Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social - Jornalismo - Ano 3 - Nº 6
A arte do “graffit” dá vida à cidade
As ruas de Teresina estão ganhando um novo visual graças à arte dos
grafiteiros. Diferente da pixação, o
“graffit” confere beleza, cor e vida a
lugares depredados, como o vagão
abandonado na Av. Marechal Castelo Branco (foto). Um dos grafiteiros
mais atuantes na cidade, “Manim” está
ensinando sua arte através de uma
oficina no espaço cultural Olho do
Poty, em um dos quiosques da beira
do rio.
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Vida a 2 com
muito humor
CEUT promove
II Simpósio de
Fisioterapia
Nos dias 16 e 17 de outubro aconteceu no CEUT o II Simpósio de Fisioterapia, que teve como objetivo
mostrar aos alunos as novidades da
área e proporcionar a eles maior
aprendizado. A coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Liana
Andrade, disse que o evento superou
as expectativas.
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Coord. Liana: dever cumprido
Um tabuleiro
para jogar e
aprender
O xadrez é um esporte cuja prática
desenvolve a memória e o raciocínio
lógico-dedutivo, melhorando significativamente o rendimento e o comportamento escolar. Por isso o MEC
implantou no Brasil o Projeto Xadrez
Escolar, que já vem rendendo bons
frutos em Teresina.
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Os atores Regiane Alves e Bruno
Mazzeo estiveram em Teresina com
a peça “Enfim, nós”, que retrata, com
muito humor, a vida de um casal que
passa um tempo juntos e depois acabam descobrindo que não se conheciam de verdade.
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Você sabe o que é “Déjà-Vu”?
A estranha sensação de que já passou por uma situação antes, o famoso “déjà-vu”, já deu origem a muitos
estudos, porém todos eles concordam
numa coisa: não tem nada a ver com
alucinações, drogas e nem falsa memória. O nome francês apareceu pela
primeira vez em 1876.
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Judocas fazem
bonito no CBJ
Judocas de todo Brasil estiveram
presentes no Campeonato Brasileiro
Senior de Judô realizado aqui no
Piauí. A competição valia classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e nosso estado foi muito
bem representado por atletas como
Aline Coutinho.
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Na Matrix, “déjà-vu” é sinal de alteração do programa
Página 2 - Teresina (PI), dezembro/2008
OPINIÃO
Uma história que não está no gibi
Após banhos de rio, partida de futebol no Lindolfo
Monteiro ou sessões vesperais de filmes e seriados no
Cine Rex, um grupo de amigos, entre jovens e crianças
com revistas e gibis embaixo do braço, encontravamse diariamente nas proximidades da Praça Pedro II, coração de Teresina. O objetivo: voltar para casa com
o maior número possível de exemplares usados, porém inéditos, daquela coleção de gibis tão cobiçada. A década: 60.
Valia qualquer tipo de negócio. Duas usadas por
uma nova, uma usada e mais um cruzeiro, troca, troca
e destroca. Como até hoje, o negócio funciona –
explica-me Antônio de Pádua Marineles, o Dentinho, dono de uma banca de revistas usadas na avenida Senador Theodoro Pacheco, nas proximidades
do lugar onde, quando criança, começou a prática
da troca de revistas e gibis. Hoje, Dentinho é dono
de um grande acervo de material para leitura. Exemplares raros para colecionadores podem ser encontrados lá. O público, segundo ele, mudou um pouco. As crianças da sua época são os adultos freqüentadores da sua banca hoje, comprovando que o hábito permanece, embora a valorização dessa prática
entre as crianças tenha caído muito. “Hoje em dia
tem muita opção de lazer. É restaurante para todo
lado, televisão, internet, dvd. Na minha época trocar revistas era a diversão, todo mundo gostava.”
Os poucos que sobrevivem desse comércio de décadas, estão ali, naquele ponto do centro. Um corredor cheio de fontes vivas de uma parte da história
da cultura de Teresina, quase que despercebido por
quem passa naquele trecho diariamente. Dentinho
disse nunca ter se interessado em comprar revistas
e jornais novos para vender. Sempre gostou mesmo
de trabalhar com a história e a troca. Com as
releituras de personagens clássicos de gibis e revistas e o advento de novas tecnologias, a procura
por material histórico para coleção caiu muito. E
com a redução cada vez mais preocupante do hábito
da leitura entre os jovens, essa prática está quase
em extinção. Mas Dentinho parece não demonstrar
muita preocupação com isso. “Isso aqui é a minha
única fonte de renda e prazer. Continuarei aqui até a
hora da morte”, afirma.
Muitos dos colegas da época foram embora da
cidade, abandonaram o negócio ou já não estão mais
aqui para contar a história da qual Dentinho se or-
gulha de fazer parte. Outros,
entretanto, investiram em
inovações, como a venda de
jornais diários, além de revistas e outros serviços, o
que acabou transformando a
prática infantil em negócio.
Esse é o caso da antiga Banca do Joel, hoje loja, do outro lado da rua onde converso com Dentinho. Pergunto a ele qual sua relação
com o colega Joel, jornaleiro, talvez o mais famoso da cidade atualmente. “Rapaz, a gente é político”, responde Dentinho, bem-humorado. “Não somos mais tão colegas de chegar na porta e bater papo.
Ele tem os negócios dele lá, e eu continuo aqui no
meu. Pronto.” Fim de papo.
Os problemas de trabalhar com material usado são
o volume, cuidado e armazenamento dos exemplares acumulados ao longo do tempo. No resto, é tudo
bem menos estressante do que investir em coisas
novas, na opinião de Dentinho. Antigamente trabalhava ao ar livre, expondo todas as revistas no chão,
até a Prefeitura legalizar o negócio e permitir a instalação de banquinhas na calçada, mais ou menos
nos anos 90. Sindicato, porém, ainda não existe. O
motivo é simples: a maioria dos colegas de profissão não pagava a taxa exigida. “É como eu costumo
dizer aqui: o pessoal trabalha com cultura, mas são
tudo idiota”, arrisca Dentinho.
Se antigamente o homem compunha o público
mais fiel de revista e livros para trocas nas bancas,
hoje esse papel é exercido por mulheres donas de
casa, ou mocinhas. Disparadamente, os exemplares
mais procurados são os de ‘Sabrina’, histórias de
romances que embalaram e ainda hoje embalam,
segundo Dentinho, o sonho das moças. O público
de colecionadores aqui em Teresina é fraco, porém
cativo. Mas Dentinho diz que é até compreensível.
As próprias editoras lançam exemplares reformulados, o que torna cada vez menos acessível o hábito de colecionar revistas e de se apegar à antiguidade.
Dentinho não faz idéia, em números, da quantidade de livros e revistas em seu acervo, mas nos levou para conhecer um quarto cheio desse material,
na frente da banca. Pilhas e pilhas de folhas escritas
e encadernadas, que talvez nunca mais tenham procura. Mas, enquanto houver alguém guardando um
pouco da história cultural de nossa cidade em papéis de livros e revistas, há esperança.
Jornal Laboratório do Curso de
Comunicação Social,
Habilitação em Jornalismo do
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CIDADES
Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 3
Dona Flor e seus dois Maridos
Liberdade
de leitura
NILCE BOAVISTA
O teatro e a cultura estão em evidência
na nossa capital, Teresina recebe nos dias
17, 18 e 19 de outubro no Teatro 4 de Setembro a peça ‘’Dona Flor e seus Dois
Maridos’’, uma adaptação baseada no romance de Jorge Amado. O espetáculo é
protagonizado por Marcelo Faria como
Vadinho, Carol Castro como Dona Flor,
Duda Ribeiro como Teodoro Madureira e
mais 16 atores em cena com a direção de
Pedro Vasconcelos.
A peça; que recebeu a indicação ao Prêmio Shell nas categorias melhor diretor e
melhor ator, espera conquistar o público
de nossa cidade. Depois de ficar em cartaz
sete meses no Rio de Janeiro, ela começou
a percorrer várias cidades, e nossa capital
foi uma das escolhidas. A adaptação foi
muito difícil de fazer, pois o livro de Jorge
Amado é muito rico, eles tiraram as melhores cenas, mas, ainda assim, tiveram que
fazer outros cortes para que não ficasse
cansativo, a peça tem uma duração de 1
hora e 50 min de emoção, prazer e sensualidade. Antes dessa adaptação, “Dona Flor
e seus Dois Maridos’’ já tinha ido ao teatro, mas só foi encenada em Salvador.
Em coletiva realizada no Rio Poty Flat
os atores falaram um pouco de cada um de
seus personagens e da responsabilidade
que é fazer uma peça que tem por base o
texto de Jorge Amado. O ator Duda Ribeiro, que interpreta o farmacêutico Teodoro,
diz que o seu personagem é recatado, educado, metódico como diz em uma das pas-
NILCE BOAVISTA E WILSON GOMES
Coletiva com o elenco de “Dona Flor”
sagens do texto: “cada coisa em seu lugar
e um lugar para cada coisa’’. Comenta que
as reações das pessoas variam de cidade
para cidade, as mulheres são as que mais
ficam impressionadas com seu personagem por ele ser cavalheiro, já que a estória
se passa na década de 40 e os homens da
época eram mais gentis que os de hoje.
Carol diz que é uma grande responsabilidade interpretar a Flor, pois ela é quem
dita o ritmo do espetáculo. Para ela, Dona
Flor não é uma mulher adúltera, apenas
muito apaixonada, e o amor que ela sente
por cada um dos seus dois maridos é diferente. Marcelo Faria, intérprete do Vadinho, comentou que tinha muita vontade
de fazer o personagem, diz que as características de seu personagem são a sem-
vergonhice, a imoralidade, ser devasso e
ter carisma. O que chamou atenção do ator
em suas passagens pelas outras cidades
é que as mulheres adoram o fato de a dona
Flor ter dois maridos.
Todos os três: Carol, Marcelo e Duda,
estão muito felizes em estar na nossa cidade, pois para eles é complicado levar
um trabalho como esse por todo o Brasil,
principalmente para cidades do Nordeste.
Ao final deste ano, eles já terão passado
por todas as capitais. No domingo, dia 19
de outubro, a peça completará um ano que
está em cartaz e a comemoração será em
nossa capital. Os horários de apresentação do espetáculo serão dias 17 e 18 às
19h e às 21h30, no dia 19 terá uma única
apresentação às 18h.
Respeitando a lei no ônibus
DÉBORA MATOS
Faz oito anos que a lei Federal 10.048
(08 de novembro de 2000) entrou em
vigor no país, determinando que as empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por
crianças de colo. Em Teresina, as cadeiras da frente antes da catraca são
as determinadas para atender a prioridade, e a lei é geralmente seguida à risca pelos usuários.
Os moradores de Teresina parecem
estar cada vez mais conscientes de que
as leis existem para serem cumpridas.
O cobrador Edilson, da empresa Emtracol, comentou que a grande maioria
das pessoas respeita as cadeiras destinadas à prioridade: ‘‘Quando tem alguém sentado, porque o ônibus está
lotado lá atrás, e chega um idoso ou
deficiente a pessoa geralmente levanta, cede o lugar, é muito difícil acontecer do idoso ou deficiente ter que pe-
dir para alguém desocupar a cadeira’’.
Não há nenhum fiscal dentro dos ônibus em Teresina, apenas nos terminais,
as empresas geralmente pedem que os
cobradores e motoristas expliquem para
os insistentes que aqueles assentos
são reservados, mas que evitem discussão ou desentendimentos com usuários.
A cartilha de Direito dos Idosos garante que nos veículos de transporte
coletivo serão reservados dez por cento dos assentos para os idosos, devidamente identificados. Geralmente são
os idosos que mais reclamam seus direitos, Maria dos Remédios, de 65 anos,
moradora do bairro Dirceu e usuária de
Coletivos disse: “As coisas hoje estão
muito boas, porque eu chego no ônibus já pedindo meu lugar, as pessoas
saem sem reclamar, mas o que ainda me
incomoda é que tem pouca cadeira,
porque a gente ainda divide com deficientes e acompanhantes, aí, quando
está cheio, é o jeito ficar em pé. Mas
que os Teresinenses têm mostrado respeito por nós isso têm”.
Benefício respeitado no transporte público
A Biblioteca Pública Municipal do Bairro São João tem um grande acervo de revistas, livros e jornais disponíveis para a
população do bairro incentivando os estudantes a enveredar pelo mundo do saber e da cultura, aliado ao prazer da leitura. São centenas de livros dos mais variados assuntos e autores como O Mundo
de Sofia, de Jostein Gaarder, Vidas Secas,
de Graciliano Ramos e outros, uma ampla
coleção de obras editadas no Piauí como
parte da valorização da cultura local.
Em 1993, o prédio passou por reformas,
desde então abriga somente a biblioteca.
Atualmente ela conta com um acervo de
13.415 exemplares nas mais diversas áreas
do conhecimento, 536 exemplares periódicos como Veja, Isto É e outras, 1.643 consultantes cadastrados, uma freqüência
mensal de 1295 leitores e empréstimos
mensais de 883 exemplares. São realizadas
atividades como exposições e as oficinas
de Teatro, que são ministradas às terças e
quintas-feiras pelo professor Adolvir Miranda, tem 42 alunos. Já a oficina de Flauta Doce, que ocorre às segundas, quartas
e sextas-feiras, conta com 30 alunos e é
aplicada pelo professor Nivaldo. As duas
oficinas acontecem à noite.
Ela está em processo de informatização
e atualização de seu acervo, o ambiente
será climatizado, tudo para proporcionar
ao usuário um conforto nos momentos de
leitura. A funcionária mais antiga é Maria
José Ramos da Silva, que é auxiliar de serviços, está trabalhando há 20 anos, mas
não foi possível conversar com ela, pois
estava de férias.
A biblioteca Municipal do São João se
constitui num patrimônio importante para
a comunidade e, ao longo dos seu 20 anos
de existência, contribuiu para a aprovação
de muitos de seus freqüentadores. Francisco P. da Silva, estudante de Administração, diz que: “a leitura é de suma importância para todos, os livros daqui são bons
e a estrutura é confortável.’’ Um dos freqüentadores assíduos é Edivaldo de Carvalho, bacharel em Ciências Contábeis
gosta muito da biblioteca, pois é o local
onde ele se concentra para fazer suas leituras e algumas pesquisas.
A biblioteca está situada na Rua Belizário da Cunha, 720 São João, é administrada pela Fundação Cultural Monsenhor
Chaves e Prefeitura de Teresina, atende a
todos que a procuram, foi inaugurada em
agosto de 1988 no Ciarte São João (Centro Integrado de Arte São João), dentro da
programação do aniversário de Teresina.
Página 4 - Teresina (PI), dezembro/2008
CULTURA
A arte do “graffit” dá vida a cidade
Todo o encanto
de Soraya
Castelo Branco
MAURÍCIO POKEMON
Ultimamente Teresina vem ganhando
belos quadros urbanos. Grafiteiros,
ativistas estão produzindo várias artes
distribuídas pela cidade, através de um dos
elementos do Movimento Hip Hop. Podese notar uma cidade mais “viva”. Lugares
que estão em situação de desprezo e abandono tornam-se bem chamativos pelas
cores que estão ali estampando a parede.
Um exemplo é o vagão que estava abandonado na Av. Marechal Castelo Branco,
próximo à Estátua de Iemanjá. Hoje ele está
completamente grafitado, uma autêntica
obra de arte.
O verdadeiro objetivo do “graffit” é dar
vida onde não há, expressando idéias de
uma forma artística e urbana. Diferentemente da pixação, um ato de vandalismo
que deixa os lugares feios e depredados.
Essa prática do “graffit” está se tornando
cada vez mais evidente, uma conseqüência do que está acontecendo nas grandes
cidades, a exemplo de Salvador e Recife.
Apesar de Teresina ainda ser bem pobre nesse aspecto, Manim, um dos
grafiteiros que atualmente mais vem “bom-
ÍDRIA PORTELA
Teresina vem ganhando vários quadros urbanos através do “graffit”
bardeando” a cidade, diz que todo domin- de vez em quando a polícia o confunde
go pela manhã ele sai à procura de pare- com pixador, o que é totalmente diferente,
des vazias, praças abandonadas para po- e ele tem que se explicar para poder ser
der pintar sua idéia e fala também que a liberado. No início de dezembro, Manin
capital piauiense vai ficar muito mais bela estará inaugurando um espaço cultural
daqui a alguns anos com a evolução da sobre o “graffit” em um dos quiosques da
arte e do pensamento. Relata também que Beira do Rio, intitulado o Olho do Poty,
onde haverá oficina de “graffit”, exposição de seus trabalhos em telas e também
Graffiti é a designação para pinturas feitas em muros na rua. Enquanto as mentes
exposição de fotos sobre o “graffit” em
manipuladoras tentam passar a imagem de que os seguidores desse movimento
Teresina, mostrando o ambiente urbano
tentam mascarar impulsos de vandalismo com discursos de vitimização, na realidacom a arte inserida no seu dia-a-dia.
de esta expressão legítima é utilizada como veículo para se revelar realidades oprimiA tinta do “spray”, a idéia do grafiteiro,
das, realidades essas sem força perante pressões governamentais por meio da polío lugar abandonado. Os três elementos
tica. É um considerável instrumento de protesto contra as condições das classes
que, quando se juntam, formam um colorimenos privilegiadas e outros que, através desta expressão, encontram forma de
do muito lindo que chega a mudar a persobrigar a cidade a contemplar sua miséria.
pectiva do ambiente.
O que é “Graffit”?
Peça fala, com humor, da vida a dois
LUANA SENA
Os atores Regiane Alves e Bruno Mazzeo estão em Teresina para o espetáculo
“Enfim, nós”, escrito por dois autores que
adoram comédia: o próprio Bruno Mazzeo
e Cláudio Torres Gonzaga, o primeiro, responsável por programas como “A Diarista”, o segundo, por “Zorra Total” e “Sob
Nova Direção”, dentre outros.
Bem humorada, Regiane Alves foi a primeira a descer para a coletiva de imprensa
que aconteceu num hotel da cidade. A atriz
ficou surpresa ao saber que as sessões já
estavam quase todas esgotadas para a
temporada em Teresina: “Já tá lotado, é?
Nossa, que chato...”, disse levantando risos dos repórteres presentes.
A comédia romântica “Enfim, nós” foi
montada em 2005 e tinha a atriz Fernanda
Souza como protagonista, mas Bruno
Mazzeo confessa: “eu escrevi pensando
na Regiane para esse papel, mas na época
ela estava em cartaz com outra peça”.
Teresina é a terceira cidade a conferir o
espetáculo com Regiane, que diz não ter
encontrado muita dificuldade em “pegar o
bonde andando”. “Eu tinha dito para o Bruno que queria encenar algo sobre um casal que passa um tempo junto e depois
acabam descobrindo que não se conheciam de verdade, e aquele drama todo e tal,
daí ele disse: ‘Regiane, eu não tenho esse
drama todo aí não, mas eu tenho a mesma
história em uma comédia’, e aí eu pedi para
ler e topei, nunca vou esquecer.”
Bruno Mazzeo diz que está muito bem
encenando algo que ele mesmo escreveu.
“Ah, aí é muito mais tranqüilo porque já
vem tudo muito fácil... eu já escrevo pensando em como eu vou falar, sabe?”. E
sobre a inspiração para escrever uma comédia sobre crise de relacionamentos, o
autor e ator comentou que quem escreve
humor observa tudo e está sempre atento.
“Muitas das cenas desse espetáculo são
diálogos que eu já vivi ou presenciei na
minha vida e que armazenei em algum lugar para usar um dia, uma espécie de HD.
E o interessante é como as pessoas se
identificam. Humor só funciona com identificação.”
O ator falou ainda sobre o projeto de
Lei que quer proibir a meia entrada para
estudantes em cinemas e teatro no fim de
semana. “Eu não estava sabendo disso,
mas eu acho muito justo, porque isso é
muito prejudicial às produções. Eu já fiz
peças com casas lotadas em que não conseguimos cobrir os custos, porque rolava
muita fraude. Já estava ficando muito bagunçado isso. O cara faz um curso de uma
semana e tira carteirinha para usar para
sempre. Não é que a meia entrada seja errada, só acho que devia ser mais fiscalizado esse negócio”, disse o ator.
Regiane nunca esteve em Teresina, e
disse que a expectativa é grande para encontrar o público nessas três noites.
Bruno se declarou um apaixonado por
teatro e se disse contente em estar encerrando o Circuito Credishop em Teresina
esse ano. “Teatro para mim é trabalhar no
fim de semana, e eu amo isso. Quando
paro um tempo, morro de saudade. Teresina ficou um tempo fora do Circuito, né? O
que é uma pena, porque as pessoas precisam ter outra opção fora a novela da Globo”, disse o ator cutucando a colega Regiane Alves com seu bom humor.
Sol. Nome pequeno que define um grande talento. Soraya Castello Branco, a parnaibana dona de uma das vozes mais doces e encantadoras do Piauí, que este mês
lançou seu primeiro cd, depois de anos de
carreira. A demora se deve a complicações
com patrocínios e incentivos de leis culturais, um dos problemas mais comuns
entre os artistas. “Eu já tinha me inscrito
algumas vezes no projeto, mas nunca tinha sido contemplada. Dessa vez deu certo, e é uma alegria muito grande”, disse a
cantora se referindo ao fato de seu primeiro trabalho ter sido pela Lei A. Tito Filho,
um incentivo cultural que ajuda bastante
os trabalhos autorais.
Seu primeiro cd, fruto de toda uma carreira, foi intitulado “Sol”. “As pessoas estão me perguntando na rua se é por causa
do sol de Teresina, mas na verdade esse é
um apelido que tenho de muito tempo,
meus amigos mais íntimos nem me chamam mais de Soraya. Mas, por que não
ser também uma referência ao nosso astro
Sol maravilhoso, né?”, confessou a cantora.
O álbum, com 13 faixas, faz um passeio
da MPB ao pop, porém mantendo uma linguagem contemporânea, o que é comum
no estilo de Sol, que já é conhecida no
meio da música de nossa terra como a melhor representante e intérprete da música
piauiense . “Na verdade, é meu primeiro
cd solo, porque eu já trabalhei em várias
participações de outros compositores.
Mas esse não, esse é só meu, eu achei
que minha carreira merecia esse presente”, disse Soraya.
No repertório, a cantora interpreta canções de Alexandre Jr., Assis Bezerra, Esperanza Carvalho, Fátima C. Branco, Geraldo Brito, Machado Jr, Mirton de Paula,
Paulo Moura, Roraima, Teófilo Lima, Vavá
Ribeiro e Zé Marques, grandes nomes da
nossa música.
Soraya está com sua agenda de shows
bem cheia para esse final de ano, ela vai
aproveitar essa oportunidade para fazer
uma divulgação intensa do seu novo cd.
O público teresinense é bem fiel e seus
shows são sempre bem aplaudidos.
A cantora fala sobre a importância que
esse cd tem para sua carreira: “Para mim,
fazer esse disco significa crescimento,
desafio e compromisso de cada vez mais
divulgar a música de qualidade produzida
no Piauí e de lutar para conquistar o mercado fonográfico local e nacional”, encerrou Soraya em entrevista, mostrando, acima de tudo, que, com dedicação e reconhecimento, esse Sol não vai parar de brilhar tão cedo.
POLÍCIA
Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 5
Loteria é assaltada no centro
Traficantes atuam
a dois quarteirões
da delegacia
DIEGO NOLETO
Loteria é assaltada no centro da cidade por dois homens que renderam
funcionários e clientes, levando dinheiro e cartões de crédito. O fato ocorreu por volta das 13H na tarde de segunda-feira. Agentes da Polícia Militar e 1° D.P estão investigando ocaso,
e esperam chegar logo aos criminosos.
Segundo informação de funcionários da loteria, situada no cruzamento
das avenidas Coelho de Rezende e
Pires de Castro, dois homens aramados com revólver e pistola, entraram
na loteria e anunciaram o assalto. Todo
mundo que estava no local foi rendido
e os ladrões levaram 500 reais em dinheiro e alguns objetos das vítimas.
Depois do crime os dois fugiram em
uma moto roubada dos moto-táxi.
Logo após o assalto, a Polícia Militar foi acionada e os agentes da CODAM e do 1° DP foram até o local
para dar início às investigações. De
acordo com o Major Ramos ainda não
JOAQUIM BARROSO
Codam
analisa
videos de
segurança
foi possível identificar os suspeitos, e
a única pista que a polícia tem são as
imagens cedidas do sistema de vigilância interna da casa lotérica.
Para o agente Ricardo, ele acredita
que só as imagens não são suficientes
para se identificar os assaltantes por
isso estão interrogando as vítimas para
uma melhor apuração dos fatos. “Com
as imagens só podemos ver parcialmente o rosto dos criminosos, por isso
estamos interrogando todas as pessoas que estavam no momento do crime
e colhendo informações mais detalhadas como o tipo de roupa e a fisionomia”, disse o agente.
to do patrulhamento ostensivo na cidade no período do Natal e final de ano.
A preocupação maior da polícia é com
as áreas em torno dos dois shoppings
de Teresina e com a região do centro
da cidade.
O agente Davi ainda informa que a
operação vai contar com os novos alunos da Academia da Polícia Militar, que
vão trabalhar com os soldados há mais
tempo na ativa. “Os 450 novos alunos
serão divididos entre o centro, Zona
leste e a região do Grande Dirceu. No
centro farão um trabalho em dupla se
postando a cada três ruas e nos bairros as vigilâncias serão feitas com as
viaturas”, esclarece.
Segundo relatório da Delegacia Geral da Polícia Civil, as maiores ocorrências em dezembro de 2007 foram
roubos a transeuntes e a aos comércios, além de pequenos furtos. Para o
agente Paulo, o bom funcionamento da
operação “Natal com Segurança” vai
conseguir reduzir as ocorrências e o
número de boletins e inquéritos nas
delegacias.
Plano de segurança garante
natal tranquilo para Teresina
DIEGO NOLETO
Dia 1° de Dezembro começou em
Teresina a operação “Natal com segurança”, que envolve as companhias
independentes, como do Promorar e
Santa Maria da Codipi, e grupos especiais da Polícia Militar do Piauí: Gate,
Rone e Gtop. O objetivo é proibir a
ação de marginais em toda a capital.
De acordo com o agente da Polícia
Militar, Davi, a operação surgiu através de um acordo entre o Conselho de
Diretores Lojistas (CDL), e o Policiamento da Capital (PCP) para o aumen-
Nova central vai desafogar DPs
A nova Central Única de Flagrantes
foi inaugurada no dia 29 de outubro
com o objetivo de acabar com as ocorrência de flagrante nos Distritos Policiais. Localizada ao sul da Rua Coelho de Resende, a nova central deve
aumentar a eficácia nos processos caracterizados como flagrantes, agilizando os trabalhos investigativos nas delegacias.
Segundo o Delegado Tiago Dias,
com a mudança das duas centrais de
flagrantes localizadas na Vila Maria e
no bairro Dirceu para a Central Única
da Coelho de Resende, os casos caracterizados como flagrantes serão
encaminhados diretamente para essa
central que funcionará em tempo integral e será monitorada com um moderno circuito interno de TV.
Para o trabalho de apuração das
ocorrências, são destinados durante a
semana quatro delegados, oito agentes e quatro escrivões de plantão. Para
os finais de semana, serão destinados
dez agentes, cinco delegados e cinco
escrivões, para atender um número
maior de casos.
Após a comprovação das ocorrências será registrado, em todos os casos, um boletim de ocorrência e um
Termo Circunstancial de Ocorrência
(TCO). Para menores infratores, além
dos B.O.s e do TCO, serão comunicados o Juizado de menores e a Defensoria Pública.
Traficantes estão vendendo maconha e crack nas ruas do Morro da Esperança, mais conhecido como “Morro do Urubu”, região localizada no bairro Primavera e que fica a três quilômetros da Assembléia Legislativa do
Piauí e a quinhentos metros de uma
delegacia de polícia.
“O lugar é muito tranqüilo. Às vezes a polícia está rondando o lugar, mas
raramente se vê parando um carro.
Comigo nunca aconteceu, pois já sei
os horários previstos que “os homi”
estarão fazendo a ronda”, conta um
estudante que compra droga no lugar
há dois anos, mas não quis se identificar.
Qualquer pessoa que passa pela Rua
Alex Diniz de carro poderá comprar
as drogas de dentro do próprio carro,
pois os vendedores gritam, sem nenhum tipo de medo da lei, aos motoristas passantes: “Tá procurando o quê?
Tenho da boa o chá (maconha) e a
pedra (crack)”. Os valores variam de
R$ 5 para um saquinho de maconha e
R$ 10 para uma pedra de crack.
Para os moradores do lugar sem
envolvimento com as drogas, a situação é tranqüila, pois os traficantes não
se utilizam de violência contra os seus
vizinhos, o único temor é pela polícia
que às vezes os confundem com os
vendedores. “Não deixo o meu filho
se envolver com eles, mas eles também não mexem com a gente. Às vezes a polícia vem aqui, mas eles já sabem que são os vendedores e mesmo
assim, eles continuam vendendo todos
os dias. Por mim, não há problema nenhum”, disse a moradora do bairro,
Maria Gonçalves.
Para a delegada do 2º Departamento de Polícia (bairro Primavera), tenta-se evitar ao máximo a venda dos
produtos ilegais nas proximidades da
delegacia, mas, legalmente, a responsabilidade é da Delegacia de Entorpecentes, situada no bairro Saci, há mais
de 10 quilômetros do Morro da Esperança.
“Sempre que é possível pegamos os
vendedores de drogas que vendem próximos daqui, a regra é encaminhar para
a Delegacia de Entorpecentes”, afirmou a delegacia Andréia Magalhães.
Página 6 - Teresina (PI), dezembro/2008
CEUT
Avaliando para melhorar o ensino
ISAÍAS PEREIRA
CEUT realiza nova Avaliação Institucional através da CPA (Comissão Própria de
Avaliação). Esse processo é feito através
do site da faculdade e pode ser realizado
por alunos e funcionários da instituição.
Essa avaliação é realizada no CEUT desde
2002, quando ainda não se tratava de uma
exigência do MEC, a faculdade utilizavase dela para se autoavaliar.
Em 2005 passou a ser obrigatória e adquiriu os padrões que possui hoje. Anualmente são feitas duas avaliações, a primeira analisa apenas os professores, a
segunda é mais completa e abrange outros setores da instituição, como instalações físicas, corpo administrativo entre
outros.
A CPA é constituída por representantes
do corpo docente, discente, administrati-
Avaliação Institucional busca melhorias no ensino superior
vo e sociedade civil e tem como principal
objetivo melhorar a qualidade do ensino
superior. “Essa avaliação serve para conhecermos o perfil do alunado e vermos a idéia que eles têm do curso, para
que, dessa forma, possamos analisar a situação e buscarmos uma melhora” afirma
a professora Neuza Farias, membro da
CPA.
Após encerrada a avaliação, a CPA faz
um relatório e envia para o MEC e para a
direção da faculdade a fim de que, dessa
forma, seja possível tomar as providências necessárias.
Para a aluna Larissa Corrêa, “por meio
da avaliação a direção da faculdade pode
avaliar se os serviços oferecidos estão
satisfazendo aos alunos”.
Pela primeira vez, desde que foi instaurada, as notas de alguns pontos a serem
avaliados vão estar disponíveis na internet para que alunos e funcionários tenham
acesso. Susyanne Alves, aluna do CEUT,
assegura que a Avaliação Institucional é
uma ponte entre os alunos e a direção da
Instituição, “acredito que através da avaliação a gente pode vislumbrar uma mudança naquilo que estamos descontentes”, disse.
CEUT oferece II Simpósio de Fisioterapia
ALESSANDRA HIDD
curso de Fisioterapia, a professora Liana
840 vagas
ISAÍAS PEREIRA
O Vestibular CEUT para 2009 ocorreu
no dia 16 de novembro. As provas aconteceram na própria faculdade na tarde do
domingo, e contou com a presença de milhares de alunos que disputaram 840 vagas para os dez cursos disponíveis na instituição. Dentre as graduações disponíveis
a mais concorrida foi o curso de Direito,
seguido de Enfermagem. Como a procura
da qualificação é maior no início do ano
letivo, teve um aumento razoável do número de vagas, já que no período passado
foram disponibilizadas 640 vagas.
A faculdade que funciona desde 1994,
começou apenas com Bacharelado em Direito. A partir de então tem crescido cada
vez mais rápido e conta hoje com cursos
de graduação entre as áreas de Humanas,
Exatas e Saúde. Conta também com cursos de pós-graduação abrangendo as mais
diversas áreas, que serviram para a faculdade se firmar como uma das principais
Instituições de ensino do Estado.
Realizando dois vestibulares anualmente, com a crescente participação de candidatos treineiros (alunos que prestam o
vestibular sem a intenção e cursar), o
CEUT virou referência na formação de
novos profissionais, que estão entre os
mais gabaritados do mercado piauiense.
Nos dias 16 e 17 de outubro aconteceu Andrade, o evento superou as expectatino CEUT o II Simpósio de Fisioterapia, que vas, pois tinha como intuito atualizar os
teve como objetivo mostrar aos alunos as futuros profissionais e torná-los capazes
novidades da área e proporcionar maior de atuar em tudo e proporcionar à sociedade serviços de saúde qualificados. Os
aprendizado a eles.
O evento contou com várias palestras alunos se mostraram bem interessados na
ministradas por professores da própria idéia do projeto, que os estimulam cada
instituição, como Jean Douglas, Jonas vez mais para se transformarem em profisAlmeida e Katya Coeli e outros convida- sionais exemplares.
dos, como a professora Daiane Nascimento Alves, de Minas Gerais, que falou
sobre Posturologia,
técnica que atua na
prevenção e tratamento de desvios da
postura. A fisioterapeuta Ana Paula Cardoso, também de Minas, falou sobre o
caso de um paciente
que ela trata há seis
anos, da Doença de
Wilson, que se caracteriza pelo acúmulo
de cobre no organismo comprometendo
alguns órgãos essenciais, como o fígado
e o sistema nervoso
central.
De acordo com a
coordenadora do Coordenadora Liana Andrade satisfeita com o simpósio
Comunicação
Social conta
com novo DA
ISAÍAS PEREIRA
O Curso de Comunicação Social do
CEUT (Centro de Ensino Unificado
de Teresina) ganha novo Diretório
Acadêmico. O DA foi eleito pelos alunos de comunicação e já tem várias
idéias para trazer melhorias para o
curso.
O Diretório conta com seis integrantes, sendo três do curso de Jornalismo e três de Publicidade e foi
apresentado aos alunos na I Semana
de Comunicação da faculdade, que
ocorreu no dia 11 de novembro. A
principal função é lutar pelos interesses dos alunos do curso em conjunto com a coordenação e principalmente com a direção da faculdade.
Já existiram alguns Diretórios Acadêmicos de comunicação na instituição, porém nenhum deles prosperou.
Os integrantes desse novo DA garantem que não vão deixar cair na
mesma monotonia dos anteriores, e
ressaltam que, para obter sucesso, o
Diretório precisa do apoio maciço dos
estudantes: “Sem o apoio dos alunos, o DA não funciona, é preciso
trabalhar em conjunto para por nossos projetos em prática”, afirma
Valtervi Passos, presidente do DA.
Um ponto que chama a atenção
nesse Diretório é o fato de que metade dos seus membros é do primeiro
período do curso de Comunicação
Social, o que leva a perceber que os
novos alunos chegaram com vontade de mudar a realidade do curso
movendo algumas deficiências que
o curso possui.
Alguns projetos já estão sendo estudados pelo DA, como melhorias
nos laboratórios com a instalação de
novos programas e no acervo da Biblioteca do CEUT, além de buscar
apoio do DCE (Diretório Central dos
Estudantes) para a implantação de
um posto de recarga de créditos do
Passe Verde. A vice-presidente do Diretório, Isabela Duarte, afirma que
pretendem colocar os projetos em
prática e que, com certeza, o DA vai
buscar melhorias tanto para o curso
de Publicidade como de Jornalismo.
SAÚDE
Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 7
Acne: um vilão da adolescência
“Déjà-Vu”
ILZIANE VIRGINIA
A acne é uma doença inflamatória da
pele, de predisposição hormonal cujas
manifestações dependem da presença dos
hormônios sexuais. Por esse problema, as
lesões têm início na puberdade, atingindo
muitos jovens de todos os sexos.
Ao contrário do que muitos pensam, a
acne não é uma doença que afeta apenas
os adolescentes. Ela pode persistir na idade adulta ou até mesmo nas crianças, manifestando-se principalmente na face e no
tronco, áreas do corpo mais ricas em glândulas sebáceas, um fator que é mais estimulado no clima quente de Teresina, causando a oleosidade da pele.
Muitas vezes associa-se o aparecimento da acne ao consumo de alimentos como
chocolates, amendoim, gorduras animais,
o leite e seus derivados, o que, segundo o
dermatologista Dr. Marcos Vitor, não é totalmente verídico, “pois isso só acontece
com o consumo excessivo desses alimentos”.
A acne deve ser tratada desde o começo, ou seja, na formação dos comedões
abertos (cravos e espinhas) e fechados
(cravos brancos). Assim podem ser evitadas seqüelas que podem ser cicatrizes na
pele ou distúrbios emocionais, devido à
grande alteração na autoestima dos jovens.
A desfiguração causada pela acne mexe
com a autoestima do adolescente, que
LARISSA CORRÊA
A acne é um dos maiores problemas da adolescência
passa a evitar contato social com vergo- capacitado para indicar o que pode ser de
nha de suas lesões e, em alguns casos, o uso local ou via oral.
jovem chega a precisar de acompanhamenA estudante, Indira Soares, 16 anos, reto psicológico. “O problema da acne mexe lata: “sofro com acnes desde os 12 anos,
bastante com os adolescentes que estão depois de muitas tentativas caseiras não
passando por uma fase de transição e o resolvidas, decidi procurar um especialissurgimento das espinhas agrava esse pro- ta em busca do tratamento adequado e rácesso tão delicado”, relata o dermatolo- pido”, desabafa a garota.
gista.
Para evitar o surgimento das espinhas,
A automedicação e o tratamento a base os médicos aconselham lavar o rosto de 3
de cremes, cosméticos e esfoliações ca- a 4 vezes ao dia, ingerir em menor quantiseiras não são soluções eficientes, ao con- dade alimentos que predispõem ao aparetrário, podem, muitas vezes, causar mais cimento das acnes como gorduras e chodanos a pele. O tratamento adequado con- colates dentre outros, e se quaisquer altetra a acne deve ser orientado por um médi- rações maiores percebidas, deve-se proco dermatologista, que é o profissional curar uma ajuda especializada.
Cuidados com os pés no verão
ILZIANE VIRGINIA
Os pés são uma das partes do nosso
corpo mais importante, mais delicada e
também é uma das mais esquecidas, isso
porque na correria do dia-a-dia acabamos
dando pouca ou nenhuma atenção a eles.
Geralmente, os pés só recebem um cuidado especial quando, de repente, um mau
cheiro começa a incomodar ou o canto de
uma unha a doer, o famoso “chulé” e unha
encravada, respectivamente. Calos, mico-
ses, verrugas e cravos são também outros
problemas que atacam nossos pés quando não são cuidados de forma correta.
Dependendo do clima, frio ou calor demais, a área dos pés pode pedir uma maior
higiene e cuidado. Segundo a dermatologista Socorro Aragão, na época de altas
temperaturas em Teresina, especialmente
no período conhecido como “BR-O-BRÓ”
(meses de setembro, outubro, novembro e
dezembro), “o ressecamento dos pés na
No período do BR-O-BRÓ, os pés precisam de cuidados redobrados
região dos calcanhares, as “rachaduras”,
bromidrose (chulé), verrugas e calos são
alguns dos problemas mais vistos nessa
época”, comenta a doutora.
Cerca de 35% dos brasileiros sofrem com
algum problema relacionado com os pés,
os maiores deles têm a ver com os terríveis calos causados pela distribuição inadequada do peso do corpo sobre os pés,
além de saltos, sapatos e palmilhas que
contribuem para esse problema. Unhas
encravadas podem ser causadas por corte inadequado ou até mesmo pela posição
natural dos dedos, que podem ser resolvidos com dispositivos metálicos, semelhantes a um aparelho ortodôntico.
Para quem utiliza muito tênis e sapatos
fechados, a incidência do chulé aumenta
devido à umidade provocada entre os dedos, gerando bactérias e fungos. A dermatologista recomenda a hidratação dos
pés todas as noites, a lavagem dos sapatos frequentemente e colocar o tênis no
sol durante cinco minutos pelo menos.
Todos esses cuidados são necessários
para a boa saúde dos pés, e qualquer problema que surgir, a pessoa deve, primeiramente, procurar um especialista para evitar transtornos maiores.
Quem nunca teve um “déjà-vu”? Assim nem todo mundo compreende que
estamos falando de uma sensação tão
comum e, ao mesmo tempo, tão difícil
de entender. “De repente, numa cena
qualquer da vida, a gente sente como
se já tivesse vivido aquilo antes, do
mesmo jeito como está ocorrendo, e
tem vezes que dá até para dizer o que
vai acontecer”, fala o estudante Wellington Araújo. Eis o “déjà-vu”.
Estudos indicam que de 50% a 90%
das pessoas se lembram de ter tido um
episódio de “déjà-vu” na vida, sensação que em geral dura apenas alguns
segundos. Adolescentes e jovens parecem possuir mais experiências relacionadas a esse estado que adultos e
idosos, mas o “déjà-vu” atinge pessoas de todas as idades, especialmente
quando estão cansadas ou muito alerta em razão do “stress”.
O “déjà-vu” nada tem a ver com alucinações causadas por doença mental
ou uso de narcóticos como LSD, nem
com a “memória falsa”, condição que
aparece durante uma fase de esquizofrenia, que pode durar horas. Pacientes que sofrem de epilepsia do lobo
temporal também têm experiências parecidas com o “déjà-vu”.
O termo “déjà-vu” – “já visto” em
francês – pode ter sido usado pela primeira vez em 1876 pelo médico francês
Émile Boirac. Durante uma parte do
século XX, psiquiatras adotaram uma
explicação de base freudiana para o
fenômeno, o “déjà-vu” seria uma tentativa de resgatar memórias reprimidas.
Muitas explicações ligadas à paranormalidade e poder místico fizeram com
que muitos estudos fossem feitos para
permitir que a ciência pudesse dar uma
definição mais lógica da sensação,
“Existem duas vertentes para o “déjàvu”, a dos que acreditam que os fenômenos estão ligados a vidas passadas
e a dos que dizem estar na memória o
motivo para tais acontecimentos”, comenta o psicólogo Antônio Roldão.
Um estudo realizado com 220 estudantes pelo pesquisador Uwe
Wolfradt numa Universidade da Alemanha mostrou que, depois de terem
vivido um “déjà-vu”, 80% dos pesquisados foram capazes de se lembrar de
algum episódio do passado de natureza similar que haviam esquecido, o que
mostrou que podemos considerar uma
pessoa ou lugar ou evento familiares
se em alguma época bem cedo fomos
expostos a um aspecto da experiência,
mesmo em contextos diferentes, levando-nos a crer que muitas regiões do
cérebro podem estar envolvidas.
Página 8 - Teresina (PI), dezembro/2008
ESPORTE
Judocas surpreendem no CBJ
EMANOELLY VALÉRIA E KARLA DANIELLE
Grande foi a expectativa pelo Campeonato Brasileiro Sênior de Judô aqui no
Piauí. Judocas de todo Brasil estiveram
presentes dando o melhor em busca de
uma medalha e uma boa colocação para a
classificatória da seletiva dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
O Campeonato em si foi muito elogiado
pelas delegações e pelo Presidente da CBJ,
Paulo Wanderley, que disse ter sido muito
bem recepcionado pelos piauienses. Estiveram na Abertura do evento o representante da Prefeitura Municipal, o vice-prefeito Elmano Férrer, o senador João Vicente Claudino e o presidente do grupo Cidade Verde, Jesus Tajra Filho.
Foi no Congresso Técnico, na noite de
10 de outubro no Metropolitan Hotel, que
as lutas foram definidas e que os atletas
tomaram conhecimento de quem iriam pegar na primeira luta e na seqüência. No
mesmo local, ocorreram também as pesagens oficiais dos atletas. Para esse evento, a Confederação Brasileira de Judô
(CBJ) escolheu um mês antes 20 árbitros e
deixou vaga dentre estes para três árbitros piauienses que são: Miguel Neto, José
Craveiro Filho e Tomás Queiroz.
O Piauí estava muito bem representado
pelos atletas: Aline Coutinho (atleta do
CEUT), Fabieldo Torres, Sarah Meneses,
Nilo Carvalho, Luiz Figueiredo, dentre
outros. E para todos os piauienses uma
surpresa não agradável aconteceu na pri-
Sarah Menezes é bronze
meira luta de Aline Coutinho: ela foi eliminada por Alessandra Fernandes (atleta
olímpica de SP), na decisão por bandeiras
feita pelos três árbitros da luta. “Meu objetivo não era ser campeã brasileira em si,
mas garantir uma vaga para a seletiva dos
jogos olímpicos, pois essa era a última
porta para mim, estou insatisfeita”, afirma
Aline Coutinho após a luta. Mas ainda
assim havia uma esperança para Aline, por
que a CBJ, em algumas categorias, faz a
convocação de alguns atletas e no dia 17
de outubro Aline Coutinho de fato foi convocada pela CBJ para a seletiva.
Fabieldo Torres entrou na história do
Judô Piauiense como primeiro homem a
disputar uma final de campeonato brasileiro na categoria adulta e ficou com a
medalha de prata. Ele também foi convocado pela CBJ para a seletiva para os jogos olímpicos de 2012. Já Sarah Meneses,
por fazer parte da seleção feminina brasileira de judô, não precisa passar pelas seletivas. Ela, juntamente com Nilo Carvalho, Flávio Moreno e Samuel Azevedo,
ganharam a medalha de bronze. Luis Figueiredo (até 100 kg) ficou com o quinto
lugar após ser derrotado pelo carioca Leonardo Leite, bronze no último Mundial por
Equipes. Nilo Carvalho (- 66 Kg) ficou na
reserva esperando uma vaga para a seletiva, ele depende de que algum atleta não
confirme ou desista da vaga. E Hayssa
Ewelin ganhou a medalha de ouro na categoria – 70 Kg.
Na disputa por equipes, a equipe feminina do Piauí ficou a “ver tatames”. As
judocas piauienses perderam para as atletas do Rio de Janeiro nas quartas de finais
por 3 x 0. Aline Coutinho lutou com Cristiane Pereira e perdeu por yuko; Marília
Ramos competiu com Karina Oliveira e
perdeu por ippon; Luciana Caldas disputou com Laisa Santana e foi imobilizada;
Hayssa Santos e Giselly Poliana não chegaram nem a lutar, pois o placar já estava
em três pontos à frente. E a esperança pela
disputa do bronze foi embora de vez quando a equipe do RJ perdeu a luta seguinte.
O projeto era uma reivindicação antiga
dos praticantes de capoeira e, de acordo
com o mestre George Fredson, mais conhecido como “Touro”, a prática da capoeira nas escolas públicas vai ajudar na
acessibilidade ao esporte como também vai
permitir a troca de conhecimento histórico já que a capoeira faz parte do processo
histórico do nosso país. “O projeto é interessante, porém não ganhou o apoio ou o
interesse político”, afirma mestre Touro.
De acordo com o mestre Touro, a data
do dia da capoeira aqui no Estado foi escolhida porque é nesse dia – 20 de novembro – que é comemorado o dia de Zumbi. “O dia é ótimo porque os capoeiristas
se identificam muito com o Zumbi”.
Apesar de o projeto ter sido aprovado
pela Assembléia Legislativa, ainda não
entrou em vigor nas escolas do estado.
Capoeira arte e esporte
EMANOELLY VALÉRIA E KARLA DANIELLE
“A capoeira é um jogo alegre sem religião, sem crença, sem raça, é um esporte
normal” desabafa o professor Rômulo
Wagner (Borracha), que atua há 13 anos
no esporte. Símbolo da cultura e esporte
genuinamente brasileiro, a capoeira se
destaca pela dança, música e a arte.
No final da década de 70 para início da
de 80, o Mestre Anzol, através de um projeto de extensão na Universidade Federal
do Rio de Janeiro, conseguiu levar a capoeira para ser praticada nas escolas particulares daquele Estado. Aqui, em Teresina, esse mesmo projeto ganhou seus primeiros “gingos” (passos), nos anos 90
também em escolas particulares.
Hoje, 19 anos passados, a modalidade
conta com um projeto de lei ordinária Nº
5.784 de 29, de julho de 2008, do Deputado Estadual, Cícero Magalhães (PT), que
cria o dia estadual da capoeira - 20 de novembro - e dispõe sobre o ensino e a prática nas unidades escolares da rede pública de ensino como atividade de integração sociocultural e desportiva da cultura
afro-brasileira.
A prática da capoeira chega às escolas públicas
Um tabuleiro
para jogar e
aprender
EMANOELLY VALÉRIA
E KARLA DANIELLE
Prática esportiva na escola sempre
chamou a atenção dos alunos. E aproveitando esse interesse deles pelo esporte é que foi implantado, no Brasil,
pelo Ministério de Educação e Cultura
o Projeto Xadrez Escolar com o objetivo de desenvolver habilidades como
a memorização e o raciocínio lógicodedutivo a fim de motivar e despertar
o interesse dos alunos.
No Piauí, o Projeto Xadrez na Escola teve início no ano de 2003, sendo
efetivamente implantado no ano de
2004 em 40 escolas e em 2006 esse número aumentou para 60 escolas. O supervisor do projeto aqui, no Piauí, Felinton Ribeiro, diz que hoje há um total
de 100 escolas atendidas com o projeto e 100 mil alunos anualmente aprendem a jogar o xadrez. Teresina conta
com cinco coordenadores do projeto
divididos por região, que são: Maria
Alves (região Norte), João Santos (região Nordeste), Marcos Petrônio (região sudeste), Carlense Pires (região
Sul) e Carla Soares (região Centro),
atendendo assim a 56 escolas na capital.
A prática do xadrez é de livre participação dos alunos e os professores são
voluntários, pois os jogos acontecem
em atividades extracurriculares. Segundo Felinton Ribeiro, através de informações dos professores houve uma
melhora significativa no rendimento e
comportamento escolar dos alunos
que estão jogando xadrez. Como o xadrez exige a atenção do jogador, o raciocino lógico, a capacidade de resolver problemas, aprender a planejar,
controlar a impulsividade, esses fatores acabam por favorecer na atuação
escolar de quem pratica esse esporte.
Rosângela Mourão, professora e
instrutora de xadrez, confirma que
“houve uma grande mudança de comportamento. Tinha alunos que eram
bastante rebeldes e mudaram totalmente depois do xadrez. Eles, agora, são
bastante interessados e participam de
campeonatos e das aulas. Quanto às
notas, também houve uma melhora.”
Para Rosângela Mourão, o xadrez
deveria ser uma disciplina da grade
curricular, devido aos inúmeros benefícios que ele tem trazido aos alunos.
Dentre os vários benefícios aqui citados, ela ressalta a assiduidade do aluno nas aulas, por ser um jogo atrativo.
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