Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social - Jornalismo - Ano 3 - Nº 6 A arte do “graffit” dá vida à cidade As ruas de Teresina estão ganhando um novo visual graças à arte dos grafiteiros. Diferente da pixação, o “graffit” confere beleza, cor e vida a lugares depredados, como o vagão abandonado na Av. Marechal Castelo Branco (foto). Um dos grafiteiros mais atuantes na cidade, “Manim” está ensinando sua arte através de uma oficina no espaço cultural Olho do Poty, em um dos quiosques da beira do rio. Página 4 Vida a 2 com muito humor CEUT promove II Simpósio de Fisioterapia Nos dias 16 e 17 de outubro aconteceu no CEUT o II Simpósio de Fisioterapia, que teve como objetivo mostrar aos alunos as novidades da área e proporcionar a eles maior aprendizado. A coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Liana Andrade, disse que o evento superou as expectativas. Página 6 Coord. Liana: dever cumprido Um tabuleiro para jogar e aprender O xadrez é um esporte cuja prática desenvolve a memória e o raciocínio lógico-dedutivo, melhorando significativamente o rendimento e o comportamento escolar. Por isso o MEC implantou no Brasil o Projeto Xadrez Escolar, que já vem rendendo bons frutos em Teresina. Página 8 Os atores Regiane Alves e Bruno Mazzeo estiveram em Teresina com a peça “Enfim, nós”, que retrata, com muito humor, a vida de um casal que passa um tempo juntos e depois acabam descobrindo que não se conheciam de verdade. Página 4 Você sabe o que é “Déjà-Vu”? A estranha sensação de que já passou por uma situação antes, o famoso “déjà-vu”, já deu origem a muitos estudos, porém todos eles concordam numa coisa: não tem nada a ver com alucinações, drogas e nem falsa memória. O nome francês apareceu pela primeira vez em 1876. Página 7 Judocas fazem bonito no CBJ Judocas de todo Brasil estiveram presentes no Campeonato Brasileiro Senior de Judô realizado aqui no Piauí. A competição valia classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e nosso estado foi muito bem representado por atletas como Aline Coutinho. Página 8 Na Matrix, “déjà-vu” é sinal de alteração do programa Página 2 - Teresina (PI), dezembro/2008 OPINIÃO Uma história que não está no gibi Após banhos de rio, partida de futebol no Lindolfo Monteiro ou sessões vesperais de filmes e seriados no Cine Rex, um grupo de amigos, entre jovens e crianças com revistas e gibis embaixo do braço, encontravamse diariamente nas proximidades da Praça Pedro II, coração de Teresina. O objetivo: voltar para casa com o maior número possível de exemplares usados, porém inéditos, daquela coleção de gibis tão cobiçada. A década: 60. Valia qualquer tipo de negócio. Duas usadas por uma nova, uma usada e mais um cruzeiro, troca, troca e destroca. Como até hoje, o negócio funciona – explica-me Antônio de Pádua Marineles, o Dentinho, dono de uma banca de revistas usadas na avenida Senador Theodoro Pacheco, nas proximidades do lugar onde, quando criança, começou a prática da troca de revistas e gibis. Hoje, Dentinho é dono de um grande acervo de material para leitura. Exemplares raros para colecionadores podem ser encontrados lá. O público, segundo ele, mudou um pouco. As crianças da sua época são os adultos freqüentadores da sua banca hoje, comprovando que o hábito permanece, embora a valorização dessa prática entre as crianças tenha caído muito. “Hoje em dia tem muita opção de lazer. É restaurante para todo lado, televisão, internet, dvd. Na minha época trocar revistas era a diversão, todo mundo gostava.” Os poucos que sobrevivem desse comércio de décadas, estão ali, naquele ponto do centro. Um corredor cheio de fontes vivas de uma parte da história da cultura de Teresina, quase que despercebido por quem passa naquele trecho diariamente. Dentinho disse nunca ter se interessado em comprar revistas e jornais novos para vender. Sempre gostou mesmo de trabalhar com a história e a troca. Com as releituras de personagens clássicos de gibis e revistas e o advento de novas tecnologias, a procura por material histórico para coleção caiu muito. E com a redução cada vez mais preocupante do hábito da leitura entre os jovens, essa prática está quase em extinção. Mas Dentinho parece não demonstrar muita preocupação com isso. “Isso aqui é a minha única fonte de renda e prazer. Continuarei aqui até a hora da morte”, afirma. Muitos dos colegas da época foram embora da cidade, abandonaram o negócio ou já não estão mais aqui para contar a história da qual Dentinho se or- gulha de fazer parte. Outros, entretanto, investiram em inovações, como a venda de jornais diários, além de revistas e outros serviços, o que acabou transformando a prática infantil em negócio. Esse é o caso da antiga Banca do Joel, hoje loja, do outro lado da rua onde converso com Dentinho. Pergunto a ele qual sua relação com o colega Joel, jornaleiro, talvez o mais famoso da cidade atualmente. “Rapaz, a gente é político”, responde Dentinho, bem-humorado. “Não somos mais tão colegas de chegar na porta e bater papo. Ele tem os negócios dele lá, e eu continuo aqui no meu. Pronto.” Fim de papo. Os problemas de trabalhar com material usado são o volume, cuidado e armazenamento dos exemplares acumulados ao longo do tempo. No resto, é tudo bem menos estressante do que investir em coisas novas, na opinião de Dentinho. Antigamente trabalhava ao ar livre, expondo todas as revistas no chão, até a Prefeitura legalizar o negócio e permitir a instalação de banquinhas na calçada, mais ou menos nos anos 90. Sindicato, porém, ainda não existe. O motivo é simples: a maioria dos colegas de profissão não pagava a taxa exigida. “É como eu costumo dizer aqui: o pessoal trabalha com cultura, mas são tudo idiota”, arrisca Dentinho. Se antigamente o homem compunha o público mais fiel de revista e livros para trocas nas bancas, hoje esse papel é exercido por mulheres donas de casa, ou mocinhas. Disparadamente, os exemplares mais procurados são os de ‘Sabrina’, histórias de romances que embalaram e ainda hoje embalam, segundo Dentinho, o sonho das moças. O público de colecionadores aqui em Teresina é fraco, porém cativo. Mas Dentinho diz que é até compreensível. As próprias editoras lançam exemplares reformulados, o que torna cada vez menos acessível o hábito de colecionar revistas e de se apegar à antiguidade. Dentinho não faz idéia, em números, da quantidade de livros e revistas em seu acervo, mas nos levou para conhecer um quarto cheio desse material, na frente da banca. Pilhas e pilhas de folhas escritas e encadernadas, que talvez nunca mais tenham procura. Mas, enquanto houver alguém guardando um pouco da história cultural de nossa cidade em papéis de livros e revistas, há esperança. Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo do CEUT - Centro de Ensino Unificado de Teresina. Diretor Geral: Honório José Nunes Bona Diretor de Planejamento e Finanças: Ranieri Mauro Vilarinho Brito Diretora Administrativa: Zizita Dolôres Bona de Carvalho Diretora Acadêmica: Maria de Fátima Portela Araújo Diretora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão: Ceciane Portela Sousa Assessora Acadêmica: Lina Rosa de Jesus Bona Coordenadora do Curso de Comunicação Social: Maria Helena Almeida de Oliveira Professores Responsáveis Edição, Texto e Reportagem: Sammara Jericó - DRT 1228 Planejamento e Produção Gráfica: Mercedes Rio Lima - DRT 187/90 Fotojornalismo: Luciano Klaus - DRT 1171 Revisão: José Airton F. de Sousa - MEC 514-CE Equipe de Redação/Paginação: Benício Franco Débora Matos Diego Noleto Emanoelly Valéria Ídria Portela Isaías Pereira Jaqueline Watanabe Karla Danielle Larissa Corrêa Luana Sena Maria Ilziane Maurício Pokemon Mônica Freitas Nilce Boavista Wilson de Sousa CEUT - Av. dos Expedicionários, 790 São João - Teresina/PI - CEP 64046700 Fone: 4009.4300 - Fax: (86)32324888 E-mail: [email protected] CIDADES Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 3 Dona Flor e seus dois Maridos Liberdade de leitura NILCE BOAVISTA O teatro e a cultura estão em evidência na nossa capital, Teresina recebe nos dias 17, 18 e 19 de outubro no Teatro 4 de Setembro a peça ‘’Dona Flor e seus Dois Maridos’’, uma adaptação baseada no romance de Jorge Amado. O espetáculo é protagonizado por Marcelo Faria como Vadinho, Carol Castro como Dona Flor, Duda Ribeiro como Teodoro Madureira e mais 16 atores em cena com a direção de Pedro Vasconcelos. A peça; que recebeu a indicação ao Prêmio Shell nas categorias melhor diretor e melhor ator, espera conquistar o público de nossa cidade. Depois de ficar em cartaz sete meses no Rio de Janeiro, ela começou a percorrer várias cidades, e nossa capital foi uma das escolhidas. A adaptação foi muito difícil de fazer, pois o livro de Jorge Amado é muito rico, eles tiraram as melhores cenas, mas, ainda assim, tiveram que fazer outros cortes para que não ficasse cansativo, a peça tem uma duração de 1 hora e 50 min de emoção, prazer e sensualidade. Antes dessa adaptação, “Dona Flor e seus Dois Maridos’’ já tinha ido ao teatro, mas só foi encenada em Salvador. Em coletiva realizada no Rio Poty Flat os atores falaram um pouco de cada um de seus personagens e da responsabilidade que é fazer uma peça que tem por base o texto de Jorge Amado. O ator Duda Ribeiro, que interpreta o farmacêutico Teodoro, diz que o seu personagem é recatado, educado, metódico como diz em uma das pas- NILCE BOAVISTA E WILSON GOMES Coletiva com o elenco de “Dona Flor” sagens do texto: “cada coisa em seu lugar e um lugar para cada coisa’’. Comenta que as reações das pessoas variam de cidade para cidade, as mulheres são as que mais ficam impressionadas com seu personagem por ele ser cavalheiro, já que a estória se passa na década de 40 e os homens da época eram mais gentis que os de hoje. Carol diz que é uma grande responsabilidade interpretar a Flor, pois ela é quem dita o ritmo do espetáculo. Para ela, Dona Flor não é uma mulher adúltera, apenas muito apaixonada, e o amor que ela sente por cada um dos seus dois maridos é diferente. Marcelo Faria, intérprete do Vadinho, comentou que tinha muita vontade de fazer o personagem, diz que as características de seu personagem são a sem- vergonhice, a imoralidade, ser devasso e ter carisma. O que chamou atenção do ator em suas passagens pelas outras cidades é que as mulheres adoram o fato de a dona Flor ter dois maridos. Todos os três: Carol, Marcelo e Duda, estão muito felizes em estar na nossa cidade, pois para eles é complicado levar um trabalho como esse por todo o Brasil, principalmente para cidades do Nordeste. Ao final deste ano, eles já terão passado por todas as capitais. No domingo, dia 19 de outubro, a peça completará um ano que está em cartaz e a comemoração será em nossa capital. Os horários de apresentação do espetáculo serão dias 17 e 18 às 19h e às 21h30, no dia 19 terá uma única apresentação às 18h. Respeitando a lei no ônibus DÉBORA MATOS Faz oito anos que a lei Federal 10.048 (08 de novembro de 2000) entrou em vigor no país, determinando que as empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo. Em Teresina, as cadeiras da frente antes da catraca são as determinadas para atender a prioridade, e a lei é geralmente seguida à risca pelos usuários. Os moradores de Teresina parecem estar cada vez mais conscientes de que as leis existem para serem cumpridas. O cobrador Edilson, da empresa Emtracol, comentou que a grande maioria das pessoas respeita as cadeiras destinadas à prioridade: ‘‘Quando tem alguém sentado, porque o ônibus está lotado lá atrás, e chega um idoso ou deficiente a pessoa geralmente levanta, cede o lugar, é muito difícil acontecer do idoso ou deficiente ter que pe- dir para alguém desocupar a cadeira’’. Não há nenhum fiscal dentro dos ônibus em Teresina, apenas nos terminais, as empresas geralmente pedem que os cobradores e motoristas expliquem para os insistentes que aqueles assentos são reservados, mas que evitem discussão ou desentendimentos com usuários. A cartilha de Direito dos Idosos garante que nos veículos de transporte coletivo serão reservados dez por cento dos assentos para os idosos, devidamente identificados. Geralmente são os idosos que mais reclamam seus direitos, Maria dos Remédios, de 65 anos, moradora do bairro Dirceu e usuária de Coletivos disse: “As coisas hoje estão muito boas, porque eu chego no ônibus já pedindo meu lugar, as pessoas saem sem reclamar, mas o que ainda me incomoda é que tem pouca cadeira, porque a gente ainda divide com deficientes e acompanhantes, aí, quando está cheio, é o jeito ficar em pé. Mas que os Teresinenses têm mostrado respeito por nós isso têm”. Benefício respeitado no transporte público A Biblioteca Pública Municipal do Bairro São João tem um grande acervo de revistas, livros e jornais disponíveis para a população do bairro incentivando os estudantes a enveredar pelo mundo do saber e da cultura, aliado ao prazer da leitura. São centenas de livros dos mais variados assuntos e autores como O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, Vidas Secas, de Graciliano Ramos e outros, uma ampla coleção de obras editadas no Piauí como parte da valorização da cultura local. Em 1993, o prédio passou por reformas, desde então abriga somente a biblioteca. Atualmente ela conta com um acervo de 13.415 exemplares nas mais diversas áreas do conhecimento, 536 exemplares periódicos como Veja, Isto É e outras, 1.643 consultantes cadastrados, uma freqüência mensal de 1295 leitores e empréstimos mensais de 883 exemplares. São realizadas atividades como exposições e as oficinas de Teatro, que são ministradas às terças e quintas-feiras pelo professor Adolvir Miranda, tem 42 alunos. Já a oficina de Flauta Doce, que ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras, conta com 30 alunos e é aplicada pelo professor Nivaldo. As duas oficinas acontecem à noite. Ela está em processo de informatização e atualização de seu acervo, o ambiente será climatizado, tudo para proporcionar ao usuário um conforto nos momentos de leitura. A funcionária mais antiga é Maria José Ramos da Silva, que é auxiliar de serviços, está trabalhando há 20 anos, mas não foi possível conversar com ela, pois estava de férias. A biblioteca Municipal do São João se constitui num patrimônio importante para a comunidade e, ao longo dos seu 20 anos de existência, contribuiu para a aprovação de muitos de seus freqüentadores. Francisco P. da Silva, estudante de Administração, diz que: “a leitura é de suma importância para todos, os livros daqui são bons e a estrutura é confortável.’’ Um dos freqüentadores assíduos é Edivaldo de Carvalho, bacharel em Ciências Contábeis gosta muito da biblioteca, pois é o local onde ele se concentra para fazer suas leituras e algumas pesquisas. A biblioteca está situada na Rua Belizário da Cunha, 720 São João, é administrada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves e Prefeitura de Teresina, atende a todos que a procuram, foi inaugurada em agosto de 1988 no Ciarte São João (Centro Integrado de Arte São João), dentro da programação do aniversário de Teresina. Página 4 - Teresina (PI), dezembro/2008 CULTURA A arte do “graffit” dá vida a cidade Todo o encanto de Soraya Castelo Branco MAURÍCIO POKEMON Ultimamente Teresina vem ganhando belos quadros urbanos. Grafiteiros, ativistas estão produzindo várias artes distribuídas pela cidade, através de um dos elementos do Movimento Hip Hop. Podese notar uma cidade mais “viva”. Lugares que estão em situação de desprezo e abandono tornam-se bem chamativos pelas cores que estão ali estampando a parede. Um exemplo é o vagão que estava abandonado na Av. Marechal Castelo Branco, próximo à Estátua de Iemanjá. Hoje ele está completamente grafitado, uma autêntica obra de arte. O verdadeiro objetivo do “graffit” é dar vida onde não há, expressando idéias de uma forma artística e urbana. Diferentemente da pixação, um ato de vandalismo que deixa os lugares feios e depredados. Essa prática do “graffit” está se tornando cada vez mais evidente, uma conseqüência do que está acontecendo nas grandes cidades, a exemplo de Salvador e Recife. Apesar de Teresina ainda ser bem pobre nesse aspecto, Manim, um dos grafiteiros que atualmente mais vem “bom- ÍDRIA PORTELA Teresina vem ganhando vários quadros urbanos através do “graffit” bardeando” a cidade, diz que todo domin- de vez em quando a polícia o confunde go pela manhã ele sai à procura de pare- com pixador, o que é totalmente diferente, des vazias, praças abandonadas para po- e ele tem que se explicar para poder ser der pintar sua idéia e fala também que a liberado. No início de dezembro, Manin capital piauiense vai ficar muito mais bela estará inaugurando um espaço cultural daqui a alguns anos com a evolução da sobre o “graffit” em um dos quiosques da arte e do pensamento. Relata também que Beira do Rio, intitulado o Olho do Poty, onde haverá oficina de “graffit”, exposição de seus trabalhos em telas e também Graffiti é a designação para pinturas feitas em muros na rua. Enquanto as mentes exposição de fotos sobre o “graffit” em manipuladoras tentam passar a imagem de que os seguidores desse movimento Teresina, mostrando o ambiente urbano tentam mascarar impulsos de vandalismo com discursos de vitimização, na realidacom a arte inserida no seu dia-a-dia. de esta expressão legítima é utilizada como veículo para se revelar realidades oprimiA tinta do “spray”, a idéia do grafiteiro, das, realidades essas sem força perante pressões governamentais por meio da polío lugar abandonado. Os três elementos tica. É um considerável instrumento de protesto contra as condições das classes que, quando se juntam, formam um colorimenos privilegiadas e outros que, através desta expressão, encontram forma de do muito lindo que chega a mudar a persobrigar a cidade a contemplar sua miséria. pectiva do ambiente. O que é “Graffit”? Peça fala, com humor, da vida a dois LUANA SENA Os atores Regiane Alves e Bruno Mazzeo estão em Teresina para o espetáculo “Enfim, nós”, escrito por dois autores que adoram comédia: o próprio Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga, o primeiro, responsável por programas como “A Diarista”, o segundo, por “Zorra Total” e “Sob Nova Direção”, dentre outros. Bem humorada, Regiane Alves foi a primeira a descer para a coletiva de imprensa que aconteceu num hotel da cidade. A atriz ficou surpresa ao saber que as sessões já estavam quase todas esgotadas para a temporada em Teresina: “Já tá lotado, é? Nossa, que chato...”, disse levantando risos dos repórteres presentes. A comédia romântica “Enfim, nós” foi montada em 2005 e tinha a atriz Fernanda Souza como protagonista, mas Bruno Mazzeo confessa: “eu escrevi pensando na Regiane para esse papel, mas na época ela estava em cartaz com outra peça”. Teresina é a terceira cidade a conferir o espetáculo com Regiane, que diz não ter encontrado muita dificuldade em “pegar o bonde andando”. “Eu tinha dito para o Bruno que queria encenar algo sobre um casal que passa um tempo junto e depois acabam descobrindo que não se conheciam de verdade, e aquele drama todo e tal, daí ele disse: ‘Regiane, eu não tenho esse drama todo aí não, mas eu tenho a mesma história em uma comédia’, e aí eu pedi para ler e topei, nunca vou esquecer.” Bruno Mazzeo diz que está muito bem encenando algo que ele mesmo escreveu. “Ah, aí é muito mais tranqüilo porque já vem tudo muito fácil... eu já escrevo pensando em como eu vou falar, sabe?”. E sobre a inspiração para escrever uma comédia sobre crise de relacionamentos, o autor e ator comentou que quem escreve humor observa tudo e está sempre atento. “Muitas das cenas desse espetáculo são diálogos que eu já vivi ou presenciei na minha vida e que armazenei em algum lugar para usar um dia, uma espécie de HD. E o interessante é como as pessoas se identificam. Humor só funciona com identificação.” O ator falou ainda sobre o projeto de Lei que quer proibir a meia entrada para estudantes em cinemas e teatro no fim de semana. “Eu não estava sabendo disso, mas eu acho muito justo, porque isso é muito prejudicial às produções. Eu já fiz peças com casas lotadas em que não conseguimos cobrir os custos, porque rolava muita fraude. Já estava ficando muito bagunçado isso. O cara faz um curso de uma semana e tira carteirinha para usar para sempre. Não é que a meia entrada seja errada, só acho que devia ser mais fiscalizado esse negócio”, disse o ator. Regiane nunca esteve em Teresina, e disse que a expectativa é grande para encontrar o público nessas três noites. Bruno se declarou um apaixonado por teatro e se disse contente em estar encerrando o Circuito Credishop em Teresina esse ano. “Teatro para mim é trabalhar no fim de semana, e eu amo isso. Quando paro um tempo, morro de saudade. Teresina ficou um tempo fora do Circuito, né? O que é uma pena, porque as pessoas precisam ter outra opção fora a novela da Globo”, disse o ator cutucando a colega Regiane Alves com seu bom humor. Sol. Nome pequeno que define um grande talento. Soraya Castello Branco, a parnaibana dona de uma das vozes mais doces e encantadoras do Piauí, que este mês lançou seu primeiro cd, depois de anos de carreira. A demora se deve a complicações com patrocínios e incentivos de leis culturais, um dos problemas mais comuns entre os artistas. “Eu já tinha me inscrito algumas vezes no projeto, mas nunca tinha sido contemplada. Dessa vez deu certo, e é uma alegria muito grande”, disse a cantora se referindo ao fato de seu primeiro trabalho ter sido pela Lei A. Tito Filho, um incentivo cultural que ajuda bastante os trabalhos autorais. Seu primeiro cd, fruto de toda uma carreira, foi intitulado “Sol”. “As pessoas estão me perguntando na rua se é por causa do sol de Teresina, mas na verdade esse é um apelido que tenho de muito tempo, meus amigos mais íntimos nem me chamam mais de Soraya. Mas, por que não ser também uma referência ao nosso astro Sol maravilhoso, né?”, confessou a cantora. O álbum, com 13 faixas, faz um passeio da MPB ao pop, porém mantendo uma linguagem contemporânea, o que é comum no estilo de Sol, que já é conhecida no meio da música de nossa terra como a melhor representante e intérprete da música piauiense . “Na verdade, é meu primeiro cd solo, porque eu já trabalhei em várias participações de outros compositores. Mas esse não, esse é só meu, eu achei que minha carreira merecia esse presente”, disse Soraya. No repertório, a cantora interpreta canções de Alexandre Jr., Assis Bezerra, Esperanza Carvalho, Fátima C. Branco, Geraldo Brito, Machado Jr, Mirton de Paula, Paulo Moura, Roraima, Teófilo Lima, Vavá Ribeiro e Zé Marques, grandes nomes da nossa música. Soraya está com sua agenda de shows bem cheia para esse final de ano, ela vai aproveitar essa oportunidade para fazer uma divulgação intensa do seu novo cd. O público teresinense é bem fiel e seus shows são sempre bem aplaudidos. A cantora fala sobre a importância que esse cd tem para sua carreira: “Para mim, fazer esse disco significa crescimento, desafio e compromisso de cada vez mais divulgar a música de qualidade produzida no Piauí e de lutar para conquistar o mercado fonográfico local e nacional”, encerrou Soraya em entrevista, mostrando, acima de tudo, que, com dedicação e reconhecimento, esse Sol não vai parar de brilhar tão cedo. POLÍCIA Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 5 Loteria é assaltada no centro Traficantes atuam a dois quarteirões da delegacia DIEGO NOLETO Loteria é assaltada no centro da cidade por dois homens que renderam funcionários e clientes, levando dinheiro e cartões de crédito. O fato ocorreu por volta das 13H na tarde de segunda-feira. Agentes da Polícia Militar e 1° D.P estão investigando ocaso, e esperam chegar logo aos criminosos. Segundo informação de funcionários da loteria, situada no cruzamento das avenidas Coelho de Rezende e Pires de Castro, dois homens aramados com revólver e pistola, entraram na loteria e anunciaram o assalto. Todo mundo que estava no local foi rendido e os ladrões levaram 500 reais em dinheiro e alguns objetos das vítimas. Depois do crime os dois fugiram em uma moto roubada dos moto-táxi. Logo após o assalto, a Polícia Militar foi acionada e os agentes da CODAM e do 1° DP foram até o local para dar início às investigações. De acordo com o Major Ramos ainda não JOAQUIM BARROSO Codam analisa videos de segurança foi possível identificar os suspeitos, e a única pista que a polícia tem são as imagens cedidas do sistema de vigilância interna da casa lotérica. Para o agente Ricardo, ele acredita que só as imagens não são suficientes para se identificar os assaltantes por isso estão interrogando as vítimas para uma melhor apuração dos fatos. “Com as imagens só podemos ver parcialmente o rosto dos criminosos, por isso estamos interrogando todas as pessoas que estavam no momento do crime e colhendo informações mais detalhadas como o tipo de roupa e a fisionomia”, disse o agente. to do patrulhamento ostensivo na cidade no período do Natal e final de ano. A preocupação maior da polícia é com as áreas em torno dos dois shoppings de Teresina e com a região do centro da cidade. O agente Davi ainda informa que a operação vai contar com os novos alunos da Academia da Polícia Militar, que vão trabalhar com os soldados há mais tempo na ativa. “Os 450 novos alunos serão divididos entre o centro, Zona leste e a região do Grande Dirceu. No centro farão um trabalho em dupla se postando a cada três ruas e nos bairros as vigilâncias serão feitas com as viaturas”, esclarece. Segundo relatório da Delegacia Geral da Polícia Civil, as maiores ocorrências em dezembro de 2007 foram roubos a transeuntes e a aos comércios, além de pequenos furtos. Para o agente Paulo, o bom funcionamento da operação “Natal com Segurança” vai conseguir reduzir as ocorrências e o número de boletins e inquéritos nas delegacias. Plano de segurança garante natal tranquilo para Teresina DIEGO NOLETO Dia 1° de Dezembro começou em Teresina a operação “Natal com segurança”, que envolve as companhias independentes, como do Promorar e Santa Maria da Codipi, e grupos especiais da Polícia Militar do Piauí: Gate, Rone e Gtop. O objetivo é proibir a ação de marginais em toda a capital. De acordo com o agente da Polícia Militar, Davi, a operação surgiu através de um acordo entre o Conselho de Diretores Lojistas (CDL), e o Policiamento da Capital (PCP) para o aumen- Nova central vai desafogar DPs A nova Central Única de Flagrantes foi inaugurada no dia 29 de outubro com o objetivo de acabar com as ocorrência de flagrante nos Distritos Policiais. Localizada ao sul da Rua Coelho de Resende, a nova central deve aumentar a eficácia nos processos caracterizados como flagrantes, agilizando os trabalhos investigativos nas delegacias. Segundo o Delegado Tiago Dias, com a mudança das duas centrais de flagrantes localizadas na Vila Maria e no bairro Dirceu para a Central Única da Coelho de Resende, os casos caracterizados como flagrantes serão encaminhados diretamente para essa central que funcionará em tempo integral e será monitorada com um moderno circuito interno de TV. Para o trabalho de apuração das ocorrências, são destinados durante a semana quatro delegados, oito agentes e quatro escrivões de plantão. Para os finais de semana, serão destinados dez agentes, cinco delegados e cinco escrivões, para atender um número maior de casos. Após a comprovação das ocorrências será registrado, em todos os casos, um boletim de ocorrência e um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO). Para menores infratores, além dos B.O.s e do TCO, serão comunicados o Juizado de menores e a Defensoria Pública. Traficantes estão vendendo maconha e crack nas ruas do Morro da Esperança, mais conhecido como “Morro do Urubu”, região localizada no bairro Primavera e que fica a três quilômetros da Assembléia Legislativa do Piauí e a quinhentos metros de uma delegacia de polícia. “O lugar é muito tranqüilo. Às vezes a polícia está rondando o lugar, mas raramente se vê parando um carro. Comigo nunca aconteceu, pois já sei os horários previstos que “os homi” estarão fazendo a ronda”, conta um estudante que compra droga no lugar há dois anos, mas não quis se identificar. Qualquer pessoa que passa pela Rua Alex Diniz de carro poderá comprar as drogas de dentro do próprio carro, pois os vendedores gritam, sem nenhum tipo de medo da lei, aos motoristas passantes: “Tá procurando o quê? Tenho da boa o chá (maconha) e a pedra (crack)”. Os valores variam de R$ 5 para um saquinho de maconha e R$ 10 para uma pedra de crack. Para os moradores do lugar sem envolvimento com as drogas, a situação é tranqüila, pois os traficantes não se utilizam de violência contra os seus vizinhos, o único temor é pela polícia que às vezes os confundem com os vendedores. “Não deixo o meu filho se envolver com eles, mas eles também não mexem com a gente. Às vezes a polícia vem aqui, mas eles já sabem que são os vendedores e mesmo assim, eles continuam vendendo todos os dias. Por mim, não há problema nenhum”, disse a moradora do bairro, Maria Gonçalves. Para a delegada do 2º Departamento de Polícia (bairro Primavera), tenta-se evitar ao máximo a venda dos produtos ilegais nas proximidades da delegacia, mas, legalmente, a responsabilidade é da Delegacia de Entorpecentes, situada no bairro Saci, há mais de 10 quilômetros do Morro da Esperança. “Sempre que é possível pegamos os vendedores de drogas que vendem próximos daqui, a regra é encaminhar para a Delegacia de Entorpecentes”, afirmou a delegacia Andréia Magalhães. Página 6 - Teresina (PI), dezembro/2008 CEUT Avaliando para melhorar o ensino ISAÍAS PEREIRA CEUT realiza nova Avaliação Institucional através da CPA (Comissão Própria de Avaliação). Esse processo é feito através do site da faculdade e pode ser realizado por alunos e funcionários da instituição. Essa avaliação é realizada no CEUT desde 2002, quando ainda não se tratava de uma exigência do MEC, a faculdade utilizavase dela para se autoavaliar. Em 2005 passou a ser obrigatória e adquiriu os padrões que possui hoje. Anualmente são feitas duas avaliações, a primeira analisa apenas os professores, a segunda é mais completa e abrange outros setores da instituição, como instalações físicas, corpo administrativo entre outros. A CPA é constituída por representantes do corpo docente, discente, administrati- Avaliação Institucional busca melhorias no ensino superior vo e sociedade civil e tem como principal objetivo melhorar a qualidade do ensino superior. “Essa avaliação serve para conhecermos o perfil do alunado e vermos a idéia que eles têm do curso, para que, dessa forma, possamos analisar a situação e buscarmos uma melhora” afirma a professora Neuza Farias, membro da CPA. Após encerrada a avaliação, a CPA faz um relatório e envia para o MEC e para a direção da faculdade a fim de que, dessa forma, seja possível tomar as providências necessárias. Para a aluna Larissa Corrêa, “por meio da avaliação a direção da faculdade pode avaliar se os serviços oferecidos estão satisfazendo aos alunos”. Pela primeira vez, desde que foi instaurada, as notas de alguns pontos a serem avaliados vão estar disponíveis na internet para que alunos e funcionários tenham acesso. Susyanne Alves, aluna do CEUT, assegura que a Avaliação Institucional é uma ponte entre os alunos e a direção da Instituição, “acredito que através da avaliação a gente pode vislumbrar uma mudança naquilo que estamos descontentes”, disse. CEUT oferece II Simpósio de Fisioterapia ALESSANDRA HIDD curso de Fisioterapia, a professora Liana 840 vagas ISAÍAS PEREIRA O Vestibular CEUT para 2009 ocorreu no dia 16 de novembro. As provas aconteceram na própria faculdade na tarde do domingo, e contou com a presença de milhares de alunos que disputaram 840 vagas para os dez cursos disponíveis na instituição. Dentre as graduações disponíveis a mais concorrida foi o curso de Direito, seguido de Enfermagem. Como a procura da qualificação é maior no início do ano letivo, teve um aumento razoável do número de vagas, já que no período passado foram disponibilizadas 640 vagas. A faculdade que funciona desde 1994, começou apenas com Bacharelado em Direito. A partir de então tem crescido cada vez mais rápido e conta hoje com cursos de graduação entre as áreas de Humanas, Exatas e Saúde. Conta também com cursos de pós-graduação abrangendo as mais diversas áreas, que serviram para a faculdade se firmar como uma das principais Instituições de ensino do Estado. Realizando dois vestibulares anualmente, com a crescente participação de candidatos treineiros (alunos que prestam o vestibular sem a intenção e cursar), o CEUT virou referência na formação de novos profissionais, que estão entre os mais gabaritados do mercado piauiense. Nos dias 16 e 17 de outubro aconteceu Andrade, o evento superou as expectatino CEUT o II Simpósio de Fisioterapia, que vas, pois tinha como intuito atualizar os teve como objetivo mostrar aos alunos as futuros profissionais e torná-los capazes novidades da área e proporcionar maior de atuar em tudo e proporcionar à sociedade serviços de saúde qualificados. Os aprendizado a eles. O evento contou com várias palestras alunos se mostraram bem interessados na ministradas por professores da própria idéia do projeto, que os estimulam cada instituição, como Jean Douglas, Jonas vez mais para se transformarem em profisAlmeida e Katya Coeli e outros convida- sionais exemplares. dos, como a professora Daiane Nascimento Alves, de Minas Gerais, que falou sobre Posturologia, técnica que atua na prevenção e tratamento de desvios da postura. A fisioterapeuta Ana Paula Cardoso, também de Minas, falou sobre o caso de um paciente que ela trata há seis anos, da Doença de Wilson, que se caracteriza pelo acúmulo de cobre no organismo comprometendo alguns órgãos essenciais, como o fígado e o sistema nervoso central. De acordo com a coordenadora do Coordenadora Liana Andrade satisfeita com o simpósio Comunicação Social conta com novo DA ISAÍAS PEREIRA O Curso de Comunicação Social do CEUT (Centro de Ensino Unificado de Teresina) ganha novo Diretório Acadêmico. O DA foi eleito pelos alunos de comunicação e já tem várias idéias para trazer melhorias para o curso. O Diretório conta com seis integrantes, sendo três do curso de Jornalismo e três de Publicidade e foi apresentado aos alunos na I Semana de Comunicação da faculdade, que ocorreu no dia 11 de novembro. A principal função é lutar pelos interesses dos alunos do curso em conjunto com a coordenação e principalmente com a direção da faculdade. Já existiram alguns Diretórios Acadêmicos de comunicação na instituição, porém nenhum deles prosperou. Os integrantes desse novo DA garantem que não vão deixar cair na mesma monotonia dos anteriores, e ressaltam que, para obter sucesso, o Diretório precisa do apoio maciço dos estudantes: “Sem o apoio dos alunos, o DA não funciona, é preciso trabalhar em conjunto para por nossos projetos em prática”, afirma Valtervi Passos, presidente do DA. Um ponto que chama a atenção nesse Diretório é o fato de que metade dos seus membros é do primeiro período do curso de Comunicação Social, o que leva a perceber que os novos alunos chegaram com vontade de mudar a realidade do curso movendo algumas deficiências que o curso possui. Alguns projetos já estão sendo estudados pelo DA, como melhorias nos laboratórios com a instalação de novos programas e no acervo da Biblioteca do CEUT, além de buscar apoio do DCE (Diretório Central dos Estudantes) para a implantação de um posto de recarga de créditos do Passe Verde. A vice-presidente do Diretório, Isabela Duarte, afirma que pretendem colocar os projetos em prática e que, com certeza, o DA vai buscar melhorias tanto para o curso de Publicidade como de Jornalismo. SAÚDE Teresina (PI), dezembro/2008 - Página 7 Acne: um vilão da adolescência “Déjà-Vu” ILZIANE VIRGINIA A acne é uma doença inflamatória da pele, de predisposição hormonal cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Por esse problema, as lesões têm início na puberdade, atingindo muitos jovens de todos os sexos. Ao contrário do que muitos pensam, a acne não é uma doença que afeta apenas os adolescentes. Ela pode persistir na idade adulta ou até mesmo nas crianças, manifestando-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo mais ricas em glândulas sebáceas, um fator que é mais estimulado no clima quente de Teresina, causando a oleosidade da pele. Muitas vezes associa-se o aparecimento da acne ao consumo de alimentos como chocolates, amendoim, gorduras animais, o leite e seus derivados, o que, segundo o dermatologista Dr. Marcos Vitor, não é totalmente verídico, “pois isso só acontece com o consumo excessivo desses alimentos”. A acne deve ser tratada desde o começo, ou seja, na formação dos comedões abertos (cravos e espinhas) e fechados (cravos brancos). Assim podem ser evitadas seqüelas que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à grande alteração na autoestima dos jovens. A desfiguração causada pela acne mexe com a autoestima do adolescente, que LARISSA CORRÊA A acne é um dos maiores problemas da adolescência passa a evitar contato social com vergo- capacitado para indicar o que pode ser de nha de suas lesões e, em alguns casos, o uso local ou via oral. jovem chega a precisar de acompanhamenA estudante, Indira Soares, 16 anos, reto psicológico. “O problema da acne mexe lata: “sofro com acnes desde os 12 anos, bastante com os adolescentes que estão depois de muitas tentativas caseiras não passando por uma fase de transição e o resolvidas, decidi procurar um especialissurgimento das espinhas agrava esse pro- ta em busca do tratamento adequado e rácesso tão delicado”, relata o dermatolo- pido”, desabafa a garota. gista. Para evitar o surgimento das espinhas, A automedicação e o tratamento a base os médicos aconselham lavar o rosto de 3 de cremes, cosméticos e esfoliações ca- a 4 vezes ao dia, ingerir em menor quantiseiras não são soluções eficientes, ao con- dade alimentos que predispõem ao aparetrário, podem, muitas vezes, causar mais cimento das acnes como gorduras e chodanos a pele. O tratamento adequado con- colates dentre outros, e se quaisquer altetra a acne deve ser orientado por um médi- rações maiores percebidas, deve-se proco dermatologista, que é o profissional curar uma ajuda especializada. Cuidados com os pés no verão ILZIANE VIRGINIA Os pés são uma das partes do nosso corpo mais importante, mais delicada e também é uma das mais esquecidas, isso porque na correria do dia-a-dia acabamos dando pouca ou nenhuma atenção a eles. Geralmente, os pés só recebem um cuidado especial quando, de repente, um mau cheiro começa a incomodar ou o canto de uma unha a doer, o famoso “chulé” e unha encravada, respectivamente. Calos, mico- ses, verrugas e cravos são também outros problemas que atacam nossos pés quando não são cuidados de forma correta. Dependendo do clima, frio ou calor demais, a área dos pés pode pedir uma maior higiene e cuidado. Segundo a dermatologista Socorro Aragão, na época de altas temperaturas em Teresina, especialmente no período conhecido como “BR-O-BRÓ” (meses de setembro, outubro, novembro e dezembro), “o ressecamento dos pés na No período do BR-O-BRÓ, os pés precisam de cuidados redobrados região dos calcanhares, as “rachaduras”, bromidrose (chulé), verrugas e calos são alguns dos problemas mais vistos nessa época”, comenta a doutora. Cerca de 35% dos brasileiros sofrem com algum problema relacionado com os pés, os maiores deles têm a ver com os terríveis calos causados pela distribuição inadequada do peso do corpo sobre os pés, além de saltos, sapatos e palmilhas que contribuem para esse problema. Unhas encravadas podem ser causadas por corte inadequado ou até mesmo pela posição natural dos dedos, que podem ser resolvidos com dispositivos metálicos, semelhantes a um aparelho ortodôntico. Para quem utiliza muito tênis e sapatos fechados, a incidência do chulé aumenta devido à umidade provocada entre os dedos, gerando bactérias e fungos. A dermatologista recomenda a hidratação dos pés todas as noites, a lavagem dos sapatos frequentemente e colocar o tênis no sol durante cinco minutos pelo menos. Todos esses cuidados são necessários para a boa saúde dos pés, e qualquer problema que surgir, a pessoa deve, primeiramente, procurar um especialista para evitar transtornos maiores. Quem nunca teve um “déjà-vu”? Assim nem todo mundo compreende que estamos falando de uma sensação tão comum e, ao mesmo tempo, tão difícil de entender. “De repente, numa cena qualquer da vida, a gente sente como se já tivesse vivido aquilo antes, do mesmo jeito como está ocorrendo, e tem vezes que dá até para dizer o que vai acontecer”, fala o estudante Wellington Araújo. Eis o “déjà-vu”. Estudos indicam que de 50% a 90% das pessoas se lembram de ter tido um episódio de “déjà-vu” na vida, sensação que em geral dura apenas alguns segundos. Adolescentes e jovens parecem possuir mais experiências relacionadas a esse estado que adultos e idosos, mas o “déjà-vu” atinge pessoas de todas as idades, especialmente quando estão cansadas ou muito alerta em razão do “stress”. O “déjà-vu” nada tem a ver com alucinações causadas por doença mental ou uso de narcóticos como LSD, nem com a “memória falsa”, condição que aparece durante uma fase de esquizofrenia, que pode durar horas. Pacientes que sofrem de epilepsia do lobo temporal também têm experiências parecidas com o “déjà-vu”. O termo “déjà-vu” – “já visto” em francês – pode ter sido usado pela primeira vez em 1876 pelo médico francês Émile Boirac. Durante uma parte do século XX, psiquiatras adotaram uma explicação de base freudiana para o fenômeno, o “déjà-vu” seria uma tentativa de resgatar memórias reprimidas. Muitas explicações ligadas à paranormalidade e poder místico fizeram com que muitos estudos fossem feitos para permitir que a ciência pudesse dar uma definição mais lógica da sensação, “Existem duas vertentes para o “déjàvu”, a dos que acreditam que os fenômenos estão ligados a vidas passadas e a dos que dizem estar na memória o motivo para tais acontecimentos”, comenta o psicólogo Antônio Roldão. Um estudo realizado com 220 estudantes pelo pesquisador Uwe Wolfradt numa Universidade da Alemanha mostrou que, depois de terem vivido um “déjà-vu”, 80% dos pesquisados foram capazes de se lembrar de algum episódio do passado de natureza similar que haviam esquecido, o que mostrou que podemos considerar uma pessoa ou lugar ou evento familiares se em alguma época bem cedo fomos expostos a um aspecto da experiência, mesmo em contextos diferentes, levando-nos a crer que muitas regiões do cérebro podem estar envolvidas. Página 8 - Teresina (PI), dezembro/2008 ESPORTE Judocas surpreendem no CBJ EMANOELLY VALÉRIA E KARLA DANIELLE Grande foi a expectativa pelo Campeonato Brasileiro Sênior de Judô aqui no Piauí. Judocas de todo Brasil estiveram presentes dando o melhor em busca de uma medalha e uma boa colocação para a classificatória da seletiva dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O Campeonato em si foi muito elogiado pelas delegações e pelo Presidente da CBJ, Paulo Wanderley, que disse ter sido muito bem recepcionado pelos piauienses. Estiveram na Abertura do evento o representante da Prefeitura Municipal, o vice-prefeito Elmano Férrer, o senador João Vicente Claudino e o presidente do grupo Cidade Verde, Jesus Tajra Filho. Foi no Congresso Técnico, na noite de 10 de outubro no Metropolitan Hotel, que as lutas foram definidas e que os atletas tomaram conhecimento de quem iriam pegar na primeira luta e na seqüência. No mesmo local, ocorreram também as pesagens oficiais dos atletas. Para esse evento, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) escolheu um mês antes 20 árbitros e deixou vaga dentre estes para três árbitros piauienses que são: Miguel Neto, José Craveiro Filho e Tomás Queiroz. O Piauí estava muito bem representado pelos atletas: Aline Coutinho (atleta do CEUT), Fabieldo Torres, Sarah Meneses, Nilo Carvalho, Luiz Figueiredo, dentre outros. E para todos os piauienses uma surpresa não agradável aconteceu na pri- Sarah Menezes é bronze meira luta de Aline Coutinho: ela foi eliminada por Alessandra Fernandes (atleta olímpica de SP), na decisão por bandeiras feita pelos três árbitros da luta. “Meu objetivo não era ser campeã brasileira em si, mas garantir uma vaga para a seletiva dos jogos olímpicos, pois essa era a última porta para mim, estou insatisfeita”, afirma Aline Coutinho após a luta. Mas ainda assim havia uma esperança para Aline, por que a CBJ, em algumas categorias, faz a convocação de alguns atletas e no dia 17 de outubro Aline Coutinho de fato foi convocada pela CBJ para a seletiva. Fabieldo Torres entrou na história do Judô Piauiense como primeiro homem a disputar uma final de campeonato brasileiro na categoria adulta e ficou com a medalha de prata. Ele também foi convocado pela CBJ para a seletiva para os jogos olímpicos de 2012. Já Sarah Meneses, por fazer parte da seleção feminina brasileira de judô, não precisa passar pelas seletivas. Ela, juntamente com Nilo Carvalho, Flávio Moreno e Samuel Azevedo, ganharam a medalha de bronze. Luis Figueiredo (até 100 kg) ficou com o quinto lugar após ser derrotado pelo carioca Leonardo Leite, bronze no último Mundial por Equipes. Nilo Carvalho (- 66 Kg) ficou na reserva esperando uma vaga para a seletiva, ele depende de que algum atleta não confirme ou desista da vaga. E Hayssa Ewelin ganhou a medalha de ouro na categoria – 70 Kg. Na disputa por equipes, a equipe feminina do Piauí ficou a “ver tatames”. As judocas piauienses perderam para as atletas do Rio de Janeiro nas quartas de finais por 3 x 0. Aline Coutinho lutou com Cristiane Pereira e perdeu por yuko; Marília Ramos competiu com Karina Oliveira e perdeu por ippon; Luciana Caldas disputou com Laisa Santana e foi imobilizada; Hayssa Santos e Giselly Poliana não chegaram nem a lutar, pois o placar já estava em três pontos à frente. E a esperança pela disputa do bronze foi embora de vez quando a equipe do RJ perdeu a luta seguinte. O projeto era uma reivindicação antiga dos praticantes de capoeira e, de acordo com o mestre George Fredson, mais conhecido como “Touro”, a prática da capoeira nas escolas públicas vai ajudar na acessibilidade ao esporte como também vai permitir a troca de conhecimento histórico já que a capoeira faz parte do processo histórico do nosso país. “O projeto é interessante, porém não ganhou o apoio ou o interesse político”, afirma mestre Touro. De acordo com o mestre Touro, a data do dia da capoeira aqui no Estado foi escolhida porque é nesse dia – 20 de novembro – que é comemorado o dia de Zumbi. “O dia é ótimo porque os capoeiristas se identificam muito com o Zumbi”. Apesar de o projeto ter sido aprovado pela Assembléia Legislativa, ainda não entrou em vigor nas escolas do estado. Capoeira arte e esporte EMANOELLY VALÉRIA E KARLA DANIELLE “A capoeira é um jogo alegre sem religião, sem crença, sem raça, é um esporte normal” desabafa o professor Rômulo Wagner (Borracha), que atua há 13 anos no esporte. Símbolo da cultura e esporte genuinamente brasileiro, a capoeira se destaca pela dança, música e a arte. No final da década de 70 para início da de 80, o Mestre Anzol, através de um projeto de extensão na Universidade Federal do Rio de Janeiro, conseguiu levar a capoeira para ser praticada nas escolas particulares daquele Estado. Aqui, em Teresina, esse mesmo projeto ganhou seus primeiros “gingos” (passos), nos anos 90 também em escolas particulares. Hoje, 19 anos passados, a modalidade conta com um projeto de lei ordinária Nº 5.784 de 29, de julho de 2008, do Deputado Estadual, Cícero Magalhães (PT), que cria o dia estadual da capoeira - 20 de novembro - e dispõe sobre o ensino e a prática nas unidades escolares da rede pública de ensino como atividade de integração sociocultural e desportiva da cultura afro-brasileira. A prática da capoeira chega às escolas públicas Um tabuleiro para jogar e aprender EMANOELLY VALÉRIA E KARLA DANIELLE Prática esportiva na escola sempre chamou a atenção dos alunos. E aproveitando esse interesse deles pelo esporte é que foi implantado, no Brasil, pelo Ministério de Educação e Cultura o Projeto Xadrez Escolar com o objetivo de desenvolver habilidades como a memorização e o raciocínio lógicodedutivo a fim de motivar e despertar o interesse dos alunos. No Piauí, o Projeto Xadrez na Escola teve início no ano de 2003, sendo efetivamente implantado no ano de 2004 em 40 escolas e em 2006 esse número aumentou para 60 escolas. O supervisor do projeto aqui, no Piauí, Felinton Ribeiro, diz que hoje há um total de 100 escolas atendidas com o projeto e 100 mil alunos anualmente aprendem a jogar o xadrez. Teresina conta com cinco coordenadores do projeto divididos por região, que são: Maria Alves (região Norte), João Santos (região Nordeste), Marcos Petrônio (região sudeste), Carlense Pires (região Sul) e Carla Soares (região Centro), atendendo assim a 56 escolas na capital. A prática do xadrez é de livre participação dos alunos e os professores são voluntários, pois os jogos acontecem em atividades extracurriculares. Segundo Felinton Ribeiro, através de informações dos professores houve uma melhora significativa no rendimento e comportamento escolar dos alunos que estão jogando xadrez. Como o xadrez exige a atenção do jogador, o raciocino lógico, a capacidade de resolver problemas, aprender a planejar, controlar a impulsividade, esses fatores acabam por favorecer na atuação escolar de quem pratica esse esporte. Rosângela Mourão, professora e instrutora de xadrez, confirma que “houve uma grande mudança de comportamento. Tinha alunos que eram bastante rebeldes e mudaram totalmente depois do xadrez. Eles, agora, são bastante interessados e participam de campeonatos e das aulas. Quanto às notas, também houve uma melhora.” Para Rosângela Mourão, o xadrez deveria ser uma disciplina da grade curricular, devido aos inúmeros benefícios que ele tem trazido aos alunos. Dentre os vários benefícios aqui citados, ela ressalta a assiduidade do aluno nas aulas, por ser um jogo atrativo.