com encenações dos textos, concebidas especialmente para o documentário pelos atores da Strattford Shakespeare Company. Na segunda aula os alunos ouv irão uma versão alternativ a da história de Lear em quadrinhos. Essa aula tem como objetiv o despertar a curiosidade deles III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 277 para a leitura do original e chamar a atenção para os assuntos tratados no liv ro, tais como: brigas familiares, traições, sofrimentos, prepotência do pai (Lear), falsidade, posição dos idosos na sociedade entre outros aspectos também interessantes que foram mencionados acima. Também faremos nesta aula uma introdução teórica sobre tragédia e drama elisabetano, fundamentada em pesquisas de estudiosos consagrados, exemplificada com materiais de apoio e também com o original. Na terceira aula os alunos serão div ididos em cinco grupos. O professor designará um ato do texto original para cada equipe, que será lido e estudado com o auxílio de um roteiro de leitura. E cada grupo deverá preparar a apresentação oral em forma de seminário do seu ato para o resto da turma. O professor dev e sempre estar atento para as dificuldades div ersas encontradas pelos alunos, circulando pela sala e oferecendo apoio. Só após esta preparação ocorrerá a apresentação do seminário feito pelos alunos, na quarta aula. Temos notado que há uma grande dificuldade dos professores em motivar seus alunos para o estudo de literatura em geral, e especialmente para as literaturas clássicas. Esperamos, atrav és das táticas apresentadas, incentiv ar os alunos a ter contato com a literatura clássica, não só de autoria de Shakespeare, mas também de outros autores canônicos, para que estes descubram que tal estudo pode ser ex tremamente frutífero e principalmente, prazeroso. A POÉTICA DA RECICLAGEM ARTÍSTICA EM O RETRATO DE DORIAN GRAY, DE OSCAR WILDE Suely Reghin; Prof. Anna Camatti Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Oscar Wilde rev olucionou os conceitos estéticos, influenciando v árias gerações de escritores do século XX. É mestre do humor subentendido, espirituosidade, intertextualidade, ironia, paródia, trav estimento, paradoxo e da linguagem epigramática. Em O retrato de Dorian Gray traduz suas principais preocupações estéticas. O esteticismo de Wilde tem parentesco com o pós-modernismo em relação ao conceito da autonomia da arte, do papel do leitor, do uso da paródia e do anti-realismo. Nessaobra, Wilde se apropria de div ersos discursos, estilos, gêneros e conv enções literárias, para depois v irá-las de cabeça para baixo, ou seja, parodiá-las. Desta maneira, forma e conteúdo passam a dialogar entre si e refletem um ao outro, caracterizando um processo metalingüístico e enfatizando a 278 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA artificialidade da v ida. Em seu ensaio “A decadência da arte de mentir, Wilde inverte a proposição de Aristóteles quando postula que “A Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida”. Neste projeto, pretendemos mostrar a contemporaneidade de Oscar Wilde, um dos escritores mais polêmicos de seu tempo. Em primeiro lugar, mostraremos como atrav és da paródia, do melodrama e da interação da sátira e paródia, Wilde expõe ao ridículo os v alores obsoletos da sociedade burguesa de seu tempo e da moral hipócrita v itoriana. Em seguida, faremos uma análise e reflexão sobre a caracterização do homem contemporâneo que Oscar Wilde empreende atrav és da releitura dos mitos de Fausto e Narciso, técnica que lhe permite aprofundar sua v isão a respeito do homem atrav és dos arquétipos mencionados. Também faremos um estudo da relação v ida e arte, que se constitui no conceito fundamental de sua estética, e do diálogo intertextual do romance com outras obras e autores. ELEMENTO FEMININO NO CONTO : “O ROUXINOL E A ROSA”, DE OSCAR WILDE Vanessa Gomes de Souza Luz Orlandini; Fátima Rocha; Prof. Sigrid Renaux Linha de Pesquisa: Poéticas do Contemporâneo [email protected] Esta pesquisa tem como objetiv o discutir o elemento feminino no conto “O rouxinol e a rosa” (“The nightingale and the rose”), de Oscar Wilde. Após uma brev e apresentação do enredo para situar o leitor, pretende-se desenv olv er uma reflexão sobre a maneira como o elemento feminino se apresenta em “O Rouxinol e a Rosa”. Um dos motivos para que tal temática fosse escolhida para análise foi a diferença encontrada quanto a um de seus personagens centrais: o rouxinol, v isto que este é tratado como um ser masculino em língua portuguesa – já que a tradução, para se referir a esse personagem, utiliza o artigo masculino “o”e o pronome pessoal “ele” - e é tratado como ser feminino no original inglês - atrav és da utilização do pronome pessoal feminino “she”. O elemento feminino será analisado a partir da comparação entre o conto em sua v ersão original e a sua v ersão traduzida, apontando-se os trechos em que haja diferenças entre o masculino e o feminino. Desta maneira, objetiv a-se encontrar uma significação que, talvez, possa transcender aquela ex istente nesses trechos da tradução em que tenha ocorrido uma modificação - alterando o ser feminino, por exemplo, de um personagem, e tornando-o masculino ou v ice-v ersa - lev ando o leitor, assim, a nov a e instigante leitura. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 279 RECRIAÇÕES A PARTIR DO TEXTO LITERÁRIO Prof. Verônica Daniel Kobs; Joze Aparecida Soares; Caroline Vanzo Bernardi; Linha de Pesquisa: Literatura e mídia [email protected] HHá tempos o cinema usa a literatura como base, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Na tentativ a de avaliar as adaptações de textos literários da Literatura Brasileira, especificamente, para o cinema, foram escolhidos cinco filmes: 1. Dom, adaptação de Dom Casmurro, de Machado de Assis; 2. O pagador de promessas, filme de Anselmo Duarte baseado na obra homônima de Dias Gomes; 3. Lisbela e o prisioneiro, adaptação feita por Jorge Furtado e Guel Arraes da peça homônima de Osman Lins; 4. Caramuru, a inv enção do Brasil, também de Guel Arraes, uma adaptação de v ários textos, dentre os quais se destaca Caramuru, de Santa Rita Durão; e 5. Morte e vida severina, de Valter Avancini, baseado no texto de João Cabral de Melo Neto. O cotejamento entre tex tos literários e filmes rev elou, no caso de Caramuru e de Lisbela e o prisioneiro, a agilidade, a paródia e a diversidade, muito próprias da época contemporânea. Caramuru apresenta, no entanto, maior desv io em relação à obra de Santa Rita Durão e faz uma estilização do índio. Já o filme Lisbela e o prisioneiro mantém mais elos de ligação com o texto original, que é enriquecido com recursos como a metalinguagem. Fora isso, a peça de Osman Lins, que tem v ários personagens, mas pouco deslocamento de espaço, no filme, tem o número de personagens reduzido e ganha dinamismo, alternando ações e personagens muito freqüentemente. Nas telas, Morte e vida severina reproduz quase que integralmente o texto original. O elenco, todo formado por nordestinos, como Tânia Alv es e José Dumont, e o cenário, real, são os elementos mais referidos pela crítica. No entanto, mesmo com pouquíssimo desv io em relação ao texto original, a obra perde em lirismo. Na difícil tarefa de adaptar um clássico, Dom reduz a dimensão dos personagens machadianos. Bentinho, por ex emplo, é um marido excessiv amente ciumento e machista, parecendo uma caricatura do personagem de Machado. Além disso, os elementos de época são cortados e surge, no final, um exame de DNA, que tira a seriedade, embora conserv e a dúv ida, do texto machadiano. Por fim, O pagador de promessas, fiel à obra original, consegue fazer com precisão o retrato do sincretismo baiano. O filme destaca-se pelo objetiv o artístico e não sobretudo mercadológico, como outras produções. Mesmo com a certeza de que as adaptações de tex tos literários v ão continuar, o presente estudo tentou colaborar para a crítica dos resultados desse processo. 280 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA CÓDIGO DE ÉTICA PARA PROFISSIONAIS ESTETICISTAS: REGULAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO Prof. Daniel Soczek Linha de Pesquisa: Código de Ética, Bioética e Saúde [email protected] ESTÉTICA O presente trabalho busca situar o profissional e a profissão de esteticista em seu processo de regulamentação no que diz respeito a formulação de um código de ética de suas atividades. Enquanto outras profissões já possuem seus códigos de ética dev idamente formalizados pelos conselhos profissionais, a vindoura regulação da profissão de esteticista e conseqüente criação de um conselho nacional destes profissionais sugere a reflexão sobre as atribuições, competências e limites dos procedimentos dos profissionais desta emergente classe profissional. Resgatar o importante papel social, de modo especial no que diz respeito às questões éticas, desenv olv ido por estes profissionais cuja grande maioria atua na informalidade é de fundamental importância. Nesse sentido, a organização desta classe em associações e a abertura de cursos de nív eis médio e superior por um lado contribuem significativamente na melhoria e qualidade da formação de tais profissionais. Por outro, suscitam o debate a respeito da atuação, da melhor forma possível, destes trabalhadores. Estas duas frentes de luta, constituídas num passado recente e em amplo processo de crescimento são um conv ite a reflexão crítica em termos filosóficos e legais, no que diz respeito ao desenv olvimento das práticas desenvolvidas e o respeito aos sujeitos que a elas se submetem. Espera-se com estas reflexões contribuir significativ amente para a construção de um espaço crítico de análise das práticas profissionais desta categoria em processo de regulamentação legal, sob a égide de formulações recentes em termos de Ética e Bioética, segundo a legislação nacional e internacional v igente, com vistas à construção de um protótipo de um código de ética comentado que sirv a como subsídio para discussões futuras. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 281 REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSÃO DE ESTETICISTA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Silv ia Helena Carneiro Bachstein; Josete Negrello; Prof. Daniel Soczek Linha de Pesquisa: Código de Ética, Bioética e Saúde [email protected] A sistematização dos conhecimentos de Estética, enquanto um procedimento com v istas a potencialização da beleza humana, surge com a necessidade de aperfeiçoar a ativ idade desenv olv ida por profissionais, cujo trabalho v em de longa data. Hoje em dia, seus principais pontos de atuação são os Spas, institutos e salões de beleza, clínicas de medicina estética, indústria de cosméticos, consultorias, clínicas de estética. Um dos problemas do exercício destas ativ idades reside no fato de que a profissionalização destes trabalhadores ainda não possui uma regulamentação. Na luta por este objetiv o, surge a necessidade de sistematizar e ampliar o conhecimento das pessoas que nesta área atuam, dando-lhes competência técnica e credibilidade, justificando a regulamentação desta profissão, dos quais um importante passo foi dado com implantação do curso de tecnólogo. A existência de cursos de formação em nív el superior, em univ ersidades que entendem esta profissão como v ital para uma sociedade contemporânea e apostam num profissional esteticista com qualificações especificas, vem de encontro a esta demanda. O trabalho com o corpo humano, apoiando-se nas ciências biológicas, citologia, histologia, anatomia, fisiologia e física para completo entendimento dos fundamentos do marav ilhoso mundo dos cosméticos, nos cuidados com o corpo, v iabilizam a formação necessária para tal empreendimento. Assim, com o objetiv o formar e atualizar profissionais com v isão estratégica e empreendedora para a área de beleza, cosmética e imagem pessoal, habilitando-os para o uso correto das técnicas, dos cosméticos e dos equipamentos utilizados nos tratamentos e procedimentos estéticos faciais e corporais e a organização e gestão de serv iços de beleza, o pioneirismo destas instituições tem contribuído em muito neste processo. Por outro lado, o profissional de estética v em abraçando este nov o desafio de graduação com otimismo e competência, v isando um trabalho interdisciplinar com outros profissionais da área da saúde como médicos e fisioterapeutas, auxiliando na recuperação de póscirúrgico e reabilitação estética em v ários nív eis, entre outros procedimentos. Apesar do reconhecimento da importância da atuação 282 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA destes trabalhadores, muitas críticas estão sendo propostas no sentido de impedir o livre exercício desta ativ idade profissional bem como a consolidação desta composição interdisciplinar devido a falta de regulamentação da profissão de esteticista. Por isso, alguns dos mais importantes desafios atualmente são a regulamentação do profissional esteticista e a organização desta classe em associações e sindicatos, para a formação de um futuro Conselho, a partir da regulamentação profissional. III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 283 284 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ANOTAÇÕES III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 285 286 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 287 288 III SEMINÁRIO DE PESQUISA E III SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA