CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania Ata da Reunião de 10 de Março de 2014 No dia dez de Março, do ano de dois mil e catorze, pelas dezoito horas, realizou-se na Assembleia Municipal de Lisboa, sita na Av. de Roma, 14-P, a reunião do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania - CMIC, contando com as seguintes presenças: Presidente do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania, Vereador do Pelouro dos Direitos Sociais, João Carlos Afonso; Representante da Assembleia Municipal de Lisboa-AML, José Leitão; Cidadã de Reconhecido Mérito, Graça Almeida Rodrigues; Convidados pelo Vereador João Carlos Afonso, o Gabinete Lisboa Encruzilhada de Mundos, Manuela Júdice; Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Duarte Mendes; CASA-Centro de Apoio ao Sem-abrigo, Nuno Jardim ;Casa do Brasil de Lisboa, Gustavo Behr; Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, Rita Gomes; ACAJUCI – Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana – António Pinto Nunes; JRS – Serviço Jesuíta aos Refugiados, André Costa Jorge; Conselho Português para os Refugiados, Isabel Sales; SOLIM-Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, Timóteo Macedo; Associação SOS Racismo, José Falcão; Associação dos Amigos da Mulher Angolana, Filipa Henriques; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Eugénia Costa Quaresma; Comunidade Islâmica de Lisboa, Mahomed Abed; Associação Comunidária, Magdala de Gusmão; Associação Luso-Turca; Ali Akça; Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Giulio Mattiazzi; CEPAC-Centro Padre Alves Correia Manuel Carmo Gomes; CulturFáceis; Celso Soares; Secretariado Diocesano de Lisboa da Obra Nacional e Pastoral dos Ciganos; Aida Marrana; Associação Renovar a Mouraria; Nuno Franco, União dos Sindicatos de Lisboa, Libério Domingues; Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna; Luís Figueiredo; Investigadora da FCSH-UNL; Marta Ruivo; Gabinete do Vereador 1 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA João Carlos Afonso, Miguel Graça, Isabel Rodrigues e Rui Goncalves; Departamento de Desenvolvimento Social, Susana Ramos e Cláudia Prazeres e Secretariado Técnico do CMIC, Ana Fortes, Sylvie Silva, Ana Paula Gomes e Ana Cosme. Ordem de trabalhos: 1. Aprovação da Ata da Reunião anterior 2. Nova composição do CMIC 3. Apresentação de proposta do Grupo de Trabalho do FMINT - Fórum Municipal da Interculturalidade 4. Apresentação dos resultados de Tese de Doutoramento sobre Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania de Lisboa e a Commissione Stranieri de Pádua 5. Outros Assuntos O Presidente do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania – (CMIC), Vereador João Carlos Afonso, deu as boas vindas aos presentes, agradecendo em particular a presença do Gabinete Encruzilhada de Mundos. O Presidente do CMIC, apresentou de forma sucinta a ordem de trabalhos referindo ainda que irá ser colocada a votação o alargamento de novos membros do CMIC, esperando que se torne mais abrangente, aumentando a capacidade de trabalho. Salientou que iria ser apresentada a proposta do grupo de trabalho para a organização do Fórum Municipal da Interculturalidade 2014, prevista para o mês de Maio. Por último, enunciou o quarto ponto da ordem de trabalhos, ou seja, apresentação de uma tese de investigação cujo autor é um investigador italiano, de nome Giulio Mattiazzi, que tem como base de trabalho o CMIC. O Vereador considerou que este trabalho pode ser também uma forma de repensar os moldes de funcionamento dos próximos 4 anos do mandato. Apresentou, a Dr.ª Marta 2 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA Ruivo (Investigadora da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa) que se encontra presente para assistir aos trabalhos deste Conselho Municipal e conhecer as organizações, dado que desenvolve um Projeto que se chama Diverse, que tem como fulcro de investigação as questões de interculturalidade. O Vereador agradece também a presença do Arqtº Miguel Graça (Assessor do Gabinete do Vereador dos Direitos Sociais) que tem colaborado na organização dos trabalhos do CMIC; aos técnicos do Departamento de Desenvolvimento Social; à Dr.ª Manuela Júdice (Gabinete Encruzilhada de Mundos), que iniciou no dia 8 de Março, um projeto na área da interculturalidade, dirigido a crianças, “Contar Mundos”. A Dra. Manuela Júdice, GLEM, apresentou este projeto que se encontra a ser coordenado pelo Gabinete de Lisboa “Encruzilhada de Mundos”, a decorrer aos Sábados, podendo ser alargado a outros dias da semana. Este projeto encontra-se divulgado no Facebook e lançou o apelo aos presentes que caso estejam interessados em aderir a este grupo e contar histórias a crianças, se poderão voluntariar. O Presidente do Conselho, aproveitou para dar a notícia que está em fase de conclusão o debate na Assembleia Municipal sobre a Colina de Santana, que foi um debate bastante alargado e que focou também a área da interculturalidade. Informou ainda que está prevista a apresentação de uma proposta de resolução para a Assembleia Municipal, pelo que seria interessante algumas das organizações presentes acompanharem este debate. Em seguida, anuncia que no dia 14 de Março, às 14.30 horas no Edifício Municipal do Campo Grande vai ser apresentado o Primeiro Plano de Prevenção e Combate para a Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa. Este Plano que foi aprovado, está agora para discussão pública e aberto a todos os contributos que se considerem relevantes e que posteriormente serão devidamente ponderados e integrados neste documento que foi elaborado com um conjunto de cerca de 40 parceiros. 3 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA A Dra. Susana Ramos, Diretora Departamento de Desenvolvimento Social, fez uma breve apresentação do Plano de Prevenção e Combate para a Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa, referindo que é o primeiro plano municipal desta área. Referiu que algumas das entidades que compõem o CMIC já tiveram oportunidade de participar e de dar o seu contributo. Este Plano encontra-se neste momento em consulta pública, estando prevista uma reunião de apresentação e discussão para a próxima sextafeira (14 de Março), a mesma será importante para poder alargar a discussão ouvindo outros contributos no âmbito deste Plano. Referiu ainda que, no dia seguinte seguirá um convite formal com o Plano em anexo, para refletirem sobre as várias propostas. As questões das Comunidades imigrantes também poderão estar mais refletidas no Plano, consoante a participação e os contributos dos presentes. Foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovação da ata da Reunião anterior Foi submetida a votação a Ata da Reunião de 9 de Dezembro de 2013, tendo a mesma sido aprovada por unanimidade. 2. Nova composição do CMIC O Presidente do CMIC deu início ao Ponto 2. da Ordem de Trabalhos expondo de forma sucinta os procedimentos efetuados até se formalizar a nova composição do CMIC, tal como tinha sido decidido na reunião anterior. Esses procedimentos iniciaram-se com a Prova de Vida, para as Associações que já eram membros efetivos do Conselho, entre 17 de Dezembro e 17 de Janeiro, a qual foi publicada num jornal de tiragem nacional. 4 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA Foi publicado uma Lista Provisória de Organizações que manifestaram interesse em pertencer ao Conselho, no dia 28 de Fevereiro. Das 17 Organizações que eram membros do Conselho, 16 manifestaram vontade de continuar a ser membros do Conselho, só uma, Instituto para a Cooperação e Desenvolvimento Internacional, (ICDI), não fez a Prova de Vida, pelo que se pressupõe que não quer continuar a ser Membro Efetivo deste Conselho. Dos Observadores, 4 manifestaram interesse em passar a Membros, deixando a categoria de Observadores e passando a Efetivos: o Centro Padre Alves Correia, o Conselho Português para os Refugiados, a Morabeza, a Pastoral dos Ciganos. A Comunidade Muçulmana Ismaili manifestou intenção de se manter como Observador. Inscreveram-se 8 novos Membros dentro do período de inscrições: a Associação Guineense e Povos Amigos, a Associação de Amizade Luso-Turca, a Associação ComuniDária, a Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania, a Associação Renovar a Mouraria, o Centro de Apoio aos Sem-abrigo, a CulturFáceis, a Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. A União dos Sindicatos de Lisboa inscreveu-se fora do prazo, mas foi possível ainda colocá-lo na lista provisória no Edital do Boletim Municipal, relativamente ao Centro de Apoio aos Sem-abrigo, a inscrição chegou depois dessa Lista Provisória. A metodologia proposta passa pela votação da Admissão da União dos Sindicatos de Lisboa na Lista Provisória, posteriormente votar-se-ia essa Lista Provisória e teríamos os 29 que aqui constam, Em seguida acrescentava-se o Centro de Apoio aos Semabrigo, entrando na Lista Definitiva e o CEPAC. Deste modo chega-se ao número máximo do Conselho, ficando assim à consideração do Presidente e dos Membros do Conselho a ordem das votações. 5 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA O Presidente do CMIC simplifica a proposta e antes de fazer a votação, coloca a questão à consideração dos membros presentes sobre as razões que os levaram a querer ser membros deste Conselho. Libério Domingues, União dos Sindicatos de Lisboa, intervém para expor que o envolvimento dos Sindicatos é importante dado o papel que têm no acompanhamento dos problemas dos trabalhadores imigrantes e a necessidade de intervir em defesa dos seus Direitos, na cidade de Lisboa. Realça também ser um contributo importante para esta discussão coletiva e para encontrar soluções para os problemas que precisam de facto dessa melhor entrega e daquilo que cada um no âmbito da sua intervenção possa desenvolver, e colaborar nesse sentido. Nuno Jardim, Centro de Apoio aos Sem-abrigo, saúda os presentes e agradece a oportunidade da participação e explicando novamente que, por lapso já entregaram a candidatura após o prazo. Resume em seguida a missão da instituição que representa (o acolhimento de pessoas sem-abrigo) e a descrição das suas atividades, que envolve pessoas de várias nacionalidades e diferentes culturas e o quanto isso implica para se conseguir solucionar ou ajudar a integrar efetivamente essas pessoas. Ressalva que o trabalho em equipa, com mais comunicação, seria mais eficaz para poder encontrar soluções mais eficazes para estas pessoas. Destaca a importância da presença do CASA para alargar o seu âmbito de intervenção e agradece. Isabel Sales do Conselho Português para os Refugiados, cumprimenta os participantes e resume o trabalho desenvolvido pelo CPR em Lisboa e na Bobadela referindo a importância da participação e das parcerias para conseguir melhor beneficiar os refugiados e integrá-los. Magdala de Gusmão, da Associação ComuniDária, apresentou de forma sintética a Associação referindo que a mesma desenvolve projetos que tem como público-alvo, as 6 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA mulheres imigrantes em Lisboa e defesa dos seus direitos como por exemplo na área do trabalho doméstico digno, na área do assédio moral e sexual, e especificamente na área da interculturalidade. Refere a importância de melhorar a comunicação entre instituições na cidade para ser mais abrangente nas respostas. Ali Akça, da Associação de Amizade Luso-Turca, congratula-se pela sua primeira participação neste Conselho e por serem a única associação da Turquia em Portugal e releva a importância que a posição geográfica da Turquia constitui, situada entre a Europa, o Oriente e o Ocidente, que tem milhares de civilizações que fazem parte da história da Turquia. Releva a importância desta participação no Conselho como muito benéfica para os dois países, Turquia e Portugal. Celso Soares, da CulturFáceis, cumprimenta os presentes e como representante resume a colaboração que já tem tido com a CML, embora na área cultural, disponibilizando-se para colaborar e interagir, aproveitando a oportunidade de colaborar na área da interculturalidade. Manuel Carmo Gomes, do CEPAC, cumprimenta todos os presentes e apresenta a associação que representa como uma IPSS. Refere que neste Conselho já estiveram como Observadores, mas agora pretendem ser Membros efetivos. O Presidente do CMIC, propõe que se passe à votação para inclusão dos 3 associações em conjunto, a União dos Sindicatos de Lisboa, do CASA e do CEPAC. A proposta foi aprovada por unanimidade, ficando o CMIC composto por 31 membros. Após a votação José Falcão, da Associação SOS Racismo, declarou que considera a votação desnecessária, porque entende, como sempre tem vindo a afirmar o SOS racismo, que todas as Associações deviam pertencer ao Conselho e a participação das pessoas nas reuniões (ver o nº de membros “efetivos” presente...) é a prova do que diz. 7 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA 3. Apresentação de proposta do grupo de trabalho do FMINT – Fórum Municipal da Interculturalidade O Presidente do Conselho Municipal para a Interculturalidade e, de acordo com o disposto na reunião anterior deste Conselho Municipal, convidou o grupo de trabalho do FMINT, composto pelos 3 representantes propostos para liderarem a organização do FMINT, Dr. André Costa Jorge do Serviço Jesuíta de Apoio aos Refugiados, Timóteo Macedo da Associação Solidariedade Imigrante e José Falcão da Associação SOS Racismo, para procederem à apresentação da proposta para a realização do Fórum Municipal para a Interculturalidade 2014. André Costa Jorge tomou a palavra e antes de apresentar os resultados do grupo de trabalho, apelou às outras Associações presentes para participarem e colaborarem com contributos e sugestões para que o evento possa ter uma dimensão mais abrangente e mais efetiva. De seguida, o representante do grupo apresentou de forma genérica a proposta do programa para o encontro do FMINT: a data, o local e as temáticas que consideraram importantes serem debatidas no Fórum Municipal para a Interculturalidade. Propuseram a realização do Fórum para a Interculturalidade no dia 10 de maio de 2014, no auditório do Fórum Lisboa. Os debates decorreriam num bloco da parte da manhã e depois em dois blocos da parte da tarde terminando às 19h00 e, a partir dessa hora, até as 23.00 horas. Nesse espaço seria promovido um espaço de convívio, de atividade cultural, de jantar, etc., organizado e dinamizado pelas próprias Associações de Imigrantes e pelas organizações que quiserem participar. Relativamente ao formato proposto sugerem um formato tipo” fórum de debate de ideias”, espaço de diálogo e de debate aberto a todos os cidadãos que queiram participar, sejam imigrantes ou não. Sugerem temas atuais, nomeadamente: políticas ligadas às migrações, à exclusão, aos territórios e às fronteiras dos espaços nacionais, impacto que tem nos fluxos migratórios; Os Imigrantes no contexto Europeu; as eleições europeias; a participação política dos imigrantes, cidadania e os perigos dos populismos na Europa e as ameaças que advêm também dessas correntes para os imigrantes e emigrantes. 8 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA Este representante fez ainda referência à recente situação da Suíça, no que respeita ao referendo interno, e está em vias de aprovar legislação para “um maior fechamento de fronteiras às migrações e aos imigrantes”, alertando que, face à conjuntura sócioeconómica estão a ocorrer fenómenos que podem ser perigosos para as sociedades europeias como por exemplo a possibilidade da ascensão de movimentos e de partidos que preconizam posições anti-imigração, discriminatórias, xenófobas, racistas entre outras. O grupo de trabalho considerou convidar candidatos a eurodeputados, por exemplo dos partidos que elegeram eurodeputados, convidando alguns dos candidatos de cada um destes partidos ou grupos de partidos para poderem expressar aquilo que pensam e aquilo que vão defender enquanto deputados nos seus grupos parlamentares e posteriormente no Parlamento Europeu. José Falcão, da Associação SOS Racismo, tomou a palavra, referindo que na sua perspetiva, o mais importante é a filosofia dos debates. Ou seja, os representantes dos partidos podem e devem estar presentes como qualquer cidadã ou cidadão e, portanto serem convidadas e convidados para o debate e não para a mesa de qualquer dos painéis. Devem participar e estar no público e intervir como qualquer outra pessoa que o queira fazer. Rita Gomes, Presidente da Associação Mulher Migrante tomou a palavra para corroborar as suas preocupações sobre os fenómenos relacionados com a questão da Suíça. Comunicou que iria estar presente numa palestra no dia 12 de Maio no ISCTE onde vai ser orador o Manuel Beja, sindicalista, que há muitos anos trabalha as questões da emigração. Informou ainda que tem tido conhecimento através da Obra Católica que, em França e no Luxemburgo, alguns portugueses emigrantes estão a passar situações muito difíceis de pobreza e exclusão. 9 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA O Presidente do CMIC agradeceu a interpelação da Dr.ª Rita Gomes passando de seguida a palavra ao Dr. José Leitão, da Assembleia Municipal de Lisboa. José Leitão, representante da Assembleia Municipal fez uma apreciação favorável à proposta apresentada pelo grupo do FMINT e de seguida teceu um breve reparo relativo ao anteriormente evocado pela Dr.ª Rita Gomes sobre o referendo para dizer que a questão da Suíça só será definitiva se a União Europeia quiser, porque efetivamente a Suíça não poderá usufruir das vantagens das relações que tem privilegiadas com a União Europeia e depois não quererem a circulação de pessoas. Em síntese, só será definitiva se a União Europeia quiser e tudo ainda vai depender do debate com os candidatos ao Parlamento Europeu e das posições que vão defender e da capacidade de não se resignarem ao carácter definitivo daquela decisão. O Presidente do CMIC mencionou a existência de inscrições da Comunidade Islâmica e da União dos Sindicatos de Lisboa e da Dr.ª Graça Almeida Rodrigues e da JRS. O Sr. Presidente do CMIC relembrou que o ponto da agenda é o Fórum, e não a questão na Suíça, pois essa questão será a breve trecho discutida no Fórum, pelo que solicitou que as interpelações dos membros presentes se cingissem à discussão sobre a proposta, que tentou ser feita nos moldes mais abertos para depois ser enriquecida com o contributo de todos. Na sua opinião trata-se de um modelo bastante afirmativo e uma visão abrangente porque tem o debate político, uma parte da intervenção cultural e de convívio desta para a cidade. Considerou ser um modelo muito interessante, felicitando por isso os três proponentes deste modelo, reafirmando que a data proposta também é muito adequada, comportando as várias dimensões que não só o debate de porta fechada, mas que se compensa com outras atividades do âmbito cultural. Mohamed Abed, da Comunidade Islâmica iniciou a sua intervenção felicitando o grupo de trabalho pelo tema escolhido bastante pertinente e atual. Relativamente ao espaço de 10 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA convívio manifestou interesse em que tivesse forma de “encontro gastronómico”, questão que já há muito vem sendo levantada no CMIC noutras ocasiões. O Presidente do CMIC de seguida deu a palavra à União dos Sindicatos de Lisboa. Libério Domingues, representante da União dos Sindicatos de Lisboa, referiu que gostaria de ter mais informação sobre o grupo e para além das questões formais que são evidentes, relativamente ainda ao caso da Suíça, facto de ter de ser ratificado, não deixando de ser um sinal de grande preocupação que exige a nossa reflexão e a nossa atenção. O Presidente do CMIC fez questão de responder ao anterior interlocutor que o grupo de trabalho foi constituído na última reunião do CMIC a três organizações que se voluntariaram para o constituir. E tem como objetivo que o grupo de trabalho se alargue. E mais uma vez fez o apelo a que várias organizações se juntassem para a definição do modelo final e que depois se dividissem na organização de cada uma das frentes, garantindo para isso todo o apoio da Câmara Municipal de Lisboa bem como o apoio da Assembleia Municipal de Lisboa para o evento. André Costa Jorge, do Serviço para os Refugiados, referiu que no mês e meio que os separa do evento será necessário que haja massa crítica para pôr a máquina rapidamente a andar. Basicamente existem três organizações que se juntaram. E pretende-se que este encontro com o fórum seja tão abrangente e operacional como se pretende. Mohamed Abed, Comunidade Islâmica, tornou a usar da palavra para validar a parte gastronómica. E sugeriu que fossem marcadas várias reuniões para irem organizando em conjunto as várias atividades. Considerou que o sucesso é uma questão de cidadania, pelo que todos devem estar envolvidos, independentemente da existência de algumas diferenças de pensamento. O importante será trazer as pessoas para o debate, trazer as 11 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA pessoas para o espaço de convívio, fazer com elas estejam e gostem de estar, o que vai requerer o empenho de cada uma das organizações. Duarte Mendes, representante do ACIDI, tomou a palavra para sugerir alguns temas para abordar, uma vez que o primeiro tema previsto será o tema das eleições europeias, no contexto das políticas migratórias, sugeriu acrescentar também a questão das políticas relativas aos ciganos no contexto das políticas europeias. Miguel Graça, assessor do Vereador João Afonso tomou a palavra para sugerir que, quem tivesse relações privilegiadas com as embaixadas pudesse também alargar o convite e divulgação às mesmas. Gustavo Behr, representante da Casa do Brasil tomou a palavra para felicitar a pertinência das temáticas apresentadas, afirmando que também considera muito importante dar voz ao cidadão comum. Timóteo Macedo, da Solidariedade Imigrante tomou a palavra para salientar aquilo que considera mais relevante como por exemplo as políticas aqui em Portugal, no que se refere à forma como as pessoas são tratadas, o que implicam as políticas que estão a ser implementadas no tocante à exclusão social, à integração, etc.. Referiu o papel que as Associações de Imigrantes tiveram no passado para reivindicar uma Secretaria de Estado para a Imigração, o que agora não acontece. Considera que o principal objetivo deste Fórum será o de promover a participação de todas as pessoas, das mais simples, pessoas que trabalham, que são tão explorados, como disse a União dos Sindicatos de Lisboa, muitas vezes por estarem em situação irregular e que acabam por ser vítimas de exploração por parte de pessoas menos escrupulosas. Referiu que era importante convidar pessoas que tenham experiências e histórias de vida para transmitir aos outros. E, por outro lado, convidar pessoas da politica e da área académica que possa trazer contributos, numa perspetiva de troca de saberes da experiencia e do saber académico. O representante referiu que iria ser distribuído um Pré-Plano para apresentar ao grupo 12 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA alargado, para construir com todas as Associações que queiram integrar o programa. Para isso, será necessário rapidamente apresentarem as suas propostas. Por fim, foram colocadas questões de natureza técnica, financeira e logística, para a montagem do programa artístico. José Falcão tomou a palavra para confirmar que estavam lançadas as linhas gerais e que, à semelhança de atividades anteriores, os pormenores iriam ser tratados em conjunto. Referiu ainda que a Câmara deveria formalizar os convites nomeadamente para as embaixadas, representantes das autarquias da Grande Lisboa, todos os organismos mais significativos do Estado, bem como elaborar um cartaz com as linhas gerais. O Sr. Presidente do CMIC deu a palavra a Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana. António Nunes, representante da ACAJUCI - Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana, manifestou a sua concordância com as temáticas, falar de “fronteiras” e de “exclusão”, da forma como a Comunidade Cigana é tratada, na Grécia, Hungria e em França, onde são fruto de frequentes expulsões dos países. Relembrou que se poderia aproveitar, para trazer alguém que pudesse mostrar o lado melhor dos ciganos. O Presidente do CMIC passou a palavra ao representante da CulturFáceis e posteriormente à Comunidade Islâmica. Celso Soares, da Associação CulturFáceis, mostrou-se disponível para colaborar e salientou a necessidade de promover uma sensibilização muito próxima das entidades diplomáticas e das instituições no terreno que supostamente lidam com a situação dos estrangeiros em Portugal. Mahomed Abed, representante da Comunidade Islâmica, partilhou a sua preocupação pelo processo de divulgação, bem como da passagem da mensagem para a sociedade 13 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA civil, considerando que deviam convidar nomes sonantes, o que implica, na sua opinião, selecionar criteriosamente as pessoas, para despertar a curiosidade da comunicação social, da televisão. O Presidente do CMIC agradeceu a intervenção e antes de passar a palavra a André Costa Jorge, quis fazer uma síntese, do que até então tinha sido falado. Concordou com a estrutura de um fórum conforme foi proposta. E mostrou a disponibilidade em nome da Câmara Municipal de Lisboa quer da parte do seu gabinete, que será representado pelo Miguel Graça, quer pelo Departamento de Desenvolvimento Social, representado pela Dra. Cláudia Prazeres. Sobre as questões que se colocaram sobre o apoio da Câmara, e anunciou que em princípio haverá uma verba para este Conselho Municipal, para este fórum, de mil e quinhentos euros. André Jorge, tomou a palavra para resumir os trabalhos da organização, e propôs uma data próxima para reunir o grupo de trabalho de organização do Fórum. Ficou assim estabelecido que o primeiro tema dos debates seria – As políticas de imigração e Eleições Europeias, a questão das políticas sobre ciganos na União Europeia ou na Europa. O Segundo tema - territórios, fronteiras, e exclusão, e aqui o tema das comunidades ciganas O terceiro tema participação política, inserção e perigos dos populismos na Europa. O Presidente do CMIC, Vereador João Afonso, marcou a próxima reunião para a semana de dia 13. Será uma reunião aberta a todos para discutir a organização do Fórum, estando aceite o respetivo modelo. 4. Apresentação dos resultados da Tese de Doutoramento sobre Conselho Municipal para a Interculturalidade e Cidadania de Lisboa e a Commissione Stranieri de Pádua 14 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA O Presidente do CMIC retoma a palavra para alertar da necessidade de todos estarem atentos a toda a informação que chegue via e-mail relativamente a esta organização. Reiterou toda a disponibilidade de meios da parte da Câmara para toda a organização. Passando para a apresentação do Quarto Ponto da Agenda de Trabalhos. Giulio Mattiazzi, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, agradece a disponibilidade dos presentes e começa a fazer uma breve apresentação da sua tese de doutoramento, referindo que a mesma não tinha ainda sido discutida. A tese está a ser realizada na universidade de Coimbra e tem como titulo “A participação dos/as Imigrantes nas politicas públicas para o desenvolvimento local em duas cidades – Lisboa em Portugal e Pádua em Itália. Este trabalho incidiu sobre o CMIC e sobre a rede social da Amadora com outras instituições homólogas em Pádua. Descreve a metodologia que utilizou e as diferenças constatadas entre as instituições das duas cidades relativamente à participação dos imigrantes nos atos eleitorais. Por fim elaborou uma síntese das conclusões do trabalho, enunciando algumas propostas de atuação que eventualmente o CMIC poderia vir a desenvolver. 5. Outros Assuntos Não havendo outros assuntos a tratar, o Presidente do CMIC agradeceu a exposição, desafiando os presentes para uma futura mesa redonda onde estas propostas poderiam ser debatidas. Timóteo Macedo, manifestou o seu interesse em equacionar novas formas de intervenção por parte do CMIC. O Presidente do CMIC deu por terminadas as inscrições e relembrou as próximas datas do Fórum e da próxima reunião do CMIC a 16 de junho de 2014. 15 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA Agradeceu a todos a sua presença e a todos os que colaboraram na realização desta reunião. O Presidente do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania e Vereador do Pelouro dos Direitos Sociais, João Carlos Afonso; Representante da Assembleia Municipal de Lisboa-AML no CMIC, José Leitão; CIDESC, Graça Almeida Rodrigues; Gabinete Lisboa Encruzilhada de Mundos Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural CASA-Centro de Apoio ao Sem-abrigo Casa do Brasil de Lisboa Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade ACAJUCI – Associação Cristã de Apoio à Juventude Cigana 16 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA JRS – Serviço Jesuíta aos Refugiados CPR - Conselho Português para os Refugiados SOLIM - Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes Associação SOS Racismo Associação dos Amigos da Mulher Angolana Obra Católica Portuguesa de Migrações Comunidade Islâmica de Lisboa Associação ComuniDária Associação Luso-Turca Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Giulio Mattiazzi CEPAC-Centro Padre Alves Correia 17 CONSELHO MUNICIPAL PARA A INTERCULTURALIDADE E A CIDADANIA CulturFÁCEIS – Associação Cultural para o Desenvolvimento Secretariado Diocesano de Lisboa da Obra Nacional e Pastoral dos Ciganos Associação Renovar a Mouraria União dos Sindicatos de Lisboa Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna 18