UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
DIREÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
ANAIS DA IV SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
16 A 18 DE OUTUBRO DE 2013 NO AUDITÓRIO GULERPE
DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA/UFSM
REITOR
PROF. DR. FELIPE MARTINS MÜLLER
VICE-REITOR
PROF. DR. DALVAN JOSÉ REINERT
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
DIRETORA GERAL
PROF. DRª. ELAINE VERENA RESENER
DIRETOR ADMINISTRATIVO
ESP. JOÃO BATISTA DE VASCONCELLOS
DIRETOR CLÍNICO
PROF. DR. ARNALDO TEIXEIRA RODRIGUES
DIRETORA DE ENFERMAGEM
MS. SOELI TEREZINHA GUERRA
DIRETORA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
PROF. DRª. BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO
FICHA CATALOGRÁFICA
IV SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA HUSM
PRESIDENTE E COORDENADORA GERAL DO EVENTO:
BATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO
COMISSÃO ORGANIZADORA
COMISSÃO DA PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
ANA LUCIA CERVI PRADO
BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO
FÁBIO COMIN
HELENA CAROLINA NOAL
ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE
MELISSA ORLANDIN PREMAOR
NOELI TEREZINHA LANDERDAHL
SANDRA MARCIA SOARES SCHMIDT
SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA
COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS
ANA LUCIA CERVI PRADO
BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO
HELENA CAROLINA NOAL
ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE
ROSANGELA MARION DA SILVA
ROZELAINE MARIA BUSANELLO
SANDRA MARCIA SOARES SCHMIDT
SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA
VIRGÍNIA MARIA CÓSER
COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA E APOIO:
LÍGIA REGINA PETIM DE OLIVEIRA
NOELI LANDERDAHL
LIANE TEREZINHA BRAGA RISSI
COMISSÃO DE APOIO
COMUNICAÇÃO:
GRÁFICO,
JOSÉ ERION SOARES
IZLENE ZORTÉA
ANDRIELE MORO
ALESSANDRA PILAR CIOQUETA
DIVULGAÇÃO
E
ASSESSORIA
DE
MONITORES
NAIANE CAMPOS MACHADO – AC ENF
NATANNA DA ROSA - AC ENF
CARLA SILVEIRA DE OLIVEIRA - AC ENF
MICHELE CARVALHO KARKOW - AC ENF
MARIANE DA SILVA BARBOSA - AC ENF
PEDRO HENRIQUE CANOVA MOSELE - AC MED
RODRIGO MORAES REIS - AC MED
RAFAEL ALMEIDA DE ÁVILA - AC MED
RAPHAEL HEMANN PALMA - AC MED
JOSÉ CARLOS RODRIGUES CHAVES JUNIOR- AC MED
EDUARDO LIBRELOTTO FERNANDES - AC MED
PROGRAMAÇÃO DA IV SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM
DATA: 16 A 18/10/2013
Local: Auditório Gulerpe
16/10/2013 – Quarta-feira
MANHÃ
7h30min às 9h- Credenciamento - Hall do Anfiteatro Gulerpe
8h às 10h - Mini-Curso - Laboratório de Informática do HUSM
Capacitação Portal Capes -Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM
09h às 12h - Sessão de Pôsteres - Hall do Anfiteatro Gulerpe
TARDE
13h às 13h30min- Solenidade de Abertura - Anfiteatro Gulerpe
Temática: Intervenções em Situações de Crise
13h30min às 14h30min - Conferência:Intervenção Psicológica Inicial - Prof. Dr. Christian
Kristensen - PUC/RS
Coordenador: Prof. Dr. Angelo Cunha - UFSM/RS
14h30min às 15h- Apresentação do Projeto CIAVA- Enfª. Me. Soeli Guerra- UFSM/RS
15h às 16h - Painel:Intervenção Multiprofissional em Situações Traumáticas - Grupo
Multiprofissional CIAVA/HUSM
Moderador: Psic. Salvador Penteado -UFSM/RS
Aspectos Médicos - MD. Esp. Rubem Mota Pacheco - HUSM/RS
Aspectos de Enfermagem - Enfª. Me. Vânia Lígia Durgante - HUSM/RS
Aspectos de Fonoaudiologia -Profª. Drª. Renata Mancopes- UFSM/RS
Aspectos de Terapia Ocupacional - TO Juliana Borges - HUSM/RS
Aspectos Farmacológicos - Farm. Me. Cláudia Sala Andrade - HUSM
Aspectos de Fisioterapia e Reabilitação - Profª. Drª. Ana Lúcia Cervi , Profª. Drª. Isabella
Martins de Albuquerque e
16h às 16h15min- Intervalo
16h15min às 16h45min- Palestra:Bioética em Situações de Desastre – Profª. Drª. Maria
Teresa Campos Velho – UFSM/RS
Coordenador: Profª. Drª. Elisabeta Albertina Nietsche - UFSM/RS
16h45min às 17h45min -Mesa Redonda:Transtorno do Estresse Pós-Traumático - TEPT
Prof. Dr. Angelo Cunha , Prof. Me. Vitor Calegaro e Profª. Esp. Gabriela Costa - UFSM/RS
17h45min - Encerramento
17/10/2013 – Quinta-feira
Temática: I Jornada de Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria
08h às 10h - Auditório Londero
Mini-Curso: Capacitação MDT (Monografias, Dissertações e Teses) - Lizandra Veleda
Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM
10h às 12h- Laboratório de Informática do HUSM
Mini-Curso: Capacitação Portal Capes - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e
Olga Rohde –
Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central/UFSM
09h às 12h- Sessão de Pôsteres - Hall do Anfiteatro Gulerpe
Coordenadora Profª. Drª. Suzinara Beatriz Soares de Lima
13h30min às 14h- Trâmite de Projetos no HUSM
Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto - UFSM/RS
14h às 14h30min- Plataforma Brasil
Profª. Drª. Sandra Beck Trevisan - UFSM/RS
14h30min às 15h15min- Redação de artigos científicos e como publicar
Profª. Drª. Melissa Preamor - UFSM/RS
15h15min às 15h45min- Intervalo
15h45min as 16h30min- Ética em Pesquisa - Resolução 196/96 e Resolução 466/12: o que
mudou?
Profª. Drª. Sandra Beck Trevisan - UFSM/RS
16h30min às 17h- Como desenhar um estudo clínico
Prof. Dr. Renato Fagundes - UFSM/RS
17h às 17h45min- A Pesquisa Clínica no HU - Perspectivas
Prof. Me. Alexandre Vargas Schwarzbold - UFSM/RS, Prof. Dr. Fábio Comin - UFSM/RS e
Drª. Virgínia Coser - HUSM/RS
17h45min- Encerramento
18/10/2013 – Sexta-feira
08h às 10h- Auditório Alberto Londero
Mini-Curso - Capacitação MDT (Monografias, Dissertações e Teses) - Lizandra Veleda
Arabidian, Dalton Varela Tubino e Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central da UFSM
10h às 12h- Laboratório de Informática do HUSM
Mini-Curso - Capacitação Portal Capes - Lizandra Veleda Arabidian, Dalton Varela Tubino e
Olga Rohde Instrutores da Seção de Referências da Biblioteca Central da UFSM
09h às 12h- Hall do Anfiteatro Gulerpe - Sessão de Pôsteres
Temática PROIC
Coordenadora Profª. Drª. Beatriz S. da Silveira Porto
13h30min às 14h- Gerenciamento dos Grupos de Pesquisa
Prof. Dr. Manfredo Hoerner - UFSM/RS
14h às 15h45min- Apresentação dos Projetos Edital 2013 - Pesquisadores contemplados
15h45min às 16h - Intervalo
17h45min às 18h - Solenidade de Premiação de Melhores PôsteresCapacitação Portal de
Periódicos CAPES: Vagas: 13 alunos por dia – Total de vagas -39
Capacitação MDT:Vagas: 68 alunos por dia – Total de vagas - 136
Duração dos mini-cursos: 2h cada capacitação
Trabalhos Apresentados
Modalidade Resumo
1- ZORZO, Pietra. Associação entre fraturas ósseas e oligomenorreia
e ou hirsutismo
autorreportado em mulheres pós-menopausa.Coautores: ZOTTELE, Lucas Venturini; DE
OLIVEIRA, Cristina; COMIM, Fabio Vasconcelos; PREMAOR, Melissa.
2- DA SILVA, André Felipe Santos. Técnicas da fisioterapia respiratória utilizadas por acadêmicos
durante estágio supervisionado em ambiente hospitalar. Coautores: RIBEIRO, Carla Simone
Pessota; HOMERDING, Patrícia Xavier.
3- OLESIAK, Luisa da Rosa. Distanásia e dilemas étnicos nas unidades de terapia intensiva: uma
difícil conversa sobre a finitude.Coautores: Reis, Cristine Gabrielle Costa da Costa dos;
Barbieria; Ângela; Quintana, Alberto Manuel.
4- MORAIS, Bruna Xavier. Avaliação do índice de massa corporal em trabalhadores de serviço
hospitalar de limpeza.Coautores: BOTTINO, Larissa Diniz; BELTRAME, Marlize Tatsch, LUZ,
Emanuelli Mancio Ferreira da; ; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza.
5- RIBEIRO, Carla Simone Pessota. A importância da presença do fisioterapeuta em UTI: Relato
de experiência. Coautores: VIERA, Géssica Bordin, ANTUNES, Vivían da Pieve;
MARCUZZO, Larissa, Rosinsk, Lucas.
6- RIBEIRO, Carla Simone Pessota. Possível Relação entre a doença pulmonar obstrutiva crônica e
as alterações de deglutição. Coautor: Vívian da Pieve Antunes.
7- SEVERO, Vicente, Marília. Efeitos de um programa de reabilitação cardíaca na tolerância ao
exercício e biomarcadores laboratoriais. Coautores: SANTOS, Tamires Daros;
ALBUQUERQUE, Isabella Martins de; Pereira, Sérgio Nunes; PORTELA, Luís Osório da Cruz;
MORESCO, Rafael Noal.
8- KINALSKI, Daniela Dal Forno; Serviço de enfermagem em área ambulatorial: sob a ótica préprofissional. Coautores: PAULA, Cristiane Cardoso de; HOFFMANN, Izabel Cristina;
PADOIM, Stela Maris de Melo.
9- MAC, Alfredo . O câncer de mama e suas relações com as mutações dos genes BRCA 1 e BRCA
2. Coautores: ARAÚJO, NKF; CRUZ, IBM.
10- TERRA, Larice Gonçalves. Enfermeiros trabalhando sobre a temática de prevenção às drogas no
âmbito escolar. NIESCHE, Elisabeta Albertina; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de;
BOTTEGA, Janilene Camara; MOTRA, Cristiane Apio.
11- LUNARDI, Rossani. Prevenindo o câncer do colo do útero e de mama por meio de educação em
saúde.
12- BRASIL, Daniele Freitas. O enfermeiro na detecção precoce do câncer do colo do útero e
mama. Coautores DIAS, Caren Franciele Coelho; FONSECA, Graziele Gorete Portella; LIMA,
Suzinara Beatriz de.
13- CONTO, Jéssica de. Estresse oxidativo e reabilitação pulmonar. Coautores: ANGRI,
Daniela;PASTORIO, Anapaula; SILVA, André Felipe Santos da; PASQUALOTO, Adriane
Schimidt.
14- FRANCO, Comiz Thaís. Choque séptico por streptococcus agalactiae em
paciente
ambulatorial do Hospital Universitário de Santa Maria. Coautores: FILIPINI RAMPELOTTO,
Roberta; MARTINI, Rosiéli Horner, Rosmari.
15- CASSOL, Paulo Barrozo. Manual de gerenciamento da rotina, ferramenta para excelência
profissional no centro de materiais e esterilização. Coautores: LIMA, Suzinara Beatriz Soares;
BORDIN, Ivana Caetano; ARGENTA; Luiza Blum.
16- OLIVEIRA, Rafael da Silva. Fatores associados à adesão ao tratamento antirretroviral de
adultos com HIV/AIDS. Coautores: MURARO, Monica de Fátima Rossato; SANTOS, Wendel
Mombaque dos; MARCHI, Maressa Claudia de; ZUGE, Samuel Spiegelberg; PADOIN, Stela
Maris de Mello.
17- OLIVEIRA, Rafael da Silva. Perfil dos pesquisadores bolsistas de produtividade científica do
CNPQ em enfermagem. Coautores: SANTOS, Wendel Mombaque dos; PADOIN, Stela Maris
de Melo; LACERDA, Maria Ribeiro; GUETERRES, Évelin Costa.
18- CANCIAN, Nathalia Raguzzoni. Atividades realizadas pelo residente farmacêutico no âmbito
hospitalar. Relato de experiência. Coautores: HERMES, Débora; ANDRADE, Claudia Sala;
BECK, Sandra Trevisan.
19- CANCIAN, Nathalia Raguzzoni. Importância do farmacêutico na avaliação da administração de
fármacos por sonda enteral:Relato de experiência. Coautores: HERMES, Débora; ANDRADE,
Claudia Sala; BECK, Sandra Trevisan.
20- BANDEIRA, Danieli. Desafios enfrentados na adesão ao tratamento antirretroviral. Coautores:
SANTOS, Gilvane Souza dos; CANCIAN, Nathalia Raguzzoni; WEILLER, Teresinha Heck.
21- TONEL, Juliana Zancan. Importância das aulas práticas para acadêmicos de enfermagem num
Hospital Universitário. Um relato de experiência. Coautores: BECK, Carmem Lúcia Colome;
REIS, Daiane Aparecida Martins; FREITAS, Natiellen Quatrin;SANGOI Tais Piccolin.
22- OLIVEIRA, Giselle de Camargo. Caracterização de crianças com desordens no desenvolvimento
neuromotor do serviço de fisioterapia do HUSM. Coautores: SEGALA, Marina; BOCK, Thais
Helena Oliveira.
23- COMIRAN, Sheila. Conforto Térmico em hospitais: estudo na área de internação do Hospital
Universitário de Santa Maria. Coautores: SANTOS, Joaquim C. P. dos; GARLET, Liége.
24- SEGALA, Marina. Utilização do Alberta Infant Motor Scale como instrumento de identificação
de atraso motor em prematuros. Coautores: OLIVEIRA, Giselle de Camargo; TOLVES, Tainara;
NASCIMENTO, Juliano Vicente do; Trevisan Claudia Morais.
25- GRIGOLETTO, Ana Paula. O resgate da alegria e da descontração promovido pelo lúdico no
ambiente hospitalar. Coautores: BEUTER, Margrid; OLIVEIRA, Caroline Cirolini; SANTOS,
Pâmela Borba; GAMA, Dedabrio Marques; MARTINS, Robson Saldanha.
26- SAUL, Alexsandra Michelini Real. Educação em saúde em unidade de clínica cirúrgica: projeto
de extensão. Coautores: SOARES, Rhea Silvia de Avila; PENNA, Marcia Aparecida.
27- SANTOS, Wendel Mombaque dos. Exposição de escolares ao tabaco: análise de Rasch.
Coautores: COUTINHO, Renato Xavier; PUNTEL, Robson Luiz.
28- MARCHESAN, Mariane. A importância da educação em saúde em pacientes com doenças
crônicas. Coautores: BRONDANI, Juliana Ebling; CORDEIRO, Aline Dalcin; DEL
CASTILLO, Bruna Lencina; LEAL, Francine Ziegler; SILVA, Rosângela Marion.
29- CELSO, Aparecida Raquel. Relato de experiência: Assessoria de grupos de geração trabalho e
renda. Coautores: STORCHI CARLOS, Ana Claudia; GOERCK, Caroline; WALAU ROCHA,
Tássia; VARGAS, Ronsani Ana Paula.
30- LEAL, Francine Ziegler. Assistente Social e o Politica HIV/AIDS. Coautores: TAVARES,
Andréia Claro; SILVA, Rosângela Marion.
31- LEAL, Francine Ziegler. Assistente Social na área da saúde e sua atuação. Coautores:
TAVARES, Andréia Claro; BIRRER, Jucelaine Arend.
32- SARETTO, Caroline. Neoplasias primárias múltiplas – Perfil clínico dos pacientes atendidos em
uma instituição terciária. Coautores: LIBERATTI, Vivian; MORENO, Marcelo; SANTIN,
Eduardo.
33- BOTTINO, Larissa Diniz. Avaliação da circunferência da cintura em trabalhadores do serviço
hospitalar de limpeza. Coautores: MORAIS, Bruna Xavier; BELTRAME, Marlize Tatsch;
CERON, Marinez Diniz da Silva; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza.
34- SIGNOR, Eduarda. Higienização das mãos: a caixa da verdade como uma ferramenta inovadora
de incentivo à adesão.
Coautores: SARZI, Diana Mara; RAMOS, Iara Barbosa;
LANDERDAHL, Noeli Terezinha; RODRIGUES, Marlene Kreutz.
35- ROSA Natanna. O cuidado à mulher com neoplasia de colo uterino: O papel da enfermagem em
radioterapia. Coautores: KARKOW Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI Nara Marilene
de Oliveira; DORNELES Vera Cristina dos Santos; DELAZERI Pedro Gomes.
36- ROSA Natanna. Pacientes com câncer de próstata: Escore de Gleason prevalentes no setor da
radioterapia do HUSM. Coautores: KARKOW Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI Nara
Marilene de Oliveira; DORNELES Vera Cristina dos Santos; DELAZERI Pedro Gomes.
37- SIGNOR, Eduarda. Estágio no núcleo de vigilância epidemiológica hospitalar: Um relato de
experiência acadêmica em enfermagem. Coautores: SARZI, Diana Mara; PREVEDELLO,
Patricia Vedovato; SILVEIRA, Giane; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago.
38- VARGAS RONSANI, Ana Paula. Relato de experiência: Grupo Marias Bonitas Fazendo
História, superando a pobreza e fortalecendo a cidadania. Coautores: MARIA SOUZA DE
LIMA, Angela; APARECIDA CELSO, Raquel; ROCHA WALAU, Tássia.
39- COSTA, Gustavo da Silva da. Atenção fisioterapêutica aos cuidadores de crianças e adolescentes
em tratamento hemato-oncológico no CTCRIAC- HUSM. Coautores: BRONDANI, Amanda de
Souza; MACEDO, Julia Bueno; NARDI, Lara Letícia Dotto; BRAZ, Melissa Medeiros.
40- KLEIN, Caroline. Perfil nutricional e consumo de vitamina C de indivíduos com infecção por
Helicobater Pylori. Coautor: SILVA,Carina Siqueira Martelli; NORA, Magalli Dalla;
PACHECO, Luísa Silva; CAMPANHER, Djeison Mikael ; FAGUNDES, Renato Borges.
41- BRUINSMA, Jamile Lais. Idosos dependentes de tecnologias no domicílio: Implicações para as
famílias. Coautor: BEUTER, Margrid; SEIFFERT, Margot Agathe; BITENCOURT, Mayara da
Silva;SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira.
42- DO NASCIMENTO Vicente, Juliano. Programa de intervenção terapêutica multiprofissional de
intervenção terapêutica multiprofissional em desordens do movimento infantil: Relato de
experiência. Coautores: DA SILVEIRA PORTO, Beatriz Silvana; SEGALA, Marina; DE
CAMARGO OLIVEIRA, Giselle; MORAIS TREVISAN, Claudia.
43- SOARES, Rhea Silvia de Avila. Gerência do cuidado na assistência de enfermagem para
prevenção de úlcera por pressão. Coautores: SAUL, Alexsandra Michelini Real; PENNA,
Marcia Aparecida; SILVA, Dalva Cesar; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de.
44- LONDERO, B. Ananda. Análise situacional em saúde: Contribuições do PET vigilância da
UFSM.
Coautores:
STANGHERLIN,
C.
Roberta;
UNFER,
Beatriz;
MÓR
DALL'AGNOL,Marinel.
45- KUINCHTNER, Gabriela Castro. Abordagem multidisciplinar a paciente portador de
bronquiectasia: Um relato de caso. Coautores: BRONDANI, Juliana Ebling; DEL
CASTILLO,Bruna
Lencina;
STUKER,
STUKER,
Nonie
Candace;SULEK,
Martina;GONÇALVES, Marisa Pereira.
46- LEOCADIO, Jennifer. A responsabilidade ambiental na visão de acadêmicos de enfermagem:
Dados parciais. Coautores: SOARES, Sabrina Gonçalves Aguiar; CAMPONOGARA, Silviamar;
NEVES, Eliane Tatsch.
47- PREVEDELLO, Patricia Vedovato. Descentralização do atendimento à pacientes com
tuberculose. Coautores: BANDEIRA, Danieli; ROSSATO, Verginia Medianeira
Dallago;SIGNOR, Eduarda;SILVEIRA, Giane.
48- DIAS, Caren Franciele Coelho Dias. O enfermeiro como gerenciador do cuidado humanizado
em pacientes no pré-operatório de cirurgias cardíacas dias, Caliandra Letiere Coelho Dias;
FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de.
49- BELINI, Ana Lia. Relação entre a força muscular respiratória com a capacidade funcional em
indivíduos sedentários.Coautores: RIGHI, Nithiele Camponogara; GONÇALVEZ, Marisa
Pereira; PASQUALOTO, Adriane Schimidt; SILVA, Antônio Marcos Vargas da.
50- RODRIGUES, D.A. Identificação da infecção por helicobacter pylori através de métodos
diagnósticos não invasivo em pacientes dispépticos. Coautores: DALLA NORA, M.;
MARTELLI, C.S.; NETTO, G.J.; SANTOS, L.W.; HÖRNER, R.; FAGUNDES, R.B.
51- KELLING, Bianca Ineu. Efeitos terapêuticos da bandagem elástica funcional: uma revisão da
literatura. Coautores: FROEMMING, Cristiéli; STALLBAN, Joana Hasenarck; BRAZ, Melissa
Medeiros.
52- FONSECA, Graziele Gorete Portella da. Assistência de Enfermagem e Segurança do paciente.
Coautores: PARCIANELLO, Márcio Kist; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de.
53- FERREIRA, Tamires. Avaliação da atenção primária de saúde das crianças e dos adolescentes
com HIV/ AIDS.Coautores:VASCONCELOS, Luisa Schirmann; PAULA, Cristiane Cardoso;
PADOIN, Stela de Maris Mello ; SILVA , Clarissa Bohrer.
54- ROCHA WALAU, Tássia. Uma experiência de inclusão social de uma portadora de
necessidades especiais no grupo marias bonitas fazendo história Coautores: VARGAS , Ana
Paula Ronsani; LIMA, Angela Maria Souza de ; CELSO, Raquel Aparecida; KOCOUREK,
Sheila.
55- SIGNOR, Eduarda. Higienização das mãos: a caixa da verdade como uma ferramenta inovadora
de incentivo à adesão. Coautores:SARZI, Diana Mara; RAMOS, Iara Barbosa; LANDERDAHL,
Marlene Kreutz.
56- LAMPERT, Melissa Agostini. A internação domiciliar e o impacto sobre a utilização de serviços
de saúde. Coautores: RIZZATTI, Salete Jesus Souza; CEREZER, Lidiane Glaciele; BRIÃO Virgínia.
57- CEREZER, Lidiane Glaciele. Plano de cuidado interdisciplinar e capacidade funcional de
pacientes em internação domiciliar. Coautores: LAMPERT, Melissa Agostini; FARIA, Flávia
Andressa Fabrício Pache de; ROCHA, Natália dos Santos; BOTTEGA, Fabrício.
58- CHAGAS, Bruna Pereira. Implantação do sistema informatizado de vigilância epidemiológica
das infecções hospitalares: relato de experiência. Coautores: SARZI, Diana Mara; HANAUER,
Ilaine; RAMOS, Iara Barbosa; LORENZONI, Mareli.
59- TOLENTINO, Lidiane da Cruz; Cantinho mágico: um espaço lúdico em ambiente hospitalar,
sob a ótica do bolsista de enfermagem. Coautores: HOFFMANN, Izabel Cristina; PADOIN,
Stela Maris de Mello; SANTOS, Wendel Mombaque dos.
60- SILVA, Matheus Souza. Utilização da escala de braden como avaliação de risco para
desenvolvimento de úlceras por pressão. Coautores: JACOBI, Caren da Silva; BEUTER,
Margrid; BRUINSMA, Jamile Laís; CASTIGLIONI, Críslen Malavolta.
61- SILVA, Matheus Souza. Tenho diabetes, e agora? Insulina no domicílio rompendo os desafios.
Coautores:JACOBI, Caren da Silva; BEUTER, Margrid; COSTA, Letícia Machado da;
CASTIGLIONI, Críslen Malavolta.
62- VASCONCELOS Raíssa Ottes. Atuação dos enfermeiros do núcleo de educação permanente em
enfermagem em um hospital de ensino. Coautores: LAVICH, Claudia Rosane Perico; TERRA,
Marlene Gomes; MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza; TEIXEIRA, Joze Karlem
da Silva.
63- VASCONCELOS Raíssa Ottes. Dados parciais da observação sistemática em pesquisa do tipo
estudo de caso. Coautores: LAVICH, Claudia Rosane Perico; TERRA, Marlene Gomes;
MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva.
64- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A família como fonte de apoio e incentivo para concluir o
tratamento oncológico; Coautores:GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; MARTINS,
Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudelí; KARKOW, Michele Carvalho.
65- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A vivência acadêmica frente à morte encefálica: relato de
experiência. Coautores: GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; BEGNINI, Danusa.
66- DIAS, Caliandra Letiere Coelho. A influência da natação terapêutica em pacientes asmáticos.
Coautores: DIAS, Caren Franciele Coelho.
67- SILVEIRA, Giane. Higienização das mãos: equipe e paciente seguros. Coautores: BANDEIRA,
Danieli; PREVEDELLO, Patricia Vedovato; GONÇALVES, Jana Rossato; ROSSATO,
Vergínia Medianeira Dallago.
68- MORAIS, Bruna Xavier. Avaliação do índice de massa corporal em trabalhadores do serviço
hospitalar de limpeza. Coautores: BOTTINO, Larissa Diniz; BELTRAME, Marlize Tatsch;
LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira da ; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza.
69- FONSECA, Graziele Gorete Portella da. A dor no pós- operatório e sua interrelação com os
atributos da qualidade de vida. Coautores: PARCIANELLO, Márcio Kist; DIAS, Caren
Franciele Coelho; BRASIL, Daniele Freitas; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de.
70- GARZON, Litiérri Razia. Prevalência de Staphylococcus Aureus resistentes à Meticilina (Mrsa)
no Hospital Universitário de Santa Maria. Coautores: GINDRI, Lívia; NUNES,Melise Silveira;
RODRIGUES, Mônica de Abreu; HÖRNER, Rosmari.
71- MARTINEZ, Natália Fernandes Investigação das alterações fonoaudiológicas na internação e
seguimento ambulatorial no HUSM. Coautores: Conceição. Cintia Costa; MANCOPES, Renata.
72- KARKOW, Michele Carvalho. “GRAÇAS A DEUS!”: A Fé como estratégia para a finalização
do Tratamento Oncológico.Coautores:GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira;
MARTINS, Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudel; ROSSATTO, Gabriela Camponogara.
73- ROSA, Natanna. O cuidado à mulher com neoplasia de colo uterino: o papel da enfermagem em
radioterapia.Coautores:KARKOW,Michele Carvalho; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene
de Oliveira; DORNELES, Vera Cristina dos Santos; DELAZERI, Pedro Gomes.
74- ROSA, Natanna. Pacientes com câncer de prostata: escore de gleason prevalentes no setor da
radioterapia do HUSM. Coautores: KARKOW,Michele Carvalho;GIRARDON-PERLINI,Nara
Marilene de Oliveira ; DORNELES, Vera Cristina dos Santos; DELAZERI, Pedro Gomes.
75- GOMES, Tais Falcão.Atividade lúdica como ferramenta de cuidado em oncologia: relato de
experiência. Coautores: BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin; SIMON Bruna Sodré;BRUM,
Dyan Jamilles Teixeira; LEAL, Tifany Colomé.
76- LEOCADIO, Jennifer Aguillar. Problemática ambiental e a atuação da enfermagem na busca da
responsabilidade socioambiental: Dados Parciais. Coautores: SOARES, Sabrina Gonçalves
Aguiar; CAMPONOGARA, Silviamar; NEVES, Eliane Tatsch.
77- PEDRO, Cecília Mariane Pinheiro. Caracterização dos acidentes de trabalho ocorridos com
trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza. Coautores: CERON, Marinez Diniz da Silva;
BOTTINO, Larissa Diniz; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza; DA LUZ, Emanuelli
Mancio Ferreira.
78- MARCHESAN, Luana Quintana.Trauma toraco-abdominal e tamponamento cardíaco - relato de
um caso. Coautores: SILVA, Deise Joseane; NASCIMENTO, Aline Fernanda; ABENTROTH,
Aliende Lengler e JOBIM, Rodrigo.
79- DIAS, Caren Franciele Coelho Dias. O enfermeiro como geranciador do cuidado humanizado
em pacientes no pré- operatório de cirurgias cardíacas. Coautores: DIAS, Caliandra Letiere
Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de.
80- BITENCOURT, Mayara da Silva. Genograma de famílias de idosos internados no domicílio:
Contribuições para a pesquisa. Coautores: BEUTER, Margrid; SEIFFERT, Margot Agathe;
BRUINSMA, Jamile Lais; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira.
81- NEVES, Gabriela Leal. Saberes e Práticas de Cuidado de Usuários com Úlceras Venosas.
Coautores: BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin; RIZZATTI, Salete de Jesus Souza.
82- Deise Joseane da Silva. Fatores relacionados com a emergêcia de infecções nasocomiais por
bacteria multiresistentes-uma revisão de literartura. Coautores: Aline Fernanda Nascimento;
Luana Quintana Marchesan ;Liliane Souto Pacheco; Alexandre Vargas Schwarzbold.
83- BANDEIRA, Danieli. Doenças, agravos e eventos de saúde pública de notificação compulsória
no centro obstétrico de um Hospital Universitário. Coautores: DAMACENO, Adalvane Nobres;
ILHA, Caroline; HODALI, Namir Ferreira; ROSSATO, Vergínea Medianeira Dallago.
84- ANSCHAU, Juliette Liesenfeld. A percepção do tratamento fisioterapêutico para dismenorreia
com acadêmicas do curso de fisioterapia da UFSM. Coautores: DIAS, Marianna; OLIVEIRA,
Melissa; BRAZ, Melissa Medeiros.
85- BASSI, Mariana. A comunicação de más notícias na perspectiva de familiares envolvidos na
situação de internação. Coautores: QUINTANA, Alberto Manuel; MONTEIRO, Daniela
Trevisan; SALVAGNI, Adelise; PIERRY, Larissa Goya.
86- SILVA, Rosângela Marion da. Danos psicológicos no trabalho da enfermagem em clínica
cirúrgica. Coautores: BECK, Carmem Lúcia Colomé; ZEITOUNE, Regina Celia Gollner;
TONEL, Juliana Zancan; REIS, Daiane Aparecida Martins dos.
87- NEVES, Gabriela Leal. O acadêmico de enfermagem frente à unidade de clínica cirúrgica relato de experiência. Coautores: SOARES, Rhea Sílvia de Ávila; CORTES, Laura Ferreira.
88- NASCIMENTO KHOURI Rodayne. Protocolos de Atenção à saúde em emergências de saúde
pública. Coautores: BIRK Paula Thaís; WEBER Caroline; DALL’AGNOL MÓR, Marinel.
89- BRUINSMA, Jamile Lais. Cuidar do doente crônico no domicílio - implicações no cotidiano das
famílias. Coautores: BEUTER, Margrid;POTTER, Clarissa ;SILVA, Matheus Souza ;Salete de,
Jesus Souza Rizzatti.
90- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A família como fonte de apoio e incentivo para concluir o
tratamento oncológico. Coautores: GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira; MARTINS,
Mayani Suertegaray; MISTURA, Claudelí;KARKOW, Michele Carvalho.
91- ROSSATO, Gabriela Camponogara. A vivência acadêmica frente a morte encefálica: Relato de
Experiência. Couatores: GIRARDON-PERLINI,Nara Marilene Oliveira; BEGNINI, Danusa.
92- SANTOS, Wendel Mombaque dos. Percepção da escala de Borg em gestantes durante a
realizações de atividades física. Coautores: SANTOS, Caroline Mombaque dos; PIGATTO,
Camila; GALLARETTA, Francisco Maximiliano Panchit; PORTELA, Luiz Osório Cruz.
93- ZUMBA, Izabelle Balta; SILVA. O efeito do treinamento físico sobre o perfil lipídico e a
pressão arterial. Coautores: Leonardo Machado; PORTELA, Luiz Osório Cruz; PEREIRA,
Sergio Nunes.
94- MURADÁS, Raquel Rodrigues. Fatores de risco para o câncer de mama das pacientes atendidas
no HUSM. Coautores: DE CAMPOS VELHO, Maria Teresa Aquino; RIESGO, Itamar dos
Santos; BRUM Alexandre; VOIGT, Letícia.
95- LIMA, Jessica. Atendimento Psicológico a mulheres com câncer de mama. Coautores:
QUINTANA, Alberto; CANTARELLI, Natalia; FRIGGI, Priscila.
96- SILVA, Natalina Maria da. Condutas de enfermagem no pré e pós- operatório imediato de
cateterismo cardíaco. Coautores: PITHAN, Luiza de Oliveira; CASTIONI, Daniani.
97- Danusa Menegat. Internação Psiquiátrica - questões subjetivas acerca do estar internado.
98- MURADÁS, Raquel Rodrigues. Os aspectos clínicos do nódulo de mama das pacientes
atendidas no ambulatório de mastologia do HUSM. Coautores: DE CAMPOS VELHO, Maria
Teresa Aquino; RIESGO, Itamar dos Santos; BRUM Alexandre; LACERDA, Melaina.
99- Danusa Menegat. A atuação da Terapia Ocupacional na clínica de Estimulação Precoce: Um
relato de experiência.
100- BOTTINO, Larissa Diniz. Avaliação da circunferência da cintura em trabalhadores do
serviço hospitalar de limpeza. Coautores: MORAIS, Bruna Xavier; BELTRAME, Marlize
Tatsch; CERON, Marinez Diniz da Silva; MAGNAGO, Tânia.
101- DEL CASTILLO, Bruna Lencina. Consulta conjunta - Uma abordagem multi- profissional
ao usuário com comorbidade crônica. Coautores: BRONDANI Juliana Ebling;CORDEIRO,
Aline Dalcin; LEAL, Francine Ziegler; MARCHESAN, Mariane; SILVA, Rosângela Marion.
102- ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago. A importância do adequado preenchimento da
declaração de óbitos. Coautores: BANDEIRA, Danieli; PREVEDELLO, Patrícia Vedovato;
SILVA, Adriele Roth; SILVEIRA, Giane.
103- NOAL, Helena Carolina.Assistência segura e o contexto de trabalho da enfermagem.Coautores:
SILVA, Rosângela Marion; SCHMIDT, Sandra Marcia Soares; MARCONATO, Cintia da
Silva; FRUET, Isolina Alberto.
105- Forgiarini, Elaine A. Leucemia linfoblástica aguda de célular T precursoras. Relato de
caso. Coautores: Reis, Ederson José; Menuci, Giullia; Walczak.
106- TERRA, Larice Gonçalves. Humanização na assistência: Aspectos importantes a serem
reconhecidos.Coautores: NIESCHE; Elisabeta Albertina; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de.
107- SILVA, Rosângela Marion da. Danos sociais: Risco de adoecimento para trabalhadores de
enfermagem.Coautores: BECK,Carmem Lúcia Colomé.
108- RAMPELOTTO, Roberta Filipini. Pesquisa Fenotípica e Genotípica do Biofilme em
Cepas Bacterianas Isoladas de B olsas de Concentrados Plaquetários. Coautores:
MARTINI, Rosiéli; Horner, ROSMARI; DOTTO, MARIANA MAIKÉLI; GRAICHEN
DANIEL, ÂNGELO SGANZERLA.
109- DA SILVA, Delaine Ilha. Insuficiência renal crônica (IRC): Relato de Caso. Coautor:
MUSSOI, Thiago Durand.
110- MORAIS, Luiz Paulo Barros. Práticas alimentares em recém-nascidos pré- termo de muito
baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
Coautores: ANNES, Cláudia Scortegagna; PETRÓ, Giovani Anton; BUENO, Fábio
Ferreira; PORTO, Beatriz, S. S.; WEINMANN, Angela R. M.
111- BUENO, Fábio Ferreira. Sepse neonatal em recém - nascidos pré - termo de muito
baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
Coautores: BUENO, Fábio Ferreira; PETRO, Giovani Anton; ANNES, Cláudia Scortegagna;
MORAIS, Luiz Paulo Barros; PORTO, Beatriz,S;WEINMANN, Angela R. M.
112- ANNES, Cláudia Scortegagna. Reanimação neonatal em sala de parto em recémnascidos
pré-termo de muito baixo peso ao nascer (< 1500 g) no Hospital
Universitário de SANTA MARIA (HUSM). Coautores: ANNES Cláudia Scortegagna;
PETRÓ, Giovani Anton; BUENO, Fábio Ferreira; PORTO, Beatriz, S. S.; WEINMANN,
Angela R. M.
113- PENNA, Marcia Aparecida.Implantação da sistematização da assistência de enfermagem
Relato de experiência. Coautores: SAUL, Alexsandra Michelini Real, SOARES, Rhea
Silvia de Avila.
114- RESENER, Elaine Verena. Gestão colegiada do Hospital Universitário de Santa Maria
HUSM. Coautores: RODRIGUES, Arnaldo Teixeira; GUERRA, Teresinha; LIMA,
Suzinara
Beatriz Soares; VASCONCELLOS,
João Batista de;
PORTO,
Beatriz Silvana da Silveira; SOARES, Maria Nilda Maciel; SILVA, Glimar de Aquino da.
RESUMOS
ASSOCIAÇÃO ENTRE FRATURAS ÓSSEAS E OLIGOMENORREIA E OU
HIRSUTISMO AUTORREPORTADO EM MULHERES PÓS-MENOPAUSA
ZORZO, PIETRA¹; ZOTTELE, LUCAS VENTURINI²; DE OLIVEIRA, CRISTINA²; COMIM, FABIO
VASCONCELLOS³; PREMAOR, MELISSA ORLANDIN³.
¹Acadêmica de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria, [email protected] (relator).
²Acadêmico(a)de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria.
³Professor (a) Adjunto(a) do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria.
Introdução: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em
mulheres em idade reprodutiva. Estudos recentes demonstraram que oligomenorreia e
hirsutismo autorreportado podem identificar a maioria das mulheres com perfil
endócrino típico de SOP. Justificativa: É possível que a frequência de fraturas seja
diferente
em
mulheres
com
oligomenorreia
e
hirsutismo
autorreportado.
Objetivos:Investigar a associação entre fraturas ósseas e hirsutismo e ou oligomenorreia
(isolados e combinados) em mulheres pós-menopausa atendidas nas unidades básicas da
cidade de Santa Maria/RS. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal analítico
que incluiu mulheres com idade ≥ 55 anos. Essas mulheres necessitavam ser atendidas nas
unidades básicas de saúde da cidade de Santa Maria/RS pelo menos uma vez nos
últimos 24 meses. Foram excluídas do estudo mulheres que ainda menstruassem,
apresentassem déficit de cognição, dificuldades de comunicação ou fossem
institucionalizadas. O estudo foi realizado durante o período de 1º de março a 5 de julho de
2013. Todas as voluntárias preencheram TCLE e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética
em Pesquisa (CAAE 11166012.6.0000.5346, GAP 033148). Os dados foram obtidos através
de questionário padronizado. O hirsutismo e oligomenorréia foram auto reportados. Foram
consideradas fraturas ósseas aquelas após os 45 anos e foram excluídas fraturas de mãos
e pés. Foram consideradas fraturas ósseas maiores aquelas após os 45 anos e localizadas em
coluna vertebral, quadril, úmero ou punho. Os dados foram analisados pelo teste exato de
Fisher. Resultados: No presente estudo foram incluídas 421 mulheres com idade média
igual a 67,0 (DP 7,5) anos. Entre estas mulheres, 20,3% apresentavam oligomenorreia ou
hirsutismo autorreportado durante a menacme. A frequência de oligomenorreia e hirsutismo
sozinhos foi 8,5% e 13,2%, respectivamente. Apenas 1% apresentava sobreposição de
ambos. As fraturas ósseas estiveram presentes em 17,9% e 12,5% apresentaram pelo
menos uma fratura maior após os 45 anos. Não houve associação entre a presença de
oligomenorreia isolada, a presença de oligomenorreia mais hirsutismo, ou a presença de
oligomenorreia ou hirsutismo e fraturas ósseas. No entanto significativamente menos
mulheres com hirsutismo apresentavam fraturas ósseas maiores [0% vs. 12,7%, P = 0,
009]. Conclusão: Isoladamente, o hirsutismo autorreportado parece estar associado a
uma menor frequência de fraturas.
Palavras Chaves: Síndrome dos Ovários Policísticos, Fraturas Ósseas, Hirsutismo, Pós
menopausa.
TÉCNICAS
DA
FISIOTERAPIA
RESPIRATÓRIA
UTILIZADAS
POR
ACADÊMICOS DURANTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM AMBIENTE
HOSPITALAR
SILVA, ANDRÉ FELIPE SANTOS DA1; RIBEIRO, CARLA SIMONE PESSOTA2; HOMERDING,
PATRÍCIA XAVIER3.
1-Fisioterapeuta; Pós-graduando em Especialização em Reabilitação Físico-Motora, Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM).
2- Relatora- Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM).
3-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). E-mail:
[email protected]
Introdução: A fisioterapia respiratória tem sido utilizada para desobstrução e higiene
brônquica, prevenção de atelectasias e recrutamento alveolar, pois proporciona
diminuição da resistência das vias aéreas, promovendo melhor ventilação- perfusão e
consequentemente, diminuindo o trabalho ventilatório por meio da remoção do excesso de
muco que se acumula nas vias aéreas. Muitas são as técnicas da fisioterapia utilizadas
para a realização de higiene brônquica, porém, observa - se que a vibração manual e
AFE (Aceleração do Fluxo Expiratório), têm sido bastante utilizadas nas praticas
hospitalares. A técnica de vibração manual consistiu- se em movimentos rítmicos,
rápidos e com intensidade suficiente para causar o deslocamento das secreções. São
contrações isométricas repetidas sobre a parede do tórax, durante a fase expiratória. O
objetivo dessa técnica é deslocar as secreções pulmonares mais proximais das vias aéreas,
conduzindo- as para os brônquios de maior calibre e traquéia, e posteriormente para a
expulsão do sistema respiratório. Já a técnica de AFE consiste no aumento passivo do volume
expirado, com o objetivo de mo bilizar, deslocar e eliminar as secreções periféricas da
árvore bronquial para a traquéia . Objetivo: Buscou - se investigar quais as técnicas de
fisioterapia respiratória são mais utilizadas em ambiente hospitalar pelos estagiários de
fisioterapia. Metodologia: A pesquisa deu- se a partir dos relatos de evolução dos estagiários
de fisioterapia em ambiente hospitalar, bem como de uma breve revisão da literatura nos
bancos de dados Scielo e Bireme. Os descritores foram Fisioterapia respiratória, vibração
manual, AFE, fisioterapia hospitalar, higiene brônquica. A pesquisa selecionou os artigos a
partir dos títulos e resumos, publicados entre os anos de 2005 a 2011. Resultados: Em
ambiente hospitalar a intervenção com as técnicas de vibração manual e AFE são
relevantes e aplicadas rotineiramente pelos acadêmicos do curso de fisioterapia, por ser
de fácil execução e com resultados geralmente satisfatórios, sendo indicadas para
pacientes pediátricos, adultos e geriátricos. Cabe ressaltar que existem algumas contra
indicações na aplicabilidade das mesmas como, por exemplo, nos casos de osteoporose
severa, fraturas instáveis no tórax, incisão cirúrgica torácica, instabilidade
hemodinâmica, entre outras. Pela facilidade aplicação, eficácia e boa tolerância pelo
paciente, notou - se que são razões pelas quais os estagiários de fisioterapia optam por
utilizar estas técnicas em suas práticas. Acredita- se que a higiene brônquica
proporciona melhora na mecânica respiratória através do aumento da complacência
pulmonar dinâmica e diminuição da resistência do sistema respiratório. Apesar da maioria
dos estudos compararem as técnicas isoladamente, a combinação entre elas e a prática
mais utilizada por fisioterapeutas. Conclusão: A fisioterapia respiratória pode atuar na
prevenção quanto no tratamento das doenças pulmonares com o objetivo de estabelecer ou
restabelecer um padrão ventilatório funcional, no intuito de reduzir os gastos energéticos
durante a respiração, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Através de uma
breve revisão na literatura e pelos relatos de atendimentos de acadêmicos de
fisioterapia, percebeu - se que a grande utilização dessas técnicas decorrem de sua fácil
execução, poucas contra- indicações, tolerância pelo paciente e eficácia.
Descritores: Fisioterapia respiratória, vibração manual, AFE, fisioterapia hospitalar,
higiene brônquica
DISTANÁSIA E DILEMAS ÉTICOS NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA:
UMA DIFÍCIL CONVERSA SOBRE A FINITUDE
¹OLESIAK, LUISA DA ROSA; ²REIS, CRISTINE GABRIELLE DA COSTA DOS; ³BARBIERI, ÂNGELA;
4
QUINTANA,ALBERTO MANUEL.
1
Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista
[email protected]. Relatora.
PROIC. E-mail:
²Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista PIBIC.
³Psicóloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria.
4
Psicólogo, Doutor em Ciências Sociais (Antropologia Clínica), professor do Curso de Psicologia e dos
Ao longo do desenvolvimento tecnológico obtido pela medicina, nos séculos XX e XXI,
houve um grande aumento da eficácia, assim como da segurança nos procedimentos
terapêuticos e cuidados em saúde. Contudo, surgem alguns dilemas sociais, éticos e
econômicos no que tangem a esfera profissional e institucional, à medida que ela passa a ser
empregada em situações questionáveis, tais como no caso de pacientes não
recuperáveis. No que se refere a isso, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), tem
enfrentado alguns embates éticos em relação à aplicação de tecnologias em pacientes
terminais, dessa maneira prolongando o inevitável processo de morte. Neste cenário,
surge o tema da distanásia caracterizada como uma morte lenta, ansiosa e com muito
sofrimento, na medida em que a concentração destes recursos somada à gravidade dos
pacientes internados em UTIs pode favorecer, no decorrer da evolução da doença, o
surgimento de um momento no qual o processo de morte é irreversível, ocasionando
dilemas éticos. Sendo assim, há uma discussão acerca dos tratamentos dispensados a
pacientes considerados sem perspectiva de recuperação, o uso indiscriminado de arsenal
tecnológico para pacientes em processo de morte e a consequente sustentação indefinida do
suporte vital. Do ponto de vista ético, pretende-se evitar que esta tecnologia venha a se
converter em instrumento que prolongue o sofrimento e protele, a qualquer custo, o
inevitável processo de morte, submetendo o paciente, por meio de métodos artificiais, a uma
agonia. Fundamenta-se isso uma vez que distanásia pode ser utilizada como sinônimo
de tratamento fútil ou obstinação terapêutica que representa a atitude persistente dos
profissionais de saúde em recuperar o paciente terminal, dessa forma, podendo causar
grande desconforto físico e emocional tanto para o paciente quanto para a família e demais
integrantes da equipe multidisciplinar. Assim, este trabalho teve como o objetivo
discorrer acerca da distanásia, assim como o dilema ético que ela representa nos
cuidados médicos dos pacientes terminais. Para tanto, utilizou-se como método a pesquisa
bibliográfica, tendo como base materiais já publicados. O avanço da tecnologia e da
ciência na área da saúde, por mais necessários que sejam na modernidade, acabam
interferindo de maneira crítica quando focam apenas em prolongar a vida de alguém que
não tem mais condições de sobrevivência. Ou seja, esse processo terminal da vida do
sujeito, acaba sendo adiado por métodos terapêuticos, muitas vezes causadores de
sofrimento e angústias no paciente, além de tornar o morrer ainda mais difícil de lidar, e
causador de dilemas éticos e decisões complicadas. A medicina por estar vinculada a
promoção de saúde e ter cada vez mais arsenais tecnológicos para manter a vida,
sente a morte como uma falha e a consente com relutância. Porém, confrontam-se as
questões éticas de até que circunstâncias é saudável ao paciente em internação intensiva, o
tratamento oferecido que não produzirá alívio do seu sofrimento, como também não
produzirá qualidade de vida a esse. Existe assim, um limite da possibilidade de tratamento,
mas esse limite não necessariamente significa o término da relação médico-paciente.
Analisa-se que a ampla utilização da tecnologia sofisticada nas Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs), para manutenção da vida, inclusive em pacientes nas quais seu uso
não é desejado ou indicado, frente a real possibilidade de adiar o momento da morte, se
confrontam com questões éticas, morais, religiosas e até judiciais. Uma vez que essa
possibilidade de adiar o momento da morte se mostra possível, aos profissionais, com o
uso das tecnologias avançadas a grande dúvida para estes parece ser até quando investir
em tratamentos e quando interrompê-los. Apesar disso, são nas UTIs que costumam
ocorrer a maior parte das mortes hospitalares, onde há possibilidade de decisões
precedentes ao momento da morte quanto à interrupção dos tratamentos considerados
fúteis ou inúteis. Alguns dos fatores que motivam as discussões atualmente, no mundo, sobre
a distanásia são: o debate entre os valores morais e os acontecimentos científicos, as
grandes alterações sucedidas no modelo conceitual de avaliação das alternativas de
tratamento médico, as modificações na relação médico-paciente, e, por último, elementos que
se referem à justiça, alocação de recursos na área da saúde e economia. Sendo a elucidação
destes fatores de muita relevância para a compreensão das várias questões que
contextualizam a distanásia. Ainda, evidencia-se na perspectiva do modelo contemporâneo
da medicina, baseado no paradigma comercial-empresarial, a predominância do fator de
ordem econômica, sendo o procedimento terapêutico a ser aplicado determinado mais
pelo poder aquisitivo do paciente do que pelo próprio conhecimento da área médica. Dessa
forma, entram-se os questionamentos principalmente por parte do médico de até quando
investir no paciente, que encontrado em UTI, não conta mais com recursos terapêuticos que
venham o curar, como também surgem dúvidas relacionadas às imprecisões legais referentes
ao que se encontra em conformidade com a lei ou não nas atitudes médicas perante o
final da vida. Esses questionamentos e decisões a serem tomadas são fontes geradoras
de angústias e desgastes psicológicos para o médico, como também para a equipe de saúde. A
Medicina na tentativa de formar profissionais de excelência técnico-científica, não
introduz no seu processo de formação aspectos emocionais, que estão muito presentes nas
práticas e dilemas envolvendo a decisão de aplicar ou não um tratamento específico em
situações de irreversibilidade da morte. Retrata-se sobre essa especialidade por ser, entre as
áreas da saúde, a que mais lida com a finitude da vida e decisões sobre ela. Contudo,
nesse aspecto, a medicina possui os seus grandes poderes, mas esses são limitados e
tem como objetivo também, nem sempre a cura, mas o cuidado do paciente. Na Medicina
Intensiva, mesmo que haja todo aparato tecnológico avançado, é importante que os
profissionais de saúde que estão inseridos nesse contexto possam se conscientizar que há
limites e refletir, em conjunto, sobre os processos de tomada de decisões. Diante de
todos os avanços na tecnologia da saúde em relação à expectativa de vida, questiona-se: a
medicina é necessariamente uma inimiga do envelhecimento e maciça negadora da
morte? A doença, o adoecer – e o morrer - nunca deveriam ser aceitos? Sendo assim,
entende-se necessário, dentro dessa rotina hospitalar, um espaço de trocas no processo de
formação onde tais temas possam ser abertamente discutidos mesmo sabendo que falar da
morte seja um tema difícil e gerador de angústias, uma vez que tange a nossa própria finitude.
No entanto, estes profissionais da saúde convivem com a morte em sua rotina de trabalho, não
podendo ser indiferentes a ela.
Descritores: Assistência terminal; Ética Médica; Unidades de Terapia Intensiva.
AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM TRABALHADORES DO
SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA
MORAIS, BRUNA XAVIER 1; BOTTINO, LARISSA DINIZ2; BELTRAME, MARLIZE TATSCH3; LUZ,
EMANUELLI MANCIO FERREIRA DA4; MAGNAGO, TÂNIA SOLANGE BOSI DE SOUZA5.
INTRODUÇÃO: A Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, em
vigor desde 2004, tem por finalidade a redução dos acidentes e doenças relacionadas
ao trabalho, por meio de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde1.
Porém, os trabalhadores não adoecem apenas por patologias associadas à prática ocupacional,
como, por exemplo, riscos físicos, químicos e biológicos no ambiente de trabalho, mas
também por condições insalubres aliadas as duplas ou triplas jornadas de trabalho
esquecendo -se de avaliar a sua condição no sentido de prevenir ou detectar precocemente
doenças1. Uma das patologias associadas a isso é a obesidade, que tornou-se um importante
problema de saúde pública na atualidade. Nas últimas décadas, sua prevalência vem
aumentando significativamente em países desenvolvidos, e acometendo também países
em desenvolvimento, como, por exemplo, o Brasil. Com o excesso de gordura à saúde de
adultos, há uma ocorrência maior de patologias como Diabetes Mellitus, Hipertensão, e
ainda um aumento do triglicerídeo e do colesterol2. O índice de massa corporal (IMC) é uma
importante medida antropométrica utilizada para determinação de excesso de peso 3,
podendo ser um indicativo de aumento de riscos de problemas de saúde. De acordo
com VI Diretrizes brasileiras de hipertensão o IMC abaixo de 25 kg/m², relaciona-se com a
redução da Pressão Arterial e a melhora das alterações metabólicas associadas 4.
JUSTIFICATIVA: O conhecimento dos valores do IMC de trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser relevantes para a prevenção
de patologias e a promoção da saúde, resultando assim em uma melhor qualidade de vida
para os trabalhadores. OBJETIVO: Identificar o Índice de Massa Corporal de trabalhadores
do Serviço de Limpeza de um Hospital Universitário do Rio Grande do Sul, com o intuito de
comparar com as metas antropométricas, de acordo com a VI Diretrizes brasileiras de
hipertensão. METODOLOGIA: Pesquisa com delineamento transversal descritivo e
abordagem quantitativa, que está inserida no projeto matricial “Avaliação das condições
de saúde e trabalho dos trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza” aprovada pelo
Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras estão
vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346), em fevereiro de 2013. Foram definidos como
elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no Hospital
Universitário em estudo. Como critérios de inclusão os trabalhadores deveriam ser maiores
de 18 anos e estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do
estudo. Sendo assim, foram excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do
trabalho durante o período da coleta. A coleta de dados foi realizada em março e abril
de 2013, pela pesquisadora mestranda e por acadêmicos de enfermagem previamente
capacitados. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que
aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE),
sendo que preencheram e devolveram o questionário, no próprio local de trabalho.
Utilizou-se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas,
laborais e de saúde. O IMC foi avaliado pelo cálculo obtido dividindo o peso (em
quilogramas) pela estatura (em metros) ao quadrado. Para sua determinação foram
mensuradas as variáveis referentes ao peso e a estatura dos trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza. A verificação da estatura dos trabalhadores foi efetuada por meio
de fita métrica e na verificação do peso corporal foi empregada balança digital da marca
italiana Gama, sendo o peso registrado em quilogramas (Kg). Os valores e a classificação
estabelecidos foram: inferior a 18,5 kg/m² (abaixo do peso); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso
normal); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade grau I); entre
35,0 a 39,9 kg/m² (obesidade grau II); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III). Para a
inserção dos dados foi utilizado o programa Epi-info®, versão 6.04, com dupla
digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise foi realizada
no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago USA) versão 18.0 for Windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizou -se a
estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram
avaliadas em frequência absoluta e relativa. Salienta-se que foram respeitados os
preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de
Saúde5. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM.
RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpez a, participaram do
estudo 157 (91,3%). Destes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de
Limpeza de Materiais. Predominou o sexo feminino (87,9%), com idade média 39,9 anos
(±9,8), mínima de 19 e máximo de 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); casados e
ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%), com ensino médio completo (38,9%) e
renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Ao serem avaliados sobre
o IMC foram obtidos os seguintes resultados: abaixo de 18,5 kg/m² (abaixo do peso), 3
trabalhadores (1,9%); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal), 43 trabalhadores (27,4%);
entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso), 58 trabalhadores (36,9%); entre 30,0 a 34,9 kg/m²
(obesidade grau I), 40 trabalhadores (25,5%); entre 35,0 a 39,99 kg/m² (obesidade grau
II), 6 trabalhadores (3,8%); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III), 7 trabalhadores
(4,5%). CONCLUSÃO: Os trabalhadores pesquisados apresentaram um maior percentual
entre 25,0 e 29,9 (36,9%) kg/m², indo de encontro à meta estabelecida na VI Diretrizes
brasileiras de hipertensão. Desse modo, o estudo evidencia que os trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário possuem uma maior probabilidade
de adquirir patologias, como hipertensão e diabetes mellitus. Recomenda-se assim que
algumas medidas de promoção de saúde e prevenção de doenças sejam adotadas e
mantidas ao longo da vida, como por exemplo, estimular a realização de exercícios
físicos, a conscientização de uma alimentação saudável, mantendo um equilíbrio entre o
consumo alimentar e o gasto energético para a manutenção do peso corporal adequado,
além da cessação do tabagismo e redução de consumo de sal, açúcares e álcool, podendo
assim obter resultados positivos, e uma vida mais saudável aos trabalhadores. Podendo
garantir também, por meio destas medidas, uma melhor capacidade para o trabalho.
Descritores: enfermagem, índice de massa corporal, saúde do trabalhador, serviço hospitalar
de limpeza.
A IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA DO FISIOTERAPEUTA EM UTI: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Ribeiro, Carla Simone Pessota1; VIERA, Géssica Bordin 2, ANTUNES, Vivían da Pieve 3; MARCUZZO,
Larissa 4, Rosinsk, Lucas 5
1-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico-Motora, Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM).
2-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM).
3-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA).
4-Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva Hospital São Francisco de Assis.
5- Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva Hospital São Francisco de Assis.
Introdução: As unidades de terapia intensiva são ambientes diferenciados que visam à
manutenção da vida e a recuperação da saúde de pacientes críticos. Nestas unidades é
indispensável à presença de uma equipe multiprofissional qualificada, na qual está
inserido o fisioterapeuta. O profissional fisioterapeuta, como integrante desta equipe,
necessita cada vez m ais de aprimoramento e educação especializada para fazer frente
ao avanço dos cuidados intensivos1. Sua atuação é extensa e se faz presente em
vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos
que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a
pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório. Nesta fase, o fisioterapeuta tem
uma importante participação, auxiliando na condução da ventilação mecânica, desde o
preparo e ajuste do ventilador artificial à intubação, evolução do paciente durante a
ventilação mecânica, interrupção e desmame do suporte ventilatório e extubação 2.
Sabe-se que muitas são as complicações atreladas a restrição ao leito, em especial a
pacientes críticos como fraqueza muscular, descondicionamento físico, pneumonias
relacionadas à ventilação, ulceras de decúbito, entre outras. Dessa maneira, faz - se
fundamental a atuação do profissional fisioterapeuta no ambiente intensivo , visto que
consegue assistir o paciente de forma integral, tanto o sistema respiratório quanto
musculoesquelético. Objetivo: Relatar a experiência obtida enquanto acadêmicas em
uma unidade de terapia intensiva. Metodologia: Relato de experiência descritivo
reflexivo realizado a partir da realização de estágio não curricular em uma Unidade de
Terapia Intensiva, da cidade de Santa Maria- RS. Resultados: As grades curriculares de
alguns cursos de graduação não oferecem aos acadêmicos a oportunidade de vivenciarem
o ambiente de terapia intensiva ou o fazem, porém com uma pequena carga horaria.
Dessa maneira, o estagio não curricular é fundamental para o ganho de novas
experiências. A partir deste, conseguimos vivenciar por dois meses a rotina de uma
UTI. Foi possível observar a rotina da equipe e perceber que é de fundamental
importância uma equipe multiprofissional qualificada, que trabalhe em conjunto. Além
disso, foi possível perceber a importância e o papel do fisioterapeuta neste ambiente.
Através da avaliação de cada paciente o fisioterapeuta conduz seu plano de tratamento.
Muitas são as técnicas, recursos e exercícios terapêuticos que podem ser utilizados . A
fisioterapia auxilia na manutenção da função pulmonar, sejam com técnicas de higiene
brônquica, reexpansão pulmonar, exercícios respiratórios e musculoesqueléticos,
mobilização passiva no leito, troca de decúbito, retirada do paciente do leito (quando
possível), entre outros. Além disso, tem papel fundamental no auxilio ao processo de
desmame da ventilação mecânica. Conclusão: Através desta vivência foi possível
observar a rotina de uma UTI, a importância do trabalho em equipe e que o
fisioterapeuta tem papel fundamental nas unidades de terapia intensiva.
Descritores: Fisioterapia; Unidades de terapia intensiva; Reabilitação
POSSÍVEL RELAÇÃO ENTRE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA E
ALTERAÇÕES DA DEGLUTIÇÃO
Ribeiro, Carla Simone Pessota Ribeiro1; Antunes, Vívian da Pieve2
1-Fisioterapeuta; Pós -graduanda em Especialização em Reabilitação Físico -Motora, Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM).
2-Fisioterapeuta; Docente do Curso de Fisioterapia Centro Universitário Franciscano (UNIFRA).
Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada pela
limitação crônica do fluxo aéreo, levando a alterações patológicas nos pulmões com
consequentes efeitos extra- pulmonares. É uma doença não completamente reversível,
gerando complicações sistêmicas e com orbidades que contribuem para o agravamento
da doença que podem levar a morte. As exacerbações da DPOC têm impacto negativo
sobre a qualidade de vida dos pacientes, visto que resultam na piora das trocas gasosas e da
hemodinâmica pulmonar. Podem levar a internações recorrentes, piora do estado geral
do individuo, além de gerar comprometimentos que podem afetar reflexos importantes,
como da deglutição. Estudo realizado apontou que anormalidades no processo de
deglutição estão associadas com frequentes exacerbações em pacientes DPOC. Porém,
não é claro se essas anormalidades já podem ser encontradas em pacientes com grau
leve da doença. Sabe - se que reflexos protetores adequados das vias aéreas possuem um
importante papel na prevenção de aspirações gástricas e da orofaringe, prejuízo como
no reflexo de deglutição poderá se transformar em um fator de risco potencial para
exacerbações da DPOC. Objetivos: Investigar através de uma revisão bibliográfica da
literatura a possível relação entre DPOC e alterações de deglutição. Metodologia: A
busca foi realizada nos bancos de dados: National Library of Medicine (Medline),
Library Online (SciELO), Literatura Latino - Americana e do Caribe (Lilacs),
Physiotherapy Evidence Database (PEDro) e US National Library of Medicine National
Institutes of Health (PubMed), no período de novembro de 2012 a março de 2013. Os
descritores utilizados foram “Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica”, “Deglutição”,
“Transtornos de Deglutição”, e seus correspondentes na língua inglesa “Pulmonary
Disease”, “Deglutition”, “Deglutition Disorders”. A pesquisa foi limitada à língua
portuguesa e inglesa, em estudos realizados com adultos, portadores de Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), de ambos os sexos, publicados entre os anos de
2000 a 2013. Foram excluídos trabalhos fora do período estipulado. Foi realizada uma
análise de títulos e resumos para a obtenção de artigos potencialmente relevantes para
a revisão. Foram encontrados 16 estudos, sendo 14 incluídos nesta revisão. Resultados:
A DPOC é um problema de saúde pública que vem crescendo a cada ano. A Organização
Mundial da Saúde estima que até 2030 a mortalidade e a incapacidade gerada pela
doença aumentem significativamente. Estimativas apontam que cerca de 5,5 milhões de
pessoas tenham a doença no Brasil, sendo grande causadora de óbitos no país. O
tabagism o é responsável por 80 a 90% dos casos e seu uso crônico está associado à
queda da função pulmonar. Além da fumaça do cigarro, a inalação de partículas e gases
tóxicos, como a fumaça da lenha, gases irritantes e a exposição ocupacional,
apresentam relação direta com o desenvolvimento e a manutenção da obstrução aérea.
Sua fisiopatologia compreende a destruição do parênquima pulmonar, ocasionando
hiperinsuflação pulmonar que leva ao aumento da obstrução do fluxo aéreo e redução da
retração elástica pulmonar. A hiperinsuflação, por alterar a musculatura respiratória,
acaba interferindo na excursão diafragmática, o que altera a disposição da parede
torácica, repercutindo em uma movimentação anormal entre tórax e o abdômen. Os
fatores ligados a essa assincronia são obstruções das vias aéreas, hiperinsuflação
pulmonar, fadiga muscular respiratória, mudanças na função diafragmática, aumento da
participação da musculatura acessória. A dispneia, observada nos pacientes, principalmente
nas exacerbações, aumenta a participação da musculatura acessória durante a respiração,
levando a uma dificuldade na interação toraco abdominal. A desvantagem mecânica
encontrada em pacientes com DPOC, leva ao recrutamento da musculatura acessória da
inspiração, isso compromete o desempenho do diafragma, o qual se torna retificado,
tendo sua área de aposição diminuída, restringindo assim sua excursão. A DPOC tem
o potencial de alterar a coordenação entre a deglutição e a respiração devido à
dispneia e alterações da biomecânica toraco abdominal, que influenciam negativamente o
processo de deglutição normal desses indivíduos, sendo que os mesmos não realizam a
pausa respiratória que é observada em um processo de deglutição normal, aumentando
os riscos de inalação do conteúdo da faringe. É essencial para a sobrevivência humana
uma coordenação adequada entre os eventos da deglutição e respiração, garantindo uma
hidratação e alimentação efetiva, prevenindo aspirações pulmonares. A disfagia pode ser
o resultado de diversos distúrbios e doenças. O próprio comprometimento respiratório leva
o indivíduo a ter um maior gasto energético, o que pode levar a perda de peso e
desnutrição. Desordens de deglutição também podem levar a outras complicações,
incluindo desidratação, pneumonia aspirativa ou obstrução das vias aéreas. O declínio
da função pulmonar leva a redução da mobilidade diafragmática, a alteração da
excursão diafragmática altera a disposição da parede torácica repercutindo em
movimentação anormal entre o tórax e abdômen. Os pacientes DPOC usualmente utilizam
a musculatura acessória da respiração, o que a torna tensa e encurtada. Esta alteração
pode repercutir sobre a disposição da laringe e até mesmo da faringe, prejudicando o
processo eficaz da deglutição. Neste contexto, diversos estudos têm apontado a relação
da disfagia com a exacerbação da doença nos indivíduos com DPOC. Em um destes
estudos foi utilizado um questionário de auto percepção, no qual 35 pacientes em
tratamento clínico e medicamentoso relataram a presença de disfagia nas fases faríngea
e esofágica da deglutição. Em estudo realizado com 61 pacientes com DPOC sem
histórico de exacerbações nas últimas quatro semanas, usando os testes RSST
(Repetitive Saliva Swallowing Test ) e MWST (Modified Water-swallow Test ), revelou
que a disfagia provoca exacerbações em indivíduos DPOC, sendo que o teste RSST
foi útil para detectar a disfagia associada às exacerbações. Os mesmos achados foram
encontrados em outro estudo, com 64 pacientes DPOC, sendo utilizados os testes
STSSPT (Simple Two-step Swallowing Provocation Test) e o RSST, observou - se que
a disfunção da deglutição já pode ser encontrada na fase leve da doença, sendo
indicada a monitorização destes pacientes . Um estudo observou que, pelas alterações na
mecânica respiratória da DPOC, comumente é encontrado alterações da deglutição
nesses pacientes. Pesquisas apontam que pessoas com a doença têm propensão de
desenvolver disfagia orofaríngea, que é uma consequência da falta de coordenação
entre a respiração e a deglutição. Em outro estudo, partiu - se da hipótese que os
pacientes DPOC tem uma menor posição de repouso e elevação reduzida da laringe o
que aumenta o risco de aspirações. Foi concluído, através da vídeo fluroscopia, que
estes pacientes apresentam uma deglutição anormal, porém são necessários mais
estudos para avaliar as aspirações como causa das exacerbações. Estudos prévios já
citavam esses achados, observando que ocorre uma redução da elevação laríngea
durante o processo de deglutição e alterações do músculo cricofaríngeo. A literatura
descreve que a disfagia presente nestes pacientes relaciona - se com a incoordenação
entre a respiração e a degluti ção. Em estudo realizado com 78 pacientes DPOC,
observou- se que 85% deles apresentaram algum grau de disfagia. Conclusão: Nesta
revisão observou- se que há uma relação entre a disfagia e as exacerbações da DPOC,
identificadas pelos estudos, demonstrando
podem levar a exacerbações da doença.
pelas suas diferenças metodológicas. São
relação entre as exacerbações da Doença
deglutição.
que as dificuldades relacionadas à deglutição
Houve dificuldade em comparar os estudos
necessárias mais pesquisas que esclareçam a
Pulmonar Obstrutiva Crônica e transtornos de
Descritores: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica; Deglutição; Transtornos de deglutição
EFEITOS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDÍACA
TOLERÂNCIA AO EXERCÍCIO E BIOMARCADORES LABORATORIAIS
NA
VICENTE, MARÍLIA SEVERO¹; SANTOS, TAMIRES DAROS²; ALBUQUERQUE,ISABELLA
MARTINS DE³; PEREIRA, SERGIO NUNES4; PORTELA, LUIS OSÓRIO DA CRUZ5; MORESCO,
RAFAEL NOAL6.
¹ Acadêmica do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria, Bolsista de Iniciação
Científica PROIC-HUSM, relatora. E-mail: [email protected]
² Acadêmica do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria.
³ Fisioterapeuta, Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação da Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM)
4
Médico Cardiologista. Professor Titular do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM) e Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica e Cardiovascular do Hospital Universitário de Santa Maria
(HUSM)
5
Educador Físico. Professor Associado do Departamento de Desportos Coletivosda Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM).
6
Professor Adjunto do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicasda Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM).
A reabilitação cardíaca (RC) pode ser definida como uma soma de intervenções que
asseguram a melhora das condições físicas, psicológicas e sociais daqueles pacientes
com doenças cardiovasculares pós-aguda e crônica, podendo, por seuspróprios esforços,
preservar e recuperar suas funções na sociedade e, através de um comportamento
saudável, minimizar ou reverter a progressão da doença1. Como em 2005 foi
inaugurado o Serviço de Hemodinâmica do HUSM, conveniado ao SUS, houve uma
maior demanda e necessidade de instauração de um serviço que atendesse aos pacientes
submetidos à procedimentos cardíacos, assim foi implantado o Programa Multidisciplinar de
Reabilitação Cardíaca Secundária nas Doenças Cardiovasculares (Revicardio). Estudos
suportam que grande parte do sucesso dos programas de RC é devida à terapia baseada no
exercício físico, sendo esta considerada a estratégia central destes programas2. Os
mecanismos envolvidos nesta maior cardioproteção, contudo, continuam pouco
conhecidos3 – muito provavelmente devido a sua natureza multifatorial4. Dentre os
possíveis benefícios da prática sistemática do exercício físico estão: melhora da função
endotelial com subseqüente vasodilatação coronariana5, aumento na variabilidade da
frequência cardíaca e um padrão autonômico mais fisiológico6, menor demanda
miocárdica de oxigênio7, desenvolvimento de circulações colaterais8, melhora no perfil
lipídico9,10, além de interferir nos marcadores inflamatórios11 e nos fatores de
coagulação12. No Brasil ainda são escassos estudos nos quais investiguem tais
associações nessa população de pacientes, assim este projeto de pesquisa apresenta
uma proposta inovadora de investigar, juntos aos pacientes pertencentes, os efeitos de um
programa de reabilitação cardíaca (Fase II) pós-CRM na tolerância ao exercício e
biomarcadores laboratoriais. Antes da instituição do programa de RC (Fase II), será utilizada
uma Ficha de Avaliação para acondicionar os dados de identificação do paciente,
história clínica, perfil lipídico e glicêmico, função renal (uréia e creatinina), função hepática
(AST e ALT), valores dos biomarcadores laboratoriais, valores de força muscular respiratória,
distância percorrida no TC6M, valores das variáveis que serão analisadas no teste
ergoespirométrico (VO2 máx, VE/VO2), FC de reserva e de treinamento, entre outros
dados clínicos e fisiológicos. Na sequência serão explicados ao paciente todos os
procedimentos que serão realizados no Programa de Reabilitação para obtenção do
TCLE. De posse do TCLE devidamente assinado, agendar-se-á uma avaliação
abrangente, observando fatores como a independência funcional e condições
cardiorrespiratórias do paciente. Após completa esta fase inicial iniciará os atendimentos
da RC da fase II. Os atendimentos serão realizados em grupo, duas a três vezes por semana,
no período de 6 meses ou até que estejam condicionados para iniciar a Fase III. Cada
sessão terá a duração de 45 a 60 minutos e a intensidade de treinamento dependerá da
avaliação dos pacientes. Todos os atendimentos terão supervisão direta de um
fisioterapeuta. O programa de treinamento englobará cinco fases: 1ª - Aquecimento e
alongamento (5 minutos): pedaladas na bicicleta vertical e alongamento dos principais grupos
musculares. 2ª - Exercícios aeróbios: caminhada na esteira ergométrica (20 minutos). 3ª
- Treinamento muscular inspiratório: o TMI será realizado com o equipamento de
resistência linear pressórica (Threshold® IMT, New Jersey, EUA) durante cinco minutos.
Durante o treinamento, os indivíduos permanecerão na posição sentada, com o nariz ocluído
por um nasoclip, sendo orientados a manter um padrão muscular ventilatório diafragmático,
e uma freqüência respiratória aproximadamente em 20 ciclos por minuto. A carga do
Threshold® IMT será de 30% da PImax obtida na avaliação inicial, mantendo-se assim até
o término do estudo. 4ª – Exercícios de fortalecimento: serão realizados por meio de
halteres, banda elástica, mecanoplus® e cadeira extensora. Serão realizadas 2 a 3 séries
de 10 repetições com duração aproximada de 10 minutos. A intensidade será ajustada
o mais próxima possível de 50% da resistência máxima (1RM). Durante a execução do
programa de exercícios terapêuticos, os pacientes serão orientados quanto ao controle
respiratório
para
o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de melhor
aproveitamento e qualidade das tarefas. 5ª – Alongamento e massoterapia: alongamento e
massagens de grandes grupos musculares mantidos por 30 segundos (5 minutos). Para o
controle da intensidade dos exercícios será mantido monitoramento da FC por meio de
palpação da artéria radial e pela escala de percepção do esforço de Borg (atividade na
intensidade de 2,5-4 da escala de Borg modificada, a qual equivale a 12-14 da escala
de Borg original). A carga de trabalho será determinada pela avaliação do teste
ergoespirométrico. Previamente às sessões, será realizada a mensuração da PA,
frequência respiratória (FR), FC e saturação periférica de oxigênio (SpO2) no repouso. Ao
final do atendimento e aos 10 minutos pós-sessão o monitoramento dos sinais vitais
serão todos repetidos. É esperado que os resultados da pesquisa possam oportunizar nos
pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio participantes do
programa de reabilitação cardíaca (Fase II) do HUSM o aumento da tolerância ao
exercício; a redução dos níveis dos biomarcadores NT-proBNP, CK-MB, CK e AOPP;
aumento dos níveis de óxido nítrico; aumento na força muscular respiratória; melhora da
qualidade de vida e aumento na capacidade funcional submáxima. É importante ressaltar que
será possibilitada, por meio dos resultados surgidos a partir do estudo, uma integração de
pesquisadores em redes de pesquisa no Brasil e no mundo a respeito dos impactos positivos
de programa de reabilitação cardíaca (Fase II) pós-cirurgia de revascularização do miocárdio.
Descritores: Reabilitação Cardíaca, Fisioterapia, Biomarcadores, Tolerância ao Exercício
SERVIÇO DE ENFERMAGEM EM ÁREA AMBULATORIAL: SOB A ÓTICA PRÉPROFISSIONAL
KINALSKI, Daniela Dal Forno1, PAULA, Cristiane, Cardoso de2, HOFFMANN, Izabel Cristina3, PADOIN,
Stela Maris de Mello4.
1Relator. Enfermeira. Graduada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Integrante do Grupo de
Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS.
[email protected].
2Enfermeira. Doutora. Profª Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação
em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa: Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade
(GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS.
3Enfermeira Ambulatório Ala II - HUSM .Dda Enfermagem DINTER NOVAS FRONTEIRAS
(UFSM/UNIFESP/UFRJ. Integrante: Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade" e
Grupo de Pesquisa-CENFOBS UNIFESP: Grupo de Pesquisa - Centro de Estudos em Enfermagem Obstétrica.
4 Enfermeira. Doutora. Profª Adjunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação
em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa: Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade
(GP-PEFAS) UFSM. Santa Maria, RS.
Introdução: O presente trabalho trata-se de um relato de experiência no qual foi desenvolvido
junto ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), visando contribuir com a formação
por meio da oferta de oportunidade de realização de atividade extracurricular em diversos
fatores, sob supervisão de um enfermeiro responsável no setor onde irá desempenhar. O local
de aprendizagem foi o Ambulatório ALA C no HUSM/UFSM, que dentro do ambiente
hospitalar é caracterizado como uma unidade com diversas especialidades. Percebe-se que em
um ambulatório, a capacidade de percepção do ambiente de trabalho, da forma de tratamento
pessoal e profissional é grande. É caracterizado por não ter o serviço de internação, mas o
ambiente desperta ansiedade, principalmente pelo tempo de espera, pelo desejo de ser
atendido brevemente e poder retornar às atividades do cotidiano(SILVA, 1996). O trabalho da
enfermagem inserido nesse contexto cumpre um papel mediador nas atividades assistenciais
aos usuários e familiares, e administrativas dentro dos diversos setores de atendimento de
especialidades médicas. Corroborando com esta idéia, a presença do aluno estagiário permite
enfatizar a coesão entre o ensino e a prática, visto que o acadêmico apropria-se do saber
diante das demandas existentes, constrói uma identidade profissional, sente-se autônomo e
responsável pela assistência de enfermagem, além de aprender a partir de experiência de
trabalho desvelar lacunas a respeito da temática escrita. Objetivos: Tem-se como objetivo
relatar a experiência referente à vivência de estágio curricular em um Ambulatório em um
Hospital Universitário, sob a visão de uma acadêmica de enfermagem. Metodologia: Trata-se
de um relato de experiência fundamentado na percepção de uma acadêmica do curso de
enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, que durante um período de Setembro
de 2012 a Junho de 2013, vivenciou a condição de atividade curricular. Durante esse período
incansável de aprendizagem, foram realizadas experiências e novas buscas de conhecimento
marcantes a qual totalizaram um total de 330 horas de carga horária, conforme escala. A
dinâmica de trabalho dá-se a partir da demanda da unidade, são realizadas atividades restritas
ao enfermeiro assim como também, auxílio aos técnicos de enfermagem. Na área
Ambulatorial C, dispõe-se das seguintes clínicas bucomaxilofacial, otorrinolaringologia,
cabeça e pescoço, pediatria, ginecologia e obstetrícia. Conta ainda com o serviço de
ultrassonografia e atendimento fonoaudiológico com realização da testagem auditiva neonatal
e odontológico associado a clinica de cirurgia bucomaxilofacial. A unidade funciona de
segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, sem fechar ao meio dia, estando presente a equipe.
Esta é composta por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos,
fonoaudiólogos, dentista, recepcionistas, equipe de apoio (serviços gerais, secretariado,
almoxarifado, rouparia) , residentes multiprofissionais e residência da medicina, bem como
alunos da graduação da área da saúde. A escolha desta unidade surgiu pelo interesse referente
à clínica da pediatria, que se despertou a partir das aulas teórico práticas no período do sexto
semestre do curso de graduação de enfermagem. Destaca-se a clinica da pediatria no
ambulatório, a qual apresenta especialidades como: Prematuros, Conjunto materno infantil,
Cirurgia Pediátrica, Diabetes, Doenças Infecciosas, Endócrino, Gastroenterologia, Grupo da
obesidade, Nefrologia, Neurologia, Nutrição, Programa de Atenção Integral a Saúde da
Criança, Pneumologia, Problemas de crescimento, Terapia Ocupacional Pediátrica. A
aproximação com diversas especialidades pediátricas encontradas na Unidade referida
despertou o interesse de conhecer melhor cada uma delas através da experiência e instigou a
busca por novos conhecimentos e aperfeiçoamento tanto da prática assistencial como no ser
enfermeira. Resultados: A atuação no campo prático, como uma experiência em assistência de
enfermagem, viabilizou uma melhor preparação não só ao que se refere a conhecimentos
técnicos, mas também a preparação individual, considerando a revisão de valores de vida e
expectativas quanto ao cuidado prestado. O Ambulatório ALA C, devido à diversidade de
especialidades médicas que apresenta, torna a possibilidade de aprendizado baseado na prática
ainda maior, já que as inúmeras patologias e situações que envolvem a demanda que chega,
permitem a ampliação do olhar acadêmico. Esse olhar direto do aluno com a prática de
enfermagem, mostrou-se claramente diante de situações a qual favoreceram a maturidade, e
assim, junto com isso, criando a identidade profissional, a qual se formou a partir de
experiências que o campo carrega consigo. A visão do cuidado perpassa o corpo, individuo, e
compreende a visão holística do ser enfermeiro. A partir disso, compreendendo a unidade de
estágio e observando com a realidade foi possível identificar, que chegam ao serviço do
ambulatório, pacientes em que eles e seus acompanhantes necessitam de orientações
detalhadas, e carecem de estratégias educativas e preventivas para a resolubilidade dos casos,
e devido à magnitude das especialidades, o serviço é caracterizado como provedor de um
cuidado voltado a cada situação/problema. É importante destacar que a rede ambulatorial é
caracterizada por prestar um cuidado continuo ao paciente hospitalar após a sua alta.
Relatando especificamente o ambulatório da pediatria, enfatiza-se a grande quantidade de
especialidades, fazendo assim, com que a demanda pela busca continuada de uma assistência
médica para avaliação, diagnóstico e tratamento coloca o ambulatório como referencia no
atendimento. A inúmera demanda é enriquecedora para o enfermeiro acadêmico, no qual se
depara com atividades assistenciais, educativas e de certa forma acolhedora a essa população.
A partir disso e do conhecimento ganhado, o acadêmico e a enfermeira são responsáveis
juntos pelo empoderamento da gerência, assistência, e criação de vínculo entre a população e
a equipe de saúde. Nesse cenário, também foi possível realizar consulta de enfermagem, bem
como realização de grupos e salas de espera. Na consulta de enfermagem, possibilita o
enfermeiro a sistematizar o cuidado, por meio de agendamento prévio para o atendimento
e/ou conforme encaminhamento de outros profissionais da saúde (geralmente o médico).
Houve acompanhamento aos pacientes adolescentes com HIV/Aids, no ambulatório de
doenças infecto-contagiosa pediátrica. As ações desenvolvidas durante a consulta de
enfermagem são direcionadas, sobretudo, para a conscientização do paciente quanto à
importância da adesão ao tratamento medicamentoso (MACÊDO, SENA, MIRANDA, 2013).
As consultas possibilitam o enfermeiro avaliar o paciente, identificando seus problemas de
saúde e prescrevendo ações de cuidar/cuidado visando reverter desequilíbrios em equilíbrios.
(SANTOS, PASKULIN, CROSSETI, 2006). Foi também possível interagir com a equipe
multidisciplinar no ambulatório de pediatria por meio de sala de espera do Cantinho Mágico,
grupo de obesidade infantil entre outras ações, que exigem conhecimento técnico-científico
do enfermeiro de área ambulatorial. Por fim, considera-se que o enfermeiro capacite sua
equipe para a realização do cuidado dentro do contexto de trabalho em que estão inseridos,
realize dinâmicas de grupo, entre outros programas, a fim de instrumentalizar, fortalecer e
encorajar a equipe para um atendimento de qualidade e enfatize a aproximação dos serviços
com a academia, a troca de conhecimentos práticos e teórico cientifico encarecem o cuidado e
a vivência dos profissionais. Conclusões: A qualidade aplicada às organizações hospitalares é
algo instigante, capaz de provocar discussões teóricas e desafios à sua aplicabilidade prática, a
partir disso o período de vivência do estágio que foi proporcionado pelo Ambulatório ALA C
possibilitou experiências as quais foram desveladas em contribuições e implicações tanto para
a acadêmica quanto para a unidade. Na perspectiva da acadêmica de enfermagem que a
vivenciou, esta oportunidade é essencial nas atividades da graduação. As atividades realizadas
permitiram que as habilidades necessárias para o cuidado de enfermagem se tornassem mais
claras e, a cada dia da vivência, desenvolvidas de modo mais seguro e apropriado. O ser
enfermeiro acaba se aproximando de uma maneira mais coesa e eficaz, a qual combinada com
estudos soma com a satisfação pessoal, sentimento de empoderamento e preparo para assumir
as demandas de enfermagem.
Descritores: Ambulatório hospitalar; pacientes ambulatoriais; assistência ambulatorial.
O CÂNCER DE MAMA E SUAS RELAÇÕES COM AS MUTAÇÕES DOS GENES
BRCA1 E BRCA2
Alfredo MAC ¹, Araújo NKF²,Cruz IBM ³.
1,2- Acadêmicas Universidade Federal de Santa Maria; [email protected]
3- Orientador Professor Universidade Federal de Santa Maria
Introdução: O genoma humano compreende, em uma constituição, genes responsáveis pela
supressão e proliferação de tumor, os quais impedem ou promovem o prosseguimento
de processos proliferativos neoplásicos nas células do organismo. Alterações nestes genes
permitem o crescimento exponencial de uma célula, o que pode acarretar em transformações
neoplásicas malignas dessas. Há mais de uma década, tem crescido pelo mundo o número
de estudos realizados entre a relação da mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 e o
câncer de mama. Sabe-se que o gene BRCA1 está localizado no cromossomo 17 e
participa da regulação do ciclo celular das células epiteliais das glândulas mamárias em
resposta ao estímulo hormonal, enquanto o BRCA2 está diretamente relacionado à
supressão tumoral e a ativação de fatores de transcrição, e se localiza no cromossomo 12.
No Brasil, tal neoplasia é a mais frequente acometida entre as mulheres e as taxas de
mortalidade decorrentes desta patologia ainda são altas, devido ao diagnóstico realizado, na
maioria das vezes, em estágios avançados da doença. Deste modo, a compreensão do
mecanismo de alteração genética nesses genes se faz necessária, a fim de se melhorar o
prognóstico e o possibilitar o diagnóstico precoce desta neoplasia. Objetivos: Analisar a
relação entre os genes BRCA1 e BRCA2 e o câncer de mama, bem como sua prevalência
nos casos diagnosticados e possibilidades de ações preventivas através do rastreamento
genético de mulheres sadias com histórico familiar da doença. Metodologia: A revisão
bibliográfica abordou publicações entre os anos de 2000 a 2013, por meio de buscas
sistemáticas utilizando os bancos de dados eletrônicos: Medline, Scielo, Cochrane e o
acervo bibliográfico disponível na biblioteca da Universidade Federal de Santa Maria no
Rio Grande do Sul. Resultado e Discussão: De acordo com a revisão de estudos mais
recentes, aprovados internacionalmente, observou-se baixa prevalência de portadoras de
mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 entre as mulheres acometidas pelo câncer de
mama. Entretanto, pacientes com câncer de mama e história familiar da doença
apresentaram elevada prevalência de mutações nesses genes. Portadoras de mutação em
BRCA2 ou em ambos os genes concomitantemente apresentaram pior prognóstico quando
comparado aos casos esporádicos em estudos univariados, na análise multivariada a
diferença não foi significativa. Outro achado significante foi a melhor aceitação ao
tratamento quimioterápico pelas pacientes portadoras da mutação genética, sendo a quebra do
DNA aumentada no tratamento destes casos. Entretanto, a recidiva do câncer demonstrou-se
maior nos casos de mutação nos genes BRCA. Conclusão: Devido aos avanços na genética
molecular, estudos recentes possibilitaram o conhecimento de que mutações nos genes BRCA
1 e 2 atuam como fator de risco para desenvolver câncer de mama em mulheres com história
familiar da doença. Porém não foi encontrado consenso se prognóstico dos canceres por casos
esporádicos são diferentes dos por mutação genética hereditária e pouco se pesquisou sobre a
possibilidade de diagnóstico precoce dessa neoplasia.
Descritores: Neoplasias da mama, BRCA-1, BRCA-2, Mutação.
ENFERMEIROS TRABALHANDO SOBRE A TEMÁTICA DE PREVENÇÃO ÀS
DROGAS NO ÂMBITO ESCOLAR
TERRA, Larice Gonçalves1; NIESCHE; Elisabeta Albertina2; LIMA, Márcia Gabriela
Rodrigues de3; BOTTEGA, Janilene Camara4; MOTTA, Cristiane Apio5.
1 Relator: Acadêmica do curso de enfermagem /UFSM. [email protected]
2 Enfermeira Doutora /UFSM. 3 Enfermeira Mestre /Faculdade Dom Alberto.
4 Enfermeira. Integrante GEPES /UFSM. 5 Enfermeira. Integrante GEPES /UFSM.
INTRODUÇÃO: O crescente consumo de drogas (e suas terríveis conseqüências)
tornou-se um dos problemas mais graves da nossa civilização contemporânea. A cada dia que
passa, aumenta assustadoramente o número de pessoas que delas se tornam dependentes e que
são por elas lentamente destruídas. A palavra "drogas" desencadeia uma infinidade de
associações, além de englobar uma enorme classe de produtos capazes de alterar o
estado de consciência e de provocar dependência física e psíquica naqueles que dela se
utilizam (1). Nos anos recentes o consumo de álcool e de outras drogas tem aumentado em
todo o mundo, em magnitude suficiente para justificar uma abordagem de saúde pública para
intervenções precoces (2). Além disso, por ser este um dos mais graves problemas de saúde
pública no mundo, torna-se necessária a construção de políticas públicas eficazes e
capazes de enfrentar com sucesso esta problemática (3). Diante disso, as ações de prevenção
ás drogas no espaço escolar podem fomentar adoção de novas posturas pessoais e coletivas a
partir da transformação dos estudantes em seres pensantes, e conhecedores das problemáticas
que envolvem o uso de álcool e outras drogas. OBJETIVO: O presente trabalho tem como
objetivo relatar o desenvolvimento de atividades realizadas através de oficinas lúdicoeducativas sobre o assunto de prevenção às drogas, com alunos da 1ª à 9ª séries de uma
escola de ensino fundamental. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência
obtido a partir do desenvolvimento de atividades lúdico- educativas, referente a temática
prevenção às drogas. Essas oficinas foram realizadas com alunos da 3ª a 9ª séries de uma
escola do interior do estado do Rio Grande do Sul. A prevenção em saúde indica uma ação
antecipada, baseada no conhecimento que temos das causas de uma doença. Ela tem
por objetivo diminuir a chance do problema aparecer ou, se ele já existe, evitar que piore.
Conforme Spricigo e Rdünz et al, a profissão de enfermagem constitui o maior segmento da
força de trabalho de cuidados de saúde. Os enfermeiros mantém contato próximo com
indivíduos, famílias e comunidades e, portanto, eles são mais capazes de identificar a
variedade de problemas relacionados a drogas(4).
Sabendo da importância desses
profissionais atuarem no âmbito escolar, as ações de prevenção ás drogas foram
desenvolvidas por docentes, enfermeiros, mestrandos e acadêmicos do Grupo de
Estudos e Pesquisa em Enfermagem e Saúde (GEPES/ CNPQ), vinculado à UFSM/ RS,
durante o desenvolvimento do projeto de extensão denominado- Projeto Solverde: a
leitura como promotora da educação para a saúde e para a cidadania. As oficinas ocorreram
no dia 18 de julho de 2012, no turno da manhã das 8:00 às 11:00 hs, e de tarde, das 13:30 às
17:30 hs no Salão Comunitário ao lado da escola. As turmas foram reunidas de duas em
duas, ou de três em três. As oficinas foram organizadas em cinco momentos, o
primeiro momento era o de apresentação de um grupo lúdico- teatral do Centro
Universitário Franciscano de Santa Maria (UNIFRA/ SM), no segundo momento era
apresentado um vídeo da “TV- escola”, intitulado “ família, filhos e drogas”. O terceiro
momento foi o da discussão, mediada por um psicólogo e uma enfermeira, a partir do
vídeo mostrado anteriormente, bem como a retirada de dúvidas dos alunos. No quarto
momento tivemos a participação de duas pessoas, uma se encontrava suja, “malvestida”, com os olhos pintados de preto, e a outra se apresentava de forma elegante,
educada. A partir desses dois atores, lançamos o questionamento: Qual dos dois vocês
acreditam ser a pessoa drogada? E a partir disso, realizamos o fim da discussão. No quinto
momento, cantamos uma música que havia sido elaborada pelos membros do GEPES,
bem como a distribuição de adesivos contendo a seguinte frase: “Sou feliz sem drogas,
compartilhe essa ideia: Diga não às drogas. RESULTADOS: As atividades realizadas com os
alunos da escola emergiram de questionamentos deixados por eles em uma urna lacrada
alocada no corredor da escola por um período de dois meses. Após, foram delineados os
temas convergentes para a realização de estratégias educacionais, considerando sempre a
forma lúdica como a melhor estratégia de ação. Dentre outras ideias deixadas pelos
alunos, prevenção às drogas foi uma temática pontuada como importante para
desenvolvermos oficinas no cenário escolar. No planejamento das atividades que seriam
desenvolvidas na escola, usamos um conceito amplo de educação em saúde, considerando a
interdisciplinaridade e a relação horizontal. As estratégias de ação foram elaboradas em
conjunto com os professores da escola. Segundo Schenker e Minayo (5), o conjunto
compreendido por família escola e amigos apresenta um papel importante na formação do
indivíduo, pois são as fontes primárias de socialização, e, além disso, fornecem a base
para interações com o convívio social. No primeiro momento da oficina foi apresentado um
teatro-lúdico, na qual foi abordada a dificuldade de um indivíduo conseguir sair do “mundo
das drogas” depois de iniciar o seu uso, mostrando assim, a realidade que muitos jovens
vivem atualmente. Em um segundo instante foi exibido um vídeo denominado “família, filhos
e drogas”, o qual apresentou como problema, um espaço escolar sem diálogos, onde
lacunas são abertas para possíveis contatos com essas drogas, justamente pela falta de
orientação aos estudantes. Conforme Vieira (6), as implicações são sérias no ambiente
escolar, no qual a aproximação como o tráfico é um fato, e ainda, muitas vezes a escola tem
dificuldade em assumir a responsabilidade da prevenção do uso indevido de drogas
relativo à consciência de seu despreparo, passando, assim, a negar a pertinência do tema aos
seus domínios. No terceiro momento foi onde o espaço para discussões foi aberto, o diálogo
foi mediado por um psicólogo e uma enfermeira, o início da conversa abordou as duas
apresentações anteriores, além da retirada de dúvidas dos estudantes escritas através de
papéis. No quarto instante da oficina dois indivíduos entraram no palco, um
apresentando uma bela vestimenta, e bem arrumado, e o outro indivíduo apresentou-se de
modo maltrapilho e sujo. A partir dessas duas pessoas, fizemos um questionamento: Qual é o
indivíduo drogado? E então, os alunos apontaram como drogado o sujeito que se apresentava
sujo. Partindo da resposta dos alunos, foi explicado que as drogas estão tomando proporções
cada vez maiores no âmbito mundial, e que todas as classes sociais são atingidas, por isso,
não devemos ter preconceito. Durante o quarto momento também foi falado sobre os
problemas causados pelo uso do álcool e do tabaco, que são de mais fácil acesso para os
alunos. O uso do tabaco é iniciado cedo na vida do estudante; em torno dos 10-12 anos (7).
No quinto momento das oficinas, fizemos a finalização do encontro, cantando uma
música, elaborada pelos membros do GEPES, a qual salientava ainda mais o “diga não às
drogas”. Por fim, foram entregues adesivos que simbolizavam as atividades de prevenção às
drogas, bem como uma representação da parceria entre o meio acadêmico e escolar, e também
para auxiliar na transformação dos estudantes em alunos reflexivos e críticos quanto à
temática trabalhada. CONCLUSÃO: Diante do exposto, fica evidente que o desenvolvimento
destas oficinas lúdico educativas foram de extrema importância, pois possibilitou aos
estudantes o conhecimento acerca dos problemas que envolvem o uso de drogas lícitas
e ilícitas. Além disso, as atividades realizadas favoreceram a formação de estudantes com
senso crítico e reflexivo. Dessa forma, o enfermeiro que atua no cenário escolar como
educador em saúde fortalece a relação comunidade- profissional- escola.
PREVENINDO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E DE MAMA POR MEIO DE
EDUCAÇÃO EM SAÚDE
LUNARDI, Rosani2
2 Enfermeira; Pós Graduada pelo
[email protected]
Sistema
Educacional
Galileu-SEG;
Servidora
Pública
pela
Introdução: A Enfermagem é uma profissão que possui importante papel no cuidado integral
ao ser humano, uma das formas de cuidar é quando o enfermeiro desempenha seu papel de
educador e desenvolve ações de Educação em Saúde. Atualmente, uma das Diretrizes da
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher diz que o Sistema Único de
Saúde (SUS), deve estar orientado e capacitado para a atenção integral à saúde da mulher,
numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades da população
feminina, o controle de patologias mais prevalentes nesse grupo e a garantia do direito
a saúde. Dentre os princípios específicos desta política está à redução da mortalidade por
câncer na população feminina, por meio da organização de redes de referência e contrareferência para diagnóstico e tratamento de câncer do colo do útero e de mama.1O Câncer de
colo uterino costuma ser uma doença de evolução lenta, que inicia com alterações celulares
que podem vir a ser um processo invasivo em média dentro de vinte anos. A citologia do
material colhido da área de junção escamo-colunar e de fundo de saco de Douglas,
conhecido como exame de “Papanicolaou”, tem sido a técnica recomendada para o
diagnóstico de neoplasias intra-epiteliais (NIC), lesão potencialmente precursora do câncer de
colo uterino.2Já o câncer de mama representa a neoplasia maligna mais freqüente entre as
mulheres, com a maioria dos casos ocorrendo em países desenvolvidos e cerca de um
milhão de novos casos por ano. No Brasil, dados epidemiológicos disponíveis atualmente
permitem considerar o câncer de mama como um problema de saúde pública, sendo
ele a maior causa de óbitos por câncer entre a população feminina, principalmente na
faixa etária dos 40 aos 69 anos. Diante do exposto, é fundamental reconhecer a mulher
como cidadã dotada de direitos, onde a história do seu corpo e de sua vida tem importância
expressiva, podendo ser ouvida e compreendida em suas necessidades, assegurando
ações de prevenção de morbidades e promoção à saúde. Este trabalho relata atividades de
administração, gerenciamento inerentes ao enfermeiro desenvolvidas em uma Unidade
Básica de Saúde (UBS). Justificativa: Tratou-se de uma necessidade apontada pelo
serviço, por meio da enfermeira da UBS, em trabalhar com a saúde da mulher nos
grupos da Pastoral da Criança e no grupo de Mulheres - Planejamento Familiar.
Ainda, justificou-se o desenvolvimento do presente trabalho de Prática Assistencial junto às
usuárias da Unidade Básica de Saúde Walter Aita, frente à alta incidência de câncer de
colo de útero e de mama no país. Assim, faz-se necessário trabalhar a Educação em
Saúde, a fim de diminuir o risco de desenvolver as doenças, pautada em uma assistência
de enfermagem que contemple a mulher em suas necessidades, com vistas a contribuir
para a prevenção do câncer do colo uterino e de mama. Objetivo: Difundir nos
diferentes grupos da comunidade, a importância da realização periódica do exame preventivo
do câncer do colo do útero e o auto-exame de mama, para atingir assim, as mulheres
que não procuravam periodicamente o serviço na referida Unidade Básica de Saúde.
Metodologia: Utilizou-se como técnica de trabalho em grupo, materiais ilustrativos e
folders informativos. Resultados: Aumento da procura e consequente realização do exame
preventivo do câncer do colo uterino, bem como exame clínico das mamas das mulheres, por
meio das atividades educativas desenvolvidas nos grupos. Ficou evidente que a mulher
percebe o exame citopatológico como uma situação envolta de situações relacionadas, na
maioria das vezes, à vergonha, ao medo de doer, à possibilidade do resultado positivo
para câncer. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero, o
Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo
Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos
serviços prestados pelo sistema de saúde. Seu público alvo são as mulheres entre 35 e
49 anos de idade, consideradas como a população de maior risco.3Algumas mulheres
relataram um pouco de nervosismo durante a espera do exame, porque sabem que se der um
resultado positivo, haverá uma mudança em suas vidas. As mulheres se mostraram satisfeitas
com as ações desenvolvidas, em que muitas apontaram que a conversa entre elas e os
profissionais de saúde como um instrumento de fundamental importância para os
esclarecimentos sobre a prevenção do câncer do colo uterino e de mama. Os avanços
tecnológicos têm sido direcionados à realização de um diagnóstico precoce e ao tratamento,
especialmente no que se refere à melhor a da sobrevida das pacientes. Para isso existem
três procedimentos básicos de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama que são:
o auto-exame de mamas (AEM), o exame clínico de mamas (ECM) e a mamografia
Conclusão: Foi possível observar a relevância do papel do enfermeiro na atuação dos
serviços da rede básica de saúde, na prevenção da doença, promoção, proteção à saúde, na
integralidade da assistência por meio do desenvolvimento da formação técnico-científico
que confirma qualidade do exercício profissional. Observou-se também que, mesmo
superando dificuldades, as mulheres procuram os serviços de saúde para se submeterem ao
exame de prevenção do câncer do colo uterino e o exame clínico das mamas. São
motivadas a realizarem estes exames em função do aparecimento de sintomas, do prazer de
se cuidarem ou, simplesmente, pela preocupação com sua condição de saúde. Frente ao
exposto se torna essencial o enfermeiro buscar formas de facilitar o acesso das mulheres
aos serviços, evitando as dificuldades para o atendimento, mas sim, buscando junto à
comunidade, meios viáveis de acesso a eles. Ainda, diante do exposto se torna essencial o
enfermeiro buscar formas de facilitar o acesso das mulheres aos serviços, evitando as
dificuldades para o atendimento, mas sim, buscando junto à comunidade, meios viáveis de
acesso a eles.
Descritores: Saúde da Mulher, Prevenção, Gerenciamento.
O ENFERMEIRO NA DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
E DA MAMA
BRASIL, Daniele Freitas1; DIAS, Caren Franciele Coelho;2 FONSECA, Graziele Gorete Portella da3;
LIMA, Suzinara Beatriz de 4
1-Relator: Daniele Freitas Brasil, Enfermeira, Especilaista em Estratégia da Saúde da Família pela
UNASUS/UFPEL
(Universidade
Aberta
do
SUS/
Universidade
Federal
de
Pelotas).
Email:[email protected].
2- Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pósgraduanda em Mídias da Educação pela UFPel
(Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal
de São Paulo).
3- Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e
Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde.
4- Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e
Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa
Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de
Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM.
Introdução: O projeto de intervenção foi estruturado e desenvolvido no período de
quatro meses em uma unidade básica de saúde (UBS), na cidade de Santa Cruz do Sul – RS e
apresentado ao Curso de Especialização em Saúde da Família-Modalidade a DistânciaUFPEL/UNASUS. Participarão deste as mulheres na faixa etária entre vinte e cinco a
sessenta e quatro anos de idade para a detecção precoce do câncer de colo uterino e na
faixa etária entre cinquenta e sessenta e nove anos de idade para a detecção precoce do
câncer de mama, mulheres estas cadastradas na área adstrita da UBS. Justificativa: Com
aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o
terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito
de 275 mil mulheres por ano. No Brasil, em 2012, eram esperados 17.540 casos
novos, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. Em 2009, esta
neoplasia representou a terceira causa de morte por câncer em mulheres com 5.063 óbitos,
representando uma taxa bruta de mortalidade de 5,18 óbitos para cada 100 mil mulheres. As
taxas de incidência estimada e de mortalidade no Brasil apresentam valores intermediários
em relação aos países em desenvolvimento, porém são elevadas quando comparadas às
de países desenvolvidos com programas de detecção precoce bem estruturados. Em relação
ao câncer de mama, é o mais incidente em mulheres, representando 23% do total de casos de
câncer no mundo em 2008, com aproximadamente 1,4 milhão de casos novos naquele ano. É
a quinta causa de morte por câncer em geral (458.000 óbitos) e a causa mais frequente
de morte por câncer em mulheres. No Brasil o câncer de mama também é o mais incidente
em mulheres de todas as regiões, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do
útero ocupa a primeira posição. Para o ano de 2012 foram estimados 52.680 casos novos,
que representam uma taxa de incidência de 52,5 casos por 100.000 mulheres. A taxa de
mortalidade por câncer de mama representa a primeira causa de morte por câncer na
população feminina brasileira, com 11,3 óbitos/100.000 mulheres em 2009. Segundo
informações do Instituto Nacional do Câncer-INCA, no ano de 2012 na faixa etária de 25 a
59 anos, que estão dentro da faixa etária de realização do citopatológico, residem no Rio
Grande do Sul 2.715.828 mulheres e 424.383 realizaram o exame, correspondendo a
16% desta população. Na faixa etária de 50 a 69 anos, de realização da mamografia, residem
no RS, 1.110.651 mulheres, e foram realizadas 79.776 mamografias, correspondendo a 7%
desta população. Devido aos elevados índices de incidência e mortalidade por câncer do colo
do útero e da mama no Brasil, e os baixos índices de realização de exames, é de fundamental
importância a implementação de estratégias de promoção à saúde, prevenção do câncer
de colo uterino e detecção precoce do câncer de mama. A elaboração e implementação
de Políticas Públicas na Atenção Básica tem sido uma estratégia para garantir esse
cuidado, pois enfatiza a atenção integral à saúde da mulher, com o acesso à rede de
serviços qualificados fundamentais para a diminuição destes índices. Objetivos: o projeto
de intervenção teve como objetivo melhorar a qualidade da atenção às mulheres na detecção
precoce do câncer de mama e na detecção precoce do câncer de colo estruturando o programa
voltado à esta detecção ampliando a cobertura, melhorando a adesão das mulheres à
realização do exame citopatológico de colo uterino e da mamografia, melhorando ainda o
atendimento das mulheres que realizam estes exames e os registros das informações.
Objetivou ainda a promoção da saúde e realizar ações de promoção à saúde e prevenção
de doenças nas famílias das mulheres. Metodologia: tratou-se de um projeto de
intervenção com uma ação para a detecção precoce do câncer de colo uterino e de mama.
Realizamos educação permanente com a equipe, visitas domiciliares, agendamento
conforme a demanda das mulheres que buscaram a realização dos exames, as
alterações foram encaminhadas ao centro de referência ginecológica do município,
confeccionamos material informativo sobre os cânceres de colo e mama e reunião para
rediscutir o processo de trabalho. Foi utilizado o protocolo disponibilizado pelo ministério da
saúde (MS) de Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama. Resultados: A
intervenção na UBS propiciou a implementação do Programa de Detecção Precoce para
câncer de colo e mama. Esse projeto exigiu que a equipe se capacitasse de acordo com o
que preconiza o Ministério da Saúde para o rastreamento, diagnóstico, tratamento e
acompanhamento das mulheres na faixa etária de realização do citopatológico e da
mamografia bem como os fatores de risco. A atividade estimulou o trabalho integrado do
enfermeiro, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde (ACS) e
recepcionista. A principal modificação se deu no processo de trabalho da equipe onde
a enfermeira passou a realizar os exames citopatológico e solicitar mamografia, assim
como visualizar os resultados, que antes eram centralizados no ginecologista. Além disso,
aprimoramos o registro no prontuário e na ficha espelho, melhoramos a qualidade da coleta do
exame, aumento da procura por informações pelas mulheres e mobilização da equipe
para abordar esse tema nas consultas, visitas domiciliares e no acolhimento. Conclusão: por
fim, alcançamos as metas referentes à estruturação do programa, capacitação da equipe,
qualificação do exame e do registro, mas as demais metas não foram alcançadas em
curto prazo. Das metas não alcançadas cito a captação das mulheres que nunca
realizaram o citopatológico e a mamografia, as mulheres faltosas à realização destes
exames e avaliar a situação de risco e vulnerabilidade das famílias das mulheres. Mas
acreditamos que com a continuidade da intervenção chegaremos ao objetivo traçado. As
principais dificuldades foram relacionadas ao tempo disponível para a ação e o
remanejo da equipe para outras atividades fora da UBS. Apesar destas dificuldades,
foram cadastradas 294 mulheres para o câncer de colo, destas 114 estão com exames em dia,
tendo uma de cobertura de 38,8%. Foram cadastradas 154 mulheres para o câncer de mama
e, 45 delas estão com a mamografia em dia, correspondendo a 29,2%.
Descritores: Atenção à Mulher; Detecção Precoce; Câncer do colo do útero; Câncer de Mama.
ESTRESSE OXIDATIVO E REABILITAÇÃO PULMONAR: UMA REVISÃO
SISTEMÁTICA
CONTO, Jéssica De¹; ANGRI, Daniela²; PASTORIO, Anapaula²; SILVA, André Felipe Santos da³;
PASQUALOTO, Adriane Schimitd4.
1. Relatora: acadêmica de graduação do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
E-mail: [email protected].
2. Acadêmicas de graduação do curso de Fisioterapia da UFSM.
3. Fisioterapeuta pós-graduando de Especialização em Reabilitação Físico -Motora do Curso de Fisioterapia da
UFSM.
4. Orientadora: Professora Doutora do Curso de Fisioterapia da UFSM.
Introdução: O estresse oxidativo e espécies reativas de oxigênio (EROS) foram
sugeridos na patogênese de muitas doenças pulmonares crônicas, incluindo doenças
inflamatórias pulmonares, tais como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a
bronquiectasia. Um ciclo vicioso de colonização microbiana e de abrigo da inflamação
leva a danos no tecido pulmonar com infiltração neutrofílica e altos níveis de citocinas próinflamatórias presentes nas secreções das vias aéreas, resultando em superprodução de
O2, e outros oxidantes. Desta forma sente-se a necessidade de avaliar a resposta do estresse
oxidativo em pacientes com doença pulmonar esclarecendo a via de lesão e a relação da
fisiopatologia da doença desde a sua gênese. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática
sobre o estresse oxidativo e sua resposta à reabilitação pulmonar. Metodologia: A
pesquisa deu-se a partir uma revisão sistemática (literatura) nos bancos de dados Scielo,
Bireme, PubMed e PEDro. Os descritores foram Fisioterapia, Estresse Oxidativo,
Reabilitação Pulmonar, Doenças Inflamatórias Pulmonares. A pesquisa selecionou os
artigos a partir dos títulos e resumos, publicados entre os anos de 1985 a 2009. Resultado: A
nossa via aérea está exposta a altos níveis de oxidantes ambientais diariamente que
estimulam a produção de antioxidantes extracelulares para que ocorra o equilíbrio entre
fatores oxidantes e antioxidantes, suficientes para evitar o desenvolvimento de doenças. Na
ocorrência de uma doença nas vias aéreas, como a DPOC, bronquiectasia, existe um
desequilíbrio destes fatores, ocorrendo o estresse oxidativo. O estresse oxidativo é um
distúrbio no equilíbrio próoxidante/antioxidante em favor do primeiro, que leva a danos
biomoleculares. Acreditase que o estresse oxidativo desempenhe um importante papel
na fisiopatologia das bronquiectasias não fibrocísticas, sendo este causado por radicais
livres do oxigênio, peróxidos e peroxinitritos, que agindo sobre proteínas, lipídios, bases
nitrogenadas do ácido desoxirribonucleico (DNA), enzimas e componentes extracelulares,
causam dano no parênquima e/ou nas vias aéreas. O estresse oxidativo decorrente da
inalação de gases tóxicos como fumaça de cigarro ou dióxido de nitrogênio é
considerado uma causa importante para o desenvolvimento da inflamação e destruição
do tecido na DPOC, uma vez que resulta na inativação de antiproteinases, aumenta as
lesões epiteliais no espaço aéreo e a hipersecreção de muco, aumentando o influxo de
neutrófilos para os pulmões, e ainda, ativando o fator de transcrição e genes de
mediadores pró-inflamatórios. Os antioxidantes, portanto, não devem apenas proteger
contra os efeitos prejudiciais dos oxidantes diretos, mas também podem alterar
fundamentalmente os eventos inflamatórios, que têm um papel central na patogênese da
DPOC. Evidências de aumento do estresse oxidativo em doenças obstrutivas das vias
respiratórias são emergentes, e vários estudos tem sugerido que ele pode apresentar um papel
importante na sua evolução e patogênese. As EROS também tem sido implicadas na
síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA), no enfisema, e na DPOC. EROS
são normalmente produzidas no organismo durante o metabolismo, mas podem causar efeitos
perigosos quando produzidos por meio de reação excessiva com os componentes
celulares, incluindo ácidos nucleicos, proteínas, e lipídios. Este processo é conhecido como
dano oxidativo. A inflamação crônica das vias aéreas superiores conduz à libertação de
citocinas pró-inflamatórias que, por sua vez, pode desencadear uma liberação prolongada
de EROS e elevar os níveis de marcadores do estresse oxidativo. Sabe-se que o
exercício físico é uma condição que exerce influência sobre o balanço entre ataque
oxidativo e os mecanismos de defesa antioxidante. Durante os exercícios físicos,
ocorrem várias reações químicas que levam à formação de EROS, porém, para proteger
os tecidos contra os danos causados pelas EROS produzidas durante o exercício físico as
enzimas antioxidantes como superóxido- dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationaperoxidas/glutationa redutase (GPX)/(GR) parecem responder de maneira adaptativa,
elevando suas atividades nos tecidos e órgãos de indivíduos treinados. Isso ocorre
principalmente em treinamentos do tipo de endurance. A enzima catalase é considerada o
maior componente da defesa antioxidante primária, atuando na catálise da decomposição
de H2O2 em água, divide este trabalho com a glutationa peroxidase, sendo que a
maior ação da catalase está ligada à altas concentrações de H2O2. Já o método ácido
tiobarbitúrico (TBARS) é um dos mais utilizados para estudos de peroxidação lipídica,
e é baseado na reação do malondialdeído com o ácido tiobarbitúrico. É um método
simples e sensível para mensuração da peroxidação lipídica, embora não seja muito
específico. Sabe-se que os níveis plasmáticos de produtos da peroxidação lipídica, medidos
pela técnica TBARS, são maiores em pacientes com DPOC do que em indivíduos
normais, e são maiores naqueles pacientes que apresentam exacerbação aguda da
doença. Sendo assim a catalase e o TBARS marcadores intrecelulares do estresse
oxidativos. A DPOC pode ser vista como um ciclo vicioso de sintomas incapacitantes que
levam à inatividade física, descondicionamento e piora os sintomas de limitação ao
exercício. No entanto, o programa de reabilitação pulmonar (RP) pode ser visto como
uma estratégia para quebrar este ciclo. A RP é um programa multidisciplinar e é fortemente
sugerido para o tratamento da DPOC, uma vez que aumenta a capacidade funcional,
diminui os sintomas, reduz a utilização de recursos da saúde e melhora qualidade de vida.
Embora os benefícios do exercício físico sobre a função pulmonar em pacientes com
DPOC sejam limitados, o treinamento físico é o componente mais importante deste programa.
Tanto a resistência quanto o treinamento muscular melhoraram a função muscular e a
tolerância ao exercício em DPOC. Está bem documentado na literatura que a RP
promove melhora na capacidade funcional de exercício, na qualidade de vida, reduz a
dispneia, e a frequência e duração das internações, além de reduzir as exacerbações. No
sentido oposto ao dos benefícios do exercício físico em paciente com DPOC, as
evidências indicam que o exercício físico, especialmente aeróbico, gera EROS, tais
como ânion superóxido e peróxido de hidrogênio, capaz de causar dano muscular e
inflamação. Diversos estudos da década de 80 apresentaram resultados nos quais
repetidas cargas de exercício levavam a dano ou envelhecimento acelerado do músculo em
indivíduos ou cobaias que se exercitavam regularmente. O exercício físico pode induzir
a um aumento das defesas antioxidantes no organismo das pessoas saudáveis, mas efeito de
exercício sobre marcadores de estresse oxidativo e da relação entre a produção de
radicais livres e a capacidade de defesa antioxidante em pacientes com DPOC é
apenas parcialmente conhecido. A frequência e a intensidade em que é realizado o
exercício físico alteram o balaço entre pró-oxidantes e antioxidantes. Podemos afirmar
então que a questão do treinamento físico aumentar ou não a atividade das enzimas do sistema
antioxidante permanece controversa. Enquanto alguns autores demonstraram aumento da
atividade enzimática antioxidante (CAT, SOD e GPx) em músculo esquelético induzida
pelo treinamento físico outros não constataram nenhuma alteração na atividade das mesmas
enzimas. A resposta das enzimas antioxidantes musculares parece ser dependente do
método ergômetro utilizado: natação, corrida em esteira ou ocorrida em roda de atividade
espontânea do protocolo de exercício continuo ou intermitente assim como do tipo de
fibra muscular e da espécie estudada: rato, camundongo ou outros mamíferos.
Conclusão: Com as colocações acima citadas, podemos concluir que há uma necessidade
de aprofundar os conhecimentos já existentes nessa área, buscando respostas mais
específicas sobre os efeitos da atividade física, imposta por meio de uma reabilitação
pulmonar, no estresse oxidativo de pacientes com doença pulmonar.
Descritores: fisioterapia, estresse oxidativo, reabilitação pulmonar, doenças inflamatórias
pulmonares.
CHOQUE SÉPTICO POR STREPTOCOCCUS AGALACTIAEEM PACIENTE
AMBULATORIAL DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
FRANCO COMIZ, THAÍS1; FILIPINI RAMPELOTTO, ROBERTA 2; MARTINI, ROSIÉLI3; HORNER,
ROSMARI4.
1 Acadêmica do Curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (SM), Rio
Grande do Sul (RS), Brasil.
2 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, UFSM, SM, RS, Brasil.
3 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, UFSM, SM, RS, Brasil.
4 Professora Associada do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, UFSM, SM, RS, Brasil.
Introdução: A fasciite necrosante é um quadro clínico grave de etiologia bacteriana,
caracterizada pela necrose progressiva da fáscia superficial e, secundariamente, pelo
acometimento do tecido celular subcutâneo e da pele. Várias são as bactérias que podem estar
implicadas na etiopatogenia da doença, entre elas o Streptococcus agalactiae. Este
microrganismo está associado à sepse neonatal e pode habitar a vagina, trato gastrintestinal e
respiratório de indivíduos não portadores de doença. A porta de entrada desta bactéria
na corrente sanguínea pode ocorrer através da pele, trato genito-urinário e respiratório. A
diabetes mellitus (DM) destaca-se pela complicação nos tecidos moles das extremidades
inferiores, além da fasciite necrosante, que pode afetar diversas partes do corpo e
possui elevada mortalidade. A sepse tem alta incidência nos hospitais, estando entre uma das
principais causas de morbi-mortalidade. Sendo o choque séptico uma das complicações,
no quadro de sepse, onde ocorrem alterações hemodinâmicas. Justificativa: Relatar um
estudo de caso não usual no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Objetivo:
Realizamos um estudo de choque séptico devido a presença do S. agalactiae
diagnosticado no HUSM. Metodologia: Através de uma análise retrospectiva dos dados do
prontuário e laudos foi possível realizar este estudo, registrado no Gabinete de projetos do
Centro de Ciências da Saúde sob o número 025432. Estudo de Caso: A paciente (73
anos) realizava exames de rotina neste nosocômio desde 1995. Em 1999, apresentava
glicose em torno de 219 mg/dL (VR:70-99mg/dL), desencadeando DM. Também foi
diagnosticada com cirrose micromodular e hemocromatose (depósito de ferro nos tecidos).
No dia 30 de abrilde 2013, a paciente foi internada com quadro de choque séptico, pressão
arterial baixa, frequência cardíaca alta com fibrilação atrial, a qual foi cardiorevertida.
Apresentava infecção no membroinferior esquerdo, com lesões bolhosas, secreção e também
fasciite necrosante. Além de picos febris diários em torno de 39,3ºC, relacionando-se
com a infecção da corrente sanguínea. Foi solicitado à paciente: eletrocardiograma, raio
X do tórax, exames bioquímicos de rotina, exame qualitativo de urina (EQU) e urocultura
(URO). Também foi realizada a hemocultura de duas amostras com punções de sítios
diferentes. O EQU e URO não demonstraram alterações. As hemoculturas foram positivas
para o S. agalactiae. O perfil de sensibilidade, por disco-difusão, foi o mesmo para as duas
amostras, e demonstraram-se sensíveis a penicilina, ampicilina, vancomicina, ceftriaxona,
linezolida e levofloxacino. E resistentes a clindamicina e azitromicina. Antes do resultado do
antibiograma, a paciente iniciou o tratamento com vancomicina, amicacina e
metronidazol. Após, a medicação foi trocada para oxacilina, ceftriaxone e clindamicina
devido a toxicidade das outras drogas. Noradrenalina e dopamina também foram
utilizadas, que exercem ação vasocompressora, porém, a paciente com parada
cardiorespiratória, sem resposta, foi a óbito 3 dias após a internação. Conclusão:
Relatamos um caso de choque séptico por fasciite necrosante causada por S. agalactiae,
possivelmente de origem da flora bacteriana da paciente. Este estudo demonstra a
necessidade de um conhecimento sobre as possíveis resistências de cada bactéria
presentes em nosso meio, bem como a instituição correta do tratamento antimicrobiano
em cepas resistentes.
Descritores: Streptococcus agalactiae, Choque Séptico, Fasciite Necrosante.
MANUAL DE GERENCIAMENTO DA ROTINA, FERRAMENTA PARA
EXCELÊNCIA PROFISSIONAL NO CENTRO DE MATERIAS E ESTERILIZAÇÃO.
CASSOL, Paulo Barrozo
Brum(4).
(1)
; LIMA, Suzinara Beatriz Soares(2); BORDIN, Ivana Caetano(3); ARGENTA, Luiza
1
Enfermeiro, Mestrando em Enfermagem do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade
Federal de Santa Maria(UFSM) Autor-Relator - endereço eletrônico >[email protected].
2
Enfermeira, Drª em Enfermagem, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem UFSM , Orientador .
3
Enfermeira, chefe do Centro de Materiais eEsterilização do Hospital Universitário de Santa Maria, Coautor.
4
Acadêmica de Enfermagem, do curso de Enfermagem da UFSM, Co-autor.
Introdução: o surgimento, evolução e o grau de importância dos Centros de Materiais
e Esterilização (CME) estão associados à evolução da medicina moderna e os
descobrimentos da ciência a respeitos dos germes e sua propagação (POSSARI, 2003). No
Brasil o ministério da saúde define o centro de materiais esterilizado como um o setor
com funções de recepção, limpeza, preparo, esterilização, guarda e distribuição dos
produtos para as unidades consumidoras da instituição de saúde (BRASIL, 2012). O
desenvolvimento dos Centros de Materiais e Esterilização vem acompanhado o crescimento
das instituições de saúde. No Brasil No começo da década de quarenta do século
vinte, os produtos utilizados na saúde eram lavados, preparados e acondicionados nas
unidades de internação (SOBECC, 2009). Com o crescente progresso tecnológico das
ultimas décadas e o avanço das técnicas cirúrgicas, surgiram produtos e equipamentos
complexos para a realização do ato anestésico -cirúrgico; com o aumento da
complexidade da tecnologia dos materiais e equipamentos cirúrgicos, cresceu a
necessidade do aprimoramento das técnicas em relação à limpeza, preparo, esterilização
e armazenagem desses produtos para a saúde, bem como a qualificação de pessoal
pela especificidade desse trabalho(PEZZI; LEITE, 2010; SOBECC, 2009) . O Centro de
Material e Esterilização (CME) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)
desenvolve atividades assistenciais indireta, de ensino e pesquisa; com a participação de
profissionais do quadro do HUSM e de docentes e discentes do curso de Enfermagem.
Este estudo, trata-se de relato de experiência da elaboração do Manual de Gerenciamento da
Rotina, assim como a sua implementação nos processos de trabalho do CME Justificativa:
Frente a essa necessidade da padronização de seus processos de trabalho e, estar de acordo
com a legislação e da busca da excelência no trabalho do CME, iniciou -se a elaboração do
Manual de Gerenciamento de do CME do Hospital Universitário de Santa Maria, no
município de Santa Maria no Rio Grande do Sul (HUSM). O objetivo desse trabalho é
apontar o Manual de Gerenciamento da Rotina como importante ferramenta na busca da
excelência no CME, bem como atender as necessidades da legislação. Metodologia: A
elaboração do Manual de Gerenciamento da Rotina o foi elaborado em 2011 como
Procedimentos Operacionais Padrão “POP”; no entanto a sua atualização e inclusão de novos
elementos iniciou em janeiro de 2013, sendo finalizado como manual completo e impresso
em setembro de 2013. O CME do Hospital Universitário de Santa Maria conta com
uma equipe, composta por Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de
Enfermagem, Auxiliares de saúde, Laboratoristas de Área e Serviços Gerais que são
distribuídos entre os turnos diurno e noturno. Está dividido em sete áreas com fluxo
direcional de materiais evitando dessa forma o cruzamento de materiais sujos e não
estéreis com materiais limpos e esterilizados classificando-se em: área I - recepção e
preparo de roupas e pacotes cirúrgicos como campos, laps e aventais, compressas dentre
outros; área II - recebimento de matérias sujos das unidades e do centro cirúrgico,
possuído duas lavadora termodesinfctora ; área III- inspeção, preparo e montagem de
caixas com materiais cirúrgicos; área IV- preparo de materiais para estoque, selagem
em grau cirúrgico de materiais diversos; área V- esterilização, possuindo três
autoclaves pré-vacuo; área VI - entrega de materiais esterilizados para as unidades
consumidoras; área VII – armazenagem de materiais esterilizados e atendimento ao
centro cirúrgico. Considerando essas sete áreas e suas especificidades com a realidade
do HUSM, iniciou-se a revisão de seus processos de trabalho , juntamente com o apoio do
Núcleo de Apoio Gerencial( NAG). Também se buscou apoio na legislação especifica
sobre CME (BRASIL, 2012). Foi realizado uma leitura de cada procedimento do CME,
junto com discussões sobre assunto, novas releituras foram realizadas confrontando com
literaturas da área. Utilizando como suporte para consulta Práticas Recomendas da
Sociedade Brasileira de Enfermagem de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e
Centro de Material e Esterilização (SOBECC,2009) . E teve a sua implantação e
início da capacitação da equipe do CME em setembro 2013, neste processo,
buscou-se utilizar de elementos da mídia como data show e filmes de forma a tornar o tema
atrativo e facilitar o aprendizado, as apresentações ocorreram em horários alternativos com
o intuito de facilitar a presença dos profissionais do CME . Resultados: Neste contexto
apontamos a importância de se conhecer quais são as necessidades do setor, o objeto de
trabalho, dessa forma instrumentar-se para atingir o produto, que são os materiais
esterilizados para suprir as unidades consumidoras, assim como a capacitação para os
indivíduos que são os responsáveis pela execução do trabalho. Após as discussões finais,
além dos POP multiprofissionais do manual, foram elaborado trinta e dois POP
específicos do CME e quatro instruções de trabalho (descritivo do uso de máquinas
aparelhos), nove anexos, quatro fluxos críticos e o macrofluxo , entre outros . Sendo que
alguns procedimentos foram fotografadas passo a passo e impresso para facilitar a
consulta. A sustentabilidade ambiental também é uma preocupação do CME, sendo que
algumas atividades práticas estão pontuadas no Manual. A Educação permanente é um
processo bastante dinâmico e contínuo de construção do conhecimento, essa construção
ocorre por meio do desenvolvimento do pensamento livre e também da consciência
crítico-reflexivo, sendo que interação interindividual e coletiva possibilita à criação de
compromisso pessoal e profissional, habilitando para a transformação da realidade
(PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007). Neste processo educativo percebemos a
importância da Educação permanente para promoção do ensino, dessa forma
oportunizando meios de crescimentos para os profissionais da enfermagem.
Considerando também a educação permanente como fundamental na implementação do
Manual do Gerenciamento da Rotina, possibilitando o desenvolvimento do trabalho com
qualidade, um transformador de realidades. Conclusões. O CME pela sua historia
evolutiva, vem sempre acompanhando as tendências mais modernas, o CME está entre
os primeiros setores do Hospital Universitário de Santa Maria a concluir o Manual de
Gerenciamento da Rotina. Este manual vai muito além de uma descrição de técnicas,
pois abrange diversos conhecimentos para o gerenciamento, algo vital nas instituições
inovadoras e com visão de futuro.
Na busca da excelência profissional, o Manual de
Gerenciamento da Rotina é uma importante ferramenta para os procedimentos no CME,
aliado a educação permanente, resultando dessa forma um trabalho padronizado com
alta confiabilidade em seus processos, inserido definitivamente com as tendências
tecnológicas e mercadológicas.
Descritores: gerência, educação, enfermagem.
PERFIL DOS PESQUISADORES BOLSISTAS DE PRODUTIVIDADE CIENTÍFICA
DO CNPQ EM ENFERMAGEM
Oliveira, Rafael da Silva ¹; Santos, Wendel Mombaque dos ²; Padoin, Stela Maris de Melo ³; Lacerda, Maria
Ribeiro4; Gueterres, Évelin Costa5.
1
Relator, Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),
Bolsista PROIC HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e
Sociedade (GP-PEFAS). [email protected]
2
Enfermeiro(a), Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do
GP_PEFAS.
3
Enfermeira, Doutora Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em
Enfermagem da UFSM. Líder do GP_PEFAS.
4
Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em
Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR), líder do grupo de pesquisa Núcleo De Estudos,
Pesquisa E Extensão Em Cuidado Humano de Enfermagem (NEPECHE) pertencente a UFPR.
5
Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Membro do Grupo de
Pesquisa Núcleo de Estudos e Pesquisa do Envelhecimento pertencente a UNIPAMPA.
Introdução: A produção científica brasileira tem aumentado nas últimas décadas, ainda que
seja deficiente em impacto e qualidade(1, 2). Esta expansão vem sendo observada nas áreas
de Ciências da Saúde, principalmente pela ampliação dos Programas de Pós Graduação,
constituição de grupos de pesquisa, número de pesquisadores qualificados e publicação de
artigos científicos em periódicos indexados (1-3). Como consequência dessa participação
das Ciências da Saúde e da Enfermagem na produção científica nacional, tem-se a
demanda crescente por recursos de financiamento a projetos de pesquisa e a bolsas de
produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) (4). Considerando o crescimento da pesquisa na Enfermagem, a
proporção de bolsistas tende a representar uma parcela cada vez menor do conjunto de
pesquisadores, e a pressão por bolsas de produtividade tem aumentado, levando à adoção
de critérios de seleção cada vez mais restritivos(3). Objetivo: O objetivo do presente
estudo foi identificar o perfil dos pesquisadores com bolsa de produtividade em pesquisa na
área de Enfermagem no CNPq, analisando-se a produção científica dos mesmos.
Justificativa: Este trabalho é importante para termos conhecimento sobre o perfil dos
pesquisadores bolsistas de produtividade cientifica na área de Enfermagem e demonstra a
proporção que os pesquisadores dessa área ocupam em relação as demais. Metodologia:
Realizou-se um estudo transversal e descritivo, utilizando a relação dos bolsistas de
produtividade em pesquisa do CNPq na área de enfermagem com bolsas ativas no triênio
de 2010 a 2012. A partir dos currículos Lattes publicamente disponíveis em Plataforma
Lattes (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca) um banco de dados com
informações sobre cada pesquisador foi desenvolvido, com informações sobre a
distribuição dos pesquisadores por categoria, distribuição geográfica e institucional,
produção científica (artigos científicos) e formação de recursos humanos (orientações de
mestrado\doutorado). Para análise da produção científica, consideraram-se as publicações
e orientações realizadas no período de 2010 a 2012. Como critério de inclusão, o
pesquisador deveria ter sido contemplado com essa bolsa e a mesma deveria estar em
vigência. Os artigos foram classificados de acordo com a padronização adotada pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), disponível no
Qualis de periódicos (http://qualis.capes.gov.br/ WebQualis). Os currículos Lattes dos
pesquisadores foram extraídos no mesmo dia e posteriormente a analise do mesmo foi
realizada por 2 pesquisadores de forma independente. Após a construção do banco de
dados por meio do programa estatístico SPSS versão 21.0 para Windows, realizou-se a
análise estatística descritiva e univariada dos dados obtidos. Resultados: Nesse período,
foram encontrados 186 pesquisadores vinculados a instituições em todo o Brasil que
possuíam bolsas de produtividade em pesquisa na área citada, destes 10 (5,37%) foram
masculino e 176 (94,63%) feminino. Os pesquisadores da enfermagem estão distribuídos por
14 estados da federação e o distrito federal, sendo que na Região Sudeste estão 122 (65,6%)
bolsistas. Destes, 95 (51,1%) encontram-se no Estado de São Paulo, em seguida,
observam-se 33 bolsistas nos estados do Sul, representando 17,6% da população avaliada.
A Região Nordeste apresentou 16 (14,2%) bolsistas do total, sendo que o estado do Ceará
apresentou maior representatividade. As regiões Norte e Centro-Oeste têm a menor
concentração de pesquisadores, apresentando, respectivamente, 0,5% e 2,1%. Apenas o
estado do Pará representou a Região Norte, com apenas um pesquisador. Com relação
ao vínculo institucional dos pesquisadores, foi observada a existência de 32 instituições,
incluindo instituições de ensino superior, institutos de pesquisa, hospitais e fundações.
Dentre as universidades que concentram a maior parte dos pesquisadores bolsistas,
destacou-se a USP, que apresentou 43 pesquisadores (43%). Nesta relação, observou-se
predomínio de instituições de ensino superior públicas localizadas nas regiões Sudeste e
Sul. Ao ser consultado o banco de teses da CAPES a enfermagem possui um total de
8.226 dissertações e teses relacionadas ao tema enfermagem. No entanto, uma análise
mais pormenorizada estabelecida de que 61,3% dissertações e teses foram desenvolvidas pela
orientação dos bolsistas de produtividade CNPq, destas 726 de mestrado e 364 de
doutorado no período estudado. Demonstrando que este grupo de pesquisadores é
responsável atualmente por mais de 60% da formação de mestres e doutores no Brasil na área
de Enfermagem. Conclusão: Verifica-se prevalência na formação de mestres. Novos estudos
com metodologias similares poderão ser importantes para melhor aferição da produção
científica brasileira em outras áreas do conhecimento, visto que existem poucos estudos
nacionais sobre o perfil da produção científica gerada pelos bolsistas de produtividade
científica do CNPq. Sugere-se que os estudos considerem analisar a produção cientifica e
os projetos de pesquisa desenvolvidos, considerando que o produzido deve ser a partir do
pesquisado numa identidade clara do pesquisador.
Descritores: Bolsistas; CNPq; Produção Científica; Enfermagem
FATORES ASSOCIADOS À ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL
DE ADULTOS COM HIV/AIDS – TARV IV (GUARDA-CHUVA)
OLIVEIRA, Rafael da Silva1; MURARO, Monica de Fátima Rossato2; SANTOS, Wendel Mombaque
dos3; MARCHI, Maressa Claudia de3; ZUGE, Samuel Spiegelberg4; PADOIN, Stela Maris de Mello5
1
Relator, Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),
Bolsista PROIC HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e
Sociedade (GP-PEFAS). [email protected]
2
Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista PROIC
HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado á Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade
(GP_PEFAS).
3
Enfermeiro(a), Mestrando(a) do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do
GP_PEFAS.
4
Enfermeiro, Mestre em Enfermagem, Professor Substituto do Departamento de Enfermagem da UFSM.
Membro do GP_PEFAS.
5
Enfermeira, Doutora Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em
Enfermagem da UFSM. Líder do GP_PEFAS.
Introdução: A epidemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), no Brasil,
originou-se no início dos anos de 1980, e deste período até julho de 2012totalizaram
656.701 notificações da doença. O Ministério da Saúde do Brasil vem implementando
estratégias e políticas públicas que tem por objetivo a prevenção de novos casos de
infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a atenção em saúde para as
pessoas que vivem com a doença. A expectativa de autoeficácia é definida como o
processo de julgamento do sujeito sobre a sua habilidade de desempenhar com sucesso
um padrão específico de comportamento, no caso da adesão à TARV, o seguimento regular
da prescrição. Este comportamento está vinculado à adesão à TARV, pois quanto maior o
nível de expectativa de autoeficácia mais soluções surgirão para cumprir com as suas
necessidades de saúde em relação ao tratamento. Já o suporte social pode ser compreendido
como qualquer processo em que relações sociais promovem saúde e bem-estar. E exerce
um papel fundamental na vida do adulto que convive com HIV/AIDS cumprindo
importantes funções nas dimensões social, psicológica e comportamental. Justificativa:
Atualmente a adesão à Tratamento Antirretroviral (TARV) é um dos maiores desafios
no tratamento para a AIDS, pois envolve não somente o uso dos ARVs, como também
fatores relacionados ao paciente e ao sistema de saúde. O sucesso da TARV tem influência
direta nos níveis de adesão, considerado atualmente como o maior determinante da
resposta terapêutica. Dessa forma, a adesão ao TARV está relacionada a fatores
comportamentais, tais como percepção e formas de enfrentamento das adversidades e a
fatores externos, como obstáculos de vida e rede de apoio. Assim, pode diminuir o
risco de agravamento de doenças à medida que promove comportamentos relevantes
para o seu manejo e controle. Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico,
econômico e clínico da população do estudo; Identificar a expectativa de autoeficácia
dos adultos à adesão à TARV, por meio da Escala de expectativa de autoeficácia para
cumprir a prescrição antirretroviral; Identificar o suporte social dos adultos em TARV, por
meio da Escala de Suporte Social para Pessoas Vivendo com HIV/AIDS; Avaliar a
relação entre: dados sociodemográficos, econômicos, clínicos, suporte social e a expectativa
de autoeficácia à TARV; Avaliar a correlação entre expectativa de autoeficácia à
TARV e suporte social. Metodologia: O estudo será composto de duas etapas, sendo
elas: A primeira consiste na Etapa bibliográfica - para elaboração do desenho de
revisão serão percorridas as seguintes etapas: identificação do tema, seleção da questão de
pesquisa e objetivos da revisão, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão,
seleção dos estudos a serem analisados, estabelecimento das informações a serem
extraídas dos artigos selecionados, avaliação das evidências e análise, discussão e
apresentação da síntese do conhecimento evidenciado dos artigos. A segunda consiste na
etapa de campo- trata-se de um estudo de campo, com abordagem quantitativa e
delineamento transversal. O mesmo está sendo desenvolvido no Hospital Universitário de
Santa Maria (HUSM), sendo este referência em saúde para a região centro do Rio Grande do
Sul. A população do estudo é composta por 432 adultos, os quais atendem aos critérios
de inclusão – adultos com idade ≥ a 20 anos com HIV/AIDS em TARV, cadastrados há pelo
menos três meses na Unidade Dispensadora de Medicamentos do HUSM, em
acompanhamento no ambulatório de doenças infecciosas (ADI). Os critérios de exclusão
são: pacientes com limitação cognitiva e/ou mental, com dificuldade de compreensão
e/ou expressão verbal; em regime penitenciário; e mulheres em período gravídicopuerperal. Para a coleta de dados, a qual está em andamento, está sendo utilizado um
instrumento já usado no Projeto de Pesquisa “Impacto da adesão ao tratamento
antirretroviral em crianças e adolescentes na perspectiva da família, da criança e do
adolescente de Porto Alegre e Santa Maria/RS – TARV I”, o qual foi adaptado para a
população adulta, conforme consentimento dos responsáveis pelo projeto, contemplando
as seguintes etapas: características e perfil do adulto; perfil socioeconômico; perfil
comportamental; cotidiano medicamentoso (TARV) e de cuidados (atitudes de adesão);
rede social primária e secundária, relacionadas ao aporte social; relação com o serviço de
saúde e perfil medicamentoso. Os procedimentos estatísticos para a análise dos dados
serão: estatística descritiva, análise da confiabilidade das respostas através do Alfa de
Cronback, a fim de comparar os indicadores de vulnerabilidade dos sujeitos em relação
à adesão e a não adesão ao TARV. Além disso, serão utilizados para as variáveis
nominais, o Teste do Quiquadrado, para as ordinais e as contínuas, que não seguem uma
distribuição normal, o Teste Mann-Whitney e o Teste T para as contínuas, que seguem
uma distribuição normal. Os dados referentes ao presente estudo serão processados e
analisados de forma eletrônica, a partir da construção de um banco de dados (Excel 2000) e de
um programa de análise específico para o cumprimento dos objetivos da pesquisa, o
software Statistical Package for Social Science 17.0. O projeto TARV IV foi aprovado
pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM sob a CAAE: 0322.0.243.000-11. Resultados:
Até o momento apenas a etapa de revisão bibliográfica já foi tendo identificado em
relação ao instrumento da auto eficácia a maior parte dos estudos foi publicada entre os anos
de 2005 a 2012 (80%). Os Estados Unidos da América concentrou a maior parte das
publicações (80%), sendo seguido pela China (10%) e México (10%). Quanto às subáreas de
conhecimento, a maioria pertencia a Enfermagem (40%), Medicina (30%) e Psicologia
(30%). A análise dos estudos da auto eficácia demonstraram que os questionários
relacionados a auto eficácia estão sendo utilizados para avaliar a aderência de medicações,
sintomas depressivos, apoio social, validação de escala, características psicométricas da auto
eficácia, uso de preservativos. Dentre os fatores observados nos estudos da auto eficácia
observam-se: que a auto eficácia é afetada diretamente por sintomas depressivos, e
indiretamente pelo apoio social; a escala pictográfica da cor foi convergente para o teste da
auto eficácia; a escala de auto eficácia realizada para uma população EUA foi validada para
população mexicana; o uso de preservativo não apresentou relevância com a auto eficácia;
baixa auto eficácia devido à discriminação de profissionais da saúde; demonstrou fatores
psicométricos da escala da auto eficácia; a confiança do parceiro auxilia na auto eficácia
do tratamento. A análise dos estudos relacionados ao suporte social (n=10) possibilitou
a identificação do modo que estão sendo utilizados os questionários sobre está temática
com portadores de HIV. Com relação ao nível de evidência os artigos relacionados ao
suporte social apresentaram nível 3 (10%) e 4 (90%). A maior parte dos estudos de suporte
social foi publicada entre 2006 e 2012 (80%). Os Estados Unidos da América
concentrou a maior parte das publicações (50%), sendo seguido por Uganda (20%),
Tailândia (10%), Kenia (10%) e Espanha (10%). Quanto às subáreas de conhecimento, a
maioria pertence à Medicina (60%), Enfermagem (30%) e Psicologia (10%). Os
principais achados nos artigos relacionados ao apoio social foram: o apoio social eleva o
grau de adesão ao tratamento antirretroviral; a má alimentação, gerando depressão e
interfere negativamente no TARV; a melhor satisfação de vida eleva o apoio social e
melhora no tratamento; o sofrimento psicológico leva a não adesão ao TARV; usuários de
terapia alternativa tem menor satisfação com o apoio social; a ausência de suporte social
diminui a adesão ao tratamento. Conclusão: Entende-se que este estudo poderá contribuir
para a tríade ensino, pesquisa e assistência. Para a pesquisa, pelas poucas produções,
com foco na autoeficácia para cumprir a prescrição antirretroviral e a correlação entre
expectativa de autoeficácia e o suporte social. Para o ensino, com a ampliação de discussões
acerca da atenção à saúde dos adultos com HIV/AIDS, mais especificamente do
cuidado de enfermagem, com a possibilidade de um direcionamento das atividades
práticas dos graduandos enfocando o incentivo da adesão ao TARV. Para a assistência,
espera-se contribuir para as ações desenvolvidas no acompanhamento do tratamento
dessas pessoas, de forma a desenvolver estratégias para ajuda-las no seguimento do
tratamento e enfrentamento das adversidades que permeiam o mesmo, aumentando assim, os
níveis de adesão. Vislumbra-se a contribuição para a discussão das políticas públicas
no enfrentamento da epidemia da AIDS com foco na adesão.
Descritores: HIV; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Questionários; Auto
Eficácia; Suporte Social.
ATIVIDADES REALIZADAS PELO RESIDENTE FARMACÊUTICO NO ÂMBITO
HOSPITALAR. RELATO DE EXPERIÊNCIA
Cancian, Natália Raguzzoni1; Hermes, Débora2; Andrade, Claudia Sala3; Beck, Sandra Trevisan4.
1
Relator. Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected]
2
Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM.
3
Farmacêutica. Mestre. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde. Departamento de Enfermagem da UFSM.
4
Farmacêutica. Profa Dra Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde/área Crônico degenerativo, UFSM.
Introdução: A atividade clínica do farmacêutico torna-se muito importante no momento
em que coloca o paciente como foco do cuidado. Esta atuação possibilita uma
diminuição dos eventos adversos relacionados com os medicamentos usados e garante um
cuidado integral do usuário. Entre as atividades realizadas pelos residentes farmacêuticos
da área de concentração crônico degenerativo no Hospital Universitário de Santa Maria
(HUSM) estão a atenção farmacêutica no 5° andar e no 3º andar, a integração do profissional
no Serviço de Internação Domiciliar (SIDHUSM) e nos ambulatórios de doenças
infecciosas. Justificativa: O monitoramento da terapia medicamentosa realizada pelo
farmacêutico permite otimizar a farmacoterapia do paciente, no momento em que atua
em conjunto com outros profissionais da saúde facilitando a correta administração dos
fármacos. Esclarece os pacientes sobre a importância do uso racional dos medicamentos
prescritos e quando necessário o uso contínuo dos mesmos, orienta os pacientes sobre
a importância do seguimento da terapia medicamentosa pós-alta1. Objetivo: Evidenciar a
importância do farmacêutico na equipe de saúde. Metodologia: A atuação do
farmacêutico no âmbito do HUSM tem sido otimizada a partir da inserção do residente
farmacêutico. Esta atuação acontece através de orientações específicas sobre a terapia
medicamentosa e são realizadas individualmente com o usuário ou familiar, a beira do leito,
na casa do paciente que está vinculado ao SIDHUSM, ou quando o mesmo retorna para
as consultas ambulatoriais. Questões como a importância da adesão ao tratamento
medicamentoso, procedimentos para minimizar os efeitos adversos, o uso racional de
medicamentos são as mais trabalhadas. Um projeto piloto sobre a avaliação da
administração dos medicamentos prescritos por sonda enteral está sendo desenvolvido.Com
ele, a verificação das adequações necessárias para a correta administração dos
fármacos é realizada. A multidisciplinariedade fica evidenciada devido à interação entre
os profissionais nuticionistas, enfermeiros, médicos e farmacêuticos. Junto de outras
áreas de concentração da residência multiprofissional (hemato- oncologia e vigilância
epidemiológica), está sendo realizada uma avaliação dos fatores de risco para os
pacientes hospitalizados através do número de medicamentos utilizados pelo paciente, se
este usa sonda enteral, ou se tem comorbidades cardíacas, pulmonares ou renais. Todas as
intervenções realizadas pelo residente farmacêutico são discutidas com a equipe de saúde e
relatadas em prontuário do paciente. Resultados: Essas experiências mostram que houve
uma maior compreensão do usuário e seus familiares sobre seu tratamento e diagnóstico,
além de proporcionar melhora da qualidade do atendimento no serviço permitindo a
realização de um cuidado integral deste paciente. Conclusão: A inserção do
profissional farmacêutico nas equipes de saúde, onde desenvolve atividades de farmácia
clínica, minimiza erros de medicação, além de ser fundamental na adesão ao tratamento
medicamentoso e promoção de saúde.
Descritores: atenção farmacêutica; multidisciplinariedade; cuidado integral
IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NA AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
DE FÁRMACOS POR SONDA ENTERAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA:
CANCIAN, Natália Raguzzoni1; HERMES, Débora2; ANDRADE, Claudia Sala3; BECK, Sandra Trevisan4.
1
Relator. Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected]
2
Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da
UFSM.
3
Farmacêutica. Mestre. Preceptora. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúde da UFSM.
4
Farmacêutica. Profª Drª Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúde/ área Crônico degenerativo, UFSM.
Introdução: A via oral é a via de escolha para a administração de fármacos, sempre que as
condições do paciente assim permitam. No entanto, em determinadas situações é necessário
utilizar sonda enteral para a nutrição e administração de medicamentos1. A administração de
um medicamento por sonda requer que este esteja em forma líquida. Porém, a forma
farmacêutica (modo como o medicamento é apresentado para ser administrado ao
paciente) nem sempre está disponível na forma líquida, podendo estar na forma sólida
(comprimidos, drágeas, cápsulas), necessitando, algumas vezes, manipulação para sua
administração2. Justificativa: Uma vez que drogas não são desenvolvidas com a finalidade de
administração via sonda enteral, e frente à escassez de informações encontradas na literatura,
muitas recomendações são baseadas no empirismo. É conveniente que todos conheçam as
características de cada fármaco no momento de sua administração por sonda, para que se
tenha a eficácia no tratamento e sejam evitadas complicações decorrentes da má
administração. Metodologia: Um projeto piloto (CAEE 08100112.0.0000.5346) está sendo
desenvolvido pelos residentes farmacêuticos da área de concentração crônico- degenerativo
no 5º andar do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). São analisadas as
prescrições médicas e os medicamentos prescritos por sonda enteral. Nesta situação,
vários aspectos são avaliados pelo residente farmacêutico como: possibilidade de
substituição do medicamento (disponibilidade de outra forma farmacêutica, via de
administração ou fármaco alternativo), sítio de absorção e de ação do fármaco, efeitos da
nutrição enteral na absorção deste, bem como o tipo de sonda e sua localização no trato
gastrintestinal. Resultados: Em três meses de análise dos medicamentos prescritos por sonda
enteral, foram avaliadas 47 prescrições e realizadas 12 intervenções. As intervenções
foram relacionadas basicamente à troca de forma farmacêutica (7 sugestões de troca) e
diluição da forma líquida (6 sugestões de diluição). Houve quatro medicamentos onde não
foi sugerido a troca devido à falta da forma farmacêutica adequada na Farmácia de
Dispensação do HUSM e 12 medicamentos onde não foi indicada a mudança do
comprimido para a solução oral devido à diferença de concentração da mesma.
Conclusão: Apesar dos possíveis benefícios da utilização dessa via para a administração
de medicamentos, algumas complicações podem ocorrer como: obstrução da sonda, possíveis
danos ao trato gastrintestinal (TGI), interações drogas nutrientes, e alterações na
farmacocinética do medicamento. É fundamental a presença do profissional farmacêutico
na equipe de saúde, realizando a análise das prescrições dos medicamentos prescritos.
Descritores: administração; medicamentos; sonda enteral; cuidado integral.
DESAFIOS
ENFRENTADOS
ANTIRRETROVIRAL
NA
ADESÃO
AO
TRATAMENTO
BANDEIRA, Danieli1; SANTOS, Gilvane Souza dos2; CANCIAN, Natália Raguzzoni3, WEILLER,Teresinha
Heck4; BECK, Sandra Trevisan5.
1
Relator. Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected].
2
Nutricionista. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM.
3
Farmacêutica. Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde da UFSM.
4
Enfermeira. Profª Drª Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde. Departamento de Enfermagem da UFSM.
5
Farmacêutica. Profª. Drª. Tutora do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde/ área Crônico degenerativo, UFSM.
Introdução: A discussão a cerca da adesão à TARV da pessoa adoecida de AIDS é complexa,
pois envolve diversos aspectos, incluindo o biológico, o emocional, o psicológico e o
familiar. Além disso, requer estratégias de parceria entre uma equipe multiprofissional
que viabilizem uma assistência eficaz a essas pessoas em tratamento1. A adesão ao
tratamento de doenças crônicas como a AIDS está vinculada a disponibilidade de acesso
aos serviços de saúde, consultas, frequência, realização de exames laboratoriais e retiradas
de medicamentos antirretrovirais (ARVs) na farmácia por toda a vida. Diversos fatores
colaboram para a não aderência à terapia antirretroviral (TARV), como a escolaridade, que
influencia na compreensão da importância do tratamento; os efeitos colaterais dos
medicamentos que podem alterar o metabolismo; o esquecimento, principalmente entre
aqueles que moram sozinhos e a idade menor que 40 anos, uma vez que há maior
comprometimento com o tratamento entre os mais velhos2. Justificativa: Neste sentido,
ressalta-se a importância de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar entre os
profissionais, para que o usuário seja atendido de forma integral, possibilitando que este
expresse seus sentimentos, dúvidas e dificuldades para realização de um tratamento
efetivo. O aconselhamento multiprofissional proporcionará orientações, informações e
encaminhamento correto das demandas evidenciadas. Objetivos: O presente estudo
pretende verificar quais os fatores prevalentes que dificultam a adesão à TARV, entre
indivíduos em tratamento para a AIDS. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal,
quali-quantitativo, onde usuários não aderentes a TARV, em acompanhamento tanto no
ambulatório de adesão do HUSM, quanto no Centro de Testagem e Aconselhamento
Casa 13 de Maio, serão atendidos pela equipe multiprofissional, composta por
enfermeiro, farmacêutico e nutricionista. Para obtenção dos dados, após a assinatura do
TCLE, serão realizadas entrevistas e aplicados questionários validados, no período de julho a
dezembro de 2013. Resultados: Esta intervenção está sendo realizada com a finalidade
de elaboração de um trabalho de conclusão de pós-graduação ao final da Residência
Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde (CAAE 20005613.3.0000.5346).
Além dos objetivos que serão atingidos após a coleta e análise dos dados, é
extremamente relevante documentar que a atenção multidisciplinar tem enriquecido a
experiência profissional de todas os núcleos profissionais envolvidos. Este trabalho tem
permitido maior integração da equipe de saúde, e proporcionado ao usuário um acolhimento
através da escuta qualificada de suas necessidades relacionadas ao tratamento.
Conclusão: Espera-se que a atenção multiprofissional aumente a adesão ao tratamento e
melhore a qualidade de vida do usuário por meio das intervenções realizadas.
Descritores: atenção à saúde; acesso aos serviços de saúde; AIDS.
IMPORTÂNCIA
ENFERMAGEM
EXPERIÊNCIA
DAS
NUM
AULAS PRÁTICAS PARA ACADÊMICOS
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: UM RELATO
DE
DE
TONEL, Juliana Zancan¹; BECK, Carmem Lúcia Colome²; REIS, Daiane Aparecida Martins³; FREITAS,
Natiellen Quatrin4; SANGOI, Thais Picolin5
¹Acadêmica do 5º Semestre de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do
Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM/Brasil. Bolsista PIBIC/CNPq.
Relatora, e-mail: [email protected]
²Doutora em Enfermagem. Docente Associado do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de
Santa Maria (UFSM). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da
UFSM. Professora orientadora. Santa Maria, RS, Brasil.
³Acadêmica do 5º Semestre de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do
Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor (a). Santa Maria, RS, Brasil.
Bolsista PROBIC/FAPERGS.
4
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor
(a). Santa Maria, RS, Brasil.
5
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem” da UFSM. Coautor
(a). Santa Maria, RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: As aulas práticas são momentos de suma importância no processo de
formação profissional e pessoal do aluno de enfermagem. O enfermeiro atuante no campo da
prática tem significativa influência no desenvolvimento de habilidade, técnica e atitudes.
Assim, é importante que haja um equilíbrio entre a teoria, administrada na sala de aula, e a
prática, vivenciada nas instituições onde se desenvolve o estágio (SALOMÉN; ESPÓSITOL,
2008). Sendo assim, essa busca pelo conhecimento e reflexão sobre a prática profissional
torna o aluno mais crítico e reflexivo, oportunizando o desenvolvimento de condutas que
visam à melhoria da qualidade da assistência prestada (OLIVEIRA et al., 2009). Dessa
forma, as experiências vivenciadas pelos alunos nos campos práticos foram além do
desenvolvimento das habilidades em procedimentos técnicos, pois, os acadêmicos puderam
refletir acerca da realidade vivenciada na rotina hospitalar. Assim, o momento de imersão do
estudante no cotidiano dos serviços pode trazer recursos riquíssimos para o aprendizado do
cuidado e da organização dos processos de trabalho e gestão. Devem-se aproveitar as
experiências vivenciadas e observadas nos serviços durante as aulas práticas e estágios, como
momento pedagógico, para refletir sobre a prática do cuidado que ali é produzida e suas
repercussões, inclusive sobre a maneira como se concebe o cuidado e se essa concepção.
(ALBUQUERQUE, V. S. et al, 2007) Dessa maneira, justifica-se a relevância desse trabalho
a partir da importância das aulas práticas na formação dos acadêmicos de enfermagem, na
sua inserção no ambiente hospitalar, bem como na execução de procedimentos técnicos e na
interação com os pacientes. OBJETIVO: Relatar a importância das aulas práticas para
acadêmicos de enfermagem em um Hospital Universitário da região Sul do Brasil.
METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de acadêmicos do 4º semestre do
curso de graduação em Enfermagem de uma Universidade Federal da região Sul do Brasil,
que teve como embasamento as aulas práticas da disciplina de Saúde do Adulto, realizadas em
unidades de internação e ambulatorial de um hospital da referida região. As aulas práticas
ocorreram no primeiro semestre letivo de 2013, sendo coordenadas pelas professoras
supervisoras da disciplina. Cada grupo possuindo cerca de cinco alunos, dispostos assim nos
campos práticos com o intuito de proporcionar aprendizado, conhecimento, além de maior
interação com o usuário propiciando também o aperfeiçoamento da técnica. As atividades
eram realizadas três vezes na semana, sendo oportunizada aos alunos a realização de
procedimentos técnicos em enfermagem, como por exemplo, punções venosas periféricas,
curativos, sondagens, entre outros. RESULTADOS: Observou-se a importância para a
enfermagem, a interação no ato de cuidar, não somente como execução da técnica, mas sim,
a possibilidade da criação de vínculo entre os acadêmicos e os pacientes; Através da prática
ficou evidente a importância do embasamento teórico e a necessidade de busca do
conhecimento para a execução de procedimentos. DISCUSSÃO: Frente ao exposto, percebese que o cuidado é como um ato de interação, constituído de ações e atividades de
enfermagem dirigidas ao paciente e com ele compartilhadas, envolvendo o diálogo, o ouvir, a
descoberta do outro, cultivando a sensibilidade, valorizando-o e compreendendo-o
(RAZERA; BRAGA, 2011). Dessa maneira, o ato de cuidar é uma atividade eminentemente
humana que visa promover o bem-estar do ser fragilizado. O cuidado é parte integrante da
vida; sem ele, o ser humano não conseguiria sobreviver. É uma relação de afetividade que se
configura numa atitude de responsabilidade, atenção, preocupação e envolvimento do
cuidador com o ser cuidado (FERNANDES et al., 2013). Assim, a partir das experiências
vivenciadas nas aulas práticas, os acadêmicos foram instigados na busca de compreender o
paciente como um todo, não se detendo somente na execução dos procedimentos técnicos,
mas sim em momentos de escuta, de apoio e criação de vínculos. Dessa forma, faz-se
necessária a aquisição de competências, ou seja, a capacidade de utilizar os conhecimentos
adquiridos e integrá-los ou mobilizá-los, visando sua resolução a fim de que, por meio de um
processo de reflexão crítica do aprendizado, se desenvolva uma intervenção efetiva na prática
do cuidado. (FURTADO et al, 2012) Além disso, destaca-se que as aulas práticas trabalham
os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desenvolvimento do estudante, sendo
através do ensino e da reflexão que ocorrem as mudanças almejadas (SILVAL et al., 2013).
Desse modo, evidencia-se o paralelo entre o ensino de enfermagem e a prática profissional
diária, relevante para a atuação do enfermeiro enquanto profissional bem como para a
formação dos acadêmicos na execução de suas práticas. Assim, em relação à prática, além de
proporcionar o contato com o sistema de saúde e aos seus usuários, também instiga que os
alunos busquem conhecimento, embasamento teórico para proporcionar uma boa execução
dos procedimentos técnicos. Além disso, a prática é o momento em que irá se estabelecer os
vínculos, a interação, entre o cuidado e o cuidador. Desse modo, por intermédio das aulas
práticas, o aluno é também instigado a novas descobertas, que submetidas ao processo de
reflexão e análise, geram conhecimentos para a enfermagem, numa forma integrada entre o
pensar e o fazer, resultando não apenas em ação ou procedimento técnico, mas em inovação.
(GUIMARÃES; MARTIN; RABELO, 2010). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nesse trabalho
ficou evidente que ao acadêmico de enfermagem é fundamental o contato com o usuário do
serviço público hospitalar, bem como a observação de seu funcionamento. Nesse sentido, os
acadêmicos possuem a possibilidade de se aproximarem do usuário, conhecendo a sua
história, estabelecendo vínculo com os pacientes. Além disso, para os acadêmicos de
enfermagem é indispensável o embasamento teórico, pois esse oportuniza uma análise e
reflexão acerca dos procedimentos executados. Dessa maneira, nota-se que a prática no
âmbito da assistência hospitalar é essencial para a formação dos futuros profissionais, pois
instigam os mesmos a procurar mais conhecimento, aprimoramento das técnicas, além do
estabelecimento de vínculo com os usuários.
DESCRITORES: Aulas práticas; Enfermagem; Acadêmicos.
CARACTERIZAÇÃO
DE
CRIANÇAS
COM
DESORDENS
NO
DESENVOLVIMENTO NEUROMOTOR DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO
HUSM
OLIVEIRA, Giselle de Camargo1,3,6;
SEGALA, Marina1,3; BÖCK,
4
NASCIMENTO, Juliano Vicente ; TREVISAN, Claudia Morais5
Thais Helena Oliveira2,3; DO
1
Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade
Federal de Santa Maria. Rio Grande do Sul (UFSM/RS)
2
Bolsista do Fundo de Incentivo a Pesquisa (FIPE Sênior) - UFSM/RS
3
Acadêmica do Curso de Fisioterapia - UFSM/RS
4
Fisioterapeuta Residente do Programa de Residência Multiprofissional - HUSM/UFSM/RS
5
Orientador. Prof.ª Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação - UFSM/RS
6
Apresentador - Email: [email protected]
Introdução e Justificativa: Os testes de avaliação do desenvolvimento facilitam o
planejamento de ações precoces e auxiliam na elaboração de programas de tratamento
adequados que proporcionam ações de atenção à saúde e melhora na qualidade de vida dos
pacientes. Objetivo: Este estudo buscou caracterizar os dados sócio-demográficos e investigar
a performance das crianças com desordens no desenvolvimento neuromotor, quanto a função
motora grosseira, cognição, qualidade de vida, equilíbrio e marcha, atendidas no serviço de
Fisioterapia do HUSM/RS. Metodologia: Pesquisa transversal, realizada em julho de 2013. O
grupo de estudo foi formado por 17 crianças com idade entre 01 mês e 11,5 anos, estas foram
avaliadas conforme os parâmetros de cada teste. Este estudo é parte integrante do projeto
Programa de Intervenção Terapêutica Multiprofissional em Desordens do Movimento Infantil
aprovado pelo comitê de ética (n°033496). Resultados: 65% eram do sexo masculino. As
patologias encontradas foram: paralisia cerebral (64%), síndromes genéticas (12%), atraso no
desenvolvimento motor (6%), focomelia (6%), lesão de plexo braquial (6%) e
mielomeningocele (6%). Os testes e resultados estão descritos na Tabela 1. Tabela 1 – Testes
e resultados obtidos Teste Sujeitos por teste Média de escores obtidos/soma total Mensuração
da Função Motora Grossa 3 243/264 Mini Exame do Estado Mental
8 25,57/37
Questionário de avaliação de qualidade de vida em crianças e adolescentes (AUQUEI) 6
53,4/78 Escala de Equilíbrio Pediátrica 3 35,66/56 Escala Visual da Marcha de Edimburgo
9 11,5/0 Escala Motora Infantil de Alberta 1 50 TH/90TH. Conclusão: As patologias são
diversificadas com predomínio da paralisia cerebral. A função motora grosseira, cognição,
qualidade de vida, equilíbrio e marcha estão dentro dos critérios de normalidade de acordo
com os resultados de cada teste.
Descritores: desenvolvimento humano; avaliação; criança
CONFORTO TÉRMICO EM HOSPITAIS: ESTUDO NA ÁREA DE INTERNAÇÃO
DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
COMIRAN, Sheila1; SANTOS, Joaquim C. P. dos2; GARLET, Liége3.
1
Mestranda do Curso de pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental – UFSM
2
Professor Associado – UFSM (orientador)
3
Acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo - UFSM
O hospital deve servir para o restabelecimento da saúde e garantir ambientes termicamente
adequados e humanizados. A relevância do tema do conforto ambiental em hospitais, assim
como do conforto térmico nas edificações e da arquitetura bioclimática é verificada pelos
estudos e pesquisas desenvolvidos atualmente. Entretanto, a avaliação do conforto térmico
nas áreas de internação dos hospitais é um tema ainda pouco explorado e que carece de
pesquisa e abordagem específica. Este trabalho tem por objetivo avaliar as condições de
conforto e desempenho térmico na área de internação do Hospital Universitário de Santa
Maria (HUSM), levantar as variáveis humanas e ambientais nos períodos de inverno e verão e
propor melhorias que garantam conforto e reduzam gastos com energia. A área avaliada
localiza-se no terceiro pavimento da torre de internação, contemplando quatro quartos com
orientação leste e oeste. O levantamento de dados (temperatura do ar, umidade relativa do ar,
velocidade do ar, temperatura média radiante, atividade física e vestimentas) foi realizado nos
períodos de inverno e verão do ano de 2012, através da observação dos pacientes e utilizando
os equipamentos data loggers e analisador climático interno. As medições de verão mostram
que as temperaturas máximas e mínimas do ar obtidas no período foram de 31,7ºC e 17,6ºC
para os quartos situados na fachada leste, 33,4ºC e 23,2ºC para os quartos situados na fachada
oeste e 36,2ºC e 18ºC para o exterior da edificação. A umidade relativa no período alcançou
valores máximos e mínimos de 70,6% e 30,7%. A velocidade média do ar foi de 0,22 m/s e o
isolamento da vestimenta de 1,03 clo (diurno) 1,36 clo (noturno). Para ambos os períodos, a
atividade física foi considerada dormindo (0,7 MET) ou sentado em repouso (1,0 MET), e a
temperatura média radiante igual à temperatura do ar. No período de inverno, as temperaturas
máximas e mínimas do ar obtidas foram de 25,25 ºC e 17,48 ºC para os quartos situados na
fachada leste, 23,37 °C e 18,09 ºC para os quartos situados na fachada oeste e 26,51 ºC e 8,74
ºC no exterior da edificação. A umidade relativa no período alcançou valores entre 27,88% e
73,93%, a ventilação foi considerada inexistente, visto que as janelas permanecem fechadas e
o isolamento da vestimenta de 2,46 clo (diurno) 2,72 clo (noturno). Para análise do conforto
foi utilizado o Programa Analysis 1.5 para o cálculo do Voto Médio Estimado (VME) e do
Percentual de Insatisfeitos (PEI) conforme ISO 7730(2005) e também será utilizado o
programa DesignBuilder para cálculo dos graus-hora de desconforto. Para análise do
desempenho térmico
será utilizada a NBR 15575(2013) e novamente programa
DesignBuilder. A análise preliminar mostrou que a edificação apresentou-se mais confortável
para o período de inverno, entretanto, o trabalho ainda está em fase final de elaboração.
Assim, quando todos os dados estiverem analisados e as simulações realizadas, serão
alcançadas as conclusões e proposições para melhora das condições de conforto térmico e
redução de gastos energéticos da edificação.
Descritores: arquitetura hospitalar, unidades de internação, humanização
UTILIZAÇÃO DO ALBERTA INFANT MOTOR SCALE COMO INSTRUMENTO
DE IDENTIFICAÇÃO DE ATRASO MOTOR EM PREMATUROS
SEGALA, Marina1,2; OLIVEIRA, Giselle de Camargo1,2; TOLVES, Tainara2, NASCIMENTO, Juliano Vicente
do3; TREVISAN Claudia Morais 4
1
Bolsista do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade
Federal de Santa Maria. Rio Grande do Sul (UFSM/RS)
2
Acadêmica do Curso de Fisioterapia - UFSM/RS
3
Fisioterapeuta Residente do Programa de Residência Multiprofissional - HUSM/UFSM/RS
4
Orientador. Prof.ª Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação - UFSM/RS. Email do relator:
[email protected]
Introdução e Justificativa: A prematuridade pode levar a alterações anatômicas e estruturais
do cérebro devido à interrupção das etapas de desenvolvimento pré-natal levando a desvios
no padrão de desenvolvimento motor (DM). O planejamento de uma adequada intervenção
necessita de uma avaliação criteriosa. Para a identificação precoce de crianças com suspeitas
de atraso no desenvolvimento motor, testes de triagem são utilizados, possibilitando o
encaminhamento para diagnóstico e intervenção. A Alberta Infant Motor Scale (AIMS), é um
instrumento observacional da performance motora infantil. Objetivo: avaliar e identificar
possíveis atrasos no DM de prematuros no ambulatório de seguimento do HUSM pela
AIMS. Metodologia: Pesquisa observacional transversal, realizada entre maio e agosto de
2013. Os critérios de inclusão foram: prematuros com idade corrigida entre 0 a 18 meses e/ou
peso ao nascer abaixo de 1.500 kg. Critérios de exclusão: portadores de síndromes, lesão
cerebral evidente, cardiopatia congênita, alteração musculoesquelética e anóxia moderada e
grave. O projeto de pesquisa SIE: 033496, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa
da UFSM e os responsáveis pelas crianças assinaram o termo de consentimento livre e
esclarecido. Os dados clínicos foram coletados nos prontuários, prévio a aplicação da AIMS.
Essa é composta por 58 itens agrupados em quatro sub-escalas que descrevem o
desenvolvimento da movimentação espontânea e de habilidades motoras em quatro posições
básicas: prono (21 itens), supino (9 itens), sentado (12 itens) e em pé (16 itens). Resultados:
Foram avaliadas 63 crianças, destas 59% eram do sexo masculino; 88% com idade corrigida
inferior a 06 meses. Segundo a AIMS, 19,05% apresentaram DM pleno, 33,33% DM
favorável, 39,68% sinais de riscos para atrasos motores e 7,94% atrasos motores evidentes.
Conclusão: O DM neste grupo de prematuros apresentou-se adequado de acordo com a
AIMS e conforme a idade corrigida. Os casos com atraso motor foram encaminhados para o
serviço de fisioterapia, setor de reabilitação neurofuncional pediátrica do HUSM para
estimulação neuromotora.
Palavras-chave: Prematuro; Desenvolvimento Infantil; Criança
O RESGATE DA ALEGRIA E DA DESCONTRAÇÃO PROMOVIDO PELO LÚDICO
NO AMBIENTE HOSPITALAR
GRIGOLETTO, Ana Paula1; BEUTER, Margrid2; OLIVEIRA, Caroline Cirolini3; SANTOS, Pâmela Borba3;
GAMA, Dedabrio Marques4; MARTINS, Robson Saldanha4
1
Relatora e Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista FIEX ,
[email protected]; 2Orientadora do Estudo, Enfermeira, Doutora em Enfermagem e Professora
Associada do Departamento de Enfermagem e do PPGEnf da Universidade Federal de Santa Maria –
UFSM/RS;
3
Acadêmica da Enfermagem da UFSM;
4
Acadêmico da Enfermagem da UFSM;
Introdução: O trabalho contempla um relato de experiência acerca das atividades realizadas
em um projeto de extensão que tem a finalidade de propiciar aos acadêmicos de enfermagem
a vivência de uma práxis diferenciada de ação/reflexão (FREIRE, 1998) no cuidado de
pacientes hospitalizados na Clínica Médica II do Hospital Universitário de Santa Maria
(HUSM). Esta práxis consiste em ações/expressões lúdicas no cuidado de enfermagem
(BEUTER, 2004) desenvolvidas nas principais comemorações presentes na nossa sociedade
junto aos pacientes e familiares. Visto que durante a hospitalização as condições terapêuticas
dos doentes impõe perda de referencial e dificuldades de comunicação e contato com o
mundo externo. O hospital priva-os na participação de diversos acontecimentos na sociedade.
Esta condição pode tornar o paciente deprimido, ansioso, dependente e submisso às normas e
rotinas da instituição. O hospital é um ambiente novo, desconhecido, com normas e rotinas,
onde o paciente perde a sua autonomia e sua individualidade, A internação rompe o modo de
viver do indivíduo, caracterizando um momento de desapropriação do corpo, por falta de
privacidade, exposição à situações constrangedoras, despersonalização e a perda de liberdade,
de opinar e/ou decidir sobre os cuidados ao seu próprio corpo, levando-o a experimentar uma
transição na condição de ser, passando de sujeito a objeto. A soma de todos esses fatores
desencadeiam tensões que geram ansiedades (MERCÊS; ROCHA, 2006). Desta forma, a
atividade lúdica desenvolvida com as pessoas hospitalizadas tem a finalidade de proporcionar
alegria, tranquilidade, prazer, reduzindo a ansiedade, o medo, a dor, a monotonia, a angústia
inerentes às hospitalizações e ao processo de doença (BEUTER, 2004). Justificativa: O
presente projeto justifica-se por entender-se que a comemoração das datas festivas resgata o
vínculo social/coletivo (FLECK, 2010) e a individualidade do paciente trazendo lembranças e
despertando sentimentos que durante a hospitalização são desconsiderados. As
comemorações festivas, por intermédio de atividades lúdicas representam uma tentativa de
melhorar as condições de saúde do paciente, bem como proporcionar um cuidado mais
humano motivando-o para sua reabilitação. Objetivos: Relatar a comemoração das datas
festivas, como por exemplo: Festa Junina, Dia do Amigo, Dia dos Pais, Dia do Gaúcho, Dia
da Criança e Natal junto aos pacientes internados na Clínica Médica II, do Hospital
Universitário de Santa Maria, utilizando-se da prática de atividades lúdicas; estimular a
participação dos pacientes durante as comemorações observando suas condições clínicas;
propiciar momentos de emoção, criatividade e solidariedade entre acadêmicos, equipe de
enfermagem, pacientes e familiares favorecendo o processo de humanização e sensibilização
da assistência de enfermagem; promover momentos de alegria e descontração, capazes de
auxiliar na diminuição da tensão e na angústia provocadas pelo processo de hospitalização; e,
verificar junto aos pacientes internados os benefícios proporcionados pela comemoração de
datas festivas. Metodologia: A organização e operacionalização das comemorações de datas
festivas ocorrem mediante encontros com os membros do projeto de extensão denominado
“Utilização de componentes lúdicos na comemoração de datas festivas com indivíduos
internados na clínica médica II do HUSM”, do qual fazem parte: uma coordenadora do
projeto, uma bolsista, acadêmicos e mestrandas da enfermagem e convidados de outros
cursos. Para cada data festiva foi elaborada uma proposta de implementação da
comemoração, podendo incluir: confecção de materiais diversos (cartões, lembranças,
fantoches, fantasias, etc.), ensaios de cantos, peças teatrais, preparo de brincadeiras e jogos,
aquisição de materiais e equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades
(roupas, flores, doces e salgados diversos, aparelho de som, CDs, etc.) entre outros, de acordo
com a data a ser comemorada e os objetivos a serem alcançados. As atividades lúdicas
comemorativas são desenvolvidas, geralmente, no turno da tarde, iniciando às 14 horas e
tendo duração média de duas horas. A população abarcada por este projeto são os membros
do grupo lúdico, todos os pacientes internados na Clínica Médica II do 5º andar do HUSM,
em condições clínicas de desenvolverem a prática de atividades lúdicas relacionadas às datas
comemorativas e seus familiares, além da equipe de enfermagem presente durante a
realização das atividades. Após a realização das atividades foi registrado em um diário de
campo a percepção dos executores do projeto a respeito da participação dos pacientes nas
atividades propostas e quando se achou pertinente foi solicitado um depoimento verbal dos
pacientes, familiares e equipe de saúde para facilitar a avaliação das atividades propostas.
Resultados: A partir da implementação, análise e avaliação das atividades lúdicas realizadas
com os pacientes internados e seus familiares, em duas datas comemorativas desenvolvidas no
corrente ano (o Dia dos Pais, ocorrida no dia 09 de agosto e a do Dia do Gaúcho, ocorrida no
dia 13 de setembro), foi possível observar os efeitos benéficos gerados por estas atividades
comemorativas e constatar que o lúdico é percebido como uma forma de afastar os
sentimentos de tristeza e solidão, promovendo instantes de descontração e alegria. O Dia dos
Pais foi desenvolvido narrando-se um poema que retratava “o que é ser pai”, entrega de
cartões em forma de camisa para cada paciente juntamente com um bombom ao som musical
“Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo” de Roberto Carlos. Esta comemoração foi repleta de
emoção, manifestada por lágrimas e gestos de carinho. A comemoração do Dia do Gaúcho foi
desenvolvida com a declamação de uma poesia de Daiana Raquel Stumm chamada “Gaúcha
Gaudéria Tchê” e com o canto da música “Castelhana”. Após foi entregue um cartão e um
doce para cada paciente ao som de músicas típicas, com execução de dança pelos
componentes do projeto. Assim, propiciando um ambiente de descontração, risos,
agradecimentos e lembranças. Ressalta-se, desta forma, que em cada comemoração houve
participação e motivação significativa das pessoas hospitalizadas, bem como de seus
familiares, transformando-a em momentos de lazer, integração e reflexão, nos quais as
adversidades causadas pelo processo de hospitalização conseguiram ficar em segundo plano,
substituindo assim, os sentimentos de angústia e sofrimento por sentimentos de alegria e
descontração. Conclusões: O presente projeto sinaliza que a prática de atividades lúdicas
referentes às datas comemorativas repercute positivamente no processo saúde-doença,
influenciando e estimulando a melhora dos pacientes e confortando os familiares. Esse tipo de
atividade também possibilita uma relação interpessoal entre enfermeira e paciente em que
ambos podem compartilhar a experiência da doença, da dor e do sofrimento utilizando, para
tanto, instrumentos lúdicos para aliviar a crise vivida naquele momento.
Descritores: cuidados de enfermagem, emoções, criatividade, hospitalização.
EDUCAÇAÕ EM SAÚDE EM UNIDADE DE CLÍNICA CIRÚRGICA: PROJETO DE
EXTENSÃO¹
Saul, Alexsandra Michelini Real², Soares, Rhea Silvia de Avila³; Penna, Marcia Aparecida4
1 Relato de Experiência
2 Enfermeira. Mestranda em Educação. UFSM. Santa Maria, RS, [email protected]
3 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
4 Enfermeira. Pós graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
Os pacientes hospitalizados estão expostos a um ambiente estranho e impessoal, onde o
relacionamento de alguns profissionais de saúde para com os mesmos caracteriza-se pela
distância, formalidade, informações rápidas e a utilização de terminologias técnico
cientificas. O paciente quando hospitalizado costuma ter muito tempo ocioso que na maioria
das vezes vem a contribuir para aumentar sua ansiedade e as fantasias de supostos
diagnósticos da sua doença. A hospitalização por mais simples que seja o motivo, tende a
levar a uma experiência negativa. O desconforto físico, moral, espiritual e o medo da morte
podem gerar sofrimentos¹. A doença impõe limites afastando a pessoa do convívio da
sociedade e de sua família, trazendo sentimentos de angústia, dor e medo da morte². Uma
patologia por mais simples que seja é caracterizada pelo medo da doença, da morte, da dor, da
separação dos familiares, gerando insegurança ansiedade e tristeza imposta pela situação
vivenciada. A internação, não só afasta os adultos do seu viver cotidiano, mas também do seu
direito de ter um atendimento e atenção integral. Como ser humano, com características
próprias e necessidades e desejos individuais, necessita de cuidados que lhe são inerentes. Os
hospitais, na sua maioria, não oferecem nenhuma atividade de lazer aos seus pacientes. Desse
modo, estes ficam horas e horas inertes ao leito, mergulhados na sua dor, em seus
pensamentos e preocupações³. No entanto este tempo pode ser utilizado de forma produtiva e
positiva pelos profissionais da área de saúde, com atividades de lazer como jogos, leitura,
música, trabalhos manuais, palestras de motivação e auto cuidado e um acompanhamento da
equipe de enfermagem, através de uma assistência qualificada mais humanizada recebendo
informações e orientações sobre sua doença, tratamento e reabilitação. OBJETIVOS: relatar a
experiência dos integrantes de uma equipe multidisciplinar de uma unidade de clínica
cirúrgica a partir de atividades de educação em saúde. MÉTODO: Trata-se de um estudo
descritivo do tipo relato de experiência de um projeto de extensão, registrado sob o número
030463 na Universidade Federal de Santa Maria/Hospital Universitário de Santa Maria a
realizar-se no período de 01/09/2011 a 01/06/2016. O objetivo deste projeto foi à criação de
um ambiente para atividades de educação em saúde em uma unidade de clinica cirúrgica.
Neste espaço são realizadas orientações aos pacientes sobre sua patologia, tratamento,
reabilitação e experiência cirúrgica, no período perioperatório; atividades de lazer aos
pacientes e seus cuidadores, integração entre a equipe de saúde, os pacientes e seus familiares.
Para o desenvolvimento das atividades de educação em saúde, os enfermeiros da unidade
estão organizados em escalas por especialidades cirúrgicas, ou seja, cada mês os enfermeiros
ficam responsáveis pelas orientações dos pacientes de determinada clinica. Estas orientações
são registradas em livro ATA que encontra-se neste mesmo ambiente de orientação.
RESULTADOS: A partir de coleta de dados em nossos registros totalizamos 436 orientações
desde setembro de 2011 até o presente momento, sendo 168 orientações realizadas no ano de
2011, 126 orientações em 2012 e 142 até setembro de 2013. Percebemos a partir de nossa
atuação profissional na referida unidade o quanto estas atividades contribuem positivamente
para o paciente uma vez que minimiza a ansiedade, esclarece dúvidas, reduz os medos e
preocupações dos pacientes no perioperatório, contribuir para melhoria da auto-estima dos
pacientes, proporciona melhoria da qualidade de vida e ainda favorece a adesão ao tratamento.
O processo de hospitalização é agressivo, doloroso além de inevitável e inadiável. Os
pacientes, de um modo geral, são surpreendidos pela doença e hospitalização, tendo que
deixar seus compromissos a serem resolvidos, sua família sem assistência e tendo que
“mudar-se” para um ambiente estranho e impessoal, levando como bagagem o medo e a
incerteza. A hospitalização, por mais simples que seja o motivo, tende a levar a uma
experiência negativa. O desconforto físico, moral, espiritual e o medo da morte podem gerar
sofrimentos4. O ambiente hospitalar5 é mais que estrutura, um móvel, um equipamento, é o
local onde o paciente é acolhido, integrado, aceito e se encontra consigo mesmo e com os
outros. Verificamos que através desta pratica em nosso processo de trabalho fica evidente o
quanto estes fatores são minimizados, contribuindo para melhora mais rápida e com melhor
qualidade do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O processo de trabalho do enfermeiro
deve permear ações que valorizem o ser humano, que o torne protagonista de sua história e
que possibilitem a ele desenvolver habilidades que contribuam positivamente na sua
internação hospitalar. Na enfermagem a educação em saúde é um instrumento fundamental
para uma assistência de boa qualidade, pois o enfermeiro além de ser um cuidador é um
educador. O grande desafio dos enfermeiros é melhorar a qualidade da assistência através da
implementação de ações e intervenções que proporcione ao cliente um cuidado mais
humanizado. Podemos perceber a partir de nossa prática profissional que as atividades de
educação em saúde dispensadas aos clientes são fundamentais para o bom desenvolvimento
da internação e recuperação do cliente, fica evidente que o paciente bem orientado sente-se
amparado pelo enfermeiro, cria um vínculo de confiança que o torna mais seguro em relação a
sua internação e recuperação.
Descritores: Enfermagem, educação em saúde, hospitalização
EXPOSIÇÃO DE ESCOLARES AO TABACO: ANÁLISE DE RASCH
SANTOS, Wendel Mombaque dos1; COUTINHO, Renato Xavier2; PUNTEL, Robson Luiz3.
1
Relator, Enfermeiro, Especialista em Enfermagem do Trabalho e Ciências da Saúde, Mestrando do Programa de PósGraduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS. [email protected]
2
Educador Físico, mestre e doutor em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde. Professor do Instituto Federal
Farroupilha. Santa Maria (RS\Brasil).
3
Biólogo, mestre e doutor em Ciências Biológicas (Bioquímica Toxicológica). Professor adjunto da Universidade
Federal do Pampa. Uruguaiana (RS\Brasil). Líder do Grupo de Estudos em Nutrição, Saúde e Qualidade de Vida
(GENSQ).
INTRODUÇÃO: Atualmente o tabaco é a principal causa evitável de mortes no mundo, tendo
aproximadamente cinco milhões de mortes por doenças relacionadas ao tabaco e previsão de que
em 2030 este índice será de oito milhões de mortes ao ano. Em 1998, a Organização Mundial da
Saúde (OMS) e os Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (CDC), após
verificarem a inexistência de dados comparáveis sobre uso de tabaco desenvolveram o Sistema
Mundial de Vigilância em Tabaco, tanto para adultos quanto para adolescentes. No Brasil, o uso
inicial de tabaco é muito precoce, e cerca de 11,6% dos estudantes experimentaram o cigarro, ao
menos uma vez, em torno dos 10 aos 12 anos de idade. Demonstrando assim que o grupo de maior
risco para se iniciar a fumar esta presente em adolescentes, assim como fatores sócio-econômicos,
comportamentais, ambientais e pessoais influenciam os adolescentes a fumar. Adolescentes que se
mantiveram longe do tabaco durante a adolescência reduzem significantemente a chance de não se
tornarem fumantes regulares. JUSTIFICATIVA: A exposição de tabaco a escolares tem sido
crescentemente estudada ao longo os últimos anos, entretanto não há nenhum estudo avaliando estes
questionário e distribuição dos sujeitos conforme a análise de Rasch, está que pode trazer sugestões
de alterações dos itens aplicado, de modo a melhorar a compreensão do aspecto estudado.
OBJETIVO: Este estudo teve por objetivo realizar a análise de Rasch em um questionário que
avalia a exposição de tabaco em escolares. METODOLOGIA: O presente estudo foi desenvolvido
através da coleta de dados por meio de um questionário sobre a exposição de escolares ao tabaco,
trata-se de um estudo de caráter transversal realizado através de um questionário estruturado. A
população alvo é composta por estudantes de 6ª a 9ª serie, com idade entre 12 a 15 anos. O estudo
foi realizado no ano letivo de 2011, em escolas públicas no Rio Grande do Sul. O instrumento
utilizado teve como base o questionário utilizado pelo VIGESCOLA, que consiste em questionário
padronizado, anônimo, auto-aplicado. Consta de 14 perguntas fechadas, verificando os seguintes
itens: ter ambos os pais fumante, ter somente o pai fumante, ter somente a mãe fumante, ter amigos
fumantes, estar exposto a fumaça do cigarro em casa (por vizinhos fumantes ou visitas), estar
exposto a fumaça do cigarro fora de casa, ter visto mensagem antibaco, ter visto algum ator
fumando em filmes ou novelas, ter visto alguma propaganda em cartaz ou jornal relacionado ao
consumo de tabaco, conhecer logotipos de marcas de cigarro, ter recebido oferta de cigarros, ter
fumado, ter participado de alguma palestra sobre tabaco. Previamente à aplicação do instrumento,
os alunos foram informados sobre a preservação do anonimato e os objetivos da pesquisa, sendo
entregue o termo de consentimento livre e esclarecido aos participantes da pesquisa (mediante
aceite de seus responsáveis), garantindo que os dados serão utilizados especificamente para a
pesquisa. O instrumento de coleta de dados foi aplicado há 1000 alunos, sendo aplicado
exclusivamente pelos pesquisadores responsáveis pelo projeto. Os critérios de inclusão foram: ser
aluno de matriculado nas escolas pesquisadas e estar presente no dia da coleta de dados. E os
critérios de exclusão foram: idade igual ou superior a 20 anos e o preenchimento incompleto do
questionário. Os dados coletados no questionário foram duplamente digitados no programa
Microsoft Excell 2010 e após transferidos para o bloco de notas e posterior análise no program
BigSteps, sendo utilizada a análise de Rasch para itens dicotômicos e os seguintes aspectos foram
avaliados: dimensionalidade, infit, outfit, calibragem dos itens e sujeitos, índice de separação das
pessoas e dos itens, confiabilidade e correlação dos itens. O modelo Rasch ajusta medidas ordinais
em intervalares, sendo um modelo matemático que visa tratar da probabilidade de acerto de
determinado item, de modo a depender apenas da habilidade do item e dificuldade do item. Este
modelo tem como base que a variável seja ordenada, unidimensional e inclusiva. Neste modelo a
habilidade dos sujeitos é verificada sem interferência dos itens, assim como os itens e sua
dificuldade é verificada sem a interferência dos sujeitos. A unidade de medida utilizada é o logadds (logit), tendo como média o valor zero, e os valores positivos como itens expostos/dificeis ou
sujeitos com maior exposição/habilidade e os valores negativos itens menos expostos/fáceis ou
sujeitos com menor exposição/habiliade. Este método de analise permite identificar estatísticas de
ajuste, que podem ser tanto analisados o infit e o outfit que são apresentados na forma de meansquare, valores superiores a 1,2 logits indicam ruído e inferiores a 0,8 logits padrão Godman. Assim
como permite identificar a discriminação das respostas do sujeitos. O projeto de pesquisa está
registrado sob o número 10.002.10 na Universidade Federal do Pampa/Campus Uruguaiana.
RESULTADOS: Foram considerados válidos apenas 956 questionários, o que representa 95,6% da
população total de alunos pesquisada. O instrumento foi respondido por 498 homens e 458
mulheres. Ao ser realizado a análise de rasch do conjunto de sujeitos foram excluídos da analise 4
sujeitos por apresentarem valor mínimo de escore e nenhuma questão foi excluída da análise. Os
sujeitos apresentaram measure de -0,66 logits, com erro de 0,70 logits, infit de 0,99 logits e outfit de
1,03 logits. Com índice de confiabilidade de 51% e índice de separação de 0,99. Já com relação aos
itens apresentaram measure de 0,00 logits, com erro de 0,09 logits, infit de 0,99 logits e outfit de
1,03 logits. Observando-se a maior distribuição dos sujeitos abaixo o valor de 0 logits. Assim como
uma distribuição gradativa da exposição de cada item, entretanto não há itens que verifiquem
adequadamente a alta exposição ao tabaco, ficando alguns itens com o mesmo grau de dificuldade
de exposição. Os sujeitos apresentaram média de -0,66 logits, ficando próxima da média dos itens
de 0,00 logits. Ao serem avaliadas as questões individualmente pode ser verificada que os itens
“Mensagem antitabaco” e “propaganda em cartaz” apresentaram correlação negativa com o foco do
estudo, respectivamente -0,07 logits e -0,08 logits. Apresentaram ruído os itens “mensagem
antibaco” (1,24 logis no infit e 1,49 no outfit), “propaganda em cartaz” (1,85 no outfit) e “palestra”
(1,22 no outfit). CONCLUSÃO: Este questionário é um instrumento constituído por uma escla
unidimensional. Os itens se ajustaram ao modelo Rasch e apresentaram adequada confiabilidade e
bom índice de separação de habilidades. As implicações dos resultados são que os escores das
subescalas não devem ser somados e sim tratados separadamente. Serão necessários outros estudo
para entender o funcionamento diferencial dos itens “pais fumantes”, “fumou” e “fumaça em casa”
por ter apresentado o padrão de Godman, assim como para testar novos itens capazes de discriminar
extremos de exposição ao tabaco.
Descritores: Tabaco; Análise Quantitativa; Saúde Escolar.
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM PACIENTES COM DOENÇAS
CRÔNICAS
MARCHESAN, Mariane1; BRONDANI, Juliana Ebling2; CORDEIRO, Aline Dalcin3;
Lencina4; LEAL , Francine Ziegler5 ; SILVA, Rosângela Marion6
DEL CASTILLO, Bruna
1
Enfermeira residente- Universidade Federal de Santa Maria (relator)- [email protected];
Nutricionista residente- Universidade Federal de Santa Maria;
3
Terapeuta Ocupacional residente-Universidade Federal de Santa Maria;
4
Fisioterapeuta residente- Universidade Federal de Santa Maria;
5
Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria;
6
Orientadora/Enfermeira, Hospital Universitário de Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras, Tutora de
Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM.
2
Introdução: Várias são as modificações no perfil de morbimortalidade na população e com isso
alteram os modos de vida da sociedade repercutindo abruptamente no adoecimento dessa população
surgindo alterações que estão diretamente ligadas ao perfil de risco em que as doenças crônicas
assumem. As doenças crônicas, na atualidade, são consideradas uma epidemia e constituem um
sério problema de saúde pública mundial, com proporções mais acentuadas nos países em
desenvolvimento, porque é difícil garantir políticas públicas favoráveis, que alterem positivamente
os determinantes sociais de saúde (BRASIL, 2008). Para Mendes(2012), existe um aumento
significativo das condições crônicas com destaque para as doenças cardiovasculares advindas de
fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, hábitos alimentares não
saudáveis e estilo de vida sedentário. A prerrogativa de associar a Educação em Saúde nas práticas
de Promoção é relevante como parte integrante de todo o processo saúde-doença, com participação
dos sujeitos envolvidos neste processo, entre eles, os profissionais de saúde e os usuários do
serviço. Educação em saúde é um processo de ensino- aprendizagem que visa a promoção da saúde
e que o profissional envolvido seja um educador preparado para propor estratégias, no intuito de
oferecer caminhos que possibilitem transformações na pessoas/comunidade (PEDRO, 2000).
Associado a isso, Educação em Saúde é entendida como um trabalho em grupo, onde são realizadas
trocas de experiências entre profissionais e usuários do serviço, criando espaços para reflexão e
problematização favorecendo uma relação de vínculo entre ambos. Ação educativa tem a finalidade
de priorizar mudanças de comportamento, que beneficiem a condição clínica no contato dos
profissionais de saúde com os indivíduos portadores de doenças crônicas, e o objetivo maior, deverá
ser a educação, visto que ela beneficia o paciente, alivia seus medos e ansiedades no conhecimento
e compreensão da doença, possibilitando um enfrentamento positivo, e permite também agilizar o
retorno das suas atividades sociais, além de maior efetividade do tratamento (FREITAS, 2002). Em
relação às estratégias de cuidado, ressalta-se que a equipe multiprofissional exerce funções com
criatividade de alternativas, não mantendo uma forma generalista, mas sim com peculiaridade para
cada ser. Assim, a partir da vivência dos residentes surgiu a necessidade de promover um Grupo de
educação em saúde com pacientes submetidos a morbidades crônicas no ambulatório da Vascular,
em parceria do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM. Justificativa: Neste contexto, a
organização das práticas educativas, contribui ao portador de doença crônica um entendimento
quanto ao seu processo de adoecimento, trazendo um controle e responsabilidade sobre sua saúde.
Dessa forma, é necessário que seja propiciado um ambiente harmonioso de escuta e de troca
favorecendo um ensino pré-determinado. Ressalta-se que o desenvolvimento das atividades
educativas deve considerar os saberes das pessoas envolvidas, pois, “ensinar não é transferir
conhecimento, mas criar possibilidades para que os indivíduos implicados possam participar da
produção compartilhada do conhecimento” (CONVERSANI, 2004). Objetivos: Objetiva-se com
esse trabalho, proporcionar educação em saúde com usuários que são acometidos por doenças
crônicas em um Hospital de alta complexidade no município de Santa Maria, no interior do Estado
do Rio Grande do Sul. Metodologia: Esse estudo parte de uma vivência no período de abril a julho
de 2013, em atividades práticas da Residência Multiprofissional da Universidade Federal de Santa
Maria em um Ambulatório Ala A/ Vascular alocado em um hospital escola do interior do Rio
Grande do Sul. Este é realizado quinzenalmente, por meio de um grupo aberto com número
ilimitantado de participantes, composto por usuários e familiares que comparecem nas consultas e
realizam curativos, neste local. Resultados: A finalidade da presente atuação é qualificar o cuidado
humanizado ao paciente acometido por doenças crônicas e seu cuidador, incentivando a reflexão
dos usuários na questão da saúde e cidadania, proporcionar um momento de troca de experiências
onde verbalizem seus sentimentos e sensações, onde reflitam sobre aspectos extra adoecimento e
socializem algumas angustias que, ás vezes, podemos contribuir para melhor qualidade de vida.
Nesta temática, é importante salientar que a equipe multiprofissional seja responsável por fazer
parte dessa atividade, assegurando uma abordagem que aperfeiçoe o conhecimento acerca de sua
patologia contribuindo para a melhora da qualidade de vida. Além disso, que seja coerente com as
vivências e experiências do público alvo, aumentando a interação entre usuário e profissional de
uma forma produtiva mais humana e efetiva, possibilitando um ambiente de diálogo, onde os
profissionais são capazes de reconhecer e detectar as peculiaridades de cada indivíduo. Neste
sentido, considerando as necessidades dos usuários, o grupo tem o intuito de garantir um cuidado
humanizado, efetivando a aproximação cada vez maior entre a comunidade e os serviços de saúde,
oferecendo um espaço de acolhimento, troca de experiência entre usuários e acompanhantes.
Conclusões: A vivência do grupo em Educação em Saúde proporciona um engajamento da prática
com a teoria, existindo uma troca favorável, possibilitando um crescimento integrado, pois aprendese com os usuários, com suas experiências acerca das vivências relatadas e com a realidade dos
serviços de saúde. A prática de educação em saúde é uma ferramenta para estimular o auto
cuidado, a busca pela integralidade e para a prevenção e recuperação da saúde. A equipe tem a
oportunidade de contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças, além de facilitar o
encaminhamento dos usuários para outras atividades de saúde ligadas ao profissional, como a
consulta de enfermagem, os grupos educativos, as visitas domiciliares, os agendamentos de
consultas, além de encaminhamento para atendimento com a equipe interdisciplinar quando
necessário (TEIXEIRA, 2006). Dessa maneira, ressalta-se a importância de uma equipe
multiprofissional juntamente com os usuários e portadores de agravos crônicos, quer em um
ambiente hospitalar ou ao domicilio, identificando potencialidades decorrentes dessas doenças, no
intuito de diminuir a ocorrência dessas patologias crônicas. É dessa maneira que ocorre o “fazer
saúde” com a oportunidade de facilitar o acesso aos serviços de saúde para a população. Afirma-se
que os processos educativos são considerados um instrumento importante na prática de assistência
aos portadores de doenças crônicas. Cabe à equipe multiprofissional inserir esse usuário em sua
práxis diária, favorecendo o envolvimento como parte integrante do cuidado, sendo assim,
realizado a educação em saúde.
Descritores: Educação em Saúde; Acolhimento; Doença Crônica
RELATO DE EXPERIÊNCIA: ASSESSORIA DE GRUPOS DE GERAÇÃO TRABALHO E
RENDA
Autor(a) CELSO APARECIDA, Raquel1 Co-autores: VARGAS RONSANI Ana Paula1; STORCHI CARLOS, Ana
Claudia1; GOERCK,Caroline2 ; WALAU ROCHA, Tássia1 Orientador: GAVIRAGHI; Fabio Jardel 3
Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria 1
relatora e-mail [email protected]
Professora Dra. Universidade Feceral de Santa Maria2
Professor Ms. Universidade Federal de Santa Maria3
O público-alvo do projeto são os moradores da Vila Jardim e mediações, desde que estes sujeitos
encontram-se em situação de vulnerabilidade socioeconômica, principalmente membros do gênero
feminino, sendo que de acordo com os levantamentos realizados, grande parte desempenha alguma
atividade remunerada de forma informal e/ou estão vinculados ao Programa Bolsa Família. Este
projeto tem o objetivo de incubar grupos de geração de trabalho e renda da localidade em questão,
com vistas a fortalecer a Economia Solidária em Santa Maria no Rio Grande do Sul, iniciou em
janeiro de 2012, com iniciativa do PROEXT/2012 e segue em andamento até dezembro de 2013.
Foi realizado mapeamento pela equipe, sendo que os interessados foram convidados a participar de
reuniões públicas a serem realizadas na escola próxima da comunidade. Durante visitas as
residências mapeadas e as reuniões, a equipe pode iniciar o levantamento das condições
socioeconômicas da comunidade, avaliando possíveis encaminhamentos à rede de assistência e
políticas sociais. A metodologia de incubação/assessoria se baseia sinteticamente em três etapas, a
pré-incubação, a incubação e a pós-incubação. A pré-incubação teve como objetivo a organização
dos grupos pelas áreas de interesses dos sujeitos. O processo de incubação iniciou, após a escolha
dos cursos de capacitação e qualificação, sendo feito um mapeamento das instituições que
ofereciam este serviço. Foram organizados dois cursos de qualificação, um voltado a confecção de
artesanato com base em materiais recicláveis, oferecido duas artesãs locais e outro curso de
panificação, oferecido pelo Colégio Politécnico junto ao curso de Agroindústria da UFSM. Em
conjunto aos cursos de capacitação, foram realizadas oficinas abordando os princípios da Economia
Solidária, realizaram-se também reuniões concomitantes as atividades de qualificação, com o papel
de trabalhar os aspectos locais de produção e comercialização. Como resultados da qualificação,
surgiram possíveis produtos a serem comercializados. No caso do grupo de padaria, optaram
inicialmente pela produção do “panettone”, de pães variados e lanches. Já o grupo de artesãs, optou
por focar no reaproveitamento do tecido e nas bijuterias produzidas com materiais recicláveis.
Ainda no período de incubação, a equipe do projeto orientou os grupos na inscrição ao edital da
Incubadora Social (IS) da UFSM. Os grupos assessorados pela equipe foram contemplados e estão
em processo de pré-incubação na IS, recebendo suporte de equipes técnicas de incubação. O
processo de pós-incubação/desincubação se constitui em ações pontuais, ligadas as demandas do
grupo. Este momento se remete a um “desvinculo” da incubadora, tornando o empreendimento
autônomo. Unindo os aspectos entre a produção de conhecimento científico e a realidade social
vivida pelos sujeitos, pode-se discutir a importância em aliar as contribuições da extensão as
possibilidades de intervenção da pesquisa, como produção direta de conhecimento científico,
coloca-se como oportunidade essencial na formação profissional. É fundamental ressaltar, que este
processo se torna ainda mais importante, quando se trabalha com as demandas dos segmentos mais
vulneráveis, possibilitando a sua ascensão econômica e social.
DeCS: assessoria, economia solidária, grupos, trabalho
ASSISTENTE SOCIAL E A POLÍTICA HIV/AIDS
LEAL, Francine Ziegler¹; TAVARES, Andréia Claro²; SILVA, Rosângela Marion³.
Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria¹; relator: [email protected];
Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria²; Orientadora/Enfermeira, Hospital Universitário de
Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras, Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional
em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM³.
Introdução: As doenças sexualmente transmissíveis mais especificamente o HIV/AIDS são desafios
presentes na sociedade brasileira. Assim, o objetivo deste trabalho é conhecer a política HIV/AIDS,
bem como o trabalho desenvolvido por Assistente Social em âmbito hospitalar com portadores da
doença, muitas vezes vítimas de preconceito e afastados do convívio social. Segundo o ministério
da saúde HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o
sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma
coisa que ter a AIDS. A AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema
imunológico. Este trabalho irá discutir a cerca do programa HIV/AIDS bem como mostrar os
desafios deste, ainda trará uma reflexão do trabalho dos profissionais de Serviço Social neste
âmbito. Justificativa: Contexto política HIV/AIDS no Brasil: Nos últimos anos, a epidemia de
AIDS vem colocando novos desafios para as políticas públicas. Para enfrentá-los, é importante
situá-los nacionalmente, em sentido amplo, e, de forma específica, no setor saúde. No Brasil, as
populações marginalizadas são as que têm maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, de
assistência, à informação e à educação. Na maioria das vezes essas pessoas estão à margem das
políticas públicas, e isso dificulta as ações que visam à prevenção, ao diagnóstico precoce e até
mesmo à assistência. São populações mais vulneráveis devido à exclusão social em que se
encontram dentro da própria estrutura social - pessoas, enfim, que são mais atingidas por doenças
infecto- contagiosas, entre elas o HIV. Entretanto, mesmo diante dessas adversidades, obtivemos
conquistas nas políticas públicas relativas à epidemia de AIDS no Brasil. Podemos enumerar
algumas de maior destaque, como a adoção de um referencial ético consensual; o acesso universal
aos medicamentos (Decreto Presidencial de 13/11/96); a criação de serviços específicos, como
Hospital Dia, Serviços de Assistência Especializada, Centros de Testagem e Aconselhamento e
Atendimento Domiciliar Terapêutico; instrumentos legais de proteção aos direitos dos afetados, tais
como a Lei nº 9.313/ 96 (distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV e doentes de
AIDS); um melhor controle da transmissão por transfusão de sangue e hemoderivados; e a parceria
com estados, municípios e sociedade civil. Três grandes objetivos norteiam as ações da política da
HIV/AIDS estes são: Reduzir a incidência de infecção pelo HIV/AIDS e por outras DST; Ampliar o
acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à assistência - melhorando sua qualidade -, no que se refere
ao HIV/AIDS; Fortalecer as instituições públicas e privadas responsáveis pelo controle das DST e
da AIDS. Compreendendo esse universo, o Programa Nacional de DST/Aids integra três
componentes que se articulam entre si para que assim possam responder a esses objetivos e à
epidemia do HIV/aids no país: Componente 1 - Promoção, Proteção e Prevenção; Componente 2 Diagnóstico e Assistência; e Componente 3 - Desenvolvimento Institucional e Gestão. O
Componente "Promoção à Saúde, Proteção dos Direitos Fundamentais das Pessoas com HIV/AIDS
e Prevenção da Transmissão das DST, do HIV/AIDS e do Uso Indevido de Drogas" compreende as
áreas de Prevenção, Articulação com ONG, Drogas e AIDS, Comunicação Social e Direitos
Humanos e Saúde Mental em HIV/AIDS. Esse componente articula suas diretrizes, estratégias e
ações, tendo em vista a redução da incidência da infecção pelo HIV/AIDS e por outras DST. O
componente Diagnóstico e Assistência tem como função principal definir e implementar diretrizes,
estratégias e linhas de ação para garantir que os indivíduos infectados pelo HIV, portadores de
AIDS e/ou outras DST, tenham acesso a procedimentos de diagnóstico e tratamento de qualidade,
na rede pública de saúde. O Componente Desenvolvimento Institucional e Gestão possui uma
função estratégica, subsidiar o processo de tomada de decisões dos gestores de instituições
governamentais e não governamentais na formulação, execução e aprimoramento das políticas de
prevenção e de controle das DST e AIDS. Os principais desafios são a redução da incidência da
AIDS nos diferentes segmentos populacionais em situação de risco e vulnerabilidade; a garantia dos
direitos de cidadania e de uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem com o HIV e
AIDS; e a priorização das ações voltadas para as DST no país. Objetivo: Conhecer a política
HIV/AIDS, bem como o trabalho desenvolvido por Assistente Social em âmbito hospitalar com
portadores da doença, vítimas de preconceito e afastados do convívio social. Metodologia: Trata-se
de um estudo transversal, quantitativo. Realizado através dos atendimentos no Ambulatório A,
clínica DI, equipe multiprofissional do HUSM. No período de maio a setembro de 2013. A atuação
do Serviço Social neste contexto: A atuação do Serviço Social com portadores e doentes de AIDS
ocorre nas diferentes Unidades de Atendimento. Quando atendidos, estes pacientes apresentam um
alto grau de ansiedade devido ao seu problema de saúde, perdendo sua identidade ao ser afastado do
convívio familiar e social. Assim, o Assistente Social tem uma proposta de trabalho voltada ao
“acolhimento” enquanto diretriz da prática profissional envolvendo o paciente e família,
proporcionando a aproximação médico/família. A abordagem do Serviço Social aos usuários e
familiares se concretiza através do atendimento individual, grupal e visita domiciliar. Também vem
expandindo suas ações através de participação na Comissão Municipal de Prevenção e Controle de
DST/AIDS, ações integradas com as Organizações Governamentais e não Governamentais e
recursos sociais afins. Considerações Finais: O assistente social vivencia dilemas e desafios na
implementação das ações demandadas pelos usuários. Defronta-se com as mais diferentes formas de
manifestações e enfrentamento da doença pelo usuário e suas famílias. O papel do Assistente Social
é o de esclarecer junto aos usuários seus direitos sociais e os meios de acessá-los e o de estabelecer,
conjuntamente a estes, o processo de solução dos problemas, que ocorrem na sua ação diária com o
usuário. Em sua ação interventiva, o profissional de Serviço Social tem como prioridade assegurar o
direito de acesso aos benefícios e na contribuição para a formação de uma consciência de proteção
social junto ao Poder Público. O perfil social e epidemiológico da AIDS impõe ao assistente social
uma necessidade de repensar a forma de atuação e que se tenha uma leitura da doença de forma
mais aprofundada. As exigências institucionais e as carências demonstradas pelos usuários exigem
ao profissional uma visão macro do problema e uma interpretação do contexto que permita uma
intervenção adequada a cada situação apresentada. É necessário ressaltar que todos nós estamos
vulneráveis à doença. Desta forma, a prevenção constitui um foco importante no combate e
enfrentamento da doença. É preciso que haja maior informação sobre a doença e suas formas de
transmissão, articulação em rede, campanhas e programas de prevenção para uma maior
conscientização das pessoas e a diminuição de estigmas, preconceitos e discriminação. Entendemos
que para a consolidação do projeto ético-político profissional é necessário que os profissionais
façam leituras críticas da realidade, do contexto social, das conjunturas sociais, econômicas e
políticas para que não permitam que as relações sociais e as correlações de força interfiram no
projeto de uma sociedade mais justa e igualitária, pautada na autonomia e emancipação política,
social, econômica, cultural, ideológica e humana dos nossos usuários, que têm seus direitos de
cidadania constantemente violados e vilipendiados por um sistema que não os reconhece como um
cidadão de fato e de direito.
Descritores: Política Social; Atenção à Saúde; Serviço Social.
ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA DA SAÚDE E SUA ATUAÇÃO
LEAL, Francine Ziegler¹; TAVARES, Andréia Claro²; BIRRER, Jucelaine Arend³.
Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria¹; relator: [email protected];
Assistente Social residente- Universidade Federal de Santa Maria²; Orientadora/Enfermeira Hospital Universitário de
Santa Maria, Tutora de Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS
/UFSM.
Introdução: Por muitas e muitas vezes não acessamos nossos reconhecidos direitos, que foram
consolidados por nossa Constituição Federal, simplesmente porque, muitos não são providos de
instrução. Não temos a informação. Mas temos de estar cientes de que toda pessoa possui um
histórico de vida, tem seus desejos, suas expectativas e pertencem a um grupo familiar e social.
Quando acontece do indivíduo sofrer algum tipo de transtorno, principalmente na saúde, o
assistente social é importante em seu tratamento, seja através das informações sobre os direitos, seja
através das informações que serão coletadas, fornecendo para a equipe de saúde a doença subjetiva,
cultural e social e que irão contribuir para que o paciente seja cuidado em sua totalidade, o que se
torna importante uma equipe multidisciplinar dentro de uma unidade de saúde. A Deliberação nº 14
do Eixo Fiscalização Profissional define que se deve “incluir no estudo do Grupo de Trabalho sobre
Serviço Social na Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, que reconhece a categoria de assistentes
sociais como profissionais de saúde, além da Resolução CFESS nº 383, de 29/03/1999, que
caracteriza o assistente social como profissional de saúde. Justificativa: Na área da saúde devem-se
compreender os aspectos sociais, econômicos e culturais que sempre interferem no processo
saúde/doença e cabe ao Serviço Social a busca de ações e estratégias como instrumentos para a
superação destes impactos reforçando o direito social à saúde. O trabalho em equipe merece ser
refletido e as atribuições do profissional de Serviço Social precisam ficar especificadas e divulgadas
para os diversos profissionais. O assistente social, ao participar de trabalho em equipe na saúde,
dispõe de ângulos particulares de observação na interpretação das condições de saúde do usuário e
uma competência também distinta para o encaminhamento das ações, que o diferencia do médico,
do enfermeiro, do nutricionista e dos demais trabalhadores que atuam na saúde. O assistente social
tem tido, muitas vezes, dificuldades de dialogar com a equipe de saúde para esclarecer suas
atribuições e competências face à dinâmica de trabalho imposta nas unidades de saúde. A alta
médica e a alta social devem acontecer concomitantemente. Em situações em que o usuário já está
com a alta médica sem condições de alta social, cabe ao profissional de Serviço Social notificar à
equipe, registrando no prontuário a sua intervenção, de forma a ratificar o caráter do atendimento
em equipe. A alta a pedido também é uma situação que recai sobre a equipe e, muitas vezes, sobre o
profissional de Serviço Social. Algumas reflexões são importantes sobre o significado da alta e da
autonomia do usuário no serviço de saúde e que procedimentos a equipe deve adotar coletivamente.
O usuário deve ser autônomo para decidir sobre os rumos do tratamento de saúde a ser adotado e a
que procedimentos deve ser submetido. O usuário, intelectualmente e civilmente capaz, deve
exercer o seu direito de decidir sobre o seu tratamento e sobre que rituais deve adotar quanto ao
destino de sua saúde. Porém, deve também ser esclarecido quanto aos procedimentos e quanto ao
tratamento que será adotado e, em caso de solicitar a alta este usuário deverá ser abordado pela
equipe de saúde. Segundo o artigo 46, do Código de Ética Médica, os médicos só podem se recusar
a dar a alta a pedido ao usuário no caso de iminente risco de vida, em caso contrário, deve ser
respeitada a decisão do usuário. Objetivo: Discussão sobre a atuação do assistente social na área da
saúde. Metodologia: Trabalho realizado através da vivencia de atuação no 3º e 5º andar do Hospital
Universitário de Santa Maria, na qual atuamos como residente 1 e 2/assistente social Área de
Concentração Crônico Degenerativo, do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em
Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde. Considerações finais: Assim, a atuação
do assistente social frente a este procedimento é o de orientação, esclarecimento, e reflexão junto ao
usuário e à equipe de saúde com relação às condições objetivas que estão impulsionando os
usuários a tomarem esta decisão. O profissional responsável pela alta e pelos procedimentos da
mesma deve ser o médico e não o assistente social. O profissional de Serviço Social pode ser um
interlocutor entre os usuários e a equipe de saúde com relação a questões sociais e culturais, visto
que, pela sua própria formação há o respeito pela diversidade, o que geralmente é mais difícil para
outros profissionais de saúde. Outra demanda que surge para a equipe de saúde refere-se à violência
contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos, homossexuais, transexuais e pessoas com
deficiências. Nestas situações, a responsabilidade pela notificação é função de toda a equipe. O
assistente social deve colaborar nessa ação, mas não é atribuição privativa do mesmo. Cabe ao
profissional de Serviço Social elaborar uma abordagem socioeducativa com a família, socializar as
informações em relação aos recursos e viabilizar os encaminhamentos necessários. Os assistentes
sociais devem ter como parâmetros de ação na equipe de saúde esclarecer as suas atribuições e
competências, elaborando junto com a equipe propostas de trabalho que delimitem as ações dos
diversos profissionais através da realização de seminários, debates, e encontros, criar, junto com a
equipe de saúde, a organização e realização de treinamentos e capacitação do pessoal técnicoadministrativo com vistas a qualificar as ações administrativas que tem interface com o atendimento
ao usuário tais como a marcação de exames e consultas. Incentivar e participar junto com os demais
profissionais de saúde da discussão do modelo assistencial e da elaboração de normas, rotinas e da
oferta de atendimento, tendo por base os interesses e demandas da população usuária. Criar junto
com a equipe, uma rotina que assegure a inserção do Serviço Social no processo de admissão,
internação e alta hospitalar no sentido de, desde a entrada do usuário/família na unidade, identificar
e trabalhar os aspectos sociais da situação apresentada e garantir a participação dos mesmos no
processo de reabilitação, bem como a plena informação de sua situação de saúde e a discussão sobre
as suas reais necessidades e possibilidades de recuperação, face as suas condições de vida.
Descritores: Assistência Social; Acolhimento; Educação em saúde.
NEOPLASIAS PRIMÁRIAS MÚLTIPLAS – PERFIL CLÍNICO DOS PACIENTES
ATENDIDOS EM UMA INSTITUIÇÃO TERCIÁRIA
SARETTO, Caroline1; LIBERATTI, Vivian2; MORENO, Marcelo3; SANTIN, Eduardo4
1
Discente da faculdade de medicina da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) e relatora
– [email protected]
2
Discente da faculdade de medicina da UNOCHAPECÓ
3
Orientador , oncologista cirúrgico e docente do curso de medicina da UNOCHAPECÓ
4
Médico formado pela UNOCHAPECÓ
Introdução: Neoplasias primárias múltiplas (NPM) podem ser classificadas em sincrônicas e
metacrônicas. As sincrônicas são aquelas diagnosticadas ao mesmo tempo ou em até 6 meses da
primeira e as metacrônicas são diagnosticadas após 6 meses da primeira, excluindo metástases e
recidivas. O seguimento oncológico adequado dos pacientes que tiveram o diagnóstico de neoplasia
maligna facilita o diagnóstico precoce dessas ocorrências tardias, através de consultas clínicas e
exames laboratoriais e/ou radiológicos. Justificativa: importância do seguimento oncológico dos
pacientes com neoplasia considerando a existência de NPM. Objetivo: propõe a caracterizar o
perfil clínico dos pacientes que desenvolveram NPM, atendidos em um serviço de referência para
diagnóstico e tratamento oncológico no oeste de Santa Catarina. Metodologia: estudo observacional
retrospectivo do tipo transversal, onde foram coletados dados de pacientes que desenvolveram
NPM em um serviço de referência para diagnóstico e tratamento oncológico no oeste de Santa
Catarina. Resultados: Durante o período de dezembro de 2000 a junho de 2013, um total de 17.322
pacientes com diferentes neoplasias foram tratados no serviço de referência pesquisado. Foram
identificados 55 casos de pacientes com NPM, dos quais 39 foram do sexo feminino e 16 do
masculino. A respeito da primeira neoplasia, a faixa de idade mais frequentemente atingida em toda
amostra, incluindo homens e mulheres, foi entre os 40 e 59 anos. Quanto à idade da segunda
neoplasia, a faixa etária com maior número de casos foi entre 60 e 79 anos. O número de casos de
NPM sincrônicas superou o de metacrônicas. A média de idade dos tumores sincrônicos foi
superior ao dos metacrônicos (62,3 anos versus 52,7 anos, respectivamente). A pele foi o sítio mais
acometido na primeira e na segunda neoplasia. O câncer de mama aparece em segundo lugar como
sítio em que mais ocorre a primeira neoplasia e o de útero em segundo lugar, na neoplasia
subsequente. Conclusão: considerando o caso apresentado, fica evidente a necessidade de
acompanhamento periódico de pacientes com neoplasias malignas, pois apresentam, além do risco
de recidiva, a ocorrência de novos cânceres primários. Deve ser considerada a existência de
diversos fatores de risco, destacando história pessoal e familiar de câncer, fatores genéticos e
ambientais (tabagismo, etilismo, exposição solar). Os tratamentos oncológicos, quimioterapia e
radioterapia, também são fatores carcinogênicos.
Descritores: câncer, metástase, recidiva.
AVALIAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM TRABALHADORES DO
SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA
BOTTINO, Larissa Diniz1; MORAIS, Bruna Xavier2; BELTRAME, Marlize Tatsch3;CERON, Marinez Diniz da
Silva4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5
1
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do
Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde
e Enfermagem.
Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM.
Santa Maria, RS, Brasil. Relator:
[email protected]
2
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM.. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de
Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM Santa Maria, RS,
Brasil.
3
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de
Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
4
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e
Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM. Líder e
pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria,
RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: As medidas antropométricas, dentre elas a circunferência da cintura, se destacam
pelo baixo custo e pela rapidez na coleta e interpretação das informações1. Além dos fatores
clássicos de risco cardiovascular (idade, tabagismo, dislipidemia, história familiar), outros fatores
de risco estão sendo identificados e sugeridos como marcadores de risco adicional em diferentes
diretrizes, dentre eles a circunferência da cintura elevada2. Ela é um indicador para a obesidade
visceral2, que pode ser utilizado para a prevenção de doenças, especialmente cardiovasculares,
como hipertensão, diabetes e dislipidemias3-4. Este indicador é utilizado na aferição da distribuição
centralizada do tecido adiposo em avaliações individuais e coletivas, porém as diferenças na
composição corporal dos diversos grupos etários e raciais são fatores que dificultam o
desenvolvimento de cortes universais5. De acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão2, o
valor de normalidade da Circunferência da Cintura é de até 88 cm para mulheres e até 102 cm para
homens. Ao se ter conhecimento do valor dessa medida, doenças crônicas que podem ocorrer
devido à exposição aos riscos ocupacionais (físicos, químicos e biológicos dos ambientes de
trabalho) e fatores psicossociais e ergonômicos, poderiam ser evitadas por meio da identificação
da alteração dessa medida em consultas6. Com isso, mudanças de comportamento e estilo de vida
podem ser instituídas a fim de reduzir esse tipo de acometimento.
JUSTIFICATIVA: O
conhecimento das medidas estabelecidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser úteis tanto na suspeição precoce
de risco para o desenvolvimento de patologias, em especial as cardiovasculares, quanto para a
implementação de ações preventivas às doenças e de promoção à saúde desses trabalhadores.
OBJETIVO: Identificar medidas de circunferência da cintura de trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário, com a finalidade de comparar com as
medidas do ponto de corte
estabelecidas na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa. Está
inserido no projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do
serviço hospitalar de limpeza” aprovado, em fevereiro de 2013, pelo Comitê de Ética em Pesquisa
da instituição de ensino à qual as autoras estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346). Foram
definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes no
Hospital Universitário em estudo. Como critério de inclusão o trabalhador deveria ser maior de 18
anos e estar no exercício de suas funções laborais no momento da realização do estudo. Foram
excluídos os trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da coleta. A
coleta dos dados foi realizada por acadêmicos de enfermagem, previamente capacitados pelos
pesquisadores, em março e abril de 2013. Utilizou-se um formulário com questões relacionadas a
variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. A escolha destas variáveis decorreu da revisão da
literatura sobre o tema. A circunferência da cintura foi aferida por meio de uma fita métrica
inelástica. O ponto de corte para identificar circunferência aumentada foi de 88 cm para as
mulheres e 102 cm para os homens2. Os dados foram inseridos no programa Epi-info®, versão
6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise
dos dados foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS
Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for windows. Para as análises das variáveis contínuas, utilizouse a estatística descritiva (medidas de posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas
em frequências absoluta e relativa. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica
PROIC/HUSM. Foram observados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de
2012, do Conselho Nacional de Saúde7. Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os
trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE). RESULTADOS: Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza do Hospital
Universitário em estudo, participaram da pesquisa 157 (91,3%) trabalhadores. As perdas (8,7%)
foram por recusa à participação na pesquisa. Dos participantes, 65,6% eram Serventes de Limpeza
e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Houve predomínio do sexo feminino (87,9%), idade
média 39,9 anos (±9,8), mínimo 19 e máximo 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); com
ensino médio completo (38,9%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%) e
renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Com relação à medida da
circunferência da cintura, os trabalhadores apresentaram em média 94,9 cm (±13,19), mediana 96
cm, mínimo de 64 e máximo de 160 cm. De acordo com os limites estabelecidos na VI Diretrizes
brasileiras de hipertensão arterial, 58 (36,9%) trabalhadores apresentaram medidas adequadas, e 99
(63,1%) deles apresentaram circunferência da cintura aumentada. Ao ser avaliado a categoria
profissional, evidenciou-se que os Auxiliares de Limpeza de Materiais apresentaram de forma
estatisticamente significativa (p=0,038) maior percentual para circunferência da cintura aumentada
(N=40; 74,1%) quando comparados aos Serventes de Limpeza (57,3%). Em relação à idade dos
trabalhadores, a faixa etária entre 19 a 34 anos obteve um maior percentual de medida entre os
padrões normais estabelecidos (N=28; 54,9%). Em contraponto, as faixas etárias 35 a 44 anos e 45
a 60 anos demonstraram significativamente (p=0,005) maiores percentuais para alteração na
circunferência da cintura (72% e 71,4%, respectivamente). CONCLUSÃO: Os indivíduos
pesquisados apresentaram um maior percentual de classificação para medidas alteradas da
circunferência da cintura, em especial os Auxiliares de Limpeza de Materiais. Acredita-se que estes
achados podem estar relacionados com a característica destes trabalhadores de serem menos ativos
que os Serventes de Limpeza, devido a sua ocupação não exigir tanto esforço físico. E os resultados
permitem reforçar a ideia que tal evidência sinaliza para o risco de desenvolvimento de patologias,
principalmente as cardiovasculares. Salienta-se que as doenças crônicas podem ser previstas por
meio de consultas médicas regulares e estilo de vida. Os comportamentos relacionados ao estilo de
vida dos trabalhadores mantêm uma relação com a saúde e com o aumento do peso corporal. A
enfermagem pode adotar medidas que melhoram a saúde dos trabalhadores através da
conscientização sobre uma alimentação saudável e a realização de atividades físicas. Considera-se
que estas medidas repercutem favoravelmente em melhores condições de saúde dos trabalhadores
evitando-se assim as doenças que estas provocam que são em grande parte previsíveis.
Descritores: enfermagem, circunferência da cintura, serviço hospitalar de limpeza, saúde do
trabalhador.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: A CAIXA DA VERDADE COMO UMA FERRAMENTA
INOVADORA DE INCENTIVO À ADESÃO
SIGNOR, Eduarda1; SARZI, Diana Mara2; RAMOS, Iara Barbosa3; LANDERDAHL, Noeli Terezinha4; RODRIGUES,
Marlene Kreutz5
1 Relatora do trabalho. Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria Campus Palmeira das Missões. E-mail: [email protected].
2 Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das
Missões.
3 Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria.
4 Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do Hospital Universitário de Santa Maria.
5 Enfermeira do Núcleo de Apoio Gerêncial do Hospital Universitário de Santa Maria.
Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um grave problema e um
grande desafio, exigindo dos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Nesses
serviços, as infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais e podem causar
sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de saúde¹. As mãos são consideradas de fundamental
importância aos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois são as executoras das
atividades realizadas, sendo assim, a principal via de transmissão de microorganismos durante a
assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um provável reservatório de vários agentes². Para
isso, a higienização das mãos tem a finalidade de remover sujidades, oleosidade, pelos, suor, e
microorganismos responsáveis pela transmissão de infecções veiculadas atraves contato³. A
higienização das mãos é reconhecida, mundialmente, como uma medida primária, mas muito
importante no controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Devido a este motivo, tem
sido considerada como um dos pilares da prevenção e controle de infecções dentro dos serviços de
saúde, incluindo aquelas decorrentes da transmissão cruzada de microrganismos multirresistentes¹.
O termo “Higiene das mãos” se refere a qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a
transmissão de microorganismos e consequentemente evitar que pacientes e profissionais de saúde
adquiram infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS)4. As mãos devem ser higienizadas
em momentos essenciais e necessários de acordo com o fluxo de cuidados assistenciais para
prevenção de IRAS causadas por transmissão cruzada pelas mãos, conforme os “cinco momentos
para higiene das mãos”: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico,
após o risco de exposição a fluidos corporais ou excreções, após tocar o paciente e após tocar
superfícies próximas ao paciente5. Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o
termo abrange a higiene simples, a higiene antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com
preparação alcoólica, e a antissepsia cirúrgica das mãos5. A higienização das mãos com preparações
alcoólicas deve ser realizada quando as mãos não estiverem sujas visivelmente, nas situações
referidas nos cinco momentos5. Justificativa: A transmissão das infecções tem causado preocupação
à diversos pesquisadores, o que os tem levado à realizar pesquisas voltadas à monitoração das
práticas de higienização das mãos pelos profissionais de saúde6. Estudos mostram que a adesão
desses profissionais quanto a higienização frequente das mãos e na rotina diária ainda é baixa,
devendo ser incentivada e sensibilizada. Sendo assim, torna-se imprescindível reformular a prática
de higienização das mãos nos serviços de saúde na tentativa de mudar a cultura prevalente entre os
profissionais de saúde, o que pode resultar no aumento da adesão e correta higienização das mãos.
Isso tudo, exige a atenção de gestores públicos, diretores e administradores dos serviços de saúde e
educadores para o incentivo e a sensibilização dos profissionais à questão. Todos devem estar
conscientes da importância da higienização das mãos nos serviços de saúde visando à segurança e à
qualidade da atenção prestada1. Nesse sentido este estudo introduziu uma ferramenta inovadora,
visando utilizar uma estratégia diferente para educação em serviço denominada “Caixa da
Verdade”. Esta caixa é utilizada para avaliar a técnica de higienização das mãos, apoiar as ações de
promoção e melhoria das práticas, bem como proporcionar reflexão quanto a sua importância.
Objetivo: Sensibilizar os profissionais sobre a importância da correta higienização das mãos,
melhorar a adesão, facilitar o acesso da equipe às informações, orientar a técnica de higienização
das mãos e promover mudança de hábitos. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo
caracterizado como relato de experiência de uma equipe de saúde inserida na Comissão de Controle
de Infecção Hospitalar (CCIH) e no Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) do
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). O referido hospital vem utilizando, a “Caixa da
Verdade” como ferramenta para promover educação em saúde quanto a higienização das mãos. Esta
caixa simula a lavagem das mãos mostrando as partes que não são devidamente higienizadas. A
Caixa da Verdade tem 20 cm de altura e 35 cm de comprimento, pintada de preto por dentro e com
uma instalação de luz negra fluorescente em seu interior. Contém ainda dois orifícios em cima da
tampa, para visualizar as mãos que estão dentro da caixa e duas aberturas circulares de
aproximadamente 11 cm de diâmetro na lateral anterior para introduzir as mãos na caixa. Inicia-se
com o profissional realizando a técnica de higienização das mãos com o gel luminol, simulando a
antissepsia com álcool 70%. Após a higienização, as mãos são colocadas dentro da “Caixa da
Verdade”, nas quais, podem ser visualizados pontos luminosos através de uma luz negra acoplada
no interior da caixa. A luminosidade presente nas mãos demonstra as áreas que foram lavadas pelo
gel (higienizadas adequadamente). Pontos sem luminosidade mostram áreas que não foram
“higienizadas” adequadamente. Logo em seguida o mesmo colaborador realiza a higienização das
mãos com água e sabonete líquido, introduzindo-as novamente no interior da caixa para observar a
remoção dos pontos luminosos da tinta. O aparecimento de pontos luminosos nas mãos significa a
falha na higienização. Resultados: Durantes as atividades de promoção em saúde onde foi utilizada
a “Caixa da Verdade”, esta revelou falhas na técnica de higienização das mãos. A grande maioria
dos participantes apresentou vários pontos nas mãos que não foram higienizados corretamente,
como os punhos, os polegares e dorso da mãos. Esses resultados levaram os participantes a uma
reflexão quanto a adesão e a técnica correta de higienização das mãos. Pode-se perceber que para
uma melhoria da higienização das mãos torna-se necessário a mudança de comportamento dos
profissionais. Para que essas mudanças venham a ocorrer, é fundamental que sejam criadas e
implementadas estratégias de educação em saúde, como a ferramenta utilizada na referida
instituição. Conclusão: A caixa da verdade foi de suma importância para incentivar a adesão ao
procedimento de higienização de mãos, durante a utilização dessa ferramenta ficou evidenciado
falhas na técnica de higiene das mãos de acordo com a preconização do Ministério da
Saúde/ANVISA. Além de verificar falhas na técnica de higienização das mãos. Além disso,
percebeu-se que essa foi um facilitador do acesso as informações pertinentes ao tema e um
motivador para a realização correta da técnica. Também proporcionou a reflexão quanto a
importância da adesão e da melhoria da prática de higienização das mãos no cotidiano de trabalho.
Assim espera-se que através da reflexão, a prevenção das infecções hospitalares passe pelas mãos à
consciência profissional.
Descritores: lavagem de mãos; educação em saúde; infecção hospitalar.
O CUIDADO À MULHER COM NEOPLASIA DE COLO UTERINO: O PAPEL
DA ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA
1
4
ROSA Natanna; 2KARKOW Michele Carvalho; 3GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira;
DORNELES Vera Cristina dos Santos; 5DELAZERI Pedro Gomes
1
Relator. Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do
Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior.
E-mail: [email protected]
2
Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de
Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica PROIC/HUSM.
3
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente Adjunto do Departamento de Enfermagem e da Pós
Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e
Enfermagem
4
Enfermeira do setor da Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria.
5
Médico Residente em Cirurgia Geral do Hospital da Cidade –HC- Passo Fundo. Membro integrante da
Liga de Urologia do Hospital da Cidade.
INTRODUÇÃO: O câncer de colo uterino depois do câncer de mama é o que mais
acomete mulheres no Brasil e é responsável por 15% das ocorrências de tumores
malignos em mulheres. 1 Como forma de tratamento do câncer cérvico-uterino a
radioterapia tem sido amplamente aplicada com o objetivo de alcançar um índice
terapêutico favorável, levando as células malignas a perderem a sua clonogenicidade. 2
A aplicação da radioterapia é realizada de duas formas: a forma externa denominada
teleterapia e a interna braquiterapia. O tratamento com radioterapia complementada pela
braquiterapia possibilita a cura de cerca de 30 a 60% dos casos nos estadiamentos
intermediário e avançados da doença. 3 O tratamento radioterápico traz efeitos colaterais
no corpo e na mente das pacientes mexendo com o seu estado físico e emocional, com
isso a equipe de enfermagem tem o papel de auxiliar a paciente e seus familiares por
esse percurso. JUSTIFICATIVA: Divulgar ao meio acadêmico as atividades realizadas
para a assistência as mulheres com neoplasia de colo uterino no ambulatório da
radioterapia do HUSM. OBJETIVO: Relatar a assistência realizadas a mulheres com
câncer de colo de útero e seus familiares no ambulatório de radioterapia.
METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de uma acadêmica de
enfermagem do sétimo semestre. As atividades foram desenvolvidas durante o estágio
supervisionado I do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM) que ocorreu em uma unidade de radioterapia. As ações programadas iniciaram
no mês setembro de 2013 perfazendo 80 horas. RESULTADO: A doença provoca na
mulher e seus familiares alterações nas relações sociais e pessoais, o que requer atenção
e um suporte dos profissionais, sobretudo da enfermagem. 3 As pacientes com câncer de
colo uterino se encontram fragilizadas e ansiosas com o diagnóstico, prognóstico e com
as mudanças no seu cotidiano. Assim busca-se desde seu primeiro dia na radioterapia
que elas sejam acompanhadas, orientadas, esclarecendo suas dúvidas como forma de
amenizar toda ansiedade e medo. Nesse primeiro contato o enfermeiro indicar e
fornecer orientações relativas às medidas preventivas, os efeitos colaterais do
tratamento, realiza exame físico e escuta a paciente a fim de conhecê-la para manter as
ações de enfermagem individualizadas. Durante toda a sua estadia no setor a paciente
passará por consultas de enfermagem no mínimo uma vez por semana a fim de manter
um olhar integral a essa mulher, promovendo uma ação rápida caso necessário. Dessa
forma torna-se fundamental o detalhamento pelo o enfermeiro sobre a radioterapia e
seus efeitos, tendo uma visão continua da paciente, para que ela sinta-se tranqüila
quanto o processo terapêutico, os procedimentos e as medidas a serem tomadas. 4
CONCLUSÃO: A enfermagem da radioterapia do HUSM busca em sua rotina de
acolhimento ajudar a mulher com câncer de colo de útero e seus familiares a
estabelecerem estratégias de enfrentamento da doença, bem como fornecer o máximo de
esclarecimento sobre a doença, o tratamento e os cuidados a serem realizados durante a
terapêutica. Assim transformar esse momento tenso em menos doloroso possível.
DESCRITORES: Neoplasia de colo de útero, Radioterapia, Enfermagem
PACIENTES COM CÂNCER DE PROSTATA: ESCORE DE GLEASON
PREVALENTES NO SETOR DA RADIOTERAPIA DO HUSM
1
ROSA Natanna; 2KARKOW Michele Carvalho; 3GIRARDON-PERLINI Nara Marilene de Oliveira;
4DORNELES Vera Cristina dos Santos; 5DELAZERI Pedro Gomes
1
Relator. Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do
Grupo de Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica FIPE Júnior.
E-mail: [email protected]
2
Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do Grupo de
Pesquisa Saúde, Cuidado e Enfermagem. Bolsista de Iniciação Científica PROIC/HUSM.
3
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente Adjunto do Departamento de Enfermagem e da Pós
Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e
Enfermagem
4
Enfermeira do setor da Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria.
5
Médico Residente em Cirurgia Geral do Hospital da Cidade –HC- Passo Fundo. Membro integrante da
Liga de Urologia do Hospital da Cidade.
INTRODUÇÃO: Atualmente o câncer de próstata tornou-se um problema de saúde
pública sendo a neoplasia maligna que mais acomete homens no Brasil.1 Estima-se que
no ano de 2012 aproximadamente 60.180 novos casos de neoplasia maligna de próstata
o que em números se traduz em cerca de 60 casos para cada 100 mil homens.2 Para que
se possa fornecer o tratamento adequado e um prognostico a população afetada por esse
tipo de neoplasia é necessário que se conheça a severidade do tumor maligno. O escore
mais utilizado é o de Gleason que correlaciona-se com a extensão da doença,
particularmente com o risco de acometimento extraprostáico. Considera-se os tumores
igual ou maior que 7 são biologicamente agressivos, com escore de 5 a 6 são tumores de
agressividade intermediaria e tumores com escore entre 2 a 4 têm agressividade menor.3
Junto com o escore de Gleason, o valor do Antígeno Prostático Específico (PSA) e
estadiamento clinico permite que se desenvolva um plano terapêutico para o paciente
podendo consistir em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Desse
modo, conhecer em que situação o paciente chega a uma unidade de tratamento
proporciona aos profissionais que ali trabalham um instrumento para planejar seus
cuidados, garantindo assim um melhor atendimento. OBJETIVO: conhecer o perfil
clínico dos pacientes com câncer de próstata que chegam ao setor de radioterapia do
HUSM no presente ano. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa com abordagem
quantitativa de caráter exploratório-descritivo. Os dados foram coletados a partir das
fichas de atendimento do setor da radioterapia. O período que foi considerado para
captar os pacientes foi de janeiro a agosto de 2013. RESULTADOS: Durante o período
estudado 290 pacientes deram entrada no setor da radioterapia, entre eles 48 eram
pacientes com câncer de próstata, perfazendo um total de 16,5%. A média de idade dos
pacientes foi de 69,5 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de
próstata é considerado um câncer da terceira idade visto que três quartos dos casos
ocorrem a partir dos 65 anos.3 No que se refere ao Escore de Gleason, variou do escore
6 à 9, isso se deve pelo fato de que os homens só procuram o assistência quando
apresentam dores e/ou problemas úrinarios4, com isso diminui as chances do tumor ser
descoberto nas fazes iniciais. Observa-se que esta população é numerosa, em estudo
realizado na Radioterapia do HUSM no ano de 2011 que obtiveram-se dados de 96%
dos pacientes, demonstrou que 10,1% referem-se a pacientes com neoplasia maligna de
próstata,5 justificando assim a importância de conhecer a fundo a clinica e prognostico
desse pacientes. CONCLUSÃO: Através do estudo realizado pode-se conhecer a
realidade clínica em que os pacientes com câncer de próstata chegam ao serviço de
radioterapia do HUSM. Ter conhecimento da clinica do paciente colabora para os
profissionais da saúde planejar melhor seu atendimento a essa população podendo
orientar de maneira especifica e assim fazer uma assistência individualizado.
DESCRITORES: Neoplasia de próstata; Saúde do homem; Enfermagem; Radioterapia
ESTÁGIO
NO
NÚCLEO
DE
VIGILÂNCIA
EPIDEMIOLÓGICA
HOSPITALAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ACADÊMICA EM
ENFERMAGEM
SIGNOR, Eduarda¹; SARZI, Diana Mara2; PREVEDELLO, Patricia Vedovato3; SILVEIRA, Giane4;
ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago5
1
Relatora. Acadêmica de Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das
Missões. [email protected]
2
. Acadêmica de Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões.
3.
Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de
Saúde – Universidade Federal de Santa Maria.
4
. Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de
Saúde – Universidade Federal de Santa Maria.
5
. Enfermeira. Doutora em Educação e Ciências: Química da Vida e Saúde pela Universidade Federal de
Santa Maria. Responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital
Universitário de Santa Maria- RS.
A Vigilância Epidemiológica Hospitalar objetiva investigar as doenças de notificação
compulsória atendidas em âmbito hospitalar¹. A Portaria nº. 2.254, de 05 de agosto de
2010, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), institui
o Subsistema Nacional de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar¹. Esta
abrange um conjunto de ações que envolvem o conhecimento, detecção ou prevenção de
qualquer alteração nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou
coletiva².O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) possui um Núcleo de
Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) que foi implantado em 2006 e está
enquadrado como referência a nível II. O enfermeiro atuante no NVEH gerencia as
ações que competem ao Núcleo. O estágio supervisionado II tem por finalidade
desenvolver habilidades de assistência à saúde, incentivar a tomada de decisões, exercer
a comunicação, liderança, educação permanente, administração e gerenciamento do
discente, sob a supervisão do professor e de um enfermeiro responsável pelo setor.
Nesta perspectiva o acadêmico, está acompanhando as atividades do enfermeiro
supervisor e equipe multiprofissional no NVEH. Este trabalho procura relatar a
experiência acadêmica no NVEH, no estágio supervisionado II do curso de Graduação
de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus de Palmeira
das Missões. Trata-se se um estudo descritivos, vivenciado no HUSM, durante o
período de 03 de setembro à 21 de outubro de 2013. Através das buscas, são realizados
os procedimentos com distribuição de tarefas entre os componentes da equipe. Sob
supervisão da equipe, são detectados relação de doenças, agravos e eventos em saúde
pública de Notificação Compulsória, e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e
atribuições aos demais integrantes da equipe. A partir da consulta no Sistema
Informatizado do HUSM, da busca ativa das portas de entrada, relatórios, prontuários,
exames realizados entre outros.Bem como a investigação de óbitos maternos, fetal,
infantil (0 a 5 anos), óbitos por doenças infecciosas e por causa mal definida.
Participação das respectivas comissões de óbito buscando adequar o histórico que
causou o óbito para corrigir registro e lançar dados epidemiológicos adequados.
Conferência do preenchimento de Declaração de Nascidos Vivos (DNV) para posterior
encaminhamento à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), encaminhamento e
monitoramento de resultado de exames relacionados ao trabalho executado na
Vigilância.
Descritores: Epidemiologia, Vigilância Epidemiologia, Enfermagem
RELATO DE EXPERIÊNCIA: GRUPO MARIAS BONITAS FAZENDO
HISTÓRIA, SUPERANDO A POBREZA E FORTALECENDO A CIDADANIA
VARGAS RONSANI, Ana Paula¹ MARIA SOUZA DE LIMA, Angela 2; APARECIDA CELSO,
Raquel2; ROCHA WALAU, Tássia2; KOCOUREK, Sheila3
1
Autora, relatora, acadêmica Universidade Federal de Santa Maria [email protected]
Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria
3
Orientadora, Profa. Dra. Universidade Federal de Santa Maria
2
Este Projeto tem como principal foco contribuir na redução das desigualdades sociais
por meio de ações de empoderamento das mulheres chefes de família residentes no
Bairro Urlândia – Santa Maria/RS. As ações abrangem diferentes áreas como saúde,
educação, trabalho, e mobilização para inclusão produtiva. O projeto tem como
principal objetivo desenvolver ações sócio educativas e promoção de saúde com as
mulheres, adolescentes e crianças. A metodologia de trabalho assenta na educação
popular que tem por finalidade ajudar a desconstruir a lógica e a naturalização da
dominação, bem como a superação de situações que limitam o viver com qualidade. Por
tratar-se de educação em saúde, trabalhamos na perspectiva da participação social,
compreendendo que as verdadeiras práticas educativas somente tem lugar entre sujeitos
sociais. A origem desde projeto deu-se a partir do desenvolvimento de ações de
extensão, junto ao Programa Conexões de Saberes, que desde outubro de 2009 a UFSM
vem desenvolvendo em comunidades localizadas nas regiões mais vulneráveis. Até o
momento foram realizados encontros semanais com o grupo com as temáticas:
DST/AIDS; violência contra mulher; saúde da mulher, cuidados em saúde entre outros.
Para cada tema foi utilizado dinâmicas diferenciadas para promover o debate e a troca
de experiência entre as mulheres. A partir do grupo Marias Bonitas Fazendo História
tornou-se necessário criar uma oficina para atendimento às crianças de até 12 anos e
mais recentemente um grupo com adolescentes meninas. Participam semanalmente
aproximadamente 45 mulheres com faixa etária entre 21 a 40 anos, com nível de
escolaridade predominantemente de ensino fundamental incompleto, e como principal
ocupação as tarefas do lar. Outro dado relevante é a renda que varia entre R$400,00 a
R$800,00 sendo que desta renda são dependentes entre quatro a seis pessoas.
Considerando que as famílias que são incluídas neste projeto vivenciam situação de
desemprego e baixa qualificação, mantendo-os excluídos do mercado de trabalho,
pretende-se operacionalizar por meio de parcerias oficinas de formação para o trabalho.
A fim de alcançar os objetivos propostos, é preciso contribuir no fortalecimento das
mulheres enquanto sujeito das suas vidas, para futuramente possam ser protagonistas da
sua produção e de seu trabalho. Considera-se que as ações realizadas no grupo tem
contribuído tanto para formação dos acadêmicos , quanto para o fortalecimento da
cidadania das mulheres, sendo que as mesmas apresentam no decorrer das atividades
pontos positivos como: construção coletiva, auto estima, comprometimento com as
ações do grupo, entre outras.
Palavras-chave: cidadania, empoderamento, trabalho.
ATENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA AOS CUIDADORES DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES EM TRATAMENTO HEMATO-ONCOLÓGICO NO
CTCRIAC - HUSM
Autores: COSTA, Gustavo da Silva da¹; BRONDANI, Amanda de Souza¹; MACEDO, Julia Bueno¹;
NARDI, Lara Letícia Dotto¹; BRAZ, Melissa Medeiros².
1 – Acadêmicos do Curso de Fisioterapia, Universidade Federal de Santa Maria.
2 – Docente do Curso de Fisioterapia, Universidade Federal de Santa Maria.
Relator: Gustavo da Silva da Costa ([email protected])
Introdução: O adoecimento e a hospitalização de uma criança/adolescente representam
rupturas no cotidiano dela e de sua família, ocorrendo em um contexto bastante diverso
do habitual, gerando medo, ansiedade, angústia e apatia. Em geral, há o afastamento
dos familiares e amigos e suas atividades cotidianas são interrompidas; os familiares,
por sua vez, têm sua rotina alterada, se afastando do lar e/ou atividades laborais. Os
familiares veem-se internados com a criança/adolescente. Isso demanda uma atenção à
saúde destes cuidadores.Justificativa: Considerando-se o aspecto emocional envolvido
na doença e no ambiente hospitalar, estudos têm apontado a necessidade de uma
especial atenção ao cuidador tendo em visa a sobrecarga física, emocional e social a
que são submetidos. Objetivo: Relatar a vivência da atuação da Fisioterapia na
promoção da saúde dos cuidadores de crianças em tratamento oncológico no CTCriac
HUSM, no período de maio a setembro de 2013.Metodologia: A vivência ocorreu no
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). As visitas eram realizadas
semanalmente ao CTCriac HUSM. Primeiramente, os alunos compareciam a cada leito
e convidavam os cuidadores presentes para participar das tarefas programadas. Em
seguida, os componentes reuniam-se na sala de ludicidade e, como meios de atingir os
objetivos citados, foram feitos alongamentos, dinâmicas em grupo e relaxamento.
Resultados: Compareciam, em média, 3 cuidadores a cada encontro, além das crianças
em tratamento oncológico. Os encontros tinham duração de 20 minutos. Inicialmente,
era feito um alongamento, visando à diminuição da tensão muscular e emocional,
aumento da flexibilidade e aquecimento, favorecimento da coordenação motora e da
boa postura e melhora na circulação. Em seguida, eram realizadas dinâmicas em grupo,
promovendo a movimentação corporal e aprimoramento das habilidades sociais.
Alguns benefícios aspirados foram melhora na circulação sanguínea, funções cardíacas
e pulmonares, melhora na função imunológica, aumento na habilidade de
concentração, divertimento e maior disposição física para o dia-a-dia. Por fim, era
feito o relaxamento, com exercícios respiratórios e relaxamento muscular, com a
proposta de maior concentração na percepção corporal, sintonizando corpo e mente.
Durante os processos e ao seu fim, notou-se uma amenização no estresse causado pela
rotina hospitalar e pela realidade da doença das crianças e adolescentes, com grande
aumento do bem-estar. Os participantes apresentaram-se muito alegres, brincaram e se
divertiram.Conclusão: O projeto proporciona um tratamento paliativo eficiente para os
cuidadores, tendo em vista que promove momentos de grande descontração e interação
entre os participantes, já que os encontros representam um dos poucos momentos
reservados prioritariamente a eles, em que sua atenção fica voltada para seu corpo e
mente, fazendo-os abstrair por alguns instantes do sofrimento hospitalar.
Descritores: Câncer. Criança. Adolescente. Qualidade de vida.
PERFIL NUTRICIONAL E CONSUMO DE VITAMINA C DE INDIVÍDUOS
COMINFECÇÃO POR HELICOBATER PYLORI
KLEIN, Caroline¹; SILVA, Carina Siqueira Martelli;²; NORA, Magalli Dalla²; PACHECO, Luísa Silva³;
CAMPANHER, Djeison Mikael³; FAGUNDES, Renato Borges4
Relator - Acadêmica do Curso de Medicina¹ - UFSM [email protected]
Autores - Mestrandas em Ciências da Saúde² - UFSM, Acadêmica do Curso de Farmácia³ - UFSM,
Orientador no Programa de Pós - Graduação em Ciências da Saúde4 - Prof. Dr. Renato Borges
Fagundes - UFSM
INTRODUÇÃO: Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria gram-negativa,
microaerófila que afeta mais da metade da população mundial (LAHNER et al., 2011),
Essa bactéria coloniza a mucosa gástrica e nas últimas três décadas foi identificada
como fator patogenético para gastrite crônica, úlcera péptica e para o câncer gástrico
(ADITI & GRAHAM et al., 2012). Simultaneamente, a infecção por H. pylori está
associada a um índice de massa corporal (IMC) reduzido, pois correlaciona-se
negativamente ao consumo energético (JEFFERY et al., 2011). Estudos demonstram
que esta infecção pode afetar a homeostase de diversos micronutrientes, como as
vitaminas e oligoelementos, incluindo o ácido ascórbico/vitamina C, ferro, vitamina
B12, ácido fólico, a-tocoferol e ß-caroteno (AKCAM, 2010; LAHNER et al., 2011). A
vitamina C é um micronutriente que apresenta importante função antioxidante, antiaterogênica, imunomoduladora e anti-cancerígena gástrica (NAIDU 2003), porém,
não pode ser sintetizada no organismo humano, sendo o consumo alimentar
fundamental para a sua obtenção (MORRISSEY & HILL, 2009). É altamente
concentrada nas mucosas do estômago e suco gástrico, importante por reduzir o risco de
câncer gástrico e também por influenciar no processo de infecção por H. pylori (SHI &
ZHENG, 2006). Hábitos alimentares com baixo consumo de vitamina C tornam os
indivíduos mais suscetíveis à infecção. O consumo significativo de frutas e vegetais
frescos protegem a população da infecção e re-infecção por H. pylori, devido esta
vitamina apresentar impacto positivo sob o sistema imunológico, influenciando na
atividade de granulócitos, macrófagos, linfócitos e produção de imunoglobulinas.
JUSTIFICATIVA: Considerando a prevalência mundial da infecção por H. pylori e a
sua influência sob a biodisponibilidade de micronutrientes, em destaque à vitamina C,
que pelo seu papel antioxidante, anti-aterogênico, imunomodulador, anti-cancerígeno
gástrico é importante que seja estudada, associando o consumo alimentar com a
infecção, para elucidar o papel da vitamina C e nortear futuras intervenções profiláticas
e/ou terapêuticas em indivíduos infectados por H. pylori. OBJETIVOS: Avaliar o
consumo alimentar de vitamina C e o estado nutricional de indivíduos com e sem
infecção por H. pylori. METODOLOGIA:Estudo transversal, com 45 voluntários
adultos e dispépticos encaminhados para a endoscopia digestiva alta no Serviço de
Gastroenterologia do HUSM. Os participantes foram contatados no momento do
agendamento da endoscopia e foram convidados a participar do estudo. Os dados do
estudo foram armazenados em planilha Excel e analisados com o auxílio do aplicativo
computacional SPSS v 10.0. Após esclarecimentos sobre o estudo e obtenção do
consentimento, os indivíduos foram convidados para responder o Questionário de
frequência de consumo alimentar padronizado por Pereira & Koifman (1999), adaptado
com informações específicas sobre o consumo de alimentos fontes de vitamina C. Este
consiste em uma lista de itens alimentares para quais os respondentes indicaram a
frequência do consumo num período determinado de tempo. Posteriormente, realizou-se
a avaliação antropométrica através das medidas de: peso usual, peso atual, altura,
circunferências e dobras cutâneas. A endoscopia digestiva alta foi realizada conforme
rotina do Serviço de Gastroenterologia do HUSM. O diagnóstico de infecção por H.
pylori foi definido pela positividade de um dos resultados dos testes realizados (teste da
urease ou exame histopatológico). RESULTADOS: Identificou-se a presença de H.
pylori em 42,2% (n=19) dos participantes, enquanto que 57,7% (n=26) não
apresentaram infecção. Houve um predomínio de mulheres em ambos os grupos 43,2%
(n=16), 56,7% (n=21), respectivamente. A média de idade foi de 53 anos (DP±11,97),
sendo a idade mínima 24 anos e a máxima 73 anos. Foi observado que 71,1% (n=32)
dos participantes apresentaram consumo adequado de vitamina C (107,6 a 713,6
mg/dia), onde a ingestão mínima foi de 58,7 mg e a máxima 402,4 mg, havendo
discrepância entre os grupos de legumes (25,8%) e frutas (14,6%). No entanto, 28,8%
(n=13) dos indivíduos com aproximadamente 50-60 anos
não alcançaram a
recomendação diária (75 mg para mulheres e 90 mg para homens). Ao relacionar a
infecção por H. pylori com o consumo alimentar de vitamina C, constatou-se que 38,5%
(n=13) dos participantes com consumo inadequado de vitamina C apresentaram H.
pylori positiva, enquanto, 56,2% (n=18) dos indivíduos com consumo adequado desta
vitamina não apresentaram a infecção. Quanto ao perfil nutricional, verificou-se que a
média do IMC foi de 28,5 (SD±4,9), sendo o mínimo 19,4 e o máximo 40,9, onde 40%
(n=18) dos participantes apresentaram sobrepeso, 33,3% obesidade (n=15) e 26,6%
(n=12) eutrofia, 40% (n=18) dos indivíduos com H. pylori apresentaram sobrepeso. As
circunferências da cintura e quadril possibilitaram identificar o risco cardiovascular e
metabólico, assim, 57,7% (n=26) apresentaram risco cardiovascular e 48,8% (n=22)
risco metabólico muito elevado. Ao comparar peso atual com habitual, verificou-se que
24,4% (n=11) obtiveram redução grave em um período abrupto de tempo. A
classificação do estado nutricional através da prega cutânea triciptal possibilitou
identificar que 31,1% (n=11) estavam eutróficos, 24,4% (n=15) com sobrepeso e 33,3%
(n=15) com depleção moderada/grave, demonstrando déficit de massa magra.
Correlacionando estado nutricional e consumo alimentar, verificou-se que 76,1% dos
participantes com sobrepeso apresentaram consumo adequado de vitamina C, enquanto
41,6% de indivíduos obesos não alcançaram a recomendação diária. CONCLUSÃO: Os
resultados obtidos através deste estudo demonstraram associação entre a infecção por
Helicobacter pylori e alteração no perfil nutricional, devido a maioria dos indivíduos
terem apresentado sobrepeso e obesidade. Somado a isto, o consumo alimentar de
vitamina C destes indivíduos não foi capaz de prevenir ou reverter a infeccção, porém,
mais estudos devem ser realizados para melhor compreensão de um possível efeito
protetor e/ou terapêutico da vitamina C em indivíduos acometidos pela infecção por H.
pylori.
IDOSOS
DEPENDENTES
DE
TECNOLOGIAS
IMPLICAÇÕES PARA AS FAMÍLIAS
NO
DOMICÍLIO:
BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; SEIFFERT, Margot Agathe3; BITENCOURT, Mayara
da Silva4; SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5
1
Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail:
[email protected]
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de
Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da
UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de Enfermagem
da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
4
Aluna da Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de
Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do
PPGEnf – Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
Introdução: A cada ano novos avanços e transformações tecnológicas são presenciados
em todas as áreas do conhecimento, destacando-se a área da saúde. Instrumentos e
técnicas surgem para dar suporte aos cuidados prestados e proporcionar uma melhor
qualidade de vida aos usuários dos serviços de saúde. O termo tecnologia define-se
como um conjunto de ações, as quais incluem métodos, procedimentos, técnicas,
equipamentos e outros instrumentos, aplicados com conhecimento científico,
envolvendo diversos saberes e habilidades (ARONE, 2007). No processo de trabalho
em saúde as tecnologias podem ser classificadas como: duras, que consistem em
instrumentos, máquinas, normas e estruturas organizacionais; leve-duras, que são as
formas de conhecimento concebidas por um objeto de como usá-lo, repará-lo, projetálo e produzi-lo; e as tecnologias leves, que estão vinculadas com as relações humanas,
acolhimento e gestão de serviços (MEHRY, 2002). Atualmente, as tecnologias em
saúde não são apenas utilizadas nos ambientes que prestam assistência em saúde, estão
presentes também nos domicílios das pessoas, que devido a sua condição de saúde,
necessitam de tecnologias para ter uma melhor qualidade de vida. Dentre as pessoas que
utilizam algum tipo de tecnologia no domicílio, destacam-se os idosos, uma vez que
apresentam uma maior predisposição a ter doenças crônicas, que podem torná-los
dependentes de cuidados e também de tecnologias. Assim, a experiência de cuidar
idosos dependentes de algum tipo de tecnologia no ambiente domiciliar é cada vez mais
frequente no cotidiano das famílias. Para atender essa demanda e auxiliar as famílias no
cuidado ao idoso dependente de tecnologia no domicílio, a internação domiciliar é uma
importante modalidade de atendimento em saúde. A internação domiciliar compreende
a adoção de atividade continuada com tecnologia e assistência específica e mais
complexa, com visitas frequentes de uma equipe multiprofissional e monitoramento à
distância, por meio da comunicação com os cuidadores (GIRONDI; GONÇALVES;
SANTOS, 2011). Justificativa: Considerando o aumento da população idosa e
consequentemente o aumento do surgimento de doenças crônicas incapacitantes, os
idosos envelhecem com mais dependências de cuidados por parte de sua família, além
de ficarem dependentes também de tecnologias. Assim, é importante investigar como as
famílias vivenciam o cuidado de idosos dependentes de tecnologias no domicílio, com
vistas a melhorar a assistência em saúde prestada a elas. Objetivo: Descrever as
implicações para as famílias que cuidam de idosos dependentes de tecnologias no
domicílio. Metodologia: Investigação realizada com famílias de idosos internados no
Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria
(SIDHUSM), utilizando-se o método qualitativo de pesquisa. Os dados foram coletados
por meio de entrevista, genograma e observação no período de fevereiro a maio de
2013. Os critérios de inclusão dos participantes da pesquisa foram: famílias que
possuíam um idoso (60 anos ou mais) em internação domiciliar, com vinculação ao
SIDHUSM e que tivessem no mínimo dois integrantes com disponibilidade de
participar da entrevista. Destaca-se que os idosos internados não participaram da
entrevista, pois a presença deles poderia inibir os relatos dos demais integrantes da
família. Os dados coletados foram analisados a partir da análise de conteúdo, do tipo
temática, que se constitui de três etapas: pré-análise; exploração do material e
tratamento dos resultados obtidos e interpretação (MINAYO, 2010). O projeto foi
registrado no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde sob número 033030
e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria
com parecer de número 182.535 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética
(CAAE): 11349012.6.0000.5346. Cabe salientar que os dados apresentados nesse
resumo fazem parte de um recorte da pesquisa intitulada “Demandas de cuidado para
a família de idoso em internação domiciliar: contribuições para a enfermagem”.
Resultados: Fizeram parte da pesquisa seis famílias. Em cinco delas, participaram da
entrevista dois integrantes e em uma família, três familiares foram entrevistados,
totalizando 13 familiares. Dos idosos pertencentes às famílias entrevistadas, dois eram
do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Em relação à idade dos idosos, dois
encontravam-se na faixa etária de 60 a 69 anos, dois na faixa de 70 a 79 anos e dois
tinham idade entre 80 e 89 anos. Dois idosos estavam internados no domicílio devido à
sequelas de Acidente Vascular Cerebral isquêmico, dois por fratura de perna, uma
idosa por neoplasia do tipo melanoma e uma devido a complicações de Insuficiência
Cardíaca Congestiva. No momento da pesquisa quatro idosos faziam uso de tecnologias
no cuidado. Dentre as tecnologias utilizadas no domicílio por eles estão a sonda
nasoentérica, gastrostomia, traqueostomia, aspirador e sonda vesical de demora. Quanto
às implicações geradas pelo uso de tecnologias no cuidado desses idosos, os familiares
relataram que há uma maior demanda de cuidados quando o paciente está utilizando
algum tipo de tecnologia. Nas famílias em que os idosos faziam uso de sondas para
alimentação, estas se envolviam diariamente no preparo e administração das dietas. O
envolvimento era maior quando as famílias precisavam preparar a dieta artesanal, a qual
possui diversos cuidados em sua preparação. Ainda, em uma família a idosa possuía
traqueostomia e precisava ser aspirada constantemente, fazendo com que os familiares
precisassem ficar em constante vigilância. As alterações funcionais e as condições de
cronicidade dos idosos impõem limitações, tornando-os dependentes do cuidado
familiar. Também foi evidenciado na pesquisa que conforme a melhora do estado de
saúde, o idoso não necessita mais das tecnologias, como por exemplo, sonda
nasoentérica, diminuindo assim, as demandas de cuidado para as famílias. Outro ponto
destacado nas entrevistas pelas famílias foi o medo do desconhecido, pelo fato de não
haverem cuidado de pessoas dependentes de tecnologia anteriormente. Esse medo
era acentuado no início da internação domiciliar, em que as famílias relataram possuir
muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias. No primeiro contato com
dispositivos tecnológicos o medo e a dúvida sobre a capacidade de realizar os cuidados
de maneira adequada são geradores de grande estresse para as pessoas (GUERINI,
2012). Além disso, conforme algumas famílias, o preparo para lidar com as tecnologias
ocorria pouco tempo antes do retorno ao domicílio, assim não se sentiam totalmente
seguras para realizar os cuidados, pois possuíam muitas dúvidas quanto ao manuseio
das tecnologias para cuidar de seu familiar idoso. Do mesmo modo, em outros
depoimentos, as orientações da equipe multiprofissional no hospital e durante a
internação domiciliar foram mencionadas como importantes para o entendimento e
preparação das famílias para a realização dos cuidados envolvendo as tecnologias. Para
Rocha (2008) o preparo do familiar para o cuidado no domicílio, pelos profissionais de
saúde, contribui para o sucesso no seguimento de tratamentos e, consequentemente, para
uma breve recuperação dos indivíduos. Conclusão: Conhecer as implicações geradas
as famílias sobre as tecnologias no cuidado a idosos no domicilio é importante para
subsidiar os profissionais de saúde, entre eles o enfermeiro, na realização de práticas
educativas para melhor orientar e atender essas famílias. Assim, torna-se possível
melhorar a qualidade do cuidado prestado no domicílio e também a qualidade de vida da
pessoa idosa doente e de sua família.
Descritores: assistência domiciliar; tecnologia; cuidados de enfermagem.
PROGRAMA DE INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA MULTIPROFISSIONAL
EM DESORDENS DO MOVIMENTO INFANTIL – RELATO DE
EXPERIÊNCIA
VICENTE DO NASCIMENTO, JULIANO1; DA SILVEIRA PORTO, BEATRIZ SILVANA2;
SEGALA, MARINA3; DE CAMARGO OLIVEIRA, GISELLE4 MORAIS TREVISAN, CLAUDIA5
1
Fisioterapeuta R2 do Programa de Residência Multiprofissional do HUSM, área de concentração: mãebebê. e-mai para contato: [email protected]
2
Médica Profª. Drª. do Curso de Medicina da UFSM.
3,4
Acadêmicas de Fisioterapia e Bolsistas do PROIC/HUSM.
5
Fisioterapeuta Profª Drª. do Curso de Fisioterapia e Preceptora de Campo e Núcleo da Residência
Multiprofissional do HUSM, Orientadora do trabalho.
INTRODUÇÃO O desenvolvimento motor é um processo seqüencial, relacionado à
idade cronológica, onde o ser humano adquire habilidades motoras, que progridem de
movimentos simples e desorganizados para habilidades organizadas e complexas
JUSTIFICATIVA Fatores de risco biológicos ou ambientais aumentam a
probabilidade de déficits no desenvolvimento neuromotor infantil. OBJETIVOS
Relatar o programa de intervenção multiprofissional que se desenvolve no setor de
reabilitação neurofuncional pediátrico, ligado ao Serviço de Fisioterapia do HUSM/RS.
Este programa, que investiga os efeitos da intervenção terapêutica multiprofissional em
desordens do movimento infantil, se divide em cinco sub-projetos: descrição do perfil
sociodemográfico; dados nutricionais e antropométricos e suas relações com transtornos
do desenvolvimento; avaliação e reabilitação de crianças com desordens do movimento;
avaliação da influência da orientação domiciliar na independência funcional e qualidade
de vida na Paralisia Cerebral; atenção à saúde do cuidador de crianças com desordens de
movimento e analise da atenção multiprofissional na reabilitação infantil.
METODOLOGIA Estão sendo realizadas avaliações específicas relacionadas aos
objetivos. São utilizados questionários semi-estruturados na investigação do perfil
sociodemográfico; na verificação dos dados nutricionais e antropométricos: medidas de
peso e estatura, cirtometria torácica e cefálica; avaliação do desenvolvimento motor
para detectar e reabilitar atrasos no desenvolvimento através da Escala Motora de
Alberta, Escala visual de marcha, Escala de equilíbrio pediátrica, Avaliação da função
motora grossa; verificação das atividades de vida diária, funcionalidade, qualidade de
vida e perfil cognitivo das crianças para realizar orientações domiciliares; questionário
para analisar sobrecarga e desvios posturais nos cuidadores e verificar o impacto da
atenção multiprofissional no setor de reabilitação infantil através de projeto terapêutico
singular e matriciamento com a rede. Os dados serão analisados por meio de estatística
paramétrica e não paramétrica de acordo com características das variáveis. Como
critérios de inclusão podemos citar: crianças que apresentem desordens no movimento,
crianças com idades entre 01 mês e 12 anos incompletos de idade e cuidadores das
respectivas crianças. RESULTADOS Espera-se que com a elaboração do programa
crianças com desordens do movimento infantil sejam beneficiadas não só com as
pesquisas, mas também com a reabilitação proposta, além de uma melhor qualidade de
vida para seus cuidadores.CONCLUSÃO Com a implantação do programa de
intervenção as atividades realizadas tanto pelos estagiários de Fisioterapia, quanto pelos
Residentes do Programa de Residência Multiprofissional ficaram mais efetivas, vindo a
contribuir para uma atenção mais integral nas desordens do movimento infantil, além de
contribuir com pesquisas futuras sobre o desenvolvimento motor.
Descritores em saúde: comportamento do lactente; Fisioterapia; Deficiências do
Desenvolvimento; Paralisia Cerebral; Postura; Aantropometria.
GERÊNCIA DO CUIDADO NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA
PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO¹
SOARES, Rhea Silvia de Avila²; SAUL, Alexsandra Michelini Real³; PENNA, Marcia Aparecida4;
SILVA, Dalva Cesar5 ; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de6.
1 Relato de Experiência
2 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil. [email protected]
3 Enfermeira. Mestranda em Educação.UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
4 Enfermeira. Pós graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
5 Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
6 Enfermeira. Pós Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem. UFSM. Santa
Maria, RS, Brasil.
Introdução: A gerência do cuidado de enfermagem compreende a articulação de
atividades de gerenciar e cuidar, que permeiam o processo de trabalho do enfermeiro.
Por introduzir a abordagem administrativa no cuidado de enfermagem tem se Florence
Nightingale como a precursora da administração hospitalar. Nightingale, demonstrou
com os resultados do trabalho que ela e sua equipe desenvolveram no hospital militar da
Criméia, a importância do conhecimento acerca das técnicas e instrumentos
administrativos, para a organização do ambiente terapêutico, mediante a divisão do
trabalho desenvolvido pelas nurses (cuidado direto) e pelas ladies nurses (cuidado
indireto) e na sistematização das técnicas e dos procedimentos de cuidado de
enfermagem1. A gerência do cuidado de enfermagem mobiliza ações nas relações,
interações e associações entre as pessoas como seres humanos complexos e que
vivenciam a organicidade do sistema de cuidado, constituída por equipes de
enfermagem e saúde com competências/aptidões/potências gerenciais próprias ou
inerentes às atividades dos enfermeiros2. As funções gerenciais desempenhadas pelo
enfermeiro são voltadas para a resolução dos problemas de saúde do indivíduo, da
família e do meio ambiente. O gerente, neste ambiente, deve atuar como um pólo
gerador de conhecimento, desenvolvendo as competências, incorporando as inovações
tecnológicas, definindo suas responsabilidades, visando à eficácia da saúde². A partir
deste contexto, o enfermeiro gerente é o principal articulador dos cuidados preventivos
das Úlceras por Pressão (UP). Essas são definidas como uma lesão da pele e/ou tecido
subjacente, resultante da pressão prolongada sobre uma área do corpo, geralmente sobre
uma proeminência óssea que determina diminuição da circulação nessa região e
subsequente destruição tecidual devido a pressão isolada ou combinada com fricção ou
cisalhamento. As UP são classificadas conforme o grau de dano observado nos tecidos,
pele, subcutâneo, músculos, articulações e ossos. De acordo com o estadiamento a UP3,
pode ser classificada em estágios denominados de I, II, III ou IV. No estágio I, a pele
encontra-se intacta com eritema não branqueável de uma área localizada, normalmente
sobre uma proeminência óssea. A descoloração da pele, calor, edema, tumefação ou dor
podem também estar presentes. No estágio II, há perda parcial da espessura da pele ou
flictena. Caracteriza-se como uma ferida superficial com leito vermelho rosa sem crosta
e que pode também apresentar-se como flictena fechada ou aberta preenchido por
líquido seroso ou sero-hemático. No estágio III, ocorre perda total da espessura da pele
ou seja, com tecido subcutâneo visível. Porém não estão expostos os ossos, tendões ou
músculos. Pode estar presente algum tecido desvitalizado, como fibrina úmida, bem
como lesão cavitária e encapsulamento. No estágio IV, há dano total da espessura dos
tecidos, com músculos, tendões e ossos visíveis. Identifica-se tecido desvitalizado,
como fibrina úmida e ou necrótico. Frequentemente são cavitários e fistuladas, suspeita
de lesão tissular profunda, área de coloração púrpura ou castanha ou bolha
sanguinolenta pelo dano aos tecidos moles por fricção ou cisalhamento. Em pele escura
a detecção pode ser difícil incluindo uma pequena bolha ou uma fina escara, úlceras que
não podem ser classificadas, ou seja, não estadiáveis. Nessa situação, existe perda total
de tecido, sendo a base da úlcera coberta por esfacelo ou há escara no leito da lesão.
Para que ocorra a determinação do estágio faz-se necessário a remoção do esfacelo ou
escara. Na tentativa de evitar esse agravo que repercute em aumento de tempo de
internação, taxas de re-internação e custos para os serviços de saúde, a enfermagem atua
na prevenção das UP, por meio do controle de fatores de risco como, pressão,
cisalhamento, fricção, umidade, nutrição e capacidade de movimentação. Assim, sendo
essa atuação é um importante trabalho de prevenção e que tem sido associado ao
cuidado de enfermagem de qualidade, por meio da utilização de índices de UP 4. Ao
liderar programas prevenção e tratamento de UP, o enfermeiro é o profissional
qualificado avaliar as alterações cutâneas que influenciam no risco do desenvolvimento
e evolução da lesão, além de gerenciar o cuidado prestado. Para tanto, faz se importante
a adoção de instrumentos de medidas, escalas de risco para desenvolvimento de UP e
protocolos. Esses auxiliam os profissionais de saúde a avaliar o risco, formular o
diagnóstico, determinar o plano de cuidados, incluindo condutas preventivas5.
Objetivo: relatar como os enfermeiros gerenciam a prevenção da UP no Hospital
Universitário de Santa Maria (HUSM). Método: estudo descritivo, tipo relato de
experiência sobre a atuação do enfermeiro do HUSM na prevenção de UP. Resultados:
os enfermeiros do HUSM utilizam como instrumento para a gerência do cuidado na
prevenção de úlcera por pressão a escala de Braden e Protocolo de Prevenção e
Tratamento de Lesões de Pele, mas até o momento nenhum trabalho foi realizado para
verificar a aplicação da escala de Braden e como os enfermeiros gerenciam os cuidados
ao pacientes em risco de desenvolver UP, também possuímos uma carência quanto a
incidência e prevalência de UP no HUSM. Quanto ao protocolo da instituição encontrase que este deverá ser aplicado pelo enfermeiro no momento da internação a todos os
pacientes maiores que 5 anos de idade internados no HUSM, por meio do
preenchimento da ficha de avaliação de risco para UP, conforme escala de Braden. Essa
escala avalia o grau de risco e presença de UP. A avaliação de risco do paciente
desenvolver UP dependerá do escore da Escala de Braden em que sem risco ,
corresponde a 19 pontos ou mais; baixo risco de 16 a 18 pontos; risco moderado de 13 a
15 pontos; alto risco de 12 pontos ou menos. Os pacientes sem risco ( escore ≥ 19) e
risco baixo (escore de 16 a 18) deverão ser avaliados a cada 72 horas e os pacientes com
grau de risco moderado e alto (escore ≤ 15) a cada 24 horas. No Serviço de Internação
Domiciliar (SIDHUSM) utilizam-se os mesmos parâmetros para avaliação e deverão ser
realizadas a cada visita. Conclusão: os enfermeiros do HUSM utilizam como
instrumento para a gerência do cuidado na prevenção de UP a escala de Braden, a qual
se encontra no protocolo. Identifica-se a carência de estudos sobre o índice de UP na
instituição. A sensibilização para tal iniciativa importante para o planejamento do
cuidado pode ocorrer por atividades constantes de instrumentalização da equipe de
saúde/enfermagem sobre a importância da prevenção da UP.
ANÁLISE SITUACIONAL
VIGILÂNCIA DA UFSM
EM
SAÚDE:
CONTRIBUIÇÕES
DO
PET
LONDERO, B. Ananda¹; STANGHERLIN, C. Roberta²; UNFER, Beatriz³; MÓR DALL'AGNOL,
Marine4
¹Acadêmica do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM; Relatora. Email: [email protected]
²Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
³Professora Assistente do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
4
Professora Adjunta do Departamento de Saúde da Comunidade da Universidade Federal de Santa Maria
– UFSM; Orientadora. Projeto nº 033136.
A saúde da coletividade é determinada pelos indicadores de saúde, os quais quantificam
e traçam seu perfil, que pode ser de saúde ou de doença. O mapa traçado por uma
análise de indicadores de saúde serve de parâmetro aos gestores de saúde para
considerar a situação de saúde da população e traçar objetivos para as verdadeiras
necessidades que esta população requer. Este trabalho trata sobre a temática da análise
da situação de saúde, sob uma perspectiva teórica referenciada pela literatura
científica e documentos oficiais. O tema originou-se a partir da necessidade de conhecer
a situação de saúde do município de Santa Maria e tem por objetivo contribuir com o
processo de produção do conhecimento sobre o tema e qualificar os estudantes da área
da saúde para o Serviço no Sistema Único de Saúde. Foram consultados artigos
publicados em periódicos e documentos oficiais relativos à Vigilância em Saúde.
Verificou-se que para realizar a análise da situação de saúde de uma população é
necessário o conhecimento de uma série de fatores, os quais são indispensáveis para o
planejamento e execução de ações de prevenção de doenças e promoção à saúde, bem
como de tratamento e reabilitação. Entre eles destacam-se a identificação de um grupo
populacional dentro de um território específico; o conhecimento do perfil de
morbimortalidade de uma população-região; o conhecimento do território; a detecção e
análise dos problemas de saúde deste grupo; a priorização aos problemas identificados
e o conhecimento de seus fatores determinantes; e a geração de subsídios para que
sejam definidas as diretrizes políticas e as atividades a serem realizadas em serviços de
saúde. Em síntese as intervenções que serão feitas para solucionar os problemas
identificados. Utiliza-se de uma sequência de parâmetros: população - território situação de saúde - planejamento - estratégias - ações de saúde e gestão. A associação
do planejamento e da execução de ações de saúde favorece o estabelecimento de
prioridades em nível de gestão. Desta forma, para melhorar a situação de saúde de um
determinado local os gestores da saúde devem utilizar a análise da situação de saúde
para definir metas e estratégias, bem como dispor de recursos humanos e orçamentários.
Palavras-chave: indicadores básicos de saúde, vigilância, planejamento em saúde.
ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR A
BRONQUIECTASIA: UM RELATO DE CASO
PACIENTE
PORTADOR
DE
KUINCHTNER, Gabriela Castro¹; BRONDANI, Juliana Ebling²; DEL CASTILLO, Bruna Lencina³;
STUKER, Nonie Candace4; SULEK, Martina5; GONÇALVES, Marisa Pereira6.
1
.Fisioterapeuta Residente, Universidade Federal de Santa Maria (relatora, e-mail:
[email protected]);
2
. Nutricionista Residente;
3
. Fisioterapeuta Residente, Universidade Federal de Santa Maria;
4
. Acadêmica de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria;
5.
Fonoaudióloga Residente, Universidade Federal de Santa Maria;
6
. Professora Orientadora, Universidade Federal de Santa Maria.
INTRODUÇÃO: A bronquiectasia é uma enfermidade caracterizada pela dilatação
anormal e irreversível dos brônquios. A destruição das paredes das vias aéreas ocorre
por meio de infecções e inflamações recorrentes, resultando em prejuízo do clearance,
com acúmulo de secreção nas áreas afetadas e colonização bacteriana. A bronquiectasia
é mais prevalente em mulheres de meia-idade, tendo como principais manifestações
clínicas a tosse crônica comumente associada à expectoração purulenta e de odor fétido,
predominantemente pela manhã, dispnéia, hemoptise, febre, fadiga e perda de peso
(GUIMARAES et. al., 2012). O fato das necessidades de saúde expressarem múltiplas
dimensões demanda ações que não podem se realizar por ações isoladas de um único
agente, necessitando-se de recomposição dos trabalhos especializados tanto no interior
de uma mesma área profissional como na relação interprofissional. O trabalho em
equipe exige uma construção coletiva das ações em saúde, em que as dificuldades estão
sempre presentes e precisam ser refletidas e superadas. A formação de uma equipe
permite a troca de informações e a busca de um melhor plano terapêutico, colocando-se
a cooperação como instrumento para enfrentar o fazer em grupo (FERREIRA, VARGA
e SILVA, 2009). Como definição legal, a integralidade é concebida como um conjunto
articulado de ações e serviços de saúde, preventivos e curativos, individuais e coletivos,
em cada caso, nos níveis de complexidade do sistema. A integralidade ao ser constituída
como ato em saúde tem germinado experiências que produzem transformações na vida
das pessoas, cujas práticas eficazes de cuidado em saúde superam os modelos
idealizados para sua realização (FIOCRUZ, 2013). Assim, não há como oferecer uma
assistência integral e de qualidade aos usuários de saúde com pneumopatias crônicas
sem partirmos do pressuposto do trabalho interdisciplinar e suas implicações no cuidado
em saúde. A relevância desta atuação acontece no momento em que os diferentes
núcleos profissionais interagem, articulam e co-responsabilizam suas ações. Neste
contexto, o trabalho nuclear potencializa o trabalho interdisciplinar o qual é conceituado
pelo grau de integração entre as disciplinas e a intensidade de trocas entre os
especialistas. Isto impõe, necessariamente, o estabelecimento de vínculos de integração
no processo de trabalho que deve ser mais do que a simples comunicação, ou seja, gerar
uma integração mútua sobre e entre saberes e práticas, formar novas formas de atuação
e com isso, trazer resoluções efetivas para problemas concretos (NOGUEIRA, 2000).
JUSTIFICATIVA: Dada a complexidade do tratamento dos portadores de
Bronquiectasia, a participação multidisciplinar é fundamental, propiciando ampla
abordagem no sentido de corrigir os vários distúrbios apresentados na evolução dos
pacientes. Desta forma, compreendendo a importância de viabilizar novas modalidades
de práticas de gestão e assistência em saúde, tornando-as mais resolutivas e
humanizadas, rompendo com a frag-mentação e a pouca resolutividade do sistema de
saúde público tivemos o propósito de atuar de forma multidisciplinar e interdisciplinar
no atendimento ao pneumopata crônico. OBJETIVO: Demonstrar a importância da
abordagem multidisciplinar no atendimento e acompanhamento do paciente com
bronquiectasia, além de descrever as diversas abordagens profissionais na assistência ao
mesmo. METODOLOGIA: Esse estudo se caracteriza como um relato de caso no qual
as informações foram coletadas por meio da análise de prontuário. Em observância às
Diretrizes da Resolução 196/96do Conselho Nacional de Saúde, o projeto foi aprovado
pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
(CAAE: 0304.0.243.000-11). RESULTADOS/RELATO DE CASO: No presente
estudo foi analisado o caso de uma paciente atendida no ambulatório de Fisioterapia do
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) com diagnóstico de Bronquiectasia há
20 anos. A paciente M.W, sexo feminino, 63 anos, iniciou com episódios de
hipersecretividade apresentando pneumonias de repetição. Estas pneumonias de
repetição foram responsáveis por internações sucessivas que levaram ao diagnóstico de
bronquiectasia. A partir de 2010, com a inserção da Residência Multiprofissinal no
ambulatório de fisioterapia do HUSM a abordagem multidisciplinar foi prestada através
da assistência dos profissionais fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. Ao iniciar
o tratamento fisioterapêutico a paciente realizou uma avaliação minuciosa composta
pela anamnese e exame físico, além de testes que avaliam a força muscular respiratória,
o grau de obstrução das vias aéreas e a capacidade funcional da paciente. A retenção de
muco, o aumento da resistência ao fluxo aéreo e a dificuldade nas trocas gasosas são
características crônicas da bronquiectasia tornando excessivo o trabalho dos músculos
respiratórios e facilitando as reinfecções, o que reforça a importância da higiene
brônquica nesses pacientes (LAMARI et. al., 2006). Além da higiene brônquica, a
participação em um programa de reabilitação pulmonar auxilia na melhora da qualidade
de vida desses pacientes. Os programas de reabilitação pulmonar objetivam aliviar os
sintomas e otimizar a função de pacientes que apresentam limitação ao exercício físico,
redução da força dos músculos respiratórios e anormalidades ventilatórias (RIBEIRO et.
al., 2005). O programa de reabilitação pulmonar do qual a paciente faz parte
compreende aquecimento, exercícios de membros superiores com diagonais de Kabat,
exercícios de membros inferiores em esteira e alongamentos. Em relação a consulta
nutricional, foi realizado aferição do peso, altura e classificação do estado nutricional
(por meio do cálculo do IMC), assim como, anamnese da história clínica, doenças
prévias e uso de medicações. Também foi aplicado um inquérito alimentar por meio do
Recordatório de 24 horas (IR24h) a fim de verificar a ingestão de todos os alimentos e
líquidos consumidos desde o acordar (desjejum) até a última refeição do dia e, entregue
orientações alimentares gerais. Em pacientes com DPOC, a síndrome da caquexia
pulmonar está fortemente relacionada à uma má nutrição e doença pulmonar avançada
acarretando, ao indivíduo acometido, declínio acelerado do estado funcional e,
conforme estudos recentes, é um preditor independente de mortalidade (SCHOLS,
2003; RUTTEN et.al.,2011). Durante as exacerbações da doença, as metas da terapia
nutricional no paciente com doença pulmonar crônica são reduzir o catabolismo e a
perda nitrogenada e, nos períodos de estabilidade, a repleção nutricional (Budweiser
et.al, 2007). Por isso, manter uma boa nutrição é uma medida que auxilia a deixar o
organismo mais forte e menos susceptível à infecções. Uma composição adequada de
carboidratos, proteínas, lipídios, além de vitaminas e minerais devem fazer parte da
terapia nutricional de pessoas com doença pulmonar. Como exemplo, podemos citar o
magnésio e o cálcio, fundamentais para a manutenção normal da estrutura e função do
pulmão e, a deficiência de zinco pode levar à anorexia ou agravar a situação, caso o
paciente já esteja com baixo peso (SACHS e LERARIO, 2005; BOCCOLINI et. al.,
2007). Desse modo, a terapia nutricional associada à correção das deficiências de macro
e micronutrientes é parte essencial no tratamento dessas pessoas. Para avaliação
fonoaudiológica foram utilizados como instrumentos o Protocolo Fonoaudiológico de
Avaliação do Risco para Disfagia – PARD (PADOVANI et. al., 2007 ) e a Escala
Functional Oral Intake Scale – FOIS (CRARY et. al., 2005) que define o nível de
ingestão por via oral. Os sujeitos com doenças pulmonares podem apresentar alterações
fonoaudiológicas relacionadas à voz e a deglutição. No caso da disfagia, ela pode estar
presente na doença pulmonar crônica devido à fadiga muscular do trato aerodigestivo
superior e também pela obstrução no fluxo aéreo, resultando em penetração e/ou
aspiração laringotraqueal (KOBAYASHI, KUBO, YANAI, 2007; GROSS et. al., 2009).
A paciente não apresentou sinais clínicos sugestivos de penetração e/ou aspiração
laringotraqueal com as consistências pastosa, líquida e sólida testadas, apresentando
deglutição normal no PARD e FOIS 7 (via oral total de todas as consistências). Como o
PARD é uma avaliação clínica, é recomendado que pacientes que apresentem doença
pulmonar crônica sejam submetidos a um exame objetivo devido ao risco de
apresentarem aspiração silente (aspiração pulmonar sem apresentar sinal clínico, como
queda de saturação e tosse). A videofluoroscopia da deglutição é o exame padrão ouro e
através dela é possível constatar a presença de aspiração silente (VALE-PRODOMO et.
al., 2010; SORDI et. al., 2009). Na videofluoroscopia da deglutição realizada na
paciente foi evidenciada disfagia orofaríngea de grau moderado, com presença de risco
significativo de aspiração para duas consistências (líquido e sólido) sendo a FOIS 5 (via
oral total com múltiplas consistências mas com necessidade de preparo especial ou
compensações). A paciente foi submetida à terapia fonoaudiológica, que consistiu de
exercícios para elevação laríngea, adequação das estruturas estomatognáticas e
manobras de proteção da via aérea. CONCLUSÃO: A realização desse estudo
demonstrou que, a atuação nuclear, através supressão de demandas, pelas necessidades
reais de saúde, pode potencializar a ação integral e interdisciplinar no cuidado do
paciente com pneumopatia crônica. Enfatizamos a importância da multidisciplinaridade
na resolução deste caso clínico e ratificamos a necessidade de se garantir programas
institucionais de suporte mais específicos e que estejam em consonância com as
necessidades deste grupo de pacientes.
DESCRITORES: Bronquiectasia, Doença Crônica, Comunicação Interdisciplinar,
Equipe de Assistência ao Paciente, Assistência Integral à Saúde.
A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL NA VISÃO DE ACADÊMICOS DE
ENFERMAGEM: DADOS PARCIAIS
LEOCADIO, JENNIFER¹; SOARES, SABRINA GONÇALVES AGUIAR²;
SILVIAMAR³; NEVES, ELIANE TATSCH4
CAMPONOGARA,
¹Acadêmica do Curso de Enfermagem; Universidade Federal de Santa Maria; Bolsista PROIC-HUSM;
Relatora; Email: [email protected].
²Enfermeira; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; Universidade Federal de Santa
Maria.
³Enfermeira; Doutora em Enfermagem; Docente; Universidade Federal de Santa Maria.
4
Enfermeira; Doutora em Enfermagem; Docente; Universidade Federal de Santa Maria.
INTRODUÇÃO: Cada vez mais se discute sobre a problemática ambiental/ecológica
nos diversos setores da sociedade moderna. Nas últimas décadas, o planeta Terra tem
sofrido contínuas agressões que desencadearam um quadro de drástica deterioração do
meio ambiente e redução dos recursos naturais, dentre as quais podemos citar: a
escassez de água, o excesso de lixo, a poluição do ar, o aquecimento global do planeta,
o buraco na camada de ozônio, as chuvas ácidas, a carência de energia, o desmatamento
e a redução da biodiversidade¹. Embora a degradação ambiental esteja crescendo
espantosamente, poucas medidas são tomadas no sentido de detê-la². Acredita-se,
portanto, que os atores sociais (sejam eles sujeitos individuais ou coletivos,
instituições, categorias profissionais) precisam protagonizar uma mudança de
postura, tanto profissional como no seu cotidiano, direcionada ao desenvolvimento
de responsabilidade socioambiental. Isso se torna ainda mais necessário, a partir da
constatação de que a concepção de meio ambiente, deve estar ancorada na noção de
interação entre os mundos social e natural, uma vez que é um fenômeno complexo e que
faz parte da vida humana². JUSTIFICATIVA: Nesta perspectiva, acreditamos que
debater a temática ambiental com acadêmicos de enfermagem é imprescindível, no
intuito de possibilitar que os futuros profissionais desenvolvam práticas de saúde mais
condizentes com as necessidades socioambientais da atualidade. No entanto,
ressaltamos que não basta apenas repassar-lhes as normatizações ou palestrar sobre o
assunto. É preciso oportunizar vivências sensibilizantes a estes acadêmicos através da
emoção, da sensibilidade e do sentimento de pertencimento a um todo. Pois somente
assim, estes sujeitos serão despertados para a necessidade de mudança e passarão a
contribuir com a minimização da problemática ambiental. OBJETIVO: Tem-se como
objetivo compreender a percepção de acadêmicos de enfermagem sobre a sua
responsabilidade ambiental enquanto futuros profissionais. METODOLOGIA: Trata-se
de uma pesquisa de caráter qualitativo, do tipo descritivo-exploratório. O estudo foi
desenvolvido com acadêmicos do último ano do Curso de Graduação em Enfermagem
de uma instituição federal de ensino. A produção de dados deu-se através do método
criativo sensível, com a realização de três dinâmicas de criatividade e sensibilidade
(DCS), nos meses de dezembro de 2012 a janeiro de 2013. A primeira dinâmica
realizada foi a Tecendo Histórias, que teve por objetivo trazer à tona na coletividade a
construção histórica-social-pessoal de cada um dos sujeitos sobre meio ambiente,
explicitando problemas e dificuldades individuais que poderiam ter raízes sociais
coletivas. Esta dinâmica utilizou como Questão Geradora (QG) “Como o meio
ambiente se insere na sua história?”. A segunda dinâmica foi Árvore do
Conhecimento, que teve por objetivo desenvolver uma analogia com as necessidades de
uma árvore para crescer e se desenvolver bem e a prática dos trabalhadores de
enfermagem. Assim, foi solicitado aos participantes que localizassem no esboço de
uma árvore as atribuições de responsabilidade ambiental no cotidiano do enfermeiro.
Para tanto, utilizou-se a seguinte QG: “Como você vê a responsabilidade ambiental
na prática cotidiana do enfermeiro?”. A terceira DCS foi a Almanaque, que teve como
característica central a produção individual de um almanaque (cartaz) com a utilização
de gravuras, recortes de imagens e palavras que respondessem as seguintes QGs “Quais
os limites para atuar profissionalmente com responsabilidade ambiental no contexto de
trabalho do enfermeiro? Quais as possibilidades?” Esta dinâmica teve por objetivo
conhecer os limites e as possibilidades de atuar profissionalmente com
responsabilidade ambiental no contexto de trabalho do enfermeiro, através da
socialização das produções individuais, identificando situações convergentes e
divergentes e proporcionando a reflexão coletiva das situações vivenciais do grupo. Os
dados foram analisados com base no referencial proposto para análise de discurso³.
Este estudo foi realizado com o consentimento institucional do Curso de Graduação em
Enfermagem e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP),
sob o número CAAE Nº 08237812.3.0000.5346, da Universidade Federal de Santa
Maria, atendendo o estabelecido na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.
RESULTADOS: Com base na análise dos dados, observa-se que os acadêmicos de
enfermagem referem ter tido seu primeiro contato com meio ambiente através do
convívio familiar e na escola, havendo predomínio do discurso de que meio ambiente
refere-se a plantas, animais, campos e árvores, ou seja, uma visão naturalizada acerca
do termo meio ambiente. Logo, percebe-se que as raízes socioculturais da concepção de
meio ambiente dos acadêmicos de enfermagem têm sua origem na rede familiar que
influencia a sua formação, refletindo na sua maneira de perceber as questões que
permeiam o tema. Quando questionados sobre a interface saúde e meio ambiente,
referem tratar-se de um assunto complexo e pouco discutido tanto na graduação quanto
na sociedade como um todo, devido à falta de estratégias para trabalhar a questão,
sendo que na graduação é ofertada apenas uma disciplina complementar de graduação.
Referem ainda que, a pouca abordagem do tema na graduação deve-se ao fato do
assunto não ser tratado como prioridade, bem como tratar-se de uma questão cultural,
onde as diferenças socioculturais ainda parecem ser uma barreira de comunicação na
educação ambiental. Os acadêmicos expõem ainda que a pouca abordagem sobre o
tema durante a academia faz com que eles não possuam subsídios para uma atuação
responsável ambientalmente. No tocante a dinâmica Árvore do conhecimento, onde os
sujeitos fizeram uma analogia entre as necessidades de uma árvore e o exercício
profissional do enfermeiro, obtiveram-se as seguintes analogias: a educação e o
conhecimento técnico-científico são a base, metaforicamente, estes são representados
pela raiz da árvore. Ou seja, esses são o alicerce do exercício profissional pautado
no comprometimento socioambiental. Em seguida, os sujeitos apontam a coresponsabilização da equipe e do usuário, sendo o enfermeiro o elo entre esses, e a
sensibilização com a problemática ambiental como o caule, que dá sustentação para a
árvore. Para os entrevistados, no entorno desta árvore estariam às dificuldades
encontradas na abordagem desse assunto, como: falta de apoio institucional e
governamental para uma atuação comprometida com a questão ambiental, interferindo
assim no crescimento desta árvore, ou seja, no comprometimento do profissional
enfermeiro frente à atual problemática ambiental. No que concerne a terceira dinâmica,
Almanaque, os sujeitos expressaram que o comprometimento com a temática ambiental
não é algo que se aprende durante a graduação, mas sim que é adquirido durante a
formação do seu constructo pessoal. No que tange as dificuldades encontradas para
atuar profissionalmente com responsabilidade socioambiental, referem a falta de
interesse por parte dos sujeitos pelo assunto, devido não considerarem prioridade para o
trabalho do enfermeiro. Assim como, a falta de conhecimento acerca da interface saúde
e meio ambiente, pois desconhecem as implicações que os serviços de saúde causam ao
meio ambiente. No tocante, as possibilidades, os sujeitos referem que o diálogo entre a
equipe, a corresponsabilização entre esta, a postura profissional e a educação
permanente são fatores facilitadores para uma atuação com responsabilidade
socioambiental. CONCLUSÃO: Após análise parcial dos dados pode-se afirmar que a
educação ambiental não está presente no cotidiano dos acadêmicos do curso de
enfermagem. A concepção de meio ambiente possui suas raízes nas matrizes
socioculturais da família, sendo reafirmada ou modificada ao longo da formação escolar
e acadêmica. Os sujeitos denotaram ter dificuldades em atuar profissionalmente com
responsabilidade socioambiental, o que acaba levando ao desestímulo para a realização
da educação ambiental no contexto profissional. Entretanto, acreditam que há fatores
que facilitam a atuação com responsabilidade socioambiental, dentre os quais, o
diálogo, a corresponsabilização, a postura profissional e a educação permanente. Para
todos os sujeitos, a atuação profissional com responsabilidade socioambiental é
importante e deve estar inserida nas atividades cotidianas do enfermeiro.
DESCRITORES: Educação
Responsabilidade social.
ambiental;
Resíduos
de
serviços
de
saúde;
DESCENTRALIZAÇÃO
TUBERCULOSE
DO
ATENDIMENTO
À
PACIENTES
COM
PREVEDELLO, Patricia Vedovato1; BANDEIRA, Danieli2; ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago3;
SIGNOR, Eduarda4; SILVEIRA, Giane5
1
Relator: Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema
Público de Saúde – Universidade Federal de Santa Maria. [email protected]
2
Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de
Saúde – Universidade Federal de Santa Maria.
3
Enfermeira Doutora em Educação e Ciências: Química da Vida e Saúde pela Universidade Federal de
Santa Maria. Responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital
Universitário de Santa Maria- RS.
4
Acadêmica de enfermagem do 8º semestre do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Maria - Campus Palmeira das Missões.
5
Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de
Saúde – Universidade Federal de Santa Maria.
Introdução: O Hospital Universitário de Santa Maria é um hospital público e
desenvolve atividades de ensino, assistência, pesquisa e extensão. Dentre as inúmeras
especialidades atendidas no HUSM, está á infectologia e pneumologia, onde são
atendidos pacientes com Tuberculose (TB), assunto em questão, e que inegavelmente
necessitam de atenção especial dos profissionais de saúde e da sociedade como um todo.
Atualmente, a TB persiste como importante problema de saúde, ordenando o
desenvolvimento de estratégias para seu controle, considerando aspectos econômicos,
de saúde pública e humanitários1. O Brasil é um dos países priorizados pela OMS que
concentram 80% da carga mundial de Tuberculose. Em 2009, no Brasil, foram
notificados 72 mil casos novos2. A tuberculose é uma doença normalmente transmitida
por via aérea em que os bacilos são expelidos pelo espirro ou tosse do indivíduo com
tuberculose ativa de vias respiratórias. É frequente a descoberta da soropositividade
para HIV durante o diagnóstico de tuberculose. Além disso, a tuberculose é a maior
causa de morte entre pessoas que vivem com HIV, sendo a taxa de óbito na coinfecção
de 20%3. É importante destacar que anualmente ainda morrem 4,5 mil pessoas por
tuberculose, doença curável e evitável. Em 2008, a Tuberculose foi a quarta causa de
morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte dos pacientes com AIDS3.
No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), em 2012, foram notificados 25
casos de tuberculose. Já na 4ª e 10º Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) foram
notificados 207 e 171 respectivamente, que são Regionais de abrangência do HUSM4. A
4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), como uma regional de saúde, atua como
nível intermediário entre as instâncias federais e municipais, com base no Programa
Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), e como estrutura intermediária, promove
maior proximidade entre os níveis local e central, possibilitando maior agilidade na
implementação de ações de controle da tuberculose e na resolução de problemas3, além
disso, mantém o gerenciamento e controle da medicação para a Tuberculose e distribui
aos municípios de abrangência conforme a necessidade. Ainda, a 4ª CRS tem como
papel dar suporte e orientar os municípios na busca de casos novos entre os
sintomáticos respiratórios. A 4ª CRS realiza o controle dos casos de TB usando uma
ferramenta muito importante na saúde, que é o Sistema de Informação de Agravos de
Notificação (SINAN), no qual é realizado a notificação,
investigação e o
acompanhamento dos casos de TB na região de cobertura. Atualmente, em Santa Maria,
parte do tratamento, acompanhamento e a dispensação da medicação é realizada no
Setor de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria. Nesse Setor
realiza busca ativa de sintomáticos respiratórios; identifica casos novos de TB; realiza
exames diagnósticos, conforme preconizados nas normas¹; utiliza o teste tuberculínico
como auxílio no diagnóstico; executa o Tratamento Diretamente Observado (TDO);
notifica a TB no SINAN; faz o controle e busca ativa dos contactantes; além disso,
articula com as equipes de ESF e unidades básicas de saúde seguimentos organizados na
comunidade. O HUSM detecta, realiza o tratamento, notifica no SINAN e encaminha
aos municípios os casos de TB atendidos por ele. Justificativa: Considerando que a
Tuberculose continua sendo um grave problema de saúde publica e necessita de especial
atenção dos serviços de saúde por se tratar de uma doença emergente (e bem junto a
nós, que nos cerca), todos os esforços devem ser realizados no sentido de controlar a
incidência dessa doença, ao oferecer o tratamento adequado, interrompendo a cadeia de
transmissão da doença3 tendo em vista que diagnosticar e tratar corretamente os casos
de TB pulmonar são as principais medidas para o controle da doença1. O HUSM como
hospital de referência no atendimento de alta complexidade na região, tem como
proposta ser referência no tratamento de TB multirresistente, desenvolvendo ações para
a descentralização do diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com TB
atendidos nessa instituição. Objetivos: Descrever as ações realizadas por uma equipe
multiprofissional do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) na
perspectiva de descentralizar o tratamento e dispensação de medicação para pacientes
com Tuberculose que estão internados ou em acompanhamento no ambulatório do
HUSM. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, caracterizado como relato de
experiência vivenciado por uma equipe multiprofissional do Núcleo de Vigilância
Epidemiológica Hospitalar do HUSM, sobre as ações realizadas para a descentralização
do tratamento, dispensação de medicação e acompanhamento em ambulatório no
HUSM para pacientes com Tuberculose, no decorrer do ano de 2013. Resultados: O
HUSM, com iniciativa do NVEH, tem como proposta ser referência no tratamento de
TB multirresistente e nesse sentido ações estão sendo realizadas visando descentralizar
o tratamento e a dispensação da medicação para pacientes com Tuberculose que estão
internados ou em acompanhamento nos ambulatórios do HUSM; Essas ações tem como
meta a criação de um ambulatório próprio com atendimento multiprofissional e possui
como público-alvo usuários que deram alta do HUSM, com diagnóstico positivo para
tuberculose e que tem indicação de seguir tratamento; pacientes portadores da
coinfecção TB/HIV e outras doenças associadas à Tuberculose, as quais exigem a
implantação de um programa que permita reduzir a carga de ambas as doenças e que
seja baseado em uma rede de atenção integral, ágil e resolutiva1. O atendimento será
realizado no HUSM iniciando pelo diagnóstico até o tratamento final do paciente, ou
seja, o portador de TB terá uma atenção integral. O atendimento será integrado com o
Programa de controle de tuberculose municipal e/ou estadual e com os laboratórios de
referência, desenvolvendo ações de vigilância em saúde; Será estabelecido protocolos e
fluxos de diagnóstico e tratamento para a TB na instituição; Além disso, uma das metas
a serem alcançadas é evitar que o usuário com TB percorra diferentes serviços desde o
diagnóstico até o encerramento do caso, otimizando seu tempo, pois neste percurso o
usuário poderá abandonar o tratamento. Também se espera estabelecer vínculo com os
pacientes com TB e outras comorbidades associadas, através do acompanhamento e
monitorização do tratamento, tendo em vista uma melhor adesão e consequente
diminuição dos índices de abandono. Armazenar e controlar a dispensação da
medicação para TB na farmácia das doenças infecciosas (DI). Outra meta muito
importante é prevenir e controlar a Tuberculose multirresistente. Também se espera
manter forte um sistema de monitoramento dos casos, desde a notificação até o
encerramento do caso. Manter 100% dos pacientes notificados para TB. Enfim, atuar
como um hospital referência no atendimento ao paciente com tuberculose
multirresistente. Conclusões: A tuberculose como problema de saúde pública
emergente, necessita de estratégias para seu controle, diagnóstico seguro e mais ágil, e
para o tratamento correto estão como as principais medidas para o controle da doença1.
Nesse sentido esforços devem ser realizados para diagnosticar precocemente a TB e
oferecer o tratamento adequado, interrompendo a cadeia de transmissão da doença3. Os
hospitais veem demonstrando um importante papel no controle da TB, pois atendem
pacientes com comorbidades (HIV/AIDS), e estatísticas apontam que a proporção de
casos de TB notificados e tratados em hospitais é muito maior do que o esperado em
várias regiões do país1.Além disso, existem muitos problemas na rede de atenção
básica, dificultando por em prática a proposta do PNCT. Também é importante reduzir
os níveis de coinfecção com HIV/AIDS e de casos de tuberculose multirresistente. O
paciente deve receber um atendimento integral, desde o diagnóstico até o encerramento
do caso, o seguimento deve ser resolutivo, evitando que o usuário busque outros
serviços de saúde durante o tratamento, prevenindo o abandono e garantindo a adesão
ao tratamento. A equipe multiprofissional do HUSM será o diferencial no atendimento
ao paciente com TB, pois presta uma assistência humanizada, integral e de qualidade e
deverá desempenhar um trabalho resolutivo para manter o HUSM como hospital de
referência ao atendimento da tuberculose.
Descritores: Tuberculose, Associações de Combate a Tuberculose, Coinfecção,
Continuidade da Assistência ao Paciente.
O ENFERMEIRO COMO GERENCIADOR DO CUIDADO HUMANIZADO EM
PACIENTES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS CARDÍACAS
DIAS, Caren Franciele Coelho Dias; DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete
Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de
Relator: Caren Franciele Coelho Dias, Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós
graduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em
Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Email:
[email protected]
Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano).
Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e
Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde.
Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e
Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa
Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de
Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM.
Introdução: Os problemas cardíacos são responsáveis no mundo por uma grande
quantidade de óbitos, se tornando um problema de saúde pública de primeira grandeza.
O coração é vital para o ser humano, ele trabalha de forma ritmada e contínua, é através
das artérias coronárias que o sangue chega ao coração sendo bombeado e levado para as
células oxigenando-as. Com todo esse encantamento nos ensinou que pode melhorar,
prolongar ou condenar nossa vida (JATENE, 2003). As doenças coronarianas podem ser
evitadas ou mantidas sobre controle diminuindo seus principais fatores de risco como a
obesidade, o tabagismo, colesterol, diabetes, hipertensão arterial e o estresse, tendo uma
dieta pobre em gorduras, sal e realizando exercícios físicos. Pode-se perceber que com
todos esses cuidados, as pessoas ainda sofrem desse mal, com isso surgiram vários
procedimentos para evitar a mortalidade, dentre elas destaca-se a cirurgia cardíaca como
principal meio terapêutico. A dificuldade de aceitação da doença é na maioria das vezes
demonstrada por meio de sentimentos como a angústia, raiva, medo, a sensação de
morte iminente, entre outros. O quadro emocional se agrava com o fato de o paciente
necessitar ser submetido à cirurgia, pois a recuperação ocorre em longo prazo, e
depende da equipe de enfermagem, da família e principalmente do paciente (GASPERI
e RADÜNZ, 2006). É importante que no pré-operatório de cirurgia cardíaca a equipe
multiprofissional esteja preparada para atender este tipo de paciente, e que este, seja
bem orientado pelo enfermeiro reduzindo a ansiedade e o estresse, buscando assim, uma
assistência holística e humanizada oferecendo apoio emocional ao paciente e familiares,
atuando como um educador em saúde. Com isso a enfermagem vem aprimorando seus
conhecimentos e propondo novas alternativas de assistência, desenvolvendo uma forma
própria de trabalho, fundamentada na assistência holística e humanizada do cuidar.
Justificativa: O interesse pelo tema surgiu no decorrer do curso por acreditar na
existência de uma lacuna em relação à Unidade Coronariana, pois, não houve estágio
curricular em Unidades Coronarianas e para suprir essa necessidade desenvolveu-se o
trabalho científico nessa área considerado uma unidade complexa. Objetivo: Aprofundar
o conhecimento científico sobre a importância da atuação do enfermeiro no pré e pósoperatório de cirurgia cardíaca. Metodologia: Para se estudar sobre esta temática optouse por realizar uma revisão de literatura com levantamento bibliográfico realizado
através da base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library on-line). Utilizamos como
palavras chaves: pós-operatório, cirurgia cardíaca e cuidado humanizado.
A pesquisa bibliográfica se utiliza de obras literárias impressas ou capturadas pela
internet, é o mais utilizado por isso é de extremamente importância, mas precisa estar
sempre em constante atualização somando uma série de informações, para enriquecer o
projeto de pesquisa. O estudo deve atender aos objetivos do autor explicando e
respondendo os problemas dentro de uma dimensão teórica devendo ir ao encontro da
solução do problema (FURASTÉ, 2006). A busca pelos manuscritos foi feita em julho
de 2013, sendo assim foi utilizado o seguinte limite: trabalhos publicados entre 2000 e
2013, para que se obtivessem os artigos mais atualizados até a data da busca. Os artigos
excluídos não apresentavam relação direta com a temática em estudo não se
enquadrando no perfil da pesquisa. O artigo foi construído através de um caminho
metodológico: escolha do tema, levantamento bibliográfico, busca de fontes através da
base de dados, leitura do material, organização lógica do assunto e redação do texto.
Finalizada a leitura, iniciou-se a leitura interpretativa a fim de possibilitar a construção
dos resultados bem como sua discussão. O estudo foi realizado nos meses de agosto e
setembro de 2013. Resultados: Durante séculos o coração foi mistificado, atraiu
impostores que tentavam consagrar-se em um órgão considerado sede da vida, para
Aristóteles século IV o coração era o primeiro a mover-se e no fim da vida o último a
morrer. Sendo este órgão tão admirável, encarregado de levar a fonte da vida, que pode
prolongar ou condenar nossa existência, que a partir do século XX aumentou os estudos
sobre os conhecimentos cardiológicos e os avanços científicos e que acaba reforçando o
glamour que este órgão desperta (GOTTSCHALL, 2005). Quando o paciente entra em
uma Unidade Coronariana ele não tem conhecimento sobre a cirurgia que pretende se
submeter nem mesmo sobre o funcionamento normal do coração, é necessário que ele
esteja orientado de maneira clara a respeito da anatomia e fisiologia do coração, para
que ele seja conhecedor de como será o procedimento, cabe a equipe de enfermagem
esta tarefa. É difícil para as pessoas aceitarem a hospitalização, é um acontecimento
bastante assustador, o significado da doença é uma ameaça, e o sentir-se doente
caracteriza uma ruptura na relação do ser humano com o mundo. Este evento distinguese pela vulnerabilidade que o paciente passa, mas pode ter melhor aceitação e
colaboração à medida que se estabelece a confiança entre paciente e equipe de
enfermagem (WALDOW, 2006). A ação do enfermeiro na educação em saúde é ajudar
o paciente a aceitar a doença e saber conviver com suas limitações, trabalhando o
autoconhecimento para alcançar o equilíbrio emocional e interagir com o paciente e a
família, humanizando o cuidado fornecido, numa assistência integral. Conforme
SOBECC (2007) o pré-operatório compreende às 24 horas antes do evento até a
chegada do paciente ao Centro Cirúrgico e este momento é marcado pelos preparos
específicos para a cirurgia, o enfermeiro junto com a equipe deve visualizar problemas
que necessitem de intervenções para diminuir o risco cirúrgico, que consiste no
agrupamento de todas as alterações funcionais que poderiam de alguma forma afetar o
resultado final do evento. A visita no pré-operatório é atividade exclusiva do enfermeiro
e tem por intento tornar o paciente menos temeroso em relação à cirurgia, adquirindo
mais confiança e menos medo do desconhecido, sentindo-se mais seguro para enfrentar
a cirurgia e detectando problemas ou alterações relacionadas aos aspectos bio-psicosócio-espirituais, garantindo uma assistência de qualidade, avaliando o paciente de
modo individualizado, sistematizado e contínuo. A visita é importante para que o
paciente e familiar estejam cientes das rotinas comuns, reações, sensações e
procedimentos de enfermagem que serão realizados durante sua internação (GRITTEM,
MÉIER, GAIEVICZ, 2006). A enfermagem tem a responsabilidade e o compromisso de
resgatar o cuidado humanizado e holístico para o ser humano. A arte de cuidar na
enfermagem é uma ação humanizadora que esta engajada na profissão por muitos anos,
o profissional procura aliar o conhecimento e a capacidade técnica, compreendendo a
verdadeira situação vivida pelo paciente, acrescentando empenho no sentido de manter
o cuidado como uma atividade essencial e humanizada. O cuidado é indispensável em
todas as situações de doenças, pois significa que o ser humano está sendo acolhido em
suas necessidades humanas, por outro ser humano. O enfermeiro deve ser um educador
em saúde, ajudando o paciente e seus familiares a encarar um momento tão delicado,
entendendo que se trata de uma situação única em suas vidas, contribuindo assim com o
aperfeiçoamento intelectual e profissional. Conclusão: Ao término da realização desse
trabalho pude aprofundar o conhecimento sobre o cuidado humanizado do enfermeiro
em pacientes no pré-operatório de cirurgia cardíaca e entender os aspectos emocionais e
orgânicos vivido neste momento tão difícil. Percebi que o paciente necessita de uma
assistência individualizada, integral, intensiva e de qualidade. Para atuar em uma
unidade tão complexa devemos estar sempre nos atualizando no aprendizado, na busca
da melhoria das diversas técnicas assistenciais para criar possibilidades de novos
horizontes ao trabalho prestado ao paciente. Portanto, o enfermeiro de uma Unidade
Coronariana deve estar envolvido no principal objetivo que é a reabilitação do paciente,
por meio da educação em saúde e ter o domínio dessas atividades na busca de uma
assistência de qualidade em todas as fases da cirurgia cardíaca, encorajando o enfermo a
aderir ao plano de regime terapêutico juntamente com a família, para que se possa
cuidar cada vez mais de forma humanizada.
Descritores: Cuidados pré-operatório; Cuidados de Enfermagem; Cirurgia torácica;
RELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA
CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS SEDENTÁRIOS
COM
A
Ana Lia Benini¹; Natiele Camponogara Righi²; Marisa Pereira Gonçalves³; Adriane Schmidt Pasqualoto³;
Antônio Marcos Vargas da Silva³.
¹Acadêmica da Universidade Federal de Santa
[email protected]
²Acadêmica da UFSM
³ Profª Drª do departamento de Fisioterapia da UFSM
³Profª Drª do departamento de Fisioterapia da UFSM
³Prof Dr do departamento de Fisioterapia da UFSM
Maria
(UFSM).
Relatora.
E-mail:
Introdução: Os benefícios da atividade física sobre a saúde estão bem estabelecidos.
Contudo, os baixos níveis de atividade física parecem afetar pessoas de todas as idades.
Mesmo os estudos que avaliam todos os domínios de atividade física (lazer, trabalho,
deslocamento e serviços domésticos) encontraram proporções de inatividade superior a
40%. A maioria das atividades que os jovens fazem é de característica sedentária, como
assistir TV e participar de jogos eletrônicos. Esta crescente forma de lazer sedentário
dos jovens das grandes cidades se torna um meio barato e seguro de lazer, o que
aumenta o comportamento sedentário de jovens. A obesidade e o sedentarismo
representam problemas importantes para a saúde pública, tanto pelo aumento acelerado
em suas prevalências como pela associação com efeitos adversos à saúde cardiovascular
e metabólica em idades cada vez mais precoces. O sedentarismo é um dos fatores de
redução da capacidade funcional. A avaliação da capacidade funcional é elemento
fundamental para conhecer as limitações diante da realização de exercício físico,
também possibilita conhecer o estado de saúde dos sistemas respiratório,
cardiovascular, musculoesquelético, entre outros, de um indivíduo. A capacidade
funcional, que é conhecida também como capacidade aeróbica, é a capacidade de
suportar uma atividade dinâmica, que envolva grandes grupos musculares, por longo
período. Dentre essas atividades dinâmicas podemos citar as ocupacionais, esportivas
ou de lazer. Ao longo dos anos, diferentes ergômetros vêm sendo utilizados como
instrumento básico para esta avaliação. O Teste do Degrau(TD) também vem sendo
utilizado como ergômetro, pois é um teste de fácil aplicação, é barato e pode ser
aplicado tanto em locais amplos, quanto em locais de pouco espaço físico. Os testes de
avaliação como o Teste de Caminhada de seis minutos(TC6), TD6, teste de sentar e
levantar, teste ergoespirométrico são a melhor forma de saber sobre o nível da
capacidade funcional do indivíduo, para a verificação da habilidade funcional/aptidão
física e para prescrever exercícios graduados, além de avaliar a capacidade
cardiovascular. Adicionalmente, o teste de esforço é comumente usado em pacientes
respiratórios para avaliar seu grau de comprometimento funcional, o prognóstico para a
sobrevivência, a presença de hipoxemia induzida pelo exercício e a resposta ao
programa de reabilitação. Dentre os métodos de mensuração disponíveis para a
avaliação da força muscular respiratória, destaca-se, por sua ampla utilização na prática
clínica, a medida das pressões respiratórias máximas em nível da boca: PImáx e PEmáx,
que é possível, além de outras maneiras, através da manovacuometria e refletem a
pressão que está sendo gerada pela ação dos músculos respiratórios. Desde a década de
60 e 70, a medida da PImáx e da PEmáx tem sido considerada um método simples,
prático e preciso na avaliação da força dos músculos respiratórios em indivíduos
saudáveis e em pacientes de diferentes clinicas. A medição da pressão respiratória
máxima depende da realização de exercícios específicos e a cooperação dos
indivíduos para realizar esforços respiratórios máximos. Tal avaliação é de extrema
importância, pois disfunções nesta musculatura podem levar a hiperventilação,
diminuição da tolerância ao exercício e mesmo insuficiência respiratória. Os músculos
respiratórios, assim como a musculatura estriada esquelética perdem força muscular
com o desuso. A força muscular pode tanto refletir o estado de saúde como predizer o
desempenho de determinadas modalidades de esportes. A contração dos músculos
respiratórios pode ser controlada automaticamente ou voluntariamente, conduzido pelo
centro respiratório da medula oblonga. No entanto, os músculos respiratórios podem
apresentar fadiga crônica e até mesmo parar de gerar força. Portanto a sua avaliação
também é necessária. As pressões respiratórias máximas são simples de se obter e
fornecem informações úteis na prática clínica e na pesquisa com pacientes que
apresentam força muscular respiratória anormal. A fraqueza muscular torna o músculo
incapaz de gerar tensão, produzindo assim o desenvolvimento de pressão e movimentos
anormais durante a respiração. A diminuição da força muscular respiratória é
potencialmente tratável e a sua diminuição pode estar relacionada com a diminuição da
capacidade funcional. Está descrito que em doenças crônicas ocorre diminuição da
capacidade funcional nos indivíduos com fraqueza muscular respiratória. São escassos
os estudos que buscam relacionar a força muscular respiratória com a capacidade
funcional em indivíduos saudáveis. Justificativa: Torna-se relevante estudar se há
relação entre a força muscular respiratória e a capacidade funcional em jovens saudáveis
devido a grande quantidade de indivíduos jovens sedentários na sociedade atual.
Objetivos: Relacionar a força muscular respiratória com a capacidade funcional em
indivíduos sedentários. Metodologia: Caracterizou-se como transversal, realizado com
universitários da Universidade Federal de Santa Maria na faixa etária entre 20 e 30
anos. Os critérios de inclusão foram indivíduos saudáveis, sem história de internação,
tonturas, perda súbita e transitória da consciência, que possa influenciar sua capacidade
de exercício. Não tabagistas, com IMC entre 18,5 – 24,9 Kg/m2, não caracterizados
como atletas, confirmado pelo questionário de atividade física habitual de Baecke com
um ponto de corte menor que 16. Excluídos indivíduos com histórico de doença
cardiovascular, respiratória, com doença neuromuscular, ortopédica, traumatológica,
hipertensos e diabéticos, com afecções sanguíneas e/ou metabólicas e os que fazem uso
de medicamentos que possam afetar a função muscular. A amostra foi recrutada no
campus da UFSM, todos responderam um questionário para a triagem e de BAECKE,
realizaram a coleta das medidas antropométricas, manovacuometria e teste do degrau de
seis minutos. Na análise estatística foi realizada estatística descritiva, a associação entre
as variáveis de força muscular, gênero e degraus subidos pelo teste de correlação linear
de Pearson e o teste qui quadrado. Resultados: Participaram até o momento
30indivíduos sedentários com BAECKE de 7,56± 1,94, idade de 22,85±2,38 anos, IMC
de 22,57±1,6 Kg/m2, PImáx 99,80±21,22cmH2O; PEmáx 131,69±39,06 cmH2O e no
TD6 alcançaram 179,37± 26,22 degraus subidos. Foi encontrada associação entre o
IMC com a PImáx (r=0,533; p=0,002) e com a PEmáx (r=0,388; p=0,038) e Baecke e
PEmáx (r=0,472; p=0,001). Ao compararmos a força muscular respiratória com TD6
observamos que os indivíduos com maior força inspiratória foram os que subiram
maisde 161 degraus em seis minutos (teste qui quadrado 0,575). Conclusão:
Independente do gênero, os melhores resultados de força muscular respiratória estão
associados com a melhor capacidade funcional dos indivíduos sedentários.
Palavras-Chave: capacidade, força muscular, respiratória, sedentarismo.
IDENTIFICAÇÃO DA INFECÇÃO POR HELICOBACTER PYLORI
ATRAVÉS DE MÉTODO DIAGNÓSTICO NÃO INVASIVO EM PACIENTES
DISPÉPTICOS
RODRIGUES, D.A.1; DALLA NORA, M.2; MARTELLI, C.S.3; NETO, G.J.4; SANTOS, L.W.5;
HÖRNER, R.6; FAGUNDES, R.B.7
1
Relator, Aluno de Graduação do curso de Farmácia, UFSM, [email protected]
Autora, Aluna de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, UFSM
3
Co-autora, Aluna de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, UFSM
4
Co-autor, Aluno de Graduação do curso de Medicina, UFSM
5
Co-autor, Aluno de Graduação do curso de Medicina, UFSM
6
Professora Co-Orientadora do Projeto e Orientadora no Programa de Pós-Graduação em Ciências
Farmacêuticas, UFSM
7
Professor Orientador do Projeto no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ciências da
Saúde, UFSM Ambulatório de Gastroenterologia do HUSM, UFSM - Santa Maria - RS – Brasil, Nº GAP
033134
2
INTRODUÇÃO: Helicobacter pylori (H. pylori) é uma bactéria gram negativa,
microaerófila, que coloniza a mucosa gástrica do ser humano e nas últimas três décadas
foi identificada como um fator de risco para diversas enfermidades, entre elas, gastrite
crônica, úlcera péptica (TANIH et al., 2009) e câncer gástrico (GARGALLO;
ARANGUREN GARCÍA; GOMOLLÓN, 2012). A infecção causada por esse
microrganismo afeta em torno de 50% da população mundial, apresentando uma
prevalência muito variável em cada região geográfica, podendo chegar a 80% nos países
subdesenvolvidos e a 20% nos desenvolvidos (GARGALLO; ARANGUREN
GARCÍA; GOMOLLÓN, 2012). Devido à patogenicidade e à elevada prevalência da
infecção pela H. pylori, é importante a sua identificação através de métodos
diagnósticos. Atualmente, existem vários testes, invasivos e não invasivos para a
detecção desse microrganismo, porém, nenhum deles, isoladamente, pode ser
considerado como um padrão ouro (“gold standard”) (DZIERANOWSKA-FANGRAT,
2006). Os métodos diagnósticos mais utilizados na avaliação da presença da H. pylori
têm como material de análise a biópsia endoscópica, a qual é obtida através de
procedimento invasivo. A partir do material da biópsia, são realizadas algumas técnicas,
dentre elas o teste da urease, que é um método simples e de baixo custo para
identificação da H. pylori. No entanto, as demais técnicas que são efetuadas com biópsia
apresentam um custo elevado e são de difícil execução, tais como: a análise
histopatológica, a cultura com determinação da sensibilidade aos antimicrobianos e a
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) (CALVET et al., 2004). Tendo em vista que a
maioria das técnicas para identificação da H. pylori envolve uma metodologia
invasiva, cada vez mais têm sido estudados e desenvolvidos métodos não invasivos para
a identificação desse microrganismo. Dentre os métodos não invasivos, o teste dos
antígenos fecais desperta um interesse crescente na pesquisa (DZIERANOWSKAFANGRAT, 2006), pois são poucas as informações disponíveis sobre a exatidão desse
novo teste que avalia a infecção por H. pylori. JUSTIFICATIVA: No Hospital
Universitário de Santa Maria (HUSM) não são utilizados na rotina métodos não
invasivos para o diagnóstico da infecção por H. pylori. As potenciais indicações para o
uso desses testes seriam: triagem de pacientes que não necessitam de exame direto da
mucosa gástrica; existência de dificuldades na obtenção de biópsias (por exemplo, em
pacientes utilizando terapia anticoagulante, acometidos de úlceras hemorrágicas, etc);
assim como a avaliação da eficácia da erradicação desse patógeno. Com base nisso, nós
visualizamos a importância da implantação de métodos não invasivos para o diagnóstico
da infecção por H.pylori no HUSM, os quais trarão2 benefícios a curto, médio e longo
prazo à Instituição e, principalmente, ao usuário do Sistema Único de Saúde.
OBJETIVOS: a) Identificar a infecção por H. pylori em indivíduos dispépticos
encaminhados para realização de endoscopia digestiva alta (EDA) no Serviço de
Gastroenterologia do HUSM; b) Comparar a acurácia da pesquisa de antígenos fecais do
H. pylori com o exame histopatológico e o teste da urease; c) Determinar as medidas
de desempenho diagnóstico (sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivo e
negativo) da pesquisa de antígenos fecais do H. pylori utilizando o exame
histopatológico e o teste da urease como padrão ouro. METODOLOGIA: Delineamento
do estudo: Estudo transversal. População: Participaram do estudo voluntários com
sintomas de dispepsia, que após atendimento no Ambulatório de Gastroenterologia do
HUSM tiveram indicação de EDA. Esses pacientes foram contatados no momento do
agendamento da endoscopia e foram convidados a participar do estudo. Aqueles que
concordaram em participar, foram instruídos a evitar o uso de inibidor de bomba de
próton (IBP) por 2 semanas antes da EDA e, no caso de antibióticos ou sais de bismuto,
o tratamento foi cessado 4 semanas antes da realização do exame. Critérios de inclusão:
Idade >18 anos; Apresentar sintomas dispépticos e ser encaminhado para realização de
EDA. Critérios de exclusão: Tratamento para o H. pylori durante os últimos 2 anos; Uso
de antibióticos nos últimos 30 dias; Uso de IBP e bloqueadores H2 nas últimas 2
semanas; Condições médicas conhecidas que podem limitar a expectativa de vida
(SIDA, insuficiência renal, insuficiência hepática); Gastrectomia, câncer esofágico,
câncer gástrico. Coleta dos dados: Os pacientes foram orientados e solicitados a trazer
uma amostra de fezes no dia do exame da EDA para a realização da pesquisa dos
antígenos fecais. A EDA foi realizada no Serviço de Gastroenterologia do HUSM com
o paciente em jejum médio de 10-12h, após anestesia local da faringe com lidocaína
spray 10% e sedação com midazolam endovenoso associado ou não à petidina. Durante
a realização da EDA foram obtidas duas biópsias de antro e duas biópsias de corpo para
a realização do exame histopatológico, as quais foram encaminhadas ao Laboratório de
Patologia da UFSM. Além de uma biópsia de incisura angularis para a realização do
teste rápido da urease. Técnicas diagnósticas: O exame histopatológico foi realizado de
acordo com a rotina utilizada no Laboratório de Patologia da UFSM. Após análise o
patologista identificou a presença ou ausência de H. Pylori na amostra analisada. Para o
teste da urease, imediatamente após a biopsia, o fragmento da mucosa gástrica foi
colocado em frasco contendo ureia e vermelho fenol como indicador de pH. Devido à
produção da enzima urease pela H. pylori a ureia foi desdobrada em CO2 e amônia,
aumentando o pH e mudando a cor da solução de amarela para avermelhada. O teste foi
considerado positivo quando a mudança de cor ocorreu em até 1 hora. A análise da
presença da infecção pelo teste do antígeno fecal foi realizada através de um teste
imunocromatográfico
que utiliza anticorpos monoclonais anti-H. pylori como
anticorpos de captura e detecção de H. pylori. As amostras de fezes foram congeladas
imediatamente ao recebimento e armazenadas em freezer (≤ -20ºC) até a realização do
teste. No dia da realização do teste as amostras e os reagentes foram postos a
temperatura ambiente. Foi realizada uma tomada de alíquota da amostra (5-6 mm)
através de aplicador plástico fornecido pelo kit. Essa alíquota foi transferida para o
frasco de diluente e então homogeneizada por agitação suave durante 15 segundos.
Após o preparo da amostra, foram dispensadas quatro gotas da suspensão na área de
aplicação no dispositivo de teste. Após 5 minutos de incubação do teste, à temperatura
ambiente (20-26ºC), foi realizada a leitura dentro de 1 minuto. Os resultados do teste
foram lidos por dois observadores “cegos” independentes (leitor 1 e leitor 2), que
classificaram os resultados das amostras como negativa, positiva ou inválido. Todos os
exames foram realizados sem o conhecimento dos resultados do exame histopatológico
e teste da urease. Tratamento estatístico: O objetivo do estudo foi determinar a precisão
do teste do antígeno fecal no diagnóstico da infecção pelo H. pylori, em comparação
com o exame histopatológico e teste da urease como padrão ouro. Para 3 este estudo
consideramos como padrão de positividade, a presença de H. pylori no exame
histopatológico ou o teste de urease positivo ou ambos os testes positivos. Os dados
foram organizados em tabelas de contingência 2x2 para o cálculo da sensibilidade,
especificidade e valores preditivos (positivo e negativo) do teste de antígeno fecal.
Aspectos éticos: Foram respeitados os aspectos éticos referentes à pesquisa com seres
humanos, conforme determina a Resolução n.º 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.
Este trabalho foi avaliado e liberado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da
Universidade Federal de Santa Maria e pela Direção de Ensino, Pesquisa e Extensão
(DEPE) do HUSM. RESULTADOS: Os resultados preliminares para urease mostraram
que das 52 amostras, 15 (28,8%) foram positivas e 37 (71,2%) foram negativas para H.
pylori. No histopatológico, 29 amostras (55,8 %) foram positivas e 23 (44,2%) foram
negativas para infecção. No teste em estudo, obteve-se 16 (30,8%) das amostras com
resultado positivo e 36 (69,2%) com resultado negativo para H. pylori. Através da
análise dos resultados em tabelas de contingência 2x2 o valor de especificidade do teste
do antígeno fecal foi de 100%, ou seja, o teste forneceu todos os resultados corretos
(negativos) quando os indivíduos eram realmente negativos para a infecção pelo H.
pylori. Com relação a sensibilidade do teste, o resultado obtido foi de 55%, o qual
indica a capacidade do teste do antígeno fecal de apresentar resultado correto (positivo)
quando os pacientes apresentavam-se realmente infectados pela H. pylori. Além disso,
na avaliação dos valores preditivos, o teste em estudo apresentou um VPP, ou seja, uma
capacidade de predizer a ocorrência da infecção quando ela existia de 100% e um VPN,
o qual corresponde à capacidade de predizer a não ocorrência da infecção quando ela
não existe, de 63%. CONCLUSÃO: O teste apresentou bom desempenho quanto à
especificidade e VPP. A sensibilidade e o VPN foram baixos, porém isto pode ter
ocorrido devido à pequena amostragem, necessitando uma amostra maior para testar a
acurácia do teste em estudo.
Palavras chave :Helicobacter pylori, diagnóstico, dispepsia
EFEITOS TERAPÊUTICOS DA BANDAGEM ELÁSTICA FUNCIONAL: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
KELLING, Bianca Ineu; FROEMMING, Cristieli; STALLBAUM, Joana Hasenack; BRAZ, Melissa
Medeiros. Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil
Introdução: A bandagem elástica funcional, também conhecida por kinesiotaping, é
uma técnica de tratamento relativamente nova, desenvolvida originalmente no Japão por
Kenzo Kase em 1973. Consiste na aplicação de fitas elásticas adesivas e porosas de
diferentes cores sobre a pele, com variados graus de tensão. As vantagens deste método
é que não limita as atividades higiênicas, não possui efeitos adversos, pode ser usado
em conjunto com outros tratamentos e modalidades clínicas, tem efeito por
aproximadamente 24 horas e também pode ser utilizado como medida preventiva.O
objetivo do método é facilitar o processo natural de cura do corpo, enquanto fornece
suporte e estabilidade para músculos e articulações sem restringir as amplitudes de
movimento. Nos últimos anos, tornou-se bastante popular, o que permitiu o
desenvolvimento de diversos estudos na área da Fisioterapia. Objetivo: Investigar os
efeitos e possíveis aplicações da bandagem elástica funcional, segundo a literatura atual.
Metodologia: Revisão bibliográfica integrativa mediante as bases de dados Science
Direct, Google Acadêmico, Lilacs, Scielo, utilizando o descritor “bandagem elástica
funcional” e seu respectivo correspondente em inglês. Selecionaram-se os artigos que
continham o texto disponível na integra e publicados após o ano de 2010. Foram
excluídos os artigos relacionados a patologias específicas. Resultados: Foram
selecionados 4 artigos que cumpriram com as expectativas deste estudo. Segundo os
autores consultados, os principais efeitos da bandagem são relacionados à capacidade
desta de formar circunvoluções na pele. Por sua vez, essas facilitam a circulação e a
drenagem linfática, diminuem a inflamação e a dor (pela depuração de toxinas),
ajustam a tensão muscular e permitem a recuperação mais rápida, bem como a correção
de posições anormais das superfícies articulares (KIEBZAK et al, 2012; CELIKER et
al, 2011; ESPEJO & APOLO, 2011). Devido a esses inúmeros efeitos fisiológicos, a
bandagem elástica funcional pode ter aplicações musculoequeléticas, neuromusculares,
articulares, circulatórias, entre outras. Em resumo, conforme revisão bibliográfica
realizada anteriormente, pode-se afirmar que a bandagem funcional elástica tem grau de
recomendação A para alívio da dor e melhora da função muscular; B para melhora da
circulação; D para propriocepção e E para correção (JOSCHA & JULIAN, 2010).
Conclusão: A bandagem funcional elástica apresenta efeitos benéficos especialmente
sobre a dor e função muscular, o que justifica a maioria dos estudos estarem voltados
para a abordagem destes dois tópicos. No entanto, existem evidências de que outras
aplicações tenham bons resultados também, como por exemplo, sobre a circulação.
Sendo assim, sugerem-se maiores estudos, especialmente ensaios clínicos, por ser uma
terapia inovadora e promissora.
Palavras-chave: bandagem funcional elástica. kinesio taping. efeitos terapêuticos.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E SEGURANÇA DO PACIENTE
FONSECA,Gra ziele Gorete Portella da¹; PARCIANELLO, Márcio Kist²; LIMA, Suzinara Beatriz Soares
de³.
¹Relator: Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu
(SEG), e em Gestão de Organização Pública em Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). UFSM. E-mail:[email protected].
²Enfermeiro assistencial do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo (HCAA), Santa Maria, RS.
E-mail: [email protected].
³Enfermeira, Pós- doutora em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Docente no Curso de Enfermagem e no PPGEnf da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Introdução: É significativo que o avanço nas pesquisas tributa para a melhoria do
cuidado prestado. No entanto, mesmo com os avanços nos sistemas de saúde, as
pessoas estão ainda expostas a diversos riscos quando submetidas a cuidados,
particularmente em ambientes hospitalares, mas não restrito a esses. Nesse âmbito a
equipe de enfermagem tem um grande desafio perante a sociedade, o de proporcionar a
população assistência digna, promovendo o cuidado de forma segura, tendo a segurança
dos pacientes como meta. Sabe-se que no contexto hospitalar, muitos fatores podem
provocar danos a clientela. O enfermeiro precisa considerar que a segurança do
paciente, bem como a preservação íntegra do cuidado, devem ser prioridades de seu
trabalho, uma vez que esse fator reflete a qualidade da assistência, implicando no
compromisso de toda a organização em promover qualidade do serviço e tornando mais
seguro o processo assistencial. A área da pesquisa sobre a segurança do paciente tem
sido muito discutida nacional e internacionalmente, logo, frente a esse cenário
objetiva-se refletir acerca da atuação do profissional enfermeiro em relação à segurança
do paciente, nos serviços de saúde. Justifica-se esse estudo, pela sua relevância na
atualidade, pois, há grande preocupação no que diz respeito à qualidade do cuidado em
saúde e segurança do paciente. Existem estimativas de que as incidências de efeitos
adversos, como por exemplo, as infecções hospitalares, erros de medicações, ou seja,
os relacionados ao cuidado se apresentam de forma significativa (GOUVÊA;
TRAVASSOS, 2010). Nesse contexto, é preciso repensar e discutir mais acerca da
temática, a começar na academia, na formação desses profissionais, com objetivo de
fortalecer a assistência de enfermagem, e que a mesma seja segura e com qualidade.
Como profissionais de saúde, estamos cientes de que os erros estão presentes nos
sistemas de saúde e que a segurança do paciente é um problema global, havendo a
necessidade de rever os métodos assistenciais. O enfermeiro imbuído de uma
capacidade de se inter-relacionar deve propor discussões interdisciplinares, abrangendo
ações desde o planejamento até a execução da assistência, salientando que esse processo
precisa ser iniciado na formação desse profissional. Metodologia: Caracteriza-se como
um estudo teórico-reflexivo sendo o mesmo fundamentado com autores que abordam
a temática, e com literaturas existentes nos bancos de dados. Foi realizado nos meses
de setembro e outubro de 2013. Discussão: Por ser a segurança do paciente um tema
complexo é preciso desenvolver estratégias nas organizações e sistemas de saúde,
enfatizando que o problema de segurança dos pacientes pertence ao mundo da saúde e
não restrito aos hospitais (CASSIANI, 2010). Um grupo de enfermeiros instituiu a
Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP) em 2008
com o propósito de promover educação em saúde e fortalecer a assistência de
enfermagem de forma segura e com qualidade (QUES; MONTORO; GONZÁLEZ,
2010). Sabe-se cada vez mais que a assistência à saúde é desenvolvida em ambientes
dinâmicos e especializados onde ocorrem interações complexas entre a equipe, doença,
infraestrutura, equipamentos, normas, entre outros fatores que integram um sistema
complexo de atuação dos profissionais de saúde. No entanto se começa a perceber que
muitos erros podem ser evitados, no sistema de saúde, da mesma forma que estão
presentes e que a segurança do paciente é um problema global, havendo a necessidade
de desenvolver sistemas de prevenção (PEDREIRA, 2009). A prevenção requer um
exercício de paciência, perseverança, colaboração e, sobretudo, integração dos
profissionais de diferentes áreas de conhecimento. Para garantir uma adequada prática
clínica, é necessário desenvolver uma cultura na qual a equipe e os gestores das 2
instituições de saúde estejam envolvidos com o mesmo objetivo, a segurança do
paciente (PEDREIRA, 2009). Nessa conjuntura, salientamos que é necessário iniciar
uma educação em saúde, bem como instigar os alunos da graduação, desde o início, a
práticas de articular saberes e fazeres, bem como trabalhar de forma transdisciplinar,
difundindo a cultura da segurança. A segurança ao paciente é uma das principais
atribuições da equipe de saúde, considerando que a assistência prestada tem como
pressuposto básico a garantia da qualidade, proporcionando mínimo risco ao paciente.
Dessa forma é imprescindível a formação da cultura pela qualidade, onde a melhoria
dos processos seja relevada (CASSIANI, 2010; PEDREIRA, 2009). Nessa premissa,
enfatiza-se a relevância do profissional enfermeiro investir na educação continuada
como meio de prevenção da ocorrência de falhas acerca da segurança do paciente,
através de treinamentos constantes. Síntese: Considera-se esse tema, não somente sob o
prisma da educação de recursos humanos em saúde, mas aliado aos propósitos de
melhoria da qualidade da assistência como uma recente e importante ação e direção que
as pesquisas em segurança do paciente deverão tomar nos próximos anos. É preciso
discutir mais sobre a segurança dos pacientes e a melhoria da qualidade dos cuidados de
enfermagem nos cenários de atuação, assim é fundamental que essa discussão comece
na formação acadêmica desses futuros enfermeiros, onde a qualidade do cuidado de
enfermagem reflete a qualidade e a segurança da assistência ao paciente, logo, é preciso
introduzir mais discussões acerca da temática, dessa forma o enfermeiro terá subsídios
para promover uma práxis mais segura possível a sua clientela.
Descritores: Cuidados de enfermagem, segurança do paciente, ambiente de instituições
de saúde.
AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE DAS CRIANÇAS E DOS
ADOLESCENTES COM HIV/AIDS
FERREIRA, Tamiris1; VASCONCELOS, Luisa Schirmann2; PAULA, Cristiane Cardoso3; PADOIN,
Stela Maris de Mello4; SILVA, Clarissa Bohrer 5
1
Relatora. Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Maria/UFSM. Bolsista PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas,
Famílias e Sociedade (GP-PEFAS). E-mail: [email protected].
2
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM.
Bolsista PROIC/HUSM. Membro do GP-PEFAS.
3
Orientadora. Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa
de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP-PEFAS.
4
Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pósgraduação em Enfermagem da UFSM. Líder do GP-PEFAS.
5
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de
Santa Maria. Membro do GP-PEFAS.
INTRODUÇÃO: Desde a descoberta da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
(AIDS), ocorreram importantes modificações tanto no perfil epidemiológico quanto nas
políticas públicas de enfrentamento da epidemia. Assim, a doença que era característica
de determinados grupos de risco passou a afetar diversos segmentos populacionais,
inclusive crianças e adolescentes, caracterizando a juvenização da epidemia. Diante
dessas modificações, o investimento no avanço do tratamento antirretroviral e da
assistência à saúde reduziu a morbidade e a mortalidade pela doença. Essa redução
também é resultado do acesso gratuito ao tratamento por meio do Sistema Único de
Saúde do Brasil. Neste sentido, a criança e o adolescente com HIV/AIDS precisam
manter acompanhamento permanente em serviços de saúde, visando à prevenção do
adoecimento somada a
recuperação e/ou manutenção da saúde. Esse cotidiano
assistencial acontece, majoritariamente, em serviço de referência para o atendimento de
pessoas com HIV/AIDS. Recomenda-se que este seja ancorado pelos serviços de
Atenção Primária a Saúde (APS) pela importância da integração entre estruturas
especializadas e mecanismos de assistência descentralizada. JUSTIFICATIVA: Apesar
do reconhecimento do nível de excelência do serviço de referência onde as crianças e os
adolescentes com HIV/AIDS fazem acompanhamento, estes serviços precisam trabalhar
na perspectiva da equidade, para diminuir as distâncias entre o alcance da divulgação da
informação e àqueles a que se destinam. A fim de estabelecer a qualidade de vida como
prioridade na atenção prestada às pessoas com HIV/AIDS pelos serviços públicos no
Brasil. Assim, compreende-se a importância de que estes serviços de referência contem
com os serviços de APS, pois a integração entre os níveis assistenciais fortalece a APS
como coordenadora do cuidado e contribui para a continuidade dos cuidados e atenção
integral. Neste sentido, a principal missão da APS está na ampliação ao acesso e
melhora na efetividade das ações, servindo de porta de entrada para os outros níveis do
sistema de saúde. Sendo assim, a APS é definida como o primeiro nível de atenção do
sistema de saúde, caracterizando-se, principalmente, pelos atributos essenciais (primeiro
contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado) e derivados
(atenção centrada na família, orientação comunitária e competência cultural). Com base
nestes atributos, é possível determinar se os sistemas de saúde são ou não orientados à
APS, ou seja, a presença e extensão desses atributos promovem melhores indicadores de
saúde, maior satisfação dos usuários, menores custos e maior equidade.Sendo que a
avaliação minuciosa desses atributos é essencial para a definição de políticas públicas e
privadas relacionadas à prática de APS.Diante do exposto, tem-se como questão de
pesquisa: qual a qualidade da APS sobre à saúde das crianças e dos adolescentes com
HIV/AIDS? Sendo o objeto de estudo: os atributos da APS às crianças e aos
adolescentes com HIV/AIDS. OBJETIVOS: Medir a presença e a extensão dos
atributos da APS às crianças e aos adolescentes com HIV/AIDS, segundo o instrumento
PCATool-Brasil versão Criança. METODOLOGIA: O presente estudo integra o
projeto de pesquisa matricial “Avaliação da atenção primária a saúde das crianças e dos
adolescentes com HIV/AIDS” (CAEE: 12223312.3.0000.5346) com registro SIE:
033113. Estudo transversal com abordagem quantitativa desenvolvido no ambulatório
de pediatria do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A população
contemplará os pais ou cuidadores das crianças e adolescentes com HIV/AIDS. Sendo
referente às cadastradas no Serviço de Infectologia do ambulatório, totalizando 80 em
acompanhamento9-10. Os critérios de inclusão serão: pais ou cuidadores de criança e/ou
adolescente com HIV/AIDS em acompanhamento no ambulatório de pediatria do
HUSM. Os critérios de exclusão serão: pais ou cuidadores que apresentarem limitação
que dificulte a expressão verbal. Para a coleta de dados será utilizado um instrumento
dividido em duas partes: Parte 1 – Questionário de caracterização da população de
estudo, que integra os dados demográficos, econômicos, sociais e clínicos. Parte 2 –
“Primary Care Assessment Tool (PCATool)” validado no Brasil como Instrumento de
Avaliação da Atenção Primária (PCATool-Brasil) versão Criança. Os pais ou
cuidadores serão acessados no ambulatório de pediatria do HUSM, quando
acompanharem a criança no dia agendado de consulta no serviço. Para a inserção dos
dados será utilizado o programa Epi-info®, versão 7.0, a análise dos dados será
realizada no programa Predictive Analytics SoftWare (PASW) versão 18.0 for
Windows. Será utilizada a estatística descritiva, com variáveis categóricas e
quantitativas, respectivamente, de acordo com a simetria ou não dos dados. A análise
dos dados será realizada por meio de cálculo de escores, segundo orientação do Manual
do Instrumento PCATool-Brasil. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da UFSM sob CAAE: 12223312.3.0000.5346. Serão respeitados os preceitos
éticos dispostos na Resolução n. 196/96 e os participantes que aceitarem participar da
pesquisa assinarão o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: A
coleta do estudo iniciou em fevereiro de 2013 e está em andamento. Já foram coletadas
35 crianças e 40 adolescentes com HIV/AIDS até o momento. Entende-se que este
estudo poderá contribuir para a tríade ensino, pesquisa e assistência. Para a pesquisa,
pelo ineditismo da aplicação deste instrumento de avaliação da APS com foco nessa
população. Para o ensino, com a ampliação de discussões acerca da atenção à saúde das
crianças e dos adolescentes com HIV/AIDS, mais especificamente do cuidado de
enfermagem, com a possibilidade de um direcionamento das atividades práticas dos
graduandos na APS que contemple as mesmas e sua família. Para a assistência, esperase contribuir para as ações desenvolvidas no acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento destas crianças e adolescentes e no acompanhamento específico da
condição sorológica. No sentido de, a partir desse diagnóstico situacional da APS no
município de Santa Maria apontar as possibilidades de articulação entre os pontos de
atenção à saúde. Vislumbra-se a contribuição para a discussão da política pública
municipal no sentido de identificar aspectos de estrutura e processo dos serviços que
exigem reafirmação ou reformulação na busca de maior qualidade no planejamento e
execução das ações. O PCATool-Brasil pode nortear a gestão e governabilidade local no
sentido de proporcionar serviços de atenção primária de alta qualidade. Assim, tem-se a
pretensão de (re)pensar as ações desenvolvidas e a reorganização do fluxo das crianças
e dos adolescentes com HIV/AIDS nos serviços de saúde, a fim de promover a
aproximação entre os profissionais do serviço de referência e da APS para facilitar o
acesso e a adesão ao tratamento.
DESCRITORES:
saúde da criança,
saúde do adolescente, síndrome da
imunodeficiência adquirida, HIV, atenção primária à saúde.
UMA EXPERIÊNCIA DE INCLUSÃO SOCIAL DE UMA PORTADORA DE
NECESSIDADES ESPECIAIS NO GRUPO MARIAS BONITAS FAZENDO
HISTÓRIA
Autor(a): ROCHA WALAU, Tássia¹
Co-autores: VARGAS RONSANI, Ana Paula¹; MARIA SOUZA DE LIMA, Angela¹; APARECIDA
CELSO, Raquel¹ Orientadora: KOCOUREK, Sheila² Acadêmica Universidade Federal de Santa Maria¹
Professora Drª Universidade Federal de Santa Maria² Relatora: [email protected]
O grupo Marias Bonitas Fazendo História faz parte de um projeto da Pró-reitora de
Extensão da Universidade Federal de Santa Maria – RS. O projeto tem como principais
objetivos a promoção da saúde e a redução das situações de risco e vulnerabilidade. O
grupo é constituído por aproximadamente 45 mulheres, com faixa etária de 20 a 45
anos. O propósito deste trabalho é apresentar a experiência desse grupo, onde com o
passar do processo de formação surgiram novas demandas, sendo uma delas a inserção
de uma participante com necessidades especiais. A integração de pessoas com
necessidades especiais nos mais diferentes grupos sociais é uma situação corriqueira
que percebemos cada vez mais nos dias de hoje. Antes na grande maioria das vezes ela
esbarrava em inúmeras dificuldades assim, o processo de inclusão social era
praticamente nulo, não havia oportunidades culturais, ambientais ou mesmo de
interações para as pessoas com deficiência mental. Nos primórdios o tratamento de
pessoas com transtornos mentais tinha como foco principal o tratamento sintomático, ou
seja, era basicamente medicamentoso. Esse paradigma vem mudando, passamos a
encarar com outros “olhos” a doença mental, ela evoluiu ao longo dos tempos,
atravessamos o processo de exclusão, encarceramento e hoje discutimos uma
abordagem mais humanizadora pautada no sujeito. Dentro do Projeto Marias Bonitas
Fazendo História, as atividades destacam sempre a convivência e socialização das
participantes deste grupo, não sendo diferente durante o processo de inclusão da
integrante com necessidades especiais. Num primeiro momento, em que Bela* se
inseriu no grupo Marias Bonitas Fazendo História, houve, de certa forma, uma exclusão
estigmatizada por parte das participantes do projeto, sendo assim tivemos que trabalhar
junto ao grupo uma temática que aproximasse o convívio entre todos. O trabalho do
Assistente Social dentro desse grupo requer um processo de inclusão social, onde em
um primeiro momento foi trabalhado a temática ‘‘Convivendo com as diferenças’’, na
tentativa de trabalhar o conceito de inclusão nesse grupo e fazer com que Bela se
sentisse acolhida por todos. Após a temática trabalhada as integrantes do projeto Marias
Bonitas tiveram um momento de reflexão, onde em uma roda de conversa cada
participante relatou uma experiência de exclusão social que teve durante sua vida. Com
essa troca de experiência percebeu-se por parte do grupo um olhar mais cuidadoso com
Bela. No segundo momento a Bela (portadora de necessidade especial) fez um breve
relato de como a mesma sofre com essa discriminação, onde solicitou às colegas que se
colocassem no seu lugar para entender como ela se sente ao ser excluída, e com isso fez
com que boa parte do grupo Marias Bonitas refletisse o seu posicionamento frente a
essa nova integrante. O resultado foi positivo, porém temos um longo caminho pela
frente.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: A CAIXA DA VERDADE COMO UMA
FERRAMENTA INOVADORA DE INCENTIVO À ADESÃO
1
2
3
4
SIGNOR, Eduarda ; SARZI, Diana Mara ; RAMOS, Iara Barbosa ; LANDERDAHL, Noeli Terezinha ;
5
RODRIGUES, Marlene Kreutz
Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um grave
problema e um grande desafio, exigindo dos serviços de saúde ações efetivas de
prevenção e controle. Nesses serviços, as infecções ameaçam tanto os pacientes quanto
os profissionais e podem causar sofrimentos e gastos excessivos para o sistema de
saúde¹. As mãos são consideradas de fundamental importância aos profissionais que
atuam nos serviços de saúde, pois são as executoras das atividades realizadas, sendo
assim, a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência prestada
aos pacientes, pois a pele é um provável reservatório de vários agentes². Para isso, a
higienização das mãos tem a finalidade de remover sujidades, oleosidade, pelos, suor, e
microorganismos responsáveis pela transmissão de infecções veiculadas através do
contato³. A higienização das mãos é reconhecida, mundialmente, como uma medida
primária, mas muito importante no controle de infecções relacionadas à assistência à
saúde. Devido a este motivo, tem sido considerada como um dos pilares na prevenção e
controle de infecções dentro dos serviços de saúde, incluindo aquelas decorrentes da
transmissão cruzada de microrganismos multirresistentes¹. O termo “Higiene das mãos”
se refere a qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a transmissão de
microorganismos e consequentemente evitar que pacientes e profissionais de saúde
adquiram infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). As mãos devem ser
higienizadas em momentos essenciais e necessários de acordo com o fluxo de cuidados
assistenciais para prevenção de IRAS causadas por transmissão cruzada pelas mãos,
conforme os “cinco momentos para higiene das mãos”: antes de tocar o paciente, antes
de realizar procedimento limpo/asséptico, após o risco de exposição a fluidos corporais
ou excreções, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente5.
Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo abrange a higiene
simples, a higiene antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com preparação
alcoólica, e a antissepsia cirúrgica das mãos. A higienização das mãos com preparações
alcoólicas deve ser realizada quando as mãos não estiverem sujas visivelmente, nas
situações referidas nos cinco momentos5. Justificativa: A transmissão das infecções tem
causado preocupação à diversos pesquisadores, o que os tem levado à realizar pesquisas
voltadas à monitoração das práticas de higienização das mãos pelos profissionais de
saúde. Estudos mostram que a adesão desses profissionais quanto a higienização
frequente das mãos e na rotina diária ainda é baixa, devendo ser incentivada e
sensibilizada. Sendo assim, torna-se imprescindível reformular a prática de higienização
das mãos nos serviços de saúde na tentativa de mudar a cultura prevalente entre os
1
Relatora do trabalho. Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de
Santa Maria - Campus Palmeira das Missões. E-mail: [email protected].
2
Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - Campus
Palmeira das Missões.
3
Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria
Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente em Saúde do Hospital Universitário de Santa Maria
5
Enfermeira do Núcleo de Apoio Gerêncial do Hospital Universitário de Santa Maria
4
profissionais de saúde, o que pode resultar no aumento da adesão e correta higienização
das mãos. Isso tudo, exige a atenção de gestores públicos, diretores e administradores
dos serviços de saúde e educadores para o incentivo e a sensibilização dos profissionais
à questão. Todos devem estar conscientes da importância da higienização das mãos nos
serviços de saúde visando à segurança e à qualidade da atenção prestada1. Nesse sentido
este estudo introduziu uma ferramenta inovadora, visando utilizar uma estratégia
diferente para educação em serviço denominada “Caixa da Verdade”. Esta caixa é
utilizada para avaliar a técnica de higienização das mãos, apoiar as ações de promoção e
melhoria das práticas, bem como proporcionar reflexão quanto a sua importância.
Objetivo: Sensibilizar os profissionais sobre a importância da correta higienização das
mãos, melhorar a adesão, facilitar o acesso da equipe às informações, orientar a técnica
de higienização das mãos e promover mudança de hábitos. Metodologia: Trata-se de um
estudo descritivo caracterizado como relato de experiência de uma equipe de saúde
inserida na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e no Núcleo de
Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) do Hospital Universitário de Santa
Maria (HUSM). O referido hospital vem utilizando, a “Caixa da Verdade” como
ferramenta para promover educação em saúde quanto a higienização das mãos. Esta
caixa simula a lavagem das mãos mostrando as partes que não são devidamente
higienizadas. A Caixa da Verdade tem 20 cm de altura e 35 cm de comprimento,
pintada de preto por dentro e com uma instalação de luz negra fluorescente em seu
interior. Contém ainda dois orifícios em cima da tampa, para visualizar as mãos que
estão dentro da caixa e duas aberturas circulares de aproximadamente 11 cm de
diâmetro na lateral anterior para introduzir as mãos na caixa. Inicia-se com o
profissional realizando a técnica de higienização das mãos com o gel luminol,
simulando a antissepsia com álcool 70%. Após a higienização, as mãos são colocadas
dentro da “Caixa da Verdade”, nas quais, podem ser visualizados pontos luminosos
através de uma luz negra acoplada no interior da caixa. A luminosidade presente nas
mãos demonstra as áreas que foram lavadas pelo gel (higienizadas adequadamente).
Pontos sem luminosidade mostram áreas que não foram “higienizadas” adequadamente.
Logo em seguida o mesmo colaborador realiza a higienização das mãos com água e
sabonete líquido, introduzindo-as novamente no interior da caixa para observar a
remoção dos pontos luminosos da tinta. O aparecimento de pontos luminosos nas mãos
significa a falha na higienização. Resultados: Durante as atividades de promoção em
saúde onde foi utilizada a “Caixa da Verdade”, esta revelou falhas na técnica de
higienização das mãos. A grande maioria dos participantes apresentou vários pontos nas
mãos que não foram higienizados corretamente, como os punhos, os polegares e dorso
da mãos. Esses resultados levaram os participantes a uma reflexão quanto a adesão e a
técnica correta de higienização das mãos. Pode-se perceber que para uma melhoria da
higienização das mãos torna-se necessário a mudança de comportamento dos
profissionais. Para que essas mudanças venham a ocorrer, é fundamental que sejam
criadas e implementadas estratégias de educação em saúde, como a ferramenta utilizada
na referida instituição. Conclusão: A caixa da verdade foi de suma importância para
incentivar a adesão ao procedimento de higienização de mãos. Durante a utilização
dessa ferramenta ficou evidenciado falhas na técnica de higienização de acordo com a
preconização do Ministério da Saúde/ANVISA. Além disso, percebeu-se que essa
atividade proporcionou acesso as informações pertinentes ao tema e motivação para a
realização correta da técnica. Também proporcionou a reflexão quanto a importância da
adesão e da melhoria dessa prática no cotidiano de trabalho. Assim espera-se que
através da reflexão, a prevenção das infecções hospitalares passe das mãos à
consciência profissional.
Descritores: lavagem de mãos; educação em saúde; infecção hospitalar.
A INTERNAÇÃO DOMICILIAR E O IMPACTO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE
SERVIÇOS DE SAÚDE
1
LAMPERT, Melissa Agostini; RIZZATTI, 2Salete Jesus Souza ; 3CEREZER,Lidiane Glaciele; 4BRIÃO
Virgínia Vitória;5 BOTTEGA, Fabrício
1
Orientadora do Projeto de Pesquisa: Cuidado ao doente crônico: a Atuação interdisciplinar como espaço
potencializador de transformação. Médica preceptora do SIDHUSM. Doutora em Clínica Médica – área
de concentração em Geriatria PUCRS. Relatora do trabalho. E-mail: [email protected]
2
Enfermeira do SIDHUSM. Mestranda em Enfermagem do PPGEnf/UFSM. Santa Maria (RS)
3
Fisioterapeuta do Hospital Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, pós-graduada em Fisioterapia
Cardiorrespiratória pela Fundação Universitária de Cardiologia- FUC.
4
Aluna de Graduação em Enfermagem da UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica do
Hospital Universitário de Santa Maria.
5
Aluno de Graduação em Ciências da Computação UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica
do Hospital Universitário de Santa Maria.
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, com consequente
transformação na estrutura populacional e modificação na incidência e prevalência de
doenças, com predomínio de patologias crônico-degenerativas. Nesse contexto,
observa-se uma maior demanda por serviços de saúde, muitas vezes de alta
complexidade, com maior número de internações hospitalares, gerando aumento nos
custos, sem, muitas vezes, garantir melhores resultados quanto à qualidade de vida da
população atendida. A internação domiciliar (ID) pode ser considerada uma resposta a
essas mudanças, podendo constituir-se como uma opção segura e eficaz, com
possibilidade de redução de custos e promoção de qualidade de vida, à medida que
reinsere o indivíduo no seu ambiente. A ID é preconizada pelo Ministério da Saúde
como modalidade não substitutiva da internação hospitalar (IH), mas que objetiva maior
conforto à população, humanização nos cuidados e redução do número de internações
hospitalares. Justificativa: Estudos mostram que quase 20% dos pacientes com alta
hospitalar são readmitidos dentro de 30 dias, sendo que boa parte dessas reinternações
poderiam ser evitadas.Apesar da existência de escassos estudos nesse sentido, têm se
enfrentado dificuldades na definição do número exato de reinternações evitáveis. No
entanto, percebe-se que a diminuição das taxas de readmissões hospitalares tem sido um
indicador importante na avaliação do impacto exercido por modalidades de atenção à
saúde como a ID.Objetivo: Analisar o impacto da intervenção de equipe interdisciplinar
de saúde sobre a utilização de serviços de saúde, a partir da implementação de plano de
cuidado interdisciplinar em pacientes em internação domiciliar. Metodologia: O estudo
é um recorte do projeto “Cuidado ao doente crônico: a atuação interdisciplinar como
espaço potencializador de transformação”, CAAE 0069.0243.000-11. É um estudo
quase experimental, prospectivo, do tipo antes e depois. A amostra foi de pacientes
internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa
Maria (SIDHUSM) entre 1°/09/2011 e 31/08/2012. Foram analisadas, a partir de dados
coletados em protocolo de avaliação, utilizado na admissão no SIDHUSM, como
variáveis descritivas: sexo, idade, motivo e tempo de internação na ID e plano de
cuidado integrado, categorizado como de prevenção, suporte, restauração ou paliativo.
O plano terapêutico é definido de forma interdisciplinar, em reunião semanal, após
avaliação do paciente. O plano de prevenção consta da implementação de medidas
educativas que auxiliam o paciente na adesão ao tratamento. O plano de suporte objetiva
a adaptação dos pacientes e cuidadores às incapacidades resultantes de doenças em
evolução. O plano de restauração visa o retorno do paciente ao nível funcional, social e
psicológico prévio, utilizado em situações com bom prognóstico. Já, o plano paliativo
visa a minimização ou eliminação de complicações e sintomas, empregadas em
situações de doença avançada para gerar conforto e bem-estar. Como variáveis de
estudo, correspondentes à utilização de serviços de saúde, foram avaliadas: o número de
visitas ao pronto-atendimento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e o
número de dias em internação hospitalar no HUSM nos 12 meses antecedentes e
precedentes à ID (considerando internações não eletivas); os dados foram coletados no
Sistema de Informações Educacionais (SIE). Foi realizada estatística descritiva com
análise de frequências, médias e desvio padrão, quando adequado; e Teste T de
amostras pareadas para comparar a utilização de serviços de saúde antes e após a ID,
com software SPSS 20.0. Resultados: Foram 111 pacientes, totalizando 121 internações
em ID, com 50,5% sexo masculino, idade média de 58,85 anos. Os motivos prevalentes
de internação na ID foram neoplasias(26,45%) e acidente vascular cerebral (24,79%),
com tempo médio de internação na ID de 45,23 dias. Quanto ao plano, foram 32,2%
paliativo, 26,5% suporte, 38% restauração e 3,3% prevenção. Quanto ao número de
visitas ao pronto-atendimento do HUSM, observou-se uma média de 1,29±1,988 nos 12
meses que antecederam a ID e 0,41±1,057 nos 12 meses que sucederam a ID, com
p=0,00005. Em relação ao número de dias em internação hospitalar, observou-se uma
média de 5,73±20,141 no ano anterior à ID e 1,1±4,612, com p=0,0105. Conclusão:
Observou-se modificação no número de visitas ao pronto-atendimento e no número de
dias em internação hospitalar, demonstrando a possibilidade de impacto da modalidade
de internação domiciliar, com uso de plano de cuidado integrado, sobre a utilização de
serviços de saúde. Verificou-se, também, a necessidade de estudos que contemplem o
impacto sobre a utilização de serviços de saúde de forma mais ampla e se esse efeito se
mantém com observação a longo prazo.
Descritores: doença crônica, pesquisa interdisciplinar, serviços hospitalares de
assistência domiciliar, hospitalização.
PLANO DE CUIDADO INTERDISCIPLINAR E CAPACIDADE FUNCIONAL
DE PACIENTES EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR
CEREZER, Lidiane Glaciele1; LAMPERT, Melissa Agostini2; FARIA, Flávia Andressa Fabrício Pache
de3; ROCHA, Natália dos Santos4; BOTTEGA, Fabrício5
1
Fisioterapeuta do Hospital Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, pós-graduada em Fisioterapia
Cardiorrespiratória pela Fundação Universitária de Cardiologia- FUC. Relatora do trabalho. E-mail:
[email protected]
2
Orientadora do Projeto de Pesquisa: Cuidado ao doente crônico: a Atuação interdisciplinar como
espaço potencializador de transformação. Médica preceptora do SIDHUSM. Doutora em Clínica
Médica – área de concentração em geriatria PUCRS.
3
Aluna de Graduação em Fisioterapia - UFSM.
4
Aluna de Graduação em Fisioterapia - UFSM.
5
Aluno de Graduação em Ciências da Computação UFSM, Bolsista do Programa de Iniciação Científica
do Hospital Universitário de Santa Maria.
Introdução: O aumento da expectativa de vida caracteriza um novo cenário, no qual as
doenças crônicas representam a principal causa de mortalidade e incapacidade em todo
o mundo. Essa realidade contribui para sobrecarregar o atendimento hospitalar,
aumentando o tempo de permanência na internação, a demanda de cuidados, além dos
custos. A internação domiciliar surge como modalidade que possibilita uma abordagem
interdisciplinar à saúde, prioriza esforços na manutenção da independência e autonomia
do indivíduo e na diminuição das reinternações. . A assistência domiciliar é definida
como uma nova modalidade de atenção à saúde substitutiva ou complementar às já
existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e
tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de
continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde (BRASIL, 2011). Com
esse objetivo foi implantado em 2005, o Serviço de Internação Domiciliar do Hospital
Universitário de Santa Maria- SIDHUSM, onde uma equipe interdisciplinar atende o
usuário e sua família. Atualmente o serviço conta com duas médicas, duas enfermeiras,
uma auxiliar de enfermagem, uma assistente social, uma nutricionista, uma
fisioterapeuta e uma secretária, além de residentes multiprofissionais da terapia
ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, farmácia e nutrição. As doenças crônicas
tendem a comprometer a capacidade funcional de forma significativa, influenciando
diretamente a autonomia e a qualidade de vida das pessoas. A capacidade funcional é a
habilidade no desempenho das atividades do cotidiano. Com o envelhecimento e
consequente redução da força muscular e da mobilidade há uma redução dessa
capacidade, o que compromete a realização das tarefas do dia a dia. Dentre as escalas
que avaliam as Atividades de Vida Diária – AVD’s que possuem validade e
confiabilidade vastamente comprovada destaca-se a Escala de Katz. Ela permite avaliar
a capacidade de autocuidado, também identificar os fatores de risco e a evolução clínica
das doenças. As informações geradas pela avaliação da capacidade funcional permite
estabelecer um diagnóstico, um prognóstico e um julgamento clínico adequados, que
servirão de base para as decisões sobre os tratamentos e cuidados necessários, sendo
uma ferramenta simples e útil, que pode auxiliar na definição de estratégias de
promoção de saúde visando retardar ou prevenir as incapacidades funcionais. É um
parâmetro que, associado a outros indicadores de saúde, pode ser utilizado para
determinar a eficácia e a eficiência das intervenções (DUARTE et al., 2007). A
avaliação da capacidade funcional torna-se, portanto, essencial para a escolha do melhor
tipo de intervenção e monitorização do estado clínico-funcional dos pacientes (RICCI et
al., 2005). O plano de cuidado é elaborado de acordo com as necessidades de cada
paciente, sendo, portanto individualizado e específico. Além disso, baseia-se em uma
avaliação interdisciplinar, onde os pacientes são categorizados em prevenção, suporte,
restauração e paliativo. No plano de cuidado de prevenção os pacientes recebem
orientações educativas as quais visam estabilidade ou melhora do estado de saúde atual;
no plano de cuidado de suporte o tratamento volta-se para a manutenção do quadro
funcional; no plano de cuidado de restauração o objetivo principal é a melhora da
capacidade funcional através de um tratamento de reabilitação mais intenso e no plano
de cuidado paliativo são priorizadas medidas de conforto. Justificativa: Desta forma,
acredita-se que a avaliação da capacidade funcional permite o desenvolvimento de um
plano de cuidado mais adequado, além da observação do seu efeito após
implementação, o que justifica a necessidade da pesquisa. Objetivo: O presente estudo
busca avaliar a capacidade funcional de pacientes internados no SIDHUSM (Serviço de
Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria-RS) e verificar o efeito
da implementação de um plano de cuidado interdisciplinar sobre a mesma.
Metodologia: O estudo é um recorte do projeto de pesquisa “Cuidado ao doente crônico:
a atuação interdisciplinar como espaço potencializador de transformação”, com CAAE
0069.0243.000-11. O critério de inclusão foi pacientes internados no SIDHUSM no
período de 1°/09/2011 a 31/08/2013, que aceitaram participar do estudo e assinaram o
Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). Os pacientes foram submetidos a
uma avaliação funcional, como parte de um protocolo de admissão no serviço,
receberam cuidados interdisciplinares, a partir da implementação de plano de cuidados
individualizado e uma avaliação funcional na alta da internação domiciliar. Não fizeram
parte da amostra pacientes que apresentaram impossibilidade de implementação do
plano de cuidado, devido alta da internação domiciliar precoce por ocorrência de
reinternação hospitalar ou óbito. Foram analisadas as variáveis sexo, idade, tempo de
internação, capacidade funcional e plano de cuidado. A capacidade de realização das
atividades da vida diária foi mensurada por meio do Índice de Katz na admissão e na
alta do paciente do SIDHUSM. Este índice avalia a independência no desempenho de
seis funções motoras, sendo elas: banho, vestir-se, ir ao banheiro, transferência,
continência e alimentação. Dependendo do resultado apresentado os participantes do
estudo foram classificados como independentes ou dependentes. O escore varia de 0 a
18 e quanto maior a pontuação maior a dependência funcional. O plano de cuidado
interdisciplinar foi individualizado e categorizado como de prevenção, suporte,
restauração ou paliativo, de acordo com a avaliação inicial. Foi realizada estatística
descritiva com análise de freqüências e utilização do Teste T de amostras pareadas para
comparar a capacidade funcional na admissão e alta do paciente da internação
domiciliar, utilizando-se o software SPSS 20.0. Resultados: A amostra foi composta por
150 pacientes, a qual apresentou idade média de 65,81 anos. Quanto ao gênero 53,33%
foram do sexo masculino e 46,67% do sexo feminino. O tempo médio de internação foi
de 47,98 dias. Conforme plano de cuidado 28% eram paliativo, 27,33% suporte, 43,33%
restauração e 1,33% prevenção. Quanto à capacidade funcional, a avaliação do Índice
de Katz apresentou uma média de 13,26±5,9 na admissão e de 10,73 ±7,6 na alta do
SIDHUSM, com p=0,000. Quanto à análise dos planos de cuidado separadamente,
observou-se que: os pacientes com plano de cuidado de restauração obtiveram uma
média de 12,51±5,5 antes e de 6,98±7 depois, com p=0,000; os de suporte, uma média
de 14,44±6 antes e 13,59±6, com p=0,02 e os de paliativo, uma média de 13,64 ±6 antes
e 14,24±6 depois, com p=0,47. Conclusão: Observou-se modificação na capacidade
funcional dos pacientes avaliados de acordo com esperado, pois houve melhora nos que
receberam plano de cuidado de restauração, manutenção nos com plano de suporte e
pouca resposta nos com plano de tratamento paliativo. Dessa forma, vê-se que a
implementação de planos individualizados e interdisciplinares, com objetivos definidos,
orienta as práticas da equipe interdisciplinar de saúde no intuito de manter ou melhorar
a qualidade de vida dos pacientes. Dessa forma, os profissionais de saúde devem
priorizar ações e intervenções de cuidado que visem manter e/ou melhorar o nível de
independência dos doentes.
Descritores: doença crônica, pacientes domiciliares, qualidade de vida, equipe
interdisciplinar de saúde.
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA INFORMATIZADO DE VIGILÂNCIA
EPIDEMIOLÓGICA DAS INFECÇÕES HOSPITALARES: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
CHAGAS, Bruna Pereira1; SARZI, Diana Mara2; HANAUER, Ilaine3; RAMOS, Iara Barbosa4;
LORENZONI, Mareli5
1
Relatora. Acadêmica do 7° Semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM), bolsista FIPE Jr. 2013, membro do Grupo de Pesquisa Saúde, Trabalho, Educação e
Enfermagem.
Linha de Pesquisa: Saúde do Trabalhador e Segurança do Paciente. E-mail:
brunapereirachagas@hotmail.
2
Acadêmica do 8° semestre do curso de enfermagem da UFSM - Campus Palmeira das Missões.
3
Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário de Santa
Maria-HUSM.
4
Enfermeira da CCIH. Mestre em Educação pela UFSM. Doutoranda em Epistemologia e História da
Ciência pela Universidade Tres de Febrero.
5
Especialista em Estatística e Mestre em Engenharia de Produção. Responsável pelo Serviço de
Estatística do HUSM.
Introdução: A história nos mostra que as infecções hospitalares são tão antigas quanto a
origem dos hospitais, que remontam o ano de 325 dC., neste período os doentes eram
tratados coletivamente, em alguns casos mais de um doente ocupavam o mesmo leito,
não havia consideração em relação as patologias, desta maneira, as doenças
disseminavam-se com grande rapidez. No inicio do século XIX começaram a ser
implantados os isolamentos, para determinadas doenças, fato que demonstrou a
importância deste tipo de procedimento na prevenção e no controle das infecções
Hospitalares (IH)1. No Brasil a questão da IH, passou a ser encarada com seriedade a
partir da publicação da portaria 196/83, que tornou obrigatória a implantação de
comissões de controle de infecção em todos os hospitais. Entre as atribuições da
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) estavam a vigilância
epidemiológica, com a coleta de dados passivos pela enfermeira ou médicos, sendo esse
realizado após a alta, através de prontuário do paciente. Em 1992 foi publicada a
Portaria que criou o Programa de Controle de Infecção Hospitalar. Esta Portaria
estabeleceu conceitos e critérios para o diagnóstico de infecção, classificação das
cirurgias quanto ao potencial de contaminação, vigilância epidemiológica, normas de
limpeza, esterilização, desinfecção e antissepsia. Em 1998, foi publicado pelo
Ministério da Saúde a Portaria 2.616, revogando a Portaria anterior 1,2. Esta portaria
dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção pelos hospitais do país, do Programa de
Controle de Infecções Hospitalares3. De acordo com essa Portaria, as CCIHs devem ser
compostas por membros consultores e executores, sendo esses últimos representantes do
Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e responsáveis pela
operacionalização das ações programadas do controle de infecção hospitalar. A
Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares é a observação ativa, sistemática e
contínua de sua ocorrência e de sua distribuição entre pacientes, hospitalizados ou não,
e dos eventos e condições que afetam o risco de sua ocorrência, com vistas à execução
oportuna das ações de prevenção e controle3. Na década de 90 debateu-se o cuidado
com os pacientes, os métodos invasivos, as questões ligadas à resistência bacteriana e
redefiniu-se o papel do profissional de controle de IH e de todo o sistema de vigilância e
prevenção. O controle sobre as infecções passou a ser visto como um fator de qualidade
hospitalar, e os resultados passaram a ser considerados prioritários na garantia da
qualidade1. O conhecimento acerca da efetividade da vigilância epidemiológica das
infecções relacionadas à assistência e do seu monitoramento é imprescindível para
prevenir e controlar a ocorrência de processos infecciosos em estabelecimentos
assistenciais. Indicadores foram criados para contemplar as três questões básicas que
envolvem a melhoria da qualidade das práticas assistenciais: resultado, processo e
estrutura. Esses indicadores devem ser específicos para expressar riscos definidos e para
a notificação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige a
notificação dos Indicadores de Infecção Primária da Corrente Sanguínea e,
progressivamente, outros indicadores de infecções, incluindo aquelas do trato
respiratório, de sítio cirúrgico, do trato urinário e outros, que serão objetos de
monitoramento nacional4. Justificativa: Os dados epidemiológicos de infecção
hospitalar são coletados por meio da busca ativa das unidades consideradas de alta
complexidade. Esses dados são importantes pois fornecem subsídios para ações
corretivas buscando uma melhoria contínua e consequentemente servem como indicador
da incidência das infecções hospitalares. Dessa forma justifica-se a importância desses
dados bem como a necessidade em instituir um sistema informatizado para dinamizar a
análise, interpretação e intervenção imediata quando necessário. Objetivo: Relatar a
implantação do sistema informatizado de vigilância epidemiológica das Infecções
Hospitalares. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato
de experiência de uma equipe de saúde inserida na Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A
informatização dos dados epidemiológicos das infecções hospitalares está sendo
implantada desde janeiro de 2013. Primeiramente buscou-se reorganizar o sistema de
coleta de dados de infecção hospitalar, que não se encontrava de acordo com as
exigências da portaria vigente. Anteriormente era realizada a coleta de dados em todas
as áreas de assistência ao paciente através da busca ativa e prevalência consolidando
indicadores com taxa global. Ainda, a inexistência de um sistema informatizado
dificultava a organização dos indicadores, pois eram executados manualmente
limitando-se a apenas dois (taxa global das infecções hospitalares e taxa de infecção
hospitalar por topografia). Para a implantação do sistema atual foram realizadas as
redefinições dos locais de coleta, a capacitação dos coletadores, as adaptações nas fichas
de coleta de dados, as adequações dos critérios de diagnósticos das infecções, a
organização do fluxo do sistema de vigilância e a construção de um sistema
informatizado em parceria com o serviço de estatística do HUSM. A inserção dos dados
ocorrem diariamente possibilitando a leitura e interpretação dos relatórios e gráficos
instantaneamente. As áreas inicialmente incluídas na coleta dos dados de acordo com a
ANVISA foram: Unidade de Tratamento Intensivo Adulto (UTI Ad), Unidade
Cardiológica Intensiva Adulto (UCI Ad), Centro de Tratamento à Criança com Câncer
(CTCriac), Nefrologia, Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica (UTI Ped), Unidade
de Tratamento Intensivo Recém-nascidos (UTI RN). Para obtermos os dados referente
ao denominador cirúrgico, foi realizado buscas nas unidades de internação de pacientes
pós-cirúrgicos (Clínica Cirúrgica, Obstetrícia, Ginecologia, UCI Adulto, Pediatria) e em
cirurgias limpas e potencialmente contaminadas. Os dados coletados são digitados nas
planilhas e fornecem os seguintes indicadores: número de infecção hospitalar; pacientes
com infecção hospitalar; infecção hospitalar por topografia e por unidade; pneumonia
associada a ventilação mecânica; infecção do trato urinário associada a sonda vesical de
demora; infecção da corrente sanguínea associada ao catéter; infecção nos recémnascidos estratificados por peso; micro-organismos das infecções hospitalares por
topografia e por áreas e infecção do sítio cirúrgico por especialidade em cirurgias
limpas e potencialmente contaminadas. Resultados: Com a reorganização da coleta de
dados através da busca ativa, conforme o preconizado pela portaria nº 2616, de 12 de
maio de 1998, foi possível otimizar o tempo, visto que o novo sistema de coleta excluiu
informações desnecessárias, retrabalho e locais de busca ativa, dinamizando o trabalho,
melhorando o diagnóstico das infecções, bem como a construção dos indicadores. Outro
benefício com as mudanças foi a inclusão de novos indicadores epidemiológicos de
infecção hospitalar. Esses indicadores contribuíram para o conhecimento acerca das
infecções, sendo possível identificar as taxas e a densidade de incidência, através da
inserção de dados sobre paciente/dia e procedimento/dia. Com isso, essas melhorias
propiciaram um maior entendimento, facilitando as medidas de ações preventivas. O
estabelecimento do sistema informatizado viabilizou a avaliação e divulgação dos
indicadores da magnitude e gravidade das infecções hospitalares e da qualidade das
ações de seu controle. Conclusão: A reorganização do sistema de coleta de dados e a
implantação de um sistema informatizado dos dados epidemiológicos de infecção
hospitalar dinamizaram o processo de trabalho. Assim os resultados estatísticos
permitiram a identificação, o acompanhamento, a detecção precoce de surtos e a
intervenção, propiciando ações de prevenção e controle de infecção.
Descritores: infecção hospitalar, vigilância epidemiológica, indicadores de gestão.
CANTINHO MÁGICO: UM ESPAÇO LÚDICO EM AMBIENTE
HOSPITALAR, SOB A ÓTICA DO BOLSISTA DE ENFERMAGEM
TOLENTINO, LIDIANE DA CRUZ1; HOFFMANN, IZABEL CRISTINA;2 PADOIN, STELA MARIS
DE MELLO3; SANTOS, WENDEL MOMBAQUE DOS4.
1
-(Relator) Acadêmica de enfermagem Universidade Federal de Santa Maria. (UFSM/SM). Bolsista de
Extensão. Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GPPEFAS) UFSM. E-mail: [email protected]
2
- Enfermeira Ambulatório Ala II - HUSM Dda Enfermagem DINTER NOVAS FRONTEIRAS
(UFSM/UNIFESP/UFRJ). Integrante: Gr. Pesquisa UFSM_CCS_Enfermagem: "Cuidado à Saúde das
Pessoas, Famílias e Sociedade" e GP-CENFOBS UNIFESP: Gupo de Pesquisa - Centro de Estudos em
Enfermagem Obstétrica".
3
- (Orientadora) Enfermeira. Doutora. Profa Ajunta do Curso de Graduação em Enfermagem e do
Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa Cuidado à saúde das
pessoas, famílias e sociedade.
4Enfermeiro. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de
Santa Maria - UFSM/RS/BRASIL. Estudante do GP-PEFAS UFSM.
Introdução: Atualmente a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é
considerada um grande problema de saúde pública, em função de seu caráter pandêmico
e gravidade (BRASIL, 2010).
Em decorrência do aumento número de pessoas
infectadas, tal doença iniciou no Brasil no 1983 nos grupos que eram considerados de
riscos
na época: gays, hemofílicos, drogaditos. A infecção pelo Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV) passou de restrita a indivíduos do sexo masculino, à
rápida disseminação entre o sexo feminino, culminando no nascimento de crianças
expostas ao HIV e, consequentemente, famílias convivendo com até mais de um filho
nascido exposto ao vírus, ou já infectado pelo vírus (SILVA, 2010). Sabe-se que a
transmissão vertical (TV) é considerada a principal via de infecção pelo HIV em
crianças. Segundo dados do Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, durante o
período de 1980 até junho de 2012, mostra que foram notificados 17.359 casos de
crianças menores de 5 anos de idade. Do total de AIDS em crianças, 6.913 foram
identificados entre cinco a doze anos e em adolescentes, ocorreram 13.260 casos, na
faixa etária entre 13 e 19 anos (BRASIL, 2012). A criança com HIV /AIDS, além das
manifestações clínicas da doença, estas vivenciam um contexto de transformações:
econômicas, psicológicas -e emocional relacionado ao ambiente familiar, no qual
muitas vezes enfrentam a perda dos pais, dificuldades econômicas e a incerteza em
relação ao seu futuro. Segundo estudo local, as características clínicas das crianças com
HIV/AIDS evidenciaram a necessidade do cuidado integral, uma vez que a condição de
saúde delas está implicada na sua sorologia, no seu crescimento e desenvolvimento, e
nas questões relacionadas à vulnerabilidade desta população. Esse fato indica a
necessidade de acompanhamento clínico, laboratorial e medicamentoso permanentes
pela exposição a efeitos adversos, possibilidade de falhas terapêuticas e pela demanda
de adesão ao tratamento (PAULA, 2012). No aspecto do desenvolvimento das crianças
com HIV/AIDS, podemos destacar que as atividades lúdicas contribuem para criação de
vinculo e são necessárias no desenvolvimento da criança. É interagindo-se por meio de
brincadeiras, desenhos, pinturas e canções, que se estrutura a comunicação necessária
entre o mundo real e o mundo imaginário infantil (MOTTA; ENUMO, 2007). Entendese por lúdico, atividades recreacionais proporcionado às crianças em ambiente
hospitalar, que se traduzem em ter alguém para coordenar jogos e brincadeiras, entre
outros ensinamentos que possam se caracterizar como um local de aprendizado.
Justificativa: Diante desta problemática a Universidade Federal de Santa Maria, como
instituição pública de formação, tem o compromisso de desenvolver ações que
envolvam os discentes, docentes e técnico-administrativos para atuar na sociedade.
Assim, as atividades lúdicas são desenvolvidas no ambulatório com o intuito de
acompanhar a criança com HIV / AIDS, junto com equipe multiprofissional, na
tentativa de prevenir doenças oportunistas enfatizando a importância da adesão ao
tratamento e dos cuidados domiciliares. Objetivo: Descrever as atividades lúdicas
realizadas no ambulatório de pediatria Ala C do Hospital Universitário de Santa Maria/
RS. Metodologia: Com este estudo visamos apresentar um relato de experiência sobre
as atividades de extensão desenvolvidas no Cantinho Mágico com registro no SIE:
14408. Para tanto, cabe informar que o público alvo deste projeto são crianças que
vivem com HIV e AIDS, atendidas no ambulatório de Pediatria Ala C do Hospital
Universitário de Santa Maria. As atividades encontram-se em andamento nas terçasfeiras no turno da tarde. A equipe envolvida é composta por uma bolsista acadêmica de
enfermagem, discentes, docentes da UFSM e técnicos-administrativos que desenvolvem
as atividades uma vez por semana. No espaço Cantinho Mágico são desenvolvidas
atividades lúdico-pedagógicas com as crianças estimulando o desenvolvimento
cognitivo-social e a realização de festas comemorativas como Páscoa, Festa Junina,
Dias das Crianças e Natal, além disso, são distribuídos brinquedos nas respectivas datas
com o objetivo de proporcionar a integração da criança com equipe de saúde e demais
profissionais, a fim de proporcionar descontração para expressarem seus sentimentos
juntamente com seus familiares. Semanalmente participam das atividades na
brinquedoteca em média 10 crianças que são portadoras do HIV/AIDS. Resultados e
Discussão: O processo de adoecimento pode ser uma experiência difícil, desagradável,
negativa para a vida da criança com HIV/AIDS. Esses fatores, por sua vez, podem gerar
certa irritabilidade, mau humor, depressão entre outros. Com o trabalho lúdico a criança
pode aceitar melhor a idéia do processo de adoecimento, bem como, o processo de
recuperação (BUSSOTTI, 2007). O projeto de extensão universitária "Cantinho Mágico:
Um espaço lúdico para crianças em ambulatório (SIE: 14408) têm como principal
objetivo a criação de vinculo com a criança e o cuidador. Nessa perspectiva, o cuidado
passa a ser subsidiado por jogos, brincadeiras, desenhos que irão assegurar um cuidado
integral somado ao atendimento médico, enfermagem e multiprofissional . Assim, as
atividades lúdicas desenvolvidas busca minimizar o impacto do HIV/AIDS na vida da
criança, várias vindas e idas ao ambulatório para o seu tratamento podem ser suavizadas
pelas existência de um espaço lúdico onde elas aguardam as consultas com seus
familiares/ cuidadores. Nesse espaço lúdico, há uma inter-relação entre as crianças,
bolsistas (acadêmicos de enfermagem e outras áreas da educação) em que possibilitam
acolhimento das crianças/famílias sob enfoque do cuidado. Cuidado esse que transcende
as questões técnicas-científica do tratamento em si, perpassa pela escuta da história de
vida de cada um, da compreensão das vivências das diferentes faixas-etárias, bem como
aspectos culturais diversos. Esse espaço chamado de “Cantinho Mágico”, se constitui
numa pequena sala de espera que oportuniza aprendizado, troca de saberes e encontros
que podemos chamar de agrupamento de crianças/familiares em área ambulatorial
quando aguardam as consultas médicas, de enfermagem e multiprofissional. Conclusão:
Durante as atividades do projeto, o bolsista do projeto tem novas experiências na
construção do seu conhecimento e o desenvolvimento da consciência crítica no cuidado
a criança com HIV/AIDS e seus familiares, além do fortalecimento de vínculo entre as
pessoas em acompanhamento com os profissionais. Percebe-se que é necessário a
criação de um ambiente que envolva amizade e confiança entre os atores sociais
envolvidos, a fim de facilitar o enfrentamento deste processo. Sabe-se que o lúdico
favorece momentos de descontração, a criança expressar seus sentimentos e
consequentemente, sofre menor impacto psicológico frente à doença. Assim, saliento
que o cuidar brincando é uma forma de humanização em saúde e deve ser reforçada nos
ambientes hospitalares a fim de garantir a criança um cuidado integral.
Descritores: saúde da criança, HIV, enfermagem, jogos e brinquedos;
UTILIZAÇÃO DA ESCALA DE BRADEN COMO AVALIAÇÃO DE RISCO
PARA DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO
SILVA, Matheus Souza1; JACOBI, Caren da Silva2; BEUTER, Margrid3; BRUINSMA, Jamile Laís4;
CASTIGLIONI, Críslen Malavolta5.
1
Relator. Aluno da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro
do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail para contato:
[email protected]
2
Coautora. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Integrante
do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3
Coautora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora
Associada do Departamento de Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde
e Enfermagem.
4
Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do
Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem.
5
Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria. Integrante do
Grupo de
INTRODUÇÃO: As novas tendências mundiais trazem a redução nas taxas de
fecundidade e o aumento considerável na expectativa de vida acarretando assim, no
acréscimo do número de idosos. Com o envelhecimento acelerado da população
ocorre também o aumento das doenças crônicas, que quando não controladas podem
levar a complicações graves, as quais podem restringir o idoso ao leito, seja na unidade
hospitalar ou no domicílio. A Úlcera por Pressão (UPP) é definida como uma lesão na
pele e/ou no tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, em
consequência somente da pressão ou dessa associada ao cisalhamento e/ou a fricção
(NPUAP, 2009). A pressão é considerada o principal fator causador desse tipo de lesão,
pois quando o tecido mole do corpo é comprimido entre uma proeminência óssea e uma
superfície dura, causa uma pressão maior que a pressão capilar, ocorrendo isquemia
localizada. A resposta normal do corpo é a mudança de decúbito, para que a pressão
capilar seja redistribuída, surgindo uma área denominada de hiperemia reativa, pois
ocorre o aumento temporário do fornecimento de sangue para esta área, retirando
toxicidades, trazendo oxigênio e nutrientes (DEALEY, 2008). A UPP aumenta o tempo
de internação e o custo do tratamento, além de piorar a qualidade de vida dos pacientes
hospitalizados. No entanto, sendo este um problema que, na maioria das vezes,
poderia ser evitado (ANSELMI, 2009). Para a avaliação de risco do desenvolvimento
de UPP, tem-se a escala de Braden, que é composta por seis subescalas: percepção
sensorial (habilidade de responder à pressão – relacionada ao desconforto); umidade
(nível ao qual a pele é exposta à umidade); atividade (grau de atividade física);
mobilidade (capacidade de controlar a posição do corpo); nutrição (padrão usual de
consumo alimentar); fricção (quando duas superfícies entram em atrito uma com a
outra); e cisalhamento (o paciente desliza na cama - esqueleto e tecidos mais próximos
se movimentam, mas a pele permanece imóvel). Cada subescala apresenta quatro níveis
de pontuação, numerados de um a quatro, com exceção da fricção e cisalhamento que
tem três níveis. A soma total desses itens evidencia numericamente o risco para o
desenvolvimento da lesão, quanto menor a pontuação maior é o risco para UPP. O
escore mínimo dessa escala é seis e o máximo 23. Sabe-se que a avaliação de risco é o
primeiro passo na prevenção da UPP, pois possibilita à equipe de enfermagem reunir
informações necessárias para identificar os pacientes com maior vulnerabilidade e a
partir disto, planejar os cuidados mais adequados (SERPA, 2011). OBJETIVO:
Verificar as produções científicas que utilizaram a Escala de Braden como instrumento
de avaliação de risco para o desenvolvimento de úlceras por pressão e analisar os
resultados encontrados nesses estudos. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão
narrativa da literatura, realizada por meio de busca online das produções científicas
que utilizaram a Escala de Braden, indexadas na base de dados Literatura LatinoAmericana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). A busca foi realizada
utilizando-se dos descritores “úlcera de pressão” and “escala de Braden”. Foram
incluídos artigos publicados nos anos de 2003 a 2013, em português e espanhol,
com disponibilidade de texto completo na base de dados e que se referiam a utilização
da Escala de Braden para avaliação de risco de desenvolvimento de úlceras por pressão
em estabelecimentos de saúde. Foram excluídas teses, dissertações e documentos
ministeriais. Para organização da análise elaborou-se um instrumento com roteiro
sistematizado contendo: título, ano de publicação, tipo de produção, região de
desenvolvimento da pesquisa, abordagem metodológica, sujeitos da pesquisa, cenário e
objetivo do estudo. O período de coleta e análise das produções ocorreu no período de
agosto a setembro de 2013. RESULTADOS: Foram encontrados sete artigos na busca,
sendo cinco selecionados para a análise, pois os dois excluídos não utilizavam como
instrumento de avaliação a Escala de Braden. Os anos de publicações foram: dois
estudos em 2004, um em 2007, um em 2008 e um em 2012. A abordagem metodológica
foi predominante em todos os estudos com delineamentos quantitativos. As regiões do
Brasil em que as pesquisas foram realizadas eram: três na região sudeste, um na
região centro-oeste. E uma pesquisa foi realizada no Chile. Com relação ao idioma um
foi em espanhol, e os demais em português. Os sujeitos dos estudos foram: idosos
residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPI (um estudo);
pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva - UTI (um estudo); pacientes
adultos internados em unidades de clínica médica, cirúrgica e UTI (dois estudos);
população feminina com idade igual ou superior a 60 anos internadas em hospital, no
Chile (um estudo). Os cenários contemplaram: ILPI (um estudo); hospitais
universitários (três estudos); hospital geral (um estudo). As principais questões tratadas
nos estudos foram: fatores de risco de UPP em idosos institucionalizados: o
envelhecimento das populações tem gerado aumento no número de ILP, o que se
tornam uma opção de residência para os idosos. Estudo revela que cerca de 34% dos
idosos sujeitos do estudo se encontravam em risco para desenvolver UPP, o sexo
feminino e a raça branca teve predomínio, a idade média foi de 79 anos e os idosos
apresentavam longos períodos de institucionalização, resultando a média de 11 anos
(SOUZA; SANTOS, 2007). Os idosos apresentavam nutrição normal, com
predomínio de doenças respiratórias, urinárias e cardiovasculares. Dentre os fatores
identificados neste estudo, a pouca mobilidade dos idosos mostrou-se como um dos
mais importantes aspectos para a ocorrência das UPP. A multicausalidade dessas lesões,
no entanto, também apontaram que as alterações na percepção sensorial – decorrentes
também do emprego de medicamentos de uso contínuo – e as doenças identificadas,
principalmente as urinárias (influenciam a umidade, fricção e cisalhamento) confirmam
que esta população está altamente vulnerável ao desenvolvimento de UPP. Quanto a
utilização da Escala de Glasgow e Braden em pacientes de UTI: a pesquisa teve duração
média de quatro meses, e foram acompanhados 48 pacientes, sendo que 30
desenvolveram UPP, taxa que se comparada a outros estudos pode ser considerada alta.
O predomínio das UPP foi em mulheres de cor branca; a média de idade dos pacientes
que desenvolveram as UPP foi de 51 anos; a média de dias de internação foi de 18,4
dias. Os escores dos resultados das escalas de Braden teve média de 11, variando de oito
a 19. Com relação aos dados obtidos na avaliação do nível de consciência pela Escala de
Glasgow, observou-se que o escore médio dos pacientes que desenvolveram úlceras foi
de 6,3, variando entre três e 15. Os baixos escores obtidos pelos pacientes denotam que
esses tinham alterações significantes do nível de consciência, o que lhes conferia
diminuição da percepção sensorial e dificultou ou impediu a verbalização de
desconforto ou dor, assim como trouxe dependência em relação ao suprimento de suas
necessidades humanas básicas (movimentação, higienização, alimentação, entre outras),
fatores esses considerados importantes para a prevenção da ocorrência da UPP
(FERNANDES; CALIRI, 2008). Avaliação e prevalência de UPP: Dentre os fatores
mais frequentes, para o surgimento das UPP destacam-se a idade elevada, longo período
de internação, imobilidade, incontinência urinária e anal, sendo necessário adotar
medidas adequadas para preveni-las, principalmente durante o período de hospitalização
(BLANES et al, 2004). Outro estudo mostrou alta proporção de úlceras de pressão em
estágio I o que seria em pacientes menos graves com menos fatores de risco em relação
aos serviços mais complexos (BLÜMEL et al, 2004). Outro estudo de prevalência
possibilitou verificar a extensão do problema nas unidades de saúde, consequentemente,
fornecem subsídios para a construção de estratégias e programas com maior
resolutividade, tendo como base o perfil de pacientes e os principais fatores
predisponentes para o desenvolvimento de UPP (ROGENSKI; KUREGANT, 2012).
CONCLUSÃO: Acredita-se que este estudo possa contribuir para a reflexão acerca da
efetivação de cuidados preventivos frente ao risco de desenvolvimento de UPP em
indivíduos acamados ou com pouca mobilidade. É necessário que os profissionais da
equipe de enfermagem e cuidadores sejam constantemente orientados sobre a
importância e medidas para o alívio da pressão, revendo e implementando
procedimentos simples como a mudança de decúbito, uso correto do lençol móvel, o
posicionamento nas cadeiras e no leito, prevenção do atrito nas movimentações,
controle da umidade bem como a facilitação e estímulo na alimentação e hidratação,
fundamentais entre os idosos, particularmente aqueles institucionalizados. Pode-se
verificar também a escassa produção de estudos sobre a temática nos anos pesquisados.
Salienta-se que os profissionais da enfermagem são os que mais permanecem com o
paciente, sendo assim, tem o compromisso de evitar o desenvolvimento de UPP, pois
esta é uma de suas competências. Além deste ser um indicador de qualidade do cuidado
prestado aos pacientes pela equipe de enfermagem.
Descritores: Revisão acadêmica; Úlcera por pressão; Avaliação de Risco.
TENHO DIABETES, E AGORA? INSULINA NO DOMICÍLIOROMPENDO OS
DESAFIOS
SILVA, Matheus Souza1; JACOBI, Caren da Silva2; BEUTER, Margrid3;COSTA, Letícia Machado da4;
CASTIGLIONI, Críslen Malavolta5;
1 Relator. Aluno da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro
do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem. E-mail para contato:
[email protected]
2 Coautora. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM.
Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3 Coautora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Professora Associada do Departamento de Enfermagem da UFSM. Integrante do Grupo de Pesquisa:
Cuidado, Saúde e Enfermagem.
4. Coautora. Enfermeira. Enfermeira Assistencial do Hospital Universitário de Santa Maria – Clínica
Médica II.
5 Coautora. Aluna da Graduação em Enfermagem. Universidade Federal de Santa Maria.
Integrante do Grupo de Pesquisa: Cuidado, Saúde e Enfermagem.
INTRODUÇÃO: A elevação nos números de doentes crônicos está cada vez
mais evidente na população mundial e cresce de forma acelerada. O Diabetes Mellitus
(DM) é uma das enfermidades que acomete, frequentemente, os doentes crônicos. É
uma doença bastante comum em nosso meio. No entanto, por não apresentar uma
sintomatologia clara no início da doença, o seu diagnóstico, muitas vezes é tardio,
podendo ocorrer durante uma internação hospitalar. O tratamento pode ser realizado
por meio da utilização de medicações no domicílio, entre elas, a insulina por via
subcutânea. O DM abrange um grupo de doenças metabólicas, caracterizados por
níveis aumentados de glicose no sangue, a hiperglicemia, devido a defeitos na secreção
e/ou na ação da insulina no pâncreas. A alta do paciente, recém diagnosticado com
DM, envolve uma série de fatores, dentre os quais estão as orientações para
autoaplicação da insulina exógena no domicílio, como sequência do tratamento. As
informações prestadas pela enfermagem no período de preparo para a alta são cruciais
para o doente aderir à terapia, uma vez que ele seguirá com as aplicações da insulina.
OBJETIVOS: relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem sobre as orientações
da autoaplicação e dos cuidados a serem realizados no domicílio. METODOLOGIA:
trata-se de um relato de experiência de acadêmicos de enfermagem sobre as
orientações ao paciente recém diagnosticado com DM durante a participação no
Projeto de Extensão Programa de Ensino e Extensão: Formação Complementar em
Enfermagem. Este tem por objetivo oportunizar vivências aos acadêmicos de
enfermagem para desenvolver competências e habilidades técnico-científicas, éticopolíticas, e socioeducativas do enfermeiro; criar espaços de troca de experiências
entre academia universitária, serviços de saúde e instituições de ensino; promover
eventos que coloquem em discussão temas referentes à área da saúde e estimular
a produção de trabalhos científicos a partir das vivências no campo de práticas e
saberes. O período da realização foi de 22 de julho a 24 de agosto de 2013, na unidade
de Clínica Médica II, no Hospital Universitário de Santa Maria
–HUSM.
RESULTADOS: os resultados baseiam-se nas conversas com os pacientes que tiveram
o diagnóstico de DM e a utilização da insulina exógena como tratamento no domicílio.
Os pacientes foram esclarecidos sobre as refeições, que devem ter intervalo de no
máximo três horas umas das outras; orientados quanto ao uso da seringa; orientados
a manter o frasco da medicação na geladeira; foram norteados também sobre os
locais de aplicação e sobre as trocas destas regiões, pois a aplicação em um único
local causa a lipohipertrofia, caracterizado como o aumento da gordura
subcutânea; orientados quanto ao armazenamento de seringas e agulhas após o
uso em garrafas pet e sobre o manejo destes materiais até uma unidade de
saúde; e sobre os pedidos de novos materiais para a aplicação da insulina e o
controle da glicemia
serem efetuados
na própria unidade de referência.
CONCLUSÃO: podemos perceber a relevância do papel do enfermeiro no processo de
ensino-aprendizagem por meio de orientações ao indivíduo recém diagnosticado com
DM, pois este geralmente apresenta-se carente de informações sobre a patologia e a
continuidade dos cuidados no domicílio no pós-alta hospitalar. Assim como, tem
dúvidas sobre o manejo e destino correto desses resíduos.
Descritores: Diabetes Mellitus; Autocuidado; Tratamento Medicamentoso.
ATUAÇÃO DOS ENFERMEIROS DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO
PERMANENTE EM ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL DE ENSINO
VASCONCELOS Raíssa Ottes1; LAVICH, Claudia Rosane Perico2; TERRA, Marlene Gomes3;
MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza4; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva 5
1
Relatora, Acadêmica do 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista
PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa “Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade”
(PEFAS). E-mail- [email protected]
²Autora, Enfermeira Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal
de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS.
³Autora, Orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em
Enfermagem da UFSM. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS.
4
Autora, Co-orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação
em Enfermagem da UFSM, Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS.
5
Autora, Acadêmica do 8º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista
do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Membro do
Grupo de Pesquisa PEFAS.
INTRODUÇÃO: frente aos desafios que as políticas públicas têm provocado nas
práticas de saúde, pode-se destacar a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS),
considerada a maior política de inclusão social resultante de lutas iniciadas pelo
Movimento Sanitário Brasileiro, que por meio da 8ª Conferencia Nacional de Saúde é
incluída na Constituição Federal de 1988 e regulamentada pela Lei Federal nº
8080/90onde esclarece que é de responsabilidade do SUS a organização de um
sistema de formação em todos os níveis de ensino, além da participação na
formação e desenvolvimento dos profissionais da área da saúde (BRASIL, 1990).
Nesse sentido, o SUS vem interferindo nas políticas de saúde e de formação no que
tange a necessidade de qualificação dos profissionais frente às demandas da população
em razão de ampliar a concepção e prática da integralidade da atenção (BRASIL,
2005). Diante desse contexto, o Ministério da Saúde apresenta a Educação
Permanente em Saúde (EPS) como proposta articuladora entre serviços, gestão,
atenção e controle social, com o intuito de consolidação dos princípios e diretrizes do
SUS (BRASIL 2004). Devido a sua relevância passou a ser considerada uma
política pública por meio da portaria 198/GM/MS de fevereiro de 2004, como a
principal estratégia para formação e desenvolvimento dos trabalhadores para o
SUS (BRASIL, 2004). Frente a sua importância, a EPS tem papel fundamental no
cotidiano dos trabalhadores de saúde, e principalmente do enfermeiro, uma vez que,
esse, por meio do Código de Ética dos profissionais de Enfermagem, além de
suas atribuições inerentes a sua função tem a obrigação legal de ser o
desencadeador dos processos educativos frente a sua equipe (COFEN, 2007).
Dessa forma, pode-se dizer que essa prática vai além da habilidade assistencial do
enfermeiro, pois exige desse profissional que assuma ima nova postura frente as
necessidades de transformação no trabalho( CECCIM, 2005). Entendendo o
desafio que concerne à prática de EPS, que consiste no aprender e o ensinar no
cotidiano de trabalho das instituições, pautadas na aprendizagem significativa e
desenvolvidas por meio da problematização dos fatos enfrentados na realidade do
trabalho, principalmente da enfermagem, a instituição em estudo, investiu na criação
de um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem (NEPE). Esse núcleo
visa fortalecer a atuação da enfermagem no que se refere ao desenvolvimento de
práticas de EPS, trazendo como eixo norteador a Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde. O NEPE constitui-se como uma unidade mediadora e
facilitadora de ações educativas na enfermagem e conta com uma coordenadora,
enfermeira assistencial, uma professora representante do Departamento de
Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM) e 15 enfermeiros assistenciais representantes das áreas de atuação da
enfermagem na instituição em estudo, que são intitulados facilitadores de ações de
EPS. Esses facilitadores possuem um compromisso institucional, pois são a
referência para o desenvolvimento de ações educativas junto aos demais
enfermeiros do hospital (HUSM, 2010). Mesmo o NEPE, sendo importante para o
desenvolvimento de ações de EPS, a partir de leituras e vivências profissionais,
compreende-se que esse processo de implementação da EPS é complexo, recente e novo
na instituição, além de apresentar inúmeras dificuldades de viabilização. Isso
requer desses profissionais facilitadores, conhecimento, criatividade e persistência no
sentido de criar estratégias de ação visando provocar uma transformação no modelo de
cuidado em ambiente hospitalar. Nessa perspectiva tem-se como questão de pesquisa:
como os enfermeiros facilitadores do Núcleo de Educação Permanente em
Enfermagem em um Hospital de Ensino atuam no desenvolvimento de ações de
educação permanente em saúde? Para responder essa questão, elegeu-se como
OBJETIVO GERAL: descrever a atuação dos enfermeiros do Núcleo de Educação
Permanente em Enfermagem em um Hospital de Ensino. E, como objetivos
específicos: identificar as ações de EPS desenvolvidas no lócus de atuação dos
enfermeiros facilitadores integrantes do NEPE; conhecer as estratégias utilizadas pelos
enfermeiros facilitadores do NEPE na sua área de representação para desencadear
ações de EPS; evidenciar as potencialidades e dificuldades encontradas pelos
enfermeiros facilitadores para realizar as ações de EPS; caracterizar os enfermeiros
participantes do estudo quanto aos aspectos profissionais. METODOLOGIA: tratase de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso único. A escolha
do estudo de caso justifica-se por estudar um fenômeno contemporâneo inserido na
sua realidade e permitir compreender e interpretar o caso na sua complexidade. Por
isso, podem ser utilizadas várias fontes de produção de dados. Além disso, o estudo de
caso mostra como e porque tal fenômeno ocorre, implicando no aprofundamento e
especificidade do caso (MARTINS, 2006; YIN, 2010). O campo de investigação
dessa pesquisa será o Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem, o qual se
encontra vinculado a Direção de Enfermagem e Direção de Ensino Pesquisa e Extensão
do Hospital Universitário de Santa Maria. Os sujeitos da pesquisa são os
enfermeiros integrantes do NEPE, os quais representam as áreas de atuação da
enfermagem. Foram considerados como critérios de exclusão os enfermeiros que
estivessem em licença saúde, professores e representante da direção de
enfermagem. Optou-se por incluir a totalidade desses sujeitos que é em torno de 15
enfermeiros, por ser relevante a função como desencadeadores de ações de
Educação Permanente nas áreas de atuação da enfermagem na instituição. O período
previsto para o estudo é de março a dezembro de 2013 e a produção dos dados ocorrerá
por meio de três fontes: a) Análise de Documentos nos setores de atuação da
enfermagem, como atas de reuniões de enfermagem, cartazes de divulgações de
eventos, capacitações treinamento, educação em saúde (que elucidam alguma
atividade educativa); atas de reuniões do NEPE, relatório anual de atividades e
projetos educativos no período de 2007 a 2011; b) Observação Sistemática das
reuniões do NEPE; e, c) Grupo Focal com os enfermeiros integrantes do NEPE. Para
a análise dos dados será utilizada a Análise de Conteúdo Temática de Minayo
(2010). Serão respeitados os preceitos éticos conforme a Resolução Nº 196/96 do
Conselho Nacional de Saúde (CNS). O protocolo do projeto de pesquisa foi aprovado
pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul
sob o parecer Nº 222.262. E também, registrado no Gabinete de Projetos sob o nº
033611.
Descritores: Enfermagem, Educação Continuada, Saúde.
DADOS PARCIAIS DA OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA EM PESQUISA DO
TIPO ESTUDO DE CASO
VASCONCELOS Raíssa Ottes1; LAVICH, Claudia Rosane Perico2; TERRA, Marlene Gomes3;
MOSTARDEIRO Sadja Cristina Tassinari de Souza4; TEIXEIRA, Joze Karlem da Silva5.
1
Relatora, Acadêmica do 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista
PROIC/HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa “Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade”
(PEFAS). E-mail- [email protected]
²Autora, Enfermeira Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal
de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa PEFAS.
³Autora, Orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação em
Enfermagem da UFSM. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS.
4
Autora, Co-orientadora, Professora Doutora do Departamento e do Programa de Pós Graduação
em Enfermagem da UFSM, Pesquisadora do Grupo de Pesquisa PEFAS.
5
Autora, Acadêmica do 8º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista
do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. Membro do
Grupo de Pesquisa PEFAS.
INTRODUÇÃO: As políticas públicas de saúde têm provocado inúmeras
transformações no cenário da saúde, entretanto as mesmas ainda não comportam
a necessidade de resolutividade para os usuários do SUS. Nesse sentido, o Ministério da
saúde propõe a Educação Permanente em Saúde como uma estratégia de mudança na
formação, atenção e gestão na saúde (BRASIL, 2005). Devido a sua relevância,
foi instituída como Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, pela
portaria 198/GM/MS de 13 de fevereiro de 2004. Nessa perspectiva, a política
tornou-se eixo norteador de ações de Educação Permanente, desenvolvidas a partir de
um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem (NEPE) de um Hospital de
Ensino. Esse núcleo caracteriza-se por uma unidade mediadora de ações de
Educação Permanente na Enfermagem. Conta com a participação de enfermeiros
representantes das áreas de atuação de enfermagem, bem como um professor do
Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde (CCS), da Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM), e também com um representante da Direção de
Enfermagem do hospital em estudo. Esses enfermeiros são intitulados facilitadores do
processo de educação permanente na instituição. Esse trabalho é parte da produção de
achados da pesquisa de dissertação de mestrado intitulada 'Atuação dos enfermeiros de
um núcleo de educação permanente em enfermagem', registrado no Gabinete de
projetos sob o Nº 033611, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade Federal de Santa Maria sob o Nº 222.262 de 19 de março de 2013, que
está sendo desenvolvida em um hospital de ensino do interior do estado do RS, e
respondeu ao Edital 016/2013 – PRPGP/UFSM referente ao PROIC/HUSM
(Programa de Bolsas de Iniciação Científica ou Auxílio à Pesquisa).Apresenta
como questão de pesquisa: como os enfermeiros facilitadores do núcleo de educação
permanente em enfermagem de um hospital de ensino atuam no desenvolvimento
de ações de educação permanente em saúde (EPS)? Para responder essa questão
delineou-se como objetivo descrever a atuação dos enfermeiros do núcleo de educação
permanente em enfermagem em um hospital de ensino. Como o estudo
tem a
perspectiva descritiva, pode-se afirmar que o mesmo configura-se como um estudo de
caso, o qual se justifica por um estudo aprofundado e exaustivo de um caso,
permitindo analisar e descrever o contexto, as relações e percepções referentes ao
fenômeno e situação estudada de forma ampla e detalhada (MARTINS, 2006;
MINAYO, 2010, YIN, 2010). Também possibilita responder a questão de
pesquisa na forma como e porque o fenômeno pode ocorrer, implicando em
aprofundamento e caracterizando a especificidade do caso. O estudo de caso permite
ao pesquisador utilizar várias fontes de coleta de dados ou evidências para que possa
garantir a qualidade da pesquisa. Além disso, propicia fazer análises parciais,
oportunizando ampliação na produção dos da dosou reorientação da mesma
(MARTINS, 2006). Nesse sentido, o estudo se propõe a buscar as evidencias por
meio de três fontes de produção de dados, a análise documental, observação
sistemática e grupo focal. OBJETIVO: relatar os achados parciais da pesquisa por
meio da observação sistemática. METODOLOGIA: trata-se de uma pesquisa com
abordagem qualitativa do tipo estudo de caso, onde uma das fontes utilizadas para a
produção de dados é a Observação Sistemática, a qual será abordada nesse trabalho
trazendo apenas alguns dos achados.
A Observação Sistemática pode ser de
reuniões, atividades em geral ou específicas, entre outros. Ela contribui para
acrescentar informações e propiciar maior entendimento do fenômeno a ser
estudado. Propicia também, obter maior conhecimento de aspectos significativos
do grupo ou comunidade em estudo (YIN, 2010). A observação requer atenção e
exame detalhado do que se quer observar. Utiliza os sentidos para detectar
determinados aspectos da realidade (MARTINS, 2006). Salienta-se que nessa
pesquisa foi realizada a observação sistemática pelo autor da mesma, no período de
maio a julho de 2013, das reuniões do NEPE, nas quais se utilizou um plano de
observação, tipo check-list que foi elaborado pelo autor o qual subsidiou
juntamente com outras fontes de evidencias responder os objetivos propostos pela
pesquisa. O referido campo de estudo foi escolhido, visto que os profissionais
enfermeiros integrantes do NEPE são a referência na implementação da educação
permanente na enfermagem. As reuniões observadas aconteceram todas as terças
feiras a partir das 08h15min na sala do NEPE, que se localiza no andar térreo do
Hospital Universitário Santa Maria (HUSM), próximo à Direção de Ensino Pesquisa
e Extensão (DEPE). RESULTADOS: foram observadas 8 reuniões, que resultaram
em 16h de acompanhamento. Nos dias das reuniões, todos os participantes do NEPE
são dispensados de seus setores de trabalho com autorização da chefia imediata e
Direção de Enfermagem para poderem participar. Não são todos os setores de
atuação da enfermagem que possuem representantes no NEPE. Atualmente conta-se
com: Centro de Material e Esterilização, Bloco Cirúrgico e Sala de Recuperação,
Unidade toco ginecológica, Centro Obstétrico, Pronto Atendimento adulto,
Psiquiatria, Unidade de Tratamento Intensivo Adulto, Ambulatório de
Quimioterapia, Centro Tratamento da criança com Câncer e Centro de Transplante
de Medula Óssea, Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional, Hemodinâmica,
Unidade de Cardiologia Intensiva, Residência Multiprofissional, Ambulatório Ala C
e Clínica Médica. Destes, alguns não participam das reuniões devido a vários fatores,
mas os que mais se destacam é a deficiência de pessoal para compor as escalas de
trabalho e sobrecarga de atividades nos setores. Isso pode traduzir a inviabilização da
representatividade desses setores no NEPE. Durante a observação sistemática das
reuniões percebeu-se que o ambiente de reunião é descontraído e alegre, onde os
enfermeiros demonstram satisfação em integrar o NEPE e participar das reuniões,
evidenciando um ótimo relacionamento interpessoal. A dinâmica de condução das
reuniões se repete, com pautas pré-determinadas. No primeiro momento os
participantes são informados sobre acontecimentos referentes a atividades
relacionadas à EPS no HUSM e na UFSM, e também sobre fatos pertinentes ao
conhecimento do grupo, uma vez que o NEPE é parte integrante em
algumasatividades de gestão da instituição. Na sequencia é liberado espaço para os
enfermeiros exporem sobre o planejamento de atividades educativas realizadas nos
setores, o quê e como estão sendo desenvolvidas, e também levar ao grupo, as
dificuldades em realiza-las. Assim, cria-se um fórum de discussões com adesão
de todos os participantes, no sentido de contribuir para a viabilização das ações
educativas. Percebe-se que essas ações são planejadas e organizadas por meio de
projetos setoriais detalhados e posteriormente, registrados na DEPE. Todas as ações
educativas planejadas nos setores são fomentadas pelo enfermeiro integrante do NEPE e
contam com a colaboração dos membros da equipe a qual representa. Essas ações
caracterizam-se, em grande parte por capacitações e treinamentos, conforme as
necessidades profissionais de cada setor. E também, são discutidas as ações que são
desenvolvidas por exigência institucional como os Procedimentos Operacionais
Padrão (POP) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Percebese que os enfermeiros do NEPE encontram algumas dificuldades em desenvolver
ações de EPS, devido a fase de transição que o HUSM vem vivenciando em
relação a implantação do novo modelo de gestão dos hospitais Universitários.
Nesse sentido, observa-se que os profissionais enfermeiros apontam a necessidade
de maior espaço e tempo por parte das equipes, para realização de ações de EPS, uma
vez que, a carga horária dos trabalhadores da enfermagem em vista disso, tem sido mais
destinada a assistência. Dessa forma, essa realidade vem contribuindo para
inviabilizar algumas ações ou novas propostas educativas para os setores, pois
foram poucas as declarações por parte dos enfermeiros sobre ações desenvolvidas,
e, tampouco estratégias para desencadeá-las. É notável a preocupação na fala
desses profissionais do NEPE. Pode-se destacar a participação e contribuição do
NEPE nas capacitações para outras áreas, contribuição no Planejamento estratégico da
instituição, participação em eventos municipais, entre outros. Entretanto, apesar
dessas dificuldades observadas percebe-se que o NEPE é um espaço mediador de
ações educativas, não somente da enfermagem, que é reconhecido institucionalmente,
pois em meio às reuniões. CONCLUSÃO: O desenvolvimento e fomento da
educação permanente em saúde é uma das competências do enfermeiro e uma das
principais bases para a prática da enfermagem no sentido de, promover uma
melhor qualidade na atenção a saúde das pessoas. Os resultados mostram que a
enfermagem da instituição em estudo apresenta uma grande preocupação em
desenvolver e aprimorar essa competência, uma vez que, possibilitou a criação de
um Núcleo de Educação Permanente em Enfermagem, que trabalha para atingir
esse objetivo. Entretanto, percebe-se que o caminho para fomentar e implementar
ações de educação permanente é desafiador e longo. Pois não depende somente de
uma equipe determinada a essa transformação, vai mais além, é atrelado também
a um contexto influenciado por um sistema complexo de gestão. Nesse sentido, a
pesquisa, por meio da observação sistemática possibilitou perceber com detalhes
aspectos importantes referentes às ações dos enfermeiros do NEPE. Dessa forma a
observação em pesquisa de enfermagem, exige do pesquisador paciência, atenção,
imparcialidade e sensibilidade. Agrega detalhes e minúcias, possibilitando esclarecer
aspectos que não foram identificados por outras fontes de produção de dados. Por
isso da sua importância na pesquisa em enfermagem.
A FAMÍLIA COMO FONTE DE APOIO E INCENTIVO PARA CONCLUIR O
TRATAMENTO ONCOLÓGICO
ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS,
Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; KARKOW, Michele Carvalho5
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do
Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM).
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem
e do PPGEnf da UFSM.
3
Acadêmica de enfermagem da UFSM.
4
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
5
Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM.
INTRODUÇÃO: O câncer carrega o estigma de doença fatal. A ideia da possibilidade
de morte frente ao câncer é, geralmente, acompanhada de angústia e temores (BORGES
et al, 2006). A imagem negativa construída pela sociedade a respeito do câncer pode
dificultar a assimilação da doença e contribuir para a maximização das dificuldades
(DÓRO et al, 2004). Conviver com o câncer é uma tarefa que envolve a pessoa que o
vivencia, a família, o contexto do trabalho, as subjetividades, as experiências anteriores,
os efeitos do tratamento, o contato com pessoas que vivenciaram ou vivenciam situação
similar. (INCA, 2012). Considerando que a realização do tratamento oncológico é uma
experiência vivida de modo singular por cada paciente, da mesma forma os recursos
utilizados por estes para enfrentar e superar as dificuldades vividas nesse processo são
também diversificadas. Nesse sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias
identificadas nos resultados de estudo que buscou apreender o significado da finalização
do tratamento oncológico para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os recursos
utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico.
METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado nos
ambulatórios de quimio e radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria/RS.
Participaram dez pacientes que atenderam aos critérios de: estar na última sessão do
tratamento, ter boas condições físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram
excluídos os que não tinham conhecimento do diagnóstico. Os dados foram coletados
por meio de entrevista semi-estruturada. Os dados foram submetidos à análise de
conteúdo modalidade temática. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP/UFSM
(CAAE no 13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre os resultados
evidenciados identifica-se a família como fonte de apoio e estímulo para que os
pacientes realizem a terapêutica, suportem os efeitos colaterais e as dificuldades,
conseguindo finalizar o tratamento. O apoio, advindo do cônjuge, filhos, irmãos,
cunhados, é expresso por meio de gestos que denotam a preocupação e o afeto dos
familiares para com a pessoa doente. Isto pode ser identificado na disponibilidade para
acompanhar o tratamento, cuidar e proteger. Receber visitas e telefonemas,
principalmente, de filhos que moram distantes constitui-se em fonte de incentivo. O
desejo de participar do futuro dos membros da família incentivam os pacientes a aderir
ao tratamento e não desistir do mesmo. Destaca-se o compromisso pessoal assumido
pelos pacientes de finalizar o tratamento para ser exemplo para os familiares.
CONCLUSÃO: A família tem papel fundamental no apoio e incentivo ao tratamento
oncológico e a motivação para que o paciente o realize. Reconhecer esse papel por parte
da enfermagem e oferecer suporte para a família contribui para que essa possa aprender
a cuidar e também ser cuidada.
DESCRITORES: Família, Oncologia, Enfermagem
A VIVÊNCIA ACADÊMICA FRENTE À MORTE ENCEFÁLICA: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; BEGNINI,
Danusa3
1 Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista do
Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM). 2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem
e do PPGEnf da UFSM. 3 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem
(PPGEnf) da UFSM.
INTRODUÇÃO: Morte encefálica (ME) é a morte do cérebro, incluindo o tronco
cerebral, que desempenha funções vitais como a respiração e circulação e cessação
irreversível de todas as funções do cérebro. Quando a morte encefálica ocorre, a parada
cardíaca é inevitável, embora os batimentos cardíacos possam persistir por algum
tempo, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem aparelhos e o coração não
baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a
morte do indivíduo, podendo esta ser considerada uma das possibilidades para a doação
de órgãos (BRASIL, 2013). Atualmente, o número de transplantes de órgãos com
doador cadáver no Brasil vem aumentando a cada ano. No ano de 1992, o País obteve
58 transplantes, já no ano de 2011 foram 4.158 transplantes com doador em morte
encefálica pago pelo SUS. No mesmo ano de 2011, considerando os diferentes tipos de
transplante, o Brasil alcançou a marca de 23.397 transplantes, um novo recorde no setor
(ADOTE, 2012). No ano de 1997, foi criada a chamada Lei dos Transplantes (LEI Nº
9.434/97), cujo objetivo era dispor sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo
humano para fins de transplante, e o Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que a
regulamentou e criou, no âmbito do Ministério da Saúde, o Sistema Nacional de
Transplantes (SNT), tendo como atribuição desenvolver o processo de captação e
distribuição de tecidos, órgãos e partes retiradas do corpo humano para finalidades
terapêuticas e transplantes. (BRASIL, 2012). Este trabalho pretende revelar a
experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à morte encefálica. OBJETIVO:
O trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à
vivência de uma situação de Morte Encefálica. Atualmente, percebe-se que os índices
de transplantes vêm aumentando em todo o país e na maioria destes casos os doadores
são diagnosticados em Morte Encefálica. METODOLOGIA: A vivência da acadêmica
de enfermagem, autora deste trabalho, ocorreu durante as aulas práticas da disciplina
“Saúde do Adulto em Situações Críticas de Vida” no Centro de Terapia Intensiva
Adulto (UTI-A) de um Hospital Universitário localizado na região central do RS. Neste
local a acadêmica pode acompanhar, juntamente dos profissionais de enfermagem, o
processo de doação de órgãos, desde os testes clínicos até a captação destes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: No primeiro contato com um paciente em morte
encefálica pôde-se presenciar, o momento da visita dos familiares a este. Foi possível
perceber que este momento tinha uma característica triste, tanto para a família quanto
para a equipe. A retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas para a realização de
transplante depende da autorização da família. Para que se chegue à doação de órgãos
há um longo caminho, no Brasil a maioria das doações de órgãos são realizadas através
do diagnóstico de morte encefálica. Em um segundo contato com paciente em morte
encefálica, pode-se acompanhar com mais profundidade a situação, a equipe de
enfermagem e os médicos da unidade percebiam que o quadro do paciente declinava.
Todos os horários de visita eram minutos que demoravam horas para passar e era visível
a tristeza e o sofrimento da família, da mesma forma, a equipe de enfermagem sente os
reflexos desses sentimentos. No momento que a equipe suspeitou a morte encefálica foi
aberto o protocolo que identifica esse quadro no paciente. A partir daí, foi possível
acompanhar o processo de diagnóstico de morte encefálica através deste protocolo, que
continha, dentre suas etapas básicas, a entrevista com a família, a comunicação com a
central de doação de órgãos e, por fim, a captação dos órgãos. Para que se tenha um
resultado concreto de que o paciente será um potencial doador e está em morte
encefálica, uma das primeiras condutas observadas foi a retirada de todos os
medicamentos sedativos e analgésicos, e a avaliação do paciente através da escala de
Glasgow. O valor da escala deve ser 3 (três), o qual indica a ausência de consciência e
resposta neurológica do paciente (CIHCOT – HUSM). A partir desse momento o
paciente já tem um possível diagnóstico de morte encefálica e então começam os
procedimentos para a confirmação. A abertura do protocolo de morte encefálica
depende dos níveis de sódio estejam dentro do esperado, no caso de 130 a 160mEq/l
(CFM R nº 1.480/97). Para iniciar o processo de confirmação, são realizados dois testes
clínicos que avaliam a atividade cerebral do paciente. Um desses testes é realizado por
um médico neurologista, sendo o resultado positivo para esse teste, após seis horas é
realizado o segundo teste clínico, o qual é realizado por um médico clínico geral. Esse
teste clínico consiste as seguintes avaliações: avaliar pupilas fixas e sem reatividade,
ausência do reflexo córneo-palpebral, ausência de reflexo ocolo-cefálico, ausência de
resposta às provas calóricas, ausência do reflexo de tosse e apneia (CFM R nº 1.480/97).
Com o primeiro e segundo testes clínicos com resultado positivo é realizado então um
exame de imagem para confirmar o diagnóstico de morte encefálica. Na situação
observada pela acadêmica foi realizada uma arteriografia cerebral, que comprovou a
ausência de fluxo sanguíneo no cérebro e, em seguida, a família foi comunicada sobre o
resultado. Neste momento, o profissional de enfermagem realiza uma conversa com a
família do potencial doador para saber qual o desejo da família, se é de doar ou não os
órgãos. Ao presenciar esta situação, pode-se perceber a emoção que permeava os
envolvidos, e mesmo passando por um momento de dor e sofrimento, a família optou
por doar os órgãos desse paciente. Após essa decisão a central de transplantes, foi
comunicada e, posteriormente, foi realizada a coleta de sangue para testar a sorologia de
várias doenças, dentre elas: HIV, Doença de Chagas e Hepatite. No caso deste doador
todos os resultados deram negativos e o processo de doação teve continuidade. No dia
seguinte, dia da captação, o doador foi encaminhado ao centro cirúrgico e a captação foi
realizada. CONCLUSÃO: Por fim, pode-se concluir que foi muito importante
acompanhar a trajetória deste doador, de modo que vivenciar esse processo gerou
muitas reflexões, principalmente no que se refere à família deste doador, o que auxiliou
na escolha do tema do trabalho de conclusão de curso da autora. Na experiência aqui
relatada não houve a recuperação do paciente e o quadro evoluiu para morte encefálica,
porém através da doação de órgãos, o doador poderá ajudar na recuperação de outros
pacientes. Almeja-se que o relato desta experiência auxilie outros acadêmicos de
enfermagem quanto à compreensão de como ocorre a doação de órgãos.
DESCRITORES: Enfermagem, Doação de Órgãos, Unidade de Terapia Intensiva e
Morte Encefálica
A INFLUÊNCIA
ASMÁTICOS
DA
NATAÇÃO
TERAPÊUTICA
EM
PACIENTES
DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; DIAS, Caren Franciele Coelho
Relator: Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano),
Email: [email protected]
Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós graduanda em Mídias da Educação
pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em Gestão em Saúde pela UNIFESP
(Universidade Federal de São Paulo).
Introdução: Nos últimos anos, houve um acréscimo significativo das doenças por
problemas respiratórios afetando as vias aéreas, dentre estas doenças encontrasse a asma
como a de maior incidência (CONTREIRA et al, 2010). Pessoas de diversos países em
todas as faixas etárias são acometidas por essa doença, que pode cursar com crises
muito graves e algumas vezes se tornar fatal. A asma não controlada pode tornar-se
crônica com limitação permanente do fluxo aéreo, levar à limitação física e social
significativa, comprometendo a qualidade de vida (LOPEZ, MEDEIROS; 1990).
Conforme Soares e Juvêncio (2010), a fisioterapia e a natação terapêutica têm-se
mostrado extremamente eficientes no tratamento de pacientes com problemas
respiratórios, tais como enfisema, asma ou bronquite. No caso dos pacientes com asma
a uma dificuldade na respiração pelo estreitamento da árvore brônquica respiratória que
acarreta inteiramente na quantidade de ar enviada aos pulmões. Juntamente com os
exercícios respiratórios a natação terapêutica auxilia na melhora do padrão de
respiração, fortificando o diafragma e os músculos dorsais e torácicos usados na
respiração. Justificativa: É fundamental ampliar o conhecimento sobre o benefício que a
natação traz ao paciente asmático, e trazer intervenções capazes de melhorar suas vidas,
pois este tem sua saúde prejudicada em função da doença. Objetivo: Verificar a
importância da natação terapêutica no tratamento de pacientes com diagnóstico de asma,
com a finalidade de melhor da qualidade de vida destes indivíduos, melhorando a
eficiência da respiração, com mais conforto e menos esforço. Metodologia: Para se
estudar sobre o benefício da natação em pacientes asmáticos, realizou-se uma análise
dos artigos sobre essa temática, publicados nos principais periódicos. Optou-se por
realizar uma pesquisa bibliográfica, construída através do percurso metodológico:
escolha do tema, levantamento bibliográfico preliminar, formação do problema, busca
de fontes, leitura do material, organização lógica do assunto e redação do texto.
Conforme Furasté (2006) a pesquisa bibliográfica utiliza obras literárias impressas ou
capturadas pela internet, é método mais utilizado, mas deve estar sempre em constante
atualização, enriquecendo desta forma o projeto de pesquisa. A busca pela produção
científica referente ao tema em estudo foi realizada nos seguintes acervos: Literatura
Latino-americana e Caribe em Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online
(SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE).
Utilizamos como palavras chave: Asma, Natação terapêutica, Fisioterapia. A busca
pelos manuscritos foi feita em junho de 2013, incluiu-se artigos do ano de 1990 até
2010, por conter poucos estudos relacionados com o tema. Finalizada a leitura seletiva,
iniciou-se a leitura analítica e interpretativa a fim de possibilitar a construção dos
resultados bem como sua discussão. Resultado: Conforme Abreu e Lopes (2001) a asma
é considerada uma doença crônica com relevante incidência atualmente, acometendo
indivíduos de qualquer idade. A um aumento nos casos de asma mundialmente
principalmente em crianças e um dos fatores responsáveis é acrescente exposição aos
agentes e poluentes. A natação assim como os exercícios respiratórios, trazem diversas
melhorias ao paciente, pois aumenta o débito cardíaco em relação ao nível basal,
aumenta o fluxo sanguíneo através dos músculos ativos, eleva-se a pressão arterial e
venosa, assim estimula-se o metabolismo geral do organismo. Ocorre também, um
aumento imediato da frequência respiratória ao se iniciar um exercício, com estimulação
do metabolismo geral do corpo (SOARES, JUVÊNCIO; 2010). O mesmo autor relata
que a natação terapêutica também aparece como uma nova área de atuação do
profissional da área de Educação Física, que trabalhando em parceria com
Fisioterapeutas podem desenvolver novos trabalhos e pesquisas na área da natação
adaptada, assim será possível uma maior comprovação dos benefícios da natação além
de uma maior gama de pessoas envolvidas num trabalho de conscientização e
aprimoramento das atuais técnicas de natação utilizadas. Ainda conforme os mesmos
autores à natação terapêutica solicita muita atenção, cuidado e orientação constante ao
indivíduo e necessidade de atender com qualidade individual cada um deles. Ela
contribui para a terapêutica das doenças respiratórias, especialmente a asma e a
bronquite, mostrando que qualquer atividade física proporciona bem estar físico e
psíquico principalmente para a melhora na qualidade de vida. Alguns estudos mostram
que a natação é bem aceita pelos pacientes, pois é uma atividade relaxante e prazerosa
trazendo benefícios aos indivíduos acometidos por esta doença. O paciente deve aderir
ao regime terapêutico para o tratamento da asma, tendo a participação ativa do familiar,
isto quer dizer realizar com orientação de um fisioterapeuta as medidas de controle para
a doença, visando o sucesso eficiente deste processo difícil. Para Soares e Juvêncio
(2010) a uma grande melhora do quadro do paciente asmático com o uso da natação
terapêutica, pois proporciona uma maior ventilação e maior consumo de oxigênio.
Poucos estudos demonstram a eficácia, mas o pouco que temos mostra que a natação
terapêutica tem um grande nível de aceitação dos pacientes, além de ser uma atividade
relaxante e prazerosa, encaixa-se em todos os pré-requisitos para uma boa atividade
física para os pacientes com acometimentos respiratórios. Conclusão: A partir do que
foi exposto no decorrer do texto, destacamos neste resumo a importância de nos
preocuparmos em espargir mai sobre os benefícios da natação terapêutica em pacientes
asmáticos. Para integra-las este tratamento em prol da melhora da qualidade destes
indivíduos. Verificou que mesmo com poucos artigos publicados encontrados sobre a
ação da natação terapêutica sobre a asma e considerando que esta doença ainda afeta
uma boa percentagem de pacientes, sendo também uma das caudas de maior morbidade.
Alguns autores mostram que há uma melhora do padrão respiratório, possibilitando uma
maior capacidade de controlar as crises, com episódios de crises diminuídas, melhora da
postura corporal e consequentemente melhora a qualidade de vida.Sugere-se a
ampliação de espaços profissionais e acadêmicos de debate e reflexão sobre o tema, no
sentido de adequar sua prática as necessidades sentidas pelo paciente. Acredita-se que a
pesquisa trará contribuição para que as questões sejam tratadas ainda na graduação, para
um melhor preparo e conscientização do futuro profissional.
Descritores: Asma; Natação; Fisioterapia.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: EQUIPE E PACIENTE SEGUROS
SILVEIRA, Giane¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia Vedovato³; GONÇALVES, Jana
Rossato4; ROSSATO, Vergínia Medianeira Dallago 5
¹Relator. Farmacêutica. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúdeda Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). [email protected].
² Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde daUFSM.
³ Enfermeira. Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de
Saúde daUFSM.
4
Relações Públicas. Mestranda da Extensão Rural da UFSM.
5Enfermeira. Drª. Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo NVEH/HUSM.
Introdução: A higienização das mãos envolve educação permanente consistindo em
um dos maiores desafios para a prevenção das infecções relacionadas ao cuidado em
saúde, devido a sua baixa adesão pelos profissionais da área. Em países desenvolvidos,
cerca de 5 a 10% dos doentes admitidos em hospitais de cuidados agudos adquirem uma
infecção que não estava presente ou incubada no momento da admissão. Tais infecções
adquiridas nos hospitais aumentam a morbidez,a mortalidade e os custos esperados
comparando se o paciente tivesse apenas a doença básica¹. As mãos são consideradas as
principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através
delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses
serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais¹.
Estudos demonstram que os procedimentos corretos para higiene das mãos ocorrem em
uma média de apenas 40% das vezes em que deveriam ser feitos e a taxa de adesão
apresenta-se inferior a 50%². Esses estudos demonstram a baixa adesão dos
profissionais da área às práticas de higienização das mãos de forma correta, mostrando a
importância desta prática ser estimulada para a conscientização destes profissionais
para tal hábito. Programas educacionais continuados, como campanhas periódicas
de incentivo à higienização das mãos, motivam os trabalhadores da saúde a higienizar as
mãos e consequentemente reduzem os índices médios de infecção. Contudo, a
manutenção da adesão se mostra um desafio, pois após algum período, os índices
retornam aos patamares anteriores³. Frente a este desafio, e enquanto profissionais
envolvidos com a prevenção e o controle das infecções consideramos que os esforços
para o aumento da adesão à higienização das mãos devem ser socializados e também
integrados com diversos serviços de uma instituição com o intuitode melhorar ainda
mais esta adesão. Justificativa: Considerando os estudos que indicam a
necessidade de incentivos para um aumento da adesão à higienização das mãos e
motivados pela aquisição e instalação pela instituição de mais de 600 dispensers com
álcool gel nos diversos setores do HUSM, a equipe do Núcleo de Vigilância
Epidemiológica Hospitalar (NVEH) iniciou um projeto denominado: Higienização das
mãos: equipe e paciente seguros, para este foi buscado aliança entre os setores que
tem esse objetivo em comum e que historicamente tem feito intervenções
separadas. Sob a coordenação do NVEH no projeto estão envolvidos, a Comissão de
Controle de Infecção Hospitalar, Serviço de Higienização e Limpeza Hospitalar,
Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Comissão de Padronização de
Materiais e Equipamentos, comissão de segurança do paciente, assim os serviços
tem buscado fortalecer este trabalho articulando ações que venham fortalecer,
potencializar e integrar o trabalho feito.
Objetivo: Relatar as ações de
sensibilização para a correta higienização das mãos realizada no HUSM.
Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo caracterizado como relato de
experiência
das intervenções realizadas no HUSM a fim de sensibilizar os
profissionais, familiares e usuários da importância e adequada higienização das mãos.
As intervenções foram realizadas nos serviços de internação, ambulatórios,
secretarias, áreas administrativas, entre outros. Para tanto, foram promovidos
encontros semanais de planejamento e elaboração de notas para divulgação das
atividades da campanha no site do HUSM, foram realizadas intervenções
quinzenais para divulgação dos objetivos do projeto, com distribuição de flyer
informativo, sachês com álcool gel, abordagem dos profissionais para entrevistas,
orientações e esclarecimentos. Foram realizadas atividades lúdicas, como a caixa da
verdade e momentos com a participação do grupo lúdico Só riso do HUSM.
Resultados: Até o momento foram confeccionadas e divulgadas 10 notas no site do
HUSM, este espaço está sendo utilizado para a divulgação da campanha e sensibilização
da equipe sobre a importância desta temática. Entre as atividades desenvolvidas,
primeiramente foi realizada a distribuição de flyers relacionados a adequada
higienização das mãos, e sachês de álcool gel para os profissionais, familiares e usuários
do HUSM. Uma outra forma de intervenção e divulgação da campanha foi a criação de
duas paródias relacionadas ao tema, sendo estas denominadas "alerta alegretense” e
“mãozinha”, onde fazem menção a importância da correta higienização das mãos e o
aumento da adesão a esta prática podem contribuir para a disseminação ou barreira das
infecções hospitalares. Como estratégia para trabalhar a higienização de mãos também
utilizou-se a caixa da verdade* como ferramenta para profissionais, familiares e
usuários do serviço visualizarem a forma como se apresentam as mãos após terem
sido higienizadas, importante ressaltar que esta metodologia de trabalho é agradável
de ser utilizada e demonstra ser bem aceita por quem a utiliza pois evidencia algo que
deve ser corrigido de forma branda e que na maioria das vezes provoca expectativa,
curiosidade, risos e momento de descontração propício para orientações e
esclarecimentos. Em uma outra intervenção, foram realizadas 65 entrevistas entre os
profissionais, familiares e usuários do HUSM, sobre a utilização de água e sabão ou
álcool gel para a higienização das mãos onde pode-se observar o índice mais elevado de
pessoas que utilizam concomitantemente os produtos, necessitando de ações para
adequação do uso dos mesmos. Nas datas comemorativas como a semana da pátria e
semana farroupilha foram realizadas ações, como confecção de adesivos com a frase
“mãos limpas brasil” para colocação nos dispensers, e passagem nos setores com o
grupo lúdico Só Riso em trajes gauchescos. Conclusão: O projeto teve início em agosto
deste ano e conta com a participação flutuante de alunos que passam em estágio no setor
de vigilância, com trabalhadores da área e das pessoas dos diferentes serviços que fazem
parceria. Notamos que muitas pessoas que trabalham em diferentes projetos são as
mesmas e que muitas vezes estavam em uma produção solitária. Estes encontros tem
propiciado a união e contribuição de cada um dos integrantes dos grupos, fato que
tem nos fortalecido e nos dado ânimo para continuar esta tarefa de educação que tem
que ser permanente, criativa e partilhada. As atividades com calendarização tem
contribuído para que tenhamos disciplina para executar tarefas que estão sendo
combinadas, esta contribuição está diretamente ligada ao trabalho interdisciplinar e
intersetorial. Dessa maneira, as intervenções têm se mostrado efetivas como estratégia
de fortalecimento de vínculos, representação dos diversos setores, padronização de
ações com consequente escolha de materiais e ações educativas adequadas. É
relevante pontuar o apoio e comprometimento Institucional para o sucesso das
ações que estão sendo realizadas. Descritores: infecção hospitalar, higiene das mãos,
segurança do paciente.
AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM TRABALHADORES
DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA
MORAIS, Bruna Xavier1; BOTTINO, Larissa Diniz2; BELTRAME, Marlize Tatsch3; LUZ, Emanuelli
Mancio Ferreira da4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5.
1
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de
Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM.
Santa Maria, RS, Brasil. Relator: [email protected]
2
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE.
Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica
PROIC/HUSM. Santa Maria, RS, Brasil.
3
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e
Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
4
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de
Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM.
Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e
Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: A Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde,
em vigor desde 2004, tem por finalidade a redução dos acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho, por meio de ações de promoção, reabilitação e vigilância na
área de saúde. Porém, os trabalhadores não adoecem apenas por patologias associadas à
prática ocupacional, como, por exemplo, riscos físicos, químicos e biológicos no
ambiente de trabalho, mas também por condições insalubres aliadas as duplas ou
triplas jornadas de trabalho esquecendo -se de avaliar a sua condição no sentido de
prevenir ou detectar precocemente doenças. Uma das patologias associadas a isso é a
obesidade, que tornou-se um importante problema de saúde pública na atualidade. Nas
últimas décadas, sua prevalência vem aumentando significativamente em países
desenvolvidos, e acometendo também países em desenvolvimento, como, por
exemplo, o Brasil. Com o excesso de gordura à saúde de adultos, há uma ocorrência
maior de patologias como Diabetes Mellitus, Hipertensão, e ainda um aumento do
triglicerídeo e do colesterol. O índice de massa corporal (IMC) é uma importante
medida antropométrica utilizada para determinação de excesso de peso, podendo
ser um indicativo de aumento de riscos de problemas de saúde. De acordo com
VI Diretrizes brasileiras de hipertensão o IMC abaixo de 25 kg/m², relaciona-se com a
redução da Pressão Arterial e a melhora das alterações metabólicas associadas.
JUSTIFICATIVA: O conhecimento dos valores do IMC de trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário podem ser relevantes para a
prevenção de patologias e a promoção da saúde, resultando assim em uma melhor
qualidade de vida para os trabalhadores. OBJETIVO: Identificar o Índice de Massa
Corporal de trabalhadores do Serviço de Limpeza de um Hospital Universitário do Rio
Grande do Sul, com o intuito de comparar com as metas antropométricas, de acordo
com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. METODOLOGIA: Pesquisa com
delineamento transversal descritivo e abordagem quantitativa, que está inserida no
projeto matricial “Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores
do Serviço Hospitalar de Limpeza” aprovada pelo Gabinete de Projetos (nº
033622) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de ensino à qual as autoras
estão vinculadas (CAAE 13106313.1.000.5346), em fevereiro de 2013. Foram
definidos como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza
atuantes no Hospital Universitário em estudo. Como critérios de inclusão os
trabalhadores deveriam ser maiores de 18 anos e estar no exercício de suas funções
laborais no momento da realização do estudo. Sendo assim, foram excluídos os
trabalhadores que estavam em afastamento do trabalho durante o período da
coleta. A coleta de dados foi realizada em março e abril de 2013, pela
pesquisadora mestranda e por acadêmicos de enfermagem previamente capacitados.
Após esclarecimento sobre o objetivo da pesquisa, os trabalhadores que aceitaram
participar, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE),
sendo que preencheram e devolveram o questionário, no próprio local de trabalho.
Utilizou -se um formulário com questões relacionadas a variáveis sociodemográficas,
laborais e de saúde. O IMC foi avaliado pelo cálculo obtido dividindo o peso (em
quilogramas) pela estatura (em metros) ao quadrado. Para sua determinação foram
mensuradas as variáveis referentes ao peso e a estatura dos trabalhadores do Serviço
Hospitalar de Limpeza. A verificação da estatura dos trabalhadores foi efetuada por
meio de fita métrica e na verificação do peso corporal foi empregada balança digital da
marca italiana Gama, sendo o peso registrado em quilogramas (Kg). Os valores e a
classificação estabelecidos foram: inferior a 18,5 kg/m² (abaixo do peso); entre 18,5 a
24,9 kg/m² (peso normal); entre 25,0 a 29,9 kg/m² (pré-obeso); entre 30,0 a 34,9 kg/m²
(obesidade grau I); entre 35,0 a 39,9 kg/m² (obesidade grau II); acima de 40,0 kg/m²
(obesidade grau III). Para a inserção dos dados foi utilizado o programa Epiinfo®, versão 6.04, com dupla digitação independente. Após a verificação de erros
e inconsistências, a análise foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive
Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for Windows. Para
as análises das variáveis contínuas, utilizou-se a estatística descritiva (medidas de
posição e dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequência
absoluta e relativa. Salienta-se que foram respeitados os preceitos éticos da
Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde. Este
projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM.
RESULTADOS:
Dos 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza,
participaram do estudo 157 (91,3%). Destes, 65,6% eram Serventes de Limpeza e
34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Predominou o sexo feminino (87,9%),
com idade média 39,9 anos (±9,8), mínima de 19 e máximo de 60 anos, de raça
autorreferida branca (63,7%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho
(28,0%), com ensino médio completo (38,9%) e renda familiar per capita média de 2,8
salários mínimo nacional. Ao serem avaliados sobre o IMC foram obtidos o s
seguintes resultados: abaixo de 18,5 kg/m² (abaixo do peso), 3 trabalhadores
(1,9%); entre 18,5 a 24,9 kg/m² (peso normal), 43 trabalhadores (27,4%); entre 25,0 a
29,9 kg/m² (pré-obeso), 58 trabalhadores (36,9%); entre 30,0 a 34,9 kg/m² (obesidade
grau I), 40 trabalhadores (25,5%); entre 35,0 a 39,99 kg/m² (obesidade grau II),
6 trabalhadores (3,8%); acima de 40,0 kg/m² (obesidade grau III), 7 trabalhadores
(4,5%). CONCLUSÃO: Os trabalhadores pesquisados apresentaram um maior
percentual entre 25,0 e 29,9 (36,9%) kg/m², indo de encontro à meta estabelecida
na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão. Desse modo, o estudo evidencia que os
trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário
possuem uma maior probabilidade de adquirir patologias, como hipertensão e
diabetes mellitus. Recomenda-se assim que algumas medidas de promoção de saúde e
prevenção de doenças sejam adotadas e mantidas ao longo da vida, como por
exemplo, estimular a realização de exercícios físicos, a conscientização de uma
alimentação saudável, mantendo um equilíbrio entre o consumo alimentar e o gasto
energético para a manutenção do peso corporal adequado, além da cessação do
tabagismo e redução de consumo de sal, açúcares e álcool, podendo assim obter
resultados positivos, e uma vida mais saudável aos trabalhadores. Podendo garantir
também, por meio destas medidas, uma melhor capacidade para o trabalho.
Descritores: enfermagem, índice de massa corporal, saúde do trabalhador, serviço
hospitalar de limpeza.
A DOR NO PÓS-OPERATÓRIO E SUA INTERRELAÇÃO COM OS
ATRIBUTOS DA QUALIDADE DE VIDA
FONSECA, Graziele Gorete Portella da¹; PARCIANELLO, Márcio Kist²;DIAS, Caren Franciele
Coelho³; BRASIL, Daniele Freitas4; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de5.
¹Relator: Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG),
e em Gestão de Organização Pública em Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
UFSM. E-mail:[email protected].
²Enfermeiro assistencial do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo (HCAA), Santa Maria, RS.
E-mail: [email protected].
³Enfermeira, Graduada em Educação Profissional e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM), Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde pela (UFSM) e Pós-Graduanda
em Mídias da Educação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). e Pós graduanda em Gestão em
Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
4Enfermeira, Especialista em Estratégia da Saúde da Família pela Universidade Federal de Pelotas e
Universidade Aberta do SUS UNASUS/UFPEL.
5Enfermeira, Pós- doutora em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Docente no Curso de Enfermagem e no PPGEnf Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Introdução: A queixa álgica no pós-cirúrgico é um acontecimento comum, e, apesar de
várias medicações analgésicas disponíveis para o controle da mesma, ainda, é
considerado um problema, e temida pelos usuários/clientes. Na ausência do cuidado
adequado às necessidades do usuário/cliente ela pode causar sofrimentos e alterações
fisiopatológicas. Uma vez que o ser humano visto como sistêmico, ao ser submetido à
cirurgia cardíaca, pode apresentar alterações de diversos mecanismos fisiológicos
devido ao contato com medicamentos e materiais diversos que podem causar danos ao
organismo e ainda gerar situações de estresse. Ainda, há a possibilidade dos fatores
ecossistêmicos manifestarem comprometimentos com interferência nas suas atitudes
revelando alguma forma de dor e/ou desconforto induzida por alguma de suas
dimensões humanas atingida. A dor pós-operatória de Cirurgia de revascularização do
miocárdio (CRM) constitui-se em um desafio tanto para o cliente quanto para os
profissionais de saúde que a manejam, pois ela é um fenômeno complexo, multifatorial
e subjetivo (ANDRADE; BARBOSA; BARICHELLO, 2010). O processo doloroso
pode acarretar alterações cardiovasculares, imunológicas, gastrintestinais, urinárias,
respiratórias, gerando, na maioria das vezes, complicações oriundas da respiração
superficial, deambulação tardia, falta de mobilidade, entre outras. Logo, o controle da
dor é indispensável, pois esse estímulo além de causar sofrimento e complicações pode
expor o ser humano a riscos desnecessários (LAMAS; SOARES; SILVA, 2009).Esse
estudo justifica-se pela importância da equipe de enfermagem conhecer e saber avaliar a
dor no pós- operatório e sua relação com a qualidade de vida (QV) do usuário. Uma vez
que a equipe de enfermagem ao avaliar a dor no cliente é capaz de proporcionar uma
assistência mais qualificada e sistêmica possibilitando aos mesmos uma melhor QV,
visto que a experiência dolorosa é única, pessoal e intransferível. Corroborando com
esse enfoque e com realização dessa pesquisa, elencou-se o seguinte objetivo:
Interrelacionar a dor de usuários/clientes no pos operatório de CRM, com os atributos
da qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa,
de natureza descritiva e exploratória, realizado com 10 clientes no terceiro dia de pósoperatório de revascularização do miocárdio. O mesmo foi desenvolvido em um
Hospital de grande porte de um município da região central do Rio Grande do Sul,
especificamente em uma unidade coronariana intensiva, bem como na unidade de
internação cardiológica. Fizeram parte desse estudo os clientes que se encontravam no
terceiro dia de pós-operatório e que tinham condições clínicas de responder a entrevista.
Utilizaram-se como critério de exclusão, os clientes impossibilitados de responder a
entrevista. A coleta dos dados foi realizada por meio de uma entrevista semi-estruturada
que englobava cinco questões, incluindo a escala visual analógica - EVA. A análise dos
dados foi fundamentada à luz de estudos sobre a temática. Para o desenvolvimento
dessa pesquisa foram observados os preceitos éticos e legais contidos na Resolução
196/96 do Ministério da Saúde, que define diretrizes e normas para pesquisas com seres
humanos (BRASIL, 1996). A pesquisa foi desenvolvida após aprovação no
CEP/UNIFRA com o registro número 235.2009.2 e no CONEP com o registro número
1246. Resultados: Os dez sujeitos dessa pesquisa apresentavam idades entre 49 e 70
anos, sendo três do sexo feminino e sete do sexo masculino. Nove entrevistados eram
aposentados, e apenas um estava em atividade. Na avaliação do limiar da dor dos
participantes os resultados obtidos foram que 05 dos entrevistados apresentaram um
limiar de dor 7, da escala e apenas 01 dos participantes referiu nota igual a 2 pela escala
o que caracteriza uma sensação dolorosa moderada, e 04 dos entrevistados apresentaram
nota 9 o que representa uma sensação de dor forte sendo estas as categorias que
emergiram por meio da aplicação da EVA. Pelo desvendado considera-se imperativo a
oferta de um cuidado sistêmico e singular a cada usuário/cliente pós-cirúrgico, uma vez
que a dor é subjetiva e quando não tratada pode predispor o indivíduo a outras
complicações. Assim, a enfermagem possui papel fundamental junto a esses
usuários/clientes, visto que tem função imprescindível na manutenção e promoção da
saúde, bem como da qualidade de vida desses. Contudo é fundamental estar ciente que
o espaço/ambiente e seus elementos inter-relacionáveis, interagem e se influenciam
mutuamente. Portanto, os fenômenos dor e qualidade de vida, vivenciados no pósoperatório encontram-se ligados por interdependências e influencias dos elementos
constituintes do espaço (ZAMBERLAN et al, 2010).Logo, o controle da dor é um
desafio para a equipe de enfermagem, pois exige o desenvolvimento de novas condutas
a serem criadas e inovadas a partir da avaliação sistêmica, tanto do cliente como de
ambiente em que o mesmo se encontra. Portanto a dor do usuário precisa ser avaliada e
compreendida, por meio de mecanismos que, atualmente, se encontram disponíveis no
intuito de diminuir o período álgico e aumentar com mais rapidez a QV. Conclusão: Ao
buscar compreender a intensidade da dor desses usuários, foi possível dar um sentido
mais humanizado a assistência de enfermagem para a avaliação da dor na busca de um
cuidado sistêmico inter-relacionado e singular, uma vez que o resultado da pesquisa
revelou que esse sinal se apresenta com intensidade e forma diferenciada a cada
indivíduo e de maneira subjetiva. A compreensão da dor surge como possibilidade para
a enfermagem implementar cuidados sistêmicos para o individuo que vivencia essa
experiência, pois, a dor faça parte do cotidiano de quem sofre algum procedimento
cirúrgico. Embora a temática seja ampla, acredita-se que este estudo corrobora com
alguns pontos importantes para a reflexão acerca da necessidade de compreensão da dor
na assistência de enfermagem. Pontua-se que é imprescindível aprofundar os
conhecimentos em relação a essa temática já que a dor em usuários/clientes póscirúrgico se manifesta de forma intensa e desagradável. É preciso reconhecer
cientificamente o processo álgico para programar procedimentos capazes de suavizar os
seus efeitos nefastos e consequentemente melhorar a QV destes.
Descritores: Dor, Enfermagem, Qualidade de vida.
PREVALÊNCIA DE Staphylococcus aureus RESISTENTES À METICILINA
(MRSA) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
GARZON, LITIÉRRI RAZIA1*;GINDRI, LÍVIA1; NUNES,MELISE SILVEIRA1; RODRIGUES,
MÔNICA DE ABREU2; HÖRNER, ROSMARI3.
1
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM)*Relatora e-mail: [email protected]
2
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de
SantaMaria (UFSM)3Professora Associada, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Introdução: Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) são relatados
mundialmente como patógenos de elevada prevalência na etiologia de infecções
humanas, tanto de origem hospitalar como comunitária. As infecções causadas por
MRSA há muito tempo se tornaram um problema de saúde pública, e nas últimas
décadas, um contínuo e significativo aumento na sua prevalência tem sido observado
em todo o mundo. No Brasil, a prevalência das infecções causadas por estas cepas
depende do material clínico e da região do país de onde foi isolado este patógeno. Os
índices de cepas MRSA em hospitais brasileiros variam de 40% a 80%, principalmente
em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Justificativa: Diversos estudos ao redor do
mundo vêm demonstrando o aumento na incidência de infecções por S. aureus, em
especial de cepas resistentes à meticilina, que se espalharam rapidamente tanto no
ambiente hospitalar quanto na comunidade. No Hospital Universitário de Santa Maria
(HUSM), os índices atualizados de prevalência deste patógeno são desconhecidos.
Objetivo: Este trabalho teve por objetivo determinar a prevalência dos MRSA no
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), de 2007 a 2011. Metodologia:
Analisaram-se retrospectivamente os dados clínicos de todos os pacientes
diagnosticados com infecções por MRSA entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro
de 2011, através de consulta ao banco de dados do Laboratório de Microbiologia do
HUSM. Apenas a primeira amostra de cada paciente foi incluída neste estudo. Este
estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal
de Santa Maria, aprovado sob o número 01170243000-08. Resultados: Durante este
período, 1.852 amostras de S. aureus foram isoladas no HUSM, sendo que 616 (33,3%)
foram resistentes à oxacilina. Houve uma redução significativa nas taxas de prevalência
deste patógeno que passou de 43,4% em 2007 para 33,9% em 2008, 30,4% em 2009,
28,1% em 2010 e 27,5% em 2011. As infecções foram mais prevalentes em pacientes
do sexo masculino, com idades entre 41 e 70 anos, internados na Clínica Médica
(16,28%), Unidade de Terapia Intensiva adulto (15,13%), Ambulatório (13%), Pronto
Atendimento adulto (12,67%) e Clínica Cirúrgica (12,5%). Houve maior isolamento dos
MRSA em amostras de sangue (16,9%), seguido de secreção traqueal (16,5%), urina
(10,4%), escarro (8,7%), secreção de ferida operatória (8,1%) e de membro inferior
(7,8%). Conclusão: Diante das altas taxas de morbidade e mortalidade associadas a
infecções por S. aureus, em especial de cepas MRSA, este estudo demonstrou a
importância do reconhecimento da prevalência deste patógeno, para que medidas
eficazes para o seu tratamento e controle sejam efetivadas.
Descritores: Staphylococcus aureus, epidemiologia, meticilina.
INVESTIGAÇÃO
DAS
ALTERAÇÕES
FONOAUDIOLÓGICAS
INTERNAÇÃO E SEGUIMENTO AMBULATORIAL NO HUSM
NA
AUTORES: FERNANDES MARTINEZ, NATÁLIA¹; COSTA CONCEIÇÃO, CINTIA²; MANCOPES,
RENATA³.
(1)
Acadêmica do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa
Maria, Rio Grande do Sul, Brasil.
(2)
Fonoaudióloga, Mestranda do Programa de Pós Graduação em Distúrbios da Comunicação
Humana, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil,
especialização.
(3)
Fonoaudióloga, Professor Adjunto do Curso de Graduação em Fonoaudiologia e do Programa de PósGraduação em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria, Rio
Grande do Sul, Doutorado.
Relator: Natália Martinez Fernandes
Email: [email protected]
Professor Orientador: Dra Renata Mancopes
INTRODUÇÃO: A intervenção fonoaudiológica referente aos aspectos da
deglutição, linguagem e cognição é necessária nos diferentes seguimentos do
tratamento hospitalar para a adequada recuperação do paciente. JUSTIFICATIVA:
Este projeto justifica-se pela demanda crescente de pacientes pós-lesão vascular e
trauma, tendo em vista os progressos médicos e de aspectos de saúde. Faz-se essencial o
conhecimento fonoaudiológico desses pacientes, visto que há escassez de estudos
contemplando avaliação e terapia fonoaudiológica nesta população. OBJETIVO:
Investigar as alterações fonoaudiológicas e a respectiva intervenção relacionada
aos aspectos de deglutição, linguagem e cognição em pacientes internados e em
nível ambulatorial
no
Hospital
Universitário
de
Santa
Maria
(HUSM).METODOLOGIA: Este estudo apresenta um delineamento transversal.
São incluídos todos os pacientes internados e em atendimento ambulatorial no
HUSM que necessitem de atendimento fonoaudiológico, no período de coleta
deste projeto, caracterizando-se uma amostra aleatória e de conveniência. A
participação na pesquisa se dá mediante assinatura do termo de consentimento livre e
esclarecido. RESULTADOS: No momento estão sendo implementados protocolos
validados para avaliação e acompanhamento da atenção ambulatorial para rastreio
cognitivo, triagem nutricional, escala de ansiedade e qualidade de vida e dificuldades de
deglutição.
A triagem nutricional é realizada por meio da Mini Avaliação
Nutricional- MNA; e a cognição é avaliada através do Mini Exame do Estado
Mental –MEEM Além destes, o questionário da Escala de Ansiedade de Beck é
aplicado a fim de verificar a presença e severidade da ansiedade associada aos
quadros de disfagia e o Questionário de Disfagia M.D. Anderson é aplicado para
investigar o quanto as dificuldades de deglutição interferem na qualidade de vida.
Em relação ao objetivo geral do projeto já foram produzidos artigos científicos,
resumos para eventos, dois trabalhos de conclusão de curso e uma dissertação de
mestrado. A coleta de dados a partir dos protocolos implementados nos
ambulatórios de fonoaudiologia permitirá também pesquisas em conjunto com o
Centro Universitário de Maastrich o qual adota o mesmo padrão de protocolos.
CONCLUSÃO: A investigação quanto a intervenção fonoaudiológica tem
produzido evidências científicas quanto aos processos de avaliação da disfagia, eficácia
do tratamento em diferentes seguimentos de atendimento e sua relação com os aspetos
nutricionais e cognitivos.
DESCRITORES: Disfagia, deglutição, linguagem, fonoaudiologia.
“GRAÇAS A DEUS!”: A FÉ COMO ESTRATÉGIA PARA A FINALIZAÇÃO
DO TRATAMENTO ONCOLÓGICO
KARKOW, Michele Carvalho1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS,
Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; ROSSATTO, Gabriela Camponogara5
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista
do Programa de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM).
Email: [email protected]
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de Enfermagem
e do PPGEnf da UFSM.
3
Acadêmica de enfermagem da UFSM.
4
Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
5
Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM.
INTRODUÇÃO: O câncer é uma doença que provoca grande impacto psicológico na
vida do paciente, pois ainda carrega consigo a ideia de sofrimento e morte. O
diagnóstico de câncer é frequentemente, percebido como incapacitante e sem
cura, sendo uma doença tradicionalmente temida pela sociedade. O diagnóstico e
todo o processo de adoecimento são vividos pelo paciente e por sua família como
momento de intensa ansiedade e sofrimento1. Para os casos de câncer diagnosticados, as
modalidades terapêuticas incluem:
cirurgia, quimioterapia, radioterapia e
hormonioterapia, podendo estas ser realizadas de forma separada ou concomitante
e cujo objetivo é melhorar a qualidade vida do paciente sendo a cura possível ou
não2. A descoberta do diagnóstico e o processo de tratamento provocam uma série de
alterações no funcionamento físico, na saúde mental e no bem estar do paciente,
causando transtornos em sua vida. Tais fatos colaboram para sentimentos de
depressão, angústia, ansiedade, medo, frustração, desesperança e sensação de
isolamento3. Ademais, o paciente pode sofrer determinadas reações e efeitos colaterais
decorrentes do tratamento que podem comprometer algumas funções orgânicas e
contribuir para a ideia de desistência da terapêutica4. Esses sentimentos, além de
dificultar o enfrentamento da doença, também colocam em risco a qualidade e eficácia
do tratamento. Diante disso, o que pode contribuir para a adaptação do indivíduo ao
processo de adoecimento e tratamento do câncer são as estratégias de enfrentamento
utilizadas. Estas indicam que o indivíduo está tentando superar o que está causando
desconforto, ansiedade e estresse, buscando reconquistar o equilíbrio psíquico
apropriado5. Considerando que a realização do tratamento oncológico é uma
experiência vivida de modo singular por cada pessoa, da mesma forma os recursos
utilizados por estes para enfrentar e superar as dificuldades vividas nesse processo
são também diversificadas. Nesse sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias
identificadas nos resultados de estudo que buscou apreender o significado da
finalização do tratamento oncológico para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os
recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico.
METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado nos
ambulatórios de quimio e radioterapia do Hospital Universitário de Santa
Maria/RS. Participaram dez pacientes que estavam finalizando o protocolo de
tratamento oncológico e atenderam aos critérios de: estar na última sessão do
tratamento, ter boas condições físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram
excluídos os pacientes que não tinham conhecimento de seu diagnóstico. Os dados
foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, realizada em consultório dos
serviços. Os dados foram analisados pela análise de conteúdo modalidade temática.
O
protocolo de pesquisa
foi aprovado pelo CEP/UFSM (CAAE no
13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre as estratégias utilizadas pelos
pacientes durante o tratamento oncológico destaca-se, neste estudo, a fé. A fé refere-se
ao modo como são organizadas as crenças religiosas estando associada também a
espiritualidade. Assim, a fé pode representar uma importante fonte de suporte e conforto
para muitos pacientes durante um período de sofrimento, trazendo-lhes serenidade para
enfrentar as adversidades da doença6. Nota-se, nos resultados deste estudo, que
os pacientes mencionam além do pensamento otimista, que a fé tem poder de
cura. Portanto, utilizam a religião como uma estratégia acessível em situação de
doença, pois o poder que se dá ao Divino possibilita a satisfação das
necessidades que não conseguem controlar e superar nos momentos de crise
vivenciados6-7. As expressões relacionadas ao fato de terem finalizado o tratamento
graças a Deus, a Jesus e ao poder da oração, evidenciam características de crenças
religiosas. Nesse sentido, estudo relaciona que a força da mente, aliada à fé
religiosa ou espiritual com o desejo de recuperar-se da situação de crise, fará
com que o paciente sinta-se mais feliz e com disposição para enfrentar a doença,
podendo, até mesmo, provocar alteração em seu quadro clínico8. Verifica-se, entre
os participantes deste estudo, que o envolvimento religioso e espiritual tem sido
associado de forma positiva, por parte dos pacientes no enfrentamento do câncer.
Estudos mencionam que a fé contribui no alívio de sintomas depressivos, maior
adesão ao tratamento, diminuição do estresse e da angústia relacionada à doença e
promoção da saúde mental e qualidade de vida1-3. Nos momentos de dor e sofrimento,
muitos pacientes buscam significados e explicações que vão além das percepções
palpáveis e presentes na dimensão terrena, buscando entender o que e o porquê tais
fatos acontecem. Quanto maior é o grau de paz e compreensão do que está ocorrendo,
melhor é a tolerância á dor, a capacidade de enfrentamento e a manutenção da qualidade
de vida. Quanto mais preparados os pacientes estiverem espiritualmente, menos difícil
será lidar com tais questões. Constata-se que os valores e crenças individuais
atribuídos à fé pelos pacientes ajudam a construir a esperança, equilíbrio e
fortalecimento, propiciando motivação para finalizar o tratamento e favorecendo a luta
pela vida. Identifica-se que, dependendo do significado atribuído ao câncer, o
paciente pode redirecionar sua atenção a novos aspectos e perceber a experiência
sob um novo ponto de vista. O alívio do sofrimento, a sobrevivência ou a cura
não significam o retorno ao estado anterior à doença, essa situação altera-se
como uma segunda oportunidade de vida advinda da sobrevivência. Pode-se dizer
que a fé constitui-se em um sentimento de confiança, de que acontecerá o que se
deseja. CONCLUSÃO: Conclui-se, neste estudo, que a fé constitui-se em um dos
recursos utilizados pelos pacientes para a finalização do tratamento oncológico, sendo
que esta influencia no processo de adoecimento e tratamento do câncer. As crenças
religiosas e espirituais podem gerar comportamentos que aumentam o bem estar
psicológico e reduzam o possível desequilíbrio causado pelo impacto da doença,
de modo que a pessoa possa enfrentá-la e lidar com as dificuldades de maneira
positiva. Os pacientes buscam na fé mecanismos de enfretamento que os motivem
a lutar pela vida e a finalizar com sucesso o tratamento oncológico. Portanto, a
fé se alicerça como força motriz diante de dificuldades, tornando-se suporte na
saúde e na qualidade de vida dos pacientes. Logo, torna-se relevante o
reconhecimento, por parte da enfermagem, da importância da religiosidade e
espiritualidade como um recurso na terapêutica do paciente oncológico. Realizar
estudos que busquem aprofundar a compreensão sobre a experiência de pacientes que
estejam finalizando tratamento oncológico relacionados à fé, faz-se necessário à
prática profissional.
Descritores: Neoplasias; Fé; Enfermagem.
O CUIDADO À MULHER COM NEOPLASIA DE COLO UTERINO: O PAPEL
DA ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA
ROSA, Natanna1; KARKOW, Michele Carvalho2; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene de
Oliveira3; DORNELES, Vera Cristina dos Santos4; DELAZERI, Pedro Gomes5
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista de
Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected]
2
Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista de Iniciação Científica (PROIC/HUSM/UFSM).
3
Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do departamento de enfermagem e da
Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
4
Enfermeira do setor da radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria.
5
Médico. Residente em cirurgia geral do Hospital da Cidade de Passo Fundo. Membro integrante da Liga
de Urologia do Hospital da Cidade.
INTRODUÇÃO: O câncer de colo uterino depois do câncer de mama é o que
mais acomete mulheres no Brasil e é responsável por 15% das ocorrências de tumores
malignos em mulheres1. Como forma de tratamento do câncer cérvico-uterino a
radioterapia tem sido amplamente aplicada com o objetivo de alcançar um índice
terapêutico favorável, levando as células malignas a perderem a sua
clonogenicidade2. A aplicação da radioterapia é realizada de duas formas: a forma
externa denominada teleterapia e a interna braquiterapia. O tratamento com
radioterapia complementada pela braquiterapia possibilita a cura de cerca de 30 a
60% dos casos nos estadiamentos intermediário e avançados da doença 3. O tratamento
radioterápico traz efeitos colaterais no corpo e na mente das pacientes mexendo com o
seu estado físico e emocional, com isso a equipe de enfermagem tem o papel de
auxiliar a paciente e seus familiares por esse percurso. JUSTIFICATIVA:
Divulgar ao meio acadêmico as atividades realizadas para a assistência as mulheres
com neoplasia de colo uterino no ambulatório da radioterapia do HUSM. OBJETIVO:
Relatar a assistência realizada a mulheres com câncer de colo de útero e seus
familiares no ambulatório de radioterapia. METODOLOGIA: Trata-se de um relato
de experiência de uma acadêmica de enfermagem do sétimo semestre. As atividades
foram desenvolvidas durante o estágio supervisionado I do curso de Enfermagem da
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que ocorreu em uma unidade de
radioterapia. As ações programadas iniciaram no mês setembro de 2013 perfazendo 80
horas. RESULTADO: A doença provoca na mulher e seus familiares alterações nas
relações sociais e pessoais, o que requer atenção e um suporte dos profissionais,
sobretudo da enfermagem3. As pacientes com câncer de colo uterino se
encontram fragilizadas e ansiosas com o diagnóstico, prognóstico e com as
mudanças no seu cotidiano. Assim busca-se desde seu primeiro dia na radioterapia que
elas sejam acompanhadas, orientadas, esclarecendo suas dúvidas como forma de
amenizar toda ansiedade e medo. Nesse primeiro contato o enfermeiro indicar e
fornecer orientações relativas às medidas preventivas, os efeitos colaterais do
tratamento, realiza exame físico e escuta a paciente a fim de conhecê-la para
manter as ações de enfermagem individualizadas. Durante toda a sua estadia no
setor a paciente passará por consultas de enfermagem no mínimo uma vez por
semana a fim de manter um olhar integral a essa mulher, promovendo uma ação
rápida caso necessário. Dessa forma torna-se fundamental o detalhamento pelo o
enfermeiro sobre a radioterapia e seus efeitos, tendo uma visão continua da
paciente, para que ela sinta-se tranqüila quanto o processo terapêutico, os
procedimentos e as medidas a serem tomadas 4. CONCLUSÃO: A enfermagem
da radioterapia do HUSM busca em sua rotina de acolhimento ajudar a mulher com
câncer de colo de útero e seus familiares a estabelecerem estratégias de
enfrentamento da doença, bem como fornecer o máximo de esclarecimento sobre
a doença, o tratamento e os cuidados a serem realizados durante a terapêutica. Assim
transformar esse momento tenso em menos doloroso possível.
DESCRITORES: Neoplasia de colo de útero, Radioterapia, Enfermagem.
PACIENTES COM CÂNCER DE PROSTATA: ESCORE DE GLEASON
PREVALENTES NO SETOR DA RADIOTERAPIA DO HUSM
ROSA, Natanna1; KARKOW, Michele Carvalho2; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene de
Oliveira3; DORNELES, Vera Cristina dos Santos4; DELAZERI, Pedro Gomes5
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista de
Iniciação Científica FIPE Júnior. E-mail: [email protected]
2
Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista de Iniciação Científica (PROIC/HUSM/UFSM).
3
Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do departamento de enfermagem e da
Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
4
Enfermeira do setor da radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria.
5
Médico. Residente em cirurgia geral do Hospital da Cidade de Passo Fundo. Membro integrante da Liga
de Urologia do Hospital da Cidade.
INTRODUÇÃO: Atualmente o câncer de próstata tornou-se um problema de
saúde pública sendo a neoplasia maligna que mais acomete homens no Brasil1. Estimase que no ano de 2012 aproximadamente 60.180 novos casos de neoplasia maligna de
próstata o que em números se traduz em cerca de 60 casos para cada 100 mil
homens.2Para que se possa fornecer o tratamento adequado e um prognostico a
população afetada por esse tipo de neoplasia é necessário que se conheça a
severidade do tumor maligno. O escore mais utilizado é o de Gleason que se
correlaciona com a extensão da doença, particularmente com o risco de
acometimento extraprostáico. Considera-se os tumores igual ou maior que 7 são
biologicamente agressivos, com escore de 5 a 6 são tumores de agressividade
intermediaria e tumores com escore entre 2 a 4 têm agressividade menor3. Junto
com o escore de Gleason, o valor do Antígeno Prostático Específico (PSA) e
estadiamento clinico permite que se desenvolva um plano terapêutico para o
paciente podendo consistir em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e
hormonioterapia. Desse modo, conhecer em que situação o paciente chega a uma
unidade de tratamento proporciona aos profissionais que ali trabalham um instrumento
para planejar seus cuidados, garantindo assim um melhor atendimento.
OBJETIVO: conhecer o perfil clínico dos pacientes com câncer de próstata que chegam
ao setor de radioterapia do HUSM no presente ano. METODOLOGIA: Trata-se de
uma pesquisa com abordagem quantitativa de caráter exploratório-descritivo. Os
dados foram coletados a partir das fichas de atendimento do setor da
radioterapia. O período que foi considerado para captar os pacientes foi de
janeiro a agosto de 2013. RESULTADOS: Durante o período estudado 290
pacientes deram entrada no setor da radioterapia, entre eles 48 eram pacientes com
câncer de próstata, perfazendo um total de 16,5%. A média de idade dos pacientes foi de
69,5 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de próstata é
considerado um câncer da terceira idade visto que três quartos dos casos ocorrem a
partir dos 65 anos 3. No que se refere ao Escore de Gleason, variou do escore 6 a 9, isso
se deve pelo fato de que os homens só procuram o assistência quando apresentam dores
e/ou problemas urinários 4, com isso diminui as chances do tumor ser descoberto nas
fazes iniciais. Observa-se que esta população é numerosa, em estudo realizado na
Radioterapia do HUSM no ano de 2011 que obtiveram-se dados de 96% dos pacientes,
demonstrou que 10,1% referem-se a pacientes com neoplasia maligna de
próstata5, justificando assim a importância de conhecer a fundo a clinica e
prognostico desse pacientes. CONCLUSÃO: Através do estudo realizado pode-se
conhecer a realidade clínica em que os pacientes com câncer de próstata chegam ao
serviço de radioterapia do HUSM. Ter conhecimento da clinica do paciente colabora
para os profissionais da saúde planejar melhor seu atendimento a essa população
podendo orientar de maneira especifica e assim fazer uma assistência individualizado.
DESCRITORES: Neoplasia de próstata; Saúde do homem; Enfermagem; Radioterapia.
ATIVIDADE LÚDICA COMO FERRAMENTA
ONCOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DE
CUIDADO
EM
GOMES, Tais Falcão1; BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin2; SIMON Bruna Sodré;BRUM3, Dyan
Jamilles Teixeira; LEAL, Tifany Colomé4.
1
.Relator. Acadêmica de enfermagem do oitavo semestre do curso de enfermagem da Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem/ UFSM.
Bolsista FIPE. Email: [email protected]
2
. Doutora em enfermagem, professora associada do departamento de enfermagem da UFSM. Vicelíder do grupo de pesquisa cuidado, saúde e enfermagem/ UFSM.
3
. Enfermeira, mestranda do programa de pós-graduação da UFSM, professora substituta do
departamento de enfermagem da UFSM.
4
. Acadêmica de enfermagem do oitavo semestre do curso de enfermagem da UFSM. Membro do Grupo
de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista FIEX.
5
. Acadêmica de enfermagem do sétimo semestre do curso de enfermagem da UFSM. Membro do Grupo
de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
Introdução: O processo de hospitalização acarreta modificações e limitações na
vida das pessoas, tornando-as muitas vezes, dependentes para a realização das
suas atividades e necessidades mínimas (CHUBACI; MERIGHI; YASUMORI, 2005).
Deste modo, o paciente torna-se vulnerável ao desenvolvimento de múltiplos
problemas e necessita reorganizar a rotina das atividades diárias. Nesse sentido a
atividade lúdica constitui uma necessidade humana que facilita o processo das
relações interpessoais, permitindo ao indivíduo desvelar e compreender as
experiências dolorosas e mais conflituosas com espontaneidade, criatividade e prazer
(OLIVO,1998). Justificativa: A Hemato-oncologia, por ser uma área de atuação
específica e complexa, torna necessária o desenvolvimento de atividades que
otimizem o atendimento a esses usuários. O planejamento e implementação de
atividades lúdicas, podem culminar em melhorias no cuidado de enfermagem
prestado, o qual deve ser abrangente e compatível com o conjunto de
necessidades características do paciente oncológico. Objetivo: Relatar a importância
de atividades lúdicas com pessoas internadas em uma unidade de hematooncologia.
Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca da realização de atividades
lúdicas em uma unidade de hemato-oncologia de um hospital universitário do Rio
Grande do Sul/Brasil. Essa experiência foi oportunizada pelo curso de graduação de
Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria na disciplina de Estágio
Supervisionado II. Resultados: Durante a realização do estágio as enfermeiras do
serviço de oncologia relataram a necessidade de realizar atividades que transcendessem
os serviços e ações de enfermagem já estabelecidos como rotina nessa unidade. Houve a
necessidade de resgatar atividades interativas, em que o acadêmico desenvolvesse ações
que contemplassem a, humanização do cuidado, a valorização e da qualidade de viver
durante o período de internação hospitalar. Nesse sentido, realizou-se a confecção
deum bingo. Nessa atividade o painel e as cartelas foram produzidos de forma
artesanal pelas próprias acadêmicas; com os números de cada cartela, continham
palavras de incentivo. Ao término do bingo todos participantes ganharam brindes
e folders com orientações de enfermagem durante o tratamento quimioterápico.
Essas atividades tiveram o objetivo de amenizar os sentimentos de ansiedade e
medo advindos da internação, melhorar a autoestima e a confiabilidade em
relação ao tratamento. Além disso, foi um momento propício para o
desenvolvimento de vínculos de afeto e confiança entre a equipe, os acadêmicos
de enfermagem e as pessoas internadas. Conclusão: As pessoas hospitalizadas têm
a dinâmica da sua vida modificada e necessitam se reorganizar. Desse modo, as
atividades lúdicas são ferramentas importantes que oferecem subsídios para uma
assistência de enfermagem integral e humanizada diante de pessoas internadas em
uma unidade hemato-oncológica.
Descritores: Enfermagem, Oncologia, Promoção da saúde.
PROBLEMÁTICA AMBIENTAL E A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA
BUSCA DA RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: DADOS PARCIAIS
LEOCADIO, Jennifer Aguillar1; SOARES, Sabrina Gonçalves Aguiar2; CAMPONOGARA, Silviamar3;
NEVES, Eliane Tatsch3.
1
Acadêmica do Curso de Enfermagem; Universidade Federal de Santa Maria; Bolsista PROICHUSM;Relatora; Email: [email protected].
2
Enfermeira. Mestranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Universidade
Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil.
3
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria,
RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: As alterações climáticas tem impacto na saúde humana de diversas
formas como também na ecologia do nosso planeta. Mudanças ambientais como,
aumento das ondas de calor, aumento do nível do mar, e aumento da seca ao redor
do globo irá agravar os problemas de saúde já existentes, aumentar o
aparecimento de novos problemas de saúde e, em alguns casos, provocar morte
prematura¹. Portanto, se faz necessário que as alterações climáticas sejam
reformuladas como um problema de saúde pública, e a importância de abordar a
temática ambiental no contexto hospitalar não pode ser subestimada. Nessa
perspectiva, é fundamental que esses serviços envolvam os trabalhadores em
discussões sobre a atual problemática ambiental, considerando que o seu fazer,
muitas vezes, é deletério sobre o meio ambiente. Sobretudo, há a necessidade de
a equipe de enfermagem direcionar as suas atividades para as vulnerabilidades
ambientais, tendo em vista que esses profissionais atuam na linha de frente na
assistência a saúde. OBJETIVO: Este estudo visa descrever o que tem sido
produzido
sobre
responsabilidade socioambiental no contexto hospitalar.
JUSTIFICATIVA: Sendo assim, acredita-se que este estudo poderá fomentar a
discussão acerca da responsabilidade socioambiental nas instituições de saúde
bem como dos trabalhadores nelas atuantes, tornando-se a principal contribuição desse
estudo. METODOLOGIA: Tratase de uma revisão narrativa desenvolvida em três bases
de dados indexadas. Sendo assim, foi realizada uma busca por produções científicas
disponíveis online nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe
em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval
System Online (MEDLINE) e Publisher Medline (PUBMED), no período de maio a
junho de 2012. Nas bases de dados LILACS e MEDLINE foram associados os
descritores em formulário avançado: responsabilidade social or responsabilidade
institucional or responsabilidade legal or responsabilidade profissional and meio
ambiente or ecologia or desenvolvimento sustentável or desequilíbrio ecológico or
educação ambiental or gestão ambiental or resíduos de serviços de saúde. Já na
base de dados PUBMED foram cruzadas as palavraschave: social responsability
and environment and hospital. Não houve recorte temporal para as publicações, uma
vez que se objetivou capturar todas as produções até então publicadas. Foram utilizados
como critérios de inclusão: artigo disponível online na íntegra, gratuito e versar sobre a
temática pesquisada. A pesquisa na base de dados LILACS resultou em 30 estudos,
sendo excluídos 13 livros, quatro teses/dissertações, dois por não estarem disponíveis
online na íntegra, dez por não contemplar a temática pesquisada e um resumo.
Logo, nenhuma produção desta base contemplou os critérios de inclusão do
estudo. Na base de dados MEDLINE, a busca resultou em 157 estudos, sendo
que foram excluídos 150 por não contemplarem a temática pesquisada e seis por
não estarem disponíveis online na íntegra. Dessa maneira, apenas um contemplou
os critérios adotados. Na base PUBMED, a busca resultou em 315 estudos, sendo 293
excluídos por não versar sobre a temática pesquisada, dois por tratar-se de informativo
institucional, sete por não estar disponível online na íntegra e um por já constar na
busca na base de dados MEDLINE. Desse modo, apenas 12 artigos contemplavam os
critérios utilizados. Diante disso, compuseram o corpus de análise 13 produções
científicas. Após procedeu-se a leitura criteriosa das publicações selecionadas para
o estudo. Os dados obtidos foram registrados em um quadro sinóptico construído
pelos pesquisadores, contemplando, dentre outros, os seguintes itens: nome do artigo,
autores, periódico, ano de publicação, país, categoria profissional dos autores,
instituição dos autores, objetivo, resultados e conclusões. RESULTADOS: No que se
refere ao ano de publicação das produções encontradas, destaca-se que houve um maior
número no ano de 2003, com três publicações, seguido, respectivamente, por 2005,
2007 e 2010, com duas publicações cada. Os países que mais publicam acerca da
temática investigada são Canadá e Estados Unidos da América, com cinco
publicações cada. Os demais foram Portugal, Reino Unido e Inglaterra, cada um
com uma publicação apenas. Com relação à categoria profissional dos autores, há
uma diversidade de profissões, não sendo, necessariamente, vinculados ao setor
saúde. Porém, houve um predomínio de médicos e enfermeiros, seguido de
advogados. Ressalta-se, ainda, que não foi possível definir a categoria
profissional de quatro autores. No que tange aos periódicos, o que mais publicou
acerca da temática foi o Health Progress dos Estados Unidos da América, com três
publicações. Os demais apresentaram uma publicação cada. Depreende-se que,
estudos voltados a essa temática não tem sido amplamente realizados no meio
acadêmico, identificando-se uma lacuna na produção científica sobre o tema,
especialmente em nível nacional, na medida em que foram encontradas apenas 13
publicações, todas internacionais. Diante desse panorama percebe-se que maior atenção
tem sido dada aos prejuízos advindos das atividades assistenciais de saúde em âmbito
mundial, na medida em que, alguns estudos apontam estratégias para tornar as
instituições de saúde “amigas” do meio ambiente. Entretanto, não foram identificados
estudos que tenham como foco o aprofundamento teórico conceitual, tampouco que
tenham o intuito de investigar a responsabilidade socioambiental por parte dos
trabalhadores da saúde. Após análise das produções encontradas, destacaram-se duas
categorias, no entanto, neste resumo será abordada a categoria: O papel da
enfermagem frente à problemática ambiental. Os estudos, em geral, ressaltam que
é de suma importância a enfermagem desenvolver ações voltadas para o bem-estar
da população e também do meio ambiente. Em geral, sabe-se que o trabalho da
enfermagem, em instituições de saúde, ainda se encontra associado ao modelo
biomédico, que busca causas lógicas para efeitos orgânicos, em um corpo doente, refém
da medicalização e do arsenal tecnológico que reveste, particularmente, a atenção
hospitalar à saúde. Neste sentido, a ideia de um olhar integral sobre o sujeito e o
contexto onde se insere, parece afastado no fazer saúde, bem como se distanciam das
concepções sobre promoção da saúde e qualidade de vida². Dessa maneira, tal
distanciamento se reflete também no afastamento de questões que envolvam o
meio ambiente, uma vez que, esse também tem implicações sobre o processo saúdedoença. Depreende-se que esse possa ser um motivo que dificulte uma aproximação
entre o trabalhador de enfermagem e as questões ambientais, trazendo prejuízos
para uma atuação ambientalmente responsável. O setor da saúde necessita estar
consciente do impacto das suas operações no ambiente e deve se esforçar para
ser responsável ambientalmente. Por este motivo, os trabalhadores de enfermagem
têm a responsabilidade de defender o meio ambiente e a segurança dos seres humanos³.
Nesse sentido, individualmente, os trabalhadores de enfermagem têm amplas
oportunidades para ajudar a reduzir os resíduos de saúde, o consumo de água e
energia, bem como a emissão de toxinas na atmosfera. Como o maior grupo de
trabalhadores no setor da saúde, os trabalhadores de enfermagem podem ter uma
autoridade sobre esta temática. Os trabalhadores de enfermagem estão em contato
direto com os clientes e suas famílias, podendo, portanto, ter uma forte influência
sobre o desenvolvimento de serviços que respondam às preocupações do ecossistema,
saúde e bem-estar4. Frente a isso, depreende-se que os trabalhadores da saúde,
em especial, a equipe de enfermagem, necessitam ter suas ações pautadas no
princípio da responsabilidade socioambiental, à medida que essas possuem um caráter
ético, de cidadania, de responsabilidade e comprometimento para com todos. Com base
nas publicações analisadas, aponta-se como lacuna do estudo a ausência de estudos
que abordem sobre como e/ou que estratégias podem ser utilizadas para abordar
esse tema com os trabalhadores da saúde e enfermagem, no sentido de buscar-se uma
postura de responsabilidade socioambiental, pautada nos princípios de cidadania e
ética. CONCLUSÃO: Com este estudo constatou-se que em âmbito mundial, há
estudos que sinalizam para os prejuízos que as atividades assistenciais de saúde
podem ocasionar ao meio ambiente, contudo, não foram encontrados estudos com
foco no aprofundamento teórico conceitual, nem que visassem a responsabilidade
socioambiental por parte dos trabalhadores da saúde. Logo, conclui-se que, se faz
necessário que as instituições de saúde percebam a emergência de refletir sobre a
problemática ambiental com os seus trabalhadores, bem como resgatem nestes uma
nova postura ética. É fundamental que estes sujeitos sejam instigados a renovar seus
valores de cidadania, responsabilidade e comprometimento, para que assim, se
percebam como atores transformadores de um mundo ambientalmente equilibrado.
CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS COM
TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA
PEDRO, Cecília Mariane Pinheiro¹; CERON, Marinez Diniz da Silva²; BOTTINO, Larissa Diniz³;
MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza4. DA LUZ, Emanuelli Mancio Ferreira 5.
¹ Relator (a). Graduanda do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Bolsista de
Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFSM. E-mail: [email protected]
² Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM (PPGEnf/UFSM).
Membro do Grupo de Pesquisa TSEE.
³ Graduanda do Curso de Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Bolsista
Iniciação
Científica PROIC/HUSM.
4
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM e do
PPGEnf/UFSM. Líder e Pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e
Gestão em Saúde e Enfermagem.
5
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa
Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: Os Acidentes de Trabalho (AT) são definidos pelo Ministério do
Trabalho (MT) como todo incidente que“ocorre durante o exercício da profissão,
capaz de provocar lesões ou alterações corporais que possam levar à morte, à perda ou
à diminuição passageira ou definitiva da produtividade do trabalhador no desempenho
de suas funções profissionais” (BRASIL, 2011, p.530). Os eventos referentes aos
acidentes, incapacidade ou morte relacionados ao trabalho são responsáveis por
provocar impacto social, econômico, assim como na saúde pública brasileira.
Neste contexto, a saúde do trabalhadores tuda as relações existentes entre o trabalho
e a saúde, promovendo ações de vigilância aos riscos ocupacionais (BRASIL, 2004). O
ambiente hospitalar é palco de ação laboral de diversas profissões, como os
profissionais de saúde e os trabalhadores que dão apoio ao funcionamento da
instituição, que é o caso dos trabalhadores do serviço de nutrição, lavanderia,
higiene e limpeza. Os profissionais que atuam em Hospitais, conforme a Norma
Regulamentadora (NR32), ao desempenharem as suas atividades diárias, expõem-se
aos riscos ocupacionais, denominados como riscos físicos, químicos, biológicos,
ergonômicos e psicológicos (BRASIL, 2011). Nesse ambiente, os trabalhadores do
Serviço de Hospitalar de Limpeza (SHL) em sua rotina de trabalho, manuseiam
materiais potencialmente infectantes. Essa exposição ocupacional pode resultar em
acidente de trabalho. Esse estudo se justifica pelo fato de que ocorrem acidentes
de trabalho com frequência no ambiente hospitalar, por ser um ambiente que expõe o
trabalhador do SHL aos riscos ocupacionais. OBJETIVO: Identificar e analisar os
fatores associados à ocorrência dos acidentes de trabalho com os trabalhadores do SHL
atuantes em um hospital universitário. MÉTODO: Trata-se de um estudo
epidemiológico transversal descritivo, de abordagem quantitativa. Este estudo faz
parte do projeto matricial intitulado “Avaliação das condições de trabalho e saúde
dos trabalhadores do serviço hospitalar de limpeza”, que teve por objetivo avaliar as
condições de trabalho e de saúde dos trabalhadores do SHL do Hospital
Universitário de Santa Maria (HUSM). Está inserido no Grupo de Pesquisa
Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem, do Departamento de Enfermagem da
Universidade Federal de Santa Maria, na Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão
em Enfermagem e Saúde, aprovado pelo Gabinete de Projetos (N. GAP: 033620) e
pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria
(CEP/UFSM), (CAAE:3106313.1.0000.5346). O estudo envolveu 157 trabalhadores
do SHL do HUSM, foram excluídos aqueles que estivessem em licença ou afastados
por qualquer outro motivo no período de coleta de dados. Aqueles que aceitaram
participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE) em duas vias, sendo que uma ficou de posse do sujeito da pesquisa e a outra de
posse dos pesquisadores. A coleta dos dados ocorreu entre os meses de março e junho
de 2013, por auxiliares de pesquisa (Acadêmicos de enfermagem e mestrandos)
previamente capacitados pela coordenadora da pesquisa. Utilizou-se um formulário,
que foi preenchido durante o horário de trabalho dos pesquisados, com convite
prévio e consentimento dos mesmos. Foram investigadas as variáveis
sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, situação conjugal e número de filhos),
variáveis laborais (função do trabalhador, unidade na qual desempenha suas atividades,
turno de trabalho, se possui ou não outro emprego, número de horas extras na semana,
carga horária semanal, carga horária semanal no outro emprego, tempo de atuação
nessa atividade) e dados relacionados aos acidentes de trabalho, como: Agente
causador de acidentes (sangue, secreção, material perfuro cortante, outro), tempo de
trabalho na hora do acidente (em horas ou minutos) e uso de Equipamento de
Proteção Individual EPI (sim, não). Os dados foram organizados no programa
Epi-info®, versão 6.4, com dupla digitação independente. Após a verificação de
erros e inconsistências, a análise dos dados foi realizada no programa PASW
Statistics® (Predictive Analytics Software, da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0
for Windows. Foi realizada
a
análise
descritiva
das
características
sociodemográficas e laborais dos trabalhadores e dos acidentes de trabalho. Para as
variáveis categóricas foram calculadas as frequências absolutas (N) e as relativas
(%) e para as quantitativas média, desvio padrão, mediana, mínimo, máximo.
RESULTADOS: Dos 157 sujeitos envolvidos no estudo, constatou-se que a maior
frequência dos pesquisados são do sexo feminino (87,9 %), com idade média de
39,9 anos (DP=9,8), com ensino médio completo (38,9%), casados ou com
companheiro (64,3%) e com um filho (28%), tendo o máximo de até 7 dependentes e 2
filhos menores de 6 anos. Ao ser avaliada a função dos trabalhadores, 103
(65,5%) exercem a função de Servente de Limpeza e 54 (34,4%) são Auxiliares de
Limpeza de Materiais, 137 (80,9%) desempenham suas funções durante o dia com
jornadas de 6 a 12 horas e 30 (19,1%) trabalhadores fazem jornadas de 12 horas durante
a noite, com regime de 44 horas semanais. Em relação ao local de trabalho
predominou os trabalhadores alocados nas áreas administrativas, ambulatórios,
laboratórios e hemodinâmica 31 (14,6%); seguido pelos serviços de nutrição,
lavanderia, patologia, almoxarifado, farmácia, manutenção e desinfecção, 24
(15,3%); Pronto Socorro 17 (10,8%); Unidades de Terapia Intensiva e Unidade
Cirúrgica com 11 (7,0%) trabalhadores cada. Dos pesquisados, 18 (11,5%) possuem
outro emprego com carga horária semanal 3 a 36 horas semanais, tendo vínculo com
outro trabalho entre 1 e 20 anos, 51 (32,5%) afirmam fazer entre 3 e 36 horas extras
mensais e 113 (72,0%). O tempo de trabalho na função e no HUSM variou de 1 mês até
22 anos. No que se refere a ocorrência dos acidentes de trabalho, 28 (17,8%) dos
profissionais do SHL, sofreram acidentes de trabalho no último ano, sendo que
nesse universo, 7 (25%) eram acidente de trajeto. O maior percentual de acidentes, 8
(28,6%) ocorreu entre 1 e 2 horas após o início da jornada de trabalho, sendo que 4
(14,3%) acidentes não foram notificados. Ao serem questionados sobre o uso de
EPI durante o acidente 17 (68,0%) afirmaram estar usando pelo menos um tipo de EPI.
A luva foi o EPI mais utilizado, 19 trabalhadores assinalaram usar a luva sempre, 11
afirmaram combinar ao uso da luva, a máscara e o avental, 8 utilizavam também
os óculos e 4 acrescentaram a utilização do gorro e botinas. Quanto ao tipo de agente
causador dos acidentes, 6 (21,4%) trabalhadores informaram não saber o que
causou o acidente, 6 (21,4%) relataram que a causa do acidente foi o descarte
inadequado dos materiais por outros profissionais. O manuseio de lixo e dos
instrumentos de trabalho tiveram 7 (25%) casos cada, sendo as outras situações
como: queda de escada, queda dentro do ônibus, torção do pé, queda de lâmpada
na cabeça, respingos de produtos químicos como álcool e hipoclorito, lesão lombar
pelo manuseio de objetos pesados, acidentes de transito (no trajeto do trabalho) e
acidente com bomba de infusão endovenosa representaram 13(46,4%) incidentes.
CONCLUSÃO: Os variados fatores presentes nos processos de trabalho interferem
na saúde dos trabalhadores. Torna-se necessário considerar que a saúde do
trabalhador, além de ser condicionada por fatores sociais, econômicos,
tecnológicos e organizacionais que se encontram relacionados ao perfil de produção e
consumo, também é influenciada por fatores de risco de natureza física, química,
biológica, mecânica e ergonômica, presentes nos processos de trabalho particulares
(BRASIL, 2004). Percebe-se que os acidentes de trabalho ocorrem com frequência
no ambiente hospitalar, e que os trabalhadores do SHL sofrem lesões decorrentes
desses agravos. É possível observar que o não uso de EPI, manuseio de lixo e de
produtos químicos, o descarte incorreto de materiais por outros profissionais, entre
outros, são fatores que contribuem com a ocorrência de acidentes de trabalho. A
redução dos acidentes de trabalho ocorridos em ambiente hospitalar ainda é um
desafio, visto que os profissionais que atuam nesse ambiente estão expostos a
inúmeros riscos ocupacionais, e os trabalhadores do SHL fazem parte dessa realidade. A
partir dos dados levantados, acredita-se que os resultados da pesquisa poderão
contribuir com ações educativas implementadas a esse grupo de trabalhadores, uma
vez que o estudo evidenciou elementos que podem causar os acidentes de trabalho.
Desse modo, poderão ser acrescidas medidas de prevenção de acidentes de trabalho, o
que contribui com a saúde do trabalhador.
DESCRITORES: Saúde do trabalhador; Acidentes de trabalho; Serviço Hospitalar
de Limpeza.
TRAUMA TORACO-ABDOMINAL
RELATO DE UM CASO.
E
TAMPONAMENTO
CARDÍACO:
Autores: MARCHESAN, Luana Quintana¹*; SILVA, Deise Joseane¹; NASCIMENTO, Aline Fernanda¹;
ABENTROTH, Aliende Lengler² e JOBIM, Rodrigo ³.
¹ Acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria.
² Médico Residente em Cirurgia Geral no Hospital Universitário de Santa Maria.
³ Médico cirurgião no Hospital Universitário de Santa Maria.
Introdução: O pericárdio normal é um saco fibroelástico que circunda o coração,
contendo entre seus folhetos uma fina camada de líquido. O tamponamento cardíaco é
uma síndrome compressiva que ocorre devido ao acúmulo de fluído sob pressão no
espaço pericárdico. Dentre suas causas podemos destacar: trauma torácico, o uso de
medicamentos como trombolíticos, cirurgia cardíaca recente, uremia, neoplasias e
doenças auto-imunes. O quadro clínico apresenta-se com abafamento de bulhas
cardíacas, hipotensão, elevação da pressão venosa, taquicardia, dispnéia e pulso
paradoxal. Além do exame físico, métodos diagnósticos como ecocardiograma, FAST
ou a janela pericárdica podem auxiliar no diagnóstico dessa patologia. O RX de tórax
pode demonstrar uma área cardíaca aumentada, com pulmões sem congestão.
Justificativa: Ressaltar a importância do reconhecimento precoce de lesões com risco
potencial de morte, como o tamponamento cardíaco, no atendimento a pacientes vítimas
de trauma toraco-abdominal. Objetivo: Relatar um caso de tamponamento cardíaco
devido a ferimento por arma branca. Metodologia: Utilização de dados do atendimento
prestado na emergência pela equipe de cirurgia geral do HUSM e posterior entrevista
com o paciente e revisão do prontuário. Resultados: J.R., masculino, 29 anos, pardo,
solteiro, segurança, vítima de agressão física por arma branca. Paciente dá entrada no
serviço de emergência do HUSM apresentando ferimento penetrante em transição
toraco-abdominal esquerda, encontra-se confuso, hipotenso (PA= 80/40 mmHg) e com
bulhas cardíacas hipofonéticas à ausculta pulmonar. Demais sinais vitais estáveis. Após
reposição volêmica com solução isotônica, paciente permaneceu hipotenso, sendo
levado ao bloco cirúrgico para realização de laparotomia exploratória. Durante
exploração laparotômica não evidenciaram-se lesões em cavidade abdominal,
ampliando-se a incisão para uma toracotomia antero-lateral esquerda. Constatou-se
então a presença de tamponamento cardíaco e a perfuração de ventrículo esquerdo.
Realizou-se então rafia de ventrículo esquerdo e a retirada de coágulos do espaço
pericárdico. Ainda em sala cirúrgica, paciente evoluiu com fibrilação ventricular e
parada cardiorrespiratória, revertidas com sucesso com uso de desfibrilador, liberado de
sala cirúrgica então em uso de dreno de tórax. Paciente evoluiu bem, sendo extubado
durante 1° dia pós-operatório e não apresentando outras intercorrências durante
internação.
Ecocardiograma transtorácico realizado no 5° dia pós-operatório
demonstrou hipocinesia apical em ventrículo direito, dimensões normais de câmaras
cardíacas e funções sistólica e diastólica de ventrículo esquerdo preservadas. Paciente
está no 6°dia pós-operatório, com dreno de tórax drenando secreção sanguinolenta,
relata apenas dor de leve intensidade em região de inserção de dreno e tosse seca. No
momento em uso de antibioticoterapia e medicações sintomáticas. Ao exame, apresentase em bom estado geral, lúcido, orientado e coerente, com mucosas úmidas, coradas,
anictéricas, acianóticas, eupneico e afebril. À ausculta evidencia-se ritmo cardíaco
irregular, bulhas normofonéticas, sem sopro e ausculta pulmonar sem alterações. No
momento paciente aguarda alta hospitalar após melhora clínica. Conclusão: Ferimentos
na transição toraco-abdominal são certamente um grande desafio diagnóstico para o
médico emergencista. Além de lesões em estruturas torácicas, ferimentos que estejam
localizados abaixo da linha transmamilar sempre devem alertar o médico para a
possibilidade de lesões abdominais, em virtude do componente toracoabdominal do
abdome. Dessa forma, é imprescindível o conhecimento anatômico e fisiológico,
somado ao conhecimento do mecanismo de trauma, ao exame físico e à monitorização
dos sinais vitais, para a formulação de hipóteses diagnósticas que propiciem condutas
mais rápidas e eficazes.
⃰ Relatora contato: [email protected]
Descritores: ferimentos e lesões, tamponamento cardíaco e choque
O ENFERMEIRO COMO GERENCIADOR DO CUIDADO HUMANIZADO EM
PACIENTES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS CARDÍACAS
DIAS, Caren Franciele Coelho Dias; DIAS, Caliandra Letiere Coelho Dias; FONSECA, Graziele Gorete
Portella da; LIMA, Suzinara Beatriz de
Relator: Caren Franciele Coelho Dias, Enfermeira, Especialista em Gestão de Organização em Saúde, Pós
graduanda em Mídias da Educação pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Pós graduanda em
Gestão em Saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Email:
[email protected]
Acadêmica do 6º Semestre de Fisioterapia da UNIFRA (Centro Universitário Franciscano).
Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Sistema Educacional Galileu (SEG) e
Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde.
Enfermeira, Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem, Mestre em Enfermagem e
Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Néry. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa
Catarina - Grupo GEPADES. Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, no Curso de
Enfermagem. Docente do PPGEnf/UFSM.
Introdução: Os problemas cardíacos são responsáveis no mundo por uma grande
quantidade de óbitos, se tornando um problema de saúde pública de primeira grandeza.
O coração é vital para o ser humano, ele trabalha de forma ritmada e contínua, é através
das artérias coronárias que o sangue chega ao coração sendo bombeado e levado para as
células oxigenando-as. Com todo esse encantamento nos ensinou que pode melhorar,
prolongar ou condenar nossa vida (JATENE, 2003). As doenças coronarianas podem ser
evitadas ou mantidas sobre controle diminuindo seus principais fatores de risco como a
obesidade, o tabagismo, colesterol, diabetes, hipertensão arterial e o estresse, tendo uma
dieta pobre em gorduras, sal e realizando exercícios físicos. Pode-se perceber que com
todos esses cuidados, as pessoas ainda sofrem desse mal, com isso surgiram vários
procedimentos para evitar a mortalidade, dentre elas destaca-se a cirurgia cardíaca como
principal meio terapêutico. A dificuldade de aceitação da doença é na maioria das vezes
demonstrada por meio de sentimentos como a angústia, raiva, medo, a sensação de
morte iminente, entre outros. O quadro emocional se agrava com o fato de o paciente
necessitar ser submetido à cirurgia, pois a recuperação ocorre em longo prazo, e
depende da equipe de enfermagem, da família e principalmente do paciente (GASPERI
e RADÜNZ, 2006). É importante que no pré-operatório de cirurgia cardíaca a equipe
multiprofissional esteja preparada para atender este tipo de paciente, e que este, seja
bem orientado pelo enfermeiro reduzindo a ansiedade e o estresse, buscando assim, uma
assistência holística e humanizada oferecendo apoio emocional ao paciente e familiares,
atuando como um educador em saúde. Com isso a enfermagem vem aprimorando seus
conhecimentos e propondo novas alternativas de assistência, desenvolvendo uma forma
própria de trabalho, fundamentada na assistência holística e humanizada do cuidar.
Justificativa: O interesse pelo tema surgiu no decorrer do curso por acreditar na
existência de uma lacuna em relação à Unidade Coronariana, pois, não houve estágio
curricular em Unidades Coronarianas e para suprir essa necessidade desenvolveu-se o
trabalho científico nessa área considerado uma unidade complexa. Objetivo: Aprofundar
o conhecimento científico sobre a importância da atuação do enfermeiro no pré e pósoperatório de cirurgia cardíaca. Metodologia: Para se estudar sobre esta temática optouse por realizar uma revisão de literatura com levantamento bibliográfico realizado
através da base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library on-line). Utilizamos como
palavras chaves: pós-operatório, cirurgia cardíaca e cuidado humanizado. A pesquisa
bibliográfica se utiliza de obras literárias impressas ou capturadas pela internet, é o mais
utilizado por isso é de extremamente importância, mas precisa estar sempre em
constante atualização somando uma série de informações, para enriquecer o projeto de
pesquisa. O estudo deve atender aos objetivos do autor explicando e respondendo os
problemas dentro de uma dimensão teórica devendo ir ao encontro da solução do
problema (FURASTÉ, 2006). A busca pelos manuscritos foi feita em julho de 2013,
sendo assim foi utilizado o seguinte limite: trabalhos publicados entre 2000 e 2013, para
que se obtivessem os artigos mais atualizados até a data da busca. Os artigos excluídos
não apresentavam relação direta com a temática em estudo não se enquadrando no perfil
da pesquisa. O artigo foi construído através de um caminho metodológico: escolha do
tema, levantamento bibliográfico, busca de fontes através da base de dados, leitura do
material, organização lógica do assunto e redação do texto. Finalizada a leitura, iniciouse a leitura interpretativa a fim de possibilitar a construção dos resultados bem como sua
discussão. O estudo foi realizado nos meses de agosto e setembro de 2013. Resultados:
Durante séculos o coração foi mistificado, atraiu impostores que tentavam consagrar-se
em um órgão considerado sede da vida, para Aristóteles século IV o coração era o
primeiro a mover-se e no fim da vida o último a morrer. Sendo este órgão tão admirável,
encarregado de levar a fonte da vida, que pode prolongar ou condenar nossa existência,
que a partir do século XX aumentou os estudos sobre os conhecimentos cardiológicos e
os avanços científicos e que acaba reforçando o glamour que este órgão desperta
(GOTTSCHALL, 2005). Quando o paciente entra em uma Unidade Coronariana ele não
tem conhecimento sobre a cirurgia que pretende se submeter nem mesmo sobre o
funcionamento normal do coração, é necessário que ele esteja orientado de maneira
clara a respeito da anatomia e fisiologia do coração, para que ele seja conhecedor de
como será o procedimento, cabe a equipe de enfermagem esta tarefa. É difícil para as
pessoas aceitarem a hospitalização, é um acontecimento bastante assustador, o
significado da doença é uma ameaça, e o sentir-se doente caracteriza uma ruptura na
relação do ser humano com o mundo. Este evento distingue-se pela vulnerabilidade que
o paciente passa, mas pode ter melhor aceitação e colaboração à medida que se
estabelece a confiança entre paciente e equipe de enfermagem (WALDOW, 2006). A
ação do enfermeiro na educação em saúde é ajudar o paciente a aceitar a doença e saber
conviver com suas limitações, trabalhando o autoconhecimento para alcançar o
equilíbrio emocional e interagir com o paciente e a família, humanizando o cuidado
fornecido, numa assistência integral. Conforme SOBECC (2007) o pré-operatório
compreende às 24 horas antes do evento até a chegada do paciente ao Centro Cirúrgico
e este momento é marcado pelos preparos específicos para a cirurgia, o enfermeiro junto
com a equipe deve visualizar problemas que necessitem de intervenções para diminuir o
risco cirúrgico, que consiste no agrupamento de todas as alterações funcionais que
poderiam de alguma forma afetar o resultado final do evento. A visita no pré-operatório
é atividade exclusiva do enfermeiro e tem por intento tornar o paciente menos temeroso
em relação à cirurgia, adquirindo mais confiança e menos medo do desconhecido,
sentindo-se mais seguro para enfrentar a cirurgia e detectando problemas ou alterações
relacionadas aos aspectos bio-psico-sócio-espirituais, garantindo uma assistência de
qualidade, avaliando o paciente de modo individualizado, sistematizado e contínuo. A
visita é importante para que o paciente e familiar estejam cientes das rotinas comuns,
reações, sensações e procedimentos de enfermagem que serão realizados durante sua
internação (GRITTEM, MÉIER, GAIEVICZ, 2006). A enfermagem tem a
responsabilidade e o compromisso de resgatar o cuidado humanizado e holístico para o
ser humano. A arte de cuidar na enfermagem é uma ação humanizadora que esta
engajada na profissão por muitos anos, o profissional procura aliar o conhecimento e a
capacidade técnica, compreendendo a verdadeira situação vivida pelo paciente,
acrescentando empenho no sentido de manter o cuidado como uma atividade essencial e
humanizada. O cuidado é indispensável em todas as situações de doenças, pois significa
que o ser humano está sendo acolhido em suas necessidades humanas, por outro ser
humano. O enfermeiro deve ser um educador em saúde, ajudando o paciente e seus
familiares a encarar um momento tão delicado, entendendo que se trata de uma situação
única em suas vidas, contribuindo assim com o aperfeiçoamento intelectual e
profissional. Conclusão: Ao término da realização desse trabalho pude aprofundar o
conhecimento sobre o cuidado humanizado do enfermeiro em pacientes no préoperatório de cirurgia cardíaca e entender os aspectos emocionais e orgânicos vivido
neste momento tão difícil. Percebi que o paciente necessita de uma assistência
individualizada, integral, intensiva e de qualidade. Para atuar em uma unidade tão
complexa devemos estar sempre nos atualizando no aprendizado, na busca da melhoria
das diversas técnicas assistenciais para criar possibilidades de novos horizontes ao
trabalho prestado ao paciente. Portanto, o enfermeiro de uma Unidade Coronariana deve
estar envolvido no principal objetivo que é a reabilitação do paciente, por meio da
educação em saúde e ter o domínio dessas atividades na busca de uma assistência de
qualidade em todas as fases da cirurgia cardíaca, encorajando o enfermo a aderir ao
plano de regime terapêutico juntamente com a família, para que se possa cuidar cada
vez mais de forma humanizada.
Descritores: Cuidados pré-operatório; Cuidados de Enfermagem; Cirurgia torácica;
GENOGRAMA DE FAMÍLIAS DE IDOSOS INTERNADOS NO DOMICÍLIO:
CONTRIBUIÇÕES PARA A PESQUISA
BITENCOURT, Mayara da Silva1; BEUTER, Margri2; SEIFFERT, Margot Agathe 3; BRUINSMA,
Jamile Lais4; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5
1
Relatora. Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista
PROICHUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Email:[email protected]
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de
Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da
UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de
Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
4
Acadêmica de Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa
Cuidado, Saúde e Enfermagem.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do
PPGEnf –Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
Introdução: O crescente número de idosos é um fenômeno mundial e no Brasil
as transformações ocorrem de maneira radical e acelerada. As proje ções indicam que,
em 2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, com um
número superior a 30 milhões de pessoas (CARVALHO, 2003). O idoso é mais
vulnerável às doenças crônicas, podendo comprometer sua autonomia e tornando-o
dependente de cuidados, que na maioria das vezes passam a ser responsabilidade da
família. No entanto, as famílias podem não estar preparadas para exercer tal função.
Com o intuito de atender essas novas demandas no cenário da saúde, a internação
domiciliar surge como uma importante modalidade de atendimento à saúde com
visitas periódicas de equipe multiprofissional para orientar/atender famílias que
cuidam de idosos doentes no domicílio (BRASIL, 2006). Nesse contexto, também
vale ressaltar que as famílias possuem diversas configurações, que podem influenciar o
cuidado ao seu familiar idoso. Devido à redução da taxa de fecundidade, o número de
filhos está cada vez menor, e as demandas familiares crescentes, limitando a
disponibilidade, tanto dos pais de cuidar de seus filhos, quanto dos filhos de
cuidar de seus pais. Além disso, o aumento da participação da mulher no mercado
de trabalho, a valorização do individualismo e os conflitos intergeracionais, contribuem
para as modificações nos arranjos domiciliares (MORAES, 2012). De acordo com
Wrigth e Leahey (2008), um fato significativo ou a modificação de um dos integrantes
da família afeta a todos em graus variados. Assim, o adoecimento do idoso e sua
necessidade de cuidados domiciliares interferem na vida de todo o núcleo familiar.
Diante disso, é preciso usar instrumentos de pesquisa que venham auxiliar para
uma melhor compreensão das famílias. Um desses instrumentos é o genograma,
que segundo Wrigth e Leahey (2008), trata-se de um diagrama do grupo familiar, que
facilita as interpretações da experiência familiar e ao representar a estrutura
interna, propicia dados sobre os relacionamentos ao longo do tempo, podendo
também incluir informações sobre saúde, ocupação, religião, etnia e migrações.
Justificativa: considerando a importância das famílias para o cuidado do idoso em
internação domiciliar, torna-se relevante conhecer a estrutura dessas famílias, por
meio de seus genogramas, para compreender como ocorre sua organização para o
cuidado ao idoso. Objetivo: descrever a composição das famílias de idosos
internados no domicílio . Metodologia: trata-se de recorte da pesquisa “Demandas de
cuidado para a família de idoso em internação domiciliar: contribuições para a
enfermagem”. O projeto de pesquisa foi analisado e aprovado pelo Comitê de
Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria com Certificado de
Apresentação para Apreciação Ética: 11349012.6.0000.5346. Também foi registrado
no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde sob número 033030. O estudo
foi desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa com caráter descritivo. Os
sujeitos da pesquisa foram famílias de idosos internados no Serviço de Internação
Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM).Os instrumentos
utilizados para coletar os dados foram entrevista, observação e genograma. A coleta
ocorreu no período de fevereiro a maio de 2013. Os dados apresentados no presente
resumo foram extraídos dos genogramas das famílias, construídos antes de cada
entrevista com as famílias, em seus respectivos domicílios. Para construir os
genogramas foi utilizada uma folha de papel em branco e o diagrama familiar foi
se constituindo à medida que a família relatava as informações, como idade,
sexo, o cupação e doenças dos integrantes. Foram incluídas pelo menos três
gerações, iniciando-se com o idoso em internação domiciliar. Resultados: A pesquisa
foi realizada com seis famílias de idosos internados no SIDHUSM. Dos idosos em
internação domiciliar, dois eram homens e quatro eram mulheres. Outra pesquisa
utilizando genograma para avaliar a composição familiar de idosos, também
encontrou a predominância do sexo feminino (PAVARINI et al., 2008). Dois
tinham idade entre 60 e 69 anos, dois entre 70 e 79 anos e dois possuíam idade entre
80 e 89 anos. Em apenas uma família o idoso internado no domicílio não era
aposentado, todos os cônjuges, da mesma forma, também recebiam aposentadoria.
Dentre os motivos que levaram a internação no domicílio destaca-se Acidente Vascular
Cerebral isquêmico (dois idosos), fratura de perna(dois), neoplasia do tipo melanoma
(uma idosa) e Insuficiência Cardíaca Congestiva (uma idosa). Os idosos também
possuíam comorbidades associadas, destacando-se a hipertensão arterial, em cinco
idosos, e o diabetes mellitus em dois idosos. Dois idosos eram viúvos e os demais
eram casados. Apenas uma idosa já era casada anteriormente, tendo filho do primeiro
casamento. A maioria dos cônjuges dos idosos internados também possuía doenças
crônicas, com destaque também para diabetes mellitus e hipertensão arterial.
Estudo também evidenciou maior frequencia das doenças diabetes e hipertensão
entre os integrantes das famílias dos idosos (PAVARINI et al., 2008). Quanto ao
número de filhos, em quatro famílias o idoso possuía três filhos, em uma seis filhos e o
utra o idoso tinha oito filhos, totalizando 12 filhos homens e 14 mulheres. Em três
famílias os filhos dos idosos apresentavam doenças crônicas, como hipertensão
arterial (três filhos), diabetes mellitus (quatro filhos), problemas cardíacos (quatro
filhos), insuficiência renal crônica (uma filha). Cabe mencionar que dois filhos
que possuem problemas cardíacos já passaram por cirurgia para colocação de válvula
cardíaca e uma filha realiza hemodiálise três vezes na semana. Os filhos homens dos
idosos trabalhavam como garçons, vigilantes e na construção civil. A maior parte
das filhas são donas de casa ou trabalham como serviços gerais e domésticas, apenas
duas são funcionárias públicas e uma trabalha como pedagoga em sua escola de
educação infantil. Outro dado importante diz respeito à escolaridade, a maioria
dos filhos dos idosos possui o ensino fundamental, alguns o ensino médio completo
e apenas dois o ensino superior. Cinco filhos são solteiros e os demais são casados,
destes casados, apenas dois não possuem filhos. Todos os idosos possuem pelo menos
dois netos. Em uma família o idoso em internação domiciliar tem 13 netos e dois
bisnetos, sendo a família constituída de quatro gerações. Os integrantes com os quais
o idoso residia também foram o utras informações coletadas durante a construção dos
genogramas. Em três famílias os idosos moravam com seus cônjuges, em uma
família, além do cônjuge moravam dois filhos, em outra o idoso morava com o
filho, a nora e três netos e em uma família a idosa morava sozinha, mas possuía um
filho morando em uma casa localizada atrás do seu domicílio. Para Pereira et al (2009),
o genograma permite visualizar a dinâmica familiar e as relações entre seus
membros, através de símbolos e códigos padronizados, em pelo menos três gerações,
fornecendo bases para a discussão e análise das interações familiares. Conclusão: os
dados possibilitaram a melhor compreensão das famílias dos idosos internados no
domicílio por meio da sua composição, incluindo dados como idade, profissão, estado
civil, número de filhos e netos, doenças, entre outros. Dessa forma, os
genogramas são ferramentas que auxiliam na apreensão do contexto familiar, em todas
as suas complexidades e singularidades, contribuindo para as pesquisas envolvendo
famílias.
Descritores: família, idoso, assistência domiciliar.
SABERES E PRÁTICAS DE CUIDADO DE USUÁRIOS COM ÚLCERAS
VENOSAS
NEVES, Gabriela Leal¹; BUDÓ, Maria de Lourdes Denardin²; RIZZATTI, Salete de Jesus Souza³
¹Apresentadora. Acadêmica do 5º semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Mar ia
(UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista do Programa de
Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM). E-mail:
[email protected]
²Enfermeira. Doutora. Professora Associada II do Departamento de Enfermagem e Programa de PósGraduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e
Enfermagem.
³Enfermeira do HUSM. Mestranda em Enfermagem- PPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa
Cuidado, Saúde e Enfermagem/UFSM.
Introdução: As úlceras venosas (UV) são responsáveis pela principal causa de
úlcera de perna, com uma ocorrência que atinge índices de até 80,0%
(MARTINS, 2008), e podem acometer adultos e idosos. A úlcera de origem venosa
merece atenção especial por parte dos profissionais da área da saúde, pois é
extremamente incapacitante, além de geralmente causar isolamento social,
aposentadoria ou afastamento do emprego, inabilidade para o trabalho devido a
dor, depressão, perda da auto-estima, afetando assim, de modo significativo a
produtividade e a qualidade de vida dos indivíduos, além de determinar gastos
significativos para os serviços de saúde (JUNIOR et al, 2001; BORGES, 2005; SILVA
e LOPES, 2006).Por isso, são necessários cuidados apropriados e de forma
resolutiva, com vista ao restabelecimento da saúde das pessoas e seu retorno às
atividades cotidianas. Considerando a importância de uma assistência adequada a esta
população, há necessidade da atuação de uma equipe multiprofissional, na qual está
inserida a Enfermagem. Entre as atividades da Enfermagem, destacam-se os
cuidados com a avaliação ampliada das pessoas com úlceras venosas, tais como:
avaliação das lesões, planejamento
e
implementação dos
cuidados,
encaminhamentos necessários, além de ações educativas. O serviço ambulatorial da Ala
I do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é um setor de atendimento
primário e secundário nas várias especialidades clínica e cirúrgica. Nesse setor
situa-se o serviço de angiologia que atende consultas pré-agendadas e demandas
espontâneas oriundas do município de Santa Maria e das cidades da região de
abrangência da quarta e décima Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Os
profissionais de enfermagem que atuam neste serviço desenvolvem habilidades e
competências no tratamento de feridas, especialmente as de origem venosa, em parceria
com outros profissionais e estudantes da área da saúde. Diante disso, desenvolvem-se
estudos inseridos no Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem do
Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria(UFSM). O
Projeto de Pesquisa “Saberes e práticas de cuidado popular de pessoas com úlcera
venosa: implicações para a enfermagem” está inserido no macroprojeto denominado
“Atenção aos usuários com
Úlcera Venosa: implicações para o cuidado de
enfermagem”. Justificativa:A realização deste estudo é justificada pela necessidade
de saber como os usuários desenvolvem as práticas em saúde no domicílio, para
assim ocorrer uma aproximação de saberes, otimizando a eficácia do cuidado. Estas
informações contribuirão para a qualidade do cuidado, na atenção e no controle dessa
doença, prevenindo complicações em decorrência da lesão, bem como, valorizando as
práticas de cuidado realizadas no domicílio e buscando aproximar o saber
profissional do popular. Objetivo: Apresentar o projeto “Saberes e práticas de cuidado
popular
de
pessoas
com
úlcera
venosa:
implicações
para
a
enfermagem”.Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo, qualitativa,
descritiva e exploratória, desenvolvida no ambulatório do HUSM e no domicílio das
pessoas com úlcera venosa. Os participantes da pesquisa são usuários adultos e idosos,
de ambos os sexos, com lesão venosa, agendados para consultas ou ainda pela demanda
espontânea de pessoas que realizam curativo no ambulatório. A coleta de dados
realizou-se por meio de observação e entrevista semiestruturada. Para análise dos
dados deste estudo, está sendo utilizada a análise de conteúdo temática de Minayo.
Serão respeitados todos os aspectos éticos conforme Resolução nº 196/96 do Conselho
Nacional de Saúde. A pesquisa possui parecer favorável do Comitê de Ética e
Pesquisa (CEP) da UFSM processo nº 23081.007762/2011-41 e Certificado de
Apresentação para Apreciação Ética (CAAE)0129.0.243.000-11; Registro no
Gabinete de Projetos (GAP) do Centro de Ciências da Saúde da UFSM e no Sistema de
Informações Sobre Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (SISNEP) nº029341.
Resultados: O Projeto “Saberes e práticas de cuidado popular com úlcera venosa:
implicações para a enfermagem” compõe a Dissertação de Mestrado da enfermeira do
HUSM, Salete de Jesus Souza Rizzatti, inserindo-se no Programa de Pós-Graduação
em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM. A pesquisa tem como questão norteadora:
“Como se desenvolve o cuidado aos usuários com úlcera venosa assistidos no
ambulatório do HUSM e suas implicações para a enfermagem?” Atualmente, os dados
estão sendo analisados. Com esse estudo, observa-se que as pessoas acometidas
por UV apresentam restrições nas suas atividades laborais, socioculturais, nos
afazeres cotidianos e na estética, podendo levar a distúrbios emocionais (SILVA et al.,
2009). Tratando-se de uma doença crônica, torna-se imprescindível que a pessoa
conheça sua condição de saúde para saber o que e quando esperar em cada situação,
colaborando, dessa forma, com sua própria adaptação (COSTA et al., 2011).
Deve-se buscar a autonomia do indivíduo com UV, ressaltando a escuta e a
valorização do sujeito como corresponsável no processo de cuidar, pois este ocupa o
papel principal no controle da hipertensão venosa, no processo de cicatrização da lesão
e no cuidado de si. Ressalta-se a importância do profissional utilizar uma comunicação
verbal familiar à linguagem do usuário, para que o mesmo possa compreender as
informações que lhes são transmitidas, e assim contribuir para o sucesso do tratamento
(KREUTZ; MERIGHI; GUALDA, 2003). Percebe-se que o cuidar transcende o
tratar, remetendo a uma forma complexa e integral, sendo intrínseca à pessoa humana.
Vai além do modelo biomédico, o qual fragmenta o sujeito em partes, com
ênfase na doença. Nesse sentido, percebe-se que cuidar é compreender a
subjetividade de cada pessoa, bem como valorizar e incentivar o conhecimento
popular. Para agregar os setores popular e profissional (científico) permitindo uma
interação de saberes, necessita-se descentralizar o profissional do papel de
detentor do saber. Ao investigar um grupo social e os tipos de cuidado que
procuram, deve-se ter a compreensão de que os mesmos precisam ser visualizados
dentro de seu contexto, pertencentes a um momento histórico e com
características socioeconômicas e ambientais particulares (HELMAN, 2009). Dessa
maneira, a enfermagem se insere como uma profissão do cuidado, onde a prática
perpassa o dia a dia, considerando a universalidade e a diversidade dos sujeitos,
apoiando-se na cultura dos mesmos para um melhor entendimento de suas ações.
Conclusão: Considera-se necessário que os profissionais compreendam as
representações e as diferentes formas de perceber a saúde, a fim de atentar para os
aspectos individuais da vida do adoecido, do seu cotidiano e dos arranjos em sua rotina
para o gerenciamento da doença. Nesse sentido, espera-se que esta pesquisa alcance
repercussão no meio acadêmico, assim como entre os profissionais de saúde,
especialmente na enfermagem, tanto na construção do conhecimento como para
qualificar o cuidado aos pacientes com úlceras venosas. Além disso, reconhecer a
existência dos setores de cuidado à saúde (setor popular e setor profissional), pode
possibilitar ao profissional compreender melhor o contexto em que a pessoa se
encontra, identificando suas potencialidades e suas necessidades de cuidado, visando à
aproximação do saber profissional ao popular.
Descritores: úlcera
educação em saúde.
varicosa,
cuidados de
enfermagem,
saúde,
enfermagem,
FATORES RELACIONADOS COM A EMERGÊNCIA DE INFECÇÕES
NASOCOMIAIS POR BACTERIAS MULTIRRESISTENTES: UMA REVISÃO
DE LITERATURA
Deise Joseane da Silva1; Aline Fernanda Nascimento1; Luana Quintana Marchesan2; Liliane Souto
Pacheco3; Alexandre Vargas Schwarzbold4.
1
Aluna do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria. Relatora;
2
Aluna do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria;
3
Médica Infectologista. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria;
4
Médico Infectologista, Professor da Disciplina de Doenças Infecciosas e Coordenador da
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. Contato:
[email protected]
Introdução: Os antimicrobianos sãos as drogas mais prescritas em hospitais e o
seu emprego irracional tem proporcionado o surgimento de cepas resistentes,
tornando o seu uso uma das maiores preocupações mundiais o que faz o seu
controle rigoroso extremante necessário.
Objetivo: Sintetizar ,através de uma revisão de literatura, os principais fatores
envolvidos no desenvolmente das infecções nosocomiais por microorganismo
multiresistentes.
Metodologia: Revisão integrativa da literatura através de busca de artigos
científicospublicados nos últimos 15 anos nas bases de dados online Pubmed,
Scielo, Lilacs e Cochrane. Os unitermos utilizados foram: bacterial resistance,
hospital infection, multidrug-resistant germs. Selecionamos um total de 27 artigos que
correspondiam ao objetivo dos estudo.
Revisão da literatura.
As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são, sabidamente, locais de grande
concentração de infecções (BRUSSELAERS et al., 2011). Isso se dá devido à grande
concentração de drogas administradas como sedativos – que reduzem os reflexos como
tosse e deglutição – e antimicrobianos – que distorcem a microbiota normal e
selecionam mutantes resistentes (MARWICK
et al., 2009., FUJIMURA et al.,
2007; ROGUES et al., 2007; IOSIFIDIS et al., 2008; CURCIO et al., 2009),
favorecendo o aparecimento de cepas multirresistentes o que torna ainda mais difícil o
controle dessas infecções (BRUSSELAERS et al., 2011). O uso indiscriminado de
antibióticos e a baixa adesão às medidas de controle de infecção foram identificados
como fatores importantes para o aumento da resistência microbiana no ambiente
hospitalar por CALDEIRA et al.(2009). Entre os microorganismos gram-positivos mais
importantes relacionados com resistencia encontramos os Staphylococcus aureus
resistentes a meticilina e oxacilina (MRSA – methicilin-resistent S. aureus) e os
enterococcus resistentes a vancomicina (ERV) (JONES, 2001; BOUCHER et al.,
2009).Entre as bactérias gram-negativas, a resistencia é principalmente devido ao
rápido aumento das cepas Klebsiella pneumonia, Escherichia coli, e Proteus
mirabilis produtoras de Beta-lactamases de espectro extendido (ESBLs); alto nível
de Beta-lactamase resistente a cafalosporina de terceira geração entre Enterobacter
spp. e Citrobacter spp., e multirresistencia entre P. aeruginosa, Acinetobacter spp,
e Stenotrophomona maltophilia (JONES, 2001; BOUCHER et al., 2009). Durante
as últimas décadas, descobriu-se que alguns antibioticos tem um maior risco de
promover resistência antimicrobiana, por exemplo cefalosporinas de Terceira geração,
vancomicina, imipenem e fluoroquinolonas intravenosas (CLARK et al., 2003;
CARLET et al., 2007).
Conclusão
Considerando as evidencias apontadas neste trabalho nota-se a importância de
conhecer a realidade local e assim elaborar de uma política de uso de antibióticos que
minimize a ocorrência destes microorganismos multirresistentes e a mortalidade
relacionada à estas infecções.
Descritores: antibacterianos, resistência microbiana a medicamentos, infecção
hospitalar.
DOENÇAS, AGRAVOS E EVENTOS DE SAÚDE PÚBLICA DE
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA NO CENTRO OBSTÉTRICO DE UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
BANDEIRA, Danieli¹; DAMACENO, Adalvane Nobres²; ILHA, Caroline³; HODALI, Namir Ferreira el
4
; ROSSATO, Vergínea Medianeira Dallago5.
¹ Relator. Residente. Enfermeira. Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Hospital
Universitário de Santa Maria. [email protected]
² Graduando em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria.
³ Residente. Enfermeira. Centro Obstétrico. Hospital Universitário de Santa Maria.
4
Residente. Farmacêutico. Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Hospital Universitário de
Santa Maria.
5
Enfermeira. Doutora em Educação e Ciência pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Responsável técnica pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH). Hopsital
Universitário de Santa Maria (HUSM).
INTRODUÇÃO: A atenção obstétrica e neonatal, prestada pelos serviços de saúde,
deve ter como características essenciais a qualidade e a humanização. É dever
dos serviços e profissionais de saúde acolher com dignidade a mulher e o recémnascido, enfocando-os como sujeitos de direitos¹. Dessa forma de acordo com o
Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, é critério fundamental para
o acompanhamento pré-natal a solicitação de exames dentre eles sorologia para sífilis
(VDRL); Teste anti-HIV com aconselhamento pré-teste, pós-teste e consentimento da
mulher; IgM para toxoplasmose. Apesar da ampliação na cobertura do pré-natal,
a análise dos dados disponíveis demonstra comprometimento da qualidade dessa
atenção. Isso pode ser evidenciado pela incidência de sífilis congênita, estimada em 12
casos/1000 nascidos vivos no SUS². JUSTIFICATIVA:O presente estudo justificase considerando a Lei Nº 8080/90, que dispõe sobre a execução das ações de vigilância
epidemiológica como uma das atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) e
define a Vigilância Epidemiológica como um conjunto de ações que proporcionam
o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores
determinantes e condicionantes de saúde individual e coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças e agravos. Tendo
em vista a Portaria nº 2254 de 5 de agosto de 2010 que institui a Vigilância
Epidemiológica em âmbito hospitalar como parte integrante do Subsistema de
Vigilância Epidemiológica do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS), a
qual faz menção a realização do monitoramento de casos hospitalizados por doenças e
agravos prioritários para o SNVS, de acordo com as prioridades definidas pela
SVS/MS, como base na situação epidemiológica e na viabilidade operacional, além de
apoiar e desenvolver estudos epidemiológicos ou operacionais complementares de
doenças de notificação compulsória no ambiente hospitalar. A notificação
compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde, médicos,
enfermeiros, odontólogos,
médicos
veterinários,
biólogos,
biomédicos,
farmacêuticos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por
organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino³.
OBJETIVO: Quantificar os números de casos de Sífilis, Sífilis Congênita, Vírus
da 1Imunodeficiência Humana e Toxoplasmose registrados em uma planilha
compartilhada entre o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) e o
Centro Obstétrico (CO) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) no período
de janeiro a julho de 2013. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo quantitativo dos
casos de sífilis em gestante, sífilis congênita, gestante HIV, criança exposta ao
HIV e toxoplasmose atendidos no CO do HUSM no período de janeiro a julho
de 2013. Os dados foram extraídos de uma planilha compartilhada entre os
setores do NVEH e do CO desta instituição, alimentada por busca ativa, prontuários e
exames laboratoriais.
RESULTADOS: A
sífilis
em
gestante, doença
infectocontagiosa sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas
temporárias, sujeita a períodos de latência cuja evolução é dividida em primária,
secundária e terciária, a transmissão pode ocorrer via sexual, que representa quase a
totalidade dos casos. A ocorrência de sífilis em gestantes evidencia falhas dos
serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce
e o tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes
na prevenção da doença. São realizados controles diários dos exames VDRL em
uma planilha compartilhada com o Centro Obstétrico a fim de investigar exames
reagentes para que sejam notificados, investigados e acompanhados. No que se refere
ao quantitativo de exames VDRL realizados no CO/HUSM no período de janeiro a
julho de 2013 foram realizados 1768 exames, destes, 15 foram positivos e 110 exames
de VDRL deixaram de ser solicitados pelo serviço. A Sífilis Congênita é a
infecção do feto pelo Treponema pallidum, transmitida por via placentária, em
qualquer momento da gestação ou estágio clínico da doença em gestante não
tratada ou inadequadamente tratada. Sua ocorrência evidencia falhas dos serviços
de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e
tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na
prevenção dessa forma da doença. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase
da gestação, estando, entretanto, na dependência do estado da infecção na
gestante, ou seja, quanto mais recente a infecção, mais treponemas estarão
circulantes e, portanto, mais gravemente o feto será atingido. Inversamente, infecção
antiga leva à formação progressiva de anticorpos pela mãe, o que atenuará a
infecção ao concepto, produzindo lesões mais tardias na criança. Sabe-se que a taxa
de transmissão vertical da sífilis, em mulheres não tratadas, é superior a 70%,
quando elas se encontram nas fases primária e secundária da doença, reduzindo-se
para 10 a 30%, nas fase latente ou terciária. Da mesma maneira que os casos de
sífilis em gestante que foram 15, tivemos o mesmo quantitativo de casos de sífilis
congênita. Ressalta-se que das 15 gestantes com sífilis, 10 realizaram pré-natal. A Sífilis
Congênita é passível de prevenção, bastando que a gestante infectada seja detectada e
prontamente tratada, assim como seus parceiros sexuais. Portanto, a medida mais
efetiva de controle da doença consiste em oferecer a toda gestante uma assistência prénatal adequada. No entanto, as medidas de controle devem abranger outros momentos:
antes da gravidez e na admissão à maternidade, seja no momento do parto, seja
na curetagem por abortamento ou durante qualquer outra intercorrência na gravidez.
Mesmo o diagnóstico tardio da infecção materna, realizado na admissão para o
parto, é válido, pois, a despeito de não evitar a doença na criança, haverá condições de
tratar a mulher e o concepto, reduzindo as complicações advindas da infecção. Quanto
às gestantes HIV considera-se como infectada toda gestante, parturiente ou nutriz
que apresentar resultado de exame laboratorial para HIV reativo e, por criança
exposta ao HIV considera-se todos os conceptos de mães soropositivas ou que tenham
suspeita de infecção pelo HIV e todas as crianças que 2 tenham sido amamentadas por
mulheres infectadas ou que tenham suspeita de infecção pelo HIV. Nesse caso, a
notificação e investigação deverá conter dados da nutriz. No período do estudo, foram
identificados 19 casos de gestante HIV positivas, destas 16 haviam realizado prénatal. Quanto as crianças expostas ao HIV, foram identificadas 17 crianças nascidas
vivas neste período. Por fim, a toxoplasmose é uma doença cosmopolita, causada por
protozoário. Apresenta quadro clínico variado, desde infecção assintomática a
manifestações sistêmicas extremamente graves. O diagnóstico da infecção
produzida no homem pelo Toxoplasma gondii durante a gestação e o seu
reconhecimento nos recém-nascidos é especialmente importante pela gravidade das
lesões, muitas vezes definitivas. É uma das mais danosas doenças para o feto
particularmente quando a gestante adquire a infecção nos dois primeiros trimestres
da gravidez. No serviço durante o período houveram 4 casos confirmados. A triagem
sorológica no pré-natal e a vigilância epidemiológica podem ser essenciais para reduzir
o risco da toxoplasmose congênita. Nas regiões com baixa prevalência da infecção
toxoplásmica, esta pode ser uma estratégia alternativa, mas se torna indispensável
em regiões com elevada prevalência.CONSIDERAÇÕES FINAIS:A educação em
saúde, ou prevenção primária, envolve a promoção do conhecimento sobre os meios de
evitar a infecção. Os referidos agravos de notificação compulsória expostos no presente
trabalho são passíveis de diagnóstico e tratamento durante o pré natal. Percebe-se que
existe uma articulação deficiente na rede de atenção a saúde da mulher no município, de
modo que o sistema de referência e contra referência dessas mulheres é falho. No
HUSM realizam-se encaminhamentos antes da alta hospitalar das puérperas e
recém-nascidos, por meio do contato telefônico as unidades de saúde da região a qual
pertencem às usuárias, sendo agendo as consultas de puerpério, puericultura e teste
do pezinho. No entanto, essa contra referência é realizado somente por enfermeiras
residentes do programa de residência multiprofissional hospitalar –área de
concentração mãe-bebê, o que impossibilita atender a toda demanda assistida no
hospital. Acredita-se ser fundamental uma maior interação entre os serviços
hospitalar e de atenção básica, assim como, comprometimento dos profissionais
de saúde a fim de qualificar a assistência do pré-natal fornecida a estas usuárias.
DESCRITORES: Enfermagem, Gestante, Vigilância Epidemiológica, Vigilância em
Saúde Pública.
A PERCEPÇÃO DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PARA
DISMENORREIA COM ACADÊMICAS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA
UFSM
ANSCHAU, Juliette Liesenfeld1,3; DIAS, Marianna1; OLIVEIRA, Melissa1; BRAZ, Melissa
Medeiros.
1
Acadêmica do curso de Fisioterapia da UFSM; 2 Docente do curso de Fisioterapia da UFSM; 3 Relatora
[email protected]
Introdução A dismenorreia, popularmente conhecida como cólica menstrual, é um
distúrbio ginecológico definido como menstruação dolorosa que impede ou limita
as atividades de vida diária, necessitando de tratamento. É um dos sintomas mais
frequentes em Ginecologia e aparece normalmente, na maioria das mulheres, em maior
ou menor grau, durante a menstruação. Sua prevalência, embora de difícil estimativa,
é uma das queixas mais frequentes em consultórios ginecológicos e parece variar de
45% a 95%. Grande parte da população feminina que sofre de dismenorreia
primária apresenta quadro de sinais e sintomas que podem levar à incapacitação em seus
afazeres habituais, comprometendo suas atividades de vida diária, laborais e de
lazer. O tratamento para esta patologia divide-se em farmacológico e conservador,
sendo a Fisioterapia uma das possibilidades terapêuticas, com técnicas de baixo
custo, não invasivas. Essa tem como objetivos prevenir ou reduzir a intensidade da
dor menstrual, aparecimento de sintomas concomitantes, tensão dos grupos musculares
afetados. Como tratamento fisioterapêutico são utilizados exercícios de contração
muscular perineal, TENS, ondas curtas, ultrassom pulsado, corrente interferencial,
alongamento global, massoterapia, liberação miofascial e manipulação de vértebras.
Justificativa Sendo a dismenorreia um problema que afeta uma grande parte da
população feminina, levando a incapacitações e algias que interferem nas atividades
de vida diária, e tendo a Fisioterapia como uma ferramenta de baixo custo e
com resultados satisfatórios, justifica-se o estudo. Objetivo Investigar a percepção
do tratamento fisioterapêutico para dismenorreia com acadêmicas do curso de
Fisioterapia da UFSM. Metodologia As acadêmicas foram abordadas com um
questionário no qual continha questões referentes à
história ginecológica,
características da dismenorreia e tratamentos realizados para a mesma. Resultados
Foram investigadas 70 estudantes, com faixa etária variando entre 17 e 27 anos (20,08
± 1,96 anos). A idade da menarca variou de 7 a 15 anos (12,17 ± 1,48 anos). Quanto às
características do ciclo menstrual, 11,4% das mulheres referem ter o ciclo maior ou
igual a 7 dias, 48,5% entre 4 a 6 dias, 35,7% de 2 a 4 dias e , por fim, 2,8% de 1 a 2
dias. Quanto à utilização de anticoncepcional oral, 84,2% das acadêmicas utilizam.
Destas, 48 estudantes (68,5%) têm queixas de dismenorreia, sendo 38,5% de
intensidade leve, 52,8% moderada e 8,5% severa. Em relação ao tratamento, 60,4% das
meninas realizam o tratamento medicamentoso e não houve relatos de tratamento
fisioterapêutico para esta patologia. Conclusão Sabe-se que as repercussões sociais e
pessoais da dismenorreia são inúmeras. Sendo assim, vale ressaltar a importância
da atuação fisioterapêutica para que haja melhora tanto no quadro de dor quanto na
qualidade de vida dessas mulheres, através da utilização de técnicas e recursos
específicos, os quais tornarão o tratamento não invasivo, conservador e de baixo
custo.
Descritores Dismenorreia, Fisioterapia, Tratamento.
A COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS NA PERSPECTIVA
FAMILIARES ENVOLVIDOS NA SITUAÇÃO DE INTERNAÇÃO
DE
BASSI, Mariana1; QUINTANA, Alberto Manuel2; MONTEIRO, Daniela Trevisan3; SALVAGNI,
Adelise4; PIERRY, Larissa Goya5.
1
Relatora. Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista
PROICHUSM 2012. E-mail: [email protected].
2
Psicólogo. Pós-Doutor. Professor do Curso de Psicologia e dos Programas de Pós-graduação em
Psicologia (Mestrado) e Enfermagem (Mestrado) da Universidade Federal de Santa Maria.
3
Psicóloga. Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa
Maria.
4
Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa
Maria.
5
Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista PROICHUSM 2012.
Introdução: Comunicar significa ter a possibilidade de produzir entendimento através
do diálogo, dos atos cotidianos de fala. Assim, comunicar refere-se a um emissor ativo e
um receptor passivo, papeis que vão sendo trocados ao longo do diálogo, fazendo parte
de uma relação interpessoal onde os dois são atuantes no processo de comunicação. Para
que esta ocorra, é preciso que o receptor tenha compreendido a mensagem.
Dessa forma, a comunicação é competência para a produção da assistência em
saúde, comprometida com a humanização. No que concerne à comunicação de más
notícias, conceitua-se como aquela que, drástica e negativamente, altera a
perspectiva do paciente e de seus familiares em relação ao seu futuro. Comunicar
más notícias no cenário hospitalar pode gerar dificuldades para os profissionais
que precisam realizar essa tarefa, assim como se trata de um momento difícil
para o paciente e para sua família. Justificativa: Os resultados dizem respeito à
escuta do familiar e à relação deste com o médico, em um envoltório de
comunicação verbal e não verbal. Nesse sentido, a pesquisa poderá ser utilizada
como ferramenta por profissionais da saúde, facilitando a relação dos mesmos
com pacientes e familiares, podendo melhorar a aceitação de um resultado
desfavorável. Objetivo: Tem-se como objetivo geral compreender o processo de
comunicação de más notícias no contexto de uma Unidade de Tratamento Intensivo
para adultos, na perspectiva de familiares envolvidos na situação de internação.
Metodologia: Este trabalho é um recorte da dissertação de mestrado intitulada
“Por Detrás da Fala”: A Comunicação de Más Notícias na Perspectiva de
Médicos e Familiares. Tratou-se de um estudo qualitativo, de cunho exploratório
e descritivo, que abrangeu a totalidade de 11 familiares de pacientes internados na
Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital escola do interior do Rio Grande do
Sul. O número de familiares participantes foi atingido mediante o critério de saturação
da amostra. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e observação não
participante para a coleta das informações, trabalhadas a partir da análise de conteúdo.
Salienta-se que o projeto foi aprovado pelo comitê de ética, sob o registro
CAAE: 0367.0.243.000-11. Resultados: O familiar se encontra em um momento de
angústia, o que pode ocasionar dificuldades em compreender as informações
passadas pelos médicos. Além disso, outros fatores dificultantes do entendimento são o
uso médico de termos próprios da profissão e geralmente desconhecidos pelo familiar,
e a ausência de troca entre tansmissor e receptor, constituindo-se apenas como uma
passagem de informação verticalizada. Na maioria das vezes, a compreensão não
é checada pelos médicos, resultando diferença entre o que foi informado e o que
o familiar de fato entendeu. Conclusão: Os familiares se sentem angustiados
frente à hospitalização de seu ente querido. Há esperança de uma evolução positiva
no quadro do paciente, o que nem sempre condiz com a realidade. No meio destas
vivências as dúvidas são comuns, e quando não são sanadas,
causam
crise/desorganização familiar e medo da perda. Deve-se considerar como significativa
a relação médico-familiar, pois esta acontece a partir da comunicação e possui laços
estreitos com as más notícias.
Palavras-chave: comunicação, hospitalização, relações profissional-família.
DANOS PSICOLÓGICOS NO TRABALHO DA ENFERMAGEM EM CLINICA
CIRÚRGICA
SILVA, ROSÂNGELA MARION DA1; BECK, CARMEM LÚCIA COLOMÉ 2; ZEITOUNE, REGINA
CELIA GOLLNER 3, TONEL, JULIANA ZANCAN 4, REIS, DAIANE APARECIDA MARTINS DO.
1
Relator, Enfermeira, Doutoranda em Ciências DINTER UNIFESP-UFSM-UFRJ/EEAN, e-mail
[email protected]
2
Orientador, Enfermeira, , Professor Associado Departamento de Enfermagem da UFSM, Coordenadora
do Projeto PROIC/2012 – nº 031073/2012- registrado no GAP CCS ,
3
Enfermeira, Professor Titular do Departamento de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna
Nery/UFRJ.
4
Acadêmicas de enfermagem da UFSM
INTRODUÇÃO: As doenças relacionadas ao trabalho, em especial os agravos de ordem
emocional, são difíceis de caracterização, pois estes ocorrem de forma insidiosa
(SECCO et al., 2010). JUSTIFICATIVA: Estudar questões relacionadas a saúde
do trabalhador de enfermagem é estar contribuindo também para a qualidade da
assistência. OBJETIVO: identificar os riscos de adoecimento para danos
psicológicos em trabalhadores de enfermagem de clínica cirúrgica. MÉTODO:
Estudo transversal, quantitativo, realizado em uma Unidade de internação de um
Hospital Universitário. Participaram trabalhadores de enfermagem com um ano de
experiência na profissão e que estavam na atividade assistencial. Foram excluídos
aqueles em licença de qualquer natureza, afastamento ou férias. A população foi de 47
trabalhadores. Foi utilizado um questionário para caracterização sociodemográfica e a
Escala de Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, que foi validada para a
realidade brasileira (MENDES; FERREIRA, 2007). É composta pelos fatores:
danos sociais, físicos e psicológicos, sendo esse último fator apresentado neste
estudo. O fator Danos Psicológicos contem 10 itens, distribuídos em uma escala do
tipo Likert, e são definidos como sentimentos negativos em relação a si e a vida em
geral. O escore pode atingir valores abaixo de 1,9 com classificação de risco de
adoecimento mais positiva (suportável), entre 2,0 e 3,0 avaliação moderada
(crítica), entre 3,1 e 4,0 avaliação moderada (grave), e acima de 4,1 com avaliação
mais negativa (presença de doenças ocupacionais). Os dados foram coletados entre
julho e agosto de 2012, t abulados em uma planilha eletrônica do Excel e analisados
com o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences®18. O projeto
obteve parecer favorável para a sua realização (CAAE 02505512.4.0000.5505 ).
RESULTADOS: Danos Psicológicos apresentou consistência interna satisfatória
(alfa de Cronbach = 0,95). Sobre os trabalhadores, são predominantemente
mulheres (89,4%), casadas (66%), com filhos (68,1%) e que atuam no turno noturno
(48,94%). A idade está em torno de 40,32 anos, sendo as auxiliares de
enfermagem aquelas com maior média de idade (47,7 anos). Observando-se os itens do
fator Danos Psicológicos, apresentaram maior mediana: “mau-humor”, “tristeza” e
“irritação com tudo”, com risco de adoecimento suportável. Foi observada
presença de doenças (avaliação mais negativa) entre enfermeiros, técnicos e
auxiliares de enfermagem. Não foi observada diferença estatística significativa entre
Danos Psicológicos e a variável turno de trabalho (p=0,746). A organização do trabalho
em turnos possibilita a ocorrência de alterações na saúde dos trabalhadores, que
precisam se adaptar ao turno de trabalho. Aqueles que atuam no noturno,
especialmente, enfrentam a privação crônica do sono, pois ao finalizar a jornada
de trabalho depara-se com períodos curtos e descontínuos de sono, que é interrompido
por ruídos domésticos, crianças, chamadas telefônicas, vozes familiares entre
outros fatores que não propiciam horas reconfortantes de descanso (GARCIA,
2004). Esse fato pode ser agravado quando se trata de mulheres trabalhadoras.
CONCLUSÃO: A identificação de risco de adoecimento suportável para Danos
Psicológicos é resultado considerado satisfatório, produtor de prazer no trabalho e que
deve ser mantido e consolidado no ambiente organizacional.
Descritores: enfermagem, saúde do trabalhador, riscos ocupacionais.
O ACADÊMICO DE ENFERMAGEM FRENTE À UNIDADE DE CLÍNICA
CIRÚRGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NEVES, Gabriela Leal¹; SOARES, Rhea Sílvia de Ávila², CORTES, Laura Ferreira³
¹Apresentadora. Acadêmica do 5º semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. Bolsista do Programa
de Iniciação Científica do Hospital Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM). E-mail:
[email protected]
²Enfermeira da Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM. Mestranda em Enfermagem - PPGEnf/UFSM.
Membro do Grupo de Pesquisa Gestão em Enfermagem e Saúde.
³Enfermeira. Professora Substituta do Departamento de Enfermagem da UFSM. Mestranda do
Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFSM (PPGEnf/UFSM). Integrante do Grupo de
Pesquisa Cuidado à saúde das pessoas, famílias e sociedade do Departamento de Enfermagem da UFSM.
Introdução: O ser humano quando acometido por uma enfermidade se torna
vulnerável, razão pela qual merece ser olhado com muito respeito, haja vista ser um
doente e não uma máquina a ser reparada ou um objeto a ser reconstituído. O paciente
tem uma história de vida, é rodeado por um lar, pelo trabalho, por parentes,
alegrias, tristezas, esperanças e temores. Dessa maneira, uma pessoa que se encontra
doente e hospitalizada apresenta um desequilíbrio de suas necessidades humanas básicas
que tem por consequência o estresse, sendo este ainda maior quando há
recomendação de procedimento cirúrgico (JORGETTO, 2005). Assim, Ruschel,
Daut e Santos (2000) afirmam que quando os aspectos psicológicos não são
considerados na situação de tratamento cirúrgico, poderá haver aumento da
predisposição para complicações emocionais que prejudicam a convalescença,
chegando a intensificar, em algumas situações, a morbidade no período pós-operatório.
Ainda consideram que a cirurgia é uma experiência de muita ameaça na vida de
qualquer pessoa, pois envolve uma carga emocional característica. A forma como
cada um enfrenta esse tipo de intervenção poderá facilitar ou não a completa
recuperação e readaptação à vida normal. As principais fontes de ansiedade no período
pré-operatório são a separação de casa, da família, de seu ambiente, de suas coisas; o
medo com relação à vida em si e; ser forçado a assumir o papel de doente e antecipar
questões diretamente relacionadas com o físico, tais como o ato cirúrgico, a dor e a
perda do controle sobre si mesmo. Por isso, a enfermagem, enquanto ciência e
profissão, deve assistir ao paciente em toda a sua complexidade e para tanto necessita de
anotações completas e objetivas a cerca deste paciente, de tal modo que o embasamento
científico seja garantido, tendo em vista a promoção da saúde e a recuperação da
doença. Justificativa: O Programa de Formação Complementar em Enfermagem
(PROFCEN) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) surgiu a partir da
necessidade de aprimoramento e de formação contínua e de qualidade. Tal iniciativa
permite que o aluno tenha novas experiências, as quais ampliam o seu universo de
formação profissional, cultural e cidadã. Visando contemplar as possibilidades
criadas pelo programa, propôs-se identificar as atividades realizadas pelo
enfermeiro na Unidade de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Santa
Maria (HUSM). Destacam-se como objetivos centrais o aprimoramento das
habilidades técnicas adquiridas durante o 4º semestre do Curso de Enfermagem e
inerentes ao enfermeiro, assim como a aquisição de agilidade e de competência.
Objetivo: Este trabalho busca realizar uma reflexão crítica a partir das experiências
vivenciadas em uma Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM, por uma acadêmica do
4º semestre do Curso de Enfermagem da UFSM durante o desenvolvimento das
atividades propostas no PROFCEN. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência
acerca das atividades observadas e desenvolvidas durante as vivências acadêmicas
de uma estudante do 4º semestre do Curso de Enfermagem da UFSM, inseridas no
PROFCEN. As atividades ocorreram no HUSM, vinculado ao Sistema Único de
Saúde (SUS), de referência regional e de ensino no Rio Grande do Sul (RS). A
execução deste programa de ensino e de extensão conta com a supervisão de um
enfermeiro da unidade e de um professor orientador. A vivência foi realizada entre
os meses de agosto a setembro de 2013, totalizando 120 horas, durante a carga
horária da enfermeira supervisora. Para inserção em tal iniciativa, foi necessária a
elaboração de um plano de atividades pela acadêmica. Resultados: Durante o
período de vivência pode-se observar que as atividades mais frequentemente
realizadas pelo enfermeiro são as relacionadas às avaliações do paciente, aos registros e
elaboração do processo de enfermagem e execução de cuidados diretos ao
paciente. O enfermeiro possui a necessidade de estar junto ao paciente, intervindo na
decisão, orientação e implementação dos cuidados de enfermagem. Na organização do
trabalho, a cada troca de turno os pacientes sob responsabilidade do enfermeiro
recebem avaliação, a fim de que seja percebida cada mudança de quadro ou de
condição de saúde. Essa organização está baseada nos pressupostos do atendimento das
necessidades humanas básicas do indivíduo e sua família, segundo metodologia do
Processo de Enfermagem (HORTA, 1977). Percebe-se, desse modo, um cuidado de
enfermagem integral e humanizado, desenvolvido através de um trabalho em equipe,
visando assegurar os melhores resultados para a recuperação e promoção da saúde dos
pacientes. As atividades realizadas durante o programa de vivências foram
variadas incluindo cuidados com: higiene e conforto, uso de soluções parenterais
e administração de medicamentos,
pacientes
em
necessidade de uso de
oxigenoterapia, o alívio da dor, a troca de curativos e as demais demandas da
unidade. Foi possível, ainda, a aplicabilidade da Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE). Na unidade existempacientes ostomizados, os quais aspiram
cuidados de enfermagem. As intervenções cirúrgicas que resultam em ostomias
intestinais são muito comuns em oncologia, trauma e cirurgia gastroenterológica
(MENDONÇA, 2007). A avaliação pré-operatória de uma cirurgia geradora de
estoma é imprescindível para que se alcance uma reabilitação eficiente voltada para o
autocuidado e reduzam-se suas taxas de complicações. A consulta de enfermagem é
além de uma ação de ajuda, uma ação de aprendizado na qual enfermeiro e
paciente interagem, buscando solucionar problemas identificados por meio do
diagnóstico de enfermagem. Também se observou inúmeros pacientes com uso de
drenagem torácica, o que permitiu a observação junto ao enfermeiro no cuidado a tais
pacientes. A drenagem torácica é um procedimento cirúrgico que requer a instalação de
drenos após a realização rigorosa do procedimento de antissepsia da pele, seguido de
curativo da ferida cirúrgica e monitoramento do conteúdo líquido ou gasoso drenado
da cavidade pleural, para evitar o surgimento de intercorrências e/ou complicações
clínicas, como infecções (LÚCIO, ARAÚJO, 2011). Nesse sentido, são muitos os
cuidados enfrentados pela equipe de enfermagem no período pré, peri e pós-cirúrgico.
No período pré-cirúrgico, por exemplo, o profissional de enfermagem durante a
primeira avaliação irá explicar a finalidade dos equipamentos de drenagem
torácica e os procedimentos que serão adotados no ato cirúrgico e no período
pós-cirúrgico. Tal ato é realizado na Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM,
geralmente, em uma sala de educação em saúde. Esta sala dispõe de material
educativo para que possa ser explicado o procedimento a ser realizado e como o
paciente retornará à unidade. No período pós-operatório, o paciente submetido à
drenagem torácica deve receber informações sobre o posicionamento corporal para
facilitar a remoção de secreções e a drenagem do líquido ou gás presente na cavidade
pleural. Deve, ainda, ser informado sobre a possibilidade do uso de analgésicos para
combater a dor no pós-operatório, facilitar a tosse e a mobilidade no leito, bem
como deve receber informações que o tranquilize e reduza o nível de estresse e
ansiedade (LÚCIO, ARAÚJO, 2011). Conclusão: As atividades desenvolvidas na
Unidade de Clínica Cirúrgica do HUSM proporcionaram o crescimento acadêmico e
cultural da participante, contemplando os objetivos e contribuindo para o
aprimoramento de competências e habilidades técnico-científicas. Propor atividades
como estas é de grande valia para a qualificação profissional e motiva os alunos à busca
por novas experiências e oportunidades como esta.
Descritores: enfermagem, cuidados de enfermagem, saúde, relações enfermeiropaciente, ansiedade.
PROTOCOLOS DE ATENÇÃO À SAÚDE EM EMERGÊNCIAS DE SAÚDE
PÚBLICA
NASCIMENTO KHOURI Rodayne¹; BIRK Paula Thaís²; WEBER Caroline³; DALL’AGNOL
MÓR Marinel4
¹ Relatora: Acadêmica de Medicina da UFSM. Email: [email protected]
² Acadêmica de Medicina da UFSM
³ Acadêmica de Odontologia da UFSM
4
Orientadora: Professora do Departamento de Saúde da Comunidade
Introdução:
O Programa de Educação pelo Trabalho (PET) constitui-se em vivências em
políticas públicas de saúde, planejamento e avaliação do sistema de saúde, seus serviços
e ações. Além do exposto, o programa prima pela ambientação interdisciplinar
dos alunos em gestão e serviços de vigilância, visando à construção de conhecimentos
e a divulgação de subsídios que auxiliem o planejamento estratégico do setor da saúde.
Em decorrência da calamidade acontecida em boate da cidade de Santa Maria, o PETVigilância em Saúde da UFSM estruturou-se direcionado à vigilância e respostas
rápidas às emergências em Saúde Pública e desastres, que é uma das prioridades
da Agenda Estratégica da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde 2011-15.
Justificativa:A sistematização de informações sobre protocolos para atenção em
emergências de saúde pública, devido a desastres, pode alicerçar ações das esferas do
governo. Dessa forma, tais esferas de poder podem atuar de forma integrada,
validada e efetiva no gerenciamento de situações relativas às situações críticas de
qualquer natureza ou tamanho. Objetivo:Mais do que preparados para se adaptar a
novas formas de resposta aos desastres, os gestores de saúde, devem estar prontos
para conceber e atuar a partir de um modelo único que orientem suas ações. Por tal
motivo, este trabalho visa apresentar e sintetizar protocolos que amparem tais ações
de atenção à saúde em emergências de saúde pública, a fim de fornecer uma
visão geral de como manejar uma comunidade vitimizada de uma forma sóbria,
segura, padronizada e conhecida por todos que atuam em emergências e situações
críticas.Metodologia:Foi feita uma revisão bibliográfica narrativa buscando
protocolos de Planos Estratégicos de Ação veiculados pelos principais organismos
internacionais especialistas no manejo do impacto psicoemocional de um desastre.
Para isso foram consultados os sites da Organização de Resgate Humbolt, da
International Critical Incident Stress Foudacion (ICISF), assim como os sites da
National Voluntary Organizations Active in Disasters (NVOAD), da Cruz Vermelha
Americana, da National Organizaation for Victim Assistance, da Organização
Mundial de Saúde (OMS) e daInternational Society for Traumatic Stress Studies
(ISTSS).Resultados:Os protocolos encontrados são amplos, sistemáticos e
multicomponentes. Eles visam gerenciar ações a partir das fases do comportamento da
comunidade assolada, a fim de se tamponar a dor proveniente do impacto
psicológico e amenizar suas consequências, uma vez que o impacto psicológico dos
desastres é muito maior que a destruição física. Durante e após o desastre, a
comunidade vitimada passará por uma prevista experiência dividida em fases. A
partir do conhecimento dessas fases, pode -se estruturar um plano de estratégias e
táticas que atenda as demandas e complexidades dos desastres. A primeira fase será
a de Pré-Impacto, na qual se leva em conta as atividades prévias ao desastre. É
subdividida em Prevenção: ações que visam diminuir a intensidade das
consequências de um desastre . Exemplo: obras de proteção e controle para prevenir
deslizamento, inundações, secas, incêndios, explosões, escapes de gases ou
substâncias tóxicas. Mitigação: objetiva diminuir riscos produzidos por um
fenômeno que seja impossível impedir, como furacões, erupções vulcânicas e
tsunamis. Um exemplo seria organizar os assentamentos humanos e desenvolver planos
integrais de desenvolvimento socioeconômico para refugiados de guerras.
Preparação: visa reduzir ao mínimo a perda de vidas e outros danos. Nesta fase, é
aplicado o Protocolo Integrado de Resposta. Nele, há duas considerações
importantes: profissionais que prestarem serviços de intervenção psicológica devem
ter treinamento especializado e somente metodologias psicoterapêuticas com
eficácia cientificamente comprovada devem ser empregadas para tratar o Trauma
Psicológico Complexo. Segue-se a fase de Impacto, quando a emoção predominante é
o medo. Vítimas podem apresentar um estado temporário de choque, confusão,
atordoamento, já que desastres têm um efeito narcótico que impede a assimilação
imediata do ocorrido. Nesta fase, a atenção inicial deve estar distante de uma
resposta farmacológica. O esforço deve ser em maximizar a resiliência da comunidade
afetada. Fase Heróica: apresenta-se durante o impacto e depois. Tem a duração
de algumas horas a alguns dias. Caracterizada por enormes níveis de energia da
comunidade local, nacional e internacional que se traduzem em ações de resgate, ajuda,
oferecimento de refúgio. A emoção predominante é o altruísmo. Durante esta fase e na
seguinte, deve-se aplicar protocolos para o gerenciamento de estresse nos
incidentes críticos. Tais protocolos preconizam oferecer psicoeducação, informando
sobre sintomas normais, patológicos e orientar no reprocessamento da experiência.
Também propõem a moderação da crise mediante o emprego de estratégias
restauradoras das funções cognitivas e adaptativas da população, através do
regresso à normalidade: restauração da rotina. Nesta fase, as instituições públicas e
culturais de vem dar sentido ao que aconteceu, elaborando uma narrativa coletiva e
coerente do desastre. As comunidades necessitam dessa narrativa para sua saúde
mental. Fase Lua de Mel, durando de três semanas a três meses, é caracterizada
por fortes sentimentos de apoio, coesão e otimismo. Há intensa sensação de
compartilhamento de uma experiência catastrófica. Entretanto, é a fase em que a mídia
coloca sua atenção na reconstrução física da zona do desastre e transmite mensagens de
“o pior já passou”, “agora temos que olhar para frente”. Nesta fase, deve -se atentar que
este comportamento desautoriza as pessoas de viverem seu luto, causando devastadores
efeitos psicoemocionais, podendo deteriorar o tecido social da comunidade. Fase
Desilusão: aparece a fadiga. Sua duração é de seis meses a mais de um ano. É a fase
marcada pelo surgimento da desorganização social: há aumento da violência,
agressão, vandalismo, saques e violações sexuais. Os sobreviventes, como seus
socorristas e familiares podem se sentir desamparados, e por isso, a vigilância deve ser
mais rigorosa, pois há forte risco de suicídio e homicídio. Fase Reconstrução: processo
de completo retorno à normalidade. Tem a duração de vários anos. Fase
caracterizada pela necessidade da criação de novas fontes de trabalho e recuperação
do desenvolvimento social, reparar danos materiais, considerar medidas de
prevenção e suavizar os riscos, restabelecer totalmente o equilíbrio
psicoemocional. O aniversário do primeiro ano do desastre precipita ou exacerba
os sintomas comunidade nessa situação. Conclusões: Esta revisão possibilitou
conhecer o modelo consistente e padronizado de gerenciamento das fases das
situações limite. Percebe-se que é fundamental ter ciência das estratégias e táticas
disponíveis para o enfrentamento dos devastadores efeitos psicoemocionais e
psicossociais provocados pelos desastres. Dessa forma, pode -se minimizar o risco
de iatrogenia, aprimorar o atendimento às vítimas ao se padronizar ações, tornando-as
efetivas e eficientes.
Descritores: Protocolos; Atenção à saúde; Vigilância; Desastres; Saúde Pública.
CUIDAR DO DOENTE CRÔNICO NO DOMICÍLIO: IMPLICAÇÕES NO
COTIDIANO DAS FAMÍLIAS
BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; POTTER, Clarissa3; SILVA, Matheus Souza4; Salete de
Jesus Souza Rizzatti5
1
Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
E-mail: [email protected]
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de
Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado
da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3
Enfermeira. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria- UFSM.
Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e Atenção Hospitalar
no Sistema Público de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.
4
Aluno da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista
FIPE.Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
5
Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Mestranda em
EnfermagemPPGEnf/UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem/UFSM.
INTRODUÇÃO: A transição demográfica e epidemiológica que vem ocorrendo
nos últimos anos tem modificado o contexto atual de saúde e provocado um
aumento significativo de doenças crônico-degenerativas em adultos e idosos.
Inúmeros indivíduos acometidos pela doença tornam-se incapacitados pelas
limitações que este quadro gera e também dependentes de cuidados constantes.
Diante desse quadro, ocorrem mudanças na vida do paciente e também na família que
desempenha o papel de principal cuidador e é quem está mais próxima de seu familiar
durante a prestação de cuidados diários no domicílio. Neste sentido, a família
necessita se reorganizar e os papéis e funções de cada membro devem ser repensados
e distribuídos de forma a ajudar o indivíduo a trabalhar com os sentimentos
confusos e dolorosos causados pelo processo de adoecer (MARCON et al., 2009).
Conviver com a doença crônica obriga os indivíduos a procurar os serviços de saúde
com maior frequência e a passar por hospitalizações muitas vezes prolongadas,
devido às complicações que a doença causa (MONTEFUSCO; BACHION, 2011). A
permanência nos serviços de saúde torna-se uma oportunidade para o enfermeiro
auxiliar esse familiar na capacitação para o cuidado domiciliar, especialmente nos
casos de doenças crônicas que, normalmente, necessitam de cuidados específicos
por um tempo prolongado em sua residência(PENNA; DIOGO, 2005). O preparo
das famílias para o cuidado no domicilio, em especial dos cuidadores familiares,
pelos profissionais de saúde contribui para o sucesso no seguimento de tratamentos e,
conseqüentemente, para uma breve recuperação dos indivíduos e também evita
que novas internações hospitalares aconteçam. Nesse contexto, a enfermagem
apresenta-se como profissão que participa da capacitação da família para o cuidado,
visto que possui formação voltada à educação da clientela que assiste (ROCHA et al.,
2008). JUSTIFICATIVA: O aumento de portadores de doenças crônicas dependentes
de cuidados tem sido responsável por levar algumas famílias a vivenciarem a
experiência do cuidar no ambiente doméstico. Existem fragilidades e dificuldades
para a prestação do cuidado por familiar no ambiente domiciliar e, para tanto, os
profissionais de saúde, em especial os da enfermagem, devem incluir a família no
conjunto de usuários que necessitam de orientações e apoio no sentido de qualificar a
assistência a este grupo populacional. OBJETIVO: Tem-se como objetivo do
estudo analisar as publicações e descrever as implicações do cuidado domiciliar ao
doente crônico no cotidiano das famílias. METODOLOGIA: A busca dos estudos
foi realizada junto à Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) acessando as bases de
dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS)
e portal Scientific Eletronic Library Online (SciELO). A seleção do material ocorreu
no mês de agosto de 2013, utilizando-se os descritores de assunto “assistência
domiciliar” and “família”, conforme o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde). Após
a busca inicial pelos descritores, o refinamento ocorreu pela leitura dos títulos e
dos resumos. Por conseguinte, foram analisadas e selecionadas as publicações de
interesse para esse estudo obedecendo aos seguintes critérios de inclusão: textos
na forma de artigo, disponíveis na íntegra gratuitamente em meio eletrônico, nos
idiomas português, espanhol e inglês, publicados em periódicos nacionais e
internacionais nos últimos cinco anos, até o mês de julho de 2013. Como critérios de
exclusão foram utilizados: produções oriundas de teses, dissertações e monografias,
com resumos ausentes ou incompletos e que não atendiam a temática do estudo.
Na busca inicial foram encontrados no total 75 artigos, 26 na SciELO e 49 na
LILACS. Aplicando os critérios de inclusão e exclusão, restaram 19 artigos
científicos que fizeram parte da análise. RESULTADOS: Dos 19 artigos
selecionados, três foram publicados no ano de 2008, sete em 2009, um em 2010,
dois em 2011, cinco em 2012 e um em 2013. A enfermagem predominou como
área dos autores. Quanto ao tipo de pesquisa 15 eram pesquisas de campo, duas revisões
de literatura, um estudo de caso e um caracterizou-se como artigo de reflexão. Das
pesquisas de campo, 12 eram pesquisas qualitativas e três eram quantitativas. Sobre os
sujeitos das pesquisas de campo a maioria dos estudos foi realizada com cuidadores
familiares, totalizando 12 estudos, dois com enfermeiros, um com familiares e idosos.
Em todos os estudos que utilizaram cuidadores familiares como sujeitos, o papel de
cuidador principal era realizado pela figura do sexo feminino, como por exemplo, mães,
filhas, esposas e sobrinhas. Isso pode dificultar no cuidado quando a doença gera
incapacitações nos indivíduos e estes se tornam dependentes da força física de outra
pessoa para realizar algumas atividades diárias, aumentando significativamente a
sobrecarga física dos cuidadores. Além disso, a maioria das famílias entrevistadas
nos artigos é de baixa renda e sofrem com as dificuldades financeiras impostas
pela doença, que exige gastos altos com medicamentos que não são distribuídos na rede
pública e materiais de higiene. Devido a isso não possuem recursos suficientes para
contratar alguém para auxiliar no revezamento dos cuidados. Há situações em que
os familiares acabam perdendo o vinculo empregatício para assumir o papel de cuidador
e também assumem as atividades domésticas, por não ter outra pessoa que possa
assumir esse papel e pelas dificuldades financeiras. Outra dificuldade enfrentada é
que diante dessa situação os cuidadores familiares acabam não tendo tempo para cuidar
de si e acabam negligenciando períodos de descanso e lazer. Alguns estudos
expressaram que os familiares, ao assumirem o cuidado do doente no domicílio, ficam
desamparados, carentes de informações e orientações para darem sequência ao
tratamento. E então constroem seus aprendizados isoladamente a partir de seus próprios
saberes e crenças somadas às experiências adquiridas em outros momentos ao cuidar de
alguém ou ser cuidado. O despreparo do cuidador para atender às necessidades
dos familiares pode gerar ansiedade e adoecimento, ocasionando situações de risco
para ambos. A mudança da rotina da família é uma das situações que mais gera
stress no cuidado domiciliar. Algumas mudanças são necessárias, por exemplo, na
alimentação e horários da familiar, nas divisões das tarefas, há uma mudança de papéis
nos integrantes dessas famílias e alguém terá que cumprir as tarefas que o individuo não
pode cumprir em decorrência da doença. Conhecer as dificuldades no cuidado
familiar prestado aos adultos e idosos portadores de doenças crônicas no domicílio é
essencial para subsidiar o profissional de enfermagem na realização de práticas
educativas e capacitar os cuidadores. Assim, torna-se possível melhorar a
qualidade do cuidado prestado no domicilio e também a qualidade de vida do
indivíduo doente e sua família. CONCLUSÃO: A família é um importante aliado
no cuidado, por isso é preciso sempre incluí-la nas ações de enfermagem, para
compartilhar saberes, dúvidas e decisões para o cuidado do paciente portador de
doenças crônico-degenerativas no domicilio. Para prevenir possível adoecimento
dos cuidadores, é importante que profissionais de saúde procurem promover a
corresponsabilidade de todos os membros da família para a divisão das tarefas do
cuidado. É importante, também, a formação de grupos de cuidadores, onde se tornam
possíveis a troca de experiências e a obtenção de conhecimento através de relatos de
fatos ocorridos durante os cuidados.
Descritores: Assistência domiciliar; Família; Cuidados de enfermagem.
A FAMÍLIA COMO FONTE DE APOIO E INCENTIVO PARA CONCLUIR O
TRATAMENTO ONCOLÓGICO
ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; MARTINS,
Mayani Suertegaray3; MISTURA, Claudelí4; KARKOW, Michele Carvalho5
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista
do
Programa
de
Iniciação
Científica
do
Hospital Universitário de Santa Maria
(PROIC/HUSM/UFSM).
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de
Enfermagem e do PPGEnf da UFSM.
3
Acadêmica de enfermagem da UFSM.
4
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
5
Acadêmica de enfermagem da UFSM. Bolsista do PROIC/HUSM/UFSM.
INTRODUÇÃO: O câncer carrega o estigma de doença fatal. A ideia da possibilidade
de morte frente ao câncer é, geralmente, acompanhada de angústia e temores (BORGES
et al, 2006). A imagem negativa construída pela sociedade a respeito do câncer
pode dificultar a assimilação da doença e contribuir para a maximização das
dificuldades (DÓRO et al, 2004). Conviver com o câncer é uma tarefa que envolve a
pessoa que o vivencia, a família, o contexto do trabalho, as subjetividades, as
experiências anteriores, os efeitos do tratamento, o contato com pessoas que
vivenciaram ou vivenciam situação similar. (INCA, 2012). Considerando que a
realização do tratamento oncológico é uma experiência vivida de modo singular por
cada paciente, da mesma forma os recursos utilizados por estes para enfrentar e
superar as dificuldades vividas nesse processo são também diversificadas. Nesse
sentido, este trabalho, apresenta uma das categorias identificadas nos resultados de
estudo que buscou apreender o significado da finalização do tratamento oncológico
para o paciente. OBJETIVO: Conhecer os recursos utilizados pelos pacientes para
a finalização do tratamento oncológico. METODOLOGIA: Estudo descritivo de
abordagem qualitativa, realizado nos ambulatórios de quimio e radioterapia do
Hospital Universitário de Santa Maria/RS. Participaram dez pacientes que
atenderam aos critérios de: estar na última sessão do tratamento, ter boas condições
físicas e psicocognitivas e ter 18 anos ou mais. Foram excluídos os que não tinham
conhecimento do diagnóstico. Os dados foram coletados por meio de entrevista
semi-estruturada. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo modalidade
temática. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo CEP/UFSM (CAAE no
13562313.2.0000.5346). RESULTADOS: Dentre os resultados evidenciados
identifica-se a família como fonte de apoio e estímulo para que os pacientes
realizem a terapêutica, suportem os efeitos colaterais e as dificuldades,
conseguindo finalizar o tratamento. O apoio, advindo do cônjuge, filhos, irmãos,
cunhados, é expresso por meio de gestos que denotam a preocupação e o afeto
dos familiares para com a pessoa doente. Isto pode ser identificado na disponibilidade
para acompanhar o tratamento, cuidar e proteger. Receber visitas e telefonemas,
principalmente, de filhos que moram distantes constitui-se em fonte de incentivo.
O desejo de participar do futuro dos membros da família incentivam os pacientes a
aderir ao tratamento e não desistir do mesmo. Destaca-se o compromisso pessoal
assumido pelos pacientes de finalizar o tratamento para ser exemplo para os
familiares. CONCLUSÃO: A família tem papel fundamental no apoio e incentivo ao
tratamento oncológico e a motivação para que o paciente o realize. Reconhecer esse
papel por parte da enfermagem e oferecer suporte para a família contribui para que essa
possa aprender a cuidar e também ser cuidada.
DESCRITORES: Família, Oncologia, Enfermagem
A VIVÊNCIA ACADÊMICA FRENTE À MORTE ENCEFÁLICA: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
ROSSATO, Gabriela Camponogara1; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira2; BEGNINI,
Danusa3
1
Relatora. Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista
do Programa de Iniciação Científica do Hospital
Universitário de Santa Maria (PROIC/HUSM/UFSM).
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora adjunta do Departamento de
Enfermagem e do PPGEnf da UFSM.
3
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
INTRODUÇÃO: Morte encefálica (ME) é a morte do cérebro, incluindo o tronco
cerebral, que desempenha funções vitais como a respiração e circulação e
cessação irreversível de todas as funções do cérebro. Quando a morte encefálica ocorre,
a parada cardíaca é inevitável, embora os batimentos cardíacos possam persistir
por algum tempo, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem aparelhos e o
coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já
caracteriza a morte do indivíduo, podendo esta ser considerada uma das possibilidades
para a doação de órgãos (BRASIL, 2013). Atualmente, o número de transplantes
de órgãos com doador cadáver no Brasil vem aumentando a cada ano. No ano de
1992, o País obteve 58 transplantes, já no ano de 2011 foram 4.158 transplantes
com doador em morte encefálica pago pelo SUS. No mesmo ano de 2011,
considerando os diferentes tipos de transplante, o Brasil alcançou a marca de 23.397
transplantes, um novo recorde no setor (ADOTE, 2012). No ano de 1997, foi criada a
chamada Lei dos Transplantes (LEI Nº 9.434/97), cujo objetivo era dispor sobre a
remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, e o
Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que a regulamentou e criou, no âmbito do
Ministério da Saúde, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), tendo como
atribuição desenvolver o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e
partes retiradas do corpo humano para finalidades terapêuticas e transplantes.
(BRASIL, 2012). Este trabalho pretende revelar a experiência de uma acadêmica de
enfermagem frente à morte encefálica. OBJETIVO:O trabalho pretende revelar a
experiência de uma acadêmica de enfermagem frente à vivência de uma situação de
Morte Encefálica. Atualmente, percebe-se que os índices de transplantes vêm
aumentando em todo o país e na maioria destes casos os doadores são diagnosticados
em Morte Encefálica. METODOLOGIA: A vivência da acadêmica de enfermagem,
autora deste trabalho, ocorreu durante as aulas práticas da disciplina “Saúde do
Adulto em Situações Críticas de Vida” no Centro de Terapia Intensiva Adulto
(UTI-A) de um Hospital Universitário localizado na região central do RS. Neste local a
acadêmica pode acompanhar, juntamente dos profissionais de enfermagem, o
processo de doação de órgãos, desde os testes clínicos até a captação destes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: No primeiro contato com um paciente em
morte encefálica pôde-se presenciar, o momento da visita dos familiares a este. Foi
possível perceber
que este momento tinha uma característica triste, tanto para a
família quanto para a equipe. A retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas para a
realização de transplante depende da autorização da família. Para que se chegue à
doação de órgãos há um longo caminho, no Brasil a maioria das doações de órgãos são
realizadas através do diagnóstico de morte encefálica. Em um segundo contato
com paciente em morte encefálica, pode-se acompanhar com mais profundidade a
situação, a equipe de enfermagem e os médicos da unidade percebiam que o quadro
do paciente declinava. Todos os horários de visita eram minutos que demoravam horas
para passar e era visívela tristeza e o sofrimento da família, da mesma forma, a equipe
de enfermagem sente os reflexos desses sentimentos. No momento que a equipe
suspeitou a morte encefálica foi aberto o protocolo que identifica esse quadro no
paciente. A partir daí, foi possível acompanhar o processo de diagnóstico de morte
encefálica através deste protocolo, que continha, dentre suas etapas básicas, a
entrevista com a família, a comunicação com a central de doação de órgãos e, por fim,
a captação dos órgãos. Para que se tenha um resultado concreto de que o paciente
será um potencial doador e está em morte encefálica, uma das primeiras condutas
observadas foi a retirada de todos os medicamentos sedativos e analgésicos, e a
avaliação do paciente através da escala de Glasgow. O valor da escala deve ser 3
(três), o qual indica a ausência de consciência e resposta neurológica do paciente
(CIHCOT – HUSM). A partir desse momento o paciente já tem um possível
diagnóstico de morte encefálica e então começam os procedimentos para a
confirmação. A abertura do protocolo de morte encefálica depende dos níveis de
sódio estejam dentro do esperado, no caso de 130 a 160mEq/l(CFM R nº 1.480/97).
Para iniciar o processo de confirmação, são realizados dois testes clínicos que avaliam
a atividade cerebral do paciente. Um desses testes é realizado por um médico
neurologista, sendo o resultado positivo para esse teste, após seis horas é
realizado o segundo teste clínico, o qual é realizado por um médico clínico geral. Esse
teste clínico consiste as seguintes avaliações: avaliar pupilas fixas e sem
reatividade, ausência do reflexo córneo-palpebral, ausência de reflexo ocolocefálico, ausência de resposta às provas calóricas, ausência do reflexo de tosse e apneia
(CFM R nº 1.480/97).Com o primeiro e segundo testes clínicos com resultado
positivo é realizado então um exame de imagem para confirmar o diagnóstico de
morte encefálica. Na situação observada pela acadêmica foi realizada uma
arteriografia cerebral, que comprovou a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro e, em
seguida, a família foi comunicada sobre o resultado. Neste momento, o profissional de
enfermagem realiza uma conversa com a família do potencial doador para saber qual
o desejo da família, se é de doar ou não os órgãos. Ao presenciar esta situação,
pode-se perceber a emoção que permeava os envolvidos, e mesmo passando por
um momento de dor e sofrimento, a família optou por doar os órgãos desse
paciente. Após essa decisão a central de transplantes, foi comunicada e,
posteriormente, foi realizada a coleta de sangue para testar a sorologia de várias
doenças, dentre elas: HIV, Doença de Chagas e Hepatite. No caso deste doador todos
os resultados deram negativos e o processo de doação teve continuidade. No dia
seguinte, dia da captação, o doador foi encaminhado ao centro cirúrgico e a captação foi
realizada. CONCLUSÃO: Por fim, pode-se concluir que foi muito importante
acompanhar a trajetória deste doador, de modo que vivenciar esse processo gerou
muitas reflexões, principalmente no que se refere à família deste doador, o que auxiliou
na escolha do tema do trabalho de conclusão de curso da autora. Na experiência aqui
relatada não houve a recuperação do paciente e o quadro evoluiu para morte
encefálica, porém através da doação de órgãos, o doador poderá ajudar na recuperação
de outros pacientes. Almeja-se que o relato desta experiência auxilie outros
acadêmicos de enfermagem quanto à compreensão de como ocorre a doação de órgãos.
DESCRITORES: Enfermagem, Doação de Órgãos, Unidade de Terapia Intensiva e
Morte Encefálica
PERCEPÇÃO DA ESCALA DE BORG EM GESTANTES DURANTE A
REALIZAÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA
SANTOS, Wendel Mombaque dos1; SANTOS, Caroline Mombaque dos2; PIGATTO, Camila3;
GALLARETTA, Francisco Maximiliano Panchit4; PORTELA, Luiz Osório Cruz5.
1
Relator, Enfermeiro, Especialista em Enfermagem do Trabalho e Ciências da Saúde, Mestrando
do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do GP_PEFAS.
[email protected]
2
Médica-Residente do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia. Universidade Federal de Santa Maria.
3
Médica Ginecologista e Obstetra, Médica-Residente do serviço de Medicina Fetal. Universidade
Federal de Santa Maria.
4
Médico Ginecologista e Obstetra, Doutor em Ginecologia e Obstetrícia. Professor da
Universidade Federal de Santa Maria
5
Educador Físico, Doutor em Ciências do Esporte, Professor da Universidade Federal de Santa Maria
Introdução: Atividade física e reprodução fazem parte do contexto de vida de
uma mulher saudável e uma combinação de exercícios regulares durante a gestação
parece trazer benefícios para a mãe e o feto de diversas maneiras. A gravidez é
um período ideal para mudanças do estilo de vida, incluindo aumento da atividade
física e ingestão de alimentos saudáveis. A prática de no mínimo 30 minutos de
exercícios ou mais beneficia a gestação nos seguintes aspectos: ajuda a reduzir a dor
lombar, constipação e edema, podendo prevenir diabetes gestacional e melhorar a
disposição, o humor, a postura, bem como diminuir a insônia. No músculo causa
aumento do tônus, da força e da resistência. Mulheres e profissionais de saúde devem
ser alertados que os efeitos de um estilo de vida sedentário na gestação contribuem para
diminuição da massa muscular e aptidão cardíaca, ganho de peso excessivo, aumento de
risco para diabete gestacional e pré-eclampsia, desenvolvimento de veias varicosas,
dispneia e dor lombar, além de um pobre ajuste psicológico das modificações sobre
seu corpo, decorrentes da gestação. A escala de Borg vem sendo utilizada de forma
tradicional no controle da atividade aeróbica. Inicialmente esta escala era usada
para controle da intensidade em testes aeróbicos realizados em clínicas cardiológicas,
porém a literatura pesquisada não aponta nada que impeça de também ser utilizada em
atividade física praticada por gestantes. Justificativa: Os obstetras, mesmo com os
guidelines, não têm encorajado a prática de exercício físico em gestantes, em parte pela
escassez de dados sobre a segurança do feto durante a atividade. Devido a isso,
justifica-se plenamente esse trabalho pela necessidade de pesquisa neste assunto
para que possamos ter segurança para a orientação quanto ao exercício na
gravidez, avaliando a percepção de esforço pela gestante através da escala de Borg
no final do terceiro trimestre. Objetivo: Avaliar em gestantes hígidas parâmetros
hemodinâmicos maternos (frequência cardíaca, pressão arterial média) com o nível
de percepção da escala de Borg durante a realização de atividade física aeróbica
em período gestacional entre 30 e 33 semanas. Metodologia: Estudo transversal
composto por 9 gestantes hígidas entre a 30ª e 33ª semana de gestação, no qual
os testes foram realizados no Laboratório de Fisiologia do Exercício e Performance
Humana, no Centro de Educação Física e Desportes da Universidade Federal de
Santa Maria. Foram considerados critérios de inclusão: mulheres grávidas e saudáveis,
aptas a realizar atividade física após exame médico inicial; datação precisa da gestação
(DUM confirmada por US de 1º ou 2º trimestre); estar realizando pré-natal inicialmente
na Unidade Básica de Saúde ; idade gestacional ≥ 26 semanas e ≤ 34 semanas;
gestação com feto único; gestação baixo risco; assinar termo de consentimento livre e
esclarecido; não realizar atividade física regularmente (previamente a gestação);
ausência de contraindicação a prática de atividade física. E critérios de exclusão:
gestação < 26 semanas ou > 34 semanas; gestação múltipla; negativa em assinar
oTCLE; patologias crônicas como DM ou HAS; pacientes com história prévia de parto
pré-termo antes 34 semanas; incompetência istmo-cervical ou cerclagem; sangramento
vaginal ou placenta prévia; tabagismo; índice massa corporal > 30; distúrbios
hipertensivos da gestação e DMG; feto com alteração estrutural ou
cromossômica; restrição de crescimento intra-útero; não realizar seguimento de
pré-natal com os pesquisadores. As participantes foram voluntárias e assinaram o
termo de consentimento livre e esclarecido. Todas as gestantes serão submetidas
a um teste ergométrico progressivo até a fadiga voluntária de acordo com
protocolo de Balke modificado, em exercício físico de moderada intensidade – a
fadiga será definida como o limite voluntário para o qual a participante não deseja
mais continuar, não sendo utilizados exercícios de carga ou de alta intensidade e não
será usada como significado de fadiga a exaustão. Para realização deste na chegada ao
laboratório, elas teriam um mínimo de 15 minutos de repouso, a pressão arterial
será aferida utilizando-se um esfigmomanômetro manual no braço esquerdo e
também será aferida no repouso a frequência cardíaca materna, depois de 2 minutos
de aquecimento em 3 mph a 0%, a velocidade será mantida a 3 mph e a inclinação
aumentará 2% a cada 2 minutos. Após a inclinação atingir 12%, será mantido este nível
e a velocidade será aumentada 0,2 mph cada 2 minutos. De acordo com protocolo
de Balke até a fadiga voluntária usando a escala de percepção do esforço de Borg,
esta que varia de 6 (sem nenhum esforço) a 20 (máximo esforço), para análise sendo
dividida em 3 conjuntos: pouco cansativo (6-10), cansativo (11-15) e muito
cansativo (16-20). A coleta dos dados (parâmetros hemodinâmicos e percepção de
esforço) foi realizada a cada 3 minutos. A análise foi efetuada por meio de estatística
descritiva de tabelas de referencia cruzada, com o SPSS versão 21.0. Este trabalho foi
aprovado pelo CEP da Universidade Federal de Santa Maria sob o número
CAAE 07437412.7.0000.5346 Resultados: Ao momento da primeira coleta de
dados (3’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo
(pressão arterial média de 90 e frequência cardíaca de 116) e cansativo (pressão
arterial média de 110 e frequência cardíaca de 122); na segunda coleta de dados
(6’ de teste) foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo (pressão
arterial média de 101 e frequência cardíaca de 130) e cansativo (pressão arterial média
de 107 e frequência cardíaca de 131) e muito cansativo (pressão arterial média de 110
e frequência cardíaca de 130); no terceiro momento de coleta de dados (9’ de teste)
foram evidenciados os níveis de esforço pouco cansativo (pressão arterial média
de 105 e frequência cardíaca de 146), cansativo (pressão arterial média de 110 e
frequência cardíaca de 146) e muito cansativo (pressão arterial média de 113 e
frequência cardíaca de 152); no quarto momento de coleta de dados (12’ de teste)
foram evidenciados os níveis de esforço cansativo (pressão arterial média de 118 e
frequência cardíaca de 161) e muito cansativo (pressão arterial média de 100 e
frequência cardíaca de 159); no quinto momento de coleta de dados (15’ de
teste) foram evidenciados os níveis de esforço cansativo (pressão arterial média de
115 e frequência cardíaca de 156) e muito cansativo (pressão arterial média de 113
e frequência cardíaca de 163); no sexto momento de coleta de dados (18’ teste)
foi evidenciado o nível de esforço muito cansativo (pressão arterial média de 115 e
frequência cardíaca de 172). Conclusão: A percepção de esforço das gestantes, aferida
com a escala de Borg, não demonstrou boa correlação com os parâmetros
hemodinâmicos, de modo que, níveis de percepção mais baixos associavam-se com
parâmetros hemodinâmicos elevados, enquanto que os níveis de percepção mais altos
associavam-se com menores níveis de frequência cardíaca e pressão arterial média.
Descritores: Gestantes; Atividade Motora; Gravidez.
O EFEITO DO TREINAMENTO FÍSICO SOBRE O PERFIL LIPÍDICO E A
PRESSÃO ARTERIAL
ZUMBA, Izabelle Balta; SILVA1, Leonardo Machado2; PORTELA, Luiz Osório Cruz3; PEREIRA,
SergioNunes4
1
Relatora, aluna bolsista PROIC-HUSM - [email protected]; 2Prof. de educação física,
especialista; 3Prof. Associado do CEFD, responsável pelo Laboratório de Fisiologia do exercício do
CEFD; 4Prof. Titular do Depto de Cirurgia do CCS (orientador)
O século XXI iniciou com uma grande ameaça à saúde da população global: a elevada
prevalência e mortalidade das doenças crônicas não transmissíveis, que são
responsáveis por 63% das mortes globais. Esta ameaça é ainda maior nos países
subdesenvolvidos e em desenvolvimento onde atinge 80% dos óbitos. No Brasil esta
taxa chega a 72%. Por este motivo a Organização Mundial da Saúde se preocupou com
estes dados e, em 2011 propôs à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas
(ONU), a implantação do Plano Global para a Prevenção e Controle das Doenças Não
Transmissíveis. Esta proposição foi aceita pelos Países Membros da ONU, tendo o
Brasil assumido compromisso com este plano. O aspecto positivo desta situação é que
entre as causas das doenças não transmissíveis estão as modificáveis, que são causadas
por hábitos e costumes como alimentação inadequada, sedentarismo e tabagismo entre
outras. Desde os estudos de Framingham em 1950 já se conhecia os fatores de risco
cardiovascular como a obesidade, dislipidemia, hiperglicemia, que levam à hipertensão
arterial, diabete e doenças cardiovasculares. Também desde esta época se sabe que é
possível reduzir e controlar estes fatores por meio da mudança de estilo de vida, como a
correção do hábito alimentar e a prática do exercício físico, além de combate ao
tabagismo e a ingestão excessiva de álcool. A partir de 2003, iniciamos na UFSM um
Programa de Prevenção de Doenças Cardiovasculares pela Mudança do Estilo de Vida
(Prevencárdio), que apesar das dificuldades como a baixa adesão e as limitações para
atingir um número elevado de participantes, tem mostrado bons resultados para as
pessoas que efetivamente assumem compromisso com a sua saúde e praticam as
atividades físicas regularmente e se também praticam uma alimentação saudável. A
partir deste projeto, elaboramos um estudo visando avaliar os efeitos do exercício físico
E da orientação nutricional sobre os fatores de risco cardiovascular, que passamos a
relatar a seguir. JUSTIFICATIVA: Durante a realização do trabalho tivemos uma série
de contratempos que inviabilizaram a integração do exercício com as coletas de exames
e a orientação nutricional. Então decidimos avaliar os efeitos do exercício físico
isoladamente sobre os fatores de risco, para numa fase posterior incluir a orientação
nutricional. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do exercício físico sobre os parâmetros
clínicos, antropométricos e laboratoriais dos participantes com a intenção deverificar os
efeitos sobre os farores de risco existentes. METODOLOGIA: este estudo faz parte do
Projeto Prevencárdio II, registrado no GAP do Centro de Ciências da Saúde sob o nº
...... O grupo estudado foi constituído por 12 voluntários com faixa de idade entre 40 e
60 anos, sendo excluídos anteriormente pessoas com lesões osteoarticulares limitantes,
insuficiência cardíacasintomática, cardiopatia isquêmica, diabete mellitus insulinodependente e pessoas dislipidêmicas e hipertensos com tratamento farmacológico. Os
participantes foram esclarecidos em reunião prévia e assinaram o Termo de
consentimento livre e esclarecido. Posteriormente àaceitação, os participantes foram
avaliados da seguinte forma: avaliação cardiológica, coleta de sangue para exames
laboratoriais que incluíram colesterol total e frações, triglicerídeos, glicemia, uréia e
creatinina e ácido úrico. Também foram submetido a eletrocardiograma e nos casos
indicados, a critério médico, a teste ergométrico. Após esta avaliação foram submetidos
a testes físicos orientados por profissional de educação física, orientados porum dos
autores. Esta avaliação constituiuse por um pré-teste inicial e um exame de pós-teste,
após 16 semanas de exercícios. A programação dos treinamentos constituiu-se por
trêssessões semanais, com cerca de uma hora, com exercícios aeróbicos, força,
alongamentos e relaxamento muscular.
RESULTADOS: os resultados obtidos estão reunidos nas tabelas abaixo:
Tabela 1 – Massa corporal, IMC
Não se observou diferença significativa para as médias da massa corporal, mas sim para
o IMC que esteve em nível de sobrepeso porém reduziu apóso período de exercícios.
Tabela 2 – Variáveis laboratoriais
A análise dos dados laboratoriais evidenciou elevação discreta, mas significativa da
glicemia, redução não significativa do colesterol total, aumento não significativo do
colesterol HDL, com redução significativa e clinicamente relevante do colesterol LDL.
Elevação não significativa dos triglicerídeos, elevação significativa mas clinicamente
irrelevante do ácido úrico e da creatinina e manutenção dos níveis da uréia.
Tabela 3 – Pressão arterial
A pressão arterial sistólica sofreu redução não significativa, mas clinicamente relevante
e a pressão diastólica sofreu o inverso redução significativa mas clinicamente
irrelevante.
Tabela 4 – Desempenho físico em teste de 30 min.
Observou-se uma melhora no desempenho físico dos participantes, que obtiveram uma
melhora da performance de 27,16%, que foi significativa.
Conclusão: o presente estudo, ainda que com número reduzido de participantes,
demonstrou novamente que o exercício físico contribuiu para a melhoria dos
indicadores de risco cardiovascular, como se pode verificar pela redução bdo IMC, do
colesterol LDL, dos níveis pressóricos e da a melhora da performance física.
Palavras chaves: lipídeoso, hipertensão, exercício físico
FATORES DE RISCO PARA
PACIENTESATENDIDAS NO HUSM
O
CÂNCER
DE
MAMA
DAS
MURADÁS1, RAQUEL RODRIGUES; DE CAMPOS VELHO2, MARIA TERESA
AQUINO;RIESGO3, ITAMAR DOS SANTOS; BRUM4, ALEXANDRE; VOIGT5, LETÍCIA;
1. Aluna do mestrado profissional, médica residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital
Universitário de Santa Maria, relatora: [email protected]
2. Professora orientadora do mestrado, doutora e médica ginecologista obstetra, docente do centro de
ciências da saúde, do departamento de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Santa Maria
3. Doutor e médico ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, departamento de
ginecologia e obstetrícia,
4. Médico residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria;
5. Aluna do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Maria, bolsista PROIC/HUSM 2013
Número de registro no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde: 033617
Introdução: O levantamento dos fatores de risco (FR) para o câncer de mama é um
importante mecanismo para a definição de práticas de prevenção primária e de
rastreamento precoce a serem implantadas nos sistemas de saúde. Muitos dos
fatores influentes, infelizmente, não podem ser evitados, como o avanço da idade,
men arca precoce, menopausa tardia. Justificativa: Não havia até então um estudo
realizado noHospital Universitário de Santa Maria (HUSM) sobre esses fatores de
risco e essa é, portanto a justificativa desse trabalho. O objetivo do trabalho é
apresentar os FRencontrados na descrição médica da primeira consulta das
mulheres com câncer de mama atendidas no ambulatório de mastologia do
HUSM e que foram submetidas à cirurgia de mama no período de Janeiro de
2007 a Dezembro de 2012. Metodologia: Esse estudo retrospectivo foi realizado
através da revisão de 279 prontuários de pacientes do HUSM que preencheram os
critérios de inclusão no estudo. O programa SPSS (Statistical Package for the Social
Sciences) foi utilizado para análise estatística.Resultados: A média de idade, das
pacientes atendidas e que realizaram mastectomia foi de 55 anos (DP 12,3). A
paciente mais jovem tinha 20 anos e a mais idosa ao realizar mastectomia estava com
91 anos. A idade média da menarca das mulheres era de 13 (DP 1,8) e da
menopausa 46 anos (DP 1,8). A média das gestações foi de 3 (DP 9,2) ao longo da
menacme. A primeira gestação ocorreu em geral aos 23 anos (DP 5,6).O tempo
que amamentaram, na soma das gestações, foi em média de 20 meses. Com
relação a cor da pele, estava exposto no prontuário que 90% das pacientes como sendo
da raça branca, 6% da raça parda/mestiça e 4% sendo da raça negra. Sobre o histórico
familiar de primeiro grau com câncer, constava que 37% das pacientes tinham algum
parente com câncer de mama enquanto leu-se que, 10% teve algum familiar de primeiro
grau com câncer ginecológico (vulva, vagina, colo, endométrio ou ovário). Verificou-se
que 45 pacientes que eram fumantes, que as mesmas fumaram em média por 23 anos,
pelo menos 10 cigarros por dia. Essas pacientes (n=279) pesavam em média 68 quilos e
tinham em média IMC de 27kg/mt². Conclusão: A idade é um dos fatores de
maior contribuição para a gênese do câncer de mama. Em contrapartida, a idade menor
que 40 anos é considerada um FR independente no câncer de mama, pois está
associado a um câncer de origem hereditária e que se enquadra como risco elevado.
Nesse estudo, 23 pacientes tinham idade igual ou inferior a 40 anos ao diagnóstico de
câncer de mama. Operfil dessa população, na região central do estrado do rio grande do
sul, mostrou que a maioria das pacientes eram brancas, tiveram 3 filhos. A idade do
primeiro filho não era considerada tardia (idade > 35 anos); amamentaram e fizeram
diagnóstico de câncer de mama em média 9 anos após entrarem em menopausa. A
maioria das pacientes teve diagnóstico de câncer de mama após os 40 anos.
Descritores: fatores de risco, câncer de mama, Brasil.
ATENDIMENTO PSICOLÓGICO A MULHERES COM CÂNCER DE MAMA
LIMA, Jessica1; QUINTANA, Alberto2; CANTARELLI, Natalia3; FRIGGI, Priscila4.
1
Relator, Acadêmica de Psicologia – Universidade Federal de Santa
UFSM([email protected])
2
Doutor em Ciências Sociais, Professor Adjunto do Curso de Psicologia da UFSM
3
Psicóloga, Mestranda em Psicologia – Universidade Federal de Santa Maria -UFSM
4
Psicóloga, Mestranda em Psicologia – Universidade Federal de Santa Maria –UFSM
Maria
–
O câncer de mama é uma doença em crescente incidência, a qual, atualmente, atinge um
número significativo de mulheres. Além disso, possui forte estigma social,
estando atrelada a ideia de morte e sofrimento. A etapa diagnóstica tende a ser
um período ansiogênico e a notícia do diagnóstico pode desestruturar a paciente que o
recebe, bem como a sua família, não raro ocasionando estados depressivos. Apesar
dos inúmeros avanços tecnológicos e científicos que tiveram como decorrência
melhorias no tratamento para o câncer, ainda hoje, o seu diagnóstico está
associado à morte e ao sofrimento, estando atrelado a um forte caráter ameaçador
(BRITO e CAMPOS, 2007). Isso se deve ao fato de que o câncer de mama
envolve tratamentos invasivos e agressivos, pertinentes ao tratamento da doença, com
a mastectomia. O forte impacto da possibilidade de mutilação de uma parte de valor
simbólico especial à mulher devido à ampla significação que o seio envolve, posto
que está relacionado à autoestima, à imagem corporal, à sexualidade, à
feminilidade e à maternidade, o que confere um caráter de amputação real que se
dá no plano de diversos sentidos (ZECHIN, 2004). Diante disso, é desenvolvido
um projeto de extensão intitulado “Ações de Psicologia hospitalar no ambulatório
de mastologia do Hospital Universitário de Santa Maria”, o qual, atualmente,
desenvolve atendimento psicológico a mulheres usuárias do serviço, que vivenciam o
câncer de mama e necessitam de acompanhamento frente à vivência. O atendimento
psicológico para as pacientes que recebem o diagnóstico de câncer faz-se necessário
devido à exacerbação de sentimentos ansiogênicos oriundos do processo de
adoecimento. O objetivo deste projeto é proporcionar um ambiente de escuta e
acolhimento das pacientes a fim de auxiliá-las no processo de elaboração do diagnóstico
e enfrentamento do tratamento. São realizados, no HUSM, atendimentos a
mulheres com diagnóstico de câncer de mama e que realizam tratamento no
local, as quais apresentarem demanda. É ofertado atendimento psicológico beira-leito
as mulheres em período pré e pós-cirúrgico. O acompanhamento é individual, e,
quando necessário, a família também recebe atendimento. As atividades do projeto
também compreendem a participação quinzenal no Grupo Renascer – grupo
multidisciplinar de apoio a mulheres com câncer de mama. Sabe-se que uma
intervenção precoce pode evitar a cristalização da situação traumática, ao permitir
incorporar o quantum de energia a uma rede associativa de modo a poder ser
elaborada psiquicamente (QUINTANA, 1999). Os resultados deste projeto vem
sendo positivos, na medida em que percebe-se a diminuição da ansiedade das
mulheres, quando inseridas neste espaço. Algumas mulheres relatam sentir-se bem
por estarem acolhidas em um momento de fragilidade. Evidencia-se como essencial o
acompanhamento psicológico para tornar menos sofrido e traumático esse processo.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO
DE CATETERISMO CARDÍACO
SILVA, Natalina Maria da1; PITHAN, Luiza de Oliveira2; CASTIONI, Daniani3.
1
Relatora. Enfermeira Esp. em Terapia Intensiva pel oCentro Universitário Franciscano – UNIFRA, Esp.
emEducação Ambiental a Distancia pela Universidade Federal de Santa Maria. Membro do Grupo de
Pesquisa: “Trabalho, saúde, educação e enfermagem”, eixo temático “Saúde, enfermagem e meio
ambiente” UFSM. [email protected]
2
Autora. Enfermeira Mestre em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Especialista em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Enfermeira da UCI
(HUSM).
3
Autora. Acadêmica do 8º semestre de Enfermagem da UFSM-Campus de Palmeira das Missões/RS.
Palavras chaves: cateterismo cardíaco, enfermagem, cuidados
Introdução: As Doenças Cardiovasculares são motivo de atenção e preocupação em
todo o mundo devido ao seu alto índice de morbimortalidade. Em 2005 as taxas
de internações hospitalares por Doenças Isquêmicas do Coração pelo SUS em
todo o Brasil foram de 196.474 mil internações, em 2010 este número sobe para
221.898 mil, representando um aumento de 11,46% deste serviço (DATASUS,
2013).Doenças Isquêmicas do Coração (DIC), como o Infarto Agudo do Miocárdio
(IAM) são vistas como problema de saúde pública devido ao seu grande
percentual de pessoas acometidas, sendo que diabéticos, portadores de dislipidemias
e pessoas com aumento da circunferência abdominal são os mais propensos a
desenvolverem este tipo de patologia, além da carga genética e fatores
ambientais. Uma pesquisa realizada no município do Rio de Janeiro no ano de 2000
mostrou que a taxa bruta de mortalidade por DIC na população geral foi de
82,42 por 100.000 habitantes, sendo que para a população acima de 60 anos foi de
501,70 por 100.000 habitantes (PÉRISSÉ, et al, 2010). Quando a DIC ocorre é
necessário na maioria das vezes a realização de cateterismo cardíaco como método
diagnóstico e aangioplastia e medicação como método terapêutico. O cateterismo
cardíaco abrange todas as técnicas diagnósticas e terapêuticas que usam sondas para
atingir as cavidades cardíacas. De acordo com Cintra, Nishide e Nunes (2003), o
diagnóstico dá-se pelo registro de pressões intracardíacas, a colheita de amostras
sanguíneas para avaliação dos fluxos normais e de shunts, a realização de angiografias
que revelam a anatomia interna das câmeras e dos vasos, assim como a dinâmica
das paredes ventriculares que permitem avaliar o desempenho contrátil. O
cateterismo cardíaco é usualmente realizado com a angiografia, uma técnica em
que um agente de contraste é injetado dentro do sistema vascular para delinear o
coração e os vasos sanguíneos (SMELTZER, et al, 2009). Ainda segundo as
autoras Cintra, Nishide e Nunes (2003), o cateterismo cardíaco é associado a um
risco não desprezível (aproximadamente um óbito por 2000 casos), o que torna a
seleção dos pacientes, o preparo pré-procedimento, a atenção e cuidados durante e
após o procedimento são extremamente importantes. Tendo em vista as possíveis
complicações neste tipo de procedimento, a qualidade dos serviços, o bem estar do
paciente e o sucesso do mesmo, este estudo se justifica pela relevância que os cuidados
de enfermagem pré e pós-cateterismo ou angioplastia oferecem aos mesmos. Objetivo:
Relatar os cuidados de enfermagem prestados pré e pós-procedimento cardíaco, através
da observação e discussão de vivências de estudantes e trabalhadores em uma
Unidade de Cardiologia Intensiva, frente a pacientes críticos submetidos a
cateterismo e angioplastia. Metodologia: Relato de experiência, do tipo descritivo. Os
dados do relato foram observados e discutidos por uma acadêmica de Enfermagem, a
partir de registros em diário de campo da vivência em Estágio supervisionado na
disciplina de Estágio Supervisionado II, do curso de Enfermagem da Universidade
Federal de Santa Maria - UFSM/Campus de Palmeira das Missões-RS, no segundo
semestre de 2013 e trabalhadores da Unidade de Cardiologia. Intensiva (UCI) do
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)-RS/Brasil. Resultados: Após um
mês de registros em diário de campo, podemos apontar os principais cuidados de
enfermagem de pré cateterismo, sendo eles descritos a seguir; jejum do paciente de 8 a
12 horas, explicar ao paciente o procedimento, encaminhar o mesmo, auxiliando
se necessário duas horas antes do procedimento para realizar higiene corporal
bem como, tricotomia em regiões inguinais direita e esquerda, braqueal e radial quando
necessário com clorexidina a 02%, visto ser este o anti-séptico utilizado para
procedimentos invasivos. Cuidados de enfermagem pós-cateterismo; observar o sítio
de acesso do cateter atentando para sangramento ou hematomas, manter curativo
compressivo no local e peso de dois Kg sobre o mesmo evitando assim sangramento,
realizar a palpação dos pulsos dorsal do pé e tibial posterior no membro inferior ou
pulso radial no membro superior, comparando com o membro que não foi submetido
ao procedimento. A temperatura e coloração do membro afetado também deve ser
observado, assim como, queixas álgicas, dormência ou sensação de formigamento
referidas pelo paciente, estes sinais e sintomas podem indicar insuficiência
arterial. O repouso pós cateterismo deve ser de 4 a6 horas, evitando esforço e
movimentos no membro em que foi realizado o procedimento (SMELTZER, et
all, 2009).Considerações finais: Compreende-se dessa forma a importância bem
como, a necessidade do estágio supervisionado, sinalizando para novas experiências
no âmbito hospitalar. A assistência prestada aos pacientes no pré e póscateterismo são primordiais para o sucesso de todo e qualquer procedimento
invasivo, faz-se necessário uma boa atuação de toda equipe de enfermagem frente
à fragilidade e angústia que sente o paciente neste momento. Ressalta-se a relevância
da assistência em unidade de cardiologia intensiva, tendo em vista, a grande
instabilidade hemodinâmica dos pacientes, o que os torna extremamente instáveis,
necessitando assim, de atenção contínua dos trabalhadores e estudantes atuantes neste
setor.
INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA: QUESTÕES SUBJETIVAS ACERCA DO
“ESTAR INTERNADO”
Autor: Danusa Menegat*
Orientador: Rita de Cássia Barcellos Bittencourt**
*Acadêmica do 8º semestre de Terapia Ocupacional da UFSM (relator – [email protected])
** Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional da UFSM
As questões que circundam a doença mental transcendem o marco da patologia
individual e avança para a estrutura social. A internação psiquiátrica é a permanência
diurna e noturna em hospital especializado com medicamentos para redução dos
sintomas da doença e que, muito frequentemente, não favorece a melhora do paciente
por provocar o isolamento social e a perda dos laços afetivos. (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2004). A presente investigação teve por objetivo compreender, o efeito da
internação psiquiátrica no cotidiano desses pacientes. O método constitui-se de
revisão de literatura em livros e artigos indexados acerca da percepção do “estar
internado” em unidade psiquiátrica, o marco teórico baseou-se nas concepções de
Heidegger. Os resultados encontrados nos remete a refletir o quanto a condição de
internação psiquiátrica afeta o cotidiano do sujeito, assim como sua estruturação
psíquica, já que são indivíduos estigmatizados.
Palavras-chave: Doente mental, Internação psiquiátrica, Cotidiano.
OS ASPECTOS CLÍNICOS DO NÓDULO DE MAMA DAS PACIENTES
ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO DE MASTOLOGIA DO HUSM.
MURADÁS1, RAQUEL RODRIGUES; DE CAMPOS VELHO2, MARIA TERESA
AQUINO;RIESGO3, ITAMAR DOS SANTOS; BRUM4, ALEXANDRE; LACERDA5, MELAINA;
1.
Aluna do mestrado profissional, médica residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital
Universitário de Santa Maria, relatora: [email protected]
2.
Professora orientadora do mestrado, doutora e médica ginecologista obstetra, docente do centro de
ciências da saúde, do departamento de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Santa Maria
3.
Doutor e médico ginecologista obstetra, docente do centro de ciências da saúde, departamento de
ginecologia e obstetrícia,
4.
Médico residente do programa de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria;
5.
Aluna do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Maria, bolsista PROIC/HUSM 2013
Número de registro no Gabinete de Projetos do Centro de Ciências da Saúde: 033617
INTRODUÇÃO O exame clínico das mamas constitui a base para a solicitação
de exames complementares para o reconhecimento da doença em questão.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), se o diagnóstico de câncer de mama
for tratado oportunamente o prognóstico tenderá a ser relativamente bom. Portanto,
é de suma importância que esse procedimento seja realizado em todas as
consultas clínicas, independente da faixa etária. De acordo com a literatura, os
sintomas mais comuns, entre as mulheres com queixas mamárias, em consultas
médicas foram, em sua grande maioria, um nódulo, precedente de dor, alterações na
pele da mama e por último, secreções papilares. JUSTIFICATIVA: O
levantamento das características do nódulo/lesão de mama no exame físico da
primeira consulta, para o diagnóstico do câncer de mama é importante mecanismo
para a definição de práticas de prevenção primária e de rastreamento precoce a
serem implantados nos sistemas de saúde e é, portanto, a justificativa desse
trabalho. OBJETIVO: Expor o perfil clínico dos nódulos mamários descritos no
prontuário de pacientes, na primeira consulta, com suspeita de câncer de mama
atendidas no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Santa Maria
(HUSM) e que foram submetidas à cirurgia de mama no período de janeiro de 2007 a
dezembro de 2012. MÉTODO Esse estudo retrospectivo foi realizado através da
revisão de 279 prontuários de pacientes do HUSM que preencheram os critérios de
inclusão no estudo. O programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) foi
utilizado para análise estatística. RESULTADOS Na primeira consulta, na descrição
do exame físico das mamas, 81,6% das pacientes apresentavam nódulo palpável;
3,5% tinham lesão ulcerada e 14,9% não apresentavam alteração nas mamas.
Analisando os prontuários das pacientes atendidas no ambulatório de mastologia
encontrou-se que 51% das pacientes apresentaram lesão nodular palpável ao exame
físico, com medida maior que 3 cm; 47,8% apresentavam a lesão na mama direita,
49,5% apresentavam câncer na mama esquerda e apenas 2,6% apresentava lesão
em ambas as mamas. A localização mais frequente dos nódulos foi no quadrante
lateral superior (127 pacientes).Com relação mais específica dos quadrantes onde o
câncer de mama mais frequentemente se localizava, encontramos que 37,1%
estavam no quadrante superior lateral, 12,3% no quadrante superior medial, 12,3%
na junção dos quadrantes superiores, 9,6% na junção dos quadrantes laterais. O
restante, 28,7% distribuíram-senos demais quadrantes da mama. CONCLUSÃO:
Verificou-se que, ainda nos dias atuais, com mamografias de rastreio
disponibilizadas pelo SUS a todas as brasileiras, o tamanho dos tumores descritos ao
exame físico, na primeira consulta das mulheres que procuram o ambulatório de mama
do HUSM, é muito volumoso para o que se esperaria frente às possibilidades de
diagnóstico precoce. Insistir nessa condição, melhorar o gerenciamento dos serviços
e enfatizar o papel da mulher na promoção e prevenção de sua própria saúde é elemento
chave para o início de possível reversão desse processo.
Palavras-chaves: câncer de mama, epidemiologia, diagnóstico.
A ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA CLÍNICA
ESTIMULAÇÃO PRECOCE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DE
Autor: Danusa Menegat*
Orientador: Dani Laura Peruzzolo**
*Acadêmica do 8º semestre de Terapia Ocupacional da UFSM (relator – [email protected])
** Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional da UFSM.
O presente trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciado pelo estágio
supervisionado em Terapia Ocupacional com ênfase em Estimulação Precoce oferecido
no 7º semestre do curso de graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal
de Santa Maria (UFSM) no período de abril à agosto de 2013. Este estágio teve por
objetivo desenvolver ações e propostas com o intuito de melhorar a qualidade de vida de
bebês prematuros. A intervenção terapêutica ocupacional abrangeu os seguintes
objetivos: potencializar o brincar, produzir conhecimento de imagem e de esquema
corporal, compreender a relação mãe- bebê e o cotidiano familiar. Essa vivência
proporcionou perceber a importância da atuação do Terapeuta Ocupacional no enfoque
neuropsicomotor (NPM) do paciente e as contribuições do mesmo na área da clínica de
Estimulação Precoce.
PALAVRAS-CHAVE: Terapia Ocupacional. Prematuridade. Relação mãe-bebê.
Cotidiano.
GESTÃO COLEGIADA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
– HUSM
RESENER, Elaine Verena1; RODRIGUES, Arnaldo Teixeira2; GUERRA, Soeli Teresinha3; LIMA,
Suzinara Beatriz Soares4; VASCONCELLOS, João Batista de5; PORTO, Beatriz Silvana da
Silveira6; SOARES, Maria Nilda Maciel7; SILVA, Glimar de Aquino da8.
¹Docente do Curso de Medicina da UFSM. Diretora Geral do HUSM/UFSM. E-mail: [email protected];
2
Docente doCurso de Medicina da UFSM. Diretor Clínico do HUSM/UFSM;
3
Enfermeira. Diretora de Enfermagem do HUSM/UFSM;
4
Docente do Curso de Enfermagem/UFSM. Vice Diretora de Enfermagem do HUSM;
5
Diretor Administrativo do HUSM;
6
Docente do curso de Medicina da UFSM. Diretora de Ensino, pesquisa e Extensão do
HUSM/UFSM;
7
Secretária Executiva da Direção Geral do HUSM/UFSM;
8
Assistente em Administração-Direção Geral do HUSM/UFSM.
O trabalho de gerir uma organização hospitalar necessita não só de conhecimento e
habilidades do gestor, mas também de esforços de toda a equipe gestora. Na área da
saúde, e principalmente nos hospitais públicos ele vive e se reproduz de acordo
com a dinâmica da interação entre todos os colaboradores. A complexidade
hospitalar e seu cotidiano são atravessados por interesses conflitantes e tem
apontado para a necessidade de subsídios teóricos para se repensar a micropolítica
hospitalar, bem como experimentar novas formas de gestão (BERNARDES et al.,
2011). A fim de justificar a existência de uma organização, é a organização deve
ter uma missão, que deve corresponder a alguma necessidade ou demanda da
sociedade. Em função de ser composta por seres humanos que trabalham e produzem
serviços para outros seres humanos, a missão e as necessidades de uma organização
não são estáticas: estarão sempre suspeitas a mudanças adaptativas para
acompanhar a evolução das necessidades sociais. Além da missão organizacional,
de
caráter genérico, outra característica comum às organizações é a
departamentalização, sua divisão formal em setores com missões específicas diferentes,
mesmo que complementares. Outra característica de uma organização é a sua
capacidade física e lógica de controlar o seu adequado funcionamento, bem como
a sua competência para praticar esse controle (FARIA, SANTOS e AGUIAR, 2003).
O poder centralizado atrai, para si, problemas de menor valor, que poderiam ser
decididos de forma eficaz em níveis mais baixos. No caso de uma organização
descentralizada será mais criativa e apresentara maior competência de responder
oportunamente aos problemas emergentes. A última característica essencial de uma
composição organizativa é a sua capacidade de prestar contas pelo seu
desempenho. Este é um item principal, uma vez que não há como avaliar, melhorar ou
readaptar um sistema que não presta contas por sua atuação. A reunião dessas
qualidades determina a eficiência e eficácia da instituição e consente a sua
classificação em sistemas de baixa ou alta responsabilidade. Um caminho para a
modernização gerencial tem se pautado na aposta de conseguir a modernização da
gestão a partir de uma perspectiva mais dialógica e comunicativa, apoiada na
mobilização dos coletivos existentes no Hospital, em torno da construção de um
projeto de qualificação da assistência, do ensino e da pesquisa e tem como
característica importante, a ênfase na gestão colegiada do Hospital em todos os
níveis, a partir do conceito de co-gestão. O presente estudo, visa analisar a participação
do coletivo, em três anos de adoção de reuniões de diretoria denominadas “Direx
Amplas”. Direx Ampla, trata-se de reunião da Diretoria Executiva do HUSM, com as
equipes administrativas, coordenadores, chefias de serviço, servidores do Hospital
Universitário de Santa Maria( HUSM), Diretores do Centro de Ciências da Saúde,
coordenadores dos Cursos de Graduação e de Pós Graduação em saúde, chefes de
departamentos didáticos e alunos de graduação e de Pós Graduação Latu Sensu e Stricto
Sensu da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Esta tem periodicidade mensal,
em horário e local definido, das 8horas e 30 minutos até as 10 horas, mediante
convite antecipado de uma semana e lista de presença. Na reunião são realizados,
aprovação da ata da reunião anterior, comunicações, temática (comissões, obras, etc);
relato de problemas e propostas de solução, acompanhamento de itens que requerem
ação e é divulgada no site do HUSM. O período estudado é de julho de 2010 a julho de
2013. O número de reuniões foi de cinco reuniões no ano de dois mil e dez (2010); três
reuniões no ano de dois mil e onze (2011); sete reuniões no ano de dois mil e doze
(2012) e quatro reuniões no ano de dois mil e treze (2013), os períodos de 2010 e 2013
foram de seis meses. Na tabela 01 estão apresentadas as reuniões, conforme ano,
número médio de participantes por categoria e ano.
No ano de dois mil e onze (2011) o reduzido número de reuniões foi devido a greve dos
servidores federais. As maiores participações ocorreram nas reuniões que trataram
do Regimento Interno do HUSM, da reestruturação do Conselho Administrativo
(CONAD), da proposta e tratativas de adesão à EBSERH – Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares, plano de dimensionamento de serviços, da planilha de recursos
humanos do MEC – Ministério da Educação, jornada de trabalho dos servidores,
avaliação institucional e planejamento estratégico e avaliação da tragédia do Boate Kiss.
A despeito de toda Diretoria se colocar à disposição da comunidade hospitalar, em
reunião aberta inclusive para deliberações, o número de participantes pode ser um
indicativo do quanto a gestão participativa pretendida é um processo de mudança
lento. Por outro lado a diversidade de comparecimento sinaliza que os espaços
colegiados começam a facilitar a construção de coletivos mais solidários e o modelo
apresentado merece ser aperfeiçoado e incentivado. A gestão colegiada pressupõe uma
responsabilidade aos trabalhadores, uma vez que o mesmo tem voz ativa. Este
modelo busca igualmente ampliar os laços entre os trabalhadores e o seu próprio
trabalho, democratizando as tomadas de decisões e a responsabilidade na
resolução de problemas. Os trabalhadores se reconhecem como parte da solução, e
não somente enquanto culpados ou vítimas, mas passam a ser valorizados e
reconhecidos como capazes de refletir sobre os problemas da instituição (FARIA,
SANTOS e AGUIAR, 2003). Também há de se destacar a questão da
comunicação, sendo este um canal aberto para as comunicações gerais dos
acontecimentos importantes. A Diretoria é a instância de intercessão entre as
distintas unidades, e por isso a sua agenda é prejudicada pelas constantes disputas e
"incêndios" apresentados a ela. A fim de que haja condições mínimas de
governabilidade e planejamento, o gestor necessita ser liberado do papel de mediador
dos conflitos e problemas rotineiros. Isso poderá ser obtido por meio da abertura
de canais de comunicação interna e da concessão de autonomia às unidades,
partindo da ampliação da visão organizacional e do comprometimento de todos os
componentes da instituição. Mesmo com algumas dificuldades há de se ressaltar que a
gestão colegiada enfatiza a corresponsabilidade do coletivo na busca da qualificação
da assistência prestada e motivação para a execução das atividades.
Descritores: administração hospitalar, gestão em saúde, administração de serviços de
saúde.
ESTRUTURAÇÃO DO CENTRO INTEGRADO DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS
DE ACIDENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA
GUERRA, Soeli Teresinha1; PENTEADO, Salvador Zambrano2; RESENER, Elaine Verena3;
DURGANTE, Vânia Lúcia4; LIMA, Suzinara Beatriz Soares de5; VASCONCELLOS, João
Batista6; SILVA, Rosângela Marion7; PRADO, Ana Lúcia Cervi8.
1.
Relatora. Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela UFSM. Diretora de Enfermagem do
HUSM/UFSM. E-mail: [email protected].
2
Psicólogo do HUSM/UFSM.
3
Médica. Doutora em Medicina. Diretora Geral do HUSM/UFSM.
4
Enfermeira do Ambulatório Ala I do HUSM/UFSM. Mestre em Enfermagem pela UFSM.
5
Enfermeira. Pós Doutora. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da UFSM.
6
Administrador. Diretor Administrativo do HUSM/UFSM.
7
Enfermeira da Clínica Cirúrgica do HUSM. Doutoranda em Enfermagem Dinter UFSM/EEAN/USP.
8
Fisioterapeuta. Chefe do Serviço de Fisioterapia do HUSM.
INTRODUÇÃO: O incêndio na Boate Kiss no mês de janeiro de 2013,
considerada a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em incêndio,
mobilizou a sociedade para a questão da segurança em ambientes fechados, bem como
apontou a necessidade de capacitação dos trabalhadores da área da saúde para o
atendimento a vitimas de eventos de grandes proporções. O incêndio matou 242 pessoas
e feriu mais de 116 em uma discoteca da cidade de Santa Maria- Rio Grande do Sul e
deixou mais centenas de pessoas com problemas de saúde diversos, como familiares,
militares, profissionais da saúde e outras pessoas que se envolveram diretamente no
atendimento às vítimas da tragédia. As vítimas, na sua maioria jovens, muitos
estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, chegavam bem, mas muitos,
rapidamente já perdiam a consciência, necessitando intubação precoce para manter
via aérea permeável. As más condições de segurança e a imprudência foram
apontadas como a causa de morte de mais de duas centenas de pessoas. As maiorias
das mortes ocorreram pela asfixia da fumaça que tomou conta do ambiente
interno, sendo a intoxicação por cianeto uma das causas principais das mortes,
que foi liberado pela espuma usada no isolamento acústico da boate combinado com
o monóxido de carbono (WIKIPÉDIA, 2013). Em relação aos sobreviventes, após a
vencida a situação imediata e superada a fase da internação hospitalar, o
acompanhamento ambulatorial é necessário levando-se em consideração as
múltiplas consequências e complicações posteriores, causadas por inúmeros fatores,
tais como as mais variadas sequelas físicas e emocionais, problemas sociais,
dificuldades econômicas e de readaptação. Além destas, outras possíveis
complicações tardias poderão existir, como resultado da exposição dos sobreviventes à
fumaça tóxica e ao trauma, uma vez que não se conhece de todo o que acontece com
sobreviventes deste tipo de situação. OBJETIVO: Descrever a implantação do Centro
Integrado de Atenção às Vítimas de Acidente (CIAVA)no Hospital Universitário de
santa Maria (HUSM)/RS.JUSTIFICATIVA: O CIAVA tem como objetivos: atender as
vítimas de acidentes na sua integralidade; disponibilizar estrutura logística que
possibilite a realização de pesquisas com vistas à produção de conhecimento para
o Sistema Único de Saúde (SUS); fortalecer o espaço de atuação multiprofissional com
enfoque na formação de trabalhadores para o SUS; incrementar a preceptoria para o
programa de Residência Multiprofissional ofertado pelo Centro de Ciências da Saúde,
com atuação no HUSM; ampliar os espaços de formação para o desenvolvimento de
práticas assistenciais para o ensino, a pesquisa e a extensão no HUSM; estabelecer a
referência e contra referência para o atendimento de vítimas de acidente entre os
diferentes níveis hierárquicos de atenção do SUS; viabilizar educação permanente aos
trabalhadores de saúde do SUS.PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO: O Centro se
direciona a população em vulnerabilidade, vítimas diretas e indiretas atingidas pelo
incêndio da boate Kiss, residentes em Santa Maria e em toda a sua área de abrangência.
Em vista da necessidade e o perfil do HUSM, planejou-se o presente centro com a
colaboração de todos os profissionais envolvidos no atendimento das vítimas. O
processo de implantação iniciou em 13 de fevereiro de 2013, coma identificação da
equipe multiprofissional que atuaria no atendimento. Foram elaborados fluxos de
acesso, sistematização do processo de trabalho e elaboração dos protocolos iniciais a
serem praticados no Centro, sendo que, especificamente, os exames realizados nas
vítimas fazem parte dos protocolos das especialidades e foram definidos em
videoconferência com o Ministro da Saúde e hospitais de Porto Alegre, que também
prestaram atendimento às vitimas entre eles: Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh
(PSQI-BR), Protocolo de Atendimento – indivíduos expostos a inalação de fumaça na
boate Kiss e o PCL-C. Assim, as primeiras decisões detinham-se a definição do
espaço físico e forma de encaminhamento das vitimas. As atividades ocorrem Ala
Ambulatorial de adultos do HUSM (Ala I), e os atendimentos nas segundas, terças e
quintas-feiras, a partir das 17 horas, a fim de não prejudicar os demais atendimentos do
hospital já marcados previamente. O agendamento para atendimento das vítimas
para o primeiro atendimento (acolhimento) foi realizado via 4ª Coordenadoria
Regional de Saúde (CRS), que encaminhava as vítimas para os ambulatórios das
especialidades. Esses encaminhamentos ainda poderiam ser marcados diretamente em
outros serviços como Centro de Referencia em Saúde do Trabalhador (CEREST)
ou via Secretaria Municipal de Saúde e do próprio Centro. Para o acolhimento de
vítimas que receberam atendimento inicial após o acidente em outros serviços de
saúde, foi disponibilizado o agendamento conforme procura espontânea ou
referenciada por qualquer serviço da rede de saúde, pública ou privada. Foram
organizados dois mutirões de atendimento, com a proposta de agendamento
referenciado e/ou demanda espontânea, que foram organizados ainda nos primeiros 50
dias pós-tragédia. A primeira fase foi planejada, organizada e executada por servidores
do quadro do hospital e por docentes dos diferentes cursos do Centro de Ciências da
Saúde (CCS) que se disponibilizaram a incorporar o atendimento às vítimas às suas
atividades de rotina. Na segunda fase foi realizado o acolhimento aos familiares,
voluntários e demais pessoas afetadas indiretamente pela tragédia. Após avaliação
inicial realizada pela equipe multiprofissional, as pessoas atendidas eram
encaminhadas para os serviços da rede de atenção básica dos municípios de origem.
Para avaliar todos os agendados e assisti-los conforme as necessidades apresentadas no
momento do acolhimento foram necessárias contratações de 02 Técnicos de Farmácia,
04 Fisioterapeuta, 02 Enfermeiros, 04 Técnicos de Enfermagem, 01 Terapeuta
Ocupacional, 01 Assistente Social, 03 Psicólogo, 02 Médicos Clínicos, 01 Médico
Neurologista, 01 Médico Cirurgião Plástico, 05 Médicos Psiquiatras. Todas
efetivadas a partir de maio, após processo seletivo emergencial realizado em abril.
RESULTADOS: Até o dia 30 de junho de 2013 foram agendadas para
atendimento no CIAVA 1018 vítimas que geraram 2974 atendimentos. Foram
criados pela equipe multiprofissional protocolos para: acolhimento; neurologia;
pneumologia; fisioterapia; queimados; fonoaudiologia. Foram realizados mutirões em
09 e 10 e 16 e 17 de março de 2013, no primeiro mutirão foram 271 atendimentos e no
segundo 134, sendo realizados mais de 350 exames. Os atendimentos continuam,
nas seguintes áreas: Acolhimento; Ambulatório GELP (Grupo de Estudos sobre
Lesões de Pele/ Queimados); Fisioterapia (avaliações e sessões); Pneumologia
(avaliações e exames); Fonoaudiologia (avaliações e sessões); Psiquiatria (avaliações e
sessões); Neurologia (avaliações); Otorrinolaringologia (avaliações). Atualmente, a
recepção de todos se inicia pelo acolhimento, sendo posteriormente encaminhados para
avaliação nas especialidades de acordo com as necessidades individuais, como
especialidades médicas, sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, realização e
acompanhamento de curativos, especialidades médicas, acompanhamento
psicossocial e psiquiátrico. Tem-se como perspectiva atender ao Termo de
Cooperação Técnica entre o Ministério, o Governo do Estado e o Município que
prevê, entre outras ações, o monitoramento e o cuidado aos sobreviventes e
profissionais que atuaram no resgate do incêndio da boate Kiss, por um período de
cinco anos. CONCLUSÃO: A alternativa apresentada de atenção à saúde para vítimas
de sinistros sejam esses eventos isolados ou em massa, como foi o caso do incêndio na
boate que vitimou fatalmente mais de 240 pessoas, gerou um trabalho intensivo e
demostrou as limitações dos serviços de saúde, principalmente no que se refere a
registro de dados. Desta forma, a organização de um Centro com finalidade
específica, que se propõe a reunir uma fonte expressiva e segura de dados
epidemiológicos tem o objetivo de desenvolver novos conhecimentos e o
planejamento de ações que busquem a melhoria dos serviços de saúde.
Descritores: Equipe de Assistência ao Paciente; Pesquisa Interdisciplinar; Continuidade
da Assistência ao Paciente.
AVALIAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM TRABALHADORES
DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA
BOTTINO, Larissa Diniz1; MORAIS, Bruna Xavier2; BELTRAME, Marlize Tatsch3; CERON, Marinez
Diniz da Silva4; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza5.
1
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem (TSEE). Linha de
Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica PROIC/HUSM.
Santa Maria, RS, Brasil.Relator: [email protected]
2
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM.. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE.
Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Bolsista Iniciação Científica
PROIC/HUSM Santa Maria, RS, Brasil.
3
Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSM.
Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e
Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
4
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de
Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Docente do Departamento e do PPGEnf/UFSM.
Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa TSEE. Linha de Pesquisa Trabalho e Gestão em Saúde e
Enfermagem. Santa Maria, RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: As medidas antropométricas, dentre elas a circunferência da
cintura, se destacam pelo baixo custo e pela rapidez na coleta e interpretação das
informações1. Além dos fatores clássicos de risco cardiovascular (idade, tabagismo,
dislipidemia, história familiar), outros fatores de risco estão sendo identificados e
sugeridos como marcadores de risco adicional em diferentes diretrizes, dentre eles a
circunferência da cintura elevada2. Ela é um indicador para a obesidade visceral2,
que pode ser utilizado para a prevenção de doenças, especialmente
cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e dislipidemias3-4. Este indicador é
utilizado na aferição da distribuição centralizada do tecido adiposo em avaliações
individuais e coletivas, porém as diferenças na composição corporal dos diversos
grupos etários e raciais são fatores que dificultam o desenvolvimento de cortes
universais5. De acordo com a VI Diretrizes brasileiras de hipertensão2, o valor de
normalidade da Circunferência da Cintura é de até 88 cm para mulheres e até 102 cm
para homens. Ao se ter conhecimento do valor dessa medida, doenças crônicas que
podem ocorrer devido à exposição aos riscos ocupacionais (físicos, químicos e
biológicos dos ambientes de trabalho) e fatores psicossociais e ergonômicos,
poderiam ser evitadas por meio da identificação da alteração dessa medida em
consultas6. Com isso, mudanças de comportamento e estilo de vida podem ser
instituídas a fim de reduzir esse tipo de acometimento. JUSTIFICATIVA: O
conhecimento das medidas estabelecidas de circunferência da cintura de
trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário
podem ser úteis tanto na suspeição precoce de risco para o desenvolvimento de
patologias, em especial as cardiovasculares, quanto para a implementação de
ações preventivas às doenças e de promoção à saúde desses trabalhadores.
OBJETIVO: Identificar medidas de circunferência da cintura de trabalhadores do
Serviço Hospitalar de Limpeza de um Hospital Universitário, com a finalidade de
comparar com as medidas do ponto de corte estabelecidas na VI Diretrizes
brasileiras de hipertensão.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal
descritivo, com abordagem quantitativa. Está inserido no projeto matricial
“Avaliação das condições de saúde e trabalho dos trabalhadores do serviço hospitalar
de limpeza” aprovado, em fevereiro de 2013, pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
instituição de ensino à
qual as autoras
estão
vinculadas
(CAAE
13106313.1.000.5346), o número do projeto no GAP é 033622 "HÁBITOS
SAUDÁVEIS
E
CAPACIDADE
PARA
O
TRABALHO
DOS
TRABALHADORES DO SERVIÇO HOSPITALAR DE LIMPEZA". Foram definidos
como elegíveis os 172 trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza atuantes
no Hospital Universitário em estudo. Como critério de inclusão o trabalhador deveria
ser maior de 18 anose estar no exercício de suas funções laborais no momento da
realização do estudo. Foram excluídos os trabalhadores que estavam em
afastamento do trabalho durante o período da coleta. A coleta dos dados foi
realizada por acadêmicos de enfermagem, previamente capacitados pelos
pesquisadores, em março e abril de 2013. Utilizou-se um formulário com questões
relacionadas a variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde. A escolha destas
variáveis decorreu da revisão da literatura sobre o tema. A circunferência da
cintura foi aferida por meio de uma fita métrica inelástica. O ponto de corte para
identificar circunferência aumentada foi de 88 cm para as mulheres e 102 cm para os
homens2. Os dados foram inseridos no programa Epi-info®, versão 6.04, com
dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise
dos dados foi realizada no programa PASW Statistics® (Predictive Analytics Software,
da SPSS Inc., Chicago - USA) versão 18.0 for windows. Para as análises das
variáveis contínuas, utilizou-se a estatística descritiva (medidas de posição e
dispersão). As variáveis categóricas foram avaliadas em frequências absoluta e
relativa. Este projeto possui auxílio Bolsa de Iniciação Científica PROIC/HUSM.
Foram observados os preceitos éticos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de
2012, do Conselho Nacional de Saúde7. Após esclarecimento sobre o objetivo da
pesquisa, os trabalhadores que aceitaram participar, assinaram o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Dos 172
trabalhadores do Serviço Hospitalar de Limpeza do Hospital Universitário em
estudo, participaram da pesquisa 157 (91,3%) trabalhadores. As perdas (8,7%)
foram por recusa à participação na pesquisa. Dos participantes, 65,6% eram
Serventes de Limpeza e 34,4% Auxiliares de Limpeza de Materiais. Houve
predomínio do sexo feminino (87,9%), idade média 39,9 anos (±9,8), mínimo 19
e máximo 60 anos, de raça autorreferida branca (63,7%); com ensino médio
completo (38,9%); casados e ou companheiro (a) (64,3%), com um filho (28,0%)
e renda familiar per capita média de 2,8 salários mínimo nacional. Com relação
à medida da circunferência da cintura, os trabalhadores apresentaram em média 94,9
cm (±13,19), mediana 96 cm, mínimo de 64 e máximo de 160 cm. De acordo com os
limites estabelecidos na VI Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial, 58 (36,9%)
trabalhadores apresentaram medidas adequadas, e 99 (63,1%) deles apresentaram
circunferência da cintura aumentada. Ao ser avaliado a categoria profissional,
evidenciou-se que os Auxiliares de Limpeza de Materiais apresentaram de forma
estatisticamente significativa (p=0,038) maior percentual para circunferência da
cintura aumentada (N=40; 74,1%) quando comparados aos Serventes de Limpeza
(57,3%). Em relação à idade dos trabalhadores, a faixa etária entre 19 a 34 anos
obteve um maior percentual de medida entre os padrões normais estabelecidos
(N=28; 54,9%). Em contraponto, as faixas etárias 35 a 44 anos e 45 a 60 anos
demonstraram significativamente (p=0,005) maiores percentuais para alteração na
circunferência da cintura (72% e 71,4%, respectivamente). CONCLUSÃO: Os
indivíduos pesquisados apresentaram um maior percentual de classificação para
medidas alteradas da circunferência da cintura, em especial os Auxiliares de Limpeza
de Materiais. Acredita-se que estes achados podem estar relacionados com a
característica destes trabalhadores de serem menos ativos que os Serventes de
Limpeza, devido a sua ocupação não exigir tanto esforço físico. E os resultados
permitem reforçar a ideia que tal evidência sinaliza para o risco de
desenvolvimento de patologias, principalmente as cardiovasculares. Salienta-se que as
doenças crônicas podem ser previstas por meio de consultas médicas regulares e
estilo de vida. Os comportamentos relacionados ao estilo de vida dos trabalhadores
mantêm uma relação com a saúde e com o aumento do peso corporal. A enfermagem
pode adotar medidas que melhoram a saúde dos trabalhadores através da
conscientização sobre uma alimentação saudável e a realização de atividades
físicas. Considera-se que estas medidas repercutem favoravelmente em melhores
condições de saúde dos trabalhadores evitando-se assim as doenças que estas provocam
que são em grande parte previsíveis.
Descritores: enfermagem, circunferência da cintura, serviço hospitalar de limpeza,
saúde do trabalhador.
CONSULTA CONJUNTA: UMA ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL AO
USUÁRIOCOM COMORBIDADE CRÔNICA.
DEL CASTILLO, Bruna Lencina¹; BRONDANI, Juliana Ebling²; CORDEIRO, Aline Dalcin³;
LEAL, FrancineZiegler4; MARCHESAN, Mariane5; SILVA, Rosângela Marion6.
1
.Fisioterapeuta
residenteUniversidade
Federal
de
Santa
Maria
(relator)
[email protected]; 2.Nutricionista residente- Universidade Federal de Santa Maria; 3.
Terapeuta Ocupacional- Universidade Federal de Santa Maria; 4. Assistente Social residenteUniversidade Federal de Santa Maria; 5. Enfermeira residente- Universidade Federal de Santa Maria; 6.
Enfermeira, Hospital Universitário de Santa Maria- Doutoranda da Dinter Novas Fronteiras,Tutora de
Campo do Programa de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde CCS /UFSM.
INTRODUÇÃO: Atualmente, o Brasil passa por um período de transição demográfica
em que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem um problema de
saúde, correspondendo a 72% das causas de mortes (BRASIL, 2011). Associado a
isso, observa-se uma situação epidemiológica de tripla carga de doenças, a qual têm
colocado constantemente novos desafios, não só para os gestores do setor de saúde,
como também por outros setores governamentais. O enfrentamento dessas “novas
epidemias” de DCNT necessita muito investimento em pesquisa, vigilância,
prevenção, promoção da saúde e defesa da vida saudável (BRASIL, 2005;
MENDES,2012). Frente à relevância da temática, o Ministério da Saúde lançou o Plano
de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT que tem por objetivo preparar o
Brasil para enfrentar e deter, nos próximos dez anos tais patologias, entre as quais:
acidente vascular cerebral, hipertensão arterial sistêmica, câncer, diabete mellitus,
doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares. As principais causas dessas doenças
incluem fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo nocivo de bebida
alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada. Cabe salientar que são inúmeros
os determinantes que contribuem para a não adesão ao tratamento dos usuários
acometidos por doença de caráter crônico, entre eles, ausência de conhecimento, baixo
nível socioeconômico, aspectos culturais, entre outros. O fato das necessidades de saúde
expressarem múltiplas dimensões demanda ações que não podem se realizar por
ações isoladas de um único agente, necessitando-se de recomposição dos trabalhos
especializados tanto no interior de uma mesma área profissional como na relação
interprofissional. Peduzzi (1998) caracteriza o trabalho como um processo de
transformação que ocorre porque o homem tem necessidades que precisam ser
satisfeitas. Um dado processo de trabalho não ocorre isoladamente, mas sim numa rede
de processos que se alimentam reciprocamente. Nessa rede, ocorre o encadeamento de
distintos processos de trabalho que se diferenciam pela sua peculiar conexão dos
elementos constituintes (objeto, instrumentos, atividades) e se integram por meio das
relações entre as necessidades. Tal como ocorre no campo da saúde, em que distintas
áreas profissionais, cada qual realizando um processo de trabalho próprio, encontram
nas necessidades de saúde seu ponto de confluência. Neste contexto, considerando que a
Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde/UFSM atua
ancorada em pressupostos que defendem a integralidade e a interdisciplinaridade na
atenção a saúde, emergiu a necessidade em realizar a consulta conjunta aos usuários
com doenças crônicas tendo em vista esta problemática. JUSTIFICATIVA: A
consulta conjunta é o encontro de profissionais de distintas áreas, saberes e visões que
permite que se construa uma compreensão integral do processo de saúde e doença,
ampliando e estruturando a abordagem psicossocial e a construção de projetos
terapêuticos, além de facilitar a socialização de conhecimentos, sendo assim um
instrumento potente de educação permanente(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011).
OBJETIVO GERAL: Relatar a organização de um espaço para o
atendimento
multiprofissional a usuários com doenças crônicas vasculares, a fim de prestar um
atendimento integral visando uma melhor qualidade de vida. ESPECÍFICOS:
Proporcionar um espaço de acolhimento viabilizando a verbalização de sentimentos e
dúvidas sobre o processo saúde doença; Efetuar a intervenção educativa: orientar os
pacientes quanto ao procedimento a ser realizado, favorecendo o entendimento quanto
seu processo de adoecimento, promover humanização na assistência, melhora no
acesso dos usuários nos serviços de saúde; Promover ações educativas coletivas e
individuais de caráter indisciplinar; Orientações, dúvidas e direitos do Sistema Único
de Saúde (SUS) e Sistema Único de Assistência Social (SUAS); Fomentar a criação de
campos de vivência de carga horária complementar para os residentes do campo de
atenção e gestão Crônico-degenerativo da Ênfase Hospitalar; Realizar transferência dos
pacientes conforme demandas. METODOLOGIA: O atendimento multiprofissional
será realizado uma vez por semana com usuários encaminhados pela demanda do
Ambulatório da Clínica Vascular e aqueles agendados com retorno. No primeiro
momento os residentes buscarão informações nos prontuários dos usuários
agendados, com objetivo de conhecer os casos clínicos que comparecerão ao serviço.
No dia da consulta no ambulatório, os usuários serão convidados para o atendimento
multiprofissional, momento este em que acontecerá a interação e apresentação dos
profissionais com o usuário, sendo esclarecida a importância do atendimento.
Ressalta-se que o atendimento será conduzido conforme a demanda. Ao final dos
atendimentos serão discutidos os casos e as demandas mais importantes para que sejam
realizados os devidos encaminhamentos. Destacam-se como ações comuns à
equipe multiprofissional: Promoção à saúde (ações educativas com ênfase em
mudanças do estilo de vida, correção dos fatores de risco e produção de material
educativo); ações específicas em Grupo: reuniões da equipe (atividades periódicas com
a participação de todo o grupo para análise crítica das ações desenvolvidas, acerto
de arestas e novas orientações, caso necessárias). Para o sucesso da atividade é
importante que os profissionais envolvidos reconheçam que trabalhar em equipe é mais
do que agregar profissionais de diferentes áreas, e que só existe equipe quando
todos conhecem os objetivos, estão cientes da necessidade de alcançá-los e
desenvolvem uma visão crítica a respeito do desempenho de cada um e do grupo. O
trabalho realizado no Ambulatório Clínica Vascular passará por avaliações periódicas
(que serão organizadas todas as últimas terças-feiras de cada mês). RESULTADOS
ESPERADOS: Espera-se, que a atuação da equipe multiprofissional nas consultas
conjuntas no Ambulatório da Clínica Vascular contribua para a construção do
conhecimento dos profissionais envolvidos sobre as patologias e condutas necessárias
para promover a qualidade devida desse usuário, bem como espera-se que a atividade
fortaleça a interação entre usuário e profissional de forma produtiva, mais humana e
efetiva, proporcionando um ambiente de diálogo, onde os profissionais são capazes de
reconhecer e detectar as peculiaridades de cada indivíduo, com vista à um atendimento
humanizado. CONCLUSÃO: Considera-se como um grande desafio a implantação do
atendimento conjunto, uma vez que envolve o comprometimento de diferentes
profissionais e de serviços de saúde, que necessitam de articulação entre si. A adoção de
práticas que visem à humanização da assistência, como o atendimento em conjunto, é
relevante nos serviços de saúde, uma vez que na configuração atual do Sistema Único
de Saúde, objetiva-se atingir a integralidade da assistência e esta somente será
alcançada a partir da sensibilização dos profissionais para prestação de um cuidado
humanizado, considerando todas as dimensões que envolvem a saúde (bio-psico-socialespiritual).
Descritores: Humanização da Assistência; Acolhimento; Educação em Saúde.
A IMPORTÂNCIA DO ADEQUADO PREENCHIMENTO DADECLARAÇÃO
DE ÓBITOS
ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia
Vedovato³; SILVA, Adriele Roth4; SILVEIRA, Giane5
¹Relator. Enfermeira Doutora em Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo
Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria.
[email protected]
²Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público
de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
³Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público
de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
4
Graduanda do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria.
5
Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
Introdução: Os profissionais da saúde tem por foco a defesa da vida, e a morte por
fazer parte do ciclo da vida, se faz presente no cotidiano do cuidado destes profissionais.
Como atividade inerente do médico, e presente no processo de morte/morrer tem-se o
preenchimento da Declaração de Óbito (DO). A DO é um documento padrão para a
coleta de informações sobre mortalidade, que serve de base para o cálculo das
estatísticas vitais e epidemiológicas do Brasil¹. Assim, a DO é um instrumento
imprescindível para a construção de um adequado planejamento de saúde que
visagarantir uma política de saúde adequada significando o direito entre a vida e a morte
para muitas pessoas. Justificativa: Tendo em vista a frequente dúvida dos
profissionais no preenchimento correto das DO´s e da qualificação do banco de dados
do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Núcleo de Vigilância
Epidemiológica Hospitalar (NVEH) juntamente com a Epidemiologia da Secretaria
Municipal de Saúde e 4ª Coordenadoria Regional de Saúde vêm realizando
atividades educativas no sentido de melhorar a qualidade do preenchimento deste
documento, além disso, ressalta-se a inserção destes serviços nos Comitês de Óbito
geral, materno e infantil do HUSM.
Objetivo: Sensibilizar os profissionais
responsáveis no preenchimento correto da DO. Metodologia: Trata-se de um
estudo descritivo, com o intuído de relatar as atividades realizadas pelos Comitês
de Óbitos e NVEH dando enfoque na importância do preenchimento correto do
documento de óbito. Resultados: As reuniões dos comitês que analisam os óbitos
no HUSM ocorrem mensalmente e são realizadas por uma equipe
multiprofissional. O ponto fundamental da revisão das DO´s são as causas da morte e
causas antecedentes, onde é revisado se o diagnóstico da causa da morte é compatível
com a história clínica do paciente, neste caso são feitas alterações, tendo estas à
aprovação de um médico responsável. Conforme a necessidade os profissionais
são chamados para ser orientado quanto preenchimento da declaração. Outras
situações revisadas são quando às declarações devem ser anuladas, nunca devem ser
rasgadas. Uma atividade que envolve o Município são os óbitos por causa
desconhecida ou indeterminada, que devem ser investigadas. Nestes casos à equipe
do NVEH investiga o histórico do paciente e repassa para a Secretaria Municipal as
informações. Outras demandas que o Núcleo tem recebido são em relação aos nomes
que são preenchidos inadequadamente e que tais erros impedem que os registros de
óbito sejam emitidos. Como medida educativa, realizou-se um cartaz informativo
“Declaração de Óbito: direito do cidadão, dever do profissional médico” com a
finalidade de divulgar o fluxo correto de preenchimento das DO´s, sendo
distribuído nos diferentes serviços do HUSM e Município. Conclusões: O trabalho
de monitoramento dos óbitos pontuam a importância do preenchimento adequado
destes documentos, cabendo ao comitê promover uma educação permanente nos
serviços para que os profissionais se sensibilizem e contribuam para que nesta etapa que
atesta a morte não venham causar transtornos aos familiares e que desta forma os
serviços de saúde possam estar estruturados em índices de causas mortes o mais
próximo da realidade.
Descritores: Declaração de óbito, Causa de óbito, Mortalidade
ASSISTÊNCIA SEGURA
ENFERMAGEM
E
O
CONTEXTO
DE
TRABALHO
DA
NOAL; Helena Carolina1; SILVA, Rosângela Marion2; SCHMIDT, Sandra Marcia
Soares2;MARCONATO, Cintia da Silva2; FRUET, Isolina Alberto2.
1
Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. HUSM/UFSM.
[email protected].
2
Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. HUSM/UFSM
As pessoas que procuram serviços de saúde necessitam de assistência, sendo
imprescindível que esta seja realizada com segurança. O uso de Equipamento de
Proteção Individual (EPI) proporciona segurança ao trabalhador na realização das suas
atividades, protege a sua saúde e auxilia na assistência segura. Assim, é
necessário considerar a exposição dos trabalhadores aos riscos a que ele está exposto,
em especial os biológicos. Riscos biológicos referem-se à probabilidade da exposição
ocupacional a agentes como microrganismos geneticamente modificados ou não,
culturas de células, parasitas, entre outros nos quais o contato acontece no
próprio rosto (conjuntiva ocular, mucosas da boca e do nariz), ao alcance do ar
expirado, ao alcance de respingos de sangue e de outros fluidos corporais durante
procedimentos invasivos, tosses e espirros(1). Oferecer ao trabalhador condições
satisfatórias de trabalho é estar oportunizando motivação, o que pode contribuir para o
alcance da realização pessoal e profissional
e
conferir
sentido
ao
trabalho(2).Objetivo: O objetivo deste estudo é conhecer a percepção de
trabalhadores de enfermagem sobre assistência segura. Metodologia: Esta pesquisa
caracteriza-se como um estudo exploratório, com abordagem qualitativa, que foi
realizada em um Hospital Universitário. Os participantes do estudo foram 87
trabalhadores de enfermagem, sendo 19 enfermeiros, 41 técnicos de enfermagem e 27
auxiliares de enfermagem. A amostra foi constituída de forma intencional entre os
profissionais que atuavam na assistência direta a pacientes e estavam regidos pelo
Regime Jurídico Único. Foram excluídos os que estavam em licença de qualquer
natureza. A coleta dos dados ocorreu após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética
e Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (Processo número
23081.020340/2010-80). Foram observados os procedimentos éticos envolvidos na
pesquisa com seres humanos conforme proposto pela Resolução nº. 196/96 do
Conselho Nacional de Saúde. (3)Os trabalhadores responderam a seguinte questão: O
que você entende por assistência segura? O conteúdo dos dados foi interpretado
segundo análise temática. Resultados: Os trabalhadores referiram que para
proporcionar assistência segura, é necessário ampliar o quantitativo de
trabalhadores, oferecer um ambiente de trabalho que promova o prazer em trabalhar e
ter à disposição recursos para a realização do cuidado. As instituições de saúde
precisam trabalhar na perspectiva de sensibilizar os trabalhadores para a
assistência segura, oferecendo condições de trabalho além de incentivar a participação
em eventos científicos e capacitações ampliando o conhecimento em saúde, o que
subsidiará o cuidado com segurança. Conclusão: Além da necessidade de uso de EPI,
é importante que haja sistematicamente a sensibilização do profissional para o cuidado
da sua saúde, a organização do processo de trabalho da enfermagem e o
dimensionamento de pessoal, uma vez que se observa ao longo dos anos um menor
quantitativo de pacientes com cuidados mínimos em detrimento dos cuidados
intermediários, semi intensivos e intensivos.
Descritores: Enfermagem; Gerenciamento de segurança; Condições de trabalho.
LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DE CÉLULAS T PRECURSORAS:
RELATO DE CASO
Forgiarini, Elaine A. relatora, acadêmica de Medicina/UFSM [email protected]; Moreira,
Mauber E.S. orientador, Médico do Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica/HUSM; Reis, Ederson
José co-autor, Médico do Serviço de Hematologia-Oncologia Pediátrica/HUSM; Menuci, Giullia coautora, acadêmica de Medicina/UFSM; Walczak, Nicole C. co-autora, acadêmica de Medicina/UFSM
A leucemia linfoblástica aguda de células T Precursoras(LLA-T) ocorre com mais
frequência no final da infância, adolescência e em adultos jovens. Os pacientes,
geralmente do sexo masculino, apresentam inicialmente linfadenopatias cervicais e
supraclaviculare, cerca de 50% a 75% também com massas mediastinais presentes,
que podem resultar em Síndrome da Veia Cava superior e outras enfermidades de
origem compressiva. Em torno de 50 % apresentam sintomas B e altos níveis de
desidrogenase lática(DHL), em 60% ocorre infiltração da medula óssea(MO). A
punção de MO pode demonstrar linfoblastos com morfologia variável, o que torna
muito difícil a distinção entre precursores B e T, no entanto, a
análise imunohistoquímica e imunofenotipagem, permitem a diferenciação. O diagnóstico diferencial
se concentra entre outros tipos de Leucemias e Linfomas. Fatores associados ao
prognóstico são idade ao diagnóstico e anormalidades cromossomais. O objetivo
deste trabalho é apresentar e discutir um caso de LLA-T diagnosticado no
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).A metodologia foi relato de caso com
coleta de dados a partir de prontuário de atendimento e busca bibliográfica no portal de
Periódicos Capes. O paciente de 21 anos, masculino, proveniente de Santa Maria-RS,
admitido em setembro de 2013 no serviço de Hemato Oncologia do HUSM com
queixa de astenia durante esforço físico há aproximadamente 20 dias, a qual passou a
ser acompanhada de dorsalgia e dispneia progressiva. Ao exame físico apresentava
palidez cutânea, lesões orais disseminadas, diminuição do murmúrio vesicular em
hemitórax esquerdo, massa palpável em bordo hepático e linfonodomegalias
supraclaviculares e cervicais. Os exames laboratoriais complementares, revelaram
DHL máximo de 2490 U/L, hemograma inicial com células linfóides atípicas e
leucocitose, transaminases hepáticas elevadas. Na análise do líquor houve aumento da
glicorraquia. Tomografia computadorizada(TC) de abdome total demonstrou discreta
área hipodensa de 2,7cm junto ao ligamento falciforme, presença de
linfonodomegalias retroperitoniais e inúmeras imagens hipodensas em parênquima
renal bilateralmente. TC de tórax revelou linfonodomegalias em região cervical
anterior, medindo 20 x 12,9 cm. TC de crânio foi possível observar espessamento
noduloso de partes moles extracranianas predominando na convexidade. A punção
aspirativa de medula óssea que demonstrou a presença demais de 20% de células com
morfofisiologia de linfoblastos. A Imunofenotipagem obteve 22% de população com
perfil de células T imaturas. A citologia do líquido pleural foi negativa para
malignidade. Na biópsia excisional do linfonodo cervical observou-se tecido
linfóide sem arquitetura usual, aparente proliferação de células linfóides de
pequeno tamanho, sugestivo de neoplasia linfóide. A imuno-histoquímica obteve
resultados positivos para os marcadores: CD3, CD5, CD43, Bcl-2, Bcl-6, Ki-67, e
TDT; negatividade para: CD20, CD79alfa, e CD10.Neste
caso, em concordância
com a literatura, os sintomas iniciais para LLA-T são inespecíficos, o que
frequentemente retarda o diagnóstico. Contudo, laboratorialmente os dados foram
compatíveis, o que reforça a importância de um maior conhecimento sobre essa
enfermidade para que haja uma suspeita clínica inicial precoce e se lance mão de
meios complementares adequados para e confirmação diagnóstica ainda em
estágios iniciais, beneficiando a resposta do paciente ao tratamento e melhorando o
prognóstico.
Palavras-chave: leucemia linfoblástica aguda; células T precursoras, leucemia.
HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA: ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM
RECONHECIDOS
TERRA, Larice Gonçalves1; NIESCHE; Elisabeta Albertina2; LIMA, Márcia Gabriela Rodrigues de3.
1
Relator: Acadêmica do curso de enfermagem /UFSM. [email protected]
2
Enfermeira Doutora /UFSM.
3
Enfermeira Mestre /Faculdade Dom Alberto.
INTRODUÇÃO: Nos últimos dez anos, as iniciativas de humanização da assistência
têm trazido ao debate a importância de se articular a qualidade técnica da atenção
dispensada e as tecnologias de acolhimento e suporte aos pacientes(1). Mais
recentemente, o modelo assistencial humanizado passou a ocupar maior dimensão no
Sistema Único de Saúde. A partir de 2004, o Ministério da Saúde dissemina em todo
Brasil a Política Nacional de Humanização (PNH)(2). A PNH possui um eixo de
atuação na gestão do trabalho e apresenta algumas estratégias que propõem a
valorização e o crescimento profissional, a participação dos trabalhadores nos
processos de discussão, além de preconizar a gestão participativa e educação
permanente aos seus trabalhadores nas unidades de saúde (3). A fronteira entre a
doença e o sofrimento é muito tênue, todavia, o sofrimento possui uma dimensão
maior, pois as interrogações, os receios e a dor advindos da doença são fontes do sofrer,
e a própria natureza objetiva da doença não determina o nível do sofrimento vivido pela
pessoa, ou até mesmo por aqueles com os quais se relaciona. Assim, ao cuidarmos não
podemos restringir nosso agir nas disfunções, mas devemos ampliar os horizontes
ao cuidar da pessoa em sofrimento. É na verdade, um convite para um olhar mais
amplo, mais rico, mais generosamente humano do que a simples doença(4). Diante
disso, a assistência de enfermagem ao paciente internado, deve ser ofertada de
maneira holística e integral, não centrada somente nos problemas biológicos do
paciente, mas contemplando sua família, os sentimentos, emoções e medos vividos.
OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo identificar aspectos importantes
sobre a humanização, bem como relatar a percepção do acadêmico de enfermagem
frente a assistência humanizada prestada a pacientes internados em um hospital.
METODOLOGIA: Trata-se de um trabalho de reflexão, emergido de observações
obtidas no cenário hospitalar no decorrer das aulas práticas desenvolvidas no 4º e 5º
semestres do curso de graduação em enfermagem, em um hospital universitário do
interior do RS. A partir do 4º semestre do curso de enfermagem, os alunos
desenvolvem aulas práticas nos diferentes setores/ andares do hospital. Dentre os
campos práticos, destacam-se, o ambulatório, clínica cirúrgica, clínica médica, pronto
atendimento e unidade de terapia intensiva. A concepção do termo humanização é
fundamentada pela própria política nacional, denominada Humaniza SUS, na qual
a humanização se constitui o eixo norteador das práticas de atenção e gestão em
todas as instâncias do Sistema Único de Saúde. Ela ganha concretude através da
construção coletiva de estratégias para ofertar atendimento de qualidade, onde os
avanços tecnológicos estejam articulados com acolhimento e melhoria dos ambientes
de cuidado. Isto só é possível mediante a troca de saberes e diálogo nos diferentes
espaços, gerando atitude ético-estético-políticas, criativas e responsáveis(5).
RESULTADOS: Durante a assistência prestada aos pacientes nesses semestres,
notou-se a importância de prestar cuidados humanizados. Destacamos
principalmente, que na interação paciente- profissional, deve haver diálogos, “olho
no olho”, trabalho em equipe, comunicação, e principalmente em um contexto de
clínica ampliada. Ou seja, o paciente deve ser visto como um sujeito, que possui valores
e autonomia. Sem dúvidas, uma assistência configurada nesses moldes, favorece a
recuperação e a melhora dos pacientes. Para se produzir melhores interações entre os
sujeitos na assistência, articulando avanços tecnológicos com relacionais, é necessário
nos apropriarmos de uma concepção mais abrangente de tecnologia. Dentro das
situações tecnológicas, no ambiente de atenção à saúde, além de uma tecnologia
dura: de máquinas, aparelhos e instrumentos, necessários para as atividades
assistenciais, podemos notar a existência de uma tecnologia leve, ou seja, uma
tecnologia de relações humanas. Esta última está fundamentada numa abordagem
assistencial de um trabalho vivo em ato, em um processo de relações, um
encontro entre pessoas que atuam e se influenciam mutuamente num espaço
intersubjetivo, onde existem momentos interessantes de falas, escuta e interpretações,
nos quais há a produção de uma responsabilização em torno de um problema que vai ser
enfrentado; momentos de confiabilidade e esperança nos quais se produzem relações de
vínculo e aceitação (6).A humanização no âmbito da enfermagem suscita um
debate acerca dos elementos envolvidos no cuidado de dimensão tanto técnica quanto
expressiva. Sob esta ótica, e tendo em vista a problemática delineada voltada para
uma polarização do diálogo nesta área sobre a humanização na terapia intensiva com
foco na tecnologia, o objeto desta pesquisa é a humanização neste cenário de
cuidado(7). Apesar das controvérsias que existem em torno da palavra
humanização,
nos apropriamos dela como uma forma de expressar um
comprometimento não apenas com as dimensões práticas do trabalho, mas também com
as dimensões subjetivas e sociais da vida dos quais cuidamos. Humanizar é então,
um novo paradigma onde fazer e pensar em saúde se integram e priorizam a
construção de relações de encontro e acolhimento, com autonomia e
responsabilização, onde a totalidade dos sujeitos fica garantida. Lidar com as
contradições existentes entre a supervalorização da máquina, da doença e a
experiência humana buscando estratégias integradoras onde as relações sejam
valorizadas, é o próprio movimento da humanização. Esse é o grande desafio a ser
enfrentado, hoje, pelos profissionais que atuam em terapia intensiva (8).
CONCLUSÃO: Diante do exposto, fica evidente a necessidade de ofertar uma
assistência humanizada no âmbito da assistência, destacando que a humanização é vista
como uma proposta de articulação inseparável do bom uso de tecnologias na
forma de equipamentos, procedimentos e saberes com uma proposta de escuta,
diálogo, administração e potencialização de afetos, num processo de
comprometimento com a felicidade humana (9).
DESCRITORES: enfermagem, humanização da assistência, pacientes.
DANOS SOCIAIS: RISCO DE ADOECIMENTO PARA TRABALHADORES DE
ENFERMAGEM
SILVA, ROSÂNGELA MARION DA 1; BECK, CARMEM LÚCIA COLOMÉ 2; ZEITOUNE, REGINA
CELIA GOLLNER3; FREITAS, NATIELLEN QUATRIN4, SANGOI, THAIS PICOLIN5
1
Relator, Enfermeira, Doutoranda em Ciências DINTER UNIFESP-UFSM-UFRJ/EEAN, e-mail
[email protected]
2
Orientador, Enfermeira, , Professor Associado Departamento de Enfermagem da UFSM, Coordenadora
do Projeto PROIC/2012 nº 031073/2012- registrado no GAP CCS.
3
Enfermeira, Professor Titular do Departamento de Enfermagem da Escola de Enfermagem Anna
Nery/UFRJ.
4, 5
Enfermeira, Mestranda em Enfermagem do PPGEnf da UFSM
INTRODUÇÃO: O adoecimento dos trabalhadores de enfermagem é crescente
nos últimos anos, sendo as condições de trabalho, a organização do trabalho e as
relações de trabalho e pessoais fatores que estão diretamente relacionados.
JUSTIFICATIVA: Estudar questões relacionadas a saúde do trabalhador de
enfermagem
é
estar contribuindo também para a qualidade da assistência.
OBJETIVO: identificar os riscos de adoecimento para danos sociais em
trabalhadores de enfermagem. MÉTODO: Estudo transversal que foi realizado em
uma Unidade de Clínica Cirúrgica. Participaram trabalhadores de enfermagem com um
ano de experiência na profissão e que estavam na atividade assistencial. Foram
excluídos aqueles em licença, afastamento ou férias. A população foi de 47
trabalhadores. Foi utilizado um questionário para caracterização sociodemográfica e
a Escala de Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho, que foi validada para a
realidade brasileira (MENDES, FERREIRA, 2007). É composta pelos fatores: danos,
físicos, psicológicos e sociais, sendo esse último fator apresentado neste estudo. O fator
Danos Sociais contem 7 itens, distribuídos em escala do tipo Likert, e são definidos
como isolamento e dificuldade nas relações familiares e sociais. O escore pode atingir
valores abaixo de 1,9 com risco de adoecimento mais positiva (suportável), entre 2,0 e
3,0 avaliação moderada (crítica), entre 3,1 e 4,0 avaliação moderada (grave), e acima
de 4,1 com avaliação mais negativa (presença de doenças ocupacionais). Os
dados foram coletados entre julho e agosto de 2012, tabulados e analisados com
o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences®18. O projeto
obteve parecer favorável para a sua realização (CAAE 02505512.4.0000.5505).
RESULTADOS: O fator Danos Sociais apresentou consistência interna satisfatória (alfa
de Cronbach=0,89). Sobre os trabalhadores, são predominantemente mulheres (89,4%),
casadas (66%), com filhos (68,1%), que praticam atividades de lazer com a
família/amigos (87,2%). A idade está em torno de 40,32 anos, sendo as
auxiliares de enfermagem aquelas com maior média de idade (47,7 anos).
Observa-se que “impaciência com as pessoas em geral” foi o item que apresentou
maior mediana (2,0) com risco de adoecimento crítico. Os demais itens apresentaram
risco de adoecimento suportável (insensibilidade em relação aos colegas, dificuldade
nas relações fora do trabalho, vontade de ficar sozinho, conflito nas relações
familiares, agressividade com os outros, dificuldade com amigos). Sobre o risco de
adoecimento crítico, esse resultado é considerado como um indicador de situação
limite que potencializa o sofrimento no trabalho e sinaliza estado de alerta. Sobre a
avaliação suportável, autor refere que essa classificação não denotam situação de
adoecimento, sugerindo que os trabalhadores podem estar utilizando estratégias
eficientes diante do sofrimento advindo das exigências e do contexto de trabalho
(PRESTES, 2011). CONCLUSÃO: A identificação da realização de atividades de
lazer pode indicar que são pessoas que se preocupam pelo seu bem estar e qualidade de
vida. No entanto, não ter paciência com as pessoas no geral é preocupante, uma vez que
são trabalhadores da saúde que cuidam de outras pessoas e que necessitam de
sensibilidade, calma nas relações familiares, sociais e de trabalho.
Descritores: enfermagem, saúde do trabalhador, riscos ocupacionais.
IDOSOS
DEPENDENTES
DE
TECNOLOGIAS
IMPLICAÇÕES PARA AS FAMÍLIAS
NO
DOMICÍLIO:
BRUINSMA, Jamile Lais1; BEUTER, Margrid2; SEIFFERT, Margot Agathe3; BITENCOURT,
Mayara da Silva4; SILVA, GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira5
1
Relatora. Aluna da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM). Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
E-mail:[email protected]
2
Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de
Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) - Curso de Mestrado da
UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
3
Enfermeira. Mestranda do PPGEnf da UFSM. Professora temporária do Departamento de
Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
4
Aluna da Graduação em Enfermagem da UFSM. Bolsista PROIC-HUSM. Membro do Grupo de
Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
5
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem e do
PPGEnf –Curso de Mestrado da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem.
Introdução: A cada ano novos avanços e transformações tecnológicas são presenciados
em todas as áreas do conhecimento, destacando-se a área da saúde. Instrumentos e
técnicas surgem para dar suporte aos cuidados prestados e proporcionar uma melhor
qualidade de vida aos usuários dos serviços de saúde. O termo tecnologia define-se
como um conjunto de ações, as quais incluem métodos, procedimentos, técnicas,
equipamentos e outros instrumentos, aplicados com conhecimento científico,
envolvendo diversos saberes e habilidades (ARONE, 2007). No processo de trabalho
em saúde as tecnologias podem ser classificadas como: duras, que consistem em
instrumentos, máquinas, normas e estruturas organizacionais; leve-duras, que são
as formas de conhecimento concebidas por um objeto de como usá-lo, repará-lo,
projetá-lo e produzi-lo; e as tecnologias leves, que estão vinculadas com as relações
humanas, acolhimento e gestão de serviços (MEHRY, 2002). Atualmente, as
tecnologias em saúde não são apenas utilizadas nos ambientes que prestam
assistência em saúde, estão presentes também nos domicílios das pessoas, que
devido a sua condição de saúde, necessitam de tecnologias para ter uma melhor
qualidade de vida. Dentre as pessoas que utilizam algum tipo de tecnologia no
domicílio, destacam-se os idosos, uma vez que apresentam uma maior
predisposição a ter doenças crônicas, que podem torná-los dependentes de cuidados e
também de tecnologias. Assim, a experiência de cuidar idosos dependentes de
algum tipo de tecnologia no ambiente domiciliar é cada vez mais frequente no
cotidiano das famílias. Para atender essa demanda e auxiliar as famílias no cuidado ao
idoso dependente de tecnologia no domicílio, a internação domiciliar é uma importante
modalidade de atendimento em saúde. A internação domiciliar compreende a adoção
de atividade continuada com tecnologia e assistência específica e mais complexa,
com visitas frequentes de uma equipe multiprofissional e monitoramento à distância,
por meio da comunicação com os cuidadores (GIRONDI; GONÇALVES; SANTOS,
2011). Justificativa: Considerando o aumento da população idosa e
consequentemente o aumento do surgimento de doenças crônicas incapacitantes, os
idosos envelhecem com mais dependências de cuidados por parte de sua família,
além de ficarem dependentes também de tecnologias. Assim, é importante investigar
como as famílias vivenciam o cuidado de idosos dependentes de tecnologias no
domicílio, com vistas a melhorar a assistência em saúde prestada a elas.
Objetivo: Descrever as implicações para as famílias que cuidam de idosos
dependentes de tecnologias no domicílio. Metodologia: Investigação realizada com
famílias de idosos internados no Serviço de Internação Domiciliar do Hospital
Universitário de Santa Maria (SIDHUSM), utilizando-se o método qualitativo de
pesquisa. Os dados foram coletados por meio de entrevista, genograma e observação
no período de fevereiro a maio de 2013. Os critérios de inclusão dos
participantes da pesquisa foram: famílias que possuíam um idoso (60 anos ou
mais) em internação domiciliar, com vinculação ao SIDHUSM e que tivessem no
mínimo dois integrantes com disponibilidade de participar da entrevista. Destacase que os idosos internados não participaram da entrevista, pois a presença deles
poderia inibir os relatos dos demais integrantes da família. Os dados coletados
foram analisados a partir da análise de conteúdo, do tipo temática, que se constitui
de três etapas: pré-análise; exploração do material e tratamento dos resultados obtidos e
interpretação (MINAYO, 2010). O projeto foi registrado no Gabinete de Projetos do
Centro de Ciências da Saúde sob número 033030 e aprovado pelo Comitê de Ética e
Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria com parecer de número 182.535 e
Certificado
de
Apresentação
para
Apreciação
Ética
(CAAE):
11349012.6.0000.5346. Cabe salientar que os dados apresentados nesse resumo fazem
parte de um recorte da pesquisa intitulada “Demandas de cuidado para a família
de idoso em internação domiciliar: contribuições para a enfermagem”. Resultados:
Fizeram parte da pesquisa seis famílias. Em cinco delas, participaram da entrevista
dois integrantes e em uma família, três familiares foram entrevistados, totalizando 13
familiares. Dos idosos pertencentes às famílias entrevistadas, dois eram do sexo
masculino e quatro do sexo feminino. Em relação à idade dos idosos, dois
encontravam-se na faixa etária de 60 a 69 anos, dois na faixa de 70 a 79 anos e dois
tinham idade entre 80 e 89 anos. Dois idosos estavam internados no domicílio devido à
sequelas de Acidente Vascular Cerebral isquêmico, dois por fratura de perna, uma
idosa por neoplasia do tipo melanoma e uma devido a complicações de Insuficiência
Cardíaca Congestiva. No momento da pesquisa quatro idosos faziam uso de
tecnologias no cuidado. Dentre as tecnologias utilizadas no domicílio por eles
estão a sonda nasoentérica, gastrostomia, traqueostomia, aspirador e sonda vesical
de demora. Quanto às implicações geradas pelo uso de tecnologias no cuidado desses
idosos, os familiares relataram que há uma maior demanda de cuidados quando o
paciente está utilizando algum tipo de tecnologia. Nas famílias em que os idosos
faziam uso de sondas para alimentação, estas se envolviam diariamente no
preparo e administração das dietas. O envolvimento era maior quando as famílias
precisavam preparar a dieta artesanal, a qual possui diversos cuidados em sua
preparação. Ainda, em uma família a idosa possuía traqueostomia e precisava ser
aspirada constantemente, fazendo com que os familiares precisassem ficar em
constante vigilância. As alterações funcionais e as condições de cronicidade dos idosos
impõem limitações, tornando-os dependentes do cuidado familiar. Também foi
evidenciado na pesquisa que conforme a melhora do estado de saúde, o idoso não
necessita mais das tecnologias, como por exemplo, sonda nasoentérica, diminuindo
assim, as demandas de cuidado para as famílias. Outro ponto destacado nas
entrevistas pelas famílias foi o medo do desconhecido, pelo fato de não haverem
cuidado de pessoas dependentes de tecnologia anteriormente. Esse medo era
acentuado no início da internação domiciliar, em que as famílias relataram
possuir muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias. No primeiro contato
com dispositivos tecnológicos o medo e a dúvida sobre a capacidade de realizar
os cuidados de maneira adequada são geradores de grande estresse para as
pessoas (GUERINI, 2012). Além disso, conforme algumas famílias, o preparo
para lidar com as tecnologias ocorria pouco tempo antes do retorno ao domicílio,
assim não se sentiam totalmente seguras para realizar os cuidados, pois possuíam
muitas dúvidas quanto ao manuseio das tecnologias para cuidar de seu familiar idoso.
Do mesmo modo, em outros depoimentos, as orientações da equipe
multiprofissional no hospital e durante a internação domiciliar foram mencionadas
como importantes para o entendimento e preparação das famílias para a
realização dos cuidados envolvendo as tecnologias. Para Rocha (2008) o preparo
do familiar para o cuidado no domicílio, pelos profissionais de saúde, contribui
para o sucesso no seguimento de tratamentos e, consequentemente, para uma
breve recuperação dos indivíduos. Conclusão: Conhecer as implicações geradas as
famílias sobre as tecnologias no cuidado a idosos no domicilio é importante para
subsidiar os profissionais de saúde, entre eles o enfermeiro, na realização de práticas
educativas para melhor orientar e atender essas famílias. Assim, tornasse possível
melhorar a qualidade do cuidado prestado no domicílio e também a qualidade de vida da
pessoa idosa doente e de sua família.
Descritores: assistência domiciliar; tecnologia; cuidados de enfermagem.
PESQUISA FENOTÍPICA E GENOTÍPICA DO BIOFILME EM CEPAS
BACTERIANAS
ISOLADAS
DE
BOLSAS
DE
CONCENTRADOS
PLAQUETÁRIOS
RAMPELOTTO*1, ROBERTA FILIPINI; MARTINI2, ROSIÉLI; HORNER**3, ROSMARI;
DOTTO4, MARIANA MAIKÉLI; GRAICHEN DANIEL55, ÂNGELO SGANZERLA
* Relatora, [email protected];
** Orientadora, [email protected];
1
Farmacêutica Generalista, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
daUniversidade Federal de Santa Maria (UFSM), de Santa Maria (SM), Rio Grande do Sul (RS);
2
Farmacêutica Generalista, Mestre em Ciências Farmacêuticas, Doutoranda do Programa de PósGraduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM/SM/RS, Técnica Administrativa em Educação na
UFSM/SM/RS;
3
Farmacêutica, Mestre e Doutora em Química, Professora Associada I da UFSM/SM/RS;
4
Aluna do curso de Farmácia da UFSM/SM/RS;
5
Biólogo, Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Biologia Molecular, Professor do Centro de Educação
Superior Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS) – UFSM/Palmeira das Missões/RS.
INTRODUÇÃO: Transfusões de sangue constituem um suporte indispensável no
tratamento de imunodeprimidos. As reações sépticas transfusionais são
complicações reconhecidas há muitos anos uma vez que a presença de bactérias
nos produtos do sangue está associada à morbidade e mortalidade dos receptores.
Os concentrados plaquetários (CPs) são os hemocomponentes com maior taxa de
contaminação bacteriana. O Staphylococcus epidermidis é o microrganismo mais
frequentemente isolado. Dentre os fatores de virulência que essa bactéria apresenta
podemos citar o biofilme que lhe confere proteção contra as defesas do
hospedeiro e dificulta a difusão dos antimicrobianos. Os genes icaA, C e D
codificam enzimas formadoras do biofilme. JUSTIFICATIVA: Essa pesquisa
reverterá na monitoração da resistência bacteriana nos isolados de CPs, com a
finalidade última da eleição da terapia empírica efetiva, com o conhecimento da
epidemiologia local, para o tratamento imediato de uma reação séptica transfusional.
Assim, favorecerá a minimização da morbidade e mortalidade com o uso desnecessário
de antimicrobianos, contribuindo no cerceamento da resistência bacteriana e diminuindo
custos hospitalares. Espera-se ainda estimularmos novas pesquisas nesta área, já que
no Brasil são raros os estudos publicados. OBJETIVOS: Detecção da produção de
biofilme e pesquisa dos genes de resistência icaA, C e D em cepas isoladas de bolsas
de CPs randômicas e plaquetaféreses. METODOLOGIA: Foram analisadas 16
cepas de Staphylococcus coagulase negativa (SCoN) isoladas de bolsas de CPs,
provenientes do HEMORGS/Santa Maria, RS, quanto a formação de biofilme,
utilizando metodologia fenotípica (aderência em tubo de borossilicato e cultura em
Ágar vermelho Congo (CRA) e genotípica, com detecção dos genes de resistência
pela Polymerase Chain Reaction (PCR). Esse trabalho foi aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),
sob o número 0285.0.243.000-09. RESULTADOS: Com o CRA a pesquisa do
biofilme foi positiva em 7/16 amostras (43,75%) (colônias pretas). Oliveira et al., em
2009 relatou que 76% dos SCoN estudados apresentaram biofilme por esse ensaio e
Lazzaratto et al., em 2010 observou uma taxa menor, semelhante ao nosso estudo
(54%). Na técnica de aderência em tubo, 6/14 (37,5%) foram aderentes,
produtoras de biofilme, resultado inferior ao de Oliveira et al., 2009 (82%). 9/16
cepas (64,28%) apresentaram pelo menos um dos genes pesquisados e 7/9
(77,78%) concomitantemente os 3 genes icaA, C e D. Oliveira et al., 2009
encontrou 82% e 42%, respectivamente. A técnica de tubos apresentou 66,67% de
sensibilidade e 100% de especificidade, o ensaio CRA, 77,78% e 100%,
respectivamente. CONCLUSÃO: Ambos os ensaios fenotípicos demonstraram 100%
de sensibilidade e especificidade, quando comparados ao padrão ouro (PCR). Este
estudo encontra-se em andamento: estão sendo pesquisados outros genes e
mecanismos de resistência (mecA, ermA, ermB e ermC). Serão analisados os
prontuários dos receptores das bolsas de CPs contaminadas, para avaliar a
existência
de
correlação
entre
genes/mecanismos
de
resistência/
antimicrobiano/desfecho clínico, uma vez que estudos demonstraram que os genes
icaA, C e D, responsáveis pela codificação de enzimas formadoras de biofilme,
presentes na maioria dos SCoN, facilitarem o desenvolvimento das infecções e suas
recidivas assim como falha na antibioticoterapia.
Descritores: Plaquetas, contaminação, bactérias, resistência, Staphylococcus.
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA (IRC): RELATO DE CASO
DA SILVA, Delaine Ilha; 1 MUSSOI, Thiago Durand; 2
1
Relatora. Nutricionista, Graduada pelo Centro Universitário Franciscano-UNIFRA.
2
Nutricionista, Professor e Orientador de estágio em Nutrição Clínica no Centro Universitário
Franciscano-UNIFRA. E-mail: [email protected]
Descritores: Insuficiência Renal Crônica; Avaliação Nutricional; Conduta Nutricional.
Introdução: No Brasil, 6,6% das pessoas possuem alguma doença renal;
entretanto, apenas 30% delas têm conhecimento. Isso se deve ao fato da doença ser
silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas nas suas fases iniciais (FREITAS,
2012). Entre as patologias que podem conduzir à IRC, conhecidas como doenças de
base, destacam-se a hipertensão arterial e o Diabetes Mellitus (DM). A
insuficiência renal crônica é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta,
progressiva e irreversível das funções renais. A função mais importante do rim é a
capacidade de excreção e regulação da água corpórea, de minerais e de
compostos orgânicos. Objetivos: relatar o caso da usuáriaE.S.B. e descrever a
terapia nutricional introduzida, relacionando-a com o estado nutricional.
Metodologia: trata-se de um estudo descritivo, relato de caso. Resultados: E.S.B, sexo
feminino, 58 anos, internada na Unidade 200 do Hospital Casa de Saúde, em Março
deste ano, diagnosticada com insuficiência renal crônica, realiza diálise três vezes na
semana, relata ser hipertensa e ter diabetes mellitus a seis anos. Realizou-seuma
única avaliação nutricional: 65 Kg, 1,57 Cm, Índice de Massa Corporal 26 Kg/m2,
diagnóstico nutricional de Sobrepeso, no momento da avaliação não apresentava
retenção de líquido. Recebendo dieta por via oral em consistência livre,
hipossódica para DM. Refere inapetência alimentar, não tolera carne vermelha.
Segundo o recordatório dos seus hábitos alimentares, observaram-se inadequações nas
refeições de acordo com as patologias apresentadas. Adequaram-se as preparações para
uma dieta de consistência livre, via oral, fracionada em seis refeições/dia,
hipossódica para DM, porém também foi sugerido ser hiperprotéica, para assim
garantir as necessidades nutricionais, visando sempre adequar conforme aceitabilidade
da paciente. Conclusão: a terapia nutricional neste caso é de grande importância,
pois a paciente possui patologias do passado, que provavelmente não eram
controladas, e hoje desencadearam novas doenças, então para que intervenção dietética
obtenha resultados, evitando uma desnutrição energético-protéico, é necessário à adesão
do paciente ao tratamento.
A IMPORTÂNCIA DO ADEQUADO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO
DE ÓBITOS
ROSSATO, Verginia Medianeira Dallago¹; BANDEIRA, Danieli²; PREVEDELLO, Patricia
Vedovato³; SILVA, Adriele Roth4; SILVEIRA, Giane5
¹Relator. Enfermeira Doutora em Educação e Ciência pela UFSM. Responsável técnica pelo
Núcleo de Vigilância
Epidemiológica Hospitalar do Hospital Universitário de Santa Maria. [email protected]
²Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público
de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
³Enfermeira Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público
de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
4
Graduanda do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria.
5
Farmacêutica Residente do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Sistema
Público de Saúde -Universidade Federal de Santa Maria.
Introdução: Os profissionais da saúde tem por foco a defesa da vida, e a morte por
fazer parte do ciclo da vida, se faz presente no cotidiano do cuidado destes profissionais.
Como atividade inerente do médico, e presente no processo de morte/morrer tem-se o
preenchimento da Declaração de Óbito (DO). A DO é um documento padrão para a
coleta de informações sobre mortalidade, que serve de base para o cálculo das
estatísticas vitais e epidemiológicas do Brasil¹. Assim, a DO é um instrumento
imprescindível para a construção de um adequado planejamento de saúde que
visa garantir uma política de saúde adequada significando o direito entre a vida e a
morte para muitas pessoas. Justificativa: Tendo em vista a frequente dúvida dos
profissionais no preenchimento correto das DO´s e da qualificação do banco de dados
do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Núcleo de Vigilância
Epidemiológica Hospitalar (NVEH) juntamente com a Epidemiologia da Secretaria
Municipal de Saúde e 4ª Coordenadoria Regional de Saúde vêm realizando
atividades educativas no sentido de melhorar a qualidade do preenchimento deste
documento, além disso, ressalta-se a inserção destes serviços nos Comitês de Óbito
geral, materno e infantil do HUSM.
Objetivo: Sensibilizar os profissionais
responsáveis no preenchimento correto da DO. Metodologia: Trata-se de um
estudo descritivo, com o intuído de relatar as atividades realizadas pelos Comitês
de Óbitos e NVEH dando enfoque na importância do preenchimento correto do
documento de óbito. Resultados: As reuniões dos comitês que analisam os óbitos
no HUSM ocorrem mensalmente e são realizadas por uma equipe
multiprofissional. O ponto fundamental da revisão das DO´s são as causas da morte e
causas antecedentes, onde é revisado se o diagnóstico da causa da morte é compatível
com a história clínica do paciente, neste caso são feitas alterações, tendo estas à
aprovação de um médico responsável. Conforme a necessidade os profissionais
são chamados para ser orientado quanto preenchimento da declaração. Outras
situações revisadas são quando às declarações devem ser anuladas, nunca devem ser
rasgadas. Uma atividade que envolve o Município são os óbitos por causa
desconhecida ou indeterminada, que devem ser investigadas. Nestes casos à equipe
do NVEH investiga o histórico do paciente e repassa para a Secretaria Municipal as
informações. Outras demandas que o Núcleo tem recebido são em relação aos nomes
que são preenchidos inadequadamente e que tais erros impedem que os registros de
óbito sejam emitidos. Como medida educativa, realizou-se um cartaz informativo
“Declaração de Óbito: direito do cidadão, dever do profissional médico” com a
finalidade de divulgar o fluxo correto de preenchimento das DO´s, sendo
distribuído nos diferentes serviços do HUSM e Município. Conclusões: O trabalho
de monitoramento dos óbitos pontuam a importância do preenchimento adequado
destes documentos, cabendo ao comitê promover uma educação permanente nos
serviços para que os profissionais se sensibilizem e contribuam para que nesta etapa que
atesta a morte não venham causar transtornos aos familiares e que desta forma os
serviços de saúde possam estar estruturados em índices de causas mortes o mais
próximo da realidade.
Descritores: Declaração de óbito, Causa de óbito, Mortalidade
PRÁTICAS ALIMENTARES EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE
MUITO BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA(HUSM)
MORAIS , Luiz Paulo Barros1; ANNES, Cláudia Scortegagna1; PETRÓ, Giovani Anton
1
; BUENO, Fábio Ferreira 1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R. M.2
1Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a
Ciência.
2
- Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM.
INTRODUÇÃO: Alimentar o recém-nascido de muito baixo peso de modo adequado é
fundamental tanto para garantir sua sobrevida como para melhorar o seu
crescimento e desenvolvimento. No entanto, um elevado percentual de recémnascidos pré-termo de muito baixo peso desnutre durantea hospitalização, o que tem
conseqüências negativas, tanto a curto como à longo prazo. Otimizar a alimentação do
recém-nascido de muito baixo peso e, conseqüentemente, seu crescimento é meta que
deve ser atingida. OBJETIVO: Verificar as práticas alimentares adotadas nos recém nascidos de muito baixo peso da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do
HUSM, num período de quatro anos. MÉTODO: Coorte longitudinal prospectiva dos
recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g internados na Unidade de Tratamento
Intensivo Neonatal do HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2011. As variáveis
analisadas incluíram: idade de início da alimentação enteral, idade de obtenção da via
enteral plena, tempo de nutrição parenteral (NP), idade de início da oferta
parenter al de aminoácidos, complicações da NP parenterais, tipo de alimentação na
alta hospitalar . Os resultados foram analisados através do software Stata 10.
RESULTADOS: Internaram na UTIN do HUSM 253 recém-nascidos com peso ao
nascer < 1500g. Neste grupo, a alimentação enteral foi iniciada, em média, com 4,1
(±5,5) dias de vida , tornando -se plena com 22,3 (±19,0) dias de vida. 92,8% dos
recém-nascidos utilizaram NP, por um período de 17,3 (±15,5) dias, tendo a
introdução parenteral de aminoácidos ocorr ido com 2,0 (±1,2) dias de vida). Não
foram observadas complicações relacionadas ao uso de NP. Na alta, 46,1% dos recém
nascidos estavam com alimentação mista (leite materno + fórmula láctea) e
apenas 2,9% em aleitamento materno exclusivo. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que
as práticas alimentares relativas à NP e a alimentação enteral foram adequadas,
especialmente quanto a introdução precoce da mesma, no entanto, há necessidade da
adoção de medidas de incentivo ao aleitamento materno, visto que mais da metade das
crianças deram alta usando exclusivamente fórmula láctea.
DESCRITORES: Prematuro; Alimentação.
SEPSE NEONATAL EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE MUITO
BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE
SANTA MARIA (HUSM)
BUENO, Fábio Ferreira1; PETRÓ, Giovani Anton1; ANNES, Cláudia Scortegagna1;
MORAIS , Luiz Paulo Barros1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R. M.2
1- Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a
Ciência.
2 - Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM.
INTRODUÇÃO: A sepse é uma das principais causas de morbimortalidade no
período neonatal. Em recém-nascidos de muito baixo peso (<1500g) sua
incidência, comprovada por hemocultura positiva, varia entre 11 e 25%. Apesar de
todos os avanços na terapia antimicrobiana, nas medidas de suporte e dos meios para
diagnóstico, a mortalidade atribuída a mesma, nessa população, é bastante alta.
OBJETIVO: Determinar a incidência de sepse neonatal (precoce e tardia) nos
recém-nascidos de muito baixo peso da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal
(UTIN) do HUSM, num período de quatro anos. MÉTODO: Coorte longitudinal
prospectiva dos recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g internados na
Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e
2011. Sepse neonatal foi definida pela presença de sinais clínicos sugestivos e/ou
hemocultura positiva e classificada em precoce, quando a manifestação ocorreu nas
primeiras 48 horas de vida e tardia, quando foi após esse período (diretriz do
Ministério da Saúde). Os resultados foram analisados através do software Stata 10.
RESULTADOS: No período descrito acima, internaram na UTIN do HUSM 253
recém-nascidos com peso ao nascer < 1500g. A incidência geral de sepse precoce e
tardia foi de 20,8% e 32,2%, respectivamente. Considerando os anos analisados, a
maior ocorrência de sepse precoce foi em 2007 (41,5%) e a menor em 2009 (5,9%).
Já a sepse tardia manteve-se estável, com uma incidência variando em entre 29,42%, no
ano de 2009 e 37,5%, em 2011. O germe prevalente na sepse precoce foi o
streptococcus e na tardia o stafilococcus coagulase negativa. A mortalidade na sepse
precoce foi de 41,7% e na tardia de 31,5%. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que a
sepse é um evento prevalente na UTI Neonatal do HUSM, com elevada mortalidade.
Tais resultados apontam para a necessidade de se revisar as medidas de controle de
infecção na unidade, além de priorizar ações que melhorem a qualidade do atendimento,
tanto da mãe como do recém -nascido, a fim de diminuir a mortalidade neonatal por
sepse.
DESCRITORES: Prematuro; Infecção.
REANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTO EM RECÉM-NASCIDOS
PRÉ-TERMO DE MUITO BAIXO PESO AO NASCER (< 1500 g) NO
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA (HUSM)
ANNES, Cláudia Scortegagna1; MORAIS , Luiz Paulo Barros1; PETRÓ, Giovani
Anton1; BUENO, Fábio Ferreira1; PORTO, Beatriz, S. S.2; WEINMANN, Angela R.
M.2
1Acadêmico do Curso de Medicina. Bolsista do Programa Jovens Talentos para a
Ciência.
2
- Professor do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM.
INTRODUÇÃO: A necessidade de procedimentos de reanimação neonatal em sala
de parto é maior quanto menor a idade gestacional e/ou peso ao nascer. Estimase que, no país a cada ano, 300.000 crianças necessitem de assistência ventilatória
na sala de parto, sendo cerca de 35.000 com peso ao nascer inferior a 1.500g. Estudos
mostram que 67% deles receberam ventilação com pressão positiva ao nascer, 8%
necessitaram de massagem cardíaca e 5% de medicações. A assistência adequada ao
recém-nascido em sala de parto é fundamental tanto para garantir sua sobrevida como
para melhorar o seu prognóstico a curto, médio e longo prazo. OBJETIVO: Determinar
a necessidade de reanimação neonatal e verificar as práticas de reanimação
neonatal em sala de parto adotadas nos recém-nascidos de muito baixo peso da
Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do HUSM, num período de quatro
anos. MÉTODO: Coorte longitudinal prospectiva dos recém-nascidos com peso ao
nascer < 1500g internados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do
HUSM, nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2011. As variáveis analisadas incluíram:
idade materna, pré-natal, uso de corticóide antenatal, tipo de parto, sexo do recémnascido, peso de nascimento, comprimento, perímetro cefálico, uso de oxigênio,
uso de ventilação com balão e máscara, uso de intubação traqueal, uso de
massagem cardíaca e uso de adrenalina. Os resultados foram analisados através do
software Stata 10.RESULTADOS: Foram avaliados 253 recém-nascidos com peso ao
nascer < 1500g. Neste grupo, a média da idade materna foi 25,5 anos (±7,55), sendo
5% menores de 16 e 10% com mais de 35 anos). 80,08% das gestantes realizaram
pré-natal. Em relação ao uso de corticóide antenatal, 35,19% das gestantes
receberam o ciclo completo, em 16,20% dos casos o tratamento foi incompleto e
41,67% não receberam nenhuma dose. Quanto ao tipo de parto, 63,56% foram via
cesareana, 35,22% via vaginal e 1,21% de parto domiciliar. Não houve diferença
significativa em relação ao sexo: 46,61% eram masculinos e 53,39% feminino. O
peso médio de nascimento foi 1079 gramas (±284,35), o comprimento médio foi
36,7 centímetros e o perímetro cefálico, 26,7 cm. Quanto ao emprego das
técnicas de reanimação neonatal, o uso de oxigênio em sala de parto foi necessário em
82,99% dos recém-nascidos deste grupo. Destes, 79,67% utilizaram ventilação com
balão e máscara, tendo a intubação traqueal ocorrido 36,97% dos casos, enquanto
massagem cardíaca e adrenalina foram utilizadas em 8,55% e 5,17%,
respectivamente. Não houve variação significativa entre os anos no período analisado.
CONCLUSÃO: A necessidade de oxigênio e ventilação com pressão positiva,
seguida das manobras avançadas de reanimação na sala de parto, definidas como
intubação e/ou massagem cardíaca e/ou uso de medicações, foi bastante freqüente no
grupo estudado. A freqüência da utilização de técnicas de reanimação em sala de
parto foi semelhante às referidas na literatura, demonstrando uma adequação das
práticas em nosso meio. Dada a complexidade deste atendimento em recém-nascidos
com peso ao nascer < 1500g é fundamental contar com equipe qualificada e
constantemente capacitada, além de equipamentos adequados, a fim de realizar de
forma rápida e efetiva as manobras de reanimação, visto que em torno de 80% das
crianças deste grupo irão necessitar auxílio para iniciar a respiração.
DESCRITORES: Prematuro; Reanimação neonatal.
IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA¹
PENNA, Marcia Aparecida², SAUL, Alexsandra Michelini Real³, SOARES, Rhea Silvia de Avila 4
1
Relato de Experiência
2
Enfermeira. Pós-graduada em Gestão Hospitalar pelo IAHCS. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
[email protected]
3
Enfermeira. Mestranda em Educação. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
4
Enfermeira. Mestranda do PPGENF. UFSM. Santa Maria, RS, Brasil.
INTRODUÇÃO: Com o decorrer dos anos, a enfermagem vem buscando o
aperfeiçoamento de seu processo de trabalho, com intuito de fornecer um
cuidado qualificado. A expressão processo de trabalho foi proposta pela primeira vez
em 1961, estando relacionada com a organização e o planejamento do cuidado
integral ao ser humano e era fundamentado na teoria das Necessidades Humanas
Básicas, consistindo assim um conjunto de etapas sistematizadas e interligadas,
sendo norteadas para a organização e planejamento do cuidado ao ser humano.
Contudo, pouco considerava e pouco incentivava a participação do paciente e de
seus familiares no processo de cuidado, assim como as interações com os demais
profissionais da equipe de saúde. Na década de 70, houve uma busca crescente por
atividades relacionadas à organização e planejamento dos serviços de enfermagem.
No Brasil, Wanda de Aguiar Horta, foi a pioneira nos estudos relacionados ao
Processo de Enfermagem, publicado em 1979. Posteriormente, na década de 90,
passou a ser denominado por Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE),
passando a ser obrigatório em todos os serviços que envolvem o cuidado de
enfermagem¹. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um processo
dinâmico das ações sistematizadas e inter-relacionadas, que viabiliza a organização
da assistência de enfermagem². Sendo uma metodologia norteadora do processo de
enfermagem. É uma atividade na qual o enfermeiro utiliza o conhecimento científico
para identificar as situações de saúde/doença e elaborar ações de assistência de
enfermagem que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde do indivíduo, família e comunidade. Para sua aplicação, os
profissionais precisam, entender conceitos e teorias apropriados das ciências da
saúde, incluindo a própria enfermagem, as ciências físicas, biológicas,
comportamentais e humanas, além de desenvolver uma visão holística que atenda
as necessidades humanas. Esse conjunto de conhecimentos proporciona justificativas
para tomadas de decisão, julgamentos, relacionamentos interpessoais, bem como
ações futuras. A SAE é uma atividade privativa do enfermeiro, onde através de um
método e de uma estratégia de trabalho cientifico, realiza a identificação das
situações de saúde/doença e com estas elabora o histórico, bem como a coleta de dados,
estabelece o diagnóstico de enfermagem subsidiando a prescrição e a implantação
das ações de Assistência de Enfermagem e avaliação dos resultados obtidos³.
Trata-se de uma abordagem de enfermagem ética e humanizada, tendo como
propósito a resolução de problemas, atendendo às necessidades de cuidados de
saúde e de enfermagem do indivíduo, contribuindo para a promoção, prevenção,
recuperação e reabilitação da saúde do individuo, da família e da comunidade. A
Resolução COFEN Nº 358/2009, dispõe sobre a Sistematização da Assistência de
Enfermagem e a implantação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou
privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem4.A implantação da
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) constitui uma exigência para
as instituições de saúde pública e privada do Brasil. Desse modo, requer do
profissional conhecer o paciente em sua totalidade, mediante o uso de seus
conhecimentos e habilidades, orientando a equipe para implantação das ações
sistematizadas. O Conselho Federal de Enfermagem afirma que a SAE deve ocorrer
em todas as instituições de saúde brasileiras, públicas e privadas, considerando sua
institucionalização como prática de um processo de trabalho adequado às necessidades
da comunidade e como modelo assistencial a ser aplicado em todas as áreas de
assistência à saúde pelo enfermeiro. O Conselho considera que a implantação da
SAE constitui, efetivamente, melhorias na qualidade da assistência de enfermagem.
OBJETIVOS: O presente trabalho tem por objetivo descrever a experiência de
enfermeiras de uma unidade de internação cirúrgica, na implantação da sistematização
da assistência de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de
experiência vivenciado por enfermeiros assistenciais atuantes em uma unidade de
internação cirúrgica de um hospital universitário do interior do estado do RS. Esta
unidade destinada a pacientes adultos que foram ou serão submetidos a algum tipo de
procedimento cirúrgico, possui 46 leitos, 11 enfermeiros, 23 técnicos de enfermagem,11
auxiliares de enfermagem e 1 auxiliar de saúde distribuídos nos três turnos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Levando em consideração a base na resolução
do COFEN, a equipe de enfermeiros da Unidade de Internação Cirúrgica, no ano de
2008 iniciou a implantação da SAE nesta unidade. Iniciamos com a utilização de
um formulário simples, elaborado pelos próprios enfermeiros, onde a assistência
de enfermagem seria sistematizada e documentada e assim, arquivada no
prontuário do paciente. Durante um período de adaptação com a SAE, os
enfermeiros do turno da noite ficaram responsáveis por 04 pacientes e os do diurno
por 08, sendo 04 no turno da manhã e 04 no turno da tarde. Neste momento, utilizamos
um sistema informatizado e aSAE é realizada em todos os turnos, onde cada enfermeiro
fica responsável por quatro pacientes em escala pré determinada de acordo com o
número de enfermeiros no turno, ou seja, três enfermeiros no turno da manhã,
enfermeiro A fica responsável pela SAE dos leitos 01, 05, 09 e 13, enfermeiro B pelos
leitos 15, 17, 20 e 27, enfermeiro C pelos leitos 30, 36, 40 e 42 e assim sucessivamente
nos outros turnos, totalizando 28 pacientes onde aplicamos a SAE de um total de 46
leitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Durante a implantação da SAE, foi possível
constatar que esse é um processo lento e difícil. Existe resistência por parte de
alguns enfermeiros, o que se deve muitas vezes à falta de experiência prévia em outros
serviços, à visão de que o processo seja complexo, demande muito tempo e que por
isso não seja possível de ser realizado na prática diária da enfermagem. Acredita-se que
entre as dificuldades encontradas pelos enfermeiros na implantação do processo de
enfermagem, encontra-se a sobrecarga com atividades burocráticas que dificultam
seu exercício profissional. Contudo, há enfermeiros engajados na sua aplicação,
dispostos a transpor as dificuldades, administrando o tempo e realizando suas tarefas
com qualidade. Pode-se observar que os auxiliares e técnicos de enfermagem
desconheciam o conteúdo sobre a SAE durante a sua formação e que passaram a
conhecer essa metodologia de assistência após o ingresso profissional em
instituições que realizam essa prática. A implantação da SAE nesta Unidade nos
confirmou a importância deste Processo de Trabalho para a organização e realização de
um cuidado de enfermagem com excelência, apreendeu-se que não podemos nos deter
em planos de cuidado fechados, devemos vislumbrar a multidimensionalidade e a
otimização deste cuidado, sendo flexíveis e buscando fornecer um atendimento sensível
e humanizado, levando em consideração as reais necessidades de cada paciente e seus
familiares. Tal experiência nos remete a viabilidade da implantação da SAE, o que vem
de encontro ao crescimento profissional a toda equipe de enfermagem. Podemos
perceber que as dificuldades encontradas não foram relevantes e não inviabilizaram o
propósito dos enfermeiros de desempenhar com competência suas atividades, mantendo
como meta a qualidade na assistência e valorização do trabalho proposto. E apesar das
dificuldades estamos tendo oportunidade de aplicar conhecimentos técnico-científicos e
humanizados na assistência aos pacientes, aprimorar nossas habilidades, aumentando a
qualidade na assistência, bem como a conquista de autonomia do enfermeiro.
Entendemos que o sucesso desta implantação dependerá da persistência,
responsabilidade, apoio e integração da equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares da
Unidade de internação cirúrgica, pois ainda permanecem fragilidades e limitações
do cotidiano.
DESCRITORES: enfermagem, processo de enfermagem, assistência de enfermagem
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