MEDIÇÃO DAS ALTURAS DAS PAREDES VESTIBULARES E PALATINAS DOS DENTES INCISIVOS INFERIORES PARA AVALIAR A REABSORÇÃO RADICULAR MARCIO MUNHÓES DOS SANTOS SÃO PAULO 2010 MARCIO MUNHÓES DOS SANTOS MEDIÇÃO DAS ALTURAS DAS PAREDES VESTIBULARES E PALATINAS DOS DENTES INCISIVOS INFERIORES PARA AVALIAR A REABSORÇÃO RADICULAR Monografia apresentada à Banca Examinadora do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia do ICS- Instituto de Ciências da Saúde, como requisito final para obtenção do título de Especialista em Ortodontia. Professor-orientador: Prof. Dr. Nelson José Rossi. SÃO PAULO 2010 “Viver e não ter a vergonha de ser feliz” (Gonzaguinha) AGRADECIMENTOS Agradeço ao professor e orientador Nelson José Rossi, pelo apoio e encorajamento contínuos na pesquisa, aos demais Mestres da casa, pelos conhecimentos transmitidos, e à diretoria do curso de graduação da Universidade FUNORTE pelo apoio institucional e pelas facilidades oferecidas. AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Aos meus pais, pela dedicação, incentivo e apoio. Aos meus irmãos, pelo apoio, companheirismo e amizade. A Silmara, minha esposa, pelo apoio e compreensão. A Profa. Rosa Carrieri Rossi, pelas orientações e apoio na elaboração do trabalho. RESUMO Introdução: A tomografia computadorizada de feixe cônico pode ser considerada um meio de diagnóstico eficiente para previsibilidade e avaliação das reabsorções radiculares. Objetivo: verificar a altura das paredes vestibulares e palatinas dos dentes incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical, a fim de se estabelecer um padrão de normalidade, que possa auxiliar no planejamento ortodôntico de intrusões dentais e análise de riscos de reabsorções radiculares. Material e Método: uma amostra de 18 pacientes foi avaliada por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico. Foi verificada a altura das paredes vestibulares e palatinas dos dentes incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical. As imagens foram realizadas em um aparelho de Tomografia Computadorizada Cone Beam por dois técnicos capacitados e foram alisadas pelo software ICat-Vision. As imagens foram analisadas por três examinadores considerados cegos ao estudo. Resultados: As médias das alturas vestibulares variaram de 11,3mm a 12,8mm nas mulheres e de 12,5mm a 13,3mm nos homens. Já as médias das alturas palatinas variaram de 10,4mm a 11,7mm nas mulheres e 11,4mm a 11,9mm nos homens. Observou-se que embora existam diferenças entre os sexos para todas as medidas, as mesmas não podem ser consideradas significantes. Também não foi encontrada correlação significante com a idade em nenhuma das medidas. Conclusão: as alturas vestibulares dos incisivos inferiores, medidas da crista óssea até a base apical, variou de 11,3mm a 12,8mm em mulheres e de 12,5mm a 13,3mm em homens. As alturas palatinas variaram de 10,4mm a 11,7mm nas mulheres e 11,4mm a 11,9mm nos homens. Estas medidas não diferem estatisticamente entre os sexos e também não variam de acordo com as idades testadas. Palavras-chave: tomografia computadorizada, reabsorção radicular, incisivos inferiores ABSTRACT Introduction: Cone beam computed tomography can be considered an efficient means to diagnose and evaluate root resorption. Objective: establishing a standard to help orthodontic planning of dental intrusion and risk analysis of root resorption by measuring the height of buccal and palatal walls of mandibular incisor teeth from crestal bone to apical support. Materials and Methods: a sample of 18 patients was checked with cone beam computed tomography. The height of buccal and palatine walls of mandibular incisor teeth were evaluated from crestal bone to apical support. Images were made with a Cone Beam Computed Tomography device and were evaluated by two trained technicians and analyzed with the ICat-Vision software. The images were analyzed be three examiners considered blind to the study conditions. Results: The average of buccal heights varied from 11,3mm to 12,8mm in women and from 12,5mm to 13,3mm in men. The average of palatine heights varied from 10,4mm to 11,7mm in women and from 11,4mm to 11,9mm in men. We observed that, although there are measurement differences between sexes, these cannot be considered significant. No significant correlation with age was found in any of the measurements. Conclusion: Mandibular incisor vestibular heights, as measured from the crestal bone to the apical support, varied from 11,3mm to 12,8mm in women and from 12,5mm to 13,3mm in men. Palatal height measurements varied from 10,4mm to 11,7mm in women and from 11,4mm to 11,9mm in men. These measures were no different statistically between sexes and did not vary according to the tested ages. Key-words: computed tomography, root resorption, mandibular incisors LISTA DE SIGLAS TCFC – Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico V P - Área vestibular dos dentes - Área lingual e ou palatina dos dentes LISTA DE FIGURAS Figura1. Posição da cabeça para melhor visualização da crista óssea Figura 2. Medidas das alturas das paredes vestibulares e linguais dos dentes incisivos inferiores LISTA DE TABELAS Tabela 1. Comparação entre as medidas vestibulares e palatinas para cada dente LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1. Média das alturas dos incisivos inferiores para mulheres e homens Gráfico 2. Intervalo de confiança das médias das alturas dos dentes incisivos inferiores Gráfico 3. Comparação entre as medidas vestibulares e palatinas para todos os dentes SUMÁRIO RESUMO..........................................................................................................................VI ABSTRACT......................................................................................................................VII LISTA DE SIGLAS..........................................................................................................VIII LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................IX LISTA DE TABELAS.......................................................................................................X LISTA DE GRÁFICOS.....................................................................................................XI 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................13 2. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 15 2.1. Reabsorções Radiculares.................................................................................15 2.2. Movimento de intrusão dos dentes..................................................................17 2.3. Tomografia computadorizada de feixe cônico na Odontologia......................19 3. PROPOSIÇÃO............................................................................................................ 23 4. MATERIAL E MÉTODOS ......................................................................................... 24 5. RESULTADOS.............................................................................................................27 6. DISCUSSÃO ................................................................................................................32 7. CONCLUSÃO.............................................................................................................. 36 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 37 1. INTRODUÇÃO A reabsorção radicular apical constitui um efeito indesejável, porém freqüente, do tratamento ortodôntico (Dudic et al, 2009; Canto, 1997). A reabsorção radicular em grau suave pode ocorrer em praticamente cem por cento dos casos, sendo que os dentes incisivos superiores apresentam grau mais evidente de reabsorção, seguidos pelos incisivos inferiores. De um modo geral, a ortodontia convive pacificamente com as reabsorções induzidas durante a movimentação forçada dos dentes. No entanto, a magnitude da reabsorção é imprevisível e depende de fatores múltiplos, exigindo do profissional, atitudes clínicas coerentes, que abarquem um perfeito diagnóstico, uma mecanoterapia racional e, finalmente, um controle radiográfico eficiente (Silva Filho et al, 1993). Embora todos os tipos de movimento ortodôntico possam provocar reabsorção da raiz dentária, a intrusão e o torque, quando aplicados simultaneamente propiciam maiores níveis de reabsorção radicular, que se não forem diagnosticados precocemente podem causar danos irreversíveis, levando até mesmo a perda dentária. Medidas preventivas como adoção de forças leves seguidas de períodos de descanso podem diminuir os riscos de reabsorção na raiz (Cambi et al, 2002). A intrusão dos incisivos foi considerada durante muitos anos, um movimento complexo e difícil de ser realizado, além de ter sido associado às reabsorções radiculares e recessões gengivais. Alguns autores referem que quando o movimento é realizado de forma controlada e precisa, pouco ou nenhum dano será causado à sua estrutura dentária ou à sua estrutura de suporte periodontal. Assim, despertam a atenção do ortodontista para a elaboração de uma estratégia de tratamento individualizada, visando alcançar resultados adequados e estáveis (Brito et al, 2009) . As imagens radiográficas sempre foram parte integrante do planejamento ortodôntico, essenciais para o diagnóstico e plano de tratamento. Por muito tempo, estas imagens ficaram limitadas a duas dimensões (Baumgaertel et al, 2009; Hechler, 2008). A acuidade destes métodos para o diagnóstico da reabsorção radicular durante o tratamento ortodôntico com aparelhos fixos apresenta falhas, que embora não inviabilizem o método, devem ser levadas em conta para sua correta aplicação (Capelozza Filho, 2002). Desde sua introdução na radiologia odontológica, em 1998, a tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Beam) vem ganhando aceitação crescente pelos profissionais em sua prática clínica (Korbmacher, 2007). Sua grande vantagem é a avaliação da terceira dimensão, que era uma lacuna nos exames radiográficos convencionais. Os cortes tomográficos transversais oblíquos permitem a análise das faces vestibular e lingual do dente e os cortes tomográficos sagitais fornecem a imagem das faces mesial e distal (Freitas, 2007). Tendo em vista que a tomografia computadorizada de feixe cônico pode ser considerada um meio de diagnóstico eficiente para previsibilidade e avaliação das reabsorções radiculares, o objetivo deste estudo é verificar a altura das paredes vestibulares e palatinas dos dentes incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical, a fim de se estabelecer um padrão de normalidade, que possa auxiliar no planejamento ortodôntico de intrusões dentais e análise de riscos de reabsorções radiculares. 2. REVISÃO DE LITERATURA Para melhor compreensão, este capítulo será dividido em: 2.1. Reabsorções radiculares 2.2. Movimento de intrusão dos dentes 2.3. Tomografia computadorizada de feixe cônico na Odontologia. 2.1. Reabsorções radiculares Em 1998, Miyamura et al buscaram orientações e informações para a realização de correção ortodôntica em indivíduos portadores de encurtamento radicular antes do tratamento. Entre as orientações escolhidas, destacaram-se: exames laboratoriais, exames radiográficos freqüentes para controle, dieta orientada e especialmente intensidade de forças empregadas, bem como inclinações axiais decorrentes da mecânica utilizada. Concluíram que, para relativa possibilidade de sucesso no atendimento de pacientes com raízes curtas antes do tratamento ortodôntico, este encurtamento não deverá ultrapassar 2/3 das raízes. Souza et al (1999) verificaram possíveis fatores determinantes da reabsorção radicular durante a mecânica ortodôntico. Fatores como tempo de tratamento, a utilização de arcos retangulares e a realização de movimentos intrusivos foram determinantes de lesões de reabsorção radicular. Já a idade do paciente, o sexo e o tipo de maloclusão não foram considerados significantes na instalação do processo de reabsorção. Observaram que embora a maioria dos pacientes ortodônticos seja atingida pelas reabsorções radiculares, estas quase sempre são de grau leve e cessam após a remoção das forças. Neves e Lima (2000) avaliaram por meio de radiografias panorâmicas, as reabsorções radiculares consecutivas ao tratamento ortodôntico de 100 pacientes de ambos os sexos, que utilizaram algum tipo de aparelho fixo. As reabsorções radiculares ocorreram na maioria dos casos, sendo mais freqüente o Grau 1 (suave), sem diferença estatisticamente significante entre os elementos dentários estudados (incisivos centrais e laterais e caninos das arcadas superior e inferior). Cambi et al (2002) realizaram uma revisão bibliográfica a respeito da reabsorção radicular decorrente da movimentação ortodôntica, com ênfase nos movimentos de intrusão e torque. Enfatizaram o correto direcionamento, magnitude e intervalo da força aplicada, com o intuito de prevenir a ocorrência da reabsorção radicular, durante e após o tratamento ortodôntico. Consideraram que embora todos os tipos de movimento ortodôntico possam provocar reabsorção da raiz dentária, a intrusão e o torque, quando aplicados simultaneamente propiciam maiores níveis de reabsorção radicular, que se não forem diagnosticados precocemente podem causar danos irreversíveis, levando até mesmo a perda dentária. Medidas preventivas como adoção de forças leves seguidas de períodos de descanso podem diminuir os riscos de reabsorção na raiz. O acompanhamento radiográfico, no início e durante todo o tratamento, é essencial, tanto para a detecção precoce quanto para o controle do problema. De acordo com Abuabara (2007), os fatores relevantes para reabsorção radicular podem ser divididos em biológicos e mecânicos. Os fatores mecânicos estariam relacionados com extensa movimentação dentária, torque e forças intrusivas, tipo do movimento, magnitude da força ortodôntica, duração e tipo de força. Já os fatores biológicos estariam relacionados com a suscetibilidade genética, doenças sistêmicas, gênero e medicações. Segundo o autor, o tratamento ortodôntico de pacientes com risco de reabsorção deveria ser cuidadosamente planejado e monitorizado com exames radiográficos. 2.2. Movimento de intrusão dos dentes: Ricketts (1983) defende o tratamento da sobremordida por meio da intrusão dos dentes incisivos, particularmente os inferiores. Profit et al (1986) define a intrusão dentária como um processo de mudança da relação dos dentes com o osso circundante, ocorrendo deslocamento apical desses no alvéolo. A ocorrência da intrusão ortodôntica isolada de dentes tem sido bem documentada e também universalmente aceita. Para Woods (1988), a possibilidade de alcançar a intrusão significativa dos incisivos inferiores ainda é muito questionada. O autor verificou a ocorrência de 2mm de intrusão dos incisivos inferiores com o uso de mecanismos segmentados. Um estudo comparativo realizado por Lew (1990), que selecionou casos tratados por Ricketts e por Schudy, mostrou para o grupo de Ricketts, uma média de 1 a 2 mm de intrusão, sendo que somente 50% da amostra teve mais do que 1 mm de intrusão demonstrada cefalometricamente. No grupo de Schudy, foi encontrada uma média de 0,3 mm de extrusão dos incisivos inferiores. Segundo Telles e Ferreira (2004), entre os vários tipos de movimento dentário que podem ser realizados por aparelhos ortodônticos existe o movimento de intrusão dos dentes. O recurso da intrusão, principalmente dos dentes anteriores é muito utilizado para a correção da sobremordida exagerada. O movimento de intrusão é bem mais difícil de ser obtido do que o de extrusão, pela forte resistência ao movimento que é oferecida pela orientação das fibras periodontais. Para esse tipo de movimento, é necessário um controle cuidadoso da magnitude da força. Forças leves são necessárias para intrusão, pois estão concentradas em uma pequena área do ápice radicular. Os autores avaliaram os efeitos da mecânica da intrusão nos dentes anteriores inferiores em 16 pacientes portadores de maloclusão de Classe II, Divisão 1 de Angle por meio da análise de radiografias cefalométricas laterais, modelos de gesso e fotografias e observaram tendências altamente significativas para as medidas que representavam a intrusão dos dentes (em média 3 mm de intrusão, sendo o máximo de intrusão encontrado de 6 mm e o mínimo de 2 mm). Para permitir que os incisivos inferiores fossem intruídos sem protrusão ou retrusão das coroas, nenhum torque foi incorporado ao arco de intrusão. Durante o processo experimental, a mecânica ortodôntica empregada foi única e exclusivamente de intrusão dentária. Nenhum outro tipo de força foi utilizado, eliminando assim efeitos colaterais de outras forças ortodônticas capazes de influenciar o movimento dentário obtido na arcada inferior. Pias e Ambrosio (2008) estudaram a viabilidade e eficácia da intrusão ortodôntica como forma de reduzir defeitos infra-ósseos provocados por doença periodontal. Referem que após a realização do tratamento periodontal e a manutenção de um adequado controle de placa bacteriana, um tratamento ortodôntico com movimento de intrusão dentária pode ser realizado em casos de migração dentária patológica e extrusão. Consideram a técnica do arco segmentado a mais indicada para intruir dentes com defeitos infra-ósseos em virtude de sua habilidade em desenvolver forças leves e contínuas. Apontam que, com uma abordagem multidisciplinar é possível realizar com sucesso movimentos de intrusão em dentes que apresentam defeitos infra-ósseos, desde que a inflamação periodontal tenha sido tratada e o paciente apresente ótimo nível de controle de placa. Segundo Araújo et al (2008), a intrusão é um dos tipos de movimentos dentários induzidos ortodonticamente mais difíceis de serem conseguidos. Consideram que a mecânica intrusiva convencional, apesar de viável, é complexa no que diz respeito ao controle dos efeitos colaterais, devido a dificuldade em se obter uma ancoragem satisfatória. Consideram que os mini-implantes, por oferecerem uma ancoragem esquelética, têm se mostrado de extrema valia para os ortodontistas, tornando a intrusão de dentes anteriores e posteriores, um procedimento cada vez mais simples do ponto de vista mecânico. Para Brito et al (2009), a intrusão dos incisivos foi considerada durante muitos anos, um movimento complexo e difícil de ser realizado, além de ter sido associado às reabsorções radiculares e recessões gengivais. Referem que quando o movimento é realizado de forma controlada e precisa, pouco ou nenhum dano será causado à sua estrutura dentária ou à sua estrutura de suporte periodontal. Despertam, assim, a atenção do ortodontista para a elaboração de uma estratégia de tratamento individualizada, visando alcançar resultados adequados e estáveis. 2.3. Tomografia computadorizada de feixe cônico na Odontologia: Segundo Bernardes (2007), a radiografia é um excelente recurso auxiliar para o diagnóstico odontológico, tanto pelo seu custo, como pela facilidade de obtenção. Contudo, fornece imagem bidimensional de um objeto tridimensional. Daí a dificuldade encontrada no diagnóstico de lesões periapicais, fraturas radiculares e reabsorções dentais. Com o advento da tomografia computadorizada, a partir de 1972, as imagens tridimensionais melhoraram a capacidade diagnóstica. Korbmacher (2007) refere que na Odontologia, a tomografia computadorizada helicoidal tem limitações pelo seu alto custo e alta dose de radiação. Essas dificuldades foram minimizadas por meio do sistema de aquisição Cone Beam, que desde sua introdução na Odontologia em 1998, vem ganhando grande aceitação na prática clínica. Bernardes (2007), realizou um estudo com o objetivo de comparar a capacidade diagnóstica da tomografia computadorizada Cone Beam com as radiografias periapicais e panorâmicas em 150 casos de lesões periapicais, fraturas radiculares e reabsorção dentais. Observou que a técnica da tomografia apresentou diferença estatisticamente significante em relação às demais técnicas, no diagnóstico da extensão e localização das lesões. Freitas (2007) comparou o diagnóstico das reabsorções dentárias em dois tipos de exames: radiografia periapical e tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) em 16 dentes anteriores. Foram analisadas as características morfológicas da raiz dentária, comparando a imagem da radiografia periapical e os cortes tomográficos transversais oblíquos. Concluiu que a TCFC é um meio diagnóstico eficiente para previsibilidade e avaliação das reabsorções radiculares; os cortes tomográficos transversais oblíquos permitem a análise das faces vestibular e lingual do dente e os cortes sagitais oblíquos permitem a análise das faces mesial e distal. Observou ainda que não há correlação entre o diagnóstico obtido na radiografia periapical e nos cortes tomográficos transversais oblíquos. De acordo com Alvares (2008), embora o exame radiográfico seja um componente essencial para o diagnóstico nas diversas áreas da Odontologia, a qualidade da informação adquirida com radiografias convencionais é limitada pelo fato da anatomia tridimensional ser comprimida em uma imagem bidimensional. Além disso, pode haver distorção geométrica das estruturas anatômicas. Considera a TCFC como um meio efetivo de diagnóstico em Odontologia e concorda que o custo reduzido do aparelho e a menor dose de radiação com relação às tomografias convencionais representam algumas vantagens desta técnica. Para Pinheiro (2008), o potencial da TCFC para diagnóstico e planejamento é amplamente diversificado. Contudo, sua utilização ainda é restrita por tratar-se de um recurso auxiliar recentemente introduzido na Odontologia. O autor fez um levantamento bibliográfico de 39 artigos sobre o tema e consideraram a TCFC como uma valiosa ferramenta diagnóstica por imagem nas especialidades de implantodontia, ortodontia, endodontia, cirurgia e articulação temporomandibular. Dudic et al (2009) compararam a radiografia panorâmica e a tomografia computadorizada de feixe cônico na avaliação de reabsorções radiculares induzidas pelo tratamento ortodôntico em 275 dentes de 22 pacientes que estavam terminando o tratamento com aparelhos fixos. As imagens foram avaliadas por dois examinadores considerados cegos ao estudo, para constatar presença ou ausência e severidade da reabsorção. Observaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos, sendo que 17 dentes não puderam ser avaliados pela radiografia panorâmica. 56,5% e 31% dos dentes não apresentaram reabsorção pela radiografia panorâmica e TCFC respectivamente, mostrando que reabsorções radiculares podem ser subestimadas pela radiografia panorâmica. Os autores concluíram que a TCFC pode ser uma ferramenta útil como diagnóstico complementar para auxiliar na decisão de se continuar ou modificar o tratamento ortodôntico devido à reabsorção radicular. 3. PROPOSIÇÃO O objetivo deste estudo é verificar a altura das paredes vestibulares e linguais dos dentes incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical, a fim de se estabelecer um padrão de normalidade, que possa auxiliar no planejamento ortodôntico de intrusões dentais e análise de riscos de reabsorções radiculares. 4. MATERIAL E MÉTODOS O presente trabalho foi realizado no município de São Paulo-SP, com pacientes da Sociedade Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares (SBOOM). Foram selecionados 18 pacientes de ambos os sexos, idades variadas, incluindo-se dentição permanente, brasileiros, sem distinção de raça, oclusão classe I de Angle e ausência de patologia clínicas. Por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Beam) realizada no Centro de Diagnóstico de Imagem Meckel, foi verificada a altura das paredes vestibulares e palatinas dos dentes incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical. As imagens foram realizadas em um aparelho de Tomografia Computadorizada Cone Beam por dois técnicos capacitados e foram alisadas pelo software ICat-Vision. As imagens foram analisadas por três examinadores considerados cegos ao estudo. Os pacientes foram posicionados sentados, com olhar para o horizonte e em posição natural de cabeça (imóvel). Porém para melhor aferição das medidas das alturas dos incisivos inferiores, através do software ICat-Vision modificamos a posição da cabeça para melhor visualização da crista óssea, posicionando a cabeça de maneira que os incisivos inferiores ficassem o mais perpendicular possível em relação ao solo conforme figura 1. Figura1. Posição da cabeça para melhor visualização da crista óssea. Após o posicionamento da cabeça, foram realizadas medidas das alturas das paredes vestibulares e linguais dos dentes incisivos inferiores (32,31,41e 42), da crista óssea até a base apical dos dentes, conforme figura 2. Figura 2. Medidas das alturas das paredes vestibulares e linguais dos dentes incisivos inferiores. Estas medidas foram tabeladas no programa Microsoft Office Excel 2007. Foram feitas médias aritméticas e desvio padrão, mensuradas e organizadas na tabela em ordem alfabética. Na análise estatística, definiu-se um nível de significância de 0,05 (5%), com intervalos de confiança com 95% de confiança estatística. Foram utilizados testes e técnicas estatísticas paramétricas, porque as condições foram encontradas satisfeitas. O teste ANOVA com medidas repetidas foi utilizado para comparar as alturas (vestibulares e palatinas) dos dentes estudados. Também foi utilizado o Teste t-Student Pareado para comparar os resultados entre as medidas V e P. A Correlação de Pearson foi utilizada para medir o grau de relação entre idade e todas as medidas. 5. RESULTADOS A amostra foi composta de 10 mulheres (56%) e 8 homens (44%), com a média das idades de 30,5 anos (DP 3,74). A média das alturas dos incisivos inferiores, medidas da crista óssea até a base apical, para mulheres e homens, pode ser observada no gráfico 1. Observouse que embora existam diferenças entre os sexos para todas as medidas, as mesmas não podem ser consideradas significantes. Também não foi encontrada correlação significante com a idade em nenhuma das medidas. Gráfico 1. Média das alturas dos incisivos inferiores para mulheres e homens. No gráfico 2, pode ser observado o intervalo de confiança entre as médias das alturas. Gráfico 2. Intervalo de confiança das médias das alturas dos dentes incisivos inferiores. Comparando-se as medidas vestibulares e palatinas para todos os dentes, observou-se que somente na medida vestibular foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os dentes (Gráfico 3). Constatou-se que a diferença ocorreu entre a numeração 31 contra as numerações 42 e 41, sendo que a média da numeração 31 foi a menor com 11,82 ± 0,65. Gráfico 3. Comparação entre as medidas vestibulares e palatinas para todos os dentes. Comparando-se as medidas vestibulares e palatinas para cada dente isoladamente, observou-se que em todas as numerações existe diferença média estatisticamente significante entre as medidas V e P, sendo que para todos os dentes estudados as médias da medida V é sempre maior do que a medida P (Tabela 1 e Gráfico 4). Tabela 1. Comparação entre as medidas vestibulares e palatinas para cada dente. Num 42 Medida Num 41 Num 31 Num 32 Medida Medida Medida Medida Medida Medida Medida Medida V P V P V P V P Média 12,82 11,70 12,62 11,43 11,82 11,11 12,47 11,17 Mediana 12,79 11,62 12,45 11,11 11,87 10,74 12,67 11,38 1,61 1,77 1,40 1,41 1,41 1,70 1,31 1,44 CV 13% 15% 11% 12% 12% 15% 11% 13% Min 9,74 7,86 10,77 9,73 9,23 8,25 9,23 8,63 Max 15,18 14,89 15,72 14,85 14,46 14,45 14,42 13,49 N 18 18 18 18 18 18 18 18 IC 0,75 0,82 0,65 0,65 0,65 0,78 0,61 0,67 p-valor <0,001* Desvio Padrão <0,001* 0,003* <0,001* Gráfico 4. Comparação entre as medidas vestibulares e palatinas para cada dente. 6. DISCUSSÃO Tendo em vista que a tomografia computadorizada com sistema de aquisição Cone Beam, teve sua introdução na Odontologia somente em 1998 (Korbmacher, 2007), a quantidade de estudos científicos sobre este tema é bastante escassa. Trata-se, contudo, de uma valiosa ferramenta diagnóstica por imagem nas especialidades de implantodontia, ortodontia, endodontia, cirurgia e articulação temporomandibular (Pinheiro, 2008). Sendo assim, pesquisas inéditas, sobretudo para se estabelecer critérios de normatização das medidas dos dentes, poderão contribuir sobremaneira com a maior utilização deste recurso na prática clínica. Em especial na ortodontia, cuja movimentação dos dentes pode provocar a reabsorção radicular, o acompanhamento radiográfico, no início e durante todo o tratamento é essencial, tanto para a detecção precoce quanto para o controle do problema. Entretanto, segundo Dudic et al (2009), a radiografia panorâmica parece não ser o melhor método para se constatar a presença de reabsorções radiculares induzidas pelo tratamento ortodôntico quando comparada com a tomografia computadorizada de feixe cônico. Diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos foram observadas, mostrando que reabsorções radiculares podem ser subestimadas pela radiografia panorâmica. Os autores concluíram que a TCFC pode ser uma ferramenta útil como diagnóstico complementar para auxiliar na decisão de se continuar ou modificar o tratamento ortodôntico devido à reabsorção radicular. Neste estudo, pesquisou-se as alturas vestibulares e palatinas dos incisivos inferiores, medida da crista óssea até a base apical de uma população de 18 adultos jovens, com média de idade de 30,5 anos. As médias das alturas vestibulares variaram de 11,3mm a 12,8mm nas mulheres e de 12,5mm a 13,3mm nos homens. Já as médias das alturas palatinas variaram de 10,4mm a 11,7mm nas mulheres e 11,4mm a 11,9mm nos homens. Observou-se que embora existam diferenças entre os sexos para todas as medidas, as mesmas não podem ser consideradas significantes. Assim como também não foi encontrada correlação significante com a idade em nenhuma das medidas. Observou-se que as medidas vestibulares foram significativamente maiores do que as palatinas em todos os dentes estudados. Comparando-se as medidas vestibulares e palatinas para todos os dentes, observou-se que somente na medida vestibular foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os dentes. Essa diferença ocorreu entre a numeração 31 contra as numerações 42 e 41, sendo que a média da numeração 31 foi a menor com 11,82 ± 0,65. Freitas (2007) analisou as características morfológicas da raiz dentária de 16 dentes anteriores, comparando a imagem da radiografia periapical e os cortes tomográficos transversais oblíquos. Concluiu que a TCFC é um meio diagnóstico eficiente para previsibilidade e avaliação das reabsorções radiculares, já que os cortes tomográficos transversais oblíquos permitem a análise das faces vestibular e lingual do dente e os cortes sagitais oblíquos permitem a análise das faces mesial e distal. Não observou ainda correlação entre o diagnóstico obtido na radiografia periapical e nos cortes tomográficos transversais oblíquos. Bernardes, em 2007, também observou que a técnica da TCFC apresentou diferença estatisticamente significante em relação às demais técnicas (radiografias periapicais), no diagnóstico da extensão e localização de lesões como fraturas radiculares e reabsorção dentais. Há considerável controvérsia sobre o tratamento da sobremordida. Alguns autores têm defendido o tratamento da sobremordida através da intrusão dos incisivos, particularmente dos inferiores (Ricketts, 1983). Burstone afirma que, se o objetivo da maior parte dos tratamentos das maloclusões Classe II é reduzir ou manter a dimensão vertical, a correção da sobremordida torna-se mais difícil, pois requer a intrusão verdadeira dos dentes. Alguns estudos apontam uma média de intrusão dos incisivos inferiores de 1 a 2 mm de intrusão, , mas ressaltam que somente 50% da amostra teve mais do que 1 mm de intrusão demonstrada cefalometricamente (Lew, 1990 e Woods, 1988). Telles e Ferreira (2004) observaram tendências altamente significativas para as medidas que representavam a intrusão dos dentes, sendo em média 3 mm de intrusão, com o máximo de intrusão encontrado de 6 mm e o mínimo de 2 mm. A normatização das medidas das alturas dos dentes pela TCFC também pode contribuir para um melhor planejamento do tratamento ortodôntico auxiliando no diagnóstico prévio dos pacientes portadores de encurtamento radicular, encurtamentos esses causados ou por recidiva de tratamentos ortodônticos ou por fatores biológicos, tais como suscetibilidade genética, doenças sistêmicas ou medicações. Através dessa normatização podemos obter maior precisão nas intrusões dentais e melhor avaliação do nível de reabsorção dental. Com a ajuda da TCFC ficou mais eficiente a previsibilidade e avaliação das reabsorções radiculares até mesmo durante o tratamento ortodôntico, pois a TCFC pode ser uma excelente ferramenta no diagnóstico complementar para auxiliar os profissionais na decisão de modificar ou até mesmo interromper um plano de tratamento com técnicas de intrusão evitando grandes reabsorções acima do esperado. Como método de diagnóstico e planejamento ortodôntico, tanto no pré, trans e póstratamento, a TCFC será, sem dúvida nenhuma, uma ferramenta essencial para proteção dos pacientes que se submeterão ao tratamento ortodôntico evitando danos irreversíveis à sua dentição. CONCLUSÃO Com este estudo, concluiu-se que as alturas vestibulares dos incisivos inferiores, medidas da crista óssea até a base apical, variou de 11,3mm a 12,8mm em mulheres e de 12,5mm a 13,3mm em homens. As alturas palatinas variaram de 10,4mm a 11,7mm nas mulheres e 11,4mm a 11,9mm nos homens. Estas medidas não diferem estatisticamente entre os sexos e também não variam de acordo com as idades testadas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Abuabara A. Biomechanical aspects of external root resorption in orthodontic therapy. Med. Oral Patol. Oral Cir. Bucal;12(8):E610-3, 2007 Dec. 2. Alvares AA. Diagnóstico de fraturas radiculares por tomografia computadorizada de cone beam: relato de casos. Tese apresentada a Universidade federal de Minas Gerais. Faculdade de Odontologia. Belo Horizonte; s.n; 2008. 32p. 3. Araújo TM; Nascimento MHA; Franco FCM; Bittencourt MAV. Intrusão dentária utilizando mini-implantes. R Dental Press Ortodon Ortop Facial;13(5):36-48; 2008. 4. Baumgaertel S; Palomo JM; Palomo L; Hans MG. Reliability and accuracy of conebeam computed tomography dental measurements. Am J Orthod Dentofacial Orthop;136(1):19-25; 2009 Jul. 5. Bernardes RA. Estudo comparativo entre as tomografias computadorizadas 3D, ortopantomográficas e radiografias periapicais no diagnóstico de lesões periapicais, fraturas radiculares e reabsorções dentais. Tese apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de odontologia de Baurú; s.n:2007. 197p. 6. Burstone CR. Deep-bite correction by intrusion. Am J. Orthod;72(1):1-22, July 1977. 7. Brito HHA; Leito HR; Machado AW. Sobremordida exagerada: diagnóstico e estratégias de tratamento. R Dental Press Ortodon Ortop Facial;14(3):128-157; 2009. 8. Cambi A; Vedovello Filho M; Ramalho AS; Vedovello SAS; Tonoli G. Correlação entre reabsorção radicular e os movimentos ortodônticos de intrusão e torque. Ortodontia;35(2):121-9, abr.-jun. 2002. 9. Canto GL. Estudo comparativo da reabsorção radicular apical decorrente do tratamento ortodôntico, em pacientes tratados com a técnica do Arco de canto Simplificada, do Arco reto e com Terapia Bioeficiente. Tese apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de odontologia de Bauru;s.n;1997.162p. 10. Capelozza Filho L; Benicá NCM; Silva Filho, OG; Cavassan AO. Reabsorção radicular na clínica ortodôntica: aplicação de um método radiográfico para diagnóstico precoce. Ortodontia;35(2):14-26, abr.-jun. 2002. 11. Dudic A; Giannopoulou C; Leuzinger M; Kiliaridis S. Detection of apical root resorption after orthodontic treatment by using panoramic radiography and cone-beam computed tomography of super-high resolution. Am J Orthod Dentofacial Orthop;135(4):434-7, 2009 Apr. 12. Fansa, M; Keilig, L; Reimann, S; Jager, A; Bourauel, C. The leveling effectiveness os self-ligating and conventional brackets for complex tooth malalignments. J Orofac Orthop;70(4):285-96, 2009 jul. 13. Freitas PZ. Avaliação da tomografia computadorizada de feixe cônico como método de diagnóstico nas reabsorções dentárias relacionadas ao tratamento ortodôntico. Tese apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de odontologia de Bauru. Bauru; s.n; 2007. 2v (267p). 14. Hechler SL. Cone-beam CT: applications in orthodontics. Dent Clin North Am;52(4):809-23, vii, 2008 Oct. 15. Korbmacher H; Kahl-Nieke B; Schollchen M; Heiland M. Value of two cone-beam computed tomography systems from an orthodontic point of view. J Orofac Orthop;68(4):278-89, 2007 Jul. 16. Lew K. Intrusion and apical resorption of mandibular incisors in Begg treatment: anchorage bend or curve? Aust. Orthod. J;11(3):164-8, mar. 1990. 17. Miyamura ZY; Garducci MG; Lino AP. Tratamento ortodôntico de indivíduos portadores de dentes com raízes curtas. Rev. Paul. Odontol;20(6):42-4, nov.-dez. 1998. 18. Morina E; Eliades T; Pandis N; Jager A; Bourauel C. Torque expression of selfligating brackets compared with conventional metallic, ceramic and plastic brackets. Eur J Orthod;30(3):233-8, 2008 Jun. 19. Neves HLS; Lima GA. Avaliação radiográfica das reabsorções radiculares consecutivas ao tratamento ortodôntico. Pernambuco;3(1):27-31, jan.-jun. 2000. Rev. Cons. Reg. Odontol. 20. Pias AC; Ambrosio AR. Movimento ortodôntico intrusivo para reduzir defeitos infra-ósseos em pacientes periodontais. RGO(Porto Alegre);56(2):188-181, abr-jun 2008. 21. Pinheiro JA. A aplicabilidade da tomografia computadorizada de feixe cônico em Odontologia: uma revisão da literatura. Tese apresentada a Universidade federal de Minas Gerais. Faculdade de Odontologia. Belo Horizonte; s.n; 2008. 34p. 22. Proffit WR; Fields HW; Ackerman JL; Thomas PH; Tulloch JFC. Contemporary Orthodontics. St Louis: The C.V. Mosby Company, 1986, 57p. 23. Reicheneder CA; Gedrange T; Berrisch S; Proff P; Baumert U; Faltermeier A. Conventionally ligated versus self-ligating metal brackets- a comparative study. Eur J Orthod;30(6):654-60, 2008 dec. 24. Ricketts RM. Bioprogressive therapy as an answer to orthodontics needs, Part I. Am. J. Orthod;70(3):241-68, sep 1976. 25. Scott P; DiBiase AT; Sherriff M; Cobourne MT. Alignment efficiency of Damon3 self-ligating and conventional orthodontic bracket systems: a randomized clinical trial. Am J Orthod Dentofacial Orthop;134(4):470.e1-8, 2008 oct. 26. Scott P; Sherriiff M; DiBiasi AT; Cobourne MT. Perception of discomfort during initial orthodontic tooth alignment using a self-ligating or conventional bracket system: a randomized trial. Eur J Orthod:30(3):227-32, 2008 Jun. 27. Silva Filho OG; Berreta EC; Cavassam AO, Capelozza Filho L. Estimativa da reabsorção radicular em 50 casos ortodônticos bem finalizados. Ortodontia;26(1):24-35, jan.-abr. 1993. 28. Souza SMCMB; Coelho U; Jimenez EEO. Reabsorção radicular decorrente da movimentação ortodôntica. J. bras. ortodon. ortop. facial;4(20):141-60, 1999. 29. Telles CS; Ferreira ES. Observações clínicas e radiográficas do movimento de intrusão dos incisivos inferiores com a utilização do arco retangular. Artigo publicado no HTTP://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id+186; 2004. 30. Woods MG. The machanics of lower incisor intrusion: experiments in nongrowing Baboons. Am J. Orthod. And Dentofac. Orthop;93(3):186-95, mar. 1988.