UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA DIREÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO ANAIS DA IV SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 16 A 18 DE OUTUBRO DE 2013 NO AUDITÓRIO GULERPE DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA/UFSM REITOR PROF. DR. FELIPE MARTINS MÜLLER VICE-REITOR PROF. DR. DALVAN JOSÉ REINERT HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA DIRETORA GERAL PROF. DRª. ELAINE VERENA RESENER DIRETOR ADMINISTRATIVO ESP. JOÃO BATISTA DE VASCONCELLOS DIRETOR CLÍNICO PROF. DR. ARNALDO TEIXEIRA RODRIGUES DIRETORA DE ENFERMAGEM MS. SOELI TEREZINHA GUERRA DIRETORA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO PROF. DRª. BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO FICHA CATALOGRÁFICA IV SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA HUSM PRESIDENTE E COORDENADORA GERAL DO EVENTO: BATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO COMISSÃO ORGANIZADORA COMISSÃO DA PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA ANA LUCIA CERVI PRADO BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO FÁBIO COMIN HELENA CAROLINA NOAL ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE MELISSA ORLANDIN PREMAOR NOELI TEREZINHA LANDERDAHL SANDRA MARCIA SOARES SCHMIDT SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS ANA LUCIA CERVI PRADO BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO HELENA CAROLINA NOAL ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE ROSANGELA MARION DA SILVA ROZELAINE MARIA BUSANELLO SANDRA MARCIA SOARES SCHMIDT SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA VIRGÍNIA MARIA CÓSER COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA E APOIO: LÍGIA REGINA PETIM DE OLIVEIRA NOELI LANDERDAHL LIANE TEREZINHA BRAGA RISSI COMISSÃO DE APOIO COMUNICAÇÃO: GRÁFICO, JOSÉ ERION SOARES IZLENE ZORTÉA ANDRIELE MORO ALESSANDRA PILAR CIOQUETA DIVULGAÇÃO E ASSESSORIA DE MONITORES NAIANE CAMPOS MACHADO – AC ENF NATANNA DA ROSA - AC ENF CARLA SILVEIRA DE OLIVEIRA - AC ENF MICHELE CARVALHO KARKOW - AC ENF MARIANE DA SILVA BARBOSA - AC ENF PEDRO HENRIQUE CANOVA MOSELE - AC MED RODRIGO MORAES REIS - AC MED RAFAEL ALMEIDA DE ÁVILA - AC MED RAPHAEL HEMANN PALMA - AC MED JOSÉ CARLOS RODRIGUES CHAVES JUNIOR- AC MED EDUARDO LIBRELOTTO FERNANDES - AC MED PROGRAMAÇÃO DA IV SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM DATA: 16 A 18/10/2013 Local: Auditório Gulerpe 16/10/2013 – Quarta-feira MANHÃ 7h30min às 9h- Credenciamento - Hall do Anfiteatro Gulerpe 8h às 10h - Mini-Curso - Laboratório de Informática do HUSM Capacitação Portal Capes -Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM 09h às 12h - Sessão de Pôsteres - Hall do Anfiteatro Gulerpe TARDE 13h às 13h30min- Solenidade de Abertura - Anfiteatro Gulerpe Temática: Intervenções em Situações de Crise 13h30min às 14h30min - Conferência:Intervenção Psicológica Inicial - Prof. Dr. Christian Kristensen - PUC/RS Coordenador: Prof. Dr. Angelo Cunha - UFSM/RS 14h30min às 15h- Apresentação do Projeto CIAVA- Enfª. Me. Soeli Guerra- UFSM/RS 15h às 16h - Painel:Intervenção Multiprofissional em Situações Traumáticas - Grupo Multiprofissional CIAVA/HUSM Moderador: Psic. Salvador Penteado -UFSM/RS Aspectos Médicos - MD. Esp. Rubem Mota Pacheco - HUSM/RS Aspectos de Enfermagem - Enfª. Me. Vânia Lígia Durgante - HUSM/RS Aspectos de Fonoaudiologia -Profª. Drª. Renata Mancopes- UFSM/RS Aspectos de Terapia Ocupacional - TO Juliana Borges - HUSM/RS Aspectos Farmacológicos - Farm. Me. Cláudia Sala Andrade - HUSM Aspectos de Fisioterapia e Reabilitação - Profª. Drª. Ana Lúcia Cervi , Profª. Drª. Isabella Martins de Albuquerque e 16h às 16h15min- Intervalo 16h15min às 16h45min- Palestra:Bioética em Situações de Desastre – Profª. Drª. Maria Teresa Campos Velho – UFSM/RS Coordenador: Profª. Drª. Elisabeta Albertina Nietsche - UFSM/RS 16h45min às 17h45min -Mesa Redonda:Transtorno do Estresse Pós-Traumático - TEPT Prof. Dr. Angelo Cunha , Prof. Me. Vitor Calegaro e Profª. Esp. Gabriela Costa - UFSM/RS 17h45min - Encerramento 17/10/2013 – Quinta-feira Temática: I Jornada de Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria 08h às 10h - Auditório Londero Mini-Curso: Capacitação MDT (Monografias, Dissertações e Teses) - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM 10h às 12h- Laboratório de Informática do HUSM Mini-Curso: Capacitação Portal Capes - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde – Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM 09h às 12h- Sessão de Pôsteres - Hall do Anfiteatro Gulerpe Coordenadora Profª. Drª. Suzinara Beatriz Soares de Lima 13h30min às 14h- Trâmite de Projetos no HUSM Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto - UFSM/RS 14h às 14h30min- Plataforma Brasil Profª. Drª. Sandra Beck Trevisan - UFSM/RS 14h30min às 15h15min- Redação de artigos científicos e como publicar Profª. Drª. Melissa Preamor - UFSM/RS 15h15min às 15h45min- Intervalo 15h45min as 16h30min- Ética em Pesquisa - Resolução 196/96 e Resolução 466/12: o que mudou? Profª. Drª. Sandra Beck Trevisan - UFSM/RS 16h30min às 17h- Como desenhar um estudo clínico Prof. Dr. Renato Fagundes - UFSM/RS 17h às 17h45min- A Pesquisa Clínica no HU - Perspectivas Prof. Me. Alexandre Vargas Schwarzbold - UFSM/RS, Prof. Dr. Fábio Comin - UFSM/RS e Drª. Virgínia Coser - HUSM/RS 17h45min- Encerramento 18/10/2013 – Sexta-feira 08h às 10h- Auditório Alberto Londero Mini-Curso - Capacitação MDT (Monografias, Dissertações e Teses) - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central da UFSM 10h às 12h- Laboratório de Informática do HUSM Mini-Curso - Capacitação Portal Capes - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central da UFSM 09h às 12h- Hall do Anfiteatro Gulerpe - Sessão de Pôsteres Temática PROIC Coordenadora Profª. Drª. Beatriz S. da Silveira Porto 13h30min às 14h- Gerenciamento dos Grupos de Pesquisa Prof. Dr. Manfredo Hoerner - UFSM/RS 14h às 15h45min- Apresentação dos Projetos Edital 2013 - Pesquisadores contemplados 15h45min às 16h - Intervalo 17h45min às 18h - Solenidade de Premiação de Melhores PôsteresCapacitação Portal de Periódicos CAPES: Vagas: 13 alunos por dia – Total de vagas -39 Capacitação MDT:Vagas: 68 alunos por dia – Total de vagas - 136 Duração dos mini-cursos: 2h cada capacitação Trabalhos Apresentados Modalidade Resumo 1- ZORZO, Pietra. Associação entre fraturas ósseas e oligomenorreia e ou hirsutismo autorreportado em mulheres pós-menopausa.Coautores: ZOTTELE, Lucas Venturini; DE OLIVEIRA, Cristina; COMIM, Fabio Vasconcelos; PREMAOR, Melissa. 2- DA SILVA, André Felipe Santos. Técnicas da fisioterapia respiratória utilizadas por acadêmicos durante estágio supervisionado em ambiente hospitalar. Coautores: RIBEIRO, Carla Simone Pessota; HOMERDING, Patrícia Xavier. 3- OLESIAK, Luisa da Rosa. Distanásia e dilemas étnicos nas unidades de terapia intensiva: uma difícil conversa sobre a finitude.Coautores: Reis, Cristine Gabrielle Costa da Costa dos; Barbieria; Ângela; Quintana, Alberto Manuel. 4- MORAIS, Bruna Xavier. Avaliação do índice de massa corporal em trabalhadores de serviço hospitalar de limpeza.Coautores: BOTTINO, Larissa Diniz; BELTRAME, Marlize Tatsch, LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira da; ; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza. 5- RIBEIRO, Carla Simone Pessota. A importância da presença do fisioterapeuta em UTI: Relato de experiência. Coautores: VIERA, Géssica Bordin, ANTUNES, Vivían da Pieve; MARCUZZO, Larissa, Rosinsk, Lucas. 6- RIBEIRO, Carla Simone Pessota. Possível Relação entre a doença pulmonar obstrutiva crônica e as alterações de deglutição. Coautor: Vívian da Pieve Antunes. 7- SEVERO, Vicente, Marília. Efeitos de um programa de reabilitação cardíaca na tolerância ao exercício e biomarcadores laboratoriais. Coautores: SANTOS, Tamires Daros; ALBUQUERQUE, Isabella Martins de; Pereira, Sérgio Nunes; PORTELA, Luís Osório da Cruz; MORESCO, Rafael Noal. 8- KINALSKI, Daniela Dal Forno; Serviço de enfermagem em área ambulatorial: sob a ótica préprofissional. Coautores: PAULA, Cristiane Cardoso de; HOFFMANN, Izabel Cristina; PADOIM, Stela Maris de Melo. 9- MAC, Alfredo . O câncer de mama e suas relações com as mutações dos genes BRCA 1 e BRCA 2. Coautores: ARAÚJO, NKF; CRUZ, IBM. 10- TERRA, Larice Gonçalves. Enfermeiros trabalhando sobre a temática de prevenção às drogas no âmbito escolar. NIESCHE, Elisabeta Albertina; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de; BOTTEGA, Janilene Camara; MOTRA, Cristiane Apio. 11- LUNARDI, Rossani. Prevenindo o câncer do colo do útero e de mama por meio de educação em saúde. 12- BRASIL, Daniele Freitas. O enfermeiro na detecção precoce do câncer do colo do útero e mama. Coautores DIAS, Caren Franciele Coelho; FONSECA, Graziele Gorete Portella; LIMA, Suzinara Beatriz de. 13- CONTO, Jéssica de. Estresse oxidativo e reabilitação pulmonar. Coautores: ANGRI, Daniela;PASTORIO, Anapaula; SILVA, André Felipe Santos da; PASQUALOTO, Adriane Schimidt. 14- FRANCO, Comiz Thaís. Choque séptico por streptococcus agalactiae em paciente ambulatorial do Hospital Universitário de Santa Maria. Coautores: FILIPINI RAMPELOTTO, Roberta; MARTINI, Rosiéli Horner, Rosmari. 15- CASSOL, Paulo Barrozo. Manual de gerenciamento da rotina, ferramenta para excelência profissional no centro de materiais e esterilização. Coautores: LIMA, Suzinara Beatriz Soares; BORDIN, Ivana Caetano; ARGENTA; Luiza Blum. 16- OLIVEIRA, Rafael da Silva. Fatores associados à adesão ao tratamento antirretroviral de adultos com HIV/AIDS. Coautores: MURARO, Monica de Fátima Rossato; SANTOS, Wendel Mombaque dos; MARCHI, Maressa Claudia de; ZUGE, Samuel Spiegelberg; PADOIN, Stela Maris de Mello. 17- OLIVEIRA, Rafael da Silva. Perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade científica do CNPQ em enfermagem. Coautores: SANTOS, Wendel Mombaque dos; PADOIN, Stela Maris de Melo; LACERDA, Maria Ribeiro; GUETERRES, Évelin Costa. 18- CANCIAN, Nathalia Raguzzoni. Atividades realizadas pelo residente farmacêutico no âmbito hospitalar. Relato de experiência. Coautores: HERMES, Débora; ANDRADE, Claudia Sala; BECK, Sandra Trevisan. 19- CANCIAN, Nathalia Raguzzoni. Importância do farmacêutico na avaliação da administração de fármacos por sonda enteral:Relato de experiência. Coautores: HERMES, Débora; ANDRADE, Claudia Sala; BECK, Sandra Trevisan. 20- BANDEIRA, Danieli. Desafios enfrentados na adesão ao tratamento antirretroviral. Coautores: SANTOS, Gilvane Souza dos; CANCIAN, Nathalia Raguzzoni; WEILLER, Teresinha Heck. 21- TONEL, Juliana Zancan. Importância das aulas práticas para acadêmicos de enfermagem num Hospital Universitário. Um relato de experiência. Coautores: BECK, Carmem Lúcia Colome; REIS, Daiane Aparecida Martins; FREITAS, Natiellen Quatrin;SANGOI Tais Piccolin. 22- OLIVEIRA, Giselle de Camargo. Caracterização de crianças com desordens no desenvolvimento neuromotor do serviço de fisioterapia do HUSM. Coautores: SEGALA, Marina; BOCK, Thais Helena Oliveira. 23- COMIRAN, Sheila. Conforto Térmico em hospitais: estudo na área de internação do Hospital Universitário de Santa Maria. Coautores: SANTOS, Joaquim C. P. dos; GARLET, Liége. 24- SEGALA, Marina. Utilização do Alberta Infant Motor Scale como instrumento de identificação de atraso motor em prematuros. Coautores: OLIVEIRA, Giselle de Camargo; TOLVES, Tainara; NASCIMENTO, Juliano Vicente do; Trevisan Claudia Morais. 25- GRIGOLETTO, Ana Paula. O resgate da alegria e da descontração promovido pelo lúdico no ambiente hospitalar. Coautores: BEUTER, Margrid; OLIVEIRA, Caroline Cirolini; SANTOS, Pâmela Borba; GAMA, Dedabrio Marques; MARTINS, Robson Saldanha. 26- SAUL, Alexsandra Michelini Real. Educação em saúde em unidade de clínica cirúrgica: projeto de extensão. Coautores: SOARES, Rhea Silvia de Avila; PENNA, Marcia Aparecida. 27- SANTOS, Wendel Mombaque dos. Exposição de escolares ao tabaco: análise de Rasch. Coautores: COUTINHO, Renato Xavier; PUNTEL, Robson Luiz. 28- MARCHESAN, Mariane. A importância da educação em saúde em pacientes com doenças crônicas. Coautores: BRONDANI, Juliana Ebling; CORDEIRO, Aline Dalcin; DEL CASTILLO, Bruna Lencina; LEAL, Francine Ziegler; SILVA, Rosângela Marion. 29- CELSO, Aparecida Raquel. Relato de experiência: Assessoria de grupos de geração trabalho e renda. Coautores: STORCHI CARLOS, Ana Claudia; GOERCK, Caroline; WALAU ROCHA, Tássia; VARGAS, Ronsani Ana Paula. 30- LEAL, Francine Ziegler. Assistente Social e o Politica HIV/AIDS. Coautores: TAVARES, Andréia Claro; SILVA, Rosângela Marion. 31- LEAL, Francine Ziegler. Assistente Social na área da saúde e sua atuação. Coautores: TAVARES, Andréia Claro; BIRRER, Jucelaine Arend. 32- SARETTO, Caroline. Neoplasias primárias múltiplas – Perfil clínico dos pacientes atendidos em uma instituição terciária. Coautores: LIBERATTI, Vivian; MORENO, Marcelo; SANTIN, Eduardo. 33- BOTTINO, Larissa Diniz. Avaliação da circunferência da cintura em trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza. Coautores: MORAIS, Bruna Xavier; BELTRAME, Marlize Tatsch; CERON, Marinez Diniz da Silva; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza. 34- SIGNOR, Eduarda. Higienização das mãos: a caixa da verdade como uma ferramenta inovadora de incentivo à adesão. Coautores: SARZI, Diana Mara; RAMOS, Iara Barbosa; LANDERDAHL, Noeli Terezinha; RODRIGUES, Marlene Kreutz. 35- ROSA Natanna. O cuidado à mulher com neoplasia de colo uterino: O papel da enfermagem em radioterapia. Coautores: KARKOW Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira; DORNELES Vera Cristina dos Santos; DELAZERI Pedro Gomes. 36- ROSA Natanna. Pacientes com câncer de próstata: Escore de Gleason prevalentes no setor da radioterapia do HUSM. Coautores: KARKOW Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira; DORNELES Vera Cristina dos Santos; DELAZERI Pedro Gomes. 37- SIGNOR, Eduarda. Estágio no núcleo de vigilância epidemiológica hospitalar: Um relato de experiência acadêmica em enfermagem. Coautores: SARZI, Diana Mara; PREVEDELLO, Patricia Vedovato; SILVEIRA, Giane; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago. 38- VARGAS RONSANI, Ana Paula. Relato de experiência: Grupo Marias Bonitas Fazendo História, superando a pobreza e fortalecendo a cidadania. Coautores: MARIA SOUZA DE LIMA, Angela; APARECIDA CELSO, Raquel; ROCHA WALAU, Tássia. 39- COSTA, Gustavo da Silva da. Atenção fisioterapêutica aos cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento hemato-oncológico no CTCRIAC- HUSM. Coautores: BRONDANI, Amanda de Souza; MACEDO, Julia Bueno; NARDI, Lara Letícia Dotto; BRAZ, Melissa Medeiros. 40- KLEIN, Caroline. Perfil nutricional e consumo de vitamina C de indivíduos com infecção por Helicobater Pylori. Coautor: SILVA,Carina Siqueira Martelli; NORA, Magalli Dalla; PACHECO, Luísa Silva; CAMPANHER, Djeison Mikael ; FAGUNDES, Renato Borges. 41- BRUINSMA, Jamile Lais. Idosos dependentes de tecnologias no domicílio: Implicações para as famílias. Coautor: BEUTER, Margrid; SEIFFERT, Margot Agathe; BITENCOURT, Mayara da Silva;SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira. 42- DO NASCIMENTO Vicente, Juliano. Programa de intervenção terapêutica multiprofissional de intervenção terapêutica multiprofissional em desordens do movimento infantil: Relato de experiência. Coautores: DA SILVEIRA PORTO, Beatriz Silvana; SEGALA, Marina; DE CAMARGO OLIVEIRA, Giselle; MORAIS TREVISAN, Claudia. 43- SOARES, Rhea Silvia de Avila. Gerência do cuidado na assistência de enfermagem para prevenção de úlcera por pressão. Coautores: SAUL, Alexsandra Michelini Real; PENNA, Marcia Aparecida; SILVA, Dalva Cesar; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de. 44- LONDERO, B. Ananda. Análise situacional em saúde: Contribuições do PET vigilância da UFSM. Coautores: STANGHERLIN, C. Roberta; UNFER, Beatriz; MÓR DALL'AGNOL,Marinel. 45- KUINCHTNER, Gabriela Castro. Abordagem multidisciplinar a paciente portador de bronquiectasia: Um relato de caso. Coautores: BRONDANI, Juliana Ebling; DEL CASTILLO,Bruna Lencina; STUKER, STUKER, Nonie Candace;SULEK, Martina;GONÇALVES, Marisa Pereira. 46- LEOCADIO, Jennifer. A responsabilidade ambiental na visão de acadêmicos de enfermagem: Dados parciais. Coautores: SOARES, Sabrina Gonçalves Aguiar; CAMPONOGARA, Silviamar; NEVES, Eliane Tatsch. 47- PREVEDELLO, Patricia Vedovato. Descentralização do atendimento à pacientes com tuberculose. Coautores: BANDEIRA, Danieli; ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago;SIGNOR, Eduarda;SILVEIRA, Giane. 48- DIAS, Caren Franciele Coelho Dias. O enfermeiro como gerenciador do cuidado humanizado em pacientes no pré-operatório de cirurgias cardíacas dias, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de. 49- BELINI, Ana Lia. Relação entre a força muscular respiratória com a capacidade funcional em indivíduos sedentários.Coautores: RIGHI, Nithiele Camponogara; GONÇALVEZ, Marisa Pereira; PASQUALOTO, Adriane Schimidt; SILVA, Antônio Marcos Vargas da. 50- RODRIGUES, D.A. Identificação da infecção por helicobacter pylori através de métodos diagnósticos não invasivo em pacientes dispépticos. Coautores: DALLA NORA, M.; MARTELLI, C.S.; NETTO, G.J.; SANTOS, L.W.; HÖRNER, R.; FAGUNDES, R.B. 51- KELLING, Bianca Ineu. Efeitos terapêuticos da bandagem elástica funcional: uma revisão da literatura. Coautores: FROEMMING, Cristiéli; STALLBAN, Joana Hasenarck; BRAZ, Melissa Medeiros. 52- FONSECA, Graziele Gorete Portella da. Assistência de Enfermagem e Segurança do paciente. Coautores: PARCIANELLO, Márcio Kist; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de. 53- FERREIRA, Tamires. Avaliação da atenção primária de saúde das crianças e dos adolescentes com HIV/ AIDS.Coautores:VASCONCELOS, Luisa Schirmann; PAULA, Cristiane Cardoso; PADOIN, Stela de Maris Mello ; SILVA , Clarissa Bohrer. 54- ROCHA WALAU, Tássia. Uma experiência de inclusão social de uma portadora de necessidades especiais no grupo marias bonitas fazendo história Coautores: VARGAS , Ana Paula Ronsani; LIMA, Angela Maria Souza de ; CELSO, Raquel Aparecida; KOCOUREK, Sheila. 55- SIGNOR, Eduarda. Higienização das mãos: a caixa da verdade como uma ferramenta inovadora de incentivo à adesão. Coautores:SARZI, Diana Mara; RAMOS, Iara Barbosa; LANDERDAHL, Marlene Kreutz. 56- LAMPERT, Melissa Agostini. A internação domiciliar e o impacto sobre a utilização de serviços de saúde. Coautores: RIZZATTI, Salete Jesus Souza; CEREZER, Lidiane Glaciele; BRIÃO Virgínia. 57- CEREZER, Lidiane Glaciele. Plano de cuidado interdisciplinar e capacidade funcional de pacientes em internação domiciliar. Coautores: LAMPERT, Melissa Agostini; FARIA, Flávia Andressa Fabrício Pache de; ROCHA, Natália dos Santos; BOTTEGA, Fabrício. 58- CHAGAS, Bruna Pereira. Implantação do sistema informatizado de vigilância epidemiológica das infecções hospitalares: relato de experiência. Coautores: SARZI, Diana Mara; HANAUER, Ilaine; RAMOS, Iara Barbosa; LORENZONI, Mareli. 59- TOLENTINO, Lidiane da Cruz; Cantinho mágico: um espaço lúdico em ambiente hospitalar, sob a ótica do bolsista de enfermagem. Coautores: HOFFMANN, Izabel Cristina; PADOIN, Stela Maris de Mello; SANTOS, Wendel Mombaque dos. 60- SILVA, Matheus Souza. Utilização da escala de braden como avaliação de risco para desenvolvimento de úlceras por pressão. Coautores: JACOBI, Caren da Silva; BEUTER, Margrid; BRUINSMA, Jamile Laís; CASTIGLIONI, Críslen Malavolta. 61- SILVA, Matheus Souza. Tenho diabetes, e agora? Insulina no domicílio rompendo os desafios. Coautores:JACOBI, Caren da Silva; BEUTER, Margrid; COSTA, Letícia Machado da; CASTIGLIONI, Críslen Malavolta. 62- VASCONCELOS Raíssa Ottes. Atuação dos enfermeiros do núcleo de educação permanente em enfermagem em um hospital de ensino. Coautores: LAVICH, Claudia Rosane Perico; TERRA, Marlene Gomes; MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva. 63- VASCONCELOS Raíssa Ottes. Dados parciais da observação sistemática em pesquisa do tipo estudo de caso. Coautores: LAVICH, Claudia Rosane Perico; TERRA, Marlene Gomes; MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva. 64- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A família como fonte de apoio e incentivo para concluir o tratamento oncológico; Coautores:GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; MARTINS, Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudelí; KARKOW, Michele Carvalho. 65- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A vivência acadêmica frente à morte encefálica: relato de experiência. Coautores: GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; BEGNINI, Danusa. 66- DIAS, Caliandra Letiere Coelho. A influência da natação terapêutica em pacientes asmáticos. Coautores: DIAS, Caren Franciele Coelho. 67- SILVEIRA, Giane. Higienização das mãos: equipe e paciente seguros. Coautores: BANDEIRA, Danieli; PREVEDELLO, Patricia Vedovato; GONÇALVES, Jana Rossato; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago. 68- MORAIS, Bruna Xavier. Avaliação do índice de massa corporal em trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza. Coautores: BOTTINO, Larissa Diniz; BELTRAME, Marlize Tatsch; LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira da ; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza. 69- FONSECA, Graziele Gorete Portella da. A dor no pós- operatório e sua interrelação com os atributos da qualidade de vida. Coautores: PARCIANELLO, Márcio Kist; DIAS, Caren Franciele Coelho; BRASIL, Daniele Freitas; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de. 70- GARZON, Litiérri Razia. Prevalência de Staphylococcus Aureus resistentes à Meticilina (Mrsa) no Hospital Universitário de Santa Maria. Coautores: GINDRI, Lívia; NUNES,Melise Silveira; RODRIGUES, Mônica de Abreu; HÖRNER, Rosmari. 71- MARTINEZ, Natália Fernandes Investigação das alterações fonoaudiológicas na internação e seguimento ambulatorial no HUSM. Coautores: Conceição. Cintia Costa; MANCOPES, Renata. 72- KARKOW, Michele Carvalho. “GRAÇAS A DEUS!”: A Fé como estratégia para a finalização do Tratamento Oncológico.Coautores:GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; MARTINS, Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudel; ROSSATTO, Gabriela Camponogara. 73- ROSA, Natanna. O cuidado à mulher com neoplasia de colo uterino: o papel da enfermagem em radioterapia.Coautores:KARKOW,Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene de Oliveira; DORNELES, Vera Cristina dos Santos; DELAZERI, Pedro Gomes. 74- ROSA, Natanna. Pacientes com câncer de prostata: escore de gleason prevalentes no setor da radioterapia do HUSM. Coautores: KARKOW,Michele Carvalho;GIRARDON-PERLINI,Nara Marilene de Oliveira ; DORNELES, Vera Cristina dos Santos; DELAZERI, Pedro Gomes. 75- GOMES, Tais Falcão.Atividade lúdica como ferramenta de cuidado em oncologia: relato de experiência. Coautores: BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin; SIMON Bruna Sodré;BRUM, Dyan Jamilles Teixeira; LEAL, Tifany Colomé. 76- LEOCADIO, Jennifer Aguillar. Problemática ambiental e a atuação da enfermagem na busca da responsabilidade socioambiental: Dados Parciais. Coautores: SOARES, Sabrina Gonçalves Aguiar; CAMPONOGARA, Silviamar; NEVES, Eliane Tatsch. 77- PEDRO, Cecília Mariane Pinheiro. Caracterização dos acidentes de trabalho ocorridos com trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza. Coautores: CERON, Marinez Diniz da Silva; BOTTINO, Larissa Diniz; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza; DA LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira. 78- MARCHESAN, Luana Quintana.Trauma toraco-abdominal e tamponamento cardíaco - relato de um caso. Coautores: SILVA, Deise Joseane; NASCIMENTO, Aline Fernanda; ABENTROTH, Aliende Lengler e JOBIM, Rodrigo. 79- DIAS, Caren Franciele Coelho Dias. O enfermeiro como geranciador do cuidado humanizado em pacientes no pré- operatório de cirurgias cardíacas. Coautores: DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de. 80- BITENCOURT, Mayara da Silva. Genograma de famílias de idosos internados no domicílio: Contribuições para a pesquisa. Coautores: BEUTER, Margrid; SEIFFERT, Margot Agathe; BRUINSMA, Jamile Lais; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira. 81- NEVES, Gabriela Leal. Saberes e Práticas de Cuidado de Usuários com Úlceras Venosas. Coautores: BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin; RIZZATTI, Salete de Jesus Souza. 82- Deise Joseane da Silva. Fatores relacionados com a emergêcia de infecções nasocomiais por bacteria multiresistentes-uma revisão de literartura. Coautores: Aline Fernanda Nascimento; Luana Quintana Marchesan ;Liliane Souto Pacheco; Alexandre Vargas Schwarzbold. 83- BANDEIRA, Danieli. Doenças, agravos e eventos de saúde pública de notificação compulsória no centro obstétrico de um Hospital Universitário. Coautores: DAMACENO, Adalvane Nobres; ILHA, Caroline; HODALI, Namir Ferreira; ROSSATO, Vergínea Medianeira Dallago. 84- ANSCHAU, Juliette Liesenfeld. A percepção do tratamento fisioterapêutico para dismenorreia com acadêmicas do curso de fisioterapia da UFSM. Coautores: DIAS, Marianna; OLIVEIRA, Melissa; BRAZ, Melissa Medeiros. 85- BASSI, Mariana. A comunicação de más notícias na perspectiva de familiares envolvidos na situação de internação. Coautores: QUINTANA, Alberto Manuel; MONTEIRO, Daniela Trevisan; SALVAGNI, Adelise; PIERRY, Larissa Goya. 86- SILVA, Rosângela Marion da. Danos psicológicos no trabalho da enfermagem em clínica cirúrgica. Coautores: BECK, Carmem Lúcia Colomé; ZEITOUNE, Regina Celia Gollner; TONEL, Juliana Zancan; REIS, Daiane Aparecida Martins dos. 87- NEVES, Gabriela Leal. O acadêmico de enfermagem frente à unidade de clínica cirúrgica relato de experiência. Coautores: SOARES, Rhea Sílvia de Ávila; CORTES, Laura Ferreira. 88- NASCIMENTO KHOURI Rodayne. Protocolos de Atenção à saúde em emergências de saúde pública. Coautores: BIRK Paula Thaís; WEBER Caroline; DALL’AGNOL MÓR, Marinel. 89- BRUINSMA, Jamile Lais. Cuidar do doente crônico no domicílio - implicações no cotidiano das famílias. Coautores: BEUTER, Margrid;POTTER, Clarissa ;SILVA, Matheus Souza ;Salete de, Jesus Souza Rizzatti. 90- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A família como fonte de apoio e incentivo para concluir o tratamento oncológico. Coautores: GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; MARTINS, Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudelí;KARKOW, Michele Carvalho. 91- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A vivência acadêmica frente a morte encefálica: Relato de Experiência. Couatores: GIRARDON-PERLINI,Nara Marilene Oliveira; BEGNINI, Danusa. 92- SANTOS, Wendel Mombaque dos. Percepção da escala de Borg em gestantes durante a realizações de atividades física. Coautores: SANTOS, Caroline Mombaque dos; PIGATTO, Camila; GALLARETTA, Francisco Maximiliano Panchit; PORTELA, Luiz Osório Cruz. 93- ZUMBA, Izabelle Balta; SILVA. O efeito do treinamento físico sobre o perfil lipídico e a pressão arterial. Coautores: Leonardo Machado; PORTELA, Luiz Osório Cruz; PEREIRA, Sergio Nunes. 94- MURADÁS, Raquel Rodrigues. Fatores de risco para o câncer de mama das pacientes atendidas no HUSM. Coautores: DE CAMPOS VELHO, Maria Teresa Aquino; RIESGO, Itamar dos Santos; BRUM Alexandre; VOIGT, Letícia. 95- LIMA, Jessica. Atendimento Psicológico a mulheres com câncer de mama. Coautores: QUINTANA, Alberto; CANTARELLI, Natalia; FRIGGI, Priscila. 96- SILVA, Natalina Maria da. Condutas de enfermagem no pré e pós- operatório imediato de cateterismo cardíaco. Coautores: PITHAN, Luiza de Oliveira; CASTIONI, Daniani. 97- Danusa Menegat. Internação Psiquiátrica - questões subjetivas acerca do estar internado. 98- MURADÁS, Raquel Rodrigues. Os aspectos clínicos do nódulo de mama das pacientes atendidas no ambulatório de mastologia do HUSM. Coautores: DE CAMPOS VELHO, Maria Teresa Aquino; RIESGO, Itamar dos Santos; BRUM Alexandre; LACERDA, Melaina. 99- Danusa Menegat. A atuação da Terapia Ocupacional na clínica de Estimulação Precoce: Um relato de experiência. 100- BOTTINO, Larissa Diniz. Avaliação da circunferência da cintura em trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza. Coautores: MORAIS, Bruna Xavier; BELTRAME, Marlize Tatsch; CERON, Marinez Diniz da Silva; MAGNAGO, Tânia. 101- DEL CASTILLO, Bruna Lencina. Consulta conjunta - Uma abordagem multi- profissional ao usuário com comorbidade crônica. Coautores: BRONDANI Juliana Ebling;CORDEIRO, Aline Dalcin; LEAL, Francine Ziegler; MARCHESAN, Mariane; SILVA, Rosângela Marion. 102- ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago. A importância do adequado preenchimento da declaração de óbitos. Coautores: BANDEIRA, Danieli; PREVEDELLO, Patrícia Vedovato; SILVA, Adriele Roth; SILVEIRA, Giane. 103- NOAL, Helena Carolina.Assistência segura e o contexto de trabalho da enfermagem.Coautores: SILVA, Rosângela Marion; SCHMIDT, Sandra Marcia Soares; MARCONATO, Cintia da Silva; FRUET, Isolina Alberto. 105- Forgiarini, Elaine A. Leucemia linfoblástica aguda de célular T precursoras. Relato de caso. Coautores: Reis, Ederson José; Menuci, Giullia; Walczak. 106- TERRA, Larice Gonçalves. Humanização na assistência: Aspectos importantes a serem reconhecidos.Coautores: NIESCHE; Elisabeta Albertina; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de. 107- SILVA, Rosângela Marion da. Danos sociais: Risco de adoecimento para trabalhadores de enfermagem.Coautores: BECK,Carmem Lúcia Colomé. 108- RAMPELOTTO, Roberta Filipini. Pesquisa Fenotípica e Genotípica do Biofilme em Cepas Bacterianas Isoladas de B olsas de Concentrados Plaquetários. Coautores: MARTINI, Rosiéli; Horner, ROSMARI; DOTTO, MARIANA MAIKÉLI; GRAICHEN DANIEL, ÂNGELO SGANZERLA. 109- DA SILVA, Delaine Ilha. Insuficiência renal crônica (IRC): Relato de Caso. Coautor: MUSSOI, Thiago Durand. 110- MORAIS, Luiz Paulo Barros. Práticas alimentares em recém-nascidos pré- termo de muito baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Coautores: ANNES, Cláudia Scortegagna; PETRÓ, Giovani Anton; BUENO, Fábio Ferreira; PORTO, Beatriz, S. S.; WEINMANN, Angela R. M. 111- BUENO, Fábio Ferreira. Sepse neonatal em recém - nascidos pré - termo de muito baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Coautores: BUENO, Fábio Ferreira; PETRO, Giovani Anton; ANNES, Cláudia Scortegagna; MORAIS, Luiz Paulo Barros; PORTO, Beatriz,S;WEINMANN, Angela R. M. 112- ANNES, Cláudia Scortegagna. Reanimação neonatal em sala de parto em recémnascidos pré-termo de muito baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital Universitário de SANTA MARIA (HUSM). Coautores: ANNES Cláudia Scortegagna; PETRÓ, Giovani Anton; BUENO, Fábio Ferreira; PORTO, Beatriz, S. S.; WEINMANN, Angela R. M. 113- PENNA, Marcia Aparecida.Implantação da sistematização da assistência de enfermagem Relato de experiência. Coautores: SAUL, Alexsandra Michelini Real, SOARES, Rhea Silvia de Avila. 114- RESENER, Elaine Verena. Gestão colegiada do Hospital Universitário de Santa Maria HUSM. Coautores: RODRIGUES, Arnaldo Teixeira; GUERRA, Teresinha; LIMA, Suzinara Beatriz Soares; VASCONCELLOS, João Batista de; PORTO, Beatriz Silvana da Silveira; SOARES, Maria Nilda Maciel; SILVA, Glimar de Aquino da. RESUMOS ASSOCIAÇÃO ENTRE FRATURAS ÓSSEAS E OLIGOMENORREIA E OU HIRSUTISMO AUTORREPORTADO EM MULHERES PÓS-MENOPAUSA ZORZO, PIETRA¹; ZOTTELE, LUCAS VENTURINI²; DE OLIVEIRA, CRISTINA²; COMIM, FABIO VASCONCELLOS³; PREMAOR, MELISSA ORLANDIN³. ¹Acadêmica de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria, [email protected] (relator). ²Acadêmico(a)de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria. ³Professor (a) Adjunto(a) do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria. Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Estudos recentes demonstraram que oligomenorreia e hirsutismo autorreportado podem identificar a maioria das mulheres com perfil endócrino típico de SOP. Justificativa: É possível que a frequência de fraturas seja diferente em mulheres com oligomenorreia e hirsutismo autorreportado. Objetivos:Investigar a associação entre fraturas ósseas e hirsutismo e ou oligomenorreia (isolados e combinados) em mulheres pós-menopausa atendidas nas unidades básicas da cidade de Santa Maria/RS. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal analítico que incluiu mulheres com idade ≥ 55 anos. Essas mulheres necessitavam ser atendidas nas unidades básicas de saúde da cidade de Santa Maria/RS pelo menos uma vez nos últimos 24 meses. Foram excluídas do estudo mulheres que ainda menstruassem, apresentassem déficit de cognição, dificuldades de comunicação ou fossem institucionalizadas. O estudo foi realizado durante o período de 1º de março a 5 de julho de 2013. Todas as voluntárias preencheram TCLE e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 11166012.6.0000.5346, GAP 033148). Os dados foram obtidos através de questionário padronizado. O hirsutismo e oligomenorréia foram auto reportados. Foram consideradas fraturas ósseas aquelas após os 45 anos e foram excluídas fraturas de mãos e pés. Foram consideradas fraturas ósseas maiores aquelas após os 45 anos e localizadas em coluna vertebral, quadril, úmero ou punho. Os dados foram analisados pelo teste exato de Fisher. Resultados: No presente estudo foram incluídas 421 mulheres com idade média igual a 67,0 (DP 7,5) anos. Entre estas mulheres, 20,3% apresentavam oligomenorreia ou hirsutismo autorreportado durante a menacme. A frequência de oligomenorreia e hirsutismo sozinhos foi 8,5% e 13,2%, respectivamente. Apenas 1% apresentava sobreposição de ambos. As fraturas ósseas estiveram presentes em 17,9% e 12,5% apresentaram pelo menos uma fratura maior após os 45 anos. Não houve associação entre a presença de oligomenorreia isolada, a presença de oligomenorreia mais hirsutismo, ou a presença de oligomenorreia ou hirsutismo e fraturas ósseas. No entanto significativamente menos mulheres com hirsutismo apresentavam fraturas ósseas maiores [0% vs. 12,7%, P = 0, 009]. Conclusão: Isoladamente, o hirsutismo autorreportado parece estar associado a uma menor frequência de fraturas. Palavras Chaves: Síndrome dos Ovários Policísticos, Fraturas Ósseas, Hirsutismo, Pós menopausa. TÉCNICAS DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA UTILIZADAS POR ACADÊMICOS DURANTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM AMBIENTE HOSPITALAR SILVA, ANDRÉ FELIPE SANTOS DA1; RIBEIRO, CARLA SIMONE PESSOTA2; HOMERDING, PATRÍCIA XAVIER3. 1-Fisioterapeuta; Pós-graduando em Especialização em Reabilitação Físico-Motora, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 2- Relatora- Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 3-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). E-mail: [email protected] Introdução: A fisioterapia respiratória tem sido utilizada para desobstrução e higiene brônquica, prevenção de atelectasias e recrutamento alveolar, pois proporciona diminuição da resistência das vias aéreas, promovendo melhor ventilação- perfusão e consequentemente, diminuindo o trabalho ventilatório por meio da remoção do excesso de muco que se acumula nas vias aéreas. Muitas são as técnicas da fisioterapia utilizadas para a realização de higiene brônquica, porém, observa - se que a vibração manual e AFE (Aceleração do Fluxo Expiratório), têm sido bastante utilizadas nas praticas hospitalares. A técnica de vibração manual consistiu- se em movimentos rítmicos, rápidos e com intensidade suficiente para causar o deslocamento das secreções. São contrações isométricas repetidas sobre a parede do tórax, durante a fase expiratória. O objetivo dessa técnica é deslocar as secreções pulmonares mais proximais das vias aéreas, conduzindo- as para os brônquios de maior calibre e traquéia, e posteriormente para a expulsão do sistema respiratório. Já a técnica de AFE consiste no aumento passivo do volume expirado, com o objetivo de mo bilizar, deslocar e eliminar as secreções periféricas da árvore bronquial para a traquéia . Objetivo: Buscou - se investigar quais as técnicas de fisioterapia respiratória são mais utilizadas em ambiente hospitalar pelos estagiários de fisioterapia. Metodologia: A pesquisa deu- se a partir dos relatos de evolução dos estagiários de fisioterapia em ambiente hospitalar, bem como de uma breve revisão da literatura nos bancos de dados Scielo e Bireme. Os descritores foram Fisioterapia respiratória, vibração manual, AFE, fisioterapia hospitalar, higiene brônquica. A pesquisa selecionou os artigos a partir dos títulos e resumos, publicados entre os anos de 2005 a 2011. Resultados: Em ambiente hospitalar a intervenção com as técnicas de vibração manual e AFE são relevantes e aplicadas rotineiramente pelos acadêmicos do curso de fisioterapia, por ser de fácil execução e com resultados geralmente satisfatórios, sendo indicadas para pacientes pediátricos, adultos e geriátricos. Cabe ressaltar que existem algumas contra indicações na aplicabilidade das mesmas como, por exemplo, nos casos de osteoporose severa, fraturas instáveis no tórax, incisão cirúrgica torácica, instabilidade hemodinâmica, entre outras. Pela facilidade aplicação, eficácia e boa tolerância pelo paciente, notou - se que são razões pelas quais os estagiários de fisioterapia optam por utilizar estas técnicas em suas práticas. Acredita- se que a higiene brônquica proporciona melhora na mecânica respiratória através do aumento da complacência pulmonar dinâmica e diminuição da resistência do sistema respiratório. Apesar da maioria dos estudos compararem as técnicas isoladamente, a combinação entre elas e a prática mais utilizada por fisioterapeutas. Conclusão: A fisioterapia respiratória pode atuar na prevenção quanto no tratamento das doenças pulmonares com o objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão ventilatório funcional, no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a respiração, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Através de uma breve revisão na literatura e pelos relatos de atendimentos de acadêmicos de fisioterapia, percebeu - se que a grande utilização dessas técnicas decorrem de sua fácil execução, poucas contra- indicações, tolerância pelo paciente e eficácia. Descritores: Fisioterapia respiratória, vibração manual, AFE, fisioterapia hospitalar, higiene brônquica DISTANÁSIA E DILEMAS ÉTICOS NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: UMA DIFÍCIL CONVERSA SOBRE A FINITUDE ¹OLESIAK, LUISA DA ROSA; ²REIS, CRISTINE GABRIELLE DA COSTA DOS; ³BARBIERI, ÂNGELA; 4 QUINTANA,ALBERTO MANUEL. 1 Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista [email protected]. Relatora. PROIC. E-mail: ²Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista PIBIC. ³Psicóloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. 4 Psicólogo, Doutor em Ciências Sociais (Antropologia Clínica), professor do Curso de Psicologia e dos Ao longo do desenvolvimento tecnológico obtido pela medicina, nos séculos XX e XXI, houve um grande aumento da eficácia, assim como da segurança nos procedimentos terapêuticos e cuidados em saúde. Contudo, surgem alguns dilemas sociais, éticos e econômicos no que tangem a esfera profissional e institucional, à medida que ela passa a ser empregada em situações questionáveis, tais como no caso de pacientes não recuperáveis. No que se refere a isso, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), tem enfrentado alguns embates éticos em relação à aplicação de tecnologias em pacientes terminais, dessa maneira prolongando o inevitável processo de morte. Neste cenário, surge o tema da distanásia caracterizada como uma morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento, na medida em que a concentração destes recursos somada à gravidade dos pacientes internados em UTIs pode favorecer, no decorrer da evolução da doença, o surgimento de um momento no qual o processo de morte é irreversível, ocasionando dilemas éticos. Sendo assim, há uma discussão acerca dos tratamentos dispensados a pacientes considerados sem perspectiva de recuperação, o uso indiscriminado de arsenal tecnológico para pacientes em processo de morte e a consequente sustentação indefinida do suporte vital. Do ponto de vista ético, pretende-se evitar que esta tecnologia venha a se converter em instrumento que prolongue o sofrimento e protele, a qualquer custo, o inevitável processo de morte, submetendo o paciente, por meio de métodos artificiais, a uma agonia. Fundamenta-se isso uma vez que distanásia pode ser utilizada como sinônimo de tratamento fútil ou obstinação terapêutica que representa a atitude persistente dos profissionais de saúde em recuperar o paciente terminal, dessa forma, podendo causar grande desconforto físico e emocional tanto para o paciente quanto para a família e demais integrantes da equipe multidisciplinar. Assim, este trabalho teve como o objetivo discorrer acerca da distanásia, assim como o dilema ético que ela representa nos cuidados médicos dos pacientes terminais. Para tanto, utilizou-se como método a pesquisa bibliográfica, tendo como base materiais já publicados. O avanço da tecnologia e da ciência na área da saúde, por mais necessários que sejam na modernidade, acabam interferindo de maneira crítica quando focam apenas em prolongar a vida de alguém que não tem mais condições de sobrevivência. Ou seja, esse processo terminal da vida do sujeito, acaba sendo adiado por métodos terapêuticos, muitas vezes causadores de sofrimento e angústias no paciente, além de tornar o morrer ainda mais difícil de lidar, e causador de dilemas éticos e decisões complicadas. A medicina por estar vinculada a promoção de saúde e ter cada vez mais arsenais tecnológicos para manter a vida, sente a morte como uma falha e a consente com relutância. Porém, confrontam-se as questões éticas de até que circunstâncias é saudável ao paciente em internação intensiva, o tratamento oferecido que não produzirá alívio do seu sofrimento, como também não produzirá qualidade de vida a esse. Existe assim, um limite da possibilidade de tratamento, mas esse limite não necessariamente significa o término da relação médico-paciente. Analisa-se que a ampla utilização da tecnologia sofisticada nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), para manutenção da vida, inclusive em pacientes nas quais seu uso não é desejado ou indicado, frente a real possibilidade de adiar o momento da morte, se confrontam com questões éticas, morais, religiosas e até judiciais. Uma vez que essa possibilidade de adiar o momento da morte se mostra possível, aos profissionais, com o uso das tecnologias avançadas a grande dúvida para estes parece ser até quando investir em tratamentos e quando interrompê-los. Apesar disso, são nas UTIs que costumam ocorrer a maior parte das mortes hospitalares, onde há possibilidade de decisões precedentes ao momento da morte quanto à interrupção dos tratamentos considerados fúteis ou inúteis. Alguns dos fatores que motivam as discussões atualmente, no mundo, sobre a distanásia são: o debate entre os valores morais e os acontecimentos científicos, as grandes alterações sucedidas no modelo conceitual de avaliação das alternativas de tratamento médico, as modificações na relação médico-paciente, e, por último, elementos que se referem à justiça, alocação de recursos na área da saúde e economia. Sendo a elucidação destes fatores de muita relevância para a compreensão das várias questões que contextualizam a distanásia. Ainda, evidencia-se na perspectiva do modelo contemporâneo da medicina, baseado no paradigma comercial-empresarial, a predominância do fator de ordem econômica, sendo o procedimento terapêutico a ser aplicado determinado mais pelo poder aquisitivo do paciente do que pelo próprio conhecimento da área médica. Dessa forma, entram-se os questionamentos principalmente por parte do médico de até quando investir no paciente, que encontrado em UTI, não conta mais com recursos terapêuticos que venham o curar, como também surgem dúvidas relacionadas às imprecisões legais referentes ao que se encontra em conformidade com a lei ou não nas atitudes médicas perante o final da vida. Esses questionamentos e decisões a serem tomadas são fontes geradoras de angústias e desgastes psicológicos para o médico, como também para a equipe de saúde. A Medicina na tentativa de formar profissionais de excelência técnico-científica, não introduz no seu processo de formação aspectos emocionais, que estão muito presentes nas práticas e dilemas envolvendo a decisão de aplicar ou não um tratamento específico em situações de irreversibilidade da morte. Retrata-se sobre essa especialidade por ser, entre as áreas da saúde, a que mais lida com a finitude da vida e decisões sobre ela. Contudo, nesse aspecto, a medicina possui os seus grandes poderes, mas esses são limitados e tem como objetivo também, nem sempre a cura, mas o cuidado do paciente. Na Medicina Intensiva, mesmo que haja todo aparato tecnológico avançado, é importante que os profissionais de saúde que estão inseridos nesse contexto possam se conscientizar que há limites e refletir, em conjunto, sobre os processos de tomada de decisões. Diante de todos os avanços na tecnologia da saúde em relação à expectativa de vida, questiona-se: a medicina é necessariamente uma inimiga do envelhecimento e maciça negadora da morte? A doença, o adoecer – e o morrer - nunca deveriam ser aceitos? Sendo assim, entende-se necessário, dentro dessa rotina hospitalar, um espaço de trocas no processo de formação onde tais temas possam ser abertamente discutidos mesmo sabendo que falar da morte seja um tema difícil e gerador de angústias, uma vez que tange a nossa própria finitude. No entanto, estes profissionais da saúde convivem com a morte em sua rotina de trabalho, não podendo ser indiferentes a ela. Descritores: Assistência terminal; Ética Médica; Unidades de Terapia Intensiva. AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA MORAIS, BRUNA XAVIER 1; BOTTINO, LARISSA DINIZ2; BELTRAME, MARLIZE TATSCH3; LUZ, EMANUELLI MANCIO FERREIRA DA4; MAGNAGO, TÂNIA SOLANGE BOSI DE SOUZA5. INTRODUÇÃO: A Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, em vigor desde 2004, tem por finalidade a redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, por meio de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde1. Porém, os trabalhadores não adoecem apenas por patologias associadas à prática ocupacional, como, por exemplo, riscos físicos, químicos e biológicos no ambiente de trabalho, mas também por condições insalubres aliadas as duplas ou triplas jornadas de trabalho esquecendo -se de avaliar a sua condição no sentido de prevenir ou detectar precocemente doenças1. Uma das patologias associadas a isso é a obesidade, que tornou-se um importante problema de saúde pública na atualidade. Nas últimas décadas, sua prevalência vem aumentando significativamente em países desenvolvidos, e acometendo também países em desenvolvimento, como, por exemplo, o Brasil. Com o excesso de gordura à saúde de adultos, há uma ocorrência maior de patologias como Diabetes Mellitus, Hipertensão, e ainda um aumento do triglicerídeo e do colesterol2. O índice de massa corporal (IMC) é uma importante medida antropométrica utilizada para determinação de excesso de peso 3, podendo ser um indicativo de aumento de riscos de problemas de saúde. De acordo com VI Diretrizes brasileiras de hipertensão o IMC abaixo de 25 kg/m², relaciona-se com a redução da Pressão Arterial e a melhora das alterações metabólicas associadas 4. JUSTIFICATIVA: O conhecimento dos valores do IMC de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser relevantes para a prevenção de patologias e a promoção da saúde, resultando assim em uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores. OBJETIVO: Identificar o Índice de Massa Corporal de trabalhadores do Serviço de Limpeza de um Hospital Universitário do Rio Grande do Sul, com o intuito de comparar com as metas antropométricas, de acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. METODOLOGIA: Pesquisa com delineamento transversal descritivo e abordagem quantitativa, que está inserida no projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza” aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346), em fevereiro de 2013. Foram definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no Hospital Universitário em estudo. Como critérios de inclusão os trabalhadores deveriam ser maiores de 18 anos e estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do estudo. Sendo assim, foram excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da coleta. A coleta de dados foi realizada em março e abril de 2013, pela pesquisadora mestranda e por acadêmicos de enfermagem previamente capacitados. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo que preencheram e devolveram o questionário, no próprio local de trabalho. Utilizou-se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. O IMC foi avaliado pelo cálculo obtido dividindo o peso (em quilogramas) pela estatura (em metros) ao quadrado. Para sua determinação foram mensuradas as variáveis referentes ao peso e a estatura dos trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza. A verificação da estatura dos trabalhadores foi efetuada por meio de fita métrica e na verificação do peso corporal foi empregada balança digital da marca italiana Gama, sendo o peso registrado em quilogramas (Kg). Os valores e a classificação estabelecidos foram: inferior a 18,5 kg/m² (abaixo do peso); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade grau I); entre 35,0 a 39,9 kg/m² (obesidade grau II); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III). Para a inserção dos dados foi utilizado o programa Epi-info®, versão 6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago USA) versão 18.0 for Windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizou -se a estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequência absoluta e relativa. Salienta-se que foram respeitados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde5. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM. RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpez a, participaram do estudo 157 (91,3%). Destes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Predominou o sexo feminino (87,9%), com idade média 39,9 anos (±9,8), mínima de 19 e máximo de 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%), com ensino médio completo (38,9%) e renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Ao serem avaliados sobre o IMC foram obtidos os seguintes resultados: abaixo de 18,5 kg/m² (abaixo do peso), 3 trabalhadores (1,9%); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal), 43 trabalhadores (27,4%); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso), 58 trabalhadores (36,9%); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade grau I), 40 trabalhadores (25,5%); entre 35,0 a 39,99 kg/m² (obesidade grau II), 6 trabalhadores (3,8%); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III), 7 trabalhadores (4,5%). CONCLUSÃO: Os trabalhadores pesquisados apresentaram um maior percentual entre 25,0 e 29,9 (36,9%) kg/m², indo de encontro à meta estabelecida na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. Desse modo, o estudo evidencia que os trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário possuem uma maior probabilidade de adquirir patologias, como hipertensão e diabetes mellitus. Recomenda-se assim que algumas medidas de promoção de saúde e prevenção de doenças sejam adotadas e mantidas ao longo da vida, como por exemplo, estimular a realização de exercícios físicos, a conscientização de uma alimentação saudável, mantendo um equilíbrio entre o consumo alimentar e o gasto energético para a manutenção do peso corporal adequado, além da cessação do tabagismo e redução de consumo de sal, açúcares e álcool, podendo assim obter resultados positivos, e uma vida mais saudável aos trabalhadores. Podendo garantir também, por meio destas medidas, uma melhor capacidade para o trabalho. Descritores: enfermagem, índice de massa corporal, saúde do trabalhador, serviço hospitalar de limpeza. A IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA DO FISIOTERAPEUTA EM UTI: RELATO DE EXPERIÊNCIA Ribeiro, Carla Simone Pessota1; VIERA, Géssica Bordin 2, ANTUNES, Vivían da Pieve 3; MARCUZZO, Larissa 4, Rosinsk, Lucas 5 1-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico-Motora, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 2-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 3-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). 4-Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva Hospital São Francisco de Assis. 5- Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva Hospital São Francisco de Assis. Introdução: As unidades de terapia intensiva são ambientes diferenciados que visam à manutenção da vida e a recuperação da saúde de pacientes críticos. Nestas unidades é indispensável à presença de uma equipe multiprofissional qualificada, na qual está inserido o fisioterapeuta. O profissional fisioterapeuta, como integrante desta equipe, necessita cada vez m ais de aprimoramento e educação especializada para fazer frente ao avanço dos cuidados intensivos1. Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório. Nesta fase, o fisioterapeuta tem uma importante participação, auxiliando na condução da ventilação mecânica, desde o preparo e ajuste do ventilador artificial à intubação, evolução do paciente durante a ventilação mecânica, interrupção e desmame do suporte ventilatório e extubação 2. Sabe-se que muitas são as complicações atreladas a restrição ao leito, em especial a pacientes críticos como fraqueza muscular, descondicionamento físico, pneumonias relacionadas à ventilação, ulceras de decúbito, entre outras. Dessa maneira, faz - se fundamental a atuação do profissional fisioterapeuta no ambiente intensivo , visto que consegue assistir o paciente de forma integral, tanto o sistema respiratório quanto musculoesquelético. Objetivo: Relatar a experiência obtida enquanto acadêmicas em uma unidade de terapia intensiva. Metodologia: Relato de experiência descritivo reflexivo realizado a partir da realização de estágio não curricular em uma Unidade de Terapia Intensiva, da cidade de Santa Maria- RS. Resultados: As grades curriculares de alguns cursos de graduação não oferecem aos acadêmicos a oportunidade de vivenciarem o ambiente de terapia intensiva ou o fazem, porém com uma pequena carga horaria. Dessa maneira, o estagio não curricular é fundamental para o ganho de novas experiências. A partir deste, conseguimos vivenciar por dois meses a rotina de uma UTI. Foi possível observar a rotina da equipe e perceber que é de fundamental importância uma equipe multiprofissional qualificada, que trabalhe em conjunto. Além disso, foi possível perceber a importância e o papel do fisioterapeuta neste ambiente. Através da avaliação de cada paciente o fisioterapeuta conduz seu plano de tratamento. Muitas são as técnicas, recursos e exercícios terapêuticos que podem ser utilizados . A fisioterapia auxilia na manutenção da função pulmonar, sejam com técnicas de higiene brônquica, reexpansão pulmonar, exercícios respiratórios e musculoesqueléticos, mobilização passiva no leito, troca de decúbito, retirada do paciente do leito (quando possível), entre outros. Além disso, tem papel fundamental no auxilio ao processo de desmame da ventilação mecânica. Conclusão: Através desta vivência foi possível observar a rotina de uma UTI, a importância do trabalho em equipe e que o fisioterapeuta tem papel fundamental nas unidades de terapia intensiva. Descritores: Fisioterapia; Unidades de terapia intensiva; Reabilitação POSSÍVEL RELAÇÃO ENTRE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA E ALTERAÇÕES DA DEGLUTIÇÃO Ribeiro, Carla Simone Pessota Ribeiro1; Antunes, Vívian da Pieve2 1-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 2-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada pela limitação crônica do fluxo aéreo, levando a alterações patológicas nos pulmões com consequentes efeitos extra- pulmonares. É uma doença não completamente reversível, gerando complicações sistêmicas e com orbidades que contribuem para o agravamento da doença que podem levar a morte. As exacerbações da DPOC têm impacto negativo sobre a qualidade de vida dos pacientes, visto que resultam na piora das trocas gasosas e da hemodinâmica pulmonar. Podem levar a internações recorrentes, piora do estado geral do individuo, além de gerar comprometimentos que podem afetar reflexos importantes, como da deglutição. Estudo realizado apontou que anormalidades no processo de deglutição estão associadas com frequentes exacerbações em pacientes DPOC. Porém, não é claro se essas anormalidades já podem ser encontradas em pacientes com grau leve da doença. Sabe - se que reflexos protetores adequados das vias aéreas possuem um importante papel na prevenção de aspirações gástricas e da orofaringe, prejuízo como no reflexo de deglutição poderá se transformar em um fator de risco potencial para exacerbações da DPOC. Objetivos: Investigar através de uma revisão bibliográfica da literatura a possível relação entre DPOC e alterações de deglutição. Metodologia: A busca foi realizada nos bancos de dados: National Library of Medicine (Medline), Library Online (SciELO), Literatura Latino - Americana e do Caribe (Lilacs), Physiotherapy Evidence Database (PEDro) e US National Library of Medicine National Institutes of Health (PubMed), no período de novembro de 2012 a março de 2013. Os descritores utilizados foram “Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica”, “Deglutição”, “Transtornos de Deglutição”, e seus correspondentes na língua inglesa “Pulmonary Disease”, “Deglutition”, “Deglutition Disorders”. A pesquisa foi limitada à língua portuguesa e inglesa, em estudos realizados com adultos, portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), de ambos os sexos, publicados entre os anos de 2000 a 2013. Foram excluídos trabalhos fora do período estipulado. Foi realizada uma análise de títulos e resumos para a obtenção de artigos potencialmente relevantes para a revisão. Foram encontrados 16 estudos, sendo 14 incluídos nesta revisão. Resultados: A DPOC é um problema de saúde pública que vem crescendo a cada ano. A Organização Mundial da Saúde estima que até 2030 a mortalidade e a incapacidade gerada pela doença aumentem significativamente. Estimativas apontam que cerca de 5,5 milhões de pessoas tenham a doença no Brasil, sendo grande causadora de óbitos no país. O tabagism o é responsável por 80 a 90% dos casos e seu uso crônico está associado à queda da função pulmonar. Além da fumaça do cigarro, a inalação de partículas e gases tóxicos, como a fumaça da lenha, gases irritantes e a exposição ocupacional, apresentam relação direta com o desenvolvimento e a manutenção da obstrução aérea. Sua fisiopatologia compreende a destruição do parênquima pulmonar, ocasionando hiperinsuflação pulmonar que leva ao aumento da obstrução do fluxo aéreo e redução da retração elástica pulmonar. A hiperinsuflação, por alterar a musculatura respiratória, acaba interferindo na excursão diafragmática, o que altera a disposição da parede torácica, repercutindo em uma movimentação anormal entre tórax e o abdômen. Os fatores ligados a essa assincronia são obstruções das vias aéreas, hiperinsuflação pulmonar, fadiga muscular respiratória, mudanças na função diafragmática, aumento da participação da musculatura acessória. A dispneia, observada nos pacientes, principalmente nas exacerbações, aumenta a participação da musculatura acessória durante a respiração, levando a uma dificuldade na interação toraco abdominal. A desvantagem mecânica encontrada em pacientes com DPOC, leva ao recrutamento da musculatura acessória da inspiração, isso compromete o desempenho do diafragma, o qual se torna retificado, tendo sua área de aposição diminuída, restringindo assim sua excursão. A DPOC tem o potencial de alterar a coordenação entre a deglutição e a respiração devido à dispneia e alterações da biomecânica toraco abdominal, que influenciam negativamente o processo de deglutição normal desses indivíduos, sendo que os mesmos não realizam a pausa respiratória que é observada em um processo de deglutição normal, aumentando os riscos de inalação do conteúdo da faringe. É essencial para a sobrevivência humana uma coordenação adequada entre os eventos da deglutição e respiração, garantindo uma hidratação e alimentação efetiva, prevenindo aspirações pulmonares. A disfagia pode ser o resultado de diversos distúrbios e doenças. O próprio comprometimento respiratório leva o indivíduo a ter um maior gasto energético, o que pode levar a perda de peso e desnutrição. Desordens de deglutição também podem levar a outras complicações, incluindo desidratação, pneumonia aspirativa ou obstrução das vias aéreas. O declínio da função pulmonar leva a redução da mobilidade diafragmática, a alteração da excursão diafragmática altera a disposição da parede torácica repercutindo em movimentação anormal entre o tórax e abdômen. Os pacientes DPOC usualmente utilizam a musculatura acessória da respiração, o que a torna tensa e encurtada. Esta alteração pode repercutir sobre a disposição da laringe e até mesmo da faringe, prejudicando o processo eficaz da deglutição. Neste contexto, diversos estudos têm apontado a relação da disfagia com a exacerbação da doença nos indivíduos com DPOC. Em um destes estudos foi utilizado um questionário de auto percepção, no qual 35 pacientes em tratamento clínico e medicamentoso relataram a presença de disfagia nas fases faríngea e esofágica da deglutição. Em estudo realizado com 61 pacientes com DPOC sem histórico de exacerbações nas últimas quatro semanas, usando os testes RSST (Repetitive Saliva Swallowing Test ) e MWST (Modified Water-swallow Test ), revelou que a disfagia provoca exacerbações em indivíduos DPOC, sendo que o teste RSST foi útil para detectar a disfagia associada às exacerbações. Os mesmos achados foram encontrados em outro estudo, com 64 pacientes DPOC, sendo utilizados os testes STSSPT (Simple Two-step Swallowing Provocation Test) e o RSST, observou - se que a disfunção da deglutição já pode ser encontrada na fase leve da doença, sendo indicada a monitorização destes pacientes . Um estudo observou que, pelas alterações na mecânica respiratória da DPOC, comumente é encontrado alterações da deglutição nesses pacientes. Pesquisas apontam que pessoas com a doença têm propensão de desenvolver disfagia orofaríngea, que é uma consequência da falta de coordenação entre a respiração e a deglutição. Em outro estudo, partiu - se da hipótese que os pacientes DPOC tem uma menor posição de repouso e elevação reduzida da laringe o que aumenta o risco de aspirações. Foi concluído, através da vídeo fluroscopia, que estes pacientes apresentam uma deglutição anormal, porém são necessários mais estudos para avaliar as aspirações como causa das exacerbações. Estudos prévios já citavam esses achados, observando que ocorre uma redução da elevação laríngea durante o processo de deglutição e alterações do músculo cricofaríngeo. A literatura descreve que a disfagia presente nestes pacientes relaciona - se com a incoordenação entre a respiração e a degluti ção. Em estudo realizado com 78 pacientes DPOC, observou- se que 85% deles apresentaram algum grau de disfagia. Conclusão: Nesta revisão observou- se que há uma relação entre a disfagia e as exacerbações da DPOC, identificadas pelos estudos, demonstrando podem levar a exacerbações da doença. pelas suas diferenças metodológicas. São relação entre as exacerbações da Doença deglutição. que as dificuldades relacionadas à deglutição Houve dificuldade em comparar os estudos necessárias mais pesquisas que esclareçam a Pulmonar Obstrutiva Crônica e transtornos de Descritores: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica; Deglutição; Transtornos de deglutição EFEITOS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDÍACA TOLERÂNCIA AO EXERCÍCIO E BIOMARCADORES LABORATORIAIS NA VICENTE, MARÍLIA SEVERO¹; SANTOS, TAMIRES DAROS²; ALBUQUERQUE,ISABELLA MARTINS DE³; PEREIRA, SERGIO NUNES4; PORTELA, LUIS OSÓRIO DA CRUZ5; MORESCO, RAFAEL NOAL6. ¹ Acadêmica do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria, Bolsista de Iniciação Científica PROIC-HUSM, relatora. E-mail: [email protected] ² Acadêmica do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria. ³ Fisioterapeuta, Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) 4 Médico Cardiologista. Professor Titular do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica e Cardiovascular do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) 5 Educador Físico. Professor Associado do Departamento de Desportos Coletivosda Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 6 Professor Adjunto do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicasda Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A reabilitação cardíaca (RC) pode ser definida como uma soma de intervenções que asseguram a melhora das condições físicas, psicológicas e sociais daqueles pacientes com doenças cardiovasculares pós-aguda e crônica, podendo, por seuspróprios esforços, preservar e recuperar suas funções na sociedade e, através de um comportamento saudável, minimizar ou reverter a progressão da doença1. Como em 2005 foi inaugurado o Serviço de Hemodinâmica do HUSM, conveniado ao SUS, houve uma maior demanda e necessidade de instauração de um serviço que atendesse aos pacientes submetidos à procedimentos cardíacos, assim foi implantado o Programa Multidisciplinar de Reabilitação Cardíaca Secundária nas Doenças Cardiovasculares (Revicardio). Estudos suportam que grande parte do sucesso dos programas de RC é devida à terapia baseada no exercício físico, sendo esta considerada a estratégia central destes programas2. Os mecanismos envolvidos nesta maior cardioproteção, contudo, continuam pouco conhecidos3 – muito provavelmente devido a sua natureza multifatorial4. Dentre os possíveis benefícios da prática sistemática do exercício físico estão: melhora da função endotelial com subseqüente vasodilatação coronariana5, aumento na variabilidade da frequência cardíaca e um padrão autonômico mais fisiológico6, menor demanda miocárdica de oxigênio7, desenvolvimento de circulações colaterais8, melhora no perfil lipídico9,10, além de interferir nos marcadores inflamatórios11 e nos fatores de coagulação12. No Brasil ainda são escassos estudos nos quais investiguem tais associações nessa população de pacientes, assim este projeto de pesquisa apresenta uma proposta inovadora de investigar, juntos aos pacientes pertencentes, os efeitos de um programa de reabilitação cardíaca (Fase II) pós-CRM na tolerância ao exercício e biomarcadores laboratoriais. Antes da instituição do programa de RC (Fase II), será utilizada uma Ficha de Avaliação para acondicionar os dados de identificação do paciente, história clínica, perfil lipídico e glicêmico, função renal (uréia e creatinina), função hepática (AST e ALT), valores dos biomarcadores laboratoriais, valores de força muscular respiratória, distância percorrida no TC6M, valores das variáveis que serão analisadas no teste ergoespirométrico (VO2 máx, VE/VO2), FC de reserva e de treinamento, entre outros dados clínicos e fisiológicos. Na sequência serão explicados ao paciente todos os procedimentos que serão realizados no Programa de Reabilitação para obtenção do TCLE. De posse do TCLE devidamente assinado, agendar-se-á uma avaliação abrangente, observando fatores como a independência funcional e condições cardiorrespiratórias do paciente. Após completa esta fase inicial iniciará os atendimentos da RC da fase II. Os atendimentos serão realizados em grupo, duas a três vezes por semana, no período de 6 meses ou até que estejam condicionados para iniciar a Fase III. Cada sessão terá a duração de 45 a 60 minutos e a intensidade de treinamento dependerá da avaliação dos pacientes. Todos os atendimentos terão supervisão direta de um fisioterapeuta. O programa de treinamento englobará cinco fases: 1ª - Aquecimento e alongamento (5 minutos): pedaladas na bicicleta vertical e alongamento dos principais grupos musculares. 2ª - Exercícios aeróbios: caminhada na esteira ergométrica (20 minutos). 3ª - Treinamento muscular inspiratório: o TMI será realizado com o equipamento de resistência linear pressórica (Threshold® IMT, New Jersey, EUA) durante cinco minutos. Durante o treinamento, os indivíduos permanecerão na posição sentada, com o nariz ocluído por um nasoclip, sendo orientados a manter um padrão muscular ventilatório diafragmático, e uma freqüência respiratória aproximadamente em 20 ciclos por minuto. A carga do Threshold® IMT será de 30% da PImax obtida na avaliação inicial, mantendo-se assim até o término do estudo. 4ª – Exercícios de fortalecimento: serão realizados por meio de halteres, banda elástica, mecanoplus® e cadeira extensora. Serão realizadas 2 a 3 séries de 10 repetições com duração aproximada de 10 minutos. A intensidade será ajustada o mais próxima possível de 50% da resistência máxima (1RM). Durante a execução do programa de exercícios terapêuticos, os pacientes serão orientados quanto ao controle respiratório para o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de melhor aproveitamento e qualidade das tarefas. 5ª – Alongamento e massoterapia: alongamento e massagens de grandes grupos musculares mantidos por 30 segundos (5 minutos). Para o controle da intensidade dos exercícios será mantido monitoramento da FC por meio de palpação da artéria radial e pela escala de percepção do esforço de Borg (atividade na intensidade de 2,5-4 da escala de Borg modificada, a qual equivale a 12-14 da escala de Borg original). A carga de trabalho será determinada pela avaliação do teste ergoespirométrico. Previamente às sessões, será realizada a mensuração da PA, frequência respiratória (FR), FC e saturação periférica de oxigênio (SpO2) no repouso. Ao final do atendimento e aos 10 minutos pós-sessão o monitoramento dos sinais vitais serão todos repetidos. É esperado que os resultados da pesquisa possam oportunizar nos pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio participantes do programa de reabilitação cardíaca (Fase II) do HUSM o aumento da tolerância ao exercício; a redução dos níveis dos biomarcadores NT-proBNP, CK-MB, CK e AOPP; aumento dos níveis de óxido nítrico; aumento na força muscular respiratória; melhora da qualidade de vida e aumento na capacidade funcional submáxima. É importante ressaltar que será possibilitada, por meio dos resultados surgidos a partir do estudo, uma integração de pesquisadores em redes de pesquisa no Brasil e no mundo a respeito dos impactos positivos de programa de reabilitação cardíaca (Fase II) pós-cirurgia de revascularização do miocárdio. Descritores: Reabilitação Cardíaca, Fisioterapia, Biomarcadores, Tolerância ao Exercício SERVIÇO DE ENFERMAGEM EM ÁREA AMBULATORIAL: SOB A ÓTICA PRÉPROFISSIONAL KINALSKI, Daniela Dal Forno1, PAULA, Cristiane, Cardoso de2, HOFFMANN, Izabel Cristina3, PADOIN, Stela Maris de Mello4. 1Relator. Enfermeira. Graduada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS. [email protected]. 2Enfermeira. Doutora. Profª Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa: Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS. 3Enfermeira Ambulatório Ala II - HUSM .Dda Enfermagem DINTER NOVAS FRONTEIRAS (UFSM/UNIFESP/UFRJ. Integrante: Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade" e Grupo de Pesquisa-CENFOBS UNIFESP: Grupo de Pesquisa - Centro de Estudos em Enfermagem Obstétrica. 4 Enfermeira. Doutora. Profª Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa: Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS. Introdução: O presente trabalho trata-se de um relato de experiência no qual foi desenvolvido junto ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), visando contribuir com a formação por meio da oferta de oportunidade de realização de atividade extracurricular em diversos fatores, sob supervisão de um enfermeiro responsável no setor onde irá desempenhar. O local de aprendizagem foi o Ambulatório ALA C no HUSM/UFSM, que dentro do ambiente hospitalar é caracterizado como uma unidade com diversas especialidades. Percebe-se que em um ambulatório, a capacidade de percepção do ambiente de trabalho, da forma de tratamento pessoal e profissional é grande. É caracterizado por não ter o serviço de internação, mas o ambiente desperta ansiedade, principalmente pelo tempo de espera, pelo desejo de ser atendido brevemente e poder retornar às atividades do cotidiano(SILVA, 1996). O trabalho da enfermagem inserido nesse contexto cumpre um papel mediador nas atividades assistenciais aos usuários e familiares, e administrativas dentro dos diversos setores de atendimento de especialidades médicas. Corroborando com esta idéia, a presença do aluno estagiário permite enfatizar a coesão entre o ensino e a prática, visto que o acadêmico apropria-se do saber diante das demandas existentes, constrói uma identidade profissional, sente-se autônomo e responsável pela assistência de enfermagem, além de aprender a partir de experiência de trabalho desvelar lacunas a respeito da temática escrita. Objetivos: Tem-se como objetivo relatar a experiência referente à vivência de estágio curricular em um Ambulatório em um Hospital Universitário, sob a visão de uma acadêmica de enfermagem. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência fundamentado na percepção de uma acadêmica do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, que durante um período de Setembro de 2012 a Junho de 2013, vivenciou a condição de atividade curricular. Durante esse período incansável de aprendizagem, foram realizadas experiências e novas buscas de conhecimento marcantes a qual totalizaram um total de 330 horas de carga horária, conforme escala. A dinâmica de trabalho dá-se a partir da demanda da unidade, são realizadas atividades restritas ao enfermeiro assim como também, auxílio aos técnicos de enfermagem. Na área Ambulatorial C, dispõe-se das seguintes clínicas bucomaxilofacial, otorrinolaringologia, cabeça e pescoço, pediatria, ginecologia e obstetrícia. Conta ainda com o serviço de ultrassonografia e atendimento fonoaudiológico com realização da testagem auditiva neonatal e odontológico associado a clinica de cirurgia bucomaxilofacial. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, sem fechar ao meio dia, estando presente a equipe. Esta é composta por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, fonoaudiólogos, dentista, recepcionistas, equipe de apoio (serviços gerais, secretariado, almoxarifado, rouparia) , residentes multiprofissionais e residência da medicina, bem como alunos da graduação da área da saúde. A escolha desta unidade surgiu pelo interesse referente à clínica da pediatria, que se despertou a partir das aulas teórico práticas no período do sexto semestre do curso de graduação de enfermagem. Destaca-se a clinica da pediatria no ambulatório, a qual apresenta especialidades como: Prematuros, Conjunto materno infantil, Cirurgia Pediátrica, Diabetes, Doenças Infecciosas, Endócrino, Gastroenterologia, Grupo da obesidade, Nefrologia, Neurologia, Nutrição, Programa de Atenção Integral a Saúde da Criança, Pneumologia, Problemas de crescimento, Terapia Ocupacional Pediátrica. A aproximação com diversas especialidades pediátricas encontradas na Unidade referida despertou o interesse de conhecer melhor cada uma delas através da experiência e instigou a busca por novos conhecimentos e aperfeiçoamento tanto da prática assistencial como no ser enfermeira. Resultados: A atuação no campo prático, como uma experiência em assistência de enfermagem, viabilizou uma melhor preparação não só ao que se refere a conhecimentos técnicos, mas também a preparação individual, considerando a revisão de valores de vida e expectativas quanto ao cuidado prestado. O Ambulatório ALA C, devido à diversidade de especialidades médicas que apresenta, torna a possibilidade de aprendizado baseado na prática ainda maior, já que as inúmeras patologias e situações que envolvem a demanda que chega, permitem a ampliação do olhar acadêmico. Esse olhar direto do aluno com a prática de enfermagem, mostrou-se claramente diante de situações a qual favoreceram a maturidade, e assim, junto com isso, criando a identidade profissional, a qual se formou a partir de experiências que o campo carrega consigo. A visão do cuidado perpassa o corpo, individuo, e compreende a visão holística do ser enfermeiro. A partir disso, compreendendo a unidade de estágio e observando com a realidade foi possível identificar, que chegam ao serviço do ambulatório, pacientes em que eles e seus acompanhantes necessitam de orientações detalhadas, e carecem de estratégias educativas e preventivas para a resolubilidade dos casos, e devido à magnitude das especialidades, o serviço é caracterizado como provedor de um cuidado voltado a cada situação/problema. É importante destacar que a rede ambulatorial é caracterizada por prestar um cuidado continuo ao paciente hospitalar após a sua alta. Relatando especificamente o ambulatório da pediatria, enfatiza-se a grande quantidade de especialidades, fazendo assim, com que a demanda pela busca continuada de uma assistência médica para avaliação, diagnóstico e tratamento coloca o ambulatório como referencia no atendimento. A inúmera demanda é enriquecedora para o enfermeiro acadêmico, no qual se depara com atividades assistenciais, educativas e de certa forma acolhedora a essa população. A partir disso e do conhecimento ganhado, o acadêmico e a enfermeira são responsáveis juntos pelo empoderamento da gerência, assistência, e criação de vínculo entre a população e a equipe de saúde. Nesse cenário, também foi possível realizar consulta de enfermagem, bem como realização de grupos e salas de espera. Na consulta de enfermagem, possibilita o enfermeiro a sistematizar o cuidado, por meio de agendamento prévio para o atendimento e/ou conforme encaminhamento de outros profissionais da saúde (geralmente o médico). Houve acompanhamento aos pacientes adolescentes com HIV/Aids, no ambulatório de doenças infecto-contagiosa pediátrica. As ações desenvolvidas durante a consulta de enfermagem são direcionadas, sobretudo, para a conscientização do paciente quanto à importância da adesão ao tratamento medicamentoso (MACÊDO, SENA, MIRANDA, 2013). As consultas possibilitam o enfermeiro avaliar o paciente, identificando seus problemas de saúde e prescrevendo ações de cuidar/cuidado visando reverter desequilíbrios em equilíbrios. (SANTOS, PASKULIN, CROSSETI, 2006). Foi também possível interagir com a equipe multidisciplinar no ambulatório de pediatria por meio de sala de espera do Cantinho Mágico, grupo de obesidade infantil entre outras ações, que exigem conhecimento técnico-científico do enfermeiro de área ambulatorial. Por fim, considera-se que o enfermeiro capacite sua equipe para a realização do cuidado dentro do contexto de trabalho em que estão inseridos, realize dinâmicas de grupo, entre outros programas, a fim de instrumentalizar, fortalecer e encorajar a equipe para um atendimento de qualidade e enfatize a aproximação dos serviços com a academia, a troca de conhecimentos práticos e teórico cientifico encarecem o cuidado e a vivência dos profissionais. Conclusões: A qualidade aplicada às organizações hospitalares é algo instigante, capaz de provocar discussões teóricas e desafios à sua aplicabilidade prática, a partir disso o período de vivência do estágio que foi proporcionado pelo Ambulatório ALA C possibilitou experiências as quais foram desveladas em contribuições e implicações tanto para a acadêmica quanto para a unidade. Na perspectiva da acadêmica de enfermagem que a vivenciou, esta oportunidade é essencial nas atividades da graduação. As atividades realizadas permitiram que as habilidades necessárias para o cuidado de enfermagem se tornassem mais claras e, a cada dia da vivência, desenvolvidas de modo mais seguro e apropriado. O ser enfermeiro acaba se aproximando de uma maneira mais coesa e eficaz, a qual combinada com estudos soma com a satisfação pessoal, sentimento de empoderamento e preparo para assumir as demandas de enfermagem. Descritores: Ambulatório hospitalar; pacientes ambulatoriais; assistência ambulatorial. O CÂNCER DE MAMA E SUAS RELAÇÕES COM AS MUTAÇÕES DOS GENES BRCA1 E BRCA2 Alfredo MAC ¹, Araújo NKF²,Cruz IBM ³. 1,2- Acadêmicas Universidade Federal de Santa Maria; [email protected] 3- Orientador Professor Universidade Federal de Santa Maria Introdução: O genoma humano compreende, em uma constituição, genes responsáveis pela supressão e proliferação de tumor, os quais impedem ou promovem o prosseguimento de processos proliferativos neoplásicos nas células do organismo. Alterações nestes genes permitem o crescimento exponencial de uma célula, o que pode acarretar em transformações neoplásicas malignas dessas. Há mais de uma década, tem crescido pelo mundo o número de estudos realizados entre a relação da mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 e o câncer de mama. Sabe-se que o gene BRCA1 está localizado no cromossomo 17 e participa da regulação do ciclo celular das células epiteliais das glândulas mamárias em resposta ao estímulo hormonal, enquanto o BRCA2 está diretamente relacionado à supressão tumoral e a ativação de fatores de transcrição, e se localiza no cromossomo 12. No Brasil, tal neoplasia é a mais frequente acometida entre as mulheres e as taxas de mortalidade decorrentes desta patologia ainda são altas, devido ao diagnóstico realizado, na maioria das vezes, em estágios avançados da doença. Deste modo, a compreensão do mecanismo de alteração genética nesses genes se faz necessária, a fim de se melhorar o prognóstico e o possibilitar o diagnóstico precoce desta neoplasia. Objetivos: Analisar a relação entre os genes BRCA1 e BRCA2 e o câncer de mama, bem como sua prevalência nos casos diagnosticados e possibilidades de ações preventivas através do rastreamento genético de mulheres sadias com histórico familiar da doença. Metodologia: A revisão bibliográfica abordou publicações entre os anos de 2000 a 2013, por meio de buscas sistemáticas utilizando os bancos de dados eletrônicos: Medline, Scielo, Cochrane e o acervo bibliográfico disponível na biblioteca da Universidade Federal de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Resultado e Discussão: De acordo com a revisão de estudos mais recentes, aprovados internacionalmente, observou-se baixa prevalência de portadoras de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 entre as mulheres acometidas pelo câncer de mama. Entretanto, pacientes com câncer de mama e história familiar da doença apresentaram elevada prevalência de mutações nesses genes. Portadoras de mutação em BRCA2 ou em ambos os genes concomitantemente apresentaram pior prognóstico quando comparado aos casos esporádicos em estudos univariados, na análise multivariada a diferença não foi significativa. Outro achado significante foi a melhor aceitação ao tratamento quimioterápico pelas pacientes portadoras da mutação genética, sendo a quebra do DNA aumentada no tratamento destes casos. Entretanto, a recidiva do câncer demonstrou-se maior nos casos de mutação nos genes BRCA. Conclusão: Devido aos avanços na genética molecular, estudos recentes possibilitaram o conhecimento de que mutações nos genes BRCA 1 e 2 atuam como fator de risco para desenvolver câncer de mama em mulheres com história familiar da doença. Porém não foi encontrado consenso se prognóstico dos canceres por casos esporádicos são diferentes dos por mutação genética hereditária e pouco se pesquisou sobre a possibilidade de diagnóstico precoce dessa neoplasia. Descritores: Neoplasias da mama, BRCA-1, BRCA-2, Mutação. ENFERMEIROS TRABALHANDO SOBRE A TEMÁTICA DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS NO ÂMBITO ESCOLAR TERRA, Larice Gonçalves1; NIESCHE; Elisabeta Albertina2; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de3; BOTTEGA, Janilene Camara4; MOTTA, Cristiane Apio5. 1 Relator: Acadêmica do curso de enfermagem /UFSM. [email protected] 2 Enfermeira Doutora /UFSM. 3 Enfermeira Mestre /Faculdade Dom Alberto. 4 Enfermeira. Integrante GEPES /UFSM. 5 Enfermeira. Integrante GEPES /UFSM. INTRODUÇÃO: O crescente consumo de drogas (e suas terríveis conseqüências) tornou-se um dos problemas mais graves da nossa civilização contemporânea. A cada dia que passa, aumenta assustadoramente o número de pessoas que delas se tornam dependentes e que são por elas lentamente destruídas. A palavra "drogas" desencadeia uma infinidade de associações, além de englobar uma enorme classe de produtos capazes de alterar o estado de consciência e de provocar dependência física e psíquica naqueles que dela se utilizam (1). Nos anos recentes o consumo de álcool e de outras drogas tem aumentado em todo o mundo, em magnitude suficiente para justificar uma abordagem de saúde pública para intervenções precoces (2). Além disso, por ser este um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo, torna-se necessária a construção de políticas públicas eficazes e capazes de enfrentar com sucesso esta problemática (3). Diante disso, as ações de prevenção ás drogas no espaço escolar podem fomentar adoção de novas posturas pessoais e coletivas a partir da transformação dos estudantes em seres pensantes, e conhecedores das problemáticas que envolvem o uso de álcool e outras drogas. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo relatar o desenvolvimento de atividades realizadas através de oficinas lúdicoeducativas sobre o assunto de prevenção às drogas, com alunos da 1ª à 9ª séries de uma escola de ensino fundamental. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência obtido a partir do desenvolvimento de atividades lúdico- educativas, referente a temática prevenção às drogas. Essas oficinas foram realizadas com alunos da 3ª a 9ª séries de uma escola do interior do estado do Rio Grande do Sul. A prevenção em saúde indica uma ação antecipada, baseada no conhecimento que temos das causas de uma doença. Ela tem por objetivo diminuir a chance do problema aparecer ou, se ele já existe, evitar que piore. Conforme Spricigo e Rdünz et al, a profissão de enfermagem constitui o maior segmento da força de trabalho de cuidados de saúde. Os enfermeiros mantém contato próximo com indivíduos, famílias e comunidades e, portanto, eles são mais capazes de identificar a variedade de problemas relacionados a drogas(4). Sabendo da importância desses profissionais atuarem no âmbito escolar, as ações de prevenção ás drogas foram desenvolvidas por docentes, enfermeiros, mestrandos e acadêmicos do Grupo de Estudos e Pesquisa em Enfermagem e Saúde (GEPES/ CNPQ), vinculado à UFSM/ RS, durante o desenvolvimento do projeto de extensão denominado- Projeto Solverde: a leitura como promotora da educação para a saúde e para a cidadania. As oficinas ocorreram no dia 18 de julho de 2012, no turno da manhã das 8:00 às 11:00 hs, e de tarde, das 13:30 às 17:30 hs no Salão Comunitário ao lado da escola. As turmas foram reunidas de duas em duas, ou de três em três. As oficinas foram organizadas em cinco momentos, o primeiro momento era o de apresentação de um grupo lúdico- teatral do Centro Universitário Franciscano de Santa Maria (UNIFRA/ SM), no segundo momento era apresentado um vídeo da “TV- escola”, intitulado “ família, filhos e drogas”. O terceiro momento foi o da discussão, mediada por um psicólogo e uma enfermeira, a partir do vídeo mostrado anteriormente, bem como a retirada de dúvidas dos alunos. No quarto momento tivemos a participação de duas pessoas, uma se encontrava suja, “malvestida”, com os olhos pintados de preto, e a outra se apresentava de forma elegante, educada. A partir desses dois atores, lançamos o questionamento: Qual dos dois vocês acreditam ser a pessoa drogada? E a partir disso, realizamos o fim da discussão. No quinto momento, cantamos uma música que havia sido elaborada pelos membros do GEPES, bem como a distribuição de adesivos contendo a seguinte frase: “Sou feliz sem drogas, compartilhe essa ideia: Diga não às drogas. RESULTADOS: As atividades realizadas com os alunos da escola emergiram de questionamentos deixados por eles em uma urna lacrada alocada no corredor da escola por um período de dois meses. Após, foram delineados os temas convergentes para a realização de estratégias educacionais, considerando sempre a forma lúdica como a melhor estratégia de ação. Dentre outras ideias deixadas pelos alunos, prevenção às drogas foi uma temática pontuada como importante para desenvolvermos oficinas no cenário escolar. No planejamento das atividades que seriam desenvolvidas na escola, usamos um conceito amplo de educação em saúde, considerando a interdisciplinaridade e a relação horizontal. As estratégias de ação foram elaboradas em conjunto com os professores da escola. Segundo Schenker e Minayo (5), o conjunto compreendido por família escola e amigos apresenta um papel importante na formação do indivíduo, pois são as fontes primárias de socialização, e, além disso, fornecem a base para interações com o convívio social. No primeiro momento da oficina foi apresentado um teatro-lúdico, na qual foi abordada a dificuldade de um indivíduo conseguir sair do “mundo das drogas” depois de iniciar o seu uso, mostrando assim, a realidade que muitos jovens vivem atualmente. Em um segundo instante foi exibido um vídeo denominado “família, filhos e drogas”, o qual apresentou como problema, um espaço escolar sem diálogos, onde lacunas são abertas para possíveis contatos com essas drogas, justamente pela falta de orientação aos estudantes. Conforme Vieira (6), as implicações são sérias no ambiente escolar, no qual a aproximação como o tráfico é um fato, e ainda, muitas vezes a escola tem dificuldade em assumir a responsabilidade da prevenção do uso indevido de drogas relativo à consciência de seu despreparo, passando, assim, a negar a pertinência do tema aos seus domínios. No terceiro momento foi onde o espaço para discussões foi aberto, o diálogo foi mediado por um psicólogo e uma enfermeira, o início da conversa abordou as duas apresentações anteriores, além da retirada de dúvidas dos estudantes escritas através de papéis. No quarto instante da oficina dois indivíduos entraram no palco, um apresentando uma bela vestimenta, e bem arrumado, e o outro indivíduo apresentou-se de modo maltrapilho e sujo. A partir dessas duas pessoas, fizemos um questionamento: Qual é o indivíduo drogado? E então, os alunos apontaram como drogado o sujeito que se apresentava sujo. Partindo da resposta dos alunos, foi explicado que as drogas estão tomando proporções cada vez maiores no âmbito mundial, e que todas as classes sociais são atingidas, por isso, não devemos ter preconceito. Durante o quarto momento também foi falado sobre os problemas causados pelo uso do álcool e do tabaco, que são de mais fácil acesso para os alunos. O uso do tabaco é iniciado cedo na vida do estudante; em torno dos 10-12 anos (7). No quinto momento das oficinas, fizemos a finalização do encontro, cantando uma música, elaborada pelos membros do GEPES, a qual salientava ainda mais o “diga não às drogas”. Por fim, foram entregues adesivos que simbolizavam as atividades de prevenção às drogas, bem como uma representação da parceria entre o meio acadêmico e escolar, e também para auxiliar na transformação dos estudantes em alunos reflexivos e críticos quanto à temática trabalhada. CONCLUSÃO: Diante do exposto, fica evidente que o desenvolvimento destas oficinas lúdico educativas foram de extrema importância, pois possibilitou aos estudantes o conhecimento acerca dos problemas que envolvem o uso de drogas lícitas e ilícitas. Além disso, as atividades realizadas favoreceram a formação de estudantes com senso crítico e reflexivo. Dessa forma, o enfermeiro que atua no cenário escolar como educador em saúde fortalece a relação comunidade- profissional- escola. PREVENINDO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E DE MAMA POR MEIO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE LUNARDI, Rosani2 2 Enfermeira; Pós Graduada pelo [email protected] Sistema Educacional Galileu-SEG; Servidora Pública pela Introdução: A Enfermagem é uma profissão que possui importante papel no cuidado integral ao ser humano, uma das formas de cuidar é quando o enfermeiro desempenha seu papel de educador e desenvolve ações de Educação em Saúde. Atualmente, uma das Diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher diz que o Sistema Único de Saúde (SUS), deve estar orientado e capacitado para a atenção integral à saúde da mulher, numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades da população feminina, o controle de patologias mais prevalentes nesse grupo e a garantia do direito a saúde. Dentre os princípios específicos desta política está à redução da mortalidade por câncer na população feminina, por meio da organização de redes de referência e contrareferência para diagnóstico e tratamento de câncer do colo do útero e de mama.1O Câncer de colo uterino costuma ser uma doença de evolução lenta, que inicia com alterações celulares que podem vir a ser um processo invasivo em média dentro de vinte anos. A citologia do material colhido da área de junção escamo-colunar e de fundo de saco de Douglas, conhecido como exame de “Papanicolaou”, tem sido a técnica recomendada para o diagnóstico de neoplasias intra-epiteliais (NIC), lesão potencialmente precursora do câncer de colo uterino.2Já o câncer de mama representa a neoplasia maligna mais freqüente entre as mulheres, com a maioria dos casos ocorrendo em países desenvolvidos e cerca de um milhão de novos casos por ano. No Brasil, dados epidemiológicos disponíveis atualmente permitem considerar o câncer de mama como um problema de saúde pública, sendo ele a maior causa de óbitos por câncer entre a população feminina, principalmente na faixa etária dos 40 aos 69 anos. Diante do exposto, é fundamental reconhecer a mulher como cidadã dotada de direitos, onde a história do seu corpo e de sua vida tem importância expressiva, podendo ser ouvida e compreendida em suas necessidades, assegurando ações de prevenção de morbidades e promoção à saúde. Este trabalho relata atividades de administração, gerenciamento inerentes ao enfermeiro desenvolvidas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Justificativa: Tratou-se de uma necessidade apontada pelo serviço, por meio da enfermeira da UBS, em trabalhar com a saúde da mulher nos grupos da Pastoral da Criança e no grupo de Mulheres - Planejamento Familiar. Ainda, justificou-se o desenvolvimento do presente trabalho de Prática Assistencial junto às usuárias da Unidade Básica de Saúde Walter Aita, frente à alta incidência de câncer de colo de útero e de mama no país. Assim, faz-se necessário trabalhar a Educação em Saúde, a fim de diminuir o risco de desenvolver as doenças, pautada em uma assistência de enfermagem que contemple a mulher em suas necessidades, com vistas a contribuir para a prevenção do câncer do colo uterino e de mama. Objetivo: Difundir nos diferentes grupos da comunidade, a importância da realização periódica do exame preventivo do câncer do colo do útero e o auto-exame de mama, para atingir assim, as mulheres que não procuravam periodicamente o serviço na referida Unidade Básica de Saúde. Metodologia: Utilizou-se como técnica de trabalho em grupo, materiais ilustrativos e folders informativos. Resultados: Aumento da procura e consequente realização do exame preventivo do câncer do colo uterino, bem como exame clínico das mamas das mulheres, por meio das atividades educativas desenvolvidas nos grupos. Ficou evidente que a mulher percebe o exame citopatológico como uma situação envolta de situações relacionadas, na maioria das vezes, à vergonha, ao medo de doer, à possibilidade do resultado positivo para câncer. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero, o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. Seu público alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade, consideradas como a população de maior risco.3Algumas mulheres relataram um pouco de nervosismo durante a espera do exame, porque sabem que se der um resultado positivo, haverá uma mudança em suas vidas. As mulheres se mostraram satisfeitas com as ações desenvolvidas, em que muitas apontaram que a conversa entre elas e os profissionais de saúde como um instrumento de fundamental importância para os esclarecimentos sobre a prevenção do câncer do colo uterino e de mama. Os avanços tecnológicos têm sido direcionados à realização de um diagnóstico precoce e ao tratamento, especialmente no que se refere à melhor a da sobrevida das pacientes. Para isso existem três procedimentos básicos de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama que são: o auto-exame de mamas (AEM), o exame clínico de mamas (ECM) e a mamografia Conclusão: Foi possível observar a relevância do papel do enfermeiro na atuação dos serviços da rede básica de saúde, na prevenção da doença, promoção, proteção à saúde, na integralidade da assistência por meio do desenvolvimento da formação técnico-científico que confirma qualidade do exercício profissional. Observou-se também que, mesmo superando dificuldades, as mulheres procuram os serviços de saúde para se submeterem ao exame de prevenção do câncer do colo uterino e o exame clínico das mamas. São motivadas a realizarem estes exames em função do aparecimento de sintomas, do prazer de se cuidarem ou, simplesmente, pela preocupação com sua condição de saúde. Frente ao exposto se torna essencial o enfermeiro buscar formas de facilitar o acesso das mulheres aos serviços, evitando as dificuldades para o atendimento, mas sim, buscando junto à comunidade, meios viáveis de acesso a eles. Ainda, diante do exposto se torna essencial o enfermeiro buscar formas de facilitar o acesso das mulheres aos serviços, evitando as dificuldades para o atendimento, mas sim, buscando junto à comunidade, meios viáveis de acesso a eles. Descritores: Saúde da Mulher, Prevenção, Gerenciamento. O ENFERMEIRO NA DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DA MAMA BRASIL, Daniele Freitas1; DIAS, Caren Franciele Coelho;2 FONSECA, Graziele Gorete Portella da3; LIMA, Suzinara Beatriz de 4 1-Relator: Daniele Freitas Brasil, Enfermeira, Especilaista em Estratégia da Saúde da Família pela UNASUS/UFPEL (Universidade Aberta do SUS/ Universidade Federal de Pelotas). Email:[email protected]. 2- Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pósgraduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). 3- Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde. 4- Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM. Introdução: O projeto de intervenção foi estruturado e desenvolvido no período de quatro meses em uma unidade básica de saúde (UBS), na cidade de Santa Cruz do Sul – RS e apresentado ao Curso de Especialização em Saúde da Família-Modalidade a DistânciaUFPEL/UNASUS. Participarão deste as mulheres na faixa etária entre vinte e cinco a sessenta e quatro anos de idade para a detecção precoce do câncer de colo uterino e na faixa etária entre cinquenta e sessenta e nove anos de idade para a detecção precoce do câncer de mama, mulheres estas cadastradas na área adstrita da UBS. Justificativa: Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de 275 mil mulheres por ano. No Brasil, em 2012, eram esperados 17.540 casos novos, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. Em 2009, esta neoplasia representou a terceira causa de morte por câncer em mulheres com 5.063 óbitos, representando uma taxa bruta de mortalidade de 5,18 óbitos para cada 100 mil mulheres. As taxas de incidência estimada e de mortalidade no Brasil apresentam valores intermediários em relação aos países em desenvolvimento, porém são elevadas quando comparadas às de países desenvolvidos com programas de detecção precoce bem estruturados. Em relação ao câncer de mama, é o mais incidente em mulheres, representando 23% do total de casos de câncer no mundo em 2008, com aproximadamente 1,4 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de morte por câncer em geral (458.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres. No Brasil o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano de 2012 foram estimados 52.680 casos novos, que representam uma taxa de incidência de 52,5 casos por 100.000 mulheres. A taxa de mortalidade por câncer de mama representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina brasileira, com 11,3 óbitos/100.000 mulheres em 2009. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer-INCA, no ano de 2012 na faixa etária de 25 a 59 anos, que estão dentro da faixa etária de realização do citopatológico, residem no Rio Grande do Sul 2.715.828 mulheres e 424.383 realizaram o exame, correspondendo a 16% desta população. Na faixa etária de 50 a 69 anos, de realização da mamografia, residem no RS, 1.110.651 mulheres, e foram realizadas 79.776 mamografias, correspondendo a 7% desta população. Devido aos elevados índices de incidência e mortalidade por câncer do colo do útero e da mama no Brasil, e os baixos índices de realização de exames, é de fundamental importância a implementação de estratégias de promoção à saúde, prevenção do câncer de colo uterino e detecção precoce do câncer de mama. A elaboração e implementação de Políticas Públicas na Atenção Básica tem sido uma estratégia para garantir esse cuidado, pois enfatiza a atenção integral à saúde da mulher, com o acesso à rede de serviços qualificados fundamentais para a diminuição destes índices. Objetivos: o projeto de intervenção teve como objetivo melhorar a qualidade da atenção às mulheres na detecção precoce do câncer de mama e na detecção precoce do câncer de colo estruturando o programa voltado à esta detecção ampliando a cobertura, melhorando a adesão das mulheres à realização do exame citopatológico de colo uterino e da mamografia, melhorando ainda o atendimento das mulheres que realizam estes exames e os registros das informações. Objetivou ainda a promoção da saúde e realizar ações de promoção à saúde e prevenção de doenças nas famílias das mulheres. Metodologia: tratou-se de um projeto de intervenção com uma ação para a detecção precoce do câncer de colo uterino e de mama. Realizamos educação permanente com a equipe, visitas domiciliares, agendamento conforme a demanda das mulheres que buscaram a realização dos exames, as alterações foram encaminhadas ao centro de referência ginecológica do município, confeccionamos material informativo sobre os cânceres de colo e mama e reunião para rediscutir o processo de trabalho. Foi utilizado o protocolo disponibilizado pelo ministério da saúde (MS) de Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama. Resultados: A intervenção na UBS propiciou a implementação do Programa de Detecção Precoce para câncer de colo e mama. Esse projeto exigiu que a equipe se capacitasse de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde para o rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das mulheres na faixa etária de realização do citopatológico e da mamografia bem como os fatores de risco. A atividade estimulou o trabalho integrado do enfermeiro, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde (ACS) e recepcionista. A principal modificação se deu no processo de trabalho da equipe onde a enfermeira passou a realizar os exames citopatológico e solicitar mamografia, assim como visualizar os resultados, que antes eram centralizados no ginecologista. Além disso, aprimoramos o registro no prontuário e na ficha espelho, melhoramos a qualidade da coleta do exame, aumento da procura por informações pelas mulheres e mobilização da equipe para abordar esse tema nas consultas, visitas domiciliares e no acolhimento. Conclusão: por fim, alcançamos as metas referentes à estruturação do programa, capacitação da equipe, qualificação do exame e do registro, mas as demais metas não foram alcançadas em curto prazo. Das metas não alcançadas cito a captação das mulheres que nunca realizaram o citopatológico e a mamografia, as mulheres faltosas à realização destes exames e avaliar a situação de risco e vulnerabilidade das famílias das mulheres. Mas acreditamos que com a continuidade da intervenção chegaremos ao objetivo traçado. As principais dificuldades foram relacionadas ao tempo disponível para a ação e o remanejo da equipe para outras atividades fora da UBS. Apesar destas dificuldades, foram cadastradas 294 mulheres para o câncer de colo, destas 114 estão com exames em dia, tendo uma de cobertura de 38,8%. Foram cadastradas 154 mulheres para o câncer de mama e, 45 delas estão com a mamografia em dia, correspondendo a 29,2%. Descritores: Atenção à Mulher; Detecção Precoce; Câncer do colo do útero; Câncer de Mama. ESTRESSE OXIDATIVO E REABILITAÇÃO PULMONAR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA CONTO, Jéssica De¹; ANGRI, Daniela²; PASTORIO, Anapaula²; SILVA, André Felipe Santos da³; PASQUALOTO, Adriane Schimitd4. 1. Relatora: acadêmica de graduação do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). E-mail: [email protected]. 2. Acadêmicas de graduação do curso de Fisioterapia da UFSM. 3. Fisioterapeuta pós-graduando de Especialização em Reabilitação Físico -Motora do Curso de Fisioterapia da UFSM. 4. Orientadora: Professora Doutora do Curso de Fisioterapia da UFSM. Introdução: O estresse oxidativo e espécies reativas de oxigênio (EROS) foram sugeridos na patogênese de muitas doenças pulmonares crônicas, incluindo doenças inflamatórias pulmonares, tais como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a bronquiectasia. Um ciclo vicioso de colonização microbiana e de abrigo da inflamação leva a danos no tecido pulmonar com infiltração neutrofílica e altos níveis de citocinas próinflamatórias presentes nas secreções das vias aéreas, resultando em superprodução de O2, e outros oxidantes. Desta forma sente-se a necessidade de avaliar a resposta do estresse oxidativo em pacientes com doença pulmonar esclarecendo a via de lesão e a relação da fisiopatologia da doença desde a sua gênese. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática sobre o estresse oxidativo e sua resposta à reabilitação pulmonar. Metodologia: A pesquisa deu-se a partir uma revisão sistemática (literatura) nos bancos de dados Scielo, Bireme, PubMed e PEDro. Os descritores foram Fisioterapia, Estresse Oxidativo, Reabilitação Pulmonar, Doenças Inflamatórias Pulmonares. A pesquisa selecionou os artigos a partir dos títulos e resumos, publicados entre os anos de 1985 a 2009. Resultado: A nossa via aérea está exposta a altos níveis de oxidantes ambientais diariamente que estimulam a produção de antioxidantes extracelulares para que ocorra o equilíbrio entre fatores oxidantes e antioxidantes, suficientes para evitar o desenvolvimento de doenças. Na ocorrência de uma doença nas vias aéreas, como a DPOC, bronquiectasia, existe um desequilíbrio destes fatores, ocorrendo o estresse oxidativo. O estresse oxidativo é um distúrbio no equilíbrio próoxidante/antioxidante em favor do primeiro, que leva a danos biomoleculares. Acreditase que o estresse oxidativo desempenhe um importante papel na fisiopatologia das bronquiectasias não fibrocísticas, sendo este causado por radicais livres do oxigênio, peróxidos e peroxinitritos, que agindo sobre proteínas, lipídios, bases nitrogenadas do ácido desoxirribonucleico (DNA), enzimas e componentes extracelulares, causam dano no parênquima e/ou nas vias aéreas. O estresse oxidativo decorrente da inalação de gases tóxicos como fumaça de cigarro ou dióxido de nitrogênio é considerado uma causa importante para o desenvolvimento da inflamação e destruição do tecido na DPOC, uma vez que resulta na inativação de antiproteinases, aumenta as lesões epiteliais no espaço aéreo e a hipersecreção de muco, aumentando o influxo de neutrófilos para os pulmões, e ainda, ativando o fator de transcrição e genes de mediadores pró-inflamatórios. Os antioxidantes, portanto, não devem apenas proteger contra os efeitos prejudiciais dos oxidantes diretos, mas também podem alterar fundamentalmente os eventos inflamatórios, que têm um papel central na patogênese da DPOC. Evidências de aumento do estresse oxidativo em doenças obstrutivas das vias respiratórias são emergentes, e vários estudos tem sugerido que ele pode apresentar um papel importante na sua evolução e patogênese. As EROS também tem sido implicadas na síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA), no enfisema, e na DPOC. EROS são normalmente produzidas no organismo durante o metabolismo, mas podem causar efeitos perigosos quando produzidos por meio de reação excessiva com os componentes celulares, incluindo ácidos nucleicos, proteínas, e lipídios. Este processo é conhecido como dano oxidativo. A inflamação crônica das vias aéreas superiores conduz à libertação de citocinas pró-inflamatórias que, por sua vez, pode desencadear uma liberação prolongada de EROS e elevar os níveis de marcadores do estresse oxidativo. Sabe-se que o exercício físico é uma condição que exerce influência sobre o balanço entre ataque oxidativo e os mecanismos de defesa antioxidante. Durante os exercícios físicos, ocorrem várias reações químicas que levam à formação de EROS, porém, para proteger os tecidos contra os danos causados pelas EROS produzidas durante o exercício físico as enzimas antioxidantes como superóxido- dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationaperoxidas/glutationa redutase (GPX)/(GR) parecem responder de maneira adaptativa, elevando suas atividades nos tecidos e órgãos de indivíduos treinados. Isso ocorre principalmente em treinamentos do tipo de endurance. A enzima catalase é considerada o maior componente da defesa antioxidante primária, atuando na catálise da decomposição de H2O2 em água, divide este trabalho com a glutationa peroxidase, sendo que a maior ação da catalase está ligada à altas concentrações de H2O2. Já o método ácido tiobarbitúrico (TBARS) é um dos mais utilizados para estudos de peroxidação lipídica, e é baseado na reação do malondialdeído com o ácido tiobarbitúrico. É um método simples e sensível para mensuração da peroxidação lipídica, embora não seja muito específico. Sabe-se que os níveis plasmáticos de produtos da peroxidação lipídica, medidos pela técnica TBARS, são maiores em pacientes com DPOC do que em indivíduos normais, e são maiores naqueles pacientes que apresentam exacerbação aguda da doença. Sendo assim a catalase e o TBARS marcadores intrecelulares do estresse oxidativos. A DPOC pode ser vista como um ciclo vicioso de sintomas incapacitantes que levam à inatividade física, descondicionamento e piora os sintomas de limitação ao exercício. No entanto, o programa de reabilitação pulmonar (RP) pode ser visto como uma estratégia para quebrar este ciclo. A RP é um programa multidisciplinar e é fortemente sugerido para o tratamento da DPOC, uma vez que aumenta a capacidade funcional, diminui os sintomas, reduz a utilização de recursos da saúde e melhora qualidade de vida. Embora os benefícios do exercício físico sobre a função pulmonar em pacientes com DPOC sejam limitados, o treinamento físico é o componente mais importante deste programa. Tanto a resistência quanto o treinamento muscular melhoraram a função muscular e a tolerância ao exercício em DPOC. Está bem documentado na literatura que a RP promove melhora na capacidade funcional de exercício, na qualidade de vida, reduz a dispneia, e a frequência e duração das internações, além de reduzir as exacerbações. No sentido oposto ao dos benefícios do exercício físico em paciente com DPOC, as evidências indicam que o exercício físico, especialmente aeróbico, gera EROS, tais como ânion superóxido e peróxido de hidrogênio, capaz de causar dano muscular e inflamação. Diversos estudos da década de 80 apresentaram resultados nos quais repetidas cargas de exercício levavam a dano ou envelhecimento acelerado do músculo em indivíduos ou cobaias que se exercitavam regularmente. O exercício físico pode induzir a um aumento das defesas antioxidantes no organismo das pessoas saudáveis, mas efeito de exercício sobre marcadores de estresse oxidativo e da relação entre a produção de radicais livres e a capacidade de defesa antioxidante em pacientes com DPOC é apenas parcialmente conhecido. A frequência e a intensidade em que é realizado o exercício físico alteram o balaço entre pró-oxidantes e antioxidantes. Podemos afirmar então que a questão do treinamento físico aumentar ou não a atividade das enzimas do sistema antioxidante permanece controversa. Enquanto alguns autores demonstraram aumento da atividade enzimática antioxidante (CAT, SOD e GPx) em músculo esquelético induzida pelo treinamento físico outros não constataram nenhuma alteração na atividade das mesmas enzimas. A resposta das enzimas antioxidantes musculares parece ser dependente do método ergômetro utilizado: natação, corrida em esteira ou ocorrida em roda de atividade espontânea do protocolo de exercício continuo ou intermitente assim como do tipo de fibra muscular e da espécie estudada: rato, camundongo ou outros mamíferos. Conclusão: Com as colocações acima citadas, podemos concluir que há uma necessidade de aprofundar os conhecimentos já existentes nessa área, buscando respostas mais específicas sobre os efeitos da atividade física, imposta por meio de uma reabilitação pulmonar, no estresse oxidativo de pacientes com doença pulmonar. Descritores: fisioterapia, estresse oxidativo, reabilitação pulmonar, doenças inflamatórias pulmonares. CHOQUE SÉPTICO POR STREPTOCOCCUS AGALACTIAEEM PACIENTE AMBULATORIAL DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA FRANCO COMIZ, THAÍS1; FILIPINI RAMPELOTTO, ROBERTA 2; MARTINI, ROSIÉLI3; HORNER, ROSMARI4. 1 Acadêmica do Curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (SM), Rio Grande do Sul (RS), Brasil. 2 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, UFSM, SM, RS, Brasil. 3 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, UFSM, SM, RS, Brasil. 4 Professora Associada do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, UFSM, SM, RS, Brasil. Introdução: A fasciite necrosante é um quadro clínico grave de etiologia bacteriana, caracterizada pela necrose progressiva da fáscia superficial e, secundariamente, pelo acometimento do tecido celular subcutâneo e da pele. Várias são as bactérias que podem estar implicadas na etiopatogenia da doença, entre elas o Streptococcus agalactiae. Este microrganismo está associado à sepse neonatal e pode habitar a vagina, trato gastrintestinal e respiratório de indivíduos não portadores de doença. A porta de entrada desta bactéria na corrente sanguínea pode ocorrer através da pele, trato genito-urinário e respiratório. A diabetes mellitus (DM) destaca-se pela complicação nos tecidos moles das extremidades inferiores, além da fasciite necrosante, que pode afetar diversas partes do corpo e possui elevada mortalidade. A sepse tem alta incidência nos hospitais, estando entre uma das principais causas de morbi-mortalidade. Sendo o choque séptico uma das complicações, no quadro de sepse, onde ocorrem alterações hemodinâmicas. Justificativa: Relatar um estudo de caso não usual no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Objetivo: Realizamos um estudo de choque séptico devido a presença do S. agalactiae diagnosticado no HUSM. Metodologia: Através de uma análise retrospectiva dos dados do prontuário e laudos foi possível realizar este estudo, registrado no Gabinete de projetos do Centro de Ciências da Saúde sob o número 025432. Estudo de Caso: A paciente (73 anos) realizava exames de rotina neste nosocômio desde 1995. Em 1999, apresentava glicose em torno de 219 mg/dL (VR:70-99mg/dL), desencadeando DM. Também foi diagnosticada com cirrose micromodular e hemocromatose (depósito de ferro nos tecidos). No dia 30 de abrilde 2013, a paciente foi internada com quadro de choque séptico, pressão arterial baixa, frequência cardíaca alta com fibrilação atrial, a qual foi cardiorevertida. Apresentava infecção no membroinferior esquerdo, com lesões bolhosas, secreção e também fasciite necrosante. Além de picos febris diários em torno de 39,3ºC, relacionando-se com a infecção da corrente sanguínea. Foi solicitado à paciente: eletrocardiograma, raio X do tórax, exames bioquímicos de rotina, exame qualitativo de urina (EQU) e urocultura (URO). Também foi realizada a hemocultura de duas amostras com punções de sítios diferentes. O EQU e URO não demonstraram alterações. As hemoculturas foram positivas para o S. agalactiae. O perfil de sensibilidade, por disco-difusão, foi o mesmo para as duas amostras, e demonstraram-se sensíveis a penicilina, ampicilina, vancomicina, ceftriaxona, linezolida e levofloxacino. E resistentes a clindamicina e azitromicina. Antes do resultado do antibiograma, a paciente iniciou o tratamento com vancomicina, amicacina e metronidazol. Após, a medicação foi trocada para oxacilina, ceftriaxone e clindamicina devido a toxicidade das outras drogas. Noradrenalina e dopamina também foram utilizadas, que exercem ação vasocompressora, porém, a paciente com parada cardiorespiratória, sem resposta, foi a óbito 3 dias após a internação. Conclusão: Relatamos um caso de choque séptico por fasciite necrosante causada por S. agalactiae, possivelmente de origem da flora bacteriana da paciente. Este estudo demonstra a necessidade de um conhecimento sobre as possíveis resistências de cada bactéria presentes em nosso meio, bem como a instituição correta do tratamento antimicrobiano em cepas resistentes. Descritores: Streptococcus agalactiae, Choque Séptico, Fasciite Necrosante. MANUAL DE GERENCIAMENTO DA ROTINA, FERRAMENTA PARA EXCELÊNCIA PROFISSIONAL NO CENTRO DE MATERIAS E ESTERILIZAÇÃO. CASSOL, Paulo Barrozo Brum(4). (1) ; LIMA, Suzinara Beatriz Soares(2); BORDIN, Ivana Caetano(3); ARGENTA, Luiza 1 Enfermeiro, Mestrando em Enfermagem do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria(UFSM) Autor-Relator - endereço eletrônico >[email protected]. 2 Enfermeira, Drª em Enfermagem, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem UFSM , Orientador . 3 Enfermeira, chefe do Centro de Materiais eEsterilização do Hospital Universitário de Santa Maria, Coautor. 4 Acadêmica de Enfermagem, do curso de Enfermagem da UFSM, Co-autor. Introdução: o surgimento, evolução e o grau de importância dos Centros de Materiais e Esterilização (CME) estão associados à evolução da medicina moderna e os descobrimentos da ciência a respeitos dos germes e sua propagação (POSSARI, 2003). No Brasil o ministério da saúde define o centro de materiais esterilizado como um o setor com funções de recepção, limpeza, preparo, esterilização, guarda e distribuição dos produtos para as unidades consumidoras da instituição de saúde (BRASIL, 2012). O desenvolvimento dos Centros de Materiais e Esterilização vem acompanhado o crescimento das instituições de saúde. No Brasil No começo da década de quarenta do século vinte, os produtos utilizados na saúde eram lavados, preparados e acondicionados nas unidades de internação (SOBECC, 2009). Com o crescente progresso tecnológico das ultimas décadas e o avanço das técnicas cirúrgicas, surgiram produtos e equipamentos complexos para a realização do ato anestésico -cirúrgico; com o aumento da complexidade da tecnologia dos materiais e equipamentos cirúrgicos, cresceu a necessidade do aprimoramento das técnicas em relação à limpeza, preparo, esterilização e armazenagem desses produtos para a saúde, bem como a qualificação de pessoal pela especificidade desse trabalho(PEZZI; LEITE, 2010; SOBECC, 2009) . O Centro de Material e Esterilização (CME) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) desenvolve atividades assistenciais indireta, de ensino e pesquisa; com a participação de profissionais do quadro do HUSM e de docentes e discentes do curso de Enfermagem. Este estudo, trata-se de relato de experiência da elaboração do Manual de Gerenciamento da Rotina, assim como a sua implementação nos processos de trabalho do CME Justificativa: Frente a essa necessidade da padronização de seus processos de trabalho e, estar de acordo com a legislação e da busca da excelência no trabalho do CME, iniciou -se a elaboração do Manual de Gerenciamento de do CME do Hospital Universitário de Santa Maria, no município de Santa Maria no Rio Grande do Sul (HUSM). O objetivo desse trabalho é apontar o Manual de Gerenciamento da Rotina como importante ferramenta na busca da excelência no CME, bem como atender as necessidades da legislação. Metodologia: A elaboração do Manual de Gerenciamento da Rotina o foi elaborado em 2011 como Procedimentos Operacionais Padrão “POP”; no entanto a sua atualização e inclusão de novos elementos iniciou em janeiro de 2013, sendo finalizado como manual completo e impresso em setembro de 2013. O CME do Hospital Universitário de Santa Maria conta com uma equipe, composta por Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Auxiliares de saúde, Laboratoristas de Área e Serviços Gerais que são distribuídos entre os turnos diurno e noturno. Está dividido em sete áreas com fluxo direcional de materiais evitando dessa forma o cruzamento de materiais sujos e não estéreis com materiais limpos e esterilizados classificando-se em: área I - recepção e preparo de roupas e pacotes cirúrgicos como campos, laps e aventais, compressas dentre outros; área II - recebimento de matérias sujos das unidades e do centro cirúrgico, possuído duas lavadora termodesinfctora ; área III- inspeção, preparo e montagem de caixas com materiais cirúrgicos; área IV- preparo de materiais para estoque, selagem em grau cirúrgico de materiais diversos; área V- esterilização, possuindo três autoclaves pré-vacuo; área VI - entrega de materiais esterilizados para as unidades consumidoras; área VII – armazenagem de materiais esterilizados e atendimento ao centro cirúrgico. Considerando essas sete áreas e suas especificidades com a realidade do HUSM, iniciou-se a revisão de seus processos de trabalho , juntamente com o apoio do Núcleo de Apoio Gerencial( NAG). Também se buscou apoio na legislação especifica sobre CME (BRASIL, 2012). Foi realizado uma leitura de cada procedimento do CME, junto com discussões sobre assunto, novas releituras foram realizadas confrontando com literaturas da área. Utilizando como suporte para consulta Práticas Recomendas da Sociedade Brasileira de Enfermagem de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC,2009) . E teve a sua implantação e início da capacitação da equipe do CME em setembro 2013, neste processo, buscou-se utilizar de elementos da mídia como data show e filmes de forma a tornar o tema atrativo e facilitar o aprendizado, as apresentações ocorreram em horários alternativos com o intuito de facilitar a presença dos profissionais do CME . Resultados: Neste contexto apontamos a importância de se conhecer quais são as necessidades do setor, o objeto de trabalho, dessa forma instrumentar-se para atingir o produto, que são os materiais esterilizados para suprir as unidades consumidoras, assim como a capacitação para os indivíduos que são os responsáveis pela execução do trabalho. Após as discussões finais, além dos POP multiprofissionais do manual, foram elaborado trinta e dois POP específicos do CME e quatro instruções de trabalho (descritivo do uso de máquinas aparelhos), nove anexos, quatro fluxos críticos e o macrofluxo , entre outros . Sendo que alguns procedimentos foram fotografadas passo a passo e impresso para facilitar a consulta. A sustentabilidade ambiental também é uma preocupação do CME, sendo que algumas atividades práticas estão pontuadas no Manual. A Educação permanente é um processo bastante dinâmico e contínuo de construção do conhecimento, essa construção ocorre por meio do desenvolvimento do pensamento livre e também da consciência crítico-reflexivo, sendo que interação interindividual e coletiva possibilita à criação de compromisso pessoal e profissional, habilitando para a transformação da realidade (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007). Neste processo educativo percebemos a importância da Educação permanente para promoção do ensino, dessa forma oportunizando meios de crescimentos para os profissionais da enfermagem. Considerando também a educação permanente como fundamental na implementação do Manual do Gerenciamento da Rotina, possibilitando o desenvolvimento do trabalho com qualidade, um transformador de realidades. Conclusões. O CME pela sua historia evolutiva, vem sempre acompanhando as tendências mais modernas, o CME está entre os primeiros setores do Hospital Universitário de Santa Maria a concluir o Manual de Gerenciamento da Rotina. Este manual vai muito além de uma descrição de técnicas, pois abrange diversos conhecimentos para o gerenciamento, algo vital nas instituições inovadoras e com visão de futuro. Na busca da excelência profissional, o Manual de Gerenciamento da Rotina é uma importante ferramenta para os procedimentos no CME, aliado a educação permanente, resultando dessa forma um trabalho padronizado com alta confiabilidade em seus processos, inserido definitivamente com as tendências tecnológicas e mercadológicas. Descritores: gerência, educação, enfermagem. PERFIL DOS PESQUISADORES BOLSISTAS DE PRODUTIVIDADE CIENTÍFICA DO CNPQ EM ENFERMAGEM Oliveira, Rafael da Silva ¹; Santos, Wendel Mombaque dos ²; Padoin, Stela Maris de Melo ³; Lacerda, Maria Ribeiro4; Gueterres, Évelin Costa5. 1 Relator, Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista PROIC HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS). [email protected] 2 Enfermeiro(a), Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. 3 Enfermeira, Doutora Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP_PEFAS. 4 Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR), líder do grupo de pesquisa Núcleo De Estudos, Pesquisa E Extensão Em Cuidado Humano de Enfermagem (NEPECHE) pertencente a UFPR. 5 Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Membro do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos e Pesquisa do Envelhecimento pertencente a UNIPAMPA. Introdução: A produção científica brasileira tem aumentado nas últimas décadas, ainda que seja deficiente em impacto e qualidade(1, 2). Esta expansão vem sendo observada nas áreas de Ciências da Saúde, principalmente pela ampliação dos Programas de Pós Graduação, constituição de grupos de pesquisa, número de pesquisadores qualificados e publicação de artigos científicos em periódicos indexados (1-3). Como consequência dessa participação das Ciências da Saúde e da Enfermagem na produção científica nacional, tem-se a demanda crescente por recursos de financiamento a projetos de pesquisa e a bolsas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (4). Considerando o crescimento da pesquisa na Enfermagem, a proporção de bolsistas tende a representar uma parcela cada vez menor do conjunto de pesquisadores, e a pressão por bolsas de produtividade tem aumentado, levando à adoção de critérios de seleção cada vez mais restritivos(3). Objetivo: O objetivo do presente estudo foi identificar o perfil dos pesquisadores com bolsa de produtividade em pesquisa na área de Enfermagem no CNPq, analisando-se a produção científica dos mesmos. Justificativa: Este trabalho é importante para termos conhecimento sobre o perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade cientifica na área de Enfermagem e demonstra a proporção que os pesquisadores dessa área ocupam em relação as demais. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal e descritivo, utilizando a relação dos bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq na área de enfermagem com bolsas ativas no triênio de 2010 a 2012. A partir dos currículos Lattes publicamente disponíveis em Plataforma Lattes (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca) um banco de dados com informações sobre cada pesquisador foi desenvolvido, com informações sobre a distribuição dos pesquisadores por categoria, distribuição geográfica e institucional, produção científica (artigos científicos) e formação de recursos humanos (orientações de mestrado\doutorado). Para análise da produção científica, consideraram-se as publicações e orientações realizadas no período de 2010 a 2012. Como critério de inclusão, o pesquisador deveria ter sido contemplado com essa bolsa e a mesma deveria estar em vigência. Os artigos foram classificados de acordo com a padronização adotada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), disponível no Qualis de periódicos (http://qualis.capes.gov.br/ WebQualis). Os currículos Lattes dos pesquisadores foram extraídos no mesmo dia e posteriormente a analise do mesmo foi realizada por 2 pesquisadores de forma independente. Após a construção do banco de dados por meio do programa estatístico SPSS versão 21.0 para Windows, realizou-se a análise estatística descritiva e univariada dos dados obtidos. Resultados: Nesse período, foram encontrados 186 pesquisadores vinculados a instituições em todo o Brasil que possuíam bolsas de produtividade em pesquisa na área citada, destes 10 (5,37%) foram masculino e 176 (94,63%) feminino. Os pesquisadores da enfermagem estão distribuídos por 14 estados da federação e o distrito federal, sendo que na Região Sudeste estão 122 (65,6%) bolsistas. Destes, 95 (51,1%) encontram-se no Estado de São Paulo, em seguida, observam-se 33 bolsistas nos estados do Sul, representando 17,6% da população avaliada. A Região Nordeste apresentou 16 (14,2%) bolsistas do total, sendo que o estado do Ceará apresentou maior representatividade. As regiões Norte e Centro-Oeste têm a menor concentração de pesquisadores, apresentando, respectivamente, 0,5% e 2,1%. Apenas o estado do Pará representou a Região Norte, com apenas um pesquisador. Com relação ao vínculo institucional dos pesquisadores, foi observada a existência de 32 instituições, incluindo instituições de ensino superior, institutos de pesquisa, hospitais e fundações. Dentre as universidades que concentram a maior parte dos pesquisadores bolsistas, destacou-se a USP, que apresentou 43 pesquisadores (43%). Nesta relação, observou-se predomínio de instituições de ensino superior públicas localizadas nas regiões Sudeste e Sul. Ao ser consultado o banco de teses da CAPES a enfermagem possui um total de 8.226 dissertações e teses relacionadas ao tema enfermagem. No entanto, uma análise mais pormenorizada estabelecida de que 61,3% dissertações e teses foram desenvolvidas pela orientação dos bolsistas de produtividade CNPq, destas 726 de mestrado e 364 de doutorado no período estudado. Demonstrando que este grupo de pesquisadores é responsável atualmente por mais de 60% da formação de mestres e doutores no Brasil na área de Enfermagem. Conclusão: Verifica-se prevalência na formação de mestres. Novos estudos com metodologias similares poderão ser importantes para melhor aferição da produção científica brasileira em outras áreas do conhecimento, visto que existem poucos estudos nacionais sobre o perfil da produção científica gerada pelos bolsistas de produtividade científica do CNPq. Sugere-se que os estudos considerem analisar a produção cientifica e os projetos de pesquisa desenvolvidos, considerando que o produzido deve ser a partir do pesquisado numa identidade clara do pesquisador. Descritores: Bolsistas; CNPq; Produção Científica; Enfermagem FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL DE ADULTOS COM HIV/AIDS – TARV IV (GUARDA-CHUVA) OLIVEIRA, Rafael da Silva1; MURARO, Monica de Fátima Rossato2; SANTOS, Wendel Mombaque dos3; MARCHI, Maressa Claudia de3; ZUGE, Samuel Spiegelberg4; PADOIN, Stela Maris de Mello5 1 Relator, Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista PROIC HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS). [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista PROIC HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado á Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP_PEFAS). 3 Enfermeiro(a), Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. 4 Enfermeiro, Mestre em Enfermagem, Professor Substituto do Departamento de Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. 5 Enfermeira, Doutora Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP_PEFAS. Introdução: A epidemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), no Brasil, originou-se no início dos anos de 1980, e deste período até julho de 2012totalizaram 656.701 notificações da doença. O Ministério da Saúde do Brasil vem implementando estratégias e políticas públicas que tem por objetivo a prevenção de novos casos de infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a atenção em saúde para as pessoas que vivem com a doença. A expectativa de autoeficácia é definida como o processo de julgamento do sujeito sobre a sua habilidade de desempenhar com sucesso um padrão específico de comportamento, no caso da adesão à TARV, o seguimento regular da prescrição. Este comportamento está vinculado à adesão à TARV, pois quanto maior o nível de expectativa de autoeficácia mais soluções surgirão para cumprir com as suas necessidades de saúde em relação ao tratamento. Já o suporte social pode ser compreendido como qualquer processo em que relações sociais promovem saúde e bem-estar. E exerce um papel fundamental na vida do adulto que convive com HIV/AIDS cumprindo importantes funções nas dimensões social, psicológica e comportamental. Justificativa: Atualmente a adesão à Tratamento Antirretroviral (TARV) é um dos maiores desafios no tratamento para a AIDS, pois envolve não somente o uso dos ARVs, como também fatores relacionados ao paciente e ao sistema de saúde. O sucesso da TARV tem influência direta nos níveis de adesão, considerado atualmente como o maior determinante da resposta terapêutica. Dessa forma, a adesão ao TARV está relacionada a fatores comportamentais, tais como percepção e formas de enfrentamento das adversidades e a fatores externos, como obstáculos de vida e rede de apoio. Assim, pode diminuir o risco de agravamento de doenças à medida que promove comportamentos relevantes para o seu manejo e controle. Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico, econômico e clínico da população do estudo; Identificar a expectativa de autoeficácia dos adultos à adesão à TARV, por meio da Escala de expectativa de autoeficácia para cumprir a prescrição antirretroviral; Identificar o suporte social dos adultos em TARV, por meio da Escala de Suporte Social para Pessoas Vivendo com HIV/AIDS; Avaliar a relação entre: dados sociodemográficos, econômicos, clínicos, suporte social e a expectativa de autoeficácia à TARV; Avaliar a correlação entre expectativa de autoeficácia à TARV e suporte social. Metodologia: O estudo será composto de duas etapas, sendo elas: A primeira consiste na Etapa bibliográfica - para elaboração do desenho de revisão serão percorridas as seguintes etapas: identificação do tema, seleção da questão de pesquisa e objetivos da revisão, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, seleção dos estudos a serem analisados, estabelecimento das informações a serem extraídas dos artigos selecionados, avaliação das evidências e análise, discussão e apresentação da síntese do conhecimento evidenciado dos artigos. A segunda consiste na etapa de campo- trata-se de um estudo de campo, com abordagem quantitativa e delineamento transversal. O mesmo está sendo desenvolvido no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), sendo este referência em saúde para a região centro do Rio Grande do Sul. A população do estudo é composta por 432 adultos, os quais atendem aos critérios de inclusão – adultos com idade ≥ a 20 anos com HIV/AIDS em TARV, cadastrados há pelo menos três meses na Unidade Dispensadora de Medicamentos do HUSM, em acompanhamento no ambulatório de doenças infecciosas (ADI). Os critérios de exclusão são: pacientes com limitação cognitiva e/ou mental, com dificuldade de compreensão e/ou expressão verbal; em regime penitenciário; e mulheres em período gravídicopuerperal. Para a coleta de dados, a qual está em andamento, está sendo utilizado um instrumento já usado no Projeto de Pesquisa “Impacto da adesão ao tratamento antirretroviral em crianças e adolescentes na perspectiva da família, da criança e do adolescente de Porto Alegre e Santa Maria/RS – TARV I”, o qual foi adaptado para a população adulta, conforme consentimento dos responsáveis pelo projeto, contemplando as seguintes etapas: características e perfil do adulto; perfil socioeconômico; perfil comportamental; cotidiano medicamentoso (TARV) e de cuidados (atitudes de adesão); rede social primária e secundária, relacionadas ao aporte social; relação com o serviço de saúde e perfil medicamentoso. Os procedimentos estatísticos para a análise dos dados serão: estatística descritiva, análise da confiabilidade das respostas através do Alfa de Cronback, a fim de comparar os indicadores de vulnerabilidade dos sujeitos em relação à adesão e a não adesão ao TARV. Além disso, serão utilizados para as variáveis nominais, o Teste do Quiquadrado, para as ordinais e as contínuas, que não seguem uma distribuição normal, o Teste Mann-Whitney e o Teste T para as contínuas, que seguem uma distribuição normal. Os dados referentes ao presente estudo serão processados e analisados de forma eletrônica, a partir da construção de um banco de dados (Excel 2000) e de um programa de análise específico para o cumprimento dos objetivos da pesquisa, o software Statistical Package for Social Science 17.0. O projeto TARV IV foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM sob a CAAE: 0322.0.243.000-11. Resultados: Até o momento apenas a etapa de revisão bibliográfica já foi tendo identificado em relação ao instrumento da auto eficácia a maior parte dos estudos foi publicada entre os anos de 2005 a 2012 (80%). Os Estados Unidos da América concentrou a maior parte das publicações (80%), sendo seguido pela China (10%) e México (10%). Quanto às subáreas de conhecimento, a maioria pertencia a Enfermagem (40%), Medicina (30%) e Psicologia (30%). A análise dos estudos da auto eficácia demonstraram que os questionários relacionados a auto eficácia estão sendo utilizados para avaliar a aderência de medicações, sintomas depressivos, apoio social, validação de escala, características psicométricas da auto eficácia, uso de preservativos. Dentre os fatores observados nos estudos da auto eficácia observam-se: que a auto eficácia é afetada diretamente por sintomas depressivos, e indiretamente pelo apoio social; a escala pictográfica da cor foi convergente para o teste da auto eficácia; a escala de auto eficácia realizada para uma população EUA foi validada para população mexicana; o uso de preservativo não apresentou relevância com a auto eficácia; baixa auto eficácia devido à discriminação de profissionais da saúde; demonstrou fatores psicométricos da escala da auto eficácia; a confiança do parceiro auxilia na auto eficácia do tratamento. A análise dos estudos relacionados ao suporte social (n=10) possibilitou a identificação do modo que estão sendo utilizados os questionários sobre está temática com portadores de HIV. Com relação ao nível de evidência os artigos relacionados ao suporte social apresentaram nível 3 (10%) e 4 (90%). A maior parte dos estudos de suporte social foi publicada entre 2006 e 2012 (80%). Os Estados Unidos da América concentrou a maior parte das publicações (50%), sendo seguido por Uganda (20%), Tailândia (10%), Kenia (10%) e Espanha (10%). Quanto às subáreas de conhecimento, a maioria pertence à Medicina (60%), Enfermagem (30%) e Psicologia (10%). Os principais achados nos artigos relacionados ao apoio social foram: o apoio social eleva o grau de adesão ao tratamento antirretroviral; a má alimentação, gerando depressão e interfere negativamente no TARV; a melhor satisfação de vida eleva o apoio social e melhora no tratamento; o sofrimento psicológico leva a não adesão ao TARV; usuários de terapia alternativa tem menor satisfação com o apoio social; a ausência de suporte social diminui a adesão ao tratamento. Conclusão: Entende-se que este estudo poderá contribuir para a tríade ensino, pesquisa e assistência. Para a pesquisa, pelas poucas produções, com foco na autoeficácia para cumprir a prescrição antirretroviral e a correlação entre expectativa de autoeficácia e o suporte social. Para o ensino, com a ampliação de discussões acerca da atenção à saúde dos adultos com HIV/AIDS, mais especificamente do cuidado de enfermagem, com a possibilidade de um direcionamento das atividades práticas dos graduandos enfocando o incentivo da adesão ao TARV. Para a assistência, espera-se contribuir para as ações desenvolvidas no acompanhamento do tratamento dessas pessoas, de forma a desenvolver estratégias para ajuda-las no seguimento do tratamento e enfrentamento das adversidades que permeiam o mesmo, aumentando assim, os níveis de adesão. Vislumbra-se a contribuição para a discussão das políticas públicas no enfrentamento da epidemia da AIDS com foco na adesão. Descritores: HIV; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Questionários; Auto Eficácia; Suporte Social. ATIVIDADES REALIZADAS PELO RESIDENTE FARMACÊUTICO NO ÂMBITO HOSPITALAR. RELATO DE EXPERIÊNCIA Cancian, Natália Raguzzoni1; Hermes, Débora2; Andrade, Claudia Sala3; Beck, Sandra Trevisan4. 1 Relator. Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected] 2 Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM. 3 Farmacêutica. Mestre. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde. Departamento de Enfermagem da UFSM. 4 Farmacêutica. Profa Dra Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde/área Crônico degenerativo, UFSM. Introdução: A atividade clínica do farmacêutico torna-se muito importante no momento em que coloca o paciente como foco do cuidado. Esta atuação possibilita uma diminuição dos eventos adversos relacionados com os medicamentos usados e garante um cuidado integral do usuário. Entre as atividades realizadas pelos residentes farmacêuticos da área de concentração crônico degenerativo no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) estão a atenção farmacêutica no 5° andar e no 3º andar, a integração do profissional no Serviço de Internação Domiciliar (SIDHUSM) e nos ambulatórios de doenças infecciosas. Justificativa: O monitoramento da terapia medicamentosa realizada pelo farmacêutico permite otimizar a farmacoterapia do paciente, no momento em que atua em conjunto com outros profissionais da saúde facilitando a correta administração dos fármacos. Esclarece os pacientes sobre a importância do uso racional dos medicamentos prescritos e quando necessário o uso contínuo dos mesmos, orienta os pacientes sobre a importância do seguimento da terapia medicamentosa pós-alta1. Objetivo: Evidenciar a importância do farmacêutico na equipe de saúde. Metodologia: A atuação do farmacêutico no âmbito do HUSM tem sido otimizada a partir da inserção do residente farmacêutico. Esta atuação acontece através de orientações específicas sobre a terapia medicamentosa e são realizadas individualmente com o usuário ou familiar, a beira do leito, na casa do paciente que está vinculado ao SIDHUSM, ou quando o mesmo retorna para as consultas ambulatoriais. Questões como a importância da adesão ao tratamento medicamentoso, procedimentos para minimizar os efeitos adversos, o uso racional de medicamentos são as mais trabalhadas. Um projeto piloto sobre a avaliação da administração dos medicamentos prescritos por sonda enteral está sendo desenvolvido.Com ele, a verificação das adequações necessárias para a correta administração dos fármacos é realizada. A multidisciplinariedade fica evidenciada devido à interação entre os profissionais nuticionistas, enfermeiros, médicos e farmacêuticos. Junto de outras áreas de concentração da residência multiprofissional (hemato- oncologia e vigilância epidemiológica), está sendo realizada uma avaliação dos fatores de risco para os pacientes hospitalizados através do número de medicamentos utilizados pelo paciente, se este usa sonda enteral, ou se tem comorbidades cardíacas, pulmonares ou renais. Todas as intervenções realizadas pelo residente farmacêutico são discutidas com a equipe de saúde e relatadas em prontuário do paciente. Resultados: Essas experiências mostram que houve uma maior compreensão do usuário e seus familiares sobre seu tratamento e diagnóstico, além de proporcionar melhora da qualidade do atendimento no serviço permitindo a realização de um cuidado integral deste paciente. Conclusão: A inserção do profissional farmacêutico nas equipes de saúde, onde desenvolve atividades de farmácia clínica, minimiza erros de medicação, além de ser fundamental na adesão ao tratamento medicamentoso e promoção de saúde. Descritores: atenção farmacêutica; multidisciplinariedade; cuidado integral IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NA AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS POR SONDA ENTERAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA: CANCIAN, Natália Raguzzoni1; HERMES, Débora2; ANDRADE, Claudia Sala3; BECK, Sandra Trevisan4. 1 Relator. Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected] 2 Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM. 3 Farmacêutica. Mestre. Preceptora. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM. 4 Farmacêutica. Profª Drª Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde/ área Crônico degenerativo, UFSM. Introdução: A via oral é a via de escolha para a administração de fármacos, sempre que as condições do paciente assim permitam. No entanto, em determinadas situações é necessário utilizar sonda enteral para a nutrição e administração de medicamentos1. A administração de um medicamento por sonda requer que este esteja em forma líquida. Porém, a forma farmacêutica (modo como o medicamento é apresentado para ser administrado ao paciente) nem sempre está disponível na forma líquida, podendo estar na forma sólida (comprimidos, drágeas, cápsulas), necessitando, algumas vezes, manipulação para sua administração2. Justificativa: Uma vez que drogas não são desenvolvidas com a finalidade de administração via sonda enteral, e frente à escassez de informações encontradas na literatura, muitas recomendações são baseadas no empirismo. É conveniente que todos conheçam as características de cada fármaco no momento de sua administração por sonda, para que se tenha a eficácia no tratamento e sejam evitadas complicações decorrentes da má administração. Metodologia: Um projeto piloto (CAEE 08100112.0.0000.5346) está sendo desenvolvido pelos residentes farmacêuticos da área de concentração crônico- degenerativo no 5º andar do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). São analisadas as prescrições médicas e os medicamentos prescritos por sonda enteral. Nesta situação, vários aspectos são avaliados pelo residente farmacêutico como: possibilidade de substituição do medicamento (disponibilidade de outra forma farmacêutica, via de administração ou fármaco alternativo), sítio de absorção e de ação do fármaco, efeitos da nutrição enteral na absorção deste, bem como o tipo de sonda e sua localização no trato gastrintestinal. Resultados: Em três meses de análise dos medicamentos prescritos por sonda enteral, foram avaliadas 47 prescrições e realizadas 12 intervenções. As intervenções foram relacionadas basicamente à troca de forma farmacêutica (7 sugestões de troca) e diluição da forma líquida (6 sugestões de diluição). Houve quatro medicamentos onde não foi sugerido a troca devido à falta da forma farmacêutica adequada na Farmácia de Dispensação do HUSM e 12 medicamentos onde não foi indicada a mudança do comprimido para a solução oral devido à diferença de concentração da mesma. Conclusão: Apesar dos possíveis benefícios da utilização dessa via para a administração de medicamentos, algumas complicações podem ocorrer como: obstrução da sonda, possíveis danos ao trato gastrintestinal (TGI), interações drogas nutrientes, e alterações na farmacocinética do medicamento. É fundamental a presença do profissional farmacêutico na equipe de saúde, realizando a análise das prescrições dos medicamentos prescritos. Descritores: administração; medicamentos; sonda enteral; cuidado integral. DESAFIOS ENFRENTADOS ANTIRRETROVIRAL NA ADESÃO AO TRATAMENTO BANDEIRA, Danieli1; SANTOS, Gilvane Souza dos2; CANCIAN, Natália Raguzzoni3, WEILLER,Teresinha Heck4; BECK, Sandra Trevisan5. 1 Relator. Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected]. 2 Nutricionista. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM. 3 Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM. 4 Enfermeira. Profª Drª Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde. Departamento de Enfermagem da UFSM. 5 Farmacêutica. Profª. Drª. Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde/ área Crônico degenerativo, UFSM. Introdução: A discussão a cerca da adesão à TARV da pessoa adoecida de AIDS é complexa, pois envolve diversos aspectos, incluindo o biológico, o emocional, o psicológico e o familiar. Além disso, requer estratégias de parceria entre uma equipe multiprofissional que viabilizem uma assistência eficaz a essas pessoas em tratamento1. A adesão ao tratamento de doenças crônicas como a AIDS está vinculada a disponibilidade de acesso aos serviços de saúde, consultas, frequência, realização de exames laboratoriais e retiradas de medicamentos antirretrovirais (ARVs) na farmácia por toda a vida. Diversos fatores colaboram para a não aderência à terapia antirretroviral (TARV), como a escolaridade, que influencia na compreensão da importância do tratamento; os efeitos colaterais dos medicamentos que podem alterar o metabolismo; o esquecimento, principalmente entre aqueles que moram sozinhos e a idade menor que 40 anos, uma vez que há maior comprometimento com o tratamento entre os mais velhos2. Justificativa: Neste sentido, ressalta-se a importância de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar entre os profissionais, para que o usuário seja atendido de forma integral, possibilitando que este expresse seus sentimentos, dúvidas e dificuldades para realização de um tratamento efetivo. O aconselhamento multiprofissional proporcionará orientações, informações e encaminhamento correto das demandas evidenciadas. Objetivos: O presente estudo pretende verificar quais os fatores prevalentes que dificultam a adesão à TARV, entre indivíduos em tratamento para a AIDS. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, quali-quantitativo, onde usuários não aderentes a TARV, em acompanhamento tanto no ambulatório de adesão do HUSM, quanto no Centro de Testagem e Aconselhamento Casa 13 de Maio, serão atendidos pela equipe multiprofissional, composta por enfermeiro, farmacêutico e nutricionista. Para obtenção dos dados, após a assinatura do TCLE, serão realizadas entrevistas e aplicados questionários validados, no período de julho a dezembro de 2013. Resultados: Esta intervenção está sendo realizada com a finalidade de elaboração de um trabalho de conclusão de pós-graduação ao final da Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde (CAAE 20005613.3.0000.5346). Além dos objetivos que serão atingidos após a coleta e análise dos dados, é extremamente relevante documentar que a atenção multidisciplinar tem enriquecido a experiência profissional de todas os núcleos profissionais envolvidos. Este trabalho tem permitido maior integração da equipe de saúde, e proporcionado ao usuário um acolhimento através da escuta qualificada de suas necessidades relacionadas ao tratamento. Conclusão: Espera-se que a atenção multiprofissional aumente a adesão ao tratamento e melhore a qualidade de vida do usuário por meio das intervenções realizadas. Descritores: atenção à saúde; acesso aos serviços de saúde; AIDS. IMPORTÂNCIA ENFERMAGEM EXPERIÊNCIA DAS NUM AULAS PRÁTICAS PARA ACADÊMICOS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: UM RELATO DE DE TONEL, Juliana Zancan¹; BECK, Carmem Lúcia Colome²; REIS, Daiane Aparecida Martins³; FREITAS, Natiellen Quatrin4; SANGOI, Thais Picolin5 ¹Acadêmica do 5º Semestre de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM/Brasil. Bolsista PIBIC/CNPq. Relatora, e-mail: [email protected] ²Doutora em Enfermagem. Docente Associado do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Professora orientadora. Santa Maria, RS, Brasil. ³Acadêmica do 5º Semestre de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor (a). Santa Maria, RS, Brasil. Bolsista PROBIC/FAPERGS. 4 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor (a). Santa Maria, RS, Brasil. 5 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor (a). Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: As aulas práticas são momentos de suma importância no processo de formação profissional e pessoal do aluno de enfermagem. O enfermeiro atuante no campo da prática tem significativa influência no desenvolvimento de habilidade, técnica e atitudes. Assim, é importante que haja um equilíbrio entre a teoria, administrada na sala de aula, e a prática, vivenciada nas instituições onde se desenvolve o estágio (SALOMÉN; ESPÓSITOL, 2008). Sendo assim, essa busca pelo conhecimento e reflexão sobre a prática profissional torna o aluno mais crítico e reflexivo, oportunizando o desenvolvimento de condutas que visam à melhoria da qualidade da assistência prestada (OLIVEIRA et al., 2009). Dessa forma, as experiências vivenciadas pelos alunos nos campos práticos foram além do desenvolvimento das habilidades em procedimentos técnicos, pois, os acadêmicos puderam refletir acerca da realidade vivenciada na rotina hospitalar. Assim, o momento de imersão do estudante no cotidiano dos serviços pode trazer recursos riquíssimos para o aprendizado do cuidado e da organização dos processos de trabalho e gestão. Devem-se aproveitar as experiências vivenciadas e observadas nos serviços durante as aulas práticas e estágios, como momento pedagógico, para refletir sobre a prática do cuidado que ali é produzida e suas repercussões, inclusive sobre a maneira como se concebe o cuidado e se essa concepção. (ALBUQUERQUE, V. S. et al, 2007) Dessa maneira, justifica-se a relevância desse trabalho a partir da importância das aulas práticas na formação dos acadêmicos de enfermagem, na sua inserção no ambiente hospitalar, bem como na execução de procedimentos técnicos e na interação com os pacientes. OBJETIVO: Relatar a importância das aulas práticas para acadêmicos de enfermagem em um Hospital Universitário da região Sul do Brasil. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de acadêmicos do 4º semestre do curso de graduação em Enfermagem de uma Universidade Federal da região Sul do Brasil, que teve como embasamento as aulas práticas da disciplina de Saúde do Adulto, realizadas em unidades de internação e ambulatorial de um hospital da referida região. As aulas práticas ocorreram no primeiro semestre letivo de 2013, sendo coordenadas pelas professoras supervisoras da disciplina. Cada grupo possuindo cerca de cinco alunos, dispostos assim nos campos práticos com o intuito de proporcionar aprendizado, conhecimento, além de maior interação com o usuário propiciando também o aperfeiçoamento da técnica. As atividades eram realizadas três vezes na semana, sendo oportunizada aos alunos a realização de procedimentos técnicos em enfermagem, como por exemplo, punções venosas periféricas, curativos, sondagens, entre outros. RESULTADOS: Observou-se a importância para a enfermagem, a interação no ato de cuidar, não somente como execução da técnica, mas sim, a possibilidade da criação de vínculo entre os acadêmicos e os pacientes; Através da prática ficou evidente a importância do embasamento teórico e a necessidade de busca do conhecimento para a execução de procedimentos. DISCUSSÃO: Frente ao exposto, percebese que o cuidado é como um ato de interação, constituído de ações e atividades de enfermagem dirigidas ao paciente e com ele compartilhadas, envolvendo o diálogo, o ouvir, a descoberta do outro, cultivando a sensibilidade, valorizando-o e compreendendo-o (RAZERA; BRAGA, 2011). Dessa maneira, o ato de cuidar é uma atividade eminentemente humana que visa promover o bem-estar do ser fragilizado. O cuidado é parte integrante da vida; sem ele, o ser humano não conseguiria sobreviver. É uma relação de afetividade que se configura numa atitude de responsabilidade, atenção, preocupação e envolvimento do cuidador com o ser cuidado (FERNANDES et al., 2013). Assim, a partir das experiências vivenciadas nas aulas práticas, os acadêmicos foram instigados na busca de compreender o paciente como um todo, não se detendo somente na execução dos procedimentos técnicos, mas sim em momentos de escuta, de apoio e criação de vínculos. Dessa forma, faz-se necessária a aquisição de competências, ou seja, a capacidade de utilizar os conhecimentos adquiridos e integrá-los ou mobilizá-los, visando sua resolução a fim de que, por meio de um processo de reflexão crítica do aprendizado, se desenvolva uma intervenção efetiva na prática do cuidado. (FURTADO et al, 2012) Além disso, destaca-se que as aulas práticas trabalham os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desenvolvimento do estudante, sendo através do ensino e da reflexão que ocorrem as mudanças almejadas (SILVAL et al., 2013). Desse modo, evidencia-se o paralelo entre o ensino de enfermagem e a prática profissional diária, relevante para a atuação do enfermeiro enquanto profissional bem como para a formação dos acadêmicos na execução de suas práticas. Assim, em relação à prática, além de proporcionar o contato com o sistema de saúde e aos seus usuários, também instiga que os alunos busquem conhecimento, embasamento teórico para proporcionar uma boa execução dos procedimentos técnicos. Além disso, a prática é o momento em que irá se estabelecer os vínculos, a interação, entre o cuidado e o cuidador. Desse modo, por intermédio das aulas práticas, o aluno é também instigado a novas descobertas, que submetidas ao processo de reflexão e análise, geram conhecimentos para a enfermagem, numa forma integrada entre o pensar e o fazer, resultando não apenas em ação ou procedimento técnico, mas em inovação. (GUIMARÃES; MARTIN; RABELO, 2010). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nesse trabalho ficou evidente que ao acadêmico de enfermagem é fundamental o contato com o usuário do serviço público hospitalar, bem como a observação de seu funcionamento. Nesse sentido, os acadêmicos possuem a possibilidade de se aproximarem do usuário, conhecendo a sua história, estabelecendo vínculo com os pacientes. Além disso, para os acadêmicos de enfermagem é indispensável o embasamento teórico, pois esse oportuniza uma análise e reflexão acerca dos procedimentos executados. Dessa maneira, nota-se que a prática no âmbito da assistência hospitalar é essencial para a formação dos futuros profissionais, pois instigam os mesmos a procurar mais conhecimento, aprimoramento das técnicas, além do estabelecimento de vínculo com os usuários. DESCRITORES: Aulas práticas; Enfermagem; Acadêmicos. CARACTERIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DESORDENS NO DESENVOLVIMENTO NEUROMOTOR DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO HUSM OLIVEIRA, Giselle de Camargo1,3,6; SEGALA, Marina1,3; BÖCK, 4 NASCIMENTO, Juliano Vicente ; TREVISAN, Claudia Morais5 Thais Helena Oliveira2,3; DO 1 Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade Federal de Santa Maria. Rio Grande do Sul (UFSM/RS) 2 Bolsista do Fundo de Incentivo a Pesquisa (FIPE Sênior) - UFSM/RS 3 Acadêmica do Curso de Fisioterapia - UFSM/RS 4 Fisioterapeuta Residente do Programa de Residência Multiprofissional - HUSM/UFSM/RS 5 Orientador. Prof.ª Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação - UFSM/RS 6 Apresentador - Email: [email protected] Introdução e Justificativa: Os testes de avaliação do desenvolvimento facilitam o planejamento de ações precoces e auxiliam na elaboração de programas de tratamento adequados que proporcionam ações de atenção à saúde e melhora na qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Este estudo buscou caracterizar os dados sócio-demográficos e investigar a performance das crianças com desordens no desenvolvimento neuromotor, quanto a função motora grosseira, cognição, qualidade de vida, equilíbrio e marcha, atendidas no serviço de Fisioterapia do HUSM/RS. Metodologia: Pesquisa transversal, realizada em julho de 2013. O grupo de estudo foi formado por 17 crianças com idade entre 01 mês e 11,5 anos, estas foram avaliadas conforme os parâmetros de cada teste. Este estudo é parte integrante do projeto Programa de Intervenção Terapêutica Multiprofissional em Desordens do Movimento Infantil aprovado pelo comitê de ética (n°033496). Resultados: 65% eram do sexo masculino. As patologias encontradas foram: paralisia cerebral (64%), síndromes genéticas (12%), atraso no desenvolvimento motor (6%), focomelia (6%), lesão de plexo braquial (6%) e mielomeningocele (6%). Os testes e resultados estão descritos na Tabela 1. Tabela 1 – Testes e resultados obtidos Teste Sujeitos por teste Média de escores obtidos/soma total Mensuração da Função Motora Grossa 3 243/264 Mini Exame do Estado Mental 8 25,57/37 Questionário de avaliação de qualidade de vida em crianças e adolescentes (AUQUEI) 6 53,4/78 Escala de Equilíbrio Pediátrica 3 35,66/56 Escala Visual da Marcha de Edimburgo 9 11,5/0 Escala Motora Infantil de Alberta 1 50 TH/90TH. Conclusão: As patologias são diversificadas com predomínio da paralisia cerebral. A função motora grosseira, cognição, qualidade de vida, equilíbrio e marcha estão dentro dos critérios de normalidade de acordo com os resultados de cada teste. Descritores: desenvolvimento humano; avaliação; criança CONFORTO TÉRMICO EM HOSPITAIS: ESTUDO NA ÁREA DE INTERNAÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA COMIRAN, Sheila1; SANTOS, Joaquim C. P. dos2; GARLET, Liége3. 1 Mestranda do Curso de pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental – UFSM 2 Professor Associado – UFSM (orientador) 3 Acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo - UFSM O hospital deve servir para o restabelecimento da saúde e garantir ambientes termicamente adequados e humanizados. A relevância do tema do conforto ambiental em hospitais, assim como do conforto térmico nas edificações e da arquitetura bioclimática é verificada pelos estudos e pesquisas desenvolvidos atualmente. Entretanto, a avaliação do conforto térmico nas áreas de internação dos hospitais é um tema ainda pouco explorado e que carece de pesquisa e abordagem específica. Este trabalho tem por objetivo avaliar as condições de conforto e desempenho térmico na área de internação do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), levantar as variáveis humanas e ambientais nos períodos de inverno e verão e propor melhorias que garantam conforto e reduzam gastos com energia. A área avaliada localiza-se no terceiro pavimento da torre de internação, contemplando quatro quartos com orientação leste e oeste. O levantamento de dados (temperatura do ar, umidade relativa do ar, velocidade do ar, temperatura média radiante, atividade física e vestimentas) foi realizado nos períodos de inverno e verão do ano de 2012, através da observação dos pacientes e utilizando os equipamentos data loggers e analisador climático interno. As medições de verão mostram que as temperaturas máximas e mínimas do ar obtidas no período foram de 31,7ºC e 17,6ºC para os quartos situados na fachada leste, 33,4ºC e 23,2ºC para os quartos situados na fachada oeste e 36,2ºC e 18ºC para o exterior da edificação. A umidade relativa no período alcançou valores máximos e mínimos de 70,6% e 30,7%. A velocidade média do ar foi de 0,22 m/s e o isolamento da vestimenta de 1,03 clo (diurno) 1,36 clo (noturno). Para ambos os períodos, a atividade física foi considerada dormindo (0,7 MET) ou sentado em repouso (1,0 MET), e a temperatura média radiante igual à temperatura do ar. No período de inverno, as temperaturas máximas e mínimas do ar obtidas foram de 25,25 ºC e 17,48 ºC para os quartos situados na fachada leste, 23,37 °C e 18,09 ºC para os quartos situados na fachada oeste e 26,51 ºC e 8,74 ºC no exterior da edificação. A umidade relativa no período alcançou valores entre 27,88% e 73,93%, a ventilação foi considerada inexistente, visto que as janelas permanecem fechadas e o isolamento da vestimenta de 2,46 clo (diurno) 2,72 clo (noturno). Para análise do conforto foi utilizado o Programa Analysis 1.5 para o cálculo do Voto Médio Estimado (VME) e do Percentual de Insatisfeitos (PEI) conforme ISO 7730(2005) e também será utilizado o programa DesignBuilder para cálculo dos graus-hora de desconforto. Para análise do desempenho térmico será utilizada a NBR 15575(2013) e novamente programa DesignBuilder. A análise preliminar mostrou que a edificação apresentou-se mais confortável para o período de inverno, entretanto, o trabalho ainda está em fase final de elaboração. Assim, quando todos os dados estiverem analisados e as simulações realizadas, serão alcançadas as conclusões e proposições para melhora das condições de conforto térmico e redução de gastos energéticos da edificação. Descritores: arquitetura hospitalar, unidades de internação, humanização UTILIZAÇÃO DO ALBERTA INFANT MOTOR SCALE COMO INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO DE ATRASO MOTOR EM PREMATUROS SEGALA, Marina1,2; OLIVEIRA, Giselle de Camargo1,2; TOLVES, Tainara2, NASCIMENTO, Juliano Vicente do3; TREVISAN Claudia Morais 4 1 Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade Federal de Santa Maria. Rio Grande do Sul (UFSM/RS) 2 Acadêmica do Curso de Fisioterapia - UFSM/RS 3 Fisioterapeuta Residente do Programa de Residência Multiprofissional - HUSM/UFSM/RS 4 Orientador. Prof.ª Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação - UFSM/RS. Email do relator: [email protected] Introdução e Justificativa: A prematuridade pode levar a alterações anatômicas e estruturais do cérebro devido à interrupção das etapas de desenvolvimento pré-natal levando a desvios no padrão de desenvolvimento motor (DM). O planejamento de uma adequada intervenção necessita de uma avaliação criteriosa. Para a identificação precoce de crianças com suspeitas de atraso no desenvolvimento motor, testes de triagem são utilizados, possibilitando o encaminhamento para diagnóstico e intervenção. A Alberta Infant Motor Scale (AIMS), é um instrumento observacional da performance motora infantil. Objetivo: avaliar e identificar possíveis atrasos no DM de prematuros no ambulatório de seguimento do HUSM pela AIMS. Metodologia: Pesquisa observacional transversal, realizada entre maio e agosto de 2013. Os critérios de inclusão foram: prematuros com idade corrigida entre 0 a 18 meses e/ou peso ao nascer abaixo de 1.500 kg. Critérios de exclusão: portadores de síndromes, lesão cerebral evidente, cardiopatia congênita, alteração musculoesquelética e anóxia moderada e grave. O projeto de pesquisa SIE: 033496, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM e os responsáveis pelas crianças assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados clínicos foram coletados nos prontuários, prévio a aplicação da AIMS. Essa é composta por 58 itens agrupados em quatro sub-escalas que descrevem o desenvolvimento da movimentação espontânea e de habilidades motoras em quatro posições básicas: prono (21 itens), supino (9 itens), sentado (12 itens) e em pé (16 itens). Resultados: Foram avaliadas 63 crianças, destas 59% eram do sexo masculino; 88% com idade corrigida inferior a 06 meses. Segundo a AIMS, 19,05% apresentaram DM pleno, 33,33% DM favorável, 39,68% sinais de riscos para atrasos motores e 7,94% atrasos motores evidentes. Conclusão: O DM neste grupo de prematuros apresentou-se adequado de acordo com a AIMS e conforme a idade corrigida. Os casos com atraso motor foram encaminhados para o serviço de fisioterapia, setor de reabilitação neurofuncional pediátrica do HUSM para estimulação neuromotora. Palavras-chave: Prematuro; Desenvolvimento Infantil; Criança O RESGATE DA ALEGRIA E DA DESCONTRAÇÃO PROMOVIDO PELO LÚDICO NO AMBIENTE HOSPITALAR GRIGOLETTO, Ana Paula1; BEUTER, Margrid2; OLIVEIRA, Caroline Cirolini3; SANTOS, Pâmela Borba3; GAMA, Dedabrio Marques4; MARTINS, Robson Saldanha4 1 Relatora e Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista FIEX , [email protected]; 2Orientadora do Estudo, Enfermeira, Doutora em Enfermagem e Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM/RS; 3 Acadêmica da Enfermagem da UFSM; 4 Acadêmico da Enfermagem da UFSM; Introdução: O trabalho contempla um relato de experiência acerca das atividades realizadas em um projeto de extensão que tem a finalidade de propiciar aos acadêmicos de enfermagem a vivência de uma práxis diferenciada de ação/reflexão (FREIRE, 1998) no cuidado de pacientes hospitalizados na Clínica Médica II do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Esta práxis consiste em ações/expressões lúdicas no cuidado de enfermagem (BEUTER, 2004) desenvolvidas nas principais comemorações presentes na nossa sociedade junto aos pacientes e familiares. Visto que durante a hospitalização as condições terapêuticas dos doentes impõe perda de referencial e dificuldades de comunicação e contato com o mundo externo. O hospital priva-os na participação de diversos acontecimentos na sociedade. Esta condição pode tornar o paciente deprimido, ansioso, dependente e submisso às normas e rotinas da instituição. O hospital é um ambiente novo, desconhecido, com normas e rotinas, onde o paciente perde a sua autonomia e sua individualidade, A internação rompe o modo de viver do indivíduo, caracterizando um momento de desapropriação do corpo, por falta de privacidade, exposição à situações constrangedoras, despersonalização e a perda de liberdade, de opinar e/ou decidir sobre os cuidados ao seu próprio corpo, levando-o a experimentar uma transição na condição de ser, passando de sujeito a objeto. A soma de todos esses fatores desencadeiam tensões que geram ansiedades (MERCÊS; ROCHA, 2006). Desta forma, a atividade lúdica desenvolvida com as pessoas hospitalizadas tem a finalidade de proporcionar alegria, tranquilidade, prazer, reduzindo a ansiedade, o medo, a dor, a monotonia, a angústia inerentes às hospitalizações e ao processo de doença (BEUTER, 2004). Justificativa: O presente projeto justifica-se por entender-se que a comemoração das datas festivas resgata o vínculo social/coletivo (FLECK, 2010) e a individualidade do paciente trazendo lembranças e despertando sentimentos que durante a hospitalização são desconsiderados. As comemorações festivas, por intermédio de atividades lúdicas representam uma tentativa de melhorar as condições de saúde do paciente, bem como proporcionar um cuidado mais humano motivando-o para sua reabilitação. Objetivos: Relatar a comemoração das datas festivas, como por exemplo: Festa Junina, Dia do Amigo, Dia dos Pais, Dia do Gaúcho, Dia da Criança e Natal junto aos pacientes internados na Clínica Médica II, do Hospital Universitário de Santa Maria, utilizando-se da prática de atividades lúdicas; estimular a participação dos pacientes durante as comemorações observando suas condições clínicas; propiciar momentos de emoção, criatividade e solidariedade entre acadêmicos, equipe de enfermagem, pacientes e familiares favorecendo o processo de humanização e sensibilização da assistência de enfermagem; promover momentos de alegria e descontração, capazes de auxiliar na diminuição da tensão e na angústia provocadas pelo processo de hospitalização; e, verificar junto aos pacientes internados os benefícios proporcionados pela comemoração de datas festivas. Metodologia: A organização e operacionalização das comemorações de datas festivas ocorrem mediante encontros com os membros do projeto de extensão denominado “Utilização de componentes lúdicos na comemoração de datas festivas com indivíduos internados na clínica médica II do HUSM”, do qual fazem parte: uma coordenadora do projeto, uma bolsista, acadêmicos e mestrandas da enfermagem e convidados de outros cursos. Para cada data festiva foi elaborada uma proposta de implementação da comemoração, podendo incluir: confecção de materiais diversos (cartões, lembranças, fantoches, fantasias, etc.), ensaios de cantos, peças teatrais, preparo de brincadeiras e jogos, aquisição de materiais e equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades (roupas, flores, doces e salgados diversos, aparelho de som, CDs, etc.) entre outros, de acordo com a data a ser comemorada e os objetivos a serem alcançados. As atividades lúdicas comemorativas são desenvolvidas, geralmente, no turno da tarde, iniciando às 14 horas e tendo duração média de duas horas. A população abarcada por este projeto são os membros do grupo lúdico, todos os pacientes internados na Clínica Médica II do 5º andar do HUSM, em condições clínicas de desenvolverem a prática de atividades lúdicas relacionadas às datas comemorativas e seus familiares, além da equipe de enfermagem presente durante a realização das atividades. Após a realização das atividades foi registrado em um diário de campo a percepção dos executores do projeto a respeito da participação dos pacientes nas atividades propostas e quando se achou pertinente foi solicitado um depoimento verbal dos pacientes, familiares e equipe de saúde para facilitar a avaliação das atividades propostas. Resultados: A partir da implementação, análise e avaliação das atividades lúdicas realizadas com os pacientes internados e seus familiares, em duas datas comemorativas desenvolvidas no corrente ano (o Dia dos Pais, ocorrida no dia 09 de agosto e a do Dia do Gaúcho, ocorrida no dia 13 de setembro), foi possível observar os efeitos benéficos gerados por estas atividades comemorativas e constatar que o lúdico é percebido como uma forma de afastar os sentimentos de tristeza e solidão, promovendo instantes de descontração e alegria. O Dia dos Pais foi desenvolvido narrando-se um poema que retratava “o que é ser pai”, entrega de cartões em forma de camisa para cada paciente juntamente com um bombom ao som musical “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo” de Roberto Carlos. Esta comemoração foi repleta de emoção, manifestada por lágrimas e gestos de carinho. A comemoração do Dia do Gaúcho foi desenvolvida com a declamação de uma poesia de Daiana Raquel Stumm chamada “Gaúcha Gaudéria Tchê” e com o canto da música “Castelhana”. Após foi entregue um cartão e um doce para cada paciente ao som de músicas típicas, com execução de dança pelos componentes do projeto. Assim, propiciando um ambiente de descontração, risos, agradecimentos e lembranças. Ressalta-se, desta forma, que em cada comemoração houve participação e motivação significativa das pessoas hospitalizadas, bem como de seus familiares, transformando-a em momentos de lazer, integração e reflexão, nos quais as adversidades causadas pelo processo de hospitalização conseguiram ficar em segundo plano, substituindo assim, os sentimentos de angústia e sofrimento por sentimentos de alegria e descontração. Conclusões: O presente projeto sinaliza que a prática de atividades lúdicas referentes às datas comemorativas repercute positivamente no processo saúde-doença, influenciando e estimulando a melhora dos pacientes e confortando os familiares. Esse tipo de atividade também possibilita uma relação interpessoal entre enfermeira e paciente em que ambos podem compartilhar a experiência da doença, da dor e do sofrimento utilizando, para tanto, instrumentos lúdicos para aliviar a crise vivida naquele momento. Descritores: cuidados de enfermagem, emoções, criatividade, hospitalização. EDUCAÇAÕ EM SAÚDE EM UNIDADE DE CLÍNICA CIRÚRGICA: PROJETO DE EXTENSÃO¹ Saul, Alexsandra Michelini Real², Soares, Rhea Silvia de Avila³; Penna, Marcia Aparecida4 1 Relato de Experiência 2 Enfermeira. Mestranda em Educação. UFSM. Santa Maria, RS, [email protected] 3 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Pós graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. Os pacientes hospitalizados estão expostos a um ambiente estranho e impessoal, onde o relacionamento de alguns profissionais de saúde para com os mesmos caracteriza-se pela distância, formalidade, informações rápidas e a utilização de terminologias técnico cientificas. O paciente quando hospitalizado costuma ter muito tempo ocioso que na maioria das vezes vem a contribuir para aumentar sua ansiedade e as fantasias de supostos diagnósticos da sua doença. A hospitalização por mais simples que seja o motivo, tende a levar a uma experiência negativa. O desconforto físico, moral, espiritual e o medo da morte podem gerar sofrimentos¹. A doença impõe limites afastando a pessoa do convívio da sociedade e de sua família, trazendo sentimentos de angústia, dor e medo da morte². Uma patologia por mais simples que seja é caracterizada pelo medo da doença, da morte, da dor, da separação dos familiares, gerando insegurança ansiedade e tristeza imposta pela situação vivenciada. A internação, não só afasta os adultos do seu viver cotidiano, mas também do seu direito de ter um atendimento e atenção integral. Como ser humano, com características próprias e necessidades e desejos individuais, necessita de cuidados que lhe são inerentes. Os hospitais, na sua maioria, não oferecem nenhuma atividade de lazer aos seus pacientes. Desse modo, estes ficam horas e horas inertes ao leito, mergulhados na sua dor, em seus pensamentos e preocupações³. No entanto este tempo pode ser utilizado de forma produtiva e positiva pelos profissionais da área de saúde, com atividades de lazer como jogos, leitura, música, trabalhos manuais, palestras de motivação e auto cuidado e um acompanhamento da equipe de enfermagem, através de uma assistência qualificada mais humanizada recebendo informações e orientações sobre sua doença, tratamento e reabilitação. OBJETIVOS: relatar a experiência dos integrantes de uma equipe multidisciplinar de uma unidade de clínica cirúrgica a partir de atividades de educação em saúde. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de um projeto de extensão, registrado sob o número 030463 na Universidade Federal de Santa Maria/Hospital Universitário de Santa Maria a realizar-se no período de 01/09/2011 a 01/06/2016. O objetivo deste projeto foi à criação de um ambiente para atividades de educação em saúde em uma unidade de clinica cirúrgica. Neste espaço são realizadas orientações aos pacientes sobre sua patologia, tratamento, reabilitação e experiência cirúrgica, no período perioperatório; atividades de lazer aos pacientes e seus cuidadores, integração entre a equipe de saúde, os pacientes e seus familiares. Para o desenvolvimento das atividades de educação em saúde, os enfermeiros da unidade estão organizados em escalas por especialidades cirúrgicas, ou seja, cada mês os enfermeiros ficam responsáveis pelas orientações dos pacientes de determinada clinica. Estas orientações são registradas em livro ATA que encontra-se neste mesmo ambiente de orientação. RESULTADOS: A partir de coleta de dados em nossos registros totalizamos 436 orientações desde setembro de 2011 até o presente momento, sendo 168 orientações realizadas no ano de 2011, 126 orientações em 2012 e 142 até setembro de 2013. Percebemos a partir de nossa atuação profissional na referida unidade o quanto estas atividades contribuem positivamente para o paciente uma vez que minimiza a ansiedade, esclarece dúvidas, reduz os medos e preocupações dos pacientes no perioperatório, contribuir para melhoria da auto-estima dos pacientes, proporciona melhoria da qualidade de vida e ainda favorece a adesão ao tratamento. O processo de hospitalização é agressivo, doloroso além de inevitável e inadiável. Os pacientes, de um modo geral, são surpreendidos pela doença e hospitalização, tendo que deixar seus compromissos a serem resolvidos, sua família sem assistência e tendo que “mudar-se” para um ambiente estranho e impessoal, levando como bagagem o medo e a incerteza. A hospitalização, por mais simples que seja o motivo, tende a levar a uma experiência negativa. O desconforto físico, moral, espiritual e o medo da morte podem gerar sofrimentos4. O ambiente hospitalar5 é mais que estrutura, um móvel, um equipamento, é o local onde o paciente é acolhido, integrado, aceito e se encontra consigo mesmo e com os outros. Verificamos que através desta pratica em nosso processo de trabalho fica evidente o quanto estes fatores são minimizados, contribuindo para melhora mais rápida e com melhor qualidade do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O processo de trabalho do enfermeiro deve permear ações que valorizem o ser humano, que o torne protagonista de sua história e que possibilitem a ele desenvolver habilidades que contribuam positivamente na sua internação hospitalar. Na enfermagem a educação em saúde é um instrumento fundamental para uma assistência de boa qualidade, pois o enfermeiro além de ser um cuidador é um educador. O grande desafio dos enfermeiros é melhorar a qualidade da assistência através da implementação de ações e intervenções que proporcione ao cliente um cuidado mais humanizado. Podemos perceber a partir de nossa prática profissional que as atividades de educação em saúde dispensadas aos clientes são fundamentais para o bom desenvolvimento da internação e recuperação do cliente, fica evidente que o paciente bem orientado sente-se amparado pelo enfermeiro, cria um vínculo de confiança que o torna mais seguro em relação a sua internação e recuperação. Descritores: Enfermagem, educação em saúde, hospitalização EXPOSIÇÃO DE ESCOLARES AO TABACO: ANÁLISE DE RASCH SANTOS, Wendel Mombaque dos1; COUTINHO, Renato Xavier2; PUNTEL, Robson Luiz3. 1 Relator, Enfermeiro, Especialista em Enfermagem do Trabalho e Ciências da Saúde, Mestrando do Programa de PósGraduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. [email protected] 2 Educador Físico, mestre e doutor em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde. Professor do Instituto Federal Farroupilha. Santa Maria (RS\Brasil). 3 Biólogo, mestre e doutor em Ciências Biológicas (Bioquímica Toxicológica). Professor adjunto da Universidade Federal do Pampa. Uruguaiana (RS\Brasil). Líder do Grupo de Estudos em Nutrição, Saúde e Qualidade de Vida (GENSQ). INTRODUÇÃO: Atualmente o tabaco é a principal causa evitável de mortes no mundo, tendo aproximadamente cinco milhões de mortes por doenças relacionadas ao tabaco e previsão de que em 2030 este índice será de oito milhões de mortes ao ano. Em 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (CDC), após verificarem a inexistência de dados comparáveis sobre uso de tabaco desenvolveram o Sistema Mundial de Vigilância em Tabaco, tanto para adultos quanto para adolescentes. No Brasil, o uso inicial de tabaco é muito precoce, e cerca de 11,6% dos estudantes experimentaram o cigarro, ao menos uma vez, em torno dos 10 aos 12 anos de idade. Demonstrando assim que o grupo de maior risco para se iniciar a fumar esta presente em adolescentes, assim como fatores sócio-econômicos, comportamentais, ambientais e pessoais influenciam os adolescentes a fumar. Adolescentes que se mantiveram longe do tabaco durante a adolescência reduzem significantemente a chance de não se tornarem fumantes regulares. JUSTIFICATIVA: A exposição de tabaco a escolares tem sido crescentemente estudada ao longo os últimos anos, entretanto não há nenhum estudo avaliando estes questionário e distribuição dos sujeitos conforme a análise de Rasch, está que pode trazer sugestões de alterações dos itens aplicado, de modo a melhorar a compreensão do aspecto estudado. OBJETIVO: Este estudo teve por objetivo realizar a análise de Rasch em um questionário que avalia a exposição de tabaco em escolares. METODOLOGIA: O presente estudo foi desenvolvido através da coleta de dados por meio de um questionário sobre a exposição de escolares ao tabaco, trata-se de um estudo de caráter transversal realizado através de um questionário estruturado. A população alvo é composta por estudantes de 6ª a 9ª serie, com idade entre 12 a 15 anos. O estudo foi realizado no ano letivo de 2011, em escolas públicas no Rio Grande do Sul. O instrumento utilizado teve como base o questionário utilizado pelo VIGESCOLA, que consiste em questionário padronizado, anônimo, auto-aplicado. Consta de 14 perguntas fechadas, verificando os seguintes itens: ter ambos os pais fumante, ter somente o pai fumante, ter somente a mãe fumante, ter amigos fumantes, estar exposto a fumaça do cigarro em casa (por vizinhos fumantes ou visitas), estar exposto a fumaça do cigarro fora de casa, ter visto mensagem antibaco, ter visto algum ator fumando em filmes ou novelas, ter visto alguma propaganda em cartaz ou jornal relacionado ao consumo de tabaco, conhecer logotipos de marcas de cigarro, ter recebido oferta de cigarros, ter fumado, ter participado de alguma palestra sobre tabaco. Previamente à aplicação do instrumento, os alunos foram informados sobre a preservação do anonimato e os objetivos da pesquisa, sendo entregue o termo de consentimento livre e esclarecido aos participantes da pesquisa (mediante aceite de seus responsáveis), garantindo que os dados serão utilizados especificamente para a pesquisa. O instrumento de coleta de dados foi aplicado há 1000 alunos, sendo aplicado exclusivamente pelos pesquisadores responsáveis pelo projeto. Os critérios de inclusão foram: ser aluno de matriculado nas escolas pesquisadas e estar presente no dia da coleta de dados. E os critérios de exclusão foram: idade igual ou superior a 20 anos e o preenchimento incompleto do questionário. Os dados coletados no questionário foram duplamente digitados no programa Microsoft Excell 2010 e após transferidos para o bloco de notas e posterior análise no program BigSteps, sendo utilizada a análise de Rasch para itens dicotômicos e os seguintes aspectos foram avaliados: dimensionalidade, infit, outfit, calibragem dos itens e sujeitos, índice de separação das pessoas e dos itens, confiabilidade e correlação dos itens. O modelo Rasch ajusta medidas ordinais em intervalares, sendo um modelo matemático que visa tratar da probabilidade de acerto de determinado item, de modo a depender apenas da habilidade do item e dificuldade do item. Este modelo tem como base que a variável seja ordenada, unidimensional e inclusiva. Neste modelo a habilidade dos sujeitos é verificada sem interferência dos itens, assim como os itens e sua dificuldade é verificada sem a interferência dos sujeitos. A unidade de medida utilizada é o logadds (logit), tendo como média o valor zero, e os valores positivos como itens expostos/dificeis ou sujeitos com maior exposição/habilidade e os valores negativos itens menos expostos/fáceis ou sujeitos com menor exposição/habiliade. Este método de analise permite identificar estatísticas de ajuste, que podem ser tanto analisados o infit e o outfit que são apresentados na forma de meansquare, valores superiores a 1,2 logits indicam ruído e inferiores a 0,8 logits padrão Godman. Assim como permite identificar a discriminação das respostas do sujeitos. O projeto de pesquisa está registrado sob o número 10.002.10 na Universidade Federal do Pampa/Campus Uruguaiana. RESULTADOS: Foram considerados válidos apenas 956 questionários, o que representa 95,6% da população total de alunos pesquisada. O instrumento foi respondido por 498 homens e 458 mulheres. Ao ser realizado a análise de rasch do conjunto de sujeitos foram excluídos da analise 4 sujeitos por apresentarem valor mínimo de escore e nenhuma questão foi excluída da análise. Os sujeitos apresentaram measure de -0,66 logits, com erro de 0,70 logits, infit de 0,99 logits e outfit de 1,03 logits. Com índice de confiabilidade de 51% e índice de separação de 0,99. Já com relação aos itens apresentaram measure de 0,00 logits, com erro de 0,09 logits, infit de 0,99 logits e outfit de 1,03 logits. Observando-se a maior distribuição dos sujeitos abaixo o valor de 0 logits. Assim como uma distribuição gradativa da exposição de cada item, entretanto não há itens que verifiquem adequadamente a alta exposição ao tabaco, ficando alguns itens com o mesmo grau de dificuldade de exposição. Os sujeitos apresentaram média de -0,66 logits, ficando próxima da média dos itens de 0,00 logits. Ao serem avaliadas as questões individualmente pode ser verificada que os itens “Mensagem antitabaco” e “propaganda em cartaz” apresentaram correlação negativa com o foco do estudo, respectivamente -0,07 logits e -0,08 logits. Apresentaram ruído os itens “mensagem antibaco” (1,24 logis no infit e 1,49 no outfit), “propaganda em cartaz” (1,85 no outfit) e “palestra” (1,22 no outfit). CONCLUSÃO: Este questionário é um instrumento constituído por uma escla unidimensional. Os itens se ajustaram ao modelo Rasch e apresentaram adequada confiabilidade e bom índice de separação de habilidades. As implicações dos resultados são que os escores das subescalas não devem ser somados e sim tratados separadamente. Serão necessários outros estudo para entender o funcionamento diferencial dos itens “pais fumantes”, “fumou” e “fumaça em casa” por ter apresentado o padrão de Godman, assim como para testar novos itens capazes de discriminar extremos de exposição ao tabaco. Descritores: Tabaco; Análise Quantitativa; Saúde Escolar. A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS MARCHESAN, Mariane1; BRONDANI, Juliana Ebling2; CORDEIRO, Aline Dalcin3; Lencina4; LEAL , Francine Ziegler5 ; SILVA, Rosângela Marion6 DEL CASTILLO, Bruna 1 Enfermeira residente- Universidade Federal de Santa Maria (relator)- [email protected]; Nutricionista residente- Universidade Federal de Santa Maria; 3 Terapeuta Ocupacional residente-Universidade Federal de Santa Maria; 4 Fisioterapeuta residente- Universidade Federal de Santa Maria; 5 Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria; 6 Orientadora/Enfermeira, Hospital Universitário de Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras, Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM. 2 Introdução: Várias são as modificações no perfil de morbimortalidade na população e com isso alteram os modos de vida da sociedade repercutindo abruptamente no adoecimento dessa população surgindo alterações que estão diretamente ligadas ao perfil de risco em que as doenças crônicas assumem. As doenças crônicas, na atualidade, são consideradas uma epidemia e constituem um sério problema de saúde pública mundial, com proporções mais acentuadas nos países em desenvolvimento, porque é difícil garantir políticas públicas favoráveis, que alterem positivamente os determinantes sociais de saúde (BRASIL, 2008). Para Mendes(2012), existe um aumento significativo das condições crônicas com destaque para as doenças cardiovasculares advindas de fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, hábitos alimentares não saudáveis e estilo de vida sedentário. A prerrogativa de associar a Educação em Saúde nas práticas de Promoção é relevante como parte integrante de todo o processo saúde-doença, com participação dos sujeitos envolvidos neste processo, entre eles, os profissionais de saúde e os usuários do serviço. Educação em saúde é um processo de ensino- aprendizagem que visa a promoção da saúde e que o profissional envolvido seja um educador preparado para propor estratégias, no intuito de oferecer caminhos que possibilitem transformações na pessoas/comunidade (PEDRO, 2000). Associado a isso, Educação em Saúde é entendida como um trabalho em grupo, onde são realizadas trocas de experiências entre profissionais e usuários do serviço, criando espaços para reflexão e problematização favorecendo uma relação de vínculo entre ambos. Ação educativa tem a finalidade de priorizar mudanças de comportamento, que beneficiem a condição clínica no contato dos profissionais de saúde com os indivíduos portadores de doenças crônicas, e o objetivo maior, deverá ser a educação, visto que ela beneficia o paciente, alivia seus medos e ansiedades no conhecimento e compreensão da doença, possibilitando um enfrentamento positivo, e permite também agilizar o retorno das suas atividades sociais, além de maior efetividade do tratamento (FREITAS, 2002). Em relação às estratégias de cuidado, ressalta-se que a equipe multiprofissional exerce funções com criatividade de alternativas, não mantendo uma forma generalista, mas sim com peculiaridade para cada ser. Assim, a partir da vivência dos residentes surgiu a necessidade de promover um Grupo de educação em saúde com pacientes submetidos a morbidades crônicas no ambulatório da Vascular, em parceria do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM. Justificativa: Neste contexto, a organização das práticas educativas, contribui ao portador de doença crônica um entendimento quanto ao seu processo de adoecimento, trazendo um controle e responsabilidade sobre sua saúde. Dessa forma, é necessário que seja propiciado um ambiente harmonioso de escuta e de troca favorecendo um ensino pré-determinado. Ressalta-se que o desenvolvimento das atividades educativas deve considerar os saberes das pessoas envolvidas, pois, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para que os indivíduos implicados possam participar da produção compartilhada do conhecimento” (CONVERSANI, 2004). Objetivos: Objetiva-se com esse trabalho, proporcionar educação em saúde com usuários que são acometidos por doenças crônicas em um Hospital de alta complexidade no município de Santa Maria, no interior do Estado do Rio Grande do Sul. Metodologia: Esse estudo parte de uma vivência no período de abril a julho de 2013, em atividades práticas da Residência Multiprofissional da Universidade Federal de Santa Maria em um Ambulatório Ala A/ Vascular alocado em um hospital escola do interior do Rio Grande do Sul. Este é realizado quinzenalmente, por meio de um grupo aberto com número ilimitantado de participantes, composto por usuários e familiares que comparecem nas consultas e realizam curativos, neste local. Resultados: A finalidade da presente atuação é qualificar o cuidado humanizado ao paciente acometido por doenças crônicas e seu cuidador, incentivando a reflexão dos usuários na questão da saúde e cidadania, proporcionar um momento de troca de experiências onde verbalizem seus sentimentos e sensações, onde reflitam sobre aspectos extra adoecimento e socializem algumas angustias que, ás vezes, podemos contribuir para melhor qualidade de vida. Nesta temática, é importante salientar que a equipe multiprofissional seja responsável por fazer parte dessa atividade, assegurando uma abordagem que aperfeiçoe o conhecimento acerca de sua patologia contribuindo para a melhora da qualidade de vida. Além disso, que seja coerente com as vivências e experiências do público alvo, aumentando a interação entre usuário e profissional de uma forma produtiva mais humana e efetiva, possibilitando um ambiente de diálogo, onde os profissionais são capazes de reconhecer e detectar as peculiaridades de cada indivíduo. Neste sentido, considerando as necessidades dos usuários, o grupo tem o intuito de garantir um cuidado humanizado, efetivando a aproximação cada vez maior entre a comunidade e os serviços de saúde, oferecendo um espaço de acolhimento, troca de experiência entre usuários e acompanhantes. Conclusões: A vivência do grupo em Educação em Saúde proporciona um engajamento da prática com a teoria, existindo uma troca favorável, possibilitando um crescimento integrado, pois aprendese com os usuários, com suas experiências acerca das vivências relatadas e com a realidade dos serviços de saúde. A prática de educação em saúde é uma ferramenta para estimular o auto cuidado, a busca pela integralidade e para a prevenção e recuperação da saúde. A equipe tem a oportunidade de contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças, além de facilitar o encaminhamento dos usuários para outras atividades de saúde ligadas ao profissional, como a consulta de enfermagem, os grupos educativos, as visitas domiciliares, os agendamentos de consultas, além de encaminhamento para atendimento com a equipe interdisciplinar quando necessário (TEIXEIRA, 2006). Dessa maneira, ressalta-se a importância de uma equipe multiprofissional juntamente com os usuários e portadores de agravos crônicos, quer em um ambiente hospitalar ou ao domicilio, identificando potencialidades decorrentes dessas doenças, no intuito de diminuir a ocorrência dessas patologias crônicas. É dessa maneira que ocorre o “fazer saúde” com a oportunidade de facilitar o acesso aos serviços de saúde para a população. Afirma-se que os processos educativos são considerados um instrumento importante na prática de assistência aos portadores de doenças crônicas. Cabe à equipe multiprofissional inserir esse usuário em sua práxis diária, favorecendo o envolvimento como parte integrante do cuidado, sendo assim, realizado a educação em saúde. Descritores: Educação em Saúde; Acolhimento; Doença Crônica RELATO DE EXPERIÊNCIA: ASSESSORIA DE GRUPOS DE GERAÇÃO TRABALHO E RENDA Autor(a) CELSO APARECIDA, Raquel1 Co-autores: VARGAS RONSANI Ana Paula1; STORCHI CARLOS, Ana Claudia1; GOERCK,Caroline2 ; WALAU ROCHA, Tássia1 Orientador: GAVIRAGHI; Fabio Jardel 3 Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria 1 relatora e-mail [email protected] Professora Dra. Universidade Feceral de Santa Maria2 Professor Ms. Universidade Federal de Santa Maria3 O público-alvo do projeto são os moradores da Vila Jardim e mediações, desde que estes sujeitos encontram-se em situação de vulnerabilidade socioeconômica, principalmente membros do gênero feminino, sendo que de acordo com os levantamentos realizados, grande parte desempenha alguma atividade remunerada de forma informal e/ou estão vinculados ao Programa Bolsa Família. Este projeto tem o objetivo de incubar grupos de geração de trabalho e renda da localidade em questão, com vistas a fortalecer a Economia Solidária em Santa Maria no Rio Grande do Sul, iniciou em janeiro de 2012, com iniciativa do PROEXT/2012 e segue em andamento até dezembro de 2013. Foi realizado mapeamento pela equipe, sendo que os interessados foram convidados a participar de reuniões públicas a serem realizadas na escola próxima da comunidade. Durante visitas as residências mapeadas e as reuniões, a equipe pode iniciar o levantamento das condições socioeconômicas da comunidade, avaliando possíveis encaminhamentos à rede de assistência e políticas sociais. A metodologia de incubação/assessoria se baseia sinteticamente em três etapas, a pré-incubação, a incubação e a pós-incubação. A pré-incubação teve como objetivo a organização dos grupos pelas áreas de interesses dos sujeitos. O processo de incubação iniciou, após a escolha dos cursos de capacitação e qualificação, sendo feito um mapeamento das instituições que ofereciam este serviço. Foram organizados dois cursos de qualificação, um voltado a confecção de artesanato com base em materiais recicláveis, oferecido duas artesãs locais e outro curso de panificação, oferecido pelo Colégio Politécnico junto ao curso de Agroindústria da UFSM. Em conjunto aos cursos de capacitação, foram realizadas oficinas abordando os princípios da Economia Solidária, realizaram-se também reuniões concomitantes as atividades de qualificação, com o papel de trabalhar os aspectos locais de produção e comercialização. Como resultados da qualificação, surgiram possíveis produtos a serem comercializados. No caso do grupo de padaria, optaram inicialmente pela produção do “panettone”, de pães variados e lanches. Já o grupo de artesãs, optou por focar no reaproveitamento do tecido e nas bijuterias produzidas com materiais recicláveis. Ainda no período de incubação, a equipe do projeto orientou os grupos na inscrição ao edital da Incubadora Social (IS) da UFSM. Os grupos assessorados pela equipe foram contemplados e estão em processo de pré-incubação na IS, recebendo suporte de equipes técnicas de incubação. O processo de pós-incubação/desincubação se constitui em ações pontuais, ligadas as demandas do grupo. Este momento se remete a um “desvinculo” da incubadora, tornando o empreendimento autônomo. Unindo os aspectos entre a produção de conhecimento científico e a realidade social vivida pelos sujeitos, pode-se discutir a importância em aliar as contribuições da extensão as possibilidades de intervenção da pesquisa, como produção direta de conhecimento científico, coloca-se como oportunidade essencial na formação profissional. É fundamental ressaltar, que este processo se torna ainda mais importante, quando se trabalha com as demandas dos segmentos mais vulneráveis, possibilitando a sua ascensão econômica e social. DeCS: assessoria, economia solidária, grupos, trabalho ASSISTENTE SOCIAL E A POLÍTICA HIV/AIDS LEAL, Francine Ziegler¹; TAVARES, Andréia Claro²; SILVA, Rosângela Marion³. Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria¹; relator: [email protected]; Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria²; Orientadora/Enfermeira, Hospital Universitário de Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras, Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM³. Introdução: As doenças sexualmente transmissíveis mais especificamente o HIV/AIDS são desafios presentes na sociedade brasileira. Assim, o objetivo deste trabalho é conhecer a política HIV/AIDS, bem como o trabalho desenvolvido por Assistente Social em âmbito hospitalar com portadores da doença, muitas vezes vítimas de preconceito e afastados do convívio social. Segundo o ministério da saúde HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. A AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. Este trabalho irá discutir a cerca do programa HIV/AIDS bem como mostrar os desafios deste, ainda trará uma reflexão do trabalho dos profissionais de Serviço Social neste âmbito. Justificativa: Contexto política HIV/AIDS no Brasil: Nos últimos anos, a epidemia de AIDS vem colocando novos desafios para as políticas públicas. Para enfrentá-los, é importante situá-los nacionalmente, em sentido amplo, e, de forma específica, no setor saúde. No Brasil, as populações marginalizadas são as que têm maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, de assistência, à informação e à educação. Na maioria das vezes essas pessoas estão à margem das políticas públicas, e isso dificulta as ações que visam à prevenção, ao diagnóstico precoce e até mesmo à assistência. São populações mais vulneráveis devido à exclusão social em que se encontram dentro da própria estrutura social - pessoas, enfim, que são mais atingidas por doenças infecto- contagiosas, entre elas o HIV. Entretanto, mesmo diante dessas adversidades, obtivemos conquistas nas políticas públicas relativas à epidemia de AIDS no Brasil. Podemos enumerar algumas de maior destaque, como a adoção de um referencial ético consensual; o acesso universal aos medicamentos (Decreto Presidencial de 13/11/96); a criação de serviços específicos, como Hospital Dia, Serviços de Assistência Especializada, Centros de Testagem e Aconselhamento e Atendimento Domiciliar Terapêutico; instrumentos legais de proteção aos direitos dos afetados, tais como a Lei nº 9.313/ 96 (distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV e doentes de AIDS); um melhor controle da transmissão por transfusão de sangue e hemoderivados; e a parceria com estados, municípios e sociedade civil. Três grandes objetivos norteiam as ações da política da HIV/AIDS estes são: Reduzir a incidência de infecção pelo HIV/AIDS e por outras DST; Ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à assistência - melhorando sua qualidade -, no que se refere ao HIV/AIDS; Fortalecer as instituições públicas e privadas responsáveis pelo controle das DST e da AIDS. Compreendendo esse universo, o Programa Nacional de DST/Aids integra três componentes que se articulam entre si para que assim possam responder a esses objetivos e à epidemia do HIV/aids no país: Componente 1 - Promoção, Proteção e Prevenção; Componente 2 Diagnóstico e Assistência; e Componente 3 - Desenvolvimento Institucional e Gestão. O Componente "Promoção à Saúde, Proteção dos Direitos Fundamentais das Pessoas com HIV/AIDS e Prevenção da Transmissão das DST, do HIV/AIDS e do Uso Indevido de Drogas" compreende as áreas de Prevenção, Articulação com ONG, Drogas e AIDS, Comunicação Social e Direitos Humanos e Saúde Mental em HIV/AIDS. Esse componente articula suas diretrizes, estratégias e ações, tendo em vista a redução da incidência da infecção pelo HIV/AIDS e por outras DST. O componente Diagnóstico e Assistência tem como função principal definir e implementar diretrizes, estratégias e linhas de ação para garantir que os indivíduos infectados pelo HIV, portadores de AIDS e/ou outras DST, tenham acesso a procedimentos de diagnóstico e tratamento de qualidade, na rede pública de saúde. O Componente Desenvolvimento Institucional e Gestão possui uma função estratégica, subsidiar o processo de tomada de decisões dos gestores de instituições governamentais e não governamentais na formulação, execução e aprimoramento das políticas de prevenção e de controle das DST e AIDS. Os principais desafios são a redução da incidência da AIDS nos diferentes segmentos populacionais em situação de risco e vulnerabilidade; a garantia dos direitos de cidadania e de uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem com o HIV e AIDS; e a priorização das ações voltadas para as DST no país. Objetivo: Conhecer a política HIV/AIDS, bem como o trabalho desenvolvido por Assistente Social em âmbito hospitalar com portadores da doença, vítimas de preconceito e afastados do convívio social. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo. Realizado através dos atendimentos no Ambulatório A, clínica DI, equipe multiprofissional do HUSM. No período de maio a setembro de 2013. A atuação do Serviço Social neste contexto: A atuação do Serviço Social com portadores e doentes de AIDS ocorre nas diferentes Unidades de Atendimento. Quando atendidos, estes pacientes apresentam um alto grau de ansiedade devido ao seu problema de saúde, perdendo sua identidade ao ser afastado do convívio familiar e social. Assim, o Assistente Social tem uma proposta de trabalho voltada ao “acolhimento” enquanto diretriz da prática profissional envolvendo o paciente e família, proporcionando a aproximação médico/família. A abordagem do Serviço Social aos usuários e familiares se concretiza através do atendimento individual, grupal e visita domiciliar. Também vem expandindo suas ações através de participação na Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS, ações integradas com as Organizações Governamentais e não Governamentais e recursos sociais afins. Considerações Finais: O assistente social vivencia dilemas e desafios na implementação das ações demandadas pelos usuários. Defronta-se com as mais diferentes formas de manifestações e enfrentamento da doença pelo usuário e suas famílias. O papel do Assistente Social é o de esclarecer junto aos usuários seus direitos sociais e os meios de acessá-los e o de estabelecer, conjuntamente a estes, o processo de solução dos problemas, que ocorrem na sua ação diária com o usuário. Em sua ação interventiva, o profissional de Serviço Social tem como prioridade assegurar o direito de acesso aos benefícios e na contribuição para a formação de uma consciência de proteção social junto ao Poder Público. O perfil social e epidemiológico da AIDS impõe ao assistente social uma necessidade de repensar a forma de atuação e que se tenha uma leitura da doença de forma mais aprofundada. As exigências institucionais e as carências demonstradas pelos usuários exigem ao profissional uma visão macro do problema e uma interpretação do contexto que permita uma intervenção adequada a cada situação apresentada. É necessário ressaltar que todos nós estamos vulneráveis à doença. Desta forma, a prevenção constitui um foco importante no combate e enfrentamento da doença. É preciso que haja maior informação sobre a doença e suas formas de transmissão, articulação em rede, campanhas e programas de prevenção para uma maior conscientização das pessoas e a diminuição de estigmas, preconceitos e discriminação. Entendemos que para a consolidação do projeto ético-político profissional é necessário que os profissionais façam leituras críticas da realidade, do contexto social, das conjunturas sociais, econômicas e políticas para que não permitam que as relações sociais e as correlações de força interfiram no projeto de uma sociedade mais justa e igualitária, pautada na autonomia e emancipação política, social, econômica, cultural, ideológica e humana dos nossos usuários, que têm seus direitos de cidadania constantemente violados e vilipendiados por um sistema que não os reconhece como um cidadão de fato e de direito. Descritores: Política Social; Atenção à Saúde; Serviço Social. ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA DA SAÚDE E SUA ATUAÇÃO LEAL, Francine Ziegler¹; TAVARES, Andréia Claro²; BIRRER, Jucelaine Arend³. Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria¹; relator: [email protected]; Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria²; Orientadora/Enfermeira Hospital Universitário de Santa Maria, Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM. Introdução: Por muitas e muitas vezes não acessamos nossos reconhecidos direitos, que foram consolidados por nossa Constituição Federal, simplesmente porque, muitos não são providos de instrução. Não temos a informação. Mas temos de estar cientes de que toda pessoa possui um histórico de vida, tem seus desejos, suas expectativas e pertencem a um grupo familiar e social. Quando acontece do indivíduo sofrer algum tipo de transtorno, principalmente na saúde, o assistente social é importante em seu tratamento, seja através das informações sobre os direitos, seja através das informações que serão coletadas, fornecendo para a equipe de saúde a doença subjetiva, cultural e social e que irão contribuir para que o paciente seja cuidado em sua totalidade, o que se torna importante uma equipe multidisciplinar dentro de uma unidade de saúde. A Deliberação nº 14 do Eixo Fiscalização Profissional define que se deve “incluir no estudo do Grupo de Trabalho sobre Serviço Social na Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, que reconhece a categoria de assistentes sociais como profissionais de saúde, além da Resolução CFESS nº 383, de 29/03/1999, que caracteriza o assistente social como profissional de saúde. Justificativa: Na área da saúde devem-se compreender os aspectos sociais, econômicos e culturais que sempre interferem no processo saúde/doença e cabe ao Serviço Social a busca de ações e estratégias como instrumentos para a superação destes impactos reforçando o direito social à saúde. O trabalho em equipe merece ser refletido e as atribuições do profissional de Serviço Social precisam ficar especificadas e divulgadas para os diversos profissionais. O assistente social, ao participar de trabalho em equipe na saúde, dispõe de ângulos particulares de observação na interpretação das condições de saúde do usuário e uma competência também distinta para o encaminhamento das ações, que o diferencia do médico, do enfermeiro, do nutricionista e dos demais trabalhadores que atuam na saúde. O assistente social tem tido, muitas vezes, dificuldades de dialogar com a equipe de saúde para esclarecer suas atribuições e competências face à dinâmica de trabalho imposta nas unidades de saúde. A alta médica e a alta social devem acontecer concomitantemente. Em situações em que o usuário já está com a alta médica sem condições de alta social, cabe ao profissional de Serviço Social notificar à equipe, registrando no prontuário a sua intervenção, de forma a ratificar o caráter do atendimento em equipe. A alta a pedido também é uma situação que recai sobre a equipe e, muitas vezes, sobre o profissional de Serviço Social. Algumas reflexões são importantes sobre o significado da alta e da autonomia do usuário no serviço de saúde e que procedimentos a equipe deve adotar coletivamente. O usuário deve ser autônomo para decidir sobre os rumos do tratamento de saúde a ser adotado e a que procedimentos deve ser submetido. O usuário, intelectualmente e civilmente capaz, deve exercer o seu direito de decidir sobre o seu tratamento e sobre que rituais deve adotar quanto ao destino de sua saúde. Porém, deve também ser esclarecido quanto aos procedimentos e quanto ao tratamento que será adotado e, em caso de solicitar a alta este usuário deverá ser abordado pela equipe de saúde. Segundo o artigo 46, do Código de Ética Médica, os médicos só podem se recusar a dar a alta a pedido ao usuário no caso de iminente risco de vida, em caso contrário, deve ser respeitada a decisão do usuário. Objetivo: Discussão sobre a atuação do assistente social na área da saúde. Metodologia: Trabalho realizado através da vivencia de atuação no 3º e 5º andar do Hospital Universitário de Santa Maria, na qual atuamos como residente 1 e 2/assistente social Área de Concentração Crônico Degenerativo, do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde. Considerações finais: Assim, a atuação do assistente social frente a este procedimento é o de orientação, esclarecimento, e reflexão junto ao usuário e à equipe de saúde com relação às condições objetivas que estão impulsionando os usuários a tomarem esta decisão. O profissional responsável pela alta e pelos procedimentos da mesma deve ser o médico e não o assistente social. O profissional de Serviço Social pode ser um interlocutor entre os usuários e a equipe de saúde com relação a questões sociais e culturais, visto que, pela sua própria formação há o respeito pela diversidade, o que geralmente é mais difícil para outros profissionais de saúde. Outra demanda que surge para a equipe de saúde refere-se à violência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos, homossexuais, transexuais e pessoas com deficiências. Nestas situações, a responsabilidade pela notificação é função de toda a equipe. O assistente social deve colaborar nessa ação, mas não é atribuição privativa do mesmo. Cabe ao profissional de Serviço Social elaborar uma abordagem socioeducativa com a família, socializar as informações em relação aos recursos e viabilizar os encaminhamentos necessários. Os assistentes sociais devem ter como parâmetros de ação na equipe de saúde esclarecer as suas atribuições e competências, elaborando junto com a equipe propostas de trabalho que delimitem as ações dos diversos profissionais através da realização de seminários, debates, e encontros, criar, junto com a equipe de saúde, a organização e realização de treinamentos e capacitação do pessoal técnicoadministrativo com vistas a qualificar as ações administrativas que tem interface com o atendimento ao usuário tais como a marcação de exames e consultas. Incentivar e participar junto com os demais profissionais de saúde da discussão do modelo assistencial e da elaboração de normas, rotinas e da oferta de atendimento, tendo por base os interesses e demandas da população usuária. Criar junto com a equipe, uma rotina que assegure a inserção do Serviço Social no processo de admissão, internação e alta hospitalar no sentido de, desde a entrada do usuário/família na unidade, identificar e trabalhar os aspectos sociais da situação apresentada e garantir a participação dos mesmos no processo de reabilitação, bem como a plena informação de sua situação de saúde e a discussão sobre as suas reais necessidades e possibilidades de recuperação, face as suas condições de vida. Descritores: Assistência Social; Acolhimento; Educação em saúde. NEOPLASIAS PRIMÁRIAS MÚLTIPLAS – PERFIL CLÍNICO DOS PACIENTES ATENDIDOS EM UMA INSTITUIÇÃO TERCIÁRIA SARETTO, Caroline1; LIBERATTI, Vivian2; MORENO, Marcelo3; SANTIN, Eduardo4 1 Discente da faculdade de medicina da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) e relatora – [email protected] 2 Discente da faculdade de medicina da UNOCHAPECÓ 3 Orientador , oncologista cirúrgico e docente do curso de medicina da UNOCHAPECÓ 4 Médico formado pela UNOCHAPECÓ Introdução: Neoplasias primárias múltiplas (NPM) podem ser classificadas em sincrônicas e metacrônicas. As sincrônicas são aquelas diagnosticadas ao mesmo tempo ou em até 6 meses da primeira e as metacrônicas são diagnosticadas após 6 meses da primeira, excluindo metástases e recidivas. O seguimento oncológico adequado dos pacientes que tiveram o diagnóstico de neoplasia maligna facilita o diagnóstico precoce dessas ocorrências tardias, através de consultas clínicas e exames laboratoriais e/ou radiológicos. Justificativa: importância do seguimento oncológico dos pacientes com neoplasia considerando a existência de NPM. Objetivo: propõe a caracterizar o perfil clínico dos pacientes que desenvolveram NPM, atendidos em um serviço de referência para diagnóstico e tratamento oncológico no oeste de Santa Catarina. Metodologia: estudo observacional retrospectivo do tipo transversal, onde foram coletados dados de pacientes que desenvolveram NPM em um serviço de referência para diagnóstico e tratamento oncológico no oeste de Santa Catarina. Resultados: Durante o período de dezembro de 2000 a junho de 2013, um total de 17.322 pacientes com diferentes neoplasias foram tratados no serviço de referência pesquisado. Foram identificados 55 casos de pacientes com NPM, dos quais 39 foram do sexo feminino e 16 do masculino. A respeito da primeira neoplasia, a faixa de idade mais frequentemente atingida em toda amostra, incluindo homens e mulheres, foi entre os 40 e 59 anos. Quanto à idade da segunda neoplasia, a faixa etária com maior número de casos foi entre 60 e 79 anos. O número de casos de NPM sincrônicas superou o de metacrônicas. A média de idade dos tumores sincrônicos foi superior ao dos metacrônicos (62,3 anos versus 52,7 anos, respectivamente). A pele foi o sítio mais acometido na primeira e na segunda neoplasia. O câncer de mama aparece em segundo lugar como sítio em que mais ocorre a primeira neoplasia e o de útero em segundo lugar, na neoplasia subsequente. Conclusão: considerando o caso apresentado, fica evidente a necessidade de acompanhamento periódico de pacientes com neoplasias malignas, pois apresentam, além do risco de recidiva, a ocorrência de novos cânceres primários. Deve ser considerada a existência de diversos fatores de risco, destacando história pessoal e familiar de câncer, fatores genéticos e ambientais (tabagismo, etilismo, exposição solar). Os tratamentos oncológicos, quimioterapia e radioterapia, também são fatores carcinogênicos. Descritores: câncer, metástase, recidiva. AVALIAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA BOTTINO, Larissa Diniz1; MORAIS, Bruna Xavier2; BELTRAME, Marlize Tatsch3;CERON, Marinez Diniz da Silva4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5 1 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM. Santa Maria, RS, Brasil. Relator: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM.. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM Santa Maria, RS, Brasil. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM. Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: As medidas antropométricas, dentre elas a circunferência da cintura, se destacam pelo baixo custo e pela rapidez na coleta e interpretação das informações1. Além dos fatores clássicos de risco cardiovascular (idade, tabagismo, dislipidemia, história familiar), outros fatores de risco estão sendo identificados e sugeridos como marcadores de risco adicional em diferentes diretrizes, dentre eles a circunferência da cintura elevada2. Ela é um indicador para a obesidade visceral2, que pode ser utilizado para a prevenção de doenças, especialmente cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e dislipidemias3-4. Este indicador é utilizado na aferição da distribuição centralizada do tecido adiposo em avaliações individuais e coletivas, porém as diferenças na composição corporal dos diversos grupos etários e raciais são fatores que dificultam o desenvolvimento de cortes universais5. De acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão2, o valor de normalidade da Circunferência da Cintura é de até 88 cm para mulheres e até 102 cm para homens. Ao se ter conhecimento do valor dessa medida, doenças crônicas que podem ocorrer devido à exposição aos riscos ocupacionais (físicos, químicos e biológicos dos ambientes de trabalho) e fatores psicossociais e ergonômicos, poderiam ser evitadas por meio da identificação da alteração dessa medida em consultas6. Com isso, mudanças de comportamento e estilo de vida podem ser instituídas a fim de reduzir esse tipo de acometimento. JUSTIFICATIVA: O conhecimento das medidas estabelecidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser úteis tanto na suspeição precoce de risco para o desenvolvimento de patologias, em especial as cardiovasculares, quanto para a implementação de ações preventivas às doenças e de promoção à saúde desses trabalhadores. OBJETIVO: Identificar medidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário, com a finalidade de comparar com as medidas do ponto de corte estabelecidas na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa. Está inserido no projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza” aprovado, em fevereiro de 2013, pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346). Foram definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no Hospital Universitário em estudo. Como critério de inclusão o trabalhador deveria ser maior de 18 anos e estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do estudo. Foram excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da coleta. A coleta dos dados foi realizada por acadêmicos de enfermagem, previamente capacitados pelos pesquisadores, em março e abril de 2013. Utilizou-se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. A escolha destas variáveis decorreu da revisão da literatura sobre o tema. A circunferência da cintura foi aferida por meio de uma fita métrica inelástica. O ponto de corte para identificar circunferência aumentada foi de 88 cm para as mulheres e 102 cm para os homens2. Os dados foram inseridos no programa Epi-info®, versão 6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise dos dados foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizouse a estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequências absoluta e relativa. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM. Foram observados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde7. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza do Hospital Universitário em estudo, participaram da pesquisa 157 (91,3%) trabalhadores. As perdas (8,7%) foram por recusa à participação na pesquisa. Dos participantes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Houve predomínio do sexo feminino (87,9%), idade média 39,9 anos (±9,8), mínimo 19 e máximo 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); com ensino médio completo (38,9%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%) e renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Com relação à medida da circunferência da cintura, os trabalhadores apresentaram em média 94,9 cm (±13,19), mediana 96 cm, mínimo de 64 e máximo de 160 cm. De acordo com os limites estabelecidos na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial, 58 (36,9%) trabalhadores apresentaram medidas adequadas, e 99 (63,1%) deles apresentaram circunferência da cintura aumentada. Ao ser avaliado a categoria profissional, evidenciou-se que os Auxiliares de Limpeza de Materiais apresentaram de forma estatisticamente significativa (p=0,038) maior percentual para circunferência da cintura aumentada (N=40; 74,1%) quando comparados aos Serventes de Limpeza (57,3%). Em relação à idade dos trabalhadores, a faixa etária entre 19 a 34 anos obteve um maior percentual de medida entre os padrões normais estabelecidos (N=28; 54,9%). Em contraponto, as faixas etárias 35 a 44 anos e 45 a 60 anos demonstraram significativamente (p=0,005) maiores percentuais para alteração na circunferência da cintura (72% e 71,4%, respectivamente). CONCLUSÃO: Os indivíduos pesquisados apresentaram um maior percentual de classificação para medidas alteradas da circunferência da cintura, em especial os Auxiliares de Limpeza de Materiais. Acredita-se que estes achados podem estar relacionados com a característica destes trabalhadores de serem menos ativos que os Serventes de Limpeza, devido a sua ocupação não exigir tanto esforço físico. E os resultados permitem reforçar a ideia que tal evidência sinaliza para o risco de desenvolvimento de patologias, principalmente as cardiovasculares. Salienta-se que as doenças crônicas podem ser previstas por meio de consultas médicas regulares e estilo de vida. Os comportamentos relacionados ao estilo de vida dos trabalhadores mantêm uma relação com a saúde e com o aumento do peso corporal. A enfermagem pode adotar medidas que melhoram a saúde dos trabalhadores através da conscientização sobre uma alimentação saudável e a realização de atividades físicas. Considera-se que estas medidas repercutem favoravelmente em melhores condições de saúde dos trabalhadores evitando-se assim as doenças que estas provocam que são em grande parte previsíveis. Descritores: enfermagem, circunferência da cintura, serviço hospitalar de limpeza, saúde do trabalhador. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: A CAIXA DA VERDADE COMO UMA FERRAMENTA INOVADORA DE INCENTIVO À ADESÃO SIGNOR, Eduarda1; SARZI, Diana Mara2; RAMOS, Iara Barbosa3; LANDERDAHL, Noeli Terezinha4; RODRIGUES, Marlene Kreutz5 1 Relatora do trabalho. Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria Campus Palmeira das Missões. E-mail: [email protected]. 2 Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das Missões. 3 Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. 4 Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Enfermeira do Núcleo de Apoio Gerêncial do Hospital Universitário de Santa Maria. Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um grave problema e um grande desafio, exigindo dos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Nesses serviços, as infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais e podem causar sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de saúde¹. As mãos são consideradas de fundamental importância aos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois são as executoras das atividades realizadas, sendo assim, a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um provável reservatório de vários agentes². Para isso, a higienização das mãos tem a finalidade de remover sujidades, oleosidade, pelos, suor, e microorganismos responsáveis pela transmissão de infecções veiculadas atraves contato³. A higienização das mãos é reconhecida, mundialmente, como uma medida primária, mas muito importante no controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Devido a este motivo, tem sido considerada como um dos pilares da prevenção e controle de infecções dentro dos serviços de saúde, incluindo aquelas decorrentes da transmissão cruzada de microrganismos multirresistentes¹. O termo “Higiene das mãos” se refere a qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a transmissão de microorganismos e consequentemente evitar que pacientes e profissionais de saúde adquiram infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS)4. As mãos devem ser higienizadas em momentos essenciais e necessários de acordo com o fluxo de cuidados assistenciais para prevenção de IRAS causadas por transmissão cruzada pelas mãos, conforme os “cinco momentos para higiene das mãos”: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico, após o risco de exposição a fluidos corporais ou excreções, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente5. Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo abrange a higiene simples, a higiene antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica, e a antissepsia cirúrgica das mãos5. A higienização das mãos com preparações alcoólicas deve ser realizada quando as mãos não estiverem sujas visivelmente, nas situações referidas nos cinco momentos5. Justificativa: A transmissão das infecções tem causado preocupação à diversos pesquisadores, o que os tem levado à realizar pesquisas voltadas à monitoração das práticas de higienização das mãos pelos profissionais de saúde6. Estudos mostram que a adesão desses profissionais quanto a higienização frequente das mãos e na rotina diária ainda é baixa, devendo ser incentivada e sensibilizada. Sendo assim, torna-se imprescindível reformular a prática de higienização das mãos nos serviços de saúde na tentativa de mudar a cultura prevalente entre os profissionais de saúde, o que pode resultar no aumento da adesão e correta higienização das mãos. Isso tudo, exige a atenção de gestores públicos, diretores e administradores dos serviços de saúde e educadores para o incentivo e a sensibilização dos profissionais à questão. Todos devem estar conscientes da importância da higienização das mãos nos serviços de saúde visando à segurança e à qualidade da atenção prestada1. Nesse sentido este estudo introduziu uma ferramenta inovadora, visando utilizar uma estratégia diferente para educação em serviço denominada “Caixa da Verdade”. Esta caixa é utilizada para avaliar a técnica de higienização das mãos, apoiar as ações de promoção e melhoria das práticas, bem como proporcionar reflexão quanto a sua importância. Objetivo: Sensibilizar os profissionais sobre a importância da correta higienização das mãos, melhorar a adesão, facilitar o acesso da equipe às informações, orientar a técnica de higienização das mãos e promover mudança de hábitos. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato de experiência de uma equipe de saúde inserida na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e no Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). O referido hospital vem utilizando, a “Caixa da Verdade” como ferramenta para promover educação em saúde quanto a higienização das mãos. Esta caixa simula a lavagem das mãos mostrando as partes que não são devidamente higienizadas. A Caixa da Verdade tem 20 cm de altura e 35 cm de comprimento, pintada de preto por dentro e com uma instalação de luz negra fluorescente em seu interior. Contém ainda dois orifícios em cima da tampa, para visualizar as mãos que estão dentro da caixa e duas aberturas circulares de aproximadamente 11 cm de diâmetro na lateral anterior para introduzir as mãos na caixa. Inicia-se com o profissional realizando a técnica de higienização das mãos com o gel luminol, simulando a antissepsia com álcool 70%. Após a higienização, as mãos são colocadas dentro da “Caixa da Verdade”, nas quais, podem ser visualizados pontos luminosos através de uma luz negra acoplada no interior da caixa. A luminosidade presente nas mãos demonstra as áreas que foram lavadas pelo gel (higienizadas adequadamente). Pontos sem luminosidade mostram áreas que não foram “higienizadas” adequadamente. Logo em seguida o mesmo colaborador realiza a higienização das mãos com água e sabonete líquido, introduzindo-as novamente no interior da caixa para observar a remoção dos pontos luminosos da tinta. O aparecimento de pontos luminosos nas mãos significa a falha na higienização. Resultados: Durantes as atividades de promoção em saúde onde foi utilizada a “Caixa da Verdade”, esta revelou falhas na técnica de higienização das mãos. A grande maioria dos participantes apresentou vários pontos nas mãos que não foram higienizados corretamente, como os punhos, os polegares e dorso da mãos. Esses resultados levaram os participantes a uma reflexão quanto a adesão e a técnica correta de higienização das mãos. Pode-se perceber que para uma melhoria da higienização das mãos torna-se necessário a mudança de comportamento dos profissionais. Para que essas mudanças venham a ocorrer, é fundamental que sejam criadas e implementadas estratégias de educação em saúde, como a ferramenta utilizada na referida instituição. Conclusão: A caixa da verdade foi de suma importância para incentivar a adesão ao procedimento de higienização de mãos, durante a utilização dessa ferramenta ficou evidenciado falhas na técnica de higiene das mãos de acordo com a preconização do Ministério da Saúde/ANVISA. Além de verificar falhas na técnica de higienização das mãos. Além disso, percebeu-se que essa foi um facilitador do acesso as informações pertinentes ao tema e um motivador para a realização correta da técnica. Também proporcionou a reflexão quanto a importância da adesão e da melhoria da prática de higienização das mãos no cotidiano de trabalho. Assim espera-se que através da reflexão, a prevenção das infecções hospitalares passe pelas mãos à consciência profissional. Descritores: lavagem de mãos; educação em saúde; infecção hospitalar. O CUIDADO À MULHER COM NEOPLASIA DE COLO UTERINO: O PAPEL DA ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA 1 4 ROSA Natanna; 2KARKOW Michele Carvalho; 3GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira; DORNELES Vera Cristina dos Santos; 5DELAZERI Pedro Gomes 1 Relator. Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica PROIC/HUSM. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente Adjunto do Departamento de Enfermagem e da Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem 4 Enfermeira do setor da Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Médico Residente em Cirurgia Geral do Hospital da Cidade –HC- Passo Fundo. Membro integrante da Liga de Urologia do Hospital da Cidade. INTRODUÇÃO: O câncer de colo uterino depois do câncer de mama é o que mais acomete mulheres no Brasil e é responsável por 15% das ocorrências de tumores malignos em mulheres. 1 Como forma de tratamento do câncer cérvico-uterino a radioterapia tem sido amplamente aplicada com o objetivo de alcançar um índice terapêutico favorável, levando as células malignas a perderem a sua clonogenicidade. 2 A aplicação da radioterapia é realizada de duas formas: a forma externa denominada teleterapia e a interna braquiterapia. O tratamento com radioterapia complementada pela braquiterapia possibilita a cura de cerca de 30 a 60% dos casos nos estadiamentos intermediário e avançados da doença. 3 O tratamento radioterápico traz efeitos colaterais no corpo e na mente das pacientes mexendo com o seu estado físico e emocional, com isso a equipe de enfermagem tem o papel de auxiliar a paciente e seus familiares por esse percurso. JUSTIFICATIVA: Divulgar ao meio acadêmico as atividades realizadas para a assistência as mulheres com neoplasia de colo uterino no ambulatório da radioterapia do HUSM. OBJETIVO: Relatar a assistência realizadas a mulheres com câncer de colo de útero e seus familiares no ambulatório de radioterapia. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de uma acadêmica de enfermagem do sétimo semestre. As atividades foram desenvolvidas durante o estágio supervisionado I do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que ocorreu em uma unidade de radioterapia. As ações programadas iniciaram no mês setembro de 2013 perfazendo 80 horas. RESULTADO: A doença provoca na mulher e seus familiares alterações nas relações sociais e pessoais, o que requer atenção e um suporte dos profissionais, sobretudo da enfermagem. 3 As pacientes com câncer de colo uterino se encontram fragilizadas e ansiosas com o diagnóstico, prognóstico e com as mudanças no seu cotidiano. Assim busca-se desde seu primeiro dia na radioterapia que elas sejam acompanhadas, orientadas, esclarecendo suas dúvidas como forma de amenizar toda ansiedade e medo. Nesse primeiro contato o enfermeiro indicar e fornecer orientações relativas às medidas preventivas, os efeitos colaterais do tratamento, realiza exame físico e escuta a paciente a fim de conhecê-la para manter as ações de enfermagem individualizadas. Durante toda a sua estadia no setor a paciente passará por consultas de enfermagem no mínimo uma vez por semana a fim de manter um olhar integral a essa mulher, promovendo uma ação rápida caso necessário. Dessa forma torna-se fundamental o detalhamento pelo o enfermeiro sobre a radioterapia e seus efeitos, tendo uma visão continua da paciente, para que ela sinta-se tranqüila quanto o processo terapêutico, os procedimentos e as medidas a serem tomadas. 4 CONCLUSÃO: A enfermagem da radioterapia do HUSM busca em sua rotina de acolhimento ajudar a mulher com câncer de colo de útero e seus familiares a estabelecerem estratégias de enfrentamento da doença, bem como fornecer o máximo de esclarecimento sobre a doença, o tratamento e os cuidados a serem realizados durante a terapêutica. Assim transformar esse momento tenso em menos doloroso possível. DESCRITORES: Neoplasia de colo de útero, Radioterapia, Enfermagem PACIENTES COM CÂNCER DE PROSTATA: ESCORE DE GLEASON PREVALENTES NO SETOR DA RADIOTERAPIA DO HUSM 1 ROSA Natanna; 2KARKOW Michele Carvalho; 3GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira; 4DORNELES Vera Cristina dos Santos; 5DELAZERI Pedro Gomes 1 Relator. Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica PROIC/HUSM. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente Adjunto do Departamento de Enfermagem e da Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem 4 Enfermeira do setor da Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Médico Residente em Cirurgia Geral do Hospital da Cidade –HC- Passo Fundo. Membro integrante da Liga de Urologia do Hospital da Cidade. INTRODUÇÃO: Atualmente o câncer de próstata tornou-se um problema de saúde pública sendo a neoplasia maligna que mais acomete homens no Brasil.1 Estima-se que no ano de 2012 aproximadamente 60.180 novos casos de neoplasia maligna de próstata o que em números se traduz em cerca de 60 casos para cada 100 mil homens.2 Para que se possa fornecer o tratamento adequado e um prognostico a população afetada por esse tipo de neoplasia é necessário que se conheça a severidade do tumor maligno. O escore mais utilizado é o de Gleason que correlaciona-se com a extensão da doença, particularmente com o risco de acometimento extraprostáico. Considera-se os tumores igual ou maior que 7 são biologicamente agressivos, com escore de 5 a 6 são tumores de agressividade intermediaria e tumores com escore entre 2 a 4 têm agressividade menor.3 Junto com o escore de Gleason, o valor do Antígeno Prostático Específico (PSA) e estadiamento clinico permite que se desenvolva um plano terapêutico para o paciente podendo consistir em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Desse modo, conhecer em que situação o paciente chega a uma unidade de tratamento proporciona aos profissionais que ali trabalham um instrumento para planejar seus cuidados, garantindo assim um melhor atendimento. OBJETIVO: conhecer o perfil clínico dos pacientes com câncer de próstata que chegam ao setor de radioterapia do HUSM no presente ano. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa de caráter exploratório-descritivo. Os dados foram coletados a partir das fichas de atendimento do setor da radioterapia. O período que foi considerado para captar os pacientes foi de janeiro a agosto de 2013. RESULTADOS: Durante o período estudado 290 pacientes deram entrada no setor da radioterapia, entre eles 48 eram pacientes com câncer de próstata, perfazendo um total de 16,5%. A média de idade dos pacientes foi de 69,5 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade visto que três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos.3 No que se refere ao Escore de Gleason, variou do escore 6 à 9, isso se deve pelo fato de que os homens só procuram o assistência quando apresentam dores e/ou problemas úrinarios4, com isso diminui as chances do tumor ser descoberto nas fazes iniciais. Observa-se que esta população é numerosa, em estudo realizado na Radioterapia do HUSM no ano de 2011 que obtiveram-se dados de 96% dos pacientes, demonstrou que 10,1% referem-se a pacientes com neoplasia maligna de próstata,5 justificando assim a importância de conhecer a fundo a clinica e prognostico desse pacientes. CONCLUSÃO: Através do estudo realizado pode-se conhecer a realidade clínica em que os pacientes com câncer de próstata chegam ao serviço de radioterapia do HUSM. Ter conhecimento da clinica do paciente colabora para os profissionais da saúde planejar melhor seu atendimento a essa população podendo orientar de maneira especifica e assim fazer uma assistência individualizado. DESCRITORES: Neoplasia de próstata; Saúde do homem; Enfermagem; Radioterapia ESTÁGIO NO NÚCLEO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ACADÊMICA EM ENFERMAGEM SIGNOR, Eduarda¹; SARZI, Diana Mara2; PREVEDELLO, Patricia Vedovato3; SILVEIRA, Giane4; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago5 1 Relatora. Acadêmica de Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões. [email protected] 2 . Acadêmica de Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões. 3. Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. 4 . Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. 5 . Enfermeira. Doutora em Educação e Ciências: Química da Vida e Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria. Responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria- RS. A Vigilância Epidemiológica Hospitalar objetiva investigar as doenças de notificação compulsória atendidas em âmbito hospitalar¹. A Portaria nº. 2.254, de 05 de agosto de 2010, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), institui o Subsistema Nacional de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar¹. Esta abrange um conjunto de ações que envolvem o conhecimento, detecção ou prevenção de qualquer alteração nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva².O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) possui um Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) que foi implantado em 2006 e está enquadrado como referência a nível II. O enfermeiro atuante no NVEH gerencia as ações que competem ao Núcleo. O estágio supervisionado II tem por finalidade desenvolver habilidades de assistência à saúde, incentivar a tomada de decisões, exercer a comunicação, liderança, educação permanente, administração e gerenciamento do discente, sob a supervisão do professor e de um enfermeiro responsável pelo setor. Nesta perspectiva o acadêmico, está acompanhando as atividades do enfermeiro supervisor e equipe multiprofissional no NVEH. Este trabalho procura relatar a experiência acadêmica no NVEH, no estágio supervisionado II do curso de Graduação de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus de Palmeira das Missões. Trata-se se um estudo descritivos, vivenciado no HUSM, durante o período de 03 de setembro à 21 de outubro de 2013. Através das buscas, são realizados os procedimentos com distribuição de tarefas entre os componentes da equipe. Sob supervisão da equipe, são detectados relação de doenças, agravos e eventos em saúde pública de Notificação Compulsória, e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos demais integrantes da equipe. A partir da consulta no Sistema Informatizado do HUSM, da busca ativa das portas de entrada, relatórios, prontuários, exames realizados entre outros.Bem como a investigação de óbitos maternos, fetal, infantil (0 a 5 anos), óbitos por doenças infecciosas e por causa mal definida. Participação das respectivas comissões de óbito buscando adequar o histórico que causou o óbito para corrigir registro e lançar dados epidemiológicos adequados. Conferência do preenchimento de Declaração de Nascidos Vivos (DNV) para posterior encaminhamento à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), encaminhamento e monitoramento de resultado de exames relacionados ao trabalho executado na Vigilância. Descritores: Epidemiologia, Vigilância Epidemiologia, Enfermagem RELATO DE EXPERIÊNCIA: GRUPO MARIAS BONITAS FAZENDO HISTÓRIA, SUPERANDO A POBREZA E FORTALECENDO A CIDADANIA VARGAS RONSANI, Ana Paula¹ MARIA SOUZA DE LIMA, Angela 2; APARECIDA CELSO, Raquel2; ROCHA WALAU, Tássia2; KOCOUREK, Sheila3 1 Autora, relatora, acadêmica Universidade Federal de Santa Maria [email protected] Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria 3 Orientadora, Profa. Dra. Universidade Federal de Santa Maria 2 Este Projeto tem como principal foco contribuir na redução das desigualdades sociais por meio de ações de empoderamento das mulheres chefes de família residentes no Bairro Urlândia – Santa Maria/RS. As ações abrangem diferentes áreas como saúde, educação, trabalho, e mobilização para inclusão produtiva. O projeto tem como principal objetivo desenvolver ações sócio educativas e promoção de saúde com as mulheres, adolescentes e crianças. A metodologia de trabalho assenta na educação popular que tem por finalidade ajudar a desconstruir a lógica e a naturalização da dominação, bem como a superação de situações que limitam o viver com qualidade. Por tratar-se de educação em saúde, trabalhamos na perspectiva da participação social, compreendendo que as verdadeiras práticas educativas somente tem lugar entre sujeitos sociais. A origem desde projeto deu-se a partir do desenvolvimento de ações de extensão, junto ao Programa Conexões de Saberes, que desde outubro de 2009 a UFSM vem desenvolvendo em comunidades localizadas nas regiões mais vulneráveis. Até o momento foram realizados encontros semanais com o grupo com as temáticas: DST/AIDS; violência contra mulher; saúde da mulher, cuidados em saúde entre outros. Para cada tema foi utilizado dinâmicas diferenciadas para promover o debate e a troca de experiência entre as mulheres. A partir do grupo Marias Bonitas Fazendo História tornou-se necessário criar uma oficina para atendimento às crianças de até 12 anos e mais recentemente um grupo com adolescentes meninas. Participam semanalmente aproximadamente 45 mulheres com faixa etária entre 21 a 40 anos, com nível de escolaridade predominantemente de ensino fundamental incompleto, e como principal ocupação as tarefas do lar. Outro dado relevante é a renda que varia entre R$400,00 a R$800,00 sendo que desta renda são dependentes entre quatro a seis pessoas. Considerando que as famílias que são incluídas neste projeto vivenciam situação de desemprego e baixa qualificação, mantendo-os excluídos do mercado de trabalho, pretende-se operacionalizar por meio de parcerias oficinas de formação para o trabalho. A fim de alcançar os objetivos propostos, é preciso contribuir no fortalecimento das mulheres enquanto sujeito das suas vidas, para futuramente possam ser protagonistas da sua produção e de seu trabalho. Considera-se que as ações realizadas no grupo tem contribuído tanto para formação dos acadêmicos , quanto para o fortalecimento da cidadania das mulheres, sendo que as mesmas apresentam no decorrer das atividades pontos positivos como: construção coletiva, auto estima, comprometimento com as ações do grupo, entre outras. Palavras-chave: cidadania, empoderamento, trabalho. ATENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA AOS CUIDADORES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO HEMATO-ONCOLÓGICO NO CTCRIAC - HUSM Autores: COSTA, Gustavo da Silva da¹; BRONDANI, Amanda de Souza¹; MACEDO, Julia Bueno¹; NARDI, Lara Letícia Dotto¹; BRAZ, Melissa Medeiros². 1 – Acadêmicos do Curso de Fisioterapia, Universidade Federal de Santa Maria. 2 – Docente do Curso de Fisioterapia, Universidade Federal de Santa Maria. Relator: Gustavo da Silva da Costa ([email protected]) Introdução: O adoecimento e a hospitalização de uma criança/adolescente representam rupturas no cotidiano dela e de sua família, ocorrendo em um contexto bastante diverso do habitual, gerando medo, ansiedade, angústia e apatia. Em geral, há o afastamento dos familiares e amigos e suas atividades cotidianas são interrompidas; os familiares, por sua vez, têm sua rotina alterada, se afastando do lar e/ou atividades laborais. Os familiares veem-se internados com a criança/adolescente. Isso demanda uma atenção à saúde destes cuidadores.Justificativa: Considerando-se o aspecto emocional envolvido na doença e no ambiente hospitalar, estudos têm apontado a necessidade de uma especial atenção ao cuidador tendo em visa a sobrecarga física, emocional e social a que são submetidos. Objetivo: Relatar a vivência da atuação da Fisioterapia na promoção da saúde dos cuidadores de crianças em tratamento oncológico no CTCriac HUSM, no período de maio a setembro de 2013.Metodologia: A vivência ocorreu no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). As visitas eram realizadas semanalmente ao CTCriac HUSM. Primeiramente, os alunos compareciam a cada leito e convidavam os cuidadores presentes para participar das tarefas programadas. Em seguida, os componentes reuniam-se na sala de ludicidade e, como meios de atingir os objetivos citados, foram feitos alongamentos, dinâmicas em grupo e relaxamento. Resultados: Compareciam, em média, 3 cuidadores a cada encontro, além das crianças em tratamento oncológico. Os encontros tinham duração de 20 minutos. Inicialmente, era feito um alongamento, visando à diminuição da tensão muscular e emocional, aumento da flexibilidade e aquecimento, favorecimento da coordenação motora e da boa postura e melhora na circulação. Em seguida, eram realizadas dinâmicas em grupo, promovendo a movimentação corporal e aprimoramento das habilidades sociais. Alguns benefícios aspirados foram melhora na circulação sanguínea, funções cardíacas e pulmonares, melhora na função imunológica, aumento na habilidade de concentração, divertimento e maior disposição física para o dia-a-dia. Por fim, era feito o relaxamento, com exercícios respiratórios e relaxamento muscular, com a proposta de maior concentração na percepção corporal, sintonizando corpo e mente. Durante os processos e ao seu fim, notou-se uma amenização no estresse causado pela rotina hospitalar e pela realidade da doença das crianças e adolescentes, com grande aumento do bem-estar. Os participantes apresentaram-se muito alegres, brincaram e se divertiram.Conclusão: O projeto proporciona um tratamento paliativo eficiente para os cuidadores, tendo em vista que promove momentos de grande descontração e interação entre os participantes, já que os encontros representam um dos poucos momentos reservados prioritariamente a eles, em que sua atenção fica voltada para seu corpo e mente, fazendo-os abstrair por alguns instantes do sofrimento hospitalar. Descritores: Câncer. Criança. Adolescente. Qualidade de vida. PERFIL NUTRICIONAL E CONSUMO DE VITAMINA C DE INDIVÍDUOS COMINFECÇÃO POR HELICOBATER PYLORI KLEIN, Caroline¹; SILVA, Carina Siqueira Martelli;²; NORA, Magalli Dalla²; PACHECO, Luísa Silva³; CAMPANHER, Djeison Mikael³; FAGUNDES, Renato Borges4 Relator - Acadêmica do Curso de Medicina¹ - UFSM [email protected] Autores - Mestrandas em Ciências da Saúde² - UFSM, Acadêmica do Curso de Farmácia³ - UFSM, Orientador no Programa de Pós - Graduação em Ciências da Saúde4 - Prof. Dr. Renato Borges Fagundes - UFSM INTRODUÇÃO: Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria gram-negativa, microaerófila que afeta mais da metade da população mundial (LAHNER et al., 2011), Essa bactéria coloniza a mucosa gástrica e nas últimas três décadas foi identificada como fator patogenético para gastrite crônica, úlcera péptica e para o câncer gástrico (ADITI & GRAHAM et al., 2012). Simultaneamente, a infecção por H. pylori está associada a um índice de massa corporal (IMC) reduzido, pois correlaciona-se negativamente ao consumo energético (JEFFERY et al., 2011). Estudos demonstram que esta infecção pode afetar a homeostase de diversos micronutrientes, como as vitaminas e oligoelementos, incluindo o ácido ascórbico/vitamina C, ferro, vitamina B12, ácido fólico, a-tocoferol e ß-caroteno (AKCAM, 2010; LAHNER et al., 2011). A vitamina C é um micronutriente que apresenta importante função antioxidante, antiaterogênica, imunomoduladora e anti-cancerígena gástrica (NAIDU 2003), porém, não pode ser sintetizada no organismo humano, sendo o consumo alimentar fundamental para a sua obtenção (MORRISSEY & HILL, 2009). É altamente concentrada nas mucosas do estômago e suco gástrico, importante por reduzir o risco de câncer gástrico e também por influenciar no processo de infecção por H. pylori (SHI & ZHENG, 2006). Hábitos alimentares com baixo consumo de vitamina C tornam os indivíduos mais suscetíveis à infecção. O consumo significativo de frutas e vegetais frescos protegem a população da infecção e re-infecção por H. pylori, devido esta vitamina apresentar impacto positivo sob o sistema imunológico, influenciando na atividade de granulócitos, macrófagos, linfócitos e produção de imunoglobulinas. JUSTIFICATIVA: Considerando a prevalência mundial da infecção por H. pylori e a sua influência sob a biodisponibilidade de micronutrientes, em destaque à vitamina C, que pelo seu papel antioxidante, anti-aterogênico, imunomodulador, anti-cancerígeno gástrico é importante que seja estudada, associando o consumo alimentar com a infecção, para elucidar o papel da vitamina C e nortear futuras intervenções profiláticas e/ou terapêuticas em indivíduos infectados por H. pylori. OBJETIVOS: Avaliar o consumo alimentar de vitamina C e o estado nutricional de indivíduos com e sem infecção por H. pylori. METODOLOGIA:Estudo transversal, com 45 voluntários adultos e dispépticos encaminhados para a endoscopia digestiva alta no Serviço de Gastroenterologia do HUSM. Os participantes foram contatados no momento do agendamento da endoscopia e foram convidados a participar do estudo. Os dados do estudo foram armazenados em planilha Excel e analisados com o auxílio do aplicativo computacional SPSS v 10.0. Após esclarecimentos sobre o estudo e obtenção do consentimento, os indivíduos foram convidados para responder o Questionário de frequência de consumo alimentar padronizado por Pereira & Koifman (1999), adaptado com informações específicas sobre o consumo de alimentos fontes de vitamina C. Este consiste em uma lista de itens alimentares para quais os respondentes indicaram a frequência do consumo num período determinado de tempo. Posteriormente, realizou-se a avaliação antropométrica através das medidas de: peso usual, peso atual, altura, circunferências e dobras cutâneas. A endoscopia digestiva alta foi realizada conforme rotina do Serviço de Gastroenterologia do HUSM. O diagnóstico de infecção por H. pylori foi definido pela positividade de um dos resultados dos testes realizados (teste da urease ou exame histopatológico). RESULTADOS: Identificou-se a presença de H. pylori em 42,2% (n=19) dos participantes, enquanto que 57,7% (n=26) não apresentaram infecção. Houve um predomínio de mulheres em ambos os grupos 43,2% (n=16), 56,7% (n=21), respectivamente. A média de idade foi de 53 anos (DP±11,97), sendo a idade mínima 24 anos e a máxima 73 anos. Foi observado que 71,1% (n=32) dos participantes apresentaram consumo adequado de vitamina C (107,6 a 713,6 mg/dia), onde a ingestão mínima foi de 58,7 mg e a máxima 402,4 mg, havendo discrepância entre os grupos de legumes (25,8%) e frutas (14,6%). No entanto, 28,8% (n=13) dos indivíduos com aproximadamente 50-60 anos não alcançaram a recomendação diária (75 mg para mulheres e 90 mg para homens). Ao relacionar a infecção por H. pylori com o consumo alimentar de vitamina C, constatou-se que 38,5% (n=13) dos participantes com consumo inadequado de vitamina C apresentaram H. pylori positiva, enquanto, 56,2% (n=18) dos indivíduos com consumo adequado desta vitamina não apresentaram a infecção. Quanto ao perfil nutricional, verificou-se que a média do IMC foi de 28,5 (SD±4,9), sendo o mínimo 19,4 e o máximo 40,9, onde 40% (n=18) dos participantes apresentaram sobrepeso, 33,3% obesidade (n=15) e 26,6% (n=12) eutrofia, 40% (n=18) dos indivíduos com H. pylori apresentaram sobrepeso. As circunferências da cintura e quadril possibilitaram identificar o risco cardiovascular e metabólico, assim, 57,7% (n=26) apresentaram risco cardiovascular e 48,8% (n=22) risco metabólico muito elevado. Ao comparar peso atual com habitual, verificou-se que 24,4% (n=11) obtiveram redução grave em um período abrupto de tempo. A classificação do estado nutricional através da prega cutânea triciptal possibilitou identificar que 31,1% (n=11) estavam eutróficos, 24,4% (n=15) com sobrepeso e 33,3% (n=15) com depleção moderada/grave, demonstrando déficit de massa magra. Correlacionando estado nutricional e consumo alimentar, verificou-se que 76,1% dos participantes com sobrepeso apresentaram consumo adequado de vitamina C, enquanto 41,6% de indivíduos obesos não alcançaram a recomendação diária. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos através deste estudo demonstraram associação entre a infecção por Helicobacter pylori e alteração no perfil nutricional, devido a maioria dos indivíduos terem apresentado sobrepeso e obesidade. Somado a isto, o consumo alimentar de vitamina C destes indivíduos não foi capaz de prevenir ou reverter a infeccção, porém, mais estudos devem ser realizados para melhor compreensão de um possível efeito protetor e/ou terapêutico da vitamina C em indivíduos acometidos pela infecção por H. pylori. IDOSOS DEPENDENTES DE TECNOLOGIAS IMPLICAÇÕES PARA AS FAMÍLIAS NO DOMICÍLIO: BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; SEIFFERT, Margot Agathe3; BITENCOURT, Mayara da Silva4; SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5 1 Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail: [email protected] 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Aluna da Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf – Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Introdução: A cada ano novos avanços e transformações tecnológicas são presenciados em todas as áreas do conhecimento, destacando-se a área da saúde. Instrumentos e técnicas surgem para dar suporte aos cuidados prestados e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos usuários dos serviços de saúde. O termo tecnologia define-se como um conjunto de ações, as quais incluem métodos, procedimentos, técnicas, equipamentos e outros instrumentos, aplicados com conhecimento científico, envolvendo diversos saberes e habilidades (ARONE, 2007). No processo de trabalho em saúde as tecnologias podem ser classificadas como: duras, que consistem em instrumentos, máquinas, normas e estruturas organizacionais; leve-duras, que são as formas de conhecimento concebidas por um objeto de como usá-lo, repará-lo, projetálo e produzi-lo; e as tecnologias leves, que estão vinculadas com as relações humanas, acolhimento e gestão de serviços (MEHRY, 2002). Atualmente, as tecnologias em saúde não são apenas utilizadas nos ambientes que prestam assistência em saúde, estão presentes também nos domicílios das pessoas, que devido a sua condição de saúde, necessitam de tecnologias para ter uma melhor qualidade de vida. Dentre as pessoas que utilizam algum tipo de tecnologia no domicílio, destacam-se os idosos, uma vez que apresentam uma maior predisposição a ter doenças crônicas, que podem torná-los dependentes de cuidados e também de tecnologias. Assim, a experiência de cuidar idosos dependentes de algum tipo de tecnologia no ambiente domiciliar é cada vez mais frequente no cotidiano das famílias. Para atender essa demanda e auxiliar as famílias no cuidado ao idoso dependente de tecnologia no domicílio, a internação domiciliar é uma importante modalidade de atendimento em saúde. A internação domiciliar compreende a adoção de atividade continuada com tecnologia e assistência específica e mais complexa, com visitas frequentes de uma equipe multiprofissional e monitoramento à distância, por meio da comunicação com os cuidadores (GIRONDI; GONÇALVES; SANTOS, 2011). Justificativa: Considerando o aumento da população idosa e consequentemente o aumento do surgimento de doenças crônicas incapacitantes, os idosos envelhecem com mais dependências de cuidados por parte de sua família, além de ficarem dependentes também de tecnologias. Assim, é importante investigar como as famílias vivenciam o cuidado de idosos dependentes de tecnologias no domicílio, com vistas a melhorar a assistência em saúde prestada a elas. Objetivo: Descrever as implicações para as famílias que cuidam de idosos dependentes de tecnologias no domicílio. Metodologia: Investigação realizada com famílias de idosos internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM), utilizando-se o método qualitativo de pesquisa. Os dados foram coletados por meio de entrevista, genograma e observação no período de fevereiro a maio de 2013. Os critérios de inclusão dos participantes da pesquisa foram: famílias que possuíam um idoso (60 anos ou mais) em internação domiciliar, com vinculação ao SIDHUSM e que tivessem no mínimo dois integrantes com disponibilidade de participar da entrevista. Destaca-se que os idosos internados não participaram da entrevista, pois a presença deles poderia inibir os relatos dos demais integrantes da família. Os dados coletados foram analisados a partir da análise de conteúdo, do tipo temática, que se constitui de três etapas: pré-análise; exploração do material e tratamento dos resultados obtidos e interpretação (MINAYO, 2010). O projeto foi registrado no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde sob número 033030 e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria com parecer de número 182.535 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE): 11349012.6.0000.5346. Cabe salientar que os dados apresentados nesse resumo fazem parte de um recorte da pesquisa intitulada “Demandas de cuidado para a família de idoso em internação domiciliar: contribuições para a enfermagem”. Resultados: Fizeram parte da pesquisa seis famílias. Em cinco delas, participaram da entrevista dois integrantes e em uma família, três familiares foram entrevistados, totalizando 13 familiares. Dos idosos pertencentes às famílias entrevistadas, dois eram do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Em relação à idade dos idosos, dois encontravam-se na faixa etária de 60 a 69 anos, dois na faixa de 70 a 79 anos e dois tinham idade entre 80 e 89 anos. Dois idosos estavam internados no domicílio devido à sequelas de Acidente Vascular Cerebral isquêmico, dois por fratura de perna, uma idosa por neoplasia do tipo melanoma e uma devido a complicações de Insuficiência Cardíaca Congestiva. No momento da pesquisa quatro idosos faziam uso de tecnologias no cuidado. Dentre as tecnologias utilizadas no domicílio por eles estão a sonda nasoentérica, gastrostomia, traqueostomia, aspirador e sonda vesical de demora. Quanto às implicações geradas pelo uso de tecnologias no cuidado desses idosos, os familiares relataram que há uma maior demanda de cuidados quando o paciente está utilizando algum tipo de tecnologia. Nas famílias em que os idosos faziam uso de sondas para alimentação, estas se envolviam diariamente no preparo e administração das dietas. O envolvimento era maior quando as famílias precisavam preparar a dieta artesanal, a qual possui diversos cuidados em sua preparação. Ainda, em uma família a idosa possuía traqueostomia e precisava ser aspirada constantemente, fazendo com que os familiares precisassem ficar em constante vigilância. As alterações funcionais e as condições de cronicidade dos idosos impõem limitações, tornando-os dependentes do cuidado familiar. Também foi evidenciado na pesquisa que conforme a melhora do estado de saúde, o idoso não necessita mais das tecnologias, como por exemplo, sonda nasoentérica, diminuindo assim, as demandas de cuidado para as famílias. Outro ponto destacado nas entrevistas pelas famílias foi o medo do desconhecido, pelo fato de não haverem cuidado de pessoas dependentes de tecnologia anteriormente. Esse medo era acentuado no início da internação domiciliar, em que as famílias relataram possuir muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias. No primeiro contato com dispositivos tecnológicos o medo e a dúvida sobre a capacidade de realizar os cuidados de maneira adequada são geradores de grande estresse para as pessoas (GUERINI, 2012). Além disso, conforme algumas famílias, o preparo para lidar com as tecnologias ocorria pouco tempo antes do retorno ao domicílio, assim não se sentiam totalmente seguras para realizar os cuidados, pois possuíam muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias para cuidar de seu familiar idoso. Do mesmo modo, em outros depoimentos, as orientações da equipe multiprofissional no hospital e durante a internação domiciliar foram mencionadas como importantes para o entendimento e preparação das famílias para a realização dos cuidados envolvendo as tecnologias. Para Rocha (2008) o preparo do familiar para o cuidado no domicílio, pelos profissionais de saúde, contribui para o sucesso no seguimento de tratamentos e, consequentemente, para uma breve recuperação dos indivíduos. Conclusão: Conhecer as implicações geradas as famílias sobre as tecnologias no cuidado a idosos no domicilio é importante para subsidiar os profissionais de saúde, entre eles o enfermeiro, na realização de práticas educativas para melhor orientar e atender essas famílias. Assim, torna-se possível melhorar a qualidade do cuidado prestado no domicílio e também a qualidade de vida da pessoa idosa doente e de sua família. Descritores: assistência domiciliar; tecnologia; cuidados de enfermagem. PROGRAMA DE INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA MULTIPROFISSIONAL EM DESORDENS DO MOVIMENTO INFANTIL – RELATO DE EXPERIÊNCIA VICENTE DO NASCIMENTO, JULIANO1; DA SILVEIRA PORTO, BEATRIZ SILVANA2; SEGALA, MARINA3; DE CAMARGO OLIVEIRA, GISELLE4 MORAIS TREVISAN, CLAUDIA5 1 Fisioterapeuta R2 do Programa de Residência Multiprofissional do HUSM, área de concentração: mãebebê. e-mai para contato: [email protected] 2 Médica Profª. Drª. do Curso de Medicina da UFSM. 3,4 Acadêmicas de Fisioterapia e Bolsistas do PROIC/HUSM. 5 Fisioterapeuta Profª Drª. do Curso de Fisioterapia e Preceptora de Campo e Núcleo da Residência Multiprofissional do HUSM, Orientadora do trabalho. INTRODUÇÃO O desenvolvimento motor é um processo seqüencial, relacionado à idade cronológica, onde o ser humano adquire habilidades motoras, que progridem de movimentos simples e desorganizados para habilidades organizadas e complexas JUSTIFICATIVA Fatores de risco biológicos ou ambientais aumentam a probabilidade de déficits no desenvolvimento neuromotor infantil. OBJETIVOS Relatar o programa de intervenção multiprofissional que se desenvolve no setor de reabilitação neurofuncional pediátrico, ligado ao Serviço de Fisioterapia do HUSM/RS. Este programa, que investiga os efeitos da intervenção terapêutica multiprofissional em desordens do movimento infantil, se divide em cinco sub-projetos: descrição do perfil sociodemográfico; dados nutricionais e antropométricos e suas relações com transtornos do desenvolvimento; avaliação e reabilitação de crianças com desordens do movimento; avaliação da influência da orientação domiciliar na independência funcional e qualidade de vida na Paralisia Cerebral; atenção à saúde do cuidador de crianças com desordens de movimento e analise da atenção multiprofissional na reabilitação infantil. METODOLOGIA Estão sendo realizadas avaliações específicas relacionadas aos objetivos. São utilizados questionários semi-estruturados na investigação do perfil sociodemográfico; na verificação dos dados nutricionais e antropométricos: medidas de peso e estatura, cirtometria torácica e cefálica; avaliação do desenvolvimento motor para detectar e reabilitar atrasos no desenvolvimento através da Escala Motora de Alberta, Escala visual de marcha, Escala de equilíbrio pediátrica, Avaliação da função motora grossa; verificação das atividades de vida diária, funcionalidade, qualidade de vida e perfil cognitivo das crianças para realizar orientações domiciliares; questionário para analisar sobrecarga e desvios posturais nos cuidadores e verificar o impacto da atenção multiprofissional no setor de reabilitação infantil através de projeto terapêutico singular e matriciamento com a rede. Os dados serão analisados por meio de estatística paramétrica e não paramétrica de acordo com características das variáveis. Como critérios de inclusão podemos citar: crianças que apresentem desordens no movimento, crianças com idades entre 01 mês e 12 anos incompletos de idade e cuidadores das respectivas crianças. RESULTADOS Espera-se que com a elaboração do programa crianças com desordens do movimento infantil sejam beneficiadas não só com as pesquisas, mas também com a reabilitação proposta, além de uma melhor qualidade de vida para seus cuidadores.CONCLUSÃO Com a implantação do programa de intervenção as atividades realizadas tanto pelos estagiários de Fisioterapia, quanto pelos Residentes do Programa de Residência Multiprofissional ficaram mais efetivas, vindo a contribuir para uma atenção mais integral nas desordens do movimento infantil, além de contribuir com pesquisas futuras sobre o desenvolvimento motor. Descritores em saúde: comportamento do lactente; Fisioterapia; Deficiências do Desenvolvimento; Paralisia Cerebral; Postura; Aantropometria. GERÊNCIA DO CUIDADO NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO¹ SOARES, Rhea Silvia de Avila²; SAUL, Alexsandra Michelini Real³; PENNA, Marcia Aparecida4; SILVA, Dalva Cesar5 ; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de6. 1 Relato de Experiência 2 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. [email protected] 3 Enfermeira. Mestranda em Educação.UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Pós graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. 5 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. 6 Enfermeira. Pós Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. Introdução: A gerência do cuidado de enfermagem compreende a articulação de atividades de gerenciar e cuidar, que permeiam o processo de trabalho do enfermeiro. Por introduzir a abordagem administrativa no cuidado de enfermagem tem se Florence Nightingale como a precursora da administração hospitalar. Nightingale, demonstrou com os resultados do trabalho que ela e sua equipe desenvolveram no hospital militar da Criméia, a importância do conhecimento acerca das técnicas e instrumentos administrativos, para a organização do ambiente terapêutico, mediante a divisão do trabalho desenvolvido pelas nurses (cuidado direto) e pelas ladies nurses (cuidado indireto) e na sistematização das técnicas e dos procedimentos de cuidado de enfermagem1. A gerência do cuidado de enfermagem mobiliza ações nas relações, interações e associações entre as pessoas como seres humanos complexos e que vivenciam a organicidade do sistema de cuidado, constituída por equipes de enfermagem e saúde com competências/aptidões/potências gerenciais próprias ou inerentes às atividades dos enfermeiros2. As funções gerenciais desempenhadas pelo enfermeiro são voltadas para a resolução dos problemas de saúde do indivíduo, da família e do meio ambiente. O gerente, neste ambiente, deve atuar como um pólo gerador de conhecimento, desenvolvendo as competências, incorporando as inovações tecnológicas, definindo suas responsabilidades, visando à eficácia da saúde². A partir deste contexto, o enfermeiro gerente é o principal articulador dos cuidados preventivos das Úlceras por Pressão (UP). Essas são definidas como uma lesão da pele e/ou tecido subjacente, resultante da pressão prolongada sobre uma área do corpo, geralmente sobre uma proeminência óssea que determina diminuição da circulação nessa região e subsequente destruição tecidual devido a pressão isolada ou combinada com fricção ou cisalhamento. As UP são classificadas conforme o grau de dano observado nos tecidos, pele, subcutâneo, músculos, articulações e ossos. De acordo com o estadiamento a UP3, pode ser classificada em estágios denominados de I, II, III ou IV. No estágio I, a pele encontra-se intacta com eritema não branqueável de uma área localizada, normalmente sobre uma proeminência óssea. A descoloração da pele, calor, edema, tumefação ou dor podem também estar presentes. No estágio II, há perda parcial da espessura da pele ou flictena. Caracteriza-se como uma ferida superficial com leito vermelho rosa sem crosta e que pode também apresentar-se como flictena fechada ou aberta preenchido por líquido seroso ou sero-hemático. No estágio III, ocorre perda total da espessura da pele ou seja, com tecido subcutâneo visível. Porém não estão expostos os ossos, tendões ou músculos. Pode estar presente algum tecido desvitalizado, como fibrina úmida, bem como lesão cavitária e encapsulamento. No estágio IV, há dano total da espessura dos tecidos, com músculos, tendões e ossos visíveis. Identifica-se tecido desvitalizado, como fibrina úmida e ou necrótico. Frequentemente são cavitários e fistuladas, suspeita de lesão tissular profunda, área de coloração púrpura ou castanha ou bolha sanguinolenta pelo dano aos tecidos moles por fricção ou cisalhamento. Em pele escura a detecção pode ser difícil incluindo uma pequena bolha ou uma fina escara, úlceras que não podem ser classificadas, ou seja, não estadiáveis. Nessa situação, existe perda total de tecido, sendo a base da úlcera coberta por esfacelo ou há escara no leito da lesão. Para que ocorra a determinação do estágio faz-se necessário a remoção do esfacelo ou escara. Na tentativa de evitar esse agravo que repercute em aumento de tempo de internação, taxas de re-internação e custos para os serviços de saúde, a enfermagem atua na prevenção das UP, por meio do controle de fatores de risco como, pressão, cisalhamento, fricção, umidade, nutrição e capacidade de movimentação. Assim, sendo essa atuação é um importante trabalho de prevenção e que tem sido associado ao cuidado de enfermagem de qualidade, por meio da utilização de índices de UP 4. Ao liderar programas prevenção e tratamento de UP, o enfermeiro é o profissional qualificado avaliar as alterações cutâneas que influenciam no risco do desenvolvimento e evolução da lesão, além de gerenciar o cuidado prestado. Para tanto, faz se importante a adoção de instrumentos de medidas, escalas de risco para desenvolvimento de UP e protocolos. Esses auxiliam os profissionais de saúde a avaliar o risco, formular o diagnóstico, determinar o plano de cuidados, incluindo condutas preventivas5. Objetivo: relatar como os enfermeiros gerenciam a prevenção da UP no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Método: estudo descritivo, tipo relato de experiência sobre a atuação do enfermeiro do HUSM na prevenção de UP. Resultados: os enfermeiros do HUSM utilizam como instrumento para a gerência do cuidado na prevenção de úlcera por pressão a escala de Braden e Protocolo de Prevenção e Tratamento de Lesões de Pele, mas até o momento nenhum trabalho foi realizado para verificar a aplicação da escala de Braden e como os enfermeiros gerenciam os cuidados ao pacientes em risco de desenvolver UP, também possuímos uma carência quanto a incidência e prevalência de UP no HUSM. Quanto ao protocolo da instituição encontrase que este deverá ser aplicado pelo enfermeiro no momento da internação a todos os pacientes maiores que 5 anos de idade internados no HUSM, por meio do preenchimento da ficha de avaliação de risco para UP, conforme escala de Braden. Essa escala avalia o grau de risco e presença de UP. A avaliação de risco do paciente desenvolver UP dependerá do escore da Escala de Braden em que sem risco , corresponde a 19 pontos ou mais; baixo risco de 16 a 18 pontos; risco moderado de 13 a 15 pontos; alto risco de 12 pontos ou menos. Os pacientes sem risco ( escore ≥ 19) e risco baixo (escore de 16 a 18) deverão ser avaliados a cada 72 horas e os pacientes com grau de risco moderado e alto (escore ≤ 15) a cada 24 horas. No Serviço de Internação Domiciliar (SIDHUSM) utilizam-se os mesmos parâmetros para avaliação e deverão ser realizadas a cada visita. Conclusão: os enfermeiros do HUSM utilizam como instrumento para a gerência do cuidado na prevenção de UP a escala de Braden, a qual se encontra no protocolo. Identifica-se a carência de estudos sobre o índice de UP na instituição. A sensibilização para tal iniciativa importante para o planejamento do cuidado pode ocorrer por atividades constantes de instrumentalização da equipe de saúde/enfermagem sobre a importância da prevenção da UP. ANÁLISE SITUACIONAL VIGILÂNCIA DA UFSM EM SAÚDE: CONTRIBUIÇÕES DO PET LONDERO, B. Ananda¹; STANGHERLIN, C. Roberta²; UNFER, Beatriz³; MÓR DALL'AGNOL, Marine4 ¹Acadêmica do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM; Relatora. Email: [email protected] ²Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM ³Professora Assistente do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM 4 Professora Adjunta do Departamento de Saúde da Comunidade da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM; Orientadora. Projeto nº 033136. A saúde da coletividade é determinada pelos indicadores de saúde, os quais quantificam e traçam seu perfil, que pode ser de saúde ou de doença. O mapa traçado por uma análise de indicadores de saúde serve de parâmetro aos gestores de saúde para considerar a situação de saúde da população e traçar objetivos para as verdadeiras necessidades que esta população requer. Este trabalho trata sobre a temática da análise da situação de saúde, sob uma perspectiva teórica referenciada pela literatura científica e documentos oficiais. O tema originou-se a partir da necessidade de conhecer a situação de saúde do município de Santa Maria e tem por objetivo contribuir com o processo de produção do conhecimento sobre o tema e qualificar os estudantes da área da saúde para o Serviço no Sistema Único de Saúde. Foram consultados artigos publicados em periódicos e documentos oficiais relativos à Vigilância em Saúde. Verificou-se que para realizar a análise da situação de saúde de uma população é necessário o conhecimento de uma série de fatores, os quais são indispensáveis para o planejamento e execução de ações de prevenção de doenças e promoção à saúde, bem como de tratamento e reabilitação. Entre eles destacam-se a identificação de um grupo populacional dentro de um território específico; o conhecimento do perfil de morbimortalidade de uma população-região; o conhecimento do território; a detecção e análise dos problemas de saúde deste grupo; a priorização aos problemas identificados e o conhecimento de seus fatores determinantes; e a geração de subsídios para que sejam definidas as diretrizes políticas e as atividades a serem realizadas em serviços de saúde. Em síntese as intervenções que serão feitas para solucionar os problemas identificados. Utiliza-se de uma sequência de parâmetros: população - território situação de saúde - planejamento - estratégias - ações de saúde e gestão. A associação do planejamento e da execução de ações de saúde favorece o estabelecimento de prioridades em nível de gestão. Desta forma, para melhorar a situação de saúde de um determinado local os gestores da saúde devem utilizar a análise da situação de saúde para definir metas e estratégias, bem como dispor de recursos humanos e orçamentários. Palavras-chave: indicadores básicos de saúde, vigilância, planejamento em saúde. ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR A BRONQUIECTASIA: UM RELATO DE CASO PACIENTE PORTADOR DE KUINCHTNER, Gabriela Castro¹; BRONDANI, Juliana Ebling²; DEL CASTILLO, Bruna Lencina³; STUKER, Nonie Candace4; SULEK, Martina5; GONÇALVES, Marisa Pereira6. 1 .Fisioterapeuta Residente, Universidade Federal de Santa Maria (relatora, e-mail: [email protected]); 2 . Nutricionista Residente; 3 . Fisioterapeuta Residente, Universidade Federal de Santa Maria; 4 . Acadêmica de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria; 5. Fonoaudióloga Residente, Universidade Federal de Santa Maria; 6 . Professora Orientadora, Universidade Federal de Santa Maria. INTRODUÇÃO: A bronquiectasia é uma enfermidade caracterizada pela dilatação anormal e irreversível dos brônquios. A destruição das paredes das vias aéreas ocorre por meio de infecções e inflamações recorrentes, resultando em prejuízo do clearance, com acúmulo de secreção nas áreas afetadas e colonização bacteriana. A bronquiectasia é mais prevalente em mulheres de meia-idade, tendo como principais manifestações clínicas a tosse crônica comumente associada à expectoração purulenta e de odor fétido, predominantemente pela manhã, dispnéia, hemoptise, febre, fadiga e perda de peso (GUIMARAES et. al., 2012). O fato das necessidades de saúde expressarem múltiplas dimensões demanda ações que não podem se realizar por ações isoladas de um único agente, necessitando-se de recomposição dos trabalhos especializados tanto no interior de uma mesma área profissional como na relação interprofissional. O trabalho em equipe exige uma construção coletiva das ações em saúde, em que as dificuldades estão sempre presentes e precisam ser refletidas e superadas. A formação de uma equipe permite a troca de informações e a busca de um melhor plano terapêutico, colocando-se a cooperação como instrumento para enfrentar o fazer em grupo (FERREIRA, VARGA e SILVA, 2009). Como definição legal, a integralidade é concebida como um conjunto articulado de ações e serviços de saúde, preventivos e curativos, individuais e coletivos, em cada caso, nos níveis de complexidade do sistema. A integralidade ao ser constituída como ato em saúde tem germinado experiências que produzem transformações na vida das pessoas, cujas práticas eficazes de cuidado em saúde superam os modelos idealizados para sua realização (FIOCRUZ, 2013). Assim, não há como oferecer uma assistência integral e de qualidade aos usuários de saúde com pneumopatias crônicas sem partirmos do pressuposto do trabalho interdisciplinar e suas implicações no cuidado em saúde. A relevância desta atuação acontece no momento em que os diferentes núcleos profissionais interagem, articulam e co-responsabilizam suas ações. Neste contexto, o trabalho nuclear potencializa o trabalho interdisciplinar o qual é conceituado pelo grau de integração entre as disciplinas e a intensidade de trocas entre os especialistas. Isto impõe, necessariamente, o estabelecimento de vínculos de integração no processo de trabalho que deve ser mais do que a simples comunicação, ou seja, gerar uma integração mútua sobre e entre saberes e práticas, formar novas formas de atuação e com isso, trazer resoluções efetivas para problemas concretos (NOGUEIRA, 2000). JUSTIFICATIVA: Dada a complexidade do tratamento dos portadores de Bronquiectasia, a participação multidisciplinar é fundamental, propiciando ampla abordagem no sentido de corrigir os vários distúrbios apresentados na evolução dos pacientes. Desta forma, compreendendo a importância de viabilizar novas modalidades de práticas de gestão e assistência em saúde, tornando-as mais resolutivas e humanizadas, rompendo com a frag-mentação e a pouca resolutividade do sistema de saúde público tivemos o propósito de atuar de forma multidisciplinar e interdisciplinar no atendimento ao pneumopata crônico. OBJETIVO: Demonstrar a importância da abordagem multidisciplinar no atendimento e acompanhamento do paciente com bronquiectasia, além de descrever as diversas abordagens profissionais na assistência ao mesmo. METODOLOGIA: Esse estudo se caracteriza como um relato de caso no qual as informações foram coletadas por meio da análise de prontuário. Em observância às Diretrizes da Resolução 196/96do Conselho Nacional de Saúde, o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (CAAE: 0304.0.243.000-11). RESULTADOS/RELATO DE CASO: No presente estudo foi analisado o caso de uma paciente atendida no ambulatório de Fisioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) com diagnóstico de Bronquiectasia há 20 anos. A paciente M.W, sexo feminino, 63 anos, iniciou com episódios de hipersecretividade apresentando pneumonias de repetição. Estas pneumonias de repetição foram responsáveis por internações sucessivas que levaram ao diagnóstico de bronquiectasia. A partir de 2010, com a inserção da Residência Multiprofissinal no ambulatório de fisioterapia do HUSM a abordagem multidisciplinar foi prestada através da assistência dos profissionais fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. Ao iniciar o tratamento fisioterapêutico a paciente realizou uma avaliação minuciosa composta pela anamnese e exame físico, além de testes que avaliam a força muscular respiratória, o grau de obstrução das vias aéreas e a capacidade funcional da paciente. A retenção de muco, o aumento da resistência ao fluxo aéreo e a dificuldade nas trocas gasosas são características crônicas da bronquiectasia tornando excessivo o trabalho dos músculos respiratórios e facilitando as reinfecções, o que reforça a importância da higiene brônquica nesses pacientes (LAMARI et. al., 2006). Além da higiene brônquica, a participação em um programa de reabilitação pulmonar auxilia na melhora da qualidade de vida desses pacientes. Os programas de reabilitação pulmonar objetivam aliviar os sintomas e otimizar a função de pacientes que apresentam limitação ao exercício físico, redução da força dos músculos respiratórios e anormalidades ventilatórias (RIBEIRO et. al., 2005). O programa de reabilitação pulmonar do qual a paciente faz parte compreende aquecimento, exercícios de membros superiores com diagonais de Kabat, exercícios de membros inferiores em esteira e alongamentos. Em relação a consulta nutricional, foi realizado aferição do peso, altura e classificação do estado nutricional (por meio do cálculo do IMC), assim como, anamnese da história clínica, doenças prévias e uso de medicações. Também foi aplicado um inquérito alimentar por meio do Recordatório de 24 horas (IR24h) a fim de verificar a ingestão de todos os alimentos e líquidos consumidos desde o acordar (desjejum) até a última refeição do dia e, entregue orientações alimentares gerais. Em pacientes com DPOC, a síndrome da caquexia pulmonar está fortemente relacionada à uma má nutrição e doença pulmonar avançada acarretando, ao indivíduo acometido, declínio acelerado do estado funcional e, conforme estudos recentes, é um preditor independente de mortalidade (SCHOLS, 2003; RUTTEN et.al.,2011). Durante as exacerbações da doença, as metas da terapia nutricional no paciente com doença pulmonar crônica são reduzir o catabolismo e a perda nitrogenada e, nos períodos de estabilidade, a repleção nutricional (Budweiser et.al, 2007). Por isso, manter uma boa nutrição é uma medida que auxilia a deixar o organismo mais forte e menos susceptível à infecções. Uma composição adequada de carboidratos, proteínas, lipídios, além de vitaminas e minerais devem fazer parte da terapia nutricional de pessoas com doença pulmonar. Como exemplo, podemos citar o magnésio e o cálcio, fundamentais para a manutenção normal da estrutura e função do pulmão e, a deficiência de zinco pode levar à anorexia ou agravar a situação, caso o paciente já esteja com baixo peso (SACHS e LERARIO, 2005; BOCCOLINI et. al., 2007). Desse modo, a terapia nutricional associada à correção das deficiências de macro e micronutrientes é parte essencial no tratamento dessas pessoas. Para avaliação fonoaudiológica foram utilizados como instrumentos o Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia – PARD (PADOVANI et. al., 2007 ) e a Escala Functional Oral Intake Scale – FOIS (CRARY et. al., 2005) que define o nível de ingestão por via oral. Os sujeitos com doenças pulmonares podem apresentar alterações fonoaudiológicas relacionadas à voz e a deglutição. No caso da disfagia, ela pode estar presente na doença pulmonar crônica devido à fadiga muscular do trato aerodigestivo superior e também pela obstrução no fluxo aéreo, resultando em penetração e/ou aspiração laringotraqueal (KOBAYASHI, KUBO, YANAI, 2007; GROSS et. al., 2009). A paciente não apresentou sinais clínicos sugestivos de penetração e/ou aspiração laringotraqueal com as consistências pastosa, líquida e sólida testadas, apresentando deglutição normal no PARD e FOIS 7 (via oral total de todas as consistências). Como o PARD é uma avaliação clínica, é recomendado que pacientes que apresentem doença pulmonar crônica sejam submetidos a um exame objetivo devido ao risco de apresentarem aspiração silente (aspiração pulmonar sem apresentar sinal clínico, como queda de saturação e tosse). A videofluoroscopia da deglutição é o exame padrão ouro e através dela é possível constatar a presença de aspiração silente (VALE-PRODOMO et. al., 2010; SORDI et. al., 2009). Na videofluoroscopia da deglutição realizada na paciente foi evidenciada disfagia orofaríngea de grau moderado, com presença de risco significativo de aspiração para duas consistências (líquido e sólido) sendo a FOIS 5 (via oral total com múltiplas consistências mas com necessidade de preparo especial ou compensações). A paciente foi submetida à terapia fonoaudiológica, que consistiu de exercícios para elevação laríngea, adequação das estruturas estomatognáticas e manobras de proteção da via aérea. CONCLUSÃO: A realização desse estudo demonstrou que, a atuação nuclear, através supressão de demandas, pelas necessidades reais de saúde, pode potencializar a ação integral e interdisciplinar no cuidado do paciente com pneumopatia crônica. Enfatizamos a importância da multidisciplinaridade na resolução deste caso clínico e ratificamos a necessidade de se garantir programas institucionais de suporte mais específicos e que estejam em consonância com as necessidades deste grupo de pacientes. DESCRITORES: Bronquiectasia, Doença Crônica, Comunicação Interdisciplinar, Equipe de Assistência ao Paciente, Assistência Integral à Saúde. A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL NA VISÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: DADOS PARCIAIS LEOCADIO, JENNIFER¹; SOARES, SABRINA GONÇALVES AGUIAR²; SILVIAMAR³; NEVES, ELIANE TATSCH4 CAMPONOGARA, ¹Acadêmica do Curso de Enfermagem; Universidade Federal de Santa Maria; Bolsista PROIC-HUSM; Relatora; Email: [email protected]. ²Enfermeira; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; Universidade Federal de Santa Maria. ³Enfermeira; Doutora em Enfermagem; Docente; Universidade Federal de Santa Maria. 4 Enfermeira; Doutora em Enfermagem; Docente; Universidade Federal de Santa Maria. INTRODUÇÃO: Cada vez mais se discute sobre a problemática ambiental/ecológica nos diversos setores da sociedade moderna. Nas últimas décadas, o planeta Terra tem sofrido contínuas agressões que desencadearam um quadro de drástica deterioração do meio ambiente e redução dos recursos naturais, dentre as quais podemos citar: a escassez de água, o excesso de lixo, a poluição do ar, o aquecimento global do planeta, o buraco na camada de ozônio, as chuvas ácidas, a carência de energia, o desmatamento e a redução da biodiversidade¹. Embora a degradação ambiental esteja crescendo espantosamente, poucas medidas são tomadas no sentido de detê-la². Acredita-se, portanto, que os atores sociais (sejam eles sujeitos individuais ou coletivos, instituições, categorias profissionais) precisam protagonizar uma mudança de postura, tanto profissional como no seu cotidiano, direcionada ao desenvolvimento de responsabilidade socioambiental. Isso se torna ainda mais necessário, a partir da constatação de que a concepção de meio ambiente, deve estar ancorada na noção de interação entre os mundos social e natural, uma vez que é um fenômeno complexo e que faz parte da vida humana². JUSTIFICATIVA: Nesta perspectiva, acreditamos que debater a temática ambiental com acadêmicos de enfermagem é imprescindível, no intuito de possibilitar que os futuros profissionais desenvolvam práticas de saúde mais condizentes com as necessidades socioambientais da atualidade. No entanto, ressaltamos que não basta apenas repassar-lhes as normatizações ou palestrar sobre o assunto. É preciso oportunizar vivências sensibilizantes a estes acadêmicos através da emoção, da sensibilidade e do sentimento de pertencimento a um todo. Pois somente assim, estes sujeitos serão despertados para a necessidade de mudança e passarão a contribuir com a minimização da problemática ambiental. OBJETIVO: Tem-se como objetivo compreender a percepção de acadêmicos de enfermagem sobre a sua responsabilidade ambiental enquanto futuros profissionais. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, do tipo descritivo-exploratório. O estudo foi desenvolvido com acadêmicos do último ano do Curso de Graduação em Enfermagem de uma instituição federal de ensino. A produção de dados deu-se através do método criativo sensível, com a realização de três dinâmicas de criatividade e sensibilidade (DCS), nos meses de dezembro de 2012 a janeiro de 2013. A primeira dinâmica realizada foi a Tecendo Histórias, que teve por objetivo trazer à tona na coletividade a construção histórica-social-pessoal de cada um dos sujeitos sobre meio ambiente, explicitando problemas e dificuldades individuais que poderiam ter raízes sociais coletivas. Esta dinâmica utilizou como Questão Geradora (QG) “Como o meio ambiente se insere na sua história?”. A segunda dinâmica foi Árvore do Conhecimento, que teve por objetivo desenvolver uma analogia com as necessidades de uma árvore para crescer e se desenvolver bem e a prática dos trabalhadores de enfermagem. Assim, foi solicitado aos participantes que localizassem no esboço de uma árvore as atribuições de responsabilidade ambiental no cotidiano do enfermeiro. Para tanto, utilizou-se a seguinte QG: “Como você vê a responsabilidade ambiental na prática cotidiana do enfermeiro?”. A terceira DCS foi a Almanaque, que teve como característica central a produção individual de um almanaque (cartaz) com a utilização de gravuras, recortes de imagens e palavras que respondessem as seguintes QGs “Quais os limites para atuar profissionalmente com responsabilidade ambiental no contexto de trabalho do enfermeiro? Quais as possibilidades?” Esta dinâmica teve por objetivo conhecer os limites e as possibilidades de atuar profissionalmente com responsabilidade ambiental no contexto de trabalho do enfermeiro, através da socialização das produções individuais, identificando situações convergentes e divergentes e proporcionando a reflexão coletiva das situações vivenciais do grupo. Os dados foram analisados com base no referencial proposto para análise de discurso³. Este estudo foi realizado com o consentimento institucional do Curso de Graduação em Enfermagem e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP), sob o número CAAE Nº 08237812.3.0000.5346, da Universidade Federal de Santa Maria, atendendo o estabelecido na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Com base na análise dos dados, observa-se que os acadêmicos de enfermagem referem ter tido seu primeiro contato com meio ambiente através do convívio familiar e na escola, havendo predomínio do discurso de que meio ambiente refere-se a plantas, animais, campos e árvores, ou seja, uma visão naturalizada acerca do termo meio ambiente. Logo, percebe-se que as raízes socioculturais da concepção de meio ambiente dos acadêmicos de enfermagem têm sua origem na rede familiar que influencia a sua formação, refletindo na sua maneira de perceber as questões que permeiam o tema. Quando questionados sobre a interface saúde e meio ambiente, referem tratar-se de um assunto complexo e pouco discutido tanto na graduação quanto na sociedade como um todo, devido à falta de estratégias para trabalhar a questão, sendo que na graduação é ofertada apenas uma disciplina complementar de graduação. Referem ainda que, a pouca abordagem do tema na graduação deve-se ao fato do assunto não ser tratado como prioridade, bem como tratar-se de uma questão cultural, onde as diferenças socioculturais ainda parecem ser uma barreira de comunicação na educação ambiental. Os acadêmicos expõem ainda que a pouca abordagem sobre o tema durante a academia faz com que eles não possuam subsídios para uma atuação responsável ambientalmente. No tocante a dinâmica Árvore do conhecimento, onde os sujeitos fizeram uma analogia entre as necessidades de uma árvore e o exercício profissional do enfermeiro, obtiveram-se as seguintes analogias: a educação e o conhecimento técnico-científico são a base, metaforicamente, estes são representados pela raiz da árvore. Ou seja, esses são o alicerce do exercício profissional pautado no comprometimento socioambiental. Em seguida, os sujeitos apontam a coresponsabilização da equipe e do usuário, sendo o enfermeiro o elo entre esses, e a sensibilização com a problemática ambiental como o caule, que dá sustentação para a árvore. Para os entrevistados, no entorno desta árvore estariam às dificuldades encontradas na abordagem desse assunto, como: falta de apoio institucional e governamental para uma atuação comprometida com a questão ambiental, interferindo assim no crescimento desta árvore, ou seja, no comprometimento do profissional enfermeiro frente à atual problemática ambiental. No que concerne a terceira dinâmica, Almanaque, os sujeitos expressaram que o comprometimento com a temática ambiental não é algo que se aprende durante a graduação, mas sim que é adquirido durante a formação do seu constructo pessoal. No que tange as dificuldades encontradas para atuar profissionalmente com responsabilidade socioambiental, referem a falta de interesse por parte dos sujeitos pelo assunto, devido não considerarem prioridade para o trabalho do enfermeiro. Assim como, a falta de conhecimento acerca da interface saúde e meio ambiente, pois desconhecem as implicações que os serviços de saúde causam ao meio ambiente. No tocante, as possibilidades, os sujeitos referem que o diálogo entre a equipe, a corresponsabilização entre esta, a postura profissional e a educação permanente são fatores facilitadores para uma atuação com responsabilidade socioambiental. CONCLUSÃO: Após análise parcial dos dados pode-se afirmar que a educação ambiental não está presente no cotidiano dos acadêmicos do curso de enfermagem. A concepção de meio ambiente possui suas raízes nas matrizes socioculturais da família, sendo reafirmada ou modificada ao longo da formação escolar e acadêmica. Os sujeitos denotaram ter dificuldades em atuar profissionalmente com responsabilidade socioambiental, o que acaba levando ao desestímulo para a realização da educação ambiental no contexto profissional. Entretanto, acreditam que há fatores que facilitam a atuação com responsabilidade socioambiental, dentre os quais, o diálogo, a corresponsabilização, a postura profissional e a educação permanente. Para todos os sujeitos, a atuação profissional com responsabilidade socioambiental é importante e deve estar inserida nas atividades cotidianas do enfermeiro. DESCRITORES: Educação Responsabilidade social. ambiental; Resíduos de serviços de saúde; DESCENTRALIZAÇÃO TUBERCULOSE DO ATENDIMENTO À PACIENTES COM PREVEDELLO, Patricia Vedovato1; BANDEIRA, Danieli2; ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago3; SIGNOR, Eduarda4; SILVEIRA, Giane5 1 Relator: Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. [email protected] 2 Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. 3 Enfermeira Doutora em Educação e Ciências: Química da Vida e Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria. Responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria- RS. 4 Acadêmica de enfermagem do 8º semestre do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das Missões. 5 Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. Introdução: O Hospital Universitário de Santa Maria é um hospital público e desenvolve atividades de ensino, assistência, pesquisa e extensão. Dentre as inúmeras especialidades atendidas no HUSM, está á infectologia e pneumologia, onde são atendidos pacientes com Tuberculose (TB), assunto em questão, e que inegavelmente necessitam de atenção especial dos profissionais de saúde e da sociedade como um todo. Atualmente, a TB persiste como importante problema de saúde, ordenando o desenvolvimento de estratégias para seu controle, considerando aspectos econômicos, de saúde pública e humanitários1. O Brasil é um dos países priorizados pela OMS que concentram 80% da carga mundial de Tuberculose. Em 2009, no Brasil, foram notificados 72 mil casos novos2. A tuberculose é uma doença normalmente transmitida por via aérea em que os bacilos são expelidos pelo espirro ou tosse do indivíduo com tuberculose ativa de vias respiratórias. É frequente a descoberta da soropositividade para HIV durante o diagnóstico de tuberculose. Além disso, a tuberculose é a maior causa de morte entre pessoas que vivem com HIV, sendo a taxa de óbito na coinfecção de 20%3. É importante destacar que anualmente ainda morrem 4,5 mil pessoas por tuberculose, doença curável e evitável. Em 2008, a Tuberculose foi a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte dos pacientes com AIDS3. No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), em 2012, foram notificados 25 casos de tuberculose. Já na 4ª e 10º Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) foram notificados 207 e 171 respectivamente, que são Regionais de abrangência do HUSM4. A 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), como uma regional de saúde, atua como nível intermediário entre as instâncias federais e municipais, com base no Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), e como estrutura intermediária, promove maior proximidade entre os níveis local e central, possibilitando maior agilidade na implementação de ações de controle da tuberculose e na resolução de problemas3, além disso, mantém o gerenciamento e controle da medicação para a Tuberculose e distribui aos municípios de abrangência conforme a necessidade. Ainda, a 4ª CRS tem como papel dar suporte e orientar os municípios na busca de casos novos entre os sintomáticos respiratórios. A 4ª CRS realiza o controle dos casos de TB usando uma ferramenta muito importante na saúde, que é o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no qual é realizado a notificação, investigação e o acompanhamento dos casos de TB na região de cobertura. Atualmente, em Santa Maria, parte do tratamento, acompanhamento e a dispensação da medicação é realizada no Setor de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria. Nesse Setor realiza busca ativa de sintomáticos respiratórios; identifica casos novos de TB; realiza exames diagnósticos, conforme preconizados nas normas¹; utiliza o teste tuberculínico como auxílio no diagnóstico; executa o Tratamento Diretamente Observado (TDO); notifica a TB no SINAN; faz o controle e busca ativa dos contactantes; além disso, articula com as equipes de ESF e unidades básicas de saúde seguimentos organizados na comunidade. O HUSM detecta, realiza o tratamento, notifica no SINAN e encaminha aos municípios os casos de TB atendidos por ele. Justificativa: Considerando que a Tuberculose continua sendo um grave problema de saúde publica e necessita de especial atenção dos serviços de saúde por se tratar de uma doença emergente (e bem junto a nós, que nos cerca), todos os esforços devem ser realizados no sentido de controlar a incidência dessa doença, ao oferecer o tratamento adequado, interrompendo a cadeia de transmissão da doença3 tendo em vista que diagnosticar e tratar corretamente os casos de TB pulmonar são as principais medidas para o controle da doença1. O HUSM como hospital de referência no atendimento de alta complexidade na região, tem como proposta ser referência no tratamento de TB multirresistente, desenvolvendo ações para a descentralização do diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com TB atendidos nessa instituição. Objetivos: Descrever as ações realizadas por uma equipe multiprofissional do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) na perspectiva de descentralizar o tratamento e dispensação de medicação para pacientes com Tuberculose que estão internados ou em acompanhamento no ambulatório do HUSM. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, caracterizado como relato de experiência vivenciado por uma equipe multiprofissional do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do HUSM, sobre as ações realizadas para a descentralização do tratamento, dispensação de medicação e acompanhamento em ambulatório no HUSM para pacientes com Tuberculose, no decorrer do ano de 2013. Resultados: O HUSM, com iniciativa do NVEH, tem como proposta ser referência no tratamento de TB multirresistente e nesse sentido ações estão sendo realizadas visando descentralizar o tratamento e a dispensação da medicação para pacientes com Tuberculose que estão internados ou em acompanhamento nos ambulatórios do HUSM; Essas ações tem como meta a criação de um ambulatório próprio com atendimento multiprofissional e possui como público-alvo usuários que deram alta do HUSM, com diagnóstico positivo para tuberculose e que tem indicação de seguir tratamento; pacientes portadores da coinfecção TB/HIV e outras doenças associadas à Tuberculose, as quais exigem a implantação de um programa que permita reduzir a carga de ambas as doenças e que seja baseado em uma rede de atenção integral, ágil e resolutiva1. O atendimento será realizado no HUSM iniciando pelo diagnóstico até o tratamento final do paciente, ou seja, o portador de TB terá uma atenção integral. O atendimento será integrado com o Programa de controle de tuberculose municipal e/ou estadual e com os laboratórios de referência, desenvolvendo ações de vigilância em saúde; Será estabelecido protocolos e fluxos de diagnóstico e tratamento para a TB na instituição; Além disso, uma das metas a serem alcançadas é evitar que o usuário com TB percorra diferentes serviços desde o diagnóstico até o encerramento do caso, otimizando seu tempo, pois neste percurso o usuário poderá abandonar o tratamento. Também se espera estabelecer vínculo com os pacientes com TB e outras comorbidades associadas, através do acompanhamento e monitorização do tratamento, tendo em vista uma melhor adesão e consequente diminuição dos índices de abandono. Armazenar e controlar a dispensação da medicação para TB na farmácia das doenças infecciosas (DI). Outra meta muito importante é prevenir e controlar a Tuberculose multirresistente. Também se espera manter forte um sistema de monitoramento dos casos, desde a notificação até o encerramento do caso. Manter 100% dos pacientes notificados para TB. Enfim, atuar como um hospital referência no atendimento ao paciente com tuberculose multirresistente. Conclusões: A tuberculose como problema de saúde pública emergente, necessita de estratégias para seu controle, diagnóstico seguro e mais ágil, e para o tratamento correto estão como as principais medidas para o controle da doença1. Nesse sentido esforços devem ser realizados para diagnosticar precocemente a TB e oferecer o tratamento adequado, interrompendo a cadeia de transmissão da doença3. Os hospitais veem demonstrando um importante papel no controle da TB, pois atendem pacientes com comorbidades (HIV/AIDS), e estatísticas apontam que a proporção de casos de TB notificados e tratados em hospitais é muito maior do que o esperado em várias regiões do país1.Além disso, existem muitos problemas na rede de atenção básica, dificultando por em prática a proposta do PNCT. Também é importante reduzir os níveis de coinfecção com HIV/AIDS e de casos de tuberculose multirresistente. O paciente deve receber um atendimento integral, desde o diagnóstico até o encerramento do caso, o seguimento deve ser resolutivo, evitando que o usuário busque outros serviços de saúde durante o tratamento, prevenindo o abandono e garantindo a adesão ao tratamento. A equipe multiprofissional do HUSM será o diferencial no atendimento ao paciente com TB, pois presta uma assistência humanizada, integral e de qualidade e deverá desempenhar um trabalho resolutivo para manter o HUSM como hospital de referência ao atendimento da tuberculose. Descritores: Tuberculose, Associações de Combate a Tuberculose, Coinfecção, Continuidade da Assistência ao Paciente. O ENFERMEIRO COMO GERENCIADOR DO CUIDADO HUMANIZADO EM PACIENTES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS CARDÍACAS DIAS, Caren Franciele Coelho Dias; DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de Relator: Caren Franciele Coelho Dias, Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós graduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Email: [email protected] Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano). Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde. Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM. Introdução: Os problemas cardíacos são responsáveis no mundo por uma grande quantidade de óbitos, se tornando um problema de saúde pública de primeira grandeza. O coração é vital para o ser humano, ele trabalha de forma ritmada e contínua, é através das artérias coronárias que o sangue chega ao coração sendo bombeado e levado para as células oxigenando-as. Com todo esse encantamento nos ensinou que pode melhorar, prolongar ou condenar nossa vida (JATENE, 2003). As doenças coronarianas podem ser evitadas ou mantidas sobre controle diminuindo seus principais fatores de risco como a obesidade, o tabagismo, colesterol, diabetes, hipertensão arterial e o estresse, tendo uma dieta pobre em gorduras, sal e realizando exercícios físicos. Pode-se perceber que com todos esses cuidados, as pessoas ainda sofrem desse mal, com isso surgiram vários procedimentos para evitar a mortalidade, dentre elas destaca-se a cirurgia cardíaca como principal meio terapêutico. A dificuldade de aceitação da doença é na maioria das vezes demonstrada por meio de sentimentos como a angústia, raiva, medo, a sensação de morte iminente, entre outros. O quadro emocional se agrava com o fato de o paciente necessitar ser submetido à cirurgia, pois a recuperação ocorre em longo prazo, e depende da equipe de enfermagem, da família e principalmente do paciente (GASPERI e RADÜNZ, 2006). É importante que no pré-operatório de cirurgia cardíaca a equipe multiprofissional esteja preparada para atender este tipo de paciente, e que este, seja bem orientado pelo enfermeiro reduzindo a ansiedade e o estresse, buscando assim, uma assistência holística e humanizada oferecendo apoio emocional ao paciente e familiares, atuando como um educador em saúde. Com isso a enfermagem vem aprimorando seus conhecimentos e propondo novas alternativas de assistência, desenvolvendo uma forma própria de trabalho, fundamentada na assistência holística e humanizada do cuidar. Justificativa: O interesse pelo tema surgiu no decorrer do curso por acreditar na existência de uma lacuna em relação à Unidade Coronariana, pois, não houve estágio curricular em Unidades Coronarianas e para suprir essa necessidade desenvolveu-se o trabalho científico nessa área considerado uma unidade complexa. Objetivo: Aprofundar o conhecimento científico sobre a importância da atuação do enfermeiro no pré e pósoperatório de cirurgia cardíaca. Metodologia: Para se estudar sobre esta temática optouse por realizar uma revisão de literatura com levantamento bibliográfico realizado através da base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library on-line). Utilizamos como palavras chaves: pós-operatório, cirurgia cardíaca e cuidado humanizado. A pesquisa bibliográfica se utiliza de obras literárias impressas ou capturadas pela internet, é o mais utilizado por isso é de extremamente importância, mas precisa estar sempre em constante atualização somando uma série de informações, para enriquecer o projeto de pesquisa. O estudo deve atender aos objetivos do autor explicando e respondendo os problemas dentro de uma dimensão teórica devendo ir ao encontro da solução do problema (FURASTÉ, 2006). A busca pelos manuscritos foi feita em julho de 2013, sendo assim foi utilizado o seguinte limite: trabalhos publicados entre 2000 e 2013, para que se obtivessem os artigos mais atualizados até a data da busca. Os artigos excluídos não apresentavam relação direta com a temática em estudo não se enquadrando no perfil da pesquisa. O artigo foi construído através de um caminho metodológico: escolha do tema, levantamento bibliográfico, busca de fontes através da base de dados, leitura do material, organização lógica do assunto e redação do texto. Finalizada a leitura, iniciou-se a leitura interpretativa a fim de possibilitar a construção dos resultados bem como sua discussão. O estudo foi realizado nos meses de agosto e setembro de 2013. Resultados: Durante séculos o coração foi mistificado, atraiu impostores que tentavam consagrar-se em um órgão considerado sede da vida, para Aristóteles século IV o coração era o primeiro a mover-se e no fim da vida o último a morrer. Sendo este órgão tão admirável, encarregado de levar a fonte da vida, que pode prolongar ou condenar nossa existência, que a partir do século XX aumentou os estudos sobre os conhecimentos cardiológicos e os avanços científicos e que acaba reforçando o glamour que este órgão desperta (GOTTSCHALL, 2005). Quando o paciente entra em uma Unidade Coronariana ele não tem conhecimento sobre a cirurgia que pretende se submeter nem mesmo sobre o funcionamento normal do coração, é necessário que ele esteja orientado de maneira clara a respeito da anatomia e fisiologia do coração, para que ele seja conhecedor de como será o procedimento, cabe a equipe de enfermagem esta tarefa. É difícil para as pessoas aceitarem a hospitalização, é um acontecimento bastante assustador, o significado da doença é uma ameaça, e o sentir-se doente caracteriza uma ruptura na relação do ser humano com o mundo. Este evento distinguese pela vulnerabilidade que o paciente passa, mas pode ter melhor aceitação e colaboração à medida que se estabelece a confiança entre paciente e equipe de enfermagem (WALDOW, 2006). A ação do enfermeiro na educação em saúde é ajudar o paciente a aceitar a doença e saber conviver com suas limitações, trabalhando o autoconhecimento para alcançar o equilíbrio emocional e interagir com o paciente e a família, humanizando o cuidado fornecido, numa assistência integral. Conforme SOBECC (2007) o pré-operatório compreende às 24 horas antes do evento até a chegada do paciente ao Centro Cirúrgico e este momento é marcado pelos preparos específicos para a cirurgia, o enfermeiro junto com a equipe deve visualizar problemas que necessitem de intervenções para diminuir o risco cirúrgico, que consiste no agrupamento de todas as alterações funcionais que poderiam de alguma forma afetar o resultado final do evento. A visita no pré-operatório é atividade exclusiva do enfermeiro e tem por intento tornar o paciente menos temeroso em relação à cirurgia, adquirindo mais confiança e menos medo do desconhecido, sentindo-se mais seguro para enfrentar a cirurgia e detectando problemas ou alterações relacionadas aos aspectos bio-psicosócio-espirituais, garantindo uma assistência de qualidade, avaliando o paciente de modo individualizado, sistematizado e contínuo. A visita é importante para que o paciente e familiar estejam cientes das rotinas comuns, reações, sensações e procedimentos de enfermagem que serão realizados durante sua internação (GRITTEM, MÉIER, GAIEVICZ, 2006). A enfermagem tem a responsabilidade e o compromisso de resgatar o cuidado humanizado e holístico para o ser humano. A arte de cuidar na enfermagem é uma ação humanizadora que esta engajada na profissão por muitos anos, o profissional procura aliar o conhecimento e a capacidade técnica, compreendendo a verdadeira situação vivida pelo paciente, acrescentando empenho no sentido de manter o cuidado como uma atividade essencial e humanizada. O cuidado é indispensável em todas as situações de doenças, pois significa que o ser humano está sendo acolhido em suas necessidades humanas, por outro ser humano. O enfermeiro deve ser um educador em saúde, ajudando o paciente e seus familiares a encarar um momento tão delicado, entendendo que se trata de uma situação única em suas vidas, contribuindo assim com o aperfeiçoamento intelectual e profissional. Conclusão: Ao término da realização desse trabalho pude aprofundar o conhecimento sobre o cuidado humanizado do enfermeiro em pacientes no pré-operatório de cirurgia cardíaca e entender os aspectos emocionais e orgânicos vivido neste momento tão difícil. Percebi que o paciente necessita de uma assistência individualizada, integral, intensiva e de qualidade. Para atuar em uma unidade tão complexa devemos estar sempre nos atualizando no aprendizado, na busca da melhoria das diversas técnicas assistenciais para criar possibilidades de novos horizontes ao trabalho prestado ao paciente. Portanto, o enfermeiro de uma Unidade Coronariana deve estar envolvido no principal objetivo que é a reabilitação do paciente, por meio da educação em saúde e ter o domínio dessas atividades na busca de uma assistência de qualidade em todas as fases da cirurgia cardíaca, encorajando o enfermo a aderir ao plano de regime terapêutico juntamente com a família, para que se possa cuidar cada vez mais de forma humanizada. Descritores: Cuidados pré-operatório; Cuidados de Enfermagem; Cirurgia torácica; RELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS SEDENTÁRIOS COM A Ana Lia Benini¹; Natiele Camponogara Righi²; Marisa Pereira Gonçalves³; Adriane Schmidt Pasqualoto³; Antônio Marcos Vargas da Silva³. ¹Acadêmica da Universidade Federal de Santa [email protected] ²Acadêmica da UFSM ³ Profª Drª do departamento de Fisioterapia da UFSM ³Profª Drª do departamento de Fisioterapia da UFSM ³Prof Dr do departamento de Fisioterapia da UFSM Maria (UFSM). Relatora. E-mail: Introdução: Os benefícios da atividade física sobre a saúde estão bem estabelecidos. Contudo, os baixos níveis de atividade física parecem afetar pessoas de todas as idades. Mesmo os estudos que avaliam todos os domínios de atividade física (lazer, trabalho, deslocamento e serviços domésticos) encontraram proporções de inatividade superior a 40%. A maioria das atividades que os jovens fazem é de característica sedentária, como assistir TV e participar de jogos eletrônicos. Esta crescente forma de lazer sedentário dos jovens das grandes cidades se torna um meio barato e seguro de lazer, o que aumenta o comportamento sedentário de jovens. A obesidade e o sedentarismo representam problemas importantes para a saúde pública, tanto pelo aumento acelerado em suas prevalências como pela associação com efeitos adversos à saúde cardiovascular e metabólica em idades cada vez mais precoces. O sedentarismo é um dos fatores de redução da capacidade funcional. A avaliação da capacidade funcional é elemento fundamental para conhecer as limitações diante da realização de exercício físico, também possibilita conhecer o estado de saúde dos sistemas respiratório, cardiovascular, musculoesquelético, entre outros, de um indivíduo. A capacidade funcional, que é conhecida também como capacidade aeróbica, é a capacidade de suportar uma atividade dinâmica, que envolva grandes grupos musculares, por longo período. Dentre essas atividades dinâmicas podemos citar as ocupacionais, esportivas ou de lazer. Ao longo dos anos, diferentes ergômetros vêm sendo utilizados como instrumento básico para esta avaliação. O Teste do Degrau(TD) também vem sendo utilizado como ergômetro, pois é um teste de fácil aplicação, é barato e pode ser aplicado tanto em locais amplos, quanto em locais de pouco espaço físico. Os testes de avaliação como o Teste de Caminhada de seis minutos(TC6), TD6, teste de sentar e levantar, teste ergoespirométrico são a melhor forma de saber sobre o nível da capacidade funcional do indivíduo, para a verificação da habilidade funcional/aptidão física e para prescrever exercícios graduados, além de avaliar a capacidade cardiovascular. Adicionalmente, o teste de esforço é comumente usado em pacientes respiratórios para avaliar seu grau de comprometimento funcional, o prognóstico para a sobrevivência, a presença de hipoxemia induzida pelo exercício e a resposta ao programa de reabilitação. Dentre os métodos de mensuração disponíveis para a avaliação da força muscular respiratória, destaca-se, por sua ampla utilização na prática clínica, a medida das pressões respiratórias máximas em nível da boca: PImáx e PEmáx, que é possível, além de outras maneiras, através da manovacuometria e refletem a pressão que está sendo gerada pela ação dos músculos respiratórios. Desde a década de 60 e 70, a medida da PImáx e da PEmáx tem sido considerada um método simples, prático e preciso na avaliação da força dos músculos respiratórios em indivíduos saudáveis e em pacientes de diferentes clinicas. A medição da pressão respiratória máxima depende da realização de exercícios específicos e a cooperação dos indivíduos para realizar esforços respiratórios máximos. Tal avaliação é de extrema importância, pois disfunções nesta musculatura podem levar a hiperventilação, diminuição da tolerância ao exercício e mesmo insuficiência respiratória. Os músculos respiratórios, assim como a musculatura estriada esquelética perdem força muscular com o desuso. A força muscular pode tanto refletir o estado de saúde como predizer o desempenho de determinadas modalidades de esportes. A contração dos músculos respiratórios pode ser controlada automaticamente ou voluntariamente, conduzido pelo centro respiratório da medula oblonga. No entanto, os músculos respiratórios podem apresentar fadiga crônica e até mesmo parar de gerar força. Portanto a sua avaliação também é necessária. As pressões respiratórias máximas são simples de se obter e fornecem informações úteis na prática clínica e na pesquisa com pacientes que apresentam força muscular respiratória anormal. A fraqueza muscular torna o músculo incapaz de gerar tensão, produzindo assim o desenvolvimento de pressão e movimentos anormais durante a respiração. A diminuição da força muscular respiratória é potencialmente tratável e a sua diminuição pode estar relacionada com a diminuição da capacidade funcional. Está descrito que em doenças crônicas ocorre diminuição da capacidade funcional nos indivíduos com fraqueza muscular respiratória. São escassos os estudos que buscam relacionar a força muscular respiratória com a capacidade funcional em indivíduos saudáveis. Justificativa: Torna-se relevante estudar se há relação entre a força muscular respiratória e a capacidade funcional em jovens saudáveis devido a grande quantidade de indivíduos jovens sedentários na sociedade atual. Objetivos: Relacionar a força muscular respiratória com a capacidade funcional em indivíduos sedentários. Metodologia: Caracterizou-se como transversal, realizado com universitários da Universidade Federal de Santa Maria na faixa etária entre 20 e 30 anos. Os critérios de inclusão foram indivíduos saudáveis, sem história de internação, tonturas, perda súbita e transitória da consciência, que possa influenciar sua capacidade de exercício. Não tabagistas, com IMC entre 18,5 – 24,9 Kg/m2, não caracterizados como atletas, confirmado pelo questionário de atividade física habitual de Baecke com um ponto de corte menor que 16. Excluídos indivíduos com histórico de doença cardiovascular, respiratória, com doença neuromuscular, ortopédica, traumatológica, hipertensos e diabéticos, com afecções sanguíneas e/ou metabólicas e os que fazem uso de medicamentos que possam afetar a função muscular. A amostra foi recrutada no campus da UFSM, todos responderam um questionário para a triagem e de BAECKE, realizaram a coleta das medidas antropométricas, manovacuometria e teste do degrau de seis minutos. Na análise estatística foi realizada estatística descritiva, a associação entre as variáveis de força muscular, gênero e degraus subidos pelo teste de correlação linear de Pearson e o teste qui quadrado. Resultados: Participaram até o momento 30indivíduos sedentários com BAECKE de 7,56± 1,94, idade de 22,85±2,38 anos, IMC de 22,57±1,6 Kg/m2, PImáx 99,80±21,22cmH2O; PEmáx 131,69±39,06 cmH2O e no TD6 alcançaram 179,37± 26,22 degraus subidos. Foi encontrada associação entre o IMC com a PImáx (r=0,533; p=0,002) e com a PEmáx (r=0,388; p=0,038) e Baecke e PEmáx (r=0,472; p=0,001). Ao compararmos a força muscular respiratória com TD6 observamos que os indivíduos com maior força inspiratória foram os que subiram maisde 161 degraus em seis minutos (teste qui quadrado 0,575). Conclusão: Independente do gênero, os melhores resultados de força muscular respiratória estão associados com a melhor capacidade funcional dos indivíduos sedentários. Palavras-Chave: capacidade, força muscular, respiratória, sedentarismo. IDENTIFICAÇÃO DA INFECÇÃO POR HELICOBACTER PYLORI ATRAVÉS DE MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO EM PACIENTES DISPÉPTICOS RODRIGUES, D.A.1; DALLA NORA, M.2; MARTELLI, C.S.3; NETO, G.J.4; SANTOS, L.W.5; HÖRNER, R.6; FAGUNDES, R.B.7 1 Relator, Aluno de Graduação do curso de Farmácia, UFSM, [email protected] Autora, Aluna de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, UFSM 3 Co-autora, Aluna de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, UFSM 4 Co-autor, Aluno de Graduação do curso de Medicina, UFSM 5 Co-autor, Aluno de Graduação do curso de Medicina, UFSM 6 Professora Co-Orientadora do Projeto e Orientadora no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, UFSM 7 Professor Orientador do Projeto no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, UFSM Ambulatório de Gastroenterologia do HUSM, UFSM - Santa Maria - RS – Brasil, Nº GAP 033134 2 INTRODUÇÃO: Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria gram negativa, microaerófila, que coloniza a mucosa gástrica do ser humano e nas últimas três décadas foi identificada como um fator de risco para diversas enfermidades, entre elas, gastrite crônica, úlcera péptica (TANIH et al., 2009) e câncer gástrico (GARGALLO; ARANGUREN GARCÍA; GOMOLLÓN, 2012). A infecção causada por esse microrganismo afeta em torno de 50% da população mundial, apresentando uma prevalência muito variável em cada região geográfica, podendo chegar a 80% nos países subdesenvolvidos e a 20% nos desenvolvidos (GARGALLO; ARANGUREN GARCÍA; GOMOLLÓN, 2012). Devido à patogenicidade e à elevada prevalência da infecção pela H. pylori, é importante a sua identificação através de métodos diagnósticos. Atualmente, existem vários testes, invasivos e não invasivos para a detecção desse microrganismo, porém, nenhum deles, isoladamente, pode ser considerado como um padrão ouro (“gold standard”) (DZIERANOWSKA-FANGRAT, 2006). Os métodos diagnósticos mais utilizados na avaliação da presença da H. pylori têm como material de análise a biópsia endoscópica, a qual é obtida através de procedimento invasivo. A partir do material da biópsia, são realizadas algumas técnicas, dentre elas o teste da urease, que é um método simples e de baixo custo para identificação da H. pylori. No entanto, as demais técnicas que são efetuadas com biópsia apresentam um custo elevado e são de difícil execução, tais como: a análise histopatológica, a cultura com determinação da sensibilidade aos antimicrobianos e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) (CALVET et al., 2004). Tendo em vista que a maioria das técnicas para identificação da H. pylori envolve uma metodologia invasiva, cada vez mais têm sido estudados e desenvolvidos métodos não invasivos para a identificação desse microrganismo. Dentre os métodos não invasivos, o teste dos antígenos fecais desperta um interesse crescente na pesquisa (DZIERANOWSKAFANGRAT, 2006), pois são poucas as informações disponíveis sobre a exatidão desse novo teste que avalia a infecção por H. pylori. JUSTIFICATIVA: No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) não são utilizados na rotina métodos não invasivos para o diagnóstico da infecção por H. pylori. As potenciais indicações para o uso desses testes seriam: triagem de pacientes que não necessitam de exame direto da mucosa gástrica; existência de dificuldades na obtenção de biópsias (por exemplo, em pacientes utilizando terapia anticoagulante, acometidos de úlceras hemorrágicas, etc); assim como a avaliação da eficácia da erradicação desse patógeno. Com base nisso, nós visualizamos a importância da implantação de métodos não invasivos para o diagnóstico da infecção por H.pylori no HUSM, os quais trarão2 benefícios a curto, médio e longo prazo à Instituição e, principalmente, ao usuário do Sistema Único de Saúde. OBJETIVOS: a) Identificar a infecção por H. pylori em indivíduos dispépticos encaminhados para realização de endoscopia digestiva alta (EDA) no Serviço de Gastroenterologia do HUSM; b) Comparar a acurácia da pesquisa de antígenos fecais do H. pylori com o exame histopatológico e o teste da urease; c) Determinar as medidas de desempenho diagnóstico (sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivo e negativo) da pesquisa de antígenos fecais do H. pylori utilizando o exame histopatológico e o teste da urease como padrão ouro. METODOLOGIA: Delineamento do estudo: Estudo transversal. População: Participaram do estudo voluntários com sintomas de dispepsia, que após atendimento no Ambulatório de Gastroenterologia do HUSM tiveram indicação de EDA. Esses pacientes foram contatados no momento do agendamento da endoscopia e foram convidados a participar do estudo. Aqueles que concordaram em participar, foram instruídos a evitar o uso de inibidor de bomba de próton (IBP) por 2 semanas antes da EDA e, no caso de antibióticos ou sais de bismuto, o tratamento foi cessado 4 semanas antes da realização do exame. Critérios de inclusão: Idade >18 anos; Apresentar sintomas dispépticos e ser encaminhado para realização de EDA. Critérios de exclusão: Tratamento para o H. pylori durante os últimos 2 anos; Uso de antibióticos nos últimos 30 dias; Uso de IBP e bloqueadores H2 nas últimas 2 semanas; Condições médicas conhecidas que podem limitar a expectativa de vida (SIDA, insuficiência renal, insuficiência hepática); Gastrectomia, câncer esofágico, câncer gástrico. Coleta dos dados: Os pacientes foram orientados e solicitados a trazer uma amostra de fezes no dia do exame da EDA para a realização da pesquisa dos antígenos fecais. A EDA foi realizada no Serviço de Gastroenterologia do HUSM com o paciente em jejum médio de 10-12h, após anestesia local da faringe com lidocaína spray 10% e sedação com midazolam endovenoso associado ou não à petidina. Durante a realização da EDA foram obtidas duas biópsias de antro e duas biópsias de corpo para a realização do exame histopatológico, as quais foram encaminhadas ao Laboratório de Patologia da UFSM. Além de uma biópsia de incisura angularis para a realização do teste rápido da urease. Técnicas diagnósticas: O exame histopatológico foi realizado de acordo com a rotina utilizada no Laboratório de Patologia da UFSM. Após análise o patologista identificou a presença ou ausência de H. Pylori na amostra analisada. Para o teste da urease, imediatamente após a biopsia, o fragmento da mucosa gástrica foi colocado em frasco contendo ureia e vermelho fenol como indicador de pH. Devido à produção da enzima urease pela H. pylori a ureia foi desdobrada em CO2 e amônia, aumentando o pH e mudando a cor da solução de amarela para avermelhada. O teste foi considerado positivo quando a mudança de cor ocorreu em até 1 hora. A análise da presença da infecção pelo teste do antígeno fecal foi realizada através de um teste imunocromatográfico que utiliza anticorpos monoclonais anti-H. pylori como anticorpos de captura e detecção de H. pylori. As amostras de fezes foram congeladas imediatamente ao recebimento e armazenadas em freezer (≤ -20ºC) até a realização do teste. No dia da realização do teste as amostras e os reagentes foram postos a temperatura ambiente. Foi realizada uma tomada de alíquota da amostra (5-6 mm) através de aplicador plástico fornecido pelo kit. Essa alíquota foi transferida para o frasco de diluente e então homogeneizada por agitação suave durante 15 segundos. Após o preparo da amostra, foram dispensadas quatro gotas da suspensão na área de aplicação no dispositivo de teste. Após 5 minutos de incubação do teste, à temperatura ambiente (20-26ºC), foi realizada a leitura dentro de 1 minuto. Os resultados do teste foram lidos por dois observadores “cegos” independentes (leitor 1 e leitor 2), que classificaram os resultados das amostras como negativa, positiva ou inválido. Todos os exames foram realizados sem o conhecimento dos resultados do exame histopatológico e teste da urease. Tratamento estatístico: O objetivo do estudo foi determinar a precisão do teste do antígeno fecal no diagnóstico da infecção pelo H. pylori, em comparação com o exame histopatológico e teste da urease como padrão ouro. Para 3 este estudo consideramos como padrão de positividade, a presença de H. pylori no exame histopatológico ou o teste de urease positivo ou ambos os testes positivos. Os dados foram organizados em tabelas de contingência 2x2 para o cálculo da sensibilidade, especificidade e valores preditivos (positivo e negativo) do teste de antígeno fecal. Aspectos éticos: Foram respeitados os aspectos éticos referentes à pesquisa com seres humanos, conforme determina a Resolução n.º 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Este trabalho foi avaliado e liberado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria e pela Direção de Ensino, Pesquisa e Extensão (DEPE) do HUSM. RESULTADOS: Os resultados preliminares para urease mostraram que das 52 amostras, 15 (28,8%) foram positivas e 37 (71,2%) foram negativas para H. pylori. No histopatológico, 29 amostras (55,8 %) foram positivas e 23 (44,2%) foram negativas para infecção. No teste em estudo, obteve-se 16 (30,8%) das amostras com resultado positivo e 36 (69,2%) com resultado negativo para H. pylori. Através da análise dos resultados em tabelas de contingência 2x2 o valor de especificidade do teste do antígeno fecal foi de 100%, ou seja, o teste forneceu todos os resultados corretos (negativos) quando os indivíduos eram realmente negativos para a infecção pelo H. pylori. Com relação a sensibilidade do teste, o resultado obtido foi de 55%, o qual indica a capacidade do teste do antígeno fecal de apresentar resultado correto (positivo) quando os pacientes apresentavam-se realmente infectados pela H. pylori. Além disso, na avaliação dos valores preditivos, o teste em estudo apresentou um VPP, ou seja, uma capacidade de predizer a ocorrência da infecção quando ela existia de 100% e um VPN, o qual corresponde à capacidade de predizer a não ocorrência da infecção quando ela não existe, de 63%. CONCLUSÃO: O teste apresentou bom desempenho quanto à especificidade e VPP. A sensibilidade e o VPN foram baixos, porém isto pode ter ocorrido devido à pequena amostragem, necessitando uma amostra maior para testar a acurácia do teste em estudo. Palavras chave :Helicobacter pylori, diagnóstico, dispepsia EFEITOS TERAPÊUTICOS DA BANDAGEM ELÁSTICA FUNCIONAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA KELLING, Bianca Ineu; FROEMMING, Cristieli; STALLBAUM, Joana Hasenack; BRAZ, Melissa Medeiros. Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil Introdução: A bandagem elástica funcional, também conhecida por kinesiotaping, é uma técnica de tratamento relativamente nova, desenvolvida originalmente no Japão por Kenzo Kase em 1973. Consiste na aplicação de fitas elásticas adesivas e porosas de diferentes cores sobre a pele, com variados graus de tensão. As vantagens deste método é que não limita as atividades higiênicas, não possui efeitos adversos, pode ser usado em conjunto com outros tratamentos e modalidades clínicas, tem efeito por aproximadamente 24 horas e também pode ser utilizado como medida preventiva.O objetivo do método é facilitar o processo natural de cura do corpo, enquanto fornece suporte e estabilidade para músculos e articulações sem restringir as amplitudes de movimento. Nos últimos anos, tornou-se bastante popular, o que permitiu o desenvolvimento de diversos estudos na área da Fisioterapia. Objetivo: Investigar os efeitos e possíveis aplicações da bandagem elástica funcional, segundo a literatura atual. Metodologia: Revisão bibliográfica integrativa mediante as bases de dados Science Direct, Google Acadêmico, Lilacs, Scielo, utilizando o descritor “bandagem elástica funcional” e seu respectivo correspondente em inglês. Selecionaram-se os artigos que continham o texto disponível na integra e publicados após o ano de 2010. Foram excluídos os artigos relacionados a patologias específicas. Resultados: Foram selecionados 4 artigos que cumpriram com as expectativas deste estudo. Segundo os autores consultados, os principais efeitos da bandagem são relacionados à capacidade desta de formar circunvoluções na pele. Por sua vez, essas facilitam a circulação e a drenagem linfática, diminuem a inflamação e a dor (pela depuração de toxinas), ajustam a tensão muscular e permitem a recuperação mais rápida, bem como a correção de posições anormais das superfícies articulares (KIEBZAK et al, 2012; CELIKER et al, 2011; ESPEJO & APOLO, 2011). Devido a esses inúmeros efeitos fisiológicos, a bandagem elástica funcional pode ter aplicações musculoequeléticas, neuromusculares, articulares, circulatórias, entre outras. Em resumo, conforme revisão bibliográfica realizada anteriormente, pode-se afirmar que a bandagem funcional elástica tem grau de recomendação A para alívio da dor e melhora da função muscular; B para melhora da circulação; D para propriocepção e E para correção (JOSCHA & JULIAN, 2010). Conclusão: A bandagem funcional elástica apresenta efeitos benéficos especialmente sobre a dor e função muscular, o que justifica a maioria dos estudos estarem voltados para a abordagem destes dois tópicos. No entanto, existem evidências de que outras aplicações tenham bons resultados também, como por exemplo, sobre a circulação. Sendo assim, sugerem-se maiores estudos, especialmente ensaios clínicos, por ser uma terapia inovadora e promissora. Palavras-chave: bandagem funcional elástica. kinesio taping. efeitos terapêuticos. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E SEGURANÇA DO PACIENTE FONSECA,Gra ziele Gorete Portella da¹; PARCIANELLO, Márcio Kist²; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de³. ¹Relator: Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG), e em Gestão de Organização Pública em Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). UFSM. E-mail:[email protected]. ²Enfermeiro assistencial do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo (HCAA), Santa Maria, RS. E-mail: [email protected]. ³Enfermeira, Pós- doutora em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente no Curso de Enfermagem e no PPGEnf da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Introdução: É significativo que o avanço nas pesquisas tributa para a melhoria do cuidado prestado. No entanto, mesmo com os avanços nos sistemas de saúde, as pessoas estão ainda expostas a diversos riscos quando submetidas a cuidados, particularmente em ambientes hospitalares, mas não restrito a esses. Nesse âmbito a equipe de enfermagem tem um grande desafio perante a sociedade, o de proporcionar a população assistência digna, promovendo o cuidado de forma segura, tendo a segurança dos pacientes como meta. Sabe-se que no contexto hospitalar, muitos fatores podem provocar danos a clientela. O enfermeiro precisa considerar que a segurança do paciente, bem como a preservação íntegra do cuidado, devem ser prioridades de seu trabalho, uma vez que esse fator reflete a qualidade da assistência, implicando no compromisso de toda a organização em promover qualidade do serviço e tornando mais seguro o processo assistencial. A área da pesquisa sobre a segurança do paciente tem sido muito discutida nacional e internacionalmente, logo, frente a esse cenário objetiva-se refletir acerca da atuação do profissional enfermeiro em relação à segurança do paciente, nos serviços de saúde. Justifica-se esse estudo, pela sua relevância na atualidade, pois, há grande preocupação no que diz respeito à qualidade do cuidado em saúde e segurança do paciente. Existem estimativas de que as incidências de efeitos adversos, como por exemplo, as infecções hospitalares, erros de medicações, ou seja, os relacionados ao cuidado se apresentam de forma significativa (GOUVÊA; TRAVASSOS, 2010). Nesse contexto, é preciso repensar e discutir mais acerca da temática, a começar na academia, na formação desses profissionais, com objetivo de fortalecer a assistência de enfermagem, e que a mesma seja segura e com qualidade. Como profissionais de saúde, estamos cientes de que os erros estão presentes nos sistemas de saúde e que a segurança do paciente é um problema global, havendo a necessidade de rever os métodos assistenciais. O enfermeiro imbuído de uma capacidade de se inter-relacionar deve propor discussões interdisciplinares, abrangendo ações desde o planejamento até a execução da assistência, salientando que esse processo precisa ser iniciado na formação desse profissional. Metodologia: Caracteriza-se como um estudo teórico-reflexivo sendo o mesmo fundamentado com autores que abordam a temática, e com literaturas existentes nos bancos de dados. Foi realizado nos meses de setembro e outubro de 2013. Discussão: Por ser a segurança do paciente um tema complexo é preciso desenvolver estratégias nas organizações e sistemas de saúde, enfatizando que o problema de segurança dos pacientes pertence ao mundo da saúde e não restrito aos hospitais (CASSIANI, 2010). Um grupo de enfermeiros instituiu a Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP) em 2008 com o propósito de promover educação em saúde e fortalecer a assistência de enfermagem de forma segura e com qualidade (QUES; MONTORO; GONZÁLEZ, 2010). Sabe-se cada vez mais que a assistência à saúde é desenvolvida em ambientes dinâmicos e especializados onde ocorrem interações complexas entre a equipe, doença, infraestrutura, equipamentos, normas, entre outros fatores que integram um sistema complexo de atuação dos profissionais de saúde. No entanto se começa a perceber que muitos erros podem ser evitados, no sistema de saúde, da mesma forma que estão presentes e que a segurança do paciente é um problema global, havendo a necessidade de desenvolver sistemas de prevenção (PEDREIRA, 2009). A prevenção requer um exercício de paciência, perseverança, colaboração e, sobretudo, integração dos profissionais de diferentes áreas de conhecimento. Para garantir uma adequada prática clínica, é necessário desenvolver uma cultura na qual a equipe e os gestores das 2 instituições de saúde estejam envolvidos com o mesmo objetivo, a segurança do paciente (PEDREIRA, 2009). Nessa conjuntura, salientamos que é necessário iniciar uma educação em saúde, bem como instigar os alunos da graduação, desde o início, a práticas de articular saberes e fazeres, bem como trabalhar de forma transdisciplinar, difundindo a cultura da segurança. A segurança ao paciente é uma das principais atribuições da equipe de saúde, considerando que a assistência prestada tem como pressuposto básico a garantia da qualidade, proporcionando mínimo risco ao paciente. Dessa forma é imprescindível a formação da cultura pela qualidade, onde a melhoria dos processos seja relevada (CASSIANI, 2010; PEDREIRA, 2009). Nessa premissa, enfatiza-se a relevância do profissional enfermeiro investir na educação continuada como meio de prevenção da ocorrência de falhas acerca da segurança do paciente, através de treinamentos constantes. Síntese: Considera-se esse tema, não somente sob o prisma da educação de recursos humanos em saúde, mas aliado aos propósitos de melhoria da qualidade da assistência como uma recente e importante ação e direção que as pesquisas em segurança do paciente deverão tomar nos próximos anos. É preciso discutir mais sobre a segurança dos pacientes e a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem nos cenários de atuação, assim é fundamental que essa discussão comece na formação acadêmica desses futuros enfermeiros, onde a qualidade do cuidado de enfermagem reflete a qualidade e a segurança da assistência ao paciente, logo, é preciso introduzir mais discussões acerca da temática, dessa forma o enfermeiro terá subsídios para promover uma práxis mais segura possível a sua clientela. Descritores: Cuidados de enfermagem, segurança do paciente, ambiente de instituições de saúde. AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES COM HIV/AIDS FERREIRA, Tamiris1; VASCONCELOS, Luisa Schirmann2; PAULA, Cristiane Cardoso3; PADOIN, Stela Maris de Mello4; SILVA, Clarissa Bohrer 5 1 Relatora. Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM. Bolsista PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS). E-mail: [email protected]. 2 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM. Bolsista PROIC/HUSM. Membro do GP-PEFAS. 3 Orientadora. Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP-PEFAS. 4 Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pósgraduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP-PEFAS. 5 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Membro do GP-PEFAS. INTRODUÇÃO: Desde a descoberta da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), ocorreram importantes modificações tanto no perfil epidemiológico quanto nas políticas públicas de enfrentamento da epidemia. Assim, a doença que era característica de determinados grupos de risco passou a afetar diversos segmentos populacionais, inclusive crianças e adolescentes, caracterizando a juvenização da epidemia. Diante dessas modificações, o investimento no avanço do tratamento antirretroviral e da assistência à saúde reduziu a morbidade e a mortalidade pela doença. Essa redução também é resultado do acesso gratuito ao tratamento por meio do Sistema Único de Saúde do Brasil. Neste sentido, a criança e o adolescente com HIV/AIDS precisam manter acompanhamento permanente em serviços de saúde, visando à prevenção do adoecimento somada a recuperação e/ou manutenção da saúde. Esse cotidiano assistencial acontece, majoritariamente, em serviço de referência para o atendimento de pessoas com HIV/AIDS. Recomenda-se que este seja ancorado pelos serviços de Atenção Primária a Saúde (APS) pela importância da integração entre estruturas especializadas e mecanismos de assistência descentralizada. JUSTIFICATIVA: Apesar do reconhecimento do nível de excelência do serviço de referência onde as crianças e os adolescentes com HIV/AIDS fazem acompanhamento, estes serviços precisam trabalhar na perspectiva da equidade, para diminuir as distâncias entre o alcance da divulgação da informação e àqueles a que se destinam. A fim de estabelecer a qualidade de vida como prioridade na atenção prestada às pessoas com HIV/AIDS pelos serviços públicos no Brasil. Assim, compreende-se a importância de que estes serviços de referência contem com os serviços de APS, pois a integração entre os níveis assistenciais fortalece a APS como coordenadora do cuidado e contribui para a continuidade dos cuidados e atenção integral. Neste sentido, a principal missão da APS está na ampliação ao acesso e melhora na efetividade das ações, servindo de porta de entrada para os outros níveis do sistema de saúde. Sendo assim, a APS é definida como o primeiro nível de atenção do sistema de saúde, caracterizando-se, principalmente, pelos atributos essenciais (primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado) e derivados (atenção centrada na família, orientação comunitária e competência cultural). Com base nestes atributos, é possível determinar se os sistemas de saúde são ou não orientados à APS, ou seja, a presença e extensão desses atributos promovem melhores indicadores de saúde, maior satisfação dos usuários, menores custos e maior equidade.Sendo que a avaliação minuciosa desses atributos é essencial para a definição de políticas públicas e privadas relacionadas à prática de APS.Diante do exposto, tem-se como questão de pesquisa: qual a qualidade da APS sobre à saúde das crianças e dos adolescentes com HIV/AIDS? Sendo o objeto de estudo: os atributos da APS às crianças e aos adolescentes com HIV/AIDS. OBJETIVOS: Medir a presença e a extensão dos atributos da APS às crianças e aos adolescentes com HIV/AIDS, segundo o instrumento PCATool-Brasil versão Criança. METODOLOGIA: O presente estudo integra o projeto de pesquisa matricial “Avaliação da atenção primária a saúde das crianças e dos adolescentes com HIV/AIDS” (CAEE: 12223312.3.0000.5346) com registro SIE: 033113. Estudo transversal com abordagem quantitativa desenvolvido no ambulatório de pediatria do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A população contemplará os pais ou cuidadores das crianças e adolescentes com HIV/AIDS. Sendo referente às cadastradas no Serviço de Infectologia do ambulatório, totalizando 80 em acompanhamento9-10. Os critérios de inclusão serão: pais ou cuidadores de criança e/ou adolescente com HIV/AIDS em acompanhamento no ambulatório de pediatria do HUSM. Os critérios de exclusão serão: pais ou cuidadores que apresentarem limitação que dificulte a expressão verbal. Para a coleta de dados será utilizado um instrumento dividido em duas partes: Parte 1 – Questionário de caracterização da população de estudo, que integra os dados demográficos, econômicos, sociais e clínicos. Parte 2 – “Primary Care Assessment Tool (PCATool)” validado no Brasil como Instrumento de Avaliação da Atenção Primária (PCATool-Brasil) versão Criança. Os pais ou cuidadores serão acessados no ambulatório de pediatria do HUSM, quando acompanharem a criança no dia agendado de consulta no serviço. Para a inserção dos dados será utilizado o programa Epi-info®, versão 7.0, a análise dos dados será realizada no programa Predictive Analytics SoftWare (PASW) versão 18.0 for Windows. Será utilizada a estatística descritiva, com variáveis categóricas e quantitativas, respectivamente, de acordo com a simetria ou não dos dados. A análise dos dados será realizada por meio de cálculo de escores, segundo orientação do Manual do Instrumento PCATool-Brasil. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM sob CAAE: 12223312.3.0000.5346. Serão respeitados os preceitos éticos dispostos na Resolução n. 196/96 e os participantes que aceitarem participar da pesquisa assinarão o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: A coleta do estudo iniciou em fevereiro de 2013 e está em andamento. Já foram coletadas 35 crianças e 40 adolescentes com HIV/AIDS até o momento. Entende-se que este estudo poderá contribuir para a tríade ensino, pesquisa e assistência. Para a pesquisa, pelo ineditismo da aplicação deste instrumento de avaliação da APS com foco nessa população. Para o ensino, com a ampliação de discussões acerca da atenção à saúde das crianças e dos adolescentes com HIV/AIDS, mais especificamente do cuidado de enfermagem, com a possibilidade de um direcionamento das atividades práticas dos graduandos na APS que contemple as mesmas e sua família. Para a assistência, esperase contribuir para as ações desenvolvidas no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento destas crianças e adolescentes e no acompanhamento específico da condição sorológica. No sentido de, a partir desse diagnóstico situacional da APS no município de Santa Maria apontar as possibilidades de articulação entre os pontos de atenção à saúde. Vislumbra-se a contribuição para a discussão da política pública municipal no sentido de identificar aspectos de estrutura e processo dos serviços que exigem reafirmação ou reformulação na busca de maior qualidade no planejamento e execução das ações. O PCATool-Brasil pode nortear a gestão e governabilidade local no sentido de proporcionar serviços de atenção primária de alta qualidade. Assim, tem-se a pretensão de (re)pensar as ações desenvolvidas e a reorganização do fluxo das crianças e dos adolescentes com HIV/AIDS nos serviços de saúde, a fim de promover a aproximação entre os profissionais do serviço de referência e da APS para facilitar o acesso e a adesão ao tratamento. DESCRITORES: saúde da criança, saúde do adolescente, síndrome da imunodeficiência adquirida, HIV, atenção primária à saúde. UMA EXPERIÊNCIA DE INCLUSÃO SOCIAL DE UMA PORTADORA DE NECESSIDADES ESPECIAIS NO GRUPO MARIAS BONITAS FAZENDO HISTÓRIA Autor(a): ROCHA WALAU, Tássia¹ Co-autores: VARGAS RONSANI, Ana Paula¹; MARIA SOUZA DE LIMA, Angela¹; APARECIDA CELSO, Raquel¹ Orientadora: KOCOUREK, Sheila² Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria¹ Professora Drª Universidade Federal de Santa Maria² Relatora: [email protected] O grupo Marias Bonitas Fazendo História faz parte de um projeto da Pró-reitora de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria – RS. O projeto tem como principais objetivos a promoção da saúde e a redução das situações de risco e vulnerabilidade. O grupo é constituído por aproximadamente 45 mulheres, com faixa etária de 20 a 45 anos. O propósito deste trabalho é apresentar a experiência desse grupo, onde com o passar do processo de formação surgiram novas demandas, sendo uma delas a inserção de uma participante com necessidades especiais. A integração de pessoas com necessidades especiais nos mais diferentes grupos sociais é uma situação corriqueira que percebemos cada vez mais nos dias de hoje. Antes na grande maioria das vezes ela esbarrava em inúmeras dificuldades assim, o processo de inclusão social era praticamente nulo, não havia oportunidades culturais, ambientais ou mesmo de interações para as pessoas com deficiência mental. Nos primórdios o tratamento de pessoas com transtornos mentais tinha como foco principal o tratamento sintomático, ou seja, era basicamente medicamentoso. Esse paradigma vem mudando, passamos a encarar com outros “olhos” a doença mental, ela evoluiu ao longo dos tempos, atravessamos o processo de exclusão, encarceramento e hoje discutimos uma abordagem mais humanizadora pautada no sujeito. Dentro do Projeto Marias Bonitas Fazendo História, as atividades destacam sempre a convivência e socialização das participantes deste grupo, não sendo diferente durante o processo de inclusão da integrante com necessidades especiais. Num primeiro momento, em que Bela* se inseriu no grupo Marias Bonitas Fazendo História, houve, de certa forma, uma exclusão estigmatizada por parte das participantes do projeto, sendo assim tivemos que trabalhar junto ao grupo uma temática que aproximasse o convívio entre todos. O trabalho do Assistente Social dentro desse grupo requer um processo de inclusão social, onde em um primeiro momento foi trabalhado a temática ‘‘Convivendo com as diferenças’’, na tentativa de trabalhar o conceito de inclusão nesse grupo e fazer com que Bela se sentisse acolhida por todos. Após a temática trabalhada as integrantes do projeto Marias Bonitas tiveram um momento de reflexão, onde em uma roda de conversa cada participante relatou uma experiência de exclusão social que teve durante sua vida. Com essa troca de experiência percebeu-se por parte do grupo um olhar mais cuidadoso com Bela. No segundo momento a Bela (portadora de necessidade especial) fez um breve relato de como a mesma sofre com essa discriminação, onde solicitou às colegas que se colocassem no seu lugar para entender como ela se sente ao ser excluída, e com isso fez com que boa parte do grupo Marias Bonitas refletisse o seu posicionamento frente a essa nova integrante. O resultado foi positivo, porém temos um longo caminho pela frente. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: A CAIXA DA VERDADE COMO UMA FERRAMENTA INOVADORA DE INCENTIVO À ADESÃO 1 2 3 4 SIGNOR, Eduarda ; SARZI, Diana Mara ; RAMOS, Iara Barbosa ; LANDERDAHL, Noeli Terezinha ; 5 RODRIGUES, Marlene Kreutz Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um grave problema e um grande desafio, exigindo dos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Nesses serviços, as infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais e podem causar sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de saúde¹. As mãos são consideradas de fundamental importância aos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois são as executoras das atividades realizadas, sendo assim, a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um provável reservatório de vários agentes². Para isso, a higienização das mãos tem a finalidade de remover sujidades, oleosidade, pelos, suor, e microorganismos responsáveis pela transmissão de infecções veiculadas através do contato³. A higienização das mãos é reconhecida, mundialmente, como uma medida primária, mas muito importante no controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Devido a este motivo, tem sido considerada como um dos pilares na prevenção e controle de infecções dentro dos serviços de saúde, incluindo aquelas decorrentes da transmissão cruzada de microrganismos multirresistentes¹. O termo “Higiene das mãos” se refere a qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a transmissão de microorganismos e consequentemente evitar que pacientes e profissionais de saúde adquiram infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). As mãos devem ser higienizadas em momentos essenciais e necessários de acordo com o fluxo de cuidados assistenciais para prevenção de IRAS causadas por transmissão cruzada pelas mãos, conforme os “cinco momentos para higiene das mãos”: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico, após o risco de exposição a fluidos corporais ou excreções, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente5. Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo abrange a higiene simples, a higiene antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica, e a antissepsia cirúrgica das mãos. A higienização das mãos com preparações alcoólicas deve ser realizada quando as mãos não estiverem sujas visivelmente, nas situações referidas nos cinco momentos5. Justificativa: A transmissão das infecções tem causado preocupação à diversos pesquisadores, o que os tem levado à realizar pesquisas voltadas à monitoração das práticas de higienização das mãos pelos profissionais de saúde. Estudos mostram que a adesão desses profissionais quanto a higienização frequente das mãos e na rotina diária ainda é baixa, devendo ser incentivada e sensibilizada. Sendo assim, torna-se imprescindível reformular a prática de higienização das mãos nos serviços de saúde na tentativa de mudar a cultura prevalente entre os 1 Relatora do trabalho. Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das Missões. E-mail: [email protected]. 2 Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das Missões. 3 Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do Hospital Universitário de Santa Maria 5 Enfermeira do Núcleo de Apoio Gerêncial do Hospital Universitário de Santa Maria 4 profissionais de saúde, o que pode resultar no aumento da adesão e correta higienização das mãos. Isso tudo, exige a atenção de gestores públicos, diretores e administradores dos serviços de saúde e educadores para o incentivo e a sensibilização dos profissionais à questão. Todos devem estar conscientes da importância da higienização das mãos nos serviços de saúde visando à segurança e à qualidade da atenção prestada1. Nesse sentido este estudo introduziu uma ferramenta inovadora, visando utilizar uma estratégia diferente para educação em serviço denominada “Caixa da Verdade”. Esta caixa é utilizada para avaliar a técnica de higienização das mãos, apoiar as ações de promoção e melhoria das práticas, bem como proporcionar reflexão quanto a sua importância. Objetivo: Sensibilizar os profissionais sobre a importância da correta higienização das mãos, melhorar a adesão, facilitar o acesso da equipe às informações, orientar a técnica de higienização das mãos e promover mudança de hábitos. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato de experiência de uma equipe de saúde inserida na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e no Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). O referido hospital vem utilizando, a “Caixa da Verdade” como ferramenta para promover educação em saúde quanto a higienização das mãos. Esta caixa simula a lavagem das mãos mostrando as partes que não são devidamente higienizadas. A Caixa da Verdade tem 20 cm de altura e 35 cm de comprimento, pintada de preto por dentro e com uma instalação de luz negra fluorescente em seu interior. Contém ainda dois orifícios em cima da tampa, para visualizar as mãos que estão dentro da caixa e duas aberturas circulares de aproximadamente 11 cm de diâmetro na lateral anterior para introduzir as mãos na caixa. Inicia-se com o profissional realizando a técnica de higienização das mãos com o gel luminol, simulando a antissepsia com álcool 70%. Após a higienização, as mãos são colocadas dentro da “Caixa da Verdade”, nas quais, podem ser visualizados pontos luminosos através de uma luz negra acoplada no interior da caixa. A luminosidade presente nas mãos demonstra as áreas que foram lavadas pelo gel (higienizadas adequadamente). Pontos sem luminosidade mostram áreas que não foram “higienizadas” adequadamente. Logo em seguida o mesmo colaborador realiza a higienização das mãos com água e sabonete líquido, introduzindo-as novamente no interior da caixa para observar a remoção dos pontos luminosos da tinta. O aparecimento de pontos luminosos nas mãos significa a falha na higienização. Resultados: Durante as atividades de promoção em saúde onde foi utilizada a “Caixa da Verdade”, esta revelou falhas na técnica de higienização das mãos. A grande maioria dos participantes apresentou vários pontos nas mãos que não foram higienizados corretamente, como os punhos, os polegares e dorso da mãos. Esses resultados levaram os participantes a uma reflexão quanto a adesão e a técnica correta de higienização das mãos. Pode-se perceber que para uma melhoria da higienização das mãos torna-se necessário a mudança de comportamento dos profissionais. Para que essas mudanças venham a ocorrer, é fundamental que sejam criadas e implementadas estratégias de educação em saúde, como a ferramenta utilizada na referida instituição. Conclusão: A caixa da verdade foi de suma importância para incentivar a adesão ao procedimento de higienização de mãos. Durante a utilização dessa ferramenta ficou evidenciado falhas na técnica de higienização de acordo com a preconização do Ministério da Saúde/ANVISA. Além disso, percebeu-se que essa atividade proporcionou acesso as informações pertinentes ao tema e motivação para a realização correta da técnica. Também proporcionou a reflexão quanto a importância da adesão e da melhoria dessa prática no cotidiano de trabalho. Assim espera-se que através da reflexão, a prevenção das infecções hospitalares passe das mãos à consciência profissional. Descritores: lavagem de mãos; educação em saúde; infecção hospitalar. A INTERNAÇÃO DOMICILIAR E O IMPACTO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE 1 LAMPERT, Melissa Agostini; RIZZATTI, 2Salete Jesus Souza ; 3CEREZER,Lidiane Glaciele; 4BRIÃO Virgínia Vitória;5 BOTTEGA, Fabrício 1 Orientadora do Projeto de Pesquisa: Cuidado ao doente crônico: a Atuação interdisciplinar como espaço potencializador de transformação. Médica preceptora do SIDHUSM. Doutora em Clínica Médica – área de concentração em Geriatria PUCRS. Relatora do trabalho. E-mail: [email protected] 2 Enfermeira do SIDHUSM. Mestranda em Enfermagem do PPGEnf/UFSM. Santa Maria (RS) 3 Fisioterapeuta do Hospital Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, pós-graduada em Fisioterapia Cardiorrespiratória pela Fundação Universitária de Cardiologia- FUC. 4 Aluna de Graduação em Enfermagem da UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Aluno de Graduação em Ciências da Computação UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria. Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, com consequente transformação na estrutura populacional e modificação na incidência e prevalência de doenças, com predomínio de patologias crônico-degenerativas. Nesse contexto, observa-se uma maior demanda por serviços de saúde, muitas vezes de alta complexidade, com maior número de internações hospitalares, gerando aumento nos custos, sem, muitas vezes, garantir melhores resultados quanto à qualidade de vida da população atendida. A internação domiciliar (ID) pode ser considerada uma resposta a essas mudanças, podendo constituir-se como uma opção segura e eficaz, com possibilidade de redução de custos e promoção de qualidade de vida, à medida que reinsere o indivíduo no seu ambiente. A ID é preconizada pelo Ministério da Saúde como modalidade não substitutiva da internação hospitalar (IH), mas que objetiva maior conforto à população, humanização nos cuidados e redução do número de internações hospitalares. Justificativa: Estudos mostram que quase 20% dos pacientes com alta hospitalar são readmitidos dentro de 30 dias, sendo que boa parte dessas reinternações poderiam ser evitadas.Apesar da existência de escassos estudos nesse sentido, têm se enfrentado dificuldades na definição do número exato de reinternações evitáveis. No entanto, percebe-se que a diminuição das taxas de readmissões hospitalares tem sido um indicador importante na avaliação do impacto exercido por modalidades de atenção à saúde como a ID.Objetivo: Analisar o impacto da intervenção de equipe interdisciplinar de saúde sobre a utilização de serviços de saúde, a partir da implementação de plano de cuidado interdisciplinar em pacientes em internação domiciliar. Metodologia: O estudo é um recorte do projeto “Cuidado ao doente crônico: a atuação interdisciplinar como espaço potencializador de transformação”, CAAE 0069.0243.000-11. É um estudo quase experimental, prospectivo, do tipo antes e depois. A amostra foi de pacientes internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM) entre 1°/09/2011 e 31/08/2012. Foram analisadas, a partir de dados coletados em protocolo de avaliação, utilizado na admissão no SIDHUSM, como variáveis descritivas: sexo, idade, motivo e tempo de internação na ID e plano de cuidado integrado, categorizado como de prevenção, suporte, restauração ou paliativo. O plano terapêutico é definido de forma interdisciplinar, em reunião semanal, após avaliação do paciente. O plano de prevenção consta da implementação de medidas educativas que auxiliam o paciente na adesão ao tratamento. O plano de suporte objetiva a adaptação dos pacientes e cuidadores às incapacidades resultantes de doenças em evolução. O plano de restauração visa o retorno do paciente ao nível funcional, social e psicológico prévio, utilizado em situações com bom prognóstico. Já, o plano paliativo visa a minimização ou eliminação de complicações e sintomas, empregadas em situações de doença avançada para gerar conforto e bem-estar. Como variáveis de estudo, correspondentes à utilização de serviços de saúde, foram avaliadas: o número de visitas ao pronto-atendimento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e o número de dias em internação hospitalar no HUSM nos 12 meses antecedentes e precedentes à ID (considerando internações não eletivas); os dados foram coletados no Sistema de Informações Educacionais (SIE). Foi realizada estatística descritiva com análise de frequências, médias e desvio padrão, quando adequado; e Teste T de amostras pareadas para comparar a utilização de serviços de saúde antes e após a ID, com software SPSS 20.0. Resultados: Foram 111 pacientes, totalizando 121 internações em ID, com 50,5% sexo masculino, idade média de 58,85 anos. Os motivos prevalentes de internação na ID foram neoplasias(26,45%) e acidente vascular cerebral (24,79%), com tempo médio de internação na ID de 45,23 dias. Quanto ao plano, foram 32,2% paliativo, 26,5% suporte, 38% restauração e 3,3% prevenção. Quanto ao número de visitas ao pronto-atendimento do HUSM, observou-se uma média de 1,29±1,988 nos 12 meses que antecederam a ID e 0,41±1,057 nos 12 meses que sucederam a ID, com p=0,00005. Em relação ao número de dias em internação hospitalar, observou-se uma média de 5,73±20,141 no ano anterior à ID e 1,1±4,612, com p=0,0105. Conclusão: Observou-se modificação no número de visitas ao pronto-atendimento e no número de dias em internação hospitalar, demonstrando a possibilidade de impacto da modalidade de internação domiciliar, com uso de plano de cuidado integrado, sobre a utilização de serviços de saúde. Verificou-se, também, a necessidade de estudos que contemplem o impacto sobre a utilização de serviços de saúde de forma mais ampla e se esse efeito se mantém com observação a longo prazo. Descritores: doença crônica, pesquisa interdisciplinar, serviços hospitalares de assistência domiciliar, hospitalização. PLANO DE CUIDADO INTERDISCIPLINAR E CAPACIDADE FUNCIONAL DE PACIENTES EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR CEREZER, Lidiane Glaciele1; LAMPERT, Melissa Agostini2; FARIA, Flávia Andressa Fabrício Pache de3; ROCHA, Natália dos Santos4; BOTTEGA, Fabrício5 1 Fisioterapeuta do Hospital Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, pós-graduada em Fisioterapia Cardiorrespiratória pela Fundação Universitária de Cardiologia- FUC. Relatora do trabalho. E-mail: [email protected] 2 Orientadora do Projeto de Pesquisa: Cuidado ao doente crônico: a Atuação interdisciplinar como espaço potencializador de transformação. Médica preceptora do SIDHUSM. Doutora em Clínica Médica – área de concentração em geriatria PUCRS. 3 Aluna de Graduação em Fisioterapia - UFSM. 4 Aluna de Graduação em Fisioterapia - UFSM. 5 Aluno de Graduação em Ciências da Computação UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria. Introdução: O aumento da expectativa de vida caracteriza um novo cenário, no qual as doenças crônicas representam a principal causa de mortalidade e incapacidade em todo o mundo. Essa realidade contribui para sobrecarregar o atendimento hospitalar, aumentando o tempo de permanência na internação, a demanda de cuidados, além dos custos. A internação domiciliar surge como modalidade que possibilita uma abordagem interdisciplinar à saúde, prioriza esforços na manutenção da independência e autonomia do indivíduo e na diminuição das reinternações. . A assistência domiciliar é definida como uma nova modalidade de atenção à saúde substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde (BRASIL, 2011). Com esse objetivo foi implantado em 2005, o Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, onde uma equipe interdisciplinar atende o usuário e sua família. Atualmente o serviço conta com duas médicas, duas enfermeiras, uma auxiliar de enfermagem, uma assistente social, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e uma secretária, além de residentes multiprofissionais da terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, farmácia e nutrição. As doenças crônicas tendem a comprometer a capacidade funcional de forma significativa, influenciando diretamente a autonomia e a qualidade de vida das pessoas. A capacidade funcional é a habilidade no desempenho das atividades do cotidiano. Com o envelhecimento e consequente redução da força muscular e da mobilidade há uma redução dessa capacidade, o que compromete a realização das tarefas do dia a dia. Dentre as escalas que avaliam as Atividades de Vida Diária – AVD’s que possuem validade e confiabilidade vastamente comprovada destaca-se a Escala de Katz. Ela permite avaliar a capacidade de autocuidado, também identificar os fatores de risco e a evolução clínica das doenças. As informações geradas pela avaliação da capacidade funcional permite estabelecer um diagnóstico, um prognóstico e um julgamento clínico adequados, que servirão de base para as decisões sobre os tratamentos e cuidados necessários, sendo uma ferramenta simples e útil, que pode auxiliar na definição de estratégias de promoção de saúde visando retardar ou prevenir as incapacidades funcionais. É um parâmetro que, associado a outros indicadores de saúde, pode ser utilizado para determinar a eficácia e a eficiência das intervenções (DUARTE et al., 2007). A avaliação da capacidade funcional torna-se, portanto, essencial para a escolha do melhor tipo de intervenção e monitorização do estado clínico-funcional dos pacientes (RICCI et al., 2005). O plano de cuidado é elaborado de acordo com as necessidades de cada paciente, sendo, portanto individualizado e específico. Além disso, baseia-se em uma avaliação interdisciplinar, onde os pacientes são categorizados em prevenção, suporte, restauração e paliativo. No plano de cuidado de prevenção os pacientes recebem orientações educativas as quais visam estabilidade ou melhora do estado de saúde atual; no plano de cuidado de suporte o tratamento volta-se para a manutenção do quadro funcional; no plano de cuidado de restauração o objetivo principal é a melhora da capacidade funcional através de um tratamento de reabilitação mais intenso e no plano de cuidado paliativo são priorizadas medidas de conforto. Justificativa: Desta forma, acredita-se que a avaliação da capacidade funcional permite o desenvolvimento de um plano de cuidado mais adequado, além da observação do seu efeito após implementação, o que justifica a necessidade da pesquisa. Objetivo: O presente estudo busca avaliar a capacidade funcional de pacientes internados no SIDHUSM (Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria-RS) e verificar o efeito da implementação de um plano de cuidado interdisciplinar sobre a mesma. Metodologia: O estudo é um recorte do projeto de pesquisa “Cuidado ao doente crônico: a atuação interdisciplinar como espaço potencializador de transformação”, com CAAE 0069.0243.000-11. O critério de inclusão foi pacientes internados no SIDHUSM no período de 1°/09/2011 a 31/08/2013, que aceitaram participar do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Os pacientes foram submetidos a uma avaliação funcional, como parte de um protocolo de admissão no serviço, receberam cuidados interdisciplinares, a partir da implementação de plano de cuidados individualizado e uma avaliação funcional na alta da internação domiciliar. Não fizeram parte da amostra pacientes que apresentaram impossibilidade de implementação do plano de cuidado, devido alta da internação domiciliar precoce por ocorrência de reinternação hospitalar ou óbito. Foram analisadas as variáveis sexo, idade, tempo de internação, capacidade funcional e plano de cuidado. A capacidade de realização das atividades da vida diária foi mensurada por meio do Índice de Katz na admissão e na alta do paciente do SIDHUSM. Este índice avalia a independência no desempenho de seis funções motoras, sendo elas: banho, vestir-se, ir ao banheiro, transferência, continência e alimentação. Dependendo do resultado apresentado os participantes do estudo foram classificados como independentes ou dependentes. O escore varia de 0 a 18 e quanto maior a pontuação maior a dependência funcional. O plano de cuidado interdisciplinar foi individualizado e categorizado como de prevenção, suporte, restauração ou paliativo, de acordo com a avaliação inicial. Foi realizada estatística descritiva com análise de freqüências e utilização do Teste T de amostras pareadas para comparar a capacidade funcional na admissão e alta do paciente da internação domiciliar, utilizando-se o software SPSS 20.0. Resultados: A amostra foi composta por 150 pacientes, a qual apresentou idade média de 65,81 anos. Quanto ao gênero 53,33% foram do sexo masculino e 46,67% do sexo feminino. O tempo médio de internação foi de 47,98 dias. Conforme plano de cuidado 28% eram paliativo, 27,33% suporte, 43,33% restauração e 1,33% prevenção. Quanto à capacidade funcional, a avaliação do Índice de Katz apresentou uma média de 13,26±5,9 na admissão e de 10,73 ±7,6 na alta do SIDHUSM, com p=0,000. Quanto à análise dos planos de cuidado separadamente, observou-se que: os pacientes com plano de cuidado de restauração obtiveram uma média de 12,51±5,5 antes e de 6,98±7 depois, com p=0,000; os de suporte, uma média de 14,44±6 antes e 13,59±6, com p=0,02 e os de paliativo, uma média de 13,64 ±6 antes e 14,24±6 depois, com p=0,47. Conclusão: Observou-se modificação na capacidade funcional dos pacientes avaliados de acordo com esperado, pois houve melhora nos que receberam plano de cuidado de restauração, manutenção nos com plano de suporte e pouca resposta nos com plano de tratamento paliativo. Dessa forma, vê-se que a implementação de planos individualizados e interdisciplinares, com objetivos definidos, orienta as práticas da equipe interdisciplinar de saúde no intuito de manter ou melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Dessa forma, os profissionais de saúde devem priorizar ações e intervenções de cuidado que visem manter e/ou melhorar o nível de independência dos doentes. Descritores: doença crônica, pacientes domiciliares, qualidade de vida, equipe interdisciplinar de saúde. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA INFORMATIZADO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS INFECÇÕES HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA CHAGAS, Bruna Pereira1; SARZI, Diana Mara2; HANAUER, Ilaine3; RAMOS, Iara Barbosa4; LORENZONI, Mareli5 1 Relatora. Acadêmica do 7° Semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bolsista FIPE Jr. 2013, membro do Grupo de Pesquisa Saúde, Trabalho, Educação e Enfermagem. Linha de Pesquisa: Saúde do Trabalhador e Segurança do Paciente. E-mail: brunapereirachagas@hotmail. 2 Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da UFSM - Campus Palmeira das Missões. 3 Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário de Santa Maria-HUSM. 4 Enfermeira da CCIH. Mestre em Educação pela UFSM. Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Universidade Tres de Febrero. 5 Especialista em Estatística e Mestre em Engenharia de Produção. Responsável pelo Serviço de Estatística do HUSM. Introdução: A história nos mostra que as infecções hospitalares são tão antigas quanto a origem dos hospitais, que remontam o ano de 325 dC., neste período os doentes eram tratados coletivamente, em alguns casos mais de um doente ocupavam o mesmo leito, não havia consideração em relação as patologias, desta maneira, as doenças disseminavam-se com grande rapidez. No inicio do século XIX começaram a ser implantados os isolamentos, para determinadas doenças, fato que demonstrou a importância deste tipo de procedimento na prevenção e no controle das infecções Hospitalares (IH)1. No Brasil a questão da IH, passou a ser encarada com seriedade a partir da publicação da portaria 196/83, que tornou obrigatória a implantação de comissões de controle de infecção em todos os hospitais. Entre as atribuições da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) estavam a vigilância epidemiológica, com a coleta de dados passivos pela enfermeira ou médicos, sendo esse realizado após a alta, através de prontuário do paciente. Em 1992 foi publicada a Portaria que criou o Programa de Controle de Infecção Hospitalar. Esta Portaria estabeleceu conceitos e critérios para o diagnóstico de infecção, classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação, vigilância epidemiológica, normas de limpeza, esterilização, desinfecção e antissepsia. Em 1998, foi publicado pelo Ministério da Saúde a Portaria 2.616, revogando a Portaria anterior 1,2. Esta portaria dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção pelos hospitais do país, do Programa de Controle de Infecções Hospitalares3. De acordo com essa Portaria, as CCIHs devem ser compostas por membros consultores e executores, sendo esses últimos representantes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e responsáveis pela operacionalização das ações programadas do controle de infecção hospitalar. A Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares é a observação ativa, sistemática e contínua de sua ocorrência e de sua distribuição entre pacientes, hospitalizados ou não, e dos eventos e condições que afetam o risco de sua ocorrência, com vistas à execução oportuna das ações de prevenção e controle3. Na década de 90 debateu-se o cuidado com os pacientes, os métodos invasivos, as questões ligadas à resistência bacteriana e redefiniu-se o papel do profissional de controle de IH e de todo o sistema de vigilância e prevenção. O controle sobre as infecções passou a ser visto como um fator de qualidade hospitalar, e os resultados passaram a ser considerados prioritários na garantia da qualidade1. O conhecimento acerca da efetividade da vigilância epidemiológica das infecções relacionadas à assistência e do seu monitoramento é imprescindível para prevenir e controlar a ocorrência de processos infecciosos em estabelecimentos assistenciais. Indicadores foram criados para contemplar as três questões básicas que envolvem a melhoria da qualidade das práticas assistenciais: resultado, processo e estrutura. Esses indicadores devem ser específicos para expressar riscos definidos e para a notificação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige a notificação dos Indicadores de Infecção Primária da Corrente Sanguínea e, progressivamente, outros indicadores de infecções, incluindo aquelas do trato respiratório, de sítio cirúrgico, do trato urinário e outros, que serão objetos de monitoramento nacional4. Justificativa: Os dados epidemiológicos de infecção hospitalar são coletados por meio da busca ativa das unidades consideradas de alta complexidade. Esses dados são importantes pois fornecem subsídios para ações corretivas buscando uma melhoria contínua e consequentemente servem como indicador da incidência das infecções hospitalares. Dessa forma justifica-se a importância desses dados bem como a necessidade em instituir um sistema informatizado para dinamizar a análise, interpretação e intervenção imediata quando necessário. Objetivo: Relatar a implantação do sistema informatizado de vigilância epidemiológica das Infecções Hospitalares. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato de experiência de uma equipe de saúde inserida na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A informatização dos dados epidemiológicos das infecções hospitalares está sendo implantada desde janeiro de 2013. Primeiramente buscou-se reorganizar o sistema de coleta de dados de infecção hospitalar, que não se encontrava de acordo com as exigências da portaria vigente. Anteriormente era realizada a coleta de dados em todas as áreas de assistência ao paciente através da busca ativa e prevalência consolidando indicadores com taxa global. Ainda, a inexistência de um sistema informatizado dificultava a organização dos indicadores, pois eram executados manualmente limitando-se a apenas dois (taxa global das infecções hospitalares e taxa de infecção hospitalar por topografia). Para a implantação do sistema atual foram realizadas as redefinições dos locais de coleta, a capacitação dos coletadores, as adaptações nas fichas de coleta de dados, as adequações dos critérios de diagnósticos das infecções, a organização do fluxo do sistema de vigilância e a construção de um sistema informatizado em parceria com o serviço de estatística do HUSM. A inserção dos dados ocorrem diariamente possibilitando a leitura e interpretação dos relatórios e gráficos instantaneamente. As áreas inicialmente incluídas na coleta dos dados de acordo com a ANVISA foram: Unidade de Tratamento Intensivo Adulto (UTI Ad), Unidade Cardiológica Intensiva Adulto (UCI Ad), Centro de Tratamento à Criança com Câncer (CTCriac), Nefrologia, Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica (UTI Ped), Unidade de Tratamento Intensivo Recém-nascidos (UTI RN). Para obtermos os dados referente ao denominador cirúrgico, foi realizado buscas nas unidades de internação de pacientes pós-cirúrgicos (Clínica Cirúrgica, Obstetrícia, Ginecologia, UCI Adulto, Pediatria) e em cirurgias limpas e potencialmente contaminadas. Os dados coletados são digitados nas planilhas e fornecem os seguintes indicadores: número de infecção hospitalar; pacientes com infecção hospitalar; infecção hospitalar por topografia e por unidade; pneumonia associada a ventilação mecânica; infecção do trato urinário associada a sonda vesical de demora; infecção da corrente sanguínea associada ao catéter; infecção nos recémnascidos estratificados por peso; micro-organismos das infecções hospitalares por topografia e por áreas e infecção do sítio cirúrgico por especialidade em cirurgias limpas e potencialmente contaminadas. Resultados: Com a reorganização da coleta de dados através da busca ativa, conforme o preconizado pela portaria nº 2616, de 12 de maio de 1998, foi possível otimizar o tempo, visto que o novo sistema de coleta excluiu informações desnecessárias, retrabalho e locais de busca ativa, dinamizando o trabalho, melhorando o diagnóstico das infecções, bem como a construção dos indicadores. Outro benefício com as mudanças foi a inclusão de novos indicadores epidemiológicos de infecção hospitalar. Esses indicadores contribuíram para o conhecimento acerca das infecções, sendo possível identificar as taxas e a densidade de incidência, através da inserção de dados sobre paciente/dia e procedimento/dia. Com isso, essas melhorias propiciaram um maior entendimento, facilitando as medidas de ações preventivas. O estabelecimento do sistema informatizado viabilizou a avaliação e divulgação dos indicadores da magnitude e gravidade das infecções hospitalares e da qualidade das ações de seu controle. Conclusão: A reorganização do sistema de coleta de dados e a implantação de um sistema informatizado dos dados epidemiológicos de infecção hospitalar dinamizaram o processo de trabalho. Assim os resultados estatísticos permitiram a identificação, o acompanhamento, a detecção precoce de surtos e a intervenção, propiciando ações de prevenção e controle de infecção. Descritores: infecção hospitalar, vigilância epidemiológica, indicadores de gestão. CANTINHO MÁGICO: UM ESPAÇO LÚDICO EM AMBIENTE HOSPITALAR, SOB A ÓTICA DO BOLSISTA DE ENFERMAGEM TOLENTINO, LIDIANE DA CRUZ1; HOFFMANN, IZABEL CRISTINA;2 PADOIN, STELA MARIS DE MELLO3; SANTOS, WENDEL MOMBAQUE DOS4. 1 -(Relator) Acadêmica de enfermagem Universidade Federal de Santa Maria. (UFSM/SM). Bolsista de Extensão. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GPPEFAS) UFSM. E-mail: [email protected] 2 - Enfermeira Ambulatório Ala II - HUSM Dda Enfermagem DINTER NOVAS FRONTEIRAS (UFSM/UNIFESP/UFRJ). Integrante: Gr. Pesquisa UFSM_CCS_Enfermagem: "Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade" e GP-CENFOBS UNIFESP: Gupo de Pesquisa - Centro de Estudos em Enfermagem Obstétrica". 3 - (Orientadora) Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa Cuidado à saúde das pessoas, famílias e sociedade. 4Enfermeiro. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM/RS/BRASIL. Estudante do GP-PEFAS UFSM. Introdução: Atualmente a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é considerada um grande problema de saúde pública, em função de seu caráter pandêmico e gravidade (BRASIL, 2010). Em decorrência do aumento número de pessoas infectadas, tal doença iniciou no Brasil no 1983 nos grupos que eram considerados de riscos na época: gays, hemofílicos, drogaditos. A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) passou de restrita a indivíduos do sexo masculino, à rápida disseminação entre o sexo feminino, culminando no nascimento de crianças expostas ao HIV e, consequentemente, famílias convivendo com até mais de um filho nascido exposto ao vírus, ou já infectado pelo vírus (SILVA, 2010). Sabe-se que a transmissão vertical (TV) é considerada a principal via de infecção pelo HIV em crianças. Segundo dados do Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, durante o período de 1980 até junho de 2012, mostra que foram notificados 17.359 casos de crianças menores de 5 anos de idade. Do total de AIDS em crianças, 6.913 foram identificados entre cinco a doze anos e em adolescentes, ocorreram 13.260 casos, na faixa etária entre 13 e 19 anos (BRASIL, 2012). A criança com HIV /AIDS, além das manifestações clínicas da doença, estas vivenciam um contexto de transformações: econômicas, psicológicas -e emocional relacionado ao ambiente familiar, no qual muitas vezes enfrentam a perda dos pais, dificuldades econômicas e a incerteza em relação ao seu futuro. Segundo estudo local, as características clínicas das crianças com HIV/AIDS evidenciaram a necessidade do cuidado integral, uma vez que a condição de saúde delas está implicada na sua sorologia, no seu crescimento e desenvolvimento, e nas questões relacionadas à vulnerabilidade desta população. Esse fato indica a necessidade de acompanhamento clínico, laboratorial e medicamentoso permanentes pela exposição a efeitos adversos, possibilidade de falhas terapêuticas e pela demanda de adesão ao tratamento (PAULA, 2012). No aspecto do desenvolvimento das crianças com HIV/AIDS, podemos destacar que as atividades lúdicas contribuem para criação de vinculo e são necessárias no desenvolvimento da criança. É interagindo-se por meio de brincadeiras, desenhos, pinturas e canções, que se estrutura a comunicação necessária entre o mundo real e o mundo imaginário infantil (MOTTA; ENUMO, 2007). Entendese por lúdico, atividades recreacionais proporcionado às crianças em ambiente hospitalar, que se traduzem em ter alguém para coordenar jogos e brincadeiras, entre outros ensinamentos que possam se caracterizar como um local de aprendizado. Justificativa: Diante desta problemática a Universidade Federal de Santa Maria, como instituição pública de formação, tem o compromisso de desenvolver ações que envolvam os discentes, docentes e técnico-administrativos para atuar na sociedade. Assim, as atividades lúdicas são desenvolvidas no ambulatório com o intuito de acompanhar a criança com HIV / AIDS, junto com equipe multiprofissional, na tentativa de prevenir doenças oportunistas enfatizando a importância da adesão ao tratamento e dos cuidados domiciliares. Objetivo: Descrever as atividades lúdicas realizadas no ambulatório de pediatria Ala C do Hospital Universitário de Santa Maria/ RS. Metodologia: Com este estudo visamos apresentar um relato de experiência sobre as atividades de extensão desenvolvidas no Cantinho Mágico com registro no SIE: 14408. Para tanto, cabe informar que o público alvo deste projeto são crianças que vivem com HIV e AIDS, atendidas no ambulatório de Pediatria Ala C do Hospital Universitário de Santa Maria. As atividades encontram-se em andamento nas terçasfeiras no turno da tarde. A equipe envolvida é composta por uma bolsista acadêmica de enfermagem, discentes, docentes da UFSM e técnicos-administrativos que desenvolvem as atividades uma vez por semana. No espaço Cantinho Mágico são desenvolvidas atividades lúdico-pedagógicas com as crianças estimulando o desenvolvimento cognitivo-social e a realização de festas comemorativas como Páscoa, Festa Junina, Dias das Crianças e Natal, além disso, são distribuídos brinquedos nas respectivas datas com o objetivo de proporcionar a integração da criança com equipe de saúde e demais profissionais, a fim de proporcionar descontração para expressarem seus sentimentos juntamente com seus familiares. Semanalmente participam das atividades na brinquedoteca em média 10 crianças que são portadoras do HIV/AIDS. Resultados e Discussão: O processo de adoecimento pode ser uma experiência difícil, desagradável, negativa para a vida da criança com HIV/AIDS. Esses fatores, por sua vez, podem gerar certa irritabilidade, mau humor, depressão entre outros. Com o trabalho lúdico a criança pode aceitar melhor a idéia do processo de adoecimento, bem como, o processo de recuperação (BUSSOTTI, 2007). O projeto de extensão universitária "Cantinho Mágico: Um espaço lúdico para crianças em ambulatório (SIE: 14408) têm como principal objetivo a criação de vinculo com a criança e o cuidador. Nessa perspectiva, o cuidado passa a ser subsidiado por jogos, brincadeiras, desenhos que irão assegurar um cuidado integral somado ao atendimento médico, enfermagem e multiprofissional . Assim, as atividades lúdicas desenvolvidas busca minimizar o impacto do HIV/AIDS na vida da criança, várias vindas e idas ao ambulatório para o seu tratamento podem ser suavizadas pelas existência de um espaço lúdico onde elas aguardam as consultas com seus familiares/ cuidadores. Nesse espaço lúdico, há uma inter-relação entre as crianças, bolsistas (acadêmicos de enfermagem e outras áreas da educação) em que possibilitam acolhimento das crianças/famílias sob enfoque do cuidado. Cuidado esse que transcende as questões técnicas-científica do tratamento em si, perpassa pela escuta da história de vida de cada um, da compreensão das vivências das diferentes faixas-etárias, bem como aspectos culturais diversos. Esse espaço chamado de “Cantinho Mágico”, se constitui numa pequena sala de espera que oportuniza aprendizado, troca de saberes e encontros que podemos chamar de agrupamento de crianças/familiares em área ambulatorial quando aguardam as consultas médicas, de enfermagem e multiprofissional. Conclusão: Durante as atividades do projeto, o bolsista do projeto tem novas experiências na construção do seu conhecimento e o desenvolvimento da consciência crítica no cuidado a criança com HIV/AIDS e seus familiares, além do fortalecimento de vínculo entre as pessoas em acompanhamento com os profissionais. Percebe-se que é necessário a criação de um ambiente que envolva amizade e confiança entre os atores sociais envolvidos, a fim de facilitar o enfrentamento deste processo. Sabe-se que o lúdico favorece momentos de descontração, a criança expressar seus sentimentos e consequentemente, sofre menor impacto psicológico frente à doença. Assim, saliento que o cuidar brincando é uma forma de humanização em saúde e deve ser reforçada nos ambientes hospitalares a fim de garantir a criança um cuidado integral. Descritores: saúde da criança, HIV, enfermagem, jogos e brinquedos; UTILIZAÇÃO DA ESCALA DE BRADEN COMO AVALIAÇÃO DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO SILVA, Matheus Souza1; JACOBI, Caren da Silva2; BEUTER, Margrid3; BRUINSMA, Jamile Laís4; CASTIGLIONI, Críslen Malavolta5. 1 Relator. Aluno da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail para contato: [email protected] 2 Coautora. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Coautora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de INTRODUÇÃO: As novas tendências mundiais trazem a redução nas taxas de fecundidade e o aumento considerável na expectativa de vida acarretando assim, no acréscimo do número de idosos. Com o envelhecimento acelerado da população ocorre também o aumento das doenças crônicas, que quando não controladas podem levar a complicações graves, as quais podem restringir o idoso ao leito, seja na unidade hospitalar ou no domicílio. A Úlcera por Pressão (UPP) é definida como uma lesão na pele e/ou no tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, em consequência somente da pressão ou dessa associada ao cisalhamento e/ou a fricção (NPUAP, 2009). A pressão é considerada o principal fator causador desse tipo de lesão, pois quando o tecido mole do corpo é comprimido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura, causa uma pressão maior que a pressão capilar, ocorrendo isquemia localizada. A resposta normal do corpo é a mudança de decúbito, para que a pressão capilar seja redistribuída, surgindo uma área denominada de hiperemia reativa, pois ocorre o aumento temporário do fornecimento de sangue para esta área, retirando toxicidades, trazendo oxigênio e nutrientes (DEALEY, 2008). A UPP aumenta o tempo de internação e o custo do tratamento, além de piorar a qualidade de vida dos pacientes hospitalizados. No entanto, sendo este um problema que, na maioria das vezes, poderia ser evitado (ANSELMI, 2009). Para a avaliação de risco do desenvolvimento de UPP, tem-se a escala de Braden, que é composta por seis subescalas: percepção sensorial (habilidade de responder à pressão – relacionada ao desconforto); umidade (nível ao qual a pele é exposta à umidade); atividade (grau de atividade física); mobilidade (capacidade de controlar a posição do corpo); nutrição (padrão usual de consumo alimentar); fricção (quando duas superfícies entram em atrito uma com a outra); e cisalhamento (o paciente desliza na cama - esqueleto e tecidos mais próximos se movimentam, mas a pele permanece imóvel). Cada subescala apresenta quatro níveis de pontuação, numerados de um a quatro, com exceção da fricção e cisalhamento que tem três níveis. A soma total desses itens evidencia numericamente o risco para o desenvolvimento da lesão, quanto menor a pontuação maior é o risco para UPP. O escore mínimo dessa escala é seis e o máximo 23. Sabe-se que a avaliação de risco é o primeiro passo na prevenção da UPP, pois possibilita à equipe de enfermagem reunir informações necessárias para identificar os pacientes com maior vulnerabilidade e a partir disto, planejar os cuidados mais adequados (SERPA, 2011). OBJETIVO: Verificar as produções científicas que utilizaram a Escala de Braden como instrumento de avaliação de risco para o desenvolvimento de úlceras por pressão e analisar os resultados encontrados nesses estudos. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de busca online das produções científicas que utilizaram a Escala de Braden, indexadas na base de dados Literatura LatinoAmericana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). A busca foi realizada utilizando-se dos descritores “úlcera de pressão” and “escala de Braden”. Foram incluídos artigos publicados nos anos de 2003 a 2013, em português e espanhol, com disponibilidade de texto completo na base de dados e que se referiam a utilização da Escala de Braden para avaliação de risco de desenvolvimento de úlceras por pressão em estabelecimentos de saúde. Foram excluídas teses, dissertações e documentos ministeriais. Para organização da análise elaborou-se um instrumento com roteiro sistematizado contendo: título, ano de publicação, tipo de produção, região de desenvolvimento da pesquisa, abordagem metodológica, sujeitos da pesquisa, cenário e objetivo do estudo. O período de coleta e análise das produções ocorreu no período de agosto a setembro de 2013. RESULTADOS: Foram encontrados sete artigos na busca, sendo cinco selecionados para a análise, pois os dois excluídos não utilizavam como instrumento de avaliação a Escala de Braden. Os anos de publicações foram: dois estudos em 2004, um em 2007, um em 2008 e um em 2012. A abordagem metodológica foi predominante em todos os estudos com delineamentos quantitativos. As regiões do Brasil em que as pesquisas foram realizadas eram: três na região sudeste, um na região centro-oeste. E uma pesquisa foi realizada no Chile. Com relação ao idioma um foi em espanhol, e os demais em português. Os sujeitos dos estudos foram: idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPI (um estudo); pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva - UTI (um estudo); pacientes adultos internados em unidades de clínica médica, cirúrgica e UTI (dois estudos); população feminina com idade igual ou superior a 60 anos internadas em hospital, no Chile (um estudo). Os cenários contemplaram: ILPI (um estudo); hospitais universitários (três estudos); hospital geral (um estudo). As principais questões tratadas nos estudos foram: fatores de risco de UPP em idosos institucionalizados: o envelhecimento das populações tem gerado aumento no número de ILP, o que se tornam uma opção de residência para os idosos. Estudo revela que cerca de 34% dos idosos sujeitos do estudo se encontravam em risco para desenvolver UPP, o sexo feminino e a raça branca teve predomínio, a idade média foi de 79 anos e os idosos apresentavam longos períodos de institucionalização, resultando a média de 11 anos (SOUZA; SANTOS, 2007). Os idosos apresentavam nutrição normal, com predomínio de doenças respiratórias, urinárias e cardiovasculares. Dentre os fatores identificados neste estudo, a pouca mobilidade dos idosos mostrou-se como um dos mais importantes aspectos para a ocorrência das UPP. A multicausalidade dessas lesões, no entanto, também apontaram que as alterações na percepção sensorial – decorrentes também do emprego de medicamentos de uso contínuo – e as doenças identificadas, principalmente as urinárias (influenciam a umidade, fricção e cisalhamento) confirmam que esta população está altamente vulnerável ao desenvolvimento de UPP. Quanto a utilização da Escala de Glasgow e Braden em pacientes de UTI: a pesquisa teve duração média de quatro meses, e foram acompanhados 48 pacientes, sendo que 30 desenvolveram UPP, taxa que se comparada a outros estudos pode ser considerada alta. O predomínio das UPP foi em mulheres de cor branca; a média de idade dos pacientes que desenvolveram as UPP foi de 51 anos; a média de dias de internação foi de 18,4 dias. Os escores dos resultados das escalas de Braden teve média de 11, variando de oito a 19. Com relação aos dados obtidos na avaliação do nível de consciência pela Escala de Glasgow, observou-se que o escore médio dos pacientes que desenvolveram úlceras foi de 6,3, variando entre três e 15. Os baixos escores obtidos pelos pacientes denotam que esses tinham alterações significantes do nível de consciência, o que lhes conferia diminuição da percepção sensorial e dificultou ou impediu a verbalização de desconforto ou dor, assim como trouxe dependência em relação ao suprimento de suas necessidades humanas básicas (movimentação, higienização, alimentação, entre outras), fatores esses considerados importantes para a prevenção da ocorrência da UPP (FERNANDES; CALIRI, 2008). Avaliação e prevalência de UPP: Dentre os fatores mais frequentes, para o surgimento das UPP destacam-se a idade elevada, longo período de internação, imobilidade, incontinência urinária e anal, sendo necessário adotar medidas adequadas para preveni-las, principalmente durante o período de hospitalização (BLANES et al, 2004). Outro estudo mostrou alta proporção de úlceras de pressão em estágio I o que seria em pacientes menos graves com menos fatores de risco em relação aos serviços mais complexos (BLÜMEL et al, 2004). Outro estudo de prevalência possibilitou verificar a extensão do problema nas unidades de saúde, consequentemente, fornecem subsídios para a construção de estratégias e programas com maior resolutividade, tendo como base o perfil de pacientes e os principais fatores predisponentes para o desenvolvimento de UPP (ROGENSKI; KUREGANT, 2012). CONCLUSÃO: Acredita-se que este estudo possa contribuir para a reflexão acerca da efetivação de cuidados preventivos frente ao risco de desenvolvimento de UPP em indivíduos acamados ou com pouca mobilidade. É necessário que os profissionais da equipe de enfermagem e cuidadores sejam constantemente orientados sobre a importância e medidas para o alívio da pressão, revendo e implementando procedimentos simples como a mudança de decúbito, uso correto do lençol móvel, o posicionamento nas cadeiras e no leito, prevenção do atrito nas movimentações, controle da umidade bem como a facilitação e estímulo na alimentação e hidratação, fundamentais entre os idosos, particularmente aqueles institucionalizados. Pode-se verificar também a escassa produção de estudos sobre a temática nos anos pesquisados. Salienta-se que os profissionais da enfermagem são os que mais permanecem com o paciente, sendo assim, tem o compromisso de evitar o desenvolvimento de UPP, pois esta é uma de suas competências. Além deste ser um indicador de qualidade do cuidado prestado aos pacientes pela equipe de enfermagem. Descritores: Revisão acadêmica; Úlcera por pressão; Avaliação de Risco. TENHO DIABETES, E AGORA? INSULINA NO DOMICÍLIOROMPENDO OS DESAFIOS SILVA, Matheus Souza1; JACOBI, Caren da Silva2; BEUTER, Margrid3;COSTA, Letícia Machado da4; CASTIGLIONI, Críslen Malavolta5; 1 Relator. Aluno da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail para contato: [email protected] 2 Coautora. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Coautora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4. Coautora. Enfermeira. Enfermeira Assistencial do Hospital Universitário de Santa Maria – Clínica Médica II. 5 Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. INTRODUÇÃO: A elevação nos números de doentes crônicos está cada vez mais evidente na população mundial e cresce de forma acelerada. O Diabetes Mellitus (DM) é uma das enfermidades que acomete, frequentemente, os doentes crônicos. É uma doença bastante comum em nosso meio. No entanto, por não apresentar uma sintomatologia clara no início da doença, o seu diagnóstico, muitas vezes é tardio, podendo ocorrer durante uma internação hospitalar. O tratamento pode ser realizado por meio da utilização de medicações no domicílio, entre elas, a insulina por via subcutânea. O DM abrange um grupo de doenças metabólicas, caracterizados por níveis aumentados de glicose no sangue, a hiperglicemia, devido a defeitos na secreção e/ou na ação da insulina no pâncreas. A alta do paciente, recém diagnosticado com DM, envolve uma série de fatores, dentre os quais estão as orientações para autoaplicação da insulina exógena no domicílio, como sequência do tratamento. As informações prestadas pela enfermagem no período de preparo para a alta são cruciais para o doente aderir à terapia, uma vez que ele seguirá com as aplicações da insulina. OBJETIVOS: relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem sobre as orientações da autoaplicação e dos cuidados a serem realizados no domicílio. METODOLOGIA: trata-se de um relato de experiência de acadêmicos de enfermagem sobre as orientações ao paciente recém diagnosticado com DM durante a participação no Projeto de Extensão Programa de Ensino e Extensão: Formação Complementar em Enfermagem. Este tem por objetivo oportunizar vivências aos acadêmicos de enfermagem para desenvolver competências e habilidades técnico-científicas, éticopolíticas, e socioeducativas do enfermeiro; criar espaços de troca de experiências entre academia universitária, serviços de saúde e instituições de ensino; promover eventos que coloquem em discussão temas referentes à área da saúde e estimular a produção de trabalhos científicos a partir das vivências no campo de práticas e saberes. O período da realização foi de 22 de julho a 24 de agosto de 2013, na unidade de Clínica Médica II, no Hospital Universitário de Santa Maria –HUSM. RESULTADOS: os resultados baseiam-se nas conversas com os pacientes que tiveram o diagnóstico de DM e a utilização da insulina exógena como tratamento no domicílio. Os pacientes foram esclarecidos sobre as refeições, que devem ter intervalo de no máximo três horas umas das outras; orientados quanto ao uso da seringa; orientados a manter o frasco da medicação na geladeira; foram norteados também sobre os locais de aplicação e sobre as trocas destas regiões, pois a aplicação em um único local causa a lipohipertrofia, caracterizado como o aumento da gordura subcutânea; orientados quanto ao armazenamento de seringas e agulhas após o uso em garrafas pet e sobre o manejo destes materiais até uma unidade de saúde; e sobre os pedidos de novos materiais para a aplicação da insulina e o controle da glicemia serem efetuados na própria unidade de referência. CONCLUSÃO: podemos perceber a relevância do papel do enfermeiro no processo de ensino-aprendizagem por meio de orientações ao indivíduo recém diagnosticado com DM, pois este geralmente apresenta-se carente de informações sobre a patologia e a continuidade dos cuidados no domicílio no pós-alta hospitalar. Assim como, tem dúvidas sobre o manejo e destino correto desses resíduos. Descritores: Diabetes Mellitus; Autocuidado; Tratamento Medicamentoso. ATUAÇÃO DOS ENFERMEIROS DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL DE ENSINO VASCONCELOS Raíssa Ottes1; LAVICH, Claudia Rosane Perico2; TERRA, Marlene Gomes3; MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza4; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva 5 1 Relatora, Acadêmica do 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa “Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade” (PEFAS). E-mail- [email protected] ²Autora, Enfermeira Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS. ³Autora, Orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS. 4 Autora, Co-orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM, Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS. 5 Autora, Acadêmica do 8º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS. INTRODUÇÃO: frente aos desafios que as políticas públicas têm provocado nas práticas de saúde, pode-se destacar a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), considerada a maior política de inclusão social resultante de lutas iniciadas pelo Movimento Sanitário Brasileiro, que por meio da 8ª Conferencia Nacional de Saúde é incluída na Constituição Federal de 1988 e regulamentada pela Lei Federal nº 8080/90onde esclarece que é de responsabilidade do SUS a organização de um sistema de formação em todos os níveis de ensino, além da participação na formação e desenvolvimento dos profissionais da área da saúde (BRASIL, 1990). Nesse sentido, o SUS vem interferindo nas políticas de saúde e de formação no que tange a necessidade de qualificação dos profissionais frente às demandas da população em razão de ampliar a concepção e prática da integralidade da atenção (BRASIL, 2005). Diante desse contexto, o Ministério da Saúde apresenta a Educação Permanente em Saúde (EPS) como proposta articuladora entre serviços, gestão, atenção e controle social, com o intuito de consolidação dos princípios e diretrizes do SUS (BRASIL 2004). Devido a sua relevância passou a ser considerada uma política pública por meio da portaria 198/GM/MS de fevereiro de 2004, como a principal estratégia para formação e desenvolvimento dos trabalhadores para o SUS (BRASIL, 2004). Frente a sua importância, a EPS tem papel fundamental no cotidiano dos trabalhadores de saúde, e principalmente do enfermeiro, uma vez que, esse, por meio do Código de Ética dos profissionais de Enfermagem, além de suas atribuições inerentes a sua função tem a obrigação legal de ser o desencadeador dos processos educativos frente a sua equipe (COFEN, 2007). Dessa forma, pode-se dizer que essa prática vai além da habilidade assistencial do enfermeiro, pois exige desse profissional que assuma ima nova postura frente as necessidades de transformação no trabalho( CECCIM, 2005). Entendendo o desafio que concerne à prática de EPS, que consiste no aprender e o ensinar no cotidiano de trabalho das instituições, pautadas na aprendizagem significativa e desenvolvidas por meio da problematização dos fatos enfrentados na realidade do trabalho, principalmente da enfermagem, a instituição em estudo, investiu na criação de um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem (NEPE). Esse núcleo visa fortalecer a atuação da enfermagem no que se refere ao desenvolvimento de práticas de EPS, trazendo como eixo norteador a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. O NEPE constitui-se como uma unidade mediadora e facilitadora de ações educativas na enfermagem e conta com uma coordenadora, enfermeira assistencial, uma professora representante do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e 15 enfermeiros assistenciais representantes das áreas de atuação da enfermagem na instituição em estudo, que são intitulados facilitadores de ações de EPS. Esses facilitadores possuem um compromisso institucional, pois são a referência para o desenvolvimento de ações educativas junto aos demais enfermeiros do hospital (HUSM, 2010). Mesmo o NEPE, sendo importante para o desenvolvimento de ações de EPS, a partir de leituras e vivências profissionais, compreende-se que esse processo de implementação da EPS é complexo, recente e novo na instituição, além de apresentar inúmeras dificuldades de viabilização. Isso requer desses profissionais facilitadores, conhecimento, criatividade e persistência no sentido de criar estratégias de ação visando provocar uma transformação no modelo de cuidado em ambiente hospitalar. Nessa perspectiva tem-se como questão de pesquisa: como os enfermeiros facilitadores do Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem em um Hospital de Ensino atuam no desenvolvimento de ações de educação permanente em saúde? Para responder essa questão, elegeu-se como OBJETIVO GERAL: descrever a atuação dos enfermeiros do Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem em um Hospital de Ensino. E, como objetivos específicos: identificar as ações de EPS desenvolvidas no lócus de atuação dos enfermeiros facilitadores integrantes do NEPE; conhecer as estratégias utilizadas pelos enfermeiros facilitadores do NEPE na sua área de representação para desencadear ações de EPS; evidenciar as potencialidades e dificuldades encontradas pelos enfermeiros facilitadores para realizar as ações de EPS; caracterizar os enfermeiros participantes do estudo quanto aos aspectos profissionais. METODOLOGIA: tratase de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso único. A escolha do estudo de caso justifica-se por estudar um fenômeno contemporâneo inserido na sua realidade e permitir compreender e interpretar o caso na sua complexidade. Por isso, podem ser utilizadas várias fontes de produção de dados. Além disso, o estudo de caso mostra como e porque tal fenômeno ocorre, implicando no aprofundamento e especificidade do caso (MARTINS, 2006; YIN, 2010). O campo de investigação dessa pesquisa será o Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem, o qual se encontra vinculado a Direção de Enfermagem e Direção de Ensino Pesquisa e Extensão do Hospital Universitário de Santa Maria. Os sujeitos da pesquisa são os enfermeiros integrantes do NEPE, os quais representam as áreas de atuação da enfermagem. Foram considerados como critérios de exclusão os enfermeiros que estivessem em licença saúde, professores e representante da direção de enfermagem. Optou-se por incluir a totalidade desses sujeitos que é em torno de 15 enfermeiros, por ser relevante a função como desencadeadores de ações de Educação Permanente nas áreas de atuação da enfermagem na instituição. O período previsto para o estudo é de março a dezembro de 2013 e a produção dos dados ocorrerá por meio de três fontes: a) Análise de Documentos nos setores de atuação da enfermagem, como atas de reuniões de enfermagem, cartazes de divulgações de eventos, capacitações treinamento, educação em saúde (que elucidam alguma atividade educativa); atas de reuniões do NEPE, relatório anual de atividades e projetos educativos no período de 2007 a 2011; b) Observação Sistemática das reuniões do NEPE; e, c) Grupo Focal com os enfermeiros integrantes do NEPE. Para a análise dos dados será utilizada a Análise de Conteúdo Temática de Minayo (2010). Serão respeitados os preceitos éticos conforme a Resolução Nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O protocolo do projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul sob o parecer Nº 222.262. E também, registrado no Gabinete de Projetos sob o nº 033611. Descritores: Enfermagem, Educação Continuada, Saúde. DADOS PARCIAIS DA OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA EM PESQUISA DO TIPO ESTUDO DE CASO VASCONCELOS Raíssa Ottes1; LAVICH, Claudia Rosane Perico2; TERRA, Marlene Gomes3; MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza4; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva5. 1 Relatora, Acadêmica do 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa “Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade” (PEFAS). E-mail- [email protected] ²Autora, Enfermeira Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS. ³Autora, Orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS. 4 Autora, Co-orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM, Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS. 5 Autora, Acadêmica do 8º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS. INTRODUÇÃO: As políticas públicas de saúde têm provocado inúmeras transformações no cenário da saúde, entretanto as mesmas ainda não comportam a necessidade de resolutividade para os usuários do SUS. Nesse sentido, o Ministério da saúde propõe a Educação Permanente em Saúde como uma estratégia de mudança na formação, atenção e gestão na saúde (BRASIL, 2005). Devido a sua relevância, foi instituída como Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, pela portaria 198/GM/MS de 13 de fevereiro de 2004. Nessa perspectiva, a política tornou-se eixo norteador de ações de Educação Permanente, desenvolvidas a partir de um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem (NEPE) de um Hospital de Ensino. Esse núcleo caracteriza-se por uma unidade mediadora de ações de Educação Permanente na Enfermagem. Conta com a participação de enfermeiros representantes das áreas de atuação de enfermagem, bem como um professor do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde (CCS), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e também com um representante da Direção de Enfermagem do hospital em estudo. Esses enfermeiros são intitulados facilitadores do processo de educação permanente na instituição. Esse trabalho é parte da produção de achados da pesquisa de dissertação de mestrado intitulada 'Atuação dos enfermeiros de um núcleo de educação permanente em enfermagem', registrado no Gabinete de projetos sob o Nº 033611, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria sob o Nº 222.262 de 19 de março de 2013, que está sendo desenvolvida em um hospital de ensino do interior do estado do RS, e respondeu ao Edital 016/2013 – PRPGP/UFSM referente ao PROIC/HUSM (Programa de Bolsas de Iniciação Científica ou Auxílio à Pesquisa).Apresenta como questão de pesquisa: como os enfermeiros facilitadores do núcleo de educação permanente em enfermagem de um hospital de ensino atuam no desenvolvimento de ações de educação permanente em saúde (EPS)? Para responder essa questão delineou-se como objetivo descrever a atuação dos enfermeiros do núcleo de educação permanente em enfermagem em um hospital de ensino. Como o estudo tem a perspectiva descritiva, pode-se afirmar que o mesmo configura-se como um estudo de caso, o qual se justifica por um estudo aprofundado e exaustivo de um caso, permitindo analisar e descrever o contexto, as relações e percepções referentes ao fenômeno e situação estudada de forma ampla e detalhada (MARTINS, 2006; MINAYO, 2010, YIN, 2010). Também possibilita responder a questão de pesquisa na forma como e porque o fenômeno pode ocorrer, implicando em aprofundamento e caracterizando a especificidade do caso. O estudo de caso permite ao pesquisador utilizar várias fontes de coleta de dados ou evidências para que possa garantir a qualidade da pesquisa. Além disso, propicia fazer análises parciais, oportunizando ampliação na produção dos da dosou reorientação da mesma (MARTINS, 2006). Nesse sentido, o estudo se propõe a buscar as evidencias por meio de três fontes de produção de dados, a análise documental, observação sistemática e grupo focal. OBJETIVO: relatar os achados parciais da pesquisa por meio da observação sistemática. METODOLOGIA: trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, onde uma das fontes utilizadas para a produção de dados é a Observação Sistemática, a qual será abordada nesse trabalho trazendo apenas alguns dos achados. A Observação Sistemática pode ser de reuniões, atividades em geral ou específicas, entre outros. Ela contribui para acrescentar informações e propiciar maior entendimento do fenômeno a ser estudado. Propicia também, obter maior conhecimento de aspectos significativos do grupo ou comunidade em estudo (YIN, 2010). A observação requer atenção e exame detalhado do que se quer observar. Utiliza os sentidos para detectar determinados aspectos da realidade (MARTINS, 2006). Salienta-se que nessa pesquisa foi realizada a observação sistemática pelo autor da mesma, no período de maio a julho de 2013, das reuniões do NEPE, nas quais se utilizou um plano de observação, tipo check-list que foi elaborado pelo autor o qual subsidiou juntamente com outras fontes de evidencias responder os objetivos propostos pela pesquisa. O referido campo de estudo foi escolhido, visto que os profissionais enfermeiros integrantes do NEPE são a referência na implementação da educação permanente na enfermagem. As reuniões observadas aconteceram todas as terças feiras a partir das 08h15min na sala do NEPE, que se localiza no andar térreo do Hospital Universitário Santa Maria (HUSM), próximo à Direção de Ensino Pesquisa e Extensão (DEPE). RESULTADOS: foram observadas 8 reuniões, que resultaram em 16h de acompanhamento. Nos dias das reuniões, todos os participantes do NEPE são dispensados de seus setores de trabalho com autorização da chefia imediata e Direção de Enfermagem para poderem participar. Não são todos os setores de atuação da enfermagem que possuem representantes no NEPE. Atualmente conta-se com: Centro de Material e Esterilização, Bloco Cirúrgico e Sala de Recuperação, Unidade toco ginecológica, Centro Obstétrico, Pronto Atendimento adulto, Psiquiatria, Unidade de Tratamento Intensivo Adulto, Ambulatório de Quimioterapia, Centro Tratamento da criança com Câncer e Centro de Transplante de Medula Óssea, Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional, Hemodinâmica, Unidade de Cardiologia Intensiva, Residência Multiprofissional, Ambulatório Ala C e Clínica Médica. Destes, alguns não participam das reuniões devido a vários fatores, mas os que mais se destacam é a deficiência de pessoal para compor as escalas de trabalho e sobrecarga de atividades nos setores. Isso pode traduzir a inviabilização da representatividade desses setores no NEPE. Durante a observação sistemática das reuniões percebeu-se que o ambiente de reunião é descontraído e alegre, onde os enfermeiros demonstram satisfação em integrar o NEPE e participar das reuniões, evidenciando um ótimo relacionamento interpessoal. A dinâmica de condução das reuniões se repete, com pautas pré-determinadas. No primeiro momento os participantes são informados sobre acontecimentos referentes a atividades relacionadas à EPS no HUSM e na UFSM, e também sobre fatos pertinentes ao conhecimento do grupo, uma vez que o NEPE é parte integrante em algumasatividades de gestão da instituição. Na sequencia é liberado espaço para os enfermeiros exporem sobre o planejamento de atividades educativas realizadas nos setores, o quê e como estão sendo desenvolvidas, e também levar ao grupo, as dificuldades em realiza-las. Assim, cria-se um fórum de discussões com adesão de todos os participantes, no sentido de contribuir para a viabilização das ações educativas. Percebe-se que essas ações são planejadas e organizadas por meio de projetos setoriais detalhados e posteriormente, registrados na DEPE. Todas as ações educativas planejadas nos setores são fomentadas pelo enfermeiro integrante do NEPE e contam com a colaboração dos membros da equipe a qual representa. Essas ações caracterizam-se, em grande parte por capacitações e treinamentos, conforme as necessidades profissionais de cada setor. E também, são discutidas as ações que são desenvolvidas por exigência institucional como os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Percebese que os enfermeiros do NEPE encontram algumas dificuldades em desenvolver ações de EPS, devido a fase de transição que o HUSM vem vivenciando em relação a implantação do novo modelo de gestão dos hospitais Universitários. Nesse sentido, observa-se que os profissionais enfermeiros apontam a necessidade de maior espaço e tempo por parte das equipes, para realização de ações de EPS, uma vez que, a carga horária dos trabalhadores da enfermagem em vista disso, tem sido mais destinada a assistência. Dessa forma, essa realidade vem contribuindo para inviabilizar algumas ações ou novas propostas educativas para os setores, pois foram poucas as declarações por parte dos enfermeiros sobre ações desenvolvidas, e, tampouco estratégias para desencadeá-las. É notável a preocupação na fala desses profissionais do NEPE. Pode-se destacar a participação e contribuição do NEPE nas capacitações para outras áreas, contribuição no Planejamento estratégico da instituição, participação em eventos municipais, entre outros. Entretanto, apesar dessas dificuldades observadas percebe-se que o NEPE é um espaço mediador de ações educativas, não somente da enfermagem, que é reconhecido institucionalmente, pois em meio às reuniões. CONCLUSÃO: O desenvolvimento e fomento da educação permanente em saúde é uma das competências do enfermeiro e uma das principais bases para a prática da enfermagem no sentido de, promover uma melhor qualidade na atenção a saúde das pessoas. Os resultados mostram que a enfermagem da instituição em estudo apresenta uma grande preocupação em desenvolver e aprimorar essa competência, uma vez que, possibilitou a criação de um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem, que trabalha para atingir esse objetivo. Entretanto, percebe-se que o caminho para fomentar e implementar ações de educação permanente é desafiador e longo. Pois não depende somente de uma equipe determinada a essa transformação, vai mais além, é atrelado também a um contexto influenciado por um sistema complexo de gestão. Nesse sentido, a pesquisa, por meio da observação sistemática possibilitou perceber com detalhes aspectos importantes referentes às ações dos enfermeiros do NEPE. Dessa forma a observação em pesquisa de enfermagem, exige do pesquisador paciência, atenção, imparcialidade e sensibilidade. Agrega detalhes e minúcias, possibilitando esclarecer aspectos que não foram identificados por outras fontes de produção de dados. Por isso da sua importância na pesquisa em enfermagem. A FAMÍLIA COMO FONTE DE APOIO E INCENTIVO PARA CONCLUIR O TRATAMENTO ONCOLÓGICO ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS, Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; KARKOW, Michele Carvalho5 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da UFSM. 3 Acadêmica de enfermagem da UFSM. 4 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. 5 Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM. INTRODUÇÃO: O câncer carrega o estigma de doença fatal. A ideia da possibilidade de morte frente ao câncer é, geralmente, acompanhada de angústia e temores (BORGES et al, 2006). A imagem negativa construída pela sociedade a respeito do câncer pode dificultar a assimilação da doença e contribuir para a maximização das dificuldades (DÓRO et al, 2004). Conviver com o câncer é uma tarefa que envolve a pessoa que o vivencia, a família, o contexto do trabalho, as subjetividades, as experiências anteriores, os efeitos do tratamento, o contato com pessoas que vivenciaram ou vivenciam situação similar. (INCA, 2012). Considerando que a realização do tratamento oncológico é uma experiência vivida de modo singular por cada paciente, da mesma forma os recursos utilizados por estes para enfrentar e superar as dificuldades vividas nesse processo são também diversificadas. Nesse sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias identificadas nos resultados de estudo que buscou apreender o significado da finalização do tratamento oncológico para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico. METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado nos ambulatórios de quimio e radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria/RS. Participaram dez pacientes que atenderam aos critérios de: estar na última sessão do tratamento, ter boas condições físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram excluídos os que não tinham conhecimento do diagnóstico. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo modalidade temática. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP/UFSM (CAAE no 13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre os resultados evidenciados identifica-se a família como fonte de apoio e estímulo para que os pacientes realizem a terapêutica, suportem os efeitos colaterais e as dificuldades, conseguindo finalizar o tratamento. O apoio, advindo do cônjuge, filhos, irmãos, cunhados, é expresso por meio de gestos que denotam a preocupação e o afeto dos familiares para com a pessoa doente. Isto pode ser identificado na disponibilidade para acompanhar o tratamento, cuidar e proteger. Receber visitas e telefonemas, principalmente, de filhos que moram distantes constitui-se em fonte de incentivo. O desejo de participar do futuro dos membros da família incentivam os pacientes a aderir ao tratamento e não desistir do mesmo. Destaca-se o compromisso pessoal assumido pelos pacientes de finalizar o tratamento para ser exemplo para os familiares. CONCLUSÃO: A família tem papel fundamental no apoio e incentivo ao tratamento oncológico e a motivação para que o paciente o realize. Reconhecer esse papel por parte da enfermagem e oferecer suporte para a família contribui para que essa possa aprender a cuidar e também ser cuidada. DESCRITORES: Família, Oncologia, Enfermagem A VIVÊNCIA ACADÊMICA FRENTE À MORTE ENCEFÁLICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; BEGNINI, Danusa3 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da UFSM. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. INTRODUÇÃO: Morte encefálica (ME) é a morte do cérebro, incluindo o tronco cerebral, que desempenha funções vitais como a respiração e circulação e cessação irreversível de todas as funções do cérebro. Quando a morte encefálica ocorre, a parada cardíaca é inevitável, embora os batimentos cardíacos possam persistir por algum tempo, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo, podendo esta ser considerada uma das possibilidades para a doação de órgãos (BRASIL, 2013). Atualmente, o número de transplantes de órgãos com doador cadáver no Brasil vem aumentando a cada ano. No ano de 1992, o País obteve 58 transplantes, já no ano de 2011 foram 4.158 transplantes com doador em morte encefálica pago pelo SUS. No mesmo ano de 2011, considerando os diferentes tipos de transplante, o Brasil alcançou a marca de 23.397 transplantes, um novo recorde no setor (ADOTE, 2012). No ano de 1997, foi criada a chamada Lei dos Transplantes (LEI Nº 9.434/97), cujo objetivo era dispor sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, e o Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que a regulamentou e criou, no âmbito do Ministério da Saúde, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), tendo como atribuição desenvolver o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retiradas do corpo humano para finalidades terapêuticas e transplantes. (BRASIL, 2012). Este trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à morte encefálica. OBJETIVO: O trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à vivência de uma situação de Morte Encefálica. Atualmente, percebe-se que os índices de transplantes vêm aumentando em todo o país e na maioria destes casos os doadores são diagnosticados em Morte Encefálica. METODOLOGIA: A vivência da acadêmica de enfermagem, autora deste trabalho, ocorreu durante as aulas práticas da disciplina “Saúde do Adulto em Situações Críticas de Vida” no Centro de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A) de um Hospital Universitário localizado na região central do RS. Neste local a acadêmica pode acompanhar, juntamente dos profissionais de enfermagem, o processo de doação de órgãos, desde os testes clínicos até a captação destes. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No primeiro contato com um paciente em morte encefálica pôde-se presenciar, o momento da visita dos familiares a este. Foi possível perceber que este momento tinha uma característica triste, tanto para a família quanto para a equipe. A retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da família. Para que se chegue à doação de órgãos há um longo caminho, no Brasil a maioria das doações de órgãos são realizadas através do diagnóstico de morte encefálica. Em um segundo contato com paciente em morte encefálica, pode-se acompanhar com mais profundidade a situação, a equipe de enfermagem e os médicos da unidade percebiam que o quadro do paciente declinava. Todos os horários de visita eram minutos que demoravam horas para passar e era visível a tristeza e o sofrimento da família, da mesma forma, a equipe de enfermagem sente os reflexos desses sentimentos. No momento que a equipe suspeitou a morte encefálica foi aberto o protocolo que identifica esse quadro no paciente. A partir daí, foi possível acompanhar o processo de diagnóstico de morte encefálica através deste protocolo, que continha, dentre suas etapas básicas, a entrevista com a família, a comunicação com a central de doação de órgãos e, por fim, a captação dos órgãos. Para que se tenha um resultado concreto de que o paciente será um potencial doador e está em morte encefálica, uma das primeiras condutas observadas foi a retirada de todos os medicamentos sedativos e analgésicos, e a avaliação do paciente através da escala de Glasgow. O valor da escala deve ser 3 (três), o qual indica a ausência de consciência e resposta neurológica do paciente (CIHCOT – HUSM). A partir desse momento o paciente já tem um possível diagnóstico de morte encefálica e então começam os procedimentos para a confirmação. A abertura do protocolo de morte encefálica depende dos níveis de sódio estejam dentro do esperado, no caso de 130 a 160mEq/l (CFM R nº 1.480/97). Para iniciar o processo de confirmação, são realizados dois testes clínicos que avaliam a atividade cerebral do paciente. Um desses testes é realizado por um médico neurologista, sendo o resultado positivo para esse teste, após seis horas é realizado o segundo teste clínico, o qual é realizado por um médico clínico geral. Esse teste clínico consiste as seguintes avaliações: avaliar pupilas fixas e sem reatividade, ausência do reflexo córneo-palpebral, ausência de reflexo ocolo-cefálico, ausência de resposta às provas calóricas, ausência do reflexo de tosse e apneia (CFM R nº 1.480/97). Com o primeiro e segundo testes clínicos com resultado positivo é realizado então um exame de imagem para confirmar o diagnóstico de morte encefálica. Na situação observada pela acadêmica foi realizada uma arteriografia cerebral, que comprovou a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro e, em seguida, a família foi comunicada sobre o resultado. Neste momento, o profissional de enfermagem realiza uma conversa com a família do potencial doador para saber qual o desejo da família, se é de doar ou não os órgãos. Ao presenciar esta situação, pode-se perceber a emoção que permeava os envolvidos, e mesmo passando por um momento de dor e sofrimento, a família optou por doar os órgãos desse paciente. Após essa decisão a central de transplantes, foi comunicada e, posteriormente, foi realizada a coleta de sangue para testar a sorologia de várias doenças, dentre elas: HIV, Doença de Chagas e Hepatite. No caso deste doador todos os resultados deram negativos e o processo de doação teve continuidade. No dia seguinte, dia da captação, o doador foi encaminhado ao centro cirúrgico e a captação foi realizada. CONCLUSÃO: Por fim, pode-se concluir que foi muito importante acompanhar a trajetória deste doador, de modo que vivenciar esse processo gerou muitas reflexões, principalmente no que se refere à família deste doador, o que auxiliou na escolha do tema do trabalho de conclusão de curso da autora. Na experiência aqui relatada não houve a recuperação do paciente e o quadro evoluiu para morte encefálica, porém através da doação de órgãos, o doador poderá ajudar na recuperação de outros pacientes. Almeja-se que o relato desta experiência auxilie outros acadêmicos de enfermagem quanto à compreensão de como ocorre a doação de órgãos. DESCRITORES: Enfermagem, Doação de Órgãos, Unidade de Terapia Intensiva e Morte Encefálica A INFLUÊNCIA ASMÁTICOS DA NATAÇÃO TERAPÊUTICA EM PACIENTES DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; DIAS, Caren Franciele Coelho Relator: Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano), Email: [email protected] Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós graduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Introdução: Nos últimos anos, houve um acréscimo significativo das doenças por problemas respiratórios afetando as vias aéreas, dentre estas doenças encontrasse a asma como a de maior incidência (CONTREIRA et al, 2010). Pessoas de diversos países em todas as faixas etárias são acometidas por essa doença, que pode cursar com crises muito graves e algumas vezes se tornar fatal. A asma não controlada pode tornar-se crônica com limitação permanente do fluxo aéreo, levar à limitação física e social significativa, comprometendo a qualidade de vida (LOPEZ, MEDEIROS; 1990). Conforme Soares e Juvêncio (2010), a fisioterapia e a natação terapêutica têm-se mostrado extremamente eficientes no tratamento de pacientes com problemas respiratórios, tais como enfisema, asma ou bronquite. No caso dos pacientes com asma a uma dificuldade na respiração pelo estreitamento da árvore brônquica respiratória que acarreta inteiramente na quantidade de ar enviada aos pulmões. Juntamente com os exercícios respiratórios a natação terapêutica auxilia na melhora do padrão de respiração, fortificando o diafragma e os músculos dorsais e torácicos usados na respiração. Justificativa: É fundamental ampliar o conhecimento sobre o benefício que a natação traz ao paciente asmático, e trazer intervenções capazes de melhorar suas vidas, pois este tem sua saúde prejudicada em função da doença. Objetivo: Verificar a importância da natação terapêutica no tratamento de pacientes com diagnóstico de asma, com a finalidade de melhor da qualidade de vida destes indivíduos, melhorando a eficiência da respiração, com mais conforto e menos esforço. Metodologia: Para se estudar sobre o benefício da natação em pacientes asmáticos, realizou-se uma análise dos artigos sobre essa temática, publicados nos principais periódicos. Optou-se por realizar uma pesquisa bibliográfica, construída através do percurso metodológico: escolha do tema, levantamento bibliográfico preliminar, formação do problema, busca de fontes, leitura do material, organização lógica do assunto e redação do texto. Conforme Furasté (2006) a pesquisa bibliográfica utiliza obras literárias impressas ou capturadas pela internet, é método mais utilizado, mas deve estar sempre em constante atualização, enriquecendo desta forma o projeto de pesquisa. A busca pela produção científica referente ao tema em estudo foi realizada nos seguintes acervos: Literatura Latino-americana e Caribe em Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Utilizamos como palavras chave: Asma, Natação terapêutica, Fisioterapia. A busca pelos manuscritos foi feita em junho de 2013, incluiu-se artigos do ano de 1990 até 2010, por conter poucos estudos relacionados com o tema. Finalizada a leitura seletiva, iniciou-se a leitura analítica e interpretativa a fim de possibilitar a construção dos resultados bem como sua discussão. Resultado: Conforme Abreu e Lopes (2001) a asma é considerada uma doença crônica com relevante incidência atualmente, acometendo indivíduos de qualquer idade. A um aumento nos casos de asma mundialmente principalmente em crianças e um dos fatores responsáveis é acrescente exposição aos agentes e poluentes. A natação assim como os exercícios respiratórios, trazem diversas melhorias ao paciente, pois aumenta o débito cardíaco em relação ao nível basal, aumenta o fluxo sanguíneo através dos músculos ativos, eleva-se a pressão arterial e venosa, assim estimula-se o metabolismo geral do organismo. Ocorre também, um aumento imediato da frequência respiratória ao se iniciar um exercício, com estimulação do metabolismo geral do corpo (SOARES, JUVÊNCIO; 2010). O mesmo autor relata que a natação terapêutica também aparece como uma nova área de atuação do profissional da área de Educação Física, que trabalhando em parceria com Fisioterapeutas podem desenvolver novos trabalhos e pesquisas na área da natação adaptada, assim será possível uma maior comprovação dos benefícios da natação além de uma maior gama de pessoas envolvidas num trabalho de conscientização e aprimoramento das atuais técnicas de natação utilizadas. Ainda conforme os mesmos autores à natação terapêutica solicita muita atenção, cuidado e orientação constante ao indivíduo e necessidade de atender com qualidade individual cada um deles. Ela contribui para a terapêutica das doenças respiratórias, especialmente a asma e a bronquite, mostrando que qualquer atividade física proporciona bem estar físico e psíquico principalmente para a melhora na qualidade de vida. Alguns estudos mostram que a natação é bem aceita pelos pacientes, pois é uma atividade relaxante e prazerosa trazendo benefícios aos indivíduos acometidos por esta doença. O paciente deve aderir ao regime terapêutico para o tratamento da asma, tendo a participação ativa do familiar, isto quer dizer realizar com orientação de um fisioterapeuta as medidas de controle para a doença, visando o sucesso eficiente deste processo difícil. Para Soares e Juvêncio (2010) a uma grande melhora do quadro do paciente asmático com o uso da natação terapêutica, pois proporciona uma maior ventilação e maior consumo de oxigênio. Poucos estudos demonstram a eficácia, mas o pouco que temos mostra que a natação terapêutica tem um grande nível de aceitação dos pacientes, além de ser uma atividade relaxante e prazerosa, encaixa-se em todos os pré-requisitos para uma boa atividade física para os pacientes com acometimentos respiratórios. Conclusão: A partir do que foi exposto no decorrer do texto, destacamos neste resumo a importância de nos preocuparmos em espargir mai sobre os benefícios da natação terapêutica em pacientes asmáticos. Para integra-las este tratamento em prol da melhora da qualidade destes indivíduos. Verificou que mesmo com poucos artigos publicados encontrados sobre a ação da natação terapêutica sobre a asma e considerando que esta doença ainda afeta uma boa percentagem de pacientes, sendo também uma das caudas de maior morbidade. Alguns autores mostram que há uma melhora do padrão respiratório, possibilitando uma maior capacidade de controlar as crises, com episódios de crises diminuídas, melhora da postura corporal e consequentemente melhora a qualidade de vida.Sugere-se a ampliação de espaços profissionais e acadêmicos de debate e reflexão sobre o tema, no sentido de adequar sua prática as necessidades sentidas pelo paciente. Acredita-se que a pesquisa trará contribuição para que as questões sejam tratadas ainda na graduação, para um melhor preparo e conscientização do futuro profissional. Descritores: Asma; Natação; Fisioterapia. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: EQUIPE E PACIENTE SEGUROS SILVEIRA, Giane¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia Vedovato³; GONÇALVES, Jana Rossato4; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago 5 ¹Relator. Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúdeda Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected]. ² Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde daUFSM. ³ Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde daUFSM. 4 Relações Públicas. Mestranda da Extensão Rural da UFSM. 5Enfermeira. Drª. Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo NVEH/HUSM. Introdução: A higienização das mãos envolve educação permanente consistindo em um dos maiores desafios para a prevenção das infecções relacionadas ao cuidado em saúde, devido a sua baixa adesão pelos profissionais da área. Em países desenvolvidos, cerca de 5 a 10% dos doentes admitidos em hospitais de cuidados agudos adquirem uma infecção que não estava presente ou incubada no momento da admissão. Tais infecções adquiridas nos hospitais aumentam a morbidez,a mortalidade e os custos esperados comparando se o paciente tivesse apenas a doença básica¹. As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais¹. Estudos demonstram que os procedimentos corretos para higiene das mãos ocorrem em uma média de apenas 40% das vezes em que deveriam ser feitos e a taxa de adesão apresenta-se inferior a 50%². Esses estudos demonstram a baixa adesão dos profissionais da área às práticas de higienização das mãos de forma correta, mostrando a importância desta prática ser estimulada para a conscientização destes profissionais para tal hábito. Programas educacionais continuados, como campanhas periódicas de incentivo à higienização das mãos, motivam os trabalhadores da saúde a higienizar as mãos e consequentemente reduzem os índices médios de infecção. Contudo, a manutenção da adesão se mostra um desafio, pois após algum período, os índices retornam aos patamares anteriores³. Frente a este desafio, e enquanto profissionais envolvidos com a prevenção e o controle das infecções consideramos que os esforços para o aumento da adesão à higienização das mãos devem ser socializados e também integrados com diversos serviços de uma instituição com o intuitode melhorar ainda mais esta adesão. Justificativa: Considerando os estudos que indicam a necessidade de incentivos para um aumento da adesão à higienização das mãos e motivados pela aquisição e instalação pela instituição de mais de 600 dispensers com álcool gel nos diversos setores do HUSM, a equipe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) iniciou um projeto denominado: Higienização das mãos: equipe e paciente seguros, para este foi buscado aliança entre os setores que tem esse objetivo em comum e que historicamente tem feito intervenções separadas. Sob a coordenação do NVEH no projeto estão envolvidos, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Serviço de Higienização e Limpeza Hospitalar, Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Comissão de Padronização de Materiais e Equipamentos, comissão de segurança do paciente, assim os serviços tem buscado fortalecer este trabalho articulando ações que venham fortalecer, potencializar e integrar o trabalho feito. Objetivo: Relatar as ações de sensibilização para a correta higienização das mãos realizada no HUSM. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato de experiência das intervenções realizadas no HUSM a fim de sensibilizar os profissionais, familiares e usuários da importância e adequada higienização das mãos. As intervenções foram realizadas nos serviços de internação, ambulatórios, secretarias, áreas administrativas, entre outros. Para tanto, foram promovidos encontros semanais de planejamento e elaboração de notas para divulgação das atividades da campanha no site do HUSM, foram realizadas intervenções quinzenais para divulgação dos objetivos do projeto, com distribuição de flyer informativo, sachês com álcool gel, abordagem dos profissionais para entrevistas, orientações e esclarecimentos. Foram realizadas atividades lúdicas, como a caixa da verdade e momentos com a participação do grupo lúdico Só riso do HUSM. Resultados: Até o momento foram confeccionadas e divulgadas 10 notas no site do HUSM, este espaço está sendo utilizado para a divulgação da campanha e sensibilização da equipe sobre a importância desta temática. Entre as atividades desenvolvidas, primeiramente foi realizada a distribuição de flyers relacionados a adequada higienização das mãos, e sachês de álcool gel para os profissionais, familiares e usuários do HUSM. Uma outra forma de intervenção e divulgação da campanha foi a criação de duas paródias relacionadas ao tema, sendo estas denominadas "alerta alegretense” e “mãozinha”, onde fazem menção a importância da correta higienização das mãos e o aumento da adesão a esta prática podem contribuir para a disseminação ou barreira das infecções hospitalares. Como estratégia para trabalhar a higienização de mãos também utilizou-se a caixa da verdade* como ferramenta para profissionais, familiares e usuários do serviço visualizarem a forma como se apresentam as mãos após terem sido higienizadas, importante ressaltar que esta metodologia de trabalho é agradável de ser utilizada e demonstra ser bem aceita por quem a utiliza pois evidencia algo que deve ser corrigido de forma branda e que na maioria das vezes provoca expectativa, curiosidade, risos e momento de descontração propício para orientações e esclarecimentos. Em uma outra intervenção, foram realizadas 65 entrevistas entre os profissionais, familiares e usuários do HUSM, sobre a utilização de água e sabão ou álcool gel para a higienização das mãos onde pode-se observar o índice mais elevado de pessoas que utilizam concomitantemente os produtos, necessitando de ações para adequação do uso dos mesmos. Nas datas comemorativas como a semana da pátria e semana farroupilha foram realizadas ações, como confecção de adesivos com a frase “mãos limpas brasil” para colocação nos dispensers, e passagem nos setores com o grupo lúdico Só Riso em trajes gauchescos. Conclusão: O projeto teve início em agosto deste ano e conta com a participação flutuante de alunos que passam em estágio no setor de vigilância, com trabalhadores da área e das pessoas dos diferentes serviços que fazem parceria. Notamos que muitas pessoas que trabalham em diferentes projetos são as mesmas e que muitas vezes estavam em uma produção solitária. Estes encontros tem propiciado a união e contribuição de cada um dos integrantes dos grupos, fato que tem nos fortalecido e nos dado ânimo para continuar esta tarefa de educação que tem que ser permanente, criativa e partilhada. As atividades com calendarização tem contribuído para que tenhamos disciplina para executar tarefas que estão sendo combinadas, esta contribuição está diretamente ligada ao trabalho interdisciplinar e intersetorial. Dessa maneira, as intervenções têm se mostrado efetivas como estratégia de fortalecimento de vínculos, representação dos diversos setores, padronização de ações com consequente escolha de materiais e ações educativas adequadas. É relevante pontuar o apoio e comprometimento Institucional para o sucesso das ações que estão sendo realizadas. Descritores: infecção hospitalar, higiene das mãos, segurança do paciente. AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA MORAIS, Bruna Xavier1; BOTTINO, Larissa Diniz2; BELTRAME, Marlize Tatsch3; LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira da4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5. 1 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM. Santa Maria, RS, Brasil. Relator: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM. Santa Maria, RS, Brasil. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM. Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: A Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, em vigor desde 2004, tem por finalidade a redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, por meio de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde. Porém, os trabalhadores não adoecem apenas por patologias associadas à prática ocupacional, como, por exemplo, riscos físicos, químicos e biológicos no ambiente de trabalho, mas também por condições insalubres aliadas as duplas ou triplas jornadas de trabalho esquecendo -se de avaliar a sua condição no sentido de prevenir ou detectar precocemente doenças. Uma das patologias associadas a isso é a obesidade, que tornou-se um importante problema de saúde pública na atualidade. Nas últimas décadas, sua prevalência vem aumentando significativamente em países desenvolvidos, e acometendo também países em desenvolvimento, como, por exemplo, o Brasil. Com o excesso de gordura à saúde de adultos, há uma ocorrência maior de patologias como Diabetes Mellitus, Hipertensão, e ainda um aumento do triglicerídeo e do colesterol. O índice de massa corporal (IMC) é uma importante medida antropométrica utilizada para determinação de excesso de peso, podendo ser um indicativo de aumento de riscos de problemas de saúde. De acordo com VI Diretrizes brasileiras de hipertensão o IMC abaixo de 25 kg/m², relaciona-se com a redução da Pressão Arterial e a melhora das alterações metabólicas associadas. JUSTIFICATIVA: O conhecimento dos valores do IMC de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser relevantes para a prevenção de patologias e a promoção da saúde, resultando assim em uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores. OBJETIVO: Identificar o Índice de Massa Corporal de trabalhadores do Serviço de Limpeza de um Hospital Universitário do Rio Grande do Sul, com o intuito de comparar com as metas antropométricas, de acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. METODOLOGIA: Pesquisa com delineamento transversal descritivo e abordagem quantitativa, que está inserida no projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza” aprovada pelo Gabinete de Projetos (nº 033622) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346), em fevereiro de 2013. Foram definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no Hospital Universitário em estudo. Como critérios de inclusão os trabalhadores deveriam ser maiores de 18 anos e estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do estudo. Sendo assim, foram excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da coleta. A coleta de dados foi realizada em março e abril de 2013, pela pesquisadora mestranda e por acadêmicos de enfermagem previamente capacitados. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo que preencheram e devolveram o questionário, no próprio local de trabalho. Utilizou -se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. O IMC foi avaliado pelo cálculo obtido dividindo o peso (em quilogramas) pela estatura (em metros) ao quadrado. Para sua determinação foram mensuradas as variáveis referentes ao peso e a estatura dos trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza. A verificação da estatura dos trabalhadores foi efetuada por meio de fita métrica e na verificação do peso corporal foi empregada balança digital da marca italiana Gama, sendo o peso registrado em quilogramas (Kg). Os valores e a classificação estabelecidos foram: inferior a 18,5 kg/m² (abaixo do peso); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade grau I); entre 35,0 a 39,9 kg/m² (obesidade grau II); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III). Para a inserção dos dados foi utilizado o programa Epiinfo®, versão 6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for Windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizou-se a estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequência absoluta e relativa. Salienta-se que foram respeitados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM. RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza, participaram do estudo 157 (91,3%). Destes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Predominou o sexo feminino (87,9%), com idade média 39,9 anos (±9,8), mínima de 19 e máximo de 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%), com ensino médio completo (38,9%) e renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Ao serem avaliados sobre o IMC foram obtidos o s seguintes resultados: abaixo de 18,5 kg/m² (abaixo do peso), 3 trabalhadores (1,9%); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal), 43 trabalhadores (27,4%); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso), 58 trabalhadores (36,9%); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade grau I), 40 trabalhadores (25,5%); entre 35,0 a 39,99 kg/m² (obesidade grau II), 6 trabalhadores (3,8%); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III), 7 trabalhadores (4,5%). CONCLUSÃO: Os trabalhadores pesquisados apresentaram um maior percentual entre 25,0 e 29,9 (36,9%) kg/m², indo de encontro à meta estabelecida na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. Desse modo, o estudo evidencia que os trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário possuem uma maior probabilidade de adquirir patologias, como hipertensão e diabetes mellitus. Recomenda-se assim que algumas medidas de promoção de saúde e prevenção de doenças sejam adotadas e mantidas ao longo da vida, como por exemplo, estimular a realização de exercícios físicos, a conscientização de uma alimentação saudável, mantendo um equilíbrio entre o consumo alimentar e o gasto energético para a manutenção do peso corporal adequado, além da cessação do tabagismo e redução de consumo de sal, açúcares e álcool, podendo assim obter resultados positivos, e uma vida mais saudável aos trabalhadores. Podendo garantir também, por meio destas medidas, uma melhor capacidade para o trabalho. Descritores: enfermagem, índice de massa corporal, saúde do trabalhador, serviço hospitalar de limpeza. A DOR NO PÓS-OPERATÓRIO E SUA INTERRELAÇÃO COM OS ATRIBUTOS DA QUALIDADE DE VIDA FONSECA, Graziele Gorete Portella da¹; PARCIANELLO, Márcio Kist²;DIAS, Caren Franciele Coelho³; BRASIL, Daniele Freitas4; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de5. ¹Relator: Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG), e em Gestão de Organização Pública em Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). UFSM. E-mail:[email protected]. ²Enfermeiro assistencial do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo (HCAA), Santa Maria, RS. E-mail: [email protected]. ³Enfermeira, Graduada em Educação Profissional e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde pela (UFSM) e Pós-Graduanda em Mídias da Educação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 4Enfermeira, Especialista em Estratégia da Saúde da Família pela Universidade Federal de Pelotas e Universidade Aberta do SUS UNASUS/UFPEL. 5Enfermeira, Pós- doutora em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente no Curso de Enfermagem e no PPGEnf Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Introdução: A queixa álgica no pós-cirúrgico é um acontecimento comum, e, apesar de várias medicações analgésicas disponíveis para o controle da mesma, ainda, é considerado um problema, e temida pelos usuários/clientes. Na ausência do cuidado adequado às necessidades do usuário/cliente ela pode causar sofrimentos e alterações fisiopatológicas. Uma vez que o ser humano visto como sistêmico, ao ser submetido à cirurgia cardíaca, pode apresentar alterações de diversos mecanismos fisiológicos devido ao contato com medicamentos e materiais diversos que podem causar danos ao organismo e ainda gerar situações de estresse. Ainda, há a possibilidade dos fatores ecossistêmicos manifestarem comprometimentos com interferência nas suas atitudes revelando alguma forma de dor e/ou desconforto induzida por alguma de suas dimensões humanas atingida. A dor pós-operatória de Cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) constitui-se em um desafio tanto para o cliente quanto para os profissionais de saúde que a manejam, pois ela é um fenômeno complexo, multifatorial e subjetivo (ANDRADE; BARBOSA; BARICHELLO, 2010). O processo doloroso pode acarretar alterações cardiovasculares, imunológicas, gastrintestinais, urinárias, respiratórias, gerando, na maioria das vezes, complicações oriundas da respiração superficial, deambulação tardia, falta de mobilidade, entre outras. Logo, o controle da dor é indispensável, pois esse estímulo além de causar sofrimento e complicações pode expor o ser humano a riscos desnecessários (LAMAS; SOARES; SILVA, 2009).Esse estudo justifica-se pela importância da equipe de enfermagem conhecer e saber avaliar a dor no pós- operatório e sua relação com a qualidade de vida (QV) do usuário. Uma vez que a equipe de enfermagem ao avaliar a dor no cliente é capaz de proporcionar uma assistência mais qualificada e sistêmica possibilitando aos mesmos uma melhor QV, visto que a experiência dolorosa é única, pessoal e intransferível. Corroborando com esse enfoque e com realização dessa pesquisa, elencou-se o seguinte objetivo: Interrelacionar a dor de usuários/clientes no pos operatório de CRM, com os atributos da qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, realizado com 10 clientes no terceiro dia de pósoperatório de revascularização do miocárdio. O mesmo foi desenvolvido em um Hospital de grande porte de um município da região central do Rio Grande do Sul, especificamente em uma unidade coronariana intensiva, bem como na unidade de internação cardiológica. Fizeram parte desse estudo os clientes que se encontravam no terceiro dia de pós-operatório e que tinham condições clínicas de responder a entrevista. Utilizaram-se como critério de exclusão, os clientes impossibilitados de responder a entrevista. A coleta dos dados foi realizada por meio de uma entrevista semi-estruturada que englobava cinco questões, incluindo a escala visual analógica - EVA. A análise dos dados foi fundamentada à luz de estudos sobre a temática. Para o desenvolvimento dessa pesquisa foram observados os preceitos éticos e legais contidos na Resolução 196/96 do Ministério da Saúde, que define diretrizes e normas para pesquisas com seres humanos (BRASIL, 1996). A pesquisa foi desenvolvida após aprovação no CEP/UNIFRA com o registro número 235.2009.2 e no CONEP com o registro número 1246. Resultados: Os dez sujeitos dessa pesquisa apresentavam idades entre 49 e 70 anos, sendo três do sexo feminino e sete do sexo masculino. Nove entrevistados eram aposentados, e apenas um estava em atividade. Na avaliação do limiar da dor dos participantes os resultados obtidos foram que 05 dos entrevistados apresentaram um limiar de dor 7, da escala e apenas 01 dos participantes referiu nota igual a 2 pela escala o que caracteriza uma sensação dolorosa moderada, e 04 dos entrevistados apresentaram nota 9 o que representa uma sensação de dor forte sendo estas as categorias que emergiram por meio da aplicação da EVA. Pelo desvendado considera-se imperativo a oferta de um cuidado sistêmico e singular a cada usuário/cliente pós-cirúrgico, uma vez que a dor é subjetiva e quando não tratada pode predispor o indivíduo a outras complicações. Assim, a enfermagem possui papel fundamental junto a esses usuários/clientes, visto que tem função imprescindível na manutenção e promoção da saúde, bem como da qualidade de vida desses. Contudo é fundamental estar ciente que o espaço/ambiente e seus elementos inter-relacionáveis, interagem e se influenciam mutuamente. Portanto, os fenômenos dor e qualidade de vida, vivenciados no pósoperatório encontram-se ligados por interdependências e influencias dos elementos constituintes do espaço (ZAMBERLAN et al, 2010).Logo, o controle da dor é um desafio para a equipe de enfermagem, pois exige o desenvolvimento de novas condutas a serem criadas e inovadas a partir da avaliação sistêmica, tanto do cliente como de ambiente em que o mesmo se encontra. Portanto a dor do usuário precisa ser avaliada e compreendida, por meio de mecanismos que, atualmente, se encontram disponíveis no intuito de diminuir o período álgico e aumentar com mais rapidez a QV. Conclusão: Ao buscar compreender a intensidade da dor desses usuários, foi possível dar um sentido mais humanizado a assistência de enfermagem para a avaliação da dor na busca de um cuidado sistêmico inter-relacionado e singular, uma vez que o resultado da pesquisa revelou que esse sinal se apresenta com intensidade e forma diferenciada a cada indivíduo e de maneira subjetiva. A compreensão da dor surge como possibilidade para a enfermagem implementar cuidados sistêmicos para o individuo que vivencia essa experiência, pois, a dor faça parte do cotidiano de quem sofre algum procedimento cirúrgico. Embora a temática seja ampla, acredita-se que este estudo corrobora com alguns pontos importantes para a reflexão acerca da necessidade de compreensão da dor na assistência de enfermagem. Pontua-se que é imprescindível aprofundar os conhecimentos em relação a essa temática já que a dor em usuários/clientes póscirúrgico se manifesta de forma intensa e desagradável. É preciso reconhecer cientificamente o processo álgico para programar procedimentos capazes de suavizar os seus efeitos nefastos e consequentemente melhorar a QV destes. Descritores: Dor, Enfermagem, Qualidade de vida. PREVALÊNCIA DE Staphylococcus aureus RESISTENTES À METICILINA (MRSA) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA GARZON, LITIÉRRI RAZIA1*;GINDRI, LÍVIA1; NUNES,MELISE SILVEIRA1; RODRIGUES, MÔNICA DE ABREU2; HÖRNER, ROSMARI3. 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)*Relatora e-mail: [email protected] 2 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de SantaMaria (UFSM)3Professora Associada, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Introdução: Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) são relatados mundialmente como patógenos de elevada prevalência na etiologia de infecções humanas, tanto de origem hospitalar como comunitária. As infecções causadas por MRSA há muito tempo se tornaram um problema de saúde pública, e nas últimas décadas, um contínuo e significativo aumento na sua prevalência tem sido observado em todo o mundo. No Brasil, a prevalência das infecções causadas por estas cepas depende do material clínico e da região do país de onde foi isolado este patógeno. Os índices de cepas MRSA em hospitais brasileiros variam de 40% a 80%, principalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Justificativa: Diversos estudos ao redor do mundo vêm demonstrando o aumento na incidência de infecções por S. aureus, em especial de cepas resistentes à meticilina, que se espalharam rapidamente tanto no ambiente hospitalar quanto na comunidade. No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), os índices atualizados de prevalência deste patógeno são desconhecidos. Objetivo: Este trabalho teve por objetivo determinar a prevalência dos MRSA no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), de 2007 a 2011. Metodologia: Analisaram-se retrospectivamente os dados clínicos de todos os pacientes diagnosticados com infecções por MRSA entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, através de consulta ao banco de dados do Laboratório de Microbiologia do HUSM. Apenas a primeira amostra de cada paciente foi incluída neste estudo. Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria, aprovado sob o número 01170243000-08. Resultados: Durante este período, 1.852 amostras de S. aureus foram isoladas no HUSM, sendo que 616 (33,3%) foram resistentes à oxacilina. Houve uma redução significativa nas taxas de prevalência deste patógeno que passou de 43,4% em 2007 para 33,9% em 2008, 30,4% em 2009, 28,1% em 2010 e 27,5% em 2011. As infecções foram mais prevalentes em pacientes do sexo masculino, com idades entre 41 e 70 anos, internados na Clínica Médica (16,28%), Unidade de Terapia Intensiva adulto (15,13%), Ambulatório (13%), Pronto Atendimento adulto (12,67%) e Clínica Cirúrgica (12,5%). Houve maior isolamento dos MRSA em amostras de sangue (16,9%), seguido de secreção traqueal (16,5%), urina (10,4%), escarro (8,7%), secreção de ferida operatória (8,1%) e de membro inferior (7,8%). Conclusão: Diante das altas taxas de morbidade e mortalidade associadas a infecções por S. aureus, em especial de cepas MRSA, este estudo demonstrou a importância do reconhecimento da prevalência deste patógeno, para que medidas eficazes para o seu tratamento e controle sejam efetivadas. Descritores: Staphylococcus aureus, epidemiologia, meticilina. INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS INTERNAÇÃO E SEGUIMENTO AMBULATORIAL NO HUSM NA AUTORES: FERNANDES MARTINEZ, NATÁLIA¹; COSTA CONCEIÇÃO, CINTIA²; MANCOPES, RENATA³. (1) Acadêmica do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. (2) Fonoaudióloga, Mestranda do Programa de Pós Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil, especialização. (3) Fonoaudióloga, Professor Adjunto do Curso de Graduação em Fonoaudiologia e do Programa de PósGraduação em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Doutorado. Relator: Natália Martinez Fernandes Email: [email protected] Professor Orientador: Dra Renata Mancopes INTRODUÇÃO: A intervenção fonoaudiológica referente aos aspectos da deglutição, linguagem e cognição é necessária nos diferentes seguimentos do tratamento hospitalar para a adequada recuperação do paciente. JUSTIFICATIVA: Este projeto justifica-se pela demanda crescente de pacientes pós-lesão vascular e trauma, tendo em vista os progressos médicos e de aspectos de saúde. Faz-se essencial o conhecimento fonoaudiológico desses pacientes, visto que há escassez de estudos contemplando avaliação e terapia fonoaudiológica nesta população. OBJETIVO: Investigar as alterações fonoaudiológicas e a respectiva intervenção relacionada aos aspectos de deglutição, linguagem e cognição em pacientes internados e em nível ambulatorial no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).METODOLOGIA: Este estudo apresenta um delineamento transversal. São incluídos todos os pacientes internados e em atendimento ambulatorial no HUSM que necessitem de atendimento fonoaudiológico, no período de coleta deste projeto, caracterizando-se uma amostra aleatória e de conveniência. A participação na pesquisa se dá mediante assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS: No momento estão sendo implementados protocolos validados para avaliação e acompanhamento da atenção ambulatorial para rastreio cognitivo, triagem nutricional, escala de ansiedade e qualidade de vida e dificuldades de deglutição. A triagem nutricional é realizada por meio da Mini Avaliação Nutricional- MNA; e a cognição é avaliada através do Mini Exame do Estado Mental –MEEM Além destes, o questionário da Escala de Ansiedade de Beck é aplicado a fim de verificar a presença e severidade da ansiedade associada aos quadros de disfagia e o Questionário de Disfagia M.D. Anderson é aplicado para investigar o quanto as dificuldades de deglutição interferem na qualidade de vida. Em relação ao objetivo geral do projeto já foram produzidos artigos científicos, resumos para eventos, dois trabalhos de conclusão de curso e uma dissertação de mestrado. A coleta de dados a partir dos protocolos implementados nos ambulatórios de fonoaudiologia permitirá também pesquisas em conjunto com o Centro Universitário de Maastrich o qual adota o mesmo padrão de protocolos. CONCLUSÃO: A investigação quanto a intervenção fonoaudiológica tem produzido evidências científicas quanto aos processos de avaliação da disfagia, eficácia do tratamento em diferentes seguimentos de atendimento e sua relação com os aspetos nutricionais e cognitivos. DESCRITORES: Disfagia, deglutição, linguagem, fonoaudiologia. “GRAÇAS A DEUS!”: A FÉ COMO ESTRATÉGIA PARA A FINALIZAÇÃO DO TRATAMENTO ONCOLÓGICO KARKOW, Michele Carvalho1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS, Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; ROSSATTO, Gabriela Camponogara5 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). Email: [email protected] 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da UFSM. 3 Acadêmica de enfermagem da UFSM. 4 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. 5 Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM. INTRODUÇÃO: O câncer é uma doença que provoca grande impacto psicológico na vida do paciente, pois ainda carrega consigo a ideia de sofrimento e morte. O diagnóstico de câncer é frequentemente, percebido como incapacitante e sem cura, sendo uma doença tradicionalmente temida pela sociedade. O diagnóstico e todo o processo de adoecimento são vividos pelo paciente e por sua família como momento de intensa ansiedade e sofrimento1. Para os casos de câncer diagnosticados, as modalidades terapêuticas incluem: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, podendo estas ser realizadas de forma separada ou concomitante e cujo objetivo é melhorar a qualidade vida do paciente sendo a cura possível ou não2. A descoberta do diagnóstico e o processo de tratamento provocam uma série de alterações no funcionamento físico, na saúde mental e no bem estar do paciente, causando transtornos em sua vida. Tais fatos colaboram para sentimentos de depressão, angústia, ansiedade, medo, frustração, desesperança e sensação de isolamento3. Ademais, o paciente pode sofrer determinadas reações e efeitos colaterais decorrentes do tratamento que podem comprometer algumas funções orgânicas e contribuir para a ideia de desistência da terapêutica4. Esses sentimentos, além de dificultar o enfrentamento da doença, também colocam em risco a qualidade e eficácia do tratamento. Diante disso, o que pode contribuir para a adaptação do indivíduo ao processo de adoecimento e tratamento do câncer são as estratégias de enfrentamento utilizadas. Estas indicam que o indivíduo está tentando superar o que está causando desconforto, ansiedade e estresse, buscando reconquistar o equilíbrio psíquico apropriado5. Considerando que a realização do tratamento oncológico é uma experiência vivida de modo singular por cada pessoa, da mesma forma os recursos utilizados por estes para enfrentar e superar as dificuldades vividas nesse processo são também diversificadas. Nesse sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias identificadas nos resultados de estudo que buscou apreender o significado da finalização do tratamento oncológico para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico. METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado nos ambulatórios de quimio e radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria/RS. Participaram dez pacientes que estavam finalizando o protocolo de tratamento oncológico e atenderam aos critérios de: estar na última sessão do tratamento, ter boas condições físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram excluídos os pacientes que não tinham conhecimento de seu diagnóstico. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, realizada em consultório dos serviços. Os dados foram analisados pela análise de conteúdo modalidade temática. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP/UFSM (CAAE no 13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre as estratégias utilizadas pelos pacientes durante o tratamento oncológico destaca-se, neste estudo, a fé. A fé refere-se ao modo como são organizadas as crenças religiosas estando associada também a espiritualidade. Assim, a fé pode representar uma importante fonte de suporte e conforto para muitos pacientes durante um período de sofrimento, trazendo-lhes serenidade para enfrentar as adversidades da doença6. Nota-se, nos resultados deste estudo, que os pacientes mencionam além do pensamento otimista, que a fé tem poder de cura. Portanto, utilizam a religião como uma estratégia acessível em situação de doença, pois o poder que se dá ao Divino possibilita a satisfação das necessidades que não conseguem controlar e superar nos momentos de crise vivenciados6-7. As expressões relacionadas ao fato de terem finalizado o tratamento graças a Deus, a Jesus e ao poder da oração, evidenciam características de crenças religiosas. Nesse sentido, estudo relaciona que a força da mente, aliada à fé religiosa ou espiritual com o desejo de recuperar-se da situação de crise, fará com que o paciente sinta-se mais feliz e com disposição para enfrentar a doença, podendo, até mesmo, provocar alteração em seu quadro clínico8. Verifica-se, entre os participantes deste estudo, que o envolvimento religioso e espiritual tem sido associado de forma positiva, por parte dos pacientes no enfrentamento do câncer. Estudos mencionam que a fé contribui no alívio de sintomas depressivos, maior adesão ao tratamento, diminuição do estresse e da angústia relacionada à doença e promoção da saúde mental e qualidade de vida1-3. Nos momentos de dor e sofrimento, muitos pacientes buscam significados e explicações que vão além das percepções palpáveis e presentes na dimensão terrena, buscando entender o que e o porquê tais fatos acontecem. Quanto maior é o grau de paz e compreensão do que está ocorrendo, melhor é a tolerância á dor, a capacidade de enfrentamento e a manutenção da qualidade de vida. Quanto mais preparados os pacientes estiverem espiritualmente, menos difícil será lidar com tais questões. Constata-se que os valores e crenças individuais atribuídos à fé pelos pacientes ajudam a construir a esperança, equilíbrio e fortalecimento, propiciando motivação para finalizar o tratamento e favorecendo a luta pela vida. Identifica-se que, dependendo do significado atribuído ao câncer, o paciente pode redirecionar sua atenção a novos aspectos e perceber a experiência sob um novo ponto de vista. O alívio do sofrimento, a sobrevivência ou a cura não significam o retorno ao estado anterior à doença, essa situação altera-se como uma segunda oportunidade de vida advinda da sobrevivência. Pode-se dizer que a fé constitui-se em um sentimento de confiança, de que acontecerá o que se deseja. CONCLUSÃO: Conclui-se, neste estudo, que a fé constitui-se em um dos recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico, sendo que esta influencia no processo de adoecimento e tratamento do câncer. As crenças religiosas e espirituais podem gerar comportamentos que aumentam o bem estar psicológico e reduzam o possível desequilíbrio causado pelo impacto da doença, de modo que a pessoa possa enfrentá-la e lidar com as dificuldades de maneira positiva. Os pacientes buscam na fé mecanismos de enfretamento que os motivem a lutar pela vida e a finalizar com sucesso o tratamento oncológico. Portanto, a fé se alicerça como força motriz diante de dificuldades, tornando-se suporte na saúde e na qualidade de vida dos pacientes. Logo, torna-se relevante o reconhecimento, por parte da enfermagem, da importância da religiosidade e espiritualidade como um recurso na terapêutica do paciente oncológico. Realizar estudos que busquem aprofundar a compreensão sobre a experiência de pacientes que estejam finalizando tratamento oncológico relacionados à fé, faz-se necessário à prática profissional. Descritores: Neoplasias; Fé; Enfermagem. O CUIDADO À MULHER COM NEOPLASIA DE COLO UTERINO: O PAPEL DA ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA ROSA, Natanna1; KARKOW, Michele Carvalho2; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene de Oliveira3; DORNELES, Vera Cristina dos Santos4; DELAZERI, Pedro Gomes5 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected] 2 Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista de Iniciação Científica (PROIC/HUSM/UFSM). 3 Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do departamento de enfermagem e da Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. 4 Enfermeira do setor da radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Médico. Residente em cirurgia geral do Hospital da Cidade de Passo Fundo. Membro integrante da Liga de Urologia do Hospital da Cidade. INTRODUÇÃO: O câncer de colo uterino depois do câncer de mama é o que mais acomete mulheres no Brasil e é responsável por 15% das ocorrências de tumores malignos em mulheres1. Como forma de tratamento do câncer cérvico-uterino a radioterapia tem sido amplamente aplicada com o objetivo de alcançar um índice terapêutico favorável, levando as células malignas a perderem a sua clonogenicidade2. A aplicação da radioterapia é realizada de duas formas: a forma externa denominada teleterapia e a interna braquiterapia. O tratamento com radioterapia complementada pela braquiterapia possibilita a cura de cerca de 30 a 60% dos casos nos estadiamentos intermediário e avançados da doença 3. O tratamento radioterápico traz efeitos colaterais no corpo e na mente das pacientes mexendo com o seu estado físico e emocional, com isso a equipe de enfermagem tem o papel de auxiliar a paciente e seus familiares por esse percurso. JUSTIFICATIVA: Divulgar ao meio acadêmico as atividades realizadas para a assistência as mulheres com neoplasia de colo uterino no ambulatório da radioterapia do HUSM. OBJETIVO: Relatar a assistência realizada a mulheres com câncer de colo de útero e seus familiares no ambulatório de radioterapia. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de uma acadêmica de enfermagem do sétimo semestre. As atividades foram desenvolvidas durante o estágio supervisionado I do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que ocorreu em uma unidade de radioterapia. As ações programadas iniciaram no mês setembro de 2013 perfazendo 80 horas. RESULTADO: A doença provoca na mulher e seus familiares alterações nas relações sociais e pessoais, o que requer atenção e um suporte dos profissionais, sobretudo da enfermagem3. As pacientes com câncer de colo uterino se encontram fragilizadas e ansiosas com o diagnóstico, prognóstico e com as mudanças no seu cotidiano. Assim busca-se desde seu primeiro dia na radioterapia que elas sejam acompanhadas, orientadas, esclarecendo suas dúvidas como forma de amenizar toda ansiedade e medo. Nesse primeiro contato o enfermeiro indicar e fornecer orientações relativas às medidas preventivas, os efeitos colaterais do tratamento, realiza exame físico e escuta a paciente a fim de conhecê-la para manter as ações de enfermagem individualizadas. Durante toda a sua estadia no setor a paciente passará por consultas de enfermagem no mínimo uma vez por semana a fim de manter um olhar integral a essa mulher, promovendo uma ação rápida caso necessário. Dessa forma torna-se fundamental o detalhamento pelo o enfermeiro sobre a radioterapia e seus efeitos, tendo uma visão continua da paciente, para que ela sinta-se tranqüila quanto o processo terapêutico, os procedimentos e as medidas a serem tomadas 4. CONCLUSÃO: A enfermagem da radioterapia do HUSM busca em sua rotina de acolhimento ajudar a mulher com câncer de colo de útero e seus familiares a estabelecerem estratégias de enfrentamento da doença, bem como fornecer o máximo de esclarecimento sobre a doença, o tratamento e os cuidados a serem realizados durante a terapêutica. Assim transformar esse momento tenso em menos doloroso possível. DESCRITORES: Neoplasia de colo de útero, Radioterapia, Enfermagem. PACIENTES COM CÂNCER DE PROSTATA: ESCORE DE GLEASON PREVALENTES NO SETOR DA RADIOTERAPIA DO HUSM ROSA, Natanna1; KARKOW, Michele Carvalho2; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene de Oliveira3; DORNELES, Vera Cristina dos Santos4; DELAZERI, Pedro Gomes5 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected] 2 Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista de Iniciação Científica (PROIC/HUSM/UFSM). 3 Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do departamento de enfermagem e da Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. 4 Enfermeira do setor da radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Médico. Residente em cirurgia geral do Hospital da Cidade de Passo Fundo. Membro integrante da Liga de Urologia do Hospital da Cidade. INTRODUÇÃO: Atualmente o câncer de próstata tornou-se um problema de saúde pública sendo a neoplasia maligna que mais acomete homens no Brasil1. Estimase que no ano de 2012 aproximadamente 60.180 novos casos de neoplasia maligna de próstata o que em números se traduz em cerca de 60 casos para cada 100 mil homens.2Para que se possa fornecer o tratamento adequado e um prognostico a população afetada por esse tipo de neoplasia é necessário que se conheça a severidade do tumor maligno. O escore mais utilizado é o de Gleason que se correlaciona com a extensão da doença, particularmente com o risco de acometimento extraprostáico. Considera-se os tumores igual ou maior que 7 são biologicamente agressivos, com escore de 5 a 6 são tumores de agressividade intermediaria e tumores com escore entre 2 a 4 têm agressividade menor3. Junto com o escore de Gleason, o valor do Antígeno Prostático Específico (PSA) e estadiamento clinico permite que se desenvolva um plano terapêutico para o paciente podendo consistir em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Desse modo, conhecer em que situação o paciente chega a uma unidade de tratamento proporciona aos profissionais que ali trabalham um instrumento para planejar seus cuidados, garantindo assim um melhor atendimento. OBJETIVO: conhecer o perfil clínico dos pacientes com câncer de próstata que chegam ao setor de radioterapia do HUSM no presente ano. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa de caráter exploratório-descritivo. Os dados foram coletados a partir das fichas de atendimento do setor da radioterapia. O período que foi considerado para captar os pacientes foi de janeiro a agosto de 2013. RESULTADOS: Durante o período estudado 290 pacientes deram entrada no setor da radioterapia, entre eles 48 eram pacientes com câncer de próstata, perfazendo um total de 16,5%. A média de idade dos pacientes foi de 69,5 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade visto que três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos 3. No que se refere ao Escore de Gleason, variou do escore 6 a 9, isso se deve pelo fato de que os homens só procuram o assistência quando apresentam dores e/ou problemas urinários 4, com isso diminui as chances do tumor ser descoberto nas fazes iniciais. Observa-se que esta população é numerosa, em estudo realizado na Radioterapia do HUSM no ano de 2011 que obtiveram-se dados de 96% dos pacientes, demonstrou que 10,1% referem-se a pacientes com neoplasia maligna de próstata5, justificando assim a importância de conhecer a fundo a clinica e prognostico desse pacientes. CONCLUSÃO: Através do estudo realizado pode-se conhecer a realidade clínica em que os pacientes com câncer de próstata chegam ao serviço de radioterapia do HUSM. Ter conhecimento da clinica do paciente colabora para os profissionais da saúde planejar melhor seu atendimento a essa população podendo orientar de maneira especifica e assim fazer uma assistência individualizado. DESCRITORES: Neoplasia de próstata; Saúde do homem; Enfermagem; Radioterapia. ATIVIDADE LÚDICA COMO FERRAMENTA ONCOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE CUIDADO EM GOMES, Tais Falcão1; BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin2; SIMON Bruna Sodré;BRUM3, Dyan Jamilles Teixeira; LEAL, Tifany Colomé4. 1 .Relator. Acadêmica de enfermagem do oitavo semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem/ UFSM. Bolsista FIPE. Email: [email protected] 2 . Doutora em enfermagem, professora associada do departamento de enfermagem da UFSM. Vicelíder do grupo de pesquisa cuidado, saúde e enfermagem/ UFSM. 3 . Enfermeira, mestranda do programa de pós-graduação da UFSM, professora substituta do departamento de enfermagem da UFSM. 4 . Acadêmica de enfermagem do oitavo semestre do curso de enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista FIEX. 5 . Acadêmica de enfermagem do sétimo semestre do curso de enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Introdução: O processo de hospitalização acarreta modificações e limitações na vida das pessoas, tornando-as muitas vezes, dependentes para a realização das suas atividades e necessidades mínimas (CHUBACI; MERIGHI; YASUMORI, 2005). Deste modo, o paciente torna-se vulnerável ao desenvolvimento de múltiplos problemas e necessita reorganizar a rotina das atividades diárias. Nesse sentido a atividade lúdica constitui uma necessidade humana que facilita o processo das relações interpessoais, permitindo ao indivíduo desvelar e compreender as experiências dolorosas e mais conflituosas com espontaneidade, criatividade e prazer (OLIVO,1998). Justificativa: A Hemato-oncologia, por ser uma área de atuação específica e complexa, torna necessária o desenvolvimento de atividades que otimizem o atendimento a esses usuários. O planejamento e implementação de atividades lúdicas, podem culminar em melhorias no cuidado de enfermagem prestado, o qual deve ser abrangente e compatível com o conjunto de necessidades características do paciente oncológico. Objetivo: Relatar a importância de atividades lúdicas com pessoas internadas em uma unidade de hematooncologia. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca da realização de atividades lúdicas em uma unidade de hemato-oncologia de um hospital universitário do Rio Grande do Sul/Brasil. Essa experiência foi oportunizada pelo curso de graduação de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria na disciplina de Estágio Supervisionado II. Resultados: Durante a realização do estágio as enfermeiras do serviço de oncologia relataram a necessidade de realizar atividades que transcendessem os serviços e ações de enfermagem já estabelecidos como rotina nessa unidade. Houve a necessidade de resgatar atividades interativas, em que o acadêmico desenvolvesse ações que contemplassem a, humanização do cuidado, a valorização e da qualidade de viver durante o período de internação hospitalar. Nesse sentido, realizou-se a confecção deum bingo. Nessa atividade o painel e as cartelas foram produzidos de forma artesanal pelas próprias acadêmicas; com os números de cada cartela, continham palavras de incentivo. Ao término do bingo todos participantes ganharam brindes e folders com orientações de enfermagem durante o tratamento quimioterápico. Essas atividades tiveram o objetivo de amenizar os sentimentos de ansiedade e medo advindos da internação, melhorar a autoestima e a confiabilidade em relação ao tratamento. Além disso, foi um momento propício para o desenvolvimento de vínculos de afeto e confiança entre a equipe, os acadêmicos de enfermagem e as pessoas internadas. Conclusão: As pessoas hospitalizadas têm a dinâmica da sua vida modificada e necessitam se reorganizar. Desse modo, as atividades lúdicas são ferramentas importantes que oferecem subsídios para uma assistência de enfermagem integral e humanizada diante de pessoas internadas em uma unidade hemato-oncológica. Descritores: Enfermagem, Oncologia, Promoção da saúde. PROBLEMÁTICA AMBIENTAL E A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA BUSCA DA RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: DADOS PARCIAIS LEOCADIO, Jennifer Aguillar1; SOARES, Sabrina Gonçalves Aguiar2; CAMPONOGARA, Silviamar3; NEVES, Eliane Tatsch3. 1 Acadêmica do Curso de Enfermagem; Universidade Federal de Santa Maria; Bolsista PROICHUSM;Relatora; Email: [email protected]. 2 Enfermeira. Mestranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil. 3 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: As alterações climáticas tem impacto na saúde humana de diversas formas como também na ecologia do nosso planeta. Mudanças ambientais como, aumento das ondas de calor, aumento do nível do mar, e aumento da seca ao redor do globo irá agravar os problemas de saúde já existentes, aumentar o aparecimento de novos problemas de saúde e, em alguns casos, provocar morte prematura¹. Portanto, se faz necessário que as alterações climáticas sejam reformuladas como um problema de saúde pública, e a importância de abordar a temática ambiental no contexto hospitalar não pode ser subestimada. Nessa perspectiva, é fundamental que esses serviços envolvam os trabalhadores em discussões sobre a atual problemática ambiental, considerando que o seu fazer, muitas vezes, é deletério sobre o meio ambiente. Sobretudo, há a necessidade de a equipe de enfermagem direcionar as suas atividades para as vulnerabilidades ambientais, tendo em vista que esses profissionais atuam na linha de frente na assistência a saúde. OBJETIVO: Este estudo visa descrever o que tem sido produzido sobre responsabilidade socioambiental no contexto hospitalar. JUSTIFICATIVA: Sendo assim, acredita-se que este estudo poderá fomentar a discussão acerca da responsabilidade socioambiental nas instituições de saúde bem como dos trabalhadores nelas atuantes, tornando-se a principal contribuição desse estudo. METODOLOGIA: Tratase de uma revisão narrativa desenvolvida em três bases de dados indexadas. Sendo assim, foi realizada uma busca por produções científicas disponíveis online nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Publisher Medline (PUBMED), no período de maio a junho de 2012. Nas bases de dados LILACS e MEDLINE foram associados os descritores em formulário avançado: responsabilidade social or responsabilidade institucional or responsabilidade legal or responsabilidade profissional and meio ambiente or ecologia or desenvolvimento sustentável or desequilíbrio ecológico or educação ambiental or gestão ambiental or resíduos de serviços de saúde. Já na base de dados PUBMED foram cruzadas as palavraschave: social responsability and environment and hospital. Não houve recorte temporal para as publicações, uma vez que se objetivou capturar todas as produções até então publicadas. Foram utilizados como critérios de inclusão: artigo disponível online na íntegra, gratuito e versar sobre a temática pesquisada. A pesquisa na base de dados LILACS resultou em 30 estudos, sendo excluídos 13 livros, quatro teses/dissertações, dois por não estarem disponíveis online na íntegra, dez por não contemplar a temática pesquisada e um resumo. Logo, nenhuma produção desta base contemplou os critérios de inclusão do estudo. Na base de dados MEDLINE, a busca resultou em 157 estudos, sendo que foram excluídos 150 por não contemplarem a temática pesquisada e seis por não estarem disponíveis online na íntegra. Dessa maneira, apenas um contemplou os critérios adotados. Na base PUBMED, a busca resultou em 315 estudos, sendo 293 excluídos por não versar sobre a temática pesquisada, dois por tratar-se de informativo institucional, sete por não estar disponível online na íntegra e um por já constar na busca na base de dados MEDLINE. Desse modo, apenas 12 artigos contemplavam os critérios utilizados. Diante disso, compuseram o corpus de análise 13 produções científicas. Após procedeu-se a leitura criteriosa das publicações selecionadas para o estudo. Os dados obtidos foram registrados em um quadro sinóptico construído pelos pesquisadores, contemplando, dentre outros, os seguintes itens: nome do artigo, autores, periódico, ano de publicação, país, categoria profissional dos autores, instituição dos autores, objetivo, resultados e conclusões. RESULTADOS: No que se refere ao ano de publicação das produções encontradas, destaca-se que houve um maior número no ano de 2003, com três publicações, seguido, respectivamente, por 2005, 2007 e 2010, com duas publicações cada. Os países que mais publicam acerca da temática investigada são Canadá e Estados Unidos da América, com cinco publicações cada. Os demais foram Portugal, Reino Unido e Inglaterra, cada um com uma publicação apenas. Com relação à categoria profissional dos autores, há uma diversidade de profissões, não sendo, necessariamente, vinculados ao setor saúde. Porém, houve um predomínio de médicos e enfermeiros, seguido de advogados. Ressalta-se, ainda, que não foi possível definir a categoria profissional de quatro autores. No que tange aos periódicos, o que mais publicou acerca da temática foi o Health Progress dos Estados Unidos da América, com três publicações. Os demais apresentaram uma publicação cada. Depreende-se que, estudos voltados a essa temática não tem sido amplamente realizados no meio acadêmico, identificando-se uma lacuna na produção científica sobre o tema, especialmente em nível nacional, na medida em que foram encontradas apenas 13 publicações, todas internacionais. Diante desse panorama percebe-se que maior atenção tem sido dada aos prejuízos advindos das atividades assistenciais de saúde em âmbito mundial, na medida em que, alguns estudos apontam estratégias para tornar as instituições de saúde “amigas” do meio ambiente. Entretanto, não foram identificados estudos que tenham como foco o aprofundamento teórico conceitual, tampouco que tenham o intuito de investigar a responsabilidade socioambiental por parte dos trabalhadores da saúde. Após análise das produções encontradas, destacaram-se duas categorias, no entanto, neste resumo será abordada a categoria: O papel da enfermagem frente à problemática ambiental. Os estudos, em geral, ressaltam que é de suma importância a enfermagem desenvolver ações voltadas para o bem-estar da população e também do meio ambiente. Em geral, sabe-se que o trabalho da enfermagem, em instituições de saúde, ainda se encontra associado ao modelo biomédico, que busca causas lógicas para efeitos orgânicos, em um corpo doente, refém da medicalização e do arsenal tecnológico que reveste, particularmente, a atenção hospitalar à saúde. Neste sentido, a ideia de um olhar integral sobre o sujeito e o contexto onde se insere, parece afastado no fazer saúde, bem como se distanciam das concepções sobre promoção da saúde e qualidade de vida². Dessa maneira, tal distanciamento se reflete também no afastamento de questões que envolvam o meio ambiente, uma vez que, esse também tem implicações sobre o processo saúdedoença. Depreende-se que esse possa ser um motivo que dificulte uma aproximação entre o trabalhador de enfermagem e as questões ambientais, trazendo prejuízos para uma atuação ambientalmente responsável. O setor da saúde necessita estar consciente do impacto das suas operações no ambiente e deve se esforçar para ser responsável ambientalmente. Por este motivo, os trabalhadores de enfermagem têm a responsabilidade de defender o meio ambiente e a segurança dos seres humanos³. Nesse sentido, individualmente, os trabalhadores de enfermagem têm amplas oportunidades para ajudar a reduzir os resíduos de saúde, o consumo de água e energia, bem como a emissão de toxinas na atmosfera. Como o maior grupo de trabalhadores no setor da saúde, os trabalhadores de enfermagem podem ter uma autoridade sobre esta temática. Os trabalhadores de enfermagem estão em contato direto com os clientes e suas famílias, podendo, portanto, ter uma forte influência sobre o desenvolvimento de serviços que respondam às preocupações do ecossistema, saúde e bem-estar4. Frente a isso, depreende-se que os trabalhadores da saúde, em especial, a equipe de enfermagem, necessitam ter suas ações pautadas no princípio da responsabilidade socioambiental, à medida que essas possuem um caráter ético, de cidadania, de responsabilidade e comprometimento para com todos. Com base nas publicações analisadas, aponta-se como lacuna do estudo a ausência de estudos que abordem sobre como e/ou que estratégias podem ser utilizadas para abordar esse tema com os trabalhadores da saúde e enfermagem, no sentido de buscar-se uma postura de responsabilidade socioambiental, pautada nos princípios de cidadania e ética. CONCLUSÃO: Com este estudo constatou-se que em âmbito mundial, há estudos que sinalizam para os prejuízos que as atividades assistenciais de saúde podem ocasionar ao meio ambiente, contudo, não foram encontrados estudos com foco no aprofundamento teórico conceitual, nem que visassem a responsabilidade socioambiental por parte dos trabalhadores da saúde. Logo, conclui-se que, se faz necessário que as instituições de saúde percebam a emergência de refletir sobre a problemática ambiental com os seus trabalhadores, bem como resgatem nestes uma nova postura ética. É fundamental que estes sujeitos sejam instigados a renovar seus valores de cidadania, responsabilidade e comprometimento, para que assim, se percebam como atores transformadores de um mundo ambientalmente equilibrado. CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS COM TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA PEDRO, Cecília Mariane Pinheiro¹; CERON, Marinez Diniz da Silva²; BOTTINO, Larissa Diniz³; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza4. DA LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira 5. ¹ Relator (a). Graduanda do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFSM. E-mail: [email protected] ² Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM (PPGEnf/UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. ³ Graduanda do Curso de Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM. 4 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM e do PPGEnf/UFSM. Líder e Pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: Os Acidentes de Trabalho (AT) são definidos pelo Ministério do Trabalho (MT) como todo incidente que“ocorre durante o exercício da profissão, capaz de provocar lesões ou alterações corporais que possam levar à morte, à perda ou à diminuição passageira ou definitiva da produtividade do trabalhador no desempenho de suas funções profissionais” (BRASIL, 2011, p.530). Os eventos referentes aos acidentes, incapacidade ou morte relacionados ao trabalho são responsáveis por provocar impacto social, econômico, assim como na saúde pública brasileira. Neste contexto, a saúde do trabalhadores tuda as relações existentes entre o trabalho e a saúde, promovendo ações de vigilância aos riscos ocupacionais (BRASIL, 2004). O ambiente hospitalar é palco de ação laboral de diversas profissões, como os profissionais de saúde e os trabalhadores que dão apoio ao funcionamento da instituição, que é o caso dos trabalhadores do serviço de nutrição, lavanderia, higiene e limpeza. Os profissionais que atuam em Hospitais, conforme a Norma Regulamentadora (NR32), ao desempenharem as suas atividades diárias, expõem-se aos riscos ocupacionais, denominados como riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicológicos (BRASIL, 2011). Nesse ambiente, os trabalhadores do Serviço de Hospitalar de Limpeza (SHL) em sua rotina de trabalho, manuseiam materiais potencialmente infectantes. Essa exposição ocupacional pode resultar em acidente de trabalho. Esse estudo se justifica pelo fato de que ocorrem acidentes de trabalho com frequência no ambiente hospitalar, por ser um ambiente que expõe o trabalhador do SHL aos riscos ocupacionais. OBJETIVO: Identificar e analisar os fatores associados à ocorrência dos acidentes de trabalho com os trabalhadores do SHL atuantes em um hospital universitário. MÉTODO: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal descritivo, de abordagem quantitativa. Este estudo faz parte do projeto matricial intitulado “Avaliação das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza”, que teve por objetivo avaliar as condições de trabalho e de saúde dos trabalhadores do SHL do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Está inserido no Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem, do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, na Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Enfermagem e Saúde, aprovado pelo Gabinete de Projetos (N. GAP: 033620) e pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (CEP/UFSM), (CAAE:3106313.1.0000.5346). O estudo envolveu 157 trabalhadores do SHL do HUSM, foram excluídos aqueles que estivessem em licença ou afastados por qualquer outro motivo no período de coleta de dados. Aqueles que aceitaram participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias, sendo que uma ficou de posse do sujeito da pesquisa e a outra de posse dos pesquisadores. A coleta dos dados ocorreu entre os meses de março e junho de 2013, por auxiliares de pesquisa (Acadêmicos de enfermagem e mestrandos) previamente capacitados pela coordenadora da pesquisa. Utilizou-se um formulário, que foi preenchido durante o horário de trabalho dos pesquisados, com convite prévio e consentimento dos mesmos. Foram investigadas as variáveis sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, situação conjugal e número de filhos), variáveis laborais (função do trabalhador, unidade na qual desempenha suas atividades, turno de trabalho, se possui ou não outro emprego, número de horas extras na semana, carga horária semanal, carga horária semanal no outro emprego, tempo de atuação nessa atividade) e dados relacionados aos acidentes de trabalho, como: Agente causador de acidentes (sangue, secreção, material perfuro cortante, outro), tempo de trabalho na hora do acidente (em horas ou minutos) e uso de Equipamento de Proteção Individual EPI (sim, não). Os dados foram organizados no programa Epi-info®, versão 6.4, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise dos dados foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for Windows. Foi realizada a análise descritiva das características sociodemográficas e laborais dos trabalhadores e dos acidentes de trabalho. Para as variáveis categóricas foram calculadas as frequências absolutas (N) e as relativas (%) e para as quantitativas média, desvio padrão, mediana, mínimo, máximo. RESULTADOS: Dos 157 sujeitos envolvidos no estudo, constatou-se que a maior frequência dos pesquisados são do sexo feminino (87,9 %), com idade média de 39,9 anos (DP=9,8), com ensino médio completo (38,9%), casados ou com companheiro (64,3%) e com um filho (28%), tendo o máximo de até 7 dependentes e 2 filhos menores de 6 anos. Ao ser avaliada a função dos trabalhadores, 103 (65,5%) exercem a função de Servente de Limpeza e 54 (34,4%) são Auxiliares de Limpeza de Materiais, 137 (80,9%) desempenham suas funções durante o dia com jornadas de 6 a 12 horas e 30 (19,1%) trabalhadores fazem jornadas de 12 horas durante a noite, com regime de 44 horas semanais. Em relação ao local de trabalho predominou os trabalhadores alocados nas áreas administrativas, ambulatórios, laboratórios e hemodinâmica 31 (14,6%); seguido pelos serviços de nutrição, lavanderia, patologia, almoxarifado, farmácia, manutenção e desinfecção, 24 (15,3%); Pronto Socorro 17 (10,8%); Unidades de Terapia Intensiva e Unidade Cirúrgica com 11 (7,0%) trabalhadores cada. Dos pesquisados, 18 (11,5%) possuem outro emprego com carga horária semanal 3 a 36 horas semanais, tendo vínculo com outro trabalho entre 1 e 20 anos, 51 (32,5%) afirmam fazer entre 3 e 36 horas extras mensais e 113 (72,0%). O tempo de trabalho na função e no HUSM variou de 1 mês até 22 anos. No que se refere a ocorrência dos acidentes de trabalho, 28 (17,8%) dos profissionais do SHL, sofreram acidentes de trabalho no último ano, sendo que nesse universo, 7 (25%) eram acidente de trajeto. O maior percentual de acidentes, 8 (28,6%) ocorreu entre 1 e 2 horas após o início da jornada de trabalho, sendo que 4 (14,3%) acidentes não foram notificados. Ao serem questionados sobre o uso de EPI durante o acidente 17 (68,0%) afirmaram estar usando pelo menos um tipo de EPI. A luva foi o EPI mais utilizado, 19 trabalhadores assinalaram usar a luva sempre, 11 afirmaram combinar ao uso da luva, a máscara e o avental, 8 utilizavam também os óculos e 4 acrescentaram a utilização do gorro e botinas. Quanto ao tipo de agente causador dos acidentes, 6 (21,4%) trabalhadores informaram não saber o que causou o acidente, 6 (21,4%) relataram que a causa do acidente foi o descarte inadequado dos materiais por outros profissionais. O manuseio de lixo e dos instrumentos de trabalho tiveram 7 (25%) casos cada, sendo as outras situações como: queda de escada, queda dentro do ônibus, torção do pé, queda de lâmpada na cabeça, respingos de produtos químicos como álcool e hipoclorito, lesão lombar pelo manuseio de objetos pesados, acidentes de transito (no trajeto do trabalho) e acidente com bomba de infusão endovenosa representaram 13(46,4%) incidentes. CONCLUSÃO: Os variados fatores presentes nos processos de trabalho interferem na saúde dos trabalhadores. Torna-se necessário considerar que a saúde do trabalhador, além de ser condicionada por fatores sociais, econômicos, tecnológicos e organizacionais que se encontram relacionados ao perfil de produção e consumo, também é influenciada por fatores de risco de natureza física, química, biológica, mecânica e ergonômica, presentes nos processos de trabalho particulares (BRASIL, 2004). Percebe-se que os acidentes de trabalho ocorrem com frequência no ambiente hospitalar, e que os trabalhadores do SHL sofrem lesões decorrentes desses agravos. É possível observar que o não uso de EPI, manuseio de lixo e de produtos químicos, o descarte incorreto de materiais por outros profissionais, entre outros, são fatores que contribuem com a ocorrência de acidentes de trabalho. A redução dos acidentes de trabalho ocorridos em ambiente hospitalar ainda é um desafio, visto que os profissionais que atuam nesse ambiente estão expostos a inúmeros riscos ocupacionais, e os trabalhadores do SHL fazem parte dessa realidade. A partir dos dados levantados, acredita-se que os resultados da pesquisa poderão contribuir com ações educativas implementadas a esse grupo de trabalhadores, uma vez que o estudo evidenciou elementos que podem causar os acidentes de trabalho. Desse modo, poderão ser acrescidas medidas de prevenção de acidentes de trabalho, o que contribui com a saúde do trabalhador. DESCRITORES: Saúde do trabalhador; Acidentes de trabalho; Serviço Hospitalar de Limpeza. TRAUMA TORACO-ABDOMINAL RELATO DE UM CASO. E TAMPONAMENTO CARDÍACO: Autores: MARCHESAN, Luana Quintana¹*; SILVA, Deise Joseane¹; NASCIMENTO, Aline Fernanda¹; ABENTROTH, Aliende Lengler² e JOBIM, Rodrigo ³. ¹ Acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria. ² Médico Residente em Cirurgia Geral no Hospital Universitário de Santa Maria. ³ Médico cirurgião no Hospital Universitário de Santa Maria. Introdução: O pericárdio normal é um saco fibroelástico que circunda o coração, contendo entre seus folhetos uma fina camada de líquido. O tamponamento cardíaco é uma síndrome compressiva que ocorre devido ao acúmulo de fluído sob pressão no espaço pericárdico. Dentre suas causas podemos destacar: trauma torácico, o uso de medicamentos como trombolíticos, cirurgia cardíaca recente, uremia, neoplasias e doenças auto-imunes. O quadro clínico apresenta-se com abafamento de bulhas cardíacas, hipotensão, elevação da pressão venosa, taquicardia, dispnéia e pulso paradoxal. Além do exame físico, métodos diagnósticos como ecocardiograma, FAST ou a janela pericárdica podem auxiliar no diagnóstico dessa patologia. O RX de tórax pode demonstrar uma área cardíaca aumentada, com pulmões sem congestão. Justificativa: Ressaltar a importância do reconhecimento precoce de lesões com risco potencial de morte, como o tamponamento cardíaco, no atendimento a pacientes vítimas de trauma toraco-abdominal. Objetivo: Relatar um caso de tamponamento cardíaco devido a ferimento por arma branca. Metodologia: Utilização de dados do atendimento prestado na emergência pela equipe de cirurgia geral do HUSM e posterior entrevista com o paciente e revisão do prontuário. Resultados: J.R., masculino, 29 anos, pardo, solteiro, segurança, vítima de agressão física por arma branca. Paciente dá entrada no serviço de emergência do HUSM apresentando ferimento penetrante em transição toraco-abdominal esquerda, encontra-se confuso, hipotenso (PA= 80/40 mmHg) e com bulhas cardíacas hipofonéticas à ausculta pulmonar. Demais sinais vitais estáveis. Após reposição volêmica com solução isotônica, paciente permaneceu hipotenso, sendo levado ao bloco cirúrgico para realização de laparotomia exploratória. Durante exploração laparotômica não evidenciaram-se lesões em cavidade abdominal, ampliando-se a incisão para uma toracotomia antero-lateral esquerda. Constatou-se então a presença de tamponamento cardíaco e a perfuração de ventrículo esquerdo. Realizou-se então rafia de ventrículo esquerdo e a retirada de coágulos do espaço pericárdico. Ainda em sala cirúrgica, paciente evoluiu com fibrilação ventricular e parada cardiorrespiratória, revertidas com sucesso com uso de desfibrilador, liberado de sala cirúrgica então em uso de dreno de tórax. Paciente evoluiu bem, sendo extubado durante 1° dia pós-operatório e não apresentando outras intercorrências durante internação. Ecocardiograma transtorácico realizado no 5° dia pós-operatório demonstrou hipocinesia apical em ventrículo direito, dimensões normais de câmaras cardíacas e funções sistólica e diastólica de ventrículo esquerdo preservadas. Paciente está no 6°dia pós-operatório, com dreno de tórax drenando secreção sanguinolenta, relata apenas dor de leve intensidade em região de inserção de dreno e tosse seca. No momento em uso de antibioticoterapia e medicações sintomáticas. Ao exame, apresentase em bom estado geral, lúcido, orientado e coerente, com mucosas úmidas, coradas, anictéricas, acianóticas, eupneico e afebril. À ausculta evidencia-se ritmo cardíaco irregular, bulhas normofonéticas, sem sopro e ausculta pulmonar sem alterações. No momento paciente aguarda alta hospitalar após melhora clínica. Conclusão: Ferimentos na transição toraco-abdominal são certamente um grande desafio diagnóstico para o médico emergencista. Além de lesões em estruturas torácicas, ferimentos que estejam localizados abaixo da linha transmamilar sempre devem alertar o médico para a possibilidade de lesões abdominais, em virtude do componente toracoabdominal do abdome. Dessa forma, é imprescindível o conhecimento anatômico e fisiológico, somado ao conhecimento do mecanismo de trauma, ao exame físico e à monitorização dos sinais vitais, para a formulação de hipóteses diagnósticas que propiciem condutas mais rápidas e eficazes. ⃰ Relatora contato: [email protected] Descritores: ferimentos e lesões, tamponamento cardíaco e choque O ENFERMEIRO COMO GERENCIADOR DO CUIDADO HUMANIZADO EM PACIENTES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS CARDÍACAS DIAS, Caren Franciele Coelho Dias; DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de Relator: Caren Franciele Coelho Dias, Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós graduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Email: [email protected] Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano). Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde. Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM. Introdução: Os problemas cardíacos são responsáveis no mundo por uma grande quantidade de óbitos, se tornando um problema de saúde pública de primeira grandeza. O coração é vital para o ser humano, ele trabalha de forma ritmada e contínua, é através das artérias coronárias que o sangue chega ao coração sendo bombeado e levado para as células oxigenando-as. Com todo esse encantamento nos ensinou que pode melhorar, prolongar ou condenar nossa vida (JATENE, 2003). As doenças coronarianas podem ser evitadas ou mantidas sobre controle diminuindo seus principais fatores de risco como a obesidade, o tabagismo, colesterol, diabetes, hipertensão arterial e o estresse, tendo uma dieta pobre em gorduras, sal e realizando exercícios físicos. Pode-se perceber que com todos esses cuidados, as pessoas ainda sofrem desse mal, com isso surgiram vários procedimentos para evitar a mortalidade, dentre elas destaca-se a cirurgia cardíaca como principal meio terapêutico. A dificuldade de aceitação da doença é na maioria das vezes demonstrada por meio de sentimentos como a angústia, raiva, medo, a sensação de morte iminente, entre outros. O quadro emocional se agrava com o fato de o paciente necessitar ser submetido à cirurgia, pois a recuperação ocorre em longo prazo, e depende da equipe de enfermagem, da família e principalmente do paciente (GASPERI e RADÜNZ, 2006). É importante que no pré-operatório de cirurgia cardíaca a equipe multiprofissional esteja preparada para atender este tipo de paciente, e que este, seja bem orientado pelo enfermeiro reduzindo a ansiedade e o estresse, buscando assim, uma assistência holística e humanizada oferecendo apoio emocional ao paciente e familiares, atuando como um educador em saúde. Com isso a enfermagem vem aprimorando seus conhecimentos e propondo novas alternativas de assistência, desenvolvendo uma forma própria de trabalho, fundamentada na assistência holística e humanizada do cuidar. Justificativa: O interesse pelo tema surgiu no decorrer do curso por acreditar na existência de uma lacuna em relação à Unidade Coronariana, pois, não houve estágio curricular em Unidades Coronarianas e para suprir essa necessidade desenvolveu-se o trabalho científico nessa área considerado uma unidade complexa. Objetivo: Aprofundar o conhecimento científico sobre a importância da atuação do enfermeiro no pré e pósoperatório de cirurgia cardíaca. Metodologia: Para se estudar sobre esta temática optouse por realizar uma revisão de literatura com levantamento bibliográfico realizado através da base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library on-line). Utilizamos como palavras chaves: pós-operatório, cirurgia cardíaca e cuidado humanizado. A pesquisa bibliográfica se utiliza de obras literárias impressas ou capturadas pela internet, é o mais utilizado por isso é de extremamente importância, mas precisa estar sempre em constante atualização somando uma série de informações, para enriquecer o projeto de pesquisa. O estudo deve atender aos objetivos do autor explicando e respondendo os problemas dentro de uma dimensão teórica devendo ir ao encontro da solução do problema (FURASTÉ, 2006). A busca pelos manuscritos foi feita em julho de 2013, sendo assim foi utilizado o seguinte limite: trabalhos publicados entre 2000 e 2013, para que se obtivessem os artigos mais atualizados até a data da busca. Os artigos excluídos não apresentavam relação direta com a temática em estudo não se enquadrando no perfil da pesquisa. O artigo foi construído através de um caminho metodológico: escolha do tema, levantamento bibliográfico, busca de fontes através da base de dados, leitura do material, organização lógica do assunto e redação do texto. Finalizada a leitura, iniciouse a leitura interpretativa a fim de possibilitar a construção dos resultados bem como sua discussão. O estudo foi realizado nos meses de agosto e setembro de 2013. Resultados: Durante séculos o coração foi mistificado, atraiu impostores que tentavam consagrar-se em um órgão considerado sede da vida, para Aristóteles século IV o coração era o primeiro a mover-se e no fim da vida o último a morrer. Sendo este órgão tão admirável, encarregado de levar a fonte da vida, que pode prolongar ou condenar nossa existência, que a partir do século XX aumentou os estudos sobre os conhecimentos cardiológicos e os avanços científicos e que acaba reforçando o glamour que este órgão desperta (GOTTSCHALL, 2005). Quando o paciente entra em uma Unidade Coronariana ele não tem conhecimento sobre a cirurgia que pretende se submeter nem mesmo sobre o funcionamento normal do coração, é necessário que ele esteja orientado de maneira clara a respeito da anatomia e fisiologia do coração, para que ele seja conhecedor de como será o procedimento, cabe a equipe de enfermagem esta tarefa. É difícil para as pessoas aceitarem a hospitalização, é um acontecimento bastante assustador, o significado da doença é uma ameaça, e o sentir-se doente caracteriza uma ruptura na relação do ser humano com o mundo. Este evento distingue-se pela vulnerabilidade que o paciente passa, mas pode ter melhor aceitação e colaboração à medida que se estabelece a confiança entre paciente e equipe de enfermagem (WALDOW, 2006). A ação do enfermeiro na educação em saúde é ajudar o paciente a aceitar a doença e saber conviver com suas limitações, trabalhando o autoconhecimento para alcançar o equilíbrio emocional e interagir com o paciente e a família, humanizando o cuidado fornecido, numa assistência integral. Conforme SOBECC (2007) o pré-operatório compreende às 24 horas antes do evento até a chegada do paciente ao Centro Cirúrgico e este momento é marcado pelos preparos específicos para a cirurgia, o enfermeiro junto com a equipe deve visualizar problemas que necessitem de intervenções para diminuir o risco cirúrgico, que consiste no agrupamento de todas as alterações funcionais que poderiam de alguma forma afetar o resultado final do evento. A visita no pré-operatório é atividade exclusiva do enfermeiro e tem por intento tornar o paciente menos temeroso em relação à cirurgia, adquirindo mais confiança e menos medo do desconhecido, sentindo-se mais seguro para enfrentar a cirurgia e detectando problemas ou alterações relacionadas aos aspectos bio-psico-sócio-espirituais, garantindo uma assistência de qualidade, avaliando o paciente de modo individualizado, sistematizado e contínuo. A visita é importante para que o paciente e familiar estejam cientes das rotinas comuns, reações, sensações e procedimentos de enfermagem que serão realizados durante sua internação (GRITTEM, MÉIER, GAIEVICZ, 2006). A enfermagem tem a responsabilidade e o compromisso de resgatar o cuidado humanizado e holístico para o ser humano. A arte de cuidar na enfermagem é uma ação humanizadora que esta engajada na profissão por muitos anos, o profissional procura aliar o conhecimento e a capacidade técnica, compreendendo a verdadeira situação vivida pelo paciente, acrescentando empenho no sentido de manter o cuidado como uma atividade essencial e humanizada. O cuidado é indispensável em todas as situações de doenças, pois significa que o ser humano está sendo acolhido em suas necessidades humanas, por outro ser humano. O enfermeiro deve ser um educador em saúde, ajudando o paciente e seus familiares a encarar um momento tão delicado, entendendo que se trata de uma situação única em suas vidas, contribuindo assim com o aperfeiçoamento intelectual e profissional. Conclusão: Ao término da realização desse trabalho pude aprofundar o conhecimento sobre o cuidado humanizado do enfermeiro em pacientes no préoperatório de cirurgia cardíaca e entender os aspectos emocionais e orgânicos vivido neste momento tão difícil. Percebi que o paciente necessita de uma assistência individualizada, integral, intensiva e de qualidade. Para atuar em uma unidade tão complexa devemos estar sempre nos atualizando no aprendizado, na busca da melhoria das diversas técnicas assistenciais para criar possibilidades de novos horizontes ao trabalho prestado ao paciente. Portanto, o enfermeiro de uma Unidade Coronariana deve estar envolvido no principal objetivo que é a reabilitação do paciente, por meio da educação em saúde e ter o domínio dessas atividades na busca de uma assistência de qualidade em todas as fases da cirurgia cardíaca, encorajando o enfermo a aderir ao plano de regime terapêutico juntamente com a família, para que se possa cuidar cada vez mais de forma humanizada. Descritores: Cuidados pré-operatório; Cuidados de Enfermagem; Cirurgia torácica; GENOGRAMA DE FAMÍLIAS DE IDOSOS INTERNADOS NO DOMICÍLIO: CONTRIBUIÇÕES PARA A PESQUISA BITENCOURT, Mayara da Silva1; BEUTER, Margri2; SEIFFERT, Margot Agathe 3; BRUINSMA, Jamile Lais4; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5 1 Relatora. Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROICHUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Email:[email protected] 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Acadêmica de Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf –Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Introdução: O crescente número de idosos é um fenômeno mundial e no Brasil as transformações ocorrem de maneira radical e acelerada. As proje ções indicam que, em 2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, com um número superior a 30 milhões de pessoas (CARVALHO, 2003). O idoso é mais vulnerável às doenças crônicas, podendo comprometer sua autonomia e tornando-o dependente de cuidados, que na maioria das vezes passam a ser responsabilidade da família. No entanto, as famílias podem não estar preparadas para exercer tal função. Com o intuito de atender essas novas demandas no cenário da saúde, a internação domiciliar surge como uma importante modalidade de atendimento à saúde com visitas periódicas de equipe multiprofissional para orientar/atender famílias que cuidam de idosos doentes no domicílio (BRASIL, 2006). Nesse contexto, também vale ressaltar que as famílias possuem diversas configurações, que podem influenciar o cuidado ao seu familiar idoso. Devido à redução da taxa de fecundidade, o número de filhos está cada vez menor, e as demandas familiares crescentes, limitando a disponibilidade, tanto dos pais de cuidar de seus filhos, quanto dos filhos de cuidar de seus pais. Além disso, o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, a valorização do individualismo e os conflitos intergeracionais, contribuem para as modificações nos arranjos domiciliares (MORAES, 2012). De acordo com Wrigth e Leahey (2008), um fato significativo ou a modificação de um dos integrantes da família afeta a todos em graus variados. Assim, o adoecimento do idoso e sua necessidade de cuidados domiciliares interferem na vida de todo o núcleo familiar. Diante disso, é preciso usar instrumentos de pesquisa que venham auxiliar para uma melhor compreensão das famílias. Um desses instrumentos é o genograma, que segundo Wrigth e Leahey (2008), trata-se de um diagrama do grupo familiar, que facilita as interpretações da experiência familiar e ao representar a estrutura interna, propicia dados sobre os relacionamentos ao longo do tempo, podendo também incluir informações sobre saúde, ocupação, religião, etnia e migrações. Justificativa: considerando a importância das famílias para o cuidado do idoso em internação domiciliar, torna-se relevante conhecer a estrutura dessas famílias, por meio de seus genogramas, para compreender como ocorre sua organização para o cuidado ao idoso. Objetivo: descrever a composição das famílias de idosos internados no domicílio . Metodologia: trata-se de recorte da pesquisa “Demandas de cuidado para a família de idoso em internação domiciliar: contribuições para a enfermagem”. O projeto de pesquisa foi analisado e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria com Certificado de Apresentação para Apreciação Ética: 11349012.6.0000.5346. Também foi registrado no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde sob número 033030. O estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa com caráter descritivo. Os sujeitos da pesquisa foram famílias de idosos internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM).Os instrumentos utilizados para coletar os dados foram entrevista, observação e genograma. A coleta ocorreu no período de fevereiro a maio de 2013. Os dados apresentados no presente resumo foram extraídos dos genogramas das famílias, construídos antes de cada entrevista com as famílias, em seus respectivos domicílios. Para construir os genogramas foi utilizada uma folha de papel em branco e o diagrama familiar foi se constituindo à medida que a família relatava as informações, como idade, sexo, o cupação e doenças dos integrantes. Foram incluídas pelo menos três gerações, iniciando-se com o idoso em internação domiciliar. Resultados: A pesquisa foi realizada com seis famílias de idosos internados no SIDHUSM. Dos idosos em internação domiciliar, dois eram homens e quatro eram mulheres. Outra pesquisa utilizando genograma para avaliar a composição familiar de idosos, também encontrou a predominância do sexo feminino (PAVARINI et al., 2008). Dois tinham idade entre 60 e 69 anos, dois entre 70 e 79 anos e dois possuíam idade entre 80 e 89 anos. Em apenas uma família o idoso internado no domicílio não era aposentado, todos os cônjuges, da mesma forma, também recebiam aposentadoria. Dentre os motivos que levaram a internação no domicílio destaca-se Acidente Vascular Cerebral isquêmico (dois idosos), fratura de perna(dois), neoplasia do tipo melanoma (uma idosa) e Insuficiência Cardíaca Congestiva (uma idosa). Os idosos também possuíam comorbidades associadas, destacando-se a hipertensão arterial, em cinco idosos, e o diabetes mellitus em dois idosos. Dois idosos eram viúvos e os demais eram casados. Apenas uma idosa já era casada anteriormente, tendo filho do primeiro casamento. A maioria dos cônjuges dos idosos internados também possuía doenças crônicas, com destaque também para diabetes mellitus e hipertensão arterial. Estudo também evidenciou maior frequencia das doenças diabetes e hipertensão entre os integrantes das famílias dos idosos (PAVARINI et al., 2008). Quanto ao número de filhos, em quatro famílias o idoso possuía três filhos, em uma seis filhos e o utra o idoso tinha oito filhos, totalizando 12 filhos homens e 14 mulheres. Em três famílias os filhos dos idosos apresentavam doenças crônicas, como hipertensão arterial (três filhos), diabetes mellitus (quatro filhos), problemas cardíacos (quatro filhos), insuficiência renal crônica (uma filha). Cabe mencionar que dois filhos que possuem problemas cardíacos já passaram por cirurgia para colocação de válvula cardíaca e uma filha realiza hemodiálise três vezes na semana. Os filhos homens dos idosos trabalhavam como garçons, vigilantes e na construção civil. A maior parte das filhas são donas de casa ou trabalham como serviços gerais e domésticas, apenas duas são funcionárias públicas e uma trabalha como pedagoga em sua escola de educação infantil. Outro dado importante diz respeito à escolaridade, a maioria dos filhos dos idosos possui o ensino fundamental, alguns o ensino médio completo e apenas dois o ensino superior. Cinco filhos são solteiros e os demais são casados, destes casados, apenas dois não possuem filhos. Todos os idosos possuem pelo menos dois netos. Em uma família o idoso em internação domiciliar tem 13 netos e dois bisnetos, sendo a família constituída de quatro gerações. Os integrantes com os quais o idoso residia também foram o utras informações coletadas durante a construção dos genogramas. Em três famílias os idosos moravam com seus cônjuges, em uma família, além do cônjuge moravam dois filhos, em outra o idoso morava com o filho, a nora e três netos e em uma família a idosa morava sozinha, mas possuía um filho morando em uma casa localizada atrás do seu domicílio. Para Pereira et al (2009), o genograma permite visualizar a dinâmica familiar e as relações entre seus membros, através de símbolos e códigos padronizados, em pelo menos três gerações, fornecendo bases para a discussão e análise das interações familiares. Conclusão: os dados possibilitaram a melhor compreensão das famílias dos idosos internados no domicílio por meio da sua composição, incluindo dados como idade, profissão, estado civil, número de filhos e netos, doenças, entre outros. Dessa forma, os genogramas são ferramentas que auxiliam na apreensão do contexto familiar, em todas as suas complexidades e singularidades, contribuindo para as pesquisas envolvendo famílias. Descritores: família, idoso, assistência domiciliar. SABERES E PRÁTICAS DE CUIDADO DE USUÁRIOS COM ÚLCERAS VENOSAS NEVES, Gabriela Leal¹; BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin²; RIZZATTI, Salete de Jesus Souza³ ¹Apresentadora. Acadêmica do 5º semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Mar ia (UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM). E-mail: [email protected] ²Enfermeira. Doutora. Professora Associada II do Departamento de Enfermagem e Programa de PósGraduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. ³Enfermeira do HUSM. Mestranda em Enfermagem- PPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem/UFSM. Introdução: As úlceras venosas (UV) são responsáveis pela principal causa de úlcera de perna, com uma ocorrência que atinge índices de até 80,0% (MARTINS, 2008), e podem acometer adultos e idosos. A úlcera de origem venosa merece atenção especial por parte dos profissionais da área da saúde, pois é extremamente incapacitante, além de geralmente causar isolamento social, aposentadoria ou afastamento do emprego, inabilidade para o trabalho devido a dor, depressão, perda da auto-estima, afetando assim, de modo significativo a produtividade e a qualidade de vida dos indivíduos, além de determinar gastos significativos para os serviços de saúde (JUNIOR et al, 2001; BORGES, 2005; SILVA e LOPES, 2006).Por isso, são necessários cuidados apropriados e de forma resolutiva, com vista ao restabelecimento da saúde das pessoas e seu retorno às atividades cotidianas. Considerando a importância de uma assistência adequada a esta população, há necessidade da atuação de uma equipe multiprofissional, na qual está inserida a Enfermagem. Entre as atividades da Enfermagem, destacam-se os cuidados com a avaliação ampliada das pessoas com úlceras venosas, tais como: avaliação das lesões, planejamento e implementação dos cuidados, encaminhamentos necessários, além de ações educativas. O serviço ambulatorial da Ala I do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é um setor de atendimento primário e secundário nas várias especialidades clínica e cirúrgica. Nesse setor situa-se o serviço de angiologia que atende consultas pré-agendadas e demandas espontâneas oriundas do município de Santa Maria e das cidades da região de abrangência da quarta e décima Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Os profissionais de enfermagem que atuam neste serviço desenvolvem habilidades e competências no tratamento de feridas, especialmente as de origem venosa, em parceria com outros profissionais e estudantes da área da saúde. Diante disso, desenvolvem-se estudos inseridos no Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria(UFSM). O Projeto de Pesquisa “Saberes e práticas de cuidado popular de pessoas com úlcera venosa: implicações para a enfermagem” está inserido no macroprojeto denominado “Atenção aos usuários com Úlcera Venosa: implicações para o cuidado de enfermagem”. Justificativa:A realização deste estudo é justificada pela necessidade de saber como os usuários desenvolvem as práticas em saúde no domicílio, para assim ocorrer uma aproximação de saberes, otimizando a eficácia do cuidado. Estas informações contribuirão para a qualidade do cuidado, na atenção e no controle dessa doença, prevenindo complicações em decorrência da lesão, bem como, valorizando as práticas de cuidado realizadas no domicílio e buscando aproximar o saber profissional do popular. Objetivo: Apresentar o projeto “Saberes e práticas de cuidado popular de pessoas com úlcera venosa: implicações para a enfermagem”.Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo, qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida no ambulatório do HUSM e no domicílio das pessoas com úlcera venosa. Os participantes da pesquisa são usuários adultos e idosos, de ambos os sexos, com lesão venosa, agendados para consultas ou ainda pela demanda espontânea de pessoas que realizam curativo no ambulatório. A coleta de dados realizou-se por meio de observação e entrevista semiestruturada. Para análise dos dados deste estudo, está sendo utilizada a análise de conteúdo temática de Minayo. Serão respeitados todos os aspectos éticos conforme Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. A pesquisa possui parecer favorável do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da UFSM processo nº 23081.007762/2011-41 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE)0129.0.243.000-11; Registro no Gabinete de Projetos (GAP) do Centro de Ciências da Saúde da UFSM e no Sistema de Informações Sobre Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (SISNEP) nº029341. Resultados: O Projeto “Saberes e práticas de cuidado popular com úlcera venosa: implicações para a enfermagem” compõe a Dissertação de Mestrado da enfermeira do HUSM, Salete de Jesus Souza Rizzatti, inserindo-se no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. A pesquisa tem como questão norteadora: “Como se desenvolve o cuidado aos usuários com úlcera venosa assistidos no ambulatório do HUSM e suas implicações para a enfermagem?” Atualmente, os dados estão sendo analisados. Com esse estudo, observa-se que as pessoas acometidas por UV apresentam restrições nas suas atividades laborais, socioculturais, nos afazeres cotidianos e na estética, podendo levar a distúrbios emocionais (SILVA et al., 2009). Tratando-se de uma doença crônica, torna-se imprescindível que a pessoa conheça sua condição de saúde para saber o que e quando esperar em cada situação, colaborando, dessa forma, com sua própria adaptação (COSTA et al., 2011). Deve-se buscar a autonomia do indivíduo com UV, ressaltando a escuta e a valorização do sujeito como corresponsável no processo de cuidar, pois este ocupa o papel principal no controle da hipertensão venosa, no processo de cicatrização da lesão e no cuidado de si. Ressalta-se a importância do profissional utilizar uma comunicação verbal familiar à linguagem do usuário, para que o mesmo possa compreender as informações que lhes são transmitidas, e assim contribuir para o sucesso do tratamento (KREUTZ; MERIGHI; GUALDA, 2003). Percebe-se que o cuidar transcende o tratar, remetendo a uma forma complexa e integral, sendo intrínseca à pessoa humana. Vai além do modelo biomédico, o qual fragmenta o sujeito em partes, com ênfase na doença. Nesse sentido, percebe-se que cuidar é compreender a subjetividade de cada pessoa, bem como valorizar e incentivar o conhecimento popular. Para agregar os setores popular e profissional (científico) permitindo uma interação de saberes, necessita-se descentralizar o profissional do papel de detentor do saber. Ao investigar um grupo social e os tipos de cuidado que procuram, deve-se ter a compreensão de que os mesmos precisam ser visualizados dentro de seu contexto, pertencentes a um momento histórico e com características socioeconômicas e ambientais particulares (HELMAN, 2009). Dessa maneira, a enfermagem se insere como uma profissão do cuidado, onde a prática perpassa o dia a dia, considerando a universalidade e a diversidade dos sujeitos, apoiando-se na cultura dos mesmos para um melhor entendimento de suas ações. Conclusão: Considera-se necessário que os profissionais compreendam as representações e as diferentes formas de perceber a saúde, a fim de atentar para os aspectos individuais da vida do adoecido, do seu cotidiano e dos arranjos em sua rotina para o gerenciamento da doença. Nesse sentido, espera-se que esta pesquisa alcance repercussão no meio acadêmico, assim como entre os profissionais de saúde, especialmente na enfermagem, tanto na construção do conhecimento como para qualificar o cuidado aos pacientes com úlceras venosas. Além disso, reconhecer a existência dos setores de cuidado à saúde (setor popular e setor profissional), pode possibilitar ao profissional compreender melhor o contexto em que a pessoa se encontra, identificando suas potencialidades e suas necessidades de cuidado, visando à aproximação do saber profissional ao popular. Descritores: úlcera educação em saúde. varicosa, cuidados de enfermagem, saúde, enfermagem, FATORES RELACIONADOS COM A EMERGÊNCIA DE INFECÇÕES NASOCOMIAIS POR BACTERIAS MULTIRRESISTENTES: UMA REVISÃO DE LITERATURA Deise Joseane da Silva1; Aline Fernanda Nascimento1; Luana Quintana Marchesan2; Liliane Souto Pacheco3; Alexandre Vargas Schwarzbold4. 1 Aluna do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria. Relatora; 2 Aluna do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria; 3 Médica Infectologista. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria; 4 Médico Infectologista, Professor da Disciplina de Doenças Infecciosas e Coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. Contato: [email protected] Introdução: Os antimicrobianos sãos as drogas mais prescritas em hospitais e o seu emprego irracional tem proporcionado o surgimento de cepas resistentes, tornando o seu uso uma das maiores preocupações mundiais o que faz o seu controle rigoroso extremante necessário. Objetivo: Sintetizar ,através de uma revisão de literatura, os principais fatores envolvidos no desenvolmente das infecções nosocomiais por microorganismo multiresistentes. Metodologia: Revisão integrativa da literatura através de busca de artigos científicospublicados nos últimos 15 anos nas bases de dados online Pubmed, Scielo, Lilacs e Cochrane. Os unitermos utilizados foram: bacterial resistance, hospital infection, multidrug-resistant germs. Selecionamos um total de 27 artigos que correspondiam ao objetivo dos estudo. Revisão da literatura. As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são, sabidamente, locais de grande concentração de infecções (BRUSSELAERS et al., 2011). Isso se dá devido à grande concentração de drogas administradas como sedativos – que reduzem os reflexos como tosse e deglutição – e antimicrobianos – que distorcem a microbiota normal e selecionam mutantes resistentes (MARWICK et al., 2009., FUJIMURA et al., 2007; ROGUES et al., 2007; IOSIFIDIS et al., 2008; CURCIO et al., 2009), favorecendo o aparecimento de cepas multirresistentes o que torna ainda mais difícil o controle dessas infecções (BRUSSELAERS et al., 2011). O uso indiscriminado de antibióticos e a baixa adesão às medidas de controle de infecção foram identificados como fatores importantes para o aumento da resistência microbiana no ambiente hospitalar por CALDEIRA et al.(2009). Entre os microorganismos gram-positivos mais importantes relacionados com resistencia encontramos os Staphylococcus aureus resistentes a meticilina e oxacilina (MRSA – methicilin-resistent S. aureus) e os enterococcus resistentes a vancomicina (ERV) (JONES, 2001; BOUCHER et al., 2009).Entre as bactérias gram-negativas, a resistencia é principalmente devido ao rápido aumento das cepas Klebsiella pneumonia, Escherichia coli, e Proteus mirabilis produtoras de Beta-lactamases de espectro extendido (ESBLs); alto nível de Beta-lactamase resistente a cafalosporina de terceira geração entre Enterobacter spp. e Citrobacter spp., e multirresistencia entre P. aeruginosa, Acinetobacter spp, e Stenotrophomona maltophilia (JONES, 2001; BOUCHER et al., 2009). Durante as últimas décadas, descobriu-se que alguns antibioticos tem um maior risco de promover resistência antimicrobiana, por exemplo cefalosporinas de Terceira geração, vancomicina, imipenem e fluoroquinolonas intravenosas (CLARK et al., 2003; CARLET et al., 2007). Conclusão Considerando as evidencias apontadas neste trabalho nota-se a importância de conhecer a realidade local e assim elaborar de uma política de uso de antibióticos que minimize a ocorrência destes microorganismos multirresistentes e a mortalidade relacionada à estas infecções. Descritores: antibacterianos, resistência microbiana a medicamentos, infecção hospitalar. DOENÇAS, AGRAVOS E EVENTOS DE SAÚDE PÚBLICA DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA NO CENTRO OBSTÉTRICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BANDEIRA, Danieli¹; DAMACENO, Adalvane Nobres²; ILHA, Caroline³; HODALI, Namir Ferreira el 4 ; ROSSATO, Vergínea Medianeira Dallago5. ¹ Relator. Residente. Enfermeira. Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Hospital Universitário de Santa Maria. [email protected] ² Graduando em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. ³ Residente. Enfermeira. Centro Obstétrico. Hospital Universitário de Santa Maria. 4 Residente. Farmacêutico. Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Hospital Universitário de Santa Maria. 5 Enfermeira. Doutora em Educação e Ciência pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Responsável técnica pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH). Hopsital Universitário de Santa Maria (HUSM). INTRODUÇÃO: A atenção obstétrica e neonatal, prestada pelos serviços de saúde, deve ter como características essenciais a qualidade e a humanização. É dever dos serviços e profissionais de saúde acolher com dignidade a mulher e o recémnascido, enfocando-os como sujeitos de direitos¹. Dessa forma de acordo com o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, é critério fundamental para o acompanhamento pré-natal a solicitação de exames dentre eles sorologia para sífilis (VDRL); Teste anti-HIV com aconselhamento pré-teste, pós-teste e consentimento da mulher; IgM para toxoplasmose. Apesar da ampliação na cobertura do pré-natal, a análise dos dados disponíveis demonstra comprometimento da qualidade dessa atenção. Isso pode ser evidenciado pela incidência de sífilis congênita, estimada em 12 casos/1000 nascidos vivos no SUS². JUSTIFICATIVA:O presente estudo justificase considerando a Lei Nº 8080/90, que dispõe sobre a execução das ações de vigilância epidemiológica como uma das atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) e define a Vigilância Epidemiológica como um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças e agravos. Tendo em vista a Portaria nº 2254 de 5 de agosto de 2010 que institui a Vigilância Epidemiológica em âmbito hospitalar como parte integrante do Subsistema de Vigilância Epidemiológica do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS), a qual faz menção a realização do monitoramento de casos hospitalizados por doenças e agravos prioritários para o SNVS, de acordo com as prioridades definidas pela SVS/MS, como base na situação epidemiológica e na viabilidade operacional, além de apoiar e desenvolver estudos epidemiológicos ou operacionais complementares de doenças de notificação compulsória no ambiente hospitalar. A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino³. OBJETIVO: Quantificar os números de casos de Sífilis, Sífilis Congênita, Vírus da 1Imunodeficiência Humana e Toxoplasmose registrados em uma planilha compartilhada entre o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) e o Centro Obstétrico (CO) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) no período de janeiro a julho de 2013. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo quantitativo dos casos de sífilis em gestante, sífilis congênita, gestante HIV, criança exposta ao HIV e toxoplasmose atendidos no CO do HUSM no período de janeiro a julho de 2013. Os dados foram extraídos de uma planilha compartilhada entre os setores do NVEH e do CO desta instituição, alimentada por busca ativa, prontuários e exames laboratoriais. RESULTADOS: A sífilis em gestante, doença infectocontagiosa sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas temporárias, sujeita a períodos de latência cuja evolução é dividida em primária, secundária e terciária, a transmissão pode ocorrer via sexual, que representa quase a totalidade dos casos. A ocorrência de sífilis em gestantes evidencia falhas dos serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e o tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na prevenção da doença. São realizados controles diários dos exames VDRL em uma planilha compartilhada com o Centro Obstétrico a fim de investigar exames reagentes para que sejam notificados, investigados e acompanhados. No que se refere ao quantitativo de exames VDRL realizados no CO/HUSM no período de janeiro a julho de 2013 foram realizados 1768 exames, destes, 15 foram positivos e 110 exames de VDRL deixaram de ser solicitados pelo serviço. A Sífilis Congênita é a infecção do feto pelo Treponema pallidum, transmitida por via placentária, em qualquer momento da gestação ou estágio clínico da doença em gestante não tratada ou inadequadamente tratada. Sua ocorrência evidencia falhas dos serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na prevenção dessa forma da doença. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação, estando, entretanto, na dependência do estado da infecção na gestante, ou seja, quanto mais recente a infecção, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais gravemente o feto será atingido. Inversamente, infecção antiga leva à formação progressiva de anticorpos pela mãe, o que atenuará a infecção ao concepto, produzindo lesões mais tardias na criança. Sabe-se que a taxa de transmissão vertical da sífilis, em mulheres não tratadas, é superior a 70%, quando elas se encontram nas fases primária e secundária da doença, reduzindo-se para 10 a 30%, nas fase latente ou terciária. Da mesma maneira que os casos de sífilis em gestante que foram 15, tivemos o mesmo quantitativo de casos de sífilis congênita. Ressalta-se que das 15 gestantes com sífilis, 10 realizaram pré-natal. A Sífilis Congênita é passível de prevenção, bastando que a gestante infectada seja detectada e prontamente tratada, assim como seus parceiros sexuais. Portanto, a medida mais efetiva de controle da doença consiste em oferecer a toda gestante uma assistência prénatal adequada. No entanto, as medidas de controle devem abranger outros momentos: antes da gravidez e na admissão à maternidade, seja no momento do parto, seja na curetagem por abortamento ou durante qualquer outra intercorrência na gravidez. Mesmo o diagnóstico tardio da infecção materna, realizado na admissão para o parto, é válido, pois, a despeito de não evitar a doença na criança, haverá condições de tratar a mulher e o concepto, reduzindo as complicações advindas da infecção. Quanto às gestantes HIV considera-se como infectada toda gestante, parturiente ou nutriz que apresentar resultado de exame laboratorial para HIV reativo e, por criança exposta ao HIV considera-se todos os conceptos de mães soropositivas ou que tenham suspeita de infecção pelo HIV e todas as crianças que 2 tenham sido amamentadas por mulheres infectadas ou que tenham suspeita de infecção pelo HIV. Nesse caso, a notificação e investigação deverá conter dados da nutriz. No período do estudo, foram identificados 19 casos de gestante HIV positivas, destas 16 haviam realizado prénatal. Quanto as crianças expostas ao HIV, foram identificadas 17 crianças nascidas vivas neste período. Por fim, a toxoplasmose é uma doença cosmopolita, causada por protozoário. Apresenta quadro clínico variado, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves. O diagnóstico da infecção produzida no homem pelo Toxoplasma gondii durante a gestação e o seu reconhecimento nos recém-nascidos é especialmente importante pela gravidade das lesões, muitas vezes definitivas. É uma das mais danosas doenças para o feto particularmente quando a gestante adquire a infecção nos dois primeiros trimestres da gravidez. No serviço durante o período houveram 4 casos confirmados. A triagem sorológica no pré-natal e a vigilância epidemiológica podem ser essenciais para reduzir o risco da toxoplasmose congênita. Nas regiões com baixa prevalência da infecção toxoplásmica, esta pode ser uma estratégia alternativa, mas se torna indispensável em regiões com elevada prevalência.CONSIDERAÇÕES FINAIS:A educação em saúde, ou prevenção primária, envolve a promoção do conhecimento sobre os meios de evitar a infecção. Os referidos agravos de notificação compulsória expostos no presente trabalho são passíveis de diagnóstico e tratamento durante o pré natal. Percebe-se que existe uma articulação deficiente na rede de atenção a saúde da mulher no município, de modo que o sistema de referência e contra referência dessas mulheres é falho. No HUSM realizam-se encaminhamentos antes da alta hospitalar das puérperas e recém-nascidos, por meio do contato telefônico as unidades de saúde da região a qual pertencem às usuárias, sendo agendo as consultas de puerpério, puericultura e teste do pezinho. No entanto, essa contra referência é realizado somente por enfermeiras residentes do programa de residência multiprofissional hospitalar –área de concentração mãe-bebê, o que impossibilita atender a toda demanda assistida no hospital. Acredita-se ser fundamental uma maior interação entre os serviços hospitalar e de atenção básica, assim como, comprometimento dos profissionais de saúde a fim de qualificar a assistência do pré-natal fornecida a estas usuárias. DESCRITORES: Enfermagem, Gestante, Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde Pública. A PERCEPÇÃO DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PARA DISMENORREIA COM ACADÊMICAS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UFSM ANSCHAU, Juliette Liesenfeld1,3; DIAS, Marianna1; OLIVEIRA, Melissa1; BRAZ, Melissa Medeiros. 1 Acadêmica do curso de Fisioterapia da UFSM; 2 Docente do curso de Fisioterapia da UFSM; 3 Relatora [email protected] Introdução A dismenorreia, popularmente conhecida como cólica menstrual, é um distúrbio ginecológico definido como menstruação dolorosa que impede ou limita as atividades de vida diária, necessitando de tratamento. É um dos sintomas mais frequentes em Ginecologia e aparece normalmente, na maioria das mulheres, em maior ou menor grau, durante a menstruação. Sua prevalência, embora de difícil estimativa, é uma das queixas mais frequentes em consultórios ginecológicos e parece variar de 45% a 95%. Grande parte da população feminina que sofre de dismenorreia primária apresenta quadro de sinais e sintomas que podem levar à incapacitação em seus afazeres habituais, comprometendo suas atividades de vida diária, laborais e de lazer. O tratamento para esta patologia divide-se em farmacológico e conservador, sendo a Fisioterapia uma das possibilidades terapêuticas, com técnicas de baixo custo, não invasivas. Essa tem como objetivos prevenir ou reduzir a intensidade da dor menstrual, aparecimento de sintomas concomitantes, tensão dos grupos musculares afetados. Como tratamento fisioterapêutico são utilizados exercícios de contração muscular perineal, TENS, ondas curtas, ultrassom pulsado, corrente interferencial, alongamento global, massoterapia, liberação miofascial e manipulação de vértebras. Justificativa Sendo a dismenorreia um problema que afeta uma grande parte da população feminina, levando a incapacitações e algias que interferem nas atividades de vida diária, e tendo a Fisioterapia como uma ferramenta de baixo custo e com resultados satisfatórios, justifica-se o estudo. Objetivo Investigar a percepção do tratamento fisioterapêutico para dismenorreia com acadêmicas do curso de Fisioterapia da UFSM. Metodologia As acadêmicas foram abordadas com um questionário no qual continha questões referentes à história ginecológica, características da dismenorreia e tratamentos realizados para a mesma. Resultados Foram investigadas 70 estudantes, com faixa etária variando entre 17 e 27 anos (20,08 ± 1,96 anos). A idade da menarca variou de 7 a 15 anos (12,17 ± 1,48 anos). Quanto às características do ciclo menstrual, 11,4% das mulheres referem ter o ciclo maior ou igual a 7 dias, 48,5% entre 4 a 6 dias, 35,7% de 2 a 4 dias e , por fim, 2,8% de 1 a 2 dias. Quanto à utilização de anticoncepcional oral, 84,2% das acadêmicas utilizam. Destas, 48 estudantes (68,5%) têm queixas de dismenorreia, sendo 38,5% de intensidade leve, 52,8% moderada e 8,5% severa. Em relação ao tratamento, 60,4% das meninas realizam o tratamento medicamentoso e não houve relatos de tratamento fisioterapêutico para esta patologia. Conclusão Sabe-se que as repercussões sociais e pessoais da dismenorreia são inúmeras. Sendo assim, vale ressaltar a importância da atuação fisioterapêutica para que haja melhora tanto no quadro de dor quanto na qualidade de vida dessas mulheres, através da utilização de técnicas e recursos específicos, os quais tornarão o tratamento não invasivo, conservador e de baixo custo. Descritores Dismenorreia, Fisioterapia, Tratamento. A COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS NA PERSPECTIVA FAMILIARES ENVOLVIDOS NA SITUAÇÃO DE INTERNAÇÃO DE BASSI, Mariana1; QUINTANA, Alberto Manuel2; MONTEIRO, Daniela Trevisan3; SALVAGNI, Adelise4; PIERRY, Larissa Goya5. 1 Relatora. Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista PROICHUSM 2012. E-mail: [email protected]. 2 Psicólogo. Pós-Doutor. Professor do Curso de Psicologia e dos Programas de Pós-graduação em Psicologia (Mestrado) e Enfermagem (Mestrado) da Universidade Federal de Santa Maria. 3 Psicóloga. Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria. 4 Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. 5 Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista PROICHUSM 2012. Introdução: Comunicar significa ter a possibilidade de produzir entendimento através do diálogo, dos atos cotidianos de fala. Assim, comunicar refere-se a um emissor ativo e um receptor passivo, papeis que vão sendo trocados ao longo do diálogo, fazendo parte de uma relação interpessoal onde os dois são atuantes no processo de comunicação. Para que esta ocorra, é preciso que o receptor tenha compreendido a mensagem. Dessa forma, a comunicação é competência para a produção da assistência em saúde, comprometida com a humanização. No que concerne à comunicação de más notícias, conceitua-se como aquela que, drástica e negativamente, altera a perspectiva do paciente e de seus familiares em relação ao seu futuro. Comunicar más notícias no cenário hospitalar pode gerar dificuldades para os profissionais que precisam realizar essa tarefa, assim como se trata de um momento difícil para o paciente e para sua família. Justificativa: Os resultados dizem respeito à escuta do familiar e à relação deste com o médico, em um envoltório de comunicação verbal e não verbal. Nesse sentido, a pesquisa poderá ser utilizada como ferramenta por profissionais da saúde, facilitando a relação dos mesmos com pacientes e familiares, podendo melhorar a aceitação de um resultado desfavorável. Objetivo: Tem-se como objetivo geral compreender o processo de comunicação de más notícias no contexto de uma Unidade de Tratamento Intensivo para adultos, na perspectiva de familiares envolvidos na situação de internação. Metodologia: Este trabalho é um recorte da dissertação de mestrado intitulada “Por Detrás da Fala”: A Comunicação de Más Notícias na Perspectiva de Médicos e Familiares. Tratou-se de um estudo qualitativo, de cunho exploratório e descritivo, que abrangeu a totalidade de 11 familiares de pacientes internados na Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital escola do interior do Rio Grande do Sul. O número de familiares participantes foi atingido mediante o critério de saturação da amostra. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e observação não participante para a coleta das informações, trabalhadas a partir da análise de conteúdo. Salienta-se que o projeto foi aprovado pelo comitê de ética, sob o registro CAAE: 0367.0.243.000-11. Resultados: O familiar se encontra em um momento de angústia, o que pode ocasionar dificuldades em compreender as informações passadas pelos médicos. Além disso, outros fatores dificultantes do entendimento são o uso médico de termos próprios da profissão e geralmente desconhecidos pelo familiar, e a ausência de troca entre tansmissor e receptor, constituindo-se apenas como uma passagem de informação verticalizada. Na maioria das vezes, a compreensão não é checada pelos médicos, resultando diferença entre o que foi informado e o que o familiar de fato entendeu. Conclusão: Os familiares se sentem angustiados frente à hospitalização de seu ente querido. Há esperança de uma evolução positiva no quadro do paciente, o que nem sempre condiz com a realidade. No meio destas vivências as dúvidas são comuns, e quando não são sanadas, causam crise/desorganização familiar e medo da perda. Deve-se considerar como significativa a relação médico-familiar, pois esta acontece a partir da comunicação e possui laços estreitos com as más notícias. Palavras-chave: comunicação, hospitalização, relações profissional-família. DANOS PSICOLÓGICOS NO TRABALHO DA ENFERMAGEM EM CLINICA CIRÚRGICA SILVA, ROSÂNGELA MARION DA1; BECK, CARMEM LÚCIA COLOMÉ 2; ZEITOUNE, REGINA CELIA GOLLNER 3, TONEL, JULIANA ZANCAN 4, REIS, DAIANE APARECIDA MARTINS DO. 1 Relator, Enfermeira, Doutoranda em Ciências DINTER UNIFESP-UFSM-UFRJ/EEAN, e-mail [email protected] 2 Orientador, Enfermeira, , Professor Associado Departamento de Enfermagem da UFSM, Coordenadora do Projeto PROIC/2012 – nº 031073/2012- registrado no GAP CCS , 3 Enfermeira, Professor Titular do Departamento de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ. 4 Acadêmicas de enfermagem da UFSM INTRODUÇÃO: As doenças relacionadas ao trabalho, em especial os agravos de ordem emocional, são difíceis de caracterização, pois estes ocorrem de forma insidiosa (SECCO et al., 2010). JUSTIFICATIVA: Estudar questões relacionadas a saúde do trabalhador de enfermagem é estar contribuindo também para a qualidade da assistência. OBJETIVO: identificar os riscos de adoecimento para danos psicológicos em trabalhadores de enfermagem de clínica cirúrgica. MÉTODO: Estudo transversal, quantitativo, realizado em uma Unidade de internação de um Hospital Universitário. Participaram trabalhadores de enfermagem com um ano de experiência na profissão e que estavam na atividade assistencial. Foram excluídos aqueles em licença de qualquer natureza, afastamento ou férias. A população foi de 47 trabalhadores. Foi utilizado um questionário para caracterização sociodemográfica e a Escala de Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, que foi validada para a realidade brasileira (MENDES; FERREIRA, 2007). É composta pelos fatores: danos sociais, físicos e psicológicos, sendo esse último fator apresentado neste estudo. O fator Danos Psicológicos contem 10 itens, distribuídos em uma escala do tipo Likert, e são definidos como sentimentos negativos em relação a si e a vida em geral. O escore pode atingir valores abaixo de 1,9 com classificação de risco de adoecimento mais positiva (suportável), entre 2,0 e 3,0 avaliação moderada (crítica), entre 3,1 e 4,0 avaliação moderada (grave), e acima de 4,1 com avaliação mais negativa (presença de doenças ocupacionais). Os dados foram coletados entre julho e agosto de 2012, t abulados em uma planilha eletrônica do Excel e analisados com o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences®18. O projeto obteve parecer favorável para a sua realização (CAAE 02505512.4.0000.5505 ). RESULTADOS: Danos Psicológicos apresentou consistência interna satisfatória (alfa de Cronbach = 0,95). Sobre os trabalhadores, são predominantemente mulheres (89,4%), casadas (66%), com filhos (68,1%) e que atuam no turno noturno (48,94%). A idade está em torno de 40,32 anos, sendo as auxiliares de enfermagem aquelas com maior média de idade (47,7 anos). Observando-se os itens do fator Danos Psicológicos, apresentaram maior mediana: “mau-humor”, “tristeza” e “irritação com tudo”, com risco de adoecimento suportável. Foi observada presença de doenças (avaliação mais negativa) entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Não foi observada diferença estatística significativa entre Danos Psicológicos e a variável turno de trabalho (p=0,746). A organização do trabalho em turnos possibilita a ocorrência de alterações na saúde dos trabalhadores, que precisam se adaptar ao turno de trabalho. Aqueles que atuam no noturno, especialmente, enfrentam a privação crônica do sono, pois ao finalizar a jornada de trabalho depara-se com períodos curtos e descontínuos de sono, que é interrompido por ruídos domésticos, crianças, chamadas telefônicas, vozes familiares entre outros fatores que não propiciam horas reconfortantes de descanso (GARCIA, 2004). Esse fato pode ser agravado quando se trata de mulheres trabalhadoras. CONCLUSÃO: A identificação de risco de adoecimento suportável para Danos Psicológicos é resultado considerado satisfatório, produtor de prazer no trabalho e que deve ser mantido e consolidado no ambiente organizacional. Descritores: enfermagem, saúde do trabalhador, riscos ocupacionais. O ACADÊMICO DE ENFERMAGEM FRENTE À UNIDADE DE CLÍNICA CIRÚRGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA NEVES, Gabriela Leal¹; SOARES, Rhea Sílvia de Ávila², CORTES, Laura Ferreira³ ¹Apresentadora. Acadêmica do 5º semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM). E-mail: [email protected] ²Enfermeira da Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM. Mestranda em Enfermagem - PPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Gestão em Enfermagem e Saúde. ³Enfermeira. Professora Substituta do Departamento de Enfermagem da UFSM. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM (PPGEnf/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado à saúde das pessoas, famílias e sociedade do Departamento de Enfermagem da UFSM. Introdução: O ser humano quando acometido por uma enfermidade se torna vulnerável, razão pela qual merece ser olhado com muito respeito, haja vista ser um doente e não uma máquina a ser reparada ou um objeto a ser reconstituído. O paciente tem uma história de vida, é rodeado por um lar, pelo trabalho, por parentes, alegrias, tristezas, esperanças e temores. Dessa maneira, uma pessoa que se encontra doente e hospitalizada apresenta um desequilíbrio de suas necessidades humanas básicas que tem por consequência o estresse, sendo este ainda maior quando há recomendação de procedimento cirúrgico (JORGETTO, 2005). Assim, Ruschel, Daut e Santos (2000) afirmam que quando os aspectos psicológicos não são considerados na situação de tratamento cirúrgico, poderá haver aumento da predisposição para complicações emocionais que prejudicam a convalescença, chegando a intensificar, em algumas situações, a morbidade no período pós-operatório. Ainda consideram que a cirurgia é uma experiência de muita ameaça na vida de qualquer pessoa, pois envolve uma carga emocional característica. A forma como cada um enfrenta esse tipo de intervenção poderá facilitar ou não a completa recuperação e readaptação à vida normal. As principais fontes de ansiedade no período pré-operatório são a separação de casa, da família, de seu ambiente, de suas coisas; o medo com relação à vida em si e; ser forçado a assumir o papel de doente e antecipar questões diretamente relacionadas com o físico, tais como o ato cirúrgico, a dor e a perda do controle sobre si mesmo. Por isso, a enfermagem, enquanto ciência e profissão, deve assistir ao paciente em toda a sua complexidade e para tanto necessita de anotações completas e objetivas a cerca deste paciente, de tal modo que o embasamento científico seja garantido, tendo em vista a promoção da saúde e a recuperação da doença. Justificativa: O Programa de Formação Complementar em Enfermagem (PROFCEN) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) surgiu a partir da necessidade de aprimoramento e de formação contínua e de qualidade. Tal iniciativa permite que o aluno tenha novas experiências, as quais ampliam o seu universo de formação profissional, cultural e cidadã. Visando contemplar as possibilidades criadas pelo programa, propôs-se identificar as atividades realizadas pelo enfermeiro na Unidade de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Destacam-se como objetivos centrais o aprimoramento das habilidades técnicas adquiridas durante o 4º semestre do Curso de Enfermagem e inerentes ao enfermeiro, assim como a aquisição de agilidade e de competência. Objetivo: Este trabalho busca realizar uma reflexão crítica a partir das experiências vivenciadas em uma Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM, por uma acadêmica do 4º semestre do Curso de Enfermagem da UFSM durante o desenvolvimento das atividades propostas no PROFCEN. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca das atividades observadas e desenvolvidas durante as vivências acadêmicas de uma estudante do 4º semestre do Curso de Enfermagem da UFSM, inseridas no PROFCEN. As atividades ocorreram no HUSM, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), de referência regional e de ensino no Rio Grande do Sul (RS). A execução deste programa de ensino e de extensão conta com a supervisão de um enfermeiro da unidade e de um professor orientador. A vivência foi realizada entre os meses de agosto a setembro de 2013, totalizando 120 horas, durante a carga horária da enfermeira supervisora. Para inserção em tal iniciativa, foi necessária a elaboração de um plano de atividades pela acadêmica. Resultados: Durante o período de vivência pode-se observar que as atividades mais frequentemente realizadas pelo enfermeiro são as relacionadas às avaliações do paciente, aos registros e elaboração do processo de enfermagem e execução de cuidados diretos ao paciente. O enfermeiro possui a necessidade de estar junto ao paciente, intervindo na decisão, orientação e implementação dos cuidados de enfermagem. Na organização do trabalho, a cada troca de turno os pacientes sob responsabilidade do enfermeiro recebem avaliação, a fim de que seja percebida cada mudança de quadro ou de condição de saúde. Essa organização está baseada nos pressupostos do atendimento das necessidades humanas básicas do indivíduo e sua família, segundo metodologia do Processo de Enfermagem (HORTA, 1977). Percebe-se, desse modo, um cuidado de enfermagem integral e humanizado, desenvolvido através de um trabalho em equipe, visando assegurar os melhores resultados para a recuperação e promoção da saúde dos pacientes. As atividades realizadas durante o programa de vivências foram variadas incluindo cuidados com: higiene e conforto, uso de soluções parenterais e administração de medicamentos, pacientes em necessidade de uso de oxigenoterapia, o alívio da dor, a troca de curativos e as demais demandas da unidade. Foi possível, ainda, a aplicabilidade da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Na unidade existempacientes ostomizados, os quais aspiram cuidados de enfermagem. As intervenções cirúrgicas que resultam em ostomias intestinais são muito comuns em oncologia, trauma e cirurgia gastroenterológica (MENDONÇA, 2007). A avaliação pré-operatória de uma cirurgia geradora de estoma é imprescindível para que se alcance uma reabilitação eficiente voltada para o autocuidado e reduzam-se suas taxas de complicações. A consulta de enfermagem é além de uma ação de ajuda, uma ação de aprendizado na qual enfermeiro e paciente interagem, buscando solucionar problemas identificados por meio do diagnóstico de enfermagem. Também se observou inúmeros pacientes com uso de drenagem torácica, o que permitiu a observação junto ao enfermeiro no cuidado a tais pacientes. A drenagem torácica é um procedimento cirúrgico que requer a instalação de drenos após a realização rigorosa do procedimento de antissepsia da pele, seguido de curativo da ferida cirúrgica e monitoramento do conteúdo líquido ou gasoso drenado da cavidade pleural, para evitar o surgimento de intercorrências e/ou complicações clínicas, como infecções (LÚCIO, ARAÚJO, 2011). Nesse sentido, são muitos os cuidados enfrentados pela equipe de enfermagem no período pré, peri e pós-cirúrgico. No período pré-cirúrgico, por exemplo, o profissional de enfermagem durante a primeira avaliação irá explicar a finalidade dos equipamentos de drenagem torácica e os procedimentos que serão adotados no ato cirúrgico e no período pós-cirúrgico. Tal ato é realizado na Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM, geralmente, em uma sala de educação em saúde. Esta sala dispõe de material educativo para que possa ser explicado o procedimento a ser realizado e como o paciente retornará à unidade. No período pós-operatório, o paciente submetido à drenagem torácica deve receber informações sobre o posicionamento corporal para facilitar a remoção de secreções e a drenagem do líquido ou gás presente na cavidade pleural. Deve, ainda, ser informado sobre a possibilidade do uso de analgésicos para combater a dor no pós-operatório, facilitar a tosse e a mobilidade no leito, bem como deve receber informações que o tranquilize e reduza o nível de estresse e ansiedade (LÚCIO, ARAÚJO, 2011). Conclusão: As atividades desenvolvidas na Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM proporcionaram o crescimento acadêmico e cultural da participante, contemplando os objetivos e contribuindo para o aprimoramento de competências e habilidades técnico-científicas. Propor atividades como estas é de grande valia para a qualificação profissional e motiva os alunos à busca por novas experiências e oportunidades como esta. Descritores: enfermagem, cuidados de enfermagem, saúde, relações enfermeiropaciente, ansiedade. PROTOCOLOS DE ATENÇÃO À SAÚDE EM EMERGÊNCIAS DE SAÚDE PÚBLICA NASCIMENTO KHOURI Rodayne¹; BIRK Paula Thaís²; WEBER Caroline³; DALL’AGNOL MÓR Marinel4 ¹ Relatora: Acadêmica de Medicina da UFSM. Email: [email protected] ² Acadêmica de Medicina da UFSM ³ Acadêmica de Odontologia da UFSM 4 Orientadora: Professora do Departamento de Saúde da Comunidade Introdução: O Programa de Educação pelo Trabalho (PET) constitui-se em vivências em políticas públicas de saúde, planejamento e avaliação do sistema de saúde, seus serviços e ações. Além do exposto, o programa prima pela ambientação interdisciplinar dos alunos em gestão e serviços de vigilância, visando à construção de conhecimentos e a divulgação de subsídios que auxiliem o planejamento estratégico do setor da saúde. Em decorrência da calamidade acontecida em boate da cidade de Santa Maria, o PETVigilância em Saúde da UFSM estruturou-se direcionado à vigilância e respostas rápidas às emergências em Saúde Pública e desastres, que é uma das prioridades da Agenda Estratégica da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde 2011-15. Justificativa:A sistematização de informações sobre protocolos para atenção em emergências de saúde pública, devido a desastres, pode alicerçar ações das esferas do governo. Dessa forma, tais esferas de poder podem atuar de forma integrada, validada e efetiva no gerenciamento de situações relativas às situações críticas de qualquer natureza ou tamanho. Objetivo:Mais do que preparados para se adaptar a novas formas de resposta aos desastres, os gestores de saúde, devem estar prontos para conceber e atuar a partir de um modelo único que orientem suas ações. Por tal motivo, este trabalho visa apresentar e sintetizar protocolos que amparem tais ações de atenção à saúde em emergências de saúde pública, a fim de fornecer uma visão geral de como manejar uma comunidade vitimizada de uma forma sóbria, segura, padronizada e conhecida por todos que atuam em emergências e situações críticas.Metodologia:Foi feita uma revisão bibliográfica narrativa buscando protocolos de Planos Estratégicos de Ação veiculados pelos principais organismos internacionais especialistas no manejo do impacto psicoemocional de um desastre. Para isso foram consultados os sites da Organização de Resgate Humbolt, da International Critical Incident Stress Foudacion (ICISF), assim como os sites da National Voluntary Organizations Active in Disasters (NVOAD), da Cruz Vermelha Americana, da National Organizaation for Victim Assistance, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e daInternational Society for Traumatic Stress Studies (ISTSS).Resultados:Os protocolos encontrados são amplos, sistemáticos e multicomponentes. Eles visam gerenciar ações a partir das fases do comportamento da comunidade assolada, a fim de se tamponar a dor proveniente do impacto psicológico e amenizar suas consequências, uma vez que o impacto psicológico dos desastres é muito maior que a destruição física. Durante e após o desastre, a comunidade vitimada passará por uma prevista experiência dividida em fases. A partir do conhecimento dessas fases, pode -se estruturar um plano de estratégias e táticas que atenda as demandas e complexidades dos desastres. A primeira fase será a de Pré-Impacto, na qual se leva em conta as atividades prévias ao desastre. É subdividida em Prevenção: ações que visam diminuir a intensidade das consequências de um desastre . Exemplo: obras de proteção e controle para prevenir deslizamento, inundações, secas, incêndios, explosões, escapes de gases ou substâncias tóxicas. Mitigação: objetiva diminuir riscos produzidos por um fenômeno que seja impossível impedir, como furacões, erupções vulcânicas e tsunamis. Um exemplo seria organizar os assentamentos humanos e desenvolver planos integrais de desenvolvimento socioeconômico para refugiados de guerras. Preparação: visa reduzir ao mínimo a perda de vidas e outros danos. Nesta fase, é aplicado o Protocolo Integrado de Resposta. Nele, há duas considerações importantes: profissionais que prestarem serviços de intervenção psicológica devem ter treinamento especializado e somente metodologias psicoterapêuticas com eficácia cientificamente comprovada devem ser empregadas para tratar o Trauma Psicológico Complexo. Segue-se a fase de Impacto, quando a emoção predominante é o medo. Vítimas podem apresentar um estado temporário de choque, confusão, atordoamento, já que desastres têm um efeito narcótico que impede a assimilação imediata do ocorrido. Nesta fase, a atenção inicial deve estar distante de uma resposta farmacológica. O esforço deve ser em maximizar a resiliência da comunidade afetada. Fase Heróica: apresenta-se durante o impacto e depois. Tem a duração de algumas horas a alguns dias. Caracterizada por enormes níveis de energia da comunidade local, nacional e internacional que se traduzem em ações de resgate, ajuda, oferecimento de refúgio. A emoção predominante é o altruísmo. Durante esta fase e na seguinte, deve-se aplicar protocolos para o gerenciamento de estresse nos incidentes críticos. Tais protocolos preconizam oferecer psicoeducação, informando sobre sintomas normais, patológicos e orientar no reprocessamento da experiência. Também propõem a moderação da crise mediante o emprego de estratégias restauradoras das funções cognitivas e adaptativas da população, através do regresso à normalidade: restauração da rotina. Nesta fase, as instituições públicas e culturais de vem dar sentido ao que aconteceu, elaborando uma narrativa coletiva e coerente do desastre. As comunidades necessitam dessa narrativa para sua saúde mental. Fase Lua de Mel, durando de três semanas a três meses, é caracterizada por fortes sentimentos de apoio, coesão e otimismo. Há intensa sensação de compartilhamento de uma experiência catastrófica. Entretanto, é a fase em que a mídia coloca sua atenção na reconstrução física da zona do desastre e transmite mensagens de “o pior já passou”, “agora temos que olhar para frente”. Nesta fase, deve -se atentar que este comportamento desautoriza as pessoas de viverem seu luto, causando devastadores efeitos psicoemocionais, podendo deteriorar o tecido social da comunidade. Fase Desilusão: aparece a fadiga. Sua duração é de seis meses a mais de um ano. É a fase marcada pelo surgimento da desorganização social: há aumento da violência, agressão, vandalismo, saques e violações sexuais. Os sobreviventes, como seus socorristas e familiares podem se sentir desamparados, e por isso, a vigilância deve ser mais rigorosa, pois há forte risco de suicídio e homicídio. Fase Reconstrução: processo de completo retorno à normalidade. Tem a duração de vários anos. Fase caracterizada pela necessidade da criação de novas fontes de trabalho e recuperação do desenvolvimento social, reparar danos materiais, considerar medidas de prevenção e suavizar os riscos, restabelecer totalmente o equilíbrio psicoemocional. O aniversário do primeiro ano do desastre precipita ou exacerba os sintomas comunidade nessa situação. Conclusões: Esta revisão possibilitou conhecer o modelo consistente e padronizado de gerenciamento das fases das situações limite. Percebe-se que é fundamental ter ciência das estratégias e táticas disponíveis para o enfrentamento dos devastadores efeitos psicoemocionais e psicossociais provocados pelos desastres. Dessa forma, pode -se minimizar o risco de iatrogenia, aprimorar o atendimento às vítimas ao se padronizar ações, tornando-as efetivas e eficientes. Descritores: Protocolos; Atenção à saúde; Vigilância; Desastres; Saúde Pública. CUIDAR DO DOENTE CRÔNICO NO DOMICÍLIO: IMPLICAÇÕES NO COTIDIANO DAS FAMÍLIAS BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; POTTER, Clarissa3; SILVA, Matheus Souza4; Salete de Jesus Souza Rizzatti5 1 Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail: [email protected] 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Enfermeira. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria- UFSM. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. 4 Aluno da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista FIPE.Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Mestranda em EnfermagemPPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem/UFSM. INTRODUÇÃO: A transição demográfica e epidemiológica que vem ocorrendo nos últimos anos tem modificado o contexto atual de saúde e provocado um aumento significativo de doenças crônico-degenerativas em adultos e idosos. Inúmeros indivíduos acometidos pela doença tornam-se incapacitados pelas limitações que este quadro gera e também dependentes de cuidados constantes. Diante desse quadro, ocorrem mudanças na vida do paciente e também na família que desempenha o papel de principal cuidador e é quem está mais próxima de seu familiar durante a prestação de cuidados diários no domicílio. Neste sentido, a família necessita se reorganizar e os papéis e funções de cada membro devem ser repensados e distribuídos de forma a ajudar o indivíduo a trabalhar com os sentimentos confusos e dolorosos causados pelo processo de adoecer (MARCON et al., 2009). Conviver com a doença crônica obriga os indivíduos a procurar os serviços de saúde com maior frequência e a passar por hospitalizações muitas vezes prolongadas, devido às complicações que a doença causa (MONTEFUSCO; BACHION, 2011). A permanência nos serviços de saúde torna-se uma oportunidade para o enfermeiro auxiliar esse familiar na capacitação para o cuidado domiciliar, especialmente nos casos de doenças crônicas que, normalmente, necessitam de cuidados específicos por um tempo prolongado em sua residência(PENNA; DIOGO, 2005). O preparo das famílias para o cuidado no domicilio, em especial dos cuidadores familiares, pelos profissionais de saúde contribui para o sucesso no seguimento de tratamentos e, conseqüentemente, para uma breve recuperação dos indivíduos e também evita que novas internações hospitalares aconteçam. Nesse contexto, a enfermagem apresenta-se como profissão que participa da capacitação da família para o cuidado, visto que possui formação voltada à educação da clientela que assiste (ROCHA et al., 2008). JUSTIFICATIVA: O aumento de portadores de doenças crônicas dependentes de cuidados tem sido responsável por levar algumas famílias a vivenciarem a experiência do cuidar no ambiente doméstico. Existem fragilidades e dificuldades para a prestação do cuidado por familiar no ambiente domiciliar e, para tanto, os profissionais de saúde, em especial os da enfermagem, devem incluir a família no conjunto de usuários que necessitam de orientações e apoio no sentido de qualificar a assistência a este grupo populacional. OBJETIVO: Tem-se como objetivo do estudo analisar as publicações e descrever as implicações do cuidado domiciliar ao doente crônico no cotidiano das famílias. METODOLOGIA: A busca dos estudos foi realizada junto à Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) acessando as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e portal Scientific Eletronic Library Online (SciELO). A seleção do material ocorreu no mês de agosto de 2013, utilizando-se os descritores de assunto “assistência domiciliar” and “família”, conforme o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde). Após a busca inicial pelos descritores, o refinamento ocorreu pela leitura dos títulos e dos resumos. Por conseguinte, foram analisadas e selecionadas as publicações de interesse para esse estudo obedecendo aos seguintes critérios de inclusão: textos na forma de artigo, disponíveis na íntegra gratuitamente em meio eletrônico, nos idiomas português, espanhol e inglês, publicados em periódicos nacionais e internacionais nos últimos cinco anos, até o mês de julho de 2013. Como critérios de exclusão foram utilizados: produções oriundas de teses, dissertações e monografias, com resumos ausentes ou incompletos e que não atendiam a temática do estudo. Na busca inicial foram encontrados no total 75 artigos, 26 na SciELO e 49 na LILACS. Aplicando os critérios de inclusão e exclusão, restaram 19 artigos científicos que fizeram parte da análise. RESULTADOS: Dos 19 artigos selecionados, três foram publicados no ano de 2008, sete em 2009, um em 2010, dois em 2011, cinco em 2012 e um em 2013. A enfermagem predominou como área dos autores. Quanto ao tipo de pesquisa 15 eram pesquisas de campo, duas revisões de literatura, um estudo de caso e um caracterizou-se como artigo de reflexão. Das pesquisas de campo, 12 eram pesquisas qualitativas e três eram quantitativas. Sobre os sujeitos das pesquisas de campo a maioria dos estudos foi realizada com cuidadores familiares, totalizando 12 estudos, dois com enfermeiros, um com familiares e idosos. Em todos os estudos que utilizaram cuidadores familiares como sujeitos, o papel de cuidador principal era realizado pela figura do sexo feminino, como por exemplo, mães, filhas, esposas e sobrinhas. Isso pode dificultar no cuidado quando a doença gera incapacitações nos indivíduos e estes se tornam dependentes da força física de outra pessoa para realizar algumas atividades diárias, aumentando significativamente a sobrecarga física dos cuidadores. Além disso, a maioria das famílias entrevistadas nos artigos é de baixa renda e sofrem com as dificuldades financeiras impostas pela doença, que exige gastos altos com medicamentos que não são distribuídos na rede pública e materiais de higiene. Devido a isso não possuem recursos suficientes para contratar alguém para auxiliar no revezamento dos cuidados. Há situações em que os familiares acabam perdendo o vinculo empregatício para assumir o papel de cuidador e também assumem as atividades domésticas, por não ter outra pessoa que possa assumir esse papel e pelas dificuldades financeiras. Outra dificuldade enfrentada é que diante dessa situação os cuidadores familiares acabam não tendo tempo para cuidar de si e acabam negligenciando períodos de descanso e lazer. Alguns estudos expressaram que os familiares, ao assumirem o cuidado do doente no domicílio, ficam desamparados, carentes de informações e orientações para darem sequência ao tratamento. E então constroem seus aprendizados isoladamente a partir de seus próprios saberes e crenças somadas às experiências adquiridas em outros momentos ao cuidar de alguém ou ser cuidado. O despreparo do cuidador para atender às necessidades dos familiares pode gerar ansiedade e adoecimento, ocasionando situações de risco para ambos. A mudança da rotina da família é uma das situações que mais gera stress no cuidado domiciliar. Algumas mudanças são necessárias, por exemplo, na alimentação e horários da familiar, nas divisões das tarefas, há uma mudança de papéis nos integrantes dessas famílias e alguém terá que cumprir as tarefas que o individuo não pode cumprir em decorrência da doença. Conhecer as dificuldades no cuidado familiar prestado aos adultos e idosos portadores de doenças crônicas no domicílio é essencial para subsidiar o profissional de enfermagem na realização de práticas educativas e capacitar os cuidadores. Assim, torna-se possível melhorar a qualidade do cuidado prestado no domicilio e também a qualidade de vida do indivíduo doente e sua família. CONCLUSÃO: A família é um importante aliado no cuidado, por isso é preciso sempre incluí-la nas ações de enfermagem, para compartilhar saberes, dúvidas e decisões para o cuidado do paciente portador de doenças crônico-degenerativas no domicilio. Para prevenir possível adoecimento dos cuidadores, é importante que profissionais de saúde procurem promover a corresponsabilidade de todos os membros da família para a divisão das tarefas do cuidado. É importante, também, a formação de grupos de cuidadores, onde se tornam possíveis a troca de experiências e a obtenção de conhecimento através de relatos de fatos ocorridos durante os cuidados. Descritores: Assistência domiciliar; Família; Cuidados de enfermagem. A FAMÍLIA COMO FONTE DE APOIO E INCENTIVO PARA CONCLUIR O TRATAMENTO ONCOLÓGICO ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS, Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; KARKOW, Michele Carvalho5 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da UFSM. 3 Acadêmica de enfermagem da UFSM. 4 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. 5 Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM. INTRODUÇÃO: O câncer carrega o estigma de doença fatal. A ideia da possibilidade de morte frente ao câncer é, geralmente, acompanhada de angústia e temores (BORGES et al, 2006). A imagem negativa construída pela sociedade a respeito do câncer pode dificultar a assimilação da doença e contribuir para a maximização das dificuldades (DÓRO et al, 2004). Conviver com o câncer é uma tarefa que envolve a pessoa que o vivencia, a família, o contexto do trabalho, as subjetividades, as experiências anteriores, os efeitos do tratamento, o contato com pessoas que vivenciaram ou vivenciam situação similar. (INCA, 2012). Considerando que a realização do tratamento oncológico é uma experiência vivida de modo singular por cada paciente, da mesma forma os recursos utilizados por estes para enfrentar e superar as dificuldades vividas nesse processo são também diversificadas. Nesse sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias identificadas nos resultados de estudo que buscou apreender o significado da finalização do tratamento oncológico para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico. METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado nos ambulatórios de quimio e radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria/RS. Participaram dez pacientes que atenderam aos critérios de: estar na última sessão do tratamento, ter boas condições físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram excluídos os que não tinham conhecimento do diagnóstico. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo modalidade temática. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP/UFSM (CAAE no 13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre os resultados evidenciados identifica-se a família como fonte de apoio e estímulo para que os pacientes realizem a terapêutica, suportem os efeitos colaterais e as dificuldades, conseguindo finalizar o tratamento. O apoio, advindo do cônjuge, filhos, irmãos, cunhados, é expresso por meio de gestos que denotam a preocupação e o afeto dos familiares para com a pessoa doente. Isto pode ser identificado na disponibilidade para acompanhar o tratamento, cuidar e proteger. Receber visitas e telefonemas, principalmente, de filhos que moram distantes constitui-se em fonte de incentivo. O desejo de participar do futuro dos membros da família incentivam os pacientes a aderir ao tratamento e não desistir do mesmo. Destaca-se o compromisso pessoal assumido pelos pacientes de finalizar o tratamento para ser exemplo para os familiares. CONCLUSÃO: A família tem papel fundamental no apoio e incentivo ao tratamento oncológico e a motivação para que o paciente o realize. Reconhecer esse papel por parte da enfermagem e oferecer suporte para a família contribui para que essa possa aprender a cuidar e também ser cuidada. DESCRITORES: Família, Oncologia, Enfermagem A VIVÊNCIA ACADÊMICA FRENTE À MORTE ENCEFÁLICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; BEGNINI, Danusa3 1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da UFSM. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. INTRODUÇÃO: Morte encefálica (ME) é a morte do cérebro, incluindo o tronco cerebral, que desempenha funções vitais como a respiração e circulação e cessação irreversível de todas as funções do cérebro. Quando a morte encefálica ocorre, a parada cardíaca é inevitável, embora os batimentos cardíacos possam persistir por algum tempo, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo, podendo esta ser considerada uma das possibilidades para a doação de órgãos (BRASIL, 2013). Atualmente, o número de transplantes de órgãos com doador cadáver no Brasil vem aumentando a cada ano. No ano de 1992, o País obteve 58 transplantes, já no ano de 2011 foram 4.158 transplantes com doador em morte encefálica pago pelo SUS. No mesmo ano de 2011, considerando os diferentes tipos de transplante, o Brasil alcançou a marca de 23.397 transplantes, um novo recorde no setor (ADOTE, 2012). No ano de 1997, foi criada a chamada Lei dos Transplantes (LEI Nº 9.434/97), cujo objetivo era dispor sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, e o Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que a regulamentou e criou, no âmbito do Ministério da Saúde, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), tendo como atribuição desenvolver o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retiradas do corpo humano para finalidades terapêuticas e transplantes. (BRASIL, 2012). Este trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à morte encefálica. OBJETIVO:O trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à vivência de uma situação de Morte Encefálica. Atualmente, percebe-se que os índices de transplantes vêm aumentando em todo o país e na maioria destes casos os doadores são diagnosticados em Morte Encefálica. METODOLOGIA: A vivência da acadêmica de enfermagem, autora deste trabalho, ocorreu durante as aulas práticas da disciplina “Saúde do Adulto em Situações Críticas de Vida” no Centro de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A) de um Hospital Universitário localizado na região central do RS. Neste local a acadêmica pode acompanhar, juntamente dos profissionais de enfermagem, o processo de doação de órgãos, desde os testes clínicos até a captação destes. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No primeiro contato com um paciente em morte encefálica pôde-se presenciar, o momento da visita dos familiares a este. Foi possível perceber que este momento tinha uma característica triste, tanto para a família quanto para a equipe. A retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da família. Para que se chegue à doação de órgãos há um longo caminho, no Brasil a maioria das doações de órgãos são realizadas através do diagnóstico de morte encefálica. Em um segundo contato com paciente em morte encefálica, pode-se acompanhar com mais profundidade a situação, a equipe de enfermagem e os médicos da unidade percebiam que o quadro do paciente declinava. Todos os horários de visita eram minutos que demoravam horas para passar e era visívela tristeza e o sofrimento da família, da mesma forma, a equipe de enfermagem sente os reflexos desses sentimentos. No momento que a equipe suspeitou a morte encefálica foi aberto o protocolo que identifica esse quadro no paciente. A partir daí, foi possível acompanhar o processo de diagnóstico de morte encefálica através deste protocolo, que continha, dentre suas etapas básicas, a entrevista com a família, a comunicação com a central de doação de órgãos e, por fim, a captação dos órgãos. Para que se tenha um resultado concreto de que o paciente será um potencial doador e está em morte encefálica, uma das primeiras condutas observadas foi a retirada de todos os medicamentos sedativos e analgésicos, e a avaliação do paciente através da escala de Glasgow. O valor da escala deve ser 3 (três), o qual indica a ausência de consciência e resposta neurológica do paciente (CIHCOT – HUSM). A partir desse momento o paciente já tem um possível diagnóstico de morte encefálica e então começam os procedimentos para a confirmação. A abertura do protocolo de morte encefálica depende dos níveis de sódio estejam dentro do esperado, no caso de 130 a 160mEq/l(CFM R nº 1.480/97). Para iniciar o processo de confirmação, são realizados dois testes clínicos que avaliam a atividade cerebral do paciente. Um desses testes é realizado por um médico neurologista, sendo o resultado positivo para esse teste, após seis horas é realizado o segundo teste clínico, o qual é realizado por um médico clínico geral. Esse teste clínico consiste as seguintes avaliações: avaliar pupilas fixas e sem reatividade, ausência do reflexo córneo-palpebral, ausência de reflexo ocolocefálico, ausência de resposta às provas calóricas, ausência do reflexo de tosse e apneia (CFM R nº 1.480/97).Com o primeiro e segundo testes clínicos com resultado positivo é realizado então um exame de imagem para confirmar o diagnóstico de morte encefálica. Na situação observada pela acadêmica foi realizada uma arteriografia cerebral, que comprovou a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro e, em seguida, a família foi comunicada sobre o resultado. Neste momento, o profissional de enfermagem realiza uma conversa com a família do potencial doador para saber qual o desejo da família, se é de doar ou não os órgãos. Ao presenciar esta situação, pode-se perceber a emoção que permeava os envolvidos, e mesmo passando por um momento de dor e sofrimento, a família optou por doar os órgãos desse paciente. Após essa decisão a central de transplantes, foi comunicada e, posteriormente, foi realizada a coleta de sangue para testar a sorologia de várias doenças, dentre elas: HIV, Doença de Chagas e Hepatite. No caso deste doador todos os resultados deram negativos e o processo de doação teve continuidade. No dia seguinte, dia da captação, o doador foi encaminhado ao centro cirúrgico e a captação foi realizada. CONCLUSÃO: Por fim, pode-se concluir que foi muito importante acompanhar a trajetória deste doador, de modo que vivenciar esse processo gerou muitas reflexões, principalmente no que se refere à família deste doador, o que auxiliou na escolha do tema do trabalho de conclusão de curso da autora. Na experiência aqui relatada não houve a recuperação do paciente e o quadro evoluiu para morte encefálica, porém através da doação de órgãos, o doador poderá ajudar na recuperação de outros pacientes. Almeja-se que o relato desta experiência auxilie outros acadêmicos de enfermagem quanto à compreensão de como ocorre a doação de órgãos. DESCRITORES: Enfermagem, Doação de Órgãos, Unidade de Terapia Intensiva e Morte Encefálica PERCEPÇÃO DA ESCALA DE BORG EM GESTANTES DURANTE A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA SANTOS, Wendel Mombaque dos1; SANTOS, Caroline Mombaque dos2; PIGATTO, Camila3; GALLARETTA, Francisco Maximiliano Panchit4; PORTELA, Luiz Osório Cruz5. 1 Relator, Enfermeiro, Especialista em Enfermagem do Trabalho e Ciências da Saúde, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. [email protected] 2 Médica-Residente do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia. Universidade Federal de Santa Maria. 3 Médica Ginecologista e Obstetra, Médica-Residente do serviço de Medicina Fetal. Universidade Federal de Santa Maria. 4 Médico Ginecologista e Obstetra, Doutor em Ginecologia e Obstetrícia. Professor da Universidade Federal de Santa Maria 5 Educador Físico, Doutor em Ciências do Esporte, Professor da Universidade Federal de Santa Maria Introdução: Atividade física e reprodução fazem parte do contexto de vida de uma mulher saudável e uma combinação de exercícios regulares durante a gestação parece trazer benefícios para a mãe e o feto de diversas maneiras. A gravidez é um período ideal para mudanças do estilo de vida, incluindo aumento da atividade física e ingestão de alimentos saudáveis. A prática de no mínimo 30 minutos de exercícios ou mais beneficia a gestação nos seguintes aspectos: ajuda a reduzir a dor lombar, constipação e edema, podendo prevenir diabetes gestacional e melhorar a disposição, o humor, a postura, bem como diminuir a insônia. No músculo causa aumento do tônus, da força e da resistência. Mulheres e profissionais de saúde devem ser alertados que os efeitos de um estilo de vida sedentário na gestação contribuem para diminuição da massa muscular e aptidão cardíaca, ganho de peso excessivo, aumento de risco para diabete gestacional e pré-eclampsia, desenvolvimento de veias varicosas, dispneia e dor lombar, além de um pobre ajuste psicológico das modificações sobre seu corpo, decorrentes da gestação. A escala de Borg vem sendo utilizada de forma tradicional no controle da atividade aeróbica. Inicialmente esta escala era usada para controle da intensidade em testes aeróbicos realizados em clínicas cardiológicas, porém a literatura pesquisada não aponta nada que impeça de também ser utilizada em atividade física praticada por gestantes. Justificativa: Os obstetras, mesmo com os guidelines, não têm encorajado a prática de exercício físico em gestantes, em parte pela escassez de dados sobre a segurança do feto durante a atividade. Devido a isso, justifica-se plenamente esse trabalho pela necessidade de pesquisa neste assunto para que possamos ter segurança para a orientação quanto ao exercício na gravidez, avaliando a percepção de esforço pela gestante através da escala de Borg no final do terceiro trimestre. Objetivo: Avaliar em gestantes hígidas parâmetros hemodinâmicos maternos (frequência cardíaca, pressão arterial média) com o nível de percepção da escala de Borg durante a realização de atividade física aeróbica em período gestacional entre 30 e 33 semanas. Metodologia: Estudo transversal composto por 9 gestantes hígidas entre a 30ª e 33ª semana de gestação, no qual os testes foram realizados no Laboratório de Fisiologia do Exercício e Performance Humana, no Centro de Educação Física e Desportes da Universidade Federal de Santa Maria. Foram considerados critérios de inclusão: mulheres grávidas e saudáveis, aptas a realizar atividade física após exame médico inicial; datação precisa da gestação (DUM confirmada por US de 1º ou 2º trimestre); estar realizando pré-natal inicialmente na Unidade Básica de Saúde ; idade gestacional ≥ 26 semanas e ≤ 34 semanas; gestação com feto único; gestação baixo risco; assinar termo de consentimento livre e esclarecido; não realizar atividade física regularmente (previamente a gestação); ausência de contraindicação a prática de atividade física. E critérios de exclusão: gestação < 26 semanas ou > 34 semanas; gestação múltipla; negativa em assinar oTCLE; patologias crônicas como DM ou HAS; pacientes com história prévia de parto pré-termo antes 34 semanas; incompetência istmo-cervical ou cerclagem; sangramento vaginal ou placenta prévia; tabagismo; índice massa corporal > 30; distúrbios hipertensivos da gestação e DMG; feto com alteração estrutural ou cromossômica; restrição de crescimento intra-útero; não realizar seguimento de pré-natal com os pesquisadores. As participantes foram voluntárias e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Todas as gestantes serão submetidas a um teste ergométrico progressivo até a fadiga voluntária de acordo com protocolo de Balke modificado, em exercício físico de moderada intensidade – a fadiga será definida como o limite voluntário para o qual a participante não deseja mais continuar, não sendo utilizados exercícios de carga ou de alta intensidade e não será usada como significado de fadiga a exaustão. Para realização deste na chegada ao laboratório, elas teriam um mínimo de 15 minutos de repouso, a pressão arterial será aferida utilizando-se um esfigmomanômetro manual no braço esquerdo e também será aferida no repouso a frequência cardíaca materna, depois de 2 minutos de aquecimento em 3 mph a 0%, a velocidade será mantida a 3 mph e a inclinação aumentará 2% a cada 2 minutos. Após a inclinação atingir 12%, será mantido este nível e a velocidade será aumentada 0,2 mph cada 2 minutos. De acordo com protocolo de Balke até a fadiga voluntária usando a escala de percepção do esforço de Borg, esta que varia de 6 (sem nenhum esforço) a 20 (máximo esforço), para análise sendo dividida em 3 conjuntos: pouco cansativo (6-10), cansativo (11-15) e muito cansativo (16-20). A coleta dos dados (parâmetros hemodinâmicos e percepção de esforço) foi realizada a cada 3 minutos. A análise foi efetuada por meio de estatística descritiva de tabelas de referencia cruzada, com o SPSS versão 21.0. Este trabalho foi aprovado pelo CEP da Universidade Federal de Santa Maria sob o número CAAE 07437412.7.0000.5346 Resultados: Ao momento da primeira coleta de dados (3’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo (pressão arterial média de 90 e frequência cardíaca de 116) e cansativo (pressão arterial média de 110 e frequência cardíaca de 122); na segunda coleta de dados (6’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo (pressão arterial média de 101 e frequência cardíaca de 130) e cansativo (pressão arterial média de 107 e frequência cardíaca de 131) e muito cansativo (pressão arterial média de 110 e frequência cardíaca de 130); no terceiro momento de coleta de dados (9’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo (pressão arterial média de 105 e frequência cardíaca de 146), cansativo (pressão arterial média de 110 e frequência cardíaca de 146) e muito cansativo (pressão arterial média de 113 e frequência cardíaca de 152); no quarto momento de coleta de dados (12’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço cansativo (pressão arterial média de 118 e frequência cardíaca de 161) e muito cansativo (pressão arterial média de 100 e frequência cardíaca de 159); no quinto momento de coleta de dados (15’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço cansativo (pressão arterial média de 115 e frequência cardíaca de 156) e muito cansativo (pressão arterial média de 113 e frequência cardíaca de 163); no sexto momento de coleta de dados (18’ teste) foi evidenciado o nível de esforço muito cansativo (pressão arterial média de 115 e frequência cardíaca de 172). Conclusão: A percepção de esforço das gestantes, aferida com a escala de Borg, não demonstrou boa correlação com os parâmetros hemodinâmicos, de modo que, níveis de percepção mais baixos associavam-se com parâmetros hemodinâmicos elevados, enquanto que os níveis de percepção mais altos associavam-se com menores níveis de frequência cardíaca e pressão arterial média. Descritores: Gestantes; Atividade Motora; Gravidez. O EFEITO DO TREINAMENTO FÍSICO SOBRE O PERFIL LIPÍDICO E A PRESSÃO ARTERIAL ZUMBA, Izabelle Balta; SILVA1, Leonardo Machado2; PORTELA, Luiz Osório Cruz3; PEREIRA, SergioNunes4 1 Relatora, aluna bolsista PROIC-HUSM - [email protected]; 2Prof. de educação física, especialista; 3Prof. Associado do CEFD, responsável pelo Laboratório de Fisiologia do exercício do CEFD; 4Prof. Titular do Depto de Cirurgia do CCS (orientador) O século XXI iniciou com uma grande ameaça à saúde da população global: a elevada prevalência e mortalidade das doenças crônicas não transmissíveis, que são responsáveis por 63% das mortes globais. Esta ameaça é ainda maior nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento onde atinge 80% dos óbitos. No Brasil esta taxa chega a 72%. Por este motivo a Organização Mundial da Saúde se preocupou com estes dados e, em 2011 propôs à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a implantação do Plano Global para a Prevenção e Controle das Doenças Não Transmissíveis. Esta proposição foi aceita pelos Países Membros da ONU, tendo o Brasil assumido compromisso com este plano. O aspecto positivo desta situação é que entre as causas das doenças não transmissíveis estão as modificáveis, que são causadas por hábitos e costumes como alimentação inadequada, sedentarismo e tabagismo entre outras. Desde os estudos de Framingham em 1950 já se conhecia os fatores de risco cardiovascular como a obesidade, dislipidemia, hiperglicemia, que levam à hipertensão arterial, diabete e doenças cardiovasculares. Também desde esta época se sabe que é possível reduzir e controlar estes fatores por meio da mudança de estilo de vida, como a correção do hábito alimentar e a prática do exercício físico, além de combate ao tabagismo e a ingestão excessiva de álcool. A partir de 2003, iniciamos na UFSM um Programa de Prevenção de Doenças Cardiovasculares pela Mudança do Estilo de Vida (Prevencárdio), que apesar das dificuldades como a baixa adesão e as limitações para atingir um número elevado de participantes, tem mostrado bons resultados para as pessoas que efetivamente assumem compromisso com a sua saúde e praticam as atividades físicas regularmente e se também praticam uma alimentação saudável. A partir deste projeto, elaboramos um estudo visando avaliar os efeitos do exercício físico E da orientação nutricional sobre os fatores de risco cardiovascular, que passamos a relatar a seguir. JUSTIFICATIVA: Durante a realização do trabalho tivemos uma série de contratempos que inviabilizaram a integração do exercício com as coletas de exames e a orientação nutricional. Então decidimos avaliar os efeitos do exercício físico isoladamente sobre os fatores de risco, para numa fase posterior incluir a orientação nutricional. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do exercício físico sobre os parâmetros clínicos, antropométricos e laboratoriais dos participantes com a intenção deverificar os efeitos sobre os farores de risco existentes. METODOLOGIA: este estudo faz parte do Projeto Prevencárdio II, registrado no GAP do Centro de Ciências da Saúde sob o nº ...... O grupo estudado foi constituído por 12 voluntários com faixa de idade entre 40 e 60 anos, sendo excluídos anteriormente pessoas com lesões osteoarticulares limitantes, insuficiência cardíacasintomática, cardiopatia isquêmica, diabete mellitus insulinodependente e pessoas dislipidêmicas e hipertensos com tratamento farmacológico. Os participantes foram esclarecidos em reunião prévia e assinaram o Termo de consentimento livre e esclarecido. Posteriormente àaceitação, os participantes foram avaliados da seguinte forma: avaliação cardiológica, coleta de sangue para exames laboratoriais que incluíram colesterol total e frações, triglicerídeos, glicemia, uréia e creatinina e ácido úrico. Também foram submetido a eletrocardiograma e nos casos indicados, a critério médico, a teste ergométrico. Após esta avaliação foram submetidos a testes físicos orientados por profissional de educação física, orientados porum dos autores. Esta avaliação constituiuse por um pré-teste inicial e um exame de pós-teste, após 16 semanas de exercícios. A programação dos treinamentos constituiu-se por trêssessões semanais, com cerca de uma hora, com exercícios aeróbicos, força, alongamentos e relaxamento muscular. RESULTADOS: os resultados obtidos estão reunidos nas tabelas abaixo: Tabela 1 – Massa corporal, IMC Não se observou diferença significativa para as médias da massa corporal, mas sim para o IMC que esteve em nível de sobrepeso porém reduziu apóso período de exercícios. Tabela 2 – Variáveis laboratoriais A análise dos dados laboratoriais evidenciou elevação discreta, mas significativa da glicemia, redução não significativa do colesterol total, aumento não significativo do colesterol HDL, com redução significativa e clinicamente relevante do colesterol LDL. Elevação não significativa dos triglicerídeos, elevação significativa mas clinicamente irrelevante do ácido úrico e da creatinina e manutenção dos níveis da uréia. Tabela 3 – Pressão arterial A pressão arterial sistólica sofreu redução não significativa, mas clinicamente relevante e a pressão diastólica sofreu o inverso redução significativa mas clinicamente irrelevante. Tabela 4 – Desempenho físico em teste de 30 min. Observou-se uma melhora no desempenho físico dos participantes, que obtiveram uma melhora da performance de 27,16%, que foi significativa. Conclusão: o presente estudo, ainda que com número reduzido de participantes, demonstrou novamente que o exercício físico contribuiu para a melhoria dos indicadores de risco cardiovascular, como se pode verificar pela redução bdo IMC, do colesterol LDL, dos níveis pressóricos e da a melhora da performance física. Palavras chaves: lipídeoso, hipertensão, exercício físico FATORES DE RISCO PARA PACIENTESATENDIDAS NO HUSM O CÂNCER DE MAMA DAS MURADÁS1, RAQUEL RODRIGUES; DE CAMPOS VELHO2, MARIA TERESA AQUINO;RIESGO3, ITAMAR DOS SANTOS; BRUM4, ALEXANDRE; VOIGT5, LETÍCIA; 1. Aluna do mestrado profissional, médica residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria, relatora: [email protected] 2. Professora orientadora do mestrado, doutora e médica ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, do departamento de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Santa Maria 3. Doutor e médico ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, departamento de ginecologia e obstetrícia, 4. Médico residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria; 5. Aluna do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Maria, bolsista PROIC/HUSM 2013 Número de registro no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde: 033617 Introdução: O levantamento dos fatores de risco (FR) para o câncer de mama é um importante mecanismo para a definição de práticas de prevenção primária e de rastreamento precoce a serem implantadas nos sistemas de saúde. Muitos dos fatores influentes, infelizmente, não podem ser evitados, como o avanço da idade, men arca precoce, menopausa tardia. Justificativa: Não havia até então um estudo realizado noHospital Universitário de Santa Maria (HUSM) sobre esses fatores de risco e essa é, portanto a justificativa desse trabalho. O objetivo do trabalho é apresentar os FRencontrados na descrição médica da primeira consulta das mulheres com câncer de mama atendidas no ambulatório de mastologia do HUSM e que foram submetidas à cirurgia de mama no período de Janeiro de 2007 a Dezembro de 2012. Metodologia: Esse estudo retrospectivo foi realizado através da revisão de 279 prontuários de pacientes do HUSM que preencheram os critérios de inclusão no estudo. O programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) foi utilizado para análise estatística.Resultados: A média de idade, das pacientes atendidas e que realizaram mastectomia foi de 55 anos (DP 12,3). A paciente mais jovem tinha 20 anos e a mais idosa ao realizar mastectomia estava com 91 anos. A idade média da menarca das mulheres era de 13 (DP 1,8) e da menopausa 46 anos (DP 1,8). A média das gestações foi de 3 (DP 9,2) ao longo da menacme. A primeira gestação ocorreu em geral aos 23 anos (DP 5,6).O tempo que amamentaram, na soma das gestações, foi em média de 20 meses. Com relação a cor da pele, estava exposto no prontuário que 90% das pacientes como sendo da raça branca, 6% da raça parda/mestiça e 4% sendo da raça negra. Sobre o histórico familiar de primeiro grau com câncer, constava que 37% das pacientes tinham algum parente com câncer de mama enquanto leu-se que, 10% teve algum familiar de primeiro grau com câncer ginecológico (vulva, vagina, colo, endométrio ou ovário). Verificou-se que 45 pacientes que eram fumantes, que as mesmas fumaram em média por 23 anos, pelo menos 10 cigarros por dia. Essas pacientes (n=279) pesavam em média 68 quilos e tinham em média IMC de 27kg/mt². Conclusão: A idade é um dos fatores de maior contribuição para a gênese do câncer de mama. Em contrapartida, a idade menor que 40 anos é considerada um FR independente no câncer de mama, pois está associado a um câncer de origem hereditária e que se enquadra como risco elevado. Nesse estudo, 23 pacientes tinham idade igual ou inferior a 40 anos ao diagnóstico de câncer de mama. Operfil dessa população, na região central do estrado do rio grande do sul, mostrou que a maioria das pacientes eram brancas, tiveram 3 filhos. A idade do primeiro filho não era considerada tardia (idade > 35 anos); amamentaram e fizeram diagnóstico de câncer de mama em média 9 anos após entrarem em menopausa. A maioria das pacientes teve diagnóstico de câncer de mama após os 40 anos. Descritores: fatores de risco, câncer de mama, Brasil. ATENDIMENTO PSICOLÓGICO A MULHERES COM CÂNCER DE MAMA LIMA, Jessica1; QUINTANA, Alberto2; CANTARELLI, Natalia3; FRIGGI, Priscila4. 1 Relator, Acadêmica de Psicologia – Universidade Federal de Santa UFSM([email protected]) 2 Doutor em Ciências Sociais, Professor Adjunto do Curso de Psicologia da UFSM 3 Psicóloga, Mestranda em Psicologia – Universidade Federal de Santa Maria -UFSM 4 Psicóloga, Mestranda em Psicologia – Universidade Federal de Santa Maria –UFSM Maria – O câncer de mama é uma doença em crescente incidência, a qual, atualmente, atinge um número significativo de mulheres. Além disso, possui forte estigma social, estando atrelada a ideia de morte e sofrimento. A etapa diagnóstica tende a ser um período ansiogênico e a notícia do diagnóstico pode desestruturar a paciente que o recebe, bem como a sua família, não raro ocasionando estados depressivos. Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos e científicos que tiveram como decorrência melhorias no tratamento para o câncer, ainda hoje, o seu diagnóstico está associado à morte e ao sofrimento, estando atrelado a um forte caráter ameaçador (BRITO e CAMPOS, 2007). Isso se deve ao fato de que o câncer de mama envolve tratamentos invasivos e agressivos, pertinentes ao tratamento da doença, com a mastectomia. O forte impacto da possibilidade de mutilação de uma parte de valor simbólico especial à mulher devido à ampla significação que o seio envolve, posto que está relacionado à autoestima, à imagem corporal, à sexualidade, à feminilidade e à maternidade, o que confere um caráter de amputação real que se dá no plano de diversos sentidos (ZECHIN, 2004). Diante disso, é desenvolvido um projeto de extensão intitulado “Ações de Psicologia hospitalar no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Santa Maria”, o qual, atualmente, desenvolve atendimento psicológico a mulheres usuárias do serviço, que vivenciam o câncer de mama e necessitam de acompanhamento frente à vivência. O atendimento psicológico para as pacientes que recebem o diagnóstico de câncer faz-se necessário devido à exacerbação de sentimentos ansiogênicos oriundos do processo de adoecimento. O objetivo deste projeto é proporcionar um ambiente de escuta e acolhimento das pacientes a fim de auxiliá-las no processo de elaboração do diagnóstico e enfrentamento do tratamento. São realizados, no HUSM, atendimentos a mulheres com diagnóstico de câncer de mama e que realizam tratamento no local, as quais apresentarem demanda. É ofertado atendimento psicológico beira-leito as mulheres em período pré e pós-cirúrgico. O acompanhamento é individual, e, quando necessário, a família também recebe atendimento. As atividades do projeto também compreendem a participação quinzenal no Grupo Renascer – grupo multidisciplinar de apoio a mulheres com câncer de mama. Sabe-se que uma intervenção precoce pode evitar a cristalização da situação traumática, ao permitir incorporar o quantum de energia a uma rede associativa de modo a poder ser elaborada psiquicamente (QUINTANA, 1999). Os resultados deste projeto vem sendo positivos, na medida em que percebe-se a diminuição da ansiedade das mulheres, quando inseridas neste espaço. Algumas mulheres relatam sentir-se bem por estarem acolhidas em um momento de fragilidade. Evidencia-se como essencial o acompanhamento psicológico para tornar menos sofrido e traumático esse processo. CONDUTAS DE ENFERMAGEM NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE CATETERISMO CARDÍACO SILVA, Natalina Maria da1; PITHAN, Luiza de Oliveira2; CASTIONI, Daniani3. 1 Relatora. Enfermeira Esp. em Terapia Intensiva pel oCentro Universitário Franciscano – UNIFRA, Esp. emEducação Ambiental a Distancia pela Universidade Federal de Santa Maria. Membro do Grupo de Pesquisa: “Trabalho, saúde, educação e enfermagem”, eixo temático “Saúde, enfermagem e meio ambiente” UFSM. [email protected] 2 Autora. Enfermeira Mestre em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especialista em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Enfermeira da UCI (HUSM). 3 Autora. Acadêmica do 8º semestre de Enfermagem da UFSM-Campus de Palmeira das Missões/RS. Palavras chaves: cateterismo cardíaco, enfermagem, cuidados Introdução: As Doenças Cardiovasculares são motivo de atenção e preocupação em todo o mundo devido ao seu alto índice de morbimortalidade. Em 2005 as taxas de internações hospitalares por Doenças Isquêmicas do Coração pelo SUS em todo o Brasil foram de 196.474 mil internações, em 2010 este número sobe para 221.898 mil, representando um aumento de 11,46% deste serviço (DATASUS, 2013).Doenças Isquêmicas do Coração (DIC), como o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) são vistas como problema de saúde pública devido ao seu grande percentual de pessoas acometidas, sendo que diabéticos, portadores de dislipidemias e pessoas com aumento da circunferência abdominal são os mais propensos a desenvolverem este tipo de patologia, além da carga genética e fatores ambientais. Uma pesquisa realizada no município do Rio de Janeiro no ano de 2000 mostrou que a taxa bruta de mortalidade por DIC na população geral foi de 82,42 por 100.000 habitantes, sendo que para a população acima de 60 anos foi de 501,70 por 100.000 habitantes (PÉRISSÉ, et al, 2010). Quando a DIC ocorre é necessário na maioria das vezes a realização de cateterismo cardíaco como método diagnóstico e aangioplastia e medicação como método terapêutico. O cateterismo cardíaco abrange todas as técnicas diagnósticas e terapêuticas que usam sondas para atingir as cavidades cardíacas. De acordo com Cintra, Nishide e Nunes (2003), o diagnóstico dá-se pelo registro de pressões intracardíacas, a colheita de amostras sanguíneas para avaliação dos fluxos normais e de shunts, a realização de angiografias que revelam a anatomia interna das câmeras e dos vasos, assim como a dinâmica das paredes ventriculares que permitem avaliar o desempenho contrátil. O cateterismo cardíaco é usualmente realizado com a angiografia, uma técnica em que um agente de contraste é injetado dentro do sistema vascular para delinear o coração e os vasos sanguíneos (SMELTZER, et al, 2009). Ainda segundo as autoras Cintra, Nishide e Nunes (2003), o cateterismo cardíaco é associado a um risco não desprezível (aproximadamente um óbito por 2000 casos), o que torna a seleção dos pacientes, o preparo pré-procedimento, a atenção e cuidados durante e após o procedimento são extremamente importantes. Tendo em vista as possíveis complicações neste tipo de procedimento, a qualidade dos serviços, o bem estar do paciente e o sucesso do mesmo, este estudo se justifica pela relevância que os cuidados de enfermagem pré e pós-cateterismo ou angioplastia oferecem aos mesmos. Objetivo: Relatar os cuidados de enfermagem prestados pré e pós-procedimento cardíaco, através da observação e discussão de vivências de estudantes e trabalhadores em uma Unidade de Cardiologia Intensiva, frente a pacientes críticos submetidos a cateterismo e angioplastia. Metodologia: Relato de experiência, do tipo descritivo. Os dados do relato foram observados e discutidos por uma acadêmica de Enfermagem, a partir de registros em diário de campo da vivência em Estágio supervisionado na disciplina de Estágio Supervisionado II, do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM/Campus de Palmeira das Missões-RS, no segundo semestre de 2013 e trabalhadores da Unidade de Cardiologia. Intensiva (UCI) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)-RS/Brasil. Resultados: Após um mês de registros em diário de campo, podemos apontar os principais cuidados de enfermagem de pré cateterismo, sendo eles descritos a seguir; jejum do paciente de 8 a 12 horas, explicar ao paciente o procedimento, encaminhar o mesmo, auxiliando se necessário duas horas antes do procedimento para realizar higiene corporal bem como, tricotomia em regiões inguinais direita e esquerda, braqueal e radial quando necessário com clorexidina a 02%, visto ser este o anti-séptico utilizado para procedimentos invasivos. Cuidados de enfermagem pós-cateterismo; observar o sítio de acesso do cateter atentando para sangramento ou hematomas, manter curativo compressivo no local e peso de dois Kg sobre o mesmo evitando assim sangramento, realizar a palpação dos pulsos dorsal do pé e tibial posterior no membro inferior ou pulso radial no membro superior, comparando com o membro que não foi submetido ao procedimento. A temperatura e coloração do membro afetado também deve ser observado, assim como, queixas álgicas, dormência ou sensação de formigamento referidas pelo paciente, estes sinais e sintomas podem indicar insuficiência arterial. O repouso pós cateterismo deve ser de 4 a6 horas, evitando esforço e movimentos no membro em que foi realizado o procedimento (SMELTZER, et all, 2009).Considerações finais: Compreende-se dessa forma a importância bem como, a necessidade do estágio supervisionado, sinalizando para novas experiências no âmbito hospitalar. A assistência prestada aos pacientes no pré e póscateterismo são primordiais para o sucesso de todo e qualquer procedimento invasivo, faz-se necessário uma boa atuação de toda equipe de enfermagem frente à fragilidade e angústia que sente o paciente neste momento. Ressalta-se a relevância da assistência em unidade de cardiologia intensiva, tendo em vista, a grande instabilidade hemodinâmica dos pacientes, o que os torna extremamente instáveis, necessitando assim, de atenção contínua dos trabalhadores e estudantes atuantes neste setor. INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA: QUESTÕES SUBJETIVAS ACERCA DO “ESTAR INTERNADO” Autor: Danusa Menegat* Orientador: Rita de Cássia Barcellos Bittencourt** *Acadêmica do 8º semestre de Terapia Ocupacional da UFSM (relator – [email protected]) ** Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional da UFSM As questões que circundam a doença mental transcendem o marco da patologia individual e avança para a estrutura social. A internação psiquiátrica é a permanência diurna e noturna em hospital especializado com medicamentos para redução dos sintomas da doença e que, muito frequentemente, não favorece a melhora do paciente por provocar o isolamento social e a perda dos laços afetivos. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). A presente investigação teve por objetivo compreender, o efeito da internação psiquiátrica no cotidiano desses pacientes. O método constitui-se de revisão de literatura em livros e artigos indexados acerca da percepção do “estar internado” em unidade psiquiátrica, o marco teórico baseou-se nas concepções de Heidegger. Os resultados encontrados nos remete a refletir o quanto a condição de internação psiquiátrica afeta o cotidiano do sujeito, assim como sua estruturação psíquica, já que são indivíduos estigmatizados. Palavras-chave: Doente mental, Internação psiquiátrica, Cotidiano. OS ASPECTOS CLÍNICOS DO NÓDULO DE MAMA DAS PACIENTES ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO DE MASTOLOGIA DO HUSM. MURADÁS1, RAQUEL RODRIGUES; DE CAMPOS VELHO2, MARIA TERESA AQUINO;RIESGO3, ITAMAR DOS SANTOS; BRUM4, ALEXANDRE; LACERDA5, MELAINA; 1. Aluna do mestrado profissional, médica residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria, relatora: [email protected] 2. Professora orientadora do mestrado, doutora e médica ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, do departamento de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Santa Maria 3. Doutor e médico ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, departamento de ginecologia e obstetrícia, 4. Médico residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria; 5. Aluna do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Maria, bolsista PROIC/HUSM 2013 Número de registro no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde: 033617 INTRODUÇÃO O exame clínico das mamas constitui a base para a solicitação de exames complementares para o reconhecimento da doença em questão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), se o diagnóstico de câncer de mama for tratado oportunamente o prognóstico tenderá a ser relativamente bom. Portanto, é de suma importância que esse procedimento seja realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária. De acordo com a literatura, os sintomas mais comuns, entre as mulheres com queixas mamárias, em consultas médicas foram, em sua grande maioria, um nódulo, precedente de dor, alterações na pele da mama e por último, secreções papilares. JUSTIFICATIVA: O levantamento das características do nódulo/lesão de mama no exame físico da primeira consulta, para o diagnóstico do câncer de mama é importante mecanismo para a definição de práticas de prevenção primária e de rastreamento precoce a serem implantados nos sistemas de saúde e é, portanto, a justificativa desse trabalho. OBJETIVO: Expor o perfil clínico dos nódulos mamários descritos no prontuário de pacientes, na primeira consulta, com suspeita de câncer de mama atendidas no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e que foram submetidas à cirurgia de mama no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2012. MÉTODO Esse estudo retrospectivo foi realizado através da revisão de 279 prontuários de pacientes do HUSM que preencheram os critérios de inclusão no estudo. O programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) foi utilizado para análise estatística. RESULTADOS Na primeira consulta, na descrição do exame físico das mamas, 81,6% das pacientes apresentavam nódulo palpável; 3,5% tinham lesão ulcerada e 14,9% não apresentavam alteração nas mamas. Analisando os prontuários das pacientes atendidas no ambulatório de mastologia encontrou-se que 51% das pacientes apresentaram lesão nodular palpável ao exame físico, com medida maior que 3 cm; 47,8% apresentavam a lesão na mama direita, 49,5% apresentavam câncer na mama esquerda e apenas 2,6% apresentava lesão em ambas as mamas. A localização mais frequente dos nódulos foi no quadrante lateral superior (127 pacientes).Com relação mais específica dos quadrantes onde o câncer de mama mais frequentemente se localizava, encontramos que 37,1% estavam no quadrante superior lateral, 12,3% no quadrante superior medial, 12,3% na junção dos quadrantes superiores, 9,6% na junção dos quadrantes laterais. O restante, 28,7% distribuíram-senos demais quadrantes da mama. CONCLUSÃO: Verificou-se que, ainda nos dias atuais, com mamografias de rastreio disponibilizadas pelo SUS a todas as brasileiras, o tamanho dos tumores descritos ao exame físico, na primeira consulta das mulheres que procuram o ambulatório de mama do HUSM, é muito volumoso para o que se esperaria frente às possibilidades de diagnóstico precoce. Insistir nessa condição, melhorar o gerenciamento dos serviços e enfatizar o papel da mulher na promoção e prevenção de sua própria saúde é elemento chave para o início de possível reversão desse processo. Palavras-chaves: câncer de mama, epidemiologia, diagnóstico. A ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA CLÍNICA ESTIMULAÇÃO PRECOCE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE Autor: Danusa Menegat* Orientador: Dani Laura Peruzzolo** *Acadêmica do 8º semestre de Terapia Ocupacional da UFSM (relator – [email protected]) ** Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional da UFSM. O presente trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciado pelo estágio supervisionado em Terapia Ocupacional com ênfase em Estimulação Precoce oferecido no 7º semestre do curso de graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no período de abril à agosto de 2013. Este estágio teve por objetivo desenvolver ações e propostas com o intuito de melhorar a qualidade de vida de bebês prematuros. A intervenção terapêutica ocupacional abrangeu os seguintes objetivos: potencializar o brincar, produzir conhecimento de imagem e de esquema corporal, compreender a relação mãe- bebê e o cotidiano familiar. Essa vivência proporcionou perceber a importância da atuação do Terapeuta Ocupacional no enfoque neuropsicomotor (NPM) do paciente e as contribuições do mesmo na área da clínica de Estimulação Precoce. PALAVRAS-CHAVE: Terapia Ocupacional. Prematuridade. Relação mãe-bebê. Cotidiano. GESTÃO COLEGIADA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA – HUSM RESENER, Elaine Verena1; RODRIGUES, Arnaldo Teixeira2; GUERRA, Soeli Teresinha3; LIMA, Suzinara Beatriz Soares4; VASCONCELLOS, João Batista de5; PORTO, Beatriz Silvana da Silveira6; SOARES, Maria Nilda Maciel7; SILVA, Glimar de Aquino da8. ¹Docente do Curso de Medicina da UFSM. Diretora Geral do HUSM/UFSM. E-mail: [email protected]; 2 Docente doCurso de Medicina da UFSM. Diretor Clínico do HUSM/UFSM; 3 Enfermeira. Diretora de Enfermagem do HUSM/UFSM; 4 Docente do Curso de Enfermagem/UFSM. Vice Diretora de Enfermagem do HUSM; 5 Diretor Administrativo do HUSM; 6 Docente do curso de Medicina da UFSM. Diretora de Ensino, pesquisa e Extensão do HUSM/UFSM; 7 Secretária Executiva da Direção Geral do HUSM/UFSM; 8 Assistente em Administração-Direção Geral do HUSM/UFSM. O trabalho de gerir uma organização hospitalar necessita não só de conhecimento e habilidades do gestor, mas também de esforços de toda a equipe gestora. Na área da saúde, e principalmente nos hospitais públicos ele vive e se reproduz de acordo com a dinâmica da interação entre todos os colaboradores. A complexidade hospitalar e seu cotidiano são atravessados por interesses conflitantes e tem apontado para a necessidade de subsídios teóricos para se repensar a micropolítica hospitalar, bem como experimentar novas formas de gestão (BERNARDES et al., 2011). A fim de justificar a existência de uma organização, é a organização deve ter uma missão, que deve corresponder a alguma necessidade ou demanda da sociedade. Em função de ser composta por seres humanos que trabalham e produzem serviços para outros seres humanos, a missão e as necessidades de uma organização não são estáticas: estarão sempre suspeitas a mudanças adaptativas para acompanhar a evolução das necessidades sociais. Além da missão organizacional, de caráter genérico, outra característica comum às organizações é a departamentalização, sua divisão formal em setores com missões específicas diferentes, mesmo que complementares. Outra característica de uma organização é a sua capacidade física e lógica de controlar o seu adequado funcionamento, bem como a sua competência para praticar esse controle (FARIA, SANTOS e AGUIAR, 2003). O poder centralizado atrai, para si, problemas de menor valor, que poderiam ser decididos de forma eficaz em níveis mais baixos. No caso de uma organização descentralizada será mais criativa e apresentara maior competência de responder oportunamente aos problemas emergentes. A última característica essencial de uma composição organizativa é a sua capacidade de prestar contas pelo seu desempenho. Este é um item principal, uma vez que não há como avaliar, melhorar ou readaptar um sistema que não presta contas por sua atuação. A reunião dessas qualidades determina a eficiência e eficácia da instituição e consente a sua classificação em sistemas de baixa ou alta responsabilidade. Um caminho para a modernização gerencial tem se pautado na aposta de conseguir a modernização da gestão a partir de uma perspectiva mais dialógica e comunicativa, apoiada na mobilização dos coletivos existentes no Hospital, em torno da construção de um projeto de qualificação da assistência, do ensino e da pesquisa e tem como característica importante, a ênfase na gestão colegiada do Hospital em todos os níveis, a partir do conceito de co-gestão. O presente estudo, visa analisar a participação do coletivo, em três anos de adoção de reuniões de diretoria denominadas “Direx Amplas”. Direx Ampla, trata-se de reunião da Diretoria Executiva do HUSM, com as equipes administrativas, coordenadores, chefias de serviço, servidores do Hospital Universitário de Santa Maria( HUSM), Diretores do Centro de Ciências da Saúde, coordenadores dos Cursos de Graduação e de Pós Graduação em saúde, chefes de departamentos didáticos e alunos de graduação e de Pós Graduação Latu Sensu e Stricto Sensu da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Esta tem periodicidade mensal, em horário e local definido, das 8horas e 30 minutos até as 10 horas, mediante convite antecipado de uma semana e lista de presença. Na reunião são realizados, aprovação da ata da reunião anterior, comunicações, temática (comissões, obras, etc); relato de problemas e propostas de solução, acompanhamento de itens que requerem ação e é divulgada no site do HUSM. O período estudado é de julho de 2010 a julho de 2013. O número de reuniões foi de cinco reuniões no ano de dois mil e dez (2010); três reuniões no ano de dois mil e onze (2011); sete reuniões no ano de dois mil e doze (2012) e quatro reuniões no ano de dois mil e treze (2013), os períodos de 2010 e 2013 foram de seis meses. Na tabela 01 estão apresentadas as reuniões, conforme ano, número médio de participantes por categoria e ano. No ano de dois mil e onze (2011) o reduzido número de reuniões foi devido a greve dos servidores federais. As maiores participações ocorreram nas reuniões que trataram do Regimento Interno do HUSM, da reestruturação do Conselho Administrativo (CONAD), da proposta e tratativas de adesão à EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, plano de dimensionamento de serviços, da planilha de recursos humanos do MEC – Ministério da Educação, jornada de trabalho dos servidores, avaliação institucional e planejamento estratégico e avaliação da tragédia do Boate Kiss. A despeito de toda Diretoria se colocar à disposição da comunidade hospitalar, em reunião aberta inclusive para deliberações, o número de participantes pode ser um indicativo do quanto a gestão participativa pretendida é um processo de mudança lento. Por outro lado a diversidade de comparecimento sinaliza que os espaços colegiados começam a facilitar a construção de coletivos mais solidários e o modelo apresentado merece ser aperfeiçoado e incentivado. A gestão colegiada pressupõe uma responsabilidade aos trabalhadores, uma vez que o mesmo tem voz ativa. Este modelo busca igualmente ampliar os laços entre os trabalhadores e o seu próprio trabalho, democratizando as tomadas de decisões e a responsabilidade na resolução de problemas. Os trabalhadores se reconhecem como parte da solução, e não somente enquanto culpados ou vítimas, mas passam a ser valorizados e reconhecidos como capazes de refletir sobre os problemas da instituição (FARIA, SANTOS e AGUIAR, 2003). Também há de se destacar a questão da comunicação, sendo este um canal aberto para as comunicações gerais dos acontecimentos importantes. A Diretoria é a instância de intercessão entre as distintas unidades, e por isso a sua agenda é prejudicada pelas constantes disputas e "incêndios" apresentados a ela. A fim de que haja condições mínimas de governabilidade e planejamento, o gestor necessita ser liberado do papel de mediador dos conflitos e problemas rotineiros. Isso poderá ser obtido por meio da abertura de canais de comunicação interna e da concessão de autonomia às unidades, partindo da ampliação da visão organizacional e do comprometimento de todos os componentes da instituição. Mesmo com algumas dificuldades há de se ressaltar que a gestão colegiada enfatiza a corresponsabilidade do coletivo na busca da qualificação da assistência prestada e motivação para a execução das atividades. Descritores: administração hospitalar, gestão em saúde, administração de serviços de saúde. ESTRUTURAÇÃO DO CENTRO INTEGRADO DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA GUERRA, Soeli Teresinha1; PENTEADO, Salvador Zambrano2; RESENER, Elaine Verena3; DURGANTE, Vânia Lúcia4; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de5; VASCONCELLOS, João Batista6; SILVA, Rosângela Marion7; PRADO, Ana Lúcia Cervi8. 1. Relatora. Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela UFSM. Diretora de Enfermagem do HUSM/UFSM. E-mail: [email protected]. 2 Psicólogo do HUSM/UFSM. 3 Médica. Doutora em Medicina. Diretora Geral do HUSM/UFSM. 4 Enfermeira do Ambulatório Ala I do HUSM/UFSM. Mestre em Enfermagem pela UFSM. 5 Enfermeira. Pós Doutora. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da UFSM. 6 Administrador. Diretor Administrativo do HUSM/UFSM. 7 Enfermeira da Clínica Cirúrgica do HUSM. Doutoranda em Enfermagem Dinter UFSM/EEAN/USP. 8 Fisioterapeuta. Chefe do Serviço de Fisioterapia do HUSM. INTRODUÇÃO: O incêndio na Boate Kiss no mês de janeiro de 2013, considerada a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em incêndio, mobilizou a sociedade para a questão da segurança em ambientes fechados, bem como apontou a necessidade de capacitação dos trabalhadores da área da saúde para o atendimento a vitimas de eventos de grandes proporções. O incêndio matou 242 pessoas e feriu mais de 116 em uma discoteca da cidade de Santa Maria- Rio Grande do Sul e deixou mais centenas de pessoas com problemas de saúde diversos, como familiares, militares, profissionais da saúde e outras pessoas que se envolveram diretamente no atendimento às vítimas da tragédia. As vítimas, na sua maioria jovens, muitos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, chegavam bem, mas muitos, rapidamente já perdiam a consciência, necessitando intubação precoce para manter via aérea permeável. As más condições de segurança e a imprudência foram apontadas como a causa de morte de mais de duas centenas de pessoas. As maiorias das mortes ocorreram pela asfixia da fumaça que tomou conta do ambiente interno, sendo a intoxicação por cianeto uma das causas principais das mortes, que foi liberado pela espuma usada no isolamento acústico da boate combinado com o monóxido de carbono (WIKIPÉDIA, 2013). Em relação aos sobreviventes, após a vencida a situação imediata e superada a fase da internação hospitalar, o acompanhamento ambulatorial é necessário levando-se em consideração as múltiplas consequências e complicações posteriores, causadas por inúmeros fatores, tais como as mais variadas sequelas físicas e emocionais, problemas sociais, dificuldades econômicas e de readaptação. Além destas, outras possíveis complicações tardias poderão existir, como resultado da exposição dos sobreviventes à fumaça tóxica e ao trauma, uma vez que não se conhece de todo o que acontece com sobreviventes deste tipo de situação. OBJETIVO: Descrever a implantação do Centro Integrado de Atenção às Vítimas de Acidente (CIAVA)no Hospital Universitário de santa Maria (HUSM)/RS.JUSTIFICATIVA: O CIAVA tem como objetivos: atender as vítimas de acidentes na sua integralidade; disponibilizar estrutura logística que possibilite a realização de pesquisas com vistas à produção de conhecimento para o Sistema Único de Saúde (SUS); fortalecer o espaço de atuação multiprofissional com enfoque na formação de trabalhadores para o SUS; incrementar a preceptoria para o programa de Residência Multiprofissional ofertado pelo Centro de Ciências da Saúde, com atuação no HUSM; ampliar os espaços de formação para o desenvolvimento de práticas assistenciais para o ensino, a pesquisa e a extensão no HUSM; estabelecer a referência e contra referência para o atendimento de vítimas de acidente entre os diferentes níveis hierárquicos de atenção do SUS; viabilizar educação permanente aos trabalhadores de saúde do SUS.PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO: O Centro se direciona a população em vulnerabilidade, vítimas diretas e indiretas atingidas pelo incêndio da boate Kiss, residentes em Santa Maria e em toda a sua área de abrangência. Em vista da necessidade e o perfil do HUSM, planejou-se o presente centro com a colaboração de todos os profissionais envolvidos no atendimento das vítimas. O processo de implantação iniciou em 13 de fevereiro de 2013, coma identificação da equipe multiprofissional que atuaria no atendimento. Foram elaborados fluxos de acesso, sistematização do processo de trabalho e elaboração dos protocolos iniciais a serem praticados no Centro, sendo que, especificamente, os exames realizados nas vítimas fazem parte dos protocolos das especialidades e foram definidos em videoconferência com o Ministro da Saúde e hospitais de Porto Alegre, que também prestaram atendimento às vitimas entre eles: Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI-BR), Protocolo de Atendimento – indivíduos expostos a inalação de fumaça na boate Kiss e o PCL-C. Assim, as primeiras decisões detinham-se a definição do espaço físico e forma de encaminhamento das vitimas. As atividades ocorrem Ala Ambulatorial de adultos do HUSM (Ala I), e os atendimentos nas segundas, terças e quintas-feiras, a partir das 17 horas, a fim de não prejudicar os demais atendimentos do hospital já marcados previamente. O agendamento para atendimento das vítimas para o primeiro atendimento (acolhimento) foi realizado via 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que encaminhava as vítimas para os ambulatórios das especialidades. Esses encaminhamentos ainda poderiam ser marcados diretamente em outros serviços como Centro de Referencia em Saúde do Trabalhador (CEREST) ou via Secretaria Municipal de Saúde e do próprio Centro. Para o acolhimento de vítimas que receberam atendimento inicial após o acidente em outros serviços de saúde, foi disponibilizado o agendamento conforme procura espontânea ou referenciada por qualquer serviço da rede de saúde, pública ou privada. Foram organizados dois mutirões de atendimento, com a proposta de agendamento referenciado e/ou demanda espontânea, que foram organizados ainda nos primeiros 50 dias pós-tragédia. A primeira fase foi planejada, organizada e executada por servidores do quadro do hospital e por docentes dos diferentes cursos do Centro de Ciências da Saúde (CCS) que se disponibilizaram a incorporar o atendimento às vítimas às suas atividades de rotina. Na segunda fase foi realizado o acolhimento aos familiares, voluntários e demais pessoas afetadas indiretamente pela tragédia. Após avaliação inicial realizada pela equipe multiprofissional, as pessoas atendidas eram encaminhadas para os serviços da rede de atenção básica dos municípios de origem. Para avaliar todos os agendados e assisti-los conforme as necessidades apresentadas no momento do acolhimento foram necessárias contratações de 02 Técnicos de Farmácia, 04 Fisioterapeuta, 02 Enfermeiros, 04 Técnicos de Enfermagem, 01 Terapeuta Ocupacional, 01 Assistente Social, 03 Psicólogo, 02 Médicos Clínicos, 01 Médico Neurologista, 01 Médico Cirurgião Plástico, 05 Médicos Psiquiatras. Todas efetivadas a partir de maio, após processo seletivo emergencial realizado em abril. RESULTADOS: Até o dia 30 de junho de 2013 foram agendadas para atendimento no CIAVA 1018 vítimas que geraram 2974 atendimentos. Foram criados pela equipe multiprofissional protocolos para: acolhimento; neurologia; pneumologia; fisioterapia; queimados; fonoaudiologia. Foram realizados mutirões em 09 e 10 e 16 e 17 de março de 2013, no primeiro mutirão foram 271 atendimentos e no segundo 134, sendo realizados mais de 350 exames. Os atendimentos continuam, nas seguintes áreas: Acolhimento; Ambulatório GELP (Grupo de Estudos sobre Lesões de Pele/ Queimados); Fisioterapia (avaliações e sessões); Pneumologia (avaliações e exames); Fonoaudiologia (avaliações e sessões); Psiquiatria (avaliações e sessões); Neurologia (avaliações); Otorrinolaringologia (avaliações). Atualmente, a recepção de todos se inicia pelo acolhimento, sendo posteriormente encaminhados para avaliação nas especialidades de acordo com as necessidades individuais, como especialidades médicas, sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, realização e acompanhamento de curativos, especialidades médicas, acompanhamento psicossocial e psiquiátrico. Tem-se como perspectiva atender ao Termo de Cooperação Técnica entre o Ministério, o Governo do Estado e o Município que prevê, entre outras ações, o monitoramento e o cuidado aos sobreviventes e profissionais que atuaram no resgate do incêndio da boate Kiss, por um período de cinco anos. CONCLUSÃO: A alternativa apresentada de atenção à saúde para vítimas de sinistros sejam esses eventos isolados ou em massa, como foi o caso do incêndio na boate que vitimou fatalmente mais de 240 pessoas, gerou um trabalho intensivo e demostrou as limitações dos serviços de saúde, principalmente no que se refere a registro de dados. Desta forma, a organização de um Centro com finalidade específica, que se propõe a reunir uma fonte expressiva e segura de dados epidemiológicos tem o objetivo de desenvolver novos conhecimentos e o planejamento de ações que busquem a melhoria dos serviços de saúde. Descritores: Equipe de Assistência ao Paciente; Pesquisa Interdisciplinar; Continuidade da Assistência ao Paciente. AVALIAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA BOTTINO, Larissa Diniz1; MORAIS, Bruna Xavier2; BELTRAME, Marlize Tatsch3; CERON, Marinez Diniz da Silva4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5. 1 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM. Santa Maria, RS, Brasil.Relator: [email protected] 2 Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM.. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM Santa Maria, RS, Brasil. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM. Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: As medidas antropométricas, dentre elas a circunferência da cintura, se destacam pelo baixo custo e pela rapidez na coleta e interpretação das informações1. Além dos fatores clássicos de risco cardiovascular (idade, tabagismo, dislipidemia, história familiar), outros fatores de risco estão sendo identificados e sugeridos como marcadores de risco adicional em diferentes diretrizes, dentre eles a circunferência da cintura elevada2. Ela é um indicador para a obesidade visceral2, que pode ser utilizado para a prevenção de doenças, especialmente cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e dislipidemias3-4. Este indicador é utilizado na aferição da distribuição centralizada do tecido adiposo em avaliações individuais e coletivas, porém as diferenças na composição corporal dos diversos grupos etários e raciais são fatores que dificultam o desenvolvimento de cortes universais5. De acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão2, o valor de normalidade da Circunferência da Cintura é de até 88 cm para mulheres e até 102 cm para homens. Ao se ter conhecimento do valor dessa medida, doenças crônicas que podem ocorrer devido à exposição aos riscos ocupacionais (físicos, químicos e biológicos dos ambientes de trabalho) e fatores psicossociais e ergonômicos, poderiam ser evitadas por meio da identificação da alteração dessa medida em consultas6. Com isso, mudanças de comportamento e estilo de vida podem ser instituídas a fim de reduzir esse tipo de acometimento. JUSTIFICATIVA: O conhecimento das medidas estabelecidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser úteis tanto na suspeição precoce de risco para o desenvolvimento de patologias, em especial as cardiovasculares, quanto para a implementação de ações preventivas às doenças e de promoção à saúde desses trabalhadores. OBJETIVO: Identificar medidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário, com a finalidade de comparar com as medidas do ponto de corte estabelecidas na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa. Está inserido no projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza” aprovado, em fevereiro de 2013, pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346), o número do projeto no GAP é 033622 "HÁBITOS SAUDÁVEIS E CAPACIDADE PARA O TRABALHO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA". Foram definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no Hospital Universitário em estudo. Como critério de inclusão o trabalhador deveria ser maior de 18 anose estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do estudo. Foram excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da coleta. A coleta dos dados foi realizada por acadêmicos de enfermagem, previamente capacitados pelos pesquisadores, em março e abril de 2013. Utilizou-se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. A escolha destas variáveis decorreu da revisão da literatura sobre o tema. A circunferência da cintura foi aferida por meio de uma fita métrica inelástica. O ponto de corte para identificar circunferência aumentada foi de 88 cm para as mulheres e 102 cm para os homens2. Os dados foram inseridos no programa Epi-info®, versão 6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise dos dados foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizou-se a estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequências absoluta e relativa. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM. Foram observados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde7. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza do Hospital Universitário em estudo, participaram da pesquisa 157 (91,3%) trabalhadores. As perdas (8,7%) foram por recusa à participação na pesquisa. Dos participantes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Houve predomínio do sexo feminino (87,9%), idade média 39,9 anos (±9,8), mínimo 19 e máximo 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); com ensino médio completo (38,9%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%) e renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Com relação à medida da circunferência da cintura, os trabalhadores apresentaram em média 94,9 cm (±13,19), mediana 96 cm, mínimo de 64 e máximo de 160 cm. De acordo com os limites estabelecidos na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial, 58 (36,9%) trabalhadores apresentaram medidas adequadas, e 99 (63,1%) deles apresentaram circunferência da cintura aumentada. Ao ser avaliado a categoria profissional, evidenciou-se que os Auxiliares de Limpeza de Materiais apresentaram de forma estatisticamente significativa (p=0,038) maior percentual para circunferência da cintura aumentada (N=40; 74,1%) quando comparados aos Serventes de Limpeza (57,3%). Em relação à idade dos trabalhadores, a faixa etária entre 19 a 34 anos obteve um maior percentual de medida entre os padrões normais estabelecidos (N=28; 54,9%). Em contraponto, as faixas etárias 35 a 44 anos e 45 a 60 anos demonstraram significativamente (p=0,005) maiores percentuais para alteração na circunferência da cintura (72% e 71,4%, respectivamente). CONCLUSÃO: Os indivíduos pesquisados apresentaram um maior percentual de classificação para medidas alteradas da circunferência da cintura, em especial os Auxiliares de Limpeza de Materiais. Acredita-se que estes achados podem estar relacionados com a característica destes trabalhadores de serem menos ativos que os Serventes de Limpeza, devido a sua ocupação não exigir tanto esforço físico. E os resultados permitem reforçar a ideia que tal evidência sinaliza para o risco de desenvolvimento de patologias, principalmente as cardiovasculares. Salienta-se que as doenças crônicas podem ser previstas por meio de consultas médicas regulares e estilo de vida. Os comportamentos relacionados ao estilo de vida dos trabalhadores mantêm uma relação com a saúde e com o aumento do peso corporal. A enfermagem pode adotar medidas que melhoram a saúde dos trabalhadores através da conscientização sobre uma alimentação saudável e a realização de atividades físicas. Considera-se que estas medidas repercutem favoravelmente em melhores condições de saúde dos trabalhadores evitando-se assim as doenças que estas provocam que são em grande parte previsíveis. Descritores: enfermagem, circunferência da cintura, serviço hospitalar de limpeza, saúde do trabalhador. CONSULTA CONJUNTA: UMA ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL AO USUÁRIOCOM COMORBIDADE CRÔNICA. DEL CASTILLO, Bruna Lencina¹; BRONDANI, Juliana Ebling²; CORDEIRO, Aline Dalcin³; LEAL, FrancineZiegler4; MARCHESAN, Mariane5; SILVA, Rosângela Marion6. 1 .Fisioterapeuta residenteUniversidade Federal de Santa Maria (relator) [email protected]; 2.Nutricionista residente- Universidade Federal de Santa Maria; 3. Terapeuta Ocupacional- Universidade Federal de Santa Maria; 4. Assistente Social residenteUniversidade Federal de Santa Maria; 5. Enfermeira residente- Universidade Federal de Santa Maria; 6. Enfermeira, Hospital Universitário de Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras,Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM. INTRODUÇÃO: Atualmente, o Brasil passa por um período de transição demográfica em que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem um problema de saúde, correspondendo a 72% das causas de mortes (BRASIL, 2011). Associado a isso, observa-se uma situação epidemiológica de tripla carga de doenças, a qual têm colocado constantemente novos desafios, não só para os gestores do setor de saúde, como também por outros setores governamentais. O enfrentamento dessas “novas epidemias” de DCNT necessita muito investimento em pesquisa, vigilância, prevenção, promoção da saúde e defesa da vida saudável (BRASIL, 2005; MENDES,2012). Frente à relevância da temática, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT que tem por objetivo preparar o Brasil para enfrentar e deter, nos próximos dez anos tais patologias, entre as quais: acidente vascular cerebral, hipertensão arterial sistêmica, câncer, diabete mellitus, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares. As principais causas dessas doenças incluem fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo nocivo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada. Cabe salientar que são inúmeros os determinantes que contribuem para a não adesão ao tratamento dos usuários acometidos por doença de caráter crônico, entre eles, ausência de conhecimento, baixo nível socioeconômico, aspectos culturais, entre outros. O fato das necessidades de saúde expressarem múltiplas dimensões demanda ações que não podem se realizar por ações isoladas de um único agente, necessitando-se de recomposição dos trabalhos especializados tanto no interior de uma mesma área profissional como na relação interprofissional. Peduzzi (1998) caracteriza o trabalho como um processo de transformação que ocorre porque o homem tem necessidades que precisam ser satisfeitas. Um dado processo de trabalho não ocorre isoladamente, mas sim numa rede de processos que se alimentam reciprocamente. Nessa rede, ocorre o encadeamento de distintos processos de trabalho que se diferenciam pela sua peculiar conexão dos elementos constituintes (objeto, instrumentos, atividades) e se integram por meio das relações entre as necessidades. Tal como ocorre no campo da saúde, em que distintas áreas profissionais, cada qual realizando um processo de trabalho próprio, encontram nas necessidades de saúde seu ponto de confluência. Neste contexto, considerando que a Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde/UFSM atua ancorada em pressupostos que defendem a integralidade e a interdisciplinaridade na atenção a saúde, emergiu a necessidade em realizar a consulta conjunta aos usuários com doenças crônicas tendo em vista esta problemática. JUSTIFICATIVA: A consulta conjunta é o encontro de profissionais de distintas áreas, saberes e visões que permite que se construa uma compreensão integral do processo de saúde e doença, ampliando e estruturando a abordagem psicossocial e a construção de projetos terapêuticos, além de facilitar a socialização de conhecimentos, sendo assim um instrumento potente de educação permanente(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). OBJETIVO GERAL: Relatar a organização de um espaço para o atendimento multiprofissional a usuários com doenças crônicas vasculares, a fim de prestar um atendimento integral visando uma melhor qualidade de vida. ESPECÍFICOS: Proporcionar um espaço de acolhimento viabilizando a verbalização de sentimentos e dúvidas sobre o processo saúde doença; Efetuar a intervenção educativa: orientar os pacientes quanto ao procedimento a ser realizado, favorecendo o entendimento quanto seu processo de adoecimento, promover humanização na assistência, melhora no acesso dos usuários nos serviços de saúde; Promover ações educativas coletivas e individuais de caráter indisciplinar; Orientações, dúvidas e direitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Único de Assistência Social (SUAS); Fomentar a criação de campos de vivência de carga horária complementar para os residentes do campo de atenção e gestão Crônico-degenerativo da Ênfase Hospitalar; Realizar transferência dos pacientes conforme demandas. METODOLOGIA: O atendimento multiprofissional será realizado uma vez por semana com usuários encaminhados pela demanda do Ambulatório da Clínica Vascular e aqueles agendados com retorno. No primeiro momento os residentes buscarão informações nos prontuários dos usuários agendados, com objetivo de conhecer os casos clínicos que comparecerão ao serviço. No dia da consulta no ambulatório, os usuários serão convidados para o atendimento multiprofissional, momento este em que acontecerá a interação e apresentação dos profissionais com o usuário, sendo esclarecida a importância do atendimento. Ressalta-se que o atendimento será conduzido conforme a demanda. Ao final dos atendimentos serão discutidos os casos e as demandas mais importantes para que sejam realizados os devidos encaminhamentos. Destacam-se como ações comuns à equipe multiprofissional: Promoção à saúde (ações educativas com ênfase em mudanças do estilo de vida, correção dos fatores de risco e produção de material educativo); ações específicas em Grupo: reuniões da equipe (atividades periódicas com a participação de todo o grupo para análise crítica das ações desenvolvidas, acerto de arestas e novas orientações, caso necessárias). Para o sucesso da atividade é importante que os profissionais envolvidos reconheçam que trabalhar em equipe é mais do que agregar profissionais de diferentes áreas, e que só existe equipe quando todos conhecem os objetivos, estão cientes da necessidade de alcançá-los e desenvolvem uma visão crítica a respeito do desempenho de cada um e do grupo. O trabalho realizado no Ambulatório Clínica Vascular passará por avaliações periódicas (que serão organizadas todas as últimas terças-feiras de cada mês). RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se, que a atuação da equipe multiprofissional nas consultas conjuntas no Ambulatório da Clínica Vascular contribua para a construção do conhecimento dos profissionais envolvidos sobre as patologias e condutas necessárias para promover a qualidade devida desse usuário, bem como espera-se que a atividade fortaleça a interação entre usuário e profissional de forma produtiva, mais humana e efetiva, proporcionando um ambiente de diálogo, onde os profissionais são capazes de reconhecer e detectar as peculiaridades de cada indivíduo, com vista à um atendimento humanizado. CONCLUSÃO: Considera-se como um grande desafio a implantação do atendimento conjunto, uma vez que envolve o comprometimento de diferentes profissionais e de serviços de saúde, que necessitam de articulação entre si. A adoção de práticas que visem à humanização da assistência, como o atendimento em conjunto, é relevante nos serviços de saúde, uma vez que na configuração atual do Sistema Único de Saúde, objetiva-se atingir a integralidade da assistência e esta somente será alcançada a partir da sensibilização dos profissionais para prestação de um cuidado humanizado, considerando todas as dimensões que envolvem a saúde (bio-psico-socialespiritual). Descritores: Humanização da Assistência; Acolhimento; Educação em Saúde. A IMPORTÂNCIA DO ADEQUADO PREENCHIMENTO DADECLARAÇÃO DE ÓBITOS ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia Vedovato³; SILVA, Adriele Roth4; SILVEIRA, Giane5 ¹Relator. Enfermeira Doutora em Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. [email protected] ²Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. ³Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. 4 Graduanda do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria. 5 Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. Introdução: Os profissionais da saúde tem por foco a defesa da vida, e a morte por fazer parte do ciclo da vida, se faz presente no cotidiano do cuidado destes profissionais. Como atividade inerente do médico, e presente no processo de morte/morrer tem-se o preenchimento da Declaração de Óbito (DO). A DO é um documento padrão para a coleta de informações sobre mortalidade, que serve de base para o cálculo das estatísticas vitais e epidemiológicas do Brasil¹. Assim, a DO é um instrumento imprescindível para a construção de um adequado planejamento de saúde que visagarantir uma política de saúde adequada significando o direito entre a vida e a morte para muitas pessoas. Justificativa: Tendo em vista a frequente dúvida dos profissionais no preenchimento correto das DO´s e da qualificação do banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) juntamente com a Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde e 4ª Coordenadoria Regional de Saúde vêm realizando atividades educativas no sentido de melhorar a qualidade do preenchimento deste documento, além disso, ressalta-se a inserção destes serviços nos Comitês de Óbito geral, materno e infantil do HUSM. Objetivo: Sensibilizar os profissionais responsáveis no preenchimento correto da DO. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com o intuído de relatar as atividades realizadas pelos Comitês de Óbitos e NVEH dando enfoque na importância do preenchimento correto do documento de óbito. Resultados: As reuniões dos comitês que analisam os óbitos no HUSM ocorrem mensalmente e são realizadas por uma equipe multiprofissional. O ponto fundamental da revisão das DO´s são as causas da morte e causas antecedentes, onde é revisado se o diagnóstico da causa da morte é compatível com a história clínica do paciente, neste caso são feitas alterações, tendo estas à aprovação de um médico responsável. Conforme a necessidade os profissionais são chamados para ser orientado quanto preenchimento da declaração. Outras situações revisadas são quando às declarações devem ser anuladas, nunca devem ser rasgadas. Uma atividade que envolve o Município são os óbitos por causa desconhecida ou indeterminada, que devem ser investigadas. Nestes casos à equipe do NVEH investiga o histórico do paciente e repassa para a Secretaria Municipal as informações. Outras demandas que o Núcleo tem recebido são em relação aos nomes que são preenchidos inadequadamente e que tais erros impedem que os registros de óbito sejam emitidos. Como medida educativa, realizou-se um cartaz informativo “Declaração de Óbito: direito do cidadão, dever do profissional médico” com a finalidade de divulgar o fluxo correto de preenchimento das DO´s, sendo distribuído nos diferentes serviços do HUSM e Município. Conclusões: O trabalho de monitoramento dos óbitos pontuam a importância do preenchimento adequado destes documentos, cabendo ao comitê promover uma educação permanente nos serviços para que os profissionais se sensibilizem e contribuam para que nesta etapa que atesta a morte não venham causar transtornos aos familiares e que desta forma os serviços de saúde possam estar estruturados em índices de causas mortes o mais próximo da realidade. Descritores: Declaração de óbito, Causa de óbito, Mortalidade ASSISTÊNCIA SEGURA ENFERMAGEM E O CONTEXTO DE TRABALHO DA NOAL; Helena Carolina1; SILVA, Rosângela Marion2; SCHMIDT, Sandra Marcia Soares2;MARCONATO, Cintia da Silva2; FRUET, Isolina Alberto2. 1 Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. HUSM/UFSM. [email protected]. 2 Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. HUSM/UFSM As pessoas que procuram serviços de saúde necessitam de assistência, sendo imprescindível que esta seja realizada com segurança. O uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) proporciona segurança ao trabalhador na realização das suas atividades, protege a sua saúde e auxilia na assistência segura. Assim, é necessário considerar a exposição dos trabalhadores aos riscos a que ele está exposto, em especial os biológicos. Riscos biológicos referem-se à probabilidade da exposição ocupacional a agentes como microrganismos geneticamente modificados ou não, culturas de células, parasitas, entre outros nos quais o contato acontece no próprio rosto (conjuntiva ocular, mucosas da boca e do nariz), ao alcance do ar expirado, ao alcance de respingos de sangue e de outros fluidos corporais durante procedimentos invasivos, tosses e espirros(1). Oferecer ao trabalhador condições satisfatórias de trabalho é estar oportunizando motivação, o que pode contribuir para o alcance da realização pessoal e profissional e conferir sentido ao trabalho(2).Objetivo: O objetivo deste estudo é conhecer a percepção de trabalhadores de enfermagem sobre assistência segura. Metodologia: Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo exploratório, com abordagem qualitativa, que foi realizada em um Hospital Universitário. Os participantes do estudo foram 87 trabalhadores de enfermagem, sendo 19 enfermeiros, 41 técnicos de enfermagem e 27 auxiliares de enfermagem. A amostra foi constituída de forma intencional entre os profissionais que atuavam na assistência direta a pacientes e estavam regidos pelo Regime Jurídico Único. Foram excluídos os que estavam em licença de qualquer natureza. A coleta dos dados ocorreu após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (Processo número 23081.020340/2010-80). Foram observados os procedimentos éticos envolvidos na pesquisa com seres humanos conforme proposto pela Resolução nº. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. (3)Os trabalhadores responderam a seguinte questão: O que você entende por assistência segura? O conteúdo dos dados foi interpretado segundo análise temática. Resultados: Os trabalhadores referiram que para proporcionar assistência segura, é necessário ampliar o quantitativo de trabalhadores, oferecer um ambiente de trabalho que promova o prazer em trabalhar e ter à disposição recursos para a realização do cuidado. As instituições de saúde precisam trabalhar na perspectiva de sensibilizar os trabalhadores para a assistência segura, oferecendo condições de trabalho além de incentivar a participação em eventos científicos e capacitações ampliando o conhecimento em saúde, o que subsidiará o cuidado com segurança. Conclusão: Além da necessidade de uso de EPI, é importante que haja sistematicamente a sensibilização do profissional para o cuidado da sua saúde, a organização do processo de trabalho da enfermagem e o dimensionamento de pessoal, uma vez que se observa ao longo dos anos um menor quantitativo de pacientes com cuidados mínimos em detrimento dos cuidados intermediários, semi intensivos e intensivos. Descritores: Enfermagem; Gerenciamento de segurança; Condições de trabalho. LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DE CÉLULAS T PRECURSORAS: RELATO DE CASO Forgiarini, Elaine A. relatora, acadêmica de Medicina/UFSM [email protected]; Moreira, Mauber E.S. orientador, Médico do Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica/HUSM; Reis, Ederson José co-autor, Médico do Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica/HUSM; Menuci, Giullia coautora, acadêmica de Medicina/UFSM; Walczak, Nicole C. co-autora, acadêmica de Medicina/UFSM A leucemia linfoblástica aguda de células T Precursoras(LLA-T) ocorre com mais frequência no final da infância, adolescência e em adultos jovens. Os pacientes, geralmente do sexo masculino, apresentam inicialmente linfadenopatias cervicais e supraclaviculare, cerca de 50% a 75% também com massas mediastinais presentes, que podem resultar em Síndrome da Veia Cava superior e outras enfermidades de origem compressiva. Em torno de 50 % apresentam sintomas B e altos níveis de desidrogenase lática(DHL), em 60% ocorre infiltração da medula óssea(MO). A punção de MO pode demonstrar linfoblastos com morfologia variável, o que torna muito difícil a distinção entre precursores B e T, no entanto, a análise imunohistoquímica e imunofenotipagem, permitem a diferenciação. O diagnóstico diferencial se concentra entre outros tipos de Leucemias e Linfomas. Fatores associados ao prognóstico são idade ao diagnóstico e anormalidades cromossomais. O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir um caso de LLA-T diagnosticado no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).A metodologia foi relato de caso com coleta de dados a partir de prontuário de atendimento e busca bibliográfica no portal de Periódicos Capes. O paciente de 21 anos, masculino, proveniente de Santa Maria-RS, admitido em setembro de 2013 no serviço de Hemato Oncologia do HUSM com queixa de astenia durante esforço físico há aproximadamente 20 dias, a qual passou a ser acompanhada de dorsalgia e dispneia progressiva. Ao exame físico apresentava palidez cutânea, lesões orais disseminadas, diminuição do murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo, massa palpável em bordo hepático e linfonodomegalias supraclaviculares e cervicais. Os exames laboratoriais complementares, revelaram DHL máximo de 2490 U/L, hemograma inicial com células linfóides atípicas e leucocitose, transaminases hepáticas elevadas. Na análise do líquor houve aumento da glicorraquia. Tomografia computadorizada(TC) de abdome total demonstrou discreta área hipodensa de 2,7cm junto ao ligamento falciforme, presença de linfonodomegalias retroperitoniais e inúmeras imagens hipodensas em parênquima renal bilateralmente. TC de tórax revelou linfonodomegalias em região cervical anterior, medindo 20 x 12,9 cm. TC de crânio foi possível observar espessamento noduloso de partes moles extracranianas predominando na convexidade. A punção aspirativa de medula óssea que demonstrou a presença demais de 20% de células com morfofisiologia de linfoblastos. A Imunofenotipagem obteve 22% de população com perfil de células T imaturas. A citologia do líquido pleural foi negativa para malignidade. Na biópsia excisional do linfonodo cervical observou-se tecido linfóide sem arquitetura usual, aparente proliferação de células linfóides de pequeno tamanho, sugestivo de neoplasia linfóide. A imuno-histoquímica obteve resultados positivos para os marcadores: CD3, CD5, CD43, Bcl-2, Bcl-6, Ki-67, e TDT; negatividade para: CD20, CD79alfa, e CD10.Neste caso, em concordância com a literatura, os sintomas iniciais para LLA-T são inespecíficos, o que frequentemente retarda o diagnóstico. Contudo, laboratorialmente os dados foram compatíveis, o que reforça a importância de um maior conhecimento sobre essa enfermidade para que haja uma suspeita clínica inicial precoce e se lance mão de meios complementares adequados para e confirmação diagnóstica ainda em estágios iniciais, beneficiando a resposta do paciente ao tratamento e melhorando o prognóstico. Palavras-chave: leucemia linfoblástica aguda; células T precursoras, leucemia. HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA: ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM RECONHECIDOS TERRA, Larice Gonçalves1; NIESCHE; Elisabeta Albertina2; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de3. 1 Relator: Acadêmica do curso de enfermagem /UFSM. [email protected] 2 Enfermeira Doutora /UFSM. 3 Enfermeira Mestre /Faculdade Dom Alberto. INTRODUÇÃO: Nos últimos dez anos, as iniciativas de humanização da assistência têm trazido ao debate a importância de se articular a qualidade técnica da atenção dispensada e as tecnologias de acolhimento e suporte aos pacientes(1). Mais recentemente, o modelo assistencial humanizado passou a ocupar maior dimensão no Sistema Único de Saúde. A partir de 2004, o Ministério da Saúde dissemina em todo Brasil a Política Nacional de Humanização (PNH)(2). A PNH possui um eixo de atuação na gestão do trabalho e apresenta algumas estratégias que propõem a valorização e o crescimento profissional, a participação dos trabalhadores nos processos de discussão, além de preconizar a gestão participativa e educação permanente aos seus trabalhadores nas unidades de saúde (3). A fronteira entre a doença e o sofrimento é muito tênue, todavia, o sofrimento possui uma dimensão maior, pois as interrogações, os receios e a dor advindos da doença são fontes do sofrer, e a própria natureza objetiva da doença não determina o nível do sofrimento vivido pela pessoa, ou até mesmo por aqueles com os quais se relaciona. Assim, ao cuidarmos não podemos restringir nosso agir nas disfunções, mas devemos ampliar os horizontes ao cuidar da pessoa em sofrimento. É na verdade, um convite para um olhar mais amplo, mais rico, mais generosamente humano do que a simples doença(4). Diante disso, a assistência de enfermagem ao paciente internado, deve ser ofertada de maneira holística e integral, não centrada somente nos problemas biológicos do paciente, mas contemplando sua família, os sentimentos, emoções e medos vividos. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo identificar aspectos importantes sobre a humanização, bem como relatar a percepção do acadêmico de enfermagem frente a assistência humanizada prestada a pacientes internados em um hospital. METODOLOGIA: Trata-se de um trabalho de reflexão, emergido de observações obtidas no cenário hospitalar no decorrer das aulas práticas desenvolvidas no 4º e 5º semestres do curso de graduação em enfermagem, em um hospital universitário do interior do RS. A partir do 4º semestre do curso de enfermagem, os alunos desenvolvem aulas práticas nos diferentes setores/ andares do hospital. Dentre os campos práticos, destacam-se, o ambulatório, clínica cirúrgica, clínica médica, pronto atendimento e unidade de terapia intensiva. A concepção do termo humanização é fundamentada pela própria política nacional, denominada Humaniza SUS, na qual a humanização se constitui o eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do Sistema Único de Saúde. Ela ganha concretude através da construção coletiva de estratégias para ofertar atendimento de qualidade, onde os avanços tecnológicos estejam articulados com acolhimento e melhoria dos ambientes de cuidado. Isto só é possível mediante a troca de saberes e diálogo nos diferentes espaços, gerando atitude ético-estético-políticas, criativas e responsáveis(5). RESULTADOS: Durante a assistência prestada aos pacientes nesses semestres, notou-se a importância de prestar cuidados humanizados. Destacamos principalmente, que na interação paciente- profissional, deve haver diálogos, “olho no olho”, trabalho em equipe, comunicação, e principalmente em um contexto de clínica ampliada. Ou seja, o paciente deve ser visto como um sujeito, que possui valores e autonomia. Sem dúvidas, uma assistência configurada nesses moldes, favorece a recuperação e a melhora dos pacientes. Para se produzir melhores interações entre os sujeitos na assistência, articulando avanços tecnológicos com relacionais, é necessário nos apropriarmos de uma concepção mais abrangente de tecnologia. Dentro das situações tecnológicas, no ambiente de atenção à saúde, além de uma tecnologia dura: de máquinas, aparelhos e instrumentos, necessários para as atividades assistenciais, podemos notar a existência de uma tecnologia leve, ou seja, uma tecnologia de relações humanas. Esta última está fundamentada numa abordagem assistencial de um trabalho vivo em ato, em um processo de relações, um encontro entre pessoas que atuam e se influenciam mutuamente num espaço intersubjetivo, onde existem momentos interessantes de falas, escuta e interpretações, nos quais há a produção de uma responsabilização em torno de um problema que vai ser enfrentado; momentos de confiabilidade e esperança nos quais se produzem relações de vínculo e aceitação (6).A humanização no âmbito da enfermagem suscita um debate acerca dos elementos envolvidos no cuidado de dimensão tanto técnica quanto expressiva. Sob esta ótica, e tendo em vista a problemática delineada voltada para uma polarização do diálogo nesta área sobre a humanização na terapia intensiva com foco na tecnologia, o objeto desta pesquisa é a humanização neste cenário de cuidado(7). Apesar das controvérsias que existem em torno da palavra humanização, nos apropriamos dela como uma forma de expressar um comprometimento não apenas com as dimensões práticas do trabalho, mas também com as dimensões subjetivas e sociais da vida dos quais cuidamos. Humanizar é então, um novo paradigma onde fazer e pensar em saúde se integram e priorizam a construção de relações de encontro e acolhimento, com autonomia e responsabilização, onde a totalidade dos sujeitos fica garantida. Lidar com as contradições existentes entre a supervalorização da máquina, da doença e a experiência humana buscando estratégias integradoras onde as relações sejam valorizadas, é o próprio movimento da humanização. Esse é o grande desafio a ser enfrentado, hoje, pelos profissionais que atuam em terapia intensiva (8). CONCLUSÃO: Diante do exposto, fica evidente a necessidade de ofertar uma assistência humanizada no âmbito da assistência, destacando que a humanização é vista como uma proposta de articulação inseparável do bom uso de tecnologias na forma de equipamentos, procedimentos e saberes com uma proposta de escuta, diálogo, administração e potencialização de afetos, num processo de comprometimento com a felicidade humana (9). DESCRITORES: enfermagem, humanização da assistência, pacientes. DANOS SOCIAIS: RISCO DE ADOECIMENTO PARA TRABALHADORES DE ENFERMAGEM SILVA, ROSÂNGELA MARION DA 1; BECK, CARMEM LÚCIA COLOMÉ 2; ZEITOUNE, REGINA CELIA GOLLNER3; FREITAS, NATIELLEN QUATRIN4, SANGOI, THAIS PICOLIN5 1 Relator, Enfermeira, Doutoranda em Ciências DINTER UNIFESP-UFSM-UFRJ/EEAN, e-mail [email protected] 2 Orientador, Enfermeira, , Professor Associado Departamento de Enfermagem da UFSM, Coordenadora do Projeto PROIC/2012 nº 031073/2012- registrado no GAP CCS. 3 Enfermeira, Professor Titular do Departamento de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ. 4, 5 Enfermeira, Mestranda em Enfermagem do PPGEnf da UFSM INTRODUÇÃO: O adoecimento dos trabalhadores de enfermagem é crescente nos últimos anos, sendo as condições de trabalho, a organização do trabalho e as relações de trabalho e pessoais fatores que estão diretamente relacionados. JUSTIFICATIVA: Estudar questões relacionadas a saúde do trabalhador de enfermagem é estar contribuindo também para a qualidade da assistência. OBJETIVO: identificar os riscos de adoecimento para danos sociais em trabalhadores de enfermagem. MÉTODO: Estudo transversal que foi realizado em uma Unidade de Clínica Cirúrgica. Participaram trabalhadores de enfermagem com um ano de experiência na profissão e que estavam na atividade assistencial. Foram excluídos aqueles em licença, afastamento ou férias. A população foi de 47 trabalhadores. Foi utilizado um questionário para caracterização sociodemográfica e a Escala de Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, que foi validada para a realidade brasileira (MENDES, FERREIRA, 2007). É composta pelos fatores: danos, físicos, psicológicos e sociais, sendo esse último fator apresentado neste estudo. O fator Danos Sociais contem 7 itens, distribuídos em escala do tipo Likert, e são definidos como isolamento e dificuldade nas relações familiares e sociais. O escore pode atingir valores abaixo de 1,9 com risco de adoecimento mais positiva (suportável), entre 2,0 e 3,0 avaliação moderada (crítica), entre 3,1 e 4,0 avaliação moderada (grave), e acima de 4,1 com avaliação mais negativa (presença de doenças ocupacionais). Os dados foram coletados entre julho e agosto de 2012, tabulados e analisados com o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences®18. O projeto obteve parecer favorável para a sua realização (CAAE 02505512.4.0000.5505). RESULTADOS: O fator Danos Sociais apresentou consistência interna satisfatória (alfa de Cronbach=0,89). Sobre os trabalhadores, são predominantemente mulheres (89,4%), casadas (66%), com filhos (68,1%), que praticam atividades de lazer com a família/amigos (87,2%). A idade está em torno de 40,32 anos, sendo as auxiliares de enfermagem aquelas com maior média de idade (47,7 anos). Observa-se que “impaciência com as pessoas em geral” foi o item que apresentou maior mediana (2,0) com risco de adoecimento crítico. Os demais itens apresentaram risco de adoecimento suportável (insensibilidade em relação aos colegas, dificuldade nas relações fora do trabalho, vontade de ficar sozinho, conflito nas relações familiares, agressividade com os outros, dificuldade com amigos). Sobre o risco de adoecimento crítico, esse resultado é considerado como um indicador de situação limite que potencializa o sofrimento no trabalho e sinaliza estado de alerta. Sobre a avaliação suportável, autor refere que essa classificação não denotam situação de adoecimento, sugerindo que os trabalhadores podem estar utilizando estratégias eficientes diante do sofrimento advindo das exigências e do contexto de trabalho (PRESTES, 2011). CONCLUSÃO: A identificação da realização de atividades de lazer pode indicar que são pessoas que se preocupam pelo seu bem estar e qualidade de vida. No entanto, não ter paciência com as pessoas no geral é preocupante, uma vez que são trabalhadores da saúde que cuidam de outras pessoas e que necessitam de sensibilidade, calma nas relações familiares, sociais e de trabalho. Descritores: enfermagem, saúde do trabalhador, riscos ocupacionais. IDOSOS DEPENDENTES DE TECNOLOGIAS IMPLICAÇÕES PARA AS FAMÍLIAS NO DOMICÍLIO: BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; SEIFFERT, Margot Agathe3; BITENCOURT, Mayara da Silva4; SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5 1 Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail:[email protected] 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Aluna da Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf –Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Introdução: A cada ano novos avanços e transformações tecnológicas são presenciados em todas as áreas do conhecimento, destacando-se a área da saúde. Instrumentos e técnicas surgem para dar suporte aos cuidados prestados e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos usuários dos serviços de saúde. O termo tecnologia define-se como um conjunto de ações, as quais incluem métodos, procedimentos, técnicas, equipamentos e outros instrumentos, aplicados com conhecimento científico, envolvendo diversos saberes e habilidades (ARONE, 2007). No processo de trabalho em saúde as tecnologias podem ser classificadas como: duras, que consistem em instrumentos, máquinas, normas e estruturas organizacionais; leve-duras, que são as formas de conhecimento concebidas por um objeto de como usá-lo, repará-lo, projetá-lo e produzi-lo; e as tecnologias leves, que estão vinculadas com as relações humanas, acolhimento e gestão de serviços (MEHRY, 2002). Atualmente, as tecnologias em saúde não são apenas utilizadas nos ambientes que prestam assistência em saúde, estão presentes também nos domicílios das pessoas, que devido a sua condição de saúde, necessitam de tecnologias para ter uma melhor qualidade de vida. Dentre as pessoas que utilizam algum tipo de tecnologia no domicílio, destacam-se os idosos, uma vez que apresentam uma maior predisposição a ter doenças crônicas, que podem torná-los dependentes de cuidados e também de tecnologias. Assim, a experiência de cuidar idosos dependentes de algum tipo de tecnologia no ambiente domiciliar é cada vez mais frequente no cotidiano das famílias. Para atender essa demanda e auxiliar as famílias no cuidado ao idoso dependente de tecnologia no domicílio, a internação domiciliar é uma importante modalidade de atendimento em saúde. A internação domiciliar compreende a adoção de atividade continuada com tecnologia e assistência específica e mais complexa, com visitas frequentes de uma equipe multiprofissional e monitoramento à distância, por meio da comunicação com os cuidadores (GIRONDI; GONÇALVES; SANTOS, 2011). Justificativa: Considerando o aumento da população idosa e consequentemente o aumento do surgimento de doenças crônicas incapacitantes, os idosos envelhecem com mais dependências de cuidados por parte de sua família, além de ficarem dependentes também de tecnologias. Assim, é importante investigar como as famílias vivenciam o cuidado de idosos dependentes de tecnologias no domicílio, com vistas a melhorar a assistência em saúde prestada a elas. Objetivo: Descrever as implicações para as famílias que cuidam de idosos dependentes de tecnologias no domicílio. Metodologia: Investigação realizada com famílias de idosos internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM), utilizando-se o método qualitativo de pesquisa. Os dados foram coletados por meio de entrevista, genograma e observação no período de fevereiro a maio de 2013. Os critérios de inclusão dos participantes da pesquisa foram: famílias que possuíam um idoso (60 anos ou mais) em internação domiciliar, com vinculação ao SIDHUSM e que tivessem no mínimo dois integrantes com disponibilidade de participar da entrevista. Destacase que os idosos internados não participaram da entrevista, pois a presença deles poderia inibir os relatos dos demais integrantes da família. Os dados coletados foram analisados a partir da análise de conteúdo, do tipo temática, que se constitui de três etapas: pré-análise; exploração do material e tratamento dos resultados obtidos e interpretação (MINAYO, 2010). O projeto foi registrado no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde sob número 033030 e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria com parecer de número 182.535 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE): 11349012.6.0000.5346. Cabe salientar que os dados apresentados nesse resumo fazem parte de um recorte da pesquisa intitulada “Demandas de cuidado para a família de idoso em internação domiciliar: contribuições para a enfermagem”. Resultados: Fizeram parte da pesquisa seis famílias. Em cinco delas, participaram da entrevista dois integrantes e em uma família, três familiares foram entrevistados, totalizando 13 familiares. Dos idosos pertencentes às famílias entrevistadas, dois eram do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Em relação à idade dos idosos, dois encontravam-se na faixa etária de 60 a 69 anos, dois na faixa de 70 a 79 anos e dois tinham idade entre 80 e 89 anos. Dois idosos estavam internados no domicílio devido à sequelas de Acidente Vascular Cerebral isquêmico, dois por fratura de perna, uma idosa por neoplasia do tipo melanoma e uma devido a complicações de Insuficiência Cardíaca Congestiva. No momento da pesquisa quatro idosos faziam uso de tecnologias no cuidado. Dentre as tecnologias utilizadas no domicílio por eles estão a sonda nasoentérica, gastrostomia, traqueostomia, aspirador e sonda vesical de demora. Quanto às implicações geradas pelo uso de tecnologias no cuidado desses idosos, os familiares relataram que há uma maior demanda de cuidados quando o paciente está utilizando algum tipo de tecnologia. Nas famílias em que os idosos faziam uso de sondas para alimentação, estas se envolviam diariamente no preparo e administração das dietas. O envolvimento era maior quando as famílias precisavam preparar a dieta artesanal, a qual possui diversos cuidados em sua preparação. Ainda, em uma família a idosa possuía traqueostomia e precisava ser aspirada constantemente, fazendo com que os familiares precisassem ficar em constante vigilância. As alterações funcionais e as condições de cronicidade dos idosos impõem limitações, tornando-os dependentes do cuidado familiar. Também foi evidenciado na pesquisa que conforme a melhora do estado de saúde, o idoso não necessita mais das tecnologias, como por exemplo, sonda nasoentérica, diminuindo assim, as demandas de cuidado para as famílias. Outro ponto destacado nas entrevistas pelas famílias foi o medo do desconhecido, pelo fato de não haverem cuidado de pessoas dependentes de tecnologia anteriormente. Esse medo era acentuado no início da internação domiciliar, em que as famílias relataram possuir muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias. No primeiro contato com dispositivos tecnológicos o medo e a dúvida sobre a capacidade de realizar os cuidados de maneira adequada são geradores de grande estresse para as pessoas (GUERINI, 2012). Além disso, conforme algumas famílias, o preparo para lidar com as tecnologias ocorria pouco tempo antes do retorno ao domicílio, assim não se sentiam totalmente seguras para realizar os cuidados, pois possuíam muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias para cuidar de seu familiar idoso. Do mesmo modo, em outros depoimentos, as orientações da equipe multiprofissional no hospital e durante a internação domiciliar foram mencionadas como importantes para o entendimento e preparação das famílias para a realização dos cuidados envolvendo as tecnologias. Para Rocha (2008) o preparo do familiar para o cuidado no domicílio, pelos profissionais de saúde, contribui para o sucesso no seguimento de tratamentos e, consequentemente, para uma breve recuperação dos indivíduos. Conclusão: Conhecer as implicações geradas as famílias sobre as tecnologias no cuidado a idosos no domicilio é importante para subsidiar os profissionais de saúde, entre eles o enfermeiro, na realização de práticas educativas para melhor orientar e atender essas famílias. Assim, tornasse possível melhorar a qualidade do cuidado prestado no domicílio e também a qualidade de vida da pessoa idosa doente e de sua família. Descritores: assistência domiciliar; tecnologia; cuidados de enfermagem. PESQUISA FENOTÍPICA E GENOTÍPICA DO BIOFILME EM CEPAS BACTERIANAS ISOLADAS DE BOLSAS DE CONCENTRADOS PLAQUETÁRIOS RAMPELOTTO*1, ROBERTA FILIPINI; MARTINI2, ROSIÉLI; HORNER**3, ROSMARI; DOTTO4, MARIANA MAIKÉLI; GRAICHEN DANIEL55, ÂNGELO SGANZERLA * Relatora, [email protected]; ** Orientadora, [email protected]; 1 Farmacêutica Generalista, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas daUniversidade Federal de Santa Maria (UFSM), de Santa Maria (SM), Rio Grande do Sul (RS); 2 Farmacêutica Generalista, Mestre em Ciências Farmacêuticas, Doutoranda do Programa de PósGraduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM/SM/RS, Técnica Administrativa em Educação na UFSM/SM/RS; 3 Farmacêutica, Mestre e Doutora em Química, Professora Associada I da UFSM/SM/RS; 4 Aluna do curso de Farmácia da UFSM/SM/RS; 5 Biólogo, Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Biologia Molecular, Professor do Centro de Educação Superior Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS) – UFSM/Palmeira das Missões/RS. INTRODUÇÃO: Transfusões de sangue constituem um suporte indispensável no tratamento de imunodeprimidos. As reações sépticas transfusionais são complicações reconhecidas há muitos anos uma vez que a presença de bactérias nos produtos do sangue está associada à morbidade e mortalidade dos receptores. Os concentrados plaquetários (CPs) são os hemocomponentes com maior taxa de contaminação bacteriana. O Staphylococcus epidermidis é o microrganismo mais frequentemente isolado. Dentre os fatores de virulência que essa bactéria apresenta podemos citar o biofilme que lhe confere proteção contra as defesas do hospedeiro e dificulta a difusão dos antimicrobianos. Os genes icaA, C e D codificam enzimas formadoras do biofilme. JUSTIFICATIVA: Essa pesquisa reverterá na monitoração da resistência bacteriana nos isolados de CPs, com a finalidade última da eleição da terapia empírica efetiva, com o conhecimento da epidemiologia local, para o tratamento imediato de uma reação séptica transfusional. Assim, favorecerá a minimização da morbidade e mortalidade com o uso desnecessário de antimicrobianos, contribuindo no cerceamento da resistência bacteriana e diminuindo custos hospitalares. Espera-se ainda estimularmos novas pesquisas nesta área, já que no Brasil são raros os estudos publicados. OBJETIVOS: Detecção da produção de biofilme e pesquisa dos genes de resistência icaA, C e D em cepas isoladas de bolsas de CPs randômicas e plaquetaféreses. METODOLOGIA: Foram analisadas 16 cepas de Staphylococcus coagulase negativa (SCoN) isoladas de bolsas de CPs, provenientes do HEMORGS/Santa Maria, RS, quanto a formação de biofilme, utilizando metodologia fenotípica (aderência em tubo de borossilicato e cultura em Ágar vermelho Congo (CRA) e genotípica, com detecção dos genes de resistência pela Polymerase Chain Reaction (PCR). Esse trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sob o número 0285.0.243.000-09. RESULTADOS: Com o CRA a pesquisa do biofilme foi positiva em 7/16 amostras (43,75%) (colônias pretas). Oliveira et al., em 2009 relatou que 76% dos SCoN estudados apresentaram biofilme por esse ensaio e Lazzaratto et al., em 2010 observou uma taxa menor, semelhante ao nosso estudo (54%). Na técnica de aderência em tubo, 6/14 (37,5%) foram aderentes, produtoras de biofilme, resultado inferior ao de Oliveira et al., 2009 (82%). 9/16 cepas (64,28%) apresentaram pelo menos um dos genes pesquisados e 7/9 (77,78%) concomitantemente os 3 genes icaA, C e D. Oliveira et al., 2009 encontrou 82% e 42%, respectivamente. A técnica de tubos apresentou 66,67% de sensibilidade e 100% de especificidade, o ensaio CRA, 77,78% e 100%, respectivamente. CONCLUSÃO: Ambos os ensaios fenotípicos demonstraram 100% de sensibilidade e especificidade, quando comparados ao padrão ouro (PCR). Este estudo encontra-se em andamento: estão sendo pesquisados outros genes e mecanismos de resistência (mecA, ermA, ermB e ermC). Serão analisados os prontuários dos receptores das bolsas de CPs contaminadas, para avaliar a existência de correlação entre genes/mecanismos de resistência/ antimicrobiano/desfecho clínico, uma vez que estudos demonstraram que os genes icaA, C e D, responsáveis pela codificação de enzimas formadoras de biofilme, presentes na maioria dos SCoN, facilitarem o desenvolvimento das infecções e suas recidivas assim como falha na antibioticoterapia. Descritores: Plaquetas, contaminação, bactérias, resistência, Staphylococcus. INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA (IRC): RELATO DE CASO DA SILVA, Delaine Ilha; 1 MUSSOI, Thiago Durand; 2 1 Relatora. Nutricionista, Graduada pelo Centro Universitário Franciscano-UNIFRA. 2 Nutricionista, Professor e Orientador de estágio em Nutrição Clínica no Centro Universitário Franciscano-UNIFRA. E-mail: [email protected] Descritores: Insuficiência Renal Crônica; Avaliação Nutricional; Conduta Nutricional. Introdução: No Brasil, 6,6% das pessoas possuem alguma doença renal; entretanto, apenas 30% delas têm conhecimento. Isso se deve ao fato da doença ser silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas nas suas fases iniciais (FREITAS, 2012). Entre as patologias que podem conduzir à IRC, conhecidas como doenças de base, destacam-se a hipertensão arterial e o Diabetes Mellitus (DM). A insuficiência renal crônica é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. A função mais importante do rim é a capacidade de excreção e regulação da água corpórea, de minerais e de compostos orgânicos. Objetivos: relatar o caso da usuáriaE.S.B. e descrever a terapia nutricional introduzida, relacionando-a com o estado nutricional. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo, relato de caso. Resultados: E.S.B, sexo feminino, 58 anos, internada na Unidade 200 do Hospital Casa de Saúde, em Março deste ano, diagnosticada com insuficiência renal crônica, realiza diálise três vezes na semana, relata ser hipertensa e ter diabetes mellitus a seis anos. Realizou-seuma única avaliação nutricional: 65 Kg, 1,57 Cm, Índice de Massa Corporal 26 Kg/m2, diagnóstico nutricional de Sobrepeso, no momento da avaliação não apresentava retenção de líquido. Recebendo dieta por via oral em consistência livre, hipossódica para DM. Refere inapetência alimentar, não tolera carne vermelha. Segundo o recordatório dos seus hábitos alimentares, observaram-se inadequações nas refeições de acordo com as patologias apresentadas. Adequaram-se as preparações para uma dieta de consistência livre, via oral, fracionada em seis refeições/dia, hipossódica para DM, porém também foi sugerido ser hiperprotéica, para assim garantir as necessidades nutricionais, visando sempre adequar conforme aceitabilidade da paciente. Conclusão: a terapia nutricional neste caso é de grande importância, pois a paciente possui patologias do passado, que provavelmente não eram controladas, e hoje desencadearam novas doenças, então para que intervenção dietética obtenha resultados, evitando uma desnutrição energético-protéico, é necessário à adesão do paciente ao tratamento. A IMPORTÂNCIA DO ADEQUADO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE ÓBITOS ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia Vedovato³; SILVA, Adriele Roth4; SILVEIRA, Giane5 ¹Relator. Enfermeira Doutora em Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. [email protected] ²Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. ³Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. 4 Graduanda do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria. 5 Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria. Introdução: Os profissionais da saúde tem por foco a defesa da vida, e a morte por fazer parte do ciclo da vida, se faz presente no cotidiano do cuidado destes profissionais. Como atividade inerente do médico, e presente no processo de morte/morrer tem-se o preenchimento da Declaração de Óbito (DO). A DO é um documento padrão para a coleta de informações sobre mortalidade, que serve de base para o cálculo das estatísticas vitais e epidemiológicas do Brasil¹. Assim, a DO é um instrumento imprescindível para a construção de um adequado planejamento de saúde que visa garantir uma política de saúde adequada significando o direito entre a vida e a morte para muitas pessoas. Justificativa: Tendo em vista a frequente dúvida dos profissionais no preenchimento correto das DO´s e da qualificação do banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) juntamente com a Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde e 4ª Coordenadoria Regional de Saúde vêm realizando atividades educativas no sentido de melhorar a qualidade do preenchimento deste documento, além disso, ressalta-se a inserção destes serviços nos Comitês de Óbito geral, materno e infantil do HUSM. Objetivo: Sensibilizar os profissionais responsáveis no preenchimento correto da DO. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com o intuído de relatar as atividades realizadas pelos Comitês de Óbitos e NVEH dando enfoque na importância do preenchimento correto do documento de óbito. Resultados: As reuniões dos comitês que analisam os óbitos no HUSM ocorrem mensalmente e são realizadas por uma equipe multiprofissional. O ponto fundamental da revisão das DO´s são as causas da morte e causas antecedentes, onde é revisado se o diagnóstico da causa da morte é compatível com a história clínica do paciente, neste caso são feitas alterações, tendo estas à aprovação de um médico responsável. Conforme a necessidade os profissionais são chamados para ser orientado quanto preenchimento da declaração. Outras situações revisadas são quando às declarações devem ser anuladas, nunca devem ser rasgadas. Uma atividade que envolve o Município são os óbitos por causa desconhecida ou indeterminada, que devem ser investigadas. Nestes casos à equipe do NVEH investiga o histórico do paciente e repassa para a Secretaria Municipal as informações. Outras demandas que o Núcleo tem recebido são em relação aos nomes que são preenchidos inadequadamente e que tais erros impedem que os registros de óbito sejam emitidos. Como medida educativa, realizou-se um cartaz informativo “Declaração de Óbito: direito do cidadão, dever do profissional médico” com a finalidade de divulgar o fluxo correto de preenchimento das DO´s, sendo distribuído nos diferentes serviços do HUSM e Município. Conclusões: O trabalho de monitoramento dos óbitos pontuam a importância do preenchimento adequado destes documentos, cabendo ao comitê promover uma educação permanente nos serviços para que os profissionais se sensibilizem e contribuam para que nesta etapa que atesta a morte não venham causar transtornos aos familiares e que desta forma os serviços de saúde possam estar estruturados em índices de causas mortes o mais próximo da realidade. Descritores: Declaração de óbito, Causa de óbito, Mortalidade PRÁTICAS ALIMENTARES EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE MUITO BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA(HUSM) MORAIS , Luiz Paulo Barros1; ANNES, Cláudia Scortegagna1; PETRÓ, Giovani Anton 1 ; BUENO, Fábio Ferreira 1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R. M.2 1Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a Ciência. 2 - Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM. INTRODUÇÃO: Alimentar o recém-nascido de muito baixo peso de modo adequado é fundamental tanto para garantir sua sobrevida como para melhorar o seu crescimento e desenvolvimento. No entanto, um elevado percentual de recémnascidos pré-termo de muito baixo peso desnutre durantea hospitalização, o que tem conseqüências negativas, tanto a curto como à longo prazo. Otimizar a alimentação do recém-nascido de muito baixo peso e, conseqüentemente, seu crescimento é meta que deve ser atingida. OBJETIVO: Verificar as práticas alimentares adotadas nos recém nascidos de muito baixo peso da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do HUSM, num período de quatro anos. MÉTODO: Coorte longitudinal prospectiva dos recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g internados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2011. As variáveis analisadas incluíram: idade de início da alimentação enteral, idade de obtenção da via enteral plena, tempo de nutrição parenteral (NP), idade de início da oferta parenter al de aminoácidos, complicações da NP parenterais, tipo de alimentação na alta hospitalar . Os resultados foram analisados através do software Stata 10. RESULTADOS: Internaram na UTIN do HUSM 253 recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g. Neste grupo, a alimentação enteral foi iniciada, em média, com 4,1 (±5,5) dias de vida , tornando -se plena com 22,3 (±19,0) dias de vida. 92,8% dos recém-nascidos utilizaram NP, por um período de 17,3 (±15,5) dias, tendo a introdução parenteral de aminoácidos ocorr ido com 2,0 (±1,2) dias de vida). Não foram observadas complicações relacionadas ao uso de NP. Na alta, 46,1% dos recém nascidos estavam com alimentação mista (leite materno + fórmula láctea) e apenas 2,9% em aleitamento materno exclusivo. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que as práticas alimentares relativas à NP e a alimentação enteral foram adequadas, especialmente quanto a introdução precoce da mesma, no entanto, há necessidade da adoção de medidas de incentivo ao aleitamento materno, visto que mais da metade das crianças deram alta usando exclusivamente fórmula láctea. DESCRITORES: Prematuro; Alimentação. SEPSE NEONATAL EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE MUITO BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA (HUSM) BUENO, Fábio Ferreira1; PETRÓ, Giovani Anton1; ANNES, Cláudia Scortegagna1; MORAIS , Luiz Paulo Barros1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R. M.2 1- Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a Ciência. 2 - Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM. INTRODUÇÃO: A sepse é uma das principais causas de morbimortalidade no período neonatal. Em recém-nascidos de muito baixo peso (<1500g) sua incidência, comprovada por hemocultura positiva, varia entre 11 e 25%. Apesar de todos os avanços na terapia antimicrobiana, nas medidas de suporte e dos meios para diagnóstico, a mortalidade atribuída a mesma, nessa população, é bastante alta. OBJETIVO: Determinar a incidência de sepse neonatal (precoce e tardia) nos recém-nascidos de muito baixo peso da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do HUSM, num período de quatro anos. MÉTODO: Coorte longitudinal prospectiva dos recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g internados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2011. Sepse neonatal foi definida pela presença de sinais clínicos sugestivos e/ou hemocultura positiva e classificada em precoce, quando a manifestação ocorreu nas primeiras 48 horas de vida e tardia, quando foi após esse período (diretriz do Ministério da Saúde). Os resultados foram analisados através do software Stata 10. RESULTADOS: No período descrito acima, internaram na UTIN do HUSM 253 recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g. A incidência geral de sepse precoce e tardia foi de 20,8% e 32,2%, respectivamente. Considerando os anos analisados, a maior ocorrência de sepse precoce foi em 2007 (41,5%) e a menor em 2009 (5,9%). Já a sepse tardia manteve-se estável, com uma incidência variando em entre 29,42%, no ano de 2009 e 37,5%, em 2011. O germe prevalente na sepse precoce foi o streptococcus e na tardia o stafilococcus coagulase negativa. A mortalidade na sepse precoce foi de 41,7% e na tardia de 31,5%. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que a sepse é um evento prevalente na UTI Neonatal do HUSM, com elevada mortalidade. Tais resultados apontam para a necessidade de se revisar as medidas de controle de infecção na unidade, além de priorizar ações que melhorem a qualidade do atendimento, tanto da mãe como do recém -nascido, a fim de diminuir a mortalidade neonatal por sepse. DESCRITORES: Prematuro; Infecção. REANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTO EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE MUITO BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA (HUSM) ANNES, Cláudia Scortegagna1; MORAIS , Luiz Paulo Barros1; PETRÓ, Giovani Anton1; BUENO, Fábio Ferreira1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R. M.2 1Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a Ciência. 2 - Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM. INTRODUÇÃO: A necessidade de procedimentos de reanimação neonatal em sala de parto é maior quanto menor a idade gestacional e/ou peso ao nascer. Estimase que, no país a cada ano, 300.000 crianças necessitem de assistência ventilatória na sala de parto, sendo cerca de 35.000 com peso ao nascer inferior a 1.500g. Estudos mostram que 67% deles receberam ventilação com pressão positiva ao nascer, 8% necessitaram de massagem cardíaca e 5% de medicações. A assistência adequada ao recém-nascido em sala de parto é fundamental tanto para garantir sua sobrevida como para melhorar o seu prognóstico a curto, médio e longo prazo. OBJETIVO: Determinar a necessidade de reanimação neonatal e verificar as práticas de reanimação neonatal em sala de parto adotadas nos recém-nascidos de muito baixo peso da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do HUSM, num período de quatro anos. MÉTODO: Coorte longitudinal prospectiva dos recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g internados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2011. As variáveis analisadas incluíram: idade materna, pré-natal, uso de corticóide antenatal, tipo de parto, sexo do recémnascido, peso de nascimento, comprimento, perímetro cefálico, uso de oxigênio, uso de ventilação com balão e máscara, uso de intubação traqueal, uso de massagem cardíaca e uso de adrenalina. Os resultados foram analisados através do software Stata 10.RESULTADOS: Foram avaliados 253 recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g. Neste grupo, a média da idade materna foi 25,5 anos (±7,55), sendo 5% menores de 16 e 10% com mais de 35 anos). 80,08% das gestantes realizaram pré-natal. Em relação ao uso de corticóide antenatal, 35,19% das gestantes receberam o ciclo completo, em 16,20% dos casos o tratamento foi incompleto e 41,67% não receberam nenhuma dose. Quanto ao tipo de parto, 63,56% foram via cesareana, 35,22% via vaginal e 1,21% de parto domiciliar. Não houve diferença significativa em relação ao sexo: 46,61% eram masculinos e 53,39% feminino. O peso médio de nascimento foi 1079 gramas (±284,35), o comprimento médio foi 36,7 centímetros e o perímetro cefálico, 26,7 cm. Quanto ao emprego das técnicas de reanimação neonatal, o uso de oxigênio em sala de parto foi necessário em 82,99% dos recém-nascidos deste grupo. Destes, 79,67% utilizaram ventilação com balão e máscara, tendo a intubação traqueal ocorrido 36,97% dos casos, enquanto massagem cardíaca e adrenalina foram utilizadas em 8,55% e 5,17%, respectivamente. Não houve variação significativa entre os anos no período analisado. CONCLUSÃO: A necessidade de oxigênio e ventilação com pressão positiva, seguida das manobras avançadas de reanimação na sala de parto, definidas como intubação e/ou massagem cardíaca e/ou uso de medicações, foi bastante freqüente no grupo estudado. A freqüência da utilização de técnicas de reanimação em sala de parto foi semelhante às referidas na literatura, demonstrando uma adequação das práticas em nosso meio. Dada a complexidade deste atendimento em recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g é fundamental contar com equipe qualificada e constantemente capacitada, além de equipamentos adequados, a fim de realizar de forma rápida e efetiva as manobras de reanimação, visto que em torno de 80% das crianças deste grupo irão necessitar auxílio para iniciar a respiração. DESCRITORES: Prematuro; Reanimação neonatal. IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA¹ PENNA, Marcia Aparecida², SAUL, Alexsandra Michelini Real³, SOARES, Rhea Silvia de Avila 4 1 Relato de Experiência 2 Enfermeira. Pós-graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. [email protected] 3 Enfermeira. Mestranda em Educação. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. 4 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. INTRODUÇÃO: Com o decorrer dos anos, a enfermagem vem buscando o aperfeiçoamento de seu processo de trabalho, com intuito de fornecer um cuidado qualificado. A expressão processo de trabalho foi proposta pela primeira vez em 1961, estando relacionada com a organização e o planejamento do cuidado integral ao ser humano e era fundamentado na teoria das Necessidades Humanas Básicas, consistindo assim um conjunto de etapas sistematizadas e interligadas, sendo norteadas para a organização e planejamento do cuidado ao ser humano. Contudo, pouco considerava e pouco incentivava a participação do paciente e de seus familiares no processo de cuidado, assim como as interações com os demais profissionais da equipe de saúde. Na década de 70, houve uma busca crescente por atividades relacionadas à organização e planejamento dos serviços de enfermagem. No Brasil, Wanda de Aguiar Horta, foi a pioneira nos estudos relacionados ao Processo de Enfermagem, publicado em 1979. Posteriormente, na década de 90, passou a ser denominado por Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), passando a ser obrigatório em todos os serviços que envolvem o cuidado de enfermagem¹. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um processo dinâmico das ações sistematizadas e inter-relacionadas, que viabiliza a organização da assistência de enfermagem². Sendo uma metodologia norteadora do processo de enfermagem. É uma atividade na qual o enfermeiro utiliza o conhecimento científico para identificar as situações de saúde/doença e elaborar ações de assistência de enfermagem que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, família e comunidade. Para sua aplicação, os profissionais precisam, entender conceitos e teorias apropriados das ciências da saúde, incluindo a própria enfermagem, as ciências físicas, biológicas, comportamentais e humanas, além de desenvolver uma visão holística que atenda as necessidades humanas. Esse conjunto de conhecimentos proporciona justificativas para tomadas de decisão, julgamentos, relacionamentos interpessoais, bem como ações futuras. A SAE é uma atividade privativa do enfermeiro, onde através de um método e de uma estratégia de trabalho cientifico, realiza a identificação das situações de saúde/doença e com estas elabora o histórico, bem como a coleta de dados, estabelece o diagnóstico de enfermagem subsidiando a prescrição e a implantação das ações de Assistência de Enfermagem e avaliação dos resultados obtidos³. Trata-se de uma abordagem de enfermagem ética e humanizada, tendo como propósito a resolução de problemas, atendendo às necessidades de cuidados de saúde e de enfermagem do indivíduo, contribuindo para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do individuo, da família e da comunidade. A Resolução COFEN Nº 358/2009, dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implantação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem4.A implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) constitui uma exigência para as instituições de saúde pública e privada do Brasil. Desse modo, requer do profissional conhecer o paciente em sua totalidade, mediante o uso de seus conhecimentos e habilidades, orientando a equipe para implantação das ações sistematizadas. O Conselho Federal de Enfermagem afirma que a SAE deve ocorrer em todas as instituições de saúde brasileiras, públicas e privadas, considerando sua institucionalização como prática de um processo de trabalho adequado às necessidades da comunidade e como modelo assistencial a ser aplicado em todas as áreas de assistência à saúde pelo enfermeiro. O Conselho considera que a implantação da SAE constitui, efetivamente, melhorias na qualidade da assistência de enfermagem. OBJETIVOS: O presente trabalho tem por objetivo descrever a experiência de enfermeiras de uma unidade de internação cirúrgica, na implantação da sistematização da assistência de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por enfermeiros assistenciais atuantes em uma unidade de internação cirúrgica de um hospital universitário do interior do estado do RS. Esta unidade destinada a pacientes adultos que foram ou serão submetidos a algum tipo de procedimento cirúrgico, possui 46 leitos, 11 enfermeiros, 23 técnicos de enfermagem,11 auxiliares de enfermagem e 1 auxiliar de saúde distribuídos nos três turnos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Levando em consideração a base na resolução do COFEN, a equipe de enfermeiros da Unidade de Internação Cirúrgica, no ano de 2008 iniciou a implantação da SAE nesta unidade. Iniciamos com a utilização de um formulário simples, elaborado pelos próprios enfermeiros, onde a assistência de enfermagem seria sistematizada e documentada e assim, arquivada no prontuário do paciente. Durante um período de adaptação com a SAE, os enfermeiros do turno da noite ficaram responsáveis por 04 pacientes e os do diurno por 08, sendo 04 no turno da manhã e 04 no turno da tarde. Neste momento, utilizamos um sistema informatizado e aSAE é realizada em todos os turnos, onde cada enfermeiro fica responsável por quatro pacientes em escala pré determinada de acordo com o número de enfermeiros no turno, ou seja, três enfermeiros no turno da manhã, enfermeiro A fica responsável pela SAE dos leitos 01, 05, 09 e 13, enfermeiro B pelos leitos 15, 17, 20 e 27, enfermeiro C pelos leitos 30, 36, 40 e 42 e assim sucessivamente nos outros turnos, totalizando 28 pacientes onde aplicamos a SAE de um total de 46 leitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Durante a implantação da SAE, foi possível constatar que esse é um processo lento e difícil. Existe resistência por parte de alguns enfermeiros, o que se deve muitas vezes à falta de experiência prévia em outros serviços, à visão de que o processo seja complexo, demande muito tempo e que por isso não seja possível de ser realizado na prática diária da enfermagem. Acredita-se que entre as dificuldades encontradas pelos enfermeiros na implantação do processo de enfermagem, encontra-se a sobrecarga com atividades burocráticas que dificultam seu exercício profissional. Contudo, há enfermeiros engajados na sua aplicação, dispostos a transpor as dificuldades, administrando o tempo e realizando suas tarefas com qualidade. Pode-se observar que os auxiliares e técnicos de enfermagem desconheciam o conteúdo sobre a SAE durante a sua formação e que passaram a conhecer essa metodologia de assistência após o ingresso profissional em instituições que realizam essa prática. A implantação da SAE nesta Unidade nos confirmou a importância deste Processo de Trabalho para a organização e realização de um cuidado de enfermagem com excelência, apreendeu-se que não podemos nos deter em planos de cuidado fechados, devemos vislumbrar a multidimensionalidade e a otimização deste cuidado, sendo flexíveis e buscando fornecer um atendimento sensível e humanizado, levando em consideração as reais necessidades de cada paciente e seus familiares. Tal experiência nos remete a viabilidade da implantação da SAE, o que vem de encontro ao crescimento profissional a toda equipe de enfermagem. Podemos perceber que as dificuldades encontradas não foram relevantes e não inviabilizaram o propósito dos enfermeiros de desempenhar com competência suas atividades, mantendo como meta a qualidade na assistência e valorização do trabalho proposto. E apesar das dificuldades estamos tendo oportunidade de aplicar conhecimentos técnico-científicos e humanizados na assistência aos pacientes, aprimorar nossas habilidades, aumentando a qualidade na assistência, bem como a conquista de autonomia do enfermeiro. Entendemos que o sucesso desta implantação dependerá da persistência, responsabilidade, apoio e integração da equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares da Unidade de internação cirúrgica, pois ainda permanecem fragilidades e limitações do cotidiano. DESCRITORES: enfermagem, processo de enfermagem, assistência de enfermagem