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N. 31—Anno 3o.
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Julho de ÍS?£
MA
JORNAL DE
AGRICULTURA E HORTICULTURA PRATICA
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REDIGIDO COM A C0LUB0RÂÇÃO DOS EX.MM SRS.
J. Barbosa Rodrigues, Conselheiro H. de Beatirepaire Rohan,
Dr. J. M. Caminhoá, L. Caminhoá, Conselheiro G. S. de Capanema, A. B. Forzani,
Dr. C. Jobert, Dr. M. A. da Silva, Dr. Nicoláo J. Moreira, Dr. T. Peckolt, etc, etc.
Publicação mensal com 20 paginas (pelo menos) e numerosas gravuras,
intercaladas no texto, representando animaes domésticos, machinas
agrícolas e plantas novas.
Summario
Chronioa.—Plantas annuaes.—Videiras americanas. —Ceplialotus follioularis. — Opuntias.— Eüoalyptus. ~*
Legumes novos.—Floral.—Plantas novas.
8$>O00 por anno
."'
A assignatura para a Corte
pôde ser tomada á rua de S. Leopoldo 46, ou em casa do Sr. M. R. Oliveira
Real, rua do Hospicio 5 A.
10$000 por anno
A assignatura para as Provincias
meio de carta registrada,
pôde ser tomada nas agencias do correio ou directamente, por
com declaração do valor, dirigida ao redactor, F. Albuquerque
caixa do correio 418, RIO DE JANEIRO.
Notas.—A assignatura começa sempre em Janeiro e acaba em Dezembro.
Devido a aglomeração de trabalho nas oficinas dos Srs. B. & S. Laemmert, o numere de Maio não
retardada a impressão do numero de Junho; dando-os agora
pôde ser impresso em tempo, sendo mesmo
a um tempo pedimos desculpa aos Srs. assignantes.
-*.»ú*-w-
Um BIS JÍAraíKIK©
EM CASA DO' REDACTOR
Rua de S. Leopoldo, 46.
1878
VANTAGENS
ADVERTISEMENTS
AT THE RATE OF :
Whole page
£ 4. 0.0
» 2,10.0
Half of pago (across) . . .
» 1.17.0
Third of pago (across] . . .
» 1.10.0
Quarter of page (across) . .
)} 2.10.0
Ono column
» 1.10.0
Half column
» 1, 0.0
Quarter column
Á Reduction for a Series of Insertions.
Should bo forwardcd to
Mrs. STEEL & JONES
4, Spring Gardens, üharing Cross, LONDON.
ou a
Mr. J. Vial,
37 rue de Trcvisc, PARIS.
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5
m
zlÂ%- ^yg& XXy&W!.
zpaj â aag a axta .tua
»«SSg!!4í
Jornal mensal com 32
ras intercaladas, e uma
de horticultura impressa
matérias interessantes.
assignatura annual Rs.
paginas dc texto, muitas gravuestampa colorida. Bonita revista
em excellente papel, c cheia de
Edição cm inglez e em allemão,
5£000.
Vic*1i'g Vlowei* abísi Vegetalile Cíartleii;
brochado 1$, encadernado 2$000.
Vicli'S Catalogue — 300 gravuras, apenas 40 rs-
F. ALBUQUERQUE
Rio do Janeiro
esiá aütorisado para receber assignaturas para
qualquer, ou para todas as nossas publicações.
James Vick, Rochestcr, N. Y. U. S. A*
JOURNAL DES ROSES
Publicaçtlo mensal especialmente consagrada
á cultura da roseira, cada fasciculo com uma
estampa colorida representando uma rosa nova,
quo começou a ser publicado em França cm Janciro do 1877.
Assignatura annual Rs. 6$000.
Agente para o Brazil
F. Albuquerque
Rio de Janeiro.
r***^ryv^7V..tl' y r> ,r *-, _wtiti.,~t *^'m£9;—
AOS
NOSSOS
ASSIGNANTES
l.a A assignatura do Jornal das Familias que custa Rs. 10$000 na Corte, e Rs.
12|000 nas Provincias, fica reduzida a Rs.
8|>000 na Corte e Rs. 9$60O nas Provincias,
para os assignantes da Revista de Horticultura.
2.a A assignatura da La Saison, que
custa na Corte Rs. 12$000, e nas Provmcias Rs. 14$000, fica também reduzida a Rs.
9$600 e 11$200.
3„a Do mesmo modo para a Illustraçao
do Brazil, cujos preços são iguaes aos da
La Saison.
Igualmente a assignatura da Revista de
Horticultura (Rs. 8$000 e 10$000) fica reduzicla a Rs. 6$400 e 8$, para os assignantes
de quaesquer desses interessantes e muito
úteis jornaes iilustrados.
E porém condição essencial que as assignaturas sejão pedidas directamente aos eclitores dos mesmos, ou a nós ; o que fácilmente pode ser feito por carta registrada,
ou remettendo a importância em um valle
postal.
REVISTA
DE HORTICULTURA
O Io E 2° VOLUMES (1876-77)
rcmcUidos, registrados, para qualquer ponto do
Império, Rs. SSÜ00 brochados, o Rs. 10S000 encadernados, cada um.
Remtctcr a importância ao Redactor
1. ALBUaUERÜUE
Rio dc JitiH iro.
Sementes!
Plantas! Cebolas!
M. R. DE OLIVEIRA REAL
RUA DO HOSPÍCIO, 5 A
tem sempre disponíveis toda a sorte de mudas de
plantas conhecidas no paiz, grande variedade de
cebolas do flores, o variado sortimento do somentos para horta o jardim.
Jr^Vw/J-SJ «LC^/-AJulho do 1878.
0 café da íiberia e a geada.—De um dos
nossos assignantes da provincia de S. Paulo
recebemos unia interessante carta, qne vem
demonstrar mais uma bôa qualidade do Café
da Libéria.
Alem de transcrevel-a, cumpre-nos agiadeçer ao Sr. Cerqueira Leite a promptidãp
com que nos communicou o intercsssníe facto ;
assim lhe seguissem o exemplo os nossos fazencleiros, que deixão sempre inedictas observações que fazem, e que de grande utiliclade seriào se fossem conhecidas.
« Já não deve pairar mais a menor duvida
no espirito do mais incrédulo agricultor.
« Dissipou-se para sempre a duvida que
existia nos ânimos que, com quanto crentes,
temião nao obstante qualquer tentamen na
cultura do café da Libéria, e hoje é isso
ponto resolvido da maneira a mais espiem
d ida.
« E o caso : nesta provincia, no municipio
do Ribeirão-Preto, na fazenda do Sr. João
Franco de Moraes Octavio, espirito tão empreliendedor quão laborioso agricultor, acabamos de ver o melhor resultado que se
podia colher relativamente á geada cahida
no pé do caie da Libéria (cofea liberica.)
* O Sr. João Tranco plantou no meio de
um seu cafesal (cofea arábica), que se acha
na idade de três annos, alguns pés de caie
da Libéria, que estão de dous palmos de
altura, tendo um anno de idade, os quaes
n-,da e nada softrerào absolutamente com a
extraordinária geada, que cahio nas noites
de 17 para 18, e desse dia para o de 19,
geada que matou quasi completamente
aquelle,
« E que se diga, (segundo nos informou,
um leal amigo), que o rocio onde se acha
esse cafesal não é sujeito á geada, não ; o
Sr. Franco desceu em extremo dos logares
apropriados, tanto que a geada fez alii um
horrível estrago, matando essa parte de seu
grande cafesal.
« O Sr. Franco está perfeitamente convencido, ao menos por esse lado, cie que o café
da Libéria é sem contestação alguma supe™
rior a outros.
« lí é pouco, o cafesista ter certeza que o
seu cafesal não morre de geada, o seu maior
inimigo ? Não serã esse café o santo maná
para aquelles que tem s.ó terras baixas, sufeitas á geada, que em uma só noite rouba-lhes o trabalho de muitos annos, o sacriíicio sem o almejado resultado, o pão para
sua subsistência ?
« Não 6 esta a qualidade mais importante
do café da Libéria para nós.
« A sua producção é sem duvida maior do
que a do da Arábia, não só porque a baga é
muito maior, quasi o dobro, como porque
a arvore e maior, ciando mais por esta razão,
quando não fosse por outra qualquer causa.
O plantio, o cultivo, etc, é igual ao outro.
« Parece-nos incontestável a superioriclade deste sobre o outro café.
«Pelo que nós lemos nos livros dos mestres,
e observamos agora com este facto em nossa
própria provincia, nos leva a crer que afinal
os lavradores desta rubiacea viráo a plantar
só o da Libéria.
<r Em Campinas alguns importantes lavradores, como o intelligente e • enérgico Sr.
Barão de Indayatuba, vão ensaiar essa nova
KEVISTA
Í22
DÈ
não com
planta em suas fazendas, mas
meia dúzia de pés,
« O Sr. Barão de Inclayatuba creio que
plantará vinte mil pés, e o nosso intelligente e bom amigo Antônio Carlos de Salles
vai plantar em sua fazenda do Ribeirão-Preto
trinta mil pés.
« Deus permitta que estes lidadores incansaveis abrão-nos novos horizontes onde os
laboriosos agricultores desajudados de terras
livres encontrem auxiliares de tamanha valia,
para garantirem o futuro de suas familias, e
firmarem a renda do paiz.
« O autor destas linhas, que vôl-as dirige
ao simples correr da penna, não é Sr0 RecTactor, agente empregado de um particular
ou de governo algum.
« É brazileiro, e verdadeiramente enthusiasta de seu paiz, que deseja expor aos
agricultores do Brazil o que ainda não está
conhecido, c indicar um meio onde muita
gente acharia recursos para si e sua familia, enriquecendo por conseqüência os cofres
públicos.
Campinas, Junho 78.
A.
I3o
CERQUEIÍU
LEITE.
 seda do Brazil.—É um máo vezo aquelle
nosso de querermos quasi sempre imitar
só naquillo em que não
o estrangeiro
devíamos fazel-o ; a cultura do trigo, que tantos dos nossos agrônomos forcejão por introduzir entre os trópicos, a cultura dos Eucalyptos nas mesmas paragens, a da amoreira
e tantos outros absurdos certificarião a nossa
asserção, se ainda houvesse quem delia duvidasse : muitos esforços c sacrifícios tem já
custado entre os trópicos o Sericaria mori
(bicho de seda da amoreira),, o qual, em um
relatório a seu propósito apresentado á Sociedade de Acclimação de Pariz, acaba de merecer-nos o seguinte prix rfencouragement.
« Continuando, devo confessar que é de
lastimar que, quando as sedas da China e do
Japão esmagão o mercado com os seus preços Ínfimos, os brazileiros facão taes sacrificios para acclimal-a em sen paiz, quando
IIOETICULTÜRA
Julho de 1878.
têm em casa o Attacus aurota, espécie indigena, que poderião crear com facilidade. »
E... toque a musica.
Importação de plantas. — O Sr. W. Bull,
horticultor em Londres, acaba de receber
duas consignações de orchideàs, que são provavelmente as duas maiores remessas de
plantas que têm sido jamais feitas; calculase, pois seria quasi impossivel contar as plantas, no numero fabuloso de 2,000,000 (dous
milhões) de exemplares, recebidos pela maior
parte em excellente condição ; a maior porção foi remettida de Assam.
0 jardim de Antibes.—0 Sr. Charles Naudin, do Instituto, nomeado director do Ldboratorio de Ensino Superior, creado no jardim
do Sr. Thuret, comprado ultimamente pelo
governo francez, mudou a sua residência
para aquelle novo estabelecimento; a botanica, e sobre tudo a horticultura tem muito
a esperar de tal director.
As feras na índia.—Durante o anno de
1876 fôrão mortos na índia 22,357 animaes
ferozes, além de 270,185 serpentes venenosas; e em 1877, animaes ferozes 23,459 e
212,371 serpentes, fazendo um total, durante
os dous annos, de 528,372 animaes destruidos ; mas nem assim os animaes ferozes deixárão de destruir, durante o mesmo espaço
de tempo, 102,830 animaes domésticos e
40,273 pessoas.
As victimas humanas em 1876 fôrão
21,000, das quaes 52 mortas pelos elephantes, 156 pelos leopardos, 917 pelos tigres,
123 pelos ursos, 887 pelos lobos, 49 pelas
hyenas, 143 por diversos animaes ferozes, e
15,946 pelas cobras!
E ainda ha na Europa quem tenha medo
de vir para o Brazil por causa das cobras ;
antes a febre amarella, que com mais efficacia pôde ser combatida
com a Divina
Providencia.
Papel de Agrião.— Em Hespanha uma fabrica de papel está explorando actualmente
para o seu fabrico uma nova matéria prima,
o Agrião, cujo papel, bom para cigarros, é
aconselhado aos fumantes que soffrem do
peito.
Julho de 1878,
REVISTA m HORTICULTURA
Arvores em Washington. —Nas ruas de
PLANTAS
Washington já estão plantadas 40,000
arvores que, quando crescidas, proporcionaráõ um passeio de 200 milhas pela
sombra.
0 Congresso Agricola. — O Ministro
da
Agricultura convocou os lavradores das provincias do Rio de Janeiro, S Paulo, Minas
e Espirito-Santo, para um congresso, que
deve reunir-se aqui no dia 8 deste mez, e estudar as seguintes questões :
I. Quaes as necessidades mais urgentes e
immediatas da grande lavoura ?
II. É muito sensível a falta de braços para
manter, ou melhorar e desenvolver os actuaes estabelecimentos da grande lavoura ?
III. Qual o modo mais efficaz e conveniente
de supprir essa falta?
IV. Poder-se-ha esperar que os ingênuos,
filhos de escravas, constituão um elemento de
trabalho livre e permanente na grande propriedade? No caso contrario, quaes os meios
para reorganisar o trabalho agricola ?
V. A grande lavoura sente carência de
capitães ?
No caso affirmativo é devido este facto á
falta absoluta delles no paiz, ou a depressão
do credido agricola?
VI. Qual o meio de levantar o credito agricola ? Convém crear estabelecimentos especiaes ? Como fundal-os ?
VII. Na lavoura tem-se introduzido melhoramentos ? Quaes ? Ha urgência de outros ?
Como realisal-os ?
Não cremos que o resultado immediato
dessa assembléa possa ser outro senão o reconhecimento que o tempo da grande lavoura
no Brazil s'en va] mas como quer qne seja, se
não damo? emb(yras especiaes aos nossos grandes lavradores, damol-os de certo a todos os
habitantes deste paiz, pelo passo importante
que o governo acaba de dar, consultando
francamente sua opinião : se elle sempre fizesse assim, e mais se a escutasse ?
F. Albuquerque.
.tóô
ANNUAES
(Continuação.) (*)
SEGUNDA PARTE
42. Godetia. Spach.
O gênero Godetia, da familia das onagrarias, é formado por plantas* herbaceas e
annuaes, da Califórnia e do Chile; uma das
espécies mais estimadas é a
Godetia rubicunda, Spach, da Califórnia,
((ig. 84), planta pubescente. ramificai Ia
na base; ramos estendidos, erectos,
com 50 a 70 centiafr
w
/^mM^^iÂ^ culadas,lanceoladas
^^^Wfe# cie um verde acia-
vwLWMSr zentado; ílÒ!'es tlxil
e
^SWmmwt & lares, Grandes, em
^s^Êmyrí^sm^^^- fôrma de taça, em
e
Fig. 84-Goilcllai?»iblcuuclu. esp}gas folhudas
muito compridas, de uma bonita côr de
vinho, com uma mancha purpurina na base
de cada pétala.
Esta esplendida planta fôrma moitas comde diapactas com mais de 40 centimetros
metro, inteiramente cobertas pelas fulgurantes corollas de suas flores, e é vantajosamente
applicada para beirar os grandes niassiços de
arbustos, para a formação de cestas, e ornamentação dos alegretes; pode também ser
cultivada em vasos; suas flores servem para
bouquets.
Semea-se em viveiros, c muda-se para terra
leve e fértil; podendo também ser semeada no
loffar onde deve florescer.
Var. — G. rubicunda splendens, com as
manchas maiores, e de um carmim brilhante,
e G. Schamini, com as flores de um branco
rosado, manchadas de carmim.
43. Gomplireaa. Um*
Da familia das amarantaceas, o gênero
Gomphrena é geralmente conhecido e apreciado entre nós por sua espécie typo a Gomapreciada Perpetua
phrena globosa, Linn. a
(*) Vide pag, 10(3.
REVISTA
124
DE
cios nossos jardins : planta herbacea, oriunda
da índia, e actualmente introduzida em todos
os jardins do mundo.
A Gomphrena globosa é uma planta de
muito
porte pyramidal, com o caule erecto,
ramificada desde a parte inferior, com 50 a
60 centimetros de altura; folhas oppostas, peovaes, cheias
qnenas,
ià&k
flBfôa
c|e pe]]os brancos.
S3HÍ&
curtos e duros; capitulos axillares(íig.85)
em numero de 1 a 3,
cie flores apetalas, escondidas por bracteas
6 scamosas, de um viomte, muito
99KP$P bonitas e estimadas
por sua longa duração, que lhe mereceu
Fig. S-S-G1 mphrcua
o nome vulgar de
í>lolüsa
Perpetua, pelo qual é geralmente conhecicla.
Cortadas cedo, e seccas á sombra, as flores
da Perpetua conservão-se indefinidamente, e
entrão ria preparação dos bouquets de Sem«rá¥<r*ri,^f..
previvas.
No jardim a Gomphrena é muilo própria
para a formação cie cestas, muito vistosa,
sendo também muito ornamental como planta
isolada, mesmo quando cultivada em vaso.
Gosta de uma terra leve, fresca e fértil;
semêa-se em viveiros.
Var.—A G. globosa tem produzido três variedacles: uma de flores brancas, e outra côr
de carne, e a ultima branca rajada de roxo.
44. Gutierrezia. Lng.
O gênero Gutierrezia foi creado por Lagasca, na familia das compositas, para uma
planta do México, a Gutierrezia gy.nnospermoides (fig. 8G.), com o caule erecto, ramificado, de 60 centimetros a 1 metro de altura,
com as folhas alternas, glutinosas, lanceoladas, e flores de um amarello brilhante,
em capitulos compactos, dispostos em corymbos regulares.
Tanto por seu porte, como por suas flòres abundantes, e de côr brilhante, esta
Julho de 1878.
HORTICULTURA
soplanta é bastante ornamental, convindo
bretudo aos grandes
t$2iiy> <Sfe ^-'^ll-r^j.
jardins.
em todos
r álÊÊmÊm® os Prospera
terrenos, mas prefere os enxutos, e bem
expostos ao sol.
Semêa-se em viveiros, podendo ser mudada para novo viveiró, oncle esperao o
a p pareci m e n to das
flores, para
primeiras
L
f^ .
Fig. 86 — Gu.fiérrvzh\
l
i WÊÊÊÈ
a^S^~^r^^.S;*^="T*.-i!»7*;i;«3írv
gym1
ili ni ti v amen te
iiosiicnuoiiies ser cie
"em
mudada para o logar
que deve florescer,
45. Gypsophilla. lu™,
E^te gênero da familia das caryopliillcas,
contém 36 espécies, oriunda cias regiões temperadas do antigo continente, todas herbaceas, e pela maior parte vivazes; entre as
annuaes distingue-se a
Gypsophilla
elegans.
(fig-
87),
Bbrst.
pequena planta do Caucaso, muito estimacia, para a confecção de bouquets, e mais
ainda para ramalhetes, aos quaes seu1-: pamculos comnuinicão a ele•«to
é^
*
caracterisa
que
gancia
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W.
a espécie; também
serve muito para a formação de cestas nos
jardins* sendo ainda
muito própria paia o
\h%m;yí 'W
jardim na janella,
quando cultivada em
vaso.
Caule muito ramifiFig. 87—GyiiropUilIa
cado na base, com 40
cle&ans.
a 50 centimetros de aitura; folhas sesseis, oppostas ; flores pequenas, numerosas, brancas, em paniculos clichotomos, axillares ou terminaes, com as ramificações numerosas, e muito finas.
Semêa-se no logar onde deve florescer.
**"\/
.' . *.n-»\\n.i.!h>
v. * Wr"*
y.|.
i.
\
46. Helianthus. i.iim.
O gênero Helianthus, da familia das compositas, e formado por plantas quasi exclusiyamcnte cia America do Norte, contém
Julho do 1878.
REVISTA
DE
numerosas espécies, das quaes só duas tem
bastante importância para serem geralmente
conhecidas, e freqüentemente cultivadas :
uma, o Helianthus tuberosus, planta vivaz,
de importância somente em agricultura, por
seus tubercuios conhecidos pelo nome de
Topinambour, é uma planta brazileira ; a
outra, que também pertence á America do
Sul, é o
HORTICULTURA
125
Helianthus uniflorus, dos horticultores, ou
Girasol da Rússia, com dous metros, ou
mais, de altura, produzindo apenas uma
única flor (capitulo), que chega a ter 40 centimetros, e mesmo mais de diâmetro.
H. macrophyllus giganteus, com as mesmas dimensões que o precedente, tanto na
flor, que também é única, como na altura,
mas tendo as folhas ainda mais amplas.
Tanto esta, como a variedade anterior, são
apenas plantas curiosas, próprias, quando
muito, para serem cultivadas nos quintaes,
ou nos grandes jardins paysagistas (sem fallar
da grande cultura pela producção das sêmentes, ou pelas propriedades desinfectantes de
que a planta parece gozar), e nunca nos pequenos jardins, onde só as seguintes variedades devem ser introduzidas.
H. annuus flore pleno, (fig. 88) no qual o
disco central desapparece completamente debaixo de numerosos ligulos,
I
que formão ás jlôres dobradas
na familia das compositas.
|
Helianthus aniWUS, Linn. planta peruana,
muito notável pelo tamanho dos seus capitulos, que chegão a ter mais de 20 centimetros de diâmetro ; o caule grosso, coberto
de pellos, com dous metros ou mais de aitura, é simples, ou um pouco esgalhado na
parte superior; as folhas são grandes, aiternas, pecioladas, cordiformes, e cobertas de
pellos curtos c ásperos: as flores numerosas
estão reunidas em grandes capitules, formados por um disco largo, escuro, avelludado,
rodeado de numerosos ligulos amarellos. Esta
enorme flor, que imita perfeitamente a figura
sobre a qual o sol é geralmente represem
tado, já era cultivada nos templos do Peru,
antes da descoberta da America, e dedica ia ao sol, consagração que lhe conservou
Linnêo ao dar-lhe o nome botânico de Helianthus, ou Flôv-Sol, nome que lhe é conserrado vulgarmente em quasi todos os
no nosso,
paizes do mundo, menos talvez
onde o nome de Girasol recorda mais a
atribue cie acompapropriedade que se lhe
nliar o curso deste astro.
De muita importância nos grandes jardins
effeito, quando
paysagistas, onde é de grande
visto ao longe, o Girasol, sobretudo nas variedades de porte resumido, e de flores dobradas, é também muito apreciável nos jardins de menores dimensões.
Preferindo os terrenos muito férteis e humidos, ou mesmo pantanosos, o Girasol cresce
todavia em toda a qualidade de terras, mesmo
nas áridas.
Semea-se no logar onde deve florescer, ou
em viveiros, de onde as suas raizes, muito
curtas e numerosas, favorecem a transplantaça o.
Var. O Girasol tem produzido algumas
;
variedades, das quaes as mais estimadas são
II. annuus sulphureus, tambem muito dobrado, mas differindo do anterior, em ter
os capitulos de um amarello
muito claro, ou côr de enxofre.
"¦0
^
__w
H. californicus fl.pl. cxcelFig- 88-iiciian- lente variedade, com as flores
y^ dobrada8) maiores
u.u.s aunaus
que
no typo, emquanto a planta é de dimensões
muito menores.
H. annuus nanus, variedade verdadeira¦
mente anã; capitulos pouco menores que
no typo com os ligulos côr de laranja, e
o disco preto.
H« nanus fl. pi ainda menor, com as flores
do mesmo tamanho, perfeitamente dobradas.
47. Helichrysum. d. c.
O gênero Helichrysum, formado por De
Candolle, na familia das compositas, contém
é formado por peperto de 300 espécies;
ou sub-arbustivas,
quenas plantas herbaceas
oriundas quasi todas do Sul da África, mão
se tendo ainda encontrado nenhuma espécie
*3££kiZZ
12C
REVISTA
DE
americana; as suas flores, rodeadas de bracteas escariosas, que conservão as suas cores
por muitos annos, quando colhidas ainda
novas, lhes tem valido por toda a terra o
nome vulgar de Semprevivas, e Immortaes ;
sendo o primeiro desses nomes dado entre
nós quasi exclusivamente a uma espécie
vivaz, o Helichrysum orientale, cultivado
em larga escala na Europa, por causa, da
importância industrial que têm os seus capitulos, usados para a fabricarão de coroas e
outros adornos funerários. Ao depois dessa,
a espécie mais importante é o
Helikrysum bracteatum, Wüd. (fig. 89)
Julho de 1878.
HORTICULTURA
o disco como as escamas que o cercão) são de
um branco assetinado.
H. b. Borussorum rex, planta maior que o
typo, com grandes capitulos, de 6 cent. de
diâmetro, de côr variável, mas pela maior
parte das vezes de um branco amarei lado
com o disco alaranjado.
H. b. incurvum, com capitulos grandes,
amarello claro, escamas muito pequenas, arqueadas para dentro.
H. monstrosum rubrum, planta muito baixa,
e compacta; capitulos muito grandes, muito
numerosos, de côr violeta purpurina.
H. nanum luteum, tem apenas 30 ou 40
centímetros cie altura, e os capitulos amarellos.
H. nanum álbum, que só differe do precedente por ter o disco amarello e as escamas
brancas.
cia Nova Hollanda; planta annual de 1 metro a
120 cent.de altura,muito
ramificada; folhas gran48. Helipterum. d. c.
des, inteiras ; flores em
capítulos terminaes, forA differença botânica entre os gêneros Hemados por um disco ama- lipterum e Helichrysum, ambos creados
por
rello, rodeado de nume- De Candolle é tão
pequena, que alguns
rosas bracteasescamosas, autores os considerão apenas como dous sub^
ss^Kg__j^eãBai>- cie um amarello dourado
gêneros, do único gênero Helichrysum.
Fig. 8f>-Heiiehiys«m e brilhante: bastante paOs Helipterum, cuja significação em vulbracicatum reci(J0S
CQm QS da g^ gar é aza do sol, como sol de ouro è a signipreviva (II. orientale); os ficação da palavra Helichrysum, são formados
capítulos àoH.bracteatum por numerosas espécies tanto oriundas do
(fig. 90) mais conhecido en- Cabo da Bôa Esperança, como da Nova Holtre nós pelo nome de Im- landa; algumas de suas espécies são vivazes,
mortal,Tpoiemtev a mesma outras annuaes; entre as ultimas
se disapplicação,pois se conser- tingue o
vão por tempo indefinido,
Helipterum Humboldtianum, Gaud. origiseccos
á
sombra,
quando
nario cie Nova Hollanda,
pequena planta, de
antes
de completamente 20
Fig oo-capituio de
a 40 centímetros de altura,
II. bracteatum abertos.
pouco ramificada; folhas alternas, lanceoladas, ondulaNimia mente próprio para a confecção de
das ; flores em capitulos
cestas, a que as suas flores abundantes e bripequenos, muito numerosos, agglomerados
Ihantes dão um grande realce, os Helichrysum
nas extremidades dos
também podem facilmente ser cultivados em
ramos (fig. 91) formanvasos.
do um corymbo muito
Semêa-se em viveiros ou nos logares onde
regular; disco pequeno
devem florescer, em terra leve, arenosa e
de um amarello brilhanexposta a pleno sol.
te, rodeado de escamas
Var.—O Helichrysum bracteatum, ou Imda mesma cor.
mortal, tem produzido numerosas variedades
Semêa-se no War,
que se perpetuão facilmente por meio de suas
ou em viveiros; quer
sementes; as mais importantes são :
Fig. 9i-iieMpterumHiiiif uma terra leve, enxuta,
H. bracteatum álbum, cujos capítulos
e mesmo sêcca.
(tanto
' f j^mS^MÊÈ"4*"^xm^Jj0L n V*>k##/^ -.-
£jT ¦' F*4m\X*jft^PjFâ^JT,' TÍ_f_H___?Sj?«J'V*k*y*A¥^\
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Julho de 1878.
REVISTA
DE
49. Hugelia. Rchb.
O gênero Hugelia, da familia das Ombelliferas, synonymo de Didiscus, Iíook. e Trachymenc, Grrah. contém apenas duas espécies
indigenas da Nova Hollanda, das quaes a
mais importante e freqüentemente cultivada é a
Hugelia ccemlea (fig. 92) pequena planta,
coberta de pellos glandulosos, com o caule
erecto, ramificado na parte superior, elevando-se a 50 e 80
centimetros; folhas
pecioladas, tripartidas, e flores de um
bonito azul celeste
em umbellas simpies.
Extraordináriamente bonita, esta
planta é infelizmente muito delicada, e
teme muito a humiJm1*\'' Jr
ã
Ufc
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/
Tig. 92 -Hugeliaccerulea.
^
12?
HORTICULTURA
. deye ger ^
tivada em terra leve, arenosa, bem enxuta, ou
melhor em vasos bem drainados.
Semêa-se no logar ou em viveiros.
50. Impatiens. Linn.
Typo da familia das balsamineas, o gênero
Impatiens contém numerosas espécies tanto
annuaes como vivazes, muitas das quaes notaveis pela belleza de suas flores; a mais
importante é sem duvida alguma a
Impatiens balsamina, Linn. que deu o seu
nome á toda a familia; pequena planta herbacea, annual, oriunda da índia, de onde foi
trazida no século xv ; caule grosso, nodoso,
herbaceo, succulento, ramificado na base ;
folhas lanceoladas, denticuladas ; flores axillares, solitárias ou geminadas, com um
grande esporão, e vermelhas; fructo capsular, com 5 válvulas herbaceas, que, quando
maduras, e ao menor toque, se apartão
bruscamente, projectando ao longe as suas
sementes, de onde o nome de Impacientes.
Assim se descreve o typo selvagem da
Balsamina, no qual todavia se pôde fácilmente reconhecer a Balsamina de nossos
jardins, onde antigamente (não queremos
pensar que ainda hoje) era conhecida pelo
nome... mal sonante de Beijos de frade
(proh pudor!)
Poucas plantas merecem tanto a estimação
em que são tidas como a Balsamina; facilidade de cultura, belleza das fôrmas, e
frescura do colorido, tudo a recommenda,
e faz delia uma planta de primeira ordem,
que não precisa ser recommendada.
Prosperando em todos os terrenos, e em
todas as exposições, a Balsamina prefere
todavia os terrenos frescos, e as exposições
um pouco sombrias.
Semêa-se em viveiros, mudando-se para
novo viveiro, onde podem esperar o apparecimento das primeiras flores, para serem
transplantadas definitivamente, pois poucas
plantas supportão essa operação com tanta facilidade;póde também ser cultivada em vasos.
Var. — Poucas plantas tem variado tanto
como a Balsamina ; de vermelhas que erão
as suas flores, apresentão hoje quasi todos os
coloridos imagináveis, o branco, o rosa, o
vermelho, o violeta se mostrão successivamente nas suas diversas gradações, ou isolados, ou diversamente misturados.
Os horticultores têm desprezado a nomeação e conservação das diversas variações,
contentando-se com guardarem isolados os
coloridos extremos, e sobretudo as diversas
raças que a Balsamina tem produzido, e que
são conhecidas pelo nome de
Balsaminas Camelias, ou extra dobradas
e
(fig. 93) na qual as flores muito grandes,
muito dobradas, se
mostrão do tamanho e fôrma de uma
Camelia: as cores
mais freqüentes nessa raça são: o branco,
carne, fogo, violeta e
carmim, isolados, ou
diversamente misturados.
Balsaminas dobradas, menos dobradas
Fig.-93.In.pa.iens balsamina e
menog
^^
que na primeira, as flores desta raça apresentão todavia coloridos muito notáveis, con-
Í28
REVISTA
DE
HORTICULTURA
tendo ainda, além da precedente, as cores
branco amarellado, pardo de linho, aurora e
sol ferino, tanto puras, como salpicadas.
Balsaminas anã, notáveis sobretudo pelas
pequenas dimensões de suas plantas, que
apenas chegão a 20 ou 30 centímetros de
altura, as flores desta raça são menos dobradas que nas outras, e apresentão também
coloridos bastante variados.
(Continua.)
Julho de 1878.
mento (aoutement) dos sarmentos é muito
tardio.
As principaes iEstivalis são : o Jacques,
Herbemont,Cunningham, Black-July, Rulander, Louisiana, Nortori7s Virginia, e Cynthiana.
Ohio, Sugar-Box, BlackSpanish. Lenoir
De origem muito mal determinada, esta
variedade, que por seu valor occupa, não só
o primeiro logar do grupo a que pertence,
VIDEIRAS
mas também de todas as variedades ameriAS MELHORES VARIEDADES AMERICANAS
canas, é fácil de distinguir. Seu porte é semiSua producção e exigências
erecto, approximando-se assim das variedades
As variedades de videiras americanas mais francezas; os sarmentos são grossos, duros,
recommendaveis,actualmente, podem ser cias- e providos de gavinhas intermittentes. As
sificadas nos grupos botânicos das Mstivalis, folhas novas têm os bordos rosados; as adulCordifolia eLabrusca- bem como em uma ca- tas são finas,
glabrescentes, e de um verde
tegoria intermediária que comprehende as escuro na face superior, cobertas na face invariedades obtidas por hybridação ou cruza- ferior de um ligeiro feltro aranhoso,
que lhe
mento.
dá uma côr verde azulada; são divididas em
Ia iEstivalis.—Caracteres geraes
tres lobos ovaes-lanceolados por sinus proAs variedades desta classe tem os sar- fundos e arredondados.
Floresce nos primeiros dias de Junho e
mentos de côr glauca, com a casca adherindo
fortemente ao lenho, que freqüentemente é seu cacho negro, muito comprido, com bagos
muito duro e de um enraizamento difficil. esphericos muito compridos, (doze a quaO broto tem gavinhas intermittentes por torze millimetros de diâmetro) amadurece no
series de duas. Deixando com intervallo uma Herault, em fins de Setembro. As uvas são
folha que a não possue na face opposta ao pouco sujeitas á podridão, «dá um vinho
seu ponto de inserção. Na occasião da evolu- muito bom, carregado de côr, e com 12 °/oCÍe
ção os brotos são geralmente de uma côr ro- álcool, mais ou menos.» (Saint Pierre.) O
sada, do mesmo modo que as margens dos vinho perde ás vezes parte de sua bonita côr,
foliolos terminaes ; segundo o Sr. Planchon, mas é fácil fixal-a, accrescentando-lhe uma
essas pequenas folhas se expandem depressa, muito pequena quantidade de aciclo tartrico.
O Jacques tem como principal bondade
emquanto nas Cordifolia guardão por mais
tempo a fôrma de gotteiras. As folhas são re- prosperar em quasi todos os terrenos; sua
cortadas ou não, lanudas nas duas faces em- transplantação exige alguns cuidados, e dá-se
quanto novas ; mais tarde são glabrescentcs bem com uma demora de um anno pelo
na pagina superior, e muitas vezes de côr es- menos nos viveiros, onde elle pega na procura, sem serem luzidias; a pagina inferior é porção de 85 a 90 °/0.
Como resistência é a variedade de que se
glauca, e coberta de pellos curtos, parte dos
quaes tem a apparencia de teias de aranhas. tem obtido melhores resultados; e sendo susTanto a floração como a maturação são tar- ceptivel de ser cultivada pelos seus producdias; o cacho é comprido, laxo, preto, com os tos, merece ser também classificada entre os
bagos farinhosos, de 13 a 16 millimetros de melhores cavallos para a enxertia.
diâmetro, e de muito.bom gosto ; pôde ficar
Em 1874, o Sr. Gastou Bazille, de Saintpor muito tempo sobre a cepa, ao depois do Sauveur, communa de Lattes, perto deMontcompleto amadurecimento, sem se estragar. pellier, plantou com o Jacques uma
parte da
Nas variedades deste grupo o endureci- sua propriedade que se acha em uma situaJacques.— Syn:
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Julho de 1878.
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REVISTA
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DE
ção excepcional quanto á humidade do terreno; este anno vinte e oito pés lhe derão
206 kilogrammas de uvas, ou7k300 por cada
planta; o numero de cachos era de 20 a 25,
e alguns pesarão 450 grammas. Em nossa
ultima excursão a Saint-Sauveur, medimos
cachos com 0m32 de comprimento, e sarmentos com 8 a 9 metros de desenvolvimento.
O Sr. Bazille calcula que seja preciso um
uvas
pouco mais de dous kilogrammas de
rendipara produzir um litro de vinho; esse
mento é fraco, mas alguns provadores considerão este vinho como equivalente ao Borgonha e ao Roussillon.
Bonitos exemplares de Jacques existem
também perto de Montpellier, em casa dos
Srs. Vialla, Planchon, Fermaud, Sijas, Bonscaren, Fabre, e F. Sabatier.
Herberaont.—Syn: IíTarren
HORTICULTURA
129
Esta variedade pega muito diíficilmente
de estaca; é quasi inútil plantal-a por esse
modo, sobretudo nos terrenos que pôde utilisar, e, para ella mais que para todas as
outras, o enraizamento prévio nos viveiros é
indispensável,
Nos arredores de Montpellier, o Herbemont não prospera nas planicies, mas é soberbo em uma collina calcarea da propriedade
do Sr. Gaston Bazille, em Meric, do mesmo
modo que em casa do Sr. Fabre, em SaintClement.
Cunningham.—-Syn.: Long.
O Cunningham, originário da Virgínia, é
uma das mais bonitas e mais vigorosas variedades exóticas. Estende sobre o terreno seus
sarmentos compridos e fortes, munidos de gavinhas intermittentes; sua folha é grande,
quasi inteira, glabrescente e de um verde
fosco muito carregado superiormente, glauca
Originário da Carolina do Sul, ou de War- e pubescente na face inferior; além disso a
ren (Geórgia) o Herbemont se reconhece por grande espessura do limbo fal-a parecer
seu porte estendido (etalé), seu sarmento forte ooTOSseira.
Sua floração e sua maturação têm logar
e muito duro, com gavinhas intermittentes;
sua folhagem assemelha-se muito, na fôrma, ao mesmo tempo que a do Jacques e do Hercom a do Jacques, mas parece de uma con- bemont. O cacho, negro arrôxado, cylindrico,
textura mais grosseira, de uma côr menos bastante comprido, com os bagos muito apercarregada, verde claro superiormente, e verde tados, de quinze millimetros de diâmetro,
in- apodrece com muita facilidade. « O vinho
da
a
baixo;
parte
pubescencia
glauco por
variedade é de qualidade
ferior da folha é mais forte que na variedade produzido por esta °/0de
álcool, mas é pouco
muito bôa; tem 13
precedente.
Floresce e amadurece nas mesmas épocas colorido. » (Saint Pierre.)
o Cunningham é precioso
é comprido,
America,
.
Na
cacho,
seu
o
Jacques;
preto,
que
muito apertado, com bagos esphericos de para as colunas expostas ao sul, com terras
O Sr. L. pobres, ligeiramente calcareas. » (Bush.) ;
quatorze millimetros de diâmetro.
No Herault, os brotos amadurecem muito
Reich, na Camargue, obteve este anno três
litros de vinho por cada cepa de uma planta- tardiamente nas terras profundas, e poderião
«O vinho sentir a influencia das geadas se fosse culidade.
de
annos
seis
a
três
de
ção
bom tivado mais ao norte. Por causa deste inconde
é
mas
colorido,
é
fornece
pouco
que
°/0 de álcool.
e pela facilidade com que as uvas
10
veniente,
de
média
a
dá
e
(Saintgosto,
se estragão, não nos parece cultivavel senão
Pierre.)
é exo
O Herbemont está destinado a prestar gran- como cavallo para enxertía, para que
des serviços nascollinas muito seccas do Meio- cellente.
Perto de Montpellier, as mais bellas amosdia; porque pelo que temos podido observar,
Srs. P.
vegeta muito mal nas terras profundas e ires- trás se encontrão na propriedade dos
cas. É, juntamente com o Jacques, a única va- \ Fermaud, Gaston Bazille e Planchon.
riédade que possa produzir economicamente
Black-July.—Syn.: Devereux, Lenoir.
um vinho de algum merecimento; mas, além
é uma variedade vigorosa,
Black-July
O
também
é
fim,
esse
com
de sua cultura
e
compridos
sarmentos
com
estendendo-se,
um excellente cavallo para os enxertos.
i
130
REVISTA
DE
HORTICULTURA
Julho de 1878.
cobertos de uma inflorescencia farinhosa, tampa que se abre e fecha á vontade ; nada
ás vezes abundante; as folhas são grandes, falta, nem mesmo o liquido, como podeis vêr
as do levantando a tampa.
quasi inteiras, e muito parecidas com
Mas demo-nos pressa em deixar esses
Cunningham, sendo todavia menos verdes,
e tornando-se vermelhas quando velhas, em- modos de gracejo. A natureza, a seu turno,
e terrível, ou graquanto as desta variedade apenas amarelle- ou grandiosa) ou sombria
ciosa e alegre, impõe sempre admiração e
cem antes de cahir.
Os fructos do Black-July amadurecem respeito; e o gracejo perante suas obras,
tarde; são de um negro arrôxado, em cachos parece-nos um sacrilégio.
A descoberta desta planta graciosa é decompridos, soltos, com bagos de quatorze
millimetros de diâmetro, mais ou menos. < O vida ao francez Labilladiére; elle a enconseu vinho, franco no gosto, contém perto de trou nos logares pantanosos, na terra de
Van Leuwen, na extremidade sudoeste da
12 % de álcool. > (Saint-Pierre.)
>
Nova Hollanda, e
Esta variedade
descreveu-a e figusendo rústica, forrou no seu Specinecerá um bom cavallo para a enxerm en Plantarum No tia nos terrenos arivce-Hollandce.
dos do sul. Os mais
Mais tarde R.
bonitos pés existem
Brown, companhei^^Jy^WKsSm
yj.if<^* ** 1VW. <i9^^^9)B^
l\il_ /' í My i Xtt. ei'tfiij |i
y \^^
em casa do Sr. G.
ro de viagem do
Bazille e na escola
capitão Flinders,
de Agricultura de
encontrou-a nas
Montpellier.
do esIII i,,,,iiiOT^
l^ li proximidades
treito do Rei Jorge,
F. Beeheeet.
e publicou também
uma figura e descripção, taes como
(Continua.)
se devia esperar de
tão consummado
Fig. 94.—Cephalofns folliciilaris.
botânico. No seu
paiz natal o Cephalotus floresce no mez de
Dezembro ; a data de sua primeira importaCEPHALOTUS FOLLICÜLARIS
ção parece ser 1823, quando o capitão King
trouxe alguns exemplares vivos para o jardim
Mais uma dessas plantas que têm o dom de Kew.
de fixar a admiração, mesmo daquellas
Descr. Raiz vivaz, subfusiforme ; 2 a 3
pessoas que, por seu gosto ou por seus hábitos, hastes muito curtas,
tendo na baze um tubo
se dedicão menos ás producções naturaes. de folhas radicaes
; umas ellipticas, lanceoCom effeito, lançai por um só instante vossos ladas,
inteiras, purpurinas, sem
olhares sobre esta humilde planta, e examinai nervuraspecioladas,
apparentes : as outras em fôrma
o modo singular por que a natureza traba- de ascidias, munidas
de um operculo, e suslhou suas pequenas folhas não dirieis a tentadas
;
por peciolos muito curtos : ascidias
miniatura dessas
pequenas chaleiras, que ovadas, obliquamente calceiformes, de conas nossas caseiras collocão á lareira
para textura ao mesmo tempo herbacea e membrapreparar o saboroso liquido, que deve, ao nosa, verdes, salpicadas de
purpura. Duas
depois da comida, facilitar a digestão, e
cristas lateraes obliquas e uma central, cordestender agradavelmente as fibras do ce- rem
longitudinalmente de cima
para baixo :
rebro ? E realmente isso aqui está o bojo
a mediana é muito dilatada no bordo, e
;
arredondado, o pescoço
cnrtn. ep até
**á aa n^ elegantemente franjada
pescoço curto,
própria |
de pellos. O interior
lá ,ÍWMW^'#li Im-
Julho de 1878.
REVISTA
DE
HORTICULTURA
131
desses vasos foliaceos é purpurino, e contém,
como os dos Nepenthes e Sarracenias, um
A familia das cactaceas, tão estimada dos
liquido mais ou menos abundante, no qual
vem se afobar uma multidão de insectos. horticultores e dos amadores, tanto pelas fôr0 orifício é contraindo, hyppocrepico ; o mas variadas e bizarras das numerosas espécies
bordo é formado por uma multidão de pe- que a constituem, como pela belleza perequenas cristas verticaes, apertadas umas grina das flores de alguns de seus gêneros,
contra as outras, de uma linda côr purpu- tem relativamente pequena importância na
rina ou violeta. Entre estas cristas as que agricultura, que apenas se tem apoderado
estão collocadas diante das cristas longitu- de raras Opuntias, não obstante ser este
clinaes do limbo da urna são mais grossas gênero tão numeroso que mais de cem de
vivas
que as outras, que vão diminuindo á medida suas espécies já têm sido introduzidas
que se approximão do logar em que se in- nas collecções da Europa.
Não carecemos descrever aqui a fôrma essere o operculo; este é plano-convexo, verde,
ligeiramente pelludo no exterior, purpurino tranha e bizarra das Opuntias, bem conhecino interior, com grossas veias ramificadas, o das e vulgares entre nós, onde são geralbordo é denticulado como o de certas con- mente chamadas Urumbebas, ou Tunas, nem
trataremos da
chás bivalvas; ao
:*Sk
mais importante
nascer o operculo
dellas — a Opun33h&% r
está sempre fechatia coccinellifera,
do, só se abre á
ouNopal, grande
medida que a asplanta do México,
ei dia se desenlargamente cultivolve.
vada ali e em aiO scapo é terguns outros paiminai e eleva-se a
28. m W* <'¦" •¦''
*s^^mSíkK.*
zes, onde é fonte
40
centimee
30
á^^^V__.
*Bf^y-y=>"b^ "y de grande riquetros de altura, pelza, por viver soludo, cylindrico,
*i»V ' c^__«cãsfe". v
breellao pequeno
com 1 e 2 bracinsecto que proteas, e sustenta
Fig. 95—Ópiiutia Raflinesqulaiia
duz uma das mais
um cacho simples
coou composto. O perigono é pequeno, es- ricas e preciosas matérias colorantes:—a
branquiçado, pelludo, formado de 5 seg- chenilla.
mentos ovados, um pouco espessos, cobertos
O gênero Opuntia contém também algude papillas finas. Os estames, em numero mas espécies, que já são, oudeveráõ ser aprede 12, são alternos, insertos sobre o disco, ciadas algum dia, como arvores de frutas; o
e mais curtos que os segmentos ; os fila- que bem merecem não só pela bondade de
mentos são dilatados, rosados. As antheras seus fructos, pela facilidade de sua cultura, e
são tubulares, e em parte escondidas por sobretudo pela aclaptabilidade aos terrenos
um grande connectivo globuloso. Os pis- mais estéreis ou ingratos, preferindo geraltillos, em numero de 5, estão dispostos em mente todas as cactaceas as terras seccas,
circulo, em redor de um tufo de pellos ; o pedregosas, c mesmo os próprios; rochedos,
estigma é obtuso.
onde qualquer outra cultura seria de todo
hnpossivel.
CH. LEMAIRE.
Algumas dessas espécies já têm mesmo
certa importância econômica pelo emprego
des
Serres.)
(Flore
de cerque seus fructos têm na alimentação
tas populações; as mais importantes são:
PU
¦£sm\w&'^
:J?;t^ >T>J^-\r^ty</ n *^,'*iKr,**^..^_/l_f»»»*g-i
132
REVISTA
DE
A Opuntia vulgaris, da America do Norte,
forpequena urumbeba, muito esgalhada,
mando pequenas montas rasteiras, suppôrtando facilmente o frio, que se naturalisou na
Europa nas margens cio Mediterrâneo, onde
actualmente vive no estado selvagem; seus
fructos vermelhos levão dous annos a amadurecèr, e são estimados.
A Opuntia ÍÍCUS indica, grande espécie arborescente, da America Meridional, levada
muito cedo para a Europa, onde se aclimou
perfeitamente, e tornou-se selvagem; muito
cultivada na Sicilia, onde os seus fructos são
consumidos em grandes quantidades, esta especie tem ali produzido algumas vr.rieclades,
uma com os fructos amarellos, a outra brancos, e uma terceira com fructos vermelhos,
inteiramente desprovidos de sementes.
Labouret, (*) tratando da Opuntia Jicus
indica, diz: « Esta espécie muito antiga, tem
se naturalisado na Itália e na Sicilia; pretende-se que tenha sido introduzida na Hespanha lo o ao depois da descoberta da America,
que dali se tenha espalhado peloTyrol, pela
.Dalmaíia, e por quasi toda a Itália Meridional e Sicilia, onde cresce no estado selvagem.
Os terrenos que havião sido cobertos pelas
lavas do Etna e do Vesuvio fôrão posteriormente fecundados por meio de plantações de
Opuntia desta espécie. Suas raizes, insinuam
clo-se pelas rachas da lava, conseguirão desaggregal-as, ajudadas pelas chuvas; os detrictus, as folhas (artículos) mortas, decompondo-se, produzirão um excellente húmus,
c fizerão desses terrenos, completamente incultos, as mais ricas collinas cia Europa para
a cultura da vinha. »
A Opuntia Raffinesquiana (fig. 95) é umapequena espécie, muito rústica, que foi ultimamente introduzida mesmo nos paizes septentrionaes da Europa, onde prospera; oriunda
do valle doMississipi, ella parece ser cultivada
em larga escala nos arredores de Nova-York,
que consome largas quantidades de seus
fructos vermelhos.
A
t Opuntia braziliensis, é uma das mais bo~
nitas, e das maiores espécies conhecidas; o
•) Monograpliie de
Ia famille d s eaetéess Paris, á Ja Lij
braine Agricolo.
HORTICULTURA
Julho de 1878.
seu crescimento muito rápido, e os fortes espinhos que cobrem toda planta, fazem que na
provincia doRio-Grande do Sul, e em alguns
logares do Prata, ella seja aproveitada para
cercar os vastos potreiros, que tornão-se
assim verdadeiramente impenetráveis; os seus
fructos transparentes, em fôrma de figos,
contêm uma massa esverdiada, acidulada, de
gosto muito agradável, bastante apreciada,
não obstante a grande dificuldade que existe
em sua manipulação, devido á grande quantidade de setulas, espinhos diminutissimos,
contidos em suas areolas, que ao menor descuido se implantão nas mãos, eno rosto, causando uma sensação bem desagradável, e
mesmo dolorosa.
O insecto da cochenilla(Coccuscacti) é frequentemente encontrado nas cercas de Tunas
(Opuntia braziliensis) que fechão os potreiros
nas proximidades da cidade de Pelotas, mas
nenhum proveito se tira delles, como aliasse
faz com tantas outras riquezas que existem
entre nós, completamente desprezadas, e é
mesmo provável que se algum dia algum indústrioso quizer entre nós ensaiar essa rica
cultura, mande com grandes custos vir do
México, ou das estufas da Europa, tanto o
Nopal, como o insecto que vive sobre elle,
como presentemente vemos dar-se com a amoreira e Bicho de sede.
A Opuntiabraziliensis, constituindo uma das
maisfort.es cercas conhecidas, produzindo em
abundância fructos saborosos, podendo, quasi
sem dispendio, produzir largas quantidades
de uma das mais ricas matérias colorantes
devia ser olhada pelos brazileiros como uma
das mais preciosas dádivas da natureza.
Nenhuma planta resiste tanto á secca
prolongada como os cictos; arrancados, e recolhidos elles se conservão vivos, durante annos,
os bois, as vacas, comem com facilidade as
suas folhas (?) e as procurão com avidez em
tempo de secca; nos logares mais áridos da
Algeria a Opuntia vulgaris é freqüentemente
cultivada com vistas nessa propriedade.... não
seria a Opuntia Braziliensis um
grande
auxiliar em épocas desastrosas
que costuma
atravessar o Ceará ?
REVISTA
Julho de 1878.
DE
HORTICULTURA
EUCALYPTUS
Eucalyptus amygdalina.— Espécie de dimensões colossaes, não parecendo difficil
buanto á natureza do terreno; encontra-se
ordinariamente nos terrenos arenosos e pedre_rosos, e é considerada como uma das
espécies menos sensiveis ao frio.
E. bicolor.—Arvore de tamanho mediano ;
madeira de construcção, de grande valor;
como qualidade iguala ás variedades designadas pelo nome de Iron-Bark (páo de
ferro) : rústico.
E. botrioides.—Esta espécie prefere os terrenos humidos.
E. calophylla.—Espécie muito ornamental,
folhas persistentes, largas, e coriacea; resiste bem nos terrenos seccos, mas o seu
crescimento, relativamente ao de muitos dos
seus congeneros, é vagaroso.
E. citriodora. —Notável pelo cheiro agradavel e penetrante de suas folhas. Prefere
os terrenos seccos.
E- coecifera. — Esta espécie, do mesmo
modo que os E, stricta urnigera, amygdcdina,
coriacea e Gunnii, é citada entre as menos
sensiveis ao frio.
E. fiisslis.—Visinlio do E. goniocalix, possue as mesmas qualidades, mas é menos difíicil sobre a natureza do terreno.
E. gigantea.—Arvore muito bonita; prospera nos terrenos pobres; madeira dura,
compacta.
E. globulus.—E esta a variedade que até
hoje tem sido propagada mais, e que tão
largamente tem justificado as esperanças dos
seus introduetores.
E. goniocalix.—Madeira dura, compacta,;
espécie de grandes proporções, crescendo
sobretudo nas florestas humidas da NovaGalles do Sul e da Victoria.
E. Gunnii.—Veja-se o que foi dito a proposito do E. coriacea.
E. hemiphloia.—Arvore de tamanho mediano ; madeira dura, excellente para lenha.
E. leilCOiylon.—Espécie de grandes dimensões ; cresce mis montanhas pouco ferteis cia Nova Galles do Sul, e da Victoria ;
madeira parda, fácil de ser trabalhada, bem
de uma
que notavelmente dura e compacta,
força e tenacidade muito grandes ; parece
ser rústica no Sul da França.
E. longifolia.—Grande arvore de porte
magnífico; madeira muito bôa, resistindo
facilmente á humidade ; assignálado como
seccos ; parece
prosperando em. terrenos
ser rústico no Sul da França.
E. CO.OSSea —% o Karri da Austrália, arvore que chega a dimensões gigantescas.
E. coriacea.—Os E. coriacea e Gunnii, são
duas espécies particularmente interessantes
e de sua pouca
por causa de sua robustez
sensibilidade ao frio ; sua introducção poderia ser tentada nos paizes em que se foi
mal suecedido com as espécies mais delicadas.
E. comuta.—Espécie muito rara ; é o Yeit
da Austrália ; chega a 30 e 33 metros de
altura.
E. corymbosa.—Altura mediana; prospera
nos terrenos seccos ; madeira vermelha.
Ei corynocalyx.—Fôrma e folhagem particular; resiste bem á sêcca ; teme as liumidades.
133
j
E. marginata (Jarra ou Djaryl).—-Madeira
muito dura, principalmente empregada nas
construcções marítimas ; grão fino e apertado, com bonitos veios que recordão o
mogno.
E. meliodora.—Arvore de porte mediano ;
parece temer a humidade.
E. microphylla.—É uma das variedades
designadas com o nome de Iron-Bark (páo
de ferro); bôa como madeira de construoção civil, muito fácil de ser trabalhada;
lenha de primeira qualidade ; chega a 40
metros de altura.
E. oblíqua.—Parece ser apenas uma synonymia do E. gigantea*
134
REVISTA
DE
E. paniculata.—É uma das variedades do
Iron-Bark (páo de fen-o); muito fácil de
rachar em pequenos serrafos para latadas
e cercas: chega a 40 metros de altura.
E. platypus.—Esta espécie teme a humidade.
E. polyanthemos (Scliau), populnea (Muiler) e populifolia (Iíook).—Arvore de dimensões medianas, de uma fôrma particular,
e dando mais sombra que as outras espécies.
Teme a humidade.
E. resinifera.—E esta a variedade que o
Sr. Trottier recominencla com o nome de
Red-gum, como resistindo melhor a secca
do que o E. globulus.
E. robusta.—Uma das variedades que se
dão melhor em terrenos humidos.
E. rostrata (Red-gum).—Espécie de dimensões gigantescas ; prosperando á beira
dos rios e nos logares humidos ; madeira
dura, compacta, estimada pela marcenaria.
E. siderophloia (Red Iron-Bark). —Madeira muito estimada para dormentes de caminhos de ferro, e para todos os usos em
que se requer força e duração ; excellente
para lenha.—Chega a 50 metros de altura.
E. sideroxilon. —- Arvore muito direita,
muito alta, e de crescimento rápido, das
montanhas da Austrália ; é uma das madeiras mais duras; muito elástica, resiste
muito bem á acção da água e da humidade.
E esta a espécie que é mais particularmente
conhecida pelo nome cie Iron-Bark (páo de
ferro.)
E. Stuartiana (Apple tree).—Esta espécie
foi também designada pelo nome de watergum tree, por causa cie preferir os terrenos
fortemente alagados. E encontrada em todas
as localidades da Tasmania, da Victoria e
da Austrália do Sul, tanto nas montanhas
como nas planicies, e por toda a parte aicança dimensões enormes, apenas ultrapassadas pelos E. amygdalina e colossea.
E. tcreticornis.—Espécie do crescimento
rápido, alcançando grandes dimensões;
prós-
HORTICULTURA
Julho de 1878.
perandoem terrenos humidos, tem sido visto
resistindo perfeitamente á secca.
E. urnigera.—E, juntamente com a E.
coriacea e Gunnii, um dos que melhor resistem ás geadas.
E. viminalis, var. Swamp-gum. — Cresce
nos terrenos pantanosos da Tasmania ; resiste
bem, ao que parece, aos ventos do mar.
Além destas espécies de Eucalyptus, que
se encontrão assim notadas no ultimo catalogo de sementes da casa Vilmorin de Pariz,
muitas outras ainda possue a Austrália ;
entre ellas, o Sr. Vilmorim offerece, sem as
acompanhar de abservação alguma, as seguintes espécies :
Eucalyptus concolor,cordata,Cunninghami,
dichromophloia, ficifolia, floribunda, latifolia,
Lehmannii, patens, pilularis, piperita, radiata, redunca, regnans, Resdonii, undulata, e
viminalis da variedade Manna-Gum, além
de duas espécies não momeadas.
Mas nem assim se esgota a extensa nomenclatura do notável gênero, como bem
provão os Eucalyptus Diemensis, Mirabilis,
Rotunda, Tasmania e Umbellata, cujas sementes nascem e produzem plantas esbeltas....
em Pelotas. (*)
LEGUMES NOVOS DE 1877
*í)
( Continuação
Alface Roquette; não se mostrou aqui nem
vigorosa, nem rústica, nem bôa; ignoramos
se se comportará melhor debaixo de vidraça;
mas para o pleno ar é uma variedade que
deve ser abandonada, a menos todavia que
o anno próximo seja-lhe mais propicio, cousa
de que duvidamos.
Cebola branca precoce da rainha; o seu
principal mérito é a grande precocidade, o
que é de muita vantagem para a plantação
do cedo; é pouco vigorosa, por isso deve ser
(•) Vid. R. de H. pag. 62 deste volume.
(**) Vide pag. 120
\ r
Julho de 1878.
REVISTA DE HORTICULTURA
plantada basta; sendo de primeira qualidade,
convidamos os hortelões a experimentar
a sua cultura.
Cebola branca chata de Itália: muito maior
que a precedente; produz maior colheita; mas
a sua qualidade é interior, sendo também
mais tardia Tem as mesmas propriedades
que a cebola branca commum.
Cebola vermelha de Agosto; pôde ser igualmente semeada no outono, e passar o inverno na terra; produz cabeças de tamanho mediano; é muito acre, e não vale
tanto como as cebolas brancas citadas
acima, nem sobre tudo a nossa cebola amarella deVertus.
Cebola gigante de Rocca; vale mais que
a precedente; seu rendimento é mais consideravel. Colhemos uma cabeça pesando 500
grammas, e que, apezar de seu tamanho, era
de primeira qualidade. Evidentemente será
um excellente auxiliar para a charcuteria.
Comporta-se bem no celleiro, e a sua conservação parece fácil.
Cebola Catawissa; em nosso clima ella é
antes do que um legume de primeira qualidade, um legume de phantasia. Esta variedade vigorosa e rústica produz bolbos, hastes e bolbilhos, estando os últimos implantados na parte superior da haste. Tanto as cabecas como os bolbilhos são muito inferiores,
como qualidade, ás cebolas que cultivamos
commummente.
Ervilha maravilha de Batt; não diremos o
mesmo desta variedade; quasi ana, ella exige
nos bons terrenos pequenas estacas esgalhadas; extremamente fértil, vigorosa e rustica. O seu grão é excellente, e quando fôr melhor conhecida, será muito preferida a certas variedades que enchem as
collecções de amadores, e particularmente a
nossa.
Batata Comptons surprise; de origem americana, e de amadurecimento tardio. Produz
tanto como a Chardon, possuindo ainda os
seus tuberculos, que são roxos, as mesmas
qualidades.
Juntamente com a outra variedade de
135
batata, de que cuidaremos em breve, e a ervilha maravilha de Batt, são estas as melhores
acquisições deste anno.
Batata Van der Veer; é também de origem
americana, e de certo uma das mais bellas variedades que temos jamais visto. Seus tuberculos são âs vezes enormes, regulares, e
só toupor tal fôrma abundantes que uma
ceira nos rendeu 10 killograminas!.. . Todavia, apezar do nosso terreno leve e silicoso,
sua qualidade é mediana; este anno ella mostrou-se inferior â Chardon-, sendo além disso
um pouco mais tardia. Vamos proseguir sua
cultura, e esperamos que, nos annos seccos,
ou mesmo ordinários, seja sempre conveniente
cultival-a em grande escala. Uma vantagem
emquanto este
que niilita em seu favor é que,
anno uma parte de nossa collecção mellou,
a batata Van der Veer não foi atacada pelo
mal.
Rabanete branco gigante de Stuttgart (o
tem de extraordinada
é
pardo)
quasi
qual
nario, nem pelo sabor, nem pela pretendida
clima será um máo
nosso
No
precocidade.
onde os rabanetes
mercados,
os
para
producto
vermelhos, côr de rosa, são muito procurados.
Rabanete branco de lHopital; um pouco
melhor, e também mais francamente branco.
Apezar dessas vantagens será sempre uma
variedade muito secundaria, e que não pôde
ser recommendada.
Tomate grande vermelho liso; 6 por nós jnlsuperior.^ Mosmuito
variedade
uma
gado
trou-se nas nossas culturas e nas sessões da
sociedade onde a vimos, muito superior ainda
â descripção que delia fizerào os conscienciosos vendedores, que sobre ella se expressão
assim: « Esta variedade, tão notável pela belleza, como pela grandeza dos seus fructos,
foi obtida por uma selecção de muitos annos,
de nossas
por um dos melhores jardineiros vermelho
vizinhanças; nasceu do tomate
maior; os fructos, que se
ainda
é
mas
grande,
tornao enormes, são completamente lisos, isto
é, sem crostas, com a carne vermelha, completamente cheia e muito succulenta ? » Não se
"...
...
.'¦'..«:
REVISTA
186
DE
isso recompôde ser mais verdadeiro; por
mendamos muito a cultura desta excellente
solanea,
Couve flor imperial; somos obrigados a deixarsua descripção para o anno próximo; durante o verão e o outono ella nada produzio
aqui. Todavia, cumpre confessar, todas as
outras variedades de couve flor não produzirão melhores resultados, e havia já muitos
annos que os hortelões deste paiz, não tinhão
tão máos resultados com essa cultura, o que
foi provavelmente devido ás chuvas frias do
verão e do outono.
Taes são os resultados das observações
feitas durante o anno de 1877 sobre esta serie de legumes novos que, como era de esperar, os produzirão muito bons, medíocres,
e mesmo máos. A quantidade dos definitivamente adquiridos á cultura ordinária não é
excessiva; mas fosse ella embora menor, nem
por isso deveríamos menos felicitar os obtentores, pois o espaço para trabalhar no caminho do novo é immenso,é por assim dizer,
indefinido; felizmente o futuro é delles, e elles
saberáõ, como até agora, aproveital-o bem.
De nossa parte proniettemos-lhes nosso modesto concurso, e nos comprometlèmos, desde
já, a proseguir no anno próximo a cultura de
todas as suas introducções.
E. Lambin .
(Gazette du Village.)
0 FLORAL
O Sr. Dudouy tem em Saint-Ouen (França)
um jardim muito interessante.
Diversas plantas são ali cultivadas com as
raizes na terra, ou em arêa, ou entre esponjas, ou entre musgo, e não deixão por isso de
produzir largas e abundantes folhagens, magnificas flores, fructos volumosos, troncos
grossos e robustos.
Pecegueiros, Cerejeiras, Pereiras, vivem
ahi em vasos de pequenas dimensões, e dão,
nestas circumstancias, os seus fructos com
HORTICULTURA
..
.'
;...:¦,.•.'¦'.
Julho de 1878.
tanta largueza, como se tivessem, para alimentar-se, um largo e fundo terreno, Nas
mesmas condições, em Agosto ultimo, alguns
Tomateiros derão excellentes productos.
Na terra do jardim, em Julho, colhêrão-se
Grãos de bico, que, em seguida, se semearão,
e que, já em Agosto, tinhão flor para uma
secunda colheita.
O Sr. Thinard, empregando os mesmos
meios naNormandia, tem conseguido cultivar
Begonias de dous metros e meio de circumferencia e um metro de altura, em vasos de
dous decimetros de diâmetro, cheios de
musgo verde e sem terra. As raizes podem
vêr-se, por entre o musgo, e são de uma carnação br.mca e rosada, completamente natural. Os Coleus, plantas de folhas vermelhas,
hoje tão vulgares nos jardins portuguezes,
são criados em vasos de um palmo e chegão
ahi a um metro de diâmetro.
Os Feijões e as Ervilhas desenvolvem-se
abundantemente em pequenos vasos sem
terra.
As Begonias conservão-se por muitos mezes
em vasos de uma pollegada de diâmetro, lanÇando hastes tão grossas como o próprio vaso,
e raizes que saliem delle por ali não (aberem,
e vem acolher-se e ramificar-se por entre o
musgo verde collocado em volta. Qual é a
explicação de todos estes milagres?
Já muita gente começa a convencer-se que
qualquer planta se pôde criar sem terra. Por
isso começão as casas pequenas e os jardins
estreitos a encher-se de vegetaes, que elevem
fornecer ás familias os productos das grandes
hortas.
A explicação destes factos estranhos é,
como se vai ver, a mais simples das explicações.
O Sr. Alibaud—discipulo enthusiasta de
Dudouy—mostrou-me uma vez na varanda
de um 3° andar onde mora, em Pariz, um
caixote com arca, cheio ie plantas altas de
Ervilhas, e, por cima, da parede, a
gaiola de
um grande papagaio brazileiro.
—« Aqui tem as minhas crias, disse-me
elle. Para ter uma planta ou um animal são
precisas exactamente as mesmas cousas, que
se resumem no alimento e no espaço indispensavel para o corpo caber e desenvolver-se,
¦
yfifi:
Julho de 1878,
REVISTA
DE
HORTICULTURA
137
fica
O que come o papagaio? Sopas, O que comem facilmente como, desfiando um tecido, se
as Ervilhas? Uns pós que eu mesmo preparo sabendo que elle é composto, por exemplo,
e
com água. Todas as manhãs venho dar de cie lã e algodão. E como, pondo algodão
assim
almoçar ás Ervilhas e ao papagaio: a um dou lã em um tear, o tecido se fôrma,
sopas, ás outras dou os pós. Nada mais sim- também pondo junto das raizes de uma planta
nova azoto, phosphoro, enxofre, potassa, cal,
pies. A chimica agricola é uma grande cousa !
ferro, silica, sal e água, essa planta
magnesia,
visto
eu
tenho
trigo
nao
cie
campos
Quantos
com meia dúzia de plantas espalhadas por deve desenvolver-se.
Quando a planta se põe na terra, esta tem
uma vasta extensão, e, apezar disso, a
alimentos necessários, e
morrer á fome ! E como uma grande mesa de sempre alguns dos
e raro. bastará fornecer-lhe phosphato de cal, nitrato
sêcco
encontra
se
só
onde
pao,
jantar
de ammonia e sulphato
A mesa é o campo extenso; o pao é os ali- de potassa, sulphato
mentos escassos cie que esse trigo precisa, c de cal.
Posto isto, descobrio-se que, se todas as
tem
assim,
ainda
mal,
nutrirem,
o
que, para
mesmas comidas, nem
das
nutrem
se
chamado,
raizes,
de ser procurado pelas
por plantas
têm as mesmas symassim dizer, por ellas, muitas vezes em vão. para todas igualmente
Estas sào clifferentes, seAs minhas plantas quasi que nao têm mesa, pátlíias especiaes.
e representão necessidades
mas têm banquetes; dou-lli'os eu nestes pós, ' o-undo as plantas,
cie alimentação. Ha homens
especiaes
também
como
caixa,
naquella
estão
pequena
que ali
comer muita carne, outros
vê, mas que tem cozin1 ado e prompto, mais qne precisão
de vegetaes, e,
alimentão
se
sobretudo
o
alimento vegetal que que quaesquer plantas que
é preciso beber óleo pXira
regiões
nas
terreno.
de
hectare
polares,
um
em
podem encontrar
e viver.
Para se terem plantas basta ter o espaço re- ter calor
exemplo, que o Trigo,
soube,
se
Assim
troncas,
por
seus
os
com
stricto onde ellas cáibao
sobretudo muito
o
Centeio,
Cevada,
a
em
querem
Ter
comer.
de
dar-lhes
e
folhas c raizes,
os legumes sobretudo muita potassa, o
azoto,
caou
ter
como
é
papagaios
casa plantas
os Nabo*, principalmente phosphato.
narios. Eu nao tenho aqui, neste 3° andar, Milho,
ainda—e nesse
descobrio-se
ultimo
Por
motivos
mesmos
um Cedro do Líbano, pelos
Sr. Dudouy experiências inteo
fez
sentido
uma
elephante,
um
tenho
por que não
ter indias
podião
ressantes—que
plantas
inamovivel, porque
girafa ou um senador
oecupão muito espaço, e comem demasiado gestões.
como é que uma planta come.
Saibamos
»
para as minhas posses.
eu enumerei, entrão,
substancias
As
os
que
todos
como
ora,
é
O Sr. Alibaud
por
raizes, e espaágua,
em
dissolvidas
pelas
considerado
apóstolos das novas doutrinas,
ramos e folhas cias plantas.
lhão-se
as
Todas
pelos
original.
um
na sua rua como
se espalhão ?
e
entrão
Por
que
por
defronte,
mora
que
manhãs unia vizinha que
só razão; um panno molhado
uma
Darei
veesperanças
de
quando o vê, cominovido
e séçca. Por que? porque a água
ar
ao
suas
ás
põe-se
almoçar
plantações,
getaes, dar dc
o ar em fôrma de
foi
molhava
o
para
ramalhete
um
que
ás gargalhadas,
pede-lhe, rindo
Acontece o mesmo a tudo
evaporou-se.
vapor,
ao
noite
á
levar
de Pinheiros com raiz para
está molhado e ao ar.
que
baile.
Ora as plantas têm logo por dentro da
consiAlibaud
amigo
meu
o
Os pós que
das folhas, água que as
íinissima
as
cozinhado
pelllcula
para
dera como alimento ja
está constantemente—ora mais,
e
molha
Alfredo
que
Sr.
plantas, sào compostos pelo
conforme ha mais calor ou mais
menos,
ora
nome
o
têm
França,
em
Dudouy, vendem-se
vento etc.,—evaporandp-se e sahindo para
tempo
algum
ha
sào
pree
Floral,
de
sonoro
Esta água, que sabe pelas
íi
atmosphera.
agricultura.
conisados nos iornaes cie
deixa nellas um logar vasio, que é
folhas,
:
o
mysteno
Desvelemos emfim
mais água que vem debaixo,
fácilpor
soube-se
preenchido
as
Analysanclo
plantas,
esta acção ás raizes, entra
chegada
até
tão
que,
mente de que ellas se compõem; quasi
138
REVISTA
DE
por ellas água com substancias dissolvidas.
È como se estivesse em cada folha uma
bomba a aspirar, a sugar para o ar a água
da planta, e, por fim, a da terra.
Esta água entra para o vegetal com tudo
o que tem em dissolução—bom e máo; e
entra em tanta maior quantidade por baixo,
quanto mais água sahir por cima; isto é,
quanto maior é a evaporação.
Ora uma planta que evapora muito é uma
planta gulosa, comillona, soffrega, que mette,
mette para dentro, sem cuidar no que precisa, nem no que, por ser demasiado, ella
não pôde digerir.
Assim, por exemplo, quando uma planta
evapora muito e acha muita cal na terra ao
seu alcance, esta entra pelas raizes, mas fica
sem emprego em differentes pontos, prejudicando-lhe a vida, como nos prejudicaria se
comêssemos muitos caroços de pecegos, ou
uns poucos de pães em massa criia.
Muitas doenças de vegetaes, até ha pouco
sem explicação satisfactoria, não têm outro
motivo ; são indigestões, a que talvez se
sigão, e a chimica o dirá um dia, terríveis
dispepsias.
Ora as plantas gulosas conhecem-se fácilmente: são em primeiro logar as de folhas
largas, porque são as que evaporão mais.
Nas mesmas condições um pé de Tabaco
evapora 459 grammas de água, uma Begonia
de grandes folhas 207 grammas, emquanto
que um pé de Fuchsia apenas 80.
As plantas herbaceas, verdes, evaporão
mais, pelos seus tecidos tenros e aquosos,
que as arvores lenhosas e resequidas.
Por isso o Sr. Dudouy fabrica quatro
Floraes:
^ O 1.° (para as plantas de folhas pequenas)
rico em phosphoro, potassa e cal;
0 2.° (para as folhas largas) rico sobretudo em azoto, que, não ficando em depósitos
no interior dos vegetaes, não é indigesto;
0 3.° para as plantas lenhosas de folhas
estreitas;
O 4.° para as plantas lenhosas de folhas
largas.
¦A
L pois o Floral com que o meu amigo o
Sr. Alibaud se propõe criar florestas espessas
HORTICULTURA
Julho de 187Ô.
e abundantes hortas no seu 3 o andar da rua
Soufflot, em Pariz..
Resume o Floral'na sua composição as descobertas dos últimos 50 annos de chimica agricola, cujos elementos capitães eu mencionei
ha pouco. Alimento cozinhado, condensado,
na melhor fôrma para a planta o comer, e por
isso relativamente barato, o Floral pôde dar-se
em pequena dose e ser na realidade muito ;
é o extracto de carne das plantas. Eu conheci na America um fabricante, que desçobrira o meio de encerrar em um vidro de
duas pollegadas de altura, que elle vende
por dous dollars, todo o poder alimentício de
um boi sem ossos.
O Floral é ainda, pelo que já mostrei,
um alimento completo mas hygienico. Na
sua applicação estão previstos os golotões
vegetaes.
Lisboa.
Jayme Batalha Reis.
(Jornal de Horticultura Pratica.)
RETRATOS DE PLANTAS NOVAS.
PUBLICADOS EM 1878.
Lilium cordifolium, Thunb.— Do Japão;
folhas grandes, largas, cordiforrnes, como
as do L. giganteum, do Himalaya; 4 a 6
flores grandes, brancas, com as bases, nos
três segmentos inferiores, salpicadas de purpura.—<Bot, Mag. tab. 6337.
Kcellesteinea graminea. Reich. f.—Pequena
e muito elegante orchidea daGruiana ingleza;
folhas graminiformes, de 4 a 6 pollegadas
de comprimento; 6 a 8 flores campanuladas,
de 15 a 20 millimetros de diâmetro, côr de
palha, rajadas transversalmente de vermelho.— Bot. Mag. tab. 6338.
Anthuriumtrifidum.—Bonita aroidea; folhas
largas, grandes, trifidas; peciolos, peduneulos e flores (spatha) vermelhas.—Bot. Mag.
tab. 6339.
Bilbergia pallescens.—Bonita bromeliacea
brazileira; folhas com a face interna de um
Jiüho de 1878.
REVISTA
DE
139
HORTICULTURA
verde brilhante salpicada de branco, e a ex- no centro de folhas grandes, compridas,
terna de um verde pallido ligeiramente es- largas; a flor é azul, salpicada de azul mais
triada transversalmente; grandes bracteas escuro, com um traço amarello no centro
roseas rodeando uma espiga de flores grau- de cada segmento externo. — Bot. Mag.
des, verdes, com as extremidades roxas.— tab. 6352.
Bot. Mag. tab. 6342.
Dendroseris macrophylla. — Bonita arvoíris cretensis.—Da Grécia e Ásia Menor; reta, com o caule simples, ou bifurcado,
folhas
espécie rhizomatosa produzindo uma flor crecto, terminando por um tufo de
flores
única, erecta, roxa, tendo os tres segmentos grandes, e numerosos capitulos de
eleexteriores as bases brancas com uma larga amarellas; quer as flores, quer o porte inesta recente
mancha amarella, e esfriada de roxo.—Bot. o-ante, recommendão muito
troducção da casa J. Veitch.—Bot. Mag.
Mag* tab. 6343.
tab. 6353.
Pleroma gayanum. — Melastomacea peSpathoglottis Petri.— Bonita orchidea cias
ruana: flores grandes, campanuladas, branlilaz claro,
cas, com o centro amarellado ; arbusto ilhas do Pacifico; flores grandes,
em granbonito e ornamental. — Bot. Mag. tab. manchadas de purpuro, produzidas
des racimos.—-Bot. Mag. tab. 6354.
6345.
Ischaruin angustatum.—Aroidea da Syria,
Crossandra guineensis. — Pequena planta
estreito comspatho
seu
interessante
tanto
por
bonita
herbacea, extraordinariamente
um roxo quasi negro no interior,
dc
flores;
nas
c
prido,
folhagem
na
como
no porte,
um spadice fino, comprido e da
folhas grandes, largas, verdes, com todas as contendo
Mag. tab. 6355.
reticulações de um amarello de ouro, e os mesma côv.—Bot.
formando
peciolos vermelhos; flores lilaceas
Fevillea Moorei. — Está planta, que foi reuma pequena espiga que se destaca perfeita- mettida ao Dr. Hooker com o nome de « Sirimente no centro das folhas.—Bot. Mag. cimos curare», se não fôr a que produz o ceietab* 6346.
bre veneno empregado pelos Índios do Amatodavia interessante sob o ponto
será
zonas,
vol.
1°
—
do
223
á
Já
Hoodia Bainii.
pag.
suas flores masculiornamental,
vista
de
expor
da
fallar
de
da Revista, tivemos occasião
de tijolo,
conhecidas),
nas
grandes,côr
cujo
:
aquella
(únicas
traordinaria Hoodia Gordoni
racimos.— Bot. Mag.
em
expequenos
menos
é
não
vista
produzidas
á
retrato temos agora
6356.
tranha o : caule de um verde acinzentado tab.
com grandes espinhos pardos, flores granOliveri.—Em vez de ser ornamem
Ardisia
des, rotaceas, de um amarello de camur- tal exclusivamente por seus fructos, como
delia uma
com os seus congêneres, a A.Oliveri
ça, ligeiramente rosado fazem—
acontece
Bot. Mag.
é, por. seus grandes corymbos de flores purpuplanta digna de admiração.
tab. 6348.
rinas, a mais bonita espécie do gênero conhehoje.—Bot. Mag. tab. 6357.
Jasminum didymum.— Jasmin oriundo da cida até
Ausiralia, notável pela pequenez de suas
rupicola. —Elegante palmeira
—
LOXOCOCCUS
cymos
flores brancas, formando grandes
folhas pennadas.—Bot. Mag.
Ceylão;
de
Bot. Mag. tab. 6349.
tab. 6358.
Rondeletia odorata breviflora. —Flores
Da familia das
spectabilis.—
Acokaúthera
vermelhas, com o centro amarello, sem Apocyneas; do Porto Natal;
arbusto;
grande
aroma.—Bot. Mag. tab. 6350.
folhas grandes, inteiras ; flores brancas, em
— Bot. Mag.
compactos,
cymos
—
iridacea,
grandes.
Notável
Xiphion planifolium.
cuja flor única nasce directamente do bolbo, tab. 6359.
• >.
&JW&)i#&ll-%?£ã&ã'
iio
REVISTA
DE
Ambrosinia Bassii. — Muito interessante
aroidea, do sul da Europa e norte da África,
cujos espathos recordão as flores das Masdevallias.—Bot. Mag. tab. 6360.
Grevillea ericifolia. — Proteacea da Aüstralia: pequeno arbusto ; folhas lineares, flores
pequenas, gibbosas, recurvadas, vermelhas,
com a extremidade amarella, produzidas em
racimos laxos.—Bot. Mag. tab. 6361.
Crocus etruscus.—Flores grandes, abertas,
lilaceas, com o pistillo e as antheras amarellas.—Bot. Mag. tab. 6362.
Senecio Sübscandens. — Bonita trepadeira
africana; folhas grandes, lobadas, verdes,
com as nervuras purpurinas; pequenos cymos
formados por pequenos capítulos amarellos.
*—Bot. Mag. tab. 6363.
Haemanthus Mannii. —Amaryllidacea africana; flores pequenas, vermelhas, formando
uma grande umbella.—Boi. Mag. tab. 6364.
Fritlilaria Armena.—Bulbo pequeno, flor
terminal, solitária, càmpanulada, purpuro
escuro ; uma var. amarella. — Bot. Mag.
tab. 6365.
Griffinia ornata. — Esta espécie, muito parecida com a Griffinia hyacinthina, porém
mais robusta, parece habitar os arredores do
Rio de Janeiro, de onde eleve ter sido ha
pouco remettida para a Europa ao grande
introduetor cie plantas, o Sr. William Bull,
"Chelsea,
de
Londres. — Bot. Mag. tab.
6367.
Masdevalia polysticta.—A Masclevalia,cujo
retrato foi publicado em 1876 (vide Rev.
de Hort. vol. 2o pag. 79) com este nome,
sendo a Masdevalia melanopus de Reichenbach, o Dr. Hooker figura agora a verdadeira M. polysticta, Reich. f. cujas bonitas
flores são de um lilaz palliclo, salpicado de
purpura, com os appendices amarellos.—Bot.
Mag. tab. 6368.
Clematis grewiaeflora.--DoHima.laya; tre-
padeira; paniculos axillares, de flores pendentes,campanuladas,de um amarello escuro.
—Bot. Mag. tab. 6369.
Julho de 1878.
HORTICULTURA
varia
0 que produz um caráo.—Lemos no ex-
cellente Jornal de Horticultura Pratica do
Porto:
«O Dr. A. Clark, de Philadelphia, fez
um calculo, que nos parece realmente
curioso :
« Cada cardo tem pelo menes 80 cabeças,
contendo cada uma 300 sementes. Resulta
daqui que a primeira colheita de um simples
pé de cardo produz 24 mil cardos; a segunda
536 milhões, a terceira 13 bilhões e 824 mil
milhões; a quarta 31,776 bilhões e emfim a
quinta a bagatella de
7.982,624,000,000,000,000.000
« Isto é, no espaço de cinco annos salie
do seio de uni só cardo, com que cobrir nao
só a superfície de toda a terra, mas ainda a
de todos os planetas que gyrão ároda do sol.
Se todos esses cardos estivessem íeuuidos em
massa, e fossem lançados no espaço, oceuparião um volume maior que o do nosso
globo.
« Ha muito bôa gente que já tem cie si
para si que o mundo é um grande cardo!... »
0 café na Califórnia. — O jornal Scientific
Farmer, annuneia que, introduzido a quatro
annos, o café tem-se mostrado muito produetivo na Califórnia.
Fruías na America. —A cultura das arvores fruetiferas progride por tal modo nos Estados-Uniclos, que já lhe estão dedicados
4,500,000 dc terrenos, onde sao cultivadas
112,000,000 macieiras, ?8,000,000 pereiras,
112,700,000 pecegueiros e 141,260,000 videiras, além de outras espécies de arvores ;
o seu producto total no ultimo anno financeiro foi calculado cm 138,216,700 dollars,
ou metade do valor da colheita do trigo ;
nessa somma o valor das mac;ãs entra por
50,400,000 dollars, o das peias 14,130.000
dol., os pecegos 56,135,000 dol., as uvas
2,118,000 dol, os morangos 5,000,000 dol.
c as outras fruías por 10,432,000 dollars.
Dez mil contos de moi angos !!! Cem mil
contos de pecegos!!! já 6 comer frutas.
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Rio de Janeiro.—Typ. Universal de E. &H. Laemmert,
rua dos luvaliü.e a. 71,
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Precisa-se de 618 pessoas abonadas (uma
em cada município) para agenciar assignaturas e annuncios para a Revista de Hokticul-
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Foraitain Pump.
Bomba portátil o rcgador, para os jardins, para
os incêndios, para refrescar as paredes das casas,
lav.ir os car. os, etc, etc.
Muito portátil—Lançando a água a 50 pés do
distancia.
Todas as casas dc cidade c do campo, todas as
fabricas, todas as fazendas dovem possuir uma
destas bombas. Pesando menos dc 1 libras, podem
ser usa;!as mesmo por um menino,
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JOSIAH A. WHITJM
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MOiraOVIÀ, CAPITAL DA LIBÉRIA
N. B. — Se fará um abatimento importante para as quantidades maiores.
Devido aos conhecimentos e experiência do citado comprador e ás vantagens de unia
importação directa em grande escala, os annunciantes se achão habilitados a vender por
menos preço do que
OUTRA QUALQUER CASA NESTA CORTE
apresentando as melhores provas quanto á legitima procedência das mudas
que acabão de receber, com os documentos do despacho do navio da
LIBBBIA.
Os pedidos do interior deveráõ ser feitos somente por intermédio de
casas estabelecidas nesta corte. Também receberão quantidade de sementes
do mesmo café, chegadas em excellente estado, qne vendem a Rs. 10$000
cada kilo, em porções de 10 kilos, e a 12#000 porções menores.
JOHN PETTY & C.
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NOTA.—A redacção da Revista chama a attenção dos seus assignantes
aanuncio. e para "'a participação
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Rio de Janeiro.-Typ. Universal de E. & H. Laemmebt, Rua dos Inválidos n. 71.
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N. B. — Se fará um abatimento importante para as quantidades maiores.
Devido aos conhecimentos e experiência do citado comprador e ás# vantagens de uma
importação directa em grande escala, os annunciantes se achão habilitados a vender por
menos preço do que
OUTRA QUALQUER CASA NESTA CORTE
apresentando as melhores provas quanto â legitima procedência das mudas
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Os pedidos do interior deveráõ ser feitos somente por intermédio de
casas estabelecidas nesta corte. Também receberão quantidade de sementes
do mesmo café, chegadas em excellente estado, que vendem a Rs. 10$000
cada kilo, em porções de 10 kilos, e a 12#000 porções menores.
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