REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LXI - Nº 166 - QUINTA-FEIRA, 5 DE OUTUBRO DE 2006 - BRASÍLIA-DF MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2005/2006) PRESIDENTE ALDO REBELO - PCdoB - SP 1º VICE-PRESIDENTE JOSÉ THOMAZ NONÔ - PFL - AL 2º VICE-PRESIDENTE CIRO NOGUEIRA - PP - PI 1º SECRETÁRIO INOCÊNCIO OLIVEIRA - PL - PE 2º SECRETÁRIO NILTON CAPIXABA - PTB - RO 3º SECRETÁRIO EDUARDO GOMES - PSDB - TO 4º SECRETÁRIO JOÃO CALDAS - PL - AL 1º SUPLENTE GIVALDO CARIMBÃO - PSB - AL 2º SUPLENTE JORGE ALBERTO - PMDB - SE 3º SUPLENTE GERALDO RESENDE - PPS - MS 4º SUPLENTE MÁRIO HERINGER - PDT - MG CÂMARA DOS DEPUTADOS SEÇÃO I SUMÁRIO 1 – ATA DA 151a SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 4a SESSÃO LEGISLATIVA, ORDINÁRIA, DA 52a LEGISLATURA, EM 4 DE OUTUBRO DE 2006 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente MENSAGENS o N 839/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 658, de 26 de dezembro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 18 de agosto de 2002, a permissão outorgada à RÁDIO FLORESTA LTDA. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada no município de Tucuruí, Estado do Pará. ..................................................... No 840/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 118, de 16 de fevereiro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 2000, a permissão outorgada à Scala FM Stéreo de Belo Horizonte Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada no município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. ......... No 841/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 433, de 29 de setembro de 2005, que outorga permissão à FUNDAÇÃO VICENTE PINZON para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, com fins exclusivamente educativos, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada no município de Cabo de Santo Agostinho, Estado de Pernambuco. ............ No 842/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 2.673, de 28 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 12 de junho de 2001, a permissão outorgada à Rádio FM Princesa Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora na cidade de Itabaiana, Estado de Sergipe. .......................... No 843/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constan- 45701 45702 45703 45704 te da Portaria no 280, de 9 de maio de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária e Cultural de Virmond para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Virmond, Estado do Paraná. ................................................. No 844/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 213, de 18 de abril de 2006, que renova, por dez anos, a partir de 11 de março de 2001, a permissão outorgada à RÁDIO SP-UM LTDA. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada no município de Diadema, Estado de São Paulo. .................................................................. No 845/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 344, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária de Arapeí para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Arapeí, Estado de São Paulo...................................................................... No 846/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante do Decreto de 20 de setembro de 2006, que “Renova a concessão outorgada à Rádio Colon Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora, em onda média, sem direito de exclusividade, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina”................... No 847/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 342, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Cultural Comunitária de Brotas para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Brotas, Estado de São Paulo. ............................................ No 848/2006 – Do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 2.357, de 5 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 30 de setembro de 1998, a permissão outorgada à Guimarães, Agostinho & Cia. Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada na cidade de Cianorte, Estado do Paraná. ................................ 45705 45707 45707 45708 45709 45710 45696 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS OFÍCIOS o N 373/06 – CN – Do Senhor Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, encaminhando o calendário para tramitação do Projeto de Lei no 24, de 2006 – CN. ....................................... 45711 No 362/06 – CN – Do Senhor Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, encaminhando os calendários para tramitação dos Projetos de Lei nos 22 e 23, de 2006 – CN. ......................... 45712 No 249/06 – Do Senhor Rodrigo Maia, Líder do PFL, comunicando a renúncia do Deputado Moroni Torgan ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar........................................................................... 45712 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO No 570/2006 – Da Sra. Vanessa Grazziotin – Dá nova redação ao inciso XVII do art. 49 da Constituição Federal. ............................................. 45712 PROJETOS DE LEI No 7.368/2006 – DoComissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar as causas e consequências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. – Cria o Sistema Nacional de Combate à Corrupção, a Comissão Mista Permanente de Combate à Corrupção, a Base de Dados de Atenção Qualificada e o Sistema Integrado de Fiscalização e Acompanhamento de Contratos. .............................................. 45716 No 7.486/2006 – Do Poder Executivo – Altera o valor do auxílio-invalidez devido aos militares das Forças Armadas na inatividade remunerada. ........ 45720 MEDIDA PROVISÓRIA No 322/2006 – Do Poder Executivo – Abre crédito extraordinário, em favor dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, no valor global de R$ 24.528.000,00, para os fins que especifica. Pendente de parecer da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. .................... 45722 RECURSO o N 306/2006 – Do Sr. Sérgio Miranda – Recorre da decisão da Presidência pelo indeferimento do Q.O. no 702, a respeito da necessidade de quórum qualificado para votação de lei ordinária modificada no bojo do Projeto de Lei Complementar 123/04. . 45729 SESSÃO ORDINÁRIA DE 4-10-2006 IV – Pequeno expediente EDINHO BEZ (PMDB – SC. Pela ordem) – Recorde da carga tributária imposta aos contribuintes brasileiros. ............................................................. MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) – Transcurso do 137o aniversário de criação do Município 45731 Outubro de 2006 de Pacatuba, situado na Região Metropolitana de Fortaleza, Estado do Ceará................................... MANOEL SALVIANO (PSDB – CE) – Agradecimento aos eleitores do Estado do Ceará pela reeleição do orador. Imediata criação da Universidade Federal do Cariri. Realização do segundo turno das eleições presidenciais..................................... EDUARDO VALVERDE (PT – RO) – Mobilização de etnias indígenas do Estado de Rondônia pela liberação de recursos à Fundação Nacional do Índio – FUNAI. Ampliação das verbas orçamentárias destinadas ao órgão. Denúncia de tentativa de suborno do empresário Luiz Antônio Vedoin em benefício do então candidato ao Governo do Estado de São Paulo José Serra. ...................................... DANIEL ALMEIDA (PCdoB – BA. Discurso retirado pelo orador para revisão.) – Eleição do Ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, para Governador do Estado da Bahia. Ações implementadas pelo Governo Federal em favor da população baiana. Realização, pelas comunidades de Guanambi e de cidades circunvizinhas, de ampla manifestação em favor da instalação de campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco na região. Extensão do ensino universitário ao Município de Jacobina................................................... LUCI CHOINACKI (PT – SC) – Agradecimento ao Partido dos Trabalhadores, à Coligação Força do Povo e aos eleitores catarinenses engajados na campanha eleitoral do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e da oradora ao Senado Federal. Propostas apresentadas pela Parlamentar no pleito eleitoral. Matéria Sutis diferenças, a respeito dos candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, publicada pelo jornal Correio Braziliense. Conclamação ao eleitorado brasileiro para apoiamento à reeleição do Presidente da República................................... JACKSON BARRETO (PTB – SE) – Regozijo com a eleição de Marcelo Déda para Governador do Estado de Sergipe. Denúncia de utilização, pelo Governador João Alves, da máquina pública na campanha eleitoral. Comprometimento de órgãos da imprensa com o Governo Estadual. Agradecimento aos eleitores sergipanos pelos votos recebidos nas eleições de 2006.................................................... EVANDRO MILHOMEN (PCdoB – AP. Pela ordem) – Reeleição do orador, do Senador José Sarney e do Governador do Estado do Amapá, Waldez Góes. ........................................................ ZONTA (PP – SC) – Recondução do orador à Câmara dos Deputados. Apoio à eleição de Esperidião Amin e de Hugo Biehl, respectivamente, para Governador e Vice-Governador do Estado de Santa Catarina. Abusos praticados pelo poder econômico nas eleições catarinenses. Urgente realização da reforma política, com ênfase na adoção da fidelidade partidária e do voto distrital misto. ................ 45731 45731 45732 45733 45733 45734 45734 45735 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS JOSÉ PIMENTEL (PT – CE) – Recondução do orador à Câmara dos Deputados. Eleição do Deputado Inácio Arruda para o Senado Federal. Adesão do eleitorado do Estado do Ceará à candidatura do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Importância da Rodovia Transnordestina para o desenvolvimento da Região Nordeste. Ações do Governo Federal em favor da agropecuária e das pequenas e microempresas. ................................. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Pela ordem) – Transcurso do 18º aniversário de promulgação da Constituição Federal. Manutenção de direitos de pensionistas e pensionistas por ocasião da reforma previdenciária. Congratulação ao Deputado Inocêncio Oliveira pela reeleição. Luta do Parlamentar em favor do Juizado Especial Previdenciário. .......................................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Agradecimento ao Deputado Arnaldo Faria de Sá pelas referências elogiosas. ............................................ MENDONÇA PRADO (PFL – SE) – Agradecimento ao eleitorado sergipano pela recondução do orador à Casa. Derrota do Governador do Estado de Sergipe, João Alves, no pleito à reeleição. Inconsistência de declarações do Deputado Jackson Barreto a respeito do Governador João Alves e da Senadora Maria do Carmo. ................................... CELSO RUSSOMANNO (PP – SP. Pela ordem) – Agradecimento aos eleitores do Estado de São Paulo pelos votos recebidos nas eleições de 2006. ..................................................................... JOSÉ ROCHA (PFL – BA) – Congratulação ao Deputado Inocêncio Oliveira pelo elevado número de votos recebidos no recente pleito eleitoral. Agradecimento aos eleitores do Estado da Bahia pela reeleição do orador. ...................................... PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Elogio ao Deputado José Rocha. ..................................... VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM) – Agradecimento aos eleitores amazonenses pelos votos recebidos. Razão do elevado número de votos obtidos pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado do Amazonas. ........................................... EDINHO BEZ (PMDB – SC) – Necessidade de adoção pelas autoridades governamentais de medidas com vistas ao fim do embargo imposto pela União Européia às exportações de mel produzido no País................................................................... EDINHO BEZ (PMDB – SC. Como Líder) – Agradecimento aos eleitores catarinenses pela reeleição do orador. Ampliação da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. Saudações aos Deputados eleitos. Importância da votação de propostas de reformas constitucionais. Realização de investimentos no setor agrícola brasileiro.............. WELLINGTON FAGUNDES (PL – MT. Como Líder) – Manutenção pelo Tribunal Superior Eleitoral do registro da candidatura de J. Barreto para Depu- 45735 45736 45737 45737 45737 45738 45738 45738 45739 45740 Quinta-feira 5 45697 tado Estadual. Visita do Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Ramos, ao Estado de Mato Grosso. Agradecimento aos eleitores mato-grossenses pela reeleição do orador. Compromisso do Parlamentar com as reformas trabalhista e tributária. Congratulação ao Deputado Inocêncio Oliveira pela reeleição. ....................................................................... LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) – Agradecimento ao povo paranaense pela reeleição. Avaliação dos resultados das eleições de 2006. Apoio à eleição de Osmar Dias para o Governo do Estado do Paraná e de Geraldo Alckmin para a Presidência da República.......................................................... ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP. Discurso retirado pelo orador para revisão.) – Comparação entre os Governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Críticas à política de desenvolvimento do Governo petista. .... GERALDO RESENDE (PPS – MS) – Reeleição do orador. Balanço da atuação do Parlamentar na Câmara dos Deputados.................................... INOCÊNCIO OLIVEIRA (PL – PE) – Agradecimento aos eleitores do Estado de Pernambuco pela reeleição. Apoio à eleição de Eduardo Campos para Governador de Pernambuco.......................... LINCOLN PORTELA (PL – MG) – Escalada da violência em São Paulo. Equívoco da recusa pelo Governo do Estado da participação do Governo Federal no combate ao crime organizado. Investimentos realizados pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva na área de segurança pública. Criação do Sistema Penitenciário Federal. .............................. GIVALDO CARIMBÃO (PSB – AL) – Frustração do orador diante da não-realização pela Casa de sessão solene em homenagem ao Santuário de São Francisco de Assis, em Brasília, Distrito Federal................................................................... JOÃO MENDES DE JESUS (Sem Partido – RJ) – Importância do fortalecimento do Poder Legislativo. Despropósito de acusações da imprensa contra Parlamentares............................................. V – Grande Expediente CARLOS BATATA (PFL – PE) – Agradecimento aos eleitores do Estado de Pernambuco pelos votos recebidos nas eleições de 2006. Excelência da atuação da Justiça Eleitoral. Críticas ao Governo petista. Apoio à eleição de Geraldo Alckmin para a Presidência da República. ..................................... ALEXANDRE CARDOSO (PSB – RJ) – Reeleição do orador. Falta de ética e moralidade da Oposição. Importância do debate sobre a proposta de reforma política. Apresentação de requerimento para votação da matéria em regime de urgência. Ações realizadas pelo Governo petista na área social. ................................................................. Apresentação de proposições: SIMÃO SESSIM, ANTONIO CARLOS MENDES THAME, OSMAR SERRAGLIO, VANESSA GRAZZIOTIN, SE- 45741 45743 45744 45744 45744 45745 45747 45747 45749 45752 45698 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS NADO FEDERAL, VANESSA GRAZZIOTIN, LUIZ ALBERTO. ............................................................. VI – Ordem do Dia (Debates e trabalho de Comissões.) DR . ROSINHA (PT – PR. Pela ordem) – Repúdio às declarações do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, contra o Governo petista. Regozijo com a eleição do Ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, para Governador do Estado da Bahia. ............................... COLBERT MARTINS (PPS – BA. Pela ordem) – Derrota do grupo político comandado pelo Senador Antonio Carlos Magalhães no pleito eleitoral realizado no Estado da Bahia. ...................... CHICO ALENCAR (PSOL – RJ. Como Líder) – Assunção pelo orador da Liderança do PSOL na Câmara dos Deputados. Não-reeleição dos Deputados Maninha, João Alfredo, Orlando Fantazzini e Babá. Posicionamento do partido no segundo turno das eleições presidenciais..................................... EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Pela ordem) – Alerta sobre os riscos de divisão dos partidos de esquerda no segundo turno das eleições presidenciais. Alcance social de programas implantados pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva, particularmente do Programa Bolsa-Família. Tentativa de suborno do empresário Luiz Antônio Vedoin em benefício do então candidato ao Governo do Estado de São Paulo José Serra. .................................................. LINCOLN PORTELA (PL – MG. Pela ordem) – Expectativa quanto à ampliação dos investimentos governamentais na agricultura familiar. ........... JULIO SEMEGHINI (PSDB – SP. Pela ordem) – Necessidade de esclarecimento sobre dossiê mencionado por Deputado. Contestação a pronunciamento de Parlamentar acerca da política de segurança pública do Governo do Estado de São Paulo. Críticas à atuação do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Apoio à eleição de Geraldo Alckmin para a Presidência da República. .......................... MAURO BENEVIDES (PMDB – CE. Pela ordem) – Imediata votação da proposta de reforma política pela Câmara dos Deputados..................... ÁTILA LINS (PMDB – AM. Pela ordem) – Votos de condolências aos familiares das vítimas de recente acidente ocorrido com aeronave da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. Necessidade de esclarecimento das causas do acidente e de punição dos culpados. .......................................... VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM. Pela ordem) – Solidariedade aos familiares das vítimas do recente acidente ocorrido com aeronave da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. Inadmissibilidade de privatização da floresta amazônica. .................. DR. RIBAMAR ALVES (PSB – MA. Pela ordem) – Recondução do orador à Câmara dos 45756 45757 45757 45758 45760 45761 45762 45763 45763 45764 Outubro de 2006 Deputados. Desempenho do PSB nas eleições de 2006....................................................................... WALDEMIR MOKA (PMDB – MS. Pela ordem) – Agradecimento ao povo do Estado de Mato Grosso do Sul pela reeleição. Avaliação do resultado das eleições no Estado. Apoio do PMDB sul-matogrossense ao candidato a Presidente da República Geraldo Alckmin. Importância da apresentação, pelos candidatos à Presidência da República, de propostas para o setor agropecuário brasileiro. .... CLAUDIO CAJADO (PFL – BA. Pela ordem) – Arquivamento, pela Procuradoria-Geral da República, de petição apresentada contra o orador pela Coligação É Hora de Mudar, do Município de Dias d’Ávila, Estado da Bahia........................................ NILSON MOURÃO (PT – AC. Pela ordem) – Solidariedade aos familiares das vítimas de acidente ocorrido com aeronave da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. Empenho na reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva...................... FERNANDO FERRO (PT – PE. Pela ordem) – Reeleição do orador. Apoio à eleição de Eduardo Campos para Governador do Estado de Pernambuco. Vitória de Jaques Wagner no pleito eleitoral para Governador do Estado da Bahia. Confiança no apoio dos eleitores do PSOL e do PDT ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. Contestação dos pronunciamentos sobre a incompetência administrativa do Governo petista. Críticas ao modelo neoliberal adotado pelo Governo do PSDB. ............................................... LUIZ COUTO (PT – PB. Pela ordem) – Incompetência do Governo do Estado de São Paulo no combate ao crime organizado. Incoerência de acusações dos partidos oposicionistas contra o Governo petista. Ações do Governo Luiz Inácio Lula da Silva para melhora do setor de segurança pública. Críticas à atuação política do candidato à Presidência Geraldo Alckmin................................. JÚLIO DELGADO (PSB – MG. Pela ordem) – Agradecimento ao eleitorado mineiro pela recondução do orador à Casa. Saudação aos Deputados reeleitos. Abusos do poder econômico na campanha eleitoral de 2006. Contestação aos pronunciamentos sobre a comparação entre os Governos do PSDB e do PT. Apoio do PSB à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elogio ao candidato à Presidência Geraldo Alckmin por sua postura política........... PAULO PIMENTA (PT – RS. Pela ordem) – Reeleição do orador. Saudação ao Deputado Marco Maia. Êxito dos programas sociais implantados pelo Governo petista. Apoio à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à eleição de Olívio Dutra para Governador do Estado do Rio Grande do Sul.......................................................................... GASTÃO VIEIRA (PMDB – MA. Pela ordem) – Recondução do orador à Câmara dos Deputados. 45765 45765 45766 45767 45767 45769 45770 45771 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Desempenho do PMDB nas eleições realizadas no Estado do Maranhão. Apoio à eleição da Senadora Roseana Sarney para Governadora do Estado..... MARCO MAIA (PT – RS. Pela ordem) – Agradecimento aos eleitores do Estado do Rio Grande do Sul pelos votos recebidos. Congratulações aos Deputados Beto Albuquerque e Vanessa Grazziotin pela reeleição. Apoio à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ...................................... PEDRO FERNANDES (PTB – MA. Pela ordem) – Prioridade na realização da reforma política. Realização do segundo turno das eleições presidenciais.................................................................. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM. Pela ordem) – Congratulação ao Deputado Beto Albuquerque pela reeleição. Apoio ao programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. ....... GERVÁSIO SILVA (PFL – SC. Pela ordem) – Agradecimento aos eleitores do Estado de Santa Catarina pela reeleição. Compromisso de atuação parlamentar em favor dos interesses da população catarinense. .......................................................... BETO ALBUQUERQUE (PSB – RS. Pela ordem) – Apelo ao Senado Federal de aprovação da proposta de criação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.............................................. ORLANDO DESCONSI (PT – RS. Pela ordem) – Apoio à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à eleição de Olívio Dutra para Governador do Estado do Rio Grande do Sul............ ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP. Pela ordem) – Homenagem à memória do escritor e folclorista José Vieira Couto de Magalhães. .................................................................. VIGNATTI (PT – SC. Pela ordem) – Congratulação ao Deputado Luiz Couto pela reeleição. Agradecimento ao eleitorado do Estado de Santa Catarina pela recondução do orador à Casa. Apoio às propostas de Governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. ........................................................ ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Pela ordem) – Repúdio ao tratamento dispensado pela Diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Maria Ayres de Abreu, a familiares das vítimas de acidente ocorrido com aeronave da empresa Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A.............................. EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Pela ordem) – Apoio do ex-Governador do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e da atual Governadora, Rosinha Matheus, ao candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin. Confiança na reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ............... RAUL JUNGMANN (PPS – PE. Pela ordem) – Congratulação ao Presidente em exercício, Deputado Luiz Couto, pela reeleição. Agradecimento ao eleitorado pernambucano pela recondução do orador 45772 45773 Quinta-feira 5 45699 à Casa. Reiteração das diretrizes de sua atuação parlamentar............................................................ VII – Encerramento 2 – DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE Declara a prejudicialidade do PL no 7.051/06................................................................. 3 – ERRATA a) Serviço de Publicação no Diário da Câmara dos Deputados (DCD nº 85, de 18.5.06, página 25532, coluna 01). ................................................. 45782 45796 45796 COMISSÕES 45773 45774 45775 45776 45777 45778 45779 45780 45781 4 – ATAS Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, 4a Reunião (Audiência Pública) em 4.4.06, 5a Reunião (Ordinária) em 5.4.06, 6a Reunião (Ordinária) em 19.4.06, 7a Reunião (Audiência Pública com a participação da Comissão de Minas e Energia) em 25.4.06, 8a Reunião (Ordinária) em 26.4.06, 9a Reunião (Ordinária) em 3.5.06, 10a Reunião (Audiência Pública com a participação da Comissão de Minas e Energia) em 9.5.06, 11a Reunião (Audiência Pública) em 16.5.06, 12a Reunião (Ordinária) em 17.5.06, 13a Reunião (Audiência Pública) em 23.5.06, 14a Reunião (Ordinária) em 24.5.06, 15a Reunião (Audiência Pública), em 30.5.06, 16a Reunião (Ordinária) em 7.6.06 e 17a Reunião (Ordinária) em 21.6.06. .................... Comissão de Defesa do Consumidor, Relatório das Atividades em 2005. ............................... Comissão de Educação e Cultura, 17ª Reunião (Ordinária) em 31.5.06, 18a Reunião (Audiência Pública) em 6.6.06, 19a Reunião (Ordinária) em 7.6.06, Termos de Reunião, em 14 e 28.6 e, 2.8, de 2006....................................................................... Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, * 12a Reunião (Audiência Pública) em 6.5.03, * 18a Reunião (Audiência Pública) em 27.5.03, * 24 Reunião (Audiência Pública conjunta com a Comissão de Defesa do Consumidor Meio Ambiente e Minorias) em 7.8.03, * 27a Reunião (Audiência Pública com a participação da Comissão de Economia, Indústria e Comércio) em 26.8.03, * 33a Reunião (Ordinária) em 23.9.03, * 35ª Reunião (Ordinária) em 30.9.03, * 40a Reunião (Audiência Pública) em 28.10.03, * Reunião (Audiência Pública conjunta com a Comissão de Finanças e Tributação) em 29.10.03, * 48a Reunião (Audiência Pública) em 25.11.03 e * 51a Reunião (Audiência Pública) em 4.12.03. .......................................... Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, 20a Reunião (Ordinária) em 12.6.03, 23a Reunião (Ordinária) em 30.7.03, 43a Reunião (Ordinária) em 24.9.03, 45a Reunião (Ordinária) em 1o.10.03, 52a Reunião (Ordinária) em 5.11.03, 56a Reunião (Ordinária) em 20.11.03, 61a Reunião 45796 45813 45852 45859 45700 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Ordinária) em 3.12.03 e 65a Reunião (Ordinária) em 10.12.03. ......................................................... * Atas com notas taquigráficas 5 – DESIGNAÇÕES Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, em 6, 12, 17 e 18.4; 9 e 17.5 e15.8, de 2006. ............................ Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, em 4.10.06.......................... 46067 46082 46084 SEÇÃO II 6 – ATOS DO PRESIDENTE Dispensar: Cristiane Branco Macedo, Cristiane Medeiros Jardim, * Miguel Gerônimo da Nóbrega Netto,Tiana Maria da Silva..................................... Designar: Clarice de Freitas Lima, Cristiane Branco Macedo, Fábio Surrage de Medeiros, Fredo Ebling Júnior, Gabriel Mendonça Tufenkjian, Tiana Maria da Silva. ....................................................... Designar (SUBSTITUTOS): Carlos Henrique Gouveia Araújo, Carlos Wagner Morais Soares, Cid Medeiros Cavalcanti de Queiroz, Francisco das Chagas Silva, Marcos Fernandes de Souza, Maria Clarice de Siqueira Cabral Dias, Marilda Barbosa Macedo Souza, Maurício Agostinho Carneiro da Silva, Roberta Cabral Rabay, Sônia Barbosa Monteiro. ....................................................................... d) Tornar sem Efeito Exoneracao: Daniela Mazzini, Elbio Fernando da Rosa, Jose Everaldo Ramalho, Jucléia de Paula Melo Cruz, Juliana Vieira dos Santos, Leila Sousa dos Santos, Marcelo de Lucena Silva, Vania Nunes de Carvalho, Zélia Maluza Stein da Silveira. ............................................ e) Tornar sem Efeito Nomeação: Ana Cristina da Silva Oliveira, Ana Maria Gonçalves Reis, Ana Talita da Silva Oliveira, Celson Franco, Eduardo José Araujo Nolasco, Elaine Alessandra Vargas Resende, Giliana Thome Miola, Joelma Denise Linhares Deboni, José da Silva Varão Neto, Joyce Neiva de Medeiros, Juliana Vieira dos Santos, Manoel Araujo Fernandes, Marden da Mota Leitão, Olimpia Goulart Calixto, Regileide Marques Simões, Renata Campos Aranha, Sabá Cristina Collenghi Camelo, Solane Pedrosa de Souza, Terezinha Maria Campos, William George Prescott. ....................................... f) Exonerar: Andréa Peixoto de Araújo Guarany, Carlos Augusto do Prado Bock, Efrain Gurgel de Aquino, Eliane Ferreira Borges, Hugo Hareng de Lima Quirino, Ivon Faig Torres Júnior, Kênia Cristina Dantas, Maria Gomes da Costa, Marilda Victer, Marina de Melo Crepaldi de Santana, Marli dos Reis Dornelas de Jesus, Maurício Severo Teixeira, Nívia Millena da Silveira Gouveia, Raquel Rocha Matihara, Rosangela Weitzel, Rubervaldo Reis de Souza, Sara Luciana Pereira de Brito, Silvia Renata Pinto de Campos, Tarciana Christine Reis de Moraes 46084 46084 46085 46086 46087 Outubro de 2006 Baptista, Tatiane Alves da Silva, Tiago Augusto de Azevedo, Walfrido Evelim Salmito.......................... g) Nomear: Adriana Rosa Alves, Adriana Vieira Silva, Aline de Souza Cabral, Ana Paula Santos, Antonio Jose Calçavara Bechara, Arthur Victor Cavalcanti de Mendonça Carvalho, Barbara Campos Ramos, Carlos Henrique Otoni Ferrer, Clara Marisa May, Clarice Sueco Nakano Marques, Claudia Alves de Souza, Claudia Helena Leite Souza, Claudio Antonio Palma, Cloves Mauricio Santos de Oliveira, Ednauda Alexandre de Luna, Edson Odilon Valdivino, Eduardo Henrique de Abreu, Eliane Bonfada, Ernane Correa Domingues, Ernane Correa Domingues, Fabiana de Fatima Araujo, Fernando Antônio Carneiro Barbosa, Francisco Lopes da Silva Neto, Francisco Pereira da Silva, Gabriela Cerqueira Costa Gomes, Hajnalka Maria Gabriela Korossy Tomaz, Haroldo Siqueira Leonetti, Helena Mascarenhas Guerra, Hugo Hareng de Lima Quirino, Iara Malaquias Leite, Igor Alves da Cunha, Ivon Faig Torres Júnior, Joao Paulo Borges da Silva, José Hudson Ferreira dos Santos, Julio Cesar Valdevino, Lano Alves Costa, Leandro Rode Guimarães, Leandro Santos de Oliveira, Lúcia Maria Félix de Sousa Castro, Luciliana Cibele de Vasconcelos Leite Martins, Luiz Felipe Silva Sanz Florenciano, Luiz Fernando Araújo, Marcelo Araújo Castor, Marco Antonio Pereira, Marcos Aurelio Zimmer, Marcos Vinicios Silva Cruz, Marden da Mota Leitão, Maria das Dores Leite Pereira, Maria Gomes da Costa, Maria Lucia Napoli Gonçalves, Marilda Victer, Marineide Martins Borges, Marli dos Reis Dornelas de Jesus, Marli Teresinha Freitas dos Santos, Miranilde Alves de Oliveira, Moisaniel Santos Barbosa Correia, Nadja Maria Oliveira da Silva, Nívia Millena da Silveira Gouveia, Olavo Dalcanale Rigon Neto, Paulo Cesar Alves da Silva, Priscilla de Oliveira Ribeiro, Ramon da Silva Adbala, Raquel Rocha Matihara, Renata Campos Aranha, Renata Fernandes de Araújo, Renata Goulart Arruda, Rodrigo da Silva Baltazar, Rodrigo Henrique Alves de Souza, Rogério de Paula Martins Silva, Rosangela Weitzel, Rosicléia Gonçalves da Silva, Sabrina Ferreira Veloso, Sandra Elizabeth Brasil Vieira Pinto, Solane Pedrosa de Souza, Thaís Barbosa, Tiago Augusto de Azevedo, Vanessa de Farias Motta, Vanilze Leite Leal, Wesley de Sousa Arantes. .................................................................... 7 – RESENHA – Da Correspondência Expedida Externa pela Primeira Secretaria, relativa a Requerimento de Informação e Indicação, referente ao mês de agosto de 2006. ................................... 8 – MESA 9 – LÍDERES E VICE-LÍDERES 10 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 11 – COMISSÕES SUPLEMENTO Ofício n 024/06, da Liderança do PSOL – Indicação de Líder e Vice-Líderes. o 46088 46090 46094 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quinta-feira 5 45701 Ata da 151a Sessão, em 4 de outubro de 2006 Presidência dos Srs.: Inocêncio Oliveira, 1o Secretário; Átila Lins, Nilson Mourão, Paulo Pimenta, Gastão Vieira, Beto Albuquerque, Luiz Couto, § 2o do artigo 18 do Regimento Interno I – ABERTURA DA SESSÃO O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Havendo número regimental, declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior. II – LEITURA DA ATA O SR. LUIZ COUTO, servindo como 2º Secretário, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Passase à leitura do expediente. O SR. LUIZ COUTO, servindo como 1º Secretário, procede à leitura do seguinte III – EXPEDIENTE MENSAGEM No 839, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.151/2006 Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 658, de 26 de dezembro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 18 de agosto de 2002 a permissão outorgada à Rádio Floresta Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no município de Tucuruí, Estado do Pará. – TVR 1.180/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XIII, combinado com o § 3º, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria nº 658, de 26 de dezembro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 27 de agosto de 2002, a permissão outorgada à Rádio Floresta Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no município de Tucuruí, Estado do Pará. Brasília, 27 de Setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 50 EM Brasília, 19 de janeiro de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto á apreciação de Vossa Excelência a inclusa portaria, pela qual foi renovada a permissão outorgada à Rádio Floresta Ltda., conferida, inicialmente, pela Portaria nº 161, de 16 de agosto de 1982, publicada no DOU, do dia 18 subseqüente. E, posteriormente, renovada, a partir de 18 de agosto de 1992, pela Portaria nº 658, de 5 de setembro de 1994, publicada no Diário Oficial da União de 12 de setembro de 1994, mediante aprovação pelo Decreto Legislativo nº 72, de 5 de maio de 2000, publicado no Diário Oficial da União de 8 de maio de 2000, para explorar, pelo período de 10 (dez) anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Tucurui, Estado do Pará. 2. Observo que a renovação do prazo de vigência da outorga para explorar serviços de radiodifusão é regida pelas disposições contidas na Lei nº 5.785, de 23 de junho de 1972, e no Decreto nº 88.066. de 26 de janeiro de 1983, que a regulamentou. 3. Cumpre ressaltar que o pedido foi analisado pelos órgãos técnicos desta Pasta e considerado de acordo com os dispositivos legais aplicáveis, demonstrando possuir a entidade a qualificações necessárias à renovação da permissão, o que levou a Consultoria Jurídica deste Ministério a concluir pela regularidade do pedido. 4. Nessa conformidade, e em observância aos termos do § 3º do art. 223 da Constituição Federal, esclareço que o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo nº 53720.000395/2002, que lhe deu origem. Respeitosamente, – Helio Calixto da Costa. 45702 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PORTARIA No 658, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2005 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, conforme o disposto no art. 6o, inciso II, do Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo no 53720.000395/2002 e do PARECER/MC/CONJUR/ ACV/Nº 1285 – 1.13 /2005, resolve: Art. 1o Renovar, de acordo com o art. 33, § 3º, da Lei no 4.117, de 27 de agosto de 1962, por 10 (dez) anos, a partir de 18 de agosto de 2002, a permissão outorgada à Rádio Floresta Ltda., conferida, inicialmente, pela Portaria no 161, de 16 de agosto de 1982, publicada no DOU, do dia 18 subseqüente. e, posteriormente, renovada, a partir de 18 de agosto de 1992, pela Portaria no 658, de 5 de setembro de 1994, publicada no Diário Oficial da União de 12 de setembro de 1994, mediante aprovação pelo Decreto Legislativo no 72, de 5 de maio de 2000, publicado no Diário Oficial da União de 8 de maio de 2000, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Tucuruí, Estado do Pará. Art. 2o A exploração do serviço de radiodifusão, cuja outorga é renovada por esta Podada, reger-se-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes e seus regulamentos. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 1º do art. 223 da Constituição Federal. Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Hélio Costa, Ministro de Estado das Comunicações. MENSAGEM No 840, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.152/2006 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 118, de 16 de fevereiro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 2000, a permissão outorgada à Scala FM Stéreo de Belo Horizonte Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada no município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. – TVR no 1.181/2006. Outubro de 2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto ã apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria no 118, de 16 de fevereiro de 2005, que renova, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 2000, a permissão outorgada à Scala FM Stéreo de Belo Horizonte Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no Município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 107 EM Brasília, 1o de abril de 2005 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência a inclusa portaria, pela qual foi renovada, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 2000, a permissão outorgada à Scala FM Stéreo de Belo Horizonte Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, cuja outorga foi deferida pela Portaria no 183, de 31 de julho de 1980, publicada no Diário Oficial da União de 8 de agosto de 1980 e renovada, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 1990. 2. Observo que a renovação do prazo de vigência da outorga para explorar serviços de radiodifusão é regida pelas disposições contidas na Lei no 5.785, de 23 de junho de 1972, e no Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, que a regulamentou. 3. Cumpre ressaltar que o pedido foi analisado pelos órgãos técnicos desta Pasta e considerado de acordo com os dispositivos legais aplicáveis, demonstrando possuir a entidade as qualificações necessárias à renovação da permissão, o que levou este Ministério a deferir o pedido de renovação. 4. Nessa conformidade, e em observância aos termos do §3o do art. 223 da Constituição Federal, esclareço que o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo no 53710.000352/00. Respeitosamente, – Eunício Lopes de Oliveira. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PORTARIA No 118, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2005 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, conforme o disposto no art. 5o da Lei no 5.785, de 23 de junho de 1972 e art. 6o, inciso II, do Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo no 53710.000352/00 e do Parecer/MC/CONJUR/MIRD/No 1.074-1.13/2004, resolve: Art. 1o Renovar, de acordo como art. 33, § 3o, da o Lei n 4.117, de 27 de agosto de 1962, por dez anos, a partir de 8 de agosto de 2000, a permissão outorgada à Scala FM Stéreo de Belo Horizonte Ltda., pela Portaria no 183, de 31 de julho de 1980, publicada no Diário Oficial da União de 8 de agosto de 1980, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. Art. 2o A exploração do serviço de radiodifusão, cuja outorga é renovada por esta Portaria, reger-se-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes e seus regulamentos. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição Federal. Art. 4o Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Eunício Oliveira, Ministro de Estado das Comunicações. MENSAGEM No 841, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.153/2006 – C. CIVIL Submete á apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 433, de 29 de setembro de 2005, que outorga permissão à Fundação Vicente Pinzon para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, com fins exclusivamente educativos, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no Município de Cabo de Santo Agostinho, Estado de Pernambuco. – TVR no 1.182/2006. (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado Quinta-feira 5 45703 das Comunicações, o ato constante da Portaria no 433, de 29 de setembro de 2005, que outorga permissão à Fundação Vicente Pinzon para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, com fins exclusivamente educativos, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no Município de Cabo de Santo Agostinho, Estado de Pernambuco. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 282 EM Brasília, 13 de outubro de 2005 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Encaminho a Vossa Excelência o Processo no 53000.034411/2005, de interesse da Fundação Vicente Pinzon, objeto de permissão para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, no Município de Cabo de Santo Agostinho, Estado de Pernambuco. 2. De acordo com o art. 13 § 1o, do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, aprovado pelo Decreto no 52.795, de 31 de outubro de 1963, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto no 2.108, de 24 de dezembro de 1996, não dependerá de edital a outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos. 3. Cumpre ressaltar que o pedido encontra-se devidamente instruído, de acordo com a legislação aplicável, demonstrando possuir a entidade as qualificações exigidas para a execução do serviço, conforme análise procedida pela Consultoria Jurídica deste Ministério. 4. Esclareço que, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição Federal, o ato de outorga somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do processo correspondente. Respeitosamente, – Hélio Calixto da Costa. PORTARIA No 433, DE 29 DE SETEMBRO DE 2005 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, em conformidade com o art. 13, § 1o, do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, aprovado pelo Decreto no 52.795, de 31 de outubro de 1963, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto no 2.108, de 24 de dezembro de 1996, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo no 53000.034411/2005, e do PARECER/MC/CONJUR/ ABM/No 1.522 – 1.07 /2005, resolve: Art. 1o Outorgar permissão à Fundação Vicente Pinzon para executar, pelo prazo de dez anos, sem di- 45704 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS reito de exclusividade, o serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, no Município de Cabo de Santo Agostinho, Estado de Pernambuco. Parágrafo único. A permissão ora outorgada regerse-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes, regulamentos e obrigações assumidas pela outorgada em suas propostas. Art. 2o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do artigo 223, § 3o, da Constituição. Art. 3o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Hélio Costa. MENSAGEM No 842, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.154/2006 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 2.673, de 28 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 12 de junho de 2001, a permissão outorgada à Rádio FM Princesa Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada na cidade de Itabaiana, Estado de Sergipe. – TVR 1.183/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria no 2.673, de 28 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 12 de junho de 2001, a permissão outorgada à Rádio FM Princesa Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada na cidade de Itabaiana, Estado de Sergipe. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 302 EM Brasília, 10 de dezembro de 2004 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência a Portaria no 2.673, de 28 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial da União de 27 de janeiro de Outubro de 2006 2003, pela qual foi renovada por dez anos, a partir de 12 de junho de 2001, a permissão outorgada à Rádio FM Princesa Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Itabaiana, Estado de Sergipe, cuja outorga foi deferida pela Portaria no 25, de 1o de fevereiro de 1990, publicada no Diário Oficial da União de 5 de fevereiro de 1990, e aprovada pelo Decreto Legislativo no 150, de 11 de junho de 1991, publicado no Diário Oficial da União de 12 de junho de 1991. 2. Observo que a renovação do prazo de vigência da outorga para explorar serviços de radiodifusão é regida pelas disposições contidas na Lei no 5.785, de 23 de junho de 1972, e no Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, que a regulamentou. 3. Cumpre ressaltar que o pedido foi analisado pelos órgãos técnicos desta Pasta e considerado de acordo com os dispositivos legais aplicáveis, demonstrando possuir a entidade as qualificações necessárias à renovação da permissão, o que levou este Ministério a deferir o pedido de renovação. 4. Nessa conformidade, e em observância aos termos do § 3o do art. 223 da Constituição Federal, esclareço que o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo no 53640.000032/01. Respeitosamente, – Eunicio Lopes de Oliveira. MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES GABINETE DO MINISTRO PORTARIA No 2.673, DE 28 DE NOVEMBRO DE 2002 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, conforme o disposto no art. 6o, inciso II, do Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo no 53640.000032/01, resolve: Art. 1o Renovar, de acordo com o art. 33, § 3o, da o Lei n 4.117, de 27 de agosto de 1962, por dez anos, a partir de 12 de junho de 2001, a permissão outorgada à Rádio FM Princesa Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Itabaiana, Estado de Sergipe, cuja outorga foi deferida pela Portaria no 25, de 1o de fevereiro de 1990, publicada no Diário Oficial da União em 5 subseqüente. Art. 2o A exploração do serviço de radiodifusão, cuja outorga é renovada por esta Portada, reger-se-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes e seus regulamentos. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição. Art. 4o Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Juarez Quadros do Nascimento. MENSAGEM No 843, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.155/2006 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 280, de 9 de maio de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária e Cultural de Virmond para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Virmond, Estado do Paraná. – TVR no 1.184/2006. (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria no 280, de 9 de maio de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária e Cultural de Virmond para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Virmond, Estado do Paraná. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 322 EM Brasília, 17 de maio de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Encaminho a Vossa Excelência Portaria de Outorga de Autorização e respectiva documentação para que a entidade Associação Comunitária e Cultural de Virmond, no Município de Virmond, Estado do Paraná, explore o serviço de radiodifusão comunitária, em conformidade com o caput do art. 223, da Constituição e a Lei no 9.612, de 19 de fevereiro de 1998. 2. A entidade requereu ao Ministério das Comunicações sua inscrição para prestar o serviço de radiodifusão comunitária, cuja documentação inclui manifestação de apoio da comunidade, numa demonstração de receptividade da filosofia de criação desse braço da radiodifusão, de maneira a incentivar o de- Quinta-feira 5 45705 senvolvimento e a sedimentação da cultura geral das localidades postulantes. 3. Como se depreende da importância da iniciativa comandada por Vossa Excelência, essas ações permitem que as entidades trabalhem em conjunto com a comunidade, auxiliando não só no processo educacional, social e cultural mas, também, servem de elo à integração, por meio de informações benéficas a todos os segmentos e a todos esses núcleos populacionais. 4. Sobre o caso em espécie, foram efetuadas análises técnica e jurídica da petição apresentada, constando a inexistência de óbice legal e normativo ao pleito, o que se conclui da documentação de origem, consubstanciada no Processo Administrativo no 53000.000275/03, que ora faço acompanhar, com a finalidade de subsidiar os trabalhos finais. 5. Em conformidade com os preceitos constitucionais e legais, a outorga de autorização, objeto do presente processo, passará a produzir efeitos legais somente após deliberação do Congresso Nacional, a teor do § 3o, do art. 223, da Constituição Federal. Respeitosamente, – Hélio Calixto da Costa. PORTARIA No 280 DE 9 DE MAIO DE 2006 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no inciso II do art. 9o e art. 19 do Decreto no 2.615, de 3 de junho de 1998, na Lei no 9.612,. de 19 de fevereiro de 1998, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo no 53.000.000.275/03.e do PARECER/ MC/CONJUR/AGF/No 0973.– 1.08/2006, resolve: Art. 1o Outorgar autorização à Associação Comunitária e Cultural de Virmond, com sede na Rua Antônio Correia, 28 B, Bairro Monte Claro, no município de Virmond, Estado do Paraná, para executar serviço de radiodifusão comunitária, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade. Parágrafo único. A autorização reger-se-á pela Lei no 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, leis subseqüentes, seus regulamentos e normas complementares. Art. 2o A entidade autorizada deverá operar com o sistema irradiante localizado nas coordenadas geográficas com latitude em 25o23’18”S e longitude em 52o12’53”W, utilizando a freqüência de 87,9 MHz. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição, devendo a entidade iniciar a execução do serviço, em caráter definitivo, no prazo de seis meses a contar da data de publicação do ato de deliberação. Art. 4o Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Hélio Costa. 45706 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS MENSAGEM No 844, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.156/2006-C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 213, de 18 de abril de 2006, que renova, por dez anos, a partir de 11 de março de 2001, a permissão outorgada à Rádio SP-Um Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no município de Diadema, Estado de São Paulo. – TVR No 1.185/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria nº 213, de 18 de abril de 2006, que renova, por dez anos, a partir de 11 de março de 2001, a permissão outorgada à Rádio SP-Um Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no município de Diadema, Estado de São Paulo. Brasília, 27 de Setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 324 EM Brasília, 22 de maio de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência a inclusa Portaria, pela qual foi renovada a permissão outorgada à Rádio SP-UM Ltda., por meio da Portaria nº 223, de 14 de novembro de 1989, publicada no Diário Oficial da União do dia 16 de novembro de 1989, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Diadema, Estado de São Paulo. 2. Cumpre ressaltar que os órgãos técnicos e a Consultoria Jurídica deste Ministério manifestaram-se sobre o pedido, considerando-o de acordo com a legislação aplicável e demonstrando possuir a entidade às qualificações necessárias à renovação da permissão, o que me levou a deferir o requerimento de renovação. 3. Esclareço que, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição Federal, o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo nº 53830.000031/2001, que lhe deu origem. Respeitosamente, Hélio Calixto da Costa. Quinta-feira 5 45707 PORTARIA No 213, DE 18 DE ABRIL DE 2006 O Ministro de Estado das Comunicações no uso de suas atribuições, conforme o disposto no art. 5o da Lei no 5.785, de 23 de junho de 1972, e no art. 6o, inciso II, do Decreto no 88.066, de 26 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo no 53830.000031/2001, resolve: Art. 1o Renovar, de acordo como art. 33 § 3o da Lei no 4.117, de 27 de agosto de 1962, por dez anos, a partir de 11 de março de 2001, a permissão outorgada à Rádio SP-UM Ltda pela Portaria no 223, de 14 de novembro de 1989, publicada no Diário Oficial da União do dia 16 de novembro de 1989, aprovada pelo Decreto Legislativo no 55, de 1991, publicado em 11 de março de 1991, para explorar, sem direito de exclusividade, o serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada no município de Diadema, Estado de São Paulo. Art. 2o A exploração do serviço de radiodifusão, cuja outorga é renovada por esta Portaria, reger-se-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes e seus regulamentos. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3º do art. 223 da Constituição Federal. Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Hélio Costa, Ministro de Estado das Comunicações. MENSAGEM No 845, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.157/2006 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria nº 344, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária de Arapeí para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Arapeí, Estado de São Paulo. – TVR No 1.186/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria nº 344, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Comunitária de Arapeí para executar, 45708 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Arapeí, Estado de São Paulo. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 382 EM Brasília, 21 de julho de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Encaminho a Vossa Excelência Portaria de outorga de autorização e respectiva documentação para que a entidade Associação Comunitária de Arapeí, no Município de Arapeí, Estado de São Paulo, explore o serviço de radiodifusão comunitária, em conformidade com o caput do art. 223, da Constituição e a Lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998. 2. A referida entidade requereu ao Ministério das Comunicações sua inscrição para prestar o serviço, cuja documentação inclui manifestação de apoio da comunidade, numa demonstração de receptividade da filosofia de criação desse braço da radiodifusão, de maneira a incentivar o desenvolvimento e a sedimentação da cultura geral das localidades postulantes. 3. Como se depreende da importância da iniciativa comandada por Vossa Excelência, essas ações permitem que as entidades trabalhem em conjunto com a comunidade, auxiliando não só no processo educacional, social e cultural mas, também, servem de elo à integração, por meio de informações benéficas a todos os segmentos e a todos esses núcleos populacionais. 4. Sobre o caso em espécie, cumpre informar que o Grupo de Trabalho, instituído por meio da Portaria nº 83, de 24 de março de 2003, com a finalidade de proceder criteriosa análise dos processos pendentes, referentes à autorização de funcionamento e execução das Rádios Comunitárias, manifestou-se favoravelmente ao pleito, constatando a legalidade e a regularidade do Processo Administrativo nº 53830.002885/98, que ora faço acompanhar, com a finalidade de subsidiar os trabalhos finais. 5. Em conformidade com os preceitos constitucionais e legais, a outorga de autorização, objeto do presente processo, passará a produzir efeitos legais somente após deliberação do Congresso Nacional, a teor do § 3o, do art. 223, da Constituição Federal. Respeitosamente, Fernando Rodrigues Lopes de Oliveira. Outubro de 2006 PORTARIA No 344, DE 7 DE JULHO DE 2006 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no inciso II do art. 9o e art. 19 do Decreto no 2.615, de 3 de junho de 1998, na Lei no 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo no 53830.002885/98 e do PARECER/MC/CONJUR/GAT/No 1.317- 1.08/2005, resolve: Art. 1o Outorgar autorização à Associação Comunitária de Arapeí, com sede na Rua Capitão Domiciano, s/nº – Centro, no município de Arapeí, Estado de São Paulo, para executar serviço de radiodifusão comunitária, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade. Parágrafo único. A autorização reger-se-á pela Lei no 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, leis subseqüentes, seus regulamentos e normas complementares. Art. 2o A entidade autorizada deverá operar com o sistema irradiante localizado nas coordenadas geográficas com latitude em 22o40’26”S e longitude em 44o26’52”W, utilizando a freqüência de 87,9 MHz. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3o do art. 223 da Constituição, devendo a entidade iniciar a execução do serviço, em caráter definitivo, no prazo de seis meses a contar da data de publicação do ato de deliberação. Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Hélio Costa. MENSAGEM No 846, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.158/2006-C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante do Decreto de 20 de setembro de 2006, que “Renova a concessão outorgada à Rádio Colon Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, sem direito de exclusividade, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina”. – TVR No 1.187/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante do Decreto de 20 de setembro de 2006, que “Renova a concessão Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS outorgada à Rádio Colon Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora, em onda média, sem direito de exclusividade, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina”. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 374 EM Brasília, 17 de julho de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência o incluso projeto de Decreto, para renovação da concessão outorgada à Rádio Colon Ltda., para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão de sonora, em onda média, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina, pelo prazo de 10 (dez) anos. 2. A Requerente recebeu a outorga, originariamente, pelo Decreto nº 43.808, de 28 de maio de 1958, renovada pelo Decreto s/nº de 14 de dezembro de 1994, publicado no DOU do dia 15 de dezembro de 1994, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 121, de 1999, publicado no DOU em 8 de novembro de 1999. 3. Pretende a Requerente a renovação de sua concessão por igual período, ou seja, 10 (dez) anos, a partir de 1º de novembro de 2003. 4. Observo que a renovação do prazo de vigência da outorga para explorar serviços de radiodifusão é regida pelas disposições contidas na Lei nº 5.785, de 23 de junho de 1972, e no Decreto nº 88.066, de 26 de janeiro de 1983, que a regulamentou. 5. Cumpre ressaltar que os órgãos técnicos e a Consultoria Jurídica deste Ministério manifestaramse sobre o pedido, considerando-o de acordo com a legislação aplicável e demonstrando possuir a entidade as qualificações necessárias à renovação da concessão, o que me levou a deferir o requerimento de renovação. 6. Nessa conformidade, e em observância aos termos do § 3o do art. 223 da Constituição Federal, esclareço que o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo nº 53000.000948/2003, que lhe deu origem. Respeitosamente, Fernando Rodrigues Lopes de Oliveira. DECRETO DE 20, DE SETEMBRO DE 2006 Renova a concessão outorgada à Rádio Colon Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora, em onda média, sem Quinta-feira 5 45709 direito de exclusividade, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina. O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe conferem os arts. 84, inciso IV, e 223, caput, da Constituição, e nos termos do art. 6º, inciso I, do Decreto nº 88.066, de 22 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo nº 53000.000948/2003, decreta: Art. 1º Fica renovada, de acordo com o art. 33, § 3º, da Lei nº 4.117, de 27 de agosto de 1962, por dez anos, a partir de 1º de novembro de 2003, a concessão outorgada à Rádio Colon Ltda., pelo Decreto nº 43.808, de 28 de maio de 1958, renovada mediante o Decreto de 14 de dezembro de 1994, publicado no Diário Oficial da União do dia 15 de dezembro de 1994, e aprovado pelo Decreto Legislativo nº 121, de 5 de novembro de 1999, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média, no Município de Joinville, Estado de Santa Catarina. Parágrafo único. A concessão ora renovada regerse-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes, regulamentos e obrigações assumidas pela outorgada. Art. 2o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, § 3º do art. 223 da Constituição. Art. 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 20 de setembro de 2006; 185º da Independência e 118º da República. – Luiz Inácio Lula da Silva – Fernando Rodrigues Lopes de Oliveira. MENSAGEM No 847, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.159/2006 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 342, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Cultural Comunitária de Brotas para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Brotas, Estado de São Paulo. – TVR No 1.188/2006 (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado de Ex- 45710 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS posição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato constante da Portaria nº 342, de 7 de julho de 2006, que outorga autorização à Associação Cultural Comunitária de Brotas para executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Brotas, Estado de São Paulo. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 390 EM Brasília, 21 de julho de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Encaminho a Vossa Excelência Portaria de outorga de autorização e respectiva documentação para que a entidade Associação Cultural Comunitária de Brotas, no Município de Brotas, Estado de São Paulo, explore o serviço de radiodifusão comunitária, em conformidade com o caput do art. 223, da Constituição e a Lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998. 2. A referida entidade requereu ao Ministério das Comunicações sua inscrição para prestar o serviço, cuja documentação inclui manifestação de apoio da comunidade, numa demonstração de receptividade da filosofia de criação desse braço da radiodifusão, de maneira a incentivar o desenvolvimento e a sedimentação da cultura geral das localidades postulantes. 3. Como se depreende da importância da iniciativa comandada por Vossa Excelência, essas ações permitem que as entidades trabalhem em conjunto com a comunidade, auxiliando não só no processo educacional, social e cultural, mas, também, servem de elo à integração, por meio de informações benéficas a todos os segmentos e a todos esses núcleos populacionais. 4. Sobre o caso em espécie, cumpre informar que o Grupo de Trabalho, instituído por meio da Portaria nº 83, de 24 de março de 2003, com a finalidade de proceder criteriosa análise dos processos pendentes, referentes à autorização de funcionamento e execução das Rádios Comunitárias, manifestou-se favoravelmente ao pleito, constatando a legalidade e a regularidade do Processo Administrativo nº 53830.001407/99, que ora faço acompanhar, com a finalidade de subsidiar os trabalhos finais. 5. Em conformidade com os preceitos constitucionais e legais, a outorga de autorização, objeto do presente processo, passará a produzir efeitos legais somente após deliberação do Congresso Nacional, a teor do § 3º, do art. 223, da Constituição Federal. Respeitosamente, Fernando Rodrigues Lopes de Oliveira. Outubro de 2006 PORTARIA No 342, DE 7 DE JULHO DE 2006 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no inciso II do art. 9º e art. 19 do Decreto nº 2.615, de 3 de junho de 1998, na Lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo nº 53830.001407/99 e do PARECER/MC/ CONJUR/GAT/Nº 0704 – 1.08/2005, resolve: Art. 1o Outorgar autorização à Associação Cultural Comunitária de Brotas, com sede na Rua Bento de Mello, nº 49, Jardim Planalto, no Município de Brotas, Estado de São Paulo, para executar serviço de radiodifusão comunitária, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade. Parágrafo único. A autorização reger-se-à pela Lei no 9.612, de 19 de fevereiro de 1998, leis subseqüentes, seus regulamentos e normas complementares. Art. 2o A entidade autorizada deverá operar com o sistema irradiante localizado nas coordenadas geográficas com latitude em 22o17’01”S e longitude em 48o07’59”W, utilizando a freqüência de 105,9 MHz. Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3º do art. 223 da Constituição, devendo a entidade iniciar a execução do serviço, em caráter definitivo, no prazo de seis meses a contar da data de publicação do ato de deliberação. Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Hélio Costa. MENSAGEM No 848, DE 2006 (Do Poder Executivo) AVISO No 1.160/2006 – C. CIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria no 2.357, de 5 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 30 de setembro de 1998, a permissão outorgada à Guimarães, Agostinho & Cia. Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada na cidade de Cianorte, Estado do Paraná. – TVR No 1.189/2006. (Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54).) Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do art. 49, inciso XII, combinado com o § 3o, do art. 223, da Constituição, submeto à apreciação de Vossas Excelências, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comuni- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cações, o ato constante da Portaria nº 2.357, de 5 de novembro de 2002, que renova, por dez anos, a partir de 30 de setembro de 1998, a permissão outorgada à Guimarães, Agostinho & Cia. Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada na cidade de Cianorte, Estado do Paraná. Brasília, 27 de setembro de 2006. – Luiz Inácio Lula da Silva. MC 427 EM Brasília, 28 de dezembro de 2005 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência a inclusa Portaria nº 2.357, de 5 de novembro de 2002, pela qual foi renovada a permissão outorgada à Guimarães, Agostinho e Cia. Ltda., por meio da Portaria nº 472, de 29 de setembro de 1988, publicada no Diário Oficial da União do dia 30 subseqüente, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no Município de Cianorte, Estado do Paraná. 2. Cumpre ressaltar que os órgãos técnicos e a Consultoria Jurídica deste Ministério manifestaram-se sobre o pedido, considerando-o de acordo com a legislação aplicável e demonstrando possuir a entidade as qualificações necessárias à renovação da permissão, o que me levou a deferir o requerimento de renovação. 3. Esclareço que, nos termos do § 3º do art. 223 da Constituição Federal, o ato de renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, para onde solicito seja encaminhado o referido ato, acompanhado do Processo nº 53740.000380/98, que lhe deu origem. Respeitosamente, – Hélio Calixto da Costa. PORTARIA No 2.357, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2002 O Ministro de Estado das Comunicações, no uso de suas atribuições, conforme o disposto no art. 62, inciso II, do Decreto nº 88.066, de 26 de janeiro de 1983, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo nº 53 740.000380/98, resolve: Art. 1o Renovar, de acordo com o art. 33 § 3º da Lei nº 4.117, de 27 de agosto de 1962, por dez anos, a partir de 30 de setembro de 1998, a permissão outorgada à Guimarães, Agostinho & Cia. Ltda., pela Portaria nº 472, de 29 de setembro de 1988, publicada no Diário Oficial da União em 30 subseqüente, para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Cianorte, Estado do Paraná. Art. 2o A exploração do serviço de radiodifusão, cuja outorga é renovada por esta Portaria, reger-se-á pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, leis subseqüentes e seus regulamentos. Quinta-feira 5 45711 Art. 3o Este ato somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, nos termos do § 3º do art. 223 da Constituição. Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. – Juarez Quadros do Nascimento. Of. nº 373/2006-CN Brasília, 2 de outubro de 2006 Exmo Sr. Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Comunico a V. Exª e, por seu alto intermédio, à Câmara dos Deputados, que foi lido na sessão do Senado Federal realizada nesta data, o Projeto de Lei nº 24, de 2006-CN, que “Abre ao Orçamento da Seguridade Social da União, em favor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, crédito especial no valor de R$112.400,00, para os fins que especifica, e dá outras providências”, e foi despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Em anexo, encaminho a V. Exª calendário para a tramitação do projeto. Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª protestos de estima e consideração. – Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal. Sobre a Mesa projeto de lei que será tido pelo Senhor Primeiro Secretário. Projeto de Lei nº 24, de 2006-CN, que “Abre ao Orçamento da Seguridade Social da União, em favor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, crédito especial no valor de R$112.400,00 (cento e doze mil, quatrocentos reais), para os fins que especifica, e dá outras providências”. (Mensagem nº 108, de 2006-CN, nº 800/2006, na origem). Nos termos das normas constantes da Resolução nº 1, de 2001 – CN (Ofícios CN nos 823 e 824, de 2004), a Presidência estabelece o seguinte calendário tramitação do projeto: Leitura: 2-10-2006 Até 7/10 Publicação e distribuição de avulsos; Até 15/10 Prazo final de emendas; Até 20/10 Publicação e distribuição de avulsos das emendas; Até 30/10 Encaminhamento do parecer final à Mesa do Congresso Nacional. O projeto lido vai à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Será feita comunicação à Câmara dos Deputados. PRESIDÊNCIA/SGM OF. no 373/06-CN (Encaminha calendário para tramitação do PL nº 24/06-CN) Publique-se. Arquive-se Em 4-10-06. – Aldo Rebelo, Presidente. 45712 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Of. no 362/2006-CN Brasília, 19 de setembro de 2006 Exm Sr. Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados o Senhor Presidente, Comunico a V. Exa e, por seu alto intermédio, à Câmara dos Deputados, que foram lidos na sessão do Senado Federal realizada nesta data, os Projetos de Lei nos 22 e 23, de 2006-CN, e foram despachados à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Em anexo, encaminho a V. Exa calendário para a tramitação dos projetos. Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exa protestos de estima e consideração. – Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal. Sobre a mesa projetos de lei que serão lidos pelo Senhor Primeiro Secretário. Projeto de Lei no 22, de 2006-CN, que “Abre ao Orçamento de Investimento para 2006, em favor de diversas empresas estatais, crédito especial no valor total de R$127.693.450,00 (cento e vinte e sete milhões, seiscentos e noventa e três mil e quatrocentos e cinqüenta reais), para os fins que especifica”. (Mensagem nº 104, de 2006-CN, no 780/2006, na origem). Projeto de Lei no 23, de 2006-CN, que “Abre ao Orçamento de Investimento para 2006, em favor de diversas empresas estatais, crédito suplementar no valor total de R$198.503.075,00 (cento e noventa e oito milhões, quinhentos e três mil e setenta e cinco reais) e reduz o Orçamento de Investimento de diversas empresas no valor global de R$753.471.785,00 (setecentos e cinqüenta e três milhões, quatrocentos e setenta e um mil e setecentos e oitenta e cinco reais), para os fins que especifica”. (Mensagem no 105, de 2006-CN, no 781/2006, na origem). Nos termos das normas constantes da Resolução no 1, de 2001 – CN (Ofícios CN nos 823 e 824, de 2004), a Presidência estabelece o seguinte calendário para tramitação dos projetos: Leitura :19-9-2006 Até 24-9 publicação e distribuição de avulsos; Até 2-10 prazo final para apresentação de emendas; Até 7-10 publicação e distribuição de avulsos das Emendas; Até 17/10 Encaminhamento do parecer final à Mesa do Congresso Nacional. Os projetos lidos vão à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Outubro de 2006 Será feita comunicação à Câmara dos Deputados. PRESIDÊNCIA/SGM OF. no 362/06-CN (Encaminha calendário para tramitação dos PL nos 22 e 23, de 2006-CN) Publique-se. Arquive-se. Em 4-10-06. – Aldo Rebelo, Presidente. Ofício no 249-L-PFL/06 Brasília, 4 de outubro de 2006 Excelentíssimo Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Senhor Presidente, Encaminho a V. Exa cópia do expediente do dia três de outubro, do Deputado Moroni Torgan, comunicando a esta liderança sua renúncia a vaga de suplente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. Desta forma, solicito que seja determinada por V. Exa as providências necessárias para efetivar a movimentação do ilustre parlamentar. Atenciosamente, Deputada Rodrigo Maia, Líder do PFL. Brasília, 3 de outubro de 2006 Exmo. Sr. Deputado Rodrigo Maia Líder do PFL Senhor Líder, Solicito a V. Exa, nos termos regimentais, minha exclusão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, atendendo a razões de foro intímo. Atenciosamente, Deputado Moroni Torgan. Defiro. Publique-se. Em 4-10-06. – Aldo Rebelo, Presidente. PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO No 570, DE 2006 (Da Sra. Vanessa Grazziotin e outros) Dá nova redação ao inciso XVII do art. 49 da Constituição Federal. Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional: Artigo único. O inciso XVII do art. 49 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 49. ................................................. XVII – aprovar, previamente: a alienação ou a concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares; a concessão florestal que tenha por objeto a exploração de produtos ou serviços florestais em unidades de manejo de florestas públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. (NR)” Justificação O inciso XVII do art. 49 de nossa Carta Política prevê a competência exclusiva do Congresso Nacional para aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. O texto da Lei nº 11.284, de 2006 (Lei de Gestão das Florestas Públicas), de forma inaceitável, afasta a aplicação do referido dispositivo de nossa Carta Política às normas que regulam a concessão florestal. Não há qualquer referência à manifestação prévia do Legislativo como condicionante para as concessões. Os defensores da implementação do sistema de concessões florestais sem qualquer controle do Legislativo afirmam que, como a concessão florestal tem como objeto a exploração de produtos e serviços relacionados à cobertura florestal, ela não gera qualquer direito real sobre o imóvel em que se situa a cobertura florestal. Em palavras mais simples, a concessão florestal não se confundiria com a concessão de terras públicas. Há quem discorde desse entendimento. No trâmite legislativo do projeto que gerou a Lei nº 11.284, de 2006, apresentaram-se posições no sentido de que seria inviável a separação entre solo e cobertura florestal na definição do objeto da concessão para manejo florestal. Para uns, a floresta estaria incorporada ao solo. Para outros, na prática o imóvel ficaria afetado a uma determinada atividade, o manejo florestal. Assim, a concessão para manejo florestal equiparar-se-ia a uma concessão de terras públicas, submetendo-se ao inciso XVII do art. 49 da Constituição. Essa posição, vale dizer, foi sustentada pelo importante jurista José Afonso da Silva, em reunião de audiência pública ocorrida na Câmara dos Deputados em 12.05.2005. O Senado Federal caminhou nesse sentido, ao aprovar emenda prevendo que o Plano Anual de Outorga de Concessão Florestal (PAOF) deveria ser sub- Quinta-feira 5 45713 metido a prévia aprovação pelo Congresso Nacional quando incluísse a concessão de florestas públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. Essa emenda foi incorporada ao texto final aprovado pelo Congresso Nacional, mas foi objeto de veto presidencial. Nas razões do veto, inexplicavelmente, não se encontra qualquer fundamentação jurídica relativa à não aplicação do inciso XVII do art. 49 da Constituição às concessões florestais. Limitou-se, de forma um tanto nebulosa, a fazer referência a eventuais efeitos negativos da submissão do PAOF à apreciação do Legislativo relacionados à garantia de condições estáveis e seguras para os investimentos no setor florestal. Uma vez que, quando se contrata a concessão florestal, o imóvel ou imóveis onde se situam as florestas públicas inquestionavelmente ficam afetados a uma atividade determinada, o manejo florestal, nossa posição é de que não se deve e não se pode afastar a aplicação do inciso XVII do art. 49 de nossa Magna Carta. Se é demandada a manifestação do Legislativo para a alienação ou a concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares, essa exigência também se estende à concessão florestal que tenha por objeto a exploração de produtos ou serviços florestais em unidades de manejo de florestas públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. A proposta de emenda à Constituição aqui apresentada visa a eliminar qualquer possibilidade de dúvida em relação à aplicação do inciso XVII do art. 49 da Constituição Federal às concessões florestais, resgatando importante prerrogativa do Legislativo que tem sido ignorada no processo de implementação dos instrumentos regulados pela Lei de Gestão das Florestas Públicas. Sala das Sessões, 5 de setembro de 2006. – Vanessa Grazziotin, Deputada Federal – PCdoB/AM; Socorro Gomes, Deputada Federal – PCdoB/PA. Proposição: PEC-570/2006 Autor: Vanessa Grazziotin e Outros Data de Apresentação: 5-9-06 17:31:27 Ementa: Dá nova redação ao inciso XVII do art. 49 da Constituição Federal. Possui Assinaturas Suficientes: Sim Total de Assinaturas: Confirmadas: 197 Não Conferem: 6 Fora do Exercício: 0 Repetidas: 1 Ilegíveis: 0 Retiradas: 0 45714 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Assinaturas Confirmadas 1-ADÃO PRETTO (PT – RS) 2-ADELOR VIEIRA (PMDB – SC) 3-AFFONSO CAMARGO (PSDB – PR) 4-AGNELO QUEIROZ (PCdoB – DF) 5-ALBERTO FRAGA (PFL – DF) 6-ALEXANDRE CARDOSO (PSB – RJ) 7-ANA ALENCAR (PSDB – TO) 8-ANA GUERRA (PT – MG) 9-ANÍBAL GOMES (PMDB – CE) 10-ANIVALDO VALE (PSDB – PA) 11-ANN PONTES (PMDB – PA) 12-ANSELMO (PT – RO) 13-ANTONIO CAMBRAIA (PSDB – CE) 14-ANTONIO CARLOS BISCAIA (PT – RJ) 15-ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP) 16-ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB – SP) 17-ARIOSTO HOLANDA (PSB – CE) 18-ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP) 19-ASSIS MIGUEL DO COUTO (PT – PR) 20-BABÁ (PSOL – PA) 21-BARBOSA NETO (PSB – GO) 22-BENEDITO DE LIRA (PP – AL) 23-BISMARCK MAIA (PSDB – CE) 24-CABO JÚLIO (PMDB – MG) 25-CARLITO MERSS (PT – SC) 26-CARLOS ABICALIL (PT – MT) 27-CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB – GO) 28-CARLOS EDUARDO CADOCA (PMDB – PE) 29-CARLOS MELLES (PFL – MG) 30-CELCITA PINHEIRO (PFL – MT) 31-CELSO RUSSOMANNO (PP – SP) 32-CEZAR SCHIRMER (PMDB – RS) 33-CEZAR SILVESTRI (PPS – PR) 34-CHICO ALENCAR (PSOL – RJ) 35-CIRO NOGUEIRA (PP – PI) 36-CLAUDIO CAJADO (PFL – BA) 37-CLÁUDIO MAGRÃO (PPS – SP) 38-CLEONÂNCIO FONSECA (PP – SE) 39-COLBERT MARTINS (PPS – BA) 40-COLOMBO (PT – PR) 41-COSTA FERREIRA (PSC – MA) 42-DANIEL ALMEIDA (PCdoB – BA) 43-DELEY (PSC – RJ) 44-DEVANIR RIBEIRO (PT – SP) 45-DILCEU SPERAFICO (PP – PR) 46-DIMAS RAMALHO (PPS – SP) 47-DR. FRANCISCO GONÇALVES (PPS – MG) 48-DR. RODOLFO PEREIRA (PDT – RR) 49-DRA. CLAIR (PT – PR) 50-EDIR OLIVEIRA (PTB – RS) 51-EDSON EZEQUIEL (PMDB – RJ) Outubro de 2006 52-EDUARDO BARBOSA (PSDB – MG) 53-EDUARDO CUNHA (PMDB – RJ) 54-EDUARDO VALVERDE (PT – RO) 55-ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA – SP) 56-ENÉAS (PRONA – SP) 57-FÉLIX MENDONÇA (PFL – BA) 58-FERNANDO CORUJA (PPS – SC) 59-FERNANDO DINIZ (PMDB – MG) 60-FERNANDO FERRO (PT – PE) 61-FERNANDO GABEIRA (PV – RJ) 62-FERNANDO LOPES (PMDB – RJ) 63-FEU ROSA (PP – ES) 64-FRANCISCO RODRIGUES (PFL – RR) 65-GASTÃO VIEIRA (PMDB – MA) 66-GERALDO RESENDE (PPS – MS) 67-GIACOBO (PL – PR) 68-GILMAR MACHADO (PT – MG) 69-GONZAGA MOTA (PSDB – CE) 70-GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE) 71-GUSTAVO FRUET (PSDB – PR) 72-HENRIQUE AFONSO (PT – AC) 73-HERCULANO ANGHINETTI (PP – MG) 74-HUMBERTO MICHILES (PL – AM) 75-IARA BERNARDI (PT – SP) 76-INÁCIO ARRUDA (PCdoB – CE) 77-INALDO LEITÃO ( – ) 78-IRINY LOPES (PT – ES) 79-IVAN RANZOLIN (PFL – SC) 80-IVAN VALENTE (PSOL – SP) 81-JACKSON BARRETO (PTB – SE) 82-JAMIL MURAD (PCdoB – SP) 83-JANDIRA FEGHALI (PCdoB – RJ) 84-JOÃO ALFREDO (PSOL – CE) 85-JOÃO CAMPOS (PSDB – GO) 86-JOÃO CORREIA (PMDB – AC) 87-JOÃO FONTES (PDT – SE) 88-JOÃO PAULO GOMES DA SILVA (PSB – MG) 89-JOAQUIM FRANCISCO (PFL – PE) 90-JORGE BITTAR (PT – RJ) 91-JORGE BOEIRA (PT – SC) 92-JOSÉ CARLOS MACHADO (PFL – SE) 93-JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT – SP) 94-JOSÉ LINHARES (PP – CE) 95-JOSÉ PIMENTEL (PT – CE) 96-JOSÉ ROCHA (PFL – BA) 97-JOSIAS QUINTAL (PSB – RJ) 98-JUÍZA DENISE FROSSARD (PPS – RJ) 99-JÚLIO DELGADO (PSB – MG) 100-JULIO LOPES (PP – RJ) 101-JULIO SEMEGHINI (PSDB – SP) 102-JÚNIOR BETÃO (PL – AC) 103-JUTAHY JUNIOR (PSDB – BA) Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 104-KELLY MORAES (PTB – RS) 105-LAURA CARNEIRO (PFL – RJ) 106-LÉO ALCÂNTARA (PSDB – CE) 107-LEONARDO MONTEIRO (PT – MG) 108-LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ) 109-LEONARDO VILELA (PSDB – GO) 110-LOBBE NETO (PSDB – SP) 111-LUCIANA GENRO (PSOL – RS) 112-LUCIANO CASTRO (PL – RR) 113-LUCIANO ZICA (PT – SP) 114-LUIS CARLOS HEINZE (PP – RS) 115-LUIZ ALBERTO (PT – BA) 116-LUIZ BASSUMA (PT – BA) 117-LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) 118-LUIZ COUTO (PT – PB) 119-LUIZ EDUARDO GREENHALGH (PT – SP) 120-LUIZ PIAUHYLINO (PDT – PE) 121-LUIZ SÉRGIO (PT – RJ) 122-MANINHA (PSOL – DF) 123-MARCELLO SIQUEIRA (PMDB – MG) 124-MARCELO ORTIZ (PV – SP) 125-MARCO MAIA (PT – RS) 126-MARCONDES GADELHA (PSB – PB) 127-MARIA DO CARMO LARA (PT – MG) 128-MARIA DO ROSÁRIO (PT – RS) 129-MARIA HELENA (PSB – RR) 130-MARIÂNGELA DUARTE (PT – SP) 131-MÁRIO ASSAD JÚNIOR (PSB – MG) 132-MÁRIO HERINGER (PDT – MG) 133-MAURO BENEVIDES (PMDB – CE) 134-MAURO PASSOS (PT – SC) 135-MEDEIROS (PL – SP) 136-MENDES RIBEIRO FILHO (PMDB – RS) 137-MENDONÇA PRADO (PFL – SE) 138-MIGUEL DE SOUZA (PL – RO) 139-MILTON BARBOSA (PSC – BA) 140-MIRO TEIXEIRA (PDT – RJ) 141-MURILO ZAUITH (PFL – MS) 142-NELSON PROENÇA (PPS – RS) 143-NELSON TRAD (PMDB – MS) 144-NEUCIMAR FRAGA (PL – ES) 145-NEY LOPES (PFL – RN) 146-NEYDE APARECIDA (PT – GO) 147-NILSON MOURÃO (PT – AC) 148-NILTON BAIANO (PP – ES) 149-ORLANDO FANTAZZINI (PSOL – SP) 150-OSMAR SERRAGLIO (PMDB – PR) 151-OSMAR TERRA (PMDB – RS) 152-PASTOR FRANKEMBERGEN (PTB – RR) 153-PASTOR PEDRO RIBEIRO (PMDB – CE) 154-PAULO AFONSO (PMDB – SC) 155-PAULO BAUER (PSDB – SC) Quinta-feira 5 45715 156-PAULO DELGADO (PT – MG) 157-PAULO PIMENTA (PT – RS) 158-PEDRO CHAVES (PMDB – GO) 159-PEDRO FERNANDES (PTB – MA) 160-PEDRO IRUJO (PMDB – BA) 161-PHILEMON RODRIGUES (PTB – PB) 162-PROFESSOR LUIZINHO (PT – SP) 163-PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA (PSDB – GO) 164-RAUL JUNGMANN (PPS – PE) 165-REGINALDO LOPES (PT – MG) 166-REINALDO BETÃO (PL – RJ) 167-RENATO CASAGRANDE (PSB – ES) 168-RICARDO BARROS (PP – PR) 169-ROBERTO FREIRE (PPS – PE) 170-ROBERTO GOUVEIA (PT – SP) 171-RODRIGO MAIA (PFL – RJ) 172-ROGÉRIO TEÓFILO (PPS – AL) 173-ROMEL ANIZIO (PP – MG) 174-ROSE DE FREITAS (PMDB – ES) 175-SANDRA ROSADO (PSB – RN) 176-SANDRO MABEL (PL – GO) 177-SEBASTIÃO MADEIRA (PSDB – MA) 178-SELMA SCHONS (PT – PR) 179-SÉRGIO MIRANDA (PDT – MG) 180-SIGMARINGA SEIXAS (PT – DF) 181-SIMÃO SESSIM (PP – RJ) 182-SOCORRO GOMES (PCdoB – PA) 183-TARCÍSIO ZIMMERMANN (PT – RS) 184-TETÉ BEZERRA (PMDB – MT) 185-VADINHO BAIÃO (PT – MG) 186-VANDER LOUBET (PT – MS) 187-VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM) 188-VICENTE ARRUDA (PSDB – CE) 189-VIEIRA REIS (S.PART. – RJ) 190-VITORASSI (PT – PR) 191-WALDEMIR MOKA (PMDB – MS) 192-WALTER BARELLI (PSDB – SP) 193-WLADIMIR COSTA (PMDB – PA) 194-ZELINDA NOVAES (PFL – BA) 195-ZEZÉU RIBEIRO (PT – BA) 196-ZONTA (PP – SC) 197-ZULAIÊ COBRA (PSDB – SP) Assinaturas que Não Conferem 1-DR. HELENO (PSC – RJ) 2-JAIR DE OLIVEIRA (PMDB – ES) 3-MORONI TORGAN (PFL – CE) 4-PAULO RUBEM SANTIAGO (PT – PE) 5-ROBSON TUMA (PFL – SP) 6-WILSON SANTIAGO (PMDB – PB) Assinaturas Repetidas 1-SOCORRO GOMES (PCdoB – PA) 45716 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI No 7.368, DE 2006 (Da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios) OFÍCIO No 313/2006-CN Cria o Sistema Nacional de Combate à Corrupção, a Comissão Mista Permanente de Combate à Corrupção, a Base de Dados de Atenção Qualificada e o Sistema Integrado de Fiscalização e Acompanhamento de Contratos. Despacho: A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e art. 54, RICD). Após submeta-se ao Plenário, nos termos do art. 143 do Regimento Interno. Publique-se. Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o Esta lei destina-se a criar o Sistema Nacional de Combate à Corrupção, a Comissão Mista Permanente de Combate à Corrupção e a Base de Dados de Atenção Qualificada, com o objetivo de aprimorar a política brasileira de prevenção e combate à corrupção, alcançando todos os agentes envolvidos direta ou indiretamente com a administração pública nacional. Art. 2o Fica criado o Sistema Nacional de Combate à Corrupção – SNCC, integrado pelos seguintes órgãos: I – Tribunal de Contas da União; II – Ministério Público da União; III – Conselho de Controle de Atividades Financeiras; IV – Controladoria-Geral da União; V – Advocacia-Geral da União; VI – Comissão de Ética Pública; VII – Banco Central do Brasil; VIII – Comissão de Valores Mobiliários; IX – Secretaria de Previdência Complementar; X – Superintendência de Seguros Privados; XI – Secretaria da Receita Federal; XII – Departamento de Polícia Federal; XIII – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional; XIV – Tribunais Regionais Federais; XV – Entidades não-governamentais voltadas ao combate à corrupção. Parágrafo único. Os Tribunais de Contas dos estados e dos municípios, bem como os ministérios públicos estaduais poderão aderir ao SNCC por meio de convênio. Art. 3o Fica criado o Conselho Diretivo do SNCC, que se reunirá periodicamente, ao qual cabe planejar, Outubro de 2006 elaborar e propor a política nacional de combate à corrupção, bem como incentivar a formação de entidades de combate à corrupção no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1o O Conselho Diretivo do SNCC será composto por um representante indicado de cada um dos órgãos, entidades ou grupo de órgãos ou entidades indicados no art. 2º, totalizando quinze membros. § 2o O Conselho Diretivo do SNCC reunir-se-á pela primeira vez no prazo de sessenta dias, contados da data de vigência desta lei, para dispor sobre sua organização e regulamentação. Art. 4o O Tribunal de Contas da União é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Combate à Corrupção – SNCC, cabendo-lhe: I – a secretaria-executiva do SNCC; II – receber, analisar, avaliar e encaminhar consultas, denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado; III – informar, conscientizar e motivar a população por meio dos diferentes meios de comunicação; IV – solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra o patrimônio público; V – representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições; VI – solicitar o concurso de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como orientá-los e auxiliá-los na prevenção e no combate à corrupção; VII – desenvolver, monitorar e acompanhar a Base de Dados de Atenção Qualificada. Art. 5o Fica criada a Base de Dados de Atenção Qualificada – BDAQ, a ser implementada pelo Tribunal de Contas da União, na qualidade de órgão coordenador do SNCC, o qual estabelecerá, em conjunto com os demais participantes do SNCC: I – as informações necessárias à sua formação; II – as instituições responsáveis pelo provimento das informações referidas no inciso I; III – a freqüência de provimento, bem como o intervalo de tempo para a sua atualização; IV – as formalidades técnicas de acesso e registro de acesso das pessoas autorizadas a realizar consultas à BDAQ. § 1o As informações disponíveis na BDAQ somente poderão ser consultadas por servidores formalmente identificados e autorizados dos seguintes órgãos: I – Tribunal de Contas da União; II – Ministério Público da União; Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS III – Conselho de Controle de Atividades Financeiras; IV – Controladoria-Geral da União; V – Banco Central do Brasil; VI – Comissão de Valores Mobiliários; VII – Secretaria de Previdência Complementar; VIII – Secretaria da Receita Federal; IX – Departamento de Polícia Federal; X – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. § 2o Todos os acessos à BDAQ serão registrados em nome do servidor referido no § 1º, devendo constar, no mínimo, a data e hora em que o acesso foi realizado, o CPF ou CNPJ do consultado e as informações acessadas. Art. 6o Fica criada, no Congresso Nacional, a Comissão Permanente Mista de Combate à Corrupção – CMCC, a quem caberá o controle e a fiscalização do Sistema Nacional de Combate à Corrupção – SNCC, na forma a ser estabelecida em ato do Poder Legislativo. § 1o Integrarão a CMCC, no mínimo, um Senador e um Deputado de cada partido representado nas Casas Legislativas do Congresso Nacional, com igual número de suplentes. § 2o O ato a que se refere o caput deste artigo definirá a estrutura e o funcionamento da CMCC, bem como a forma de desenvolvimento dos seus trabalhos. Art. 7o Fica criado o Sistema Integrado de Fiscalização e Acompanhamento de Contratos – SIFAC, a ser implementado pelo Tribunal de Contas da União, na qualidade de órgão coordenador do SNCC, que consistirá em uma base de dados nacional, acessível a qualquer cidadão, projetada para fornecer resposta às consultas em tempo real. § 1o Todos os contratos da administração federal direta e indireta deverão ser registrados no SIFAC, assim como o acompanhamento de sua execução, devendo ainda ser estimulada a celebração de convênios com Estados e Municípios para também integrarem seu âmbito de aplicação. § 2o As informações contidas no SIFAC deverão ser utilizadas para instruir a preparação e o julgamento das licitações no seu âmbito de aplicação, orientando tanto o cálculo das estimativas de preço, como de sua eventual inexeqüibilidade ou avaliação de proposta técnica podendo também ser utilizados para definição de contratos a serem auditados pelos órgãos competentes. § 3o O Tribunal de Contas da União, na qualidade de órgão coordenador da SNCC, criará grupo de trabalho destinado a desenvolver e implantar o SIFAC, Quinta-feira 5 45717 bem como regulamentar seu funcionamento, no prazo de dois anos a contar da promulgação desta lei, atendendo às seguintes diretrizes: I – O SIFAC deverá permitir a comparação entre os valores por unidade definida de cada bem ou serviço cujo fornecimento seja contratado no âmbito de aplicação do SIFAC. II – Os dados relativos aos contratos inseridos no âmbito de aplicação do SIFAC deverão ser imediatamente alimentados após a adjudicação do contrato, ou previamente a qualquer empenho, ordem de pagamento, ou alteração contratual, sob pena de responsabilização da autoridade competente pela gestão do contrato. III – O SIFAC deverá permitir o controle da qualidade da execução dos contratos, possibilitando a avaliação de cada fornecedor por bem ou serviço fornecido no âmbito de aplicação do SIFAC, a fim de que seja possível utilizar a avaliação de qualidade previamente existente no julgamento de futuras licitações e na definição de contratos a serem auditados pelos órgãos integrantes do SNCC. IV – Deverá ser estimulada a adoção de critérios sociais na avaliação de qualidade dos fornecedores, tais como: a) preservação do meio ambiente; b) desenvolvimento de atividades de estímulo e preservação culturais; c) adoção de políticas de inclusão de minorias e ações afirmativas. V – As informações poderão ser inseridas no SIFAC por meio de equipe especialmente destacada para esse fim ou pelos servidores responsáveis pela gestão dos contratos, obedecendo às seguintes diretrizes, sempre que possível: a) No julgamento dos critérios de qualidade devese buscar a objetividade, diminuindo a possibilidade de variação nas avaliações; b) As avaliações poderão ser produzidas pelos destinatários ou usuários finais dos bens ou serviços contratados, cabendo-lhes responder formulários estatisticamente distribuídos, preservada a confidencialidade de suas identidades; c) O resultado das avaliações periódicas de um determinado bem ou serviço será comunicado ao seu fornecedor, que poderá requerer acesso aos formulários preenchidos durante o prazo de quinze dias, nos quais igualmente poderá formular recurso, com efeito suspensivo, que deverá ser autoridade superior em até dez dias úteis. VI – Até que possua ao menos cinco avaliações realizadas por no mínimo duas entidades contratantes 45718 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS diferentes, o fornecedor terá sua avaliação de qualidade gerada a partir de algoritmo especialmente desenvolvido para nivelá-lo na média da avaliação de qualidade dos demais concorrentes. § 4o A estrutura física, lógica, humana e operacional para implantação e manutenção do SIFAC será mantida pela União. Art. 8o Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Justificação Ao estudar o fenômeno da corrupção no Brasil, concluímos que uma de nossas ações mais urgentes seria o rápido fortalecimento das instituições já existentes e atuantes na prevenção e combate à corrupção. Entendemos, no entanto, que é preciso ir mais além, criando todo um Sistema Nacional de Combate à Corrupção, de caráter contínuo e que envolva, além dos órgãos e instituições governamentais, cruciais no momento inicial, também o apoio e inestimável parceria da sociedade civil, da mídia e do setor privado. Estes, por sua vez, são imprescindíveis no controle da corrupção, atuando principalmente na fase preventiva, impedindo ou reduzindo, desta forma, sua ocorrência. Como parte do Sistema Nacional de Combate à Corrupção, estamos propondo também a criação de uma Comissão Permanente Mista à qual se reporte o órgão central do Sistema, resgatando, desta forma, o papel constitucional de suma importância e da competência exclusiva do Congresso Nacional, qual seja o de fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta (art. 49, inciso X, CF). O Sistema Nacional de Combate à Corrupção – SNCC deverá ser estruturado sobre pilares de transparência, informação e controle, e deverá reconhecer, incentivar e conferir a devida importância a valores como integridade, liderança e responsabilidade. O acesso à informação deverá ser facilitado e normalizado gradativamente, para que sua utilização seja feita de forma responsável e transparente. Como ferramenta básica deste Sistema, será necessária criar uma Base de Dados de Atenção Qualificada – BDAQ, sistema enfatizado com bancos de dados que abriguem informações provenientes das mais diversas fontes, as quais terão a obrigação legal de alimentá-los. Assim, a Receita Federal, por exemplo, fornecerá as informações fiscais em formatação previamente determinada; o Banco Central, de forma semelhante, com relação às informações bancárias, alimentadas por todo o Sistema Financeiro Nacional. De maneira idêntica proceder-se-á com todos os de- Outubro de 2006 mais órgãos e entidades que detenham informações pertinentes, os quais serão paulatinamente instados, por via de lei, a fornecer e manter atualizadas as informações solicitadas. Note-se que não estamos propondo aqui uma quebra de sigilo, mas tão-somente uma centralização de informações em um único sistema, que permitirá sua utilização de forma segura, nos moldes do que se tem em outros sistemas como o Sistema de Informações do Banco Central do Brasil – SISBACEN, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI e o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE. Nestes sistemas já existentes, há normas e graus diferenciados de acessibilidade, bem como registro dos usuários autorizados e das informações pesquisadas, obrigando todos que dele fazem uso a se responsabilizar e manter sigilo quanto às informações a que têm acesso. A segurança é, portanto, atributo essencial do sistema. Criado este sistema informatizado, tem-se em mãos a ferramenta básica de prevenção e combate à corrupção, eliminando-se automaticamente a burocracia dos processos de troca de informações entre órgãos do Governo e os conflitos de propriedade e responsabilidade pela informação. A normatização do sistema definirá, ato contínuo, o grau de acesso a ser concedido a cada órgão, aos níveis hierárquicos ali existentes e de acordo com a exigência de cada função. Teremos, entretanto, um órgão operador deste sistema, que logicamente terá acesso a todas as informações, com as mesmas condições de segurança estabelecidas para os demais. Definida a ferramenta básica, qual seja o sistema informatizado, há que se definir a estrutura que dele fará uso efetivo no combate à corrupção, ou seja, o Sistema Nacional de Combate à Corrupção a que nos referimos. Primeiramente, entendemos que o Tribunal de Contas da União – TCU, por sua independência e vocação, constitucionalmente definida como de fiscalização e controle das contas públicas, seja o órgão central do Sistema Nacional de Combate à Corrupção, responsável por seu planejamento, coordenação e monitoramento, propondo objetivos e metas e deflagrando ou orientando as ações necessárias para aperfeiçoamento e correções do sistema, visando à sua modernização e ao seu desenvolvimento sustentável. No sentido, também o TCU será o órgão administrador da Base de Dados de Atenção Qualificada – BDAQ. Como tal, o TCU será o órgão com acesso pleno a todas as informações disponíveis, delas podendo fa- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS zer uso, dentro dos limites constitucional e legalmente estabelecidos, para efetuar as análises necessárias à apuração e recuperação de recursos desviados, estejam eles a cargo de entidades públicas, privadas ou mistas, importando apenas que hajam recursos públicos envolvidos e risco de prejuízo para a administração pública. Diante disto, certamente a estrutura do TCU deverá passar por uma revisão visando à sua adequação às novas atribuições. Além do TCU, comporão o SNCC o COAF e o Ministério Público, este último com atuação destacada no Sistema, em parceria com o TCU, e acesso definido às informações necessárias às investigações sob sua responsabilidade, especialmente sua Câmara Temática voltada às questões relacionadas ao Patrimônio Público e Social. Quanto aos demais órgãos que podem atuar direta ou indiretamente no combate à corrupção, como a Polícia Federal e a Interpol, o Banco Central do Brasil, a Secretaria da Receita Federal – SRF, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional – DRCI, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, a Secretaria de Previdência Complementar – SPC, a Controladoria-Geral da União – CGU, a Advocacia-Geral da União – AGU e a Comissão de Ética Pública, entre outros, deverão ter sua participação no Sistema e acesso às informações da BDAQ paulatinamente definidos. Ainda no âmbito do Poder Legislativo estamos sugerindo a criação de uma Comissão Permanente Mista de Combate à Corrupção – CMCC, a ser composta por um senador e um deputado de cada partido representado nas Casas Legislativas do Congresso Nacional, com igual número de suplentes, todos indicados pelas lideranças partidárias. Essa Comissão deverá ter, em sua estrutura administrativa, servidores com a formação acadêmica adequada e a qualificação profissional necessária para atuar em estudos, pesquisas e elaboração de proposições, todos relacionados à luta contra a corrupção no Brasil e no mundo. Caberá à nova Comissão, especialmente, apresentar e acompanhar as proposições legislativas necessárias e pertinentes ao aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Combate à Corrupção, tanto surgidas no Congresso Nacional quanto apontadas pelo TCU, que a ela se reportará nas questões relativas ao SNCC, à BDAQ e, de forma geral, no que diz respeito ao combate à corrupção. Ainda propõe-se a criação de uma ferramenta adicional, batizada de Sistema Integrado de Fiscalização e Acompanhamento de Contratos – SIFAC. Como já Quinta-feira 5 45719 afirmamos anteriormente, a tônica do combate à corrupção, assim como das técnicas de boa governança corporativa, é a busca da transparência nas contas e contratos firmados. No que se refere à gestão do Estado, a execução dos contratos públicos é o ponto nevrálgico do sistema orçamentário e a principal porta aberta à malversação dos recursos do erário. O estado-da-arte no que tange à tecnologia de redes já permite há anos a integração de porte nacional de todos os dados referentes aos contratos públicos, ao passo que a demora em sua efetiva aplicação somente dificulta o trabalho dos órgãos de fiscalização, ao ter que buscar às cegas os casos de desvios, sem instrumentos confiáveis que apontem as irregularidades potenciais. As recentes inovações consubstanciadas no sistema do pregão eletrônico – único no mundo em seu estágio de evolução e refinamento –, o SIGA e o sistema de controle de contratos recentemente elaborado pelo Tribunal de Contas da União apontam nessa direção e constituem os primeiros passos no sentido de democratizar o acesso à informação e, conseqüentemente, avançar no controle dos gastos públicos. A proposta de criação do SIFAC – Sistema Integrado de Fiscalização e Acompanhamento de Contratos, que ora apresentamos, é grandemente inspirada em projetos de lei recentemente apresentados pelos Senadores Álvaro Dias e Marco Maciel, bem como em trabalhos acadêmicos e nas audiências realizadas pela Sub-Relatoria de Propostas de Combate à Corrupção. O objetivo desse trabalho coletivo é apresentar importante conjunto de normas para melhorar nosso sistema licitatório e o controle sobre a celebração e execução dos contratos. Para tanto, além das definições gerais sobre o funcionamento do sistema apresentadas no presente projeto de lei, fez-se necessário alterar dispositivos da Lei de Licitações (Lei no 8.666/93) e da Lei do Pregão (Lei no 10.520/02), o que será feito em projeto de lei à parte, também apresentado no Relatório desta CPMI. Certamente, além da integração de dados e de uma maior transparência dos contratos públicos, um grande avanço que a adoção desse sistema proporcionaria é a possibilidade de adicionar um juízo de qualidade ao julgamento de propostas numa licitação. A imposição feita pela normativa brasileira de comprar pelo menor preço freqüentemente faz com que o administrador público compre mal. Pensando nisso, propõe-se a criação de um novo critério de julgamento das propostas dos licitantes, batizado de “oferta mais vantajosa”. Esse critério, consagrado recentemente pela 45720 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS normativa da União Européia e integrante há décadas da normativa americana, permite ao órgão licitante adicionar um juízo de qualidade baseado em experiências anteriores com aquele mesmo fornecedor. Esse critério diferencia-se da licitação de “técnica e preço”, uma vez que na idéia de proposta mais vantajosa está a remissão à experiência anterior, utilizável em qualquer tipo de contrato, enquanto a “técnica e preço” realiza seu juízo de valor sobre a capacidade técnica do licitante no curso do processo, baseando-se tão-somente na documentação apresentada, e, mesmo assim, somente pode ser aplicado a um rol muito específico de contratos, quais sejam aqueles de “serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos” (art. 46 da Lei no 8.666/93). Assim, a gestão de qualidade por meio do Sifac teria dois objetivos, um de auxílio ao administrador público e outro para seu controle. O administrador público poderia beneficiar-se dos dados do subsistema de gestão para que instruíssem a valoração da “proposta mais vantajosa”. No subsistema de qualidade haveria avaliações quanto ao cumprimento dos prazos para entrega, da qualidade da assistência técnica, da durabilidade e rendimento dos produtos, eventualmente até mesmo certificações de qualidade 150, e outros. O julgamento de qualidade será realizado pelos usuários dos bens ou serviços que, amparados em consulta estatística, responderão objetivamente a formulários nos quais será preservada a identidade daquele que o preencheu. Igualmente, será possível beneficiar empresas com responsabilidade social, que busquem a preservação do meio ambiente, a contratação de deficientes físicos, o apoio a programas sociais, etc., fazendo com que sejam beneficiadas nas licitações em que participem, o que é impossível na atual normativa. Tais valores constantes das bases de dados seriam multiplicados pelos pesos proporcionais conferidos a cada item pelo administrador público, em razão de sua importância para cada licitação específica e então seriam somados ao critério de preço definido no subsistema de pregão eletrônico para eleger a proposta mais vantajosa. Para as empresas novas, que ainda não possuam avaliação no subsistema de qualidade, será aplicado um artifício matemático que lhes atribuiria uma oportunidade de competição, calculando-se uma média entre os demais concorrentes enquanto a em- Outubro de 2006 presa não atinja suas cinco primeiras avaliações, por parte de pelo menos dois órgãos diferentes. Para o controle da Administração Pública, o Sifac poderia contribuir ao mostrar, por exemplo, que uma determinada empresa mal avaliada por outros órgãos seguidamente recebe aditivos contratuais, prorrogações de contrato e mesmo contratos formulados sob a modalidade de urgência, tudo vinculado a um mesmo órgão ou esfera de gestão pública. Diante do exposto, pedimos o apoiamento dos nobres deputados e senadores para a aprovação desta proposição, a qual pretende mudar o arcabouço institucional de combate à corrupção no País. Sala das Sessões, de de 2006. PROJETO DE LEI No 7.486, DE 2006 (Do Poder Executivo) MENSAGEM No 838/2006 AVISO No 1.150/2006 – C. CIVIL Altera o valor do auxílio-invalidez devido aos militares das Forças Armadas na inatividade remunerada. Despacho: Às Comissões de: Seguridade Social e Família; Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Finanças e Tributação (art. 54 Ricd); e Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54 RICD). Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – art. 24 II. O Congresso Nacional decreta: Art. 1o O auxílio-invalidez, de que trata a Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de 2001, é devido, nos termos do regulamento, ao militar que necessitar de internação especializada – militar ou não – ou assistência ou cuidados permanentes de enfermagem, devidamente constatadas por Junta Militar de Saúde, e ao militar que, por prescrição médica, também homologada por Junta Militar de Saúde, receber tratamento na própria residência, necessitando assistência ou cuidados permanentes de enfermagem. Art. 2o O auxílio-invalidez será pago no valor de sete cotas e meia de soldo ou, o que for maior, no valor de R$ 1.089,00 (mil e oitenta e nove reais). Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2006. Art. 4o Fica revogada a Tabela V do Anexo IV da Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de 2001. Brasília, Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM No 473/MD Brasília, 27 de setembro de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submetemos à apreciação de Vossa Excelência o anexo Projeto de Lei que altera o valor do auxílio-invalidez devido aos militares das Forças Armadas, reformados por incapacidade para o serviço ativo e considerados inválidos, isto é, impossibilitados total e permanentemente para qualquer trabalho e que necessitam receber tratamento/internação especializada ou assistência permanente de enfermagem. 2. Tal medida, Senhor Presidente, coaduna-se com a orientação governamental de Vossa Excelência no sentido de priorizar as ações sociais e ampliar a rede de proteção àqueles segmentos da sociedade, ora marginalizados ou desamparados pelo Estado. A iniciativa proposta beneficiará um segmento especial de militares que, no exercício de suas atividades nas várias regiões do País, sofreram acidentes ou foram acometidos de enfermidades ou moléstias incapacitantes. Esses militares, portanto, se viram na contingência de serem transferidos para a inatividade compulsoriamente, em detrimento de sua carreira e planos de desenvolvimento profissional, e de, em curto espaço de tempo, assumirem gastos crescentes com medicamentos e procedimentos médico-hospitalares, essenciais para a manutenção das suas condições de vida. 3. As situações elencadas no art. 108 da Lei no 6.880, de 9 de dezembro de 1980 – Estatuto dos Militares – que suscitam o direito ao recebimento daquele benefício são restritas e nem todos os militares reformados por invalidez são contemplados, já que a condição essencial para seu usufruto é a necessidade de o reformado receber tratamento/ internação especializada ou assistência permanente de enfermagem. Segundo o Estatuto receberia o benefício o militar inválido e incapacitado para qualquer trabalho, que sofra: a) ferimento recebido em campanha ou na manutenção da ordem pública; b) enfermidade contraída em campanha ou na manutenção da ordem pública, ou enfermidade cuja causa eficiente decorra de uma dessas situações; c) acidente em serviço; d) doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço; e) tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e outras Quinta-feira 5 45721 moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da medicina especializada; e f) acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e efeito com o serviço. 4. Os artigos. 78 e 79 do Decreto no 4.307, de 18 de julho de 2002, prevêem ainda que o militar beneficiado: a) tem que, periodicamente, ser submetido à inspeção de saúde, de forma que possa ser comprovada a permanência da situação que motiva o pagamento do benefício mensal; b) deve apresentar, anualmente, declaração de que não exerce nenhuma atividade remunerada, pública ou privada; e c) terá suspenso o pagamento do auxílio-invalidez, caso seja constatado que o militar exerce qualquer atividade remunerada ou não apresente a declaração referida no caput. 5. Quanto ao disposto nos arts. 16 e17 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal – entendemos que tal medida será plenamente compensada pelo aumento de receita decorrente do crescimento real da economia brasileira, conforme demonstra a série histórica relativa à ampliação da base de arrecadação nos últimos anos. 6. Depreende-se do exposto, Senhor Presidente, que o Projeto de Lei em comento é de suma importância, inserindo-se no rol de ações sociais do Governo de Vossa Excelência, razão pela qual contamos com a sua aprovação. Respeitosamente, – Waldir Pires, Ministro de Estado da Defesa. EM No 194 /MP Brasília, 26 de setembro de 2006 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Submetemos à apreciação de Vossa Excelência o anexo Projeto de Lei que altera o valor do auxílio-invalidez devido aos militares das Forças Armadas, reformados por incapacidade para o serviço ativo e considerados inválidos, isto é, impossibilitados total e permanentemente para qualquer trabalho e que necessitam receber tratamento/internação especializada ou assistência permanente de enfermagem. 2. Tal medida, Senhor Presidente, coaduna-se com a orientação governamental de Vossa Excelência no sentido de priorizar as ações sociais e ampliar a rede de proteção àqueles segmentos da sociedade, ora marginalizados ou desamparados pelo Estado. A iniciativa proposta beneficiará um segmento especial 45722 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de militares que, no exercício de suas atividades nas várias regiões do País, sofreram acidentes ou foram acometidos de enfermidades ou moléstias incapacitantes. Esses militares, portanto, se viram na contingência de serem transferidos para a inatividade, compulsoriamente, em detrimento de sua carreira e planos de desenvolvimento profissional, e de, em curto espaço de tempo, assumirem gastos crescentes com medicamentos e procedimentos médico-hospitalares, essenciais para a manutenção das suas condições de vida. 3. As situações elencadas no art. 108 da Lei no 6.880, de 9 de dezembro de 1980 – Estatuto dos Militares – que suscitam o direito ao recebimento daquele beneficio são restritas, e nem todos os militares reformados por invalidez são contemplados, já que a condição essencial para seu usufruto é a necessidade de o reformado receber tratamento/ internação especializada ou assistência permanente de enfermagem. Segundo o Estatuto, receberia o beneficio o militar inválido e incapacitado para qualquer trabalho, que sofra: a) ferimento recebido em campanha ou na manutenção da ordem pública; b) enfermidade contraída em campanha ou na manutenção da ordem pública, ou enfermidade cuja causa eficiente decorra de uma dessas situações; c) acidente em serviço; d) doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço; e) tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e outras moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da medicina especializada; e f) acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e efeito com o serviço. 4. Os artigos 78 e 79 do Decreto no 4.307, de 18 de julho de 2002, prevêem ainda que o militar beneficiado: a) tem que, periodicamente, ser submetido à inspeção de saúde, de forma que possa ser comprovada a permanência da situação que motiva o pagamento do beneficio mensal; b) deve apresentar, anualmente, declaração de que não exerce nenhuma atividade remunerada, pública ou privada; e c) terá suspenso o pagamento do auxílio-invalidez, caso seja constatado que o militar exerce qualquer atividade remunerada ou não apresente a declaração referida no caput. Outubro de 2006 5. Quanto ao disposto nos arts. 16 e17 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, entendemos que tal medida será plenamente compensada pelo aumento de receita decorrente do crescimento real da economia brasileira, conforme demonstra a série histórica relativa à ampliação da base de arrecadação nos últimos anos. 6. Depreende-se do exposto, Senhor Presidente, que o Projeto de Lei em comento é de suma importância, inserindo-se no rol de ações sociais do Governo de Vossa Excelência, razão pela qual contamos com a sua aprovação. Respeitosamente, João Bernardo de Azevedo Bringel – Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Interino. MEDIDA PROVISÓRIA No 322, DE 2006 (Do Poder Executivo) MENSAGEM No 793/06 AVISO No 1.076/06 – C. CIVIL Abre crédito extraordinário, em favor dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, no valor global de R$24.528.000,00, para os fins que especifica. Pendente de parecer da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Despacho: Publique-se. Submeta-se ao Plenário. Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62, combinado com o § 3o do art. 167, da Constituição, adota a seguinte medida provisória, com força de lei: Art. 1o Fica aberto crédito extraordinário, em favor dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, no valor global de R$24.528.000,00 (vinte e quatro milhões, quinhentos e vinte e oito mil reais), para atender à programação constante do Anexo desta medida provisória. Art. 2o Os recursos necessários à abertura do crédito de que trata o art. 1o decorrem de superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial da União do exercício de 2005. Art. 3o Esta medida provisória entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 14 de setembro de 2006; 185o da Independência e 118º da República. – Luiz Inácio Lula da Silva. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quinta-feira 5 45723 45724 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM No 178/2006-MP Outubro de 2006 em favor dos Ministérios das Relações Exteriores e Brasília 14 de setembro de 2006 da Defesa, no valor global de R$24.528.000,00 (vinte Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 1. Dirijo-me a V. Exa para apresentar proposta de medida provisória que abre crédito extraordinário, e quatro milhões, quinhentos e vinte e oito mil reais), 2. No âmbito do Ministério das Relações Exteriores, a suplementação permitirá ao Governo brasileiro apoiar, em caráter emergencial, a iniciativa multinacional de constituição da Central Internacional para Compra de Medicamentos – CICOM, que funcionará ao abrigo da Organização Mundial da Saúde – OMS. Esse organismo viabilizará os processos de compras agrupadas de medicamentos contra as três doenças que mais afetam os países em desenvolvimento: a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS, a Malária e a Tuberculose, favorecendo a queda dos preços e a diversificação de produtos nos mercados. 3. No Ministério da Defesa, o crédito visa atender aos gastos com a realização, em caráter emergencial, da operação de resgate e repatriação de cidadãos brasileiros e suas famílias da área de conflito no Líbano, o que levou a Força Aérea Brasileira – FAB, a mobilizar dois aviões, os quais realizaram 15 vôos, transportando um total de 1.721 passageiros, a partir da Síria e da Turquia, para onde se deslocaram a maior parte dos brasileiros. 4. A relevância e urgência desta proposição justificam-se, segundo os órgãos envolvidos, pelas seguintes razões: – Ministério das Relações Exteriores: compromisso assumido pelo Governo brasileiro em apoiar a viabilização da Central Internacional para Compra de Medicamentos – CICOM, cujo lançamento ocorrerá no dia 19 de setembro de 2006, em cerimônia à margem da sessão de abertura da 61a Assembléia. – Ministério da Defesa: situação crítica observada no território libanês e a necessidade de preservar a vida e a segurança de cidadãos brasileiros e familiares presentes nos locais de risco. com a seguinte configuração: 5. Esclareça-se que a proposição está em conformidade com o disposto no art. 62, combinado com o § 3o do art. 167, da Constituição, e será atendida com recursos provenientes de superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial da União do exercício de 2005. 6. Nessas condições, tendo em vista a relevância e urgência da matéria, submeto à consideração de V. Exa, em anexo, proposta de medida provisória que visa efetivar a abertura do referido crédito extraordinário. Respeitosamente, – Assinado eletronicamente por: Paulo Bernardo Silva. Ofício no 377 (CN) Brasília, 3 de outubro de 2006 A Sua Excelência o Senhor Deputado Aldo Rebelo Presidente da Câmara dos Deputados Assunto: Encaminha processado de medida provisória. Senhor Presidente, Encaminho a V. Exa, nos termos do § 8º do art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional no 32, o processado da Medida Provisória no 322, de 2006, que “Abre crédito extraordinário, em favor dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, no valor global de R$24.528.000,00, para os fins que especifica”. Informo, por oportuno, que à medida foram oferecidas 2 (duas) emendas e que a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização não emitiu parecer. Atenciosamente, Senador Renan Calheiros, Presidente. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quinta-feira 5 45725 45726 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quinta-feira 5 45727 45728 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RECURSO No 306, DE 2006 (Do Sr. Sérgio Miranda) Recorre da decisão da Presidência pelo indeferimento do Q.O. no 702, a respeito da necessidade de quórum qualificado para votação de lei ordinária modificada no bojo do Projeto de Lei Complementar 123/04. Despacho: Submeta-se ao plenário, após ouvida a comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, nos Termos do art. 95 § 8o, do regimento interno. Publique-se. Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário. Texto Integral Câmara dos Deputados – DETAQ Redação Final Número Sessão: 144.4.52.O Tipo: Extraordinária – CD Data: 5-9-06 Montagem: 4171/4176. O SR. SÉRGIO MIRANDA – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. SÉRGIO MIRANDA (PDT – MG. Questão de Ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não vou concordar com a votação simbólica, por várias razões. Primeiro, limpamos a pauta ontem, até as 23h, para poder votar a PEC do voto secreto. Esse era o objetivo da limpeza de pauta, e até atropelamos o debate. Não concordo com muitas coisas aprovadas, mas respeitei o acordo. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – É verdade. O SR. SÉRGIO MIRANDA – Então, a votação inicial é a da PEC do voto secreto. Em segundo lugar, eu defendo o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas no que se refere fundamentalmente ao art. 179 da Constituição Federal, ou seja, pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias. E isso não se refere a obrigações trabalhistas. É inconstitucional tudo o que se refere à questão trabalhista. No terceiro aspecto, Sr. Presidente, quero argumentar – e levanto uma questão de ordem à Mesa – que já informei ao Colégio de Líderes que estamos tratando de lei complementar, que exige quorum qualificado. E eis que no bojo dessa lei complementar se alteram inúmeras leis ordinárias que dizem respeito ao direito trabalhista, à questão previdenciária, às questões que envolvem direitos dos trabalhadores, enfim. Há um raciocínio por parte da Mesa, e o Supremo já analisou que não é inconstitucional fazer mudanças dessa forma. Mas assim a posteriori? Eu quero saber antes da votação. Se se tratar de legislação ordinária, Quinta-feira 5 45729 eu tenho o direito de aprovar um destaque por maioria simples; no caso de lei complementar, mesmo em se tratando de alteração de lei ordinária, meu destaque só poderá ser aprovado por maioria absoluta. É o meu direito subjetivo de Deputado que está sendo atropelado. A questão de ordem que proponho à Mesa é no sentido de que seja retirado este projeto, primeiro, por ser inconstitucional – o art. 179 não fala da legislação trabalhista – e, segundo, por ferir o direito parlamentar, ao incluir inúmeras matérias que dizem respeito à legislação trabalhista e previdenciária – ela impede que eu exerça o meu mandato na sua plenitude. Essa é a questão de ordem que proponho a V.Exa. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Recebo a questão de ordem de V.Exa., nobre Deputado Sérgio Miranda, pela seriedade de seu trabalho, pelo seu espírito público. Peço ao ilustre Relator, Deputado Luiz Carlos Hauly, que dialogue com V.Exa. para corrigir algumas inconstitucionalidades, porque isso é importante para nós. A Casa que faz as leis não pode fazer leis inconstitucionais. Por isso, quero dizer a V.Exa. que faremos o possível para não votar nenhuma inconstitucionalidade contida em qualquer projeto. A Casa que faz as leis tem de votar projetos bons, constitucionais, com boa técnica legislativa, juridicamente corretos, e assim por diante. V.Exa. tem razão. Peço ao Relator Luiz Carlos Hauly que examine esses aspectos com V.Exa., para que antes de encerrar a discussão possamos chegar a um entendimento em relação ao fato. O SR. SÉRGIO MIRANDA – Sr. Presidente, não quero dialogar com V.Exa., mas quero chamar a atenção para o fato de que Relator da matéria não está presente no plenário. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Mas S.Exa. já está chegando. Vamos começar a discussão. S.Exa. já ligou e disse que está vindo. O SR. SÉRGIO MIRANDA – Quero me inscrever para discutir o requerimento. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V.Exa. está inscrito. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Item 2. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR No 123-B, DE 2004 (Do Sr. Jutahy Junior) Continuação da discussão, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar no 123-B, de 2004, que regulamenta o pará- 45730 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS grafo único do art. 146 e o inciso IX do art. 170 da Constituição Federal, e dá outras providências; tendo parecer da Comissão Especial, pela constitucionalidade, juridicidade, boa técnica legislativa; pela adequação financeira e orçamentária deste e dos de nos 125, 155, 156, 192, 204, 209, 210, 215, 223 e 229, de 2004, 235, 239, 245, 292, 299, 303, 320 e 321, de 2005, apensados; e, no mérito, pela aprovação deste e dos de nos 125, 192, 209 e 210, de 2004, e 292/05, apensados, com substitutivo, e pela rejeição dos de nos 155, 156, 204, 215, 223 e 229, de 2004; 235, 239, 245, 299, 303, 320 e 321, de 2005, apensados. (Relator: Deputado Luiz Carlos Hauly.) Tendo apensados os PLPs nos 125/04, 155/04, 156/04, 192/04, 204/04, 209/04, 210/04, 215/04, 223/04, 229/04, 235/05, 239/05, 245/05, 292/05, 299/05, 303/05, 320/05, 321/05 e 325/05. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Nobre Deputado Sérgio Miranda, já se iniciou a discussão. Comprometo-me com V.Exa. a não encerrarmos a discussão antes do entendimento de V.Exa. com o Relator, por quem vamos recomeçá-la. Posteriormente darei a palavra a V.Exa. para alguma retificação necessária. Apenas um orador falou até agora e se pronunciou a favor da matéria: o ilustre Deputado Paulo Rubem Santiago. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Sr. Deputado Sérgio Miranda. O SR. SÉRGIO MIRANDA (PDT – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, estou inscrito. Quero apenas que a Mesa responda à minha questão de ordem. O projeto de lei complementar que regulamenta o art. 179 e o parágrafo único do art. 149 inclui matérias que não são de lei complementar; são de leis ordinárias. Não chamo a atenção a posteriori, a partir da decisão do Supremo. Chamo a atenção para o direito do Parlamentar, que assim fica prejudicado. Sr. Presidente, espero que minha questão de ordem seja resolvida antes de que se inicie a votação. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Respondo a V.Exa. Compete ao Relator dar parecer pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa, e, ao Plenário, decidir se aceita ou não o parecer do Relator quanto aos pressupostos constitucionais de relevância e, sobretudo, quanto aos pressupostos constitucionais de adequação financeira e orçamentária. Por isso não Outubro de 2006 compete à Mesa decidir a questão. V.Exa., inscrito para discutir a matéria, poderá explicar suas razões, e o Plenário tomará a decisão. O SR. SÉRGIO MIRANDA – Sr. Presidente, vou recorrer da decisão da Mesa. Alerto a V.Exa. que impetrarei mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal. Acho que meu direito está sendo prejudicado. Mesmo que o Plenário vote a favor, entrarei imediatamente, quando se der a votação no primeiro turno, com mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Trata-se de um direito que V.Exa. tem. Mas esta é a Casa do diálogo e do entendimento. Peço ao Relator que converse com V.Exa. e tente sanar alguma inconstitucionalidade que porventura exista. Vamos continuar a discussão. Antes de encerrá-la, concederemos a palavra ao ilustre Deputado. Questão de Ordem 702 52a Legislatura (5-9-06) Autor: Sérgio Miranda (PDT – MG) Presidente: Inocêncio Oliveira (PL – PE) Ementa Levanta questão de ordem propondo a retirada de pauta do Projeto de Lei Complementar 0123/04 que “Regulamenta o parágrafo único do art. 14 e o inciso IX do art. 170 da Constituição Federal e dá outras providências” (Supersimples); alega que a referida proposição contém mudanças na legislação trabalhista, que não é citada nos artigos da Constituição que o projeto pretende regulamentar; acrescenta que a exigência de quórum qualificado para destacar matéria de lei ordinária que está sendo modifcada no bojo da Lei Complementar prejudica seu direito de parlamentar. Dispositivos Regimentais Dispositivos Constitucionais Art.183 (§1o) Indexação quórum; projeto de lei complementar; plp; inconstitucionalidade Decisão. Presidente: Inocêncio Oliveira (PL-PE) Recebe a questão de ordem que propõe a retirada de pauta do Projeto de Lei Complementar 0123/04 (Supersimples); solicita ao relator que examine, juntamente com o Deputado Sérgio Miranda, eventuais inconstitucionalidades do projeto para que sejam corrigidas; informa que compete ao Relator, e não à Mesa, manifestar-se pela constitucionalidade de um projeto. Dispositivos Regimentais Art.183 (§1o) Indexação quórum; projeto de lei complementar; plp; inconstitucionalidade. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Finda a leitura do expediente, passa-se ao. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS IV – PEQUENO EXPEDIENTE O SR. EDINHO BEZ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. EDINHO BEZ (PMDB – SC. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, meus colegas Parlamentares, o total de tributos pago pelos contribuintes brasileiros alcançou um novo recorde no primeiro semestre do ano: a carga tributária foi de 39,79% do Produto Interno Bruto – PIB, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT. Apesar de o Governo garantir que não haveria aumento nesse sentido, o IBPT prevê que a carga tributária baterá um novo recorde neste ano, superando em cerca de 1 ponto percentual a de 2005, de 37,82% do PIB. O Instituto informou também que o aumento no semestre reverte a tendência de queda apresentada no primeiro trimestre deste ano. Prova disso é que, antes de o IBGE divulgar o PIB em valores correntes, o IBPT estimava uma carga de 39,41% para o semestre. Com a divulgação do PIB ontem, o IBPT revisou o índice para cima. O Instituto calculou que a arrecadação tributária cresceu R$33,09 bilhões em valores nominais no semestre – uma alta de 9,20%. Em valores reais, descontada a inflação pelo IPCA, o aumento foi de 5,04%, ou R$18,85 bilhões. A maior parte do aumento nominal do bolo tributário, de R$33,09 bilhões, ficou para a União – o Governo Federal –, somando R$22,50 bilhões. A seguir vieram os Estados, com R$8,73 bilhões, e os Municípios, com R$1,87 bilhão. A carga tributária per capita subiu 8,97%, para R$2,133 bilhões no semestre, ou R$176 milhões a mais do que no mesmo período de 2005. No ano deverá ser de R$4,380 bilhões, mais de R$393 milhões em relação a 2005, estima o IBPT. Os contribuintes pagaram R$2,17 bilhões em tributos por dia, R$90,42 milhões por hora, R$1,5 milhão por minuto ou R$25,11 mil por segundo. É melhor impor esse sacrifício aos contribuintes do que conseguir equilibrar o Orçamento cortando despesas evitáveis, assim pensa o atual Governo, infelizmente. Era o que tinha a dizer. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Mauro Benevides. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB – CE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, desejo registrar, no sábado vindouro, o transcurso dos 137 anos de criação do Município de Pacatuba, situado na Região Metropolitana da Grande Fortaleza, à frente de cujos destinos encontra-se o Pre- Quinta-feira 5 45731 feito Célio Rodrigues, considerado um dos melhores chefes de Edilidade do nosso Estado. Com as minhas origens naquela comuna, de onde me projetei para o cenário político do País, ali obtive, recentemente, razoável votação para o alcance do meu 10o mandato parlamentar, numa trajetória que engloba o desempenho dos cargos de Vereador, Deputado Estadual, Senador da República e Deputado Federal. Algumas obras ali implantadas contaram com recursos por mim alocados, num esforço destinado a impulsionar o desenvolvimento econômico e o bemestar de sua população. Integrado, também, pelo Conjunto Residencial Senador Carlos Jereissati, Pacatuba, que possui apreciável densidade demográfica, reclama o apoio dos Governos Estadual e Federal para a concretização de políticas públicas de largo alcance aos seus habitantes. Saúdo, pois, o magno evento, cumprimentando o Prefeito Célio Rodrigues, o Vice Zezinho Cavalcante, os Vereadores e todas as suas lideranças que, nesse sábado, festejam mais um ano de emancipação de Pacatuba, em nova e auspiciosa etapa de sua história. O SR. MANOEL SALVIANO (PSDB – CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna nesta tarde para agradecer àqueles que acreditaram em meu primeiro e segundo mandatos parlamentar e agora me reelegeram para o terceiro. Cito alguns Municípios em que tive a honra de receber o apoio da grande maioria da população: Altaneira, por intermédio do Prefeito Dorival; Antonina do Norte, pela liderança de Valdir Rosendo; Assaré, por meio de Adauto; Aurora, por Olavo Batista; Baixio, por Armando e Glória; Barbalha, por Rommel Feijó; Barro, por Onofre; Brejo Santo, por Francisco Furtado; Caririaçu, por Edmilson Leite; Crato, pelo povo do Crato; Farias Brito, por José Maria e Vandevelder, as 2 grandes lideranças do Município; Fortaleza, pelo povo que nos concedeu votação expressiva; Jaguaruana, pelo Prefeito José Augusto; Juazeiro do Norte, onde obtive a maior votação da história política, 25.100 votos, pela generosidade do povo daquele Município; Lavras da Mangabeira, por Francisco Aristides; Mauriti, por Márcio Martins; Missão Velha, por Rolim; Nova Olinda, pelo grande Prefeito Afonso Sampaio; Orós, por Rubens; e Santana do Cariri, por Teófilo. De 184 Municípios, fui votado em 157. Agradeço àqueles que confiaram no meu mandato, na minha pessoa. Agradeço ao povo cearense, que acreditou que eu posso ter bom desempenho e levar aos Municípios os benefícios necessários que a 45732 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS população tanto reclama, deseja e a que tem direito. Em todos os Municípios de cuja vida política e administrativa participamos, deixamos obras importantes e relevantes em benefício do povo do meu Estado. Cobro do Governo Federal a instalação da Universidade Federal do Cariri, promessa feita e ainda não realizada. Aquela região está se constituindo em pólo universitário e precisa dessa universidade. Hoje temos a Universidade Regional do Cariri, que não atende à demanda dos alunos, dos jovens que terminam o 2o grau. Ressalto também, nesta oportunidade, a importância que tem a nossa vinda para a Câmara Federal, não por vaidade pessoal, mas para trabalhar em benefício do povo do meu Estado, dos Municípios que tenho a honra de representar, do povo de Juazeiro. Apesar de não ter tido apoio oficial da Administração municipal, o povo de Juazeiro generosamente me concedeu a maior votação da história daquele Município. Agradeço, mais uma vez, ao povo cearense a generosidade de nos conceder mais um mandato na Câmara dos Deputados. Lembro também, nesta tarde, que agora teremos o segundo turno, quando a população terá a oportunidade de comparar as duas candidaturas à Presidência da República no que se refere à vida, à história política e administrativa de cada candidato e vai fazer a melhor escolha. Temos certeza de que o povo brasileiro saberá escolher o melhor candidato à Presidência da República. Esperamos que esse julgamento seja justo. A população brasileira conhece em profundidade a história dos 2 candidatos e fará uma escolha inteligente e consciente. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, 7 ou 8 etnias indígenas de Rondônia e do Amazonas estão aqui com o objetivo de reivindicar a ampliação e a liberação de recursos para a FUNAI de Porto Velho, a fim de atender às ações básicas indigenistas praticadas pelo órgão indigenista. Neste momento, alguns indígenas estão obstruindo a Transamazônica para levar em frente as reivindicações. No final da manhã, houve uma reunião com representantes da FUNAI e do Ministério da Justiça. Está sendo elaborada uma ata. A posição do Ministério da Justiça é no sentido de que se envidem todos os esforços para atender ao pleito das etnias. É bom lembrar que os povos indígenas são cidadãos brasileiros: têm o legítimo direito de fazer reivindicações e resgatar a sua cidadania. Cabe a nós, representantes do povo bra- Outubro de 2006 sileiro no Congresso Nacional, garantir no Orçamento de 2007 a ampliação dos recursos da FUNAI. Sr. Presidente, participo atentamente da CPMI dos Sanguessugas. Na última reunião administrativa, antes do recesso branco, no mês de setembro, apresentei à Comissão a denúncia de que estava havendo tentativa de comprar o silêncio do Sr. Vedoin. A negociação custaria em torno de 20 milhões de reais. Um dos agentes da tentativa, o Sr. Abel Pereira, tinha sido flagrado num hotel em Cuiabá como intermediário da negociação. Que silêncio era esse? Não eram só as fitas que as redes de comunicação, os jornais e a revista ISTOÉ tinham divulgado: a cerimônia de entrega de 40 ambulâncias em Mato Grosso em 2001. Era algo mais robusto: informações de transações financeiras, de depósitos bancários e de financiamento, entrega de dinheiro para a campanha eleitoral do candidato José Serra à Presidência da República. Foi urdida essa trama. A grande imprensa vem dando destaque à tentativa de comprar o dossiê e não vem destacando a tentativa de calar o Sr. Vedoin, de comprar o seu silêncio. Esse fato foi denunciado por mim na última sessão administrativa da Comissão. Vejam bem, são duas atitudes equivocadas: a compra do dossiê e a compra do silêncio. O que pesa mais? Eleitoralmente, neste momento, setores da imprensa nacional abraçaram a tentativa de comprar o dossiê. Sequer pinceladas foram dadas sobre a tentativa de comprar o silêncio do Sr. Vedoin, cujo intermediário, o Sr. Abel Pereira, é homem de confiança do Sr. Barjas Negri, hoje Prefeito de Piracicaba. São dois pesos iguais, mas têm recebido tratamento diferenciado da grande imprensa, que tem lado nesse processo de embate político. Sabemos que parte da imprensa nacional, que representa um setor político ideológico do País, abraçou a candidatura do Sr. Geraldo Alckmin como se ele fosse o salvador da Pátria, como fora o seu prócere Fernando Henrique Cardoso. Ele pretende dar prosseguimento aos 20 anos de poder dos tucanos. A população brasileira precisa estar atenta. Imaginem os senhores e as senhoras que estão assistindo à sessão se o Presidente Lula aparecesse em 2001 abraçado com aquela turma de Mato Grosso, os principais cabeças do esquema sanguessuga, fazendo entrega de ambulância. O que pensaria neste momento a população brasileira? O que pensaria a população brasileira ao ouvir o Sr. José Serra declarar que essas pessoas são honestas, apontando o dedo para Lino Rossi, Nilton Capixaba etc.? O que pensaria a população brasileira? Obviamente ficaria chocada. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Como a verdade pode ser distorcida, como a realidade pode ser alterada, como a vida pode ser invertida em face de uma verdade que se quer construir, coloca-se sobre os ombros do Presidente Lula essa responsabilidade, e nada se diz sobre o esquema dos sanguessugas que começou em 2001. Nada se diz sobre a tentativa de comprar o silêncio do Sr. Vedoin, que estava negociando com os 2 lados. Ele é mercenário, mercador; negociava com ambos os lados. Parece-me que a Polícia Federal, que passou a investigar, por meio dos seus serviços reservados, as duas condutas, pendeu para um lado: deixou solto esse passarinho que está voando com quase 20 milhões de reais que seriam pagos pelo silêncio do Sr. Vedoin. Resgato para a população brasileira a verdade dita muito antes do escândalo da compra do dossiê, na última sessão administrativa. Estava desenhado o histórico desse procedimento. Que a população brasileira que nos vê, atentamente, saiba que sobre a penumbra do dossiê existe a trama nacional de desgastar a imagem do Presidente Lula e encobrir a tentativa de comprar o silêncio do clã Vedoin, que mostra a história do financiamento da campanha do Sr. José Serra, candidato a Presidente da República em 2002. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Daniel Almeida. DISCURSO DO SR. DEPUTADO DANIEL ALMEIDA QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. A SRA. LUCI CHOINACKI (PT – SC. Sem revisão do oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, funcionários desta Casa, com grande emoção agradeço a todas as pessoas que trabalharam na campanha do Lula, não só em Santa Catarina, mas em todo o País, bem como a todas as pessoas que no meu Estado me ajudaram na campanha para Senadora. Agradeço ao PT, à Coligação Força do Povo e a todas as lideranças que, independentemente de partido, ajudaram na minha campanha. Faço isso com muita alegria e emoção, porque nesta campanha, como em minha vida, apresentei propostas e dei tudo o que eu tinha de bom. A minha candidatura foi a única que teve coragem de apresentar propostas para a infra-estrutura do Estado, como continuidade da BR-101 e de outras BRs, para a construção de ferrovias e a inclusão do Estado no Plano Nacional de Viação e para a integração do oeste do Estado aos portos de São Francisco e Itajaí. O Estado de Santa Catarina foi esquecido nos Governos passados. Quinta-feira 5 45733 Os projetos que apresentei na campanha diziam respeito também à defesa da aposentadoria das donas de casa, das empregadas domésticas e ao direito de nossas queridas crianças à educação infantil. Com o FUNDEB conseguimos garantir, pela primeira vez, dinheiro público para a educação infantil. Agradeço a todas as crianças que participaram e se emocionaram com a minha campanha. Estou seguindo o meu caminho e não vou abrir mão dos meus sonhos e dos meus projetos. Agradeço também às pessoas portadoras de deficiência física ou mental. Tenho coragem de defendê-las e amá-las, porque são pessoas importantes que precisam de oportunidade e respeito do Estado e da sociedade. Estou de braços abertos a todos e vou continuar a caminhada. No regime democrático, que defendo, muitas vezes o povo não escolhe quem representa um projeto. Mas durante minha caminhada vamos sempre nos encontrar, porque estarei sempre junto ao povo, como sempre estive, desde que saí do cabo da enxada para a militância, na igreja, nas comunidades eclesiásticas e de base e nos movimentos sociais. Continuo na mesma trilha. Meu sonho não acabou, apenas a eleição deste ano acabou. Continuo de pé. Convoco as pessoas que participaram da minha campanha para fazer a reeleição do Presidente Lula. Quem ficou na arquibancada, que saia e vá para as ruas. Esse é o momento de defesa do Brasil e dos pobres. Muitos querem mudar o rumo do País por causa do dossiê, mas muitas vezes nem conhecem o seu conteúdo. Hoje, o jornal Correio Braziliense, página 27, traz matéria intitulada Sutis Diferenças, referindo-se às diferenças entre Lula e Alckmin, ou FHC, porque nunca sabemos ao certo quem manda lá. De acordo com o jornal, Lula defende que as empresas públicas continuem públicas: BESC, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, as Centrais Elétricas, o que eles não venderam no Governo passado. Alckmin defende a privatização e vai fazê-la em relação aos Correios e às Centrais Elétricas. Isso significa aumento de custo para o povo brasileiro. Defende o Estado mínimo, o que significa subtrair agentes de saúde, piorar a saúde do povo brasileiro, não ter mais educadores. Não é este o projeto para o País que vamos defender. Queremos um Estado brasileiro democrático que cumpre a função social, que olha para os pobres, que tem política pública e não defende a venda do Brasil, como FHC, aliás Alckmin – os 2 são iguais – vai fazer. Por isso, agradeço a todos os que nos apoiaram nesta eleição e os convoco: saiam do medo e da insegurança. Vocês precisam ter medo do PFL e do PSDB, 45734 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pois são os que mentem e que vendem o País. O caso maior de corrupção na história do Brasil foi a venda da Vale do Rio Doce. Todos os brasileiros sabem quem foi para a rua se posicionar contra a venda. Não queremos que eles vendam a PETROBRAS ou a Caixa Econômica Federal, que está começando a construir casa para o povo pobre, para índios, negros, agricultores. Se eleitos, esses direitos podem acabar. Para encerrar, conclamo a todos: não tenham medo de defender o Brasil. Votar em Lula, ir para a luta, ir para as ruas é defender a democracia, é defender o direito dos pobres, é defender o nosso País. Muito obrigada. O SR. JACKSON BARRETO (PTB – SE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, ainda um pouco afônico devido à luta durante a campanha eleitoral para libertar o meu Estado do atraso, venho a esta Casa, com muita alegria, comunicar a vitória do companheiro Governador Marcelo Déda, o grande condutor do projeto de mudanças no Estado de Sergipe, lá sepultando a política de atraso do PFL, a mais corrupta da história do nosso País. Tenho certeza de que o PFL de Sergipe e o da Bahia se comparam e se entendem muito bem no que se refere à agressão à população por meio do uso da máquina eleitoral na última campanha, que considero a mais corrupta já vista em Sergipe. Se hoje fosse feita uma auditoria no Estado, o Governador João Alves seria preso, juntamente com a esposa, filho e genro porque, eles não têm esquema de Governo, mas, sim, uma quadrilha montada irresponsavelmente que usa o dinheiro público, o dinheiro do Estado, para realizar a campanha mais suja e mais sórdida que o meu Estado já conheceu. Mais triste ainda é ver o comprometimento da imprensa falada, televisiva e escrita. Esta é a pior de todas porque ficou à mercê das faturas do Palácio do Governo, mentindo, enganando, sofismando e, acima de tudo, usando o dinheiro público para agredir seus adversários, publicando pesquisas imorais e mentirosas. João Alves recebeu a lição que precisava: a derrota. O povo cansou daquele esquema imundo, imoral, sujo, atrasado e corrupto que agredia a consciência do povo sergipano. Quero também lamentar o triste papel do Jornal da Cidade, assim como lamento a ausência com a morte de Antônio Carlos Franco. Se o Correio de Sergipe, que é o pasquim do Governador, faz seu papel sujo, está em seu momento e em seu lugar, porque o jornal do Governador, financiado com dinheiro do Estado, serve para fazer o papel sujo que eles fizeram, sob o comando do próprio filho do Governador. Porém, o Jornal da Cidade, não. Por isso, lamento – re- Outubro de 2006 pito – a ausência de Antônio Carlos Franco. Trata-se de um jornal que não dá informação, com Data Form, que publica pesquisas atrasadas e mentirosas para enganar a população. Quero agradecer ao povo sergipano pelos 100 mil votos que recebi. Mesmo tendo feito uma campanha sem dinheiro, sem condições financeiras, o povo entendeu o papel de Jackson Barreto de chamar atenção e de conduzi-lo para o seu processo de libertação. Lembro também que a campanha eleitoral mostrou ao País uma Senadora relapsa, faltosa às sessões do Senado, despreparada. Em um ano, S.Exa. faltou 100% das votações; no ano seguinte, faltou 80% e, em seguida, 65%. A campanha eleitoral mostrou ao nosso Estado e ao nosso povo o compromisso desses políticos. Estou muito feliz, cansado, mas feliz, porque sepultamos João Alves e sua quadrilha – não há outro termo para usar que não este. O Deputado João Fontes, que, por diversas vezes, nos agrediu nesta Casa e na imprensa sergipana, que foi laranja ou tangerina de João Alves, no PFL, a serviço da Direita, obteve apenas 2% dos votos como candidato a Governador, menos do que na eleição passada, quando se elegeu Deputado Federal, com a sobra de Jackson Barreto e com a ajuda do PT. Mas estou muito feliz, porque o meu Estado mudou, tem agora Marcelo Déda, que tomará posse como Governador. Espero que o novo Governador faça uma auditoria, um levantamento no Estado para mostrar o rombo que há nas contas de Sergipe, sem dúvida alguma, depois desta campanha eleitoral em que João Alves e seu grupo fizeram uma campanha suja. Considero Marcelo Déda um grande herói por ter sido eleito pela vontade maciça do povo sergipano, mesmo com todas as agressões que sofremos. Parabéns ao povo sergipano e muito obrigado pelos 100 mil votos que recebi. Não comprei votos. Recebi-os pela consciência do povo sergipano, que não agüentava mais João Alves e sua família. Muito obrigado. O SR. EVANDRO MILHOMEN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra e cumprimento-o pela reeleição na brilhante votação passada. O SR. EVANDRO MILHOMEN (PCdoB – AP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Obrigado, Sr. Presidente. Também gostaria de cumprimentar V.Exa., elogiando-o pela reeleição, assim como todos os colegas Deputados que retornam a esta Casa com mais um mandato. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Queremos agradecer principalmente ao povo do nosso Estado, o Amapá, que nos reconheceu como bom representante pelo que fizemos, na condição de Parlamentar, pelo Estado, o que naturalmente continuaremos a fazer. Parabenizo o grande Governador do Estado do Amapá, Waldez Góez, por sua reeleição. S.Exa. tem redemocratizado e melhorado a vida do povo amapaense. Também parabenizo nosso Presidente Sarney, que mais uma vez vem de uma eleição vencedora no Amapá, o que demonstra que o povo reconhece o que ele tem feito no Estado. Agradeço ao meu povo, do Oiapoque ao Laranjal do Jari, por ter votado e, pela confiança, concedido mais um mandato a este Deputado. Estaremos à disposição do nosso povo para trabalhar por este País. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Zonta. O SR. ZONTA (PP – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, nobres colegas Parlamentares, senhores funcionários, senhores visitantes, naturalmente o tema dominante nas sessões desta semana está voltado para o primeiro turno das eleições, ocorrido no último domingo, para o Parlamento e Assembléias Legislativas. Estamos satisfeitos por ter recebido do povo catarinense o referendo para continuar trabalhando nesta Casa especialmente em favor da agricultura, da pecuária, do cooperativismo e das justas causas catarinenses e brasileiras. Além disso, estamos satisfeitos pelo nosso candidato a Governador, Esperidião Amin, e seu Vice, Hugo Biehl, terem ido para o segundo turno disputar de igual para igual a eleição em Santa Catarina. São lideranças que merecem o respeito de todos os brasileiros, em especial dos catarinenses. Tenho certeza de que vamos ter uma eleição bem disputada com igualdade. Certamente que confiamos na vitória dos nossos candidatos Esperidião Amin e Hugo Biehl. Precisamos agora – já que teremos tempos iguais na televisão e no rádio – promover reuniões para discutir todos os temas não debatidos durante o primeiro turno, pondo realmente à disposição do povo catarinense as verdades que precisam ser ditas, para que ele possa escolher soberanamente o novo mandatário catarinense. Mas apostamos em Esperidião Amin e Hugo Biehl. Por isso, estamos muito satisfeitos por esse processo democrático que ocorreu no dia 1º de outubro e pelo que vai ocorrer novamente no dia 29. Em relação ao primeiro turno, ocorrido em 1º de outubro, precisamos fazer algumas reflexões. O efei- Quinta-feira 5 45735 to daquela página negra da história política brasileira atingiu a todos que estavam no Parlamento. Houve uma retração do povo, de certa forma, por causa da condição não só do Parlamento, mas do envolvimento do Executivo e de outros setores. É necessário que reconheçamos isso. Por outro lado, a mudança da legislação previu a diminuição da influência econômica na eleição. Esse foi e tem de ser cada vez mais o objetivo da política. Chamo a atenção do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. Mesmo após as eleições, é necessário fazer uma investigação, porque houve candidatos à Câmara dos Deputados e também à Assembléia Legislativa que abusaram do poder econômico e influenciaram eleitores, o que não faz parte dos planos e princípios para recuperação da ética e da moral na política brasileira. É preciso que o Tribunal Regional Eleitoral, com os Procuradores e os Promotores, façam uma investigação, porque não é possível que candidatos à Câmara dos Deputados desloquem-se até de helicóptero para fazer sua campanha, quando a legislação foi feita para diminuir a influência econômica. Isso não é possível, porque deixa em casa bons candidatos que trabalham e que são sacrificados em função da influência econômica. É necessário que aprimoremos a legislação, que façamos a reforma política que o País precisa, com a fidelidade partidária, o voto distrital misto. Temos de discutir uma série de questões fundamentais com maturidade. Certamente, a eleição já traz para cá uma nova fase para a política brasileira, e estamos satisfeitos. Desejamos que o pleito do segundo turno, tanto em âmbito nacional quanto estadual, particularmente em Santa Catarina, transcorra dentro dos princípios da ética, da moral, da fidelidade, e que possa ajudar a corrigir as falhas deste momento triste da história política brasileira. Muito obrigado. O SR. JOSÉ PIMENTEL (PT – CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, agradeço ao povo cearense, em especial aos 86.502 cidadãos e cidadãs do nosso Estado que me confiaram seu voto, permitindo-me ganhar o quarto mandato de Deputado Federal. Saúdo e abraço os 55% dos cearenses que consagraram Senador da República o nosso companheiro Deputado Inácio Arruda. S.Exa. é o primeiro Senador do PCdoB eleito neste País. Saúdo os 65% dos cearenses que elegeram Cid Gomes, que foi Prefeito por 2 vezes na região norte do Ceará, Governador do nosso Estado. Saúdo os 72% de homens e mulheres do Estado do Ceará que consagraram seu voto ao Presidente Lula. 45736 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Isso aconteceu porque S.Exa. tem feito investimentos muito importantes no Estado, entre eles a siderúrgica do Estado do Ceará, que deveria ter sido instalada em 2001. Passaram-se os anos de 2002, 2003, 2004, e só em 2005 o Presidente da República, num amplo entendimento com o Governo do Estado, o BNDES, a PETROBRAS e investidores internacionais, conseguiu tornar realidade um projeto cuja infra-estrutura tinha sido concluída em 2001 e ficou por todo esse período sem dar retorno à nossa economia. Registro também o papel da nova Transnordestina, que viabilizará o transporte de cargas e de passageiros nos principais Estados do Nordeste. Num primeiro momento, ela integrará o Piauí, o Pernambuco e o Ceará e, num segundo instante, a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Piauí, no modal de transporte de cargas. Registro ainda o forte apoio que o nosso Governo deu à agricultura familiar, permitindo que em 2006 houvesse a maior safra de grãos de toda a história do Estado do Ceará e restabelecendo o crédito, que até 2003 era mínimo, voltando a financiar o pequeno produtor, a compra e o escoamento da produção. Foi exatamente por isso que nosso setor agrícola teve a maior safra de grãos de toda a sua história em 2006. Além da ajuda de São José, o padroeiro do Estado do Ceará, que é homenageado em 19 de março, dia da grande chuva. O Projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, aprovado na Casa por ampla maioria – 328 votos a 2 –, fará uma grande revolução no sistema tributário brasileiro, permitindo que 98% dos estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços tenham uma redução significativa na sua carga tributária. Ao mesmo tempo, a nova legislação permitirá o reordenamento da economia, fazendo com que os micros e os pequenos empresários tenham tratamento diferenciado, como prevê a nossa Constituição. E as compras governamentais de até 80 mil reais serão feitas a esse setor no âmbito municipal, estadual e federal. Essa legislação também cria a figura do consórcio para fins de exportação. O Brasil, que hoje já exporta mais de 130 bilhões de dólares por ano, terá com essa nova legislação um aumento significativo das exportações, porque ela facilita a vida dos micros e dos pequenos empresários. Também faz uma grande mudança na fiscalização. Na primeira ida ao estabelecimento, o fiscal firmará um termo de ajuste de conduta, para que o pequeno empreendedor possa superar suas falhas. Somente no segundo momento ele lavrará o termo de autuação de multa. Hoje, Sr. Presidente, é exatamente o contrário: na sua primeira ida, o fiscal já lavra o termo de autuação de multa, ficando o pequeno empreendedor muitas Outubro de 2006 vezes sem condições de recolher o valor mínimo para fazer sua defesa. O estatuto também simplifica a criação de empresas, que hoje leva em média 150 dias. A sistemática implantada reduz o prazo para apenas 5 dias. A legislação determina que a contribuição patronal para a Previdência Social passa a ser zero sobre a folha do empregador. O objetivo é fazer com que se formalizem mais de 4 milhões de micros e pequenos empreendedores que estão na informalidade. A ampla maioria desses trabalhadores é de mulheres, em torno de 70%. Essas mulheres não possuem hoje sequer o direito à maternidade. Sr. Presidente, o projeto de lei está na pauta do Senado Federal de hoje. É o primeiro item. É uma grande iniciativa dos Executivos Municipais, Estaduais e Federal, com a participação do setor produtivo, e teve ampla acolhida desta Casa. Espero que pelo menos 41 Senadores estejam presentes para premiar o Brasil com este grande Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, como é o desejo da sociedade brasileira. A Nação está de parabéns. Muito obrigado. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, amanhã, completar-se-á 18 anos da promulgação da Constituição Cidadã, que no plenário desta Casa foi promulgada em 5 de outubro de 1988 pelo saudoso Deputado Ulysses Guimarães, então Presidente da Constituinte. Dezoito anos são passados. Várias emendas foram feitas e continuam dizendo que há necessidade de outras emendas. Na verdade, sempre se quer emendar a Constituição para tirar direitos dos trabalhadores. Lembramos que os aposentados e pensionistas, historicamente, estão altamente prejudicados. Estaremos aqui para impedir que nova reforma da Previdência venha surrupiar direitos de aposentados e pensionistas. Não podemos permitir que isso continue acontecendo. Quero lamentar que o então art. 58 das Disposições Constitucionais Transitórias, que transformou em benefício a equivalência de salário mínimo, tenha perdido sua eficácia e até hoje não tenhamos encontrado outro mecanismo que possa garantir essa condição a aposentados e pensionistas. Agradeço, Sr. Presidente, Deputado Inocêncio Oliveira, a oportunidade do registro e, mais uma vez, Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cumprimento-o pela brilhante reeleição no glorioso Estado de Pernambuco. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Agradeço ao grande amigo Deputado Arnaldo Faria de Sá a referência. S.Exa. está de parabéns, igualmente, pela belíssima campanha realizada em São Paulo. S.Exa. teve reconhecimento do povo paulista pelo grande trabalho desenvolvido nesta Casa, sobretudo em defesa dos aposentados, dos mais fracos e oprimidos. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, quero apenas lembrar um detalhe. O Juizado Especial Previdenciário continua existindo no mesmo patamar por uma briga sua aqui no plenário. Uma medida provisória queria rebaixar o limite das ações no Juizado Especial Previdenciário e V.Exa., bravamente, sozinho, conseguiu, num primeiro momento, impedir essa aberração. Depois nos juntamos a outros e conseguimos impedir a aprovação daquela medida. Mas o guardião primeiro foi o Deputado Inocêncio Oliveira. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Deputado Arnaldo Faria de Sá, quero, mais uma vez, agradecer-lhe a referência. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Mendonça Prado. O SR. MENDONÇA PRADO (PFL – SE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, também quero aproveitar o momento para agradecer aos meus conterrâneos a oportunidade de mais uma vez representá-los na Câmara dos Deputados e parabenizar os cidadãos do meu Estado pela forma civilizada e democrática como se comportaram no pleito eleitoral. É evidente que em toda eleição se escolhe alguém que se torna vitorioso. Nossa coligação elegeu 5 dos 8 Parlamentares da Câmara Federal e a maioria da Assembléia Legislativa. A Senadora Maria do Carmo também foi reeleita. Lamentavelmente, nosso candidato a Governador, João Alves, não foi reeleito, não logrou êxito na sua caminhada política neste ano. Entretanto, no nosso Estado fica o registro do trabalho de um homem empreendedor e competente, das obras realizadas em 3 anos de Governo, da contribuição que deu a este País como Ministro do Interior e Prefeito da nossa Capital. Sr. Presidente, foi uma eleição difícil, disputada, e não conseguimos eleger o Governador do Estado, mas estaremos aqui para representar o povo de Sergipe e para sempre lembrar o nome de João Alves, maior liderança do nosso partido e do Estado. Quero lamentar a postura do Deputado eleito Jackson Barreto, que veio à tribuna na tarde de hoje para nos agredir. Em política, é preciso saber perder. O Deputado Jackson Barreto veio à tribuna para dizer Quinta-feira 5 45737 que o grupo liderado pelo Governador é composto de corruptos. No entanto, quem responde a centenas de processos por roubos na Prefeitura de Aracaju? O Deputado Jackson Barreto foi mencionado na quadrilha dos sanguessugas pela imprensa nacional. Portanto, está desautorizado, não tem credibilidade, não tem moral para falar do Governador João Alves, nem dos integrantes do seu grupo. Sou liderado pelo Governador, e todas as vezes em que esse Deputado irresponsável ocupar a tribuna para falar do Governo João Alves receberá resposta à altura. Quanto à quantidade de votos, quero dizer que isso é resultado da avaliação que o povo faz do perfil de cada Parlamentar e de cada candidato. S.Exa. foi tão bem votado quanto o Clodovil no Estado de São Paulo. Ambos mereceram, creio, a mesma avaliação. Por isso, quero dizer ao Deputado Jackson Barreto que tenha mais equilíbrio e respeite seus conterrâneos nesta Casa e a figura do homem responsável, empreendedor e trabalhador que é o Governador João Alves. Quanto à Senadora Maria do Carmo, que S.Exa. considera relapsa, é uma das figuras públicas deste País que merece o maior respeito. Ela tem a admiração do povo do meu Estado e do Brasil e por isso foi reeleita. Na primeira eleição, ela derrotou esse mesmo Deputado que ocupou a tribuna há poucos instantes. Ela demonstrou que tem mais confiança, mais credibilidade e, portanto, mereceu ser reeleita. Se é relapsa na opinião do Deputado, quero deixar claro que sua opinião não merece crédito. Se S.Exa. foi bem votado, foi do mesmo modo que Clodovil no Estado de São Paulo. Está de parabéns pela excelente votação. Espero que a bancada esteja unida na Câmara dos Deputados. Era o que tinha a dizer. O SR. CELSO RUSSOMANNO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem a palavra o ilustre Deputado Celso Russomanno, campeão de votos nesta eleição, com mais de 573.000 votos no glorioso Estado de São Paulo. O SR. CELSO RUSSOMANNO (PP – SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Deputado Inocêncio Oliveira, lembro-me de que em 1994, quando cheguei a esta Casa, V.Exa. prestigiou-me convidando-me para fazer parte da Mesa no meu primeiro dia de mandato. Quero agradecer-lhe o carinho e a amizade que demonstrou pelo Deputado Celso Russomanno. Sr. Presidente, quero aproveitar para agradecer a todos aqueles que acreditaram no meu trabalho, a 45738 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS todos aqueles que me deram essa cesta enorme de votos. Foram mais de 573.000 votos. É uma votação absurda. Não esperava tanto. Sei que faço um grande trabalho em defesa do consumidor. Atendemos, lá no Instituto Nacional de Defesa do Consumidor – uma organização não-governamental sem fins lucrativos –, uma média de 100 pessoas por dia. Atendemos também a mais ou menos 600 ligações por dia e a 2 mil e-mails. Esse trabalho que fazemos, tanto aqui no nosso gabinete quanto em São Paulo, é para que os brasileiros – pois atendemos a pessoas de todo o País, e não só do Estado de São Paulo – exerçam a cidadania e tenham seus direitos preservados. Portanto, venho a esta tribuna hoje para agradecer a todo o povo de São Paulo, com toda a humildade do mundo, do fundo do meu coração, essa votação expressiva, que me deixa muito honrado. Como eu disse na televisão, honra-me muito representar aqui os cidadãos do meu Estado. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado José Rocha. O SR. JOSÉ ROCHA (PFL – BA. Sem revisão do orador.) – Ilustre Presidente Inocêncio Oliveira, quero cumprimentá-lo por ter sido o Deputado do PFL mais votado em todo o Brasil. V.Exa. volta para representar seu Estado de Pernambuco nesta Casa com muita altivez e competência. V.Exa. realmente tem o reconhecimento de todos os seus pares. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, também quero agradecer ao povo baiano a minha recondução à Câmara dos Deputados para mais um mandato, a partir do próximo ano. É o quarto mandato de Deputado Federal. Tive 4 mandatos de Deputado Estadual, portanto estou completando meu oitavo mandato parlamentar, meu oitavo ano de vida pública. É grande a minha satisfação, a minha honra de continuar representando a Bahia, seus Municípios, cujo povo me reconduziu a esta Casa com expressiva votação: mais de 115 mil votos. Fui o quinto mais votado da minha coligação e o décimo mais votado do Estado. É uma colocação que realmente me honra muito, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, e me incentiva a continuar defendendo os interesses do meu Estado, do País, com muita decência, com muita ética, sobretudo honrando as pessoas que nos confiaram seu voto. Portanto, este é um momento de grande satisfação e de reconhecimento aos baianos que me reconduziram à Câmara dos Deputados. Aproveito, portanto, o momento para agradecer a todos os baianos que me honraram com sua confiança. Outubro de 2006 Continuarei a fazer do meu mandato um instrumento de trabalho, de representação do meu Estado, dos Municípios, sempre honrando os correligionários que confiam em mim. Eu, que estou no terceiro mandato de Deputado Federal, iniciarei no próximo ano o quarto e, sem dúvida nenhuma, deverei honrar os eleitores que sempre estiveram ao meu lado, que sempre confiaram em meu trabalho. Com certeza, retribuirei esses votos com muita confiança, com muito trabalho e sobretudo com muita honradez. Isso é o que eu tenho procurado fazer no meu mandato. Portanto, Sr. Presidente, dirijo nesta tarde meu agradecimento e reconhecimento a todos os baianos que tiveram a oportunidade de me reconduzir a esta Casa para mais um mandato de Deputado Federal. Muito obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Caro Deputado José Rocha, congratulo-me com o povo baiano. V.Exa. é merecedor de todos os elogios de seus pares, pelo brilhante trabalho desenvolvido, quer neste plenário, quer nas Comissões Técnicas, pela honradez, pela seriedade, pelo espírito público, por tudo aquilo que V.Exa. representa e que deve representar como bom Parlamentar que é. Fico muito honrado em tê-lo novamente como companheiro na próxima Legislatura. Tenho certeza absoluta de que V.Exa. honrará mais uma vez esse mandato tão bem conquistado, tão difícil para todos nós, mas V.Exa. é dele merecedor e de tantos outros a que venha a se candidatar, pelo seu trabalho, dedicação, seriedade, honestidade e por todas as qualidades que o homem público deve ter. Portanto, sinto-me feliz em tê-lo aqui conosco e tenho certeza de que a Bahia ficará engrandecida com seu trabalho nesta Casa. O SR. JOSÉ ROCHA – Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra à Sra. Deputada Vanessa Grazziotin. A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB – AM. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, pela primeira vez ocupo a tribuna deste plenário logo após a realização do primeiro turno das eleições. Não poderia deixar de agradecer mais uma vez o apoio recebido dos eleitores da minha querida terra, do meu querido Estado. Agradeço não só a quem votou em mim, mas a quem nos recebeu com muito carinho, muita atenção e acima de tudo muito respeito na campanha. Essa foi uma das campanhas mais alegres. Recebi grande demonstração de calor humano da população da capital e de várias localidades do interior que visitei. Infelizmente, o Amazonas é muito grande, tem Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 62 Municípios e, para chegar à maioria deles, somos obrigados a viajar de avião ou de barco por vários dias. Portanto, não pude visitar mais do que uma dezena deles. Porém, recebi votos de todos os Municípios do Estado e manifesto minha gratidão a essas pessoas. Tenho procurado representar da melhor forma no Congresso Nacional meu Estado, defender o nosso modelo econômico, a Zona Franca de Manaus, mas acima de tudo honrar cada voto de confiança que recebi nas eleições. Então, deixo meu agradecimento, meu reconhecimento e, mais do que isso, a certeza de que continuaremos na Câmara dos Deputados lutando em defesa do Amazonas e do País, para que não seja o campeão das desigualdades sociais e regionais. Sr. Presidente, destaco a votação que obteve o Presidente Lula no primeiro turno das eleições, sobretudo no Amazonas. Esse Estado garantiu a S.Exa. a maior votação proporcional do País: 78% dos votos, ou seja, 1 milhão, 61 mil votos, contra 170 mil votos, somente 12%, do segundo colocado, o candidato Geraldo Alckmin. Hoje, ao ler matéria do jornal carioca O Globo, fiquei ciente de que os tucanos deverão priorizar para o segundo turno a Região Nordeste e os Estados do Rio de Janeiro e do Amazonas. Lembro ao candidato do PSDB que o que vale numa eleição não é a forma como a campanha é feita. No importante momento da decisão, do voto, o que vale são as posições políticas. Se o Presidente Lula obteve mais de 78% dos votos no Amazonas, não foi porque fez uma campanha rica e milionária, mas pela política que aplicou no Estado. A Zona Franca de Manaus é responsável por 98% da economia do Amazonas. Trata-se de um importante modelo de desenvolvimento regional não só para o meu Estado, mas para a Amazônia e o Brasil inteiro. Na época do Governo do PSDB sofremos muito. A Zona Franca de Manaus deixou de crescer, como também diminuiu seu tamanho, porque a prioridade era para o Sudeste. Então, o povo amazonense soube reconhecer na candidatura do Presidente Lula a defesa do modelo da Zona Franca de Manaus. Conseguimos aprovar, nesta Legislatura, no Governo Lula, a prorrogação da Zona Franca de Manaus até o ano de 2023. Passamos, em 4 anos, de 50 mil empregos diretos para 110 mil. Outra importante obra do atual Governo é o gasoduto Coari-Manaus, que vai mudar a matriz energética da região, que hoje tem sua energia gerada a partir do óleo diesel. Então, as pessoas votam com consciência, e o Estado do Amazonas, com muita consciência, garantiu ao Presidente Lula 78% dos votos. Tenho convicção absoluta de que, sem as 2 outras candidaturas, o Quinta-feira 5 45739 número de votos destinados a Lula deverá aumentar ainda mais. Muito obrigada, Sr. Presidente. O SR. EDINHO BEZ (PMDB – SC. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, meus colegas Parlamentares, os 300 mil produtores brasileiros de mel, passados 6 meses desde o embargo da União Européia ao mel brasileiro exportado, ainda estão arcando com os prejuízos por conta da queda nas vendas. A suspensão em março da importação de mel brasileiro por parte da União Européia foi baseada em circular de 21 de fevereiro da Federação Européia de Comércio de Produtos do Agronegócio, que recomendava a proibição da importação de mel do Brasil. Uma delegação européia, em novembro de 2005, constatou a persistência de falhas no sistema de monitoramento de resíduos de antibióticos no mel brasileiro, também já apontadas por outra missão técnica em 2003. Representantes da Associação Brasileira de Exportadores de Mel – ABIMEL têm-se reunido no Ministério da Agricultura para tentar agilizar a instalação de um laboratório de controle sanitário de qualidade e análises de resíduos, a fim de avalizar o produto brasileiro exportado. A expectativa é de que o mel nacional retorne ao mercado europeu até março de 2007. Apesar de não se saber o valor das perdas, o setor prevê que a recuperação do mercado deve ser lenta. Até o mês de novembro, aguarda-se a visita de uma comissão da União Européia que virá ao Brasil verificar se as exigências estão sendo atendidas. Para revertermos essa medida, é preciso que haja atenção por parte do Ministério da Agricultura, a fim de que se adote um programa de ações visando ao imediato controle de resíduos pretendido pela União Européia, para que nosso mel continue ganhando a preferência também do consumidor europeu. Esse assunto é muito importante, Sr. Presidente, nobres pares, para vários produtores de mel em Santa Catarina, meu Estado, no Rio Grande do Sul e no Paraná, nossos vizinhos. Há uma certa preocupação por parte daqueles que acreditam na produção do mel, que acreditam ser possível ampliar nossa produção. O mel é bom para a saúde, gera emprego e ajuda na balança comercial. Existem mais de 300 mil produtores no Brasil. É importante que passemos a dar uma atenção especial aos nossos produtores, para que eles se sintam à vontade e acreditem no investimento, porque nem todas as pessoas se adaptam à produção desse item tão importante para os brasileiros. Fica o meu apelo a esta Casa, ao Congresso Nacional e ao Governo Federal. O Governador de Santa Catarina Luiz Henrique, que renunciou ao mandato, vinha incentivando a produção de mel; agora o Go- 45740 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS vernador Eduardo Pinho Moreira também vem incentivando-a em Santa Catarina. Estamos impressionados com a nova cultura. Há pessoas querendo produzir mel. Como disse, o mel é importante para a saúde, haja vista a série de produtos farmacêuticos que o contém como complemento. É importante darmos atenção especial à produção de mel, que hoje ajuda muito a área da saúde. Este Deputado já fez vários pronunciamentos e manifestações solicitando que o Governo de Santa Catarina e o Governo Federal dêem especial atenção a esses produtores, porque além de o mel ser importante para a saúde, a geração de emprego e a arrecadação de impostos, também ajuda na balança comercial, por meio da exportação. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Edinho Bez, para uma Comunicação de Liderança, pelo PMDB. S.Exa. dispõe de 10 minutos. O SR. EDINHO BEZ (PMDB – SC. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, uso a tribuna nesta oportunidade para agradecer os 121.571 votos recebidos no último domingo em Santa Catarina para reeleição ao cargo de Deputado Federal. Externo meus sinceros agradecimentos àqueles que em mim depositaram confiança e me outorgaram uma procuração, por seu voto, para dar continuidade a um trabalho de 4 Legislaturas, sempre em prol dos interesses do povo catarinense e brasileiro. Reitero os compromissos assumidos e falo da minha honra de ter sido reeleito com expressiva votação. Apesar da crise política por que passa o Brasil, de tantas adversidades, da descrença, de tanto desejo de renovação, o povo, não sem razão, desejou a substituição de muitos políticos, mas soube separar o joio do trigo e reconhecer o trabalho sério e árduo, comprometido com a melhora da vida e com o progresso da nossa gente. O PMDB conquistou a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 89 Deputados Federais eleitos. Esse número representa 17,3% da composição da Casa. O partido, que hoje tem 78 Deputados, conseguiu reeleger 54 deles – vale lembrar que muitos nem foram candidatos. Em Santa Catarina não foi diferente: o PMDB também constituiu a maior bancada, com 5 Deputados. Fico imensamente lisonjeado por integrar o Congresso Nacional, bem como por continuar fazendo parte da composição da Câmara. Sei ainda da importância da renovação da bancada federal, muito embora, entre os 48% de renovação, muito divulgada, muitos já sejam políticos de carreira ou Deputados Estaduais, Outubro de 2006 Vereadores, membros de Executivas, Governadores. Precisamos, então, refletir sobre esse tipo de renovação. Não houve 48% renovação. Muitos sequer foram candidatos. Precisamos respeitar esses companheiros. E muitos dos que foram eleitos são Deputados Estaduais, Governadores e Prefeitos. Portanto, não se trata da tão pregada renovação, como vejo citado em muitos jornais por este Brasil afora. Realizamos um belíssimo trabalho ao longo destes anos, um trabalho reconhecido pelos Municípios e pelo povo catarinense, que nos apoiou para que chegássemos aonde chegamos. Tivemos de sacrificar nossos familiares e amigos com nossas ausências, e unimo-nos em busca de um único objetivo: regressar à Câmara dos Deputados. Foram dias e noites insones, mas valeu a pena o reconhecimento do povo aos que merecem, salvo algumas exceções. Hoje quero agradecer de coração aberto o apoio dos catarinenses, e, mais do que nunca, dizer que tenho consciência dos tortuosos caminhos que continuaremos a enfrentar, muito embora não esmoreçamos diante das dificuldades da caminhada. Quero dizer aos nobres pares desta Casa e a todos os que nos assistem e nos escutam que foi uma luta árdua, mas ao mesmo tempo uma campanha fácil. Estou indo para o quinto mandato, 4 como Deputado Federal e 1 como Deputado Estadual. Acreditem se quiser: foi a minha melhor campanha em Santa Catarina. Nada havia que desabonasse nossa conduta, dando a impressão, Sr. Presidente, de que todas as pessoas votaram em nós – e obviamente em outros colegas Parlamentares. Então, o desgaste político não serve para todos. Costumo dizer que existem bons e maus profissionais em todos os segmentos da sociedade. E isso não é privilégio do Brasil; ocorre no mundo inteiro. O político não vem do além; ele é daqui da terra. São os eleitores que escolhem os políticos. Temos, então, de apelar para melhorar a qualidade do eleitor, se é que existe alguma reclamação. Eu não tenho do que me queixar, não tenho do que reclamar. Em todas as eleições aumentei o número de votos obtidos. Na minha penúltima eleição para Deputado Federal obtive 47 mil votos. Na última eleição passei para 102.563 votos; agora, para 121.571. Não tenho do que reclamar, porque o povo sabe separar o joio do trigo. Assim como se elegeram alguns Deputados comprometidos, muitas pessoas boas deixarão de estar presentes nesta Casa a partir do ano que vem. Farão falta, sem sombra de dúvida, mas a vida é assim. É do processo democrático, é do jogo, e todos nós teremos oportunidades. Outros no passado não deram Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS certo e estão retornando nesta Legislatura; os que não conseguiram agora com certeza voltarão em outras oportunidades. O resultado positivo de nossa vitória deve-se também à soma de energia dos membros e colaboradores da equipe, a muita paixão e a uma incansável luta que nos impulsiona a buscar melhores resultados, somando-se a ajuda da família e de amigos a quem devemos igualmente nosso sucesso. Com nossa persistência e nosso dinamismo, continuaremos interessados nas causas maiores e naquelas que conciliam o bem comum do povo catarinense e brasileiro. Lutarei sobretudo para imprimir um novo conceito ao Legislativo Federal perante a opinião pública e perante os brasileiros. Recebam, portanto, nossas boas-vindas os Deputados que vão estrear nesta Casa de Leis, para que nos ajudem a melhorar a imagem do Legislativo, que é o Poder representante de toda a sociedade, e também lutem para que os demais Poderes sejam igualmente revistos. Precisamos, nobres colegas, fazer as reformas importantes para o País. Precisamos começar com a reforma político-partidária. É muito importante para o Brasil que possamos rever o sistema político brasileiro. Também precisamos fazer uma reforma do Poder Judiciário. Não podemos continuar com um Poder Judiciário atrasado, arcaico, lento, prejudicando sensivelmente nossa economia e, pior, mantendo a sensação da impunidade. Sei que existem muitos bons profissionais no Poder Judiciário – não estou aqui criticando A ou B –, mas o sistema precisa ser revisto por esta Casa, com o apoio do Executivo, da OAB e de outros segmentos. Precisamos também fazer a reforma tributária e fiscal, nobre Deputado Luiz Carlos Hauly, que tanto trabalhou e lutou para que pudéssemos ter um sistema tributário e fiscal justo para o País. Precisamos retomar essa discussão já a partir do mês de março. Não podemos manter a carga tributária como está, uma das mais altas do mundo. Também temos de analisar a situação da segurança pública neste País. Nossa população tem medo de sair de casa, de caminhar nas ruas. Precisamos fazer essa discussão não com um ou outro partido, mas sim com o conjunto dos Deputados eleitos, com o Poder Executivo, com o Poder Judiciário, com a OAB. Sr. Presidente, a crise na agricultura também precisa ter fim. Nosso agricultor, se planta, não sabe se colhe; se colhe, não sabe se vende; e quando vai vender, não sabe por que preço. Precisamos de um projeto agrícola definitivo para este País; daí a importância da Quinta-feira 5 45741 representatividade do setor nesta Casa. A causa é das mais justas, é uma exigência da sociedade. Nós Deputados reeleitos, como os mais experientes nesta Casa, temos uma grande responsabilidade já a partir de 1º de fevereiro, que é o primeiro dia de trabalho da próxima Legislatura: debater as reivindicações da sociedade brasileira. Espero continuar contando com o apoio dos nobres pares. Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Wellington Fagundes, para uma Comunicação de Liderança, pelo PL. Parabenizo S.Exa. pela merecida reeleição, pela belíssima votação obtida no glorioso Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce no Brasil e a cuja performance devemos o sucesso da nossa agropecuária. O SR. WELLINGTON FAGUNDES (PL – MT. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho trazer nosso sentimento pela não-eleição de um companheiro nosso para a Assembléia Legislativa de Mato Grosso, o candidato J. Barreto, que recebeu uma expressiva votação, mas infelizmente, como havia tido o registro de sua candidatura impugnado pelo Ministério Público, foi imensamente prejudicado, principalmente na nossa cidade, Rondonópolis, onde seus adversários alardearam para o eleitor que caso fosse eleito J. Barreto não seria empossado. Sr. Presidente, ontem, em sessão do Tribunal Superior Eleitoral, foi feita a justiça: por 7 votos a 0 os Ministros decidiram que a candidatura do Deputado J. Barreto seria mantida; portanto, ele é elegível. O Tribunal de Contas já aprovara as contas do convênio realizado quando o candidato era Prefeito; mesmo assim o Ministério Público insistia numa posição que acabou prejudicando nosso companheiro. Felizmente, a decisão do TSE sepulta qualquer dúvida que ainda houvesse, deixando clara a lisura e a honestidade no trabalho desenvolvido pelo então Prefeito J. Barreto. Espero que agora esteja tudo resolvido. J. Barreto é nosso primeiro suplente, e vamos trabalhar para que haja um rodízio na Assembléia Legislativa do Estado, com a possibilidade de algum companheiro assumir uma Secretaria. Essa pessoa poderia ser o próprio Deputado J. Barreto, homem de muita competência, companheirismo e lealdade, dos mais respeitados membros da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Sr. Presidente, eu gostaria também de registrar desta tribuna a visita feita pelo Ministro dos Transportes, o Sr. Paulo Sérgio Passos, ao Estado de Mato 45742 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Grosso, nos últimos dias da campanha eleitoral, para inaugurar a pavimentação de uma das estradas mais importantes do nosso Estado, a BR-158, trecho entre Água Boa e Ribeirão Cascalheira. Essa estrada é extremamente importante para o desenvolvimento de Mato Grosso, do Vale do Araguaia, e por conseguinte de todo o Brasil. Outra obra importante que está sendo executada pelo Governo Federal no nosso Estado é a Ferrovia Norte-Sul, que margeia o Rio Araguaia e fará a ligação intermodal entre a BR-158 e os Rios Araguaia e Tocantins. As obras da Ferronorte estão paradas em Alto Araguaia, mas já estamos trabalhando pela sua retomada. A Ferronorte propiciará o desenvolvimento da região sul de Mato Grosso. Com a reeleição do Governador Blairo Maggi, trabalharemos no próximo mandato pelo asfaltamento da MT-100, que liga o Vale do Araguaia até a Ferronorte, fazendo dessa região uma das de melhor logística de transportes e, conseqüentemente, uma das de maior desenvolvimento no Brasil. Ainda temos por lá mais de 2 milhões de hectares abertos, prontos para a produção. Sr. Presidente, por tudo isso, eu não poderia deixar de enaltecer desta tribuna o trabalho do nosso Ministro Paulo Sérgio, que também esteve na BR-364, inaugurando o trecho de Diamantino. E aproveito para render minhas homenagens ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que, quando era AdvogadoGeral da União, foi das pessoas que mais lutou pela construção dessa estrada. Já havia sido inaugurado o trecho de Sapezal a Comodoro, e agora vamos trabalhar para incluir no Orçamento recursos suficientes para dar seguimento às obras de pavimentação dessa estrada tão importante. O Ministro esteve também na nossa querida Rondonópolis, inaugurando o trevo de acesso à cidade, e em breve liberará recursos para a conclusão de mais essa obra tão importante para a primeira cidade do interior de Mato Grosso e também para a duplicação da Serra de São Vicente, trecho mais crítico do nosso Estado. Conversei com o Ministro também sobre a necessidade de recursos para as travessias urbanas nas cidades de Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã. Eu não poderia deixar de ressaltar as obras de conclusão da sonhada BR-163, com 100% dos recursos já empenhados. Até o ano que vem será concluído o trecho entre o Município de Guarantã e a divisa com o Pará. Sr. Presidente, agradeço à população mato-grossense a generosidade de me conceder mais um mandato. Eu já era o único Deputado da história do meu Estado com 4 mandatos consecutivos, e agora terei o Outubro de 2006 quinto. Fui o mais votado da minha coligação e o terceiro mais votado do Estado. Minha responsabilidade aumentou. Tenho consciência de que no próximo mandato deverei lutar pela aprovação das reformas necessárias para a modernização e o desenvolvimento deste País. Não podemos mais conviver com uma lei trabalhista tão arcaica, ainda da época de Getúlio Vargas. O mundo modernizou-se, este País modernizou-se; então, não podemos continuar com uma legislação trabalhista tão antiga. A reforma tributária é igualmente necessária para fomentar o desenvolvimento do País e reduzir as diferenças regionais, tão acentuadas. Trabalharemos em defesa do pequeno e do microempresário. Outra reforma importante é a política, essencial para a sobrevida da classe política brasileira. Sr. Presidente, por fim, quero parabenizá-lo por mais um mandato. Graças ao seu trabalho, reconhecido pela população de Pernambuco, V.Exa. foi o Deputado mais votado do nosso partido, proporcionalmente um dos Deputados mais votados no Brasil. Serão 9 mandatos consecutivos como Deputado Federal. Chegou a hora de esta Casa dar-lhe a oportunidade de presidi-la, e eu gostaria de ser seu cabo e eleitoral. Sua experiência e seu companheirismo credenciam-no a ser o grande Presidente que conduzirá todas essas reformas. Precisamos contar com alguém que tenha firmeza na Presidência dos trabalhos, qualidade que V.Exa. demonstra sempre. Tenho conversado com vários companheiros nesta Casa. A maioria reconhece que V.Exa. está preparado para ser o Presidente que terá a coragem de assumir decisões e de enfrentar até a imprensa, se for preciso, a fim de que a credibilidade desta Casa esteja à altura de seus membros. Novos Parlamentares foram eleitos. A renovação foi de quase 50%. Mas, como lembrou o Deputado Edinho Bez, muitos não se lançaram candidatos. Não é boa uma renovação tão grande, porque esta Casa precisa de equilíbrio. De qualquer forma, estamos num momento de mutação política, e acredito que o próximo Congresso assumirá sua responsabilidade perante a Nação. Desejo-lhe muitas felicidades, Sr. Presidente. Que Deus o abençoe, e que V.Exa. seja eleito nosso Presidente. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Deputado Wellington Fagundes, agradeço a V.Exa. a referência elogiosa, fruto da amizade e sobretudo do companheirismo que sempre marcou sua atuação nesta Casa. Devolvo-lhe todos os elogios, reconhecendo o Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS grande trabalho desenvolvido por V.Exa. na Câmara dos Deputados. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Luiz Carlos Hauly. O SR. LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, a cada momento fica claro que o resultado das eleições expressa o descontentamento do povo brasileiro com o atual modelo de governar o País. O povo brasileiro quer mudanças com qualidade. O povo do Paraná também quer mudanças com qualidade. Agradeço a Deus e ao povo do Paraná, em especial do norte do Estado, minha região, a votação expressiva que obtive novamente, o que me reconduzirá a esta Casa. Tive a certeza, nas ruas, nas fábricas, nos comércios e nas inúmeras reuniões que tivemos durante a campanha, de uma ansiedade por mudanças. Quando víamos pela televisão, pelas emissoras de rádio e pelos jornais o resultado das pesquisas, havia algo diferente: manipulação das pesquisas políticas, o que induzia a imprensa nacional a uma interpretação errônea. Tudo era uma grande fraude, uma grande armação. Quando se abriram as urnas, não era nada daquilo. A expressão do povo brasileiro era por mudanças, mudanças com qualidade. O atual Presidente da República, Lula, tentou mas não conseguiu governar o Brasil. Não conseguiu controlar a corrupção que estava ao lado do seu gabinete. A corrupção, o desmando e a incompetência estavam ao lado do seu gabinete, tomando conta do seu Governo e chegando ao Congresso Nacional. Nada do que aconteceu no Congresso Nacional teve origem nele. A origem de tudo isso se deu no Palácio do Planalto, com o Presidente Lula. Ele é o único grande responsável por toda essa lambança: sanguessugas, valerioduto e todas essas mutretas feitas nesse período. É claro: o povo deseja mudar. Agora, somandose o voto das oposições, vamos ao segundo turno. E com o segundo turno não mais haverá manipulação. É olho no olho. No Paraná também foi assim. Um Governador ditador, fascista dominou a comunicação do Estado. Parecia que ele era absoluto, o rei da Abissínia. Mas, quando as urnas foram abertas, não era nada disso. Quer dizer, as oposições colocaram 12 pontos nele. Temos conhecimento, por meio das notícias, de que o Senador Osmar Dias, o candidato das oposições, está à frente de seu adversário nesse momento. Não tenho dúvida de que o Paraná terá mudança de Governo. Será Osmar Dias o futuro Governador do Paraná. O povo do Paraná deseja mudança com qualidade, Quinta-feira 5 45743 com serenidade. Osmar Dias é uma pessoa honesta, íntegra, que não tripudia os outros, que respeita as outras pessoas. Ele fará o Paraná crescer e prosperar nos próximos anos. O Paraná, sempre uma referência no País, vem caindo. O crescimento econômico do Paraná é pífio, vergonhoso. Os empresários fugiram do Paraná. A agricultura paranaense, a melhor do Brasil e uma das melhores do mundo, está penando, sofrendo. Todo o agronegócio, base da economia do Estado, está sofrendo. Agora há uma luz: tirar esse Governador do Palácio Iguaçu. Graças a Deus, o Paraná continuará contribuindo para a eleição nacional ao eleger Osmar Dias para o Governo do Estado e Geraldo Alckmin para Presidente da República. Mudança de paradigmas. Um novo líder é necessário para conduzir o Brasil ao crescimento econômico, à distribuição de renda, à justiça social. Nova proposta. O modelo econômico que se encerra este ano não mais serve. Temos de encerrálo, tanto os que estiverem no Governo quanto os que estiverem na Oposição. Empresários, trabalhadores e Igreja temos de romper com esse modelo econômico, tributário, judiciário, educacional, de saúde e começar nova etapa. Cada um tem de assumir a sua parte de acerto e de erros, que foram muitos nesses últimos 21 anos da Nova República, pelos quais também temos responsabilidade. Um novo líder preparado, que vem do Estado de São Paulo, o maior da Federação, o mais rico do País, com carreira brilhante, íntegro, intelectualmente preparado, honesto, vai dar um salto de qualidade na condução do País. Não tenho dúvida alguma de que essa situação que o Brasil vive não queremos, ninguém quer, nem o Governo, nem a Oposição, nem a sociedade brasileira. Refiro-me à situação de injustiça, de baixo crescimento, de insegurança; filas na saúde e educação insuficiente. Portanto, temos de romper com esse modelo e fazer um grande entendimento nacional estabelecendo as bases para o futuro Governo. Temos de ter um projeto de Brasil preparado por nós, no grande encontro da sociedade na Casa do Povo, a Câmara dos Deputados. Aqui será feito o grande entendimento nacional para o futuro do Brasil. Projeto Brasil para o Brasil crescer a 10% ao ano, a exemplo da China, e com distribuição de renda. Sem distribuição de renda também o crescimento não se justifica. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Antonio Carlos Mendes Thame. 45744 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DISCURSO DO SR. DEPUTADO ANTONIO CARLOS MENDES THAME QUE, ENTREGUE À REVISÃO DO ORADOR, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO. Durante o discurso do Sr. Antônio Carlos Mendes Thame, o Sr. Inocêncio Oliveira, 1o Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Átila Lins, § 2o do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Geraldo Resende. O SR. GERALDO RESENDE (PPS – MS. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, volto a usar esta tribuna para refletir sobre as eleições deste ano, uma vez que tive nesse pleito a resposta clara e positiva aos rumos que determinamos ao nosso mandato. Jamais traí aqueles que me confiaram o voto, e entendo que é possível, através da boa política, promover as transformações necessárias para construir uma sociedade justa e democrática sob todos os aspectos. Falo de democracia não de maneira vaga, mas na plenitude de seu significado. Não é possível admitir que vivamos em um país democrático se ainda hoje nos deparamos com políticas públicas excludentes, que não garantem ao cidadão pleno acesso, não só a serviços públicos de qualidade, como saúde, educação, segurança e habitação, mas também ao exercício do próprio poder, que é uma questão político-cultural. Um importante fator de transformação desse quadro é a descentralização do poder, que deve sair da mão de uma meia dúzia de privilegiados, para ser distribuído por toda a população através dos meios legais e constitucionais dos quais já dispomos, mas que são pouco utilizados em virtude do medo que a maior parte da classe política tem das decisões populares. Esse medo não nos aflige, pois a radicalidade democrática, com a ampliação da democracia direta, em concomitância com a democracia representativa, além do fortalecimento das organizações sociais e a conseqüente primazia do poder local, são os alicerces do projeto do Partido Popular Socialista – PPS para o Brasil. E esse projeto não sucumbirá jamais. Essa base também orienta minha atuação, fazendo do meu mandato um espaço de exercício democrático, onde as decisões respeitam a postura do partido e são divididas pelo coletivo que eu represento. Na condição de Parlamentar desta Casa, sempre me dediquei aos espaços coletivos. Como Deputado Federal, integrei a Comissão de Seguridade Social, a Comissão de Educação e a Comissão Mista de Orçamento, e ainda pertenço, entre tantas outras, à Frente Outubro de 2006 Parlamentar da Saúde. Também presidi a Comissão Externa para averiguação in loco da morte de crianças indígenas por desnutrição em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A relevância desse tipo de atuação se faz justamente porque esses espaços são privilegiados no sentido de se ouvir a população. É das Comissões e frentes parlamentares que nascem as audiências públicas e seminários, entre outros instrumentos de consulta popular. Quanto a lidar com recursos públicos, é notório que em todas as oportunidades de oferecimento de emendas a orçamentos públicos, tanto de Mato Grosso do Sul quanto da União, priorizei Municípios e entidades que comprovadamente atuam em prol da sociedade, tais como APAE, Pestalozzi, Funcraf/Centrinho, Lar das Crianças com AIDS, Orionópolis etc. Dentre as tanta emendas que conseguimos viabilizar nesses 4 anos como Deputado Federal, várias são para ambulâncias e veículos adaptados, e dizemos isso de peito aberto, uma vez que jamais maculamos nosso mandato com qualquer ação que possa sequer presumir irregularidade, corrupção ou desvio de dinheiro. Quando nossas emendas foram tratadas como moeda de troca para esse ou aquele voto que contrariava a nossa postura e a do nosso partido, incontinenti abrimos mão delas, preferindo a política macro, limpa e decente, em vez de atuar como mero intermediário de recursos que tudo faz para manter um discurso frágil de “trazedor” de obras, que nada tem de glória individual, uma vez que se trata de dinheiro público. O trabalho incansável e a postura política firme e coerente que carrego desde quando exerci o mandato de Vereador, nos primórdios da minha vida pública, é o que me credencia a novamente ocupar uma cadeira nesta Casa. A bandeira do meu partido, o PPS, que tenho como referencial de atuação é a da ética e da decência em prol da construção de um país melhor para se viver. O projeto do PPS para o Brasil, que tem por alicerces a radicalidade democrática e o poder local, não são sonhos utópicos, são soluções concretas para alcançarmos a justiça social e o desenvolvimento econômico sustentável. Por mais que não tenhamos superado a cláusula de barreira, nosso projeto é ainda maior que o próprio partido, é um mote da sociedade para uma vida melhor. Assumo, de corpo e alma, o compromisso com meus camaradas de não deixar o sonho acabar. Gratos pela atenção. O SR. INOCÊNCIO OLIVEIRA (PL – PE. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, meus agradecimentos a todos os pernambucanos que me reelegeram pela nona vez Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS consecutiva para a Câmara dos Deputados em Brasília, com a mais do que expressiva votação de 181.126 votos, o segundo Deputado mais votado em praticamente todo o Estado, em quase todos os seus 185 Municípios, e o mais votado Deputado Federal do PL em todo o Brasil. Não deixamos de ser votado em nenhuma das regiões do meu Estado, e em algumas delas, em microrregiões esquecidas durante muito tempo pelos Governos, tivemos uma votação surpreendente e majoritária, relativamente a outros candidatos. Em Serra Talhada, minha terra natal, que nunca me faltou com seu apoio e seus votos leais, alcançamos 14.496 votos, o Parlamentar mais votado de história político-eleitoral local, e com o primo Sebastião Oliveira Júnior, com 10.773, o mais votado de nossa terra; e em apenas 3 dias de campanha mais efetiva, com o apoio dos conterrâneos, fizemos Eduardo Campos o segundo mais votado, com 10 mil votos, e o Presidente Lula recebeu uma das maiores votações, proporcionalmente, de todo o País. Fui votado em todas as regiões do Estado de Pernambuco, alcançando o 1o lugar nos seguintes Municípios: Arcoverde, com 5.824 votos; Betânia, com 2.576 votos; Bezerros, com 9.570 votos; Brejinho, com 1.821 votos; Calçado, com 2.182 votos; Camocim de São Félix, com 3.306 votos; Carnaubeira da Penha, com 1.682 votos; Chã Grande, com 3.865 votos; Correntes, com 2.782 votos; Escada, com 5.725 votos; Iati, com 4001 votos; Iguaraci, com 2.042 votos; Inajá, com 2.373 votos; Lagoa do Our, com 4.582 votos; Moreilândia, com 1.686 votos; Orocó, com 3.000 votos; Pedra, com 3.034 votos; Santa Cruz, com 4.106 votos; Santa Cruz da Baixa Verde, com 3.154 votos; São Benedito do Sul, com 1.311 votos; São José do Belmonte, com 7.115 votos; Serra Talhada, com 14.496 votos; Tacaratu, com 3.395 votos; Terezinha, com 2.115 votos; Terra Nova, com 2.705 votos; Triunfo, com 2.213 votos, e Venturosa, com 4.399 votos; e o 2o lugar em: Água Preta, com 2.529 votos; Barra de Guabiraba, com 1.404 votos; Calumbi, com 746 votos; Exu, com 3.737 votos; Frei Miguelinho, com 2.044 votos; Granito, com 514 votos; Ingazeira, com 335 votos; Itaíba, com 2.806 votos; Manari, com 1.956 votos; Petrolândia, com 2.519 votos; Quixaba, com 1.083 votos; Sairé, com 1.289 votos; Santa Terezinha, com 1.189 votos; São José do Egito, com 2.758 votos; Serrita, com 1.164 votos; Solidão, com 947 votos; Timbaúba, com 2.864 votos; Tupanatinga, com 2.043 votos, e Tuparetama, com 837 votos. Agradecemos ainda as votações em muitos Municípios que me colocaram no 3o, no 4o ou no 5o lugar. Seria um exercício estatístico exaustivo enumerar onde fui mais e menos votado, mas o que importa é Quinta-feira 5 45745 que se concretizou aquela predição de Miguel Arraes de que nos anos 2000 as eleições em Pernambuco seriam decididas do interior para a Capital. A mensagem que levamos a todos os pernambucanos, nos mais longínquos rincões, nas cidades e vilas, foi de trabalho e esperança. Mostramos o quanto um Deputado Federal pode influir beneficamente na vida das pessoas quando exercita seu mandato voltado para os interesses do povo nas suas localidades, apoiando os Prefeitos, nos seus orçamentos participativos, com emendas no Orçamento Geral da União que financiem ações práticas nos setores de infra-estrutura, recursos humanos, educação, tecnologia, e nos setores produtivos específicos de cada Município, agricultura, pecuária, comércio, indústria, turismo etc., identificando as potencialidades para instalação de arranjos produtivos locais para a geração de renda e empregos. Do mesmo modo, defendemos a interiorização do desenvolvimento para a Mata, o Agreste e o Sertão, que começa com a interiorização da universidade pública e gratuita, das escolas técnicas profissionalizantes, dos centros de inclusão digital, dos centros tecnológicos etc., preparando nossa juventude para disputar um mercado de trabalho tão competitivo como o que temos hoje. Apoiamos o programa de Eduardo Campos porque acreditamos que ele, com sua juventude, seu talento, sua preocupação com o social, saberá conduzir Pernambuco para melhores dias no futuro próximo, saberá fazer uma obra de engenheiro social, e não apenas de engenheiro do betão e do cimento. Isso Pernambuco vai reconhecer plenamente no dia 29 de outubro próximo. Muito obrigado. O SR. LINCOLN PORTELA (PL – MG. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no momento em que assistimos à colombianização do crime organizado no País e o Primeiro Comando da Capital, a mais célebre e melhor articulada organização criminosa que se tem notícia aqui por estas plagas, acua a população e os agentes da segurança pública em todo o Estado de São Paulo, há que se analisar detidamente a guerra de imputações de responsabilidade que se estabeleceu entre os Governos Federal e Estadual. Antes, porém, há que se dizer que no Estado de São Paulo, ao lado do PCC, coexistem outras organizações criminosas: a Seita Santista, nascida na Baixada de Santos; o Comando Democracia e Liberdade, de Sorocaba; e o Comando Brasileiro do Crime Revolucionário. Em que pese as autoridades paulistas, em exercício de criminosa omissão, esquivarem-se, dizendo 45746 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ser do Governo Federal a culpa do que acontece no seu Estado, tentando fazer associações entre as graves ocorrências que envolvem atentados e homicídios e o intenso tráfico de armas, munições e drogas, certamente esse tráfico não subsistiria se as condições locais fossem outras. A gênese de todas as ações criminosas que são vistas no dia-a-dia do cidadão paulista está em fatores locais, que vão desde as condições socioeconômicas que envolvem aqueles que enveredaram pela senda do crime, até alcançar as medidas preventivas e repressivas da alçada exclusiva das autoridades da segurança pública estadual. Se as ações estatais, pelas mais várias razões, mostram-se hipossuficentes ou inadequadas, que as autoridades responsáveis no Estado de São Paulo assumam esse ônus, abstendo-se de pretender atribuí-lo ou compartilhá-lo com a instância federal. E o mais grave, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é que depois de instalado o caos, com a delinqüência fazendo demonstrações de força nas mais importantes cidades de São Paulo, aquelas autoridades estaduais negam-se a aceitar a colaboração federal, que se faria por intermédio da Força Nacional de Segurança Pública, ignorando que essa Força vem de tantas missões exitosas em outros Estados brasileiros sem que em momento algum sua atuação tenha significado a violação do pacto federativo, e sim sempre a efetiva colaboração entre diferentes instâncias governamentais, na busca de se alcançar o bem-estar da coletividade, fim maior da Administrações Públicas, federal, estaduais e municipais. Portanto, Sr. Presidente, assombram-nos as posturas das autoridades paulistas, não só deixando acontecer as perigosas ações da delinqüência que lá foram perpetradas, perdendo o controle da situação, como também pela incompetência em conter as ocorrências, e mais ainda por negar-se a aceitar a plena colaboração oferecida pelo Governo Federal. Na verdade, os seguidos ataques do PCC são o resultado de um longo tempo de frouxa disciplina carcerária, interferências tendenciosas de ONGs nos presídios, corrupção de agentes carcerários e policiais e um precário sistema de inteligência policial. Mesmo assim, há que se abrandar a crítica, porque, em gesto de boa vontade, em algum momento foi possível reunir o Governador Cláudio Lembo, o Ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, o Diretor da Polícia Federal Paulo Lacerda e o Secretário de Segurança do Estado Saulo de Castro Abreu Filho, discutindo as possíveis alternativas para o enfrentamento da criminalidade no Estado. Outubro de 2006 É sabido que o Ministro da Justiça ofereceu a Polícia Federal para ficar com a guarda dos chefes do PCC, Marcola, Gegê do Mangue e Julinho Carambola – a exemplo do que já faz com Fernandinho Beira-Mar, liderança do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, cujo controle já escapava das mãos das autoridades daquele Estado –, o que foi recusado; também, como já dissemos, houve a recusa do emprego da Força Nacional de Segurança Pública por parte das autoridades de São Paulo. Mesmo sabendo que o Exército dispunha de 6 mil homens prontos para serem empregados no Estado, porque os sucessivos ataques do PCC revelam uma autêntica guerrilha urbana, igualmente não se aceitou o auxílio da Força Terrestre nas terras bandeirantes, deixando a população à mercê do banditismo por mera conveniência político-partidária. Mesmo assim, o Governo Federal tem-se feito presente pelo convênio que permitiu que o Estado de São Paulo faça uso do moderno helicóptero HM3 Cougar, da Brigada de Aviação Militar, assim como pelo emprego de recursos da inteligência do Exército, que, apesar de até então abstrair-se de uma intervenção direta, não deixa de acompanhar e de se manter informado sobre as ações do crime organizado e das posturas adotadas pelas autoridades estaduais. Não se pode olvidar, evidentemente, a permanente ação da Polícia Federal, combatendo a criminalidade que viceja em São Paulo, ainda que cerceada por limitações de ordem constitucional e legal. Rigorosamente, nos últimos anos a Polícia Federal, no Estado de São Paulo, deu um enorme salto qualitativo, aumentando o número de operações e a eficiência no combate ao crime organizado e aos crimes do colarinho branco, tudo fruto de um melhor planejamento estratégico e de um mais eficiente emprego dos recursos de inteligência. Não bastasse, a implementação do Sistema Penitenciário Federal, abrigando em penitenciárias de segurança máxima bandidos de alta periculosidade, representa outro marco substancial da atuação do Governo Federal contra o crime, ao lado também de recursos que são injetados no Sistema Único de Segurança Pública, em particular em equipamentos de inteligência, para o que o Estado de São Paulo foi recentemente aquinhoado com R$50 milhões. A primeira de 5 unidades do Sistema Penitenciário Federal – previsto em lei desde 1984 –, o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, custou R$20 milhões, e receberá até 208 detentos em celas individuais, que serão monitorados 24 horas por meio de 200 câmeras de vigilância. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Dessa forma, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, fica evidenciado o ânimo com que se coloca o Governo Federal, independentemente de qualquer conotação ideológica ou político-partidária, de agregar esforços, em uma ação sinérgica, em favor do cidadão brasileiro, em particular daqueles que constroem o Estado de São Paulo. O SR. GIVALDO CARIMBÃO (PSB – AL. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, estava já tudo acertado para a realização nesta Casa de uma sessão solene em homenagem aos 25 anos da Paróquia e Santuário São Francisco de Assis de Brasília. Trata-se de uma das mais dinâmicas e ativas paróquias da Capital, bem como uma das mais procuradas pela família cristã da Asa Norte e de todo o Distrito Federal. Talvez até como uma forma de reconhecimento ao seu padroeiro, uma das personalidades mais destacadas não só da história eclesiástica, mas também da história tomada em sua concepção mais alargada, em seu sentido lato. É com uma ponta de pesar que comunico aos meus nobres colegas Deputados e Deputadas que a sessão solene em questão não pôde ser realizada, devido a contingências sociais e políticas, o que causou certa frustração a todos nós e, sobretudo, aos paroquianos, que esperavam ver a justa homenagem ao Santuário. Registro aqui minha homenagem ao Santuário São Francisco, localizado na Asa Norte de Brasília, ao pároco local, às pastorais, aos movimentos organizados, às bandas, aos corais e a toda a igreja dos fiéis que ali se reúne. Devemos lembrar-nos de seus fundadores, de seus pioneiros que lançaram a semente que está produzindo rico fruto para a evangelização e a paz. Com a bênção de Deus e mirando o exemplo de São Francisco, o Santuário tem tudo para continuar por muitas décadas sua obra. Sobre São Francisco de Assis, quero mencionar, Sr. Presidente, que a revista Time realizou recentemente uma enquête em âmbito mundial. O objetivo era que cientistas, personalidades de destaque e pessoas conhecedoras da história mundial elegessem o Homem do Milênio, ou seja, aquela personalidade mais marcante dos últimos mil anos. Muitos esperavam que essa escolha recaísse sobre nomes como Winston Churchill, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Isaac Newton, Einstein. Ledo engano. O escolhido foi São Francisco de Assis, um homem segundo o coração de Deus, um portador da luz divina a iluminar na negra noite medieval, guiando a igreja e os fiéis de volta para a simplicidade do evangelho. São Francisco, cuja data é comemorada em 4 de outubro, nasceu em Assis, na Úmbria, Itália, em Quinta-feira 5 45747 1182, e morreu em Porciúncula, perto de Assis, em 3 de outubro de 1226. Inquestionavelmente, Francisco de Assis marcou o mundo de maneira indelével no curto período de sua vida. Foi um dos maiores e mais admiráveis exemplos de que o amor ao próximo não permite limitações. Sua extrema abnegação e capacidade de renunciar a todas as tentações e atrativos do mundo são exemplo que, se seguidos, tornariam o mundo muitíssimo melhor. Seus ensinamentos, imbuídos e inspirados no Evangelho, são ainda necessários no mundo conturbado e inquieto de hoje. Essa homenagem registrada pela revista Time é uma ode aos verdadeiros sentimentos que devem nortear nossa vida. Sobretudo hodiernamente, quando os valores materiais se sobrepujam a todos os demais, consolidando uma perigosa tendência egoísta que pode levar a humanidade à barbárie. A importância de Francisco de Assis na história da humanidade, Sr. Presidente, vai muito além das fronteiras religiosas. Sua trajetória é fascinante sob todos os aspectos. Abruptamente abre mão de toda a sua riqueza para dedicar-se aos pobres, doentes e desamparados. Revela ainda, adiantando-se em muitos séculos, preocupação bastante atual: um imensurável amor pela natureza e pelos animais, tornando-se o pioneiro também nas questões ecológicas. Ressaltase principalmente o seu enorme carisma e poder de persuasão. Ao espalhar suas idéias e ensinamentos por toda a Europa gradativamente ia convertendo milhares de seguidores. Além da Ordem dos Franciscanos, também em 1219 fundou com Santa Clara a Ordem das Clarissas, instituições que perduram até os dias de hoje. Independentemente da matiz religiosa, Sras. e Srs. Deputados, Francisco de Assis foi indubitavelmente um grande homem, e a sua escolha como o Homem do Milênio serve sobretudo como alerta para a necessidade que hoje temos de redimensionar os nossos valores, mas também é um alento constatar que as pessoas, ao externar essa escolha, se sensibilizaram mais com mensagens de fraternidade, paz, amor ao próximo e abnegação do que com a demonstração de força e poder que normalmente inebriam e ofuscam os nossos sentidos. O mundo necessita hoje mais do que nunca, Sras. e Srs. Deputados, que nasçam mais Franciscos de Assis, Luther Kings, Ghandis e outros servos do amor e da paz. E que deixem de existir os Osamas, Bushs e Saddans. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. O SR. JOÃO MENDES DE JESUS (Sem PartidoRJ. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, 45748 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sras. e Srs. Deputados, o Congresso Nacional é o único Poder da República que é chamado de a Casa do Povo. E não é à toa. Os integrantes do Congresso – Deputados e Senadores – representam, fidedignamente, a diversidade da sociedade brasileira, do povo brasileiro, que é digno de fé e por isso merecedor dela. O Congresso Nacional, nascido da natural vocação do povo brasileiro em ser livre, esteve presente em todos os episódios da história do nosso País. É o único Poder que serviu de baluarte das liberdades e de proteção ao povo e aos seus representantes, que lutaram, e por isso sofreram retaliações políticas e econômicas – muitos pagaram com o exílio e a morte –, com o propósito de garantir os direitos civis dos cidadãos. Desde o Brasil Império até os dias de hoje, o Congresso Nacional, que é bicameral, está à frente das grandes causas nacionais, e por isso, quando há ruptura constitucional e institucional, os ditadores de plantão fecham-no, ou tentam fechá-lo, como forma de calar a boca dos democratas, bem como buscar, de maneira autoritária e desleal, não obedecer à vontade do povo, não atender a seus interesses, que são os mais legítimos, porque o poder emana do povo e portanto é pelo povo e para o povo que deve ser exercido. O Congresso, na atual Legislatura, tem enfrentado crises subseqüentes, apesar de a maioria de seus integrantes serem homens legitimamente eleitos pelo povo e que por isso deveriam ser ouvidos com mais consideração e respeito, mesmo aqueles que, por motivos ainda não esclarecidos, são acusados de terem cometido alguma irregularidade. Nenhum outro Poder da República, Sr. Presidente, a não ser o Congresso Nacional, teria condições de enfrentar tamanhas crises sem no entanto perecer. O Judiciário e o Executivo, por suas características, não suportariam esse conjunto de acusações, muitas injustas, contra seus integrantes. O Brasil, ao contrário do que muitos afirmam, está caminhando, irreversivelmente, para a moralização do setor público, bem como da iniciativa privada. Não há corrompido sem o corruptor, e, de acordo com as notícias, em quase todos os escândalos sempre há a participação também de empresários. O Congresso Nacional, em particular a Câmara dos Deputados, é o Poder que representa com mais autenticidade a totalidade da Nação brasileira. Integram a Câmara Baixa as representações mais autênticas de nosso País plural. Portanto, um Brasil irmanado na busca incessante pelo direito à igualdade e, conseqüentemente, voltado para os princípios republicanos de 1889, que se basearam nos ideais da Revolução Outubro de 2006 Francesa, que influenciou, sobejamente, o ideário dos países ocidentais ditos civilizados. Por tudo isso, afirmo-lhes, Sr. Presidente, Srs. Deputados, o Congresso suporta as críticas e até mesmo a ataques, muitos deles violentíssimos, apesar de sua força representativa. A sociedade em geral e os meios de comunicação em particular deveriam resguardá-lo como instituição ímpar de nosso País e de importância vital para a sobrevivência de nossa democracia, que, desde as Diretas Já e a conseqüente eleição de Tancredo Neves à Presidência da República, em 1985, fortalece-se sistematicamente, rotineiramente, para que nos possamos transformar de vez em um país civilizado, com um povo que sabe o que quer para seu futuro e por isso cônscio de seu destino. É intolerável que o Poder mais dinâmico da República e o mais aberto aos interesses da população brasileira venha a ser transformado em patinho feio da vida política nacional. Pelo contrário, por intermédio da Câmara dos Deputados, que representa o povo, e do Senado, que representa os Estados da Federação, o Congresso Nacional dignifica o País. Crises políticas, sociais e econômicas sempre vão acontecer, ainda mais quando se trata de uma democracia representativa como a do Brasil. As crises são nada mais nada menos que os embates entre os atores políticos e sociais, mesmo aqueles considerados eleitoreiros e que servem para determinados grupos políticos e empresariais se promoverem, a fim de amealharem poder, por meio de estratégia pouco ética para conquistá-lo. Considero, todavia, que há maus políticos, que utilizam suas prerrogativas para beneficiar a si mesmos ou a seus grupos ou familiares e amigos. Acredito também que existam políticos que cometem irregularidades e, irresponsavelmente, fazem do País um instrumento para arrecadar valores. Esses homens devem ser investigados e, se estiverem envolvidos com ilícitos, denunciados, para, posteriormente, serem processados e, por conseguinte, julgados. Contudo, parte da imprensa, por exemplo, além de outros setores da sociedade, não devem, porque não é de bom alvitre, tentar desmoralizar a Casa da Democracia, que é o Congresso Nacional. O Congresso brasileiro foi, através do tempo, da história do Brasil, vítima da violência, por parte de grupos políticos e econômicos que entendiam que uma Casa como o Congresso, livre e democrática, não corresponderia a seus interesses mais secretos, que geralmente se pautam em manter grande parte do povo brasileiro eternamente na pobreza e na ignorância, nem que para isso tenham de utilizar o mecanismo da repressão e da violência. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS É uma termeridade para qualquer nação que queira ser livre e independente não seguir os preceitos que favoreçam à concretização do Estado democrático de Direito. O povo que preserva sua liberdade tem também de ser consciente quanto ao valor e à importância de suas instituições. Não há democracia, nem liberdade se um país não tiver instituições fortes o suficiente para solidificar a própria existência da democracia, sistema político que tem muitos defeitos, mas, sem sombra de dúvida, é o melhor que a humanidade experimentou em toda a sua existência. Não resta dúvida, ao menos para mim, Sr. Presidente, que, de acordo como a história, quando o Congresso Nacional é atacado sistematicamente, quando não há diferenciação entre Parlamentares que, porventura, foram acusados de irregularidades, sendo que muitos, realisticamente, não se envolveram em ilícito algum e mesmo assim não são ouvidos quando de suas defesas, é sinal que “algo cheira a podre no reino do Brasil, e não no reino da Dinamarca”. O direito à defesa é constitucional. Nossa Carta Magna é uma das constituições mais amplas do mundo no que concerne aos direitos e garantias do cidadão. É a Constituição Cidadã, que obriga o estado nacional e a sociedade civil a respeitar os direitos das minorias, bem como, repito, o direito amplo à defesa. Quem acusa que responda pelo ônus da prova, e, se não houver provas, que o acusador seja punido pelas letras da lei. A imprensa, verdadeiro instrumento de liberdade da sociedade e de fiscalização dos poderosos, deveria, antes de atacar a instituição Congresso Nacional e a Parlamentares que realmente não devem à Justiça, ouvir os acusados, principalmente os inocentes, e dar-lhes a oportunidade de pelo menos se explicar. Não é possível tolerar ataques insanos e irresponsáveis, para almejar ganhos monetários ou defender interesses inconfessáveis daqueles que não querem um Congresso livre para trabalhar em prol dos interesses da população brasileira, corpo e alma de sua própria existência como Casa de Leis. Sr. Presidente, por este Congresso passaram grandes vultos de nossa história, que são quase intocáveis, porque o Brasil é muito grande e por isso é o berço de homens e mulheres que o edificaram. Maior que nossos heróis da criação e da edificação deste gigante somente o nosso povo, porque até os homens e mulheres grandes por suas importâncias históricas nascem do povo, que é o senhor de nossos destinos. É tudo que eu tenho para dizer. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Passa-se ao. Quinta-feira 5 45749 V – GRANDE EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Sr. Deputado Carlos Batata, do PFL de Pernambuco. S.Exa. dispõe de até 25 minutos. O SR. CARLOS BATATA (PFL – PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente, agradeço a todos os eleitores, aos agricultores, aos homens e às mulheres que nos honraram com seu voto na eleição mais bonita que disputei em meu Estado. Parabenizo a Justiça Eleitoral por ter coibido efetivamente a boca de urna, apesar de algumas pessoas sem escrúpulos a terem feito. Mas venho à tribuna fazer um retrospecto, no afã de pedir principalmente às pessoas do meu Estado, do Nordeste, do Norte e de alguns setores do Brasil que reflitam sobre uma questão de soberania nacional. Desde o caso Waldomiro Diniz, o PT passou a ser conhecido mundialmente como partido que aparelhou o Estado. Lula e seu partido não tiveram competência política para formar uma base parlamentar. Em vez de conversar seriamente com partidos, instituíram o mensalão, que teve origem na Casa Civil, com José Dirceu, que teve seu mandato cassado por esta Casa. Onde há corrupto, há corruptor. Vários colegas nossos se submeteram ao ato da corrupção, e o Governo Lula foi o gerente, o chefe maior. A gangue instalada neste País tinha José Dirceu como operador, Lula como chefe e Palocci como pagador. Naquela época, o Presidente Lula dizia não saber de nada. Logo em seguida, quarenta amigos dele – que ele conhecia há 30 anos, como Silvinho, Delúbio Soares, José Genoíno e tantos outros – foram indiciados pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Falando em Genoíno, o irmão dele, José Guimarães, que ficou conhecido quando seu assessor foi pego com dólar na cueca e envergonhou a Nação, foi eleito e virá para esta Casa representar o povo brasileiro. De forma sistêmica, houve corrupção dos Correios, do Banco do Brasil, de Ministérios, do IRB. De modo acintoso. Como Fidel Castro queria tomar o poder por intermédio da arma, da ditadura, quiseram tomar o poder saqueando os cofres públicos, o dinheiro do contribuinte. Da mesma forma, quiseram quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo no caso do Ministro Antonio Palocci. Era o mesmo que dizer: “Viemos para mandar, para quebrar o direito do cidadão”. Tais atos não ocorreram no governo militar. Ouço, com prazer, o Deputado Julio Semeghini. O Sr. Julio Semeghini – Deputado Carlos Batata, parabenizo V.Exa. pela campanha. Sei das dificuldades 45750 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que teve, mas também sei do orgulho que têm sua família e seus amigos, da gratidão do nosso candidato Geraldo Alckmin pelo tanto que batalhou por ele no seu Estado e toda a região. Acima de tudo, o povo de Jaboatão o fez o Deputado mais votado, orgulho daquela cidade. Peço um aparte para fazer alguns esclarecimentos, já que V.Exa. cita o Banco do Brasil e os Correios. Esta tribuna deve ser usada, assim como faz V.Exa., para analisar a política e dizer o que o Brasil espera do Congresso Nacional. O Parlamento passou por uma grande eleição. O Brasil escolheu seus candidatos e rejeitou muitos Deputados envolvidos com a corrupção, mostrou que o povo brasileiro não quer mais calúnia, está cansado de mentiras, de que as pessoas façam sujeira e tentem jogar embaixo do tapete. Usou da mesma tribuna que V.Exa. a Deputada Luci Choinacki, do PT de Santa Catarina. S.Exa. disse que o PSDB, por meio do seu candidato a Presidente da República, o nosso querido ex-Governador Geraldo Alckmin, tem a intenção de privatizar o Banco do Brasil e os Correios. Já percebi de onde vem essa mentira. Em vários lugares onde estive nessa campanha, muitas pessoas ligadas ao Banco do Brasil e aos Correios me procuraram para saber se o Governador Geraldo Alckmin realmente tinha a intenção de fazer isso. Em meu nome e no de toda a nossa bancada, deixo claro que, pelo contrário, o PSDB tem orgulho tão grande dos Correios que tem trabalhado para que a empresa cresça em seu papel, se modernize, vença o novo desafio do mundo informatizado e atualize os seus profissionais para voltar a ser lembrada como a melhor empresa que o Brasil tem e sempre terá, o orgulho do povo brasileiro, e não como nome de CPI, sendo usada como poder de barganha política, cabide de emprego, e muito menos para implementar o mensalão, como diz V.Exa. O mesmo acontece com o Banco do Brasil. Sou do interior, de uma região onde os produtores rurais são essenciais. O forte da nossa economia é o agronegócio, e temos enorme preocupação com esse setor. O Banco do Brasil é o responsável pelo contato do dia-a-dia com o cidadão e por financiar a produção. É compromisso claro do PSDB tirar do Banco do Brasil diretores que estão usando o nome da empresa para contratar show de dupla sertaneja (da qual sou fã) e levantar recursos para o PT ou para fazer novo escândalo, como agora, na compra de dossiê. O Banco do Brasil tem de voltar a ser lembrado, na verdade, como o grande financiador da produção agrícola, dos pequenos produtores e da economia da micro e pequena empresa deste País e como um banco voltado ao desenvolvimento. E não a vergonha que o Presi- Outubro de 2006 dente da República nos faz passar, na época em que o Brasil tem o maior lucro bancário de toda a história. A cada semestre, S.Exa. se põe ao lado do Banco do Brasil e sorri, achando normal que os bancos no País tenham tanto lucro como estão tendo, enquanto falta investimento na geração de emprego. Isso, sim, é uma vergonha. Fica claro o nosso compromisso, que não tem nada a ver com a privatização dos Correios e do Banco do Brasil, de resgatar e recuperar a imagem e o orgulho do povo brasileiro, principalmente de todos os funcionários das 2 instituições, para que elas exerçam o papel para que foram criadas e respeitem a história que têm construído neste País. Deputado, agradeço a V.Exa., que terá grande desafio até o final deste mandato e na vida pública, a concessão do aparte. Parabéns a todo o povo de Jaboatão e região. O SR. CARLOS BATATA – Deputado Julio Semeghini, incorporo seu aparte ao meu pronunciamento. Tenho certeza de que nem os Correios nem o Banco do Brasil serão privatizados. Muito pelo contrário, os diretores dos Correios e do Banco do Brasil que usaram indevidamente recursos públicos no Governo Alckmin irão para a cadeia, que é o lugar que merecem. Quem privatizou o dinheiro do povo, do contribuinte, foi o PT, que repassou para a ONG de um churrasqueiro 18 milhões de reais. Isso, sim, é privatização. O povo do PT usou o dinheiro público como se fora num sindicato. Governou o País como se fora um sindicato. O Brasil não aproveitou o vento positivo da economia mundial. A Argentina e o Chile cresceram de 5% a 9% ao ano. O Brasil cresceu apenas 2,2%, ficando à frente apenas do Haiti, sendo o segundo país com a menor taxa de crescimento da América Latina. Na política externa, o Presidente Lula viajou com o olho apenas em cadeira da ONU, esqueceu-se de abrir mercados, principalmente para a agricultura e a pecuária. O agronegócio passa pela maior crise da história. No Governo passado, do qual tive a honra de ser Vice-Líder, o agronegócio segurava o PIB e a balança comercial. Como disse o Deputado Julio Semeghini, o Risco Brasil caiu porque pagam absurdos aos banqueiros, tiram dinheiro da economia, da agricultura, da pecuária, da indústria e do comércio. É necessário mudança. Tenho certeza de que o povo entendeu, como qualquer criança entende, que o Presidente Lula sabia de tudo. Esse homem tem a cara-de-pau de mentir olhando para a câmara para tentar enganar principalmente a população do meu Estado e os nordestinos. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Vejam bem, eles agora falam do discurso da ética. Esta Casa sabe que o Genoíno foi afastado da Presidência do PT para moralizar o partido. O Berzoini, que coordenava a campanha do Presidente Lula, foi afastado por envolvimento na compra do falso dossiê para prejudicar a campanha de José Serra. Agora eles não têm mais o que falar. Vão querer enganar, mentir, como no passado disseram que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica seriam privatizados. Mas Deus é justo, não vai permitir que essa gangue se instale no Governo por mais 4 anos. Nos 4 cantos do País, a população começa a entender que a tendência de Lula é de queda. Nas 2 semanas que antecederam as eleições, lideranças em Pernambuco, Vereadores, Suplentes, representantes de entidades diziam: “Deputado, o senhor tinha razão, vou mudar meu voto”. Essa tendência de queda vai continuar, e, com certeza, os eleitores de elite da Senadora Heloísa Helena, de Cristovam Buarque e de outros candidatos vão refletir e votar em um homem que foi Vereador, Prefeito de uma pequena cidade, Deputado Estadual, Deputado Federal, Vice-Governador e Governador. Geraldo Alckmin aprendeu com o saudoso Mário Covas que para governar precisa-se de gente, gente e gente. Com certeza, o Governo de Geraldo Alckmin será composto de gente decente, com responsabilidade para colocar o País no rumo certo, aquecer a economia, gerar emprego e investir em saúde. Em meu Estado, o que se vê são as filas do SUS aumentarem quando milhões e milhões precisam de consulta médica. Eu dizia nesta Casa, em outro mandato, que a segurança pública é debate para este século, mas o Governo Federal foi omisso com relação à segurança, construiu apenas 2 presídios. O nosso candidato, que, se Deus quiser, será eleito Presidente e tomará posse no próximo dia 1º de janeiro, teve a coragem de enfrentar os bandidos de São Paulo e do Brasil inteiro, construiu presídio de segurança máxima. Foi aí que começaram as rebeliões em São Paulo. Quando Marcola não conseguia, via telefone, assaltar, roubar, vender droga, começou a fazer manifestação, a perturbar o País. Por quê? Porque Geraldo Alckmin teve a coragem, embora de pequena estatura, mas grande na coragem e determinação, de fazer em São Paulo presídios para encurralar os narcotraficantes. Enquanto isso, em Pernambuco há um Deputado do PT, não gostaria de citar o nome, que dizia: “Viva o Marcola. Cada vez que Geraldo Alckmin cresce um pouco, vem Marcola e ajuda a cair”. Quinta-feira 5 45751 A sabedoria popular vai ser encontrada no segundo turno. Neste momento, quero dirigir-me ao povo do Nordeste, do Centro-Oeste e da Região Norte. Eles querem segurar o voto por meio da barriga, eles querem votos por meio do Bolsa-Família. Ao andar por São Bento do Una, vi a foto de um Deputado do PT. Lá disseram: “Não sei quem é esse homem, mas para receber dinheiro do Bolsa-Família sou obrigado a exibir a foto de um Parlamentar do PT”. Vi isso com os meus olhos. E a pessoa disse que não retiraria a foto, mas não votaria nesse Deputado. Eles querem ganhar a eleição pela barriga do povo. Ora, o Bolsa-Família veio do Bolsa-Escola, do Bolsa-Renda, do Vale-Gás, que foram unidos com outro nome. O Governo passado, mesmo Cristovam Buarque sendo o idealizador do Bolsa-Escola, manteve o nome. Efetivamente esse programa vai avançar no Governo Geraldo Alckmin, porque não vai haver corrupção. Corrupção, minha gente, é o câncer de um país. Alguém diz: “Mas todos roubam”. Rouba aquele que não tem dignidade. Digo que a corrupção é questão de educação doméstica. Quando o pai e a mãe sabem educar, não há corrupção nem há roubo. Verifica-se que há pessoas com muito dinheiro que são corruptas. Não se trata de ser rico ou pobre, negro ou branco, evangélico ou católico, trata-se de ter educação doméstica. É na corrupção que se vai embora pelo ralo o dinheiro da educação, da saúde, da segurança pública, da ação social e também do Bolsa-Família. Digo aos nordestinos, aos brasileiros, àqueles que pensam que no outro Governo não haverá o Bolsa-Família, que haverá renda mínima para aqueles que não têm condições de sobreviver, mas com o compromisso de manutenção das crianças na escola, de capacitação e de o indivíduo um dia se libertar. Como dizia Luiz Gonzaga: “Quem dá uma esmola vicia o cidadão”. Quando as urnas foram abertas em 1º de outubro, vimos que Alckmin subiu além do esperado. Tenho certeza de que agora, Sr. Presidente, o senhor vai olhar no olho de Geraldo Alckmin e vai tremer na base, não vai poder mentir e enganar a sociedade, como mentiu o tempo inteiro, dizendo que não sabia de nada. Ora, como não sabia se todos eles foram nomeados pelo senhor, Sr. Presidente? O senhor, que nasceu em Garanhuns, que é meu conterrâneo, tem parentes e amigos eleitores meus que me ensinaram a montar a cavalo e são homens de vergonha, como o Sr. José de Mello, cuja mãe é irmã da sua. O senhor desonra a terra em que nasci e o Estado de Pernambuco. Passou 45752 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a vida inteira no sindicato, como diz sua família, sem trabalhar, sendo picareta de sindicato. Agora, com certeza, haverá mudança. Pergunto à sociedade: quem é o Ministro da Saúde, o da Educação, o da Segurança? Ninguém conhece mais os Ministros da República. Quem o PT indicará para Ministro? Caíram Palocci, José Dirceu e tantos outros. Agora, o Sr. Presidente vem usar a imagem da Polícia Federal. A Polícia Federal atuou demais neste Governo, mas para prender petistas. Atuou justamente porque o PT fez o maior índice de irregularidade na Nação. O Sr. Presidente vem dizer que a Polícia Federal está atuando. Claro que está atuando. Atua porque a gangue instalada pelos petistas teve de ser coibida. Mas há setores da Polícia Federal submissos ao Ministério da Justiça. Aliás, com todo o respeito, Márcio Thomaz Bastos é excelente advogado. Não foi Ministro da Justiça, mas advogado de toda a falcatrua do PT. Quando Roseana Sarney teve apreendido dinheiro lá no Maranhão, o que lhe custou a candidatura, a imagem do dinheiro foi para a televisão. Agora, no caso do falso dossiê contra Serra que seria implantado, a Polícia Federal não deixou filmar o dinheiro. E porque um delegado, para se precaver, fez uma fotografia, e roubaram o disquete, querem punir o cidadão brasileiro, que queria preservar não só sua integridade, mas a honra da Polícia Federal e obviamente as informações. Agora, também atacam a imprensa. Lembram como o PT elogiava a imprensa quando era Oposição? Graças a Deus, a imprensa nacional trabalhou. Os grandes jornais e as grandes revistas foram realmente fiscais e, com algumas CPIs, conseguiram elucidar fatos. Por falar em CPI, olhem a piada: Lula diz que seu Governo realiza CPI. Mentira, Presidente! O senhor quis abafar a CPI do Mensalão e a CPI dos Sanguessugas. Fui com os Deputados Fernando Gabeira e Raul Jungmann implorar ao Senador Renan Calheiros que abrisse a CPI dos Sanguessugas. Na realidade, todas as CPIs foram instaladas à força, a fórceps, na marra. E, agora, o Presidente vem dizer que Geraldo Alckmin é que abafou CPI. Ora, Presidente, olhe para o espelho! Vamos tirar a máscara da falsidade, da mentira. Qualquer criança de 9 anos tem consciência de que Lula sabia de tudo. Estou tranqüilo. Já disse a Alckmin que, no segundo turno, se um pau ganha de Lula, quanto mais ele, que foi Vereador, Prefeito e Governador – e bom Governador. Outubro de 2006 Tenho certeza de que, a cada dia que passar, haverá um eleitor que votou em Lula vendo a verdade e se arrependendo. Agora são só 2 candidatos. O povo haverá de refletir e decidir democraticamente. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Continuando o Grande Expediente, concedo a palavra ao nobre Deputado Alexandre Cardoso, do PSB do Rio de Janeiro. O SR. ALEXANDRE CARDOSO (PSB – RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o Partido Socialista Brasileiro teve a sua mais importante vitória quando mostrou à sociedade, com um projeto claro, o vencimento da chamada cláusula de desempenho. Por outro lado, o eleitor do Rio de Janeiro também me fez retornar a esta Casa. Vice-Presidente do PSB, Presidente da Seção Regional do Rio de Janeiro, tendo o meu melhor desempenho eleitoral na condição de Deputado Federal, eu deveria dizer o seguinte: essa regra eleitoral é muito boa, atende aos princípios democráticos, transforma o eleitor em verdadeiro representante do escolhido. Porém não é isso, Sr. Presidente. O meu encaminhamento hoje é justamente em virtude da desqualificação dos Poderes Legislativos: Municipal, Estadual ou Federal. Observamos, nas últimas Legislaturas, que o Poder Legislativo não é mais um Poder que fiscaliza e muito menos legisla. O Legislativo fica caudatário, a reboque do Executivo, porque o atual modelo, numa eleição proporcional, está distritalizando o voto. Vejam os senhores que não mais ocorre, com raríssimas exceções, o aparecimento do Deputado de opinião. Hoje, o Deputado representa, no máximo, uma região ou um Município. Se fizer uma campanha querendo discutir as relações internacionais, o programa nuclear brasileiro, as reformas tributária e política, o Parlamentar provavelmente não voltará a esta Casa. Agora, se for executor de funções – como água, saúde, transporte –, ele vai ser um dos mais votados. Isso é uma esquizofrenia política: o cidadão é eleito para aquilo que não deve, dentro da ética, fazer. É o exemplo de que o modelo está exaurido. Esse modelo leva a Oposição a ter um encaminhamento próximo da irresponsabilidade quando pretende fazer o debate da ética, após 8 anos, depois de ter vendido as principais empresas brasileiras por preço vil. Cito um exemplo: o metrô do Rio de Janeiro foi avaliado por 24 milhões. Apareceu quem pagasse 240. Ou quem avaliou era ladrão ou quem comprou era maluco! Quem comprou está muito satisfeito. Só numa ação, fizeram um desvio de mais de 220 milhões. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Vejam a importância desse número. O metrô do Rio de Janeiro foi avaliado por 24 ou 26 milhões e apareceu um grupo que pagou 240. A Vale do Rio Doce foi vendida por algo em torno de 3,5 bilhões de reais e hoje vale 50 bilhões de reais. O que foi valorizado nesse tempo como a Vale do Rio Doce? Então, quem vendeu era incompetente e quem a comprou, visionário. Esses números têm de ser trazidos para a importância do debate da reforma política. O que deveríamos ter discutido na campanha presidencial eram tópicos como a regulamentação da tarifa bancária, a necessidade do marco regulatório do saneamento, da redivisão geográfica do Brasil, da importância da Amazônia Azul e da Amazônia Verde. Os paladinos da ética e da justiça falam em ética, quando, nos 8 anos do Governo passado, a ética passava a uma distância superior à da lua. Ou melhor, será que eles estão na lua? Então, Sr. Presidente, a sociedade sabe muito bem quem é quem. E sabe mais: que o Governo Lula teve erros, mas não os encobriu. Será que a sociedade brasileira não aplaude a diferença de preço de um saco de arroz de 5 quilos, que custava R$11,00 e hoje custa R$5,50; de 1 quilo de feijão, que custava R$2,50 e hoje custa R$1,20; de uma lata de óleo, que custava R$2,90 e hoje custa R$1,40; de um saco de cimento, que custava R$21,00 e hoje custa R$11,00? A elite ganhou tanto dinheiro nos 8 anos do Governo anterior que não discute preço de arroz, de feijão, de carne, de cimento, de óleo. Não passa esse debate por aqueles que querem proclamar a ética, mas em 8 anos venderam a Vale do Rio Doce, a Light e o sistema de telefonia e privatizaram o setor elétrico, desmontando a qualidade do setor no Brasil. Ainda querem falar de ética! Ora, Sr. Presidente, hoje estamos mostrando a necessidade de uma reforma política que não permita a esses arautos da moralidade encobrirem as verdadeiras questões que deveriam ser sempre discutidas no Brasil. Mas não. Eles não querem discutir também a regulamentação da tarifa bancária. Não vi, hora alguma, esse tema ser puxado pela Oposição. A Oposição se põe a falar, de um grande microfone, sobre a verdade e a ética. Se o Houaiss fosse vivo, provavelmente definiria verdade e ética com seus antônimos, pois não é possível, o que estamos vendo aqui, os arautos da moralidade terem a história que têm. E é uma história até familiar! São os arautos da moralidade! São os defensores da ética! O que nós defendemos como fundamental é que o debate sobre a reforma política não fique secundariza- Quinta-feira 5 45753 do, como foi feito aqui. Queremos uma reforma política que dê transparência aos atos deste País. Sr. Presidente, a ação desta Casa – uma resposta, no meu entendimento, pouco eficiente sobre as leis que alteraram o processo eleitoral – foi aplaudida pelos arautos da moralidade e da ética como um grande avanço. O que vimos, no entanto, é que foi mudado a forma de usar o caixa 2. Fiz um debate na OAB, em São Paulo, e afirmei que 90% dos gastos de campanha eram oriundos do caixa 2. O corregedor, cujo nome vou emitir, disse-me: “Deputado, nós fingimos que fiscalizamos e vocês fingem que declaram”. E os arautos da moralidade que a Oposição encontrou nesta Casa não quiseram debater a reforma política. Com raras exceções, o tema foi colocado como principal pela Oposição. Há de ficar bem claro que o Presidente Lula, um ano antes de se tornar Presidente, fez amplo debate e apresentou à Comissão de Reforma Política uma estrutura já definida para a reforma, que foi debatida, inclusive, por pessoas que posteriormente se colocaram contra o processo. A arquitetura desse processo foi feita por meio de amplo debate na Fundação Perseu Abramo. Sr. Presidente, é importante o tema que estamos apresentando hoje. Com a retumbante vitória do PSB e o eleitor do Rio de Janeiro conferindo-me a maior votação da história, eu deveria estar elogiando o processo eleitoral, mas é justamente o contrário, esse processo é corruptor e contamina. Por isso temos que assumir o compromisso de fazer a reforma política. Ouço o Deputado Colbert Martins. O Sr. Colbert Martins – Deputado Alexandre Cardoso, agradeço a V.Exa. a oportunidade, ao tempo que o cumprimento. É desejo do PPS fazer essa mudança agora. É inadiável que mudemos o que vimos nas eleições. Não podemos continuar a enfrentar situações desse tipo, a quais nos levaram a dificuldades imensas. E não houve economia na eleição, apenas mudança quanto à aplicação dos recursos. É preciso que, imediatamente, votemos o financiamento público de campanha. Se tivermos de fazer listas, vamos fazêlas com cuidado, mas a reforma política é inadiável, não há por que esperar a nova Legislatura. Ela tem que começar agora. Temos a responsabilidade, nós e V.Exa., que participamos da eleição, de fazê-la. Serei breve, Deputado Alexandre Cardoso, porque ouço seu pronunciamento com atenção, ao dar o exemplo de como foi feita a privatização no Brasil, especialmente na Bahia, onde quem fez esse tipo de doação acabou sendo derrotado agora. 45754 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Na época da intervenção do PROER, venderam o Banco do Estado da Bahia, ou melhor, deram de graça, e acabaram por intervir no Banco Econômico. Na época do Governo Fernando Henrique Cardoso, separou-se o Banco Econômico em duas partes: a boa e a podre. A parte podre, nós, brasileiros, estaremos pagando agora, uma fortuna; a parte boa, Deputado Alexandre Cardoso, foi vendida ao Banco Excel. Não sei se V.Exa. se lembra quanto custou. Um real. Um real foi o valor pago pela parte boa do Banco Econômico. Devem ser uma maravilha os construtores do PROER. Fico muito preocupado com o que possa acontecer no futuro. Muito obrigado. O SR. ALEXANDRE CARDOSO – Deputado Colbert Martins, só quero dar um número a V.Exa. Temos que ser duros com qualquer desvio, seja pequeno, seja grande. Somei o que a Oposição disse sobre desvios, que chegaram a 1 ou 2 bilhões de reais. Algo inadmissível. Mas só com a Vale do Rio Doce, a expectativa do desvio foi de 10 bilhões de reais. Nós não estamos compactuando nem com o desvio de 1 real, no entanto, só com uma operação feita no Governo passado o desvio foi 5 vezes maior do que o que foi considerado desvio deste Governo. É bom que a sociedade saiba desses números de forma clara. Não compactuamos nem colocamos para baixo do tapete nenhum desvio, porque não temos essa prática. E mais, não estamos acostumados a viver com esse tipo de ação. Por isso aparecem tanto. Nós somos incompetentes mesmo nesse assunto, porque não estamos acostumados a conviver com isso. Ouço, com prazer, o Deputado Dr. Rosinha. O Sr. Dr. Rosinha – Antes de mais nada, agradeço a V.Exa. a oportunidade do aparte. Parabenizoo pela expressiva votação e pela recondução a novo mandato. Em relação a seu pronunciamento, vejo que a reforma eleitoral não correspondeu às necessidades do País. O que não se podia pagar como showmício, bonés e camisetas foi pago, em dinheiro vivo, para comprar cabos eleitorais ou eleitores em vários Estados do País. Lembro-me de que, juntos, o PSB e o PT, defendíamos que se deveria estabelecer um teto de despesa para cada candidatura – o PFL, o PSDB e outros partidos não aceitaram e fomos derrotados – enquanto não fosse estabelecido o financiamento público, um ato moralizador, pois é preciso declarar o que foi gasto. Outro ponto é que o próprio Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais estão despreparados para fiscalizar. Se eles não têm número suficiente de funcionários, devem requisitar mais servidores públicos, pelo menos durante o período das eleições, para Outubro de 2006 aumentar o grau de fiscalização, que deve ser feita durante o processo eleitoral, porque sabemos que houve um verdadeiro comércio. Por último, em relação às privatizações, V.Exa. está insistindo corretamente no caso da Vale do Rio Doce, uma empresa símbolo, marca do nosso País, que foi dada praticamente de presente, com um prejuízo de praticamente 10 bilhões de reais. Portanto, o PSDB, o PFL, Geraldo Alckmin não têm moral nenhuma para falar sobre corrupção. Queremos que se investigue tudo, seja em relação a 1 centavo, mas eles não podem continuar a fazer o que estão fazendo, porque é hipocrisia pura. O SR. ALEXANDRE CARDOSO – Obrigado, Deputado. Ouço, com prazer, o Deputado Ribamar Alves. O Sr. Dr. Ribamar Alves – Em primeiro lugar, Deputado Alexandre Cardoso, parabenizo-o pelo retorno. Não é fácil obter tantos mandatos renovados, e com votação expressiva. Sinto-me orgulhoso por tê-lo como meu líder e de poder fazer parte da bancada do PSB. Eu também consegui renovar o mandato, a duras penas, pois no Maranhão o poder econômico foi crucial e determinante. Elegeram-se muitos Deputados sem qualquer trabalho prestado ao Estado. De repente, apareceram nomes com 100 mil votos ou acima, pura e simplesmente por causa do poder econômico, por meio da compra de cabos eleitorais e do famoso boca-de-urna, para o qual inventaram agora o nome de “fiscal”. Mas temos que ver a questão da reforma política. V.Exa., sem sombra de dúvidas, uma pessoa capacitada, sempre lutou pela reforma política e já apresentou um projeto maravilhoso nesse sentido. Quanto à privatização, nós não a inventamos. Foi inventada por outros grupos políticos que já não mais estão no poder, mas querem retornar. E os recursos das vendas das nossas estatais não serviram para diminuir em 1 centavo a nossa dívida externa. No nosso Estado, foi feito um empréstimo de 333 milhões de reais do BNDES para sanear o Banco do Estado do Maranhão e vendêlo. Sabem por quanto foi vendido? Por 78 milhões de reais. Como é que se pega 333 milhões de reais para sanear o banco e depois vendê-lo por 78 milhões de reais? Há algo de errado, de podre no reino da Dinamarca. Portanto, parabéns pelo seu oportuno discurso. Precisamos realmente fazer essa reforma. O SR. ALEXANDRE CARDOSO – Deputado Ribamar, a arquitetura da reforma está pronta. Ela se baseia no pilar do financiamento público, no pilar da lista, que pode ser mista ou fechada, mas ela tem como princípio determinante não a fidelidade partidária como norma legal, mas a fidelidade partidária na forma de Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ação política, porque ela impõe um tempo de filiação para a pessoa representar o seu partido. Da forma como é hoje, 94% dos Deputados da atual Legislatura se elegeram com votos de outros Deputados. Então, quando se pergunta ao eleitor se ele se lembra em quem votou, ele vai dizer que não. Nem pode porque 94% dos Deputados que estão aqui, inclusive eu, não atingiram o coeficiente eleitoral. Nós nos elegemos com votos de pessoas que votaram em outros Deputados. E vou além: no atual modelo, no processo da coligação, numa coligação de partidos puramente eleitoral, o eleitor pode votar e eleger posições diametralmente opostas. Ele pode, por exemplo, votar em um partido que é frontalmente contra a pena de morte e eleger outro que é a favor da pena de morte. Então, esse modelo está exaurido e produz as afirmações que ouvimos de arautos da moralidade, que se esquecem um pouco do seu passado. Às vezes, fico impressionado com a qualidade artística de determinadas pessoas que se referem em moralidade, em corrupção. Todos me conhecem nesta Casa e sabem das minhas posições. Fiz pequena análise. A organização que mais tem produzido ensinamentos sobre o crime no Brasil é o chamado PCC, de São Paulo. Parece-me que, nos últimos 8 anos, quem administrou São Paulo foi o PSDB, exatamente quando aquela instituição, criada por esse Governo, mais cresceu e mais ensinou. Será que alguém que não tem condição de administrar São Paulo nesse quesito importante, que é a questão da segurança, tem condições de administrar o Brasil? São Paulo, cuja renda per capita é muito maior, deveria ser mais fácil de administrar. Todo mundo sabe da riqueza do interior desse Estado, da riqueza da cidade de São Paulo. Se não tem competência – não me estou referindo ao processo de corrupção, estou me referindo à competência, à qualidade administrativa – para administrar um Estado como São Paulo, que, em termos médios, é 10 vezes mais fácil de administrar do que o Brasil, será que tem condição de falar em competência? Ou será que não é o PCC hoje que está dando ensinamentos sobre a marginalidade, a corrupção e o desmonte do sistema penitenciário brasileiro? Às vezes, acho que falta autocrítica, que falta humildade para se aprender a olhar para si próprio ou, talvez, falte espelho. Dessa forma, as pessoas enxergariam seus erros. Falar em competência na crise de credibilidade que vive o Estado de São Paulo? Hoje, queremos recuperar um pouco dessa história. O cidadão brasileiro não se vai iludir com a capacidade artística de alguns arautos da moralidade e da Oposição. A história é clara. A história não engana. O Quinta-feira 5 45755 povo conhece bem a capacidade de um Governo, cujo Presidente sabe que a fome não pode esperar e elaborou um programa de grande inteligência educacional. Qual a relação entre a Bolsa-Família e a educação? Deputado Dr. Ribamar, Deputado Colbert, V.Exas. são médicos. Todos sabemos que, de zero a 1 ano, se uma criança não tiver a ingestão razoável de proteínas, haverá distúrbios graves em sua educação. O Programa Bolsa-Família é educacional, já que vai dar às pessoas que não tinham o que comer um rendimento que lhes vai permitir a ingestão de proteínas, deixando o cidadão brasileiro, dentro de pouco tempo, apto a receber conhecimento. Já imaginou, nobre Deputado Dr. Ribamar Alves, que o arroz que custava R$11,00, hoje custa R$5,50; o feijão que custava R$2,40, hoje custa R$1,20; o óleo que custava R$2,90, hoje custa R$1,70? Provavelmente, isso não é importante para os arautos da moralidade da Oposição. Esses números não são importantes porque eles não conhecem. São filhos de famílias que não precisam fazer compras. Não sabem o que é supermercado, não entram nele e não sabem o preço do arroz, da carne, do feijão, do óleo, do fubá, do macarrão. Não sabem disso. Sabem, sim, quanto vale a ação da Companhia Vale do Rio Doce e quanto ganharam no processo de privatização, mergulhando no mercado acionário para, depois, terem lucros estupendos, mas isso aí não pode ser mensurado. Todos eles conhecem o valor das ações, mas não sabem o preço do feijão e do arroz. Por isso, o que estamos observando, hoje, é que o debate não tem conteúdo. Quem são eles para falar em moralidade? Quem são eles para falar em ética? Ou se esquecem dos seus passados? O que estamos querendo dizer hoje, Deputado Colbert Martins, Dr. Ribamar Alves, Dr. Rosinha, é que temos um grande compromisso: fazer a reforma política neste País, dar transparência para evitar que atores de segunda categoria consigam encenar e enganar a população. O compromisso do Partido Socialista Brasileiro – PSB e do meu pessoal, que obtivemos vitórias importantes, é dizer que esse sistema acabou. Nobre Deputado Colbert Martins, sou autor de um requerimento de urgência para que a matéria em tela seja discutida em novembro e, se possível, votada. Acho que essa seria uma resposta para que este Parlamento tão criticado, tão vilipendiado – em alguns momentos, com alguma razão – dê uma resposta à sociedade e vote a reforma política. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Apresentação de proposições. 45756 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS VI – ORDEM DO DIA (Debates e trabalho de Comissões.) O SR. DR. ROSINHA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Tem V.Exª a palavra. O SR. DR. ROSINHA (PT-PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, acabamos de ouvir um belo pronunciamento do Deputado Alexandre Cardoso, em que S.Exa. diz que os arautos da moralidade são artistas. Estive pensando, enquanto ele falava, e parece-me que no meio político há vários atores que interpretam papéis que não são deles. Por exemplo, Geraldo Alckmin, quando fala de ética e de moralidade, está interpretando porque, na condição de Governador de São Paulo, enterrou essas palavras ou não as conhecia, o que é provável. Enterrou as palavras e, junto com elas, 70 CPIs. Enterrou as palavras ética e moralidade dentro de sua própria casa, quando sua esposa ganhou 400 vestidos em 4 anos e ele não perguntou de onde vinham. Como é possível viver com alguém que recebe 2 vestidos novos por semana e não perguntar quem está dando esse presente? Agora, Geraldo Alckmin fala por aí que é ético e moral: faz discurso em defesa da educação, quando existem dezenas e dezenas de escolas de latão feitas por ele, sem condições de trabalho e de receber crianças no Estado mais rico do País; fala que investiu em segurança quando sabemos que quem domina a área de segurança em São Paulo é o Primeiro Comando da Capital – PCC, que quando quer acua a Polícia e as famílias. E como ele quer governar o País, se não consegue controlar o crime organizado no Estado de São Paulo? Há outros atores por aí. Aqui na Casa escuto dizerem que o juro é alto, que o superávit é alto, que tem que se mudar o modelo econômico. Concordo que se tem que mudar o modelo econômico. Juro alto não foi fruto do Governo Lula. No Governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, o mesmo partido de Geraldo Alckmin, os juros chegaram a 54%. Não bastassem os juros altos, aquele Governo criou as mais altas taxas de serviços bancários, as quais têm de ser combatidas. Hoje, fazem discurso de moralidade aqueles que não a têm, como por exemplo o Sr. Antonio Carlos Magalhães, da Bahia. Parabéns ao Governador Jaques Wagner, que enterrou a hipocrisia do Senador Antonio Carlos Magalhães, verdadeiro hipócrita ambulante, que diz tudo aquilo que não faz e nunca fez. Conhecemos o atraso e a corrupção do Estado da Bahia, patrocinados pelo PFL de Antonio Carlos Quinta-feira 5 45757 Magalhães e do neto. A família é a mesma; a ideologia é a mesma e o método de governar é o mesmo. Esses atores dizem que agora se tornaram competentes. Governaram o Brasil durante muitos anos, mas, nominalmente, por 8 anos, representados por Fernando Henrique Cardoso, que privatizou o Estado brasileiro. Todos viram a companhia energética sendo privatizada, o preço da energia e o apagão. Tinha-se de economizar e ainda pagar uma taxa ao setor privado, a fim de que não sofresse prejuízo, além do aumento. Onde foi parar a telefonia e os preços dos serviços? E a expansão não foi cumprida, porque, quando se precisa de telefone público, não se encontra um que funcione, em todas as áreas do País. Muito recentemente, no Governo de São Paulo, foram postas à venda as ações da Nossa Caixa. Depois de tê-la assaltado e de não permitir a instalação de CPI para investigar o caso – mais uma, das 70 engavetadas –, estão agora vendendo as ações para, indiretamente, privatizar a instituição. O povo brasileiro tem de estar alerta. Quem faz o discurso é um ator; quem quer governar no futuro são os mesmos que destruíram este País, gerando a mais alta taxa de desemprego e o menor desenvolvimento. Quem faz o discurso é o ator, mas quem irá governar são aqueles que destruíram o Brasil. O SR. COLBERT MARTINS – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Tem V.Exª a palavra. O SR. COLBERT MARTINS (PPS-BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, funcionários e telespectadores que acompanham a transmissão desta sessão pela TV Câmara, o fato político mais importante deste primeiro turno aconteceu na Bahia. As urnas derrotaram fragorosamente o grupo político comandado pelo Senador Antonio Carlos Magalhães e pelo Governador Paulo Souto. Foi algo silencioso do ponto de vista das expressões, mas as urnas gritaram forte que não queriam mais o modelo até então vigente. O novo Governo ganhou as eleições no primeiro turno Foi um resultado no qual não se acreditava. Mas, em respeito ao voto dos eleitores, maioria absoluta, esperávamos daqueles que pelas urnas na Bahia foram derrotados o mínimo de respeito com quem vai administrar o Estado, o futuro Governador Jaques Wagner. No entanto, em vez da humildade e do reconhecimento ao resultado das urnas, estamos assistindo a ameaças por parte de certos setores do Senado da República e daqueles que pensam que ainda mandam na Bahia. Ameaças do tipo de que o novo Governo não vai funcionar. Na Bahia, só prestam figuras como alguns ti- 45758 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pos de Senadores, que pensam que tomam conta do povo, que são donos do povo e donos da vontade da Bahia. Só eles prestam. Temos alternativas, sim, Sr. Presidente. E as alternativas são aquelas que o povo da Bahia mostrou nas urnas. De forma silenciosa, o povo mostrou que quer mudança na forma de governar a Bahia, que por mais de 16 anos foi governada como um grande feudo, onde um manda e outros obedecem a ele. Sr. Presidente, sabemos que houve um apoio forte do candidato Geraldo Alckmin tanto ao candidato a Governador quanto ao candidato a Senador no Estado da Bahia, e ambos foram derrotados. A Bahia tinha 3 Senadores, mas parecia que era uma única voz porque um só falava. Agora elegemos 1 Senador, que vai falar também pelo nosso Estado. A Bahia vai ter voz. Até então era um monólogo. Agora teremos voz no Senado para representar a pluralidade da Bahia, para dizer o que pensam os baianos. Isso é bom, Sr. Presidente. Na democracia, isso é necessário. O que faltava na Bahia, e vamos ter agora, era uma alternativa política voltada para os efetivos e reais interesses do povo baiaNº Parece que se esqueceram disso. Na época de eleição, vão ao interior buscar votos, como se ali fosse apenas um curral eleitoral. Isso é falta de respeito, de humildade, é prepotência. O eleitor pediu que a Bahia se voltasse para os grandes e reais interesses de nós, baianos, sem nenhum tipo de ofensa. O Governador Jaques Wagner, que está neste momento em Brasília, vai ser aquele que nós apoiamos. Está aqui o Deputado Geddel Vieira Lima, um dos mais fortes candidatos que participou conosco dessa campanha. Queremos deixar claro que na Bahia não vai ter revanchismo. Vamos ter competência. Queremos a participação de todos aqueles que ajudaram a ganhar a eleição, mas com força e competência. E não apenas por amizade. Porque o que aconteceu na eleição também vai refletir na administração, mas de forma competente, sem revanchismo de nossa parte. Não vamos admitir nenhum tipo de torpedeamento. Nada prejudicará essa transição, como já aconteceu no passado, quando dificuldades foram colocadas para que quem assumisse o poder não o fizesse com absoluta tranqüilidade. O Governador Jaques Wagner, com toda prudência, rodeado daqueles que o ajudaram nesta eleição, está atento para levar para a Bahia o que há de melhor, de forma bem diferente, porque as urnas disseram que o povo não mais quer o modelo vigente. Temos que perceber e ouvir e, se tivermos de mudar, que o façamos com força, competência, res- Outubro de 2006 peito e absoluta tranqüilidade, sem aceitar nenhum tipo de ameaça, nem imaginar que na Bania tem um só que poderá dominar aquele Estado. O forte na Bahia é o nosso povo. E respeito pelo povo da Bahia nós temos. Sabemos que o resultado desta eleição vai ser muito melhor para o povo baiano e para o Brasil. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Chico Alencar, para uma Comunicação de Liderança, pelo PSOL. O SR. CHICO ALENCAR (PSOL-RJ. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, servidores da Casa, todos os que assistem a esta sessão, o PSOL tem esse método democrático do rodízio na Liderança. Substituo aqui a grande Deputada Maninha, que merecia muito, pela sua atuação, continuar entre nós na próxima Legislatura, mas, infelizmente, a exemplo dos Deputados João Alfredo, Orlando Fantazzini e Babá, nossos queridos companheiros, não foi reeleita em função de ser de um partido que está começando. Portanto, estou não só homenageando esses companheiros, mas também assumindo neste 4 de outubro, dia consagrado a São Francisco de Assis, a Liderança temporária e efêmera do meu pequeno, mas aguerrido Partido Socialismo e Liberdade. É bom lembrar que Francisco de Assis, que atravessa os séculos, era um homem inteiramente devotado à causa do planeta e à ternura e vigor, elementos fundamentais da defesa das suas idéias, muitas vezes contestando o próprio poder da sua igreja instituída como força dominante no seu tempo. Ele foi um contestador e um doce revolucionário que nos deve inspirar sempre, Deputado Lincoln Portela, V.Exª que também é um adepto do conteúdo libertador do Evangelho. Quero explicitar a posição da Executiva Nacional do PSOL. Não se trata de posição antipolítica ao afirmarmos que teremos uma postura independente sem apoiar nenhuma das duas candidaturas nacionais que disputam o Governo da República; nós não estamos numa neutralidade insossa. Nós queremos manifestar essa posição de forma proativa e jogar luz solar, se possível, sobre essa disputa, até agora paupérrima de idéias e de projetos de nação. Queremos interpelar as 2 candidaturas sobre o modelo macroeconômico vigente, sobre a permanência ou não desse tacão do superávit primário, que significa restrição a investimentos em educação, saúde, saneamento, infra-estrutura. Queremos saber, em relação à conjuntura internacional, se o Brasil vai aceitar ou não acordos que prejudiquem os nossos interesses no planeta. Queremos saber se essa idéia de gover- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nabilidade corrompida da era Fernando Henrique que, infelizmente permaneceu, de compra de apoios de Parlamentares por meio de liberação de emendas ou coisas até piores, vai continuar. Queremos saber quais os compromissos em relação às empresas estatais, tais como ELETROBRÁS, PETROBRAS, e quanto à continuação ou não dos leilões de bacias sedimentares. Queremos saber sobre investimentos públicos e créditos através do Banco do Brasil, do BNDES, bem como sobre a política efetiva de combate à corrupção larvar, estrutural, crônica existente no Brasil. A democracia – defendia Bobbio, que não é nenhum marxista – é o regime da transparência e nela não pode haver nenhum segredo. Queremos, por fim, saber a posição clara dos candidatos em relação às questões ambientais. Os dois, até agora, não se pronunciaram a esse respeito e se constituíram como 2 faces de uma moeda que não faz o País avançar. Agora é a hora. É bom lembrar que o PSOL não indica o voto nulo; ele tem uma postura crítica em relação às 2 candidaturas, mas acredita no discernimento, na lucidez, na maturidade, no caráter emancipador de cada eleitor brasileiro, inclusive de todos nós, que exercemos funções públicas. Na verdade, a decisão quanto ao voto de cada um de nós, na sua suprema liberdade, na cabine indevassável, é secreta e se constitui elemento de defesa da cidadania, tanto quanto o voto aberto no Parlamento é um elemento de defesa da cidadania que nos paga, que nos elege e que nos deve controlar. Queremos esses elementos para um voto que seja avanço em relação ao Brasil. Portanto, a nossa postura de independência não significa aliança nem isenção do debate político. A pauta está aqui e esperamos que as candidaturas se pronunciem a respeito dela para merecer o voto da população brasileira. Muito obrigado. DISCURSO ENCAMINHADO PELO ORADOR Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados e todos os que assistem a esta sessão ou nela trabalham, os resultados do primeiro turno indicam uma guinada conservadora do eleitorado. A política econômica continuista, as alianças fisiológicas e os graves desvios éticos e ideológicos de petistas e de altos funcionários do Governo destruíram a esperança de enorme contingente da população e geraram o misto de revolta, apatia e ceticismo que explicam o retorno de figuras execráveis ao primeiro plano da política brasileira. Em campanha marcada por regras que não inibiram o uso das máquinas administrativas e o abuso do poder econômico e na qual os escândalos deslocaram o debate eleitoral para as páginas policiais, o PSOL empenhou-se em trazer à baila as grandes Quinta-feira 5 45759 questões nacionais e em mostrar as graves ameaças que pesam atualmente sobre a classe trabalhadora e sobre a Nação. Alguns têm cobrado do partido uma posição a respeito do segundo turno nacional. O PSOL, em respeito ao povo que assiste, indignado, à deterioração crescente do tecido social e dos padrões éticos das instituições do Estado, está estimulando esse debate nas suas bases, para iluminar democraticamente a decisão de voto que cada um – de forma livre e consciente – no segundo turno O eleitorado tem o direito de saber e de exigir que os 2 candidatos explicitem, ao menos agora, as diferenças entre suas posições – se é que existem – em relação a questões relevantes, como a manutenção do superávit primário, as reformas trabalhista, sindical e previdenciária, o destino das estatais, que ainda permanecem sob o controle do Poder Público, os limites programáticos das alianças partidárias e a chamada governabilidade. Consideramos não merecer o voto do povo brasileiro o candidato que não se comprometer, publicamente, a: - eliminar o superávit primário e aplicar os recursos hoje a ele destinados na educação e na saúde, avançando na meta de 8% do PIB para essas áreas, além de 2% do Orçamento para a cultura; - manter os direitos trabalhistas, securitários e sindicais, tais como estão redigidos atualmente na legislação brasileira; - conservar a ELETROBRÁS, a PETROBRAS, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal sob o controle do Estado, controlando e limitando a participação do capital estrangeiro nessas empresas; - reconstitucionalizar a subordinação do Banco Central ao Governo do Estado brasileiro; - assentar 1 milhão de famílias de trabalhadores rurais sem terra nos próximos 4 anos; - investigar e punir com rigor os responsáveis pelas falcatruas de que são acusados membros do Parlamento e altos funcionários do Executivo; - apoiar uma reforma política radical, assentada na livre organização partidária, no financiamento público de campanha e na revogabilidade dos mandatos. A Direção Executiva do PSOL definiu posição de independência eleitoral no segundo turno Mas isso não impede nossos eleitores de exigir que os candidatos manifestem clara tomada de posição diante das questões aqui mencionadas, constantes do programa que nossa candidata à Presidência, Heloísa Helena, apresentou à Nação. O SR. EDUARDO VALVERDE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. 45760 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Átila Lins) – Tem V.Exª a palavra. O SR. EDUARDO VALVERDE (PT-RO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é evidente que a Esquerda brasileira, que tem juízo, sabe quem é o candidato que representa neste País a modernidade, a democracia, a concepção libertária de sociedade, de Estado. Apesar de algumas dessas lideranças perderem o foco, elas sabem que esse candidato é o nosso companheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Em que pesem divergências pontuais, dogmáticas da Esquerda, nesse negócio, é preciso ter juízo para saber qual é o verdadeiro lado. Se a Esquerda brasileira não souber identificar de que lado estará, vai fortalecer o adversário de classe, ideológico. Quem assassinou Trotsky não foi a Direita, foi Stalin. Esse divisionismo da Esquerda mundial, que se repete também no Brasil, tem de ter certa cautela nesse momento de embate político e ideológico. Compreendo que talvez algumas das lideranças do PSOL tenham perdido a sua condição de Oposição e se esqueceram de que oposição, no Brasil, não está hegemonizada pela Esquerda, mas pela Direita. Fortalecer o discurso divisionista é fortalecer a Direita. Quem governa para todos? Se alguém da Esquerda tiver a oportunidade de governar o Brasil, que tenha essa experiência positiva que teve o Presidente Lula: governar um País com tantas contradições, com o poder econômico nas mãos da elite e com parte do poder do Estado nas mãos do setor conservador e, mesmo assim, fazer uma revolução silenciosa. Nove por cento da população que estava abaixo da linha de pobreza, hoje, está acima dela, graças aos diversos programas sociais, entre os quais encontra-se o Bolsa-Família. Muitos irão dizer que 60 ou 90 reais não significam nada e que se trata de assistencialismo. Os que dizem isso são aqueles que pagam mais de 120 reais por uma garrafa de uísque importado ou que, nas férias, compram passagens de avião para Miami. Esse é o segmento que não concorda com o Bolsa-Família e acha pouco o seu valor. Mas aqueles que não têm renda e que passam a ter essa renda complementar ou, talvez, seja essa a única renda à qual tenham acesso, compreendem a importância desse programa social. São quase 11 milhões de famílias com acesso à renda, com direito a ser consumidor. E essa renda compensatória movimenta a economia de diversos Municípios e possibilita o fortalecimento do Estado brasileiro. Jamais o País contratou tantos servidores públicos para suprirem as repartições públicas federais que eram, praticamente, dominadas pela terceirização de empre- Outubro de 2006 sas, grandes financiadoras de campanhas eleitorais. Essa privatização do Estado foi interrompida. Esse é o novo Brasil que vivemos. E o que dizer do combate à corrupção? Quero fazer um debate com a Oposição – PFL e PSDB – e perguntar quem mais combateu a corrupção no Brasil? São quase 2 mil operações da Polícia Federal, que no passado não tinha equipamentos, nem policiais e era inerte, não se movimentava, porque tinha o domínio político-eleitoral sobre sua cúpula. Hoje, porém, a Polícia Federal tem total liberdade de investigar, prender e pôr na cadeia aqueles que se conduzem de maneira irregular. Façam o debate sobre a corrupção, porque ela era a essência do Estado brasileiro. O patrimonialismo e o corporativismo. Quem leu a obra de Raimundo Faoro sabe muito bem do que estou falando, porque essa concepção foi impregnada no Estado nacional e buscamos republicanizar esse Estado. Não é fácil fazer isso. Faço este chamamento à Esquerda brasileira, principalmente aos 7% da população que confiaram na candidatura da Senadora Heloísa Helena, para que saibam que o Brasil hoje tem um Governo popular democrático. Este Governo tem enfrentado dificuldades no sistema político, em que há presidencialismo com pluripartidarismo. Nenhum governante, seja de direita, seja de esquerda, pode ter tranqüilidade neste modelo político eleitoral, em que 19 partidos têm assento nesta Casa. Que maioria se terá com essa fragmentação partidária? Mesmo com todas essas fragilidades institucionais do Estado brasileiro, governamos muito bem. Pela primeira vez na história nacional, o País cresceu de maneira sustentável, em todo este período. Não foi o salto da galinha, que cresce hoje e cai amanhã; não foi o plano econômico que tungou a economia popular, confiscou renda, tirou dinheiro do assalariado com as moratórias e com o confisco inflacionário. Fez-se um ajustamento macroeconômico. Com isso, fortaleceu-se a massa salarial, o emprego. São quase 5 milhões de pessoas empregadas, com carteira assinada. É este País que hoje está à prova. Comparem os números, comparem a realidade, abram as janelas de suas casas, vão às ruas, vejam este País de agora e o comparem com o do passado. É este Brasil que temos de governar para todos. Com relação ao dossiê, perguntam quem o comprou, mas poucos analisam seu conteúdo. Sras. e Srs. Deputados, sabem o que há no dossiê? Não é apenas uma fita que mostra José Serra, ao lado de sanguessugas, vendendo ambulâncias em Mato Grosso, mas, sim, movimentações bancárias que foram para Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a conta do tucanato de São Paulo, a fim de ajudar na campanha presidencial de S.Exa. É este o verdadeiro dossiê que está escondido, sobre o qual ninguém fala, a imprensa não fala. A campanha presidencial passada de José Serra, em grande parte, foi financiada com recursos dos sanguessugas. Constam no dossiê depósitos bancários. Isso tem de vir a público. O Sr. Abel Pereira está sendo convocado para comparecer à CPI. Ele tentou comprar o silêncio do Sr. Vedoin para que isso não viesse a público. Mas nada pode ser escondido da população brasileira. Isso vai ser tratado no Congresso Nacional. Queremos saber de onde vieram os quase 20 milhões de reais que seriam pagos ao Sr. Vedoin para comprar-lhe o silêncio, a fim de que esses dados não fossem divulgados pela imprensa, mesmo a comprada, que tem lado, que quer limitar o debate tão-somente à compra do dossiê, que não quer aprofundar sua existência e conteúdo, principalmente para saber de onde vieram os recursos que foram tungados dos cofres públicos para financiar a campanha de José Serra à Presidência da República. Durante o discurso do Sr. Eduardo Valverde, o Sr. Atila Lins, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Nilson Mourão, § 2º do art. 18 do Regimento Interno O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Sr. Deputado Lincoln Portela. O SR. LINCOLN PORTELA (PL-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, há quase um século teve início um debate político e acadêmico na Europa a respeito do tamanho ideal da propriedade agrícola. A crença generalizada, sobretudo no seio dos intelectuais marxistas, era a de que o grande imóvel rural era mais eficiente e dominaria inevitavelmente o mundo agrário na economia contemporânea. Mais tarde, protagonistas de grande calibre começaram a reconhecer as vantagens e virtudes do pequeno estabelecimento rural baseado no trabalho familiar, apoiados no argumento segundo o qual à medida que cresce o tamanho da área explorada ocorrem deseconomias de transporte de insumos e de produtos de baixo peso específico e a tarefa de vigilância dos trabalhadores torna-se mais difícil e onerosa. Esse debate foi retomado no Brasil, e é possível identificar posições similares a propósito do módulo ideal de exploração agropecuária. As unidades produtivas maiores geram custos crescentes de administração da mão-de-obra, ou seja, o padrão de progresso técnico na agricultura é tal que a escala ótima de produção Quinta-feira 5 45761 é aquela que pode ser conduzida basicamente pela força de trabalho familiar. A despeito de sempre ter sido posta à margem das políticas públicas no Brasil, a pequena produção familiar exibe resultados e indicadores auspiciosos. Com efeito, dados do IBGE dão conta de que o valor da produção por hectare dos estabelecimentos familiares, em 1985, era 26% superior ao valor médio do País. O mesmo universo de agricultores respondia por mais da metade do valor da produção agropecuária em Santa Catarina, mais de 40% no Rio Grande do Sul e quase outro tanto no Paraná. No que toca ao comércio externo, há que destacar alguns produtos, como frangos e suínos, dentre outros, cujas exportações, de valor acima de 4 bilhões de dólares anuais, são integralmente oriundas da agricultura familiar. Também é significativa a participação dos pequenos agricultores na oferta de outros produtos. Não obstante essas evidências cristalinas dando conta da expressividade da agricultura familiar, Sr. Presidente, só mais recentemente a política oficial vem emprestando algum apoio a esse segmento, ao estabelecer metas de programas fundiários e linhas de créditos e financiamentos. O PRONAF se insere nesse esforço de reconhecimento da política governamental mais recente, e é dele que nos ocuparemos nas próximas seções. Instituído pelo Decreto nº 1.946, de 28 de junho de 1996, o PRONAF visou à promoção do desenvolvimento sustentável dos agricultores familiares, de modo a propiciar-lhes o aumento da capacidade produtiva, a geração de empregos e a melhoria da renda, observada a parceria entre as diversas esferas de goverNº Além disso, o aprimoramento tecnológico e profissional do produtor familiar, a adequação da infra-estrutura física e social, a atuação em sintonia com as demandas do público-alvo e a busca da sua participação nas decisões do Programa figuram no universo de diretrizes a orientar essa intervenção governamental. O conceito de agricultor familiar foi ampliado, conforme o Manual de Crédito Rural, para contemplar os pescadores, extrativistas, silvicultores e aqüicultores, e, ao longo da execução do Programa, diversas inovações foram empreendidas, como o Cartão PRONAF, o PRONAF Semi-Árido, o PRONAF Mulher, o PRONAF Jovem, o PRONAF Florestal, o PRONAF Agroindústria e outros, a maioria com juros de até 4% ao ano Em matéria de recursos para crédito, as dotações têm crescido exponencialmente, passando de R$2,2 bilhões em 2002, último ano do Governo anterior, para R$10 bilhões no Plano Safra para o período 2006- 2007, um incremento de praticamente 5 vezes. 45762 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Avaliações recentes empreendidas pelos economistas Guilherme Delgado, Júnia Conceição e Jáder de Oliveira, do IPEA, dão conta de que um simples anúncio de compra pública sob os auspícios do referido programa é suficiente para elevar os preços agropecuários. Diante da argumentação aqui exposta, a agricultura familiar brasileira pode esperar crescentes aportes de recursos da política agrícola, e o Brasil por certo será beneficiado por dispor de contingentes de produtores familiares e patronais cada vez mais eficientes, produtivos e com remuneração minimamente decente para os seus produtos. Parabéns ao PRONAF e a todas as pessoas que têm trabalhado neste plano governamental. Era o que eu tinha a dizer. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Sr. Deputado Julio Semeghini. O SR. JULIO SEMEGHINI (PSDB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, sei que aumentam a tensão e a expectativa nesta Casa quando chega o processo eleitoral, mas é importante que algumas coisas sejam esclarecidas, até porque muitos daqueles que desprezaram ou menosprezaram a inteligência do brasileiro, a capacidade do brasileiro de indignar-se com a corrupção, com o envolvimento no escândalo dos sanguessugas, graças a Deus não vão voltar a esta Casa. Ficarão só até o final do ano, não farão parte da próxima Legislatura. É importante que as pessoas percebam que o brasileiro está atento. Há pouco, ouvi um nobre Deputado comentar sobre dossiê recentemente apreendido e dizer que talvez isso fosse normal, que alguns pontos tinham de ser esclarecidos. Torcemos para que eles sejam esclarecidos, inclusive como presidente e diretores do Banco do Brasil, que têm função de cuidar do dinheiro público da maior entidade do País, estavam envolvidos nesse processo de corrupção. Será que novamente o Presidente Lula não viu, não soube escolher, está dando a chave do Banco do Brasil a pessoas corruptas? Isso realmente tem de ser esclarecido. Como fazia parte da coordenação da campanha do Senador Aloizio Mercadante pessoa que acompanha a história do Presidente Lula, trabalha ao lado do gabinete da sua esposa, estava envolvida e foi pega em flagrante? Essas coisas o País espera que sejam esclarecidas. Também vi alguém criticar aqui a falta de unidade ou a incompetência do Governo de São Paulo no que se refere ao sistema prisional e mencionar o problema da segurança. Talvez o Deputado Alexandre Cardoso, de quem tenho orgulho e a quem respeito no conví- Outubro de 2006 vio nesta Casa, também esteja influenciado por este momento e tenha esquecido que, na verdade, o crime organizado não começou em São Paulo. Ele está esquecendo Fernandinho Beira-Mar, que começou a instituir o que há de pior no Brasil, o problema das drogas, e quando foi preso nem o Governo Federal nem o seu Governo tinham onde colocá-lo. Nós o recebemos com carinho, foi em prisão de São Paulo que, com coragem, foi acolhido e ficou preso por muitos anos, até que tivesse para onde ser mandado. Esse é o tipo de Brasil que queremos e esperamos. A parte da segurança de São Paulo tem de ser tratada com respeito, tem de ser resolvida, e todos entendemos isso, mas o Governo Federal não mandou recursos para o Rio de Janeiro nem para o nosso Estado. A política nacional também precisa atender à segurança. Não é possível que continue a haver tráfico de armas e drogas, que o dinheiro continue a ficar nas mãos de tantos traficantes, do crime organizado, que corrompe a sociedade brasileira. Não é possível que se permita que o crime organizado se estruture com o dinheiro que vem dessas duas áreas, de competência do Governo Federal, que não tem feito sua parte – nem sequer tem respeitado a dificuldade dos Estados, ajudando no grande combate ao crime. Também disseram que estão contentes porque o Brasil cresceu. Dizem que este é o Brasil que queremos. Qual? O Brasil que cresceu 2,2% no ano passado, enquanto a Argentina cresceu quase 10%? O Brasil que Lula disse que cresceria 6% e depois 5% e que vai crescer novamente menos do que 3%? O Brasil que está jogando fora de 3 a 4 milhões de empregos por ano, perdendo na disputa com a Argentina, o Chile, o Uruguai e o México? Esse não é o Brasil que quero. Talvez o Deputado não esteja lendo os mesmos jornais que leio nem esteja acompanhando os dados que analiso. O Brasil que quero é o Brasil competente, que ganha facilmente a batalha com a Argentina, o Chile e o Uruguai e que se coloca na disputa que a história nos apresentou neste momento. Deveríamos discutir com a China e a Índia para descobrir oportunidades de emprego e crescer 8%, 9% ou 10%. Mas tenho certeza de que o Governador Geraldo Alckmin vai poder esclarecer como os temas da segurança e do emprego serão tratados no Brasil. Temos de tomar cuidado, porque o discurso é criado por alguém durante a campanha, mas depois o País é governado por outro. Por isso, brasileiros, não devemos votar mais no Lula. Os senhores se lembram do que ele prometeu, do sonho que ele criou em todos nós nas últimas eleições e de que como administrou o Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Brasil? O PSOL está certo em ter coragem de vir aqui e cobrar aquilo que foi prometido e não foi entregue. Esperamos uma nova campanha no segundo turno É frente a frente que vai ser debatido, respeitado e cobrado o direito de crescimento de emprego para o povo brasileiro. O SR. MAURO BENEVIDES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Tem V.Exª a palavra. O SR. MAURO BENEVIDES (PMDB-CE. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na eleição de domingo passado fomos cobrados pela indiferença até aqui demonstrada em relação à reforma política, quando não se conseguiu votar alterações profundas em nossa sistemática eleitoral e partidária, ensejando a que anomalias fossem constatadas, mostrando as imperfeições existentes nessa área nevrálgica de uma estrutura democrática ainda obsoleta, que merece reajustes estruturais. Três meses antes da última refrega, o próprio Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, premido por uma realidade cada dia mais visível, chegou até a sugerir uma Constituinte com tal objetivo, o que foi considerado um despautério jurídico, apesar de a intenção do Primeiro Mandatário ser a de pôr em relevo a necessidade imperiosa de o Congresso promover as inovações sugeridas no bojo de vários projetos em tramitação nesta Casa. Mesmo sem necessidade de uma assembléia exclusiva, já que a Carta Cidadã nos oferece prerrogativa de emendar a Lei Maior, torna-se indispensável que a advertência do Chefe da Nação prospere entre todas as bancadas, numa tentativa de, ainda na presente Legislatura, ultimar-se essa providência, reputada vital para os rumos institucionais do País. Tendo participado de duas Comissões Especiais com tal propósito, uma delas dirigida por Alexandre Cardoso, dispus-me a defender – como o fiz seguidamente – o aprimoramento oferecido pelos Parlamentares, todos sequiosos para propiciar ao eleitorado parâmetros modernizantes, conducentes a uma realidade ajustável ao nosso País. As várias lideranças, embora sensíveis à postulação, não tiveram força para garantir o apoio de suas respectivas bancadas, limitando-se o esforço despendido a uma simples proposição, de alcance reduzido, com vistas a reduzir os custos de cada campanha. Há necessidade, porém, da formulação de algo fundamental, que fortaleça as agremiações, sobretudo no que tange à fidelidade partidária, pondo-se fim à irrefreável transmigração de legisladores e executivos Quinta-feira 5 45763 de uma para a outra legenda, o que avilta a dignidade dos mandatos. O Presidente Aldo Rebelo bem que poderia, com a sua autoridade de dirigente máximo da Câmara, coordenar a idéia reformista, a fim de que os atuais membros deste plenário oferecessem aos futuros colegas algo que significasse o aperfeiçoamento desses procedimentos, desatualizados no contexto do presente milênio, reclamando inserções de vital ressonância entre os que disputam cargos proporcionais ou majoritários. Sem objetivos pessoais imediatos, bem que poderíamos cumprir essa relevante missão, infensos aos fatos conjunturais, logo após a realização do segundo turno, previsto para o próximo dia 29 do corrente mês. Fica, pois, o veemente apelo a todos os 512 Parlamentares, motivando-os a participar dessa nova cruzada, que contribuiria para diminuir o imenso desgaste que alcançou a imagem do Congresso, na Legislatura prestes a findar. Se assim ocorrer, teremos cumprido o dever indelegável, avigorando os sentimentos éticos e morais, que devem reorientar o comportamento de todos os militantes da política brasileira, em seus diversificados escalões hierárquicos. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Átila Lins. O SR. ÁTILA LINS (PMDB-AM. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mudarei o tema que tem sido uma constante na tarde de hoje. Neste momento em que o País está abalado pela tragédia do vôo 1907 da Gol, não poderia deixar de registrar desta tribuna as minhas condolências e a minha solidariedade aos familiares que perderam entes queridos nessa tragédia, que é a maior de toda a história da aviação brasileira. Ela tirou, de forma inexplicável, a vida de 155 pessoas, numa região de mata fechada, na divisa de Mato Grosso com o Pará. O País fica agora na expectativa de que as reais causas que provocaram o acidente sejam esclarecidas pelas autoridades brasileiras da área da aviação civil, a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC e os órgãos técnicos do Ministério da Aeronáutica e da EMBRAER. Não pretendo fazer nenhum julgamento precipitado, mas, pelo que a imprensa vem divulgando com detalhes, a tragédia só ocorreu devido a um erro cometido por um jato Legacy, que mudou de altitude e colidiu com o Boeing da Gol a 37 mil pés de altura. Teria havido negligência do piloto do jato Legacy, que teria saído da rota que lhe fora fixada e desligado os equipamentos de contato com o exterior, com o intuito 45764 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de economizar combustível. A caixa-preta do Boeing certamente vai revelar o que aconteceu no momento do choque das 2 aeronaves. As autoridades brasileiras têm de apresentar ao País todas as explicações para o lamentável acidente. Se confirmadas as informações da imprensa, os que pilotavam o jato Legacy terão de ser duramente punidos, inclusive com prisão. Quero deixar claro aqui que entendo que essa fatalidade não compromete a qualidade dos serviços da nossa aviação civil, tampouco da EMBRAER, que fabricou o jato Legacy. Pelo que tudo indica, o acidente foi provocado pela irresponsabilidade dos pilotos do jato executivo, que tinham como destino final os Estados Unidos. Tenho certeza, Sr. Presidente, de que o Ministro da Defesa, Waldir Pires, as autoridades da INFRAERO e da ANAC e o Comando da Aeronáutica haverão de dar as respostas que a população brasileira espera. Reitero, portanto, minhas condolências aos familiares que tiveram seus entes queridos vitimados, especialmente aos daqueles que moravam em meu Estado do Amazonas, de onde partiu a aeronave sinistrada. Nesse vôo estavam muitas famílias do Estado do Amazonas. Muito obrigado. A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Tem V.Exª a palavra. A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB-AM. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes de entrar no assunto que me traz à tribuna, quero também solidarizar-me com os familiares e amigos das vítimas do acidente com a aeronave da Gol que fazia o trecho Manaus-Brasília na última sexta-feira. Trata-se do maior acidente aéreo da história do País. Muitos dos falecidos naquele acidente eram de Manaus, pessoas amigas, conhecidas. Essa tragédia tem de ser investigada, e aqueles que porventura tenham qualquer tipo de culpa precisam ser punidos de acordo com o rigor das leis brasileiras. Aqui fica o nosso abraço, a nossa solidariedade aos parentes e amigos das vítimas. Sr. Presidente, o jornal Folha de S.Paulo, edição de ontem, 3 de outubro, em página intitulada Ciência, publicou a matéria Governo inglês divulga plano para ‘privatizar’ a Amazônia, que é motivo de muita preocupação. A simples leitura do título sugere apenas algo inusitado, impossível de acontecer. Entretanto, o texto da matéria e a nota explicativa expedida hoje pelo Ministério do Meio Ambiente do nosso País deixam claro Outubro de 2006 que o Sr. David Miliband, Secretário de Meio Ambiente do Governo inglês, propõe em seu pronunciamento a constituição de um fundo internacional para a compra de terras na floresta amazônica e, posteriormente, a criação de um fundo para preservar a floresta. Segundo alega, esse fundo internacional contribuiria para a preservação ambiental do nosso País. O pronunciamento foi feito na Segunda Reunião Ministerial do Diálogo sobre Mudança Climática, Energia Limpa e Desenvolvimento Sustentável, havida na cidade de Monterrey, México, com a participação de Ministros, Secretários e executivos de Ministérios dos 20 países que mais poluem o planeta. Estamos vivendo uma grande polêmica, Sr. Presidente. Um empresário sueco, casado, salvo engano, com uma brasileira, teria adquirido recentemente de uma empresa estrangeira mais de 160 mil hectares de terras na Amazônia, já para dar curso a esse projeto. À época, poucas foram as pessoas que levaram a sério as denúncias dessa cobiça, mas agora fica evidente a verdadeira intenção não da Inglaterra, mas dos países ricos. E a intenção deles não é preservar. Sr. Presidente, V.Exª também é da Amazônia e sabe que a pretensão dos países ricos do mundo desenvolvido não é preservar nosso meio ambiente, e sim ter à disposição a riqueza que se encerra na Amazônia, nossos recursos hídricos e minerais, nossa biodiversidade. É isso que cobiçam. O Ministério do Meio Ambiente acaba de divulgar em nota que seu Secretário-Executivo, Cláudio Langoni, que também participou desse encontro no México, teria sido procurado pelo próprio David Miliband. O Secretário de Meio Ambiente do Governo inglês teria dito que não há plano para privatizar a Amazônia, que suas palavras haviam sido mal interpretadas. Sinceramente, Sr. Presidente, espero que nosso Ministério do Meio Ambiente não aceite essa desculpa como verdade, mas considere, isto sim, o pronunciamento feito anteriormente. Aliás, já estou apresentando à Mesa requerimento em que solicito cópia dos anais dessa reunião. O Ministério do Meio Ambiente do Governo brasileiro participou do encontro, portanto tem acesso ao documento. Precisamos saber o que de fato disse esse representante do Governo inglês. A Amazônia é muito cobiçada, por isso temos de estar sempre atentos, até modificando nossa legislação para preservá-la se for preciso. Muito obrigada. O SR. DR. RIBAMAR ALVES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Tem V.Exª a palavra. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DR. RIBAMAR ALVES (PSB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vimos a esta tribuna fazer um agradecimento especial a S.Exa., o Povo do Maranhão, que na última eleição nos deu 63 mil votos, com isso permitindo a renovação do nosso mandato com quase o dobro da votação anterior. A conquista desses votos foi sofrida, haja vista que vivemos unicamente do salário de Deputado, sem nenhuma outra fonte de renda. Tivemos dificuldade para estruturar nossa campanha, ao contrário de outras candidaturas, que, a peso de ouro, distribuíram recursos, viajando de avião por todo lado. A campanha no Maranhão foi desigual. Procurei valorizar nesta Casa cada um dos votos que recebi em 2002. Apresentei projetos de relevância, denunciei as mazelas do Estado, apontei soluções para os graves problemas que nos afligem. Ajudei a aprovar projetos importantes para que nosso Governo Lula pudesse administrar o Brasil de forma a tirar da exclusão milhões e milhões de pessoas que não têm sequer a oportunidade de uma alimentação sadia. Foi difícil a campanha, lutamos contra tudo e contra todos. Não pudemos contar com pessoas que poderiam ter ajudado nosso partido, e estávamos numa grande batalha para atingir a cláusula de barreira. Vale ressaltar que a briga travada no Maranhão estendeu-se a todos os Estados brasileiros, e o PSB atingiu a cláusula de desempenho, recebendo 6,15% dos votos para Deputado Federal em todo o Brasil. O Maranhão tem 217 Municípios, e recebemos votos em 200 deles, 92,16% do total. Devemos esse resultado ao trabalho que temos desenvolvido nesta Casa, buscando nos Ministérios recursos para diminuir a desigualdade social no Maranhão. Temos potencialidades naturais para ser o oásis do Nordeste, um eldorado, o Paraná do Nordeste. No entanto, ostentamos os piores indicadores socioeconômicos do País: 63% da população do Maranhão vive com menos de meio salário mínimo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho certeza de que nos próximos 4 anos, com mais experiência e mais vontade de lutar, conseguiremos muito mais. Fomos injustiçados, perseguidos. A grande imprensa denegriu a nossa imagem, muitas vezes nos caluniando com palavras de baixo calão. Mas nossa população soube separar o joio do trigo. Agradeço muito cada voto obtido. Agradeço ao povo do Maranhão que me acolheu nas caminhadas pelos bairros, pelos povoados, pelas cidades. Muito obrigado, cidadãos e cidadãs do glorioso Maranhão que foram às urnas no dia 1º de outubro e lá consa- Quinta-feira 5 45765 graram nosso nome como Deputado Federal reeleito pelo Partido Socialista Brasileiro. Obrigado, meus irmãos e minhas irmãs. Sr. Presidente, que Deus abençoe este mandato e esta Casa, para que juntos possamos construir um Brasil melhor. O SR. WALDEMIR MOKA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Nilson Mourão) – Tem V.Exª a palavra. O SR. WALDEMIR MOKA (PMDB-MS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, que minhas primeiras palavras sejam de agradecimento ao povo de Mato Grosso do Sul, que me honrou mais uma vez com um mandato. Meu Estado tem 1 milhão e 500 mil eleitores, somou cerca de 1 milhão e 200 mil votos válidos na última eleição, não sei se mais de 1 milhão para Deputado Federal. Nosso povo me deu 101.600 votos. Agradeço também aos companheiros do meu MDB velho de guerra e dos partidos aliados – PSDB, PFL e PPS, sobretudo –, que nos ajudaram a eleger Governador o ex-Prefeito de Campo Grande André Puccinelli, numa vitória memorável. André obteve mais de 65% dos votos válidos. Elegemos também a Senadora da República Marisa Serrano e o maior número de Deputados Estaduais: cerca 17 num universo de 24. Nossa vitória foi maiúscula. O PMDB sul-mato-grossense apóia a candidatura de Geraldo Alckmin para Presidente. No nosso Estado, o futuro Presidente da República – se Deus quiser – obteve 56% dos votos válidos. Sr. Presidente, no momento em que manifesto minha gratidão à população de Mato Grosso do Sul, aos Vereadores, aos Prefeitos, às lideranças que me ajudaram, não posso deixar de agradecer também a um segmento que me emprestou apoio maciço e da maior importância: os produtores rurais do Estado. Acho que isso explica eu ter saltado de 80 mil para mais de 100 mil votos. Sr. Presidente, respeito a posição do PMDB, que está dividido nacionalmente. Alguns companheiros apoiaram a candidatura do Presidente Lula, mas nós, de Mato Grosso do Sul, sempre estivemos na Oposição. Fiz oposição ao PT e ao Presidente Lula por 4 anos. É uma questão de postura. O eleitor tem de saber em quem vota, temos de ter coerência e postura política. É errado um candidato eleger-se numa bandeira e depois passar para outra. Temos de ter as nossas divergências, porque isso engrandece o Parlamento e fortalece a democracia. O eleitor não pode votar enganado. 45766 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS No Estado de Mato Grosso do Sul, o PT governou por 8 anos. Não tenham dúvida de que o resultado da eleição demonstra insatisfação do povo com o atual Governador, Zeca do PT, com a política, sobretudo a que envolve o segmento produtivo do Estado, e o seu resultado desastroso, que acabou levando o País, nos últimos 2 anos, a uma crise ética, moral, que tem incomodado sobretudo esta Casa e parece não ter fim. Espero que o segundo turno traga o debate. Esse é o fato mais importante. Embora o Presidente Lula tenha dito que quem quisesse fazer segundo turno com ele teria de disputar a eleição de 2010, não aconteceu aquilo que S.Exa. previa. Na verdade, vamos ter segundo turno agora, e ele vai ser enriquecido, porque S.Exa., o Presidente, agora vai para o debate. E, no debate, a sociedade ganha. Espero sinceramente que, no debate, sejam apresentadas as propostas dos 2 candidatos. Tenho certeza de que a população ganhará. Sr. Presidente, é muito importante que nesta Casa possamos ter nossas divergências, como sempre tivemos, mas vamos divergir de forma equilibrada, tranqüila, no campo do debate e das idéias. A população espera isso. Eu tenho uma postura política e vou sempre defendê-la. Vou respeitar opiniões divergentes. É fundamental que, no segundo turno, cada um dos candidatos diga o que pensa, o que acha que vai acontecer e enumere os compromissos no caso específico dos produtores rurais. É importante que se estabeleçam políticas que realmente estimulem a produção no Brasil, até porque o atual Governo foi um desastre para quem produz neste País. Muito obrigado, Sr. Presidente. O Sr. Nilson Mourão, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Paulo Pimenta, § 2º do art. 18 do Regimento Interno O SR. CLAUDIO CAJADO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Tem V.Exª a palavra. O SR. CLAUDIO CAJADO (PFL-BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Cumprimento V.Exª , Deputado Paulo Pimenta, e os demais companheiros Deputadas e Deputados. Sr. Presidente, nesta oportunidade, quero dar conhecimento à Casa do arquivamento de uma petição da coligação É Hora de Mudar, que envolveu meu nome numa pendenga judicial nas eleições municipais de 2004. A candidata Jussara Márcia do Nascimento disputou as eleições com a atual Prefeita do Município baiano de Dias d’Ávila, Andréia Xavier Cajado Sam- Outubro de 2006 paio, minha esposa. Perdeu. Disputou agora o cargo de Deputada Estadual, mas novamente perdeu. Quando perdeu a eleição para Prefeita, ingressou com diversas ações tentando anular o processo eleitoral, alegando que houve fraude. Aliás, uma conduta por diversas vezes praticada pela Oposição no Município de Dias d’Ávila contra nosso grupo político, mas sempre fracassada. Nessa ação envolveram meu nome. O processo direcionou-se para o Supremo Tribunal Federal e lá permaneceu 1 ano Eu vim tomar conhecimento de que existia uma petição quando saiu num desses sites que envolvem nomes de políticos, principalmente de Parlamentares federais. Então, vi que meu nome constava de uma petição no Supremo Tribunal Federal. Fui ver do que se tratava e constatei que era justamente a remessa desse pedido de ação para o Supremo Tribunal Federal. Tomei as providências devidas e recebi o ofício do Dr. Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, Procurador-Geral da República, determinando o arquivamento dessa petição. Não houve processo. Não houve denúncia. Quero deixar claro que, em 18 anos de vida pública, nunca tive um cheque sem fundo, um título protestado, uma denúncia no Tribunal de Contas do Estado, da União ou dos Municípios. Nunca houve nenhuma ação contra mim, a não ser essa petição que constava no Supremo Tribunal Federal como pendenga judicial. Passou-se 1 ano, e eu sem saber que meu nome estava nesse site. Alguns adversários, de forma irresponsável e inescrupulosa, tentaram usar esse fato nas eleições deste ano, o que foi prontamente por mim rechaçado, pois, sem sombra de dúvida, isso não pode prosperar. Temos de criar uma regra jurídica que impeça que fatos como esse constem em sites. Hoje, se você tem um processo, para a opinião pública já está condenado. No meu caso, não existia processo, apenas uma petição, sem denúncia, sem absolutamente nada que a justificasse, mas que ensejou inserção no site do Supremo Tribunal Federal e, conseqüentemente, foi divulgada em algumas revistas políticas, que, mesmo não havendo nenhum tipo de envolvimento, conseguiram deturpar a realidade, fato que foi explorado pelos adversários. Tomei todas as providências para que essa petição fosse efetivamente despachada ou arquivada. Foi arquivada. Em 2 de outubro recebi a decisão final. Quero divulgar essa questão, porque nós, Deputados Federais, temos de ter não apenas a aparência, mas a certeza de que, no novo mandato que se avizinha, seremos mais exigentes com cada um dos que aqui estiverem. Temos de tirar lições das urnas e dos Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS fatos recentes que aconteceram nesta Casa: CPIs, sanguessugas, mensaleiros, etc. Por isso, Sr. Presidente, peço que se registre nos Anais da Casa minha perplexidade por existir essa petição e, mais ainda, por ter demorado tanto tempo para que o Supremo Tribunal Federal tomasse uma atitude e, efetivamente, a colocasse no lugar em que deveria estar, nas calendas dos arquivos, por ser completamente inaceitável. O SR. NILSON MOURÃO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Tem V.Exª a palavra. O SR. NILSON MOURÃO (PT-AC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente e ilustre Deputado Paulo Pimenta, Parlamentar atuante do Rio Grande do Sul, reeleito, quero primeiramente manifestar minha solidariedade às famílias das vítimas do desastre aéreo da Companhia Gol, que chegou a levar ao óbito mais de 150 pessoas. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, segue o debate da sucessão presidencial. Vamos enfrentar o segundo turno, disputado entre duas visões políticas claras, 2 projetos de Governo, duas visões de gestão pública – uma do Presidente Lula, que tem a mostrar todos os seus feitos e realizações, tudo que conseguiu concretizar para o povo brasileiro, outra já testada por 8 anos, a dos herdeiros do Governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB e do PFL, tendo à frente o Sr. Geraldo Alckmin. Algumas vezes vi nos programas de televisão do PSDB o candidato Geraldo Alckmin dar aulas de como gerar empregos no Brasil. Tive vontade de rir, pois o Sr. Geraldo Alckmin representa a política de Fernando Henrique Cardoso, e eles tiveram 8 anos no Governo para pôr em prática o que dizem agora, mas geraram apenas 700 mil empregos nesses 8 anos de Governo, ou seja, um pouco mais de 20 mil empregos por mês. Já o Presidente Lula, em 3,5 anos Governo, gerou 4,5 milhões de empregos; na média, foram mais 130 mil por mês. Agora, no debate eleitoral, só falta o PSDB prometer ressuscitar morto. Seria demais, mas eles estão fazendo essa tentativa. Ora, tudo aquilo que dizem que farão pelo povo brasileiro eles já tiveram a oportunidade de realizar durante 8 anos; já o Presidente Lula está sendo avaliado depois de apenas 3 anos e 7 meses de mandato, e tenho a absoluta certeza de que o povo brasileiro está acompanhando o seu desempenho em todas as áreas: educação, saúde, políticas sociais, desenvolvimento econômico, geração de empregos etc. Não há como comparar; em todos esses pontos, na comparação ficamos em vantagem. Haverá o segundo Quinta-feira 5 45767 turno apenas porque o Presidente Lula não conseguiu 50% dos votos mais 1, e sim 48,6%. Tenho total segurança, na minha avaliação política, de que aqueles que votaram no Presidente Lula manterão seus votos, mas não tenho a mesma convicção de que quem votou em Geraldo manterá o seu voto. E aqueles que votaram em Heloísa Helena deverão pensar muito e assumir sua responsabilidade histórica para com o Brasil. Não me venham com essa história de que lavarão as mãos, de que tanto faz como tanto fez. Isso não é possível. Nós temos um compromisso com o povo, com o Brasil, com os mais pobres, com os mais humildes, com os trabalhadores deste País; portanto, Sr. Presidente, no segundo turno haveremos de lutar de modo destemido. Vamos mais uma vez às ruas e à zona rural do Brasil para levar o nome do Presidente Lula como o correto, o capaz de fazer avançar todas as políticas para o nosso País. No Acre perdemos a eleição para Geraldo, mas agora uniremos todas as forças para inverter o jogo com o nosso novo Governador eleito, o companheiro Binho Marques, nossa bancada estadual e federal recém-eleita e todos os militantes, e o Presidente Lula haverá de ter a maior vitória da história política naquele Estado. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Muito obrigado, ilustre Deputado Nilson Mourão, nosso representante no Estado do Acre reeleito para mais uma Legislatura nesta Casa. O SR. FERNANDO FERRO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Tem V.Exª a palavra. O SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, inicialmente registro com satisfação a vitória política que obtivemos no Estado de Pernambuco. Srs. Deputados, no primeiro turno defendi o nome do nosso companheiro Humberto Costa, do PT, para o Governo pernambucano, mas com a passagem do candidato Eduardo Campos, do PSB para o segundo turno em Pernambuco, referendado por uma expressiva votação, declaramo-nos de imediato seus parceiros, seus aliados, e faremos campanha para garantir uma grande vitória naquele Estado e assim derrotarmos o PFL. Creio que temos todas as condições para tanto. Estamos diante de um novo momento da vida do nosso Estado, de uma renovação política. Encerraremos o ciclo do PFL e do PMDB, partidos que não mais atendem às necessidades do crescimento do nosso Estado. 45768 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Estamos, portanto, engajados na campanha do PSB. Hoje inclusive recebi um telefonema do nosso companheiro Eduardo Campos convidando-nos para participar da sua campanha. Já afirmei que estou plenamente integrado à sua causa, e a partir do próximo sábado faremos caminhadas e comícios em várias regiões do Estado para garantir a vitória no segundo turno de Eduardo Campos e do Presidente Lula, que obteve 71% dos votos em Pernambuco, e tenho certeza de que esse percentual aumentará no segundo turno, graças à possibilidade de ampliar-se o número de eleitores do interior que foram privados de votar por falta de condições logísticas. Todos sabemos que a abstenção favoreceu nosso adversário. Mas, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, aproveito este momento para sugerir a alguns políticos deste País que aprendam com a democracia. Li hoje no jornal Folha de S.Paulo uma inóspita declaração do Sr. Senador Antonio Carlos Magalhães, que, em seu discurso no Senado, disse: “Haverá a volta triunfal do carlismo em 2010”. Trata-se daquele tipo de político que se considera imperador. Ele pensa que “carlismo” é como um império que comanda a Bahia. Saúdo o bravo povo baiano pela grande vitória do Partido dos Trabalhadores, que colocou no devido plano toda a arrogância, a prepotência do velho coronel baiano, que agora está reduzido à sua verdadeira dimensão. É oposição no plano federal e agora passa a ser oposição no plano estadual. Ele, que nunca tinha sido oposição na vida, agora terá de aprender a ser. É compreensível o seu desespero. No entanto, desejo sugerir a ele que, mesmo com a idade que tem, aprenda. A vida ensina, a vida oferece novas lições todos os dias. Agora a lição é para que ele aprenda a respeitar a democracia, sabendo que somos todos falíveis, que todos perdemos. Quantas vezes nós do PT não perdemos? Perdemos, sim. O povo não nos aceitou. Fomos derrotados, compreendemos isso e esperamos o momento da nova eleição. Portanto, não adianta entrar em desespero nem afirmar que a PETROBRAS elegeu nosso companheiro Jaques Wagner. Que arrogância! Que ousadia essa do velho coronel, que não compreende o atropelamento político que praticou na Bahia! Ele deve reconhecer sua derrota, saber perder; isso faz parte democracia. A idade não permite a ninguém que caminhe para o desespero. A idade deve dar-nos experiência, ajudar-nos a aprender e a conviver com a derrota, e dela tirar lições. Só desse modo poderemos construir um processo democrático cada vez mais avançado no nosso País. Quero também, Sr. Presidente, expressar minha certeza de que os eleitores da Senadora Heloísa He- Outubro de 2006 lena saberão diferenciar os 2 projetos políticos que se defrontam agora. Não acredito que a militância do PSOL, a maioria dos seus quadros prefira lavar as mãos e permita a volta do projeto tucano de privatização, de desmonte do Estado brasileiro, dos planos de demissão incentivada, do desmanche da máquina do Estado, da submissão do Brasil ao capital internacional. Exemplo disso é a discussão da ALCA, da privatização da PETROBRAS, da ELETROBRÁS e do Banco do Brasil, que inclusive Alckmin já anuncia. Creio que a militância do PSOL, os eleitores da Senadora Heloísa Helena não lavarão as mãos. Compreendo que haja uma certa frustração, talvez até mágoa pela derrota que ela sofreu, mas peço à Senadora que reflita. Se ela tivesse passado para o segundo turno, eu não teria dúvidas em votar contra o projeto da direita. Não podemos, portanto, fazer a política da raiva e da agressão. Em eleições de 2 turnos, evidentemente, temos de fazer o debate político, mas sempre deixando uma janela aberta, pois poderemos precisar dos adversários do primeiro turno no segundo, para recompor e reestruturar nossas forças. Também devemos aprender com a política. Da mesma maneira, conto com a militância histórica do PDT. Não tenho dúvida de que o ex-Presidente do PDT Leonel Brizola, em um momento como este, não vacilaria. Leonel Brizola postar-se-ia claramente do lado da Esquerda, contra as forças de direita, historicamente golpistas, que agora querem voltar com a candidatura de Geraldo Alckmin. Por isso, tenho certeza de que a maioria do PDT também fechará conosco no segundo turno, porque será bom para o Brasil e para a democracia concluirmos o projeto político hoje sob o comando do Presidente Lula. Não temos dúvidas de nossas falhas, de nossas insuficiências políticas, mas é a própria História que nos mostra que esta tem sido a melhor experiência do Brasil, que está vivendo o seu melhor momento econômico, o que é reconhecido internacionalmente. Ouço neste plenário os Deputados do PSDB falarem em incompetência da gestão, mas digo-lhes que nós brasileiros bem vimos a competência do apagão. Este País ficou sem energia! Bem vimos também a competência da gestão que entrega o Estado de São Paulo ao PCC. Ora, que gestão é essa? O “choque de gestão” é a gestão do choque! O Estado está em choque, tomado pelo crime organizado, porque não pode contar com seu Governo, que lamentavelmente recusou inclusive o apoio do Governo Federal, por uma visão eleitoreira reduzida, e será responsabilizado por todo esse caos. Concluo, Sr. Presidente, dizendo que quero crer que o povo brasileiro, na sua soberania, na sua sapi- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ência, preferirá caminhar adiante, não retrocederá, não apostará no atraso. O Governo tucano, repito, inclusive já ameaça privatizar a ELETROBRÁS e a PETROBRAS, e novamente trará aquela história do Estado mínimo. Não podemos enveredar por esse caminho, que é de completa perdição política. O neoliberalismo está sendo derrotado em escala mundial. Não será no Brasil, depois das sucessivas vitórias do ideário popular progressista na América Latina, que renascerão o neoliberalismo e as forças conservadoras. Devemos, isto sim, caminhar para um Governo mais progressista, em que haja mais emprego, fazendo avançarem ainda mais as políticas sociais e econômicas construídas no Governo Lula. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Muito obrigado, nobre Deputado Fernando Ferro, digno representante de Pernambuco. Parabenizo V.Exª pela sua reeleição naquele Estado. O SR. LUIZ COUTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Tem V.Exª a palavra. O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, um Parlamentar ocupou esta tribuna para dizer, em contestação a outro orador, que o crime organizado começou no Rio de Janeiro, e que o Governo de São Paulo recebeu Fernandinho Beira-Mar “com carinho”. Ora, é essa “postura carinhosa” com o crime organizado que fez com que São Paulo hoje esteja exportando para todo o Brasil a ação do PCC e de diversas organizações criminosas que agem dentro e fora dos presídios. Está no Estatuto do PCC, que se aliou com o Comando Vermelho, que o objetivo da organização é espalhar o terror por todo o País, com o recrutamento de jovens sem entrada na Polícia para servir ao crime organizado. Esse carinho com que Fernandinho Beira-Mar foi recebido é o mesmo com que foram recebidos Marcola e outros que estão nos presídios de São Paulo, responsáveis por várias mazelas que acontecem naquele Estado – e que são, repito, levadas pelo PCC para outros Estados. O PSDB e o PFL não têm moral para falar de ética, de probidade, de limpeza, de mãos limpas. No Governo FHC engavetaram-se várias CPIs. O Governador Alckmin, hoje candidato à Presidência, é conhecido como “o engavetador de CPIs”. Não permitiu que nenhuma CPI fosse instalada pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Foram diversas as denúncias so- Quinta-feira 5 45769 bre fraude, sonegação e corrupção. E agora vem falar de moral e ética?! Vários membros daquele Governo foram envolvidos no “Dossiê das Ilhas Cayman”. Eles privatizaram nossas empresas a preço de banana. Quem não se lembra da privatização do sistema TELEBRÁS? Há denúncias – não se conseguiu implantar uma CPI à época – de que ali houve maracutaia, falcatrua, para favorecer um determinado grupo. O tesoureiro da campanha inclusive foi acusado de ter sido o intermediário que telefonou para o Presidente da época para que desse o aval para que aquelas ações fossem realizadas. É importante reavivarmos isso na memória. Houve também o escândalo do “Esquema da Pasta Rosa”, em que eles estavam envolvidos e que até hoje não foi explicado. Agora eles vêm dizer de boca cheia que querem retornar à ética, à moral, que querem fazer a “Operação Mãos Limpas”?! Talvez seja preciso ir à Daslu para pedir explicações sobre a doação de vestidos à esposa de Geraldo Alckmin. Essa CPI também não foi instalada, porque não permitiram. O Governo Lula tem combatido o crime organizado, a corrupção e a impunidade. Nunca se viram tantas ações como agora. A Polícia Federal realizou mais de 220 mil operações para combater a corrupção, a sonegação, as fraudes, o crime organizado, o narcotráfico, o tráfico de armas, o roubo de cargas, de carros; enfim, está combatendo o que o Governo Estadual de São Paulo não conseguiu enfrentar, a exemplo do PCC e de seus aliados, que até hoje continuam a mandar, a dominar o crime de dentro da cadeia. E ontem houve outra rebelião de presos. A cada semana acontecem rebeliões e mais rebeliões, porque não há ação de combate à violência. Jovens são recrutados para o crime, policiais e agentes são assassinados, bombas são detonadas, e, quando o Governo Federal oferece o Exército e a Polícia Federal para combater o crime, o Governo de São Paulo não aceita, talvez porque a ação da Polícia Federal possa identificar as relações promíscuas e espúrias que muitas vezes acontecem entre setores da Polícia, do Governo e do crime organizado. A guerra fiscal praticada por Geraldo Alckmin em São Paulo prejudica o Nordeste, o Norte e o CentroOeste – que é a região mais afetada. E ainda apresentam a candidatura do Governo que é responsável por isso! Ora, Sr. Presidente, todos sabemos que Alckmin representa a privatização e a ação contra a integração de bacias do São Francisco. Trata-se de um candidato a Presidente que não consegue chegar ao Nordeste! Na minha Capital, João Pessoa, não agüentou meia hora de sol e teve de ficar 5 horas em repouso. 45770 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Imaginem se tem cabimento uma pessoa que não ultrapassa os limites dos palácios de São Paulo e não conhece a realidade brasileira falar de “choque de gestão”! Seu vice é que entende muito bem disso, depois daquele choque de energia que gerou o apagão. Agora querem apagar o Brasil! Mas o povo brasileiro não permitirá que isso aconteça, e reelegerá Lula, a fim de que governe por mais 4 anos, para, em seu projeto de desenvolvimento, investir em saúde, educação, saneamento, geração de empregos, habitação e principalmente distribuição de renda. Sr. Presidente, esses que estão falando tanto de ética, moralidade e probidade precisam olhar para o próprio umbigo, para dentro de si mesmos, e tomar consciência de que não conseguem mais enganar a população brasileira. Muito obrigado. O SR. JÚLIO DELGADO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Tem V.Exª a palavra. O SR. JÚLIO DELGADO (PSB-MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, é um prazer estar nesta tribuna. Retornando do primeiro turno do processo eleitoral, cumprimento os companheiros reeleitos, a exemplo de meus nobres colegas e amigos Gastão Vieira, Francisco, Luis Carlos Heinze e todos os que nos honram com suas presenças, com os quais seguiremos nesta caminhada, não só no final desta Legislatura como em toda a seguinte. Sr. Presidente, agradeço à parcela importante do povo mineiro que me reconduziu a esta Casa, honrando-me com mais de 75 mil votos, em reconhecimento a quem tem lutado muito mais pela postura ética e pela correção da conduta parlamentar. Obrigado pela confiança, por terem reeleito este Parlamentar para mais um mandato. Mais uma vez vou honrar e dignificar o voto que me foi conferido, assim como fiz em toda esta Legislatura que está por terminar. Mesmo com todos os ajustes que tentamos fazer para regular os gastos, ao votarmos limitações para eles – e a Justiça é muito exigente com relação à prestação de contas –, nunca se viu nada que se compare a este processo eleitoral, no que concerne ao abuso do poder econômico. Nunca tivemos eleições tão caras no País, e não há como fiscalizá-las apenas regulamentando o caixa 1. Prestei contas da minha campanha, mas os abusos daqueles que vieram com recursos os mais fartos e variados, mas escondidos, têm de ser apontados. Foi realmente uma aberração em todo o Brasil, e em Minas Gerais não foi diferente. Outubro de 2006 Temos de continuar atentos àqueles que não conseguiram eleger-se, que infelizmente não honraram seus representados, como também àqueles que se elegeram e vieram com procedimentos que temos de continuar a fiscalizar. Essa vai ser a nossa ação, na continuidade do nosso mandato aqui em Brasília. Hoje mesmo a Deputada Vanessa Grazziotin, o Deputado Carlos Sampaio e este Deputado foram designados pelo Presidente da CPMI, o Deputado Antonio Carlos Biscaia, para continuar a investigação com relação ao malfadado dossiê de que tanto se fala. Democracia é respeitar a todos, é dar a todos o mesmo direito, principalmente àqueles que vêm a esta tribuna para fazer uso da palavra. Somos o espelho da sociedade. Hoje ouvi muitas palavras boas sobre a reeleição dos Srs. Deputados, mas ouvi também bastantes asneiras que não correspondem à realidade do nosso País, à situação em que vivemos. Cheguei a ouvir compararem quem roubou mais: fulano roubou tantos milhões porque sicrano, quando estava no Governo, roubou outros tantos. Ora, o discurso do “rouba mas faz” não pode ser aceito por quem representa o povo, pelas entidades sérias, por nós que somos seguidores da ética. Aqueles que são corretos sabem o que é recurso público. Ouvi muitas comparações de um Governo com outro ainda não exercido. O Deputado Luiz Couto, que acabou de fazer uso da palavra, disse que fulano “abafou CPI”. Ora, não há como abafar CPI, Presidente! Quem cria CPI são os Deputados! E quantas não foram as tentativas de abafar CPIs aqui? Usaram inclusive a minha assinatura para não prorrogar a CPI dos Correios! E agora vêm dizer que fulano de tal abafou CPI, querer fazer comparações com relação à postura de FHC? Com legitimidade, meu partido acabou de definir seu apoio à reeleição de Lula. Vejo com satisfação o segundo turno, porque agora vamos discutir com lisura a questão do tal dossiê. Bem, dossiês foram formados. Ouvi um Deputado dizer aqui que se tem de saber qual é o dossiê. Foram, infelizmente, Deputados do PT de Minas Gerais que montaram o tal dossiê que foi derrubado, sobre a tal “Lista de Furnas”. O Instituto Nacional de Criminalística condenou aquilo. Não aceitou as tais “provas”. E houve um Deputado que fez uso da palavra aqui querendo representar contra todos os Deputados que estavam naquela maldita, malfadada e apócrifa lista formulada por Deputados petistas que felizmente o povo mineiro não reelegeu. É isso que temos de dizer aqui! Vamos ao segundo turno, e vamos discutir o que é melhor para o País. Vejo com bons olhos as candidaturas do Presidente Lula, com a base que hoje o Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sustenta, e do Governador Geraldo Alckmin, até porque, Deputado Luiz Couto, ele não representa FHC, que preferiria José Serra. O Governador Alckmin foi escolhido para Vice-Governador na chapa do maior exemplo de vida pública, de hombridade deste País. Refiro-me ao falecido Governador, Deputado e Senador Mário Covas. Vejo Geraldo Alckmin como um exemplo de postura. Já condenado pelo câncer, sabendo que iria falecer, Mário Covas não escolheria para Vice-Governador alguém em quem não acreditasse. Geraldo Alckmin agora é candidato a Presidente da República. Veremos como o processo eleitoral se dará. Discutiremos com lisura, sem fazer comparação entre aqueles que torciam pela vitória de outro companheiro, ou de outro candidato, as candidaturas que estão colocadas. Muito obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados. O SR. PRESIDENTE (Paulo Pimenta) – Convido para assumir a Presidência dos trabalhos o ilustre Deputado Gastão Vieira, representante do Estado do Maranhão. O Sr. Paulo Pimenta, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Gastão Vieira, § 2º do art. 18 do Regimento Interno O SR. PRESIDENTE (Gastão Vieira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Paulo Pimenta. O SR. PAULO PIMENTA (PT-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, público que acompanha esta sessão, em primeiro lugar, na primeira oportunidade de fazer uso da tribuna após o processo eleitoral, desejo agradecer ao povo gaúcho minha reeleição, com 104.650 votos, numa votação que considero consagradora. Quero dizer aos meus eleitores e aos gaúchos de forma geral que trabalharei de maneira incansável para estar à altura da confiança em mim depositada para o exercício de um novo mandato de representação do povo gaúcho na Câmara dos Deputados. Temos pela frente um momento político importantíssimo na vida do povo brasileiro. Especialmente nós gaúchos, Deputado Marco Maia, a quem cumprimento pela belíssima votação e reeleição, teremos a oportunidade de ver frente a frente 2 projetos absolutamente distintos: de um lado, Lula e Olívio Dutra; de outro, Geraldo Alckmin e Yeda Crusius. São 2 modelos, duas visões, Padre Couto, do Brasil e de Rio Grande. Teremos, sim, a oportunidade de fazer um debate a respeito do futuro do País e do nosso Estado, para que o povo escolha o melhor caminho. Quinta-feira 5 45771 Com certeza nosso Governo não é perfeito. E mesmo nós dirigentes do Partido dos Trabalhadores temos de ser implacáveis, no sentido de exigir o esclarecimento de toda e qualquer dúvida, denúncia ou suspeita que envolva um filiado do PT. Temos de afastar do partido aquele que erra. Não podemos ser condescendentes, não podemos ter consideração para com ele – mas isso jamais pode esconder o que o povo brasileiro vai julgar nesta eleição: o caminho, o futuro, o projeto que quer para o Brasil e o nosso Estado, se quer voltar ao passado de privatizações que no Rio Grande destruiu boa parte dos nosso serviços públicos, discutir novamente a privatização da Companhia Rio-grandense de Saneamento – CORSAN, acabar com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPE, vender o Banco do Estado do Rio Grande do Sul – BANRISUL, como publicamente defendeu o candidato a Vice-Governador de Yeda Crusius, ou se quer que continue avançando a política de desenvolvimento, de geração de empregos e de distribuição de renda. Pela primeira vez temos no País um Presidente que governa voltando sua atenção e dando prioridade para os que mais precisam. Prova disso não está no discurso, mas na vida. As ações do nosso Governo têm permitido uma mudança na vida do povo brasileiro, especialmente dos que mais precisam e nunca tiveram qualquer oportunidade. É assim com o Programa Luz Para Todos. Muitas famílias só agora estão tendo contato com essa conquista da sociedade brasileira do Século XIX. É assim com o PROUNI: 250 mil filhos de trabalhadores deste País estão nas universidades com bolsas integrais oferecidas pelo nosso GoverNº É assim com a ampliação das vagas nas universidades federais, a criação das novas universidades, a exemplo da Universidade do Pampa, no Rio Grande, e as extensões das universidades, como a de Palmeira das Missões e Frederico Westphalen. Triplicamos o número de contratos do PRONAF. É assim com o Seguro Agrícola. É assim com a Farmácia Popular. É assim com o Bolsa-Família. Essas são iniciativas concretas e objetivas de um Governo cuja única finalidade é proporcionar a melhora da qualidade de vida dos brasileiros que mais precisam. E é por isso que vamos para o debate no segundo turno, para que a sociedade brasileira possa, frente a frente com a realidade, optar por um caminho, por uma alternativa. E digo mais: queremos também fazer o debate da ética, do combate à corrupção. Nunca se combateu tanto a corrupção neste País. Nunca tivemos uma Polícia Federal tão preparada, com tanta autonomia e capacidade de trabalho. Boa parte das máfias desba- 45772 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ratadas a cada semana eram esquemas que funcionavam na máquina pública há anos sem que jamais tivessem sido detectadas. Está mais do que comprovado que o escândalo mais recente, que envolve os chamados sanguessugas, não surgiu no nosso GoverNº Já havia esse esquema de corrupção, que envolve recursos públicos de emendas parlamentares, só que lamentavelmente passava desapercebido. Não havia ação concreta por parte da CGU, da Polícia Federal e do próprio Ministério para detectar e impedir a corrupção e enfrentar poderosos, independentemente de partido, para que a limpeza, a faxina, a conduta ética seja o imperativo moral de todos os ocupam cargo público, de Norte a Sul do País. Estamos no caminho certo, Sr. Presidente. Tenho convicção disso. Vamos lutar e conquistar um novo mandato para o Presidente Lula, e eleger para o Governo do nosso Estado Olívio Dutra, para que, após 4 anos de paralisia, o Rio Grande possa trilhar o mesmo caminho que o Brasil, com a mesma disposição, e levar adiante nossos projetos: de um lado uma conduta implacável, cristalina e permanente de afirmação da ética e de combate à corrupção, doa a quem doer, independentemente de partido ou de legenda, para que possamos ter a exigência dessa conduta como um imperativo para qualquer um que deseje exercer função pública no País; de outro lado o compromisso do Governo de olhar de maneira prioritária para aqueles que mais precisam, a fim de que esta Nação seja mais justa e soberana. E isso, Sr. Presidente, afirma-se com a eleição do Presidente Lula, e particularmente, para nós gaúchos, com a eleição do Governador Olívio Dutra no Estado do Rio Grande do Sul. Muito obrigado a todos os que me proporcionaram um novo mandato. Com certeza vamos trabalhar muito para honrar seus votos. O Sr. Gastão Vieira, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Beto Albuquerque, § 2º do art. 18 do Regimento Interno O SR. GASTÃO VIEIRA – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Tem V.Exª a palavra. O SR. GASTÃO VIEIRA (PMDB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente agradeço a todos os maranhenses que no dia 1º de outubro permitiram que eu retornasse para cumprir meu quarto mandato de Deputado Federal nesta Casa. Dirijo-me especialmente a todos os Prefeitos, ex-Prefeitos, Vereadores, ex-Vereadores, Outubro de 2006 a toda a sociedade que milita na área da educação, professores, diretores, supervisores, pais de alunos, alunos, a todos aqueles cuja mão nunca apertei, cujo rosto provavelmente nunca vi, mas que lutaram para permitir que eu voltasse a esta Casa. A todos, portanto, o meu mais profundo agradecimento, em especial à população dos Municípios de São Bernardo, São Domingos, Buriticupu, Buriti Bravo, São Luís, que me deram mais de 5 mil votos cada um. Mas quero, Sr. Presidente e nobre Deputado Pedro Fernandes, falar do sentimento que colhi durante esta eleição: o sentimento de que o trabalho parlamentar, ao levar benefícios para a população, o trabalho que realizamos em função das emendas a que temos direito permitiu a muitos de nós votações expressivas e conseqüentemente a volta a esta Casa. Nós assistimos em nosso Estado a uma eleição muito desproporcional, em que o peso do dinheiro, a força do poder público concedeu um lugar a muitos e impediu a reeleição de outros tantos. Foi muito dura essa luta, mas muito melhor é reconhecer que o trabalho é capaz de permitir que o voto venha, que a eleição aconteça, que a população compreenda e responda, aceitando e separando o Parlamentar que trabalha daquele que simplesmente se apresenta como uma novidade para comprar votos, consciências e outras coisas. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a atividade parlamentar neste momento vai sofrer uma outra interrupção, em função do segundo turno No meu Estado já fomos amplamente vitoriosos no primeiro turno, com a candidatura da Senadora Roseana Sarney: elegemos um Senador, parte considerável da bancada estadual e um grande número de Deputados Federais. Vamos ver de volta a esta Casa um número expressivo de Deputados Federais. Vencemos na maioria dos Municípios, e portanto temos todas as condições de alcançar agora, no segundo turno, a vitória definitiva, elegendo a Senadora Roseana Sarney como a futura Governadora do Maranhão. Mas eu desejo encerrar com mais uma palavra de agradecimento a todos aqueles que contribuíram para o meu retorno à Câmara dos Deputados. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Deputado Gastão Vieira, cumprimento V.Exª , um combativo Parlamentar, pelo seu desempenho: 114.889 maranhenses trouxeram-no de volta a esta Casa. Sentimo-nos honrados por tê-lo aqui conosco. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Marco Maia, que honrará mais um mandato nesta Casa. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. MARCO MAIA (PT-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, agradeço-lhe as palavras e cumprimento V.Exª , que foi reeleito com uma das mais brilhantes votações no nosso Estado. Muito nos enobrece a sua presença mais uma vez nesta Casa, assim como a da Deputada Vanessa Grazziotin, que também vai estar na Câmara dos Deputados por mais 4 anos. Sr. Presidente, aproveito a oportunidade para agradecer aos mais de 70 mil eleitores que me agraciaram com o voto, dando-me a oportunidade de por mais 4 anos continuar trabalhando pelo meu Estado, afirmando no Parlamento uma concepção democrática e ética, que deve servir para articular e defender os interesses da maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul e do País. Para mim é uma honra poder continuar nesta Casa defendendo a melhora da qualidade de vida do povo, programas e projetos que respeitem aos interesses da maioria trabalhadora do País. Teremos, durante os próximos 25 dias, a responsabilidade de fazer um bom debate neste País, e também no nosso Estado, acerca do nosso futuro. Teremos a responsabilidade de deixar às claras quais são os projetos que estão em disputa, e a população terá a oportunidade de definir que futuro quer para o Brasil. Como disse o querido Deputado Paulo Pimenta, se queremos apostar no retrocesso, se queremos voltar ao passado, a um País no qual predominavam as privatizações, a Governos que não tinham responsabilidade para com o povo, a Governos incapazes de criar projetos e programas voltados para a maioria da população, a Governos que viviam subordinados ao capital internacional e faziam acordos com o Fundo Monetário Internacional para estabelecer regras que diminuíam as ações sociais e o papel do Estado na execução das políticas públicas, vamos continuar vinculados ao projeto que a candidatura do Sr. Geraldo Alckmin representa. Quem não se lembra de que mais de 70 CPIs foram arquivadas no Estado de São Paulo não porque a maioria dos Parlamentares queria, mas porque a base de sustentação do Governo de Geraldo Alckmin não permitiu que elas acontecessem? E esse cidadão terá que explicar os 400 vestidos doados à sua esposa, os patrocínios do BANESPA para revistas que traziam sua foto e faziam a sua promoção pessoal, assim como terá de explicar o arquivamento dessas mais de 70 CPIs, porque o povo brasileiro, agora, sim, terá a oportunidade de, tête-à-tête, fazer o bom debate democrático e ver quem é quem neste processo eleitoral. Não tenho dúvida, senhoras e senhores, de que ao fazermos o debate eleitoral, ao confrontarmos os Quinta-feira 5 45773 projetos, seremos capazes de fazer o verdadeiro discernimento daquilo que vem sendo realizado neste País. O Governo do Presidente Lula é o Governo do PROUNI. Hoje 250 mil filhos de trabalhadores têm acesso à universidade e podem formar-se em Medicina, Direito, Arquitetura ou Engenharia. Anteriormente eles não tinham essa oportunidade. O debate vai ser capaz de produzir a análise do Programa Luz para Todos, que está levando energia a trabalhadores e trabalhadoras deste País que em pleno século XXI ainda não desfrutavam de energia elétrica em suas casas. Esse vai ser o momento de discutir a criação das novas universidades federais, que há muito tempo não eram construídas neste País e agora passam a tornar-se uma realidade do povo brasileiro, como a UNIPAMPA, no Rio Grande do Sul. Vamos ter a oportunidade de discutir as escolas técnicas federais. O Governo do PSDB, de Fernando Henrique Cardoso, enviou a esta Casa um projeto que proibia o Estado brasileiro de criar e de construir novas escolas técnicas federais que foi aprovado e transformado em lei. Essa lei foi revogada pelo Presidente Lula, e já estão sendo construídas 40 novas escolas técnicas federais, havendo mais 100 previstas para o próximo ano Nos próximos 25 dias poderemos fazer o bom debate, comparar os projetos e o comportamento de cada um dos candidatos, Geraldo Alckmin e o Presidente Lula. A população brasileira saberá escolher o que é melhor para o Brasil e para o seu povo trabalhador. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Pedro Fernandes, que retorna à Casa pela vontade majoritária da população do Maranhão. Seja bem-vindo. O SR. PEDRO FERNANDES (PTB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, insisto na idéia de que precisamos priorizar a reforma política no País. O que vemos hoje no Parlamento são os partidos defendendo seus candidatos, como se uma pessoa sozinha conseguisse mudar o País. Ninguém conseguirá mudá-lo isoladamente, nem Lula nem Geraldo Alckmin. O que muda um País são as correlações de força. O que vimos nesta eleição foi uma bagunça partidária distribuída por todo o Brasil. O mesmo candidato era apoiado no Nordeste por determinados partidos e no Sul, por outros. Precisamos fazer a reforma política, discutir novo regime de GoverNº Não vamos atribuir a Lula ou a Alckmin a função de salvador da Pátria, porque nenhum deles resolverá nossos problemas. O Parlamento se 45774 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS diminui quando coloca temas pequenos em discussão para defender este ou aquele candidato. Foi bom que acontecesse o segundo turno, para vermos quem irá ficar de um lado e quem irá ficar do outro. Precisamos de partidos políticos fortes, de partidos nacionais, que levem bandeiras políticas para um lado e para o outro. O Parlamento se apequena quando Parlamentares sobem à tribuna para acusar um candidato e defender o outro. O que precisamos defender são políticas públicas. Os 2 candidatos são bons, não resta a menor dúvida. Ambos têm virtudes e defeitos. Mas eles não podem ser considerados isoladamente. Chegam ao Governo com Lula os que apóiam o PT, chegam ao Governo com Geraldo Alckmin os que apóiam o PSDB. Aí, então, veremos as virtudes e os defeitos do grupo, e não de uma só pessoa. É verdade que um programa de governo favorece um candidato. Mas também é certo que uma ou outra denúncia de corrupção desfavorece outro candidato. Agora, dizer que se está apurando mais corrupção porque essa é uma determinação do Presidente Lula, não acho que seja verdadeiro. É possível que a corrupção tenha aumentado no País. Sr. Presidente, o que o PT fez foi muito feio: desviar recursos para prejudicar candidaturas. No Maranhão, já fomos vítimas disso. Na pré-candidatura de Roseana Sarney à Presidência da República armaram todo um esquema, envolvendo a Polícia Federal e tudo, para denunciar. Mostraram recursos, inclusive. Temos de acabar com isso. Repito: o Lula não chegou sozinho ao poder. Votei no Lula, pedi votos para ele, mas me sinto envergonhado com o fato de alguns companheiros do PT promoverem essa vergonha nacional. Vamos ganhar com programas, comparando lados. Isso é importante. O povo brasileiro vai ter oportunidade, sim, no segundo turno, de ver quem é verdadeiro: o lado 1 ou o lado 2. Temos de tirar a prova. É importante pensar na reforma política. Tanto Geraldo Alckmin quanto Lula devem ir à televisão dizer que apóiam a reforma política. É preciso pensar em novo regime de GoverNº Discutir, por exemplo, o parlamentarismo, a exemplo das grandes democracias européias, como Inglaterra, Itália e França. Acho que o parlamentarismo é o melhor regime de GoverNº Seria bom discutir essa idéia no segundo turno Aqueles que quiserem prejudicar fazendo política na sombra, que abandonem isso e deixem o debate democrático correr solto, porque assim o povo brasileiro saberá escolher com muito mais certeza. Muito obrigado. Outubro de 2006 O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Deputado Pedro Fernandes, cumprimento V.Exª pela exposição. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Concedo a palavra, pela ordem, à nobre Deputado Vanessa Grazziotin, a quem cumprimento pelo êxito nas eleições. Esta Casa se sente muito honrada por contar com a presença da combativa e guerreira Deputada do nosso querido Amazonas. A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB-AM. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) – Muito obrigada, Deputado Beto Albuquerque, pela gentileza, pelas palavras carinhosas, que quero devolver em dobro. V.Exª tem sido um Parlamentar brilhante, tendo ocupado por um bom tempo a Liderança do Governo na Casa, com muita competência e, sobretudo, com muita maturidade e responsabilidade, diante da gente não só de seu Estado, mas de todo o País. O Rio Grande do Sul soube recompensá-lo, dando-lhe votação expressiva e significativa, Deputado Beto Albuquerque. Não o parabenizo, e sim ao seu Estado por permitir que esta Câmara continue contando com sua valiosa e imprescindível contribuição. Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, companheiras e companheiros, passei quase a tarde toda no plenário desta Casa a ouvir, com muita atenção, cada um dos pronunciamentos. Em geral, foram mencionados os resultados das eleições, mas sobretudo o segundo processo eleitoral, o segundo turno no País em vários Estados brasileiros. Sr. Presidente, também quero falar a respeito disso porque acredito que o povo brasileiro está diante da decisão mais importante a ser tomada. Estão enganados aqueles que pensam que vamos decidir, no último domingo deste mês, entre o Presidente Lula ou o ex-Governador Geraldo Alckmin para Presidente do Brasil. Vamos escolher muito mais do que isso, vamos optar pelo projeto político que queremos ver aplicado no País. Acredito que o segundo turno será importante exatamente para debater isto: projetos, idéias e o que cada um fez quando pôde governar, seja o País, no caso do Presidente Lula, seja o Estado de São Paulo, no caso do ex-Governador Geraldo Alckmin. A população brasileira, majoritariamente, ainda no primeiro turno, já fez essa discussão, tomou sua decisão baseada nisso. Há poucos instantes, falei desta tribuna que o Presidente Lula teve 78% dos votos no meu Estado, o Amazonas, e não porque fez uma campanha rica, milionária, volumosa; atingiu 78% dos votos pela política que o Governo Federal aplicou no Estado do Amazonas, desemperrando projetos que há décadas não saíam do papel; fortalecendo um projeto de desenvolvimento econômico importante, que é Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a Zona Franca de Manaus, que apenas sofria no Governo anterior. Então, a população terá mais oportunidade de debater e de fazer um balanço do que é melhor para o País. Será que queremos continuar com uma política que fortaleça o Estado brasileiro por meio da criação de novas universidades, novos campi, como vem fazendo o Presidente Lula? Será que queremos a permanência dessa política que pôs fim à privatização? Hoje, não estamos mais indo às ruas, tomando as praças deste País contra a privatização das empresas A ou B, como tivemos de fazer no passado, quando houve privatizações criminosas. O povo brasileiro vai debater a política que o País deve aplicar em relação ao resto do mundo e vai escolher se quer a política de independência do Governo do Presidente Lula ou a política que ampliava nossa dependência ao capital internacional, sobretudo ao capital norte-americaNº O Presidente Lula vem fortalecendo o MERCOSUL, enquanto eles queriam a ALCA. Contudo, não se tratava de qualquer ALCA, mas aquela que favorecesse os Estados Unidos. E não é só isso. Eles, os adversários, os tucanos, que governaram durante décadas este País, sabem que o debate político é ruim para eles, e ficam se escondendo no pseudo-manto da ética na política. Ora, Sr. Presidente, sou Deputada há 4 anos no Governo do Presidente Lula, e, como V.Exª , fui Deputada durante os 4 anos no Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, época em que nesta Casa nunca nos permitiram instalar uma CPI sequer, nenhuma! Nem a da compra de votos, que todos conhecem, que tirou o mandato de vários Parlamentares que foram obrigados a renunciar, até mesmo porque isso fazia parte da operação abafa. E as privatizações? Havia gravações, não indícios, mas havia provas contundentes com a participação do ex-Presidente Fernando Henrique negociando a entrega do sistema de telecomunicação brasileiro. Nenhuma CPI foi instalada. Então, vejam, é preciso acabar com a corrupção no País, e isso estamos fazendo mais agora do que se fez no passado. Sr. Presidente, estou confiante que em breve poderemos comemorar a vitória, não do Presidente Lula, mas do Brasil, a vitória de uma política independente, de uma política de desenvolvimento. Creio que é este o caminho, e essa idéia vai percorrer o País e será a escolha majoritária de toda nossa gente. Muito obrigada. Quinta-feira 5 45775 O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Muito obrigado, Deputada Vanessa Grazziotin. Cumprimento-a mais uma vez pela sua reeleição. O SR. PRESIDENTE (Beto Albuquerque) – Concedo a palavra, pela ordem, ao nobre Deputado Gervásio Silva, com quem Santa Catarina contará, mais uma vez, neste Parlamento, para defender aquela terra bonita, querida e trabalhadora. O SR. GERVÁSIO SILVA (PFL-SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Beto Albuquerque, eu o cumprimento também pela sua grande reeleição. Cumprimento as colegas Deputadas e os colegas Deputados. Inicialmente, agradeço ao povo catarinense, principalmente ao grande oeste catarinense, por me reconduzir ao terceiro mandato no Parlamento brasileiro. Fui o segundo Deputado mais votado do meu partido, com praticamente 3% dos votos do eleitorado catarinense. Aqui estamos, mais uma vez, por mais 4 anos, dedicando nosso trabalho e mandato a quem trabalha e produz no nosso querido Estado de Santa Catarina e no Brasil. Transmito meu abraço ao grande Prefeito de pequeno Município do extremo oeste de Santa Catarina, Marcos Theisen, que nos está assistindo, pelo apoio que tivemos no querido Município de Cunhataí. Reafirmo meu compromisso com o povo catarinense. Teremos um segundo turno, e muitos pronunciamentos foram feitos na tarde de hoje. Saio desta eleição com o objetivo de comemorar as oportunidades dadas aos cidadãos brasileiros, principalmente aos cidadãos catarinenses. Vivemos num país, Sr. Presidente – e disse isso muitas vezes durante a minha campanha – onde temos praticamente 40 milhões de jovens ou pessoas na faixa etária entre 15 e 24 anos. Se quisermos mudar nosso País, necessariamente o Governo precisará ter a competência de criar oportunidades para nossos jovens. E isso só se faz no momento em que deixarmos de comemorar o empobrecimento da população brasileira e o ingresso, a cada ano, de mais famílias nos programas sociais do Governo; no instante em que tivermos a competência de dar a essas famílias oportunidades de trabalho, oportunidades aos nossos jovens, investindo na educação, principalmente no ensino médio e profissionalizante, despertando a vocação de cada jovem, para que, aos 17 ou 18 anos, já saibam o caminho que querem seguir e se qualifiquem profissionalmente. Este é o caminho para mudarmos o quadro do nosso País; este é o caminho para diminuirmos a violência; este é o caminho para termos um Brasil diferente; este é o caminho para termos menos desigualdades, para fazermos justiça social. 45776 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sr. Presidente, entendo que este segundo turno é o momento realmente em que o povo brasileiro precisa decidir o que quer para o País amanhã. Queremos um Brasil de oportunidades. Foi por isso que fomos novamente candidatos a Deputado Federal e aqui estamos para a cada dia do nosso mandato trabalhar para atingirmos esse objetivo, essa meta, esse compromisso que assumimos durante nossa campanha. Para encerrar, Sr. Presidente, mais uma vez, agradeço ao povo catarinense, ao eleitor catarinense. Não somos o maior Estado do País, mas nós, catarinenses, podemos ter o orgulho de dizer que somos o melhor Estado do Brasil, graças à qualidade, à competência, à coragem e à dedicação de cada catarinense. É com esse objetivo que estamos aqui. Exerceremos o próximo mandato a serviço de quem trabalha e produz em Santa Catarina, com o compromisso de termos um Brasil diferente e melhor. Que Deus abençoe a todos nós. O Sr. Beto Albuquerque, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Luiz Couto, § 2º do art. 18 do Regimento Interno O SR. BETO ALBUQUERQUE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. O SR. BETO ALBUQUERQUE (PSB-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador. ) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nobres telespectadores e ouvintes da TV Câmara e Rádio Câmara, gostaria de fazer uma pequena reflexão sobre um tema. Não quero interferir, evidentemente, na independência que o Senado da República tem como Casa Revisora para apreciar matérias, mas chamo a atenção para o tempo que estamos vivendo e para a necessidade que o Senado tem de aprovar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Nesta Casa, Sr. Presidente, durante praticamente 3 anos, debatemos, vivemos conflitos de interpretação, seja do Governo com segmentos econômicos, seja dentro da Câmara, dos partidos que pensavam distintamente. Depois de 3 anos, chegamos a um relatório comum, que teve os votos das Sras. e dos Srs. Deputados, exceto os do PSOL, que, infelizmente, foram contrários à aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Foram 4 votos contrários neste plenário. A base do Governo e a própria Oposição aprovaram a Lei Geral, para desburocratizar, reduzir tributos, facilitar o surgimento de novas empresas que Outubro de 2006 querem nascer com saúde, assegurar geração de empregos, enfim, formalizar o mercado. Sr. Presidente, incluímos novos segmentos. Cito aqui 3 setores importantes, aos quais eu particularmente me dediquei. Inclusive tenho razões de ordem técnica para sustentar essas propostas. São os setores comerciais, de corretores de seguros e de escritórios de contabilidade. Na sua absoluta maioria são pequenos empreendedores que mereciam a oportunidade de estar no anexo do SIMPLES. Conseguimos incluir um conjunto de outros segmentos, como informática, software, numa lei que cria o Super-SIMPLES, que faz com que o cidadão pague de uma vez só para as 3 esferas de Poder – Município, Estado e União – e se acabe com esta confusão tributária na vida das pequenas empresas. Pois bem, vencemos essa fase, conseguimos construir a unanimidade. O Relator, Deputado Luiz Carlos Hauly, trabalhou com brilhantismo, sintonizado com as dúvidas e os interesses do nosso GoverNº E agora essa matéria está no Senado. É um direito do Senado rediscuti-la? Sim. No entanto, quero fazer um apelo aos nobres Senadores: Se deixarmos passar este tempo de disputas no segundo turno, poderemos perder o tempo exato de ver essa lei sancionada. Se perdermos este tempo, se não aprovarmos em definitivo a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas nesta Legislatura, talvez estejamos pondo fora uma oportunidade histórica que, muito provavelmente, não surgirá de novo se a votação for relegada para uma Legislatura futura. Portanto, o apelo que quero fazer é para que haja por parte do Senado a compreensão de que houve um trabalho longo na Câmara dos Deputados e que qualquer mudança, mesmo uma simples emenda de redação, fará com que essa matéria tenha que retornar à Câmara dos Deputados e entrar na fila das decisões, que são muitas, que precisam ser tomadas pelo princípio da anterioridade. Assim, acabaremos postergando a votação dessa a Lei Geral. Sei que o Senado Federal, como instituição, pode revisar, emendar, mudar. O apelo que faço é pela particular especialidade dessa matéria, pela sua grandiosa e importante mudança neste momento. Depois de 3 anos de debates, qualquer mudança poderá prejudicar a solução que queremos dar para o setor de micro e pequena empresa no Brasil. Portanto, quero fazer o apelo ao Senado Federal para que se reúna e aprove a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas como saiu da Câmara dos Deputados, contemplando inúmeros segmentos, simplificando por completo nossa estrutura tributária, instituindo um único tributo para os âmbitos municipal, estadual e Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS federal, fazendo com que as empresas possam respirar, possam ter perspectivas de crescimento, possam gerar empregos, possam se formalizar. É preciso que votem a lei como ela está. Mudar um ou outro artigo significa postergar, significa impedir que essa lei venha a ser sancionada ainda nesta Legislatura. Acho que isso seria uma perda irreparável do ponto de vista econômico e político. Sr. Presidente, quero renovar este apelo aos Senadores, a quem nós admiramos, de todos os partidos, do Governo e da Oposição, como também ao Presidente do Congresso Nacional: chancelem essa lei, porque é muito melhor ficar o que está ali do que nada. Não podemos perder a hora certa de fazer isso. Essa hoje é agora, antes do segundo turno O Brasil precisa ter a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas sancionada, para o bem dos pequenos empreendedores. Muito obrigado. O SR. ORLANDO DESCONSI – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. O SR. ORLANDO DESCONSI (PT-RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cidadãs e cidadãos brasileiros, o segundo turno no Rio Grande do Sul e no País vai nos permitir fazer o debate de um projeto para o Estado e o Brasil. Lembramos bem qual foi a lógica do Governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB e do PFL para o Brasil. Hoje, o PSDB disputa a eleição com o Presidente Lula em âmbito nacional. No nosso Estado, a candidata Yeda Crusius também disputa com o candidato do PT, Olívio Dutra. Corremos sério risco de se fazer o desmonte do Estado brasileiro. A lógica privatista está enraizada na cultura e no projeto de governo do PSDB e do PFL. Em termos nacionais, há sérios riscos de se privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, os Correios, a ELETROBRÁS, a PETROBRAS. Enfim, empresas estratégicas para o País correm risco na mão de um governo desses partidos. Eles não conseguiram terminar nos seus 8 anos de governo todo o processo de privatização que vinham adotando. Assim fizeram com uma boa parte do setor elétrico, com a Vale do Rio Doce, vendida a preço de banana. A conseqüência disso é que hoje o aço está 200% mais caro. Ele está acima da inflação. Isso é fruto do monopólio privado. Sabemos bem que no Estado do Rio Grande do Sul, também na gestão Antônio Brito, quando o PSDB tinha o Vice-Governador, fez-se as privatizações da CRT e de uma parcela da CE. Faltou um pouquinho para concluir. Há também o caso do BANRISUL. O Quinta-feira 5 45777 candidato a Vice na chapa de Yeda Crusius é bem enfático. Ele defende sua privatização. A CORSAN, a Companhia Rio-Grandense de Saneamento, que é importante para o desenvolvimento do nosso Estado, também corre risco de privatização. Sr. Presidente, será o Governo do Estado mínimo, o Governo que cortará recursos das áreas sociais para o povo que mais precisa, que cortará o Programa Bolsa-Família, o seguro-agrícola para os pequenos agricultores, porque não vê nas políticas sociais algo importante como inclusão, distribuição de renda, descentralização de recursos. Com certeza, a expansão do ensino superior que tivemos com o Presidente Lula, um Presidente operário, não voltaremos a ter. Ao contrário, todas as conquistas que alcançamos serão desmontadas. Em âmbito nacional, 13 cidades do nosso Estado foram contempladas. Não apenas nós, mas em Santa Catarina, Rio Grande Sul e Paraná temos a perspectiva de construção da Universidade do MERCOSUL. Se Lula não for reeleito, esse sonho cairá por terra. Tivemos a expansão do ensino técnico federal graças à mudança da lei aprovada no Congresso Nacional, oriunda de projeto enviado por nosso Governo Federal – a esse respeito, o Governo do PSDB e do PFL, além de não ter expandido o ensino técnico federal, proibiu em lei a sua expansão. O nosso Governo mudou esta lei e está, entre a expansão e a federalização, transformando 50 escolas que estão em nosso País, projeto que corre o risco de não ter continuidade caso o Presidente Lula não seja reeleito. Toda essa dinâmica precisa ser repensada pelas pessoas que, no bê-á-bá, decidiram votar em Alckmin, pessoas que lá no Estado votaram em Yeda Crusius, como se fosse algo novo, mas que de novo nada tem. Ela chutou o prato em que comeu ontem: era aliada do Governo Rigotto, no Rio Grande do Sul. O PSDB tinha o Vice-Governador até a última hora; foi Governo, foi responsável pelo atraso no desenvolvimento do Estado, mas aparece como novidade, como algo novo. De novidade nada existe. Trata-se de uma nova roupagem com o mesmo e velho projeto que nós bem conhecemos: projeto de um Estado mínimo, com cortes das políticas sociais, com projetos que não valorizam o servidor público. A propósito, o PSDB e o PFL estiveram à frente do Governo por 8 anos e não concederam reajuste algum. Praticamente todas as categorias de servidores federais lembram os 8 anos de reajuste zero. Todos temos conhecimento do descaso com que foram tratadas a educação e a saúde no Estado do Rio Grande do Sul. Lá, não houve sequer o repasse do va- 45778 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS lor da merenda escolar, e o Governo Federal repassou recursos da merenda aos Municípios. Nosso Estado, Sr. Presidente, deve aos Municípios, há um ano e meio, o repasse da área da saúde. Infelizmente, não há repasse para os Municípios há um ano e meio. Hoje, as pessoas idosas e doentes estão sendo atendidas com recursos dos Municípios e da União. Infelizmente, nos Estados de que fizeram parte o PSDB e o PFL, agora todos se juntam à candidatura de Yeda Crusius, porque são farinha do mesmo saco. No que se refere à corrupção, todos sabemos que ela é um mal que existe há muito tempo. Mas todos sabemos também quantos fatos foram escondidos embaixo do tapete na gestão anterior, tanto que Geraldo Brindeiro, Procurador da República, era chamado de “engavetador” da República. Hoje não é assim no Ministério Público Federal. A Polícia Federal, que teve seu efetivo ampliado no Governo Lula, tem um papel sério e combatente e tem enfrentado todas as pessoas que erraram, no setor público ou privado, não interessando o “p” a que pertença. Isso são efetivamente os órgãos públicos funcionando, por orientação do Presidente da República. Existe a Controladoria da República, que investiga Municípios por sorteio, e lamentavelmente identificou um grande índice de corrupção em Prefeituras de nosso País. Isso tudo vem à tona porque há, sem dúvida, um trabalho sério sendo efetuado. É de se perguntar: como foi a gestão dos que querem aparecer como arautos da moralidade, que apresentam a candidatura de Geraldo Alckmin, que abafou 67 CPIs no Estado de São Paulo e não quis a ajuda do Governo Federal para combater o crime organizado? Querem que o crime organizado, que tomou conta de São Paulo, tome conta do País? Não podemos permitir isso nessas eleições. Tenho certeza de que o debate será feito e o Presidente Lula reeleito após o cotejamento dos 2 projetos e na comparação do que foi feito pela gestão anterior, em 8 anos, com o que está sendo feito em todas as áreas no atual GoverNº No Rio Grande do Sul, temos a convicção de que o povo gaúcho, que pensa no melhor de seu Estado, vai votar em Olívio Dutra e não no retrocesso que representa a candidatura de Yeda Crusius, das privatizações, do período da gestão de Antônio Britto e, em âmbito nacional, de Fernando Henrique Cardoso. Muito obrigado. O SR. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. Outubro de 2006 O SR. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO (PRONA-SP. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores que nos acompanham pela TV Câmara e Rádio Câmara, escritor mineiro, folclorista, nascido em Diamantina, Minas Gerais, em 1º de novembro de 1837, e falecido no dia 14 de setembro de 1898. Estamos falando do ilustre brasileiro José Vieira Couto de Magalhães. Cursou o Seminário de Mariana e a Faculdade de Direito de São Paulo, tendo sido um infatigável estudioso dos nossos sertões. Couto Magalhães foi uma pessoa de extrema atividade intelectual. Era um fervoroso estudante e pesquisador de línguas estrangeiras e indígenas, onde despendeu boa parte de sua atividade. Homem inteligente, falava francês, inglês, alemão, italiano, tupi e numerosos dialetos indígenas. Estudou astronomia, física e mecânica, tendo, posteriormente, seus instrumentos para experiências científicas doados ao Instituto Politécnico de São Paulo. Colaborou com muitos jornais, com ênfase no Jornal do Comércio e no jornal O Diário Popular. Deixou inédita uma Gramática da Língua Geral. Exerceu o cargo de Secretário do Governo de Minas Gerais, foi Presidente das Províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Ao irromper a Guerra do Paraguai, na qual participou da batalha de reconquista de Corumbá dos paraguaios, ganhou do Governo Imperial o título de Barão de Corumbá. Mas o recusou, preferindo o de General Brigadeiro, distinção que então raras vezes se concedia a civis. É o iniciador dos estudos folclóricos no Brasil, publicando O Selvagem, Ensaios de Antropologia e outros. Ao ser proclamada a República no Brasil, preferiu permanecer no seu regime antigo e afastou-se da política. Nessa época, sua saúde já estava abalada, tendo viajado para a Europa em busca de tratamento. Retornando ao Brasil em 1893, doou parte de sua fortuna para a fundação de um hospital de sangue para os revoltosos da Armada e do Rio Grande do Sul. Ocupou a Cadeira nº 6 da Academia Paulista de Letras, mais tarde sucedido por Plínio Salgado. José Vieira Couto de Magalhães, com toda justiça, deve ser apontado à nossa juventude como mais um exemplo de coragem, persistência, energia e iniciativa. Muito obrigado, Sr. Presidente, e uma boa-noite à família brasileira! O SR. VIGNATTI – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. VIGNATTI (PT-SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Luiz Couto, inicialmente quero parabenizá-lo por sua reeleição. Com certeza, sua representação entre nós é bem-vinda, pelo bom trabalho que V.Exª sempre desenvolveu. Aproveito a oportunidade para fazer um agradecimento todo especial pelos 114.681 votos que tive no Estado de Santa Catarina. Trata-se de uma votação expressiva, que me dará a oportunidade de representar novamente o povo da minha região no Congresso Nacional. A expressiva votação nos colocou como o Deputado Federal mais votado do Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina, o que amplia nossa responsabilidade política e nosso compromisso em fazer um segundo mandato ainda mais atuante e dedicado para com a sociedade brasileira e especialmente com os catarinenses. O resultado demonstra que uma grande parcela do povo catarinense está engajada nas nossas propostas e acredita no nosso trabalho para a construção de um Brasil melhor. Dos 293 Municípios catarinenses, fizemos votos em 265 deles, o que reafirma nosso compromisso em realizar um segundo mandato ainda mais estadualizado, que atenda às necessidades dos Municípios e os anseios das pessoas que estão conosco nesta caminhada. Quero fazer um agradecimento especial a toda a militância partidária, a cada eleitor que depositou em mim essa confiança, dando-me oportunidade de ser Deputado Federal e de representar novamente nosso Estado e ajudar a desenvolver este Brasil, que está em jogo, de acordo com 2 projetos em tramitação nesta Casa. A compreensão de Estado é diferenciada nesses 2 projetos. Sr. Presidente, o que está em jogo não é somente se o PROUNI continua, se o BESC, em Santa Catarina, continua público ou não, se o seguro da agricultura familiar continua ou não, se o programa de habitação rural continua ou não. O que está em jogo, de fato, é a elaboração de um projeto de País que crie sua autonomia em relação aos norte-americanos. Pela primeira vez temos autonomia e independência em relação aos interesses do FMI. Pela primeira vez o Brasil é governado sem o FMI; conseguiu cortar o cordão umbilical com aquela instituição. O Estado brasileiro diminui sua dívida pública e aumenta sua capacidade de investimento. O Estado começa a planejar para si próprio e a descobrir soluções para seus grandes problemas, não para interesses de empresas, candidatos ou organismos internacionais que possam influenciar uma candidatura. O Brasil correu o risco de ter um apagão no planejamento, e não quer voltar a isso. Temos um novo Quinta-feira 5 45779 planejamento para o Brasil, uma nova proposta, do ponto de vista da infra-estrutura, da recuperação do Estado brasileiro e de seu fortalecimento. Conquistamos a auto-suficiência de petróleo, com o fortalecimento da PETROBRAS; da Caixa Econômica Federal como proponente de política pública; do Banco do Brasil com o microcrédito e o financiamento da agricultura familiar; do BNDES, que financia o interesse das empresas nacionais, não o processo de desmonte do Estado brasileiro a partir dos interesses internacionais para promover sua privatização. O que está em jogo neste País é a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro; a continuidade da recuperação gradual do seu poder de compra; a evolução do salário mínimo para um patamar digno e decente; a empregabilidade do povo brasileiro; melhoria na distribuição de renda; melhoria da situação da classe média; a desoneração tributária, para proporcionar de fato mais renda, com a aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, lembrada pelo Deputado Beto Albuquerque – que se irá agora para o Senado Federal – e que se faz necessária ainda este ano, devido ao princípio da anterioridade. Se não for aprovada este ano, a lei não entra em vigor ano que vem. Precisamos trabalhar por essa desoneração. Isto, sim, constituirá elemento eficaz para a criação de políticas públicas que de fato melhorem a vida do nosso povo. É esse o julgamento que o povo brasileiro fará. Vamos discutir também a ética. Vamos entender por que a mesma Polícia Federal que no passado só prendia camelôs hoje desmonta tantos esquemas, alguns dos quais sustentam parte da política nacional deste País. É preciso fortalecer essa instituição. Por que antes não se fiscalizavam os repasses feitos aos Municípios? Por que não se fortaleciam esses valores? Precisamos descobrir também por que foram feitas as privatizações e onde estão os cento e poucos bilhões de reais que foram queimados do povo brasileiro para atender a meia dúzia de pessoas deste País e a mais tantas do capital internacional. Sr. Presidente, vamos fazer esse debate em linguagem popular, uma linguagem que o povo entenda. Não tenho dúvida de que nossa gente enxergará a diferença de candidaturas. A presença do Presidente Lula nas diversas regiões deste País vai ressaltar não só o carisma de S.Exa., mas sobretudo a diferença de propostas. Vai ficar claro quem está com quem neste processo: o Presidente Lula está com o povo, e o povo está com o Presidente Lula, dando-lhe condições de continuar construindo oportunidades para todos. 45780 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sr. Presidente, voltando à expressiva votação que obtivemos em Santa Catarina, quero dizer que ela é reflexo de trabalho responsável que realizamos nestes quase 4 anos que aqui estamos. Estivemos com o Governo do Presidente Lula em inúmeras conquistas para o País, como por exemplo, sendo Relator da medida provisória que instituiu o maior salário mínimo dos últimos 20 anos no Brasil. Ciente da importância das micro e pequenas empresas para o desenvolvimento do País, ajudamos a construir a Lei Geral que irá diminuir e simplificar a carga tributária do setor. Filho de uma região onde encontra-se o berço da agricultura familiar, ajudamos a construir importantes políticas que hoje garantem maiores investimentos no setor. Contribuímos também para a implantação do Seguro Agrícola, que garante renda aos agricultores, e a criação do programa de habitação rural, que já atendeu cerca de 30 mil famílias do campo com moradia. Eleito o Deputado mais jovem por Santa Catarina em 2002, apostamos na juventude como um dos principais eixos de atuação deste mandato. Como único representante da Câmara dos Deputados no Conselho Nacional da Juventude, contribuímos com o Governo Lula na criação da Secretaria Nacional da Juventude, sendo um dos principais idealizadores do Plano Nacional que institui políticas públicas aos jovens brasileiros. Ao investir na juventude, também priorizamos as ações voltadas para a área da educação, auxiliando na implantação do PROUNI, que disponibiliza a educação de nível superior aos jovens de baixa renda, e do FUNDEB, que garante o ensino público gratuito da creche ao ensino médio, com valorização dos profissionais da educação. Nesta área, também intensificamos os trabalhos para a expansão da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, bem como a implantação de novas unidades do Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET no interior. Somadas a estas e muitas outras ações, o trabalho que desenvolvemos para o fortalecimento dos pequenos Municípios catarinenses deve ser considerado fator fundamental para o nosso resultado nas urnas. Através da capacitação de agentes públicos municipais e da elaboração de projetos, nosso mandato tem-se destacado como principal interlocutor das Prefeituras catarinenses para a viabilização de recursos que estão auxiliando no desenvolvimento regional. Agora, com o apoio que nos foi confiado, é com muita satisfação que trabalharemos para apresentar aos catarinenses os resultados esperados, a fim de retribuir todo o apoio que recebemos nas urnas no último domingo. Além de darmos prosseguimento às atividades iniciadas no primeiro mandato, temos ou- Outubro de 2006 tros projetos que encherão de orgulho os catarinenses. Nossa grande missão para o próximo mandato é a criação da Universidade Federal da Mesorregião do MERCOSUL em Santa Catarina, cujo projeto de minha autoria vem sendo acompanhado com muita atenção pelo Ministério da Educação. Com ele, pretendemos disponibilizar o ensino superior gratuito aos jovens de uma região composta por 415 Municípios que carecem de tal estrutura e, conseqüentemente, promover o desenvolvimento regional através do ensino, pesquisa e extensão. Porém, para que tenhamos êxito neste e tantos outros projetos em curso, precisamos reeleger o Presidente Lula no próximo dia 29 de outubro. Como o Deputado mais votado do PT em Santa Catarina, nossa responsabilidade aumenta enquanto liderança política no Estado, e por isso, neste período, estaremos empenhado em mostrar ao povo de Santa Catarina o que este Governo está fazendo de positivo pelo Brasil, sobretudo no que se refere à geração de emprego e distribuição de renda no País. Tenho certeza de que o apoio que nos foi confiado pelos catarinenses no último domingo será estendido ao Presidente Lula neste segundo turno, para que, juntos, possamos continuar oferecendo ao Brasil um Governo realmente comprometido com o seu povo. Era o que eu tinha a dizer. Muito obrigado. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna tomado de muita indignação. Não posso aceitar que uma diretora da ANAC – não queria dizer seu nome, mas o farei, para indicar o alvo de minha indignação –, a Sra. Denise Maria Ayres de Abreu, use expressão de tamanha frieza dirigindo-se aos parentes das vítimas do acidente com o avião da Gol: “Vocês são inteligentes. O avião caiu de 11 mil metros, a 400 quilômetros por hora. O que vocês esperam? Ainda encontrar corpos?” Ora, o que é isso? Essa aberração dita por uma diretora da Agência Nacional de Aviação Civil a faz indigna do cargo. Não digo nem que essa senhora é um animal, porque um animal não merece a comparação. Que absurdo! E depois, quando censurada, disse que não era psicóloga nem assistente social. O que é isso! Todos nós, ocupantes de cargos públicos, temos de ter um quê de psicólogo, um quê de assistente social. E ela disse outro absurdo. Disse que, se caísse de um prédio de 20 andares, seu corpo sofreria conseqü- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ências. Ela que caia da altura que for e se esborrache no chão – sua desgraçada! Como pode essa senhora tratar dessa maneira pessoas que estão vivendo um momento de tamanha dor e dificuldade! Se a senhora tiver vergonha na cara, renuncie, Denise não sei das quantas! Não dá para acreditar que uma pessoa que está se dirigindo aos parentes das vítimas de acidente tão trágico, e exatamente a pessoa que deveria encontrar soluções para ajudá-los, comporte-se dessa forma. Ainda bem que o Comando da Aeronáutica tem vários oficiais e praças dando a maior atenção a essas famílias. Não me lembro de ter visto na lista de vítimas o nome de um conhecido. Não estou indignado porque tive algum amigo ou parente vitimado. Falo como ser humano que ficou perplexo diante da declaração dessa dita senhora. Lamentável! A Agência Nacional de Aviação Civil, que tanto lutamos para criar, crentes de que ela faria um trabalho positivo, manifesta-se agora dessa forma tão negativa. Não dá para acreditar! Vivi há cerca de 10 anos um episódio parecido com esse, o da queda do avião da TAM em Jabaquara, quando morreram cerca de 100 pessoas. O avião caiu perto do meu escritório, perto da minha residência. Acompanhei aquele desespero, aquele momento triste, de dúvida. E eu também não conhecia ninguém naquele avião. Sr. Presidente, repudio veementemente as palavras repugnantes dessa diretora da Agência Nacional de Aviação Civil. Se essa senhora não vier a público se desculpar perante toda a sociedade brasileira, principalmente perante os familiares das vítimas do acidente, voltarei a esta tribuna e cobrarei, de quem de direito, uma reparação à altura. É duro ter de ouvir esse tipo de coisa de alguém que deveria confortar, dar atenção, ser solidária, ser uma psicóloga, sim. Temos a obrigação de cobrar, Sr. Presidente, e estou cobrando: senhores diretores da ANAC, tomem uma atitude, ou voltarei a esta tribuna para cobrar eu mesmo dessa Denise Ayres de Abreu – você deveria ter sido uma das vítimas. O SR. EDUARDO VALVERDE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. O SR. EDUARDO VALVERDE (PT-RO. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, há um ditado popular que diz o seguinte: “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”. O apoio anunciado hoje do casal Garotinho ao candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin começa a indicar para a Quinta-feira 5 45781 população brasileira que tipo de apoio esse hipotético Governo terá, caso ganhe as eleições. Anthony Garotinho, que já foi presidenciável pelo PMDB, esteve envolvido durante sua pré-candidatura com bicheiros e ONGs que recebiam recursos do Estado, instituições que sequer tinham uma sede. Foi o próprio tucanato que detonou a candidatura do Sr. Anthony Garotinho. E agora o casal hipoteca apoio a Geraldo Alckmin. A população brasileira já deve ter percebido o estilo dúbio do presidenciável tucano: de um lado o neopopulismo de Garotinho, de outro, o conservadorismo tradicional, que melhor representa sua candidatura. A Direita neste País sempre contou com a dicotomia entre o arcaico e o neoconservador. Isso se repete anos a fio. A eleição do Sr. Fernando Henrique Cardoso, em 1994, com o apoio do PFL, retrata bem a junção do arcaico, representado pelas elites do Nordeste, com o neoconservadorismo das elites paulistas. A mesma união se repete nestas eleições. A elite brasileira, ou melhor, seu viés mais conservador, porque o outro já se separou e apóia a candidatura do Presidente Lula, quer novamente construir uma alternativa de poder, a mesma que não conseguiu se consolidar em 8 anos – e o projeto era para 20 anos. Foram incompetentes. Não deram à população brasileira resposta para sua demanda mais urgente: uma política social de combate às desigualdades. Em 8 anos de mandato, deixaram de lado aquilo que é mais caro ao País, sua noção de República, sua concepção de projeto nacional. Submeteram-se ao FMI, atrelando-se incondicionalmente aos Estados Unidos. O Brasil vive agora uma fase de soberania, de autonomia para construir parcerias comerciais com países de mesmo patamar nosso, como a China, a Rússia, a Índia, a África do Sul, e fortalecer blocos regionais com o MERCOSUL. Achamos nosso rumo, tomamos a frente desse grupo de países, que deve se posicionar de igual para igual diante dos mais ricos do mundo. Mas essa concepção de Estado nacional, fortalecida pelo Presidente Lula, está hoje ameaçada pela tentativa de retorno ao poder do representante desse pacto dicotômico entre o neoconservadorismo e o populismo. Garotinho é um neopopulista, um caudilho local. Teve sua campanha financiada pelo jogo do bicho. Que País teríamos com a eleição do Sr. Geraldo Alckmin? Seria um País moderno, democrático, que tivesse de enfrentar as desigualdades regionais e sociais ou um País que se acovardaria e se manteria na inércia, no status quo que perdurou no País por mais de 500 anos? 45782 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Creio que a população brasileira saberá expressar nas urnas aquilo que mais sentiu como protagonista da sua história, que foram esses 3 anos e 10 meses do mandato do Presidente Lula, em particular aqueles que não têm voz, como as populações indígenas, quilombolas, negros, mulheres violentadas dentro de casa – para as quais houve a aprovação da lei do combate ao crime doméstico e familiar –, aqueles que não têm moradia, que foram beneficiados com os 4 programas de habitação popular, com a redução dos subsídios para construção de moradias populares e para a compra de materiais de construção, e agora passam a ter acesso à moradia condigna, os sem-terra, em face do implemento do Plano Nacional de Reforma Agrária. Então, a turba silenciosa das ruas começa a ser protagonista e a fazer história ao botar nos ombros a candidatura do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é a redenção dos pobres, dos miseráveis, daqueles que durante séculos foram considerados cidadãos de segunda classe. O SR. RAUL JUNGMANN – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Tem V.Exª a palavra. O SR. RAUL JUNGMANN (PPS-PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Luiz Couto, que as minhas primeiras palavras sejam de júbilo por reencontrá-lo nesta Casa, já parabenizando-o pela sua expressiva votação e reeleição. É muito importante a continuidade nesta Casa de Parlamentares com a sua postura, comprometimento e seriedade. Acredito que tanto V.Exª como todos nós estamos de parabéns. Quero agora me dirigir ao povo de Pernambuco, em particular aos recifenses. De coração, agradeço profundamente ao povo altivo da minha terra este mandato que me foi confiado pela segunda vez e que é uma expressão de confiança. Obtivemos nas urnas 88.757 votos, com crescimento em relação à votação total de 2002, de aproximadamente 61%, o que é bastante expressivo. Mas além disso, conquistamos na capital de nosso Estado, Recife, mais de 45 mil votos, o que nos coloca em terceiro lugar dentre os mais votados na capital. Isso veio acompanhado também de um crescimento expressivo na região metropolitana, em cidades essenciais, do ponto de vista político, social e econômico, como é o caso da segunda maior do Estado, Jaboatão – e aproveito para agradecer a todos os que integram aquele Município, onde tivemos mais de 8 mil votos. Já em Olinda, na nossa Marim dos Caetés, alcançamos 6 mil votos. Em Camaragibe, outra cidade da região metropolitana, sob a batuta tanto do Prefeito Outubro de 2006 João Lemos quanto, sobretudo, do meu amigo muito querido Denivaldo Freire, a quem eu aproveito para render as homenagens, tivemos mais de 4 mil votos. Quase o mesmo se deu na cidade de Paulista, com 3 mil e poucos votos. De tal sorte que nós conseguimos amealhar na região metropolitana alguma coisa como 71 mil votos. O que quer dizer que nós mudamos, Sr. Presidente, o nosso perfil. Antes, tínhamos um perfil muito mais pulverizado, muito mais distribuído entre região metropolitana, Recife, Agreste, Mata e também interior do Estado, e agora ele se adensou exatamente no nosso espaço metropolitaNº No caso de Recife, por exemplo, nós tivemos um crescimento de 425%, ou seja, mais do que quadruplicamos a nossa votação anterior. Em relação à votação de 2002, nós conseguimos, Sr. Presidente, Deputado Luiz Couto, um crescimento de 300% na região metropolitana. Isso tudo significa que nós obtivemos, onde o espaço é mais crítico, onde a crítica é maior – e eu diria até uma certa desesperança – nós conseguimos essa expressiva votação. Quer dizer, ao lado dos votos populares, dos votos das lideranças, dos votos dos mais humildes, mas contando com lideranças como Alberto Feitosa, Bira Tavares, Vera Lopes, Vereador Zé Correia, de Jaboatão, Sílvio Barbosa, outras grandes lideranças que temos lá, como Luciana Araújo e tantos e tantos outros – que incorro no erro de esquecer, mas eu quero agradecer a todos –, nós conseguimos capturar uma parcela das consciências políticas e cívicas desse espaço importantíssimo do nosso Estado. Por isso, Sr. Presidente, ao me despedir, quero renovar o meu agradecimento e dizer aos pernambucanos que podem contar comigo nesses 4 anos para levar adiante o nosso trabalho em prol da decência, da ética, da melhoria das condições de segurança e redução da violência. Portanto, a minha luta é pela vida, pela paz. Sei que são questões muito caras ao Presidente. Luto também pelo desenvolvimento e pelo emprego, fundamentais para que toda a população brasileira tenha uma melhoria das suas condições de vida. Ao povo de Pernambuco, de minha cidade, aos companheiros de Garanhuns, ao Presidente daquela Câmara, Sivaldo, ao Paulo, de Aliança, enfim, a todos os outros e, sobretudo, aos pernambucanos e pernambucanas que acreditaram na nossa proposta de fazer uma política decente e limpa, muito obrigado. Continuo pensando grande e trabalhando pela melhoria das condições de vida do povo de Pernambuco, de Recife e do Brasil. Muito obrigado, de coração, a todos que possibilitaram esse retorno por mais 4 anos ao Congresso Nacional e à Câmara dos Deputados. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Parabéns, Sr. Presidente, pelo seu desempenho. Era o que tinha a dizer. VII – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) – Encerro a sessão, convocando outra, para amanhã, quinta-feira, dia 5 de outubro, às 14h, com a seguinte ORDEM DO DIA DEBATES E TRABALHO DE COMISSÕES AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS OU RECURSOS I – EMENDAS 2. PROJETO DE RESOLUÇÃO QUE ALTERA O RICD Prazo para apresentação de emendas: 5 Sessões (Art. 216, § 1º, do RICD). Nº 279- 06 (Paulo Magalhães) Dispõe sobre o desarquivamento de proposições da Câmara dos Deputados, no início da legislatura. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 II – RECURSOS 1.CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE COMISSÃO – ART.24, II, DO RICD INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: art. 58, § 3º, c- c o art. 132, § 2º (PARECERES FAVORÁVEIS), ou com o art. 133 (PARECERES CONTRÁRIOS), todos do RICD. Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD). 1.1 COM PARECERES FAVORÁVEIS PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.575- 2001 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada ao Sistema São Paulo de Comunicação e Empreendimentos Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de Cotia, Estado de São Paulo. DECURSO: 2ª. SESSÃO Quinta-feira 5 45783 ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.205/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária a Voz de São Francisco de Itabapoana a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Francisco de Itabapoana, Estado do Rio de Janeiro. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.213/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação dos Candangos do Paranoá – ACP a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade do Paranoá, Distrito Federal. ÚLTIMA SESSÃO: 5-10- 2006 Nº 2.225/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Cultural Pinheirinho do Vale a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Pinheirinho do Vale, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.227/2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Solidariedade “Casa do Povo” a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Guariba, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.229/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Atalaia da Última Hora a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.243/2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Amigos de Bairros da Comunidade de Dolcinópolis a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Dolcinópolis, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.244/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que au- 45784 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS toriza a Fundação João Luis Albuquerque a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Caxias, Estado do Maranhão. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.246/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Apoio ao Desenvolvimento de São Pedro – RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Pedro, Estado do Rio Grande do Norte. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.249/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga concessão à Fundação Educativa e Cultural Vivaldo Nascimento Piotto para explorar serviço de radiodifusão de sons e imagens, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Passos, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.257/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Beneficente Acácia Branca a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Palmeira dos Índios, Estado de Alagoas. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.260/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Radiodifusão Comunitária de Meleiro a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Meleiro, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.269/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Rádio Samaritana FM a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Bela Vista do Maranhão, Estado do Maranhão. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.273/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Educativa e Social de Paracatu (ONGPAR) a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radio- Outubro de 2006 difusão comunitária na cidade de Paracatu, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.276/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio São Carlos Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, na cidade de São Carlos, Estado de Santa Catarina. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.277/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Modelo FM Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Indaiatuba, Estado de São Paulo. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.282/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Crixás para Todos a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Crixás, Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.283/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Moradores da Cidade de Goiandira – GO a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Goiandira, Estado de Goiás. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.284/2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural Beneficiente e Comunitária Caminhos da Vida a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Itumbiara, Estado de Goiás. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.286/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária dos Moradores de Uruana de Minas a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Uruana de Minas, Estado de Minas Gerais. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.287/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Cacaré FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Uiraúna, Estado da Paraíba. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.288/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural “Waldomiro de Freitas Sant’’Anna” a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.289/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Piratininga de São José dos Campos Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.290/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Virginius da Gama e Melo para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.292/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Cultura e Ciência Clementina a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Clementina, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.295/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Radiodifusão Sonora e Cultural de São Pedro do Iguaçu a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Pedro do Iguaçu, Estado do Paraná. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.296/2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação de Educação e Telecomunicação de Barretos para executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins Quinta-feira 5 45785 exclusivamente educativos, na cidade de Barretos, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.298- 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Clube de Botucatu Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Botucatu, Estado de São Paulo. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.302- 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Liberal FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Dracena, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.305- 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio e TV Centauro Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Itamonte, Estado de Minas Gerais. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.310/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação de Desenvolvimento Comunitário Liberdade de Barra do Guarita a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Barra do Guarita, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.311/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Verde é Vida a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Itapuí, Estado de São Paulo. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.313/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Rádio Comunitária Atividade Lapão FM a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Lapão, Estado da Bahia. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 45786 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 2.316/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à TV Fronteira Paulista Ltda., para explorar serviço de radiodifusão de sons e imagens, na cidade de Presidente Prudente, Estado de São Paulo. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.335/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico de Varre-Saí a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Varre-Sai, Estado do Rio de Janeiro. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Nº 2.339/ 2006 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação Social – ACCS a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Macaúbas, Estado da Bahia. DECURSO: 2ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 10- 10- 2006 Outubro de 2006 Nº 2.266/ 2003 (Rogério Silva) – Dispõe sobre a proibição de divulgação de informações sobre apreensão de drogas pelas emissoras de rádio e televisão, e empresas jornalísticas. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 2.CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART.54 DO RICD (MATÉRIAS SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TERMOS DO ART.144 DO RICD) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – PEC: art. 202, § 1º do RICD. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – DEMAIS PROPOSIÇÕES: art. 58, § 3º, c- c o art. 132, § 2º, do RICD. Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD). 2.1 PELA INCONSTITUCIONALIDADE E- OU INJURIDICIDADE OU INADMISSIBILIDADE PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 252/ 2004 (Almir Moura) – Cria a Suprema Corte Constitucional. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 2.2 PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E- OU ORÇAMENTÁRIA PROJETO DE LEI PROJETO DE LEI Nº 3.992/ 2000 (Luiza Erundina) – Acrescenta parágrafo ao artigo 4º da Lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 5.204/ 2005 (Eduardo Paes) – Institui na Cidade do Rio de Janeiro – RJ, o Pólo Internacional Rio de Seguros e Resseguros e cria incentivos para as empresas do mercado de seguros e resseguros com sede no estado do Rio de Janeiro. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.548/ 2003 (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO) – Cria e transforma no Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, os cargos que menciona e dá outras providências. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 4.796/ 2005 (Jandira Feghali) – Regula o exercício profissional de Geofísico. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 5.505- 2005 (Senado Federal – Delcidio Amaral) – Institui o “Dia Nacional de Combate à Psoríase”. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 1.2 COM PARECERES CONTRÁRIOS PROJETO DE LEI Nº 3.691/ 1997 (Salatiel Carvalho) – Dispõe sobre a proibição de qualquer tipo de publicidade comercial nas emissoras de televisão por assinatura. Apensados: PL-4.097/ 2001 (Salvador Zimbaldi) ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 3. CONTRA DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE – ART. 164, § 1º, DO RICD (SUJEITOS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO, APÓS OUVIDA A CCJC, NOS TERMOS DO ART. 164, §§ 2º E 3º DO RICD) Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (Art. 164, § 2º, do RICD). PROJETO DE LEI Nº 2.810/ 2000 (Senado Federal – Álvaro Dias) – Dispõe sobre os limites da receita bruta anual e os percentuais aplicáveis à receita bruta mensal das empresas inscritas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples, de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 2.696/ 2003 (Darcísio Perondi) – Altera valores previstos na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que institui o SIMPLES. Apensado ao PL-489- 2003(Feu Rosa) ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.755/ 2003 (Jorge Alberto) – Altera valores previstos na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que institui o SIMPLES. Apensado ao PL-7.003/ 2002(Eduardo Paes) ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 2.887/ 2004 (Francisco Turra) – Altera dispositivos da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, com a redação dada pela Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998. Apensado ao PL-7.003/ 2002(Eduardo Paes) ÚLTIMA SESSÃO: 5-10- 2006 Nº 3.193/ 2004 (Antonio Carlos Mendes Thame) – Altera valores previstos na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que institui o SIMPLES. Apensado ao PL-7.003- 2002(Eduardo Paes) ÚLTIMA SESSÃO: 5-10- 2006 Nº 7.051/ 2006 (José Linhares) – Dispõe sobre a distribuição gratuita de aparelhagem para medição de glicemia aos portadores do diabetes. DECURSO: 1a. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 11- 10- 2006 4. DEVOLVIDO(S) AO(S) AUTOR(ES) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – RCP: art. 35, §§ 1º e 2º, do RICD. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – DEMAIS PROPOSIÇÕES: art. 137, § 1º, do RICD. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: 5 sessões. PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 560/ 2006 (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar as causas e consequências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.) – Altera a Constituição Federal para definir a aplicabilidade da lei que regula os atos de improbidade administrativa a que se refere o § 4º do art. 37. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 561/ 2006 (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar as causas e consequências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.) – Altera a redação do art. 50 da Constituição Federal para permitir a convocação de titulares Quinta-feira 5 45787 de entidades da administração indireta da União para prestar informações. ÚLTIMA SESSÃO: 5-10- 2006 Nº 562/ 2006 (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar as causas e consequências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.) – Altera o texto do art. 37 da Constituição Federal para limitar o número de cargos em comissão de livre nomeação e exoneração, no âmbito do Poder Executivo, nas três esferas de GoverNº ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 PROJETO DE LEI Nº 7.395/ 2006 (Ivan Ranzolin) – Define critérios para fixação dos valores das passagens áreas nacionais. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 Nº 7.418/ 2006 (Chico Alencar) – Altera a alínea “g” do inciso I do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990 (Lei de Inelegibilidades), para evitar que o mero ingresso em juízo venha a suspender a inelegibilidade decorrente do julgamento de contas irregulares; e estende os efeitos da inelegibilidade aos que, mesmo não sendo agentes públicos, tenham suas contas julgadas irregulares. DECURSO: 4ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6- 10- 2006 Nº 7.447/ 2006 (Carlos Mota) – Altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que “dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais”, instituindo gratificação decorrente do exercício de atividades de fiscalização da execução de contratos administrativos. DECURSO: 3ª. SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 9-10- 2006 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 369- 2006 (Francisco Garcia) – Obriga os fabricantes de adoçantes e refrigerantes light e diet informar nos rótulos dos produtos o limite máximo de consumo de edulcorantes – dia ou Ingestão Diária Aceitável (IDA), além dos riscos à saúde. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 PROJETO DE RESOLUÇÃO (CD) Nº 317/2006 (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar as causas e consequências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes públicos nos Correios – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.) – Altera e acrescenta artigos ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados, 45788 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS instituindo normas especiais para o funcionamento das Comissões Parlamentares de Inquérito. ÚLTIMA SESSÃO: 5- 10- 2006 ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE OUTUBRO DE 2006 Dia 5, 5ª-feira 15:00 PASTOR PEDRO RIBEIRO (PMDB – CE) 15:25 JORGE BITTAR (PT – RJ) Dia 6, 6ª-feira 10:00 RENATO CASAGRANDE (PSB – ES) 10:25 LEONARDO MONTEIRO (PT – MG) 10:50 ARACELY DE PAULA (PL – MG) 11:15 MARCELO CASTRO (PMDB – PI) 11:40 MARCUS VICENTE (PTB – ES) Dia 9, 2ª-feira 15:00 PAULO BALTAZAR (PSB – RJ) 15:25 JUTAHY JUNIOR (PSDB – BA) 15:50 FERNANDO FERRO (PT – PE) 16:15 DR. ROSINHA (PT – PR) 16:40 HENRIQUE AFONSO (PT – AC) Dia 10, 3ª-feira 15:00 ROBÉRIO NUNES (PFL – BA) 15:25 TARCÍSIO ZIMMERMANN (PT – RS) Dia 11, 4ª-feira 15:00 LUPÉRCIO RAMOS (PMDB – AM) 15:25 PAES LANDIM (PTB – PI) Dia 13, 6ª-feira 10:00 CÉSAR MEDEIROS (PT – MG) 10:25 EDINHO MONTEMOR (PSB – SP) 10:50 MARINHA RAUPP (PMDB – RO) 11:15 RICARDO RIQUE (PL – PB) 11:40 RICARDO BARROS (PP – PR) Dia 16, 2ª-feira 15:00 MARCELO GUIMARÃES FILHO (PFL – BA) 15:25 SIMPLÍCIO MÁRIO (PT – PI) 15:50 ODAIR CUNHA (PT – MG) 16:15 BABÁ (PSOL – PA) 16:40 ELISEU PADILHA (PMDB – RS) Dia 17, 3ª-feira 15:00 DAVI ALCOLUMBRE (PFL – AP) 15:25 SALATIEL CARVALHO (PFL – PE) Dia 18, 4ª-feira 15:00 NELSON PROENÇA (PPS – RS) 15:25 JOSÉ OTÁVIO GERMANO (PP – RS) Outubro de 2006 Dia 19, 5ª-feira 15:00 LUIZ CARLOS SANTOS (PFL – SP) 15:25 LUIZ CARREIRA (PFL – BA) Dia 20, 6ª-feira 10:00 POMPEO DE MATTOS (PDT – RS) 10:25 LÉO ALCÂNTARA (PSDB – CE) 10:50 HELENO SILVA (PL – SE) 11:15 MARCELO ORTIZ (PV – SP) 11:40 SÉRGIO MIRANDA (PDT – MG) Dia 23, 2ª-feira 15:00 PEDRO IRUJO (PMDB – BA) 15:25 AROLDO CEDRAZ (PFL – BA) 15:50 ALCEU COLLARES (PDT – RS) 16:15 FERNANDO ESTIMA (PPS – SP) 16:40 NILTON BAIANO (PP – ES) Dia 24, 3ª-feira 15:00 OSMAR SERRAGLIO (PMDB – PR) 15:25 ALBERTO FRAGA (PFL – DF) Dia 25, 4ª-feira 15:00 JOÃO MAGALHÃES (PMDB – MG) 15:25 CEZAR SILVESTRI (PPS – PR) Dia 26, 5ª-feira 15:00 LUCIANO CASTRO (PL – RR) 15:25 JOÃO ALMEIDA (PSDB – BA) Dia 27, 6ª-feira 10:00 ALEXANDRE CARDOSO (PSB – RJ) 10:25 SEBASTIÃO MADEIRA (PSDB – MA) 10:50 GILBERTO NASCIMENTO (PMDB – SP) 11:15 CARLOS SAMPAIO (PSDB – SP) 11:40 BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB – MG) Dia 30, 2ª-feira 15:00 COLBERT MARTINS (PPS – BA) 15:25 ELAINE COSTA (PTB – RJ) 15:50 JOÃO MATOS (PMDB – SC) 16:15 MARCOS DE JESUS (S.PART. – PE) 16:40 LUCI CHOINACKI (PT – SC) Dia 31, 3ª-feira 15:00 PEDRO NOVAIS (PMDB – MA) 15:25 CHICO ALENCAR (PSOL – RJ) ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.407- 06 – do Sr. Carlos Souza – que “altera o art. 1° da Lei nº 5.709, de 7 de outubro de 1971”. RELATOR: Deputado JAIRO CARNEIRO. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.209- 06 – do Sr. João Paulo Gomes da Silva – que “dispõe sobre as políticas públicas de assentamento e reforma agrária, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado XICO GRAZIANº PROJETO DE LEI Nº 7.210- 06 – do Sr. Betinho Rosado – que “altera a redação do Art. 2º, caput e § 1º, da Lei nº 4.716, de 29 de junho de 1965, que dispõe sobre a organização, funcionamento e execução dos registros genealógicos de animais domésticos no País”. RELATOR: Deputado CARLOS BATATA. PROJETO DE LEI Nº 7.254- 06 – do Sr. Ronaldo Caiado – que “altera a exigibilidade bancária para aplicação em crédito rural” RELATOR: Deputado WALDEMIR MOKA. PROJETO DE LEI Nº 7.288- 06 – do Sr. Jamil Murad – que “altera dispositivos da Lei nº 10.925, de 2004, que reduz alíquotas do PIS- PASEP e da Cofins incidentes na importação e na comercialização do Mercado Interno de fertilizantes e defensivos agropecuários “. RELATORA: Deputada KÁTIA ABREU. PROJETO DE LEI Nº 7.313- 06 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “dispõe sobre especificações técnicas que deverão ser observadas por empresas que produzam até 10.000 cestas de alimentos e similares, por mês”. RELATOR: Deputado ROBERTO BALESTRA. PROJETO DE LEI Nº 7.335- 06 – do Sr. Heleno Silva – que “institui o Crédito Rural Paralelo e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JAIRO CARNEIRO. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA AVISOS Quinta-feira 5 45789 PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.392- 06 – do Sr. José Divino – que “altera a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e a Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, para dispor sobre prazo para empresas concessionárias, permissionárias ou autorizatárias efetuarem interrupção de serviço a pedido do usuário”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 7.394- 06 – do Sr. Ariosto Holanda e outros – que “dispõe sobre o fomento à capacitação tecnológica da população e seu financiamento”. RELATOR: Deputado JORGE BITTAR. PROJETO DE LEI Nº 7.405- 06 – do Sr. Wladimir Costa – que “estabelece normas para a comercialização de equipamentos transmissores de radiodifusão de sons (rádio) e de sons e imagens (televisão)”. RELATOR: Deputado ORLANDO FANTAZZINI. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.096- 06 – do Sr. Inocêncio Oliveira e outros – que “dispõe sobre a outorga de canais de televisão no Sistema Brasileiro de Televisão Digital para as entidades que menciona”. RELATOR: Deputado AROLDE DE OLIVEIRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.127- 06 – do Sr. José Militão – que “altera a alíquota da contribuição a que se refere o inciso IV do art. 6º da Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, que institui o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – Fust, e acrescenta receita ao Fundo Nacional de Segurança Pública – FNSP, a que se refere o art. 2º da Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001”. RELATOR: Deputado ZENALDO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 7.290- 06 – do Senado Federal – Rodolpho Tourinho – (PLS 268- 2003) – que “altera a redação dos arts. 6º e 49 da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JORGE BITTAR. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) 45790 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 5.187- 05 – do Sr. Carlos Nader – que “cria campanha de prevenção à AIDS voltada para as pessoas idosas, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado VANDERLEI ASSIS. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE AMANHÃ (DIA 06- 10- 2006) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 6.846- 02 – do Sr. Marcelo Teixeira – que “regulamenta a profissão de Cabeleireiro, Barbeiro, Manicuro e Pedicuro”. (Apensados: PL 69952002, PL 7011- 2002, PL 7494- 2002, PL 1360- 2003, PL 1953- 2003, PL 1942- 2003, PL 2409- 2003 e PL 4806- 2005) RELATOR: Deputado VILMAR ROCHA. B – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 7.427- 06 – do Sr. Roberto Freire – que “acrescenta dispositivos ao artigo 24 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal – para tornar prioritária a tramitação da ação penal contra agente público”. RELATOR: Deputado FERNANDO CORUJA. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 5.290- 05 – do Poder Executivo – (MSC 293- 2005) – que “autoriza o Poder Executivo a efetuar doação à República do Paraguai, no valor de até R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais)”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. PROJETO DE LEI Nº 5.849- 05 – do Senado Federal – Tião Viana – (PLS 122- 2005) – que “institui o Dia Nacional da Voz”. RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES. Outubro de 2006 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 3.882- 04 – do Sr. Celso Russomanno – que “altera o art. 12 da Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983, que “dispõe sobre a segurança de estabelecimentos financeiros, estabelece normas para a constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências””. RELATORA: Deputada IRINY LOPES. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.550- 03 – TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO – que “dispõe sobre a criação de cargos efetivos e em comissão e funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região”. RELATOR: Deputado LEONARDO PICCIANI. PROJETO DE LEI Nº 3.536- 04 – do Sr. Walter Feldman – que “dispõe sobre o atendimento de requisitos específicos, nas licitações para a compra de medicamentos e insumos farmacêuticos”. RELATOR: Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO. B – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 6.588- 06 – do Senado Federal – Rodolpho Tourinho – (PLS 11- 2004) – que “altera o art. 41 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 – Lei de Execução Penal, para prever a interceptação de correspondência de presos condenados ou provisórios para fins de investigação criminal ou de instrução processual penal”. RELATOR: Deputado NELSON TRAD. PROJETO DE LEI Nº 7.337- 06 – do Senado Federal – José Jorge – (PLS 50- 2006) – que “altera a Lei nº 1.533, de 31 de dezembro de 1951, para dispor sobre a concessão de medida liminar em mandados de segurança contra atos do Supremo Tribunal Federal, do Presidente da República ou das Mesas ou Comissões do Congresso Nacional ou de suas Casas e para estabelecer o cabimento de agravo contra a decisão do relator concessiva de liminar”. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATOR: Deputado LUIZ EDUARDO GREENHALGH. PROJETO DE LEI Nº 5.453- 05 – do Poder Executivo – (MSC 358- 2005) – que “dispõe sobre a criação do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, cria cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ARY KARA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 1.727- 03 – do Sr. Coronel Alves – que “dispõe sobre a divulgação do telefone da Ouvidoria e Corregedoria através da frota oficial da Segurança Pública da União, dos Estados e do Distrito Federal, e dá outras providências”. (Apensado: PL 4062- 2004) RELATOR: Deputado FLEURY. PROJETO DE LEI Nº 5.334- 05 – do Sr. José Roberto Arruda – que “”Fixa o limite máximo de chumbo permitido na fabricação de tintas imobiliárias e de uso infantil e escolar, vernizes e materiais similares e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 6.346- 05 – do Senado Federal – Augusto Botelho – (PLS 247- 2003) – que “acrescenta o inciso XVII ao art. 51 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, definindo como nula a cláusula de eleição de foro em prejuízo da defesa do consumidor”. RELATOR: Deputado JONIVAL LUCAS JUNIOR. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO AVISOS Quinta-feira 5 45791 PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE AMANHÃ (DIA 06- 102006) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.309- 06 – do Sr. Vadinho Baião – que “acrescenta parágrafo ao art. 198 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT-, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943, para estabelecer o peso máximo permitido para o transporte manual de ensacados e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOEL DE HOLLANDA. PROJETO DE LEI Nº 7.323- 06 – do Sr. Jaime Martins – que “dispõe sobre o contrato de cessão de ponto de venda em centros de compra”. RELATOR: Deputado LÉO ALCÂNTARA. PROJETO DE LEI Nº 7.338- 06 – do Sr. Carlos Mota – que “dispõe sobre a renegociação de dívidas oriundas de operações de crédito urbano contratadas por micro e pequenos empresários na área de atuação da Agência de Desenvolvimento do Nordeste – ADENE, em situação de inadimplemento, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOAQUIM FRANCISCO. PROJETO DE LEI Nº 7.382- 06 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a proibição da comercialização de produtos prontos para consumo adicionados diretamente em embalagens de isopor”. RELATOR: Deputado JOEL DE HOLLANDA. PROJETO DE LEI Nº 7.445- 06 – do Sr. Ronaldo Cunha Lima – que “altera os artigos 6º, 9º, 12 e 15, da Lei nº 9.492, de 10 de setembro de 1997, e acrescenta o artigo 17-A ao mesmo diploma legal”. RELATOR: Deputado LÉO ALCÂNTARA. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.492- 03 – do Sr. Carlos Alberto Rosado – que “institui o título “Capital Brasileira da Cultura” e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CARLOS ABICALIL. 45792 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 5.707- 05 – do Senado Federal – Augusto Botelho – (PLS 85- 2005) – que “autoriza a criação da Universidade Federal Rural de Roraima”. (Apensado: PL 4956- 2005) RELATOR: Deputado MILTON MONTI. COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária (art. 54): PROJETO DE LEI Nº 5.520- 05 – do Sr. Félix Mendonça – que “inclui o mapeamento genético (DNA) na Carteira de Identidade, trocando o papel por plástico rígido”. RELATOR: Deputado PAULO RUBEM SANTIAGO. PROJETO DE LEI Nº 6.736- 06 – do Sr. Edinho Bez – que “destina parte dos recursos do Fundo Geral de Turismo – FUNGETUR para o financiamento de obras de infra-estrutura turística, nas condições que especifica”. RELATOR: Deputado REINHOLD STEPHANES. B – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 4.587- 04 – do Sr. Eduardo Cunha – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de equipamento emissor de cupom fiscal em estabelecimentos que efetuem venda a varejo de combustíveis”. (Apensado: PL 5786- 2005) RELATOR: Deputado MILTON BARBOSA. PROJETO DE LEI Nº 6.976- 06 – do Sr. Carlos Eduardo Cadoca – que “estabelece regime tributário especial para feiras, exposições, convenções, congressos e atividades internacionais congêneres, organizadas no país, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ANTONIO CAMBRAIA. PROJETO DE LEI Nº 6.981- 06 – do Sr. Zezéu Ribeiro – que “assegura às famílias de baixa renda assistência Outubro de 2006 técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social”. RELATOR: Deputado JOÃO PAULO CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 7.359- 06 – do Sr. Jefferson Campos – que “dispõe sobre o imposto de renda incidente no mês de dezembro de cada ano sobre os rendimentos de trabalho não-assalariado”. RELATOR: Deputado EDUARDO CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 7.4138 06 – do Senado FederalPaulo Paim – (PLS 3208 2004) – que “dá nova redação ao art. 12 da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que dispõe sobre incidência do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente”. (Apensados: PL 3463- 2004 (Apensado: PL 4.045/ 2004) e PL 7.2538 2006) RELATOR: Deputado MUSSA DEMES. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 6.326- 05 – do Sr. Carlos Nader – que “concede incentivo fiscal às empresas de todo o território nacional que firmarem convênios com os presídios para o emprego de mão-de-obra carcerária”. (Apensado: PL 6629- 2006) RELATOR: Deputado JÚLIO CESAR. PROJETO DE LEI Nº 7.278- 06 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “cria o Fundo Nacional de Registro Civil e dá outras providências”. (Apensado: PL 7396- 2006) RELATOR: Deputado MAX ROSENMANN. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 5.359/ 05 – do Sr. Capitão Wayne – que “altera a tabela de taxas constante do anexo à Lei nº 10.826 de 22 de dezembro de 2003, sobre o registro de arma de fogo”. RELATOR: Deputado CARLOS SOUZA. COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AVISOS Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.394- 05 – do Sr. Sandes Júnior – que “dispõe sobre a construção de infra-estrutura de esgotamento sanitário e de coleta, tratamento e disposição final de resíduos sólidos, previamente à implantação de empreendimentos turísticos situados em áreas ecologicamente sensíveis”. RELATOR: Deputado EDSON DUARTE. PROJETO DE LEI Nº 7.374- 06 – do Senado Federal – Aelton Freitas – (PLS 314- 2003) – que “dispõe sobre o processo de fabricação da cal, com o objetivo de eliminar os riscos de geração de compostos poluentes”. RELATOR: Deputado HAMILTON CASARA. PROJETO DE LEI Nº 7.381- 06 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a proibição de criadouros e abatedouros de animais para comercialização de peles em todo o território Nacional e da outras providências”. RELATOR: Deputado LUIZ ALBERTO. PROJETO DE LEI Nº 7.406- 06 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “dispõe sobre diretrizes, critérios e limites na emissão de sons e ruídos de qualquer natureza”. RELATOR: Deputado BABÁ. PROJETO DE LEI Nº 7.426-06 – do Sr. Guilherme Menezes – que “modifica a área do Parque Nacional do Pau Brasil, no município de Porto Seguro, no Estado da Bahia, criado pelo decreto federal, de 20 de abril de 1999. “ RELATOR: Deputado JORGE KHOURY. COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 91/03 – do Sr. João Alfredo – que “considera efeito prejudicial sobre o meio ambiente socioeconômico o deslocamento de populações imposto pela construção de barragens, rodovias e outras obras, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado PAULO BAUER. Quinta-feira 5 45793 PROJETO DE LEI Nº 7.423/06 – do Sr. Carlos Alberto Leréia – que “dispondo sobre a redução de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o saldo da CRC, aplicado somente após efetivadas as quitações e compensações autorizadas por esta Lei, limitando-se, a redução, ao montante do saldo credor remanescente em favor do concessionário”. RELATOR: Deputado HELENILDO RIBEIRO. COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.050/06 – do Sr. Jair Bolsonaro – que “autoriza o Poder Executivo a criar um Colégio Militar no Bairro de Realengo, Município do Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado JOÃO PAULO GOMES DA SILVA. COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.226/06 – do Senado Federal – Antônio Carlos Magalhães – (PLS 138/06) – que “Altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941, Código de Processo Penal, para prever a indisponibilidade de bens do indiciado ou acusado e a necessidade de comparecimento pessoal em juízo para a apresentação de pedido de restituição ou disponibilidade”. (Apensado: PL 7387/06) RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA 45794 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.267/05 – do Sr. Carlos Nader – que “”Dispõe sobre a obrigatoriedade da reserva de locais apropriados para a acomodação de portadores de deficiência física em estádios esportivos de todo o Território Nacional.”” RELATOR: Deputado JORGE ALBERTO. PROJETO DE LEI Nº 6.322/05 – do Sr. Carlos Nader – que “determina que os órgãos competentes construam ginásios poliesportivos específicos para o paradesporto e lazer das pessoas portadoras de deficiências e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JORGE ALBERTO. PROJETO DE LEI Nº 7.274/06 – do Sr. Luiz Alberto – que “altera as Leis nº 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, que dispõem sobre os Planos de Custeio e de Benefícios da Previdência Social, para incluir o ministro de confissão religiosa de matriz africana como segurado individual”. RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 7.354/06 – do Sr. Nelson Marquezelli – que “dispõe sobre o âmbito da profissão de Químico na Indústria Farmacêutica e atividades correlatas”. RELATOR: Deputado JOSÉ LINHARES. PROJETO DE LEI Nº 7.371/06 – do Senado FederalJuvêncio da Fonseca – (PLS 21/2006) – que “altera a Lei nº 4.117, de 27 de agosto de 1962, para dispor sobre a divulgação das campanhas nacionais de vacinação pelas emissoras de rádio e televisão”. RELATOR: Deputado OSMAR TERRA. PROJETO DE LEI Nº 7.376/06 – do Senado Federal – Rodolpho Tourinho – (PLS 62/2004) – que “disciplina o direito a alimentos gravídicos, a forma como ele será exercido e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ANA ALENCAR. PROJETO DE LEI Nº 7.380/06 – do Sr. Carlos Nader – que “cria programa de Casas de Apoio destinadas ao atendimento de adolescentes grávidas”. RELATORA: Deputada ZELINDA NOVAES. PROJETO DE LEI Nº 7.401/06 – do Sr. Osmar Terra – que “institui programa intersetorial de desenvolvimento e atenção integral à primeira infância, o Pro- Outubro de 2006 grama Primeira Infância Melhor – PIM, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 7.424/06 – do Poder Executivo – que “concede, a título de indenização decorrente de responsabilidade civil da União, pensão especial a dependente de Roberto Vicente da Silva”. RELATOR: Deputado DR. ROSINHA. PROJETO DE LEI Nº 7.430/06 – do Senado FederalEduardo Suplicy – (PLS 82/1999) – que “altera a Lei nº 10.835, de 8 de janeiro de 2004, que institui a renda básica de cidadania e dá outras providências, com vista a autorizar a instituição do Fundo Brasil de Cidadania e do conselho deliberativo desse fundo e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ANGELA GUADAGNIN. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 5.814/05 – do Sr. Ivo José – que “permite o parcelamento excepcional de débitos das micro e pequenas empresas para com a Secretaria da Receita do Brasil relativos a contribuições destinadas ao custeio do Regime Geral de Previdência Social com competências anteriores a julho de 1995”. RELATOR: Deputado NAZARENO FONTELES. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.289/06 – do Senado Federal – Paulo Paim – (PLS 139/2003) – que “dispõe sobre o exercício da profissão de Ortoptista, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RAFAEL GUERRA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 3.683/04 – do Sr. Leonardo Mattos – que “dispõe sobre o controle da população de animais domésticos e dá outras providências”. (Apensado: PL 4118/2004) RELATOR: Deputado VANDERLEI ASSIS. PROJETO DE LEI Nº 6.473/06 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da realização gratuita de cirurgia plástica para a correção de lesões em crianças vítimas de queimaduras graves, pelo SUS – Sistema Único de Saúde”. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATORA: Deputada KELLY MORAES. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.847/05 – do Sr. Paulo Magalhães – que “altera a Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, que “Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresarial””. RELATOR: Deputado TARCÍSIO ZIMMERMANN. PROJETO DE LEI Nº 5.184/05 – do Sr. Barbosa Neto – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Fundação Universidade Federal do Norte Goiano , no Estado de Goiás e dá outras providências” (Apensado: PL 5380/2005) RELATOR: Deputado ISAÍAS SILVESTRE. PROJETO DE LEI Nº 6.444/05 – do Sr. Pedro Chaves – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal de Formosa – Goiás ( UFFOR) e dá outras providências”. RELATOR: Deputado OSVALDO REIS. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 05-10-06 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.198/06 – da Sra. Mariângela Duarte – que “dispõe sobre a criação de Pólo Esportivo, Comercial, Industrial e Exportador nos municípios que indica”. RELATOR: Deputado ANDRÉ FIGUEIREDO. COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES AVISOS Quinta-feira 5 45795 PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 09-10-06 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.593/03 – do Sr. Rogério Silva – que “altera a constituição do Fundo Geral de Turismo – FUNGETUR, criado pelo Decreto-Lei nº 1.191, de 27 de outubro de 1971”. RELATOR: Deputado AFFONSO CAMARGO. II – COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO SUBSTITUTIVO DO SENADO FEDERAL À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 536-E, DE 1997, DO SR. VALDEMAR COSTA NETO, QUE “MODIFICA O ARTIGO 60 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS” (RECURSOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL). AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (10 SESSÕES) DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 16-10-06 Proposta de Emenda à Constituição (Art. 202, §3º) PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 536/97 – do Sr. Valdemar Costa Neto – que “modifica o artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. RELATORA: Deputada IARA BERNARDI. III – COMISSÕES MISTAS COMISSÃO MISTA DE PLANOS, ORÇAMENTOS PÚBLICOS E FISCALIZAÇÃO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (17 DIAS) Decurso: 12º dia Último Dia: 10-10-2006 PROJETO DE LEI Nº 16/2006-CN, que “altera a Lei nº 10.933, de 11 de agosto de 2004, que dispõe sobre o Plano Plurianual para o período 2004/2007.” 45796 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (2 DIAS ÚTEIS) Decurso: 1º dia Último Dia: 06-10-2006 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO, referente ao Aviso nº 19/2006, que “encaminha ao Congresso Nacional cópia do Acórdão nº 976, de 2006 -TCU (Plenário), bem como dos respectivos Relatório e Voto que o fundamentam relativos à Auditoria realizada no extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER e no Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Santa Catarina – DER/SC em face da ocorrência da irregularidades na execução das obras de construção de trechos rodoviários no corredor Mercosul/BR 282-SC – Florianópolis – Divisa com a Argentina – (TC 003.719/2001-2).” RELATOR: Senador SIBÁ MACHADO IV – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMISSÕES EM 4-10-2006: Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 2.364/2006 PROJETO DE LEI Nº 7.368/2006 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 570/2006 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 571/2006 RECURSO Nº 306/2006 (Encerra-se a sessão às 19 horas e 31 minutos.) DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE Tendo em vista a vigência da Lei nº 11.347, de 27 de setembro de 2006, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores de diabetes inscritos em programas de educação para diabéticos, declaro a prejudicialidade, nos termos do art. 164, inciso II, do RICD, do Projeto de Lei nº 7.051/06 que dispõe sobre a distribuição gratuita de aparelhagem para medição de glicemia aos podadores do diabetes. Publique-se. Outubro de 2006 Em 4-10-2006. – Aldo Rebelo, Presidente. ERRATA SERVIÇO DE PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº DCD nº 85, de 18.5.06, página 25532, coluna 01, Onde se lê: .................................................................................... . .................................................................................... Projetos de Lei nºs 2.414-A/91, 72-A/03, 2.297A/03, 3.549-B/04, 4.621-A/04, 5.898-A/05, 6.494-A/05; Medida Provisória nº 280-C/06. .................................................................................... Leia-se: ............................................. Projetos de Lei nos 2.414-A/91, 72-A/03, 2.297A/03, 3.549-B/04, 4.621-A/04, 5.898-A/05, 6.494-A/06; Medida Provisória nº 280-C/06. .................................................................................... . .................................................................................... COMISSÕES ATAS COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Quarta Reunião Ordinária Audiência Pública Realizada em 4 de Abril de 2006. Às quinze horas e trinta minutos do dia quatro de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a tratar do Valor do Combustível Vendido às Termoelétricas na Região Norte. A lista de presença registrou o comparecimento dos Deputados Miguel de Souza – Presidente; Ann Pontes, Lupércio Ramos, Marinha Raupp, Natan Donadon e Perpétua Almeida – Titulares; Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Júnior Betão e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Antonio Joaquim, Carlos Souza, Enio Bacci, Luciano Castro, Maria Helena, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. ABERTURA: O Deputado Miguel de Souza declarou abertos os trabalhos informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação do Requerimento nº 01/2006, de autoria Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da Deputada Vanessa Grazziotin. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos Senhores expositores Marco Antônio de Oliveira VilIela, Gerente de Vendas ao Consumidor-Manaus da Petrobras; Valter Luiz Cardeal de Souza, Diretor de Engenharia da Eletrobrás; Victor Hugo da Silva Rosa, Técnico da Superintendência de Fiscalização da Geração da Agência Nacional de Energia – Aneel; Astrogildo Quental, Diretor Financeiro da Eletronorte e Willamy Moreira Frota, Presidente da Manaus Energia. O Presidente convidou os expositores a tomarem assento à mesa e concedeu-lhes a palavra, sucessivamente, por vinte minutos. O Deputado Miguel de Souza passou a Presidência dos trabalhos à Deputada Ann Pontes. Reassumindo a Presidência, o Deputado Miguel de Souza concedeu a palavra à Deputada Vanessa Grazziotin, autora do requerimento originário da audiência pública. Em seguida, interpelaram os expositores os Deputados Eduardo Valverde e Ann Pontes. Com a aquiescência do Plenário, o Presidente concedeu a palavra, também, ao Senhor Jerson Kelman, Diretor-Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. ENCERRAMENTO: Finalizando, o Presidente agradeceu a presença de todos e, nada mais havendo a tratar, encerrou os trabalhos às dezoito horas e sete minutos. E, para constar, eu , Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Quinta Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 5 de Abril de 2006. Às dez horas e vinte e um minutos do dia cinco de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Wellington Fagundes – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Carlos Souza, Luciano Castro, Lupércio Ramos, Natan Donadon, Perpétua Almeida, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado -Titulares; Alceste Almeida, Almir Sá, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Hamilton Casara, Júlio Cesar, Nilson Mourão, Raimundo Santos, Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Compareceram também os Deputados José Divino, Marcelo Castro e Mussa Demes, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Joaquim, Enio Bacci, Ma- Quinta-feira 5 45797 ria Helena, Marinha Raupp e Wanderval Santos. A Deputada Suely Campos e o Deputado Antonio Joaquim encaminharam correspondências à secretaria da Comissão informando a impossibilidade de comparecimento a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, o Deputado Miguel de Souza declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as atas da segunda e da terceira reuniões ordinárias deliberativas, realizadas nos dias oito e vinte e nove de março de 2006, respectivamente. Por solicitação do Deputado Sebastião Madeira foi dispensada a leitura das atas em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Deputado Miguel de Souza comunicou aos membros a designação realizada pela Presidência da Comissão: no dia vinte e nove de março, ao Deputado Júlio César, como relator do Projeto de Decreto Legislativo nº 439/1994, do Sr. Paes Landim, que dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Estado do Gurguéia”. Comunicou, também o recebimento do Voto de Protesto da Câmara Municipal de ltaúna-MG, que externa a indignação do Legislativo e do povo de Itaúna, ante o crescimento da devastação da Floresta Amazônica. Comunicou, ainda, o recebimento da Moção de Solidariedade ao Bispo da Barra – BA, Dom Frei Luiz Flávio Cappoio, enviada pela Câmara Municipal de Barra – BA e Loja Macônica – Fraternidade, Amor e Justiça da Barra, pelo jejum total em defesa do Ria São Francisco; e Moção de Apelo, a fim de agilizar e aprovar o Projeto de Lei nº 6.365/2005, que altera dispositivos da Lei nº 6.194/1974, apensado ao Projeto de Lei nº 2001/1999, estabelecendo a não obrigatoriedade do Seguro Obrigatório – DPVAT, para quem já possui seguro privado para acidentes com cobertura para morte, invalidez permanente e despesas médicas. Foi registrada a presença da Senhor João Barros, Prefeito da Cidade de Corrente -Piauí; dos Deputados Estaduais do Estado do Piauí, Senhores Leal Júnior, Hélio lzaías, Wilson Brandão, Edson Ferreira, Roncali Paulo e Mauro Papety. O Plenário da Comissão aprovou a solicitação da Deputada Perpétua Almeida, que sugeriu a votação de proposições na ausência de seu relator, com designação, pela Presidente, de um relator substituto, nos termos do caput do art. 51 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO Nº 22/06 – da Sra. Vanessa Grazziotin e outros – que “requer a inclusão extra-pauta do Requerimento nº 14/06”. A autora defendeu seu requerimento que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 2 – REQUERIMENTO nº 14/06 – da Sra. Vanessa Grazziotin e 45798 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS outros – que “solicita realização de Audiência Pública com a presença de representantes empresariais e entidades ligadas ao setor empresarial, para tratar das potencialidades de negócios na Amazônia, de forma a contribuir para impulsionar a economia daquela região, haja vista a realização da III Feira Internacional da Amazônia nos próximos dias 30 de agosto a 2 de setembro, em Manaus. A autora defendeu seu requerimento que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 3 − REQUERIMENTO nº 23/06 − do Sr. José Divino − que “requer a retirada de pauta do PDC 295/2003, por 5 sessões. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 4 − REQUERIMENTO nº 24/06 − do Sr. Lupércio Ramos − que “requer a retira da pauta do PDC 1.217/2004. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. O Presidente, Deputado Miguel de Souza, passou a direção dos trabalhos à Deputada Perpétua Almeida, nos termos do caput do art. 40 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. B – Requerimentos: 5 – REQUERIMENTO nº 15/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer a realização de audiência pública, tendo como palestrantes as seguintes autoridades: Ministra dos Transportes, Diretor-Geral do DNIT, Ministra do Meio Ambiente e Presidente da IBAMA, objetivando colher informações sobre a atual situação da BR-319”. O autor encaminhou seu requerimento. Debateram a proposição os Deputados Zequinha Marinho e Lupércio Ramos. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 6 – REQUERIMENTO nº 16/06 -da Sra. Vanessa Grazziotin – que “requer a constituição de Subcomissão Especial com a finalidade de acompanhar os empreendimentos para o setor energético na região amazônica”. A autora encaminhou seu requerimento. Debateram a proposição os Deputados Eduardo Valverde e Hamilton Casara. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 7 – REQUERIMENTO nº 18/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer a realização de audiência pública, tendo como palestrantes as seguintes autoridades: Ministro das Minas e Energia, Ministra do Meio Ambiente, Presidente do IBAMA, Diretor-Geral do DNIT e DiretorGeral da ANEEL, objetivando colher informações sobre o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira”. O autor encaminhou seu requerimento. Debateram a proposição os Deputados Lupércio Ramos e Júlio Cesar. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 8 – REQUERIMENTO nº 19/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer a realização de audiência pública, tendo como palestrantes as seguintes autoridades: Ministro do Plane- Outubro de 2006 jamento, Orçamento e Gestão, Ministro dos Transportes, Ministro das Relações Exteriores e o Coordenador Nacional do IIRSA, objetivando colher informações sobre a atual situação do Brasil junto à Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana – IIRSA”. O autor encaminhou seu requerimento. Debateram a proposição os Deputados Eduardo Valverde e Hamilton Casara. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE, COM O ADENDO DE QUE SEJA CONVIDADO O REPRESENTANTE DE FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. 9 – REQUERIMENTO nº 20/06 – do Sr. Wellington Fagundes – que “requer a esta Comissão que interceda junto à Presidência da Câmara dos Deputados e junto à FUNAI no sentindo de facilitar um intercâmbio entre jovens indígenas e jovens do programa Pró-Adolescente, desta Casa”. O autor encaminhou seu requerimento. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE, COM A SUBSCRIÇÃO DA DEPUTADA PERPÉTUA ALMEIDA E COM O ADENDO DE QUE O INTERCÂMBIO SE FAÇA, TAMBÉM, ENTRE JOVENS INDIGENAS DA AMAZÔNIA E JOVENS DO PROGRAMA PRÓ-ADOLESCENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. 10 – REQUERIMENTO nº 21/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer a realização de audiência pública, com a presença do Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo – ANP; do Diretor-Presidente das Centrais Elétricas de Rondônia S.A – CERON; do Diretor-Presidente das Centrais Elétricas do Norte – Eletronorte e do Presidente da Manaus Energia, objetivando colher informações sobre a implantação dos Gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus”. O autor encaminhou seu requerimento. Manifestou-se sobre a proposição o Deputado Eduardo Valverde. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE, COM O ADENDO DE QUE A REUNIÃO SEJA CONJUNTA COM A COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA. O Presidente, Deputado Miguel de Souza, reassumiu a direção dos trabalhos. C – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE: 11 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 158/04 – do Sr. Zequinha Marinho – que “autoriza o Poder Executivo a criar o Pólo de Desenvolvimento do Araguaia e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento Integrado do Araguaia”. RELATOR: Deputado JÚNIOR BETÃO. PARECER: pela aprovação. A Deputada Perpétua Almeida leu o parecer que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 12 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 272/05 – do Sr. Carlos Souza – que “autoriza o Poder Executivo a criar o Eixo de Desenvolvimento da Rodovia BR-307, no Estado do Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Amazonas, e a instituir o Programa Especial de Desenvolvimento Integrado da Rodovia BR-307, nesse Estado”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Henrique Afonso, em 16/11/2005. O Deputado Zequinha Marinho leu o parecer que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 13 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 308/05 – do Sr. Carlos Souza – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de Desenvolvimento do Turismo da Grande Manaus e a instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do Turismo da Região Integrada de Desenvolvimento do Turismo da Grande Manaus”. RELATOR: Deputado ZICO BRONZEADO. PARECER: pela aprovação. A Deputada Perpétua Almeida leu o parecer que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 14 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 312/05 – do Sr. Fernando de Fabinho – que “autoriza o Poder Executivo a criar os Eixos de Desenvolvimento da BR-324 e da BR-116 e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento das BR324 e BR-116”. RELATOR: Deputado MIGUEL DE SOUZA. PARECER: pela aprovação. O relator defendeu seu parecer. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER. ORDINÁRIA: 15 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 439/94 – do Sr. Paes Landim – que “dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Estado do Gurguéia”. RELATOR: Deputado JÚLIO CESAR. PARECER: pela aprovação, na forma do Substitutivo do relator. Manifestaram-se os Deputados Marcelo Castro, Mussa Demes e Zé Geraldo. Submetido à votação, foi APROVADO O PARECER. ABSTEVE-SE DE VOTAR O DEPUTADO ZÊ GERALDO. 16 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 2.095/02 – do Sr. Romeu Queiroz – que “convoca plebiscito sobre a criação do Estado Minas do Norte “. RELATOR: Deputado ZICO BRONZEADO. PARECER: pela rejeição. Vista ao Deputado Fernando Gonçalves, em 22/02/2006. NÃO DELIBERADO. 17- PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 295/03 – do Sr. José Divino – que ‘dispõe sobre a realização de plebiscito para a divisão do Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado NATAN DONADON. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Davi Alcolumbre, em 08/03/2006. A Deputada Vanessa Grazziotin apresentou voto em separado em 04/04/2006. RETIRADO DE PAUTA PELO AUTOR. 18 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 1.217/04 – do Sr. José Roberto Arruda e outros – que “dispõe sobre a realização de plebiscitos para a criação dos Estados do Aripuanã, do Araguaia, do Xingu, de Tapajós, de Carajás, do Rio Negro, de Solimões, do Uirapuru, do Quinta-feira 5 45799 Madeira e do Juruá”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação, com emenda. Vista ao Deputado Lupércio Ramos, em 16/11/2005. O Deputado Lupércio Ramos apresentou voto em separado em 22/02/2006. RETIRADO DE PAUTA A REQUERIMENTO DO DEPUTADO LUPÉRCIO RAMOS. D – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA: 19- PROJETO DE LEI nº 5.236/01 – do Sr. Confúcio Moura – que “dispõe sobre a destinação dos recursos provenientes da aplicação de multas pelo IBAMA na Amazônia Legal”. RELATOR: Deputado HAMILTON CASARA. PARECER: pela aprovação, na forma do Substitutivo. Vista ao Deputado Zico Bronzeado, em 08/03/2006. APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER. 20 – PROJETO DE LEI nº 614/03 – da Sra. Mariângela Duarte – que “define as diretrizes do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Mata Atlântica, da Zona Costeira e Marítima, da Amazônia e outros biomas nacionais, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LUPÉRCIO RAMOS. PARECER: pela aprovação. O relator defendeu o seu parecer. Manifestou-se a autora da proposição, Deputada Mariângela Duarte. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER. 21 – PROJETO DE LEI nº4.047/04 – do Sr. Miguel de Souza – que “dispõe sobre o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA” RELATOR: Deputado JÚNIOR BETÃO. PARECER: pela aprovação. NÃO DELIBERADO. 22 – PROJETO DE LEI nº 4.049/04 – do Sr. Miguel de Souza – que “dispõe sobre a compensação de parcela do custo de serviço de distribuição de energia elétrica às concessionárias situadas na Região Norte que são atendidas pelos sistemas isolados”. RELATOR: Deputado JÚNIOR BETÃO. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Anivaldo Vale, em 06/04/2005. NÃO DELIBERADO. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar o Presidente, Deputado Miguel de Souza, encerrou os trabalhos às doze horas e trinta e dois minutos. E, para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada , será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÕNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Sexta Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 19 de Abril de 2006. 45800 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Às dez horas e cinqüenta e um minutos do dia dezenove de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Wellington Fagundes – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, Carlos Souza, Fernando Lopes, Perpétua Almeida, Thaís Barbosa, Zé Geraldo e Zico Bronzeado – Titulares; Alceste Almeida, Almir Sá, Anivaldo Vale, Anselmo, Átila Lins, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Hamilton Casara, Júlio César, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Raimundo Santos, Socorro Gomes, Suely Campos e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Compareceu também o Deputado Luciano Castro, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados Ann Pontes, Antônio Joaquim, Enio Bacci, Henrique Afonso, Maria Helena, Marinha Raupp, Miguel de Souza, Wanderval Santos e Zequinha Marinho. O Deputado Antônio Joaquim Araújo enviou correspondência à Secretaria da Comissão informando que, por motivo de saúde, ficou impossibilitado de comparecer a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, o Deputado Júlio César, no exercício da presidência, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as atas das quarta e quinta reuniões ordinárias de audiência pública e deliberativa, realizadas nos dias quatro e cinco de abril de 2006, respectivamente. Por solicitação do Deputado Hamilton Casara, foi dispensada a leitura das atas em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Deputado Júlio César comunicou aos membros as designações realizadas pela Presidência da Comissão: no dia seis de abril, ao Deputado Carlos Souza, como relator do Projeto de Lei Complementar nº 253/2005, do Sr. João Lyra, que “autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de Desenvolvimento do Xingó e o Programa Especial de Desenvolvimento do Xingó e dá outras providências”; no dia doze de abril, à Deputada Ann Pontes, como relatora do Projeto de Decreto Legislativo nº 2.419/2002, do Sr. Benedito Dias, que “dispõe sobre a realização e plebiscito para a criação do Território Federal do Marajó”; à Deputada Maria Helena, como relatora do Projeto de Lei nº 314/2003, do Sr. Sandro Mabel, que “dispõe sobre as diretrizes e instrumentos da política de desenvolvimento do Centro-Oeste, cria o Fundo de Desenvolvimento do Centro Oeste – FUNDOESTE e a Agência de Desenvolvimento do Centro-Oeste – ADCEO e dá outras providências”; ao Deputado Natan Donadon, como relator do Projeto de Lei nº 1.922/2003, do Sr. José Rajão, que “institui normas gerais de segurança contra incêndios e dá outras providências”; à Deputada Perpétua Almeida, Outubro de 2006 como relatora do Projeto de Lei nº 6.098/2005, do Sr. Lupércio Ramos, que “dispõe sobre a criação da Universidade Pública de Excelência da Amazônia – UPEA”; à Deputada Ann Pontes, como relatora do Projeto de Lei Complementar nº 323/2005, do Sr. Ney Lopes, que “regulamenta o artigo 43 da Constituição Federal, cria o Complexo Geoeconômico e Social do Nordeste, Norte e Centro-Oeste e dá outras providências”; à Deputada Marinha Raupp, como relatora do Projeto de Decreto Legislativo nº 2.036/2005, do Sr. João Magalhães, que “dispõe sobre a convocação de plebiscito para decidir sobre a criação do Estado do Rio Doce”; ao Deputado Júlio César, como relator do Projeto de Lei nº 6.377/2005, do Sr. Fernando Diniz, que “autoriza o Poder Executivo a ampliar a área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF, nos termos que especifica, e dá outras providências; ao Deputado Enio Bacci, como relator do Projeto de Lei nº 6.409/2005, do Senado Federal, que “transforma a estação Ecológica de Anavilhanas”, criada pelo Decreto nº 86.061, de 2 de junho de 1981, em Parque Nacional de Anavilhanas”; ao Deputado Hamilton Casara, como relator do Projeto de Lei 6.479/2006, do Sr. Zequinha Marinho, que “altera os limites do Parque Nacional da Serra do Fardo”; à Deputada Vanessa Grazziotin, como relatora do Projeto de Resolução da Câmara nº 286/2006, do Sr. Silas Câmara, que “institui a Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a veracidade ou não das recentes denúncias de fraudes praticadas por empresas instaladas na Zona Franca de Manaus e em oito áreas de livre comércio da Região Norte”; ao Deputado Wellington Fagundes, como relator do Projeto de Decreto Legislativo nº 606/2000, do Sr. Rogério Silva, que “dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Estado do Mato Grosso do Norte”; ao Deputado Júlio César, como relator do Projeto de Lei 4.359/2001. do Sr. Feu Rosa, que “estabelece critério para a demarcação da divisa entre os estados e municípios costeiros para efeito de participação nos resultados ou compensação financeira pela exploração dos recursos naturais na mar territorial, plataforma continental ou zona econômica exclusiva”; em 17 de abril, ao Deputado Nilson Mourão, como relator do Projeto de Lei nº 80/2003, do Sr. Ronaldo Vasconcellos, que “altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, prevendo a realização de estudos geológicos para subsidiar o Plano Diretor e dá outras providências”; ao Deputado Zé Geraldo, como relator do Projeto de Lei Complementar nº 152/2004, do Sr. Zequinha Marinho, que “autoriza o Poder Executivo a criar o Pólo de Desenvolvimento de Redenção e instituir o Programa Especial de Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Desenvolvimento Integrado de Redenção”; ao Deputado Zico Bronzeado, como relator do Projeto de Lei nº 311/2005, do Senado Federal, que “dispõe sobre a atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal nas unidades de conservação”; em 18 de abril, à Deputada Perpétua Almeida, como relatora do Projeto de Resolução da Câmara nº 254/2005, do Sr. Humberto Michiles, que “institui a Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar o desmatamento na Amazônia”; ao Deputado Gervásio Oliveira, como relator do Projeto de Lei nº 6.100/2005, do Dr. Rodolfo Pereira, que “altera os limites da Floresta Nacional de Roraima, no Estado de Roraima”; e ao Deputado Agnaldo Muniz, como relator do Projeto de Lei nº 6.524/2006, do Sr. Carlos Souza, que “altera os percentuais e a forma de aplicação do benefício fiscal de que trata a Medida Provisória nº 2.199-14, de 2001”. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO nº26/06 – do Sr. Romeu Queiroz, que requer, nos termos do artigo 117, inciso VI, c/c artigo 24, § 1° do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a retirada de pauta do Projeto de Decreto Legislativo nº 2.095/02, constante da Ordem do Dia. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 2 – REQUERIMENTO nº 27/06 – do Sr. Gervásio Oliveira, que requer, nos termos do artigo 117. inciso VI, c/c artigo 24, § 1° do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a retirada de pauta do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.217/04, constante da Ordem do Dia. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 3 – REQUERIMENTO nº 28/06 – do Sr. Eduardo Valverde, que requer, nos termos do artigo 52, § 5° do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a inclusão extrapauta do Requerimento nº 11/2005. Manifestou-se sobre a proposição o Deputado Hamilton Casara. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Requerimentos: 4 – REQUERIMENTO nº 11/06 – do Sr. Anselmo e outros, que “requer a realização de Audiência Pública em Porto Velho/Rondônia, com a presença de representantes dos Órgãos Federais e Estaduais para discutir a execução do Acordo de Cooperação entre União e o Governo do Estado de Rondônia, para adequação do Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado de Rondônia”. Manifestaram-se sobre a proposição os Deputados Anselmo, Eduardo Valverde e Hamilton Casara. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE, COM O ADENDO DE QUE SEJAM REALIZADAS MESAS REDONDAS NO MESMO ESTADO, EM SUBSTITUIÇÃO ÀS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS. 5 – REQUERIMENTO nº 25/06 – do Sr. Miguel de Souza, que “requer a realização de Mesas Quinta-feira 5 45801 Redondas nos Estados da Região Norte e em um Estado de cada região do Brasil: Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul, a fim de debater o tema A Comissão da Amazônia e o seu Papel no Parlamento Brasileiro: uma Agenda para a Integração e o Desenvolvimento Regional”. O Deputado Almir Sá encaminhou a Requerimento que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. C – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: 6 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 2.095/02 – do Sr. Romeu Queiroz – que “convoca plebiscito sobre a criação do Estado Minas do Norte”. RETIRADO DE PAUTA. 7 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 1.217/04 – do Sr. José Roberto Arruda e outros – que “dispõe sobre a realização de plebiscitos para a criação dos Estados do Aripuanã, do Araguaia, do Xingu, de Tapajós, de Carajás, do Rio Negro, de Solimões, do Uirapuru, do Madeira e do Juruá”. RETIRADO DE PAUTA POR SOLICITAÇÃO DO RELATOR. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar o Presidente em exercício, Deputado Júlio César, encerrou os trabalhos às onze horas e dezesseis minutos, antes porém convocando reunião de audiência pública para o dia vinte e cinco de abril, para tratar do tema Implantação dos Gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus. E para constar, eu Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente em Exercício, Deputado Júlio César , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Sétima Reunião Ordinária Audiência Pública Com a Participação da Comissão de Minas e Energia Realizada em 25 de Abril de 2006. Às quinze horas e trinta minutos do dia vinte e cinco de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional em conjunto com a Comissão de Minas e Energia, no Plenário 13 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a discutir a IMPLANTAÇÃO DOS GASODUTOS URUCU-PORTO VELHO E COARI-MANAUS. A lista de presença registrou o comparecimento dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Ann Pontes, Antonio Joaquim e Marinha Raupp – Titulares; Anselmo, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Hamilton Casara, Lupércio Ramos, Vanessa Grazziotin e Zenaldo Coutinho – Suplentes. Compareceram também o Senador Valdir Raupp e os Deputados Hum- 45802 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS berto Michiles e Natan Donadon, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Carlos Souza, Enio Bacci, Fernando Lopes, Henrique Afonso, Maria Helena, Perpétua Almeida, Thaís Barbosa, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. A Deputada Socorro Gomes enviou correspondência à secretaria da Comissão informando a impossibilidade de comparecimento a esta reunião. ABERTURA: O Presidente declarou abertos os trabalhos informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação dos Requerimentos nºs 98/2005, de sua autoria; 93/2005, da Deputada Vanessa Grazziotin; 303/2005, do Deputado Eduardo Valverde e 21/2006, dos Deputados Miguel de Souza e Vanessa Grazziotin. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos senhores expositores João José de Nora Souto, Secretário Adjunto de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia; Ana Beatriz Stepple da Silva Barros, Superintendente Adjunta da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP; Rui Guilherme Altieri Silva, Superintendente de Regulação dos Serviços de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; Luiz Felippe Kunz Júnior, Diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA; Paulo de Andrade Lima Filho, Diretor Administrativo e Financeiro da Companhia Rondoniense de Gás S.A. – RONGÁS; Sven Wollf, Diretor – Presidente da TNG Participações Ltda; Nádia Cristina Ferreira, Secretária-Executiva de Compensação Ambiental da Companhia de Gás do Estado do Amazonas – CIGÁS; Rafael Schettini Frazão, Gerente Executivo de Gás e Energia Corporativo da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras; Gésio Rangel de Andrade, Presidente da Transportadora Amazonense de Gás – TAG; Valter Luiz Cardeal de Souza, Diretor de Engenharia das Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobrás; Astrogildo Graguglia Quental, Diretor Econômico-Financeiro das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – Eletronorte; Manoel Aguinaldo Guimarães, Diretor-Presidente das Centrais Elétricas de Rondônia S.A.- CERON e Willamy Moreira Frota, Presidente da Manaus Energia. Conforme acordo prévio do Presidente, Deputado Miguel de Souza, com os expositores, ficou resolvido que usariam a palavra por dez minutos cada um, na sequência, os senhores João José de Nora Souto; Ana Beatriz Stepple da Silva Barros; Rui Guilherme Altieri Silva; Luiz Felippe Kunz Júnior; Paulo de Andrade Lima Filho; Sven Wollf; Nádia Cristina Ferreira; Rafael Schettini Frazão; Gésio Rangel de Andrade, que, com a aquiescência do Plenário, manifestou-se como Presidente da Transporta- Outubro de 2006 dora Amazonense de Gás – TAG e Valter Luiz Cardeal de Souza. Encerradas as apresentações, interpelaram os expositores a Deputada Vanessa Grazziotin, o Deputado Eduardo Valverde e o Senador Valdir Raupp, que foram respondidos em seguida pelos expositores Rafael Schettini Frazão, Gésio Rangel de Andrade e Nádia Cristina Ferreira. Manifestaram-se também os Deputados Fernando Ferro, representando a Comissão de Minas e Energia, Miguel de Souza e Humberto Michiles. ENCERRAMENTO: Findas as interpelações, o Presidente agradeceu a presença de todos e declarou encerrada a reunião às dezoito horas e trinta e quatro minutos, antes porém, informando aos membros que a Comissão fará o encaminhamento ao Poder Executivo, de Indicação sugerindo ao Ministério da Defesa a participação do Exército Brasileiro na imediata execução das obras de construção dos gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus, convocando, também, reunião ordinária deliberativa desta Comissão para o dia vinte e seis de abril, às dez horas, no Plenário 15. E, para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata que, depois de lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Oitava Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 26 de Abril de 2006. Às dez horas e quarenta e um minutos do dia vinte e seis de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Carlos Souza, Henrique Afonso e Thaís Barbosa – Titulares; Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Hamilton Casara, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Raimundo Santos, Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Enio Bacci, Fernando Lopes, Maria Helena, Marinha Raupp, Perpétua Almeida, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da sexta reunião ordinária deliberativa realizada no dia dezenove de abril de 2006. Por solicitação da Deputada Vanessa Grazziotin, foi dispensada a leitura da ata, em razão da Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS distribuição de cópias aos presentes. Em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente comunicou ao Plenário que foram recebidas pela Comissão, as manifestações de interesse dos Deputados Agnaldo Muniz, Eduardo Valverde, Socorro Gomes, Hamilton Casara, Alceste Almeida e Perpétua Almeida para a participação da Subcomissão Destinada a Acompanhar os Empreendimentos para o Setor Energético na Região Amazônica, referente ao Requerimento nº 16/2006, de autoria da Senhora Deputada Vanessa Grazziotin. Desta forma, o Presidente convocou reunião de instalação da Subcomissão para as 15 horas do dia três de maio, quarta-feira, na Sala da Presidência desta Comissão. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO nº 30/06 – do Sr. José Divino – que “requer a retirada de pauta do PDC 295/2003”. APROVADO. B – Requerimentos: 2 – REQUERIMENTO nº 29/06 – das Sras. Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin – que “requer seja realizada audiência pública tendo como convidada a Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para inteirar os Srs. Parlamentares e sobretudo os parlamentares da bancada amazônica, sobre as expectativas e impedimentos acerca das construções das Eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu”. O Requerimento foi encaminhado pela Deputada Vanessa Grazziotin. Não houve discussão. Em votação, o Requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. C – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: ORDINÁRIA: 3 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 295/03 – do Sr. José Divino – que “dispõe sobre a realização de plebiscito para a divisão do Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado NATAN DONADON. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Davi Alcolumbre, em 08/03/2006. A Deputada Vanessa Grazziotin apresentou voto em separado em 04/04/2006. RETIRADO DE PAUTA PELO AUTOR. 4 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 1.217/04 – do Sr. José Roberto Arruda e outros – que “dispõe sobre a realização de plebiscitos para a criação dos Estados do Aripuanã, do Araguaia, do Xingu, de Tapajós, de Carajás, do Rio Negro, de Solimões, do Uirapuru, do Madeira e do Juruá’. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação com emenda. Vista ao Deputado Lupércio Ramos, em 16/11/2005. O Deputado Lupércio Ramos apresentou voto em separado em 22/02/2006. O Presidente solicitou ao Deputado Dr. Rodolfo Pereira que fizesse a leitura do parecer. Em discussão, manifestaram-se contra o parecer os Deputados Vanessa Grazziotin, Dr. Rodolfo Pereira e Thaís Barbosa. Submetido à votação. Quinta-feira 5 45803 foi REJEITADO POR UNANIMIDADE O PARECER. Foi designada Relatora do PARECER VENCEDOR, a DEPUTADA VANESSA GRAZZIOTIN, que apresentou parecer oral pela REJEIÇÃO. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER VENCEDOR DA DEPUTADA VANESSA GRAZZIOTIN. O PARECER VENCIDO do Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA foi convertido para VOTO EM SEPARADO. O Presidente solicitou à Deputada que apresentasse por escrito o seu parecer até a próxima reunião. Antes de ser encerrada a reunião, o Deputado Carlos Souza externou sua preocupação com a internacionalização da Amazônia e informou que apresentou à Mesa desta Casa requerimento para a formação de Comissão Externa objetivando investigar o fato e solicitou o apoio desta Comissão para o pleito. O Presidente parabenizou o parlamentar pela veemente defesa da Amazônia e recomendou-o que apresentasse um requerimento de audiência pública para a discussão sobre essa prática. Manifestou seu apoio à denúncia do deputado, a Deputada Thaís Barbosa. ENCERRAMENTO: O Presidente declarou encerrada a reunião às onze horas e quinze minutos, antes porém, informando aos membros que a Comissão fará o encaminhamento ao Poder Executivo, de Indicação sugerindo ao Ministério da Defesa a participação do Exército Brasileiro na imediata execução das obras de construção dos gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus. O Deputado Carlos Souza apoiou a Indicação, chamando a atenção para a morosidade da construção do gasoduto e a falta de interesse das autoridades. E para constar eu Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente em Exercício, Deputado Júlio e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Oitava Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 26 de Abril de 2006. Às dez horas e quarenta e um minutos do dia vinte e seis de abril de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Carlos Souza, Henrique Afonso e Thaís Barbosa – Titulares; Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Hamilton Casara, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Raimundo Santos, Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin 45804 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Enio Bacci, Fernando Lopes, Maria Helena, Marinha Raupp, Perpétua Almeida, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da sexta reunião ordinária deliberativa realizada no dia dezenove de abril de 2006. Por solicitação da Deputada Vanessa Grazziotin, foi dispensada a leitura da ata, em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente comunicou ao Plenário que foram recebidas pela Comissão, as manifestações de interesse dos Deputados Agnaldo Muniz, Eduardo Valverde, Socorro Gomes, Hamilton Casara, Alceste Almeida e Perpétua Almeida para a participação da Subcomissão Destinada a Acompanhar os Empreendimentos para o Setor Energético na Região Amazônica, referente ao Requerimento nº 16/2006, de autoria da Senhora Deputada Vanessa Grazziotin. Desta forma, o Presidente convocou reunião de instalação da Subcomissão para as 15 horas do dia três de maio, quarta-feira, na Sala da Presidência desta Comissão. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO nº 30/06 – do Sr. José Divino – que “requer a retirada de pauta do PDC 295/2003”. APROVADO. B – Requerimentos: 2 – REQUERIMENTO nº 29/06 – das Sras. Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin – que “requer seja realizada audiência pública tendo como convidada a Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para inteirar os Srs. Parlamentares e sobretudo os parlamentares da bancada amazônica, sobre as expectativas e impedimentos acerca das construções das Eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu”. O Requerimento foi encaminhado pela Deputada Vanessa Grazziotin. Não houve discussão. Em votação, o Requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. C – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: ORDINÁRIA: 3 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 295/03 – do Sr. José Divino – que “dispõe sobre a realização de plebiscito para a divisão do Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado NATAN DONADON. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Davi Alcolumbre, em 08/03/2006. A Deputada Vanessa Grazziotin apresentou voto em separado em 04/04/2006. RETIRADO DE PAUTA PELO AUTOR. 4 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 1.217/04 – do Sr. José Roberto Arruda e outros – que “dispõe sobre a realização de plebiscitos para a criação dos Estados do Aripuanã, do Araguaia, do Xingu, de Tapajós, de Outubro de 2006 Carajás, do Rio Negro, de Solimões, do Uirapuru, do Madeira e do Juruá’. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação com emenda. Vista ao Deputado Lupércio Ramos, em 16/11/2005. O Deputado Lupércio Ramos apresentou voto em separado em 22/02/2006. O Presidente solicitou ao Deputado Dr. Rodolfo Pereira que fizesse a leitura do parecer. Em discussão, manifestaram-se contra o parecer os Deputados Vanessa Grazziotin, Dr. Rodolfo Pereira e Thaís Barbosa. Submetido à votação. foi REJEITADO POR UNANIMIDADE O PARECER. Foi designada Relatora do PARECER VENCEDOR, a DEPUTADA VANESSA GRAZZIOTIN, que apresentou parecer oral pela REJEIÇÃO. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER VENCEDOR DA DEPUTADA VANESSA GRAZZIOTIN. O PARECER VENCIDO do Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA foi convertido para VOTO EM SEPARADO. O Presidente solicitou à Deputada que apresentasse por escrito o seu parecer até a próxima reunião. Antes de ser encerrada a reunião, o Deputado Carlos Souza externou sua preocupação com a internacionalização da Amazônia e informou que apresentou à Mesa desta Casa requerimento para a formação de Comissão Externa objetivando investigar o fato e solicitou o apoio desta Comissão para o pleito. O Presidente parabenizou o parlamentar pela veemente defesa da Amazônia e recomendou-o que apresentasse um requerimento de audiência pública para a discussão sobre essa prática. Manifestou seu apoio à denúncia do deputado, a Deputada Thaís Barbosa. ENCERRAMENTO: O Presidente declarou encerrada a reunião às onze horas e quinze minutos, antes porém, informando aos membros que a Comissão fará o encaminhamento ao Poder Executivo, de Indicação sugerindo ao Ministério da Defesa a participação do Exército Brasileiro na imediata execução das obras de construção dos gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus. O Deputado Carlos Souza apoiou a Indicação, chamando a atenção para a morosidade da construção do gasoduto e a falta de interesse das autoridades. E para constar eu Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente em Exercício, Deputado Júlio César e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Nona Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 3 de Maio De 2006. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Às onze horas do dia três de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Maria Helena – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Perpétua Almeida, Wanderval Santos, Zó Geraldo e Zico Bronzeado – Titulares; Atua Lins, Eduardo Valverde, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Raimundo Santos e Suely Campos – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Enio Bacci, Fernando Lopes, Henrique Afonso, Marinha Raupp, Thaís Barbosa, Wellington Fagundes e Zequinha Marinho. A Deputada Vanessa Grazziotin encaminhou correspondência à secretaria da Comissão informando a impossibilidade de comparecimento a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as Atas das sétima e oitava reuniões ordinárias deliberativas, realizadas nos dias vinte e cinco e vinte e seis de abril, respectivamente. Por solicitação da Deputada Maria Helena, foi dispensada a leitura das atas, em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as Atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente registrou a presença do Deputado Arolde de Oliveira como novo membro desta Comissão. O referido agradeceu. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO nº 31/06 – do Sr. Carlos Souza – que “solicita sejam convidados, para serem ouvidos em Audiência Pública desta Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, os Exmos. Srs. Ministros de Estado do Meio Ambiente; da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para que se pronunciem sobre a compra de 161.874 hectares de terras pelo sueco Johan Eliash, às margens do Rio Madeira, no Estado do Amazonas”. O autor encaminhou favoravelmente seu requerimento. Discutiram a matéria a Deputada Maria Helena e o Deputado Zico Bronzeado. Submetido à votação, o Requerimento foi APROVADO COM A MODIFICAÇÃO PARA REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO, EM NOME DA COMISSÃO, AOS ORGÃOS NELE CITADOS, COM O ACRÉSCIMO DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. O Deputado Miguel de Souza passou a direção dos trabalhos à Deputada Maria Helena para encaminhar os requerimentos de sua autoria. 2 – REQUERIMENTO nº 32/06 – da Sra. Vanessa Grazziotin e do Sr. Miguel de Souza – que “requer a realização de Audiência Pública com as presenças de representantes do Exército Brasileiro, Petrobras e Tribunal de Contas da União – TCU, Quinta-feira 5 45805 para discutir a construção do gasoduto Urucu-CoariManaus”. O Deputado Lupércio Ramos subscreveu o Requerimento, o qual foi defendido pelo Deputado Miguel de Souza. Discutiram a matéria os Deputados Carlos Souza e Lupércio Ramos. Submetido à votação, o Requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 3 – REQUERIMENTO nº 33/06 – da Sra. Vanessa Grazziotin – que “requer seja realizada Audiência Pública Conjunta desta Comissão com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e a Comissão de Desenvolvimento Econômica, Indústria e Comércio, a fim de ouvir o Sr. Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; o Presidente da Petrobras ou seus representantes; o Embaixador do Brasil na Bolívia, Sr. Antonino Mena Gonçalves e o empresário Eike Bafista, proprietário da empresa de siderurgia EBX, cujas obras de instalação em território boliviano foram embargadas recentemente pelo governo daquele País, para informar aos parlamentares destas Comissões a extensão da crise com a Bolívia e suas conseqüências para os interesses brasileiros”. O Deputado Miguel de Souza subscreveu o requerimento e o encaminhou, sugerindo alteração para que a audiência seja em conjunto com as Comissões citadas, além da Comissão de Minas e Energia e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO COM ALTERAÇÃO PARA QUE A REUNIÃO SEJA CONJUNTA COM A COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA E A COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE. 4 – REQUERIMENTO nº 34/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional o envio de indicação ao Excelentíssimo Senhor Ministro de Minas e Energia, sugerindo o empenho da Petrobras na imediata execução das obras de construção dos gasodutos Urucu – Porto Velho e Coari – Manaus”. O autor defendeu seu requerimento. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 5 – REQUERIMENTO nº 35/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “requer da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, o envio de Indicação ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Defesa, sugerindo a participação do Exército Brasileiro na imediata execução das obras de construção dos gasodutos Urucu-Porto Velho e Coari-Manaus”. O autor defendeu seu requerimento. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: ORDINÁRIA: 6 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO nº 2.095/02 – do Sr. Romeu Queiroz – que “convoca plebiscito sobre a criação do Estado Minas 45806 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do Norte”. RELATOR: Deputado ZICO BRONZEADO. PARECER: pela rejeição. Vista ao Deputado Fernando Gonçalves, em 22/02/2006. Manifestou-se a Deputada Maria Helena. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente encerrou a reunião às onze horas e quinze minutos, antes porém, convidando os membros da Comissão para as Mesas Redondas em Porto Velho, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, no dia 4 de maio, para discutir com os representantes dos órgãos federais e estaduais A Execução do Acordo de Cooperação entre a União e o Governo do Estado de Rondônia, para a Adequação do Zoneamento SócioEconómico-Ecológico do Estado de Rondônia; e no dia 5 de maio apresentar A Comissão da Amazônia e o seu Papel no Parlamento Brasileiro: uma Agenda para a Integração e o Desenvolvimento Regional. E para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 5ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Reunião Ordinária Audiência Pública Com a Participação da Comissão de Minas e Energia Realizada em 9 de Maio de 2006. Às quinze horas e vinte e três minutos do dia nove de maio de dois mil e seis, reuniram-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional – CAINDR e a Comissão de Minas e Energia – CME, no Plenário 13 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a tratar do PROJETO DE INSTALAÇÃO DO COMPLEXO HIDRELÉTRICO DO RIO MADEIRA, SEU CRONOGRAMA DE INSTALAÇÃO E OS ENTRAVES AMBIENTAIS EXISTENTES. A lista de presença registrou o comparecimento dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Wellington Fagundes e Maria Helena – Vice-Presidentes; Ann Pontes, Thaís Barbosa Zico Bronzeado – Titulares da CAINDR; Átila Lins, Dr. Rodolfo Pereira, Hamilton Casara, Júlio César e Vanessa Grazziotin – Suplentes da CAINDR. O Deputado Agnaldo Muniz enviou documento à secretaria da Comissão, justificando sua ausência a esta reunião. Compareceram também os Deputados Eduardo Valverde, Fernando Ferro e Natan Donadon – Titulares da CME; Edinho Bez e Romel Anízio – Suplentes da CME. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Antônio Joaquim, Arolde de Oliveira, Outubro de 2006 Carlos Souza, Ênio Bacci, Fernando Lopes, Henrique Afonso, Marinha Raupp, Perpétua Almeida, Wanderval Santos, Zé Geraldo e Zequinha Marinho – Titulares da CAINDR; Airton Roveda, Betinho Rosado, B.Sá, Carlos Alberto Leréia, Dr. Heleno, Evandro Milhomen, Gerson Gabrielli, Helenildo Ribeiro, Hélio Esteves, João Pizzolatti, José Santana de Vasconcellos, Marcelo Castro, Marcus Vicente, Mauro Passos, Nelson Meurer, Nicias Ribeiro, Pastor Amarildo, Paulo Feijó, Ronaldo Cézar Coelho, Rose de Freitas, Salvador Zimbaldi, Takayama, Tatico e Terezinha Fernandes – Titulares da CME. ABERTURA: O Presidente, Deputado Miguel de Souza, declarou abertos os trabalhos, informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação dos Requerimentos nºs 18/2006-CAINDR e 341/2006-CME, de sua autoria; e 329/2006-CME, de autoria do Deputado Eduardo Valverde. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos senhores expositores Márcio Pereira Zimmerman, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia; Luciano Nobre Varella, Chefe do Departamento de Engenharia de Geração das Centrais Elétricas Brasileiras – ELETROBRÁS; Cláudio J. B. Sales, Presidente da Câmara Brasileira de Investidores de Energia Elétrica – CBIEE; Luiz Fernando Vianna, Presidente da Associação dos Produtores de Energia Elétrica – APINE; Moema Sá, Diretora de Projetos da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Luiz Felippe Kunz Júnior, Diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA; Amilton Geraldo, Superintendente de Gestão e Estudos Hidroenergéticos da ANEEL; Ricardo Cavalcanti Furtado, Superintendente de Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE; Martinho Cândido V. dos Santos, Diretor de Infra-Estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes – DNIT; Carlos Raimundo Nascimento, Presidente da Centrais Elétricas do Norte do Brasil SA. – Eletronorte; e Antônio de Pádua Guimarães, Superintendente de Empreendimentos de Geração de Furnas Centrais Elétricas S/A. Conforme acordo prévio do Presidente com os expositores, ficou resolvido que usariam a palavra por dez minutos cada um, na seqüência, os senhores Márcio Pereira Zimmerman, Luciano Nobre Varella, Cláudio J. B. Sales, Luiz Fernando Vianna, Moema Sá, Luiz Felippe Kunz Júnior, Amilton Geraldo, Ricardo Cavalcanti Furtado, Martinho Cândido V. dos Santos, Carlos Raimundo Nascimento e Antônio de Pádua Guimarães. Encerradas as apresentações, interpelaram os expositores os Deputados Eduardo Valverde e Fernando Ferro. As perguntas foram respondidos, em seguida, pelos expositores Márcio Pereira Zimmerman, Ricardo Cavalcanti Furtado e Antônio Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de Pádua Guimarães. ENCERRAMENTO: Findas as interpelações, o Presidente agradeceu a presença de todos e, nada mais havendo a tratar, declarou encerrada a presente reunião às dezoito horas e cinquenta e três minutos, antes, porém, convidando os Deputados para reunião ordinária de audiência pública, destinada a tratar do tema Potencialidades de Negócios na Amazônia, a ser realizada no dia 16 de maio, terça-feira, às 15 horas, no Plenário 15 desta Casa. E, para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata que, depois de lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Primeira Reunião Ordinária Audiência Publica Realizada em 16 de Maio de 2006. Às quatorze horas e trinta e sete minutos do dia dezesseis de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 8 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a discutir as “POTENCIALIDADES DE NEGÓCIOS NA AMAZÔNIA”. A lista de presença registrou o comparecimento dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Maria Helena – Vice-Presidente; Ann Pontes, Arolde de Oliveira, Thaís Barbosa, Wanderval Santos e Zico Bronzeado – Titulares; Almir Sá, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Júlio César, Socorro Gomes e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Compareceram também os Deputados Francisco Rodrigues, Josué Bengtson e Pauderney Avelino, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Antônio Joaquim, Carlos Souza, Enio Bacci, Fernando Lopes, Henrique Afonso, Marinha Raupp, Perpétua Almeida, Wellington Fagundes, Zé Geraldo e Zequinha Marinho. O Deputado Agnaldo Muniz encaminhou documento à secretaria da Comissão justificando sua ausência a esta reunião. ABERTURA: O Deputado Miguel de Souza declarou abertos os trabalhos, informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação do Requerimento nº 14/2006, de autoria da Deputada Vanessa Grazziotin. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos Senhores expositores Flávia Skrobot Barbosa Grosso, Superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA; Raimar da Silva Aguiar, VicePresidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas – FIEAM; João Ronaldo Melo Mota, Diretor Executivo do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas – CIEAM; Antônio Ivaldo Bezerra da Silva, Co- Quinta-feira 5 45807 ordenador da Área de Acesso a Serviços Financeiros do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE/AM e Oreni Campelo Braga da Silva, Diretora-Presidente da Empresa Estadual de Turismo da Amazônia. O Presidente convidou os expositores a tomarem assento à mesa e concedeu a palavra à Senhora Flávia Skrobot Barbosa Grosso, Raimar da Silva Aguiar e João Ronaldo MeIo Mota, sucessivamente, por dez minutos. O Presidente Miguel de Souza passou a direção dos trabalhos para a Deputada Maria Helena, que, em seguida, concedeu a palavra aos expositores Antônio Ivaldo Bezerra da Silva e Oreni Campelo Braga da Silva, por dez minutos. Encerradas as apresentações, a Presidente em Exercício passou a palavra para a Deputada Vanessa Grazziotin, autora do requerimento originário da audiência pública, que ressaltou a importância da Terceira Feira Internacional da Amazônia, considerada um dos maiores eventos organizados pela Amazônia e registrou a necessidade de se apresentar ao Governo Federal, um documento que mostre os prejuízos causados pelo contigenciamento dos recursos da SUFRAMA. Em seguida, interpelaram os expositores os Deputados Pauderney Avelino e Dr. Rodolfo Pereira. Finalizando, a Deputada Maria Helena concedeu a palavra aos expositores para as considerações finais e agradeceu a presença de todos. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, a Presidente em exercício encerrou os trabalhos às dezessete horas e nove minutos. E, para constar, eu , Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pela Presidente em exercício, Deputada Maria Helena, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Segunda Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 17 de Maio de 2006. Às onze horas do dia dezessete de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Maria Helena – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Henrique Afonso, Perpétua Almeida, Thaís Barbosa e Zico Bronzeado – Titulares; Átila Lins, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Hamilton Casara, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Raimundo Santos, Socorro Gomes, Suely Campos e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados 45808 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Carlos Souza, Enio Bacci, Fernando Lopes, Marinha Raupp, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo e Zequinha Marinho. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as Atas da nona reunião ordinária deliberativa e da décima reunião ordinária de audiência pública, realizadas nos dias três e nove de maio de 2006, respectivamente. Por solicitação da Deputada Maria Helena, foi dispensada a leitura das atas em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Presidente comunicou ao Plenário o recebimento e a disponibilização aos membros da Comissão, da cópia do Acórdão proferido nos autos do Processo no TCU 004.123/2005-0, do Tribunal de Contas da União, bem como do relatório e do voto do referido órgão, referente à denúncia apresentada por esta Comissão ao TCU, acerca de supostas irregularidades praticadas por agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. ORDEM DO DIA: A – Matéria sobre a Mesa: 1 – REQUERIMENTO nº 42/06 – do Sr. Henrique Afonso – que “requer a inclusão extrapauta do requerimento nº 41/2006”. APROVADO. 2 – REQUERIMENTO nº 41/06 – do Sr. Henrique Afonso – que ‘requer a realização de uma audiência pública para discutir “as Implicações das Queimadas e Desmatamentos na Amazônia nas Mudanças Climáticas”. O Deputado Henrique Afonso defendeu o seu requerimento que, submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Requerimentos: 3 – REQUERIMENTO nº 36/06 – da Sra. Perpétua Almeida – que “requer a realização de Audiência Pública, em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, para debater denúncias de escravidão na Amazônia”. A autora defendeu seu requerimento. Manifestou-se o Deputado Hamilton Casara. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 4 – REQUERIMENTO nº 37/06 – do Sr. Eduardo Valverde – que requer que esta Comissão realize Audiência Pública convidando o Diretor da Polícia Federal para relatar sobre a presença da Polícia Federal no garimpo Roosevelt, a extração ilegal de diamantes e os conflitos com as reservas indígenas”. O Deputado Hamilton Casara encaminhou o requerimento. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 5 – REQUERIMENTO nº 38/06 – da Sra. Socorro Gomes – que “requer seja realizada audiência pública com a presença do Controlador Geral da União, de um representante do Ministério Público e um representante do Secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano do Estado do Pará, Haroldo Bezerra, para dar explicações sobre o Projeto Alvo- Outubro de 2006 rada na Amazônia, em especial no Estado do Pará”. A Deputada Perpétua Almeida encaminhou o requerimento. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO, COM ALTERAÇÃO DE TRANSFORMAR A AUDIÊNCIA PÚBLICA EM MESA REDONDA A SER REALIZADA NO ESTADO DO PARÁ. 6 – REQUERIMENTO nº 39/06 – da Sra. Maria Helena – que “solicita realização de Audiência Pública para debater proposta do IBAMA sobre guarda doméstica de animais silvestres”. A autora defendeu seu requerimento. Manifestaram-se os Deputados Hamilton Casara e Eduardo Valverde. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 7 – REQUERIMENTO nº 40/06 – das Sras. Thaís Barbosa e Ann Pontes e do Sr. Wellington Fagundes – que “requerem a realização de Mesa Redonda na cidade de Tangará da Serra, Mato Grosso, para discutir o oportuno e importante tema do momento nacional: Agroenergia e a Agroindústria da Amazônia e o Novo Paradigma de Desenvolvimento Sustentável”. A autora defendeu seu requerimento. Não houve discussão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. A Deputada Perpétua Almeida manifestou repúdio contra a matéria publicada na imprensa, na qual o colunista de uma revista semanal tratou com descaso o Estado do Acre ao manifestar-se sobre a polêmica aquisição do antigo estado boliviano pelo Brasil. A Deputada informou que o caso já está na Justiça e anunciou que entrará com um requerimento de audiência conjunta com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para discutir a desapropriação na fronteira entre Brasil e Bolívia. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente, Deputado Miguel de Souza, encerrou a reunião às onze horas e trinta e dois minutos, antes porém, convidando os membros da Comissão para reunião de audiência pública, a realizar-se no dia vinte e três de maio, às quinze horas, no Plenário 15, a fim de debater o tema Programas Desenvolvidos pelo Governo Federal Relativos ao Turismo na Amazônia. Convidou também para o descerramento da foto da Deputada Maria Helena, na Galeria dos Ex-Presidentes desta Comissão, a realizar-se às onze horas, do dia vinte e quatro de maio, também no Plenário 15 desta Casa. E, para constar, eu Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ata da décima terceira reunião ordinária audiência pública realizada em 23 de maio de 2006. Às quinze horas e quinze minutos do dia vinte e três de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 13, do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a tratar dos PROGRAMAS DESENVOLVIDOS PELO GOVERNO FEDERAL RELATIVOS AO TURISMO NA AMAZÔNIA. A lista de presença registrou o comparecimento dos Deputados Miguel de Souza – Presidente; Maria Helena – Vice-Presidente; Perpétua Almeida, Thaís Barbosa, Wanderval Santos, Zé Geraldo e Zequinha Marinho – Titulares; Anivaldo Vale, Eduardo Valverde, Lupércio Ramos, Nilson Mourão e Suely Campos – Suplentes. Compareceram também os Deputados Asdrubal Bentes, Evandro Milhomen, Josué Bengtson, Mariângela Duarte, Pedro Fernandes e Ricardo Barros, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Enio Bacci, Fernando Lopes, Henrique Afonso, Marinha Raupp, Wellington Fagundes e Zico Bronzeado. O Deputado Agnaldo Muniz encaminhou documento à secretaria da Comissão justificando sua ausência a esta reunião. ABERTURA: O Deputado Miguel de Souza declarou abertos os trabalhos informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação do Requerimento nº 02/2006, de autoria das Deputadas Maria Helena e Ann Pontes. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos senhores expositores Walfrido dos Mares Guia, Excelentíssimo Ministro do Turismo; Muriel Saragoussi, Secretária de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente e Fernando de Arruda Botelho, Membro do Comitê de Defesa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – COMDEFESA FIESP. O Presidente convidou os expositores a tomarem assento à mesa e concedeu a palavra aos Senhores Fernando de Arruda Botelho, Muriel Saragoussi e Walfrido dos Mares Guia, respectivamente. Encerradas as exposições com apresentação de slides, fez uso da palavra a autora do requerimento, Deputada Maria Helena, que teceu considerações sobre o tema e fez indagações que foram, em seguida, respondidas pelos expositores. Usaram da palavra também os Deputados Zequinha Marinho, Eduardo Valverde, Josué Bengtson, Suely Campos, Lupércio Ramos e Thais Barbosa. O Presidente Miguel de Souza manifestou-se a respeito do tema e, a seguir, concedeu a palavra aos convidados para suas considerações finais. ENCERRAMENTO: Finalizando, o Presidente agradeceu a presença de todos e, nada mais havendo a tratar, encerrou os trabalhos às dezenove horas Quinta-feira 5 45809 e oito minutos, antes porém convocando os senhores membros da Comissão para a reunião deliberativa, a realizar-se no dia vinte e quatro de maio, às 10 h, no Plenário 15. E, para constar, eu, Vanderlucia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Quarta Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 24 de Maio de 2006. Às dez horas e cinqüenta minutos do dia vinte e quatro de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Enio Bacci e Maria Helena – Vice-Presidentes; Ann Pontes, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Fernando Lopes, Thais Barbosa, Wanderval Santos, Zequinha Marinho, Zé Geraldo e Zico Bronzeado – Titulares; Alceste Almeida, Almir Sá, Átila Lins, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Júlio Cesar, Lupércio Ramos, Raimundo Santos, Suely Campos e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Henrique Afonso, Marinha Raupp, Perpétua Almeida e Wellington Fagundes. O Deputado Agnaldo Muniz encaminhou documento à secretaria da Comissão justificando sua ausência a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, o Presidente, Deputado Miguel de Souza, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as atas da décima primeira reunião ordinária de audiência pública e da décima segunda reunião ordinária deliberativa, realizadas nos dias dezesseis e dezessete de maio de 2006, respectivamente. Por solicitação da Deputada Maria Helena, foi dispensada a leitura das atas em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as atas foram aprovadas por unanimidade. EXPEDIENTE: O Deputado Miguel de Souza comunicou aos membros as designações realizadas pela Presidência da Comissão: no dia nove de maio, ao Deputado Enio Bacci, como relator do Projeto de Decreto Legislativo nº 295/2003, do Sr. José Divino, que “dispõe sobre a realização de plebiscito para a divisão do Estado do Rio de Janeiro” e ao Deputado Hamilton Casara, como relator do Projeto de Lei nº 1.922/2003, do Deputado José Rajão, que “institui normas gerais de segurança contra incêndios 45810 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e dá outras providências”; e no dia dezessete de maio, à Deputada Perpétua Almeida, como relatora da Proposta de Fiscalização e Controle nº 62/2001, da Deputada Vanessa Grazziotin, que “propõe que a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional fiscalize a implementação das obras das eclusas e da segunda etapa da usina hidrelétrica de Tucuruí. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO nº 43/06 – do Sr. Miguel de Souza – que “solicita que a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional envie Requerimento de Informação ao Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, objetivando obter esclarecimentos sobre a atual situação funcional dos servidores dos ex-territórios federais”. O requerimento foi subscrito pela Deputada Maria Helena, que o encaminhou favoravelmente. Defendeu a matéria a Deputada Ann Pontes. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 2 – REQUERIMENTO nº 44/06 – da Sra. Vanessa Grazziotin e outros – que “solicitam seja encaminhada por esta Comissão uma Indicação ao Poder Executivo, solicitando o descontingenciamento das verbas destinadas à Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA no Orçamento da União”. Não houve discussão, Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA: 3 – PROJETO DE LEI nº1.922/03 – do Sr. José Rajão – que institui normas gerais de segurança contra incêndios e dá outras providências”. RELATOR: Deputado HAMILTON CASARA. PARECER: pela rejeição. NÃO DELIBERADO. 4 – PROJETO DE LEI nº 6.100/05 – do Sr. Dr. Rodolfo Pereira – que “altera os limites da Floresta Nacional de Roraima, no Estado de Roraima”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação. A Deputada Ann Pontes leu o parecer. Foi concedida VISTA AO DEPUTADO EDUARDO VALVERDE. A Deputada Ann Pontes solicitou que a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional envie documento ao Presidente da Câmara dos Deputados solicitando a inclusão na Ordem do Dia do Plenário, dos Projetos de Lei Complementar nºs 22/2003 e 76/2003, que recriam a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE, para assim promover um desenvolvimento sustentável e includente nas Regiões Norte e Nordeste do Pais. O Presidente acolheu a solicitação. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente, Deputado Miguel de Souza, encerrou a reunião às onze horas e sete minutos, antes porém, convidando os membros da Outubro de 2006 Comissão a permanecerem em Plenário para a inauguração da foto da ilustre Deputada Maria Helena na Galeria dos ex-presidentes desta Comissão. E, para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Quinta Reunião Ordinária Audiência Pública Realizada em 30 de Maio de 2006 Às quinze horas e cinqüenta minutos do dia trinta de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 13 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Audiência Pública destinada a discutir a ATUAL SITUAÇÂO DO BRASIL JUNTO A INICIATIVA PARA A INTEGRAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA REGIONAL SUL-AMERICANA – IIRSA. A lista de presença registrou o comparecimento dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Ann Pontes, Fernando Lopes, Perpétua Almeida, Thaís Barbosa e Wanderval Santos -Titulares; Almir Sá, Átila Lins, Hamilton Casara, Júlio Cesar, Lupércio Ramos e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Compareceram também os Deputados Humberto Michiles e Moacir Micheletto, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Enio Bacci, Henrique Afonso, Maria Helena, Marinha Raupp, Wellington Fagundes, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. Os Deputados Agnaldo Muniz e Antonio Joaquim encaminharam correspondência à secretaria da Comissão, justificando suas ausências a esta reunião. ABERTURA: O Deputado Miguel de Souza declarou abertos os trabalhos informando que a presente reunião foi decorrente da aprovação do Requerimento nº 19/2006, de sua autoria. A AUDIÊNCIA PÚBLICA contou com a presença dos Senhores expositores Francisco Luiz Baptista Costa, Diretor do Departamento de Planejamento e Avaliação da Política de Transportes da Secretaria de Política Nacional de Transportes; Ariel Cecílio Garces Pares, Secretário de Planejamento e Investimento Estratégico do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e José Eduardo M. Felício, Subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores. O Presidente convidou os expositores a tomarem assento à mesa e concedeu-lhes a palavra, sucessivamente, por vinte minutos. O Presidente Miguel de Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Souza, autor do requerimento, passou a direção dos trabalhos para o Deputado Hamilton Casara, a fim de interpelar os expositores. Reassumindo a Presidência, o Deputado Miguel de Souza passou a palavra, pela ordem de inscrição, aos Deputados Hamilton Casara, Vanessa Grazziotin e Thaís Barbosa. Finalizando, o Presidente concedeu a palavra aos expositores para as considerações finais e agradeceu a presença de todos. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente Miguel de Souza encerrou os trabalhos às dezessete horas e cinqüenta e seis minutos. E, para constar, eu Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Miguel de Souza, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da Décima Sexta Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 07 de Junho de 2006. Às dez horas e cinqüenta e três minutos do dia sete de junho de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Wellington Fagundes e Maria Helena – Vice-Presidentes; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Antonio Joaquim, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Fernando Lopes e Henrique Afonso – Titulares; Átila Lins, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Júlio Cesar, Júnior Betão, Lupércio Ramos, Nilson Mourão e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Enio Bacci, Perpétua Almeida, Thaís Barbosa, Wanderval Santos, Zé Geraldo, Zequinha Marinho e Zico Bronzeado. O Deputado Agnaldo Muniz encaminhou documento à Secretaria da Comissão comunicando a impossibilidade de comparecimento a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, o Presidente em exercício, Deputado Wellington Fagundes, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação as atas da décima terceira reunião ordinária de audiência pública, da décima quarta reunião ordinária deliberativa e da décima quinta reunião ordinária de audiência pública, realizadas nos dias vinte e três, vinte e quatro e trinta de maio de 2006, respectivamente. Por solicitação do Deputado Eduardo Valverde foi dispensada a leitura das atas, em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, as atas foram aprovadas. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 45/06 Quinta-feira 5 45811 – do Sr. Carlos Souza – que “solicita seja encaminhada por esta Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, Indicação ao Ministro da Fazenda, solicitando a abertura das negociações com os Auditores Fiscais da Receita Federal”. O autor encaminhou o seu requerimento. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 2 – REQUERIMENTO Nº 46/06 – da Sra. Suely Campos e do Sr. Gervásio Oliveira – que “solicita seja convidado para participar de Audiência Pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, o Diretor de Articulação Política para a Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Sr. Cássio Alves Pereira”. O requerimento foi encaminhado pelo Deputado Gervásio Oliveira. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 3 – REQUERIMENTO Nº 47/06 – da Sra. Ann Pontes – que “solicita seja convidado o Sr. Tasso Rezende de Azevedo, Diretor do Sistema Nacional de Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, para expor nesta Comissão o andamento da implementação da Lei de Florestas Públicas, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional”. A autora encaminhou o seu requerimento, que foi subscrito pelo Deputado Eduardo Valverde. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE, TENDO COMO CO-AUTOR O DEPUTADO EDUARDO VALVERDE. 4 – REQUERIMENTO Nº 49/06 – do Sr. Eduardo Valverde – que “requer que esta Comissão realize uma Audiência Pública convidando o Presidente da FUNAI, a Coordenadora Geral de Educação Indígena, o Secretário da SECAD – Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena, o Coordenador Geral de Educação Escolar Indígena do Ministério da Educação e Cultura – MEC, o representante da Comissão Nacional de Saúde Indígena e o Diretor de Saúde Indígena – FUNASA, para discutir as questões da educação e da saúde indígena”. O autor encaminhou o seu requerimento. Manifestaram-se os Deputados Gervásio Oliveira e Dr. Rodolfo Pereira. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 5 – REQUERIMENTO Nº 50/06 – da Sra. Perpétua Almeida e do Sr. Eduardo Valverde – que “requer seja convidado o Ministro das Relações Exteriores, para debater as relações diplomáticas com a República da Bolívia, em Audiência Pública conjunta com a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional”. O Deputado Eduardo Valverde encaminhou o requerimento. Manifestaram-se os Deputados Gervásio Oliveira, Dr. Rodolfo Pereira e Wellington Fagundes, respectivamente. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. 6 – REQUERIMENTO Nº 51/06 – das Sras. Perpétua Almeida e Vanessa Grazziotin – que “requer a realiza- 45812 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ção de Audiência Pública nesta Comissão, para discutir as causas e conseqüências de incêndios florestais na Amazônia”. A Deputada Vanessa Grazziotin encaminhou o requerimento. Manifestou-se o Deputado Dr. Rodolfo Pereira. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE: 7 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 253/05 – do Sr. João Lyra – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de Desenvolvimento do Xingó e o Programa Especial de Desenvolvimento do Xingó e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CARLOS SOUZA. PARECER: pela aprovação, com emendas. Vista ao Deputado Severiano Alves, em 21/09/2005. NÃO DELIBERADO. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA: 8 – PROJETO DE LEI Nº 1.922/03 – do Sr. José Rajão – que “institui normas gerais de segurança contra incêndios e dá outras providências”. RELATOR: Deputado HAMILTON CASARA. PARECER: pela rejeição. NÃO DELIBERADO. 9 – PROJETO DE LEI Nº 6.100/05 – do Sr. Dr. Rodolfo Pereira – que “altera os limites da Floresta Nacional de Roraima, no Estado de Roraima”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Eduardo Valverde, em 24/05/2006. NÃO DELIBERADO. 10 – PROJETO DE LEI Nº 6.176/05 – do Sr. Carlos Souza – que “cria o Programa de Financiamento de Geração de Energia – Energer, para consumidores residenciais e rurais localizados na Região Amazônica”. RELATORA: Deputada VANESSA GRAZZIOTIN. PARECER: pela aprovação. NÃO DELIBERADO. 11 – PROJETO DE LEI Nº 80/03 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, prevendo a realização de estudos geológicos para subsidiar o Plano Diretor, e dá outras providências”. (Apensados: PL 2.647/2003 e PL 2.810/2003) RELATOR: Deputado NILSON MOURÃO. PARECER: pela aprovação parcial deste, com substitutivo, e pela aprovação do PL 2.647/2003 e do PL 2.810/2003, apensados. Vista ao Deputado Severiano Alves, em 21/09/2005. NÃO DELIBERADO. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente em exercício encerrou os trabalhos às onze horas e treze minutos. E, para constar, eu, Vanderlúcia Bezerra da Silva, Secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente em exercício, Deputado Wellington Fagundes, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Outubro de 2006 Ata da Décima Sétima Reunião Ordinária Deliberativa Realizada em 21 de Junho de 2006. Às onze horas e seis minutos do dia vinte e um de junho de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, no Plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Miguel de Souza – Presidente; Maria Helena – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, Ann Pontes, Arolde de Oliveira, Carlos Souza, Fernando Lopes, Thaís Barbosa e Zico Bronzeado – Titulares; Alceste Almeida, Dr. Rodolfo Pereira, Eduardo Valverde, Gervásio Oliveira, Hamilton Casara, Júlio Cesar, Lupércio Ramos, Nilson Mourão, Suely Campos e Vanessa Grazziotin – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Joaquim, Enio Bacci, Henrique Afonso, Perpétua Almeida, Wanderval Santos, Wellington Fagundes, Zé Geraldo e Zequinha Marinho. Os Deputados Antonio Joaquim e Natan Donadon apresentaram correspondência à Secretaria da Comissão justificando suas ausências a esta reunião. ABERTURA: Havendo número regimental, a Presidente em exercício, Deputada Maria Helena, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a ata da décima sexta reunião ordinária deliberativa, realizada no dia sete de junho de 2006. Por solicitação da Deputada Ann Pontes foi dispensada a leitura da ata, em razão da distribuição de cópias aos presentes. Em votação, a ata foi aprovada. EXPEDIENTE: A – A Presidente informou o recebimento de documentos ostensivos e sigilosos do Tribunal de Contas da União, em atendimento à Proposta de Fiscalização e Controle nº 114/06, de autoria das Deputadas Maria Helena e Perpétua Almeida. B – A Presidente comunicou a presença e o agradecimento do professor Rodolfo Grandi, da Fundação da Amazônia, pela moção de apoio manifestada por esta Comissão à Enciclopédia Cultural da Amazônia. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 52/06 – da Sra. Ann Pontes – que “requer a realização de uma reunião de debates na cidade de Belém, Estado do Pará, para discutir o Projeto de Decreto Legislativo nº 2.419/2002, de autoria do Deputado Benedito Dias, que dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Território Federal do Marajó”. A autora encaminhou o requerimento. A Presidente em exercício sugeriu que a Deputada Ann Pontes presidisse a reunião, o que foi aceito pelo Plenário da Comissão. Submetido à votação, o requerimento foi APROVADO POR UNANIMIDADE. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE: 2 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 323/05 – do Sr. Ney Lopes – que “regulamenta o artigo 43 da Constituição Federal, cria o complexo geoeconômico e social do Nordeste, Norte e Centro- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Oeste e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ANN PONTES. PARECER: pela aprovação. A relatora leu o parecer. Em seguida foi concedida VISTA AO DEPUTADO EDUARDO VALVERDE. 3 – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 253/05 – do Sr. João Lyra – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de Desenvolvimento do Xingó e o Programa Especial de Desenvolvimento do Xingó e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CARLOS SOUZA. PARECER: pela aprovação, com emendas. Vista ao Deputado Severiano Alves, em 21/09/2005. O relator leu o seu parecer. Discutiram a matéria os Deputados Eduardo Valverde e Ann Pontes. Submetido à votação, foi APROVADO O PARECER CONTRA O VOTO DO DEPUTADO EDUARDO VALVERDE. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: ORDINÁRIA: 4 – PROJETO DE LEI Nº 1.922/03 – do Sr. José Rajão – que “institui normas gerais de segurança contra incêndios e dá outras providências”. RELATOR: Deputado HAMILTON CASARA. PARECER: pela rejeição. O relator leu o seu parecer. Não houve discussão. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER . 5 – PROJETO DE LEI Nº 6.100/05 – do Sr. Dr. Rodolfo Pereira – que “altera os limites da Floresta Nacional de Roraima, no Estado de Roraima”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO OLIVEIRA. PARECER: pela aprovação. Vista ao Deputado Eduardo Valverde, em 24/05/2006. O relator leu o seu parecer e recebeu sugestão do Deputado Eduardo Valverde, à qual acatou. Submetido à votação, foi APROVADO POR UNANIMIDADE O PARECER COM COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO. 6 – PROJETO DE LEI Nº 6.176/05 – do Sr. Carlos Souza – que “cria o Programa de Financiamento de Geração de Energia – Energer, para consumidores residenciais e rurais localizados na Região Amazônica”. RELATORA: Deputada VANESSA GRAZZIOTIN. PARECER: pela aprovação. NÃO DELIBERADO. 7 – PROJETO DE LEI Nº 80/03 – do Sr. Ronaldo Vasconcellos – que “altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, prevendo a realização de estudos geológicos para subsidiar o Plano Diretor, e dá outras providências”. (Apensados: PL 2.647/2003 e PL 2.810/2003). RELATOR: Deputado NILSON MOURÃO. PARECER: pela aprovação parcial deste, com substitutivo, e pela aprovação do PL 2.647/2003 e do PL 2.810/2003, apensados. Vista ao Deputado Severiano Alves, em 21-9-2005. NÃO DELIBERADO. ENCERRAMENTO: Tendo em vista o início da Ordem do Dia no Plenário da Câmara dos Deputados, a Presidente em exercício encerrou os trabalhos às onze horas e quarenta e três minutos. E, para constar, eu , Vanderlúcia Bezerra da Silva, secretária substituta, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, Quinta-feira 5 45813 será assinada pela Presidente em exercício, Deputada Maria Helena , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. 52ª Legislatura – 3ª Seção Legislativa COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2005 “Não Basta Saber, É Preciso Aplicar; Não Basta Querer, É Preciso Agir.” GOETHE SUMÁRIO I – PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO. II- MEMBROS TITULARES III- MEMBROS SUPLENTES 1. Audiências Públicas 2. Seminários 3. Grupo de Trabalho IX- OUTROS REQUERIMENTOS APROVADOS X- RELATORIAS E DESIGNAÇÕES XI- CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS I- PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO PRESIDENTE Deputado Luiz Antonio Fleury 1º Vice-Presidente 2º Vice-Presidente 3º VicePresidente Deputado Eduardo Seabra Deputado Carlos Sampaio Deputado Júlio Delgado, PTB/A PPSDB/ SP PSB/MG II – MEMBROS TITULARES Almeida de Jesus Ana Guerra Celso Russomanno Givaldo Carimbão, PL/CE PT/MG PL/SP PSB/AL JonivaLucas Júnior José Carlos Araújo Luiz Bittencourt Marcelo Guimarães Fº, PTB/BA PL/BA PMDB/ GO PFL/BA Márcio Fortes Paulo Lima Pedro Canedo Renato Cozzolino, PSCB/RJ PMDB/SP PP/GO PDT/RJ Robério Nunes Selma Schons Simplício Mário Wladimir Costa, PFL/BA PT/PR PT/PI PMDB/PA III – MEMBROS SUPLENTES Alex Canziani Fernando de Fabinho Hermes Parcianello João Grandão, PTB/PR PFL/BA PMDB/PR PT/MS João Paulo G da Silva José Divino Júlio Lopes Kátia Abreu, PSB/MG PMR/RJ PP/RJ PFL/TO Leandro Vilela Luiz Bassuma Marcus de Jesus Maria do Carmo Lara, PMDB/GO PT/BA PFL/PE PT/MG Max Rosenmann Neuton Lima Paulo Baltazar Remi Trinta, PMDB/PA PTB/SP PSB/RJ PL/MA 45814 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ricardo Izar Sandro Matos Yeda Crusius Zelinda Novaes, PTB/SP PTB/RJ PSDB/RS PFL/BA IV – APRESENTAÇÃO Exercer a presidência da Comissão de Defesa do Consumidor em 2005, foi na verdade o resgate de um trabalho iniciado nos anos 80, período em que, à frente da Confederação Nacional do Ministério Público, trabalhei arduamente pela sanção da Lei de Ação Civil Pública, gérmen do tão elogiado Código de Defesa do Consumidor. Muito se passou entre os tempos de Ministério Público e o meu primeiro mandato de Deputado Federal. Entre um e outro exerci o governo do Estado de São Paulo, onde ampliei a atuação e a competência da Coordenação de Proteção a Defesa do Consumidor. O atendimento individual era importante, mas o Estado precisava fiscalizar e punir as infrações ao CDC. Como Deputado Federal no entanto, era necessário selecionar prioridades sob pena de agir de forma cosmética. Esta Presidência, no aniversário de 15 anos do Código, permitiu a retomada necessária deste tema de tanto apelo social. Inicialmente, tomei dos Procons e dos Órgãos de Defesa do Consumidor o tema que pretendia trabalhar mais intensamente. Chamava atenção o volume de reclamações contra as empresas de telefonia móvel acompanhado do sentimento de inoperância da ANATEL. Neste sentido, realizamos inúmeras audiências públicas com as empresas, a ANATEL e representantes dos Consumidores. Vale registrar que todos os Presidentes das Empresas de Telefonia vieram à Comissão e não se furtaram em responder os questionamentos e prometendo providências contra as reclamações elencadas. Quanto à ANATEL, pudemos averiguar as deficiências orçamentárias que limitam sua atuação. Também neste sentido, fizemos gestões junto aos Ministérios das Comunicações e do Planejamento, além de aprovarmos emendas orçamentárias da Comissão destinada àquela Agência. Considero muito bons os resultados obtidos, que vão desde a inclusão nas contas telefônicas dos números de atendimentos gratuitos das empresas, até as sugestões apresentadas, que foram incorporadas ao Regulamento da Telefonia assinado entre Governo e Operadoras. Destaco o detalhamento gratuito das contas telefônicas, a transformação do malfadado pulso para minuto, o reembolso dos valores dos créditos pré-pagos não utilizados, o direito de pedir a suspensão dos serviços fixos de telefonia 1 vez por ano, dentre outras. Foi por meio da inciativa deste colegiado que os contratos foram assinados com a inclusão de seus respectivos regulamentos. O desrespeito a este princípio básico do Outubro de 2006 direito a informação poderia causar imensos prejuízos aos consumidores. É bem verdade que o caminho é longo, que ainda necessita de aperfeiçoamento, mas o primeiro passo foi dado com sucesso neste ano. Tarifas Públicas, por outro lado, é outra preocupação constante que trago. Precisamos equilibrar a equação, pois reajustes superiores aos aplicados aos salários atingem de maneira desigual os cidadãos, em especial os mais pobres. Ao realizar o Seminário para discutir tal tema, objetivava construir uma proposta que, por um lado, garantisse a manutenção dos serviços públicos e, por outro, reduzisse o impacto sobre a renda do brasileiro mais desfavorecido. Apesar da profundidade das discussões havidas, sinto que precisamos envolver outros setores sociais para avançarmos ainda mais. Na Comunicação da Comissão com a Sociedade, ressalto que este foi um ano frutífero. Foram mais de 400 correspondências respondidas sobre os mais diversos assuntos. As solicitações vão desde informações sobre o trâmite de proposições, até a orientação sobre como se conduzir frente às infringências ao Código de Defesa do Consumidor. O tema mais solicitado continua sendo telefonia. No entanto, houve uma queda nas reclamações de 59% em 2004 para 26% em 2005. Outra contribuição que acredito será da maior importância é a cartilha intitulada “Consumidor – Defenda-se”, em fase de impressão, que foi elaborada em parceria com a Pró Teste. Nosso objetivo era fazer uma publicação prática, em linguagem popular, dos direitos básicos do consumidor, seguidos de modelos de cartas para uso dos cidadãos na consecução dos seus direitos. Desejo que esta publicação seja a primeira de uma série e que ultrapasse os limites desta Casa Legislativa para atingir os que realmente necessitam, já que apenas 10% dos municípios possuem Procon. Deixo um sincero agradecimento aos meus pares pelo apoio e pela participação irrestrita nos trabalhos, e também aos servidores da Casa, desde os da Secretaria Geral da Mesa, da Diretoria Geral, da Diretoria do DECOM, da Taquigrafia, da Consultoria Legislativa até o corpo técnico da Comissão. Não posso deixar de citar os diversos órgãos e entidades de Defesa do Consumidor que participaram, não apenas das audiências públicas realizadas, mas também com encaminhamento de sugestões que muito nos orientaram. É com um misto de satisfação pelo dever cumprido e de tristeza que me despeço desta Presidência, mas não da luta em defesa dos consumidores. Desejo, de imediato, sucesso ao Deputado que me suceder. Que encontre as melhores condições na continuação deste trabalho de tanto apelo social. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Atenciosamente – Luiz Antonio Fleury Filho V – CORPO TÉCNICO LILIAN DE CÁSSIA ALBUQUERQUE SANTOS Secretária da Comissão ESTEVAM DOS SANTOS SILVA Primeiro Substituto RENATA P. DE ARAÚJO RODRIGUES Segunda Substituta IRANI COIMBRA DE OLIVEIRA MÔNICA RODRIGUES CAMPELLO MARQUES PATRÍCIA BORGES DE CARVALHO PAULA REGINA MATEUCCI EUSÉBIO ZIZIANE CÉSAR DE FRANÇA E SILVA GUILHERME FRANCO COUTO NETO CÁSSIO MONTEIRO BATISTA ROSANA MARIA ANTUNES BARRIVIERA Secretária do Presidente VI- PROJETOS APRECIADOS INFORMAÇÃO AO CONSUMIDOR PL-3.191/2000 JOSÉ CARLOS COUTINHO – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, Código de Defesa do Consumidor, e dá outras providências. Explicação da Ementa: Tornando obrigatória a informação ao consumidor sobre a vida útil dos produtos e serviços. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Dep. Jonival Lucas pela aprovação deste, do PL 3861/2000, e do PL 7378/2002, apensados. Em 23/02/05. PL-888/2003 BISPO WANDERVAL – Dispõe sobre obrigações dos fabricantes e revendedores de veículos automotores junto ao consumidor. Explicação da Ementa: Obriga os fabricantes e revendedores de veículos automotores a dar ciência ao consumidor de seus direitos, por meio de formulário do qual conste, a transcrição dos artigos 12 a 27 do Código de Defesa do Consumidor. Aprovado o Parecer do Relator, Dep. Renato Cozzolino, pela aprovação. contra o voto da Deputada Ana Guerra. Em 09/03/05. PL-4454/1998 PAULO ROCHA – Altera o caput do art. 44 da Lei nº 8.078, de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Explicação da Ementa: Dispondo que os orgãos públicos de defesa do consumidor deverão divulgar, trimestralmente, as reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Julio Lopes (PP-RJ), pela aprovação deste, e do PL 2373/2003, apensado, com substitutivo. Em 16/03/05. Quinta-feira 5 45815 PL-4184/2001 FERNANDO CORUJA – Dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão dos números de telefone do Procon e da Anatel nas contas de telefonia fixa e móvel. Aprovado por Unanimidade o Parecer com Complementação de Voto, nos termos do Substitutivo do Relator, Dep. Celso Russomanno (PP-SP), pela aprovação deste, e do PL 6.465/2002, apensado, e pela rejeição do Substitutivo apresentado pela Comissão de Ciencia e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em 01-6-05. PL-5810/2001 BISPO WANDERVAL – Acrescenta parágrafo ao art. 52 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Explicação da Ementa: Obrigando fornecedores de produtos e serviços contratados com pagamento em prestações a imprimirem texto do artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor, (que trata da informação sobre preço, juros de mora e anuais, datas de pagamento, totais com e sem financiamento) de maneira clara e legível. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Renato Cozzolino, pela aprovação. Em 01-6-05. PL-4.867/2005 CARLOS NADER – “Dispõe sobre a obrigatoriedade dos órgãos de defesa do consumidor dar publicidade, anualmente, ao cadastro dos fornecedores e prestadores de serviços cujas atuações sejam, comprovadamente, lesivas a consumidores.” Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Neuton Lima (PTB-SP), pela aprovação, com substitutivo. Em 15-6-05. PL- 4.801/2005 CARLOS RODRIGUES – Determina que todo produto congelado, venha com a descrição do peso e seu valor registrado na embalagem, no ato do congelamento, assim que sai da fábrica. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Marcos de Jesus (PL-PE), pela aprovação. Em 10-8-05. PL- 3.880/2004 CELSO RUSSOMANNO – Dispõe sobre a exposição do Código de Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Julio Lopes (PP-RJ), pela aprovação deste, e pela rejeição do Substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico Indústria e Comércio, e do PL 4179/2004, apensado. Em 21-9-05. PL-4.906/2005 JEFFERSON CAMPOS – Obriga os fornecedores de produtos acondicionados em embalagens não-biodegradáveis a informarem a natureza das mesmas. Aprovado o Parecer da Relatora, Dep. Ana Guerra (PT-MG), pela aprovação, contra os 45816 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS votos dos Deputados Eduardo Seabra, Jonival Lucas Junior, José Carlos Araújo e Marcelo Guimarães Filho e absteve-se de votar o Deputado Luiz Antonio Fleury, apresentou voto em separado o Deputado José Carlos Araújo. Em 21-09-05. PL-5.025/2005 CABO JÚLIO – Dispõe sobre a informação ao consumidor do direito de, ao saldar antecipadamente seus débitos, obter redução de juros e outros encargos. Aprovado o Parecer do Relator, Dep. Robério Nunes (PFL-BA), pela aprovação, com emenda, contra o voto do Deputado Luiz Antonio Fleury. Apresentou voto em separado o Deputado Max Rosenmann. Em 05/10/05. PL-5.033/2005 CARLOS NADER – Dispõe sobre a impressão de aviso nas embalagens de alimentos, remédios e bebidas energéticas que contenham álcool em sua composição e dá outras providências. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Júlio Delgado (PSB-MG), pela aprovação, com substitutivo. Em 05-10-05. PL- 4.067/2004 CARLOS NADER – “Dispõe sobre procedimentos a serem adotados pelos fornecedores de produtos ou serviços considerados nocivos à saúde da população e dá outras providências.” Explicação da Ementa: Os fornecedores de produtos ou serviços considerados nocivos à saúde da população ficam obrigados a publicar, em veículos de comunicação de grande circulação, o problema do produto, os riscos do seu consumo, as providências para atendimento ao consumidor lesado, a previsão de troca ou do reembolso e os telefones gratuitos para informações adicionais. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Wladimir Costa (PMDB-PA), pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 5493/2005, apensado. Em 09-11-05. PL-1.141/1995 CARLOS CARDINAL – Altera dispositivos da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Explicação da Ementa: Estabelendo pena de detenção para quem deixar de dar ao consumidor a oportunidade de tomar conhecimento prévio do conteúdo dos contratos ou redigi-los de modo a dificultar a compreensão de seu sentido, objetivando a defesa do consumidor. Aprovado Parecer do Dep. Simplício Mário (PT-PI), pela rejeição, em 13/04/05. PL- 1.536/1991 MURILO PINHEIRO – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Explicação da Ementa: Outubro de 2006 Exigindo que toda a oferta de produto ou de locação de bem imovel veiculadas mediante anúncios de classificados deverá constar a indicação de seu preço ou do valor do aluguel. Aprovado o Parecer da Relatora, Dep. Ana Guerra (PT-MG), pela rejeição deste, do PL 578/1995, e do PL 5.262/2001, apensados, em 01/06/05. PL- 4.964/2005 MARCOS ABRAMO – Dispõe sobre informações a serem prestadas pelos estabelecimentos comerciais aos consumidores. Explicação da Ementa: : Obrigando o comerciante a informar ao consumidor sobre a não aceitação de cheque como forma de pagamento e os critérios para seu recebimento. Aprovado Parecer do Dep. Jonival Lucas Junior (PTB-BA), pela rejeição, em 17/08/05. PL- 4.727/1994 VALDIR COLATTO – Dispõe sobre propaganda para esclarecimento e defesa do consumidor. Explicação da ementa: Estabelecendo que em toda propaganda oficial sera reservada para a veiculação de campanhas de esclarecimento e defesa doconsumidor na parcela correspondente a um decimo do tempo ou do espaço contratado. Aprovado o Parecer da Relatora, Dep. Maria do Carmo Lara (PT-MG), pela rejeição deste, e pela aprovação do PL 3.061/1997, apensado, contra os votos dos Deputados Max Rosenmann e Márcio Fortes, em 26-10-05. INADIMPLÊNCIA PL-4.261/1998 INÁCIO ARRUDA – Acrescenta parágrafo ao art. 53 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Explicação da Ementa: Dispondo que na hipótese do contrato de compra e venda de bem móvel ou imóvel a prestação, o devedor inadimplente terá direito à compensação ou a restituição das parcelas quitadas a data da resolução contratual, monetariamente atualizada, descontada a perda e dano a que tiver dado causa. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Alexandre Santos (PP-RJ), pela aprovação. Em 23-02-05. PROPAGANDA ENGANOSA OU ABUSIVA PL-3190/1997 SENADO FEDERAL – SÉRGIO MACHADO – Dá redação ao § 4º do art. 37 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Explicação da Ementa: Estabelecendo que é enganosa por omissão a publicidade televisiva de prestação de serviços por telefone, bem como de sorteios em Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que a participação se dá mediante ligação telefonica, sem a divulgação de seu preço, de forma ostensiva, sorteio chamado telesorte. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Paulo Kobayashi, pela aprovação deste, do PL 3.387/2000, do PL 4269/1998, e do PL 6733/2002, apensados, com substitutivo. Em 09/03/05. PL-58/2003 WILSON SANTOS – Acrescenta parágrafo único ao art. 67 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Explicação da Ementa: Estendendo ao autor da publicidade enganosa ou abusiva, bem como a agência de publicidade as penalidades do Código de Defesa do Consumidor.Aprovado Parecer do Relator, Dep. Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA), pela rejeição, em 7-12-05. PL-3.415/1992 FREIRE JÚNIOR – Acrescenta parágrafo único ao artigo 68 da Lei nº 8.078 , de 11 de setembro de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor Explicação da Ementa: Aplicando a pena de detenção de seis meses a dois anos e multa, a quem fizer ou promover publicidade sabendo-se incapaz da demanda. Rejeitada em 21/09/05. SERVIÇOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO PL-3.369/2004 CARLOS SOUZA – Introduz § 6º no art. 43 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor – para sem prejuízo das sanções civis, aplicar-se a pena prevista para o crime de difamação (art. 139 do Código Penal – Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940) ao responsável pela remessa às entidades de serviço de proteção ao crédito ou pelo registro no cadastro dessas entidades, de nome de devedor ao qual falte filiação, CPF e número de cédula de Identidade, bem como no caso de negativação, em que o débito que fundamenta o registro já tenha sido pago. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação. Em 09-3-05. PL-1.547/1991 VICTOR FACCIONI – Acrescenta ao Código de Defesa do Consumidor, dispositivo relativo à prescrição de débito. Expliação da Ementa: Após a prescrição do débito, não mais poderão ser fornecidas informações que impeçam a aquisição de novo crédito pelos órgãos de protação ao crédito. Parecer com Complementação de Voto, Dep. Celso Russomanno (PP-SP), pela aprovação do PL 2.986/97 e PL 3.216/97 e pela aprovação parcial do PL 3.919/97, PL 584/99, PL 7.004/02 e PL 5.407/05, apensados, bem como pela aprovação das Emendas Quinta-feira 5 45817 apresentadas ao PL 3.216/97 e PL 3.056/00, acatando ainda integralmente as Emendas de nº 1 a 3, apresentadas ao Substitutivo anterior, propondo novo Substitutivo, alterado conforme sugestões. Pela rejeição dos Projetos de Lei nºs 1.547/91 e 3.443/97, 3.646/97, 4.401/98, 4.457/98, 370/99, 664/99, 4.892/99, 2.551/00, 2.760/00, 3.056/00, 3.240/00, 3.241/00, 6.719/02, 7.245/02, 1.363/03, 2.008/03, 2.291/03, 2.435/03, 2.731/03, 3.048/04, 3.591/04, 4.866/05, 5.029/05, 5.242/05, 5.271/05, 5.379/05, 5.513/05, 5.896/05, apensados; e das Emendas apresentadas aos PL nºs 1.547/97, 370/99, 2.551/00, 3.241/00 e 7.004/02; SEGUROS DE AUTOMÓVEIS PL- 4.715/2001 ANTONIO CAMBRAIA – Regulamenta o período de cobertura de Seguros de Automóveis, com pagamento de prêmios fracionado, em caso de cancelamento antecipado de contrato, e dá outras providências. Aprovado Parecer Vencedor, Dep. Celso Russomanno (PP-SP), pela aprovação, com substitutivo, contra os votos dos Deputados Maria do Carmo Lara, Ana Guerra, Simplício Mário e Rubinelli, em 30/03/05. TELECOMUNICAÇÕES PL- 4.260/2004 ANTONIO CARLOS MENDES THAME – Dispõe sobre as garantias aos usuários de sistemas eletrônicos e de telecomunicações das práticas de falsificação de dispositivos. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Paulo Lima (PMDBSP), pela aprovação, com emendas. Em 30/03/05. PL-4.681/2001 ALDO REBELO – Dispõe sobre a dublagem de filmes estrangeiros importados para exibição através de radiodifusão de sons e imagens (televisão) por assinatura e fitas ou discos para vídeo. Determina que as dublagens sejam feitas em território nacional e por brasileiros. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Julio Lopes (PP-RJ), pela aprovação deste, com substitutivo. Em 15-6-05. PL-7.415/2002 POMPEO DE MATTOS – Veda às empresas operadoras de Telefonia Celular, impor aos usuários de telefones celulares pré-pagos, limite de tempo para a utilização de créditos ativados. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, com Complementação de Voto, do Dep. Celso Russomanno (PP-SP), pela aprovação deste, do PL 1.897/2003, do PL 2352/2003, do PL 3388/2004, do PL 4.182/2004, e do PL 4441/2004, apensados, com substitutivo, em 13-4-05. PL-3.213/2000 BISPO RODRIGUES – Acrescenta o art. 109-A à Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997. Explicação da Ementa: Obrigando as empresas prestadoras de serviços de telefonia fixa ou movel a 45818 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS fornecerem extratos detalhados, das ligações feitas, inclusive as locais. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação deste, do PL 4.003/2001, do PL 4.027/2001, do PL 4.032/2001, do PL 4.069/2001, do PL 4.239/2001, do PL 4.272/2001, do PL 4.444/2001, do PL 4.638/2001, do PL 4.779/2001, do PL 5.415/2001, do PL 6.293/2002, do PL 6.375/2002, do PL 6.532/2002, do PL 272/2003, do PL 6.42/2003, do PL 1.177/2003, do PL 2.767/2003, do PL 3.400/2004, do PL 3.830/2004, do PL 4.312/2004, do PL 4.434/2004, do PL 4.756/2005, do PL 4.861/2005, do PL 5.515/2005, e do PL 5523/2005, apensados, com substitutivo. Apresentou voto em separado o Deputado Luiz Ribeiro. em 5-10-05. PL-4.547/2004 MARIA HELENA – Dispõe sobre a aplicação de tarifas uniformes nos serviços de telecomunicações. Aprovado o Parecer do Relator, Dep. José Carlos Araújo (PL-BA), pela rejeição, em 24/08/05 PRODUTO DEFEITUOSOS PL-612/1995 JORGE ANDERS – Altera dispositivo da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor, e dá outras providências”. Explicação da Ementa: Obrigando o fornecedor de produto de consumo durável ou não durável a trocar imediatamente o produto que apresente defeito no prazo de ate 30 dias após a entrega do mesmo. Aprovado por Unanimidade o Parecer do Relator, com Complementação de Voto, do Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação deste, e pela rejeição do PL 3217/97, apensado. Apresentou voto em separado o Deputado Celso Russomanno, em 13/04/05. PL-1.451/2003 SEVERINO CAVALCANTI – Dá nova redação aos artigos 18, 27 e 49 do Código de Defesa do Consumidor, ao inciso II do § 1º e ao inciso IX do § 3º, todos do art. 206 do Código Civil e acrescenta um artigo 446 – A à Lei nº 10.406, de 2002 Explicação da Ementa: Obrigando a devolução imediata e corrigida monetariamente de quantia paga a maior por produto que contenha vício; autorizando o consumidor a desistir de aquisição feita pela INTERNET; tornando inaplicáveis dispositivos do novo Código Civil sobre prazo de prescrição quando se tratar de relação de consumo. Aprovado por Unanimidade o Parecer, com Complementação de Voto, do Relator Dep. Celso Russomanno (PP-SP), pela aprovação deste, e da emenda da Comissão 1/2003, com substitutivo, apresentou voto em separado o Deputado Max Rosenmann, em 05/10/05. PL-1.825/1991 SENADO FEDERAL – FRANCISCO ROLLEMBERG – Altera dispositivos da Lei nº Outubro de 2006 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Explicação da Ementa: Substituindo a pena de detenção por indenização e multa quando,na reparação de produtos, for utilizado peças ou componentes usados, sem autorização do consumidor; extinguindo, como circunstância agravante a existência de grave crise econômica, e extinguindo a exigência de publicação do fato e da condenação. Rejeitada em 15/06/05. PL-2.351/1991 HUGO BIEHL – Acrescenta parágrafo único ao artigo 21 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor Explicação da Ementa: Considerando abandonado o produto, quando o proprietario não for buscá-lo no prazo de seis meses da comunicação do serviço. Rejeitada em 31/08/05. PL-5.638/2005 ALBERTO FRAGA – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Explicação da Ementa: Estabelecendo que o início do prazo decadencial para reclamação de produto com vício oculto se dá no momento em que ficar evidenciado o defeito, exceto para veículos com mais de 5 (cinco) anos de uso. Rejeitada em 23-11-05. ENERGIA PL-181/2003 MAURÍCIO RABELO – Proíbe a cobrança de taxa de religação por concessionárias de distribuição de energia elétrica. Aprovado por Unanimidade o Parecer Vencedor com Complementação de Voto, apresentou voto em separado o Deputado Sandes Júnior. Parecer do Relator, Dep. Celso Russomanno, pela aprovação. Em 13-04-05. PL-6.901/2002 ANTONIO CAMBRAIA – Estabelece redução de tarifa para os consumidores de energia elétrica portadores de deficiências ou enfermidades que demandem utilização de equipamentos ou tratamentos dependentes de consumo de eletricidade. Rejeitada em 17-8-05. SERVIÇOS PÚBLICOS PL-4.373/2001 FÉLIX MENDONÇA – Faculta aos consumidores ou usuários de serviços públicos instalarem medidores para aferir o quantitativo gasto na utilização dos referidos serviços. Aprovado por Unanimidade o Parecer com Complementação de Voto. Parecer do Relator, Dep. Celso Russomanno (PPSP), pela aprovação deste, com substitutivo, e pela rejeição do PL 867/2003, apensado. Em 04/05/05. PL-4.701/2004 SENADO FEDERAL – ALMEIDA LIMA – Dispõe sobre a emissão de declaração de qui- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tação anual das faturas pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Luiz Bassuma (PT-BA), pela aprovação deste, com substitutivo, e pela rejeição do PL 4.106/2001, apensado. Em 10/08/05. PL-336/1999 CUNHA BUENO – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor, proibindo formas de intimidação do consumidor de serviços públicos. Rejeitada em 13-4-05. PL-665/2003 ROGÉRIO SILVA – Altera a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, que “Dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação de serviços públicos previstos no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providencias”, prevendo o ressarcimento dos usuários que realizarem investimentos visando a expansão da rede de serviços públicos, na forma que determina. Rejeitada em 17-8-05. BANCOS PL-3.487/2000 LINCOLN PORTELA – Dispõe sobre medidas que amenizem o desconforto da espera, no atendimento ao público, nos estabelecimentos que especifica. Aprovado o Parecer com Complementação de Voto contra o voto do Deputado José Carlos Araújo, apresentaram votos em separado os Deputados Max Rosenmann e Simplício Mário. Parecer com Complementação de Voto, Dep. Julio Lopes (PP-RJ), pela aprovação deste, do PL 2846/2003, do PL 3483/2004, do PL 3755/2004, e do PL 3772/2004, apensados, e pela rejeição da ESB 1 CDC, da ESB 2 CDC, da ESB 3 CDC, da ESB 4 CDC, da ESB 5 CDC, da ESB 6 CDC, e da ESB 7 CDC. Em 18/05/05. PL-3.426/2004 RODRIGO MAIA – Altera a Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996, que “institui a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira – CPMF, e dá outras providências”, para proibir a cobrança de taxa sobre a criação, manutenção e movimentação da conta investimento. Aprovado o Parecer Vencedor contra os votos dos Deputados Luiz Bassuma e Fernando de Fabinho, apresentou voto em separado o Deputado Marcelo Guimarães Filho. Parecer Vencedor, Dep. Marcelo Guimarães Filho (PL-BA), pela aprovação. Em 15/06/05. PL-4.989/2005 CELSO RUSSOMANNO – Dispõe sobre a equiparação, a consumidor, na forma da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, do usuário de serviço ou produto de instituição autorizada a funcionar ou fiscalizada pelo Banco Central Quinta-feira 5 45819 Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Luiz Bittencourt (PMDBGO), pela aprovação. Em 05/10/05. PL-404/1999 JOSÉ PIMENTEL – Torna obrigatória a instalação de porta de segurança nas agências bancárias e dá outras providências. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Max Rosenmann (PMDB-PR), pela rejeição deste, do PL 628/1999, do PL 3.413/2000, e do PL 4041/2004, apensados. Em 26-10-05. PLP-202/2004 RONALDO VASCONCELLOS – Acrescenta dispositivo à Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, para estabelecer a adoção de condutas para abertura e manutenção de contas de depósito, e na contratação de operações e prestação de serviços pelas instituições financeiras. Rejeitada em 21/09/05. PL-2.843/2003 CHICO ALENCAR – Dispõe sobre a padronização, pelo Poder Executivo, das denominações e siglas dos serviços bancários oferecidos aos clientes. Rejeitada em 05/10/05. PL-3.929/2004 CLÓVIS FECURY – Dispõe sobre atendimento diferenciado nos guichês de caixa das instituições financeiras Rejeitada em 05/10/05. PL-5.121/2005 ENIO BACCI – Altera o inciso III do artigo 6º, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, e dá outras providências. Explicação da Ementa: Obrigando as instituições financeiras a divulgarem a tabela de preços de todos os seus serviços. Rejeitada em 05/10/05. PL-457/2003 CARLOS NADER – Estabelece a publicação de custos operacionais de bancos e dá outras providências. Rejeitada em 26/10/05. PL-19/1999 PAULO ROCHA – Altera a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências. Explicação da Ementa: Dispondo que as instituições financeiras deverão realizar as atividades relativas à manipulação de informações bancarias, exclusivamente com empregadas e funcionários do quadro proprio.Rejeitada em 07-12-05. CARTÕES DE CRÉDITO PL-4.804/2001 EDINHO BEZ – Dispõe sobre a atividade de empresa emissora de cartão de crédito, e dá outras providências. Aprovado por Unanimidade o Parecer com Complementação de Voto. 45820 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Parecer com Complementação de Voto, Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação deste, da Emenda ao Substitutivo 1 ao SBT 1 CDC, do PL 1.784/2003, do PL 4347/2004, e do PL 1.156/2003, apensados, e pela rejeição da Emenda 1/2003 da CDC, e do PL 7.277/2002, apensado. Em 26/10/05. SAÚDE PL-3.686/2004 ROBERTO GOUVEIA – Estabelece o Código Nacional de Direitos dos Usuários das Ações e dos Serviços de Saúde e dá outras providências. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Paulo Lima (PMDB-SP), pela aprovação deste, com emendas, e pela rejeição da emenda 1/2004 apresentada pelo Deputado Alberto Fraga. Em 18/05/05. PL-4.290/2001 IARA BERNARDI – Dispõe sobre a proibição da importação, fabricação e comercialização de artigos infantis de PVC maleável que contenham ftalato de di-isononilo (DINP) e ftalato de di(2-etilexila) (DEHP) e dá outras providências. Rejeitada em 29-6-05. PL-1.564/2003 ANGELA GUADAGNIN – Altera a Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999, dispondo sobre a prescrição de medicamentos pela denominação genérica nos serviços de saúde não financiados pelo Sistema Único de Saúde e sobre as penalidades aos infratores. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Júlio Delgado (PSBMG), pela aprovação deste e da emenda apresentada na Comissão de Seguridade Social e Família. Em 03/08/05. PLANOS DE SAÚDE PL-2.790/2003 ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO – Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que “dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, e dá outras providências”. Aprovado por Unanimidade o Parecer com Complementação de Voto. Parecer do Relator, Dep. Luiz Bittencourt, pela aprovação. Em 06/04/05. MENSALIDADES ESCOLARES PL-3.898/2004 JULIO LOPES – Altera dispositivos da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, que dispõe sobre o valor total das anuidades e semestralidades escolares. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Celso Russomanno (PPSP), pela aprovação, com substitutivo. Em 18/05/05. Outubro de 2006 PL- 2.835/1997 ARLINDO CHINAGLIA – Dispõe sobre o valor total anual das mensalidades escolares e dá outras providências. Rejeitada em 07/12/05. TRANSPORTE PDC- 2.308/2002 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL – Aprova o texto da Convenção para a Unificação de Certas Regras Relativas ao Transporte Aéreo Internacional, levado a cabo na Sede da Organização da Aviação Civil Internacional, OACI, e concluído em Montreal, em 28/05/ 1999. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Marcos de Jesus (PLPE), pela aprovação. Em 01/06/05. OUTROS PL- 1359/1991 FRANCISCO SILVA – Acrescenta dispositivos ao artigo 83, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, e ao artigo 275 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil Explicação da Ementa: Caracterizando como rito sumaríssimo a ação judicial em defesa do consumidor. Aprovado por Unanimidade o Parecer, apresentou voto em separado o Deputado Simplício Mário. Parecer com Complementação de Voto, Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação deste, com substitutivo, e pela rejeição do PL 3407/1992, apensado. Em 01/06/05. PL-1.470/2003 LUIZ BITTENCOURT – Dispõe sobre aumento de pena para estabelecimento que venderem produtos com prazos de validade vencidos. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA), pela aprovação, com substitutivo. Em 01/06/05. PL-3.454/2004 RUBINELLI – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, no que especifica, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Explicação da Ementa: Obrigando o fornecedor a lançar nova marca no mercado quando houver alteração de quantidade, medida ou peso do produto existente. Aprovado por Unanimidade o Parecer, apresentou voto em separado o Deputado Celso Russomanno. Parecer Reformulado, Dep. Jonival Lucas Junior (PTB-BA), pela aprovação, com substitutivo. Em 10/08/05. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PL-2.133/2003 JOÃO PAULO GOMES DA SILVA – Acrescenta artigo à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o Código de Defesa do Consumidor. Explicação da Ementa: Proibindo a coleta de dados pessoais para fins de sorteio, devendo ser fornecido cupom numerado, dando ampla publicidade ao número contemplado Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Fernando de Fabinho (PFL-BA), pela aprovação, com substitutivo. Em 21/09/05. PL-5.173/2005 CELSO RUSSOMANNO – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa e Proteção do Consumidor. Explicação da Ementa: Autorizando a inversão do ônus da prova a favor do consumidor, quando este se sentir em desvantagem, por não ter recebido documentos acerca do fornecimento de produtos ou serviços. Aprovado por Unanimidade o Parecer com Complementação de Voto. Parecer com Complementação de Voto, Dep. Luiz Bittencourt (PMDB-GO), pela aprovação, com emenda. Em 5-10-05. PL-5.367/2005 CELSO RUSSOMANNO – Dispõe sobre requisitos e condições para realização de concursos ou promoções com finalidade social realizados por quaisquer meios de comunicação. Aprovado por Unanimidade o Parecer. Parecer do Relator, Dep. Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), pela aprovação, na forma do Substitutivo apresentado. Em 26/10/05. PL-4.377/2004 LINCOLN PORTELA – Acrescenta novo inciso ao art. 39 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, e dá outras providências. Explicação da Ementa: Proibindo a exposição de produtos à distância de até 2 (dois) metros do guichê de caixa. Rejeitada em 30/03/05. PL-1052/2003 ANDRÉ LUIZ – Estabelece penalidades ao fornecedor pela infração dos dispositivos que menciona da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor. Explicação da Ementa: Proibindo o fornecedor de cobrar do consumidor os custos de tarifas bancárias ou não que forem de sua responsabilidade. Rejeitada em 06/04/05. Quinta-feira 5 45821 PL-2.888/2004 LOBBE NETO – Dispõe sobre a obrigatoriedade de o fornecedor de gás para cozinha disponibilizar balança aferida pelo INMETRO para verificação do peso do produto pelo consumidor final. Rejeitada em 01/06/05. PL-1.226/1995 HERMES PARCIANELLO – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências” e a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, que “dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias”, nos dispositivos que menciona. Rejeitada em 03/08/05. PL-4.905/2005 SEVERIANO ALVES – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Explicação da Ementa: Proibindo a cobrança de consumação mínima nos estabelecimentos comerciais como bares, restaurantes, casas noturnas e similares. Rejeitada em 31/08/05. PL-2.444/1996 REGIS DE OLIVEIRA – Altera a redação do “caput” e do parágrafo 2º do artigo 12 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Explicação da Ementa: Estendendo ao que empresta a marca a produtos fabricados ou montados por outrem a responsabilidade e a reparação pelos danos causados aos consumidores por defeitos. Rejeitada em 09-11-05. PL- 2.757/2003 MILTON MONTI – Institui normas para cobrança de débitos de qualquer natureza e dá outras providências Aprovado o Parecer contra o voto do Deputado Ana Guerra. Parecer do Relator, Dep. Fernando de Fabinho (PFL-BA), pela aprovação, com emendas. Em 07/12/05. VII – EMENDAS DA COMISSÃO AO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA Foram aprovadas e apresentadas à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização as seguintes Emendas, no valor total de 118.000.000 de reais, ao Projeto de Lei nº Lei Orçamentária Anual: Emenda nº 01 Ementa: Defesa dos Direitos Difusos Âmbito: Nacional Valor: R$ 20.000.000 (vinte milhões de reais) Jusitificação: 45822 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A solicitação tem por finalidade apoiar, com recursos financeiros do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos – FDD, projetos que visem à reparação dos danos causados ao consumidor e às áreas afins aos direitos difusos, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos por meio da celebração de convênios com órgãos e entidades que atuam na área de defesa desses direitos. No exercício de 2004, foram apresentados ao Conselho Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos 373 projetos, com o acréscimo de 58% em 2005, onde foram apresentados 590 projetos, o que demonstra, a cada ano, a crescente demanda por recursos por parte da sociedade civil. Esta ação cumpre as determinações legais previstas nas Leis 7.347/1985, artigos 13 e 20, 7.913/1989, 8.078/1990, 8.884/1991, 9.008/1995 e no Decreto 1.306/1994. Emenda nº 02 Ementa: Fiscalização da Prestação dos Serviços de Telecomunicações pela Agência Nacional de Telecomunicações Âmbito: Nacional Valor: R$33.000.000 (trinta e três milhões de reais) Justificação A emenda proposta visa recompor a real necessidade de recursos para a Anatel de exercer sua atribuição legal de fiscalizar a prestação de serviços de telecomunicações, ampliando as 200 mil ações de fiscalização previstas para 2005, seja na modalidade “in loco” ou pela fiscalização presencial, realizada remotamente por meio de recursos do Sistema de Gestão e Monitoragem do Espectro (SGME) e da Rede Nacional de Radiovideometria (RNR). Além disto, a suplementação de recursos permitirá tornar a fiscalização mais eficiente pelo uso de novos e modernos equipamentos e pela contratação de servços de apoio fundamentais ao exercício da atividade, bem como pelo desenvovimento de seu sistema de georreferenciamento. Cabe ressaltar que, ademais da qualidade, aspectos de segurança individual e coletvia demandam a atuação da Anatel: interfetência em aeroportos, Corpo de Bombeiros, ambulâncias, Polícias Ostensivas etc. Emenda nº 03 Ementa: Informatização e custeio das Atividades dos Procons Âmbito: Nacional Outubro de 2006 Valor: R$ 12.000.000 (doze milhões de reais) Justificação Os Procons têm prestado inestimáveis serviços à população de nosso país, com apoio ao consumidor, tanto informativo, garantindo-lhe uma melhor relação de consumo, quanto coibitivo, quando, por qualquer via, seus direitos são violados. Tais encargos representam custos elevados. É de se destacar, também , a necessidade de modernização de seus serviços, inclusive com a interligação dos diversoso Procons por meio de redes de informática, sendo necessária, pois, a aquisição e instalação dos respectivos equipamentos. Emenda nº 04 Ementa: Custeio das Atividades Educacionais das Organizações Não Governamentais de Defesa do Consumidor integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Âmbito: Nacional Valor: R$ 20.000.000 (vinte milhões de reais) Jusitificação As Organizações Não Governamentais, encarregadas de assegurar os direitos dos consumidores, além das inúmeras atividades de orientação e fiscalização, devem desenvolver atividades de caráter pedagógico, realizando ações concretas de educação, por meio de cursos, seminários e congressos, além de palestras e cursos junto a faculdades e colégios. É neste sentido, que a Comissão de Defesa do Consumidor vem prestar apoio às entidades que se dedicam a servir a população brasileira. Emenda nº 05 Ementa: Defesa dos Direitos dos Usuários de telecomunicações Âmbito: Nacional Valor: 33.000.000 (trinta e três milhões de reais) Justificação A emenda proposta visa recompor a real necessidade de recursos para a Anatel, garantir o pleno funcionamento dos mecanismos de comunicação com a sociedade, com destaque para seu sistema de atendimento aos usuários – Call Center. Desta forma, a Anatel poderá acompanhar e promover a satisfação do usuário pela proposição de melhorias no atendimento e na prestação dos serviços, na realização de pesquisas de satisfação e opinião, bem como pelo estímulo da promoção de ações de esclarecimento aos usuários dos serviços de telecomunicações. Ademais, pretende-se pro-ativamente auscultar a sociedade para, em nome dela e na direção de seu interesse, regular e fiscalizar a prestação de serviços feita à esta sociedade. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quinta-feira 5 45823 45824 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Outubro de 2006 Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS 1. Audiências Públicas Esclarecimentos sobre as resoluções 157 e 158 do Contran: Obrigatoriedade do uso de extintores do tipo ABC e obrigatoriedade de realização de curso de atualização para a renovação da CNH Realizada em 19-4-05 Expositores: AILTON BRASILIENSE PIRES, Diretor do Departamento Nacional de Trânsito – Denatran; CEL. JOÃO FERNANDES DA SILVA NETO, Diretor de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros; ZILDA MARIA FARIA VELOSO, Coordenadora de Resíduos e Substâncias Químicas da Diretoria de Licenciamento e Qualidade Ambiental – Ibama; OSWALDO ALVES FERREIRA JÚNIOR, Diretor do Departamento de Metrologia e Qualidade do Instituto de Pesos e Medidas – IPEM; JOSÉ CARLOS TOMINA, Superintendente da Associação Brasileira de Normas Tecnicas – ABNT; JAQUES SHERIQUE, Conselheiro do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA; e OCTAVIO TAVARES DE OLIVA FILHO, Consultor Técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos contra Incêndio – ABIEX. Realizada a requerimento dos Deputados Luiz Antônio Fleury Filho e José Carlos Araújo, a audiência pública teve por objetivo debater as medidas do Conselho Nacional de Trânsito – Contran de substituição dos extintores de incêndio veiculares e sua conseqüência aos consumidores brasileiros e, pela sucata originada dos extintores antigos, ao meio ambiente, e a obrigatoriedade de curso de atualização para renovação da Carteira Nacional de Habilitação, impondo ônus aos usuários e condutores de veículos, e o impacto dessas decisões no mercado. O Senhor Ailton Brasiliense, deu início à apresentação das razões que motivaram a troca dos extintores veiculares tipo BC, atualmente em uso, pelo do tipo ABC, conforme o disposto na Resolução nº 157/2004 daquele Conselho. Explicou que, enquanto o extintor tipo BC extingue fogo em líquidos inflamáveis, como combustíveis e óleos veiculares, substâncias classe B, e fogo em circuitos elétricos, classe C, o extintor tipo ABC, além de extinguir fogo em líquidos inflamáveis e circuitos elétricos, é capaz de apagar princípio de incêndio em materiais sólidos, como os existentes no compartimento do veículo destinado aos passageiros, ou seja, as substâncias classificadas como A. Outro aspecto abordado pelo Diretor diz respeito à fabricação da matéria prima dos extintores. Enquanto Quinta-feira 5 45825 a do agente extintor do tipo BC – bicarbonato de sódio – é fabricada no Brasil por uma única empresa, a do tipo ABC – fosfato monoamônio, é fabricado por três empresas nacionais e uma argentina. Além disso, não é patenteada, facilitando a sua produção por qualquer indústria especializada no Brasil. Quanto às preocupações ambientais, o titular do Denatran assegurou que todos os componentes do extintor são recicláveis, possibilitando soluções ambientalmente equilibradas no descarte dos extintores inservíveis, funcionando a rede de fornecedores como pontos de coleta dos equipamentos usados. Acrescentou que a implantação da Resolução nº 157 seria gradativa, sendo que os veículos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2005 já se encontram equipados com o novo extintor de pó ABC, enquanto que o extintor BC instalado nos veículos fabricados antes dessa data somente deveriam ser substituídos após o término da sua validade, de cinco anos, devendo todos os veículos portarem o novo extintor a partir de 1º de janeiro de 2010. Passou então ao tema constante da Resolução nº 168/2004, que “estabelece normas e procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de documentos de habilitação, os cursos de formação especializados, de reciclagem e dá outras providências”. Ponderou que o acolhimento de cursos de atualização, reciclagem e avaliações foi uma adequação legal ao Código de Trânsito Brasileiro, e que a Resolução em tela é a compilação da várias outras, que uniformizou e aprimorou a formação, atualização e reciclagem dos condutores, confirmando os termos da legislação outrora vigente e oferecendo alternativas flexíveis para seu cumprimento. Quanto à clientela, o curso de renovação atenderá àqueles condutores que se habilitaram antes da vigência do novo Código. O Cel. João Fernandes da Silva Neto relatou que, nos testes realizados com madeira, o extintor do tipo ABC extinguiu por completo o fogo, enquanto o do tipo BC extinguiu inicialmente, havendo, porém, reignição. Em outro teste, foram utilizados dois bancos, como os que equipam veículos, sendo que, nesse caso, ambos os tipos de extintores cessaram o incêndio. Em conclusão, o Cel. João Fernandes ressaltou a eficácia do extintor do tipo ABC, sobre o BC, por abranger os materiais da classe ª O Conselheiro Jaques Sherique, representante do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Confea, defendeu a necessidade de melhoria do equipamento de combate a incêndios, pois, com o desenvolvimento da indústria automobilística, 45826 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS houve um aumento significativo do uso de elementos da classe A, sendo que os extintores não acompanharam essa evolução, ficando o equipamento atualmente utilizado nos veículos defasado em relação aos materiais utilizados pela industria automobilística. Quanto à toxidade do monofosfato de amônia, o Conselheiro referiu-se a estudos aprofundados sobre o assunto, em que se concluiu não haver risco à saúde, por ser pouco tóxico. Após apresentação de estatística, do ano de 2003, em que é apontado o número de mortes em incêndios de grande porte no Estado de São Paulo, aproximadamente 7 por dia, sendo que naquele ano foram notificadas pelo Corpo de Bombeiros 2.607 ocorrências, numa total de 12 milhões de veículos, o Superintendente enfatizou que o único equipamento adequado para combater princípios de incêndio em veículos é o extintor veicular, cuja eficiência é estabelecida pelo tamanho do fogo que é capaz de combater, sem que se refira a peso, como ocorria no passado. O Senhor Oswaldo Alves Ferreira Júnior, Diretor do Departamento de Metrologia e Qualidade do Instituto de Pesos e Medidas – IPEM, ao salientar que a atividade da área de sua responsabilidade residia na fiscalização de conformidade de produtos e serviços no mercado, declarou que, no ano de 2002, aquele Instituto promovera avaliação de empresas de manutenção e produtoras de extintores veiculares, sendo verificados 1.307 equipamentos. Constatou-se que 7,88% não funcionaram, o que equivale, transpondo esses dados para a frota de veículos, que 1,5 milhão de extintores não atenderiam à sua finalidade. Mais adiante, o Diretor comunicou que, sob a alegação de que há poucos incêndios em veículos no Brasil, a Associação de Engenheiros Automotores dirigiu solicitação ao Contran/Denatran, para que a utilização de extintores veiculares fossem optativo, manifestando-se o IPEM, com base em avaliação pormenorizada, pela permanência da obrigatoriedade, pois havia risco de incêndio em veículos, por acidente ou defeito técnico, sendo, pois, necessário o uso de equipamento preventivo. Prosseguindo, esclareceu que, em discussão ocorrida na Câmara Temática, o IPEM detectou a má qualidade dos extintores, onde das 59 empresas produtoras, somente uma teve a qualidade de seus extintores aprovada. Alegou que, caso essas empresas resolvessem executar essas manutenções de forma correta, não suportariam os elevados custos que lhes seriam impostos. Defendeu a adoção da nova tecnologia e reconheceu que o recondicionamento dos produtos em postos implica em prejuízos tributários ao País. Outubro de 2006 O Consultor Técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos contra Incêndio, Senhor Octavio Tavares de Oliva Filho, Esclareceu que, em 2002, quando da discussão na Câmara Temática da permanência da obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio, houve uma solicitação da Anfavea de evolução desses equipamento extintores, destacando que no mercado externo é considerável a adoção do pó do tipo ABC, sendo o Brasil um grande exportador desse produto. Relatou que, nesta ocasião, em 2002, o Denatran estabeleceu um grupo de trabalho, coordenado pela Anfavea, para estudar e elaborar minuta de alteração da Resolução anterior, cujos trabalhos, suspensos em razão do término do governo passado, foram retomados em 2003, decidindo-se pela nova tecnologia, com o apoio das entidades mais interessados no assunto. Acrescentou que é um equipamento já existente nos carros novos, de tecnologia que representa respeito ao consumidor e ao meio ambiente. A Senhora Zilda Maria Faria Veloso, Coordenadora de Resíduos e Substâncias Químicas da Diretoria de Licenciamento e Qualidade Ambiental – Ibama, informou que sua apresentação se basearia no fato de que os extintores seriam descartados, tornando-se sucatas. A Coordenadora reiterou a necessidade de elaboração de legislação federal, de uma política nacional de resíduos, cujo projeto de lei tramita nesta Casa, com mais de 160 projetos de lei apensados a ele. Acrescentou que tal política não só obrigaria as indústrias a prever a destinação final dos produtos, como orientaria ao consumidor a entregá-los de maneira correta. Finalizando, esclareceu que a sucata gerada pelo extintores seriam um cilindro metálico e um composto químico, ambos com possibilidade de reciclagem: este, podendo ser liberado, como ocorre quando do uso normal do equipamento, já que, pela legislação em vigor, não é produto perigoso; e aquele, reciclado pela indústria siderúrgica. Demonstrou uma preocupação, porém. Que todos os componentes da cadeia, desde o produtor ao responsável pela coleta e descarte, estejam interligados com vistas a impedir que os extintores sejam depositados em córregos, ribanceiras, etc. Como não há legislação específica, não pode o Conama interferir nesta questão. “Esclarecimentos sobre o Andamento das Obras de melhoria e Ampliação da Rodovia BR-116, via Dutra, no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro, cedido à Concessionária Nova Dutra”. Realizada 20-4-2005 Expositores: Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS JOSÉ ALEXANDRE NOGUEIRA DE REZENDE, Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT; e MAURÍCIO SOARES NEGRÃO, Presidente da Nova Dutra Concessionária. Realizada a requerimento do Deputado Sandro Matos, a audiência pública teve por escopo a obtenção de esclarecimentos sobre o andamento do contrato de concessão, bem como sobre a responsabilidade e os prazos para conclusão das obras necessárias a qualidade dos serviços prestados naquela rodovia, que, segundo o Parlamentar autor do Requerimento, “é uma das mais importantes, se não a mais importante rodovia do Brasil, efetuando a ligação dos dois maiores centros populacionais de nosso País, São Paulo e Rio de Janeiro. Embora a rodovia tenha sido concedida à iniciativa privada, e com isso tenha alcançado significativa melhora de suas condições gerais, ainda possui pontos extremamente críticos, onde se verifica grande número de congestionamentos, além de falta de segurança para os usuários da via”. No inicio dos trabalhos, o Presidente, Deputado Luiz Antonio Fleury Filho, informou aos Deputados que fora convidado para a audiência pública o Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT,que declinou do convite por tratarse de rodovia concedida à exploração privada, matéria estranha à competência daquele Departamento. O Deputado Sandro Matos registrou seu desapontamento com a ausência do Diretor-Geral. Inicialmente, foi concedida a palavra ao Senhor José Alexandre Nogueira de Rezende, Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que em sua exposição discorreu sobre os objetos dos Contratos de Concessão Rodoviária, quais sejam: recuperação, reforço, monitoração, melhoramento, manutenção, conservação, operação e exploração. Destacou o Programa de Exploração da Rodovia – PER, em que são previstas as obras e serviços para todo o período de concessão podendo ser alterado implicando a revisão dos Contratos de Concessão Rodoviária, unilateralmente, pela ANTT. O Diretor esclareceu que, com fins de adequação ao nível de serviço, o cronograma de obras pode sofrer modificações, isto é, antecipações, acarretando aumento do valor da tarifa de pedágio, ou postergações, implicando redução dessas tarifas, e, para não haver pressão nesses valores, as obras poderão ser executadas com recursos dos governos federal, estadual ou municipal. Nesta oportunidade, informou aos Parlamentares que, do total de usuários da Rodovia Dutra, somente Quinta-feira 5 45827 10% pagam pedágio. Alegou que não se questiona o direito do usuário em optar por rotas alternativas, mas o de desviar-se dos pedágios, retornando em seguida a usufruir dos serviços prestados pela empresa concessionária. Especificamente sobre o Contrato da Nova Dutra, o Diretor da ANTT informou que foi assinado em 31 de outubro de 1995, entrando em operação em 1º de março de 1996, com cobrança de pedágio a partir de 1º de agosto do mesmo ano. A extensão da concessão abrange 402 Km, com 1.860 Km de faixas de rolamento, considerando as pistas expressas, as terceiras faixas e pistas marginais. Prosseguindo, informou o valor total de investimentos previstos, a preços de maio de 1995, de R$ 938 milhões, dos quais 70% já realizados; e o valor total de despesas operacionais, incluindo conservação a manutenção da rodovia e atendimento médico e mecânico aos usuários, a preços de maio de 1995, de R$ 2.052 milhões. Por fim, apresentou a relação de obras realizadas no Rio de Janeiro, a saber: recuperação estrutural do pavimento em 50 Km da pista Sul e 66 Km da pista Norte; pistas marginais no trecho Linha Vermelha – S.J. Meriti – Miguel Couto (13,09 Km); acesso a Piraí, no Km 232,94/RJ; Trevo de Itatiaia, no Km 316,90/RJ; 10 passarelas; recuperação, reforço e alargamento de 8 pontes e 5 viadutos; 96 Km de barreiras de concreto tipo New Jersey; 54 Km de defensas metálicas; e 41.726 m2 de dispositivos antiofuscantes. E das obras a serem executadas naquele Estado: acesso a Engº Pedreira (Trevo de Queimados); pistas marginais entre os Km 169 e 173; recuperação, alargamento e reforço de 108 pontes e viadutos; e nova descida da Serra das Araras. O Senhor Maurício Soares Negrão, Presidente da Nova Dutra Concessionária, informou que a Rodovia Dutra se estende por uma região composta de 35 cidades lindeiras, dentre elas as duas maiores capitais do País: São Paulo e Rio de Janeiro, com uma população total de 21 milhões de habitantes. Destacou as melhorias promovidas na Rodovia, por meio das seguintes ações: construção de 13,8 Km de vias marginais na Grande Rio; construção de 12,8 Km de vias marginais na Grande São Paulo; e eliminação de 35 travessias em nível. Destacou, ainda, as principais obras executadas até dezembro de 2004: 12 novos trevos de acesso; 34 Km de marginais; 26 novas passarelas; 308 Km de muros de concreto; 6,5 milhões de m2 de pavimento; 108 Km de telas antiofuscantes; 1.6 milhão m2 de sinalização horizontal e 38,8 mil m2 de sinalização vertical; 23 novas pontes e viadutos; recuperação de 27 pontes e 10 viadutos; 45828 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS e 209 pontos de contenção de encostas. Neste momento, o Presidente da Nova Dutra Concessionária ressaltou as obras que visam à segurança do usuário, tais como: alargamento de viadutos, com a construção de acostamentos, e incremento na execução de contenções de encostas. Após demonstração do volume médio diário de veículos em cada trecho da rodovia, exemplificando com os 220 mil na saída da Grande São Paulo e 130 mil na da Grande Rio de Janeiro, e confirmar as palavra do Diretor da ANTT, quanto ao pagamento de pedágio por somente 10% dos usuários, o Senhor Maurício Soares Negrão discorreu sobre o sistema eletrônico de Comunicação, composto por 800 telefones de emergência (call Boxes); 15 torres de rádio-comunicação; 30 painéis de mensagens variáveis; 24 analisadores de tráfego; 100 unidades de rádio-comunicação; PABX com 180 ramais; e 20 câmeras de TV (circuito fechado). A seguir, reportou-se ao sistema operacional, composto de 13 viaturas de intervenção rápida e 13 ambulâncias de resgate; 8 guinchos pesados e 18 guinchos leves; 13 viaturas de inspeção de tráfego; e 4 caminhões de lavagem de pista. Sobre o volume de socorro ao usuário, afirmou que, entre março de 1996 e dezembro de 2004, foram registradas 2 milhões de ocorrências, sendo 620 por dia. Em atendimentos de socorro médico e resgate, foram 171 mil, 54 por dia; e 169 guinchamentos por dia, perfazendo um total de 536 mil. Sobre a redução da violência do tráfego, destacou a queda, em razão dos investimentos nas obras de engenharia, do número de mortes, de 438 em dez meses de 1996 para 240 em 2004, número que deverá baixar ainda mais com a adoção de novas medidas que estão sento estudadas. Numa segunda etapa de sua exposição, o Presidente da Nova Dutra Concessionária, após enumerar as agulhas – acesso da via expressa para as marginais – construídas e por construir, apresentou a proposta que será submetida à Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, de construção de prolongamento de 2,66 Km de via marginal, no trecho compreendido entre a Casa do Alemão e o Posto Oásis, bem como prolongamento – de 1,2 Km, na pista Norte, sentido SP / RJ, até a Rua José Antônio Moura – de marginal já implantada até a Rua Villa Boas. O Senhor José Alexandre Nogueira de Rezende, Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, assegurou ao Deputado Sandro Matos que as obras dessas marginais terão início em agosto do ano em curso. “Esclarecimentos sobre os Prejuízos Causados por Problemas Operacionais aos Consumidores das Outubro de 2006 Operadoras de Telefonia Celular” – Operadora Vivo Realizada em 12-5-2005 Expositores: FRANCISCO PADINHA, Presidente da Operadora Vivo; ELIFAS CHAVES GURGEL DO AMARAL, Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel; e FLÁVIA LEFÈVRE, Membro do Conselho Diretor da Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Com o intuito de ver solucionados os problemas causados pelas operadoras de telefonia celular aos consumidores, conforme as inúmeras reclamações que têm chegado à Comissão de Defesa do Consumidor, foi aprovado, por este Órgão Colegiado, o Requerimento nº 361, de autoria do Deputado Luiz Antonio Fleury filho, solicitando a realização de audiências públicas para esclarecimento dos motivos e das providências adotadas acerca dos problemas no sistema das operadoras de telefonia celular, com a presença da agência reguladora – Anatel, do titular da concessionária e, ainda, de representante de instituição de defesa do consumidor. Dando início a essa série de audiências públicas, compareceu ao evento o Presidente da empresa Vivo, Senhor Francisco Padinha, que iniciou sua exposição informando o crescimento em 94% da telefonia móvel, fruto do aumento do “pré-pago”, sendo este mais acessível que o fixo, com forte penetração nas classes C, D e E, foram aplicados 1,8 bilhões de reais neste setor. Referindo-se ao relacionamento com os consumidores, o Senhor Padinha elencou as várias formas de contato com a empresa: web e e-mail; Call Centers; atendimento nas lojas – Face a Face, dentre outras. Destacou que, entre janeiro de 2003 e março de 2005, o volume de chamadas saltou de 17 para 36 milhões, com pique de 55 milhões em dezembro de 2004, época do Natal, com estimativa de se alcançar 400 milhões de chamadas em 2005. Mereceu atenção daquele Presidente o sítio da empresa na Internet, que conta com mais de 2 milhões de serviços mensais por meio de 20 serviços e 1 milhão de clientes navegando mensalmente em busca de informações, como: planos, serviços e promoções. E mais 60 mil atendimento por e-mails. Por fim, manifestou-se sobre as lojas de atendimento, que dispõem de linhas expressas, terminais de atendimento e atendimento presencial. Prosseguindo em sua explanação, o Senhor Francisco Padinha deu conhecimento aos presentes da reunião do Sistema de Gestão da Qualidade e do Co- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mitê de Qualidade Mensal, que executam 50 mil ações mensais de acompanhamento qualitativo. Informou aos Parlamentares que, dentre as empresas de telefonia celular, a Vivo é, proporcionalmente ao número de clientes, a que tem o menor índice de reclamações junto à Anatel. O Senhor Elifas Chaves Gurgel do Amaral, Presidente da Anatel, no tocante à Vivo, destacou as reuniões havidas com a direção da operadora, ocasiões em que eram cobradas ações mais efetivas, mais eficiência e eficácia perante reclamações e observância dos regulamentos da Anatel por parte da empresa. Em relação as reclamações dos consumidores, relacionou as medidas cautelares adotadas e os Processos Administrativos de Descumprimento de Obrigações – PADO’s instaurados contra a telefônica em questão. Finalizando sua exposição, o Presidente da Anatel referiu-se ao brusco corte no orçamento da agência e do contingenciamento de valores que seriam repassados ao órgão regulador, medidas que interfeririam nas ações da Agência, principalmente na que é primordial: a fiscalização. A Senhora Flávia Lefèvre, da Pro Teste, após ressaltar que, pelo número de reclamações, o consumidor é a parte mais vulnerável na relação com as operadoras de telefonia, esclareceu que o crescimento do Serviço Móvel Celular deve-se ao fato de os consumidores não conseguirem arcar com os custos da telefonia fixa, utilizando-se dos telefones públicos para efetuar as chamadas. Acrescentou que, no ano de 2004, a média de gastos com o pré-pago foi de R$ 4,00 por mês. Em função desses dados, a Pro Teste considera o serviço de telefonia móvel de interesse coletivo, não devendo ser regulado pelo regime privado e sim pelo público. Reportando-se à organização do mercado de telefonia, destacou que, nos 7 anos da privatização, não houve a redução de preço esperada – as companhias “espelhos” não apresentaram a concorrência desejada e, como efeito, as classes desfavorecidas economicamente ficaram impossibilitadas de acesso ao telefone fixo. Quanto à empresa Vivo, a representante da Pro Teste, ao aludir à concentração da telefonia nessa concessionária, declarou que a holding a que pertence detém participação acionária numa das mais importantes empresa de telefonia fixa – a Telefônica, numa área significativa, o Estado de São Paulo, o que deve ser, em seu entendimento, motivo de atenção por parte da Anatel, pois as ligações de telefone fixo para móvel são mais caras que as de fixo para fixo. Ressaltou que a Anatel não está aparelhada materialmente, até mesmo pelo contingenciamento das Quinta-feira 5 45829 taxas de fiscalização pagas pelos consumidores nas contas, para desempenhar suas atribuições de fiscalização a contento, inclusive ausente no controle efetivo dos rumos do setor, gerando grandes dificuldades aos consumidores. Defendeu, ainda, a revisão do marco regulatório deste setor tão dinâmico. A representante dos consumidores relacionou as principais reclamações que chegam à Pró Teste: falta de segurança do sistema; descumprimento de ofertas; perda de créditos do telefone celular pré-pago anteriormente a 90 dias; cobrança de valores fora do prazo de carência; envio indevido do nome do cliente ao SERASA; cobranças indevidas; falta de resolução de conflitos, principalmente por meio dos Call Centers; dificuldades em receber informações acerca do local de entrega das reclamações por escrito; e dificuldade de encerramento de contrato. Ao término de sua alocução, a representante do Conselho Diretor da Pro Teste apresentou as principais reivindicações daquela entidade: atuação da Anatel quanto à fiscalização e aplicação de sanções previstas em lei; ampliação do regime público para abrangência do Sistema Móvel Pessoal. Durante os trabalhos, o Presidente informou aos membros da Comissão que solicitaria informações sobre a destinação dos recursos oriundos da taxa de fiscalização, que não estariam sendo utilizados para os fins previstos, e que providenciaria a apresentação de requerimento de informação sobre a destinação dos recursos referentes àquela taxa, bem como o encaminhamento de expediente solicitando o descontingenciamento dos recurso orçamentários destinados à Anatel. E o Senhor Francisco Padinha, Presidente da Vivo, comprometeu-se em determinar a impressão nas contas daquela empresa do e-mail e do número do telefone da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. “Debater o Projeto de Lei Nº 5.921, de 2001, do deputado Luiz Carlos Hauly que acrescenta novo dispositivo ao Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8.069/1990)” Requerimento nº 373/2005 – Deputada Maria do Carmo Lara Realizada 7-6-05 Expositores: DR. JOSÉ EDUARDO ELIAS ROMÃO – Gestor do Departamento de Classificação de Títulos – Secretaria Nacional de Justiça – Ministério da Justiça; SR. GILBERTO C. LEIFERT – Presidente do Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária – CONAR; 45830 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS SR. SYNÉSIO BATISTA DA COSTA – Presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos – ABRINQ; DRA. ANA CRISTINA OLMOS – Representante do Movimento Ética na TV; SR. GUILHERME CANELA – Coordenador de Relações Acadêmicas e de Pesquisas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI; LAURINDO LEAL – Professor da Universidade de São Paulo; EDGAR REBOUÇAS – Professor da Universidade Federal de Pernambuco; CRISTIANA FREITAS – Representante da Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais. Esta Audiência Pública através do Sistema Interlegis, onde os convidados participam em seus Estados, foi realizada para debater o Projeto de Lei Nº 5.921, de 2001, do deputado Luiz Carlos Hauly que acrescenta novo dispositivo ao Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8.069/1990). O Projeto em foco é polêmico visto que propõe a proibição da publicidade destinada a promover a venda de produtos infantis. Em muitos países é terminantemente proibido que a publicidade se dirija a crianças e produza a sua indução, em outros, há uma regulamentação, há um controle do Estado e da sociedade sobre a televisão. Já em outros, como o Brasil, existe um liberalismo total em relação a esse tipo de prática. Temos uma quantidade muito grande de leis – o Código Brasileiro de Telecomunicações, o Código de Defesa do Consumidor e também o Estatuto da Criança e do Adolescente – que regulam o tema e que, não raro, se chocam entre si, o que faz com que fiquemos sem regulamentação. O parecer do CONAR é no sentido de que são inconstitucionais todos os projetos de lei que têm por objetivo proibir a propaganda comercial em nosso País, visto que não há, na Carta Magna, abrigo à censura, a restrições legais ao direito à informação e banimento da expressão comercial de produtos lícitos. O CONAR está trabalhando na revisão das normas éticas da sessão 11 do Código de Auto-Regulamentação, exatamente a que preconiza os cuidados especiais na propaganda dirigida a crianças e adolescentes. Há os que entendem que a publicidade está colada ao produto, faz parte da mercadoria e não tem nada a ver com a informação. Portanto, não há porque ser o Projeto julgado inconstitucional. O esforço realizado pelo Ministério da Justiça em analisar e descrever o conteúdo e a natureza dos produtos não alcança a publicidade. Ou seja, quando o Ministério da Justiça monitora todo o horário livre, Outubro de 2006 compreendido das 6h às 20h, ele não monitora nem identifica a publicidade veiculada nos canais de televisão abertos e fechados ou mesmo na publicidade veiculada em cinemas. Poderia se pensar numa restrição horária, estabelecida em lei, para publicidade dirigida ao público infantil. Em razão da atividade regular de monitoramento, é possível ao Ministério da Justiça, verificar se a publicidade classificada ou identificada como de produtos infantis estaria sendo veiculada em horário livre. Para o presidente da ABRINQ, as crianças não são inocentes simplórios. São consumidores atentos, que podem distinguir desde muito cedo a diferença entre anúncio e programa e entender que o anúncio pode iludir. Segundo ele, a má atenção dos pais e as crianças indisciplinadas não se resolvem com a proibição da propaganda, porque as crianças têm muitas outras influências para estimular nelas o desejo de produtos. O professor Laurindo Leal relatou que segundo pesquisas realizadas por um sociólogo sueco, crianças de 3 a 4 anos de idade já conseguem distinguir um comercial de um programa normal de televisão. Entretanto, somente a partir dos 6 ou 8 anos é que a maioria consegue fazer essa distinção. E somente aos 12 anos é que todas as crianças conseguem ter uma posição crítica em relação à publicidade ou discernir corretamente sobre os seus objetivos. A psicanalista infantil, Ana Cristina Olmos afirmou que este assunto hoje tem sido tratado na área de saúde pública, de forma preventiva como um todo, e não só como prevenção da saúde mental. Está mais do que provado o poder da indução da TV às diferentes formas de comportamento infantil, sejam elas positivas ou negativas. Para ela a auto-estima das crianças acaba sendo algo que talvez repercuta de forma mais devastadora na maioria da população, que não tem acesso a esses bens de consumo, produzindo cidadãos pouco criativos, pouco atuantes, que aceitam qualquer manipulação, e que, ao final, acabam por produzir uma sociedade também mais violenta. Para o representante da ANDI, um projeto como esse não terá sucesso sem um órgão que possa regular esse sistema. Também deve-se ficar atento para o problema de sustentabilidade da programação infantil na televisão brasileira. A criação de um fundo de governo objetivando garantir programação de qualidade para crianças e adolescentes, e que possa ser utilizada por produtoras independentes, por emissoras públicas e também privadas, deve ser considerado. “Esclarecimentos sobre os Prejuízos Causados por Problemas Operacionais aos Consumidores das Operadoras de Telefonia Celular” – Operadora Claro Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Realizada em 9-6-05 Expositores: LUIS COSIO, Presidente da operadora Claro; NELSON MITSUO TAKAYANAGI, Gerente Geral de Comunicações Pessoais Terrestres da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel; e MARIA INÊS DOLCI, Coordenadora do Departamento Institucional do Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Dando prosseguimento à série de reuniões de audiências públicas para esclarecimento dos motivos e das providências adotadas acerca dos problemas no sistema das operadoras de telefonia celular, conforme o Requerimento nº 361, de autoria do Deputado Luiz Antonio Fleury Filho. Como garantia da oferta de serviços de qualidade, o Presidente da Claro apresentou a metodologia de planejamento integrado, que conta com a participação dos diversos setores da empresa, e os pontos de contato com os consumidores: presenciais, por meio das lojas próprias e agentes autorizados; e não presenciais, por intermédio de Call Center, e-mail, cartas e Central de Atendimento a deficientes auditivos, implantado em 31 de maio, resultante de um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC. Ainda manifestou-se sobre as vantagens desse modelo de atendimento e de método utilizado pela empresa para avaliar o índice de satisfação dos clientes. O representante da Anatel, Senhor Nelson Mitsuo Takayanagi, referiu-se à adequação da Regulamentação do Sistema Móvel Pessoal que seria promovida pela Agência, em atenção às várias solicitações e reclamações formulados pelos diversos seguimentos da sociedade, e enumerou as propostas de alterações com foco no usuário: reembolso do valor dos créditos pré-pagos inseridos e não utilizados; emissão de fatura específica de eventos realizados a mais de 90 dias, com o valor parcelado em, no mínimo, 12 meses; valor das ligações em áreas limítrofes iguais às das locais; interligação das redes SMS e confirmação de entrega da mensagem ou problema em até 10 segundos; adaptações para acesso do deficiente auditivo ao Sistema Móvel Pessoal; afixação de quadro resumo dos direitos dos usuários nos centros de atendimento; manutenção de, pelo menos, um setor de atendimento presencial por município; envio de mensagens com conteúdo publicitário somente com autorização do usuário; em qualquer situação, chamadas para serviços de emergência gratuitas; e manutenção do código de acesso, quando da mudança de padrão tecnológico ou plano de serviço; No âmbito de atuação da Anatel, o Senhor Takayanagi assegurou que todas essas obrigações serão Quinta-feira 5 45831 acompanhadas e fiscalizadas pelo órgão encarregado da normatização e regulamentação dos serviços, bem como dos responsáveis pela licença e pela administração dos recursos. No que diz respeito especificamente à operadora Claro, o representante da Anatel informou que foram implementadas, no ano de 2005, 88 ações fiscalizatórias e instaurados Procedimentos Administrativos para Apuração de Descumprimento de Obrigações – PADO’s, destacando-se, dentre os assuntos mais reclamados: reparo, em particular ausência de sinal e falhas e interrupção do serviço; negativa de rescisão do contrato de prestação do serviço e em desativar o código de acesso; falta de atendimento presencial ao cliente; cobrança e bloqueio; impedimento da utilização de outras prestadoras de longa distância nacional e internacional; inércia diante do pedido de informações pela Anatel; negativa em fornecer dados cadastrais de seus usuários às prestados de telefonia fixa na modalidade longa distância nacional e internacional; e descumprimento do Plano Geral de Metas de Qualidade – PGMQ. Prosseguindo em sua explanação, o Senhor Nelson Takayanagi deu conhecimento aos presentes das ações gerais, junto às operadoras, iniciadas em março de 2005, quando passaram a ser promovidas reuniões com os titulares dessas empresas e intensificadas as fiscalizações nas lojas e centrais de atendimento em todo território nacional. A essas ações somam-se a divulgação do ranking das prestadoras relativo às reclamações recebidas pela Agência e a instauração dos respectivos procedimentos administrativos pelo descumprimento de obrigações. Quanto aos questionamentos efetuados na audiência pública anterior sobre o tema, o representante da Anatel, com base na Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, prestou esclarecimentos sobre reajuste de preços; a falta de clareza nas contas telefônicas; a falta de segurança do sistema de faturamento; o prazo de carência, venda casada e fidelização; envio do nome do usuário inadimplente ao SPC/SERASA; devolução em dobro de quantia cobrada indevidamente; obrigatoriedade de postos de atendimento e atendimento restrito nas lojas; funcionamento do cartão pré-pago em outro Estado da federação; bloqueio e programações; cumprimento de procedimentos legais no momento da aquisição e habilitação de aparelhos; prazo de validade do cartão pré-pago; troca de tecnologia em detrimento do usuário; e clonagem de linhas telefônicas. Destaquese, ainda, a inclusão, conforme sugestão apresentada por esta Comissão, da inclusão do serviço 0800 da Agência nas contas telefônicas. 45832 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ao término de sua apresentação, o Senhor Nelson Takayanagi, ao citar a estrutura da Anatel, ressaltou a criação de setor específico de atendimento ao consumidor. A Senhora Maria Inês Dolci, ao iniciar sua explanação, informou que, das 105 milhões de linhas telefônicas habilitadas no Brasil, a Claro ocupa o 2º lugar em participação no mercado, ocupando, entretanto, a 2ª colocação como operadora mais reclamada, conforme o ranking da Anatel, e a 1ª,.nas reclamações apresentadas pelos associados da Pro Teste, pelo mau atendimento, pelo descumprimento de promoções, pela má prestação de serviços e por problemas nos faturamentos das ligações. Por fim, a representante da Pro Teste esclareceu que a entidade reivindica: maior atuação por parte da Anatel, de modo a fiscalizar e aplicar as sanções previstas em lei; a ampliação da abrangência do regime público para o Sistema Móvel Pessoal; e o respeito pela operadora e pela Anatel ao que determina o inciso V do art. 4º do Código de Defesa do Consumidor, ou seja, “incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo”. O Presidente da Comissão informou sobre o encaminhamento ao Ministério das Comunicações de ofício solicitando informações, discriminadas, acerca da aplicação dos recursos arrecadados que deveriam ser, por lei, destinados à Anatel; e ao Ministério da Fazenda o encaminhamento de requerimento de informação sobre as razões do contingenciamento das verbas voltadas para a fiscalização, as quais deveriam ser utilizadas pela Anatel. Mais adiante, esclareceu aos Deputados que, a exemplo do que ocorrera na reunião de audiência pública com o operadora Vivo, o Senhor Luis Cosio, Presidente da Claro, se comprometera em determinar a impressão nas contas daquela empresa do número do telefone da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. Sugeriu, ainda, a realização, por parte desse órgão regulador, de blitz de fiscalização dos serviços de atendimento aos consumidores, os “Call Centers”, e que os resultados fossem encaminhados às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, bem como à Comissão de Defesa do Consumidor. “Esclarecimentos sobre os Prejuízos Causados por Problemas Operacionais aos Consumidores das Operadoras de Telefonia Celular” – Operadora TIM. Realizada em 12-5-2005 Expositores: Outubro de 2006 JARBAS JOSÉ VALENTE, Superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL; MÁRIO CÉSAR PEREIRA DE ARAÚJO, Presidente da operadora Tim Celular; e ANA LUÍSA GODINHO ARIOLLI, Representante do Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Dando prosseguimento à série de reuniões de audiências públicas para esclarecimento dos motivos e das providências adotadas acerca dos problemas no sistema das operadoras de telefonia celular, conforme o Requerimento nº 361, de autoria do Deputado Luiz Antonio Fleury Filho. O Senhor Jarbas José Valente, Superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, especificamente sobre a operadora Tim, relatou as seguintes medidas: reuniões realizadas com representantes da operadora, visando a cobrança de medidas mas efetivas; adoção de Medidas Cautelares referentes à implementação e desbloqueio do Código de Seleção de Prestadora – CSP; instauração de 23 Procedimentos Administrativos para Apuração de Descumprimento do Obrigações – PADO’s, com sanções em torno de 43 milhões, dos quais já foram recolhidos 35 milhões; e 155 ações fiscalizatórias implementadas no ano de 2005. Prosseguindo, afirmou que os itens mais reclamados, responsáveis pela instauração de PADO’s, são: cancelamento, atendimento, cobrança indevida, planos de serviço, problemas na rede, descumprimento do Plano Geral de Metas de Qualidade – PGMQ e venda casada. Sobre as metas de qualidade do Sistema Móvel Pessoal, apresentou os indicadores, dos quais evidenciou a taxa de reclamação, cuja meta atual é de 1%; a taxa de chamadas completadas para os centros de atendimento, 98%; e taxa de chamadas originadas completadas, 67%. A representante da Pro Teste, Senhora Ana Luísa Godinho Ariolli, em sua exposição sobre a operadora Tim Celulares, apresentou gráfico que a coloca como a terceira empresa em número de reclamações, enumerando-as: mau atendimento, má prestação de serviços; descumprimento de oferta; práticas comerciais abusivas; cobranças indevidas; e longo prazo de carência do contrato. Após mencionar os direitos dos consumidores dispostos no Código de Defesa do Consumidor e na Lei Geral de Telecomunicações, a representante da Pro Teste destacou a falta de parceria entre a Anatel e as instituições de defesa do consumidor e relacionou as seguintes reivindicações da Pro Teste: atuação da Agência Reguladora de modo a fiscalizar e aplicar as Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sanções previstas em lei; ampliação da abrangência do regime público para o Sistema Móvel Pessoal; implementação, na prática, pela operadora Tim e pela Anatel do que determina o inc. V do art. 4º do Código de Defesa do Consumidor; e revisão da política praticada em relação ao longo prazo de carência contratual do pré/pós-pagos. O Senhor Mário César Pereira de Araújo, Presidente da operadora Tim, esclareceu que a empresa é a única operadora de telefonia móvel que adquiriu licenças para operar em todo o território nacional. Referindo-se ao sistema GSM, relacionou os benefícios que o sistema proporciona, tais como: segurança máxima contra clonagem, maior roaming internacional e mais opções de modelos de aparelhos e serviços para o consumidor. No relacionamento com o cliente, apresentou o elenco dos seguintes instrumentos de contato do cliente com a empresa: centro de relacionamento, com seis Call Centers próprios e quatro terceirizados; Website, com os serviços Fale com a Tim, Segunda via de conta e Visualização de contas, com total segurança; Pontos de Vendas, com atendimentos e assistência técnica (em fase de experiência) em lojas; Ouvidoria, ligada diretamente à Presidência; e Comitê de Satisfação do Cliente, composta de dirigentes dos diversos setores da empresa. Neste ponto, mereceu destaque a implantação do Centro de Tecnologia Avançada de Santo André, com a participação dos servidores em treinamentos ministrados periodicamente. Ressaltou que, não obstante o crescimento da base, não houve crescimento do percentual de reclamações, que, na maioria, 73%, são para informações. O Presidente da Tim declarou que está sendo intensificada a cultura de relacionamento com o cliente, com o envolvimento de todos os diretores e gerentes da empresa, em programa permanente criado em agosto de 2005. Durante os trabalhos, o Presidente da Comissão destacou, como conseqüência das reuniões com as empresas de telefonia móvel, a impressão do número do telefone da Anatel nas contas telefônicas, a criação, no âmbito da Anatel, da Superintendência de Defesa do Consumidor e o entrosamento das operadoras de telefonia e da Anatel com as entidades de defesa e proteção do consumidor. Reportando-se à manifestação do Superintendente de Serviços Privados da ANATEL sobre a administração dos escassos recursos de que dispõe aquela Agência Reguladora, registrou o contato mantido com o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e propôs a realização de reunião de audiência pública conjunta desta Comissão com a de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, para a qual seriam Quinta-feira 5 45833 convidados os Ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão e o de Comunicações, além do Presidente da Anatel, para discussão do contingenciamento, indevido, de recursos destinados à agência. “Esclarecimentos sobre os Prejuízos Causados por Problemas Operacionais aos Consumidores das Operadoras de Telefonia Celular” Operadoras Oi e Brasil Telecom Requerimento 361/2005 Realizada 15-9-2005 Expositores: ALESSANDRA DE OLIVEIRA CAMARGOS, Assessora Jurídica do Procon DF; BRUNO DE CARVALHO RAMOS, Gerente de Regulamentação da Superintendência de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações IVAN RIBEIRO DE OLIVEIRA, Presidente da operadora OI; e RICARDO AUGUSTO DE OLIVEIRA SACRAMENTO, Presidente da operadora Brasil Telecom GSM. Dando continuidade à série de audiências públicas sobre telefonia celular, conforme o Requerimento nº 361/05, do Deputado Luiz Antonio Fleury Filho, foi realizada reunião com a presença dos Presidentes das operadoras OI e Brasil Telecom e do representante da Anatel e do Procon do Distrito Federal. O Senhor Bruno de Carvalho Ramos, Gerente de Regulamentação da Superintendência de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, iniciou sua alocução ressaltando a consulta pública sobre a Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal . Informou que, das propostas apresentadas pela Anatel, algumas surgiram nesta Comissão . Dentre as sugestões destacou: reembolso dos valores dos créditos pré-pagos não utilizados; faturas específicas de eventos ocorridos há mais de 90 dias, com valor parcelado em 12 meses, no mínimo; tratamento de ligação local em áreas limítrofes; interligação do sistema de mensagens, com confirmação de entrega ou problema em até 10 segundos; adaptação dos Centros de Atendimento e instalação de centrais de intermediação para acesso dos deficientes auditivos; facilitação do cancelamento de assinatura, que deverá ocorrer dentro de 24 horas, com entrega do protocolo do pedido; afixação de quadro com os direitos dos usuários nos setores de atendimento; manutenção de, pelo menos, um setor de atendimento presencial por município; necessidade do consentimento do usuário para envio de mensagens com conteúdo publicitário; gratuidade nas chamadas para emergência, mesmo estando o usuário em roam; e manutenção do mes- 45834 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mo código de acesso, quando da mudança de padrão tecnológico ou de plano de serviço. Em atenção ao Deputado Luiz Bittencourt, o Senhor Bruno de Carvalho esclareceu aos presentes que essas propostas entrariam em vigor após a consulta pública, quando as sugestões seriam analisadas pela Anatel e, em seguida, elaborada a resolução, cuja publicação estaria prevista para o final do mês de novembro, ou seja, em dois meses desta audiência pública. Destacou que uma das grandes ações da Agência é a implementação do modelo de competição, com quatro ofertantes de serviços por área, sendo que São Paulo e a Região Nordeste ainda contam com três operadoras, situação que seria corrigida em breve. No que diz respeito à Brasil Telecom GSM, que iniciou suas operações em setembro de 2004, destacou o elevado número de reclamações, quando da entrada em funcionamento da empresa, o que é considerado normal, por problemas operacionais próprios do início das operações, ressaltando, que o número de reclamações vem diminuindo consideravelmente. Quanto à OI, que iniciou suas operações em junho de 2002, relatou a instauração de 33 Procedimentos Administrativos para Apuração de Descumprimento de Obrigações – PADO’s, referentes aos seguintes fatos: reclamações por cobranças; recusa em informar os consumidores sobre o Plano Básico de Serviço, impedindo-o de escolher livremente entre os planos de serviço homologados; percentual de recuperação de falhas e defeitos em tempo superior à meta estipulada – 95% em até 24 horas; descumprimento do Plano Geral de Metas de Qualidade; venda de aparelhos vinculada a serviços – venda casada; negativa em rescindir o contrato de prestação do SMP e em desativar o Código de Acesso após a solicitação de rescisão; atendimento, nas lojas, demorado e discriminatório – não atendem pessoas jurídicas, e, na central de atendimento, recusa em fornecer o número do protocolo do atendimento e tempo de espera dilatado. O Presidente da Brasil Telecom GSM, Senhor Ricardo Augusto de Oliveira Sacramento, após demonstrar a queda do índice de chamadas para o Call Center da concessionária, que gera um total de 10.000 empregos diretos e indiretos, apresentou os resultados obtidos para empresa: 1,5 milhão de clientes em 10 meses de operação; 27% de participação de clientes pós-pagos; cobertura, em julho de 2005, de 771 localidades; taxa de cancelamento de linhas do pós-pago abaixo de 12%; e 3º lugar em participação de mercado nos Estados de Rondônia e Tocantins. Neste ponto, adiantou que a Brasil Telecom é a empresa quarta entrante do mundo a obter o maior índice de participação de mercado, 7%, no período de um ano e que Outubro de 2006 outras empresas com estas características tiveram suas operações encerradas. Por fim, assumiu o compromisso de, até novembro de 2005, implantar o serviço de mensagem com linguagem em libras dirigidas aos deficientes auditivos e, para reflexão, ponderou que o valores de face dos cartões de crédito para telefones pré-pagos fossem reduzidos, atendendo-se, dessa forma, aos consumidores de baixa renda, das classe C, D e E. O Senhor Ivan Ribeiro de Oliveira, Vice-Presidente da Operadora Oi, no que diz respeito ao número de reclamações à Anatel, esclareceu que, de janeiro de 2003 a agosto de 2005, houve um decréscimo, passando de 1,18 por mil clientes – quando a operadora tinha 1,5 milhão de clientes – para 2,2 em 2005, por 10 milhões de clientes, numa base com 8 milhões de clientes. Acrescentou que, ainda de acordo com o sítio da Anatel, a OI foi, nos últimos três meses de apuração (maio, junho e julho), a empresa com menor índice de reclamações, dentre as dos maiores holdings de telefonia celular no Brasil – Vivo, Tim, Claro e Brasil Telecom GSM. Sobre os resultados que aparecem nos Procons, apontou uma queda de 57% no número de audiências realizadas naqueles órgãos, passando de 8,9 em janeiro e fevereiro de 2005 para 3,8 por mil clientes/mês. Ressaltou, nesse ponto, a linha azul disponibilizadas aos Procons, com vistas à agilidade na resolução dos problemas, e a utilização de veículos – expressinho, dependendo da localidade, com técnicos da empresa para atendimento dos consumidores. E destacou, também, por ser uma das causas de reclamações, a complexidade das contas telefônicas, pelas inúmeras informações que nela são apresentadas. Com o foco voltado para o consumidor, o Vice-Presidente da Oi destacou o atendimento pelo Call Center, que conta com 6 mil operadores, para os quais são dedicadas 320 mil horas de treinamento, e que contaram com investimentos na ordem de 40 milhões de reais. Acrescentou que outros canais de atendimento são disponibilizados aos clientes por meio das lojas próprias e franqueadas, Internet e auto-atendimento. Referiu-se, ainda, à sensibilização de todas as áreas da empresa, com constantes eventos que contam com a participação de colaboradores, parceiros e clientes, com vistas à melhoria do atendimento ao consumidor. Encerrando sua apresentação, o Senhor Ivan esclareceu que, dos 4 milhões de chamadas efetuadas ao Call Center, 60% se refere à contestação de questões relacionadas às informações e solicitações; 15%, fatura e créditos; 14%, cadastro de novos clientes; 11%, promoções e aparelhos; e 1%, outras reclamações. Após esclarecer que apresentaria uma abordagem geral sobre a telefonia móvel, por entender que os Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS problemas são comuns a todas as operadoras, para, em seguida, se restringir às questões relativas à Brasil Telecom, a Senhora Alessandra de Oliveira Camargo, representante do Procon – DF, trouxe à baila a falta de informação por parte dos clientes das empresas telefônicas, principalmente no que se refere ao conhecimento dos contratos por eles firmados com as operadoras, que alegam disponibilizá-los no sitio da Internet, ao qual nem todos têm acesso. Prosseguindo, discorreu sobre o considerável número de reclamações quando da entrada em operação de uma empresa ou no início de uma nova campanha de vendas, citando, como exemplo, o Pula-pula da Brasil Telecom. No que diz respeito às ofertas, esclareceu que estas não são apresentadas de maneira clara, precisa, inclusive por meio de publicidade, como deveriam ser. Quanto à comercialização dos aparelhos telefônicos pelas operadoras, relevou a dificuldade na troca de aparelhos defeituosos, mesmo esgotadas todas as providências junto às assistências técnicas. Outro grande problema com que se deparam os consumidores é a cobrança indevida de ligações, algumas não realizadas pelo assinante, e mais, o envio de contas com atraso considerável. Ainda se deteve, em sua explanação, ao atendimento dos Call Centers, que demandam intensa atuação do órgão de defesa do consumidor em questão. Não obstante a existência de lojas de atendimento, cuja atuação se limita a uns poucos serviços, principalmente à venda de linhas e aparelhos, os consumidores se vêem obrigados a se utilizarem desses centros de atendimento para solucionarem seus problemas, notadamente no que concerne ao cancelamento de linhas, demonstrando atendimento moroso e incompetente. Especificamente sobre a Brasil Telecom, a Assessora Jurídica do Procon – DF ressaltou que o início de suas operações gerou um grande percentual de queixas, principalmente pela já citada campanha do Pula-pula, extremante atraente ao consumidor, que não dispunha de conhecimento suficiente para entender como se beneficiar das vantagens que lhes eram oferecidas. Decorre daí, dificuldades da empresa em entregar os aparelhos. Neste período, também foi observado problemas no sinal do sistema da operadora, notadamente nos contatos com linhas de outras operadoras. Outro ponto que elevava o ânimo dos clientes era o Call Center, cujos operadores, via de regra, encaminhavam os consumidores ao sítio da Internet. A senhora Alessandra informou aos presentes que contra a Brasil Telecom foram formalizadas 770 reclamações, um índice notório, em razão das dimensões da base da empresa, não se configurando um índice Quinta-feira 5 45835 tão grande se comparado com as demais operadoras, que detêm um número maior de clientes. Por fim, a representante do Procon esclareceu os procedimentos daquele órgão: acatada a reclamação, são tomadas as providências cabíveis, com a aplicação de multa, quando for o caso. Também são firmados termos de conduta, que, quando não cumpridos, leva à interdição da empresa. Finalizando sua exposição, observou o relacionamento que o Procon vem mantendo com as empresas na busca de resoluções dos problemas que são apresentados pelo consumidores. Tendo em vista as modificações que a Anatel iria promover na regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, ao longo dos trabalhos, o Presidente manifestou a intenção de que a Comissão, por meio de seus membros, contribuisse com essas alterações. Propôs ainda, aos Presidentes das operadoras presentes , que providenciassem a impressão do número da Anatel nas contas telefônicas, sugestão acatada pelas empresas Vivo, Claro e Tim, cujos titulares compareceram nas audiências anteriores sobre o tema em debate. “Esclarecimentos sobre os Prejuízos Causados por Problemas Operacionais aos Consumidores das Operadoras de Telefonia Celular – com as empresas Amazônia Celular, CTBC, Telemig Celular e Sercomtel Celular”. Realizada 20-10-2005 Expositores: Ana Luísa Ariolli, Supervisora do Departamento Institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pro Teste; André Fernando Almeida, Diretor-Superintendente da Amazônia Celular; Luiz Alberto Garcia, Presidente da operadora CTBC; Nelson Mitsuo Takayanagi, Gerente-Geral de Comunicações Pessoais Terrestres da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel; Ricardo Grau, Diretor –Superintendente da Telemig Celular; e Wanderley de Resende Neiva, Diretor de Engenharia e Serviços da Sercomtel Celular. Encerrando a série de reuniões para obtenção de esclarecimentos sobre os prejuízos causados por problemas operacionais aos consumidores das operadoras de telefonia celular, conforme o Requerimento nº 361/2005, de autoria do Deputado Luiz Antonio Fleury Filho, foi realizada audiência pública, com a presença dos representantes da Amazônia Celular, CTBC, Telemig Celular e Sercomtel Celular, além dos representantes da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pró Teste e da Agência Nacional de Te- 45836 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS lecomunicações – Anatel. Autorizado pelo Presidente da reunião, ainda participou dos trabalhos o Senhor Eduardo Parra, Diretor de Clientes da CTBC. O primeiro expositor, Senhor Nelson Mitsuo Takayanagi, Gerente-Geral de Comunicações Pessoais Terrestres da Anatel, informou sobre as reuniões realizadas com representantes das empresas, com o objetivo de serem cobradas medidas mais efetivas na resolução dos problemas elencados nas audiências anteriores. Especificamente à CTBC e à Sercomtel, deu conhecimentos aos Parlamentares da adoção de Medidas Cautelares determinando a implementação do Código de Seleção da Prestadora – CSP, sem a identificação do respectivo código no terminal do usuário nas chamadas de longa distância, e o desbloqueio de rede para que os consumidores pudessem optar pelo CSP de outra prestadora. Acrescentou que, no ano de 2005, foram executadas 384 ações fiscalizatórias, assim distribuídas: 62 na CTBC; 117 na Sercomtel; 138 na Amazônia Celular; e 167 na Telemig. Destacou, ainda, a instauração de Procedimentos Administrativos para Apuração de Descumprimento de Obrigações – PADO relacionados às reclamações mais freqüentes, dentre os quais se sobressaem: na CTBC, Sercomtel e Telemig – cobrança de valores indevida, negativa em concretizar as contestações desses valores e exigência do pagamento; na CTBC e Telemig – no que se refere à clonagem, demora na solução dos problemas e dificuldades na negociação; na Sercomtel, Telemig e Amazônia – considerável número de reclamações, maior que 5 por mil contas emitidas, acerca das contas dos telefones pós-pagos; e Na Sercomtel e Amazônia – atendimento moroso nas lojas e discriminatório às pessoas Jurídicas e, nas centrais de atendimento, lentidão no atendimento e recusa em fornecer o número do protocolo da reclamação. Com a palavra, o Senhor Ricardo Grau, Diretor–Superintendente da Telemig Celular, participou aos presentes que a empresa atua em todo o Estado de Minas Gerais, prosseguindo, após manifestar-se sobre o monitoramento da satisfação dos clientes da empresa e das concorrentes, o Senhor Ricardo Grau explicitou os canais de contato do consumidor com a operadora: Call Center, que recebe 1,7 milhão de contatos; 20 lojas próprias e 42 quiosques de atendimento; 346 agentes credenciados, 359 quiosques varejo e 23,4 mil pontos de vendas de cartões pré-pagos; Internet; e Máquinas de auto-atendimento, com vários serviços disponíveis. Em sua explanação, afirmou que a Telemig recebe 1,7 milhão de contatos, sendo que, desses, 1% Outubro de 2006 é de reclamações – 1 em cada 100 contatos -, 69% de informações e 30% de solicitações. E detalhou os procedimentos da prestadora frente às reclamações, que, na maioria – 98%, são tratadas em até 5 dias. Acrescentou que a Telemig Celular vem se mantendo entre as três operadoras com os melhores desempenhos no índice de reclamações da Anatel. Sobre as ações desenvolvidas para redução das reclamações, citou, como exemplo: a vivência por parte dos funcionários da experiência dos clientes; o programa de relacionamento único que reconhece o cliente individualmente; a automação dos serviços recorrentes nas lojas próprias, reduzindo o tempo de atendimento; e a mobilização de estrutura para atendimento telefônico imediato dos Procons de Minas Gerais. O Presidente da Amazônia Celular, Senhor André Fernando Almeida, no início de sua exposição, informou aos presentes que a operadora, cuja atuação tem caráter regional, está presente em 5 Estados da Região Norte: Pará, Amazonas, Maranhão, Roraima e Amapá. Passou à abordagem de questões relacionadas à satisfação dos clientes, destacando o monitoramento do contentamento dos consumidores concernente aos pontos de contato, ou seja: Ao Call Center, que recebe em média 562 mil contatos por mês; às 12 lojas próprias e 263 mini-lojas distribuídas entre canais varejistas e alternativos; aos 281 pontos de vendas de agentes credenciados e 10,9 mil pontos de vendas de cartões pré-pagos; e ao sítio na Internet, com 55 mil visitas por mês. Ressaltou que a Amazônia Celular recebe 562 mil contatos de seus clientes todos os meses, dos quais apenas 1% se refere a reclamações, 69% a informações e 30% a solicitações. Ao detalhar o fluxo do tratamento dispensado às reclamações, salientou que mais de 99% são resolvidas em até 5 dias e que a operadora vem se mantendo como a de melhor performance no índice de reclamações da Anatel. Finalizando, o Presidente da Amazônia Celular relacionou os programas voltados ao relacionamento com o consumidor: vivência por parte dos funcionários da experiência dos clientes; programa único que reconhece o cliente individualmente; e mobilização de estrutura para atendimento telefônico imediato dos Procons da área de atuação da prestadora. O Senhor Luiz Alberto Garcia, Presidente da CTBC, após as apresentações formais, concedeu palavra ao Senhor Eduardo Parra, Diretor de Clientes da CTBC, para proceder à exposição. Relativamente à área de concessão, informou que CTBC atua no centro do país, atendendo o Estado de Minas Gerais, o oeste de São Paulo e parte de Mato Grosso do Sul e de Goi- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ás, ou seja, 87 cidades, com 2,6 milhões de clientes, correspondendo a 2% do PIB, com uma expectativa de expansão, passando a atender 946 cidades, 62,3 milhões de consumidores, representando 50% do PIB. Exibiu gráfico em que a operadora aparece em 5º lugar no ranking de reclamações da Anatel. Em outro gráfico, apresentou o índice de satisfação dos clientes nos meses de julho, agosto e setembro, ressaltando que neste mês ouve um decréscimo, passando de 92% para 88%, em razão do grande número de clonagem de aparelhos, fato em que se deteve o expositor. Em seguida, enumerou os projetos com objetivos estratégicos: ter a maior densidade de acesso à Internet banda larga; ser reconhecida pelo mercado como modelo no relacionamento e encantamento do cliente, contando, para tanto, com um equipe que trabalha exclusivamente neste sentido e também com o envolvimento de todas as diretorias e de representantes da comunidade em geral – CDL, Procon, associações comerciais representantes de classe e outros convidados; e incrementar e diversificar a receita com novos produtos, serviços e mercado. Encerrando a sua explanação, o Senhor Eduardo Parra apresentou um cronograma da evolução da tecnologia e dos serviços, o que, asseverou, proporcionou a inclusão social no setor das telecomunicações, e referiu-se aos pontos de contato com os clientes: 3 lojas próprias; 154 lojas credenciadas; Centro de Encantamento com 1200 operadores; 29 máquinas de auto atendimento; e parceiros, web, e-mail, consultores e quiosques. No princípio de sua alocução, o Diretor de Engenharia e Serviços da Sercomtel Celular, Senhor Wanderley de Resende Neiva, esclarecer que atua na Prefeitura Municipal de Londrina e a Companhia Paranaense de energia – COPEL. Atuando na área dos municípios de Londrina e Tamarana, no estado do Paraná. Manifestou-se acerca das facilidades que a operadora disponibiliza aos clientes, destacando a ouvidoria, que pode ser acessada, gratuitamente, sem a necessidade da identificação do usuário e por pessoas que não sejam seus clientes; e o convênio firmado com o Procon Londrina, em novembro de 2003. Quanto aos pontos de contado, informou que a Sercomtel dispões de 6 lojas próprias e 15 lojas credenciadas exclusivas, que oferecem todos os produtos e serviços. Reportando-se ao ranking de reclamações elaborado pela Anatel, informou que a Sercomtel tem disputado a primazia dos serviços de telefonia móvel com a Amazônia Celular, já que ambas se alternam no primeiro lugar do referido ranking. A representante da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pró Teste, Senhora Ana Lu- Quinta-feira 5 45837 ísa Ariolli, após relatar os aspectos jurídicos que dão sustentação à proteção e defesa do consumidor e a dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, passou a tratar das questões relacionadas à situação atual da telefonia. Declarou que das 105 milhões de linhas telefônicas habilitadas no Brasil, 68,6 milhões correspondem a linhas de telefones móveis, dos quais 80% funcionam no sistema pré–pago, com uma média mensal de gasto de R$ 4,00, tornando o celular um produto indispensável, de inclusão social. Observou, ainda, que há 38 milhões de linhas fixas habilitadas e um estoque de aproximadamente 10 milhões. No que diz respeito à telefonia celular, considerou que o aumento da escolha ou migração para o sistema pré-pago é justificado por questões de ordem financeira, ponderando que a validade dos créditos é questão que necessita ser revista e que o risco da atividade econômica deve ficar a cargo das empresas. Das reclamações recebidas pela Pró Teste em razão da má prestação de serviços, descreveu as seguintes: atendimento, principalmente pelos Call Centers, cujos atendentes são despreparados para atenderem e orientarem os consumidores; problemas técnicos relacionados ao sinal, ao acesso à caixa postal e ao recebimento de mensagens; extrapolação do prazo de 5 dias para resolução das questões dos usuários, contrariando determinação do Plano Geral de Metas; descumprimento de promoções; falta de inclusão dos bônus oferecidos no momento da recarga dos créditos do celular pré-pago; práticas comerciais abusivas, que são percebidas na recusa em atender imediatamente pedido de cancelamento e nas ligações efetuadas pelas concorrentes persuadindo, por meio de promoções, os usuários a trocarem de operadora; e cobrança de ligações não realizadas e corte indevido dos serviços. Ao encerrar a exposição, relacionou os pontos que devem ser observados pelos prestadores de serviço de telefonia celular, com o intuito de melhorar a prestação dos serviços, e considerou a necessidade urgente de reformulação do Marco Regulatório instituído em 1998, reafirmando o caráter essencial da telefonia celular e a necessidade de a Anatel exercer, efetivamente, seu papel fiscalizador. E mais, defendeu maior cuidado das concessionárias de telefonia celular com as promoções, com as informações repassadas aos consumidores sobre os planos oferecidos e a necessidade de alteração da elevada carga tributária que pesa sobre o setor. Esclarecimentos sobre as Consultas Públicas realizadas pela ANATEL sobre telefonia fixa e móvel Requerimento 390/2005 – Dep. Luiz Antônio Fleury Realizada 27-10-05 45838 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Expositores: Elifas Chaves Gurgel do Amaral, Presidente da Anatel Archimedes Pedreira Franco, Coordenador do Fórum Nacional dos Procons e Superintendente do Procon/BA Maria Inês Dolci, Coordenadora do Departamento Institucional da Pró-teste Daniela Batalha Trettel, Representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec Realizada a requerimento do Deputado Luiz Antônio Fleury Filho a audiência pública teve por objetivo prestar esclarecimentos sobre as Consultas Públicas realizadas pela ANATEL sobre telefonia fixa e móvel. Ao iniciar o debate, o Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor salientou que a discussão seria importante para avaliar se serão sanados os problemas mais comuns enfrentados pelos usuários de telefonia como: o elevado valor da assinatura básica, os índices de reajustes praticados pelas operadoras, o atendimento de qualidade duvidosa ao consumidor, a ausência de planos dirigidos a pessoas de baixa renda, as faturas sem a devida discriminação das ligações efetuadas e as cobranças indevidas. O Sr. Elifas Chaves Gurgel do Amaral, Presidente da Agência Nacional de Telefonia (Anatel), anunciou que as mudanças nos regulamentos terão vigor a partir de janeiro de 2006, por um prazo de 20 anos. Ressaltou que representam ganhos para a sociedade, como o Acesso Individual Classe Especial, que é o sistema telefônico que visa atender às camadas da população brasileira menos favorecidas. Outra vitória do consumidor é o direito de receber o detalhamento da fatura, permitindo um maior controle dos serviços utilizados. Além disso, os usuários também poderão pedir a suspensão do serviço fixo uma vez por ano, entre 60 e 120 dias, durante os quais não serão obrigados a pagar a assinatura. Esta também não será cobrada nos períodos em que os serviços estiverem suspensos por falta de pagamento. No regulamento do Serviço Móvel Pessoal – SMP, destacou que o usuário será beneficiado, assim como os dos Serviço de Telefonia Fixa Comutado-STFC, em áreas limítrofes, pagando o valor de ligação local. Isso é um ganho para a sociedade e para o usuário. Outro ponto é a devolução em dobro de valores pagos indevidamente, ou seja, o respeito do Código de Defesa do Consumidor. O gerente-geral de comunicações pessoais, terrestres e de serviços privados da Anatel, Nelson Mitsuotakayanagi, anunciou as mudanças na telefonia móvel. Entre elas estão o fim do prazo de carências dos planos de telefonia móvel e a obrigatoriedade da Outubro de 2006 rescisão de contrato em até 24 horas, quando pedido pelo cliente. Se o mesmo não acontecer no prazo dado, o cliente poderá utilizar o serviço gratuitamente. Outra mudança é a não-cobrança de tarifas no recebimento de chamadas fora da área de cobertura, no caso de chamadas feitas entre números da mesma empresa. A Sra. Maria Inês Dolci, Coordenadora do Departamento Institucional da Associação Pro Teste, afirmou que o modelo de telefonia fixa implantado após a privatização do setor falhou em seus dois principais objetivos: estabelecer a concorrência entre as operadoras e universalizar os serviços de telefonia. Lembrou que em 95, na época das privatizações, a assinatura básica custava R$ 0,61 por mês. Segundo ela, esse valor subiu 3,1 mil por cento, chegando a R$ 40. A representante da Pro Teste disse que as entidades que representam os consumidores estão preocupadas com a prorrogação dos atuais contratos por 20 anos, a partir de 1 de janeiro de 2006, já que o atual modelo, prejudicial aos usuários, seria mantido. Além disso, a renovação por esse período é questionável, pois o setor passa por mudanças tecnológicas muito rápidas. A polêmica estabeleceu-se quando o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Elifas Gurgel, admitiu que os novos contratos com as concessionárias de telefonia fixa seriam assinados de maneira “incompleta” no mês de dezembro, já que a agência não teve tempo de preparar todos os regulamentos. Nessa oportunidade, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Luiz Antonio Fleury Filho, disse que é inaceitável a renovação de um contrato por 20 anos sem serem incluídos todos os regulamentos. Afirmou que a Comissão de Defesa do Consumidor iria lutar para que isso não acontecesse Comercialização de Avestruzes Realizada 10-11-05 Expositor: Dr. Marcelo Fernandes Trindade – Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM No dia 10 de novembro de 2005, no Plenário II do Anexo II da Câmara dos Deputados, foi realizada uma Audiência Pública requerida pela Deputada Kátia Abreu e pelo Deputado Capitão Wayne, para esclarecimento sobre a possíveis irregularidades na comercialização de avestruzes no Brasil. Foram convidados: Senhor Jelson Maciel – Presidente da Avestruz Master (não comparecendo por motivo de saúde), Senhor Onaireves Moura – DiretorPresidente da Top Avestruz (não comparecendo por razões financeiras), Maria Dagmar Bezerra de Moura – Diretora-Presidente do Instituto de Defesa do Consu- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS midor/PROCON-DF (não compareceu alegando que o assunto não tratava de relação de consumo, tendo em vista que o avestruz não seria o produto final), Antônio Carlos de Lima – Superintendente do PROCON-GO (não comparecendo por motivos profissionais) e do Dr. Marcelo Fernandes Trindade – Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, único expositor a comparecer na audiência. O Dr. Marcelo expôs que a Avestruz Master não tem registro junto a CVM não permitindo ser fiscalizada por ela, mas que em agosto de 2004 quando recebeu denúncias sobre venda de Cédula de Produto Rural (CPRs) que assegurariam aos seus adquirentes um direito de remuneração, com a promessa de recompra, passou a investigar o assunto. Com o resultado das investigações a CVM agiu junto a empresa para correção das irregularidades, suspendendo a comercialização das CPRs, através da Deliberação 473 de 01/12/04, e solicitando que a Avestruz Master se registrasse junto a CVM como companhia aberta, para poder voltar a fazer essa comercialização. Comprovando posteriormente que a empresa estava descumprindo essa deliberação, através da empresa Struthiogold, que se oferecia para recomprar as aves alienadas . A CVM constatando isso, aplicou a multa prevista e comunicou ao Ministério Público Federal o qual celebrou um termo de ajustamento com a Avestruz Master no mês de junho de 2005, onde comprometeu-se a obter junto à CVM o registro de empresa aberta . Desta forma, deu entrada junto a CVM através de uma empresa ligada a ela do registro inicial de companhia aberta em 10/10/2005, solicitando também registro para distribuição de debêntures na mesma data. Os dois pedidos estão sendo analisados na CVM até o presente momento. Ele esclareceu também que a CVM abriu inquérito administrativo para apurar as irregularidades de contratos de investimento coletivo, e que a CVM não está fiscalizando ou inspecionando a Avestruz Master, conforme alegação da empresa em anúncio publicitário, por ela ainda não ter registro junto a esse órgão, sendo portanto falso essa alegação. A CVM vem apenas alertando tal empresa de que sua captação de recursos estava irregular. Alertando inclusive o público em geral para essas irregularidades e para a não fiscalização e auditoria da CVM nessa empresa. Ao término dos esclarecimentos o Presidente Luiz Antônio Fleury e demais parlamentares presentes, manifestaram suas preocupações em relação ao assunto, assim como pela legislação deficiente, encerrando em seguida a audiência. “Comercialização em Supermercados Brasileiros, sem a Devida Rotulagem, de Óleos Quinta-feira 5 45839 Comestíveis das Marcas Liza e Soya Contendo Soja Transgênica” Audiência Pública conjunta com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Requerimento nº 147/2005 – CMADS: Deputados João Alfredo e Fernando Gabeira Requerimento nº 392/2005 – CDC: Deputada Selma Schons Realizada 08-12-2005 Expositores: GABRIELA COUTO, Gerente de Campanhas de Engenharia Genética do Greenpeace, representando o Diretor-Executivo Frank Guggenheim ANDIARA BRAGA MARANHÃO, Coordenadora Substituta de Supervisão e Controle do DPDC – Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, representando o Ministro Márcio Thomaz Bastos HOECK ÁUREO DE SOUZA MIRANDA, Assessor da Gerência-Geral de Alimentos da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, representando o Diretor-Presidente Dirceu Raposo de Mello RUBENS NODARI, Gerente de Projeto de Recursos Genéticos do Ministério do Meio Ambiente – , representando a Ministra Marina Silva LÉO F. BICK, Diretor Técnico, e Lireny Aparecida Guaraldo Gonçalves Consultora Científica, representantes da Abia – Assoc. Bras. das Indúst. Alimentícias FÁBIO TRIGUEIRINHO, Secretário-Geral da Abiove – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, representando o Presidente Carlo Lovatelli AURÉLIO VIRGÍLIO VEIGA RIOS, Coordenador da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal SEZIFREDO PAZ, Coordenador-Executivo do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor A presente audiência pública foi realizada para esclarecer a denúncia formulada pelo Greenpeace, que acusa as empresas Bunge e Cargill, fabricantes das duas marcas de Óleo de Soja mais vendidas no Brasil, a Soya e a Liza, de utilizar soja transgênica na fabricação dos óleos, sem informar o fato ao consumidor nos rótulos dos produtos. A denúncia revela flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual todo produto contendo mais de 1% de transgênico deve trazer essa informação em seu rótulo. A representante do Greenpeace, Gabriela Couto, relatou que a organização testou a soja de fábricas em Ourinhos (SP), Dourados e Três Lagoas (MS), e constatou a presença de organismos geneticamente modificados. Ela citou o decreto que regulamenta os transgênicos (Decreto 1752/95) para lembrar que 45840 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS qualquer produto feito com mais de 1% de matériaprima geneticamente modificada deve ter o carimbo de “transgênico” no rótulo. Interpretação diferente da legislação foi dada pelo secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Fábio Trigueirinho. Segundo ele, não é a matéria-prima que deve ser analisada, mas sim o produto final. Durante o processo em que o óleo é refinado, as proteínas e o DNA do produto original se perdem. No produto final, assegurou Trigueirinho, não há presença de nenhum organismo geneticamente modificado. Segundo o secretário, a legislação brasileira só determina a rotulagem em produtos finais que apresentem organismos geneticamente modificados (OGM). O Deputado João Alfredo (PSOL-CE) defende o ponto de vista do Greenpeace. Ele disse que, de acordo com a Lei de Biossegurança (Lei 11105/05), aprovada neste ano no Congresso, a matéria-prima também deve ser analisada quanto à modificação genética. Caso contenha mais de 1% de organismo geneticamente modificado, a informação deve constar no rótulo. “Existe um princípio presente no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90) pelo qual a população pode consumir qualquer produto que queira, desde que seja informada”, ressaltou. Ele espera que os Ministérios da Justiça e da Agricultura, encarregados da fiscalização desses produtos, comecem a fiscalizar não apenas os produtos encontrados nos supermercados, mas também a matéria-prima com a qual eles foram produzidos. A consultora científica da Associação Brasileira das Indústrias Alimentícias (Abia), Lireny Aparecida Gonçalves, disse que, após ser refinado, 99% da composição do ÓLEO DE SOJA comestível é composta por triglicerídeos. Não há transgenia no óleo refinado. A coordenadora-substituta de Supervisão e Controle do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Andiara Braga Maranhão, afirmou que testes realizados pelo departamento, em 2004, não detectaram a presença de um nível superior a 1% de organismos geneticamente modificados (OGM) nos óleos Soya e Liza. A coordenadora destacou que os testes foram realizados nas amostragens finais do produto, que não conseguem detectar a presença de OGM na matéria-prima. O assessor da Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Hoeck Áureo de Souza Miranda, disse que, ao longo do processo de refino do óleo, várias proteínas são eliminadas, o que pode camuflar a presença de OGMs na matéria-prima do produto. Outubro de 2006 Já o gerente de Projetos de Recursos Genéticos do Ministério do Meio Ambiente, Rubens Nodari, criticou a ausência de um representante do Ministério da Agricultura, que é o responsável pela fiscalização da produção de OGMs. Ele também divulgou dados coletados pelo Ibope em 2003 sobre o assunto. Segundo a pesquisa, 63% das pessoas já ouviram falar dos transgênicos; 74% preferem consumir produtos que não tenham OGM; 73% são a favor da proibição dos transgênicos; e 92% afirmaram que os rótulos devem incluir informações sobre a presença desses organismos. 2. Seminários SEMINÁRIO ASSINATURA BÁSICA DA TELEFONIA FIXA Realizado em 2-6-2005 Coordenadores: Deputados Givaldo Carimbão e Luiz Bittencour Expositores Marcos Bafutto – Superintendente dos Serviços Públicos da ANATEL; Arquimedes Pedreira Franco – Coordenador Nacional do Fórum dos PROCONs; José Fernandes Pauletti – Presidente da ABRAFIX; Maria Inês Dolci – Representante da PRO TESTE; Flávia Lefévre – Membro do Conselho da PRO TESTE; Marco Antonio Zanellato – Representante da Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo; Dulce Pontes – Coordenadora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor O representante da ANATEL, Sr. Marcos Bafutto, explicou como a assinatura básica se encaixa no contexto mundial. Ressaltou que foi realizada uma pesquisa junto à União Internacional de Telecomunicações e verificando-se que, de 182 países, existem somente dois que não têm a assinatura na sua estrutura. Há países que só cobram a assinatura e não o uso. Outros países cobram a assinatura e não a chamada por tempo. Ocorre a cobrança só de um valor pela chamada, ou seja, pela quantidade de chamadas que se fez, independentemente do tempo que se utilizou. Aqui no Brasil, o modelo é híbrido. Existe a cobrança da assinatura, mas, durante o período comercial, ocorre a cobrança por tempo e, nos momentos em que a rede está mais livre, ou seja, durante a madrugada, nos dias de semana e no final da semana, a cobrança é feita por chamada. Afirmou, ainda, que a assinatura básica na área de telefonia fixa é indispensável para cobrir os custos Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS fixos do setor, que hoje representam 71,5% das despesas totais das telefônicas que atuam no País. Ressaltou que a rede de telefonia fixa não pode ser compartilhada, ou seja, o fio que sai do seu telefone, na sua casa, percorre um caminho até a central telefônica, onde existe um equipamento eletrônico, chamado placa de assinante, que fica disponível para o usuário. Dessa forma, a rede física exige a manutenção dos cabos que levam o serviço até o consumidor. No caso dos celulares, segundo ele, pode-se dispensar a assinatura básica, pois não há custo com a manutenção de uma rede física e ela pode ser compartilhada. Informou, também que, com a revisão dos contratos das empresas de telefonia no final deste ano, novos benefícios para os consumidores devem ser incorporados às cláusulas como a cobrança das ligações por minuto e não por pulso e tarifas reduzidas para consumidores de baixa renda. O coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Arquimedes Pedreira Franco, defendeu a revisão dos contratos de concessão na área de telefonia fixa. Ele argumentou que o grande problema do setor não é a cobrança da assinatura básica nas contas de telefone, mas os contratos que têm clausulas abusivas e protegem apenas as concessionárias. A proposta dos Procons, segundo ele, é a revisão dos contratos e da Lei de Concessões e não a extinção da assinatura básica. O presidente da Associação Brasileira de Prestadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado, José Fernandes Pauletti, argumentou que a crítica ao aumento dos valores da assinatura básica desconsidera o fim da cobrança pela habilitação a partir de 1990. A habilitação, cujos valores eram de cerca de 2.000 doláres (aproximadamente R$ 5 mil), era, segundo ele, uma barreira para o acesso aos serviços por consumidores de baixa renda. Fez críticas a alta carga tributária dos serviços de telefonia, afirmando que os tributos representam de 40% a 60% do preço das contas de telefone. A representante da Associação Pro Teste Consumidores, Flávia Lefèvre, apresentou estudo sobre a composição do valor da assinatura básica. Ela disse que, em 1995, o valor era de R$ 0,61 e, pelo índice previsto nos contratos IGP-DI, deveria ser de R$ 1,60. Entretanto, chega atualmente a R$ 37 em alguns estados. O estudo mostra que as empresas aumentam os valores de forma diferenciada e, onde há concorrência, os reajustes são menores, a exemplo das tarifas para interurbanos. No caso da assinatura básica, no entanto, onde há quase um monopólio, segundo ela, os reajustes são os maiores. Quinta-feira 5 45841 A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Dulce Pontes, concordou com a avaliação da representante da Pro teste e advertiu que a população está pagando para que os outros serviços sejam competitivos. Na avaliação do Idec, de acordo com ela, não pode ser cobrada uma tarifa pela disponibilidade e sim pelos serviços prestados. Ela informou que o Idec entrou com ação civil pública contra a cobrança da tarifa e que já obteve uma primeira decisão favorável. O promotor de São Paulo, Marco Antônio Vanelatto, disse que é preciso equilibrar a livre iniciativa com a defesa do consumidor e, segundo ele, esta é a base para que as ações na justiça possam impedir a cobrança da assinatura básica. Ele advertiu que as empresas precisam entender que os contratos também devem cumprir uma função social. Em razão disso, as análises não podem se basear apenas nas cláusulas dos contratos para impedir que tarifação seja revista. Seminário Combate à Pirataria e Segunda Mostra de Medidas Legislativas e Governamentais de Combate à Pirataria. Realizado em Conjunto com a Comissão de Desenvolvimento Urbano 27 de setembro/2005 – Às 10h31min Expositores: Fafá de Belém – Cantora. Marcelo de Carvalho Lopes – Secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia. Luiz Paulo Teles Barreto – Secretário-Executivo Do Ministério Da Justiça. Luiz Eduardo Cheida – Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. Marc Laffineur – Deputado Francês. Paulo Rosa – Representante do Fórum Nacional de Entidades e Presidente da ABPD 28 de setembro/2005 – Às 9 horas Expositores: Luiz Paulo Teles Barreto – Secretário-Executivo do Ministério da Justiça. Valquíria Souza Teixeira de Andrade – Delegada da Polícia Federal. Giovanni Bosco Di Mambro – Inspetor da Polícia Rodoviária Federal. Mauro Brito – Representante do Secretário-Geral da Receita Federal. Luiz Fernando Correia – Secretário Nacional de Segurança Pública. Francisco Renan Proença– Presidente da Confederação Nacional das Indústrias. Thomaz Zanotto – Diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. 45842 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Márcio Gonçalves – Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual. Às 14h52min Expositores: André de Almeida – Coordenador do Fórum Nacional de Combate a Pirataria. Emerson Capaz – Presidente do Instituto Ético e Membro Titular do Conselho Nacional de Combate à Pirataria. Paulo Antenor de Oliveira – Presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal. Carlos Lacerda – Representante da Força Sindical. Amaury Blanco – Representante do Sindicato das Indústrias de Meios Magnéticos e Fotográficos do Estado do Amazonas. Antonio Salles – Representante da Associação Brasileira de TV por Assinatura. Lírio Parisotto – Presidente da Videolar. Fabiano de Bem da Rocha – Representante da Grendene. Luiz Moan – Diretor de Assuntos Institucionais da General Motors do Brasil e Vice-Presidente da Anfavea. Maria Eugênia Saldanha – Representante da Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza. Dalton Morato – Representante da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos. Rafael Cervone Netto – Representante da Associação Brasileira da Indústria Têxtil. Rodrigo Bonan – Vice-Presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual. Carlos Alberto Camargo – Diretor-Executivo da Adepi. Hugo Valério – Representante do Setor Eletroeletrônico. Rodolpho Romazinni – Representante da Associação Brasileira de Combate À Falsificação. O 1º Seminário de Combate à Pirataria foi realizado a requerimento do Deputado Julio Lopes, para discutir um plano nacional de combate à pirataria para o Brasil. O Seminário teve a participação conjunta das Comissões do Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, da Frente Parlamentar de Combate à Pirataria e Sonegação Fiscal, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e das diversas entidades não-governamentais que têm prejuízos com a pirataria. Parlamentares e empresários avaliaram durante o seminário as ações que já estão sendo executadas no combate à falsificação e discutiram quais medidas Outubro de 2006 ainda precisam ser tomadas pelo governo e pela classe comercial, além de medidas sócio-educativas. Durante as exposições, foram levantados vários temas que, segundo os debatedores, favorecem o crescimento da pirataria, como: a construção de shoppings populares, o crescimento do número de empresas de fundo de quintal, o baixo número de fiscais, entre outros. André de Almeida, coordenador do Fórum Nacional de Combate à PIRATARIA, afirma que a construção de shoppings centers populares “trata-se de uma aberração, pois neles os camelôs vendem produtos pirateados e a grande oferta de produtos, faz com que a população “pense que a PIRATARIA não é problema sério”. Conforme Maria Eugênia Saldanha, representante da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), o maior problema está na fabricação de produtos de limpeza por empresas de “fundo de quintal” , cujos preços, chegam a ser 80% mais baratos do que os produtos do mercado formal. O representante da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Rafael Cervone Neto , alegou que o número de fiscais nos postos de Fronteira é insuficiente para combater a pirataria, acarretando em déficit na geração de empregos no país devido à entrada de produtos ilegais. Tal constatação é compartilhada por Carlos Lacerda, Representante da Força Sindical. Como exemplo, citou a fabricação de TV de cinco polegadas, que empregava em Manaus (AM) 1.200 pessoas. “Hoje, não emprega mais ninguém, pois esse tipo de TV agora vem do Paraguai”, revelou. Ainda durante o Seminário, Fabiano da Rocha, representante da fábrica de calçados Grendene, afirmou que está com dificuldades para combater a pirataria em razão da lentidão da Justiça para coibir a falsificação de seus calçados realizada por empresas regularmente constituídas e localizadas principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Participaram do evento autoridades brasileiras e estrangeiras, como: o secretário do Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e coordenador do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Teles Barreto e o deputado francês Marc Laffineur. Marc Laffineur, deputado françês, disse que “Hoje em dia, a pirataria é um mercado que movimenta anualmente 500 bilhões de euros (cerca de R$1,4 trilhão), envolve uma industrialização sofisticada e a conivência de países que não combatem o problema”, definiu. Ele apresentou relatório sobre a pirataria no mundo, que foi entregue por seu país à União Européia, em junho. Laffineur relatou estudo da Interpol, que coloca Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a pirataria como a segunda atividade mais lucrativa do mundo, pois renderia dez vezes o valor investido. O secretário do Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, disse que o Paraná, por conta da tríplice fronteira, é uma das principais “portas de entrada” de produtos ilegais no País, e que seu estado está empenhado no combate ao contrabando. Já o secretárioexecutivo do Ministério da Justiça e coordenador do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Teles Barreto, disse que a CPI da Pirataria fez o “primeiro diagnóstico importante” sobre a participação do crime organizado no mercado de falsificações. Durante os debates, foram apresentadas várias idéias para combater a pirataria, como: a fabricação de produtos mais baratos, sugerida por Paulo Antenor de Oliveira, representante do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita), que também acredita que o investimento no turismo daria ocupação àqueles que hoje trabalham atravessando a fronteira com o Paraguai, fomentando o contrabando. Já o representante da empresa Videolar, Lírio Parizotto, defende que deve-se primeiro atacar as operações subfaturadas de importação. Como exemplo, citou que o CD e o DVD graváveis estão sendo importados a US$ 0,09. “Para fabricar esses produtos no Brasil, só de royalties paga-se US$ 0,10”, explicou. No encerramento do 1º Seminário de Combate à Pirataria, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), afirmou que um dos maiores problemas do Brasil é a informalidade, e que “O País precisa fazer um distribuição eqüitativa dos recursos e combater a informalidade na economia”. O deputado , que foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da PIRATARIA, lançou durante o evento o livro “PIRATARIA: Desatar Este Nó”, sobre aspectos de problemas como a falsificação e o contrabando. “Trata-se de uma contribuição despretensiosa sobre um dos grandes problemas do Brasil”, afirmou o autor. Por fim, o deputado Júlio Lopes destacou a importância de discutir o assunto e elogiou o desempenho da Polícia Federal em ações dessa natureza. SEMINÁRIO TARIFAS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS Realizado 30-11/1º Painel – 10h : As tarifas de Energia Elétrica Coordenação: Deputado Marcelo Guimarães Expositores: Sr. Jerson Kelman – Diretor-Geral Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica Sr. Fernando Maia – Diretor da Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Sr. Washington Aparecido Dos Santos – Diretor- Quinta-feira 5 45843 Executivo do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo Sra. Flávia Lefèvre – Orgão de Defesa do Consumidor – Pró Teste Debatedor: Sr. Paulo Picchetti – Coordenador do Ipc – Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. 2ª Painel – 14h: As tarifas de Água e Saneamento Básico Coordenação: Deputado Eduardo Seabra Expositores: Sr. Oscar de Moraes Cordeiro Netto – Diretor da Ana – Agência Nacional de Águas SR. MARCOS H. FERNANDES MONTENEGRO – Dir. de Desenvolvimento e Cooperação Técnica / Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades Sr. Marcos Thadeu Abicalil – Assessor Técnico da Aesbe – Assoc. das Empresas de Saneamento Básico Estaduais. Sra. Daniela Trettel- Órgão de Defesa do Consumidor – ( Idec) Debatedor: Sr. José Maurício Soares – Técnico Economista do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos. 3º Painel – 16h: As tarifas no Transporte Terrestre Urbano Coordenação: Deputado Jackson Barreto Expositores: Sr. Breno Pinto Figueiredo – Superintendente da Antt – Agência Nacional de Transportes Terrestres Sr. Otavio Vieira da Cunha Filho – Presidente da Ntu – Assoc. Nac. das Empresas de Transporte Urbano. Sr. Jose Felinto – Presidente do Conut – Confederação Nacional dos Usuários dos Transportes Coletivos. Sr. Archimedes Pedreira Franco – Sec. Executivo dos Procons Debatedor: Sr. José Alex Santana – Representante do Ipea O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP) abriu o Seminário Tarifas dos Serviços Públicos. Ele afirmou que, nos últimos dez anos, os preços dos serviços de fornecimento de água, luz e energia têm subido além do aumento do salário mínimo e dos índices inflacionários, como o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o deputado, esses reajustes causam um impacto significativo nas despesas de famílias de baixa renda. Os objetivos do Seminário, segundo Fleury, foram construir uma proposta que garantisse 45844 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a manutenção dos serviços públicos e por outro lado, estudar formas que reduzissem o impacto dessas tarifas no orçamento familiar nas classes sociais mais desfavorecidas O deputado Celso Russomanno (PP-SP), afirmou que os concessionários de serviços públicos são obrigados pela legislação a prestar serviço de qualidade, mas lamentou que o problema do transporte urbano no Brasil seja justamente a falta de qualidade. O deputado ressaltou que o aporte financeiro das empresas de transporte urbano nas campanhas dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, em cada eleição, impede qualquer mudança no sistema. O coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Archimedes Pedreira Franco, durante seminário sobre tarifas públicas, realizado na Câmara, criticou o sistema de concessão de serviços no Brasil. Segundo o coordenador, no País são os trabalhadores que mantêm os serviços públicos. Para Franco, as agências reguladoras, que deveriam atuar na fiscalização, “têm a maior preocupação na defesa dos contratos ‘leoninos’ e que a exceção é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Durante o seminário Tarifas dos Serviços Públicos, a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Daniela Trettel culpou a privatização dos serviços públicos pela alta nas tarifas. Na opinião dela, a privatização incluiu a lógica da lucratividade na condução da atividade. Trettel deu como exemplo o aumento de mais de 100% acima da inflação na assinatura básica da telefonia, desde o início da privatização do sistema. A palestrante destacou que, quando o serviço é prestado diretamente por uma autarquia ou empresa estatal, a tarifa deve ter como finalidade somente a expansão e a recuperação do sistema. O técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) José Maurício Soares afirmou que as tarifas dos serviços públicos aumentaram muito mais do que os demais produtos e pressionaram o custo de vida do País na última década. De acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 50 milhões de brasileiros não usam transporte coletivo de forma regular, porque não podem pagar pela tarifa. A informação foi apresentada pelo presidente da Confederação Nacional dos Usuários de Transportes Coletivos Rodoviários, Ferroviários, Hidroviários e Aéreos, José Felinto. O representante dos usuários enfatizou que, por ser um serviço público de natureza essencial, é fundamental que o usuário participe das decisões em relação ao transporte público. Felinto lembrou que a Lei das Concessões de Transportes Públicos estabelece Outubro de 2006 a criação de comissões tripartites (com a participação do governo, de empresas e de usuários) para a gestão do sistema. Entretanto, lamentou, apenas 1% das cidades brasileiras têm suas comissões instaladas. A participação dos usuários também foi defendida pelo coordenador do Fórum Nacional dos Procons, Archimedes Pedreira Franco. O representante do Ipea José Alex Sant’Anna acredita que um bom planejamento do sistema, voltado para o usuário, seja necessário. O pesquisador defendeu, no caso dos transportes coletivos, o estabelecimento de uma tarifa calculada pelo efetivo uso, isto é, definida conforme a distância percorrida pelo passageiro. 3. Grupo de Trabalho sobre Proibição de Publicidade para Crianças Coordenado pela deputada Maria do Carmo Lara, esse grupo de trabalho foi formado objetivando reunir segmentos da sociedade interessados em discutir o Projeto de Lei 5.921/2001, do deputado Luiz Carlos Hauly, que proíbe a publicidade de produtos infantis. Foram as seguintes atividades desenvolvidas por este grupo: 17-5-05 – Reunião para discussão do roteiro de trabalho; Participantes: Adolfo A. Fernandes – ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão); Fabio R. Torres – IBCPS; FERNANDO SILVA – CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente); Gabriel R. Fialho – Plenarinho/Câmara dos Deputados; Cristiana Freitas – ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais); Jorge Bruno Souza – PFDC/MPF (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão/Ministério Público Federal); Marta P. Silva – ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura); Ruli Peluti Alencar – Instituto Episteme/ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância ); Augustino Veit – Comissão de Direitos Humanos/Câmara dos Deputados; Liian de Cássia A. Santos – Comissão de Defesa do Consumidor/Câmara dos Deputados Definiu-se que ainda em junho do ano corrente seria realizada Audiência Pública para debater o tema em questão e que no 2º semestre seria apresentado aos membros da CDC o parecer para deliberação. A Audiência Pública ocorreu no dia 7-6-05. 17-11-05 – Reunião Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Participantes: Deputada Maria do Carmo Lara; Edgar Rebouças – pesquisador da CAPES e Professor da Universidade Federal de Pernambuco; Guilherme Canelas – Agência Nacional de Direitos da Infância – ANDI; Augustino Veit – Funcionário da Comissão de Direitos Humanos Conclusões: Apresentar substitutivo que trate da regulamentação ao invés da proibição da publicidade infantil; Tratar a regulamentação de forma mais ampla, mostrando que os interesses públicos é que tem de ser levados em conta; É necessário acrescentar quem será o responsável pela fiscalização e quais serão as penalidades, daso a hipótese seja migrar da proibição para a regulamentação Enfrentar as forças existentes no Congresso Nacional, que estão vinculadas ao setor de publicidade; Somar importantes setores de defesa dos direitos da criança e do adolescente, que tenham visibilidade na Casa: Fundação ABRINQ, INSTITUTO AIRTON SENNA, UNICEF, MULTI RIO, SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA; Conforme Convenção da ONU para Crianças e Adolescentes, da qual o Brasil é signatário “Todas as políticas públicas devem ser feitas no melhor interesse da criança. Esta seria uma justificativa legal e de convencimento dos parlamentares; O Código de Regulamentação do CONAR nortearia essa regulamentação. Entretanto o Código do CONAR tem na parte que se refere a crianças e adolescentes uma escrita que na prática não se concretiza por não haver penalidades pelo descumprimento desse Código. Proibição da exibição dos trailers dos filmes não infantis na programação infantil; Proibição da exibição de publicidade que prejudicam a formação de crianças e adolescentes; Proibição da associação do brinquedo à marca de ídolo ou apresentador de programa infantil; Proibição do merchandising dentro dos programas e não só nos intervalos comerciais; Proibição da vinculação da publicidade de brinquedos a venda de fastfood; Produção de material educativo para estimular as crianças a uma leitura crítica; Criação de uma Comissão Especial caso o projeto volte-se para a Regulamentação Educacional, visto que indica alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no Estatuto da Criança e do Quinta-feira 5 45845 Adolescente (ECA) e no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Sugestão: Realização de mais audiências públicas. IX – OUTROS REQUERIMENTOS APROVADOS REQ-362/2005 – RICARDO IZAR – Na qualidade de Relator do Projeto de Lei 7.137, de 2002, que altera a Lei nº 8.245, de 1991, requeiro a Vossa Excelência, ouvido o Plenário desta Comissão, nos termos do caput do art. 17 e do art. 107, inciso II, letra c, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que seja encaminhado Requerimento ao Senhor Presidente da Câmara dos Deputados no sentido de que, anteriormente à manifestação deste órgão técnico, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio se manifeste, nos termos do art. 139, inciso II, letra c, sobre o referido Projeto. Aprovado em 06/04/05. REQ-366/2005 – SIMPLÍCIO MÁRIO – Requer a distribuição do Projeto de Lei nº 2387/03 à Comissão de Defesa do Consumidor para que opine sobre o mérito da matéria. Aprovado em 04/05/05. REQ-369/2005 – SELMA SCHONS – Requer a criação de Subcomissão Especial, no âmbito da Comissão de Defesa do Consumidor, para tratar do segmento de reforma de pneus. Aprovado em 18/05/05. REQ-371/2005 – LUIZ ANTONIO FLEURY – Solicita autorização da Comissão de Defesa do Consumidor, para remanejamento de valores da Lei Orçamentária de 2005, oriundos de emenda da Comissão ao PL. 51/2004 – CN – Lei Orçamentária Anual, por solicitação do Conselho da Justiça Federal. Aprovado em 18/05/05 REQ-376/2005 – LUIZ ANTONIO FLEURY – Requer informações ao Sr. Ministro das Cidades sobre os Organismos de Certificação de Produto. Aprovado em 01/06/05. REQ-379/2005 – CELSO RUSSOMANNO – Requer encaminhamento de representação à Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça. Aprovado em 22/06/05. REQ-381/2005 – LUIZ ANTONIO FLEURY – Solicita seja encaminhado requerimento de informação ao Ministro da Fazenda para obtenção de esclarecimentos sobre a administração dos recursos referentes ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações – FISTEL. Aprovado em 22/06/05. REQ-382/2005 – LUIZ ANTONIO FLEURY – Solicita seja encaminhado ofício ao Ministério das Comunicações sobre aplicação dos recursos destinados à Anatel. Aprovado em 22/06/05 REQ-393/2005 – LUIZ ANTONIO FLEURY – Solicita seja convidado o Ministro das Comunicações para 45846 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS prestar esclarecimentos sobre aspectos relacionados à renovação dos contratos das telefonias fixa e móvel. Aprovado em 09/11/05. REQ-377/2005 – CELSO RUSSOMANNO – Requer audiência pública para debater a excessiva demora para atendimento do consumidor, nas agências bancárias. Rejeitado em 08/06/05. REQ-365/2005 – CELSO RUSSOMANNO – Requer Audiência Pública para prestar esclarecimentos sobre indícios de prática de recusa concertada de venda de cimento a concreteiras. Retirado em 01-06-05. X – RELATORIAS E DESIGNAÇÕES Relator: Alex Canziani PL 435/2003 – PAES LANDIM – acrescenta os parágrafos 5º ao 8º ao art. 54 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Data de designação: 12-5-2005 Relator: Almeida de Jesus PL 1.464/2003 – POMPEO DE MATTOS – veda a cobrança de taxas de consumo de água em residências desocupadas. Data de designação: 18-8-2005 PL 4.114/2004 – CARLOS NADER – “dispõe sobre a instalação de hidrômetros individuais em unidades de condomínio e dá outras providências.”Data de designação: 20-7-2005. PL 3.029/1992 – VLADIMIR PALMEIRA – altera o artigo 6º da lei nº 8.078 , de 11 de setembro de 1990 , que “ dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências “ Data de designação: 16/3/2005 Relatora: Ana Guerra PL 6.003/2005 – FERNANDO CORUJA – proíbe a cobrança de estacionamento pelas instituições de ensino fundamental, médio e superior. Data de designação: 10-11-2005 PL 5.638/2005 – ALBERTO FRAGA – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Data de designação: 18-8-2005 PL 4.906/2005 – JEFFERSON CAMPOS – obriga os fornecedores de produtos acondicionados em embalagens não-biodegradáveis a informarem a natureza das mesmas. Data de designação: 7-4-2005 PL 3.613/2000 – RICARDO IZAR – dispõe sobre a venda fracionada de medicamentos nas farmácias. Data de designação: 11-10-2005 PL 1.536/1991 – MURILO PINHEIRO – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Data de designação: 16-3-2005 PL 6.329/2002 – ROSE DE FREITAS – proíbe a utilização de substâncias anabolizantes hormonais ou assemelhadas, naturais ou sintéticas, na produção de aves e ovos destinados ao consumo humano. Data de designação: 7-4-2005 Outubro de 2006 PL 4.905/2005 – SEVERIANO ALVES – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – código de proteção e defesa do consumidor. Data de designação: 20-7-2005 Relator: Carlos Sampaio PL 5.909/2001 – SENADO FEDERAL – acrescenta parágrafo ao art. 11 da lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que “dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticas e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências”, para determinar que medicamentos em determinadas apresentações sejam vendidos à granel, na quantidade indicada na prescrição. Data de designação: 12-5-2005 PL 1.391/1991- HUGO BIEHL – acrescenta parágrafo único ao artigo 31 da lei nº 8.078 , de 11 de setembro de 1990 – código de defesa do consumidor Data de designação: 18-3-2005 PL 7.140/2002 – LINCOLN PORTELA – altera o código de defesa do consumidor de forma a garantir o acesso gratuito dos consumidores aos serviços de atendimento. Data de designação: 7-4-2005 Relator: Celso Russomanno PL 4.866/2005 – CARLOS NADER – “Obriga que a SERASA, o SPC e quaisquer outros órgãos de cadastros negativos sejam obrigados a comunicar ao consumidor, por carta registrada na modalidade de aviso de recebimento (AR), quando da negativação de seu nome.”Data de designação: 15/3/2005 PL 4.184/2001 – FERNANDO CORUJA – dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão dos números de telefone do procon e da anatel nas contas de telefonia fixa e móvel. Data de designação: 7/4/2005. PL 4.373/2001 – FÉLIX MENDONÇA – faculta aos consumidores ou usuários de serviços públicos instalarem medidores para aferir o quantitativo gasto na utilização dos referidos serviços. Data de designação: 16-3-2005 PL 5.060/2005 – ELISEU PADILHA – Dispõe sobre o prazo para a retirada, pelo proprietário, de equipamento eletrônico entregue aos prestadores de serviços de assistência técnica. Data de designação: 26-04-2005 Relator: Chico Sardelli PL 5.478/2005 – RUBINELLI – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor, instituindo a figura do fornecedor hipossuficiente e o fundo nacional de assistência ao fornecedor hipossuficiente – fnafh, e dá outras providências. Data de designação: 20-7-2005 PL 5.372/2005 – IVO JOSÉ – dispõe sobre os direitos do consumidor em caso de oferta, venda ou Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS atendimento por telefone, determinando que sejam gravadas as conversas para servirem de prova, entre outras providências. Data de designação: 20-7-2005 Relator: Eduardo Seabra PL 19/1999 – PAULO ROCHA – altera a lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que dispõe sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e creditícias, cria o conselho monetário nacional e dá outras providências. Data de designação: 16-3-2005 PL 4.374/2004 – RICARDO BARROS – altera a lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, dispondo sobre alimentos dietéticos. Data de designação: 7/4/2005 PL 5.509/2005 – HENRIQUE AFONSO – acrescenta o inciso xiii ao art. 3º da lei no 9.472, de 16 de julho de 1997. Data de designação: 20-7-2005 Relator: Fernando de Fabinho PL 2.757/2003 – MILTON MONTI – institui normas para cobrança de débitos de qualquer natureza e dá outras providências. Data de designação: 7/4/2005 PL 2.133/2003 – JOÃO PAULO GOMES DA SILVA – acrescenta artigo à lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que institui o código de defesa do consumidor. Data de designação: 16-3-2005 PFC 101/2005 – CELSO RUSSOMANNO – propõe que a comissão de defesa do consumidor realize ato de fiscalização e controle para verificar a regularidade dos processos de fusão das operadoras de tv paga sky e directv e da compra de parte da net pela telefônica mexicana telmex. Data de designação: 10-11-2005 Relator: Givaldo Carimbão PL 4.824/2005 – CARLOS NADER – Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de postos de atendimento a consumidores e dá outras providências. Data de designação: 09-3-2005 PL 3.274/1992 – ORLANDO PACHECO – revigora o parágrafo 2º do artigo 55 da lei nº 8.078 , de 11 de setembro de 1990 – código de proteção e defesa do consumidor. Data de designação: 16-3-2005 PL 5.595/2005 – HÉLIO ESTEVES – Modifica a Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, determinando que os prestadores de serviços de telecomunicações destinados ao público em geral coloquem postos de atendimento à disposição dos usuários. Data de designação: 16-3-2005 PL 5.525/2005 – VANESSA GRAZZIOTIN – Obriga as empresas prestadoras de serviços manterem postos de atendimento aos consumidores e dá outras providências. Data de designação: 21-07-2005. PL 5.648/2005 – LUIZ BITTENCOURT – Obriga as prestadoras do serviço telefônico fixo comutado a manterem postos de atendimento presencial. Data de designação: 21-07-2005 Quinta-feira 5 45847 PL 5.696/2005 – EDSON DUARTE – Dispõe sobre a obrigatoriedade das prestadoras de serviços de telecomunicações de instalar escritórios regionais de atendimento ao público em todas as cidades com mais de 150.000 habitantes. Data de designação: 12-08-2005 PL 5.881/2005 – CARLOS NADER – Dispõe sobre a instalação de postos de atendimento a consumidores e dá outras providências. Data de designação: 28-09-2005. Relator: João Paulo Gomes da Silva PFC 15/1999 – LUIZ BITTENCOURT – propõe que a comissão de defesa do consumidor, meio ambiente e minorias fiscalize a secretaria de acompanhamento econômico do ministério da fazenda em sua atuação de controle do aumento dos preços dos remédios após a desvalorização cambial ocorrida em janeiro passado. Data de designação: 11-10-2005. PL 4.476/2004 – SANDES JÚNIOR – dispõe sobre a destinação de espaços para a instalação de órgãos integrantes do sistema nacional de defesa do consumidor em “shopping center” e em locais destinados a feiras e a exposições comerciais e industriais. Data de designação: 11-10-2005. Relator: Jonival Lucas Junior PL 3.454/2004 – RUBINELLI – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, no que especifica, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. PL 4.302/2004 – DIMAS RAMALHO – cria o sistema nacional de controle de acidentes de consumo – sinac. Data de designação: 16-3-2005 Relator: José Carlos Araújo PL 5.402/2005 – EDUARDO PAES – acrescenta o §2º, ao art. 36 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, e dá outras providências. Data de designação: 20-7-2005. PL 5.729/2005 – REGINALDO GERMANO – dispõe sobre critérios para a venda de chips para celulares gsm. Data de designação: 11-10-2005. PL 4.547/2004 – MARIA HELENA – dispõe sobre a aplicação de tarifas uniformes nos serviços de telecomunicações. Data de designação: 7-4-2005. PL 1.598/2003 – ANDRÉ LUIZ – dispõe sobre a proteção dos direitos dos consumidores de combustíveis e dá outras providências. Data de designação: 16-3-2005. PL 34/2003 – BISMARCK MAIA – altera a lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, vedando a cobrança de taxa de religação nos serviços públicos de água e esgoto. Data de designação: 7-4-2005. Relator: Júlio Delgado 45848 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PL 66/2003 – SÉRGIO MIRANDA – acrescenta o parágrafo único ao art. 3º da lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997. Data de designação: 10-11-2005. PLP 202/2004 – RONALDO VASCONCELLOS – acrescenta dispositivo à lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, para estabelecer a adoção de condutas para abertura e manutenção de contas de depósito, e na contratação de operações e prestação de serviços pelas instituições financeiras. Data de designação: 12-5-2005. PL 1.564/2003 – ANGELA GUADAGNIN – altera a lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999, dispondo sobre a prescrição de medicamentos pela denominação genérica nos serviços de saúde não financiados pelo sistema único de saúde e sobre as penalidades aos infratores. Data de designação: 12-5-2005. PL 5.033/2005 – CARLOS NADER – “dispõe sobre a impressão de aviso nas embalagens de alimentos, remédios e bebidas energéticas que contenham álcool em sua composição e dá outras providências.” Data de designação: 12-5-2005. Relator: Julio Lopes PFC 47/2004 – PAULO LIMA – propõe que a comissão de defesa do consumidor fiscalize órgão do poder executivo quanto à prática ilegal da adulteração de combustíveis. Data de designação: 16-3-2005. PL 3.880/2004 – CELSO RUSSOMANNO – dispõe sobre a exposição do código de defesa do consumidor nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Data de designação: 20-7-2005. Relator: Kátia Abreu PL 4.066/2004 – CARLOS NADER – “dispõe sobre a obrigatoriedade de afixação, pelas farmácias e drogarias, de lista com relação dos medicamentos genéricos.” Data de designação: 16-3-2005. Relator: Leandro Vilela PL 5.976/2005 – ANDRÉ FIGUEIREDO – altera o art. 2º da lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, que “dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá providências”, visando ampliar o elenco de informações a serem divulgadas no período de matrículas. Data de designação: 10-11-2005. PL 5.998/2005 – CÉSAR MEDEIROS – altera dispositivos da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Data de designação: 10-11-2005 Relator: Luiz Antonio Fleury PL 5.367/2005 – CELSO RUSSOMANNO – dispõe sobre requisitos e condições para realização de concursos ou promoções com finalidade social realizados por quaisquer meios de comunicação. Data de designação: 20-7-2005. Outubro de 2006 PL 4.890/2005 – CARLOS MOTA – dispõe sobre o controle metrológico ao qual estão submetidos todos instrumentos, equipamentos e sistemas, utilizados pelas empresas prestadoras de serviço pertencentes ao sistema nacional de telefonia, abrangendo toda a técnica de transmissão na prestação de serviço junto ao consumidor, incluindo as áreas de telefonia fixa (comercial, residencial e público), e móvel (celular), e que sejam empregados como aplicativo de transação comercial junto à sociedade. Data de designação: 7-4-2005. Relator: Luiz Bassuma PL 2.789/2003 – ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO – dispõe sobre a vedação da concessão de patrocínio a eventos que impliquem em atos de abuso, maustratos, ferimento, mutilação ou sacrifício, bem como qualquer outro tipo de sofrimento a animais. Data de designação: 7-4-2005. PL 4.609/2004 – MARCOS DE JESUS – dispõe sobre a destinação de multas e indenizações por lesão a direitos do consumidor, arrecadadas pela união, institui mecanismos de incentivo à conduta cidadã dos fornecedores de bens e serviços, e dá outras providências. Data de designação: 11-10-2005. PL 3.231/2004 – LUIS CARLOS HEINZE – dispõe sobre direitos de propriedade intelectual e direitos do consumidor relativos a programas de computador, e disciplina sua comercialização. Data de designação: 16-3-2005. PL 2.350/2003 – MARCELO GUIMARÃES FILHO – dispõe sobre a presunção de inexistência de débitos anteriores com o pagamento da última conta de luz, água e telefone e dá outras providências. Data de designação: 20-7-2005. PL 6.071/2005 – CELSO RUSSOMANNO – acrescenta dispositivo à lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Data de designação: 10-11-2005. PL 4.701/2004 – SENADO FEDERAL – dispõe sobre a emissão de declaração de quitação anual das faturas pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos. Data de designação: 16-3-2005. Relator: Luiz Bittencourt PL 4.989/2005 – CELSO RUSSOMANNO – dispõe sobre a equiparação, a consumidor, na forma da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, do usuário de serviço ou produto de instituição autorizada a funcionar ou fiscalizada pelo banco central. Data de designação: 12-5-2005. PL 5.765/2005 – CELSO RUSSOMANNO – altera o art. 42 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Data de designação: 11-10-2005. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PL 5.173/2005 – CELSO RUSSOMANNO – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – código de defesa e proteção do consumidor. Data de designação: 20-7-2005. Relator: Marcelo Guimarães Filho PL 2.835/1997 – ARLINDO CHINAGLIA – dispõe sobre o valor total anual das mensalidades escolares e dá outras providências. Data de designação: 11/10/2005. PL 4.565/2004 – CARLOS NADER – “dispõe sobre o prazo de postagem dos boletos bancários, documentos de cobrança ou similares por parte das empresas dos setores públicos e privados para clientes e dá outra providências.” Data de designação: 16-3-2005. PL 1.470/2003 – LUIZ BITTENCOURT – dispõe sobre aumento de pena para estabelecimento que venderem produtos com prazos de validade vencidos. Data de designação: 7-4-2005. PL 5.150/2005 – IVO JOSÉ – Proíbe a suspensão do fornecimento de energia elétrica para consumidores residenciais, não residenciais prestadores de serviço público essencial e instituições sem fins lucrativos por falta de pagamento antes de cento e vinte dias de atraso da fatura mais antiga, e veda a cobrança de taxas de religação. Data de designação: 18-05-2005. PL 5.151/2005 – IVO JOSÉ – Proíbe a suspensão do fornecimento de água para consumidores residenciais, não residenciais prestadores de serviço público essencial e instituições sem fins lucrativos por falta de pagamento antes de cento e vinte e um dias do vencimento da conta mais antiga, e veda a cobrança de taxas de religação. Data de designação: 18-05-2005. PL 5.604/2005 – SENADO FEDERAL – altera a lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995 (lei de concessão e permissão da prestação de serviços públicos) e a lei nº 9.472, de 16 de julho 1997 (lei geral das telecomunicações), para impedir que concessionárias e permissionárias de serviço público interrompam a prestação de bens ou serviços sem prévio aviso ao consumidor, disciplina a cobrança de diferenças relativas a débitos anteriores, e dá outras providências. Data de designação: 18-8-2005. PL 58/2003 – WILSON SANTOS – acrescenta parágrafo único ao art. 67 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Data de designação: 11-10-2005. PL 5.326/2005 – FERNANDO DE FABINHO – Acrescenta dispositivos à Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e à Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, para dispor sobre aviso prévio na interrupção de serviços públicos prestados sob concessão ou permissão e sobre a cobrança de diferenças relativas a faturas já quitadas desses serviços. Data de designação: 11-10-2005. Quinta-feira 5 45849 PL 5921/2005 – CARLOS NADER – “Veda às concessionárias prestadoras de serviços de telefonia fixa ou móvel a cobrança, na conta mensal, de diferenças referentes a faturas já quitadas.” Data de designação: 13-10-2005. PL 5989/2005 – PASTOR REINALDO – Acresce parágrafo ao Art. 6º da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, para restringir a interrupção de água e energia elétrica no caso de inadimplência do usuário.Data de designação: 20-10-2005. Relator: Márcio Fortes PL 5.517/2005 – MARCELO GUIMARÃES FILHO – altera a lei nº 7.357, de 02 de setembro de 1985, vedando a inserção de data de abertura de conta nos talonários de cheque expedidos pelas instituições bancárias ou financeiras. Data de designação: 20-7-2005. PL 5.487/2005 – CLÓVIS FECURY – determina aos estabelecimentos de saúde privados a colocação de placas informativas sobre os planos de saúde conveniados. Data de designação: 18-8-2005. PL 573/1995 – JÚLIO REDECKER – dispõe sobre o certificado de garantia de quilometragem rodada de pneus novos para carros de passeio e dá outras providências. Data de designação: 18-8-2005. PL 3.479/2004 – LEONARDO MATTOS – dispõe sobre a obrigatoriedade de informação nas embalagens e rótulos de alimentos que contenham produtos ou substâncias de origem animal ou seus derivados em sua composição. Data de designação: 11-10-2005. Relator: Marcos de Jesus PDC 2.308/2002 – COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACION – aprova o texto da convenção para a unificação de certas regras relativas ao transporte aéreo internacional, levado a cabo na sede da organização da aviação civil internacional, oaci, e concluído em montreal, em 28 de maio de 1999. Data de designação: 16-3-2005 PL 4.801/2005 – CARLOS RODRIGUES – determina que todo produto congelado, venha com a descrição do peso e seu valor registrado na embalagem, no ato do congelamento, assim que sai da fábrica. Data de designação: 16-3-2005. Relator: Max Rosenmann PL 5.846/2005 – CELSO RUSSOMANNO – revoga a lei nº 10.962, de 11 de outubro de 2004. Data de designação: 11-10-2005. PL 4.678/2004 – CELSO RUSSOMANNO – altera o art. 51 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – código de defesa do consumidor, e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. PL 404/1999 – JOSÉ PIMENTEL – torna obrigatória a instalação de porta de segurança nas agên- 45850 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cias bancárias e dá outras providências. Designação: 7-4-2005. PL 5.121/2005 – ENIO BACCI – altera o inciso iii do artigo 6º, da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 – código de defesa do consumidor, e dá outras providências. Data de designação: 20-7-2005. PL 5.870/2005 – PODER EXECUTIVO – Disciplina os bancos de dados de proteção ao crédito e de relações comerciais, bem como sua relação com os cadastrados, fontes de informações e consulentes. Data de designação: 28-09-2005. PL 5.958/2005 – MAURO BENEVIDES – Disciplina a atuação dos bancos de dados de proteção ao crédito e de relações comerciais, bem como sua relação com os cadastrados, fontes de informações e consulentes, e dá outras providências. Data de designação: 13-10-2005. Relator: Natan Donadon PL 2.789/2003 – ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO – dispõe sobre a vedação da concessão de patrocínio a eventos que impliquem em atos de abuso, maustratos, ferimento, mutilação ou sacrifício, bem como qualquer outro tipo de sofrimento a animais. Data de designação: 16-3-2005. PL 4.864/2005 – CARLOS NADER – “obriga os supermercados a divulgarem em destaque a data de vencimento da validade dos produtos incluídos em todas as promoções especiais lançadas por estes estabelecimentos.” Data de designação: 16-3-2005. Relator: Neuton Lima PL 46/2003 – ENIO BACCI – altera o decreto – lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, fixando prazo máximo para pagamento de indenização de sinistros por parte das sociedades seguradoras e estabelecendo a multa aplicável no caso de seu descumprimento e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. PL 2.387/2003 – CORONEL ALVES – altera o art. 3º da lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, que “dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações”, e dá outras providências.Data de designação: 18-8-2005. PL 1.765/2003 – MANINHA – estabelece normas para recolhimento e reembolso de embalagens e dá outras providências. Data de designação: 11/10/2005. PL 4.867/2005 – CARLOS NADER – “dispõe sobre a obrigatoriedade dos órgãos de defesa do consumidor dar publicidade, anualmente, ao cadastro dos fornecedores e prestadores de serviços cujas atuações sejam, comprovadamente, lesivas aos consumidores.”Data de designação: 7-4-2005. Relator: Paulo Lima Outubro de 2006 PL 473/2003 – LUIZ ALBERTO – dispõe sobre serviços cadastrais de consumidores. Data de designação: 16/3/2005. Relator: Pedro Canedo PL 846/2003 – FEU ROSA – dispõe sobre a obrigatoriedade de advertência sobre a presença de substâncias potencialmente cancerígenas nos rótulos de produtos para consumo humano ou animal. Data de designação: 18/8/2005. Relator: Pedro Corrêa PL 4.864/2005 – CARLOS NADER – “obriga os supermercados a divulgarem em destaque a data de vencimento da validade dos produtos incluídos em todas as promoções especiais lançadas por estes estabelecimentos.” Data de designação: 7/4/2005. PL 5.809/2001 – WANDERVAL SANTOS – dispõe sobre disponibilização de informações aos clientes pelas instituições financeiras. Data de designação: 7/4/2005. Relator: Renato Cozzolino PL 5.394/2005 – ALMIR MOURA – Dispõe sobre a obrigatoriedade de comunicação prévia de aumento de tarifa dos serviços prestados por permissionárias e concessionárias de serviços públicos de competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e dá outras providências. Data de designação: 22/06/2005 Relator: Ricardo Izar PL 665/2003 – ROGÉRIO SILVA – altera a lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, que “dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação de serviços públicos previstos no art. 175 da constituição federal, e dá outras providencias”, prevendo o ressarcimento dos usuários que realizarem investimentos visando a expansão da rede de serviços públicos, na forma que determina. Data de designação: 7/4/2005. Relator: Robério Nunes PL 5.025/2005 – CABO JÚLIO – dispõe sobre a informação ao consumidor do direito de, ao saldar antecipadamente seus débitos, obter redução de juros e outros encargos. Data de designação: 12/5/2005. PL 5.581/2005 – JOSÉ DIVINO – obriga as concessionárias e permissionárias de serviços públicos a autorizar que os consumidores de seus serviços efetuem o pagamento das respectivas faturas mediante financiamento de no mínimo 90% (noventa por cento) do total faturado, mediante pagamento mínimo previsto no instrumento de quitação da obrigação alcançada. Data de designação: 18/8/2005. PL 5.891/2005 – FERNANDO DE FABINHO – altera a lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, obrigando as prestadoras de serviço móvel pessoal a prestar Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS informações ao assinante sobre a utilização dos créditos de cartão telefônico e os preços da modalidade pré-paga. Data de designação: 10-11-200 PL 4.964/2005 – MARCOS ABRAMO – dispõe sobre informações a serem prestadas pelos estabelecimentos comerciais aos consumidores. Data : 12-5-2005. Relator: Rubinelli PL 573/1995 – JÚLIO REDECKER – dispõe sobre o certificado de garantia de quilometragem rodada de pneus novos para carros de passeio e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. PL 1.464/2003 – POMPEO DE MATTOS – veda a cobrança de taxas de consumo de água em residências desocupadas. Data de designação: 7-4-2005. Relator: Sandro Matos PL 4.757/1994 – VALDEMAR COSTA NETO – determina que os produtos alimentícios industrializados ou ensacados, destinados ao consumo humano ou animal, deverão trazer na embalagem o índice de impureza permitido por determinação legal e a estimativa do índice de impureza contido. Data de designação: 7-4-2005. PFC 48/2004 – PAULO LIMA – propõe que a comissão de defesa do consumidor realize fiscalização, junto à agencia nacional de vigilância sanitária – anvisa, quanto a procedimento de reaproveitamento de materiais hospitalares de uso único – descartáveis. Data de designação: 7-4-2005. Relatora: Selma Schons PL 3.288/2004 – JOSÉ CARLOS ARAÚJO – altera o inciso vi, do art. 3º, da lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações, a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais, nos termos da emenda constitucional nº 8, de 1995. Data de designação: 7-4-2005. PL 5.223/2005 – JORGE GOMES – Dispõe sobre a obrigatoriedade do serviço de identificação de chamadas no fornecimento de linhas telefônicas ao público.Data de designação: 01-06-2005. PL 3.942/2004 – MEDEIROS – altera a lei n° 6.360, 23 de setembro de 1976, para obrigar a aposição de selo de qualidade nos rótulos de perfume. Data de designação: 11-10- 2005. PL 1.775/1991 – ZAIRE REZENDE – altera a lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre defesa do consumidor. Data de designação: 7-4-2005. Relator: Simplício Mário PL 2.051/2003 – JOSÉ CHAVES – dispõe sobre direitos e proteção do consumidor dosserviços de telecomunicações e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. Quinta-feira 5 45851 PL 2.888/2004 – LOBBE NETO – dispõe sobre a obrigatoriedade de o fornecedor de gás para cozinha disponibilizar balança aferida pelo inmetro para verificação do peso do produto pelo consumidor final. Data de designação: 16-3-2005. Relator: Wladimir Costa PL 4.794/2005 – VIEIRA REIS – Dispõe sobre a divulgação, pelas empresas prestadoras de serviços de telefonia, de fornecimento e água, gás e energia elétrica, da tabela de suas tarifas.Data de designação: 09-03-2005. PL 4.067/2004 – CARLOS NADER – “dispõe sobre procedimentos a serem adotados pelos fornecedores de produtos ou serviços considerados nocivos à saúde da população e dá outras providências.” Data de designação: 16-3-2005. PL 5.493/2005 – RUBINELLI – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, no que especifica, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.Data de designação: 04-07-2005. Relatora: Yeda Crusius PL 3.173/2004 – CHICO ALENCAR – acrescenta o art. 7º-b à lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, dispondo sobre a expedição de certidão de adimplência pelas empresas concessionárias de serviços públicos, e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. PL 673/1999 – RICARDO BERZOINI – define a responsabilidade civil das instituições financeiras e empresas de crédito nos casos de assalto e dá outras providências. Data de designação: 7-4-2005. Relatora: Zelinda Novaes PL 2.444/1996 – REGIS DE OLIVEIRA – altera a redação do “caput” e do parágrafo 2º do artigo 12 da lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que “dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências”. Data de designação: 7-4-2005. XI – CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS São vários os meios de comunicação utilizados pelos cidadãos para se comunicarem com a Comissão de Defesa do Consumidor: cartas, fax, e-mails e 0800. Esse elo com cidadãos e organizações da sociedade civil tem funcionado como um termômetro do que acontece no país e muitas vezes baliza e enriquece os trabalhos deste colegiado. Neste ano de 2005, as correspondências influenciaram fortemente a temática desenvolvida nas audiências públicas, que tiveram como principal foco os problemas relativos a telefonia. Recorde aqui e em todos os Procons brasileiros. Trouxemos para tais 45852 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS reuniões as próprias correspondências dos cidadãos para a resposta pelos Presidentes das Empresas de Telefonia. O resultado não poderia ter sido melhor, já que tanto algumas empresas como a própria ANATEL adotaram de imediato sugestões propostas como a obrigatoriedade do número de atendimento das empresas na conta telefônica. O Novo Regulamento de Telefonia Fixa, assinado entre empresas e governo absorveu muitas das sugestões aqui propostas como: detalhamento gratuito da fatura, devolução em dobro dos valores pagos indevidamente, direito do assinante a não pagar tarifa de assinatura durante suspensão total do serviço de telefonia a pedido, entre 60 e 120 dias, dentre outros. Tal resultado nos mostra o acerto que representa esse contato direto com a população, gerando transformações positivas à sociedade e ao parlamento. Além do mais, significa uma vitória dos cidadãos que nos escreveram e acreditaram que essas mudanças seriam possíveis. RECLAMAÇÕES RECEBIDAS EM 2005 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 17ª Reunião Ordinária Realizada em 31 De Maio de 2006. Às dez horas e trinta e cinco minutos do dia trinta e um de maio de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário DEPUTADO FLORESTAN FERNANDES – 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Neyde Aparecida – Presidente; Fátima Be- Outubro de 2006 zerra e César Bandeira – Vice-Presidentes; Antônio Carlos Biffi, Ariosto Holanda, Carlos Abicalil, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Costa Ferreira, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Paulo Delgado, Paulo Rubem Santiago, Professor Luizinho, Professora Raquel Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo e Severiano Alves – Titulares; Assis Miguel do Couto, Átila Lira, Carlos Nader, Dr. Heleno, Gilmar Machado, Henrique Afonso, Itamar Serpa, Joel de Hollanda , Jonival Lucas Junior, José Linhares, Milton Monti, Nazareno Fonteles, Neuton Lima e Rafael Guerra – Suplentes. Compareceu também o Deputado Humberto Michiles, como nãomembro. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Armando Abílio, Bonifácio de Andrada, Colombo, Dr. Pinotti, João Matos, Maurício Quintella Lessa, Nice Lobão, Nilson Pinto e Osvaldo Biolchi. ABERTURA: Havendo número regimental, a senhora Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação a Ata da 15ª reunião, realizada no dia 24 de maio de 2006. Após, a Presidente indagou aos presentes sobre a necessidade de leitura da ata. A Deputada Iara Bernardi solicitou a dispensa de leitura. Não havendo quem quisesse discuti-la, em votação, foi aprovada por unanimidade. EXPEDIENTE: A Presidente anunciou o recebimento de: 1. Ofício Circular nº 005, de 08 de maio de 2006, da Coordenação-Geral de Promoção do Patrimônio Cultural, sobre o lançamento da 19ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, instituído em 1987 em reconhecimento a ações de proteção e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A Presidente esclareceu que os interessados podem se inscrever até o dia 16 de junho de 2006, nas Superintendências Regionais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 261/06 – das Sras. Fátima Bezerra e Iara Bernardi – que “solicita realização de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura para debater a Educação Profissional no Brasil, seus avanços e perspectivas”. A Deputada Iara Bernardi fez a defesa do requerimento e solicitou que os parlamentares sugerissem nomes, além daqueles citados no requerimento, para participar deste evento. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o requerimento com a sugestão da Deputada Iara Bernardi. 2 – REQUERIMENTO Nº 262/06 – do Sr. Chico Alencar – que “solicita o apoio da Comissão de Educação e Cultura ao Festival Internacional de Inverno de Brasília, promovido pelo Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB), no período de 11 a 23 de julho”. O Deputado Chico Alencar fez a defesa do requerimento. Não havendo quem quisesse discu- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o requerimento. 3 – REQUERIMENTO Nº 263/06 – do Srs. João Matos e Gastão Vieira – que “requer a extinção da Subcomissão Especial para tratar da Qualidade da Educação”. O Deputado Gastão Vieira fez a defesa do requerimento. Discutiu a matéria o Deputado Chico Alencar. Em votação, foi aprovado o requerimento por unanimidade. 4 – REQUERIMENTO Nº 264/06 – do Srs. João Matos e Gastão Vieira- que “requer a extinção da Subcomissão Especial de Valorização do Magistério”. O Deputado Gastão Vieira fez a defesa do requerimento. Discutiu a matéria o Deputado Chico Alencar. Em votação, foi aprovado o requerimento por unanimidade. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE 5 – PROJETO DE LEI Nº 5.847/05 – do Senado Federal – Aelton Freitas – (PLS 153/2005) – que “denomina “Aeroporto de Uberaba – MG- Mário de Almeida Franco”, o aeroporto da cidade de Uberaba, no Estado de Minas Gerais”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela aprovação. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do voto do relator. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 6 – PROJETO DE LEI Nº 6.104/05 – do Senado Federal – Marcelo Crivella – (PLS 56/2005) – que “dispõe sobre a criação do Dia de Celebração da Amizade Brasil-Israel e dá outras providências”. Relator: Deputado Ariosto Holanda. Parecer: pela aprovação. O Deputado Lobbe Neto. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 7 – PROJETO DE LEI Nº 6.708/06 – do Senado Federal – (PLS 352/2005) – que “institui o Dia Nacional de Prevenção da Catapora” Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação. O Deputado Lobbe Neto. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nos termos do artigo 117, caput, do Regimento Interno, o Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento para retirada de pauta do PL nº 5.212/05, de sua autoria. Em votação, o requerimento foi aprovado. 8 – PROJETO DE LEI Nº 5.212/05 – do Sr. Lobbe Neto – que “altera a Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Antônio Carlos Biffi, em 26/04/2006. Retirado de pauta pelo autor. 9 – PROJETO DE LEI Nº 4.019/04 – do Senado Federal – José Jorge – (PLS 358/2003) – que “altera o § 4º do art. 87 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), acerca do nível de formação dos professores da educação básica”. (Apensados: PL 1918/2003 (Apensados: PL 1932/2003 e PL 4058/2004) e PL Quinta-feira 5 45853 5303/2005) Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela aprovação deste, do PL 5303/2005, do PL 4058/2004, e do PL 1918/2003, apensados, com substitutivo, e pela rejeição da Emenda 1/2003 ao PL 1918/2003 da CEC, e do PL 1932/2003, apensado. Vista conjunta aos Deputados Bonifácio de Andrada e Chico Alencar, em 17/05/2006. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do voto. Discutiu a matéria o Deputado Costa Ferreira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. ORDINÁRIA 10 – PROJETO DE LEI Nº 4.750/05 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a criação de programa de atividades desportivas no âmbito dos estabelecimentos de ensino, no período de férias escolares.” Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela aprovação. O Deputado Lobbe Neto procedeu à leitura do voto do relator. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Neste momento, a Deputada Neyde Aparecida passa a Presidência ao Deputado Severiano Alves. 11 – PROJETO DE LEI Nº 626/03 – do Sr. Bismarck Maia – que “altera o Capítulo II – Da Educação Básica, da Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. (Apensado: PL 4188/2004) Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela rejeição deste, e do apensado. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 26/04/2006. O Deputado Rogério Teófilo preocedeu à leitura do voto da relatora. Discutiu a matéria o Deputado Gastão Veira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. Neste momento, o Presidente em exercício, Deputado Severiano Alves, anunciou a presença do Prefeito da Cidade de Dourados, Senhor Edmar Perreira, do Vice-Prefeito, Gino Torresan, e do Senhor Sebastião Ferreira – Presidente do Sindicato dos Trabalhoadores Rurais de Dourado. 12 – PROJETO DE LEI Nº 5.467/05 – do Sr. Carlos Nader – que “cria o Programa de Leitura de Jornais e Revistas em Sala de Aula, como atividade extracurricular, e fixa outras providências”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. A Deputada Iara Bernardi procedeu à leitura do vota da relatora. Discutiram a matéria os Deputados Gastão Vieira e Iara Bernardi. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 13 – PROJETO DE LEI Nº 3.401/04 – do Sr. Lobbe Neto – que “cria a disciplina “ Educação Financeira” nos currículos de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e do ensino médio”. Relator: Deputado Nilson Pinto. Parecer Reformulado: pela aprovação, com substitutivo. Vista ao Deputado Antônio Carlos Biffi, em 21/09/2005. O Deputado Rafael Guerra procedeu à leitura do voto do relator. A seguir, a Deputada Neyde Aparecida reassume a Presidência dos trabalhos. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por una- 45854 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nimidade o parecer do relator. 14 – PROJETO DE LEI Nº 5.598/05 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a inclusão da disciplina Educação e Segurança Alimentar nos Currículos do Sistema de Ensino.” Relator: Deputado Murilo Zauith. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 10/05/2006. O Deputado Lobbe Neto procedeu à leitura do voto do relator. Discutiram a matéria os Deputados Gilmar Machado, Chico Alencar e Gastão Vieira. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nos termos do artigo 117, inciso VI, do Regimento Interno, o Deputado Gilmar Machado apresentou requerimento para retirada de pauta dos PLs nos 4.490/04, 4.499/04 e 4.626/04, itens 15, 16 e 22, respectivamente. Em votação, foi aprovado o requerimento. 15 – PROJETO DE LEI Nº 4.490/04 – do Sr. Beto Albuquerque – que “suprime o inciso IV do artigo 12 e modifica o artigo 13 da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, e dá outras providências”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta a requerimento do Deputado Gilmar Machado. 16 – PROJETO DE LEI Nº 4.499/04 – do Sr. Carlos Nader – que “institui Programa de Crédito para financiar material escolar para estudantes e dá outras providências” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta a requerimento do Deputado Gilmar Machado. 17 – PROJETO DE LEI Nº 5.607/05 – do Sr. Carlos Alberto Leréia – que “altera a Lei nº 9.496, de 11 de setembro de 1997, para autorizar a amortização de até cinco por cento do valor refinanciado pelos Estados e pelo Distrito Federal junto à União, conforme os critérios e os limites anuais definidos pelo Ministério da Fazenda, mediante a execução de despesas de capital em universidades estaduais”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela aprovação, com emendas. O Deputado Paulo Rubem Santiago procedeu à leitura do voto. Discutiram a matéria os Deputados Gastão Vieira e Severiano Alves. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. Nos termos do artigo 50, §1º, do Regimento Interno, o Deputado Paulo Rubem Santiago apresentou requerimento de inversão de pauta para apreciação do PL nº 3.200/04, item 26 da pauta. Em votação, o requerimento foi aprovado. 26 – PROJETO DE LEI Nº 3.200/04 – do Sr. Tadeu Filippelli – que “dispõe sobre o acervo de obras de arte pertencente a União Federal, sobre o Museu Nacional e dá outras providências”. Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 15/12/2004. O Deputado Paulo Rubem Santiago procedeu à leitura do voto. Discutiram a matéria os Deputados Gastão Vieira e Severiano Outubro de 2006 Alves. Em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 18 – PROJETO DE LEI Nº 2.636/03 – do Sr. Clóvis Fecury – que “considera despesas operacionais dedutíveis, na apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas, as contribuições não compulsórias destinadas a custear até cem por cento dos estudos dos seus empregados e dependentes diretos”. (Apensados: PL 4785/2005 e PL 6227/2005) Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição deste, e dos apensados. Não deliberado. 19 – PROJETO DE LEI Nº 5.636/05 – do Sr. Humberto Michiles – que “cria a “Loteria da Sorte na Educação”, destinada ao fortalecimento de ações visando a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 20 – PROJETO DE LEI Nº 2.074/03 – do Sr. Carlos Nader – que “isenta os servidores públicos federais, estaduais, municipais civis e militares, da taxa de inscrição para os exames de acesso às universidades e escolas técnicas públicas.” Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação deste. Vista à Deputada Iara Bernardi, em 17/08/2005. A Deputada Iara Bernardi apresentou voto em separado em 13/10/2005. Não deliberado. 21 – PROJETO DE LEI Nº 5.842/05 – do Sr. Betinho Rosado – que “dispõe sobre a criação da Universidade Federal do Seridó – UFS, por desmembramento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, e dá outras providências”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 22 – PROJETO DE LEI Nº 4.626/04 – do Sr. Carlos Nader – que “cria o programa Bombeiro Professor.” Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação deste, e da emenda da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Vista à Deputada Alice Portugal, em 09/11/2005. A Deputada Alice Portugal apresentou voto em separado em 16/11/2005. Retirado de pauta a requerimento do Deputado Gilmar Machado. 23 – PROJETO DE LEI Nº 4.627/04 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre o Programa de Alimentação Escolar da Rede Pública Federal de Ensino.” Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 24 – PROJETO DE LEI Nº 5.918/05 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “isenta os alunos da educação básica de freqüência à disciplina de Educação Sexual por motivo de consciência ou de crença religiosa”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 25 – PROJETO DE LEI Nº 3.700/04 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “dispõe sobre a instituição no Brasil, do conceito de férias partilhadas na forma Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que específica e dá outras providências.” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição. Adiada a discussão a requerimento do Deputado Arnaldo Faria de Sá, autor do Projeto, em 26/04/2006. Não deliberado. 27 – PROJETO DE LEI Nº 5.532/05 – do Sr. Eduardo Paes – que “revoga a Lei nº 4.845, de 19 de novembro de 1965”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 26/04/2006. Não deliberado. 28 – PROJETO DE LEI Nº 562/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Ivan Valente. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 29 – PROJETO DE LEI Nº 954/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Brigadeiro – Honorário do Exército José Vieira Couto de Magalhães no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 30 – PROJETO DE LEI Nº 1.164/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do General Osório no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 31 – PROJETO DE LEI Nº 1.295/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Marechal João Batista Mascarenhas de Morais no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 32 – PROJETO DE LEI Nº 1.406/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Ana Néri no Livro dos Heróis da Pátria”. Relatora: Deputada Thelma de Oliveira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 33 – PROJETO DE LEI Nº 1.407/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Carlos Gomes no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Luiz Bittencourt. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 34 – PROJETO DE LEI Nº 1.604/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Vital Brazil no Livro dos Heróis da Pátria”. Relatora: Deputada Suely Campos. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 35 – PROJETO DE LEI Nº 5.126/05 – do Sr. Jefferson Campos – que “institui o dia 10 de março como data histórica no calendário das efemérides nacionais”. Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela rejeição. O Deputado Carlos Nader apresentou voto em separado em 10/05/2006. Não deliberado. 36 – PROJETO DE LEI Nº 6.319/05 – do Sr. Sigmaringa Seixas – que “institui o dia 1º de Outubro como o ‘Dia da Imprensa Nacional’”. Relator: Deputado Walter Pinheiro. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 37 – PROJETO DE LEI Nº 6.431/05 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o dia 1º de outubro como o Dia Nacional da Verdade”. Relator: Deputado Quinta-feira 5 45855 Gastão Vieira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 38 – PROJETO DE LEI Nº 6.457/05 – do Sr. Virgílio Guimarães – que “institui o Dia Nacional de Ação de Graças e Dia Nacional do Evangelho”. Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação, com emenda. Não deliberado. 39 – PROJETO DE LEI Nº 6.334/05 – do Sr. Eduardo Paes – que “institui o dia Nacional do ADESGUIANO, a ser comemorado, anualmente, no dia 07 de dezembro”. Relatora: Deputada Celcita Pinheiro. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 24/05/2006. Não deliberado. 40 – PROJETO DE LEI Nº 6.389/05 – da Sra. Jandira Feghali – que “cria o Dia Nacional do Doador Voluntário de Medula Óssea”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. Em consonância com o artigo 46, § 1º, do Regimento Interno, às doze horas e nove minutos, a Presidente Neyde Aparecida encerrou a reunião, antes anunciando o recebimento de convite do Ministro da Cultura, Excelentíssimo Senhor Gilberto Gil, para participar da solenidade de encaminhamento do Projeto de Lei que cria o Fundo Nacional de Cultura e novos mecanismos na legislação de fomento ao setor audiovisual, a realizar-se às 11h30 do dia 07 de junho de 2006, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pela Presidente, Deputada Neyde Aparecida , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 18ª Reunião Ordinária Audiência Pública Realizada em 6 de Junho de 2006. Às quatorze horas e cinquenta e oito minutos do dia seis de junho de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário 14 da Câmara dos Deputados, em reunião de Audiência Pública, para debater o tema “Plano de Expansão e Fortalecimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, tendo como Pressuposto os Avanços e Perspectivas da Educação Profissional no Brasil”, com a presença dos Senhores Deputados Neyde Aparecida – Presidente, Fátima Bezerra – Vice-Presidente, Ariosto Holanda, Armando Abílio, Carlos Abicalil, Paulo Rubem Santiago – Titulares; Carlos Nader, Gilmar Machado, Rafael Guerra; Jaime Martins, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados Alice Portugal, Antônio Carlos Biffi, Bonifácio de Andrada, Celcita Pinheiro, César Bandeira, Chico Alencar, Colombo, Costa Fer- 45856 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS reira, Dr. Pinotti, Eduardo Seabra, Gastão Vieira, Iara Bernardi, Ivan Valente, João Matos, Lobbe Neto, Maria do Rosário, Maurício Quintella Lessa, Nice Lobão, Nilson Pinto, Osvaldo Biolchi, Paulo Delgado, Professor Luizinho, Professora Raquel Teixeira, Ricardo Izar, Rogério Teófilo e Severiano Alves. Justificou a ausência a Deputada Nice Lobão, por motivo de saúde. ABERTURA: A senhora Presidente Deputada Neyde Aparecida declarou abertos os trabalhos, agradeceu a presença de todos e convidou para compor a Mesa os senhores: Eliezer Pacheco – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação – SETEC/ MEC; José Roberto Drugowich – Representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ; Luiz Caldas – Vice-Presidente do Conselho dos Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica – CONCEFET; Maurício Guimarães – Representante do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Profissional – SINASEFE; Edna Corrêa Batistotti – Presidente do Fórum Nacional de Gestores Estaduais da Educação Profissional. Em seguida, a Presidente Deputada Neyde Aparecida esclareceu sobre as regras a conduzirem os trabalhos e passou a palavra aos expositores. Após, a Presidente passou a coordenação dos trabalhos para a Deputada Fátima Bezerra, 1ª Vice-Presidente. Na fase dos debates, fez uso da palavra o Deputado Ariosto Holanda. Logo após, a Presidente Deputada Neyde Aparecida retomou a coordenação dos trabalhos e devolveu a palavra aos expositores para suas considerações finais. Nada mais havendo a tratar, às dezessete horas e quinze minutos, a Presidente encerrou a reunião, antes agradecendo a todos os presentes e, especialmente, aos componentes da Mesa. E, para constar, eu , Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pela Presidente, Deputada Neyde Aparecida, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 19ª Reunião Ordinária Realizada em 7 de Junho de 2006. Às dez horas e quarenta minutos do dia sete de junho de dois mil e seis, reuniu-se a Comissão de Educação e Cultura, no Plenário Deputado FLORESTAN FERNANDES – 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Neyde Aparecida – Presidente; César Bandeira – Vice-Presidente; Alice Portugal, Ariosto Holanda, Armando Abílio, Carlos Abicalil, Celcita Pinheiro, Chico Alencar, Colombo, Costa Ferreira, Gastão Vieira, Ivan Valente, João Outubro de 2006 Matos, Lobbe Neto, Maurício Quintella Lessa, Nilson Pinto, Paulo Rubem Santiago, Professor Luizinho, Ricardo Izar e Severiano Alves – Titulares; Átila Lira, Carlos Nader, Dr. Heleno, Gilmar Machado, Joel de Hollanda, Jonival Lucas Junior, Neuton Lima e Rafael Guerra – Suplentes. Compareceu também o Deputado Humberto Michiles, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados Antônio Carlos Biffi, Bonifácio de Andrada, Dr. Pinotti, Eduardo Seabra, Fátima Bezerra, Iara Bernardi, Maria do Rosário, Nice Lobão, Osvaldo Biolchi, Paulo Delgado, Professora Raquel Teixeira e Rogério Teófilo. Justificou a ausência a Deputada Nice Lobão, por motivo de saúde. ABERTURA: Havendo número regimental, a senhora Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação as Atas das 17ª e 18ª reuniões, realizadas nos dias 31 de maio e 06 de junho de 2006. Após, a Presidente indagou aos presentes sobre a necessidade de leitura das Atas. O Deputado Lobbe Neto solicitou a dispensa de leitura. Não havendo quem quisesse discuti-la, em votação, as Atas foram aprovadas. EXPEDIENTE: A Presidente Deputada Neyde Aparecida comunicou o recebimento do Ofício nº 2.925, de 5 de junho de 2006, do Sr. Aldo Rebelo, Presidente da Câmara dos Deputados, por meio da qual encaminha o calendário para as duas primeiras semanas do mês de junho. Segundo o Ofício, hoje, dia 7, quarta-feira, haverá Sessões Deliberativas pela manhã, à tarde e à noite. No dia 8, quinta-feira, haverá Sessão apenas pela manhã. Na semana seguinte, nos dias 13 e 14, terça e quarta-feira, haverá Sessão Deliberativa pela manhã. Solicitou, ainda, que esta Presidência oriente os membros da Comissão sobre a indispensável presença nas Sessões Plenárias desta Casa no período referido, salientando que, para esse calendário específico não será autorizado compromissos políticopartidários nem missões oficiais. Nos termos do artigo 160 do Regimento Interno, o Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento de preferência para apreciação do Projeto de Lei nº 6.575/06, item 42 da pauta. Em votação, o requerimento foi aprovado. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: Nos termos regimentais, a Presidente, Deputada Neyde Aparecida, passou a Presidência para o Deputado Lobbe Neto.1 – REQUERIMENTO Nº 265/06 – da Sra. Neyde Aparecida – que “requer a realização de Seminário de Estudos sobre Valorização dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal”. A Deputada Neyde Aparecida fez a defesa de seu requerimento. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o requerimento. Retoma a Presidência a Deputada Neyde Aparecida. 2 – REQUERIMENTO Nº 266/06 – da Sra. Maria do Rosário – que “requer a realização de reunião de audiência pública para o lançamento do novo material Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS didático do Programa ‘Procel nas Escolas – A Natureza da Paisagem – Energia’”. Retirado de pauta de ofício. B – Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: URGÊNCIA 3 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 1.900/05 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – (MSC 245/2005) – que “aprova o texto do Convênio de Cooperação Regional para a Criação e Funcionamento do Centro de Cooperação Regional para a Educação de Adultos na América Latina e Caribe, celebrado na cidade do México, em 19 de outubro de 1990”. Relator: Deputado Professor Luizinho. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta de ofício. 4 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 2.146/06 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – (MSC 642/2005) – que “aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Federal da Alemanha sobre o Estatuto de Instituições Culturais e seus Técnicos Enviados, celebrado em Berlim, em 1º de junho de 2005”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta de ofício. 5 – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 2.216/06 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – (MSC 934/2005) – que “aprova o texto da Convenção sobre a Proteção e Promoção das Expressões Culturais, celebrada em Paris, em 20 de outubro de 2005”. Relator: Deputado Paulo Delgado. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta de ofício. C – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: PRIORIDADE 6 – PROJETO DE LEI Nº 6.348/05 – do Senado Federal – Flávio Arns – (PLS 190/2005) – que “institui o dia 6 de junho como o Dia Nacional do Teste do Pezinho”. Relatora: Deputada Professora Raquel Teixeira. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta de ofício. ORDINÁRIA 42 – PROJETO DE LEI Nº 6.575/06 – do Sr. Lobbe Neto – que “institui o Dia Nacional do Rotaractiano”. Relator: Deputado Itamar Serpa. Parecer: pela aprovação. Retirado de pauta de ofício. Nos termos do artigo 193 do Regimento Interno, o Deputado Lobbe Neto apresentou requerimento para adiamento da votação do Projeto de Lei nº 5.212/05, item 7 da pauta. Em votação, foi aprovado o requerimento. 7 – PROJETO DE LEI N 5.212/05 – do Sr. Lobbe Neto – que “altera a Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005”. Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Antônio Carlos Biffi, em 26/04/2006. O Deputado Chico Alencar procedeu à leitura do voto da relatora. Não houve quem quisesse discutir a matéria. Adiada a votação a requerimento do autor. 8 – PROJETO DE LEI Nº 4.490/04 – do Sr. Beto Albuquerque – que “suprime o inciso IV do artigo 12 e modifica o artigo 13 da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do En- Quinta-feira 5 45857 sino Superior, e dá outras providências”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela aprovação. O Deputado Gilmar Machado procedeu à leitura do seu voto. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer do relator. 9 – PROJETO DE LEI Nº 4.499/04 – do Sr. Carlos Nader – que “institui Programa de Crédito para financiar material escolar para estudantes e dá outras providências” Relatora: Deputada Fátima Bezerra. Parecer: pela aprovação. O Deputado Lobbe Neto procedeu à leitura do voto da relatora. Não havendo quem quisesse discutir a matéria, em votação, foi aprovado por unanimidade o parecer da relatora. 10 – PROJETO DE LEI Nº 2.636/03 – do Sr. Clóvis Fecury – que “considera despesas operacionais dedutíveis, na apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas, as contribuições não compulsórias destinadas a custear até cem por cento dos estudos dos seus empregados e dependentes diretos”. (Apensados: PL 4785/2005 e PL 6227/2005) Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição deste e dos apensados. O Deputado Lobbe Neto solicitou, e foi-lhe concedida, vista da matéria.11 – PROJETO DE LEI Nº 5.636/05 – do Sr. Humberto Michiles – que “cria a “Loteria da Sorte na Educação”, destinada ao fortalecimento de ações visando a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela rejeição. O Deputado Chico Alencar procedeu à leitura do voto do relator. Discutiu a matéria o Deputado Humberto Michiles, autor do Projeto de Lei. O Deputado Severiano Alves solicitou, e foi-lhe concedida, vista da matéria. 12 – PROJETO DE LEI Nº 2.074/03 – do Sr. Carlos Nader – que “isenta os servidores públicos federais, estaduais, municipais civis e militares, da taxa de inscrição para os exames de acesso às universidades e escolas técnicas públicas.” Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação. Vista à Deputada Iara Bernardi, em 17/08/2005. A Deputada Iara Bernardi apresentou voto em separado em 13/10/2005. Não deliberado. 13 – PROJETO DE LEI Nº 5.842/05 – do Sr. Betinho Rosado – que “dispõe sobre a criação da Universidade Federal do Seridó – UFS, por desmembramento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, e dá outras providências”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 14 – PROJETO DE LEI Nº 4.626/04 – do Sr. Carlos Nader – que “cria o programa Bombeiro Professor.” Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação deste, e da emenda da Comissão de de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Vista à Deputada Alice Portugal, em 09/11/2005. A Deputada Alice Portugal apre- 45858 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sentou voto em separado em 16/11/2005. Não deliberado. 15 – PROJETO DE LEI Nº 4.627/04 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre o Programa de Alimentação Escolar da Rede Pública Federal de Ensino.” Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 16 – PROJETO DE LEI Nº 4.952/05 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a criação do Programa de Complementação Sócio-Educacional para os alunos da rede de ensino público e dá outras providências.” Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 17 – PROJETO DE LEI Nº 5.355/05 – da Sra. Ana Alencar – que “dispõe sobre a criação do Cartão Odontológico Preventivo – COP e sua obrigatoridade de apresentação no ato de matrícula de criança com idade entre 6 e 12 anos na rede pública municipal e estadual de ensino”. Relator: Deputado Rafael Guerra. Parecer: pela aprovação, com substitutivo. Não deliberado. 18 – PROJETO DE LEI Nº 5.950/05 – do Sr. Jurandir Boia – (PL 5109/2005) – que “adiciona inciso V ao Art. 35 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para estabelecer a obrigatoriedade de se aplicar testes vocacionais nas escolas públicas e privadas de segundo grau”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 19 – PROJETO DE LEI Nº 6.338/05 – do Sr. Sandes Júnior – que “dispõe sobre o peso da mochila e similares a ser transportado pelo estudante”. Relator: Deputado César Bandeira. Parecer: pela aprovação, com emenda. Não deliberado. 20 – PROJETO DE LEI Nº 5.031/05 – do Sr. Carlos Nader – que “dispõe sobre a substituição de quadros com uso de giz por quadros brancos com uso de pincéis, nas salas de aula das escolas públicas e dá outras providências.” Relatora: Deputada Neyde Aparecida. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 21 – PROJETO DE LEI Nº 6.698/06 – do Sr. Medeiros – que “altera a Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002, que dá nova redação ao art 1º da Lei nº 662, de 6 de abril de 1949, que declara feriados nacionais os dias 1º de janeiro, 1º de maio, 7 de setembro e 25 de dezembro”. Relator: Deputado Evandro Milhomen. Parecer: pela aprovação, com emenda. Não deliberado. 22 – PROJETO DE LEI Nº 5.918/05 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “isenta os alunos da educação básica de freqüência à disciplina de Educação Sexual por motivo de consciência ou de crença religiosa”. Relatora: Deputada Iara Bernardi. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 23 – PROJETO DE LEI Nº 3.700/04 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “dispõe sobre a instituição no Brasil, do conceito de férias partilhadas na forma que específica e dá outras providências.” Relator: Deputado Paulo Rubem Santiago. Parecer: pela rejeição. Adiada a discussão a requerimento do Deputado Arnaldo Faria de Sá, autor do Pro- Outubro de 2006 jeto, em 26/04/2006. Não deliberado. 24 – PROJETO DE LEI Nº 5.532/05 – do Sr. Eduardo Paes – que “revoga a Lei nº 4.845, de 19 de novembro de 1965”. Relator: Deputado Gilmar Machado. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 26/04/2006. Não deliberado. 25 – PROJETO DE LEI Nº 562/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Ivan Valente. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 26 – PROJETO DE LEI Nº 954/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Brigadeiro – Honorário do Exército José Vieira Couto de Magalhães no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Costa Ferreira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 27 – PROJETO DE LEI Nº 1.164/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do General Osório no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 28 – PROJETO DE LEI Nº 1.295/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome do Marechal João Batista Mascarenhas de Morais no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Bonifácio de Andrada. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 29 – PROJETO DE LEI Nº 1.406/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Ana Néri no Livro dos Heróis da Pátria”. Relatora: Deputada Thelma de Oliveira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 30 – PROJETO DE LEI Nº 1.407/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Carlos Gomes no Livro dos Heróis da Pátria”. Relator: Deputado Luiz Bittencourt. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 31 – PROJETO DE LEI Nº 1.604/03 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “inscreve o nome de Vital Brazil no Livro dos Heróis da Pátria”. Relatora: Deputada Suely Campos. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 32 – PROJETO DE LEI Nº 1.617/03 – da Sra. Vanessa Grazziotin – que “dispõe sobre a criação de selo comemorativo dos cinqüenta anos da implantação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 33 – PROJETO DE LEI Nº 5.126/05 – do Sr. Jefferson Campos – que “institui o dia 10 de março como data histórica no calendário das efemérides nacionais”. Relator: Deputado Colombo. Parecer: pela rejeição. O Deputado Carlos Nader apresentou voto em separado em 10/05/2006. Não deliberado. 34 – PROJETO DE LEI Nº 6.319/05 – do Sr. Sigmaringa Seixas – que “institui o dia 1º de Outubro como o ‘Dia da Imprensa Nacional’”. Relator: Deputado Walter Pinheiro. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 35 – PROJETO DE LEI Nº 6.431/05 – do Sr. Elimar Máximo Damasceno – que “institui o dia 1º de outubro como o Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Dia Nacional da Verdade”. Relator: Deputado Gastão Vieira. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 36 – PROJETO DE LEI Nº 6.457/05 – do Sr. Virgílio Guimarães – que “institui o Dia Nacional de Ação de Graças e Dia Nacional do Evangelho”. Relator: Deputado Professor Irapuan Teixeira. Parecer: pela aprovação, com emenda. Não deliberado. 37 – PROJETO DE LEI Nº 6.334/05 – do Sr. Eduardo Paes – que “institui o dia Nacional do ADESGUIANO, a ser comemorado, anualmente, no dia 07 de dezembro”. Relatora: Deputada Celcita Pinheiro. Parecer: pela rejeição. Vista ao Deputado Lobbe Neto, em 24/05/2006. Não deliberado. 38 – PROJETO DE LEI Nº 6.389/05 – da Sra. Jandira Feghali – que “cria o Dia Nacional do Doador Voluntário de Medula Óssea”. Relatora: Deputada Alice Portugal. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 39 – PROJETO DE LEI Nº 4.934/05 – do Sr. Dr. Heleno – que “institui a Semana Nacional da Saúde do Homem visando a detecção e o tratamento das doenças que mais afligem o homem urbano e dá outras providências”. Relator: Deputado Átila Lira. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. 40 – PROJETO DE LEI Nº 6.361/05 – do Sr. Vicentinho – que “institui o dia 27 de julho como DIA NACIONAL DO CIPEIRO”. Relator: Deputado Evandro Milhomen. Parecer: pela rejeição. Não deliberado. 41 – PROJETO DE LEI Nº 6.561/06 – da Sra. Almerinda de Carvalho – que “institui o ‘Dia do Líder Comunitário’”. (Apensado: PL 6881/2006) Relator: Deputado Renato Casagrande. Parecer: pela rejeição deste, e apensado. Não deliberado. 43 – PROJETO DE LEI Nº 6.705/06 – do Senado Federal – (PLS 347/2005) – que “institui o dia 4 de outubro como o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde”. Relator: Deputado Walter Pinheiro. Parecer: pela aprovação. Não deliberado. Em consonância com o artigo 46, parágrafo 1º do Regimento Interno, às onze horas e vinte e um minutos, a Presidente, Deputada Neyde Aparecida, encerrou a reunião antes convocando os senhores e senhoras parlamentares para a Reunião Deliberativa a realizar-se no dia 14 de junho, às 10 horas, neste Plenário. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pela Presidente, Deputada Neyde Aparecida, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária TERMO DE REUNIÃO Em quatorze de junho de dois mil e seis, deixou de se reunir, ordinariamente, a Comissão de Educação e Cultura por falta de quorum. Assinaram o livro de presença os Senhores Deputados Carlos Abicalil, Quinta-feira 5 45859 Chico Alencar, Costa Ferreira, Dr. Pinotti, João Matos, Paulo Delgado, Professor Luizinho, Rogério Teófilo – Titulares – e Carlos Nader, Dr. Heleno, Professor Irapuan Teixeira e Rafael Guerra – Suplentes . E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, Secretária, lavrei o presente Termo. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária TERMO DE REUNIÃOEm vinte e oito de junho de dois mil e seis, deixou de se reunir, ordinariamente, a Comissão de Educação e Cultura por falta de quorum. Assinaram o livro de presença dos Senhores Deputados César Bandeira – Vice-Presidente; Celcita Pinheiro, Gastão Vieira, Iara Bernardi, João Matos, Maurício Quintella Lessa e Rogério Teófilo – Titulares; Carlos Nader, Dr. Heleno, José Linhares e Neuton Lima – Suplentes. E, para constar, eu, Anamélia Lima Rocha Fernandes, Secretária, lavrei o presente Termo. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA 52ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária TERMO DE REUNIÃO Em dois de agosto de dois mil e seis, deixou de se reunir, ordinariamente, a Comissão de Educação e Cultura por falta de quorum. Assinaram o livro de presença dos Senhores Deputados – Neyde Aparecida – Presidente, Fátima Bezerra – 1ª Vice-Presidente, César Bandeira – 2º Vice-Presidente, Ariosto Holanda, Iara Bernardi, Paulo Delgado – Titulares; Átila Lira, Carlos Nader, Neuton Lima, Rafael Guerra – Suplentes*. E, para constar, eu Anamélia Lima Rocha Fernandes, Secretária, lavrei o presente Termo. COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE – CFFC 52ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ata da Décima Segunda Reunião Ordinária Realizada em 06 de Maio de 2003. Às quatorze horas e cinquenta e dois minutos do dia seis de maio de dois mil e três, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no Plenário 09 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Simão Sessim – Presidente; Herculano Anghinetti e Almerinda de Carvalho – VicePresidentes; Agnaldo Muniz, André Luiz, Dr. Rosinha, Eduardo Valverde, José Rajão, Machado, Marcondes Gadelha, Neucimar Fraga, Wellington Roberto, Wladi- 45860 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mir Costa e Yeda Crusius – Titulares; Alberto Goldman, Eduardo Cunha, Jaime Martins, Jorge Alberto, Manato, Marcos Abramo, Nelson Bornier, Osvaldo Reis, Paes Landim e Reginaldo Lopes – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Aníbal Gomes, Elaine Costa, Hermes Parcianello, João Magalhães, João Magno, José Carlos Aleluia, Manoel Salviano e Orlando Fantazzini. ABERTURA: O Deputado Simão Sessim declarou aberta a reunião ordinária de audiência pública, destinada a prestar esclarecimentos sobre os “procedimentos operacionais técnicos e de divulgação de informação relativos a descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe-Alagoas, que suscitaram significativa elevação das ações da Petrobras”, em atendimento aos Requerimentos números seis de dois mil e três, do Deputado Jorge Alberto (PMDB/SE); e número sete de dois mil e três, do Deputado Jorge Alberto (PMDB/SE) e Machado (PFL/SE), aprovados em dezenove de março de dois mil e três, com a presença do senhor Sebastião do Rego Barros – Diretor-Geral da Agência Nacional de Petróleo – ANP e Luiz Leonardo Cantidiano – Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. O Presidente convidou os senhores Sebastião do Rego Barros e Luiz Leonardo Cantidiano, para comporem a mesa e comunicou aos convidados que eles teriam o prazo de vinte minutos para fazer sua exposição, prorrogáveis por mais dez, por deliberação do plenário, não podendo ser aparteados e aos senhores Deputados que disporiam de três minutos cada, para interpelar os convidados. O Presidente passou a palavra ao Dr. Sebastião do Rego Barros que iniciou sua exposição falando sobre a criação da Agência Nacional de Petróleo e os serviços que a agência vem prestando à sociedade, aos órgãos governamentais e aos agentes econômicos, com informações confiáveis que lhe permitem a esses segmentos avaliar o desempenho da indústria de petróleo. Comentou sobre a revenda de combustível e a fiscalização que a agência vem realizando nos postos de gasolina, com a divulgação de relação dos postos que foram atuados por infração. O expositor afirmou que a Agência agiu corretamente ao divulgar a notícia de descoberta de petróleo na bacia de Sergipe-Alagoas e que ao divulgá-la, se baseou, apenas, nas informações repassadas à Agência pela própria empresa. Disse que discorda da declaração do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, que considerou precipitada e equivocada a divulgação da descoberta da reserva pela Agência Nacional de Petróleo. O expositor argumentou que a Lei 9478/97, que dispõe sobre a política energética nacional e institui a Agência Nacional de Petróleo, obriga a ANP a apresentar os resultados relevantes sobre os processos de descoberta e produção de petróleo e gás, pelo fato de Outubro de 2006 envolverem diretamente a captação de recursos pela União. Comentou que não há necessidade de punição à Petrobras por descumprimento de determinação da Lei 9.478/97. Ao final, solicitou autorização ao senhor Presidente para que o senhor Newton Reis Monteiro fizesse uma exposição sobre a estimativa dos recursos da bacia Sergipe-Alagoas. O Presidente passou a palavra ao senhor Newton Reis Monteiro que fez uma apresentação dos dados técnicos sobre a capacidade da jazida de petróleo. O Presidente agradeceu ao senhor Sebastião do Rego Barros e ao senhor Newton Reis Monteiro pela suas exposições e a seguir passou a palavra ao senhor Luiz Leonardo Cantidiano que iniciou sua exposição afirmando que não houve divulgação de informação falsa e que o problema se restringiu a dados técnicos sobre o volume de petróleo da reserva. O expositor explicou que a alta das ações foi ocasionada apenas pela expectativa gerada pela notícia e não pela suposta divulgação de informação privilegiada por algum funcionário da Petrobras ou da Comissão de Valores Mobiliários e que a investigação concluiu não haver indícios desse tipo de irregularidade, sendo arquivada por não existirem provas de que houve favorecimento com compra de ações da Petrobras. Lembrou ainda que a alta concentrou-se por volta das dezessete horas, horário em que o anúncio da descoberta foi feito, o que corrobora o resultado das investigações e sugeriu à Agência Nacional de Petróleo que qualquer informação desse tipo só seja divulgada após o fechamento do pregão da Bolsa. A seguir, apresentou uma alternativa que a Agência elabore requerimento pedindo a suspensão das negociações de todas as ações relativas à Petrobras antes de fazer qualquer anúncio, embora tenha afirmado que a valorização de cinco por cento nas ações da Petrobras, na data da divulgação da descoberta da reserva de petróleo na bacia de Sergipe-Alagoas não provocou prejuízos para os investidores. Ao final comentou sobre a valorização de cinco por cento nas ações da Petrobras e informou que a alta das ações se manteve e hoje estão cotadas a valores superiores ao registrados em onze de março, dia em que a Agência Nacional de Petróleo anunciou para a imprensa a descoberta do petróleo. O Presidente agradeceu ao senhor Luiz Leonardo Cantidiano pela sua exposição e a seguir passou a palavra aos Deputados Jorge Alberto e Machado, autores do requerimento, para formular questões aos convidados. Participaram do debate os senhores Deputados Yeda Crusius, Marcondes Gadelha, Alberto Goldman e Eduardo Valverde. O Presidente agradeceu a presença dos senhores Sebastião do Rego Barros e Luiz Leonardo Cantidiano. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, às dezessete horas e dez minutos, o Presi- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dente encerrou os trabalhos, tendo antes, convocado reunião ordinária deliberativa, para o dia sete de maio, às nove horas e trinta minutos, neste Plenário. E, para constar, eu, Edilson Saraiva Alencar, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Simão Sessim, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redaçãonúcleo de Redação Final em Comissões texto Com Redação Final COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE EVENTO: Audiência Pública N°: 401/2003 DATA: 6/5/2003 INÍCIO: 14h51min TÉRMINO: 17h10min DURAÇÃO: 2h19min TEMPO DE GRAVAÇÃO: 2h20min PÁGINAS: 42 QUARTOS: 28 DEPOENTE/CONVIDADO – QUALIFICAÇÃO SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo – ANP. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. NEWTON REIS MONTEIRO – Diretor Técnico da Agência Nacional do Petróleo – ANP. SUMÁRIO: Esclarecimentos sobre os procedimentos operacionais técnicos e de divulgação de informação relativos à descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe/Alagoas, que suscitaram significativa elevação das ações da PETROBRAS. OBSERVAÇÕES O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Declaro aberta a reunião ordinária de audiência pública que se realiza em atendimento ao Requerimento nº 6, de 2003, de autoria do nobre Deputado Jorge Alberto, aprovado com aditamento em reunião ordinária do dia 19 de março de 2003, e de autoria também do nobre Deputado Machado, que solicita sejam convidados por esta Comissão o Presidente da PETROBRAS, o Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo – ANP, o Presidente da CVM e a Ministra Dilma Rousseff. Esta audiência foi dividida em duas partes. A Ministra e o Presidente da PETROBRAS já estiveram conosco em audiência pública, que está sendo complementada hoje com a presença do Presidente da ANP e do Presidente da CVM. O objetivo do requerimento é a fiscalização dos procedimentos operacionais e técnicos de divulgação Quinta-feira 5 45861 de informações relativas à descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe/Alagoas, que suscitaram significativa elevação das ações da PETROBRAS. Convido para fazer parte da Mesa o Dr. Sebastião do Rego Barros, Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo – ANP, e o Dr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. (Pausa.) Convido para sentar ao lado do Presidente da ANP o Dr. Newton Reis Monteiro. (Pausa.) Registro também a presença do Dr. Durval Carvalho de Barros, que é o Superintendente de Relações Institucionais da Agência, do Dr. Roberto Furian Ardenghy, Chefe de Gabinete, e do Dr. Luiz Tito , Assessor Parlamentar. Na assessoria do Presidente da CVM, o Dr. Luiz Leonardo Cantidiano, registro a presença do Dr. Waldir de Jesus Nobre, Gerente de Acompanhamento de Mercado e Intermediários, do Dr. Roberto Tadeu Antunes Fernandes, Superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários, e do Dr. Edison Antônio Costa Britto Garcia, Superintendente Regional de Brasília. Quero registrar com muita satisfação e alegria a emoção de rever nosso colega e sempre Deputado Márcio Fortes. Todos os colegas que estão aqui sentem a mesma emoção ao revê-lo. Considero ainda sua atuação brilhante, em defesa não só dos altos interesses do Estado do Rio de Janeiro, mas deste País. Refiro-me à posição que ainda ocupa no cenário político dentro do PSDB. Deputado Márcio Fortes, sinta-se à vontade. Se quiser estar conosco na Mesa, será uma honra. Para dar início aos trabalhos, comunico aos membros desta Comissão que os convidados terão o prazo de 20 minutos para fazer sua exposição e não poderão ser aparteados. Os Deputados inscritos para interpelálos poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da exposição pelo prazo de 3 minutos, tendo os interpelados igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica pelo mesmo prazo, não sendo permitido aos expositores interpelar qualquer dos presentes. Agora, dando prosseguimento aos trabalhos, passo a palavra ao Sr. Embaixador Sebastião do Rego Barros, Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo , que terá o prazo de 20 minutos, podendo prorrogálo, se houver interesse. Antes, porém, informo a S.Sa. que esteve aqui conosco, pouco antes do início da sessão, o ex-Ministro Dornelles, Presidente do PP do Rio de Janeiro, que lhe deixou um grande abraço, mas informou que não poderá participar da nossa sessão porque comparecerá à reunião do partido. No entanto, a qualquer momento poderá retornar. O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Muito obrigado, nobre Deputado Simão Sessim, Presidente 45862 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados. Para mim é motivo de grande satisfação e honra estar nesta Casa para tratar de um tema que teve o seu momento de discussão. Como muito bem assinalouV.Exa., a primeira parte desta audiência pública já esclareceu grande parte das questões. Minha palestra será toda lida e não tomará mais do que 7 ou 8 minutos, uma vez que me parece que as discussões e os dados relativos à quantidade de petróleo in situ etc. já foram resolvidos e há entendimento entre a PETROBRAS e a Agência Nacional do Petróleo . Trouxe o Diretor da Agência Nacional do Petróleo , Newton Reis Monteiro, uma pessoa com grande experiência na área de petróleo, que trabalhou mais de 30 anos na PETROBRAS, é Engenheiro de Produção e fez pós-graduação em vários países, para o caso de haver discussões sobre a parte geológica. Tenho certeza de que o Dr. Newton Reis Monteiro estará em condições de esclarecer todos os pontos que surgirem. Vou ater-me, Sr. Presidente, à lógica da divulgação pela ANP de dados relativos a descobertas, porque esse me parece um tema de muita relevância, e tenho certeza de que será acolhido por esta Casa. É importante que um órgão do Governo esteja atento àquilo que se passa numa indústria tão importante quanto a de petróleo e gás e traga aquilo que se passa nessa indústria ao conhecimento do público. Bem, tendo em vista a importância desse tema, preparei o seguinte texto: Obedecendo ao princípio da publicidade, determinado pelo art. 37 da Constituição Federal, a Agência Nacional do Petróleo – ANP, desde a sua criação, vem prestando à sociedade, aos órgãos governamentais e aos agentes econômicos informações confiáveis que lhes permitam avaliar o desempenho da indústria do petróleo e agir como lhes compete em suas respectivas esferas de atuação. No caso da revenda de combustíveis, por exemplo, cumprindo esse imperativo e em paralelo às ações de fiscalização e de repressão empreendidas, a ANP vem divulgando desde fevereiro último, em sua página na Internet, a relação de postos autuados por infrações de qualidade de produtos. Na mesma página da ANP, o consumidor poderá encontrar os textos submetidos à consulta pública das minutas de normas e portarias que regulam o setor, as quais só serão editadas pela Agência após o recebimento, compilação e eventual incorporação das manifestações recebidas. Sem dúvida, essa transparência beneficia a sociedade. No mesmo espírito, a ANP disponibiliza informações relativas aos sucessos das atividades de exploração e produção, a fim de garantir o imediato conhecimento das descobertas realizadas. Agindo dessa Outubro de 2006 maneira, a Agência proporciona aos entes federativos – União, Estados e Municípios – uma projeção econômica positiva, traduzida no recebimento das participações governamentais oriundas do petróleo, bem como traz maior confiança aos agentes do mercado, visto que diminui o risco exploratório, resultando na ampliação da competitividade do País, um dos objetivos da política energética nacional. A divulgação da estimativa de recursos descobertos afeta positivamente o mercado do petróleo e do gás natural. Haverá uma constante valorização dos blocos oferecidos nas proximidades da área onde foram efetuadas as descobertas, com ganhos para a União, tanto diretos, no caso do bônus da assinatura, quanto indiretos, referentes às demais condições estabelecidas para pontuação nas rodadas de licitações da ANP, como por exemplo a maior utilização de equipamentos e serviços nacionais nas atividades de exploração e produção. É importante lembrar que o recurso mineral, como é o caso do petróleo e do gás, só é declarado reserva após o dimensionamento e a avaliação das características do óleo e do gás encontrados e de estabelecida a sua exploração nas condições de mercados vigentes que permitirão ao concessionário exercer seu direito à propriedade do produto, da lavra, nos termos estabelecidos pelo art. 177 da Constituição Federal. Somente a partir da produção no ponto de medição do petróleo e do gás encontrados na reserva é que o concessionário assumirá a propriedade de volumes extraídos. Antes disso, conforme preceitua o art. 176 da Constituição, “as jazidas em lavra ou não” pertencem à União. Nesses termos legais, os resultados obtidos pelas empresas na fase de exploração referem-se a uma propriedade da União. Essa, como proprietária do petróleo e do gás ainda não produzidos, tem interesse na divulgação dos êxitos obtidos pelos concessionários. Em muitos casos, a declaração de comercialidade é relativamente relevante, porquanto o mero anúncio de descoberta de uma jazida importante por si só já propicia a valorização de áreas onde futuramente a União poderá vir a licitar blocos para a exploração. Cumpre notar que uma jazida descoberta pode não ser considerada comerciável por uma empresa, mas poderá sê-lo por outra, em virtude da tecnologia, do conhecimento ou da metodologia que essa utilizar. O objetivo da ANP é garantir o melhor aproveitamento de uma jazida e o conseqüente retorno, via participações governamentais, ou licitar a área novamente para que outro concessionário faça a exploração. Trata-se, portanto, de beneficiar a União com o concurso de qualquer concessionária, desde que tenha sido previamente declarada vencedora de um certame licitatório. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Busca-se com isso assegurar ambiente competitivo e transparente, visando maximizar a obtenção de recursos oriundos da produção de um bem da União. Assim, ao divulgar uma informação anterior à declaração de comercialidade, a ANP age no estrito cumprimento de suas atribuições legais, reduzindo riscos e tornando as áreas mais atrativas, o que redundará em ganhos para toda a sociedade. Tampouco se pode esquecer que o principal propósito da flexibilização do monopólio da exploração e produção do petróleo e gás no Brasil foi a inafastável necessidade de se aumentar as reservas e a produção nacional. Ora , se essa mudança legal teve como finalidade atrair novos investidores para o mercado, não há como fazer isso sem reduzir, na medida do possível, o risco exploratório, que só diminui com mais informação. Por essa razão, caso as empresas concessionárias não o façam, é obrigatória a divulgação pela agência reguladora dos resultados relevantes relativos às etapas do processo de descoberta e de produção de petróleo e de gás, por se tratar de questão que envolve diretamente a captação de recursos pela União no incremento do mercado, finalidades essas determinadas expressamente pela Lei nº 9.478, de 1997, do petróleo. Essa, Sr. Presidente, é a declaração que eu desejava fazer. Não prosseguirei neste momento, e aguardarei eventuais perguntas para prestar esclarecimentos, permitindo-me apenas adicionar o comentário seguinte: temos uma grande exploradora e produtora de petróleo no Brasil: a PETROBRAS, uma empresa estatal. Embora hoje por volta de 67%, 68% do capital da PETROBRAS estejam em mãos privadas, a PETROBRAS é uma empresa estatal. Desde que houve o fim do monopólio da PETROBRAS, com a Emenda Constitucional de 1995, a Lei nº 9.478, de 1997 e as licitações feitas pela Agência Nacional do Petróleo , há empresas privadas, nacionais e estrangeiras – felizmente muitas nacionais, mas também muitas estrangeiras. Diante disso, pergunto se pode o Governo, por intermédio da Agência ou de algum outro órgão da administração, deixar que a informação obtida por essas empresas fique para uso de acordo com as estratégias dessas empresas multinacionais, e há muitas explorando petróleo no Brasil, com estratégias que muitas vezes não vão ao encontro dos interesses brasileiros. Ao encerrar minhas palavras, a contribuição que gostaria de deixar é a defesa da propriedade de se fazer esse anúncio. Se possível, que esse anúncio seja feito pela concessionária em conjunto com a agência reguladora, com o Governo, obedecendo às regras da CVM. De maneira alguma devemos criar algum tipo de legislação que crie constrangimento para a agência Quinta-feira 5 45863 reguladora, que hoje, na nossa interpretação, tem, por força da Lei nº 9.478, de 1997, esse dever. Portanto, que não se crie qualquer tipo de constrangimento para que essa publicidade seja levada adiante. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Embaixador Sebastião do Rego Barros as palavras. Registro com muito carinho a presença da nossa Vice-Presidenta, Deputada Almerinda de Carvalho, e comunico, também com muita satisfação, que esta Comissão acolhe duas das maiores figuras desta Casa e Deputados brilhantes, ex-Ministros, que naturalmente nos darão exemplos nos debates e aulas maravilhosas. Peço que vejam esta Comissão como sua casa. Refirome ao Deputado Alberto Goldman e à Deputada Yeda Crusius. Ficamos bastante envaidecidos por saber que S.Exas. são membros da nossa Comissão. Passo a palavra ao segundo expositor, o Dr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, que dispõe de 20 minutos prorrogáveis. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Embaixador Rego Barros, cabe ressaltar, neste depoimento que faço como representante da CVM, a preocupação que tem aquela Comissão com a questão relacionada à divulgação de informações no mercado. Afinal, a divulgação de informações equivocadas ou a sonegação de informações pode permitir a manipulação de preços ou o uso privilegiado da informação em detrimento da credibilidade do mercado, que é indispensável, na medida em que nele se negocia a poupança popular. Por conta disso, a CVM estabelece filtros que medem, em função da oscilação de preço para maior ou para menor, assim como do volume negociado, eventuais modificações para cada sociedade e para cada espécie de ação negociada. Não direi que filtro vale para a PETROBRAS, seja para a ação ON, seja para a PN, porque a divulgação desse filtro facilitaria às pessoas que desejassem burlá-lo operando no seu limite. A CVM, portanto, estabelece para cada sociedade listada em bolsa e para cada espécie de ação negociada filtros que mostram a média diária de volume e preço praticados. Aquilo que exceder para mais ou para menos um determinado limite especificado para cada ação de cada sociedade será imediatamente detectado pelo sistema. No final do pregão do dia 11 de março, as ações ON e PN de emissão da PRETROBRAS caíram no filtro porque houve uma oscilação a maior no preço que é admitido no filtro estabelecido. 45864 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Isso fez com que a CVM fosse investigar essas operações, que foram separadas. Detectamos que no dia 11 de março houve 212 negócios com ações ordinárias da PETROBRAS, envolvendo 207.400 ações, quando a média diária dos últimos 60 pregões tinha sido de 202 negócios, envolvendo 290.436 ações. Houve, portanto, um menor número de negócios naquele dia, embora envolvendo uma pequena quantidade adicional de ações ordinárias. Com relação às ações preferenciais, vimos que no dia 11 foram feitos 1.132 negócios, envolvendo 1.415.300 ações, quando a média diária, nos últimos 60 pregões, havia sido de 885 negócios, envolvendo 1.116.976 ações. Ou seja, houve uma maior quantidade de negócios com ações preferenciais, como também uma quantidade de ações preferenciais sendo negociadas maior do que na média diária dos últimos 60 dias. O volume financeiro de ações ordinárias no dia 11 foi de R$ 9.978.014,00, quando a média diária nos últimos 60 pregões havia sido de R$ 14.445.734,00. Ou seja, nos 60 pregões anteriores ao do dia 11, a média diária negociada com ações ordinárias, em termos de volume financeiro, foi bem superior do que no dia 11. Quanto ao volume de ações preferenciais nominativas, a situação foi inversa. Houve no dia 11 um volume financeiro de R$ 62.982.000,00, quando a média diária dos últimos 60 pregões foi de R$ 54.045.200,00. Com relação a preço, verificamos que desde o início do pregão do dia 10 de março até perto das 17h do dia 11 de março as cotações das ações ON e PN da PETROBRAS ficaram mais ou menos estáveis. As ações ordinárias oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 48,00, e as ações preferenciais oscilaram entre R$ 43,00 e R$ 43,60. Pouco antes das 17h do dia 11 de março houve um aumento de preço. As ações ordinárias, até então negociadas entre R$ 47,00 e R$ 48,00, saltaram para R$ 50,00, e as preferenciais, até então negociadas entre R$ 43,00 e R$ 43,60, saltaram para R$ 46,00. Foram exatamente essas variações de preço que fizeram com que nosso filtro detectasse alguma anormalidade, o que levou a que se fizessem investigações. Às 16h56 do dia 11 de março, pouco antes, portanto, dessa súbita valorização das ações ordinárias e preferenciais, houve a informação por broadcast de que a ANP teria divulgado um comunicado sobre a descoberta de acumulação de petróleo na plataforma continental do Estado de Sergipe. Às 17h25, portanto depois desse movimento, a Agência Estado divulgou a íntegra do comunicado da ANP, que me permito não ler aqui. No dia 12 de março a PETROBRAS enviou à BOVESPA um comunicado de que as informações sobre a questão eram um pouco divergentes em relação Outubro de 2006 às informações que a ANP tinha prestado. Em função dessas divergências que havia entre os 2 comunicados, a CVM solicitou à PETROBRAS que divulgasse um fato relevante, na forma do que a lei exige. No dia 12 de março, às 20h04, a PETROBRAS divulgou em seu site esse comunicado, que foi enviado à CVM via Internet no dia 13 de março, às 10h24. Como, do ponto de vista da divulgação da informação, a publicação daquele fato relevante supria a exigência que a área de empresas da CVM havia feito, coube à área de acompanhamento de mercado fazer uma análise do que tinha ocorrido em função das variações de volume e de preço que mencionei, o que foi feito. Foram solicitadas informações às bolsas e foi pedida a relação das pessoas que negociaram com essas ações. Foi solicitada à PETROBRAS e à ANP a relação das pessoas que tanto na PETROBRAS quanto na ANP estavam envolvidas com a matéria, para que pudéssemos analisar se essas pessoas haviam negociado ações antes, durante ou depois da prestação dessas informação fazendo portanto, uso de informações ainda não divulgadas ao mercado. Por fim, foi também feita uma análise daquilo que precedeu, em termos de tempo, a divulgação das informações. Da análise feita, concluímos que o montante de ações preferenciais negociadas a partir das 16h57 do dia 11 de março representa cerca de 68,5% do total do dia, ou seja, depois de divulgada aquela primeira informação por broadcast de que a ANP teria informado a descoberta de um poço cresceu muito o volume negociado – depois, repito, de divulgada a informação. Para as ações ordinárias, essa proporcionalidade foi de 40,55%; ou seja, depois de divulgada a informação, houve um aumento ainda maior da corrida para a compra de ações preferenciais, que têm mais liquidez, e um aumento um pouco menor da corrida para a compra de ações ordinárias. No dia 7 de março, cerca de 3 ou 4 dias antes da divulgação da informação, chamou-nos a atenção um crescimento do volume total de ações negociadas. Fomos verificar o que tinha havido e apuramos que eram operações a termo, ações já contratadas há mais de 1 mês, e que portanto nada tinham a ver com aquela informação. Eram operações que já estavam previstas, termos pré-contratados que estavam sendo rolados. Também verificamos as pessoas que haviam negociado essas ações para ver se entre elas havia alguém que dispusesse da informação. Chegamos à conclusão de que nenhuma das pessoas informadas pela PETROBRAS ou pela ANP fizeram negociações. Chegamos mesmo a alargar a busca: além de utilizarmos os dados sobre as pessoas informadas pela PETROBRAS ou pela ANP, examinamos também as Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS operações feitas com diretores, gerentes e chefes de gabinete da PETROBRAS, pessoas que de alguma maneira pudessem ter obtido conhecimento da informação, e da mesma maneira examinamos as operações feitas com diretores da ANP, inclusive com o Sr. Embaixador, para verificar se havia alguma operação feita por S.Sa. no período que antecedeu a divulgação das informações. Concluímos, em nossa análise, que a elevação de preço ocorrida durante a última hora do pregão do dia 11 de março decorreu de expectativas criadas com relação à possível valorização das ações da PETROBRAS em função das notícias que haviam sido veiculadas na imprensa com base no comunicado divulgado pela ANP, tornando pública a possível descoberta de um poço de petróleo na bacia de Sergipe. Essas notícias foram divulgadas, como eu disse, pouco antes das 17h, às 16h56, e causaram uma corrida de investidores para comprar ações. Os funcionários e dirigentes tanto da PETROBRAS quanto da ANP relacionados na análise não operaram com ações ordinárias ou preferenciais de emissão da PETROBRAS no período de 28 de fevereiro a 18 de março, por isso afastamos a possibilidade de uso de informação privilegiada. Também constatamos que não houve aumento no volume de negociação das ações ordinárias às vésperas do dia 11, porque aquele movimento extraordinário ocorrido no dia 7 e no dia 10 que num primeiro momento despertou nossa atenção era decorrente simplesmente da rolagem de operações de financiamento previamente contratadas. Em virtude de tudo isso, a área técnica da CVM sugeriu o arquivamento da investigação, o que foi feito por falta de provas de qualquer tipo de irregularidade. Para concluir, peço licença ao Sr. Embaixador para aconselhar que qualquer informação que envolva companhia aberta e que deva ser divulgada ao mercado, por mais importante que seja, se possível só deverá ser divulgada após o fechamento do pregão. Se a divulgação não puder aguardar o fechamento do pregão, que antes de ser feita seja requerida a suspensão dos negócios, para que o mercado tenha condições de absorver as novas informações antes de voltar a operar. No fundo, toda a questão relacionada à PETROBRAS decorreu de uma interpretação do mercado, quase instantaneamente, de um comunicado que teria sido divulgado durante a realização do pregão, sem que isso, felizmente, tenha alterado de alguma maneira volume, preço ou quantidade de negócios; portanto, sem que isso tenha afetado de alguma maneira a credibilidade do mercado. Obrigado. Quinta-feira 5 45865 O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradecemos ao Sr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da CVM, a exposição. Antes de passar ao debate, lembro aos nobres colegas Deputados e Deputadas que o autor tem preferência. Pedimos que seja cumprido o Regimento no tocante ao tempo de 3 minutos. Vamos permitir-nos aumentar o tempo dos autores para 5 minutos. O primeiro autor que convido é o Deputado Jorge Alberto, que disporá de 5 minutos para formular suas perguntas. O SR. DEPUTADO JORGE ALBERTO – Cumprimento o Sr. Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, Deputado Simão Sessim, os palestrantes, Sr. Embaixador Sebastião do Rego Barros, Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, e Sr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, o Sr. Newton Reis Monteiro, Diretor Técnico da Agência Nacional do Petróleo, as Sras. e os Srs. Deputados. Sr. Presidente, senhoras e senhores palestrantes, o que motivou meu requerimento foram duas controvérsias a respeito da divulgação da existência de poços de petróleo na Bacia de Sergipe. A primeira ocorreu em 2002, quando o jornal O Estado de Sergipe veiculou matéria produzida pela jornalista Iris Valéria, segundo a qual haveria indícios dessa descoberta por parte da PETROBRAS. A informação foi prestada pelo Gerente de Exportação da PETROBRAS em Sergipe, Sr. Sérgio Luciano Freire. Trouxe essa matéria ao conhecimento do Plenário desta Casa no início de dezembro do ano passado, 2002. Para minha surpresa, logo no dia seguinte recebi um telefonema de Sergipe da minha assessoria de jornalismo, sobre uma solicitação feita por um representante da PETROBRAS no sentido de que procurássemos desmentir essa informação porque não haveria uma conclusão final a respeito dos estudos. Não atendi a essa solicitação, é claro, porque a matéria havia sido publicada na imprensa, e eu não queria criar expectativa negativa para o povo sergipano, enfim, para todo o povo brasileiro, logo após aquelas informações. No mês de março deste ano deparamo-nos com uma nova informação, desta feita fornecida pela Agência Nacional do Petróleo à imprensa nacional. E como da vez anterior, noticiei o fato na Câmara dos Deputados. No dia seguinte a PETROBRAS emitiu uma nota pública negando as informações prestadas pela Agência Nacional do Petróleo. Com isso, criou-se uma expectativa negativa. Estabeleceu-se um conflito de informações entre a Agência Nacional do Petróleo e a PETROBRAS. 45866 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A despeito das explicações do Sr. Luiz Leonardo, tivemos conhecimento de que foi registrada no dia 11 um alta de 6,48% nas ações preferenciais da PETROBRAS, se não me engano, e de pouco mais de 4% nas ações ordinárias. Esse foi o motivo de meu requerimento, subscrito pelo Deputado Machado, que sugeriu a participação da Comissão de Valores Mobiliários para debatermos o assunto nesta Comissão. Já tivemos aqui a presença do Presidente Nacional de PETROBRAS, Senador José Eduardo Dutra, e da Ministra de Minas e Energia, a Sra. Dilma Rousseff. Para mim, ficou patente que há uma queda de braço entre a Agência Nacional do Petróleo e a PETROBRAS no que diz respeito às informações prestadas. Apesar de o Presidente da PETROBRAS, o Sr. José Eduardo Dutra, admitir a possibilidade concreta da descoberta desse depósito de petróleo em Sergipe, ele deixou bem claro que a PETROBRAS só poderia confirmá-lo definitivamente após os estudos que estão sendo realizados no poço de petróleo denominado 151 pela empresa. Seria o mapeamento do campo, e aí a PETROBRAS teria condições de verdadeiramente dar uma posição final com segurança. Essa foi a resposta do Senador Dutra a uma pergunta que lhe dirigi. Naturalmente formularei algumas perguntas aos 2 palestrantes. Nossa assessoria relacionou 3 perguntas, que desejo remeter ao Sr. Sebastião do Rego Barros. Sr. Luiz Leonardo Cantidiano, segundo a informação prestada à imprensa pela Comissão de Valores Mobiliários de nº 113, em 17 de abril de 2003, diante do episódio de divulgação de descoberta da Bacia de Sergipe-Alagoas pela Agência Nacional do Petróleo, seguida de valorização das ações ON e PN da PETROBRAS, não se apurou informação privilegiada junto aos funcionários da agência e da empresa, o que levou inclusive ao arquivamento do caso e ao encerramento das investigações pela Comissão de Valores Mobiliários. Contudo, gostaria de saber se o caso não se enquadra como não-divulgação de fato relevante por parte da PETROBRAS. Afinal, essa empresa fez a divulgação a posteriori à divulgação pela Agência Nacional do Petróleo. Pergunto também qual a diferença do conteúdo da informação realizada pela Agência Nacional do Petróleo referente à Bacia Sergipe-Alagoas e da recente comunicação por parte da PETROBRAS, em caráter de fato relevante, à Comissão de Valores Mobiliários, da descoberta de gás natural na plataforma da Bacia de Santos. Não seriam os 2 casos similares e, portanto, a descoberta da Bacia Sergipe-Alagoas merecedora de comunicação como fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários pela PETROBRAS? Outubro de 2006 Antes da divulgação da ANP cabe penalização para a empresa PETROBRAS? E qual seria? Pergunta número 2: gostaria que V.Sa. fizesse uma análise sobre as repercussões do episódio para o mercado financeiro, para credibilidade das informações prestadas pela Agência Nacional do Petróleo e pela PETROBRAS. Na sua opinião, o mercado e a própria Comissão de Valores Mobiliários hoje tendem mais a acreditar nas informações prestadas pela PETROBRAS ou pela ANP? Para o Sr. Luiz, seriam essas as perguntas. Vou dirigir-me agora ao Embaixador Sebastião. Há argumentos de que a Agência Nacional do Petróleo estaria cumprindo suas atribuições, dispostas na Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que dispõe sobre a política energética nacional, as atividades ligadas ao monopólio do petróleo, institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo e dá outras providências, e que visa, entre outros objetivos, aos elencados no art. 1º, de preservar o interesse nacional, promover o desenvolvimento, ampliar o mercado de trabalho e valorizar os recursos, promover a livre concorrência, atrair investimentos na produção de energia, ampliar a competitividade do País no mercado internacional. Qual a posição de V.Sa. sobre essa argumentação? V.Sa. acredita que a valorização e o fortalecimento das agências reguladoras por parte do atual Governo evitariam episódios como esse? Qual a posição da Agência Nacional do Petróleo diante da argumentação da PETROBRAS, consagrada em nota de esclarecimento e nesta Comissão pelo Presidente da empresa, Eduardo Dutra, de que a divulgação feita pela Agência Nacional do Petróleo sobre a Bacia Sergipe-Alagoas foi precipitada e equivocada? Isso foi dito aqui pelo Senador Dutra em audiência pública e também na Comissão Mista de Orçamento, quando tratamos da possibilidade da construção de uma refinaria de petróleo no Nordeste, e ali tratávamos deste assunto. Pergunta número 3: qual é a posição técnica da Agência Nacional do Petróleo e a expectativa que o povo sergipano pode ter quanto às descobertas feitas na Bacia Sergipe-Alagoas? A Agência Nacional do Petróleo pretende realizar estudos paralelos aos realizados pela PETROBRAS para dirimir dúvidas? Diante desse episódio, quais as providências de regulamentação, como penalizações e multas às empresas, que a Agência Nacional do Petróleo está tomando para evitar outros equívocos dessa espécie? Haverá alguma modificação na cláusula de sigilo dos contratos? Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Eram essas as indagações que tinha a fazer, algumas dirigidas ao Sr. Luiz Leonardo Cantidiano e outras ao Embaixador Sebastião do Rego Barros. Agradeço ao Sr. Presidente pelos 5 minutos que me foram concedidos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Em função da ordem das perguntas, concedo a palavra ao Sr. Luiz Leonardo Cantidiano, a quem peço que responda às perguntas que lhe foram feitas. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Sr. Deputado, para responder à primeira indagação sobre a divulgação de um fato relevante, é importante fazer um pequeno relato sobre a disposição da lei. A lei diz que o administrador da companhia aberta deve divulgar ao mercado qualquer ato ou fato que, de alguma forma, possa fazer com que o investidor tome a decisão de adquirir ou alienar valores mobiliários de emissão da companhia. Esse artigo da lei é regulamentado pela instrução CVM nº 358, do ano passado, que trata de exemplificar determinadas matérias ou questões que poderiam configurar fato relevante. A própria lei e a própria instrução da CVM também estabelecem que o administrador da companhia pode deixar de divulgar fato relevante se considerar que a divulgação do fato relevante, num determinado momento, coloca em risco os negócios da companhia. Se estou fechando um contrato de compra, uma operação de refinanciamento, e divulgo o fato antes da hora, isso poderá fazer com que um concorrente meu atravesse, com que um credor me prejudique. Enfim, o administrador é juiz para decidir pela divulgação ou não do fato relevante se considerar que ela coloca em risco os interesses da empresa. No entanto, dizem também a lei e a instrução que, resolvendo o administrador manter em sigilo aquele fato relevante, se houver vazamento da informação, ele estará obrigado a prontamente divulgar isso, para que o mercado seja adequadamente informado sobre aquilo que se configura como um boato ou uma informação ainda oficiosa. No caso concreto, o que houve? A PETROBRAS, por alguma razão que, como presidente da CVM, não me cabe julgar, decidiu comunicar à ANP, para os efeitos da legislação do petróleo, determinadas questões relativas a pesquisas que ela vinha realizando, e nada divulgou ao mercado. A matéria, do ponto de vista deles, não teria, naquele momento, como influenciar a decisão do investidor, ou, ainda que tendo como influenciar, divulgada ao mercado naquele momento, poderia colocar em risco os negócios da companhia, e os administradores da PETROBRAS resolveram não fazer a divulgação. Quinta-feira 5 45867 No momento em que a ANP divulga, às 14h57min do dia 11, um comunicado dizendo que havia indícios de descoberta de um novo poço, a CVM o que faz? Questiona a PETROBRAS. Esta se manifesta na noite do dia 11, e, no dia 12, faz inserir no site da empresa e envia à CVM e às bolsas um fato relevante que, de alguma forma, faz uma análise um pouco diferente daquela que a ANP tinha feito. Não cabe à CVM emitir juízo de valor sobre quem está certo ou quem está errado, se prevalece a informação de um ou de outro. As informações foram divulgadas ao mercado, e caberá aos investidores fazer a análise para verificar se são mais corretas tais ou quais informações. Portanto, respondendo à primeira pergunta, parece-me que não cabe aplicar nenhum tipo de pena no caso concreto. Pode ter havido a ocultação de um fato que seria relevante, por força da conveniência da empresa em não divulgá-lo num primeiro momento, mas, quando a empresa foi questionada pela CVM a respeito, manifestou-se. Cumpriu-se a regra. Com relação à segunda pergunta, sobre a repercussão para o mercado financeiro, no caso concreto, houve um exagero em função do que aconteceu. Vimos aqui que houve valorização das ações, perto de 5% para as ações PN, um pouco para as ações ON. Mas isso depois de a informação ter sido divulgada. A valorização ocorreu depois das 17 horas. Houve corrida para comprar ações? Houve. Também depois da divulgação da informação. Com relação à pergunta sobre a quem creditar, aí a CVM não pode se manifestar. São questões técnicas, que a ela não cabe julgar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Jorge Alberto, temV.Exa. a palavra para a réplica. O SR. DEPUTADO JORGE ALBERTO – Sr. Presidente, fica patente que a PETROBRAS reforça a tese da importância de haver agências reguladoras. Ela não agiu como uma empresa que defendeu o interesse nacional. Se ela omitiu uma informação de que tinha conhecimento – e a omitiu – e apresentou depois um fato relevante, admitiu, assim, que a Agência Nacional do Petróleo agiu corretamente. Então, a PETROBRAS, empresa pública, agiu como empresa privada. Ela não pensou na União. Eu desejaria replicar dessa forma. Lamento não ter tido resposta. V.Sa. entende que não deve demonstrar em quem confiar, mas seria interessante que escutássemos em quem deveríamos confiar. Houve uma troca de desinformações. A Agência Nacional do Petróleo apresenta corretamente sua informação, fundamentada na lei; a PETROBRAS, a contradita. Mas a mesma PETROBRAS envia à Co- 45868 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS missão de Valores ofício justificando que seria um fato relevante. Eram essas as observações que eu desejaria fazer. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Sr. Cantidiano, alguma complementação na resposta? (Pausa.) Passo a palavra ao Embaixador Sebastião do Rego Barros, para responder às perguntas do Deputado Jorge Alberto, um dos autores do requerimento. O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Sr. Presidente, Sr. Deputado, vou tentar responder da melhor maneira possível. Creio que vemos aqui um caso claro em que, de um lado, há o interesse da União, do País como um todo, e de outro, o interesse de uma empresa. A PETROBRAS – e aí talvez eu esteja até entrando na área do Sr. Luiz Cantidiano –, embora seja uma empresa estatal, tem investidores minoritários, com os quais tem obrigações. Uma agência reguladora não as tem. Também a Esso, a Shell, ou a Queiroz Galvão, empresa brasileira que está investindo em exploração e já teve êxito em 2 locais, são empresas que, de acordo com a nossa visão de agência, terão direito de defender seus interesses como empresas. Os direitos que não tiverem, creio que cabem muito mais à Comissão de Valores Mobiliários do que à agência reguladora. Mas é exatamente por essa razão que me parece importante que haja a agência reguladora, que o Estado atribua a si próprio essa função de ter organismos que exerçam essa vigilância em seu nome, organismos aptos, armados em termos de recursos humanos e financeiros para fiscalizar empresas, principalmente em se tratando de um setor em que a informação é tecnicamente complexa, em que cada informação tem enorme importância. No caso da divulgação feita pela ANP, a corrida se deveu em parte ao fato de que 2 órgãos da imprensa tomaram a informação de modo um tanto exagerado. Mas a realidade é que a informação, para o ângulo brasileiro, para o ângulo da União, é bastante relevante. Nunca se havia descoberto petróleo offshore, petróleo no mar, em Sergipe. A primeira descoberta de petróleo em Sergipe foi em terra, em 1963. Portanto, 40 anos depois, descobre-se petróleo offshore, e em águas profundas. Isso é algo relevante para o País e para a União. Nesse sentido, creio que respondo à sua primeira pergunta sobre a importância de um organismo regulador. Creio que é, sim, do interesse de uma sociedade diversificada que avança e que aperfeiçoa seu sistema democrático e que tem o modelo de sociedade que te- Outubro de 2006 mos, segundo o estabelecido na Constituição – haver a agência reguladora. E tanto é assim que, tanto no caso da agência reguladora para o petróleo quanto no caso da agência reguladora de telecomunicações, esses 2 organismos estão previstos na nossa Carta Constitucional, e eu não posso senão concordar com nossa Constituição. Não concordo com a posição da PETROBRAS de que nossa divulgação foi precipitada e equivocada. Não creio que tenha sido precipitada, até porque V.Sa. nos demonstrou que já em 2002 havia notícias sobre essa descoberta. No mês de agosto, haverá uma nova rodada de licitação de blocos pela União, e é necessário que a União valorize seus recursos. Portanto, não me parece que tenha sido precipitada. Não foi precipitada, tampouco equivocada, porque nossa divulgação se baseou em informações dadas pela PETROBRAS. As informações eram corretas, pois a PETROBRAS havia furado poços profundos, que são custosos. Se ela fez isso é porque tinha informações de que ali havia um volume de óleo in situ. E talvez aqui eu me permita muito rapidamente dar uma explicação. Talvez tenha originado na opinião pública a impressão de que se havia descoberto um campo gigante, quando, na realidade, não é ainda um campo gigante, mas apenas sinais de que havia um volume de óleo in situ ou, modernamente, in place, que é definido por uma portaria da ANP. O volume de óleo in situ ou in place é o volume de petróleo ou gás natural, apurado em determinada data, contido em reservatórios descobertos ou de existência inferida com base em critérios geológicos e estatísticos. Vou ler, em seguida, a definição do que são reservas. “Reservas são recursos descobertos de petróleo e gás natural comercialmente recuperáveis a partir de uma determinada data.” Temos uma diferença estrutural de visão da empresa concessionária e da União, do órgão regulador. O órgão regulador, ao ter notícia de uma descoberta, ainda que seja de volume de óleo in situ, para a União, que tem que valorizar seus recursos, seu patrimônio; é uma notícia relevante. Para a empresa, será uma notícia relevante a constatação de que é reserva. Pedi que Sr. Newton Reis Monteiro me acompanhasse porque ele será capaz, seV.Exa. ou algum dos nobres Deputados desejar, de dar essa explicação de maneira muito mais profunda do que eu, mas creio que, com relação à sua pergunta, estaria mais ou menos respondida. Tendo dito isso, não nos parece neste momento que seja o caso de penalização da empresa, porque Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a obrigação que ela tinha, pelo menos com relação à agência reguladora, que era de informar à agência reguladora, ela cumpriu. Ela informou o tempo todo à agência reguladora. Portanto, não caberia à agência reguladora penalizá-la, uma vez que ela cumpriu o contratado com a agência. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nobre Deputado Jorge Alberto,V.Exa. quer a réplica? (Pausa.) Com a palavra o segundo autor do requerimento para a realização desta reunião, nobre Deputado Machado.V.Exa. dispõe de 5 minutos. O SR. DEPUTADO MACHADO – Sr. Presidente, Deputado Simão Sessim; Sr. Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Luiz Leonardo Cantidiano; Sr. Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Embaixador Sebastião do Rego Barros; Sr. Diretor Técnico da Agência, Newton Reis; Sr. ex-Deputado pelo Rio de Janeiro – segundo nosso Presidente, eterno Deputado –, Márcio Fortes, companheiros e companheiras Deputados e Deputadas, preliminarmente, quero dizer que, para qualquer mortal comum, o mercado financeiro é de difícil entendimento. Olhe que prestei muita atenção! Cheguei a algumas conclusões, entre elas a de que não houve realmente nenhum beneficiário em todo esse processo que culminou com a divulgação por setores da imprensa de uma nota à Agência Nacional do Petróleo e um quase desmentido da PETROBRAS um dia depois. Exatamente às 16h57min, agências divulgam uma nota, tendo como fonte a Agência Nacional do Petróleo, sobre a descoberta de uma enorme jazida de petróleo no Estado de Sergipe. Por conta disso, logo após a divulgação da notícia, as ações preferenciais e ordinárias subiram, em média, 5% a 6%. Não há nada de grave porque subiram depois da divulgação das notícias. Se tivesse sido antes, a coisa teria alguma gravidade. No dia 11 de março, depois da divulgação das notícias, as ações ordinárias foram cotadas a 50 reais; as preferenciais, a 46 reais. Perguntaria ao Presidente da CVM: hoje elas estão cotadas a que valores? Outra pergunta, só para matar minha curiosidade. Qual a hora do fechamento do pregão? Digo isso porque, das 16h57min até o fechamento do pregão, 68% dos negócios aconteceram com as ações preferenciais e 40% com as ações ordinárias. Parece-me que, em um curto intervalo de tempo, foram realizados muitos negócios. Em poucas horas, houve muitos negócios. Ao Diretor-Geral da ANP, gostaria de fazer algumas ponderações, porque estou certo de que, como a PETROBRAS estava explorando essa área, houve Quinta-feira 5 45869 polêmica. Poderia ser outra empresa, a Esso, a Shell, a própria Queiroz Galvão, que hoje é uma empresa nacional que explora petróleo. Não é verdade? Talvez assim essa polêmica tivesse sido bem diminuída. EntendiV.Exa. quando disse que a Agência tem que zelar pelos interesses da União, porque todas essas jazidas, nessa fase, são de propriedade da União. E entendo também que a PETROBRAS, na condição de multinacional, também tem o direito de zelar pelos interesses da União, porque seu principal acionista é o Governo Federal – além, naturalmente, de zelar pelos interesses dos seus sócios minoritários, que são milhares, talvez milhões. Sr. Diretor-Geral, na audiência que tivemos aqui com o Presidente da PETROBRAS, ele disse, de forma clara, que as informações fornecidas pela Agência Nacional do Petróleo eram precipitadas e equivocadas. Gostaria, como sergipano, torcedor pelo meu Estado, de fazer uma pergunta ao Presidente da CVM. O senhor não imagina a felicidade que tive quando li aquela notícia, porque isso pode representar pouco para o Brasil, mas é fundamental para Sergipe! Há mais de 15 anos não se descobre um poço de petróleo em Sergipe. Fiquei eufórico, principalmente pelo que se vinculava à qualidade do petróleo, à qualidade extraordinária e ao volume de 1 bilhão e 900 mil barris. Parece-me que toda a celeuma, tudo o que preocupou a PETROBRAS foi esse número. E ele aqui nos disse que, antes de qualquer início de perfuração, ele encaminha à ANP um documento, cuja cópia tenho aqui, baseado em estudos sísmicos, que estima o volume in place. Para esse poço denominado SES-147, eles tinham 3 estimativas: do valor mínimo, do valor máximo e do mais provável, que eram 400 milhões de metros cúbicos. E ele nos ensinou a fazer uma conta. Como cada metro cúbico tem 6 barris, multiplicando 400 milhões por seis, daria 2 bilhões e 400 mil. Mas a Agência não deve ter feito isso, e sim ter pego o valor mínimo, que era de 301 milhões. Quando se multiplicou esses 301 milhões por seis, surgiu aquele número de 1 bilhão e 900 milhões de barris. Eu, como sergipano, Srs. Deputados, fiquei entusiasmado. E fui fazendo umas contas: com essa jazida, dá para retirar 100 mil barris por dia. Isso significaria a possibilidade de triplicar a produção de Sergipe durante 60 anos. Digo: vamos ganhar a refinaria, porque já produzimos quarenta; com cem que podemos retirar dessa nova reserva, cento e quarenta. O Presidente da PETROBRAS, na Comissão Mista de Orçamento, disse que a PETROBRAS pretende construir uma refinaria para refinar 150 mil barris por dia. Pronto, no Nordeste, costumamos dizer que juntamos a fome com a vontade de comer. Então, vamos ter lá 45870 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS uma produção de 150 mil barris de petróleo produzidos pela PETROBRAS e de excelente qualidade. Vem a PETROBRAS e joga água fria em tudo aquilo. Não confirmou nem desmentiu absolutamente nada. Eu torço, meu caro Diretor, Embaixador Sebastião do Rego, para que as informações não sejam precipitadas nem equivocadas. Se, com base em estudos sísmicos, a Agência Nacional do Petróleo fez uma estimativa do volume da reserva, logo após a PETROBRAS comunica à Agência Nacional do Petróleo a notificação da descoberta, nesse caso, deixam de ser estudos sísmicos para serem estudos reais. Ele reclamou que não aconteceu bem o que estava previsto, porque se esperavam no perfil duas fases com petróleo. Só descobriu uma, mas no segundo poço descobriu-se uma faixa com petróleo extraordinária, com 33 metros de arenito com existência de petróleo. Nos poços de água profunda de Sergipe, essa extensão de arenito com petróleo é de quantos metros? Quatro metros. Então, não tenho dúvida nenhuma. Se essa informação da ANP for meio equivocada, teremos uma reserva de 900 milhões de barris. Daria para retirar 100 mil barris por dia durante 30 anos. A única ponderação a fazer aV.Exa. seria a seguinte: a ANP já tomou conhecimento da notificação da descoberta do poço a que me referi anteriormente e do outro que está sendo perfurado. Se não for estratégicoV.Exa. expor aqui de público, que me dê pelo menos uma esperança de quando Sergipe terá a confirmação do valor do volume dessa jazida, se é de 900 mil barris, 1 bilhão e 200 mil barris, 1 milhão e 500 mil barris. Entendi bem quandoV.Exa. disse que esse tipo de informação não pode ser privilégio da PETROBRAS ou de qualquer outra empresa exploradora, porque se assim fosse elas a utilizariam somente em benefício próprio. A PETROBRAS naturalmente está explorando uma área cuja licitação para explorar deve ter ganhado. A ANP pretende fazer a licitação de áreas próximas a essa? Se confirmada essa descoberta, as áreas próximas a essa onde a PETROBRAS está explorando estariam bem valorizadas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra ao Sr. Luiz Leonardo Cantidiano para as respostas. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Deputado Machado, com relação ao fechamento do pregão, à época em que os fatos ocorreram, o pregão encerrava-se às 18h. Havia horário de verão nos Estados Unidos, aqui eram 18h, e 60% do volume negociado com as ações ocorreram naquela uma hora. Hoje o Outubro de 2006 horário de verão lá está começando, o nosso acabou, o pregão está sendo encerrado às 17h. Com relação a preços, gostaria de salientar que no dia 11 de março as cotações fecharam da seguinte forma: ações ordinárias a 49,20 reais; ações preferenciais, 45 reais. Houve um pico de 50 reais para as ordinárias e 46 reais para as preferenciais. Os números de hoje não tenho, mas tenho os de ontem, em que a PETROBRAS preferencial fechou a 51,60 reais, e a ordinária, a 56,30 reais. Ontem houve valorização de 1,77% nas preferenciais e 2,36% nas ordinárias, sem anúncio de nada, e os volumes são mais ou menos equivalentes àqueles que vinham sendo negociados antes. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Machado, com relação à resposta, nada a acrescentar? (Pausa.) Passamos às respostas das perguntas dirigidas ao Embaixador Sebastião do Rego Barros. O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Sr. Deputado, no caso do montante anunciado pela ANP, estávamos nos referindo – e fazemos isso muito claramente, como está, aliás, na nossa nota à imprensa – aos 2 poços dessa formação geológica. O Presidente da PETROBRAS menciona que houve o furo e o mesmo não foi tão exitoso quanto se esperava. Portanto, tem uma falha e chega a um número menor, refere-se somente a um poço. Estamos juntando os dois, e a ANP acabou por tomar, e o fez pensando que também temos de ser cuidadosos. Não podemos criar uma euforia artificial, até mesmo por credibilidade. Tomamos uma posição muito conservadora com relação aos 2 poços. Esse 1 bilhão e 900 milhões de óleo in situ não é reserva, é importante dizer. Sr. Presidente, se V.Exa. me permitir, vou pedir ao Dr. Newton Reis Monteiro que nos explique, porque acho que seria, para nós todos, muito útil termos a explicação de uma pessoa com o preparo de S.Sa. e com a experiência de campo que teve por ter trabalhado em Angola, na Líbia, no Iraque. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra ao Dr. Newton Reis Monteiro, Diretor Técnico da ANP. O SR. NEWTON REIS MONTEIRO – Deputado Machado, também estou muito curioso no que diz respeito ao resultado final dessa descoberta em Sergipe, posso até dizer a razão. Comecei trabalhando na PETROBRAS, no Campo de Carmópolis também, e participei dos primeiros estudos de óleo em água rasa em Sergipe, Campo de Guaricema, Campo de Caioba. Nós estamos nesse negócio há mais de 40 anos. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quanto ao problema desse 1 bilhão e 900 milhões, é um número que talvez possa causar espanto, em termos, como em Sergipe. Carmópolis tem um número aproximadamente como esse, sem terra. Ninguém se espantou de óleo in situ, porque a reserva, em geral, é uma fração muito pequena desse valor. Para se ter uma idéia, na Bahia, local onde produzimos com mais eficiência durante mais tempo, a reserva é cerca de 30% desse valor de óleo in situ. Um número razoável que poderíamos colocar para esse 1 bilhão seria da ordem de quatrocentos, metade do queV.Exa. disse, dentro desses valores mínimos, o que não transforma isso em praticamente nenhum supercampo, porque ele está colocado em mil metros em lâmina d’água. O custo para extrair isso, tipo de equipamento, realmente está numa posição intermediária, meeira. Na Bacia de Campos, 400 milhões, qualquer multinacional procura postergar o desenvolvimento, porque ele não tem uma rentabilidade adequada; quanto mais em Sergipe, pois estamos mais longe. Esse número de 100 mil barris por dia, com 900 milhões, realmente é precipitado. Nós não dissemos, apenas colocamos. A PETROBRAS realizou um estudo em que mostrava um volume de petróleo, e numa área onde tínhamos certeza de que existia petróleo, porque já se tinha descoberto, em Sergipe, no final dos anos 70, óleo em águas profundas, num poço chamado C-92, que pelo tamanho foi considerado subcomercial pela PETROBRAS, e devolveu para a ANP. Então, tínhamos essa informação. Esses novos volumes, que a PETROBRAS identificou em Sergipe, competem, dentro da carteira de projetos da PETROBRAS, com poços que vão ser furados na Bacia de Campos, na Bacia de Santos e numa série de outras bacias. Quando eles realizaram essas pesquisas, e definiram que o volume podia ser entre trezentos e quinhentos, os estudos geológicos e geofísicos mostraram que haveria possibilidade de ter esse volume em área e profundidade. O que aconteceu? Furou-se o primeiro poço, de espessura um pouco menor, mas ficou demonstrado que havia óleo no reservatório, naquela profundidade. Refiro-me àquela descoberta que foi desmentida em dezembro, se não me engano, Deputado. São esses os estudos de que temos conhecimento. Furou-se o segundo poço, maior. A área analisada não mudou. Disponho apenas da posição dos poços e dos estudos geofísicos. Repito: a área não mudou. Se houve pequena mudança, foi na espessura. Mas uma compensa a outra. Então, os valores que estão aí, de 300 a 500, podem ser considerados representativos, da existência. A ANP, numa atitude extremamente conservadora, informou que haveria um potencial de 300, que corresponde a 1,9 bilhão. Foi essa a informação Quinta-feira 5 45871 dada, rigorosamente correta. Discutimos com qualquer pessoa da PETROBRAS a esse respeito. O SR. DEPUTADO JORGE ALBERTO – Sr. Presidente, gostaria de uma informação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Jorge Alberto,V.Exa. já teve a oportunidade de se pronunciar. Concederei a palavra, para a réplica, ao Deputado Machado. Com a palavra o Deputado Machado. O SR. DEPUTADO MACHADO – O Presidente da PETROBRAS afirmou que, apesar de o poço se localizar em águas profundas, a 25 quilômetros da costa, está a menos de 5 quilômetros de águas rasas. Então, essa pequena distância de águas rasas possibilita a exploração, não de imediato, mas a curto prazo, com baixos investimentos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Sr. Newton Reis Monteiro. O SR. NEWTON REIS MONTEIRO – Diria que com valores inferiores aos da Bacia de Campos, mas não muito baratos para transformar aquilo, de imediato, num instrumento comercial. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Deputado Machado. O SR. DEPUTADO MACHADO – Temos de ressaltar também, Sr. Newton Monteiro, a qualidade do petróleo. O SR. NEWTON REIS MONTEIRO – Sem dúvida alguma, o grande sucesso foi a descoberta de um óleo leve, com o qual nossas refinarias, pelo menos no momento, estão preparadas para trabalhar. Se for o caso de grande produção, a cotação deve ser muito maior. Lembro que, para um petróleo dessa ordem, o valor considerado seria praticamente o do petróleo Brent, que vemos nos jornais todos os dias. Alguns petróleos da Bacia de Campos são extremamente penalizados em relação ao petróleo Brent. Precisaremos de mais linhas – Brent, menos 5 ou 6 dólares, por exemplo. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Deputado Machado. O SR. DEPUTADO MACHADO – Sr. Newton, o que significa uma cotação bem maior? O dobro? O triplo? O SR. NEWTON REIS MONTEIRO – Cotação de quê? O SR. DEPUTADO MACHADO – Do petróleo leve. A cotação no mercado é bem maior, se nós a compararmos com a do petróleo de Campos. Seria o dobro, o triplo? O SR. NEWTON REIS MONTEIRO – Não. Seria em torno de 6, 7 dólares. Estaria nessa faixa. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Satisfeito, Deputado Machado? 45872 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO MACHADO – Tenho outra pergunta a fazer. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Deputado Machado. O SR. DEPUTADO MACHADO – A ANP pretende licitar áreas ao redor da que a PETROBRAS está explorando? O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Sr. Embaixador. O SR. SEBASTÃO DO REGO BARROS – Sim. Essa área não constará da licitação de agosto, mas certamente será incluída na próxima. Estamos trabalhando em parceria com o Ministério de Minas e Energia, fazendo grande esforço junto às empresas, principalmente a PETROBRAS, para que seja realizada a sexta rodada de licitações. A quinta será em agosto, quando haverá, também, a devolução de grande número de blocos que estão com a PETROBRAS. Essa devolução, pela PETROBRAS, fará com que a ANP tenha, sob seu controle, mais blocos para serem relicitados, e interessantes, pois terão muito mais informações. Estamos nos esforçando para, talvez dentro de 6 meses, depois de agosto, uma sexta rodada de licitação. Posso garantir aV.Exa. que haverá blocos em Sergipe. Eu, que posso falar sem o rigor técnico do Diretor Newton Reis Monteiro, acredito que haverá boas surpresas naquele Estado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Machado,V.Exa. está satisfeito?(Pausa.) Ficou faltando uma resposta sobre a questão da refinaria pretendida por Sergipe. Informo, a pedido da Deputada Almerinda de Carvalho e do Deputado Márcio Fortes, que o Governo tem de construir 2. A primeira é a do Rio de Janeiro, por ter 80% da produção nacional de petróleo. Passarei a palavra aos debatedores. Lembro aos senhores os 3 minutos regimentais. A primeira inscrita é a Deputada Yeda Crusius. A SRA. DEPUTADA YEDA CRUSIUS – Sr. Presidente, Deputado Simão Sessim, nosso Presidente, nestes 3 minutos lembro algo que me liga ao Deputado Alberto Goldman e que se passou em 1993, quando éramos Ministros – S.Exa. exerceu o cargo até 1994. Nós tínhamos a idéia de que o Brasil poderia mudar, ter rumo, transformar-se. Aquela época tem a ver com o que Sergipe está passando. Refiro-me à decisão sobre o pólo petroquímico, que trouxe desenvolvimento regional, no Governo do Presidente Geisel. Um deles foi para o Rio Grande do Sul e o outro para a Bahia. Houve modificação no padrão de desenvolvimento regional. Lembro-me de que a televisão perguntava às pessoas na rua: “O pólo está chegando. O que o você Outubro de 2006 acha?” Sem saber da transformação que isso representaria, alguns disseram: “Ele vem para o Inter ou para o Grêmio?” Quando veio o pólo e se entendeu o processo de transformação do petróleo, que mudou o desenvolvimento regional brasileiro – em especial o do Rio Grande do Sul—, ninguém mais fez essa pergunta. E o Deputado Simão Sessim tem razão em dizer que serão necessárias 2. Se for para um programa de desenvolvimento regional, não tenho dúvida para onde vai. No tempo em que eu e o Deputado Alberto Goldman éramos Ministros, uma audiência como esta mudava os valores da Bolsa de maneira infernal, não em 5%, porque daqui poderia sair a informação sobre o tamanho do poço de Sergipe. O Embaixador Sebastião do Rego Barros quase disse. Mas havia um país diferente. O Brasil mudou, mas ainda deve haver mais mudanças. A minha pergunta não é dirigida especificamente à Comissão de Valores Mobiliários, que é uma agência. Os instrumentos de informação, a credibilidade nas instituições que informam, a própria liberdade que a mídia tem de fazer divulgação dessa informação não fazem mais com que se repita aquilo que vivemos no tempo do pólo petroquímico, muito menos no período pós impeachment. O Deputado Goldman e eu éramos Ministros e preparávamos a transformação brasileira que hoje já se conhece. De acordo com o modelo de agências que eu defendo desde o início, elas são um instrumento de transparência para as informações vitais. Tanto é que o valor das ações da PETROBRAS cresceu 5%, no máximo. Se isso ocorresse no passado, meu Deus! Então, defendendo esse modelo, creio que ainda falta ao Brasil uma etapa, que vem contra os movimentos feitos pelo atual Ministério de Minas e Energia e pela PETROBRAS. Falta saber como é lá fora. Nós não criamos a agência como algo brasileiro. Trata-se de um modelo em que a agência vai ser instrumento regulador e vai ampliar a transparência que é dada no País a toda e qualquer informação que possa gerar desenvolvimento, melhor escolha, crescimento a preço mais baixo, em geral para o consumidor, mas a um valor mais alto de retorno para a União. Como o Embaixador Sebastião nos disse, a função da ANP seria defender o valor do bem da União chamado petróleo. Acho que ainda falta uma etapa. Não sabemos como isso funciona no exterior. Quando, no Brasil – a auto-estima ainda não cresceu ao ponto em que ela vai poder crescer –, se passa uma informação como essa, diz-se que há mutreta, que alguma coisa já está definida. Aí, sim, a informação seria privilegiada. Poderíamos saber para onde iria a refinaria. Até agora Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS não havia sido possível ter acesso público a uma informação privilegiada. A resposta a uma pergunta que eu gostaria de fazer à CVM, na verdade, já foi dada. Basta ver como era o preço da ação no dia 7 de março, no dia 11. Não há o que ver. Só se sabe que uma informação como essa poderia ter sido feita diferentemente do que fazem as agências que existem em países produtores de petróleo. A minha pergunta é bem específica ao Embaixador Sebastião do Rego Barros. A nossa função é divulgar que não fazemos como no passado, em que se podia fazer acreditar que agíamos com outras intenções e não pela ação de instituição concreta, como é a ANP, nem havia brigas de idéia política entre um Ministério, a PETROBRAS e uma agência moderna. Como agem as agências que atuam como reguladoras em países produtores de petróleo? É uma comparação com aquela forma de ação, porque não se permitiria que nós agíssemos de outra maneira. No dia seguinte já estaríamos sendo cobrados por termos feito alguma coisa diferente, no papel da agência reguladora, do que é feito no exterior. Alguém lá fora permitiria que uma informação como essa fosse guardada? Esta é a minha pergunta específica ao Embaixador Sebastião do Rego Barros. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Presidente da ANP, Embaixador Sebastião do Rego Barros. O SR. SEBASTÃO DO REGO BARROS – É um grande prazer responder a uma pergunta feita porV. Exa., por quem tenho tanta admiração. Nós temos feito um grande esforço. ComoV.Exa. lembrou, não é algo que tenha sido sempre da nossa cultura para ter muita transparência, para dar muita informação ao público. Nós nos esforçamos para dar toda informação possível ao público. Quanto às agências que estão em países em que já há mais tradição de se prestarem essas informações ao público, elas têm muito mais recursos do que as nossas, que ainda estão numa fase incipiente de sua vida. Incipiente é uma palavra positiva, porque não sei se sobreviverão. Espero que sim. O fato é que ainda não temos a capacidade de prestar todo tipo de informação que as agências desses países que têm mais tradição prestam. Nesses países, o número de plataformas e de navios, a capacidade da plataforma, os equipamentos, tudo isso é informado de modo que possa haver um segmento mais perfeito possível pelo mercado e pelo próprio Governo. Nós ainda não temos essa capacidade. Espero que a tenhamos no futuro. O que eu gostaria de garantir aV.Exa. é a luta que nós fazemos por dar mais informações e, mais do que isso, Quinta-feira 5 45873 por lutar por esse ideal, ou seja, evitar que haja menos assimetria de informação. Conhecemos a tese do Prêmio Nobel de Literatura, John Steinbeck, sobre o que significa assimetria da informação no funcionamento do mercado. Acho que essa é uma das funções importantes das agências. Em resumo, nos países em que há mais tradição há muito mais informações do que nós somos capazes de dar hoje em dia. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra a Deputada Yeda Crusius, pelo prazo de 3 minutos. A SRA. DEPUTADA YEDA CRUSIUS – Gostaria de lhe contar tantas histórias, Sr. Presidente! Mas não vai dar. Podemos fazer isso em outra ocasião. Em relação à palavra “incipiente”, a minha decisão em participar da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle é relativa à nossa situação como base de Governo há 18 anos passados. Creio que a população já percebeu os avanços, as conquistas. Ser Oposição hoje é dizer “não” ao retrocesso. Em relação à possibilidade de as agências serem levadas a não continuar o seu caminho de desenvolvimento, a Oposição, nesta Casa, quer dizer “não” ao retrocesso. Agora, vejo claramente que não se tem a mesma quantidade de informação que têm os países que já acumularam essa experiência há muito tempo. Informo que esta Oposição estará vigilante para que, quando houver sinais de retrocesso, saibamos dizer “não”. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Passemos, então, ao segundo inscrito, Deputado Marcondes Gadelha. Em seguida, falará o Deputado Alberto Goldman. Caso mais algum Deputado queira fazer uso da palavra, deverá se inscrever. Os Deputados André Luiz e Rajão chegaram agora. Se S.Exas. queiram se inscrever, poderão fazê-lo. Com a palavra o Deputado Marcondes Gadelha. O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Sr. Presidente, preliminarmente louvo a atitude do Embaixador Sebastião do Rego Barros e, por extensão, a atitude da ANP, pelo compromisso absoluto e irrecorrível com a transparência. O Embaixador foi enfático, repetiu várias vezes palavras que são sinônimas: informação confiável, comunicação imediata, interesse na divulgação, obrigação de informar. Tudo isso soa como música aos ouvidos desta Nação, acostumada a ver a PETROBRAS como uma espécie de enclave dentro do País, indiferente a qualquer indagação, demanda, seja do povo brasileiro, seja da sua representação política, seja do próprio Poder Executivo, que 45874 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nunca teve acesso às informações e às decisões que a empresa tomava sozinha. A agência reguladora vem como um instrumento de interesse público para abrir essa caixa preta ou, pelo menos, colocar em discussão o assunto ou dar conhecimento à Nação das diversas etapas da pesquisa, exploração e distribuição do petróleo. O Dr. Cantidiano conduziu com muita habilidade o problema, do ponto de vista da CVM. Eu diria que o conduziu de forma meio hitchcockiana, prendendo a expectativa de todos até chegar ao ponto de dizer que tivemos, nos últimos minutos do pregão, um volume de 68% de negócios. Logo em seguida, o Dr. Cantidiano nos leva para um anticlímax e afirma que afinal não houve nada e que, na conclusão, na apuração, chegou-se ao entendimento de que, entre mortos e feridos, todos escaparam. Então, mandou arquivar o caso. O caso fica arquivado, mas isso não resolve a natureza, a essência do problema com que nos defrontaremos provavelmente daqui para a frente: saber de quem é, de fato e de direito, a titularidade da informação – se é da PETROBRAS ou da ANP – e, em seguida, como se define o momento oportuno de liberar essa informação. O Dr. Cantidiano me surpreendeu com uma informação, deixando-me de certa forma preocupado. Ele reconhece que as 2 informações eram diferentes: a da ANP e a da PETROBRAS. No entanto, disse que cabe aos investidores discernir qual a informação correta. Ou seja, o mercado que se vire; a CVM não tem nada com isso. Estamos diante da informação de uma repercussão enorme sobre o mercado, sobre a vida da própria Bolsa, sobre o interesse financeiro das pessoas, dos investidores, e a CVM alega que tem 2 informações diferentes e que nós devemos procurar saber quais são. Em última análise, foi este o meu entendimento: que o mercado se vire para saber qual a informação correta, em quem deve apostar, em que linha orientar os seus investimentos. O senso comum leva a pensar que, no interesse de proteger os investidores, a CVM poderia, no mínimo, suspender o pregão, no que se refere às ações da PETROBRAS, até que houvesse um esclarecimento e se pudesse, então, informar ao mercado, para que este não se deixasse induzir em erro, seja pela “omissão” (entre aspas) da PETROBRAS, seja pela “precipitação” (entre aspas) da ANP. A questão fundamental é saber de quem é a titularidade da informação e qual é o momento correto. A ANP afirma que recebe a informação da PETROBRAS. Primeira pergunta: a PETROBRAS deu uma informação errada à ANP? A ANP recebeu a informação sobre o petróleo de Sergipe e a divulgou para o mercado. Re- Outubro de 2006 cebeu a informação da PETROBRAS. Teria a PETROBRAS agido apenas por equívoco? Teria agido com alguma intencionalidade? De que natureza? O fato é que ela repassou para a ANP uma informação que ela mesmo afirma ser equivocada. De que forma pode-se evitar essa situação em que, no fluxo de informação interna, interinstitucional entre a PETROBRAS, o Ministério das Minas e Energia e a ANP, haja o risco de haver o que pode ter acontecido no caso: uma informação concedida erroneamente por equívoco ou por intencionalidade, levando a ANP a induzir em erro o mercado. Segunda questão: como se pode definir o momento certo de liberar a informação? A ANP, ao decidir liberar uma informação, se orienta pelo interesse público. Logo, entende a ANP que é do interesse público – relevante naquele exato momento – liberar a informação. A PETROBRAS, por seu turno, se orienta pelo seu interesse como empresa. Podemos deduzir, então, que somente pode haver um momento de convergência para a liberação dessa informação: quando o interesse da empresa coincidir com o interesse público. Como vamos estabelecer qual é esse momento, para que a informação nunca seja considerada precipitada ou nunca seja considerada atrasada? Ora, foi dito aqui pela PETROBRAS que a informação foi, além de equivocada, precipitada. Uma vez que a informação não foi precipitada naquela hora, também não o será agora, passados mais de 2 meses. Já houve tempo para maturação. No entanto, continuamos na mesma. Não sabemos qual a informação correta. Ou ela foi precipitada naquela época ou também não o será agora. É hora de sabermos qual é realmente o valor em que podemos nos orientar daqui por diante – povo, representação política e mercado –, sobre as jazidas de Sergipe. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Embaixador Sebastião do Rego Barros. O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Deputado, estamos tratando de trocar mais informações com a PETROBRAS e a própria CVM. Já vínhamos negociando com a CVM um convênio, que, posso revelar, já foi aprovado pelas 2 diretorias, da CVM e da ANP, para aperfeiçoar esse tipo de informação que, espero, a ANP tenha cada vez mais e é relevante para o público. O Deputado pergunta se é um fenômeno relativamente novo.V.Exa. mesmo mencionou que a PETROBRAS sempre teve os seus segredos. Isso não Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS é segredo para nenhum brasileiro – a caixa preta da PETROBRAS etc. Em virtude da nova legislação – Lei nº 9.478 –, as empresas concessionárias são obrigadas a passar informações à agência reguladora, a fim de evitar o que ocorreu. Seria melhor que não tivesse ocorrido. Mas, de certa maneira, não foi ruim que tenha ocorrido para provocar esse tipo de debate, para mostrar a importância que passa a ter a agência reguladora e como essa informação pode ser levada ao público a tempo e a hora, sem prejudicar os interesses da empresa. É nesse sentido que estamos trabalhando com a PETROBRAS, a CVM e o Ministério de Minas e Energia. Quanto à informação da ANP, ela foi prestada com base nos dados que nos foram trazidos pela PETROBRAS. Defendemos que esses dados nossos são corretos – por exemplo, em relação ao óleo in situ. Mesmo assim, como disse o Diretor Newton, nosso anúncio foi conservador. Do número máximo e mínimo que a PETROBRAS tinha dado, tomamos o número mínimo. Achamos que essa informação era correta na época e é correta hoje. O que todos queremos saber é o que esse volume de óleo in situ significará em termos de reserva. Só a empresa poderá informar-nos sobre isso, porque dependerá de pesquisa adicional que ela terá de fazer. Só quando soubermos quais são as reservas será possível calcular a possível produção. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Marcondes Gadelha,V.Exa. aguardará as respostas do Dr. Cantidiano ou prefere fazer a réplica agora, em relação à resposta do Embaixador? O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Quero fazer apenas uma pergunta. Quando houver informação mais precisa sobre o petróleo de Sergipe, quando se completar a avaliação, que instituição dará a informação ao mercado? A ANP ou a PETROBRAS? O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Embaixador. O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Deve ser a empresa, a PETROBRAS. A Agência zelará para que isso seja feito. Se a empresa não o fizer, a Agência o fará. Já teremos aí uma experiência maior para concertar com a CVM o melhor modo de agir, inclusive quanto ao horário. Reconheço que houve uma desatenção da Agência em relação ao fato de nós termos anunciado ainda durante o pregão, em vez de fazê-lo depois. Embora, na visão da ANP, o anúncio fosse de uma informação relevante, não era do campo gigante anunciado pela imprensa. Aí, no caso, houve uma interpretação da imprensa que fez com que aquela informação relevante se transformasse numa informação extraordinária, sensacional. Quinta-feira 5 45875 O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra, para responder às perguntas a ele dirigidas, o Dr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da CVM. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Sr. Presidente, em relação às perguntas formuladas pelo nobre Deputado Marcondes Gadelha, saliento, em primeiro lugar, que nós temos aqui uma situação confusa, por conta de bens jurídicos tutelados, que são diferenciados. Na verdade, a ANP zela, como foi bem explicado pelo Embaixador Rego Barros, pelo patrimônio da União, pela questão relacionada à titularidade do petróleo, dos poços de petróleo, às perspectivas de exploração, aos resultados, enquanto que a CVM zela pela credibilidade do mercado de capitais e pela proteção dos investidores. Em qualquer dos 2 casos, parece-me que o titular da informação é a empresa. É ela que tem primeiro a informação, que dispõe da informação sobre a descoberta ou não de indício de um poço, de uma reserva – não sei exatamente qual o termo técnico. E ela decide divulgar essa informação de acordo com o que a regulamentação estabelece, para atender a um dos princípios a que me referi antes: a legislação do petróleo. E decide não fazê-lo em relação ao mercado. Ela tomou uma decisão. Como ela mesma a divulgou no dia 13 de março, ao publicar o fato relevante, não tornou pública essa informação que foi prestada à ANP. No entender dela não haviam sido concluídos os estudos sobre o volume de óleo exportável e a viabilidade econômica da reserva. Na medida em que ela, que era titular da informação, prestou informação à ANP e esta a divulgou ao mercado, a CVM, imediatamente, pediu à PETROBRAS para se manifestar. Ela diz que a divulgação da ANP levou a uma interpretação equivocada, porque se referiu a volumes in place como sendo reservas de petróleo exportáveis e o volume inicialmente esperado não se confirmou por ocasião da perfuração. Entro aí na segunda questão, acerca das informações diferentes. Não é que elas sejam diferentes. Na verdade, a CVM pode e deve, quando a informação é incompleta, incorreta, inadequada, exigir que a companhia divulgue, complemente, esclareça. E ela tem feito isso ao longo de sua existência. Eu estou lá há quase 10 meses, mas, se formos olhar a história da CVM, que é, como disse a ilustre Deputada Yeda Crusius, uma das primeiras agências nossas dos anos 75, 76 , uma agência pioneira entre nós, inspirada na agência norte-americana, a CVM, ao longo do tempo, tem, insistentemente, atuado no sentido de determinar às empresas que complementem, que esclareçam, que informem. Aqui é uma questão de interpretação. Portanto, o mercado estava informado. Havia uma infor- 45876 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mação da ANP sobre a notícia divulgada no broadcast acerca da descoberta de uma acumulação de petróleo com determinada qualidade – 46º API. O Dr. Nilton certamente saberá explicar o que é isso na plataforma continental do Estado de Sergipe, tendo como única concessionária a PETROBRAS, situada a 29 quilômetros da costa, em lâmina d’água de 1.150 metros. A PETROBRAS já havia comunicado, em janeiro de 2003, outra descoberta nesse mesmo bloco, que produziu óleo de alta qualidade, fazendo com que houvesse a estimativa preliminar de um volume potencial de óleo de 1,9 bilhão de barris. Essa foi a informação da ANP. A CVM questionou a PETROBRAS, que disse não ter falado nada porque os estudos não estão concluídos. Houve, do ponto de vista da ANP, uma interpretação equivocada, porque aquilo não é ainda exportável; é apenas um volume potencial. Então, parece-nos que não houve essa falta de atenção quanto à questão do investidor. E por que não suspenderam o pregão? Porque, na hora em que a notícia foi divulgada, o mercado reagiu imediatamente. Não fazia sentido suspender o pregão, que é algo contrário ao interesse do investidor. O investidor quer ter o direito de comprar ou de vender. A única coisa que deve haver é a informação adequada. Suspender o pregão significa deixar o investidor sem operar. Quem quer vender ou comprar fica impedido de operar. Se houve um equívoco, o Embaixador concorda... Nós já estamos preparados para assinar um convênio quanto ao momento da divulgação pela ANP da informação que havia recebido da PETROBRAS. Talvez devesse, como ele mesmo reconhece, esperar a conclusão do pregão para divulgar se era do interesse público que aquela divulgação fosse feita daquela forma. E isso não influía na decisão que a PETROBRAS havia tomado de divulgar ao mercado. Entendia ela, com base no que a lei permite, que, sendo uma informação ainda preliminar, não concluídos os estudos, não deveria ser divulgada. Não sei se esclareci. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Deputado Marcondes Gadelha. O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Eu lhe agradeço. Quero fazer apenas mais uma pergunta para me tranqüilizar. Falando em tese, numa situação como essa ou semelhante a essa, a CVM tem poderes legais para suspender apenas o pregão das ações da PETROBRAS, das ações de uma empresa sem alterar o ritmo do restante do movimento? O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Dr. Cantidiano. Outubro de 2006 O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Sim, a CVM tem competência para determinar que seja suspensa a negociação de determinada ação, se achar que está havendo algo que possa comprometer a credibilidade do mercado. Ela pode suspender a negociação de uma empresa específica. O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Na ocasião, V.Sa. achou que não havia necessidade disso? O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Na verdade, eu estava numa reunião com o diretor da SEC americana, em Miami. Cheguei no dia 13. Quando saí do avião, uma jornalista me perguntou o que havia acontecido. Eu não sabia de nada e fui me informar. Mas a CVM entendeu que não havia nenhum motivo que justificasse a suspensão do pregão e só detectou essa anormalidade quanto a preço. Então, foi investigar – porque o preço tinha variado – se alguém havia se beneficiado da informação. Como eu disse, a variação de preço acima daquilo que era admitido para as ações da PETROBRAS se justificou em função da divulgação da notícia da ANP antes de essa variação começar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Passamos, então, ao próximo debatedor inscrito, Deputado Alberto Goldman, nosso ex-Ministro. S.Exa. dispõe de 3 minutos. O SR. DEPUTADO ALBERTO GOLDMAN – Sr. Presidente, agradeço aV.Exa. as gentis palavras endereçadas a mim e à minha companheira Yeda Crusius. Estivemos no mesmo Ministério. Cumprimento os diretores da ANP, da CVM. A questão básica, razão do requerimento e da discussão de hoje, está bastante esclarecida. Não há nenhum ponto a mais para nos aprofundarmos. Aproveito este momento para cumprimentar o Presidente e os diretores da ANP, os diretores das agências que foram criadas durante esses últimos anos, nos vários setores – energia elétrica, telecomunicações, saúde, transportes –, da Agência Nacional de Águas, porque têm uma enorme responsabilidade perante o País – nós a demos a eles ao aprovarmos as leis que constituíram essas agências. Eles compreenderam perfeitamente o seu papel de agentes do Estado brasileiro, não do Governo. Os membros deste novo Governo ainda não compreenderam o que são as agências e qual o seu papel. Não se aprofundaram nas próprias leis que foram votadas nesta Casa. Estão aprendendo. Já houve melhoras em relação aos primeiros dias de janeiro. Entraram em cena achando que são donos do Estado e não governantes. Começaram a entender que o Estado tem sua estrutura e que não é assim que as coisas Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS funcionam. O comando das agências não é do Governo, mas da lei. Os Governos democraticamente eleitos têm obrigação de definir as políticas nas diversas áreas. Às agências cabe implementá-las. Creio que elas já estão fazendo isso, mesmo com seus erros e dificuldades. Não estou fazendo crítica a este Governo, ao Governo anterior, que não deu, naquele tempo, os instrumentos necessários para que as agências pudessem funcionar. De vez em quando, eram até sabotadas. Houve essa tentativa no início deste Governo. É muito importante que consolidemos o papel das agências, que são fundamentais para o Brasil. Elas mudaram a cara do País. Tentou-se fazer a reforma do Estado em muitos pontos. No caso da construção dessas agências, nós conseguimos, sem dúvida, vitórias. Eu convivi com isso nesta Casa, esses anos todos. Presidi a Comissão que quebrou o monopólio estatal do petróleo e, depois, a Comissão que modificou a Lei nº 2.004 e aprovou a nova regulamentação do setor. Lembro-me ainda do discurso que fiz em plenário, no encaminhamento da nova lei. No final do meu pronunciamento, usei a seguinte frase: o petróleo é nosso e continuará sendo nosso. Estavam dizendo que nós estávamos entregando o petróleo aos interesses internacionais. Eu dizia: o petróleo é nosso e continuará sendo nosso. Alguns não entenderam o que disse. Quando disse que o petróleo era nosso, estava dizendo que ele é da União, da sociedade, do Estado. O petróleo não é da PETROBRAS. A PETROBRAS recebe incumbências, responsabilidades. Ela recebe uma concessão e assume compromissos, mas o petróleo é um bem do Estado brasileiro, um bem da União, administrado pela União. Portanto, o fato de se divulgar a existência do petróleo em determinadas quantidades, desde que isso não seja um instrumento que possibilite a especulação sobre ações, é fato positivo. Quem tem de fazer isso é o poder concedente mesmo e não o poder concessionário. O poder concessionário é uma empresa, que pode ser estatal, privada, mista etc. Tem obrigações de uma empresa, e a obrigação de uma empresa é ter lucro. Mas a obrigação do poder concedente é exatamente, como foi dito, avaliar, analisar o interesse público. Cumprimento os dirigentes das nossas agências. Digo a eles que devem continuar nessa linha. O Governo está começando a compreender a situação. Deu passos além das pernas, mas já recuou. Espero que ele compreenda essa grande transformação feita nos últimos anos no País. Quinta-feira 5 45877 O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Não há respostas ao Deputado Alberto Goldman. Concedo a palavra ao último inscrito, Deputado Eduardo Valverde, membro da Comissão, sempre presente às nossas reuniões. S.Exa. dispõe de 3 minutos. O SR. DEPUTADO EDUARDO VALVERDE – Sr. Presidente, Deputado Simão Sessim, agradeço aV.Exa. e cumprimento o Deputado Jorge Alberto, que pôs o dedo numa questão nodal. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Os Deputados Jorge Alberto e Machado foram os autores do requerimento para realização desta reunião de audiência pública. O SR. DEPUTADO EDUARDO VALVERDE – S.Exa. pôs o dedo numa questão nodal, que diz respeito ao comportamento das agências reguladoras. Em tese, elas foram feitas para proteger o consumidor. Dentro de atividades monopolistas, o Estado delega algum ente estatal, descentralizado para controlar o setor monopolista, com o intuito de proteger o consumidor. Mesmo nos Estados Unidos, pátria das agências reguladoras, existe forte controle social sobre as agências. Em nenhum país do mundo elas são totalmente autônomas, soberanas, porque a soberania pertence ao povo, que deve controlar todos os poderes, inclusive os órgãos que são descentralizados. Se não for dessa forma, as agências podem ser capturadas pelas atividades econômicas, em vez de controlá-las. O Estado tem o papel fundamental de impor regras e o povo, de fiscalizar essas regras e controlar o devido desempenho das agências. Discute-se no Brasil quem controla as agências. Elas não podem ficar acima de todos, do bem e do mal. Deve haver um poder soberano, ao qual ela preste contas. Esse poder soberano é o poder popular, o controle social. Então, o que se discute no Governo são mecanismos que permitam à sociedade brasileira poder disciplinar, controlar e orientar essas agências reguladoras, sob pena, em situações iguais a essa, de haver prejuízo ao consumidor. Pergunto ao Dr. Sebastião do Rego Barros e ao Dr. Luiz Leonardo Cantidiano quem vai pagar o prejuízo desse pequeno investidor, que, confiando em informações, acabou comprando ações da PETROBRAS e, por ser um movimento especulativo, acabou tendo prejuízo. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Deputado Eduardo Valverde,V.Exa. quer resposta dos 2? (Pausa.) Primeiro, concedo a palavra ao Embaixador Sebastião do Rego Barros, Presidente da ANP. 45878 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. SEBASTIÃO DO REGO BARROS – Não sei se tenho capacidade de responder à pergunta. Concordo com o Deputado. Realmente as agências têm de ser controladas. Elas são controladas pelo Congresso Nacional, tendo em vista o número de vezes que as agências e seus diretores são chamados ao Parlamento; pelo Tribunal de Contas da União, que faz parte do Legislativo; pelo Executivo, por meio da Secretaria de Controle; pelo Ministério Público. Enfim, deve haver controle. Em relação à pergunta deV.Exa., a informação da Agência Nacional do Petróleo , recebida da PETROBRAS, é correta. Aqueles que investiram, fizeram-no porque acreditaram em notícias magnificadas pela imprensa. Deputado, felizmente, não creio que se trate do caso de alguém ter de pagar pelo prejuízo, porque essas pessoas lucraram. É apenas uma circunstância. Todas as ações subiram. Portanto, não sei se vem ao caso dizer quem vai pagar pelo prejuízo. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra ao Dr. Luiz Leonardo Cantidiano. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Também concordo com a manifestação do ilustre Deputado quanto à necessidade de controlar as agências. Isso é fundamental. A CVM tem procurado ser o mais transparente possível. Todas as decisões adotadas pela diretoria estão divulgadas no site da CVM. Toda semana, na ata de reunião da diretoria, são registrados os assuntos tratados, as decisões, com o inteiro teor dos votos. Estamos ali para sermos julgados pelo que fazemos. Na recente reforma da Lei das Sociedades Anônimas e da lei que criou a CVM, a pedido desta foi alterado o dispositivo que tratava dos julgamentos de inquéritos administrativos, para deixar claro que eles eram públicos. Os julgamentos devem ser públicos para que os jornalistas, a imprensa e a pessoas que desejarem possam assistir a eles. Quanto à pergunta feito, tenho impressão de que não houve prejuízo causado a investidores. Como eu disse, no pregão do dia 11, que foi mencionado, as ações ordinárias da PETROBRAS fecharam em 49,20 reais e as ações preferenciais, em 45 reais. No pregão de ontem, as ordinárias subiram de 49,20 reais para 56,30 reais e as preferenciais, de 45 reais, para 51,60 reais. Ao longo desses quase 2 meses, entre 11 março e 5 de maio, não apenas a PETROBRAS, mas todo o mercado se valorizou e não houve nenhum tipo de prejuízo. Pelo menos não recebemos nenhuma reclamação de algum investidor quanto a prejuízo que tenha sido sofrido em virtude da divulgação dessa informação. Outubro de 2006 O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Deputado Eduardo Valverde, para a réplica. O SR. DEPUTADO EDUARDO VALVERDE – Veja bem, não foi uma conseqüência, que poderia causar prejuízo, em função da conjuntura de normalidade do País. O Governo colocou o Brasil novamente no ritmo do ordenamento da sua vulnerabilidade externa e interna. Evidentemente, a não-desvalorização das ações da PETROBRAS não ocorreu em função do acerto ou do desacerto da CVM ou da divulgação da ANP. Foi fruto da nova conjuntura econômica. Em outra situação, dentro de outro contexto brasileiro, se fosse no ano passado, por exemplo, poderia haver prejuízo; ou seja, haveria uma valorização momentânea e, logo em seguida, uma desvalorização. Mas, em face dessa conjuntura favorável que o País atravessa, por sorte não houve prejuízo, principalmente para o pequeno investidor, porque o grande já tem mecanismo de autoproteção. O que se espera no Brasil? Que o mercado de capitais seja acessível aos pequenos poupadores, investidores. Se eles não tiverem segurança no sentido de que aquelas informações que são prestadas ao mercado sejam corretas, os pequenos investidores poderão ter prejuízo. E isso dificilmente é assimilado pelo pequeno poupador, investidor. Por sorte, a favorável conjuntura do Brasil fez com que as ações da PETROBRAS e de todo o patrimônio do ativo do Governo tivessem essa valorização. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Algum palestrante gostaria de falar? Com a palavra o Dr. Luiz Leonardo Cantidiano. O SR. LUIZ LEONARDO CANTIDIANO – Deputado, não quero polemizar, pois não me cabe fazê-lo, mas acho que o verso e o reverso são iguais. Felizmente, o País se recupera dos problemas, ganha confiança no mundo, a bolsa se valoriza, investimentos voltam a ser feitos e o mercado prospera. Se houvesse alguma questão específica, no momento em que todo o mercado cresce, que pudesse afetar essa ou aquela empresa, haveria como conseqüência um movimento diverso do daquela empresa específica, em relação a todo o mercado. Da mesma maneira, se o movimento global, macroeconômico fosse contrário, o prejuízo não decorreria da ação específica, mas sim da conjuntura, que seria desfavorável ao País de maneira geral. Hoje há empresas que podem não estar tendo a valorização que já tivemos, apesar de todos os ventos que sopram a seu favor. Parece que, no caso concreto, não houve nenhuma informação que pudesse ter ge- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rado, por si só, prejuízo ao investidor, que justificasse algum tipo de medida. Mesmo quando não há prejuízo – alguns podem até não concordar, mas quem quiser pode consultar o site –, a CVM, tradicionalmente, verifica se houve prejuízo potencial em relação ao mercado. Lembro-me bem de que, na condição de advogado, defendendo pessoas acusadas, eu dizia: “Avançou o sinal de trânsito, não é porque não atropelou ninguém que está absolvido. Pelo simples fato de descumprir a regra, colocando em risco a vida de alguém, o infrator deve ser punido”. No caso concreto não houve nem prejuízo potencial. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Esclareço aos presentes que esta audiência pública foi realizada em cumprimento ao requerimento dos Deputados Jorge Alberto e Machado. Ela também complementou a audiência anterior, que teve a presença da Ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e do Presidente da PETROBRAS. Com isso, encerramos o assunto. Acredito que os autores estejam satisfeitos com as 2 audiências públicas, pois tiveram a oportunidade de fazer um amplo debate sobre o assunto, que, aliás, é importantíssimo. Portanto, parabenizo todos os que puderam, de alguma forma, trazer o debate para esta Comissão. Agradeço aos 2 palestrantes, Embaixador Sebastião do Rego Barros, Presidente da ANP, e Sr. Luiz Leonardo Cantidiano, Presidente da CBN. Agradeço também aos acompanhantes assessores, Sr. Newton Reis Monteiro, Diretor da ANP; Sr. Durval Carvalho de Barros, Superintendente de Relações Institucionais; Sr. Roberto Furian Ardenghy, Chefe de Gabinete da ANP; Sr. Luiz Tito, Assessor Parlamentar da ANP; Sr. Waldir de Jesus Nobre, Gerente de Acompanhamento de Mercado da CVM; Sr. Roberto Tadeu Antunes Fernandes, Superintendente de Relações com Mercados Intermediários; Sr. Edison Antonio Costa Brito Garcia, Superintendente Regional de Brasília. E, mais uma vez, agradeço ao magnífico Deputado Márcio Fortes a presença. S.Exa. passou por esta Casa e faz ecoar ainda hoje, nas Comissões e no plenário, sua palavra vibrante. O Estado do Rio de Janeiro sempre vai se orgulhar do Deputado Márcio Fortes, que, acredito, estará conosco dentro de pouco tempo. Agradeço a todos os presentes. Antes de encerrar os trabalho, convoco os Srs. Deputados para reunião ordinária deliberativa amanhã, quarta-feira, às 9h30min, neste plenário. Está encerrada a reunião. COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE – CFFC 52ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Quinta-feira 5 45879 Ata da Décima Oitava Reunião Ordinária Audiência Pública Realizada em 27 de Maio de 2003. Às quinze horas e vinte e sete minutos do dia vinte e sete de maio de dois mil e três, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no Plenário 09 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Simão Sessim – Presidente; Almerinda de Carvalho – Vice-Presidente; Agnaldo Muniz, André Luiz, Dr. Rosinha, João Magalhães, José Rajão, Machado, Marcondes Gadelha, Neucimar Fraga, Pompeo de Mattos e Wladimir Costa – Titulares; Alexandre Santos, Eduardo Cunha, Jaime Martins, Manato, Nelson Bornier, Paes Landim e Reginaldo Lopes – Suplentes. Compareceram também os Deputados Dr. Benedito Dias, Paulo Feijó, Paulo Rocha, Perpétua Almeida, Zé Geraldo, Zezéu Ribeiro e Zico Bronzeado, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Aníbal Gomes, Eduardo Valverde, Elaine Costa, Herculano Anghinetti, Hermes Parcianello, João Magno, José Carlos Aleluia, Manoel Salviano, Orlando Fantazzini e Wellington Roberto. ABERTURA: O Deputado Simão Sessim declarou aberta a reunião ordinária de audiência pública, destinada a prestar esclarecimentos sobre as “políticas que nortearão a nova administração do Banco da Amazônia S/A, principalmente, em relação a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte – FNO”, em atendimento ao Requerimento nº 26/03, do Deputado Wladimir Costa, aprovado em 23/04/2003, com a presença da senhor Mâncio Lima Cordeiro – Presidente do BASA. O Presidente convidou o senhor Mâncio Lima Cordeiro, para compor a mesa e comunicou ao convidado que ele teria o prazo de vinte minutos para fazer sua exposição, prorrogáveis por mais dez, por deliberação do plenário, não podendo ser aparteado e aos senhores Deputados que disporiam de três minutos cada, para interpelar o convidado. O Presidente passou a palavra ao Dr. Mâncio Lima Cordeiro para fazer sua exposição e a seguir ao autor do requerimento, Deputado Wladimir Costa, para formular questões ao convidado. Participaram do debate, pela ordem de inscrição, os Deputados José Rajão, Marcondes Gadelha, Agnaldo Muniz, Dr. Benedito Dias, Perpétua Almeida, Paulo Rocha, Zé Geraldo e Zico Bronzeado. Ao final, o Presidente agradeceu a presença do expositor. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, às dezessete horas e trinta e três minutos, o Presidente encerrou os trabalhos, tendo antes, convocado reunião ordinária deliberativa, para o dia vinte e oito de maio, quarta-feira, às nove horas e trinta minutos, neste Plenário. O inteiro teor desta reunião foi gravado, devendo ser transcrito e publicado posteriormente, passando a fazer parte integrante desta 45880 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ata. E, para constar, eu, Edilson Saraiva Alencar, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Simão Sessim , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação Núcleo de Redação Final em Comissões Texto Com Redação Final Comissão de Fiscalização Financeira e Controle EVENTO: Audiência Pública Nº: 605/03 DATA: 27/5/2003 INÍCIO: 15h27min TÉRMINO: 17h34min DURAÇÃO: 2h07min TEMPO DE GRAVAÇÃO: 2h06min PÁGINAS: 40 QUARTOS: 26 Depoente/convidado – Qualificação Mâncio Lima Cordeiro – Presidente do Banco da Amazônia S/A – Basa. SUMÁRIO: Considerações sobre as políticas norteadoras da nova administração do Banco da Amazônia. OBSERVAÇÕES Houve exibição de imagens. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Declaro abertos os trabalhos desta reunião ordinária de audiência pública, em atendimento ao Requerimento nº 26, de 2003, de autoria do nobre Deputado Wladimir Costa, aprovado na reunião ordinária de 26 de abril de 2003, que solicitava fosse convidado o Presidente do Banco da Amazônia S/A – BASA a comparecer a esta Comissão, em audiência pública, para prestar esclarecimentos sobre as diretrizes a serem adotadas em sua gestão. Estando presente o Presidente do BASA, Sr. Mâncio Lima Cordeiro, convido-o a tomar assento à Mesa. Registro que fazem parte de sua comitiva o Sr. Hélio Francisco dos Santos Graça, Gerente de Estudos Econômicos e Relações Institucionais, a Sra. Neusa Maria Morais Farah, Coordenadora de Apoio Institucional, e o Sr. Jorgenei da Silva Ribeiro, Assessor do Presidente. Comunico aos senhores membros desta Comissão que o Sr. Mâncio Lima Cordeiro terá o prazo de 20 minutos, prorrogáveis, para fazer sua exposição. Nessa fase, não poderá ser aparteado. Os Deputados que quiserem interpelar o Sr. Mâncio devem inscrever-se e poderão interpelá-lo estritamente sobre o assunto da exposição, pelo prazo de 3 minutos, tendo o convidado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica pelo mesmo prazo. Não é permitido ao convidado interpelar qualquer dos presentes. Outubro de 2006 Passo a palavra ao Sr. Mâncio Lima Cordeiro, Presidente do Banco da Amazônia. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Deputado Simão Sessim, Presidente desta Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, em nome do qual cumprimento todos os membros da Comissão presentes, é com imensa satisfação que compareço a esta Casa para prestar esclarecimentos e falar das ações que o Banco da Amazônia deverá adotar nos próximos anos e dos rumos que irá seguir. Agradeço ao Deputado Wladimir Costa, em especial, por ter sido o autor do requerimento que me convidou para que aqui pudéssemos estabelecer uma conversa esclarecedora sobre questões pertinentes a essa situação. Para falarmos da Amazônia, sempre teremos a necessidade de citar números e cifras extremamente grandes. Na Amazônia, normalmente, as cifras são superlativas. Além do mais, já está estabelecido que, ao pensarmos no desenvolvimento da Amazônia, devemos pensar num desenvolvimento em que estejam articulados os conhecimentos sobre a floresta, os rios, as potencialidades da região; o conhecimento milenar das populações tradicionais, hoje disputado legal e ilegalmente; e uma série de riquezas que por muito tempo não foram levadas em conta, sequer foi compreendido o potencial da região. Quando falamos de Amazônia, falamos de 61% do território nacional; de uma região que tem a maior biodiversidade, a maior quantidade de água doce e a maior reserva florestal do planeta; das riquezas superlativas da região; de recursos pesqueiros maiores do que grande parte dos países – temos mais de 1.500 espécies de peixes. A região possui uma riqueza fantástica e, no entanto, só responde por 6,5% do Produto Interno Bruto do País. A Amazônia, portanto, é uma região extremamente rica cujos recursos naturais não têm sido explorados de maneira adequada. Em termos de valores per capita, falamos de cerca de 3.500 reais por habitante, ou seja, menor que a média nacional. O Índice de Desenvolvimento Humano na região, apesar de todas as riquezas que acabamos de citar, é menor que a média do País, estando em torno de 0,7, enquanto a média do País está em 0,83. O Banco da Amazônia, diante de toda essa potencialidade, precisa estabelecer algumas mudanças em relação ao que se propõe a fazer. Assim, há a necessidade de o banco desenvolver seus planos com base de sustentação em 2 suportes macro e mais a sociedade. (Segue-se exibição de imagens.) Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Podem observar no slide que os planos que o banco pretende desenvolver estão alicerçados no Plano de Desenvolvimento da Amazônia, que, por sua vez, faz parte do Plano Plurianual do Governo Federal, e nos planos estaduais. Além de tudo, têm que passar por uma discussão na sociedade. Não é possível cumprirmos o plano de desenvolvimento do Banco da Amazônia sem estarmos conversando com todos os segmentos envolvidos, sejam eles governos estaduais ou municipais ou órgãos do Governo Federal que atuam na região. Na verdade, precisamos somar esforços e garantir que os recursos aplicados pelo banco ajudem a potencializar o desenvolvimento da região. É fundamental que o desenvolvimento sustentável passe por essa discussão. O banco não pode ter um plano que não leve em consideração o que os Estados ou a União estão pensando em relação à região. Um passo largo foi dado em relação às parcerias. As relações institucionais que o banco pretende estabelecer, no meu entendimento, foram fortalecidas a partir de uma reunião que, como é do conhecimento de todos, aconteceu entre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os Governadores da Região Norte. Dessa reunião participaram também várias autoridades e políticos da região, além de 11 Ministros de Estado. No evento, que aconteceu em Rio Branco, no Estado do Acre, foi assinado um termo de cooperação que estabelece que todos, governos estaduais e federal bem como organizações, devem envidar esforços para que o Banco da Amazônia seja transformado no principal instrumento de desenvolvimento regional. Quando, há muito pouco tempo, ouvíamos falar do Banco da Amazônia, era no sentido de acabar com o banco, que era uma instituição desacreditada. A Dra. Flora passou lá por um tempo e conseguiu reerguer a organização. Agora, o Governo tem outra visão do Banco da Amazônia. O Governo hoje pensa que a instituição deve ser útil, necessária e forte para ser a referência máxima do desenvolvimento regional. Pretendemos que esse termo de cooperação sirva para que, de maneira integrada, explicitemos o que pretendemos fazer, conversando com todas as lideranças e com todos os órgãos envolvidos, que fazem parte do desenvolvimento da Amazônia e que têm a opinar e a contribuir com o desenvolvimento da região. O fortalecimento do Banco da Amazônia é um compromisso público do Governo Federal e dos Estados. O termo de cooperação prevê várias ações infraestruturais que dizem respeito ao crédito. Vamos ter apoio à produção de projetos estruturantes, à produção regional, à agricultura e pecuária, ao extrativismo, ao manejo florestal e à economia solidária, principalmente Quinta-feira 5 45881 no que se refere ao microcrédito, e estímulo ao turismo e ao setor de serviços. É importante compreendermos que a Amazônia precisa levar em conta, para o seu desenvolvimento e preservação de seus recursos naturais, o manejo florestal como uma das ações mais importantes nesse processo. Como estamos falando de desenvolvimento da Amazônia, temos de pensar que vivemos um momento da vida política do País, do mundo e da região, em particular, extremamente rico. Seguramente, esta é a maior revolução tecnológica que passamos em toda a nossa história. O avanço da tecnologia é tão rápido que muitas vezes não nos apercebemos de como ele está passando por nós. Temos o privilégio de viver este momento da vida da humanidade e temos também o privilégio de viver um momento da vida nacional em que o Governo Federal tem preocupações muito claras com a inclusão social como elemento fundamental para o desenvolvimento. Nós, que fazemos parte das organizações que tratam da questão amazônica, não podemos deixar de ficar atentos para o fato de que temos uma responsabilidade muito grande para com as gerações futuras. Temos uma oportunidade ímpar de mostrar que ainda é possível fazer na Amazônia diferentemente do que foi feito em muitos lugares do mundo, onde os recursos naturais foram explorados de maneira predatória, de modo que foram exauridos e as populações futuras não puderam usufruir das riquezas que havia. Temos a oportunidade ímpar de mostrar às futuras gerações que não passamos por aqui irresponsavelmente. Estivemos preocupados com o futuro deles. Queremos e precisamos muito usufruir das riquezas da Amazônia, entretanto, temos de tratar disso com muito cuidado e muito critério, para que as próximas gerações não tenham o seu futuro ameaçado pela exploração irracional dos recursos que temos na região. Em relação ao suporte, esse mesmo documento prevê a necessidade de fortalecimento da assistência técnica, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento regional, principalmente quando relacionamos os micro e os pequenos empreendedores, que não têm acesso às assistência técnica, não têm apoio técnico. Os grandes empreendedores têm como se defender, como contratar assistência de maneira privada, mas os pequenos e os micro não têm como obter acesso à assistência técnica. Se eles não têm esse acesso, seus empreendimentos podem não ter o sucesso que poderiam ter se tivessem conhecimento científico a seu serviço. A capacitação profissional é fundamental para o desenvolvimento da região. 45882 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em relação a pesquisas, o Banco da Amazônia tem um trabalho que, nos últimos anos, vem colaborando significativamente com a pesquisa regional, principalmente a pesquisa aplicada, com universidades e institutos de pesquisas no intuito de melhorar o conhecimento, para que possa ser utilizado de maneira eficiente na exploração dos recursos daquela região. Quanto às inovações tecnológicas e a questão do zoneamento, há necessidade premente de que todos os Estados trabalhem fortemente na definição do quê, onde e como se pode produzir em todas as regiões da Amazônia. Acho que não dá para entendermos a Amazônia como uma região homogênea. Temos muitas Amazônias dentro da região amazônica, temos muitas realidades totalmente diferenciadas uma das outras quando vamos avaliar em cada Estado. Tenho dito por onde tenho andado – e estamos fazendo um trabalho em todos os Estados, pois queremos conversar com todos eles – que, seguramente, os programas do Banco da Amazônia não serão programas para a Amazônia, mas para algumas de suas regiões, ou seja, não teremos programas uniformes para toda a Amazônia. É possível que, num Estado, a necessidade seja uma e noutro, seja totalmente diferente. Precisamos dar conta dessa diferenciação e desses detalhes na elaboração dos nossos programas. Nossas estratégias operacionais, de acordo com o nosso termo de cooperação, deverão estar baseadas na questão do cooperativismo, ou seja, a indução do crédito deverá estar baseada no cooperativismo. Acho que é importante ressaltar que o Banco da Amazônia não deverá mais funcionar como um balcão onde quem tem um projeto o apresenta para obter recursos. Acho que esse tempo está para trás. Precisamos mudar a filosofia do banco em relação a essa questão. O Banco da Amazônia tem que estabelecer pilares para o desenvolvimento regional e prioridades que estejam articuladas com as prioridades do Governo Federal e dos Estados. E dentro dessas prioridades precisa estabelecer linhas, porque assim vamos pautar a demanda, e não esperar a demanda chegar ao nosso balcão e atendermos na alocação de recursos no processo produtivo de maneira pulverizada. O que nos interessa é que, na verdade, possamos ter resultados palpáveis nesse processo de financiamento. Hoje, se fizermos uma avaliação dos recursos do FNO alocados na região e que tiveram uma importância muito grande, não conseguiremos citar nenhum setor onde tenhamos elevado significativamente a base tecnológica e produtiva e destacar a contribuição desse setor para o desenvolvimento regional. Outubro de 2006 Não estou com isso querendo dizer que o FNO não teve importância no desenvolvimento da região; pelo contrário, foi de uma importância significativa. Entretanto, como operou em muitos eixos, atenuou a potencialidade que um programa como o FNO tem para uma região como a Amazônica. Precisamos estabelecer prioridades. Se o Governo Federal tem programas que indicam uma determinada linha, e o Banco da Amazônia é um braço do Governo Federal, nada mais justo que esse banco procure apoiar financiamentos nesse tipo de ação que o Governo Federal está desenvolvendo. Precisamos apoiar fortemente os arranjos produtivos locais e o adensamento das cadeias como forma de agregação de valor. Não é mais possível deixarmos que os produtos da Amazônia saiam, na sua maioria, praticamente in natura, não agregando valor na própria região. Há necessidade premente de que essas cadeias, os arranjos produtivos, os clusters, sejam efetivamente estabelecidos para que possamos ter uma produção com muito mais agregação de valor e isso signifique mais geração de emprego e aumento da renda daquela região. É importante o incentivo à produção de manufaturados e semimanufaturados e a programas que estimulem a exportação. Além de tudo, precisamos criar condições especiais de negócio, principalmente para aquelas organizações e empresas que estejam preocupadas com o combate à fome, com a inclusão social, com o combate ao trabalho escravo e infantil e que cuidam do meio ambiente de maneira correta. Além das nossas condições normais do Banco da Amazônia, principalmente em relação ao FNO, que já são especiais, temos que ter condições especialíssimas para quem está com esse tipo de preocupação no processo de produção. Diante desse arcabouço, dessa estrutura de cooperação montada pelo Governo Federal, pelos Estados e pelo Banco da Amazônia, estamos, como organização, assumindo determinados compromissos que precisamos desenvolver, e alguns deles estão relacionados com a atuação espacial do banco. Já comecei conversando com os presidentes das outras organizações federais no intuito de que a expansão do Banco da Amazônia, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil seja decidida em conjunto, para que não tenhamos duplicação de esforços de maneira que onde muitas vezes só cabe um banco haja mais de uma unidade operando. Em alguns lugares já aconteceu de haver agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia e as 3 fecharem depois por absoluta impossibilidade de permanência das 3 organizações no Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mesmo lugar. Então, os planos de expansão deverão ser feitos de maneira conjunta, para que cheguemos adequadamente aos lugares onde a população precisa desse serviço. Estou dizendo que, na verdade, haverá apenas uma instituição onde couber apenas uma instituição. Entretanto, os serviços que os 3 prestam deverão chegar àquelas comunidades por meio de parcerias perfeitamente possíveis de serem estabelecidas nesse processo. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – O tempo destinado a V.Sa., 20 minutos, já foi esgotado. Mas pode continuar, concederemos uma prorrogação. Porém, solicito que encerre em, no máximo, 10 minutos. Em seguida, haverá o debate, quando V.Sa. terá mais oportunidades de falar sobre as diretrizes do banco. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – O.k. O Banco da Amazônia atua em 94% dos Municípios da região amazônica, muito embora não tenha sede em todos esses Municípios. Queremos adotar uma premissa de que possamos chegar aos 100%. Outra questão importante é como os recursos deverão ser distribuídos entre os Estados da região amazônica. Acho que deverão ser distribuídos levando em conta o tamanho da população, o tamanho do território, a renda dessas populações e principalmente o nível de desenvolvimento de cada uma dessas regiões onde o banco vai atuar. Portanto, a questão do desenvolvimento de cada região é fundamental nesse processo É importante falarmos que os recursos que aplicamos hoje, na verdade, não atendem à demanda potencial que existe nos Estados e Municípios onde o Banco da Amazônia está atuando. O Pará, Estado mais bem aquinhoado, só atende 10% da demanda potencial por crédito na região. O Estado do Pará está levando hoje cerca de 50% dos recursos. Isso ocorre por conta da proximidade com a sede do banco e de uma série de outras razões. Acho que é uma questão que precisa ser repensada para que possamos canalizar recursos para as regiões e Estados mais carentes e para os programas mais interessantes. Como o tempo é curto, estou procurando falar sobre o que é mais importante. Esse programa de acordo de cooperação assinado no Acre propõe um redesenho da organização Banco da Amazônia, ou seja, estamos fazendo uma discussão para redefinir e redesenhar todas as ações do banco, desde a sua estrutura tecnológica até as suas operações de crédito, onde vamos ter a possibilidade de mudar programas, retirar programas, incluir Quinta-feira 5 45883 programas novos, rediscutir garantias, tomadores e volume de financiamento, para que o crédito possa chegar de maneira mais adequada onde ele deve efetivamente chegar. Não concebo que o crédito funcione como um indutor da concentração de renda. Hoje, no Brasil, só pode ter crédito quem tem posses, porque as garantias exigidas levam a que só possa ter crédito o tomador que tiver efetivamente garantia para dar. Não temos outras regras, outras formas de garantia que possam ser efetivamente colhidas, para que quem não tenha posses mas que tenha um bom projeto possa, na verdade, participar desse processo, de maneira a contribuir com o desenvolvimento da região As discussões que temos feito nos leva a entender que não são as garantias, mas, sim, bons programas, bons projetos, ótimos negócios que vão garantir o pagamentos desses financiamentos. Há alguns critérios importantes que o banco deve levar em conta em sua atuação, são critérios relacionados com a tecnologia limpa, com o respeito ao meio ambiente, com a sustentabilidade, com relações legais de trabalho. Quando falo de relações legais de trabalho, falo do combate ao trabalho infantil e ao trabalho escravo, da certificação como forma de valorizar nossos produtos, da inclusão social e da geração de emprego e renda como elementos fundamentais nesse processo. O banco não pretende, de maneira alguma, trabalhar só com os recursos que tem hoje nas suas carteiras. Já começamos um processo de credenciamento junto ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Na próxima reunião do fundo, deve haver um credenciamento do BASA para operar com recursos do FAT. Estamos buscando caminhos para a capitação de recursos em fundos éticos, recursos que atuam como mecanismo de desenvolvimento limpo, repasses de bancos multilaterais, entre outros programas de financiamento. Outros compromissos do Banco da Amazônia dizem respeito ao suporte operacional: criação de mecanismos para melhor efetividade da assistência técnica; estímulo à criação de fundos de aval; estímulo ao cooperativismo e ao associativismo, à pesquisa e à sistematização de análises setoriais. Para isso o banco precisa garantir modernização tecnológica, redefinição das suas redes de comunicação, racionalização de processos e capacitação profissional. Os resultados desses esforços serviriam para que a economia regional pudesse contribuir com a redução das desigualdades intra e inter-regional, para que tivéssemos melhoria da qualidade de vida e da renda das populações que habitam aquela região e para que pudéssemos contribuir com a preservação 45884 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do meio ambiente, a fim de garantir o desenvolvimento sustentável da nossa região, que é extremamente rica, mas que ainda não dá os frutos que poderia dar para seus habitantes. Peço desculpas por ter ultrapassado o tempo. Tinha mais coisas para serem apresentadas, mas espero poder fazê-lo à medida que formos fazendo o debate. Agradeço a generosidade da Presidência ao conceder-me mais tempo para que pudesse concluir. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós é que agradecemos a V.Sa. a brilhante exposição em que apresentou as diretrizes do banco. Passamos, então, à nova fase da audiência pública, oportunidade em que os Deputados e Deputadas poderão debater. Além de pedir à Secretaria que abra a lista a inscrição aos Srs. Deputados, lembro aos Srs. Parlamentares que desejem interpelar o Dr. Mâncio Lima Cordeiro que poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da exposição pelo prazo de 3 minutos, tendo o convidado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica pelo mesmo prazo, não sendo permitido ao convidado interpelar a qualquer dos presentes. Dando início aos debates, tem preferência o autor do requerimento, o nobre Deputado Wladimir Costa, a quem concedo a palavra pelo prazo de 5 minutos. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Sr. Presidente, congratulo-me inicialmente com as Sras. e Srs. Deputados presentes, com o ilustre Presidente do Banco da Amazônia, com os colegas da imprensa e com os funcionários da Casa. O convite ao Dr. Mâncio Lima Cordeiro para comparecer à Comissão de Fiscalização e Controle teve o intuito de que fossem prestados esses esclarecimentos. O Sr. Presidente do BASA não disse tudo o que queríamos ouvir por causa do tempo, mas o Deputado Marcondes Gadelha, profundo conhecedor daquela instituição, a Deputada Almerinda de Carvalho e os demais colegas farão com que S.Sa. discorra sobre as partes não abordadas e ainda fique com vontade de falar mais, porque o pessoal aqui é todo muito bem inteirado do assunto. Nossa intenção é trazer à luz todas as informações de que precisamos. O Banco da Amazônia nasceu no dia 9 de julho de 1942. Primeiro, era chamado de Banco da Borracha, depois passou a ser denominado Banco de Crédito da Amazônia e, em 1966, com a Lei nº 5.122, a Banco da Amazônia S/A. Nesses 60 anos de história do BASA, houve tropeços, caminhos espinhosos, subidas, descidas, mas, graças a Deus, parece-me que as coisas estão equilibradas para o bem do Acre, do Outubro de 2006 Pará, do Amazonas, enfim, dos 9 Estados que compõem a Amazônia Legal. Antes de fazer as minhas poucas perguntas, informo que estou muito tranqüilo quanto aos rumos do BASA sob o seu comando, Dr. Mâncio Cordeiro. Analisei o seu currículo, tomei informações a seu respeito e procurei saber do seu histórico profissional. Em todos os órgãos que trabalhou, como a Secretaria da Fazenda, o senhor sempre abraçou o serviço com dedicação, com responsabilidade, com transparência e com dignidade. Observei sua preocupação relativamente às crianças, ao futuro daqueles que ocuparão o espaço que ora ocupamos. Em relação às perguntas propriamente ditas, quero saber quais são as previsões de recursos em reais para o ano de 2003? O que o BASA tem disponível para investir? Além disso, que privilégios terão as empresas que se enquadrarem dentro de certos critérios, como o combate ao trabalho escravo e à preservação do meio ambiente? Peço a V.Sa. que dê um pouco mais de ênfase a essas informações. Fiquei preocupado com a notícia de que é possível que se acabe com o balcão em que os pequenos produtores apresentam seus projetos. Isso não desestimularia os pequenos produtores a procurar o BASA? Há pessoas tímidas, humildes, que ficam intimidadas ao entrar naquele suntuoso prédio do banco localizado entre a Av. Carlos Chagas e a Carlos Gomes. Será que a eliminação desse balcão não ceifaria o sonho do pequeno produtor e futuro empresário de crescer e ajudar a Amazônia Legal a também crescer? Também quero saber a respeito dos pequenos empresários. Em que eles vão ser beneficiados? Eu gostaria de saber a respeito, porque, hoje, o que seria do Brasil sem os pequenos empresários? O que vemos são as grandes empresas, lamentavelmente, pedindo concordata e outras quebrando. Muitas empresas estão se juntando para ver se conseguem sair dessa situação desastrosa em que se encontram; os empresários é que estão segurando as pontas, tanto que hoje a imprensa falada, escrita e televisada tem estampado que os pequenos e médios empresários são os que pagam mais impostos no País. Estas são algumas das perguntas que eu gostaria que o senhor respondesse, Dr. Mâncio Cordeiro. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra o Dr. Mâncio Lima Cordeiro. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Inicio minhas palavras dizendo que talvez eu não tenha me expressado de modo adequado. Quando disse que vamos acabar com o banco como balcão, não estava me referindo ao fato de as pessoas não poderem chegar ao Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS banco para como ele tratarem diretamente. Eu estava me referindo à necessidade de termos determinadas linhas, e, seguramente, a agricultura familiar, à qual o ilustre Deputado acaba de se referir, terá uma linha de apoio do Banco da Amazônia. Quando eu me referi a balcão, estava querendo dizer que não é possível que cada projeto saia da cabeça de alguém, como se cada um de nós nesta sala tivesse um projeto e o levasse ao banco para ser atendido. O que eu estou dizendo é que o banco precisa definir prioridades em relação aos campos em que vai atuar. Se, por exemplo, a exportação é fundamental, o banco deve incentivar projetos ajudem o processo de exportação. Se o combate à fome e è miséria é programa fundamental, ele tem de atender a projetos que dêem suporte ao programa de combate à fome, como é no caso da agricultura familiar, entre outros projetos que poderia apoiar. Em nenhum momento eu quis dizer que vamos acabar com a possibilidade de acesso a crédito no Banco da Amazônia, principalmente para os pequenos e microprodutores, e microprodutores, para os quais estamos estabelecendo novas linhas de financiamento e a implementação do microcrédito. Os pequenos e microempresários serão, seguramente, os mais beneficiados, porque os grandes têm outras linhas às quais podem ter acesso e não estão sujeitos a esses problemas a que os pequenos e microempresários estão submetidos. Fique absolutamente sossegado, nobre Deputado, porque estamos atentos aos pequenos empresários e aos pequenos produtores rurais, principalmente. Com referência aos recursos, já temos no orçamento do banco algo em torno de 600 milhões de reais do FNO, valor que deverá ser aumentado com os repasses e com os retornos decorrentes dos financiamentos que estão sendo pagos. Estamos pleiteando 150 milhões do FAT, e também há recursos do BNDES e recursos próprios do banco que poderão ser utilizados nesse processo. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Chegaria a algo em torno de 1 bilhão de reais, presumivelmente? O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Depende da linha. Quando falamos de recursos com juros menores que os juros subsidiados, nós nos referimos a esses a que acabamos de mencionar. O banco deverá ter mais de 1 bilhão para operar com esses recursos de taxas mais baixas. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Eu mencionei também o pequeno empresário. Quais são as linhas de apoio para o pequeno e o microprodutor? Quinta-feira 5 45885 O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Veja bem. Estamos redesenhando todas as linhas, o ambiente em que vamos discutir garantias, prazos e formas que facilitem o acesso ao crédito. Nossa idéia é que o crédito seja facilitado e democratizado – 2 questões fundamentais. Esse redesenho ocorrerá em todas as áreas, não especificamente em uma área. Precisamos apoiar a pequena produção na pesca, na agricultura ou na indústria. Precisamos apoiar os pequenos produtores, os médios e microempresários em todas essas áreas, facilitando e democratizando o acesso ao crédito. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Dr. Mâncio, habilitando-se perante o Banco da Amazônia para as diversas linhas de financiamento, a que privilégio o empresário fará jus se trabalhar com o social, de modo geral? O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Trata-se de questão que ainda não está definida, que estamos procurando fazer em conjunto com a sociedade, ou seja, visitando todos os Estados e discutindo as formas de organização que o banco deve apoiar baseado naquele tripé a que me referi: conversa com a sociedade e os planos de desenvolvimento dos Estados e da região amazônica. Então, ainda não há um desenho terminado. A reunião com o Presidente da República ocorreu no dia 9 de maio, a menos de 20 dias, e estamos começando a levar diante a discussão. Já estivemos nos Estados do Maranhão e do Acre discutindo com o empresariado local e com os Governos desses Estados, para que cada um possa dar sua contribuição e fazer o banco a adaptar-se às respectivas realidades e a programas de desenvolvimento que levem em conta a base que acabamos de citar, além de comissões que já começaram a ser estabelecidas – aliás, uma já está em funcionamento, discutindo o manejo florestal na Amazônia, para que possamos desenvolver um programa mais adequado do que o Banco tem hoje em matéria de financiamento ao reflorestamento e de financiamento ao manejo de floresta. Nesse programa estão incluídos o Ministério do Meio Ambiente, a EMBRAPA e universidades, ou seja, organismos que detêm conhecimento sobre o assunto, fazendo um processo de discussão para que tenhamos um caminho diferente. O Banco da Amazônia tem um programa chamado Pró-Floresta, destinado a manejo e reflorestamento. Durante sua existência, o banco só conseguiu financiar algo em torno de 4 milhões de reais de um financiamento de 8 bilhões de recursos aplicado na região com um plantio de teca no Mato Grosso, se não me engano. Não há nenhum financiamento feito na área de manejo florestal, e seguramente não é por culpa 45886 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dos tomadores, mas de algum problema na linha de financiamento, que não consegue chegar a quem deseja ter acesso a ela. Em relação aos prazos, hoje temos carências menores do que o prazo de maturação do projeto, ou seja, os vencimentos das parcelas se iniciam antes de o projeto começar a dar frutos. Precisamos rediscutir tudo, desde o prazo de pagamentos, carências, financiamentos, o volume dos recursos a serem aplicados, a que tipo de tomador vamos dar prioridade na alocação desses recursos. E não vamos fazer isso sozinhos, mas com o conjunto da sociedade da Amazônia, com os Governadores, com os Prefeitos, com os políticos, com a sociedade científica da região e com a comunidade em geral, que, afinal, vai receber os resultados desses financiamentos. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Dr. Mâncio, observo que V.Sa. tem um sentimento de modernidade e vem com imensa vontade de dar maior poder de fogo ao Banco da Amazônia. Administrativamente, como o senhor encontrou o Banco da Amazônia? Qual a avaliação que V.Sa. faz da antiga administração? Da forma como V.Sa. coloca, parece que muitos pontos ficaram pendentes para o senhor resolver. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – A administração anterior fez um esforço muito grande e conseguiu resultados positivos para o Banco da Amazônia. Entretanto, a Dra. Flora reconhece, e reconheceu, quando esteve na Comissão da Amazônia, que o banco precisa de muitas coisas ainda para começar a operar em níveis pelo menos razoáveis. Só para se ter idéia, a administração anterior fez um diagnóstico segundo o qual, dos 33 principais sistemas de computação do banco, 28 deles precisam ser refeitos. Esse mesmo diagnóstico diz que o Banco da Amazônia está atrasado em relação à tecnologia em cerca de 15 anos. Diante dessa situação, como exigir que o cliente vá para o Banco da Amazônia, se não lhe damos condições satisfatórias. Particularmente, minha opinião sobre isso é a seguinte. Não precisamos inventar a roda. Não acho correto que o Governo Federal pague para desenvolver a mesma coisa no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no Banco da Amazônia e no Banco do Nordeste. São recursos públicos que estão sendo aplicados para isso. Procurei o Banco do Brasil e, felizmente, devemos fazer uma parceria para que o Banco da Amazônia possa utilizar a base tecnológica e os sistemas do Banco do Brasil e hospedar o seu processamento nos grande mainframes que o Banco do Brasil tem. Essa parceria vai proporcionar a modernização de processos, a coo- Outubro de 2006 peração em transporte de numerário, que é caríssimo por conta do seguro, e pode chegar até à utilização de terminais eletrônicos comuns. Isso significaria, para o Banco da Amazônia, a possibilidade de sair de algo em torno de 170 terminais para 33 mil terminais que o Banco do Brasil tem espalhado pelo mundo. Por tudo isso, é fundamental que essa cooperação se concretize. Caso contrário, seguramente teríamos de fazer nosso próprio desenvolvimento, contratar empresa, gastar muito dinheiro e talvez, daqui a 5 ou 6 anos, estivéssemos onde os outros estão hoje, sem saber onde os outros estarão no dia que atingirmos o patamar que eles estão agora. Sinceramente, acredito firmemente nessa cooperação que está tendo uma aceitação muito grande por parte do Banco do Brasil. Além disso, devemos implementar grande programas juntos. O Banco da Amazônia deverá atuar com recursos do FNO nas áreas em que o Banco do Brasil não pode atuar e o Banco do Brasil deverá atuar com recursos do FNO nas áreas em que o Banco da Amazônia não tiver condições de operar, porque estamos falando de cooperação, de parceria e não de concorrência. Aliás, não considero o Banco do Brasil um concorrente do Banco da Amazônia nem o Banco do Nordeste ou a Caixa Econômica Federal. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Continua com a palavra o Deputado Wladimir Costa. O SR. DEPUTADO WLADIMIR COSTA – Agradeço aV.Exa., Sr. Presidente. O ar da sua graça sempre nos deixa felizes e satisfeitos. Nossas audiências, graças a Deus, sempre colaboram para que o Congresso Nacional esclareça a opinião pública. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós que agradecemos a oportunidade queV.Exa. nos ofereceu. Primeiro, ao apresentar o requerimento para que fosse feito o convite e, em seguida, brindando-nos com a palestra do Dr. Mâncio Cordeiro e com sua participação no debate. Antes de passar a palavra ao próximo orador inscrito, registro a presença da Deputada Almerinda de Carvalho, Vice-Presidente desta Comissão, convidando-a a tomar assento à mesa conosco. Passo agora à fase dos debates. Proponho ao Plenário que façamos blocos de 2 Deputados. O primeiro inscrito é o nobre Deputado José Rajão, a quem concedo a palavra por 3 minutos. O SR. DEPUTADO JOSÉ RAJÃO – Sr. Presidente, Sr. Mâncio Lima Cordeiro, Presidente do Banco da Amazônia, demais Deputados, faço 2 perguntas, não como técnico, mas como um leigo que gosta das coisas do Brasil. A primeira é se o BASA tem uma política voltada para organismos internacionais, objetivando a captação Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de recursos para o desenvolvimento sustentável da região, a preservação de suas riquezas – flora, fauna, recursos hídricos etc. A segunda é se o BASA tem dados que possa nos fornecer em relação à participação do turismo na economia da região. Tem o BASA uma política voltada para o desenvolvimento desse segmento econômico numa região tão rica e tão cantada mundo afora? Anos atrás, a região era conhecida como o pulmão da Terra; agora, sabe-se também que expressivo percentual de água doce do planeta está naquela região. Se eu fosse um aiatolá, mandava devastar aquela floresta se não aumentassem os recursos internacionais para sua preservação. Sou evangélico, mas certa vez me chamaram de Khomeini num curso que estava fazendo. Acho que temos um poder de fogo, Sr. Presidente, e um dos países para que sempre olhamos são os Estados Unidos – a nova Grande Roma. Não sou antiamericano. Mas o Brasil é prejudicado nisso. Temos que vender. Essa região é muito importante. Nos Estados Unidos, em escolas de primeiro e segundo graus, ensinam que a Amazônia é uma região neutra. Não cuidamos das florestas, vítimas de incêndios, nem dos nossos mananciais. O narcotráfico é muito forte na Colômbia, e de uma hora para outra pode haver problemas. Há, também, o Projeto SIVAM, tão combatido e, ao mesmo tempo, tão elogiado para vigiar a Amazônia Legal. Pois bem. Quero saber a contribuição de organismos como o BIRD, a ONU, o FMI e de outras instituições internacionais com referência à preservação da região amazônica. São essas as minhas observações. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Antes de passar a palavra ao Dr. Mâncio Lima Cordeiro, vou conceder a palavra ao nobre Deputado Marcondes Gadelha para suas indagações. O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero também cumprimentar o Dr. Mâncio Lima Cordeiro pela exposição e desejar-lhe boa sorte no seu trabalho. Dr. Mâncio, V.Sa. assumiu há pouco tempo o banco ou já estava no comando? O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Assumi há 1 mês. O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Há 1 mês, apenas. V.Sa. vai precisar de muito empenho e de muita sorte para realizar os propósitos do banco e, principalmente, para enquadrar o banco na sua própria filosofia. Pela leitura do que nos foi distribuído, a impressão que se tem é a de que o banco está a milhões de anos-luz da filosofia para a qual foi criado, pelo menos no que diz respeito ao Fundo Constitucional Quinta-feira 5 45887 do Norte. Quando os Constituintes criaram os Fundos Constitucionais, o objetivo era reduzir os desequilíbrios inter-regionais. No caso, principalmente o Nordeste e o Norte, regiões bastante defasadas em relação ao Sudeste, passaram a receber esses recursos do Tesouro Nacional, um repasse direto sem nenhum custo de captação, exatamente para que pudessem implementar uma política que resgatasse a cidadania, que melhorasse o nível de desenvolvimento ou que, pelo menos, o levasse a padrões parecidos com o existente no resto do País. No entanto, e o que vou dizer agora em relação ao Banco da Amazônia se refere também ao Banco do Nordeste do Brasil, os Fundos Constitucionais estão se tornando instrumentos de agravamento desses desequilíbrios, porque estão levando o desequilíbrio para dentro da região, estão acentuando os desequilíbrios intra-regionais – pelo menos é o que se depreende das aplicações do banco. Então, perdemos a autoridade para reclamar no tocante aos Fundos Constitucionais se internamente em nossas regiões não praticamos a filosofia de resolver ou minorar esses desequilíbrios. Veja V.Sa.: o Estado do Pará recebeu 325 milhões de reais, sendo que para ele estavam previstos 137 milhões de reais. Repito: recebeu 325 milhões de reais! Para Roraima estavam previstos 55 milhões de reais, mas o Estado recebeu apenas 5,7 milhões de reais. E o Amapá recebeu apenas 6,2 milhões de reais. Ora, não existe técnica de planejamento que possa sustentar desnivelamento tão grande e tão acentuado. Então, o primeiro princípio do Fundo Constitucional que é contrariado é esse de diminuir as desigualdades. Ao contrário, Fundo está contribuindo para acentuar as desigualdades. Na região, Pará já é um Estado relativamente desenvolvido comparativamente a Estados mais pobres como Amapá e Roraima. Como pode o banco injetar 325 milhões de reais no Estado do Pará e apenas 5,7 milhões de reais em Roraima e apenas 6 milhões no Amapá?! Ora, essa prática aumenta o distanciamento entre os Estados e contraria a filosofia com base na qual o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte foi criado. Segundo, esse sistema contraria também a própria metodologia de trabalho do banco. Disse V.Sa. que o banco é quem pauta a demanda e não aceita mais o espontaneísmo, quer dizer, o empresário ir à instituição com seu projetinho para pedir dinheiro. Em princípio, essa filosofia é discutível em qualquer lugar do mundo. Dessa forma, o banco nunca financiaria Bill Gates. Porque quando buscou financiamento para o seu projeto, a criação de um sistema operacional de 45888 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS computador, ele era um ilustre desconhecido, não era nada. Ou seja, ele jamais seria considerado prioridade de demanda. Mas isso é uma exceção. De modo geral, essa não é uma boa filosofia. Ao pautar a demanda, o banco estaria subordinado a um sistema de planejamento. E isso não ocorre. É uma barbaridade o que está acontecendo. O banco prevê um investimento de 137 milhões de reais no Pará, e isso escapa, sai de controle. O desvio padrão, a diferença entre o que o banco planejou e o que aplicou, teve um aumento de 236%! Nem sei se podemos chamar isso de “pautar a demanda” ou de planejamento realmente rígido. E o contrário também é verdadeiro. No Amapá, por exemplo, com previsão de investimentos da ordem de 55 milhões, foram aplicados apenas 11%. E a queda não se deu por falta de demanda. Há 2.364 projetos a financiar no Estado. Existe, portanto, uma demanda que não está sendo atendida, e não sei por qual razão. Finalmente, registro preocupação com a democratização do crédito. V.Sa. disse que precisa mudar a filosofia – concordo inteiramente – de apenas ter acesso ao crédito quem tem posses, quem não precisa. No entanto, as referências de V.Sa. ao microcrédito foram tangenciais, digamos, pouco aprofundadas. Gostaria de saber que percentual desses 605 milhões de reais – montante investido em todos os Estados – foi efetivamente aplicado em microcrédito. E também com que sistema o banco trabalha para evitar a inadimplência de pequenos tomadores. Enfim, quero saber que critérios são adotados para a formação desse crédito solidário, uma vez que essa também é uma filosofia do banco, citada por V.Sa. logo no início da sua exposição. V.Sa. mencionou, entre outros, apoio à economia regional, à agricultura, à pecuária, ao manejo florestal e à economia solidária – portanto, ao microcrédito. Gostaria de saber quanto foi investido em microcrédito, quantos mutuários foram beneficiados, quais os critérios adotados pelo banco para evitar a inadimplência e qual a taxa de inadimplência em relação ao microcrédito no BASA. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Informo aos colegas que estão abertas as inscrições para o uso da palavra. Concedo a palavra ao Sr. Mâncio Lima Cordeiro para responder às perguntas dos Deputados José Rajão e Marcondes Gadelha. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Começo agradecendo ao Deputado José Rajão as perguntas. S.Exa. tem razão. O mundo inteiro se preocupa com o desenvolvimento da Amazônia e, portanto, tem de ajudar no financiamento adequado à região. O banco Outubro de 2006 não tem nenhum tipo de negócio com organismos internacionais nesse sentido. Em minha exposição, devido à exigüidade do tempo, falei muito rapidamente sobre a questão. Temos interesse na captação de recursos do exterior. Mas não estamos falando aqui de recursos a fundo perdido, de dinheiro dado. Não se trata disso. Estamos falando em buscar recursos em organismos multilaterais – como o BIRD, o Banco Mundial e outros –, fundos éticos, pessoas que, em muitos lugares da Europa e Estados Unidos, estão querendo investir seus recursos em projetos que ajudem a preservar o meio ambiente e que tratem da questão do desenvolvimento limpo. Hoje ainda não existe nada no banco, mas temos a intenção de trabalhar também com essa fonte de recursos que pode ser significativa, dependendo de nossa capacidade de alavancar esses recursos lá fora. Esse tipo de iniciativa é salutar. Nada mais justo do que, no mundo inteiro, aqueles que querem preservar a Amazônia nos ajudem a desenvolvê-la de maneira sustentável, para que ela possa continuar sendo preservada. A outra pergunta que considero um elemento fundamental diz respeito ao turismo. O banco já tem uma linha de turismo. Inclusive, no mês passado, no dia 29, quando foram criados o Programa Nacional de Turismo e o Conselho Nacional de Turismo, o Banco da Amazônia tinha ficado de fora. Já conseguimos incluir o banco no Conselho Nacional de Turismo por considerarmos fundamental a participação dessa organização naquele conselho, tendo em conta as decisões que vai tomar em relação ao desenvolvimento do turismo em âmbito nacional. Inclusive, já temos recursos canalizados para isso. Dos 150 milhões que estamos pleiteando junto ao FAT, uma parte deverá ser canalizada para operacionalização de recursos de financiamento, que vão até 400 mil reais. O Banco da Amazônia vai ser o operador do PROECOTUR, que deve começar no ano que vem. Deputado Marcondes Gadelha, talvez não me tenha expressado de maneira correta. As informações queV.Exa. recebeu, na minha exposição, são basicamente sobre as mudanças que precisamos fazer na organização. Alguns dados colhidos porV.Exa. sobre a aplicação dos recursos são de 2002. Mas vou responder a todas as questões. Só queria fazer o esclarecimento no sentido de que, na verdade, o queV.Exa. escutou durante minha exposição foi muito mais a informação de como nós pretendemos, em conjunto com a sociedade inteira, transformar o Banco da Amazônia nisso que acabei de falar e do que ele já faz atualmente. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO MARCONDES GADELHA – Foi por isso que perguntei quando V.Sa. assumiu. Sei que não tem responsabilidade nenhuma por essas coisas, por isso lhe desejei boa sorte. Gostaria de dizer que é preciso muito esforço para chegar à filosofia do banco, que foi adulterada até o ano passado. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO –V.Exa. pode ter a absoluta convicção de que estamos muito animados e com muita determinação. Sabemos que essa não é uma tarefa que vamos resolver sozinhos, mas já temos muitos aliados interessados em discutir e desenvolver essas questões. Concordo absolutamente comV.Exa. Falei muito rapidamente na minha exposição inicial a respeito de como é que se distribuem os recursos dos fundos, como o FNO, por exemplo, na Amazônia. Entendo que esses recursos têm que levar em conta critérios como o tamanho do espaço territorial e da população, a renda e níveis de desenvolvimento, que é o queV. Exa. questiona com absoluta razão. O fundo não pode trazer mais desequilíbrios intra-regionais à medida que aplica muito mais recursos nos Estados mais desenvolvidos do que nos menos desenvolvidos. De acordo com o que estou informado a respeito dessa questão nos Estados, por uma série de razões, muitos não conseguem retirar os recursos a eles destinados. Este ano estão destinados cerca de 60 milhões para Amapá, Acre e Roraima. Atribuo a isso a dificuldade de acesso ao crédito. Por isso, estamos buscando novas alternativas de organização do crédito, para que todos os Estados possam tirar todos os recursos a que têm direito, a fim de que possam efetivamente usar o crédito como instrumento de alavancagem do desenvolvimento. As condições que temos de garantias dos prazos e o tipo de burocracia existentes hoje no banco diminuem muito a possibilidade de os tomadores terem acesso a esse tipo de financiamento. Quando falamos em facilitação do crédito, não estamos afirmando que todos que chegarem lá poderão tirar os recursos. Temos que preservar a organização Banco da Amazônia, queremos transformá-la numa organização permanente, útil e necessária. Entretanto, não podemos ser um entrave ao fornecimento do crédito, tão importante para essa região. Um dado contrastante é que mesmo o Pará, que levou 50% dos recursos, só atingiu cerca de 10% da demanda potencial de crédito; ou seja, temos muito pouco recurso para a atender a região inteira. Concordo plenamente comV.Exa. em relação à questão da distribuição, que considero extremamente desigual. Estamos justamente discutindo com todos quais serão os critérios a serem adotados. Estamos Quinta-feira 5 45889 redesenhando o banco à medida que estamos discutindo na região quais serão os critérios. Critério de desenvolvimento, quanto vai pesar para que se tenha mais ou menos recursos para um determinado Estado, a população e a renda desse Estado, enfim, tudo isso deverá ser ponderado para que os recursos sejam distribuídos de maneira mais adequada.V.Exa. tem absoluta razão quando questiona esse dado. Ele já é um instrumento indutor da concentração de renda. Além disso, induz a concentração de riqueza em determinados pontos da região. A outra questão foi em relação ao microcrédito. Na verdade, o Banco da Amazônia não atua com microcrédito, mas estamos desenvolvendo uma discussão nesse sentido.V.Exa. me perguntou sobre o dinheiro que havia sido aplicado. Informo que nada foi aplicado em microcrédito, o Banco da Amazônia não tem essa linha de financiamento. Iniciamos uma discussão para saber como vamos atuar. Imagino que não deva ser o banco fazer empréstimo direto a todos os microtomadores dos vários Estados, em vários locais, mas, talvez, alguma organização com capacidade para esse tipo de trabalho. Ainda não temos isso desenhado, Deputado. Na verdade, estamos reconstruindo a forma de atuação do Banco da Amazônia em todas as ações. Talvez por causa do tempo que me foi dado e pela falta de prática de falar em público eu não tenha conseguido expressar-me corretamente, mas o que estamos apresentando aqui é muito mais um plano para o futuro do que as atuais normas de operação do banco. Todos reclamam que o Banco da Amazônia é extremamente burocrático, não consegue atuar de maneira adequada e que não é tempestivo em relação aos prazos de financiamento em função da safra e de outros fatores. Queremos alterar as regras exatamente para termos crédito na hora certa, a fim de que possamos atender a quem demanda o crédito do Banco da Amazônia de uma maneira muito mais simplificada e adequada às necessidades da região. V.Exa também se referiu à questão de que quem tiver uma boa idéia talvez não possa ter acesso ao crédito. O que efetivamente eu quis dizer é que não podemos pulverizar demais a atuação do crédito, sob pena de não termos resultados práticos e palpáveis. Não estou afirmando que não podemos ter uma linha de crédito específica para projetos que não fazem parte dessas linhas que desejamos alavancar, mas que sejam projetos inteligentes e criativos e que possam ter um potencial no futuro muito promissor. O que estou afirmando é que os recursos são escassos.V.Exa. viu que seguramente não atendemos 45890 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nem a 5%, em média, da demanda por crédito na região. Se já atendemos pequena parcela dessa demanda e ainda pulverizarmos nossa atuação o resultado do nosso esforço será pouco sentido . Precisamos, então, apoiar as iniciativas estimuladas pelos Governos Estaduais e Federal, para podermos alavancar de maneira mais adequada o desenvolvimento regional. Concordo plenamente comV.Exa. Eu afirmei que aqueles que não têm posses precisam de crédito, porque hoje o crédito é canalizado para aqueles que, teoricamente, não precisam, pois, em função das garantias, já têm recursos. O que queremos é encontrar caminhos para que as garantias sejam estabelecidas de maneira que pessoas sem as garantias reais hoje em vigor possam ter acesso ao crédito. Tenho dito, e com esse argumento tenho conseguido convencer muitas pessoas, que o que paga os empréstimos não são as garantias reais registradas, mas, sim, os bons negócios, os empreendimentos desenvolvidos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Há ainda 4 Deputados inscritos. Estou preocupado com o início da Ordem do Dia. Dr. Mâncio, pergunto se posso fazer um bloco de 4 Parlamentares e, em seguida, V.Sa. responde. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Sem problema. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra ao próximo inscrito, Deputado Agnaldo Muniz. Em seguida, farão uso da palavra os Deputados Dr. Benedito Dias, Perpétua Almeida e Paulo Rocha. O SR. DEPUTADO AGNALDO MUNIZ – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, primeiramente quero parabenizar o Deputado Wladimir Costa, pela brilhante iniciativa, e o Dr. Mâncio, pela exposição realizada. Sou um defensor do Banco da Amazônia. Sou do Estado de Rondônia e senti-me, no ano de 2001, altamente prejudicado pelos investimentos do banco no Estado de Rondônia, pois efetivamente houve uma desproporcionalidade. Uma das questões que vejo com muita dificuldade é a burocracia do banco no que se refere aos critérios exigidos para se ter acesso ao financiamento. Esse tipo de conduta faz com que seja difícil para determinados segmentos da sociedade conseguir crédito. Quero fazer algumas indagações. Qual a taxa básica de juros utilizada pelo banco atualmente? Qual a média de juros estabelecida para os financiamentos? Qual é o critério utilizado pelo banco para diferenciar o micro, o médio e o grande empresário para fins de financiamento? Outubro de 2006 Qual é o tempo médio entre a entrada de um pedido de financiamento e a sua efetiva concretização, com recursos disponibilizados para o requerente? Quantos processos de pedido de financiamento encontram-se em curso no banco e qual a quantidade que já passou de um ano? Qual a autonomia de cada regional em termos de quantidade de recursos? Por exemplo, uma pessoa entra com um pedido de financiamento no Estado do Amazonas. Qual a autonomia da regional local para isso? Pelo que vejo hoje, a autonomia total para financiamento dá uma vantagem muito grande, um privilégio para as pessoas que moram onde está a sede do banco. Percebe-se que há uma centralização. E as regionais de outros Estados têm uma autonomia máxima para deferir financiamento. Qual seria essa autonomia? A última pergunta que faço é quanto tempo V.Sa. entende que levará para apresentação dessas novas diretrizes que entende que, pelo menos em parte, vão dirimir esse pontos que almejamos no que concerne à aplicação dos recursos dos fundos constitucionais para reduzir de forma clara as desigualdades sociais presentes na Região Norte de nosso País. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra ao próximo inscrito, Deputado Dr. Benedito Dias. S.Exa. dispõe de 3 minutos. O SR. DEPUTADO DR. BENEDITO DIAS – Inicialmente, quero cumprimentar a todos. Apesar de eu não ser desta Comissão, gostaria de participar desta discussão de grande importância para nossa Região com o Presidente do Banco da Amazônia, Dr. Mâncio Lima. Dr. Mâncio, gostaria de fazer alguns comentários e reforçar o questionamento feito pelo colega sobre os critérios adotados pelo banco para definir o micro, o pequeno, o médio e o grande investidor. Como é que o banco faz essa classificação para se definirem as taxas de juros? Há uma série de critérios. Quando se trata de um grande produtor, ele cai em uma determinada escala. Eu gostaria de saber como é feita essa classificação. V.Sa. falou a respeito do FNO. Ele foi criado para conceder incentivos às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, no entanto, as regras de financiamento não foram criadas para a Região Norte. Aí se encontra a diferença, o impacto. Ele foi criado para uma finalidade, porém, com regras não adequadas para a realidade do Norte. Quem pegou financiamento em 1994, 1995, 1996, 1997 e 1998 praticamente quebrou por causa das regras, pois os juros eram altos e corrigidos pela TR, que, na época, era um índice exorbitante. Nenhum empresário que pegou recursos para a agricultura, para a agropecuária e para outros fins teve êxito. Pro- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS va disso é que a inadimplência nesse período chegou a aproximadamente 30%. Já para os financiamentos contratados a partir de 2000, a taxa de inadimplência caiu para 3%. Recentemente, a Dra. Flora esteve na Comissão da Amazônia e prestou esclarecimentos, mas eu gostaria de saber o que o banco pensa a respeito desses financiamentos. As leis em vigor vão realmente resolver a situação de quem pegou esse financiamento? Para V.Sa. ter uma idéia, darei um exemplo. Quem pegou, em 1994, um financiamento de 100 mil reais, hoje estaria devendo quase 500 mil reais. Se fizermos um rebate de 50% nesse montante, o valor encontrado ainda trará um aumento de 130% em razão dos juros. Se compararmos com o preço do boi, veremos uma disparidade, pois a rês teve um aumento de 20% a 30%. Eu gostaria de saber se o banco tem consciência disso, se sabe dessa realidade enfrentada pelos produtores. Estou citando aqui só a agropecuária, mas o problema também envolve as outras áreas. Gostaria de saber se o banco tem consciência de um outro problema, pois não adianta só produzir, é preciso saber para quem vender. Por exemplo, o produtor planta uma determinada quantidade de hectares de arroz, mas para quem ele vai vender? Como ele vai escoar a produção? Vamos pegar, como exemplo, o gado. O pecuarista tem uma certa quantidade de cabeças de gado para vender, mas, na nossa região, existe o grande problema da febre aftosa. Logo, o pecuarista não vai poder exportar. Praticamente tudo o que é criado no Norte tem que ser consumido lá, porque não se pode enviar para outra região, pois existem barreiras sanitárias. Na semana passada, aprovamos nesta Casa a Medida Provisória nº 114, que beneficiou pequenos e microagricultores endividados. Com as medidas apresentadas aqui o banco acha que vai resolver o problema do pequeno e do microagricultor? Era o que eu gostaria de dizer. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com a palavra a nobre Deputada Perpétua Almeida. S.Exa. dispõe de 3 minutos. A SRA. DEPUTADA PERPÉTUA ALMEIDA – Muito obrigada, Sr. Presidente. Ao contrário dos outros, vou tentar respeitar o tempo. Sr. Presidente, gostaria de saudarV.Exa. e os demais Deputados e Deputadas. Para mim é um prazer muito grande participar desta audiência, em que se encontra presente o conterrâneo Mâncio Lima, Presidente do BASA. Agora há pouco estava em uma outra audiência, mas corri para chegar aqui a tempo de falar. Quinta-feira 5 45891 O Dr. Mâncio tem um prestígio muito grande no Acre. Foi um dos diretores financeiros do Tribunal de Justiça do Acre, é um professor respeitado na universidade, cuidou das finanças da Frente Popular quando eu estava na Prefeitura e agora, mais recentemente, tivemos que emprestá-lo ao BASA, porque S.Sa. estava exercendo o cargo de Secretário da Fazenda no Estado. Eu dizia: “Vida longa ao BASA”. Como fui Presidente do Sindicato dos Bancários há pouco tempo, a discussão que travávamos era no sentido do fechamento do BASA, de sua falência e extinção. Que bom que nosso debate hoje é outro. Como o BASA vai atuar. Dr. Mâncio, em toda a minha militância sindical, bancária e mesmo política, um dos momentos mais bonitos e mais emocionantes foi quando da sua posse no Pará. Pela primeira vez, ouvi um presidente de banco falar, em discurso de posse, sobre Chico Mendes, sobre Paulo Fontelles, movimentos sociais, Amazônia sustentável, turismo ecológico etc. Pela primeira vez ouvi um presidente de uma instituição bancária tratando disso. Isso nos anima muito, porque sabemos que os ideais de Chico Mendes e do próprio Grito da Terra Brasil podem tornar-se realidade a partir desta nova administração do BASA. Minha pergunta é a seguinte. Neste novo cenário nacional vemos que, pela primeira vez, a Amazônia tem um papel importante e é vista de maneira diferente pelo Presidente da República. Tanto isso é verdade que o Presidente Lula saiu de Brasília com o seu Ministério –V.Exa. estava junto – e foi ao Acre, onde se discutiu com a sociedade organizada, com Parlamentares e Ministros um plano de desenvolvimento para uma das regiões mais ricas do mundo em termos de biodiversidade. A partir daí já sabemos a diferença. Dentro desse contexto, como V.Sa. vê o Banco da Amazônia nesse debate nacional acerca da Amazônia sustentável e da possibilidade de diminuirmos as desigualdades sociais entre os Estados da Amazônia e entre ela e outras regiões do País. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós é que agradecemos aV.Exa. Passamos, então, ao próximo orador, nobre Deputado Paulo Rocha. É uma honra ter aqui nosso querido amigo de tantos anos nesta Casa, nosso Líder, o homem da Mesa. Sinceramente, Paulo Rocha, fiquei feliz de vê-lo aqui. Tem a palavraV.Exa. O SR. DEPUTADO PAULO ROCHA – Muito obrigado, Sr. Presidente. A honra é minha de participar de tão importante debate. Fico satisfeito com a presença do companheiro Mâncio. 45892 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nós, da Amazônia, sabemos bem da importância do BASA para nossa região, do papel que ele exerce e mais ainda do papel que deve exercer. Mas nossa experiência na Amazônia, com sua especificidade e complexidade, mostrou-nos que sempre se cometeu o erro de se pensar a Amazônia daqui para lá, sem levar em consideração o conjunto de sua diversidade e complexidade. A grande mudança que deve ser implementada com o novo Governo é exatamente aproveitar o potencial humano, científico e político da região e fazer com que os amazônidas sejam valorizados, a fim de se pensar a própria Amazônia. Pensando assim, o Banco da Amazônia não pode ser visto isoladamente do conjunto dos organismos federais, principalmente a partir de um planejamento da própria Amazônia, do seu potencial de crescimento e de desenvolvimento. Se pensarmos o Banco da Amazônia isoladamente, vamos continuar cometendo os mesmos erros cometidos no passado. Em um primeiro momento, temos de pensar nesse planejamento. E o Banco da Amazônia é um dos instrumentos para exercer esse planejamento, esse desenvolvimento, esse crescimento econômico. Há muito a fazer em termos de planejamento e definições. Por exemplo, zoneamentos: há locais em que não se deve assentar o pequeno agricultor. Se assentarmos o pequeno agricultor em cima de pedregulhos, como ocorre hoje, ele não vai produzir absolutamente nada. Ele deve ser incluído em um processo que o ajuste em relação aos grandes empreendimentos lá existentes. Por exemplo, o nobre Deputado Wladimir Costa e outros companheiros da região sabem que existem os grandes projetos. Imaginou-se que a Amazônia poderia desenvolver-se a partir dos grandes projetos – SUFRAMA, Grande Carajás, ALBRAS, ALUNORTE, Projeto Rio Trombeta etc. Mas não há um planejamento de como aproveitar a presença desses grandes projetos para incluir o pequeno e o médio produtor. Por exemplo, no caso do Grande Carajás, ainda saem daqui de Brasília, do Centro-Oeste, aviões carregados de hortifrutigranjeiros para abastecer a grande vila existente no meio da floresta em virtude do projeto. Se houver um planejamento adequado, podemos pensar em um processo de desenvolvimento que agregue o pequeno e o médio produtor ao grande projeto. Eles poderiam abastecer a grande população existente em torno do projeto. É um exemplo claro de que precisamos pensar em incluir o banco nessa visão de desenvolvimento. Para onde serão destinados os recursos oriundos do FNO? Como faremos a definição do pequeno, do médio e do grande produtor? Devemos definir as políticas Outubro de 2006 e necessidades. Esse conjunto de fatores deverá ser considerado. Por outro lado, aconteceu fato importante na história mais recente desse processo de desenvolvimento. A Constituição de 1988 criou, para resolver o problema das desigualdades regionais, os fundos constitucionais, como o FNO. Ao mesmo tempo, a partir de determinado momento para cá, pelo menos do Governo Collor para cá, o que aconteceu no campo da assistência técnica? Houve um desmantelamento das instituições de assistência técnica. Foi-se acabando a EMATER, foram-se deteriorando algumas instituições. O FNO e tantos outros financiamentos têm de estar acoplados a outros instrumentos. Não basta financiar, tem de haver assistência, tem-se que considerar o mercado, para que possamos definir o conjunto dos fatores. Na minha intervenção, eu gostaria de chamar a atenção para o fato de que o Banco da Amazônia ou qualquer outro projeto de financiamento não pode ser analisado isoladamente, sem se considerar o conjunto das preocupações quanto a planejamento, que deve prever zoneamentos, a inclusão do pequeno produtor no mercado, o papel do médio, do pequeno e do grande produtor no processo de desenvolvimento e levar em consideração a assistência etc. Podemos também ver a possibilidade de financiar novas tecnologias para o pequeno produtor. Nós da Amazônia sabemos que o pequeno produtor, com raras exceções, ainda detém a forma cultural antiga de costumes para explorar a terra. Com novas tecnologias, novo acesso a experimentos ou experiências, ele pode tirar da terra uma produtividade capaz de levar em consideração essa capacidade de usar a terra como instrumento de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, com a complexidade da região, não agredindo ao meio ambiente. O debate é interessante. Companheiro Mâncio, a responsabilidade maior do novo Governo é fazer com que haja uma interação, a partir do planejamento, do conjunto dos organismos federais capazes de atuar num só rumo, com objetivos para pensar a região com essas potencialidades, com essa complexidade, mas com a inclusão dos 20 e poucos milhões que lá existem, que agregue não só o grande projeto, mas também o pequeno e o médio. Assim, o Banco da Amazônia se tornará, realmente, um grande instrumento de desenvolvimento. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Conclua, Deputado. O SR. DEPUTADO PAULO ROCHA – Mas deve estar articulado com o conjunto dos instrumentos de desenvolvimento, principalmente antecedido de um grande planejamento. Todos precisam pensar: empre- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sários, trabalhadores, classe política, Governadores, associações de Municípios, a fim de não cometermos os mesmos erros. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço aV.Exa. a participação. Passo a palavra ao Dr. Mâncio . O SR. DEPUTADO ZÉ GERALDO – Sr. Presidente, fiz a minha inscrição. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Ainda teremos inscritos? A não ser que o Dr. Mâncio aceite mais 2 inscritos. O SR. DEPUTADO ZÉ GERALDO – Faça num bloco só. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – O bloco ampliará para 6. Antes de passar a palavra ao Dr. Mâncio, vou concedê-la aos 2 inscritos, Deputados Zé Geraldo e Zico Bronzeado. Com a palavra o Deputado Zé Geraldo. O SR. DEPUTADO ZÉ GERALDO – Sr. Presidente, Presidente do Banco da Amazônia, Dr. Mâncio, quero parabenizá-lo por todo o esforço em atender ao convite do Deputado do Pará, nosso colega Wladimir Costa. Sou um Deputado agricultor e participei das lutas para criação do FNO Especial, em 1991, 1992. Sou de uma região que, talvez, seja a que conseguiu o maior número de financiamentos para a agricultura familiar. Só em 1995, fizemos com que 10 mil famílias de agricultores fizessem financiamento. E, de 1995 a 2000, o Estado do Pará deve ter tido em torno de 50 mil famílias que receberam recursos do Banco da Amazônia. Tivemos vários problemas e, felizmente, agora, conseguimos, através da Medida Provisória nº 114, renegociar as dívidas da agricultura familiar dos fundos constitucionais por mais 10 anos, o que nos dá possibilidade de pagar essas dívidas. Observei que, na gestão passada, o Banco teve uma dificuldade muito grande de fazer os financiamentos coletivos. Estou falando de 10 mil famílias que financiaram em 1995; as associações e cooperativas não conseguiram fazer os financiamentos coletivos, ou seja, o trator, o caminhão, a agroindústria, etc. Tenho dito que os financiamentos de hoje precisam melhorar a vida de quem os tomam. Nem sempre plantar mais significa ganhar mais. Às vezes, um cidadão tem uma quantia de pé de cacau, de pimenta, de café ou de outras plantas e acaba plantando mais até porque não tem acesso à industrialização daquela produção que já tem. Tenho observado que o Banco da Amazônia não tem tido, nos seus itens de financiamento, a eletrificação rural. Quinta-feira 5 45893 Essa região que estou citando é da Transamazônica, onde houve o Tramoeste, de Marabá até Itaituba – são mil quilômetros. O Governo gastou 180 milhões para instalar o Tramoeste. Há em torno de 400 vicinais, com moradores numa média de 30 quilômetros de cada lado. Não há um transformador financiado por nenhum banco até hoje e nenhum quilômetro de rede de eletrificação. Ontem, estava ligando para o Banco – não sabia que V.Sa. estaria aqui – a fim de tentar marcar uma audiência para começarmos a discutir essa questão da eletrificação rural. A infra-estrutura ajuda o produtor inclusive a pagar o financiamento. A Transamazônica hoje é grande produtora de cupuaçu, com esse financiamento que citei, mas no ano passado 80% da safra perdeu-se por falta, muitas vezes, de energia. Porque a produção acontece de dezembro a março, e esse é o período chuvoso, com muita dificuldade de escoamento. O produtor não tem, muitas vezes, um freezer ou uma pequena câmara fria para guardar, nem individualmente, nem as associações e cooperativas. Estou muito preocupado com essa questão da eletrificação rural, que se dá de várias formas. Onde há uma rede de eletrificação, como o caso de União de Tucuruí, que se dá de uma forma, nas comunidades isoladas, temos outras alternativas e queria perguntar como isso está pensado dentro do Banco hoje. Acredito que alguns agricultores têm de buscar infraestrutura para melhorar a sua propriedade, qualificar a sua produção, industrializar e comercializar. É isso que deixa o ganho para o agricultor e, assim, poderá pagar seus financiamentos. Era só essa pergunta que eu tinha a fazer. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Deputado as considerações. Também agradecemos muito ao nobre Deputado Benedito Dias, nosso amigo, pela presença que vem abrilhantar este debate; à Deputada Perpétua Almeida, que esteve conosco aqui. Não são membros da Comissão, mas trazem, Deputado Wladimir Costa, para o debate, suas perguntas que dão oportunidade de o Dr. Mâncio, cada vez mais, divulgar suas diretrizes. Convido o nobre Deputado Zico Bronzeado a falar. Com isso, encerro a lista de inscrição. S.Exa. dispõe de 3 minutos para sua argüição. O SR. DEPUTADO ZICO BRONZEADO – Obrigado, Sr. Presidente. Aproveito o momento para dar um boa-tarde a todos, especialmente ao meu amigo conterrâneo do Acre, o Presidente do Banco da Amazônia. Não tenho muitos questionamentos a fazer, até porque, Sr. Presidente, venho acompanhando esse 45894 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS processo de transição do Banco da Amazônia desde o ano passado. O nosso Estado e a Amazônia, por inteiro, questionam a respeito da real situação do Banco da Amazônia, dos avanços que ajudou a promover na nossa região e da nova perspectiva que temos com a gestão do companheiro Mâncio. Quero dizer ao Presidente do BASA que fiquei muito feliz ao visitar, com parte da bancada do meu Estado, o Ministro Ciro Gomes. Naquele momento, fizemos algumas reivindicações para o nosso Estado e questionamos a respeito da estrutura que o Banco da Amazônia dispunha no momento e da expectativa para o futuro. O Ministro fez um breve comentário e aproveitou para elogiar o Estado do Acre por ter emprestado o companheiro Mâncio para gerenciar o Banco da Amazônia. Disse S.Exa. da alegria que teve em conhecê-lo e da capacidade que o demonstrou, além da visão do que é necessário para que a Amazônia, realmente, desenvolva-se. A bancada do Acre ficou muito orgulhosa de ouvir do Ministro os elogios a V.Sa. dirigidos e a confiança tamanha que depositou em sua pessoa. Esperamos, os rondonianos e paraenses, ao final da sua gestão – que, com certeza, vai durar muitos anos –, que possa fazer o que os amazônidas esperam: que o Banco seja, realmente, da Amazônia. Quando falo da Amazônia, refiro-me aos seringueiros, aos extrativistas de modo geral, aos pecuaristas, aos pequenos e médios empresários. Só assim vamos ter o crescimento que almejamos. O nome de V.Sa. nos honra. Ouvi o pronunciamento de um Deputado do Acre com o qual fiquei preocupado. Vim aqui para dizer que nós, acreanos, estamos orgulhosos do trabalho que V.Sa. fez como Secretário Municipal, como Secretário da Fazenda do Estado do Acre e pelo que fará na gestão como Presidente do Banco da Amazônia. Nós nos orgulhamos do seu passado e mais ainda do presente, do que V.Sa. representa hoje. Era isso o que tinha a dizer. Estou aqui para respaldar o Presidente e dizer que faremos o possível e o impossível para que a gestão do nosso companheiro Mâncio seja gloriosa no Banco da Amazônia. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Antes de passar a palavra ao Dr. Mâncio, agradeço a presença da Deputada Perpétua Almeida, que chegou agora, e convido S.Exa. a estar conosco em outros debates. Já agradeci aos Deputados Benedito Dias e Zé Geraldo – os outros são da Comissão, Deputados Zico Bronzeado e Paulo Rocha. Outubro de 2006 Lembro, Dr. Mâncio, que V.Sa. tem perguntas dos Deputados Agnaldo Muniz, Benedito Dias, Perpétua Almeida, Paulo Rocha, Zé Geraldo e Zico Bronzeado. Tem V.Sa. a palavra, Dr. Mâncio. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Não sei se tenho obrigação de seguir a ordem das perguntas na resposta. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Não há necessidade. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Então, quero pedir licença aos Deputados Agnaldo Muniz, Benedito Dias e Perpétua Almeida, porque gostaria de começar a responder pelos questionamentos do Deputado Paulo Rocha. Talvez isso me dê oportunidade de esclarecer uma série de questões, inclusive algumas que não esclareci em meu pronunciamento inicial. Deputado Paulo Rocha,V.Exa. fez lembranças quanto à forma como devemos conduzir a definição das políticas do Banco da Amazônia. Primeiro, devo dizer que estou plenamente de acordo com o que S.Exa. está propondo e que um passo largo, gigantesco já foi dado nesse sentido. A sua proposta é no sentido de que possamos fazer as coisas de maneira articulada, a fim de que todos os órgãos regionais, sejam federais, estaduais ou municipais, organizações governamentais ou não, a sociedade como um todo, os produtores – costumo dizer que os clientes do BASA não gostaria que fossem apenas clientes, mas parceiros do desenvolvimento regional –, todos esses, em conjunto, possam discutir essas questões. O primeiro passo foi dado quando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos Governadores da região, Ministros e representante do Banco da Amazônia, em Rio Branco, no dia 9, assinou o documento de cooperação que cria facilidades para que possamos fazer essa discussão a queV.Exa. referiu-se, tão importante que nos possibilitará enxergar o papel do banco, em que áreas, em que lugares e em que condições ele deve atuar, se vai apoiar o micro, o pequeno e o médio produtor. Só vamos responder a essas questões depois do debate, que já começamos a fazer na região e com todos os Parlamentares. Quando comecei esta exposição, falei que não podemos tratar a Amazônia como um único espaço. Precisamos compreender que a Amazônia tem diferenças muito grandes, mesmo dentro de determinados Estados. Há diferenças muito grandes de um lugar para outro e entre os Estados. Na verdade, as propostas do Banco da Amazônia não deverão ser homogêneas para a Amazônia inteira, porque isso não é possível, considerando-se a diversidade e a complexidade que a região apresenta. Em alguns lugares, estamos inundados; em outros, Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS temos falta de água. Em alguns lugares, é a pecuária que se desenvolve; em outros, é a agricultura ou o manejo florestal. Por isso, devemos ter muito cuidado, para que as políticas propostas venham ao encontro das necessidades regionais e possam contribuir com a melhoria da qualidade e das condições de vida daquela população. Isso só será possível se for feito da maneira como o Deputado Paulo Rocha propõe, o que já começou a acontecer com esse documento assinado pelo Presidente Lula, que prevê as grandes diretrizes do Banco e estabelece que as suas propostas serão desenvolvidas com base nos planos de desenvolvimento do Brasil, da Amazônia e dos Estados. Não é possível dissociar as políticas estaduais e dos Governos locais das políticas que o Banco desenvolverá para aquela região. Não há a menor possibilidade de isso ser feito de outra forma. E é justamente dessa discussão que já começou a ser feita e que pretendemos levar para todos os Estados que vamos retirar elementos para definir rigorosamente as mudanças que precisamos fazer nas linhas de atuação do Banco da Amazônia, os tipos de financiamento que ele deve fornecer, para quem ele deve fornecer financiamento, em que regiões da Região Amazônica e a maneira como vamos distribuir os recursos. Essa discussão nos trará esses elementos para que possamos dar um salto em relação à participação do Banco. Agora, passo a responder às perguntas específicas de cada um dos Deputados. O Deputado Agnaldo Muniz, de Rondônia, fez uma série de perguntas. As taxas dependem do tipo de financiamento e do porte de quem vai tomar o empréstimo. Por isso variam muito. Os micro e pequenos são os que mais nos interessam. A taxa será de 8,75% para o micro e de 10% para o pequeno, dependendo do tipo de financiamento. Posso pedir ao Dr. Hélio, se for o caso, passar uma listagem paraV.Exa. com as taxas de todos os produtos do Banco. Isso facilitaria o nosso trabalho aqui. Então, o Dr. Hélio, que está na nossa assessoria, vai passar essa lista aV.Exa. São vários produtos, e cada um deles tem prazos e taxas diferentes. Em relação à questão do tempo que leva para um financiamento sair, ressalto que, muitas vezes, as pessoas entram com o pedido, mas não estão com todos os documentos prontos para recebê-lo e depois dizem que demora muito. O tempo médio é altíssimo, algo em torno de 120 dias. Essa é a informação que recebi da organização. Temos que buscar mecanismos para que as coisas Quinta-feira 5 45895 aconteçam de maneira mais célere e o financiamento consiga se efetivar no prazo adequado. Tenho notícia, por exemplo, de que essa demora ocorre por conta das regras. O Banco da Amazônia é um banco federal, portanto, suas regras são muito mais rígidas para operar que os bancos particulares. Muitas vezes, leva-se tanto tempo para que um financiamento saia, que, quando o gerente chega para dizer que o processo está pronto, a pessoa já buscou crédito em uma instituição privada, com regras diferentes. Portanto, esse tempo precisa ser mudado. Na minha exposição inicial, disse que temos todo interesse tanto na democratização como na facilitação do crédito. Não quero dizer, com isso, que será dado dinheiro para qualquer pessoa que quiser financiamento. Não. Haverá regras. Mas acho que as regras atuais, em vez de protegerem a organização, muitas vezes criam dificuldades, sem protegê-la como deveriam. E a organização precisa ser protegida. Essa questão das alçadas da região citadas porV. Exa. está sendo discutida. Hoje, a alçada de gerente de agência, dependendo do porte da agência, é de 200 mil, e do gerente regional, cerca de 400 mil – acho que aumentou para 600 mil agora, não foi, Dr. Hélio? Penso que essa seria uma questão de menor importância se houvesse celeridade nos processos. Se os processos saíssem rapidamente, não importaria que alçada estaria decidindo, mas que as pessoas teriam os seus recursos disponibilizados em tempo hábil, oportuno. A discussão do poder de decisão do gerente local e do gerente regional tem sua importância. Isso, no entanto, vai mudar totalmente, à medida que as regras forem modificadas e elas puderem garantir que o financiamento seja célere, independentemente de quem decide se ele será oferecido ou não. V.Exa. também me perguntou quanto tempo levará para o novo desenho do Banco estar pronto. Respondo aV.Exa. que é uma questão que não depende somente do Banco da Amazônia. Ela vai depender do envolvimento de toda a região, os Governadores, todos que tiverem interesse nesse processo. Queremos que isso seja discutido, mas temos um horizonte. Quando o Presidente foi ao Acre, S.Exa. determinou ao Ministro Ciro Gomes e à Ministra Marina Silva que o Plano da Amazônia estivesse pronto em 90 dias. Vamos trabalhar paralelamente a isso, mas dependemos das definições finais desse plano para estabelecer os programas do banco. Vamos, no entanto, fazer o que já for possível. Queremos que, no máximo, em 180 dias o banco tenha um novo desenho. Muitas coisas não poderão ser operacionalizadas imediatamente. Alguns pontos dependem da legislação – temos que obedecer ao princípio da anterioridade 45896 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da lei –, precisam ser passados para o ano que vem. Mas algumas exclusivamente do banco... O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Interrompo o nosso convidado para comunicar aos colegas que a Ordem do Dia já começou e que o nosso Presidente costuma ficar preocupado com o quorum, como já aconteceu na quinta-feira. Então, solicito ao nosso convidado que seja breve. Já foi encerrada a discussão e deve começar a votação da medida provisória. O Regimento manda que, iniciada a Ordem do Dia, as reuniões nas Comissões sejam encerradas. Mas ainda concederei alguns minutos a V.Sa. para que termine de dar as suas respostas. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Ficarei triste se não conseguir responder a todas as questões. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Pode responder. Faremos um revezamento se iniciar a votação. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Não demorarei mais do que 5, 10 minutos. O Deputado Benedito Dias está preocupado com a questão da definição do micro, do médio e do grande, visto que é o porte dos tomadores de empréstimos. Estamos discutindo essa questão, porque existe uma proposta para modificá-lo, ou seja, quem está recebendo, hoje, uma taxa maior poder ser incluído num tamanho menor. Essa discussão não foi ainda concluída, mas já está em curso. Deveremos ter uma definição rápida sobre esse assunto. Com relação à questão da inadimplência, principalmente a do FNO, até 1998, é de 33%, extremamente alta. A média da inadimplência, hoje, caiu para 18%; de 1998 em diante, em torno de 4%, se não me falha a memória. Outra questão importante diz respeito à atualização dos créditos. Inclusive, o Banco da Amazônia está tendo problemas na Justiça por conta de sucumbência, por conta de honorários de advogados. Já está em discussão a atualização dos créditos, a fim de que seja feita de maneira a garantir a cobertura dos créditos. Conversei com o Ministro Ciro Gomes sobre a proibição, pelo Tribunal de Contas da União, de receber a garantia se ela não der conta de cobrir o saldo devedor do financiamento. Isso é um entrave muito grande no processo de negociação do Banco. Não podemos descumprir a regra, mas podemos discuti-la e tentar modificá-la, para que as garantias, que foram aceitas e foram boas no início do financiamento, dêem conta de quitar o financiamento. Sr. Deputado,V.Exa. tem absoluta razão com relação à questão do mercado. Não pode o Banco financiar qualquer coisa que não tem para quem ven- Outubro de 2006 der. Seria uma irresponsabilidade. Por isso apoiamos estudos, pesquisas que nos dêem conta dos reais potenciais que o Banco deve financiar na Amazônia. Foram feitos vários estudos pelo IPEA e já temos várias linhas que poderão ser efetivamente estabelecidas com base neles. O Deputado se referiu à medida, a qual foi aprovada, relativa à renegociação da dívida dos pequenos produtores, o alongamento do perfil da dívida. Essa é uma saída, é a salvação desse processo. A inadimplência nessa área é extremamente grande e precisamos ter alternativas. A medida provisória estabelece a alternativa de alongar o perfil e, imagino, uma garantia para que os agricultores paguem essa dívida. A Deputada Perpétua Almeida questionou-me sobre a participação do Banco na questão da política nacional. Talvez não tenhamos entendido ainda a importância do documento assinado pelo Presidente Lula, mas ele, em vez de discutir o fechamento do Banco da Amazônia, proposta de transformação em agência de fomento ou coisa que o valha, tem como objetivo transformá-lo no principal braço do Governo Federal em relação ao desenvolvimento regional. Nessa fase, acho que o Banco já começou totalmente articulado com esse processo, vai apoiar as políticas do Governo Federal, vai apoiar as políticas do Plano da Amazônia, as políticas dos Governos Estaduais, principalmente aquelas relacionadas à questão do desenvolvimento sustentável, políticas que levem em conta tecnologias limpas, o respeito ao meio ambiente e à questão da sustentabilidade. O desenvolvimento sustentável tem de ser buscado a qualquer custo. Não dizemos com isso que não pretendemos apoiar todas as atividades do processo produtivo. A pecuária pode ser perfeitamente apoiada com relação ao desenvolvimento tecnológico. Podemos multiplicar várias vezes o rebanho existente utilizando somente manejo, tecnologia nova para a pecuária, também para a produção de grãos. Há espaço para o processo de produção ser muito bem expandido, sem, entretanto, causar impacto o meio ambiente. Mencionem-se ainda programas que levem em conta a inclusão social, programas que considerem geração de emprego e renda, certificação, ou seja, programas que transformem a Amazônia tendo como objetivo o desenvolvimento adequado aos interesses da região. Sr. Presidente, o Deputado Zé Geraldo fez menção aos financiamentos coletivos e à eletrificação rural. Essa questão dos projetos infra-estruturais fazem parte do nosso processo de discussão. Não estão definidos ainda todos os programas que podem ser atendidos nesse processo. Agora, atuaremos fortemente no que Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS diz respeito aos financiamentos coletivos. No Pará há vários exemplos, um deles é o da AMAFRUTAS, que pode ser um potencial fantástico. Incluirá 4 mil famílias, e o financiamento é coletivo. Não vejo por que o Banco não entrar no financiamento da eletrificação rural, principalmente no que se refere à questão da rede, inclusive havendo articulação com o Programa Luz no Campo. A proposição do Presidente da ELETROACRE vai no sentido de que o Banco entre com financiamento coletivo para apoiar a expansão de rede como suporte ao Luz no Campo. Uma parte seria financiada diretamente pela ELETROBRÁS, e a outra parte seria financiada pelos próprios produtores, com recursos do FNO. Essa discussão está sendo levada a efeito. ConvidoV.Exa. para participar dela, a fim de chegarmos a um consenso sobre... O SR. DEPUTADO ZÉ GERALDO – O próprio BNDES poderia ser convidado para fazer parceria. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Quero deixar bem claro que estamos abertos à discussão, estamos ansiosos por contribuições – tenho certeza de que chegarão muitas –, a fim de que essa organização, tão importante para a região, trilhe caminhos melhores do que os já trilhados até aqui. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço às Sras. Deputadas e aos Srs. Deputados não membros, em especial à Deputada Elcione Barbalho, que nos presenteia com sua presença – gostaria de vê-la nos debates, mas já estamos encerrando a reunião; ao Sr. Deputado André Luís, nosso companheiro de Comissão; aos demais Parlamentares; ao nosso convidado, Dr. Mâncio Lima Cordeiro, que nos premiou com uma palestra maravilhosa, dando certeza de que a Amazônia, por intermédio do BASA, terá um desenvolvimento bastante sustentável. Ficamos muito felizes com suas diretrizes e com a forma didática como conduziu sua exposição e participou do debate. Dr. Mâncio, tenha certeza de que esta Casa espera tê-lo em outras oportunidades, tal como nesta, em que atendeu ao convite do Deputado Wladimir Costa. Antes de encerrar os trabalhos, convoco os Srs. Deputados para participar da reunião ordinária de amanhã, quarta-feira, dia 28 de maio, às 9h30min, neste plenário. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – SeV.Exa. me permite, gostaria de fazer um agradecimento. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Com certeza. Tem V.Sa. a palavra para as considerações finais. O SR. MÂNCIO LIMA CORDEIRO – Primeiro, agradeço a todos a oportunidade de estar aqui. Tanto eu quanto outro funcionário do Banco da Amazônia Quinta-feira 5 45897 estamos à disposição dos nobres Deputados para prestar qualquer tipo de esclarecimento necessário à Câmara dos Deputados, a fim de contribuir para que ela cumpra seu papel. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar os trabalhos da presente reunião. Está encerrada a reunião. COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE – CFFC 52ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ata da Vigésima Quarta Reunião Ordinária de Audiência Pública Conjunta Com a Comissão de Defesa do Consumidor Meio Ambiente e Minorias Às dez horas e quarenta e sete minutos do dia sete de agosto de dois mil e três, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no Plenário 09 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Simão Sessim – Presidente; Almerinda de Carvalho – Vice-Presidente; André Luiz, Eduardo Valverde, Machado e Orlando Fantazzini – Titulares; Eduardo Cunha, Nelson Bornier e Renato Cozzolino – Suplentes. Compareceram também os Deputados Alex Canziani, Ann Pontes, Casara, Celso Russomanno, Givaldo Carimbão, Janete Capiberibe, João Alfredo, Luiz Alberto, Renato Casagrande e Takayama, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Agnaldo Muniz, Aníbal Gomes, Elaine Costa, Herculano Anghinetti, Hermes Parcianello, João Magalhães, João Magno, José Carlos Aleluia, José Rajão, Manoel Salviano, Marcondes Gadelha, Mauro Benevides, Neucimar Fraga, Pompeo de Mattos, e Wladimir Costa. Justificou sua ausência o Deputado Wellington Roberto. ABERTURA: O Deputado Simão Sessim declarou aberta a reunião ordinária de audiência pública, conjunta com a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, para debater sobre as “denúncias de irregularidades cometidas pelas seguradoras de veículos automotores”, em atendimento aos Requerimentos números quarenta e quatro, quarenta e cinco e quarenta e seis de dois mil e três, aprovados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, e aos Requerimentos números cento e dezoito, cento e dezenove, cento e vinte e cento e oitenta e cinco de dois mil e três, aprovados na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de autoria dos Deputados Hidekazu Takayama e Nelson Bornier, com a presença dos senhores Wilson Bill, Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná – SINDIREPA-PR; Ênio Bianco, Diretor Jurí- 45898 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dico do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo – SINDIFUPI; Amilton Plácido da Rosa – Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande/MS; Edson Corrêa Batista – Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos/SP; Angelo Coelho – Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo – SINDIFUPI; Geraldo Luiz Santo Mauro – Presidente da Associação Brasileira das Reparadoras Independentes de Veículos – ABRIVE; Antônio Carlos Fiola da Silva – Vice-Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo – SINDIREPA/SP; e da senhora Barbara Rosenberg – Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. O Presidente convidou o Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, Deputado Givaldo Carimbão e os senhores Wilson Bill, Ênio Bianco, Amilton Plácido da Rosa, Edson Corrêa Batista, Angelo Coelho, Geraldo Luiz Santo Mauro, Antônio Carlos Fiola da Silva e a senhora Barbara Rosenberg para comporem a mesa e comunicou aos convidados que eles teriam o prazo de cinco minutos, prorrogáveis, para fazer sua exposição, não podendo ser aparteados e aos senhores Deputados que disporiam de três minutos cada, para interpelar os convidados. O Deputado Simão Sessim passou a palavra aos senhores Wilson Bill, Ênio Bianco, Amilton Plácido da Rosa, Edson Corrêa Batista, Angelo Coelho, Geraldo Luiz Santo Mauro, Antônio Carlos Fiola da Silva e, por último, a senhora Barbara Rosenberg. Ao término das exposições o Presidente, concedeu a palavra a um dos autores do requerimento, Deputado Hidekazu Takayama, e pela ordem de inscrição, aos Deputados Eduardo Cunha e Eduardo Valverde. O Presidente agradeceu a presença dos expositores. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, às treze horas e treze minutos, o Presidente encerrou os trabalhos, tendo antes, convocado reunião ordinária deliberativa, para o dia treze de agosto, às nove horas e trinta minutos, neste Plenário. E, para constar, eu , Edilson Saraiva Alencar, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Simão Sessim , e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação Núcleo de Redação Final em Comissões Texto Com Redação Final Comissão de Fiscalização Financeira E Controle EVENTO: Audiência Pública Nº: 1086/03 Outubro de 2006 DATA: 7-8-2003 INÍCIO: 10h46min TÉRMINO: 13h13min DURAÇÃO: 02h26min TEMPO DE GRAVAÇÃO: 02h26min PÁGINAS: 48 QUARTOS: 30 DEPOENTE/CONVIDADO – QUALIFICAÇÃO WILSON BILL – Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná – SINDIREPA-PA. ÊNIO BIANCO – Diretor Jurídico do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo SINDIFUPI. BARBARA ROSENBERG – Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça. AMILTON PLÁCIDO DA ROSA – Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul. EDSON CORRÊA BATISTA – Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos, Estado de São Paulo. ÂNGELO COELHO – Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo – SINDIFUPI. ANTÔNIO CARLOS FIOLA DA SILVA – VicePresidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. SUMÁRIO: Debate sobre irregularidades cometidas por seguradoras de veículos automotores. OBSERVAÇÕES Reunião conjunta com a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias. Há exibição de imagens. Há intervenção fora do microfone. Inaudível. Há intervenções simultâneas ininteligíveis. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Declaro aberta esta reunião ordinária de audiência pública conjunta, em atendimento aos Requerimentos nºs 44, 45 e 46, de 2003, aprovados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, e aos Requerimentos nºs 118, 119, 120 e 185, de 2003, aprovados na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de autoria dos nobres Deputados Takayama e Nelson Bornier, para tratar de denúncia de irregularidades cometidas pelas seguradoras de veículos automotores, com a presença dos Srs. Wilson Bill, Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná; Ênio Bianco, Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Diretor Jurídico do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo; Amilton Plácido da Rosa, Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande, Mato Grosso do Sul; Edson Corrêa Batista, Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos, São Paulo; Ângelo Coelho, Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo; Geraldo Luiz Santos Mauro, Presidente da Associação Brasileira das Reparadoras Independentes de Veículos – ABRIVE; Antônio Carlos Fiola da Silva, Vice-Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo; Barbara Rosenberg, Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, convidados pelas Comissões de Fiscalização e Controle e de Defesa do Consumidor. Antes de convidar os senhores debatedores, registro, com muita alegria, que esta audiência pública é conjunta com a Comissão de Defesa do Consumidor, representada pelo nobre Deputado Nelson Bornier, Vice-Presidente e Presidente em exercício da Comissão e que nos alegra não só com sua presença mas também por ser membro da nossa Comissão e um dos autores da implantação desta audiência. Vou conduzir esta audiência juntamente com o Deputado Nelson Bornier, que presidirá conosco no tempo que quiser. Convido os Srs. Wilson Bill, Ênio Bianco, Amilton Plácido da Rosa, Edson Corrêa Batista, Ângelo Coelho, Geraldo Luiz Santos Mauro, Antônio Carlos Fiola da Silva e Barbara Rosenberg para compor a Mesa. Peço desculpas se não houver, mas acredito que há lugar para todos, já nominados pelas plaquetas. Normalmente, o Regimento permite que se concedam 10 ou 20 minutos para cada expositor, mas como são 9, vou reduzir o tempo, e, se houver necessidade de nova explanação ou na hora dos debates, cada palestrante desenvolverá mais sua fala. Nobre autor Takayama,V.Exa. concorda com 5 minutos, podendo chegar a 10 minutos se houver necessidade? O tempo para cada expositor será de 5 minutos, podendo chegar até 10 minutos. Nesse período, não pode ser aparteado. Convido o Dr. Wilson Bill para fazer sua exposição. Tem a palavra. O SR. WILSON BILL – Bom dia. O tempo de 10 minutos é muito pouco para apresentarmos tudo o que pretendemos, tendo em vista que o assunto é de extrema relevância. Há apresentação em power point, e vou fazer uma síntese para tentar cumprir o prazo. (Segue-se exibição de imagens.) Quinta-feira 5 45899 Sou oriundo do setor. Sou ex-aluno do SENAI, mecânico de formação e estou no ramo há 33 anos. Há 25 anos sou empresário do setor de reparação. Nosso setor é composto por 136 mil oficinas, das quais 75% fazem serviços de reparação, independentemente das 25 concessionárias. Somos responsáveis pela sustentação de mais de 5 milhões de pessoas no Brasil. Estamos sofrendo um achatamento de mercado desde antes 1994. Trabalhamos com um tempo muito apertado e um valor de mão-de-obra irrisório. Houve evolução tecnológica muito grande no setor. Com a abertura de mercado, ficou mais fácil importar equipamentos. Embora sejam caríssimos, ganha-se tempo no trabalho. As seguradoras forçaram a troca de equipamentos, mas não respeitaram o investimento de capital. Um exemplo: um serviço que custava 84 reais e era feito em 6 horas agora custa 56 reais para ser feito em 4 horas. Não se considera o investimento feito. Outro detalhe importante é que as seguradoras retiraram o nosso direito de comercialização de peças. Muitas delas não permitem que forneçamos peça. Quando permitem, é com o valor e o desconto que querem. Com isso, praticamente não sobra nada para a oficina, que mal consegue pagar o imposto. Muitas vezes a oficina paga o imposto e paga para fornecer esse material. Outra consideração a fazer é que algumas seguradoras fornecem peças, que compram diretamente. Isso corta a cadeia, o elo produtivo, e ocorre sonegação de impostos. Existem alguns documentos que vou passar às mãos do Presidente da Mesa. Também vou passar às suas mãos um CD da apresentação mais completo, mais detalhado. Temos na empresa o exemplo de um contrato em que, em 1997, a seguradora pagava 16 reais a hora e 32 a pintura. Essa mesma seguradora, em 2002, pagava 14 reais a hora e 29 a pintura, com tempos mais achatados. Critério de credenciamento de oficinas. A oficina é boa enquanto atender à seguradora. Se não aceitar as imposições da seguradora, é descredenciada. Pior: quando é descredenciada, fica mal falada e denigre-se a imagem do reparador. Além disso, quando o consumidor compra um seguro e tem necessidade de fazer uma reparação, ele quer levar na oficina de confiança dele. Muitas vezes, no próprio call center, que em vez do 0800 usa o 0300, para cuja ligação o consumidor tem de pagar, o seu direito é tolhido. Se insistir em levar o carro para a oficina, ele deve pagar o guincho e o reparo e depois entrar na Justiça para ser ressarcido. 45900 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS No período de 1994 a 2001, tivemos reajustes de 16,7% na lataria, 26,8% na pintura, 100,25% no IGP, 105,38% no IPCA, 113,1% no IGP-M, 157,15% no dólar e 177,82% no salário mínimo. No nosso setor, estamos acumulando um prejuízo de 357,38% no que se refere a reajuste de material de pintura – fomos reajustados somente em 26%. Praticamente estamos pagando para fazer esse serviço. Podem perguntar-me: por que continuam trabalhando? Porque a oficina não tem outra solução, não tem outro mercado, tem que continuar trabalhando nisso. Como disse, há várias posições, que vou resumir tranqüilamente. Posso passar uma transparência mais para frente. Podemos considerar hoje o nosso setor como um pneu de bicicleta, que fica de pé porque está no aro. Duvido que algum dos senhores pegue um pneu de bicicleta e consiga deixá-lo de pé se não estiver fixo no aro. É a situação do reparador. Os nossos empresários são oriundos de pequenas empresas ou são ex-funcionários de concessionária que montaram seus negócios a duros sacrifícios e fazendo um trabalho sério. Hoje, não podem fechar as portas, porque seu capital está comprometido e não têm condições de pagar os passivos trabalhistas. Seu capital de giro está comprometido, trabalham com cheque especial. As seguradoras se propõem a pagar o serviço com 30 dias de emissão da nota. Muitos serviços levam de 15 até 30 dias. No caso de carros importados, até 90 dias, dependendo da disponibilidade de peças. E ainda recebem 30 dias depois da emissão da nota, o que é totalmente inviável, porque eles já se descapitalizaram, estão pagando juros absurdos. Quando recebem, o valor não paga nem o custo que tiveram para fazer o serviço. Nosso trabalho está sendo pago ao valor médio de 12 a 16 reais a hora. A qualidade da mão-de-obra não é a que se deseja no setor. Não se consegue contratar e manter um profissional de qualidade com o valor que se está oferecendo. O consumidor está cada vez mais exigente com a qualidade do serviço. O reparador tem que bancar e fazer o serviço, mesmo com o prejuízo, para manter o cliente. Isso porque a moeda mais forte que qualquer reparador tem é o cliente. Manter a fidelização não está fácil. As seguradoras prometem ao consumidor, no ato do contrato, facilidades no pagamento da franquia, como desconto e parcelamento. E a oficina é obrigada a conceder o desconto e a fazer o parcelamento, mesmo que o mercado ofereça de 25 a 28 dias para faturamento. Mais uma vez não existe capital para trabalhar nesse setor. O valor que se está pagando na mão-de-obra Outubro de 2006 pode ser comparado ao de uma gorjeta, uma esmola. O reparador aceita porque não há outro recurso. Incentivo à informalidade. Para conseguir manterse no mercado com esse valor, o setor aposta na sonegação de impostos, nas notas calçadas, na contratação de funcionários sem registro, pagando comissão por fora. Com tudo isso, ele não está contando que está sujeito a um passivo trabalhista ou a uma fiscalização e que, amanhã ou depois, poderá ter de pagar tudo o que sonegou. Lembramos que ele sonegou não para ter lucro, mas para sobreviver e não fechar as portas. Outro fator importante é que o reparador se sujeita a negociatas para conseguir cadastrar-se e trabalhar no setor. Sujeita-se à imposição de reguladores. Existe um trabalho de terceirização de peritos, que são contratados e deveriam ser neutros, e de reguladoras, que, para pegar o contrato de serviço da seguradora, prometem achatar o preço. Eles vêm à oficina e cortam tudo, para fazer um percentual alto de corte do serviço, a fim de que a seguradora tenha lucratividade. Não se preocupam com a qualidade do serviço que vai ser feito. Também quero ressaltar que muitas peças que são fornecidas são de segunda linha ou o reparador é sujeitado a aceitar a recuperação de peças vitais no veículo, como eixos de segurança. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Quero lembrar ao nobre expositor que ainda dispõe de 1 minuto. O SR. WILSON BILL – Como disse, vai ser difícil abordar tudo. Estou tentando ser o mais sintético possível. Podemos fazer uma metáfora. Quando o consumidor adquire um seguro, é como se comprasse um pacote de viagem de primeira classe, num bom avião, para uma cidade maravilhosa, com passeios mirabolantes, hospedagem 5 estrelas, e paga por tudo isso. Quando ele vai embarcar, em vez de avião, é um ônibus que vai transportar. A viagem, que seria internacional, será agora para qualquer lugar. A hospedagem é ao relento. Durante os passeios, como está em local perigoso, ele vai ser assaltado. E tudo o que ele pagou por isso não valeu nada: pagou caro por uma coisa que não está levando. É a comparação que fica. Quando adquire um seguro, a pessoa quer segurança e tranqüilidade. Comprou um pacote de luxo, mas, na hora em que precisa, leva um standard. Esse é o trabalho. Outra coisa muito importante é que a seguradora considera perda total quando o valor do conserto do carro fica acima de 50%. Esse veículo é vendido no mercado até por 70%. Vai para o comércio de veículos usados e é recuperado de qualquer maneira, até com peças oriundas de desmanches de carros roubados. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E quando o consumidor de boa-fé adquire esse carro recuperado e vai tentar fazer um seguro, para ter tranqüilidade e segurança, não é recebido. Não aceitam a apólice de seguro desse carro, que tem o registro de perda total. Isso é totalmente desleal para com o consumidor. Quero frisar que um negócio só é bom quando os 2 lados ganham. Quando apenas um lado ganha ou ambos ganham pouco, o negócio acaba. E a seguradora não vê isso com bons olhos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Para concluir. O SR. WILSON BILL – Para concluir, faço um apelo. Fazemos um comparativo com o nosso atual Presidente. Enfrentou lutas, fez até panfletagem e conseguiu chegar aonde está. Nosso trabalho segue o mesmo exemplo. Vimos há anos tentamos fazer um trabalho, uma negociação. Foram anos de debate, tentando conscientizar as seguradoras para melhorarem, e não conseguimos. Apelo ao bom senso dos senhores, senão o nosso setor vai falir, desaparecer, e vamos deixar de gerar mais empregos do que já deixamos de gerar até então. Era o que tinha dizer. Infelizmente o tempo é curto. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço a exposição ao Sr. Wilson Bill, Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná. Explico a S.Sa. que o tempo é pequeno porque temos vários expositores, mas que durante o debate S.Sa. pode voltar ao assunto e desenvolver melhor a questão que queira enfatizar. Passo a palavra ao próximo expositor, Dr. Ênio Bianco, Diretor Jurídico do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo. Antes de o Dr. Ênio iniciar, quero registrar, com muita alegria, a presença da comitiva que acompanha os expositores. Temos aqui presentes o Dr. Evaldo Costa, Diretor-Tesoureiro do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná; o Dr. Alfredo da Silva Santos, membro efetivo da Câmara de Colisão; o Dr. Luiz Fernando, também membro efetivo da Câmara; e a Dra. Alessandra Viana Reis, Coordenadora-Geral de Análise de Inflação no Setor de Serviço e Infra-Estrutura. Vejo no plenário o ex-Deputado Federal Antonio Mazurek, que me parece estar representando a FENASEG. Tenha assento junto de nós. Passo a palavra ao Dr. Ênio Bianco, que disporá de até 10 minutos. Quinta-feira 5 45901 O SR. ÊNIO BIANCO – Não terei nem um tempinho a mais, Excelência? É que, como advogado, gosto de falar bastante. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Faço um apelo a V.Sa. para que cumpra esse horário. Estaremos todos felizes, já que são 8h. Concedo 10 minutos a cada um, e depois haverá os debates. Daqui a pouco, entraremos pela sessão da Câmara. Aliás, quero justificar a ausência de alguns Deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e da Comissão de Defesa do Consumidor. Muitos ainda não chegaram porque a sessão da Câmara de ontem terminou na madrugada de hoje, às 5h. Todos os que estão presentes, os Deputados Nelson Bornier, Eduardo Valverde, Takayama, saímos daqui às 5h. Tomamos banho, jantamos, quer dizer, tentamos comer alguma coisa. Se algum desses 4 dormiu, foi em pé. Por isso, a justificativa. No entanto, esperamos que ainda cheguem a tempo de participar da nossa reunião. Dr. Ênio Bianco, se V.Sa. puder colaborar, concedo-lhe a palavra por 10 minutos. O SR. ÊNIO BIANCO – Nobres Deputados, em primeiro lugar, muito obrigado pela convocação. Recebi com muito prazer o convite de vir expor aV.Exas. os fatos que conheço relativos às questões que envolvem as seguradoras nesse mercado de reparação de veículos, tanto do Estado de São Paulo, que especificamente conheço, quanto de todo o Brasil. A meu ver, as seguradoras amarraram esse mercado através de um sistema bastante simples, mas que considero totalmente ilegal. Essa é a minha teoria e a tese que venho defendendo na Secretaria de Direito Econômico desde 1998, por meio de um procedimento que até hoje não passou, infelizmente, da fase de averiguação. Embora já se devesse ter iniciado um processo administrativo, infelizmente, até hoje, repito, não conseguimos que isso acontecesse. Esse é nosso primeiro pedido. Gostaríamos de ver esse processo evoluir e sair efetivamente da fase de averiguação, porque já não suportamos mais agüentar um processo que, embora em trâmite desde 1998, ainda se encontra em fase de averiguação. Se com os documentos juntados, que contêm indícios mais do que suficientes para instauração do procedimento administrativo, não foi feito nada até o momento, não sabemos mais o que precisamos fazer para que o processo prossiga. Uma pergunta que deixo aos Srs. Deputados é a seguinte: o que precisamos fazer para que esse processo siga em frente, desenvolva-se e realmente chegue ao seu final? Outra questão de que temos conhecimento é que as seguradoras hoje atuam no mercado através 45902 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do credenciamento, e este nada mais é do que um acordo expresso ou tácito feito entre as empresas que participam da rede credenciada e as empresas que aceitam todas as imposições denunciadas nesta Comissão pelo Wilson Bill. Pois bem, por que todas essas práticas são possíveis? Porque as seguradoras sabem que o consumidor necessita do veículo para utilizá-lo. Sabendo disso, elas jogam uma série de imposições ao mercado. A primeira coisa que fazem é impor ao consumidor quem efetuará o reparo no veículo. Para isso, elas se utilizam de vários artifícios, tais como promessa de serviços mais rápidos, desconto no valor das franquias, empréstimo de carros durante o conserto, garantia de serviço. O consumidor que não aceita esse tipo de imposição sofre, por parte das seguradoras, uma série de represálias, tais como a criação de dificuldades das mais diversas ordens, entre elas dificuldades burocráticas. Portanto, aí já se encontra uma ofensa grave ao direito do consumidor, porque este está sendo tolhido no seu direito de escolher livremente quem deve efetuar o reparo do seu veículo. A meu ver, isso acaba por influenciar definitivamente o mercado e é uma forma que as seguradoras encontraram de dominá-lo. E a dominação de mercado é uma infração contra a ordem econômica. Outro ponto fundamental a ser destacado diz respeito aos preços. Dois pontos fundamentais em relação aos preços, já abordados pelo Bill, serão por mim rebatidos. O primeiro deles é a uniformização de preços. Isso está provado no processo que tramita na Secretaria de Direito Econômico. Há um concerto entre as companhias seguradoras do Brasil inteiro de uniformizar os preços que serão pagos aos reparadores. Essa uniformização de preços é mais um indício da dominação de mercado das seguradoras. Há uma imposição do preço dos serviços de reparação praticados no mercado, conforme nos mostrou nesta Comissão o Bill. E, se o segurador paga esses preços ao reparador, evidentemente não pode contratar uma mão-deobra qualificada. Sem uma mão-de-obra qualificada, o serviço que o consumidor recebe certamente será de péssima qualidade, o que coloca em risco a segurança do consumidor, e não só a dele, mas também a de terceiros, porque o veículo está na estrada. Outra conduta, destacada pelo Bill, diz respeito à imposição do fornecimento de peças. Temos que ressaltar que, com essa imposição de fornecimento de peças, as seguradoras estão alimentando também o mercado do crime. Por quê? Porque quando exigem que o reparador busque as peças em desmanche, elas estão alimentando o mercado do crime, e em função disso várias pessoas no Brasil estão morrendo. Esta- Outubro de 2006 mos falando de segurança. O nosso Governo vem falando constantemente em segurança. E a seguradora faz parte desse elo, desse círculo criminoso. Ela é um elo nesse círculo criminoso, mas por quê? Porque alimenta esse mercado fazendo com que o reparador vá aos desmanches comprar peça usada. E o reparador faz isso porque, recebendo os preços que recebe, não tem como efetuar o serviço da maneira como deve ser feito. Não pensemV.Exas. que estou aqui do lado do reparador que faz isso. Não concordo plenamente com ele, até porque não concordo que se pratique crime, mesmo que seja em nome da sobrevivência. Outro aspecto que também precisa ser destacado relaciona-se ao recondicionamento de peças. As seguradoras obrigam o reparador a recondicionar peças que deveriam ser trocadas. É um direito do consumidor que o seu veículo seja reposto ao estado em que se encontrava quando do sinistro. E o recondicionamento de peças fere frontalmente esse direito. Outro ponto que precisa ser destacado é o repasse às seguradoras do desconto no preço das peças quando o reparador vai ao mercado e compra a peça. A seguradora exige do reparador que lhe repasse esse desconto. Essa é mais uma forma de dominar o mercado e de criar dificuldades para o funcionamento das empresas, fatores que, conforme a evidência, ferem o direito econômico. Outras condições: proibição de cobrança bancária (as seguradoras não admitem que sejam sacadas contra elas títulos de créditos de nenhum tipo, tais como duplicatas); proibição de protesto do título (se não posso sacar um título, como posso protestá-lo?); dilatação do prazo de pagamento sem pagamento de juros, sem cobrança de correção monetária e sem a possibilidade de cobrar multa; emissão de notas fiscais de serviços em nome do consumidor. E, pasmem, temos notas ficais nas mãos para quem quiser vê-las. Temos uma nota fiscal emitida em nome de um consumidor de compra de peça feita pela seguradora, com o CGC dessa seguradora. Mas sabem qual era o endereço de entrega? O da oficina da rede credenciada. É preciso mais do que isso? É preciso mais do que isso para que a Secretaria de Direito Econômico realmente ponha esse processo em andamento? É preciso mais do que isso para sensibilizarV.Exas.? O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Lembro ao nobre expositor que o seu tempo vai expirar-se em 2 minutos. O SR. ÊNIO BIANCO – Serei mais breve. Por fim, aquele reparador que não aceita essas imposições, que não faz parte do grupinho que hoje compõe a rede credenciada, que não passa de mais de 300 empresas no Brasil inteiro, está fora do mercado. Portanto, a livre Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS concorrência, pura e simplesmente, não existe. Eles acabaram com a livre concorrência. Quem falar em livre concorrência nesse mercado está falando besteira. Repito: não existe livre concorrência nesse mercado. As seguradoras dominaram o mercado e acabaram com a concorrência. Elas dizem quem fará o serviço, como e de que modo ele será feito. Quem não participa desse mercado é incluído em listas negras. Elas negam, mas já provamos que as listas negras existem. A metade dos reparadores que está presente nesta reunião faz parte de listas negras. Fazem ou não fazem? (Pausa.) Aí está a resposta. Isso é prova testemunhal. Concluindo, o principal problema, como dissemos, está em acabar com a livre concorrência, que é um princípio constitucional. As seguradoras eliminam a concorrência através das práticas já citadas e da criação de redes credenciadas. É o domínio de mercado imposto pelas seguradoras. É a geração de lucros arbitrários que não advêm da venda de seguros, mas sim da diminuição do pagamento do valor das indenizações através desses meios fraudulentos, que poderão ser aprovados. Temos provas documentais e testemunhais à disposição deV.Exas. Por fim, elas limitam e impedem a constituição de empresas, além de influenciar diretamente no fechamento de outras. Nos últimos 2 anos e meio, mais de 30 mil empresas fecharam. São mais de 60 mil postos de trabalho. E o nosso Governo está lutando para conseguir novos postos de trabalho. Se isso não representa elemento suficiente para instauração de uma CPI, eu não quero mais ser brasileiro. Era o que tinha a expor. Muito agradecido pela atenção. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós é que agradecemos ao Dr. Ênio Bianco pela brilhante exposição. Antes de convidar o próximo expositor a fazer uso da palavra, quero registrar que a Deputada Mariângela Duarte está vindo a esta reunião. Está ainda num compromisso em Ministério, mas vai participar da nossa reunião. Registro também a presença do Dr. Jorge Robson Silva, Secretário-Executivo da Associação Goiana de Auto-reparação, e do Dr. Vornes Simões Ferreira, do Sindicato de Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Distrito Federal. Agradecemos a presença. Passo a palavra à Dra. Barbara Rosenberg, Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça. S.Sa. dispõe de até 10 minutos. Quinta-feira 5 45903 A SRA. BARBARA ROSENBERG – Muito obrigada. Bom dia. Estou aqui representando o Secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, e venho, em nome do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico, trazer alguns dados importantes. É interessante que a Secretaria tenha oportunidade de apresentar os dados, até mesmo em complementação ao que foi apresentado pelo Dr. Ênio Bianco. Informo que foi, sim, instaurado um processo administrativo na Secretaria de Direito Econômico, especificamente no Departamento de Defesa Econômica, com base nas informações trazidas pela ABRIVE, que entrou com representação na Secretaria contra 18 empresas seguradoras e 2 sindicatos representativos da categoria, os Sindicatos das Seguradoras de São Paulo e do Paraná. De fato, o procedimento administrativo alongouse durante um tempo. Posso falar especificamente do trabalho que a Secretaria tem feito a partir de fevereiro deste ano, momento em que o Secretário tomou posse e assumi a Diretoria. É muito importante, para que tenhamos um procedimento bem instaurado, com provas bem feitas, e possamos efetivamente fazer investigação, que sejam colhidas provas que fortaleçam a investigação. O trabalho foi feito pela Secretaria a partir das denúncias apresentadas. A base da representação foram justamente as informações trazidas pelo Dr. Ênio Bianco, de elaboração de lista de oficinas, fixação conjunta de preços de obras pelas seguradoras, imposição de utilização de peças usadas e descontos nos preços das peças oferecidas pelas seguradoras. Com base nessas denúncias, a Secretaria de Direito Econômico fez, sim, uma investigação preliminar, na qual foram feitas oitivas de funcionários das oficinas reparadoras e também das seguradoras. Também foram feitas diligências nas seguradoras e no SINDISEG de São Paulo. Com base nas informações dos autos, foi instaurado processo administrativo, que, a partir deste momento, torna-se público e de acesso a todos os que tenham interesse de verificar os documentos juntados aos autos. É importante deixar claro que o procedimento administrativo tramitava em segredo de justiça porque isso é uma determinação legal. Até que o procedimento se torne um processo administrativo ou uma averiguação preliminar, que é o estágio anterior, deve tramitar em segredo de justiça, e por isso não era possível dar acesso às informações que estavam sendo coletadas, porque, em última instância, significariam uma suposta condenação das empresas envolvidas. E a Secretaria 45904 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tem um cuidado muito grande também em não formar provas inválidas e não expor os representados até que haja provas que possam ensejar indícios de infração à ordem econômica. Com base nos indícios coletados, foi instaurado um processo administrativo, uma vez que nós acreditamos que há indícios suficientes para a instauração. Algumas empresas já foram e outras estão sendo notificadas para apresentar defesa. É importante deixar claro também que foi instaurado processo contra 18 empresas seguradoras e 2 sindicatos. No entanto, todas as empresas terão direito de defesa e de apresentar suas posições. Isso tudo vai ser levado em consideração pela Secretaria de Direito Econômico, uma vez que não pode haver prejulgamento. A Secretaria está levando em consideração todas as informações trazidas. No entanto, as 2 partes têm que ser ouvidas. Do ponto de vista da investigação, as partes têm direito de se manifestar. Pode ser que empresas que estão como representadas não sejam responsáveis. Isso ainda vai ser apurado pela Secretaria. O que importa é que, havendo infração à ordem econômica, foi instaurado processo administrativo. A Secretaria de Direito Econômico preocupa-se especificamente com condutas de infração à ordem econômica. E a idéia é que todos os que agem de forma a infringir a Lei 8.884, a Lei de Defesa da Ordem Econômica, sejam punidos. Para entregar em mão ao Presidente da Comissão, trouxe cópia da nota de instauração do processo administrativo no qual vão ser investigadas as práticas alegadas. São elas basicamente fixação conjunta de preços de mão-de-obra de serviços de pintura, mecânica, elétrica e imposição de descontos em autopeças, bem como estipulação conjunta de critérios de credenciamento. É importante deixar claro que para Secretaria de Direito Econômico, para que possa haver uma punição, deve existir uma infração de algum dos artigos da lei. A maior preocupação da Secretaria é saber se existe de fato uma ação coordenada entre as seguradoras. Como detalhe adicional, quero informar que foi extraída cópia disso para o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, porque é importante diferenciar as práticas que são de infração à ordem econômica daquelas que significam prejuízo ao consumidor. Então, foi encaminhada cópia disso ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, para que sejam apuradas as práticas que não são de nossa competência apurar, porque a nossa competência é bastante limitada e bastante específica, determinada por lei, com a possibilidade de manifestação das partes. Outubro de 2006 Mais uma vez digo que o processo é público e pode ser visto e acessado por quem tiver interesse. Agora, vamos fazer a apuração. Ainda não é possível dar nenhuma informação sobre o desenvolvimento do processo. Precisamos primeiro fazer toda a instrução, ouvindo as 2 partes. Vou deixar aqui cópia da nota de instauração do processo administrativo. Assim que tivermos o desenrolar, estaremos disponíveis para prestar informações à Câmara dos Deputados, aos representantes ou aos representados. Posso, depois, esclarecer outras dúvidas, mas era basicamente isso que eu queria informar. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço a exposição à Dra. Barbara Rosenberg, Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça. Passarei a palavra ao próximo expositor, Dr. Amilton Plácido da Rosa, Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Registo a presença dos Deputados Eduardo Valverde, Takayama, Eduardo Cunha, Nelson Bornier. Então, com a palavra o Dr. Amilton Plácido da Rosa, que dispõe de até 10 minutos. O SR. AMILTON PLÁCIDO DA ROSA – Inicialmente, quero saudar o Presidente da Mesa, Deputado Simão Sessim, e os Deputados Takayama e Nelson Bornier, que requereram esta audiência. Parabenizo todos os presentes e desejo um bom dia a todos. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ora representado pela minha pessoa, entende a profundidade do tema, mesmo em razão de que estamos trabalhando a respeito do assunto. Dentre as irregularidades constatadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor de Campo Grande, existem 2 procedimentos que dizem respeito diretamente a esta audiência pública. O primeiro refere-se ao Inquérito Civil nº 11, de 2003, que se originou de representação do Deputado Estadual Kayatt. A seguradora negou o pagamento do seguro sob a alegação de que havia golpe. O Deputado recebeu o representante da WR em sua casa. Ele recebeu isso como acusação de que seria uma pessoa desonesta. A partir daí, desencadeou-se um serviço da Secretaria de Segurança Pública. Já há um processo criminal contra o assaltante. Ele foi reconhecido. Houve uma investigação, segundo o Secretário de Segurança Pública, que esteve na audiência pública, pelo próprio Deputado em Campo Grande. Ele disse que teria colocado os melhores homens da Inteligência no caso. A Polícia Federal comprovou que o Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS veículo ingressou na Bolívia exatamente 2 dias após o assalto. A seguradora, por meio das informações prestadas pela WR, teria dito que o roubo do veículo, na realidade, foi anunciado na delegacia como se ocorresse dia 15 de janeiro. Por meio de uma certidão pública, com base em documentos criados na Bolívia, por meio da polícia boliviana, tinha-se conhecimento público de que o carro teria ingressado 1 dia antes em território boliviano. O processo criminal já se encontra em fase de oitiva de testemunha de defesa. O réu se encontra preso, apesar de se ter impetrado HC. O Tribunal de Justiça não conseguiu quebrar a decretação da prisão preventiva. Existe um processo criminal. Não sei em que fase está o processo criminal, que trata do crime de atentado à honra do Deputado. Existe uma representação na Promotoria de Justiça do Consumidor. Nos autos já temos 29 declarações semelhantes àquela que existiu no caso do Deputado Kayatt, com o mesmo modus operandi. A pessoa vai à delegacia, diz que foi roubado, etc. Em Mato Grosso, só tem um caso. Os outros casos são de outros Estados da Federação. A pessoa vai à delegacia e faz a ocorrência. Posteriormente, requer à seguradora o sinistro. Pelo que entendemos, são acionadas tanto a polícia boliviana de trânsito quanto as pessoas que fazem esse trabalho em Corumbá, cidade vizinha da Bolívia. Nesse caso, era um policial militar, contra o qual existe um processo administrativo em andamento. O Ministério Público, por meio da Promotoria, vai ampliar essa investigação, porque na realidade o Deputado está tomando essas iniciativas de forma individual. Uma delas é o requerimento de instauração de inquérito policial em relação ao crime contra a sua honra, também uma ação civil por danos morais e para receber o seguro. A seguradora já colocou à disposição do Deputado os valores do seguro. Até onde eu sei, ele não aceitou e quer ver o fim do processo com relação ao requerimento de instauração de inquérito policial sobre crime contra a sua honra, uma ação civil por danos morais, para receber o seguro. A seguradora já colocou à disposição do Deputado os valores do seguro. Mas, até onde eu sei, ele não aceitou e quer ver o fim do processo, porque agora ele quer reparação por danos morais. Em relação a isso, há de se avançar, mas a Secretaria não cumpriu o despacho do promotor titular, que sou eu, no sentido de oficiar ao cartório, porque, segundo o advogado do Deputado, haveria mais 200 declarações dessas no Cartório do 5º Ofício de Corumbá. O segundo procedimento investigatório, cujo objeto diz respeito realmente a esta audiência, é um procedimento preliminar, nascido da representação da Quinta-feira 5 45905 ABCCOM, que atua em todo o território nacional, mas cuja sede é em Campo Grande. Ela relata inúmeras irregularidades, que vou passar agora mencionar. E, posteriormente, vou dizer o que já conseguimos apurar de maneira concreta, inclusive ouvindo peritos de algumas seguradoras, principalmente da Seguradora Vera Cruz, um regulador de sinistro, um perito em automóveis e um auditor de sinistro. A Vera Cruz negou que teria auditor de sinistro contratado em Mato Grosso do Sul, mas, posteriormente, a própria pessoa confirmou, ouvida perante o Ministério Público. Em relação às informações enganosas prestadas ao Ministério Público, já há determinação de abertura de inquérito policial. As irregularidades são as seguintes: aviso de sinistro não pode ser feito por telefone; imposição de condições discriminatórias para quem não opta por oficinas credenciadas; emissão das notas fiscais em nome do consumidor e não da seguradora; não emissão de certificado de garantia; repasse para os segurados da responsabilidade pelo reparo feito fora das oficinas credenciadas; imposição da obrigação ao consumidor que não opte pelas oficinas credenciadas de levar o veículo para vistoria – o consumidor sofre um verdadeiro cansaço para que essa vistoria seja levada a efeito; confecção de lista negra dos consumidores e de oficinas que não querem submeter-se às imposições das seguradoras; demora para liberação do reembolso a quem opta por oficinas não-credenciadas; liberação para restauração de veículos segurados de terceiros com uso e emprego de peças do mercado paralelo alternativo e peças usadas; liberação para reparos fora das credenciadas impondo valor de mão-de-obra a menor, desconto de peça maior do que o praticado no mercado, obrigando o reparador independente a desistir do negócio, prejudicando a livre iniciativa e caindo a qualidade para o consumidor; morosidade no atendimento à liberação para reparação fora das credenciadas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Promotor, V.Sa. dispõe ainda de 1 minuto para concluir. O SR. AMILTON PLÁCIDO DA ROSA – Eu acabei compilando as declarações das pessoas ouvidas – o regulador de sinistro, o perito de automóveis e o auditor de sinistro –, que confirmam essa situação. Nem sei por que chegaram ao Ministério Público e disseram isso. Não sei se eles acham que o Ministério Público não vai ter o respaldo da Justiça quando ingressar com ações competentes. Mas, de qualquer maneira, confirmaram. Nós temos os autos. Se alguém quiser tirar cópia eles estarão à disposição. 45906 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Concluindo, o Ministério Público quer que essa investigação se aprofunde. Para isso ele solicita: instauração de uma CPI nos moldes da que os Deputados vêm propondo; modificação das normas que fixam a responsabilidade da SUSEP – os órgãos de regulação do País têm entrado com algumas ações contra as reguladoras, entre as quais a SUSEP, conscientes de que elas são coniventes com o poder econômico e não fazem nada em prol do consumidor; representação à Secretaria para as providências administrativas cabíveis – como eu já vi que existem, esse pedido fica prejudicado; mudança de leis que regulam o sistema – são muito antigas e não estão de acordo nem com a Constituição Federal e nem com o Código de Defesa do Consumidor. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Dr. Amilton Plácido da Rosa, Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Passo a palavra ao próximo expositor, Dr. Edson Corrêa Batista, Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos, São Paulo. S.Sa. dispõe de até 10 minutos. O SR. EDSON CORRÊA BATISTA – De início, saúdo os Deputados, na pessoa do Sr. Presidente, e os demais presentes. Neste mês de agosto faz 3 anos que o Ministério Público do Estado de São Paulo investiga o tema que hoje está sendo tratado, que nos chegou ao conhecimento por intermédio da reclamação feita por uma consumidora, que alegava grande dificuldade em ter seu veículo reparado em oficina de sua preferência. Tendo se deparado com vários entraves impostos pela seguradora, ela viu-se obrigada a retirar o veículo daquela empresa reparadora, por imposição da sua empresa de seguro. Esse foi o estopim. A partir daí, iniciamos uma investigação, que se aprofunda, que caminha a passos largos. Hoje já são 8 processos instaurados. Alguns já se tornaram ação cível pública, outros ainda se encontram em fase de investigação e em um apenas a seguradora acolheu nossa proposta de acordo. Então, formulamos termo de compromisso de ajustamento com uma das seguradoras. As restantes negam-se a qualquer acordo, porque entendem, e assim atestam, que não praticam nenhum tipo de restrição ao mercado reparador. Infelizmente, não é a verdade verificada nos autos. Nesses processos que instauramos ficou difícil arrolar testemunhas, porque o número excedia o limite legal. Então tivemos de escolher as testemunhas a serem ouvidas em juízo. O número de consumidores que reclamam dessa prática é tremendo. Outubro de 2006 Essa investigação, de início, teve como objetivo revelar essa prática odiosa de restrição no mercado reparador. Isso restou comprovado nos autos, segundo nosso entendimento, e também que as seguradoras obrigam os consumidores a procurarem as chamadas oficinas credenciadas, aquelas oficinas que já possuem uma negociação com as seguradoras. As razões disso são óbvias, são comprovadas e vão no sentido de que as empresas reparadoras credenciadas são obrigadas a aceitar as condições impostas pelas seguradoras no que diz respeito ao preço da mão-de-obra, à imposição de peças, que em grande parte vêm do mercado paralelo – são peças não genuínas e que, como já foi dito, fomentam uma prática não menos odiosa, a prática de crimes patrimoniais dos quais somos vítimas diariamente. Alegam as seguradoras, no que diz respeito a essa restrição, que aquela empresa tem problemas operacionais – a expressão é vaga, não conseguimos saber o que são esses problemas operacionais –, mesmo sabendo que muitas empresas reparadoras contam com alto índice de capacitação técnica, conforme comprovado pela SEJU do Brasil. Se o consumidor insiste em ter seu carro reparado naquela oficina, ele passa por uma odisséia: vai esperar muito tempo para ter seu carro vistoriado, reparado e, o que é pior, depois vai ter sérios problemas para renovação do seu contrato de seguro; ou não renova ou tem o prêmio majorado, imensamente elevado. Isso não só em relação àquela seguradora. Essa informação corre para todas as outras seguradoras, que passam então a negar o seguro para aquele bem. É a isso que os reparadores chamam de lista negra da seguradoras. Alegam as seguradoras, conforme anotei, que a renovação do seguro não é feita por motivo de ordem técnica em decorrência de um risco agravado por alta sinistralidade. Essa informação é inverídica. Verificando todo antecedente deste consumidor, constatamos que durante a vigência desse contrato de seguro ele utilizou apenas uma vez esse contrato, e o valor despendido pela seguradora foi de 242 reais. Que alta sinistralidade é essa? Que risco agravado tem-se aí? Após a celebração de um acordo entre a ABRIVE e a FENASEG, em janeiro de 2001, novamente voltamos a consultar grande parte dos reparadores na Baixada Santista, onde obtivemos a informação, quase que unânime, de que persiste o problema da restrição. Diante disso, nossos processos continuam. Hoje, como disse, são 8 processos. Quatro já se tornaram ação cível pública, todos com liminar deferida pelo Juiz de 1ª Instância – em alguns, essa liminar teve efeito suspenso no Tribunal –, e 3 inquéritos civis ainda estão em andamento em breve proporemos ação cível Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS pública, já que as seguradoras se negam ao acordo, e apenas 1 foi acordado. Para resumir, Srs. Deputados, o viés de atuação do Ministério Público no Estado de São Paulo, em primeiro lugar, tem por espeque a defesa do consumidor, defesa essa assegurada no art. 6º, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – V.Sa. ainda dispõe de 2 minutos. O SR. EDSON CORRÊA BATISTA – Estou concluindo. Esta é nossa primeira preocupação: o direito do consumidor, direito de escolha e direito de segurança, já que essas peças impostas pelas seguradoras representam alto risco à saúde e à própria vida desses consumidores. Esses consumidores não sabem que têm nos seus veículos peças recondicionadas, usadas, peças tiradas do mercado paralelo, as chamadas “tiradinhas”. Esse o primeiro aspecto que nos preocupa. O segundo aspecto refere-se à chamada atividade econômica, prevista no art. 170 da Constituição, que assegura que prestigia-se a livre concorrência, livre concorrência que vem aliada à defesa do consumidor. Há de se criar mecanismo que possa fazer com que esses 2 princípios da atividade econômica caminhem lado a lado. Isso não vem sendo respeitado. A defesa do consumidor não está sendo respeitada, sobretudo o princípio da livre concorrência. As empresas reparadoras não credenciadas estão sendo excluídas do mercado reparador, apenas as empresas credenciadas sobrevivem, na medida em que aceitam as condições vis propostas pelas seguradoras. O outro aspecto que também muito nos preocupa é o fomento da criminalidade, desses crimes patrimoniais dos quais somos vítimas quotidianamente – assaltos em trânsito, roubos em estacionamentos de veículos encomendados e, modernamente, assaltos em restaurantes, que viraram moda em São Paulo. Hoje você deixa o carro em estacionamento de restaurante e simplesmente desaparecem com seu veículo. Esses furtos ou roubos estão alimentando esse mercado odioso de fornecimento de peças. Eram estas as minhas palavras. Eu entendo, como o Dr. Amilton, que todas as vertentes de atuação possíveis devem ser encaradas, inclusive a instauração de uma CPI, que muito ajudaria o direito do consumidor, ora violado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Dr. Edson Corrêa Batista, Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos, São Paulo, a exposição. Quinta-feira 5 45907 Antes de passar a palavra ao próximo expositor, informo que está conosco, para alegria nossa, o VicePresidente do SINDIREPA do Espírito Santo, Fábio Tessarolo Ribeiro, e também os Deputados André Luiz e Alex Canziani, que estão participando da CPI do SERASA, aqui ao lado. Agradeço a todos a participação. Com a palavra o próximo expositor, Sr. Ângelo Coelho, Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo. S.Sa. dispõe de até 10 minutos. O SR. ÂNGELO COELHO – Sr. Presidente, Srs. Deputados, senhoras e senhores, primeiramente, boa tarde. Desejo atestar a veracidade das informações aqui prestadas pelos Srs. Bill e Ênio Bianco e pelos representantes do Ministério Público, porque, durante alguns anos, fui chefe de sinistro de 3 grandes seguradoras; fui rede credenciada, e sei exatamente como a seguradora opera nesse mercado. Há 11 anos faço parte desse setor econômico de reparação. Já vi acontecer muitas coisas com redes credenciadas e com seguradoras – e me arrependo de ter participado de algumas delas. Passo agora a relatar fatos que entendo serem muito mais graves – não quero dizer que seja menos grave a situação da rede credenciada, aqui denunciada –, situações que na verdade estão colocando em risco a vida do cidadão e aumentando a criminalidade. Denuncio, neste momento – se for necessário, tenho provas materiais e testemunhais –, que as seguradoras participam da criminalidade que envolve o roubo de automóveis no Brasil. De que forma isso acontece? A seguradora faz isso por meio da venda do carro salvado. Todos os meses, Srs. Deputados, as seguradoras colocam no mercado mais de 20 mil veículos considerados perda total, sem condição nenhuma de recuperação, sucatas, e os vendem, com documentação, através de leilões, para lojas especializadas, que revendem esses carros salvados. Esses salvados, na realidade voltam, para o mercado com documentação, desrespeitando a Resolução 1.198, do CONTRAN, que determina que os veículos considerados perda total precisam ser sucateados e terem removidos placa e chassi. Elas não adotam esse procedimento, vendem o salvado com documentação. Esses veículos, como o membro do Ministério Público informou, são encomendados, por quem precisa de veículo com as mesmas características. Em razão disso, pessoas estão morrendo neste País. Na realidade, as seguradoras são as grandes patrocinadoras do roubo de automóveis no Brasil. 45908 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Não bastasse isso, as seguradoras atuam hoje no mercado de maneira não só abusiva, como fraudulenta, omitindo do consumidor a não-existência de pagamento de franquia para atendimento a terceiro que tenha sido envolvido no acidente. O consumidor acaba procurando o reparador e pagando o conserto, imaginando que existe um valor a ser pago. Não existe franquia a ser paga. A outra questão diz respeito ao seguro de perfil. Ele não veio para ajudar em nada a não ser para negar pagamento de sinistro. De que maneira? De uma forma muito simples: a seguradora pergunta ao consumidor se ele tem garagem em casa, se tem garagem no trabalho, o consumidor responde que sim. Se o veículo for roubado na porta da residência do consumidor porque ele esqueceu um maço de cigarro ou uma carteira dentro, a seguradora nega a ele o pagamento do sinistro. É o que acontece dia a dia. As seguradoras hoje usam o Código de Processo Civil Brasileiro contra o consumidor. Se verificarmos nos fóruns de todo o País vamos encontrar milhares de processos. É importante citar ainda, no que se refere ao reparador, que a seguradora destruiu esse setor econômico. Foram fechadas 30 mil empresas, extintos mais de 60 mil postos de trabalho. O meu sindicato nasceu para lutar contra tudo isso. Repito: fui seguradora, sim, por isso faço essa denúncia. No meu depoimento à SDE trato dessas ações criminosas, e tenho como provar todas essas práticas abusivas contra o consumidor. Na que diz respeito aos danos materiais, não sei quantas pessoas presentes nesta audiência já tiveram seu veículo roubado, furtado ou sofreram colisão que não atingiu a franquia – essa mesma denúncia eu fiz em Mato Grosso do Sul, em audiência pública. Existem, na realidade, 3 coberturas: a cobertura do auto, a cobertura do DM e do DP e a cobertura do APP. Conforme estabelece a Resolução nº 145, da SUSEP, em caso de perda total por roubo, furto ou colisão que não envolva terceiro, a companhia está obrigada a devolver essas coberturas. Pergunto: quem recebeu essas coberturas adicionais nesse caso? As seguradoras omitem o fato e se apropriam desses recursos. Isso é apropriação indébita, porque contraria o que diz a resolução. Quando indaguei a SUSEP a esse respeito – tenho fita gravada –, o Dr. Eliezer simplesmente respondeu: “Os corretores não estão solicitando essas coberturas”. Essa foi a resposta da SUSEP, embora fosse obrigação da seguradora devolver esses valores. Outubro de 2006 O meu sindicato não aceita essas práticas abusivas e fraudulentas. Por isso, estou aqui denunciando. Concluindo: estou convencido, após tantos anos de vivência neste mercado, que só a livre concorrência pode levar os reparadores ao progresso e ao desenvolvimento, e os consumidores a obterem serviços e produtos de melhor qualidade para sua segurança. Continuar concordando com essas práticas ilegais impostas pelas seguradoras certamente levará o reparador à falência ou à cadeia. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Sr. Ângelo Coelho, Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo, a brilhante exposição. Antes de passar a palavra ao próximo expositor, registro a presença do Deputado Machado, a quem agradeço a participação. A Deputada Janete Capiberibe esteve conosco e volta. O Deputado Hamilton Casara também estará participando dos debates conosco. Com a palavra o próximo expositor, Sr. Geraldo Luiz Santo Mauro, Presidente da Associação Brasileira de Reparadores Independentes de Veículos – ABRIVE. S.Exa. dispõe de até 10 minutos O SR. GERALDO LUIZ SANTO MAURO – Minha manifestação será curta, porque o anseio que me trouxe até aqui, a angústia que envolve a questão foi parcialmente resolvida por meio das palavras da Dra. Bárbara Rosenberg, para nossa felicidade. Vivemos uma grande tensão de 1998 até hoje, quando demos entrada a esse processo no CADE. Por que tivemos de chegar a esse ponto? O setor reparador no Brasil está com a corda no pescoço, pela imposição de uma série de coisas, como disseram meus antecessores, todos eles documentados, provando que, realmente, alguém teria de fazer alguma coisa por nós. Senhores, como presidente de uma entidade, o que mais poderia senão dar entrada a esse processo, juntar provas, chamar cada um dos companheiros a colaborar, como o Sr. Ângelo Coelho, por nós convocado para dar seu testemunho? Nada mais poderíamos fazer. Estou realmente satisfeito. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Faço um apelo aos participantes para que, democraticamente, evitem o protesto, sentem conosco. Estamos conduzindo a reunião de maneira democrática. Vamos reservar isso para o debate. (Intervenções simultâneas ininteligíveis.) Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. GERALDO LUIZ SANTO MAURO – Nós sabemos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Democraticamente, pedimos a todos que participem de forma a não haver tumulto. Continua com a palavra o Sr. Geraldo Luiz Santo Mauro. O SR. GERALDO LUIZ SANTO MAURO – Se viemos aqui hoje e estamos discutimos essa ação no CADE devemos isso àquele que teve a iniciativa de dar entrada a esse processo: Geraldo Luiz Santo Mauro. Se alguém pensa de forma diferente, paciência! Vou manter esse clima de democracia, vou permitir a manifestação. (Intervenções simultâneas ininteligíveis.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Senhores participantes, esta Casa tem por obrigação acolher a todos, e o faz com bastante satisfação. Mas de uma coisa a Casa não abre mão, do respeito pelo debate na hora em que for suscitado, não durante a manifestação de alguém que não pode ser aparteado. Portanto, antes de tomar outra providência, apelo para os manifestantes para que, democraticamente, ouçam o expositor. Com o Sr. Geraldo Luiz Santo Mauro. O SR. GERALDO LUIZ SANTO MAURO – Permita-me dizer aos manifestantes: Deus os abençoe! Que todos sigam pelo caminho certo. Eu tenho a consciência tranqüila de que sigo. Já perdi uma empresa, todos sabem. Perdi a empresa chamada SM em virtude da imposição das seguradoras. Eu tenho lutado mais do que ninguém. Meus depoimentos, minhas provas, meus testemunhos estão aí, nunca foram recusados. Se esse grupo entende a coisa dessa maneira, paciência. Eu aceito o protesto de vocês. (Palmas.) Para ser mais breve, dispenso a projeção do slides. O que realmente deixa claro que existe uma orquestração por parte das seguradoras é o documento juntado ao processo que a Dra. Bárbara Rosenberg tem em mãos lá no CADE, em que um membro do sindicato das seguradoras de São Paulo determina em tabela os valores a serem pagos em determinadas regiões. Esse documento é da maior importância. Quanto a esse documento, a informação que tivemos foi que ao signatário fez-se apenas um questionamento, por escrito, sobre o porquê de ele ter feito fez aquele documento – uma coisa sem pé nem cabeça, porque o signatário dessa carta, que ainda opera no setor de seguros, deveria ter sido ouvido pessoalmente, porque ali está a confirmação de tudo o que estamos tentando provar. Quinta-feira 5 45909 Com relação aos valores a serem pagos a título de mão-de-obra – item que as seguradoras se negam a discutir conosco – tem um exemplo muito interessante, uma referência que não pode ser desconhecida por nenhuma seguradora. Existe uma prática no mercado automotivo, por parte da indústria montadora, de ressarcir a sua rede concessionária do custo da mão-de-obra – há um estudo bastante detalhado a respeito. Vejam bem, ela não paga, não concede lucro à concessionária; ressarce-a do custo preço da mão-de-obra, e o valor é, em média, 52 reais. Nós trabalhamos com 12, 14, 16 reais. Uma ou outra chega aos 20 reais. Quer dizer, é humanamente impossível trabalhar com esses valores. As empresas só não cerram as portas porque hoje, no País, a burocracia para cerrar as portas de uma oficina é muito maior do que para abrir. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradeço ao Sr. Geraldo Luiz Santo Mauro, Presidente da Associação Brasileira de Reparadores Independentes de Veículos – ABRIVE. Quero dizer aos participantes que acreditem no trabalho desta Casa, acreditem nos autores do requerimento desta audiência pública, Deputados Takayama e Nelson Bornier. S.Exas. não vão parar nisso. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle segue todos os trâmites de uma CPI, apenas não tem prerrogativa para quebrar sigilo e outras coisas. Naturalmente, os Deputados Takayama e Nelson Bornier tomarão providência no sentido de dar continuidade a essa investigação. Creiam: ninguém está aqui apenas para ouvir, mas para apurar. Confiem no trabalho desta Comissão e em que, posteriormente, providências serão tomadas. Registro a presença da Deputada Almerinda de Carvalho, que acaba de chegar. Com a palavra o último expositor inscrito, Dr. Antônio Carlos Fiola da Silva, Vice-Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. S.Sa. dispõe de até 10 minutos. O SR. ANTÔNIO CARLOS FIOLA DA SILVA – Exmo. Sr. Presidente, Deputado Simão Sessim; Exmo. Sr. Deputado Nelson Bornier, Sras. e Srs. Deputados, convidados presentes, bom dia. Ouvimos explanações muito bem-feitas e perfeitamente elaboradas. Ouvimos anseios de pessoas que têm 10, 20 ou 30 anos de reparação automotiva. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Desculpe-me. Acaba de chegar o Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, que realiza esta audiência 45910 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS juntamente conosco, nosso querido Deputado Givaldo Carimbão. S.Exa. estava aqui representado pelo Deputado Nelson Bornier. (Palmas.) Sinta-se presidindo a reunião, Deputado. Continua com a palavra o Dr. Antonio Carlos Fiola da Silva. O SR. ANTONIO CARLOS FIOLA DA SILVA – Resta-nos apenas agradecer a oportunidade ao Deputado Takayama. Talvez seja a primeira oportunidade que os reparadores têm de mostrar tudo o que vem acontecendo no seu mercado. Temos visto pessoas gritarem por socorro, por sobrevivência, e a ação corre desde 1998 na Secretaria de Direito Econômico. Se há 5 anos a situação já era periclitante, imaginem hoje qual não é a situação em que se encontra o reparador. O único beneficiado com tudo isso deve ser o consumidor. Essa preocupação toda em torno de uma categoria econômica prevalece apenas porque estamos realmente preocupados com o consumidor. Vou-lhes dar uma rápida idéia do que significa tudo o que foi dito hoje, com muita propriedade, repito, tanto pelos representantes do Ministério Público quanto pelos representantes das reparadoras. Estamos falando de uma frota de aproximadamente 22 milhões de veículos, dos quais cerca de 8 milhões são segurados. Estamos falando da existência de 30 mil reparadoras voltadas para a funilaria, pintura, reparação automotiva – essas 30 mil sobraram talvez por não terem tido a possibilidade de encerrar suas atividades –, que podem responder por aproximadamente 240 mil empregos diretos e que são responsáveis por quase 1 milhão de pessoas. Esses números têm de significar alguma coisa, se os Srs. Deputados nos derem ouvidos. As exigências do consumidor, foco principal da nossa reunião, precisam ser atendidas com qualidade, rapidez, eficiência, e tudo isso a preços de mercado – quando digo preço de mercado não me refiro aos que vêm sendo impostos aos reparadores hoje. Nos últimos 10 anos, o aumento dos materiais de alta tecnologia chegaram próximo de 300%. Nossa frota, que chega a perto de 600 modelos de veículos diferentes, não pode receber os mesmos valores para arrumar tipos diferentes de veículos. Para poder atender a essa gama de veículos, os reparadores têm de investir verdadeiras fortunas. Os equipamentos são caríssimos. Com os valores que lhes são oferecidos, como continuar investindo nesse mercado? Exemplos claros foram citados no último Fórum Latino-Americano – isso o nobre Deputado deveria observar bem. Todos os valores praticados por seguradoras na América Latina são parecidos. Pode-se dizer até que há uma orquestração de preços no âmbito latino. Outubro de 2006 Para nossa surpresa, nesse fórum observamos que todos os países da América do Sul recebem, por imposição, praticamente de 4 a 5 dólares a hora trabalhada. Se formos observar os mercados europeu e americano, nada vemos abaixo de 50 dólares. Trabalhar com 10% desses valores é extremamente complicado. Quando as companhias de seguro impõem o fornecimento de peças ao reparador, sem que ele possa obter lucro, está ferindo gravemente o Código do Consumidor, como muito bem disse o Dr. Ênio Bianco. Ora, como fornecer uma peça a preço de custo? Como exercer uma atividade comercial sem lucro? Que atividade comercial é praticada sem lucro? As oficinas hoje são prestadoras de serviços e comercializadoras de peças. A partir do momento em que comercializam peças, elas têm de ter lucro para essa operação. Podemos observar que se trata de uma operação de risco. Toda oficina que conserta veículos tem de receber, conferir, armazenar e utilizar as peças. Há toda uma responsabilidade por essa cadeia, e o trabalho tem de ser remunerado. Quando o trabalho é mal remunerado, o consumidor é lesado. Como foi muito bem dito, ele adquire o seguro para ter o seu bem reparado. Nobres Deputados, de nada adianta toda essa exposição se não apresentarmos solução para os problemas enfrentados por esses 2 setores. Temos de propor a regulação do mercado; temos de fazer estudos de valores e mão-de-obra mínimos para sobrevivência do setor. Nosso setor possui uma planilha eletrônica de custos. Com ela é possível avaliar quanto custa uma hora do veículo a ser reparado, valor que sofre diferenciação de empresa para empresa. Não podemos ficar apenas à mercê de valores pagos completamente abaixo dos custos, lesando toda a nossa estrutura organizacional e, obviamente, o consumidor. Margens de comercialização de peças suficientes ao menos para cobrir os custos de todas as estruturas das empresas. Não podemos conceder todo o desconto que obtemos nas peças, vendê-las sem margem de lucro. Como uma empresa vai exercer uma atividade sem obter lucro? Mais uma vez, a qualidade do reparo fica comprometida, porque é óbvio que uma empresa não consegue sobreviver dessa maneira. Criação de mecanismos para combater a fraude. Essa proposta parte sempre da bancada reparadora. Sempre ouvimos as seguradoras falarem em fraude, mas nunca vemos algo de efetivo ser feito para combatê-la. Colocamo-nos à disposição para criar mecanismos de combate à fraude. O reparador está totalmente disposto a criar um mercado que funcione bem para todos. Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Adoção de uma tabela “tempária” coerente com o mercado e de uma tabela única. Entendemos que em todo o Brasil, para se reparar um automóvel, não pode haver 3, 4, 5 ou 10 tipos de hora. Tem que se gastar a mesma hora para consertar todos os tipos de carros. Sugerimos ainda a criação de uma agência reguladora ou a elaboração por esta Casa de legislações que norteiem o setor. Aqui, falamos muito da lei do consumidor, mas precisamos de leis específicas, a fim de que todos os lados sejam amparados pela Constituição. Assim, será preservado o bem do consumidor final, os 22 milhões de veículos da frota nacional e também o emprego direto e indireto de 1 milhão ou 2 milhões de pessoas que tentam sobreviver nesse mercado. Esperamos contar com a compreensão deV.Exas. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradecemos a participação ao Dr. Antônio Carlos Fiola da Silva, Vice-Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. Registro com alegria a presença nesta Comissão do nobre Deputado Renato Casagrande. Passemos ao debate. Esta segunda fase da audiência pública também poderá ser aproveitada pelos expositores para desenvolver alguns temas não abordados nas primeiras exposições. O Deputado Nelson Bornier, um dos autores do requerimento, pediu-me que disponibilizasse seu tempo ao Deputado Takayama. S.Exa. dispõe de 10 minutos. O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Sr. Presidente, consulto a Mesa sobre a possibilidade de uma inversão na ordem dos oradores, já que o Deputado Eduardo Cunha terá de se ausentar por motivo de viagem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Não há dúvida. Concedo a palavra ao nobre Deputado Eduardo Cunha, que, conhecedor do Regimento, sabe que disporá de, no máximo, 5 minutos. O SR. DEPUTADO EDUARDO CUNHA – Tentarei não exceder o tempo que a Mesa me concede. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em primeiro lugar, quero cumprimentar os Deputados Takayama e Nelson Bornier pela brilhante iniciativa de debater esse tema. Em segundo lugar, quero agradecer a todos os expositores por contribuírem de forma democrática e transparente. Esta Casa dá exemplo ao tratar de temas relevantes antes mesmo que seja apresentada uma proposta para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Às vezes as pessoas não têm idéia do teor de Quinta-feira 5 45911 determinados temas, mas nós os apresentamos para debate a fim de que todos tenham oportunidade de ouvir as exposições e, a partir daí, formar opinião. Cheguei atrasado, mas, pelo que ouvi, creio que o Deputado Takayama tem a obrigação de apresentar o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Não há outro caminho para esta Casa que não seja esse. (Palmas.) A gravidade do problema aqui apresentado diz respeito a uma atividade econômica desenvolvida por microempresas, no caso as oficinas mecânicas. Em média, cada uma delas emprega até 8 pessoas. Hoje, a atividade é responsável por 70% da geração de emprego no País. Se não trabalharmos para evitar a extinção de pequenas empresas, não conseguiremos manter o número de empregos. Além disso, vemos a formação de cartel em apenas um setor das companhias seguradoras. Ainda não chegamos nem perto das vendas casadas feitas pelas seguradoras dos bancos, obrigando os clientes que fizeram empréstimo, financiamento ou que dispõem de cheque especial a comprarem seguro. Esse setor da atividade econômica precisa e tem de ser investigado pela sociedade. Não podemos deixar que casos como esses continuem ocorrendo. Na realidade, enfrentamos não apenas a imposição de preço por determinadas oficinas para o reparo dos veículos, mas o estímulo à atividade criminosa, como o roubo de carros. Os veículos roubados são fornecidos para as empresas que os vão desmontar e revender as peças para as oficinas. Como as oficinas não têm margem de lucro, elas compram peças dessas empresas que não têm como comprovar a procedência. O que se comprova? Que as próprias seguradoras, de forma indireta, estão fornecendo as peças para serem vendidas às oficinas reparadoras, a fim de conseguir praticar os preços por elas determinados. Essa cadeia criminosa tem de acabar. Os envolvidos têm de ser presos. A situação não pode continuar como está. Claro que tem de se elaborar legislação própria. Mas a CPI – será instalada, tenho certeza –, à medida que ouvir todos os segmentos envolvidos de forma clara, terá condições de propor não apenas uma punição. Há um sentimento equivocado da sociedade. Faço parte da CPI dos Combustíveis. Lá, temos claro que não se trata apenas de punir aqueles que cometem os delitos averiguados, mas de propor à sociedade soluções para evitar que esses delitos aconteçam. Então, a legislação será fruto daquilo que uma CPI possa vir a ouvir, e será proposta, ao fim da CPI, com certeza atendendo aos anseios da sociedade e evitando esse crime praticado pelas empresas segu- 45912 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS radoras. É claro que elas terão, e devem tê-lo, direito à defesa, como prega a Constituição. Pode até ser que elas tenham argumentos, mas, pelo que ouvi até agora, Sr. Presidente, eu diria que está muito difícil comprovar o contrário. Eu vou deixar que o Deputado Takayama, um dos autores do requerimento, faça as perguntas específicas e cobre desta Casa o compromisso de instalar uma CPI, porque essa é a ponta de um iceberg, que tem de ser visto em seu todo, para benefício da sociedade. Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Agradecemos ao Deputado Eduardo Cunha a participação. Uma vez que S.Exa. não dirigiu nenhuma pergunta a qualquer um dos expositores, pergunto ao Deputado Takayama, que está sendo tão generoso, se gostaria de ser agora o argüidor ou cede a vez ao Deputado Eduardo Valverde. O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Eu gostaria de usar o tempo que me foi cedido, por ter sido o autor do requerimento, mas abro mão para que S.Exa. fale, desde que eu tenha o meu tempo assegurado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – O seu tempo está assegurado.V.Exa. sabe o prestígio que tem nesta Comissão, e o Deputado Givaldo Carimbão, da Comissão de Defesa do Consumidor, sabe do trabalho bonito queV.Exa. desempenha. Concedo a palavra ao Deputado Eduardo Valverde e peço ao nobre Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, que assuma a presidência dos trabalhos nesta reunião. O SR. DEPUTADO EDUARDO VALVERDE – Sr. Presidente, nada mais natural do que deixar que o companheiro Deputado Takayama feche os trabalhos com suas perguntas. Será o último orador. Ontem e na madrugada de hoje, iniciou-se um ciclo de debates na Casa sobre a reforma da Previdência. Por essa razão, nosso pensamento será lento, pois ficamos até 4h da manhã debatendo um texto que possa aperfeiçoar o projeto original. Na noite de ontem e na madrugada de hoje, foi possível corrigir o subteto que prestigia o Ministério Público e a Defensoria Pública, introduzir normas que possam corrigir injustiças em relação às pensões, aos benefícios previdenciários e à cobrança de inativos. Essa discussão foi um marco nesta Casa, que cumpriu e honrou o seu papel de representante da sociedade brasileira, dando-lhe condição de ter uma legislação previdenciária que faz com que o Estado brasileiro retome sua condição de Estado. Outubro de 2006 Estamos vendo, com este debate, como foi deteriorada a capacidade de o Estado regular o mercado. Estado fraco não regula mercado; só regula mercado Estado forte. Hoje, toma conta do Governo Lula e de parte de sua bancada de sustentação na Casa esta discussão: como capacitar o Estado brasileiro para controlar o mercado de forma a promover justiça social? Estão em tramitação nesta Casa pedidos de instalação de algumas CPIs que visam a corrigir distorções causadas pelo mercado. Destaco a CPI dos Combustíveis, à qual se referiu o meu antecessor, a dos planos de saúde. Agora há essa proposta de instalação de CPI, de autoria do Deputado Takayama, a quem louvo pela iniciativa, com a qual se busca averiguar distorções que ocorrem no mercado de reparação de veículos, para que possamos ter legislação e ação do Estado que corrijam essas distorções que, infelizmente, ainda ocorrem no Brasil. Visto que temos legislação que permite a livre concorrência e legislação de defesa do consumidor, pergunto aos promotores: quais seriam os aspectos legislativo e jurídico para o aperfeiçoamento dessa legislação que possibilitaria à sociedade e ao Ministério Público melhor investigação? Gostaríamos de uma visão de quem está operando o Direito neste momento, para saber qual deve ser a alteração da norma jurídica atualmente existente, a fim de que seja feita a devida correção legislativa. Gostaríamos também de conhecer a visão de Wilson Bill, Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná, e de Antônio Carlos Fiola da Silva, sobre aqueles aspectos apresentados no vídeo exibido. Qual deve ser a ação do Estado, do Departamento de Defesa Econômica do Ministério da Justiça, para que a conciliação articulada evite o predomínio de um setor econômico em relação a outro? Como operadores dessa atividade, qual a opinião dos senhores sobre a ação do Estado que permita melhor equilíbrio nesse setor? Qual seria a maneira de proteger o consumidor? O objetivo principal desta audiência é não apenas garantir a estabilidade dessa relação econômica existente, como também dar ao consumidor, aquele que compra o seguro, a condição de ter um produto de custo adequado, de tal forma que todos nesse processo ganhem – o consumidor, as empresas de reparação e as empresas de segurança –, para que não haja desequilíbrio. O SR. PRESIDENTE (Deputado Givaldo Carimbão) – Com a palavra o Dr. Amilton. O SR. AMILTON PLÁCIDO DA ROSA – A pergunta do nobre Deputado é muito interessante. Temos algumas posições a esse respeito, mas preferimos Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS acompanhar o trabalho que está sendo realizado nesta Casa e também nos Ministérios Públicos dos Estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, para, no final, dar esse auxílio. O SR. PRESIDENTE (Deputado Givaldo Carimbão) – Com a palavra o Dr. Edson. O SR. EDSON CORRÊA BATISTA – Parece-me uma proposta simplista a extinção em definitivo dessa rede credenciada. Esse seria o ponto central. A proposta que apresentam é esta: não haver mais, nesse tipo de mercado, o que chamamos de empresas credenciadas. De qualquer forma, direta ou indiretamente, isso vai acabar interferindo negativamente nesse mercado. Vai prejudicar o consumidor, às vezes até de forma dolosa, como verificamos hoje, às vezes de forma culposa. Mesmo que involuntariamente, acaba levando a isso. Há legislação nesse campo, temos leis que proíbem esse tipo de inibição no mercado, ainda que culposamente. Qualquer fator desagregador da livre iniciativa, qualquer embaraço à concorrência, conforme está previsto em lei, deve ser afastado. A grita dos reparadores, que me parece pertinente, seria quanto à decretação do fim dessas empresas credenciadas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Givaldo Carimbão) – Com a palavra o Dr. Wilson Bill, para responder ao Deputado Eduardo Valverde. O SR. WILSON BILL – Deputado Eduardo Valverde, a situação é simples, e a resposta não tem mistério: respeitar o direito do consumidor. Quando adquire uma apólice de seguro, o consumidor tem que ter o direito de levar o carro à oficina que ele escolher e com a qual tem um relacionamento de confiança. Em relação à oficina, tem que ser respeitada a livre concorrência de mercado, a estrutura e a capacidade de cada empresa. Não pode haver o mesmo preço em todas as empresas, o que vai depender do investimento. Deve haver uma classificação da empresa de acordo com a estrutura e com o que ela tem a oferecer ao consumidor. A questão do direito do consumidor é mais preocupante, pois diz respeito ao roubo e ao comércio de carro roubado. Se houve perda total do carro, que se cumpra o que está determinado no DENATRAN: o registro do carro deve receber baixa e esse veículo não pode voltar ao mercado, tem que ser sucateado e vendido. Se o carro tem condição de ser consertado, que a seguradora realmente pague o conserto, desde que o cliente tenha interesse em manter o veículo lá. A situação é complicada e acontece muito com carros mais antigos. O consumidor gosta de seu carro, por exemplo, um modelo 1980, quer mantê-lo, e não pode recuperá-lo porque o preço de mercado é aviltante. Ele não consegue recuperá-lo. Tem de haver Quinta-feira 5 45913 respeito em relação a esse tipo de carro. Não existe valor de mercado, mas há valor sentimental. Imaginem a batida em um Fordinho 1929. Qual é o valor de mercado desse carro? A resposta é simples: respeito ao consumidor e à livre concorrência de mercado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Givaldo Carimbão) – Depois ouvirmos as palavras do Deputado Eduardo Valverde e de terem sido as suas perguntas respondidas, vou passar a palavra ao Deputado Takayama, autor na Comissão de Defesa do Consumidor do requerimento para realização desta audiência pública, há muito tempo por S.Exa. esperada. Havia na Casa o sentimento de vários Deputados que gostariam exatamente que as Comissões realizassem reuniões conjuntas. É com muito orgulho que, conduzindo esta Comissão, tenho sentido em meu companheiro de Comissão o compromisso com a defesa do consumidor. Concedo a palavra ao companheiro Deputado Takayama. O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Muito obrigado, Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor. Meus cumprimentos ao Deputado Simão Sessim, Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Reconhecemos queV.Exas. foram bastante generosos ao manter esta reunião hoje, em respeito ao enorme número de pessoas que aqui vieram buscar uma solução para esse processo que se vem arrastando ao longo dos anos, sem que nenhuma solução palpável chegasse. Percebemos inclusive algumas insatisfações no setor, pelas atitudes que pudemos ver hoje, e não sabia em que estágio isso estava. O respeito queV.Exas. demonstraram pelo setor fez com que nós – fomos “descansar” às 6h – já estivéssemos aqui às 9h30min. Meus olhos, que costumeiramente são fechados, hoje estão inchados; se fecharem um pouco mais, grudarão. Não poderia nesta hora me furtar à responsabilidade de estar aqui, trazendo uma resposta para esse setor da sociedade que, com certeza, gera empregos. Nós que viemos a esta Casa representar os diversos segmentos da sociedade não poderíamos, ainda que cansados por cumprir nossas obrigações, faltar a esta audiência pública para ouvir o grito que, ao longo desses anos, estava preso na garganta desses senhores que aqui vieram trazer as suas reivindicações. No meio dessa tempestade, dessa turbulência, sinto que a brisa de novos tempos está surgindo, Srs. Presidentes das 2 referidas Comissões. A busca pela transparência é que nos faz estar aqui. 45914 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Também pedi a presença do setor de seguros, ao qual encaminhei cartas, numa atitude ética, para que estivesse aqui e ouvisse. Uso uma metáfora: quando pisa na formiga, o elefante não sabe o peso e a força que tem, não sabe que a está massacrando. Nós, que estamos em busca de soluções para a geração de emprego, percebemos que a classe está, conforme a simbologia que apresenta hoje – vê-se a gravata especial que os senhores estão usando –, depositando suas esperanças nestas Comissões. Membros desses órgãos desta Casa estão aqui presentes para ouvir o setor. É evidente que, com isso, queremos afastar as nuvens negras que estão chegando no que diz respeito à geração de empregos no setor composto pelas pequenas e microempresas. Os dados são alarmantes, mas o que me assusta mais é que não esperava que esta audiência pública tomasse os contornos que está tomando. A minha assessoria imediatamente trouxe o requerimento, que eu já havia preparado, para entrarmos com o pedido de CPI. Convido os colegas aqui presentes para, simbolicamente, serem os primeiros a assinar o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, para que o assunto seja esclarecido. (Palmas.) As denúncias são alarmantes, são estarrecedoras. Preocupam-me os desdobramentos que essas atitudes estão provocando. Se há “reaquecimento” dos veículos cujo registro deveria ter tido baixa, é sinal de que está havendo conivência, parceria com os desmanches, na verdade empresas de fachada que fazem a “lavagem” no que se refere a roubos, causas de muitas mortes, de muitos outros crimes. Queremos buscar a raiz dessas mortes, desses roubos, dessa criminalidade. Temos de fazer com isso cesse. Percebemos que estamos exatamente diante da ponta de um iceberg, que precisa ser devidamente esclarecido, pois é impossível que algumas empresas sejam coniventes com essa situação. Tenho absoluta certeza de que as seguradoras não devem estar sabendo disso. Se houver conivência da parte delas, acho que a sociedade vai fazer uma dura cobrança, mesmo porque os proprietários e as pessoas que trabalham nas seguradoras também têm filhos, têm famílias. Não queremos deixar como legado para as gerações futuras a nossa conivência ou a nossa omissão relativamente a esse problema, que se vem agravando ao longo dos tempos. Isso justifica a abertura de uma CPI neste instante. É hora de novos tempos, é hora de transparência. Algumas coisas sugerem estelionato. Por exemplo, a expressão rede credenciada, para mim, é sinônimo Outubro de 2006 de estelionato público. Acredito que alguns esclarecimentos devam ser feitos, e nada melhor do que responder à nossa sociedade com o nosso trabalho em busca de soluções. Temos o direito à dúvida, mas não temos o direito de fazer julgamento enquanto não esclarecermos totalmente os assuntos. E nada melhor do que este instrumento que temos na Casa, a CPI. Pelo que foi apresentado pelo Dr. Ênio Bianco, pelo Dr. Ângelo Coelho e por outros companheiros que estão à mesa, existem sintomas claros de cartel. Entendemos que as questões pública e jurídica são demoradas. Vou fazer algumas perguntas. A Dra. Barbara Rosenberg, ao assumir o cargo neste ano, com certeza já está dando andamento ao assunto. Por que esse processo está parado há 5 anos, Dr. Geraldo Santo Mauro? Por que tanto tempo para a busca dessa averiguação? Por que tanto tempo para que isso ocorra? Percebemos que o setor não pode esperar mais. Estamos contribuindo para o desestímulo de uma classe que, para mim, é até formada por artistas, devido à qualidade dos nossos reparadores. Eles criaram no Brasil o famoso “martelinho de ouro”, e a qualidade do trabalho artesanalmente feito é de causar admiração ao mundo todo. Tanto é que, por não haver mercado aqui, pessoas do resto do mundo estão convidando nossos profissionais para trabalhar no exterior. Não os estamos valorizando; aliás, estão até sendo desestimulados. Não podemos ser coniventes com essa situação. É hora de olharmos o caso com mais clareza em busca de um Brasil melhor. Pergunto à Dra. Barbara Rosenberg se isso também poderia ser agilizado paralelamente. Peço o apoio dos Deputados Givaldo Carimbão e Simão Sessim para, com a parceria das 2 Comissões, caminharmos juntos, de forma que rapidamente a sociedade tenha uma resposta para o que está acontecendo. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Givaldo Carimbão) – Com a palavra a Dra. Bárbara. A SRA. BARBARA ROSENBERG – Deputado, agradeço aV.Exa. a pergunta. Mais uma vez, gostaria de parabenizar a Comissão pela realização desta audiência pública, que dá às partes a possibilidade de apresentarem a situação e à Secretaria de Direito Econômico de mostrar o trabalho que está sendo desenvolvido. De fato, uma série de questões jurídicas têm de ser levantadas. Não diria que o processo tenha ficado parado. Foram realizadas investigações, mas prefiro Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS não falar sobre o que foi feito antes da nossa gestão, até porque não tenho como saber. Honestamente, há excesso de trabalho e os recursos são absolutamente escassos na Secretaria. Se não foi dado andamento com a celeridade devida, não foi por falta de comprometimento. Mais uma vez, digo: não posso falar pelas gestões anteriores. O compromisso que posso assumir aqui em nome da Secretaria de Direito Econômico e do Departamento de Proteção e Defesa Econômica é que o andamento será célere. Foi importante esta audiência pública para a tomada de conhecimento da gravidade da situação. Foi comentada a questão dos combustíveis. Neste ano, em parceria importante com esta Casa e com a Câmara Legislativa do Distrito Federal, já mandamos para o CADE 5 processos relativos a formação de cartel no setor de combustível. Temos uma parceria muito interessante com a Câmara. Pediria inclusive que seja vista a possibilidade de a SDE ser informada da eventual instauração e do andamento dessa Comissão, para acompanhar os trabalhos. Acredito que muitos dos elementos que possam ser coletados ou produzidos aqui, além de todos aqueles que já fazem parte do processo, têm condições de ser levados também para a Secretaria de Direito Econômico. Temos tido uma boa experiência em acompanhar, inclusive dando subsídios técnicos, o desenvolvimento dos trabalhos da CPI dos Combustíveis, visando a auxiliar e ver, do ponto de vista técnico e legal, que tipo de elementos são importantes de serem coletados na CPI, para que possamos utilizá-los no andamento do processo na Secretaria de Direito Econômico. Até já havia pedido ao Deputado para depois ter acesso à gravação desta audiência pública e aos demais trabalhos que serão feitos, para podermos juntar ao processo também. O que existe é o compromisso de investigar, de apurar as denúncias feitas e dar todo o andamento, pois a Secretaria de Direito Econômico vai punir, sim, qualquer infração à ordem econômica. É o compromisso que estou assumindo, em nome da Secretaria de Direito Econômico, diante de todos. Vai haver apuração e punição. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Pergunto ao nobre Deputado Takayama, autor do requerimento para realização desta audiência pública, se deseja fazer mais alguma pergunta. O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Estou pasmo com a situação. As denúncias feitas aqui são gravíssimas. Acredito que foi de tremenda propriedade esta reunião ter acontecido hoje, porque nos esclarece e nos deixa preocupados com a situação. Do jeito que está o caso, não pode continuar. As pessoas que até aqui Quinta-feira 5 45915 vieram, assim como os representantes dos segmentos e dos sindicatos, podem ter certeza de que estamos vivendo novos tempos, e o esclarecimento só poderá se dar por meio de uma CPI, para que sejam esgotados os assuntos. Pelo menos isso deve ser tentado, de forma a darmos uma resposta ao segmento. Muito obrigado, Sr. Presidente, pela benevolência, pelo carinho. Mesmo com todo o cansaço físico, tenho certeza de que valeu a pena termos insistido para que esta audiência pública fosse realizada hoje. Acredito que o segmento das seguradoras também deve ser ouvido e ter o direito de esclarecer os assuntos. Na seqüência, apresentarei o requerimento. Para que possa ser instalada a CPI, vou necessitar coletar pelo menos 175 assinaturas de apoio. Informo aos Presidentes das 2 Comissões que estou apresentando requerimento para que a representação das seguradoras venha esclarecer o que de fato está acontecendo. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Concedo a palavra à Dra. Barbara Rosenberg, que deseja fazer um comentário. A SRA. DEPUTADA ALMERINDA DE CARVALHO – Sr. Presidente, em seguida, gostaria de falar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Depois ouviremos a Deputada Almerinda de Carvalho. A SRA. BARBARA ROSENBERG – Vou ser breve, quero apenas complementar o que foi dito pelo Deputado Takayama. De fato, é importante deixar claro que a investigação vai ser feita. É fundamental ouvir as partes envolvidas. Nenhum tipo de comentário que eu faça aqui poderá significar prejulgamento. A análise terá de ser feita, a averiguação será feita com toda a lisura, com certeza, por esta Casa e também pela Secretaria de Direito Econômico, sob pena de nulidade do processo ou algo do gênero. Assim, o compromisso é de investigar e de apurar os fatos e, se houver infração, pedir, sim, a punição dos responsáveis. (Palmas.) O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Permita-me fazer uso da palavra, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Pois não, Deputado Takayama. O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Acabei esquecendo de solicitar que fossem juntados esses documentos e encaminhados às Comissões de Defesa do Consumidor e de Fiscalização Financeira e Controle. Refiro-me às notas fiscais. Gostaria também, Sr. Presidente, se possível, que simbolicamente fosse efetivada como ato público a apresentação do requerimento com as primeiras assinaturas. Assim, peço aV.Exas. suas assinaturas, 45916 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS formalizando nesta audiência pública o requerimento de instalação da CPI. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – ConvidoV.Exa. a trazer o documento à mesa em seguida, para que o Deputado Givaldo Carimbão e eu possamos assiná-lo, dando início à coleta de assinaturas. Sem dúvida alguma, essa CPI vai resolver o problema que aflige todos os participantes. Com a palavra a Deputada Almerinda de Carvalho. A SRA. DEPUTADA ALMERINDA DE CARVALHO – Sr. Presidente, primeiro parabenizo os colegas Deputados Takayama e Nelson Bornier pela apresentação de tão importante requerimento. Parabenizo ainda os expositores presentes, bem como o meu colega Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor. Peço a todos desculpas pelo meu atraso, é que fui dormir às 5h. Sr. Presidente, tomei conhecimento, por meio da Associação das Oficinas Reparadoras de Veículos da Baixada Santista – somos da Baixada Fluminense; eles, da Baixada Santista –, de um assunto que creio ser tão importante quanto a CPI cujo processo de criação o Deputado Takayama está iniciando hoje. Está em andamento na Casa o Projeto de Lei nº 1.614, de 1999, do Deputado Wagner Salustiano, que, creio, não está mais na Casa. Perguntei sobre a importância da matéria aos representantes da Associação, mas, pelo que li, não precisava nem ter perguntado. O projeto resgata antiga reivindicação deles sobre a escolha de contratos de seguradora de automóveis. Tão importante como instalar a CPI é tentar resgatar o projeto junto à Comissão de Constituição e Justiça, onde se encontra, para que possamos discuti-lo. Vamos pedir ao Presidente da Casa que, se possível, o coloque em pauta para ser votado, de forma a dar suporte à categoria no que diz respeito à problemática que está vivendo hoje. Mais uma vez, coloco-me à disposição da classe, junto com o nosso Presidente. Meus parabéns a todos. A luta é mais do que justa. Também sofremos na carne com a situação das seguradoras de automóveis. É o momento de começarmos a cobrar fiscalização. Hoje, temos problemas com a área de saúde, com a área do petróleo. E onde estão as agências reguladoras? Parece que elas não funcionam. Assim, precisamos cobrar das nossas agências. Parabéns a todos, sobretudo ao Presidente. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós é que agradecemos à Deputada Almerinda de Carvalho, Vice-Presidente da Comissão de Fiscalização Outubro de 2006 Financeira e Controle, a participação. Sua lembrança é muito boa. Se há um projeto na Casa, por que não nos apegarmos a ele para, quem sabe, começarmos esse processo com o estabelecimento de legislação que corrija as distorções existentes no setor? Quero agradecer, primeiro, a presença aos expositores, que abrilhantaram esta reunião e trouxeram subsídios importantíssimos para que esta Casa conhecesse a problemática do setor de reparos e de seguros de automóveis. Como foi lembrado pelo Deputado Takayama, estou muito à vontade para dizer que gostaria que esta audiência, Deputado Carimbão, tivesse desdobramento e ouvíssemos também a FENASEG, a federação das seguradoras, para que pudéssemos, como foi lembrado pela Sra. Barbara, ouvir igualmente a outra parte, a fim de, depois da manifestação de todos os segmentos, tirarmos subsídios para continuar o debate na CPI que está nascendo hoje por meio da coleta de assinaturas. Gostaria de agradecer ao Sr. Wilson Bill, Presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná; à Sra. Barbara Rosenberg, Diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça; ao Sr. Ênio Bianco, Diretor Jurídico do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo; ao Sr. Amilton Plácido da Rosa, Promotor de Justiça do Consumidor de Campo Grande, Mato Grosso do Sul; ao Sr. Edson Corrêa Batista, Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Santos; ao Sr. Ângelo Coelho, Presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo; ao Sr. Geraldo Luiz Santos Mauro, Presidente da Associação Brasileira das Reparadoras Independentes de Veículos – ABRIVE; e ao Sr. Antônio Carlos Fiola da Silva, VicePresidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. Fico feliz porque todos os expositores convidados se fizeram presentes. Tivemos uma sessão bem extensa ontem, que terminou às 5h da manhã. Imaginem a decepção se não estivéssemos aqui às 9h ou às 9h30min para começar esta audiência. Agradeço ainda às comitivas que acompanharam os expositores e a todos os que, de forma ordeira e democrática, participaram deste evento. Ouviram e, quem sabe, levarão para suas cidades, para suas oficinas algum alento no que se refere ao problema. Audiência conjunta tem sempre uma importância muito grande. A Comissão de Defesa do Consumidor é o fórum e os ouvidos permanentes da sociedade no que diz respeito ao acolhimento dos reclamos dos atin- Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS gidos de forma irregular por quem não sabe atender as partes necessitadas. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a nossa Comissão, é uma CPI permanente; acolhemos requerimentos para audiências públicas, projetos de fiscalização financeira, temos sempre representações da sociedade. Só não temos as prerrogativas da CPI. Passo a palavra ao nobre Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, que participa conosco da reunião e patrocina esta audiência pública. O SR. DEPUTADO GIVALDO CARIMBÃO – Sr. Presidente, Deputado Simão Sessim, expositores, companheiros presentes, Deputada Almerinda de Carvalho e Deputado Takayama, tenho dito que a Comissão de Defesa do Consumidor atua no âmbito da agulha ao do avião. O consumidor está presente desde a compra da agulha até a utilização do avião. Se falarmos regionalmente, encontramos vários países dentro do Brasil. Aqui é o coração, a caixa de ressonância da população brasileira. Somos 513 Deputados vindos de todos os Estados da Federação brasileira. Não é possível imaginar os problemas que chegam a esta Casa e vão para as Comissões afins. Na semana passada, travamos grande luta. As tarifas telefônicas foram reajustadas em 40%, enquanto o trabalhador não teve aumento no salário mínimo. A Comissão, juntamente com o Ministério das Comunicações, patrocinou ação judicial e conseguiu que a Justiça diminuísse a taxa para 20%, e já vamos para a segunda instância. Os cartões de crédito estão cobrando 12% de juros. Na nossa época, quem cobrava 10% de juros era agiota e ia preso. Hoje, umas estrelas que há por aí cobram 12%, 13%, 14% de juros. A Comissão está tomando providências. Se brincarem, instalaremos uma CPI para investigar abusos praticados contra a população brasileira. Quanto aos preços dos remédios, a Comissão tem estado mais atenta. Graças a companheiros de outras Comissões, temos dividido responsabilidades. A Boi Gordo, outro dia, pegou recursos de investidores de todo o Brasil, enganando a sociedade. Graças à Comissão de Defesa do Consumidor e à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, em audiência pública, alcançamos o entendimento entre as partes. Passaria horas falando sobre os diversos problemas do País, mas temos de dar prioridade a alguns pontos. Deve haver uns 400 requerimentos de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor em tramitação. Claro, uns são mais relevantes; outros, menos. Quando o companheiro Deputado Takayama falou-me da gravidade desse fato, não obstante os 400 Quinta-feira 5 45917 pedidos de audiência pública, entendemos que esta deveria ter prioridade. Conversamos com o Presidente da Comissão, Deputado Simão Sessim, para que a reunião fosse realizada em conjunto. Qual o sentido de realizarmos audiência pública conjunta? Pontos afins. A Comissão de Defesa do Consumidor conta com 25 Deputados titulares e 25 suplentes, são 50; a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle deve contar com mais 50 Deputados; temos, então, o total de 100 Deputados. Uma vez que a Casa tem pouco mais de 500 Deputados, temos 20% da Câmara dos Deputados mobilizados nas 2 Comissões. Uma coisa são 20 Deputados sabendo de determinada situação, outra são 100 Deputados tendo conhecimento disso. As Comissões têm poderes e prerrogativas para convidar, convocar, pedir prisão, fazer legislação, pedir instalação de CPI , fazer fiscalização externa. Esse é o fórum da sociedade; portanto, não temos nenhum problema em convocar ou convidar quem quer que seja, porque, graças a Deus, não nos faltam nas Comissões austeridade e liberdade para cumprir nosso papel. Sabemos que o poder capitalista dominante ou que os que dominavam o poder, às vezes, exerciam certo domínio sobre determinadas Comissões. Graças a Deus, somos 10 Presidentes de Comissão na Câmara dos Deputados e temos dado respostas à sociedade. Saibam os senhores que essa questão não estacionará aqui. Não é justo que cartéis se formem em tempos modernos como os que vivemos ou que certas pessoas façam o que bem entendem e que a sociedade permaneça calada, sem direito e sem voz. Aqui há liberdade de expressão, e a sociedade tem o direto de fazer suas reivindicações. Sabemos que os senhores estão sofrendo e que muitas vezes não têm condições de fazer reivindicações. Sabemos que precisam ir à Justiça para ter o direito de trabalhar e de receber das seguradoras. (Palmas.) Dessa forma, na condição de Presidente, assinarei sem nenhum problema o pedido para a instalação da CPI. A Câmara dos Deputados, de acordo com o Regimento Interno, pode ter no máximo 5 ou 6 CPIs funcionando por vez; no momento, temos 3. Na semana passada, assinei os pedidos de CPIs para que sejam investigadas as privatizações de empresas telefônicas e o reajuste de 40% autorizado pela ANATEL. Imagem a pressão que fazem as empresas telefônicas, já que são bilhões envolvidos nessas questões. Mas podem vir com a pressão que for, estamos aqui em nome da sociedade, do consumidor. 45918 Quinta-feira 5 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Podem ter certeza de que esse assunto não morrerá aqui. Temos mil problemas, mas há prioridades. Esta audiência pública é de máxima importância. Voltamos do recesso na semana passada, mas já acertamos com o Presidente Simão Sessim a assinatura do requerimento relativo à CPI. Vamos conversar com o Presidente da Casa, Deputado João Paulo Cunha, para que dê prioridade a essa CPI, tão importante para a sociedade brasileira. Fui vítima de seguro, perdi duzentos e tantos mil reais. Já se foram 5 anos, e até hoje não consegui recebê-los. Tudo por causa desse cartel que quer mandar na sociedade brasileira, e nós, muitas vezes, ficamos calados. (Palmas.) Não podemos nos calar. Há 3 anos que tento receber aquele montante, mas até hoje não foi possível. Estamos aqui para dizer à sociedade que ela não está só. Esta Casa tem representantes dignos que honrarão o Parlamento brasileiro. (Palmas.) Parabéns, companheiro Simão Sessim! Parabéns, Deputado Takayama, autor do requerimento! Parabéns, companheiros! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Nós é que agradecemos ao Deputado Givaldo Carimbão. Em atitude que emergiu desta audiência pública, inicio a coleta de assinaturas para a instalação da CPI. O autor, mais uma vez o Deputado Takayama, vai assinar o requerimento, em seguida, eu, Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o assinarei, seguido pelo Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, pela Deputada Almerinda de Carvalho, Vice-Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Em seguida, sairemos pela Casa buscando assinaturas a fim de que, o mais rapidamente possível, alcancemos o número necessário para que a CPI seja instalada. Faremos, eu e os Deputados Givaldo Carimbão e Almerinda de Carvalho, empenho junto ao Presidente da Casa para vencer a fila de solicitações de instalação de CPI. O Deputado Nelson Bornier também vai assinar o requerimento. Quem sabe, o mais rápido possível, será instalada a CPI que – repito – está emergindo desta audiência pública. Aqui ouvimos denúncias. Como bem disse o Deputado Givaldo Carimbão, passamos a tomar conhecimento de fatos graves nesse setor os quais jamais imaginamos. Há o sofrimento da turma das oficinas, que não têm direito à livre escolha dos segurados e estão recebendo imposições das segu- Outubro de 2006 radoras. Queremos uma segunda audiência para ouvir as seguradoras. Ouvimos promotores, a Dra. Barbara, que representa o Departamento de Proteção e Defesa Econômica, vários expositores de sindicatos, que mostraram não só a necessidade da apuração, mas, muito mais, como disse a Deputada Almerinda de Carvalho, a necessidade de buscar, ao final, uma legislação consistente que alcance todos esses problemas e acabe com a tirania de quem quer que seja dentro do setor. É preciso dar voz e vez àqueles que precisam desta Casa. Estaremos juntos, sim, de mãos dadas. Vamos pedir a Deus que nos ilumine, nos inspire, para que consigamos dar aos senhores o que buscaram nesta manhã nesta Casa: soluções para seus problemas. Que Ele nos abençoe a todos! Vamos, então, às assinaturas para a instalação da CPI. (Palmas.) O SR. DEPUTADO TAKAYAMA – Sr. Presidente, gostaria de ler o teor do requerimento, para queV. Exas. possam ser os primeiros a assinar o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito. “Requer a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito, com a finalidade de apurar as irregularidades cometidas na atuação das Seguradoras de Veículos Automotores. Sr. Presidente, Requeiro, nos termos do artigo 58, § 3º, da Constituição Federal, em concordância do artigo 35 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito, com o objetivo de apurar as irregularidades cometidas na atuação das Seguradoras de Veículos Automotores, com graves conseqüências ao direito do consumidor, à livre concorrência e à cartelização de preços”. Esse é o teor do documento, Sr. Presidente. Com certeza, essa CPI vai diminuir o número de mortes e estimular um setor que está acabando, enforcado pela pressão econômica de alguns grupos interessados em massacrar a nossa economia. Acredito que estamos fazendo justiça com a nossa sociedade ao apresentarmos este pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito. (Palmas.) O SR. VORNES SIMÕES – Sr. Presidente, poderia quebrar o protocolo com 5 palavras? O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Após as assinaturas. O Deputado Nelson Bornier também assinará o requerimento. (Palmas.) Outubro de 2006 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Antes de encerrar os trabalhos, não só deixarei de lado o protocolo, como concederei a palavra ao Sr. Vornes Simões. O SR. VORNES SIMÕES – Sou Presidente do SINDIREPA do Distrito Federal. Em primeiro lugar, agradeço a todos a oportunidade de ver o desfecho desta reunião, dirigida pelos nobres Presidentes das 2 Comissões. Agradeço ao Deputado Takayama o requerimento apresentado que culminou nesta audiência pública. Obviamente, a intenção é alcançar nosso objetivo a partir desta Comissão. Vimos manifestações de todas as formas e gostaria de me manifestar também. Desde 1988 conheço Geraldo Santo Mauro, um dos organizadores das entidades em âmbito nacional, um dos precursores dessa categoria, que era marginalizada e desacreditada. Quero parabenizá-lo e pedir uma salva de palmas por sua atitude. (Palmas.) Tudo isso está acontecendo devido ao seu trabalho, ao seu empenho, ao seu patrimônio e a toda a sua vida em prol de uma categoria que chega ansiosa à Câmara dos Deputados. Parabéns, Geraldo! (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Mais uma vez, em meu nome, Deputado Simão Sessim, Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle; em nome do Deputado Givaldo Carimbão, Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor; em nome do Deputado Nelson Bornier, Vice-Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, e em nome da Deputada Almerinda de Carvalho, Vice-Presidenta da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, agradecemos a todos. Estaremos sempre à disposição. O SR. WALTER – Sr. Presidente, desejaria só fazer um agradecimento. O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Por favor, anuncie o seu nome. O SR. WALTER – Boa tarde a todos. Meu nome é Walter, sou da Associação das Oficinas Reparadoras da Baixada Santista. Ontem, saímos de Santos e soubemos, no caminho, da votação. Agradecemos a todos. Temos ciência de que ficaram até de madrugada. Bateu-nos uma preocupação muito grande de que a votação poderia ter sido adiada. Para nós, empresários, abandonar nossas empresas para estar aqui é muito difícil, porque temos de deixá-las nas mãos de outros. Sairemos daqui com a visão de que esta Casa é da democracia e com a esperança de que, realmente, a situação será resolvida, o que será bom para nós e para o consumidor. Obrigado a todos. (Palmas.) Quinta-feira 5 45919 O SR. PRESIDENTE (Deputado Simão Sessim) – Walter, nós é que lhe agradecemos a participação. Agradeço a todos a realização desta audiência de maneira calma, tranqüila, objetiva, didática, bastante ordeira. Na democracia, há reclamações e debates. E foi o que aconteceu. Nada mais havendo a tratar, vou declarar encerrados os trabalhos desta audiência pública. Está encerrada a reunião. (Palmas.) COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE – CFFC 52ª Legislatura