Compreensão de leitura a luz do teste cloze: comparação entre ingressantes e concluintes do curso de Administração. Jeter Lang Universidade Regional de Blumenau-SC ( PPGAD/FURB) E-mail: [email protected] Ricardo Zanchett Universidade Regional de Blumenau-SC ( PPGAD/FURB) E-mail: [email protected] Maria José Carvalho de Souza Domingues Universidade Regional de Blumenau-SC ( PPGAD/FURB) E-mail: [email protected] Resumo Cotidianamente, identificam-se situações em que se requer o uso da habilidade da leitura. Desde o simples fato de escolher um ônibus até a leitura de uma bula de remédio. A leitura está presente em muitos momentos da vida, não se restringindo ao âmbito escolar. O ambiente organizacional, com o ritmo dinâmico e as transformações constantes exigem conhecimentos e rapidez de ações por parte do Administrador. Para que os administradores possam enfrentar com sucesso estes desafios, a capacidade de compreensão escrita é fundamental para a identificação dos problemas e conseqüente resolução. Partindo-se do pressuposto que o curso de graduação em administração possibilita, com o decorrer dos anos, uma maior habilidade da compreensão de leitura desenvolveu-se esta pesquisa para identificar, por meio da aplicação do teste Cloze, se os alunos concluintes do curso de Administração apresentam um nível de leitura mais elevado do que os ingressantes. Metodologicamente, o trabalho caracteriza-se como uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa. O teste Cloze foi aplicado, simultaneamente, em um grupo de 138 alunos do curso de Administração de uma IES localizada no extremo-oeste de Santa Catarina. Para a aplicação do teste, foi selecionado um texto de autoria de Stephen Kanitz, com o título “A Era do Administrador”. Como resultado tem-se que os alunos ingressantes apresentaram 41,75% de acertos contra 39,85% de acertos dos alunos concluintes. Desta forma, pode-se concluir com base no teste Cloze, que o pressuposto inicial não se confirmou. Contudo o presente artigo sugere pesquisas adicionais considerando outros aspectos levantados na pesquisa, os quais podem ser pertinentes para melhorar o desempenho da compreensão de leitura dos acadêmicos. Palavras-chave: Compreensão de leitura- teste cloze- universidade. Abstract Daily, they identify situations in that the use of the ability of the reading is requested. From the simple fact of choosing a bus to the reading of a medicine bull. The reading is present in many moments of the life, not limiting to the school extent. The organizational atmosphere, with the dynamic rhythm and the constant transformations demand knowledge and speed of actions on the part of the manager. So that the administrators can face with success these challenges, the capacity of understanding writing is fundamental for the identification of the problems and consequent resolution. Breaking of the presupposition that the degree course in administration makes possible, with elapsing of the years, a larger ability of the reading understanding grew this research to identify, through the application of the test Cloze, if the students finished of the course of Administration present a higher reading level than the starts. Relating to method, the work is characterized as a descriptive research, with quantitative approach. The test Cloze was applied, simultaneously, in a group of 138 students of the course of Administration of a located IES in the end-west of Santa Catarina. For the application of the test, a text of authorship of Stephen Kanitz was selected, with the title the Administrator's" epoch. As result is had that the students starts presented 41,75% of successes against 39,85% of successes of the students finished. This way, it can be concluded with base in the test Cloze, that the initial presupposition was not confirmed. However the present article suggests additional researches considering other lifted up aspects in the research, which can be pertinent to improve the acting of the understanding of the academics' reading. Key-Words: Reading understanding - it tests cloze - university. 1 INTRODUÇÃO O mundo apresenta um ritmo de inovações, informações, aperfeiçoamento o que demanda um grande poder de compreensão. De forma a suprir esta demanda por compreensão, faz-se necessária à leitura. O ponto de partida é ler, para então chegar à compreensão do que está escrito, viabilizando o conhecimento. Estes fatores integrados repercutem no processo de aprendizado. Relacionando estes fatores do processo de aprendizagem com o mundo corporativo, destaca-se, primeiramente, que todas as organizações possuem objetivos para os quais foram formadas. Ao perseguir tais objetivos, elas aglutinam recursos que serão movidos, alterados, relacionados, enfim, seguirão o caminho que busca a sua perpetuação e desenvolvimento. Para tanto, demandam ações perspicazes, possíveis se os recursos forem bem direcionados, orientados, disponibilizados. Assim, cabe aos Administradores munirem-se de conhecimento para viabilizar tais ações, procedendo análises, cálculos, observando relatórios; esta gama de atividades trará a compreensão de todo o sistema, contudo, é necessário – primeiramente – ter boa compreensão de leitura. O diferencial de um profissional de sucesso pode estar relacionado com a sua capacidade de compreensão de leitura. Esta característica bem desenvolvida, possivelmente, permitirá que o Administrador entenda as informações pertinentes à sua atuação; proporcione o conhecimento necessário para pautar suas decisões e, por meio deste processo de aprendizagem, estabeleça de forma atualizada o perfil de um bom profissional. Consoante a tais aspectos profissionais, o Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Superior editou a Resolução nº 1 – fevereiro de 2004 – que, em seu artigo terceiro, expressa o perfil desejado do formando no curso de Administração: Art. 3º O Curso de Graduação em Administração deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação e aptidão para compreender as questões científicas, técnicas, sociais e econômicas da produção e de seu gerenciamento, observados níveis graduais do processo de tomada de decisão, bem como para desenvolver gerenciamento qualitativo e adequado, revelando a assimilação de novas informações e apresentando flexibilidade intelectual e adaptabilidade contextualizada no trato de situações diversas, presentes ou emergentes, nos vários segmentos do campo de atuação do administrador. Uma fase importante para o desenvolvimento de uma pessoa é o momento acadêmico, ou seja, aquele em que a pessoa ingressa em um curso superior, possivelmente imaginando seu futuro profissional. Sendo assim, invariavelmente irá deparar-se com um processo de aprendizagem, tendo como um de seus fatores a compreensão de leitura. Por um período médio de quatro anos, o curso de graduação proporciona oportunidades para que o acadêmico aprimore sua leitura. Santos (1997) destaca que a universidade se apresenta como a última oportunidade formal de ensino para que o aluno desenvolva o hábito de leitura e a compreensão de textos. Assim sendo, este estudo parte do pressuposto de que, pela freqüência e maior período em sala de aula, os alunos concluintes devem apresentar melhor habilidade de leitura do que os ingressantes. Pressupondo que ao concluir um curso de graduação o acadêmico possua melhor poder de compreensão de leitura, se estabelece o objetivo do presente artigo: Comparar o nível de compreensão de leitura entre ingressantes e concluintes do curso de Administração. A relevância deste artigo fundamenta-se ao fato de que a compreensão de leitura é parte fundamental para o acadêmico, já durante o curso e o será por toda a vida profissional. As pessoas que anseiam conquistar ascensão no campo profissional, seja qual for, devem desenvolver a habilidade da leitura e a própria compreensão. Somado ao fato de obter mais conhecimento e agilidade, é possível que melhore sua comunicação, conseqüência de um vocabulário mais robusto e maior conhecimento – em profundidade ou generalidade – em virtude do ato de ler. Posterior a esta introdução, seqüencialmente apresenta-se o referencial teórico, onde são descritos conceitos relativos ao assunto. Depois os métodos utilizados para a realização da pesquisa. São apresentados os dados coletados e efetuada a análise, com auxílio da estatística. Encerra-se com a exposição das conclusões e recomendações. 2 REFERÊNCIAL TEÓRICO 2.1 COMPREENSÃO DE LEITURA Ao tratar de compreensão de leitura, faz-se necessário conceituar os componentes envolvidos, contudo, é oportuno iniciar com uma citação mais abrangente: Ler, num primeiro momento é um ato solitário, um trabalho intelectual exigente, que apresenta vários níveis de dificuldade de acordo com os tipos de textos com os quais o leitor se envolva. Lendo constante e sistematicamente, o texto escrito contribui para a ampliação das habilidades cognitivas do leitor, promovendo uma maior agilidade do intelecto para a compreensão do conteúdo (COSTA, 2006, p. 42). Ao visualizar um texto escrito em uma língua da qual não tenha conhecimento, uma pessoa, apesar de saber cada letra, não poderá ler e compreender tal texto. Da mesma forma pode-se referir a complexas fórmulas químicas de determinado composto. Assim, a leitura e compreensão envolvem grande número de variáveis e sua conceituação depende de muitos fatores, principalmente o texto e o leitor. Quando o leitor possui habilidades, capacidades compatíveis com o texto, é possível desenvolver a leitura e compreensão do texto, mesmo sendo determinada língua ou fórmula química. Neste sentido Silva (2005, p. 3), relata que a leitura e compreensão de um texto são determinadas pelas possibilidades de quem o lê. Destacando a necessidade de haver uma dinâmica entre estes dois elementos, o autor escreve que “leitor e texto, reagem entre si, num processo de interação para formar um terceiro elemento, que é a compreensão”. Este processo é confirmado por Costa (2006, p. 56), ao afirmar que o leitor liga a nova informação com a representação já existente na memória. Relacionando ambas, produz a compreensão. Pode-se perceber que para efetuar a leitura e compreensão, é necessária a existência de um prévio conhecimento, o qual viabilizará o processo. Portanto, este conhecimento prévio favorece o encadeamento dos dados e informações para formar novo entendimento. Pois, muitas informações não estão explícitas no texto, sua interpretação depende de esquemas formados pelo leitor. Silva (2005, p. 4) atribui ao leitor a responsabilidade de interagir seus conhecimentos de mundo e as informações do texto para produzir a compreensão. Observa-se que o texto possui certo volume de dados e informações, pode ser mais ou menos explícito, isto impacta em sua compreensibilidade. Quanto mais dados e informações contiver ou menos explícito for o texto, exigirá mais atenção, concentração e um volume maior de correlações por parte do leitor. Assim, diante de um mesmo texto, é possível ter uma interpretação diferenciada, pois esta dependerá da visão do leitor; o que pode ser óbvio para um, poderá ser de extrema complexidade para outro. Inerente a este aspecto do texto, Andrade (2004, p. 18), faz uma relação entre previsibilidade e compreensão, indicando que “quanto mais alta a previsibilidade, menor a incerteza, e de melhor forma o decodificador estará habilitado para compreender a mensagem”. Devido a grande variabilidade dos fatores envolvidos tanto no aspecto referente ao texto, quanto aos leitores que processam a leitura. Torna-se complexo realizar uma avaliação do processo de compreensão de leitura. Porém, como o presente estudo está voltado para observação dos alunos, buscou-se uma técnica conveniente para tal situação, o teste Cloze. A relação entre gênero e compreensão de leitura tem sido objeto de várias pesquisas. Oliveira e Santos (2006) citam o caso do trabalho de Hoskins, Newstead e Dennis (1997) em que os resultados do estudo mostraram relação entre desempenho e gênero. Desse modo, foi observado que as mulheres obtiveram um melhor desempenho em relação aos homens nas disciplinas analisadas. No Brasil, segundo Oliveira e Santos (2005) foram localizados alguns estudos analisando a relação entre compreensão e leitura e o desempenho acadêmico entre universitários (Oliveira, 1993; Santos, 1990, 1991, 1997, entre outros). O trabalho de Silva e Santos (2004) identifica a existência de diferença estatisticamente significativa entre as faixas etárias, com melhor desempenho do grupo mais jovem. No que diz respeito às comparações entre os sexos, as mulheres obtiveram rendimento médio mais alto do que os homens nos três grupos de idade. Entre as próprias mulheres, o grupo com idade madura apresentou melhor desempenho. Desta forma, no que tange às faixas etárias, os estudos têm revelado resultados discrepantes. Assim, há pesquisas brasileiras que mostram que universitários mais velhos nem sempre apresentam rendimento superior em atividades acadêmicas (Silva e Santos, 2004, entre outros). 2.2 A TÉCNICA CLOZE Quando um indivíduo depara-se com o seguinte texto: A noite estava escura e no céu as ________ brilhavam como cristais. Logo, percebe-se que a palavra que foi deletada do texto, é estrelas. Logicamente, a facilidade em reconstituir o sentido do texto, está diretamente relacionada à simplicidade do contexto, ou seja, provavelmente muitos de nós já admirou em uma noite escura, a beleza do brilho das estrelas no céu. A facilidade em dar sentido ao que está escrito, ou mesmo, em dar seqüência a um texto que foi interrompido, pela retirada de uma palavra, será maior para aqueles indivíduos que já vivenciaram ou experimentaram fatos relacionados com o texto proposto. A mensuração da compreensão ou do sentido que um indivíduo forma, quando lê um texto, passa a ser uma questão relevante, pois o mesmo texto, aplicado a diferentes indivíduos, poderá ser compreendido com significados diferentes. Para Santos (2005, p. 60) a Técnica Cloze – criada por Wilson L. Taylor em 1953 – é uma ferramenta que tem como finalidade a mensuração da compreensibilidade de leitura.“Instrumentos como o Teste Cloze constituem um dos procedimentos mais utilizados para a avaliação da legibilidade lingüística e conceitual dos textos e para o diagnóstico da compreensão leitora dos estudantes”. Além de se destacar por ser apropriado para estes fins, o teste aglutina vantagem da praticidade e economia de tempo e recursos. Sua aplicação se dá retirando, de um determinado texto, palavras e substituindo-as por espaços em branco de igual tamanho para todas as palavras retiradas, isto para não facilitar ou direcionar a resposta. Assim, um indivíduo submetido ao teste cloze é convidado a reconstituir o texto com uma palavra que julgar conveniente para dar continuidade ao texto. Quando o indivíduo preenche o espaço em branco como a mesma palavra que foi retirada – ou, alternativamente, palavra sinônima ou semanticamente semelhante – a do texto, é considerado um acerto. Caso não seja preenchida, ou seja preenchida incorretamente, revela que não houve a integração do leitor com o texto (Andrade, 2004, p. 27). Para a língua portuguesa a Técnica Cloze é recomendada para mensurar a compreensibilidade da leitura. Segundo a International Reading Association, a Técnica Cloze é a melhor técnica utilizada para mensurar a compreensibilidade da leitura. Em seu estudo Santos (2005, p. 61), aborda que existem quatro tipos de Teste Cloze: a) Cloze de razão fixa; b) Cloze racional; c) Cloze de múltipla escolha e; d) Teste-C ou teste assemelhado ao Cloze. No Cloze de razão fixa, as palavras deletadas seguem um padrão pré-estabelecido, ou seja, a palavra a ser deletada é escolhida de acordo com a posição que esta ocupa, por exemplo, a quinta, sétima, décima, etc. Ao optar por este tipo de Cloze, objetiva-se testar vários tipos de palavras, tanto palavras usadas como construções gramaticais quanto palavras específicas do próprio texto. Em relação ao Cloze racional, quem formula o teste, determina o tipo de palavra a ser deletada, neste caso o elaborador tem controle da linguagem a ser avaliada. No Cloze de múltipla escolha, o indivíduo que está respondendo ao teste, recebe palavras ao invés de lacunas, neste caso ele não precisa construir uma palavra, mas sim escolher uma palavra entre as sugeridas para dar significado ao texto. Por fim, o Teste-C ou teste assemelhado ao Cloze, caracteriza-se por deletar a segunda metade da palavra, as palavras estão previamente iniciadas, então o estudante preenche a segunda metade da palavra que vem em lacunas em branco. O estudante recebe uma pista e seu trabalho consiste em completar a palavra. Neste caso o avaliador busca avaliar mais competência gramatical do que a competência textual do avaliado. Sendo assim, o tipo de Cloze a ser aplicado está diretamente ligado como os objetivos do estudo em si e do tipo de competência que se pretende avaliar. Os resultados da avaliação podem ser interpretados relacionando o percentual de acerto com os parâmetros elaborados por Bormuth (apud COSTA, 2006, p. 76), que apresenta três níveis de compreensão: a) frustração, se tiver menos de 44% de respostas corretas. Nesta classificação o aluno apresenta leitura fragmentada, a fluência desaparece, maior número de erros, a compreensão e a memorização são fracas; b) instrucional, obtendo entre 44% e 56% de respostas corretas. Com este nível entende-se que o aluno pode ler satisfatoriamente, apresenta dificuldade em alguns trechos, mas consegue abordá-los com um mínimo de apoio; c) independente, caso obtiver acertos superiores a 56%. É o melhor nível, o aluno assim classificado pode ler com facilidade e fluência, apresenta boa compreensão e escasso número de erros. Os resultados obtidos em estudo desenvolvido por Santos et al. (2006, p. 89) aponta que o teste Cloze é adequado para a identificação da compreensão em leitura de universitários. Ainda, o mesmo estudo expressa o baixo nível de compreensão detectado em universitários que estão iniciando seus estudos, como para aqueles que estão deixando a universidade. Santos (2006) cita outros estudos – Alvarez, 1990; Pellegrini, 1996; Silva e Santos, 2004 – que adotaram o mesmo teste e encontraram esses mesmos resultado, o que, argumenta a autora, poderia explicar as dificuldades acadêmicas que apresentam “nossos universitários”. 3 METODOLOGIA DA PESQUISA Este tópico expõe os procedimentos utilizados no presente estudo. Inicialmente processou-se uma pesquisa bibliográfica buscando estudos, pesquisas e referências inerentes ao tema. “A pesquisa bibliográfica é meio de formação por excelência.[...] Como resumo de assunto, constitui geralmente o primeiro passo de qualquer pesquisa científica (CERVO e BERVIAN, 1996, p. 48). O presente estudo se caracteriza por ser uma pesquisa descritiva, pois, segundo Oliveira (2002, p. 114), o estudo descritivo “é um tipo de estudo que permite ao pesquisador a obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno”. Quanto à forma é um estudo descritivo. Cervo e Bervian (1996, p. 50) explicam: é quando “trata-se do estudo e da descrição das características, propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade pesquisada”. A pesquisa configura-se como de natureza empírica, ou seja, de identificação de uma teoria em um contexto observável. Nesse sentido, Rudio (1993, p.9) destaca que “a pesquisa deve ser feita de modo sistematizado, utilizando, para isto, método próprio e técnicas específicas e procurando um conhecimento que se refira à realidade empírica”. Realidade empírica para o autor é “tudo que existe e pode ser conhecido através da experiência”. A abordagem utilizada é quantitativa. Para Silveira (2004, p. 107), “as pesquisas quantitativas baseiam seus estudos em análise de características diferenciadas e numéricas, geralmente ao longo de alguma dimensão, entre dois ou mais grupos, procurando provar a existência de relações entre variáveis”. Quanto ao método de análise utilizou-se o estatístico com o uso do software LHStat. Marconi e Lakatos (2000, p. 93) demonstram que “os processos estatísticos permitem obter, de conjuntos complexos, representações simples e constatar se essas verificações simplificadas têm relações entre si”. De acordo com Cervo e Bervian (1996, p. 54), na pesquisa descritiva mostra-se à técnica utilizada para a coleta de dados e o procedimento, respondendo quem? quando? Onde? e como? Assim segue os itens abaixo: a) Quem – população e amostra: A definição destes termos por ser “o conjunto de pessoas a serem estudadas (população) e” o subconjunto de casos ou elementos (amostra) que serão efetivamente abordados no estudo “(Moura e Paine, 1998, p. 58). A população consistiu em alunos ingressantes – primeira e segunda fase – e alunos concluintes – oitava, nona e décima fases – do curso de Administração. A amostra apresentou 88 alunos ingressantes e 50 alunos concluintes, perfazendo um total de 138 componentes. b) Quando: pesquisa desenvolvida durante os meses de junho e julho do ano de 2007. Sendo a coleta efetuada na última semana de aula, mês de junho. c) Onde: IES localizada no Extremo Oeste Catarinense, campus e unidades que apresentavam alunos nas fases iniciais e finais do curso de Administração. Foi escolhida esta instituição como objeto e colher as amostras pelo fato de que os pesquisadores residem na região. Neste sentido, Vergara (2004, p. 51) menciona que em amostras por acessibilidade o pesquisador seleciona os elementos pela facilidade de acesso a eles, sem a inferência de algum procedimento estatístico. d) Como: Para coletar os dados foi desenvolvido um questionário e aplicado o teste Cloze. “O questionário é a forma mais usada para coletar dados, pois possibilita medir com melhor exatidão o que se deseja" (CERVO e BERVIAN, 1996, p. 138). O mesmo constituiuse de 5 perguntas fechadas, como é demonstrado no Quadro 1: Curso/Fase 1. Idade: 2. Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino 3. O 2º Grau foi realizado em instituição: ( ) Pública ( ) Privada ( ) Ambas 4. Utiliza Internet regularmente: ( ) Sim ( ) Não 5. Faz leituras freqüentes em jornais, revistas... (pode ser eletrônico): ( ) Sim ( ) Não Quadro 1 - Perguntas aplicadas junto ao teste Cloze. Fonte: Material elaborado pelos pesquisadores. Com a finalidade de medir a compreensão de leitura foi aplicado o teste Cloze. Testes são “instrumentos utilizados com a finalidade de obter dados que permitam medir o rendimento, a freqüência, a capacidade ou a conduta de indivíduos de um grupo” (SILVEIRA, 2004, p. 107). O texto selecionado foi encontrado na Revista Veja, título “A Era do Administrador”, de autoria de Kanitz, com o total de 463 palavras. Foram retiradas 40 palavras e substituídas por traços de igual tamanho. Segue Quadro 2 contendo o texto no formato com foi aplicado. A era do administrador Por que os Estados____________são o país mais ____________ -sucedido do mundo? Porque ____________um país que resolveu o ____________ da miséria e da ____________ econômica, ao contrário do ____________? O segredo americano, e ____________ você jamais encontrará em ____________ livro de economia, é ____________ os Estados Unidos são um ____________ bem administrado, um país____________ por profissionais. Dezenove por ____________ dos graduados de universidades ____________ são formados em administração. ____________ é a profissão mais ____________, é, portanto a que ____________o tom ao resto da ____________. Infelizmente, o Brasil nunca ____________ bem administrado. Sempre fomos ____________ por profissionais de outras ____________, desde nossas empresas até o ____________. Até recentemente, tínhamos somente ____________ cursos de pós-graduação em ____________, um absurdo! De 1832 a 1964 a ____________ mais freqüente no ____________ era a de advogado, e foi essa a __________ que excerceu a maior ____________ no país, tanto que nos ____________ a maioria de nossos presidentes até 1964. A ____________de 1964 acabou com ____________ era do advogado e a ____________, e tivemos a era do ____________, que perdura até hoje. ____________ próximos dez anos isso ____________ mudará. O Brasil já ____________ 2300 cursos de administração, ____________ 350 em 1994. Estamos____________depois dos Estados Unidos e da ____________. Administração já é hoje a____________mais freqüente deste país, com 18% dos ____________. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, administração e direito, nessa ordem. Há dez anos tínhamos apenas 200 000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las. O resto era dirigido por “empresários” que aprendiam administração no tapa. Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó. O que o aumento da participação dos administradores na gestão de empresas significará para o Brasil? Uma nova era muito promissora. Finalmente seremos administrados por profissionais, e não por amadores. Daqui para frente, 75% das empresas não quebrarão nos primeiros quatro anos da vida, e nossos investimentos gerarão empregos, e não falências. Em 2010, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão. (..) Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas idéias e soluções. Em pleno século XXI, sou um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira, e mesmo assim mensal. (...) administradores têm outra forma de encarar o mundo. Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos. Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais imposto e mais pobreza. Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso. Desejo a todos coragem e boa sorte. Quadro 2 - Texto do teste Cloze. Fonte: Revista Veja, Editora Abril. Ed.1886 - ano. 38, n. 1, p. 22, 05 jan. 2005. Devido à necessidade da realização do teste em cidades diversas, quem aplicou o teste – além dos pesquisadores – foram os professores responsáveis pelas disciplinas em curso no dia. Porém, todos os professores receberam orientação em relação aos procedimentos, ou seja, informar aos alunos os objetivos da pesquisa e demonstrar a não obrigatoriedade em participar, bem como, estimular os alunos a preencher todos os campos com palavras que julgassem ser pertinente. Assim, o teste foi aplicado coletivamente para todos o alunos de diversas disciplinas, não importando qual fosse, somente considerando a conveniência em estar utilizando tempo de aula. Ao efetuar a tabulação do teste, considerou-se correta palavras sinônimas, ou seja, aquelas que não fossem iguais ao texto, mas que mantinham o sentido da frase, foram consideradas como corretas, valendo 1 (um) ponto. Desta forma, a pontuação mínima seria 0 (zero) e a máxima 40 (quarenta) pontos. De acordo com Oliveira (1999, p. 183) a tabulação objetiva sintetizar os dados, dispondo-os em tabelas. Trata-se de uma parte do processo de análise estatística e permite melhor compreender e interpretar dos dados. Entretanto, seu procedimento deve ser precedido por uma seleção criteriosa, de modo a identificar eventuais falhas ou distorções ocorridas no processo de coleta. Quanto às limitações, Vergara (2004, p. 61) cita “todo método tem possibilidades e limitações”. Desta forma, este estudo está pautado em dados coletados de um grupo específico – alunos ingressantes e concluintes do curso de Administração – expondo conclusões que possam, eventualmente, ter relacionamento com qualquer outro curso ou IES. Porém, não podem ser inferidas sem o devido resguardo. 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA O teste Cloze aplicado – texto “A era do Administrador" – compunha-se com 40 espaços para os alunos preencherem com palavras que julgassem adequadas, considerando certas as iguais ao texto ou aquelas que mantinham o sentido da frase. Os dados relativos ao grupo dos alunos ingressantes estão na Tabela 1. Tabela 1 – Grupo de alunos ingressantes Total de alunas 43 Total de alunos 47 Média idade mulheres Moda idade mulheres Pontuação mulheres Pontuação mulheres % Menor pontuação mulheres Maior pontuação mulheres Média pontuação mulheres Moda pontuação mulheres Total de textos coletados Total de lacunas Total pontuação Percentual de pontuação total Média de pontuação por aluno Desvio padrão geral Fonte: dados da pesquisa 19,68 18 (18 casos) 731 43,51 4 29 17,40 21(6 casos) Média idade homens Moda idade homens Pontuação homens Pontuação homens % Menor pontuação homens Maior pontuação homens Média pontuação homens Moda pontuação homens 20,88 18 (7 casos) 729 39,63 1 28 15,85 18 (6 casos) 90 3.600 1.503 41,75 % 16,70 6,06 Como está expresso na Tabela 1, os ingressantes totalizaram 90 textos, multiplicado por 40 (lacunas) obtém-se o total de 3.600 (lacunas). A pontuação obtida foi 1.503, isto equivale a 41,75% de acertos. A média de pontuação por aluno ficou em 16,70 pontos. Observou-se que as mulheres pontuaram mais que os homens, bem como os homens apresentaram a menor pontuação – 1 ponto. Neste sentido, as mulheres atingiram 43,51% de acertos contra 39,63%, uma diferença de 3,88%, indicando que elas tem maior poder de compreensão, quase chegando ao índice instrucional de Bormuth (entre 44% e 56% de respostas corretas), o que indicaria leitura satisfatória, necessitando pouco apoio. Isto poderia refletir em seu desempenho durante o curso, eventualmente revelando avaliações com melhores notas para as mulheres. Contudo, devido ao percentual geral de acertos apresentado pelo grupo dos ingressantes ficar em apenas em 41,75%, o índice de Bormuth classifica como frustração – menos de 44% de acertos – o nível de compreensão. Para efetuar a análise dos dados relativa ao grupo dos alunos concluintes, foi elaborada a Tabela 2. Quanto ao perfil, percebe-se que a diferença na média de idade é mais expressiva. Indicando que os homens concluem o curso com mais idade que as mulheres. Tabela 2 – grupo de alunos concluintes Total de alunas Média idade mulheres Moda idade mulheres Pontuação mulheres Pontuação mulheres % Menor pontuação mulheres Maior pontuação mulheres Média pontuação mulheres Moda pontuação mulheres Total de textos coletados Total de lacunas Total pontuação Percentual de pontuação total Média de pontuação por aluno Desvio padrão geral Fonte: dados da pesquisa 24 23,76 24 (7 casos) 355 36,98 % 4 26 14,79 14 (4 casos) Total de alunos Média idade homens Moda idade homens Pontuação homens Pontuação homens % Menor pontuação homens Maior pontuação homens Média pontuação homens Moda pontuação homens 26 27,20 24 (4 casos) 442 42,50 % 5 24 17 18 (5 casos) 50 2.000 797 39,85 % 15,94 5,71 A Tabela 2, inicialmente demonstra que o total de textos avaliados foi de 50, este número multiplicado por 40 (lacunas) perfaz 2.000 (lacunas). A pontuação obtida por este grupo foi 797, correspondendo a 39,85% de acertos. A média de pontuação por aluno ficou em 16,70 pontos. Observou-se que os homens pontuaram mais que as mulheres, com uma diferença expressiva, eles atingiram 442 pontos contra 355 pontos obtidos por elas, isto evidencia uma diferença de 87 pontos ou uma diferença percentual de 19,68%. Quanto ao índice de compreensão de Bormuth, o grupo de concluintes classifica-se no nível frustração – menos de 44% de acertos. Isto indica capacidade de leitura com alguma dificuldade, pouca fluência e maior números de erros. Após a análise parcial de cada grupo – ingressantes de concluintes – inicia-se a análise comparativa entre os dois grupos: Ingressantes X Concluintes. Assim, em relação a composição de gênero, permaneceu homogênea a presença de homens e mulheres em ambos os grupos. Com uma ligeira diferença para os homens no grupo dos ingressantes. O componente idade apresentou números maiores no grupo dos concluintes, o que é natural, contudo, observa-se que os homens concluem o curso com idade maior do que as mulheres. Ainda, os homens obtiveram um percentual de acertos maior no grupo dos concluintes, fato que era favorável às mulheres no grupo dos ingressantes; pois elas haviam atingido 17,40 pontos em média, caindo para 14,79 pontos em média no grupo das concluintes. Em sentido contrário os homens ingressantes obtiveram pontuação média de 15,85 contra 17 pontos atingidos pelos homens em fase de conclusão. Esta alteração positiva para eles, indica que os homens obtiveram melhor aproveitamento do curso, no que tange a compreensão de leitura. A moda na pontuação das alunas ingressantes foi 21 pontos (6 casos) e caiu para 14 pontos (4 casos) em relação às alunas concluintes. Quanto aos alunos a moda foi igual, 18 pontos. Novamente revelando grande queda em relação ao aproveitamento das alunas. O desvio padrão geral foi menor no grupo dos concluintes 5,71, contra 6,06 do grupo dos ingressantes, este dado revela queda entre a diferença de acertos, ou seja, os acertos foram mais uniformes no grupo dos concluintes. Isto talvez indique que em grupos menores o nível de compreensão de leitura torne-se mais homogêneo, pois a turma dos períodos finais eram compostas com menor número de alunos. Em relação à média de pontuação por aluno, os ingressantes obtiveram 16,70 contra 15,94 pontos obtidos pelo grupo dos concluintes, sendo uma diferença de 4,77%. Estes dados são conexos ao percentual de pontuação geral, 41,75% de acertos no grupo dos ingressantes e 39,85% de acertos para o grupo dos concluintes. 5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A leitura na universidade é considerada habilidade fundamental para o processo ensino aprendizagem, já que é, principalmente, por meio dela que se dá o acesso ao conteúdo das diversas matérias por meio da compreensão de textos científicos. Depois de aplicado o Teste Cloze e analisado os dados coletados chegou-se à conclusão de que o nível de compreensão está aquém do desejado, tanto para os alunos ingressantes quanto para os concluintes. Pesquisas relatadas por Santos et al (2006) mostram que esta é uma realidade dos estudantes brasileiros. Muitos alunos chegam à universidade sem terem aprendido a utilizar as estratégias de aprendizagem necessárias a um bom desempenho acadêmico. Os leitores com baixo rendimento em leitura, em oposição aos com alto rendimento, apresentam com maior freqüência dificuldades relacionadas à integração da informação e ao desconhecimento do vocabulário e não sabem resolver os problemas que encontram para compreenderem o que lêem. Na era atual que se fala tanto em conhecimento, verifica-se que o problema não está na quantidade disponível de conhecimento, mas a forma como os leitores utilizam esse conhecimento para facilitar a compreensão de textos. Pesquisas como estas revelam a importância e a necessidade de novos estudos para que se possam adotar medidas preventivas e remediadoras a fim de aumentar a compreensão de leitura. Como recomendação a instituição de ensino pesquisada, sugere-se que o coordenador do curso realize uma pesquisa para identificar as estratégias de estudo utilizadas pelos alunos e instituir programas de intervenção para superar estas dificuldades. Formação de atitudes positivas diante da leitura e condições de infraestrutura para melhoria do estudo nas IES pode ser consideradas estratégias para a superação destas deficiências. Ler compreensivamente e utilizar estratégias para superar as dificuldades são habilidades necessárias não somente aos acadêmicos, mas a todos os profissionais e particularmente aos administradores. Conscientizar as IES da limitação de seus alunos egressos e criar estratégias para esta superação é um desafio a mais na gestão dos cursos de ensino superior do Brasil. Desenvolver habilidades e competências conforme as diretrizes curriculares básicos para o curso de administração passa necessariamente por ações curriculares e extracurriculares, não somente em aspectos relacionados ao conteúdo, mas em permitir aos alunos o acesso a este conteúdo por meio da compreensão da leitura. Desta forma, o ensino superior estará contribuindo não somente para a formação de profissionais para o mercado de trabalho, mas a construção de cidadãos conscientes e ativos de seu papel no mundo. REFERÊNCIAS ANDRADE, Jesusmar Ximenes. Compreensibilidade de livros – texto de contabilidade –um estudo empírico com a utilização da técnica cloze. 2004. 107 f. Dissertação (Mestradoem Controladoria e Contabilidade) – Departamento de Contabilidade e Atuária. Universidadede São Paulo, São Paulo, 2004. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 4ª ed. São Paulo: Makron Books,1996. 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